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Disciplina: Economia Empresarial

Aula 9: Moeda, Juros e Câmbio

Apresentação
Nesta aula, vamos apresentar a história da moeda e do seu significado para o
comércio, além das funções da moeda. Veremos uma descrição do sistema financeiro
brasileiro subdividido em monetário e não monetário. Evidenciaremos a importância
do Banco Central e descrever suas funções. Por fim, vamos introduzir os conceitos de
taxa de juros e de multiplicador bancário, mostrando como são determinados.

Descreveremos a composição do balanço de pagamentos, suas contas e subcontas.

Apresentaremos o mercado de câmbio e sua importância para o comércio


internacional. Analisaremos o conceito e o cálculo da taxa de câmbio, bem como sua
tipologia.

Objetivos
Reconhecer o mercado monetário e o sistema financeiro do Brasil;
Analisar a determinação da taxa de juros e o multiplicador bancário;
Compreender o balanço de pagamentos e o mercado de câmbio.
A moeda e o mercado monetário
Antes de apresentarmos a teoria do mercado monetário, devemos
esclarecer que o termo “moeda” pode ser entendido, de forma geral,
como “dinheiro”.

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Dizer que existe um mercado de moeda, ou mercado monetário, é afirmar que


existe tanto oferta quanto demanda de moeda, ou seja, as leis de mercado
estão presentes aqui também, como ocorre nos mercados dos mais diversos
produtos.

Para a melhor compreensão do mercado monetário, é útil conhecer um pouco


da história da moeda e do seu significado para o comércio.

As sociedades primitivas utilizavam como prática comercial o escambo, que é


a troca direta de uma mercadoria por outra. Esse sistema acarretava uma
dificuldade, que era a de ter que haver coincidência entre o desejo do
comprador e o do vendedor.

O início do dinheiro: as moedas-


mercadoria
Em vista das dificuldades encontradas na dupla coincidência de desejos,
surgiram então itens de aceitação mais generalizada entre as pessoas, que
passaram a ser usadas como meios de troca pelo seu valor, por sua raridade
ou utilidade, tais como o sal, o boi, as conchas e os metais, dentre outros.
Assim, o vendedor entregaria seu produto em troca daquele de aceitação
geral, com o qual poderia adquirir os mais diversos produtos, pois todos
aceitariam o produto escolhido como meio de troca.

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Tais produtos tornaram-se o que se


convencionou chamar de moeda.

Os exemplos citados eram as moedas-mercadoria, pois tinham valor de uso


para os seus possuidores, uma vez que eram mercadorias também. Dentre as
moedas-mercadoria utilizadas, houve uma evolução para o predomínio do uso
de metais como:

Ferro

Cobre

Bronze

A escolha baseou-se nas características dos metais:

Homogeneidade
Indestrutibilidade

Divisibilidade e facilidade de manuseio

Transporte

Posteriormente, constatou-se que esses metais eram abundantes na natureza,


o que provocava sua desvalorização e prejudicava a circulação das
mercadorias.

Começou assim o uso de metais mais nobres, como o ouro e a prata, que
tinham mais valor para seus possuidores. O Estado passou a cunhar tais
moedas, evitando as falsificações.

Aparece a moeda-papel


As moedas de ouro e prata tinham alguns inconvenientes quanto ao seu
transporte para lugares distantes, pois traziam riscos de assalto. Surgiu então
o costume de depositar as moedas em instituições denominadas casas de
custódia, que guardavam os valores para seus proprietários e lhes forneciam
certificados de depósitos.


Esses certificados passaram a ser utilizados como moeda, aparecendo, assim,
a moeda-papel, que é representada por um papel, lastreada integralmente
por metal precioso.

No século XIX, o Estado passou a assumir a função de agente emissor de
moeda. As reservas de metais preciosos dos países passaram a ser de sua
propriedade e serviam de lastro integral para a emissão de moedas metálicas
e de notas.

As trocas, todavia, continuavam crescendo, enquanto as reservas de ouro e


prata possuídas pelos países não aumentavam na mesma proporção. A saída
foi adotar sistemas de conversão parcial.

A moeda fiduciária
Atualmente, a moeda deixou de ter lastro em metais preciosos, tornando-se
uma moeda fiduciária, isto é, baseada na confiança da sociedade e
denominada de papel-moeda.

O governo pode emitir moeda sem que seja preciso ter seu lastro em ouro. A
quantidade de moeda agora pode ir aumentando de acordo com a
necessidade do país, frente ao crescimento de produtos na economia e frente
ao crescimento econômico.

Com o desenvolvimento posterior do sistema bancário e da intermediação


financeira, surge ainda a denominada moeda bancária ou escritural. Esta é
representada por depósitos do público nos bancos comerciais e são
movimentadas pelos seus titulares por meio de cheques.
Funções da moeda
Agora, já estamos aptos a listar as importantes funções da moeda:

Reserva de valor

Se um indivíduo não deseja gastar toda a renda, ele pode guardá-la para uso
posterior, transferindo seu poder de compra do presente para o futuro.
Quando um vendedor aceita a moeda em troca de um bem, ele pode ficar
com a moeda e tornar-se comprador de outro bem, em outro momento.


Unidade de medida ou de conta

Significa que a moeda é uma medida de valor, ou seja, os bens e serviços


comercializados em uma economia são expressos em quantidades de moedas,
por meio de seus respectivos preços.


Meio de troca

Nas economias modernas, a troca direta de mercadorias é inviável. A


existência da moeda é essencial para viabilizar as trocas comerciais indiretas.

O Sistema Financeiro Nacional


(SFN)
De maneira esquemática, podemos entender o SFN da seguinte forma:

Existem pessoas que gastam menos do que recebem de remuneração e outras


que, ao contrário, gastam mais do que recebem.

2
Os empresários, muitas vezes, para ampliar seus negócios, necessitam de
empréstimos que são obtidos do grupo que está com sobra de recursos
financeiros.

Podemos dizer, assim, que o grupo que tem dinheiro sobrando engloba os
poupadores, podendo ser chamado também de grupo superavitário.

Já os que necessitam de recursos são os deficitários, que, no exemplo, são as


empresas demandante de recursos.

Um sistema financeiro é o conjunto de


instituições criadas para manter o fluxo de
recursos contínuos entre poupadores e
investidores, procurando coibir os abusos e
assegurando a confiança na moeda.

O sistema financeiro subdivide-se em:

Monetário

Integrado pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), órgão deliberativo


que estabelece as diretrizes gerais das políticas monetária, cambial e
creditícia, regula as condições de constituição, funcionamento e
fiscalização das instituições financeiras e disciplina os instrumentos de
política monetária e cambial.

Os órgãos de fiscalização do CMN são:

Banco Central;
Comissão de Valores Mobiliários (CVM);
Superintendência de Seguros Privados (SUSEP);
Secretaria de Previdência Complementar (SPC).

É integrado pelo Banco do Brasil, bancos comerciais, caixas econômicas e


cooperativas de crédito.

Há ainda as instituições financeiras estatais, com destaque para:

Banco do Brasil (BB), que promove o crédito agrícola;


Caixa Econômica Federal (CEF), que promove o crédito para
moradias;
Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES),
que financia infraestrutura e industrialização, sendo importante
fonte de financiamento de investimentos de longo prazo.

Não monetário

Integrado pelas demais instituições financeiras que não operam com


depósitos à vista:

Bolsas (de valores, de mercadorias e de futuros);


Entidades ligadas aos sistemas de previdência e seguros;
Administração de recursos de terceiros (fundos mútuos, clubes de
investimento, administradoras de consórcios etc.).

O Banco Central

Pela sua importância como autoridade monetária, estudaremos mais


detalhadamente o Banco Central, pois é a instituição de um país à qual se
confia o dever de regular o volume de dinheiro e de crédito da economia.

Essa atribuição, comum a todos os bancos centrais, geralmente está


associada ao objetivo de assegurar a estabilidade do poder de compra da
moeda nacional. Além disso, a maior parte dos bancos centrais também tem
como missão promover a eficiência e o desenvolvimento do sistema financeiro
de um país.

Atenção

O Banco Central do Brasil (BCB), autarquia federal integrante do Sistema


Financeiro Nacional, foi criado em 31/12/1964, com a promulgação da
Lei nº 4.595. A Constituição Federal de 1988 estabeleceu dispositivos
importantes para a atuação do BCB, dentre os quais o exercício exclusivo
da competência da União para emitir moeda.

Funções do Banco Central do Brasil

Monopólio de emissão

Banqueiro do governo

Banco dos bancos

Supervisor do sistema financeiro

Executor da política monetária


Executor da política cambial e depositário das reservas
internacionais

Fonte: Banco Central do Brasil

Oferta monetária
É o total de moeda que o público tem à sua disposição para o pagamento de
seus gastos no momento presente ou futuro. É constituída pelo total dos
meios de pagamento. Assim:


Atenção

O governo controla, por meio do Banco central, a parcela de moeda que


será emitida. Mas existe uma parcela dos meios de pagamento, a moeda
escritural, que está sob o controle indireto do governo.

Esta é constituída pelos depósitos à vista do público nos bancos


comerciais (depósitos bancários na conta corrente), movimentada por
meio de cheques.

Há algumas relações importantes entre os conceitos de moeda:

Papel-moeda em poder do público (PMPP) = papel-moeda emitido (PME)


- total das reservas bancárias (encaixes no Banco Central + encaixes nos
bancos comerciais).
Papel-moeda em circulação (PMC) = papel-moeda emitido (PME) -
reservas do banco central.

Papel-moeda em poder do público (PMPP) = papel-moeda em circulação


(PMC) – reservas dos bancos comerciais.

Base monetária (BM) = papel-moeda em poder do público (PMPP) + total


das reservas bancárias (encaixes no Banco Central + encaixes nos bancos
comerciais).

Encaixe ou reserva = papel-moeda retido no Banco Central e nos bancos


comerciais.

Classificação dos meios de


pagamento

M1

Meios de pagamento restritos = papel-moeda (notas e moedas) em poder


do público (pessoas e firmas) + depósitos à vista (depósitos em conta
corrente sob os quais podemos emitir cheques).

M2

Meios de pagamento ampliados = M1 + depósitos de poupança + títulos


emitidos pelas instituições financeiras (CDB, letras de câmbio, letras
imobiliárias).

M3

Meios de pagamento ampliados = M2 + quotas de fundo de renda fixa +


operações compromissadas registradas no SELIC (Sistema de Liquidação e
Custódia).
Atividade
1. Assinale a afirmativa que não corresponda a uma função do Banco
Central:

a) Executar a política monetária do país.


b) Ter o monopólio da emissão de moeda.
c) Aceitar depósitos à vista do público e conceder empréstimos ao
público.
d) Supervisionar e gerir sistemas de pagamentos.
e) Ser o banco dos bancos.

Determinação da taxa de juros


A taxa de juros representa o preço do dinheiro no tempo. Existem duas
abordagens principais para a determinação da taxa de juros:

A taxa de juros expressa o prêmio de espera que um indivíduo aufere por
renunciar ao consumo presente em favor do consumo futuro.


A taxa de juros é determinada pela igualdade entre a oferta (poupança) e a
demanda (investimento) dos fundos disponíveis para empréstimo.


A teoria de fundos emprestáveis baseia-se na Lei de Say: todo investimento
não financiado por poupança prévia do próprio investidor é financiado por
bancos comerciais, com o uso de parte das poupanças dos outros agentes
econômicos, depositada em bancos comerciais.


Os bancos cumprem apenas o papel de repassadores das poupanças dos
outros agentes depositadas nos bancos. A poupança é claramente uma
condição necessária para o investimento.


Saiba mais

Leia sobre a preferência pela liquidez


<galeria/aula9/anexo/a9_doc1.pdf> e saiba mais sobre as taxas de
juros.

O multiplicador bancário
Também chamado de monetário ou dos meios de pagamentos designa a
variação na oferta de moeda originada pela variação em uma unidade na base
monetária.

Representa o poder que os bancos comerciais


têm de criar moeda por meio de sua atividade de
receber depósitos e de conceder empréstimos.

O Brasil tem um sistema bancário de reserva fracionária, isto é, apenas uma


fração do total dos depósitos feitos nos bancos comerciais é exigida pelo
Banco Central sob a forma de reservas em dinheiro.

Essas reservas permitem que os bancos comerciais façam empréstimos do


restante do dinheiro. Os empréstimos significam aumento da oferta
monetária.


Exemplo

Veja um exemplo <galeria/aula9/anexo/a9_doc2.pdf> para


compreender melhor como o multiplicar bancário funciona.

O balanço de pagamentos e o
mercado de câmbio

O balanço de pagamentos é um instrumento da Contabilidade no qual se


registra todas as transações efetuadas entre as pessoas residentes e não
residentes em um país.
Sabemos que as transações com o exterior têm uma importância vital para as
atividades econômicas de uma nação. Os governos buscam, cada vez mais,
ampliar sua participação nos fluxos de comércio internacional. Por isso, é
importante manter um registro contábil de todas as transações de um país
com o resto do mundo, e o balanço de pagamentos é o instrumento
fundamental para esse registro.

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O balanço envolve:
1

Comércio de mercadorias

Exportações e importações.

Serviços

Pagamentos de juros, royalties, remessa de lucros, turismo, pagamento de


fretes etc.

Transações com capitais físicos e financeiros

Investimentos diretos estrangeiros, empréstimos e financiamentos, capitais


especulativos etc.

Lançamento contábil
O registro no balanço de pagamentos é feito por meio do lançamento contábil.
Este, segue a lógica das partidas dobradas, veja:

A cada lançamento de débito em uma conta, com


sinal negativo ocorre um lançamento de crédito
em outra conta, isto é, com sinal positivo.

Os lançamentos provenientes de recebimentos do resto do mundo são


lançados a crédito (com sinal positivo), enquanto que todos os pagamentos
feitos ao resto do mundo são lançados a débito (com sinal negativo).
Em cada item do balanço de pagamentos é lançado o saldo da saída e a
entrada da moeda estrangeira.

Por ser uma moeda de aceitação internacional, o dólar americano é a divisa


normalmente utilizada para a apresentação dos dados.

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Estrutura do balanço de
pagamentos
O balanço de pagamentos se divide em quatro partes:

A - Balança de transações correntes

Reflete todas as transações comerciais envolvendo a movimentação de


bens (balança comercial, exportação e importação) e serviços
(balança de serviços, incluindo entrada e saída de turistas, transporte
internacional, envio e recebimento de lucros relativos a capitais
investidos, royalties, aluguéis etc.). Inclui, também, transferências
unilaterais (doações, remessas de recursos financeiros de imigrantes
etc.).

A soma algébrica dessas três subcontas resulta no saldo em


transações correntes.
B - Balança de movimento de capitais ou de capitais
autônomos

Reflete os deslocamentos de moeda, créditos e títulos que constituem:

Investimentos;
Reinvestimentos;
Empréstimos e financiamentos de médio e longo prazo;
Empréstimos de curto prazo;
Amortizações;
Capitais de curto prazo.

C - Erros e omissões

Este item existe porque nem tudo que entra e sai do país é corretamente
contabilizado. Dentre os motivos, por exemplo, há o comércio
clandestino, que não é contabilizado pelo governo.

D - Transações compensatórias ou balança de capitais


compensatórios

Se o saldo do balanço de pagamentos é positivo, significa que as divisas


operadas livremente no mercado oficial de câmbio do país superaram as
saídas no período considerado.

Se negativo, significa que as saídas de divisas foram maiores que as


entradas. Então, o balanço de pagamentos pode estar:

Equilibrado - saídas = entradas;


Superavitário - saídas < entradas;
Deficitário - saídas > entradas.

No caso de o balanço de pagamentos estar deficitário, o país lançará mão


de recursos para equilibrá-lo. Esses recursos são as transações
compensatórias:
Variação de reservas internacionais;
Operações de regularização;
Atrasados comerciais.

Atividade
2. Analise as opções abaixo e, em seguida, assinale a conta que não faz
parte da balança de transações correntes:

a) Importações de bens e serviços.


b) Exportações de bens e serviços.
c) Pagamentos de seguros sobre importações.
d) Empréstimos.
e) Remessa de lucros.

A taxa de câmbio
Um dos aspectos que diferenciam o comércio internacional do interno é que o
primeiro utiliza moedas de diferentes países.

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Se uma empresa americana quiser adquirir café brasileiro, terá que pagar em
reais ao produtor brasileiro, se uma empresa brasileira quiser comprar
televisões nos Estados Unidos, terá que pagar em dólares.

A necessidade de efetuar pagamentos em moedas diferentes, no exterior, da


moeda utilizada no próprio país, faz surgir a taxa de câmbio e o mercado
cambial.

A taxa de câmbio corresponde, então, à expressão do preço (ou valor) da


moeda estrangeira em moeda nacional, isto é, a cotação da moeda
estrangeira.

Observe que:


Desvalorização

Se a taxa de câmbio de US$1,00 = R$2,00 passa para US$1,00 = R$2,50,


dizemos que o real desvalorizou-se em relação ao dólar.


Valorização

Se US$1,00 = R$2,00 passa para US$1,00 = R$1,80, dizemos que o real,


valorizou-se em relação ao dólar.

Regime cambial
É um conjunto de regras que rege o mercado de câmbio. Existem dois
regimes cambiais: câmbio flutuante e fixo. As diferenças entre os dois são
dadas pela forma de determinação da taxa de câmbio e pelo grau de liberdade
de compra e venda da moeda estrangeira, isto é, pelo grau de
conversibilidade da moeda nacional.
Taxa de câmbio flutuante

Ocorre quando seu valor é determinado livremente no mercado de divisas


1
(moeda estrangeira), por meio da interação entre os processos de procura
e oferta 2.


Taxa de câmbio fixa

Ocorre quando tem seu valor fixado pelo Banco Central do país, que se
compromete a comprar e vender qualquer quantidade de divisas a essa taxa,
ou seja, a taxa de câmbio fixa é tabelada pelo Banco Central.


Atenção

Nesse regime cambial de taxa de câmbio flutuante, não há, em


princípio, interferência do Banco Central na fixação da taxa de câmbio,
embora possa, para manter a estabilidade da economia, efetuar
operações financeiras de natureza cambial que afetem a cotação da
moeda estrangeira.

Taxa de câmbio real efetiva


Considerando-se que os preços nos diversos países podem variar de forma
independente, o indicador mais adequado na análise da relação entre moedas
de países diferentes é o da taxa de câmbio real.
É um indicador que mede o preço dos bens estrangeiros em termos dos bens
domésticos. Esse é o indicador mais amplo da competitividade das
exportações.

Se a moeda estrangeira for o dólar, teremos:

T axa de câmbio nominal x Preço do bem estrangeiro em dólares
Taxa real de câmbio = Preço do bem nacional em reais

Relação de troca
Diante disto, podemos pensar sobre os termos de troca das exportações e
importações de um país como um como um todo, isto é, a relação de troca.

A relação de troca mede o poder aquisitivo das exportações de um país. Ela


pode ser representada pela seguinte equação:

Í ndice dos preços de exportação x 100
Relação de troca =
Í ndice dos preços de importação

O aumento das relações de trocas significa, em termos práticos, que um


mesmo volume físico de exportações de um país gera uma receita de divisas
que permite a aquisição de um maior volume físico de importações.

Concluímos que, se os preços das importações sobem ou diminuem menos


que os das exportações, há uma deterioração nas relações de troca. No caso
inverso, há uma melhora nas relações de troca.
Atividade
3. Suponha que a taxa de câmbio seja de R$2,10 por dólar norte-
americano. Imagine, ainda, que um automóvel simples nos Estados
Unidos custe US$10.000 e um similar, no Brasil, custe R$30.000,00. Qual
é a relação de preços entre os dois produtos, ou seja, qual a taxa real de
câmbio?

a) 2,10
b) 0,66
c) 0,33
d) 0,70
e) 3,00

Notas
Procura1

A procura por divisas é constituída pelos importadores ou pelas pessoas que


necessitem enviar dinheiro estrangeiro para o exterior.

Oferta2

A oferta de divisas é constituída pelos exportadores ou pelas pessoas que trazem


dinheiro estrangeiro do exterior.

Referências

ALÉM, Ana Cláudia. Macroeconomia teoria e prática no Brasil: análise do


ambiente econômico com casos brasileiros. São Paulo: Elsevier, 2010. cap. 2 e 3.
CARVALHO, José L., et al. Fundamentos de economia: macroeconomia. v. 1. São
Paulo: Cengage Learning, 2009, cap. 13.

MANKIW, N. Gregory. Princípios da macroeconomia. São Paulo: Cengage Learning,


2009. cap. 11 e 17.

ROSSETTI, João Paschoal. Introdução à economia. São Paulo: Atlas, 1997. cap. 15.

VASCONCELLOS, Marco Antonio Sandoval. Economia micro e macro. São Paulo:


Atlas, 2002, cap. 11 e 21.

VICECONTI, Paulo E. V.; NEVES, Silvério. Introdução à economia. São Paulo:


Frase, 2010. cap. 9.

Próximos Passos

O equilíbrio macroeconômico no curto prazo;


Nível geral dos preços e da produção;
As políticas econômicas.

Explore mais

Conheça as Funções do Banco Central do Brasil


<http://www.bcb.gov.br/conteudo/home-ptbr/FAQs/FAQ%2011-
Fun%C3%A7%C3%B5es%20do%20Banco%20Central.pdf> . Acesso em: 13
ago. 2018.

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