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ESCOLA TÉCNICA ESTADUAL DE MAUÁ

TÉCNICO EM DESENVOLVIMENTO DE SISTEMAS

RAONY DIAS RODRIGUES

TEORIA DAS CORES E TIPOGRAFIA

MAUÁ
2019
RAONY DIAS RODRIGUES

TEORIA DAS CORES E TIPOGRAFIA

Projeto de Pesquisa apresentado ao Curso Técnico


de Desenvolvimento de Sistemas, da Escola Técnica
Estadual de Mauá, a ser avaliado pelo Professor
Douglas.

MAUÁ
2019
RESUMO

A teoria das cores é tanto ciência quanto a arte das cores. Ela explica como os
humanos percebem as cores; como as cores se misturam, equiparam-se ou entram
em conflito; as mensagens subliminares (e frequentemente culturais) que as cores
comunicam; e os métodos usados para replicar as cores.
Tipografia é a arte e a técnica de organizar letras para tornar o idioma escrito
legível, agradável e atraente quando apresentado. A organização das letras envolve
selecionar famílias tipográficas, tamanhos em pontos, comprimentos e espaçamento
de linha e espaçamento de letras, e ajustar o espaço entre pares de letras. O termo
tipografia também é aplicado ao estilo, organização e aparência de letras, números e
símbolos criados por esse processo.
Palavras-chave: cor, cores, teoria, tipografia, letras, fonte.
SUMÁRIO

1 INTRODUÇÃO ............................................................................................ 6

2 A RODA DE CORES .................................................................................. 7

3 MODELOS DE CORES .............................................................................. 7

3.1 Aditivo vs. Subtrativo ............................................................................ 8

4 PROPRIEDADES DAS CORES ................................................................. 8

4.1 Matiz ........................................................................................................ 9

4.2 Saturação ............................................................................................... 9

4.3 Brilho ...................................................................................................... 9

5 TEMPERATURA DAS CORES .................................................................. 9

5.1 Cores Quentes ....................................................................................... 9

5.2 Cores Frias ............................................................................................. 9

6 HARMONIA DAS CORES ........................................................................ 10

6.1 Monocromático .................................................................................... 10

6.2 Análogo ................................................................................................ 10

6.3 Complementar...................................................................................... 10

6.4 Análogo–Complementar ..................................................................... 10

6.5 Triádico ................................................................................................. 11

6.6 Tetrádico .............................................................................................. 11

7 HISTÓRIA DA TIPOGRAFIA.................................................................... 11

7.1 Era Antiga — Comunicando-se com Imagens .................................. 11

7.2 A Idade Média....................................................................................... 12

7.3 Gutenberg e a Tipografia Moderna .................................................... 12

7.4 O Presente ............................................................................................ 13

8 A IMPORTÂNCIA DA TIPOGRAFIA ........................................................ 13

9 PROPRIEDADES DA TIPOGRAFIA ........................................................ 13


9.1 Linha de Base ...................................................................................... 14

9.2 Altura da Letra ..................................................................................... 14

9.3 Altura do x ............................................................................................ 14

9.4 Ascendentes e descendentes............................................................. 14

9.5 Peso ...................................................................................................... 15

10 CLASSIFICAÇÃO TIPOGRÁFICA........................................................ 15

10.1 Serifa ................................................................................................. 15

10.1.1 Serifas do Estilo Antigo ................................................................ 15

10.1.2 Serifas transicionais ..................................................................... 15

10.1.3 Serifas Didone ou neoclássicas .................................................. 16

10.1.4 Serifas emplacadas ....................................................................... 16

10.2 Sem Serifa ......................................................................................... 16

10.2.1 Grotesca......................................................................................... 16

10.2.2 Humanista ...................................................................................... 16

10.2.3 Geométrica .................................................................................... 16

10.3 Mono-espaçada ................................................................................ 17

10.4 Cursiva .............................................................................................. 17

10.4.1 Letra preta...................................................................................... 17

10.4.2 Caligrafia ........................................................................................ 17

10.4.3 Manuscrita ..................................................................................... 17

10.5 Apresentação .................................................................................... 17

11 LEGIBILIDADE ..................................................................................... 18

11.1 Espaçamento entre Letras............................................................... 18

11.2 Comprimento da Linha .................................................................... 18

11.3 Altura da Linha ................................................................................. 18

11.4 Alinhamento do Texto ...................................................................... 19

11.4.1 Alinhamento à Esquerda .............................................................. 19


11.4.2 Alinhamento Centralizado ............................................................ 19

11.4.3 Alinhamento à Direita ................................................................... 19

11.4.4 Alinhamento Justificado............................................................... 19

12 CONCLUSÃO........................................................................................ 20

13 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ..................................................... 21


6

1 INTRODUÇÃO

Cor é percepção. Nossos olhos enxergam algo (o céu, por exemplo), e as


informações enviadas por nossos olhos para nosso cérebro nos diz tratar-se de uma
determinada cor (azul). Objetos refletem luz em diferentes combinações de
comprimentos de onda. Nossos cérebros captam essas combinações e traduzem-nas
no fenômeno que nós chamamos de cor.
A maioria das pessoas acha que a escolha das cores para uma interface
gráfica, embalagem ou marca de uma empresa depende do gosto do designer e de
seu senso de beleza. Contudo, o processo da seleção de cores é mais complicado do
que parece e desempenha um papel significativo no design. Uma pesquisa realizada
por uma psicóloga das cores e especialista em identidade de marca mostra que as
cores possuem um grande impacto em nosso humor e comportamento. É por isso que
o sucesso de um produto depende amplamente das cores escolhidas para o design.
A pesquisa mostrou que leva apenas 90 segundos para as pessoas fazer um
julgamento subconsciente sobre um produto e entre 62% e 90% dessa avaliação é
baseado apenas na coloração (MORTON, 2010). Portanto, as cores escolhidas de
maneira apropriada podem fazer toda a diferença no sucesso de um produto.
Intimamente relacionada com a seleção de cores está a tipografia. Embora algo
muitas vezes negligenciado, a tipografia possui um papel essencial no processo de
apresentação de um produto. Cada logomarca é especificamente desenvolvida com
uma fonte que se adequa à marca. A tipografia pode mudar completamente a
aparência e até mesmo a mensagem de uma apresentação.
Essa pesquisa tem como foco explicar como as cores são formadas e como
elas se relacionam umas com as outras para criar um bom design e aplicar cores com
mais eficácia, além de apresentar conceitos de tipografia e sua relevância e
importância no processo de criação.
7

2 A RODA DE CORES

A roda de cores—um círculo consistindo de cores diferentes—ajuda a entender


como as diferentes cores se relacionam umas com as outras e como elas podem ser
combinadas. O círculo de cores geralmente é composto de cores primárias,
secundárias e terciárias. As cores primárias são três pigmentos que não podem ser
formados através de nenhuma combinação das outras cores. Ao se combinar as cores
primárias, obtém-se as cores secundárias e a mistura das primárias e secundárias
resulta nas cores terciárias que geralmente possuem nomes com duas palavras, como
vermelho-violeta.
A primeira roda de cores foi criada em 1666 pelo Sir Isaac Newton de uma
maneira esquemática e desde então sofreu muitas transformações, mas ainda
permanece a principal ferramenta para a combinação de cores. A ideia central é que
a roda de cores deve ser construída de uma forma que permita que as cores sejam
misturas apropriadamente. Artistas e designers ainda a utilizam para desenvolver
harmonias, misturas e paletas de cores.

3 MODELOS DE CORES

Antes de iniciar o processo de mistura de cores é necessário entender que a


cor possui duas naturezas distintas: as cores tangíveis que estão nas superfícies dos
objetos e as outras que são produzidas pela luz, como os feixes dos televisores. Esses
dois tipos criam dois modelos de cores pelo qual a roda de cores é formada: aditivo e
subtrativo.
O modelo de cores aditivas são as cores emitidas através da incidência de
feixes de luz e refletidas pelos objetos. Ele considera as cores vermelha, verde e azul
como cores primárias, portanto ele é conhecido como o sistema de cores RGB
(usando o nome dessas cores em inglês: red, green, blue). Esse modelo é a base de
todas as cores usadas nas telas eletrônicas (televisores, monitores e projetores, por
exemplo). A combinação das cores primárias desse sistema em proporções iguais
produz as cores secundárias que são ciano, magenta e amarela, mas é importante
frisar que quanto mais luz é adicionada à mistura, mais brilhante e clara a cor se torna.
A mistura das três cores primárias com intensidade máxima resulta na cor branca
8

pura. Outros sistemas de cores aditivas incluem: HSV (hue, saturation, value), HSL
(hue, saturation, lightness) e HSI (hue, saturation, intensity) que utilizam a matiz, a
saturação e o brilho para a definição das cores.
O modelo de cores subtrativas são as cores resultantes pela absorção de luz,
ou seja, a cor visível é aquela que não foi absorvida pelo objeto. Essas cores são
obtidas através da subtração de luz. O modelo consiste de dois sistemas de cores:
opacas e transparentes. O primeiro é RYB (red, yellow, blue), usando as cores opacas
vermelha, amarela e azul, também conhecido como o sistema artístico
frequentemente encontrado em educação de artes, especialmente em pintura. O RYB
foi a base para a teoria das cores científica moderna que determinou que ciano,
magenta e amarelo são o conjunto de três cores mais eficientes para se combinar. Foi
assim que o modelo de cores CMY (cyan, magenta, yellow) foi formado. Ele era mais
usado em impressões e quando as impressoras fotomecânicas incluíram tinta preta,
o componente-chave, o sistema foi nomeado CMYK (cyan, magenta, yellow,
key/black). Sem esse pigmento adicional, a tom mais próximo de preto seria castanho
lamacento. Qualquer cor que você enxerga em uma superfície física (papel,
embalagem, etc.) usa esse sistema.

3.1 Aditivo vs. Subtrativo


A principal diferença entre esses dois sistemas é que o modelo aditivo é para
ser usado em telas digitais e o modelo subtrativo para mídias impressas. Se o projeto
em questão for impresso, é importante se lembrar de uma regra crucial: as cores
mostradas no monitor nunca são iguais as cores impressas. O espectro das cores
aditivas é mais amplo do que o espectro do modelo subtrativo. Por outro lado, se o
projeto for digital, o sistema de cores aditivas é a escolha sábia, pois ele permite a
criação de coisas diversas com seu amplo espectro de cores.

4 PROPRIEDADES DAS CORES

As cores possuem três propriedades: matiz, saturação e brilho.


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4.1 Matiz
É o primeiro atributo da cor. É o resultado da nossa percepção da luz refletida.
Matiz é o nome da cor: vermelha, azul, verde, amarela, etc.

4.2 Saturação
Também conhecido como croma, refere-se a pureza da cor. É definida pela
quantidade de cinza que a cor contém. Então, ajusta-se a saturação de uma cor
adicionando-se quantidades de cinza, por isso quanto mais pura for a cor, mais
saturada ela é.

4.3 Brilho
Também chamado de valor ou luminosidade, diz respeito a claridade, ou a falta
dela, da cor. Uma cor pode ser mais luminosa que a outra, por exemplo, o amarelo é
mais luminoso que o azul. E também uma cor pode ter variação na sua própria
luminosidade, adicionando branco (mais luminosidade) ou preto (menos
luminosidade)

5 TEMPERATURA DAS CORES

As cores têm temperaturas. Na realidade, a temperatura da cor é uma


propriedade mais subjetiva e está relacionada com a percepção de quem a vê.
Entretanto, as cores são classificadas como quentes ou frias.

5.1 Cores Quentes


São as cores em que o vermelho e o amarelo predominam. Geralmente são
associadas com energia, vivacidade e ação.

5.2 Cores Frias


São as cores em que o azul e o verde predominam. Geralmente são associadas
com calmaria, paz e serenidade.
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6 HARMONIA DAS CORES

A palavra “harmonia” geralmente é associada com algo ordenado e agradável.


A harmonia das cores trata sobre a disposição das cores no design de uma forma
mais atrativa e eficiente para a percepção dos usuários. Quando as cores são
organizadas, os espectadores sentem-se satisfeitos e calmos, enquanto a desarmonia
no design da uma sensação de caos e aversão. O equilíbrio das cores é vital no
design, uma vez que os usuários criam suas impressões do produto (website,
aplicativo, etc.) na primeira olhada, e as cores possuem uma grande influência.

6.1 Monocromático
É um design baseado em uma cor com vários tons e matizes dela. A harmonia
monocromática é sempre uma boa escolha, uma vez que é difícil cometer um erro e
criar um esquema de cores desagradável.

6.2 Análogo
A harmonia análoga utiliza cores localizadas próximas umas das outras na roda
de cores. Esse tipo de esquema de cores é usado para designs onde nenhum
contraste é necessário, incluindo o fundo de páginas da web ou banners.

6.3 Complementar
O esquema complementar é a mistura de cores diretamente opostas uma a
outra na roda de cores. Esse esquema é o oposto dos esquemas análogo e
monocromático, uma vez que busca produzir alto contraste. Por exemplo, um botão
laranja em um fundo azul é difícil de ignorar em qualquer interface.

6.4 Análogo–Complementar
Esse esquema funciona de modo semelhante ao anterior, mas aplica mais
cores. Por exemplo, se você escolher a cor azul você precisa escolher mais duas
cores que são adjacentes à sua cor oposta (laranja), que seriam as cores amarela e
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vermelha. O contraste aqui é menos acentuado do que no esquema complementar,


mas permite utilizar mais cores.

6.5 Triádico
Quando o design requer mais cores é possível utilizar o esquema triádico. Ele
é baseado em três cores separadas que estão equidistantes na roda de cores. Para
manter o equilíbrio nesse esquema, é recomendado utilizar uma cor como dominante,
as outras como realces.

6.6 Tetrádico
O esquema de cores tetrádicas é o mais difícil de equilibrar. Ele aplica quatro
cores da roda que são pares complementares.

7 HISTÓRIA DA TIPOGRAFIA

Embora tipicamente aplicada para materiais impressos, publicados,


transmitidos e reproduzidos em tempos contemporâneos, todas as palavras, letras,
símbolos e números escritos ao lado dos primeiros desenhos naturalistas feitos por
humanos podem ser chamados de tipografia. A palavra, tipografia, é derivada das
palavras gregas typos (forma ou impressão) e graphein (escrever), traçando suas
origens aos primeiros moldes usados para criar selos e moedas nos tempos antigos,
o que associa o conceito à impressão.

7.1 Era Antiga — Comunicando-se com Imagens


Pinturas antigas em cavernas que remontam à 20000 a.C. talvez sejam os
primeiros registros de comunicação escrita. Contudo, acredita-se que a escrita formal
foi desenvolvida pelos sumérios por volta de 3500 a.C.
Conforme as civilizações avançavam, a necessidade de comunicar conceitos
complexos crescia—consequentemente os egípcios desenvolvem os hieróglifos. Por
volta de 3100 a.C., os egípcios começaram a incorporar símbolos ou ideogramas em
sua arte, arquitetura e escritas. Além disso, por volta de 1600 a.C. os fenícios
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desenvolveram fonogramas, ou símbolos usados para representar palavras faladas.


Atualmente, nós possuímos um número de fonogramas no alfabeto brasileiro, como
% para representar “porcentagem” e # para representar “número.”
O primeiro alfabeto é creditado aos fenícios por volta de 1000 a.C.—o mesmo
alfabeto era usado pelos gregos. De fato, a palavra Alfabeto é uma combinação das
duas primeiras letras gregas, Alpha e Beta.
Os romanos, após vários anos, usaram esse alfabeto grego e com base nele
estilizaram o Alfabeto em Maiúsculas que ainda é usado atualmente. Eles também
refinaram a arte de manuscrito e criaram um número de estilos de letras diferentes.
Além disso, eles também introduziram caligrafias diferentes—formal e informal para
escrituras oficiais e não oficiais, respectivamente.

7.2 A Idade Média


A idade média girava em torno de manuscritos bem ilustrados. Ela levou a
evolução de uma ampla variedade de estilos escritos. Escritas unciais e meio-unciais
eram traços proeminentes, com letras arredondadas e elaboradas. A arte da caligrafia,
junto com o leiaute do papel e das letras, foi inovadora. Mestres da caligrafia viajavam
por todo o mundo conhecido para compartilhar seu conhecimento com a elite
educada.

7.3 Gutenberg e a Tipografia Moderna


O desenvolvimento do sistema mecânico de tipos móveis e da imprensa de
impressão no século XV por Johannes Gutenberg, foi um ponto de virada para o
mundo moderno—e, obviamente, para a tipografia moderna. Durante esse tempo,
tipos de letras práticas e decorativas apareceram em massa, junto com um leiaute de
página mais leve e ordenado com ilustrações sutis.
Na Revolução Industrial, a tipografia lidava com a comunicação com as
massas. Através de placas, cartazes, jornais, periódicos e anúncios, os tipos de letras
se tornaram mais largos e chamativos, com letras em negrito e sombreamento—assim
como tipos de letras experimentais com serifa e sem serifa. A tipografia ornamental
foi outro grande destaque dessa era. Nos anos 1800, a arte medieval e a arte
individual manuscrita tornarem-se comum, e estilos artísticos internacionais
desenvolveram-se consideravelmente.
13

7.4 O Presente
Atualmente, designers gráficos possuem o luxo de possuírem ferramentas e
tecnologias variadas para criar uma ampla variedade de estilos tipográficos e até
mesmo famílias inteiras de fontes e tipos de letra.

8 A IMPORTÂNCIA DA TIPOGRAFIA

Usada corretamente, a tipografia pode transmitir um certo humor ou sensação.


O público precisa entender que mensagem o autor está tentando enviar e interessar-
se por tal mensagem. Possuir um conjunto de fontes apropriado estabelece o tom para
a apresentação.
Usar fontes que sejam claras e fáceis de ler é essencial para qualquer
apresentação. Se as fontes forem muito pequenas ou apertadas, a apresentação
geralmente será ignorada. É divertido possuir um projeto diferente e complexo, mas o
público deve ser capaz de compreender facilmente o que a apresentação está
dizendo.
Ao se utilizar tamanhos e tipos de fontes diferentes, o público pode determinar
os pontos mais importantes de uma apresentação apenas ao olhar para ela. Isso
tornar mais fácil para o público seguir o conteúdo e prestar mais atenção à
apresentação.
A tipografia usada através de toda uma apresentação unifica-a. A repetição da
mesma fonte em uma apresentação cria continuidade e simplicidade. Manter as fontes
alinhadas e em proporção sincroniza a apresentação e impede que ela fique
desordenada.
As fontes usadas em um projeto criam os aspectos visuais pelos quais o público
irá se lembrar de uma marca. O objetivo é que o público seja capaz de reconhecer
uma marca em qualquer lugar ou tempo.

9 PROPRIEDADES DA TIPOGRAFIA
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Uma fonte é uma coleção de letras. Embora cada letra seja única, certas formas
são compartilhadas por elas. Uma fonte representa padrões compartilhados por uma
coleção de letras.
As fontes que são selecionadas por seu estilo e legibilidade são mais eficientes
quando seguem os princípios fundamentais do design tipográfico.

9.1 Linha de Base


A linha de base é uma linha invisível sobre a qual uma linha de texto descansa.
Ela é uma especificação importante na medida da distância vertical entre o texto e um
elemento.

9.2 Altura da Letra


A altura da letra refere-se a altura das letras maiúsculas de uma fonte (como M
ou I) medidas a partir da linha de base. Letras maiúsculas arredondadas ou pontudas,
como S e A, são opticamente ajustadas para alcançar um efeito de possuir o mesmo
tamanho das demais letras. Cada fonte possui uma altura de letra distinta.

9.3 Altura do x
A altura do x refere-se a altura da letra x minúscula de uma fonte, e indica o
quão alto ou baixo cada glifo na fonte será.
Fontes com alturas do x altas possuem uma legibilidade maior em tamanhos
menores, uma vez que o espaço em branco entre cada letra é mais legível.

9.4 Ascendentes e descendentes


Os ascendentes são traços verticais ascendentes, enquanto os descendentes
são traços verticais descendentes, encontrados em certas letras minúsculas que se
estendem além dos limites da altura da letra ou da linha de base. Em alguns casos,
uma colisão entre esses traços pode ocorrer quando a altura da linha (a distância
vertical entre as linhas de base) é muito estreita.
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9.5 Peso
O peso refere-se a espessura relativa de um traço da fonte. Uma fonte pode
possuir muitos pesos; de quatro a seis pesos é o número tipicamente disponível para
uma fonte.
Pesos comuns são: leve, regular, mediano, negrito.

10 CLASSIFICAÇÃO TIPOGRÁFICA

10.1 Serifa
Uma serifa é uma pequena forma ou projeção que aparece no início ou no final
de um traço em uma letra. Fontes desse tipo possuem serifas (serrilhados) e são
chamadas de fontes serifa (serif typeface). As fontes serifas são classificadas em uma
das seguintes categorias:

10.1.1 Serifas do Estilo Antigo


Lembram escritas em tinta, com:
• Baixo contraste entre traços espessos e finos;
• Estresse diagonal nos traços;
• Serifas inclinadas em ascendentes minúsculos.
Exemplo: EB Garamond.

10.1.2 Serifas transicionais


Possuem:
• Alto contraste entre traços espessos e finos;
• Altura do x média-alta;
• Estresse vertical nos traços;
• Serifas enquadradas.
Exemplo: Libre Baskerbille.
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10.1.3 Serifas Didone ou neoclássicas


Possuem:
• Contraste muito alto entre traços espessos e finos;
• Estresse vertical nos traços;
• Serifas terminadas em “bolas.”
Exemplo: Libre Bodoni.

10.1.4 Serifas emplacadas


Possuem:
• Serifas pesadas com diferenças imperceptíveis entre o peso do traço;
• Enquadramento mínimo ou inexistente.
Exemplo: .

10.2 Sem Serifa


Uma fonte sem serifas é chamada de sans serif typeface, da palavra francesa
“sans” que significa “sem.” As fontes sem serifas pode ser classificadas como uma
das seguintes:

10.2.1 Grotesca
Contraste baixo entre traços espessos e finos, estresses verticais ou não
observáveis.
Exemplo: Work Sans.

10.2.2 Humanista
Contraste médio entre traços espessos e finos, estresse inclinado.
Exemplo: .

10.2.3 Geométrica
Contraste baixo entre traços espessos e finos, com estresse vertical e formas
circulares arredondadas.
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Exemplo: .

10.3 Mono-espaçada
Fontes mono-espaçada (monospace typeface) apresentam todos os caracteres
com a mesma largura.

Exemplos: Roboto Mono, Space Mono, VT323.

10.4 Cursiva
Fontes cursivas (handwritten ou cursive typefaces) não são convencionais e
possuem uma sensação natural e manuscrita. Essas fontes tipicamente são usadas
como títulos. Elas podem ser classificadas das seguintes formas:

10.4.1 Letra preta


Contraste alto, estreita, com linhas retas e curvas angulares.
Exemplo: UnifrakturMaguntia.

10.4.2 Caligrafia
Replicação de estilos caligráficos de escrito (mais formais).

Exemplo: .

10.4.3 Manuscrita
Replicação de manuscrito (menos formais).

Exemplo: Indie Flower.

10.5 Apresentação
Uma categoria miscelânea para todas as classificações de fontes que são
apenas adequadas para uso em tamanhos de pontos largos. Fontes de apresentação
tipicamente são usadas como títulos em uma escala tipográfica.
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Exemplos: , Chewy, Faster One.

11 LEGIBILIDADE

Embora parte da legibilidade seja determinada pelos caracteres em uma fonte,


ela também lida com o quão fácil é a leitura de palavras ou blocos de texto, o que é
afetado pelo estilo de uma fonte.

11.1 Espaçamento entre Letras


O espaçamento entre letras refere-se ao ajustamento uniforme do espaço entre
letras em um pedaço de texto.
Tamanhos de letras maiores, como títulos, utilizam espaçamentos mais
estreitos para aprimorar a legibilidade e reduzem o espaço entre as letras. Para
tamanhos de letras menores, espaçamentos mais folgados podem aprimorar a
legibilidade, uma vez que mais espaço entre as letras aumenta o contraste entre a
forma de cada letra. Textos em caixa alta, mesmo em tamanhos menores, possuem
a legibilidade aprimorada devido ao seu espaçamento adicional entre as letras.

11.2 Comprimento da Linha


O comprimento das linhas para um corpo de texto geralmente fica entre 40 e
60 caracteres. Em áreas com comprimentos de linha mais amplos, como na tela do
computador, linhas mais longas que contenham até 120 caracteres precisarão de uma
altura de linha aumentada para manter a legibilidade.

11.3 Altura da Linha


A altura da linha controla a quantia de espaço entre as linhas de base em um
bloco de texto. A altura da linha de um texto é proporcional ao tamanho de sua fonte.
19

11.4 Alinhamento do Texto


O alinhamento do texto controla como o texto se alinha no espaço em que
aparece. Existem quatro tipos de alinhamento:

11.4.1 Alinhamento à Esquerda


Quando o texto é alinhado na margem esquerda da página. É a configuração
mais comum para idiomas que leem da esquerda para a direita, como o Português.

11.4.2 Alinhamento Centralizado


Quando o texto é alinhado no centro da área em que está contido. É melhor
usado para distinguir elementos tipográficos curtos dentro de um leiaute (como
citações), e não é recomendado para textos longos.

11.4.3 Alinhamento à Direita


Quando o texto é alinhado na margem direita da página. É a configuração mais
comum para idiomas que leem da direita para a esquerda, como o Árabe e o Hebraico.
Idiomas que leem da esquerda para a direita podem utilizar alinhamentos à
direta, e vice-versa. Contudo, isso é mais adequado para distinguir elementos
tipográficos curtos dentro de um leiaute (como notas laterais), e não é recomendado
para textos longos.

11.4.4 Alinhamento Justificado


Quando o texto é alinhado em ambas as margens, esquerda e direita,
aumentando o espaçamento entre as palavras quando necessário. Essa configuração
é usada, principalmente, em textos acadêmicos e científicos.
20

12 CONCLUSÃO

A teoria das cores é uma ciência complexa que é vital para a criação de designs
eficientes. A utilização correta das cores resulta na transmissão adequada da
mensagem que queremos passar com nossa marca e/ou produto, além de criar algo
agradável para o espectador observar.
É imprescindível ter um conhecimento sobre os fundamentos da teoria das
cores, assim como dos conceitos e da história da tipografia, para trabalhar em áreas
de desenvolvimento que lidam com a criação de interfaces gráficas que serão
utilizadas por usuários distintos. Um conhecimento ainda mais profundo é necessário
para àqueles que desejem embarcar no mundo do design de leiautes, embalagens,
logomarcas e semelhantes. As cores e as fontes são essenciais e escolhê-las de
forma adequada é crucial para obter os melhores resultados.
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13 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

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Design. [S. l.], 2017?. Disponível em: https://www.chiefofdesign.com.br/teoria-das-
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DECKER, Kris. The fundamentals of understanding color theory. [S. l.], 2017.
Disponível em: https://99designs.com.br/blog/tips/the-7-step-guide-to-understanding-
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