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Prof.

Rogério César Economia Pesqueira I

MACROECONOMIA
Aula 1
1. Conceitos Básicos
1.1. Macroeconomia: estuda o funcionamento da economia como um todo. Seu
objetivo é identificar e medir as variáveis que determinam o volume da produção
total de bens e serviços, o nível de emprego e o nível geral de preços do sistema
econômico.
1.2. Agregados Macroeconômicos: é o somatório das transações que são realizadas
pelos agentes econômicos: famílias, empresas, governo e resto do mundo.
1.3. Contabilidade Nacional: é o ramo da macroeconomia que tem por objetivo o
estudo das técnicas de mensuração da atividade econômica como um todo, ou seja,
a mensuração dos agregados.
2. Sistema Econômico Simplificado
2.1. Diagrama do “fluxo circular”: é um modelo extremamente simplificado de um
sistema econômico.
2.2. Fluxos físicos e monetários:
2.2.1. Fluxos físicos: (1) fluxo de bens e serviços; (2) fluxo de fatores de
produção.
2.2.2. Fluxos monetários: (1) receitas das firmas; (2) renda das famílias.
2.3. Mercados:
2.3.1. Mercado de bens e serviços: onde os consumidores são as famílias e os
produtores são as firmas.
2.3.2. Mercado de fatores de produção: os consumidores de recursos são as
empresas e os detentores dos recursos são as famílias.
3. Os Agentes Econômicos: as entidades que realizam as transações econômicas são
classificadas em quatro categorias: Empresas, Famílias, Governo e Resto do Mundo.
3.1. Empresas: são as entidades produtoras de bens e serviços. Para efetuar suas
atividades produtivas, as Empresas compram os serviços dos fatores de produção
(terra, trabalho e capital), pagando por eles remuneração. Numa economia de
mercado, o objetivo das Empresas á a obtenção de lucro.

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3.2. Famílias: são as entidades que fornecem os serviços dos fatores de produção às
outras entidades, recebendo em troca uma remuneração pelo seu uso. Seu objetivo
é maximizar satisfação.
3.3. Governo: é constituído pelos órgãos chamado Administração Direta, seja a nível
federal, estadual ou municipal, que prestam serviços que são consumidos pela
coletividade em conjunto, tais como os referentes à defesa da soberania nacional, à
administração da justiça, á educação gratuita, etc. O Governo não tem por objetivo
auferir lucro ao proporcionar estes serviços, mas maximizar o bem-estar da
sociedade.
3.4. Resto do Mundo: compreende todas as entidades que pratiquem atos econômicos
com o país para o qual se está elaborando a Contabilidade Nacional e que tenham
sua residência fora das fronteiras geográficas do país.
4. Agregados Macroeconômicos: os mais importantes são: Produto, Renda e Despesa.
4.1. Produto: corresponde ao valor total de bens e serviços finais que foram produzidos
peal sociedade num determinado intervalo de tempo.
4.2. Renda: corresponde ao somatório das remunerações recebidas pelos proprietários
dos fatores de produção como retribuição pela utilização de seus serviços nas
atividades produtivas.
4.3. Despesas: é o total dos gastos efetuados pelos agentes econômicos na aquisição
dos bens e serviços finais produzidos pela sociedade.
Obs: Bens e serviços finais são aqueles que irão satisfazer diretamente as necessidades
de seus usuários, não sendo utilizados como insumos (bens intermediários) na produção
de bens.
5. Identidade Fundamental da Contabilidade Nacional:
PRODUTO = RENDA = DESPESA

6. Tratamento da Variação de Estoques:


6.1. Variação positiva de estoques: ocorre no caso de a produção do período superar o
volume de vendas, os bens não vendidos ficarão estocados e representarão um
acréscimo ao estoque inicial de bens que havia no início do período. Neste caso, a

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produção não vendida faz parte do Produto, por que os bens foram fabricados no
período.
6.2. Variação negativa de estoques: ocorre quando as vendas forem maiores que a
produção, isto implica necessariamente uma redução do estoque inicial.
7. Investimento Bruto e Investimento Líquido:
7.1. Investimento Bruto: compra de bens de capital novos para as empresas com o
objetivo de ampliar ou melhorar a sua capacidade produtiva. Os investimentos
representam um acréscimo ao estoque de capital da economia.
7.2. Depreciação: decréscimo no estoque de bens de capital resultante de desgastes
físicos ou obsolescência tecnológica.
7.3. Investimento Líquido: é o acréscimo líquido sofrido pelo estoque de capital da
economia em um período.
ESTOQUE DE CAPITAL NO FIM DO PERÍODO =
ESTOQUE DE CAPITAL NO INÍCIO DO PERÍODO + INVESTIMENTO LÍQUISO
8. Variação de Estoques e o Investimento:
8.1. Variação positiva de estoques: representam bens que não foram consumidos no
período e que estarão disponíveis para consumo futuro. Por significarem um
acréscimo ao patrimônio da sociedade, tais variações são computadas como
investimentos da economia.
8.2. Investimento Total: a soma dos Investimentos Brutos com a Variação de
Estoques. Por outro lado, as variações negativas de estoques originados por um
valor de vendas superior ao da produção corrente, por representarem acréscimo ao
patrimônio da sociedade, são deduzidos do total de Investimentos da economia.
9. A Identidade Contábil entre a Poupança e o Investimento:
9.1. Utilização dos bens finais: numa economia fechada e sem governo, a produção de
bens finais terá apenas duas utilizações: consumo pelas famílias (bens de consumo)
ou acumulada pelas empresas (sob a forma de bens de capital ou de variação de
estoques). Desse modo, pode-se escrever que:
Y = C + It
Onde:
Y = Produto
C = Consumo das famílias = Aquisição de bens de consumo

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It = Investimento total da Economia = Aquisição de bens de capital novos +


Variação de estoques
9.2. Utilização da renda das famílias: dado que Y = Produto = Renda, a renda das
famílias tem duas utilizações: financiar a aquisição de bens de consumo ou ser
poupada. Assim, teremos:
Y=C+S
Onde: S = Poupança.
Substituindo Y por C + It, tem-se que:
C + It = C + S
Ou
It = S
Portanto, as poupanças realizadas pelas famílias é que financiam os investimentos
totais realizados pelas empresas.
Fim da Aula 1 – Macroeconomia.

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