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UNIVERSIDADE FEDERAL DO PIAUÍ

CAMPUS UNIVERSITÁRIO MINISTRO PETRÔNIO PORTELLA

CURSO DE ENGENHARIA DE PRODUÇÃO

NILSON CÉSAR DA SILVA SOBRAL

RAVEL CARVALHO MONTE

THAIS ANDRADE DE SOUSA

WESLEY OLIVEIRA SILVA

MÁQUINA DE ATWOOD

Teresina - Piauí

2019
Sumário
1) Introdução..........................................................................................................................................3
2) Objetivos............................................................................................................................................4
3) Materiais Utilizados............................................................................................................................5
4) Procedimento Experimental...............................................................................................................5
5) Resultados e Discussões.....................................................................................................................7
6) Conclusões.......................................................................................................................................13
7) Referências.......................................................................................................................................14
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1) Introdução
Refere-se como Máquina de Atwood um arranjo de dois objetos de massas diferentes
estendidos verticalmente com uma corda inextensível de massa desprezível. Normalmente
utilizado para determinar a magnitude da aceleração de dois objetos, a tração na corda e com
isso verificar as leis de movimento (A. SERWAY; W. JEWETT, JR., 2016).

Os dois objetos com massa estão sobre influência da força da gravidade que atua no
centro de massa de cada um dos objetos na direção do centro da terra (ENCYCLOPÆDIA
BRITANNICA, 2019). Na Terra o valor da aceleração da gravidade é de aproximadamente
9,8 m/s² (R. LIDE, 2005).

Na máquina os objetos ficam interligados através de uma linha que é sustentada por uma
roldana e seu funcionamento é definido pelas Leis de Newton e outros princípios do
movimento para seu funcionamento. A Segunda Lei de Newton indica que caso a força
resultante aplicada em um corpo não seja nula, este corpo estará acelerado de modo que o
modulo da força é igual ao produto da sua massa pela aceleração, o que está representado pela
equação 1. A Terceira Lei de Newton determina que quando um corpo A aplica uma força de
módulo B em um corpo C, o corpo C realiza no corpo A uma força de mesmo módulo e
direção com sentidos opostos (ENCYCLOPÆDIA BRITANNICA, 2017).

F r=m∗a(1)

Nesse experimento ambos os objetos estão sendo atraídos pela a gravidade tendo uma
força que os atrai para o chão, estando ligados pela a corda esta aplica uma tração, uma força
de igual valor através de toda a corda, nos corpos (BETTINI, 2016). O peso, termo utilizado
para se referir a força da gravidade em um corpo, é determinado pela massa e aceleração da
gravidade, com a aceleração sendo constante e a massa algo controlado, é possível controlar o
valor do peso dos objetos e com isso os objetos irão se mover de um certo modo dependendo
do valor do peso.

A Figura 1 é uma representação de uma Máquina de Atwood com dois corpos M1 e


M2 sustentados por uma corda inextensível de massa desprezível e que está apoiada em uma
roldana. Desde que os pesos dos corpos sejam diferentes, isso resultará numa força resultante
do sistema diferente de 0 e com isso, o sistema terá uma aceleração que será responsável pelo
movimento dos objetos através do sistema.
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Figura 1: Máquina de Atwood

Fonte: Ipod Physics

2) Objetivos
Neste experimento será utilizado um foto sensor para registrar diferentes valores da
aceleração da gravidade de acordo com a estrutura da Máquina de Atwood, representada na
Figura 2, em um determinado momento. Disso será estudado utilizando dos conhecimentos
das Leis de Newton para movimento a relação entre as massas dos objetos e a aceleração no
sistema da máquina. Por fim os resultados experimentais e teóricos serão comparados.

Figura 2: Máquina de Atwood

Fonte: Guilford College


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3) Materiais Utilizados
Neste experimento foram utilizados:

1. PC Windows;
2. Lab Quest;
3. Logger Pro 3;
4. Fotodetector Vernier com polia sem atrito;
5. Cojunto de massas;
6. Barbante;
7. Graphical Analysis.

4) Procedimento Experimental
1. Antes de realizar o experimento prático explique que tipo de movimento se espera, na
Máquina de Atwood, caso as massas dos dois objetos suspensas pelas extremidades do
barbante sejam idênticas e explique a razão desse movimento;
2. Assim como no passo anterior explique como se espera que a aceleração do sistema se
comporte caso a massa de um dos objetos diminua na mesma medida que a do outro
objeto aumenta de modo que a massa total permaneça constante. E o que ocorreria se a
massa de ambos os corpos se aumenta na mesma proporção de modo que a diferença
de massa seja constante e a massa total mude?
3. Explique o motivo das duas massas terem a mesma aceleração:
4. Esboce um diagrama corpo livre para a massa a esquerda e a direita incluindo todas as
forças que atuam nas massas;
5. Ajuste a máquina de Atwood segundo as indicações da Figura 2;
6. O Conecte o fotodetector ao LabQuest e em seguida ao computador. Abra o arquivo
"10 Atwood's Machine" na pasta Pysics with Vernier no programa Logger Pro 3. Um
gráfico da velocidade contra o tempo será mostrado;
7. Arranje uma coleção de massas que totalizam 150 g no M2 e 150 g no M1. Determine
a aceleração desta combinação. Anote seus valores para a massa e a aceleração na
tabela dos dados.;
8. Aqui se inicia a Parte 1 do experimento. Mova 10 g de M2 para M1. Anote as novas
massas na tabela dos dados;
9. Posiciona M1 mais alto que M2, clique Collect para iniciar a coleta dos dados. Prenda
as massas de modo que não balancem e espere um segundo para então liberá-las. Não
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esquecer de segurar a massa em queda antes que ela atinja a superfície ou que altere a
estrutura da máquina;
10. Clique no botão Examine e selecione a região do gráfico onde estava aumentando a
uma taxa constante. Clique na tecla Linear Regression para ajustar a linha y = mx + b
aos dados. Anote a inclinação que é a aceleração na tabela de dados;
11. Continue a mover massas do M2 para M1 em incrementos de 10 g, mudando a
diferença entre as massas, mas mantendo a massa total constante. Repita os passos de
8 a 10 para cada combinação de massa. Repita este passo até que pelo menos cinco
combinações diferentes sejam obtidas para então concluir a Parte 1 do experimento;
12. Se inicia a Parte 2 do experimento, restaurando o sistema para seu estado no passo 7.
Dessa vez coloque 160 g em M1 e 140 g em M2;
13. Repita os passos 9 e 10 e registre a aceleração;
14. Comece a adicionar 10 g em M1 e em M2, aumentando a massa total do sistema, mas
mantendo a diferença entre as duas seja constante. Anote a nova massa resultante para
cada combinação na tabela de dados e repita os passos 9 e 10 para cada combinação
até que cinco combinações diferentes sejam obtidas. Com isso a Parte 2 do
experimento se finaliza;
15. Registre todas as acelerações, massas totais, diferenças de massas e a massa individual
de cada um dos objetos em cada momento das duas partes do experimento em uma
tabela;
16. Usando o Graphical Analysis faça um gráfico da aceleração versus a variação de
massa usando os dados da Parte 1. Baseado nas análises sobre o gráfico responda qual
é a relação entre a diferença de massa e a aceleração na máquina de Atwood;
17. Usando o Graphical Analysis faça um gráfico da aceleração versus a massa total
usando os dados da Parte 2. Baseado nas análises sobre o gráfico responda qual é a
relação entre a massa total e a aceleração na máquina de Atwood;
18. Com as informações adquiridas determine uma única expressão capaz de dar a
aceleração da máquina de Atwood como resultado combinando resultados dos passos
anteriores do experimento;
19. Desenhe um diagrama de corpo livre para M1 e outro para M2, nele aplique a segunda
lei de Newton para cada massa. Assumindo que a tensão é a mesma em cada massa e
que elas têm a mesma aceleração, utilize as equações para encontrar uma expressão
para a aceleração de M1 em termos de M1, M2 e g. Compare esta expressão com seu
resultado no passo 18 da análise;
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20. Para cada uma das medidas realizadas, calcule a aceleração esperada usando a
expressão encontrada com a segunda lei de Newton do movimento e especifique as
massas usadas. Compara estes resultados com seus resultados experimentais. Os
valores experimentais concordam com teóricos? Por quê?

5) Resultados e Discussões
Se ambos corpos têm massas idênticas, como indicado pela equação 1 ambos terão o
mesmo peso, o que significai que eles irão puxar um ao outro com a mesma intensidade,
cancelando as duas forças causando uma força resultante igual a 0 e com isso, o sistema deve
ficar em repouso.

Com a massa total do sistema sendo igual, mas a dos corpos individuais sendo
alteradas se espera que a aceleração do sistema aumente à medida que um dos corpos comece
a concentrar mais massa. O oposto é esperado quando a massa total do sistema aumenta, mas
a diferença de massa dos dois corpos é mantida a mesma.

Os dois corpos estão ligados por um barbante, neste barbante a tração exercida por ele
é igual em todos os pontos e desse movo a tração aplicada nos blocos também é a mesma
estando assim todas as forças, apesar de estarem em corpos diferentes, estão formando um
mesmo sistema da qual uma aceleração resultante surge da força resultante do sistema que se
aplica a todos os componentes da máquina.

Figura 3: Diagrama de corpo livre das Massas M1 e M2

Fonte: Criação Própria


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Na Figura 3 temos um diagrama de corpo livre de cada uma das massas. P1 e P2


representam os pesos dos dois corpos de massas M1 e M2 respectivamente e T1 e T2
representam a tração do barbante, por serem trações de um mesmo barbante as duas trações
têm módulos iguais.

Para a primeira parte do experimento prático posicionamos os dois corpos com massa
inicial de 150 g em cada lado do barbante no equilíbrio. Movemos 10 g de um para o outro
mantendo a massa total como sendo 300 g, mas na primeira mudança um corpo tinha 160 g e
o outro 140 g e isso se repetiu até que um corpo tinha 200 g e o outro apenas 100 g. A
variação aumentava de 20g em 20 g enquanto a massa total permanecia constante. Para cada
teste utilizamos o fotodetector para registrar o valor da aceleração e registramos ela para
inserir na Tabela 1 a seguir

Tabela 1: Mantendo a Massa Total constante

Tentativa M1 (g) M2 (g) Aceleração Δm (kg) Mt (kg)


(m/s²)
1 160 140 0,5831 0,02 0,3
2 170 130 1,192 0,04 0,3
3 180 120 1,801 0,06 0,3
4 190 110 2,438 0,08 0,3
5 200 100 3,015 0,1 0,3

Para a parte 2 do experimento as massas voltaram a configuração e uma tendo 160 g e


a outra 140 g, tendo assim uma diferença de massa de 20 g e a massa total ainda é 300 g.
Logo em seguida foi adicionado um valor de 10 g extras em cada um dos corpos. Desse modo
um ficou com 170 g e o outro com 150 g, mantendo a diferença entre as massas de 20 g, mas
agora a massa total é de 320 g. Esse processo foi repetido até que um corpo tivesse 200 g e o
outro 180 g, mantendo o padrão estabelecido para esse experimento. A cada modificação da
massa o teste com o fotodetector foi realizado novamente e os resultados estão na Tabela 2

Tabela 2: Mantendo a diferença entre as massas constantes

Tentativa M1 (g) M2 (g) Aceleração Δm (kg) Mt (kg)


(m/s²)
1 160 140 0,6102 0,02 0,3
9

2 170 150 0,566 0,02 0,32


3 180 160 0,5349 0,02 0,34
4 190 170 0,4888 0,02 0,36
5 200 180 0,4639 0,02 0,38
Com estas informações foi possível montar dois gráficos, o Gráfico 1 representa a
função aceleração versus variação da massa e o Gráfico 2 representa a função aceleração
versus massa total. O primeiro utiliza os resultados da Parte 1 do experimento e o segundo
utiliza os resultados da Parte 2, ambos foram feitos utilizando o a função Graphical Analysis
do Logger Pro 3

Gráfico 1: Aceleração versus variação da massa para a Parte 1 do experimento

Gráfico 1: Aceleração versus massa total do sistema para a Parte 2 do experimento


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O teste pratico demonstrou, ao lado dos gráficos, que de fato à medida que a variação
entre as massas dos corpos aumenta a aceleração também aumenta, mas à medida que a massa
total aumenta, a aceleração diminui, desse modo pode-se dizer que a relação entre se dá de
uma forma proporcional como indicada na Equação 2

Δm
a∝ (2)
Mt

Neste caso a é a aceleração do sistema, Δm é a diferença entre a massa dos dois corpos
e Mt é a massa total do sistema. Caso a proporção seja verdadeira existe uma constante de
proporcionalidade K da qual é possível determinar à equação 3

a
K=
Δm
( )
Mt

K∗ ( ΔMm )=a(3)
t

Sendo que a razão entre duas massas é um valor adimensional e o resultado é igual a
aceleração do sistema (que é dada em m/s²) então a constante K também deve ser dada nas
mesmas unidades. Caso realmente seja uma proporção e o valor da constante deve se manter
ao aplicar a Equação 3 com alguns valores vindas das tabelas podemos encontrar um valor
interessante para a constante
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K∗ ( 320 )=0,566 ∴ K = 00,566
,0625
=9,05 m/ s ²

K∗ ( 100
300 ) =3,015∴ K=
3 , 015
1
=9,0 45 m/ s ²
3

Os valores da constante estão próximos de 9 m/s², variações são esperadas pelo


experimento se basear em um cenário ideal, o que não é o caso na realidade, imprecisões nas
medições ou falhas nos instrumentos utilizados na confecção da máquina, o que pode ser visto
nas próprias variações no experimento em si como indicado n os testes iniciais tanto da Parte
1 e Parte 2 do experimento terem a mesma situação de um corpo de 160 g o outro de 140 g e
um teve a aceleração medida como próxima de 0,58 m/s² e o outro experimento teve um valor
próximo de 0,6 m/s² como resultado.

Agora seguindo o diagrama de corpo livre representado na Figura 3 temos um sistema


de duas forças pesos e uma tração do barbante. O Corpo 1 tem massa igual a M1, é afetado
pela gravidade g tendo assim uma força peso apontando para o centro da Terra. O Corpo 2
tem massa igual a M2, é afetado pela gravidade g tendo assim uma força peso apontando para
o centro da Terra. Como indicado pela segunda lei de Newton a soma das forças gera uma
força resultante que é igual a massa vezes a aceleração, somando as forças em M1 e
considerando que este seja o corpo que irá se deslocar para baixo temos uma situação em que
o Peso é maior que a tração, chegando assim na Equação 4:

M 1∗g−T =M 1∗a( 4)

Para o Corpo 2 consideramos que ele esteja subindo, o que significa que a tração é
superior ao seu peso, determinando assim a Equação 5

T −M 2∗g=M 2∗a(5)

Somando as duas equações chegamos à equação 6 que determina o valor da aceleração


a apenas com os valores das massas e da gravidade

M 1∗g−T =M 1∗a
{T −M 2∗g=M 2∗a

M 1∗g−T +T −M 2∗g=M 1∗a+ M 2∗a


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g ( M 1−M 2 )=a ( M 1 + M 2 )

( M 1−M 2 ) Δm
g =a∴ g =a(6)
( M 1+ M 2 ) Mt

Como se pode observar de fato há uma semelhança entre a Equação 6 determinada de


forma teórica e a Equação 3 determinada de forma experimental tendo ambas as mesmas
estruturas, mas o valor de K que encontramos, próximo de 9 m/s², é na verdade o valor da
aceleração da gravidade que é de aproximadamente 9,8 m/s². Como já explicado o
experimento teve falhas, mas conseguimos chegar em um valor próximo da aceleração da
gravidade.

Agora aplicando a Equação 6 em cada um dos momentos das duas partes dos
experimentos permite criar duas tabelas com um novo valor para a aceleração do sistema, as
informações estão nas Tabela 3 e 4

Tabela 3: Mantendo a Massa Total constante usando a Equação 6

Tentativa M1 (g) M2 (g) Aceleração Δm (kg) Mt (kg)


(m/s²)
1 160 140 0,6533 0,02 0,3
2 170 130 1,306 0,04 0,3
3 180 120 1,96 0,06 0,3
4 190 110 2,613 0,08 0,3
5 200 100 3,266 0,1 0,3
Tabela 4: Mantendo a diferença entre as massas constantes usando a equação 6

Tentativa M1 (g) M2 (g) Aceleração Δm (kg) Mt (kg)


(m/s²)
1 160 140 0,6533 0,02 0,3
2 170 150 0,6125 0,02 0,32
3 180 160 0,5764 0,02 0,34
4 190 170 0,5444 0,02 0,36
5 200 180 0,5157 0,02 0,38
Os resultados teóricos e experimentais são diferentes, ambos são representados por
equação semelhantes, mas o valor da constante K dos experimentos sendo um pouco abaixo
da aceleração da gravidade como indicado na literatura os resultados da aceleração que
conseguimos de forma prática se mantiveram sempre abaixo do valor teórico, mesmo que por
pouca quantidade.
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6) Conclusões
Neste experimento pomos em teste a Máquina de Atwood na qual dois corpos maciços
são sustentados através de uma polia por um barbante inextensível de massa desprezível
sendo que cada um dos corpos vai estar grudado a uma extremidade do barbante.

Ao realizar o teste modificamos a massa dos dois corpos em duas situações diferentes.
Na primeira removemos parte da massa de um dos corpos e adicionamos no outro corpo,
desse modo a massa individual deles iria variar a uma medida constante, mas a massa total do
sistema iria permanecer a mesma visto que a massa apenas estava sendo transferido dentro do
próprio sistema com nenhuma massa de fora sendo adicionada.

Para a segunda parte do experimento ao invés de alterar a massa dos corpos utilizando
massa apenas de dentro do sistema, adicionados massas em cada um dos corpos, na mesma
quantidade. Dessa vez a massa total do sistema estaria aumentando junto da alteração da
massa individual dos corpos, mas a massa estaria aumentando de forma constante, a diferença
da massa dos corpos se manteve a mesma.

Em cada um dos dois experimentos utilizamos a Máquina de Atwood junto de um


fotodetector e o Logger Pro 3 para registrar a aceleração do sistema no momento em que os
corpos são abandonados no repouso, realizamos cada parte dos experimentos cinco vezes e
anotamos os resultados em tabelas de forma adequada e colocamos os valores em gráficos de
aceleração versus massa (variação de massa para o gráfico do experimento 1 e massa total no
experimento 2) e verificamos que para o primeiro a aceleração aumentava de forma constante
enquanto no segundo a aceleração se reduzia de forma constante.

Utilizando de lógica de proporção foi possível deduzir uma fórmula usando esse
conhecimento relacionando a mudança das massas com uma constante de proporcionalidade
para chegar à aceleração do sistema.

Depois representamos o sistema em um diagrama de corpo livre onde as forças


aplicadas no sistema seriam visualizadas e utilizando da segunda lei de Newton conseguimos
estabelecer uma equação que relaciona as massas, a aceleração da gravidade e a aceleração do
sistema.

As duas equações tinham o mesmo formato sendo que a única diferença se dava pela
constante de proporcionalidade que conseguimos no experimento era próxima de 9 m/s²
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enquanto a equação teórica determinava que essa constante deveria ser a aceleração da
gravidade, que tem um valor aproximado de 9,8 m/s² de acordo com a literatura.

Os valores, apesar de diferentes, ainda estão próximos e logo em seguida verificamos


qual deveria ser o valor das acelerações em momento do experimento e como esperado as
acelerações deveriam ser um pouco maiores do que aqueles que conseguimos.

A variação desses resultados pode se ocorrer por falhas na construção da máquina,


como algum erro na polia, problemas na hora de medir a aceleração ou mesmo problemas na
hora de executar a queda livre, isso sem considerar as naturais dissipações de energia em uma
situação não ideal. Por mais que não tenhamos conseguido um resultado experimental igual,
ou mais próximo, do encontrado de forma teórica pode-se notar que a variação não foi muito
grande.

7) Referências
THE LAWS of Motion: The Atwood Machine. In: A. SERWAY, Raymond; W. JEWETT,
JR., John. Physics for Scientists and Engineers with Modern Physics. 9. ed. [S. l.]:
Cengage Learning, 2016. cap. 5, p. 128.

ENCYCLOPÆDIA BRITANNICA. Gravity. [S. l.]: Encyclopædia Britannica, inc., 20 jun.


2019. Disponível em: https://www.britannica.com/science/gravity-physics. Acesso em: 01 set.
2019.

ENCYCLOPÆDIA BRITANNICA. Newton's laws of motion. [S. l.]: Encyclopædia


Britannica, inc., 17 maio 2019. Disponível em: https://www.britannica.com/science/Newtons-
laws-of-motion. Acesso em: 01 set. 2019.

R. LIDE, David. CRC Handbook of Chemistry and Physics: Internet Version 2005. Boca
Raton, Flórida: CRC Press, 2005.

BETTINI, Alessandro. A Course in Classical Physics 1: Mechanics. [S. l.]: Springer


International Publishing, 2016. ISBN 978-3-319-29256-4.

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