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RESENHA

Por
Kátia Gally Calabrez

Smith, Maristela; Musicoterapia e Identidade humana – transformar para


ressignificar. São Paulo/SP: Memnon, 2015. ISBN – 978-85-795-4089-9.
A autora SMITH, é musicoterapeuta, formada em educação artística habilitada em
musica; pos-graduada em psicomotricidade, mestrada e doutorada em psicologia social.
O livro demonstra praticas musicais para autoconhecimento e auxiliar seus
semelhantes sob uma visão holítica, levando a mergulhars seus conhecimentos artistcios
e ampliar a capacidade de ver o hoem e seus problemsa típicos, que aparecem quando o
sujeito executa, cria ou escuta a musica, tais como distúrbio de relacionamento pessoal
ou de ateção; traz protocolos de intervenção musicoterapeuica, que podem ser utilizados
na pratica diária, complementando as atuação, sob uma visão clinica.
A musicoterapia é a ciência, que, através do som, procura a hamonia entre a
mente, corpo e mundo externo; pelo encontro de som chave, característica do princípio
sonoro do eu interior. É a ciecia eu ujtiliza elementos sonoro-ritmico-musicais, corporais e
vocais no tratamento, reabilitação e recuperação de indivíduos portadores das mais
diversas patologias, ou ainda, na área preventiva, procurando estabelecer uma relação de
equilíbrio entre as áreas de conduta humana: mente-corpo e mundo externo. É um apraxs
sonoro musical que transforma o homem e por ele é transformada. Práxis
musicoterapeutica denomina a partica da musica como terapia aplcada a pacientes sem
comprometimentos aparentes de quaisquer ordens, ou seja, no abito da musicoterapia
preventiva musicopissicosocial (musicoterapia na habilitação). Formas de resgatar nos
níveis físico, emociona, mental, cognitico u espiritual.
Musica x identidade, que segue a linha sócio-histórica, uma vez que fala em força
essencial, sentido humano, capacidade subjetiva, homem social. Falar de identidade é
falar de tudo isso, é falar de transformação, de metamorfose; é apontar toda a força da
essência musical que existe em cada um e que, por meio intermediário facilitador de
expressão, busca-se transformação do homem humanizável em homem humanizado ou
autônomo.
Como uma arte, a musicoterapia é organizada pela ciência e enfocada pelo
processo interpessoal. Como ciência é animada pela arte e humanizada pela reação
terapeuta-cliente. Como um processo interpessoal, é motivada e preenchida pela arte e
guiada pela ciência.
Na propriedade neuroplástica, a musica é capaz de modificar o sistema nervoso.
Quando um musico terapeuta investiga a vida sonoro-musical do paciente na
primeira etapa denominada de musicodiagnóstica. A musica resulta de observações
sensoriais; é razao e azãoculação; serve para propósitos morais e educacionais; para
racionalizar, teorizar, contradizer; é especulativa.
Quanto aao processo artístico de um processo musicoterapico: a arte é um sistema
de prevenção à frente À posmodernidade; porque a arte c onverte em previsível o
imprevisível. A arte é a uncia alternatica de minar o isolamento do homem; então aparece
o som que permite a integração. Em musicoterapia, se faz arte. Usa a musica cmo
principal instrumento de trabalho. Cpmo ferrameta de leiura, escirta e analise. Usa a
musica sob o ponto d evista artístico, no sentido amplo do termo. A produção musical é
uma das técnicas mais adotadas em musicoterapia que, sem duvida, esta inserida na
área da estética. Musicoterapia frequentemente se utiliza da arte poética como
estabelecimento técnico.
Cientificamente, a musica trata das próprias noções e das atitudes diante do
musical.
A importância da analise não vernal da musica falada., cujas entonações,
modulações e ritmos transmitem, por meio da emoção, a mensagem que se quer c hegar.
A construção musical que ocorre em um setting musicoterapico, fundamenta-se e
revela-se a importância dessa construção, no que se refere à expressão musical como um
todo, ou seja, por meio do corpo, da voz, dos instrumentos musicais e eletrônicos, num
fazer musical constante, apontado em paralelo, a reconstrução da identidade do sujeito.
A musica interior esta intimamente relacionada à identidade-sonoro-musical dos
indivíduos, aquilo que nos singulariza, nos caracteriza como unidade na coletividade. Na
pratica, o musicoterapeuta busara uma abertura do canal de comunicação com seu
paciente, devendo respeitar o seu principio de ISSO, uma vez que em seu interior, todo o
conjunto de movimentações rítmicas, sonoras e musicais propriamente ditas estará
presente, desde a historia sonosra de antecedentes e da fase intrauterina, e infinitaente,
ate a morte do sujeito. Tais sons e ritmos vao se henriquecendo conforme as experiências
vao surgindo, transformando o interior musical do sujeito, metamorfoseando-o
musicalmente.
O homem é dotado de um conjunto de sons e ritmos que o caracterizam e o
individualizam, que condensam os arquétipos sonoros, herdados onto e
filogeneticamente. A isso cultural de um povo, indicarão os rumos para encontrar canais
de comunicação. Uma sociedade acumula elementos sonoros e rítmicos heterogêneos de
grpos culturais, subculturais e minorias étnicas; é o produto da configuração cultural
global d quak o individuo e seu grupo fazem parte: é a identidade sonora propro=ia de
uma coletividade de homogeneidade cultural relativa, que corresponde a uma cultura ou
subcultura musical manifesta e compartilhada.
Falar do poder da musica é assinalar dua influencia no ser humano, pois como
fenômeno físico (som, liencio, objeto da físico-acstca) e como fenômeno psicológico
( relações sonoras, objetos da psicologia), seus elementos constitutivos e sua sintaxe
semântica singular induzem correspondentes movimentos biológicos, fisiológicos,
psicológicos e mentais.
Se olharmos a musica como instituição cultural, sriamos capazes de ler os
contextos culturais, que criam inter-relações entre musica e identidade; que proporcionam
um alinguagem para a representação de uma experiência musical. Tudo isso pode ajudar
o musicoterapeuta a estabelecer relações musicais, que são básicas para a intervenção
terapêutica. Para atura musicalmente, de acordo com o repertorio do paciete; é
necessário base para diálogos musicais, respeito pela identidade musical do aciente.
O processo de diferenciação da identidaee dse faz semrpe numa relação dialética
com o outro e com o mundo, que torna o sujeito ee objeto do processo.
A identidade sonora, também denomindad de musica inteiro, entendida não como
um elemento estático, mas como um processo dinâmico, por acreditar que todo ser
humano é dotado de ritmos e sons propios (potencial usical) como possibilidade de
desenvolvimento posterior, dependendo de seu meio ambiente, bem como a cultura em
que eta inserido. A musica é um atributo essencial da humanidade coo um todo e não
como um privilegio se alguns indivíduos. O desenvolvimento da identidade dependendo
da subjetividade quanto da objetividade, pois, na práxis, essa unidad fa com queo homem
produza a si mesmo, concretize sua identidade; se da pelas condições históricas, sociais,
materiais dadas, como as próprias condições do individuo. A musica é capaz de
intermediar uma relação pessoal/social do individuo; além de outros moticos, pela própria
ordem cronológic de que dispõe. Pode-se falar de atos musicais qye tem a capacidade d
e metamorfosear atos internos, emooes, sentimentos, impulsos, intenções, etc, de um
individuo. Num processo terapêutico, por meio da musica há a possibilidade de o paciente
objetivar, usando a linguagem como mediadora dessa objetivação. A identidade sonora é
fruto da constituição genética e de fatores ambientais e cuturais. É evidente que a musica
interna do individuo sera formada denro de um contexto histórico-social. O grande objetivo
da utilização da musica como terapia esta sustentado na ideia do agir comunicativo, do
concretizar a emancipação, da freconstrulçao do individuo. O principio de Isso tem três
categorias (universal, particular e singular). Principio de isso universal, todos os seres
humanos possuem ritmos e sons que devem ser usados como fonte estimuatroia. O
principio d eISO grupal ou cultural, enconta o som que identifica o grupo ou alguma
cultura particular. Principoio de ISSO gestaltico ou individual, presença de ritmos que
individulizam e caracterim, a pessoa, devido sua historia de vida como uma impressão
sonora.
A msuica ao tocar na sensibilidade e na emoçõ regata o humano que há nas
pessoas, construindo uma identidade questão do gosto musicl é um exercício dialético,
pois coloca muitas vezes em xeque sistemas de crenças e juízos categóricos,
aparentemente definitivos e inevitáveis; essa questão esta diretamente ligda a identidade
sonoro musical que nos singulariza; fazendo parte dela as estruturas e heranças hnivrsais
(ISSO universal), os registros sonoro-musicais acumulados dede a concepção (ISSO
getsalgtico) e a confuiguraçaõ cultural global (ISSO cultural).
Favorecer o resgate de identidas sonoras culturais sigularizadas e rralizar uma
constante reflexão critica e dialética sobre as linhas de produção sonoro-musicais do
corpo social são tarefas consideradas importantes para que o musicoterapeua se
posicione singularmente como agente de aude.
É importante não rotular um individui pela expressão pura de sentimento, num
processo muscioterapeutico. Não se deve estiguimatizar alguém simplesmente pela
demonstração de um único comportaenteo desencadeado por uma musica ou som.
Diagnosticar musicalmente,a firmano que determinado comportamento revela
aperosbalidade, é um erro, que pode anular o desenrolar de um trabalho. No decorrer de
um processo em que o ritmo de absorção é único, o elemengto som abre espaços parq
eu, num conjunto de reações, seja possível levar o individuo à sua própria interpretação,
ao conhecimento de mais um dado do conteúdo de sua usica interna. Sem rótulos, sem
preconceitos, somos capazes de compreender as metáforas e aradoxos existentes em
nós mesmos.
A descoberta da personalidade musical, ou música interior, ou perfil sonoro-
musical, ou identidade sonoro-musical, ou principio de ISSO, traz possibilidades inúmeras
de adaptações e readaptações no meio impessoal em que o individuo vive. Para tanto,
técnicas da psicoterapia, ao psicodrama e da área musical podem ser utilizadas,
juntamente com as musicoterapûticas propriamente ditas. Há estratégias diferentes de
atuação que caracterizam o caminho (plano) a ser seguido. De forma pessoal,
entendemos a musicoterapia como uma vibroterapia sonoro-musical, manipulada pelo
homem a ponto de considera-la como música, isto é, atribuindo-lhe significado (pelo
paciente), que posteriormente, sera útil na terapia. Como práxis, na arte e na ciência em
desenvolvimento, procura a harmonia entre as áreas da conduta humana, isto é, mente,
corpo e mundo externo, por meio do encontro do som-chave (música interior),
característica essencial do princípio sonoro do eu interior. O som chave seria a identidade
humana em termos musicais, em constante transformação e sempre em busca e novas
adaptações. A área da mente, formada pelos processos simbólicos pelos quais a pessoa
passa, refere-se a pensar, raciocinar, imaginar, plaificar, considerar e concluir. A área do
corpo, formada pelos movimentos corporais expressados pela pessoa, refere-se as
respostas motoras, como movimentações, mudanças posicionais, posturas,
verbalizações, expressões faciais, gestos e atitudes corporais. A área do mundo exteno,
formada pelos efeitos psicofisiologicos, refere-se ao que os sons provocam por si mesmos
no grupo familiar, no grupo particular e no meio impessoal. O conteúdo da musicoterapia
se baseia em pesquisa, observação, experimentação, procura, analise (sonoro-ritmica),
generalização, compraração e coclusao, elementos constitutivos de toda ciência.
O valor terapêutico da improvisação livre corporal-sonora-musical e a composição
livre de ideias para acessar aspectos inconscoientes das motivações e outros objetos
terapêuticos que facilitam a superação humana e permitem um melhor manejo de
sintomas de diversas etiologias. A música, como um todo, impressiona o individuo no seu
todo, estimulando-lhes reações variáveis. Como boa parte das atividads mentais escapa
ao olhar da consciência, e como o sentido musical excede o discuso expondo o homem
na sua vivencia cotidiana tanto quanto no seu histórico; a pratica musical com seu jogo
lógico, orgânico, lúdico e de quase-racionalidade, mobiliza e revela investimentos afetivos.
A musicoterapia age na relação e trabalha por meio do som, principalmente numa
perspectiva para estabelecer um contato no qual a palavra não é suficiente, e também
para alimentar, através de um processo criativo, uma comunicação mais fluida entre o
mundo interno e externo do sujeito. Extsite um som universal, ou aquele corresponde ao
plano sonoro propriamente dito e não apenas ao musicl, ou seja, do som produzido por
um instrumento, por exemplo. E afirma que se nossa visão é ampla, larga, total, universal
e sobretudo, se nossa avaliação não corresponde à unidade de tempo, ação e lugar,
então temos a possibilidade de nos referirmos a um som universal.
O músico cria, revela e impulsiona um nova realidade; buscando caminhos para
exprimir a sua sensaõ de unicidade com o universo. Questão de identidade humana
quanto às inserções em Musicoterapia que fora feias com base n identidade sonora,
entendida como pertencente à identidade como um todo, transformável e transformada
pelo comportamento humano. Música como parte de complexs identidades humanas.
O adequado uso da música ou a música significativa para o paciente, utilizada no
momento certo, num contexto terapêutico, tem como finalidade desencadear seu
conteúdo musial interno, que deve ser desenvolvido e reconstruído num agir
comunicativo, buscando a interação grupal. Aponta-se a musicoterapia, como facilitadora
no processo de construção da identidade como um todo, a partir do dsenvolvimento do
potencial criativo musical que, constantemente, cri, se inova, se transforma. Em
musicoterapia, se trabalha com grupos abertos é no sentido de levar os pacientes À
autonimia máxima, à emancipação, respeitado-se suas limitações físicas, emocionais,
sociais, cognitivas, espirituais e mentais. A musicoterapia é uma psicoterapia não verbal,
que utiliza as epressões corpóreo-sonoro-não verbais para desenvolver um vinculo
relacional entre musicoterapeuta e outras pessoas e outras pessoas necessitadas de
ajuda para melhorar a qualidade de vida, reabilitá-las e recuperá-las para a sociedade,
assim como também produzir trocas socioculturais e educativas no ecossistema e atuar
na prevenção primária da saúde comunitária.
Homem e música se complementam-se, ou seja, são inseparáveis, unos e
complexos. Ambos tem a possibilidade de se transformarem mutuamente, tornando
possível, por meio de ato criativo, a readaptação as necessidades que a sociedade impõe
ao longo da historia. Se identidade humana abarca a musica e seus elementos
constitutivos, afirmação que se tornou clara; trabalhar a musica interna é trabalhar a
identidade humana. A proposta em musicoterapia é permitir a vivencia, num processo
terapêutico, em que seja possível expressar e desenvolver potenciais artísticos,
especialmente musicais, na descoberta, no prazer, na comunicação com o outro, na
humanização e, consequentemente, na autonomia, para a reconstrução sadia da
identidade.
Definida a identidade como o conjunto de caracteresmproprios e exclusicos.
Podendo ainda haver identidade individual ou coletiva, falsa ou verdadeira, presumida ou
ideal, pediada ou resgatada. Em musicoterapia, o conceito d eidentidade passou a ser
importante, a partir do momento em que foi atribuído ao homem a somatória de ritmos,
músics, sons, ruídos e demais elementos do universo sonoro-musical, como pertencentes
e exclusivos a cada um em particular. O principio de ISSO, que significa a impressão
sonoro-musical, de cada ser huano. A meta principal do trabalho de um musicoterapeuta
é buscar compreender como se dá o processo de transformação da identidade de
pessoas, quando são submetidas a um trabalho clinico a partit da aplicação da
musicoterapia; e investigar a interferenciaq dos elementos sonoro-musicais, dos elemento
constitutivos do som (duração, intensidade, altura, timbre, tcido sonoro) e da música
(ritmo, melodia e harmonia) na trajetória da vida desses indivíduos, bem como o oposto, a
interferência dos elementos sonoro-musicais que os constituem na vida externa. O
equilíbrio resgatado entre o som interno e a descoberta do som externo propicia o
encontro necessário, como num casamento feliz, ao desenvolvimento do plano de ação
musicoterapeutica a ser posto em pratica posteriormente, no decorrer do processo de
musicoterapeutização.
Tanto quanto as demais artes e demais acontecimentos sociais, políticos e
religiosos, a música fez parte de todos os períodos pelos quais passou a humanidade,
sendo considerada também como uma parcela desse fkuir contínuo e ininterrupto de fatos
e eventos ocorridos que marcaram a vida de nossos antecessores. O objeto de estudo da
musicoterapia; é a música que compõe o hoem, desde suas reminiscências familiares,
durante sua vida intrauterina até sua morte. Compreender, de modo não preconceituoso e
e ressonante, a si mesmo e ao outro torna difícil, já que se objeyiva dar um resultado final,
absoluto e verdadeiro a esse entendimento.
A música sempre foi uma constante na vida do homem, sendo tão antiga quanto a
própria humanidade, durante quase toda a história do homem, a música e a terapia tem
estado estreitamente vinculadas, com frequência, de modo inseparável. Cada cultura tem
estabelecido a natureza e o emprego d música no tratamento da enfermidade.
O uso do som, da música com intencionalidade terapêutica remonta-se aos
começos da humanidade em si. Seu desenvolvimento relaciona-se com sua realidade
biopsicossocial e espiritual. A produção musical do homem é, em si mesma, um
testemunho da evolução da consciência humana. A música reflete, fielmente, a ordem
estética que dá o tom geral do século. O prazer delicado que se epera da arte condiciona
o seu aspecto e impõe-lhe um verdadeiro código: as suas regras são escritas e inguém
pode impunemente transgredilas. Sujeit a esta ordem intransigente, a música é
denominada pela forma, a expressão pessoal torna-se apenas perceptível, o compositor é
obrigado a fornecer à sociedade um divertimento amável e de bom gosto, escuts-se a
música domesticada, de asas delicadamente cerceadas, acha-se que ela é agradável e
está tudo dito. Ainda que a música não cure, ela distrai e consequntentemnte alivia.
Para se aplicar a música no tratamento e lívio de uma enfermidade, devemos
conhecer necessariamente a maneira de viver do paciente, seu caráter, seu
temperamento, seus hábitos e paixões. Uma vez conhecidas todas essas particularidads,
o mpedico eleger´pa os temas musicais, devndo, oproém, ter o maior cuidado no que se
refere aos ritmos, para acomodá-los às tonalidades que covenham, a fim de adapta-las
aos devidos instrumentos. A escolha das composições musicais, o momento certo para
aplica-las e a correta apreciação da constituição do paciente sintetizam todo o segredo
deste método curativo; o bom êxito deste tratamento musical será tanto maior se fir
conduzido por pessoa habilitada. O artista do séc. XIX fez a dura aprendizagem da
liberdade. A música dessa época foi centrada no homem e no seu mistério, nos segredos
do seu coração. A criação msucial foi um impulso, uma confidencia, traduziu as emoções
do estado bruto.
O vasomotors s´são ativos depois de uma emoção musical, quando o individuo se
encontrar em estado de inferioridade psicológica, ou melhor dizendo, uando as funções
psíquicas superiores hajam desaparecido e a coordenação mental deixar de inibir a
emoção, que é, em suma, uma desordem orgânica. A música do séc XX tem oferecido
muito à musicoterapia. A música se organiza em virtude de um espaço sonoro livre de
qualquer convenção, permitindo uma criação espontânea a cada momento. No espaço
sonoro os sons se movem como as linhas, as cores ou os volumes de uma tela bastrata.
A m´sucai deve significar um rol importante na educação em geral, piis ela responde aos
desejos mais diversos do homem; o estudo da música é o estudo de si mesmo.
Atribui-se à música um efeito tríplice; excitante, calmamente e harmonizante.
Provou que as vibrações sonoras retabeleciam a homotonia das fibras nervosas, por
meio de um efeito mecânico. As qualidades do som, tais como i ntensidade, tona.idade e
timbre; provocam, por si só, efeitos no sistema nervoso. A música exerce ações
psicofisiológicas e fisiopsicológicas, especificamente fisiológicas, so som e do ritmo na
emoção (com aceso ao sistema límbico), em termos de inconsciente, ação precípua na
atividade motora, indicando que há relações entre música e ritmo humano, pulso e tempo
músical. Além disso, atua em nossas funções orgânicas, estimula a mente imaginativa e
cinestésica, alimenta o poder da atenção, baixa o limiar da dor e a tensão pré-operatória,
constitui recurso contra o medo e a ansiedade, satisfaz algumas de nossas necessidades
inconfessadas e insatisfeitas, é um excelente recurso de catar-se, e facilita a
comunicação. A música estimula a criatividade, formenta a memória, estimula a
inteligência, o equilíbrio afetivo e emocional; beneficia um desejado processo de
autorealização e satisfação, tem o poder de evocar, associar e integrar experiências; e
envolve o inconsciente, favorecendo o individuo por inteiro. A m´sucia propicia um lugar
psicquico de constituição de uma estética da subjetividade. A música produz efeitos no
ser humano em todos os níveis: biológico, fisiológico, psicológico, intelectual, social e
espiritual; e não apenas efeitos benéficos, como também maléficos, se mal utilizada. A
musica atua sobre a bioquímica do nosso organismo, positiva ou negativamente,
segundo o tipo de música. Certas notas musicais afetam os aminoácidos de uma proteína
e, em consequência, as plantas crescem com maior rapidez. A respeito das reações
humanas diante da estimulação sonoro-musical; todo som, em sua forma mais simples;
determina duas classes de reação: diretas e indiretas; as diretas são simplesmente
reflexas, variáveis, segundo a diossincrasia pessoal e segundo as condições gerais do
organismo no momento em que atua a excitação musical; já as indiretas acontecem
quando a excitação musical atua sobre a representação psíquica das emoções musicais
procedentes. É simples seu mecanismo: cada excotaão musical despertará a memória
das excita~~oes similares precedentes e os estados emotivos que as acompanham. Para
cada aurição, é necessário o ouvinte discriminar os detalhes mencionados após as
audições, como titulo, duração, compositor, autor da letra, interprete, complementando
com o local de escuta, bem como os parâmetros sonoro-musicais evidenciados na escuta
(timbre, altura, duração, tecido sonoro, intensidade e ritmo, melodia e harmonia, ruídos,
silêncios e outros sons percebidos). Justificar a eleição facilita entender quais os critérios
adotou para suas escolhas.
A musica pode despertar, evocar, provocar, fortalecer e desenvolver qualquer
emoção ou sentimento humano. É um fato inquestionável que a música poede expressar
sentimentos de amor, ódio, tristeza, temor, alegria, desespero, terror, medo, angustia, etc.
além dos feitos fisiológicos e psicológicos, a música ajuda a desenvolver a capacidade de
atenção sustentada pelo imediatismo, pela persistência e pela constante variedade do
estímulo musical. A música é a arte do tempo, de algo que é e deixa de ser no mesmo
instante. A música sugere não uma realidade fotográfica, mas uma realidade
transformada. Um aspecto que se encadeia aos efitos intelectuais é a capacidade de
criatividade que pe exclusivamente humana. Desenvolver o potencial criatv=ivo, ierente a
todo ser humano, é o objetivo principal da musicoterapia. Criatividade supõe fluência,
flexibilidade e originalidade. Essas três qualidades parecem aludir claramente à música e
fazem com que a audição musical, o canto, a execução e composição musical sejam
meios muito eficazes e ajuda indispensável na educação para desenvolver a criatividade.
A música organiza, desenvolve o sentido de ordem e de analises, sem contar com o
prazer de criar, aumentando o grau de autoestima. A musica transforma o pensamento,
que transforma o sentimento, que transforma a ação. Efeitos sociais da música provocam
e favorecem a expressão do indivíduo, que projetam sentimentos, pensamentos, imagens
e o fazem de forma não verbal e simbólica. Em todas as sociedades, uma das funções da
música yem sido a de representar simbolicamente muitas coisas, ideias e
comportamentos, diante dos signos melódicos e harmônicos da música. A peculiar
linguagem musical, com a sua capacidade de suscitar emoções, cria o clima adequado à
introspecção e À expressão de si mesmo, assim como a necessidade de se aproximar
dos demais. Sendo assim, acaba sendo um agente socializante. Graças à música, os
meios de comunicação social exercem enorme poder de manipular. A música tambe´m
evoca sentimentos religiosos, sentimentos do sublime, do que transcend ao homem; seus
efeitos espiritouais permitem falar à divindade e sem palavras, pois értece o domínio do
inexplicável com palavras, pertence ao inimaginável.
A música trsnpoe o limiar da psicologia, da filosofia, da metafisica; aborda as
grandes perguntas formuladas pelo homem a respeito da vida, do amor, da morte, do
além, assim como das suas mais intimas preocupações; dá a essas perguntas respostas
inefáveis, para ale´m do raciocínio e da ciência, tornando-se um poderos meio de
conhecimento espiritual. O campo de atuação da musicoterapia refletiu sempre uma
estreita relação com diversas orientaç~ies encontradas na psicologia e na filosofia. O
objetivo final da musicoterapia; enquanto profissão de trataemtno, seja sua afirmação
como disciplina própria, até o momento tem sido amplamente necessário fundamentar
seus processos básicos em teorias prevalecentes na psicologia e outras filosofias de
tratamento. É o espelho do homem-música, é espelho do mund, é um espelho, a partir da
célula humana, para sobreviver, necessita colaborar com as outras formas e formar uma
rede de omunicação. Música e terapia, disciplinas que se relacionam com a músca e com
a terapia: psicoimunologia, sociologia da música, etnomusicologia, entretenimento,
música sacra, filosofia da música, artes, educação musical, biologia da música,
psicoacustica, acústica, psicologia, psicoterapia, serviço social, tradições de cura,
recração terapêutica, aconselhamento pastoral, teoria clinica, arteterapias, educação
especial, especialidades médicas e fonoaudiologia. Entre as possíveis técnicas e
especialidades que se integram à musicoterapia encontramos o psicodrama, a
psicodança, expressão corporal, psicomotricidade, a educação musical, estimulação
precoce, relaxamento.
A voz tras o canto, a melodia, os intervalos, a comunicação mais pura, a expressão
de quem somos. A voz é a expressão mais verdadeira e antiga da humanidade. A voz se
torna uma produção poderosa,a voz entre corpo e linguagem. Lém de instrumento de
expressão, passa a exercer funções de chamado e controle. Essa voz ocuparia um lugar
fundamental na estruturação do psicquismo,não só para a reprodução dos sons ouvidos,
mas também para as introjeções auditivas precoces, que antecedem a organização do
espaço visual e preparam as futuras identificações. O uso da voz em musicoterapia
envolve grande carga energética. O som emitido pelo próprio cliente, experimentando
diferentes formas sonoras – graves, agudos, sons produzidos com a boca aberta, sons
feitos com a boca fechada, proporciona uma uma intensa exploração terapêutica da
conexão inspiração-emissao de som-expiração. Essas experiecias poderão promover o
surgimento de antigas lembranças e facilitarão a expressão emocional; é importante
lembrar que a carga energética esta associada à capacidade do organismo de auto-
sustentação emocional. Portanto, estaremos tocando esta função psíquica toda vez que
trabalhamos musicoterapicamente com esta função.
Há muitas maneiras de se utilizar a voz em musicoterapia; uma delas, talvez a mais
se expressa por meio de técnicas de improvisação, é cantar. O cantar implica mover de
uma so vez a garb=ganta, nuca e diafragma. A experiência energética do cantar facilita a
integração entre o fluxo da cabeça, dos órgãos internos, do corpo e da coluna, braços e
pernas. Cantar ajuda a juntar ação, emoção e pensamento, facilitando o contato direto
com as sensações físicas, com os sentimentos e com a mais profunda sensação de ser o
que se é. A chance de ouvir o que se canta, de improvisar aceitando o próprio material
expressivo, é a chave de experimentar-se mais profundamente a si mesmo; é enfim, a
chance de desenvolver habilidades para a construção autônoma da realidade. Para o
musicoterapeuta que trabalha na linha da psicanalise, a mpusica passa a ser um objeto
perdido que se pode retomar a logica significante do paciente, um objeto gerador de
ressonâncias, de subjetividade; para o paciente a musica reveste um espaço de projeção,
para o musicoterapeuta pscinaitco, um espaço de escuta. O silencio é uma grande e
inseparável contraparte do elemento sonoro.
A musica canaliza imagens que dzem muito mais do que palavras encadeadas
num discurso linear. A musica é polifinica, polissêmica, tem várias interpretações e
promove vários sentidos, por meo de vários usos. A músca se estabelece, junto com a
língua falada, como um dos primordiais discursos das diversas sociedades existentes, a
musica se relaciona intrinsicamente com a linguagem, uma vez que é vista como
linguagem não verbal, descreve o mund que nos rodeia de forma precisa. As a linguagem
é extremamente tosca na descrição dos nossos entimentos íntimos. A musica pode
origirnar-se nos epressivos sons vocais. A msica como forma extra verbal de
funcionamento mental, permite uma regressão sutil ao pre-verbal, a verdadeiras formas
primarias de experiecia mental enquanto, ao mesmo tempo, permanece social e
esteticamente aceitável. Em musicoterapia, para existir uma comunicação, há que haver
um emissor (musicoterpeuta), uma mensagem (sonora) mediando e um receptor e
(paciente). Atualiza-se um um código (musicl), utilizando-se um canal (corpo, voz,
instruemto) e o que acontece é a transmissão da informação, que eventualmente poderá
ser desencadeadora do que vira após, do conteúdo que sera expresso em seguida. Usa-
se o codio musical com o objetivo primeiro e essencial de interação para tratar ou
mobilizar. Musica é muito mais do que sons organizados que fazem bem aos ouvidos.
Em musicoterapia, a música é um meio através do qual se pretende dar
possibilidades para que outra pessoa se desenvolva, não especificamente na área
msuical, mas como um todo; a musicalidade estaria a serviço do outro, seria utilizada em
relação ao outro que é o paciente. Em jusicoterapia, é muito importnte que o
musicoterapeuta obtenha algumas informações clinicas a respeito do paciente, o qual
trabalhara. A fundamentação teórica da musicoterapia, uma vez que a musica é um
elemento utilizado para desenvolver as potencialidades msuciais , a partir do canto e
ritmo, com aplicações de técnicas de improvisações e de audições.; tem o objetivo focado
no gtratamento e não no aprendizado, o som, em toda a sua extensão, é um mediador
que serve para a expressão do movimento. A participação do corpo e da menge na
vivencia da musica auxilia na expressão dos sentimentos e consequentemente em uma
abertura para impressões diferentes de si mesmo, possibilitando o auto-conhecimento;
sendo fundamentos significativos, visando a saúde do corpo e da mente.
O paciente em processo musicoterapeutico encnta emios de expressar-se pela
comunicação, tanto verbal quanto não verbalmente, permitindo assim uma interação. A
importância da sensibilização auditiva ao mundo dos sons, como primeiro objeyvo
pedagpgocio, pois o individuo estará preparado para cultivar a atenção e a memoria.
No campo da medicina, a m´suica é um valioso instrumento auxiliar no daignostico
médico e na promoção do desenvolvimento de potencialidades físicas, mentais,
emocionais e sociais; os efeitos da m´sucia no ser humano são de natureza tanto
emocional como cognitiva ou não audíveis, como os ultrassons,a radiação e a
ressonância.
Mais do que os instrumentos em si, o mais importante é a relação que se
estabelece com eles, tornando-os significativos dentro do contexto musical. Os
instrumentos musicais tem funções determinadas quando estão à serviço do
musicoterapeutra que os utiliza para fins terapêuticos; isso acontece quando são
elaborados dos planos de tratamento funcional. Nesse sentido, compreendemos a musica
ocmo um desejo de reencontrar, por meio da beleza e da harmonia, o paraiso perdiso na
infância. A musica nos leva de volta ao período primário. Um musicoterapeura que age
como um continente, com a função de holding, de maternagem. Musicoterapia é uma
terapia real, denominada, terapia criativa. A problemática do fetichismo na musica,
existente nas musicas de massa, em que a escolha e o gosto se confundem com a
necessidade de imitação e participação na sociedade. Os ouvintes de regressão, o
comportamento caracteriza a infantilidade, a falta de amadurecimento emocional e
demonstra um mecanismo neurótico. A música de progresso; é o que decide uma
determinada técnica pode ser considerada racional e constitui um progresso é o sentido
original à sua posição no conjunto social e no conjunto da obra de arte concreta e
individual; para que isso ocorra, a musica e sociedade devem abandonar a rotina do
sempre igual e metamorfosear seu conteúdo.
O musicoterapeuta tem características sutis, que fazem dele um terapeuta
especial; uma delas é a capacidade de intuir. A improvisação não deixa de ser uma forma
de intuição, mesmo que não consiente. A musica viaja, atravessa, transgride e preenche
um espaço social; uma das transgressões é a terapia. O equilíbrio entre a mpusica e o
musicoterapeuta é muito importante, o que significa que a musicoterapia é sempre
relacional. A ficha de observação de cada sessão serve como um guia cronológico para a
organização do muscoterapeuta, além de informar sobre o comportamento musical
expressado.
A atividade musical envolve quase todas as regiões do cérebro e os sistemas
neurais. A musica ativa circuitos específicos do cérebro associados às emoções: insula,
córtex cingulado, hipotálamo, hipocampo, amigdala e córtex pré-frontal,e há liberação de
dopamina, serotonina, noradrenalina e neuropepitídios. Cada experiência musical é única
e a ela são atribuídos significados pessoais, muito embora possamos, encontrar
elementos comuns entre as respostas dos pacientes de um grupo terapêutico. Uma
mesma canção, pode ser cantada com inteções diferentes em momentos ou situaç~es
distintas. A musicoterapia é uma ciência em ação, numa visão-posmoderna, em
movimento hibrido e constante, como a energia, como objeto de analise no estudo de
uma rede sóciotécnica.