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RESENHA

Por
Kátia Gally Calabrez

Molinari, Paula; Técnica Vocal: Princípios para o cantor liturgico. Rio de Janeiro/RJ:
Paulus (5ª. Edição), 2015. ISBN 978-85-349-2678-2.

A autora MOLINARI, é bacharel em canto e especialista em técnicas instrumentais


terapeutics pela faculdade de Música Carlos Gomes, mestra em Fonoaudiologia – voz
cantada, pela pontífica universidade católica; membro do grupo pedagógico do Centre
Artistique International Roy Hart – França. Cantora, compositora, arranjadora e maestrina
da Orquestra MPB Sinfonica de Peruíbe; membro do grupo d reflexão em música da
CNBB.
O livro é um passo qualitativo no dialogo entre fonoaudiologia e liturgia; trata-se de
um exercício progressivo, integração do gesto corporal com a compreensão teológica
deste e a dimensão afetiva.
A voz é a expressão de uma série de acertos musuculares e ósseos e, se
passarmos a observá-los, temos mais segurança para repetí-los. O estudo do movimento
corporal, da biomecânica, da reorganização do movimento juntamente com as técnicas
mais ou menos tradicionais de desenvolvimento vocal; materialidade da voz.
A voz é poesia em si; é a metáfora rompendo o silencio e invadindo o espaço. Tão
importanante quanto desenvolver os sons é também desenvolver o senido dos sons. O
bom compositor irá escrever uma boa melodia para valorizar o que palavra pretende
dizer. É importante estar em intimo contato com a música para poder perceber suas
sutilezas e escolher um repertório de qualidade. A beleza e a qualidade da música
litúrgica residem em sua correta escolha para o momento certo. Na poesia, a plavra
assume significados variados assim como nosso som, nossa linha melódica. Na poesia, a
palavra se transforma eprecisamos analizar em profundidade seu significado especifico
em cada canção. Do mesmo modo que, na poesia, a palavra assume significados
diferentes, o som vocal tem também seu significado.
Pela voz nos expressamos, comunicamos emoções, condições físicas, apontamos
o que somos e fazemos. A voz nos toc diretamente; vem e nos invade assim como
invadimos o outro que nos ouve. A voz é o primeiro movimento de expressão do ser
humano. Atrás da linguagem ou do canto, há uma multiplicidade de expressões e de
evocações sonoras, das mais puras e sofisticadas Às mais estranhas e primitivas, das
mais graves e mais agudas. A exploração desse universo é uma aventura que reconcilia o
ser humano consigo mesmo. É também uma arte biológica, criativa e libertadora, que
oferece um caminho pelo qual qualquer individuo pode se desenvolver artisticamente,
emocionalmente e intelectualmente. A voz é o mais espantoso movimento da expressão
humana. A voz é tanto objeo d comunicação como também o caminho de um
conhecimento mais profundo sobre nós mesmos; tanto comunica e nos liga com o exterior
como também com o nosso interior. A voz é a emoção sonorizada. A voz unida à música
será um único elemento: o canto. Pelo canto, a voz tenta exprimir o inefável. Dada essa
exploração da profundidade da alma, o canto vai realizando a unidade do homem consigo
mesmo criando a unidade dos que se amam. O ato do canto poe em ação o homem
inteiro, demandando ao homem um corpo disponível, uma inteligência e uma memori em
alerta. Passando da palavra ao canto, a voz tende a se enriquecer: se revela mais clara,
mais sonora, mais alta, não mais forte. A voz cantada ilumina a palavra e todo ser. O
cano não é resultado apenas da elaboração mental e sim da integração de todas as
nossas potencialidades. A dificuldade no cantar e no se comunicar por meio dele reside
na dificuldade de integração com o que somos. Cantar é capacidade inerente. A voz é
uma forma arquetípica no inconsciente humano, imagens primordial e criadora, energia e
configuração de traços que predispõe as pessoas a certas experiências, sentimentos e
pensamentos. O canto é uma conquista! É uma constante busca de nós mesmos e daí,
quanto mais nos conhecemos e nos aceitamos, mais podemos nos colocar diante do
outro, há uma necessidade de desenvolvimento e manutenção.
Técnica vocal é o conjunto de meios que utilizamos para dar o sentido desejado a
alguma fala ou canto. Quando cantamos, também nos massageamos internamente. O
som que produzimos é gerado pela vibração das pregas vocais, o qual, através do ar, se
propaga no ambiente. Nossa responsabilidade é a de tocar as pessoas para o bem;
devemos analisar o apelo melódico, rítmico; se queremos ser entendidos; precisamos ter
uma boa projeção vocal. Propiciar ao som que seja produzido com qualidade suficiente
para se propagar e com pressão sonora adequada, sem exageros ou ecoomia. Nosso
canto deve invadir o nosso semelhante e contagiá-lo, jamais agredi-lo ou entrar sem pedir
licença.
O diafragma é um músculo grande e com várias inserções em músulos vizinhos,
possui comunicação com outros músculos e a coluna vertebral e é responsável pela
estática vertebral..
A escápula (dieirta e esquerda, região das costas; com su boa função, podemos
começar a liberar nossas costelas e com isso atingimos uma melhora na ação
respiratória.
O diafragma não age sozinho. Está ligado a muito músculos do tronco e é por isso
também que, para conseguirmos uma boa respiração, precisamos organizar nossa
postura para facilitar a comunicação e a flexibilidade muscular aumentando nossas
possibilidades vocais. A organização do tronco tem especial relevância; e para tal
precisamos nos conscientizar da importância da bacia. A importância da bacia, do ventre
no canto: : a cabeça e a bacia formam duas grandes abóbadas que se opõem na
construção do tronco e estão intimamente ligadas pela coluna vertebral e toda
musculatura que as envolve estabelecendo comunicação entre si. A manutenção da boa
conversa entre a cabeça e a bacia assegura um tronco organizado e uma situação ideal
para o canto. Na relação entre as abóbadas e os músculos, conseguimos intensificar
nossa sensação sonora interna, o que realmente fazemos para conseguirmos uma ou
outra nuança vocal. É primordial que possamos permitir a flexibilidade muscular e
entender que essa conquista se dá por meio da boa ação dos braços e das peras. A
cabeça e a bacia se relacionam diretamente com as seguintes conexões: a nuca e o final
da coluna, o sacro; assim como a boca e o umbigo estão em estreuita relação e ainda, o
períeneo com a garganta.
Quando ispiramos, o pulmões enchem de ar e pressionam o diafragma para baixo.
O diafragma, vai empurrando as vísceras abdominais, exercendo maior pressão para
baixo. Para sustentar sustentar a pressão, o períneo reage, fazendo a ação contraria,
subindo e, com isso, iniciando o processo de retorno das vísceras e, com elas, do
disfragma para a posição de origem. Daí se dá a expiração. O apoio, consiste na boa
adequação muscular na descida do diafragma, propiciando, sustentação para o músculo.
O diafragma deve descer e permanecer em seu espaço interno e conquistado,
formando naturalmente uma boa coluna de ar. Daí a necessidade de profundidade e de
um períneo em excelente condições de ação.
O períneo é o músculo que, grosso modo, faz o fechamento da abóbada da bacia,
sustentando então grande pressão; age, até contra a gravidade. A boa condição desse
músculo é essencial para o progresso vocal. Sensibilizando os ísquios, que são são a
extremidade óssea inferior da bacia e onde o períneo se insere.
Para assegurar a boa condição de todo o tronco, precisamos permitir que a
musculatura toda se comunique; mantendo a comunicação muscular, permitindo uma boa
condição para o apio.
O termo vocalize refere-se ao treinamento vocal com o uso de vogais; utilizado
para designar os exercícios que são dirigidos ao desenvolvimento das potencialidades
vocais de forma geral, incluindo os que trabalham com o uso de frases completas. A
esses exercícios também damos o nome de aquecimento vocal, porque preparam o
cantor para a pratica do canto.. ao vocalize são exercícios de aperfeiçoamento vocal, se
usados com cruterio, desenvolvem as habilidades vocais.
A abertura da boca determina nuanças variadas; podendo-se trabalhar com
alterações de timbre.
Temos uma estrutura muscular que deve ser flexível para acompanhar o
movimento das pregas quando, através do ar e de sua contração e distenção, formam os
sons que, quando entram em contato com nossa estrutura óssea, nossa cavidadea,
chamadas de ressonadores, produzem o canto.. cda musculo trabalha em afinação com o
outro, formando um todo.

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