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ANO XXII - Maceió/AL, Quinta-Feira, 19 de Dezembro de 2019 - Nº 5864

MUNICÍPIO DE MACEIÓ
EXPEDIENTE: PREFEITURA MUNICIPAL DE MACEIÓ
DIÁRIO OFICIAL ELETRÔNICO DO MUNICÍPIO DE MACEIÓ

01 - PREFEITO DE MACEIÓ GABINETE DO PREFEITO - GP


RUI SOARES PALMEIRA LEI Nº. 6.961 MACEIÓ/AL, 18 DE DEZEMBRO DE 2019
02 - VICE-PREFEITO
MARCELO PALMEIRA CAVALCANTE PROJETO DE LEI Nº. 7.373/2019
Projeto de Lei nº. 119/2019
03 - GABINETE DE GOVERNANÇA - GGOV
ÍRIA ROCHA CAVALCANTE DE ALMEIDA AUTOR: PODER EXECUTIVO MUNICIPAL
04 - SECRETARIA MUNICIPAL DE GOVERNO – SMG
JOSÉ EDUARDO ACCIOLY CANUTO
DISPÕE SOBRE AS DIRETRIZES TÉCNICAS
PARA A INSTALAÇÃO, MANUTENÇÃO E
05 - PROCURADORIA-GERAL DO MUNICÍPIO – PGM LIMPEZA PERIÓDICA DE CAIXAS DE
DIOGO SILVA COUTINHO
GORDURA NAS EDIFICAÇÕES NO MUNICÍPIO
06 - SECRETARIA MUNICIPAL DE CONTROLE INTERNO – SMCI DE MACEIÓ E DÁ OUTRAS PROVIDÊNCIAS.
NEANDER TELES ARAÚJO
07 - SECRETARIA MUNICIPAL DE ASSISTÊNCIA SOCIAL – SEMAS O PREFEITO DO MUNICÍPIO DE MACEIÓ,
MARCELO PALMEIRA CAVALCANTE Faço saber que a Câmara Municipal de Maceió decreta e eu sanciono
08 - SECRETARIA MUNICIPAL DE COMUNICAÇÃO – SECOM a seguinte Lei:
ELIANE ALBUQUERQUE DE AQUINO
09 - SECRETARIA MUNICIPAL DE DESENVOLVIMENTO TERRITORIAL E CAPÍTULO I
MEIO AMBIENTE – SEDET DAS DISPOSIÇÕES GERAIS
ROSA MARIA BARROS TENÓRIO
10 - SECRETARIA MUNICIPAL DE EDUCAÇÃO – SEMED Art. 1º Esta Lei dispõe sobre as diretrizes técnicas e condições
ANA DAYSE REZENDE DOREA necessárias para a aprovação de projetos para a instalação de caixas de
11 - SECRETARIA MUNICIPAL DE ECONOMIA – SEMEC gordura, sua manutenção e limpeza nas edificações do Município de
FELLIPE DE MIRANDA FREITAS MAMEDE Maceió com os seguintes objetivos:
12 - SECRETARIA MUNICIPAL DE GESTÃO – SEMGE
REINALDO BRAGA DA SILVA JÚNIOR I – obrigar a adoção de medidas que evitem o lançamento de resíduo
13 - SECRETARIA MUNICIPAL DE INFRAESTRUTURA – SEMINFRA
de óleo e gordura de origem vegetal ou animal e de uso culinário em
MAC MERRHON LIRA PAES rede de coleta de esgoto e de drenagem pluvial;
14 - SECRETARIA MUNICIPAL DE SEGURANÇA COMUNITÁRIA E CONVÍVIO
SOCIAL – SEMSCS II – coibir a poluição ambiental dos solos e das águas provocada pelo
ENIO BOLIVAR DE ALBUQUERQUE lançamento de óleo e gordura em rede de coleta de esgoto e de
15 - SECRETARIA MUNICIPAL DE SAÚDE – SMS
drenagem pluvial;
JOSÉ THOMAZ DA SILVA NONÔ NETTO
III – otimizar a utilização de recursos públicos aplicados em
16 - SECRETARIA MUNICIPAL DE TRABALHO, ABASTECIMENTO E
ECONOMIA SOLIDÁRIA – SEMTABES manutenção de rede de coleta de esgoto e de drenagem pluvial;
FLÁVIO SARAIVA DA SILVA
17 - SECRETARIA MUNICIPAL DE TURISMO, ESPORTE E LAZER – SEMTEL
IV – evitar o entupimento de rede de coleta de esgoto e de drenagem
JAIR GALVÃO FREIRE NETO pluvial;
18 - AGÊNCIA MUNICIPAL DE REGULAÇÃO DE SERVIÇOS DELEGADOS –
ARSER V – informar e conscientizar a população dos riscos ambientais
RODRIGO BORGES FONTAN causados pelo despejo de óleos, gorduras de origem animal ou vegetal
19 - INSTITUTO DE PREVIDÊNCIA DOS SERVIDORES PÚBLICOS DO
de uso culinário na rede de esgoto e rede pluvial;
MUNICÍPIO DE MACEIÓ – IPREV
FABIANA TOLEDO VANDERLEI DE AZEVEDO VI – incentivar a prática de reciclagem de óleos e gorduras de origem
20 - FUNDAÇÃO MUNICIPAL DE AÇÃO CULTURAL – FMAC vegetal ou animal e de uso culinário, doméstico, comercial ou
VINÍCIUS CAVALCANTE PALMEIRA industrial, mediante suporte técnico a cooperativas, associações e
21 - SUPERINTENDÊNCIA MUNICIPAL DE DESENVOLVIMENTO
empresas que atuem na área de reciclagem.
SUSTENTÁVEL - SUDES
GUSTAVO ALBERTO ACIOLI DE PAIVA TORRES Art. 2º As obrigações previstas nesta Lei são aplicáveis a todas as
22 - SUPERINTENDÊNCIA MUNICIPAL DE ILUMINAÇÃO DE MACEIÓ – SIMA edificações, em especial:
TÁCIO MELO DA SILVEIRA
23 - SUPERINTENDÊNCIA MUNICIPAL DE TRANSPORTES E TRÂNSITO –
I – as de uso não residencial, públicas e privadas, nas quais se
SMTT realizem atividades que incluam o preparo de alimentos, tais como:
ANTÔNIO JOSÉ GOMES DE MOURA
24 - COMPANHIA MUNICIPAL DE ADMINISTRAÇÃO, RECURSOS HUMANOS E a) bares, restaurantes, lanchonetes, cozinhas industriais, cantinas e
PATRIMÔNIO – COMARHP buffets;
ALAN HELTON DE OMENA BALBINO b) padarias e confeitarias;
c) hotéis, motéis e similares;
O Diário Oficial Eletrônico do Município de Maceió é uma solução voltada à d) escolas, creches, abrigos, asilos e albergues;
modernização e transparência da gestão municipal. e) casas de espetáculos, boates e danceterias;
f) hospitais, unidades de saúde com leitos, casas de repouso;
g) quartéis;
h) presídios;

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i) clubes esportivos e recreativos; Art. 9º É obrigatória à limpeza periódica das caixas de gordura das
j) indústrias alimentícias; edificações, sujeitando-se o proprietário, o possuidor e/ou os usuários
k) avícolas; responsáveis da edificação às penalidades previstas em caso de
l) açougues; transbordos ou evidências de má conservação ou manutenção, nos
m) outras edificações nas quais se realize o preparo ou processamento termos desta Lei, sem prejuízo de outras imposições legais de
de alimentos. legislações correlatas.

II – de uso residencial multifamiliar. § 1º As edificações não residenciais e as residenciais multifamiliares


manterão arquivados, para fins de verificação da fiscalização, os
CAPÍTULO II comprovantes documentais dos serviços de limpeza de suas caixas de
DA INSTALAÇÃO DAS CAIXAS DE GORDURA gordura dos últimos 12 (doze) meses, em cujos registros deverão
constar:
Art. 3º É condição necessária para a emissão de alvará de construção
para novas edificações constar obrigatoriamente nos seus projetos a I - a data e horário da execução dos serviços;
instalação da caixa de gordura.
II - a identificação do responsável pela sua execução, especificando o
§ 1º A caixa de gordura consiste em elemento destinado a reter, na sua seu regular licenciamento para o exercício da atividade;
parte superior, a camada sólida de gorduras, graxas e óleos contidos
no ramal interno de esgotamento sanitário da edificação, formando III - a identificação e assinatura do responsável pela edificação;
camadas que devem ser removidas periodicamente para destinação
final ambientalmente adequada, sendo vedado o seu descarte na rede IV - a indicação do local de destinação dos resíduos e/ou efluentes
pública de esgotamento sanitário ou de drenagem de águas pluviais. coletados.

§ 2º A obrigação referida no caput deste artigo também abrange § 2º Os serviços referidos no § 1º somente poderão ser executados por
imóveis residenciais e não residenciais já existentes quando da empresas especializadas devidamente licenciadas pelo Poder Público.
publicação desta Lei, devendo constar obrigatoriamente dos projetos
das futuras edificações, reformas ou ampliações. § 3º A periodicidade da realização da limpeza das caixas de gordura
dar-se-á de acordo com o volume de óleos e graxas descartados, não
§ 3º Para as edificações já existentes quando da publicação desta Lei e se admitindo em hipótese alguma o seu transbordamento para o
que não detenham a caixa de gordura em seu ramal interno de esgoto, logradouro público, linha d´água e galerias pluviais.
é obrigatória a sua instalação no prazo de 120 (cento e vinte) dias
contados da publicação desta Lei. Art. 10 Para os imóveis não residenciais e para os residenciais
multifamiliares é obrigatório o livre acesso à fiscalização, a qualquer
§ 4º Nas edificações de uso não residencial, é condição necessária tempo, para verificação:
para a emissão ou a renovação do seu Alvará de Funcionamento a
implantação ou adequação da caixa de gordura já existente. I – das condições de limpeza, manutenção e conservação das caixas
de gordura;
Art. 4º Nenhuma canalização destinada a abastecimento de água ou
coleta de esgoto sanitário poderá ser implantada em logradouros II – dos registros documentais históricos de inspeção periódica das
públicos sem aprovação do projeto e da vistoria das obras pela caixas de gordura.
Companhia de Saneamento de Alagoas – CASAL.
Art. 11 Para edificações de uso não residencial ou estabelecimentos
Art. 5º É dos responsáveis técnicos pela concepção e execução dos comerciais ou e serviços que gerem resíduos diários até 100 (cem)
projetos das edificações a total responsabilidade pelo projeto do litros e que sejam recolhidos pelo serviço regular de coleta urbana, a
empreendimento e seu dimensionamento adequado às características acomodação adequada dos resíduos e/ou efluentes resultantes da
da edificação, inclusive quanto à adequação da caixa de gordura limpeza e/ou manutenção das caixas de gordura dar-se-á em sacos
segundo o perfil de utilização da edificação, nos termos da respectiva plásticos devidamente fechados, para descarte regular.
Anotação de Responsabilidade Técnica – ART ou Registro de
Responsabilidade Técnica – RRT. CAPÍTULO IV
DAS INFRAÇÕES E PENALIDADES
Art. 6º As características técnicas das caixas de gordura atenderão às
disposições das Normas Técnicas da Associação Brasileira de Normas Seção I
Técnicas – ABNT, bem como às instruções técnicas normativas da DAS DISPOSIÇÕES GERAIS
Companhia de Saneamento de Alagoas – CASAL relativas ao projeto
e construção de ramais prediais de esgotos sanitários. Art. 12 Considera-se infração a esta Lei o descarte de resíduos e/ou
efluentes das caixas de gordura em galerias pluviais e redes coletoras
Art. 7º As caixas de gordura receberão esgoto exclusivamente de pias de esgoto, sem prejuízo das disposições punitivas de natureza
de cozinha ou de outras frontes internas do imóvel decorrentes do ambiental, de posturas e de limpeza urbana.
tratamento ou processamento de alimentos.
Art. 13 O descumprimento às disposições desta Lei, sem prejuízos de
Art. 8º A partir da publicação desta Lei, as caixas de gordura de novas outras punições previstas, sujeitará os infratores a:
edificações serão instaladas no lado interno das edificações.
I – multas, cujo valor será graduado em função da gravidade e do
Parágrafo Único. Se, pelas características da edificação, verificar-se risco potencial da infração;
a critério exclusivo do órgão municipal licenciador a total
inviabilidade da instalação da caixa de gordura no lado interno do II – embargo do funcionamento da atividade.
imóvel, poderá ser excepcionalmente autorizada a sua instalação no
logradouro público imediatamente limítrofe à testada da edificação. § 1º O pagamento das multas não exclui os infratores da necessidade
de cumprimento das demais obrigações previstas nesta Lei, para
CAPÍTULO III regularização dos motivos que ensejaram a punição.
DA LIMPEZA E MANUTENÇÃO DAS CAIXAS DE
GORDURA § 2º Nas infrações puníveis com pena de embargo, o seu levantamento
é condicionado ao pagamento das multas concomitantemente
aplicadas e à regularização das razões que o ensejaram.

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Seção II Art. 22 Executar, o prestador de serviço devidamente licenciado,


DAS INFRAÇÕES EM ESPÉCIE serviços de limpeza de caixa de gordura em desobediência às
disposições desta Lei, inclusive quanto à emissão do manifesto ao
Art. 14 Deixar de instalar adequadamente caixa de gordura na tomador do serviço e/ou descarte irregular dos resíduos e/ou efluentes:
edificação:
Pena: multa de R$ 980,00 (novecentos e oitenta reais). I – Pena: multa de R$ 840,00 (oitocentos e quarenta reais) e embargo
do funcionamento da atividade, sem prejuízo das multas aplicadas, se
Art. 15 Instalar caixa de gordura fora dos padrões técnicos aplicáveis: comprovado o descarte irregular dos resíduos e/ou efluentes;
Pena: multa de R$ 686,00 (seiscentos e oitenta e seis reais).
II – Pena: multa prevista no inciso I deste artigo, aplicada em dobro, a
Art. 16 Dar causa, omitir-se na adoção de providências preventivas ou cada reincidência no prazo de 12 (doze) meses;
não evitar o transbordamento de resíduos ou efluentes provenientes de
caixa de gordura para o logradouro público: Art. 23 Impedir ou dificultar o acesso da fiscalização às edificações
Pena: multa de R$ 725,00 (setecentos e vinte e cinco reais). e/ou empreendimentos sujeitos às obrigações previstas nesta Lei:

Parágrafo único. Se o transbordamento ou descarte indevido atingir a I – Pena: multa de R$ 210,00 (duzentos e dez reais), nos casos de
linha d´água e/ou a rede de águas pluviais: edificações de uso residencial unifamiliar, ou, quando multifamiliar,
Pena: multa de R$ 1.087,00 (um mil e oitenta e sete reais). multiplicada pelo número de unidades autônomas do
empreendimento;
Art. 17 Deixar de promover a limpeza e/ou manutenção da caixa de
gordura, após 30 (trinta) dias da notificação corretiva: II – Pena: multa de R$ 1.420,00 (um mil, quatrocentos e vinte reais) à
pessoa física ou jurídica responsável pela atividade exercida no
I – Pena: multa de R$ 450,00 (quatrocentos e cinquenta reais) ao estabelecimento e embargo imediato de funcionamento da atividade;
responsável pela edificação de uso exclusivamente residencial,
aplicável por cada unidade autônoma para as edificações Art. 24 Serão solidariamente responsáveis pelo cumprimento das
multifamiliares; penas previstas nesta Lei o proprietário e o possuidor da edificação,
e/ou proprietários das unidades autônomas.
II – Pena: multa de R$ 2.250,00 (dois mil, duzentos e cinquenta reais)
à pessoa física ou jurídica responsável pela atividade exercida no Art. 25 Se da infração resultar potencial ilícito de natureza penal, os
estabelecimento não residencial e embargo imediato de órgãos encarregados da fiscalização do cumprimento desta Lei
funcionamento da atividade exercida no imóvel; deverão encaminhar as autuações e respectivos processos para ciência
do Ministério Público.
Art. 18 Deixar, nos casos de edificações não residenciais ou
residenciais multifamiliares, de manter devidamente arquivados os Art. 26 As multas não pagas no prazo legal serão inscritas na Dívida
comprovantes dos serviços de limpeza da caixa de gordura do Ativa para cobrança judicial, sem prejuízo do protesto do respectivo
empreendimento, no prazo fixado nesta Lei e atendidos os requisitos título, a critério da Administração Municipal, sendo vedada a
nela previstos: expedição de Certidão Negativa de Débitos Municipais ao
contribuinte apenado enquanto não adimplidas.
I – Pena: multa de R$ 285,00 (duzentos e oitenta e cinco reais);
CAPÍTULO V
II – Pena: multa referida no inciso I deste artigo, reduzida em 50%, se DAS DISPOSIÇÕES FINAIS
apresentado pelo menos o registro do último serviço de limpeza
executado, atendidos os requisitos previstos nesta Lei. Art. 27 O cumprimento das obrigações previstas nesta Lei, assim
como a aplicação das penalidades às infrações cometidas, serão objeto
Art. 19 Deixar de acondicionar adequadamente, para descarte, os de fiscalização municipal pelos órgãos e/ou setores de fiscalização
resíduos sólidos e/ou efluentes resultantes da limpeza da caixa de ambiental, edilícia e/ou de posturas e limpeza urbana.
gordura:
Parágrafo único. Por ato de delegação do Poder Executivo Municipal
I- Pena: multa de R$ 210,00 (duzentos e dez reais), ao proprietário e formalização do respectivo convênio de cooperação específico para
e/ou possuidor do imóvel residencial unifamiliar; essa finalidade, as atividades referidas no caput deste artigo poderão
ser executadas também pela concessionária do serviço público de
II- Pena: multa de R$ 335,00 (trezentos e trinta e cinco reais), ao saneamento.
responsável e/ou proprietário do imóvel, no caso de descumprimento
do disposto no art. 11 desta Lei. Art. 28 Os procedimentos de fiscalização, incluindo os requisitos da
Art. 20 Contratar ou tomar, de forma gratuita ou onerosa, os serviços notificação e da autuação, a aplicação das multas e embargos, assim
de limpeza de caixa de gordura por pessoa física ou jurídica não como o respectivo processo administrativo de apuração e o exercício
devidamente licenciada pelos órgãos competentes: do direito de defesa dos autuados serão disciplinados em Decreto do
Poder Executivo, assegurados o devido processo legal, o contraditório
I – Pena: multa de R$ 450,00 (quatrocentos e cinquenta reais); e a ampla defesa.
II – Pena: multa prevista no inciso I deste artigo, aplicada em dobro,
em caso de reincidência na mesma prática no prazo de 12 (doze) Parágrafo único. Enquanto não publicado o Decreto referido no
meses da primeira autuação. caput deste artigo, aplicar-se-ão, como regulamento desta Lei, as
disposições do Decreto n. 6.563, de 02 de setembro de 2005, no que
Art. 21 Executar serviços de limpeza de caixa de gordura sem a couber.
devida licença para exercício da atividade pelos órgãos competentes:
Art. 29 O órgão municipal de licenciamento urbano e ambiental
I – Pena: multa de R$ 1.420,00 (um mil, quatrocentos e vinte reais) e poderá expedir instruções para a operacionalização administrativa das
embargo imediato do estabelecimento executor dos serviços; disposições deste Decreto.

II – Pena: multa prevista no inciso I deste artigo, aplicada em triplo, Art. 30 Os valores das multas previstas nesta Lei serão corrigidos
se da limpeza resultou o descarte indevido dos resíduos e/ou efluentes, anualmente, em janeiro de cada exercício, por Decreto do Poder
e embargo imediato do estabelecimento executor dos serviços; Executivo Municipal, aplicando-se aos seus valores os mesmos
índices de correção anual dos tributos municipais.

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Art. 31 Esta Lei entra em vigor na data da sua publicação. que o referido Projeto de Lei versa sobre regime jurídico dos
servidores da administração direta, uma verdadeira ação de governo, a
Art. 32 Revogam-se as disposições em contrário. decisão para sua implementação somente cabe ao Poder Executivo,
dada a sua função de organização da administração pública, gestão
PREFEITURA MUNICIPAL DE MACEIÓ, em 18 de Dezembro dos bens integrantes do acervo patrimonial e obediência ao princípio
de 2019. da Separação de Poderes.

RUI SOARES PALMEIRA Conforme bem enfatizou a Procuradoria Especializada Legislativa da


Prefeito de Maceió Procuradoria-Geral do Município, o Projeto de Lei nº 7.363 invadiu a
Publicado por: iniciativa privativa do Prefeito Municipal, senão vejamos.
Evandro José Cordeiro
Código Identificador:C43EFD54 Por sua vez, em respeito ao princípio da simetria, o § 1º do artigo 32
da Lei Orgânica Municipal, dispõe as hipóteses de iniciativa do
GABINETE DO PREFEITO - GP Prefeito Municipal.
LEI Nº. 6.960 MACEIÓ/AL, 18 DE DEZEMBRO DE 2019.
Dispõe o artigo 55 da Lei Orgânica do Município de Maceió, no que
PROJETO DE LEI Nº. 7.372/2019 compete, privativamente ao Prefeito.
Projeto de Lei nº. 138/2019
AUTOR: PODER EXECUTIVO MUNICIPAL Dispõe o § 1º do artigo 66 da Constituição Federal que, se o
Presidente da República considerar o Projeto de Lei, no todo ou em
ALTERA O §2º DO ARTIGO 9º DA LEI parte, inconstitucional ou contrário ao interesse público, vetá-lo-á total
MUNICIPAL Nº 6.901, DE 26 DE JUNHO DE 2019. ou parcialmente, no prazo de 15 (quinze) dias úteis, contados da data
do recebimento, e comunicará, dentro de 48 (quarenta e oito) horas, ao
O PREFEITO DO MUNICÍPIO DE MACEIÓ, Presidente do Senado Federal, os motivos do veto.
Faço saber que a Câmara Municipal de Maceió decreta e eu sanciono
a seguinte Lei: Em respeito ao princípio da simetria, a Lei Orgânica do Município de
Maceió, no § 1º do seu artigo 36, reza que, se o Prefeito considerar o
Art. 1º O artigo 9º, §2º, da Lei Municipal de nº 6.901, de 26 de junho Projeto de Lei, no todo ou em parte, inconstitucional ou contrário ao
de 2019, que traz em seu bojo a vedação de cumulatividade da diária interesse público, vetá-lo-á total ou parcialmente, no prazo de 15
paga em razão do Serviço Indenizado de Adesão Voluntária – SIAV (quinze) dias úteis, contados da data do recebimento, e comunicará,
com qualquer outra verba indenizatória, passará, a partir da vigência dentro de 48 (quarenta e oito) horas, ao Presidente da Câmara, os
desta lei, a conter a seguinte redação: motivos determinantes do veto.

“Art. 9º......... Dessa forma, pode-se concluir que o Chefe do Poder Executivo, ao
................................ analisar um Projeto de Lei remetido pelo Poder Legislativo, deverá
§2º A indenização de que trata o caput deste artigo será paga no mês fazê-lo sob os prismas jurídico e político, e apenas os Projetos de Lei
subsequente ao do serviço realizado e será lançado na conta que sejam constitucionais (prisma jurídico) e que atendam ao interesse
corrente do membro da Guarda Municipal.” (NR) público (prisma político) é que devem receber a sanção.

Art. 2º Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação, revogando- Por outro lado, o Projeto de Lei que não atende a um desses 02 (dois)
se as disposições em contrário. prismas – jurídico e/ou político – deve ser vetado, conforme o § 1º do
artigo 66 da Constituição Federal, e § 1º do artigo 36 da Lei Orgânica
PREFEITURA MUNICIPAL DE MACEIÓ, em 18 de Dezembro do Município de Maceió.
de 2019.
No caso em tela, conforme demonstrado, não resta dúvida acerca da
RUI SOARES PALMEIRA inconstitucionalidade do Projeto de Lei nº 7.363, o que inviabiliza por
Prefeito de Maceió completo o citado Projeto de Lei, tornando-se impossível sua sanção.
Publicado por:
Evandro José Cordeiro Diante disso, outra alternativa não resta senão o VETO TOTAL ao
Código Identificador:2FC2E4E2 Projeto de Lei nº 7.363, em virtude do mesmo não atender ao prisma
jurídico, tendo em vista a sua inconstitucionalidade, decorrente do
GABINETE DO PREFEITO - GP vício de iniciativa.
MENSAGEM N°. 085 MACEIÓ/AL, 18 DE DEZEMBRO DE
2019. Publique-se as razões desse veto no Diário Oficial Eletrônico do
Município de Maceió, e, após essa publicação (que deverá ser juntada
RAZÕES DE VETO no presente Processo Administrativo), no prazo máximo de 48
(quarenta e oito) horas, encaminhe-se o presente Processo
Senhor Presidente, Administrativo, com as razões desse veto, ao Presidente da Câmara
Municipal de Vereadores, para sua ciência, conforme determina o § 1º
Nos autos do Processo Administrativo nº 0100.118183/2019, foi do artigo 36 da Lei Orgânica do Município de Maceió.
encaminhado para o Chefe do Poder Executivo Municipal, em data de
04/12/2019, o Projeto de Lei nº 7.363, aprovado pela Câmara RUI SOARES PALMEIRA
Municipal de Vereadores, que “reconhece as categorias dos servidores Prefeito de Maceió
municipais agentes comunitários de saúde e agentes de combate às
endemias a natureza de cargos técnicos e da área da saúde para fins de Excelentíssimo Senhor
acumulação lícita remuneratória”. VEREADOR KELMANN VIEIRA DE OLIVEIRA
Presidente da Câmara Municipal.
Ao se manifestar acerca desse Projeto de Lei, a Procuradoria
Especializada Legislativa da Procuradoria-Geral do Município emitiu NESTA.
Parecer opinando pelo veto total ao mesmo, por vício de iniciativa. Publicado por:
Evandro José Cordeiro
O Parecer proferido pela Procuradoria Especializada Legislativa da Código Identificador:BABC71C6
Procuradoria-Geral do Município entendeu que o Projeto de Lei nº
7.363 desrespeitou a iniciativa exclusiva do Poder Executivo, uma vez

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