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Conceitos Gerais em Estruturas

Msc. Eng. Bruno Tasca de Linhares


Universidade do Oeste de Santa Catarina
Condições de Equilíbrio
Ø Para uma estrutura plana estar em equilíbrio estático, ou seja, para garantir-
Conceitos
se que a estrutura esteja em repouso, deve-se cumprir as condições:

Esforços

= . =0 Soma de forças em x igual a zero

= . =0 Soma de forças em y igual a zero

= .α = 0 Soma de momentos em torno de um ponto igual a zero,


lembrando que M=F.d

Msc. Eng. Bruno Tasca Equilíbrio estático


de Linhares
Vínculos no Plano
Ø Considerando estruturas planas, os vínculos podem ser:
Conceitos

Esforços

Restrições no plano – apoios de primeira ordem

Restrições no plano – apoios de terceira ordem

(engaste)

Restrições no plano – apoios de segunda ordem

Msc. Eng. Bruno Tasca


de Linhares
Vínculos no Plano
• Considerando estruturas planas, os vínculos podem ser:
Conceitos

Esforços

Articulação – restrição em x e y

Roletes – restrição apenas em y


Engaste – restrição em x e y e giro

Msc. Eng. Bruno Tasca


de Linhares
Apoios
Conceitos

Esforços

Apoio de Neoprene – apoio de segunda ou


primeira ordem

Msc. Eng. Bruno Tasca Rolete de aço – apoio de primeira ordem


de Linhares
Apoios
Conceitos

Esforços

Ligação engastada

Msc. Eng. Bruno Tasca


de Linhares Ligação engastada
Vínculos
Ø Vínculos são representações gráfico/matemáticas dos apoios reais definidos
Conceitos entre os elementos de uma estrutura.

Esforços
Ø Restringe apenas 1 movimento à

Roletes de aço
Vínculo de 1º Ordem

Ø Restringe 2 movimentos à

Vínculo de 2º Ordem
Apoio console pilares

Ø Restringe 3 movimentos à

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Msc. Eng. Bruno Tasca Engaste (3º Ordem)
de Linhares Pilar engastado à base
Estruturas Hipo, Iso e Hiperestáticas
Conceitos a) Estruturas Hipostáticas:

Esforços
Ø São estruturas não estáveis, não possuem equilíbrio estático, têm algum
movimento não restringido;

Ø Possuem nº de reações de apoio inferior ao nº de equações de equilíbrio;

3 Equações de Equilíbrio:

= . =0

= . =0
Estrutura hipostática – movimento horizontal não restringido
= .α = 0

8 Estrutura hipostática – movimento horizontal não restringido


Msc. Eng. Bruno Tasca
de Linhares
Estruturas Hipo, Iso e Hiperestáticas
Conceitos b) Estruturas Isostáticas:

Esforços
Ø São estruturas estáveis;

Ø Possuem nº de reações de apoio igual ao nº de equações de equilíbrio;

3 Equações de Equilíbrio:

= . =0
Estrutura isostática – movimentos restringidos
= . =0

= .α = 0

Estrutura isostática – movimentos restringidos

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Msc. Eng. Bruno Tasca
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Estruturas Hipo, Iso e Hiperestáticas
Conceitos c) Estruturas Hiperestáticas:

Esforços
Ø São estruturas estáveis;

Ø Possuem nº de reações de apoio maior ao nº de equações de equilíbrio;

Ø Maioria das estruturas existentes.

3 Equações de Equilíbrio:

Estrutura Hiperestática
= . =0

= . =0

= .α = 0

Pórtico
10 Hiperestático
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Concreto Armado
Flexão - cargas de Serviço (Estado Limite de Serviço)
Conceitos
Ø Concreto trabalhando em tração e compressão (Estádio I) + aço trabalhando
Esforços
Esforços em tração (ambos sob tensões elásticas)

Ø Concreto trabalhando em compressão apenas (Estádio II) + aço trabalhando


em tração (ambos sob tensões elásticas) - concreto fissurado.

Flexão - cargas de Cálculo (Estado Limite Último)

Ø Concreto trabalhando em compressão sob suatensão útima de ruptura (Estádio


III) + aço trabalhando em tração (sob tensão de tração plástica ou elástica)

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Msc. Eng. Bruno Tasca
de Linhares Flexão pura: compressão na borda superior; tração, na borda inferior
Concreto Armado
Funcionamento à Flexão Pura
Conceitos

Esforços
Esforços Ø Grosso modo, o dimensionamento em flexão pura resulta de um
equilíbrio de forças últimas resistentes dos materiais (concreto e aço)

Ø Ambos os materiais reagem à ação externa, com suas capacidades


últimas (Forças Resistentes Últimas) - tensão de ruptura do concreto e
escoamento do aço

Equilíbrio de Forças Resistentes Últimas para dimensionamento à Flexão 12


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Estádio III - Domínios

Conceitos

Esforços
Esforços

Domínios de deformação do Estádio III (NBR 6118:2014)

Onde (para fck ≤ 50MPa):

- d = altura útil da armadura passiva inferior; d’ = altura útil da armadura superior;

- εyd = deformação de escoamento da armadura (CA50; =2,07 ‰);

- εc2=2‰; εcu=3,5‰ - deformações de ruptura centrada e em flexão, respectivamente

- h = altura da seção transversal


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Estádio III - Domínios
Domínios:
Conceitos
Ø Reta a - tração uniforme

Ø Domínio 2 - flexão simples ou composta. Sem ruptura do concreto (εc ≤ 3,5‰) e


Esforços
Esforços
máxima deformação do aço (εs = 10‰). Peça subarmada

Ø Domínio 3 - flexão simples ou composta. Ruptura do concreto (εc = 3,5‰) e


escoamento do aço (εs ≥ εyd ). Peça normalmente armada

Ø Domínio 4 - flexão simples ou composta. Ruptura do concreto (εc = 3,5‰) e aço em


tração em regime elástico (εs < εyd ). Peça superarmada

Ø Domínio 4a - flexão-compressão com ambas as armadura comprimidas

Ø Domínio 5 - flexo-compressão, com ambas armadura comprimidas, com linha neutra


fora da seção

Ø Reta b - compressão uniforme

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Concreto Armado
Funcionamento à Flexão Pura
Conceitos

Esforços
Esforços

Esforço de Flexão

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Msc. Eng. Bruno Tasca Funcionamento à Flexão
de Linhares
Concreto Armado
Funcionamento a Corte
Conceitos

Esforços
Esforços Ø Treliça Generalizada de Morsch
(1909) - admite-se que o
esforço cortante é resistido por
uma treliça fictíca

Funcionamento ao Corte (Bielas e Tirantes)

Ø Os elementos comprimidos da treliça (diagonais e banzos) são


representados por bielas de concreto

Ø Os elementos tracionados da treliça (diagonais e banzos) são


representadas por tirantes de aço (estribos e armadura longitudinal)

Ø Estribos - armaduras normalmente verticais para absorver a tração das


diagonais tracionadas no Modelo de Morsch
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Msc. Eng. Bruno Tasca
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Concreto Armado
Funcionamento a Corte
Conceitos

Esforços
Esforços Ø O esforço de corte produz duas
tendências motivadas por tensões:
deslizamento das “lâminas
longitudinais” e cisalhamento
(separação) transversal das seções

Efeitos das tensões de corte – deslizamento

Efeitos das tensões de corte – deslizamento

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Msc. Eng. Bruno Tasca Efeitos das tensões de corte – cisalhamento entre as seções
de Linhares
Concreto Armado
Funcionamento a Corte
Conceitos

Esforços
Esforços

Fissuras a 45º nos apoios em Viga por deficiência de armadura de corte (estribos)

Ø Estribos - armaduras que “costuram” a tendência à fissuração por


conta das tensões de tração nos tirantes do Modelo de Treliça

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Msc. Eng. Bruno Tasca
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Concreto Armado
Funcionamento a Esforços Axiais
Conceitos

Compressão Simples
Esforços
Esforços
Ø Critério de Ruptura - deformação de
encurtamento de 2‰ (2mm para cada
1000mm)

Ø A resistência à compressão é determinada


Ensaio de Compressão Centrada
por ensaios paronizados - corpos de prova
cilíndricos (Φ10cm por L=20cm), rompidos
após cura de 28 dias

Ø Convém destacar - não existe compressão


pura na realidade, toda carga axial terá
alguma excentricidade, ao menos
construtiva
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Concreto Armado
Funcionamento a Esforços Axiais
Conceitos

Tração Simples
Esforços
Esforços
Ø Critério de Ruptura - deformação de alongamento do aço de 10‰
(10mm para cada 1000mm)

Ø O concreto encontra-se fissurado e não contribui à resistência

Ø Convém destacar - não existe tração pura na realidade, toda carga axial
terá alguma excentricidade, ao menos construtiva

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Msc. Eng. Bruno Tasca
de Linhares Estacas: elementos sujeitos à tração e compressão
Concreto Armado
Funcionamento a Flexo-Compressão
Conceitos

Flexo-Compressão Simples
Esforços
Esforços
Ø Situação em que um elemento está sujeito a um esforço axial e a um
momento fletor aplicado em apenas um de seus eixos

Ø Caso em que a força axial tem apenas uma excentridade em relação ao


centro geométrico da seção transversal (c)

Ø Caso típico de pilares de borda e vigas protendidas

Flexo-Compressão Normal 21
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Concreto Armado
Funcionamento a Flexo-Compressão
Conceitos

Flexo-Compressão Oblíqua
Esforços
Esforços
Ø Situação em que um elemento está sujeito a um esforço axial e dois
momentos fletores, um cada um dos seus eixos

Ø Caso em que a força axial tem duas excetricidades (ex e ey) em relação ao
centro geométrico da seção transversal (C)

Ø Caso típico de pilares de canto

Ø Tratamento matemático complexo

Flexo-Compressão Oblíqua

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Concreto Armado
Funcionamento a Flexo-Compressão
Conceitos

Esforços
Esforços

Flexo-Compressão Pilares 23
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Concreto Armado
Funcionamento da Torção
Conceitos

Ø Situações de marquises, vigas de apoio de balanços, apoios de vigas


Esforços
Esforços
sobre vigas

Ø A Torção tem desenvolvimento complexo de tensões na seção transversal


retangular

Ø Para concreto armado, o efeito da torção é somado ao efeito do corte,


para definição dos estribos

Torção Torção 24
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Concreto Armado
Funcionamento da Torção
Conceitos

Ø Vigas balcão também são casos de elementos estruturais sujeitos a torção


Esforços
Esforços

Viga balcão

Ø Carga Vertical - momento fletor +


esforço cortante + torção

Ø Notar o giro da seção transversal em


seu próprio eixo
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Msc. Eng. Bruno Tasca Giro da seção transversal – Viga Balcão
de Linhares
Concreto Armado
Funcionamento da Torção
Conceitos

Ø Vigas balcão - torção


Esforços
Esforços

Viga balcão – Museu Iberê Camargo (Porto Alegre)

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Msc. Eng. Bruno Tasca
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Concreto Armado
Funcionamento da Torção
Conceitos

Ø Vigas balcão - tendência à torção


Esforços
Esforços

Viga balcão – vigas de varanda curvas

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Concreto Armado
Armaduras Tradicionais – flexão + corte (e/ou torção)
Conceitos

Esforços
Esforços

Armaduras para vigas de concreto armado

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Msc. Eng. Bruno Tasca
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Concreto Armado
Vigas em Balanço
Conceitos

Ø Balanço - inversão
Esforços
Esforços
dos esforços

Vigas em balanço: tração na borda superior; compressão na inferior

Armadura Superior Principal


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Msc. Eng. Bruno Tasca
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Concreto Armado
Vigas em Balanço
Conceitos

Ø Balanço - inversão dos esforços


Esforços
Esforços

Relação econômica de vãos para balanços Para momento fletor negativo = momento fletor positivo

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Concreto Armado
Vigas em Balanço
Conceitos

Esforços
Esforços

Armadura Negativa – Vigas em Balanço

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Msc. Eng. Bruno Tasca Detalhes Armadura Viga em Balanço
de Linhares
Concreto Armado
Vigas Contínuas
Conceitos

Ø Vãos - compressão na borda superior; tração na borda inferior


Esforços
Esforços
Ø Apoios - compressão na borda inferior; tração na borda superior

Ø Vigas Contínuas - esforços menores que os das vigas biapoiadas

Ø Deslocamentos - menores que os das vigas biapoiadas

Ø Distribuição de momentos fletores - apoios e vãos

Vigas Contínuas

Diagrama de Momentos Fletores 32


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Concreto Armado
Vigas Contínuas
Conceitos

Ø Diminuição dos deslocamentos e momentos fletores


Esforços
Esforços
Ø Perceber o levantamento do vão à esquerda devido às flexões aplicadas
aos dois vãos da direita (distribuição das flexões)

Distribuição dos momentos fletores em vigas contínuas


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