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Problemas Resolvidos de Física Prof. Anderson Coser Gaudio – Depto.

Física – UFES

HALLIDAY, RESNICK, WALKER, FUNDAMENTOS DE FÍSICA, 4.ED., LTC, RIO DE


JANEIRO, 1996.

FÍSICA 2

CAPÍTULO 15 – GRAVITAÇÂO

05. Um corpo de massa M é dividido em duas partes, de massas m e M - m, que são depois
distanciadas uma da outra. Qual a razão m/M que torna máxima a força gravitacional entre as
duas partes?
(Pág. 70)
Solução.
Considere o seguinte esquema:

Mm F F
m

r
O módulo da força de atração gravitacional entre as partes do corpo dividido é:
GM  M  m 
F
r2
Para calcular a razão m/M capaz de maximizar a força F é preciso localizar o ponto de máximo da
função F = f(m):
dF G  M  2m 
 0
dm r2
M  2m  0
m 1

M 2
Vamos apenas checar a derivada segunda de F = f(m):
d 2F 2G
2
 2 0
dm r
Como a derivada segunda é negativa, confirmamos que a concavidade da curva F = f(m) é voltada
para baixo, o que confirma se tratar de um ponto de máximo (maximização de F).

08. Qual a variação percentual na aceleração da Terra em direção ao Sol, quando o alinhamento da
Terra, do Sol e da Lua passar de uma situação de eclipse do Sol (Lua entre a Terra e o Sol) para
uma de eclipse da Lua (Terra entre a Lua e o Sol)?
(Pág. 70)
Solução.

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Halliday, Resnick, Walker - Física 2 - 4a Ed. - LTC - 1996. Cap. 15 – Gravitação
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Considere o seguinte esquema da situação:


Sol Lua Terra

Inicial
Eclipse do Sol MS ML MT
FS FL

dTL

dTS
Final dTL
Eclipse da Lua

FS FL
Na situação de eclipse do Sol, temos:
FS  FL  M T ai
Na expressão acima, ai é a aceleração experimentada pela Terra na situação inicial.
GM S M T GM L M T
  M T ai
dTS2 2
dTL
GM S GM L
ai   2
dTS2 dTL
Na situação de eclipse da Lua, temos:
FS  FL  M T a f
GM S M T GM L M T
2
 2
 MT a f
dTS dTL
GM S GM L
af   2
dTS2 dTL
A variação da aceleração da Terra (a) nas duas situações é:
2GM L
a  a f  ai   2
dTL
Em relação à situação inicial, a variação percentual da aceleração vale:
2GM L 2M L
a 2
dTL 2
dTL 2
   2
ai GM S GM L MS ML M S  dTL 
 2  2
2
dTS dTL 2
dTS dTL   1
M L  dTS 
a 2
  0, 011340
     1
2
ai 1,99  1030
kg  3,82  10 8
m 
 7,36 10 kg   1,50 10 m  
22 11

a
 1,13%
ai

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11. Na Fig. 15-29, duas esferas de massa m e uma terceira de massa M estão nos vértices de um
triângulo eqüilátero, e uma quarta esfera de massa m4 está no baricentro do triângulo. Se a força
gravitacional resultante sobre a quarta esfera é nula, exprima a massa M em termos da massa m.

(Pág. 70)
Solução.
Considere o seguinte esquema da situação:
M

F34
d a
m4
F14 F24
  b
c

m m
Por meio de análise geométrica, conclui-se que:
3
a d
2
1 3
b a d
3 6
2 3
c a d
3 3
O somatório das componentes verticais de F14, F24 e F34 deve ser zero:
F34  F14 cos   F24 cos   2F14 cos 
Gm4 M Gm4 m
2
2 2
cos 
 3   3 
 d  d
 3   3 
3
d
b 1
M  2m cos   2m  2m 6  2m  m
c 3 2
d
3
M m
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14. Uma barra fina de massa M é deformada até adquirir a forma de um semicírculo de raio R, como
na Fig. 15-30. (a) Qual é a força gravitacional (em módulo e direção) sobre uma partícula de
massa m colocada em P, centro de curvatura da barra? (b) Qual seria a força gravitacional sobre
m, se a barra tivesse a forma de um círculo completo?

(Pág. 70)
Solução.
Considere o seguinte esquema da situação:
y
Rd
dM
d
dFy dF
R 
dFx x
F   dF    dFx  dFy    dFx   dFy  0   dFy   dFy
Na expressão acima, a integral de dFx é igual a zero devido à simetria dos elementos de massa do
semicírculo em relação ao eixo y. Isso faz com que os elementos de força nas coordenadas +x e x
anulem-se dois a dois. Logo:
GmdM
F   dF sen  j   sen  j (1)
R2
Agora precisamos de uma função de dM em termos de d. Para isso, vamos usar a densidade linear
de massa do semicírculo, , que é constante.
M dM
 
 R Rd
Md
dM  (2)

Substituindo-se (2) em (1):
GMm  GMm
2 0
F sen  d j   2j
R  R2
2GMm
F j
 R2
(b) Por razão de simetria, a força gravitacional seria nula.

22. (a) Qual será o peso de um objeto, que pesa 100 N na superfície da Terra, na superfície da Lua?
(b) A que distância do centro da Terra, medida em raios terrestres, deve estar este mesmo

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objeto, para pesar o mesmo que na superfície da Lua?


(Pág. 71)
Solução.
(a) O peso de um objeto de massa m na superfície da Terra (PT) é dado pela equação abaixo, onde
MT e RT são a massa e o raio da Terra, respectivamente:
GM T m
PT 
RT2
Logo:
PT RT2
m (1)
GM T
Na Lua, o peso do objeto (PL) vale:
GM L m
PL  (2)
RL2
Substituindo-se (1) em (2):
GM L PT RT2 M L PT RT2
PL  2  
RL GM T M T RL2

 7,36 10 kg  100 N   6,37 10 m 


22 6 2

PL   16, 4951 N
5,98 10 kg 1, 74 10 m 
24 6 2

PL  16,5 N
(b) Vamos chamar de PT' o peso do objeto nessas condições.
PT'  PL
GM T m GM L m

dT2 RL2

5,98 10 kg 1, 74 10 m 


24 6 2
M T RL2
dT    1,5684 107 m
ML  7,36 10 kg 
22

Em termos de raios da Terra, nRT :

dT 1,5684 10 m 
7

nRT    2, 4621
RT  6,37 106 m 
nRT  2, 46

23. O fato de g variar de acordo com a localização sobre a superfície da Terra, despertou a atenção
quando Jean Richer transportou um relógio de pêndulo de Paris até Caiena, na Guiana Francesa,
em 1672, e notou que ele atrasava 2,5 min por dia. Se g = 9,81 m/s2 em Paris, qual o seu valor
em Caiena?
(Pág. 71)
Solução.
Sejam TP e TC os períodos do pêndulo e gP e gC as acelerações da gravidade em Paris e Caiena,
respectivamente.
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l
TP  2
gP
O fato de o relógio atrasar em Caiena significa que lá o pêndulo oscila mais lentamente, ou seja, o
período do pêndulo em Caiena é maior do que em Paris na razão de 150 s/dia.
l
TC  TP  150 s   2
gC
Dividindo-se as expressões acima:
l
2
TP gP gC
 
TP  150 s  l gP
2
gC
Como o atraso de 2,50 min (150 s) é diário, consideraremos TP = 24 h = 86.400 s. Logo:
86.400 s 
2 2
   
   9,81 m/s  
TP
gC  g P  2
  9, 7760 m/s2
T
 P  150 s     86.400 s   150 s  
gC  9,78 m/s2

24. (a) Queremos medir g deixando um objeto cair exatamente 10 m. Que erro percentual, na
medida do tempo da queda, resultaria num erro de 0,1% no valor de g? (b) Com que precisão
você teria de medir (em segundos) o tempo que um pêndulo de 10 m de comprimento leva para
efetuar 100 oscilações, para que o erro percentual em g fosse o mesmo do item (a)?
(Pág. 71)
Solução.
(a) Um erro de 0,1% na medida de g implica em:
g  g0  0,001
Na expressão acima, g0 é o valor de referência da aceleração da gravidade. Logo, g pode valer 1,001
g0 ou 0,999 g0. O tempo de queda livre a partir de uma altura y0 = h até y = 0 vale:
1
y  y0  v0 y t  gt 2
2
1
0  h  0  gt 2
2
2h
t
g
Para uma aceleração g0, o tempo de queda é t0:
2h
t0 
g0
O erro relativo no valor do tempo é:

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2h 2h 1 1
 
t  t0 g g0 0,999 g 0 g0 1
e     1  0, 00050037
t0 2h 1 0,999
g0 g0
e%  0,05
(b) O período do pêndulo simples é:
l
T  2
g
O tempo para 100 oscilações vale:
l
T100  100T  200
g
O erro cometido, em segundos, será:
l l  l l 
T100  T100  T1000  200  200  200   
g g0  0,999 g0 g0 


l 1 
T100  200   1
g0
 0,999 
O valor de referência de g0 é:
GM
g0  2 T 
 6, 67 10 11
N.m2 /kg 2  5,98 1024 kg 
 9,8298 m/s 2
 6,37 10 m 
2
RT 6

Logo:

T100  200
10 m   1


 1   0,317103 s
9,8298 m/s2   0,999 

T100  0,3 s

36. Para diminuir o congestionamento de tráfego entre duas cidades, Boston e Washington, por
exemplo, alguns engenheiros propuseram a construção de um túnel ferroviário ao longo da
corda (no sentido geométrico) que une as duas cidades (Fig. 15-37). Um trem, que não
precisaria de locomotiva e nem de motores, partindo do repouso, cairia através da primeira
metade do túnel e, então, subiria até a outra extremidade. Supondo que a Terra é uma esfera
uniforme e ignorando o atrito e a resistência do ar, (a) mostre que a viagem entre as duas
cidades é equivalente ao percurso da metade de um ciclo de um movimento harmônico simples,
e (b) ache o tempo de viagem.

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(Pág. 73)
Solução.
(a) Considere o seguinte esquema da situação:

Fx x
m
F

r  RT

x MT
Aplicando-se a segunda lei de Newton na coordenada x:
d 2x
 Fx  m dt 2
GM r m x d 2x
 F sen     m
r2 r dt 2
d 2 x GM r x
 0 (1)
dt 2 r3
Na expressão acima, Mr é a massa da esfera de raio r. Para determinar Mr, utilizamos a densidade 
da Terra:
MT Mr
 
4 4
 RT3  r3
3 3
MT r3
Mr  (2)
RT3
Substituindo-se (2) em (1):
d 2 x GM T
 3 x0
dt 2 RT
A equação diferencial do movimento harmônico simples é:
d 2x
 2x  0
dt 2
Comparando-se as duas equações acima concluímos que o movimento do trem sob a ação da
gravidade é MHS.
(b) O período do trem vale:

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2 RT3
T  2
 GM T
O tempo de viagem entre Boston e Washington corresponde à metade do período do MHS:
RT3
t 
GM T

43. Mostre que, para uma nave em repouso e a uma distância do Sol igual à distância média Terra-
Sol, a velocidade inicial necessária para escapar da atração gravitacional do Sol é 21/2 vezes a
velocidade da Terra na sua órbita, suposta circular. (Este é um caso particular de um resultado
geral, válido para órbitas circulares, ou seja, vesc = 21/2 vorbital.)
(Pág. 73)
Solução.
A velocidade orbital da Terra em torno do Sol é obtida reconhecendo que a força gravitacional Fg
do Sol sobre a Terra é a força centrípeta Fc do seu movimento orbital. Nas equações abaixo, os
índices T e S referem-se à Terra e ao Sol, respectivamente.
Fg  Fc
2
GM T M S vorbital
 M T
dTS2 dTS
GM S
vorbital  (1)
dTS
Para calcular a velocidade de escape um corpo de massa m a partir da distância dTS (ponto 1),
aplicamos o princípio da conservação da energia mecânica aos pontos 1 e ao infinito:
E1  E
K1  U1  K  U 
1 2 GM S m
mvesc   00
2 dTS
Como a velocidade de escape é a menor velocidade que um corpo m deve possuir para escapar da
atração gravitacional de outro corpo M, a velocidade de m deve ser zero no infinito. Por convenção,
quando m e M estão separados por uma distância infinita, o sistema possui energia potencial
gravitacional zero.
2GM S
vesc  (2)
dTS
Comparando-se (1) e (2), concluímos:
vesc  2vorbital

46. As três esferas na Fig. 15-38, com massas m1 = 800 g, m2 = 100 g e m3 = 200 g, estão com seus
centros alinhados, sendo L = 12 cm e d = 4,0 cm. Você movimenta a esfera do meio até que a
sua distância centro a centro de m3 seja d = 4,0 cm. Qual o trabalho realizado sobre m2 (a) por
você e (b) pela força gravitacional resultante sobre m2, devido às outras esferas?

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(Pág. 73)
Solução.
Vamos admitir que m2 é deslocado com velocidade constante do ponto inicial (A) até o ponto final
(B). Logo, as forças que agem sobre m2 ao longo de todo o trajeto somam zero:
F21  F23  F2Ext  0
Como há uma força externa atuando sobre m2 (F2Ext), a energia mecânica não será conservada.
E  WExt
WExt  U  K  U  0
 Gm1m2 Gm2 m3   Gm1m2 Gm2 m3 
WExt  U B  U A       
 Ld d   d Ld 
 m d  m3 L  m3d  m1L  m1d  m3d   m  L  2d   m3  2d  L  
WExt  Gm2  1   Gm2  1 
 d (L  d )   d (L  d ) 
L  2d
WExt  Gm2  m1  m3  (1)
d (L  d )
WExt   6, 67 1011 N.m 2 /kg 2   0,100 kg   0,800 kg    0, 200 kg   


 0,12 m   2  0, 040 m   5, 0025 1011 J
 0, 040 m   0,12 m    0, 040 m 
WExt  5,0 1011 J
O trabalho realizado pelas forças devidas às outras esferas (WGravit) pode ser calculado com base no
seguinte raciocínio:
WTotal  WGravit  WExt  0
WGravit  WExt (2)
WGravit  5,0 1011 J
O trabalho da força gravitacional poderia ser calculado da seguinte forma:
WGravit  WF21  WF23   F21( x ) dx.cos    F23( x ) dx.cos 0
Ld Ld
Ld Gm1m2 L  d Gm m  1  1
WGravit    dx   2 3
dx  Gm1m2    Gm2 m3 
 L  x  Lx d
2 2
d x d
 xd
2d  L
WGravit  Gm2  m1  m3 
d (L  d )
Compare o resultado acima com as Eqs. (1) e (2).

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65. Um satélite é colocado numa órbita equatorial de tal maneira que permanece estacionário para
um observador terrestre. (Estamos levando em conta a rotação terrestre.) Qual deve ser a
altitude desta órbita (comumente chamada de órbita geoestacionária)?
(Pág. 74)
Solução.
Para que o satélite apresente órbita estacionária em relação a um observador localizado no Equador
(veja que a órbita é equatorial), o período orbital (T) deve ser igual ao período de rotação da Terra
em torno de seu eixo. Utilizando a terceira lei de Kepler, onde MT e RT são a massa e o raio da Terra
e h é a altura do satélite, medida a partir da superfície da Terra:
4 2
T2   RT  h 
3

GM T
1/ 3
 GM T T 2 
h   RT
 4
2

  6, 67 1011 N.m 2 /kg 2  5,98 1024 kg   24 h  3.600 s/h   2 
1/ 3

   
h    6,37 106 m 
 4 2

 
h  35.888.474,31 m
h  35.900 km

86. Um projétil é lançado da superfície de um planeta de massa M e raio R; a velocidade de


lançamento é (GM/R)1/2. Usando a conservação da energia, determine a distância máxima do
centro do planeta alcançada pelo projétil. Expresse o resultado em termos de R.
(Pág. 76)
Solução.
Vamos aplicar o princípio da conservação da energia mecânica aos pontos i, localizado na
superfície do planeta, onde a velocidade é (GM/R)1/2, e f, localizado no alto da trajetória do projétil
a uma distância H do centro de planeta, onde a velocidade é nula.
Ei  E f
Ki  U i  K f  U f
1 2 GMm GMm
mvi   0
2 R H
1 GM GM GM
 
2 R R H
1 1

2R H
H  2R

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RESNICK, HALLIDAY, KRANE, FÍSICA, 4.ED., LTC, RIO DE JANEIRO, 1996.

FÍSICA 2

CAPÍTULO 16 – GRAVITAÇÂO

17. A maior velocidade de rotação possível para um planeta é aquela em que a força gravitacional
sobre corpos no equador mal fornece força centrípeta necessária para rotação. (Por quê?) (a)
Mostre, então, que o período de rotação mais curto correspondente é dado por
3
T
G
onde  é a densidade do planeta, supostamente homogêneo. (b) Calcule o período de rotação
supondo uma densidade de 3,0 g/cm3, típica de muitos planetas, satélites e asteróides. Nunca foi
encontrado um desses objetos com um período menor do que o encontrado nesta análise.
(Pág. 52)
Solução.
Para que a matéria presente no equador possa acompanhar o movimento de rotação do planeta, é
necessário que a força de atração gravitacional (F) seja igual à força centrípeta (FC) correspondente.
F  FC
GMm 4 2
 m R  m 2 R
2

R2 T
4 2 R3 4 R3 3 V 3
T  2
 
GM 3 GM M G
Na expressão acima, V é o volume do planeta, supostamente esférico. Identificando V/M como a
densidade do planeta, temos:
3
T
G
(b)
T  1,9 h

18. Aparelhos sensíveis, que medem a aceleração da gravidade local, g, podem ser usados para
detectar a presença de depósitos de rochas próximos à superfície com densidade
significantemente maior ou menor do que a das suas vizinhanças. Cavidades tais como cavernas
e poços de minas abandonados podem também ser localizadas. (a) Mostre que a componente
vertical de g à distância x de um ponto situado diretamente acima do centro de uma caverna
esférica (veja a Fig. 38) é menor do que o esperado, supondo uma distribuição de rocha
uniforme, de densidade , sendo esta diferença igual a
4 3 d
g  R g ,
 d 2  x2 
3/ 2
3
onde R é o raio da caverna e d é a profundidade do seu centro. (b) Estes valores de g,
denominados anomalias, são geralmente muito pequenos e expressos em miligal, sendo 1 gal =
1 cm/s2. Durante uma prospecção de petróleo, num levantamento gravimétrico, verifica-se que
g varia de 10,0 miligals até um máximo de 14,0 miligals, numa distância de 150 m. Supondo-
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se que a maior anomalia foi detectada diretamente acima do centro de uma caverna esférica que
se sabe existir na região, determine o seu raio e a profundidade até o teto da caverna, naquele
ponto. As rochas próximas têm densidade de 2,80 g/cm3. (c) Suponha que a caverna, ao invés de
estar vazia, esteja completamente cheia d’água. Quais são, agora, os valores que as leituras da
gravidade em (b) fornecem para o seu raio e sua profundidade?

(Pág. 52)
Solução.
(a) Suponha que no local do observador o valor da aceleração da gravidade sem a presença da
caverna esférica seja g0 e na presença da caverna seja g. A diferença g0  g = g corresponde ao
módulo da componente vertical do campo gravitacional gerado unicamente pela caverna preenchida
com material de densidade igual à das rochas circundantes. Veja o esquema a seguir, onde gc é o
campo gravitacional gerado pela esfera de raio R e massa m com material de densidade :

gc  g
d r

R x

m, 

O módulo de g vale:
Gm d
g  gc cos   
 d  x2 
2 1/ 2
r 2

A massa m da esfera pode ser expressa em termos de sua densidade e de seu volume V:
4
m  V    R3
3
Logo:
G 4 d
g  2  R3
d  x  3
2
 d 2  x2 
1/ 2

4 d
g   G  R3
 d 2  x2 
3/ 2
3

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20. Duas camadas esféricas concêntricas, de densidade uniforme, tendo massas M1 e M2, estão
dispostas conforme mostra a Fig. 39. Determine a força que atua sobre uma partícula de massa
m quando esta está localizada em (a) r = a, (b) r = b e (c) r = c. A distância r é medida a partir
do centro das camadas.

(Pág. 52)
Solução.
A força de atração gravitacional entre uma partícula de massa m, localizada no exterior de uma
casca esférica de massa M é a mesma que ocorre entre duas partículas de massas m e M. Se a
partícula estiver localizada no interior da casca, a força gravitacional sobre ela será nula (teorema da
casca esférica de Newton).
(a) A partícula de massa m na posição a está sujeita às forças gravitacionais devidas às duas cascas
esféricas:
GM1m GM 2 m
Fa  F1  F2  
a2 a2
Gm
Fa  2  M1  M 2 
a
(b) Na posição b, a partícula sofre atração gravitacional apenas da casca M1:
GmM1
Fb 
b2
(c) Na posição c, a partícula não sofre qualquer atração gravitacional:
Fc  0

22. Mostre que, no fundo de um poço de mina vertical de profundidade é D, o valor de g será
 D
g  g s 1   ,
 R
onde gs é o valor na superfície. Suponha que a Terra seja uma esfera uniforme de raio R.
(Pág. 52)
Solução.
Considere o seguinte esquema da situação:

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g0
D
g

RT - D

RT

A aceleração da gravidade na superfície da Terra (g0) vale:


GM T
g0  (1)
RT2
Na Eq. (1), MT e RT são a massa e o raio da Terra, respectivamente. No fundo de um poço de
profundidade D, a aceleração da gravidade (g) vale:
GM
g (2)
 RT  D 
2

Na Eq. (2), M é a massa da esfera de raio RT  D. Agora vamos aplicar a definição da densidade
para a Terra e para a esfera de raio RT  D:
MT M
 
4 4
 RT3   RT  D 
3

3 3
M T  RT  D 
3

M (3)
RT3
Substituindo-se (3) em (2):
M T  RT  D  GM  R  D  GM T
3
G  D
g  2T T  2 1   (4)
 RT  D 
2 3
RT RT RT RT  RT 
Substituindo-se (1) em (4):
 D
g  g0 1  
 RT 

23. O problema seguinte foi apresentado na “Olimpíada” da Universidade Pública de Moscou, em


1946 (veja a Fig. 40): Numa esfera de chumbo de raio R, faz-se uma cavidade esférica de tal
modo que a sua superfície toca a superfície externa da esfera de chumbo e passa pelo centro
desta. A massa da esfera antes que a cavidade fosse feita era M. Com que força, de acordo com
a lei da gravitação universal, a esfera de chumbo irá atrair uma pequena esfera de massa m, que
está à distância d do centro da esfera de chumbo, sobre uma linha reta que une os centros das
esferas e da cavidade?

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(Pág. 52)
Solução.
Considere o seguinte esquema da situação:
R d - R/2

R/2
A simetria esférica e o alinhamento dos corpos permitem a solução do problema por diferença. Ou
seja, podemos calcular a força gravitacional exercida pela esfera sem a cavidade (F1) e a força
gravitacional (F2) que a cavidade exerceria caso fosse uma esfera de raio R/2, localizada a uma
distância d  R/2 da massa m. Logo:
F  F1  F2 (1)
O módulo de F1 vale:
GMm
F1  (2)
d2
Agora vamos calcular o módulo de F2. A massa M da esfera grande vale:
4
M  V    R3
3
A massa M’ da esfera pequena vale:
3
4 R 4 1
M         R3
'

3 2 3 8
M
M' 
8
Portanto:
M 
G m
F2    2 
8 1 GMm
2
(3)
 R 8 R
 d    d  
 2  2
Substituindo-se (2) e (3) em (1):

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 
 
GMm 1 GMm 1  1 
F   GMm
d2 8 R
2
d2  R 
2

d    8 d   
 2   2 
 
 
GMm  1 
F 1 
d2   R  
2

 8 1   
  2d  

29. Considere uma partícula num ponto P em algum lugar no interior de uma camada esférica
material. Suponha que a camada tenha espessura e densidade uniformes. Construa um cone
duplo estreito com vértice em P, interceptando as áreas dA1 e dA2, sobre a camada (Fig. 43). (a)
Mostre que a força gravitacional resultante exercida sobre a partícula em P pelos elementos de
massa interceptados é nula. (b) Mostre, então, que a força gravitacional resultante que a camada
inteira exerce sobre uma partícula no seu interior é nula. (Este método foi imaginado por
Newton.)

(Pág. 53)
Solução.
Considere o seguinte esquema da situação:

dA1 dA1 
dA1n dA1n

r1 r1

d d

(a) Para um cone definido pelo ângulo sólido d e cuja altura é r1, a área da base (dA1n) é dada por:
dA1n  r12 d  (1)
Para um segundo cone que partilha do mesmo ângulo sólido com o primeiro cone temos:
dA2 n  r22 d  (2)
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O elemento de área dA1 (superfície da camada esférica) faz um ângulo  com o elemento de área
dA1n (o ângulo entre dA2 e dA2n também é ). Logo:
dA1n  dA1 cos  (3)
dA2n  dA2 cos  (4)
Igualando-se (1) e (3):
r12 d 
dA1  (5)
cos 
Igualando-se (2) e (4):
r22 d 
dA2  (6)
cos 
Seja  a densidade superficial da camada esférica:
dm1   dA1 (7)
dm2   dA2 (8)
Substituindo-se (5) em (7):
 r12 d 
dm1  (9)
cos 
Substituindo-se (6) em (8):
 r22 d 
dm2  (10)
cos 
A razão entre as forças gravitacionais exercidas pelas camadas superficiais dA1 e dA2 sobre uma
partícula de massa m localizada em P vale:
Gmdm1
dF1 r12
 (11)
dF2 Gmdm2
r22
Substituindo-se (9) e (10) em (11):
dF1 Gm r12 d  cos  r22
 1
dF2 cos  r12 Gm r22 d 
Logo:
dF1  dF2

33. Um foguete é acelerado até a velocidade v = 2[gRT]1/2, perto da superfície da Terra e, então,
segue para cima. (a) Mostre que ele escapará da Terra. (b) Mostre que, muito longe da Terra,
sua velocidade é V = [2gRT]1/2.
(Pág. 54)
Solução.
(a) Nas proximidades da superfície da Terra a aceleração da gravidade vale (ver Problema 22):
GM T
g (1)
RT2
Substituindo-se este valor na expressão da velocidade inicial do foguete fornecida no enunciado:
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1/ 2
 GM  
v  2  2 T  RT 
 RT  
1/ 2
 GM T 
v  2  (2)
 RT 
A velocidade mínima de escape (vesc)da Terra vale:
1/ 2
 GM T 
vesc  
 RT 
Logo:
v  2vesc
Portanto o foguete não mais retornará à Terra.
(b) Aplicando-se o princípio da conservação da energia mecânica à superfície da Terra e ao infinito,
teremos:
ET  E
KT  UT  K  U 
1 2 GM T m 1
mv   mV 2  0
2 RT 2
2GM T
V 2  v2  (3)
RT
Substituindo-se (2) em (3):
4GM T 2GM T 2GM T 2GM T
V2     RT (4)
RT RT RT RT2
Substituindo-se (1) em (4):
V   2 gRT 
1/ 2

36. Um projétil é atirado verticalmente da superfície da Terra, com uma velocidade inicial de 9,42
km/s. Desprezando o atrito com o ar, a que altura acima da superfície terrestre ele chegará?
(Pág. 54)
Solução.
Considere o seguinte esquema da situação:
h

mT mP

v0 v=0
RT

Pode-se resolver este problema por meio da aplicação do princípio da conservação da energia
mecânica, onde os índices P e T referem-se ao projétil e à Terra, respectivamente:
E0  E
K P 0  KT 0  UTP 0  K P  KT  UTP

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1 GmT mP GmT mP
mP v02  0   00
2 RT RT  h
GmT GmT v02
 
RT  h RT 2
1 1 v2
  0
RT  h RT 2GmT
1
h  RT
 1 v02 
  
 RT 2GmT 
  6,37 106 m 
1
h
  9, 42 103 m/s  
2

 1 

  6,37 106 m  2  6, 67 1011 N.m 2 /kg 2  5,98 1024 kg  
 
h  1,54879 107 m
h  15.500 km

41. Duas estrelas de nêutrons estão separadas pela distância centro-a-centro de 93,4 km. Cada uma
tem massa de 1,56  1030 kg e raio de 12,6 km. Elas estão inicialmente em repouso, uma em
relação à outra. (a) A que velocidade elas estarão se movendo quando a separação entre elas
houver diminuído até a metade do seu valor inicial? (b) A que velocidade elas estarão se
movendo pouco antes de colidirem? Ignore efeitos relativísticos.
(Pág. 54)
Solução.
Considere o seguinte esquema da situação:
M M
v0 = 0 v0 = 0
R R
A

v1 -v1
B

d/2

v2 -v2
C

2R
________________________________________________________________________________________________________ 20
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(a) Aplicando-se o princípio da conservação da energia mecânica aos estados A e B:


EA  EB
U A  K A  U B  KB
GM 2 GM 2 1 
 0    2  Mv12 
d d 2 
2
2GM GM
v12  
d d

v1 
GM

 6, 67 10 11
N.m2 /kg 2 1,56 1030 kg 
 3,3377 107 m/s
d 93, 4 10 m 
3

v1  33, 4 103 km/s  0,11 c


(b) Aplicando-se o princípio da conservação da energia mecânica aos estados A e C:
EA  EB
GM 2 GM 2 1 
 0    2  Mv22 
d 2R 2 
 1 1
v2  GM   
 2R d 
 
v2   6, 67 10 N.m2 /kg 2 1,56 1030 kg  
11 1

1

 2 12, 6 10 m   93, 4 10 m  
3 3

v2  5, 4909 107 m/s


v2  54,9 103 km/s  0,18 c

42. Diversos planetas (os gigantes gasosos Júpiter, Saturno, Urano e Netuno) possuem anéis
aproximadamente circulares em torno de si, provavelmente constituídos de material que não
conseguiu formar um satélite. Além disso, muitas galáxias contém estruturas semelhantes a
anéis. Considere um anel homogêneo de massa M e raio R. (a) Encontre uma expressão para a
força gravitacional exercida pelo anel sobre uma partícula de massa m localizada à distância x
do centro do anel, ao longo do seu eixo? Veja a Fig. 45. (b) Suponha que a partícula caia a partir
do repouso, como resultado da atração do anel. Encontre uma expressão para a velocidade com
que ela passa através do centro do anel.

(Pág. 54)
Solução.

________________________________________________________________________________________________________ 21
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(a) Considere o seguinte esquema da situação:


Rd

dM
d R dF
dF y

x dF x dF z
y

z x
O elemento de massa dM exerce uma força dF sobre a massa m. Esta força vale:
dF  dFx i  dFy j  dFz k
A força total F que o anel exerce sobre m é a integral de dF:
F   dF   dFx i   dFy j   dFz k
A simetria envolvida na situação indica que as integrais em j e k serão nulas devido à distribuição
simétrica de pares de elementos dM nas coordenadas positiva e negativa dos eixos y e z. Logo:
F   dFx i   dF cos  i
Como estamos interessados apenas no módulo da força:
F   dF cos 

 GmdM  x Gmx
F   2 2 
 dM (1)
 R  x   R2  x2   
1/ 2 2 3/ 2
R 2
 x
A expressão do elemento dM pode ser extraída da definição da densidade linear de massa do anel:
M dM
 
2 R Rd
Md
dM  (2)
2
Substituindo-se (2) em (1):
Gmx Md GMmx 2
F    d
    
3/ 2 3/ 2
R 2
 x 2 2 2 R 2
 x 2 0

GMmx
F
R  x2 
2 3/ 2

Para pontos onde x  R, esta expressão se reduz a:


GMmx GMmx GMm
F  
 2 3/ 2 3
x x x2

Que corresponde à força gravitacional entre duas massas pontuais m e M. Para x = 0 (centro do
anel), a força é zero devido à simetria da distribuição de massa em torno de m (o numerador da
expressão de F é nulo).
(b) A energia potencial da massa m à distância ortogonal x ao centro do anel (Ux) vale:
________________________________________________________________________________________________________ 22
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GmdM
U x   dU x    (3)
R 2
x 
2 1/ 2

Substituindo-se (2) em (3):


Gm Md GMm 2 GMm
U x     d   (4)
 R2  x2  2 2  R 2  x 2   R2  x2 
1/ 2 1/ 2 0 1/ 2

Aplicando-se o princípio da conservação da energia mecânica aos pontos localizados em x (Ex) e no


centro do anel (Ec):
Ex  Ec
K x  U x  Kc  U c
GMm 1 2 GMm
0  mvc 
R 2
x 
2 1/ 2 2 R

2GM 2GM
 vc2 
R 2
x 
2 1/ 2 R

 
1 1
vc  2GM   
 R  R 2  x 2 1/ 2 
 

43. Duas partículas de massas m e M estão inicialmente em repouso a uma distância infinita uma da
outra. Mostre que, em cada instante, a sua velocidade de aproximação relativa, devido à atração
gravitacional, é [2G(M + m)/d]1/2, onde d é a separação entre elas em cada instante.
(Pág. 54)
Solução.
Considere o seguinte esquema da situação:
m v V M

x
d
A velocidade relativa das partículas (vrel) quando separadas pela distância d é dada pela diferença de
suas velocidades nessas posições:
vrel  v1  v2  v   V 
vrel  v  V (1)
Precisamos calcular v e V para determinar a velocidade relativa à distância d. Seja E0 a energia
mecânica inicial do sistema e E(d) a energia mecânica em função da distância de separação d dos
corpos. Admitindo-se que o sistema é conservativo, a energia mecânica do sistema não varia:
E0  E( d )
U 0  K0  U ( d )  K( d )
GMm 1 1
00    MV 2  mv 2
d 2 2
2GMm
MV 2  mv 2  (2)
d
________________________________________________________________________________________________________ 23
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Aplicando-se a conservação do momento linear:


P0  P( d )
pM 0  pm0  pM ( d )  pm( d )
0  0  mv  MV
m
V  v (3)
M
M
v V (4)
m
Substituindo-se (3) em (2):
2
 m  2GMm
M   v   mv 2 
 M  d
m 2 2 2GM
v v 
M d
2GM 2
v2  (5)
m  M  d
Substituindo-se (4) em (2), obtemos:
2Gm2
V2  (6)
m  M  d
Substituindo-se (5) e (6) em (1):

vrel 
2GM 2
m  M  d

2Gm2
m  M  d

2G
m  M  d  M 2  m2 
2G
vrel   M  m
m  M  d
2G  m  M 
vrel 
d

50. Considere dois satélites A e B, ambos de massa m, movendo-se na mesma órbita circular de raio
r, em torno da Terra T, mas em sentidos de revolução opostos, e, portanto, em rota de colisão
(veja a Fig. 47). (a) Em termos de G, MT, m e r, determine a energia mecânica total do sistema
constituído pelos dois satélites mais a Terra, antes da colisão. (b) Se a colisão for
completamente inelástica, de modo que os destroços permaneçam como uma única peça de
material retorcido, determine a energia mecânica total imediatamente após a colisão. (c)
Descreva o movimento subseqüente dos destroços.

(Pág. 55)

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Solução.
(a) Considere o seguinte esquema da situação:
vA vB
d

r r

Terra

A energia mecânica total é a soma das energias mecânicas dos satélites A e B:


ET  EA  EB  K A  U AT  K B  U BT  U AB
GmM T GmM T GmM T GmM T Gmm
ET     
2r r 2r r d( )
O termo UAB é desprezível, pois Gmm  GmMT. Logo:
GmM T
ET  
r
(b) A colisão entre os satélites é completamente inelástica. Aplicando-se o princípio da conservação
do momento linear aos instantes imediatamente antes (Pi) e imediatamente após o impacto (Pf),
teremos:
Pi  Pf
mvAi  mvBi  mvAf  mvBf   m  m  v f  2mv f
No instante imediatamente anterior à colisão temos vA = vB. Logo:
vf  0
Portanto, o corpo resultante da colisão, cuja massa é 2m, somente possuirá energia potencial
gravitacional:
2GmM T
ET  
r
(c) Como os destroços não possuem velocidade tangencial (orbital), cairão verticalmente para o
solo.

51. O centro do Sol está em um dos focos da órbita da Terra. A que distância ele se encontra do
outro foco? Expresse sua resposta em termos do raio do Sol RS = 6,96  108 m. A excentricidade
da órbita da Terra é 0,0167 e o semi-eixo maior mede 1,50  1011 m.
(Pág. 55)
Solução.
Considere o seguinte esquema da situação:

________________________________________________________________________________________________________ 25
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ea

Sol
d

a
De acordo com o esquema acima, a distância procurada vale:
d  2ea  2  0, 0167  1,50 1011 m   5, 01109 m
Em termos de raios solares (RS), a distância entre os focos da órbita elíptica da Terra vale:
d

5, 01109 m   7,198
RS 1,50 1011 m 

d  7, 2 RS

52. Use a conservação da energia e a Eq. 27 para a energia total e demonstre que a velocidade v de
um objeto numa órbita elíptica satisfaz a relação
2 1
v 2  GM    .
r a
(Pág. 55)
Solução.
A Eq. 27 citada no enunciado é a energia mecânica total de um objeto de massa m em órbita circular
em torno da Terra (massa M), em que r é o raio da órbita:
GMm
E (27)
2r
No caso de órbitas elípticas, vale a relação em que a é o comprimento do semi-eixo maior da
trajetória elíptica:
GMm
E
2a
A energia mecânica do sistema é dada por:
E  K U
GMm 1 2 GMm
  mv 
2a 2 r
GM 2GM
  v2 
a r
2GM GM
v2  
r a
2 1
v  GM   
r a

________________________________________________________________________________________________________ 26
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Problemas Resolvidos de Física Prof. Anderson Coser Gaudio – Depto. Física – UFES

53. Um cometa move-se em uma órbita de excentricidade igual a 0,880 e tem velocidade de 3,72
km/s quando está o mais distante possível do Sol. Determine a sua velocidade quando estiver no
ponto mais próximo do Sol.
(Pág. 55)
Solução.
Considere o seguinte esquema da situação:
RP RA

ea
vA y

vP Sol z x

a a
Sejam RP o vetor posição do cometa no periélio e RA no afélio, em relação ao Sol, e pP e pA os
momentos lineares do cometa no periélio e afélio, respectivamente. Vamos aplicar a conservação do
momento angular do cometa no periélio (lP) e no afélio (lA), considerando-se o Sol em repouso:
lP  lA
R P  pP  R A  p A
Na coordenada z:
RP MvP  RA MvA
RA
vP  vA (1)
RP
Observando-se o esquema, podemos perceber as seguintes relações, onde a é o raio maior da órbita
elíptica do cometa e e a excentricidade da órbita:
RA  a  ea  a 1  e  (2)
RP  a  ea  a 1  e  (3)
Substituindo-se (2) e (3) em (1):
1  e  v  1  0,880  3, 72 km/s  58, 28 km/s
vP   
1  e  A 1  0,880 
vP  58,3 km/s

61. Um determinado sistema triplo de estrelas consiste em duas estrelas, cada uma de massa m, que
giram em torno de uma estrela central de massa M, na mesma órbita circular. As duas estrelas
situam-se nos extremos opostos de um diâmetro da órbita circular; veja a Fig. 49. Deduza uma
expressão para o período de revolução das estrelas; o raio da órbita é r.

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(Pág. 55)
Solução.
Considere o seguinte esquema da situação:

A força centrípeta do movimento orbital de cada massa m é igual à resultante das forças
gravitacionais que agem sobre cada uma:
F  F C

Na coordenada radial:
mv 2
FMm  Fmm 
r
GMm Gmm m 2 r 2
 
r2 4r 2 r
G m  4 2
 M   r
r2  4  T2
16 2 r 3
T2 
G  4M  m 
Pode-se notar que se fizermos m = 0, a expressão final igualar-se-á à terceira lei de Kepler:
4 2 r 3
T2 
GM

64. Um sistema de estrelas binárias consiste em duas estrelas, cada uma com massa igual à do Sol,
que giram em torno do seu centro de massa. A distância entre elas é igual à distância entre a

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Terra e o Sol. Qual é o seu período de revolução, em anos?


(Pág. 56)
Solução.
Considere o seguinte esquema da situação:

-v
M

-Fg
CM

M Fg
v

A força centrípeta (Fc) do movimento orbital das estrelas em torno do centro de massa do sistema é
a força gravitacional (Fg) que uma estrela exerce sobre a outra:
Fc  Fg
GM 2
M R  2
2

d
4 2 d GM
 2
T2 2 d

2 2 150 109 m 
3
2 2 d 3
T   2, 24033 107 s
GM  6, 67 10 11 2
N.m /kg 2
1,99 10
30
kg 
T  259 dias

68. A órbita da Terra em torno do Sol é quase circular. As distâncias maior e menor são 1,47  108
km e 1,52  108 km, respectivamente. Determine as variações máximas (a) na energia potencial,
(b) na energia cinética, (c) na energia total, e (d) na velocidade orbital resultantes da variação na
distância Terra-Sol, no curso de um ano. (Sugestão: Aplique a conservação da energia e do
momento angular.)
(Pág. 56)
Solução.
Considere o seguinte esquema da situação:

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rp ra

rp ra va

vp Sol

a
(a) Seja Up a energia potencial do sistema Terra-Sol no periélio (ponto de maior proximidade entre
Sol e Terra) e Ua a energia potencial no afélio (ponto de maior afastamento). A variação da energia
potencial entre o periélio e o afélio (U) vale:
GM T M S  GM T M S 
U  U a  U p    
ra  rp
 
1 1
U  GM T M S   
r r 
 p a
U   6, 67 1011 N.m 2 /kg 2  5,98 1024 kg 1,99 1030 kg  
 1 1 
    1, 776 1032 J
 1, 47 10 m  1,52 10 m  
11 11

U  1,78 1032 J

(b) Num sistema conservativo, como o sistema Terra-Sol, vale a seguinte relação:
K  U  0
K  U
K  1,78 1032 J
(c) A energia mecânica do sistema Terra-Sol vale:
GM S M T
E
2a
Nesta expressão, a é o comprimento do semi-eixo maior da trajetória elíptica. Como o sistema
Terra-Sol é conservativo, não há variação em sua energia mecânica.
E  0
(d) No periélio, a Terra apresenta sua maior velocidade orbital devido à proximidade máxima do
Sol. No afélio ocorre o inverso, com a Terra em sua menor velocidade orbital. A variação na
velocidade orbital entre o periélio e o afélio vale:
v  va  v p (1)
Para determinar va e vp vamos utilizar a variação da energia cinética:
1 1
K  K a  K p  M T va2  M T v 2p
2 2

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2K
va2  v 2p  (2)
MT
Agora vamos aplicar o princípio da conservação do momento angular:
La  L p
ra  pa  rp  p p
 
ra pa sen  rp p p sen
2 2
ra M T va  rp M T v p
rp v p
va  (3)
ra
Substituindo-se (3) em (2):
2
 rp v p  2K
  vp 
2

 ra  MT
 rp2  2 2K
 2  1 v p 
 ra  MT

 ra2  2K
vp   2 2 
r r  M
 p a  T
 1,52 1011 m   2  1, 776 1032 J 
2

vp     30.299, 25 m/s
 1, 47 1011 m 2  1,52 1011 m 2   5,98 1024 kg 
 
Substituindo-se o valor de vp em (3):

va 
1, 47 10 11
m   30.299, 25 m/s 
 29.302,571 m/s
1,52 10 11
m
Agora podemos resolver (1):
v   29.302,571 m/s    30.299, 25 m/s   996,6861 m/s
v  996 m/s

69. Suponha que um satélite de comunicações geossíncrono esteja em órbita na longitude de


Chicago. Você está em Chicago e deseja captar os seus sinais. Em que direção você deveria
apontar o eixo da sua antena parabólica? A latitude de Chicago é 47,5o.
(Pág. 56)
Solução.
Considere o seguinte esquema da situação:

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Terra
Chicago
MT RT x

  m
Equador R0 Fg

Eixo de rotação
Neste esquema,  é o ângulo de visada, acima do horizonte, que deve ser utilizado para direcionar a
antena. Em primeiro lugar vamos determinar o raio orbital do satélite (RO) por meio da força
centrípeta (força gravitacional) que age sobre o satélite:
mv 2
F
RO
GM T m m 2 RO2

RO2 RO
GM T 4 2
 2
RO3 T
1/ 3
 GM T T 2 
RO     42.250.474,31 m
 4
2

Análise do ângulo :
 
       
 2 

   (1)
2
Observando-se o esquema, podemos notar que:
 
sen    
sen  2 
 (2)
RT RO
Substituindo-se (1) em (2):
   
sen       sen    
2  2 
RT RO
cos     cos 

RT RO
cos  cos   sen  sen  RT

cos  RO
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RT
cos   sen  tan  
RO
 RT 
  tan 1  cot   
 RO sen  

  tan 1 cot  47,5o  
 6,37 10 m 
6

  35, 444
  42.250.474,31 m  sen  47,5o  
  35, 4
A antena deverá ser apontada para 35,4o acima do horizonte, na direção sul.

73. Três estrelas idênticas, de massa M, estão localizadas nos vértices de um triângulo eqüilátero de
lado L. A que velocidade elas devem se mover, preservando o triângulo eqüilátero, sabendo-se
que todas elas giram sob a influência gravitacional umas das outras, numa órbita circular
circunscrita?
(Pág. 56)
Solução.
Considere o seguinte esquema da situação:
M v3

L L

F31 FC CM
v1

M L M
F21
v2

Como o triângulo formado pelas estrelas 1, 2 e 3 é eqüilátero, o ângulo  que aparece no esquema é
/6. Considerando-se a simetria envolvida no problema temos v1 = v2 = v3. Vamos calcular a força
centrípeta do movimento orbital da estrela 1:
FC  F13  F12
Na direção radial:
FC  F13 cos  F12 cos 
Mv12 GM 2 3 GM 2 3
 2  2
R L 2 L 2
Mas:
3
R L
3
Logo:
3Mv12 GM 2 3

L 3 L2
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GM
v12 
L
GM
v1  v2  v3 
L

74. Quanto tempo levará um cometa, que se move numa trajetória parabólica, para mover-se desde
o seu ponto de maior aproximação do Sol, em A (veja a Fig. 50), até completar um ângulo de
90o, medido em relação ao Sol, alcançando B? Suponha que a distância de maior aproximação
ao Sol é igual ao raio da órbita da Terra, suposta circular.

(Pág. 56)
Solução.
Considere o seguinte esquema da situação:
Órbita da Terra

rB Sol y
B
r
z x
 rA

A
A componente z do momento angular do cometa, de massa m, quando este passa pelo ponto A (LA,z)
é igual à componente z do seu momento angular em outro ponto qualquer da trajetória parabólica,
como no ponto descrito pelo ângulo  (Lz).
Lz  LA, z
 
I   rA  p A  rA  mvA sen  
2
Na equação acima, I é o momento de inércia do cometa, 
d
mr 2   rAmvA
dt
r 2 d  rAvAdt (1)
Para resolver (1), precisamos de uma função de r em termos de  e da velocidade do cometa no
ponto A (vA). A velocidade vA pode ser calculada a partir da principal característica da órbita
circular, que é possuir energia mecânica nula. Ou seja:
E  K U  0

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1 2 GM S m
mv  0
2 r
2GM S
v
r
Portanto, no ponto A, a velocidade do cometa vale:
2GM S
vA  (2)
rA
A função de r em termos de  que precisamos corresponde à equação da parábola, descrita em
coordenadas polares:
r 1  cos    l
Na equação acima, l é a distância do foco à parábola, medida através de uma linha perpendicular ao
eixo. No presente caso, l = rB. Podemos determinar o valor de rB sabendo que quando  = 0, termos
r = r A:
rA 1  cos 0   rB
rB  2rA
Logo a função procurada é:
2rA
r( )  (3)
1  cos  
Substituindo-se (2) e (3) em (1):
4rA2
d  2rAGM S dt
1  cos  
2

 /2 d GM S t
 1  cos 
0 2

8rA3  dt
0

 /2
 2  cos   sen  
GM S
t
3 1  cos   0
2
8rA3

2 GM S
 t
3 8rA3

32 1,50 1011 m 
3
32rA3
t   9,5082 106 s
9GM S 9  6, 67 1011 N.m2 /kg 2 1,99 1030 kg 
t  110 dias

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