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INSTITUTO FEDERAL DO ESPÍRITO SANTO

CAMPUS SÃO MATEUS

CURSO DE ENGENHARIA MECÂNICA

GUSTAVO CORDEIRO BARREIROS

FENÔMENOS ÓPTICOS: APLICAÇÕES NAS INDÚSTRIAS E NO COTIDIANO

SÃO MATEUS-ES

2020
GUSTAVO CORDEIRO BARREIROS

FENÔMENOS ÓPTICOS: APLICAÇÕES NAS INDÚSTRIAS E NO COTIDIANO

Relatório apresentado ao Curso de Engenharia


Mecânica do Instituto Federal do Espírito Santo,
Campus São Mateus, como requisito parcial de
nota na disciplina de Física IV.

Orientador: Prof. Maurício Paulo

SÃO MATEUS-ES

2020
SUMÁRIO

1 INTRODUÇÃO ...................................................................................................... 3

2 FENÔMENOS ÓPTICOS ...................................................................................... 4

2.1 Reflexão ................................................................................................................ 4

2.1.1 Leis da reflexão .................................................................................................. 4

2.1.2 Espelhos esféricos ............................................................................................. 4

2.1.3 Equação de Gauss ............................................................................................. 6

2.2 Refração ................................................................................................................ 6

2.2.1 Índice de refração de um meio .......................................................................... 6

2.2.2 Leis da refração .................................................................................................. 6

2.2.3 Lentes esféricas ................................................................................................. 7

3 PRINCÍPIOS FÍSICOS E SUAS APLICAÇÕES .................................................... 9

3.1 Sensores ópticos reflexivos ................................................................................... 9

3.2 Fibras ópticas ...................................................................................................... 10

3.2.1 Reflexão total e a fibra óptica ........................................................................... 11

4 CONCLUSÃO ..................................................................................................... 13

REFERÊNCIAS .................................................................................................. 14
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1 INTRODUÇÃO

O mundo é repleto de cores e formas, nos possibilitando distinguir o que é cada


coisa, em outras palavras, é o processo de captar e interpretar informações visuais.
Para enxergar um corpo é necessário que raios luminosos atinjam os nossos olhos,
ou seja, quando enxergamos algum objeto, significa que a luz está sendo refletida
dele para os olhos de quem ao observa.

A parte da física que estuda sobre a propagação da luz é conhecido como óptica,
diversos elementos e instrumentos do dia a dia utilizam dessa propagação ao seu
favor. Esses instrumentos são conhecidos como instrumentos ópticos que são
voltados para o processamento de imagens, podendo citar óculos, telescópios, entre
outros.

Figura 1 – Observação do céu com um telescópio.

Fonte: (https://sportbuzz.uol.com.br).

Pode-se perceber a importância da óptica no cotidiano, entretanto ela se encontra


também presente em outras áreas, como por exemplo, em indústrias, possibilitando
a agilidade e o melhoramento da qualidade dos processos. Portanto, nesse relatório
serão abordados os principais fenômenos ópticos, facilitando o entendimento e o
funcionamento das aplicações apresentadas.
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2 FENÔMENOS ÓPTICOS

2.1 Reflexão

A reflexão é um fenômeno físico que acontece quando um feixe de luz incide sobre
uma superfície e retorna, digamos então que esse feixe foi refletido. Esse fenômeno
nos possibilita enxergar todos os corpos, pois, a luz vinda de uma fonte primária
(corpos que possuem luz própria) incide sobre esses corpos e são refletidas para os
nossos olhos. Os corpos que apenas refletem a luz, não possuem luz própria e são
chamados de fontes secundárias.

2.1.1 Leis da reflexão

Considerando um raio de luz incidindo com certo ângulo (i) sobre um espelho, ele é
refletido com um ângulo (r) que será igual ao ângulo incidente (i).

Portanto:

i=r

De acordo com essa relação surgem as duas leis da reflexão.

1° Lei: O raio de luz incidente e o raio de luz refletido estão no mesmo plano.

2° Lei: O ângulo de incidência e o ângulo de reflexão são iguais.

2.1.2 Espelhos esféricos

Os espelhos esféricos são espelhos formados por calotas esféricas. Se a parte


refletora é interna, recebe então o nome de espelho côncavo e se a parte refletora é
externa, recebe o nome de espelho convexo.

Para o melhor entendimento, torna-se necessário conhecer sobre os elementos de


um espelho esférico que são:

 Centro de curvatura: Centro da esfera formada pelo espelho.


 Vértice: Região central do espelho.
 Eixo principal: Eixo imaginário, que passa sobre o vértice e o centro.
 Foco: Ponto médio entre o centro de curvatura e o vértice.

A imagem formada num espelho esférico apresenta diversas características. Se o


raio incidente for paralelo ao eixo principal, reflete passando pelo foco, da mesma
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forma, o contrário também é verdade, se o raio incidente passa pelo foco, reflete
paralelo ao eixo principal.

Figura 2 – Raios incidentes passando pelo foco.

Fonte: (Acervo Próprio).

O raio que incide no vértice reflete com o mesmo ângulo, e o raio incidente que
passa pelo centro de curvatura reflete sobre si mesmo.

Figura 3 – Raios incidentes passando pelo vértice e pelo centro.

Fonte: (Acervo Próprio).

No espelho convexo esses mesmos raios particulares também valem, porém a


diferença está em prolongar os raios refletidos.
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2.1.3 Equação de Gauss

É possível determinar a posição da imagem analiticamente utilizando a equação de


Gauss:

Onde:

 f é a distância do foco ao vértice.


 p é a distância do objeto ao vértice.
 p’ é a distância da imagem ao vértice.

2.2 Refração

Quando observamos algum objeto dentro de uma piscina, notamos que tal objeto
aparenta está em uma posição diferente da posição real, esse fato e muitos outros
são explicados pela refração da luz, fenômeno que ocorre quando a luz passa de um
meio para outro.

2.2.1 Índice de refração de um meio

O índice de refração (n) indica a velocidade da luz do meio em relação à velocidade


da luz no vácuo.

Onde:
 n é o índice de refração.
 c é a velocidade da luz no vácuo.
 v é a velocidade da luz no meio.

Analisando a equação, verifica-se que quanto maior o índice de refração menor será
a velocidade da luz no meio.

2.2.2 Leis da Refração

Quando um raio de luz se propaga de um meio para o outro, o raio incidente forma
um ângulo de incidência (i), e após a refração forma um ângulo de refração (r).
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Figura 4 – Raio incidente e raio refratado.

Fonte: (Acervo Próprio).

A lei que relaciona o ângulo de incidência, o ângulo de refração e o índice de


refração é conhecida como Lei de Snell e é dada por:

Onde:

 n1 é o índice de refração do meio do raio incidente.


 n2 é o índice de refração do meio do raio refratado.
 sen i é o seno do ângulo de incidência.
 sen r é o seno do ângulo de refração.

É importante ter como observação que, sempre quando o raio de luz for refratado,
também haverá um raio de luz refletido, chamamos então essa reflexão de reflexão
parcial da luz.

2.2.3 Lentes esféricas

As lentes esféricas são elementos ópticos de grande importância na sociedade,


sendo utilizados desde telescópios até em um simples par de óculos.

Existem alguns diferentes tipos de lentes como, as lentes de bordos delgados que
são finas nas extremidades e espessa em direção ao centro, e as lentes de bordos
espessos que são espessas nas extremidades e finas em direção ao centro. São
classificadas como lentes convergentes e lentes divergentes. As lentes que fazem
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convergir os raios paralelos que entram por ela são as lentes convergentes e as que
divergem um raio de luz paralelo que entra por ela são as lentes divergentes.
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3 PRINCÍPIOS FÍSICOS E SUAS APLICAÇÕES

3.1 Sensores ópticos reflexivos

Os sensores ópticos são dispositivos utilizados nas indústrias modernas, permitindo


detectar a passagem de objetos e partes móveis de algumas máquinas. O objetivo é
facilitar a detecção sem causar nenhum desgaste ao objeto, pois não necessita
contato físico, além de apresentar poucas falhas.

Existem diversos tipos de sensores ópticos, dentre esses temos os sensores ópticos
reflexivos, que utilizam da reflexão da luz para detectar algo. Esses sensores são
compostos por dois componentes básicos.

 Emissor: Responsável por emitir um feixe de luz.


 Receptor: Responsável por receber o feixe de luz.

Figura 5 – Sensor óptico emitindo feixe de luz em um espelho plano.

Fonte: (Acervo Próprio).

Para o sensor reflexivo funcionar é necessário utilizar um espelho que terá o papel
de refletir o feixe de luz, de modo que volte para o receptor. Quando algum objeto
passa pelo feixe, impede que essa luz seja refletida, logo se conclui que algo passou
pelo o sensor.

Pode-se utilizar qualquer tipo de espelho, desde que a luz refletida chegue ao
receptor. Geralmente o mais utilizado é o espelho plano, porém o espelho esférico
também pode ser útil dependendo do objetivo, e como visto acima, caso o feixe
emitido seja paralelo ao eixo principal, será refletido passando pelo foco, e é nessa
direção que deverá está o receptor.
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Figura 6 – Sensor óptico sendo utilizado em uma indústria.

Fonte: (http://professor.pucgoias.edu.br).

Uma observação interessante é que, quando o refletor e o sensor ficam a uma


distância muito grande um do outro, pode-se colocar o conhecimento sobre refração
e lentes esféricas em prática, ou seja, devem ser colocadas lentes convergentes no
sensor, de modo que o feixe se torne mais paralelo, assim deixando-o também mais
concentrado na direção do espelho.

3.2 Fibras ópticas

As fibras ópticas são filamentos finos e flexíveis capazes de transmitir luz. Podem ter
muitas aplicações, mas a principal delas são as transmissões de dados. Elas são
compostas por uma capa protetora, casca e núcleo, onde cada uma dessas partes
possui um índice de refração diferente.

Figura 7 – Componentes da fibra óptica.

Fonte: (Acervo Próprio).

O núcleo é transparente e composto por uma material cujo índice de refração é


maior do que o material da casca. Isso proporciona um fenômeno físico conhecido
como reflexão total, e é esse fenômeno que permite o funcionamento da fibra óptica.
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3.2.1 Reflexão total e a fibra óptica

Analisando a lei de Snell, percebe-se uma relação entre os índices de refração e os


ângulos formados pela propagação da luz em diferentes meios, com isso pode-se
relacionar os ângulos formados com a velocidade da luz em cada meio, e essa
relação é dada por:

Onde:

 sen i é o seno do ângulo de incidência.


 sen r é o seno do ângulo de refração.
 v1 é a velocidade da luz no meio 1.
 v2 é a velocidade da luz no meio 2.

Quando a luz está indo de um meio com um índice de refração maior para outro
meio com um índice de refração menor, nota-se que, a partir do aumento do ângulo
de incidência, maior será o ângulo de refração, em outras palavras, se a velocidade
da luz aumenta ao mudar de meio, maior será o ângulo de refração. Tal fenômeno
pode ser analisado na figura 8.

Figura 8 – Raios de luz saindo da água para o ar.

Fonte: (Acervo Próprio).

A figura 8 mostra que ao aumentar o ângulo de incidência (i), em algum momento o


ângulo de refração (r) chegará aos 90°, nesse momento dizemos que (i) atingiu o
valor limite. Portanto, quando o ângulo passa do limite não ocorrerá refração, desse
modo teremos a reflexão total. E é essa refração que ocorre na fibra óptica, fazendo
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com que os dados cheguem ao destino, assim sendo um instrumento bastante


presente no cotidiano da humanidade moderna, pois são utilizadas para transmissão
de internet, redes telefônicas, sensores para indústrias, entre outros.
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4 CONCLUSÃO

O estudo da óptica demonstrou-se ser de grande importância para física, mas


também foi fundamental para o avanço tecnológico em diversas áreas, por exemplo,
pessoas com miopia passaram a enxergar melhor por causa dos óculos, a
astronomia pode visualizar melhor os corpos celestes por causa da construção de
telescópios cada vez mais potentes, e assim em diante. O fato é, a óptica está
presente em diversas aplicações, ajudando e dando conforto para a sociedade.
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REFERÊNCIAS

ALEXANDRE, Fábio M, Alecsandro C. “A óptica aplicada na indústria: um


enfoque de sua importância nos cursos de Engenharia”. Disponível em:
https://www.fics.edu.br/index.php/augusto_guzzo/article/download/444/502#:~:text=
O%20estudo%20apresentado%20neste%20artigo,de%20materiais%20por%20espe
ctroscopia%2C%20destacando. Acesso em: 01 de agosto de 2020.

JÚNIOR, Joab Silas da Silva. "O que são fibras ópticas?"; Brasil Escola. Disponível
em: https://brasilescola.uol.com.br/o-que-e/fisica/o-que-sao-fibras-opticas.htm.
Acesso em: 02 de agosto de 2020.

BERTULUCCI, Cristiano. "Sensores Ópticos: Como Funcionam?’’;. Disponível


em: https://www.citisystems.com.br/sensores-opticos/. Acesso em: 02 de agosto de
2020.

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