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Revista do

Recursos para Líderes de Igreja

Liderando as
Exemplar Avulso: R$ 9,50. Assinatura: R$ 30,20

novas gerações
Entrevista Líder discipulador Língua portuguesa
O ministério do ancião Características Dicas para pregação
jul ago set 2019 ● ●
de uma boa liderança eficiente

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P4 39833 – Revista do Ancião 3º Trim 2019 Designer Editor(a) Coor. Ped. C. Q. R. F. Custos
SUMÁRIO
Revista d

Recursos par

Uma
Igreja Adve

Ano 19 – No
Revista Trime

Ne
14 32 Edit

Assist
Isa
12
Pro
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Progr
André Rodr
Ima
digitalski
26
Colabor
Carlos Hein e

3 Editorial Co
Alberto P
Capacitação divina Charlles B
Edilson Val

4 O ministério do ancião
Everon Don
Henry Main

Perspectiva pastoral
22 Jovens em ação
Juan Zuñiga
Rubén Mon

8
Sidnei Men
Igreja dinâmica e vibrante
O ancião e seus filhinhos Revista do
Ensinando às novas gerações
24 O autêntico diretor de Mordomia Cristã
www.d

12
Artigos e corresp
Líderes que educam do Ancião de
Moisés: líder discipulador
26
Caixa Postal 260
Liderança eficaz ou e-mail: m
Ministério de apoio
14 Evitando erros de português
A influência do ancião no êxito do pastor
Eficiência no falar
30 Pastoreio do ancião
17 Esboços de sermões
Dicas importantes
CASA PUBLI

Amplie os esboços com comentários e ilustrações


32 Coordenador de interessados
Editora da Igreja
Rodovia Est
Caixa Postal 3
Peça-chave na igreja local
Di

35 Recursos
José
Diret
U
Aproveite estas joias Re
Marco

Visit
www

CALENDÁRIO
Serviço
a
Revista do
sac

Data Evento Recursos para Líderes de Igreja


Exempla
Assin

Julho 20-27 Semana de Oração JA

Agosto 24 Projeto “Quebrando o Silêncio”

14 Dia Mundial do Desbravador


Setembro Semana da Esperança/Evangelismo de Colheita
21-28 Liderando as
Exemplar Avulso: R$ 9,50. Assinatura: R$ 30,20

e Batismo da Primavera novas gerações


Entrevista Líder discipulador Língua portuguesa
O ministério do ancião Características Dicas para pregação
jul l ago l set 2019 de uma boa liderança eficiente
Todos os
Proibida a rep
por qualquer m
Aquisição da Revista do Ancião escrita d
O ancião que desejar adquirir esta revista
deve falar com o pastor de sua igreja
ou com o ministerial da Associação.

2 jul l ago l set 2019

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EDITORIAL

Capacitação divina
Revista do

Recursos para Líderes de Igreja

Uma publicação da
Igreja Adventista do Sétimo Dia

E
Ano 19 – No 75 – jul-ago-set 2019
Revista Trimestral – ISSN 2236-708X
m 1 Coríntios 1:26 a 29, Paulo falou de um chamado. Ele disse que “não foram chamados
Editor
Nerivan Silva
muitos sábios segundo a carne, nem muitos poderosos, nem muitos de nobre nascimen-
Editor Associado to.” Em suas declarações à igreja de Corinto, o apóstolo não afirmou que Deus premia a
Márcio Nastrini
Assistente de Editoria ignorância, que a falta de cultura faça parte da vida cristã e que a fossilização profissional e aca-
Isabel Camargo
dêmica seja algo próprio de quem está aguardando o segundo advento de Cristo. Ao contrário,
Projeto Gráfico
André Rodrigues a Bíblia fala dos servos de Deus que, por serem sábios e cultos, foram uma bênção nos lugares
Programação Visual
André Rodrigues e Rodrigo Neto em que viveram. Lembra-se dos jovens cativos na Babilônia do rei Nabucodonosor? (Dn 1:19, 20).
Imagem da Capa
digitalskillet1 / Adobe Stock E o que dizer do próprio apóstolo Paulo? (At 26:24; 2Tm 4:13). Pois é, eles foram astros que bri-
Colaboradores Especiais
lharam na constelação do conhecimento. Entretanto, Deus não os chamou com base na sabe-
Carlos Hein e Lucas Alves Bezerra doria ou cultura deles. Ao profeta Samuel, Deus disse: “O Senhor não vê como vê o
Colaboradores homem. O homem vê o exterior, porém o Senhor, o coração” (1Sm 16:7).
Alberto Peña, André Dantas,
Charlles Britis, David Ayora, Buscar o conhecimento e a cultura, ser competente em tudo o que fizer,
Edilson Valiante, Efrain Choque,
Everon Donato, Geraldo Magela, deve ser a meta de todos nós, principalmente no cumprimento da mis-
A obra do
Henry Mainhard, Iván Samojluk,
Juan Zuñiga, Raildes Nascimento, são. Ellen G. White escreveu: “O Senhor deseja que obtenhamos toda a Senhor requer
instrução possível, com o objetivo de compartilhar nosso conhecimen- disposição para
Rubén Montero, Ronivon Silva,
Sidnei Mendes, Tito Valenzuela

Revista do Ancião na Internet


to” (Mensagens aos Jovens, p. 173). Não devemos jamais nos conformar seguir Suas
www.dsa.org.br/anciao
com o mínimo quando pudemos realizar o máximo. orientações
Artigos e correspondências para a Revista
do Ancião devem ser enviados para:
Por outro lado, a Bíblia também fala de pessoas simples, mas ex- e métodos
Caixa Postal 2600; 70279-970, Brasília, DF traordinárias, que realizaram grandes feitos para Deus. Por exemplo,
ou e-mail: ministerial@dsa.org.br
Maria, mãe de Jesus (Lc 1:26-38), Simeão (Lc 2:25-34), a jovem cativa da casa do
sírio Naamã (2Rs 5:1-4) e outras. Se analisarmos, perceberemos que muitas dessas
pessoas não tiveram grande expressividade na narrativa bíblica. No entanto, foram extraordi-
nárias para o avanço do reino de Deus em seus dias, e suas histórias foram registradas para ser-
CASA PUBLICADORA BRASILEIRA
Editora da Igreja Adventista do Sétimo Dia
vir de ânimo e coragem para nós “sobre quem os fins dos séculos têm chegado” (1Co 10:11).
Rodovia Estadual SP 127, km 106
Caixa Postal 34; 18270-970, Tatuí, SP
Querido ancião, “não há limites à utilidade daquele que, pondo de parte o próprio eu, abre
margem para a operação do Espírito Santo em seu coração e vive de maneira inteiramente con-
Diretor-Geral
José Carlos de Lima sagrada a Deus” (Ellen G. White, Serviço Cristão, p. 254). O trabalho voluntário que você realiza em
Diretor Financeiro
Uilson Garcia sua igreja, seja ela grande ou pequena, esteja na capital ou no interior, é de grande significado
Redator-Chefe
Marcos De Benedicto para a obra do Senhor. Foi para servir à igreja que Deus chamou você e o separou pelo ato da
Visite o nosso site ordenação. Lamentavelmente, a humildade tem sido um fator ausente na vida de muitos líderes.
www.cpb.com.br
E é por essa e outras razões que Deus não chama muitos sábios… poderosos… e de nobre nas-
Serviço de Atendimento
ao Cliente
cimento. É porque muitos deles não querem aprender na escola de Cristo. Eles confiam apenas
sac@cpb.com.br na própria sabedoria e sua cultura. O serviço para Deus requer disposição para seguir Suas orien-
Igreja
Exemplar Avulso: R$ 9,50 tações e métodos. Lembre-se de que Deus capacita todo aquele que reconhece suas limitações
Assinatura: R$ 30,20
diante da grandeza da obra a ser realizada. A igreja ou congregação que você lidera é o rebanho
de Deus. Portanto, ao conduzir esse povo, você está nas mãos de Deus. Sem dúvida, há muitos de-
safios, mas “até aqui nos ajudou o Senhor” (1Sm 7:12).
Sejam quais forem suas limitações, não se esqueça de que “todos quantos se consagram a
o as
rações Deus podem ser portadores de luz. Deus os torna ins-
Língua portuguesa
Dicas para pregação
eficiente
Todos os direitos reservados. trumentos Seus para comunicar a outros as riquezas
Proibida a reprodução total ou parcial,
por qualquer meio, sem prévia autorização de Sua graça” (ibid., p. 21).
William de Moraes

Ancião escrita do autor e da Editora.


ta revista Deus conta com você! Nerivan Silva
sua igreja
sociação. 7180 / 39833 Editor

 Revista do Ancião 3

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ENTREVISTA
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DANIEL ANGEL MONTALVAN RUIZ m
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pastor Daniel Angel Mon- Recentemente, o pastor Daniel foi aprofundar a vida espiritual; desenvol-
talvan Ruiz nasceu em Lima, nomeado Secretário associado da ver o intelecto e aumentar a eficiência qu
Peru. É graduado em Teolo- Associação Ministerial da Divisão Sul-­ evangelizadora dos pastores adventis- ze
gia pela Universidade Peruana Unión. Americana. Ele é casado com Patricia tas. Sua obra é pastorear os pastores e m
Foi pastor distrital por seis anos na Soto Casquero. O casal tem dois fi- suas famílias, bem como os anciãos, hu
Missão Peruana do Norte; dirigiu o lhos: Samuel Daniel (11 anos) e Abigail diáconos e diaconisas, edificando-os, va
departamento de Ministério Pessoal Patricia (7 anos). mo­ tivando-os, treinando-os, ani­ se
na mesma Missão e também na As- mando-os e provendo-lhes materiais se
sociação Norte Pacífico. Em 2016, foi Ancião: O que é a Associação Ministe- para o cumprimento de seu respecti- ig
nomeado presidente da Missão Nor- rial e de que maneira ela apoia os an- vo ministério” (Regulamento Eclesiástico
te Oriental e, no ano seguinte, atuou ciãos em suas atividades na igreja Administrativo, p. 422). De forma direta, Em
como Secretário executivo da União local? a Associação Ministerial dá apoio ao ria
Peruana do Norte. Atualmente, es- ancionato da igreja, provendo ferra- an
tá cursando Mestrado em Missiolo- Pr. Daniel: “É uma Associação de mentas e meios para que os anciãos
gia, na Universidade Peruana Unión. pastores que se propõem a ajudar e se desenvolvam como líderes, lu

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prega­dores, administradores e pasto- Penso que a melhor maneira de
res da igreja local. o ancião levar a igreja a ter mais co-
munhão com Deus é que ele mesmo
Qual é sua visão do ministério do “O ancião deve viva essa realidade com sua família.
ancião? Quando uma pessoa desenvolve a
Minha visão desse ministério cor- ser dependente do experiência de dedicar tempo para
responde à mesma da Associação Mi- estar com Deus, é inevitável que
nisterial, ou seja, levar o ancião a ser Espírito Santo, a fim outros também sejam motivados a
um pastor discipulador em sua igreja ter a mesma experiência. Para que a
local, dentro da visão da igreja que en- de promover em sua igreja tenha melhor relacionamen-
volve a comunhão, o relacionamento to, o ancião deve criar um ambien-
e a missão. igreja o reavivamento te familiar em sua igreja por meio de
diferentes atividades recreativas e so-
Pastor, fale um pouco da influência que que levou a igreja ciais como, por exemplo, os famosos
você recebeu de anciãos em seu minis- “junta­-panelas”, caminhadas, excur-
tério pastoral. primitiva a pregar sões, etc. De fato, não existe relacio-
Durante todo o tempo em que fui namento quando os membros da
pastor distrital, sempre trabalhei em
o evangelho a todo igreja vivem isolados uns dos outros.
parceria com os anciãos da igreja. Pri- Por isso, o ancião deve fazer com que
meiro, porque eu tinha necessida-
o mundo em sua todos os membros participem de pe-
de de aprender com eles a pastorear quenos grupos e também de uma
geração”
a igreja. Segundo, porque sem eles, a classe da Escola Sabatina. Acredito
igreja não acompanharia os projetos que um dos maiores desafios para
missionários. Aprendi que os planos um ancião seja a mobilização missio-
só teriam êxito se eles fossem envol- fatores: alimentar bem a igreja com nária de sua igreja. Para conseguir is-
vidos em todo o processo. Do contrá- sermões essencialmente bíblicos e o so, o ancião precisa entender que, em
rio, o fracasso seria total. Eu agradeço a cuidado pastoral por meio do minis- sua igreja, a missão começa com ele,
Deus por me fazer entender que sem tério de visitação permanente. Em se- isto é, de forma pessoal. Se ele não es-
o apoio dos anciãos eu não poderia gundo lugar, pleno envolvimento no tiver cumprindo a missão, como terá
pastorear a igreja. discipulado. Isso será possível quando “autoridade” para pedir que os mem-
se considerar quatro fatores: primei- bros se envolvam na missão? Pen-
O que o senhor mais aprecia no traba- ro, o ancião deve ser um discipulador. so também que, nesse processo de
lho dos anciãos? Isso define a essência de seu cargo. mobilização missionária, o ancião de-
ol- Sua vocação pastoral. Foi com eles Segundo, ele deve conhecer todo o ve começar com poucos membros. E,
cia que aprendi a ser pastor. Muitas ve- processo do discipulado. Isso implica com a ajuda deles, conseguirá mobi-
is- zes, eu os consultava a respeito de co- crescimento constante. Na sequência, lizar os demais. Robert Coleman afir-
e mo fazer o trabalho. E eles, com muita ele deve ser o exemplo no fazer, pa- mou: “A melhor obra é sempre aquela
os, humidade e boa vontade, me orienta- ra que nunca peça que outros façam que se faz com poucos.” Além dis-
os, vam em vários aspectos. Muitos deles o que ele não faz. Por último, ele de- so, “as igrejas crescem quando os
ni­ se sacrificavam ao dedicar seu tempo, ve participar de todo o processo de novos conversos são fortalecidos e
ais seus recursos e talentos para ajudar a formação de seu discípulo até que ensinados a testemunhar” (Guia Para
ti- igreja em seu crescimento. ele esteja maduro a ponto de iniciar Anciãos, p. 93). Isso quer dizer que o
co o mesmo processo com outra pessoa. ancião deve preparar os recém-con-
ta, Em sua opinião, quais atividades deve- vertidos para que se tornem missio-
ao riam ser prioritárias no ministério dos Mencione algumas maneiras de como nários. Por último, o ancião deve ser
a- anciãos? os anciãos podem contribuir para que dependente do Espírito Santo, a fim
os Basicamente duas: em primeiro a igreja tenha comunhão, pratique o de promover em sua igreja o reaviva-
es, lugar, pastorear. E isso envolve dois relacionamento e cumpra a missão. mento que levou a igreja primitiva a

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Fale um pouco de como deve ser o re-
lacionamento do pastor com o ancião.
Como pastor, aprendi que o ancião
é o homem-chave para pastorear a igre-
ja, e é meu dever desenvolver com ele
uma amizade de trabalho com base na
confiança. Significa que meu compa-
nheirismo com ele deve ser de tal ma-
neira que ele se torne meu braço direito
na liderança da igreja. Atividades so-
ciais são meios para o desenvolvimen-
to dessa amizade. Existe um princípio
que diz: “Confiança gera confiança”. De
fato, ninguém confia em outra pessoa
se ela não demonstra humanidade. Ou
seja, ela admite suas fragilidades, mos-
tra disposição de receber conselhos e
admoestações. Ela não se constrange
ao ter que dizer: “Tenho um problema
e preciso de ajuda.” Esse companheiris-
mo pastor-ancião desenvolverá fortes

Cedida pelo entrevistado


laços que, inevitavelmente, terão reper-
cussão na liderança da igreja.

pregar o evangelho a todo o mundo Que sugestões o senhor daria aos pas-
em sua geração. Ellen G. White escreveu: tores distritais para motivar e fortale-
“Mediante a cooperação do Espírito di- “O ancião é o cer o ministério dos anciãos?
vino, os apóstolos fizeram uma obra homem-chave para Para fortalecer o ministério dos
que abalou o mundo. O evangelho foi anciãos, o pastor deve se aproximar
levado a todas as nações numa única pastorear a igreja, e é deles cada vez mais. Implica visitá-los e
geração” (Atos dos Apóstolos, p. 593). ajudá-­los a crescer na vida pessoal e fa-
meu dever desenvolver miliar. Segundo, deve prover ferramen-
Como o ancião pode conciliar o traba- com ele uma amizade tas (cursos de capacitação, sugestões
lho, a família e o atendimento às ativi- de livros, sermões) para eles, a fim de
dades da igreja? de trabalho com base melhorar e aperfeiçoar suas atividades.
Creio que sempre seja possível Terceiro, é imprescindível orar por eles
marcar as prioridades. Uma priorida-
na confiança” e suas famílias; e levar a igreja a fazer o
de é o “primeiro elemento entre dois”. mesmo. Quarto, como pastores, deve-
Significa que, quando existem duas ela deve estar agendada. Portanto, o mos ensinar-lhes a desempenhar su-
coisas que competem entre si, sem- uso de uma agenda será útil para or- as atividades com o fim de capacitá-los
pre se deve optar pela mais impor- ganizar melhor as atividades e a rotina para que sejam líderes melhores. Por úl-
tante. Deus é a prioridade máxima. de trabalho. Outro aspecto a ser colo- timo, devemos discipular os anciãos, se
Depois Dele vem a família. Quando cado em prática é a avaliação periódi- quisermos que a igreja seja discipulada.
alguém vela por seus familiares, cer- ca de nossas atividades. Isso nos ajuda Foi dessa maneira que Paulo procedeu
tamente terá o apoio imediato deles a verificar se nossas prioridades, em com Timóteo. “E enquanto viajavam de
para trabalhar pela igreja ou por qual- nossa genda, foram consideradas ou um lugar para outro, ensinava-lhe cui-
quer outra atividade. Além disso, para descuidadas. Sempre será necessário dadosamente a maneira de trabalhar
que uma prioridade seja importante, fazer alguns ajustes. com êxito” (Atos dos Apóstolos, p. 204). c
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CAPA
prepa

O ancião
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e seus filhinhos 2. Ac
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Como pastorear as novas gerações da igreja nestes últimos dias coraçã
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m ancião com quase 100 anos participam em quase todas as ações e vocês são de Deus e os venceram [fal- ção pa
de idade ainda era ativo e en- programas missionários no templo e fo- sos profetas], porque Aquele que es- Por is
gajado na liderança da Igreja, ra dele. Muitas vezes, eles são instáveis tá em vocês é maior do que discíp
principalmente na obra de ajudar seus e volúveis; são motivados, entusiasma- aquele que está no mundo” cava a
membros a ser fortes na fé e nas obras. dos e alegres. Algumas vezes, eles ficam (1Jo 2:12, 14, 28; 4:4, NVI). “Meus
Um ancião que amava Jesus e demons- desanimados e perdem o interesse; eles Ellen G. White escre- sas pa
trava esse amor aos outros de manei- compõem as novas gerações da Igreja. veu: “Tenho profundo lhinho
ra muito carinhosa. Esse era o apóstolo Lamentavelmente, embora os jo- interesse nos jovens, e de bo
João, o discípulo amado. vens, juvenis e crianças componham desejo muito vê-los lutan- (1Jo 2:
a maior parte dos membros da Igreja, do para aperfeiçoar o caráter
O EXEMPLO DE JOÃO muitas vezes eles ficam em segundo cristão e procuran-
João, o ancião, costumava chamar plano no dia a dia das programações do, pelo estu-
os cristãos que estavam sob sua lide- da igreja. A participação deles nos ser- do diligente e
rança de “filhinhos”. Em sua primeira mões, comissões, em muitos lugares, fervorosa ora-
carta, nos capítulos 2 a 5, “filhinhos”, ter- tem sido mínima. ção, adquirir o
mo mencionado diversas vezes, é tra- Em sua primeira carta, João auxi-
dução da palavra grega “teknia”. Essa lia seus “filhinhos” de três maneiras:
palavra também pode ser traduzida por com encorajamento, aconselhamento
“criancinhas” ou “queridos filhos”, uma e admoestação.
demonstração de carinho. Outra pa-
lavra grega usada por João é “paidia”. 1. Encorajamento
Essa palavra também significa criança, Palavras de ânimo sempre são bem-
aplicada geralmente em um contexto vindas. De fato, nos tornamos mais pró-
de subordinação, dependência, neces- ximos e mais amigos daqueles a
sidade de condução. João usava essas quem dedicamos tempo e dirigi-
palavras gregas para expressar afeto e mos palavras de apreço e elogio
carinho a todos os filhos de Deus, prin- sincero. João encorajou os jovens
cipalmente às crianças e jovens, pois ele e adolescentes de seu tempo. Ele
sabia que as novas gerações necessi- escreveu: “Filhinhos, eu escrevo
tam de mais atenção e cuidado. a vocês porque os seus pecados
Já no primeiro século, João deu o foram perdoados”; “Filhinhos, eu
exemplo de como os anciãos do século lhes escrevi porque conhecem
21 podem pastorear os “cordeiros do re- o Pai”; “Filhinhos, agora perma-
banho”. Eles são mais de 60% da Igreja; neçam Nele [Jesus]…”; “Filhinhos,

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preparo necessário para o serviço acei- Prezado ancião, quando você, por A Timóteo, Paulo escreveu: “Sabe,
tável na causa de Deus. Desejo vê-los sua liderança espiritual e atitudes, de- porém, isto: nos últimos dias, sobrevirão
ajudando-se uns aos outros a alcançar monstra afeto para com os jovens, ado- tempos difíceis” (2Tm 3:1). Nosso tempo
um plano mais elevado de experiência lescentes e crianças de sua igreja, o é marcado por uma avalanche de peca-
cristã” (Mensagens aos Jovens, p. 15). caminho estará aberto para que eles dos e tentações. Nosso cuidado com os
ouçam suas orientações e conselhos. “pequeninos do rebanho” deve ser ain-
2. Aconselhamento 3. Admoestação da maior. Embora algumas ciladas do
Um bom conselho deve ser pre- Admoestação significa advertência inimigo sejam tão óbvias para os adul-
cedido de algumas palavras de enco- ou repreensão. É mais incisiva do que tos, elas não são percebidas facilmente
rajamento e apreço. Dessa forma, o o aconselhamento. Algumas vezes, se- pelos mais jovens. Advertir, avisar ou re-
coração se torna mais aberto para ou- rá necessária uma palavra mais direta preender não é fácil tarefa e, muitas ve-
vir e atender o conselho. Nos escritos sobre algum comportamento ou ação zes, mal compreendida. Mas João nos
de João (evangelho e cartas), percebe- inadequada, ou ainda um aviso sobre ensina como fazer. Ele começava di-
-se que ele demostrava afeto e aten- um perigo ou queda iminente. João es- zendo: “filhinhos”. Isso significa que an-
m [fal- ção para com Jesus e as outras pessoas. creveu: “Filhinhos, esta é a última ho- tes da admoestação devem vir o afeto e
ue es- Por isso, ele também é chamado de ra”; “filhinhos, não deixem que ninguém
discípulo amado. Além disso, ele bus- vos engane”; “filhinhos, guardem-se dos
cava aconselhar o “rebanho” de Cristo. ídolos” (1Jo 2:18; 3:7; 5:21, NVI).
“Meus filhinhos, escrevo-lhes estas coi-
sas para que vocês não pequem”; “fi-
lhinhos, não amemos de palavra nem
de boca, mas em ação e em verdade”
(1Jo 2:1; 3:18, NVI).

Montagem sobre fotos de © Africa Studio, © Rene e © Gelpi / Adobe Stock

Revista do Ancião 9

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MKT CPB | Fotolia
o amor; a demonstração de que o foco seus filhinhos. Busque alguma forma os programas deles; perguntando em
está na restauração da pessoa e não na de surpreender os aniversariantes. Po- que pode ser mais útil; elogiando os
dimensão do pecado. de ser com um telefonema, uma frase resultados perante a igreja, e con-
nas mídias sociais, um bilhete, men- tando as experiências e vitórias de-
AMOR E INTERESSE cionar o nome na oração pública na les nos cultos.
PELOS FILHINHOS igreja, enfim. São muitos meios. É importante acompanhar os aven-
Liderar é influenciar pessoas. O an- 3. Oração intercessora. Ore a sós tureiros, desbravadores e JA motivando­­­­­­­­­­­­­­
cião é responsável por toda a igreja, e também com eles. Dizer a um ado- os para o batismo. Empenhe-se para
mas muitas vezes exerce pouca influ- lescente “hoje, eu orei por você” pode que eles sejam batizados no Batismo
ência sobre as novas gerações. Como ajudá-lo muito, principalmente se ele da Primavera no mês de setembro, jus-
um ancião pode se aproximar, amar, estiver passando por uma crise. Bus- tamente porque eles já terão terminado
cuidar e influenciar os “cordeirinhos car meios de se aproximar e orar in- os estudos bíblicos que tiveram início
do rebanho”? Quero compartilhar cin- dividualmente com os jovens é uma no mês de maio.
co ações simples para demonstrar bênção. Caso a oração seja pública, 5. Demonstração de interesse na
amor e interesse por seus filhinhos: antes de orar, dê oportunidade para salvação deles. Seja conhecido como
que alguém expresse algum pedido o ancião que não se esquece deles
1. Contato pessoal. Procure fazer de oração. Então, em poucas palavras, nos sermões. Em suas ilustrações, vo-
contato com as pessoas. Chame pelo ore por ele ou ela. cê pode mencionar as histórias do dia
nome as crianças, os adolescentes e 4. Acompanhamento e apoio. a dia deles como: acampamentos; cor-
os jovens de sua Igreja. Isso pode ser Acompanhar os momentos impor- das; nós e amarras; ordem unida; histó-
mais difícil se você é ancião de uma tantes de seus filhinhos é algo impor- rias missionárias ocorridas no projeto
igreja grande, mas é muito importan- tantíssimo. Insista para que o plano Calebe, experiências de jovens que
te que você conheça as pessoas pelo “Em Cada Igreja um Clube” seja uma participaram do projeto Um Ano em
nome. Ninguém quer ser apenas um realidade em sua congregação. Seja Missão; aventuras; brinquedos; casos
número ou parte de um grupo. Ao um entusiasta do Clube de Desbra- de fake news, bullying; experiências es-
cumprimentar seus filhinhos, faça-o vadores; Aventureiros; Calebes; classes colares, etc. Mas tudo isso deve ser co-
mencionando seus nomes. Demons- bíblicas dos desbravadores e aven- nectado com as questões espirituais.
tre interesse por eles perguntan- tureiros; acampamentos; Camporis; Ore em público mencionando as
do algo sobre a escola, o esporte, os Aventuris; desbravador por 1 dia; Se- crianças, juvenis, adolescentes e jo-
amigos, etc. Se é uma criança, incli- mana do Lenço; Semana de Oração vens em seus desafios e dificuldades,
ne-se diante dela, para que ela se sin- Jovem; pequenos grupos de jovens; bem como, valorizando as vitórias
ta no mesmo nível em que você está. Culto Jovem; Dia Mundial do Desbra- que alcançaram.
Além do contato pessoal, hoje é pos- vador; Sábado da Criança e Dia do Prezado ancião, quando os jovens,
sível demonstrar interesse por meio Aventureiro; Dia do Jovem Adven- adolescentes e crianças da igreja sen-
das mídias sociais (WhatsApp, Face- tista; jovens para o projeto “Um Ano tirem realmente o carinho e amor que
book, Instagram). Elas são ferramen- em Missão”; Escola Sabatina desde você demonstra por eles como “fi-
tas que facilitam essa demonstração os infantis até os jovens e, especial- lhinhos”, mesmo admoestando-os,
de apreço. Você deseja que eles se- mente o Batismo da Primavera, que quando necessário, eles retribuirão
jam seus seguidores? Então, primeiro é a principal “colheita” de todas es- tudo isso, dizendo com carinho e ad-
siga-os nas mídias sociais. Você não sas atividades. miração: “Meu querido ancião”.
precisa escrever­-lhes com muita fre- Você pode valorizar essas ativi-
quência, mas, de vez em quando, dei- dades de muitas maneiras: estando
xe uma palavra de encorajamento ou presente; com voto favorável na Co-
um simples like. Eles vão apreciar su- missão da Igreja; não fazendo reuni-
as palavras. ões da comissão ou reuniões paralelas
2. Surpresa no aniversário. Por às atividades deles; mencionando-os Udolcy Zukowski
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meio da Secretaria da igreja é fácil durante um sermão; buscando apoio Diretor do Ministério de
Desbravadores e Aventureiros
conseguir a data de aniversário de financeiro; motivando os pais a apoiar da Divisão Sul-Americana
SC
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P4 39833 – Revista do Ancião 3º Trim 2019 Designer Editor(a) Coor. Ped. C. Q. R. F. Custos
DISCIPULADO
(Êx 2:1
23:12-1

Moisés:
riam e
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quare

líder discipulador
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CARA
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Características essenciais para a liderança da igreja nos tempos atuais to é, d
o pov

N
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a Bíblia não encontramos de- QUEM FOI MOISÉS bebê foi descoberto pela filha de Fa- çou q
finições de quem é um líder, e De origem hebraica, Moisés nasceu raó, algo providencial que “salvou a vi- Então,
nem mesmo nos deparamos no período de 400 anos durante o qual da do menino. Seu nome, que significa desafi
com um estudo sistemático do per- os hebreus foram escravos no Egito “aquele que tira”, é um lembrete des- os egí
fil de um líder discipulador. Entretanto, (Gn 15:13; Êx 12:40-42). Na época de seu se começo obscuro, quando sua mãe com o
as Escrituras apresentam a prática da li- nascimento, “os egípcios decretaram adotiva lhe disse: “Eu o tirei das águas” liberto
derança discipuladora em pessoas co- que todos os bebês do sexo masculi- (Paul Gardner, Quem é quem na Bíblia, ta relu
mo Abraão, Elias, Neemias, Davi, Jesus, no fossem mortos ao nascer”. Por cau- p. 465). Seus pais biológicos, Anrão e Deute
Paulo e Barnabé. Um método apropria- sa disso, “seus pais o esconderam em Joquebede, pertenciam à tribo de Levi de qu
do para compreender o tema é obser- casa e depois o colocaram no meio da se hav
var com atenção o modo de os líderes vegetação, na margem do rio Nilo, den- desde
se comportarem. Por isso, com a finali- tro de um cesto de junco”. A seguir, o Cham
dade de desenhar um perfil apropriado e Filoso
de um líder discipulador, vamos con- A
centrar nosso olhar em Moisés, um dos fios, M
grandes líderes do Antigo Testamento. petên
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(Êx 2:1; 6:16-20; 7:7; Nm 26:59; 1Cr 6:3; Yoccou, El Lider Conforme el Corazón de o objetivo da liderança de Moisés. “Seu
23:12-14). Seus irmãos se chamavam Mi- Dios, p. 13-15). Primeiramente, o texto pastorado não deveria girar em torno
riam e Arão. Moisés passou 40 anos da fala do tipo de cuidado: “Apascentava de um deserto de desorientação, mas
sua vida no palácio do Faraó e outros Moisés”. Apascentar significa alimen- chegar ao pé da montanha que lhe ha-
quarenta pastoreando ovelhas nas ter- tar, cuidar, pastorear, proteger, guardar via servido de guia. Aquela montanha
ras de Midiã (Amy Balogh, Dicionário Bí- um rebanho que foi confiado a alguém. era Horebe, a montanha de Deus” (Raúl
blico Lexham). Moisés demonstrou a postura do pastor Caballero Yoccou, El Lider Conforme el
que está à frente de seu rebanho. Corazón de Dios, p. 13-15).
CARACTERÍSTICAS DA A vocação de pastor ensinou a Moi- As quatro características de Moisés
LIDERANÇA DE MOISÉS sés “a paciência de trabalhar com as como pastor de ovelhas são princípios
Nos últimos 40 anos de vida, is- ovelhas, que são criaturas tolas, esque- poderosos e essenciais de uma lideran-
to é, dos 80 aos 120, Moisés pastoreou cidas e dispostas a se desviarem. Tam- ça discipuladora. Elas encerram pala-
o povo de Deus no deserto. “Este últi- bém, a vida solitária de um pastor lhe vras e conceitos atuais, extremamente
mo período da vida de Moisés come- deu tempo suficiente para meditar e re- necessários: obediência, submissão,
de Fa- çou quando ele retornou ao Egito”. fletir”. Além disso, “ele não havia esque- orientação, perseverança, paciência,
u a vi- Então, ele se deparou com duas tarefas cido o sofrimento de seus irmãos no operosidade, meta. É significativo, en-
gnifica desafiadoras: “(1) O conflito com Faraó e Egito. A paciência lhe serviria em breve. tão, que, após observar essas caracterís-
e des- os egípcios. (2) A necessidade de instar Israel seria um rebanho difícil de orien- ticas em Moisés, Deus o tenha chamado
a mãe com os próprios israelitas, que só seriam tar” (Comentário Bíblico Mundo Hispano para uma missão extraordinária, dando­­­­­­­­­­­­­­
águas” libertos da escravidão em meio a mui- Exodo, p. 61-62). lhe garantias de que sua voz seria ouvi-
Bíblia, ta relutância, queixumes e rebeldia. Em Em segundo lugar, Moisés levou a da (Êx 3:18).
nrão e Deuteronômio 9:24 somos informados sério o trabalho de cuidar de um reba- Ao observar a prática de Moisés co-
e Levi de que Moisés queixou-se de que Israel nho que não era dele. O rebanho era de mo pastor de ovelhas, é possível pen-
se havia mostrado rebelde contra Deus Jetro. Moisés tinha consciência de não sar em quatro características essenciais
desde o primeiro dia!” (Russel Norman ser o proprietário das ovelhas; ele era de um líder discipulador cristão. São
Champlin, Enciclopédia de Bíblia, Teologia apenas o administrador. Portanto, não elas: (1) Saber cuidar de gente. Isso exi-
e Filosofia, v. 4, p. 335, 336). podia vendê-las nem fazer qualquer ge sensibilidade, respeito, paciência e
A despeito dos gigantescos desa- negócio com elas. Ao contrário, deve- disposição para servir. (2) Ser bom ad-
fios, Moisés demonstrou grande com- ria vigiá-las e contá-las constantemente, ministrador. Isso exige “jogo de cintura”,
petência em conduzir as pessoas rumo pois havia um dono a quem ele, todos flexibilidade na medida certa, capaci-
à Terra Prometida, além de influenciar os dias, tinha que prestar contas. dade de organização, entrega e abne-
diretamente na formação de bons líde- Um terceiro aspecto da liderança de gação. (3) Ser fiel nas diversas atividades.
res, dentre os quais seu sucessor Josué. Moisés é apresentado nestas palavras: Isso exige perseverança, responsabili-
Um dos versículos bíblicos mais escla- “levando o rebanho para o lado ociden- dade, lealdade e senso de equipe. (4) Ter
recedores sobre o fundamento da lide- tal do deserto…”. Isso nos fala de fide- uma missão e objetivos claros. Isso exige
rança discipuladora de Moisés é Êxodo lidade na execução de uma tarefa. O foco, determinação, visão de longo al-
3:1: “Apascentava Moisés o rebanho de beduíno Jetro havia ensinado a Moisés cance, resiliência e compromisso.
Jetro, seu sogro, sacerdote de Midiã; e, lições básicas de como pastorear no de- Portanto: cuidado, administração, fi-
levando o rebanho para o lado ociden- serto, em condições desafiadoras. Essa delidade e objetivo são quatro carac-
tal do deserto, chegou ao monte de habilidade seria essencial na condução terísticas de um líder que não apenas
Deus, a Horebe”. de milhares de pessoas, em circunstân- influencia pessoas, mas que é um agen-
Nesse texto, na figura do Moisés cias igualmente difíceis. te de transformação de gente e circuns-
pastor de ovelhas, encontramos quatro Finalmente, um quarto aspecto do tâncias.
elementos simples e extraordinários na pastoreio de Moisés tem que ver com
liderança de pessoas. Em poucas pala- o objetivo de sua função. O verso termi-
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vras, princípios essenciais da liderança na assim: “Chegou ao monte de Deus, Adolfo Suárez
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são listados (a estrutura dessa secção a Horebe”. Essa, provavelmente seja a Reitor do Seminário Adventista
Latino-Americano de Teologia da
está fundamentada em Raúl Caballero frase que melhor resume a natureza e Divisão Sul-Americana

 Revista do Ancião 13

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P4 39833 – Revista do Ancião 3º Trim 2019 Designer Editor(a) Coor. Ped. C. Q. R. F. Custos
PREGAÇÃO

Evitando erros
de português
Como revestir sua pregação
com linguagem correta e agradável

A
língua portuguesa é difícil. Vo- de usar construções complexas. É preci-
cê já disse isso ou ouviu seme- so ser claro, simples e correto.
lhante frase inúmeras vezes. Há Temos uma verdade tão profunda
mesmo quem afirme que nossa língua e importante para apresentar, e ela não
é uma das mais complicadas do Plane- pode ser amesquinhada nem obscure-
ta. Isso já considero um exagero, por- cida pelos tropeços do pregador. A lin-
que cada língua culta apresenta suas guagem oral é sempre mais informal e
complexidades. Por outro lado, uma amigável. Entretanto, os vícios de pro-
das línguas mais simples e extrema- núncia, os erros recorrentes na cons-
mente fácil de aprender – o esperanto trução das frases, gírias, cacofonias,
não conseguiu seu objetivo de se tornar redundâncias e prolixidade podem não
a língua franca internacional para toda a apenas desviar a atenção dos ouvintes
população mundial. como comprometer a compreensão do
Moral da história: ainda que compli- sermão. Imagine a salvação de alguém
cada, nossa língua materna, aquela que sendo prejudicada por meia dúzia de
começamos a aprender quando crian- palavras usadas indevidamente!
ças, é a que soa natural e comum para Deus pode falar, e fala frequente-
nós. O que resta é prosseguir aprenden- mente, através de pessoas muito sim-
do essa língua e usá-la da melhor forma ples e com pouco ou nenhum
possível para se comunicar e ser com- conhecimento acadêmico, mas isso
preendido. As pegadinhas só derrubam não quer dizer que estamos autoriza-
quem não sabe. dos a nos expressar de maneira des-
No caso dos pregadores, assim co- cuidada. É claro que, entre uma pessoa
mo outros profissionais da comuni- que fala bonito e outra que cultiva
cação, é fundamental chegar a um uma vida de santificação, o Espírito de
domínio básico da língua portuguesa, Deus vai utilizar a pessoa piedosa, mas
que é seu meio de alcançar as pessoas, logicamente o ideal é que nem os pe-
de conquistar sua atenção e interesse, e cados nem os vícios de linguagem in-
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de entregar a elas a poderosa mensa- terfiram na pregação. A exposição da


gem de salvação. Não se trata de falar Palavra de Deus deve ser feita com o
bonito, muito menos de falar difícil, nem máximo de dignidade e beleza.

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PECADOS
DA LINGUAGEM ORAL
1. Gerundismo. “Hoje, vou estar pre-
gando sobre…” , “Vocês vão estar pro-
curando a passagem na Bíblia.” Essa é
uma forma feia, imprecisa e desneces-
sária de falar, que se tornou muito co-
mum nos dias atuais. Prefira: “Hoje, vou
pregar sobre…”, “Procurem a passagem
na Bíblia.”
2. Cuidado com os pleonasmos (re-
dundâncias): Subir para cima, entrar pa-
ra dentro, elo de ligação, conviver junto,
há dez anos atrás, um plus a mais… Vo-
cê talvez diga que as primeiras duas são
um exagero, você não as usa! Mas, e as
outras quatro, e mais dezenas de frases
redundantes que causam ruído em nos-
sa comunicação? No caso da expressão
“há dez anos atrás”, pode-­se dizer: “há
dez anos…” ou “dez anos atrás…”, am-
bas são corretas.
3. Mais exageros: “Grande multidão
de pessoas na porta da igreja.” Se é mul-
tidão, só pode ser de pessoas. Portan-
to, esse complemento está sobrando.
O adjetivo grande também pode ser
considerado um exagero, a não ser que,
digamos, o bairro inteiro ou a cidade
inteira estivesse junto à porta da igre-
ja! E veja este caso: “Repetiu de novo.”
Significa que o fato ocorreu pela tercei-
ra vez. Se você quiser dizer que o ocor-
rido foi pela segunda vez, diga apenas:
“Repetiu.”
4. Verbo haver, no sentido de exis-
tir. É sempre impessoal e sempre no
singular. O correto é dizer: “Houve vá-
rios encontros.” “Não havia muitas casas
na vila.”
5. Caso semelhante é o do verbo fa-
zer, quando se refere a tempo ou a fenô-
menos da natureza. O certo é falar: “Faz
dois anos que fui batizado…” [e não: fa-
zem dois anos…].
6. De encontro e Ao encontro de.
Uma expressão é o contrário da ou-
tra. “A moto foi de encontro ao poste.”

 Revista do Ancião 15

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P4 39833 – Revista do Ancião 3º Trim 2019 Designer Editor(a) Coor. Ped. C. Q. R. F. Custos
feminino), diga: primeira aos (Corín-
tios ou Tessalonicenses), e primeira a Ti-
móteo. Claro que também pode dizer:
primeira epístola de Paulo aos… Nas
demais epístolas duplas (ou a tripla de
João), as quais levam o nome do autor,
diga: primeira epístola de João, ou se- INTRO
gunda epístola de Pedro. 1. No m
pess
15. Antigo (ou Velho) Testamen-
a fé
to? Procure dizer sempre Antigo Testa- ou u
mento, e abreviar AT. Velho embute a que
conotação de decrépito, desgastado, tem
ultrapassado, por isso não se usa para 2. De f

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designar os primeiros 39 livros da Bíblia. cess
la, p
16. Volta de Jesus e Segunda Vinda
se e
de Jesus. Perfeitamente corretas e sinô- vam
nimas as duas expressões. Errado é di- mes
Ou seja, bateu, colidiu, houve um de- informação, por escrito, assim (o que zer: Segunda Volta de Jesus. vida
sastre. Mas, “a mãe foi ao encontro do não é correto em português): 12:30hs e 17. Evite o abuso do possessivo. Diga de a
filho”, significa: procurou, buscou, e o 17:30hs e anunciar: “Doze e trinta horas” apenas: “Vamos abrir a Bíblia” ou “Abra- 3. Em
é vi
acolheu amorosamente. e “dezessete e trinta horas.” Percebeu? mos a Bíblia” ou “Levante a mão”. Jamais
Raa
7. Atenção a este uso do verbo assis- Quando se escreve certo, fica mais fá- use: … abrir as nossas Bíblias… inclinar vera
tir. É errado dizer: “Você que assiste es- cil falar certo: 17h30 significa “dezessete as nossas cabeças…
te programa da TV Novo Tempo…” Dito horas e trinta minutos” ou “cinco e meia 18. Elimine o excesso de artigos in- I– O
dessa maneira, sem a preposição, signi- da tarde”. definidos. “Carlos é um bom cristão” ou 1. Ler H
fica “você que socorre este programa!” 12. “Eu me batizei no dia…” Qual é “É apenas uma questão de tempo”. Di- 2. Na
são,
O correto é: “Você que assiste a este o erro dessa frase? O verbo batizar não ga: “Carlos é bom cristão” ou “é apenas
Para
programa…” pode ser reflexivo. O certo é: “Fui batiza- questão de tempo”. des
8. A nível de… Dessa forma, a ex- do no dia…” Caso semelhante é: “Eu me 19. Atente para situações em que de- 3. 
“Fé
pressão não existe. Portanto, não deve converti…” Isso não existe. Diga corre- terminados substantivos só devem ser que
ser usada. “O voto foi tomado em ní- tamente: “Fui convertido… (pelo Espíri- usados no singular. É errado dizer: “Eles za d
vel de União.” Assim está correto. Outro to Santo, logicamente). estavam com os corações tristes”… “En- sas”
Sétim
uso: “A cidade fica ao nível do mar.” 13. “Vieram na igreja.” Dessa ma- treguemos nossas vidas no altar”… “Os
9. “A perca da salvação é uma pos- neira, a frase está errada. Deve-se dizer: diáconos com suas esposas”… O certo II – FÉ
sibilidade.” O certo é: “A perda da salva- “Vieram à igreja.” é: “Estavam com o coração triste… nos- 1. Ler T
ção é uma possibilidade.” 14. “Vamos abrir a Bíblia em 1 Crô- sa vida… diáconos com a esposa”. 2. Uma
10. Com muita frequência, tenho es- nicas e depois em 2 Pedro.” Na forma 20. Último, mas não o menos impor- bem
cutado: “Isso não se adequa ao modo escrita, essa frase está correta. O proble- tante: elimine de sua linguagem todo ti- alto
Era
de vida adventista.” O único jeito de di- ma surge ao enunciar. Muitos pregado- po de cacoetes verbais, como: Né, tá,
des
zer essa frase é: “Isso não é adequado ao res diriam: … em primeira Crônicas… ok?, certo?, ãããã, ééé. cora
modo de vida adventista.” O problema é que se trata de um livro Resumo de tudo o que foi dito: to- méd
11. “O culto não deve terminar ao (masculino), por isso deve-se dizer: pri- dos temos muito em que nos aperfei- dor.
meio-dia e meio, e o JA será às cinco meiro Crônicas. Da mesma forma, com çoar. – marciodg@gmail.com te, e
e meia da tarde.” Para ser correto, es- os outros dois livros duplos do Anti- men
prof
se anúncio deveria dizer: “… ao meio- go Testamento: Reis e Samuel. Já com
cert
dia e meia…” [ou seja: ao meio-dia + os livros duplos do Novo Testamen- cia d
William de Moraes

Márcio Dias Guarda


meia hora]. Em números, seria: 12h30, e to (e, no caso de João, tem um triplo), rior
Pastor aposentado.
o JA às 17h30. O perigo é receber essa os quais são todos epístolas (cartas, no Reside em Tatuí, SP de f

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ESBOÇO DE SERMÃO
Corín-
a a Ti-
dizer:
Fé atuante
… Nas Tiago 2:26
pla de
autor,
ou se- INTRODUÇÃO Ele foi encontrado morto em seu apar- negado essa possibilidade explicitamen-
1. No mundo religioso, é muito comum as tamento à beira-mar, vítima de overdose te (compare com Tiago 2:24). É neces-
pessoas falarem de fé. Para muita gente, de drogas. sário levar em conta que o contexto de
amen-
a fé não passa de um mero sentimento Pior foi a revelação chocante de que Paulo é um, o de Tiago é outro. No pri-
Testa- ou uma teoria. O que elas não sabem é em seu quarto havia dezenas de revis- meiro caso, a fé foi a base da justificação.
bute a que, dessa maneira, esse tipo de fé não tas e vídeos pornográficos. A igreja fi- No segundo, as obras confirmaram a fé.
stado, tem vida. cou devastada, especialmente os jovens, 6. Muitos enfatizam a importância da fé
a para 2. De fato, quando se reconhece uma ne- que olhavam para ele como exemplo. e das obras, mas mesmo isso separa as
Bíblia. cessidade, mas nada se faz a respeito de- Embora devamos deixar todo o julga- duas, pelo menos até certo ponto. A ver-
la, perde-se uma grande oportunidade de mento nas mãos de Deus, as ações do dadeira fé é “a fé que atua pelo amor”
Vinda
se exercer fé. Deus deseja que desenvol- médico certamente colocam em ques- (Gl 5:6). Boas obras não são apenas o si-
e sinô- vamos nossa fé em Sua providência e pro- tão a realidade de sua fé” (Lição de Escola nal externo da fé, mas a atuação da fé.
o é di- messas. Mas Ele espera que nossa fé tenha Sabatina, ed. Prof. 4º Trim., 2014, p. 68). A confiança de Abraão no Deus que criou
vida. Por isso, ela deve ser acompanhada 3. Aqui está um exemplo de uma profissão a vida o motivou a obedecer a Deus ao
o. Diga de ações correspondentes à sua profissão. de fé completamente destituída de valor. oferecer seu único filho, Isaque. De acor-
“Abra- 3. Em sua carta, Tiago falou de uma fé que do com Tiago, é pela obediência que a fé
é viva. Ele citou a atitude de Abraão e III – FÉ VIVA se aperfeiçoa.
Jamais
Raabe como exemplo de pessoas que ti- 1. Ler Tiago 2:20-26 7. Raabe não foi salva por causa de sua men-
nclinar veram fé acompanhada de ações. 2. Tiago usou uma técnica retórica comum, tira, mas apesar dela. Ela confiou no Deus
pela qual um potencial opositor se apre- verdadeiro e agiu com base nessa fé, pro-
gos in- I – O QUE É FÉ? senta. Nesse caso, o opositor tenta criar se- tegendo os espias que Josué tinha envia-
ão” ou 1. Ler Hebreus 11:1 paração entre a fé e as obras, sugerindo do. Havia também condições: ela obe-
o”. Di- 2. Na Bíblia, fé implica confiança, persua- que, desde que uma pessoa tenha uma deceu a instrução dos espias quanto a
são, certeza, fidelidade, compromisso. das duas, estará bem. Mas o ponto que pendurar o cordão vermelho em sua jane-
penas
Para que a fé tenha vida, ações e atitu- Tiago estava tentando mostrar é que os la, que lembrava o sangue aspergido nas
des vêm na sequência à sua declaração. cristãos não podem esperar ser salvos pe- portas das casas dos israelitas no momen-
ue de- 3. 
“Fé não é uma crença abstrata de la fé sem a consequência das obras cor- to de sua libertação do Egito, quando foi
m ser que existe evidência, mas uma certe- respondentes à salvação: “Mostra-me es- instituída a Páscoa (Êx 12:21-24). Embora
r: “Eles za de que Deus cumprirá Suas promes- sa tua fé sem as obras, e eu, com as obras, longe da perfeição, a vida de Raabe é um
… “En- sas” (Comentário Bíblico Adventista do te mostrarei a minha fé” (v. 18). modelo da fé que mostra a realidade do
Sétimo Dia, v. 7, p. 512). 3. O ponto principal é que não é qualquer perdão e da graça de Deus para todos
… “Os
fé que salva. A fé genuína, a fé salvadora, que estão dispostos a avançar pela fé e
certo II – FÉ DESTITUÍDA DE VALOR é caracterizada por boas obras. Da mes- confiar em Deus quanto aos resultados.
… nos- 1. Ler Tiago 2:17-22 ma forma, as obras são boas unicamente
”. 2. Uma triste história: “Ele era um médico quando brotam da fé. Obras e fé são inse- CONCLUSÃO
mpor- bem-sucedido e ancião de uma igreja de paráveis. Como dois lados de uma moeda, 1. Ellen G. White escreveu: “No mundo cris-
odo ti- alto nível, com centenas de membros. uma não pode existir sem a outra. Também tão, há muitos que alegam que tudo quan-
Era generoso nas doações para os gran- como na moeda, um lado é a frente e o ou- to é necessário para a salvação é ter fé; as
Né, tá,
des projetos da igreja, e sua atitude en- tro o verso. A fé vem primeiro e, em segui- obras não são nada; a única coisa essencial
corajava outros a ser mais generosos. O da, leva às obras correspondentes. é a fé. Mas a Palavra de Deus nos diz que a
to: to- médico também era um grande prega- 4. Tiago mencionou a fé de Abraão e Raabe. fé, se não tiver obras, por si só está morta.
perfei- dor. Quando o pastor não estava presen- Seus relatos dão evidência de que houve Muitos se recusam a obedecer aos manda-
te, ele pregava, e todos esperavam suas uma correspondência da fé com as obras mentos de Deus; dão, porém, muita impor-
mensagens, que eram teologicamente que eles praticaram. tância à fé. Mas a fé precisa ter fundamen-
profundas, sinceras e espirituais. Então, 5. Curiosamente, Tiago e Paulo citaram to” (Fé e Obras, p. 38).
certo dia a verdade veio à tona. A ausên- Gênesis 15:6, mas parecem ter chegado
cia do médico na igreja no sábado ante- a conclusões opostas. De acordo com Clinton Wahlen
William de Moraes

rior não tinha sido porque ele estivesse Tiago, Abraão foi justificado pelas obras, Diretor associado do Instituto
de férias, como muitos haviam pensado. mas Paulo, em Romanos 4:2, parece ter de Pesquisa Bíblica da Associação Geral

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ESBOÇO DE SERMÃO

Voz do que clama no deserto


Malaquias 4:4, 5
INTRODUÇÃO 4. Ler Malaquias 4:4 e 5. Cristo, entretanto, disse algo intrigante
1. Na narrativa bíblica, Moisés e Elias são 5. O profeta Malaquias anunciou a chega- no verso 11: “De fato, Elias virá e restau-
lembrados como os profetas que vence- da de um mensageiro que deveria pre- rará todas as coisas”. Ou seja, a profecia INTRO
ram a morte e combateram fortemente parar o caminho para a vinda do Anjo da de Malaquias não estava restrita a João 1. Às v
a idolatria. Aliança (Ml 3:1). Esse mensageiro é iden- Batista. Sant
2. Hoje estudaremos sobre esses dois gran- tificado no capítulo 4:5 como o profe- 5. Apocalipse 14:6 menciona um anjo – vida
des profetas e a relevância da mensagem ta Elias. Sua missão é converter “o cora- grego, angeloi (mensageiro), a mes- indiv
de cada um deles para o povo remanes- ção dos pais aos filhos e o coração dos ma palavra utilizada pelo AT grego mun
cente. filhos aos pais” (Ml 4:6), a fim de prepa- (Septuaginta) para traduzir o hebrai- por
rar a Terra para “o grande e terrível dia do co mal’ach em Malaquias 3 – com um igrej
I – O MENSAGEIRO DA LEI Senhor” (v. 5). Nesse mesmo contexto, evangelho eterno dirigido a todas as na- 2. Mui
1. Ler Êxodo 32:7 e 8. Israel é convidado a se lembrar da “Lei de ções. Surpreendentemente, esse mensa- que
2. Após os Dez Manda­mentos terem sido Moisés” (v. 4). Em outras palavras, o men- geiro é identificado no verso 12 como os noss
proclamados pelo Senhor, Moisés subiu sageiro de Malaquias deveria unir a men- santos que “guardam os mandamentos cas e
o monte Sinai a fim de receber as tábu- sagem da Lei como a mensagem da vin- de Deus e têm o testemunho de Jesus”, ra a
as da Lei. Ao fim de 40 dias, o profeta vol- da iminente do Messias, que é chamado exatamente as duas características dis- faze
tou ao acampamento de Israel e se depa- pelo profeta como “Anjo da Aliança” e tintivas do Elias profético. sa o
rou com a adoração ao bezerro de ouro. “Sol da Justiça” (Ml 3:1; 4:2). 6. Ellen G. White escreveu, “neste tempo ção
3. Ler Êxodo 34:28. Quando viu a cena, 6. Portanto, Elias é retratado nas Escrituras de iminente apostasia mundial, Deus tas s
Moisés quebrou as tábuas da lei (repre- como o profeta que combate a adoração convoca Seus mensageiros para procla- 3. A ig
sentando o descumprimento da aliança a Baal, medeia entre o povo e Deus, pune mar Sua Lei no espírito e poder de Elias. fez e
por parte de Israel) e mandou matar os os transgressores e prepara o caminho Como João Batista, ao preparar um po- do E
idólatras (v. 25-29). Apesar disso, Moisés para a vinda do Messias. vo para o primeiro advento de Jesus, sáve
intercedeu pelo povo (v. 32) e subiu no- chamava a atenção para os mandamen- mun
vamente o monte Sinai, onde recebeu de III – O MENSAGEIRO PROFÉTICO tos, assim devemos dar, não com soni- e pr
Deus novas tábuas da Lei. 1. Ler Lucas 1:13 a 17. do incerto, a mensagem: ‘Temei a Deus pira
4. Por meio dessa ação simbólica, o Senhor 2. A profecia de Malaquias se cumpriu par- e dai-­Lhe glória, porque vinda é a hora base
fez uma “nova” aliança com o povo e o cialmente em João Batista, que desenvol- do Seu juízo.’ Com o fervor que caracteri- Sem
advertiu contra a idolatria. Assim, Deus veu seu ministério no espírito e no poder zou Elias, o profeta, e João Batista, deve- tiria
demonstrou que Seu pacto com Israel que caracterizaram o profeta Elias. Porém, mos nos empenhar em preparar o cami- sua
havia sido renovado. quando João foi interrogado pelos sacer- nho para o segundo advento de Jesus”
5. Moisés, portanto, é retratado nas dotes e levitas sobre sua identidade, ne- (A Fé Pela Qual Eu Vivo, p. 289). I – NO
Escrituras como o profeta que combate gou ser o profeta Elias e se identificou co- 1. Ler E
a adoração ao bezerro de ouro, medeia mo a “voz do que clama no deserto” (ler CONCLUSÃO 2. O Es
entre o povo e Deus, pune os transgres- Jo 1:21-23; ver Is 40:3; Mc 1:2-4). 1. 
Deus elegeu a Igreja Adventista do neir
sores e entrega a Lei. 3. Desde o período de João até os dias de Sétimo Dia para uma missão profética. Ele
hoje, os judeus têm esperado a vinda li- Nosso ministério é uma obra de reconci- unid
II – O MENSAGEIRO DO MESSIAS teral do profeta Elias. Segundo a crença liação entre Deus e a humanidade perdi- ja (E
1. Ler 1 Reis 18:21, 38 a 40 (contexto de ido- deles, assim como Elias foi levado ao Céu, da, entre a mensagem da Lei e a mensa- Sant
latria semelhante ao do bezerro de ouro). ele deveria retornar à Terra para apresen- gem do evangelho. Deus chamou cada próp
2. Elias convoca o povo de Israel a escolher tar o Messias, filho de Davi. A cada pôr do um de nós para desempenhar uma fun- 3. A un
a quem servir (v. 21) e a matar os profe- sol de sábado para o domingo, em uma ção profética, a qual une a missão de das
tas de Baal, assim como Moisés havia fei- cerimônia conhecida como Havdala, eles Moisés (de apresentar a Lei de Deus) e a que
to (Êx 32:26-28). cantam a seguinte canção: “Elias, o pro- missão de Elias (de preparar o caminho 4. Nos
3. Além da similaridade das duas histórias feta/ Elias, o tisbita/ Elias, o Gileadita/ para a vinda de Cristo). Deu
no tocante ao combate à idolatria, am- apresse-se em vir com o Messias, filho 2. O Senhor nos desafia a ser uma voz que sa s
bos os profetas realizaram grandes si- de Davi.” clama no deserto (Isaías 40:1-5). vida
nais, foram levados ao Céu e falaram 4. De fato, João não era o profeta Elias, mas glor
com Deus no monte Horebe (Dt 1:6; o Elias profético. Jesus confirmou es- André Vasconcelos pela
1Rs 19:8, 15). sa interpretação em Mateus 17:10 a 13. Editor na Casa Publicadora Brasileira

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ESBOÇO DE SERMÃO

A unidade promovida
pelo Espírito Santo
trigante
Efésios 4:1-4
restau-
profecia INTRODUÇÃO Ele deve ser o fundamento de toda a 3. O Espírito Santo foi o responsável pela
a João 1. Às vezes, pensamos na obra do Espírito nossa experiência cristã. evangelização mais poderosa que a his-
Santo somente em nível individual na tória tinha testemunhado até aquele mo-
anjo – vida de cada cristão. Mas essa obra em II – NOSSA UNIÃO COM A IGREJA mento (At 2:1-4). Deus pode fazer muito
a mes- indivíduos é o fundamento de uma co- 1. Ler Efésios 4:5, 6 mais por meio de um pequeno grupo
grego munidade espiritual. O Espírito Santo é, 2. O Espírito Santo nos une com a igreja por unido em devoção a Ele do que de um
hebrai- por fim, o responsável pela existência da meio da Palavra, do batismo e da doutrina. grande grupo, mas com a lealdade divi-
om um igreja de Cristo. a) P alavra (Jo 17:17) – A Bíblia é a fonte de dida. Porém, Deus pode fazer coisas ain-
s as na- 2. Muitas vezes somos tentados a pensar autoridade para discernir a verdade es- da maiores quando dedicamos nossa vi-
mensa- que a igreja existe e cresce por causa das piritual do erro. Os bereanos a estuda- da, energias, talentos e recursos a Ele.
omo os nossas diversas atividades evangelísti- vam diligentemente (At 17:11), a fim de 4. A igreja do Novo Testamento cresceu a
mentos cas e missionárias. A verdadeira razão pa- descobrir se o que ouviam era a verda- partir da unidade na vida e missão dos
Jesus”, ra a existência da igreja não está no que de. A Bíblia é a base sobre a qual nossa fiéis. Um tímido e pequeno grupo de
cas dis- fazemos; nem é ela o resultado da nos- fé é edificada. É o amor de Cristo e Sua cristãos foi transformado num exército
sa organização eficiente ou administra- Palavra escrita que nos mantém unidos. poderoso que se tornou um instrumen-
tempo ção eficaz, por mais importantes que es- b) B atismo (1Co 12:13) – É o Espírito Santo to eficaz, alcançando, assim, pessoas de
l, Deus tas sejam. quem nos une em um corpo de cren- muitas culturas e línguas diferentes. Eles
procla- 3. A igreja existe por causa do que Deus já tes. A entrada pública no reino espiritual estavam unidos na proclamação das
de Elias. fez e continua a fazer por nós por meio de Cristo se dá por meio do batismo. “grandezas de Deus” (At 2:11). O mes-
um po- do Espírito Santo. O Espírito é o respon- Somos batizados em um corpo especí- mo Deus que atuou na época do Novo
e Jesus, sável por criar uma comunidade e co- fico da igreja. Portanto, o batismo tem Testamento atuará também no fim dos
damen- munhão espiritual, cuja autoridade de fé uma distinta dimensão pública e impli- tempos, pois a obra precisa ser concluí-
m soni- e prática é a Palavra de Deus escrita, ins- cações comunitárias importantes. Como da antes da Sua vinda.
a Deus pirada pelo mesmo Espírito. A Bíblia é a seguidores de Cristo, não podemos vi-
a hora base para a unidade teológica da igreja. ver sozinhos. Todos nós precisamos do CONCLUSÃO
racteri- Sem a obra do Espírito, a igreja não exis- apoio, incentivo e ajuda de outras pesso- 1. Ellen G. White esccreveu: “Esta é a obra
a, deve- tiria e não poderia continuar cumprindo as. Além disso, certamente não podemos em que também devemos nos empe-
o cami- sua missão em unidade. cumprir, sozinhos, a missão divina. Por is- nhar. Em vez de viver na expectativa
e Jesus” so, Deus criou a igreja. Seguir a Cristo sig- de algum tempo especial de agitação,
I – NOSSA UNIÃO COM CRISTO nifica segui-Lo na companhia de outros cumpre-nos aproveitar sabiamente as
1. Ler Efésios 2:12-14, 18 cristãos. Portanto, o batismo e a igreja oportunidades presentes, fazendo o que
2. O Espírito Santo nos une de diversas ma- têm um componente visível para eles. deve ser feito para que as pessoas sejam
sta do neiras. Não existiríamos como igreja, se c) D
 outrina (Tt 2:1) – A unidade na fé e na salvas. Em vez de exaurir as energias de
ofética. Ele não tivesse, em primeiro lugar, nos doutrina somente é alcançada quando so- nossa mente em especulações quanto
econci- unido a Cristo. Jesus é o cabeça da igre- mos fiéis à Palavra de Deus. O Senhor, que aos tempos e às estações que o Senhor
e perdi- ja (Ef 1:22, 23; 5:23). Por meio do Espírito é o mesmo ontem, hoje e sempre, forma estabeleceu por Seu próprio poder, e re-
mensa- Santo, estamos efetivamente unidos ao um elo espiritual com cada cristão. O mes- teve dos homens, devemos nos subme-
ou cada próprio Cristo. mo novo nascimento, gerado pelo Espírito ter ao controle do Espírito Santo, cum-
ma fun- 3. A união com Ele é o fundamento de to- Santo, e a mesma obediência à Palavra de prir os deveres atuais, dar o pão da vida,
são de das as bênçãos da salvação, pois tudo o Deus, também habilitada por Ele, levam a não adulterado com opiniões humanas,
eus) e a que temos no Senhor provém Dele. uma unidade de fé e prática que transcen- às pessoas que estão perecendo pela fal-
aminho 4. Nossa adoção como filhos e filhas de de todas as diferenças humanas e culturais. ta da verdade” (Mensagens Escolhidas,
Deus, nossa justificação, bem como nos- v. 1, p. 186).
voz que sa santificação, o fato de vivermos uma III – NOSSA UNIÃO COM A MISSÃO
vida vitoriosa sobre o pecado e a nossa 1. Ler Efésios 3:8-11 Frank Hasel
glorificação final – tudo isso recebemos 2. O Espírito Santo nos une por meio da Diretor associado do Instituto
oncelos pela nossa união com Cristo. Portanto, missão evangelística. de Pesquisa Bíblica da Associação Geral
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ESBOÇO DE SERMÃO

A revelação de Jesus Cristo


Apocalipse 1:1-7

INTRODUÇÃO nossa salvação e como ela se completará da Terra”), completa a autoria trinitária do
1. Muita gente tem medo do Apocalipse. brevemente na Sua segunda vinda. Apocalipse.
Alguns pensam que, se lerem o Apo­ 3. A transmissão do Apocalipse (v. 1, 2): No 3. Apelo: Entregue sua vida e seu futuro ao
calipse, ficarão loucos. Outros imaginam caso do Apocalipse, não foi um profe- Autor do Apocalipse. Só Ele pode lhe dar
que o Apocalipse seja um livro esotérico ta inspirado por Deus que relatou fatos a certeza de que tudo terminará bem.
para se adivinhar o futuro, algo parecido deste mundo, mas Cristo que Se reve-
com as profecias de Nostradamus, predi- lou por visões com o auxílio de um an- III – O OBJETIVO DA REVELAÇÃO
ções ambíguas com as quais é possível jo. O que João registrou é a “Palavra de 1. O amor revelado no Apocalipse (v. 5):
relacionar quase qualquer evento do pre- Deus” e “testemunho de Jesus”. ou se- Mostrar que Cristo nos ama é o propósi-
sente ou do futuro. Mas, sobre o que real- ja, o “Espírito de Profecia” (Ap 19:10). to do Apocalipse.
mente trata o último livro da Bíblia? 4. A bênção do Apocalipse (v. 3): Trata-se de 2. Libertação no Apocalipse (v. 5): Em Cristo há
2. As circunstâncias do Apocalipse: João, o um livro de promessas e bênçãos. Há libertação espiritual da culpa, do poder, da
autor do livro do Apocalipse, foi um dos uma bênção para os leitores e ouvintes prática e das consequências do pecado.
doze apóstolos e anelava reencontrar da mensagem do Apocalipse. Quando a 3. E xaltação pelo Apocalipse (v. 6): Cristo nos
Jesus Cristo em Sua segunda vinda. Ele lemos e ouvimos, devemos guardá-la no salvou para nos exaltar a reis e rainhas de
havia perdido o irmão Tiago, morto numa coração, anelando com esperança que o Seu Reino, e sacerdotes, isto é, aqueles
perseguição (At 12:2). Foi o único dos do- sofrimento desta vida tenha fim quando que levam Deus às pessoas pelo testemu-
ze que não morreu martirizado. Ele esta- Cristo regressar. nho, e as pessoas a Deus pela intercessão.
va prisioneiro na ilha de Patmos (Ap 1:9). 5. Apelo: Seja abençoado pelo estudo do Nós exaltamos a Deus dando-­Lhe glória e
3. A expectativa do Apocalipse: Os primei- Apocalipse! A mensagem desse livro reconhecendo Seu domínio sobre todas
ros cristãos tinham grande expectativa afasta o medo do futuro e dá a esperança as coisas, “para todo o sempre. Amém!”
de que Cristo viria em breve. No entanto, de que, com Cristo, tudo terminará bem. 4. A consumação do Apocalipse (v. 7): “Ele
muitos morriam, e Cristo não regressava. vem com as nuvens, e todo olho O verá.
Deus daria uma explicação para o sofri- II – O AUTOR DA REVELAÇÃO Até mesmo aqueles que O traspassaram.
mento prolongado? 1. O autor humano do Apocalipse (v. 4): E todas as tribos da Terra se lamentarão
4. A necessidade do Apocalipse: Como Deus O Apocalipse foi escrito por João, o dis- por causa Dele. Certamente. Amém!”. A
não faz nada sem antes revelar Seu se- cípulo amado, que apresentou Cristo co- vinda de Cristo será universal e visível.
gredo aos profetas (Am 3:7), esperava-­ mo a manifestação do amor de Deus Será um momento de desespero pa-
se uma revelação divina. Quando as dú- (Jo 3:16; 1Jo 4:8) e se identificou conosco ra aqueles que não se prepararem, mas
vidas enchem nosso coração, Deus tem em nossas aflições e dificuldades (Ap 1:9). de imensa alegria para os que estiverem
a resposta para nos dar em Sua Palavra. Só quem conheceu com profundidade prontos para o encontro com o Salvador.
o amor de Deus, e na pele o sofrimento 5. Apelo: Prepare-se para a vinda de Cristo, a
I – A REVELAÇÃO humano, poderia ser usado divinamente concretização de todas as nossas esperan-
1. O significado de Apocalipse (v. 1): Muita para transmitir a revelação de que, com ças, a realização de todos os nossos sonhos!
gente pensa que a palavra “apocalipse” Cristo, tudo terminará bem.
significa “tragédia”, “destruição” ou “fim 2. O Autor divino do Apocalipse (v. 4, 5): CONCLUSÃO
do mundo”. Isso não é verdade. A palavra “Aquele que era, que é e que há de vir”, é o 1. 
Aceite a mensagem do Apocalipse e
grega apokálypsis quer dizer “ato de des- Deus imutável, que cumpre as promessas aguarde o cumprimento das promessas
cobrir”, “descoberta”, “revelação”. que faz. Os “sete espíritos” diante do tro- de Deus, isso trará bênçãos a você.
2. O assunto do Apocalipse (v. 1): O tema do no de Deus representam o Espírito Santo. 2. Entregue seu futuro a Deus, pois quan-
Apocalipse é Jesus Cristo. Diferentemente Não são sete seres, mas este número, que do Cristo regressar, tudo terminará bem.
do Antigo Testamento, que prediz o que indica completude e perfeição, é usado 3. Aguarde com esperança a volta de Jesus,
Cristo veio fazer neste mundo; dos evan- para apontar a perfeita ação do Espírito preparando-se e preparando outras pes-
gelhos, que contam o que Cristo fez; e Santo. Jesus Cristo, que testemunha em soas para o encontro com o Salvador.
das epístolas, que comentam a missão e nosso favor (“Fiel Testemunha”), venceu a
os ensinos de Cristo; o Apocalipse nos re- morte (“Primogênito dos mortos”) e co- Fernando Dias
vela o que Cristo faz agora no Céu pela manda este mundo (“Soberano dos reis Editor na Casa Publicadora Brasileira

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MKT CPB | Fotolia
ária do

uro ao
he dar
em.

ÇÃO
(v. 5):
opósi-

isto há
der, da
ado.
to nos
has de
queles
stemu-
cessão.
glória e
todas
ém!”
7): “Ele
O verá.
saram.
ntarão
ém!”. A
visível.
ro pa-
m, mas
verem
lvador.
Cristo, a
peran-
onhos!

ipse e
“Seja seu primeiro objetivo
messas tornar o lar aprazível.”
.
quan- Ellen G. White
á bem. (O Lar Adventista, p. 24)
e Jesus,
as pes-
dor.

do Dias
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LIDERANÇA

Jovens aprese
recent
fé tem

em ação
grand
parte
grand
tadas
ciãos e
O apoio dos líderes da igreja em favor dos jovens é imprescindível os jove

A
❖❖ Dar
s ações da igreja local para en- independente da igreja. Não existe um orçamento nas ações do Ministério Jo- par
volver os jovens devem ser in- esforço para incluir elementos que co- vem. Elas fazem isso, por exemplo, dan- de
tencionais. É necessário que nectem os jovens na adoração e na do aos jovens um lugar e/ou um horário ❖❖ Inc
os líderes façam todos os esforços pa- missão da igreja. E, em contraparti- em que eles possam se encontrar regu- nas
ra que os jovens sejam tratados como da, há pouca disposição da liderança larmente a fim de ser treinados e equi- da
parte real da igreja, um esforço conjun- JA para incluir adultos em suas ativida- pados para a missão. Além disso, ao nom
to para criar uma comunidade inclusiva. des e envolver os jovens nos projetos garantir que os jovens tenham um espa- ❖❖ Inc
O ancião JA e o líder JA devem trabalhar missionários. Nesse modelo, o progra- ço para a Escola Sabatina Jovem e um igre
em harmonia com o pastor e os demais ma da igreja e o programa do Ministé- horário fixo para o culto jovem, a igreja vem
líderes para incluir os jovens em todos rio Jovem operam de forma paralela ou demonstra sua valorização por eles. dia
os aspectos da comunidade e convi- oposta. Em muitos casos, os jovens for- A igreja também está seguindo o ❖❖ Dar
dá-los para atuar em comissões, contri- mam uma “igreja jovem” que funciona modelo ideal quando incentiva toda par
buindo na construção do plano de ação até mesmo em um prédio e/ou horá- a comunidade a participar das ativida- dad
da igreja local. rios diferentes da “igreja dos adultos”. des promovidas pelos jovens. Nessas ❖❖ Env
Um diagnóstico rápido pode iden- Em várias partes do mundo, esse mode- igrejas, pode-se perguntar a qualquer en
tificar se determinada igreja segue o lo produziu uma geração que se acos- membro o que os jovens estiveram fa- ❖❖ Ani
modelo “Mickey Mouse de uma orelha” tumou a atuar separadamente da igreja zendo no último mês, e eles respon- rem
(veja ilustração abaixo), o qual descreve e que, quando chegou à idade adulta, derão acertadamente. Os anciãos e lide
um posicionamento estranho do Minis- abandonou a fé por considerar a igre- demais líderes conhecem os programas de
tério Jovem, que enfraqueceu o disci- ja irrelevante. e ações do Ministério Jovem e acompa- ❖❖ Dar
pulado de jovens e o crescimento da O modelo ideal, que é o Ministério nham suas reuniões para socialização. gra
igreja em várias partes do mundo, ou o Jovem no coração da igreja (veja ilustra- Todos os esforços da liderança devem Sem
modelo ideal, que posiciona o Ministé- ção abaixo), é resultado de uma igreja ser feitos para mover os jovens de fora Bat
rio Jovem no coração da igreja local. que projeta a adoração, a missão e a vi- para dentro e fazê-los sentir-se cuida- de
Esse modelo parece sugerir que da em comunidade considerando todas dos e importantes. “Os
o Ministério Jovem seja uma unidade as faixas etárias (modelo intergeracio- Neste artigo, queremos responder je r
nal). Essas igrejas também se certificam as seguintes perguntas: Como a igreja em
de que estão investindo parte de seu local pode ajudar os jovens? Como re- enc
posicionar o Ministério Jovem no cora- ros
JOVENS ção da igreja local? bili
JA LOC
RE
G. W
COMO A IGREJA LOCAL
AL
IG

PODE AJUDAR OS JOVENS COM


IGREJA LOCAL JOVENS Embora muitos jovens estejam par- MINI
ticipando ativamente nas atividades COR
da igreja, tem-se percebido que a igre- ❖❖ 
Enc
ja tem perdido muitos desses mem- os
bros. Para isso, algumas razões são tici

22 jul l ago l set 2019 

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apresentadas. De acordo com pesquisas acampamentos espirituais. Estas e ❖❖ Aceitação de suas diferenças. “Os que
recentes entre os jovens, o abandono da outras atividades relacionadas aos esperam ter sucesso na educação dos
fé tem sido uma dessas causas. Mas em jovens ajudam e motivam o desen- jovens devem aceitá-­ los como são,
grande medida, a falta de atenção por volvimento de talentos. não como deviam ser nem como se-
parte da liderança da igreja é fator de ❖❖ Elaboração e condução de seminá- rão quando saírem de sob sua instru-
grande evidência. A seguir são apresen- rios para os jovens de sua igreja. ção” (Ellen G. White, Conselhos Sobre
tadas algumas sugestões do que os an- ❖❖ Realização de cursos, entre eles, o de Educação, p. 34).
ciãos e a igreja podem fazer para ajudar pregadores, para ensinar os jovens a ❖❖ Disposição para ouvir e aconselhar
os jovens a permanecer na igreja. desenvolver seus talentos como pre- os jovens.
❖❖ Dar aos jovens a oportunidade de gadores e outras atividades da igreja. ❖❖ Atendimento às necessidades de so-
rio Jo- participar na construção do plano “Temos hoje um exército de jovens cialização dos jovens. Eles necessitam
o, dan- de ação da igreja local. que, se for convenientemente dirigido e sociabilizar-se uns com os outros. As-
orário ❖❖ Incluir representantes dos jovens animado, muito poderá fazer […] Que- sim, aprendem lições de vida e tam-
regu- nas reuniões da comissão diretiva remos que desempenhem uma parte bém a viver em harmonia. Atividades
equi- da igreja e também na comissão de em bem organizados planos para au- em meio à natureza, atividades espor-
so, ao nomeações. xiliar outros jovens. Sejam eles de tal tivas, e retiros ajudam os jovens em
espa- ❖❖ Incluir os jovens como oficiais da maneira preparados que possam cor- sua vida espiritual. “A mais bela obra
e um igreja, não apenas no Ministério Jo- retamente representar a verdade, dan- já empreendida por homens e mulhe-
igreja vem, mas também no ancionato, do a razão da esperança que neles há, res, é lidar com jovens. […] Bem pou-
es. diaconato e outros cargos. e honrando a Deus em qualquer ramo cos há que compreendem as mais
ndo o ❖❖ Dar-lhes a oportunidade de partici- da obra para que estiverem habilita- essenciais necessidades do espírito, e
toda par ativamente nas diferentes ativi- dos!” (Ellen G. White, A Igreja Remanes- a maneira por que devem dirigir o in-
tivida- dades e programas da igreja. cente, p. 13). telecto em desenvolvimento, o pen-
Nessas ❖❖ Envolvê-los nas atividades dos cultos ❖❖ Apoio e união com os jovens em sar e o sentir crescentes dos jovens”
alquer e na pregação. seus projetos e participação no (ibid., p. 1).
am fa- ❖❖ Animá-los e desafiá-los a se torna- Culto Jovem. As igrejas locais podem se tor-
spon- rem professores na Escola Sabatina, ❖❖ Separar um percentual do orçamen- nar o eixo para o discipulado inten-
ãos e liderança de ministérios de serviço e to da igreja para as atividades do Mi- cional das novas gerações – um lugar
ramas de projetos especiais de missão. nistério Jovem. “O talento juvenil, para treinamento e nutrição, e a base
ompa- ❖❖ Dar a eles a coordenação de pro- bem organizado e bem educado, é para as ações missionárias e de com-
zação. gramas especiais da igreja, como necessário em nossas igrejas. Os jo- paixão pela comunidade, além de
devem Semana Santa, Semana de Oração, vens farão alguma coisa com suas um ambiente apropriado para a vida
e fora Batismo da Primavera, Evangelismo transbordantes energias. A menos em comunidade. Porém, antes de tu-
cuida- de Colheita, Impacto Esperança, etc. que essas energias sejam dirigidas do, as igrejas necessitam ser um local
“Os experimentados obreiros de ho- pelos condutos certos, serão pelos caloroso, com amor e aceitação, com
onder je realizam uma nobre obra quando, jovens usadas de maneira que feri- cultos e programas criativos, inovado-
igreja em vez de procurar levar todos os rá sua própria espiritualidade e se res e relevantes. Isso é fundamental
mo re- encargos sozinhos, preparam obrei- demonstrará um mal àqueles com para fazer o jovem permanecer. Trans-
cora- ros mais jovens e colocam responsa- quem se associam” (Ellen G. White, mite a mensagem de alegria e graça.
bilidades sobre seus ombros” (Ellen Obreiros Evangélicos, p. 211). A maior motivação surge quando os
G. White, Atos dos Apóstolos, p. 205). ❖❖ Expressão de cordialidade para com jovens veem que a igreja se importa
eles. verdadeiramente com eles.
COMO REPOSICIONAR O
m par- MINISTÉRIO JOVEM NO
dades CORAÇÃO DA IGREJA
a igre- ❖❖ 
Encorajamento e apoio para que
Herbert Cleber Carlos Campitelli
Divulgação DSA

Divulgação DSA

mem- os jovens assistam e tenham par-


Pastor da Igreja da Diretor do Ministério Jovem
s são ticipação em seminários, retiros e Faculdade Adventista da Bahia da Divisão Sul-Americana

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PRIMEIRO DEUS

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A eficiência do ministério educador de líderes espirituais Ma
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uerido ancião da Divisão Sul-­ Mordomia Cristã”, acrescentei, esperan- surpreendentemente, Cláudia me tes- de cr
Americana. É um imenso pra- do evitar a próxima pergunta, que ge- tou com outra pergunta: “Quais são, en- da naq
zer para mim inaugurar essa ralmente é: O que é Mordomia? Mas, tão, os cinco princípios da mordomia?” O qu
nova coluna da Revista do Ancião. Es-
pero que esse espaço seja uma bênção
para sua vida e seu ministério. Com sua
permissão, vou começar relatando uma
história que marcou a minha vida como
cristão e como líder na igreja de Deus.
Ao retornar de uma viagem, tive o ra-
ro privilégio de passar um sábado com
minha esposa em nossa igreja local em
Maryland, EUA. Depois do culto, eu e
minha esposa fomos convidados por
Cláudia e Elda, membros de uma igre-
ja adventista hispânica, para conversar.
“Você é o pastor da igreja?”, pergun-
tou Elda. Ao descobrir que eu era pas-
tor, mas não daquela igreja específica,
ela foi direta: “Então, o que você está
fazendo aqui? Por que você não está
em sua igreja, cuidando de suas ove-
lhas? Um pastor que não tem nenhu-
ma ovelha para cuidar, ninguém para
converter, está perdendo seu ministé-
rio!”, disse ela sorrindo para aliviar o pe-
so de suas palavras. Quando expliquei
que trabalho em um dos escritórios
da Igreja e que viajo muito, seus olhos
não esconderam sua frustração com es-
se tipo de ministério. “É o Ministério de

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Obviamente, esses “cinco princípios”, conhecimento sobre Mordomia Cristã Depois dessa experiência, o que
sejam eles quais forem, eram parte mui- para aquela crença tão convicta? Des- ficou claro para mim é que sempre
to importante de sua vida e aquelas cobri que elas receberam sua educação haverá uma colheita espiritual pa-
senhoras tinham certeza deles. Senti co- anos atrás em seu país (na Divisão Inte- ra aqueles que plantam a semente de
mo se elas estivessem tentando usar es- ramericana), em um seminário realizado Deus, mesmo que alguns de seus re-
ses princípios para identificar e expor durante várias semanas em sua igreja lo- sultados serão conhecidos somente
qualquer diretor de Mordomia que fos- cal, e que esse seminário teve como base no Céu. Outro ponto é que os planos
se impostor e aparecesse em seu cami- uma edição condensada do livro Conse- educacionais mais eficazes são aqueles
nho. Como meu ministério estava sendo lhos Sobre Mordomia, de Ellen G. White, planejados para atingir todos os mem-
testado, fui muito cauteloso, escolhen- acompanhado de um Guia de Estudo. bros da igreja. E, finalmente, a impor-
do cuidadosamente cada palavra, já que Fiquei pensando sobre quem se- tância dos escritos inspirados – a Bíblia
não mais limitamos o conceito de Mor- ria esse homem visionário e temente a e os livros do Espírito de Profecia – no
domia Cristã a apenas “5 Ts” (Tempo, Te- Deus naquela Associação, União ou Di- processo de educação de Mordomia
souro, Talento, Testemunho e Templo). visão, que concebeu e promoveu esse Cristã. Somente estando de acordo
Mas em um instante, minha men- plano tão bem elaborado, alcançan- com a medida de Deus poderemos
te voltou ao passado, tentando enten- do muitas igrejas naquele território. Es- prosperar neste ministério. Ou seja, se
der qual processo educacional foi capaz se homem nunca imaginou quão eficaz Suas mensagens reveladas, especial-
e tes- de criar uma convicção tão profun- foi seu plano, que fez dessas duas irmãs mente aquelas contidas no livro Conse-
ão, en- da naquelas duas senhoras adventistas. educadoras e líderes de suas igrejas tre- lhos Sobre Mordomia, forem estudadas,
mia?” O que as levou do ponto zero de mendas defensoras de sua crença! aceitas, ensinadas e cuidadosamente
postas em prática.
Por outro lado, é por rejeitá-las ou des-
valorizá-las como ultrapassadas ou sem
valor normativo que eu, enquanto me
identifico como um educador de Mordo-
mia Cristã, posso ser considerado um im-
postor. “Crede no Senhor vosso Deus, e
estareis seguros; crede nos seus profetas,
e prosperareis” (2Cr 20:20).
Prezado ancião, tenho um convite
para você: Junte-se ao exército dos lí-
deres espirituais que se mantiveram fi-
éis aos princípios inspirados da obra do
Senhor. Pregue, ensine, visite e inspi-
re os membros de sua igreja, deixando
claro para eles que sua liderança espiri-
tual está fundamentada no “Assim diz o
Senhor.” E os frutos certamente virão. Se
não aqui, na eternidade.
Acredite!

Texto extraído e adaptado da Dynamic Steward


(jan-mar 2019), p. 3
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Marcos Faiock Bomfim


Cedida pelo autor

Diretor do Ministério de Mordomia


Cristã da Associação Geral

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ANCIONATO

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O trabalho do ancião é fator tar a ig
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D
ada a relevância deste tema ANCIONATO ACOLHEDOR compensação pode ser um dos pa-
para o ancionato na igre- O êxito do ministério pastoral na péis mais naturais e significativos dos
ja local, este texto é uma congregação local deve-se a vários fa- anciãos. Onde quer que o pastor se-
adaptação do capítulo Liderança na tores, mas principalmente ao apoio ja deficiente, certamente o ancião
Igreja, do Guia Para Anciãos, nas pá- dos anciãos. A liderança de Moisés no será forte, tendo o dom espiritual
ginas 51 a 55. antigo Israel foi assessorada pelos an- apropriado e boa vontade para com-
Um dos fatores mais importantes ciãos (Êx 3:16-18; 12:21; 19:7; 24:12-14; pensar. Desse esforço cooperativo
em uma igreja local é o relacionamen- Nm 11:16, 17). Por isso, tanto no início resulta a parceria ideal entre o pastor
to do pastor com o ancião. Eles são quanto na continuidade da permanên- e o ancião.
parceiros no cumprimento de um mi- cia do pastor, os anciãos devem pro- ❖❖ Fortalecer a família pastoral. O pas-
nistério cujo objetivo maior é alimen- ver oportunidades para que o pastor e tor e sua família precisam que os
tar a igreja e levá-la a cumprir a missão sua família sejam integrados na famí- anciãos os aceitem e apreciem tais
que lhe foi designada por Deus. Nesse lia da igreja. Esse esforço muito contri- como são, sem temor nem arrogân-
contexto, o apoio do ancião é impres- bui para o êxito do trabalho do pastor cia, ou seja, como amigos. Em cada
cindível para o ministério do pastor, e dos anciãos. Nesse relacionamento, congregação deve haver um pro-
principalmente quando ele assume os anciãos podem exercer as seguin- grama de apoio à família pasto-
um novo distrito. tes atividades: ral. Essa é uma das atividades que
❖❖ E ncontrar tempo para trabalhar. Nor- não pode ser liderada pelo pas-
COMUNIDADE ACOLHEDORA malmente, os anciãos têm vida ata- tor da igreja; é responsabilidade
As congregações necessitam do co- refada e são bem-sucedidos em suas do ancião. Os pastores podem ser
nhecimento de um teólogo, pregador, atividades profissionais. O tempo de espiritualmente aconselhados e
administrador, evangelista, treinador, que dispõem para se dedicarem ao mentoreados pelo Secretário mi-
conselheiro e visitador. A vantagem trabalho da igreja é limitado por sua nisterial da Associação, por outros
do ministério da equipe pastor-ancião profissão, família e saúde. Contudo, pastores ou alguém fora da con-
é que eles edificam os dons e habili- o trabalho do ancião vai além das gregação. Mas o apoio principal
dades mútuos, enquanto compensam responsabilidades no sábado pe- deve brotar da igreja local, sob a
igualmente suas debilidades. A cuida- la manhã. A liderança espiritual da liderança dos anciãos. Para boa
dosa análise de como cada membro igreja requer tempo e muita dedica- parte dos pastores, talvez não se-
pode ajudar a equipe é um trabalho ção. Ao aceitar o cargo, ele deve fa- ja fácil aceitar a ajuda pastoral de
feito no contexto do diálogo aberto so- zê-lo com pleno conhecimento do pessoas a quem eles ministram.
bre os dons do Espírito, reconhecendo tempo e da energia requeridos pa- Eles pensam: “Se sou ajudador e
que “o mesmo Espírito realiza todas es- ra realizar um trabalho fiel. preciso de ajuda, que espécie de
tas coisas, distribuindo-as, como Lhe ❖❖ Maximizar os pontos fortes do pastor. ajudador sou eu?” Mas, pesqui-
apraz, a cada um, individualmente” As habilidades requeridas na lide- sas indicam que profissionais que
(1Co 12:11). rança pastoral são muito variadas prestam ajuda estão mais sujeitos
Originalmente, o pastor e a respec- para que uma só pessoa tenha to- ao estresse, sendo algumas ve-
tiva família não fazem parte da con- das elas. Nenhum pastor é bom zes mais propensos a necessitar
gregação nem da comunidade a que em tudo; mas todo pastor é bom de auxílio. Além disso, diz a Bíblia:
servem. Provavelmente, também não em alguma coisa. Os anciãos de- “Levai as cargas uns dos outros
permaneçam ali por muitos anos. Che- vem cooperar com seus pastores e, assim, cumprireis a lei de Cris-
gam como estranhos e, muitas vezes, na identificação dos pontos fortes e to” (Gl 6:2).
têm dificuldade para se integrarem à ajudá-los a organizar a igreja para ti-
nova comunidade. rar proveito desses pontos fortes. ANCIONATO AUXILIADOR
Os membros podem não perceber ❖❖ Compensar debilidades. Infelizmen- Em seu ministério, na igreja local, os
a tensão que isso significa para a família te, as congregações, muitas vezes, anciãos atuam como auxiliar direto do
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pastoral, nem reconhecer a importân- tendem a criticar uma deficiência pastor. Aqui estão algumas formas pe-
cia de apoiar e fazer com que ela se sin- em vez de compensar as áreas em las quais eles podem ministrar a seus
ta incluída na família da igreja. que o pastor necessita de ajuda. A pastores:

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❖❖ Aceitem sua humanidade. Os pasto-
res apreciam o amor que lhes é ex-
pressado, mas algumas vezes sentem
que isso ocorre devido ao que repre-
❖❖ Orem pelo pastor. Nas orações pes-
soais e coletivas com outros líderes,
intercedam em favor do pastor.
❖❖ Promovam a unidade. Os anciãos
muito menos os dons da esposa do
pastor anterior.
❖❖ Ministrem aos filhos do pastor, sem
idolatrá-los quando acertam nem
V
sentam, não pela pessoa que são. foram escolhidos porque a igre- criticá-los quando erram. Geralmen-
Deixe-os saber que podem ser imper- ja confia neles e no conhecimen- te, espera-se muito deles, o que po-
feitos, mas, apesar disso, são amados. to que eles têm sobre a igreja. O de levar a problemas com seus pares.
❖❖ Sejam ministros de encorajamento. conflito congregacional é um dos Sejam empáticos em relação às má-
Expressem palavras de apreço, com piores estresses pastorais, especial- goas dos pais na família pastoral. To-
frequência e honestamente. Digam mente se os anciãos fizerem par- dos os pais se magoam quando um
que têm apreciação por coisas espe- te do problema. Os anciãos podem filho se desvia. Talvez isso seja mais
cíficas. Por exemplo, digam que par- ser usados pelo Espírito Santo para intenso no caso de envolver o pastor
tes do sermão os ajudaram. reconciliar pessoas e reduzir signi- e a esposa. Eles necessitam de apoio,
❖❖ Sejam bons ouvintes. Ouçam com ficativamente o estresse do pastor não de críticas.
empatia se eles escolherem compar- nessas situações. ❖❖ Deem especial atenção ao ministério
tilhar problemas. Mantenham essas ❖❖ Incentivem a renovação espiritual do da família pastoral que chega, traba-
conversas estritamente no âmbito pastor. No processo de satisfazer as lhando para dissipar o pesar que se
confidencial. necessidades espirituais da congre- segue à perda de um pastor amado.
❖❖ Evitem divergências em público. gação, o pastor pode ficar exausto e A nova família também tem novos
Caso surjam diferenças, resolvam-nas necessitar de tempo para se recupe- desafios: Deixou amigos, ocupará
em particular. Esse é um dos motivos rar e se revigorar. Incentivem os pas- uma nova casa, as crianças frequen-
pelos quais a reunião dos anciãos tores a dedicar tempo adequado à tarão uma nova escola, provavel-
é importante. Nela pode haver dis- devoção pessoal. mente a esposa do pastor perdeu o
cordâncias de pensamento, mas os ❖❖ Insistam no cuidado da família e na emprego e terá que encontrar outro,
planos a ser apresentados à comis- recreação. Se a vida familiar e a saú- a família buscará fazer novos amigos
são da igreja e nas reuniões adminis- de do pastor forem negligenciadas, e se adaptar às novas situações. Ins-
trativas devem contar com o apoio o trabalho dele ficará comprometi- pirem a igreja a encarar de maneira
de todos. do. Certifiquem-se de que as respon- equilibrada a nova situação.
❖❖ Deem-lhes apoio. Apresentem à sabilidades da igreja não o impeçam ❖❖ Encontrem maneiras pelas quais os
igreja testemunhos sobre algo que de repousar adequadamente. membros recepcionem a nova famí-
o pastor fez e que mudou sua vi- ❖❖ Incentivem o uso de aconselhamen- lia pastoral, ajudando-­­a a se estabe-
da. Permitam que os membros sai- to anônimo. Os pastores e a família, lecer. Tão logo seja possível. Realizem
bam que vocês não tolerarão críticas algumas vezes, necessitam de acon- um evento bem planejado de boas-­
à família pastoral feitas em sua pre- selhamento profissional, mas relu- vindas ao pastor e família. Muitas ve-
sença. É muito animador quando tam em solicitar esses privilégios. zes, é mais fácil para o novo pastor
anciãos manifestam aos líderes da A denominação, porém, incentiva se sentir aceito do que para sua fa-
Associação sua apreciação pelo tra- cada Associação/Missão a disponibi- mília. O culto de posse deve ser pla-
balho do pastor. lizar esse aconselhamento. nejado pelo ancião, em cooperação

MKT CPB | Fotolia


❖❖ Dia do pastor. Reconheçam o mi- ❖❖ Animem a família do pastor. Geral- com a Associação. Os detalhes pa-
nistério do pastor e família, ao ce- mente, os membros esperam que a ra o planejamento de tais ocasiões
lebrar o trabalho deles em favor da família pastoral seja perfeita e que a estão disponíveis nas páginas 150 a
igreja. Considerem dar-lhe um pre- casa do pastor sempre esteja aberta. 153 do Guia Para Anciãos e no capítu-
sente singelo e atencioso como um Porém, os anciãos devem defender o lo intitulado “Admissão em um Novo
álbum com fotos da família e da vi- direito da esposa do pastor de esco- Distrito”, no Guia Para Ministros, pági-
da da igreja. A Divisão Sul-Americana lher seu papel na congregação, usar nas 219 a 225.
envia às igrejas um cartaz para enfa- os dons espirituais que lhe foram
tizar o Dia do Pastor e das Vocações concedidos por Deus, não os dons
Texto extraído e adaptado
Ministeriais. que outras pessoas queiram impor, do Guia Para Anciãos, p. 51-55
c
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MKT CPB | Fotolia

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daptado
p. 51-55 WhatsApp

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MINISTÉRIO

Pastoreio do ancião
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Um claro entendimento de suas atribuições torna a função
voluçã
de ancião uma bênção para a igreja um cr

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comissão de no- de Cri
meações da igreja Pedro
estava reunida pa- de De
ra escolher os líderes para o constr
ano seguinte. No momento mente
da escolha dos anciãos, uma da gan
das pessoas indicadas para como
a função insistia que seu no- confia
me fosse retirado, enquanto mode
os demais membros da co- consc
missão recomendavam que aspec
ele aceitasse sua nomeação torado
para a função. Foi então que distrita
um dos membros falou: “Ser são d
ancião é fácil. Aceite! É só fa- Sob a
zer a escala de pregadores fiante
© Andrey Popov / Adobe Stock

e escolher as pessoas que de seu


irão compor a plataforma dos ap
da igreja”. mo Pa
Para algumas pessoas as coroa
responsabilidades da função de ancião Escrituras; a falta de orientação, organi- disponível, sob orientação do pastor festar”
se resumem basicamente a isso. Lamen- zação, capacitação, planejamento, es- distrital e unidos a este, os anciãos nu- glória
tavelmente, em alguns lugares essa tem tímulo e acompanhamento pastoral; trem o rebanho do Senhor [pastoreio]
sido a prática de muitos anciãos. Fo- acomodação do ancião a uma vida in- e cuidam dele. Nesse papel, eles têm DICA
ram eleitos e ordenados, mas eles orga- diferente aos planos divinos para sua interesse individual pelos membros Mu
nizam escalas, participam de reuniões, missão de pastorear os membros do da igreja. Aconselham, animam, oram princip
se preocupam com atividades no tem- rebanho no desenvolvimento das fun- pelo doente, pelo desalentado e por para o
plo e, com isso, acabam negligencian- ções que a igreja a ele confiou. aqueles que enfrentam problemas. Os mais ú
do a obra prioritária de seu ministério, O Guia Para Anciãos, preparado pe- anciãos devem estar cientes das neces- ajudar
que é o pastoreio do rebanho de Deus la Divisão Sul-Americana, informa que sidades especiais da congregação, tais Por on
na igreja e na comunidade. o trabalho do ancião inclui pelo menos como prover a Santa Ceia para os aca- ser um
As razões pelas quais isso acontece três áreas: liderança espiritual, supervi- mados. Além disso, devem se envolver Alg
não são necessariamente culpa do an- são geral e pastoreio (p. 22, 23). Embora no preparo de novos candidatos para ❖❖ Ore
cião. Mas, sim, por causa de uma com- os dois primeiros sejam praticados com o batismo, bem como no discipulado bre
preensão cultural. Ou seja, a de que maior ênfase, o último tem sido gran- desses novos membros” (p. 23). que
somente o pastor da igreja é capacita- demente negligenciado. Com respei- Embora as atividades de lideran- bém
do para o pastoreio do rebanho; o des- to ao pastoreio do ancião, o Guia Para ça espiritual e supervisão geral no tem- te p
conhecimento do ministério de todos Anciãos faz a seguinte descrição: “Sendo plo sejam importantes, o ancião deve ir ❖❖ Com
os crentes, conforme é apresentado nas copastores (1Pe 5:1, 2), dentro do tempo mais além. Fazendo uso dos dons que pós

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o
Deus lhe deu, ele deve pastorear os de auxiliá-lo no pastoreio de oito a com essas famílias, externando sua
membros de sua igreja em seus lares. dez famílias da igreja (dependendo satisfação por elas e preocupações
Isso implica cuidado, aconselhamento, do número de membros da igreja) por suas necessidades espirituais,
processo de discipulado. Assim ele edi- pelo período de um ano. Trabalhan- bem como seu envolvimento na
fica e salva pessoas. do com esse número de famílias, você missão.
No entanto, apesar disso, uma “re- poderá acompanhar melhor o cresci- ❖❖ Diariamente, dedique tempo para
volução” está em movimento, pois mento espiritual delas e terá a opor- orar pela igreja de Deus e as pesso-
um crescente número de anciãos tem tunidade de, durante o ano, visitá-­las, as de sua rede de pastoreio.
buscado compreender o chamado no mínimo, quatros vezes em suas re- ❖❖ Procure manter sua comunhão diária
de Cristo para cuidar do Seu rebanho. sidências para guiá-las na vida espiri- com o Senhor através da oração, es-
Pedro escreveu: “Pastoreai o rebanho tual, ouvir suas histórias e orar com e tudo da Palavra, testemunho pessoal,
de Deus que há entre eles, não por por elas. a fim de que Deus cuide de Seu re-
constrangimento, mas espontanea- ❖❖ Se você ainda não tem a experiência banho por meio de você. O princi-
mente, como Deus quer; nem por sórdi- prática do pastoreio, solicite ao seu pal objetivo do nosso pastoreio é
da ganância, mas de boa vontade; nem pastor que lhe dê algumas orienta- conduzir as pessoas a Cristo. Por isso,
como dominadores dos que lhes foram ções de como visitar essas famílias. compartilhe o evangelho por meio
confiados, antes, se tornando para eles, Três aspectos importantes: (a) Bus- de estudos bíblicos.
modelo do rebanho” (1 Pe 5:2, 3). Essa que na memória aquela visita que ❖❖ Ao pastorear, evite se envolver em fa-
consciência proporciona ao ancião dois um dia o pastor lhe fez e que você latórios desnecessários e críticas. Não
aspectos importantes: sua ação no pas- apreciou muito. Faça o mesmo ao vi- tome partido. A regra de perdoar,
torado da igreja (ele é auxiliar do pastor sitar. (b) Ao pastorear as pessoas, é amar e suportar uns aos outros deve
distrital) e o envolvimento ativo na mis- fundamental ouvir mais do que falar. sempre acompanhar você. Lembre-
são de pastorear o rebanho de Deus. Ouça suas respostas para as pergun- se de que o modelo é Cristo, e todos
Sob a unção do Espírito, ele avança con- tas: onde nasceram? Como se torna- nós devemos buscar ser mais seme-
fiante de que a verdadeira recompensa ram adventistas? Onde se casaram? E lhantes a Ele (Hb 12:1-3).
de seu pastoreio ao rebanho não vem outras. Leia um texto bíblico, contex- ❖❖ Pastoreie com o seu pastor. Caso
dos aplausos humanos, mas do “Supre- tualizando o momento ou um texto perceba situações de maior cuida-
mo Pastor” que lhe dará a “imarcescível de preferência da família. Ore em fa- do, convide seu pastor para acom-
coroa da glória assim que Ele Se mani- vor de um pedido especial da família. panhá-lo na visita.
pastor festar” nas nuvens com poder e grande (c) Ao visitar pessoas acamadas, você ❖❖ Se, através de seu pastoreio, algo ex-
os nu- glória (1Pe 5:4). poderá ouvir seus relatos, cantar hi- traordinário acontecer a essas pesso-
oreio] nos da preferência delas, ler a Bíblia e as, lembre-se de que é Deus que está
s têm DICAS IMPORTANTES orar com elas. agindo em favor delas por seu inter-
mbros Muitos anciãos, em seu dia a dia, ❖❖ No pastoreio, você conquistará a médio. Portanto, glorifique a Ele por
oram principalmente os recém-nomeados confiança do rebanho. Seja digno tornar você uma bênção.
e por para o cargo, se perguntam: Como ser dessa confiança. A confidência é ele- Por último, convém não esquecer
as. Os mais útil a Deus e à Sua igreja? Como mento fundamental no pastoreio. que o ancião de igreja que faz do pas-
neces- ajudar meu pastor a cuidar do rebanho? Preserve isso. toreio de Cristo sua prioridade, desco-
o, tais Por onde devo começar? Como posso ❖❖ Estabeleça uma agenda pessoal de brirá que o Supremo Pastor estará com
s aca- ser um ancião copastor? visitação. Dedique pelo menos uma ele no cumprimento de seu ministério
volver Algumas dicas podem ajudar: hora semanalmente para visitar as como copastor.
s para ❖❖ Ore a Deus pedindo orientação so- pessoas de sua rede de pastoreio (sá- E agora? O que falta para você co-
ulado bre o assunto do pastoreio, a fim de bado à tarde, no domingo antes do meçar a pastorear?
que Ele o capacite a amá-­Lo e tam- culto, noites da semana. Sempre que
deran- bém as pessoas (faça isso diariamen- for possível, leve sua esposa, um diá-
o tem- te por duas semanas). cono ou diaconisa).
Edimar Sena Oliveira
Cedida pelo autor

deve ir ❖❖ Compartilhe com seu pastor o pro- ❖❖ Por ocasião dos cultos e eventos da
Pastor distrital
ns que pósito do seu coração e seu desejo igreja, procure ter breves contatos em Tatuí, SP

 Revista do Ancião 31

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EVANGELISMO

Coordenador A pe
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de interessados depa
da ig

32 jul l ago l set 2019 

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O
evangelismo integrado é um 1. Os nomes adquiridos em ca-
A peça-chave sistema de interação eclesi- da departamento da igreja devem ser
de interligação ástico que visa canalizar todo classificados pelo coordenador de in-
o potencial da igreja para o desenvol- teressados que deve efetuar o atendi-
missionária dos vimento da obra missionária. Em outras mento posterior o mais rápido possível,
departamentos palavras, para o cumprimento final da através de visita pessoal, mensagens
da igreja missão dada por Cristo a Seus discípu- por e-mails, contato telefônico, carta,
los há dois mil anos (Mt 24:14; 28:19, 20), ou outro meio disponível. Não deve ha-
é necessária uma integração milimetri- ver negligência no atendimento poste-
camente coordenada, como em uma rior ao interessado.
engenharia de precisão, de todas as 2. A recepção da igreja e o coorde-
partes que compõem a igreja de Deus. nador de interessados devem organizar
No contexto adventista da Amé- semanalmente uma lista com o nome
rica do Sul, e especificamente a par- das pessoas que visitam a igreja.
tir de 1999, a igreja assumiu o conceito 3. O coordenador de interessados
de evangelismo integrado, no formato deve apresentar um relatório mensal
macro, com o objetivo de alcançar uni- à comissão e à igreja referente ao nú-
formemente a igreja local. Nesse sentido, mero de interessados atendidos por
o Livro de Regulamentos Eclesiástico- meio das frentes missionárias. A lista
Administrativos da Divisão Sul-America- de interessados deve ser objeto de ora-
na da Associação Geral dos Adventistas ção em todos os momentos de oração
do Sétimo Dia, define como propósito intercessora.
número um de evangelismo: “promo- 4. Após o devido cadastro, o si-
ver o evangelismo integrado”.1 te Escola Bíblica Novo Tempo deve ser
Dentro dessa perspectiva, e sob a consultado semanalmente para atua-
necessidade de unificação de todos os lização dos interessados da geografia
departamentos da igreja local, que é a do distrito. Ver: http://novotempo.com/
linha de frente, em uma interface com a escolabiblica/contato/.
comunidade, o coordenador de interes- 5. Desenvolver o GERI (Grupo Es-
sados é uma peça-chave. É ele que orga- pecial de Revisão dos Interessados)
niza os nomes de todos os interessados na igreja local e reunir a liderança da
obtidos pela igreja em todas as suas igreja mensalmente para que os no-
frentes missionárias2, assegurando que mes dos interessados sejam continu-
“cada interessado seja pessoal e pron- amente revisados.
tamente acompanhado por membros 6. O diretor de Ministério Pessoal,
leigos designados para isso”.3 O coorde- juntamente com a liderança da igreja
nador de interessados é ainda um auxi- e o pastor distrital devem motivar e ca-
liar no recrutamento e qualificação de pacitar mensalmente os membros, dis-
membros para a realização da missão.4 tribuindo o nome dos interessados,
Em justaposição a essa ideia, que ensinando a fazer visitas e dar estudos
converge para a importância capital bíblicos.
do coordenador de interessados no 7. O coordenador de interessados
processo de evangelismo, seguem al- deve estar em constante contato com
gumas sugestões práticas para a efe- os líderes de pequenos grupos, classes
© Andrey Popov / Adobe Stock

tivação do atendimento das pessoas bíblicas e recepção para o compartilha-


que estão em processo de conversão e mento de informações referentes ao
discipulado.5 atendimento dos interessados.

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P4 39833 – Revista do Ancião 3º Trim 2019 Designer Editor(a) Coor. Ped. C. Q. R. F. Custos
+CRM
6. Atendimento
QS1 LISTA DE INTERESSADOS 1. Pequeno Grupo
2. Classe Bíblica
3. Interesse 3. Duplas Missionárias
1. Nome 2. Origem 4. Discipulador(a) 5. Contato 4. Evangelismo Público
A B C 5. Desbravadores

1
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2

3
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5
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que
A LISTA DE INTERESSADOS e que cuidará dele, até que ele se torne
Associação Norte do Pará+CRM•QS1 • COORDENADOR DE INTERESSADOS
mantém a pulsação cardíaca neces- T
A lista do diagrama acima foi de- um discípulo. sária para o aquecimento e sobrevi-
senvolvida para atender de forma Coluna 5: Contato: especifica a fer- vência do resgatador, a vida espiritual
pormenorizada os interessados que es- ramenta de comunicação que viabiliza de cada membro da igreja está direta-
tabelecem contato com a igreja local. a melhor interação entre a igreja, o in- mente ligada ao planejamento e efe-
Ela é caracterizada e subdividida da se- teressado e o discipulador. Ex.: telefone, tivação da missão, e a premissa básica
guinte forma: celular, whatsApp, e-mail, entre outros. é salvar para ser salvo.7 Sob essa pers-
Coluna 1: É referente ao nome do Coluna 6: Atendimento: caracteriza pectiva, o coordenador de interessa- S
interessado. as frentes missionárias disponíveis pa- dos é como um excelente estetoscópio A
Coluna 2: Descreve como esse inte- ra o atendimento ao interessado. Esse ou, em algumas situações extremas, um ram
ressado teve o primeiro contato com a é um quesito que exige muita aten- desfibrilador cardíaco-missionário, que mes
igreja: amigos, rádio, TV Novo Tempo, li- ção, e não deve ser negligenciado. As- monitora a pulsação da igreja, manten- rele
teratura, feira de saúde, desbravadores, sim que o interessado for identificado, do e apresentando um relatório sobre
ASA, escola adventista, pequeno grupo, deve ser acolhido com prontidão por o número de interessados recebidos e R
colportagem, escola sabatina, familia- um dos meios mencionados na parte atendidos8 e tornando-se a peça-chave 1
res, internet, etc. superior da coluna. que interliga de maneira missionária to- text
Coluna 3: Classifica o interessado dos os departamentos da igreja. ção
por nível de interesse: Nível A: frequenta CONCLUSÃO D
Referências
a igreja e não há impedimento para ser O evangelismo, em suas várias 1. Regulamentos Eclesiástico-Administrativos (ed. 2019), p. 437. estil
2. Manual da Igreja (ed. portuguesa 2008), p. 100, 101.
batizado; Nível B: frequenta a igreja e frentes, é o eixo gravitacional de mo- 3. Manual da Igreja (ed. 2015), p. 136. soam
4. Ibid, p. 89.
possui algum tipo de impedimento. bilização da igreja, e a primeira respon- 5. Essa parte do artigo tem por base o projeto de orientações fam
para o coordenador de interessados, desenvolvido por Paulo
Ex.: trabalha aos sábados, ou não é sabilidade de uma liderança eclesiástica Silva Godinho e disponível em: http://bit.ly/2VBCjzP. está
6. Manual da Igreja, p. 132.
casado legalmente; Nível C: frequenta local é desenvolver “um plano de disci- 7. Ellen G. White, Serviço Cristão, p. 70. Disponível em: http://bit. J
ly/resgatenaneve.
a igreja apenas em datas especiais, pulado ativo”.6 Em outras palavras, co- 8. Manual da Igreja, p. 89. ção
apresentando pouco interesse. Ele vai à mo na analogia de um soldado que, sequ
igreja, conhece a liturgia e dela participa, sob um frio intenso de -40°C, arrasta um R
mas ainda reluta com a decisão. companheiro quase a morrer para salvar pod
Cedida pelo autor

Coluna 4: Discipulador: é a pessoa o outro e a si mesmo do congelamento Flávio Pereira da Silva Filho P
que está acompanhando o interessado mortal, já que o esforço empreendido Pastor distrital em Piedade, SP

34 jul l ago l set 2019 

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RECURSOS

Música na Igreja – Casa Publicadora Brasileira, 2019, 189 p.

Sobre o autor
Daniel Oscar Plenc é argentino. Doutor em Teologia. Tem atuado como profes-
sor, pesquisador e coordenador de teses na Universidade Del Plata, na Argentina.
É autor de 11 livros e tem vários artigos publicados. Ele também atua como diretor
do Centro de Pesquisa Ellen G. White, na Universidade Adventista Del Plata.

Ministério da Música
Um dos temas mais sublimes, mas também mais preocupantes é a música.
Ao longo dos anos, a música tem sido objeto de muita discussão e debate nas igre-
jas. Como adventistas, também estamos inseridos nesse contexto. E um aspecto
importante diz respeito à distinção entre o sagrado e o profano. Este livro faz uma
significativa contribuição para se estabelecer princípios relacionados ao uso da música nos cultos e reuniões.
A pesquisa do autor é relevante, porque fundamenta seus argumentos na Escritura Sagrada, nos escritos de Ellen G.
White e nos documentos oficiais da igreja. Sem dúvida, nesse livro, você encontrará princípios inspirados por Deus que
estabelecerão diretrizes para que a adoração e o louvor a Deus sejam mais autênticos. Afinal, “Deus é espírito; e importa
que os Seus adoradores O adorem em espírito e em verdade” (Jo 4:24).
neces- Trata-se de uma obra extraordinária sobre esse tema tão discutido em nossas igrejas.
brevi-
piritual
direta-
e efe-
básica O Altar da Família – Casa Publicadora Brasileira, 2019, 204 p.
pers-
eressa- Sobre os autores
scópio Antonio Amorim e Irene Amorim são licenciados em Teologia, e ambos tive-
as, um ram rica experiência como missionários, por sete anos, na Guiana Francesa. Ele é
o, que mestre em Educação, com especialização em Orientação Familiar. Irene acumula
anten- relevante experiência em Capelania e ensino em várias instituições adventistas.
sobre
idos e Restauração da comunhão com Deus
chave 1 Reis 18:30 diz: “Elias restaurou o altar do Senhor, que estava em ruínas.” O con-
ria to- texto imediato é a descrição de um dos períodos de apostasia de Israel. A adora-
ção a deuses pagãos era a causa predominante.
De fato, como família adventista, estamos inseridos em uma sociedade cujo
. 437. estilo de vida conspira contra a devoção familiar. Conceitos e ensinos estranhos
soam de todas as direções para fragilizar a espiritualidade de crianças e adolescentes. É nesse contexto que entra o culto
ações familiar. Lamentavelmente, como nos tempos do profeta Elias, em muitos lares adventistas, o altar da devoção espiritual
or Paulo
está em ruínas. A adoração ao verdadeiro Deus tem sido sufocada pelas coisas seculares.
tp://bit. John Youngberg afirma: “A restauração da união familiar dos cristãos com Deus é um fator fundamental na prepara-
ção para a vinda de Jesus. A reforma espiritual da igreja somente é possível pela reforma espiritual dos lares cristãos, con-
sequência das reformas individuais.”
Reconstruir e solidificar o “altar da família” é uma necessidade urgente, e este livro é um poderoso instrumento que
pode ajudar sua família nesse processo.
Cedida pelo autor

Portanto, adquira já o seu!

Revista do Ancião 35

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P4 39833 – Revista do Ancião 3º Trim 2019 Designer Editor(a) Coor. Ped. C. Q. R. F. Custos
PROGRAMA 2019
COMUNICAÇÃO
DIVISÃO SUL-AMERICANA

20 Semana de Oração JA
JULHO
27 Semana de Oração JA

AGOSTO 24 Projeto “Quebrando o Silêncio”

14 Dia Mundial do Desbravador


SETEMBRO 21-28 Semana da Esperança/Evangelismo de Colheita e
Batismo da Primavera

OUTUBRO 19 Dia do Pastor e das Vocações Ministeriais

DEZEMBRO 14 Programa “Mutirão de Natal”

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