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0.

Sumário

1. Introdução às redes de computadores ........................................................................... 3


Conceito de rede de computadores ...................................................................................... 3
Classificação das redes relativamente ao seu alcance geográfico ........................................ 5
LANs................................................................................................................................. 5
MANs ............................................................................................................................... 6
WANs ............................................................................................................................... 6
2. Topologias de redes ...................................................................................................... 8
Conceito de topologia ............................................................................................................ 8
Tipos de topologia ................................................................................................................. 9
Topologia em bus ou barramento................................................................................... 9
Topologia em star ou estrela ........................................................................................ 10
Topologia em ring ou anel ............................................................................................ 12
Topologia em tree ou árvore ........................................................................................ 13
Topologia em mesh ou malha ....................................................................................... 13
3. Transmissão de dados ................................................................................................. 15
Conceito de transmissão...................................................................................................... 15
Tipos de transmissão ........................................................................................................... 16
Fontes de distorção da transmissão .................................................................................... 19
Ruído ............................................................................................................................. 19
Lei de Shannon .............................................................................................................. 20
Atenuação e ecos .......................................................................................................... 21
Modulação ........................................................................................................................... 21
Modos de transmissão analógica vs digital ......................................................................... 24
4. Cablagens ................................................................................................................... 25
Cabos mais comuns ............................................................................................................. 25
Cabo coaxial ......................................................................................................................... 25
Cabo coaxial fino ........................................................................................................... 26
Instalação do cabo coaxial fino ..................................................................................... 29
Cabo coaxial grosso ....................................................................................................... 31
Instalação do cabo coaxial grosso ................................................................................. 32
Cabo de par trançado .......................................................................................................... 35
Cabo par trançado sem blindagem ou UTP .................................................................. 36
Cabo par trançado com blindagem ou STP ................................................................... 39
Fibra ótica ............................................................................................................................ 41
Referências bibliográficas ................................................................................................ 43

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1. Introdução às redes de computadores

Conceito de rede de computadores

Uma rede de computadores é um grupo de sistemas de computadores e outros dispositivos


que estão ligados entre si através de canais de comunicação de modo a poderem comunicar
entre si e poderem partilhar recursos por vários utilizadores. Na prática, sempre que dois
computadores estiverem interligados e puderem trocar dados entre si, estamos na presença
de uma rede.

Existem inúmeras definições de diversos autores sobre o que é uma rede de computadores.
Outra definição diz-nos que uma rede de comunicação de dados é um conjunto de hardware
e software que permite a computadores individuais estabelecerem comunicação entre si.
Essa comunicação permite não apenas a troca de informações, mas também a partilha de
recursos que ficam disponíveis para diversos utilizadores, como por exemplo, uma
impressora, que está ligada a um pc, mas que, se esse pc está ligado a outros através de uma
rede, os outros também podem imprimir nessa mesma impressora.

Se quisermos impedir o acesso não autorizado aos recursos partilhados (por exemplo, se
quisermos impedir que usem a impressora) devemos adotar procedimentos de segurança
para controlo dos acessos.

Os principais benefícios do uso de uma rede numa organização são:

• Partilha de recursos;

• Partilha de informações;

• Redução de custos;

• Segurança.

Assim e, em resumo, o uso de uma rede torna possível a realização das seguintes operações:

• partilhar e transferir ficheiros;

• partilhar impressoras, drives de DVD e outros periféricos;

• partilhar o acesso a aplicações que estão centralizadas e cujo custo ou características


técnicas inviabilizam a sua ser instalação em cada computador;

• partilhar a ligação à Internet;

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• centralizar os ficheiros num só lugar, o que permite que vários utilizadores trabalhem no
mesmo ficheiro, e que possam usar sempre a versão mais recente de cada ficheiro. Esse
fator também permite economizar espaço em disco, já que ao invés de termos uma cópia
do ficheiro em cada computador, teríamos uma única cópia localizada num computador
central da rede (um servidor). Por outro lado, manter todos os ficheiros num só local
também possibilita, de uma forma mais fácil, a realização de uma cópia de segurança
centralizada.

• viabilizar a comunicação entre os utilizadores da rede através de um sistema de


mensagens;

• viabilizar a realização de tarefas em grupo, através da partilha de uma agenda, por


exemplo;

A figura seguinte ilustra dois computadores ligados em rede. Qual a vantagem? O utilizador
de qualquer dos computadores pode aceder aos ficheiros do outro computador. Uma rede
formada por apenas dois computadores constitui a forma mais simplificada de uma rede de
computadores.

Podemos ter uma rede com vários computadores interligados a uma máquina
fotocopiadora, a um relógio de ponto, a uma caixa registadora, por exemplo.

Podemos imaginar uma rede de computadores como sendo um conjunto de sistemas


capazes de trocar informações e partilhar recursos, interligados por um sistema de
comunicação.

O Sistema de Comunicação vai se constituir de um arranjo topológico interligando os vários


módulos processadores através de enlaces físicos (meios de transmissão) e de um conjunto
de regras com o fim de organizar a comunicação (protocolos).

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Classificação das redes relativamente ao seu alcance geográfico

As redes podem ser classificadas, quanto a sua área de abrangência, ou seja, quanto ao seu
tamanho físico. De acordo com Dantas (2002), a abrangência geográfica é uma das
características mais utilizadas para a classificação das rede. Essa caraterística convencionou
a classificação das redes em locais ou LANs (Local Area Networks), em metropolitanas ou
MANs (Metropolitan Area Networks) e em redes de maior alcance geográfico ou WANs
(Wide Area Networks).

LANs

É o nome dado às redes em que a sua área de abrangência está limitada a uma sala (como
por exemplo, uma sala de formação), um escritório, um piso de um edifício, um prédio
inteiro (caso de uma empresa cujas instalações ocupam um edifício inteiro) ou até vários
edifícios (como sucede numa universidade, em que a LAN pode ligar edifícios diferentes
todos no mesmo campus universitário). Também podemos ter uma LAN na nossa própria
residência.

O importante é ter em conta que este tipo de rede abrange uma pequena área geográfica.

Ainda segundo Dantas, uma rede local LAN “é uma facilidade de comunicação que permite
uma conexão de alta velocidade entre processadores, periféricos, terminais e dispositivos de
comunicação de uma forma geral num único prédio ou num campus constituído por um
conjunto de edifícios”. “Uma LAN envolve o uso de tecnologias que apresentam uma boa
resposta para interligação de dispositivos com distâncias relativamente pequenas e com
uma largura de banda considerável”.

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MANs

Por sua vez, as Metropolitan Area Networks (redes metropolitanas) possuem um alcance
geográfico superior que pode compreender uma cidade inteira. Uma MAN também pode ser
entendida como um tipo de rede que permite a interligação de diferentes redes locais
pertencentes a uma determinada região, conforme ilustrado na figura seguinte.

WANs

Quando as distâncias envolvidas na interligação dos computadores são superiores a uma


região metropolitana, podendo a dispersão geográfica envolver até continentes diferentes,
estamos em presença de uma WAN, ilustrada através das figuras seguintes.

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A instalação de uma WAN tem um custo bastante elevado e pode envolver a colocação de
cabos submarinos a atravessar oceanos inteiros para interligar continentes ou a utilização de
satélites e, por isso, tais redes são normalmente públicas, instaladas com recurso a
investimento por parte dos Governos.

Em resumo, a tabela seguinte apresenta os tipos de redes existentes com base na distância e
na localização dos computadores que dela fazem parte:

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2. Topologias de redes

Conceito de topologia

Uma rede informática é constituída por computadores conectados entre eles graças a linhas
de comunicação (cabos de redes, etc.) e elementos de hardware (placas de rede ou outros
equipamentos que garantem a boa circulação dos dados). O arranjo físico, ou seja, a
configuração espacial da rede chama-se topologia física.

Existem as seguintes topologias físicas: topologia em bus (ou barramento, topologia em star
(ou estrela), topologia em ring (ou anel), topologia em tree (ou árvore) e topologia em mesh
(ou malha).

Também existe o conceito de topologia lógica, em oposição à topologia física. A topologia


lógica representa a arquitetura de rede que, por sua vez, determina o conjunto de
tecnologias utilizadas numa rede. As arquiteturas de rede são abordadas na UFCD 0825
(Tipologias de redes) e as arquiteturas atualmente mais usadas são a Ethernet e a FDDI, que
compreende os cabos de fibra ótica e que já é instalada nas nossas residências pelos
fornecedores de serviços de telecomunicações a operar em Portugal, como por exemplo, a
Vodafone, a NOS ou a Meo.

Contudo, quando se fala de topologia, normalmente estamos a referir-nos à topologia física.


O termo “topologia lógica” é raramente referido pois, em seu lugar, é usado o termo
“arquitetura de rede”.

Regressando à topologia, e conforme falado, este conceito refere-se à forma como os


enlaces físicos e os nós de comunicação de uma rede estão organizados, determinando os
caminhos físicos existentes e utilizáveis entre quaisquer computadores ligados a essa rede.

As linhas de comunicação podem ser de dois tipos: ponto a ponto e multiponto.

• Linhas ponto a ponto:

Caracterizam-se pela presença de apenas dois pontos de comunicação, uma em cada


extremidade da ligação, como pode ser visto na figura seguinte.

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• Linhas Multiponto:

De forma diferente das linhas ponto a ponto, numa linha multiponto observa-se três ou
mais pontos ligados ao mesmo meio de comunicação, em que todos eles utilizam esse
meio para comunicar.

Tipos de topologia

Já vimos que a topologia define o modo como os computadores da rede são ligados entre si.
Os dois tipos mais comuns de topologias são a topologia em bus (ou barramento) e a
topologia em star (ou estrela). Vamos a seguir descrever esses dois mas também os outros
tipos de topologias.

Topologia em bus ou barramento

Cada um dos dispositivos da rede é conectado a um cabo principal conhecido por backbone
(ligação principal ou, traduzindo à letra, backbone significa espinha dorsal).

Uma rede em barramento é a organização mais simples de uma rede. Numa topologia em
barramento, todos os computadores estão ligados a uma mesma linha de transmissão
através de cabo, geralmente coaxial. A palavra barramento designa a linha física que liga as
máquinas da rede, que pode ser observada nas figuras seguintes.

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Este tipo de topologia tem sido descontinuado, pois apesar da simplicidade de sua
instalação, possui sérias limitações de desempenho e é bastante vulnerável. Por exemplo,
uma limitação óbvia tem a ver com o fato de que, caso haja interrupção nalgum ponto, toda
a rede fica inoperacional.

Frequentemente redes com topologias deste tipo terem inúmeros problemas de


funcionamento, o que torna a sua operação muito limitada e cara, devido às horas de
trabalho técnico que são necessárias para repor o seu funcionamento.

Topologia em star ou estrela

Numa rede em estrela, os computadores da rede estão ligados a um equipamento central


chamado concentrador (que significa hub, em inglês). Atualmente, os hubs já não são
usados, uma vez que foram substituídos pelos switches, que são equipamentos mais
inteligentes. Na UFCD 0825 é abordada a diferença entre hubs e switches. O switch é uma
caixa com diversas fichas, nas quais se podem ligar os cabos provenientes dos
computadores. O papel deste equipamento é garantir a comunicação entre os
computadores que a ele estão ligados.

Esta topologia de rede pode ser observada nas figuras seguintes.

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A manutenção desse tipo de rede é rápida e bastante simplificada. Havendo algum problema
num dos segmentos (devido, por exemplo, à falha do cabo que liga esse segmento), apenas
esse segmento irá ficar inoperacional e os outros não vão ser afetados. Se toda a rede ficar
inoperacional, muito provavelmente o switch será o componente problemático.

As redes em estrela são muito menos vulneráveis do que as redes em barramento. Inclusive,
se necessário, porque desligar alguns dos cabos sem que isso paralise toda a rede. O ponto
nevrálgico desta rede é o switch, porque sem ele não podem existir comunicações entre os
computadores da rede. Por outro lado, uma rede em estrela é mais cara do que uma rede
em barramento, já que requer um hardware suplementar (o switch).

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Topologia em ring ou anel

Numa rede em anel, os computadores são posicionados em anel e comunicam um de cada


vez, conforme ilustrado nas figuras seguintes.

Cada computador tem que aguardar pela sua vez de poder enviar os dados, utilizando um
token que circula pela rede e que passa pelos vários computadores, conforme se pode
visualizar no imagem animada a seguir. Para ver a animação há que fazer duplo clique na
imagem para abrir o PowerPoint e, já com o PowerPoint aberto, podemos ver a animação
clicando na tecla F5.

ring topology.pptx

Na realidade, os computadores de uma rede em anel não estão mesmo ligados em anel, mas
ligados a um distribuidor (chamado MAU, Multistation Access Unit) que faz a gestão das
comunicações entre os computadores a ele ligados, entregando a cada computador, numa
só direção (já que é circular) e sequencialmente, a mensagem.

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As duas principais topologias lógicas que utilizam esta topologia física são o Token ring (anel
com ficha) e o FDDI (Fiber Distributed Data Interface que, em português significa, Interface
de Dados Distribuídos por Fibra).

Topologia em tree ou árvore

Também conhecido como rede hierárquica pelo fato de estar dividida em níveis. O nível
mais alto, está ligado a vários módulos do nível inferior da hierarquia. Estes módulos podem
ser eles mesmos ligados a vários módulos do nível inferior. O todo vai desenhar uma árvore,
conforme ilustrado pela figura seguinte.

Topologia em mesh ou malha

Uma rede mesh, é uma evolução da rede em estrela, uma vez que corresponde à várias
ligações ponto a ponto. Uma unidade de rede pode ter (1, N) conexões ponto a ponto com
várias outras unidades. Cada computador na rede é ligado a todos os outros. A desvantagem
é o grande número de conexões necessárias.

Esta topologia é encontrada em grandes redes de distribuição (como por exemplo a


internet). As informações podem navegar na rede seguindo rotas diversas, sob o controle de
poderosos supervisores de rede ou através de métodos distribuídos de roteamento. Esta

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topologia, em caso de quebra de um link, permite ainda que as informações sejam enviadas.
Ela também se aplica no caso das redes Wi-Fi.

A figura seguinte ilustra este tipo de topologia.

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3. Transmissão de dados

Conceito de transmissão

A transmissão de informação através de sistemas de comunicação pressupõe a passagem de


sinais através dos meios físicos de transmissão. As propriedades físicas dos meios de
transmissão e as características dos sinais transmitidos apresentam uma série de questões
tecnológicas que influenciam na construção e no projeto de redes de computadores. Neste
ponto, vamos referir os principais conceitos envolvidos na codificação e transmissão da
informação.

O processo de comunicação compreende a transmissão de informação e de significados. Se


não há transmissão de informação ou de significado, não há comunicação. Ele envolve a
seleção dos assuntos de comunicação, a codificação desta informação, a transmissão da
informação codificada e o movimento desta transmissão através dos canais de comunicação
para o recetor, que então deteta a informação transmitida; isto é, descodifica a transmissão
e seleciona os assuntos comunicativos que considera como mais importantes. Podemos
classificar os sinais gerados para a transmissão em dois tipos: sinais analógicos e sinais
digitais.

Em qualquer processo de comunicação existem os seguintes elementos: emissor, recetor,


mensagem, canal de comunicação, ruídos e feedback. O emissor transmite uma mensagem,
por algum meio, para um destinatário ou recetor. Antes de transmitir, a fonte codifica a
mensagem, convertendo-a em símbolos: idioma, sons, letras, números e outros tipos de
sinais. A mensagem segue por um canal ou meio de comunicação que pode ser uma
conversação, um telefonema, um e-mail, um memorando ou outro. Na outra ponta da linha,
o recetor descodifica a mensagem, desde que saiba usar o mesmo sistema de símbolos do
emissor. Após tudo isto, a mensagem já pode ser interpretada pelo recetor.

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A comunicação é o ato de transmitir informação. Ao transmitir informação esperamos
preservar o seu significado, recuperar o seu entendimento para permitir a sua manipulação.
Um processo de comunicação admite a existência de um código ou linguagem capaz de
representar informações através de símbolos compreensíveis para as parte envolvidas. A
linguagem verbal é certamente a mais conhecida e utilizada pelo homem.

Quando conversamos, participamos num processo contínuo de conversão das nossas ideias
em mensagens numa linguagem verbal, que pode ser transmitida através de sinais acústicos
com ajuda das cordas vocais. Os sistemas de comunicação, aqui tratados, utilizam em geral
sinais ou ondas eletromagnéticas que seguem através de meios físicos de transmissão. Esses
sinais não são mais do que ondas que se propagam através de determinados meios físicos,
sejam eles o ar, um cabo, ou outro.

Os sinais podem possuir, por exemplo, amplitude que varia ao longo do tempo
correspondendo à codificação da informação transmitida. Os sinais podem, assim, ser
representados como uma função do tempo.

O contexto no qual empregamos os termos sinal e informação é que os diferenciam.


Informações estão, em geral, associadas às ideias ou aos dados usados pelos agentes que as
criam, manipulam e processam. Sinais, por outro lado, correspondem à materialização
específica dessas informações utilizadas no momento da transmissão.

Os termos analógico e digital correspondem, de certa forma, a uma variação contínua e


discreta da amplitude, respetivamente. Estes termos são frequentemente usados no
contexto das comunicações de dados para qualificar tanto a natureza das informações
quanto a característica dos sinais utilizados para a transmissão através dos meios físicos.

Os computadores, por exemplo, são equipamentos que armazenam, processam e codificam


informações em bits que correspondem a dois níveis discretos de tensão ou corrente,
representando os valores lógicos "0" e "1". Este tipo de informação é chamada de
informação digital. Por exemplo, as informações geradas por fontes sonoras apresentam
variações contínuas de amplitude, e este tipo de informação já é considerada como
informação analógica.

Tipos de transmissão

A transmissão pode ser classificada em transmissão analógica, a que usa sinais analógicos, e
em transmissão digital, aquela que usa sinais digitais.

Os sinais analógicos variam continuamente no tempo e são aqueles que ao longo de um


intervalo de tempo pré-estabelecido poderão atingir qualquer valor dentro de um
determinado limite. São impulsos sob a forma de ondas senoidais, como podemos observar
na próxima figura (exemplo de uma onda) e também na figura a seguir a essa (exemplo de
um conjunto de ondas).

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Uma onda senoidal possui as seguintes caraterísticas:

• um padrão que se repete chamado: ciclo;

• cada ciclo demora um determinado tempo para ocorrer, chamado de: período T;

• o número de vezes que o ciclo se repete por segundo: frequência, medida em Hertz
(Hz=ciclos por segundo);

• a amplitude da onda é a sua altura, medida em Volts no caso de ondas elétricas. O


comprimento da onda é dado em metros, dividindo a velocidade da luz no vácuo (ou
velocidade de propagação da onda eletromagnética no vácuo, que é de 300 000 000
metros por segundo ou, mais concretamente, 299 792 458 metros por segundo) pela
frequência da onda. Podemos sabê-lo através da expressão:

Exemplo prático: Qual o comprimento de uma onda com 20 Mhz de frequência ?

Comprimento = 300 000 000 / 20 000 000 Hz = 15 metros

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As variações constantes da onda senoidal (comprimento, frequência e período) produzem
sinais analógicos de diferentes formatos, constituídos por diversas ondas senoidais:

Estas são as ondas básicas para as operações envolvendo funções periódicas.

Sendo o sinal analógico uma onda que varia continuamente e é transmitida por diversos
meios, ela está mais sujeita a distorções, atenuações e ruídos ao longo da sua transmissão.

Os sistemas de comunicação analógica (como o telefone, por exemplo), quando usados para
a comunicação de dados, são muito limitados, principalmente no que diz respeito à largura
de banda (velocidade de comunicação), além de estarem sujeitos à distorção do sinal se a
comunicação for realizada através de longas distâncias.

O baixo custo é uma das principais vantagens do uso de sistemas de transmissão telefónicos,
no entanto não é um meio adequado para a transmissão de dados, principalmente devido à
baixa velocidade. Além disso, a qualidade da transmissão tendo a piorar quando maior for a
distância entre os nós.

O sinal digital carateriza-se pela presença de pulsos nos quais a amplitude é fixa, como
apresentado na figura ao lado. O sinal é construído através de uma sequência de intervalos
de tamanho fixo iguais a T segundos, chamados intervalos de sinalização, durante os quais a
amplitude do sinal permanece fixa, caraterizando um dos símbolos digitais transmitidos.

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É importante que se entenda que qualquer tipo de informação (seja analógica ou digital)
pode ser transmitida através de um sinal analógico ou digital. Um sinal de voz analógico, por
exemplo, pode ser amostrado, quantificado, e o resultado dessa quantificação, codificado
num sinal digital para transmissão. A transmissão de informações digitais através de sinais
analógicos também é possível; técnicas de modulação transformam sinais digitais em sinais
que apresentam variação contínua de amplitude.

Atualmente, na maior parte das tecnologias de rede local, os meios de transmissão mantêm
os dados em formato digital. Contudo, nas redes de longa distância (WAN), com o uso das
linhas telefónicas, os sinais são transmitidos em formato analógico (a exceção das linhas
ISDN ou RDIS). Para que isso suceda, os sinais terão quer ser previamente convertidos para
sinais analógicos, utilizando um modem digital e com recurso a técnicas de modulação.

A modulação é assim o processo de converter dados no formato digital (ondas quadradas)


para o formato analógico (ondas senoidais). O processo inverso é denominado
demodulação. O equipamento responsável por ambos os processos é conhecido por Modem
(de Modulador-Demodulador).

Fontes de distorção da transmissão

Diversos fatores causam distorções nos sinais durante a transmissão. Entre eles
encontramos: os ruídos presentes durante a transmissão, a atenuação e os ecos. Passemos a
analisar cada um desses fatores, os seus principais efeitos e a forma de contorná-los.

Ruído

Em qualquer transmissão, o sinal recebido consiste no sinal transmitido modificado por


várias distorções impostas pelas caraterísticas do meio físico adicionadas de outras
distorções inseridas durante a transmissão devido à interferência de sinais indesejáveis
denominados ruídos. O ruído é um dos principais fatores que limitam o desempenho dos
sistemas de comunicação.

A quantidade de ruído presente numa transmissão é medida em termos da razão entre a


potência do sinal e a potência do ruído, denominada razão sinal-ruído. Se representarmos a
potência do sinal por S e a potência do ruído por N, a razão sinal-ruído é dada por S/N. Em
vez da expressão anterior, é muito comum utilizar-se a seguinte expressão matemática:

A expressão permite determinar o sinal-ruído numa unidade denominada decibel (dB). Um


valor S / N de 10 corresponde a 10 dB, um valor S / N de 100 corresponde 20 dB, um valor S/
N de 1 000 corresponde a 30 dB, e assim por diante.

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Ruídos podem ser classificados em quatro tipos: ruído térmico, ruído de intermodulação,
crosstalk e ruído impulsivo.

O ruído térmico é provocado pela agitação dos eletrões nos condutores e está presente em
todos os dispositivos eletrónicos e meios de transmissão. É um tipo de ruído uniformemente
distribuído por todas as frequências do espectro (sendo por isto frequentemente citado
como ruído branco) e o seu valor é função da temperatura.

Quando sinais de diferentes frequências partilham um mesmo meio físico pode-se obter um
ruído denominado de ruído de intermodulação. A intermodulação pode causar a produção
de sinais numa determinada faixa de frequências, que poderá fazer perdurar a transmissão
de outro sinal naquela mesma faixa. Este mau funcionamento acontece devido a defeitos
em componentes do sistema ou devido a sinais com potência muito alta.

Crosstalk é um ruído bastante comum em sistemas telefónicos. Quem de nós ainda não teve
a experiência de ser perturbado, durante uma conversação telefônica, por uma conversação
de terceiros ? É um fenômeno a chamamos de “linhas cruzadas” e cujo termo técnico é
crosstalk. Este efeito é provocado por uma interferência indesejável entre condutores
próximos que induzem sinais entre si.

Os tipos de ruídos descritos até aqui têm magnitudes e caraterísticas previsíveis, o que torna
possível projetar sistemas de comunicação que se ajuste a essas caraterísticas. O ruído
impulsivo, porém, é não contínuo e consiste em pulsos irregulares e com grandes
amplitudes, sendo de prevenção difícil. Tais ruídos podem ser provocados por diversas
fontes, incluindo distúrbios elétricos externos, falhas nos equipamentos etc. O ruído
impulsivo é, em geral, pouco danoso numa transmissão analógica. Em transmissão de voz,
por exemplo, pequenos intervalos onde o sinal é corrompido não chegam a prejudicar a
inteligibilidade dos interlocutores. Na transmissão digital, o ruído impulsivo é a maior causa
de erros de comunicação.

Lei de Shannon

Nom final da década de 40, Claude Shannon, um grande físico, matemático e criptógrafo
norte-americano, que entre suas obras está a teoria das comunicações, leis da criptografia,
entre outros, provou também, matematicamente, que um canal tem uma capacidade
máxima limitada. A parte mais interessante de seu trabalho discute o comportamento dos
canais de comunicação na presença de ruído térmico.

O principal resultado para as comunicações de dados de Shannon (conhecido como a Lei de


Shannon) afirma que a capacidade máxima C de um canal (em bps) cuja largura de banda é
W Hz, e cuja a razão sinal-ruído é S/N, é dada por:

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Um canal de 3 000 Hz, por exemplo, com um sinal ruído (S/N) de 30 dB (que são os
parâmetros típicos de uma linha telefónica) não poderá, em hipótese alguma, transmitir a
uma taxa superior a 30 000 bps, não importando quantos níveis de sinal se utilizem ou qual a
frequência desses sinais. É importante notar que este é um limite máximo teórico, e que, na
prática, é até difícil uma aproximação a este valor. Muito embora vários esquemas tenham
sido propostos, a lei de Shannon constitui-se como um limite máximo intransponível.

Atenuação e ecos

A potência de um sinal cai com a distância, em qualquer meio físico. Essa queda, ou
atenuação, é, em geral, logarítmica e por isso é expressa num número constante de decibéis
por unidade de comprimento. A atenuação ocorre devido a perdas de energia por calor e
por radiação. Em ambos os casos, quanto maiores forem as frequências transmitidas,
maiores serão as perdas. A distorção por atenuação é um problema facilmente contornado
em transmissão digital através da colocação de repetidores que podem regenerar
totalmente o sinal original, desde que a atenuação não ultrapasse um determinado valor
máximo. Para tanto, o espaçamento dos repetidores não deve exceder um determinado
limite, que varia de acordo com a caraterística de atenuação do meio físico utilizado.

Ecos em linhas de transmissão causam efeitos similares ao ruído. Sempre que há uma
mudança de impedância numa linha, os sinais serão refletidos e voltarão por esta linha,
podendo corromper os sinais que estão a ser transmitidos.

Podem ser tomadas precauções para que a impedância de uma linha de transmissão não
seja alterada, de modo a evitar a reflexão dos sinais. A utilização de terminadores e
transceivers de alta impedância em redes com topologia em bus é uma dessas precauções.

Em sistemas telefónicos, os ecos podem ser bastante desagradáveis quando percebidos em


intervalos superiores a dezenas de milissegundos. Nesses sistemas é comum a utilização de
canceladores de eco nos pontos onde é inevitável a alteração de impedância.

Modulação

A introdução dos sistemas de transmissão digital utilizando a tecnologia de Modulação no


início da década de 1970, revolucionou os sistemas de telecomunicações.

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Até a introdução da tecnologia de modulação por pulsos, os sistemas existentes operavam
continuamente, ou seja, durante todo o tempo de transmissão do sinal.

Para facilitar a transmissão do sinal através dos meios físicos e adequar as frequências aos
sistemas de comunicação utiliza-se o que chamamos de onda portadora, sobre a qual é
transmitido o sinal.

A onda portadora é um sinal senoidal caracterizado por três variáveis: amplitude, frequência
e fase. A amplitude é a medida da altura da onda para voltagem positiva ou para voltagem
negativa. Também definida como crista da onda, a amplitude do sinal digital é igual à
diferença da voltagem para o degrau entre 0 e 1. Iniciando na voltagem zero, a onda cresce
até atingir a amplitude, e depois decresce e anula-se, de seguida atinge a sua amplitude
negativa e volta a crescer até se anular novamente. Essa sequência forma um ciclo.

Modulação é o processo na qual a informação é adicionada a ondas eletromagnéticas. É


assim que qualquer tipo de informação como, por exemplo, a voz humana ou uma transação
de dados efetuada por uma aplicação, é transmitida numa onda eletromagnética. O
transmissor adiciona a informação numa onda básica de tal forma que poderá ser
recuperada na outra parte através de um processo reverso chamado demodulação.

Um processo de modulação consiste em modificar o formato da informação elétrica com o


objetivo de transmiti-la com a menor potência possível, com a menor distorção possível, e
com a possibilidade de recuperação da informação original ao menor custo possível.

Nas modernas redes de telecomunicação, a informação é transmitida utilizando uma das


duas características da onda: a amplitude e a frequência.

A Modulação em Amplitude - AM (Amplitude Modulation) utiliza o sistema ASK (Amplitude


Shift Keying). É usada na comunicação de voz, na maioria das transmissões de LAN’s, mas
pouco indicada para WLAN porque é muito sensível ao ruído;

A Modulação por Frequência - FM (Frequency Modulation) utiliza o sistema FSK (Frequency


Shift Keying). Através da modulação a informação é transformada em tráfego e podemos ter
modulação analógica e digital.

Na modulação analógica, também classificada como modulação de onda contínua (CW), a


portadora é uma onda consenoidal e o sinal modulante é um sinal analógico ou contínuo.

Por sua vez, a modulação digital, também denominada modulação discreta ou codificada, é
utilizada em casos onde há interesse em transmitir uma forma de onda ou mensagem que
faz parte de um conjunto finito de valores discretos representando um código.

Os sistemas baseados em sinal e a modulação digital oferecem grandes vantagens sobre os


sistemas analógicos como, por exemplo, alta fidelidade, independência do tempo e da fonte
dos sinais que podem ser codificados.

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Uma desvantagem reside no elevado custo dos equipamentos de transmissão,
principalmente para aplicações em tempo real, pois são precisos circuitos caros e complexos
para que a comunicação digital possa ser realizada em tempo real.

A modulação digital tem preferência sobre a analógica devido a um fator fundamental: a


informação transmitida na forma digital pode ser regenerada, replicada e retransmitida,
mantendo-se livre de distorções. Esta vantagem, entretanto, possui um certo custo: o sinal
modulado digitalmente ocupa maior largura de banda que o seu correspondente modulado
analogicamente. Outra vantagem da modulação digital consiste na possibilidade de
transmitir em simultâneo (através de uma técnica denominada de multiplexagem) sinais de
informação originalmente analógica juntamente com dados provenientes de computadores
os quais já são digitais por natureza.

Enquanto que a modulação analógica está diretamente associada a equipamentos do tipo


Modem, a modulação digital está associada a equipamentos do tipo Codec (Coder/Decoder),
que são equipamentos (hardware e/ou software) que convertem os sinais analógicos em
sinais digitais.

Um padrão de modulação digital é o PCM (Pulse Code Modulation), que converte o sinal
analógico em pulsos por amplitude (PAM) e permite quantificar os PAMs aproximando os
seus valores de um valor inteiro expresso através de bits (“0”s e “1”s).

O PCM é visto hoje como um padrão de CODEC para as transmissões digitais.

Encontramos frequentemente o PCM nos ambientes de VoIP (Voice over IP), onde o PCM é
visto como a opção padrão para o tratamento de voz pela Internet, o que significa dizer que
os routers e os pacotes de dados movimentados o computador de origem e o de destino
precisam ter, pelo menos, e constantemente, 64Kbps. Se tiverem menos do que isso, a
transmissão digital é encerrada pelo Codec.

Quando realizamos uma comparação entre o PCM e outros Codec, na prática estamos a
analisar o algoritmo de compactação do sinal sobre o meio digital. Algoritmos mais

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sofisticados de Codec possibilitam uma qualidade excecional de recuperação de sinal e,
dessa forma, é possível realizar a mesma transmissão com uma largura de banda menor.

Modos de transmissão analógica vs digital

Existem algumas técnicas para transmitir num mesmo meio físico sinais diferentes. Assim, e
em resumo, é possível realizar os seguintes tipos de combinação:

• transmissão de dados digitais utilizando um sinal digital - usado em redes ISDN ou RDIS
como a rede Manchester;

• transmissão de dados digitais utilizando um sinal analógico - conseguido através do uso


de codecs, como, por exemplo, o PCM;

• transmissão de dados analógicos utilizando um sinal digital - conseguido através da


modulação;

• transmissão de dados analógicos utilizando um sinal analógico - usado nas redes


telefónicas tradicionais.

As técnicas de modulação condicionam o surgimento de dois tipos de transmissão:

• sinalização em banda básica (baseband) (adotada em linhas digitais), que possui as


seguintes caraterísticas:

- não adotam modulações e sim Codecs;


- toda a frequência do meio é utilizada para o sinal (uni-canal);
- possibilitam transmissões em alta velocidade;
- não devem ser utilizados em canais suscetíveis a ruídos;
- ideal para redes locais e aplicada em redes Ethernet, wireless, bluetooth, TV, entre
outras.

• sinalização em banda larga (broadband) (adotada em linhas analógicas), que possui as


seguintes caraterísticas:

- adotam a técnica de modulação por frequência - FDM (multi-canais);


- usa uma topologia exclusivamente em bus;
- usa dois cabos: um para transmitir (TX ou upstreamer) e outro para receber (RX ou
downstreamer);
- tem como requisito a necessidade de usar dois caminhos e uma central repetidora;
- aplicações nas redes ADSL, Cabo, satélite, entre outras.

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4. Cablagens

Cabos mais comuns

Os tipos mais comuns de cabos de rede são coaxial, par trançado e fibra ótica. O coaxial já
está descontinuado nas redes locais. O cabo mais usado nas redes locais é cabo de par
trançado sem blindagem (URP ou unshielded twisted pair). O cabo de fibra ótica, que já está
a ser usado em redes corporativas e redes de longa distância, oferece maior qualidade,
porém tem maior custo.

Cabo coaxial

O cabo coaxial foi um dos primeiros tipos de cabos usados em rede. Trata-se de um fio de
cobre rígido que forma o núcleo, envolto por um material isolante que por sua vez é envolto
em um condutor cilíndrico, na forma de uma malha entrelaçada. O condutor externo é
coberto por uma capa plástica protetora em material PVC, que evita o fenômeno da
indução, causada por interferências elétricas ou magnéticas externas.

Os dois tipos de cabo coaxial bastante utilizados são:

• cabo coaxial fino (Thin Ethernet ou 10Base2);

• cabo coaxial grosso (Thick Ethernet ou 10Base5).

Este tipo de cabos é apresentado nas figuras seguintes onde podemos ver, à esquerda, cabo
coaxial fino e, à direita, cabo coaxial grosso.

A forma de construção do cabo coaxial oferece uma boa combinação relativamente à


passagem dos dados e à excelente imunidade a ruídos e, por isso, já foi o meio de
transmissão mais usado em redes locais.

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O cabo coaxial mantém uma capacidade constante e baixa, independente do seu
comprimento, o que lhe permite suportar velocidades da ordem de megabits/segundo, sem
a necessidade de regeneração do sinal e sem distorções ou ecos.

Existem cabos com resistência de 50 Ohms, 93 Ohms, 95 Ohms, 100 Ohms. A tabela seguir
descreve as características físicas e dimensionais de alguns cabos existentes no mercado de
acordo com a sua resistência ou impedância.

Resistência ou
Referência Aplicação
impedância
RG-58 (Cheapernet) Expancel Sistemas VHF/UHF
RG-58 (Cheapernet) Rede Ethernet, com cabo coaxial fino
Rede Ethernet, com cabo coaxial
RG-08 (Ethernet)
grosso
50 Ohms
Sistemas VHF/UHF, informática,
RG-213
telefonia
Terminais de computadores,
RG-62 A/U
teleinformática (uso interno)
Terminais de computadores,
93 Ohms RG E-62
teleinformática (uso externo)
Conexão de terminais de
95 Ohms Multicoaxial de 20 Condutores
computadores à controladora CPD
Terminais de computadores do tipo
100 Ohms Twinaxial 20 AWG x 1P
AS400 (da IBM)

Algumas das vantagens apontadas ao cabo coaxial são baixos custos de implementação,
topologia simples de implementar e resistência a ruídos e interferências.

Por outro lado, tem como desvantagens as distâncias limitadas de ligação, o baixo nível de
segurança e a dificuldade em fazer grandes mudanças na topologia da rede.

Cabo coaxial fino

O cabo coaxial mais utilizado, chamado cabo coaxial fino (também chamado 10Base2 ou
thin-coax, thin-Ethernet ou ainda thinnet) utiliza nas duas extremidades conetores
denominados BNC, os quais podem ser observados na figura seguinte.

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Este tipo de cabo possui maior imunidade a ruídos eletromagnéticos de baixa frequência
comparativamente ao cabo grosso.

O termo 10Base2 deriva das caraterísticas do cabo. O 10 está relacionado com a velocidade
de transmissão de dados que é de 10 Mbps; a palavra BASE é uma abreviatura para
Baseband, tipo de transmissão em que o sinal utiliza toda a largura de banda do canal para
uma única transmissão (em oposição a broadband, em que a largura de banda pode ser
utilizada para várias transmissões em simultâneo); e, por último, o 2 diz respeito ao
comprimento máximo que um segmento pode ter e que é de 200 metros.

Uma rede baseada em cabos coaxiais assumirá, em princípio, uma topologia do tipo bus ou
barramento, em que todos os computadores se ligam ao longo de um cabo comum. A
ligação do cabo às placas de rede dos computadores é feita por meio de conetores
BNC-T (usualmente chamados Ts). Estes mesmos conetores permitem a ligação entre dois
segmentos do cabo e uma terceira ligação.

As figuras seguintes - a) e b) – mostram a ligação de um cabo coaxial fino a uma placa de


rede num computador, utilizando conetores BNC. Nas extremidades dos cabos ligados em
bus, são colocados terminadores.

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A figura seguinte mostra os componentes utilizados nas conexões com cabos Thin Ethernet.
Os conetores ”T” são acoplados ao conetor BNC da placa de rede, e nele são ligados os cabos
que ligam o PC à rede. O terminador deve ser ligado no último conetor “T” da cadeia.

A tabela seguinte descreve as caraterísticas do cabo coaxial fino.

Impedância 50 Ohms
Tamanho máximo de segmento 185m
Tamanho mínimo de segmento 0,5m
Número máximo de segmentos 5
Tamanho máximo total 925m
Tamanho máximo sem repetidores 300m
Capacidade 30 equipamentos por segmento
Acesso ao meio CSMA/CD
Taxas de transmissão de dados 1 a 50 Mbps (depende do tamanho do cabo)
Modo de transmissão Half-Duplex - Código Manchester
Transmissão por pulsos de corrente contínua
Imunidade EMI/RFI 50 dB
Conector conector T

Por sua vez, a tabela que se segue resume as vantagens e desvantagens deste tipo de cabo
coaxial.

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Instalação do cabo coaxial fino

Atualmente não se instalam redes usando cabos coaxiais finos, já que caíram em desuso.
Mas é possível que seja necessário efetuar manutenção nesse tipo redes (que são mais
propensas a falhas pelo fato de usarem topologia em bus, conforme já foi referido). Essa
manutenção pode incluir a cravagem dos conetores nos cabos o que é relativamente fácil de
fazer porque o cabo coaxial fino é bastante maleável. O material necessário e as ferramentas
necessárias à cravagem são encontrados em lojas especializadas em equipamentos e
suprimentos para redes. A figura seguinte mostra duas ferramentas necessárias à cravagem
de cabos coaxiais. A primeira serve para desencapar o cabo, e a outra é um alicate cravador,
usado para fixar o conetor no cabo.

O conetor BNC é vendido desmontado, como mostra a figura a seguir. Um pino central deve
ser fixado no condutor mais interno do cabo. A parte maior do conetor irá fazer contato com
a blindagem externa. Uma peça metálica adicional firmará o cabo no conetor.

Para fazer a cravagem de uma ficha devemos cortar o cabo e introduzi-o no anel metálico. A
seguir deve-se desencapar o cabo para que fique como mostra a figura abaixo, usando a
ferramenta apropriada. Note que o cabo coaxial fino é formado por quatro camadas, que de
dentro para fora, são o condutor, o isolador plástico, a malha condutora externa e a capa
plástica.

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Observe que o tubo metálico externo, a esta altura já posicionado no cabo, ficará sobre a
sua capa plástica externa. Já a extremidade do conetor BNC, mostrada na figura a seguir,
deverá ficar sob a malha condutora do cabo.

De seguida, há que cortar o excesso da malha externa e juntar o tubo metálico ao conetor.
Devemos usar o alicate cravador para prender este tubo ao conetor.

Nas lojas que vendem o material para a construção desses cabos, podemos ainda encontrar
uma capa plástica externa para o conector, como no cabo apresentado na próxima figura.
Esta capa deve ser encaixada no cabo antes da montagem do conetor. Depois de termos
fixado o conetor ao cabo, juntamos a capa com o conetor, por forma a que a ponta do cabo
tenha maior rigidez e um acabamento profissional.

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Cabo coaxial grosso

O cabo coaxial grosso, também conhecido como cabo coaxial de banda larga ou 10Base5 ou
"frozen yellow garden hose" (mangueira de jardim amarela) ou ainda thick-Ethernet ou
thicknet, é utilizado para transmissão analógica.

À semelhança do que sucede como 10Base2, o termo 10Base2 deriva das caraterísticas do
cabo. O 10 está relacionado com a velocidade de transmissão de dados que é de 10 Mbps; a
palavra BASE é uma abreviatura para Baseband; e, por último, o 5 diz respeito ao
comprimento máximo que um segmento pode ter e que é de 500 metros.

É tipo de cabo mais antigo, usado geralmente em redes baseadas em mainframes, e


bastante grosso, pois tem cerca de 0.4 polegadas, ou quase 1 cm de diâmetro e por isso é
muito caro e difícil de instalar devido à pouca flexibilidade. Outro tipo de cabo coaxial grosso
pouco usado atualmente é o RG62/U, usado em redes Arcnet ou o RG-59/U, usado para ligar
antenas de TV.

A tabela seguinte descreve as caraterísticas do cabo coaxial grosso.

Impedância 75 Ohms
em 500m de cabo não exceder 8,5dB medido a
Atenuação
10MHz ou 6,0dB medido a 5MHz
Velocidade de propagação 0,77c (c = velocidade da luz no vácuo)
Tamanho máximo segmento 500m
Tamanho mínimo de segmento 2,5m
Número máximo de segmentos 5
Tamanho máximo total 2500m
Tamanho máximo recomendado múltiplos de 23,4-70,2 ou 117m
1500 canais com 1 ou mais equipamentos por
Capacidade
canal
Acesso ao meio FDM
100 a 150 Mbps (depende do tamanho do
Taxas de transmissão de dados
cabo)
Modo de transmissão Full-Duplex
Transmissão por variação em sinal de frequência de rádio
Imunidade EMI/RFI 85 dB
tipo derivador Vampiro e utiliza transceivers
Conetor
(deteta a portadora elétrica do cabo)

Em redes locais, a banda é dividida em dois canais ou caminhos: caminho de transmissão


(inbound) e, caminho de receção (outbound).

Este cabo necessita de amplificadores analógicos periódicos, que transmitem o sinal num
único sentido, assim, um computador que envia um pacote não será capaz de alcançar os

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computadores a montante dele se não houver um amplificador entre eles. Para solucionar
este problema foram criados os sistemas com cabo único e com cabo duplo. No cabo duplo,
as transmissões são efetuadas no cabo 1 e todas as receções ocorrem no cabo 2. No cabo
único, são alocadas bandas diferentes de frequência para comunicação, e a comunicação é
feita (entra e sai) por um único cabo.

Instalação do cabo coaxial grosso

Além da baixa flexibilidade e alto custo, os cabos 10Base5 exigem uma topologia de rede
bem mais cara e complicada. Temos o cabo coaxial 10base5 numa posição central, como um
backbone, e as estações são conetadas usando um segundo dispositivo, chamado
transceiver, que atua como um meio de ligação entre as estações e o cabo principal. Convém
salientar que a palavra transceiver é uma combinação das palavras “trans-mitter”
(transmissor) e “re-ceiver” (recetor). Um transceiver contém os componentes eletrónicos
necessários para enviar os sinais da estação para o cabo e vice-versa.

A figura seguinte conforme pretende ilustrar uma rede 10Base5, onde se pode observar, que
existe um trasnceiver (ou transceptor, que deriva da combinação das palavras “trans-
missor” e “re-ceptor”) a ligar cada computador. Os trasnceivers são ligados com o cabo
coaxial numa topologia em bus.

Os transceivers possuem um mecanismo denominado “vampire tap” que perfura o cabo


10Base5 até alcançar o cabo central que transmite os dados. Os transceivers são conetados
aos interfaces AUI das placas de rede (um tipo de encaixe parecido com a porta de joystick
da placa de som, encontrado principalmente em placas antigas) através de um cabo com um
conetor de 15 pinos “macho” e outro “fêmea” em cada ponta.

Nas figuras seguintes podemos observar, na primeira figura, uma placa de rede com conetor
AUI e, na segunda, as extremidades do cabo com os conetores AUI “macho” e “fêmea”. Na
terceira figura podemos ainda ver um transceiver onde liga o cabo coaxial e onde também
vai ligar o cabo com os interfaces AUI que coneta cada computador.

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Como referido acima, a ligação do cabo coaxial ao transceiver é normalmente feita com o
“vampire tap”, apesar de também poder ser efetuada com conetores do tipo N (que são
usados com menor frequência). Na figura seguinte são apresentadas imagens de um
“vampire tap”.

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na caixa vista lateral aberto

Podemos ver, a seguir, um transceiver que, em vez de usar, “vampire taps” usa conetores do
tipo N para a ligação ao cabo coaxial e, nas três figuras seguintes, imagens desse tipo de
conetor.

embalagem sem vista de cima vista de baixo

Além de antiquada, esta arquitetura é muito cara, tanto com relação aos cabos e
equipamentos, quanto em termos do custo da sua instalação, pois requer pessoal
especializado.

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Tal como sucede com as redes 10Base2, também as redes 10Base5 devem usar um
terminador, apresentado na figura seguinte, em cada extremidade do cabo.

Por último, a figura seguinte ilustra uma rede 10Base5 com todos os componentes.

Este tipo de rede já se encontra obsoleto e será difícil encontrar uma rede que ainda use
esta tecnologia.

Cabo de par trançado

O cabo de par trançado (twisted pair) é o tipo de cabo mais usado atualmente. Possui pares
de fios entrelaçados uns em redor dos outros para cancelar as interferências
eletromagnéticas asso, como as interferências mútuas entre cabos vizinhos (fenómeno que
tem o nome de crosstalk). Foi inventado por Alexander Graham Bell no final do século XIX.

Existem vários tipos de cabos deste tipo contudo, os mais utilizados são:

• par trançado sem blindagem (UTP ou Unshielded Twisted Pair);

• par trançado com blindagem (STP ou Shielded Twisted Pair).

A diferença entre estes dois tipos de cabos reside justamente na existência de blindagem no
cabo STP, o qual possui uma blindagem feita com fita aluminizada ou em malha metálica, em
todo o cabo ou em cada par.

Cada tipo de cabo é recomendado para um determinado tipo de ambiente. O cabo blindado
é recomendado para ambientes com interferência eletromagnética acentuada.

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Cabo par trançado sem blindagem ou UTP

O par trançado mais popular é o sem blindagem. Esse tipo de cabo utiliza um conetor
chamado RJ-45. A maioria das redes hoje em dia utiliza este tipo de cabos.

O termo 10BaseT deriva das caraterísticas do cabo. O 10 está relacionado com a velocidade
de transmissão de dados que é de 10 Mbps; a palavra BASE é uma abreviatura para
Baseband; e, por último, o T é a primeira letra da palavra Twisted. Este cabo pode efetuar
ligações até uma distância de 185 metros.

O par trançado sem blindagem possui uma ótima proteção contra ruídos. Nele, os fios são
enrolados um no outro, o que aumenta a sua proteção eletromagnética. Por essa razão, este
tipo de cabo é chamado de par trançado: os fios são agrupados dois em dois e enrolados um
no outro.

Apesar de 10 megabits corresponderem a 1.25 MegaBytes por segundo, na prática a


velocidade de transmissão dificilmente ultrapassa os 800 kb/s, pois junto com os dados são
transmitidos sinais de modulação, bits de correção de erros etc. Outro problema das redes
de 10 Megabits é o grande número de colisões de pacotes, que acontecem sempre que dois
micros da rede tentam transmitir dados ao mesmo tempo. O problema das colisões é
amenizado ao substituir o hub por um switch.

As placas de rede de 10 Megabits já não são usadas hoje em dia, pois todas as placas de rede
atuais transmitem a 100 ou a 1000 Megabits. As placas atuais mantém compatibilidade com
o padrão anterior, pois podem trabalhar a 10 Megabits caso sejam ligadas numa rede onde
existam outros equipamentos que só funcionem a 10 Megabits como, por exemplo, um hub
ou outra placa de rede a 10 Megabits.

No cabo par trançado tradicional, existem quatro pares de fio. São utilizados dois pares para
o envio dos pacotes, um para transmissão de dados (TD) e outro para a receção de dados
(RD). Como utilizam canais separados para transmissão e para a receção, é possível utilizar a
comunicação fullduplex com esse tipo de cabo, ou seja, é possível transmitir e receber dados
ao mesmo tempo.

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Como vantagens dos cabos UTP podemos apontar a fácil instalação e o baixo custo.

Um cabo 10BaseT original possui 8 fios com as seguintes cores. Esta ordem de numeração
deve ser respeitada quando se fixa o cabo a uma ficha RJ45, ou seja, a ordem de colocação
dos 8 fios na ficha deverá ser de acordo com a tabela seguinte. Esta ordem de colocação dos
fios corresponde ao padrão 568A.

A figura seguinte ilustra a colocação dos fios numa ficha RJ45.

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EIA/TIA-568 é o conjunto de padrões de telecomunicações da Associação das Indústrias de
Telecomunicações (TIA). Este conjunto de standards (568) está relacionado com os cabos
usados em produtos e serviços de telecomunicações. Esta norma é muito conhecida por
definir a ordem de ligação dos 8 condutores em cabos de par trançado (cabos UTP).

É importante notar que existe ainda outro padrão de fiação, o T568B. O esquema T568B,
que deriva do padrão T568A, pode ser alternativamente usado, mas é preferível que seja
usado o esquema T568A, que é o mais utilizado em todo o mundo. A diferença entre esses
dois esquemas é que as posições dos pares 2 e 3 (fio laranja e verde) são trocadas, conforme
indicado na tabela seguinte.

A figura seguinte ilustra a diferença entre os padrões 568A e 568B.

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Cabo de par trançado cross-over

Este tipo de cabo pode ser usado para ligar diretamente em rede um computador a outro
computador, sem a necessidade de usar um switch ou hub.

Imagine que etm dois computadores em casa e que os quer ligar em rede mas imagine
também que não possui (nem pretende adquirir) nenhum switch de rede. Se pretende ligar
somente dois computadores em rede e não tem planos para ligar mais, a configuração mais
económica consiste em ligar esses dois pcs através de um cabo de par trançado cross-over
(cruzado). A ligação dos 8 fios em cada uma das fichas (conetores) do cabo deverá ser
efetuada de acordo com a tabela seguinte.

A imagem seguinte ilustra a diferença entre um cabo normal e um cabo crossover.

Cabo par trançado com blindagem ou STP

O par trançado blindado (STP ou shielded twisted pair) fornece uma proteção contra ruídos
melhor do que os cabos UTP. No entanto, em comparação com o UTP, o STP é
significativamente mais caro e difícil de instalar. Tal como o UTP, o STP também usa um
conector RJ-45. Na figura seguinte podemos ver ambos os tipos de cabos.

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O cabo STP combina as técnicas de blindagem para superar a interferência eletromagnética
e a interferência da frequência de rádio. Para tirar o máximo proveito da blindagem, os
cabos STP são terminados com conectores de dados STP blindados especiais. A blindagem
pode atuar como uma antena e detetar sinais indesejados.

O cabo STP mostrado a seguir usa quatro pares de fios, cada um envolvido em uma
blindagem de folha metálica, que estão envolvidos numa trança ou chapa metálica.

Diferentes tipos de cabos STP com diferentes características estão disponíveis. Porém, há
duas variações comuns de STP:

• cabo STP que protege todo o conjunto de fios com uma folha metálica que praticamente
elimina qualquer interferência (mais comum);

• cabo STP que protege todo o conjunto de fios, bem como os pares de fios individuais,
com a folha metálica que elimina qualquer interferência.

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Durante muitos anos, o STP foi a estrutura de cabeamento especificada para ser usada nas
instalações da rede Token Ring. Com a diminuição do uso do Token Ring, a procura por este
tipo de cabo diminuiu. No entanto, o novo padrão de 10 GB para Ethernet permite o uso do
cabeamento STP que proporciona a renovação do interesse neste tipo de cablagem.

Fibra ótica

A grande vantagem da fibra ótica não é nem o fato de ser um meio de transmissão de dados
rápido, mas sim o fato de ela ser totalmente imune a interferências eletromagnéticas. Na
instalação de redes em ambientes com muita interferência (como numa fábrica, por
exemplo), a melhor solução é a utilização de fibra ótica.

Um cabo de fibra ótica é similar ao cabo coaxial sendo que o núcleo e a casca são feitos de
sílica dopada (uma espécie de vidro) ou até mesmo plástico, da espessura de um fio de
cabelo. No núcleo é injetado um sinal de luz proveniente de um LED ou laser, modulado pelo
sinal transmitido, que percorre a fibra. Nas duas figuras seguintes podemos ver um cabo de
fibra ótica.

A fibra pode ser multímodo ou monomodo. De uma forma simples, podemos dizer que, sem
utilizarmos amplificadores, a primeira tem uma capacidade de transmissão da ordem de 100
Mbps a até cerca de 10 km e é mais usada em redes locais, enquanto que a segunda tem

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uma capacidade de transmissão da 1 Gbps a uma distância de cerca de 100 km e é usada em
redes de longa distância. Nas figuras seguintes podemos ver ambos os tipos de fibra ótica.

Além das caraterísticas de transmissão superiores aos cabos metálicos, como a fibra utiliza
luz, tem imunidade eletromagnética. Em contrapartida, o seu custo é superior, é mais frágil,
o que obriga a que seja encapsulada em materiais que lhe conferem uma boa proteção
mecânica e necessita de equipamentos microscopicamente precisos para a sua ligação,
instalação e manutenção. Em redes locais de grande porte, normalmente é usada fibra ótica
no segmento principal da rede, que interliga os restantes segmentos, e que forma o
backbone da rede.

A tabela seguinte indica as principais vantagens e desvantagens da fibra ótica.

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