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2010

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ASS

José Carlos Morilla


A Estática nas Estruturas

1. Estruturas ........................................................................................................................................... 3
1.1. Barras ................................................................................................................................................... 3
1.1.1. Classificação das barras ....................................................................................................................... 4
2. Esforços que atuam nas estruturas................................................................................................... 4
2.1. Esforços Externos................................................................................................................................. 5
2.2. Esforços Internos.................................................................................................................................. 5
2.3. Esforços de ação que atuam nas estruturas. ......................................................................................... 5
2.3.1. Força Concentrada. .............................................................................................................................. 5
2.1.2. Força distribuída. ................................................................................................................................. 6
2.1.2.1.Força Linearmente Distribuída (Carregamento) ............................................................................... 6
2.1.3. Momentos. ............................................................................................................................................ 7
2.2. Esforços de reação que atuam nas estruturas – Apoios e suas reações. ............................................... 8
2.2.1. Apoio simples móvel. .......................................................................................................................... 8
2.2.2. Apoio simples fíxo. .............................................................................................................................. 8
2.2.3. Engastamento. ...................................................................................................................................... 9
2.2.4. Engastamento Deslizante. .................................................................................................................... 9
3. Equilíbrio de uma estrutura............................................................................................................ 10
3.1. Exemplos. ........................................................................................................................................... 10
3.2. Exercícios. .......................................................................................................................................... 14
4. Esforços Internos Solicitantes. ........................................................................................................ 16
4.1. Exemplo. ............................................................................................................................................ 17
4.2. Classificação dos Esforços Internos Solicitantes. .............................................................................. 19
4.3. Exemplos. ........................................................................................................................................... 20
4.4. Exercícios. .......................................................................................................................................... 24
5. Linhas de Estado. ............................................................................................................................. 26
5.1. Exemplo. ............................................................................................................................................ 26
5.2. Equilíbrio de um Trecho Reto. ........................................................................................................... 33
5.3. Exemplos. ........................................................................................................................................... 34
5.4. Exercícios. .......................................................................................................................................... 41
6. Articulação. ....................................................................................................................................... 43
6.1. Exemplos. ........................................................................................................................................... 44
6.2. Exercícios. .......................................................................................................................................... 48

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A Estática nas Estruturas

1. Estruturas outras. Em geral, esta dimensão é tratada como


espessura da placa. Por exemplo, as chapas de
Chamamos de estrutura à parte de um corpo alumínio comercial, como as mostradas na figura
que suporta os esforços nele aplicados. Por 3, em geral são comercializadas com dois metros
exemplo, em um edifício, a estrutura é o de comprimento, um metro de largura e alguns
conjunto de vigas, colunas e lajes. A figura 1 milímetros de espessura.
mostra a estrutura de um teto.

Estrutura

Viga
horizontal

Figura 3 – Chapas de alumínio


Figura 1- Estrutura Metálica de uma cobertura
O estudo da estática das estruturas se
Em função da forma geométrica, os inicia pelo estudo das estruturas constituídas por
corpos que compõem a estrutura, podem ser barras. Assim, se faz necessário definir os
classificados em barras; blocos ou placas. elementos de uma barra.

Considerando que um corpo qualquer 1.1. Barras


possui três dimensões, dizemos que um corpo é
uma barra quando uma de suas dimensões é Uma barra é definida como um sólido
muito maior do que as outras. Por exemplo, o formado no deslocamento, feito no espaço, por
eixo de um equipamento de transmissão é uma uma figura plana de área A. Isto pode ser
barra na medida em que seu comprimento é muito observado na figura 4.
maior que seu diâmetro; a viga de uma
construção civil, também, é uma barra, na medida A
em que seu comprimento é muito maior que sua
altura e largura. Na figura 1está destacada a viga c.g.
horizontal que é uma barra.

Considera-se um bloco aquele corpo que


possui todas as dimensões co a mesma ordem de
grandeza. A figura 2 mostra um bloco de Eixo da barra
concreto, usado na construção civil. Note-se que
neste elemento todas as dimensões (altura, largura
e comprimento) possuem a mesma ordem de Figura 4 – Barra
grandeza.
Na figura 4, as posições sucessivas,
ocupadas pelo centro de gravidade da figura
plana geradora constituem o Eixo da barra.

Note-se, ainda na figura 4 que a figura


plana varia de forma e tamanho durante o
deslocamento. Para se determinar a forma e
Figura 2 – Bloco de concreto para construção civil tamanho da figura plana, em uma dada posição
do eixo da barra, devemos fazer um corte na
Uma placa é um elemento estrutural onde barra por meio de um plano normal ao eixo nesta
uma de suas dimensões é muito menor do que as posição. À figura plana encontrada neste corte se

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dá o nome de Seção Transversal. Isto pode ser eixo da barra não é reto. Nesta situação a barra é
observado na figura 5. dita qualquer.
Seção Transversal

c.g.

Eixo da barra
Plano normal ao eixo

Figura 5 – Seção Transversal em uma barra


Figura 7 – Equipamento com um corpo, uma esfera e uma
barra qualquer.
OBS:- Note-se que a barra é um sólido não se
inclui aqui o material com o qual é possível
A figura 8, por sua vez, mostra uma barra
fabricar esta barra.
reta. Observe-se aqui que o eixo é reto e a seção
1.1.1. Classificação das barras
varia ao longo deste eixo
De acordo com a forma do eixo e da
seção transversal, as barras são classificadas em:

a. Barra Prismática:- aquela que


possui eixo reto e seção transversal
constante.
Figura 8 – Barra Reta
b. Barra Reta:- aquela que possui eixo No presente estudo, as barras serão
reto e seção transversal variável. representadas pelo seu eixo. A fim de diferenciar
este eixo das demais linhas que aparecerão na
c. Barra Qualquer:- aquela que possui representação gráfica, este será representado por
eixo qualquer uma linha mais grossa que as demais.
As barras mostradas na figura 6 são
barras prismáticas, pois, além de possuírem eixo A figura 9 mostra uma barra sendo
reto a seção transversal é constante na medida representada por seu eixo.
em que o diâmetro é constante.

Comprimento da barra
Figura 9 – Representação de uma barra

2. Esforços que atuam nas estruturas

Como dito, na página 2, a estrutura é a parte


Figura 6 – Barras Prismáticas de um corpo que deve suportar os esforços nele
aplicados. Sendo assim, é possível classificar os
Com relação à figura 7, esta mostra um esforços que atuam em uma estrutura em
equipamento constituído por uma esfera, um Esforços Externos e Esforços Internos.
corpo e uma barra qualquer. Note-se que,
embora a seção transversal da barra seja Os esforços externos são aqueles que são
constante (o diâmetro da barra é constante) o aplicados por outros agentes. Os esforços
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internos são aqueles que aparecem nos pontos 2.2. Esforços Internos.
internos dos sólidos da estrutura, oriundos da
existência dos externos. Tomando, ainda, como exemplo a figura 10,
o crescimento da força F e conseqüente
2.1. Esforços Externos crescimento das reações R, pode causar algum
dano na cadeira. Para que este dano ocorra é
Os esforços externos podem ser divididos em necessário que pontos do material, da parte
esforços de ação e esforços de reação. afetada, sejam afetados. Pode-se concluir então
que nestes pontos estão atuando esforços que
Na figura 10, uma pessoa sentada em uma solicitam a estrutura e esta não os suporta.
cadeira corresponde a um esforço de ação para
esta cadeira, representado pela força F. Note-se De uma forma geral é possível dizer que
que se esta cadeira não estivesse apoiada no piso, quando uma estrutura está sob a ação de esforços
ela sofreria um deslocamento vertical no sentido externos em equilíbrio, nos seus pontos internos
da força. atuam esforços internos solicitantes. Os
máximos valores que os esforços solicitantes
podem ter sem que ocorra algum dano à estrutura
Piso F
são denominados esforços internos resistentes.

Observe-se que enquanto os esforços


solicitantes dependem das cargas aplicadas na
estruturas e das reações que as mantém em
equilíbrio, os esforços resistentes são
R R características dos materiais com que estas
estruturas são construídas.
Figura 10 – Esforços Externos em uma cadeira

O que mantém a cadeira em sua posição 2.3. Esforços de ação que atuam nas
de repouso são as forças R que ao piso aplica na estruturas.
cadeira. Estas forças são os esforços de reação
que o piso exerce na cadeira. Cada uma destas Os esforços de ação que atuam nas estruturas
forças possui sentido e valor tal que a cadeira é podem ser classificados em forças ou
mantida parada. Nesta situação se diz que a momentos.
cadeira está em equilíbrio estático.
Com relação às forças estas podem ser
Para que a cadeira permaneça em concentradas ou distribuídas.
equilíbrio estático, a cada valor de F ocorrem
valores de R para que esta situação não se
modifique. 2.3.1. Força Concentrada.

Pode ser possível afirmar que os esforços Diz-se que uma é força concentrada
de ação são os esforços aplicados por agentes quando se considera que ela é aplicada em um
externos á estrutura que possuem “existência único ponto. Uma força deste tipo é representada
própria” (o peso da pessoa é o mesmo quer ela por um vetor cujo tamanho representa a
esteja sentada na cadeira, ou não), já os esforços intensidade da força; a direção representa a
de reação são aqueles aplicados na estrutura e direção da força e o sentido, o sentido da força.
que dependem da aplicação dos esforços de ação. A figura 11 mostra a representação de uma força
Para que uma estrutura suporte estes esforços é concentrada de 5 kN aplicada no ponto A de uma
necessário que eles formem um sistema em barra de três metros.
equilíbrio.

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5 kN

3m

Figura 11- Força Concentrada aplicada em uma barra.

Figura 13- Força distribuída linearmente.

Como, no presente curso, se faz uso deste


2.1.2. Força distribuída. tipo de distribuição, o próximo tópico tratará
deste assunto.
Uma força é distribuída quando sua
aplicação em um corpo é feita em mais do que 2.1.2.1. Força Linearmente
um ponto. Distribuída (Carregamento)
Com relação à distribuição, as forças
distribuídas podem ser classificadas em: Seja uma força linearmente distribuída
onde a função de distribuição é q(x).
Forças Distribuídas Volumetricamente: q
que são aquelas distribuídas pelo volume de
um corpo. Por exemplo, temos a força peso.
q(x)

Forças Distribuídas Superficialmente: que


x
são aquelas distribuídas pela superfície de
um corpo. Por exemplo, temos a pressão.
L
Forças Distribuídas Linearmente: que são Figura 14 – Força distribuída ao longo de um comprimento
aquelas distribuídas ao longo de uma linha.
Embora, da mesma maneira que a força Pode-se dizer que a força total da
concentrada, este tipo de força é uma distribuição (F) nada mais é do que a soma de
aproximação. Por exemplo, consideremos todas as forças ao longo da distribuição. Desta
uma força distribuída aplicada na parte forma, a força total de distribuição é a integral da
superior de uma viga retangular, como função q(x) ao longo de L.
mostra a figura 12.
L
F q( x )dx (1)
0

A posição equivalente desta força,


com relação à distribuição, é o centro de
gravidade da distribuição
q

F
Figura 12 – Força distribuída aplicada em uma barra. q(x)

Como, a largura onde está aplicada a x


carga é muito pequena, quando comparada com
o comprimento, se pode considerar que a carga L
está distribuída apenas ao longo do comprimento Figura 15 – Força resultante de uma força distribuída.
da viga, como mostra a figura 13
Quando se recorda que a integral
da expressão (1), também, representa a área sob
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o gráfico da função q(x), se pode afirmar que a


força resultante de um carregamento é Quando a distribuição é uniformemente
numericamente igual à área delimitada pela variável, e seu valor inicial é diferente de zero,
distribuição. A posição relativa desta força é o se encontra uma figura semelhante a um
centro de gravidade da figura formada na trapézio, como mostra a figura 18.
q
distribuição.

Para compreender esta afirmação, toma-


q2
se, por exemplo, uma distribuição uniforme,
q1
como a mostrada na figura 16. x
q

F
L
q(x)=q (constante) Figura 18 – Força uniformemente variável com carga
inicial diferente de zero.
x
L/2 L/2
L Nesta situação é possível considerar a
Figura 16 – Força resultante de uma força uniformemente distribuição como sendo a superposição entre
distribuída. duas e determinar duas forças, como mostra a
figura 19.
Usando a expressão (1), se encontra: q

L L F1 F2
F q( x )dx q dx F q L (2)
q2
0 0
q1
x
Note-se que o resultado q L nada mais é
do que a área formada pelo retângulo delimitado L/2 L/2

pelo gráfico da distribuição. A posição da força é 2L/3 L/3


L
na metade do comprimento L, pois, é nesta
abscissa que se encontra o centro de gravidade Figura 19 – Forças resultantes de uma carga
do retângulo. uniformemente variável com carga inicial diferente de
zero.
Tal raciocínio pode ser aplicado para
outros casos bastante corriqueiros. Assim determina-se F1 e F2, cujos valores
são:
Quando a distribuição é uniformemente
variável, se encontra: q2 q1 L
F1 q1 L F2
q 2

F Pelas expressões apresentadas, se pode


q notar que a equação dimensional de q é unidade
de força por unidade de comprimento.
x
2L/3 L/3 2.1.3. Momentos.
L
Figura 17 – Força resultante de uma força uniformemente Um momento, não será aqui
variável. representado, pelo seu vetor. Trabalhando em um
plano, a representação será feita de maneira a
Usando a expressão (1), se encontra: permitir verificar o ponto de aplicação, seu valor
e seu sentido. A figura 20 mostra um momento
q L de valor igual a 10 kNm, com sentido anti-
F (3) horário atuando no ponto P.
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barra
10 kNm p
Figura 20 – Momento anti-horário no ponto p.

Apoio Linha
de
Direção da solo
Reação
2.2. Esforços de reação que atuam nas Figura 22 – Reação do apoio móvel
estruturas – Apoios e suas reações.
No mecanismo biela-manivela da figura
Os esforços de reação que atuam nas 23, característico dos motores de combustão
estruturas dependem da forma com que esta é interna, em uma situação de repouso, o pistão
apoiada. funciona para a biela como um apoio simples
móvel.
Um apoio oferece reação na direção em que
ele faz restrição ao deslocamento. Assim, em Manivela Biela
função do comportamento, para as estruturas
planas, objeto deste estudo, os apoios podem ser Pistão
classificados em:
Apoio simples móvel;
Apoio simples fixo;
Engastamento e Figura 23 – Mecanismo Biela - Manivela
Engastamento deslizante.

2.2.1. Apoio simples móvel. 2.2.2. Apoio simples fíxo.

Um apoio simples móvel é aquele que Um apoio simples fixo é aquele que
oferece apenas uma força como reação. Sua oferece uma força de direção qualquer como
representação gráfica é a mostrada pela figura reação. Sua representação gráfica é a mostrada
21. pela figura 24.
barra
barra

Apoio
Apoio
Figura 24 – Apoio fixo
Figura 21 – apoio simples móvel Um exemplo deste tipo de apoio é uma
dobradiça. Por exemplo, em uma porta, uma
A reação que este apoio oferece é uma dobradiça permite, apenas, que a porta gire em
força que tem direção perpendicular à linha de torno da parede (a parede para a porta é o solo).
solo. Note-se que a representação gráfica deste Na figura 23, a manivela está apoiada no
apoio indica que somente nesta direção é que ponto A. Este apoio é na verdade um apoio
este tipo de apoio oferece restrição ao simples fixo; o único movimento que ele permite
deslocamento. é o movimento de rotação em torno dele.
Qualquer movimento de translação sofre
Caso o movimento seja paralelo ao solo, restrição.
ou de rotação, este tipo de apoio não oferecerá
nenhum tipo de restrição. Em uma gangorra, como a mostrada na
figura 25, o apoio da barra é feito de maneira que
o comportamento é o de um apoio simples fixo.
O único movimento permitido é o de rotação.

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momento. Sua representação gráfica é a


mostrada pela figura 28.
Barra Apoio
Apoio
Barra

Figura 28 – Engastamento

Figura 25 – Gangorra A figura 29 mostra uma escada que


possui seus degraus em balanço. Note-se na
Como a reação que este apoio oferece figura que uma das extremidades de cada degrau
tem direção qualquer, ela pode ser decomposta está livre e a outra está engastada na viga que
em duas componentes perpendiculares entre si. sustenta a escada.
Devido a este fato dizemos, comumente, que este
tipo de apoio oferece duas reações que são duas
forças cujas direções são perpendiculares entre
si.

A figura 26 mostra um apoio fixo, sua


reação e as componentes desta reação.

componentes
da
reação Figura 29 – Degraus engastados de uma escada

Reação do Da mesma forma que o apoio fixo, a


apoio reação que este apoio oferece pode ser
decomposta em duas componentes
perpendiculares entre si. Devido a este fato
Figura 26 – Apoio fixo e suas reações dizemos, comumente, que este tipo de apoio
oferece três reações que são: um momento e duas
A figura 27, por sua vez, mostra o mesmo forças cujas direções são perpendiculares entre
apoio fixo e sua reação da figura 26, com as si.
componentes desta reação em outras duas
direções perpendiculares entre si. A figura 30 mostra um engastamento,
suas reações sendo que a força é fornecida pelas
componentes componentes da força destas reações.
da
reação
Barra
Reação do
apoio

Figura 30 – Engastamento e suas reações


Figura 27 – Apoio fixo e suas reações em outras duas
direções
2.2.4. Engastamento Deslizante.
2.2.3. Engastamento. Um engastamento deslizante é aquele que
oferece como reação uma força de direção
Um engastamento é aquele que oferece perpendicular ao solo e um momento. Sua
como reação uma força de direção qualquer e um

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representação gráfica, bem como suas reações,


está representada na figura 31. Lembrando que, quando se trabalha no plano,
Reações uma força pode ser representada por suas
do componentes; em geral, as condições de
Apoio Apoio equilíbrio são expressas pelas expressões:

Barra FH 0
Condições de Equilíbrio FV 0 (5)
M 0
Figura 31 – Engastamento deslizante

onde H e V são duas direções perpendiculares


A figura 32 é uma fotografia de uma entre si.
mesa coordenada para máquina ferramenta.
Nesta mesa existem canais onde podem ser
fixadas outras peças para a realização das
operações. Estas mesas só permitem movimento 3.1. Exemplos.
na direção longitudinal a seu eixo, fazendo
restrição aos demais. 1. A barra da figura 33 é uma viga onde estão
colocadas cargas mostradas. Determinar,
Direção de para esta situação, as reações que os apoios
movimento
permitido oferecem.

2m 2m 2m

8 tf

A B
Figura 32 – Mesa coordenada

3 tf
3. Equilíbrio de uma estrutura
Figura 33 – Viga com esforços
Uma estrutura está em equilíbrio estático,
quando ela não possui movimento. Para que ela Solução:
não possua movimento, se faz necessário que em
todos os seus pontos, a resultante dos esforços Para resolver o problema, deve ser
seja nula; isto é, a resultante das forças e a lembrado que o apoio móvel oferece uma reação
resultante dos momentos sejam iguais a zero, ou cuja direção é perpendicular ao solo e que o
seja: apoio fixo oferece uma reação que pode ser
decomposta em uma componente horizontal e
 outra vertical.
F 0
(4)
M 0 2m 2m 2m
As expressões (4) são conhecidas como 8 tf
Condições de Equilíbrio.
A B
Como existe ligação material entre os pontos
da estrutura, se um de seus pontos está em
equilíbrio, então, todos os pontos da estrutura direções 3 tf
estão em equilíbrio. Diz-se assim que, para que das
uma estrutura esteja em equilíbrio é necessário, reações
apenas, que um de seus pontos esteja em Figura 34 – direções das reações
equilíbrio.
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Considerando que a estrutura sob a ação àquele adotado. Assim, a estrutura, com suas
dos esforços de ação e reação deve estar em reações, fica:
equilíbrio, é possível adotar os sentidos das
reações e verificar se elas respeitam as condições 2m 2m 2m
de equilíbrio.
8 tf
Assim, se pode fazer:
A B
2m 2m 2m

8 tf 0,5 tf 5,5 tf 3 tf
Figura 36 – Estrutura equilibrada.
A B
HB
2. A barra da figura 37 está sujeita aos esforços
VA VB 3 tf indicados. Determinar as reações dos apoios
Figura 35 – Reações adotadas que a equilibra.
4m 2m

FH 0
2 tf/m
Condições de Equilíbrio FV 0 A B 20 tf

M 0
3 tf
Quando se adota o sistema de referências: Figura 37 – Barra com esforços

Antes de iniciar a determinação das


, reações, se faz necessário determinar a resultante
se encontra: da força distribuída que através da observação da
figura 16 e da expressão 2 se tem:
FH 0 HB 0 2m 2m 2m
8 tf
FV 0 VA VB 3tf 8tf 0 2 tf/m
A B 20 tf

VA VB 5tf
3 tf
MA 0 8tf 2m VB 4m 3tf 6m 0
Figura 38 – Barra com a resultante da força
distribuída.
VB 4m 2tfm VB 0,5tf
Para determinar as reações de apoio, se
Determinado VB, é possível determinar deve proceder da mesma maneira que no
V A: exemplo 1.

Como VA VB 5tf VA 0,5tf 5tf

VA 5,5tf

Note-se que VA possui sinal negativo.


Este sinal indica que: para que a estrutura esteja
em equilíbrio, o sentido de VA deve ser o oposto
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2m 2m 2m Assim, a estrutura, com suas reações,


fica:
8 tf
2m 2m 2m
A B 20 tf
8 tf

A B 20 tf
direções 3 tf
das 20 tf
reações
Figura 39 – direções das reações 0,5 tf 5,5 tf 3 tf
Assim, se pode fazer: Figura 41 – Estrutura equilibrada.

FH 0
Condições de Equilíbrio FV 0
3. Para a barra da figura 42, determine as
M 0 reações que os apoios oferecem e mantém a
estrutura em equilíbrio.
3m
2m 2m 2m
10 kNm
6 kN/m B
8 tf

°
60
3m
A B 20 tf
HB

VA VB 3 tf
3m

Figura 40 – Reações adotadas


A

Figura 42
Quando se adota o sistema de referências:
Da mesma forma que no exemplo 2, antes
de iniciar a determinação das reações, se faz
, necessário determinar a resultante da força
se encontra: distribuída. Assim, a estrutura com a resultante
da força distribuída e com os sentidos das
FH 0 HB 20tf 0 HB 20tf reações adotados fica como o mostrado na figura
43.
3m
FV 0 VA VB 3tf 8tf 0
10 kNm
6 kN/m B
1m

VA VB 5tf 9 kN
°

RB
60
3m

MA 0 8tf 2m VB 4m 3tf 6m 0

VB 4m 2tfm VB 0,5tf
3m

A
Determinado VB, é possível determinar MA
V A:
VA
Como VA VB 5tf VA 0,5tf 5tf Figura 43

VA 5,5tf Para a aplicação das condições de


equilíbrio, se torna mais fácil trabalhar com as
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componentes de RB nas direções horizontal e 3m


vertical. Desta forma, a estrutura com os sentidos 6 kN/m
10 kNm
B
adotados para as reações fica:

1m
9 kN
3m

°
60
3m
10 kNm RB=18 kN
6 kN/m B RB Cos60°
1m

9 kN

°
60
3m

3m
RB Sen60°
A
MA=65,8 kNm
3m

VA=15,6 kN
A
MA
Figura 45
VA

Figura 44
4. Para a barra da figura 46, determine as
reações que os apoios oferecem e mantém a
Quando se adota o sistema de referências:
estrutura em equilíbrio.

, se encontra: C

3m
18 kN/m
o 9 kN/m
FH 0 RB cos 60 9kN 0
5 kN
RB 18kN B
3m

15 kN
FV 0 VA RB sen60o 0 10kNm
A

VA 15,6kN
3m 3m
MB 0 9kN 1m MA 10kNm VA 3m 0 Figura 46

9kN 1m MA 10kNm 15,6kN 3m 0 As reações que os apoios oferecem são


per perpendiculares às linhas de solo. Assim,
MA 65,8kNm com os sentidos adotados para as reações e com
as resultantes da carga distribuída, se encontra:
VC
Como os sinais negativos indicam que os
sentidos adotados são os inversos aos necessários
para manter a estrutura em equilíbrio; a estrutura, 54 kN 27 kN
C

com suas reações de apoio, fica como a mostrada


3m

18 kN/m
na figura 45. 9 kN/m
HB
5 kN
B
3m

15 kN

10kNm A

2m
VA

3m 3m

Figura 47

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Quando se adota o sistema de referências: 2. Para a estrutura da figura 50, determinar


as reações de apoio.

, se encontra: 4m 2m
2 tf/m
20tf
FH 0 HB 5kN 0 HB 5kN
S
3tf
FV 0 VA 15kN 54kN 27kN VC 0
Figura 50

VA VC 66kN 3. Para a estrutura da figura 51, determinar


as reações de apoio.
MB 0
27kN 2m 54kN 3m 10kNm VA 6m 0 20kN/m
15kN

VA 37,7kN
4m 2m

Com o VA, se obtém: Figura 51

37,7kN VC 66kN
4. Para a estrutura da figura 52, determinar
as reações de apoio.
VC 28,3kN 10kN 20kN/m 10kN
A estrutura, com suas reações de apoio,
fica como a mostrada na figura 48.
VC=28,3 kN
2m 2m 2m

C Figura 52
54 kN 27 kN
3m

18 kN/m
9 kN/m
HB=5 kN 5. Para a estrutura da figura 53, determinar
5 kN
B as reações de apoio.
3m

15 kN
4m 4m
10kNm A

2m 4kN/m
VA=37,7 kN

3m 3m 3 kN

Figura 48
Figura 53

3.2. Exercícios. 6. Para a estrutura da figura 54, determinar


as reações de apoio.
20kN/m 10kN
5kNm
1. Para a estrutura da figura 49, determinar 15kN

as reações de apoio.
2m 2m 2m 2m 2m
2m

8 tf
10kN

3tf
Figura 54
Figura 49

14
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7. Para a estrutura da figura 55, determinar


as reações de apoio. 11. Para a estrutura da figura 59, determinar
2m 2m as reações de apoio.
2m 2m 2m
20kN/m 10 kN 15 kN
10kN/m 20 kN

3m
2m
25 kNm
30 kN
A

10kN

3m
10kN
40 kNm
Figura 55 B

30°
8. Para a estrutura da figura 56, determinar Figura 59
as reações de apoio.
36,87° 12. Para a estrutura da figura 60, determinar
as reações de apoio.
5kN 2 tf
5 tfm
2m

20kN
2m

40°
15kN
3 tf
60

20kNm
°

2m 2m 4m

Figura 56
3m 4m

Figura 60
9. Para a estrutura da figura 57, determinar
as reações de apoio. 13. Para a estrutura da figura 61, determinar
10kN 20kN/m as reações de apoio.
5kNm 2 tf
15kN 5 tfm

2m 2m
2m

40°

A
10kN B 3 tf

30°
Figura 57 3m 4m
10. Para a estrutura da figura 58, determinar Figura 61
as reações de apoio.
10 kN

15 kN 14. Para a estrutura da figura 62, determinar


as reações de apoio.
2m

10 kN C
B
A
5 kN/m
3m 2m

Figura 58

15
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B
3m

10 kN
10 kN/m
1m

15 kNm
1m

Figura 64

1m 3m 1m
Como a barra está em equilíbrio, as reações
Figura 62 que ocorrem no engastamento são: F1, F2 e M,
como mostra a figura 65. Lembra-se aqui que
15. Para a estrutura da figura 63, determinar M F2 L
as reações de apoio.

6m

20 kgf/m

B
3m

15 kgf
6m

A Figura 65

10
k gfm Suponha que seja possível “entrar” em uma
56

seção da barra, que possui uma distância igual a l


Figura 63
da extremidade livre. Com isto, por meio da
seção, a barra fica “dividida em duas partes”,
como pode ser observado na figura 66.

4. Esforços Internos Solicitantes.


Figura 66
Como definido no item 2.2, os esforços
internos solicitantes são aqueles que atuam nos Como a barra está em equilíbrio, então cada
pontos internos dos corpos de uma estrutura. uma de suas partes, dividida pela seção, também,
está em equilíbrio. Isto quer dizer que, a seção
Para que se possa entender como estes divisora deve atuar como um engastamento que
esforços ocorrem, seja, por exemplo, uma barra equilibre os esforços externos que ocorrem em
reta, em equilíbrio, onde atuam as forças F1 e F2, cada parte. Isto está representado na figura 67.
como mostra a figura 64.

16
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seção divisora de uma das partes, nada mais são


do que a ação, nesta seção, dos esforços externos
pertencentes à outra das partes.
Assim, de uma maneira geral, podemos dizer
que em uma seção S qualquer de uma estrutura
em equilíbrio, os esforços internos solicitantes
que atuam nesta seção, pertencente a uma das
partes, nada mais são do que as ações dos
esforços externos, nesta seção, existentes na
outra das partes.
Figura 67
Importante ressaltar que estes esforços,
Quando se calcula as reações que que ocorrem na seção divisora, pertencente a
ocorrem nestes engastamentos se encontra o uma das partes, são aqueles que a outra parte
mostrado na figura 68. aplica na seção de maneira a manter esta em
equilíbrio.

Estes esforços são distribuídos pelos


pontos da seção e são chamados de Esforços
Internos Solicitantes.

4.1. Exemplo.

5. Determinar, para a seção S, indicada na


estrutura da figura 70, os esforços
solicitantes que nela atuam.
Figura 68

Lembrando que: 12 kNm

3m
M F2 L F2 L  8 kN/m
6 kN/m

M F2  S
15 kN
Observa-se que as reações em cada seção
divisora são iguais e de sentido inverso, como se 3m 1,5m 1,5m
observa na figura 69.
Figura 70

Como a estrutura está em equilíbrio, suas


reações de apoio ficam da maneira mostrada na
figura 71.

Figura 69

Observando-se atentamente a figura 69, é


possível notar que os esforços que atuam na
17
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57 kN
12 kNm
Parte 1

3m

3m
8 kN/m 8 kN/m
6 kN/m 6 kN/m
57 kN 57 kN

S S
15 kN 45 kN
45 kN
3m 1,5m
3m 1,5m 1,5m

Figura 73
Figura 71
Determinando as resultantes das cargas
Para seção S, a estrutura está dividida em
distribuídas, se encontra:
duas partes, como mostra a figura 72.
Parte 1
57 kN
12 kNm 12 kN 9 kN

3m
8 kN/m
6 kN/m
3m

57 kN
Parte 1
S
S 45 kN
15 kN
2,0m 0,75m

1,5m 3m 1,5m

Figura 74

8 kN/m Deve-se lembrar que a ação dos esforços


6 kN/m
57 kN na seção S é igual à força resultante (horizontal e
S vertical) e ao momento resultante na seção, dos
Parte 2 esforços representados na figura 74.
45 kN

3m 1,5m A ação destes esforços na seção S fica,


então, igual a uma força horizontal, para a
Figura 72 direita, igual a 57 kN; uma força vertical, para
cima, igual a 24 kN e um momento de sentido
Da forma exposta no início deste horário igual a 153,75 kNm. Isto pode ser
capítulo, os esforços solicitantes que atuam na observado na figura 75.
seção S, pertencente à parte 1 da estrutura, nada
mais são do que a ação, nesta seção, dos esforços Parte 1
externos pertencentes á parte 2.
3m

Da mesma forma, os esforços solicitantes 57 kN


que atuam na seção S, pertencente à parte 2 da
S
estrutura, nada mais ao do que a ação, nesta
24 kN
seção dos esforços externos pertencentes á parte 153,75 kNm
1.

Assim, os esforços solicitantes que atuam Figura 75


na seção S pertencente à parte 1 da estrutura
podem ser determinados pelos representados na Da mesma nane ira, os esforços solicitantes
figura 73. que atuam na seção S pertencente à parte 2 da
estrutura podem ser determinados pelos
representados na figura 76.
18
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57 kN Embora os sentidos sejam inversos, a posição


12 kNm
Parte 2 relativa à seção é a mesma: a força de 57 kN tem
direção normal ao plano da seção e a está

3m
6 kN/m “empurrando”; a direção da força de 24 kN está
contida no plano da seção e faz com que a seção
S
15 kN S gire no sentido horário, em relação ao apoio da
parte, e o momento de 153,75 kNm, que está em
1,5m um plano perpendicular ao plano da seção, faz
com que a parte inferior de S venha para a frente
Figura 76 e a parte superior vá para trás.

Determinando a resultante da carga Torna-se possível, então, em função da


distribuída, se encontra: posição relativa à seção classificar os esforços
57 kN internos solicitantes que são:
12 kNm
Parte 2
9 kN
FORÇA NORMAL (N):- força cuja
3m

6 kN/m
direção é normal ao plano da seção.
S
0,75m
15 kN FORÇA CORTANTE (V):- força cuja
direção está contida no plano da seção.
1,5m

MOMENTO FLETOR (M):- momento


Figura 77
contido em um plano perpendicular ao
A ação destes esforços na seção S fica, plano da seção.
então, igual a uma força horizontal, para a
esquerda, igual a 57 kN; uma força vertical, para MOMENTO DE TORÇÃO (T):-
baixo, igual a 24 kN e um momento de sentido momento contido no plano da seção
anti-horário igual a 153,75 kNm. Isto pode ser
observado na figura 78. No exemplo estudado, a força de 57 kN é
uma Força Normal (N); a força de 24 kN é uma
Parte 2 Força Cortante (V) e o momento de 153,75 kNm
24 kN é um Momento Fletor (M).
153,75 kNm
57 kN Note-se, também, que os sentidos dos
S esforços que atuam na seção poderiam ser
diferentes. Por exemplo, a Força Normal de 57
kN, poderia estar “puxando” a seção ao invés de
“empurrar”.
Figura 78
Faz-se necessário, então, estabelecer uma
convenção de sinais que possibilite identificar a
4.2. Classificação dos Esforços Internos ação dos esforços solicitantes nas seções. Esta
Solicitantes. convenção está estabelecida nas figuras 79 e 80.

Ao se comparar as figuras 75 e 78, se


observa que os esforços encontrados, na seção S
pertencente a cada parte, possuem a mesma
intensidade e sentidos inversos. Isto ocorre, pois
a estrutura está em equilíbrio e uma parte, por
meio da seção, equilibra a outra e para que o
equilíbrio ocorra é necessário que estes esforços
tenham a mesma intensidade e sentidos inversos.
19
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6. Determinar os esforços solicitantes que


Força Normal (N) ForçaCortante (V) ocorrem
Momento Fletor (M) nas seções S1de
Momento ; STorção
2 e S(T)
3 da barra
representada na figura 81.
N V M S
Tração S S S 4m T 2m
T
N V M 2 kN/m
S S S S
N V M S
Compressão S S S T
S1 S2 S3
T
N V M 3 kN
S S S S
Figura 81

Figura 79
Solução:
Antes de tudo, é necessário que a
estrutura esteja em equilíbrio, assim, é
(V) Momento Fletor (M) Momento de Torção (T)
imprescindível determinar as reações de apoio
que nela ocorrem.
V M S
S T De acordo com o visto no item 3, a estrutura
T
M com as reações de apoio que a equilibram fica:
S S
M S
S T 4m 2m
T
M 2 kN/m
S S

S1 S2 S3
Figura 80
5,5 kN 0,5 kN 3 kN

Com esta convenção é possível dizer que os


Figura 82
esforços solicitantes na seção do exemplo 5 são:
Para a determinação dos esforços solicitantes
na seção S1, vamos dividir a estrutura em duas
N 57kN
partes pela seção e estudar a ação dos esforços
externos de uma das partes na seção S1
V 24kN
pertencente à outra das partes.
M 153,7kNm
A figura 83 mostra a parte que fica à
esquerda da seção e os esforços da parte que fica
Observe-se que este resultado se obtém
à direita.
estudando qualquer uma das partes da estrutura,
não sendo necessária, também, a realização do
estudo para as duas partes. Ao ser determinado o
esforço na seção, em uma das partes, este é o
mesmo, nesta seção, na outra das partes. S1
5,5 kN
Note-se que é possível a determinação
dos esforços solicitantes em qualquer seção da Figura 83
estrutura.
Desta maneira os esforços solicitantes na
Nos exemplos a seguir são determinados seção S1 são:
os esforços solicitantes em algumas seções
selecionadas. N 0 V 5,5kN M 0

4.3. Exemplos.

20
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Fazendo o esmo para a seção S2 e tomando


os esforços da parte que fica à esquerda de S2, se
encontra: 7. Determinar os esforços solicitantes que
ocorrem nas seções S1; S2 e S3 da barra
4m 2m representada na figura 86.
2m
8 kN 2 tfm
m
=4
C D R

5m
S2
5,5 kN A B 1 tf

Figura 84 3 tf

5m
Desta maneira os esforços solicitantes na
seção S2 são: Figura 86

N 0 V 2,5kN M 6kNm A estrutura com as reações de apoio que a


equilibram fica:
Para a seção S3, é possível fazer um estudo
semelhante ao feito para a seção S1com a 1 tf 2 tfm
m
diferença de tomar os esforços externos que C D R
=4

ficam na parte que fica à direita da seção.


5m

S3 A B 1 tf

3 kN
3 tf 36 tfm

Figura 85 5m 3 tf

Figura 87
Desta maneira os esforços solicitantes na
seção S3 são: Para a determinação dos esforços que atuam
na seção A, é possível tomar os esforços que
N 0 V 3kN M 0 ficam na parte acima de A. Assim, se tem:
1 tf

Com estes resultados é possível montar a tabela


5m

1
A
Tabela 1 – Resultados do Exemplo 6
S1 S2 S3
N (kN) 0 0 0
V (kN) 5,5 -2,5 -3 Figura 88
M Desta maneira os esforços solicitantes na
0 6 (TB) 0 seção A são:
(kNm)

Obs.:- Na tabela 1, a o momento atuante na N 0 V 1tf M 5tfm TD


seção S2 não está acompanhado do sinal
correspondente; em vez disto, existem as letras Para a determinação dos esforços que atuam
TB. O par de letras TB indica o lado da seção na seção B, é possível tomar os esforços que
que está sofrendo Tração; neste caso é o lado de ficam na parte abaixo de B. Assim, se tem:
Baixo da seção. Caso a tração fosse do lado de
cima da seção as letras seriam TC.

21
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1 tf Com estes resultados é possível montar a tabela


2
5m

Tabela 2 – Resultados do Exemplo 7


B
SEÇÃO N (tf) V (tf) M (tfm)
A 0 -1 5 TD
3 tf B -3 1 10 TB
5m C 1 3 26 TB
Figura 89 D 1 3 28 TB
8. Determinar os esforços solicitantes que
Desta maneira os esforços solicitantes na ocorrem nas seções S1; S2; S3 e S4 da barra
seção B são: representada na figura 92.

N 3tf V 1tf M 10tfm TD 4 kN/m

Para a determinação dos esforços que atuam S1 S2 S3 S4


na seção C, é possível tomar os esforços que 3 kN
2m
ficam à direita de C. Assim, se tem:
4m 4m
2 tfm
Figura 92
4m
C =
R
Como seção inicial para o estudo, será
tomada a seção 4. Note que, ao se tomar os
1 tf esforços à esquerda da seção, não se faz
36 tfm
necessária a determinação das reações que
3 tf
ocorrem no engastamento. Sendo assim, se tem:
Figura 90

Desta maneira os esforços solicitantes na S4


seção C são: 3 kN

N 1tf V 3tf M 26tfm TB Figura 93

Finalmente, para a determinação dos esforços Os esforços solicitantes na seção S4 são:


que atuam na seção D, é possível tomar os
esforços que ficam à esquerda de D. Desta N 0 V 3kN M 0
maneira, se encontra:
Para a seção S3, tomando os esforços na parte
que fica à esquerda da seção, se tem:
4m
D R=

S3
3 kN
1 tf

36 tfm 4m
Figura 94
3 tf
Figura 91
Os esforços solicitantes na seção S3 são:
Sendo assim, os esforços solicitantes na
seção D são: N 0 V 3kN M 12kNm(TB )

N 1tf V 3tf M 28tfm TB Para a seção S2, tomando os esforços na


parte que fica à esquerda da seção, se tem:

22
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8 kN 2m 2m
1,2m
4 kN/m
2 kN/m
5 kN S2 4 kNm
S2
S3
1m 3 kN S1

2m
2m 4m

Figura 95 S4
Figura 97
Os esforços solicitantes na seção S2 são:
Usando o que foi dito na observação do
N 0 V 5kN M 10kNm(TB ) exercício 8, para a seção S1, é possível usar os
esforços à esquerda da seção; com isto se tem:
Para a seção S1, tomando os esforços na parte
que fica à esquerda da seção, se tem: 1,2m
16 kN 2,4 kN
4 kN/m 2 kN/m
5 kN

S1 0,6m S1
2m 3 kN

4m 4m
Figura 96
Figura 98
Os esforços solicitantes na seção S1 são:
Os esforços solicitantes na seção S1 são:
N 0 V 13kN M 8kNm (TC )
N 5kN V 2,4kN M 1,44kNm(TC )
Com estes resultados é possível montar a tabela
3 Para a seção S2 se encontra:
2m 2m
1m
Tabela 3 – Resultados do Exemplo 8
4 kN
S1 S2 S3 S4 2 kN/m
5 kN S2
N (kN) 0 0 0 0
V (kN) 13 5 -3 -3
M (kNm) 8 (TC) 10 (TB) 12 (TB) 0

Obs.:- De uma maneira geral, quando uma


estrutura é engastada , em uma de suas
extremidades, não é necessário determinar as Figura 99
reações de apoio para o conhecimento dos Os esforços solicitantes na seção S2 são:
esforços solicitantes. Para tal, basta estudar de
forma que sejam tomados os esforços da parte N 5kN V 4kN M 12kNm(TC )
que não contenha o engastamento.
Para a seção S3 se encontra:

9. Determinar os esforços solicitantes que


ocorrem nas seções S1; S2; S3 e S4 da barra
representada na figura 97.

23
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2m 2m
1m 16. Determinar os esforços solicitantes nas
4 kN
seções indicadas na estrutura da figura 102.
2 kN/m
5 kN 4 kNm 4m 2m
S3 2 tf/m
20tf
S1 S2 S3
3tf

Figura 102
Figura 100 Resposta:
S1 S2 S3
Os esforços solicitantes na seção S3 são: N (tf) 20 20 20
V (tf) 5,5 -2,5 -3
N 4kN V 5kN M 8kNm(TD ) M (tfm) 0 6 (TB) 0

Para a seção S4 se encontra: 17. Determinar os esforços solicitantes nas


2m 2m seções indicadas na estrutura da figura 103.
1m
20kN/m
4 kN
2 kN/m 15kN
5 kN 4 kNm
S1 S2 S3 S4 S5
2m
4m 2m
2m

S4 Figura 103

Figura 101
Resposta:
S1 S2 S3 S4 S5
Os esforços solicitantes na seção S4 são:
N (kN) -15 -15 -15 0 0
V (kN) 30 -10 -50 40 0
N 5kN V 4kN M 2kNm (TC ) M (kNm) 0 20 (TB) 40 (TC) 40 (TC) 0

Com estes resultados é possível montar a tabela


4 18. Determinar os esforços solicitantes nas
seções indicadas na estrutura da figura 104.
Tabela 4 – Resultados do Exemplo 9
S1 S2 S3 S4 10kN 20kN/m 10kN

N (kN) -5 -5 -4 5
V (kN) -2,4 -4 5 4
S1 S2 S3 S4 S5 S6
M (kNm) 1,44 (TC) 12 (TC) 8 (TD) 2 (TC) 1m
2m 2m 2m
Figura 104

Resposta:
S1 S2 S3 S4 S5 S6
4.4. Exercícios.
N 0
0 0 0 0 0
(kN)
V 10
-10 -10 20 0 10
(kN)
M 20 20 10 20
0 0
(kNm) (TC) (TC) (TC) (TC)

24
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36,87°

5kN
19. Determinar os esforços solicitantes nas
seções indicadas na estrutura da figura 105.

2m
S6 S7
20kN/m 10kN
5kNm 20kN

2m
15kN
S1 S5 S4 15kN
S5 S6
0,8m

S3 S4
S2 S3

60
S2 2m 2m 20kNm
2m

°
2m 2m 4m
10kN

S1 Figura 107

Figura 105 Resposta:


Resposta: S1 S2 S3 S4 S5 S6 S7
S1 S2 S3 S4 S5 S6 N
N -12 -12 -15 -15 4 -4 0
-17,5 -17,5 -17,5 -10 -10 15 (kN)
(kN) V
V 16 -4 0 0 3 3 -8
-10 -10 -10 17,5 -12,5 10 (kN)
(kN) M 32 20 20 44 6 32
M 12 20 15 20 20 0
0 (kNm) (TB) (TC) (TC) (TD) (TE) (TB)
(kNm) (TE) (TE) (TB) (TC) (TC)

22. Determinar os esforços solicitantes nas


20. Determinar os esforços solicitantes nas seções indicadas na estrutura da figura 108.
seções indicadas na estrutura da figura 106.
10kN 20kN/m
2m 2m
5kNm
1m S3 S4 15kN
20kN/m S2 S5
S6
10kN/m
2m 2m
2m

S6 S5 S3 S2
S4
10kN S1
2m

30°
S1 10kN
Figura 108
10kN
Figura 106 Resposta:
Resposta: S1 S2 S3 S4 S5 S6
S1 S2 S3 S4 S5 S6 N
1,6 1,6 -10,9 -10,9 15 15
N (kN)
-10 -10 -10 -10 -10 -10 V
(kN) -10,9 -10,9 -11,6 -11,6 40 0
V (kN)
10 10 -10 -2,5 20 0 M 21,8 16,8 40 40
(kN) 0 0
M 20 20 19,1 33,3 33,3 (kNm) TE TC TC TC
0
(kNm) (TD) (TC) (TC) (TC) (TC)

21. Determinar os esforços solicitantes nas


seções indicadas na estrutura da figura 107.

25
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10 kN

20 kN

2m
30 kNm

HA =10 kN VA =22 kN
5. Linhas de Estado. VB = 2 kN
1m 1m 2m 2m

Como foi visto no capítulo anterior, os Figura 109


esforços solicitantes estão associados à seção
transversal, isto é, mudando a seção pode acorrer Nesta figura a estrutura em estudo é
a mudança do(s) esforço(s). equilibrada pelas reações de apoio VA; HA e VB.
Quando se observa a estrutura da figura
Desta forma é possível determinar como cada 109, são identificados os cinco trechos
tipo de esforço varia, de seção em seção, ao mostrados na tabela 5.
longo dos eixos das barras de uma estrutura. Esta
variação pode ser mostrada graficamente usando Tabela 5 – Seções limites da estrutura da figura 109
os eixos das barras como eixos das abscissas e os TRECHO SEÇÕES LIMITES
esforços representados nos eixos das ordenadas. 1 A–B
2 C–D
Sendo assim é possível traçar, para cada tipo 3 E–F
de esforço, um gráfico que mostra como este 4 G-H
esforço varia ao longo do cumprimento do(s) 5 I-J
eixo(s) da(s) barra(s). Estes gráficos, que
representam as funções de variação dos esforços, Estas seções estão representadas na figura
recebem o nome de Diagramas de Esforços 110.
Solicitantes ou Linhas de Estado. 10 kN
I

As funções que representam os esforços 20 kN

2m
solicitantes são contínuas em trechos; por este
30 kNm
motivo, traçamos estes diagramas em um trecho A B C J
de cada vez. Um trecho é o conjunto de seções D E F G H
limitado por seções onde: HA =10 kN VA =22 kN
Aparece, ou desaparece, um esforço VB = 2 kN
1m 1m 2m 2m
ou uma barra e/ou
Ocorre mudança na lei que rege a
direção do eixo da barra. Figura 110
As seções que limitam um treco são chamadas de
seções limites do trecho. Para saber que tipo de função será
desenhada, será necessário escrevê-la para o
Para apresentar os diagramas de esforços trecho em estudo. Para tanto, se toma uma seção
solicitantes, se fará uso do exemplo numérico. qualquer S, que esteja no trecho e se determina
os esforços solicitantes para esta seção.
5.1. Exemplo.
Seja, por exemplo, a seção S, do trecho A
– B, representada na figura 111.
10. Determinar as linhas de estado para a
estrutura da figura 109

26
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I c. Unir com a função correspondente estes


20 kN valores marcados, hachurando
perpendicularmente ao eixo.

A B C J Com isto, para o trecho A – B, os valores nas


D E F G H
seções limites são os representados na tabela 6.
x
Tabela 6 – Resultados para o trecho A - B
A B
1m 1m 2m 2m N (kN) 0 0
Figura 111 V (kN) -20 -20
M (kNm) 0 (-)20 (TC)
Os esforços solicitantes na seção S são:

N 0 V 20kN M ( )20kN x(TC ) Para este trecho então os valores marcados


nas seções limites, unidos pela função
Tomando-se como origem a seção A, se correspondente e hachurados, ficam:
observa que em qualquer seção entre A e B a
N (kN)
força normal será sempre igual a zero e a força
A B
cortante será sempre igual a -20kN. Isto ocorre, 0 0
pois estes dois esforços não dependem da
distância x. Com relação ao momento fletor, se
nota que ele varia linearmente com x sendo que,
na seção A (x = 0) o momento fletor é nulo e na
seção B ele vale -20kNm (TC). V (kN)
A B
Sendo assim, a representação gráfica da
função que representa a variação da força normal
é um segmento de reta que representa uma 20 20

função constante, isto é, este segmento de reta


deve ser paralelo ao eixo das abscissas. O
20
mesmo pode ser dito para a representação gráfica M (kNm)
da função que representa a variação da força A B

cortante.
Figura 112
Quanto ao momento fletor, sua
representação gráfica deve ser feita por uma reta Para o trecho C – D, os valores nas seções
que na seção A tem ordenada igual a zero e na limites são os representados na tabela 7.
seção B tem ordenada igual a -20kNm.
Tabela 7 – Resultados para o trecho C - D
C D
De uma maneira geral, para traçar a N (kN) -10 -10
representação gráfica da função que representa a V (kN) 2 2
variação de um esforço solicitante em um trecho M (kNm) (-)20 (TC) (-)18 (TC)
basta:

a. Calcular o valor do esforço solicitante em Para este trecho então os valores marcados
estudo nas seções limites do trecho; nas seções limites, unidos pela função
b. Marcar estes valores, em uma correspondente e hachurados, junto com o trecho
determinada escala, nas posições dos anteriormente determinado, ficam:
eixos em que se encontram os centros de
gravidade destas seções e

27
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Para o trecho G – H, os valores nas seções


N (kN)
limites são os representados na tabela 9.
0 0
Tabela 9 – Resultados para o trecho G - H
10
G H
N (kN) 0 0
V (kN) 2 2
M (kNm) (-) 4 (TC) 0
V (kN)
Para este trecho então os valores marcados
2
nas seções limites, unidos pela função
correspondente e hachurados, junto com os
20 20
trechos anteriormente determinados, ficam:

N (kN)

20 18 0 0
M (kNm) 10

Figura 112

V (kN)
Para o trecho E – F, os valores nas seções 2 2
limites são os representados na tabela 8.

Tabela 8 – Resultados para o trecho E - F 20 20


E F
N (kN) -10 -10
V (kN) 2 2 20 18
M (kNm) 12 (TB) 16 (TB) M (kNm)
4

Para este trecho então os valores marcados 12


16
nas seções limites, unidos pela função
Figura 114
correspondente e hachurados, junto com os
Para o trecho I – J, os valores nas seções
trechos anteriormente determinados, ficam:
limites são os representados na tabela 10.
N (kN)
Tabela 9 – Resultados para o trecho I - J
0 0 I J
10 N (kN) 0 0
V (kN) -10 -10
M (kNm) (-) 20 (TD) 0

V (kN)
Para este trecho então os valores marcados
2 nas seções limites, unidos pela função
correspondente e hachurados, junto com os
trechos anteriormente determinados, ficam:
20 20

20 18
M (kNm)

12
16
Figura 113

28
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5m 4m

N (kN) 1 kN

4 kNm

3m
0 0
10 3 kN

2m
2 kN

10 Figura 116
V (kN)
2 2 As reações de apoio que equilibram a
estrutura estão representadas na figura 117.
5m 4m

20 20 1 kN

4 kNm

3m
20 18 3 kN
M (kNm)

2m
5/9 kN
4
20 2 kN

12
16
5/9 kN

Figura 117
Figura 115
Obs.:-
Os diagramas ficam:
Note que o diagrama de momentos é
traçado com a convenção de sinais
inversa em relação aos demais.

As hachuras perpendiculares ao eixo, em 3


5/9
cada trecho, mostram para que trecho 2,29 5/9
vale o desenho feito. N (kN)

Não é necessário preencher a tabela para


as seções limites de cada trecho; basta
marcar os valores do esforço destas
seções no gráfico efetuado.

11. Determinar as linhas de estado para a


estrutura da figura 116.

29
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20

5/9

N (kN)
2
5,83

V (kN)

10

11,78 7,78 10
V (kN)
10
10

20

40

M (kNm) M (kNM)

40
Figura 118

80
12. Determinar as linhas de estado para a
estrutura da figura 119. Figura 120

13. Determinar as linhas de estado para a


estrutura da figura 121.
2m

5m
20 kN
10 kN 3 tfm
1 tf

4m
2m

Figura 119

Lembrando que, quando uma estrutura é


engastada, em uma de suas extremidades, não é
1m

necessário determinar as reações de apoio para o 2 tf


conhecimento dos esforços solicitantes, podemos
passar para os diagramas, que estão
representados na figura 120. 1m
Figura 121

Lembrando, mais uma vez, que, quando


uma estrutura é engastada, em uma de suas
extremidades, não é necessário determinar as
reações de apoio para o conhecimento dos
esforços solicitantes, podemos passar para os
diagramas, que estão representados na figura
122.

30
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N (kN)
1 N (tf)

70
2 30

V (kN)

2 50

2
M (kNm)

V (tf)

70

100 100
2
2
Figura 125
7

15. Determinar as linhas de estado para a


3 M (tfm) estrutura da figura 126.

2
2
2

Figura 122

3m
14. Determinar as linhas de estado para a
estrutura da figura 123. 3 tfm
5 tf

40 kN 30 kN 50 kN 2 tf

3m 1,5m 1,5m

Figura 126

1m 1m 1,5m 2m
As reações de apoio ficam:
Figura 123 1 tf
As reações de apoio ficam:
40 kN 30 kN 50 kN
3m

3 tfm
4 tf 5 tf
70 kN 50 kN

1m 1m 1,5m 2m 2 tf
2 tf
Figura 124
3m 1,5m 1,5m

Os diagramas ficam: Figura 127

Os diagramas ficam:

31
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5,26 tf

2,88 tf
N (tf)

4m
2 tf
5 3 tfm
4

2m
1 tf

V (tf)
30°
3,76 tf
2m 3m

Figura 130
2

Os diagramas ficam:
5,26

6 M (tfm)
3
N (tf)

Figura 128 1,88

16. Determinar as linhas de estado para a


estrutura da figura 129.
3,26
2,39

2,88
4m

2 tf V (tf)
3 tfm

3,26
2m

1 tf

30° 1,88
2m 3m

Figura 129 5,05

As reações de apoio ficam:

32
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Aplicando-se as equações do equilíbrio para


o elemento se encontra:
M (tfm)

FH 0
3
3
3,76 Note que não existem esforços
horizontais no trecho em estudo.
6,76
FV 0 V qdx V dV 0
17,28
V qdx V dV 0

17,28 qdx dV
Figura 131
dV
q (1)
dx

5.2. Equilíbrio de um Trecho Reto. dx


MA 0 M Vdx qdx M dM 0
2
Como dito no início deste capítulo, é possível
determinar como cada tipo de esforço solicitante qdx 2
varia ao longo dos eixos das barras de uma M Vdx M dM 0
2
estrutura. A representação gráfica depende da
função desta variação que depende dos esforços
aplicados na estrutura. qdx 2
Note que o termo é desprezível em relação
2
Para que seja possível relacionar estas aos demais, pois é um infinitésimo de segunda
funções de variação com o tipo de esforços ordem e os outros são um infinitésimo de
aplicado, será estudado um trecho de barra em primeira ordem. Assim, e expressão fica:
equilíbrio, como o mostrado na figura 132. M Vdx M dM 0
q(x)
Vdx M 0

dM
V (2)
dx
dx

Quando se observa as expressões (1) e (2), é


Figura 132
possível afirmar que:
Quando se retira um trecho reto, desta barra,
A derivada da função força cortante de
limitado por duas seções transversais
um trecho reto é a menos de sinal, a força
infinitamente próximas entre si, ele também está
distribuída que existe neste trecho.
em equilíbrio por meio dos esforços solicitantes
que atuam em cada seção limite do trecho. Sendo
A derivada da função momento fletor de
assim, os esforços que atuam neste trecho são os
um trecho reto é a função força cortante
representados na figura 133.
q que existe neste trecho.
M
V M+dM
Desta forma, derivando a expressão (2) em
relação a x se encontra:

ponto A V+dV

Figura 133
33
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d2M dV 5.3. Exemplos.


q (3)
dx 2 dx
11. Determinar as linhas de estado para a
A expressão (3) mostra a relação diferencial estrutura da figura 134.
entre o momento fletor; a força cortante e a carga
4 kN/m
aplicada. Isto nos permite construir a tabela 10.

Tabela 10 – Relação entre M; V e q.


q V M
Constante = zero Constante 1m 3m 2m
Zero
Constante ≠zero Reta inclinada Figura 134
Constante ≠zero Reta inclinada Parábola
As reações de apoio que equilibram a
Reta inclinada Parábola Curva do 3º. grau
estrutura são:

Outro ponto que vale a pena salientar é a 4 kN/m


forma integral desta relação. Quando se toma a
expressão (2), sua forma integral é:
12,8 kN 3,2 kN
M Vdx C (4)
1m 3m 2m

Onde C é a constante de integração. Figura 135

Quando se analisa a expressão (4) se deve Nesta estrutura é possível identificar 3


lembrar o significado gráfico de uma integral trechos mostrados na tabela 11 e representados
que é a área sob a curva, que representa a função na figura 136.
de variação. Assim, a expressão (4) pode ser lida
da seguinte forma: “a área da cortante entre Tabela 11 – Seções limites da estrutura da figura 134
duas seções fornece a diferença entre os TRECHO SEÇÕES LIMITES
momentos fletores destas seções”. 1 A–B
2 C–D
Do mesmo jeito, a forma integral da 3 E–F
expressão (1) fica: 4 kN/m
F
V qdx C1 (5) A B C D E
12,8 kN 3,2 kN
Onde C1 é a constante de integração 1m 3m 2m

Assim, a expressão (5) pode ser lida da Figura 136


seguinte forma: “a área da força distribuída
existente entre duas seções fornece a diferença Observando a figura 136, se nota que não
entre as forças cortantes destas seções”. existe a presença de esforços externos que
causam forças normais nas seções da estrutura.
Sendo assim, o estudo será feito apenas para a
força cortante e para o momento fletor.

Começando pelo trecho A – B; seja, por


exemplo, a seção S, dentro deste trecho,
representada na figura 137.

34
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4 x kN/m Lembra-se aqui que, no ponto em que a


derivada de uma função é igual a zero, a função
4 kN/m possui valor de máximo ou mínimo. Nesta
S B
A situação a tangente à curva que representa a
x/2 função é paralela ao eixo das abscissas.
x
No trecho em estudo, a força cortante é
1m
nula na seção A. isto significa que, para o trecho,
Figura 137 este valor é mínimo e nele a parábola possui
tangente paralela ao eixo das abscissas. Neste
A força cortante e o momento fletor nesta caso ela é coincidente. Assim, a única forma de
seção são: traçar uma parábola entre os momentos das
seções A e B, com a tangente à parábola
kN kN coincidente com o eixo das ordenadas na seção
V 4x M ( )2x 2 (TC ) A, é a mostrada na figura 139.
m m
Uma forma prática para traçar este
A função força cortante varia linearmente diagrama é usar a regra do elemento flexível.
com x e possui valor igual a zero para x igual a Para o uso desta regra, marcamos no diagrama os
zero (seção A) e é igual a -4kN quando x é igual valores dos momentos nas seções que limitam o
a 1m (seção B). Assim, o diagrama da força trecho; imaginamos existir um elemento flexível
cortante no trecho A – B é um segmento de reta entre estes valores e imaginamos aplicada, no
como o mostrado na figura 138. elemento flexível, a força distribuída existente
1m 3m 2m no trecho. A forma do diagrama será semelhante
à forma adquirida pelo elemento flexível
deformado pela força distribuída. Isto pode ser
observado na figura 140.
V (kN) 1m 3m 2m

4 2 Elemento Flexível
Figura 138 M (kNm)

A função momento fletor é quadrada e


possui valor igual a zero para x igual a zero Forma deformada do elemento flexível
(seção A) e é igual a -2kNm (TC) quando x é Figura 140
igual a 1m (seção B). Assim, o diagrama do
momento fletor no trecho A – B é uma parábola Para uma seção S dentro do trecho C – D
como a mostrada na figura 139. se encontra:
x
1m 3m 2m x/2
4x kN/m
2 4 kN/m
M (kNm) S
C D
12,8 kN
Figura 139
x-1m
Para saber se o traçado deste diagrama
está correto, pode ser feito o uso da expressão (2) 1m 3m
que mostra a função força cortante como sendo a Figura 141
derivada da função momento fletor do trecho. A força cortante e o momento fletor nesta
seção são:

35
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kN A distância entre a seção de cortante nula


V 12,8kN 4x
m e a seção D fica:

kN 3,2kN
M 12,8xkN(TB ) 12,8kNm( )2x 2 (TC ) 0,8m
m kN
4
m
A função força cortante é linear igual a
8,8kN para x igual a 1m (seção C) e igual a A função momento fletor é quadrada e é
-3,2kN quando x é igual a 4m (seção D). Assim, igual a -2kNm (TC) para x igual a 1m (seção C)
o diagrama da força cortante no trecho C – D é e ela é igual a 6,4kNm (TB) quando x é igual a
um segmento de reta como o mostrado na figura 4m (seção D) e passa por um valor de máximo
142. (ou mínimo) na seção onde a cortante se anula
que é 7,68kNm (TB). Assim, o diagrama do
1m 3m 2m momento fletor no trecho C – D é uma parábola
como a mostrada na figura 143.
8,8
1m 3m 2m

V (kN) 2,2m 0,8m


2

4 3,2 M (kNm)

2,2m 0,8m

Figura 142

Note-se que neste trecho, existe uma


seção onde a força cortante é igual a zero. Tem- 6,4
7,68
se conhecimento que, nestas seções o momento
Figura 143
fletor possui valor de máximo ou de mínimo para
o trecho. A determinação da posição desta seção
é feita se igualando a zero a função força Para uma seção S dentro do trecho E – F
cortante: se encontra:
kN 2m x
V 12,8kN 4x 0
m
16 kN
4 kN/m
kN S
12,8kN 4x F
m
E

x 3,2m 12,8 kN

1m 3m 2m
Na figura 142 estão marcadas as
distâncias entre esta seção e as seções C e D. Figura 144
Estas distâncias podem ser determinadas pelo A força cortante e o momento fletor nesta
quociente entre a força cortante que atua na seção são:
seção e o valor da distribuição no trecho. Para
esta seção a distância entre ela e a seção C é V 3,2kN M 6,4kNm (TB ) 3,2x(TC )
determinada por:
A função força cortante é constante e
8,8kN igual a -3,2kN para qualquer seção entre E e F.
2,2m Assim, o diagrama da força cortante no trecho E
kN
4 – F é um segmento de reta como o mostrado na
m
figura 145.

36
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1m 3m 2m
Tabela 12 – Seções limites da estrutura da figura 165
8,8
TRECHO SEÇÕES LIMITES
1 A–B
V (kN) 2 C–D
3 E–F
4
4 G–H
3,2
5 I-J
2,2m 0,8m 2 kN
Figura 145 I

2m
A função momento fletor é linear e igual 3 kN/m
a 6,4kNm (TB) para x igual a 0 (seção E) e igual A J CD G H
a zero quando x é igual a 2m (seção F). Assim, o B E F
diagrama do momento fletor no trecho E – F é 5 kNm 1 kN
segmento de reta como o mostrado na figura
3m 1m 2m 1m
146.

1m 3m 2m Figura 165
2,2m 0,8m Os esforços solicitantes nas seções
2 limites dos trechos estão indicados na tabela 13.
M (kNm) Tabela 13 – Esforços solicitantes nas seções limites
Seção N (kN) V (kN) M (kNm)
A 2 5 -32 (TC)
B 2 5 -17 (TC)
C 0 5 -8 (TC)
6,4 D 0 5 -5 (TC)
7,68 E 0 5 -5 (TC)
Figura 146 F 0 -1 1 (TB)
G 0 -1 1 (TB)
H 0 -1 0
12. Determinar as linhas de estado para a
I 0 2 4 (TD)
estrutura da figura 165.
J 0 2 0
2 kN

O diagrama de forças normais está


representado na figura 166
2m

3 kN/m
N (kN)
5 kNm 1 kN
2
3m 1m 2m 1m

Figura 165
Para traçar as linhas de estado, basta Figura 166
determinar o valor dos esforços nas seções
limites dos trechos e traçar o gráfico entre elas, O diagrama de forças cortantes está
respeitando o mostrado na tabela 10. Nesta representado na figura 167. Note-se que na seção
estrutura é possível identificar 5 trechos, S a força cortante é nula e sendo assim, o
mostrados na tabela 12 e representados na figura momento fletor nesta seção é máximo, ou
165. mínimo, para o trecho. Com isto o diagrama de
momentos fletores fica como o mostrado na
figura 167.
37
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2
5 5 V (kN)
2 V (kN)

2m
5 5 S

S 1/3 m 1

3m 1m 2m 1m
1
1/3 m 32

17
32
M (kNm)
8
17
M (kNm) 3 1/3 m
8

3 1/3 m 4
7/6 1
Figura 168
4
7/6 1

Figura 167

O diagrama das cortantes, também pode


ser construído lembrando que a área da função
cortante entre duas seções fornece a diferença
entre os momentos fletores destas seções.
13. Determinar as linhas de estado para a
Na figura 168 estão destacadas duas estrutura da figura 169.
áreas: um retângulo que possui área igual a:
10 kN
2 kN/m
A retângulo 5kN 3m 15kNm

e um triângulo com área igual a:

1
1kN m 2m 2m 2m
3 1
A triângulo kNm
2 6 Figura 169

As reações de apoio ficam:

10 kN
Estas áreas, cuja unidade é kNm, 2 kN/m
representam a diferença entre os momentos das
seções que limitam estas áreas.

4 kN 10 kN
Este raciocínio pode ser expandido para 2m 2m 2m
toda a estrutura e a construção do diagrama pode
ser feita, apenas usando este conceito. Figura 170

Os diagramas ficam:

38
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5
N (kN)

N (tf)
4

kN/m 4 4

V (kN)
5

kN 6 5

2m 4 V (tf)
4

4
M (kNm)

12

4
8 8
Figura 171
M (tfm)

14. Determinar as linhas de estado para a


18
estrutura da figura 172.

2m 2m 10

18
Figura 173
2 tf/m
4 tfm

5 tf

15. Determinar as linhas de estado para a


2m

estrutura da figura 174.

2m 1m 3m

Figura 172 30 kNm

Os diagramas ficam:
3m

40 kN/m
20 kN
3m

Figura 174

As reações de apoio ficam:

39
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2m 1m 3m 16. Determinar as linhas de estado para a


30 kNm estrutura da figura 177.

3 tf/m
3m

3m
40 kN/m

5 tf/m
223 kN 20 kN

160 kN
3m

3m
203 kN

5 tfm
Figura 175 5m

Os diagramas ficam: Figura 177

N (kN)
As reações de apoio ficam:
18,7 tf

223
3 tf/m
20

3m
15 tf
5 tf/m

39,7 tf

3m
V (kN)
5 tfm

5m

160
Figura 178

Os diagramas ficam:
41,8

203

M (kNm)
N (tf)

180

30
609

429
290

Figura 176

40
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A Estática nas Estruturas

25,1 4m 2m
30
20
N (tf)

5.5

7,6
V (tf)

V (tf) 2.5 3

2,75m

M (tfm)

90

7,6
90
Figura 181

24. Determinar os diagramas de esforços


solicitantes para a estrutura da figura 182.
20kN/m
27,8 15kN
M (tfm)
5
4m 2m

Figura 182
5
Resposta:
Figura 179

15
40
30
5.4. Exercícios.
V(kN)

23. Determinar os diagramas de esforços


solicitantes para a estrutura da figura 180. 1,5m 50

20 M(kNm)

4m 2m
2 tf/m
20tf
S
3tf
22,5

Figura 180 Figura 183


25. Determinar os diagramas de esforços
Resposta: solicitantes para a estrutura da figura 184.
10kN 20kN/m 10kN

2m 2m 2m

Figura 184

Resposta:

41
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36,87°

2m 2m 2m
5kN

N(kN)

2m
20
10 20kN

2m
15kN
V(kN)

60
20kNm

°
10 2m 2m 4m
1m 20
Figura 188
20 20

10 Resposta:
M(kNm) 4

Figura 185 N(kN)


4
26. Determinar os diagramas de esforços
solicitantes para a estrutura da figura 186.
20kN/m 10kN
5kNm 12 15
15kN

3
2m 2m
2m

10kN

V(kN)
16
8

Figura 186
4
Resposta:
15 M(kNm)
15
N(kN) 6 38
N(kN)
17,5
17,5 32
10
10
20
44
24
17,5 32
17,5
10
10 Figura 189
V(kN)
V(kN)

28. Determinar os diagramas de esforços


22,5
22,5 solicitantes para a estrutura da figura 190.
1,125m
1,125m
10
10 10kN 20kN/m
20
20 5kNm
15
15 15kN
7,35
7,35
M(kNm)
M(kNm)
20
20
2m 2m
2m

10kN

Figura 187 30°

Figura 190
27. Determinar os diagramas de esforços
solicitantes para a estrutura da figura 188. Resposta:

42
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15 Figura 193
15
N(kN)
N(kN)
10,9 30. Determinar os diagramas de esforços
10,9 solicitantes para a estrutura da figura 194.
30 kN

40 8 kN/m
1,6
40
1,6
22 kNm
V(kN)
V(kN)
11,6 3m 3m 2m
11,6
Figura 194

10,9 Resposta:
N (kN)
10,9 40
40
16,8
16,8
21,8 M(kNm)
3m 3m 2m
21,8 M(kNm)
48

24

V (kN)

30
46
Figura 191

29. Determinar os diagramas de esforços


solicitantes para a estrutura da figura 192. M (kNm)

4m 4m

46
4kN/m
108

Figura 195
3 kN

Figura 192
Resposta:
N(kN)

13

V(kN)

3
3,25m 6. Articulação.

8 Uma articulação é uma forma de união entre


barras que permite o movimento relativo de
rotação.

M(kNm) Fisicamente, uma articulação pode ser


construída de diversas formas. Na figura 194,
12 por exemplo, a articulação entre dois semi-arcos
13,1
do Viaduto Santa Ifigênia, na cidade de São

43
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Paulo, é constituída por um cilindro que permite barra


o movimento relativo de rotação entre eles.

Semi-arco
Articulação

barra

Semi-arco Figura 196

Com relação ao equilíbrio de estruturas


articuladas, deve-se lembrar que, uma estrutura
está em equilíbrio estático quando não existe
movimento de nenhuma de suas partes. Em uma
Articulação estrutura articulada em equilíbrio, então, não
pode existir o movimento de rotação relativo
Figura 194 entre as partes unidas pela articulação. Para que
não exista rotação é necessário que não exista
A figura 195 é a fotografia de um momento.
guindaste onde a lança tem sua estrutura Pode-se, então, afirmar que em uma
treliçada. A treliça é uma forma de construção estrutura em equilíbrio o momento fletor na
onde as barras são retas e unidas com outras por articulação é igual a zero. Esta afirmação é
meio de articulações. conhecida como condição de articulação.

Se o momento fletor em uma articulação


é nulo, os únicos esforços solicitantes que podem
atuar nas seções vizinhas a ela são: força normal
e força cortante.

Observa-se, também, a necessidade da


existência de reações de apoio que equilibrem
este tipo de estrutura; assim, para cada
articulação que une n seções existem (n-1)
equações de momento fletor nulo e, portanto
devem existir (n-1) reações, além das necessárias
para o equilíbrio da estrutura como um todo.

6.1. Exemplos.
Figura 195
17. Determinar as linhas de estado para a
A união entre as barras da lança da figura estrutura da figura 197.
195 é feita por meio de solda. Assim, os pontos
soldados possuem um comportamento que 6 kN/m
permitem um movimento relativo de rotação C
D
(mesmo que infinitesimal) entre as barras e por A
B
isto são considerados articulações.
24 kN
Com relação à representação gráfica de uma
articulação, na figura 196 são encontrados dois
4m 1m 4m
eixos de barras, unidos por meio de uma
articulação. Figura 197

44
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Quando se observa as reações que os 24 kN


apoios da estrutura oferecem, se nota que são 6 kN/m

apresentadas 4 reações (3 no engastamento e A


B
uma no apoio simples móvel), como mostra a
figura 198.
2m
6 kN/m VA

C 4m
HD D
A
B Figura 199
MD
24 kN
VD VA Para que a estrutura esteja em equilíbrio
4m 1m 4m
(e está), é necessário que o momento fletor em B
seja igual a zero, isto é:

Figura 198 MB VA 4m 24kN 2m 0


Quando se usa as condições de equilíbrio,
se nota que não é possível determinar as reações, VA 4m 24kN 2m
pois o sistema de equações não é um sistema
compatível, isto é, se dispõe de 3 equações
(condições de equilíbrio) para a determinação de VA 12kN
4 incógnitas. Tem-se assim:
Determinado VA, se pode, então
FH 0 HD 0 determinar VD e MD. Então:
VA VD 6kN 12kN VD 6kN

FV 0 VA VD 24kN 30kN 0
VD 6kN

VA VD 6kN MD VA 9m 99kNm

MA 0 MD 12kN 9m 99kNm

MD 24kN 4m VA 9m 30kN 6,5m 0 MD 9kNm

MD VA 9m 99kNm Desta maneira, a estrutura, com suas


reações de apoio, fica:
Para tornar o sistema compatível e assim MD = 9kNm 6 kN/m
determinar as reações de apoio, é possível usar a D C
A
condição de articulação. No exemplo em estudo, B
a presença da articulação na posição B permite
inferir que o momento fletor nas seções vizinhas 24 kN
VD = 6kN VA = 12kN
da articulação é igual a zero.
4m 1m 4m
Para determinar este momento fletor, se
pode tomar, por exemplo, os esforços que ficam Figura 200
no trecho A – B da estrutura (parte a direita da
articulação). A determinação dos diagramas de
esforços se faz da mesma forma que foi feita no
capítulo 5. O que se verifica é que na articulação
o momento fletor é igual a zero. Os diagramas
ficam:

45
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3m 2m 2,5 m

N (kN)
10 kN/m
F
G E
HG
2m 30 kNm

2m
18
VG D HD

V (kN)

2m
B
6
C
12

2m
15
A HA
M (kNm)

VA
9 Figura 203
12
Figura 201
Usando as condições de equilíbrio se
encontra:
18. Determinar as linhas de estado para a
estrutura da figura202. FH 0 HG HD HA

3m 2m 2,5 m
FV 0 VA VG 30kN
10 kN/m
F
G E MG 0
30 kNm
2m

VA 7,5m HA 6m HD 2m 75kNm
D

Observa-se aqui a não possibilidade da


2m

determinação das reações usando, apenas, as


B condições de equilíbrio. Deve ser usada,
C também, a condição de articulação.
2m

A Para a articulação que ocupa a posição C,


se podem tomar os esforços da parte que fica à
direita de C:
Figura 202 2,5 m

Neste exemplo, os apoios oferecem cinco G E


reações: duas em cada apoio simples fixo e uma
no apoio simples móvel. Isto é mostrada na
figura 203. D

B
C
2m

A HA

VA

Figura 204

46
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2,5 m
Para que a estrutura esteja em equilíbrio 3m 2m

(e está), é necessário que o momento fletor em C 10 kN/m


F
HG=18,75 kN G
seja igual a zero, isto é: E

30 kNm

2m
MC VA 2,5m HA 2m 0 VG=15 kN HD=37,5 kN
D

1,25VA HA

2m
B
C
Para a articulação que ocupa a posição E,

2m
se podem tomar os esforços da parte que fica à A HA=18,75 kN
esquerda de E:
3m 2m
VA=15 kN
10 kN/m
F
G E
HG Figura 205
30 kNm

VG D Os diagramas de esforços solicitantes


para a estrutura, ficam:
18,75

B
C
15
A
N (kN)

Figura 204
Para que a estrutura esteja em equilíbrio
(e está), é necessário que o momento fletor em E
15
seja igual a zero, isto é: 18,75

ME VG 5m 30kN 3,5m 30kNm 0


15

18,75
VG 15kN
1,5 m
15
Com VG, se determina VA, ou seja:

VA 15kN V (kN)
18,75
Com VA, se encontra HA:
15

HA 18,75kN 18,75

Com HA e VA, se determina HD, ou seja:

HD 37,5kN 11,25
1,5 m
30 37,5
37,5
Finalmente, com HA e HD, se determina HG, ou
seja: M (kNm)
37,5
HG 18,75kN

Assim, a estrutura, com suas reações de


apoio, fica: Figura 206
47
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6.2. Exercícios. 34. Determinar os diagramas de esforços


solicitantes para a estrutura da figura 210.
31. Determinar os diagramas de esforços
solicitantes para a estrutura da figura 207. 4m 2,5m

3m 2m 5 kN/m

10 kNm
20 kN E D

E D C

3,5m
10 kNm

3m
C
5 kN/m

3,5m
B
A 15 kN
A B
Figura 207
3,25m
32. Determinar os diagramas de esforços
solicitantes para a estrutura da figura 208. Figura 210

C 15 kN 35. Determinar os diagramas de esforços


solicitantes para a estrutura da figura 211.
5,5m

1m

A B
2 kN/m
4m

7m
6m

Figura 208

12m
33. Determinar os diagramas de esforços
solicitantes para a estrutura da figura 209.
Figura 211
3m 3m

20 tf
36. Determinar os diagramas de esforços
G
solicitantes para a estrutura da figura 212.
E
F
2m 4m
10 tf
4m

40 kN/m
B D
5 tf/m

1m

C 60 kN

2,5m
3m
5m

A
Figura 212
Figura 209
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37. Determinar os diagramas de esforços


solicitantes para a estrutura da figura 213.

6m

10 kN/m

4m
40 kN

50 kN
2m 2m

Figura 213

38. Determinar os diagramas de esforços


solicitantes para a estrutura da figura 214.
3m

3 kNm
3m

10 kN/m

5 kN
4 kN

2m 2m

Figura 214

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