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Direito Constitucional

ATENÇÃO PARA AS ORIENTAÇÕES DE ESTUDO: ESTE MATERIAL SERÁ UTILIZADO


NAS SEMANAS 8, 9 E 10.
- SEMANA 8 E 9 – ESTUDO DO TEMA 5 (Pág. 1 a 69)
- SEMANA 10 – EXERCÍCIOS PARA REVISAR SEMANA 7, 8, 9 (Pág. 70 a 120)

SEMANA 8 e 9
5 Organização do Estado.
5.1 Organização político-administrativa.
5.2 Estado federal brasileiro.
5.3 A União.
5.4 Estados federados.
5.5 Municípios.
5.6 O Distrito Federal.
5.7 Territórios
5.8 Intervenção federal.
5.9 Intervenção dos Estados nos Municípios.

Organização Político-administrativa
A CF estabelece que a organização Político-administrativa da República compreende a
União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios, todos autônomos.
Atenção para algumas classificações.

I. Formas de Estado:
Quanto às formas de Estado, relacionamos o exercício do poder político em função do
território de um Estado:

Estado federado: é aquele em que há uma repartição constitucional de competências,


havendo diferentes entidades governamentais com autonomia. Há uma
descentralização política de competências. No Estado federado, estas diferentes
entidades políticas autônomas formam, através de um vínculo indissolúvel, um Estado
Soberano. Por conta disso, não há um direito de secessão em um Estado federado.

Estado unitário: é aquele em que há um centro de poder político que tem esta divisão:
o Unitário puro: há uma centralização do poder;
o Unitário descentralizado administrativamente: as decisões políticas são
centralizadas, mas as execuções dessas decisões políticas são delegadas;
o Unitário descentralizado administrativamente e politicamente: aqui há uma
descentralização administrativa dessas decisões políticas tomadas, mas essas entidades
são dotadas de uma autonomia para execução das decisões tomadas pelo governo

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central. Diante disso, podem decidir, no caso concreto, o que é mais conveniente ou
oportuno fazer.

Qual é a diferença entre o Estado descentralizado administrativamente e politicamente


e o Estado federado? No estado federado, esta repartição de competências é dada pela
Constituição. Mesmo as decisões políticas são tomadas por entes diversos. No estado
unitário, apesar de poder haver a descentralização, poderá regredir à centralização.
Nesse caso, esta regressão poderá se dar no momento e na forma como entender mais
conveniente, ao contrário do estado federado que encontra guarida da repartição pela
CF.

Qual é a diferença entre federação e confederação?


Federação: é a existência de entidades autônomas que se reúnem por um vínculo
indissolúvel para formação de um estado soberano, não admitindo o direito de
secessão. Ex.: CF/88.
Confederação: os estados que se reúnem não abrem mão de sua soberania, podendo a
qualquer momento sair da confederação, ou seja, admite-se o direito de secessão. A
confederação nasce a partir de um tratado internacional, pois os estados são soberanos.

II. Forma de governo


É o conhecimento da maneira pela qual se dará o governo, bem como a relação entre
governantes e governados. São basicamente duas as formas de governo:

República: são características básicas da república:


I) eletividade dos governantes;
II) temporalidade do exercício do poder;
III) representatividade popular;
IV) responsabilidade do governante, que inclusive deve prestar contas.

Monarquia: são características da monarquia:


I) hereditariedade do governo;
II) vitaliciedade no governo;
III) inexistência representação popular, pois quem coloca o governante lá é o seu
sangue;
IV) irresponsabilidade do governante, sem que haja dever de prestar contas.

III. Sistemas de governo


Nesse caso, há uma preocupação de como se dá a relação entre os Poderes Executivo e
Legislativo.

Sistema presidencialista: há uma maior independência entre o Poder Executivo e o


Legislativo. É característica do presidencialismo: o Presidente da República acumular as
funções de chefe de estado (na esfera internacional) e chefe de governo (na esfera
interna), além de ser o chefe da administração pública federal. O governante tem um
mandato com prazo certo.

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Sistema parlamentarista: há uma colaboração entre o Executivo e Legislativo. O chefe
de executivo, que é chefe do estado, escolhe o Primeiro-Ministro, o qual exercerá a
função de chefe de governo. Uma vez escolhido o primeiro- ministro, ele elabora um
plano de governo, devendo este ser submetido à apreciação do Parlamento. A partir de
então, o primeiro-ministro somente permanecerá no poder enquanto o seu plano de
governo obtiver o apoio do Parlamento, ou seja, no sistema parlamentarista a chefia é
dual: chefia de estado, a ser exercida por uma monarca ou presidente, e a chefia de
governo, exercida pelo primeiro-ministro. O chefe de governo permanece na chefia
enquanto obtiver a maioria parlamentar, pois depende do apoio do Parlamento.

Exemplo de perda do apoio do Parlamento ocorreu recentemente no Reino Unido,


quando aprovou a saída da União Europeia. Nessa situação, David Cameron disse que
não seria mais o primeiro-ministro, pois o seu plano de governo seria ficar na União
Europeia, razão pela qual não coube mais a ele se manter como chefe de governo, tendo
em vista que perdeu o apoio ao seu plano.

IV. Regimes de governo


Os regimes de governo se dividem basicamente em dois:
- Regime democrático: há participação popular.
- Regime autocrático: não há participação popular.

Federação na CF/88
A federação na Constituição de 1988 não é uma típica federação, pois o estado brasileiro
não é um típico estado federado. Isso porque, em verdade, somos compostos de 4
(quatro) espécies distintas de entes federados, dotados de autonomia: União, Estados,
Distrito Federal e Municípios.

A União e os Estados são típicos da federação, porém o Distrito Federal e os Municípios


são atípicos.

A doutrina explicita que existe o federalismo típico (federalismo de 1a grau), que é


aquele exercido da relação da União com os Estados. Porém, no Brasil, temos também
um federalismo de 2o grau, pois além da relação da União com os Estados, também há
relação dos Estados com os Municípios.

I. Quanto à formação do federalismo


Quanto à formação, o estado federado pode ser dar pelos meios:

Federalismo por agregação: há um conjunto de estados dependentes e soberanos que


abrem mão de sua soberania, fazendo um movimento centrípeto (de fora para dentro)
que forma um estado federado.

Federalismo por desagregação (segregação): ocorre quando um estado unitário decide


se descentralizar. Há um estado soberano que decide conferir autonomia a entidades

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dentro do Estado. Trata-se de um movimento de dentro para fora, sendo denominado
de movimento centrífugo. Neste federalismo, há ainda um poder central, no caso em
que a União detém certas competências mais amplas do que os demais estados.
II. Quanto à repartição de competências do federalismo
Federalismo dualista: é o federalismo clássico, em que há uma separação rígida de
competências e atribuições entre União e Estados, que se encontram em relação de
coordenação (igualdade, mesmo nível). Não há cooperação ou interpenetração entre
União e Estados. Há uma repartição horizontal de competências.

Federalismo cooperativo: não há uma separação rígida de competências, pois a ideia é
de que os entes federativos atuem em conjunto de forma comum ou concorrente. O
federalismo brasileiro é cooperativo, pois a CF prevê vários artigos de competência
comum ou concorrente.

Federalismo por integração: há uma relação de subordinação dos Estados em relação à
União (repartição vertical de competências), desvirtuando a natureza do federalismo, o
que o aproxima do Estado Unitário descentralizado.

III. Quanto às características dominantes


Federalismo simétrico: há um equilíbrio na repartição de competências. O que se busca
é a igualdade de tratamento, como, por exemplo, quando a CF estabelece tratamento
igualitário entre os Estados (ex.: repartição de competências, regime tributário,
representação dos Estados, etc.). O problema é que o federalismo simétrico pressupõe
uma igualdade de desenvolvimento entre os entes, como a homogeneidade de cultura,
grau de desenvolvimento, de educação, etc. São características a possibilidade de
intervenção federal, Poder Legislativo bicameral, Poder Judiciário dual (federal e
estadual) e ainda poder constituinte originário e poder constituinte decorrente.

Federalismo assimétrico: a Constituição vai estabelecer tratamentos distintos aos entes


federados em certas disciplinas, tendo por certa finalidade igualar os entes. Visa reduzir
as desigualdades regionais, que é objetivo fundamental da República. O Brasil é um
federalismo assimétrico, eis que há uma realidade heterogênea entre os entes
federados. Ex: Suíça (cantões) e Canadá. Uma prova da assimetria do federalismo
brasileiro é a possibilidad e de concessões de incentivos tributários regionais com a
finalidade de promover o equilíbrio entre os entes das diferentes regiões do país.

RESUMINDO: A Federação brasileira é de primeiro grau, visto que declina competências


da União para os Estados, e de segundo grau, pois avança dos Estados para os
Municípios. Foi formada por segregação ou desagregação, ou seja, havia um Estado
unitário que se descentralizou criando várias unidades autônomas. É vedado o direito
de secessão, pois um ente não pode decidir se separar do Brasil. E, por fim, realmente
não há superioridade de nenhum ente.

IV. Soberania x autonomia

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Cabe lembrar que os entes federados possuem tão somente autonomia. Nem mesmo a
União tem soberania, sendo autônoma. Somente o estado da República Federativa do
Brasil é que tem soberania.
Essa autonomia da União, Estados, Distrito Federal e Municípios se desdobra numa
tríplice capacidade:

Capacidade de auto-organização: é a capacidade de elaborar sua própria legislação;

Capacidade autogoverno: capacidade de se autogovernar;

Capacidade autoadministração: capacidade de se auto gerenciar.


Não há precedência de um ente federado sobre o outro, mas somente uma distribuição
de competências constitucionais. Esta é a razão pela qual um ente pode ter sua atividade
julgada inconstitucional quando violar a iniciativa cabível a outro ente.

Inclusive o STF já entendeu que a fixação, pelas Constituições dos Estados, de data para
o pagamento dos vencimentos dos servidores estaduais e a previsão de correção
monetária em caso de atraso não afrontam a CF. No entanto, a Constituição do Estado
que estende a obrigação aos servidores municipais e aos empregados celetistas de
empresas públicas e sociedades de economia mista viola a autonomia desses entes.

Em suma, o poder derivado decorrente não pode estender tal obrigação aos regidos
pela CLT e aos servidores municipais.

V. Federação de equilíbrio
Marcelo Alexandrino e Vicente Paulo dizem que a CF/88 se enquadra na federação de
equilíbrio, pois está fundada no equilíbrio entre as competências e a autonomia
conferidas aos entes federados.

VI. Garantias à federação


A CF/88 tem uma especial motivação para se enquadrar na forma federativa, eis que
elenca uma série de garantias à federação.

Por exemplo, as competências são definidas constitucionalmente. Ao distribuí- las, a CF


assegura equilíbrio federativo, o que transmite segurança e equilíbrio, ou seja, se a
competência está na CF, ela deve ser respeitada, sob pena de uma atuação
inconstitucional, passível de controle de constitucionalidade.

A fim de observar a unidade da federação, ou seja, vedação ao direito de secessão, é


possível até a chamada intervenção, que assegura o equilíbrio e a manutenção da nossa
federação.

Para manter o equilíbrio entre os entes federados para que houvesse sequer a posição
de um com relação ao outro, a CF consagra uma imunidade recíproca de impostos, além
da própria repartição das receitas tributárias.

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Percebemos que a federação é de tão grande importância que o art. 60, §4o, da CF
consagra a forma federativa de estado como cláusula pétrea.

A república não é cláusula pétrea. Nem mesmo o sistema de governo presidencialista é


cláusula pétrea. Com relação à forma de governo republicana, vale lembrar que, apesar
de não ser cláusula pétrea, é um princípio constitucional sensível, autorizando a
intervenção federal.

Entes federados
I. União
A União é pessoa jurídica de direito público interno. A pessoa jurídica de direito público
externo é a República Federativa do Brasil. Todavia, a União representa a República
Federativa do Brasil. Portanto, cabe à União exercer as prerrogativas da República nas
relações internacionais. E estas prerrogativas são de atribuições exclusivas da União.

Veja, a União somente representa a República Federativa do Brasil, ou seja, não é ela
quem age, e sim o Estado Federal, o qual pratica os respectivos atos.

A CF/88 traz os bens da União. O art. 20 da CF estabelece que são bens da União:
• os que lhe pertencem e os que vierem a lhe pertencer;
• as terras devolutas indispensáveis à defesa das fronteiras, das fortificações e
construções militares, das vias federais de comunicação e à preservação ambiental,
definidas em lei;
• os lagos, rios e quaisquer correntes de água em terrenos de seu domínio (águas em
seu estado), ou que banhem mais de um Estado (águas interestaduais), sirvam de limites
com outros países (águas limítrofes), ou se estendam a território estrangeiro ou dele
provenham (águas internacionais), bem como os terrenos marginais e as praias fluviais.
• as ilhas fluviais e lacustres nas zonas limítrofes com outros países; as praias marítimas;
as ilhas oceânicas e as costeiras, excluídas, destas, as que contenham a sede de
Municípios (Florianópolis), exceto aquelas áreas afetadas ao serviço público e a unidade
ambiental federal, e as referidas no art. 26, II;
• os recursos naturais da plataforma continental e da zona econômica exclusiva;
• o mar territorial;
• os terrenos de marinha e seus acrescidos;
• os potenciais de energia hidráulica;
• os recursos minerais, inclusive os do subsolo;
• as cavidades naturais subterrâneas e os sítios arqueológicos e pré- históricos;
• as terras tradicionalmente ocupadas pelos índios.

II. Estados-membros

a) Auto-organização

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Os Estados-membros são dotados de autonomia, que começa com a auto- organização,
também denominada de auto legislação. Dessa característica, advém a possibilidade de
elaborar suas próprias Constituições Estaduais, desde que observe os princípios da
Constituição Federal, sendo assim denominados:

princípios constitucionais sensíveis: a observância é obrigatória, sob pena de


intervenção federal. Estão previstos no art. 34, VII, da CF, sendo, portanto, princípios
sensíveis:
o forma republicana, sistema representativo e regime democrático;
o direitos da pessoa humana;
o autonomia municipal (prova a importância que a CF deu ao federalismo de 2o grau);
o prestação de contas da administração pública, direta e indireta (decorre da forma
republicana de governo);
o aplicação do mínimo exigido da receita resultante de impostos estaduais,
compreendida a proveniente de transferências, na manutenção e desenvolvimento do
ensino e nas ações e serviços públicos de saúde.

Ofensa a esses princípios poderá ensejar representação interventiva, proposta pelo


Procurador Geral da República perante o STF. Nesse caso, o PGR buscará a declaração
de inconstitucionalidade daquela medida pelo STF, por meio da intervenção, bem como
a própria Corte faça uma requisição ao Poder Executivo, a fim de que ele decrete a
intervenção federal.

princípios constitucionais extensíveis: são regras de organização que a CF estendeu aos


Estados-membros, ao Distrito Federal e aos municípios.

princípios constitucionais estabelecidos: são diversos princípios que se encontraram na


CF/88 e que limitam a autonomia organizatória do Estado, ainda que não estejam
expressamente previstos como limitadores.

b) Autogoverno
Mas não basta auto-legislação, pois os Estados são dotados de autogoverno. Isso
significa que o estado é organizado em Poder Executivo, Poder Legislativo e Poder
Judiciário.

A CF estabelece importantes regras para limitar a definição do Poder Estadual.


O poder legislativo estadual é unicameral, visto que é composto por uma única câmara,
denominada de Assembleia Legislativa, composta por deputados estaduais. Vigora o
sistema proporcional dos deputados estaduais, ou seja, não podem ser eleitos pelo
sistema majoritário. O mandato dos parlamentares estaduais será de quatro anos, não
podendo ser de cinco anos.

O número de deputados estaduais corresponderá ao triplo da representação do Estado


na Câmara dos Deputados. Isso até que o número de deputados federais seja igual a 12
deputados federais será definido a partir do número de deputados federais. A partir do

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momento em que se tem 36 deputados estaduais, passamos a ter o acréscimo de 1 para
1. Então, atingido o número de 36, será acrescido de tantos quantos forem os Deputados
Federais acima de doze. O Estado de São Paulo tem 70 deputados federais, razão pela
qual tem 94 deputados estaduais. O subsídio dos deputados estaduais deverá ser no
máximo de 75% do subsídio de um deputado federal, sendo de iniciativa da Assembleia
Legislativa.

A CF estabelece que é obrigatório o Estado tratar sobre a lei de iniciativa popular.

A eleição de governador e vice devem corresponder ao período de 4 anos.

O subsídio do governador é de iniciativa da Assembleia Legislativa, conforme o art. 28,


§2o, CF.

O limite remuneratório, no âmbito do poder legislativo, é o subsídio dos deputados


estaduais. No âmbito do poder executivo, o limite é o subsídio do governador, exceto
para procuradores de estado e defensores públicos, cujo teto é 90,25% do subsídio do
ministro do STF.

A CF autoriza que os Estados fixem como limite único para o teto remuneratório do
Estado o subsídio mensal dos desembargadores do respectivo Tribunal de Justiça, o qual
tem como limite o quantum de 90,25% do subsídio do ministro do STF. Este teto de
subsídio não se aplica aos deputados estaduais, distritais e nem aos vereadores, eis que
a própria CF assim já estabelece.

É possível que a Constituição Estadual estabeleça mecanismos de controle abstrato de


constitucionalidade, a fim de verificar se as leis estaduais e municipais guardam relação
com a Constituição Estadual. A legitimidade para representação de
inconstitucionalidade não poderá ser atribuída a um único órgão.

A CF admite que a Constituição Estadual crie uma Justiça Militar Estadual, sendo
composta em 1o Grau pelo juízes de direito e pelos conselhos de justiça, e em 2o grau
pelo próprio Tribunal de Justiça. É possível que em 2o Grau exista um Tribunal de Justiça
Militar nos estados em que o efetivo militar seja superior a 20.000 integrantes, caso
contrário será do Tribunal de Justiça a competência.

É constitucional norma de Constituição estadual que preveja que as proibições e os


impedimentos estabelecidos para os Deputados Estaduais deverão ser aplicados
também para o Governador e o Vice-Governador do Estado.

c) Autoadministração
A CF estabelece que a competência dos Estados é residual. São reservadas aos Estados
as competências que não estejam vedadas pela própria CF. Os Estados terão sua
autoadministração dentro das competências administrativas e legislativas definidas
constitucionalmente. A CF vai estabelecer quais são essas competências.

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A própria CF também vai dizer que, internamente, por meio de lei complementar,
poderão instituir regiões metropolitanas, aglomerações urbanas e microrregiões (§3o
do art. 25). Mediante lei complementar, o Estado poderá pegar um conjunto de
municípios limítrofes e criar uma microrregião, região metropolitana ou aglomeração
urbana, tendo por fim a organização ou planejamento de funções públicas de interesse
comum.

A diferença entre elas é:


Regiões metropolitanas: conjuntos de municípios limítrofes com certa continuidade
urbana e que se reúnem em torno de um município polo (em destaque), tendo em
relação aos outros municípios uma continuidade urbana. Ex.: região metropolitana de
São Paulo.
Aglomeração urbana: são áreas urbanas de municípios limítrofes, mas não há município
sede (central), havendo uma grande densidade populacional (demográfica). Há também
uma continuidade urbana entre esses municípios, porém não há o município polo.
Microrregiões: há também municípios limítrofes, porém apresentam características
homogêneas e problemas comuns. Estes municípios não estão ligados a uma
continuidade urbana.

A competência para criá-los é exclusiva dos Estados, sempre por meio de lei
complementar.

d) Limitações ao poder constituinte derivado decorrente


Quando o Estado-membro se vale de sua auto-legislação e cria a Constituição Estadual,
exercerá o poder constituinte: poder constituinte derivado decorrente.

Todavia, existem limitações ao poder constituinte derivado decorrente. Algumas


matérias, segundo já decidido pelo STF, não podem ser definidas pela Constituinte
Estadual.
• CE não pode condicionar a nomeação de secretário de Estado a uma prévia aprovação
da Assembleia Legislativa, pois violaria a separação dos poderes;
• CE não pode estabelecer em 4/5 dos membros da Assembleia o quórum para
aprovação de emendas à constituição estadual, visto que o estabelecido pela CF seria
uma norma de observância obrigatória (3/5 em dois turnos);
• CE não pode tratar de matérias de iniciativa privativa do Executivo, a partir de uma
proposta de emenda apresentada por parlamentar. A ideia é coibir a fraude, pois se a
CF estabelece que uma determinada matéria é de iniciativa do presidente da república,
isso deve ser observado obrigatoriamente pela Constituição do Estado.
• CE não pode subordinar a nomeação do Procurador-Geral de Justiça a uma prévia
aprovação do seu nome pela Assembleia Legislativa. Isso porque a CF estabeleceu regra
própria para a matéria, conforme art. 128, §3o, que diz que os Ministérios Públicos dos
Estados e o do Distrito Federal e Territórios formarão lista tríplice dentre integrantes da
carreira, na forma da lei respectiva, para escolha de seu Procurador-Geral, que será
nomeado pelo Chefe do Poder Executivo, para mandato de dois anos, permitida uma

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recondução. Sendo assim, a CF estabeleceu processos distintos para o Procurador-Geral
da República e para os Procuradores Gerais de Justiça;
• CE não pode outorgar aos governadores de estado imunidade à prisão em flagrante, à
prisão preventiva e à prisão temporária, tampouco estabelecer a irresponsabilidade na
vigência do mandato por atos estranhos aos exercícios de suas funções. Para o STF, estas
garantias são exclusivas do Presidente da República, como chefe de estado. O STF
decidiu que não há necessidade de prévia autorização da Assembleia Legislativa para
que o Governador do Estado seja processado por crime comum. Assim, o STJ pode
receber denúncia ou queixa proposta contra o Governador e seguir com a ação penal
sem que seja necessária autorização prévia da Assembleia Legislativa.
• CE não pode condicionar a eficácia de convênio celebrado pelo Poder Executivo à
prévia aprovação do Poder Legislativo Estadual, pois isto violaria o princípio da
separação dos poderes. Por conta disso, é inconstitucional norma da CE que exija
autorização da Assembleia Legislativa para o Estado celebrar acordo que implique no
aumento da dívida do ente;
• CE não pode estabelecer prazo para que o detentor de uma iniciativa privativa
apresente projeto de lei ao legislativo, pois violaria a separação dos poderes. Caso haja
inércia poderá configurar um caso de inconstitucionalidade por omissão.
• CE não pode outorgar competência para que a Assembleia Legislativa julgue suas
próprias contas e dos administradores do Poder Executivo e Judiciário. Isso porque é
preciso que a norma constitucional sobre o julgamento de contas seja reproduzida nos
Estados, guardados os órgãos competentes. Segundo a CF, o Tribunal de Contas irá
julgar as contas dos administradores na esfera federal. Esse modelo seria de observância
obrigatória dos Estados, Distrito Federal e Municípios. Na esfera estadual, a
competência para julgar as contas do Governador será da Assembleia Legislativa, após
a apreciação por meio de parecer prévio, no prazo de 60 dias, do Tribunal de Contas do
Estado, pois essa competência para julgamento das contas do presidente da república é
do Congresso Nacional, após a apreciação e parecer prévio do Tribunal de Contas da
União. Ocorre que a competência para julgar as contas dos demais administradores
públicos estaduais, no âmbito dos três poderes (Executivo, Legislativo e Judiciário), é do
Tribunal de Contas dos Estados. Previsão em sentido diverso viola a CF.
• CE não pode adotar sistemas eleitorais distintos daqueles previstos na CF. Há
basicamente dois sistemas: majoritário e o proporcional. Esses sistemas eleitorais são
de observância obrigatória pelos Estados-membros.
• CE não pode definir os crimes de responsabilidade do governador, tampouco cominar
as respectivas penas. Esta competência é de direito penal, cabendo à União legislar
privativamente. O STF faz uma interpretação extensiva para enquadrar os crimes de
responsabilidade na competência de direito penal da União. Este entendimento está
esposado na súmula vinculante 46.
• CE não pode impor, ao Prefeito, o dever de comparecimento perante a Câmara de
Vereadores, pois semelhante prescrição normativa, além de provocar estado de
submissão institucional do chefe do Executivo ao Poder Legislativo municipal (sem
qualquer correspondência com o modelo positivado na Constituição da República);
• CE não pode submeter à Assembleia Legislativa Estadual a escolha, pelo Governador,
de Desembargador que integrará o Tribunal de Justiça, eis que esse procedimento já

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está exaustivamente previsto no artigo 94, CF, havendo invasão da competência do
Poder Executivo.
• CE não pode estabelecer que lei de iniciativa parlamentar autorize o chefe do Poder
Executivo Estadual a extinguir sociedade de economia mista, destinando os bens
remanescentes da entidade à autarquia estadual. Isso porque a criação e extinção de
Ministérios e órgãos da administração pública é de iniciativa do Presidente da República,
sendo, por simetria, de competência do Governador do Estado.
• CE não pode criar órgão de segurança pública diverso daqueles previstos no art. 144
da Constituição.

III. Municípios
Os municípios têm autonomia municipal. Esta expressão foi arrolada como princípio
constitucional sensível.

O município é organizado por uma lei orgânica, votada em dois turnos, com interstício
mínimo de 10 dias entre os dois turnos, e aprovada por 2/3 dos membros da Câmara
Municipal (art. 29), devendo observar alguns preceitos constitucionais.

A eleição do Prefeito, do Vice-Prefeito e dos Vereadores, para mandato de quatro anos.

No tocante ao Poder Legislativo municipal:


• o total da despesa com a remuneração dos Vereadores não poderá ultrapassar o
montante de 5% da receita do Município;
• os vereadores são invioláveis pelas suas palavras, votos e opiniões no exercício do
mandato e na circunscrição do município;
• a Lei Orgânica deve tratar sobre iniciativa popular de projeto de lei mediante
manifestação de pelo menos 5% do eleitorado.
• os limites máximos do subsídio dos vereadores têm como percentuais os subsídios dos
deputados estaduais.

Então, seguirá a tabela trazida pela CF:

• Municípios de até 10 mil habitantes, subsídio máximo corresponderá a 20% do


subsídio dos Deputados Estaduais;
• Municípios de 10 mil e um a 50 mil habitantes, o subsídio máximo corresponderá
a 30% do subsídio dos Deputados Estaduais;
• Municípios de 50 mil e um a 100 mil habitantes, o subsídio máximo
corresponderá a 40% do subsídio dos Deputados Estaduais;
• Municípios de 100 mil e um a 300 mil habitantes, o subsídio máximo
corresponderá a 50% por cento do subsídio dos Deputados Estaduais;
• Municípios de 300 mil e um a 500 mil habitantes, o subsídio máximo
corresponderá a 60% do subsídio dos Deputados Estaduais;
• Municípios de mais de 500 mil habitantes, o subsídio máximo corresponderá a
75% por cento do subsídio dos Deputados Estaduais.

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Obs.: o máximo que um deputado estadual pode ganhar é 75% do subsídio do
deputado federal, ou seja, o máximo que o vereador poderá ganhar é 75% dos
75% dos deputados federais, que é o que o deputado estadual recebe.
a Câmara Municipal não pode gastar mais do que 70% da sua receita com folha
de pagamento, já incluído nesse percentual o subsídio dos vereadores.
• o máximo total da despesa do Poder Legislativo Municipal, incluídos os subsídios
dos Vereadores e excluídos os gastos com inativos, não poderá ultrapassar a 7%
para Municípios com população de até 100 mil habitantes. Havendo entre 100
mil e 300 mil habitantes, o limite será de 6% do total da despesa municipal. Caso
tenha entre 301 mil e 500 mil habitantes, o máximo será de 5%; sendo a
população entre 501 mil e 3 milhões, o máximo será de 4,5%; para 3 milhões e 1
pessoa a 8 milhões, o máximo total das despesas será de 4%; e será de 3,5% para
os municípios com população acima de 8 milhões e 1 habitante.

Segundo a CF, quem julga prefeito por crime comum é o Tribunal de Justiça.

A Câmara Municipal terá uma variação de no máximo de 9 vereadores para o Município


de 15.000 habitantes. Se o município tiver mais de 8 milhões, o máximo será de 55
vereadores.

Todavia, o STF faz uma interpretação desse dispositivo constitucional, estabelecendo


que a competência é originária de Tribunal de 2o Grau, de forma que a competência
para julgamento de prefeito dependerá da matéria a ser julgada, podendo ser o TRF, o
TRE ou o TJ.

Sendo crime de responsabilidade, o prefeito, e os delitos sendo próprios (crimes de


responsabilidade próprios), por se tratar de infração político - administrativa, a sanção
é a perda do mandato e a suspensão dos direitos políticos, razão pela qual será de
competência da Câmara Municipal. Por outro lado, sendo crimes de responsabilidade
impróprios, por serem infrações penais comuns, com penas privativas de liberdade,
quem julgará será o Tribunal de Justiça.

A CF não prevê foro por prerrogativa de função para vereadores. No entanto, é possível
que a Constituição Estadual estabeleça o foro por prerrogativa de função dos
vereadores no Tribunal de Justiça.

A fiscalização do Município será exercida pelo Poder Legislativo Municipal, mediante


controle externo, e pelos sistemas de controle interno do Poder Executivo Municipal, na
forma da lei. O parecer prévio, emitido pelo órgão competente sobre as contas que o
Prefeito deve anualmente prestar, só deixará de prevalecer por decisão de dois terços
dos membros da Câmara Municipal.

Embora, conforme a CF, a lei orgânica municipal esteja subordinada aos termos da
Constituição estadual correspondente, a CE não pode estabelecer condicionamentos ao
poder de auto-organização dos municípios.

Acompanhamento TJDFT – Semana 8, 9 e 10 - Dir. Constitucional 12


Isso porque, segundo o STF, a Constituição Federal fixou os parâmetros limitadores do
poder de auto-organização dos Municípios, excetuando apenas aqueles que contêm
remissão expressa ao direito estadual (art. 29, VI, IX e X). Por conta disso, a Constituição
do Estado não os poderá abrandar nem agravar. Só pode estabelecer os limites já
previstos na CF.

IV. Distrito Federal


O Distrito Federal terá as mesmas ideias de autoadministração, autogoverno e auto-
organização, mas não tem competência para organizar e manter o Poder Judiciário. Isso
porque não há Poder Judiciário do Distrito Federal, pois este é da União. Ou seja, o TJDFT
é da União.

Em relação ao distrito federal, este não pode ser dividido em municípios. Por essa razão,
em regra, foram atribuídas ao DF as competências legislativas e tributárias reservadas
tanto aos estados membros quanto aos municípios.

Em relação à organização Judiciária e ao Ministério Público do Distrito Federal, bem


como a organização administrativa, são de competência privativa da União.

O Distrito Federal não dispõe de competência para organizar e manter no seu âmbito:
• Poder Judiciário;
• Ministério Público;
• Polícia Civil;
• Polícia Militar;
• Corpo de bombeiros militar.

Por este motivo, Marcelo Alexandrino e Vicente Paulo dizem que cabe à lei federal
dispor sobre a utilização pelo governo do Distrito Federal das polícias civis, militar e do
corpo de bombeiros militar. Isso explica a súmula vinculante 39 que diz que compete
privativamente à União legislar sobre vencimentos dos membros das polícias civil e
militar e do corpo de bombeiros militar do Distrito Federal.

A Constituição Federal diz, em seu art. 18, que Brasília é a capital federal, enquanto a CF
de 1969 dizia que o Distrito Federal seria a capital.

V. Territórios Federais
Territórios Federais não são entes federados, pois não dispõem de autonomia política e
não integram o estado federado. Trata-se de descentralizações administrativas,
pertencentes à União. É denominada de autarquia territorial federal.

Atualmente não há territórios federais.

Acompanhamento TJDFT – Semana 8, 9 e 10 - Dir. Constitucional 13


O texto constitucional prevê que territórios federais possam ser criados, consoante
regulamentação que deve ser estabelecida por lei complementar federal. A CF já
estabelece as seguintes regras:
• Territórios podem ou não ser divididos em municípios. Sendo divididos em municípios,
haverá a única hipótese em que poderá ocorrer intervenção federal em municípios.
• Territórios federais com mais de 100 mil habitantes terão órgãos judiciários de
primeira e segunda instância, membros do Ministério Público e defensores públicos
federais; e a lei disporá sobre as eleições para a Câmara Territorial e sua competência
deliberativa;
• Governador de Território é escolhido pelo Presidente da República, devendo seu nome
ser previamente aprovado por voto secreto, após arguição pública pelo Senado Federal.
Compete à União, em Território Federal, os impostos estaduais e, se não forem divididos
em municípios, também competirá os impostos municipais.
Cada Território elegerá 4 ( quatro) deputados federais.

VI. Formação dos Estados-membros


A CF prevê a possibilidade de alteração da estrutura interna, territorial, dos Estados.

Não há na CF a previsão de alteração territorial do Distrito Federal, mas apenas dos
Estados, podendo incorporar-se entre si, subdividir-se, desmembrar-se, seja para se
anexar em outro ou para formar um novo Estado, ou ainda para formar um território
federal. Para tanto, é indispensável que haja aprovação da população diretamente
interessada, por plebiscito, e além disso, é preciso que o Congresso Nacional edite lei
complementar a respeito do assunto.

Cabe atentar que esse dispositivo constitucional deve ser lido em conjunto com o art.
48 da CF, que faz referência à obrigatoriedade de prévia manifestação das assembleias
legislativas envolvidas.

Com relação à população diretamente interessada, o STF já entendeu que é a população
de todo o Estado-membro, e não apenas da área que será desmembrada.

Se o plebiscito, que é uma consulta prévia, for pela reprovação da alteração territorial,
o processo legislativo fica impedido de prosseguir, não podendo ser aprovada a lei
complementar. Todavia, caso o plebiscito aprove a alteração territorial, o Congresso
Nacional não está vinculado a aprovar a lei complementar. Isto é, a decisão positiva não
obriga o Congresso a legislar.

Com relação à manifestação das assembleias legislativas, não haverá nenhuma


obrigatoriedade no tocante ao trâmite do processo legislativo, funcionando apenas
como uma manifestação de caráter opinativo.

O procedimento de alteração territorial ocorrerá da seguinte forma:


• Plebiscito é convocado por meio de um decreto legislativo, proposto por no mínimo
de 1/3 dos membros que compõe qualquer das casas do Congresso Nacional;

Acompanhamento TJDFT – Semana 8, 9 e 10 - Dir. Constitucional 14


• Proclamada a consulta plebiscitária, sendo favorável a alteração o projeto de lei
poderá ser proposto por qualquer das casas do congresso nacional;
• Cabe à casa em que tiver sido apresentado o projeto de lei complementar federal,
ouvir as respectivas assembleias legislativas;
• Uma vez aprovado o projeto de lei complementar, é encaminhado ao presidente da
república para sanção ou veto.

A Constituição da República cria uma vedação à União neste caso, estabelecendo que
em decorrência da criação de um Estado novo a União não poderá direta ou
indiretamente assumir encargos, com relação a despesas com pessoal inativo ou outros
encargos, como amortização de dívidas, da administração pública, inclusive a indireta.
Esta vedação está prevista no art. 234 da CF.

VII. Formação dos Municípios


A EC 15/96 passou a exigir novos requisitos para criação, incorporação, fusão,
desmembramento de municípios.

Essas alterações se dão através de lei municipal, mas esta lei deve ser promulgada
dentro de um período estabelecido por lei complementar federal, e depende de uma
prévia consulta, por meio de plebiscito, à população dos municípios envolvidos, após a
divulgação de um estudo de viabilidade municipal, apresentado e publicado na forma
da lei.

O procedimento é o seguinte:

Primeiro, é feito um estatuto de viabilidade municipal;

Segundo, este estudo é divulgado, sendo submetido ao plebiscito;

Ocorre que não há lei complementar federal sobre o tema. Enquanto não editada esta
lei complementar, não poderá haver criação de municípios no Brasil.

Todavia, até a EC 15/96, mais de 50 municípios já haviam sido criados em desrespeito
ao art. 18, §4o, da CF. Esta questão chegou ao STF. A Suprema Corte entendeu que este
procedimento de criação de municípios foi inconstitucional, mas também reconheceu
que havia uma inconstitucionalidade por omissão do Congresso Nacional.

Por conta disso, o STF modulou os efeitos da decisão que julgou inconstitucional os
procedimentos de criação dos municípios, fixando um prazo de 18 meses para que o
Congresso Nacional suprisse esta omissão, editando esta lei complementar federal para
estabelecer o momento de criação dos municípios.

O Congresso Nacional não criou a lei complementar, porém, para resolver o problema,
promulgou a EC 57/98, acrescentando o art. 96 ao ADCT, convalidando os atos de
criação, fusão, incorporação e desmembramento de municípios cuja lei tenha sido

Acompanhamento TJDFT – Semana 8, 9 e 10 - Dir. Constitucional 15


publicada até 31/12/2006, que atendiam aos requisitos das legislações dos respectivos
estados à época de sua criação. Esta manobra trazida pelo Congresso Nacional foi
denominada de municípios putativos.

VIII. Vedações constitucionais aos entes federados


Como se sabe, existem vedações constitucionais aos entes federados, seja à União,
Estados, Municípios e ao Distrito Federal.

O art. 19 diz que, por exemplo, que é vedado à União, aos Estados, ao Distrito Federal e
aos Municípios estabelecer cultos religiosos ou igrejas, subvencioná-los, embaraçar-lhes
o funcionamento ou manter com eles ou seus representantes relações de dependência
ou aliança, ressalvada uma aliança para fim de interesse público, como é o caso de uma
creche ou hospital.

Isto significa dizer que o Estado brasileiro é laico, não podendo ter religião oficial. Isso
explica a razão de que a Escola Pública possa ter a disciplina de religião, mas esta não
poderá ter caráter obrigatório, ou seja, cursa quem quiser.

Da mesma forma, é vedado à União, aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios
recusar fé aos documentos públicos. Então, sendo o documento público, a União ou
qualquer outro ente não pode recusar fé.

Intervenção federal
O Estado federal fundamenta-se no princípio da autonomia das entidades que
compõem o Estado federal. Então, o afastamento desta autonomia tem caráter
excepcional que se dá através de uma entidade política sobre a outra. Isso só é possível
quando houver um interesse maior em jogo e este interesse é justamente a manutenção
da federação.

Somente pode ser sujeito ativo de uma intervenção a União e os Estados- membros.
Não há intervenção pelo município.

A intervenção da União se dá sobre o Estado. Não existe intervenção da União sobre
município localizado em Estado-membro, mas tão somente localizado em Território
Federal, caso passe a existir algum.

A decretação da intervenção se dá por decreto do chefe do poder executivo, eis que se
trata de um ato político, ainda que se origine de uma requisição, que tenha caráter de
ordem.

A intervenção federal poderá ser:


Espontânea: decretada diretamente pelo chefe do poder executivo
Provocada: alguém insta o chefe do poder executivo a decretar a intervenção federal.
Neste caso, poderá ser das seguintes formas:
o Solicitação ou pedido: caráter não vinculante;

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o Requisição: é uma ordem em que o chefe do poder executivo deve decretar, tendo
caráter vinculante.

I. Intervenção federal espontânea


A intervenção federal espontânea é feita diretamente por iniciativa do chefe do poder
executivo, sendo hipóteses:

• Para defesa da unidade nacional;


• Para defesa da ordem pública;
• Para defesa das finanças públicas.

II. Intervenção federal provocada


A intervenção federal provocada depende de provocação de algum órgão, tendo esta
competência prevista na Constituição, podendo se dar de duas formas:
• Por solicitação: se algum dos órgãos previstos na CF solicitar, o chefe do poder
executivo não está obrigado a atender, ou seja, não é vinculante.
• Por requisição: aqui, o chefe do poder executivo não tem discricionariedade, devendo
cumprir a ordem de decretação.

A provocação do chefe do executivo pode ser realizada pelo:


• Poder Legislativo: Assembleia legislativa estadual, Câmara Legislativa do Distrito
Federal ou
• Poder Executivo: Prefeitos, governador de Estado, governador do Distrito Federal

A CF diz que para garantir o livre exercício de quaisquer dos Poderes nas unidades da
Federação, ou seja, estes poderes locais solicitarão ao presidente da república a
decretação da intervenção federal (art. 34, IV).

Também é admissível que o Supremo Tribunal Federal, quando o Poder Judiciário estiver
sendo coagido. Neste caso, sendo o Tribunal de Justiça o órgão coagido, deverá solicitar
ao STF para que requisite a intervenção. Se o Supremo entender cabível, requisitará a
intervenção federal ao presidente da República. O que temos aqui é uma ordem ao
Presidente para que decrete a intervenção federal.

No caso do Poder Judiciário, serão legitimados o STF, STJ e o TSE, no caso de


desobediência à ordem ou decisão judicial. A intervenção dependerá de requisição
desses Tribunais e quem será o legitimado vai depender da ordem ou da decisão
descumprida. A partir de então, o STF, STJ ou o TSE requisitarão ao presidente da
república para que decrete a intervenção federal, de modo que a ordem ou decisão
judicial seja cumprida.

Segundo o STJ, se o Estado/DF estiver descumprindo uma decisão de juiz ou Tribunal de


2a instância, o Tribunal local deverá fazer uma representação ao Tribunal Superior
competente (STF, STJ ou TSE) solicitando a intervenção. Se o Tribunal Superior

Acompanhamento TJDFT – Semana 8, 9 e 10 - Dir. Constitucional 17


concordar, ele irá requisitar ao Presidente da República a intervenção. Para saber qual
o Tribunal Superior será competente, deverá ser analisada a matéria discutida e para
quem seria dirigido o eventual recurso.

Compete ao STJ julgar pedido de intervenção federal baseado no descumprimento de


ordem de reintegração de posse de imóvel rural ocupado pelo MST expedida por Juiz
Estadual e fundada exclusivamente na aplicação da legislação infraconstitucional civil
possessória. Isso porque a decisão descumprida analisou tema relacionado com direito
civil privado, não tendo feito considerações sobre questões constitucionais. Logo, o
eventual recurso contra a decisão, quando o processo superasse as instâncias ordinárias
e chegasse aos Tribunais Superiores, seria apreciado pelo STJ em sede de recurso
especial. Não caberia, no caso, recurso extraordinário ao STF, razão pela qual esta Corte
não seria competente para julgar o pedido de intervenção relacionada com o
desatendimento da decisão (Inf. 550, STJ).

O Procurador-Geral da República também poderá desencadear a intervenção federal,


no caso de recusa ao cumprimento de lei federal e de ofensa aos princípios
constitucionais sensíveis, a intervenção dependerá de representação interventiva.
Neste caso, o PGR apresenta a ação perante o STF. Quando se nega a executoriedade à
intervenção federal, essa ação viabiliza obrigar o ente federado a cumprir a lei. Quando
há ofensa aos princípios constitucionais sensíveis, a representação interventiva (ou ação
declaratória de inconstitucionalidade interventiva) visa provocar o Poder Judiciário para
declarar inconstitucional o ato interventivo pelo ente federal, de forma que o STF
requisitará ao presidente da república que se decrete a intervenção.

Será ação de executoriedade de lei federal nos casos em que se busca a execução da lei
federal. No caso de ofensa a princípio constitucional sensível, o nome será
representação interventiva ou ação direta de inconstitucionalidade interventiva.

Quem faz o controle de constitucionalidade é o Poder Judiciário que decidirá se haverá


o afastamento da autonomia do ente federado. Se for dado provimento à
representação, o presidente do STF dará conhecimento ao presidente da República que
tem o prazo improrrogável de 15 dias para promover o decreto. Nessa hipótese, a
atuação do presidente da república é vinculada.

Se a suspensão do ato impugnado for suficiente para o restabelecimento da


normalidade, suspende-se a aplicação do ato impugnado. Caso seja necessário, o
decreto interventivo implicará o afastamento da autonomia do ente federado.

A intervenção federal é implementada por meio de decreto expedido pelo Presidente


da República. Este decreto vai especificar qual é a amplitude da intervenção, qual é o
prazo da intervenção, quais são as condições de execução desta intervenção, de modo
que, se for o caso, este decreto interventivo vai nomear temporariamente o interventor,
o que implicará o afastamento das autoridades locais de suas funções.

Acompanhamento TJDFT – Semana 8, 9 e 10 - Dir. Constitucional 18


Nas chamadas intervenções não vinculadas, em que ele age espontaneamente ou
através de uma provocação por solicitação, e, portanto, discricionariamente, deverá
ouvir antes de decretar a intervenção federal o conselho da república e o conselho de
defesa nacional, ainda que estas decisões não sejam vinculantes.

A intervenção tem caráter temporário, razão pela qual, cessados os seus motivos, as
autoridades afastadas retornam aos seus cargos ou não retornarão por impedimento
legal de retornar (Ex.: cassação do mandato).

Durante a intervenção federal, a Constituição não poderá ser emendada. Trata- se de


uma limitação de caráter circunstancial.

IV. Controle político da intervenção


A decisão é do presidente da república. O decreto de intervenção federal é submetido
ao Congresso Nacional no prazo de 24 hrs. Caso esteja em recesso, ele será convocado
extraordinariamente neste mesmo prazo de 24 hrs.

Veja: primeiro decreta; depois submete ao Congresso.

O Congresso Nacional poderá aprovar ou suspender a decretação da intervenção


federal. Caso suspenda o decreto, a intervenção federal passará a ser inconstitucional,
de modo que deverá cessar imediatamente. Se ela for mantida, tem- se um atentado à
autonomia do ente federado e, consequentemente, há um crime de responsabilidade
do presidente da república.

Atente-se que nem todo o decreto de intervenção federal será apreciado pelo Poder
Legislativo, ou seja, somente haverá apreciação do Congresso quando houver uma
discricionariedade do presidente da República.

Nos casos em que a intervenção federal foi decidida pelo Poder Judiciário, e o presidente
da república está vinculado àquela decisão, não haverá a submissão do decreto de
intervenção ao Congresso Nacional.

Ressalta-se, então, que não será submetida à apreciação do Congresso Nacional os casos
em que a intervenção federal servir para:
• Prover a execução de lei federal;
• Negação de cumprimento à ordem ou decisão judicial;
• Ofensa aos princípios constitucionais sensíveis.

Marcelo Alexandrino e Vicente Paulo ainda afirmam que é inclusive desnecessário que
o decreto interventivo seja submetido ao Congresso Nacional na hipótese do art. 34, IV,
que serve para garantir o livre exercício de qualquer dos Poderes nas unidades da
Federação. Isso porque, quando é o Poder Judiciário que requisita ao presidente da
República o decreto de intervenção federal, em razão de ele não estar no livre exercício
de seu poder, isto será uma ordem, sendo uma ordem, não há outro caminho ao

Acompanhamento TJDFT – Semana 8, 9 e 10 - Dir. Constitucional 19


presidente da república senão a intervenção. Nesse caso, não seria necessário submeter
ao Congresso Nacional.

Todavia, pela letra da CF, somente os casos em que não se está executando lei federal
ou não se está obedecendo a ordem ou decisão judicial, ou ainda que houve ofensa aos
princípios constitucionais sensíveis.

Intervenção nos municípios


A intervenção nos municípios segue a mesma lógica da intervenção federal.
Vale apenas ressaltar que a decisão do TJ na representação interventiva para estabilizar
a situação de instabilidade pela qual passa o Estado, a fim de viabilizar a medida que
passa o município, possui um caráter político-administrativo. E, portanto, tem um
caráter definitivo.

Em outras palavras, não cabe recurso extraordinário da decisão do Tribunal de Justiça


que requisita ao Governador do Estado que decrete a intervenção municipal.

Isto inclusive está na Súmula 637 do STF: “Não cabe recurso extraordinário contra
acórdão do Tribunal de Justiça que defere pedido de intervenção estadual em
município”.

Acompanhamento TJDFT – Semana 8, 9 e 10 - Dir. Constitucional 20


Repartição de competências
Repartição de competência são as competências administrativas, legislativas e
tributárias, basicamente. Esta repartição é típica do estado federal, eis que está prevista
na Constituição Federal.

A partir da repartição, principalmente da competência tributária, é que a entidade


federativa terá autonomia.

I. Modelo de repartição de competências


O modelo de repartição de competências adotados varia de acordo com o dispositivo
constitucional que for lido.

A doutrina constitucionalista divide este modelo em:


- modelo clássico: é aquele vindo desde a Constituição dos EUA, fazendo uma
enumeração das competências da União, e confere aos Estados as demais
competências. São as competências residuais dos Estados. Em tese, foi este que foi
adotado pelo Brasil, mas não é assim em todas as matérias, como é o caso da
competência tributária, sendo a competência residual da União, e não dos Estados,
como são os demais casos.
- modelo moderno: há a descrição no texto constitucional não só das atribuições da
União, como também as atribuições comuns e as concorrentes. A CF também se
encontra as competências comuns e concorrentes.

Por tudo isso, não se pode dizer em absoluto que o Brasil adotou o modelo clássico ou
moderno, visto que cada modelo dependerá do dispositivo que será analisado.

A repartição de competências pode ser vista sob as seguintes vertentes:


- modelo horizontal: as competências não são subordinadas entre as entidades
federativas. A CF estabelece cada competência que será tratada. O Brasil também adota
o modelo constitucional, como é o caso do gás canalizado pelo Estado.
- modelo vertical: a União outorga a diferentes entes federativos a competência para
atuar na mesma matéria, porém há uma subordinação, eis que irão atuar sobre a mesma
matéria num chamado condomínio legislativo. Isto é, a União irá legislar sobre normas
gerais e os estados irão legislar sobre normas específicas, as quais não podem contrariar
as normas gerais. Sob este ponto de vista, é possível verificar que há uma relação de
subordinação e há uma relação de repartição vertical da competência. Ex.: competência
legislativa concorrente.

Segundo Marcelo Alexandrino e Vicente Paulo, predomina na CF/88 o modelo horizontal


de repartição de competência.

Esta competência possui espécies, podendo ser legislativa, administrativa e tributária:


- Competência administrativa (material): trata-se da competência de execução das
tarefas. Ex.: a União detém a competência exclusiva para emissão de moedas.

Acompanhamento TJDFT – Semana 8, 9 e 10 - Dir. Constitucional 21


- Competência legislativa: é a competência para elaborar leis e estabelecer normas. A
CF vai estabelecer quais os entes que detêm as competências, podendo ser privativa,
concorrente, comuns, etc. Ex.: a União tem competência privativa para legislar sobre
trânsito e transporte, podendo delegar, por meio de lei complementar, aos Estados. Se
não houver esta lei complementar, não poderá o Estado tratar da matéria.
- Competência tributária: é a competência para instituir tributos. Trata-se de flagrante
intenção do constituinte de garantir autonomia financeira ao Estado ou à entidade
federativa, pois, do contrário, não haveria federação.

A CF/88, a fim de discriminar as competências, adota o princípio da predominância do


interesse. Isto é, se o interesse é predominantemente local, é o município que tratará
da matéria. Se o interesse for regional, caberá ao Estado tratar da matéria. Se o interesse
for nacional, caberá à União tratar da matéria.

O constituinte repartiu as competências dos entes federados da seguinte maneira:


• enumera taxativamente e expressamente quais são as competências da União;
• a CF consagra o município como entidade federativa, enumerando
taxativamente a sua competência, mas abre margem para que o operador do
direito vislumbre no caso concreto se há função legislativa, como quando há
interesse local;
• em relação ao DF, a CF vai outorgar as competências dos estados e dos
municípios. Algumas competências dos Estados não serão outorgadas como é o
caso da organização do MPDFT, Defensoria Pública do DF e o Poder Judiciário do
DF, os quais ficarão a cargo da União.
• em relação aos estados membros, a CF estabelece a eles uma competência
residual. Isto quer dizer que a competência do Estado é tudo aquilo que não foi
vedado pela CF.
• a CF vai prever competências administrativas concorrentes (vertical) e comuns
(horizontal);
• a regra é a enumeração expressa das competências União, assim como as
competências dos municípios. As competências dos Estados são residuais, como
regra. Excepciona estas regras a competência tributária, eis que a enumeração é
expressa para todas as entidades federativas, inclusive para a União, porém esta
última é a única que possui competência tributária residual para tais matérias.

a) Competências da União
As principais competências da União estão nos arts. 21 e 22 da CF.
As competências exclusivas da União são indelegáveis, diferentemente da competência
privativa. Na privativa, só a União trata do assunto, mas é possível delegar ao Estado,
por lei complementar, para legislar sobre determinada matéria.

→ Competência exclusiva da União


O art. 21 estabelece que compete exclusivamente à União:
• manter relações com Estados estrangeiros e participar de organizações
internacionais: é quem representa a República Federativa do Brasil.

Acompanhamento TJDFT – Semana 8, 9 e 10 - Dir. Constitucional 22


• declarar a guerra e celebrar a paz;
• assegurar a defesa nacional;
• permitir, nos casos previstos em lei complementar, que forças estrangeiras
transitem pelo território nacional ou nele permaneçam temporariamente;
• decretar o estado de sítio, o estado de defesa e a intervenção federal;
• autorizar e fiscalizar a produção e o comércio de material bélico;
• emitir moeda;
• administrar as reservas cambiais do País e fiscalizar as operações de natureza
financeira, especialmente as de crédito, câmbio e capitalização, bem como as de
seguros e de previdência privada;
• elaborar e executar planos nacionais e regionais de ordenação do território e de
desenvolvimento econômico e social;
• manter o serviço postal e o correio aéreo nacional;
• explorar, diretamente ou mediante autorização, concessão ou permissão, os
serviços de telecomunicações, nos termos da lei, que disporá sobre a
organização dos serviços, a criação de um órgão regulador e outros aspectos
institucionais;
• explorar, diretamente ou mediante autorização, concessão ou permissão os
serviços de radiodifusão sonora, e de sons e imagens; os serviços e instalações
de energia elétrica e o aproveitamento energético dos cursos de água, em
articulação com os Estados onde se situam os potenciais hidroenergéticos; a
navegação aérea, aeroespacial e a infraestrutura aeroportuária; os serviços de
transporte ferroviário e aquaviário entre portos brasileiros e fronteiras
nacionais, ou que transponham os limites de Estado ou Território; os serviços de
transporte rodoviário interestadual e internacional de passageiros; os portos
marítimos, fluviais e lacustres: em relação aos serviços de transportes
rodoviários, se tiver caráter intermunicipal, será de competência dos Estados, e
se for de caráter interurbano, será de caráter municipal; sendo caráter
interestaduais, haverá competência da União. Tudo por conta do princípio da
predominância do interesse.
• organizar e manter o Poder Judiciário, o Ministério Público do Distrito Federal e
dos Territórios e a Defensoria Pública dos Territórios;
• organizar e manter a polícia civil, a polícia militar e o corpo de bombeiros militar
do Distrito Federal, bem como prestar assistência financeira ao Distrito Federal
para a execução de serviços públicos, por meio de fundo próprio;
• organizar e manter os serviços oficiais de estatística, geografia, geologia e
cartografia de âmbito nacional;
• exercer a classificação, para efeito indicativo, de diversões públicas e de
programas de rádio e televisão;
• conceder anistia;
• planejar e promover a defesa permanente contra as calamidades públicas,
especialmente as secas e as inundações;
• instituir sistema nacional de gerenciamento de recursos hídricos e definir
critérios de outorga de direitos de seu uso;

Acompanhamento TJDFT – Semana 8, 9 e 10 - Dir. Constitucional 23


• instituir diretrizes para o desenvolvimento urbano, inclusive habitação,
saneamento básico e transportes urbanos;
• estabelecer princípios e diretrizes para o sistema nacional de viação;
• executar os serviços de polícia marítima, aeroportuária e de fronteiras;
• explorar os serviços e instalações nucleares de qualquer natureza e exercer
monopólio estatal sobre a pesquisa, a lavra, o enriquecimento e
reprocessamento, a industrialização e o comércio de minérios nucleares e seus
derivados, atendidos os seguintes princípios e condições:

A CF estabelece princípios para atuação com materiais nucleares:


a) toda atividade nuclear em território nacional somente será admitida para
fins pacíficos e mediante aprovação do Congresso Nacional;

b) sob regime de permissão, são autorizadas a comercialização e a utilização


de radioisótopos para a pesquisa e usos médicos, agrícolas e industriais;

c) sob regime de permissão, são autorizadas a produção, comercialização e


utilização de radioisótopos de meia-vida igual ou inferior a duas horas;

d) a responsabilidade civil por danos nucleares independe da existência de


culpa (teoria da responsabilidade objetiva sob a teoria do risco integral).

• organizar, manter e executar a inspeção do trabalho;


• estabelecer as áreas e as condições para o exercício da atividade de
garimpagem, em forma associativa.

Como visto, a principal característica da competência exclusiva é a indelegabilidade.

→ Competência privativa da União


Aqui, a delegabilidade é permitida, sendo uma característica da competência privativa.

A competência privativa é a legislativa.

Segundo o art. 22, compete privativamente à União legislar sobre:


• direito civil, comercial, penal, processual, eleitoral, agrário, marítimo,
aeronáutico, espacial e do trabalho: é competência concorrente para tratar de
assuntos sobre junta comercial, mas a competência é privativa da União para
tratar de direito comercial. Da mesma forma, é competência concorrente tratar
sobre procedimentos, mas sobre processo é competência privativa da União.
Percebamos que o constituinte fala em direito comercial, e não direito
empresarial.
• desapropriação;
• requisições civis e militares, em caso de iminente perigo e em tempo de
guerra;
• águas, energia, informática, telecomunicações e radiodifusão;

Acompanhamento TJDFT – Semana 8, 9 e 10 - Dir. Constitucional 24


• serviço postal;
• sistema monetário e de medidas, títulos e garantias dos metais;
• política de crédito, câmbio, seguros e transferência de valores;
• comércio exterior e interestadual;
• diretrizes da política nacional de transportes;
• regime dos portos, navegação lacustre, fluvial, marítima, aérea e aeroespacial;
• trânsito e transporte:
• jazidas, minas, outros recursos minerais e metalurgia;
• nacionalidade, cidadania e naturalização;
• populações indígenas;
• emigração e imigração, entrada, extradição e expulsão de estrangeiros;
• organização do sistema nacional de emprego e condições para o exercício de
profissões;
• organização judiciária, do Ministério Público do Distrito Federal e dos Territórios
e da Defensoria Pública dos Territórios, bem como organização administrativa
destes;
• sistema estatístico, sistema cartográfico e de geologia nacionais;
• sistemas de poupança, captação e garantia da poupança popular;
• sistemas de consórcios e sorteios: com base neste inciso, o STF estabelece que
Estado não pode legislar sobre bingo e loteria.
• normas gerais de organização, efetivos, material bélico, garantias, convocação e
mobilização das polícias militares e corpos de bombeiros militares;
• competência da polícia federal e das polícias rodoviária e ferroviária federais;
• seguridade social;
• diretrizes e bases da educação nacional;
• registros públicos;
• atividades nucleares de qualquer natureza;
• normas gerais de licitação e contratação, em todas as modalidades, para as
administrações públicas diretas, autárquicas e fundacionais da União, Estados,
Distrito Federal e Municípios, obedecido o disposto no art. 37, XXI, e para as
empresas públicas e sociedades de economia mista, nos termos do art. 173, § 1°,
III: não há equívoco, ainda que o assunto parecer tratar de competência
concorrente, pois quando a competência é concorrente, se a União não legisla
sobre normas gerais, o Estado pode legislar supletivamente, exercendo a
competência plena. No entanto, como se trata de competência privativa, caso
falte atuação da União sobre normas gerais, o Estado não poderá legislar
supletivamente sobre normas gerais. Ainda que a União fosse omissa, mas não
o é, o Estado não poderia suplementar para tratar de normas gerais de licitação.
Portanto, não haveria impropriedade do constituinte.
• defesa territorial, defesa aeroespacial, defesa marítima, defesa civil e
mobilização nacional;
• propaganda comercial.

Em relação a estas matérias de competências privativas, cabe ressaltar que os Estados,


os municípios e o DF não compõem competência para legislar.

Acompanhamento TJDFT – Semana 8, 9 e 10 - Dir. Constitucional 25


Com base nisso, o STF editou a súmula vinculante 2, que estabelece ser inconstitucional
a lei ou ato normativo Estadual ou Distrital que disponha sobre sistemas de consórcios
e sorteios, inclusive bingos e loterias.

Ou seja, ainda que a União seja inerte, não poderá o Estado legislar sobre competência
legislativa privativa, pois o caso não se trata de competência concorrente.

Porém, os Estados e o DF poderão legislar sobre os temas de competência privativa da


União, desde que sejam de questões específicas enumeradas em uma delegação de
competência feita por meio de lei complementar (parágrafo único do art. 22 da CF).

Marcelo Alexandrino e Vicente Paulo trazem um exemplo em que a LC 103 autorizou os


entes políticos a instituir um piso salarial às categorias que não tivessem um piso salarial
fixado por lei federal ou por acordo ou convenção coletiva.

Segundo o STF, a competência para determinar o horário bancário é da União, não


podendo os municípios legislar sobre o assunto, pois tem repercussão no sistema
financeiro nacional. Todavia, os municípios poderão legislar sobre o tempo máximo para
o consumidor aguardar a fila de espera, eis que se trata de interesse local.

O STF ainda afirma que compete à União tratar sobre direito penal, razão pela qual
somente ela poderá tratar sobre crime de responsabilidade. Houve até mesmo a edição
da súmula vinculante 46, estabelecendo que a definição das condutas típicas
configuradoras do crime de responsabilidade e o estabelecimento de regras que
disciplinem o processo e julgamento dos agentes políticos federais, estaduais ou
municipais envolvidos são da competência legislativa privativa da União e devem ser
tratados em lei nacional especial (art. 85 da Constituição da República).

É inconstitucional lei estadual que disponha sobre punições a empresas privadas e a


agentes públicos que exijam a realização de teste de gravidez e a apresentação de
atestado de laqueadura para admissão de mulheres ao trabalho. Isso porque legislar
sobre direito do trabalho é matéria de competência da União.

Da mesma forma, é inconstitucional lei estadual que disponha sobre condições de


cobrança dos valores da assinatura básica residencial nos serviços de telefonia fixa, pois
a competência para legislar sobre telecomunicações é da União.

Por ser da competência da União legislar sobre energia, é inconstitucional lei estadual
que preveja que os postes de sustentação da rede elétrica, que estejam causando
transtornos, sejam removidos sem ônus aos proprietários, pela concessionária de
energia elétrica.

Acompanhamento TJDFT – Semana 8, 9 e 10 - Dir. Constitucional 26


→ Competência comum da União
A União também contém competências paralelas. Trata-se de uma atuação paralela,
conhecida como competência comum, em que os entes federativos atuam
paralelamente uns aos outros.

Esta competência comum está prevista no art. 23.

Segundo este dispositivo, é competência comum da União, dos Estados, do Distrito


Federal e dos Municípios:
• zelar pela guarda da Constituição, das leis e das instituições democráticas e
conservar o patrimônio público;
• cuidar da saúde e assistência pública, da proteção e garantia das pessoas
portadoras de deficiência;
• proteger os documentos, as obras e outros bens de valor histórico, artístico e
cultural, os monumentos, as paisagens naturais notáveis e os sítios
arqueológicos;
• impedir a evasão, a destruição e a descaracterização de obras de arte e de outros
bens de valor histórico, artístico ou cultural;
• proporcionar os meios de acesso à cultura, à educação, à ci ência, à tecnologia,
à pesquisa e à inovação;
• proteger o meio ambiente e combater a poluição em qualquer de suas formas;
• preservar as florestas, a fauna e a flora;
• fomentar a produção agropecuária e organizar o abastecimento alimentar;
• promover programas de construção de moradias e a melhoria das condições
habitacionais e de saneamento básico;
• combater as causas da pobreza e os fatores de marginalização, promovendo a
integração social dos setores desfavorecidos: aqui, o constituinte reforça o
objetivo fundamental da República, que é erradicar a pobreza.
• registrar, acompanhar e fiscalizar as concessões de direitos de pesquisa e
exploração de recursos hídricos e minerais em seus territórios;
• estabelecer e implantar política de educação para a segurança do trânsito.

A competência comum é uma competência de execução, para fazer acontecer. Nesse


caso, os entes atuam em condições de igualdade, pois fica claro que há uma
competência horizontal. Não há que se falar em subordinação.

Marcelo Alexandrino e Vicente Paulo dizem que a União acaba tratando sobre interesses
difusos, pois interesse a todas as pessoas.

A CF ainda estabelece que, no caso das competências comuns, as leis complementares


irão fixar normas para a cooperação entre a União e os Estados, o Distrito Federal e os
Municípios, tendo em vista o equilíbrio do desenvolvimento e do bem-estar em âmbito
nacional. Esta atuação é fruto do federalismo de cooperação.

Acompanhamento TJDFT – Semana 8, 9 e 10 - Dir. Constitucional 27


→ Competência legislativa concorrente da União
Quando se tratar de competências concorrentes, significa dizer que alguns podem
legislar e outros também podem. Ou seja, os entes legislam concorrentemente.

Quando há competência concorrente, a União legislará sobre normas gerais e os Estados
e o DF legislarão sobre normas específicas.

Como regra geral, a CF não prevê explicitamente que os municípios possuem


competência legislativa concorrente.

Vale lembrar que o que define se uma lei é de abrangência nacional ou federal não é a
previsão em seu texto neste ou naquele sentido, mas sim o conteúdo da referida lei. Ex:
Lei editada pela União que disponha sobre direitos e deveres dos servidores públicos
será aplicada apenas aos servidores da União, mesmo que em seu texto haja previsão
de aplicação para os servidores dos estados e dos municípios, isto porque, o conteúdo
desta lei é de atribuição de cada ente federativo, noutras palavras, cabe a União legislar
apenas sobre seus servidores, assim como aos estados e municípios sobre os seus.

O art. 24 da CF vai estabelecer que compete à União, aos Estados e ao Distrito Federal
legislar concorrentemente sobre:
• direito tributário, financeiro, penitenciário, econômico e urbanístico;
• orçamento;
• juntas comerciais; lembrando que a competência para tratar sobre direito
comercial é privativa da União.
• custas dos serviços forenses;
• produção e consumo;
• florestas, caça, pesca, fauna, conservação da natureza, defesa do solo e dos
recursos naturais, proteção do meio ambiente e controle da poluição;
lembrando que a competência comum é para proteger o meio ambiente, porém
a competência para legislar sobre meio ambiente é de competência concorrente.
• proteção ao patrimônio histórico, cultural, artístico, turístico e paisagístico;
• responsabilidade por dano ao meio ambiente, ao consumidor, a bens e
direitos de valor artístico, estético, histórico, turístico e paisagístico;
• educação, cultura, ensino, desporto, ciência, tecnologia, pesquisa,
desenvolvimento e inovação;
• criação, funcionamento e processo do juizado de pequenas causas;
• procedimentos em matéria processual;
• previdência social, proteção e defesa da saúde;
• assistência jurídica e Defensoria pública;
• proteção e integração social das pessoas portadoras de deficiência;
• proteção à infância e à juventude;
• organização, garantias, direitos e deveres das polícias civis.

É possível perceber que na competência concorrente há uma repartição vertical da


competência. A União estabelece normas gerais e, posteriormente, há a atuação

Acompanhamento TJDFT – Semana 8, 9 e 10 - Dir. Constitucional 28


supletiva dos Estados no sentido de complementar a norma federal. Em outras palavras,
a competência da União para legislar sobre normas gerais não exclui a competência
suplementar dos Estados.

Portanto, há uma relação de subordinação, de maneira que a norma específica não
poderá contrariar a norma geral.

Veja, a União não poderá sequer legislar sobre questões específicas dos Estados, pois a
sua competência se restringe à atuação por meio de normas gerais. Caso a União legisle
sobre questões específicas, a atuação será considerada inconstitucional, conforme
dispõe o art. 24, §1o, CF: “No âmbito da legislação concorrente, a competência da União
limitar-se-á a estabelecer normas gerais”.

No caso da competência legislativa concorrente, se a União não edita normas gerais, os


Estados e o DF passam a ter a competência legislativa plena. Sendo omissa a União,
Marcelo Alexandrino e Vicente Paulo dizem que haverá uma outorga tácita da
competência legislativa aos Estados.

No entanto, isto não impede que haja a superveniência de lei federal sobre normas
gerais, a qual suspenderá a eficácia da lei estadual, no que lhe for contrário.

A consequência prática da não revogação da lei estadual por superveniência da lei


federal é de que, se houver uma norma revogando a lei federal, a norma estadual, que
tinha eficácia suspensa, volta a ser eficaz, pois ela não foi retirada do ordenamento
jurídico, mas apenas os seus efeitos foram suspensos.

Em razão dessa competência suplementar, a doutrina classifica as normas estaduais em:


• competência suplementar complementar: a União tratou das normas gerais e o Estado
trata das normas específicas.
• competência suplementar supletiva: a União não tratou das normas gerais, razão pela
qual os Estados trataram sobre a competência plena.

Os municípios possuem competência suplementar para tratar das normas que foram
tratadas como normas gerais pela União e normas específicas pelos Estados, conforme
art. 30. Ademais, o art. 30 vai além dizendo que os municípios podem legislar sobre
assuntos de interesses locais.

Com relação à competência concorrente, a EC 85/2015 passou a dizer que o Sistema


Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação (SNCTI) será organizado em regime de
colaboração entre entes, tanto públicos quanto privados, com vistas a promover o
desenvolvimento científico e tecnológico e a inovação.

Segundo a CF, uma vez estabelecidas em lei federal as normas gerais do SNCTI, os
Estados, o Distrito Federal e os Municípios legislarão concorrentemente sobre suas
peculiaridades.

Acompanhamento TJDFT – Semana 8, 9 e 10 - Dir. Constitucional 29


Então, em se tratando do Sistema Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação, os
municípios possuem competência legislativa concorrente expressa na CF, conforme art.
219-B da CF.

b) Competências dos Estados


A competência dos Estados, de certa forma, é simples, pois a CF não enumera
taxativamente a competência deles, razão pela qual possuem competência
remanescente (art. 25, §1o).

No entanto, a Constituição em certo momento enumera expressamente algumas


competências dos Estados, como por exemplo:
• competência para criação, incorporação, fusão e desmembramento de
municípios;
• exploração de gás canalizado diretamente, ou mediante concessão, na forma da
lei, vedada a edição de medida provisória para a sua regulamentação;
• competência para instituir regiões metropolitanas, aglomerados urbanos e
microrregiões, bem como de estruturar a segurança viária. Neste caso, o
município também é competente, mas prevalece o princípio da predominância
do interesse.
• competência comum;
• competência delegada decorrente da competência privativa da União;
• competência legislativa concorrente • competência tributária expressa

Lembre-se que é inconstitucional lei estadual que prevê prioridade de tramitação de


processos relativos à mulheres vítimas de violência doméstica. Isso porque as regras
sobre a tramitação das demandas judiciais é aspecto abrangido pelo ramo processual
do direito, de competência privativa da União.
Por outro lado, é constitucional lei estadual que limite a quantidade de alunos por sala
de aula em escolas públicas ou particulares.

c) Competências do Distrito Federal


Em relação às chamadas competências do DF, este possui as competências reservadas
aos Estados e as competências reservadas aos municípios.

Nem todas as competências dos Estados foram outorgadas ao Distrito Federal, como é
o caso em que compete à União organizar e manter o Poder Judiciário, Defensoria
Pública, Ministério Público, Polícia Civil, Polícia Militar e Corpo de Bombeiros Militar do
Distrito Federal.

O Poder Judiciário do DF é poder da União.


Cabe ressaltar que a Polícia Civil, Polícia Militar e Corpo de Bombeiros Militar do Distrito
Federal são subordinados ao Governo do Distrito Federal, mas serão organizados e
mantidos pela União.

O DF possui as seguintes competências:

Acompanhamento TJDFT – Semana 8, 9 e 10 - Dir. Constitucional 30


• competências dos Estados, como regra;
• competências dos municípios;
• competência comum;
• competência legislativa concorrente;
• competência tributária expressa dos Estados e municípios

d) Competências dos Municípios


Com relação às competências dos municípios, o art. 30 trata de maneira clara quais são
elas:
• compete aos municípios legislar sobre assuntos de interesse local;
• competência para suplementar lei federal e estadual, no que couber;
• competência para instituir e arrecadar tributos da sua circunscrição: isto garante
sua autonomia;
• competência para organizar e prestar serviços públicos de interesse local,
incluindo transporte coletivo intramunicipal: sendo intermunicipal, quem trata
é o estado; sendo interestadual ou internacional, será tratada pela União.
• competência para promover programas da educação infantil e ensino
fundamental;
Há uma preocupação de que os municípios tratem da educação básica infantil,
enquanto os Estados tratarão com mais profundidade sobre o ensino
fundamental, cabendo à União tratar sobre ensino superior.

Não há uma taxatividade sobre o que seja assunto de interesse local, depende de caso
a caso:
• município vai dizer como vai se dar a exploração de estabelecimento comercial,
no sentido de emissão de alvará e licença de funcionamento;
• município fixa horário de funcionamento de ônibus, loja, drogaria, farmácia, etc.;
• município pode impor ao estabelecimento bancário a obrigação de instalação de
portas elétricas, detector de metais, espera na fila do banco, etc., mas não pode
tratar sobre o horário bancário;
• município pode fixar limite máximo de tempo máximo na espera do banco: deve-
se observar o princípio da proporcionalidade, eis que se trata de um princípio
constitucional.
• municípios podem instituir guardas municipais, as quais inclusive poderão lavrar
auto de infração e fiscalizar o trânsito: esta atuação decorre da estruturação da
sua segurança viária.
• municípios têm competência comum;
• competência para arrecadar tributos.
• súmula Vinculante 38: É competente o Município para fixar o horário de
funcionamento de estabelecimento comercial.

Atente-se que ofende o princípio da livre concorrência lei municipal que impede a
instalação de estabelecimentos comerciais do mesmo ramo em determinada área
(Súmula vinculante 49 do STF).

Acompanhamento TJDFT – Semana 8, 9 e 10 - Dir. Constitucional 31


ATENÇÃO PARA A LEI SECA!!!

TÍTULO III - Da Organização do Estado aliança, ressalvada, na forma da lei, a


CAPÍTULO I - DA ORGANIZAÇÃO POLÍTICO- colaboração de interesse público;
ADMINISTRATIVA
II - recusar fé aos documentos
Art. 18. A organização político- públicos;
administrativa da República Federativa do
Brasil compreende a União, os Estados, o III - criar distinções entre brasileiros
Distrito Federal e os Municípios, todos ou preferências entre si.
autônomos, nos termos desta Constituição.
CAPÍTULO II - DA UNIÃO
§ 1º Brasília é a Capital Federal.
Art. 20. São bens da União:
§ 2º Os Territórios Federais integram
a União, e sua criação, transformação em I - os que atualmente lhe pertencem e
Estado ou reintegração ao Estado de origem os que lhe vierem a ser atribuídos;
serão reguladas em lei complementar.
II - as terras devolutas indispensáveis
§ 3º Os Estados podem incorporar-se à defesa das fronteiras, das fortificações e
entre si, subdividir-se ou desmembrar-se construções militares, das vias federais de
para se anexarem a outros, ou formarem comunicação e à preservação ambiental,
novos Estados ou Territórios Federais, definidas em lei;
mediante aprovação da população
diretamente interessada, através de III - os lagos, rios e quaisquer
plebiscito, e do Congresso Nacional, por lei correntes de água em terrenos de seu
complementar. domínio, ou que banhem mais de um
Estado, sirvam de limites com outros países,
§ 4º A criação, a incorporação, a fusão ou se estendam a território estrangeiro ou
e o desmembramento de Municípios, far- dele provenham, bem como os terrenos
se-ão por lei estadual, dentro do período marginais e as praias fluviais;
determinado por Lei Complementar
Federal, e dependerão de consulta prévia, IV as ilhas fluviais e lacustres nas
mediante plebiscito, às populações dos zonas limítrofes com outros países; as
Municípios envolvidos, após divulgação dos praias marítimas; as ilhas oceânicas e as
Estudos de Viabilidade Municipal, costeiras, excluídas, destas, as que
apresentados e publicados na forma da contenham a sede de Municípios, exceto
lei. (Redação dada pela Emenda aquelas áreas afetadas ao serviço público e
Constitucional nº 15, de 1996) a unidade ambiental federal, e as referidas
no art. 26, II; (Redação dada pela Emenda
Art. 19. É vedado à União, aos Constitucional nº 46, de 2005)
Estados, ao Distrito Federal e aos
Municípios: V - os recursos naturais da plataforma
continental e da zona econômica exclusiva;
I - estabelecer cultos religiosos ou
igrejas, subvencioná-los, embaraçar-lhes o VI - o mar territorial;
funcionamento ou manter com eles ou seus
representantes relações de dependência ou

Acompanhamento TJDFT – Semana 8, 9 e 10 - Dir. Constitucional 32


VII - os terrenos de marinha e seus V - decretar o estado de sítio, o estado
acrescidos; de defesa e a intervenção federal;

VIII - os potenciais de energia VI - autorizar e fiscalizar a produção e


hidráulica; o comércio de material bélico;

IX - os recursos minerais, inclusive os VII - emitir moeda;


do subsolo;
VIII - administrar as reservas cambiais
X - as cavidades naturais subterrâneas do País e fiscalizar as operações de natureza
e os sítios arqueológicos e pré-históricos; financeira, especialmente as de crédito,
câmbio e capitalização, bem como as de
XI - as terras tradicionalmente seguros e de previdência privada;
ocupadas pelos índios.
IX - elaborar e executar planos
§ 1º É assegurada, nos termos da lei, nacionais e regionais de ordenação do
aos Estados, ao Distrito Federal e aos território e de desenvolvimento econômico
Municípios, bem como a órgãos da e social;
administração direta da União, participação
no resultado da exploração de petróleo ou X - manter o serviço postal e o correio
gás natural, de recursos hídricos para fins de aéreo nacional;
geração de energia elétrica e de outros
recursos minerais no respectivo território, XI - explorar, diretamente ou
plataforma continental, mar territorial ou mediante autorização, concessão ou
zona econômica exclusiva, ou compensação permissão, os serviços de
financeira por essa exploração. telecomunicações, nos termos da lei, que
disporá sobre a organização dos serviços, a
§ 2º A faixa de até cento e cinqüenta criação de um órgão regulador e outros
quilômetros de largura, ao longo das aspectos institucionais; (Redação dada pela
fronteiras terrestres, designada como faixa Emenda Constitucional nº 8, de 15/08/95:)
de fronteira, é considerada fundamental
para defesa do território nacional, e sua XII - explorar, diretamente ou
ocupação e utilização serão reguladas em mediante autorização, concessão ou
lei. permissão:

Art. 21. Compete à União: a) os serviços de radiodifusão sonora,


e de sons e imagens; (Redação dada pela
I - manter relações com Estados Emenda Constitucional nº 8, de 15/08/95:)
estrangeiros e participar de organizações
internacionais; b) os serviços e instalações de energia
elétrica e o aproveitamento energético dos
II - declarar a guerra e celebrar a paz; cursos de água, em articulação com os
Estados onde se situam os potenciais
III - assegurar a defesa nacional; hidroenergéticos;

IV - permitir, nos casos previstos em c) a navegação aérea, aeroespacial e a


lei complementar, que forças estrangeiras infra-estrutura aeroportuária;
transitem pelo território nacional ou nele
permaneçam temporariamente;

Acompanhamento TJDFT – Semana 8, 9 e 10 - Dir. Constitucional 33


d) os serviços de transporte XX - instituir diretrizes para o
ferroviário e aquaviário entre portos desenvolvimento urbano, inclusive
brasileiros e fronteiras nacionais, ou que habitação, saneamento básico e
transponham os limites de Estado ou transportes urbanos;
Território;
XXI - estabelecer princípios e
e) os serviços de transporte diretrizes para o sistema nacional de viação;
rodoviário interestadual e internacional de
passageiros; XXII - executar os serviços de polícia
marítima, aeroportuária e de
f) os portos marítimos, fluviais e fronteiras; (Redação dada pela Emenda
lacustres; Constitucional nº 19, de 1998)

XIII - organizar e manter o Poder XXIII - explorar os serviços e


Judiciário, o Ministério Público do Distrito instalações nucleares de qualquer natureza
Federal e dos Territórios e a Defensoria e exercer monopólio estatal sobre a
Pública dos Territórios; (Redação dada pela pesquisa, a lavra, o enriquecimento e
Emenda Constitucional nº 69, de reprocessamento, a industrialização e o
2012) (Produção de efeito) comércio de minérios nucleares e seus
derivados, atendidos os seguintes princípios
XIV - organizar e manter a polícia civil, e condições:
a polícia militar e o corpo de bombeiros
militar do Distrito Federal, bem como a) toda atividade nuclear em território
prestar assistência financeira ao Distrito nacional somente será admitida para fins
Federal para a execução de serviços pacíficos e mediante aprovação do
públicos, por meio de fundo Congresso Nacional;
próprio; (Redação dada pela Emenda
Constitucional nº 19, de 1998) b) sob regime de permissão, são
autorizadas a comercialização e a utilização
XV - organizar e manter os serviços de radioisótopos para a pesquisa e usos
oficiais de estatística, geografia, geologia e médicos, agrícolas e industriais; (Redação
cartografia de âmbito nacional; dada pela Emenda Constitucional nº 49, de
2006)
XVI - exercer a classificação, para
efeito indicativo, de diversões públicas e de c) sob regime de permissão, são
programas de rádio e televisão; autorizadas a produção, comercialização e
utilização de radioisótopos de meia-vida
XVII - conceder anistia; igual ou inferior a duas horas; (Redação
dada pela Emenda Constitucional nº 49, de
XVIII - planejar e promover a defesa 2006)
permanente contra as calamidades
públicas, especialmente as secas e as d) a responsabilidade civil por danos
inundações; nucleares independe da existência de
culpa; (Redação dada pela Emenda
XIX - instituir sistema nacional de Constitucional nº 49, de 2006)
gerenciamento de recursos hídricos e
definir critérios de outorga de direitos de XXIV - organizar, manter e executar a
seu uso; (Regulamento) inspeção do trabalho;

Acompanhamento TJDFT – Semana 8, 9 e 10 - Dir. Constitucional 34


XXV - estabelecer as áreas e as XV - emigração e imigração, entrada,
condições para o exercício da atividade de extradição e expulsão de estrangeiros;
garimpagem, em forma associativa.
XVI - organização do sistema nacional
Art. 22. Compete privativamente à de emprego e condições para o exercício de
União legislar sobre: profissões;

I - direito civil, comercial, penal, XVII - organização judiciária, do


processual, eleitoral, agrário, marítimo, Ministério Público do Distrito Federal e dos
aeronáutico, espacial e do trabalho; Territórios e da Defensoria Pública dos
Territórios, bem como organização
II - desapropriação; administrativa destes; (Redação dada pela
Emenda Constitucional nº 69, de
III - requisições civis e militares, em 2012) (Produção de efeito)
caso de iminente perigo e em tempo de
guerra; XVIII - sistema estatístico, sistema
cartográfico e de geologia nacionais;
IV - águas, energia, informática,
telecomunicações e radiodifusão; XIX - sistemas de poupança, captação
e garantia da poupança popular;
V - serviço postal;
XX - sistemas de consórcios e
VI - sistema monetário e de medidas, sorteios;
títulos e garantias dos metais;
XXI - normas gerais de organização,
VII - política de crédito, câmbio, efetivos, material bélico, garantias,
seguros e transferência de valores; convocação e mobilização das polícias
militares e corpos de bombeiros militares;
VIII - comércio exterior e
interestadual; XXII - competência da polícia federal e
das polícias rodoviária e ferroviária
IX - diretrizes da política nacional de federais;
transportes;
XXIII - seguridade social;
X - regime dos portos, navegação
lacustre, fluvial, marítima, aérea e XXIV - diretrizes e bases da educação
aeroespacial; nacional;

XI - trânsito e transporte; XXV - registros públicos;

XII - jazidas, minas, outros recursos XXVI - atividades nucleares de


minerais e metalurgia; qualquer natureza;

XIII - nacionalidade, cidadania e XXVII – normas gerais de licitação e


naturalização; contratação, em todas as modalidades, para
as administrações públicas diretas,
XIV - populações indígenas; autárquicas e fundacionais da União,
Estados, Distrito Federal e Municípios,

Acompanhamento TJDFT – Semana 8, 9 e 10 - Dir. Constitucional 35


obedecido o disposto no art. 37, XXI, e para VII - preservar as florestas, a fauna e a
as empresas públicas e sociedades de flora;
economia mista, nos termos do art. 173, §
1°, III; (Redação dada pela Emenda VIII - fomentar a produção
Constitucional nº 19, de 1998) agropecuária e organizar o abastecimento
alimentar;
XXVIII - defesa territorial, defesa
aeroespacial, defesa marítima, defesa civil e IX - promover programas de
mobilização nacional; construção de moradias e a melhoria das
condições habitacionais e de saneamento
XXIX - propaganda comercial. básico;

Parágrafo único. Lei complementar X - combater as causas da pobreza e


poderá autorizar os Estados a legislar sobre os fatores de marginalização, promovendo
questões específicas das matérias a integração social dos setores
relacionadas neste artigo. desfavorecidos;

Art. 23. É competência comum da XI - registrar, acompanhar e fiscalizar


União, dos Estados, do Distrito Federal e as concessões de direitos de pesquisa e
dos Municípios: exploração de recursos hídricos e minerais
em seus territórios;
I - zelar pela guarda da Constituição,
das leis e das instituições democráticas e XII - estabelecer e implantar política
conservar o patrimônio público; de educação para a segurança do trânsito.

II - cuidar da saúde e assistência Parágrafo único. Leis


pública, da proteção e garantia das pessoas complementares fixarão normas para a
portadoras de deficiência; cooperação entre a União e os Estados, o
Distrito Federal e os Municípios, tendo em
III - proteger os documentos, as obras vista o equilíbrio do desenvolvimento e do
e outros bens de valor histórico, artístico e bem-estar em âmbito nacional. (Redação
cultural, os monumentos, as paisagens dada pela Emenda Constitucional nº 53, de
naturais notáveis e os sítios arqueológicos; 2006)

IV - impedir a evasão, a destruição e a Art. 24. Compete à União, aos Estados


descaracterização de obras de arte e de e ao Distrito Federal legislar
outros bens de valor histórico, artístico ou concorrentemente sobre:
cultural;
I - direito tributário, financeiro,
V - proporcionar os meios de acesso penitenciário, econômico e urbanístico;
à cultura, à educação, à ciência, à
tecnologia, à pesquisa e à II - orçamento;
inovação; (Redação dada pela Emenda
Constitucional nº 85, de 2015) III - juntas comerciais;

VI - proteger o meio ambiente e IV - custas dos serviços forenses;


combater a poluição em qualquer de suas
formas; V - produção e consumo;

Acompanhamento TJDFT – Semana 8, 9 e 10 - Dir. Constitucional 36


VI - florestas, caça, pesca, fauna, § 3º Inexistindo lei federal sobre
conservação da natureza, defesa do solo e normas gerais, os Estados exercerão a
dos recursos naturais, proteção do meio competência legislativa plena, para atender
ambiente e controle da poluição; a suas peculiaridades.

VII - proteção ao patrimônio histórico, § 4º A superveniência de lei federal


cultural, artístico, turístico e paisagístico; sobre normas gerais suspende a eficácia da
lei estadual, no que lhe for contrário.
VIII - responsabilidade por dano ao
meio ambiente, ao consumidor, a bens e CAPÍTULO III - DOS ESTADOS FEDERADOS
direitos de valor artístico, estético,
histórico, turístico e paisagístico; Art. 25. Os Estados organizam-se e
regem-se pelas Constituições e leis que
IX - educação, cultura, ensino, adotarem, observados os princípios desta
desporto, ciência, tecnologia, pesquisa, Constituição.
desenvolvimento e inovação; (Redação
dada pela Emenda Constitucional nº 85, de § 1º São reservadas aos Estados as
2015) competências que não lhes sejam vedadas
por esta Constituição.
X - criação, funcionamento e processo
do juizado de pequenas causas; § 2º Cabe aos Estados explorar
diretamente, ou mediante concessão, os
XI - procedimentos em matéria serviços locais de gás canalizado, na forma
processual; da lei, vedada a edição de medida provisória
para a sua regulamentação.(Redação dada
XII - previdência social, proteção e pela Emenda Constitucional nº 5, de 1995)
defesa da saúde;
§ 3º Os Estados poderão, mediante lei
XIII - assistência jurídica e Defensoria complementar, instituir regiões
pública; metropolitanas, aglomerações urbanas e
microrregiões, constituídas por
XIV - proteção e integração social das agrupamentos de municípios limítrofes,
pessoas portadoras de deficiência; para integrar a organização, o
planejamento e a execução de funções
XV - proteção à infância e à juventude; públicas de interesse comum.

XVI - organização, garantias, direitos e Art. 26. Incluem-se entre os bens dos
deveres das polícias civis. Estados:

§ 1º No âmbito da legislação I - as águas superficiais ou


concorrente, a competência da União subterrâneas, fluentes, emergentes e em
limitar-se-á a estabelecer normas gerais. depósito, ressalvadas, neste caso, na forma
da lei, as decorrentes de obras da União;
§ 2º A competência da União para
legislar sobre normas gerais não exclui a II - as áreas, nas ilhas oceânicas e
competência suplementar dos Estados. costeiras, que estiverem no seu domínio,
excluídas aquelas sob domínio da União,
Municípios ou terceiros;

Acompanhamento TJDFT – Semana 8, 9 e 10 - Dir. Constitucional 37


III - as ilhas fluviais e lacustres não do ano subsequente, observado, quanto ao
pertencentes à União; mais, o disposto no art. 77. (Redação dada
pela Emenda Constitucional nº 16, de1997)
IV - as terras devolutas não
compreendidas entre as da União. § 1º Perderá o mandato o Governador
que assumir outro cargo ou função na
Art. 27. O número de Deputados à administração pública direta ou indireta,
Assembleia Legislativa corresponderá ao ressalvada a posse em virtude de concurso
triplo da representação do Estado na público e observado o disposto no art. 38, I,
Câmara dos Deputados e, atingido o IV e V. (Renumerado do parágrafo único,
número de trinta e seis, será acrescido de pela Emenda Constitucional nº 19, de 1998)
tantos quantos forem os Deputados
Federais acima de doze. § 2º Os subsídios do Governador, do
Vice-Governador e dos Secretários de
§ 1º Será de quatro anos o mandato Estado serão fixados por lei de iniciativa da
dos Deputados Estaduais, aplicando- sê- Assembleia Legislativa, observado o que
lhes as regras desta Constituição sobre dispõem os arts. 37, XI, 39, § 4º, 150, II, 153,
sistema eleitoral, inviolabilidade, III, e 153, § 2º, I. (Incluído pela Emenda
imunidades, remuneração, perda de Constitucional nº 19, de 1998)
mandato, licença, impedimentos e
incorporação às Forças Armadas. CAPÍTULO IV - Dos Municípios

§ 2º O subsídio dos Deputados Art. 29. O Município reger-se-á por lei


Estaduais será fixado por lei de iniciativa da orgânica, votada em dois turnos, com o
Assembleia Legislativa, na razão de, no interstício mínimo de dez dias, e aprovada
máximo, setenta e cinco por cento daquele por dois terços dos membros da Câmara
estabelecido, em espécie, para os Municipal, que a promulgará, atendidos os
Deputados Federais, observado o que princípios estabelecidos nesta Constituição,
dispõem os arts. 39, § 4º, 57, § 7º, 150, II, na Constituição do respectivo Estado e os
153, III, e 153, § 2º, I. (Redação dada pela seguintes preceitos:
Emenda Constitucional nº 19, de 1998)
I - eleição do Prefeito, do Vice-
§ 3º Compete às Assembleias Prefeito e dos Vereadores, para mandato de
Legislativas dispor sobre seu regimento quatro anos, mediante pleito direto e
interno, polícia e serviços administrativos simultâneo realizado em todo o País;
de sua secretaria, e prover os respectivos
cargos. II - eleição do Prefeito e do Vice-
Prefeito realizada no primeiro domingo de
§ 4º A lei disporá sobre a iniciativa outubro do ano anterior ao término do
popular no processo legislativo estadual. mandato dos que devam suceder, aplicadas
as regras do art. 77, no caso de Municípios
Art. 28. A eleição do Governador e do com mais de duzentos mil
Vice-Governador de Estado, para mandato eleitores; (Redação dada pela Emenda
de quatro anos, realizar-se-á no primeiro Constitucional nº 16, de1997)
domingo de outubro, em primeiro turno, e
no último domingo de outubro, em segundo III - posse do Prefeito e do Vice-
turno, se houver, do ano anterior ao do Prefeito no dia 1º de janeiro do ano
término do mandato de seus antecessores, subsequente ao da eleição;
e a posse ocorrerá em primeiro de janeiro

Acompanhamento TJDFT – Semana 8, 9 e 10 - Dir. Constitucional 38


IV - para a composição das Câmaras mil) habitantes e de até 450.000
Municipais, será observado o limite máximo (quatrocentos e cinquenta mil)
de: (Redação dada pela Emenda habitantes; (Incluída pela Emenda
Constitucional nº 58, de 2009) (Produção Constitucional nº 58, de 2009)
de efeito) (Vide ADIN 4307)
i) 25 (vinte e cinco) Vereadores, nos
a) 9 (nove) Vereadores, nos Municípios de mais de 450.000
Municípios de até 15.000 (quinze mil) (quatrocentos e cinquenta mil) habitantes e
habitantes; (Redação dada pela Emenda de até 600.000 (seiscentos mil)
Constitucional nº 58, de 2009) habitantes; (Incluída pela Emenda
Constitucional nº 58, de 2009)
b) 11 (onze) Vereadores, nos
Municípios de mais de 15.000 (quinze mil) j) 27 (vinte e sete) Vereadores, nos
habitantes e de até 30.000 (trinta mil) Municípios de mais de 600.000 (seiscentos
habitantes; (Redação dada pela Emenda mil) habitantes e de até 750.000
Constitucional nº 58, de 2009) (setecentos cinquenta mil)
habitantes; (Incluída pela Emenda
c) 13 (treze) Vereadores, nos Constitucional nº 58, de 2009)
Municípios com mais de 30.000 (trinta mil)
habitantes e de até 50.000 (cinquenta mil) k) 29 (vinte e nove) Vereadores, nos
habitantes; (Redação dada pela Emenda Municípios de mais de 750.000 (setecentos
Constitucional nº 58, de 2009) e cinquenta mil) habitantes e de até
900.000 (novecentos mil)
d) 15 (quinze) Vereadores, nos habitantes; (Incluída pela Emenda
Municípios de mais de 50.000 (cinquenta Constitucional nº 58, de 2009)
mil) habitantes e de até 80.000 (oitenta mil)
habitantes; (Incluída pela Emenda l) 31 (trinta e um) Vereadores, nos
Constitucional nº 58, de 2009) Municípios de mais de 900.000 (novecentos
mil) habitantes e de até 1.050.000 (um
e) 17 (dezessete) Vereadores, nos milhão e cinquenta mil)
Municípios de mais de 80.000 (oitenta mil) habitantes; (Incluída pela Emenda
habitantes e de até 120.000 (cento e vinte Constitucional nº 58, de 2009)
mil) habitantes; (Incluída pela Emenda
Constitucional nº 58, de 2009) m) 33 (trinta e três) Vereadores, nos
Municípios de mais de 1.050.000 (um
f) 19 (dezenove) Vereadores, nos milhão e cinquenta mil) habitantes e de até
Municípios de mais de 120.000 (cento e 1.200.000 (um milhão e duzentos mil)
vinte mil) habitantes e de até 160.000 habitantes; (Incluída pela Emenda
(cento sessenta mil) habitantes; (Incluída Constitucional nº 58, de 2009)
pela Emenda Constitucional nº 58, de 2009)
n) 35 (trinta e cinco) Vereadores, nos
g) 21 (vinte e um) Vereadores, nos Municípios de mais de 1.200.000 (um
Municípios de mais de 160.000 (cento e milhão e duzentos mil) habitantes e de até
sessenta mil) habitantes e de até 300.000 1.350.000 (um milhão e trezentos e
(trezentos mil) habitantes; (Incluída pela cinquenta mil) habitantes; (Incluída pela
Emenda Constitucional nº 58, de 2009) Emenda Constitucional nº 58, de 2009)

h) 23 (vinte e três) Vereadores, nos o) 37 (trinta e sete) Vereadores, nos


Municípios de mais de 300.000 (trezentos Municípios de 1.350.000 (um milhão e

Acompanhamento TJDFT – Semana 8, 9 e 10 - Dir. Constitucional 39


trezentos e cinquenta mil) habitantes e de (sete milhões) de habitantes; (Incluída pela
até 1.500.000 (um milhão e quinhentos mil) Emenda Constitucional nº 58, de 2009)
habitantes; (Incluída pela Emenda
Constitucional nº 58, de 2009) w) 53 (cinquenta e três) Vereadores,
nos Municípios de mais de 7.000.000 (sete
p) 39 (trinta e nove) Vereadores, nos milhões) de habitantes e de até 8.000.000
Municípios de mais de 1.500.000 (um (oito milhões) de habitantes; e (Incluída
milhão e quinhentos mil) habitantes e de pela Emenda Constitucional nº 58, de 2009)
até 1.800.000 (um milhão e oitocentos mil)
habitantes; (Incluída pela Emenda x) 55 (cinquenta e cinco) Vereadores,
Constitucional nº 58, de 2009) nos Municípios de mais de 8.000.000 (oito
milhões) de habitantes; (Incluída pela
q) 41 (quarenta e um) Vereadores, Emenda Constitucional nº 58, de 2009)
nos Municípios de mais de 1.800.000 (um
milhão e oitocentos mil) habitantes e de até V - subsídios do Prefeito, do Vice-
2.400.000 (dois milhões e quatrocentos mil) Prefeito e dos Secretários Municipais
habitantes; (Incluída pela Emenda fixados por lei de iniciativa da Câmara
Constitucional nº 58, de 2009) Municipal, observado o que dispõem os
arts. 37, XI, 39, § 4º, 150, II, 153, III, e 153, §
r) 43 (quarenta e três) Vereadores, 2º, I; (Redação dada pela Emenda
nos Municípios de mais de 2.400.000 (dois constitucional nº 19, de 1998)
milhões e quatrocentos mil) habitantes e de
até 3.000.000 (três milhões) de VI - o subsídio dos Vereadores será
habitantes; (Incluída pela Emenda fixado pelas respectivas Câmaras
Constitucional nº 58, de 2009) Municipais em cada legislatura para a
subsequente, observado o que dispõe esta
s) 45 (quarenta e cinco) Vereadores, Constituição, observados os critérios
nos Municípios de mais de 3.000.000 (três estabelecidos na respectiva Lei Orgânica e
milhões) de habitantes e de até 4.000.000 os seguintes limites máximos: (Redação
(quatro milhões) de habitantes; (Incluída dada pela Emenda Constitucional nº 25, de
pela Emenda Constitucional nº 58, de 2009) 2000)

t) 47 (quarenta e sete) Vereadores, a) em Municípios de até dez mil


nos Municípios de mais de 4.000.000 habitantes, o subsídio máximo dos
(quatro milhões) de habitantes e de até Vereadores corresponderá a vinte por
5.000.000 (cinco milhões) de cento do subsídio dos Deputados
habitantes; (Incluída pela Emenda Estaduais; (Incluído pela Emenda
Constitucional nº 58, de 2009) Constitucional nº 25, de 2000)

u) 49 (quarenta e nove) Vereadores, b) em Municípios de dez mil e um a


nos Municípios de mais de 5.000.000 (cinco cinquenta mil habitantes, o subsídio
milhões) de habitantes e de até 6.000.000 máximo dos Vereadores corresponderá a
(seis milhões) de habitantes; (Incluída pela trinta por cento do subsídio dos Deputados
Emenda Constitucional nº 58, de 2009) Estaduais; (Incluído pela Emenda
Constitucional nº 25, de 2000)
v) 51 (cinquenta e um) Vereadores,
nos Municípios de mais de 6.000.000 (seis c) em Municípios de cinquenta mil e
milhões) de habitantes e de até 7.000.000 um a cem mil habitantes, o subsídio máximo
dos Vereadores corresponderá a quarenta

Acompanhamento TJDFT – Semana 8, 9 e 10 - Dir. Constitucional 40


por cento do subsídio dos Deputados VIII, pela Emenda Constitucional nº 1, de
Estaduais; (Incluído pela Emenda 1992)
Constitucional nº 25, de 2000)
XI - organização das funções
d) em Municípios de cem mil e um a legislativas e fiscalizadoras da Câmara
trezentos mil habitantes, o subsídio máximo Municipal; (Renumerado do inciso IX, pela
dos Vereadores corresponderá a cinquenta Emenda Constitucional nº 1, de 1992)
por cento do subsídio dos Deputados
Estaduais; (Incluído pela Emenda XII - cooperação das associações
Constitucional nº 25, de 2000) representativas no planejamento
municipal; (Renumerado do inciso X, pela
e) em Municípios de trezentos mil e Emenda Constitucional nº 1, de 1992)
um a quinhentos mil habitantes, o subsídio
máximo dos Vereadores corresponderá a XIII - iniciativa popular de projetos de
sessenta por cento do subsídio dos lei de interesse específico do Município, da
Deputados Estaduais; (Incluído pela cidade ou de bairros, através de
Emenda Constitucional nº 25, de 2000) manifestação de, pelo menos, cinco por
cento do eleitorado; (Renumerado do inciso
f) em Municípios de mais de XI, pela Emenda Constitucional nº 1, de
quinhentos mil habitantes, o subsídio 1992)
máximo dos Vereadores corresponderá a
setenta e cinco por cento do subsídio dos XIV - perda do mandato do Prefeito,
Deputados Estaduais; (Incluído pela nos termos do art. 28, parágrafo
Emenda Constitucional nº 25, de 2000) único. (Renumerado do inciso XII, pela
Emenda Constitucional nº 1, de 1992)
VII - o total da despesa com a
remuneração dos Vereadores não poderá Art. 29-A. O total da despesa do
ultrapassar o montante de cinco por cento Poder Legislativo Municipal, incluídos os
da receita do Município; (Incluído pela subsídios dos Vereadores e excluídos os
Emenda Constitucional nº 1, de 1992) gastos com inativos, não poderá ultrapassar
os seguintes percentuais, relativos ao
VIII - inviolabilidade dos Vereadores somatório da receita tributária e das
por suas opiniões, palavras e votos no transferências previstas no § 5o do art. 153
exercício do mandato e na circunscrição do e nos arts. 158 e 159, efetivamente
Município; (Renumerado do inciso VI, pela realizado no exercício anterior: (Incluído
Emenda Constitucional nº 1, de 1992) pela Emenda Constitucional nº 25, de 2000)

IX - proibições e incompatibilidades, I - 7% (sete por cento) para Municípios


no exercício da vereança, similares, no que com população de até 100.000 (cem mil)
couber, ao disposto nesta Constituição para habitantes; (Redação dada pela Emenda
os membros do Congresso Nacional e na Constituição Constitucional nº 58, de
Constituição do respectivo Estado para os 2009) (Produção de efeito)
membros da Assembleia
Legislativa; (Renumerado do inciso VII, pela II - 6% (seis por cento) para
Emenda Constitucional nº 1, de 1992) Municípios com população entre 100.000
(cem mil) e 300.000 (trezentos mil)
X - julgamento do Prefeito perante o habitantes; (Redação dada pela Emenda
Tribunal de Justiça; (Renumerado do inciso Constituição Constitucional nº 58, de 2009)

Acompanhamento TJDFT – Semana 8, 9 e 10 - Dir. Constitucional 41


III - 5% (cinco por cento) para Orçamentária. (Incluído pela Emenda
Municípios com população entre 300.001 Constitucional nº 25, de 2000)
(trezentos mil e um) e 500.000 (quinhentos
mil) habitantes; (Redação dada pela § 3o Constitui crime de
Emenda Constituição Constitucional nº 58, responsabilidade do Presidente da Câmara
de 2009) Municipal o desrespeito ao § 1o deste
artigo. (Incluído pela Emenda
IV - 4,5% (quatro inteiros e cinco Constitucional nº 25, de 2000)
décimos por cento) para Municípios com
população entre 500.001 (quinhentos mil e Art. 30. Compete aos Municípios:
um) e 3.000.000 (três milhões) de
habitantes; (Redação dada pela Emenda I - legislar sobre assuntos de interesse
Constituição Constitucional nº 58, de 2009) local;

V - 4% (quatro por cento) para II - suplementar a legislação federal e


Municípios com população entre 3.000.001 a estadual no que couber;
(três milhões e um) e 8.000.000 (oito
milhões) de habitantes; (Incluído pela III - instituir e arrecadar os tributos de
Emenda Constituição Constitucional nº 58, sua competência, bem como aplicar suas
de 2009) rendas, sem prejuízo da obrigatoriedade de
prestar contas e publicar balancetes nos
VI - 3,5% (três inteiros e cinco décimos prazos fixados em lei;
por cento) para Municípios com população
acima de 8.000.001 (oito milhões e um) IV - criar, organizar e suprimir
habitantes. (Incluído pela Emenda distritos, observada a legislação estadual;
Constituição Constitucional nº 58, de 2009)
V - organizar e prestar, diretamente
§ 1o A Câmara Municipal não gastará ou sob regime de concessão ou permissão,
mais de setenta por cento de sua receita os serviços públicos de interesse local,
com folha de pagamento, incluído o gasto incluído o de transporte coletivo, que tem
com o subsídio de seus caráter essencial;
Vereadores. (Incluído pela Emenda
Constitucional nº 25, de 2000) VI - manter, com a cooperação técnica
e financeira da União e do Estado,
§ 2o Constitui crime de programas de educação infantil e de ensino
responsabilidade do Prefeito fundamental; (Redação dada pela Emenda
Municipal: (Incluído pela Emenda Constitucional nº 53, de 2006)
Constitucional nº 25, de 2000)
VII - prestar, com a cooperação
I - efetuar repasse que supere os técnica e financeira da União e do Estado,
limites definidos neste artigo; (Incluído pela serviços de atendimento à saúde da
Emenda Constitucional nº 25, de 2000) população;

II - não enviar o repasse até o dia vinte VIII - promover, no que couber,
de cada mês; ou (Incluído pela Emenda adequado ordenamento territorial,
Constitucional nº 25, de 2000) mediante planejamento e controle do uso,
do parcelamento e da ocupação do solo
III - enviá-lo a menor em relação à urbano;
proporção fixada na Lei

Acompanhamento TJDFT – Semana 8, 9 e 10 - Dir. Constitucional 42


IX - promover a proteção do § 1º Ao Distrito Federal são atribuídas
patrimônio histórico-cultural local, as competências legislativas reservadas aos
observada a legislação e a ação fiscalizadora Estados e Municípios.
federal e estadual.
§ 2º A eleição do Governador e do
Art. 31. A fiscalização do Município Vice-Governador, observadas as regras do
será exercida pelo Poder Legislativo art. 77, e dos Deputados Distritais coincidirá
Municipal, mediante controle externo, e com a dos Governadores e Deputados
pelos sistemas de controle interno do Poder Estaduais, para mandato de igual duração.
Executivo Municipal, na forma da lei.
§ 3º Aos Deputados Distritais e à
§ 1º O controle externo da Câmara Câmara Legislativa aplica-se o disposto no
Municipal será exercido com o auxílio dos art. 27.
Tribunais de Contas dos Estados ou do
Município ou dos Conselhos ou Tribunais de § 4º Lei federal disporá sobre a
Contas dos Municípios, onde houver. utilização, pelo Governo do Distrito Federal,
das polícias civil e militar e do corpo de
§ 2º O parecer prévio, emitido pelo bombeiros militar.
órgão competente sobre as contas que o
Prefeito deve anualmente prestar, só Seção II - DOS TERRITÓRIOS
deixará de prevalecer por decisão de dois
terços dos membros da Câmara Municipal. Art. 33. A lei disporá sobre a
organização administrativa e judiciária dos
§ 3º As contas dos Municípios ficarão, Territórios.
durante sessenta dias, anualmente, à
disposição de qualquer contribuinte, para § 1º Os Territórios poderão ser
exame e apreciação, o qual poderá divididos em Municípios, aos quais se
questionar-lhes a legitimidade, nos termos aplicará, no que couber, o disposto no
da lei. Capítulo IV deste Título.

§ 4º É vedada a criação de Tribunais, § 2º As contas do Governo do


Conselhos ou órgãos de Contas Municipais. Território serão submetidas ao Congresso
Nacional, com parecer prévio do Tribunal de
CAPÍTULO V - DO DISTRITO FEDERAL E Contas da União.
DOS TERRITÓRIOS
Seção I - DO DISTRITO FEDERAL § 3º Nos Territórios Federais com
mais de cem mil habitantes, além do
Art. 32. O Distrito Federal, vedada sua Governador nomeado na forma desta
divisão em Municípios, reger- se-á por lei Constituição, haverá órgãos judiciários de
orgânica, votada em dois turnos com primeira e segunda instância, membros do
interstício mínimo de dez dias, e aprovada Ministério Público e defensores públicos
por dois terços da Câmara Legislativa, que a federais; a lei disporá sobre as eleições para
promulgará, atendidos os princípios a Câmara Territorial e sua competência
estabelecidos nesta Constituição. deliberativa.

Acompanhamento TJDFT – Semana 8, 9 e 10 - Dir. Constitucional 43


JURISPRUDÊNCIA – PARTE IMPORTANTÍSSIMA!!!

Súmula 19-STJ: A fixação do horário bancário, para atendimento ao público, é


da competência da União.

Súmula 419-STF: Os municípios têm competência para regular o horário do


comércio local, desde que não infrinjam leis estaduais ou federais válidas. •
Válida, em parte. Isso porque não é da competência dos Estados-membros
legislar sobre horário do comércio local. Já no que tange a leis federais, estas,
eventualmente, poderão legislar sobre horário de funcionamento se a questão
não for apenas de interesse local (vide Súmula 19-STJ).

Súmula Vinculante 38-STF: É competente o município para fixar o horário de


funcionamento de estabelecimento comercial.

Súmula Vinculante 39-STF: Compete privativamente à União legislar sobre


vencimentos dos membros das polícias civil e militar e do corpo de bombeiros
militar do Distrito Federal.

Súmula Vinculante 46-STF: A definição dos crimes de responsabilidade e o


estabelecimento das respectivas normas de processo e julgamento são da
competência legislativa privativa da União.

Súmula vinculante 2-STF: É inconstitucional a lei ou ato normativo estadual ou


distrital que disponha sobre sistemas de consórcios e sorteios, inclusive bingos
e loterias. • Importante. •Trata-se de competência da União (art. 22, XX, da
CF/88). • Segundo o STF, a expressão “sistema de sorteios” constante do
art. 22, XX, da CF/88 alcança os jogos de azar, as loterias e similares, dando
interpretação que veda a edição de legislação estadual sobre a matéria, diante
da competência privativa da União (ADI 3895, j. em 04/06/2008).

Acompanhamento TJDFT – Semana 8, 9 e 10 - Dir. Constitucional 44


É inconstitucional lei do Distrito Federal que trate sobre a estrutura e o
regime jurídico da Polícia Civil do Distrito Federal (a competência para isso
é da União)
É inconstitucional lei do Distrito Federal que institua, extinga e transforme órgãos
internos da Polícia Civil do Distrito Federal. Essa lei viola o art. 21, XIV, da CF/88,
que fixa a competência da União para manter e organizar a Polícia Civil do
Distrito Federal. Deve-se reconhecer que o art. 21, XIV, CF/88 trata tanto de
competência administrativa quanto legislativa, sendo a matéria, portanto,
atribuída, prioritariamente, à União. As leis distritais impugnadas, ao criarem
cargos em comissão e novos órgãos, também instituíram novas obrigações
pecuniárias a serem suportadas pela União. Ocorre que é vedado ao Distrito
Federal valer-se de leis distritais para instituir encargos financeiros a serem
arcados pela União. Como as leis distritais declaradas inconstitucionais eram
muito antigas (2001, 2002 e 2005), o STF decidiu modular os efeitos da decisão.
STF. Plenário. ADI 3666, Rel. Min. Roberto Barroso, julgado em 06/12/2018
(notícia do site).

É inconstitucional lei estadual que obrigue a concessionária a fornecer um


carro reserva ao cliente que está aguardando o conserto do seu veículo
É inconstitucional lei estadual que impõe às montadoras, concessionárias e
importadoras de veículos a obrigação de fornecer veículo reserva a clientes cujo
automóvel fique inabilitado por mais de quinze dias por falta de peças originais
ou por impossibilidade de realização do serviço, durante o período de garantia
contratual. STF. Plenário. ADI 5158/PE, Rel. Min. Roberto Barroso, julgado em
6/12/2018 (Info 926).

CE pode prever que o Estado e os Municípios deverão reservar vagas para


pessoas com deficiência
É constitucional norma de Constituição Estadual que preveja que “o Estado e os
Municípios reservarão vagas em seus respectivos quadros de pessoal para
serem preenchidas por pessoas portadoras de deficiência.” Apesar de, em tese,
a Constituição Estadual não poder dispor sobre servidores municipais, sob pena

Acompanhamento TJDFT – Semana 8, 9 e 10 - Dir. Constitucional 45


de afronta à autonomia municipal, neste caso não há inconstitucionalidade,
considerando que se trata de mera repetição de norma da CF/88: Art. 37 (...) VIII
- a lei reservará percentual dos cargos e empregos públicos para as pessoas
portadoras de deficiência e definirá os critérios de sua admissão; STF. Plenário.
ADI 825/AP, Rel. Min. Alexandre de Moraes, julgado em 25/10/2018 (Info 921).

Constituição estadual só pode exigir que o Prefeito (ou o Vice) peça


autorização da Câmara Municipal para viajar se a viagem for superior a 15
dias
A CE/AP trouxe regra dizendo que se o Prefeito ou o Vice-Prefeito for viajar ao
exterior, “por qualquer tempo”, ele deverá pedir uma licença prévia da Câmara
Municipal para a viagem. O STF considerou inconstitucional a expressão “por
qualquer tempo”. Essa regra de “por qualquer tempo” está em desacordo com o
princípio da simetria. Isso porque a CF/88 somente exige autorização do
Congresso Nacional se a ausência do Presidente da República for superior a 15
dias (art. 49, III). De igual modo, a Constituição do Estado do Amapá também só
exige autorização da Assembleia Legislativa se a ausência do Governador (ou
do Vice) for superior a 15 dias (art. 118, § 1º). Logo, a exigência de autorização
da Câmara Municipal para que o Prefeito possa se ausentar por períodos
menores que 15 dias quebra a simetria existente em relação ao Governador.
STF. Plenário.ADI 825/AP, Rel. Min. Alexandre de Moraes, julgado em
25/10/2018 (Info 921).

São inconstitucionais leis estaduais ou municipais que obriguem o


supermercado a manter empacotador para as compras
São inconstitucionais as leis que obrigam supermercados ou similares à
prestação de serviços de acondicionamento ou embalagem das compras, por
violação ao princípio da livre iniciativa (art. 1º, IV e art. 170 da CF/88). STF.
Plenário. ADI 907/RJ, Rel. Min. Alexandre de Moraes, red. p/ o ac. Min. Roberto
Barroso, julgado em 1º/8/2017 (Info 871). STF. Plenário. RE 839950/RS, Rel.
Min. Luiz Fux, julgado em 24/10/2018 (repercussão geral) (Info 921).

Acompanhamento TJDFT – Semana 8, 9 e 10 - Dir. Constitucional 46


É inconstitucional lei municipal que institua loteria local
É inconstitucional lei municipal que cria concurso de prognósticos de múltiplas
chances (loteria) em âmbito local. A competência para tratar sobre esse assunto
(sistemas de sorteios) é privativa da União, conforme determina o art. 22, XX, da
CF/88. Sobre o tema, vale a pena lembrar a SV 2: é inconstitucional a lei ou ato
normativo estadual ou distrital que disponha sobre sistemas de consórcios e
sorteios, inclusive bingos e loterias. STF. Plenário. ADPF 337/MA, Rel. Min.
Marco Aurélio, julgado em 17/10/2018 (Info 920).

Viola a CF/88 lei municipal que proíbe o transporte de animais vivos no


Município
Viola a Constituição Federal lei municipal que proíbe o trânsito de veículos,
sejam eles motorizados ou não, transportando cargas vivas nas áreas urbanas
e de expansão urbana do Município. Essa lei municipal invade a competência da
União. O Município, ao inviabilizar o transporte de gado vivo na área urbana e
de expansão urbana de seu território, transgrediu a competência da União, que
já estabeleceu, à exaustão, diretrizes para a política agropecuária, o que inclui o
transporte de animais vivos e sua fiscalização. Além disso, sob a justificativa de
criar mecanismo legislativo de proteção aos animais, o legislador municipal
impôs restrição desproporcional. Esta desproporcionalidade fica evidente
quando se verifica que a legislação federal já prevê uma série de instrumentos
para garantir, de um lado, a qualidade dos produtos destinados ao consumo pela
população e, de outro, a existência digna e a ausência de sofrimento dos
animais, tanto no transporte quanto no seu abate. STF. Plenário. ADPF 514 e
ADPF 516 MC-REF/SP, Rel. Min. Edson Fachin, julgados em 11/10/2018 (Info
919).

Lei estadual que fixa piso salarial profissional violando os requisitos da LC


federal 103/2000 é considerada inconstitucional por ofensa ao art. 22, I e
parágrafo único da CF/88
A competência para editar lei fixando o piso salarial das categorias profissionais
(art. 7º, V, da CF/88) é privativa da União por se tratar de direito do trabalho (art.

Acompanhamento TJDFT – Semana 8, 9 e 10 - Dir. Constitucional 47


22, I). A União editou a LC federal 103/2000 autorizando que os Estados-
membros e o DF editem leis fixando o piso salarial dos profissionais de acordo
com suas realidades regionais. Ocorre que a União exigiu, dentre outros
requisitos, que essa lei seja de iniciativa do chefe do Poder Executivo estadual
(Governador). Se uma lei estadual/distrital de iniciativa parlamentar fixa o piso
salarial, essa lei ultrapassa os limites impostos pela LC federal 103/2000 e, em
última análise, viola diretamente o art. 22, I e parágrafo único, da CF/88, sendo
considerada inconstitucional. Assim, a extrapolação dos limites da competência
legislativa delegada pela União aos Estados e ao Distrito Federal representa a
usurpação de competência legislativa da União para legislar sobre direito do
trabalho (art. 22, I e parágrafo único) e, consequentemente, a
inconstitucionalidade formal da lei delegada. STF. Plenário. ADI 5344 MC/PI,
Rel. Min. Edson Fachin, julgado em 11/10/2018 (Info 919).

Os Municípios detêm competência para legislar sobre assuntos de


interesse local, ainda que, de modo reflexo, tratem de direito comercial ou
do consumidor
É constitucional lei municipal que proíbe a conferência de mercadorias realizada
na saída de estabelecimentos comerciais localizados na cidade. A Lei prevê que,
após o cliente efetuar o pagamento nas caixas registradoras da empresa
instaladas, não é possível nova conferência na saída. Os Municípios detêm
competência para legislar sobre assuntos de interesse local (art. 30, I, da CF/88),
ainda que, de modo reflexo, tratem de direito comercial ou do consumidor. STF.
2ª Turma. RE 1052719 AgR/PB, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, julgado em
25/9/2018 (Info 917).

É inconstitucional lei estadual que, ao tratar sobre matéria de competência


concorrente (art. 24 da CF/88), simplesmente determina que devem ser
observadas as regras previstas na lei federal
A competência para legislar sobre as atividades que envolvam organismos
geneticamente modificados (OGM) é concorrente (art. 24, V, VIII e XII, da CF/88).
No âmbito das competências concorrentes, cabe à União estabelecer normas

Acompanhamento TJDFT – Semana 8, 9 e 10 - Dir. Constitucional 48


gerais e aos Estados-membros editar leis para suplementar essas normas gerais
(art. 24, §§ 1º e 2º). Determinado Estado-membro editou lei estabelecendo que
toda e qualquer atividade relacionada com os OGMs naquele Estado deveria
observar “estritamente à legislação federal específica”. O STF entendeu que
essa lei estadual é inconstitucional porque significou uma verdadeira “renúncia”
ao exercício da competência legislativa concorrente prevista no art. 24, V, VIII e
XII, da CF/88. Em outras palavras, o Estado abriu mão de sua competência
suplementar prevista no art. 24, § 2º da CF/88. Essa norma estadual remissiva
fragiliza a estrutura federativa descentralizada, e consagra o monopólio da
União, sem atentar para nuances locais. Assim, é inconstitucional lei estadual
que remete o regramento do cultivo comercial e das atividades com organismos
geneticamente modificados à regência da legislação federal. STF. Plenário. ADI
2303/RS, Rel. Min. Marco Aurélio, julgado em 5/9/2018 (Info 914).

Alteração dos limites de um Município exige plebiscito


Para que sejam alterados os limites territoriais de um Município é necessária a
realização de consulta prévia, mediante plebiscito, às populações dos Municípios
envolvidos, nos termos do art. 18, § 4º da CF/88. STF. Plenário. ADI 2921/RJ,
rel. orig. Min. Ayres Britto, red. p/ o ac. Min. Dias Toffoli, julgado em 9/8/2017
(Info 872).

Invasão de fazenda pelo MST e descumprimento de ordem de desocupação


A União poderá intervir no Estado ou DF para prover (garantir) a execução de
ordem ou decisão judicial que esteja sendo desrespeitada (art. 34, VI, da CF/88).
Ocorrendo esse descumprimento, o STF, o STJ ou o TSE, a depender de qual
ordem/decisão judicial esteja sendo desatendida, irá requisitar ao Presidente da
República a intervenção federal. Se o Estado/DF estiver descumprindo uma
decisão de juiz ou Tribunal de 2ª instância, o Tribunal local deverá fazer uma
representação ao Tribunal Superior competente (STF, STJ ou TSE) solicitando
a intervenção. Se o Tribunal Superior concordar, irá requisitar ao Presidente da
República a intervenção. Para saber qual Tribunal Superior será competente,
deverá ser analisada a matéria discutida e para quem seria dirigido o eventual

Acompanhamento TJDFT – Semana 8, 9 e 10 - Dir. Constitucional 49


recurso. Compete ao STJ julgar pedido de intervenção federal baseado no
descumprimento de ordem de reintegração de posse de imóvel rural ocupado
pelo MST, expedida por Juiz Estadual e fundada exclusivamente na aplicação
da legislação infraconstitucional civil possessória. Isso porque a decisão
descumprida analisou tema relacionado com direito civil privado, não tendo feito
considerações sobre questões constitucionais. Logo, o eventual recurso contra
a decisão, quando o processo superasse as instâncias ordinárias e chegasse
aos Tribunais Superiores, seria apreciado pelo STJ em sede de recurso especial.
Não caberia, no caso, recurso extraordinário ao STF, razão pela qual esta Corte
não seria competente para julgar o pedido de intervenção relacionada com o
desatendimento da decisão. Quanto ao mérito, na situação concreta envolvendo
ocupação de sítio pelo MST, tendo sido deferida decisão judicial para a retomada
do imóvel há muitos anos, o que nunca foi cumprido, deverá ser deferida a
intervenção federal? Prevalece que sim. Deve ser deferido pedido de
intervenção federal quando verificado o descumprimento pelo Estado, sem
justificativa plausível e por prazo desarrazoado, de ordem judicial que tenha
requisitado força policial para promover reintegração de posse em imóvel rural
ocupado pelo MST, mesmo que, no caso, tenha se consolidado a invasão por
um grande número de famílias e exista, sem previsão de conclusão,
procedimento administrativo de aquisição da referida propriedade pelo Incra para
fins de reforma agrária. É certo que a ocupação de grande número de famílias é
sempre um fato que merece a consideração da autoridade encarregada da
desocupação, mas não é em si impeditiva da intervenção. A inércia do Estado-
executivo em dar cumprimento à decisão do Estado-juiz enfraquece o Estado de
direito, que caracteriza a República brasileira. STJ. Corte Especial. IF 107-PR,
Rel. Min. João Otávio de Noronha, julgado em 15/10/2014 (Info 550). STJ. Corte
Especial. IF 116/PR, Rel. Min. Felix Fischer, julgado em 16/12/2015.

É constitucional lei estadual que obrigue plano de saúde a justificar recusa


de tratamento
É constitucional lei estadual que obrigue os planos de saúde a fornecerem aos
consumidores informações e documentos justificando as razões pelas quais

Acompanhamento TJDFT – Semana 8, 9 e 10 - Dir. Constitucional 50


houve recusa de algum procedimento, tratamento ou internação. O Mato Grosso
do Sul editou uma lei estadual prevendo que, se o plano de saúde recusar algum
procedimento, tratamento ou internação, ele deverá fornecer, por escrito, ao
usuário, um comprovante fundamentado expondo as razões da negativa. O STF
entendeu que essa norma não viola competência privativa da União,
considerando que ela trata sobre proteção ao consumidor, matéria inserida na
competência concorrente (art. 24, V, da CF/88). STF. Plenário.ADI 4512/MS,
Rel. Min. Cármen Lúcia, julgado em 7/2/2018 (Info 890).

Inconstitucionalidade de lei estadual que estabeleça exigências nos


rótulos dos produtos em desconformidade com a legislação federal
É inconstitucional lei estadual que estabelece a obrigatoriedade de que os
rótulos ou embalagens de todos os produtos alimentícios comercializados no
Estado contenham uma série de informações sobre a sua composição, que não
são exigidas pela legislação federal. STF. Plenário. ADI 750/RJ, Rel. Min. Gilmar
Mendes, julgado em 3/8/2017 (Info 871).

É inconstitucional lei estadual que exija que os supermercados do Estado


ofereçam empacotadores para os produtos adquiridos
Lei estadual que torna obrigatória a prestação de serviços de empacotamento
nos supermercados é inconstitucional por afrontar o princípio constitucional da
livre inciativa. Lei estadual que exige que o serviço de empacotamento nos
supermercados seja prestado por funcionário do próprio estabelecimento é
inconstitucional por violar a competência privativa da União para legislar sobre
Direito do Trabalho. STF. Plenário. ADI 907/RJ, Rel. Min. Alexandre de Moraes,
red. p/ o ac. Min. Roberto Barroso, julgado em 1º/8/2017 (Info 871).

É inconstitucional lei estadual que disponha sobre a segurança de


estacionamentos e o regime de contratação dos funcionários
Lei estadual que impõe a prestação de serviço de segurança em estacionamento
a toda pessoa física ou jurídica que disponibilize local para estacionamento é
inconstitucional, quer por violar a competência privativa da União para legislar

Acompanhamento TJDFT – Semana 8, 9 e 10 - Dir. Constitucional 51


sobre direito civil, quer por violar a livre iniciativa. Lei estadual que impõe a
utilização de empregados próprios na entrada e saída de estacionamento,
impedindo a terceirização, viola a competência privativa da União para legislar
sobre Direito do Trabalho. STF. Plenário. ADI 451/RJ, Rel. Min. Roberto Barroso,
julgado em 1º/8/2017 (Info 871).

Inconstitucionalidade de lei estadual que trate sobre revalidação de títulos


obtidos em instituições de ensino dos países do MERCOSUL
É inconstitucional lei estadual que veda ao Poder Público estadual exigir a
revalidação de títulos obtidos em instituições de ensino superior dos países
membros do Mercado Comum do Sul — MERCOSUL. A lei estadual que trata
sobre revalidação de títulos obtidos em instituições de ensino superior dos
países membros do MERCOSUL afronta o pacto federativo (art. 60, §4º, I, da
CF/88) na medida em que usurpa a competência da União para dispor sobre
diretrizes e bases da educação nacional (art. 22, XXIV). STF. Plenário. ADI 5341
MC— Referendo/AC, Rel. Min. Edson Fachin, julgado em 10/3/2016 (Info 817).
STF. Plenário. ADI 4720/RR, Rel. Min. Cármen Lúcia, julgado em 30/06/2017.

Compete aos Municípios legislar sobre meio ambiente em assuntos de


interesse local
O Município tem competência para legislar sobre meio ambiente e controle da
poluição, quando se tratar de interesse local. Ex: é constitucional lei municipal,
regulamentada por decreto, que preveja a aplicação de multas para os
proprietários de veículos automotores que emitem fumaça acima de padrões
considerados aceitáveis. STF. Plenário.RE 194704/MG, rel. orig. Min. Carlos
Velloso, red. p/ o ac. Min. Edson Fachin, julgado em 29/6/2017 (Info 870).

Estado-membro não possui competência para editar lei obrigando


empresas de internet a apresentar na fatura da conta a velocidade
efetivamente oferecida no mês
É INCONSTITUCIONAL lei estadual que obriga as prestadoras do serviço de
Internet móvel e de banda larga a apresentar, na fatura mensal, gráficos

Acompanhamento TJDFT – Semana 8, 9 e 10 - Dir. Constitucional 52


informando a velocidade diária média de envio e de recebimento de dados
entregues no mês. STF. Plenário. ADI 5569, Rel. Min. Rosa Weber, julgado em
18/05/2017.

Estado-membro pode legislar sobre a concessão, por empresas privadas,


de bolsa de estudos para professores
É constitucional lei estadual que preveja a possibilidade de empresas
patrocinarem bolsas de estudo para professores em curso superior, tendo como
contrapartida a obrigação de que esses docentes ministrem aula de
alfabetização ou aperfeiçoamento para os empregados da empresa
patrocinadora. Essa lei insere-se na competência legislativa do Estado-Membro
para dispor sobre educação e ensino, prevista no art. 24, IX, da CF/88. STF.
Plenário. ADI 2663/RS, Rel. Min. Luiz Fux, julgado em 8/3/2017 (Info 856).

É inconstitucional lei estadual tratando sobre a venda de títulos de


capitalização
É inconstitucional lei estadual que estabeleça normas sobre a comercialização
de títulos de capitalização, proibindo a venda casada e prevendo regras para a
publicidade desses produtos. STF. Plenário. ADI 2905/MG, rel. orig. Min. Eros
Grau, red. p/ o ac. Min. Marco Aurélio, julgado em 16/11/2016 (Info 847).

Lei municipal que proíbe a realização, em imóveis do Município, de eventos


patrocinados por bebidas alcoólicas e cigarros
Não viola a Constituição Federal lei municipal, de iniciativa parlamentar, que
veda a realização, em imóveis do Município, de eventos patrocinados por
empresas produtoras, distribuidoras, importadoras ou representantes de bebidas
alcoólicas ou de cigarros, com a utilização da respectiva propaganda. STF. 2ª
Turma. RE 305470/SP, rel. orig. Min. Ellen Gracie, rel. p/ o ac. Min. Teori
Zavascki, julgado em 18/10/2016 (Info 844).

Acompanhamento TJDFT – Semana 8, 9 e 10 - Dir. Constitucional 53


Lei estadual que obriga concessionárias a instalarem bloqueadores de
celular é inconstitucional
Lei estadual que disponha sobre bloqueadores de sinal de celular em presídio
invade a competência da União para legislar sobre telecomunicações. STF.
Plenário. ADI 3835/MS, Rel. Min. Marco Aurélio, ADI 5356/MS, red. p/ o acórdão
Min. Marco Aurélio, ADI 5253/BA, Rel. Min. Dias Toffoli, ADI 5327/PR, Rel. Min
Dias Toffoli, ADI 4861/SC, Rel. Min. Gilmar Mendes, julgados em 3/8/2016 (Info
833).

Serviços de telecomunicações devem ser regulados por lei federal


A competência para legislar sobre serviços de telecomunicações é privativa da
União art. 21, XI e art. 22, IV, da CF/88). Logo, é inconstitucional lei estadual que
determinou às empresas telefônicas que criem e mantenham um cadastro de
assinantes interessados em receber ofertas de produtos e serviços, que deve
ser disponibilizado para as empresas de telemarketing. STF. Plenário. ADI
3959/SP, Rel. Min. Roberto Barroso, julgado em 20/4/2016 (Info 822).

Lei estadual não pode estabelecer punições para quem exige teste de
gravidez nas contratações
É inconstitucional lei estadual que preveja punições a empresas privadas e a
agentes públicos que exijam a realização de teste de gravidez e a apresentação
de atestado de laqueadura para admissão de mulheres ao trabalho. STF.
Plenário. ADI 3165/SP, Rel. Min. Dias Toffoli, julgado em 11/11/2015 (Info 807).

Disciplina sobre o ordenamento do espaço urbano


Os Municípios com mais de 20 mil habitantes e o Distrito Federal podem legislar
sobre programas e projetos específicos de ordenamento do espaço urbano por
meio de leis que sejam compatíveis com as diretrizes fixadas no plano diretor.
Isso significa que nem sempre que o Município for legislar sobre matéria
urbanística, ele precisará fazê-lo por meio do Plano Diretor. O Plano Diretor é o
instrumento legal que dita a atuação do Município ou do Distrito Federal quanto
ao ordenamento urbano, traçando suas linhas gerais, porém a sua execução

Acompanhamento TJDFT – Semana 8, 9 e 10 - Dir. Constitucional 54


pode se dar mediante a expedição de outras lei e decretos, desde que guardem
conformidade com o Plano Diretor. STF. Plenário. RE 607940/DF, Rel. Min. Teori
Zavascki, julgado em 29/10/2015 (Info 805).

CE pode proibir que servidores estaduais substituam trabalhadores


privados em greve
CE estadual pode prever que é proibido que os servidores estaduais substituam
trabalhadores de empresas privadas em greve. STF. Plenário. ADI 232/RJ, Rel.
Min. Teori Zavascki, julgado em 5/8/2015 (Info 793).

CE pode prever que a Lei Orgânica da Polícia Civil tenha status de lei
complementar
Constituição estadual poderá prever que a Lei Orgânica da Polícia Civil daquele
estado tenha status de lei complementar. Não há nada na CF/88 que impeça o
constituinte estadual de exigir quórum maior (lei complementar) para tratar sobre
essa questão. Seria uma demasia (um exagero) negar à Constituição estadual a
possibilidade de escolher determinados temas como mais sensíveis, exigindo,
para eles, uma aprovação legislativa mais qualificada por meio de lei
complementar. STF. Plenário. ADI 2314/RJ, rel. orig. Min. Joaquim Barbosa, red.
p/ o acórdão Min. Marco Aurélio, julgado em 17/6/2015 (Info 790).

CE pode prever que proibições e impedimentos dos Deputados Estaduais


sejam também aplicados para Governador e Vice
É constitucional norma da Constituição estadual que preveja que as proibições
e os impedimentos estabelecidos para os Deputados Estaduais deverão ser
aplicados também para o Governador e o Vice-Governador do Estado. STF.
Plenário. ADI 253/MT, Rel. Min. Gilmar Mendes, julgado em 28/5/2015 (Info 787).

Modelo de fiscalização exacerbado sobre titulares de cargos públicos do


executivo
A Assembleia Legislativa do Estado de Roraima editou emenda, de iniciativa
parlamentar, à Constituição do Estado prevendo duas regras: 1) O Governador

Acompanhamento TJDFT – Semana 8, 9 e 10 - Dir. Constitucional 55


seria obrigado a submeter à análise da ALE os nomes que ele escolheu para
serem nomeados como membros do TCE, Defensor Público-Geral, Procurador-
Geral do Estado, diretores de fundações e autarquias e Presidentes de
sociedade de economia mista e empresas públicas. 2) Os titulares da
Universidade Estadual, da Companhia de Águas do Estado, da Companhia
Energética do Estado e inúmeras outras autoridades deveriam comparecer
anualmente à ALE para apresentar relatório de atividades, que seria referendado
ou não pelos Deputados e, caso fosse rejeitado, isso implicaria o afastamento
imediato do titular do cargo. Sob o ponto de vista formal, essa emenda é
inconstitucional porque como trata sobre regime jurídico de servidores públicos
não poderia ser de iniciativa parlamentar (art. 61, § 1º, “c”, da CF/88). Sob o
aspecto material, quanto à regra 1, o STF entendeu que a nomeação do
Procurador-Geral do Estado e dos Presidentes de sociedade de economia mista
e empresas públicas não podem ser submetidas ao crivo da ALE. O cargo de
Procurador-Geral do Estado é de livre nomeação e exoneração, sendo um cargo
de confiança do chefe do Poder Executivo. As empresas públicas e sociedades
de economia mista submetem-se a regrasde direito privado e não podem sofrer
ingerência por parte do Legislativo. Quanto à regra 2, esta também é
materialmente inconstitucional porque institui um modelo de fiscalização
exacerbado e, desse modo, viola o princípio da separação de Poderes. STF.
Plenário. ADI 4284/RR, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, julgado em 9/4/2015
(Info 780).

Serviços de telecomunicações devem ser regulados por lei federal


A competência para legislar sobre serviços de telecomunicações é privativa da
União. Logo, é inconstitucional lei estadual que verse sobre este tema, como é
o caso de lei estadual que dispõe sobre a organização dos serviços de
telecomunicações, a criação e funcionamento de um órgão regulador e outros
aspectos institucionais. STF. Plenário. ADI 2615/SC, red. p/ o acórdão Min.
Gilmar Mendes, julgado em 11/3/2015 (Info 777).

Acompanhamento TJDFT – Semana 8, 9 e 10 - Dir. Constitucional 56


QUESTÕES Acertos de 24

1. (Ano: 2018Banca: FCCÓrgão: DPE-MAProva: Defensor Público) No capítulo que trata


da ordem econômica, na Constituição Federal, é prevista a defesa do consumidor como
um de seus princípios. Em relação à competência legislativa em matéria de
responsabilidade por danos ao consumidor, é correto afirmar:
a) A competência legislativa é exclusiva da União.
b) Sobrevindo lei nacional, automaticamente ficam revogadas as leis estaduais que
tratam sobre a temática, ressalvando-se a competência material ou administrativa aos
Estados-Membros, Distrito Federal e Municípios.
c) A competência legislativa é concorrente entre União e Estados-Membro, sem
prejuízo para o Distrito Federal exercer a competência legislativa para os assuntos de
interesse local.
d) A competência legislativa é concorrente entre União, Estado-Membro e Distrito
Federal.
e) Uma vez exercida a competência legislativa pela União, os Estados-Membros e o
Distrito Federal não podem mais editar normas sobre a temática.

2. (Ano: 2018Banca: FCCÓrgão: SEAD-APProva: Assistente Administrativo) A intervenção


da União nos Municípios localizados em Território Federal
a) é vedada expressamente pela Constituição Federal de 1988.
b) depende de previsão na Constituição de cada Território Federal.
c) é cabível nas mesmas hipóteses de intervenção da União no Distrito Federal.
d) é cabível quando não tiver sido aplicado o mínimo exigido da receita municipal na
manutenção e desenvolvimento do ensino.
e) depende de requisição do Superior Tribunal de Justiça, o caso de recusa à execução
de lei federal.

3. (Ano: 2018Banca: CESPEÓrgão: SEFAZ-RSProva: Assistente Administrativo


Fazendário) Acerca da organização dos estados, é correto afirmar que
a) a criação de um território federal é regulada por lei ordinária.
b) aos estados-membros compete explorar os serviços locais de gás canalizado.
c) a iniciativa popular no processo legislativo estadual não é admitida.
d) a competência da União para legislar sobre normas gerais exclui a competência
suplementar dos estados-membros para legislar.
e) o texto constitucional autoriza a criação de tribunais de contas municipais.

4. (Ano: 2018Banca: FCCÓrgão: MPE-PEProva: Técnico Ministerial – Administrativa)


Compete à União, aos Estados e ao Distrito Federal legislar concorrentemente sobre
a) organização do sistema nacional de emprego e condições para o exercício de
profissões.
b) criação, funcionamento e processo do juizado de pequenas causas.
c) águas, energia, informática, telecomunicações e radiodifusão.
d) desapropriação.
e) seguridade social.

Acompanhamento TJDFT – Semana 8, 9 e 10 - Dir. Constitucional 57


5. (Ano: 2018Banca: CESPEÓrgão: SEFAZ-RSProva: Técnico Tributário da Receita
Estadual - Prova 2) A União e o estado do Rio Grande do Sul poderão legislar
concorrentemente sobre
a) direito marítimo.
b) direito econômico.
c) trânsito.
d) sorteios.
e) informática.

6. (Ano: 2018Banca: CESPEÓrgão: PGM - João Pessoa - PBProva: Procurador do


Município) À luz das disposições constitucionais e do entendimento do STF sobre a
competência legislativa concorrente, é correto afirmar que os municípios
a) podem suplementar legislação federal ou estadual no que lhes couber.
b) não podem suplementar legislação estadual, por expressa proibição constitucional.
c) não podem suplementar legislação federal, pois apenas os estados têm essa
atribuição.
d) não podem suplementar qualquer legislação, pois não estão incluídos entre os entes
que possuem tal competência, os quais são elencados expressamente no texto
constitucional.
e) podem suplementar lei federal, mas a superveniência de nova lei de âmbito nacional
que trate de normas gerais invalidará a lei municipal.

7. (FCC – 2018 - DPE-AM - Analista Jurídico de Defensoria - Ciências Jurídicas) Conforme


dispõe a Constituição Federal, compete à União legislar privativamente sobre
a) direito financeiro.
b) produção.
c) consumo.
d) comércio interestadual.
e) proteção à infância e à juventude.

8. (CESPE – 2018 - PC-MA - Investigador de Polícia) Acerca da organização político-


administrativa do Estado, julgue os itens a seguir.

I O desmembramento de um município será determinado por lei municipal, dentro do


período determinado por lei complementar federal, e dependerá de consulta prévia,
mediante plebiscito, às populações dos municípios envolvidos, inexistindo a
necessidade de divulgação prévia de estudos de viabilidade municipal na imprensa
oficial.
II Os estados podem incorporar-se entre si, mediante a aprovação da população
diretamente interessada, por meio de plebiscito, e do Congresso Nacional, por lei
complementar.
III É permitida somente à União a criação de distinções entre brasileiros.

Assinale a opção correta.


a) Apenas o item I está certo.

Acompanhamento TJDFT – Semana 8, 9 e 10 - Dir. Constitucional 58


b) Apenas o item II está certo.
c) Apenas os itens I e III estão certos.
d) Apenas os itens II e III estão certos.
e) Todos os itens estão certos.

9. (CESPE – 2018 - CGM de João Pessoa – PB - Conhecimentos Básicos - Cargos: 1, 2 e 3)


Considerando o modelo constitucional de repartição das competências e dos bens dos
entes federados, julgue o próximo item, a respeito da organização do Estado.
(. ) Os rios que banhem mais de um estado e que sejam provenientes de outros países
são considerados bens da União.

10. (FCC – 2018 - DPE-AM - Assistente Técnico de Defensoria - Assistente Técnico


Administrativo) De acordo com a Constituição Federal, a edição de leis em matéria de
responsabilidade por dano ao consumidor é de competência
a) concorrente entre União e Estados, cabendo à União estabelecer normas gerais e
aos Estados o exercício da competência suplementar.
b) concorrente entre União e Estados, cabendo à União legislar integralmente sobre o
tema, estabelecendo normas gerais e específicas, e aos Estados apenas o exercício da
competência para editar decretos regulamentares.
c) concorrente entre Estados e Municípios, cabendo aos Estados estabelecer normas
específicas e aos Municípios o exercício da competência suplementar, sendo vedado à
União dispor sobre o tema.
d) privativa da União, que pode, no entanto, autorizar os Estados, mediante edição de
lei complementar, a legislar sobre questões específicas nesse tema.
e) privativa da União, cabendo aos Estados e aos Municípios apenas o exercício da
competência para editar decretos regulamentares para a fiel execução da lei federal.

11. (CESPE – 2018 - CGM de João Pessoa – PB - Conhecimentos Básicos - Cargos: 1, 2 e


3) Considerando o modelo constitucional de repartição das competências e dos bens
dos entes federados, julgue o próximo item, a respeito da organização do Estado.
(. ) Os estados podem legislar de forma concorrente sobre direito tributário.

12. (CESPE – 2018 - CGM de João Pessoa – PB - Conhecimentos Básicos - Cargos: 1, 2 e


3) Considerando o modelo constitucional de repartição das competências e dos bens
dos entes federados, julgue o próximo item, a respeito da organização do Estado.
(. ) Os municípios podem criar tribunais e conselhos para a fiscalização das contas
municipais, na forma da respectiva Lei Orgânica.

13. (CESPE – 2018 - CGM de João Pessoa – PB - Conhecimentos Básicos - Cargos: 1, 2 e 3


(+ provas)
Considerando o modelo constitucional de repartição das competências e dos bens dos
entes federados, julgue o próximo item, a respeito da organização do Estado.
(. ) No âmbito da organização político-administrativa do Estado, apenas a União, os
estados e o Distrito Federal são considerados entes autônomos.

Acompanhamento TJDFT – Semana 8, 9 e 10 - Dir. Constitucional 59


14. (CESPE – 2018 - CGM de João Pessoa – PB - Conhecimentos Básicos - Cargos: 1, 2 e
3) Considerando o modelo constitucional de repartição das competências e dos bens
dos entes federados, julgue o próximo item, a respeito da organização do Estado.
(. ) Conforme a CF, a União, os estados, o Distrito Federal e os municípios possuem
Poder Legislativo, Poder Executivo e Poder Judiciário, independentes e harmônicos
entre si.

15. (CESPE – 2018 - TCE-PB - Auditor de Contas Públicas - Demais Áreas) Tendo em vista
que a organização político-administrativa da República brasileira compreende, de forma
autônoma, a União, os estados, o DF e os municípios, assinale a opção correta.
a) A fiscalização pelo sistema de controle interno do município será exercida pelo Poder
Legislativo municipal.
b) No tocante à autonomia, a legislação acerca de regras gerais de licitação é
estabelecida pelos estados-membros e deverá ser observada em processos de auditoria
interna nos órgãos municipais.
c) A auditoria de controle da câmara municipal, mediante controle externo, é exercida
com o auxílio dos TCs do estado ou do município.
d) A autonomia administrativa constitucionalmente estabelecida permite que os
estados ou os municípios criem órgãos de contas municipais.
e) O município deve prestar contas acerca da arrecadação dos tributos, exceto, em
razão da autonomia administrativa, no que se refere à aplicação de tais rendas nas
questões de interesse local.

16. (FGV – 2018 - SEFIN-RO - Contador) Ednaldo, deputado estadual, almejava


apresentar projeto de lei para disciplinar o exercício de determinado direito, de grande
importância para a população do Estado Beta. Ao consultar sua Assessoria Jurídica, foi
informado que a competência legislativa para legislar sobre a matéria era concorrente
com a União, bem como que esse ente ainda não tinha editado nenhuma lei sobre a
temática.

À luz da sistemática constitucional afeta à divisão de competências legislativas e da


narrativa acima, é correto afirmar que o projeto de Ednaldo
a) pode tratar da matéria de modo pleno, sendo que a lei dele resultante prevalecerá
no caso de sobrevir lei federal que dele destoe.
b) somente poderá ser aprovado e transformado em lei quando a União, no exercício
de sua competência legislativa, editar normas gerais sobre a matéria.
c) pode tratar da matéria de modo pleno, sendo que a lei dele resultante pode vir a ter
a eficácia suspensa no caso de sobrevir lei federal sobre normas gerais que dele destoe.
d) pode tratar da matéria apenas sob a ótica do interesse local, não de modo pleno,
sendo que a lei dele resultante será suspensa quando destoar das normas gerais da
União.
e) pode tratar da matéria de modo pleno, sendo que a lei dele resultante somente
prevalecerá sobre a lei federal superveniente quando preponderar o interesse local.

Acompanhamento TJDFT – Semana 8, 9 e 10 - Dir. Constitucional 60


17. (CESPE – 2017 - TRE-TO - Técnico Judiciário - Área Administrativa) Determinado
deputado estadual apresentou projeto de lei com o objetivo de estabelecer regras
relativas ao domicílio eleitoral nas eleições para governador a serem realizadas no
próximo ano. Após o respectivo processo legislativo, a lei foi devidamente promulgada
pelo chefe do Poder Executivo estadual.

De acordo com as normas da CF, a referida lei deve ser considerada


a) constitucional, pois é da competência comum da União, dos estados, do Distrito
Federal e dos municípios organizar as respectivas eleições.
b) constitucional, pois compete à União, aos estados e ao Distrito Federal legislar
concorrentemente sobre direito eleitoral.
c) inconstitucional, pois as leis relativas a direito eleitoral são de iniciativa privativa do
chefe do Poder Executivo.
d) constitucional, pois observou o princípio da anterioridade eleitoral.
e) inconstitucional, pois compete privativamente à União legislar sobre direito
eleitoral.

18. (CESPE – 2017 - TRE-TO - Analista Judiciário - Área Administrativa) O Estado é


formado pela união de três elementos originários e indissociáveis. Esses elementos são
a) o território, o povo e o governo.
b) o povo, a Constituição Federal e o território.
c) o território, a autonomia e a Constituição Federal.
d) a autonomia, o povo e o governo.
e) a Constituição Federal, o governo e a autonomia.

19. (CESPE – 2017 - TRF - 1ª REGIÃO - Técnico Judiciário - Área Administrativa) A respeito
da organização político-administrativa dos entes federados, julgue o item que se segue.
(. ) É competência comum da União, dos estados, dos municípios e do Distrito Federal
legislar sobre normas gerais de licitação para a administração pública direta.

20. (CESPE – 2017 - TRF - 1ª REGIÃO - Técnico Judiciário - Área Administrativa) A respeito
da organização político-administrativa dos entes federados, julgue o item que se segue.
(. ) Compete privativamente à União legislar sobre desapropriação.

21. (CESPE – 2017 - TRF - 1ª REGIÃO - Analista Judiciário - Oficial de Justiça Avaliador
Federal) Acerca da organização do Estado e da competência legislativa, julgue o item
subsecutivo.
(. ) As peculiaridades de cada cidade determinam a competência dos municípios para
fixar horários de funcionamento de estabelecimentos comerciais e bancários.

22. (CESPE – 2017 - TRF - 1ª REGIÃO - Analista Judiciário - Oficial de Justiça Avaliador
Federal) Acerca da organização do Estado e da competência legislativa, julgue o item
subsecutivo.

Acompanhamento TJDFT – Semana 8, 9 e 10 - Dir. Constitucional 61


(. ) Compete exclusivamente à União legislar sobre normas de processo e de julgamento
de crimes de responsabilidade.

23. (CESPE – 2017 - TRF - 1ª REGIÃO - Analista Judiciário - Oficial de Justiça Avaliador
Federal) Acerca da organização do Estado e da competência legislativa, julgue o item
subsecutivo.
(. ) Compete concorrentemente à União, aos estados, ao Distrito Federal e aos
municípios legislar sobre direito tributário, financeiro, urbanístico e eleitoral.

24. (FCC – 2017 - TCE-SP - Agente de Fiscalização – Administração) Ao dispor sobre a


Organização Político-Administrativa do Estado, a Constituição Federal reservou
determinadas competências materiais e legislativas à União, aos Estados Membros, ao
Distrito Federal e aos Municípios. A respeito das competências, é correto afirmar:
a) é competência privativa dos Estados fomentar a produção agropecuária e organizar
o abastecimento alimentar.
b) os Municípios podem explorar diretamente, ou mediante concessão, os serviços
locais de gás canalizado, na forma da lei.
c) compete à União, aos Estados e ao Distrito Federal legislar concorrentemente sobre
procedimentos em matéria processual.
d) é competência concorrente da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos
Municípios legislar sobre serviço postal.
e) em se tratando de competência legislativa concorrente, a União poderá estabelecer
normas gerais e específicas.

Acompanhamento TJDFT – Semana 8, 9 e 10 - Dir. Constitucional 62


GABARITO COMENTADO

1. LETRA D
Competências administrativas (artigos ímpares):
EXCLUSIVA = União (art. 21)
COMUM = União, Estados, Distrito Federal e Municípios (art. 23)

Competências legislativas (artigos pares):


PRIVATIVA = União (art. 22)
CONCORRENTE = União, Estados e Distrito Federal (art. 24)

2. LETRA D
Art. 35. O Estado não intervirá em seus Municípios, nem a União nos Municípios
localizados em Território Federal, exceto quando:
I - deixar de ser paga, sem motivo de força maior, por dois anos consecutivos, a dívida
fundada;
II - não forem prestadas contas devidas, na forma da lei;
III - não tiver sido aplicado o mínimo exigido da receita municipal na manutenção e
desenvolvimento do ensino e nas ações e serviços públicos de saúde;
IV - o Tribunal de Justiça der provimento a representação para assegurar a
observância de princípios indicados na Constituição Estadual, ou para prover a
execução de lei, de ordem ou de decisão judicial.

3. LETRA B
a) Art. 18, § 2º. Os Territórios Federais integram a União, e sua criação,
transformação em Estado ou reintegração ao Estado de origem serão reguladas em lei
complementar;

b) Art. 25, § 2º.

c) Art. 27, § 4º. A lei disporá sobre a iniciativa popular no processo legislativo
estadual.

d) Art. 24, § 2º. A competência da União para legislar sobre normas gerais não exclui a
competência suplementar dos Estados.

e) Art. 31, § 4º. É vedada a criação de Tribunais, Conselhos ou órgãos de Contas


Municipais.

4. LETRA B
ERRADA a) organização do sistema nacional de emprego e condições para o exercício
de profissões. (competência privativa da União)

CORRETA b) criação, funcionamento e processo do juizado de pequenas causas.

Acompanhamento TJDFT – Semana 8, 9 e 10 - Dir. Constitucional 63


Art. 24 - Compete à União, aos Estados e ao Distrito Federal legislar
concorrentemente sobre:
X - criação, funcionamento e processo do juizado de pequenas causas;

ERRADA c) águas, energia, informática, telecomunicações e


radiodifusão. (competência privativa da União)

ERRADA d) desapropriação. (competência privativa da União)

ERRADA e) seguridade social. (competência privativa da União)


Não confundir com previdência social, que é competência concorrente.
Seguridade social = União
Previdência social = Concorrente entre U, E, DF.

5. LETRA B
Art. 22. Compete privativamente à União legislar sobre:
I - direito civil, comercial, penal, processual, eleitoral, agrário, marítimo, aeronáutico,
espacial e do trabalho.
IV - águas, energia, informática, telecomunicações e radiodifusão;
XI - trânsito e transporte.
XX - sistemas de consórcios e sorteios;

Art. 24. Compete à União, aos Estados e ao Distrito Federal legislar


concorrentemente sobre:
I - direito tributário, financeiro, penitenciário, econômico e urbanístico.

6. LETRA A
Art. 30.
Compete aos Municípios:
(...)
II - suplementar a legislação federal e a estadual no que couber;

7. LETRA D
a) direito financeiro. (COMPETE À UNIÃO, ESTADOS E DF LEGISLAR
CONCORRENTEMENTE SOBRE DIREITO FINANCEIRO - VIDE ART. 24. I CF)
b) produção. (COMPETE À UNIÃO, ESTADOS E DF LEGISLAR CONCORRENTEMENTE
SOBRE PRODUÇÃO E CONSUMO - VIDE ART. 24. V CF)
c) consumo. (COMPETE À UNIÃO, ESTADOS E DF LEGISLAR CONCORRENTEMENTE
SOBRE PRODUÇÃO E CONSUMO - VIDE ART. 24. V CF)
d) comércio interestadual. (GABARITO - VIDE ART. 22, VIII CF)
e) proteção à infância e à juventude. (COMPETE À UNIÃO, ESTADOS E DF LEGISLAR
CONCORRENTEMENTE SOBRE PROTEÇÃO DA INFÂNCIA E A JUVENTUDE - VIDE ART.
24. XV CF)

Acompanhamento TJDFT – Semana 8, 9 e 10 - Dir. Constitucional 64


8. LETRA B
I - ERRADO: ART. 18, § 4º DA CF/88: A criação, a incorporação, a fusão e o
desmembramento de Municípios, far-se-ão por lei estadual, dentro do período
determinado por Lei Complementar Federal, e dependerão de consulta prévia,
mediante plebiscito, às populações dos Municípios envolvidos, após divulgação dos
Estudos de Viabilidade Municipal, apresentados e publicados na forma da lei.

II - CERTO: ART. 18, § 3º DA CF/88: Os Estados podem incorporar-se entre si,


subdividir-se ou desmembrar-se para se anexarem a outros, ou formarem novos
Estados ou Territórios Federais, mediante aprovação da população diretamente
interessada, através de plebiscito, e do Congresso Nacional, por lei complementar.

III - ERRADO: Art.19 DA CF/88: É vedado à União, aos Estados, ao Distrito Federal e
aos Municípios: III - criar distinções entre brasileiros ou preferências entre si.

9. CERTO
Art. 20. São bens da União:
III - os lagos, rios e quaisquer correntes de água em terrenos de seu domínio, ou que
banhem mais de um Estado, sirvam de limites com outros países, ou se estendam a
território estrangeiro ou dele provenham, bem como os terrenos marginais e as praias
fluviais;

10. LETRA A
a) concorrente entre União e Estados, cabendo à União estabelecer normas gerais e
aos Estados o exercício da competência suplementar. GABARITO
Art. 24. Compete à União, aos Estados e ao Distrito
Federal legislar concorrentemente sobre
VIII - responsabilidade por dano ao meio ambiente, ao consumidor, a bens e direitos
de valor artístico, estético, histórico, turístico e paisagístico
§ 1º No âmbito da legislação concorrente, a competência da União limitar-se-á a
estabelecer normas gerais
§ 2º A competência da União para legislar sobre normas gerais não exclui a
competência suplementar dos Estados

b) concorrente entre União e Estados, cabendo à União legislar integralmente sobre


o tema, estabelecendo normas gerais e específicas, e aos Estados apenas o exercício
da competência para editar decretos regulamentares. ERRADA
Art. 24 § 2º A competência da União para legislar sobre normas gerais não exclui a
competência suplementar dos Estados

c) concorrente entre Estados e Municípios, cabendo aos Estados estabelecer normas


específicas e aos Municípios o exercício da competência suplementar, sendo vedado
à União dispor sobre o tema. ERRADA
Art. 24 § 2º A competência da União para legislar sobre normas gerais não exclui a
competência suplementar dos Estados

Acompanhamento TJDFT – Semana 8, 9 e 10 - Dir. Constitucional 65


d) privativa da União, que pode, no entanto, autorizar os Estados, mediante edição
de lei complementar, a legislar sobre questões específicas nesse tema. ERRADA
Art. 22. Compete privativamente à União legislar sobre
Parágrafo único. Lei complementar poderá autorizar os Estados a legislar sobre
questões específicas das matérias relacionadas neste artigo.

e) privativa da União, cabendo aos Estados e aos Municípios apenas o exercício da


competência para editar decretos regulamentares para a fiel execução da lei
federal. ERRADA.
Art. 22. Compete privativamente à União legislar sobre
Parágrafo único. Lei complementar poderá autorizar os Estados a legislar sobre
questões específicas das matérias relacionadas neste artigo.

11. CERTO
Art. 24. Compete à União, aos Estados e ao Distrito Federal legislar concorrentemente
sobre:
I - direito tributário, financeiro, penitenciário, econômico e urbanístico.

12. ERRADO
CF/88, Art. 31. A fiscalização do Município será exercida pelo Poder Legislativo
Municipal, mediante controle externo, e pelos sistemas de controle interno do Poder
Executivo Municipal, na forma da lei.
§ 1º O controle externo da Câmara Municipal será exercido com o auxílio dos
Tribunais de Contas dos Estados ou do Município ou dos Conselhos ou Tribunais de
Contas dos Municípios, onde houver.
§ 4º É vedada a criação de Tribunais, Conselhos ou órgãos de Contas Municipais.

13. ERRADO
De acordo com a CF/88, Art 18: A organização político-administrativa da República
Federativa do Brasil compreende a União, os Estados, o Distrito Federal e os
Municípios, todos autônomos, no termo desta Constituição.

14. ERRADO
A afirmação acima está errada, pois o Distrito Federal e os Municípios não possuem
Poder Judiciário próprios. No caso do Distrito Federal, cabe destacar que é a União
quem organiza e mantém o Poder Judiciário deste (CF, Art. 21, XIII).

15. LETRA C
a) ERRADO. A fiscalização do município será exercida pelo:
Poder LEGISLATIVO Municipal: controle EXTERNO. Poder EXECUTIVO Municipal:
controle INTERNO. Art. 31 da CF/88.

Acompanhamento TJDFT – Semana 8, 9 e 10 - Dir. Constitucional 66


b) ERRADO. A legislação acerca de regras gerais de licitação é estabelecida pela
UNIAO. Art. 22, XXVII, da CF/88.

c) CERTO. O controle EXTERNO da Câmara Municipal será exercido com o AUXÍLIO


DOS TRIBUNAIS DE CONTAS dos Estados ou Município... Art. 31, §1º, da CF/88.

d) ERRADO. É VEDADO a criação de Tribunais, Conselhos ou órgãos de contas


Municipais. PERMITIDO Estados instituir órgãos estaduais denominados: Conselho ou
Tribunal de contas dos Municípios. Art. 31, §4º, CF/88.

e) ERRADO. Compete aos Municípios: III - instituir e arrecadar os tributos de sua


competência, bem como aplicar suas rendas, sem prejuízo da obrigatoriedade de
prestar contas e publicar balancetes nos prazos fixados em lei. Art. 30, III, da CF/88.

16. LETRA C
Caso a União não edite as normas gerais, Estados e Distrito
Federal exercerão competência legislativa plena, para atender a suas peculiaridades.
Entretanto, caso a União posteriormente ao exercício da competência legislativa
plena pelos Estados e Distrito Federal edite a regra geral, ela suspenderá a eficácia da
lei estadual (veja que não se fala em revogação, mas em suspensão!) apenas no que
for contrária àquela. Ocorre, então, um bloqueio de competência, não podendo mais
o Estado legislar sobre normas gerais, como vinha fazendo. (Professora Nádia
Carolina-Estratégia)

CF 88- O art. 24 trata da chamada competência concorrente, que se caracteriza


por ser uma competência legislativa.
§ 2º - A competência da União para legislar sobre normas gerais não exclui a
competência suplementar dos Estados.
§ 3º - Inexistindo lei federal sobre normas gerais, os Estados exercerão
a competência legislativa plena, para atender a suas peculiaridades.
§ 4º - A superveniência de lei federal sobre normas gerais suspende a eficácia da lei
estadual, no que lhe for contrário

17. LETRA E
Art. 22. Compete privativamente à União legislar sobre:
I - direito civil, comercial, penal, processual, eleitoral, agrário, marítimo, aeronáutico,
espacial e do trabalho;

18. LETRA A
"A doutrina tradicional considera que os elementos constitutivos do Estado são o
território, o povo e o governo soberano. O território é a dimensão física sobre a qual
o Estado exerce seus poderes; é o domínio espacial (material) onde vigora uma
determinada ordem jurídica estatal. O povo é a dimensão pessoal do Estado, são os
seus nacionais. O governo, por sua vez, é a dimensão política; ele deve ser soberano,

Acompanhamento TJDFT – Semana 8, 9 e 10 - Dir. Constitucional 67


ou seja, sua vontade não se subordina a nenhum outro poder, seja no plano interno
ou no plano internacional."

19. Art. 22. Compete privativamente à União legislar sobre


XXVII - normas gerais de licitação e contratação, em todas as modalidades, para as
administrações públicas diretas, autárquicas e fundacionais da União, Estados,
Distrito Federal e Municípios, obedecido o disposto no art. 37, XXI, e para as empresas
públicas e sociedades de economia mista, nos termos do art. 173, § 1°, III

20. CERTO
Art. 22. Compete privativamente à União legislar sobre:
II - desapropriação.

21. ERRADO
Súmula Vinculante 38 do STF: É competente o Município para fixar o horário de
funcionamento de estabelecimento comercial.
Súmula 19 do STJ: A fixação do horário bancário, para atendimento ao público, é da
competência da União.

22. ERRADO
Súmula Vinculante n° 46: A definição dos crimes de responsabilidade e o
estabelecimento das respectivas normas de processo e julgamento são da
competência legislativa privativa da União.

23. ERRADO
Art. 24. Compete à União, aos Estados e ao Distrito Federal legislar
concorrentemente sobre:
I - direito tributário, financeiro, penitenciário, econômico e urbanístico;
Município não tem competência concorrente, ele apenas legisla sobre assuntos de
interesse local e suplementa a legislação federal e estadual no que couber.

24. LETRA C
a) é competência privativa dos Estados fomentar a produção agropecuária e
organizar o abastecimento alimentar.
Art. 23, CF/88 - É competência comum da União, dos Estados, do Distrito Federal e
dos Municípios:
VIII - fomentar a produção agroapecuária e organizar o abastecimento alimentar.

b) os Municípios podem explorar diretamente, ou mediante concessão, os serviços


locais de gás canalizado, na forma da lei.
Art. 25, § 2°, CF/88 - Cabe aos Estados explorar diretamente, ou mediante
concessão, os serviços locais de gás canalizado, na forma da lei, vedada a edição de
medida provisória para a sua regulamentação.

Acompanhamento TJDFT – Semana 8, 9 e 10 - Dir. Constitucional 68


c) compete à União, aos Estados e ao Distrito Federal legislar concorrentemente
sobre procedimentos em matéria processual.
Art. 24, CF/88 - Comete à União, aos Estados e ao Distrito Federal legislar
concorrentemente sobre:
XI - procedimentos em matéria processual.

d) é competência concorrente da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos


Municípios legislar sobre serviço postal.
Art. 22, CF/88 - Compete privativamente à União legislar sobre:
V - serviço postal.

e) em se tratando de competência legislativa concorrente, a União poderá


estabelecer normas gerais e específicas.
Art. 24, § 1°, CF/88 - No âmbito da legislação concorrente, a competência da
União limitar-se-á a estabelecer normas gerais.

Acompanhamento TJDFT – Semana 8, 9 e 10 - Dir. Constitucional 69


SEMANA 10 - VAMOS REVISAR?!?!

4.3 Direitos sociais.


4.4 Nacionalidade.
4.5 Direitos políticos.
4.6 Partidos políticos.
5 Organização do Estado.
5.1 Organização político-administrativa.
5.2 Estado federal brasileiro.
5.3 A União.
5.4 Estados federados.
5.5 Municípios.
5.6 O Distrito Federal.
5.7 Territórios
5.8 Intervenção federal.
5.9 Intervenção dos Estados nos Municípios.

Questão 1: CESPE - Tec AE (DPU)/DPU/2016


Assunto: Direitos Sociais e dos Trabalhadores (arts. 6º e 7º)
Acerca dos direitos e garantias fundamentais, de acordo com o disposto na
Constituição Federal de 1988 (CF), julgue o próximo item.

A cláusula de reserva do possível refere-se à possibilidade material de o poder


público concretizar direitos sociais e constitui, em regra, uma limitação válida à
implementação total desses direitos.
Certo
Errado

Questão 2: CESPE - TJ TRT8/TRT 8/Administrativa/2016


Assunto: Direitos Sociais e dos Trabalhadores (arts. 6º e 7º)
Com base no disposto na CF, assinale a opção correta em relação aos direitos
trabalhistas.
a) Admite-se o trabalho formal de menores de dezesseis anos de idade na
condição de aprendiz.
b) Depende de previsão em convenção ou acordo coletivo de trabalho a
remuneração do trabalho noturno superior ao diurno.
c) É assegurado ao empregado o repouso semanal remunerado,
obrigatoriamente aos domingos.
d) O período do aviso prévio é sempre de trinta dias, cessando-se no dia do
comparecimento do empregado ao seu respectivo sindicato.
e) O trabalhador rural não pode ser beneficiário do seguro-desemprego.

Questão 3: FCC - TJ TRT23/TRT 23/Administrativa/2016


Assunto: Direitos Sociais e dos Trabalhadores (arts. 6º e 7º)
A respeito do direito ao trabalho, considere:

Acompanhamento TJDFT – Semana 8, 9 e 10 - Dir. Constitucional 70


I. É facultativa a participação dos sindicatos nas negociações coletivas de
trabalho.
II. Pessoas a partir de dezesseis anos podem ser contratadas para trabalhos
noturnos, perigosos ou insalubres.
III. Nas empresas de mais de duzentos empregados é assegurada a eleição de
um representante destes com a finalidade exclusiva de promover-lhes o
entendimento direto com os empregadores.
IV. Pessoas a partir de doze anos podem trabalhar na condição de aprendiz.

Está correto o que consta em


a) I, II, III e IV.
b) I e IV, apenas.
c) II e IV, apenas.
d) I e III, apenas.
e) III, apenas.

Questão 4: FCC - AJ TRT23/TRT 23/Administrativa/"Sem Especialidade"/2016


Assunto: Direitos Sociais e dos Trabalhadores (arts. 6º e 7º)
Sobre os direitos sociais na Constituição Federal brasileira, considere:

I. O piso salarial garantido é aquele proporcional à extensão e à complexidade


do trabalho.
II. A irredutibilidade do salário é garantia absoluta dos trabalhadores urbanos e
rurais.
III. A garantia de salário, nunca inferior ao mínimo, não alcança aqueles que
percebem remuneração variável.
IV. O prazo de prescrição da ação quanto aos créditos resultantes das relações
de trabalho é de cinco anos, até o limite de dois anos após a extinção do contrato
de trabalho.

Está correto o que consta APENAS em


a) I e IV.
b) II e III.
c) I, III e IV.
d) II, III e IV.
e) I e II.

Questão 5: FCC - AJ TRT23/TRT 23/Administrativa/"Sem Especialidade"/2016


Assunto: Direitos Sociais e dos Trabalhadores (arts. 6º e 7º)
Sobre a categoria dos trabalhadores domésticos, em face dos direitos sociais do
trabalho decorrentes do sistema da Constituição Federal brasileira considere:

I. Atendidas as condições estabelecidas em lei e observada a simplificação do


cumprimento das obrigações tributárias, principais e acessórias, decorrentes da

Acompanhamento TJDFT – Semana 8, 9 e 10 - Dir. Constitucional 71


relação de trabalho e suas peculiaridades são assegurados todos os direitos
sociais.
II. Têm direito à licença à gestante, sem prejuízo do emprego e do salário, com
a duração de cento e oitenta dias.
III. É assegurada a igualdade de direitos entre o trabalhador com vínculo
empregatício permanente e o trabalhador avulso.
IV. É assegurada a proibição de trabalho noturno, a menores de dezoito anos.

Está correto o que consta APENAS em


a) III e IV.
b) I, II e IV.
c) II e III.
d) I e II.
e) IV.

Questão 6: FCC - TJ TRT14/TRT 14/Administrativa/2016


Assunto: Direitos Sociais e dos Trabalhadores (arts. 6º e 7º)
A Constituição da República Federativa do Brasil promulgada em 5/10/1988
apresenta em seu artigo 7º um rol de direitos dos trabalhadores urbanos e rurais,
dentre os quais está inserido:
a) O seguro desemprego em caso de desemprego voluntário ou involuntário.
b) A proteção em face da automação, na forma da lei.
c) A irredutibilidade do salário, mesmo por força de convenção ou acordo
coletivo de trabalho.
d) O repouso semanal remunerado obrigatoriamente aos domingos.
e) O estabelecimento, por força de lei, de requisitos diferenciados de admissão
quando a natureza do cargo o exigir.

Questão 7: FCC - JT TRT1/TRT 1/2016


Assunto: Direitos Sociais e dos Trabalhadores (arts. 6º e 7º)
Em relação exclusivamente à Constituição Federal, no que diz respeito aos
direitos dos empregados, considere:

I. jornada de seis horas para o trabalho realizado em turnos ininterruptos de


revezamento.
II. proteção do mercado de trabalho da mulher.
III. adicional para exercício de atividades penosas.
IV. assistência gratuita aos dependentes de até 5 anos de idade em creche e
pré-escola.

Não tem aplicação imediata o que consta APENAS em


a) I, II e IV.
b) III e IV.
c) IV.
d) II e III.
e) III.

Acompanhamento TJDFT – Semana 8, 9 e 10 - Dir. Constitucional 72


Questão 8: CESPE - Ana (INSS)/INSS/2016
Assunto: Direitos Sociais e dos Trabalhadores (arts. 6º e 7º)
Julgue o item a seguir, que se refere aos direitos e garantias fundamentais
previstos na CF e à administração pública.

Recentemente, o transporte foi incluído no rol de direitos sociais previstos na CF,


que já contemplavam, entre outros, o direito à saúde, ao trabalho, à moradia e
à previdência social, bem como a assistência aos desamparados.
Certo
Errado

Questão 9: CESPE - Ana (INSS)/INSS/2016


Assunto: Direitos Sociais e dos Trabalhadores (arts. 6º e 7º)
Com referência à CF e às políticas de seguridade, julgue o item subsecutivo.

O artigo da CF que prevê os direitos sociais, em consonância com a Declaração


Universal dos Direitos Humanos, de 1948, ainda que represente uma conquista,
deixou de contemplar o direito básico à moradia ao cidadão brasileiro.
Certo
Errado

Questão 10: FCC - AJ TRF3/TRF 3/Apoio Especializado/Biblioteconomia/2016


Assunto: Direitos Sociais e dos Trabalhadores (arts. 6º e 7º)
Acerca dos direitos sociais assegurados pela Constituição Federal, é correto
afirmar:
a) A remuneração do serviço extraordinário será sempre superior em cinquenta
por cento à do normal.
b) O salário-família é direito apenas do trabalhador considerado de baixa renda,
nos termos definidos em lei.
c) É assegurada ao empregado a participação nos lucros ou resultados,
vinculada à remuneração e à participação na gestão da empresa.
d) Para o trabalho realizado em turnos ininterruptos de revezamento, a jornada
será sempre de seis horas.
e) É assegurada a eleição, em todas as empresas, de um representante dos
empregados com a finalidade exclusiva de promover o entendimento direto com
os empregadores.

Questão 11: FCC - AJ TRF3/TRF 3/Apoio Especializado/Contadoria/2016


Assunto: Direitos Sociais e dos Trabalhadores (arts. 6º e 7º)
Entre os direitos sociais, a Constituição Federal garante os direitos dos
trabalhadores, EXCETO:
a) Relação de emprego protegida contra despedida arbitrária ou sem justa
causa, nos termos de lei complementar, que preverá indenização compensatória,
dentre outros direitos.
b) Salário-família pago em razão do dependente do trabalhador de baixa renda,
nos termos da lei.

Acompanhamento TJDFT – Semana 8, 9 e 10 - Dir. Constitucional 73


c) Seguro contra acidentes do trabalho, a cargo do empregador, sem excluir a
indenização a que este está obrigado quando incorrer em dolo ou culpa.
d) Participação nos lucros ou resultados da empresa, vinculada à remuneração,
nos termos da lei.
e) Duração do trabalho normal não superior a oito horas diárias e quarenta e
quatro semanais, facultadas a compensação de horários e a redução da jornada,
mediante acordo ou convenção coletiva de trabalho.

Questão 12: CESPE - JE TJAM/TJ AM/2016


Assunto: Direitos Sociais e dos Trabalhadores (arts. 6º e 7º)
Assinale a opção correta acerca dos direitos e deveres individuais e coletivos e
dos direitos sociais, considerando a jurisprudência do STF.
a) O dispositivo da CF que cuida do direito dos trabalhadores urbanos e rurais
à remuneração pelo serviço extraordinário com acréscimo de, no mínimo, 50%
não se aplica imediatamente aos servidores públicos, por não consistir norma
autoaplicável.
b) A vedação constitucional à dispensa arbitrária ou sem justa causa da
empregada gestante, desde a confirmação da gravidez até cinco meses após o
parto, não se aplica às militares.
c) Desde que expressamente autorizado pelos sindicalizados, o sindicato tem
legitimidade para atuar como substituto processual na defesa de direitos e
interesses coletivos ou individuais homogêneos da categoria que representa.
d) Viola os princípios constitucionais da liberdade de associação e da liberdade
sindical norma legal que condicione, ainda que indiretamente, o recebimento do
benefício do seguro-desemprego à filiação do interessado a colônia de
pescadores de sua região.
e) A CF proíbe tão somente o emprego do salário mínimo como indexador,
sendo legítima a sua utilização como base de cálculo para o pagamento do
adicional de insalubridade.

Questão 13: FCC - DP BA/DPE BA/2016


Assunto: Direitos Sociais e dos Trabalhadores (arts. 6º e 7º)
A respeito dos direitos sociais:
a) A localização “topográfica” dos direitos sociais no texto da Constituição
Federal reforça a tese de que os mesmos não se tratam de direitos fundamentais.
b) Muito embora a doutrina sustente a tese do “direito ao mínimo existencial”,
a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal rejeita o seu acolhimento,
amparada, sobretudo, no princípio da separação dos poderes.
c) O caput do art. 6o da Constituição Federal elenca rol taxativo dos direitos
sociais consagrados pelo texto constitucional.
d) A Constituição Federal consagra expressamente o direito à educação como
direito público subjetivo.
e) O direito à moradia encontra-se consagrado no caput do artigo 6o da
Constituição Federal de 1988 desde o seu texto original.

Questão 14: FCC - Ag (ALMS)/ALMS/Apoio Legislativo/2016

Acompanhamento TJDFT – Semana 8, 9 e 10 - Dir. Constitucional 74


Assunto: Direitos Sociais e dos Trabalhadores (arts. 6º e 7º)
São direitos dos trabalhadores urbanos e rurais, além de outros que visem à
melhoria de sua condição social:
a) remuneração do serviço extraordinário superior, no mínimo, em cem por
cento à do serviço normal.
b) participação nos lucros, ou resultados, vinculada à remuneração, e,
excepcionalmente, participação na gestão da empresa, conforme definido em lei.
c) repouso semanal remunerado, preferencialmente aos sábados.
d) gozo de férias anuais remuneradas com, pelo menos, cinquenta por cento a
mais do que o salário normal.
e) irredutibilidade do salário, salvo o disposto em convenção ou acordo coletivo.

Questão 15: CESPE - Proc (PGE AM)/PGE AM/2016


Assunto: Direitos Sociais e dos Trabalhadores (arts. 6º e 7º)
Em relação aos direitos constitucionais dos trabalhadores, à remuneração, à
equiparação salarial e à jornada de trabalho, julgue o item a seguir.

Embora a CF garanta aos empregados o adicional de remuneração para


atividades penosas, não há norma infraconstitucional que regulamente o
respectivo adicional. Tal norma constitucional classifica-se como norma de
eficácia limitada, cuja aplicação depende de regulamentação.
Certo
Errado

Questão 16: FCC - Ana GP (CREMESP)/CREMESP/Departamento Pessoal/2016


Assunto: Direitos Sociais e dos Trabalhadores (arts. 6º e 7º)
Entre os direitos fundamentais assegurados aos trabalhadores pela Constituição
Federal se inclui
a) participação na gestão da empresa e, excepcionalmente, nos lucros e
resultados.
b) remuneração do serviço extraordinário superior, no mínimo, a 75% à do
normal.
c) proibição de trabalho a menores de 18 anos, salvo na condição de menor
aprendiz.
d) proibição às mulheres de trabalho insalubre, perigoso ou atividades penosas.
e) igualdade de direitos entre o trabalhador com vínculo empregatício
permanente e o trabalhador avulso.

Questão 17: FCC - Ana GP (CREMESP)/CREMESP/Recursos Humanos/2016


Assunto: Direitos Sociais e dos Trabalhadores (arts. 6º e 7º)
No tocante ao artigo 7, da Constituição da República Federativa do Brasil, são
considerados direitos dos trabalhadores urbanos e rurais, além de outros que
visem à melhoria de sua condição social:
a) a irredutibilidade do salário garantida ao trabalhador rural e urbano, mesmo
se houver disposição contrária em convenção ou em acordo coletivo.

Acompanhamento TJDFT – Semana 8, 9 e 10 - Dir. Constitucional 75


b) o aviso prévio proporcional ao tempo de serviço deverá ser de no máximo
30 dias.
c) a licença à gestante, sem prejuízo do emprego e do salário, terá duração de
cento e oitenta dias.
d) a relação de emprego não será protegida contra despedida arbitrária ou sem
justa causa, nos termos de lei complementar.
e) o décimo terceiro salário tem como base a remuneração integral ou no valor
da aposentadoria.

Questão 18: FCC - Ana (PGE MT)/PGE MT/Bacharel em Direito/2016


Assunto: Direitos Sociais e dos Trabalhadores (arts. 6º e 7º)
Considere os seguintes direitos, previstos na Constituição Federal, para
trabalhadores urbanos e rurais:

I. Salário mínimo, fixado em lei, nacionalmente unificado, capaz de atender a


suas necessidades vitais básicas e às de sua família com moradia, alimentação,
educação, saúde, lazer, vestuário, higiene, transporte e previdência social, com
reajustes periódicos que lhe preservem o poder aquisitivo, sendo vedada sua
vinculação para qualquer fim.
II. Garantia de salário, nunca inferior ao mínimo, para os que percebem
remuneração variável.
III. Décimo terceiro salário com base na remuneração integral ou no valor da
aposentadoria.
IV. Piso salarial proporcional à extensão e à complexidade do trabalho.
V. Proteção do mercado de trabalho da mulher, mediante incentivos específicos,
nos termos da lei.

São assegurados à categoria dos trabalhadores domésticos APENAS os direitos


previstos nos itens
a) I, II e III.
b) I, II, III e V.
c) II, III e IV.
d) I, II e V.
e) I, IV e V.

Questão 19: FCC - Ana (PGE MT)/PGE MT/Bacharel em Direito/2016


Assunto: Direitos Sociais e dos Trabalhadores (arts. 6º e 7º)
A Constituição Federal do Brasil, de 1988, inovou em relação às anteriores,
elencando em seu artigo 7º um rol de direitos mínimos assegurados aos
trabalhadores urbanos e rurais, dentre eles, estão previstos
a) relação de emprego protegida conta qualquer dispensa, nos termos de lei
complementar e fundo de garantia por tempo de serviço.
b) proteção ao salário na forma da lei, constituindo crime a sua retenção dolosa
e participação nos lucros ou resultados, vinculada à remuneração.

Acompanhamento TJDFT – Semana 8, 9 e 10 - Dir. Constitucional 76


c) jornada de 6 horas para o trabalho realizado em turnos ininterruptos de
revezamento, salvo negociação coletiva e proteção em face da automação, na
forma da lei.
d) duração do trabalho normal não superior a 8 horas diárias e 40 horas
semanais, facultada a compensação e redução de horários e licença paternidade,
nos termos fixados em lei.
e) repouso semanal remunerado obrigatoriamente aos domingos e com
acréscimo de 50% sobre os outros dias e aposentadoria.

Questão 20: FCC - Tec (PGE MT)/PGE MT/Técnico Administrativo/2016


Assunto: Direitos Sociais e dos Trabalhadores (arts. 6º e 7º)
O trabalho infantil é proibido pela Constituição Federal, que estabelece a idade
inicial e as condições em que é permitido trabalhar no Brasil. O dispositivo
constitucional estabelece a proibição de trabalho noturno, perigoso ou insalubre
a menores de
a) dezesseis anos e de qualquer trabalho a menores de quatorze anos, salvo na
condição de aprendiz, a partir de doze anos.
b) vinte e um anos e de qualquer trabalho a menores de dezoito anos, salvo na
condição de aprendiz, a partir de dezesseis anos.
c) dezoito anos e de qualquer trabalho a menores de dezesseis anos, salvo na
condição de aprendiz, a partir de quatorze anos.
d) vinte e um anos e de qualquer trabalho a menores de dezesseis anos, salvo
na condição de aprendiz, a partir de doze anos.
e) dezoito anos e de qualquer trabalho a menores de quatorze anos, salvo na
condição de aprendiz, a partir de doze anos.

Questão 21: FCC - Tec (PGE MT)/PGE MT/Técnico Administrativo/2016


Assunto: Direitos Sociais e dos Trabalhadores (arts. 6º e 7º)
Os direitos sociais foram conquistados ao longo de séculos, sendo a maioria deles
conquistada no século XX por meio da pressão de movimentos sociais e de
trabalhadores. Caracterizam-se por serem direitos fundamentais e
necessariamente sujeitos à observância do Estado. A demanda por direitos
sociais teve origem no século XIX, com o advento da Revolução Industrial. Eles
foram, primeiramente, estabelecidos pelas constituições Mexicana em 1917 e de
Weimar em 1919, sendo positivados no âmbito internacional em 1948, por meio
da Declaração Universal dos Direitos Humanos, proclamada pela Assembleia
Geral das Nações Unidas, e mais tarde detalhados no Pacto Internacional dos
Direitos Econômicos, Sociais e Culturais, em 1966.
(https://pt.wikipedia.org/wiki/Direitos_sociais)

Dentre os direitos sociais fundamentais previstos no art. 6o da Constituição


Federal está
a) a cultura.
b) o meio-ambiente.
c) o esporte.

Acompanhamento TJDFT – Semana 8, 9 e 10 - Dir. Constitucional 77


d) a moradia.
e) o voto direto e secreto.

Questão 22: FCC - AJ TRT20/TRT 20/Administrativa/"Sem


Especialidade"/2016
Assunto: Direitos Sociais e dos Trabalhadores (arts. 6º e 7º)
Danúbia pretende se candidatar à vaga de trabalho exercido em turno
ininterrupto de revezamento na empresa Y. Com dúvidas a respeito da jornada
de trabalho, consultou a Constituição Federal de 1988. Neste caso, Danúbia
a) encontrou dispositivo constitucional, dentre os Direitos Sociais, prevendo
jornada de oito horas para trabalho realizado em turno ininterrupto de
revezamento, sendo vedada a negociação coletiva nesta hipótese.
b) não encontrou dispositivo constitucional, uma vez que o referido trabalho
não possui jornada regulamentada na Constituição Federal, estando somente
disciplinada na Consolidação das Leis do Trabalho.
c) não encontrou dispositivo constitucional, uma vez que o referido trabalho
não possui jornada regulamentada na Constituição Federal de 1988, estando
somente disciplinada na Consolidação das Leis do Trabalho e em lei específica.
d) encontrou dispositivo constitucional, dentre os Direitos Sociais, prevendo
jornada de sete horas para trabalho realizado em turno ininterrupto de
revezamento, sendo vedada a negociação coletiva nesta hipótese.
e) encontrou dispositivo constitucional, dentre os Direitos Sociais, prevendo
jornada de seis horas para trabalho realizado em turno ininterrupto de
revezamento, salvo negociação coletiva.

Questão 23: FCC - TJ TRT20/TRT 20/Administrativa/2016


Assunto: Direitos Sociais e dos Trabalhadores (arts. 6º e 7º)
O reconhecimento das convenções e acordos coletivos de trabalho
a) está previsto na Constituição Federal de forma implícita.
b) não está previsto na Constituição Federal, expressa ou implicitamente.
c) está previsto expressamente na Constituição Federal no capítulo dos direitos
e deveres individuais e coletivos.
d) está previsto expressamente na Constituição Federal no capítulo dos direitos
sociais.
e) está previsto expressamente na Constituição Federal no capítulo pertinente
ao Supremo Tribunal Federal.

Questão 24: CESPE - Aux (FUB)/FUB/Administração/2016


Assunto: Direitos Sociais e dos Trabalhadores (arts. 6º e 7º)
Com referência à Constituição Federal de 1988 e às disposições nela inscritas
relativamente a direitos sociais e políticos, administração pública e servidores
públicos, julgue o item subsequente.

A Constituição Federal de 1988 proíbe expressamente a diferença de salários, de


exercício de funções e de critério de admissão por motivo de sexo, idade, cor ou
estado civil.

Acompanhamento TJDFT – Semana 8, 9 e 10 - Dir. Constitucional 78


Certo
Errado

Questão 25: FCC - TJ TRT14/TRT 14/Administrativa/2016


Assunto: Direitos Coletivos dos Trabalhadores (arts. 8º a 11 da CF/1988)
No tocante à associação sindical, considere:

I. A lei poderá exigir autorização do Estado para a fundação de sindicato, vedadas


ao Poder Público a interferência e a intervenção na organização sindical.

II. É vedada a criação de mais de uma organização sindical, em qualquer grau,


representativa de categoria profissional ou econômica, na mesma base territorial,
que será definida pelos trabalhadores ou empregadores interessados, não
podendo ser inferior à área de um Município.

III. O aposentado filiado tem direito a votar e ser votado nas organizações
sindicais.

IV. Para empresas com cento e cinquenta empregados, é assegurada a eleição


de um representante destes com a finalidade exclusiva de promover-lhes o
entendimento direto com os empregadores.

De acordo com a Constituição Federal, está correto o que se afirma APENAS em


a) I, II e IV.
b) I e III.
c) II, III e IV.
d) II e III.
e) I, III e IV.

Questão 26: FCC - TRE (SEFAZ MA)/SEFAZ MA/Arrecadação e Fiscalização de


Mercadorias em Trânsito/2016
Assunto: Direitos Coletivos dos Trabalhadores (arts. 8º a 11 da CF/1988)
Considerando os limites materiais de reforma da Constituição, é
INCONSTITUCIONAL a proposta de emenda tendente a
a) extinguir imposto de competência estadual, transferindo o poder de tributar
para a União.
b) alterar as competências constitucionais do Ministério Público.
c) modificar os requisitos para aquisição do direito à aposentadoria.
d) introduzir novas exigências para impetração de habeas corpus.
e) extinguir o direito de sindicalização dos servidores públicos.

Questão 27: FCC - Ass Jur (ALMS)/ALMS/2016


Assunto: Direitos Coletivos dos Trabalhadores (arts. 8º a 11 da CF/1988)
Laila é empregada sindicalizada e foi eleita como suplente de cargo de
representação sindical. Apesar de trabalhar de forma exemplar, sem nunca ter
cometido nenhuma falta grave, seis meses após o término do seu mandato foi

Acompanhamento TJDFT – Semana 8, 9 e 10 - Dir. Constitucional 79


demitida sem justa causa. Neste caso, sua dispensa, conforme estabelece a
Constituição Federal, é
a) vedada até três anos após o final do mandato.
b) permitida, pois que realizada após o término de seu mandato.
c) vedada até um ano após o final do mandato.
d) permitida, pois não existe estabilidade para suplente de cargo de
representação sindical.
e) permitida, pois a estabilidade para suplente de cargo de representação
sindical se dá apenas durante o exercício do mandato, podendo ser demitida após
seu término.

Questão 28: FCC - AJ TRT20/TRT 20/Judiciária/Oficial de Justiça Avaliador


Federal/2016
Assunto: Direitos Coletivos dos Trabalhadores (arts. 8º a 11 da CF/1988)
Matias, empregado da fazenda X, foi eleito suplente de cargo de direção no
sindicato rural Y. Neste caso, de acordo com a Constituição Federal,
a) é vedada a sua dispensa a partir da sua posse até um ano após o final do
mandato, salvo se cometer falta grave nos termos da lei.
b) Matias poderá ser dispensado livremente, uma vez que a estabilidade sindical
não abrange sindicatos rurais.
c) Matias poderá ser dispensado livremente, uma vez que a estabilidade sindical
não abrange eleitos como suplentes.
d) é vedada a sua dispensa a partir do registro da candidatura até o final do
mandato, salvo se cometer falta grave nos termos da lei, podendo ser dispensado
imediatamente após o termino do referido mandato.
e) é vedada a sua dispensa a partir do registro da candidatura até um ano após
o final do mandato, salvo se cometer falta grave nos termos da lei.

Questão 29: CESPE - Adm Edif (FUB)/FUB/2016


Assunto: Direitos Coletivos dos Trabalhadores (arts. 8º a 11 da CF/1988)
À luz das disposições constitucionais relativas aos direitos sociais, julgue o item
a seguir.

Cabe ao sindicato da categoria definir, no caso de greve, os serviços ou atividades


essenciais que serão disponibilizados à coletividade, assim como dispor sobre o
atendimento das necessidades inadiáveis da comunidade.
Certo
Errado

Questão 30: CESPE - Adm Edif (FUB)/FUB/2016


Assunto: Direitos Coletivos dos Trabalhadores (arts. 8º a 11 da CF/1988)
À luz das disposições constitucionais relativas aos direitos sociais, julgue o item
a seguir.

É livre a associação sindical, desde que o poder público autorize, previamente, a


fundação do sindicato.

Acompanhamento TJDFT – Semana 8, 9 e 10 - Dir. Constitucional 80


Certo
Errado

Questão 31: CESPE - Adm Edif (FUB)/FUB/2016


Assunto: Direitos Coletivos dos Trabalhadores (arts. 8º a 11 da CF/1988)
À luz das disposições constitucionais relativas aos direitos sociais, julgue o item
a seguir.

É assegurada a participação dos trabalhadores e empregadores nos colegiados


dos órgãos públicos em que seus interesses profissionais ou previdenciários
sejam objeto de discussão e deliberação.
Certo
Errado

Questão 32: CESPE - Adm Edif (FUB)/FUB/2016


Assunto: Direitos Coletivos dos Trabalhadores (arts. 8º a 11 da CF/1988)
À luz das disposições constitucionais relativas aos direitos sociais, julgue o item
a seguir.

Aos trabalhadores compete decidir sobre os interesses que devam defender por
meio do exercício do direito de greve.
Certo
Errado

Questão 33: CESPE - Tec AE (DPU)/DPU/2016


Assunto: Espécies de nacionalidade (brasileiros natos e naturalizados)
Acerca dos direitos e garantias fundamentais, de acordo com o disposto na
Constituição Federal de 1988 (CF), julgue o próximo item.

Adotou-se como regra o critério sanguíneo para a definição da nacionalidade


brasileira.
Certo
Errado

Questão 34: CESPE - AJ TRT8/TRT 8/Administrativa/"Sem


Especialidade"/2016
Assunto: Espécies de nacionalidade (brasileiros natos e naturalizados)
Com base nas normas constitucionais que versam sobre direitos e garantias
fundamentais, assinale a opção correta acerca do direito de nacionalidade.
a) Configura-se a denominada nacionalidade adquirida no caso em que o
indivíduo nascido no estrangeiro, filho de pai ou mãe brasileiros, passa a residir
no Brasil e opta pela nacionalidade brasileira depois de ter atingido a maioridade.
b) É proibida qualquer distinção entre brasileiros natos e naturalizados, os quais
são detentores dos mesmos direitos e deveres previstos na Costituição Federal
de 1988 (CF).
c) A perda da nacionalidade brasileira em razão do reconhecimento de outra
nacionalidade originária não se dá automaticamente.

Acompanhamento TJDFT – Semana 8, 9 e 10 - Dir. Constitucional 81


d) Tanto a nacionalidade primária quanto a nacionalidade secundária
dependem da vontade do indivíduo, que tem a liberdade de aceitar ou não o
vínculo jurídico-positivo que o liga ao Estado brasileiro.
e) Na determinação da nacionalidade primária, no Brasil se adota com primazia
o jus solis (vínculo de territorialidade), mas também se admitem o jus
matrimoniale(vínculo de casamento) e o jus sanguinis (vínculo de sangue).
Questão 35: CESPE - TJ TRT8/TRT 8/Administrativa/2016
Assunto: Espécies de nacionalidade (brasileiros natos e naturalizados)
Acerca do tratamento da nacionalidade brasileira na Constituição Federal de 1988
(CF), assinale a opção correta.
a) Brasileiros natos e naturalizados são equiparados para todos os efeitos, dado
o princípio da isonomia, conforme o qual todos são iguais perante a lei.
b) Filhos de brasileiros nascidos no estrangeiro podem optar pela naturalização,
desde que o façam antes da maioridade civil.
c) É permitida a extradição de brasileiros naturalizados, respeitadas as condições
previstas na CF.
d) São considerados brasileiros natos apenas os nascidos em solo nacional.
e) A naturalização é concedida exclusivamente a portugueses tutelados pelo
Estatuto da Igualdade, caso haja reciprocidade em favor dos brasileiros.

Questão 36: CESPE - Aux Tec CE (TCE-PA)/TCE-PA/Administrativa/2016


Assunto: Espécies de nacionalidade (brasileiros natos e naturalizados)
No que concerne aos direitos e deveres individuais e coletivos, à nacionalidade e
aos direitos políticos, julgue o item que se segue, tendo como referência as
disposições da CF.

Para que o filho de casal brasileiro nascido em país estrangeiro seja considerado
brasileiro nato, ambos os pais devem estar, nesse país, a serviço da República
Federativa do Brasil.
Certo
Errado

Questão 37: FCC - TRE (SEFAZ MA)/SEFAZ MA/Arrecadação e Fiscalização de


Mercadorias em Trânsito/2016
Assunto: Espécies de nacionalidade (brasileiros natos e naturalizados)
A nacionalidade brasileira
a) é incompatível com a nacionalidade originária reconhecida por Estado
estrangeiro.
b) é incompatível com a nacionalidade derivada outorgada por Estado
estrangeiro que a exija para fins de exercício de direitos civis.
c) é compatível com a nacionalidade derivada outorgada por Estado estrangeiro
como condição para permanência do brasileiro em seu território.
d) nata é condição para a investidura nos cargos de Presidente da República,
de Vice-Presidente da República, de Presidente da Câmara dos Deputados, de
Presidente do Senado Federal, de Ministro do Supremo Tribunal Federal, de

Acompanhamento TJDFT – Semana 8, 9 e 10 - Dir. Constitucional 82


Ministro da Defesa, da carreira diplomática e do oficialato das forças armadas e
das polícias militares.
e) derivada deverá ser reconhecida aos estrangeiros residentes no Brasil há
mais de quinze anos ininterruptos e sem condenações judiciais, desde que a
requeiram.

Questão 38: FCC - TNS (PGM Teresina)/Pref Teresina/Contador/2016


Assunto: Espécies de nacionalidade (brasileiros natos e naturalizados)
Paula, filha de diplomatas americanos, nasceu no Brasil quando seus pais
estavam a serviço dos Estados Unidos da América. Camilla, que é cidadã inglesa,
sem condenação penal e residente há 10 anos no Brasil, deseja obter a cidadania
brasileira. João, estrangeiro originário de país de língua portuguesa, tem
comprovada idoneidade moral e reside há 1 ano ininterrupto no Brasil.

De acordo com as normas da Constituição Federal que disciplinam os requisitos


para a aquisição da nacionalidade brasileira, Paula, por
a) ser filha de diplomatas americanos a serviço de seu país, não é cidadã
brasileira. Camilla preenche os requisitos e já pode, caso requeira, ser
naturalizada brasileira. João, por não cumprir o requisito temporal mínimo
exigido, ainda não pode ser naturalizado brasileiro.
b) ter nascido no Brasil, é cidadã brasileira. Camilla preenche os requisitos e já
pode, caso requeira, ser naturalizada brasileira. João, por não cumprir o requisito
temporal mínimo exigido, ainda não pode ser naturalizado brasileiro.
c) ser filha de diplomatas americanos a serviço de seu país, não é cidadã
brasileira. Camilla preenche os requisitos e já pode, caso requeira, ser
naturalizada brasileira. João, por cumprir todos os requisitos, já pode ser
naturalizado brasileiro, caso requeira.
d) ser filha de diplomatas americanos a serviço de seu país, não é cidadã
brasileira. Camila, por não cumprir o requisito temporal mínimo, ainda não pode
ser naturalizada brasileira. João, por cumprir todos os requisitos, já pode ser
naturalizado brasileiro, caso requeira.
e) ser filha de diplomatas americanos a serviço de seu país, não é cidadã
brasileira. Camilla, por não cumprir o requisito temporal mínimo, ainda não pode
ser naturalizada brasileira. João, por não cumprir o requisito temporal mínimo
exigido, ainda não pode ser naturalizado bra sileiro.

Questão 39: FCC - Adv Jr (METRO SP)/METRO SP/2016


Assunto: Espécies de nacionalidade (brasileiros natos e naturalizados)
João, brasileiro nato, casou-se com Giulia, italiana nata, e, desempregado, foi
com ela morar na Itália, onde nasceu Luna, filha do casal. Luna não foi registrada
em repartição pública brasileira e, ao atingir a maioridade, veio a residir no Brasil
onde fez a opção pela nacionalidade brasileira. Eleita Deputada Federal,
candidatou-se à Presidência da Câmara dos Deputados. Para esse cargo que
pleiteia, de acordo com a Constituição Federal, Luna
a) poderá ser eleita, uma vez que é brasileira nata e esse cargo é privativo de
brasileiro nato.

Acompanhamento TJDFT – Semana 8, 9 e 10 - Dir. Constitucional 83


b) poderá ser eleita, uma vez que é brasileira naturalizada e esse cargo é
privativo de brasileiro, seja nato ou naturalizado.
c) poderá ser eleita, independentemente da sua nacionalidade, uma vez que
podem exercer esse cargo tanto os brasileiros, natos ou naturalizados, como os
estrangeiros.
d) não poderá ser eleita, pois não tendo sido registrada em repartição pública
brasileira, é considerada brasileira naturalizada, sendo esse cargo privativo de
brasileiro nato.
e) somente poderá ser eleita se requerer a naturalização brasileira e esta for
deferida pelo Presidente da República, sendo esse cargo privativo de brasileiro,
seja nato ou naturalizado.

Questão 40: FCC - TJ TRT23/TRT 23/Administrativa/2016


Assunto: Distinções constitucionais entre brasileiros natos e naturalizados
Sobre as questões envolvendo a nacionalidade brasileira, de acordo com a
Constituição Federal de 1988:
a) Para aquisição da nacionalidade brasileira, são exigidas aos cidadãos
originários de países de língua portuguesa apenas residência por um ano
ininterrupto e idoneidade moral.
b) Para aquisição da nacionalidade brasileira, os estrangeiros de qualquer
nacionalidade devem requerê-la e demonstrar que residem na República
Federativa do Brasil há mais de cinco anos ininterruptos e que não possuem
condenação penal, salvo os cidadãos originários de países de língua portuguesa.
c) São brasileiros natos os nascidos na República Federativa do Brasil, ainda
que de pais estrangeiros, mesmo que estes estejam a serviço de seu país.
d) Podem ser Ministros do Supremo Tribunal Federal os brasileiros natos e
naturalizados.
e) A Constituição Federal veda a ocupação de cargos públicos por estrangeiros.

Questão 41: FCC - Proc (São Luís)/Pref SL/2016


Assunto: Distinções constitucionais entre brasileiros natos e naturalizados
Ao nacional português com residência permanente no Brasil NÃO será dado, em
qualquer circunstância,
a) ter acesso a cargos públicos, mediante concurso público.
b) ocupar cargo de oficial das Forças Armadas.
c) ocupar cargo de Ministro de Estado.
d) exercer função de magistério em Universidade pública.
e) candidatar-se a mandato de Deputado Federal ou Senador.

Questão 42: FCC - TJ TRT14/TRT 14/Administrativa/2016


Assunto: Distinções constitucionais entre brasileiros natos e naturalizados
As irmãs Catarina e Gabriela são brasileiras naturalizadas. Ambas possuem
carreira jurídica brilhante, destacando-se profissionalmente. Catarina almeja
ocupar o cargo de Ministra do Supremo Tribunal Federal e Gabriela almeja ocupar
o cargo de Ministra do Tribunal Superior do Trabalho. Neste caso, com relação
ao requisito nacionalidade,

Acompanhamento TJDFT – Semana 8, 9 e 10 - Dir. Constitucional 84


a) nenhuma das irmãs poderá alcançar o cargo almejado.
b) ambas as irmãs poderão alcançar o cargo almejado, independentemente de
qualquer outra exigência legal.
c) apenas Gabriela poderá alcançar o cargo almejado.
d) apenas Catarina poderá alcançar o cargo almejado.
e) ambas as irmãs só poderão alcançar o cargo almejado se tiverem mais de
quinze anos de naturalização.

Questão 43: FCC - Ana (PGE MT)/PGE MT/Engenheiro Cartográfico e


Agrimensor/2016
Assunto: Distinções constitucionais entre brasileiros natos e naturalizados
Um dos servidores da Procuradoria-Geral do Estado do Mato Grosso é brasileiro
naturalizado. Conforme previsto na Constituição Federal, a esse servidor também
é permitido ocupar cargo
a) de Ministro do Supremo Tribunal Federal.
b) da carreira diplomática.
c) de Prefeito.
d) de Ministro de Estado da Defesa.
e) de oficial das Forças Armadas.

Questão 44: FCC - AJ TRT20/TRT 20/Administrativa/"Sem


Especialidade"/2016
Assunto: Distinções constitucionais entre brasileiros natos e naturalizados
Considere as seguintes situações hipotéticas: Nádia é Ministra do Tribunal
Superior do Trabalho; Linda é Presidente da Câmara dos Deputados; Giseli é
Ministra do Supremo Tribunal Federal e Rafael é Ministro do Trabalho e Emprego.
Segundo as normas preconizadas pela Constituição Federal de 1988, são cargos
privativos de brasileiros natos os ocupados APENAS por
a) Nádia e Linda.
b) Nádia, Linda e Giseli.
c) Linda e Giseli.
d) Giseli e Rafael.
e) Nádia, Giseli e Rafael.

Questão 45: CESPE - Eng (FUB)/FUB/Agronômica/2016


Assunto: Distinções constitucionais entre brasileiros natos e naturalizados
Acerca da Constituição Federal de 1988 e das disposições nela inscritas
relativamente a direitos e garantias fundamentais e à administração pública,
julgue o item a seguir.

A Constituição Federal de 1988 define os cargos que são privativos de brasileiros


natos e proíbe que legislação infraconstitucional estabeleça distinções entre
brasileiros natos e naturalizados.
Certo
Errado

Questão 46: FCC - Proc (PGE MT)/PGE MT/2016

Acompanhamento TJDFT – Semana 8, 9 e 10 - Dir. Constitucional 85


Assunto: Perda da nacionalidade
Juliana, brasileira nata, obteve a nacionalidade norte-americana, de forma livre
e espontânea. Posteriormente, Juliana fora acusada, nos Estados Unidos da
América, da prática de homicídio contra nacional daquele país, fugindo para o
Brasil. Tendo ela sido indiciada em conformidade com a legislação local, o
governo norte-americano requereu às autoridades brasileiras sua prisão para fins
de extradição. Neste caso, à luz da Constituição Federal e da jurisprudência do
Supremo Tribunal Federal, Juliana,
a) poderá ser imediatamente extraditada, uma vez que a perda da
nacionalidade brasileira neste caso é automática.
b) não poderá ser extraditada, por continuar sendo brasileira nata, mesmo
tendo adquirido nacionalidade norte-americana.
c) poderá ter cassada a nacionalidade brasileira pela autoridade competente e
ser extraditada para os Estados Unidos para ser julgada pelo crime que lhe é
imputado.
d) não poderá ser extraditada, pois, ao retornar ao território brasileiro, não
poderá ter cassada sua nacionalidade brasileira.
e) não poderá ser extraditada se optar a qualquer momento pela nacionalidade
brasileira em detrimento da norte-americana.

Questão 47: FCC - Ass Jur (ALMS)/ALMS/2016


Assunto: Perda da nacionalidade
Paulo, brasileiro nato, decidiu abrir uma empresa em um país do continente
Asiático, seguindo a legislação alienígena do local para onde se mudou com a
sua família. Como preenchia os requisitos legais, requereu voluntariamente a
nacionalidade secundária estrangeira, uma vez que não se tratava de condição
absoluta para sua permanência no país. A nacionalidade foi concedida.

Diante dessa situação, Paulo


a) perdeu a nacionalidade brasileira, independentemente de ter ou não sido a
mesma requerida voluntariamente, pois qualquer naturalização inviabiliza a
continuidade da nacionalidade originária brasileira.
b) perdeu a nacionalidade brasileira, já que a nova nacionalidade adquirida não
foi imposta pelo país estrangeiro como condição para sua permanência.
c) é titular de ambas as nacionalidades, possuindo dupla cidadania, podendo
exercer apenas a titularidade da nacionalidade secundária no país em que ela foi
adquirida.
d) terá a nacionalidade brasileira suspensa até que volte a residir de forma
permanente no Brasil, após respectiva comunicação e comprovação ao Ministério
das Relações Exteriores.
e) é titular de ambas as nacionalidades, possuindo dupla cidadania, podendo
exercer tanto a titularidade da nacionalidade originária quanto da secundária no
país em que esta foi adquirida e no Brasil.

Questão 48: FCC - AJ TRT23/TRT 23/Judiciária/Oficial de Justiça Avaliador


Federal/2016

Acompanhamento TJDFT – Semana 8, 9 e 10 - Dir. Constitucional 86


Assunto: Extradição, deportação, expulsão e banimento (da nacionalidade)
“A” é um cidadão inglês naturalizado brasileiro que foi condenado por crime de
tráfico de drogas na Inglaterra. “B” é um cidadão iraniano que pediu asilo ao
Brasil por ter cometido crime de opinião em seu país, ao fazer oposição ao
governo do Irã. Considerando que ambos residem no Brasil e também o que
dispõe a Constituição Federal de 1988 a respeito da extradição,
a) “A” e “B” poderão ser extraditados.
b) “A” não poderá ser extraditado porque o Brasil não concede a extradição de
cidadão naturalizado brasileiro por prática de crime de tráfico de drogas e "B"
poderá ser extraditado, uma vez que foi condenado por crime de opinião, e não
por crime político.
c) “B” poderá ser extraditado porque o Brasil não concede asilo a estrangeiro
que tenha cometido crime de opinião, mas “A” não poderá ser extraditado porque
o Brasil não concede a extradição de cidadão naturalizado brasileiro por prática
de crime de tráfico de drogas.
d) “A” não poderá ser extraditado porque o Brasil não prevê a possibilidade de
extradição para brasileiros naturalizados e “B” não poderá ser extraditado porque
o Brasil não concede extradição por crime de opinião.
e) “B” não poderá ser extraditado porque o Brasil não concede extradição por
crime de opinião, mas "A" poderá ser extraditado, ainda que o crime tenha sido
praticado depois da naturalização.

Questão 49: FCC - AJ TRF3/TRF 3/Administrativa/2016


Assunto: Extradição, deportação, expulsão e banimento (da nacionalidade)
Abenebaldo, originariamente holandês, solicitou e obteve a sua naturalização
brasileira no ano de 2014. Após o decurso de um mês do encerramento do
processo de naturalização, apurou-se que em 2011, em seu país natal,
Abenebaldo esteve comprovadamente envolvido em tráfico ilícito de
entorpecentes. Sendo assim,
a) a naturalização será automaticamente cassada, devendo Abenebaldo ser
imediatamente extraditado.
b) a naturalização será automaticamente cassada, devendo Abenebaldo ser
imediatamente deportado.
c) Abenebaldo poderá ser extraditado, vez que o crime ocorreu antes de sua
naturalização, o que não seria possível caso o delito tivesse sido praticado após
tal ato.
d) Abenebaldo não poderá ser extraditado, vez que o crime ocorreu antes de
sua naturalização.
e) Abenebaldo poderá ser extraditado, independentemente de o crime ter sido
praticado antes ou após a sua naturalização.

Questão 50: CESPE - Aux Tec CE (TCE-PA)/TCE-PA/Administrativa/2016


Assunto: Extradição, deportação, expulsão e banimento (da nacionalidade)
No que concerne aos direitos e deveres individuais e coletivos, à nacionalidade e
aos direitos políticos, julgue o item que se segue, tendo como referência as
disposições da CF.

Acompanhamento TJDFT – Semana 8, 9 e 10 - Dir. Constitucional 87


Situação hipotética: Em 2010, João foi naturalizado brasileiro e, em 2012, se
envolveu em tráfico ilícito internacional de entorpecentes. Devido a essa infração
penal, determinado país requereu a sua extradição. Assertiva: Nessa situação,
o pedido deverá ser negado, uma vez que a CF veda a extradição de brasileiro.
Certo
Errado

Questão 51: FCC - Adv Jr (METRO SP)/METRO SP/2016


Assunto: Extradição, deportação, expulsão e banimento (da nacionalidade)
Frederico nasceu no país “X” e veio para o Brasil com 21 anos de idade. Após
alguns anos, preenchidos os requisitos necessários, naturalizou-se brasileiro.
Solteiro, sem filhos e sem nenhum familiar no país, após sua naturalização, restou
comprovado seu envolvimento com o tráfico ilícito de entorpecentes e drogas
afins.

De acordo com a Constituição Federal, neste caso, a extradição


a) apenas será permitida, se Frederico tiver se envolvido em tráfico ilícito de
entorpecentes e drogas afins antes da naturalização.
b) não será permitida, em qualquer hipótese, pois não poderá ocorrer quando
se tratar de brasileiro, seja nato ou naturalizado.
c) será permitida, na forma da lei, mesmo que o envolvimento em tráfico ilícito
de entorpecentes e drogas afins tenha ocorrido após a naturalização.
d) será permitida, tanto para brasileiros natos quanto naturalizados, quando se
tratar de comprovado envolvimento em tráfico ilícito de entorpecentes e drogas
afins.
e) apenas será permitida, se Frederico tiver renunciado à nacionalidade
brasileira antes da condenação definitiva pelo envolvimento em tráfico ilícito de
entorpecentes e drogas afins.

Questão 52: FCC - TJ TRT23/TRT 23/Administrativa/2016


Assunto: Soberania Popular (voto, plebiscito, referendo, iniciativa popular),
Alistamento e Elegibilidade
A respeito dos direitos políticos, considere:

I. São condições de elegibilidade, dentre outras, a idade mínima de trinta e cinco


anos para Presidente e Vice-Presidente da República e Senador, trinta anos para
Governador e Vice-Governador de Estado e do Distrito Federal e vinte um anos
para Prefeito, Vice-Prefeito e Juiz de Paz.

II. O alistamento eleitoral e o voto são obrigatórios, inclusive para os conscritos,


durante o período de serviço militar obrigatório.

III. Para concorrerem a outros cargos, o Presidente da República, os


Governadores de Estado e do Distrito Federal e os Prefeitos devem renunciar aos
respectivos mandatos até seis meses antes do pleito.

Acompanhamento TJDFT – Semana 8, 9 e 10 - Dir. Constitucional 88


IV. São inelegíveis, no território de jurisdição do titular, o cônjuge e os parentes
consanguíneos ou afins, até o segundo grau ou por adoção, do Presidente da
República, do Governador de Estado ou Território, do Distrito Federal, do Prefeito
ou de quem os haja substituído dentro dos seis meses anteriores ao pleito, salvo
se já titular de mandato eletivo e candidato à reeleição.

Está correto o que consta APENAS em


a) II e IV.
b) I e IV.
c) I, III e IV.
d) II e III.
e) I e III.

Questão 53: CESPE - Aud CE (TCE-PA)/TCE-


PA/Administrativa/Administração/2016
Assunto: Soberania Popular (voto, plebiscito, referendo, iniciativa popular),
Alistamento e Elegibilidade
No que diz respeito à disciplina constitucional relativa aos direitos políticos, julgue
o item seguinte.

A alistabilidade, que se refere à capacidade do indivíduo de ser eleitor, com


direito de participar da escolha dos mandatários, é vedada aos estrangeiros e,
durante o período do serviço militar obrigatório, aos conscritos.
Certo
Errado

Questão 54: CESPE - Aud CE (TCE-PA)/TCE-PA/Fiscalização/Direito/2016


Assunto: Soberania Popular (voto, plebiscito, referendo, iniciativa popular),
Alistamento e Elegibilidade
A respeito do que dispõe a Constituição Federal de 1988 acerca dos direitos
políticos, dos servidores públicos e do Tribunal de Contas da União (TCU), julgue
o item a seguir.

Servidor público na ativa, com trinta e quatro anos de idade à época da eleição
para deputado distrital, não poderá concorrer ao cargo eletivo, ainda que se
afaste de seu cargo público antes da eleição, dada a sua idade.
Certo
Errado

Questão 55: CESPE - AC TCE PR/TCE-PR/Jurídica/2016


Assunto: Soberania Popular (voto, plebiscito, referendo, iniciativa popular),
Alistamento e Elegibilidade
Com base na jurisprudência do STF, assinale a opção correta a respeito dos
direitos políticos.

Acompanhamento TJDFT – Semana 8, 9 e 10 - Dir. Constitucional 89


a) O princípio da anterioridade da lei eleitoral subordina, inclusive, a incidência
das hipóteses de inelegibilidade introduzidas por normas constitucionais
originárias constantes da Constituição Federal de 1988.
b) As condições de elegibilidade podem ser estabelecidas por simples lei
ordinária federal, diferentemente das hipóteses de inelegibilidade, que são
reservadas a lei complementar.
c) É constitucional a exigência legal que, independentemente da identificação
civil, condiciona o voto à apresentação, pelo eleitor, do título eleitoral.
d) É dos estados a competência para legislar sobre condições específicas de
elegibilidade dos juízes de paz.
e) A filiação partidária como condição de elegibilidade não se estende aos juízes
de paz.

Questão 56: FCC - TRE (SEFAZ MA)/SEFAZ MA/Arrecadação e Fiscalização de


Mercadorias em Trânsito/2016
Assunto: Soberania Popular (voto, plebiscito, referendo, iniciativa popular),
Alistamento e Elegibilidade
Segundo a disciplina constitucional dos direitos políticos,
a) os conscritos não podem exercer a cidadania ativa.
b) os militares da ativa não podem exercer a cidadania passiva.
c) os analfabetos não podem exercer a cidadania ativa.
d) aos jovens entre 16 e 18 anos é facultado o exercício da cidadania passiva.
e) somente aos 30 anos o brasileiro atinge a cidadania plena.

Questão 57: FCC - Ana RH (ALMS)/ALMS/2016


Assunto: Soberania Popular (voto, plebiscito, referendo, iniciativa popular),
Alistamento e Elegibilidade
Mariana é brasileira e tem 66 anos; Pedro é chileno e tem 19 anos; Benedita é
brasileira e tem 16 anos; João é brasileiro, tem 18 anos e está prestando o serviço
militar obrigatório; Ana é brasileira, tem 22 anos e é analfabeta. Considerando
que todos fixaram domicílio no Brasil, a soberania popular mediante plebiscito de
caráter nacional será exercida obrigatoriamente por
a) Mariana; facultativamente por Benedita e Ana; não podendo exercê-la Pedro
e João.
b) Pedro e Ana; facultativamente por Mariana e Benedita; não podendo exercê-
la João.
c) Mariana e Ana; facultativamente por João; não podendo exercê-la Pedro e
Benedita.
d) Ana; facultativamente por Mariana, Benedita e João; não podendo exercê-la
Pedro.
e) Mariana e João; facultativamente por Pedro e Benedita; não podendo exercê-
la Ana.

Questão 58: FCC - Ag (ALMS)/ALMS/Polícia Legislativa/2016


Assunto: Soberania Popular (voto, plebiscito, referendo, iniciativa popular),
Alistamento e Elegibilidade

Acompanhamento TJDFT – Semana 8, 9 e 10 - Dir. Constitucional 90


Considere as seguintes situações hipotéticas:

I. Richard, inglês naturalizado brasileiro, com 40 anos de idade.


II. Moisés, brasileiro nato, com 33 anos de idade.
III. Sara, brasileira nata, com 28 anos de idade.
IV. Rodrigo, brasileiro nato, com 20 anos de idade.

Nos termos preconizados pela Constituição Federal, presentes os demais


requisitos legais, poderão se candidatar ao cargo de Deputado Federal
a) Richard, Moisés, Sara e Rodrigo.
b) Moisés, Sara e Rodrigo, apenas.
c) Richard e Moisés, apenas.
d) Richard, Moisés e Sara, apenas.
e) Moisés e Sara, apenas.

Questão 59: CESPE - TA (ANVISA)/ANVISA/2016


Assunto: Soberania Popular (voto, plebiscito, referendo, iniciativa popular),
Alistamento e Elegibilidade
Com relação aos direitos e garantias fundamentais, julgue o item que se segue.

Uma lei que altere o processo eleitoral e que seja editada no mesmo ano das
eleições municipais poderá ser aplicada, desde que sua edição se dê, no mínimo,
cento e oitenta dias antes do pleito eletivo.

Certo
Errado

Questão 60: FCC - Ana (PGE MT)/PGE MT/Bacharel em Direito/2016


Assunto: Soberania Popular (voto, plebiscito, referendo, iniciativa popular),
Alistamento e Elegibilidade
A Constituição Federal dispõe que o sufrágio universal, o plebiscito, o referendo
e a iniciativa popular são instrumentos que evidenciam o exercício
a) da cidadania.
b) da democracia.
c) da soberania popular.
d) da dignidade da pessoa humana.
e) do pluralismo político.

Questão 61: CESPE - Aux (FUB)/FUB/Administração/2016


Assunto: Soberania Popular (voto, plebiscito, referendo, iniciativa popular),
Alistamento e Elegibilidade
Com referência à Constituição Federal de 1988 e às disposições nela inscritas
relativamente a direitos sociais e políticos, administração pública e servidores
públicos, julgue o item subsequente.

Acompanhamento TJDFT – Semana 8, 9 e 10 - Dir. Constitucional 91


No Brasil, o alistamento eleitoral e o voto são facultativos para os analfabetos,
os maiores de setenta anos de idade e os maiores de dezesseis e menores de
dezoito anos de idade.
Certo
Errado

Questão 62: CESPE - JD (TJDFT)/TJDFT/2016


Assunto: Inelegibilidades (Direitos Políticos)
Considerando as interpretações doutrinárias e jurisprudenciais conferidas às
normas constitucionais referentes aos direitos políticos, assinale a opção correta.
a) Os direitos políticos insculpidos na Constituição possuem eficácia limitada,
ante a necessidade da edição de legislação infraconstitucional para concretizá-
los.
b) A dissolução da sociedade conjugal no curso do mandato eletivo de
governador de Estado implica a inelegibilidade de sua ex-cônjuge para o cargo
de deputado estadual na mesma unidade da Federação para o pleito
subsequente.
c) O governador do Distrito Federal que pretende se candidatar ao cargo de
deputado federal no pleito subsequente não precisa se desincompatibilizar do
cargo que atualmente ocupa, uma vez que tal exigência constitucional aplica-se
apenas quando o novo cargo almejado é disputado mediante eleição majoritária.
d) O cidadão naturalizado brasileiro poderá ocupar os cargos eletivos de
deputado federal e de governador do Distrito Federal, mas não poderá ser eleito
senador ou vice-presidente, diante de vedação constitucional.
e) A capacidade eleitoral passiva limita-se às restrições que estão
expressamente veiculadas na CF e a nenhum outro dispositivo legal.

Questão 63: FCC - Proc (Campinas)/Pref Campinas/2016


Assunto: Inelegibilidades (Direitos Políticos)
Considerando inexistir proibição em legislação municipal para a nomeação de
cônjuges e parentes para cargo de Secretário Municipal, determinado Prefeito
em exercício de primeiro mandato nomeia, como Secretária Municipal de Saúde,
sua esposa, reconhecida na área pelas relevantes contribuições prestadas no
exercício profissional da medicina e pesquisa laboratorial, no setor privado. Ainda
na primeira metade do mandato, o Prefeito e sua esposa se divorciam, ela requer
sua exoneração do cargo que ocupava e ingressa para os quadros de partido
político de oposição ao ex-marido, partido pelo qual pretende concorrer ao
mandato de Vereadora nas próximas eleições municipais, em que ele, a seu
turno, concorrerá à reeleição como Prefeito, sem renunciar ao respectivo
mandato. Nessa hipótese, à luz da Constituição da República e da jurisprudência
do Supremo Tribunal Federal, a nomeação dela como Secretária Municipal foi
a) regular, sendo ela, no entanto, inelegível para o mandato de Vereadora e
ele, reelegível para o de Prefeito.
b) regular, sendo ela ainda elegível para o mandato de Vereadora e ele,
reelegível para o de Prefeito.

Acompanhamento TJDFT – Semana 8, 9 e 10 - Dir. Constitucional 92


c) irregular, sendo ela ainda inelegível para o mandato de Vereadora e ele, para
o de Prefeito.
d) irregular, sendo ela, no entanto, elegível para o mandato de Vereadora e ele,
reelegível para o de Prefeito.
e) regular, sendo ela elegível para o mandato de Vereadora e ele, no entanto,
inelegível para o de Prefeito.

Questão 64: FCC - Ass Jur (ALMS)/ALMS/2016


Assunto: Inelegibilidades (Direitos Políticos)
Eustáquio, segundo faz crer o curso da apuração das eleições, obteve estrondosa
votação para Deputado, mas, segundo um Partido concorrente, essa vantagem
foi obtida irregularmente, razão pela qual anuncia que ajuizará, em face desse
candidato, ação de impugnação de mandato eletivo. Se cumprir a promessa, essa
ação, de acordo com a Constituição Federal, será pro posta no prazo de
a) quinze dias contados da diplomação e terá por fundamento abuso do poder
econômico, corrupção ou fraude.
b) quinze dias contados da proclamação dos eleitos e tramitará em segredo de
justiça.
c) vinte dias contados da proclamação dos eleitos e terá por fundamento abuso
do poder político, corrupção ou fraude.
d) vinte dias contados da diplomação, e terá por fundamento abuso do poder
político ou do poder econômico, corrupção ou fraude.
e) vinte dias, mas tramitará em segredo de justiça e terá por fundamento a
influência do poder econômico ou o abuso do exercício de função, cargo ou
emprego na Administração direta ou indireta.

Questão 65: FCC - Adv (CREMESP)/CREMESP/2016


Assunto: Inelegibilidades (Direitos Políticos)
Nívea é brasileira, tem 64 anos e deseja se candidatar ao cargo de Deputado
Federal. Joelma é brasileira, tem 27 anos e deseja se candidatar ao cargo de
Governador. Douglas é brasileiro, tem 35 anos, é analfabeto e deseja se
candidatar ao cargo de Deputado Estadual. Considerando que estão presentes
os demais requisitos, de acordo com a Constituição Federal, Nívea
a) pode se candidatar ao cargo que pretende; Joelma não possui a idade mínima
para se candidatar ao cargo de Governador e Douglas não pode nem votar nem
se candidatar por ser analfabeto.
b) não pode se candidatar ao cargo que pretende, pois tem idade superior ao
limite constitucionalmente estabelecido; Joelma não possui a idade mínima para
se candidatar ao cargo de Governador e Douglas, embora possa votar, não pode
se candidatar por ser analfabeto.
c) e Joelma podem se candidatar aos cargos que pretendem e Douglas, embora
possa votar, não pode se candidatar por ser analfabeto.
d) pode se candidatar ao cargo que pretende; Joelma não possui a idade
mínima para se candidatar ao cargo de Governador e Douglas, embora possa
votar, não pode se candidatar por ser analfabeto.

Acompanhamento TJDFT – Semana 8, 9 e 10 - Dir. Constitucional 93


e) bem como, Joelma e Douglas podem se candidatar aos cargos que
pretendem, pois estão preenchidas todas as condições de elegibilidade
constitucionalmente previstas.

Questão 66: CESPE - ATA (DPU)/DPU/2016


Assunto: Perda e suspensão dos direitos políticos
À luz do disposto na Constituição Federal de 1988 (CF), julgue o item que se
segue, acerca dos direitos e garantias fundamentais, da nacionalidade e dos
direitos políticos.

O cancelamento da naturalização por meio de sentença judicial transitada em


julgado acarreta a perda dos direitos políticos.
Certo
Errado

Questão 67: CESPE - Tec AE (DPU)/DPU/2016


Assunto: Perda e suspensão dos direitos políticos
Acerca dos direitos e garantias fundamentais, de acordo com o disposto na
Constituição Federal de 1988 (CF), julgue o próximo item.

Admite-se, excepcionalmente, a cassação de direitos políticos na hipótese de


condenação pela prática de improbidade administrativa.
Certo
Errado

Questão 68: CESPE - AJ (TRE PI)/TRE PI/Judiciária/2016


Assunto: Perda e suspensão dos direitos políticos
Assinale a opção correta acerca dos direitos e das garantias fundamentais.
a) Deverão ser cassados os direitos políticos de parlamentar condenado por
crime de corrupção em sentença criminal transitada em julgado.
b) Lei que altere o processo eleitoral editada no mesmo ano de um pleito eletivo,
ainda que em vigor, será aplicada no ano subsequente, conforme o princípio da
anterioridade eleitoral.
c) Gravação de conversa telefônica sem autorização judicial, registrada por um
dos interlocutores, é considerada prova ilícita, ante o sigilo das comunicações
telefônicas, constitucionalmente assegurado.
d) A instauração de processo administrativo disciplinar contra servidor público
para apuração de irregularidade funcional garante ao servidor o direito de
impetrar habeas corpus para impedir o prosseguimento do processo
administrativo.
e) Estrangeiro de qualquer nacionalidade pode se candidatar a cargos eletivos,
com exceção dos cargos para os quais se exige a condição de brasileiro nato.

Questão 69: CESPE - TJ TRT8/TRT 8/Administrativa/2016


Assunto: Perda e suspensão dos direitos políticos
Acerca dos direitos políticos, assinale a opção correta.

Acompanhamento TJDFT – Semana 8, 9 e 10 - Dir. Constitucional 94


a) Brasileiros naturalizados podem votar e concorrer a quaisquer cargos
políticos.
b) Senadores e governadores de estado e do Distrito Federal se equiparam no
que se refere à idade mínima exigida como condição de elegibilidade.
c) O voto, obrigatório para maiores de dezoito anos de idade, é facultativo para
aqueles cujos direitos políticos tenham sido suspensos em decorrência de
condenação criminal transitada em julgado.
d) O voto é obrigatório para analfabetos maiores de dezoito anos de idade.
e) Embora possam exercer o direito ao voto, os analfabetos são impedidos de
concorrer nas eleições.

Questão 70: CESPE - Aux Tec CE (TCE-PA)/TCE-PA/Administrativa/2016


Assunto: Perda e suspensão dos direitos políticos
No que concerne aos direitos e deveres individuais e coletivos, à nacionalidade e
aos direitos políticos, julgue o item que se segue, tendo como referência as
disposições da CF.

Serão cassados os direitos políticos do indivíduo condenado criminalmente em


sentença transitada em julgado.
Certo
Errado

Questão 71: FCC - Ass Jur (ALMS)/ALMS/2016


Assunto: Perda e suspensão dos direitos políticos
Rosa caluniou seu cabeleireiro, crime pelo qual foi condenada. Em função de
referida condenação, Rosa será privada de seus direitos políticos se a decisão
a) transitar em julgado ou se for proferida por órgão colegiado, pelo prazo de
oito anos após o seu cumprimento.
b) transitar em julgado ou for proferida por órgão colegiado, pelo prazo de
quatro anos após o seu cumprimento.
c) transitar em julgado, desde a sua condenação até o transcurso do prazo de
oito anos após o seu cumprimento.
d) for proferida por órgão colegiado, enquanto durarem os seus efeitos e até o
transcurso do prazo de oito anos após o seu cumprimento.
e) transitar em julgado, enquanto durarem seus efeitos.

Questão 72: CESPE - AJ TRT8/TRT 8/Administrativa/Contabilidade/2016


Assunto: Partidos Políticos (art. 17 da CF/1988)
Assinale a opção correta acerca do que dispõe a CF sobre partidos políticos.
a) Os partidos políticos possuem personalidade jurídica de direito público.
b) A previsão constitucional de que a lei regrará a função parlamentar autoriza
o estabelecimento, pela legislação infraconstitucional, de padrões mínimos de
desempenho eleitoral como condição para funcionamento do partido nas casas
legislativas.

Acompanhamento TJDFT – Semana 8, 9 e 10 - Dir. Constitucional 95


c) É inconstitucional, por ofensa ao pluripartidarismo e ao pluralismo político, a
fixação de proporcionalidade entre a representatividade partidária e a distribuição
do fundo partidário e do tempo na televisão e no rádio.
d) A exigência de caráter nacional dos partidos políticos visa resguardar o
princípio federativo da unidade nacional.
e) A vedação à utilização de organização paramilitar não obsta que os partidos,
em razão da autonomia que lhe é constitucionalmente assegurada,
convencionem indumentária uniformizada ou que estabeleçam, em seu âmbito
interno, relação de comando e obediência baseada em hierarquia rígida e
fidelidade partidária.

Questão 73: CESPE - JE TJAM/TJ AM/2016


Assunto: Partidos Políticos (art. 17 da CF/1988)
De acordo com o que está expresso na CF acerca dos partidos políticos, é livre a
criação, a fusão, a incorporação e a extinção de partidos políticos, resguardados
a soberania nacional, o regime democrático, o pluripartidarismo e os direitos
fundamentais da pessoa humana, desde que observado(a)
a) a obrigação de prestar contas à justiça eleitoral.
b) a apreciação da legalidade dos atos de admissão de pessoal para fins de
registro.
c) a vinculação entre as candidaturas em âmbito nacional, estadual, distrital ou
municipal em caso de coligações eleitorais.
d) o caráter regional do novo partido que se pretenda criar.
e) a ampla publicidade dos orçamentos dos partidos políticos.

Questão 74: CESPE - Ag Adm (DPU)/DPU/2016


Assunto: Da organização político-administrativa (arts. 18 e 19 da CF/1988)
Com base nas disposições da Constituição Federal de 1988, julgue o item
subsequente.

O Congresso Nacional poderá editar lei complementar para a fusão de dois


estados em um novo, desde que as populações diretamente interessadas
aprovem a fusão mediante plebiscito.
Certo
Errado

Questão 75: CESPE - TJ (TRE PI)/TRE PI/Administrativa/2016


Assunto: Da organização político-administrativa (arts. 18 e 19 da CF/1988)
No que se refere aos entes federativos, assinale a opção correta.
a) Os estados podem incorporar-se entre si, subdividir-se ou desmembrar-se
para se anexarem a outros, ou formarem novos, desde que haja aprovação da
população interessada, por referendo, e do Congresso Nacional, por lei aprovada
por maioria simples.
b) Para que ocorra o desmembramento do território de um estado, é necessário
que a população da área a ser desmembrada e a população do território
remanescente sejam consultadas.

Acompanhamento TJDFT – Semana 8, 9 e 10 - Dir. Constitucional 96


c) Cabe à União o exercício de atribuições da soberania do Estado brasileiro,
razão por que esse ente se confunde com o próprio Estado federal.
d) Compete à União, aos estados, ao Distrito Federal e aos municípios assegurar
a defesa nacional.
e) O município é dotado de capacidade de auto-organização e de
autoadministração, no exercício das competências administrativas e tributárias
conferidas pela constituição do estado no qual se localiza.

Questão 76: FCC - AJ TRF3/TRF 3/Apoio Especializado/Biblioteconomia/2016


Assunto: Da organização político-administrativa (arts. 18 e 19 da CF/1988)
A incorporação e a fusão de Municípios deverão ser feitas por intermédio de lei
a) federal, em qualquer oportunidade, após consulta prévia, mediante
referendo, às populações dos Municípios envolvidos e autorização da Assembleia
Legislativa do Estado em que se encontrem as mencionadas unidades
Federativas.
b) estadual, dentro do período determinado por lei complementar editada pelo
Estado, após consulta prévia, mediante plebiscito, às populações dos Municípios
envolvidos e aprovação das respectivas Câmaras Legislativas.
c) federal, dentro do período determinado por lei complementar federal, após
consulta prévia, mediante referendo, às populações dos Municípios envolvidos.
d) estadual, dentro do período determinado por lei complementar federal, após
consulta prévia, mediante plebiscito, às populações dos Municípios envolvidos.
e) estadual, em qualquer oportunidade, após consulta prévia, mediante
plebiscito, às populações dos Municípios envolvidos.

Questão 77: CESPE - Ag Pol (PC PE)/PC PE/2016


Assunto: Da organização político-administrativa (arts. 18 e 19 da CF/1988)
Com base no disposto na CF, assinale a opção correta acerca da organização
político-administrativa do Estado.
a) É da competência comum dos estados, do Distrito Federal e dos municípios
organizar e manter as respectivas polícias civil e militar e o respectivo corpo de
bombeiros militar.
b) Compete à União, aos estados e ao Distrito Federal estabelecer normas gerais
de organização das polícias militares e dos corpos de bombeiros militares, assim
como normas sobre seus efetivos, seu material bélico, suas garantias, sua
convocação e sua mobilização.
c) A organização político-administrativa da República Federativa do Brasil
compreende a União, os estados, os territórios federais, o Distrito Federal e os
municípios, todos autônomos, nos termos da CF.
d) Os estados podem incorporar-se entre si mediante aprovação da população
diretamente interessada, por meio de plebiscito, e do Congresso Nacional, por
meio de lei complementar.
e) É facultado à União, aos estados, ao Distrito Federal e aos municípios
subvencionar cultos religiosos ou igrejas e manter com seus representantes
relações de aliança e colaboração de interesse público.

Acompanhamento TJDFT – Semana 8, 9 e 10 - Dir. Constitucional 97


Questão 78: CESPE - Del Pol (PC PE)/PC PE/2016
Assunto: Da organização político-administrativa (arts. 18 e 19 da CF/1988)
A respeito das atribuições constitucionais da polícia judiciária e da organização
político-administrativa do Estado Federal brasileiro, assinale a opção correta.
a) Todos os anos, as contas dos municípios devem ficar, durante sessenta dias,
à disposição de qualquer contribuinte, para exame e apreciação, o qual poderá
questionar a legitimidade dessas contas, nos termos da lei.
b) O DF, como ente federativo sui generis, possui as competências legislativas
reservadas aos estados, mas não aos municípios; entretanto, no que se refere
ao aspecto tributário, ele possui as mesmas competências que os estados e
municípios dispõem.
c) As polícias civis, dirigidas por delegados de polícia de carreira, exercem as
funções de polícia judiciária e de apuração de infrações penais, sejam elas civis
ou militares.
d) Dirigidas por delegados de polícia, as polícias civis subordinam-se aos
governadores dos respectivos estados, com exceção da polícia civil do DF, que é
organizada e mantida pela União.
e) Os territórios não são entes federativos; assim, na hipótese de vir a ser criado
um território federal, ele não disporá de representação na Câmara dos Deputados
nem no Senado Federal.

Questão 79: CESPE - Aud CE (TCE-PA)/TCE-


PA/Administrativa/Administração/2016
Assunto: Da organização político-administrativa (arts. 18 e 19 da CF/1988)
Considerando as disposições constitucionais sobre o Poder Legislativo e o
processo legislativo, julgue o item a seguir.

A criação de território federal pelo Congresso Nacional, mediante lei


complementar, independe, se resultante de desmembramento de estado da
Federação, de consulta à assembleia legislativa do estado interessado, devendo
ser precedida de aprovação da população diretamente interessada.
Certo
Errado

Questão 80: CESPE - Aux Tec CE (TCE-PA)/TCE-PA/Administrativa/2016


Assunto: Da organização político-administrativa (arts. 18 e 19 da CF/1988)
A respeito da União, dos estados, do Distrito Federal e dos municípios, julgue o
item subsecutivo.

A fusão de dois municípios depende de consulta prévia, mediante plebiscito, das


respectivas populações, após divulgação dos estudos de viabilidade municipal.
Certo
Errado

Questão 81: FCC - ATA (SEMF Teresina)/Pref Teresina/Técnico do Tesouro


Municipal/2016

Acompanhamento TJDFT – Semana 8, 9 e 10 - Dir. Constitucional 98


Assunto: Da organização político-administrativa (arts. 18 e 19 da CF/1988)
Considere, por hipótese, a incorporação dos Estados do Piauí e do Maranhão para
formarem um novo Estado, o Piauião. Para que isso viesse a ocorrer validamente
seria necessário que houvesse
a) aprovação das Assembleias Legislativas do Piauí e do Maranhão por ato
conjunto e do Congresso Nacional por Lei Complementar.
b) aprovação da população brasileira através de plebiscito e do Congresso
Nacional por Emenda à Constituição Federal.
c) aprovação da população diretamente interessada dos dois Estados através
de plebiscito e do Congresso Nacional, por meio de Lei Complementar.
d) aprovação exclusiva do Congresso Nacional por Lei Complementar.
e) Emenda à Constituição Federal, que não prevê esta hipótese.

Questão 82: CESPE - TA (ANVISA)/ANVISA/2016


Assunto: Da organização político-administrativa (arts. 18 e 19 da CF/1988)
Acerca da CF, julgue o item seguinte.

Nos termos da CF, um ente federativo terá o direito de secessão, isto é, de


desagregar-se da Federação, seja em caso de crise institucional, seja por decisão
da população diretamente interessada, mediante plebiscito.
Certo
Errado

Questão 83: CESPE - TA (ANVISA)/ANVISA/2016


Assunto: Da organização político-administrativa (arts. 18 e 19 da CF/1988)
No que se refere à organização político-administrativa do Estado, julgue o
próximo item.

Em caso de desmembramento de município, faz-se necessária consulta por meio


de plebiscito, tanto à população do território remanescente como, também, à
daquele a ser desmembrado.
Certo
Errado

Questão 84: CESPE - ATA (DPU)/DPU/2016


Assunto: União: bens e competências exclusivas, privativas, comuns e
concorrentes (arts. 20 a 24 da CF/1988)
Julgue o item subsequente, relativo à organização político-administrativa do
Brasil e aos poderes da União.

No que se refere à proteção e à defesa da saúde, a União exerce competência


legislativa concorrente, cabendo-lhe o estabelecimento de normas gerais.
Certo
Errado

Questão 85: CESPE - Aud (TCE-PR)/TCE-PR/2016

Acompanhamento TJDFT – Semana 8, 9 e 10 - Dir. Constitucional 99


Assunto: União: bens e competências exclusivas, privativas, comuns e
concorrentes (arts. 20 a 24 da CF/1988)
Acerca da ordem econômica e financeira e da Constituição do Estado do Paraná,
assinale a opção correta conforme entendimento do STF.
a) Não se admite ação de usucapião de domínio útil de bem público proposta
contra foreiro, haja vista os bens públicos não poderem ser adquiridos por
usucapião.
b) Será inconstitucional lei estadual que obrigue as concessionárias prestadoras
de serviços de telefonia fixa a individualizar, na fatura de cobrança, diversas
informações sobre o referido consumo, pois esses serviços envolvem
telecomunicações, o que é de competência privativa da União.
c) Estará de acordo com o princípio da livre concorrência lei municipal que, com
o objetivo de regular a atividade econômica, impeça a instalação de
estabelecimentos comerciais do mesmo ramo em determinada área.
d) Se o Conselho de Contribuintes e Recursos Fiscais do Estado do Paraná decidir
de forma contrária ao erário, a eficácia dessa decisão dependerá de apreciação
do TCE/PR.
e) Caso uma propriedade rural que tenha sido desapropriada para fins de
reforma agrária seja, posteriormente, doada a diversas famílias, deverá incidir
imposto estadual sobre as doações no momento da transferência desses imóveis.

Questão 86: CESPE - AJ TRT8/TRT 8/Administrativa/Contabilidade/2016


Assunto: União: bens e competências exclusivas, privativas, comuns e
concorrentes (arts. 20 a 24 da CF/1988)
De acordo com a CF, compete
a) aos municípios explorar diretamente serviços de radiodifusão.
b) à União legislar privativamente sobre desapropriação.
c) à União legislar privativamente sobre direito financeiro.
d) à União, aos estados, ao Distrito Federal e aos municípios legislar
concorrentemente sobre direito agrário.
e) aos estados elaborar e executar planos regionais de ordenação do território
e de desenvolvimento econômico e social.

Questão 87: FCC - TJ TRT23/TRT 23/Administrativa/2016


Assunto: União: bens e competências exclusivas, privativas, comuns e
concorrentes (arts. 20 a 24 da CF/1988)
A respeito da organização político-administrativa brasileira, prevista na
Constituição Federal de 1988,
a) compete, exclusivamente, aos Municípios explorar, diretamente ou mediante
autorização, concessão ou permissão os portos marítimos, fluviais e lacustres.
b) é competência concorrente da União, dos Estados e do Distrito Federal
legislar sobre registros públicos.
c) compete, exclusivamente, aos Estados e Distrito Federal legislar sobre juntas
comerciais.
d) compete, exclusivamente, à União fomentar a produção agropecuária e
organizar o abastecimento alimentar.

Acompanhamento TJDFT – Semana 8, 9 e 10 - Dir. Constitucional 100


e) é competência comum da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos
Municípios proteger os documentos, as obras e outros bens de valor histórico,
artístico e cultural, os monumentos, as paisagens naturais notáveis e os sítios
arqueológicos.

Questão 88: FCC - Proc (São Luís)/Pref SL/2016


Assunto: União: bens e competências exclusivas, privativas, comuns e
concorrentes (arts. 20 a 24 da CF/1988)
O Sindicato das Casas de Diversões de determinado Estado da federação, que
desde o início dos anos 2000 congrega empresas que atuam no setor do
entretenimento e eventos, impetra mandado de injunção no Supremo Tribunal
Federal, diante da inércia do Congresso Nacional em regulamentar a atividade
de jogos de bingo no país. Nessa hipótese, à luz da Constituição da República e
da jurisprudência do Supremo Tribunal Federal sobre a matéria, o mandado de
injunção
a) não é cabível, pois o sindicato não possui legitimidade para a propositura de
mandado de injunção.
b) é cabível, na medida em que é competência da União legislar privativamente
sobre sorteios e consórcios.
c) não é cabível, por inexistir direito constitucionalmente assegurado cujo
exercício seja inviabilizado pela ausência de norma regulamentadora.
d) é cabível, na medida em que a ausência da norma regulamentadora
inviabiliza o exercício do direito à livre iniciativa e à liberdade de exercício de
trabalho, ofício ou profissão.
e) não é cabível, por ser do Superior Tribunal de Justiça a competência para
processar e julgar o mandado de injunção quando a norma regulamentadora cuja
ausência se pretenda suprir for atribuição de autoridade federal.

Questão 89: FCC - AJ TRT23/TRT 23/Judiciária/Oficial de Justiça Avaliador


Federal/2016
Assunto: União: bens e competências exclusivas, privativas, comuns e
concorrentes (arts. 20 a 24 da CF/1988)
De acordo com a Constituição Federal de 1998, compete
a) aos Estados-membros fixar o horário de funcionamento de estabelecimento
comercial.
b) à União, aos Estados e ao Distrito Federal legislar concorrentemente sobre
responsabilidade por dano ao consumidor.
c) privativamente à União legislar sobre responsabilidade por dano ao meio
ambiente.
d) privativamente aos Estados e ao Distrito Federal planejar e promover a
defesa permanente contra as calamidades públicas, especialmente as secas e
inundações.
e) à União, aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios legislar sobre
populações indígenas.

Questão 90: FCC - AJ TRT14/TRT 14/Judiciária/"Sem Especialidade"/2016

Acompanhamento TJDFT – Semana 8, 9 e 10 - Dir. Constitucional 101


Assunto: União: bens e competências exclusivas, privativas, comuns e
concorrentes (arts. 20 a 24 da CF/1988)
Considere as seguintes matérias:

I. Direito do Trabalho.
II. Seguridade social.
III. Custas dos serviços forenses.
IV. Previdência social, proteção e defesa da saúde.

Segundo a Constituição Federal, compete à União, aos Estados e ao Distrito


Federal legislar concorrentemente sobre as matérias indicadas APENAS em
a) III e IV.
b) I e II.
c) I, III e IV.
d) II e IV.
e) I e III.

Questão 91: FCC - TJ TRF3/TRF 3/Apoio Especializado/Edificações/2016


Assunto: União: bens e competências exclusivas, privativas, comuns e
concorrentes (arts. 20 a 24 da CF/1988)
A União, os Estados e o Distrito Federal possuem competência legislativa
concorrente sobre todas as seguintes matérias:
a) Direito agrário, financeiro, econômico e urbanístico; trânsito, transporte,
custas de serviços forenses, produção e consumo.
b) Direito do trabalho, tributário, financeiro, econômico e urbanístico;
orçamento e juntas comerciais.
c) Direito ambiental, do trabalho e econômico; desapropriação, trânsito e
transporte.
d) Direito agrário, financeiro, ambiental; seguridade social, proteção do
patrimônio cultural e sistema de poupança popular.
e) Direito tributário, financeiro, penitenciário, ambiental e econômico; proteção
ao patrimônio cultural e à infância e juventude.

Questão 92: FCC - Proc (PGE MT)/PGE MT/2016


Assunto: União: bens e competências exclusivas, privativas, comuns e
concorrentes (arts. 20 a 24 da CF/1988)
Suponha que lei de determinado Estado da federação institua a obrigatoriedade
de as empresas operadoras de telefonia fixa e móvel constituírem cadastro de
assinantes interessados em receber ofertas de produtos e serviços, a ser
disponibilizado às empresas prestadoras de serviço de venda por via telefônica.

Nessa hipótese, referida lei seria


a) inconstitucional, por versar sobre matéria sujeita à lei complementar.
b) constitucional, por se tratar de matéria de competência comum de União,
Estados, Distrito Federal e Municípios.

Acompanhamento TJDFT – Semana 8, 9 e 10 - Dir. Constitucional 102


c) constitucional, por se tratar de matéria de competência legislativa concorrente
de União, Estados, Distrito Federal e Municípios.
d) inconstitucional, por versar sobre matéria de competência legislativa privativa
da União.
e) constitucional, por se tratar de matéria competência legislativa suplementar
dos Estados.

Questão 93: CESPE - Aud CE (TCE-PA)/TCE-PA/Educacional/2016


Assunto: União: bens e competências exclusivas, privativas, comuns e
concorrentes (arts. 20 a 24 da CF/1988)
Conforme as bases legais da educação nacional estabelecidas pela Constituição
Federal de 1988, julgue o item subsequente.

A União, os estados, os municípios e o Distrito Federal têm competência


compartilhada na promoção dos meios de acesso à cultura e à educação.
Certo
Errado

Questão 94: CESPE - Aud CE (TCE-PA)/TCE-PA/Administrativa/Direito/2016


Assunto: União: bens e competências exclusivas, privativas, comuns e
concorrentes (arts. 20 a 24 da CF/1988)
Acerca da organização do Estado, julgue o item subsecutivo.

Compete privativamente à União legislar sobre direito civil, comercial e financeiro.


Certo
Errado

Questão 95: FCC - AFRM (Teresina)/Pref Teresina/2016


Assunto: União: bens e competências exclusivas, privativas, comuns e
concorrentes (arts. 20 a 24 da CF/1988)
À luz das normas constitucionais de repartição de competências legislativas entre
os entes federativos cabe à União
a) legislar, privativamente, sobre ciência, tecnologia, pesquisa,
desenvolvimento e inovação, sem prejuízo da competência estadual para
proporcionar os meios de acesso à ciência, à tecnologia, à pesquisa e à inovação.
b) legislar, privativamente, em matéria de licitação e contratação, em todas as
modalidades, para as Administrações públicas diretas, autárquicas e fundacionais
da União, Estados, Distrito Federal e Municípios e para as empresas públicas e
sociedades de economia mista.
c) e aos Estados legislar, concorrentemente, sobre conflitos de competência em
matéria tributária, cabendo à União a edição de normas gerais e aos Estados o
exercício da competência suplementar.
d) legislar, privativamente, em matéria de responsabilidade por dano ao
consumidor, sem prejuízo da competência estadual para instituir órgãos públicos
de defesa do consumidor.

Acompanhamento TJDFT – Semana 8, 9 e 10 - Dir. Constitucional 103


e) estabelecer normas gerais em matéria de legislação tributária, cabendo aos
Estados o exercício da competência suplementar.

Questão 96: CESPE - TA (ANVISA)/ANVISA/2016


Assunto: União: bens e competências exclusivas, privativas, comuns e
concorrentes (arts. 20 a 24 da CF/1988)
No que se refere à organização político-administrativa do Estado, julgue o
próximo item.

Situação hipotética: O estado de Minas Gerais editou norma geral sobre


matéria de competência concorrente, ante a ausência de norma geral editada
pela União. Todavia, meses depois, a União promulgou lei estabelecendo normas
gerais acerca da matéria. Assertiva: Nessa situação, a lei estadual terá sua
eficácia suspensa naquilo que for contrária à lei federal.
Certo
Errado

Questão 97: CESPE - Proc (PGE AM)/PGE AM/2016


Assunto: União: bens e competências exclusivas, privativas, comuns e
concorrentes (arts. 20 a 24 da CF/1988)
Acerca do regime constitucional de distribuição de competências normativas,
julgue o item subsequente.

A competência dos estados para suplementar a legislação federal sobre normas


gerais é indelegável. As competências oriundas do seu poder remanescente, por
sua vez, são delegáveis, conforme disposição na Constituição estadual.
Certo
Errado

Questão 98: CESPE - Proc (PGE AM)/PGE AM/2016


Assunto: União: bens e competências exclusivas, privativas, comuns e
concorrentes (arts. 20 a 24 da CF/1988)
Acerca do regime constitucional de distribuição de competências normativas,
julgue o item subsequente.

A incidência de lei emanada da União é determinada na própria lei,


independentemente das regras constitucionais federais sobre repartição de
competências: é a previsão na própria lei, quando de sua edição, que determinará
se ela se aplicará aos demais entes federativos (lei nacional, portanto) ou apenas
à União (lei federal, por conseguinte).
Certo
Errado

Questão 99: CESPE - Ag Pol (PC GO)/PC GO/2016


Assunto: União: bens e competências exclusivas, privativas, comuns e
concorrentes (arts. 20 a 24 da CF/1988)
Compete privativamente à União

Acompanhamento TJDFT – Semana 8, 9 e 10 - Dir. Constitucional 104


a) estabelecer política de educação para segurança no trânsito.
b) legislar sobre requisições civis e militares, em caso de iminente perigo e em
tempo de guerra.
c) cuidar da proteção e garantia das pessoas portadoras de deficiência.
d) legislar sobre organização, garantias, direitos e deveres da polícia civil.
e) legislar sobre educação, ensino, pesquisa e inovação.

Questão 100: FCC - Ana (PGE MT)/PGE MT/Bacharel em Direito/2016


Assunto: União: bens e competências exclusivas, privativas, comuns e
concorrentes (arts. 20 a 24 da CF/1988)
Considere as matérias:

I. Legislação sobre trânsito.


II. Preservação das florestas.
III. Fomento da produção agropecuária.
IV. Legislação sobre juntas comerciais.
V. Legislação sobre direito urbanístico.

Segundo a Constituição Federal, a competência da União, Estados e Municípios


relativa a essas matérias é
a) privativa nos itens II e III e concorrente nos itens I e IV.
b) comum nos itens IV e V e concorrente nos itens I e III.
c) concorrente nos itens I e III e privativa nos itens II e V.
d) concorrente nos itens I e V e comum nos itens II e III
e) comum nos itens II e III e concorrente nos itens IV e V.

Questão 101: FCC - Tec (PGE MT)/PGE MT/Técnico Administrativo/2016


Assunto: União: bens e competências exclusivas, privativas, comuns e
concorrentes (arts. 20 a 24 da CF/1988)
Os Estados não podem legislar sobre algumas matérias, consideradas privativas
da União. As matérias sobre as quais SOMENTE a União pode legislar são
a) proteção ao patrimônio histórico, cultural, artístico, turístico e paisagístico.
b) direito tributário, financeiro, penitenciário, econômico e urbanístico.
c) orçamento e direito financeiro.
d) direito civil, comercial, penal, processual, eleitoral, agrário, marítimo,
aeronáutico, espacial e do trabalho.
e) florestas, caça, pesca, fauna, conservação da natureza, defesa do solo e dos
recursos naturais, proteção do meio ambiente e controle da poluição.

Questão 102: FCC - AJ TRT20/TRT 20/Administrativa/"Sem


Especialidade"/2016
Assunto: União: bens e competências exclusivas, privativas, comuns e
concorrentes (arts. 20 a 24 da CF/1988)
Legislar sobre Direito do Trabalho; assistência jurídica e defensoria pública; e
procedimentos em matéria processual, compete,
a) privativamente à União.

Acompanhamento TJDFT – Semana 8, 9 e 10 - Dir. Constitucional 105


b) privativamente à União; concorrentemente à União, aos Estados e ao Distrito
Federal e concorrentemente à União, aos Estados e ao Distrito Federal,
respectivamente.
c) concorrentemente à União, aos Estados e ao Distrito Federal.
d) privativamente à União; privativamente à União e concorrentemente à União,
aos Estados e ao Distrito Federal, respectivamente.
e) concorrentemente à União, aos Estados e ao Distrito Federal,
concorrentemente à União, aos Estados e ao Distrito Federal e privativamente à
União; respectivamente.

Questão 103: FCC - TJ TRT20/TRT 20/Administrativa/2016


Assunto: União: bens e competências exclusivas, privativas, comuns e
concorrentes (arts. 20 a 24 da CF/1988)
Monica e Camila estão estudando para realizar a prova do concurso público para
provimento do cargo de técnico judiciário área administrativa do Tribunal
Regional do Trabalho da 20ª Região. Ao estudarem a Constituição Federal,
verificam que a competência para legislar sobre águas, energia, informática,
telecomunicações e radiodifusão é
a) comum da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios.
b) privativa da União.
c) comum da União, dos Estados e do Distrito Federal, apenas.
d) concorrente entre a União, os Estados e o Distrito Federal, apenas.
e) concorrente entre a União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios.

Questão 104: CESPE - AJ TRT8/TRT 8/Administrativa/"Sem


Especialidade"/2016
Assunto: Estados Federados - organização, competências, bens (arts. 25 a 28
da CF/1988)
No que se refere à organização político-administrativa do Estado, assinale a
opção correta.
a) A competência da União e dos municípios é expressa, sendo a competência
dos estados remanescente ou residual.
b) É possível, mediante emenda à Lei Orgânica do Distrito Federal, a criação de
municípios nessa unidade da Federação, atendidos os princípios estabelecidos na
CF.
c) Cada uma das unidades integrantes da Federação brasileira é ente autônomo
e soberano, capaz de auto-organização, autolegislação, autogoverno e
autoadministração.
d) Sendo o Brasil um Estado laico, é vedado aos entes federativos estabelecer
cultos religiosos e igrejas ou manter com eles ou seus representantes relações
de dependência ou aliança, o que inclui a colaboração de interesse público.
e) Dado o poder de autonomia, os estados podem estabelecer, em suas
Constituições, a participação da assembleia legislativa na nomeação, exoneração
ou destituição, pelo governador, de secretário estadual.

Questão 105: FCC - Proc (Campinas)/Pref Campinas/2016

Acompanhamento TJDFT – Semana 8, 9 e 10 - Dir. Constitucional 106


Assunto: Estados Federados - organização, competências, bens (arts. 25 a 28
da CF/1988)
Lei complementar estadual que crie região metropolitana, constituída por um
agrupamento de Municípios limítrofes, estabelecendo a obrigatoriedade de se
integrarem o planejamento e a execução do serviço de saneamento básico,
conforme diretrizes traçadas por órgão colegiado composto por Estado e
Municípios, será
a) compatível com a Constituição da República, desde que se atribua aos
Municípios, que são os titulares do serviço de saneamento básico, o poder de
decisão no órgão colegiado.
b) compatível com a Constituição da República, desde que não haja
concentração do poder decisório nas mãos de qualquer dos entes que integram
o órgão colegiado.
c) incompatível com a Constituição da República, no que se refere à
competência para instituição de regiões metropolitanas.
d) incompatível com a Constituição da República, no que se refere à
obrigatoriedade de integração de planejamento e execução do serviço de
saneamento básico.
e) incompatível com a Constituição da República, no que se refere à participação
do Estado no órgão colegiado.

Questão 106: CESPE - Aud CE (TCE-PA)/TCE-PA/Administrativa/Direito/2016


Assunto: Estados Federados - organização, competências, bens (arts. 25 a 28
da CF/1988)
Acerca da organização do Estado, julgue o item subsecutivo.

Os estados-membros, mediante lei ordinária específica, podem instituir regiões


metropolitanas, constituídas por agrupamentos de municípios, para integrar a
organização, o planejamento e a execução de funções públicas de interesse
comum.
Certo
Errado

Questão 107: CESPE - Aux Tec CE (TCE-PA)/TCE-PA/Administrativa/2016


Assunto: Estados Federados - organização, competências, bens (arts. 25 a 28
da CF/1988)
A respeito da União, dos estados, do Distrito Federal e dos municípios, julgue o
item subsecutivo.

O estado do Pará pode explorar diretamente, ou mediante concessão, os serviços


locais de gás canalizado, não podendo a regulamentação da exploração ocorrer
por meio de medida provisória.
Certo
Errado

Questão 108: FCC - Proc (PGE MA)/PGE MA/2016

Acompanhamento TJDFT – Semana 8, 9 e 10 - Dir. Constitucional 107


Assunto: Estados Federados - organização, competências, bens (arts. 25 a 28
da CF/1988)
Lei ordinária estadual criou Região Metropolitana formada por municípios
contíguos e não contíguos, voltada para a prestação de serviços públicos de
interesse comum aos municípios que a integram. A mesma lei criou órgão
colegiado estadual, do qual fazem parte apenas autoridades estaduais, voltado
para disciplinar a concessão de serviços municipais de interesse comum à região
metropolitana. De acordo com a Constituição Federal e a com a jurisprudência
do STF, essa Região Metropolitana
a) poderia ter sido criada por lei ordinária, desde que assim previsto na
Constituição do Estado, podendo a Região ser formada por municípios contíguos
ou não, vez que voltada para a prestação de serviços públicos de interesse
comum aos municípios, sendo constitucional a criação do órgão colegiado
estadual com a competência que lhe foi atribuída, desde que o projeto de lei
tenha sido de iniciativa do Chefe do Poder Executivo.
b) poderia ter sido criada por lei ordinária, mas a Região deveria ser formada
apenas por municípios contíguos, sendo inconstitucional a atribuição ao órgão
colegiado estadual da competência para disciplinar a concessão de serviços
municipais.
c) apenas poderia ter sido criada por lei complementar, podendo a Região ser
formada por municípios contíguos ou não, vez que voltada para a prestação de
serviços públicos de interesse comum aos municípios, sendo constitucional a
criação do órgão colegiado estadual com a competência que lhe foi atribuída,
desde que o projeto de lei tenha sido de iniciativa do Chefe do Poder Executivo.
d) apenas poderia ter sido criada por lei complementar, podendo a Região ser
formada por municípios contíguos ou não, vez que voltada para a prestação de
serviços públicos de interesse comum aos municípios, sendo inconstitucional a
atribuição ao órgão colegiado estadual da competência para disciplinar a
concessão de serviços municipais.
e) apenas poderia ter sido criada por lei complementar e deveria ser formada
apenas por municípios contíguos, sendo, ainda, inconstitucional a atribuição ao
órgão colegiado estadual da competência para disciplinar a concessão de serviços
municipais.

Questão 109: FCC - Proc (PGE MA)/PGE MA/2016


Assunto: Estados Federados - organização, competências, bens (arts. 25 a 28
da CF/1988)
Deputado Estadual de certo Estado é suspeito da prática de homicídio doloso,
cometido após a diplomação. A Constituição desse Estado prevê ser o Órgão
Especial do Tribunal de Justiça competente para julgar, originariamente, os
Deputados Estaduais pela prática de crimes comuns. Na hipótese de o Deputado
vir a ser denunciado pelo cometimento do crime, será competente para julgá-lo
o
a) Tribunal do Júri, cuja competência, nesse caso, prevalece sobre o foro por
prerrogativa de função estabelecido pela Constituição Estadual, não podendo a
Assembleia Legislativa sustar o andamento do processo, já que aos Deputados

Acompanhamento TJDFT – Semana 8, 9 e 10 - Dir. Constitucional 108


Estaduais não se aplicam as imunidades processuais previstas na Constituição
Federal em favor dos Deputados Federais.
b) Tribunal do Júri, cuja competência, nesse caso, prevalece sobre o foro por
prerrogativa de função estabelecido pela Constituição Estadual, não podendo a
Assembleia Legislativa sustar o andamento do processo, já que aos Deputados
Estaduais não se aplicam as imunidades materiais previstas pela Constituição
Federal em favor dos Deputados Federais.
c) Tribunal do Júri, cuja competência, nesse caso, prevalece sobre o foro por
prerrogativa de função estabelecido pela Constituição Estadual, podendo a
Assembleia Legislativa sustar o andamento do processo, tal como previsto pela
Constituição Federal em favor dos Deputados Federais.
d) Órgão Especial do Tribunal de Justiça, cuja competência, nesse caso,
prevalece sobre a competência genérica do Tribunal do Júri, não podendo a
Assembleia Legislativa sustar o andamento do processo, já que aos Deputados
Estaduais não se aplicam as imunidades processuais previstas pela Constituição
Federal em favor dos Deputados Federais.
e) Órgão Especial do Tribunal de Justiça, cuja competência, nesse caso,
prevalece sobre a competência genérica do Tribunal do Júri, podendo a
Assembleia Legislativa sustar o andamento do processo, tal como previsto pela
Constituição Federal em favor dos Deputados Federais.

Questão 110: FCC - TNS (ARSETE)/Pref Teresina/Contador/2016


Assunto: Estados Federados - organização, competências, bens (arts. 25 a 28
da CF/1988)
A criação, por lei federal, de região metropolitana constituída por um
agrupamento de Municípios limítrofes localizados no território de determinado
Estado, para integrar a organização, o planejamento e a execução de serviços de
saneamento básico seria
a) incompatível com a Constituição da República, por invadir competência do
Estado para instituição de regiões metropolitanas por lei complementar.
b) compatível com a Constituição da República, desde que dentro do período
determinado por lei complementar federal e mediante consulta prévia, por meio
de plebiscito, às populações dos Municípios envolvidos.
c) incompatível com a Constituição da República, por invadir competência
material do Estado para prestação de serviços de saneamento básico.
d) incompatível com a Constituição da República, por invadir competência dos
Municípios para legislar sobre assunto de interesse local.
e) compatível com a Constituição da República, por ser competência da União
instituir diretrizes para o desenvolvimento urbano, inclusive saneamento básico.

Questão 111: FCC - Ana RH (ALMS)/ALMS/2016


Assunto: Estados Federados - organização, competências, bens (arts. 25 a 28
da CF/1988)
Alfredo deseja se candidatar a Deputado Estadual no Mato Grosso do Sul e, para
avaliar suas chances, deseja saber qual o número de Deputados da Assembleia
Legislativa do referido Estado. Sabendo que a Câmara dos Deputados é composta

Acompanhamento TJDFT – Semana 8, 9 e 10 - Dir. Constitucional 109


por oito Deputados Federais, conclui que o número de Deputados à Assembleia
Legislativa do Mato Grosso do Sul será de
a) oito, pois o número de Deputados à Assembleia Legislativa corresponderá ao
da representação do Estado na Câmara dos Deputados.
b) dezesseis, pois o número de Deputados à Assembleia Legislativa
corresponderá ao dobro da representação do Estado na Câmara dos Deputados.
c) no mínimo doze, pois o número de Deputados à Assembleia Legislativa
corresponderá a uma vez e meia (150%) da representação do Estado na Câmara
dos Deputados.
d) vinte e quatro, pois o número de Deputados à Assembleia Legislativa
corresponderá ao triplo da representação do Estado na Câmara dos Deputados.
e) trinta e seis, sendo que o cálculo a ser feito não tem relação com o número
dos Deputados Federais que representam o Estado de Mato Grosso do Sul na
Câmara Federal.

Questão 112: CESPE - Proc (PGE AM)/PGE AM/2016


Assunto: Estados Federados - organização, competências, bens (arts. 25 a 28
da CF/1988)
Julgue o item que se segue, acerca do poder de auto-organização atribuído aos
estados-membros no âmbito da Federação brasileira.

São de observância obrigatória para os estados, devendo ser reproduzidas nas


Constituições estaduais, as normas constitucionais federais relativas às
imunidades parlamentares, ao processo legislativo e ao regime dos crimes de
responsabilidade e às garantias processuais penais do chefe do Poder Executivo
federal.
Certo
Errado

Questão 113: FCC - Tec (PGE MT)/PGE MT/Técnico Administrativo/2016


Assunto: Estados Federados - organização, competências, bens (arts. 25 a 28
da CF/1988)
Recentemente, um jornal noticiou a criação de um Grupo de Trabalho para salvar
o Pantanal, bioma que é constituído pela microrregião do Alto do Pantanal, do
Estado de Mato Grosso e pela microrregião do Baixo Pantanal, do Estado do Mato
Grosso do Sul. As microrregiões são constituídas por agrupamentos de Municípios
limítrofes, para integrar a organização, o planejamento e a execução de funções
públicas de interesse comum e, de acordo com a Constituição Federal, podem
ser instituídas
a) pelos Municípios.
b) pelos Estados.
c) pela União.
d) pela União e pelos Estados.
e) pelos Estados e pelos Municípios.

Questão 114: FCC - Proc (São Luís)/Pref SL/2016

Acompanhamento TJDFT – Semana 8, 9 e 10 - Dir. Constitucional 110


Assunto: Municípios - organização e competências (arts. 29 a 31 da CF/1988)
Instituição financeira ajuíza ação em face de Município em que possui agências
bancárias, com vistas a desincumbir-se do cumprimento de obrigações fixadas
em lei municipal, tendo por base a inconstitucionalidade da lei em questão, que
fixa a obrigatoriedade de instituições financeiras instalarem em suas agências
equipamentos destinados a proporcionar a segurança dos usuários, bem como
determinando o tempo máximo de espera na fila para atendimento. Sobrevindo
decisão judicial contrária a seu interesse, o Município propõe incidentalmente, no
curso do processo, ao Supremo Tribunal Federal, edição de súmula vinculante
sobre a matéria, no sentido de reconhecer a competência dos Municípios para
editar leis com esse teor, requerendo que seja determinada a suspensão do feito
até decisão do Tribunal sobre a edição da súmula vinculante.

Nessa hipótese, o Município


a) não está legitimado a propor a edição de súmula vinculante, embora lhe
assista razão quanto à constitucionalidade das exigências estipuladas pela lei
municipal.
b) está legitimado a propor a edição de súmula vinculante, embora a proposição
não autorize a suspensão do processo, assistindo-lhe razão, no mérito, quanto à
constitucionalidade das exigências estipuladas pela lei municipal.
c) deveria ter ajuizado reclamação, perante o Supremo Tribunal Federal, por
contrariedade a súmula vinculante existente sobre a matéria, e não suscitado a
edição de súmula vinculante, embora a tanto esteja legitimado.
d) não possui competência para legislar sobre as matérias disciplinadas na lei
em questão, vale dizer, sobre segurança pública e atividade das instituições
financeiras, que se inserem na competência legislativa de Estados e União,
respectivamente, não havendo suporte para a proposição de edição de súmula
vinculante pelo Supremo Tribunal Federal.
e) somente poderia propor a edição de súmula vinculante relativamente à
exigência de equipamentos destinados a proporcionar a segurança dos usuários,
em virtude de sua competência para legislar sobre interesse local e,
concorrentemente, sobre proteção ao consumidor, mas não em relação ao tempo
de espera para atendimento nas agências.

Questão 115: FCC - Proc (São Luís)/Pref SL/2016


Assunto: Municípios - organização e competências (arts. 29 a 31 da CF/1988)
Determinada lei municipal, promulgada no início deste ano, estabelece que
compete à Guarda Municipal, concomitantemente às suas demais atribuições,
atuar na fiscalização, no controle e na orientação do trânsito, podendo para esse
fim, inclusive, autuar condutores e aplicar multas previstas na legislação federal
pertinente. À luz da disciplina constitucional e da jurisprudência do Supremo
Tribunal Federal sobre a matéria, referida lei municipal é
a) incompatível com a Constituição da República, por atribuir à Guarda
Municipal funções de segurança pública, privativas das polícias militares
estaduais.

Acompanhamento TJDFT – Semana 8, 9 e 10 - Dir. Constitucional 111


b) incompatível com a Constituição da República, por atribuir à Guarda
Municipal funções estranhas à proteção de bens, serviços e instalações
municipais.
c) incompatível com a Constituição da República, por implicar invasão da
competência privativa da União para legislar sobre trânsito e transporte.
d) compatível com a Constituição da República, podendo a Guarda Municipal,
inclusive, autuar condutores e aplicar multas previstas na legislação federal, por
se tratar de legítimo exercício de poder de polícia, não exclusivo das entidades
policiais.
e) compatível com a Constituição da República apenas no que se refere à
orientação do trânsito, atividade inerente às funções constitucionalmente
atribuídas ao Município, em matéria de segurança viária.

Questão 116: CESPE - Esp (FUNPRESP)/FUNPRESP/Jurídica/2016


Assunto: Municípios - organização e competências (arts. 29 a 31 da CF/1988)
A FUNPRESP–EXE decidiu contratar uma empresa especializada para a
construção de um prédio de três andares no município X. No imóvel, funcionará
um centro de processamento de dados, necessário para a operação da rede de
dados da fundação.

Concluída a construção, o município X aplicou uma multa ambiental à fundação,


sob a alegação de que a execução da obra havia sido feita em desacordo com o
art. 3.º da Lei Municipal n.º 1, que prevê regras ambientais específicas do
município relativas à defesa do solo, inclusive normas técnicas de construção
destinadas a evitar a contaminação do solo por metais pesados. A multa aplicada
à FUNPRESP–EXE foi de R$ 1.000.000, valor condizente com os limites da referida
legislação.

Ao tentar impugnar, na via administrativa, a multa ambiental, a FUNPRESP–EXE


foi avisada de que, para recorrer administrativamente, deveria recolher
previamente 50% do valor da multa aplicada mediante Guia de Arrecadação,
expedida pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente, conforme previsão do art.
5.º da referida lei municipal, sob pena de o recurso administrativo nem sequer
ser conhecido.

A respeito dessa situação hipotética, julgue o item a seguir, considerando os


aspectos constitucionais relacionados ao tema.

O art. 3.º da lei em apreço é inconstitucional por incompetência legislativa para


a matéria nele tratada.
Certo
Errado

Questão 117: CESPE - AC TCE PR/TCE-PR/Administração/2016


Assunto: Municípios - organização e competências (arts. 29 a 31 da CF/1988)

Acompanhamento TJDFT – Semana 8, 9 e 10 - Dir. Constitucional 112


Em relação à organização político-administrativa do Estado brasileiro, assinale a
opção correta.
a) Lei estadual que dispuser sobre sistema de consórcios e sorteios não usurpará
a competência da União, pois se inserirá no âmbito da competência legislativa
suplementar.
b) No exercício de sua competência para legislar sobre assuntos de interesse
local, pode o município editar lei municipal que discipline horário comercial e
bancário para o atendimento ao público.
c) Em matéria de competência legislativa concorrente, a superveniência de lei
federal sobre normas gerais revoga lei estadual anterior no que elas forem
contrárias.
d) Em matéria de proteção ao meio ambiente, a competência legislativa
concorrente entre a União e os estados não afasta a competência do município
para legislar sobre o assunto de forma suplementar.
e) Lei complementar federal pode autorizar estados e municípios a legislar sobre
questões específicas de matérias de competência privativa da União.

Questão 118: FCC - TNS (ARSETE)/Pref Teresina/Advogado/2016


Assunto: Municípios - organização e competências (arts. 29 a 31 da CF/1988)
Lei estadual que fixe o horário de funcionamento de estabelecimentos comerciais
situados no âmbito de seu território será
a) constitucional, por dispor sobre produção e consumo, matéria de
competência concorrente de União e Estados, cabendo a estes legislar para
atenderem a suas peculiaridades.
b) inconstitucional, por invadir competência privativa da União para legislar
sobre direito comercial, podendo ser objeto de ação direta de
inconstitucionalidade perante o Supremo Tribunal Federal.
c) inconstitucional, por invadir competência dos Municípios para legislarem
sobre interesse local, podendo ser objeto de ação direta de inconstitucionalidade
perante o Supremo Tribunal Federal.
d) inconstitucional, por invadir competência privativa da União para legislar
sobre direito comercial, podendo ser objeto de arguição de descumprimento de
preceito fundamental perante o Supremo Tribunal Federal.
e) inconstitucional, por invadir competência dos Municípios para legislarem
sobre interesse local, podendo ser objeto de arguição de descumprimento de
preceito fundamental perante o Supremo Tribunal Federal.

Questão 119: FCC - ATA (SEMF Teresina)/Pref Teresina/Técnico do Tesouro


Municipal/2016
Assunto: Municípios - organização e competências (arts. 29 a 31 da CF/1988)
Sobre a composição das Câmaras Municipais a Constituição Federal estabelece
a) apenas o número máximo de vereadores em função do número de eleitores
registrados no Município.
b) apenas o número mínimo de vereadores em função da população do
Município.
c) o número exato de vereadores em função da população do Município.

Acompanhamento TJDFT – Semana 8, 9 e 10 - Dir. Constitucional 113


d) limites entre o número máximo e mínimo de vereadores em função da
população do Município.
e) apenas o número máximo de vereadores em função da população do
Município.

Questão 120: FCC - TNS (PGM Teresina)/Pref Teresina/Analista


Administrativo/2016
Assunto: Municípios - organização e competências (arts. 29 a 31 da CF/1988)
Dentre as competências atribuídas pela Constituição Federal aos Municípios,
inclui-se
a) promover a proteção do patrimônio histórico-cultural local, observada a
legislação e a ação fiscalizadora municipal.
b) instituir e arrecadar os tributos de sua competência, bem como aplicar suas
rendas, sem a obrigatoriedade de prestar contas a outros entes da Federação.
c) criar, organizar e suprimir distritos, por sua própria legislação.
d) organizar e prestar, diretamente, os serviços públicos de interesse local,
incluído o de transporte coletivo, que tem caráter essencial.
e) legislar sobre assuntos de interesse local e suplementar a legislação federal
e a estadual no que couber.

Questão 121: FCC - TNS (PGM Teresina)/Pref Teresina/Analista


Administrativo/2016
Assunto: Municípios - organização e competências (arts. 29 a 31 da CF/1988)
Sobre a fiscalização contábil, financeira e orçamentária no âmbito dos Municípios,
a) nos Municípios que ao tempo da promulgação da Constituição Federal não
dispunham de Tribunal de Contas foi concedido prazo de 30 anos para sua
criação.
b) a fiscalização do Município será exercida pelo Poder Legislativo Estadual,
mediante controle externo, e pelos sistemas de controle interno do Poder
Executivo Municipal, na forma da lei.
c) o Prefeito deve prestar contas apenas ao fim do mandato de 4 anos e as terá
apreciada pela decisão da maioria absoluta dos membros da Câmara Municipal.
d) as contas dos Municípios ficarão à disposição exclusiva do Ministério Público
junto ao Tribunal de Contas para exame e apreciação, o qual poderá questionar-
lhes a legitimidade.
e) o controle externo da Câmara Municipal será exercido com o auxílio dos
Tribunais de Contas dos Estados ou do Município ou dos Conselhos ou Tribunais
de Contas dos Municípios, onde houver.

Questão 122: CESPE - TA (ANVISA)/ANVISA/2016


Assunto: Municípios - organização e competências (arts. 29 a 31 da CF/1988)
No que se refere à organização político-administrativa do Estado, julgue o
próximo item.

Acompanhamento TJDFT – Semana 8, 9 e 10 - Dir. Constitucional 114


Apesar de não possuírem sua própria Constituição, os municípios, em simetria
com os estados, desempenham as funções dos Poderes Executivo, Judiciário e
Legislativo, em razão da autonomia administrativa estabelecida no texto da CF.
Certo
Errado

Questão 123: CESPE - Proc (PGE AM)/PGE AM/2016


Assunto: Municípios - organização e competências (arts. 29 a 31 da CF/1988)
Acerca do regime constitucional de distribuição de competências normativas,
julgue o item subsequente.

Embora, conforme a CF, a lei orgânica municipal esteja subordinada aos termos
da Constituição estadual correspondente, esta última Carta não pode estabelecer
condicionamentos ao poder de auto-organização dos municípios.
Certo
Errado

Questão 124: CESPE - Proc (PGE AM)/PGE AM/2016


Assunto: Municípios - organização e competências (arts. 29 a 31 da CF/1988)
Acerca do regime constitucional de distribuição de competências normativas,
julgue o item subsequente.

No âmbito das competências concorrentes, lei federal sobre normas gerais


suspende a eficácia de lei estadual superveniente, no que esta lhe for contrária.
Certo
Errado

Questão 125: FCC - AFRE (SEFAZ MA)/SEFAZ MA/Administração


Tributária/2016
Assunto: Do Distrito Federal e dos Territórios (arts. 32 e 33 da CF/1988)
São Poderes do Distrito Federal, independentes e harmônicos entre si,
a) o Legislativo, o Executivo e o Judiciário.
b) o Legislativo e o Executivo.
c) o Legislativo, o Executivo, o Judiciário e o Ministério Público.
d) o Legislativo, o Executivo, o Judiciário e a Administração Pública distrital.
e) o Legislativo, o Executivo, o Judiciário e as Polícias Civil e Militar distritais.

Questão 126: FCC - TNS (SEMPLAN)/Pref Teresina/Analista de Orçamento e


Finanças Públicas/2016
Assunto: Do Distrito Federal e dos Territórios (arts. 32 e 33 da CF/1988)
Acerca do Distrito Federal e dos Territórios, considere:

I. O Distrito Federal divide-se em Municípios.


II. Ao Distrito Federal são atribuídas as competências legislativas reservadas aos
Estados e Municípios.
III. É vedado aos Territórios se dividir em Municípios.

Acompanhamento TJDFT – Semana 8, 9 e 10 - Dir. Constitucional 115


IV. As contas do Governo do Território serão submetidas ao Congresso Nacional,
com parecer prévio do Tribunal de Contas da União.

Está correto o que consta APENAS em


a) I e III.
b) II e IV.
c) II e III.
d) I e IV.
e) I, II e III.

Questão 127: CESPE - AFCE (TCE-SC)/TCE-SC/Controle


Externo/Administração/2016
Assunto: Intervenção Federal e Estadual (arts. 34 a 36 da CF/1988)
A partir do disposto na Constituição Federal de 1988 (CF), julgue o item seguinte.

Decretada a intervenção estadual em município localizado em seu território, em


virtude de não pagamento imotivado da dívida fundada, da não prestação de
contas devida ou da não aplicação do mínimo exigido na manutenção e no
desenvolvimento do ensino e nas ações e nos serviços públicos de saúde, ficará
o tribunal de contas respectivo impossibilitado de apreciar essas questões nos
processos de sua competência enquanto perdurar a execução da medida, salvo
se o decreto de intervenção estabelecer o contrário.
Certo
Errado

Questão 128: CESPE - AFCE (TCE-SC)/TCE-SC/Controle Externo/Direito/2016


Assunto: Intervenção Federal e Estadual (arts. 34 a 36 da CF/1988)
Julgue o item seguinte, relativo ao Poder Judiciário, aos tribunais de contas (TCs)
e à fiscalização contábil, financeira e orçamentária.

Ante a falta do repasse por parte do Poder Executivo estadual, na forma de


duodécimos, dos recursos correspondentes às dotações orçamentárias
garantidas ao tribunal de justiça local, este tem a prerrogativa constitucional de
solicitar diretamente ao presidente da República a intervenção federal no estado-
membro respectivo, com vistas a garantir o livre exercício do Poder Judiciário na
correspondente unidade da Federação.
Certo
Errado

Questão 129: FCC - Proc (Campinas)/Pref Campinas/2016


Assunto: Intervenção Federal e Estadual (arts. 34 a 36 da CF/1988)
A Constituição da República dispensa a apreciação, respectivamente, pelo
Congresso Nacional e pela Assembleia Legislativa da decretação de intervenção
nas hipóteses de
a) provimento, pelo Supremo Tribunal Federal, de representação do
Procurador-Geral da República para assegurar a observância da autonomia

Acompanhamento TJDFT – Semana 8, 9 e 10 - Dir. Constitucional 116


municipal; e provimento, pelo Tribunal de Justiça, de representação para
assegurar a observância de princípios indicados na Constituição estadual.
b) requisição do Supremo Tribunal Federal para garantir o livre exercício do
Poder Judiciário; e não aplicação do mínimo exigido da receita municipal na
manutenção e desenvolvimento do ensino.
c) provimento, pelo Supremo Tribunal Federal, de representação do Procurador-
Geral da República para assegurar a observância da forma republicana; e não
aplicação do mínimo exigido da receita municipal na manutenção e
desenvolvimento do ensino.
d) requisição do Supremo Tribunal Federal para garantir o livre exercício do
Poder Judiciário; e provimento, pelo Tribunal de Justiça, de representação para
prover a execução de lei, ordem ou decisão judicial.
e) provimento, pelo Supremo Tribunal Federal, de representação do
Procurador-Geral da República para prover a execução de lei federal; e o não
pagamento, sem motivo de força maior, por dois anos consecutivos, da dívida
fundada.

Questão 130: FCC - Proc (PGE MT)/PGE MT/2016


Assunto: Intervenção Federal e Estadual (arts. 34 a 36 da CF/1988)
Determinado Município do Estado de Mato Grosso vem reiteradamente violando
princípios indicados na Constituição Estadual. Neste caso, a Constituição Federal
admite, excepcionalmente, a intervenção do Estado no Município, que será
decretada pelo Governador do Estado
a) e dependerá necessariamente de provimento de representação pelo Tribunal
de Justiça, dispensada apreciação do decreto de intervenção pela Assembleia
Legislativa.
b) de ofício, ou mediante representação, por meio de decreto, dispensada a
apreciação pela Assembleia Legislativa.
c) de ofício, ou mediante representação, por meio de decreto, que deverá ser
submetido à apreciação da Assembleia Legislativa no prazo máximo de trinta
dias.
d) de ofício ou mediante representação, por meio de decreto, que deverá ser
submetido à apreciação da Assembleia Legislativa no prazo de 24 horas.
e) e dependerá necessariamente de provimento de representação pelo Tribunal
de Justiça, devendo o decreto de intervenção ser submetido à apreciação da
Assembleia Legislativa no prazo de 24 horas.

Questão 131: CESPE - Aud CE (TCE-PA)/TCE-PA/Fiscalização/Direito/2016


Assunto: Intervenção Federal e Estadual (arts. 34 a 36 da CF/1988)
A respeito do controle de constitucionalidade, julgue o item seguinte.

Para que o STF julgue uma ação direta de inconstitucionalidade interventiva no


caso de um estado-membro violar o princípio da autonomia municipal, tal ação
deverá ser precedida de representação, oferecida pelo presidente da República.
Esse tipo de intervenção denomina-se intervenção espontânea.
Certo

Acompanhamento TJDFT – Semana 8, 9 e 10 - Dir. Constitucional 117


Errado

Questão 132: FCC - Proc (PGE MA)/PGE MA/2016


Assunto: Intervenção Federal e Estadual (arts. 34 a 36 da CF/1988)
Segundo a Constituição Federal, o Estado que não investir no mínimo 25% da
receita resultante de impostos estaduais, compreendida a proveniente de
transferências, na manutenção e desenvolvimento do ensino ficará sujeito à
intervenção federal, decretada pelo Presidente da República,
a) após o julgamento, pelo STF, de representação interventiva proposta pelo
Procurador-Geral da República, dispensada a submissão do decreto interventivo
à apreciação do Congresso Nacional; retenção, pela União, de transferências de
recursos previstas na Constituição Federal; vedação de aumento das despesas
com pessoal.
b) após o julgamento, pelo STF, de representação interventiva proposta pelo
Procurador-Geral da República, devendo o decreto limitar-se a suspender a
execução do ato impugnado perante o STF, se essa medida bastar ao
restabelecimento da normalidade, caso em que será dispensada sua submissão
à apreciação do Congresso Nacional; retenção, pela União, de transferências de
recursos previstas na Constituição Federal.
c) após o julgamento, pelo STF, de representação interventiva proposta pelo
Procurador-Geral da República, devendo o decreto limitar-se a suspender a
execução do ato impugnado perante o STF, se essa medida bastar ao
restabelecimento da normalidade, caso em que será dispensada sua submissão
à apreciação do Congresso Nacional.
d) independentemente de prévio julgamento da matéria pelo STF, devendo o
decreto interventivo ser submetido à apreciação do Congresso Nacional no prazo
de 24 horas; retenção, pela União, de transferências de recursos previstas na
Constituição Federal; vedação de aumento das despesas com pessoal.
e) independentemente de prévio julgamento da matéria pelo STF, devendo o
decreto interventivo ser submetido à apreciação do Congresso Nacional no prazo
de 24 horas; retenção, pela União, de transferências de recursos previstas na
Constituição Federal.

Questão 133: FCC - TRE (SEFAZ MA)/SEFAZ MA/Arrecadação e Fiscalização


de Mercadorias em Trânsito/2016
Assunto: Intervenção Federal e Estadual (arts. 34 a 36 da CF/1988)
A intervenção da União nos Municípios localizados em territórios federais NÃO
poderá ocorrer em caso de
a) não ser paga, sem motivo de força maior, por dois anos consecutivos, a
dívida fundada.
b) não serem prestadas as contas devidas, na forma da lei.
c) não ter sido aplicado o mínimo exigido da receita municipal na manutenção
e desenvolvimento do ensino e nas ações e serviços públicos de saúde.
d) o Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios dar provimento a
representação para prover a execução de lei, de ordem ou de decisão judicial.
e) necessidade de pôr termo a grave comprometimento da ordem pública.

Acompanhamento TJDFT – Semana 8, 9 e 10 - Dir. Constitucional 118


Questão 134: FCC - Ass Jur (ALMS)/ALMS/2016
Assunto: Intervenção Federal e Estadual (arts. 34 a 36 da CF/1988)
Determinado Estado brasileiro deixou de observar o princípio constitucional da
prestação de contas da Administração pública, direta e indireta. A intervenção da
União no Estado referido
a) poderá ocorrer, dependendo, sua decretação, de solicitação do Poder
Legislativo.
b) não poderá ocorrer, pois a Constituição Federal veda a intervenção da União
nos Estados por inobservância deste princípio constitucional mencionado.
c) poderá ocorrer, dependendo, sua decretação, de provimento, pelo Supremo
Tribunal Federal, de representação do Procurador- Geral da República.
d) poderá ocorrer, dependendo, sua decretação, de solicitação do Poder
Executivo.
e) poderá ocorrer, dependendo, sua decretação, de requisição do Supremo
Tribunal Federal.

Questão 135: CESPE - Proc (PGE AM)/PGE AM/2016


Assunto: Intervenção Federal e Estadual (arts. 34 a 36 da CF/1988)
Com relação aos mecanismos de defesa da CF e das Constituições estaduais,
julgue o item a seguir.

No caso de representação com vistas à intervenção estadual em município para


assegurar a observância de princípios indicados na Constituição estadual, o
provimento do pedido pelo tribunal de justiça não pode consistir na suspensão
da execução do ato normativo impugnado, mesmo que essa medida baste ao
restabelecimento da normalidade.
Certo
Errado

Acompanhamento TJDFT – Semana 8, 9 e 10 - Dir. Constitucional 119


Gabarito
1) Certo 35) C 69) E 103) B
2) A 36) Errado 70) Errado 104) A
3) E 37) C 71) E 105) B
4) A 38) D 72) D 106) Errado
5) E 39) A 73) A 107) Certo
6) B 40) A 74) Certo 108) E
7) D 41) B 75) B 109) E
8) Certo 42) C 76) D 110) A
9) Errado 43) C 77) D 111) D
10) B 44) C 78) A 112) Errado
11) D 45) Certo 79) Errado 113) B
12) D 46) C 80) Certo 114) B
13) D 47) B 81) C 115) D
14) E 48) E 82) Errado 116) Errado
15) Certo 49) E 83) Certo 117) D
16) E 50) Errado 84) Certo 118) C
17) E 51) C 85) B 119) E
18) A 52) C 86) B 120) E
19) C 53) Certo 87) E 121) E
20) C 54) Errado 88) C 122) Errado
21) D 55) B 89) B 123) Certo
22) E 56) A 90) A 124) Errado
23) D 57) A 91) E 125) B
24) Certo 58) D 92) D 126) B
25) D 59) Errado 93) Certo 127) Errado
26) E 60) C 94) Errado 128) Errado
27) C 61) Certo 95) E 129) A
28) E 62) B 96) Certo 130) A
29) Errado 63) A 97) Errado 131) Errado
30) Errado 64) A 98) Errado 132) C
31) Certo 65) D 99) B 133) E
32) Certo 66) Certo 100) E 134) C
33) Errado 67) Errado 101) D 135) Errado
34) C 68) B 102) B

Acompanhamento TJDFT – Semana 8, 9 e 10 - Dir. Constitucional 120

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