Você está na página 1de 2

COMO ESCOLHER UM TERAPEUTA

Cecílio Kermann - Trad. Noeliza Lima

Um TERAPEUTA deve reunir determinadas condições para dar ao cliente a permissão para mudar; um
Pai Crítico positivo potente para fixar limites, um Pai Nutritivo que dê as permissões, um Adulto - para lhe
dar informações e uma Criança Livre como modelo para expressar suas emoções autênticas.

Um terapeuta deve olhar para o rosto dos pacientes e responder suas perguntas, seja sobre as
dificuldades dos mesmos, seja sobre alguns aspectos de si mesmo. Muitas vezes pergunto aos meus
pacientes se querem saber algo sobre mim. Tudo isto permite um acercamento e um modelo que a
pessoa vai utilizar em suas mudanças.

Passado um tempo de nossa relação terapêutica utilizo um questionário modificado dos trabalhos de
Lazarus que me é sumamente útil e me serve de feedback sobre meu funcionamento como agente de
mudança.

Em continuação anunciamos as perguntas de tal questionário e a forma de usá-lo.

Na escala de 0 a 4 coloque o número que considere mais adequado para descrever sua relação com seu
terapeuta:

0 - nunca
1 - raramente
2 - algumas vezes
3 - freqüentemente
4 - sempre

Caixa para colocação dos pontos

01. Sinto-me cômodo com meu terapeuta.

02. Meu terapeuta sente-se cômodo comigo.

03. Meu terapeuta é flexível e informal em lugar de rígido e formal.

04. Meu terapeuta me trata como uma pessoa que está aprendendo novas condutas, não como a
um enfermo.

05. Meu terapeuta é aberto a novas idéias.

06. Meu terapeuta tem boa disposição e sentido de humor.

07. Meu terapeuta pode mostrar o que sente por mim.

08. Meu terapeuta admite suas limitações e não pretende saber coisas que realmente não sabe.

09. O terapeuta admite seus erros em lugar de justificar sua conduta.


10. O terapeuta responde diretamente as minhas perguntas ao invés de perguntar o que penso eu.

11. Meu terapeuta revela coisas sobre si mesmo espontaneamente ou em resposta às minhas
perguntas.

12. Meu terapeuta me convida a sentir que sou tão bom quanto ele.

13. Meu terapeuta atua como se fosse me consultor, em lugar do condutor de minha vida.

14. Meu terapeuta estimula as diferenças de opinião ao invés de dizer que são resistências se estou
em desacordo com ele.

15. Meu terapeuta se interessa em conhecer as pessoas que compartilham minha vida: minha
família, amigos, companheiros de trabalho ou qualquer outra pessoa importante para mim.

16. As coisas que o meu terapeuta diz tem sentido para mim.

17. Em geral, meu contato com meu terapeuta aumenta minha esperança e minha auto-estima.

Caixa para contagem final dos pontos

Não nos sentiríamos bem com um TERAPEUTA que nos desse uma contagem inferior a 50 pontos.
Aconselhamos que não se trate com um terapeuta cuja contagem esteja abaixo de 40 pontos. O máximo
é 68.
Não pense que deva continuar com uma pessoa somente por haver começando com ela, ou por fazer
muito tempo que está com ele, ou porque é famosa - pois estão em jogo seu tempo, seu bem estar e seu
dinheiro. Nossa sugestão é que fale de seus sentimentos em relação ao mesmo.

Solicita-se ao paciente que o faça em casa. Muitos (as) relatam timidez ao fazê-lo, portanto ele deve
saber que é somente uma avaliação costumeira de trabalho. Podemos, depois da contagem, analisar
qualitativamente (questão por questão) com o paciente (ou treinando), o que efetivamente fazemos para
que o outro responda daquele modo. É um aprendizado para ambos.

Dr. Cecílio Kermann foi co-diretor do Instituto Pivado de Psicologia Médica Buenos Aires. Este artigo faz parte do material - 202
(1979). Atualmente seu filho, Bernardo Kermann é um dos docentes da Universidad Flores, Arg. Dr. Cecílio e Dr. Roberto Kertész
(reitor da mesma) trouxeram a Análise Transacional para o Brasil, anos 70. Noeliza Lima é psicóloga e supervisora de pessoal de
Saúde, Educação e RH. Tel. 19-32322734 / www.geocities.com/noelizalima