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ENGENHARIA AMBIENTAL

RECUPERAÇÃO DE ÁREAS
DEGRADADAS
Mestrado de Eng. Ambiental

Geólogo Juarês José Aumond


Msc. Geografia / Dr. Eng. Civil
Juares.aumond@gmail.com
Dpto. DCN / Dpto. Eng. Florestal
Mestrado Eng. Ambiental / Doutorado Desenvolvimento Regional
ENGENHARIA AMBIENTAL
Vetores da Degradação Ambiental
MINERAÇÃO
PECUÁRIA URBANIZAÇÃO

AGRICULTURA CRESCIMENTO INDUSTRIALIZAÇÃO


ECONÔMICO
• Erosão – assoreamento
• Desequilíbrio hidrológico – enchentes – escassez d’água
• Empobrecimento do campo
• Destruição da paisagem – cultural/turístico

DIVERSIDADE PATRIMÔNIO
PERDA
BIOLÓGICA GENÉTICO

Elementos fundamentais e insubstituíveis para o


desenvolvimento e melhoria da qualidade de vida
Bibliografia – Recuperação de áreas degradadas na Mata Atlântica, Catálogo Bibliográfico - 1997 Juarês José Aumond
ENGENHARIA AMBIENTAL

O CONTEXTO MENTAL

As pessoas não se dão conta, pela perda da


memória (histórica), de geração para geração, de
como nossa atual vida urbana está impregnada
de hábitos, comodidades e facilidades
tecnológicas que nos afastam progressivamente
de uma vida saudável e harmônica com a
natureza

Fonte: J. J. Aumond
ENGENHARIA AMBIENTAL
SITUAÇÃO ATUAL / PERSPECTIVAS
Floresta Tropical Atlântica
100 milhões/ha 500 anos 7 milhões/ha
Cobertura Florestal exigida = 20%

Prioridades do Centro Sul


Revegetação para recuperar/restaurar a função e forma das florestas

Nas próximas décadas a recuperação ambiental e a restauração


ambiental de áreas degradadas serão das mais expressivas
atividades econômicas. Envolvendo vultuosos recursos financeiros
e amplo mercado de trabalho, devido a dimensão e complexidade do
problema

Fonte: J. J. Aumond
A questão da recuperação ambiental está relacionada a
questão da qualidade de vida urbana e rural
• Recuperação/Restauração Ambiental
• Preservação das águas superficiais e reabastecimento dos
lençóis freáticos/subterrâneos
• Minimização dos processos erosivos
• Dispersão do calor em áreas urbanas
• Aumento de biomassa: fins conservacionista e econômico
• Fixação do homem no campo
• Geração de empregos

QUALIDADE DE VIDA URBANA/RURAL


O problema é mais complexo, não basta implementar “RAD”. É
necessário estancar as causas da degradação, criar uma nova
percepção do espaço, novos valores, nova relação com os
ecossistemas, que inclua uma interação construtiva e não de domínio.
Fonte: J. J. Aumond
CONSELHO NACIONAL DA RESERVA DA BIOSFERA
DA MATA ATLÂNTICA
Temas abordados:
Aspectos silviculturais
Sucessão florística
Reprodução/regeneração
Solos / nutrição química

Temas menos abordados:


Aspectos Ecológicos
Aspectos sociais / Educação Ambiental
Aspectos Legais

Abordagem tecnicista X Contexto mais amplo (causas


históricas, aspectos culturais, arcabouço legal....)
Fonte: J. J. Aumond
Fatores atuais da insustentabilidade dos
modelos atuais
• Sofisticação de consumo ao longo das
gerações
• Aspectos socioeconômicos e culturais
• Crescimento populacional

Degradação X Recuperação
Corrida contra o tempo
Fonte: J. J. Aumond
CRESCIMENTO POPULACIONAL E
A SEXTA MEGA-EXTINÇÃO
CORRIDA CONTRA O TEMPO
9

? 7
Biodiversidade
6
II Guerra Mundial

5
Revolução
Agrícola 4

Revolução 3
Médica

Revolução dos 2
Transportes ?
1
Surgimento do Revolução
Islamismo Praga da Peste Negra Industrial
0
Queda de Roma Início das Cruzadas Surgimento do
Mercantilismo

0 100 200 300 400 500 600 700 800 900 1000 1100 1200 1300 1400 1500 1600 1700 1800 1900 2000 2100
Fonte: Lauro E. Baca
CONTEXTUALIZAÇÃO AMBIENTAL BRASILEIRA
FATORES CULTURAIS

• FASES HISTÓRICAS
• FATORES SOCIOECONÔMICOS
• Questão ambiental urbana
• Questão ambiental rural
• Teias das perdas
• Ciclos de erosão e poluição

Fonte: J. J. Aumond
QUESTÃO AMBIENTAL BRASILEIRA

Datas chaves para o entendimento

• Capitânias Hereditárias – terra não é mercadoria


• 1850 – 20 Terra se transforma em mercadoria
• Aumento da Produção – agricultura extensiva
• Modelo agroexportador

Fonte: J. J. Aumond
QUESTÃO AMBIENTAL BRASILEIRA

Brasil sem identidade própria


(Colônia/dependente).
Da descoberta à Crise de 1930

1500-1930: exportador de produtos primários:


Pau Brasil
Ouro e diamante
Borracha
Cana/açúcar
Café

Fonte: J. J. Aumond
ENGENHARIA AMBIENTAL
QUESTÃO AMBIENTAL BRASILEIRA

1930: Crise do modelo agroexportador

• Economia volta-se para o mercado interno:


começa cristalizar a identidade nacional

• Inicia o processo de industrialização

• Marcos Históricos
Fonte: J. J. Aumond
Marcos para o entendimento

• 1934 – Rio – Bahia


• Economia volta-se para o mercado interno:
começa cristalizar a identidade nacional
• Inicia o processo de industrialização
• 1956 – Produção Industrial supera a Produção
agrícola
• JK – Modelo desenvolvimentista: atração do
capital externo
• VW do Brasil
• Nasce a construção civil brasileira
• Inicio das grandes obras civis
• Crescimento a qualquer custo
Fonte: J. J. Aumond
Questão Ambiental Brasileira

Crescimento a qualquer custo

GRANDES OBRAS GOVERNAMENTAIS

Brasília - Itaipú –Tucuruí – Balbina


Processo Urbano Nacional
Grande impacto ambiental

Fonte: J. J. Aumond
A QUESTÃO AMBIENTAL BRASILEIRA
Crescimento X Degradação

• Êxodo Rural e Capitalização do campo e o


caos urbano

• Degradação Ambiental do campo (Mata


Atlântica, Cerrado, Floresta Amazônica)

CRISE AMBIENTAL RURAL


CRISE AMBIENTAL URBANA

Fonte: J. J. Aumond
Crescimento populacional – milhões de habitantes

Ano Pop. Urbana Pop. Rural


1960 28 32
1990 120 30

Tudo em apenas 30 anos

Governo investe apenas na infraestrutura industrial


e não na infraestrutura social e urbana

QUESTÃO AMBIENTAL URBANA


QUESTÃO AMBIENTAL RURAL
Fonte: J. J. Aumond
QUESTÃO AMBIENTAL BRASILEIRA

Questão ambiental urbana


Concentração urbana no litoral

A urbanização mais intensa deu-se na zona onde tinha maior


facilidade de acesso e de instalação de sítios urbanos e
abundância de recursos naturais.
Exemplos:
São Paulo: 85% asfalto
6% chão impactado
9% saldo de áreas verdes e outras
Crise da água
ABC: Área Industrial – recarga do aquífero (WW)
Fonte: J. J. Aumond
CAOS URBANO

Foto: Fábio Faraco


DESASTRES

Foto: autor desconhecido


A QUESTÃO AMBIENTAL RURAL

Principalmente década de 70 em diante...

I – Agricultura biológica X Grande empresa (capitalização)


Homogeneização cultural – grandes espaços geográficos

Raízes da degradação

Aspecto cultural:
1- Conceitos introduzidos pelos colonos europeus
Clima tropical X clima temperado (solos diferentes)

2- Prática indígena: coivara e pousio


Fonte: J. J. Aumond
CRESCIMENTO POPULACIONAL: OCUPAÇÃO URBANA
E RURAL

Fonte: Primack & Rodrigues, 2001 Fonte: J. J. Aumond


Palestra do Ministro Guido Mantega: Abril/2010
Fonte: J. J. Aumond
Perda da biodiversidade e erosão

(SBPC)
Desmatamento, carvão, pecuária e agricultura

Foto: Juarês José Aumond


Tocantins (PA)
Brasil
Tudo pelo crescimento
econômico....

Argentina

Fonte: autor desconhecido


OCUPAÇÃO DESORDENADA DO CAMPO

AGRICULTURA DE TRANSLAÇÃO
Agricultores do sul

Mascara o fracasso do Modelo Agrícola Brasileiro

No rastro da agricultura rumo ao norte, destruímos o cerrado,


a Floreta Atlântica, a Amazônia e deixamos para trás ilhas de
desertificação e processos de erosão, arenização,
vossorocamento.

Como e às custas de que ? Fonte: J. J. Aumond


QUESTÃO AMBIENTAL BRASILEIRA

2000: Brasil Potência


• Reconhecimento das potencialidades
• Auto-suficiênca dos recursos naturais
• Mercado importante
• Abertura total para o mundo
• Brasil: liderança dos países emergentes
• Conselho de Segurança da ONU
• Conflito da produção X degradação
• Consciência da Recuperação / Restauração

Fonte: J. J. Aumond
QUESTÃO AMBIENTAL BRASILEIRA

• Como desenvolver sem degradar o


ambiente ?

• Como conter a degradação dos vetores de


crescimento/desenvolvimento?

• Como desenvolver rapidamente novas


técnicas, metodologias e modelos de
recuperação e restauração ambiental ?
NOSSA GRANDE TAREFA EM RAD !!!!

Fonte: J. J. Aumond
ESTADO ATUAL DOS BIOMAS
BRASILEIROS
(Ver Parte2)

Fonte: J. J. Aumond
ENGENHARIA AMBIENTAL

GRANDES SETORES DA
RECUPERAÇÃO DE ÁREAS
DEGRADADAS

Fonte: J. J. Aumond
GRANDES SETORES DA RECUPERAÇÃO DE
ÁREAS DEGRADADAS

1 - Silvicultura (revegetação)

Objetivo – Estabilização biológica

Características – inclui desde a fixação localizada de


espécies vegetais até extensivos reflorestamentos

Recuperação/restauração de áreas degradadas por diferentes


atividades econômicas: mineração, pecuária, agricultura, mata
ciliar, entre outros, para conter a erosão, controle hídrico e
restabelecer a cobertura vegetal e/ou as funções dos
ecossistemas.
Juarês José Aumond
Projeto de Recuperação previamente aprovado
Licenciamento:
Aplicação de técnicas de RAD, e monitoramento

Sequência: da lavra até sucessão da restauração (PA)


Foto: J. J. Aumond
GRANDES SETORES DA RECUPERAÇÃO DE
ÁREAS DEGRADADAS

2- Geotécnia
Objetivo – Estabilização física

Características – implantação de medidas ou obras com ou


sem estruturas físicas de contenção e/ou retenção aplicadas
no controle de processos do meio físico

Movimentos de massa: encostas degradadas, corridas da massa


e de detritos, erosão superficial, estudos hidrológicos,
Instabilidade de estéril, barragens de contenção de resíduos.
Mapeamento geo-ambiental: avaliação de impactos, análises de
riscos, impactos ambientais de usinas hidrelétricas, sistemas
viários, entre outros
Juarês José Aumond
LAGOA DE DECANTAÇÃO
Estabilização das barragens

Foto: J. J. Aumond
Estabilização física com/sem obras estruturais

Fonte: J. J. Aumond
Movimentos de massa
Estabilização física

Fonte: Fábio faraco - ICMBIO


GRANDES SETORES DA RECUPERAÇÃO DE
ÁREAS DEGRADADAS

3- Remediação (tratamento)

Objetivo - Estabilização química

Características - uso de métodos/técnicas de tratamentos


destinados a eliminar, neutralizar, imobilizar, confinar ou
transformar substâncias contaminantes presentes no solo
e/ou água superficiais e subterrâneas

Plumas contaminantes: Aterros sanitários; poluentes radioativos;


metais pesados, hidrocarbonetos, entre outros.
Remediação de solos e águas contaminadas.
Modelagem para avaliação do transporte de contaminantes:
sólidos, líquidos e gasosos
Juarês José Aumond
ENGENHARIA AMBIENTAL

RESÍDUOS INDUSTRIAIS
LIXÕES
POSTOS DE GASOLINA
ACIDENTES

Fonte: Rev.Saneamento Ambiental


Ano X n0 56, 1999
ENGENHARIA AMBIENTAL

Remediação
(tratamento) para
estabilização
químico de águas
e solos
contaminadas

Fonte: Rev.Saneamento Ambiental


ÁREAS CONTAMINADAS - AC
Atividades industriais, comerciais lixões,
vazamentos, postos gasolina, acidentes...

Fonte: Rev. Saneamento Ambiental


ROTEIRO BÁSICO PARA REMEDIAÇÃO QUÍMICA/BIOLÓGICA

Fonte: Rev. Saneamento Ambiental


BIORREMEDIAÇÃO

Fonte: Meio Ambiente Industrial, Ano III, n0 17, 199


BIORREMEDIAÇÃO DE SOLO CONFINADO

Fonte: Meio Ambiente Industrial, Ano III, n0 17, 199


BIORREMEDIAÇÃO EM SOLO ESCAVADO

Fonte: Meio Ambiente Industrial, Ano III, n0 17, 199


BIORREMEDIAÇÃO DE PLUMA NÃO PROFUNDA

Fonte: Meio Ambiente Industrial, Ano III, n0 17, 199


PLUMAS CONTAMINANTES

Fonte: Meio Ambiente Industrial, Ano III, n0 17, 199


DIAGNÓSTICO
Topografia, coleta de água, solos, dimensionamento espacial
da pluma e análises

Fonte: Meio Ambiente Industrial, Ano III, n0 17, 199


DESASTRE AMBIENTAL
VAZAMENTO DE CIANETO E ZINCO / Blumenau(SC)

Diagnóstico: levantamento histórico


Planialtimetria
Sondagem trado e percussão
Coleta de solo e água
Análises químicas: Zn e Cianeto
Interpretação dos resultados e delimitação espacial

Monitoramento: periodicidade / 6 meses

Remediação: Retirada entulhos ?


Injeção de neutralizante ?
Biorremediação ?
Fonte: J. J. Aumond
Carvão
Privatização do lucro
X
Socialização prejuízo.
Acidificação das águas

Fotos: J. J. Aumond
ENGENHARIA AMBIENTAL

Fonte: autor desconhecido


ENGENHARIA AMBIENTAL

NIVELAMENTO BÁSICO

DEFINIÇÕES

CONCEITOS

Fonte: J. J. Aumond
ENGENHARIA AMBIENTAL

Área Degradada
•Não tem capacidade de
resiliência.
•Necessita de ação
humana.

Área Perturbada
Mantém os meios
bióticos de regeneração

Fonte: J. J. Aumond
Fonte: Ademir Reis, 2013
Fonte: Ademir Reis, 2013
ENGENHARIA AMBIENTAL
ENGENHARIA AMBIENTAL

Aronson et al. 1990

Recuperação “Sensu strictu”: Ações que levam a um retorno


completo do ecossistema degradado (condições ambientais
originais): aspectos bióticos e abióticos).

Recuperação “sensu lato”: ações em uma área apenas


perturbada (não muito intensa) e que teria portanto capacidade
de resiliência. A área retornaria a um estado estável
alternativo” (intermediário).

Redefinição (Redestinação): Estratégia cujo objetivo é dar um


destino diferente do ecossistema original (Ex.: Lagoas em cava
de mineração)
Fonte: J. J. Aumond
ENGENHARIA AMBIENTAL
Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) -
NBR:13030 - Projetos de reabilitação de áreas degradadas
pela mineração.

• A reabilitação é o “conjunto de procedimentos através dos


quais se propicia o retorno da função produtiva da área ou dos
processos naturais, visando adequação ao uso futuro”.
• A recuperação é o “conjunto de procedimentos através dos
quais é feita a recomposição da área degradada para o
estabelecimento da função original do ecossistema”.
• A restauração é “o conjunto de procedimentos através dos
quais é feita a reposição das exatas condições ecológicas da
área degradada pela mineração, de acordo com o
planejamento estabelecido”.

Fonte: J. J. Aumond
ENGENHARIA AMBIENTAL

A Lei n. 9.985, de 18/7/2000, que regulamenta


o art. 225º e institui o Sistema Nacional de
Unidades de Conservação da Natureza, no
seu artigo 2º, estipula que:

• XIII – recuperação: restituição de um ecossistema ou de uma


população silvestre degradada a uma condição não
degradada, que pode ser diferente de sua condição original;

• XIV – restauração: restituição de um ecossistema ou de uma


população silvestre degradada o mais próximo possível de sua
condição original.
Fonte: J. J. Aumond
ENGENHARIA AMBIENTAL

• Para Dias e Griffith (1998), o termo


restauração é impróprio porque implica na
obrigatoriedade do retorno ao estado original da
área, antes da degradação, incluindo aspectos
como topografia, vegetação, solo, fauna, solo,
hidrologia ,entre outros.

• Esta conceituação não é unânime e o termo


restauração pode também ser definido como a
restituição do sistema em sua estrutura e função
para uma condição próxima da condição original
e deve ser empregado para áreas de
preservação ambiental (BROWN; LUGO, 1994).
Fonte: J. J. Aumond
ENGENHARIA AMBIENTAL
PRAD PARA LICENCIAMENTO
(RECUPERAÇÃO)
APP – Área de Preservação
Permanente

Restauração Ambiental

Reabilitação/Redestinação

Recuperação para outra


função

Fonte: J. J. Aumond
ENGENHARIA AMBIENTAL

Definições técnicas

• Adequação paisagística é “a Harmonização da


paisagem de áreas mineradas com o seu entorno,
com intuito de minimizar o impacto visual”.

• Adequação Topográfica é a “Conformação


topográfica com vistas ao uso futuro da área”
(= Reafeiçoamento topográfico).

Fonte: J. J. Aumond
ENGENHARIA AMBIENTAL

Recursos Naturais

Recursos Naturais Renováveis

Recursos Naturais Não Renováveis

Fonte: J. J. Aumond
Fonte: J. J. Aumond
ENGENHARIA AMBIENTAL
Os Recursos Naturais Não Renováveis mereceu destaque especial na
Constituição Federal

Fonte: autor desconhecido


Então porque lavrar ?
RNNR = uma única safra

Foto: J. J. Aumond
ENGENHARIA AMBIENTAL

Legislação Pertinente

• Resolução CONAMA 01/86 - referente EIA- Estudo de Impacto Ambiental.


• Resolução CONAMA n0 001/2006 Listagem de Atividades Consideradas
Potencialmente Causadora de Degradação Ambiental.
• Resolução CONAMA 303 – de 20/03/2002 – Dispõe sobre parâmetros ,
definições e limites de Áreas de Preservação Permanente.
• Instrução Normativa do MMA - 05 de 8/9/2009 – Dispõe procedimentos
metodológicos para restauração e recuperação de APPs e da Reserva
Legal.
• Resolução 4 de 04/05/1994 que dispõe sobre definição de vegetação
primária e secundária e estágios da sucessão.

Fonte: J. J. Aumond
ENGENHARIA AMBIENTAL
Legislação Pertinente
• Resolução CONSEMA 01/2004 e 001/2006 Ref. Atividades
consideradas potencialmente causadora de Degradação
Ambiental.

• FATMA – IN – Instruções Normativas: IN-02 Resíduos


Sólidos; IN-04 – Atividades Industriais; IN 07 – Atividade de
Mineração; IN 16 – Recuperação de florestas degradadas; IN-
23 - Dispõe sobre supressão de vegetação em área rural.

• Instrução Normativa para Licenciamento Ambiental para


atividades de extração de B.H. Tijucas - FATMA – Mineração
areia, argila e saibro (Itajaí, Itapocú e Cubatão)

Fonte: J. J. Aumond
ENGENHARIA AMBIENTAL

Legislação Pertinente

• Lei n0 11.428 de 22/12/2006: dispõe sobre utilização e


proteção vegetação Nativa do Bioma Mata Atlântica, e dá outras providências;

• Resolução do CONSEMA 03/2008 e Anexos:


Listagem de Atividades Potencialmente Causadoras de Degradação
Ambiental;

• Resolução CONAMA n0 369, de 28/03/2006:


dispõe sobre casos excepcionais (utilidade pública, interesse
social, baixo impacto ambiental, que possibilitam a intervenção
ou supressão de vegetação em APP); Mineração

Fonte: J. J. Aumond
ENGENHARIA AMBIENTAL
NORMAS DA ABNT
NBR 13030 – Elaboração e apresentação de
projeto de reabilitação de áreas degradadas pela
mineração (06/1999).

NBR 13028 – Mineração – Elaboração e


apresentação de projetos de barragens para
disposição de rejeitos, contenção de sedimentos
e reservação de água (10/2006).

NBR 11682 – Estabilidade de encostas para taludes


naturais (2006).
Fonte: J. J. Aumond
ENGENHARIA AMBIENTAL
Sociedade Internacional de Restauração Ecológica (SER)
Atributos pertencentes a um ecossistema restaurado

1) Diversidade e estrutura de comunidade similar aquela


existente em sítios conservados de referência;
2) Presença de espécies nativas;
3)Presença de grupos funcionais necessários à estabilidade
de longo prazo;
4)Capacidade do ambiente físico para suportar os
processos reprodutivos das populações;
5) Funcionamento normal;
6) Integração com a paisagem;
7) Eliminação de ameaças potenciais;
8) Resiliência aos distúrbios naturais
9) Auto-sustentabilidade Fonte: J. J. Aumond
ENGENHARIA AMBIENTAL

EROSÃO / MOVIMENTOS DE MASSA

Tipos
Causas
Consequências

Fonte: J. J. Aumond
ENGENHARIA AMBIENTAL
Serra do Mar
Erosão generalizada Angra dos Reis
•Laminar
•Sulco
•Vossoroca
•Movimentos de massa

Fonte: Rev. Época (01.2010)


SUPRESSÃO DA VEGETAÇÃO E EROSÃO

Juarês José Aumond


ENGENHARIA AMBIENTAL
solo
• Solo é a camada superficial da terra
possuidora de vida microbiana.

• Único ambiente com os quatro domínios:


litosfera, Hidrosfera, Atmosfera e
Biosfera.

• Produção primária = tudo vem do solo e


tudo volta ao solo, inclusive nós...

• Numa colher de chá......micro e meso-


fauna...
Fonte: J. J. Aumond
SOLO X ÁGUA

Distribuição mundial das precipitações médias atuais nos continentes


Fonte: J. J. Aumond
ENGENHARIA AMBIENTAL
Brasil nação mais rica em solos/extensão do
mundo
• Celeiro do mundo: maior produtor de soja do
mundo;

• Pinus: 7 anos para abate;

• Biocombustível (cana): fornecedor de energia


renovável do mundo

• Estamos sabendo tirar vantagem dessa riqueza ?


• Estamos praticando uma agricultura ecológica ?
• Estamos garantindo essa riqueza para as futuras
gerações ?
Fonte: J. J. Aumond
Fonte: J. J. Amond
Solo sadio
Solo: doente

Autor: desconhecido
Características dos solos: adensamento, infiltração,
escoamento d’água

Diminuição
da infiltração
EROSÃO

(Primavesi, 1979)
Modificações da cobertura vegetal e suas consequências

Aumento da DENSIDADE

Adaptado do Gootland e Irwin, 1975


Densidade e teor da matéria orgânica de um latossolo roxo

Amostra 1, 2 e 3: áreas com cultivo de trigo e soja em sistema de preparo do solo com aração e
gradagem.
Amostra 4: área em situação de mata nativa.
Adaptado Cintra et al. 1983
Estratégias e alternativas tecnológicas para recuperação de
solos degradados
Conhecendo as razões de nossa riqueza
VARIEDADE DE SOLOS FÉRTEIS

Foto: J.J. Aumond Fonte: autor desconhecido


SOLOS CLIMA TEMPERADO X SOLOS TROPICAIS

Foto. T. S. Aumond
Foto: J. J. Aumond
Foto: J. J. Aumond
ENGENHARIA AMBIENTAL

Foto: J. J. Aumond
ENGENHARIA AMBIENTAL

Tipos de erosão
1- Erosão Laminar:
• Erosão de laminas sucessivas das camadas do solo
• Imperceptível
• Práticas agrícolas inadequadas
• Muito perversa
• Manchas no solo
• Raízes expostas
• Montículos de pedras

Fonte: J. J. Aumond
Erosão generalizada
•Laminar
•Sulco
•Vossoroca
•Movimentos de massa

Fonte: J. J. Aumond
ENGENHARIA AMBIENTAL

2- Erosão em sulco
• Sucede a erosão laminar
• Práticas agrícolas inadequadas e cortes estradas
• A água segue caminhos preferenciais
• Solos heterogêneos
• Escoamento ortogonal às curvas de níveis
• Sulcos em forma de “V”

Fonte: J. J. Aumond
Erosão laminar e em sulco
Porto Trombetas, PA

Foto: J. J. Aumond
Foto: J. J. Aumond Sedimentação e pegadas de anta
ENGENHARIA AMBIENTAL

3 – Vossoroca

•Sucede a erosão em forma de sulcos


•Predomina em solos arenosos e areno-siltosos
•Pode avançar dezenas de metros numa única
enxurrada
•Difícil de conter
•Provocada por desmatamentos e práticas agrícolas
inadequadas

Fonte: J. J. Aumond
Erosão
Vossorocamento no Arenito
Botucatú
Otacílio Costa (SC)

Fonte: J. J. Aumond
Erosão: vossoroca

Foto: J. J. Aumond Foto: J. J. Aumond


Vossorocamento, erosão e empobrecimento do campo e êxodo rural
Caos urbano

Manchete, 1992
Monocultura extensiva e intensiva
Erosão e empobrecimento do campo

(Manchete, 1992)
Riqueza do solo despejada nos rios
Impacto na biota marinha

Foto: J. J. Aumond
Foto: J. J. Aumond
Caso extremo: Desertificação Caatinga
brasileira
Cerrado: Pastagem e Soja

Erosão do solo
Vale do Rio Paraíba, SP Foto: J. J. Aumond
Busca da
estabilidade geológica
Erosão

deposição

A configuração atual é o resultado da lapidação


geológica na busca da estabilidade dinâmica.
Fonte: J. J. Aumond
ENGENHARIA AMBIENTAL

4. Movimentos de massa

• Grandes movimentos de massa


• Rápidos ou lentos
• Desastres
• Elevada perdas humanas e materiais
• Naturais ou antrópicos
• Podem remodelar a paisagem

Fonte: J. J. Aumond
ENGENHARIA AMBIENTAL

TIPOS DE ESCORREGAMENTOS
(movimentos de massa)

• Quedas/tombamentos (Falls)
• Escorregamentos (Slides)
• Corridas de massa (Flows)
• Escoamento/Rastejos (Creep)

Fonte: J. J. Aumond
ENGENHARIA AMBIENTAL
1 . Modelo evolutivo do processo de queda de
blocos

Des.:MINEROPAR (1998)
2. ESCORREGAMENTO
(ruptura circular)

PERFIL

Des.: POP (1985) PLANTA


Fonte: J. J. Aumond
ENGENHARIA AMBIENTAL
Ruptura
circular

Imroth &
Fotos: J. J. Aumond
ENGENHARIA AMBIENTAL

3. CORRIDAS DE
MASSA

•Terra
•Lama
•Detritos

Des.: IPT/SP(1991)
Braço do Baú (2008)
Corridas de terra, lama e
detritos

Corrida de Lama
Corrida de Detrito

Foto: J. J. Aumond
Timbó, SC
DESASTRES EM ÁREAS RURAIS
Corrida de terra

Fotos: J. J. Aumond
Foto: J. J. Aumond
4 . RASTEJO

Des.: MINEROPAR-1998
Foto:
J.J.
Aumond

Rodovia Gaspar-Brusque, 2008.


Foto: J. J. Aumond
Ficus, Gaspar, ETA, 11/2011 Foto: J. J. Aumond
ENGENHARIA AMBIENTAL

Ciclos de erosão e poluição

• Teia das perdas


• Estado atual da percepção ambiental e
tomada de consciência.
• Perspectivas e mercado de trabalho

Fonte: J. J. Aumond
Ciclos de erosão e poluição
Floresta é vista com empecilho para o
desenvolvimento = Sujeira Limpar

Fonte: J. J Aumond
Fonte: Lúcia Sevegnani

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