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Sistemas de Energia Eléctrica II Análise de curto-circuito

 alguns defeitos desaparecem quando se interropem as Icc.


 Estudos em SEE  origem em descargas atmosféricas
 Fluxo de potência - sistema em equilíbrio estático  disjuntores com religação automática. Abertura definitiva após 2 ou 3 tentativas
 Controlo – sistema com perturbações dinâmicas de pequena escala de religação.

 Transitórios – comportamento do sistema aquando
de flutuações dinâmicas de estado em grande escala 


 Despacho e pré-despacho
 Cálculo de Icc:
 Estabilidade  dimensionar os relés de protecção
 Qualidade em SEE  poder de corte dos disjuntores
 esforços electrodinâmicos nas máquinas dos barramentos
 perfil de tensões na vizinhança do defeito
Sistemas de Energia Eléctrica II 1  Sistemas
efectuado para situações de de Energiade
ocorrência Eléctrica
cc em II todos 3

Análise de curto-circuitos Análise de curto-circuitos


 trifásicos: afectam simultaneamente as 3 fases (aterrados ou não)
 O que são?
 são simétricos se a impedância de defeito (Zf) for igual nas 3 fases
 Utilidade / necessidade do estudo?
 se a impedância de defeito for nula (Zf=0) é um cc franco ou sólido
 Origens
 descargas atmosféricas provocam sobre-tensões elevadas que podem resultar em
contornamentos dos isoladores
 embates de aves e ramos de árvores
 cabos subterrâneos e máquinas: deterioração das suas propriedades físicas
causada por temperatura, campos eléctricos intensos, homem, animais, etc  assimétricos:
 Icc  Fase terra (cc fase-terra ou cc monofásico) – é o mais habitual
 podem atingir valores muito elevados podendo causar fadiga térmica e elevados  Duas fases (cc fase-fase). A terceira permanece normal.
esforços electrodinâmicos  Duas fases e a terra (cc fase-fase-terra). As fases em curto-circuito podem ou não
 os CC devem ser isolados o mais rapidamente possível. estar simultaneamente aterradas
 Sistemas
interruptores (disjuntores de Energia Eléctrica
accionados por IIrelés) com poder de corte 2 Sistemas de Energia Eléctrica II 4

suficiente para cortar as correntes de cc


Análise de curto-circuitos Análise de curto-circuitos

 um cc pode ser modelado por uma ligação de V i


ICC =Z Z
uma impedância no ponto de defeito def TH

a V i
sistema 3f I =
b Como as correntes são simétricas o cc 3f pode ser CC
3  Z def
Z
TH

analisado numa fase


c
Ia(cc) Ib(cc) Ic(cc)  Potência de CC
2

Zf Zf Zf Si
CC
=
V prefalta

I
=  3 V
CC
I
CC
i i
= VZ i

fazendo V i =V
=Z
n
In=0 1
Sistemas de Energia Eléctrica II 5
 no sistema pu S i
CC

Sistemas
I CC Eléctrica II
de Energia 7
T

Análise de curto-circuitos -
Análise de curto-circuitos
GERADOR
 Gerador síncrono, vazio, velocidade nominal, (I,E)
 Teorema da sobreposição: estado pré-defeito+estado defeito; as
tensões nodais e as correntes nos ramos obtém-se como a soma das duas.
 R0
E  1 1  E  1 1 
cos( ωt + α 0 ) − cos( α 0 ) − cos( 2ωt + α 0 )
E
 No estado defeito: análise recorrendo ao teorema de Thévenin icc = 2 + −
X 'd 2  X d X q  2  X d X q 
' '
 As modificações que se verificam nos valores das tensões e
correntes de uma rede causadas pela inclusão de uma impedância Zdef
X’d – reactância transitória segundo o eixo d
entre dois nós da rede são idênticas às causadas por uma f.e.m., em Xq – reactância síncrona segundo o eixo q
série com a impedância equivalente da rede (ZT), com uma amplitude e E – fem da máquina
polaridade igual à tensão que existia entre os nós antes da inclusão ω – frequência angular
da impedância Zdef, sendo ZT determinada admitindo que se curto- α0 – ângulo do rotor com o eixo da fase de referência no instante do cc
circuitam todas as demais fontes de energia • ICC= Ifrequência fundamental + Idc + Ifrequência dupla
• Idc varia com α0, ou seja com a posição do rotor quando se dá o cc
• O valor eficaz de Ifrequência fundamental vale E/X’d. Em regime estacionário valerá E/Xd (Xd
ZT – impedância equivalente de Thévenin do
reactância síncrona segundo o eixo d). Como X’d < Xd a ICC transitória será 3 a 10 vezes
sistema vista do barramento em cc, quando se maior que ICC em regime estacionário
anulam as fontes de tensão e corrente 
Sistemas de Energia Eléctrica II 6
A componente continua varia com o desfasamento da tensão no instante t=0, podendo8
Sistemas de Energia Eléctrica II
o seu valor ser da mesma ordem de grandeza que o termo da frequência fundamental.
Anula-se rapidamente entre 8 a 10 ciclos (20 ms cada ciclo para a frequência de 50 Hz)
Corrente de CC no GERADOR Gerador a alimentar uma carga

Corrente pré-defeito determina E' e E''

Eg= V  jX I = V  Z
''
t
''
d L f ext
 jX I
d
''
L

E = V  jX I = V  Z  jX I
' ' '
g t d L f ext d L

EXEMPLO
Uma carga de 7,5MW, FP=0,85 indutivo é
alimentada à tensão nominal por um
gerador de S=10 MVA, VN= 10kV, e
X'd=0,1 pu. Calcule a Ipós-defeito aos
terminais do gerador, quando ocorre um
cc franco.
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Análise de curto-circuitos Análise de CC em redes


algumas simplificações
 Modelo do gerador
 Despreza-se R Etapas na análise de um CC
 Desprezam-se as componentes da icc à excepção da 1. Construir circuito equivalente antes do CC, substituíndo as
fundamental
máquinas pelas suas X' ou X''
 Regime quase estacionário (apesar de icc decrescer 2. Determinar estado pré-falta (trânsito de potências)
expoencialmente)
 Apesar do facto da componente de 50 Hz decrescer exponencialmente a
3. Aplicar Teorema de Thévenin para calcular as variações das
partir de um valor inicial máximo, período subtransitório, até um eventual
mínimo de regime permanente, a análise da rede é feita como um problema correntes e das tensões
normal de corrente alterna, isto é, usando as impedâncias de representação
da máquina síncrona (X”d, X’d, Xd, dependendo de queremos saber a 4. Estado pós-falta = estado pré-falta + estado defeito (Teorema da
corrente imediatamente após o curto-circuito ou 3 ou 4 ciclos depois ou em
regime permanente). sobreposição)
 Modelo do transformador
 Igual ao usado no fluxo de potência, sem o ramo vertical
 Modelo da linha
 Modelo em π
Simplificações usuais
Tensões pré-defeito = tensão nominal / valores unitários
 Cargas Correntes pré-defeito = 0
 a maior parte das vezes desprezam-se (rede em vazio),
perfil de tensões uniforme
Sistemas de Energia Eléctrica II
 Quando não se desprezam consideram-se com Zs 10 Sistemas de Energia Eléctrica II 12
constantes
Cálculo sistemático de C.C. simétricos Cálculo Sistemático de C.C.

ZG1 ZG2
1 2 1
Y1 2
Y1

Y3 Y2 Y3
q
Y2
f
3 If Z
3
If If
Variações nas tensões nos Matriz das impedâncias Correntes de defeito
barramentos nos barramentos
−1
Simplificações:  ∆V1   1   0 
R=0; CC no barramento 3:  ∆V  Y1 + Y 3 + Z − Y1 − Y3   0 
 2  G1
  
|Vi|=1pu; determinar ZTH  .  1  . 
VT =   Y −1 = − Y1 Y1 + Y 2 + −Y2  I f =  f  ← Barr . q
Rede em vazio! (ICC >> I pré-defeito) calcular Icc, Scc, etc  .   ZG2   − I 
 .   −Y3 −Y2 Y 2 + Y 3  . 
     
∆Vn     0 

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Cálculo Sistemático de C.C.


Cálculo sistemático de C.C. simétricos

[]
[ V ]=[ V ][ V ]
Pos 0

[ V ]=[ V ][ Z ][I ]


i
CC 0 CC

[I ]=[ Y ][  V ]
CC

[ V ]=[ Z ][ I ]
ICC – correntes injectadas CC CC
Z- matriz das impedâncias nodais
[  V ]=[Z ][ I ]
i def i
CC 0

[ ]


[ ]
[I ]= I
 V =Z =
CC CC

CC 1 i

bus
I Zbus
+
Y bus

0
[I ]= z VZ
i
CC i

ii def

CC
=V 0
z CC
V1 1


1i
Ii
z ii Z THi

Y1  Y3
1
Y1 Y3
Y+bus : matriz das admitâncias CC
Vi =V 0
z CC
Ii

= V zz
alterada de modo a i ii

ZG1 contabilizar também as  Vj


CC ji
V i
= =V
j
admitâncias dos geradores e
Y 1
CC
Vn
0
z Ii
CC
ii

Y1  Y2  Y2
dos transformadores n ni

Y1
Z G2 CC

Y3 Y2 Y2  Y3
Sistemas de Energia Eléctrica II 14 Sistemas de Energia
CC
= Vz = z
I ji Eléctrica II
j 1
 V j
z ji

z ii
Vi 16
Lij Lij
Componentes Simétricas
Algoritmo para análise sistemática de CC (Fasor Unitário)

α = e j120º = cos 120º + j sin 120º = − 0.5 + j0.866 1


INÍCIO
Leitura dos dados α2 = e j240º = e -j120º = − 0.5 − j0.866
Solução das Equações de Fluxo de Cargas
Modificação de YB

=I =I  I  I
Inversão de YB para obter ZB 120º 120º
DESDE i = 1 ATÉ i = n FAZ
Exemplo (aula anterior) Ia I  I Ia a+ a- a0

I =I
a+ a- a0

I = I  I  I
V0
I  I
120º
If = i 2
zii α α2

I = I  I I
b a+ a- a0

I =I
b b+ b- b0

I I
DESDE k = 1 ATÉ k = n FAZ
SE k = i ENTÃO C a+
² a- a0
c c+ c- c0
Vi f = 0
SENÃO

= I  I 
z ² IC
Vk f = Vk0 − ki Vi 0 a b
z ii Ia+
FIMSE 3

= I   I
FIMFAZ ² Ib
a C
Imprime resultados I a-
FIMFAZ 3

= I I I
FIM
a b C
Sistemas de Energia Eléctrica II 17 Ia0 Sistemas de Energia Eléctrica II 19
3

Componentes Simétricas Componentes Simétricas

[ ]
Situações sem simetria: alimentar uma carga assimétrica ou um defeito assimétrico [I ]=[ T ][I ]
abc +-0
Corrente de neutro ≠ 0
1 1 1
[I ]=[ T ] [ I ]
Sistema assimétrico pode ser decomposto em três sistemas trifásicos simétricos
[ T ]=  ²  1 +-0
-1

abc

 ² 1

[ ]
[ V ]=[ T ][ V ]
abc +-0

1  ² [ V ]=[ T ] [ V ]
-1

[T ] =-1 1

3
1 ²  +-0 abc

1 1 1

Sistemas de Energia Eléctrica II 18 Sistemas de Energia Eléctrica II 20


Impedância de sequência da máquina Síncrona

[ ]
Impedâncias simétricas - gerador Sequência Inversa (Negativa) e Homopolar

[ V ]=[ E ] [ Z ][ I ]
abc abc abc abc ZG 0 0

[Z ]= 0 ZG 0
= z  ²z  z
abc

[ ]
a
Em regime simétrico ZG 1 2 3
0 0 ZG Ia-
Barr. Referência
Z-
z1  ²z  z 0 0

[Z ]=[ T ] [ Z ][ T ]=
2 3

Em regime assimétrico  z  ² z
-1
+-0 abc 0 z1 0 Va- = - Z-Ia-
2 3
Z- Z-
Z-
0 0 z z
z1 2 3
I b-

[ V ]=[ E ] [ Z ][ I ]
b
I c-
+-0 +-0 +-0 +-0 c

como =z  ²z  z
Z+ 1 2 3
a
I a0

=z  z  z
Z- ²
Barr. Referência

Z =z z z
1 2 3 Z0

Zn In I n = 3Ia0
0 1 2 3
3Zn

V = E Z I
Z0
Va0 = -Z0I a0
então
V = Z I
+ a + + I b0 Z0
Z'0
b
I c0

V = Z I
- - -
c
0 0 0
Z0 = 3Zn + Z'0

oSistemas
modelo de Energia
do Eléctrica II 21 Sistemas de Energia Eléctrica II 23
gerador virá ...

Impedância de sequência da máquina Síncrona Impedância de sequência de elementos passivos


Sequência directa (Positiva)

Ia Za

a Ib Zb
Ia+
Barr. Referência
Z+ VA Ic Zc Va
Ea
VB Vb
+ +
Ea VC Vc
Va+ = Ea -Z+Ia+

Ec Z+
Eb
+ + Zn
Z+ Z+

Ib+
In = Ia + Ib + Ic
b
Ic+
c

Sistemas de Energia Eléctrica II 22 Sistemas de Energia Eléctrica II 24


Transformadores – componente homopolar Redes de Impedância de Sequência de Sistemas
Exemplo de uma rede

G2
L1
estrela / estrela estrela / triângulo estrela / estrela
T2

G1 T1
L2 T3
G3

esquema para sequência directa

esquema para sequência inversa

Z+ =Z = Z- cc Sistemas de Energia Eléctrica II 25


esquema para sequência
Sistemas de Energia Eléctrica II
homopolar
27

Impedância de sequência de transformadores CC assimétricos : fase/terra


Uso de três repesentações para a rede: sequência directa, inversa e
homopolar
Ib=I = c
0
CC fase-terra
I = I =I =
I
Z+ =Z =Z
- cc
Gerador em vazio e cc entre fase a e terra
+ - 0
3
a

V =Z I

V =V V V
a def a

Z0 varia de acordo
a + - 0
com as ligações
dos enrolamentos
dos Componentes simétricas da correntes de CC:
transformadores e
das ligações do
neutro à terra
Va =E  Z
a +
Z Z I
- 0 a0

I+ =I = I = Z
- 0
Z  Z  3 Z
Ea

+ - 0 def

Zdef = 0 I CC
=Z Ea

Z Z
Sistemas de Energia Eléctrica II 26 Sistemas de Energia Eléctrica II + - 0 28
3
CC assimétricos ... fase/terra CC assimétricos ...
 Z 3Z
CC fase-fase =
Ia 0

V+ =E Z I = E
a + + a
Z-

Z  Z 3Z
0 def
= I
Ib

V =V
C
Z+ - 0 def
b c
Z def
Ib

V- = Z I = E  Z Z 3 Z
Z-
  ² I
= I = =j Ib
- - a
Z+ I+
b

 3
- 0 def
-
3

V0 = Z I = E Z0
I0 = 0
0 0 a
Z+ Z Z 3 Z
=
- 0 def

V+ V Z - def
I+ 0

Va =E
Z Z Z 3 Z
a
3 Z def
I+ = I = Z Ea
+ - 0 def
-
 Z Z
 ²  Z  ² 1 Z 3  ² Z
+ - def

V =E
- 0 def

Z  Z Z 3 Z
b a

= j Z Z Z
 E
= j  
+ - 0 def
3
   ² Z  1 Z 3  Z
CC
a

V =E
Ib 3 Ia+
- 0 def

Z Z Z 3 Z
c a + - def

Sistemas de Energia Eléctrica II 29+ - 0 def Sistemas de Energia Eléctrica II 31

CC assimetricos ... fase/terra CC assimétricos


CC fase-fase-terra
Tensões fase-terra  tensões fase-neutro  queda de tensão no neutro Ia=I I  I = 0

= V =Z I
a+ a- a0

V aN = V Z ICC
Vb

I  I I =
c N N
a n
0

V =V = V Z
+ - 0

 ²  Z  ² 1 Z  3  ² 1 Z
V bN =V b
Z n
ICC =Ea
-

Z Z  Z  3 Z
0 N
+ - 0
3 N
I0

+ - 0 N

  ² Z  1 Z  3  1 Z Z Z
V cN =V Z
c n
I CC =E a
-

Z  Z Z 3 Z
0 N
I+ =E a
Z+ Z- Z Z Z Z
- 0

+ - 0 N + 0 - 0

I- = E a
Z+ Z- Z
Z0

Z0 Z Z
+ - 0

 
Aplicáveis a defeitos em qualquer ponto da rede,
bastando Ea Vf e Z+, Z- e Z0 impedâncias I0 = E a
Z+ Z- Z
Z-

Z0 Z Z
+ - 0
equivalentes da rede vistas desse ponto

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