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COMO USAR ESTE PROTOCOLO

Este protocolo tem a finalidade de ser utilizado como material didático de apoio, no desenvolvimento de conhecimentos e
habilidades para o manejo de condições de saúde sensíveis ao cuidado farmacêutico. Este material não tem o objetivo
de substituir fontes mais completas de consulta, como guias de prática ou diretrizes clínicas, que devem ser conhecidas
pelos profissionais.
Os autores deste documento empenharam seus melhores esforços para assegurar que as informações apresentadas
estejam em acordo com os padrões aceitos à época da publicação, e todos os dados foram atualizados pelos autores até
a data de sua entrega. Entretanto, recomendamos enfaticamente que os leitores consultem sempre outras fontes
fidedignas, de modo a se certificar de que essas informações estejam corretas e atualizadas. Recomendamos que este
protocolo não seja utilizado como única fonte de consulta.
Os autores procuraram citar adequadamente e dar o devido crédito a todos os detentores de direitos autorais de
qualquer conteúdo citado neste documento, dispondo-se a possíveis correções posteriores caso, inadvertida e
involuntariamente, a identificação de algum deles tenha sido omitida.
APRESENTAÇÃO DO PROBLEMA
A tosse é o sintoma mais comum do trato respiratório, sendo uma das queixas mais presentes nos serviços de saúde. A
tosse é comumente associada a infecções do trato respiratório superior e normalmente autolimitada, apresentando
resolução espontânea em duas semanas quando na sua forma aguda. A tosse é um dos mecanismos de depuração para
proteção das vias aéreas com relação à entrada de partículas procedentes do meio externo. Ela decorre da estimulação
de um sistema arco reflexo complexo, que é iniciado pela irritação dos receptores da tosse (químicos e mecânicos), que
existem no epitélio da laringe e da árvore brônquica proximal.
A classificação da tosse é feita de acordo com o tempo de duração, aguda (< 3 semanas) subaguda (3 – 8 semanas) e
crônica (> 8 semanas).

ACOLHIMENTO DA DEMANDA
No acolhimento o primeiro passo é escutar e compreender a demanda do paciente. Acolher bem inclui um local
adequado que garanta privacidade e comodidade. Nesse momento é ideal que o farmacêutico apresente o propósito da
consulta a fim de compartilhar com o paciente o que está planejado para acontecer durante o atendimento. Na
abordagem ao paciente com azia o farmacêutico deve sempre se mostrar acessível e solidário, com linguagem prática e
de fácil compreensão, transmitindo ao paciente naturalidade e conforto quanto ao problema de saúde autolimitado.
ANAMNESE
No processo de anamnese, o farmacêutico deve coletar informações que auxiliem na identificação e diferenciação entre
problemas de saúde autolimitados que são passíveis de manejo pelo farmacêutico e outras condições clínicas com maior
gravidade, que necessitarão de encaminhamento a outro profissional ou serviço de saúde.
Para a interpretação dos sintomas do paciente é importante caracterizar a sua queixa com relação ao tempo de início,
frequência e duração, localização, característica, gravidade, ambiente, fatores que agravam ou que aliviam e sintomas
associados e uso de medicamentos prévios. Além disso, nesse momento pode ser importante a avaliação física e a
aferição de parâmetros objetivos, bioquimicos e/ou fisiológicos.
Sinais e sintomas característicos da tosse:
A tosse é considerada "produtiva” quando é acompanhada por expectoração (expulsão de secreção), e pode ser
considerada “eficaz”, quando as secreções são facilmente expelidas, ou então “ineficaz”, quando as secreções são
difíceis de expulsar. A tosse produtiva é benéfica, na medida em que impede a obstrução do trato respiratório. Assim,
deve ser encorajada e não deve ser realizada nenhuma tentativa de suprimi-la.
A tosse é considerada seca quando não existe a produção de secreção, normalmente é causada por estímulos irritantes.
As complicações associadas incluem:
1
 Exaustão, insônia, dor musculoesquelética, rouquidão, transpiração excessiva e incontinência urinária.
As possíveis causas da tosse são:

 Asma, bronquite, doença do refluxo gastresofágico, doença pulmonar obstrutiva crônica, infecções virais,
insuficiência cardíaca, laringite, pneumonia, resfriado comum/gripes, medicamentos como IECA, tabagismo,
rinite alérgica, rinossinusite aguda e crônica, exposição à alérgenos ou irritantes.

Quadro 1 Mecanismos de estímulos dos receptores da tosse.

Mecanismos químicos (gases) Mecanismos térmicos (ar frio, mudanças bruscas de temperatura)

Mecanismos mecânicos (secreções, corpos estranhos) Mecanismos inflamatórios (asma, fibrose cística)

SITUAÇÕES DE ALERTA PARA ENCAMINHAMENTO


O farmacêutico deve estar atento para descartar condições de maior gravidade, de acordo com os sinais e sintomas de
alerta e as situações que excluam o tratamento com medicamentos isentos de prescrição, nesses casos a conduta do
farmacêutico deve ser o encaminhamento.

 Tosse subaguda (3-8 semanas) e crônica (>8 semanas)


 Tosse associada à dispepsia, dor no peito e rouquidão
 Tosse com secreção excessiva, aspecto purulento, fétido e/ou presença de sangue
 Tosse com secreção de aspecto amarelo-esverdeado
 Tosse associada a febre acima de 38°C, persistente por período superior a 24 horas, mesmo sob tratamento
 Tosse seca noturna crônica
 Tosse crônica, associada a sibilância ou chiado
 Ausência de melhora após 7-10 dias em terapia com medicamentos
 Crianças com idade inferior a 2 anos
 Idosos com idade superior a 75 anos ou em situação de fragilidade

PLANO DE CUIDADO
A partir da análise das informações coletadas, o farmacêutico, excluindo os casos de encaminhamento identificados na
anamnese farmacêutica, deve proceder à seleção de condutas e elaboração de seu plano de cuidado, de forma
compartilhada com o paciente, a fim de atender as suas necessidades e problemas de saúde.
O plano de cuidado do paciente envolve a seleção de condutas para promover o alívio dos sintomas da tosse, reduzir o
número e gravidade dos episódios de tosse, prevenir complicações e promover o uso seguro e efetivo de produtos
específicos. O plano contém as ações pactuadas entre o paciente e o farmacêutico, embasadas nas melhores evidências
disponíveis, e de forma coordenada com o restante da equipe de saúde envolvida no cuidado.
A abordagem terapêutica inicial inclui a discussão de intervenções não farmacológicas associadas ao tratamento
farmacológico.
No caso da tosse crônica ou sinais e sintomas de alerta, os pacientes devem ser encaminhados a um serviço de saúde
ou outros profissionais.
O objetivo do tratamento da tosse é o alívio dos sintomas da tosse, reduzir o número e gravidade dos episódios de tosse,
prevenir complicações e promover o uso seguro e efetivo de produtos específicos.

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Tratamento não farmacológico
Medidas de tratamento não farmacológicas auxiliam no alívio dos sintomas e melhoram a qualidade de vida do paciente.
De um modo geral, as medidas não farmacológicas podem ser adotadas associadas ao tratamento farmacológico.

Quadro 2 Tratamento não farmacológico da tosse.

Conduta Justificativa/Comentários

Mel Apresenta efeito positivo no alívio da tosse noturna, com baixo potencial de risco
para crianças com mais de um ano. Deve apenas ser evitado em crianças
menores que esta idade devido ao risco de botulismo.

A Organização Mundial da Saúde e a Associação Americana de Pediatria


sugerem como um potencial tratamento em crianças pequenas acima de um ano
(0,5 a 1 colher de chá [2,5 a 5 mL], conforme necessário).

Hidratação oral A ingesta hídrica de cerca de 1,5-2 litros de água por dia pode auxiliar na
hidratação pulmonar e consequente formação e expulsão de muco, trazendo alívio
de sintomas e redução no tempo de duração deles.

Elevação da cabeceira A elevação da cabeceira da cama pode auxiliar em casos de tosse produtiva na
da cama expectoração do muco (opinião de especialistas).

Fluidos quentes Fluidos quentes (por exemplo, chá, sopa) auxiliam no alívio da tosse (opinião de
especialistas).

Limpeza nasal Em crianças, a limpeza adequada é recomendada para redução de incômodo.

Fonte: Adaptado de “Guia de Prática Clínica: Sinais e Sintomas Respiratórios: Tosse”, CFF, in prelo.

Tratamento farmacológico

A decisão do emprego da farmacoterapia pelo farmacêutico deve estar apoiada na Resolução do CFF nº 585, de 29 de
agosto de 2013 e nº 586, de agosto de 2013, nos limites da Lista de Medicamentos Isentos de Prescrição (LMIP) e nas
apresentações disponíveis no mercado brasileiro, assim como as suas alterações.

Os medicamentos isentos de prescrição para o tratamento da tosse são: antitussígenos/sedativos da tosse,


expectorantes, mucolíticos e em casos de tosse aguda ou subaguda com etiologia alérgica anti-histamínicos.

Quadro 3 Informações sobre os medicamentos utilizados no tratamento da tosse aguda.

MONOTERAPIA TOSSE SECA

Fármaco Dose e Administração Considerações

Antitussígenos

Contraindicado: Pacientes portadores de uma arritmia


Solução oral 60 mg/ml
rara, conhecida como síndrome congênita do QT
Crianças de 2-3 anos: 10 gotas, 3 x/dia.
Clobutinol Longo; Crianças com idade inferior a 2 anos.
Crianças de 3-6 anos: 10 a 15 gotas, 3x/dia.
Situações especiais: Pacientes com insuficiência
Crianças de 6-12 anos: 15 a 20 gotas, 3x/dia
renal, história pessoal ou familiar de epilepsia, devem

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ter precaução no uso. Não existem informações de
Xarope 4 mg/mL – frasco 60 ml, 100 ml e 120 que o cloridrato de clobutinol seja distribuído no leite
ml materno. Entretanto, o produto está contraindicado

Adolescentes e adultos: 1-2 copos-medida, 3 x/dia durante a gestação e o período de lactação.


Eventos adversos: Pode ocasionar agitação,
tremores, exantema pruriginoso, náuseas, vômitos,
Tempo para inicio dos efeitos: dentro de 15 a 30
vertigens, fadiga, sonolência e distúrbios
minutos, perdurando por 4 a 6 horas.
gastrintestinais.

Contraindicado: Não deve ser utilizado por pacientes


com risco de desenvolver insuficiência respiratória;
Xarope 15 mg/5 ml
Tosse persistente ou crônica, falta de ar crônica,
Crianças de 2-5 anos: ½ colher de chá (2,5 mL) a doença pulmonar (incluindo asma), tosse flegmática;
cada 6-8 horas. Crianças < 2 anos.
Crianças de 6-12 anos: 1 colher de chá (5 ml) a Situações especiais: Categoria C na gestação; Uso
cada 6-8 horas. não recomendado na lactação. Recomenda-se cautela
Dextrometorfano
Crianças acima de 12 anos: 2 colheres das de em pacientes diabéticos, nas formulações que contém
chá (10 ml) a cada 6-8 h açúcar.
Adolescentes e adultos: 10 mL a cada 6-8 horas
Eventos adversos: Pode ocasionar constipação
Não exceder a dose recomendada ou tomar por
intestinal, dor de cabeça, enjoo, sonolência, dor de
mais de 7 dias consecutivo.
estômago, náuseas ou vômitos.

Contraindicado: Pacientes com insuficiência


respiratória grave e hipotensão, asmáticos, crianças <
2 anos de idade.
Situações especiais: Deve ser usada com cautela,
Xarope 15 mg/ 5 ml
visando ajustes individuais de doses, em idosos e em
Adolescentes e adultos: 1 copo-medida (10 mL),
pacientes com insuficiência renal ou hepática.
3-4 x/dia.
Dropropizina Recomenda-se cautela em pacientes diabéticos, nas
Xarope 7,5 mg/ 5 ml
formulações que contém açúcar.
Crianças de 3 a 12 anos: 1 copo-medida (10 mL), Deve-se evitar o uso, principalmente no 1º trimestre e
3-4 x/dia. no final da gestação. Não recomendado o uso durante
a lactação, pois poderá passar para o leite materno.
Eventos adversos: Pode induzir hipotensão
ortostática, sonolência, náusea e eritema.

Suspensão oral 35,4 mg/ mL Contraindicado: Uso concomitante com álcool está
Cloperastina
Crianças até 12 anos de idade: 1 – 2 gotas/kg/dia contraindicado, visto o .

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dividida em três tomadas diárias Situações especiais: Em crianças utilizar sempre a
Adultos: 20 gotas 3 vezes ao dia dose calculada de acordo com o peso corpóreo.
Xarope 3,54 mg / mL Gestantes: utilizar com precaução, não utilizar no

Crianças até 12 anos de idade: 0,5-1,0 mL/kg/dia primeiro trimestre da gestação, e em caso de

dividida em três tomadas diárias necessidade, utilizar com orientação médica.

Adultos: 10mL 3 vezes ao dia Não existem dados sobre o uso durante a lactação,
portanto não é recomendado.
Eventos adversos: boca seca e sonolência, reações
dose dependentes.

Anti-histamínicos

Solução Oral 2mg/5ml


Crianças de 2 a 6 anos: 1,25mL três vezes por
dia. Um máximo de 3mg diários (ou seja,
7,5mL/dia).
Crianças de 6 a 12 anos: 2,5mL três vezes por
dia. Um máximo de 6mg diários (ou seja,
15mL/dia).
Adultos e crianças maiores de 12 anos: 5mL 3 a 4
vezes por dia. Não ultrapassar a dose máxima de Contraindicações: Crianças < 2 anos para soluções
12mg/dia (ou seja, 30mL/dia). orais. Pacientes que estão fazendo uso de inibidores
Solução oral (gotas) 2,8 mg/ml da monoaminoxidase (IMAOs).

Crianças de 2 a 6 anos: 5 gotas ou 1 gota para Situações especiais: Deve ser utilizado com cautela
cada 2kg de peso, três vezes por dia. Um máximo em pacientes glaucoma, problemas no intestino ou
Dexclorfeniramina de 3mg diários (ou seja, 30 gotas/ dia). estômago, úlcera, hiperplasia prostática, insuficiência

Crianças de 6 a 12 anos: 10 gotas ou 1 gota para urinária, doença cardíaca, hipertensão, transtorno da

cada 2kg de peso, três vezes por dia. Um máximo tireoide ou problemas respiratórios.

de 6mg diários (ou seja, 60 gotas/dia). Eventos adversos: sonolência leve ou moderada

Adultos e crianças maiores de 12 anos: 20 gotas, podem ocorrer entre 1% e 10% dos pacientes que

três a quatro vezes por dia. Não ultrapassar a utilizam este medicamento.

dose máxima de 12mg/dia (ou seja, 120


gotas/dia).
Comprimido 2 mg
Crianças de 6 a 12 anos: 1/2 comprimido três
vezes por dia. Um máximo de 6mg diários (ou
seja, 3 comprimidos/dia).
Adultos e crianças maiores de 12 anos: 1
comprimido 3 a 4 vezes por dia. Não ultrapassar a

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dose máxima de 12mg/dia (ou seja, 6
comprimidos/dia).

MONOTERAPIA TOSSE PRODUTIVA

Expectorantes

Xarope 100 mg/15 ml

Xarope 200 mg/15 ml Contraindicado: Guaifenesina é considerada insegura


para pacientes com porfiria, pois se apresentou
Crianças de 2 a 6 anos: 5 ml a cada 4 horas.
porfirogênica em animais. Crianças < 2 anos.
Crianças de 6 a 12 anos: 7,5 ml a cada 4 horas.
Situações especiais: Recomenda-se cautela em
Crianças maiores de 12 anos: 15 ml a cada 4
pacientes diabéticos, pois contém açúcar.
Guaifenesina horas
Eventos adversos: náuseas, vômitos, diarreia, dor de
Adolescentes e adultos: 15 ml a cada 4 horas
estômago, urolitíase, dor de cabeça, sonolência,
Dose máxima: crianças com 12 anos é de 2400 vertigem. Rash cutâneo, hipouricemia.
mg/dia, 6 a 12 anos é de 1200 mg/dia e para Em casos de ingestão de grandes quantidades:
crianças de 2 a 6 anos é de 600 mg/dia. nefrolitíase
O tratamento não deve ultrapassar 5 dias

Xarope 15 mg/5 ml Contraindicado: Crianças <2 anos.


Crianças de 2 a 5 anos: 1⁄4 copo-medida (2,5 Situações especiais: Não utilizar nos primeiros 3
mL), 3 x/dia. meses de gestação, comunicar o médico antes de
Crianças de 5 a 10 anos: 1⁄2 copo-medida (5 mL), utilizar. Distribuído no leite materno, não utilizar
Ambroxol
3 x/dia. durante a lactação.
Xarope 30 mg/5 ml Eventos adversos: Pode ocasionar manifestações
Adolescentes e adultos: 1/2 copo-medida (5 mL), gastrintestinais leves (principalmente pirose, dispepsia
3 x/dia e ocasionalmente náuseas, vômitos e diarreia); rash

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cutâneo e fadiga

Xarope 4 mg/5 mL
Contraindicado: Hipersensibilidade a qualquer um dos
Dose geral: 0,1 mg/Kg de peso, repetida 3x/dia.
componentes da fórmula.
Crianças de 6 a 12 anos: 1/2 copo-medida (5 ml),
Situações especiais: Até o momento, estudos pré-
3 x/dia.
clínicos disponíveis e a experiência clínica não
Crianças de 2-6 anos: 1/4 copo-medida (2,5 ml), 3 evidenciaram efeitos prejudiciais durante a gestação.
x/dia. Mesmo assim, devem ser observadas as precauções
Crianças >12 anos: 1 copo-medida (10 ml), 3 habituais a respeito do uso de fármacos durante a
Bromexina x/dia gestação, sobretudo durante o primeiro trimestre.
Xarope 8 mg/5 mL É distribuído no leite materno e, portanto, seu uso deve

Adolescentes e adultos: 1 copo-medida (10 ml), 3 ser evitado durante a lactação.

x/dia Eventos adversos: Pode ocasionar diarreia, náusea,


Gotas 2 mg/ ml (15 gotas) vômito e outras manifestações gastrintestinais leves.
Relataram-se também reações alérgicas, incluindo
Crianças de 2 a 6 anos: 20 gotas, 3 x/dia.
erupções cutâneas, urticária, broncoespasmo,
Crianças de 6 a 12 anos: 2 ml (30 gotas), 3 x/dia.
angioedema e anafilaxia.
Adolescentes e adultos: 4 ml (60 gotas), 3 x/dia

Contraindicado: Hipersensibilidade a qualquer um dos


componentes da fórmula. Crianças < 2 anos. Pacientes
em uso de anticoagulantes.
Extrato hidroalcoólico de Mikania glomerata 0,5 ml Situações especiais: pacientes com problemas
(Equivalente a 0,175 mg de cumarinas) / 5 ml hepáticos podem apresentar toxicidade com o uso
Guaco Crianças 2 a 5 anos: 2,5 ml de 12/12h prolongado; recomenda-se maior critério na
Crianças acima de 5 anos: 2,5 ml de 8/8h administração de guaco em pacientes com quadros

Adultos: 5 ml de 8/8h respiratórios crônicos não diagnosticados, visto a


possibilidade de mascarar condições crônicas.
Reações Adversas: este medicamento pode causar
aumento da pressão arterial.

Mucolíticos

Xarope 20mg/ml Contraindicado: Úlcera péptica

Crianças até 3 meses: 1 mL, 3 x/dia. Situações especiais: Acetilcisteína deve ser usada
durante a gestação e lactação somente se os
Crianças de 3 a 6 meses: 2,5 mL, 2x/dia.
benefícios esperados do tratamento para a mãe
Acetilcisteína Crianças de 6 a 12 meses: 2,5 mL, 3 x/dia.
superarem os riscos potenciais para o bebê.
Crianças de 1 a 4 anos: 5 mL, 2-3 x/dia ou a Não existem dados sobre a distribuição de
critério médico. acetilcisteína no leite materno. Informar ao médico se
Crianças acima de 4 anos: 5 mL, 3x/dia ou a está amamentando.

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critério médico Recomenda-se cautela no uso dos granulados de 100

Adolescente ou adulto: 10 mL 3 x/dia (8/8 h) e 200mg em pacientes diabéticos, pois contêm açúcar.

Granulado 100 mg – envelope 5g Eventos adversos: Prurido, rash cutâneo, urticária,

Adolescente ou adulto: 1 envelope 2-4 x/dia - diarreia, náuseas, vômitos. Broncoespasmos,

Dissolver o conteúdo de 1 envelope em meio depressão respiratória, reação de hipersensibilidade.

copo com água


Granulado 200 mg – envelope 5g
Adolescente ou adulto: 1 envelope 2-3 x/dia-
Dissolver o conteúdo de 1 envelope em meio
copo com água
Granulado 600 mg – envelope 5g
Adolescente ou adulto: 1 envelope / dia -
Dissolver o conteúdo de 1 envelope em meio
copo com água

Xarope 250 mg/5 ml Contraindicado: Úlcera péptica. Crianças < 2 anos.

Adolescente e adulto: 1/2 a 1 copo-medida (5 - 10 Situações especiais: Precauções de uso em

mL) 3 x/dia pacientes com asma brônquica e insuficiência


respiratória.
Xarope 100 mg/5 ml
Não deve ser utilizado durante a gestação e a lactação,
Carbocisteína Crianças entre 5 e 12 anos de idade: 1/2 a 1
a menos que, a critério médico, os benefícios
copo-medida (5 - 10 mL) 3 x/dia
esperados ultrapassem substancialmente o risco
Solução oral 50mg/ml
potencial para a criança.
Crianças entre 2 e 5 anos de idade: 2 gotas/kg de Eventos adversos: Distúrbios gastrintestinais:
peso 3 vezes ao dia. náuseas, diarreia e desconforto gástrico.

Contraindicado: Tuberculose pulmonar ativa,


insuficiência renal e hepática, hipertireoidismo,
realização de testes da glândula tiroide.
Situações especiais: Recomenda-se não ministrar o
produto em gestantes até o terceiro mês e período da
Frasco de 100 mL (100mg / 5mL) lactação. O uso em pacientes idosos (acima de 65
Iodeto de potássio Crianças: 1 colher de chá 3 a 4 vezes ao dia. anos) requer rigoroso controle médico com ajuste de

Adultos: 1 colher de sopa 4 vezes ao dia posologia.


Eventos adversos: Casos raros de iodismo,
caracteriza-se por diversas erupções cutâneas
acneformes, pruriginosas ou eritematosas, e cafaleias.
Aumento da secreção das glândulas exócrinas como
nasais, lacrimais e traqueobrônquicas.

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Fonte: Truven Health Analitycs (2018); Micromedex (2018); UpToDate (2018); Bulas oficiais dos medicamentos.

Associações de dose-fixa estão disponíveis no mercado da tosse para

Avaliação dos resultados segundo a ótica do farmacêutico

Para avaliação dos resultados, o farmacêutico deve considerar os seguintes aspectos:

 A avaliação dos resultados pode constatar quatro diferentes resultados: melhora parcial, piora, ausência de
melhora e resolução;
 A meta terapêutica a ser alcançada é fornecer o alívio dos sintomas da tosse, reduzir o número e a gravidade
dos episódios de tosse, prevenir complicações e promover o uso seguro e efetivo de produtos específicos.
 Reavaliação dos sinais/sintomas do paciente, sendo importante a investigação daqueles considerados de alerta
para encaminhamento;
 Antes de considerar falha no tratamento, avaliar a adesão ao tratamento proposto e condições do paciente em
seguir o plano;
 Identificação precoce de problemas relacionados à segurança. Pacientes que apresentam eventos adversos
devem ser encaminhadas a outro profissional de saúde para uma possível suspensão do medicamento.

9
DECISÃO TERAPÊUTICA

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REFERÊNCIAS

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WORLD HEALTH ORGANIZATION. Cough and cold remedies for the treatment of acute respiratory infections in
young children, 2001.

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Realização:

Organização
Grupo de Trabalho sobre Saúde Pública
Coordenação Geral
Valmir de Santi
Concepção Pedagógica
Cassyano Januário Correr
Thais Teles de Souza
Walleri Christini Torelli Reis
Coordenação Pedagógica
Walleri Christini Torelli Reis
Autores
Alcindo de Souza Reis Junior
Aline de Fátima Bonetti
Bruna Aline de Queirós Bagatim
Cínthia Caldas Rios Soares
Fernanda Coelho Vilela
Fernando Henrique Oliveira de Almeida
Inajara Rotta
Livia Amaral Alonso Lopes
Natália Fracaro Lombardi
Valmir de Santi
Wallace Entringer Bottacin
Walleri Christini Torelli Reis
Revisão
Cassyano Januário Correr
Wellington Barros da Silva

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