Você está na página 1de 2

RESENHA

Por
Kátia Gally Calabrez
Nghiem, Minh Dung; Música, inteligência e personalidade – O comportamento do
homem em função da manipulação cerebral. Campinas/SP: Vide Editorial, 2018. ISBN –
978-85-9507-052-3.
O autor NGHIEM, é um médico e escritor franco-vietnamita.
A publicação visa compreender e explicar a ação da música sobre o homem.
O cérebro do ser humano tem uma extrema plasticidade; explica-se a maturação
do sistema nervoso pela adaptação e especialização da função de seus órgãos. Os
estímulos provenientes do ambiente determinam um dado comportamento.
Podemos continuar a nos adaptar à sociedade em evolução continua pela
reciclagem, adquirindo novos conhecimentos; consistindo em armazenar novos dados nos
circuitos nervosos da memória já estabelecidos e incessantemente acionados e
consolidados; e nessa nova inscrição se efetuará segundo processos lógicos em bom
estado de funcionamento, pois que bem conservados por sua utilização contínua e
ininterrupta.
Quando um leigo ouve música, seu lobo direito segue o contorno geral da melodia
e pode conceber uma certa emoção estética. Mas, se o indivíduo, por meio da educação,
se torna músico, poderá ouvir também com seu lobo esquerdo, pois a música terá se
tornado para ele uma linguagem. Existem, em cada indivíduo, duas personalidades, uma
intuitiva (coração) e outra calculada (razão). O cérebro não funciona como um mesmo em
todos os homens; o modo de perceber e pensar muda conforme a maturação do indivíduo
e da evolução da civilização. A mudança na especialização dos territórios do cérebro
provoca a modificação da mentalidade do indivíduo e do seu comportamento. O cérebro
intelectual recebe as informações sensoriais pela visão, audição, olfato, paladar e tato;
percebenco assim seu mundo exterior; seu funcionamento se faz por associação segundo
procedimentos lógicos, ou seja, apreensão ou percepção do mundo real (consciência). O
cérebro emocional capta informações provenientes dos órgãos, músculos, articulações
(do mundo interior); e os estímulos emocionais, que submete a um tratamento analógico;
dispõe de liberdade toral de simulação ou de mudança do roteiro de raciocínio (sonho,
imaginação, ciração).
A música assumiu diversas funções na sociedade. Desde a antiguidade, sabia-se
que a música, que englobava a melodia, o ritmo, a harmonia e o poema cantado, podia
exercer uma influencia não negligenciável no humor e mesmo no caráter do homem.
A música é uma linguagem, permite a transmissão das informações de maneira
complexa, modificando o humor e as emoções; pode ser educativa, subversiva ou
terapêutica. As palavras cantadas podem veicular ideias, experiencias vividas, ideologias,
etc. pode-se controlar a receptividade dos ouvintes, modificar o seu humor, sensibilidade,
condicionar reflexos, alterar sua personalidade.
A música funcional se dirige à percepção inconsciente; não é informativa, mas com
o espectro de frequências se fazperfeitamente audível.
A musicoterapia visa objetivos bem diferentes segundo cada usuário; inicialmente
partes especificas eram usadas para apenas mudar o humor das pessoas; mas permite a
comunicação não verbal por intermédio da atmosfera emocional produzisa, gtransmitindo
emoções e sentimentos, facilitando a transmissão dos pensamentos pela palavra. Pode
aliviar a ansiedade e acalmar a impaiencia. Porem uma má escolha, agrava o estado,
pode perturbar gerando tensão, agressividade.
Existem distribuições naturais das ressonâncias, sequencias tonais, melodias
naturais que explicam o efeito dinamizante universal da música.
Para explicar o gosto musical de cada um, a identidade sonora depende da
identidade cultural e da experiência de vida intra-uterina. A sensibilidade esta´fortemente
ligada à cultura e sofre a influencia das ideias e mesmo das modas, por cnta d einumeras
conexões.
Fatores próximos à sensibilidade, dependem das emoções e podem sofrer
influencias das artes e intervem no funcionamento cerebral.
A música pode domesticar a sensibilidade do homem, juntamente com a religião,
ideologias e superstições; pode determinar até sua camada inconsciente e rege seus
gostos e escolha; exercendo influencia decisiva sobre o desenvolvimento do cérebro
intelectual, progressos materiais, morais e técnicos da sociedade.

Você também pode gostar