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UNIVERSIDADE PAULISTA – UNIP EAD

PROJETO INTEGRADO MULTIDISCIPLINAR


CURSO SUPERIOR DE TECNOLOGIA

DALMA JULIANA DA SILVA


RA. 2174201
LUIZ ANTÔNIO DE QUEIROZ
RA: 2166109

GRUPO SANTANDER BRASIL S.A.


PIM II

APARECIDA DO TABOADO - MS
2021
UNIVERSIDADE PAULISTA – UNIP EAD
PROJETO INTEGRADO MULTIDISCIPLINAR
CURSO SUPERIOR DE TECNOLOGIA

DALMA JULIANA DA SILVA


RA. 2174201
LUIZ ANTÔNIO DE QUEIROZ
RA: 2166109

GRUPO SANTANDER BRASIL S.A.


PIM II

Projeto Integrado Multidisciplinar II


para obtenção do título de tecnologia
em Logística apresentado à
Universidade Paulista – UNIP.

JATAÍ – GO
2021
RESUMO

O objetivo deste trabalho é realizar um diagnóstico na empresa pesquisada e


identificar práticas executadas na organização, com base na matéria de economia e
mercado, bem como, avaliar o cenário macroeconômico fazendo uso das
ferramentas administrativas e dos conceitos dos recursos materiais e patrimoniais e
dos modelos matemáticos financeiros para apresentar a empresa técnicas que
favoreçam melhor a tomada de decisões. A empresa pesquisa foi o Banco
Santander, onde sua sede se situa na cidade de São Paulo. Como nos foi ensinado
recentemente através das matérias em questão do curso de gestão em recursos
humanos, competir no mercado de hoje é complexo, atualmente a qualidade é
questão de obrigação, não mais um diferencial, ela está ligada em todos os setores
dentro da organização. A empresa eficiente tem que pensar como manter o fluxo
produtivo atendendo a demanda do mercado ao mesmo tempo focada nos
processos e recursos necessários para mantê-la ativa, garantindo matéria-prima
para produzir e vender.

Palavras-chave: Banco – Credibilidade – Econômica – Clientes.


SUMÁRIO

1. INTRODUÇÃO ..................................................................................................... 05

2. ECONOMIA E MERCADO................................................................................... 06

3. RECURSOS MATERIAIS E PATRIMONIAIS...................................................... 11

4. MATEMÁTICA APLICADA.................................................................................. 16

5. CONSIDERAÇÕES FINAIS ................................................................................ 22

6. REFERÊNCIAS ................................................................................................... 23
1. INTRODUÇÃO

A empresa escolhida para a pesquisa foi o Bando Santander. Fundado em


1857 na província da Cantábria, Espanha, o Grupo Santander é o maior banco da
Zona do Euro e um dos maiores do mundo.
A instituição atua com foco no Banco Comercial, que representa a maior parte
de suas receitas, e está em presente em dez mercados principais, na Europa e nas
Américas. Atualmente, o Santander é o principal conglomerado financeiro na
América Latina, onde tem posições de destaque no Brasil, México, Argentina e
Chile. O Grupo Santander possui um modelo de negócios voltado para o cliente,
com alto nível de recorrência em seus resultados e receitas, apesar do difícil cenário
econômico e financeiro dos últimos anos. Esse modelo é sustentado por seis pilares:
enforque comercial, disciplina no capital e solidez financeira, prudência nos risco,
diversificação geográfica, marca e eficiência.
O presente projeto tem o objetivo de utilizar os conceitos estudados no
ambiente acadêmico, relacionando-os com a prática organizacional, no caso, do
Banco Santander Brasil, abordando as disciplinas de Matemática Aplicada,
Economia e Mercado e Recursos Mate riais e Patrimoniais.
Com o estudo dos conceitos aprendidos nas disciplinas e os dados
disponíveis da empresa é possível desenvolver um trabalho analítico, aliando
conhecimentos teóricos com as práticas organizacionais.
Para realização deste projeto foram feitas pesquisas na internet sobre o
Banco Santander, tanto no website do próprio Banco, como em websites midiáticos
de jornais e revistas, com o objetivo de verificar a adequação do que foi visto nas
disciplinas com as práticas da empresa. Matemática aplicada é à base do PIM II e
no decorrer do projeto, usando os conceitos de Matemática Financeira, foram
analisados os resultados das Receitas e do Lucro Líquido nos anos de 2016 e 2017.
Em economia e mercado foi analisado o cenário atual econômico-financeiro do país
e as variáveis macroeconomias e a forma que a empresa foi afetada por esses
dados, assim como quais medidas ela prevê para o futuro com um olhar otimista de
crescimento no médio e longo prazo. Em recursos materiais e patrimoniais foram
abordados os recursos materiais do Banco Santander, sua cadeia logística e gestão
de fornecedores, aliando os conceitos aprendidos na disciplina no decorrer do
bimestre às práticas organizações e sua influência nas decisões da empresa, como
a previsão de novos investimentos que podem expandir os recursos patrimoniais.
2. ECONOMIA E MERCADO

A economia estuda a maneira como de administram os recursos escassos,


como o objetivo de produzir bens e serviços e distribui-los para seu consumo entre
os membros da sociedade. De forma intuitiva, pode-se dizer que a economia se
preocupa com a maneira que os indivíduos economizam seus recursos, isto é, como
empregam sua renda de forma cuidadosa e sábia, de modo a obter o maior
aproveitamento possível.

2.1 PANORAMA ECONÔMICO-FINANCEIRO DO BRASIL

Há praticamente dois anos tivemos uma verdadeira “virada de chave” na


condução da economia, que estabilizou a inflação e permitiu a queda dos juros num
processo muito bem consistente e que, ao que tudo indica, terá vida longa. Isso
animou investidores que costumam se antecipar aos fatos e seguir as
probabilidades. Muito dinheiro entrou no país e com isso, mais uma vez, bolsa subiu
e dólar caiu.
De fato, a economia brasileira melhorou, mas ainda a muito para ser feito por
aqui. Os projetos de longo prazo (infraestrutura, concessões, investimentos em
empresas) ainda não saíram do papel. Imagine que um estrangeiro pensando em
expandir seus negócios no Brasil investindo com perspectiva de 20 anos ou mais.
Será que ele faria isso agora ou esperaria a definição do próximo governo? Já
estamos chegando perto das eleições e, apesar de podermos contabilizar perto de
15 nomes com algum potencial, não há ainda a definição de alianças e de um nome
forte. E isso, associado a um governo desgastado e acuado, acabam gerando um
quadro de completa estagnação.
Além da falta de governabilidade do presidente e do congresso alheio ao
mundo real, à economia está em compasso de espera para o que pode vir a
acontecer– ou melhor – como o próximo governo conduzirá a economia. É provável
que nos próximos meses comecem a se desenhar as alianças partidárias e, com
isso, comecem a se definir os possíveis cenários. De qualquer forma, ainda é
esperada uma boa dose de volatilidade para os mercados até o fim do ano.
Tabela 2. Ilustração em tabela e gráfico do cenário econômico brasileiro

Fonte: Santander S.A.

Na visão do banco estudado, os tradicionais prognósticos econômicos de


início de ano vêm sendo pontuados pelas incertezas quanto à aprovação de
reformas e continuidade de política econômica após as eleições. A despeito destas
incertezas, porém, uma tendência vem se tornando cada vez mais clara: o
crescimento do consumo das famílias. Alguns fatores conspiram para a robustez do
consumo. Para começar, a esperada melhora do mercado de trabalho, que deve
injetar na economia R$ 87 bilhões adicionais na forma de salários ao longo do ano.
Além disso, espera-se também nova redução das taxas de juros finais cobradas dos
consumidores nas operações de crédito, que ocorre com alguma defasagem em
relação à queda da Selic e que pode adicionar outros R$ 37 bilhões em valores
disponíveis para o consumo (porque não estarão mais comprometidos com o serviço
da dívida das famílias). Por fim, há o comportamento das famílias, que tendem a
aumentar o esforço de poupança em momentos de crise, relaxando o consumo em
momentos de maior confiança: ou seja, após anos de contração do consumo mais
forte que a queda da renda, a tendência agora seria de aumento do consumo acima
dos ganhos de renda. Por conta de tudo isto, acreditamos que o consumo será a
grande estrela de 2018, possivelmente crescendo até mais do que os 5% (em
termos reais) que projetamos para o ano.

2.2 RECURSOS DE PRODUÇÃO

Segundo os manuais de economia, os chamados recursos produtivos (ou


fatores de produção) são elementos utilizados nos processos produtivos de todos os
tipos de bens (mercadorias) necessários à nossa vida material. Dessa forma,
referem-se aos chamados insumos (como o trabalho, a matéria-prima e o capital).
Para Karl Marx, pensador do século XIX que produziu uma das mais importantes
críticas à estrutura da sociedade capitalista, os recursos produtivos estariam
divididos da seguinte forma no contexto de uma sociedade de classes: aos
proletários (trabalhadores, operários) caberia o trabalho (recurso de pouco valor),
isto é, sua força de trabalho é vista como recurso produtivo; enquanto que os meios
de produção, como a fábrica, a máquina e o capital (recursos mais valiosos),
estariam exclusivamente sobre o poder de uma classe dominante, a classe
burguesa.
Tais recursos são classificados como:
 Terra: erras cultiváveis, floresta, minas, recursos naturais;
 Trabalho: o homem, refere-se ao conjunto de atributos humanos
produtivos;
 Capital: trata-se de equipamentos, máquinas ou instalações que
permitem a produção de bens e serviços;
 Capacidade empresarial: significa os esforços de coordenação dos
recursos e os esforços relacionados com as diferentes formas de
empreendedorismo na sociedade.
Sandroni define os fatores de produção como:
Elementos indispensáveis ao processo produtivo de bens materiais.
Tradicionalmente, desde Say [economista clássico], são considerados
fatores de produção a terra (terras cultiváveis, florestas, minas), o homem
(trabalho) e o capital (máquinas, equipamentos, instalações, matérias-
primas). Atualmente, costuma-se incluir mais dois fatores: organização
empresarial e o conjunto ciência-técnica [...]. De modo geral, os fatores de
produção são limitados e, por isso, eles se combinam de forma diferente
conforme o local e a situação histórica (SANDRONI, 1999, p. 235, grifo do
autor).

Dentro do Banco Santander são utilizados alguns recursos de produção,


como:
Trabalho: o fator trabalho é limitado, principalmente o trabalho especializado.
E dentro do banco é utilizado muito trabalho especializado para diversas áreas
como: recursos humanos, varejo, marketing, entre outros;
Capital: dentro deste recurso são utilizados os computadores, mobiliários de
escritório, instalações que permitem a produção do serviço;
Capacidade Empresarial: esse fator é decorrente do exercício do empresário
em funções fundamentais no processo produtivo. É o empresário que organiza a
produção e combina os demais recursos produtivos. É ele, também, que assumi
riscos e quem colhe o ganho do sucesso (lucro) e do fracasso prejuízo da empresa.
A maneira como são distribuídos os fatores de produção é determinante para
a fixação e o desenvolvimento das teorias de custos de produção, afetando a
produtividade e, consequentemente, a rentabilidade das empresas.

2.3 MICRO E MACROECONOMIA

A microeconomia é o estudo do comportamento individual, dos consumidores


e das empresas, em uma economia, especificamente sobre as escolhas que cada
um deve tomar, visionando obter uma máxima utilidade, diante das situações de
recursos escassos.
A escassez de recursos é o princípio de que todos os recursos disponíveis
são limitados, como por exemplo, as matérias-primas para uma empresa produzir
um bem. Com isso, o consumo ou a oferta também se tornam finitos, dentro de uma
economia.
A partir desses princípios, a análise microeconômica passa a visualizar a
oferta e procura em um mercado de bens e serviços, e a explicar os fatores que
acontecem neste comércio, como a decisão de cada agente econômico, até a
formação dos preços existentes.
A macroeconomia é um dos campos de estudo das ciências econômicas que
estuda como se comporta uma economia em termos agregados, ou seja, a
economia em uma região ou país. Este estudo lida com o desempenho da estrutura
econômica como um todo.
As análises são feitas a partir de indicadores agregados, como o PIB, as
taxas de desemprego e índice de preços, estimadas com o objetivo de acompanhar
o desenvolvimento dos setores de uma economia comparando diferentes fatores
como consumo, inflação, poupança, investimentos, comércio internacional e
finanças, rendimentos e resultados nacionais.
Os fatos macroeconômicos afetam a vida de todos nós. Muitos empresários
planejam a elevação ou diminuição das quantidades produzidas de seus bens
levando em conta qual será, por exemplo, o comportamento da renda da sociedade
durante um determinado período de tempo.
Alguns dos elementos levantados pela Teoria Macroeconômica:
 Comportamento do nível geral de preços;
 Comportamento do nível geral de produção de mercadorias;
 Taxa de salários dos trabalhadores;
 Nível de emprego e de desemprego;
 Comportamento da taxa de juros da economia;
 Quantidade de moeda que circula em um sistema econômico;
 Quantidade de divisas internacionais que um país mantém como reservas;
 Variação da taxa de câmbio entre a moeda nacional e a internacional;
 Tamanho do endividamento do governo;
 Taxa de investimento das empresas.

Conforme Moraes (1996, p. 196):


A macroeconomia estuda o comportamento de variáveis que representam a
soma (ou a média) de quantidades e preços em mercados em uma escala
nacional. O tipo de modelo que se associa à macroeconomia é, por essa
razão, chamado de agregativo. Os principais problemas estudados pelo
enfoque macroeconômico são o desemprego, a inflação, os efeitos das
políticas econômicas sobre essas variáveis, o crescimento econômico e a
distribuição de renda.

A preocupação macroeconômica reside em conhecer o nível de renda de


todos os indivíduos de uma sociedade, diferentemente da microeconomia, que
está focada na renda do consumidor individual.
3. RECURSOS MATERIAIS E PATRIMONIAIS

Recursos é tudo aquilo que gera ou pode gerar riqueza, administrar recursos
é prever, organizar, comandar, coordenar e controlar e um conceito que toda
Empresa deve obter. Entendemos também que a administração compreende três
campos básicos: pessoal, material e financeiro.
Recursos Materiais são componentes que uma empresa utiliza nos processos
diários para a construção do seu produto final, matéria prima (material direto),
material em processo e matéria indireto.
Recursos Patrimoniais resume-se no conjunto de riquezas da empresa, os
prédios, equipamentos, instalações, e veículos e podem ser classificados como:
Tangíveis: são os que podem ser tocados, como por exemplo, máquinas e
veículos;
Intangíveis: aqueles que não podemos tocar, por exemplo, o logotipo.
O objetivo da administração desses recursos é abastecer o processo com os
materiais necessários e indispensáveis para a finalização do produto.

3.1 DIVISÃO DOS PROCESSOS DE COMPRA

O processo de compras pode ser dividido em duas grandes áreas:


Aquisição: compreende as atividades de seleção de fornecedores e compras
(cadastro, colocação de pedidos, negociação e auditoria de fornecedores);
Administração de materiais: define quais, quantos e quando os materiais
devem ser comprados, controlando o estoque, de maneira que receba suprimento
adequadamente.
A empresa estudada conta com uma parceira de seu grupo chamada
Aquanima, na qual faz todo o gerenciamento de gastos do banco, desde a
contratação de um serviço, quanto à compra de materiais para escritório. Esse
gerenciamento implica algumas ações, como:
Repensar o gasto e sua necessidade;
Determinar a solução, e o nível de serviço que atende melhor às suas
necessidades;
Reunir os fornecedores mais qualificados para proporcionar a solução;
Realizar um processo competitivo para gerar o menor custo total de
fornecimento;
Implementar um acordo com os fornecedores.
O modelo utilizado, baseado no risco, gera equidade, compromisso e
transparência para alcançar o sucesso dos projetos, já que a Aquanima é
remunerada sobre as economias que conseguir negociar para a sua empresa.
Na administração de materiais parte essencial no processo de suprimentos, a
administração de compras possibilita um melhor aproveitamento dos recursos
disponíveis na empresa evitando-se gastos desnecessários com a aquisição de
materiais, depreciação e estocagem. Cabe ao responsável da área planejar as
aquisições de forma a realizá-las no tempo correto, na quantidade certa e verificar
se recebeu efetivamente o que foi adquirido, além de trabalhar o desenvolvimento
de fornecedores. Para isso deverá manter um fluxo contínuo de suprimentos de
modo a atender a demanda da produção evitando excedentes, que podem gerar
custos, e gerando um mínimo de investimentos a fim de não afetar a
operacionalidade da empresa.

3.2 GESTÃO DE RECURSOS MATERIAIS

A gestão de materiais compreende o abastecimento contínuo dos itens que


entram nas empresas, sejam para fabricação dos produtos ou para subsidiar todas
as ações que dependam de materiais para serem realizadas como matéria prima,
materiais de escritório, do setor de vendas como embalagens e afins, do setor de
limpeza, atendimento, etc.
O gestor de recursos materiais deve avaliar o desempenho por alguns
motivos, entre eles podemos citar:
Entender o que está acontecendo nas mais variada áreas e com as pessoas
envolvidas no estoque, armazém ou centro de distribuição (locais em que estariam
os recursos materiais);
Fornecer feedback sobre desempenho, que é dar retorno aos envolvidos
sobre os resultados obtidos;
Avaliar o impacto das mudanças propostas para as atividades ou operações
rotineiras;
Comparar desempenho com o nível antigo; Identificar o “Gap” para melhoria;
Comparar o desempenho com as exigências; Definir metas realistas, mas
apertadas;
Definir metas realistas, mas apertadas; Entender as melhores práticas;
Fornecer serviço adequado ao cliente.
Na empresa estudada, por se tratar de um instituição financeira, não há
centro de distribuição, armazéns, estoques de grande quantidade. O que há de
estoque e pequeno são os materiais de escritório, de marketing, e como já foi falado,
é o próprio gestor da área que administra a quantidade e sua estocagem.

3.3 ANÁLISE ABC

A diversidade de itens de estoque e os significados diferentes de cada um


deles, em termos de quantidade e custo, fazem com que a gestão de estoques seja
ainda mais complexa. Estudar e acompanhar cada um dos itens, conhecendo suas
características, é uma forma de trabalhar adequadamente com esses itens. Ou seja,
fazer essa separação é fazer uma análise ABC. É uma das formas bastante comuns
em análise de estoques. Para simplificar o conceito, podemos entender como a
separação ou o agrupamento dos itens de estoque são feitos, analisando o grau de
importância de cada um, sendo a classificação A – os itens considerados mais
importantes em relação aos custos – ou em sua movimentação. A Classificação B
são os itens de média importância – e os de classificação C são os de menor
importância. Para entendermos melhor esse conceito, podemos recorrer a uma
definição clássica de Martins (2005), ao afirmar que:
Não existe forma totalmente aceita para definição de qual o percentual do
total dos itens que pertencem à classe A, B ou C. Os itens da classe A são
os mais significativos, podendo representar algo em torno de 35% a 70% do
valor movimentado dos estoques, os itens de classe B variam de 10% a
45%, e os itens da classe C representam o restante.

A proximidade nas empresas mostra que poucos itens, de 10% a 20% do


total, são da classe A, enquanto uma grande quantidade, em torno de 50%, são da
classe C e 30% a 40% pertencem à classe B. É importante lembrar que não há
regra, dependendo muito dos valores, da quantidade e de cada tipo de produto.
O Banco não usa a análise ABC, a escolha do cliente para determinado tipo
de conta se dá pela sua renda mensal. Há 3 tipos de contas correntes: Van Gogh,
Select e Private.

3.4 PREVISÃO DE DEMANDA


Decisões de negócios são muitas vezes tomadas em meio a situações
internas e externas de riscos e incertezas. Justamente por ser o mundo corporativo
um ambiente que muda constantemente, é que controllers lidam diretamente com
diversas análises para apoiar gestores nas tomadas de decisão. Uma dessas
análises é chamada de Previsão de Demanda.
A Previsão de Demanda proporciona às empresas informações valiosíssimas
sobre os mercados em que operam, bem como sobre os mercados-alvo. Conhecida
também como Estimativa de Demanda, está relacionada com prever o que
acontecerá no futuro.
A empresa estudada utiliza 5 passos para realizar sua previsão de demanda,
são elas:
 Levantamento da situação atual da empresa; Definição das metas
globais;
 Criação de um plano de ação; Elaboração orçamentária anual;
 Previsão de cenários alternativos.
A previsão de demanda no banco se dá principalmente pela leitura do PIB dos
últimos anos.
Santander mantém expectativa de crescimento do PIB em 2018. Mesmo com
a frustração apresentada no consumo das famílias no quarto trimestre de 2017, que
cresceu apenas 0,1% contra uma expectativa de 0,4% dos economistas do
Santander, o banco mantém a estimativa de crescimento do PIB para este ano em
3,2%.
Abaixo segue projeções do Banco Santander Brasil para as principais
variáveis da economia brasileira. Tais informações foram desenvolvidas para
atender às necessidades de diferentes públicos, como poupadores, investidores,
empresários locais, empresários estrangeiros e pessoas interessadas em entender a
economia do nosso país.
Como o nome sugere, trata-se de uma projeção, ou seja, uma antecipação da
demanda tomando diversos fatores como base (como fatores mercadológico,
financeiro e econômico, por exemplo). Em uma cadeia de suprimentos essa previsão
é tida como essencial para as tomadas de decisões estratégicas e para elaboração
do planejamento estratégico, tático e operacional da empresa.
PROJEÇÕES
REALIZADO SANTANDER
2014 2015 2016 2017 2018 2019
PIB (%)
Crescimento do PIB 0,5 -3,5 -3,5 1,0 3,2 3,2
Inflação (%)
IPCA-IBGE 6,4 10,7 6,3 2,9 3,5 4,0
IGP-M 3,7 10,5 7,2 -0,5 5,5 4,5
Taxa de Câmbio
R$/US$ - final de período 2,66 3,90 3,26 3,31 3,50 3,57
R$/US$ - média 2,35 3,33 3,49 3,19 3,50 3,53
Taxa de Juros (% a.a.)
SELIC - final de período 11,75 14,25 13,75 7,00 6,50 7,50
Mercado de Trabalho
Taxa Média de Desemprego (%) 6,8 8,5 11,5 12,8 12,0 10,9
Balança de Pagamentos
Exportações (US$ bi) 225,1 191,1 185,3 217,7 225,0 244,4
Importações (US$ bi) 229,1 171,5 137,6 150,7 169,5 189,9
Saldo Comercial (US$ bi) -4,0 19,7 47,7 67,0 55,5 54,5
Conta Corrente (US$ bi) -104,2 -58,9 -23,5 -9,8 -17,5 -21,9
Conta Corrente (% PIB) -4,2 -3,3 -1,3 -0,5 -0,8 -1,0
Contas Fiscais
Resultado Primário (% PIB) -0,6 -1,9 -2,5 -1,7 -2,0 -1,8
Dívida Pública Líquida (% PIB) 32,6 35,6 46,2 51,6 57,9 62,8
Dívida Pública Bruta (% PIB) 56,3 65,5 70,0 74,0 78,8 82,2
4. MATEMÁTICA APLICADA

4.1 MATEMÁTICA FINANCEIRA E OS RESULTADOS DO BANCO SANTANDER


BRASIL

Na matéria, além de uma breve recapitulação de alguns tópicos de


matemática, foram abordados conteúdos matemáticos que devem ser aplicados às
questões pertinentes à área administrativa que surgirem no dia a dia (BATISTA,
ANTONIO EDUARDO, 2013).
O administrador da instituição deve estar familiarizado com conceitos básicos
da matemática financeira para conseguir gerir seu negócio com eficiência. Os
valores a serem pagos com gastos mensais (água, energia, aluguel, salários, etc.)
devem ser contabilizados paralelamente aos valores arrecadados, de forma que não
haja prejuízo e os compromissos sejam honrados. É preciso analisar e levar em
conta, as funções “demanda de mercado” e “oferta de mercado”, por exemplo, para
que os preços e as quantidades estejam em equilíbrio.
Falando sobre Matemática Financeira:

De modo geral, podemos afirmar que esta disciplina é a divisão da


matemática aplicada que estuda o comportamento do dinheiro ao longo do
tempo, quantificando as transações ocorrem no universo financeiro, levando
em conta a variável tempo ou seja, o valor monetário do tempo (time value
money, como se diz usualmente no mercado financeiro). (BATISTA,
ANTONIO EDUARDO, 2013)

Aliando a teoria com a prática, podemos analisar as receitas e o lucro líquido


obtido pelo Banco Santander Brasil nos anos de 2016 e 2017, utilizando gráficos que
mostram as variações dos resultados obtidos em anos, com base nos serviços e
tarifas aplicadas pelo banco.
Tabela 1. - Receitas de serviços e tarifas do Santander em 2019.
Valor, em milhões de Variação em relação a
reais 2016
Cartões 4.990 22,2%
Comissão de seguros 2.516 13,8%
Serviços de conta corrente 2.908 30,3%

Administração de fundos, consórcios


1.008 -6,4%
e bens
Operações de crédito e garantias 1.491 4,5%
Cobrança e arrecadações 1.389 13,5%
Corretagem e colocação de títulos 700 29,0%
Outras 608 30,7%

Fonte: Santander S.A.

O banco recebeu R$ 15,611 bilhões em receitas com serviços e tarifas em


2019, uma alta de 17,7% e o maior patamar anual. Os serviços de conta corrente
são as receitas que mais crescem, mas o cartão de crédito ainda é onde o
Santander mais ganha dinheiro.
O lucro líquido do Santander cresceu 44,5% em 2019 no Brasil e somou R$
7,99 bilhões. O valor foi impulsionado pelo aumento de receitas do banco no país. Já
o lucro gerencial, que exclui fatores extraordinários do ano fiscal, alcançou R$ 9,95
bilhões em 2019, uma alta de 35,6%. Esse resultado exclui, por exemplo, a proteção
financeira feita pelo banco (hedge) contra a variação cambial. Apesar de não ser
aceito como indicador de lucro pela regra contábil brasileira, esse indicador é usado
por investidores para entender o resultado do banco sem fatores extraordinários.
Segundo o Santander, o resultado de 2017 foi o melhor da história para o
banco. "Em 2019 alcançamos resultados historicamente destacados, refletindo uma
dinâmica de forte aceleração comercial, velocidade das inovações e serviços", disse
o banco em comunicado.
As receitas do banco somaram R$ 52,9 bilhões em 2017, um avanço de
18,3% em relação a 2016. O crescimento se deve ao aumento das margens
financeiras, dos spreads (diferença entre custo de captação de recursos e taxas
cobradas nos empréstimos) e das comissões.

As margens financeiras somaram R$ 37 bilhões em 2017, alta de 18,5% As


comissões somaram R$ 15,6 bilhões, crescimento de 17,7%
Os spreads de crédito saltaram de 8,7% ao ano, em 2016, para 9,4%

4.2 APLICAÇÃO

Ainda que fundamental e generalista, a teoria dos conjuntos conduz a poucas


aplicações práticas diretas. É mais utilizada para desenvolver a álgebra de grupos,
anéis e campos, em engenharia e em outras áreas de exatas, assim como para
desenvolver uma base lógica para o cálculo, a geometria e a topologia. Todos esses
desenvolvimentos são aplicados extensivamente nos campos da física, da química,
da biologia, da engenharia elétrica e da ciência da computação. Na área de ciências
humanas, seus conceitos servem de base à estatística; esta, por sua vez, é
direcionada a pesquisas de mercado, avaliação e desempenho de funcionários,
cálculos de riscos em investimentos etc.
Exemplos:
Números positivos e negativos: em conta bancária é comum à expressão
saldo negativo. Quando retiramos (débito) um valor superior ao nosso crédito em
uma conta bancária, passamos a ter saldo negativo. +3 - 2
Razões e proporções: são utilizadas em análise de dados, pesquisas,
projeções e estimativas das mudanças e transformações que poderão ocorrer no
Universo. ¾
Equações: Quando duas linhas de um mesmo plano se cruzam, obtém-se um
ponto. É comum usarmos equações para indicar a localização de pessoas, barcos,
aviões, cidades. x² - 5x + 6 = 0
Funções: podem modelar o crescimento de uma população de bactérias de
acordo com o tempo, calcular o valor de uma corrida de táxi de acordo com a
distância percorrida, ou qualquer outra relação entre grandezas que dependem uma
da outra. Também possuem aplicações na Física, como nas situações que envolvem
o movimento uniformemente variado, lançamento oblíquo, etc. Na Biologia, auxiliam
no estudo da fotossíntese, por exemplo. Na Engenharia Civil, realizam cálculos
diversos nas construções. Na área de Contabilidade, são usadas ao se relacionar as
funções custo, receita e lucro.
f(x) = x = 1 e f(x) = x²-1

Porcentagem: Seu uso é fundamental no mercado financeiro, seja na hora de


obter um desconto, calcular o lucro na venda de um produto ou medir as taxas de
juros. Também é utilizada para capitalizar empréstimos e aplicações, expressar
índices inflacionários e deflacionários, entre outros. Na estatística, é aplicada na
apresentação de dados comparativos e organizacionais. Exemplo: desconto de 10%
do valor de R$ 120,00: 120.10/100 = 1200/100 = 12%

4.3 APRESENTAÇÃO DE CUSTO TOTAL

A Matemática é uma ciência que relaciona a lógica com situações práticas


habituais. Ela desenvolve uma constante busca pela veracidade dos fatos por meio
de técnicas precisas e exatas. Ao longo da história, a Matemática foi sendo
construída e aperfeiçoada, prosseguindo em constante evolução, investigando
novas situações e estabelecendo relações com os acontecimentos cotidianos.
A existência de custos é uma consequência direta da existência de produção.
De fato, para produzir é necessário utilizar fatores produtivos tais como matérias-
primas, equipamentos, energia, instalações, trabalho, entre outros; dado que estes
fatores produtivos são escassos, as empresas para os poderem utilizar têm de pagar
um preço, ou seja, têm de incorrer em custos. Constitui tarefa das empresas
procurarem métodos de produção eficientes, ou seja, que permitam o máximo de
produção ao mínimo custo. Custos Totais, Fixos e Variáveis. A primeira distinção
que pode ser efetuada na análise económica dos custos é entre custos totais, custos
fixos e custos variáveis:
 Custo Total: representa a menor despesa total necessária para atingir um
determinado nível de produção.
 Custo Fixo: representa a parte da despesa que não é afetada pelo nível de
produção, ou seja, o montante de despesa que se verifica mesmo que o nível
de produção seja zero. Por exemplo, numa empresa de explicações um dos
custos fixos é a renda das instalações pois o seu valor mantém-se mesmo
que não sejam dadas quaisquer explicações.
 Custo Variável: representa a parte das despesas que variam com a produção,
ou seja, que aumentam quando o nível de produção aumenta e vice-versa.
Por exemplo, numa fábrica a despesa com matérias-primas é um custo
variável pois está diretamente relacionado com a quantidade produzida.
Por definição, os custos totais (CT) são o somatório de todos os custos fixos
(CF) com o somatório de todos os custos variáveis (CV):
O Banco Santander Brasil me forneceu os itens de custo variável e fixo do
departamento de RH, porém não forneceu seus valores reais, pois se trata de
informação confidencial. Então os números são fictícios.
TOTAL DE GASTOS DO RH

Total De Gastos De Pessoal - CUSTO VARIÁVEL


Total Gestão Direta - Folha De Pagamento
Remuneração Fixa+ Férias
Benefícios
Horas Extras
Encargos sociais
Custo Estágio
Abono Ativos
Abono Salarial
Indenizações
Total Remuneração Variável
Outros de Pessoal

Administrativos - CUSTO VARIÁVEL


Material de Expediente
Viagens
Viagens no País
Viagem ao Exterior
Aluguel de Veículos
Eventos Internos
Km Rodado
Jornais, Livros e Revistas
Consultorias / Assessorias
Reembolso
Copa / Refeições
Refeições (reembolso)
Copa, Copa Executiva e Restaurante
Estacionamento (reembolso)
Táxi (reembolso)
Representações com Clientes (reembolso)
Celular
Feeders
Fundo Fixo Agências
Diretos Alocados - CUSTO FIXO
Infraestrutura
Aluguéis
Predial
Impressões Descentralizadas
Telefone Fixo
Tributos
Estacionamento / Convênio
Serviços Terceirizados
Seguros
Seguro Global
Administrativos Centralizados
Autenticidade, Reprodução e Cópias - Centralizados
Copa - Centralizados
Outros Gastos Gerais
Serviços
Arquivo Geral
Correios e Telegramas
Honorários Advocatícios e Custas Judiciais
Cartorária Central de Atendimento
Amortização / Depreciação - CUSTO FIXO
Amortização e Depreciação - Tecnologia
Amortização e Depreciação - Não Tecnologia

TOTAL DE GASTOS - CUSTO TOTAL

O total de gastos com o custo variável é de R$ 850.500,00


O total de gastos com o custo fixo é de R$ 2.908.000,00
Aplicando-se a fórmula:
CT = 850.500,00 + 2.908.000,00
CT = 3.758.500,00

O custo total do departamento de RH, mensal, é de R$ 3.758.500,00


5. CONSIDERAÇÕES FINAIS

O objetivo desse projeto foi analisar o Banco Santander, alinhando os


conhecimentos adquiridos em ambiente acadêmico com as práticas organizacionais.
A base do PIM II foi à matéria de matemática aplicada e nesse tópico foram
analisadas as receitas e o lucro líquido do banco, evidenciando os resultados e a
tomada de decisão da organização, que mesmo num momento de crise mantém um
olhar otimista e de investimento no Brasil, acreditando no potencial do banco para
continuar crescendo.
Em economia e mercado foi pesquisado o panorama econômico financeiro do
Brasil e qual olhar do banco em relação ao prognóstico econômicos para 2018, o
qual é muito otimista, banco mantém a estimativa de crescimento do PIB para este
ano em 3,2%.
Na matéria de recursos materiais e patrimoniais foi feita a análise em relação
à forma que o Banco Santander emprega seus recursos, a possibilidade dela investir
no Brasil e ampliar seus recursos patrimoniais, assim como foi analisada a cadeia de
logística da empresa, que mostra o processo desde o desenvolvimento do produto
até a chegada dele para o consumidor final, com os conceitos estudados é possível
comparar o fluxograma da cadeia de logística com a técnica de administração de
materiais Just -In -Time que tem como objetivo básico a eliminação de desperdícios.
Com mais de 160 anos de atuação, o Grupo Santander entrou como
instituição bancária no Brasil em 1957, buscando fortalecer forte presença na
América Latina, particularmente no Brasil.
Com seu crescimento e a credibilidade que passava para seus clientes, foi se
tornando forte no ramo bancário, tornou-se então um banco com cobertura nacional,
competindo assim, de forma efetiva em seu mercado alvo.
Com todas as instabilidades nesse mercado, muitas vezes incerto e ficando
as margens da economia do País, o Banco Santander conseguiu superar suas
metas e desafios ao longo dos anos.
REFERÊNCIAS

ASSAF NETO, A. Mercado financeiro. São Paulo: Atlas, 2012.

BANCO CENTRAL DO BRASIL (BACEN). Composição e segmentos do Sistema


Financeiro Nacional. Brasília, [s.d.]. Disponível em: Acesso em: 30 ABRIL. 2021.

BALLOU, R. H. Logística empresarial: transportes, administração de materiais e


distribuição. São Paulo: Atlas, 1993.

BATISTA, A. E. Matemática aplicada. São Paulo: Editora Sol.

CAVALEIRO, J. C. Recursos Materiais e Patrimoniais. São Paulo: Editora Sol.


2011.

CHIAVENATO, I. Administração de materiais. Rio de Janeiro: Campus, 2005.

MANZALLI, M. F. Economia e mercado. São Paulo: Editora Sol, 2018.

PASSOS, C. R. M.; NOGAMI, O. Princípios de economia. 3.ed. São Paulo:


Pioneira, 2001. 475p.

SILVA, C. R. da; LUIZ, S. Economia e mercados: introdução à economia. 19.


Ed.São Paulo: Saraiva, 2010.

https://www.santander.com.br/portal/wps/script/templates/GCMRequest.do?
page=7037

https://economia.estadao.com.br/blogs/econoweek/um-panorama-sobre-o-
santander/

https://www.konkero.com.br/banco/conta-corrente/santander-sera-que-voce-
deve-ser-cliente-deles

https://www.valor.com.br/financas/6096265/santander-brasil-fecha-2018-com-
mais-de-r-12-bilhoes-de-lucro

https://exame.abril.com.br/negocios/santander-conquista-novos-clientes-e-cresce/

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