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FASCÍCULOS TUMUCHY

A ERA DE MOISÉS
A ESCOLA DO CAMINHO

A ERA DE MOISES
A CAMINHO DAS INICIAÇÕES

FASCÍCULOS TUMUCHY

1ª edição. Edição do organizador


Bezerra Neto - Tia Sônia - Trino Tumuchy 1
FASCÍCULOS TUMUCHY
A ERA DE MOISÉS

A ERA DE MOISES

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FASCÍCULOS TUMUCHY
A ERA DE MOISÉS

A ESCOLA DO CAMINHO
FASCÍCULOS TUMUCHY

A ERA DE MOISES
BEZERRA NETO (TRANSMITANTE)
TRINO HERDEIRO REGENTE TUMUCHY (ORG.)

1.ª EDIÇÃO
EDIÇÃO DO ORGANIZADOR

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FASCÍCULOS TUMUCHY
A ERA DE MOISÉS

Edição do Organizador
Este livro, no seu todo ou em parte poderá ser divulgado, reproduzido ou
transmitido, sejam quais forem os meios empregados: eletrônicos,
mecânicos, fotográficos, gravação ou quaisquer outros sem autorização
prévia. Os editores não se responsabilizam por qualquer forma de
alteração conteudística, ou ainda por qualquer forma de utilização do
presente material, que seja discordante em relação aos ensinos do Mestre
Jesus.

Texto original: Ramanizy, Trino Tumuchy.


Direção Editorial: Trino Tumuchy.
Adaptação e revisão: Trino Tumuchy, tia Sônia.

Edição do autor
St. Baixio dos Monteiros, 00050
Distrito Romualdo - Crato
Fone: (88) 8801-1070
E-mail: tumuchy@aescoladocaminho.com
Home page: www.aescoladocaminho.com

Neto, Bezerra; Tumuchy, Trino (org.).


A Era de Moisés. Crato: edição do organizador, 2013.
30p
ISBN:
CDD: 110

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A ERA DE MOISÉS

“Amai-vos uns aos outros


como eu vos tenho
amado”.

Jesus, o Meigo Messias.

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A ERA DE MOISÉS

Sumário

PRIMEIRAS PALAVRAS ............................................................................................. 7

PREFÁCIO ................................................................................................................... 9

O MUNDO DE MOISÉS – DOGMAS, CONCEITOS E A VELHA ESTRADA... ....... 11

O HOMEM NO TEMPO DE MOISÉS........................................................................ 14

MOISÉS E A LEI CÁRMICA ...................................................................................... 17

MOISÉS – A PRIMEIRA REVELAÇÃO..................................................................... 18

ASPECTOS RELIGIOSOS: DEUS É ÚNICO – ENSINAVA MOISÉS. ...................... 19

HOMEM E O PRECONCEBIDO – A RELIGIÃO PRECEITUADA ............................ 22

DEUS E ANTI-DEUS. O BEM E O MAL ................................................................... 25

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A ERA DE MOISÉS

PRIMEIRAS PALAVRAS

Salve Deus, meu irmão, minha irmã.


Serdes, todos, bem-vindos.
Alguns meses se passaram de convivência entre você e a
Doutrina. Quando aqui chegastes pela primeira vez, era um
visitante; passou nos trabalhos, fez suas consultas com as
entidades e aos poucos, tornou-se um frequentador assíduo dos
trabalhos espirituais.
Entretanto, chegou o momento em que você se
decidiu por ingressar na Corrente do Amanhecer, convencido de
que somente o equilíbrio da sua mediunidade poderia amenizar
suas dores e conflitos, início, portanto, do curso a que
chamamos desenvolvimento mediúnico.
Observe, que em instante algum, você foi convidado
a ser um médium da Doutrina do Amanhecer, a fazer parte do
seu corpo doutrinário. Isso acontece, simplesmente porque não
se convida ninguém ao ingresso na corrente. Essa atitude visa,
sobretudo, preservar ao máximo o seu livre arbítrio, pois
pensamos que o seu direito de escolha não deve sofrer
qualquer tipo de pressão ou mesmo sugestão, por mais sutil que
esta possa parecer.
Após a conversa com os instrutores, você ficou
sabendo sobre os cuidados que deve tomar ao iniciar sua vida
mediúnica. Em pequenas palestras lhe foi dito, que só
realmente iniciasse o seu desenvolvimento se estivesse
plenamente certo e convicto dessa escolha.
Depois de decidido, você recebeu a autorização para
participar do teste mediúnico. Nesse teste, se fostes
identificado como apará, és um médium de incorporação, de

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A ERA DE MOISÉS

comunicação. Por outro lado, se apresentou caracteres de


doutrinador, é um médium de doutrinação... Seguidamente ao
teste, você ingressará no desenvolvimento propriamente dito,
onde então conversaremos sobre os conceitos e as linhas
fundamentais da Doutrina do Amanhecer, que são as mesmas
do Evangelho Redivivo do Nosso Senhor Jesus Cristo.
Gostaríamos de ressaltar também, que o nosso
desenvolvimento é eterno, uma vez que sempre teremos tudo
por aprender. Esse período em que estamos juntos na condição
de aspirante, ou seja, sob as energias e proteções específicas
desse curso básico de desenvolvimento, representa uma
pequena fase desse longo caminho.
Nunca, portanto, perca de vista o seu aprendizado e o
seu aperfeiçoamento. Tenha sempre em mente que a Doutrina
lhe facultará muitas possibilidades de mudança, progresso e
reequilíbrio. Mas, caberá a você aproveitá-las ou não. Todo
progresso dependerá sempre de você, do seu esforço e do seu
trabalho.
Desde já expressamos a nossa alegria pela sua
escolha. Que possamos todos nós, servir, juntos ao Evangelho
de Jesus, nosso Senhor. Seja bem-vindo. Salve Deus.

Os instrutores.

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A ERA DE MOISÉS

PREFÁCIO

Salve Deus, caro aspirante.


Neste fascículo, procuramos, resumidamente,
informar você sobre alguns aspectos do seu desenvolvimento.
São questões práticas, que dizem respeito ao funcionamento de
nossas atividades de desenvolvimento.
O aspirante é um médium que inicia o seu
desenvolvimento, se candidatando ao emplacamento. Em
termos funcionais, o emplacamento representa a liberação do
médium para certos setores de trabalho. Falamos também que
todo desenvolvimento depende do seu esforço e dedicação. A
doutrina simplesmente lhe dá as oportunidades de crescimento
e aprimoramento espiritual, dependendo de você aproveitá-las
ou não.
Falemos um pouco agora, sobre como você chegou,
sua condição ao reencontrar a Doutrina do Amanhecer. Trazido
pelas dores, sofrimentos e incompreensões, pela a necessidade
de um novo reposicionamento mental, como condição
fundamental, única de reequilíbrio.
Em outro ponto, trataremos sobre alguns conceitos
que sempre nortearam a vida do homem. Os dogmas, os
preconceitos; as falsas crenças e os falsos conceitos que
permearam a vida da humanidade como um todo. Quando nos
perguntamos de onde vêm esses conceitos, concluímos então,
que pertencem ao mundo mosaico, o mundo de seis mil anos
atrás.
De posse dessa conclusão, conversemos sobre o
homem no tempo de Moisés e sua obra. Toda a conjuntura
daquela época, bem como toda a evolução que esse grande
médium trouxe aquele homem. Junto a tudo isso, meditemos
sobre a posição deste missionário e sua didática de educação
espiritual em relação aos seus tutelados. Penetraremos em
conceitos como céu e inferno; vida e morte; pecado, religião,
crenças, crendices, vingança, temor e todo um acervo, o
conjunto de conhecimentos que compõem o que chamamos de
‘a velha estrada’.

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A ERA DE MOISÉS

Em seguida chegaremos a um resumo de como vive


hoje o homem mosaico. O homem que caminha sob o julgo da
vingança, dos temores, sem saber ainda analisar sua vida e por
isso agindo na incoerência de atitudes não raciocinadas. É
aquele que se resume a um ritual puramente físico, não agindo
interiormente, mas somente exteriormente.

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A ERA DE MOISÉS

O MUNDO DE MOISÉS – DOGMAS, CONCEITOS E A VELHA


ESTRADA...

Vamos neste instante agradecer a Jesus, por


estarmos juntos em mais esse trabalho. Agora, chegou o
momento de buscarmos o conhecimento da vida fora da
matéria. A verdade da vida, das nossas vidas e então, aos
poucos, irmos mudando nossos conceitos, nossa visão a
respeito das coisas. Porque meus irmãos, a nossa maior
ambição nessa etapa do desenvolvimento é nos
reposicionarmos mentalmente diante da vida. É desenvolver a
capacidade de nos transformarmos, ver a vida sob outro ângulo.
Para isso, vamos desenvolver a capacidade de
analisar, duvidar, pesquisar, experimentar e raciocinar. Então,
devagar, a cada encontro com nossos mentores, vamos
abandonando a velha estrada, os velhos preceitos, os velhos
costumes, que sempre estiveram presentes na nossa
caminhada, orientando nossos pensamentos e atitudes.
Sim meus irmãos, quando nos referimos à velha
estrada, estamos falando dos falsos conceitos que trazemos
conosco e que desde que nascemos fomos os interiorizando,
aceitando tudo que nos ensinavam como verdade, sem nunca
contestar, questionar. Tais conceitos, navegaram de geração a
geração, sendo passados de pai para filho através dos séculos.
São dogmas, mitos, lendas, falsas crenças formadas por padrões
distantes da ética crística; distantes da verdade e somente
afastam o homem da compreensão, da lógica raciocinada, do
pensamento claro, simples e prático.
Conosco não foi diferente. Justamente assim
desembarcamos nessa Doutrina. Estávamos distantes da
compreensão, mergulhados nas dores e sofrimentos por não
sabermos analisar os fatos. Longe da verdade, caminhávamos
na escuridão do que julgávamos certo. No entanto, estávamos
cegos, pois não existe diferença entre aquele que não vê e
aquele que vê a simples ilusão dos seus sentidos. Foi e é assim
até os dias de hoje. Mas, tudo começou num passado muito
distante. Vamos conversar um pouco sobre ele.

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A ERA DE MOISÉS

As religiões, os sistemas filosóficos inacabados não


encontraram até hoje, o porquê das questões que afligem e
intrigam o homem. Entre essas questões estão o porquê dos
sofrimentos, das desigualdades, de tantos desequilíbrios, das
fatalidades, da velhice, das doenças e da morte, e muitas outras
que aqui não cabe enumerar, mas que acompanham o homem
em seu caminhar.
Sem o esclarecimento necessário, sem ter o que
responder aos que os procuram, esses sistemas criam suas
próprias explicações, suas versões que buscam esclarecer as
questões acima citadas.
Mas será que todo esse conhecimento, todo esse
acervo, toda essa cultura criado pelo homem, pelas instituições
em suas caminhadas traduz a verdade da vida? Será que as
informações que nós recebemos desde pequenos através dos
nossos pais, expressam as verdades espirituais, as verdades da
vida?
É necessário dizer, que muito do que temos como
verdades, no plano espiritual pertence somente ao mundo das
ilusões. São as deduções enganosas, desvinculadas da ciência
espiritual, sem um cunho lógico, sem o propósito esclarecedor.
Essas informações nos foram passadas e nós repassamos aos
nossos filhos, netos etc....
Despreparados espiritualmente, os líderes, os
soberanos, os altos sacerdotes e representantes começaram a
promover conceitos vazios de verdades, distantes da realidade
espiritual. Uma propaganda sem verdade, sem o propósito de
esclarecer.
Assim, no curso da história humana, essas lendas
foram passando de uns para os outros, ganhando espaço e
aceitação entre todos. Cristalizaram-se no conceito do homem e
hoje possuem uma rigidez tal, que muitas vezes são necessárias
várias encarnações para a mudança de uma ideia, somente.

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A ERA DE MOISÉS

Sabemos amigos, e estamos a vos querer significar que uma


inverdade, se bem elaborada e divulgada, tem a capacidade de
se tornar, aos olhos do homem em geral, um mandamento
sagrado e universal, a ponto de determinar a vida de muitos.
Por isso meus irmãos, vamos agora abalar um pouco
com os nossos conceitos, aquilo que temos plantado no terreno
de nossas certezas. Vamos buscar a história da nossa vida e com
o auxílio superior reposicionar aquilo que for preciso. É chegada
a hora de mudanças...
Por isso em cada assunto, procure se reencontrar, se
enxergar no contexto do tema abordado. Identifique-se,
pergunte-se, reveja-se, faça sua auto-avaliação, pois trataremos
da nossa vida, da nossa história através dos milênios.
Chegou a hora de voltarmos um pouco no curso da
história. Vamos visitar mentalmente o homem de seis mil anos
atrás. Conhecer o seu estado mental; conceitos, religião,
hábitos, costumes, seu modo de vida.
A essa altura, você certamente já se perguntou o que
aconteceu nessa época e em que isso influencia na sua vida
hoje. Vamos aos fatos.

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A ERA DE MOISÉS

O HOMEM NO TEMPO DE MOISÉS

Ao voltarmos há seis mil anos, estamos nos referindo


ao homem na época de Moisés. Vamos encontrá-lo – esse
homem - num estado extremamente rude, grosseiro e
animalizado. Os níveis evolutivos encontravam-se em baixíssima
escala.
A agressividade, o orgulho, o egoísmo o
desconhecimento a respeito da vida era muito maior do que na
atualidade. Muito embora o seu corpo já apresentasse as
características atuais; muito embora conhecessem e vivessem
instituições como o trabalho, a religião, a família, o estado
mental estava ainda bastante atrasado e animalizado.
Contudo, diante desse quadro evolutivo, sobre o qual
oportunamente falaremos, justificava-se e comprovava-se que o
homem havia atingido a maturidade suficiente para subir o
primeiro degrau de sua evolução. Em outras palavras, seria
possível, agora sim, o primeiro contato com a providência
divina, com o poder superior.
Como sempre ocorreu na Terra, as determinações
dos mundos espirituais chegaram, através dos missionários.
Espíritos que se desprendem de outras esferas, assumem um
corpo neste planeta e cumprem suas missões, orientando toda
a humanidade no novo caminho a seguir. Suas incumbências
maiores dizem sempre respeito à mudança do pensamento
humano.
Naquele momento não foi diferente. O mundo
espiritual enviou um missionário que teria a incumbência de
trazer as primeiras ordens da esfera superior até este plano.
Desta forma Moisés então encarnou, com a incumbência de
anunciar Deus ao homem.

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A ERA DE MOISÉS

Dotado de uma mediunidade capaz de operar


fenômenos físicos, uma das atribuições daquele ilustre espírito
era a de convencer os homens daquela época que havia sim, um
poder superior, um Deus maior, supremo a todos os homens, e
que devia ser respeitado.
Isso aconteceu porque os homens daquela época,
nem sequer supunham a existência desse ser superior. Cada
grupo, cada núcleo via em algum antepassado ou familiar
distante, já falecido, um herói e segundo seus feitos e lendas, a
ele rendiam homenagens e obediência. Deste modo não havia
uma organização religiosa ou filosófica, assim como não havia a
figura de um Deus universal. Vivia-se uma sociedade pagã.
Caminhávamos, sob a ira de um deus pagão...
Moisés trouxe então o conceito de Deus; único e
supremo a tudo e a todos, a quem os homens deviam
obediência incondicional.
Vale dizer que falamos de seis mil anos atrás. No seu
estado bruto e aguerrido, o homem daquela era vivia para o
combate. Como mandamento social, viveria somente o mais
forte, o mais valente, o mais agressivo, o mais poderoso.
Dotado de um orgulho desmedido, havia nele uma
personalidade coletiva que não admitia nada superior a si, ou
nada que o desafiasse em qualquer campo da vida. Assim
sendo, as proposições do raciocínio desta época admitiam
somente duas atitudes: ataque e defesa; então amigos,
meditemos: o que faz uma fera quando alguém se lhe avizinha,
senão oferecer-lhe as garras? Da mesma forma os selvagens, se
um estrangeiro chega ao seu território. Mesmo hoje em nossa
‘civilidade’, no indivíduo desconhecido não há confiança,
porque cremo-lo inimigo. As próprias leis religiosas e civis
tratam o indivíduo como um rebelde a ser induzido a
obediência, sob ameaça de severa sanção penal, sem a qual

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A ERA DE MOISÉS

estas leis não surtiriam nenhum efeito. Portanto nos é fácil


agora compreender por que Moisés delineou a figura de um
deus punitivo e autoritário, ao qual, todos deviam temer.
Era a única forma, era a única linguagem que aquela
mentalidade poderia compreender. E será sempre assim: a
providência divina, neste aspecto sempre nos falará na medida
do nosso entendimento, assim como o pai fala a linguagem que
o filho recém-nascido pode entender, pois o contrário seria
inconcebível e não haveria nenhuma possibilidade de diálogo,
de entendimento. Em outras palavras será sempre o aprendiz
que determinará a didática do seu aprendizado.
Conhecedor do perfil psicológico daqueles homens1,
Moisés sabia que não poderia falar de compreensão e tolerância
às feras, assim como não poderia falar de amor e perdão
àqueles homens. Eles não ouviriam. Seria como jogar palavras
ao vento. Deste modo, desceu ao nível de entendimento
daqueles povos.

1
Aqui o termo homem é usado em sentido genérico, significando o ser humano.

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A ERA DE MOISÉS

MOISÉS E A LEI CÁRMICA

Mas sua didática, não atrapalhou de modo algum o


que pretendia o mundo espiritual. Ao contrário, a mensagem foi
transmitida com êxito. Contudo, deve-nos repousar clara a ideia
de que Moisés fora, sem dúvida, obrigado a agir de maneira
oposta a que determinava a lei por ele trazida.
Mas o agente dessa obrigatoriedade foi, sem
dúvida, a forma mental própria e característica dos homens
pelos quais aquela lei devia ser aplicada. Se o foco principal da
lei é o de ensinar, sabemos que não é possível ensinar ao
homem de nossa faixa evolutiva, pretendendo que ele aprenda
o que deve aprender, apenas com demonstrações, nas linhas do
diálogo fraterno, apelando para uma inteligência, composta por
uma série de elementos que ele não possui ainda.
Neste caso, há apenas um sistema: o de deixar que
o transgressor da lei sofra o dano resultante de sua ação. Isto
porque neste nível de evolução, em que estagiamos, somente
se pode aprender à própria custa. Não que seja uma
determinação superior, mas porque assim, em imo cada um
determina e os que nos são superiores conhecem a ineficiência
de qualquer outro método, nesse momento.
“Olho por olho, dente por dente”. É isso que a lei de
Talião nos que dizer. Em outras palavras, Moisés trouxe e
implantou a lei cármica entre os homens. Lei cármica, ou
simplesmente carma, num entendimento simples, é o retorno
do que fizemos ao outro. Receberemos sempre o saldo do que
nossas ações causarem aos nossos irmãos. Significa dizer que
com a mesma medida que julgarmos, seremos julgados, com a
mesma medida que ferirmos, seremos feridos...

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A ERA DE MOISÉS

MOISÉS – A PRIMEIRA REVELAÇÃO

Moisés foi a primeira revelação. Sua missão seria a de


um libertador e não somente dos povos hebreus, mas também
de um ciclo espiritual evolutivo que promoveria a humanidade a
um amadurecimento espiritual.
Salve Deus, meu irmão aspirante, é muito importante
entender a natureza evolutiva da vida física. Falamos do homem
psicológico daquela era; estamos falando de nós há seis
milênios. Estude o seu comportamento transcendental de seis
milênios, os aspectos sociais, culturais, psicológicos, filosóficos,
éticos, morais, intelectuais; trace um paralelo com o homem
atual...
Gostaríamos que compreendesse a evolução
espiritual desse homem que reencarnou muitas vezes; cada
encarnação é um novo desenvolvimento espiritual no que se
refere ao seu desenvolvimento mental e, consequentemente,
espiritual.
Moisés, o legislador, o libertador foi a primeira
revelação ao mundo das etapas evolutivas espirituais dessa
humanidade. Sua missão em seu aspecto mais importante, foi
trazer do mundo superior os primeiros ensinamentos que
conduziriam aquele povo a um estado de evolução ou libertação
espiritual.
Moisés cumpriu sua missão. Mudou o rumo do
pensamento humano daquela época em diante. Sua história,
sua rica história é muito conhecida nos altos círculos espirituais
e esse grandioso espírito durante sua missão esteve sob os
cuidados e proteções de Jesus para que nada pudesse dar
errado.

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A ERA DE MOISÉS

ASPECTOS RELIGIOSOS: DEUS É ÚNICO – ENSINAVA MOISÉS.

Não matarás. Não roubarás. Não cobiçarás a mulher


do próximo. Estes são alguns mandamentos recebidos por
Moisés no Monte Sinai e que se tornariam o alicerce de todas as
religiões – o Velho Testamento. A lei de Deus, como ficou
conhecida tem inspirado todos os fundamentos e sistemas
religiosos. Eles são verdades que geram o equilíbrio psíquico
humano, que sustentam a humanidade em todos os
seguimentos sociais, regulando orientando, governando e
regendo a vida de todas as nações.
Contudo questionamos hoje as interpretações sobre
os ensinamentos de Moisés. Deus, inferno, pecado, medo,
temor, superstições e uma infinidade de conceitos derivados da
interpretação que muitos religiosos atribuem aos ensinamentos
ministrados por Moisés.
Certo dia recebi a visita de um amigo, aguerrido
defensor de um desses sistemas religiosos, e que na sua certeza,
questionava se o que fazíamos era certo ou não. Ele se referia
ao intercâmbio, à comunicação entre os supostos vivos e os
supostos mortos.
- Ora amigo, respondi afirmando que éramos todos
vivos – tantos os desencarnados quanto os encarnados. Ele
abriu o seu Velho Testamento e leu-me um versículo em que
Moisés proíbe o contato entre vivos e mortos.
Que bom! Eles já existiam há 6 mil anos, disse eu.
- Quem? Perguntou ele.
- Os mortos, ainda negados na atualidade. Os mortos
que não morreram e continuam vivos.
Ele voltou ao seu manual e recitou mais um trecho de
Moisés, onde Deus reforça lhe endossa a proibição entre
‘mortos’ e ‘vivos’ e promete castigo a quem o desobedecer.

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A ERA DE MOISÉS

- A Bíblia é Deus? Perguntei eu.


- É a palavra de Deus. Sentenciou sem demora.
- Sim, concordo. Nós diríamos isso a uma criança: não
se envolva com espíritos, do mesmo modo que diríamos aos
nossos filhos: ‘não mexa com fogo. É perigoso’. Entretanto a
criança cresce, amadurece e você o vê mexendo com fogo. Mas
agora nada podemos falar, pois ele possui maturidade suficiente
para tal.
- O senhor acredita na reencarnação? Perguntei eu.
- Não? A bíblia não fala nisso.
- Curioso. A humanidade nega os mortos. Se Moisés
proibiu o intercâmbio com os mortos, então é porque eles
existem e o intercâmbio também. Caso contrário, para que a
proibição?
Mas o fato em si é que a humanidade evoluiu e o
homem individualizado atingiu na atualidade um
amadurecimento que lhe possibilita um entendimento mais
exato, mais aprofundado.
Imaginemos se fosse possível transportar o homem
de 6.000 anos atrás até hoje. Demos agora a ele um aparelho
celular, um computador, por exemplo. Obviamente ele não
saberia o que fazer. Desta mesma forma, se disséssemos que
Deus é amor, que tudo compreende, que é misericordioso, ele
também não compreenderia.
Grande parte da humanidade evoluiu e incluiremos
nesta evolução os espiritualistas. É bastante aceitável que
aspectos fundamentais mudaram e se transformaram.
Imaginemos como comiam, dormiam, falavam,
amavam e se relacionavam os homens daquela época. Como
moravam? Quais eram suas leis sociais? Mas o certo é que
muitas coisas mudaram em relação ao hoje. Estranhamente só
não mudou o sentido religioso.

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FASCÍCULOS TUMUCHY
A ERA DE MOISÉS

Essas mudanças se operaram no âmbito de nossa


inteligência, dos pensamentos, ou seja, dos nossos conceitos.
Aquilo que pensamos quando éramos crianças mudou quando
nos tornamos adolescentes e depois adultos. E assim sempre
haverá mudanças conceituais, na forma de entender e perceber.
Muitas vezes fazemos ideia de algo, de alguém. Tão
logo conhecemos mudamos o que pensávamos, mudando
nossos sentimentos, nossa visão e entendimento. Então algo foi
modificado em nós. O quê? O nosso conceito. Mas então, o que
é conceito? Aquilo que se concebe ou entende. Ideia, noção. O
entendimento; juízo, concepção.
Concepção pode ser criação; verdade, realidade ou
fantasia, de acordo com os meus conceitos, com o que entendo
ou compreendo ser. Constatação advinda de um conceito.
Então mestres, conceito é o que entendo ou
compreendo sobre algo, minha visão. Concepção é quando
atesto, experimento meus conceitos.
Eu tenho um conceito formado sobre o que sou;
sobre a morte; sobre Deus; sobre a vida, as pessoas; sobre o
doce ou o amargo. Daí defino: isso é bom, isso não é bom; isso
está certo, isso não está certo; isso é verdade, isso não é
verdade, e assim sobre tudo eu tenho uma opinião formada,
sem contudo conhecer. Temos então muitos preconceitos.
Preconceito – conceito ou opinião formados antes de
termos os conhecimentos adequados, abalizados. Prática
emocional extraída do sentimentalismo ou da rigidez de uma
concepção; ideias preconcebidas. Opinião impensada, não
raciocinada. Salve Deus.

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A ERA DE MOISÉS

HOMEM E O PRECONCEBIDO – A RELIGIÃO PRECEITUADA

Certa ocasião eu estava no Tibet. Darkus-kan, a certa


altura do nosso diálogo me disse:
- Estou dialogando com quem? Com você ou com
ideias preconcebidas? Parece que estou diante de algo muito
confuso. Vejo várias linhas de pensamentos dos seus instrutores
do passado. Quem é você?
Fiquei calado, sem definição. Quem sou? Daquele dia
em diante passei a me preocupar.
A grande questão, é que, eu era um amontoado de
ideias pré e mal concebidas. Minha visão era nula do presente,
do que estava vivendo. O novo havia chegado, contudo eu
continuava sentado e julgando-me confortável numa poltrona
velha. Sobre tudo eu tinha uma ideia formada, não me
importando se era verdadeira ou não.
Assim aconteceu conosco, quando chegamos no
espiritismo, nessa Doutrina. Somos um edifício preconcebido,
sem uma visão clara da vida, afogados num oceano de conceitos
e concepções preconceituosas, sobretudo no sentido religioso.
Então Darkus-kan me dizia:
- Abandone essas heranças do passado; abra sua
mente ao novo, deixe novas ideias e novos conhecimentos
semearem sua mente. Deixe-se confundir. Coloque em dúvida
todos os seus conceitos. Abra as portas para a luz; luz,
entendimento; clareza. Não tenha medo de que suas convicções
desapareçam. Os fundamentos da nova vida devem ser
estruturados pelos novos conhecimentos que trarão novas
ideias, nova visão e novos conceitos.
Sim amigos aspirantes. Eu tive que abandonar e
reformular meus velhos preconceitos, mudar o meu
entendimento, minha visão sobre tudo e todos.

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A ERA DE MOISÉS

Moisés, esse grande iniciado inspirou o mundo com


conhecimentos extraordinários e verdadeiros para aquela
época. Contudo seus conceitos já não servem para a vida atual.
estão desatualizadas da verdade maior que inspira o mundo
atual.
A vida evoluiu, o homem evoluiu, a ciência evoluiu, a
mente do homem evoluiu. Devem os conceitos religiosos
evoluírem também, pois eles não sustentam mais a verdade e,
portanto, não são capazes de gerar equilíbrio aos homens, nem
satisfazê-los no sentido de fornecer respostas satisfatórias aos
nossos conflitos e indagações.
Deus, inferno, satanás, pecado, fé, morte, santos e
demônios, o bem e o mal, a Bíblia, temor a Deus... Todos esses
nomes possuem uma expressão bastante forte em nossas vidas.
Entretanto todo esse acervo estabelecido por sociedades
remotas corresponde ao seu padrão mental, a aquilo que
tinham como verdade.
Não faria sentido, a uma criança de dois anos,
ministrarmos conhecimentos universitários. Seu entendimento
seria nulo porque os fatores psicológicos que funcionam como
leis imutáveis não lhe permitiriam um entendimento coerente e
satisfatório.
Assim se processa a evolução da humanidade, que há
milênios vem passando por uma evolução gradual e contínua.
As verdades estão ajustadas a um grau de entendimento dos
encarnados e desencarnados, em todas as sociedades do
passado e do presente.
Moisés foi um instrutor universal que, ao nascer,
trouxe à humanidade um conhecimento adaptado ao
entendimento do homem daquela época. Usá-los hoje como
verdade seria negar os princípios da evolução humana.

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FASCÍCULOS TUMUCHY
A ERA DE MOISÉS

Observamos este processo nitidamente na ciência. O


que se considerava verdade há 200 anos hoje é desmentido.
Sabemos que no passado as coisas não eram como se
ensinavam ou como os homens daquele período pensavam.
Contudo essa descoberta de 200 anos atrás não pode ser
considerada mentira, mas o princípio de uma verdade que se
constitui num caminho para uma verdade maior, mais precisa e
exata. Assim também ocorre no campo religioso.
O Deus que Moisés concebeu e ensinou aos homens
daquela época era segundo a imagem desse mesmo homem.
Entretanto, Moisés sabia que Deus era completamente
diferente do que estava ensinando; por outro lado também
compreendia o perfil do homem de sua época, que não tinha
possibilidade de compreender uma ideia superior.
Seria bastante compreensível a um pai, vestir-se de
criança e penetrar no mundo infantil do seu filho, usando sua
imagem, linguagem adequada ao entendimento do seu
pequenino. Porém é inconcebível um pai vestir seu filho de
adulto e tentar inseri-lo no universo próprio de um adulto.
Ao pai é possível tornar-se criança e compreender o
mundo infantil, pois ele já foi criança. Moisés, como um irmão
mais velho e experiente daqueles que Deus havia lhe confiado,
desceu do seu entendimento superior e adaptou a verdade
divina ao entendimento daqueles que foram seus irmãos mais
novos.
Moisés foi a primeira revelação das verdades divinas,
abrindo para a humanidade a era de redenção crística, do
homem-luz, que amadurecido compreende hoje que Deus é
amor, justiça, misericórdia. Que inferno, pecado, vingança,
maldade e tantas outras concepções eram simplesmente uma
figuração, uma linguagem adaptada à capacidade intelectual e
moral do homem há 6.000 anos.

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FASCÍCULOS TUMUCHY
A ERA DE MOISÉS

DEUS E ANTI-DEUS. O BEM E O MAL

Certa ocasião, em uma palestra, perguntaram-me


sobre o anjo decaído e suas legiões. A ideia que se tem é a de
que um anjo desafiou Deus e quis tomar-lhe o paraíso, ou o
universo. Então Deus venceu aquela guerra e expulsou o
decaído e suas legiões do paraíso, abrindo espaço em um lugar
conhecido como inferno. A esse anjo decaído deram o nome de
diabo (e tantos outros) e seria ele a germinar o mal, na intenção
de perverter toda a humanidade.
Definamos Deus, na figura atual naquilo que
concebemos segundo Jesus. Então, num resumo diríamos que
Deus é amor, justiça, bondade, misericórdia e assim o sinônimo
de todas as virtudes humanas. Definindo o Anti-Deus é o mal,
fruto do ódio, vingativo, a espalhar medo e temor. É cruel e
nada perdoa, não havendo justiça no seu juízo.
Então se Deus é bom, o diabo é ruim, se Deus é amor,
o diabo é ódio; se Deus é justiça, o diabo promove as injustiças.
Enfim, o diabo é oposto a Deus, como o bem é oposto ao mal, o
amor oposto ao ódio, a paz oposta à guerra.
Então há uma parte divina e uma parte diabólica em
nós. A parte divina é o resultado equivalente entre o que
consideramos bom e o que é mal, ruim. Assim criamos dois
nomes: para o que consideramos bom, virtuoso, Deus. Para o
que consideramos imperfeito ou mal, diabo.
Deus e diabo são estágios vividos por nós, num
estado mental inferior. Então se Deus é nossa imagem e
semelhança, consideramos Deus pelo que entendemos ou
definimos – metade divina e metade diabólico.
O anjo decaído é o domínio do Deus diabólico em
nós, pois Deus está segundo o que define o seu entendimento e
não segundo o que definem as religiões.

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Essa ideia é óbvia. Imaginemos que Deus criou tudo.


Essa é uma verdade aceita. Então ele criou a chuva. Aquele
agricultor após semear as suas sementes reza a Deus para que
mande a chuva. Mas chove mais do que deveria e as sementes
todas morrem por excesso de água.
Mas se Deus criou a chuva, então ele é o responsável
por ela, por chover ou não. E se choveu demais, ele não foi
divino e sim diabólico, pois aquelas sementes seriam o alimento
de toda uma família.
O que pensar sobre Deus? O que dizer sobre ele?
Aquela mãe, que reza para que seu filho amado não
morra, vê numa triste ocasião a morte do seu querido. Então
Deus foi diabólico? Não escutou aquela mãe e lhe impôs todo o
sofrimento advindo daquela perda?
Moisés ensinou deste modo: Deus – sua imagem e
semelhança. Imagem e semelhança do homem que o define,
segundo suas atitudes. Então ele pode ser divino como pode ser
diabólico.
A figura do anjo decaído que se tornou diabo e habita
o inferno é o resultado colhido de nossas atitudes a produzirem
um estado inferior de desequilíbrio quando são injustas.
Quando são justas produzem um estado de equilíbrio, de paz.
Quando agimos diabolicamente estamos desafiando
o reino divino, em guerra contra Deus. Estamos então na legião
dos anjos decaídos. Quando agimos divinamente estamos na
legião dos anjos ascendentes, vinculados ao bem e ao Deus
divino interior, existente em nós.
Salve Deus meu irmão. Aquele amigo que havia
questionado se o contato entre vivos e mortos era lícito,
‘comprovando’ estar errado segundo o Velho Testamento
ensinado por Moisés agora abria a Bíblia e tirava o versículo dos

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anjos decaídos, que por Deus foram expulsos para o inferno, e


eram os inspiradores contra a obra divina.
Deste modo ele afirmou que o espiritualismo era
obra dos anjos decaídos, que diabolicamente se organizavam
para destruir Deus.
Nosso amigo entretanto, não prestava atenção no
que chamamos de a segunda revelação – Jesus e o seu
Evangelho de luz, ou como chamam os sistemas religiosos, O
Novo Testamento.
Não sabia ele que mudou em tudo o que Moisés
havia ensinado. Mudança no sentido de adaptação a uma
humanidade mais moderna. Moisés falara a crianças espirituais
e Jesus a pré-adolescentes. O espiritismo fala aos adolescentes
espirituais.
Após sentenciar, fechou a Bíblia e me disse que o
diabo conspirava contra os planos de Deus e o que nós fazíamos
era servir ao diabo.
Mas, salve Deus irmãos e amigos. O que podemos nós
oferecer de perigo ao criador do universo? Como poderá um
pequeno formigueiro ameaçar o progresso e a ordem deste
planeta? Pense nos seus filhos. Lembre-se de quando eram
pequenos. Como poderiam aqueles recém nascidos ameaçar a
integridade física de alguém? Assim, como poderia a
humanidade oferecer perigo ao arquiteto do universo? Como
poderia um anjo desafiar seu criador?
Sentimos que a palavra mata e o espírito dela nos
mantém vivos. A questão era que aquele Deus havia sofrido
uma considerável diminuição. O Deus no qual ele acreditava era
do tamanho de suas ideias, de sua visão. Então ele se mantinha
numa atitude preconceituosa.
É isso que as religiões vêm fazendo e elaborando – a
diminuição divina e disseminando o Deus diabólico. Justamente

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esse processo acelerou a vinda de Jesus, o messias, a segunda


revelação.
Quando falamos do diabo ou de Deus estamos
somente elaborando o nosso autorretrato. Do mesmo modo, se
pedíssemos para que alguém nos definisse a lua nos diria ser ela
redonda, prateada, com um desenho de São Jorge e muitos
outros pequenos aspectos elementares, verdadeiros e falsos.
Mas como falar se não a conhecemos de fato? Impossível...
Não conhecemos Deus e, portanto não temos como
defini-lo. Temos como senti-lo em seu estado divino ou seu
estado diabólico – em equilíbrio ou desequilíbrio.
Quando sentimos Deus num estado divino tudo está
bem; a vida é ótima, bela, não há tristeza e somente realização.
Quando sentimos Deus em seu estado diabólico nada está bem,
nada presta e nos sentimos invadidos por tristeza, irrealizações;
a vida é injusta e os nossos padecimentos insuportáveis. Então
vem a famosa pergunta: “por que Deus deixou que isso
acontecesse comigo?”
Então mergulhamos num estado infernal – porque o
estado diabólico nos leva a um estado infernal. O que é inferno
então? Simplesmente a maneira de sentirmos e entendermos a
vida.
Agora, entretanto, é a sua vez. Procure identificar no
seu interior tudo que foi mencionado até agora. Perceba em
que pontos você ainda conserva os costumes da velha estrada:
os preconceitos e os falsos caminhos. Analise-se e questione-se.
Procure sempre fazer uma meditação comparativa entre os
assuntos abordados e as suas atitudes. Salve Deus irmão, caro
aspirante. Que Jesus nos abençoe. Até o próximo encontro.

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Moisés foi a primeira revelação. Sua missão seria a de


um libertador e não somente dos povos hebreus, mas
também de um ciclo espiritual evolutivo que
promoveria a humanidade a um amadurecimento
espiritual, abrindo para a humanidade a era de
redenção crística, do homem-luz, que amadurecido
compreende hoje que Deus é amor, justiça,
misericórdia. Que inferno, pecado, vingança, maldade
e tantas outras concepções eram simplesmente uma
figuração, uma linguagem adaptada à capacidade
intelectual e moral do homem há 6.500 anos. Moisés
trouxe então o conceito de Deus; único e supremo a
tudo e a todos, a quem os homens deviam obediência
incondicional.

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