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Memorial Técnico-Descritivo

Sistema de Proteção Contra Descargas Atmosféricas – SPCDA


Galpão comercial/industrial
Proprietário: TEMPEL BIOSOLUÇÕES - EPP
Local: Rua "B" - Bairro Jardim Juliana (Área Industrial) - LAGUNA, SC.
Área = 2.598,63m²
Resp. Técnico: xxxxxxxxx

Índice:

1 – Generalidades

2 – Captores

3 – Descidas

4 – Malha Superior

5 – Anel Inferior e Aterramento

6 – Condições Gerais

7 – Relação de Materiais

1 – Generalidades:
O presente Memorial Técnico-Descritivo visa definir e especificar os parâmetros
constitutivos do projeto do Sistema de Proteção Contra Descargas Atmosféricas, de
propriedade de TEMPEL BIOSOLUÇÕES - EPP localizado na Rua "B" - Bairro
Jardim Juliana (Área Industrial) - LAGUNA, SC. no município de Laguna, SC.
Por tratar-se de local com pequena de pessoas, enquadra-se o caso no nível de proteção
classificação VII mista (imóvel com duas ou mais ocupações diferentes), do Art. 115 -
VII da IN 001/DAT/CBMSC, e optamos pela construção de um SPCDA, constituído por
um Esfera Rolante e Sistema de Faraday.
Do projeto constam 03 folhas com desenhos que caracterizam os seguintes itens:
captores, descidas, localização das malhas, ligações, características dos materiais e
detalhes das instalações.

2 – Captores:

No caso a instalação de Gaiola de Faraday, os cabos captores, ou condutores da malha


superior desta gaiola, serão através de cabo de cobre nú #35,0mm² que serão instalados e
suportados por presilhas de latão com furo de 5mm de diâmetro tipo TEL 744 e por
suporte de fixação guia baixo, tipo TEL-241 nos terminais aéreos com 60cm de altura. A
gaiola será construída sobre a cobertura e as platibandas da construção, onde os cabos
serão fixados através de suporte guia tipo parafuso fendido 35mm2. Ainda sobre a caixa
d’água serão instalados 04 terminais aéreos com 60cm de altura, para alcançar a área de
proteção desejada.
O campo de proteção oferecido pelos cabos captores é aquele abrangido pelos seus
diversos prismas, cuja aresta superior é o cabo e cujas faces adjacentes formam com o
plano vertical ângulo de 45 graus.

3 – Descidas:

Foram projetadas dez descidas, sempre nos vértices formados pela malha superior. Para o
para-raio da caixa d’água e todas as descidas o condutor terá bitola 35,0mm², junto à
entrada no solo. O anel de aterramento junto ao solo será cabo de cobre nú 50mm². Na
parte próxima ao solo, ou seja, de uma altura de 3,0 metros do solo os condutores de
descida serão enfiados em eletroduto de PVC, rígido, pesado, de bitola 1”.
Para medição do aterramento serão instaladas junto do solo caixas de medição
30x30/40cm dotadas de conector de medição para cabo 50mm². As caixas de inspeção de
aterramento serão instaladas em cada descida, no solo. Nas descidas os condutores serão
fixados através de parafusos sextavados rosca soberba de 14”x32mm, e buchas de nylon
de 6mm.
A cada descida, nos eletrodos de terra serão conectados diretamente nas caixas de
inspeção de aterramento.
Detalhes das instalações ver desenho em planta. (Prancha 03/03)

4 – Malha superior:

A malha superior terá condutores de cabo cobre NÚ 35mm² e está caracterizada no


projeto. Será construída sobre a superfície superior da construção, sendo composta por
seis módulos, sendo que os mesmos terão dimensões dentro do que prevê as Normas de
Segurança Contra Incêndios do Corpo de Bombeiros da Polícia Militar de Santa Catarina.
Todas as intersecções serão conectadas através de conectores de pressão.
Em cada intersecção será instalado um terminal aéreo de 60cm h. além dos demais
instalados sobre o vértice da construção.

5 – Anel inferior e aterramento:

Devido às características da construção foi possível a projeção de uma grade malha de


terra que formará o anel inferior. A mesma construir-se-á nas partes frontal, fundos e
laterais da construção e será composta por dez eletrodos de terra tipo Copperweld
5/8”x2400mm, alta camada, tipo TEL-5814. A malha projetada será conectada ao
sistema de proteção existente, formando um conjunto único. A resistência de terra deverá
ser inferior ou igual a 1,0 Ohms. A malha de terra não poderá ser instalada sob
revestimento asfáltico, sob concreto, sob argamassa em geral, em poços de água, a menos
de dois metros de centrais de gás e pontos de abastecimento de combustível. No caso de
não termos conseguido a resistência de terra desejada, para o Sistema, deveremos ampliar
a instalação de eletrodos. A malha deverá ser conectada a todas as descidas, sendo que no
eletrodo de terra conectado nas descidas, deverá ser construída uma caixa de inspeção de
aterramento, com dimensões D300x300mm, dotada de tampa de concreto. Ver projeto
Prancha 01/03 e 03/03.

6 - Considerações gerais:

A perfeita escolha de um Sistema de Proteção Contra Descargas Atmosféricas, deve levar


em consideração o Nível de Proteção que desejamos, em função do tipo de edificação e
sua finalidade. Porém, de nada adianta a escolha do sistema correto, se na sua instalação
não forem obedecidas ao pé da letra todos os seus critérios. No nosso caso, Gaiola de
Faraday, é importantíssimo observar que:

a) A estrutura que vamos proteger deverá ficar envolvida por um conjunto de


condutores interligados.

b) Todos os condutores deverão ser interligados na borda superior da estrutura e na


terra, formando um anel superior e um sistema de aterramento inferior perfeito.
c) Interligar todas as intersecções de condutores através de solda isotérmica ou
conectores de pressão.

d) Os condutores deverão se prolongar da cobertura até o solo, sendo interligados as


malhas de terra, que deverá ter seus eletrodos enterrados a 60cm de profundidade.

e) Ao anel superior deverão estar conectadas todas as malhas de terra, ou seja em


cada descida deverá ter uma malha conectada, ou uma única malha que formará o
anel inferior.

f) Deverá ser instalado na cobertura, um terminal aéreo a cada intersecção dos


condutores.

g) Os condutores na cobertura e nas descidas deverão ser mantidos afastados das


estruturas por suportes isoladores, conforme desenhos apresentados no projeto.

h) Deverá ser usada, preferencialmente, solda exotérmica nas conexões, exceto nas
conexões das descidas dentro da caixa de inspeção, onde serão utilizados
conectores de pressão, para possibilitar a desconexão para realização de medição
da resistência de terra.

e outros, conforme necessidade durante a montagem.

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