Você está na página 1de 137

© 2013 Nilton Ferreira

Assessoria Editorial Editora Kirios


www.kirios.com.br

Revisão de texto
Paulo Cesar de Oliveira

Capa e Diagramação
Alexandre Portela

Outubro de 2017

Todos os direitos são reservados à Nilton Ferreira, não


podendo a obra em questão ser reproduzida ou transmitida
por qualquer meio - eletrônico, mecânico, fotocópia, etc -
sem a devida permissão dos responsáveis
.

Dados de Catalogação na Publicação

Ferreira, Nilton
Ai! Comprei um Bode e um Bezerro Ferreira, Nilton,
São Paulo, 2013.

1. Bíblia 2. Finanças 3. Administração. Título


E m primeiro lugar, só um merece glória, honra, louvor e

adoração: aquele que vive e com seu sangue nos comprou

para Deus Pai e nos tornou

reis e sacerdotes, Jesus Cristo, Rei dos reis e Senhor dos senhores.
Este livro não existiria se Ele não estivesse ao meu lado.
Aos meus pais, Nilton Ferreira e Edna Ferreira, que sempre
estiveram ao meu lado.
À minha esposa Elizabeth, uma guerreira incansável. Sou
apaixonado por ela.
Aos meus filhos Pedro, Lucas e Filipe, que todos os dias oram
por mim para que eu tenha sucesso em meu ministério.
Ao pastor Davi Klava, presidente da Primeira Igreja Batista
da Lapa, que me descobriu em meio a muitos. Tenho uma dívida
eterna com ele.
Ao pastor Jesher Cardoso, presidente da Missão
Shekinah, e sua esposa Cleide.
A todos os pastores que me receberam em seus ministérios.
Prefácio ............................................................................................... 9
Introdução ........................................................................................
12
Uma igreja comprometida ............................................................. 16
Conceito e conceitos .................................................................... 20
Qual o conceito que tenho de Jesus? ......................................... 22
Conceito errado sobre a bíblia ................................................... 24
Querer é poder? ........................................................................... 27

Pobreza, prosperidade e riqueza.................................................. 30 O


que é pobreza? ......................................................................... 31 O
que é prosperidade? ................................................................ 32
O que é riqueza? .......................................................................... 33
O drama atual............................................................................... 33
Princípio da honra ..........................................................................
35 Deus vai honrar aqueles que o honram
.................................... 37
A honra não será aceita só com os lábios ................................. 37

Razão da derrota financeira ..........................................................


41
Caim quebrou o princípio da honra.......................................... 42
Resultado de uma oferta sem honra: escravo dos desejos
carnais............................................................................................ 44
Resultado de uma oferta sem honra: trabalho que não
prospera ........................................................................................
45

Desonra nos dízimos e nas ofertas ..............................................


48
Desonra no momento do ofertório ............................................ 49
Oferta “bichada” .......................................................................... 50
Consequências da desonra .........................................................
51 Ai, comprei um bode!
..................................................................... 55 A bênção financeira só
vem com a prática do princípio .......... 58
Quando você honra a Deus, Ele nunca mais o esquece ......... 59

Culto sem honra .............................................................................. 62


Desprezo pelo momento da oferta ............................................ 64
Deus reage à desonra .................................................................. 67
A desonra a Deus traz consequências ....................................... 69
O motivo da escassez financeira ................................................ 70
Deus reage à infidelidade ...........................................................
71
O dinheiro do Senhor está no sistema de satanás ................... 74
O bezerro e os bodes estão com a oferta................................... 76 A
primeira vez que Deus pede oferta ....................................... 79
Princípio da aproximação ........................................................... 79
Tornando-se um primicista ........................................................ 82
A oferta das primícias era entregue com sal ............................ 84

Restituição ........................................................................................
85
Princípios Bíblicos ....................................................................... 88
Você precisa de restituição ......................................................... 95
Deus quer trazer restituição ....................................................... 97
Faça o caminho de volta ............................................................. 99
O caminho da reparação ........................................................... 100
A oferta da restituição ...............................................................
101
O roubo dos filisteus .................................................................
102
Hemorroidas: a doença do roubo ............................................ 102
Os filisteus devolvem a arca .................................................... 104
Fatores que impedem a prosperidade .................................... 106
Sua atitude trará a restituição ..................................................
111

Voto ................................................................................................. 114


Conclusão .......................................................................................
120
Apêndice......................................................................................... 124
Testemunhos .............................................................................. 124
Sobre o autor ..................................................................................
136
E xiste uma grande diferença entre a teoria e a prática,

entre o discurso e o testemunho, entre o sonho e a

realização. Na Palavra de Deus as

bênçãos não são meras promessas ou discursos inflamados,


mas são algo palpável, mensurável, que se pode ver, desfrutar
e compartilhar. Bênção é resultado da obediência aos
mandamentos e de seguir princípios absolutos estabelecidos
pelo Senhor. Existem mandamentos, conceitos do Reino e
caminhos seguros para alcançarmos uma vida próspera e
abundante.
Há alguns anos tivemos a oportunidade de conhecer o Pr.
Nilton e seu testemunho e ensino na área de libertação
financeira e prosperidade. O que ele ensinava e como ensinava
era confrontador, porém coerente com a Palavra de Deus. Sua
linguagem era muito prática e objetiva, mas com
profundidade e experiência, capaz de comunicar verdades
bíblicas complexas até mesmo ao mais novo convertido.
Passamos a acompanhar seu ministério, os seminários de
libertação financeira, além de seu testemunho pessoal de
generosidade e fidelidade ao Senhor. Em cada lugar que
passava era muito clara a obra que Deus fazia por meio de sua
vida, trazendo através da Palavra um mover tremendo de
libertação e liberação financeira não somente na igreja local
como também na vida dos pastores. Vimos muitos, que
tinham um histórico de lutas e desafios, serem levados a outro
nível de conquista e prosperidade.
Tivemos uma experiência ministerial muito forte no
primeiro seminário que o Pr. Nilton ministrou no Projeto
Vida, em Volta Redonda. Vínhamos de um ano de grandes
desafios financeiros, terminando a construção do templo, que
foi realizada em apenas doze meses, com entradas que,
naturalmente, nos fizeram acumular pendências e, na minha
visão administrativa, eram gigantes que precisávamos vencer.
O Pr. Nilton ministrou durante três dias, ensinando os
princípios da Palavra e liberando decretos sobre o povo.
Muitos foram libertos de sofismas na mente, e a igreja
absorveu a Palavra, obedeceu aos princípios e, além de muitos
testemunhos pessoais que ouvimos no decorrer dos meses,
todas as pendências e empréstimos contraídos no decorrer da
construção foram quitados e terminamos aquele ano sem
nenhuma dívida. Tudo foi pago de uma forma inexplicável!
Há muita gente que chega às nossas igrejas destruída
financeira e materialmente; muitas famílias estão destruídas
por causa de dívidas e falências, e a Igreja precisa ter um
cuidado e ensino nessa área. Muitos estão amarrados em seus
conceitos pessoais sobre finanças; alguns estão presos a uma
história de fracassos e falências, por isso se tornaram
avarentos e ressabiados; outros ainda estão presos em uma
mentalidade carnal, preconceituosa e mundana que resiste a
toda forma de obediência à Palavra no tocante aos dízimos,
ofertas e primícias; e existem aqueles que ainda carregam uma
visão religiosa e tradicional do DAR, como se o que
trouxessem ao altar fosse uma contribuição a uma igreja
necessitada.
Muitos ainda precisam de libertação financeira em sua
mente, em seu coração e também em sua carteira para que
possam desfrutar do melhor de Deus que Ele assegura em sua
Palavra. Tenho certeza de que este livro vai ser um canal de
libertação e liberação da prosperidade de Deus sobre sua vida.
Ap. Joel da Costa Pereira
Comunidade Evangélica Projeto Vida
s dramas financeiros sempre ocuparam o cenário

O das civilizações ao longo da História. A

necessidade de nos sustentarmos pressupõe


agentes de sobrevivência, que são usados para nos manter
vivendo nesta Terra. Cada pessoa valoriza a sua própria
história de vida e as áreas que considera importantes nesta
existência. Contudo, todos nós precisamos produzir para
termos condições de fazer frente às demandas que a vida nos
propõe, para podermos estar habilitados a sustentar nossa
vida e a daqueles por quem somos responsáveis.
Ter problemas financeiros passou a ser algo normal na
vida das pessoas. Enfrentar dificuldades financeiras parece ser
uma espécie de teste pelo qual uma parcela considerável da
população mundial, se não toda ela, passa.
Se você está lendo este livro, é provável que esteja
passando por problemas financeiros. O drama do salário que
não chega ao fim do mês, da geladeira vazia, das contas se
acumulando em cima da mesa, dos telefonemas indesejáveis
das empresas de cobrança, das dívidas dos cartões de crédito
se acumulando.
Há dezoito anos tenho ministrado sobre finanças nas
igrejas do Brasil e ao redor do mundo e tenho visto durante
todo esse tempo como os cristãos estão frustrados com sua
vida financeira, como estão abatidos com tantas derrotas
financeiras. Contudo, o que é difícil de entender é a
dificuldade para falar de dinheiro na igreja; parece um tabu,
parece que dinheiro é uma maldição.
Mas eu quero lhe dizer algumas verdades muito
poderosas, que vão trazer um nível de libertação em sua vida.
Se essas verdades forem estabelecidas em sua vida, poderão
mudar todo o rumo de sua história daqui por diante.
Agora quero fazer uma afirmação: o dinheiro é uma
bênção, mas pode ser uma maldição, depende de quem o usa.
Dinheiro nas mãos de pessoas desmioladas é uma maldição.
Deus deseja que você seja uma pessoa próspera. Você
acredita nisso? Você precisa acreditar, precisa trazer esta
verdade para sua mente. Deus está derramando suas bênçãos
sobre a Igreja de uma forma estupenda, de uma forma
maravilhosa, é tremendo o que eu vejo Deus fazendo no
decorrer dos anos.
Infelizmente, durante muitos anos ouvimos ensinamentos
errados, que fizeram as pessoas entenderem que se estavam
passando necessidades era porque Deus queria que elas
fossem mais espirituais. Não podiam ter dinheiro porque isso
os levaria para o inferno. Então muitos irmãos passaram a
odiar a prosperidade. Esse ensino ganhou corpo e se tornou
por muitos anos a única verdade no meio dos evangélicos. A
pobreza sempre imperou porque ela significava uma vida
espiritual de qualidade. Até hoje há cristãos que afirmam e
creem sinceramente nesses ensinamentos. Eles não creem na
possibilidade de desfrutarem das bênçãos de Deus na área
financeira.
Eu lhe afirmo: Deus deseja a sua prosperidade e o seu
crescimento financeiro. Ele quer que você avance e viva de
maneira próspera. Veja este texto poderoso da Palavra de
Deus: “Cantem e alegrem-se os que amam a minha justiça, e digam
continuamente: o Senhor seja engrandecido, o qual ama a
prosperidade do seu servo” (Sl 35.27).
Deus ama a sua prosperidade, mas você pode argumentar:
“Eu dou o dízimo, dou oferta, sou primicista e estou todo
enrolado, cheio de dívidas, só recebo o salário para pagar as
contas e nunca sobra”. Deixe-me lhe dizer algo: sempre tive
bons trabalhos e ganhava muito bem, mas tinha uma vida
miserável. Anos atrás, eu ia orar pelas pessoas e elas
“morriam”. Vou dar alguns exemplos de como isso aconteceu.
Uma irmã me disse: “Pastor, por favor, vá orar pelo meu
marido, que está no hospital”. Então eu fui, impus as minhas
mãos sobre ele e orei. No final da oração eu disse: “Minha
irmã, fique tranquila, Deus vai curar”. Depois de dois dias,
recebi um telefonema: “Pastor, estou ligando porque o meu
marido morreu”. Que tragédia essa notícia! Fui orar por outra
pessoa, e ela morreu. Um empresário disse: “Pastor, por favor,
vá orar na minha empresa”. Eu fui, e passados cinquenta dias
a empresa faliu.
Eu disse: “Deus, há algo errado”, e estava mesmo, tudo
estava errado, porque a minha vida financeira estava fora dos
padrões da Palavra de Deus. A minha vida financeira estava
na contramão dos ensinos que Deus colocou em sua Palavra.
Não basta dizimar, ofertar, liberar as suas primícias, isso não
é o suficiente; você precisa entregar a Deus com honra. Veja o
que a Bíblia ensina: “Converterte-ás, pois, e darás ouvidos à voz do
Senhor; cumprirás todos os seus mandamentos que hoje te ordeno. E
o Senhor teu Deus te fará prosperar em toda a obra das tuas mãos,
no fruto do teu ventre, e no fruto dos teus animais, e no fruto da tua
terra para o teu bem; porquanto o Senhor tornará a alegrar-se em ti
para te fazer bem, como se alegrou em teus pais” (Dt 30.8-9).
Foi isso que aconteceu comigo. Eu precisava entender e
viver essa verdade em minha vida. A partir do momento em
que comecei a colocar em prática esse ensino, a minha vida
mudou radicalmente. Há dezoito anos tenho pregado essa
verdade e milhares de pessoas têm sido libertas das mentiras
do diabo, da miséria, da ruína e da pobreza. Sinceramente, eu
creio que você vai experimentar uma nova realidade em sua
vida, um momento absolutamente novo em sua vida
financeira.
Neste livro eu quero conduzir você, através dos ensinos
da Palavra de Deus, a descobertas significativas em sua vida.
Aqui você vai saber por que sua vida financeira não melhora,
por que as contas estão sempre presentes e vai descobrir ainda
por que não consegue prosperar.
E eu quero lhe mostrar algumas coisas na Bíblia que vão
ajudá-lo a caminhar melhor com Deus, para você ser próspero,
porque Ele promete a prosperidade. Olhe para as suas mãos;
Deus vai fazer você prosperar por meio delas. Onde você tocar
irá começar a receber a bênção de Deus; eu creio nessa
verdade. Quero convidar você para uma viagem e creio que
será uma bênção para a sua vida e será uma revolução na sua
vida financeira.
Muito obrigado pela oportunidade de poder compartilhar
este texto. Boa leitura!
Pr. Nilton Ferreira
Capítulo 1

“Graças a Deus, pois, pelo seu dom inefável” (2 Co 9.15).

A
o falar sobre dinheiro nos capítulos 8 e 9 da
Segunda Carta aos Coríntios, o apóstolo Paulo nos
mostra que ofertar dinheiro e bens no reino
de Deus é simplesmente um dom que Deus dá a
todos, mas é um dos dons mais desprezados por essa geração
cristã, que não tem a revelação de como é benéfico ofertar para
esse reino inabalável, como o próprio Jesus disse: “Não ajunteis
tesouros na terra, onde a traça e ferrugem tudo consomem, e onde os
ladrões minam e roubam; mas ajuntai tesouros no céu, onde nem a
traça nem a ferrugem consomem, e onde os ladrões não minam nem
roubam” (Mt 6.19-20). Foi o próprio Jesus que mais ensinou
sobre dinheiro em seu ministério terreno. Ele proferiu 37
parábolas, das quais 17 falam sobre dinheiro. Ele mesmo, além
de ensinar, aplicou em sua vida o que ensinou para os
homens, ofertando a sua própria vida como sacrifício para
Deus, para aproximar Deus do homem. Será que ao tratarmos
desse assunto tão sublime não deveríamos dar mais atenção?
“O qual convém que o céu contenha até aos tempos da
restauração de tudo, dos quais Deus falou pela boca de todos os seus
santos profetas, desde o princípio” (At 3.21). ANTES DO
RETORNO DE JESUS EXPERIMENTAREMOS O MAIOR
TEMPO DE RESTAURAÇÃO. A vinda de nosso Senhor Jesus
Cristo será marcada por tempos de restauração e avivamento
como podemos ver nesse texto. Antes do arrebatamento
experimentaremos o maior e último avivamento, e creio em
tempos de restauração em todas as áreas da vida da Igreja. E
se algo precisa ser restaurado é a vida financeira do povo de
Deus. Quando olhamos para a Igreja de Jesus hoje e olhamos
para a Igreja Primitiva, vemos uma grande diferença de
comportamento e de vida. Há uma promessa de que a glória
da segunda casa será maior que a primeira: “A glória desta
última casa será maior do que a da primeira, diz o Senhor dos
Exércitos, e neste lugar darei a paz, diz o Senhor dos Exércitos” (Ag
2.9), isto é, a Igreja desses últimos dias viverá num nível de
glória como nunca antes, e se está profetizado pelo próprio
Deus por boca de seu profeta, então temos que clamar por essa
restauração. O que havia na Igreja Primitiva que não há em
nosso tempo? Vejamos alguns pontos importantes naquela
Igreja inicial.
Eles aceitavam a palavra dos apóstolos; hoje, como está a
aceitação da Palavra em nosso meio? Já naqueles tempos o
apóstolo Paulo disse que havia gente no meio da Igreja que
resistia ao que ele falava, um tal de Alexandre. Será que há
Alexandres em nossos ministérios? “Alexandre, o latoeiro,
causou-me muitos males; o Senhor lhe pague segundo as sua obras”
(2 Tm 4.14). O pastor mal acaba de pregar e muitos retrucam
o que foi ensinado. Assim eram os fariseus, saduceus e
herodianos nos tempos de Jesus. Eles não aproveitavam nada
do que Ele ensinava, e hoje também é assim. Muitos vão para
os cultos, mas, como os fariseus, não aproveitam nada de que
é ensinado, principalmente se for sobre dinheiro. Os fariseus
e sua trupe só sabiam criticar, por isso se tornaram pedras de
tropeço para muitos. Mt.23:13 “Mas ai de vós, escribas e fariseus,
hipócritas! Pois que fechais aos homens o reino dos céus; e nem vós
entrais nem deixais entrar aos que estão entrando” (Mt 23.13).
Nessa primeira Igreja aceitava-se a palavra ensinada pelos
apóstolos e perseverava-se na doutrina deles, isto é, havia um
comprometimento com aquilo que os líderes ensinavam. Hoje,
como tem sido difícil para alguns ministérios ter pessoas
comprometidas com a visão estabelecida. As pessoas não dão
mais a sua vida para o reino de Deus; ouvem uma mensagem
hoje e amanhã já esqueceram, mas pergunte sobre a novela e
se lembram rapidamente do que assistiram.
Eles perseveravam na vida de comunhão. Havia vida de
relacionamento e companheirismo, comunhão era a
linguagem deles. Esse é o estilo de vida que mais deixa uma
sociedade impactada, pois o inferno não resiste um povo
unido. Hoje os grupos de comunhão se reúnem para jantar o
pastor.
Eles perseveravam no partir do pão, era um costume do
povo daquela época. Hoje quase não convidamos os irmãos
para partilharmos o pão, pois temos medo de que eles saiam
falando como é nossa casa. Lembro-me de que uma vez
levamos uma irmã para nossa casa, e no domingo seguinte
toda igreja estava sabendo o que tinha dentro de nossa casa,
até o que tinha na geladeira! Eles perseveravam na vida de
oração, pois isso era a chave para o avivamento. Dizem que se
você quer conhecer uma boa igreja deve visitar seu culto de
oração; nele você vai saber se a igreja está comprometida com
Deus ou se é mais um centro de entretenimento dominical.
Orar deve ser nosso maior compromisso com Deus, pois a
oração de um cristão pode muito em seus efeitos. A vida de
oração é uns dos pilares de uma igreja local.
Havia temor entre eles, um respeito profundo pela
presença do Espírito Santo no meio deles. Ministro em muitas
igrejas e o que mais vejo é o comportamento do povo de Deus
nos momento de cultos. Um dia estava pregando em uma
igreja em São Paulo e no meio do culto notei dois jovens – um
deles era o líder de louvor da igreja – recebendo uma
revelação de uma revista de cosméticos que uma irmã tinha
deixado para eles. Parei de pregar e fiquei olhando para eles
mais ou menos uns dois minutos. Quando perceberam o
silêncio do pregador, dirigi-me a eles e disse: “Vocês vão
participar do culto ou vão participar desse mercado?”. A falta
de temor tem entristecido o Espírito Santo em nossos cultos;
precisamos urgentemente nos converter ao Senhor.
Também havia uma forte manifestação de milagres. Esse
é o resultado quando o Espírito Santo está ministrando em
nosso meio; as curas e os milagres começam a acontecer. Tem
sido raro ver esses sinais. Você tem visto?
Não havia voz dissonante no meio deles quando o assunto
era o reino de Deus. Eles criam e estavam junto de seus
líderes. Era um povo desprendido das coisas materiais, e
contribuir era algo comum para eles. Congregar era
prazeroso, não havia barreiras para estarem juntos.
Precisamos urgentemente de avivamento. O próprio
apóstolo Paulo deu um “recadinho” para a Igreja: “Não
deixando a nossa congregação, como é costume de alguns…” (Hb
10.25). Naquele tempo já havia gente trocando o culto por
outros afazeres. Que Deus nos ajude a voltar ao primeiro
amor.
Você não gostaria de pertencer a uma igreja como essa?
Sonhe com essa igreja, pois ela está surgindo na sua segunda
glória.

Conceito e conceitos
“O Senhor empobrece e enriquece; abaixa e também exalta.
Levanta o pobre do pó, e desde o monturo exalta o necessitado, para o
fazer assentar entre os príncipes, para o fazer herdar o trono de glória;
porque do Senhor são os alicerces da terra…” (1 Sm 2.7-8).
Quando falamos sobre restauração financeira, as pessoas
ficam arrepiadas, pois muitos não têm essa visão de
restauração em sua vida, acham que Jesus veio ao mundo para
termos uma vida miserável e sempre estão usando chavões
para justificar isso. Jesus veio também restaurar a nossa vida
financeira, pois faz parte da obra de redenção e é a vontade de
Deus a nossa prosperidade: “Cantem e alegrem-se os que amam a
minha justiça, e digam continuamente: o Senhor seja engrandecido,
o qual ama a prosperidade do seu servo” (Sl 35.27). E para
experimentarmos essa restauração temos de quebrar o
conceito que nossos “pais” nos transmitiram (1 Pe 1.18) desde
a infância e ficou incrustado em nossa mente, trazendo
bloqueios que impedem o nosso desenvolvimento em todos
os sentidos: “Eu nasci assim, vou viver assim e vou morrer
assim!”.
Conceitos errados acabam fazendo parte da nossa vida e
atingem nosso modo de pensar, agir e até mesmo de falar.
Quando isso está enraizado desde a infância, fica difícil de
mudar, pois os conceitos vêm de várias formas para a nossa
mente, e alguns se tornam fortalezas ou sofismas contra o
ensino da palavra de Deus (2 Co 10.4). Quando ouvimos algo
que vai contra aquilo que aprendemos e se não bate com as
informações que já temos em nossa mente, a primeira reação
é rejeitarmos. Isso aconteceu no ministério de Jesus. Quando
ensinava algo para a multidão, os fariseus e saduceus sempre
retrucavam e rejeitavam o que Jesus ensinava, porque o que
Ele ensinava não se alinhava com o que eles tinham aprendido
e iria provocar mudanças na vida das pessoas.
Por essa razão Jesus disse: “Não se deita vinho novo em
odres velhos… mas deita-se vinho novo em odres novos…”
(Mt 9.17). Em outras palavras, Ele estava dizendo para os
religiosos da época: se vocês não mudarem a velha forma de
pensar, nunca receberão algo novo do PAI CELESTE. Muitas
pessoas que vivem na Igreja cristã hoje são tão religiosas, tão
tradicionais, defendem cegamente doutrinas humanistas e
anticristãs e lutam contra a verdade que acabam se tornando
pedras de tropeço, não mudam de vida e impedem os outros
de receber uma nova revelação. Essas nunca receberam o
vinho novo ao qual Jesus se referiu.
Muitos conceitos que recebemos nos impedem de ter uma
vida melhor. A Igreja está sendo sacudida pelo Espírito Santo
para algo novo, dentro desse contexto de restauração
financeira, e muitos que não estão dispostos a romper com o
velho não receberão o novo.
E por causa de conceitos errados em nossa mente, Satanás
tem usado isso para nos aprisionar e nos manter em uma
posição de derrota, miséria, fracasso e desilusão. A verdade
liberta, mas a ignorância da Igreja cristã tem cedido terreno
para Satanás manter muitos cristãos numa vida de
mediocridade. Vamos analisar alguns “conceitos” que
aprendemos com pessoas maravilhosas (elas também
aprenderam assim).

Qual o conceito que tenho de Jesus?


Essa pergunta sempre esteve em minha mente, e confesso
que sempre tive dificuldade para pensar nesse assunto por
causa do que aprendi com meus “pais”. Era difícil para mim,
pois eu não aceitava a mensagem de prosperidade, por isso
passei muito tempo da minha vida sendo crente “galinha”,
mas graças a Deus isso mudou quando quebrei os conceitos
errados sobre Jesus em minha vida e passei a ser um crente
“águia”.
Durante o período em que esteve aqui na Terra Jesus
cumpriu toda a lei e os mandamentos, e isso é incontestável
(Mt 5.17). E Ele foi um homem pobre ou próspero? “Porque já
sabeis a graça de nosso Senhor Jesus Cristo que, sendo rico, por amor
de vós se fez pobre; para que pela sua pobreza enriquecêsseis” (2 Co
8.9). O que me chama atenção nesse texto é como Paulo fala
da “pobreza” de Jesus, sabendo que o contexto diz respeito a
dinheiro. PAULO USA A MESMA EXPRESSÃO QUANDO
DIZ QUE A “LOUCURA DE DEUS É MAIS SÁBIA DO QUE
OS HOMENS” (1 Co 1.25). A pobreza de Jesus era muito mais
abundante do que a riqueza de qualquer homem vivo da
época, então podemos afirmar que Jesus foi o homem mais
próspero de seu tempo, pois vivia na completa dependência
do Pai, nunca teve necessidade de nada, pois prosperidade é
também AUSÊNCIA DE NECESSIDADE.
Jesus veio cumprir toda a lei, então tanto a lei da bênção
como a lei da maldição de Deuteronômio 28 precisavam se
cumprir n’Ele: “Cristo nos resgatou da maldição da lei, fazendo-se
maldição por nós; porque está escrito: Maldito todo aquele que for
pendurado no madeiro…” (Gl 3.13). Jesus foi, é e será o homem
mais bem sucedido que passou pela Terra; nunca houve nem
haverá alguém semelhante a Jesus. Ele é simplesmente
incomparável.
A narrativa de Lucas sobre o nascimento de Jesus nos
mostra que Ele só nasceu numa estrebaria porque quando José
chegou a Belém todas as hospedarias estavam lotadas (Lc 2.7).
Eu creio que José tinha condições de pagar a hospedagem para
Maria ter Jesus em um lugar confortável e tranquilo, pois tinha
uma boa profissão. E o texto de Mateus 2.11 diz que os magos
abriram seus cofres (Bíblia de Jerusalém) e presentearam Jesus
com ouro, mirra e incenso. Você acha que uma pessoa que não
tem nobreza iria receber presentes tão importantes? Os nobres
recebem coisas nobres.
Provavelmente o pai de Jesus administrou as ofertas que Ele
recebeu.
As Escrituras nos dizem que muitas mulheres prestavam
assistência ao ministério de Jesus com seus bens, e uma delas
era Joana, mulher de Cuza, procurador de Herodes (Lc 8.2-3).
Quando Jesus morreu, seu corpo foi colocado em um túmulo
novo, que pertencia a José de Arimateia, um homem rico e
discípulo de Jesus (Mt 27.59-60). O profeta Isaías relata: “E
puseram a sua sepultura… com o rico na sua morte…” (53.9).
Nenhum homem nascido de mulher será como Jesus. Ele
é incomparável, ninguém pode superá-lo, por isso Ele pode
nos ensinar o caminho da prosperidade pela FIDELIDADE E
HONRA. Será que não precisamos mudar nossa visão sobre a
pessoa de Jesus Cristo e olhá-lo como Ele foi e como é,
SENHOR E REI DO UNIVERSO?

Conceito errado sobre a bíblia


Há outro conceito que está enraizado em nossa mente,
com o qual é difícil de lidar, sobre a Bíblia Sagrada. Sempre
achei que a Bíblia mudava a vida das pessoas, então comecei
a comprar Bíblias para presentear. Sei que não fiz nada errado,
mas vi poucos resultados com a minha boa intenção. Ao
analisar as pessoas a quem presenteei, confesso que tive a
impressão de que gastei meu dinheiro em vão. Fiz isso para
agradar a Deus, e ainda continuo fazendo, porém, um dia tive
uma revelação sobre esse assunto: a Bíblia muda a vida das
pessoas que creem e obedecem à sua mensagem, e aquelas que
assim o fazem experimentam em sua vida mudanças em todas
as áreas.
Certa vez eu estava aconselhando um pastor de
determinada igreja em São Paulo quando um catador de
materiais recicláveis entrou na igreja. Vi aquele homem
entrando, fiquei preocupado e disse para o pastor: “É melhor
conversarmos com ele, pois é um homem estranho”. Confesso
que estava pensando na nossa integridade física, mas o pastor
me respondeu: “Fique tranquilo, eu o conheço. Ele veio para
pedir ajuda. Toda semana eu lhe dou cinquenta reais”. Então
eu disse, brincando: “É melhor dar para mim, com certeza vou
fazer um bom investimento”. Logo o rapaz se aproximou,
cumprimentou-nos e assentou-se. Então indaguei comigo:
“Como pode este pastor entregar toda semana esse dinheiro
para esse rapaz?”. Ele estava com um cheiro de cachaça
terrível, um fedor de cigarro, ficou um cheiro terrível na sala,
mas eu não sabia que Deus estava para me ensinar algo sobre
a sua Palavra.
Prontamente interrompi a conversa do pastor com o rapaz
e disse: “Pastor, você não precisa dar dinheiro para ele, eu vou
dar do meu bolso”. E perguntei para o rapaz: “Você quer
mudar de vida, quer sair dessa vida?”. Ele respondeu
afirmativamente. “Então você não vai levar o dinheiro para
sua casa, mas vai colocar em um envelope e ofertar para Deus.
A partir de hoje Deus vai começar a mudar a sua vida”. Ele
ficou olhando para mim e disse: “Você não sabe da minha
situação e o que estou passando”. Eu disse: “Fique tranquilo,
Deus vai abrir as portas”. Ele colocou o dinheiro no envelope
e depositou no gazofilácio. Perguntei-lhe: “Você crê na Palavra
de Deus? Você crê que Deus pode fazer um milagre por você?
Você crê em sua palavra e está disposto a colocá-la em
prática?”. Ele respondeu: “Sim, eu creio na Palavra de Deus”.
Então eu disse: “Vamos esperar o milagre”. Ele me contou que
estava se esforçando para comprar uma porta para sua casa,
fazer a parte elétrica, comprar janelas para o quarto e colocar
um piso. Eu disse a ele: “Fique na paz, Deus vai fazer um
milagre”. Imagine como ficou o pastor, pois já fazia uns cinco
meses que dava aquele valor para o rapaz e não vira mudança
nele. Fomos embora, e eu só fiz uma coisa errada:
dei meu telefone para ele para que me contasse a bênção.
No dia seguinte, logo cedo, às sete da manhã, ele me ligou:
“Pastor Nilton, você não disse que Deus iria abrir as portas se
eu colocasse os cinquenta reais naquele cofre? Até agora não
aconteceu nada”. “Você é apressado. Fizemos isso ontem à
tarde e você já quer hoje?” respondi. “Deus fez o mundo em
seis dias e descansou no sétimo. Descanse e espere sete dias”,
completei. Na manhã seguinte ele ligou de novo com a mesma
conversa. Eu disse: “Você é apressado, fizemos isso na terça à
tarde e você já quer hoje?”. E repeti: “Deus fez o mundo em
seis dias e descansou no sétimo. Descanse e espere sete dias”.
Na sexta-feira pela manhã, bem cedo, alguém estava
batendo palmas na porta da minha casa. E eu sei que você já
sabe quem era… Quando o vi, pensei: “O que eu fiz dando
meu telefone para este rapaz?”. Mas Deus estava naquela
situação para me ensinar algo. Fui atendê-lo, ele me deu
bomdia e começou a dizer: “Pastor, preciso lhe contar algo.
Estava andando ontem, depois que lhe telefonei, e passei por
uma casa de materiais de construção e tinha uma placa
dizendo assim: precisa-se de ajudante braçal. Entrei, falei com
o dono, fiz uma ficha e no final da tarde ele me chamou para
trabalhar em sua empresa. Vai me registrar com dois salários
mínimos, cesta básica e vale-transporte. Eu disse para ele que
quando recebesse meu primeiro salário, queria dar meu
dízimo e minha oferta para a igreja e iria colocar piso, janelas
e portas na minha casa. Então ele me disse: ‘Não precisa
esperar até o próximo salário para colocar piso, janelas e
portas na sua casa. Vou mandar fazer neste final de semana
para você trabalhar tranquilo’”. Imagine como fiquei.
Comecei a chorar por ver a Palavra de Deus se cumprindo na
vida de um homem que precisava de um milagre. Glória a
Deus! Aquele pastor já havia dado uma Bíblia para esse rapaz
e nada tinha acontecido, mas então ele viu que a Palavra
funciona na vida daquele que crê e obedece.
Ter uma Bíblia não significa nada, mas crer em sua
mensagem e obedecer-lhe faz uma diferença tremenda na
nossa vida. Você me entende?

Querer é poder?
Ditados populares também se tornam conceitos errados.
Aprendemos há muitos anos e vemos isso na mídia e os
propagadores de pensamento positivo dizerem que querer é
poder. Será que querer é realmente poder? Conheço muitas
pessoas que sempre quiseram coisas ou sonhos, mas nunca
conseguiram. Eu era uma delas, até que um dia tive meus
olhos abertos para a Palavra de Deus por meio da vida de um
pastor.
Quando Deus criou o homem, criou-o à sua imagem e
semelhança (Gn 1.26). Ao lermos esse texto não temos tanta
clareza de como é a composição humana, então precisamos ler
1 Tessalonicenses 5.23: “E o mesmo Deus de paz vos santifique em
tudo; e todo o vosso espírito, e alma, e corpo, sejam plenamente
conservados irrepreensíveis para a vinda de nosso Senhor Jesus
Cristo”. Vemos nesse texto claramente que Deus criou o
homem um ser trino, isto é, o homem é um espírito, tem uma
alma e habita em um corpo. E em sua alma Deus colou três
coisas interessantes: vontade (querer), emoções (sentimentos)
e mente (pensamentos).
Se o querer está alojado na alma, ele é volátil, isto é, pode
passar. Conheço pessoas que querem fazer uma faculdade,
comprar um carro, mudar hábitos em seu casamento, etc., etc.,
mas não conseguem, porque o querer dessa pessoa está no
campo da emoção.
Enquanto o querer do homem estiver no campo da
emoção, é simplesmente uma emoção, logo vai passar, e
aquilo que ele queria vai se passando diante de seus olhos e
do tempo. Lembro-me de um fato que ilustra o que estou
dizendo. Há alguns anos fui tentar correr uma meia maratona
em São Paulo, pois sempre tive vontade de participar de uma
corrida como essa. Lembro-me de que saí desesperado,
correndo como um louco, querendo alcançar os que estavam
na minha frente, “no pelotão de elite”. O percurso era de 21
quilômetros, mas no quarto quilômetro senti que alguma coisa
estava errada. Comecei a passar mal, deu cãibra até no nariz,
parei de correr e tive de voltar andando. Fui conversar com
meu irmão, que já estava acostumado a correr, e com um
especialista em corrida e perguntei para ele por que não
consegui completar o percurso. Ele me respondeu: “Você não
estava preparado”. Eu questionei: “Como faço para correr a
próxima?”. Ele respondeu: “Você precisa correr no mínimo 21
quilômetros por dia, alimentar-se de maneira diferente e fazer
um pouco de musculação”. Depois que ele me disse isso, o
meu querer desapareceu da minha alma; o meu querer estava
no campo da emoção. Enquanto o meu querer estiver na esfera
da emoção, não conseguirei alcançar o topo, pois nos
primeiros obstáculos desistirei facilmente. Nunca mais tive
vontade de correr.
Algumas pessoas dizem que querem fazer faculdade, mas
sabem que para isso vão ter de passar por um vestibular, vão
ter de trilhar por um caminho de estudo e vão precisar
competir com outras pessoas. Quando pensam que terão de
estudar mais um ano e enfrentar algumas matérias que eram
seu fantasma no período escolar, acabam desistindo do seu
querer. Desistem porque o querer só estava no campo da
emoção. Enquanto estiver no campo da emoção, uma hora ou
outra desaparece. Quero dizer então que querer não é poder.
Em Números 13 lemos a respeito dos doze espias. Eles
queriam possuir a terra (promessa), mas não entraram nela,
pois quando viram os obstáculos, seu querer, que estava no
campo da emoção, desapareceu.
Quando esse querer passa do campo da emoção para o
campo da ação, tudo muda. Foi o que aconteceu com Josué e
Calebe: “Certamente subiremos e a possuiremos [a terra] em
herança; porque seguramente prevaleceremos contra ela” (Nm
13.30). Esses dois homens sabiam que precisavam ser
determinados para conquistar a terra. Deus já havia dado a
terra (promessa), era preciso tomar posse dela. A
determinação é algo que precisamos cultivar em nossa vida
todos os dias, pois a fé não se mostra com palavras, e sim com
ações de determinação, como aconteceu com Abraão, que foi
determinado e sacrificou aquilo que Deus tinha pedido (Gn
22; Hb 11.17-19). Se eu desejo conquistar, tenho de fazer o que
tem de ser feito: determinação para conquistar a promessa. A
DETERMINAÇÃO atua no campo da ação, e uma vida de
ação leva a pessoa a conquistar a promessa.
Seja determinado com seus propósitos e você verá os
resultados. Uma pessoa determinada em sua fé romperá
barreiras, porque está escrito em Romanos 8.37: “Mas em
todas estas coisas somos mais do que vencedores, por aquele
que nos amou”.

Capítulo 2
“O Senhor empobrece e enriquece; abaixa e também exalta”
(1 Sm 2.7).

O
s três referenciais que balizam a vida financeira de uma

pessoa são: a pobreza, a prosperidade e a riqueza.

Infelizmente, a maioria das pessoas

está vivendo na faixa da pobreza. O mais triste ainda é


verificar a quantidade de cristãos que estão presos ao tipo de
vida que não manifesta a vida abundante que Deus
disponibilizou para seus filhos: “O ladrão não vem senão a
roubar, a matar, e a destruir; eu vim para que tenham vida, e a
tenham com abundância” (Jo 10.10). É mais triste ainda ver
líderes, filhos de Deus, rejeitando a vida abundante de Deus,
preferindo viver na pobreza, na ruína e na miséria.

O que é pobreza?
Uma das afirmações erradas que ouvimos é: a pobreza é
tão somente a ausência de dinheiro. Eu quero ir mais além
nesta questão. Afirmo que pobreza é a ausência de conquistas.
Quando não vivemos uma vida de conquistas, algo de errado
está acontecendo. O mundo da pobreza está começando a
invadir a nossa vida.
Quando você está caminhando a sua jornada na Terra e
não tem conquistas que marcam sua vida, que marcam a vida
de sua família, alguma coisa de errado está acontecendo. Se
entra ano, sai ano e você não sai do mesmo patamar de vida,
o ciclo da pobreza encontrou a sua vida.
Pobreza é ausência de vitórias. A cada dia é necessário
vencer as lutas que aparecem diante de nós, é preciso
enfrentar com vontade, com determinação e com tenacidade
as dificuldades que vêm contra nós. Não podemos, de forma
alguma, nos acovardar, nos furtar de lutar contra as
circunstâncias que tentam nos deter a qualquer custo.
Há aquelas pessoas que sempre estão se sentindo fracas,
sempre se sentindo menores do que os problemas, na maioria
das vezes não têm coragem de lutar, de enfrentar os gigantes
que aparecem diante delas. Declaram e assumem a condição
de perdedoras. Isso é pobreza, porque estão perdendo a
oportunidade de mudar a história de sua vida.
Pobreza é a ausência de avanços. Quando paramos,
começamos a empobrecer, isto é, não estamos avançando,
pois, a pobreza já contaminou o ambiente de nossa vida. É
muito importante percebermos isso, precisamos avaliar os
anos anteriores, em que evoluímos e em que avançamos.
O que é prosperidade?
É uma vida de conquista, uma vida de vitórias, é quando
começamos a conquistar e percebemos que a mão de Deus está
sobre as nossas mãos dando-nos posse das coisas aqui na
Terra. Quando isso não está acontecendo, precisamos
reavaliar o que estamos fazendo de errado.
Prosperidade é experimentar a boa mão de Deus sobre
nós. Quando estamos trabalhando e as coisas estão difíceis, a
situação não está fácil, os relatórios estão demonstrando que
as dificuldades podem aumentar, mesmo assim continuamos
crendo, em vista de todo cenário contrário continuamos
experimentando vitórias. O que é isso? É a boa mão do Senhor
que liberou prosperidade sobre a nossa vida, que manifestou
a graça de Deus.
Concluindo, prosperidade é experimentar o sucesso em
todas as coisas que você faz. “Não se aparte da tua boca o livro
desta lei; antes medita nele dia e noite, para que tenhas cuidado de
fazer conforme a tudo quanto nele está escrito; porque então farás
prosperar o teu caminho, e serás bem sucedido” (Js 1.8). É ser
abençoado em todas as áreas da vida. Isso é prosperidade.
Os três referenciais que balizam a vida financeira de uma
pessoa são: a pobreza, a prosperidade e a riqueza.
Infelizmente, a maioria das pessoas está vivendo na faixa da
pobreza. O mais triste ainda é verificar a quantidade de
cristãos que estão presos ao tipo de vida que não manifesta a
vida abundante que Deus disponibilizou para seus filhos: “O
ladrão não vem senão a roubar, a matar, e a destruir; eu vim para
que tenham vida, e a tenham com abundância” (Jo 10.10). É mais
triste ainda ver líderes, filhos de Deus, rejeitando a vida
abundante de Deus, preferindo viver na pobreza, na ruína e
na miséria.

O que é riqueza?
É a multiplicação da prosperidade. É quando Deus
começa a derramar sobre a sua prosperidade um nível de
multiplicação tal que você começa a experimentar a
abundância. Conexões que abrem portas são trazidas até você,
pessoas de influência começam a lhe procurar. “Antes te
lembrarás do Senhor teu Deus, que ele é o que te dá força para
adquirires riqueza; para confirmar a sua aliança, que jurou a teus
pais, como se vê neste dia” (Dt 8.18).
Quando você começar a experimentar este sobrenatural
de Deus em sua prosperidade, quando as bênçãos começarem
a fluir em sua direção, na direção de seus negócios, de suas
finanças, de seus empreendimentos, você estará saindo da
prosperidade e entrando na riqueza. Então um acúmulo de
recursos, acima do normal, passa a vir sobre a sua vida.

O drama atual
Há um drama vivido por filhos de Deus, salvos e remidos
pelo sangue de Jesus: o drama da pobreza, da miséria, da
ruína. Filhos de Deus estão experimentando dias amargos,
dias de escassez, de ausência de recursos, em que as contas
estão só aumentando, em que os recursos fugiram de suas
mãos.
Por que isso acontece? Porque quebramos princípios
divinos. Quando quebramos os princípios que Deus
estabeleceu para nos abençoar, então começamos a
empobrecer. A Bíblia diz que “o Senhor empobrece”. Esta
afirmação nos assusta, e até podemos discordar dela, mas não
sou eu quem o diz, é a própria Palavra de Deus. Precisamos
verificar a razão pela qual não estamos prosperando.
Certamente quebramos princípios divinos que regem a vida
financeira. Precisamos entender que quando quebramos
princípios que o próprio Deus estabeleceu, Ele mesmo fica
impedido de liberar suas bênçãos, ou seja, a pobreza avança,
pois, os princípios que nos protegem foram quebrados. É isso
que está acontecendo.
A Bíblia nos garante que “somos mais do que
vencedores”, então devemos começar a experimentar isso em
nossa vida. Você pode dizer ou até argumentar. “Senhor, o
que está acontecendo com a minha vida, com a minha família,
com o meu trabalho, com a minha empresa? Eu dízimo, oferto,
sou primicista, o que está faltando? O que eu devo fazer
mais?”. Estes têm sido os argumentos de muitos cristãos, uma
dúvida que persegue sua vida. O problema não é esse, é outro.
A Bíblia diz que “o Senhor empobrece e enriquece”. Pare,
recicle a sua vida, porque você está fazendo algo errado.

Capítulo 3

“Honra ao Senhor com os teus bens e com as primícias de toda a


tua renda; e se encherão fartamente os teus celeiros…” (Pv 3.9-10 –
ARA).
A honra é uma espécie de protocolo que está
presente em todas as esferas da vida. A Palavra de
Deus destaca a honra como um modelo de

atitude a ser compartilhado em pelo menos quatro níveis:


Deus, pais, família e autoridades. A palavra “honra” significa
dar valor, considerar, reconhecer como precioso.
A honra é uma chave que abre várias portas na nossa vida.
Quando você usar a sua, fatalmente desfrutará de seus
benefícios. Logo, você precisa compreender essa chave,
carregá-la e usá-la como prática diária em sua vida. Cada
atitude em seu cotidiano precisa estar cheia de honra.
Desse princípio depende toda a nossa vida: “Amando ao
Senhor teu Deus, dando ouvidos à sua voz, e achegando-te a ele; pois
ele é a tua vida, e o prolongamento dos teus dias; para que fiques na
terra que o Senhor jurou a teus pais, a Abraão, a Isaque, e a Jacó, que
lhes havia de dar” (Dt 30.20). Tudo o que você é hoje está ligado
a esse princípio; se você lhe obedeceu, alcançou êxito, senão
certamente está enfrentando as consequências por não fazê-lo.
No relacionamento com Deus tudo passa pela honra a Ele.
Deus reivindica para si mesmo o primeiro lugar em todas as
coisas: “Eu sou o Senhor teu Deus, que te tirei da terra do Egito, da
casa da servidão. Não terás outros deuses diante de mim” (Êx 20.12).
Não deve haver outros deuses em nossa vida, de nenhuma
espécie, de nenhum modo.
A nossa busca pessoal precisa ser pelo Reino de Deus em
primeiro lugar: “Mas, buscai primeiro o reino de Deus, e a sua
justiça, e todas estas coisas vos serão acrescentadas” (Mt 6.33).
É muito importante você honrar a Deus com o seu
dinheiro. Este é o drama da maioria dos crentes hoje, pois não
aprenderam o princípio da honra no trato com o dinheiro.
Aprenderam sobre salvação, vida eterna, batismo no Espírito
Santo, cura, mas quando o assunto é dinheiro, rejeitam o
ensinamento, não honram a Deus com seus recursos. Passam
a noite na vigília orando, sobem montes, fazem campanhas,
vão às orações, encontros de louvor, show gospel e outros
eventos, mas na hora de honrar a Deus com seus dízimos,
ofertas e primícias travam, não conseguem, têm dificuldades.
Honrar é fazer de Deus a sua prioridade financeira, é levar a
Ele o seu melhor. Faça de Deus a sua prioridade.
Precisamos entender que Deus é muito maior do que o
aluguel ou do que o pagamento de uma prestação da geladeira
ou de um carro. Quando fazemos de Deus a nossa prioridade
financeira, estamos dizendo para o Senhor que Ele é o que há
de mais importante em nossa vida. Em tudo o que temos e
ainda iremos ter precisamos honrar a Deus em primeiro lugar.
Honrar a Deus é dar a Ele a primazia em todas as coisas, é
submeter suas decisões a Ele, é colocá-lo em primeiro lugar
nas suas atividades diárias, principalmente as financeiras.
Deus vai honrar aqueles que o honram
“… porque aos que me honram honrarei, porém os que me
desprezam serão desprezados” (1 Sm 2.30).
Este entendimento precisa ser colocado em seu coração.
Deus nos ama, enviou Jesus para morrer na cruz por nós,
salvou-nos, resgatou-nos da maldição da lei, mas o princípio
da honra é este: se honrarmos, seremos honrados; se
desonrarmos, seremos desonrados. E mais: a honra a Deus
não pode excluir a honra financeira.
Você não pode excluir suas finanças da honra a Deus. Ele
quer estabelecer sua casa, sua família, seu ministério em
honra, contudo há um princípio: você precisa honrá-lo. Cada
vez que você honra ao Senhor, Ele também se levantará para
honrar; cada vez que você ministrar o melhor a Deus, Ele
também virá e ministrará em sua vida de forma sobrenatural.
Isso é um PRINCÍPIO.
A honra não será aceita só com os lábios
“Este povo se aproxima de mim com a sua boca e me honra com
os seus lábios, mas o seu coração está longe de mim” (Mt 15.8).
Na maioria das vezes que ouvimos mensagens sobre esse
texto a pregação fala de obediência, de santidade, de zelo no
trato com as coisas de Deus, da necessidade de orarmos,
jejuarmos e consagrarmos a nossa vida a Deus. Eu creio nisso
e ratifico essa verdade, mas quero ir um pouco além. Note o
comportamento do rei Davi: “Porém o rei disse a Araúna: Não,
mas por preço justo to comprarei, porque não oferecerei ao Senhor
meu Deus holocaustos que não me custem nada. Assim Davi
comprou a eira e os bois por cinquenta siclos de prata” (2 Sm 24.24).
Os irmãos levantam as mãos, choram, cantam “eu te amo,
eu te adoro, eu te louvo, eu preciso de ti, meu Senhor”, mas
quanto custou isso? Não estou desmerecendo a adoração, o
louvor, pois é o momento em que chegamos contritos à
presença de Deus, e reputo esse tempo como de grande
importância no culto. Contudo, não consigo entender que a
mesma pessoa que estava chorando e de mãos levantadas, no
momento do ofertório vai ao banheiro, vai beber água, vai
atender o celular, vai “twittar”! No momento de mexer no
bolso a honra não vem porque provavelmente ela nunca
esteve presente. A honra tem um protocolo, precisa ser
demonstrada. Cada vez que você cultuar a Deus, precisa
entender o protocolo: HONRA.
A honra pressupõe atitude. Quando honramos alguém,
parte de nós é retirada para dar a quem é objeto da honra. Se
você quer honrar seu filho, não basta apenas dizer que o ama,
mas comparecer com presentes, colocá-lo na melhor escola
que você pode pagar. Quando honramos nosso cônjuge, não
basta dizer que o amamos, precisamos comparecer com rosas,
chocolates, jantares, viagens, roupas e joias. Você acha que
com Deus é diferente? Não, não é…
Quando começamos a honrar a Deus, a colocá-lo em
primeiro lugar em nossa vida, temos que nos preparar, porque
quando Deus decide nos honrar, as bênçãos são tão grandes e
poderosas que nunca mais experimentaremos o dissabor
financeiro. As lutas poderão vir, dificuldades poderão
acontecer, as tensões da vida poderão surgir, mas se estamos
honrando a Deus, Ele estará nos honrando em todo o tempo.
Ser honrado por alguém importante em nossa sociedade já é
uma bênção, imagine ser honrado por Deus!
Este é o desafio: honrar a Deus com o seu melhor, com
algo que lhe custe; não apenas honrar com os lábios, mas
honrar de fato e de direito.
Capítulo 4

uando você observa esses princípios em alguma


área de sua vida, você a protege de qualquer

Q dano.
A sua atitude de guardar os princípios
desenvolve um manto de proteção sobre essa área. É assim
que funciona, é assim que os eventos se dão. Ao escolher
guardar os princípios, você estará produzindo uma espécie de
“seguro”. Dessa forma, sua vida financeira estará protegida,
estará escondida. Se quebrar esses princípios, as
consequências virão, mais cedo ou mais tarde. Não se engane,
esta é a verdade.
Quando quebramos princípios, perdemos a sabedoria;
quando quebramos princípios divinos, perdemos o poder de
sermos vencedores. A Bíblia diz que “o Senhor empobrece e
enriquece; abaixa e também exalta”. Como Ele faz isso? E por
quê? Vou lhe mostrar na Bíblia por que isso acontece.
Caim quebrou o princípio da honra
No capítulo quatro do livro de Gênesis vemos a quebra de
um princípio: “E aconteceu ao cabo de dias que Caim trouxe do
fruto da terra uma oferta ao Senhor” (v. 3). No hebraico a palavra
usada para oferta é mincau, que significa oferta voluntária.
Caim era lavrador, cuidava da terra. A Bíblia não
menciona o que ele deu, mas foi uma oferta do fruto da terra.
Caim levou para Deus algo que ele tinha produzido. Vamos
trazer para os dias de hoje e pensar que ele ofereceu batatas.
Mas como hoje ninguém recebe batata no altar, Caim foi até o
Ceasa, vendeu sua colheita de batatas e recebeu R$ 200.000,00.
E o que ele fez com o dinheiro?
Foi pagar as contas, o que a maioria de nós sempre faz.
Pagou os cartões de crédito, o seguro do carro, a escola do
filho, a prestação da casa e fez as compras do mês. No
domingo, ele tinha que ir para a “igreja” e lá fez sua oferta. E
o que ele entregou para Deus? Ele entregou como Deus ordena
em sua Palavra? Vejamos se foi isso que ele fez.
Quando a Bíblia usa a expressão “ao cabo de dias”,
significa que primeiro Caim cuidou das suas coisas, depois
levou uma oferta ao altar. Caim entregou para Deus o resto de
sua colheita. É o que nós quase sempre fazemos em nossa
caminhada: recebemos o nosso salário e corremos para pagar
as nossas contas, valorizamos as nossas necessidades em
primeiro lugar. Então dizemos: “Domingo eu vou à igreja e
levarei a minha oferta e o meu dízimo”. O que estamos dando
para Deus?
A questão não é o que você deposita no “altar”. O
problema dessa história não foi o que Caim colocou no altar,
mas como ele colocou. Não é o que você oferta, dizima ou
primícia, mas como você entrega na presença de Deus.
A ausência de honra trouxe consequências para Caim:
Deus não aceitou sua oferta. Deus não recebeu a oferta sem a
honra, não recebeu o que foi trazido como resto ao altar, não
atentou para uma oferta trazida sem apreço, sem o devido
protocolo: HONRA. “E o Senhor disse a Caim: Por que te iraste?
E por que descaiu o teu semblante?” (Gn 4.6).
Caim descobriu que Deus não aceitou o que ele havia
colocado no altar, percebeu que havia alguma coisa errada,
algo deu errado com a sua oferta, por isso ficou chateado.
Deus não aceitou porque não houve honra. Infelizmente este
tem sido o comportamento de muitos na Igreja evangélica; a
hora do ofertório tem sido um momento qualquer, um
momento sem honra. E nós questionamos a Deus: por que não
estamos recebendo o que Ele prometeu? Por que não
prosperamos? Por que a nossa vida financeira não está
recebendo o que a sua própria Palavra prometeu? E as
respostas não aparecem, parece que Deus está mudo. Você
ouve seu pastor falar de dízimos e ofertas, mas não vê em sua
vida os resultados que são pregados no púlpito da igreja.
Entra ano, sai ano e você não dá um salto na vida
financeira, não vê progresso. Se Deus diz que vai prosperar,
que vai multiplicar a nossa semente, então isso tem que
acontecer. E por que não acontece? Porque estamos
quebrando o princípio da honra, não estamos colocando Deus
em primeiro lugar em nossa vida financeira. Não estamos
estabelecendo o princípio da honra quando ministramos a
Deus com dízimos, ofertas e ofertas de primícias.
Deus disse a Caim: “Por que te iraste? E por que descaiu o teu
semblante? Se fizeres bem, não é certo que serás aceito?” (Gn 4.67).
Em outras palavras, Deus disse para Caim: “Se você tivesse
entregue a oferta com honra, certamente teria sido aceito. Eu teria
recebido a sua oferta, mas você não o fez, não me trouxe uma oferta
com honra, trouxe o resto”.

Resultado de uma oferta sem honra: escravo dos


desejos carnais
Esse foi o primeiro juízo de Deus sobre Caim, que não
honrou a Deus no momento do ofertório. Qual foi o juízo? “…
o pecado jaz à porta, e sobre ti será o seu desejo, mas sobre ele deves
dominar” (Gn 4.7b).
O juízo de Deus sobre Caim colocou-o à mercê das obras
da carne. Ele teria que viver numa guerra para dominar o seu
próprio desejo. Caim, a partir de então, teria que vencer as
pressões de sua carne, de seus desejos, as pressões que
diariamente se manifestavam dentro dele mesmo. E
finalmente ele foi vencido pela inveja e pelo ódio. O desejo de
Caim na sua carne o destruiu, levou-o à ruína.
É isso o que muitas vezes acontece na vida dos cristãos.
Estão presos às obras da carne, estão presos porque não
entenderam ou não praticaram o ensino da Palavra de Deus.
Há muitas pessoas que estão na igreja, que amam e servem a
Deus, querem viver uma vida santa, mas não conseguem
vencer o ciúme, a inveja, as iras e discórdias. “Porque as obras
da carne são manifestas, as quais são: adultério, prostituição,
impureza, lascívia, idolatria, feitiçaria, inimizades, porfias,
emulações, iras, pelejas, dissensões, heresias, invejas, homicídios,
bebedices, glutonarias, e coisas semelhantes a estas, acerca das quais
vos declaro, como já antes vos disse, que os que cometem tais coisas
não herdarão o reino de Deus” (Gl 5.19-21).
Há muitos homens e mulheres que estão na igreja, mas
não conseguem vencer a lascívia, a pornografia e a impureza.
Estão presos aos desejos de sua carne, pedem a Deus
libertação e ela não vem, pedem a Deus a cura e ela não chega,
vão a congressos, encontros, retiros e nada acontece. Sabe por
quê? Porque estão presos pela desonra a Deus, estão presos
porque não consideraram ser importante a honra a Deus com
seus dízimos, ofertas e ofertas de primícias.
A pior coisa para um ser humano é ser derrotado pelas
obras da carne. Há muitas pessoas que destroem seu
casamento por causa de ciúmes, porque se prostituem e
adulteram. Quando você olha a vida financeira dessa pessoa,
percebe que não está honrando a Deus. Ela está sempre
colocando Deus em último lugar na sua vida financeira, não
chega à sua casa e diz: “Senhor, aqui está o dízimo, aqui estão
as ofertas que eu vou entregar em todos os cultos, aqui está a
oferta de primícias. Estou separando tudo primeiro para o
Senhor”. Se fizer isso, então vai viver com o restante que ficou
em suas mãos, pois Deus irá multiplicar, transbordar e fará
prosperar. “A alma generosa prosperará e aquele que atende
também será atendido” (Pv 11.25)

Resultado de uma oferta sem honra: trabalho que


não prospera
O segundo juízo de Deus sobre Caim foi: “Quando lavrares
a terra, não te dará mais a sua força; fugitivo e vagabundo serás na
terra” (Gn 4.12). Note bem o que Deus disse: “Você vai
trabalhar, mas não desfrutará do fruto de seu trabalho por
toda a sua vida”.
Sabe qual é a pior coisa para uma pessoa e por
consequência para sua família? É trabalhar o ano inteiro e se
ver arruinado porque não conseguiu ver a cor do dinheiro em
suas mãos. Não viu vitórias e não conquistou, e na ceia em
família, em vez de comer peru, come um pintinho assado.
Hoje este é o drama de milhões de evangélicos. Estão
experimentando uma vida de escassez, de miséria. Não veem
o resultado de seu trabalho, recebem o salário no dia cinco e
no dia quinze já estão pedindo vale na empresa, ligando para
a sogra pedindo um empréstimo e, pior, fazendo do cheque
especial seu segundo salário. Honram os bancos, mas não
honram a Deus.
Deus quer fazer você prosperar, quer mudar sua sorte,
mas para que isso aconteça você precisará inverter os valores
de como está semeando para Deus o seu dízimo, as suas
primícias e a sua oferta.
Você pode argumentar: “Mas se eu separar primeiro,
como vou pagar minhas contas?”. Deus proverá! Ele é capaz
de fazer milagres com seu dinheiro. Mas sabe o que você faz?
Recebe o salário e começa a pagar as contas… No final diz:
“Vou dar metade do dízimo agora e a outra metade vou dar
no pagamento da segunda quinzena, ou no final do mês”.
Colocou Deus no final da fila. Você está dando o dízimo, mas
não há honra nele. Está dando as primícias, mas não há honra
nela. Está dando o que para Deus? Resto. É o que
frequentemente temos feito na casa do Senhor.
É preciso quebrar em sua vida a maldição do resto para a
casa de Deus. É um drama terrível falar de dinheiro nas
igrejas, ninguém aceita, ninguém quer ouvir sobre isso, mas
quando a prosperidade não vem, então há reclamação, há
murmuração. Neste livro você está sendo desafiado a
aprender algo para a sua vida, algo que vai lhe trazer uma
libertação, que o conduzirá a honrar a Deus com o seu melhor,
a colocar Deus em primeiro lugar.
Capítulo 5

A grande verdade é que a desonra no ofertar e

dizimar é a grande causa de seu problema

financeiro. Talvez você pense que não tem nada a

ver, mas quero lhe dizer que se não mudar seu


comportamento, Deus também não poderá abençoá-lo,
porque os protocolos não estão sendo observados, não
estão sendo obedecidos.
Como pode um filho de Deus com o nome sujo no SPC?
Como pode um filho de Deus nas mãos de um agiota? Como
pode um filho de Deus vivendo do cheque especial? Não
quero deixar de admitir que há momentos em que passamos
por dificuldades e somos provados e podemos experimentar
alguma tensão em nossa vida financeira, porém admitir que
vamos viver na escassez por toda a vida, ou por anos a fio, é
muito diferente.
Você está recebendo um ensinamento que pode mudar
toda sua vida, mas se rejeitá-lo, nada poderá ser feito, nada
poderá ser mudado. Todavia, se colocá-lo em prática, poderá
experimentar o que Deus já prometeu em sua Palavra: “Se
quiserdes e me ouvirdes, comereis o melhor desta terra” (Is 1.19 –
ARA).

Desonra no momento do ofertório


“O filho honra o pai, e o servo o seu senhor; se eu sou pai, onde
está a minha honra? E, se eu sou senhor, onde está o meu temor? diz
o Senhor dos Exércitos a vós, ó sacerdotes, que desprezais o meu
nome. E vós dizeis: Em que nós temos desprezado o teu nome?
Ofereceis sobre o meu altar pão imundo, e dizeis: Em que te havemos
profanado? Nisto que dizeis: A mesa do Senhor é desprezível. Porque,
quando ofereceis animal cego para o sacrifício, isso não é mau? E
quando ofereceis o coxo ou enfermo, isso não é mau? Ora apresenta-
o ao teu governador; porventura terá ele agrado em ti? ou aceitará ele
a tua pessoa? diz o Senhor dos Exércitos” (Ml 1.6-8).
Esse texto demonstra que o povo de Deus desonrava o
Senhor no momento do ofertório, que é o mais sublime do
culto. E o que fazem alguns quando o pastor anuncia esse
momento? Vão ao banheiro, à cantina ou simplesmente
ignoram.
Muitos hoje se comportam assim no momento do
ofertório. Já gastaram muito dinheiro na balada, com drogas,
bebidas, jogatinas e agora estão salvos, remidos pelo poder do
sangue de Jesus, mas o mesmo dinheiro que gastavam todo
final de semana não trazem para o altar da igreja. Agora estão
dando glória a Deus, livres do pecado, levantam as mãos para
louvar a Deus, mas o que gastavam com aquilo que não é pão
não trazem para a casa do Senhor. Agora dizem “não” para
Deus, mas já disseram “sim” muitas vezes para o diabo.

Oferta “bichada”
O que povo de Israel estava fazendo no tempo de
Malaquias? Estava ofertando animais bichados, que não
serviam mais. Não é muito diferente hoje. Muitos honram o
shopping pagando R$ 10,00 ou mais no estacionamento, mas
para Deus entregam míseros trocados.
Deus não quer todo o seu dinheiro, apenas quer ser
honrado. Ele não quer que você dê além das suas forças, mas
quer que o honre com o dinheiro que Ele colocou em suas
mãos.
Por que o momento mais importante do nosso culto para
Deus é o do ofertório? Porque é nesse momento que Ele vem
buscar a nossa honra. No entanto, no momento em que Deus
vem receber a honra, muitos de seus filhos, que no passado
gastaram dinheiro com prostitutas, investiram dinheiro no
carnaval e em coisas inconfessáveis, entregam a menor nota
da sua carteira. Então Deus diz: “Eu salvei, libertei, limpei e
curei você, coloquei seu nome no livro da vida e você faz isso
comigo, mas fazia melhor para uma prostituta”.
Certa vez fui ministrar em uma igreja, e antes de iniciar a
ministração seu pastor pediu para dar um testemunho. Ele
confessou para toda a igreja que era um homem que estava
desonrando a Deus nas finanças. Toda sexta-feira levava seu
cachorro para o pet shop e gastava em torno de R$ 40,00, mas
não entregava para Deus uma oferta com esse valor. Ele
confessou que estava arrependido e mudou de atitude
completamente. Quando entregamos os dízimos, ofertas e
primícias, tudo tem que honrar a Deus.
Talvez você esteja com algumas prestações do carro
atrasadas, devendo aos bancos ou agiotas, ou seu nome esteja
no SPC. Por quê? Porque você está desonrando a Deus, só isso.
Quando desonramos a Deus, a desonra virá até nós.

Consequências da desonra
“Pois seja maldito o enganador que, tendo macho no seu rebanho,
promete e oferece ao Senhor o que tem mácula; porque eu sou grande
Rei, diz o Senhor dos Exércitos, o meu nome é temível entre os
gentios” (Ml 1.14).
Deus está dizendo: maldito é o homem que o engana! Sabe
o que acontece na hora de ofertar? Entregamos ofertas
BICHADAS. Se não estamos vendo a prosperidade de Deus
em nossa vida, é porque estamos desonrando-o, colocando-o
em segundo plano na nossa vida financeira. Os únicos
dízimos, ofertas e primícias que Deus aceita são com HONRA.
Tudo para Deus tem que ter honra.
Um dia um irmão me disse: “Pastor, eu vou dar uma
televisão para a igreja”. “Tudo bem, irmão, eu vou à sua casa
buscar. Estamos mesmo precisando de uma TV no
departamento infantil.” À noite peguei o automóvel e fui com
um diácono buscar a televisão. Quando cheguei à casa do
irmão, percebi que ele já vinha descendo as escadas com a
televisão. Eu não estava enxergando direito, pois estava
escuro, só vi o vulto dele e a televisão no seu ombro. Quando
ele se aproximou, vi que era uma televisão de mil novecentos
e antigamente, relíquia de museu, uma Telefunken, e a mulher
dele vinha atrás com um saco cheio de válvulas. Ele disse:
“Pastor, tem uns segredos aqui”. Ele ligou a TV e continuou
falando: “Vai aparecer uma luzinha bem no meio, o tubo tem
que esquentar, vamos esperar cinco minutos”. O tubo não
esquentou. Então ele disse: “Se não esquentar, o senhor usa o
plano B”. “Qual?”, perguntei. “Bate do lado”, ele respondeu.
Quase arrebentei a televisão, mas ela não funcionou. Ele não
se deu por vencido e disse: “Vou pegar a chave de fenda e tirar
a tampa”. Quando ele tirou a tampa, vi um universo de
válvulas. Ele jogou o saco de válvulas no chão e foi tirando
uma por uma. Meu sangue subiu, e eu disse: “Irmão, pare!
Deixe que eu faço isso lá no templo”. Fomos embora, por volta
das onze da noite. Ao chegar à igreja, disse para o diácono:
“Eu vou subir, e você fica aqui na rua. Se não vier nenhum
carro, você assobia. Quando ele assobiou, peguei a televisão,
atirei-a da janela, e ela espatifou no chão. Disse para mim
mesmo: “Eu quero ver esse irmão vir perguntar pela
televisão”.
Quando as igrejas fazem bazar, muitos irmãos só levam
lixo, só o que não presta, parece que o bazar na igreja é uma
espécie de depósito de coisas que não servem mais em suas
casas. Quando nossa igreja fez um bazar para ajudar as
pessoas vítimas de enchentes, fui ver as roupas de criança que
foram doadas e fiquei espantado. “Não é possível uma
desonra dessa”, disse para mim mesmo. Então fiz a fogueira
da miséria: queimei tudo o que não prestava, porque eu não
ia dar para as pessoas coisas que não prestavam para mim.
Se você costuma fazer bazar na sua igreja e aceita ofertas
bichadas, está sendo conivente com o pecado do povo.
Quando uma igreja começa a depender de bazar, cantina,
campanhas para arrecadar dinheiro para o seu sustento, está
fadada a ser fechada, pois o sustento do ministério local deve
vir dos dízimos, das ofertas e das primícias, o resto é invenção
humana. Se suas ovelhas não estão honrando a Deus, o
problema pode estar com você, pastor, que não dizima, não
oferta e não primícia. Assim como é o sacerdote é o povo…
Sabe por que Deus estava irado? Porque o povo estava
entregando oferta bichada no altar. Na hora da oferta, o que
você faz? Se tem R$ 5,00 e R$ 2,00, dá os R$ 2,00. Deus diz para
você dar os R$ 5,00, mas você dá os R$ 2,00; diz para dar R$
10,00, e você dá R$ 5,00; diz para dar R$ 50,00, e você dá R$
10,00, e assim por diante.
“Se não ouvirdes e se não propuserdes, no vosso coração, dar
honra ao meu nome, diz o Senhor dos Exércitos, enviarei a maldição
contra vós, e amaldiçoarei as vossas bênçãos; e também já as tenho
amaldiçoado, porque não aplicais a isso o coração” (Ml 2.2). É isso
o que está acontecendo hoje nas igrejas: as bênçãos se
tornaram maldição. Deus retirou sua mão das bênçãos que
vieram sobre o seu povo, é isso o que diz o texto e é isso o que
está acontecendo hoje na vida de muitos crentes. O irmão
compra uma casa porque conseguiu um financiamento na
Caixa Econômica, e é claro que isso é uma bênção, pois nunca
mais vai pagar aluguel Ele dá testemunho na igreja e se alegra.
Passado um tempo, a bênção vira maldição: o irmão não está
conseguindo pagar a casa. Eu pergunto: por que não está
conseguindo pagar? Porque a bênção virou maldição. Se você
desonra Deus, Ele desonra você.
“Vou castigar os seus filhos e esfregar na cara de vocês as fezes
dos animais que vocês oferecem em sacrifício. E além disso vocês
serão levados para o lugar onde as fezes são jogadas” (Ml 2.3 –
BLH). O assunto é sério! Deus está dizendo que vai reprovar
a nossa descendência porque não levamos a sério o momento
do ofertório, porque não o honramos no momento devido.
Você já imaginou Deus jogando fezes na cara dos crentes? Está
escrito na Bíblia: “espalharei fezes no rosto de vocês”. Por que
Deus estava irado? Porque aquele povo estava ofertando, mas
não estava honrando a Deus.
O momento mais precioso do culto é dizimar, ofertar e
primiciar. Você precisa honrar, é necessário dar honra a Deus.
É preciso arrancar a desonra da sua vida. Por esta razão
muitos cristãos estão envergonhados. Deus jogou esterco na
cara deles porque o desonraram. Outros estão com a vida
financeira toda enrolada e surgiram muitos problemas na
família. Estão tratando o momento do ofertório de qualquer
forma. É preciso rever esta atitude em nossa vida.

Capítulo 6

H
oje o desafio das pessoas é saber viver com o que

ganham, é ter noção de não viver com aquilo que ainda

não lhes pertence. Infelizmente, há

uma cultura generalizada nesta nação: viver com o que ainda


não tem e comprar o que não precisa.
A cultura do dinheiro de plástico está instalada na mente
das pessoas, e isso chega a ser uma doença. Elas não têm
dinheiro, então compram no cartão, fazem crediário, é a
cultura do dinheiro fácil. Um passeio no shopping é quase
sempre sinônimo de gastos: “Vou levar o cartão porque se
houver alguma liquidação estou com ele aqui”. É a cultura de
comprar hoje para pagar com o dinheiro de amanhã.
Certa ocasião uma “irmã” fez algo inacreditável. Em um
domingo pela manhã ela saiu para fazer feira. Comprou os
legumes, as verduras, as frutas e no final da feira havia um
senhor vendendo um bode vivo. Então ela perguntou ao
moço: “Quanto custa este bode?”. Ela simpatizou com o
animal, achou que não teria nenhum problema comprá-lo,
mesmo que em sua mente uma voz soprasse: “Vai comprar
este bode para quê? Você não precisa dele”. Mas ela ignorou
a voz e decidiu levar o bode, só que se esqueceu de um
detalhe: se você pegar nas fezes do bode, que se parecem com
bolinhas de gude, elas soltam uma química que fica mais de
sessenta dias em sua mão.
Imagine a cena: ela levando o bode com uma cordinha na
mão esquerda e o carrinho de feira na mão direita… E um
detalhe: ela morava no décimo oitavo andar.
Ao chegar à portaria, o zelador perguntou o que era
aquilo, e ela prontamente respondeu: “É um bode, ué!”. E o
bode vinha soltando as bolinhas pelo caminho. Então ambos
entraram pelo elevador de serviço, e o bode sujando todo o
elevador. Ao chegar ao andar onde morava, apertou a
campainha de seu apartamento. Seu marido abriu a porta e
levou um susto. “Por que você comprou este bode?”,
perguntou. Ela simplesmente respondeu: “Não sei por que
comprei”.
É assim que acontece em muitos lares cristãos. As pessoas
compram as coisas e não sabem por quê. Compram o que não
precisam, o que não vai lhes servir para nada, só para
tumultuar a casa e gastar dinheiro. Há coisas em suas gavetas
que você nunca usou, nem vai usar, porque é um bode que
não serve para nada, que você comprou porque achou
engraçado ou porque estava em oferta.
Quando o bode entra em sua casa, também entra o espírito
de consumo. Você passa a comprar sem necessidade, passa a
adquirir coisas que não precisa, desejar algo que não fará
nenhuma diferença em sua vida nem na sua família. Quantos
bodes você já não comprou porque estavam tão baratinhos?
Sabe o que os bodes fazem? Um estrago em sua vida. Os
bodes produzem a ira de Deus sobre a sua casa, porque eles
comem os dízimos, as ofertas e as primícias. Você paga os seus
bodes e deixa de ministrar os dízimos, as primícias e as
ofertas. Os bodes estão comendo tudo aquilo que pertence a
Deus. Aí você se assenta no sofá de sua casa, e os bodes estão
olhando para você.
E sabe quem padece? A casa do Senhor, porque você deixa
de ofertar com honra, deixa de primiciar, deixa até de dizimar,
mas paga os bodes que comprou.
“Assim fala o Senhor dos Exércitos, dizendo: Este povo diz: Não
veio ainda o tempo, o tempo em que a casa do Senhor deve ser
edificada. Veio, pois, a palavra do Senhor, por intermédio do profeta
Ageu, dizendo: Porventura é para vós tempo de habitardes nas vossas
casas forradas, enquanto esta casa fica deserta?” (Ag 1.2-4).
O bode produz a cultura das compras, do consumismo e
do endividamento. Crentes em Jesus não conseguem
prosperar, não conseguem reagir ao BODE. Gastam horas e
horas nos shoppings, nos engarrafamentos, no ônibus, no
carro, no metrô, mas quando o culto passa do horário,
reclamam, murmuram. Não tenho nada contra os presentes,
mas contra comprar hoje para pagar com o dinheiro de
amanhã, pois isso leva você a viver fora dos padrões que Deus
criou para sua vida. “Por que gastais o dinheiro naquilo que
não é pão? E o produto do vosso trabalho naquilo que não
pode satisfazer? Ouvi-me atentamente, e comei o que é bom,
e a vossa alma se deleite com a gordura” (Is 55.2).

Capítulo 7
N
os seminários que realizo o que mais percebo é a
necessidade dos irmãos em verem mudanças
financeiras, pois são muitas carências, muitas
dívidas, muitas pressões em sua vida. Contudo, já sabemos
que nada muda se não mudarmos o princípio. Infelizmente,
os irmãos querem mudança financeira, mas não querem
praticar o princípio da forma correta.
“E Abel também trouxe dos primogênitos das suas ovelhas, e da
sua gordura; e atentou o Senhor para Abel e para a sua oferta” (Gn
4.4). O que a oferta de Abel fez? Chamou a atenção de Deus.
Se você trouxer esse fato para os dias de hoje, se Abel estivesse
semeando hoje, como faria? Abel vendeu o rebanho no
frigorífico, recebeu o dinheiro e disse: “Tenho que pagar muita
conta, mas primeiro vou honrar o Deus de meu pai Adão”. E
honrou a Deus com o melhor de seu rebanho. A Bíblia diz que
Deus atentou para a maneira como Abel entregou a oferta.
Deixe-me fazer-lhe uma pergunta: você acha que Deus faz
acepção de pessoas? É claro que não, mas aqui Ele fez. O texto
diz que ambos os irmãos ofertaram, mas Deus aceitou a oferta
de Abel e não aceitou a de Caim. Por quê? A oferta de Abel
tinha honra, excelência, tinha o valor da nobreza, ela chamou
a atenção de Deus. Na verdade Deus fez acepção de atitude e
não do homem.
Depois desse fato Abel morreu. Ele não fez mais nada,
porém está presente na galeria dos heróis da fé, em Hebreus
11. Seu nome é o primeiro da lista. Ele não abriu o mar
Vermelho, não curou cego, não ressuscitou morto, não
derrubou muralha, mas teve uma atitude que mexeu com o
coração de Deus. “Pela fé Abel ofereceu a Deus maior sacrifício do
que Caim, pelo qual alcançou testemunho de que era justo, dando
Deus testemunho dos seus dons, e por ela, depois de morto, ainda
fala” (Hb 11.4). Ele já morreu há milhares de anos, mas a Bíblia
diz que até hoje a oferta de Abel fala na presença de Deus. Por
quê? Porque ele usou o princípio da honra para ofertar ao
Criador. Muitas pessoas dentro da igreja estão perdendo a
bênção da prosperidade porque estão dizimando, ofertando,
primiciando, mas não estão fazendo isso com honra.
Quando você honra a Deus, Ele nunca mais o esquece
Imagine que uma jovem ganhe uma saboneteira de R$ 1,99
de presente em seu primeiro aniversário de casamento,
porque seu marido a ama muito. Ela ficaria feliz? Sim ou não?
Por que ela não ficaria feliz? Mas eles acabaram de se casar,
eles se amam e o amor é lindo! Está claríssimo que ela não
ficaria feliz. Embora ame e esteja apaixonada, ela vai reprovar
completamente a atitude inconveniente e inadequada de seu
esposo.
Imagine outra cena: esse mesmo esposo leva sua linda
esposa a um belo restaurante, com direito a mesa reservada.
No final do jantar, depois de manifestações mútuas de carinho
e de afeto, ele a presenteia com um buquê de rosas e uma
pequena caixinha. Ela sorri, e as lágrimas caem lentamente de
seus olhos. Ela abre a pequena caixa e se depara com um anel
de brilhantes. Qual será a reação dela? Você acha que ela vai
esquecer esse dia? Como ela irá se comportar depois de toda
essa manifestação de afeto e de carinho?
Quando o marido honra sua esposa com o melhor que ele
pode dar, ela nunca mais se esquecerá. E isso vai fazer com
que ela nunca entregue seu coração para outro homem,
porque vai ser totalmente do seu marido.
Quando honramos a Deus com o dinheiro que Ele nos dá,
nós o colocamos no lugar de honra em nossa vida. Deus nunca
mais se esquecerá das nossas ofertas, dos nossos dízimos e das
nossas primícias. Por quê? Porque o colocamos no melhor
lugar, ou seja, manifestamos a nossa dedicação total,
reconhecemos o seu senhorio. Essa atitude vai literalmente
impactar o coração de Deus, vai mobilizar Deus para nos
trazer algo que impacte o nosso coração. É assim que acontece.
Coloque em prática esse ensino na sua vida. A Bíblia diz
que Deus recebeu a oferta de Abel, e lá do trono Ele olha para
essa oferta até hoje. Abel nem existe mais, mas sua oferta está
na presença de Deus. Este é o desafio: colocar Deus primeiro
lugar na sua vida, colocar Deus no lugar que lhe é devido, que
Ele merece. Se você quiser ver mudança financeira, precisa
obedecer, respeitar esse princípio. Quer ter uma virada na sua
vida financeira? Manifeste esse princípio. É assim que Deus
vai manifestar o sobrenatural na sua vida financeira.
Dízimos, ofertas e primícias são mecanismos da fé.
Pegamos a semente que Deus colocou em nossas mãos,
aplicamos nossa fé nas Escrituras, nossa honra e fidelidade,
esses mecanismos e aplicamos no altar. É assim que Deus vai
manifestar o sobrenatural na nossa vida financeira.
Capítulo 8
C
ada vez que você vai ao culto, Deus o chama para

adorá -lo, a ministrar a Ele de uma forma

extraordinária. Cada vez que você prestar um

culto a Deus, é preciso chamar essa responsabilidade para si


mesmo. Esse não é o objetivo deste texto, mas é interessante
ressaltar que a noção de culto a Deus foi perdida, foi diluída
com uma série de fatores, dentre os quais eu ressalto cinco:
interesse, amizade, lazer, entretenimento e carências. O
“culto” a Deus tem sido realizado com essas intenções ao
longo dos anos.
Esses fatores, entre tantos outros, têm conspirado para um
esvaziamento do sentido do culto a Deus. A referência de
culto a Deus precisa ser restaurada. A razão do culto é e
sempre será Deus. E o nosso Deus estabeleceu princípios para
cultuá-lo. Quantas vezes você já foi ao culto com a decisão de
ofertar? Quantas vezes foi ao culto e não murmurou na hora
da oferta? Quantas vezes sentiu a liberdade de dar uma oferta
generosa a Deus?
Em Êxodo 34.20 Deus disse para Moisés: “Ninguém
aparecerá diante de mim de mãos vazias (ARA)”. Isso é o que
ocorre com mais frequência em nossos cultos. Esse princípio
precisa ser restaurado. Quando vamos ao mercado, a uma
lanchonete, a uma loja, levamos dinheiro, talão de cheques,
cartão de crédito ou de débito. O mais interessante é que
quando vamos ao shopping, mesmo que não tenhamos
dinheiro, mesmo que não tenhamos objetivo de comprar nada,
levamos o cartão de crédito, porque pode aparecer alguma
coisa interessante para comprar, “uma ofertinha”, um “bode”
olhando para nós e dizendo: “me leeeeevaaaa”. Muitas vezes
vamos nos encontrar com Deus, receber algo d’Ele, mas não
levamos uma oferta em dinheiro para honrálo, e quando
levamos é só a menor nota.
Como é possível cultuar um Deus que lhe dá tudo e não
dar a Ele a devida HONRA? Como é possível comparecer
diante de Deus sem um mínimo de postura? Como é possível
ir diante do Todo-Poderoso e na hora da honra fazer de conta
que não é com você? A manifestação da hipocrisia instalou-se
muito claramente entre os cristãos. Adoração que não custa
nada não é adoração; sacrifício que não custa nada não é
sacrifício. Os crentes dizem: “Senhor, eu te adoro, eu te quero,
tu és tudo para mim, eu te amo”, e na hora da honra: “Senhor,
eu não tenho nada para te dar porque na hora da honra eu
honrei a mim mesmo”.
Muitas pessoas estão dizimando, ofertando e
primiciando, mas sem honra, porque quando recebem aquilo
que Deus coloca em suas mãos, a primeira coisa que fazem é
pagar os compromissos financeiros e acabam colocando Deus
no final da fila. Há crentes que dizem: “Não posso dar o
dízimo e a oferta, pois se eu der vai faltar para pagar a luz e a
água”. E ainda suplica: “Senhor, abençoe-me!”. Então Deus
responde: “Você me colocou no final da fila, eu também vou
colocar você no final da fila. “Portanto, diz o Senhor Deus de
Israel: Na verdade tinha falado eu que a tua casa e a casa de teu pai
andariam diante de mim perpetuamente; porém agora diz o Senhor:
Longe de mim tal coisa, porque aos que me honram honrarei, porém
os que me desprezam serão desprezados” (1 Sm 2.30).
Não existe nada mais frustrante para um homem, uma
mulher ou uma família do que conviver com derrotas, não ver
o fruto do seu trabalho. E por que isso acontece? Porque
retardamos a honra para Deus. Nós honramos muitas coisas,
mas não honramos a Deus.
Muitos daqueles que estão sentados nos bancos das igrejas
poderiam viver muito melhor, poderiam estar em outro
patamar financeiro, usufruindo das melhores condições da
vida, vivendo melhor com a esposa e com os filhos, mas são
irresponsáveis com o dinheiro. E o que acontece? As
promessas de Deus não se manifestam, não se tornam
realidade na vida deles. Infelizmente, muitos são sinceros,
amam a Deus, mas não o honram, não acham isso importante,
não entendem que esse princípio pode mudar sua vida.
Deus está lhe concedendo a oportunidade de poder
entender a sua doutrina acerca do dinheiro. E por esta razão é
muito importante que você se abra para o ensino da verdade
da Palavra de Deus.
Desprezo pelo momento da oferta
O desprezo pelo momento do ofertório é o que mais
acontece nas igrejas evangélicas. Nos seminários que realizo
de norte a sul do Brasil e em alguns países tenho visto esse
comportamento, porque a maioria dos crentes não entende
que esse é um momento sério. Durante o louvor muitas
pessoas choram, levantam as mãos, falam em línguas, mas no
momento do ofertório não têm o mesmo fervor, a mesma
intensidade. O entusiasmo quase não existe, a paixão quase
não aparece, a adoração neste momento foi empanada pela
apatia e pelo desapreço. “Mas vós sois a geração eleita, o
sacerdócio real, a nação santa, o povo adquirido, para que anuncieis
as virtudes daquele que vos chamou das trevas para a sua
maravilhosa luz…” (1 Pe 2.9). Esse texto revela que somos uma
casta sacerdotal, que hoje todos somos sacerdotes de Deus.
Como você está exercendo esse sacerdócio? Talvez seu futuro
dependa de como você vai responder essa pergunta daqui por
diante.
Como sacerdote de Deus você precisa ter uma
característica que traga honra a Ele. É preciso ter vergonha na
cara e começar a exercer esse sacerdócio de acordo com os
princípios da Palavra de Deus. Os sacerdotes não têm noção
de como estão desonrando a Deus e atraindo a sua ira. Muitas
vezes, ao chegar ao templo, o sacerdote encontra um envelope,
mas infelizmente, como não está preparado para ofertar, ele
põe dentro da Bíblia ou coloca na cadeira ao lado.
Em 2005 eu fui pregar em uma igreja. No primeiro banco
estavam eu, minha esposa, o pastor, sua esposa, um diácono e
um presbítero. Quando começaram a passar a salva, que tinha
o formato de uma sacolinha, coloquei a minha oferta, a minha
esposa não ofertou, pois tínhamos chegado atrasados e
havíamos deixado tudo no carro, o pastor colocou sua oferta,
a esposa dele também colocou, o diácono fez o mesmo, o
presbítero também. Todos que estavam no culto fechavam sua
mão e colocavam suas “ofertas” dentro da salva. No final do
culto o pastor me disse: “Vou falar com o tesoureiro, quero
levá-los para comer uma pizza. Vamos usar uma parte das
ofertas deste culto”. Dez minutos depois ele voltou com o
semblante caído. Eu perguntei: “Pastor, aconteceu alguma
coisa? Você está meio pálido”. Ele respondeu: “Pastor Nilton,
não entrou dinheiro nas salvas”. “O quê? Não entrou dinheiro
naquelas salvas?”, retruquei. O pastor disse: “Não é que não
entrou…”. Então perguntei: “Pastor, quanto entrou?”. “Doze
reais”, foi sua resposta. “O quê? Vamos chamar a polícia agora
mesmo. Pastor, vou revelar a minha oferta. Não tenho o
costume de entregar este valor de oferta nos cultos, mas
naquele dia não teve jeito, eu dei R$ 10,00. Entraram R$ 12,00,
eu dei R$ 10,00! Foi o senhor que colocou a nota de R$ 2,00?”.
Ele olhou para mim e disse: “Sim, fui eu”. “Sua esposa colocou
a mão na salva, eu vi, então ela pegou o dinheiro.” “Eu não
sei”, ele disse. “O diácono colocou a mão na salva, eu vi, então
ele pegou o dinheiro também.” “Eu não sei”, ele repetiu. “O
presbítero colocou a mão na salva, eu vi, então ele pegou o
dinheiro.” E novamente ele respondeu: “Eu não sei”.
Concluo que um colocava, outro tirava. Como pode em
uma reunião entrar R$ 12,00? Sabe o que aqueles irmãos
faziam naquela igreja? Eles simplesmente colocavam as mãos
vazias. Iam para adorar a Deus e no momento do ofertório
colocavam as mãos vazias na salva. Terrível, a miséria, a ruína
e a pobreza desfilavam naquele lugar. Filhos de Deus vivendo
em completa ruína, completo desprezo. Infelizmente, isso não
é um fato isolado, pois há muitas pessoas manifestando esse
comportamento.
Quando fui ministrar nessa igreja sobre o Seminário de
Finanças, ela estava num estado de miséria e ruína, todos os
membros arrebentados, as coisas estavam muito ruins.
Lembrei-me do texto de Neemias 1.3: “E disseram-me: Os
restantes, que ficaram do cativeiro, lá na província estão em
grande miséria e desprezo; e o muro de Jerusalém fendido e
as suas portas queimadas a fogo”.
Hoje, em geral, não há mais salva, colocamos a nossa
oferta dentro de um envelope e levamos ao altar. O que você
está levando ao altar? Envelope vazio? É por isso que a sua
vida nunca melhora e as bênçãos de Deus não chegam até
você. Seu dízimo, sua oferta e suas primícias não têm
HONRA.

Deus reage à desonra


“Pecando homem contra homem, os juízes o julgarão; pecando,
porém, o homem contra o Senhor, quem rogará por ele? Mas não
ouviram a voz de seu pai, porque o Senhor os queria matar” (1 Sm
2.25). Os filhos de Eli estavam desprezando o momento do
ofertório. “Eram, porém, os filhos de Eli filhos de Belial; não
conheciam ao Senhor” (1 Sm 2.12). Eles comiam aquilo que era
para ser sacrificado para Deus, e quando Deus descia no altar,
não tinha oferta, só cinzas.
Deus queria matar aqueles dois homens, mas por quê?
Porque eles o estavam desonrando no momento de ofertório.
O que mais se faz nas igrejas hoje é desonrar a Deus com o
dinheiro que Ele coloca em nossas mãos. Nós não vemos o
resultado daquilo que estamos recebendo. Achamos que
estamos com uma urucubaca. Não é urucubaca, é o princípio
que está sendo quebrado.
Você percebeu que Deus estava irado? Deus estava com
intenção de matar aqueles homens, então levantou um profeta
para falar com Eli: “Portanto, diz o Senhor Deus de Israel: Na
verdade tinha falado eu que a tua casa e a casa de teu pai andariam
diante de mim perpetuamente; porém agora diz o Senhor: Longe de
mim tal coisa, porque aos que me honram honrarei, porém os que me
desprezam serão desprezados” (1 Sm 2.30). Deus levantou um
profeta para chamar a atenção daquela família, que estava
desonrando a Deus no momento do ofertório.
Mas Deus volta atrás no que Ele promete? Sim, você sabia
que Deus pode não cumprir na sua vida o que Ele prometeu?
Porque toda promessa é condicionada: “E todas estas bênçãos
virão sobre ti e te alcançarão, quando ouvires a voz do Senhor teu
Deus…” (Dt 28.2). Isso é uma condição. Deus disse para Eli:
“Eu fiz uma promessa de que a sua família, a sua geração
estariam diante de mim para sempre, porém agora estou
rasgando a minha promessa para sua família. Longe de mim
cumprir o que eu disse”. Na sequência Deus explica a razão
de sua decisão: “Porque os que me honram eu vou honrar, e
os que me desonram eu vou desonrar”.
O motivo de tanta gente estar na vergonha e na desonra é
porque sempre estão desonrando a Deus com o dinheiro que
Ele coloca em suas mãos. Quem lhe dá fôlego de vida? Quem
lhe dá saúde? Quem lhe dá trabalho? Quem sustenta sua
empresa? Quem põe dinheiro em suas mãos? Pois é, Ele só
quer que cumpramos o princípio na presença d’Ele. E o que
nós fazemos? Até estamos entregando, mas da forma errada.
Um dia Davi teve a intenção de levar a arca de Deus para
Israel. Ele levou, mas na primeira vez estava fazendo a coisa
certa da maneira errada, levando a arca de uma forma errada.
Sabe o que aconteceu? Deus teve que intervir, teve que
mostrar claramente que não aceitava as coisas como estavam
sendo feitas (2 Sm 6). É importante que você entenda: não
basta ofertar e dizimar, é preciso fazê-lo da forma correta.

A desonra a Deus traz consequências


“Porque já lhe disse que julgarei a sua casa para sempre, pela
iniquidade que ele bem conhecia, porque seus filhos se fizeram
execráveis, e ele não os repreendeu. Portanto, jurei à casa de Eli que
nunca lhe será expiada a sua iniquidade, nem com sacrifício, nem com
oferta de manjares” (1 Sm 3.13-14 – ARA).
Você sabe que tem desonrado a Deus. Você sabe que tem
falhado com seu dízimo. Você sabe que tem defraudado a casa
do Senhor. Você sabe que tem defraudado as primícias. Você
sabe que se tornou ladrão ao roubar do Senhor. Deus julgou a
casa de Eli por causa da desonra na oferta. A sociedade
constrói uma série de raciocínios acerca do dinheiro na igreja,
mas você sabe bem o que significa dinheiro na casa de Deus e
a seriedade com o qual precisa ser tratado. Pare de brincar
com aquilo que é sério para Deus, pare de não dar importância
àquilo que é importante para Deus.
Deus deu uma palavra porque a desonra se instalou na
casa d’Ele, a desonra tomou conta do culto, a desonra
começava com os sacerdotes. Aqui cabe uma consideração:
pare de falar contra as autoridades. Se há alguma autoridade
que está defraudando o Senhor, Ele é justo e há de julgá-la. O
Senhor há de tratar o pecado dessa autoridade e fazer o que é
devido para ser reparado. No caso dos filhos de Eli, não houve
nem reparação. Deus disse: não há perdão, o juízo já está feito
e eles serão destruídos. Preste atenção nisso. A desonra a Deus
traz consequências.

O motivo da escassez financeira


A desonra a Deus no momento do ofertório. Esse é o
motivo de tanta miséria, de tanta pobreza, de tanta gente
fracassada, de tanta gente enrolada até o pescoço com dívidas.
Estão às voltas com suas próprias opiniões e ideias acerca do
momento do ofertório, por isso não respeitam, não honram e
não adoram a Deus com aquilo que chega às suas mãos.
Às vezes vemos as pessoas clamando e dizendo: “Senhor,
será que tu não estás vendo que estou desempregado, será que
o Senhor não está vendo que estou passando necessidade?”. A
pessoa ora isso durante anos, e Deus nunca vai responder
porque o ensinamento já está na Palavra e a pessoa não gosta
de ouvir falar sobre dinheiro. Há pessoas que ficam com raiva
do pastor quando ele começa a falar sobre ofertas. Elas
deveriam ter raiva da miséria de sua vida, isso sim deveria
lhes causar esse sentimento. Elas deveriam se irritar quando
não têm dinheiro para pagar o aluguel, quando não têm
dinheiro para pagar suas contas, quando não têm dinheiro
para saldar suas dívidas.
Mas é estranho, Deus não prometeu que você não teria
dívidas, não prometeu que você não pegaria emprestado? Por
que você pega emprestado? Qual é a razão de tantos
empréstimos? “O Senhor te abrirá o seu bom tesouro, o céu, para
dar chuva à tua terra no seu tempo, e para abençoar toda a obra das
tuas mãos; e emprestarás a muitas nações, porém tu não tomarás
emprestado” (Dt 28.13). Onde foi parar essa promessa em sua
vida? Onde está essa promessa na sua casa? Você não foi
criado para pegar empréstimos, não foi gerado para ser
escravo de financeiras, de agiotas, de bancos. Pelo contrário,
você foi chamado e vocacionado para emprestar. Esse texto
declara que você vai emprestar a muitos, mas não vai tomar
emprestado.
“O estrangeiro, que está no meio de ti, se elevará muito sobre ti,
e tu mais baixo descerás. Ele te emprestará a ti, porém tu não
emprestarás a ele; ele será por cabeça, e tu serás por cauda” (Dt
28.43-44). Eu não quero produzir angústia em sua vida, não
quero para produzir pânico em você, mas esse texto deve
chamar sua atenção e explicar o que está acontecendo, a razão
de o ímpio estar acima de você, de estar governando a sua
vida. O texto é claro: o ímpio vai subir e você vai descer; o
ímpio vai estar na ascendente e você na descendente. Por quê?
A resposta está no versículo 47.
Você compra presentes para tantas pessoas, mas no
momento de honrar a Deus fecha a mão. Você encolheu a mão
para Deus, então Deus encolheu a mão para você também.
Talvez você diga: “Deus é ruim”. Ele não é ruim; ruim é você,
que recebeu tudo de Deus e não o honra. Deus lhe deu o

melhor, mas você está sempre dando o pior para Ele. Você
precisa mudar a sua postura.
Deus reage à infidelidade
Você já conhece a história de Ananias e Safira (At 5), que
aconteceu dentro da igreja do avivamento. Não se iluda, pois
dentro da igreja do avivamento há muitos bandidos, ladrões,
saqueadores do Reino, que estão se corrompendo, desviando
o dinheiro de Deus, o dinheiro que podia estar patrocinando
muita coisa em prol do evangelho, mas está no sistema de
Satanás. Quando Pedro perguntou: “Ananias, por que encheu
Satanás o teu coração, para que mentisses ao Espírito Santo?”,
quem estava no altar? Era o Espírito Santo. Toda vez que você
for ao altar, mesmo que simbólico, há um homem de Deus ali
que pede para você dizimar, ofertar e primiciar. Você não está
na presença de um homem, mas na presença do Espírito Santo
de Deus. Toda vez que você vai ao altar Ele está presente, com
toda a sua glória e majestade, o Espírito do Cristo ressurreto.
E o que nós fazemos? Temos a coragem de desonrar a Deus no
momento do ofertório.
“Guardando-a não ficava para ti? E, vendida, não estava em teu
poder? Por que formaste este desígnio em teu coração? Não mentiste
aos homens, mas a Deus. E Ananias, ouvindo estas palavras, caiu e
expirou. E um grande temor veio sobre todos os que isto ouviram”
(At 5.4-5). Isso aconteceu na Igreja primitiva! O Espírito Santo
fulminou um homem só porque ele “passou a mão” em uma
oferta.
Por que muita gente não consegue romper na vida?
Porque são pessoas infiéis, carregam o espírito de desonra,
têm uma semente de corrupção no coração. Sempre estão
desviando dinheiro da casa do Senhor. E por esta razão estão
mortas, não entendem por que não prosperam. Vão a reuniões
de oração, encontros, seminários, fazem campanhas de quebra
de maldição e nada resolve. E não vai resolver até se
posicionarem, até se colocarem na posição correta em Deus.
Há um segredo tremendo em obedecer a Deus, em
cumprir seus mandamentos. Há um poder que não se pode
medir, que não se pode aquilatar, que não se pode mensurar
quando se está comprometido com Deus.
O maior momento de mentiras na igreja é o do ofertório;
as pessoas estão mentindo a Deus. O Senhor lhes dá R$
1.000,00, mas elas estão muito apertadas, por isso dizimam
apenas R$ 50,00. Mentira! Ananias e Safira morreram porque
Deus sempre reage à desonra. A desonra sempre vai encontrar
uma resposta forte, porque quando se quebra o princípio, o
princípio quebra você. A mentira na hora da oferta atraiu a
morte para Ananias e Safira.
“Fizeram, pois, os filhos de Israel conforme a palavra de Moisés
e pediram aos egípcios objetos de prata, e objetos de ouro, e roupas. E
o Senhor fez que seu povo encontrasse favor da parte dos egípcios, de
maneira que estes lhes davam o que pediam. E despojaram os
egípcios” (Êx 12.35-36 – ARA).
O grande desafio que você tem em sua vida financeira é
este: o que você vai fazer com os recursos que Deus tem lhe
dado. O que você vai fazer há de revelar seu destino: você vai
prosperar ou não. Infelizmente, a maioria das pessoas utiliza
pessimamente, de forma equivocada, os recursos que recebem
de Deus.
Houve uma transferência de riqueza dos egípcios para os
hebreus. Eles saíram cheios de ouro, prata, pedras preciosas,
roupas, especiarias e toda sorte de bens. Eles eram escravos,
mas ficaram livres e ricos. Deus os agraciou com os bens do
melhor da Terra. Deus os favoreceu e os abençoou
sobremaneira.
Deus tem um propósito poderoso com seu povo: levá-lo à
terra de Canaã e manifestar a promessa que havia feito a
Abraão. Nesse processo Deus chama Moisés e faz uma aliança
com seu povo: “Veio, pois, Moisés, e contou ao povo todas as
palavras do Senhor, e todos os estatutos; então o povo respondeu a
uma voz, e disse: Todas as palavras, que o Senhor tem falado,
faremos” (Êx 24.4).
Depois de um culto poderoso, o povo está rendido ao
Senhor. A glória do Senhor é manifesta, e Moisés asperge o
sangue do sacrifício sobre o povo e diz: “Eis aqui o sangue da
aliança que o Senhor fez convosco a respeito de todas estas palavras”
(Êx 24.8 – ARA).
Deus chama Moisés ao monte para lhe dar as instruções
acerca do que deveria acontecer e a primeira referência que faz
é sobre a riqueza que o povo recebeu: “Fala aos filhos de Israel
que me tragam oferta; de todo homem cujo coração o mover para isso,
dele recebereis a minha oferta” (Êx 25.2 – ARA).
Deus deseja manter comunhão com seu povo e pede para
Moisés pedir ofertas. Há um relacionamento de honra entre
Deus e seu povo, uma aliança estabelecida, e Deus quer estar
com seu povo, que Ele tirou do Egito com mão forte. No meio
do deserto Deus vai estreitar o relacionamento com seu povo,
por isso pede-lhe ofertas.
Porém, enquanto Deus revelava para Moisés o segredo do
seu coração, o que ia fazer com a oferta, como ia ser o
tabernáculo, como Ele ia se manifestar, o diabo estava no meio
do povo se manifestando para arrancar o que Deus tinha
colocado nas mãos deles. O ouro, que deveria ter sido
empregado no tabernáculo, foi parar nas mãos de Satanás.

O dinheiro do Senhor está no sistema de satanás


“E Arão lhes disse: Arrancai os pendentes de ouro, que estão nas
orelhas de vossas mulheres, e de vossos filhos, e de vossas filhas, e
trazei-mos. Então todo o povo arrancou os pendentes de ouro, que
estavam nas suas orelhas, e os trouxeram a Arão” (Êx 32.2-3).
Enquanto Deus ministrava a Moisés, Satanás entrou no
meio do povo e começou a desviar o dinheiro que era para o
altar; o dinheiro que era para fazer a casa do Senhor estava
na mão do inimigo. O ouro trocou de mãos, a riqueza que ia
para a casa de Deus estava indo para o sistema de Satanás.
Três milhões de pessoas foram roubadas, saqueadas; fizeram
um bezerro com o ouro que Deus tinha colocado em suas
mãos.
Todo mês Deus coloca em suas mãos recursos financeiros,
não importa o valor. Deus põe na sua mão e espera que isso
chegue à casa d’Ele, para que Ele se manifeste na sua vida com
a sua glória, mas esse dinheiro não chega com honra. O diabo
entra e através de seu sistema ensina você a desviar o recurso
que vai honrar a Deus para outras coisas. Então, por isso você
aprendeu a desviar o dízimo, a oferta e as primícias da casa do
Senhor. Você está com um problema sério na sua vida para
resolver, é por isso que Deus não se manifesta. Seu dinheiro
não está no altar, mas está no sistema de Satanás.
Como Deus vai se manifestar, como virá com a sua glória
e majestade sobre pessoas, sobre famílias que o estão
desonrando, estão desviando os recursos da casa d’Ele? O
ouro que era para fazer o santuário foi desviado do
tabernáculo, e o dízimo que precisa estar na casa do Senhor é
desviado, porque você pega o dinheiro do dízimo e paga seu
carro, pega o dinheiro da oferta e das primícias e paga sua
conta de luz, água e telefone e ainda diz: “Senhor, tu entendes
o meu coração”, e Ele diz: “Não entendo não, você é um
ladrão”. Não existe aliança se não houver sacrifício. Entenda
isto: a sua aliança com Deus passa por tudo que Ele tem
trazido para você, passa por tudo o que Ele tem ministrado a
você.
O bezerro e os bodes estão com a oferta
Os dízimos e as ofertas voluntárias, que precisam ir para
a casa do Senhor, estão no sistema do mundo; as primícias,
que precisam ir para a casa do Senhor para abençoar o
sacerdote, estão no sistema de Satanás. Infelizmente, você está
com um problema sério: comprou um monte de bodes e fez
um bezerro para sua casa. Os bodes e o bezerro estão com a
oferta que pertence ao Senhor, estão se mantendo com aquilo
que não lhes pertencem, mas pertence a Deus. Isso é muito
sério.
Você trabalha fora? Para manter a sua aliança viva todo
mês, o que você faz com o seu dinheiro? Você sustenta a sua
casa? Se você parar de dar dinheiro na sua casa, o que vai
acontecer? Você arrebenta seu casamento. Mas os crentes
aprenderam a desviar dinheiro da casa do Senhor.
Eu conheci um casal de diáconos no sul do país que
ganhava muito bem. Ele fez um acordo na empresa em que
trabalhava, mas continuou trabalhando nela, e pegou R$
200.000,00 de indenização para construir uma casa. Eu
pergunto: dá para construir uma casa com esse valor? Você
consegue? Ele não conseguiu. Sabe qual foi a primeira coisa
que ele não fez com os duzentos mil? Não deu o dízimo. E a
segunda? Não deu a primícias. E a terceira? Não deu a oferta
voluntária, a oferta de honra. Então contratou uma
construtora, e em seis meses a casa estava levantada, mas ele
não conseguiu colocar as janelas, as portas, os pisos, os
azulejos, as louças sanitárias, a parte elétrica e o telhado. Eu
pergunto: ele construiu uma casa ou um bezerro? A casa
parecia mal-assombrada, por quê? Ele pegou o dinheiro que
Deus tinha colocado na sua mão e desviou do altar em
benefício próprio. O recurso que seria para construir a casa,
uma bênção para ele, não tinha a bênção de Deus.
Entenda que a sua ministração à casa de Deus não é uma
prestação, não é um carnê que você paga todo mês. A sua
ministração à casa de Deus é uma atitude de honra, de
compromisso e aliança. Você não pode encarar seus dízimos,
ofertas e primícias como uma prestação que não deu este mês,
mas no próximo, se não ficar apertado, terá condições de dar,
não é isso. Às vezes você está apertado, então diz: “Senhor,
perdoe-me, neste mês eu não pude dar meu dízimo, tem
misericórdia de mim”. No mês seguinte você diz: “Neste mês
eu vou dar”, então faz as contas e não dá de novo. “Senhor,
perdoe-me, tem misericórdia, não vou poder dar o dízimo de
novo, mas quando eu pagar minhas dívidas vou começar a
dar”. Não é assim que você faz? Você tem que fazer o
contrário: primeiro tire seu dízimo com honra, a sua oferta
com honra, suas primícias com honra e com o que restou você
faz frente às suas demandas, as suas contas e necessidades,
pois dessa forma atrairá a bênção de Deus para a sua vida.
Foi o que aconteceu com os israelitas: com o ouro que
Deus tinha dado para eles fizeram um bezerro. “Então disse o
Senhor a Moisés: Vai, desce; porque o teu povo, que fizeste subir do
Egito, se tem corrompido” (Êx 32.7). O que eles fizeram?
Corromperam-se. Pegaram o dinheiro de um lugar e
colocaram em outro. A Bíblia chama isso de corrupção. O ouro
que era para fazer o santuário, para atrair a glória de Deus, foi
desviado para outro lugar. O povo se tornou corrupto.
O dízimo, as primícias e as ofertas, que têm que estar na
casa do Senhor, são desviados para pagar a conta de luz, da
internet, da TV a cabo, porque não se pode ficar sem TV a
cabo, mas o Senhor pode ficar sem o dízimo. Se você age
assim, sabe o que está fazendo? Construindo um bezerro e
comprando bodes. Até quando?
Quando alguém começa a fazer isso, acha que está certo,
que Deus tem que entender que ele está apertado, que usou o
recurso para fazer um bezerro. Ele continua a ir aos cultos, a
cantar louvores, a falar em línguas e até a profetizar, mas tem
um bezerro em casa.
Você sabe o que Deus mandou fazer com aqueles que se
corromperam, que deram seus recursos para fazer o bezerro?
Mandou matar a todos. “Assim feriu o Senhor o povo, por ter sido
feito o bezerro que Arão tinha formado” (Êx 32.35).
Tome uma decisão hoje, quebre o bezerro e acabe com os
bodes de sua casa, para que a bênção do Senhor volte a
repousar sobre a sua vida, para que a maldição se afaste de
seus recursos, para que você comece a sair do cheque especial.
Libere o bezerro de sua vida.
Deus faz uma aliança com seu povo
“Agora, pois, se diligentemente ouvirdes a minha voz e
guardardes a minha aliança, então, sereis a minha propriedade
peculiar dentre todos os povos; porque toda a terra é minha; vós me
sereis reino de sacerdotes e nação santa…” (Êx 19.5-6 – ARA).
Deus é um Deus de aliança, de comunhão, de
compromissos. Depois de três meses da saída do Egito, Ele
chamou Moisés e o povo para um tempo de comunhão e para
firmar uma aliança. E não existe aliança sem contrato. Deus
nunca fez nada sem contrato com ninguém. Tudo o que Ele
faz tem que ter aliança, tem que ter contrato. E qual é o
contrato? Os mandamentos, os estatutos, os preceitos, os
juízos, as ordenanças, as leis eram o contrato da aliança que
Deus deu para Moisés no monte Sinai. Ninguém faz aliança
sem contrato. Até no casamento, que é uma aliança forte e
poderosa, há um contrato assinado diante de um juiz.

A primeira vez que Deus pede oferta


Deus deseja fazer isso por uma razão muito simples:
aquele povo era descendente de Abraão, mas não tinha
aliança. E Deus vai pedir algo para confirmar a aliança: uma
oferta (veja Êxodo 25). É a primeira vez que Deus vai pedir
oferta para o povo. Antes, com exceção de Abraão, Ele não
pediu oferta para ninguém. Todas as pessoas que
apresentaram oferta e levantaram altares foi sem a
manifestação de Deus. Mas agora Deus tinha um plano, tinha
um propósito: “Então falou o Senhor a Moisés, dizendo: Fala aos
filhos de Israel, que me tragam uma oferta alçada; de todo o homem
cujo coração se mover voluntariamente, dele tomareis a minha oferta
alçada. E esta é a oferta alçada que recebereis deles: ouro, e prata, e
cobre…” (Êx 25.1-3). E Deus revela a intenção da oferta: “E me
farão um santuário, e habitarei no meio deles” (v. 8). Isso nos
ensina um princípio poderoso, que não estamos usando muito
hoje, mas é o princípio que rege a comunhão com Deus.

Princípio da aproximação
Deus se aproxima do homem, que o honra com ofertas.
Deus pediu ofertas? “Façam para mim um santuário; quando
vocês fizerem o santuário com a oferta, eu vou descer com
toda minha glória.”
Você sabia que Deus não mudou? Ele está sempre se
manifestando com a sua glória no meio do seu povo, está
sempre se manifestando quando você o honra com sua oferta.
Certa vez eu estava saindo da minha casa para ir ao Rio de
Janeiro. Na ocasião, meu filho menor, que tinha sete anos, me
disse: “Pai, faz uma promessa para mim?”. “Filho, eu não
posso fazer uma promessa, eu não sei nem o que é”, respondi.
“Promete que se o senhor ganhar mil reais vai comprar um
Playstation 2 para mim?” “Ah, prometo que se eu ganhar mil
reais eu compro um Playstation 2, com certeza.” Sabe o que ele
fez? Foi para o quarto dele, ajoelhou-se e orou: “Papai do céu,
o meu pai prometeu que se ele ganhar mil reais vai comprar
um Playstation 2 para mim, então dê para ele esse dinheiro,
em nome de Jesus, amém”.
Eu viajei com a minha esposa e ministrei na sexta-feira e
no sábado. No domingo estava tomando café da manhã
quando um homem, que depois eu soube que era empresário,
se aproximou, deu-me um envelope fechado e disse: “Pastor,
isso aqui é um presente para o senhor”. Eu agradeci e depois
que ele saiu abri o envelope e vi que havia um bolo de notas
de cinquenta reais.
Comecei a contar, e o total era 950 reais. Eu disse: “Oba,
não vou precisar comprar o Playstation!”, porque eu prometi
que ia comprar se fossem mil reais. Disse para minha esposa:
“Vamos tirar o dízimo, a oferta e as primícias desse dinheiro”.
Separamos tudo ali e colocamos num envelope para
ofertarmos a Deus. De repente, quando saí da sala para ir
pregar, um irmão chegou, abraçou-me e disse: “Pastor, eu te
amo tanto. Quero lhe dar uma sementinha”. Eu gelei. Ele me
deu um envelope, no qual havia cinquenta reais. Eu disse para
minha esposa: “Vamos ter que voltar atrás em tudo. Vamos
ter que cumprir com o nosso propósito”.
No culto, depois de ter ofertado com a minha esposa, o
Senhor falou ao meu coração: “Você não vai me dar mais nada
hoje?”. Eu imediatamente repeli e pensei: “Sai, Satanás. Eu
acho que isso é coisa da minha carne”. Então Deus disse: “Você
não vai me dar mais nada hoje? Eu queria que você me
honrasse com o dinheiro que você ganhou”. Eu retruquei:
“Mas Senhor, isso é para comprar o Playstation do meu filho”.
Nesse momento lembrei-me da palavra que Deus deu para Eli:
“Você vai honrar mais o seu filho do que a mim? Quem é mais
importante, seu filho ou eu? Você quer honrar seu filho ou
quer honrar a mim?”. Eu respondi: “Deus, isso é uma
covardia”. Então, peguei o envelope e disse para minha
esposa: “Amor, pegue a oferta”. “Que oferta, amor?”, ela
perguntou. “Os mil.” “Mas e o Playstation?” “Vazou.” E assim
colocamos a oferta no altar.
Na segunda-feira minha esposa teve que voltar para
Curitiba e eu tive que ir para Brasília. Quando o pastor foi me
buscar no hotel para me levar para o aeroporto, ele disse:
“Nilton, nós estávamos incomodados com os seus filhos. Eu e
minha esposa ficamos preocupados e queríamos dar um
presente para os seus filhos. Não sei se você vai gostar, se eles
vão gostar, mas o que veio à nossa mente foi um Playstation
2”. Eu fiquei paralisado por alguns segundos, depois reagi e
disse: “Pastor, isso é de Deus. Você não imagina o que está
fazendo”. Foi uma bênção, eu fiquei muito feliz com aquilo.
Quando você honra a Deus, Ele é fiel!
Quando cheguei a Brasília, o pastor que me receberia ligou
no meu celular: “Há um empresário que quer levar você para
almoçar”. Eu respondi: “É de Deus”. Almoçamos em um
restaurante muito chique, e quando estávamos tomando café
o empresário, que é um homem muito consagrado dentro da
igreja, me disse: “Pastor, o senhor acredita em revelação e em
sonho?”. “Sim, acredito”, respondi. Ele continuou: “Eu tive
um sonho com o senhor de domingo para segunda. Deus me
mostrou que o senhor estava em uma igreja pregando e
naquela igreja Deus lhe pediu uma oferta de R$ 1.000,00, e o
senhor entregou o dinheiro que prometeu para o seu filho”. “É
verdade”, eu disse. “Deus mandou dar um recado para o
senhor. Ele mandou dizer que o senhor passou mais uma vez
no teste da honra”, ele completou. Eu balbuciei: “Meu Deus,
muito obrigado” e comecei a chorar. E ele tornou a falar:
“Pastor, não chore porque eu tenho uma coisa melhor. Deus
mandou lhe devolver os R$ 1.000,00 que você deu, Ele só
estava testando seu coração. Estão aqui seus R$ 1.000,00”. E eu
apenas disse: “É de Deus. Vamos embora para o hotel que eu
preciso dormir”.
Deus fez uma aliança de abençoar, de honrar você. Se você
for fiel a Ele, não tem noção do que Ele pode fazer pela sua
vida, pela sua casa e pela sua família. Honre a aliança que você
tem com Deus.

Tornando-se um primicista
“O melhor de todos os primeiros frutos de toda espécie e toda
oferta serão dos sacerdotes; também as primeiras das vossas massas
dareis ao sacerdote, para que faça repousar a bênção sobre a vossa
casa” (Ez 44.30 – ARA).
Creio que este é um desafio poderoso que está diante de
você, um desafio que vai levá-lo ao lugar que Deus deseja para
a sua vida. Nós cristãos, aqueles que seguem a Jesus Cristo,
fomos ensinados sobre dízimos e ofertas. Esse ensinamento
tem sido gravado em nossa mente, contudo a Palavra de Deus
manda honrarmos o nosso sacerdote, aquele que cuida de nós,
que nos ministra no santuário, que nos ministra no altar. Esta
semeadura é poderosa e tremenda.
Ao ministrar as primícias você estará honrando e
abençoando a vida de seu pastor e líder e também vai
reconhecer que ele está em autoridade sobre a sua vida, que
ele tem a bênção de Deus para a sua vida.
Quando você se torna um primicista, tem o direito de
invocar a bênção sobre a sua casa, sobre a área da sua vida que
você pensa necessitar de uma atenção maior, porque o texto
de Ezequiel 44 nos diz que com essa oferta o sacerdote fará
“repousar uma bênção sobre a sua casa”.
Essa oferta pertence ao sacerdote. Leia o texto de Números
18.732 (Lv 23.20; Dt 18.3-5). Nos versículos 8 e 9 lemos: “Disse
mais o Senhor a Arão: Eis que eu te tenho dado a guarda das minhas
ofertas alçadas, com todas as coisas santas dos filhos de Israel; por
causa da unção as tenho dado a ti e a teus filhos por estatuto perpétuo.
Isto terás das coisas santíssimas do fogo; todas as suas ofertas com
todas as suas ofertas de alimentos, e com todas as suas expiações pelo
pecado, e com todas as suas expiações pela culpa, que me
apresentarão; serão coisas santíssimas para ti e para teus filhos”. O
versículo 12 diz que essa oferta deveria representar o
“melhor”. E no versículo 13 lemos: “Os primeiros frutos de tudo
que houver na terra, que trouxerem ao Senhor, serão teus; todo o que
estiver limpo na tua casa os comerá”. A oferta das primícias
alcançava até mesmo os filhos, que deveriam ser resgatados
com uma oferta ao sacerdote.
A oferta das primícias era entregue com sal
A aliança do sal aponta para a fidelidade. O versículo 19
diz que aquele povo selava uma aliança de fidelidade com
seus pastores ao trazerem a oferta das primícias: “Todas as
ofertas alçadas das coisas santas, que os filhos de Israel
oferecerem ao Senhor, tenho dado a ti [Arão], e a teus filhos e
a tuas filhas contigo, por estatuto perpétuo; aliança perpétua
de sal perante o Senhor é, para ti e para a tua descendência
contigo”. E isso foi estabelecido porque os sacerdotes não
deveriam lutar por heranças. Um sacerdote não deve deixar
de servir a Deus para ter sustento para comprar casa, carro e
manter sua família. O Senhor disse: “Eu sou a tua porção e a
tua herança, pelo serviço que prestam na tenda da
congregação”. Assim, a casa do sacerdote era amparada pela
oferta das primícias. Essa oferta é o valor de um dia de
trabalho ao mês.
Creio que sua vida será extremamente abençoada quando
você se tornar um primicista, porque a Palavra de Deus é
indivisível. Você deve dizimar porque Deus vai repreender o
gafanhoto; deve ofertar porque as suas ofertas legalizam uma
colheita sobrenatural; e deve primiciar porque suas primícias
hão de liberar a bênção sobre a sua casa.

Capítulo 9
princípio bíblico da restituição.
Definições:
Restituição (pt) – substantivo feminino. Ato ou

O estado
efeito de restituir; restabelecimento;
reintegração; reabilitação; regresso a

anterior; coisa restituída; (do latim restitutione).


Restituidor (pt) – adjetivo e substantivo masculino. Dizse
do que restitui.
Restituir (pt) – verbo transitivo direto e transitivo direto e
indireto. Entregar, devolver (o que se tirou ou se possuía
indevidamente); fazer voltar; indenizar; reintegrar;
restabelecer; restaurar; reconstituir; reedificar; recuperar o
perdido; indenizar-se; restituir-se do prejuízo, da perda;
abastecer-se; voltar; reempossar-se; reintegrar-se.
Restituitório (pt) – adjetivo. Concernente à restituição;
que envolve restituição.
Restituível (pt) – adjetivo. Que se pode ou deve restituir.
Restituir (gr) – apodidomi: dar de volta; devolver; entregar.
Apokathistemi: restauração a uma condição anterior de saúde
(Mt 12:13, Mc 3:5, 8:25, Lc 6:10); restauração divina de Israel
(Mt 17:11, Mc 9:12, At 1:6); dar ou devolver uma pessoa (Hb
13:19). Katartizo: reparar, fornecer completamente.
Conceitos:
No Oriente Próximo e Médio, a jurisprudência sempre
esteve vinculada à ideia do divino, à ideia dos deveres diante
de Deus ou das divindades. Quase sempre a crença era de que
a mente divina estava por detrás das legislações humanas,
pelo que também a primeira responsabilidade era diante desse
poder divino.
No Antigo Testamento cada ofensa era cometida, em
primeiro lugar, contra uma certa pessoa ou comunidade, e a
única maneira de corrigir o erro era dar compensação à pessoa
injuriada ou enganada.
Por todo o Oriente Próximo a jurisprudência também
estava ligada com o que é divino. Cada deus sancionava as leis
de sua comunidade. E no Antigo Testamento a promulgação
das leis dadas no Sinai está intimamente associada com a
formação da Aliança.
As decisões legais, segundo as leis civis e criminais do
Oriente Próximo, eram tomadas a fim de proteger os
indivíduos e a comunidade contra a injustiça. Cada
estipulação fora baixada para proteger certos direitos e para
restaurar, por meio de compensação, o dano feito.
As leis do Antigo Testamento redigidas no Pentateuco se
originaram na esfera sagrada do Senhor, e passaram a fazer
parte da religião hebraica desde o princípio de sua
nacionalidade, quando foi firmado o pacto entre Deus e o Seu
povo. Essas leis, promulgadas com a aliança firmada no Sinai,
destinavam-se a ligar o povo de Deus e a unir as diversas
tribos e os indivíduos. Qualquer transgressão contra um
compatriota israelita era uma transgressão contra Deus.
Tanto o Antigo como o Novo Testamento fazem uma
distinção entre uma mera transgressão e uma vida
pecaminosa e pervertida. A perversidade e o crime é o modo
de vida dos ímpios, dos pecadores e dos zombadores. A vida
dessas pessoas nega a lei de Deus. Essa espécie de vida ímpia
significa rebelião contra Deus, e isso é intimamente ligado a
todas as espécies de ações injustas contra outras pessoas e que
requerem um ato de restituição como reparação pelo erro
(crime) cometido. E é precisamente essa interpretação
religiosa que predomina no Novo Testamento. Cada
transgressão é tomada como uma ofensa contra Deus.
A ideia de Restituição pode ser também entendida pelo
conceito de reparação, que aponta para a reparação de um
erro cometido. Dentro da teoria moral em geral, a reparação é
aquilo que alguma pessoa faz na tentativa de anular as más
ações antes praticadas, ou de devolver algo a alguém que a
pessoa tenha defraudado ou roubado.
A Reparação (restituição) pode ser um sinal de genuíno
arrependimento, no esforço de corrigir injustiças (Lc 19:8). A
reparação direta é necessária para aquele que está procurando
seguir pela estreita vereda espiritual. Isso deve ser feito,
sempre que possível. A reparação indireta será sempre um
bom princípio, contanto que a reparação direta se tenha
tornado impossível, pois, na realidade, não compensa nossas
vítimas pelos erros sofridos. Paulo apresentou-nos um caso de
reparação indireta, ao ordenar que aqueles que antes haviam
sido ladrões, agora dessem algo aos pobres (Ef 4:28). O Antigo
Testamento encarece esse princípio, contendo várias
estipulações acerca da reparação ou restituição, segundo se vê
em referências como Ex 22:1-11; II Sm 12:6; Pv 6:31. Quanto ao
Novo Testamento ver também Rm 13:7-8; I Co 6:1-8; Fm 18-
19; Gl 6:1.
A legislação mosaica requeria a devolução do que fosse
furtado, além de vinte por cento em compensação (Lv 6:2-7).
O trecho de Levítico 19:13 classifica os ladrões entre os
opressores. Igualmente entre estes estavam os que não
cumpriam seus acordos ou deixavam de pagar os seus
trabalhadores.

Princípios Bíblicos
Todo roubo praticado de modo intencional e deliberado
visando a satisfação dos desejos e das vantagens pessoais,
deve ser restituído com uma devolução de três a quatro vezes
de acordo com o valor e a importância do que foi roubado (Ex
22:1).
O roubo é algo tão sério que, se não houver condições do
ladrão restituir o que ele roubou, deve o mesmo ser vendido
como escravo para pagar o roubo (Ex 22:3).
Tudo aquilo que é roubado de outrem e que é mantido em
possessão pessoal deve ser restituído com uma devolução em
dobro (Ex 22:4).
Prejudicar os bens e a propriedade de outras pessoas
requer que haja uma reparação à altura do prejuízo causado
como forma de indenização, pois tal prejuízo também pode
ser considerado como roubo. Para isso, aquele que prejudicou
deve restituir o prejudicado com o melhor do que possui. Não
só devemos impedir qualquer coisa que possa prejudicar o
próximo, como não devemos encorajar ou meramente “fechar
os olhos” e legitimar atitudes desonestas contra terceiros (Ex
22:5).
Prejudicar os outros, mesmo que sem intenção, requer a
reparação do prejuízo. Às vezes, por descuido, nós
prejudicamos a vida ou os bens de algumas pessoas pelo
simples fato de não sermos cuidadosos com as ações e atitudes
que tomamos (Ex 22:6).
Somos totalmente responsáveis pela custódia dos recursos
financeiros e dos bens que outras pessoas nos confiam a nós.
Se por alguma situação adversa aquilo que nos foi confiado
for roubado, extraviado, perdido ou danificado, estaremos
isentos de responsabilidade se for comprovado diante de
Deus que não nos apossamos de nada. Porém, podemos ser
responsabilizados se for comprovado que agimos de forma
negligente e isso implicará numa reparação do erro cometido
(Ex 22:7-8).
Tomar posse de alguma coisa que é de outra pessoa sob a
alegação de que foi “achado” (achado não é roubado) não é
suficiente para comprovar a legitimidade da posse. Caso se
comprove que aquilo que está sob nossa custódia é de outrem,
é de nossa responsabilidade reparar o erro do “roubo”
cometido fazendo uma restituição em dobro. Mas o mesmo
também se aplica para aquele que fizer uma falsa acusação (Ex
22:9).
Aquele que é remunerado para guardar e zelar dos bens e
propriedade de alguém (Shomer Sachar) tem uma
responsabilidade maior do que aquele que guarda por apenas
um favor (Shomer Chinam). E nessa responsabilidade, se aquilo
que lhe foi confiado for roubado ou extraviado, deve pagar
por ela, pois é seu dever ser zeloso em seu trabalho. Mas se
ocorrer um acidente – algo inesperado que ele não teve como
evitar, embora tenha desempenhado sua função de forma
adequada – ele estará isento de culpa e de restituir a custódia
ao dono, mesmo que não haja testemunhas, mas mediante
juramento solene na presença de Deus (Lv 22:10-13).
É de inteira e total responsabilidade restituir ao seu
legítimo dono aquilo que foi tomado emprestado e que foi
danificado; pois aquele que empresta um objeto é totalmente
responsável por ele, exceto se o dano ocorrer no curso de seu
uso normal e na presença do próprio dono da custódia (Ex
22:14-15).
No Antigo Testamento (Lv 5:14-16) quando alguém por
erro ou por ignorância retinha as coisas que eram consagradas
ao Senhor (dízimos, primícias e ofertas), deveria levar ao
Senhor um carneiro sem defeito, cuja avaliação seria feita com
base no peso padrão do santuário (siclo). O siclo equivalia a 12
gramas e o peso de um carneiro adulto é em média de 150Kg.
Assim, de acordo com os valores de hoje em dia teríamos o
seguinte: 150.000g / 12 = 12.500 siclos. O valor do grama da
prata hoje está em torno de R$ 0,50. Multiplicando-se o
número de 12.500 siclos x R$ 0,50 o resultado seria de R$
6.250,00. Além disso, deveria o culpado pelo erro acrescer um
valor 20% sobre a oferta pela culpa, ou seja, R$ 1.250,00 que,
somados aos R$ 6.250,00 daria um valor de oferta igual a R$
7.500,00. Esta oferta era a restituição (reparação) por ter
violado e comido aquilo que era do Senhor – os dízimos, as
primícias e as ofertas. E este valor deveria ser dado ao
sacerdote que, após receber a oferta, procederia com a
expiação da culpa. Assim, a reparação do erro cometido contra
Deus, mesmo que por ignorância, exigia duas coisas: 1) uma
oferta de restituição e 2) uma expiação da culpa. O que
podemos, como crentes em Cristo Jesus, selados na Nova
Aliança apreender disso:
a) Não há mais a necessidade de se fazer uma expiação
pela culpa do erro cometido pois em Cristo Jesus somos
declarados justos e perdoados de nossos pecados. Logo, pelo
simples ato da confissão sincera de pecados, somos perdoados
(I Jo 1:9).

b) O perdão dos pecados não nos isenta da reparação


devida que devemos fazer para com os erros outrora
cometidos. Assim, se após sermos perdoados e justificados em
Cristo Jesus, constatarmos em nossa consciência que existem
coisas em nossa trajetória de vida que precisam ser reparadas,
é nosso dever e responsabilidade procedermos positivamente
para com elas. Seja por meio de uma restituição direta ou de
uma restituição indireta. E é esse o caminho da benção e da
prosperidade.

c) Que as coisas consagradas a Deus no seu altar (dízimos,


primícias e ofertas) são santas e respaldam de um modo claro
a honra devida que prestamos a Ele. Logo, tomálas para
usufruto pessoal significa apropriar-se indevidamente
daquilo que não é nosso, implicando em roubo. Tal ato soa
como um enorme erro de desonra que requer de nossa parte
um alto preço de reparação.
Apropriar-se indevidamente de bens que a nós são
confiados para cuidar, é incorrer em erro de injustiça para com
o próximo e pecado para com Deus. Sejam as coisas a nós
confiadas sob custódia, seja aquilo que foi extorquido, seja
algo que foi “encontrado” ou até mesmo aquilo que foi
roubado e, mediante isso, mentirmos dizendo que é nosso,
constitui-se numa apropriação indébita.
Tal erro precisa ser reparado pela restituição (devolução)
dos bens que não nos pertencem acrescido de 20% do seu
valor. E, de acordo com os preceitos do Antigo Testamento, a
pessoa que cometesse tal erro deveria fazer esta restituição ao
legítimo proprietário antes de apresentar a sua oferta pela
culpa no altar (o sacrifício de um cordeiro). Isso tudo se
aplicava, portanto, para aquelas pessoas que tomassem para
si as coisas, objetos e bens que são dos outros sob uma
alegação mentirosa. O propósito de tal princípio era o de
demonstrar o direito à propriedade individual de cada pessoa
e o profundo respeito que devemos ter para com aquilo que é
dos outros (Lv 6:1-7).
Santidade na Participação das Ofertas Sagradas (Lv
22:116): As oferendas são sagradas (dízimos, primícias e
ofertas) e precisam ser consagradas (devolvidas) ao Senhor
(v.2).
As oferendas do povo, recebidas por Deus, tornam-se
santas e consagram aqueles que a consomem. Por isso eles
devem estar em estado de santidade e pureza. Aqueles que
recebem as oferendas precisam tratar com respeito e
reverência aquilo que é apresentado no altar do Senhor pelos
seus filhos. Tal tratamento está diretamente relacionado à
forma como tais ofertas são administradas e gerenciadas. Pois
agir com displicência, impureza e irresponsabilidade para
com as coisas que são consagradas a Deus pelo Seu povo é cair
no erro de profanação da santidade do Senhor (v.2).
Aqueles que administram e gerenciam as oferendas que
são consagradas a Deus precisam ser pessoas santas, retas e
dignas. Não se pode confiar a pessoas impuras, imorais e
carnais a responsabilidade pela administração das coisas
santas do Senhor (dízimos, primícias e ofertas). E é o Senhor
quem trata com aqueles que são impuros e que põem as mãos
nas coisas santas do Seu altar (v.3).
As ofertas sagradas apresentadas diante de Deus pelo Seu
povo possuem uma finalidade: a manutenção e sustentação do
altar do Senhor no meio do Seu povo. São as ofertas sagradas
que possibilitam àqueles que ministram perante o Senhor e o
povo os recursos necessários para a sua sobrevivência e
manutenção. Por isso, é de extrema e fundamental
importância, que a santidade e a pureza estejam presentes e
evidentes na vida daqueles que oficiam perante o Senhor e que
administram e gerenciam os recursos que são apresentados no
altar. Só podem participar plenamente das ofertas aqueles que
vivem e andam em santidade diante do Senhor. Tudo aquilo
que possa contaminar ou roubar a santidade do ministro deve
ser evitado para que ele não seja privado de desfrutar das
ofertas que são apresentadas diante do altar do Senhor. O
pecado, a transgressão e a impureza nos impedem de
desfrutarmos com plenitude das bênçãos do altar de Deus (vv.
4-8).
É a obediência aos princípios e preceitos do Senhor que
nos ajudam a trilhar uma vida santidade e pureza, e que nos
livra de viver as duras consequências de nossa
pecaminosidade. Toda falta de santidade só revela uma coisa:
a desobediência para com os princípios do Senhor. E é por
causa dessa desobediência que muitos de nós tem colhido
terríveis consequências (v. 9).
No Antigo Testamento somente os sacerdotes é que
podiam comer das ofertas que eram consagradas pelos
israelitas no altar. Ele, sua família e seus dependentes tinham
o direito de usufruir das ofertas sagradas. Em tempos de Novo
Testamento a Bíblia diz que todos nós cristãos somos
sacerdotes; assim, todo cristão tem o direito de usufruir das
bênçãos das ofertas consagradas. Tanto ele, como sua família
e seus dependentes são sustentados pelas ofertas que são
apresentadas diante do Senhor. E no âmbito eclesiástico, os
sacerdotes que se dedicam de um modo pleno a ministrar
perante Deus e aos demais outros sacerdotes são dignos de
usufruir também das coisas que são consagradas a Deus (v.
10-13).
Comer aquilo que é sagrado (dízimos, primícias e ofertas),
mesmo que seja sem intenção, requer a reparação do erro
cometido, acrescido de 20% de seu valor. Isso nos mostra que
devemos tratar com seriedade, respeito e responsabilidade
com as coisas que pertencem a Deus, pois elas são santas e de
exclusividade total do Senhor (v. 14).
Os sacerdotes que ministram sobre o povo não podem
permitir e nem tolerar que o povo “coma” para si mesmo
aquilo que pertence a Deus. Tal tolerância pode prejudicar o
próprio povo, pois estão tomando para si aquilo que pertence
a Deus. Por isso, é dever do líder orientar e exortar ao povo a
serem fiéis e responsáveis com as coisas que são do Senhor
para que não sejam levados a repararem seus erros com atos
de restituição (v. 15-16).
Você precisa de restituição
“Restituir-vos-ei os anos que foram consumidos pelo gafanhoto
migrador, pelo destruidor e pelo cortador, o meu grande exército que
enviei contra vós” (Jl 3.25 – ARA).
Avalie sua vida, seu crescimento financeiro e a variação
de seu patrimônio nos últimos anos. O meu sincero desejo é
que você tenha evoluído consideravelmente e que a
prosperidade de Deus tenha se manifestado poderosamente
em sua vida. Porque é uma grande contradição você ser
lavado e remido pelo sangue de Jesus e desfrutar do pior desta
Terra. É uma grande contradição você ser filho de Deus e
receber em sua vida a escassez, a ruína e a miséria. Logo, se
você não está experimentando o melhor desta Terra, precisa
de restituição.
É muito interessante perceber a profundidade do texto,
que nos remete a uma ação de Deus sobre aqueles que não o
honram com suas finanças, ou seja, com o melhor de sua
renda. Se você for ao início do livro de Joel, poderá verificar
que Deus traz um juízo sobre seu povo, que se manifestou
principalmente na vida financeira. Trazendo o texto para os
dias de hoje diríamos que as empresas faliram, os bancos
fecharam, os negócios não deram certo, as casas compradas
tiveram que ser devolvidas, os carros foram apreendidos por
falta de pagamento. Esta é a síntese do texto de Joel 1.1-12.
É interessante notar que não foi o diabo, não foram os
demônios, não foi a má administração, não foi a falta de
capacidade que levou aquele grande exército a destruir tudo,
mas foi Deus. Há um texto que consolida esse pensamento:
“Cortada está da Casa do Senhor a oferta de manjares e a libação; os
sacerdotes, ministros do Senhor, estão enlutados” (Jl 1.9 – ARA).
A razão do fracasso financeiro do povo de Israel está
ligada à ausência de honra ao Senhor Deus Todo-Poderoso.
Grande foi a ruína, a miséria e a escassez que se manifestou
no meio do povo de Israel.
Você acha que foi o diabo quem faliu a sua empresa? Foi
Deus quem faliu. Você precisa de restituição! Você culpa seu
sócio por tudo o que aconteceu com a sua família, pela
quantidade de dinheiro que perdeu, porque ele lhe deu um
golpe? Não foi seu sócio, foi Deus. Ele permitiu que seu sócio
fizesse tudo e você nem percebesse. Você precisa de
restituição!
Você comprou um imóvel com muito sacrifício, juntou um
dinheiro, deu entrada, começou a pagar as prestações, mas
agora muitas estão atrasadas e você está quase perdendo sua
casa. Isso aconteceu porque Deus tem um propósito para a sua
vida, porém você quis caminhar na direção de sua própria
vontade, então Ele disse: “Pode ir”. E um grande exército foi
enviado contra você, por isso está quase perdendo o imóvel.
Você precisa de restituição!
É importante você ter consciência de que no passado
desonrou a Deus, deixou de ministrar a Deus, e essa atitude
trouxe o juízo d’Ele, fez com que Ele enviasse o grande
exército de gafanhotos contra a sua vida.
Depois do fracasso, depois de qualquer derrota financeira,
ainda que você esteja amargando uma escassez sem
precedentes, Deus deseja fazê-lo crescer, e com certeza haverá
restituição. Deus quer trazer de volta para a sua vida tudo o
que você perdeu; tudo o que os gafanhotos levaram Deus
deseja restituir em sua vida. Esse é um princípio que Ele quer
aplicar em sua vida o mais rápido possível.
Deus quer fazer uma reparação de tudo aquilo que você
perdeu em sua vida. Se você estiver disposto, Deus vai fazer
de uma forma que ninguém entende. Porque Ele sabe que
você precisa de restituição, sabe que você precisa entrar em
um novo nível de sua vida financeira, sabe que você está
aprendendo como servi-lo. Ele sabe que você sempre desejou
manter um relacionamento claro e transparente com Ele.

Deus quer trazer restituição


“Se quiserdes e me ouvirdes, comereis o melhor desta terra” (Is
1.19 – ARA).
Deus está interessado em produzir na sua vida algo novo,
um novo tempo em suas finanças. Você precisa crer nessa
verdade, precisa se apossar dela. A proposta de Deus é
maravilhosa, é poderosa, basta você querer. Você precisa
ouvir e receber as instruções de Deus em sua vida. Essas
instruções hão de habilitar você para este tempo que o próprio
Deus deseja trazer sobre a sua vida.
Chega de vergonha! A pior coisa é ver crente passando
vergonha por causa de dinheiro, sendo envergonhado porque
o banco está ligando para cobrar, o agiota está ameaçando,
porque tem o nome sujo no SPC e não pode comprar nada,
tem que pedir emprestado, usar o nome de alguém. Mas o
tempo da vergonha acabou! “E comereis abundantemente e vos
fartareis, e louvareis o nome do Senhor vosso Deus, que procedeu
para convosco maravilhosamente; e o meu povo nunca mais será
envergonhado. E vós sabereis que eu estou no meio de Israel, e que
eu sou o Senhor vosso Deus, e que não há outro; e o meu povo nunca
mais será envergonhado” (Jl 2.26-27).
Há alguns anos, quando Deus começou a mudar a minha
história, a minha família começou a me condenar: “Você está
doido, agora você dá dízimo, dá oferta em todos os cultos.
Agora você inventou as primícias”. Eu disse: “O dinheiro é
meu, eu dou até as cuecas se eu quiser”. Eles achavam que eu
estava louco.
As pessoas acham que somos loucos e dizem: “Você está
dando dinheiro para o pastor, veja o carrão dele. Ele está
roubando você, seu trouxa”. Mas a prosperidade de seu pastor
vai ser a sua prosperidade.
Eu creio que a restituição de Deus precisa chegar até você,
porque você precisa da empresa, do carro, de seu emprego, de
seus recursos de volta. Você precisa entrar no nível de
restituição que Deus promete em sua palavra.
Eu creio que a restituição de Deus precisa chegar até você,
porque você não aguenta mais viver “na pendura”, no cheque
especial. Eu tenho certeza de que você deseja algo mais, de que
deseja algo muito maior para a sua vida financeira.
Eu creio que a restituição de Deus precisa chegar até você,
porque quando os gafanhotos entraram em sua vida,
destruíram muita coisa, destruíram muitos bens que você
conquistou com sacrifício, e Deus sabe disso. Creio que a
restituição está chegando, e você precisa querer viver este
tempo de Deus para a sua vida.
É muito claro que a restituição é uma necessidade, e você
precisa urgentemente dela. Trate isso como prioridade:
restituição de Deus. É claro que há um caminho a seguir, mas
nada além daquilo que você pode fazer e realizar.
Faça o caminho de volta
O roubo em sua vida foi consequência de uma escolha
pessoal, um caminho que você tomou em algum momento de
sua vida. Houve dias em que você caminhou na direção
oposta aos mandamentos do Senhor, na direção oposta ao que
Deus ordenou em sua Palavra. Por ter ido tão longe, agora
você precisa simplesmente fazer o caminho de volta.
Um dos grandes erros dos evangélicos é acreditar que
para tudo há uma poção mágica. Não existe poção mágica.
Deus não quebra princípios. O arrependimento remove o
pecado, mas não remove a consequência. O perdão restaura a
oportunidade, mas não restaura a confiança… você precisa
demonstrar para Deus que é confiável. Se você defraudou, a
restituição virá, mas a reparação precisa ser feita, você precisa
reparar o dano.
A sua restituição virá da parte de Deus quando você
restituir tudo o que roubou de Deus e dos homens. Quando
você desonrou a Deus com dízimos e ofertas, isso foi roubo.
Deus quer repreender a maldição que veio sobre a sua
vida financeira, a maldição que arrancou de suas mãos o que
você possuía. Deus deseja fazer isso, deseja se mover em seu
favor, mas preste atenção neste texto: “Agora, pois, suplicai o
favor de Deus, que nos conceda a sua graça; mas, com tais ofertas nas
vossas mãos, aceitará ele a vossa pessoa? – diz o Senhor dos
Exércitos” (Ml 1.9 – ARA).
Você pode suplicar, pode clamar, pode até pedir que Deus
mude a sua vida financeira, mas se não mudar suas atitudes,
nada acontecerá. Se não mudar as suas ofertas, se não mudar
como você ministra a Deus, nada acontecerá em sua vida,
nada mudará em sua existência. À medida que você mudar a
sua postura, Deus também poderá mudar a d’Ele.
Se você quer ver a bênção de Deus sobre a sua vida e
nunca mais passar vergonha, precisa fazer uma reparação no
altar de Deus. Você precisa decidir eliminar de sua vida os
roubos que foram feitos no passado.
Toda vez que você pega algo indevidamente, consciente
ou não, defraudou alguém. Por exemplo: se você trabalhava
em uma loja e roubava peças de roupa, se você foi a uma
biblioteca e levou livros escondidos na mochila, vai precisar
fazer uma reparação para que haja prosperidade para sempre
em sua vida. Vai ter que fazer o caminho de volta. Se um
ladrão rouba dez barras de chocolate em um mercado e se
converte, o que ele precisa fazer? Precisa confessar o pecado.
O Senhor vai perdoá-lo? É claro que sim, agora ele está limpo.
Contudo, ele precisa fazer uma reparação. Ele precisa fazer o
caminho de volta, procurar quem de direito e levar o dinheiro
das barras de chocolate e fazer a restituição. Se não fizer isso,
terá um caráter deformado para o resto da vida. Ele nunca vai
experimentar uma vida de sucesso e prosperidade.
Isso se aplica aos dízimos e ofertas. Quando alguém, por
erro ou ignorância, retinha as coisas que eram sagradas ao
Senhor (os dízimos, as ofertas de primícias e as ofertas de
honra), tinha que fazer reparação no altar do Senhor.

O caminho da reparação
“E falou o Senhor a Moisés, dizendo: Quando alguma pessoa
cometer uma transgressão, e pecar por ignorância nas coisas sagradas
do Senhor [dízimos, ofertas e ofertas de primícias], então trará ao
Senhor pela expiação, um carneiro sem defeito do rebanho, conforme
à tua estimação em siclos de prata, segundo o siclo do santuário, para
expiação da culpa” (Lv 5.14-15).
O que é pecar por ignorância? É você cometer um erro sem
saber que aquilo era pecado ou erro. Por exemplo: quando
você entregou seu dízimo, mas não entregou com honra, você
pecou. Pecou por ignorância, mas pecou. Caim desonrou a
Deus porque deu o resto, colocou Deus na fila. Você precisa
inverter esse princípio quando receber seu dinheiro: separe
seu dízimo, as ofertas dos cultos e a oferta de primícias. O
restante Deus vai multiplicar, vai fazer
abundar poderosamente.
Mas se você pega seu dinheiro e primeiro atende às suas
necessidades e depois leva o resto para Deus, está pecando,
está desonrando o tesouro do Senhor. A Bíblia diz que quando
uma pessoa comete esse tipo de pecado, tem que fazer uma
oferta de restituição. Naquela época tinha que levar um
carneiro sem defeito, e o sacerdote ia avaliar o carneiro. “Assim
restituirá o que pecar nas coisas sagradas, e ainda lhe acrescentará a
quinta parte [vinte por cento], e a dará ao sacerdote; assim o
sacerdote, com o carneiro da expiação, fará expiação por ele, e ser-
lheá perdoado o pecado” (Lv 5.16).
Se você tem consciência de que já defraudou a casa do
Senhor, de que já desonrou a Deus nas ofertas, nas primícias e
nos dízimos, precisa fazer uma reparação no tesouro da casa
do Senhor.

A oferta da restituição
A oferta de restituição era um ato de reparação por
alguém haver violado e comido aquilo que era do Senhor: os
dízimos, as primícias e as ofertas de honra voluntária. Esse
valor deveria ser dado para o sacerdote, que, após receber essa
oferta, procederia com a expiação da culpa.
Se você quer ser totalmente liberto, curado na área
financeira, vai ter que fazer algumas reparações. Reparar o
que você fez de errado lá fora no mundo de onde você veio e
na casa do Senhor. É preciso tomar atitudes para receber de
Deus toda a restituição que você necessita.
O roubo dos filisteus
“Os filisteus, pois, tomaram a arca de Deus e a trouxeram de
Ebenézer a Asdode. Tomaram os filisteus a arca de Deus, e a
colocaram na casa de Dagom, e a puseram junto a Dagom” (1 Sm
5.1-2).
Quem eram os filisteus? Eram os maiores inimigos do
povo de Deus. E o que eles fizeram? Tomaram a arca, que era
fruto de oferta do povo em Israel. O povo ofertou ouro e
madeira, e os peritos fizeram a arca da aliança, que era uma
caixa de acácia forrada de ouro por dentro e por fora. Em cima
havia um tampo que se chamava propiciatório e dois
querubins de ouro puro.
Os filisteus tocaram naquilo que era do Senhor, pegaram
o fruto da oferta, as coisas consagradas ao Senhor. Veja o que
aconteceu: “Porém a mão do Senhor se agravou sobre os de
Asdode, e os assolou; e os feriu com hemorroidas, em Asdode
e nos seus termos” (1 Sm 5.6).

Hemorroidas: a doença do roubo


Todos na cidade estavam doentes, todos com
hemorroidas, desde o bebê de peito até o mais velho. Qual foi
o resultado dessa assolação? Todos pararam de trabalhar,
pararam de produzir, os exércitos não podiam mais patrulhar
as cidades conquistadas e estavam completamente
vulneráveis. Por conseguinte, a miséria, a pobreza e a
desgraça assolaram a cidade de Asdode. Ninguém mais
produzia, ninguém mais conseguia cumprir suas tarefas
pessoais. Os filisteus simplesmente travaram. Muito
provavelmente eles pensaram que por ter pegado a arca
teriam algum proveito pessoal, o que na prática não se
verificou.
Este é o equívoco que algumas pessoas cometem: pensam
que se não derem os dízimos, as ofertas e as primícias
ganharão esses recursos, mas isso é um engano é terrível,
porque simplesmente tocaram naquilo que não lhes pertence,
tocaram no que pertence a Deus. Dessa forma, as
consequências se manifestam impiedosamente, porque os
princípios não podem ser quebrados.
Diante dessa situação, o conselho da cidade se reuniu e
tomou uma decisão: “Por isso enviaram mensageiros e
congregaram a si todos os príncipes dos filisteus, e disseram: Que
faremos nós da arca do Deus de Israel? E responderam: A arca do
Deus de Israel será levada até Gate. Assim levaram para lá a arca do
Deus de Israel” (1 Sm 5.8).
De Gate a arca foi para Ecrom, e em cada cidade por onde
a arca de Deus passava a mão do Senhor ia contra ela, e o
vexame era terrível, pois ninguém podia escapar do flagelo de
Deus. O pavor cercou o povo, que começou a se desesperar
por causa da situação em que estava. Ninguém sabia o que
fazer com a arca de Deus, então ela foi de cidade em cidade.
“E os homens que não morriam eram tão atacados com hemorroidas
que o clamor da cidade subiu até o céu” (1 Sm 5.12).
O que aconteceu? Eles roubaram aquilo que pertencia ao
tesouro do Senhor, colocaram a mão naquilo que era sagrado.
Não era uma simples arca, era fruto de oferta, era consagrado
para Deus. Nunca coloque as suas mãos nos dízimos, nas
ofertas e na oferta de primícias, porque são coisas sagradas e
santas para Deus.
Os filisteus devolvem a arca
“Havendo, pois, estado a arca do Senhor na terra dos filisteus
sete meses…” (1 Sm 6.1).
Os príncipes dos filisteus se reuniram, porque a situação
estava insustentável. Ninguém sabia como devolver a arca,
como arrancar a maldição que se instalara na vida do povo.
Decidiram chamar os feiticeiros porque provavelmente eles
tinham uma ideia do que deveria ser feito. “… os filisteus
chamaram os sacerdotes e os adivinhadores, dizendo: Que faremos
nós com a arca do Senhor? Fazei-nos saber como a tornaremos a
enviar ao seu lugar. Os quais disseram: Se enviardes a arca do Deus
de Israel, não a envieis vazia, porém sem falta enviareis uma oferta
para a expiação da culpa; então sereis curados, e se vos fará saber
porque a sua mão não se retira de vós” (1 Sm 6.2-3).
Um bando de feiticeiros, sem nenhum compromisso com
Deus, sem nenhuma aliança com Ele, inimigos do seu povo,
conhecia os princípios divinos da restituição que Moisés
escreveu no livro de Levítico. Eles deixaram claro como a
situação poderia ser resolvida: fazendo uma oferta.
Você está entendendo por que há tanta gente vivendo na
pobreza dentro da igreja, por que há tanta gente que é contra
falar sobre dinheiro na igreja? As pessoas odeiam que se fale
de prosperidade, elas não querem ouvir o que Deus está lhes
ministrando. Elas rejeitam o conhecimento de Deus, por isso
Ele as rejeita.
Você precisa se tornar uma pessoa fiel, porque a partir da
sua decisão Deus vai escancarar portas, projetos, vai restituir
muita coisa para você. Deus vai arrancar de sua vida tudo o
que está lhe paralisando. Daqui a cinquenta anos você vai
dizer: “Eu fiz um concerto para honrar o meu Deus. Fui fiel
com os meus dízimos, com as minhas ofertas, com as minhas
primícias, e o Senhor mudou para sempre a minha sorte”.
Você vai poder ministrar às gerações no futuro a grande
mudança que Deus operou em sua vida. Se Deus curou um
povo que era ruim e inimigo de Israel, não vai curar e libertar
você?
“Então disseram: Qual é a expiação da culpa que lhe havemos de
enviar? E disseram: Segundo o número dos príncipes dos filisteus,
cinco hemorroidas de ouro e cinco ratos de ouro; porquanto a praga
é uma mesma sobre todos vós e sobre todos os vossos príncipes” (1
Sm 6.4). Na verdade, não houve só hemorroidas, mas também
uma praga de ratos. Deus estava destruindo toda a nação dos
filisteus, mas quando eles fizeram a reparação, Deus os curou
instantaneamente.
Você quer ver uma cura sobrenatural, quer ver
restauração sobrenatural na sua história a partir de hoje? Faça
para Deus uma oferta de restituição, uma oferta que vai
arrancar a vergonha de sua vida. A oferta de restituição vai
liberar sua vida da vergonha. Como já disse anteriormente,
toda vergonha veio sobre a sua vida porque em algum
momento você fez como os filisteus, tocou no que é sagrado,
no que pertence ao Senhor, e as consequências não
demoraram a aparecer.
Eu creio que você tem uma oportunidade singular ao
receber este ensino e poder tomar a decisão de mudar de rota.
Ao levar à casa de Deus uma oferta de restituição, essa atitude
vai abrir os céus sobre a sua vida, vai repreender as perdas
que você teve e impedir que continue a amargar os fracassos
financeiros que experimentou até hoje.
Fatores que impedem a prosperidade
O desejo do coração de Deus é fazer com que a
prosperidade se manifeste em sua vida, é tornar a promessa
d’Ele uma realidade para você. Deus quer ver você prosperar
abundantemente, eu creio nisso. Contudo, existem agentes
que, se forem incorporados ao seu cotidiano, fatalmente se
transformarão em problemas e impedirão você de desfrutar
de tudo o que o Pai preparou para a sua vida.
Rejeitar a instrução
“Não cesses de falar deste Livro da Lei; antes, medita nele dia e
noite, para que tenhas cuidado de fazer segundo tudo quanto nele está
escrito; então, farás prosperar o teu caminho e serás bemsucedido” (Js
1.8 – ARA).
A prosperidade e o sucesso estão ligados ao cumprimento
total dos preceitos da Palavra de Deus. Eles estão vinculados
aos mandamentos que Deus já deu em sua Palavra. Permita
que os ensinamentos de Deus façam parte de seu dia a dia,
sejam a bússola de sua vida.
Preguiça
“Não ames o sono, para que não empobreças; abre os teus olhos,
e te fartarás de pão” (Pv 20.13).
Eu tenho uma preocupação muito grande hoje com a
entrega total dos jovens ao trabalho do Senhor. Muitos, por
preguiça e comodismo, com a desculpa de que querem se
dedicar ao Senhor, deixaram seus empregos e seus estudos.
Esse comportamento contradiz a Palavra de Deus.
Sabemos que Deus quer ser o Senhor do nosso país, mas
como Ele fará isso? Com um passe de mágica? Não é assim
que Deus trabalha! Ele sempre trabalha em cooperação com os
homens. O nosso país só será entregue nas mãos do Senhor
Jesus quando os seus filhos assumirem as melhores posições
como empresários, médicos, advogados, procuradores, juízes,
vereadores, prefeitos, deputados, senadores e presidentes da
república. Para isso é necessário trabalhar e estudar. Avareza
“Ao que distribui mais se lhe acrescenta, e ao que retém mais do
que é justo, é para a sua perda” (Pv 11.24).
A avareza é uma atitude do coração. Quando uma pessoa
não é avarenta, está sempre pronta a dar liberalmente. Ela não
faz isso somente quando fica emocionada com a mensagem de
ofertas ou quando o pregador lhe agrada. Seu coração está
sempre disponível para dar.
Lembre-se: a lei do reino de Deus é diferente da lei do
mundo. No mundo você espera receber para depois dar. Na
lei do reino de Deus primeiro você dá, depois recebe. “Dai, e
ser-vos-á dado; boa medida, recalcada, sacudida e transbordado, vos
deitarão no vosso regaço; porque com a mesma medida com que
medirdes também vos medirão de novo” (Lc 6.38).

Esquecer de agradecer a Deus


“Não digas, pois, no teu coração: A minha força e o poder do meu
braço me adquiriram estas riquezas. Antes, te lembrarás do Senhor,
teu Deus, porque é Ele o que te dá força para adquirires riquezas; para
confirmar a sua aliança, que, sob juramento, prometeu a teus pais,
como hoje se vê” (Dt 8.17-18 – ARA).
A ingratidão é uma marca no caráter das pessoas que
fecha portas poderosas que poderiam ser abertas se a gratidão
fosse à frente. Deus deixa claro nesse texto que a gratidão deve
ser uma marca no caráter, porque Ele é quem tem o poder de
trazer a prosperidade na vida do ser humano.
Maldições hereditárias
Muitos cristãos estão vivendo sua vida financeira debaixo
de maldição. Como é possível, se a Palavra de Deus afirma em
Gálatas 3.13 que Jesus já levou na cruz do calvário todas as
maldições? Sim, é verdade, contudo há atitudes que você
precisa tomar para que as reivindicações satânicas sejam
completamente anuladas em sua vida, sejam completamente
arrancadas e removidas de sua agenda pessoal.
Maldições atuais
Outros cristãos, por desconhecimento da Palavra de Deus,
acabam atraindo maldição, ainda hoje, sobre a sua vida
financeira. A Bíblia diz: “Com maldição sois amaldiçoados, porque
a mim me roubais, sim, toda esta nação” (Ml 3.9). Não adianta
você dizer: “Jesus já levou na cruz todas as minhas maldições”
se não entregar seu dízimo e sua oferta. Você está atraindo
maldição sobre a sua vida.
E essa maldição não termina quando você ora e pede
perdão a Deus; ela só termina quando você entrega seu dízimo
e sua oferta.
“A morte e a vida estão no poder da língua; e aquele que a ama
comerá do seu fruto” (Pv 18.21).
Há poder nas nossas palavras, para morte ou para vida.
Toda palavra que sai de nossa boca é usada ou por Satanás ou
pelo Espírito Santo. Não há palavra perdida. Toda palavra
torpe ou maldita é usada pelo diabo para transformá-la em
produto contra nós ou contra a pessoa para quem ela foi
pronunciada. Toda palavra de bênção é usada pelo Espírito
Santo de Deus para transformá-la em produto para abençoar
nossa vida ou aqueles a quem abençoamos. Quantas vezes,
apesar de o Espírito Santo morar em seu interior, você usou
sua boca e lançou palavras de maldição contra as suas
finanças?
Aproveite este momento para desfazer toda sentença
lançada pela sua boca, trazendo maldição sobre suas finanças.
Comece a abençoar a sua vida financeira, seu salário, seu
patrão, seu negócio, etc., e Deus converterá a maldição em
bênção na sua vida.
Sonegar impostos
As leis foram feitas para serem obedecidas. Se não ferirem
seu relacionamento com Deus, elas precisam ser regiamente
respeitadas.
Em Mateus 22.17-21 Jesus deixa claro a importância de
pagar impostos e caminhar de acordo com as leis do país:
“Dai, pois, a César o que é de César e a Deus o que é de Deus” (v. 21
– ARA). Qualquer forma de burlar a lei – caixa dois na
empresa, trabalhar sem registro, não emitir nota fiscal,
contratar empregados sem registro… – vai atrair sobre sua
vida impedimentos para sua prosperidade, porque você
estará fora dos padrões de Deus. “Portanto daí a cada um o que
deveis: a quem tributo, tributo; a quem imposto, imposto; a quem
temor, temor; a quem honra, honra” (Rm 13.7).
Sociedade com pessoas erradas
Há cristãos que embarcam em uma canoa furada por duas
razões: por desconhecimento e por desobediência. Você não
pode se associar com quem não está na mesma fé, com quem
não serve o mesmo Deus. Você está recebendo ensinamentos,
está sendo ministrado, guiado pelo Espírito Santo e não pode
se dar ao luxo de entrar em um jugo desigual. “Não vos
prendais a um jugo desigual com os infiéis; porque, que
sociedade tem a justiça com a injustiça? E que comunhão tem
a luz com as trevas?” (2 Co 6.14). Você não deve fazer
sociedade com qualquer pessoa (incluindo parentes) que não
tem Jesus como Senhor de sua vida.
Em Marcos 4.26-27 lemos: “O reino de Deus é assim como se
um homem lançasse semente à terra. E dormisse, e se levantasse de
noite ou de dia, e a semente brotasse e crescesse, não sabendo ele
como”. Jesus não tratou simplesmente da questão da oferta,
mas definiu uma lei que rege todo o reino de Deus: a lei da
semeadura. Tudo o que você pensar a respeito do reino de
Deus está debaixo dessa lei. “Não erreis: Deus não se deixa
escarnecer; porque tudo o que o homem semear, isso também ceifará”
(Gl 6.7).

Sua atitude trará a restituição


Eu tenho certeza de que todo este ensino há de resultar na
restituição de suas perdas. A sua atitude de fazer reparação
poderá impactar o coração de Deus, porque nada é mais
precioso do que viver a vida abundante de Deus.
Quero convidar você a examinar a vida de um homem que
pode abençoá-lo e mostrar-lhe o caminho da
reparação/restituição.
“E tendo Jesus entrado em Jericó, ia passando. E eis que havia ali
um homem chamado Zaqueu; e era este um chefe os publicanos, e era
rico. E procurava ver quem era Jesus, e não podia, por causa da
multidão, pois era de pequena estatura. E, correndo adiante, subiu a
um sicômoro para o ver; porque havia de passar por ali. E quando
Jesus chegou àquele lugar, olhando para cima, viu-o e disse-lhe:
Zaqueu, desce depressa, porque hoje me convém pousar em tua casa”
(Lc 19.1-7).
Aqui vemos algo muito interessante: o mesmo Jesus que,
ao entrar em Jericó, se preocupou com o cego que estava
mendigando (Lc 18.35) é o mesmo Jesus que se preocupa com
o rico. Jesus viu a atitude de Zaqueu, e a sua atitude vai
determinar a ação de Deus em sua vida. Eu creio que a sua
atitude, o seu desejo de agradar a Deus e cumprir os seus
ensinamentos, vai conduzir você a um nível de resposta quase
instantâneo. Quando Zaqueu correu para a árvore, ele estava
dizendo que precisava da restituição de Deus, porque, embora
fosse filho de Abraão e rico, estava sem a prosperidade em sua
vida. Deus se moveu na direção de Zaqueu porque sabia que
ali havia um coração sedento por acertar, por agradar a Deus
e por cumprir os seus ensinamentos.
“E, levantando-se Zaqueu, disse ao Senhor: Senhor, eis que eu
dou aos pobres metade dos meus bens; e, se nalguma coisa tenho
defraudado alguém, o restituo quadruplicado” (Lc 19.8). Então Jesus
respondeu: “Está amarrado, Zaqueu, isso é coisa daquele velho gagá,
Moisés, ele estava doido”. Foi isso que Jesus disse para Zaqueu? Não,
Jesus ratificou para ele o princípio da restituição: “Hoje veio a
salvação a esta casa, pois também este é filho de Abraão” (Lc 19.9).
Aqui há um problema teológico para resolver. Jesus não
podia salvar Zaqueu ali, pois Ele ainda não tinha morrido.
Zaqueu só podia ser salvo depois da morte de Jesus na Cruz,
com o derramamento do seu sangue. No aramaico e no grego
esse versículo está assim: hoje houve libertação nesta casa.
De que Zaqueu foi liberto? Da prática do roubo. A sua
geração iria ser totalmente restaurada, eu acredito que ele
tenha sido salvo, restaurado e foi para o céu. Mas ali, quando
Jesus pronunciou: “Hoje veio salvação”, Ele estava dizendo:
“Hoje houve libertação, porque este homem também é filho
de Abraão”.
Só faz reparação quem é filho de Deus, quem ama a Bíblia,
quem quer ver a sua história mudada para sempre. Jesus
estava se referindo a Abraão como pai e Zaqueu como filho:
este também é descendente de Abraão. E se você é filho de
Deus, professa Jesus como Salvador e Senhor, precisa fazer
uma reparação de tudo aquilo que defraudou da casa do
Senhor. E você sabe o que fez.
A sua atitude de receber este ensino e fazer reparação vai
lhe trazer a restituição de tudo o que foi roubado em sua vida.
Todo espírito que está amarrando a sua vida, que está
prendendo você, que está levando você a viver na miséria, na
ruína e na escassez. Deus quer trazer a salvação em sua casa.
Deus quer trazer a restituição em sua vida.
O nível de restituição que você precisa está diretamente
ligado à atitude que terá diante deste ensino, diante dos
comandos que Deus está lhe propondo por meio deste livro.
Creio que você alçará voos tremendos e poderosos em Deus
porque nada poderá detê-lo quando começar a obedecer a
Deus. Prepare-se, porque a sua atitude trará restituição.
Capítulo 10

alvez nunca se tenha falado


tanto sobre voto como nos dias atuais. É
comum nas igrejas, principalmente no
movimento neopentecostal, os
pregadores levarem o povo a
fazer votos com Deus.
Seria o voto uma novidade?
Biblicamente não. Esta prática foi muito usada durante
toda jornada de Israel pelo deserto.
O que é voto? Numa ilustração bem simples, voto é uma
aliança entre duas pessoas, é um tipo de contrato onde cada
um se compromete a cumprir sua parte e caso uma das partes
quebre o acordo desobriga a outra de cumprir o acordado.
A primeira referência sobre o tema encontra-se em Gn.
28.20, 21 quando Jacó, estando passando por uma fase difícil
de sua vida, lança mão desse recurso para firmar um
compromisso com Deus, obrigando-se através do voto a
dizimar tudo aquilo que Deus lhe desse.
“Fez também Jacó um voto, dizendo: Se Deus for comigo e me
guardar neste caminho que vou seguindo, e me der pão para comer e
vestes para vestir, de modo que eu volte em paz à casa de meu pai, e
se o Senhor for o meu Deus”.
No voto Jacó a parte de Deus era ser com ele em sua
peregrinação, guarda-lo, suprir suas necessidades de
alimento, vestimenta e o trazer de volta à casa de seus pais.
Jacó fez um voto bem especificado. Em contrapartida, se
obrigava a ser um dizimista fiel.
Deus aceitou este acordo. Durante toda sua peregrinação,
Deus esteve presente cumprindo sua parte no acordo e com
certeza Jacó também foi fiel.
Passando mais de 30 anos, Deus aparece a Jacó para
lembra-lo daquele compromisso e reafirmar sua fidelidade
para com ele.
Passados mais de 30 anos, Deus aparece a Jacó para
lembra-lo daquele compromisso e reafirmar sua fidelidade
para com ele.
“Eu sou o Deus de Betel, onde ungiste uma coluna, onde me
fizeste um voto; levanta-te, pois, sai-te desta terra e volta para a terra
da tua parentela”. GN. 31.13.
Esse recurso somente foi usado em situações extremas.
Voto não é uma brincadeira que se pode fazer a qualquer
momento e por qualquer motivo.
Muitas vezes quando oramos, jejuamos e não vemos nada
acontecer um voto ao Senhor é o recurso mais recomendável
para quem tem urgência em obter a resposta de Deus. Porém,
é fundamental entender que este recurso só deve ser usado em
casos extremamente sérios.
A exemplo de muitos crentes, o salmista Davi era
apressadinho para receber bênçãos de Deus; e suas orações
dizia:
“Mas tu, Senhor, não te alongues de mim; força minha
apressate em socorrer-me”. Sl. 22.19.
“Digna-te, Senhor< livra-me; Senhor, apressa-te em meu
auxílio”. SL. 40.13.
“Apressa-te, ò Deus, em me livrar; Senhor, apressa-te em
socorrer-me. Eu, porém, estou aflito e necessitado; apressa-te em me
valer, ó Deus. Tu és o meu amparo e o meu libertador; Senhor, não te
detenhas”. Sl.70.1-5.
“Ó Deus, não te alongues de mim; meu Deus, apressa-te em
socorrer-me”. Sl 71.12.
O imediatismo tem sido um dos grandes motivos que leva
as pessoas a votarem.
Se quisermos respostas urgentes, o voto pode ser uma
saída, mas temos que ter cuidado de não banalizar esse
recurso e acabar deixando de cumprir pela quantidade de
votos que fazemos.
Como vimos, Davi era imediatista, no entanto, usava esse
recurso com responsabilidade.
“De ti vem o meu louvor na grande congregação; pagarei meus
votos perante os que temem”. Sl. 22.25.
“ Sobre mim estão os votos que te fiz, o Deus: eu te oferecerei
ações de graças”. Sl. 56.12
“ Assim cantarei louvores ao teu nome perpetuamente, para
pagar os meus votos de dia em dia”. Sl. 61.8.
“ Entregarei em tua casa com holocaustos; pagar-te-ei os meus
votos”. SL. 63.13.
Davi não somente usou este recurso, mas aconselha àqueles que
confiam no Senhor a fazer o mesmo.
“Fazei voto, e pagai-os ao Senhor, vosso Deus; tragam
presentes, os que estão em redor dele, àquele que deve ser temido”;
SL. 76.11
“Oferece a Deus por sacrifício ações de graças, e paga ao
Altíssimo os teus votos”. SL. 50.14.
Como o voto sempre foi recurso usado em ocasiões de
necessidades urgentes, Davi somente fez uso do voto nestas
situações.
“ votos que meus lábios pronunciaram e minha boca prometeu,
quando eu estrava na angústia”. Sl. 66.14.
É comum aos crentes participarem de campanhas em
denominações diversas e fazerem votos com Deus. O maior
problema é que não cumprem.
Existem pessoas que se der uma vasculhada em sua casa,
encontrarão mais envelopes de votos que imaginam.
Sobre isso o rei Salomão diz:
“Laço é para o homem dizer precipitadamente: É santo; e, feitos
os votos, então refletir”. PV. 20.25.
Há aqueles que só veem que não cumprirão o voto depois
de terem feito. Deus não aceita isso.
Há aqueles que só vem que não cumprirão o voto depois
de ter feito. Deus não aceita isso.
“Quando a Deus fizer algum voto, não tardes em cumpri-lo;
porque não se agrada de tolos; o que votares, paga-o. Melhor é que
não votes do que votes e não pagues”. Ec.5.4,5
Na visão que relatei no capitulo um, pode ver o porquê
das orações de muitos não serem atendidas; Votos não
cumpridos.
A pior amarração na área financeira é não cumprir votos ao
Senhor. Vejamos o que diz Ec.5.6:
“Não deixe que suas próprias palavras o façam pecar.
Assim você não terá de dizer ao sacerdote que o que você
queria dizer não era bem aquilo. Para que fazer Deus ficar
irado com você? Porque deixar que ele destrua as coisas que
você conseguiu com seu trabalho?
Voto não cumprido pode fazer com que a mão de Deus se
volte contra aquele que vota.
Toda vez que alguém quebra um contrato, não só
desobriga a oura parte a cumprir, como está sujeito penas.
Deixe de cumprir voto com Deus é anular a bênção.
“Tu orarás a ele, e ele te ouvirá; e pagarás os teus votos”.
Jó.22.27
“Quando um homem fizer voto ao Senhor, ou jurar, ligando-se
com obrigação, não violará a sua palavra; segundo tudo o que sair da
sua boca fará”. Nm.30.2
Vida financeira amarrada nem sempre é feitiçaria.
Quando se trata de pessoas que não conhecem ao Senhor, é
uma situação, mas quando se trata de um cristão, é necessário
atentar para ver se não há votos sem cumprir.
O Senhor requer o voto quando fazemos e não
cumprimos. Muitas vezes as dificuldades podem ser uma
cobrança de Deus por ter abençoado e a pessoa não ter
cumprido o voto.
“Quando fizeres algum voto ao Senhor teu Deus, não tardarás
em cumpri-lo; porque o Senhor teu Deus certamente o requererá
de ti e em ti haverá pecado. Se, porém, te abstiveres de fazer voto, não
haverá pecado em ti”. Dt. 23. 21, 22
Um dos exemplos mais marcantes de homem que fez um
voto ao Senhor Jefté, jamais havia imaginado que seria sua
filha a sair ao seu encontro quando votou ao Senhor.
“ E Jefté fez um voto ao Senhor e disse: Se totalmente deres aos
filhos de Amom na minha mão, aquilo que, saindo da porta de minha
casa, me sair ao encontro, voltando eu dos filhos de Amom em paz,
isso será do Senhor e o oferecerei em holocausto”. Jz. 11. 30, 31 Uma
vez que tinha votado, não podia voltar atrás.
“Logo que ele a viu, rasgou as suas vestes, e disse: ai de mim,
filha minha! Muito me abateste: é tu a causa da minha desgraça!
Pois eu fiz, um voto ao Senhor, e não posso voltar atrás.”
Jz.11.35.
Ninguém é obrigado a fazer voto, mas feito não importa a
situação que nos envolvemos, temos que cumprir.
“A ti, ó Deus, espera o louvor em Sião, e a ti se pagará o voto.”
Sl. 65:1
reio que este livro foi algo que Deus preparou

C para mudar a história de sua vida financeira,


porque o

propósito d’Ele sempre foi que seus filhos


vivessem em profunda abundância. Quando Deus deu um lar
para Adão, Ele não fez um apartamento de três quartos com
suíte, mas deu um jardim com vários hectares de terra. Nesse
jardim tinha tudo, inclusive riqueza, porque havia um lugar
onde o ouro estava à disposição.
Embora a igreja evangélica brasileira tenha se firmado na
cultura do quanto mais pobre, mais espiritual, quero afirmar
que o propósito de Deus é fazer com que eu e você tenhamos
vida em abundância.
A Palavra de Deus diz que o Senhor “levanta o pobre do pó”
(Salmos 113.7). O Senhor é capaz de levantar o homem de
onde ele está, do mais profundo nível de pobreza, da mais
profunda escassez, e restaurá-lo completamente. Esse é o
desejo contínuo do coração de Deus; é a vontade contínua de
Deus que seus filhos sejam erguidos da lama e da sujeira. O
grande problema é que a cultura da desonra está instalada há
muito tempo no coração das pessoas; infelizmente a cultura
do desprezo no momento da oferta faz parte do cotidiano dos
cristãos.
Algumas culturas tornam-se verdades consolidadas. Por
exemplo, há trinta anos os jovens pediam perdão porque
jogaram bola, como se praticar esse esporte fosse pecado. Hoje
as pessoas rotulam a prosperidade como algo pecaminoso e
excluído das bênçãos de Deus. Chamam pastores de
aproveitadores e esquecem que se algum líder fizer algo
errado, Deus vai tratar com ele. Esquecem ainda que, em
geral, a pobreza não está vinculada às bênçãos, mas sempre
vem conectada às maldições. Não há nenhum texto que diz: se
você pecar e me desonrar, eu vou lhe dar prosperidade. É
importante que você se deixe tocar pela Palavra de Deus, que
você se deixe libertar pela verdade da Palavra do Eterno.
A libertação vem quando você consegue perceber que está
comprando o que não precisa, quando consegue perceber que
não tem vocação para viver debaixo da pobreza, governado
pelo dia do pagamento. Você já percebeu quantos crentes não
são governados por Deus, e sim pelo dia do pagamento? A
pessoa fica mal humorada, chateada, ansiosa, tudo muda
quando chega esse dia, porque o dinheiro virá para resolver
os problemas. Imagine o que pode acontecer se você começar
a honrar a Deus e depender d’Ele. Uma coisa vai mudar:
nunca mais você vai depender do dia do pagamento, pois o
Senhor será a sua porção diária.
Outro fato que se tornou comum na vida de alguns
cristãos é que o dinheiro que Deus permite chegar às mãos
deles tem sido usado para construir bezerros de ouro. Você
não pode colocar os recursos que são para honrar a Deus no
sistema do diabo, não pode permitir que o sistema deste
mundo seja alimentado e ajudado pelos recursos destinados a
honrar a Deus. Portanto, comece a se nutrir desta verdade:
“Eu preciso honrar o meu Deus”. Tenha em sua agenda este
princípio, porque quando você retira o recurso que pertence a
Deus e investe em outra coisa, por mais justa que possa
parecer aos seus olhos, está construindo um bezerro e
fatalmente a morte virá sobre a sua vida financeira.
Deus quer colocar você no lugar de honra, mas como Ele
vai fazer isso se você está sempre quebrando princípios
divinos? Você ouve, quebra princípios e depois vai à igreja e
diz: “Pastor, eu quero que o senhor ore por mim porque estou
com muitos problemas financeiros”. Ele, muito gentilmente,
vai orar pela sua vida, mas sabe quem trouxe esse problema
financeiro? Foi Deus, porque você quebrou princípios.
Provavelmente, enquanto lia este livro as perdas que você
teve ficaram mais evidentes em seu pensamento. É certo que
a restituição de Deus quer se manifestar em sua vida, quer vir
sobre você. Contudo, para que haja restituição é preciso que
haja uma oferta de restituição. Você precisa fazer uma
reparação no altar por todo o roubo que cometeu em relação
aos dízimos e ofertas. A minha vida só mudou e eu só
prosperei quando entendi o princípio da restituição.
Deus fez uma promessa não só para o povo daquele
tempo do profeta Joel, mas para a Igreja destes últimos dias.
Ele prometeu que vai restituir, que vai trazer de volta o que
foi levado pelos gafanhotos, o que foi levado pelas perdas.
Você pode obter em sua vida toda a restituição de que precisa.
Deus prometeu e pode cumprir.
Com os ensinos contidos aqui você aprendeu que a sua
vida pode sofrer uma alteração profunda. Sei muito bem o que
é viver em dificuldades, experimentar dissabores financeiros,
ficar com contas atrasadas e as dívidas se acumulando. Se você
está vivendo dessa forma, creio que encontrou caminhos e
ensinamentos simples e claros que podem efetivamente
ajudálo a superar essa situação.
Se você não tiver no seu coração o desejo intenso de
honrar a Deus com aquilo que Ele coloca em suas mãos, nunca
será uma pessoa bem-sucedida. Esta é uma decisão pessoal, é
a decisão que vai abençoar você, que vai inaugurar uma
estação de bênçãos e vitórias em sua vida.
Testemunhos

primeira coisa que gostaria de falar não é sobre

A o ministério do Pr. Nilton, mas da sua pessoa.

Aprendi com o Senhor que não são apenas as


palavras que são importantes na pregação, mas o espirito do
pregador que é liberado sobre as pessoas. Tenho visto na vida
deste servo de Deus um homem comprometido com os
princípios cristãos de moral e caráter. Ele é um homem de
família e que ama o que faz. Isto me da muita paz para
recebelo porque alem destas coisas, ele entende bem o que é a
realidade de uma igreja local e vida de um pastor.
Quanto ao Seminário que ministra, é mais sobre o ensino
Bíblico que a empolgação de prosperar.
Os fundamentos das Escrituras são bem explicados e
aplicados ao ponto de não haver pressão nem extorsão. É
perceptível seu desejo de ajudar os irmãos a entenderem e
crescerem na Palavra sendo fieis e obedientes. Isso é tudo que
um pastor deseja para suas ovelhas. Fidelidade e
prosperidade caminham juntos e quando alguém é decide ser
fiel, a benção do Senhor acompanhará sua vida.
Meu desejo no Seminário não era de levantar recursos
abusivos deixando assim meu rebanho em condições difíceis.
Ao invés de tirar o peixe do discípulo, ele é ensinado a pescar.
Isto me trouxe muita alegria e de fato, os resultados são
visíveis na vida das pessoas e da igreja tambem.
Agradeço ao Senhor por levantar o Pr. Nilton para ser um
instrumento na área de libertação mudando a mentalidade do
povo de Deus com sabedoria e unção.
Ap. Milton Ebenezer
Pastor Presidente da PIB do Brasil - Salvador -BA

pesar de todas as reservas que tenho com

A
respeito a trazer pessoas que falem sobre

o tema da prosperidade, dadas as distorções

teológicas e os

exageros cometidos pela maioria dos que tratam do assunto,


resolvi convidar o Pr. Nilton Ferreira para nos falar. O
resultado não apenas nos abençoou de maneira extraordinária
como deixou um ensinamento tal que até hoje, vários meses
depois, a igreja continua tendo um comportamento de
fidelidade como nunca teve antes. De fato, não se trata de uma
explosão de levantamento de recursos a todo custo, mas sim
de um ensinamento progressivo e exaustivo que no fim leva a
uma compreensão tal que nos meses que se seguem a
comunidade cristã entra num nível de fidelidade
agradabilíssimo… Leia mais no site www.missaorestaura.
com.
Ap. Arcélio Luís
Ministério Colheita Internacional – Teresópolis – RJ

ive o privilégio de participar de vários seminários

T de libertação financeira ministrados pelo pr.

Nilton Ferreira e de recebê-lo em nossa Comunidade. Temos


visto claramente a ação do Espírito Santo através das suas
ministrações. Sua palavra é contundente e esclarecedora e
abre os olhos daqueles que estão vivendo nas trevas. Sua
mensagem tem produzido vitória e crescimento em todos os
lugares por onde tem passado. Agradeço a Deus por ter
conhecido este amigo e quero recomendá-lo para seu
ministério. Leia mais no site www.missaorestaura.com.
Pr. Antonio Martins Santana da Silva
Comunidade Batista de Nilópolis – RJ

H
á alguns anos tivemos a oportunidade de
conhecer o Pr. Nilton e seu testemunho e ensino na
área de libertação financeira e prosperidade. Seu
ensino é confrontador, porém coerente com a
Palavra de Deus. Sua linguagem é muito prática e
objetiva, mas com profundidade e experiência capaz de
comunicar verdades bíblicas complexas até mesmo ao
mais novo convertido. Muitos ainda precisam de
libertação financeira em sua mente, em seu coração e
também em sua carteira, para que possam desfrutar do
melhor que Deus assegura em sua Palavra. Tenho certeza
de que este livro vai ser um canal de libertação e liberação
da prosperidade de Deus sobre sua vida.
Ap. Joel da Costa Pereira
Comunidade Evangélica Projeto Vida – Volta Redonda – RJ

P
assei bons momentos com o Pr. Nilton Ferreira,
homem de fé e muito sério com as coisas do reino
de Deus, que, com muita autoridade, ministra
sobre finanças, assunto um tanto polêmico e
controvertido, e, pela instrumentalidade do autor, tem
abençoado muitas vidas. Sua simplicidade ao expor os textos
bíblicos, sem rodeios, expressa a autenticidade de alguém que
conhece as Escrituras e é fiel a ela, contagiando e abençoando
aqueles que o ouvem. Quero recomendá-lo a todos os pastores
que desejam ver o crescimento do reino de Deus em seu
ministério.
Pr. Nilson Messor
Comunidade do Amor – Realengo – RJ
com muita alegria e satisfação que testemunhamos
a bênção que foi termos recebido em nossa igreja o

É Pr. Nilton. O seminário marcou a história da nossa


igreja, constituindo-se num verdadeiro divisor de
águas entre passado e o presente da igreja, de como ela
era e como está agora. Louvamos a Deus pela vida do Pr.
Nilton, que, com muita sabedoria, entendimento e
profundidade bíblica, nos expôs as verdades da Palavra
de Deus concernentes ao assunto das finanças. Leve o
Seminário de Libertação Financeira para suas ovelhas,
pois será uma tremenda bênção para
todos. Leia mais no site
www.missaorestaura.com.
Comunidade Evangélica da Restauração – RJ Pr.
Anderson Campos Rezende
raça e Paz! Foi uma honra tremenda hospedar o Pr.

G Nilton Ferreira para ministrar o Seminário de


Libertação Financeira em nossa igreja local, pois,
além de ter sido uma grande bênção para nossa
vida pessoal, foi uma virada na vida de nossa igreja e
discípulos. O assunto FINANÇAS tem sido complexo e um
verdadeiro tabu na vida dos crentes. Raríssimas vezes
presenciei alguém ministrar com tanta legitimidade,
intimidade e ousadia sobre o assunto como o amado pastor
Nilton. Leia mais no site www.missaorestaura.com.
Ap. Idilmar e Bispa Denyse Assis
Igreja Apostólica Tabernáculo das Nações
ostaria de compartilhar uma grande experiência

G que tive no ano de 2009, quando recebi em São


Gonçalo, RJ, o Pr. Nilton Ferreira, da Missão
Restaura, de Curitiba, PR, para
ministrar um Seminário de Libertação e Restituição
Financeira. Confesso que, durante vários anos de experiência
ministerial, nunca havia presenciado uma exposição tão
completa acerca deste tema, com consistência bíblico-
teológica, trazendo um entendimento que provocou uma
revolução na vida de todos que estiveram presentes naquela
ocasião. A visão financeira da igreja mudou de uma forma
clara e visível. Leia mais no site www.missaorestaura.com.
Ap. Walter Cristie Silva Aguiar
Ministério Yave Shamá

comum alguns pregadores causarem


impacto na igreja com suas pregações
durante uma conferência, mas uma semana
depois de sua partida a igreja continua a
mesma.
Honestamente, nesses trinta e dois anos de ministério, pela
primeira vez realizamos um seminário que não só impactou a
igreja durante as ministrações, mas já se passaram semanas e
os resultados positivos são confirmados pelos testemunhos,
que aumentam a cada dia. As finanças da igreja
aumentaram consideravelmente. Leia mais no site
www.missaorestaura.com.
Pr. Altamiro Barbosa dos Anjos
Anápolis – GO
assunto finanças é parte integrante e principal do

O evangelho do nosso Senhor Jesus Cristo, tanto

quanto os demais assuntos, como amor,


salvação, arrependimento, perdão e fé. Nossa igreja e
ministério têm vivido tempos de grandes avanços na
expansão do reino de Deus em nossa cidade, pois os recursos
financeiros têm se avolumado pela correspondência do povo
de Deus na nossa igreja na devolução dos dízimos, na entrega
das ofertas de primícias e na liberalidade das ofertas. Tudo
isso é resultado do Seminário de Libertação Financeira… Leia
mais no site www.missaorestaura.com.
Comunidade Evangélica de Pádua – RJ Pr. Vagner
onfesso que fiquei um tanto preocupado, porque falar

C de finanças na igreja é muito complexo e

muitas vezes causa uma rejeição muito grande,


principalmente por parte daqueles que sonegam dízimos e
ofertas. Mas o pastor Nilton veio, ministrou durante três dias
e verdadeiramente foi usado pelo Espírito do Senhor, pois o
comportamento de nossa igreja em relação à entrega de
dízimos, ofertas e primícias mudou. Houve muitas confissões
e muitos passaram a entregar seus dízimos. A igreja passou a
ser fiel a Deus… Leia mais no site www.missaorestaura.com.
Ap. Edriz Ribeiro de Melo
Feira de Santana – BA
P
az! Meu nome é Alda Lúcia, sou pastora há 10 anos
da Igreja do Evangelho Quadrangular e tive o
privilégio de participar do Seminário de Libertação
Financeira ministrado pelo Pr. Nilton. Posso
declarar que nunca, em período nenhum da minha vida
ministerial, havia recebido uma ministração tão
esclarecedora sobre FINANÇAS… Leia mais no site
www.missaorestaura.com.
Pastora Alda Lucia
IEQ Santa Cruz – RJ

do segundo carro quando me encontrei com um

U m dia estava indo à financeira negociar a entrega


amigo pastor. Conversando com ele e expondo
toda a situação, ele me disse: “Jorge, conheço um
pastor que pode ajudá-lo”. No dia seguinte o Pr. Nilton me
ligou para agendarmos um seminário. Eu pensei comigo:
“Vou empurrar esse cara com a barriga até ele desistir de mim.
É mais um para falar de dinheiro e arrancar tudo que ainda
resta do meu povo, sair com o bolso dele cheio e o da igreja
continuar vazio. Estou cansado desse evangelho triunfalista e
de prosperidade não bíblica pregado por aí, do tipo ‘dê o seu
melhor que Deus lhe dará em dobro’…”. Mas ele foi muito
simples ao conversar comigo, e Deus confirmou sua vinda em
nossa igreja. Para minha surpresa, é um seminário de finanças
que não fala em dinheiro, só em princípios. Ah, como senti a
presença de Deus naqueles dias. Deus fez coisas tremendas
através do Pr. Nilton… Leia mais no site
www.missaorestaura.com.
Pr. Jorge – Igreja Evangélica Nova Aliança
Mesquita – RJ

ealmente fomos sarados e libertos por Deus nestes

R
dias. O entendimento se ampliou no tocante à

honra e à fidelidade. Novos dizimistas fiéis,

ofertantes generosos e primicistas gratos se levantaram. Um


amor familiar de pais autênticos e filhos legítimos foi
renovado. Uma nova unção de conquista foi liberada sobre a
igreja. Pastor Nilton, somos gratos pelo seu ministério… Leia
mais no site www.missaorestaura.com.
Prs. Josué e Andréa Branquinho
Igreja Evangélica Maranatha na Cidade de Deus –

A lgumas semanas depois recebemos um convite


RJ

para ouvir um pastor que ministrava sobre

libertação financeira. O anfitrião que nos

convidou afirmou: “Pode vir, você não vai se arrepender”.


Confesso que não levei muita fé, mas fui realmente impactado
pelo que ouvi e decidi agendar com o pastor a fim de que meu
rebanho também fosse beneficiado. Leia mais no site
www.missaorestaura.com.
Pr. Paulo Roberto Reink
Igreja Vitória em Cristo – Nilópolis – RJ

raça e paz! Queremos compartilhar as


maravilhas que Deus fez e ainda continua

G fazendo em nosso ministério a partir de direções


ministradas no Seminário de Libertação
Financeira. A partir do seminário a igreja tornou-
se generosa no tocante a dar e receber em um nível
agradabilíssimo. Glorificamos a Deus pela vida do Pr.
Nilton e pela Missão Restaura. Desejamos que a cada dia
esse ministério prospere abundantemente e continue
sendo instrumento nas mãos do Senhor para libertar as
finanças do povo de Deus. Leia mais no site
www.missaorestaura.com.
Ministério Betel Restaurando Vidas
São Gonçalo – RJ

P
osso dizer que a minha vida e a Casa de Oração
Central em Teresópolis foram literalmente
transformadas após conhecer e receber as
ministrações do Pr. Nilton. Nossa forma de pensar
e agir foi transformada. Receba o Pr. Nilton em seu ministério
sem receios, pois o seminário causará mudanças na vida da
igreja de uma forma geral. Leia mais no site www.
missaorestaura.com.
Pr. Marcos Santana
Casa de Oração Central em Teresópolis – RJ

Q pelo Pr. Nilton em nossa igreja. Através das uero


dar um testemunho do trabalho realizado
mensagens e orientações desse estimado pastor
pudemos observar uma mudança radical dos membros no
que diz respeito a dizimar e ofertar… Leia mais no site www.
missaorestaura.com.
Pr. José Alberto Pereira
Primeira Igreja Batista Renovada – Ribeirão Preto – SP

raça e paz do Senhor Jesus. Agradecemos


a Deus pela vida do Pr. Nilton Ferreira, pela

G bênção que tem sido em nosso meio. Participei


do seu Seminário de Restauração Financeira, e o
ensinamento bíblico abriu o entendimento dos
que participaram, trazendo mudanças na vida financeira
da igreja e também na vida do povo, que passou a
contribuir e a dizimar com alegria e
compromisso. Leia mais no site
www.missaorestaura.com.
Pr. Richard Koop Friesen
Igreja Batista Nacional Geração Eleita – PR

efino o Pr. Nilton Ferreira como um profeta que


desafia o povo a ser e a tomar atitudes que o

D tornarão diferentes e diferenciados. No Projeto


Betel podemos ver claramente o antes e o depois
do Seminário que, quebrou paradigmas,
devolveu sonhos e ensinou nobreza. Desde sua
primeira visita, em 2008, já fazem cinco anos, e
ainda hoje somos desafiados por ele a seguir a rota
certa, a dos cristãos da segunda milha! Deus cubra
de honra esse ministro e sua linda família!
Pr. Fernando Souza
Projeto Betel – São Gonçalo – RJ

abordado hoje em dia em nossas Igrejas é o m

U a
dos temas mais polêmicos e difíceis de ser
dinheiro, ou ao Senhor e à Casa de Deus. Mas,
para o Pr. Nilton Ferreira se torna fácil e leve. É

unção sobre a vida do homem de Deus. Sem dúvida, ele foi


chamado como profeta para o Corpo de Cristo. Sua palavra é
de conserto, confrontação e ampliação de visão (as escamas
dos olhos caem, e o povo passa a enxergar o que estava diante
dos seus olhos, mas não conseguiam ver). Em nossa Igreja
Sede, o Pr. Nilton já realizou dois Seminários de Libertação
Financeira, e o impressionante é que o segundo não foi apenas
uma reciclagem, mas Deus nos acrescentou muitas revelações
novas - ele tem "bagagem" para o assunto. E nos dois
Seminários, ele, com a liberdade que o concedemos (por
conhecermos seu caráter e testemunho de família), ministrou
até às 23h (teve dia que passou desse horário), e, por incrível
que pareça, num bairro dormitório, ninguém levantava para
ir embora. Todos "apanhando" na Palavra, e saindo
satisfeitos... e retornando no dia seguinte levando convidados.
Sem falar que o Pr. Nilton liberou muitas palavras proféticas
sobre a vida de pessoas, que foram cumpridas pelo Senhor,
mudando a vida de muitas pessoas e da Igreja. Leve o Pr.
Nilton em sua Igreja e receberás um genuíno profeta dos
tempos Bíblicos e Deus prosperará ainda mais seu ministério.
Agora, se não gostas de profeta com compromisso com a
Palavra, recomendo não chamá-lo. Recomendo também que o
convides para o Seminário de Libertação Espiritual, onde
muitas pessoas são libertas do cativeiro do diabo.
Pr. Jarvis Brito Ministério Vinde Amados Meus -
Nova Iguaçu - R.J.

com muita alegria que escrevo esta carta de

É recomendação acerca do ministério do meu amigo e


irmão Pr. Nilton Ferreira.
"Pastor Nilton é um profeta de Deus para estabelecer um
novo tempo onde ele chega". Esta foi a palavra que Deus me
deu quando ele esteve na Igreja que eu pastoreio. Assim como
Elias chegou em Sarepta e mudou o quadro da casa daquela
viúva que vivia na miséria e à beira da morte, assim é o
ministério do Pastor Nilton, pois onde ele chega, Deus o usa
para remover o espírito de miséria, falência e morte e
estabelecer um novo tempo de prosperidade em todas as áreas
da vida do ser humano. Vale a pena e é uma honra receber
este homem de Deus em nossa Igreja, assim sendo gostaria de
referendá-lo a todos os Apóstolos, Bispos, Pastores que ainda
não tiveram a oportunidade de tê-lo em suas igrejas. No amor
de Cristo.
Ap. Renan Siqueira Comunidade Evangélica Presbiteriana
Campos RJ

ão é difícil falar sobre o autor, contudo vou descrevê-


lo de forma contundente.

N A busca pela vontade de Deus, pelo seu poder e


pelas suas bênçãos sempre passa por um caminho
não muito fácil de trilhar, pois ele é estreito e desafiador.
Nilton representa seu caráter de forma clara, comprometido
com a Palavra de Deus, pois a cada dia a tem buscado como
um tesouro escondido e encontrado o caráter de Cristo. Um
homem determinado, sensível e amigo leal para todos os
momentos, dentre tantas outras qualidades de uma pessoa
formidável.
Como esposo, é maravilhosamente demais, fiel, amoroso,
gentil, cavalheiro, me conhece muito bem, compreensivo, sabe
honrar, me faz dar ótimas risadas com suas gracinhas, enfim,
um esposo segundo o coração de Deus, pois tenho a honra de
estar ao seu lado há quase trinta anos, de muitas lutas, mas de
muitas conquistas e vitórias.
Como pai, é amigo, firme nas disciplinas e comunica-se
muito bem com os três filhos – Pedro, Lucas e Filipe. Para ele
não há tempo ruim, pois sempre quer fazer alguma coisa para
estar mais próximo, apesar do seu ritmo intenso. Como eu
descreveria: um paizão.
Como profeta de Deus, é ousado, cheio da graça do
Senhor, uma pessoa simples, mas ao mesmo tempo
conhecedor da Palavra e sempre buscando mais e mais o
conhecer de Deus. Temente a Deus, aprendeu ao longo da
vida a fazer o caminho de volta, com coragem para fazer e
falar aquilo que Deus pede. Um profeta na total dependência
do Deus Altíssimo.
Finalizando, não poderia deixar de falar sobre o servo fiel,
que ama a Deus mais do que tudo nessa vida, zela em honrar
ao Senhor em tudo e em primeiro lugar, sempre com
disposição de fazer a obra de Deus, independentemente das
circunstâncias; sua generosidade é imensa para com os servos
de Deus, não buscando o seu próprio interesse, mas
manifestando ao mundo a personalidade marcante de um
servo de Deus. Eu o descreveria como um servo autêntico com
um coração grato por tudo o que Deus já fez, tem feito e ainda
fará. Enfim, o que daremos nós ao Senhor por todos os seus
benefícios para conosco (Salmos 116.12)?
Conte comigo, meu amado esposo. Eu o amo muito.
Elizabeth Ferreira

Você também pode gostar