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ASSENTAMENTOS

DE

CABOCLOS BOIADEIROS

CABOCLOS DE PENAS
INTRODUÇÃO

Desde já lhe parabenizamos por ter adquirido uma de nossas apostilas.

É sempre importante informar que o intuito de nosso trabalho sempre


será de propagar informação e conhecimento para fazer com que o culto
afro-brasileiro sempre seja digno e coerente.

Na apostila a seguir falaremos um pouco dos caboclos e boiadeiros, seus


costumes, comidas, nomes e como assentar os mesmos.

No material, no assunto que fala sobre estas entidades pode conter


algumas informações fornecidas por sacerdotes que já possuem
conhecimento sobre o culto destas entidades a muitos anos, as mesmas
informações podem estar em fontes como livros, internet ou redes
sociais.

Se tratando do ASSENTAMENTO, as informações são inéditas.

Tudo adquirido por ensinamentos de alguns sacerdotes de nome dentro


da religião.

Ainda sobre os assentamentos mostraremos de duas formas para


atender a todos os públicos.

O importante sempre é fazer tudo com segurança e coerência, com


carinho e muita fé.
CABOCLOS DE MATA

Caboclos são entidades que se apresentam como indígenas e incorporam


também no candomblé de caboclo.

As entidades assim denominadas que se apresentam nos terreiros de


umbanda são espíritos com um certo grau espiritual de evolução.

São considerados espíritos de índios que já morreram e que viraram


guias de luz que voltam à Terra para prestar a caridade ao próximo. Ou
almas de pessoas que assumiram a roupagem fluídica de caboclo como
instrumento de ideal. São da Linha das Matas.

Apresentam-se altaneiros, dando o seu grito de guerra e gesticulando


como se lançassem suas flechas. Normalmente seus conselhos visam a
melhorar o ânimo dos mais necessitados. A imagem quase sempre condiz
com a figura do bom selvagem romantizado, belo, puro, nobre e
arrojado. São espíritos sérios e bastante contidos. Normalmente os
consulentes os tratam com muito respeito e até algum temor.

Geralmente se utilizam de charutos para provocar a descarga espiritual


de seu médium e também do seu consulente. Alguns assoviam, outros
bradam no ato da incorporação. Costumam ser bastante sérios nos seus
conselhos. São considerados, portanto, grandes trabalhadores dos
terreiros.
CABOCLOS DE COURO
Também conhecidos como Boiadeiros, são alegres e festeiros, são bem
mais descontraídos e extrovertidos que os Caboclos de penas.

Gostam de música, alguns gostam de samba, cantam músicas que falam


em seus bois e suas andanças por essas terras de meu Deus.

Os Boiadeiros também são conhecidos como " Encantados ". Eles não
teriam morrido para se espiritualizarem, teriam sido encantados e
transformados em entidades especiais.

Os Boiadeiros são cultuados dentro do Samba Angola, Umbanda e


Quimbanda, entidades muito rapidas quando são evocados para um
trabalho.

Atuam diretamente em limpezas e descarregos, sua presença é sempre


festivas nos terreiros. Mas não se enganem são tão bons quanto inflexivel.
CABOCLOS DE PENA
Caboclos de Pena são exímios na arte de curar e na limpeza espiritual,
são profundos conhecedores das ervas medicinais e de suas propriedades
espirituais, assim como suas propriedades terapêuticas para o tratamento
de muitos males.

São grandes passistas e os resultados de seus trabalhos aparecem muito


rapidamente.

Gostam muito de crianças e se entristecem muito com o mal tratamento


dispensado a elas por maus pais.

Gostam muito de frutas, plantas e flores e suas festas devem ser bem
ornamentadas pelos Zeladores de santo, que tem neles uma barreira
muito grande contra os males de natureza material e espiritual.

A ornamentação não precisa ser suntuosa, pois são entidades bastante


simples, mas flores e folhas compõem arranjos que os deixam muito
satisfeitos.

Nas matas, cachoeiras, praias, rios, montanhas, sempre haverá a


presença de um Caboclo, assim como entre as plantas e animais.

São rigorosos com o comportamento de seus médiuns e podem interfirir


em suas vidas para ajuda los. São sábios por natureza e levam a natureza
em suas canções e encantamentos.
ALGUNS NOMES DE CABOCLOS

Os nomes revelam muito sobre as entidades.

• Caboclo Nuvem Branca • Caboclo Boiadeiro


• Caboclo Sete Folhas Verdes • Caboclo Bororó
• Caboclo Sete Folhas da Mata • Caboclo Arapongas
Virgem • Caboclo Araraguara
• Caboclo Sete Montanhas • Caboclo Araribóia
• Cabocla Araci • Caboclo Araúna
• Cabocla Brava Cabocla • Caboclo Arranca Toco
• Cabocla Diana da Mata • Caboclo Brogotá
• Cabocla Caçadora • Caboclo Caçador
• Cabocla Estrela de Cristal • Caboclo Cobra Coral
• Cabocla Guaraciara • Caboclo Coração da Mata
• Cabocla Indaiá • Caboclo Corisco
• Cabocla Iracema Flecheira • Caboclo Caramuru
• Cabocla Itapotira • Caboclo Carijó
• Cabocla Jacira • Caboclo Catumbi
• Cabocla Jandira • Caboclo Cipó
• Cabocla Jandira Flecheira • Caboclo da Mata
• Cabocla Jarina • Caboclo do Fogo
• Cabocla Jupiara • Caboclo do Oriente
• Cabocla Jupira • Caboclo Flecheiro
• Caboclo Humaitá • Caboclo Gira Mundo
• Cabocla Jurema • Caboclo Girassol
• Cabocla Jurema do Rio • Caboclo Guaraci
• Cabocla Mariana • Caboclo do Sol
• Caboclinha da Mata • Caboclo do Vento
• Caboclo Águia azul • Caboclo Estrela
• Caboclo Águia Branca • Caboclo Flecha Dourada
• Caboclo Águia da Mata • Caboclo Flecha Ligeira
• Cabocla Jurema Flecheira • Caboclo Guarani
• Cabocla Juremera • Caboclo Jurema da Mata
• Cabocla Jussara • Caboclo Jurema do Mar
• Caboclo Aimberê • Caboclo Juremero
• Caboclo Aimoré Caboclo • Caboclo Laçador
• Caboclo Arruda • Caboclo Lage Grande
• Caboclo Beira Mar • Caboclo Lírio Verde
• Caboclo Iara • Caboclo Roxo
• Caboclo Inca • Caboclo Serra Negra
• Caboclo Jiboiá • Caboclo Sete Cachoeiras
• Caboclo João da Mata • Caboclo Sete Cobras
• Caboclo Junco Verde • Caboclo Sete Demandas
• Caboclo Pajé • Caboclo Sete Encruzilhadas
• Caboclo Pantera Negra • CabocLo Sete Estrelas
• Caboclo Pedra Branca • Caboclo Sete Flechas
• Caboclo Pedra Preta • Caboclo Sete Pedreiras
• Caboclo Pele Vermelha • Caboclo Sultão da Mata
• Caboclo Lua • Caboclo Tupi
• Caboclo Marajó • Caboclo Tupi Guarani
• Caboclo Mata Virgem • Caboclo Tupinambá
• Caboclo Olho de Lobo • Caboclo Tupiniquim
• Caboclo Onça Pintada • Caboclo Ubirajara Flecheiro
• Caboclo Oxósse da Mata • Caboclo Tapindaré
• Caboclo Pena Azul • Caboclo Tibiriçá
• Caboclo Pena Branca • Caboclo Tira Teima
• Caboclo Pena Branca • Caboclo Treme Terra
• Caboclo Pena Branca Cacique • Caboclo Tupã
• Caboclo Pena Dourada • Caboclo Ubirajara Peito de Aço
• Caboclo Pena Preta • Caboclo Ubiratan
• Caboclo Pena Roxa • Caboclo Umuarama
• Caboclo Pena Verde • Caboclo Urubatan
• Caboclo Pena Vermelha • Caboclo Urucutum
• Caboclo Peri • Caboclo Vence Tudo
• Caboclo Poti • Caboclo Ventania
• Caboclo Quebra Demanda • Caboclo Vigia das Matas
• Caboclo Quebra Galho • Caboclo Vira Mundo
• Caboclo Rei da Mata • Cacique Samambaia
• Caboclo Rompe Folha • Caboclo Capitão Da Mata
• Caboclo Rompe Mato • Caboclo Pena Preta
BOIADEIROS

São espíritos de pessoas, que em vida trabalharam com o gado, em


fazendas por todo o Brasil, estas entidades trabalham da mesma forma
que os Caboclos nas sessões de Umbanda.

Usam de canções antigas, que expressam o trabalho com o gado e a vida


simples das fazendas, nos ensinando a força que o trabalho tem e
passando, como ensinamento, que o principal elemento da sua magia é a
força de vontade, fazendo assim que consigamos uma vida melhor e farta.
Nos seus trabalhos usam de velas, pontos riscados e rezas fortes para
todos os fins.

O Caboclo Boiadeiro traz o seu sangue quente do sertão, e o cheiro de


carne queimada pelo sol das grandes caminhadas sempre tocando seu
Berrante para guiar o seu gado.

Normalmente, eles fazem duas festas por ano, uma no início e outra no
meio do ano. Eles são logo reconhecidos pela forma diferente de dançar,
tem uma coreografia intricada de passos rápidos e ágeis, que mais parece
um dançarino mímico, lidando bravamente com os bois.

Seus médiuns geralmente são homens, mas muitas mulheres têm o


privilégio de sua presença. O que não classifica um melhor que outro,
apenas a preferência energética.

Boiadeiros são muitos sérios em suas consultas, mas em momentos de


sessões e festas, são tão amigáveis que até assusta, cantam, dançam fazem
brincadeira.
ALGUNS NOMES DE BOIADEIROS
• Zé da Boiada • João dos Prados
• Zé do Laço • João Serrano
• Zé da Porteira • Tião "Amansador"
• Zé Pantanal • Tião do Chicote
• Zé Mineiro • Tião "Devoto"
• Zé do Nó • Tião do Pasto
• Zé Goiano • Tião dos Pampas
• Zé Campinas • Antônio de Maria (Maria =
• Zé do Berrante Nossa Senhora)
• Chiquinhio • Antônio Mineiro
• Chico Laçador • Antônio Vaqueiro
• Chico Carreira • Toninho
• Chico Mineiro • Laçador
• Chico Vaqueiro • Sete Laços
• Chico Pradaria • Tropeiro
• Chico de Jesus • Laço de Ouro
• Chico Estrela • de Minas
• Chico Ligeiro • Pedro
• João do Sertão • Pedro Arreio
• João Sete Léguas • Venâncio
• João do Sul • Sete Laços
FOLHAS DE CABOCLOS E BOIADEIROS

ACÁCIA JUREMA:
Usada em banhos de limpeza, principalmente dos filhos de Oxóssi. É
também utilizada em defumações. A medicina popular a utiliza em
banhos ou compressas sobre úlceras, cancros, fleimão e nas erisipela.

ALECRIM DE CABOCLO:
Erva de Oxalá, porém mais exigido nas obrigações de Oxóssi.
Não possui uso na medicina popular.

ALFAVACA-DO-CAMPO:
Emprega-se nas obrigações de cabeça, nos banhos dedescarrego e nos abo
dos filhos do orixá a que pertence. A medicina caseira aplica esta planta
para combater as doenças do aparelho respiratório, combate
Principalmente as tosses e o catarro dos brônquios; preparado como
xarope é eficaz contra a coqueluche. Usada em chá ou cozimento das
folhas.

ALFAZEMA-DE-CABOCLO:
Conhecida popularmente como jureminha, a Alfazema é usada em todas
as obrigações de cabeça, nos banhos de limpeza ou abo e nas defumações
pessoais ou de ambientes. A medicina caseira usa os pendões florais,
contra as tosses e bronquites, aplicando o chá.

ARAÇÁ – ARAÇÁ-DE-COROA:
Suas folhas são aplicadas em quaisquer obrigações de cabeça, nos abo e
banhos de purificação. A medicina popular considera essa espécie como
um energético adstringente. Cura desarranjos intestinais e põe fim às
cólicas.

ARAÇÁ-DA-PRAIA:
Planta arbórea pertencente a Iemanjá e a Oxóssi. É empregada nas
obrigações de cabeça, nos abo e nos banhos de purificação dos filhos dos
orixás a que pertence. No uso popular cura hemorragias, usando-se o
cozimento. Do mesmo modo também é utilizado para fazer lavagens
genitais.

ARAÇÁ-DO-CAMPO:
É utilizada em banhos de limpeza ou descarrego e em
defumações de locais de trabalho. A medicina popular emprega o chá
contra a diarreia ou disenteria e como corretivo das vias urinárias.

CAPEBA PARIPAROBA:
Muito usada nas obrigações de cabeça e nos abo para as obrigações dos
filhos recolhidos. Folha de muito prestígio nos Candomblés Ketu, Pois
serve para tirar mão de zumbi. A medicina popular utiliza seu chá para
debelar males do fígado, e o cozimento das raízes para extinguir as
doenças do útero. Surte efeito diurético.

CABELO DE MILHO:
Somente o pé do milho pertence a Oxóssi; as espigas de milho em casa
propicia despensa farta. Quando secar a troque por outra verdinha. O
cabelo de milho é muito usado pela medicina do povo como diurético e
dissolvente dos cálculos renais. É usado em chá.

CAPIM-LIMÃO:
Erva sagrada de uso constante nas defumações periódicas que se fazem
nos terreiros. Propicia a aproximação de espíritos protetores. A medicina
caseira a aplica em vários casos: para resfriados, tosses, bronquites,
também nas perturbações da digestão, facilitando o trabalho do
estômago.

CIPÓ-CABOCLO:
Muito utilizada em banhos de descarrego. O povo lhe dá grande prestígio
ao linfatismo, por meio de banhos. Usada do mesmo modo combate
inflamações das pernas e dos testículos.

CIPÓ-CAMARÃO:
Usada apenas em banhos de limpeza e defumações. O povo indica que,
em cozimento é de grande eficácia no trato das feridas e contusões.

CIPÓ-CRAVO: Não possui uso ritualístico. Na medicina caseira atua


como debelador das dispepsias e dificuldade de digestão. Usa-se o chá ao
deitar. É pacificador dos nervos e propicia um sono tranquilo. A dose a
ser usada é uma xícara das de café ao deitar.

COCO-DE-IRI:
Sua aplicação se restringe aos banhos de descarrego, empregando-se as
folhas. A medicina caseira indica as suas raízes cozidas para pôr aos
males do aparelho genital feminino. É usado em banhos semicúpios e
lavagens.

GOIABA – GOIABEIRA:
É utilizada em quaisquer obrigações de cabeça, nos abo e nos banhos de
purificação dos filhos de Oxóssi. A medicina caseira usa a goiabeira como
adstringente. Cura cólicas e disenterias. Excelente nas diarreias infantis.

GROSELHA – GROSELHA BRANCA:


Suas folhas e frutos são utilizados nos banhos de limpeza e purificação. A
medicina popular diz que se fabrica com o fruto um saboroso xarope que
se aplica nas tosses rebeldes que ameaçam os brônquios.

GUACO CHEIROSO:
Aplica-se nas obrigações de cabeça e em banhos de limpeza.
Popularmente, esta erva é conhecida como coração-de-jesus.
Medicinalmente, combate as tosses rebeldes e alivia bronquites agudas,
usando-se o xarope. Como antiofídico (contra o veneno de cobra), usam-
se as folhas socadas no local e, internamente, o chá forte.

GUAXIMA COR-DE-ROSA:
Usada em quaisquer obrigações de cabeça e nos abo dos filhos do orixá
da caça. É de costume usar galhos de guaxima em sacudimentos pessoais
e domiciliares. Muito útil o banho das pontas. A medicina popular usa as
flores contra a tosse; as folhas são emolientes; as pontas, sementes e
frutos são antifebris.

GUINÉ CABOCLO:
Utilizado em todas as obrigações de cabeça, nos abo, para
quaisquer filhos, nos banhos de descarrego ou limpeza, etc. Indispensável
na Umbanda e no Candomblé. O povo usa para debelar os males dos
intestinos, beneficia o estômago Na má digestão. Usa-se o chá.

HISSOPO – ALFAZEMA DE CABOCLO:


Aplicada nos ebori e nas lavagens de contas, do mesmo modo é
empregado nos abo para limpeza dos iniciados. É muito usado nas
afecções respiratórias, elimina o catarro dos brônquios. Usa-se o chá.

INCENSO DE CABOCLO – CAPIM-LIMÃO:


Usada nas defumações de ambientes e nos banhos de descarrego. O povo
a utiliza para exterminar resfriados, minorar as bronquites e, também,
nas perturbações da digestão.
JABORANDI:
De grande aplicação nas várias obrigações. A medicina popular adotou
esta planta como essencial na lavagem dos cabelos, tornando-os sedosos e
brilhantes. Tem grande eficácia nas pleurisias, nas bronquites e febres
que tragam erupções. Usa-se o chá internamente.

JACATIRÃO:
Pleno uso em quaisquer obrigações. O seu pé, e cepa são lugares
Apropriados para arriar obrigações. Não possui uso na medicina caseira.

JUREMA BRANCA:
Aplicada em todas as obrigações de ori, em banhos de limpeza ou
descarrego e entra nos abô. É de grande importância nas defumações
ambientais. A medicina caseira indica as cascas em banhos e lavagens
como adstringente. Em chá tem efeito narcótico, corrigindo a insônia.

MALVA-DO-CAMPO – MALVARISCO:
Seu uso se restringe aos banhos descarrego e limpeza. O povo a indica
como desinflamadora nas afecções da boca e garganta. É emoliente,
propiciando vir a furo os tumores da gengiva. Usa-se em bochechos e
gargarejos.

PIPEREGUM-VERDE – IPEREGUM-VERDE:
Erva de extraordinários efeitos nas várias obrigações do ritual. A
medicina aponta-a como debeladora de reumatismo, usando-se banhos e
compressas.

PIPEREGUM-VERDE-E-AMARELO:
Tem o mesmo uso ritualístico prescrito para o piperegum de Oxóssi. Na
medicina popular é o mesmo que piperegum-verde.

SAMAMBAIA:
Usada nos banhos para lavar os assentamentos e pertences. Sem uso na
medicina popular.

FOLHA DE FUMO DE CORDA:


Usada nos assentamentos, para a preparação de cigarros, magias para
livrar de vícios. Na medicina popular é muito usado para livrar de
vermes e dores de dente.
PONTOS CANTADOS DE CABOCLO

1
Oxalá mandou,
Ele mandou chamar
Os caboclos da Jurema,
Pro Seu Juremá,
Oxalá mandou. (2x)
Pai Oxalá
É o Rei do mundo inteiro,
Salve a Cabocla Jurema
E os seus capangueiros.
Oxalá mandou! (2x)
2
Tambor, tambor,
Vai buscar
Quem mora longe. (2x)
Oi, viva Oxóssi nas matas,
Ogum no Humaitá,
Meu Pai Xangô lá nas pedreiras,
Oh, Iansã,
Oh, Iemanjá.
3
Se meu Pai é Oxóssi,
Quero ver balancear (2x)
Arreia, arreia
Capangueiro da Jurema.
Oh, Juremá. (2x)
4
Chefe dos índios
Chama os índios
Na aldeia. (2x)
Na aldeia, caboclo,
Na aldeia.(2x)
5
O portão da aldeia abriu
para os Caboclos passar. (x2)
É hora, é hora, é hora Caboclo,
É hora de trabalhar. (2x)
6
A estrela lá no céu brilhou
E a mata estremeceu. (2x)
.
Aonde anda o capangueiro da Jurema
Que até agora não apareceu. (2x)
7
Entrei na mata
Foi Oxóssi quem mandou.
Eu pisei na folha seca,
A rede balanceou. (2x)
Seu Orirê, seu Orirá,
Eu chamei todos os caboclos
Pra na Umbanda trabalhar. (2x)
8
Oi, gira, caboclo, gira,
Procura cavalo na Umbanda. (2x)
Eu quero ver
Quem pode mais,
Se é cavalo na terra
Ou quem vem de Aruanda.(2x)
Trabalho
9
Oxóssi Caçador é rei,
Que lá nas matas mora. (2x)
Pai venha ver seus filhos,
Que tanto lhe adoram. (2x)
10
Seu Oxóssi caçador,
é caçador lá da Jurema.
Ele veio de tão longe
Ele vem caçar a Ema.
11
Estava na mata
Estava trabalhando. (2x)
Oxóssi Caçador passou me chamando.(2x)
Eu vou, eu vou,
Onde é que mora,
Moro nas matas
de Nossa Senhora. (2x)
12
No centro da mata virgem
Debaixo de um arvoredo,
Eu vi Seu Caçador
Atirar sua flecha pra não errar.
Zuou, zuou,
A sua flecha zuou. (2x)
13
Quem manda na mata é Oxóssi,
Oxóssi caçador! Oxóssi caçador! (2x)
Eu vi meu Pai assobiar
Eu já mandei chamar. (2x)
É na Aruanda, eh,
É na Aruanda ah,
Seu Caçador na Umbanda
É na Aruanda! (2x)
14
Seu Arranca-Toco
É da Tanamacaia
Ele é o chefe em qualquer lugar.
Ele trabalha em terras da Jurema
Com ordem suprema
Do Pai Oxalá.
15
Pai Arranca-Toco
É minha luz, é minha guia.
Se Ele é Oxossi
É filho da Virgem Maria. (2x)
A sua luz ilumina o escuro
Todos os dias
O terreiro está seguro. (2x)
16
Quando ele vem lá do oriente,
Ele vem com ordens de Oxalá. (2x)
Sua missão é muito nobre,
Espalhar a caridade
E a seus filhos abençoar. (2x)
Zambi, saravá Oxum,
Zambi, saravá meu Pai Oxalá,
Zambi, saravá Pai Arranca-Toco,
É o nosso Rei
É o nosso Orixá.
17
Luarou, luarou,
Segue seu andar, oh luar. (2x)
Se Ele é caboclo destemido
Morador neste Congá
A viola lhe consola
A moda vai se espalhar.
No alto daquela serra
Onde canta o sabiá,
onde tudo é tristeza,
Pai Arranca-Toco mora lá.
Oh, luar!
18
Não me mexa no tronco
de Arranca-Toco.
Não me mexa no toco
Sem ordem suprema. (2x)
Auê, Auá,
A sua banda mandou me chamar. (2x)
19
Seu Arranca-Toco é de Aruanda,
É de namuzambê. (2x)
Quando ele Chega de Aruanda,
Auê, Auê. (2x)
20
Foi numa tarde serena
Lá nas matas da Jurema
Quando o caboclo bradar.
Quiô, quiô, quiô, quiô, quiera,
Sua mata está em festa,
Saravá Seu Sete-Flechas
Que Ele é rei da floresta. (2x)
21
Quando Oxalá criou a Umbanda,
Sr. Ogum tomou conta do Congá.
Veio Oxum, veio Iansã, veio Iemanjá,
Veio a Jurema pra trabalhar.
A caboclada iluminou todo terreiro
E Oxalá abençoou.
Oi, saravá, Seu Sete-Flechas,
Desse terreiro Ele é o protetor. (2x)
22
Curimbembê, curimbembá,
Sete-Flechas, um grande Orixá. (2x)
Com sete dias de nascido
A Jurema o encontrou
Deitado na folha seca,
O Caboclo ela criou.
Curimbembê, curimbembá,
Sete-Flechas é um grande Orixá. (2x)
Nasceu na mata de Oxóssi,
Na aldeia da Juremá,
O Caboclo Sete-Flechas,
Iluminado por Oxalá.
23
Caboclo sete flechas nasceu
No jardim das oliveiras (2x)
Trazia amarrado em sua cinta uma coral,
Oi, sucuri, jibóia na aldeia.
O sucuri, jibóia
quando vem beirando o mar (2x)
olha com brocoiou
a sua cobra coral (2x)
Oh segura essa cobra
Não deixa ela fugir
O nome dessa cobra
É cobra sucuri (2x)
24
Foi Oxóssi, ê,
Quem mandou trabalhar.
Foi Oxóssi ê,
Quem mandou ajudar. (2x)
Seu 7 Flechas derrama sua luz
Sobre os filhos de fé.
Quebra mandinga, afasta a inveja,
Derruba a maldade
E o bem fica em pé!
25
Lá na mata, sabiá cantou,
Lá no céu uma estrela brilhou.
Saravá Seu 7 Flechas, Oh, paranga!,
Ele é rei do jacutá.
Ele é rei no Juremá,
Saravá Seu 7 Flechas,
Ele é dono do Congá!
Ee, eá, Caboco 7 Flechas no Congá! (2x)
26
Ererêê,
Caboclo Sete-Flechas no Congá,
Saravá Seu Sete-Flechas
Ele é o Rei das matas,
a sua bodoque atira,
Oh, paranga,
A sua flecha mata.
27
Hoje tem alegria,
No alto da Serra.
Ele traz no peito,
Uma cobra coral.
O terreiro,
Está em festa.
Vamos saravar, Meu Pai,
Seu Sete Flechas! (2x)
28
Se ele atirou,
Se ele atirou, ninguém viu,
Seu Sete-Flechas é quem sabe,
Aonde a flecha caiu,
Se ele atirou.
29
Quando o atabaque zoa,
Filhos de Umbanda choram,
Adeus, adeus, meus filhos,
Seu Sete-Flechas vai embora. (2x)
30
Estrela do céu
que guiai nosso Pai! (2x)
Guiai nosso Pai,
Aos caminhos que vai. (2x)
31
Que barquinho é aquele
Que vem lá do alto mar. (2x)
É a Cabocla (.....)
Que vem vindo trabalhar.
32
Que lindo capacete de penas
Que tem a Cabocla ( ... ). (2x)
Foi Oxalá quem lhe deu,
Auê, auê, auê. (2x)
33
Quem quer viver sobre a terra,
Quem quer viver sobre o mar,
Salve a Cabocla (.....),
Que vem lá do Juremá.
Seu Oriê, Seu Oriá, (3x)
34
Mas como é lindo
Ver as folhas lá na mata,
Giramundo e Eldorado,
Dançando pra Mãe Oxum.
Mas como é lindo
Ver a Cabocla (.....)
Com seu saiote de penas
Oi, saravá Mamãe Oxum.
35
Ele atirou a flecha
Com seu bodoque atirou. (2x)
Ele é caboclo da mata
Na cachoeira passou
Vem ver seus filhos na terra
Trazendo o bem e o amor.
Pra combater a mandinga
Correu a gira girou
E os males de todo mundo
Para o espaço levou
Com o pensamento em meu Pai
Nada terei que temer
Ele só me pede a fé
E a fé no mundo é poder.
36
Quem manda na mata é Oxóssi
Oxóssi é caçador. (2x)
Eu vi meu Pai assobiar
Eu já mandei chamar,
É de Aruanda, êêêê
É de aruanda, áááá,
Seu (.....)
Na Umbanda,
É na Aruanda, áááá.
37
Caboclo bom, Caboclo bom,
Vencedor de demanda,
Caboclo bom, Caboclo bom,
Seu terreiro é de fama. (2x)
Graças a Deus
E Nossa Senhora,
Seu (.....) vem chegando agora.
Graças a Deus
E Nossa Senhora,
Seu (.....) toma conta agora.
38
Se és Caboclo
Agora que eu quero ver
Dançar catira no azeite de dendê.
Eu quero ver
Os Caboclos de Aruanda
Trabalhando na Umbanda
Pra quimbanda não vencer. (2x)
39
Seu (.....)
Quando vem lá de Aruanda,
Vem do Reino da Umbanda,
Ele vem pra trabalhar. (2x)
Se ele é meu pai,
Se Ele é meu guia,
Ele trabalha na tenda da Virgem Maria.
40
Seu (.....),
Chefe de aldeia,
É chefe de aldeia,
Ele é caboclo,
Ele não bambeia. (2x)
41
A Juremeira eu quero ver estremecer. (2x)
Ai, o leão roncou nas matas,
Eu quero ver estremecer.
42
Olha que caboclo lindo,
Que Seu Oxóssi mandou saravar. (2x)
(.....) na linha de Umbanda,
Senhor Oxóssi, na lei de Oxalá. (2x)
43
Caboclo a sua mata é verde,
É verde, é da cor do mar. (2x)
Saravá Cacique da Jurema. (3x)
Jurema!
44
Se a coral é sua cinta,
A jibóia é sua laça. (2x)
Oi, quizoa, quizoa, quizoa, ê,
Caboclo mora na mata.
45
Aqui nesta aldeia,
Tem um caboclo que ele é real.
Ele não mora longe,
Mora aqui mesmo neste canzuá.
46
Abelha que faz o mel,
Também faz o samburá. (2 x)
(2x)
Caboclo pega tua flecha,
Não deixa outro tomar. (2x)
E,e,êêê...E,e,êêê...
Guerreiro
Joga flecha para o ar! (2x)
47
Olha quem chegou na aldeia
Pra seus filhos abençoar. (2x)
Ele é o Caboclo (.....)
mensageiro de Oxalá. (2x)
Auê, auá,
É o Caboclo (.....)
mensageiro de Oxalá.
Auê, auá,
É o Caboclo (.....)
dono da cobra coral.
48
Estava na beira do rio
sem poder atravessar.
Chamei pelo caboclo
Caboclo (.....). (2x)
(.....) chamei...
(.....) chamei...tornei chamar, ê, a. (2x)
49
Estava na mata,
Estava trabalhando. (2x)
Seu (......) passou me chamando. (2x)
Eu vou, eu vou,
Onde é que mora...
Moro nas matas
De Nossa Senhora.
50
Se Ele atirou,
Se Ele atirou, ninguém viu,
Seu (.......) é quem sabe
Aonde a flecha caiu.
Se Ele atirou...
51
Uma estrela no caminho apareceu
A Umbanda me chamou, lá vou eu. (2x)
52
Nas matas lá da Jurema,
Eu vi uma estrela brilhar. (2x)
Era uma estrela de Oxóssi,
Anunciando que Caboclo vai chegar. (2x)
Okê, Okê, Caboclo!
Caboclo ( ... ) no Congá.
Okê, Okê, Caboclo!
Vem de Aruanda pra seus filhos ajudar!
53
Ele vem de tão longe,
Cansado de caminhar,
Salve o Caboclo (...)
Que vem sarava esse Congá. (2x)
Pra chegar nesse terreiro,
Ele cortou tanto cipó,
Atravessou a mata virgem,
Veio na fé do Pai-Maior. (2x)
54
Seu (.....)
Quando vem na aldeia,
Ele traz na cinta uma cobra coral. (2x)
É uma cobra coral,
Oi, é uma cobra coral. (2x)
55
Seu caçador na beira do caminho,
Oi não me mate
Essa coral na estrada.
Ela abandonou sua choupana, caçador,
Foi no romper da madrugada. (2x)
56
Oh, índio, Oh índio, Oh índio,
Ele é um índio que no sol nasceu. (2x)
Já foi cacique, já foi pajé,
Hoje é guerreiro
Na tribo dos Aimorés,
Oh, índio.
57
Como é bonita a pisada dos caboclos,
Eles pisam na areia
no rastro um do outro. (2x)
Salve a Sereia, Salve Iemanjá,
Salve os caboclos
Na beira do mar. (2x)
58
Vestimenta de caboclo
É Samambaia, é samambaia,
é samambaia.(2x)
Saia caboclo, não me atrapalha,
Saia do meio da samambaia. (2x)
59
Se és caboclo
Agora que eu quero ver,
Dançar Catira no azeite de dendê.
Eu quero ver os caboclos de Aruanda
Trabalhando na Umbanda
Prá quimbanda não vencer. (2x)
60
Caboclo não tem caminho para caminhar,
Caboclo não tem caminho para caminhar.
Caminha por cima das folhas,
Por baixo das folhas,
Em qualquer lugar. (2x)
Okê, Caboclo!
61
Jurema,
São seus filhos quem te chamam.
Jurema, lá no seu Juremá,
Lá na Jurema,
Debaixo do pé de ingá,
Aonde a lua clareia seus caboclos
Pra ver os capangueiros
Dançar lá na Jurema. (2x)
62
No terreiro de Umbanda,
Uma estrela brilhou.
Afirma corrente,
Seu ( . . . ) chegou. (2x)
Iê, iê, iê, Caboclo vem trabalhar.
Salve os Caboclos,
Seu ponto vamos cantar. (2x)
Salve o povo de Aruanda,
Salve meu Pai Oxalá,
Salve todos da Umbanda,
Salve todo o Juremá. (2x)
63
Caboclo venceu demanda
Para o povo de Umbanda.
Com a força da sua flecha
Quando veio de Aruanda. (2x)
Venceu, Caboclo venceu,
Do fundo da mata virgem
Oxalá gritou "Esse filho é meu"!
Esse filho, é meu!
Esse filho é meu!
64
Caboclo da mata virgem,
Da mata serrada lá na Juremá. (2x)
Quem manda na mata é Oxóssi,
Quem manda no céu é Oxalá. (2x)
Ô, ôkê Caboclo!,
Quero ver girar.
Quero ver caboclo
De umbanda bradar. (2x)
65
Quanto tempo que eu não bambeio
Hoje eu vim pra trabalhar. (2x)
Sou Caboclo (...)
Vim aqui pra trabalhar.
Sou Caboclo (...)
Vim aqui pra saravar. (2x)
66
Seu Rei da Mata Virgem,
Dá licença que eu quero saravar.
Salve a Cabocla Jurema
E seus caboclos
Da mata virgem
Na fé de Oxalá.
67
Tupinambá, Tupinambá,
Vem de aruanda,
Tupinambá, Tupinambá,
Venceu demanda.
Tupinambá, Tupinambá,
Chefe guerreiro,
Tupinambá, Tupinambá,
Vem no terreiro.
68
Seu Quebra-galho, já oh,
Seu Quebra-galho, já oh,
Chegou na aldeia, já oh,
Chegou na aldeia, já Oh.
69
Saiu das matas
Coberto de folhas,
Chegou na Umbanda
Coberto de penas. (2x)
Vamos saravar Seu Rompe-Mato
Ele é o dono da Jurema,
Ele é o rei da Juremá. (2x)
70
É o Rei, é o Rei,
É o Rei do Panaiá e da Jurema. (2x)
Lá na Jurema,
Rompe-Mato é o Rei,
É o Rei do panaiá e da Jurema. (2x)
71
Hoje tem alegria
no terreiro do meu pai.
Saravá Seu Rompe-Mato
Que Ele é chefe de Congá. (2x)
Embala eu, Babá,
Embala eu! (4x)
72
Oh, Juremê, Oh Juremá,
Sua flecha caiu serena, Jurema,
Aqui nesse congá. (2x)
Salve São Jorge guerreiro,
Salve São Sebastião,
No terreiro de Umbanda,
Peço a Vossa proteção,
Oh, Jurema.
73
Estrela matutina,
Clareia o mundo sem parar. (2x)
Estrela clareou o Pai Tupi,
Que veio saravar esse congá,
Estrela clareou o Pai Tupi,
Auê, Auê, Auá.
74
Jandira vem de Aruanda,
Jandira vem do Juremá. (2x)
Jandira,
Tu és flecheira
Joga as flechas
Nesse congá. (2x)
75
Seu Sete-Pedreiras chegou,
Seu Sete-Pedreiras chegou,
Chegou do Reino, Kaô!
Chegou do Reino, Kaô!
76
Meu Pai Xangô é Rei lá na pedreira,
Também é rei Caboclo 7 Pedreiras. (2x)
Na sua aldeia tem os seus caboclos
Na sua mata tem a cachoeira
No seu saiote tem pena dourada
Seu capacete brilha na alvorada. (2x)
77
Quem vem lá daquela pedreira,
Vem do reino de Xangô.
Quem vem lá daquela cachoeira,
Vem do Reino de Xangô. (2x)
É o Caboclo Sete Pedreiras
Que Oxalá abençoou. (2x)
78
Das Pedreiras de Xangô
E das Águas de Iemanjá,
Veio Seu Sete-Pedreiras
Abençoar esse Congá. (2x)
Filhos de Umbanda,
Saravá Xangô,
Saravá Iemanjá,
E Seu Sete-Pedreiras, Kaô! (2x)
79
Lá na pedreira o trovão roncou,
A mata-virgem estremeceu.
Anunciando que ele vai (já) chegar (chegou),
Xangô bradou: "Esse filho é meu!".
7 Pedreiras vem com a Estrela-Guia,
Saravá o encanto, saravá o Congá,
Ele é Caboclo de Kaô, Kaô,
Ele é 7 Pedreiras,
Filho de Xangô.
80
Oh, Deus! Mas que luz é aquela
Que vejo lá no alto da Pedreira. (2x)
É a coroa de Pai Xangô,
Iluminando Seu Sete-Pedreiras. (2x)
81
Na sua Aldeia, lá no Juremá,
Tem o Caboclo Sete-Pedreiras. (2x)
Na Lua Nova Ele lava suas penas,
Embaixo das 7 cachoeiras. (2x)
82
Seu juramento, Ele fez,
Em cima da Cachoeira,
Foi ouvido por Pai Xangô,
Que lhe deu 7 Pedreiras. (2x)
Sua lança é um raio,
Seu brado é um trovão,
Ele reina nas montanhas,
A Pedreira é seu chão. (2x)
É justiceiro, é guerreiro, é Orixá,
Ele é Sete-Pedreiras,
Os seus filhos vem salvar.
83
De sua aldeia lá nas matas,
Um lindo Caboclo aqui chegou.
Nosso terreiro está em festa,
Seu 7 Penas é quem saravou. (2x)
Na fé de Pai Oxóssi,
Na fé de Pai Oxalá,
Salve Seu 7 Penas,
Ele é quem vai nos guiar. (2x)
84
Brilhou uma estrela lá na mata,
Rolou água mansa no riacho.
Seu 7 Penas chegou nesse Congá,
Com o seu cocar e seu penacho.
Seu 7 Penas,
Na Umbanda Auê, ê!
Seu 7 Penas na Umbanda Auá! (2x)
85
Folha verde na palmeira,
Como brilha no luar.
Pena Verde é caçador
É caçador do Juremá
Ele vem lá de aruanda.
Ele vem pra trabalhar
Saravá Seu Pena Verde,
Pena Verde saravá! (2x)
Ererere rereô, Ererere rereô.
86
Quem pode, pode,
com a folha da Jurema,
Que atira flecha
Muito mais além do mar.
Mas Ela é uma Cabocla de pena,
É a Cabocla Iracema,
Dona do seu jacutá! (2x)
87
Numa noite linda de luar,
Eu vi uma Cabocla aparecer,
Ela estava tão serena a caminhar,
Vinha louvando Mãe Iemanjá. (2x)
Que Cabocla tão linda!
Que Cabocla tão linda!
Era a Cabocla Jacira,
Levando doces pra Ibejá.
Era a Cabocla Jacira,
Abençoando este Congá. (2x)
88
Oh Juremê, oh, Juremá,
Sua flecha caiu serena, Jurema,
Aqui nesse congá. (2x)
Salve São Jorge guerreiro,
Salve São Sebastião,
No terreiro de Umbanda,
Peço a Vossa proteção,
Oh, Jurema!
89
Caboclo vai embora
Pra cidade da Jurema
Oi, Bom Jesus está lhe chamando,
Pra cidade da Jurema,
Mas ele vai ser coroado.
Na cidade da Jurema,
Com a coroa de Aie-ie-ô,
Na cidade da Jurema.
90
Caboclo pega a sua flecha
Pega o seu bodoque
E vai saravar. (2x)
O galo já cantou na aruanda,
Oxalá quem chama
Para a sua banda,
Oi, Caboclo. (2x)
91
A lua nasce,
O Sol clareia a aldeia,
Lá na aruanda
Oxalá quem chamou. (2x)
Mas ele é Seu (.....)
E vai embora,
A Umbanda canta
E seus filhos choram.
Vai com Deus e Nossa Senhora.
92
Olha a folha do coqueiro
Olha lá.
Se meus caboclos for embora
Eu vou buscar.
Olha eu, Olha lá,
Se meus caboclos for embora
Eu vou buscar.

PONTOS CANTADOS DE BOIADEIROS


1
De lá vem vindo,
De lá vem só,
De lá vem vindo
As força maior. (2x)
De lá vem vindo, Boiadeiro,
De lá vem só,
De lá trazendo
As força maior. (2x)
2
De lá do mato,
Vem um boiadeiro, (2x)
Ele é bonito e formoso
Como um raio de Sol. (5x)
3
Oh, quem vem lá?
Sou eu! (3x)
(2x)
Boiadeiro eu sou!
Seu Boiadeiro,
Seu Boiadeiro,
Sua Boiada
É respeitada! (2x)
4
Salve Seu Terreiro,
Boiadeiro!
Salve o seu Congá! (2x)
Arreia Seu cavalo Boiadeiro
E venha trabalhar! (2x)
E, e ê...Boiadeiro...
E, e á...
Arreia Seu cavalo Boiadeiro
E venha trabalhar! (2x)
Trabalho
5
Seu boiadeiro por aqui choveu, (2x)
Choveu que abarrotou,
Foi tanta água
Que seu Boi nadou.(2x)
Na minha boiada ainda me faltam bois,
Oi, me falta um, ou me faltam dois,
Na minha boiada me faltam bois,
Oi, me faltam dois, Ou me faltam três.
Na minha boiada me faltam bois. (2x)
6
Boiadeiro é meu,
É meu amigo leal. (2x)
Mas Boiadeiro é catimbó,
É meu amigo leal.
Boiadeiro é Catimbó
É meu amigo leal.
7
Meu nome é Tião Boiadeiro,
Toco a boiada pelo Sertão,
Na fé de Oxalá eu vou
Tocando a boiada
por esse mundão.
8
Mas ele veio pelo rio de contas,
vem caminhando por aquela rua, (2x)
Olha que beleza!
Seu boiadeiro no clarão da lua. (2x)
9
Sou Boiadeiro da serra,
Eu vim buscar minha boiada. (2x)
Na mão direita meu laço,
Na esquerda minha guiada.
Não deixo o meu boi fugir,
Eu vou cantando na estrada.
Laiá-laiá-lalauê
Lauê-lauê-lalaiá. (2x)
10
Boa noite meus senhores,
Boa noite, venham cá!
Eu me chamo boiadeiro,
Aqui e em qualquer lugar.
Boa noite Meus Senhores,
Boa noite, venham cá.
Eu me chamo boiadeiro,
Não nego meu "naturá". (2x)
11
Não toque nesse boi,
Esse boi é cruzado.
Ele é de boiadeiro
Caboclo valente de couro afiado. (2x)
Se você precisar
Boiadeiro está aqui,
Mas não toque no boi
A ponta da chibata pode te ferir.
12
Salve Boiadeiro,
Salve a Boiada,
Salve a Virgem Maria,
Salve esta morada. (2x)
Salve a luz divina,
Um Rei lá na chapada.
Salve a Santa Cruz,
Salve a Virgem Imaculada. (2x)
13
Ele é caboclo, Ele é guerreiro,
Laçador de gado bravo
Quando chega no terreiro,
Lá ele faz o seu reinado.
Vaqueiro lá do sertão
trabalha de noite e dia,
Chapéu de couro na mão,
É o rei da valentia.
Com seu berrante de lado,
Vai o valente vaqueiro.
14
Mandei laçar meu boi para te vender
Mas se você não me pagar,
Eu dou ele pra você (2x)
Esse boi é meu, esse boi é meu
Você diz que é seu
Quem foi que lhe deu (2x)
Se meu boi fugir
Vou mandar buscar
Quero meu boi agora
Neste canzuá. (2x)
15
Eh, Boiadeiro!
Eh, Boiadeiro! (2x)
Então do céu,
A voz de Deus falou. (2x)
Um cavalo, uma viola,
No céu, a Lua, muito vento,
A chuva com você,
Boiadeiro vem.
E hoje, no terreiro,
Abençoa os filhos de Umbanda.
Velho sábio, verdadeiro,
Em nome de Oxalá Nosso Senhor. (2x)
16
Ai vem Seu Boiadeiro,
Com o Seu chapéu de couro
E o seu laço na mão.
Boiadeiro é,
Meu amigo, meu irmão! (2x)
Boiadeiro é um Caboclo
Que nasceu lá no sertão,
Boiadeiro laça o boi,
Com amor no coração.
Boiadeiro é,
Meu amigo, meu irmão! (2x)
17
Pela estrada onde Ele anda,
Lá pra banda do sertão,
Seu laço vence demanda,
Seu chapéu a solidão.
Em cima do seu cavalo
Vai tocando sua boiada,
Seu berrante é forte o brado,
Rompendo o amado gado.
Ele é um vaqueiro cismado
Ele é seu boiadeiro.
Eh, Boiadeiro!
Eh, Boiadeiro!
18
Cadê Seu Boiadeiro,
Aonde ele ta?
Ele ta fechando o corpo
Para trabalhar. (2x)
Tange muito gado,
Cura muita gente,
Ele é ( . . . )
Que cabra valente!
19
Água no pé da gruta,
Na gruta da Santa Cruz.
Seu Boiadeiro é hora, é hora,
Sua guiada é de Jesus.
20
Abalei minha roseira
Para tirar do caminho. (2x)
Na aldeia de Boiadeiro,
Não se pisa em espinho. (2x)
21
O meu sertão é alto, Arueira!
Eu avisto o mar, Arueira!
E seu Boiadeiro, Arueira!
Filho de Gangazumbá, Arueira! (2x)
O meu sertão é alto, Arueira!
Eu avisto o mar, Arueira!
Ele é Boiadeiro, Arueira!
Filho de Gangazumbá, Arueira!
O meu sertão é alto, Arueira!
De gangazumbá!
E Seu Tião Boiadeiro, Arueira!
Filho de Gangazumbá, Arueira!
22
Cadê minha corda
De laçar meu boi.
O meu boi fugiu
E eu não sei ande foi. (2x)
Abre a cerca peste,
que eu quero passar,
Quero ver meu gado,
Aonde ele está! (2x)
Getruê, Getruá,
A minha corda é de laçar
Getruê, Getruá,
Aonde for eu vou buscar. (2x)
23
Ai, patrão mas eu também sei carrear, (2x)
Com ajuda de boi preto,
Outra ajuda de Boi Tatá,
Boto canga no boi preto
e vou puxar canavial.
24
Eu tenho o meu chapéu de couro,
Eu tenho a minha guiada.
Eu tenho meu lenço vermelho,
Para tocar minha vaquejada. (2x)
25
Boiadeiro jogue o laço,
Não deixe o boi escapar.
Este laço tem mironga,
esse boi não vai quebrar. (2x)
Boiadeiro tem mironga! (4x)
Boiadeiro tem mironga! (4x)
Com o meu punhal de prata,
Risquei meu ponto no chão.
Para pegar touro bravo,
Tenho uma oração. (2x)
Boiadeiro tem mironga! (4x)
Boiadeiro tem mironga! (4x)
26
Vem, Boiadeiro, vem,
Gira o seu laço na mão. (2x)
Seu boiadeiro,
Toca boi, toca boiada,
De dia, de madrugada,
Ele é o Rei lá do sertão.
Chapéu de couro,
Ele toca seu berrante.
Ele faz sua zuada
Nas bandas do chapadão.
Seu Boiadeiro...
27
Pedrinha miudinha,
Pedrinha na Aruanda ê.
Lajedo tão grande,
Tão grande na Aruanda, ê. (2x)
O lajedo é muito grande
Tem pedrinha miúda,
De pedrinha miúda
Ou de pedrinha graúda. (2x)
28
Boiadeiro vai embora,
Pro sertão tocar boiada.
Boiadeiro vai embora,
Laça o boi e pega a estrada.
29
É hora, é hora,
O galo cantou,
É hora, é hora. (2x)
Seu Boiadeiro já vai embora,
Com Deus e Nossa Senhora. (2x)
OFERENDAS PARA CABOCLOS E BOIADEIROS
-Frutas sempre em grande quantidade
-Vinho tinto suave ou seco
-Cachaça (para alguns)
-Aruá

Colocar para ferver uma rapadura comum com pedaços de gengibre e


água, deixar ferver até que a rapadura derreta por inteira.

-Chás de folhas fortes como carqueja, cipó-cruz, jurema, jurubeba


-Mel
-Amendoim torrado
-Acaçá

Fazer um mingau de farinha de milho com água até ficar desgrudando


do fundo. Enrole em folhas de bananeira ainda morno e sirva frio.

-Abobora moranga com milho cozido

Abrir uma abóbora moranga em forma de cumbuca e colocar a mesma


de molho em água fervente para amolecer um pouco, refogar milho de
galinha cozido com cebola, azeite de dendê e camarão seco.

Coloque o milho dentro da abóbora e enfeite com lascas de fumo-de-


corda e fitas de coco.

-Farofa de farinha de milho com carne seca desfiada

Desaugue a carne e cozinhe a mesma, desfie e refogue com cebola,


pimentão, pedacinhos de coco e camarão seco. Misture a farinha de
milho e sirva enfeitando com charutos.

-Batata doce assada ou cozida

-É importante que os caboclos recebam de tudo, assim como Exú tem


uma parte de todas as comidas que são usadas nas casas de santo.
ASSENTAMENTO DE CABOCLO
(Aberto, simples)

Este assentamento é destinado para as pessoas que são da umbanda


tradicional ou que não possui vinculo com nenhuma religião em grau
sacerdotal.

MATERIAL:
1 PEDRA DE RIO
1 QUARTINHA DE BARRO
1 ALGUIDAR
7 MOEDAS
7 LASCAS DE JUREMA PRETA
1 FAVA DE CABOCLO
1 FAVA DE OXOSSI
1 FAVA DE OSSAIM
1 FAVA OLHO DE BOI
1 FERRAMENTA DE CABOCLO
1 PEMBA VERDE
1 PEMBA AMARELA
1 PEMBA VERMELHA
1 PEMBA BRANCA
VINHO TINTO
AZEITE DE DENDÊ
MEL
1 CUIA
21 VELAS VERDE/BRANCO
FOLHAS DE: SAMAMBAIA, JUREMA, MAMONA, COMIGO
NINGUÉM PODE, ARRUDA, ALECRIM, GUINÉ.

MODO DE FAZER

-Vá até um rio ou cachoeira e faça uma oferenda para Exú com:
MILHO DE GALINHA TORRADO
FEIJÃO FRADINHO TORRADO
PADÊ DE MEL
PADE DE AZEITE DE DENDÊ
PADÊ DE CACHAÇA
7 ACAÇAÁS AMARELOS
7 MOEDAS
Em seguida entre nas águas e faça uma oferenda para Oxum com:
5 ACAÇÁS BRANCOS
CANJICA AMARELA COZIDA
OMOLOCUM
5 PERAS
5 OBÍS

Após ter feito as oferendas, se a entidade que for ser assentada já


incorporar, cante para a mesma até que o transe aconteça, pedir então
para a entidade tirar uma pedra de dentro do rio. Caso não haja transe,
retire você mesmo ou peça para o médium retirar a pedra. Assim que
retirar a enrole em um pano branco.

-Após estar com a pedra, vá para dentro da mata fechada e faça um


sumo com as ervas citadas acima e todos os líquidos pedidos.
Cave um pequeno e raso buraco no chão e coloque a pedra no centro do
mesmo.

Derrame o sumo com o bagaço das folhas e cante 7 pontos de chamada


para caboclo, em seguida derrame um pouco de água, azeite e sal
dizendo o nome do caboclo que deverá permanecer na pedra. Este é o
ritual do batismo e consagração do otá.

-Depois que o otá estiver batizado o enrole novamente e leve para o local
do assentamento.

-Chegando no local, faça uma infusão com todas as ervas e água de


cachoeira, lave os materiais restantes, não lavar as velas e as pembas.

Com as pembas risque no chão sete flechas de cada cor ou o ponto


riscado da entidade caso preferir, jogue por cima muitas folhas de
caboclos e boiadeiros.

Coloque o alguidar no centro do ponto riscado e monte o assentamento,


colocando a ferramenta, a pedra, as moedas, as favas, as lascas da
jurema e tudo que a entidade quiser.

Coloque bebida na cuia e 21 frutas do lado. Acenda as 21 velas em


circulo e deixe descansar por 3 dias.

-Após isso coloque o assentamento na JUREMA ou no local adequado.


ASSENTAMENTO DE BOIADEIRO
(Aberto, simples)

Este assentamento é destinado para as pessoas que são da umbanda


tradicional ou que não possui vínculo com nenhuma religião em grau
sacerdotal.

MATERIAL:
1 PEDRA DE RIO
1 MORINGA DE BARRO
1 ALGUIDAR
3 MOEDAS
1 CHIFRE DE BOI
1 CABAÇA PEQUENA
3 FAVAS OLHO DE BOI
1 PAR DE ESPORAS
1 PAR DE ARREIOS
1 PAR DE RÉDIAS
4 FERRADURAS
1 PAR DE ESTRIBOS
1 CHICOTE DE COURO
VINHO
MEL
AZEITE DE DENDÊ
1 PEMBA MARROM
1 PEMBA VERDE
1 PEMBA VERMELHA
21 VELAS VERDE/BRANCO
7 LASCAS DE JUREMA PRETA
FOLHAS DE:
CHAPÉU DE COURO, AÇOITA CAVALO, PATA DE VACA, UNHA
DE BOI, FOLHA DE FUMO, GUINÉ, ALECRIM.

MODO DE FAZER

-Vá até um rio ou cachoeira e faça uma oferenda para Exú com:
MILHO DE GALINHA TORRADO
FEIJÃO FRADINHO TORRADO
PADÊ DE MEL
PADE DE AZEITE DE DENDÊ
PADÊ DE CACHAÇA
7 ACAÇÁS AMARELOS
7 MOEDAS
Em seguida entre nas águas e faça uma oferenda para Oxum com:
5 ACAÇÁS BRANCOS
CANJICA AMARELA COZIDA
OMOLOCUM
5 PERAS
5 OBÍS

Após ter feito as oferendas, se a entidade que for ser assentada já


incorporar, cante para a mesma até que o transe aconteça, pedir então
para a entidade tirar uma pedra de dentro do rio.
Caso não haja transe, retire você mesmo ou peça para o médium retirar a
pedra. Assim queretirar a enrole em um pano branco.

-Após estar com a pedra, vá para dentro da mata fechada e faça um


sumo com as ervas citadas acima e todos os líquidos pedidos.
Cave um pequeno e raso buraco no chão e coloque a pedra no centro do
mesmo.

Derrame o sumo com o bagaço das folhas e cante 7 pontos de chamada


para boiadeiro, em seguida derrame um pouco de água, azeite e sal
dizendo o nome do caboclo que deverá permanecer na pedra. Este é o
ritual do batismo e consagração do otá.

-Depois que o otá estiver batizado o enrole novamente e leve para o local
do assentamento.
-Chegando no local, faça uma infusão com todas as ervas e água de
cachoeira, lave os materiais restantes, não lavar as velas e as pembas.
Com as pembas risque no chão sete flechas de cada cor ou o ponto
riscado da entidade caso preferir, jogue por cima muitas folhas de
caboclos e boiadeiros.

Coloque o alguidar no centro do ponto riscado e monte o assentamento,


colocando a ferramenta, a pedra, as moedas, as favas, as lascas da
jurema, demais materiais e tudo que a entidade quiser.

Coloque bebida na cuia e 21 frutas do lado. Acenda as 21 velas em


circulo e deixe descansar por 3 dias.
-Apos isso coloque o assentamento na JUREMA ou no local adequado.
ASSENTAMENTO DE CABOCLO NA MASSA
(MUITO FORTE)

Este assentamento é destinado para as pessoas que são da umbanda


riscada ou religiões que possuem sacrifício animal, para sacerdotes ou
pessoas com mão de faca.

MATERIAL:
1 PEDRA DE RIO
1 QUARTINHA DE BARRO
7 BÚZIOS
7 MOEDAS
1 FERRAMENTA
1 FAVA DE CABOCLO
1 FAVA DE OXÓSSI
1 FAVA DA SORTE
1 FAVA DA SAÚDE
1 FAVA OLHO DE BOI
1 FAVA DE SUCUPIRA
PÓ DE CABAÇA
PÓ DE JUREMA PRETA
PÓ DE JUREMA BRANCA
PÓ DE CHIFRE DE VEADO
7 DENTES DE BICHO
TERRA DE MATA
TERRA DE FUNDO DE RIO
ARGILA
ÁGUA DE RIO
ÁGUA DE CHUVA
ÁGUA DE POÇO
ÁGUA DE MINA
AZEITE DE DENDÊ
AZEITE DE OLIVA
ÓLEO DE COPAÍBA
MEL
MELADO DE CANA
21 FOLHAS DE SAMAMBAIA
FOLHAS DE:
XAXIM, CABACEIRA, BUCHEIRA, MAMONA, JUREMA, GUINÉ,
ARRUDA.
BICHOS:
1 POMBO DE COR
1 PREÁ
2 GALOS
1 GALINHA D' ANGOLA
1 PERIQUITO VERDE

MODO DE FAZER
-O ritual inicial deve ser o mesmo que citamos acima, possui pequenas
mudanças.

-Vá até um rio ou cachoeira e faça uma oferenda para Exú com:
MILHO DE GALINHA TORRADO
FEIJÃO FRADINHO TORRADO
PADÊ DE MEL
PADE DE AZEITE DE DENDÊ
PADÊ DE CACHAÇA
7 ACAÇAS AMARELOS
7 MOEDAS
Em seguida entre nas águas e faça uma oferenda para Oxum com:
5 ACAÇÁS BRANCOS
CANJICA AMARELA COZIDA
OMOLOCUM
5 PERAS
5 OBÍS

Após ter feito as oferendas, se a entidade que for ser assentada já


incorporar, cante para a mesma até que o transe aconteça, pedir então
para a entidade tirar uma pedra de dentro do rio. Caso não haja transe,
retire você mesmo ou peça para o médium retirar a pedra. Assim que
retirar a enrole em um pano branco.
-Após estar com a pedra, vá para dentro da mata fechada e faça um
sumo com as ervas citadas acima e todos os líquidos pedidos.
Cave um pequeno e raso buraco no chão e coloque a pedra no centro do
mesmo.
Derrame o sumo com o bagaço das folhas e cante 7 pontos de chamada
para entidade, em seguida derrame um pouco de água, azeite e sal
dizendo o nome do caboclo que deverá permanecer na pedra. Este é o
ritual do batismo e consagração do otá.
-Depois que o otá estiver batizado o enrole novamente e leve para o local
do assentamento.
-Chegando no local faça o seguinte ritual:
Em uma bacia coloque todas as terras, os pós, um pouco de todos os
líquidos, argila, sumos de todas as folhas com o bagaço. Corte dentro da
bacia encima de tudo o preá, os dois galos e a galinha d' angola.
Misture tudo para que forme uma massa consistente e firme, forre o
alguidar com as 21 folhas de samambaia, coloque um pouco de todos os
pós, as favas, as cabeças dos bichos que foram sacrificados, os pés, rabo,
e coração do preá. Firme a ferramenta, coloque o periquito (vivo) e
jogue toda a massa por cima, arrume-a para que fique uniforme, crave
a pedra de rio no centro frontal do assentamento e enfeite com os búzios
e moedas.
Tempere o assentamento com os óleos, mel, vinho, cachaça, água, sumo
de folhas, sal, melado de cana e sacrifique o pombo encima de tudo.
Enfeite com as penas de todos os bichos.

Durante todo o ritual deve se rezar:


AMACE
AMACE IA
AMACE
AMACE IA

Antes de sacrificar o pombo para sacralizar tudo se deve fazer a


seguinte louvação com muita força e em voz alta:
ELE(A) É CABOCLO DESSA ALDEIA
É GUERREIRO DE JUREMA
CAVALEIRO DAS CAMPINAS
SEMENTINHA DE OXALÁ
O MEU PAI VEM VER SEUS FILHOS
E A TODOS ABENÇOAR
SUA FOLHA QUE NOS CURA
VEM DOS SEGREDOS DO JUREMÁ
OKÊ
OKÊ
OKÊ
CABOCLO VEM PRA SUA ALDEIA
CABOCLO VEM SAÚDAR SEU JUREMÁ
-Todos os bichos devem ser limpos e assados com cebola, azeite de
dendê, sal, batatas, inhame, batata-doce, abóbora e servido com muitas
frutas, vinho, charutos, milho, e tudo que a entidade quiser.
ASSENTAMENTO DE BOIADEIRO NA MASSA
(MUITO FORTE)

Este assentamento é destinado para as pessoas que são da umbanda


riscada ou religiões que possuem sacrifício animal, para sacerdotes ou
pessoas com mão de faca.

MATERIAL:
1 MORINGA
1 PEDRA DE RIO
1 ALGUIDAR
21 FAVAS DE OLHO DE BOI
21 FAVAS OLHO DE CABRA
1 FAVA DE CABOCLO
1 FAVA DE OGUM
1 FAVA DE OXOSSI
1 FAVA DE ALIBÉ
1 FAVA DA SAÚDE
1 FAVA DA SORTE
1 FAVA DA PROSPERIDADE
1 CORAÇÃO DE BOI CRÚ
PÓ DE CHIFRE DE BOI
PÓ DE CABAÇA
PÓ DE CHIFRE DE BODE
PÓ DE JUREMA
PÓ DE OROBÔ
PÓ DE OBÍ
PELO DE CAVALO
PELO DE BOI
PELO DE BODE
1 MT DE CORDA
TERRA DE ESTRADA DE TERRA
TERRA DE CURRAL
TERRA DE UM LOCAL QUE SE CRIA BOI
TERRA DE RIO
TERRA DE MATA
ARGILA
3 FERRADURAS
1 ESPORA
1 ESTRIBO
1 FREIO PARA CAVALO
1 FERRAMENTA
MEL
AZEITE DE DENDÊ
ÓLEO DE COPAÍBA
VINHO TINTO
CACHAÇA
BANHA DE CAPIVARA
BANHA DE CARNEIRO
7 BÚZIOS
7 MOEDAS
1 IMÃ
21 FOLHAS DE CHAPÉU DE COURO
FOLHAS:
SÃO GONÇALO, AÇOITA CAVALO, ARREBENTA CAVALO, UNHA
DE BOI, PATA DE VACA, FOLHA DE FUMO, FOLHA DE
MARCELA DO CAMPO
BICHOS:
1 POMBO DE COR
2 GALOS DE ESPORA
1 PREÁ
1 GALINHA D' ANGOLA

MODO DE FAZER
-O ritual inicial deve ser o mesmo que citamos acima, possui pequenas
mudanças.
-Vá até um rio ou cachoeira e faça uma oferenda para Exú com:
MILHO DE GALINHA TORRADO
FEIJÃO FRADINHO TORRADO
PADÊ DE MEL
PADE DE AZEITE DE DENDÊ
PADÊ DE CACHAÇA
7 ACAÇÁS AMARELOS
7 MOEDAS
Em seguida entre nas águas e faça uma oferenda para Oxum com:
5 ACAÇÁS BRANCOS
CANJICA AMARELA COZIDA
OMOLOCUM
5 PERAS
5 OBÍS

Após ter feito as oferendas, se a entidade que for ser assentada já


incorporar, cante para a mesma até que o transe aconteça, pedir então
para a entidade tirar uma pedra de dentro do rio. Caso não haja transe,
retire você mesmo ou peça para o médium retirar a pedra. Assim que
retirar a enrole em um pano branco.

-Após estar com a pedra, vá para dentro da mata fechada e faça um


sumo com as ervas citadas acima e todos os líquidos pedidos.

Cave um pequeno e raso buraco no chão e coloque a pedra no centro do


mesmo.
Derrame o sumo com o bagaço das folhas e cante 7 pontos de chamada
para entidade, em seguida derrame um pouco de água, azeite e sal
dizendo o nome do caboclo que deverá permanecer na pedra. Este é o
ritual do batismo e consagração do otá.

-Depois que o otá estiver batizado o enrole novamente e leve para o local
do assentamento.
-Chegando no local faça o seguinte ritual:
-Coloque dentro de uma bacia, todas as terras, todos os líquidos, pós,
pelos e sumo das folhas junto do bagaço e argila.

O CORAÇÃO DE BOI, deve ser colocado crú no forno e deixar assar


até que torre e dê para transformar em pó, este pó vai ser colocado na
massa junto dos demais ingredientes.

Corte dentro da bacia por cima dos ingredientes o preá, a galinha


d'angola, os dois galos e misture tudo para formar uma massa
consistente e firme.

-Forre o alguidar com as 21 folhas de chapéu de couro e coloque a


ferramente no centro e em volta da ferramente todas as peças que se usa
no cavalo ou boi, coloque as favas e um pouco de todos os pós, a cabeça,
coração, patas, rabo do preá, cabeça da galinha e galos.

Coloque a corda envolta e jogue toda a massa por cima, arrume-a e


deixe a mesma bem lisa encima.

Crave o imã dentro da massa no centro frontal do assentamento e


encima do imã crave a pedra de rio, enfeite com os búzios e moedas.
Tempere o assentamento com os óleos, mel, vinho, cachaça, água, sumo
de folhas, sal, melado de cana e sacrifique o pombo encima de tudo.
Enfeite com as penas de todos os bichos.

Durante todo o ritual deve se rezar:


AMACE
AMACE IA
AMACE
AMACE IA

Antes de sacrificar o pombo para sacralizar tudo se deve fazer a


seguinte louvação com muita força e em voz alta:

ELE(A) É BOIADEIRO DESSA ALDEIA


É GUERREIRO DE JUREMA
CAVALEIRO DAS CAMPINAS
SEMENTINHA DE OXALÁ
O MEU PAI VEM VER SEUS FILHOS
E A TODOS ABENÇOAR
SUA FOLHA QUE NOS CURA
VEM DOS SEGREDOS DO JUREMÁ
XETRUÁ
XETRUÁ
XETRUÁ
DE LÁ VEM VINDO
DE LÁ VEM SÓ
DE LÁ VEM VINDO
COM A FORÇA MAIOR

-Todos os bichos devem ser limpos e assados com cebola, azeite de


dendê, sal, batatas, inhame, batata-doce, abóbora e servido com muitas
frutas, vinho, charutos, milho, e tudo que a entidade quiser.

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