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DESIGN DE EMBALAGENS

Introdução ao Design de Embalagem


O design de embalagem é uma disciplina do desenho voltada para a concepção e o
projeto de envoltórios e contenedores destinados a conter, proteger e permitir o
transporte, a armazenagem e a venda dos produtos.

Com o tempo, as embalagens foram evoluindo, ganhando mais tecnologia e assumindo


novas tarefas. Com o surgimento dos supermercados e da venda no sistema de auto-
serviço onde o consumidor tem acesso direto aos produtos sem a intermediação do
vendedor, ela teve que assumir as funções de comunicar a presença do produto
chamando a atenção dos consumidores, de informar o conteúdo e os principais atributos
do produto e principalmente a tarefa de vender conquistando a preferência dos
consumidores.

Para atender a todas estas exigências e funções que a embalagem foi assumindo, o
design precisou desenvolver uma nova disciplina que envolve além do design de
comunicação e gráfico, o design estrutural e o conhecimento de uma ampla e variada
tecnologia de utilização de materiais e técnicas de produção, impressão e decoração,
mas sobretudo o design de embalagem tem como principais diferenciais o conhecimento
dos hábitos e atitudes dos consumidores em relação aos produtos, seu comportamento
ao escolher, comprar e utilizar o produto, o estudo mercadológico e o conhecimento do
marketing, disciplina da qual a embalagem tem se tornado cada vez mais uma
importante ferramenta.

Por sua complexidade e pelo grande número de variáveis do conhecimento que envolve,
o design de embalagem se constitui numa disciplina autônoma que exige profissionais
especializados os quais hoje já são formados em cursos universitários específicos
reconhecidos pelo MEC.

Complexidade da Embalagem

A embalagem tem como função básica conter e proteger o produto garantindo sua
integridade e conservação e neste sentido ela permite que a sociedade se abasteça dos
mais variados produtos podendo adquiri-los em locais e estabelecimento de diversas
naturezas, viabilizando assim tanto as indústrias que os produzem como o comércio que
o distribuem.

A embalagem é um componente do custo do produto integrando seu valor físico


tangível, mas é também um componente fundamental da imagem e do “valor percebido”
do produto que muitas vezes é bem maior que o valor “real” do produto.

Incorpora ainda a função de poderosa ferramenta de marketing, sendo a principal


responsável pela venda e o sucesso de milhares de produtos que não tem outro recurso
para se comunicar com os consumidores.

Na verdade, mais de 90% dos produtos oferecidos nos supermercados não têm qualquer
apoio de comunicação, propaganda ou promoção. Têm apenas a embalagem para
cumprir estas funções.

A embalagem tem também implicações ambientais que precisam ser consideradas em


sua concepção e produção e questões como a reciclagem estão cada vez mais presentes
na vida das pessoas e da sociedade.

E, finalmente, a embalagem é uma expressão da cultura e do estágio de


desenvolvimento das empresas e da própria sociedade.

Por tudo isso, a embalagem vem assumindo cada vez mais um papel expressivo e
relevante na vida da moderna sociedade de consumo.

Como a embalagem funciona

A boa embalagem desencadeia uma série de impulsos positivos que começam bem antes
dela chegar no ponto de vendas e continua mesmo depois disso.

Em primeiro lugar, ela desperta o entusiasmo pelo seu produto e todos passam a tratá-la
de forma diferente sentindo que ela é uma força tanto do produto quanto da empresa.
Ela também estimula a força de vendas que se sente mais confiante e passa a acreditar
mais no produto chegando com convicção para vender o produto ao varejo, pois quem
não acredita não consegue fazer o outro acreditar que o produto é “vendável”.

Isso acaba facilitando a negociação com o trade e fazendo com o produto chegue com
mais força às prateleiras. Este processo que antecede o contato com o consumidor é
fundamental para a vida e a sobrevivência do produto, pois as que tem embalagens ruins
e deficientes raramente sobrevivem a esta fase ou quando muito conseguem chegar aos
trancos e barrancos ao fundo ou roda pé das prateleiras sem nunca conseguir algum
destaque no ponto de venda, pois os comerciantes sabem muito bem o que é uma
embalagem “vendedora” e usam as que são deste tipo para criar um ambiente
estimulante para os consumidores.

Eles sempre expõem em destaque os produtos mais bonitos e chamativos.

Depois de chegar no ponto de venda, a embalagem tem a dura missão de chamar a


atenção do consumidor num cenário cada vez mais congestionado e competitivo.
 
Hoje em dia, os grandes hipermercados oferecem mais de 200 mil itens e serem vistos e
percebidos no meio dessa massa é uma tarefa hercúlea, mas ao mesmo tempo vital, pois
se o produto não é visto, tudo o que aconteceu até agora vai por água abaixo. Só as
embalagens expressivas conseguem cumprir com eficiência esta função e superar esta
fase.

Por culpa principalmente de embalagens fracas e ruins, cerca de 80% dos novos
lançamentos não conseguem sobreviver no mercado.
Uma vez tendo chamado a atenção do consumidor, a embalagem precisa deixar claro o
que é o produto, pois se ele não compreender imediatamente, seguirá em frente
passando para o próximo.

Informado sobre do que se trata o produto, cabe a embalagem apresentar os principais


atributos agregando a ele valor e significados capazes de seduzir, despertar o desejo de
compra e conduzir o processo para o fechamento da venda.

O fechamento da venda é o ponto culminante desta fase do processo e certamente já se


viu aquela cena em que o consumidor estando com o produto na mão, acaba por
devolvê-lo à prateleira. Isto indica que a venda não fechou e se deve ao fato de, no
sentido contrário do desejo de compra vir à barreira do preço.

O produto para fechar com sucesso o processo precisa parecer ao consumidor valer o
que está sendo pedido por ele ou de preferência mais do que isso. O design precisa
agregar “valor percebido” ao produto, ajudando assim o desejo de compra a vencer a
barreira do preço. Assim, no ponto de venda a embalagem chama a atenção do
consumidor, informa o conteúdo e seus atributos de forma sedutora, despertando o
desejo de compra movendo primeiro os olhos e depois a mão do consumidor num
espaço de tempo de poucos segundos que é o tempo que o consumidor moderno está
disposto a gastar com cada item adquirido.

Isto tudo que foi descrito até aqui é amplamente estudado e conhecido.

As grandes redes de supermercados sabem quanto tempo e quantos itens cada


consumidor consome na média das visitas que fazem às compras. Estudiosos e
pesquisadores se dedicaram exaustivamente ao tema para saber como o consumidor se
comporta e como a embalagem se tornou um item cada vez mais relevante no processo
de escolha dos produtos.

Já se sabe, por exemplo, que a embalagem é muito, mas muito importante mesmo para o
consumidor. É ela que atribui “vida” na sua relação com o produto. Ele não separa a
embalagem do conteúdo. Para ele, os dois constituem uma única e indivisível unidade.
São uma coisa só, composta de significados e imagens que evocam e transmitem
sentimentos envolvendo aspectos racionais e emocionais.

A ABRE, Associação Brasileira de Embalagem, tem um Comitê de Estudos


Estratégicos dedicado a compreender questões como estas. Além da pesquisa que gerou
o que está descrito no parágrafo anterior, os estudos do Comitê mostraram que o
consumidor brasileiro é muito informado e tem o sonho de ser tratado pela indústria
como um consumidor do primeiro mundo.

Isto indica que as empresas que desejam conquistar os consumidores para seus produtos
precisam oferecer a eles embalagens que os valorizem enquanto consumidores, pois
mesmo depois de comprada, a embalagem ainda continua a trabalhar para a marca
sendo a representante desta junto ao consumidor, entrando de forma repetida na sua vida
e na sua casa e, por estar junto a ele acaba servindo de referência e estímulo para a
recompra, permitindo ao consumidor identificar novamente aquele produto com o qual
teve uma experiência positiva.
É assim que a embalagem funciona e por isso ela é importante.

Como a pequena e a média empresas se beneficiam do bom design de embalagem

Por serem mais fracas economicamente e disporem de menores recursos para investir
em seus produtos, são justamente as pequenas empresas que mais podem se beneficiar
de uma boa embalagem. No Brasil, felizmente existem empresas e profissionais de
design capazes e em número suficiente para prover a estas empresas um serviço de
qualidade a preços acessíveis.

É justamente para as empresas menores que uma embalagem forte e expressiva pode
gerar os melhores resultados não são poucos os casos que ilustram esta afirmação, pois
quem mais precisa se entusiasmar pelo seu produto, acreditar nele e fazer com que o
varejo também acredite? Quem mais precisa que seu produto seja visto, compreendido e
desejado pelos consumidores não tendo outro recurso para conseguir isso do que as
pequenas empresas?

É por isso que os empresários brasileiros precisam compreender que dar a seus produtos
uma boa embalagem, é a melhor coisa que podem fazer, pois a embalagem desencadeia
uma seqüência de impulsos positivos conforme descrevemos, que tem um impacto
decisivo no resultado do produto de mercado.

Como obter um bom design de embalagem

Muitos empresários deixam de ter boas embalagens por não saber como proceder para
obtê-las.

Em primeiro lugar, eles precisam saber que o design está ao seu alcance, é
perfeitamente possível às pequenas empresas contratar os serviços de um profissional
ou escritório especializados.

Soluções improvisadas e “quebra galhos” devem ser evitados, pois raramente fazem
alguma diferença no mercado embalagens desenhadas dessa forma, sobretudo porque
elas terão a seu lado no ponto de vendas embalagens desenhadas por profissionais.

Para desenhar uma boa embalagem, o designer responsável pelo projeto deve conhecer
o produto, o mercado onde ele vai competir e seus concorrentes, o consumidor do
produto e seu comportamento e os objetivos mercadológicos da empresa.

Isso tudo deve estar organizado numa estratégia de design e expresso no desenho da
embalagem, só assim se chega a uma boa embalagem, pois embalagens vencedoras não
acontecem por acaso, são resultados de um procedimento correto cumprido com
dedicação e talento.

Existem portais na internet e ferramentas de busca que permitam encontrar agências e


escritórios de todos os tamanhos e pode solicitar a eles orçamentos e propostas de custos
que permite se ter uma idéia das dimensões e do investimento necessário.
O Comitê de Design da ABRE reúne 45 agências que oferecem seus serviços e podem
ser consultadas no portal da Associação. Este Comitê elaborou também um guia que
ensina como contratar os serviços de uma agência que pode ser solicitado gratuitamente.

O design é um fator decisivo no novo cenário competitivo e não há mais porque as


empresas de todos os tamanhos deixem de oferecer  às seus produtos boas embalagens,
bonitas e atraentes.

No futuro, existirão apenas dois tipos de empresas no segmento de produtos de


consumo. As que têm bom design de embalagem, e as que ficaram para trás.

O QUE É DESIGN DE EMBALAGEM


O design de embalagem é uma especialidade do design voltada exclusivamente para o
projeto tanto gráfico como estrutural deste componente dos produtos de consumo.

Por suas características peculiares o design da embalagem exige uma abordagem


projetual sofisticada e complexa que precisa responder a uma série de exigências
técnicas, estéticas e mercadológicas uma vez que na maioria das vezes ela é projetada
em uma indústria fabricante de embalagens para ser utilizada na linha de envase de
outra indústria fabricante dos produtos.

A embalagem assim como o cinema e as histórias em quadrinhos  tem uma linguagem


visual própria construida ao longo de séculos de evolução que acompanhou as
transformações da sociedade de consumo e a evolução da tecnologia de materiais,
processos industriais e sistemas de impressão e rotulagem. O designer precisa conhecer
esta linguagem para poder se comunicar de forma inteligível com os consumidores e
tambem para poder inserir o produto na linguagem visual da categoria onde ele vai
competir.

Os aspectos estéticos são importantes no design da embalagem porque agregam valor e


significados ao produto tornando-o desejável e fazendo com que ele se destaque no
ponto-de-venda frente a concorrência.
 
Segundo pesquisa do Comitê de Estudos Estratégicos da ABRE Associação Braslleira
de Embalagem, o consumidor não separa a embalagem do conteúdo, para ele os dois
constituem uma única entidade indivisível, portanto, o conhecimento do consumidor,
seus hábitos e atitudes em relação ao produto devem ser conhecidos e compreendidos
pelo design ao desenhar a embalagem.

A embalagem funciona como uma poderosa ferramenta de marketing podendo servir


como suporte para uma série de ações promocionais. 70% dos produtos existentes tem
embalagem sendo que 90% dos produtos vendidos em supermercados não tem qualquer
apoio de promoção ou propaganda dependendo exclusivamente da embalagem para
competir.
Nestas circunstâncias, a embalagem se transforma num fator decisivo que precisa ser
explorado ao máximo para tornar o produto competitivo.

Os aspectos mercadológicos e os objetivos de marketing da empresa com relação ao


produto precisam ser respondidos no projeto de design da embalagem uma vez que ela
funciona como uma ferramenta de competitividade capaz de alavancar as vendas.

Outro aspecto importante que precisa ser levado em consideração pelo designer no
decorrer de um projeto, é que a embalagem é o representante da marca junto ao
consumidor, é ela que esta presente no momento de consumo associando a experiência
com o produto `a marca do fabricante podendo, portanto, contribuir prara o trabalho de
“branding”.

No caso das embalagens, a forma é o principal atributo diferencial de personalidade que


um produto pode ter, por isso o design estrutural representa um papel importante no
processo como um todo.

Os dizeres de rotulagem seguem normas e legislação específica de cada categoria de


produto e precisam ser conhecidos e respeitados no projeto.

A inovação e a criatividade estão presentes no design de embalagem mas sempre


buscados dentro da metodologia de projeto que permite responder a todas as premissas
técnicas estéticas e mercadológicas que um projeto de embalagem exige.

Assim concluimos afirmando que o design de embalagem é uma atividade que requer
conhecimentos e habilidades multidisciplinares do designer que a pratica,
envolve design, marketing, tecnologia, conhecimento do consumidor e comunicação
especializada. Funciona com base numa metodologia própria de projeto atendendo
prioritariamente as diretrizes de marketing das empresas que atuam no segmento dos
produtos de consumo.

Existe uma linguagem visual característica da embalagem e seu desenho se reveste do


carater de “especialidade do design”

A Importância Atual do Design de Embalagem.


Indo muito além da embalagem que encontramos no mercado, o design de embalagem
na verdade é parte integrante de um sistema multidisciplinar que envolve industrias,
materiais e processos, marketing, comunicação e comportamento do consumidor.

A embalagem existe para atender as necessidades e anseios da sociedade e com ela


evoluiu transformando-se no que é hoje, ou seja, uma poderosa ferramenta de marketing
e um item de referência e avaliação cada vez mais relevante na tomada de decisão sobre
a escolha e compra dos produtos de consumo.

Segundo pesquisa do Comitê de Estudos Estratégicos da ABRE, Associação Brasileira


de Embalagem para o consumidor a embalagem é importantíssima porque ele não
separa a embalagem de seu conteúdo. Para ele os dois constituem uma única entidade
indivisível.

É ela que faz a integração dos componentes objetivos e racionais do produto com seus
significados simbólicos e subjetivos entregando este conjunto ao consumidor.

Este mesmo consumidor avaliou que a boa embalagem faz com eu ele se sinta
conectado, inserido verdadeiramente na sociedade de consumo, apontando que seu
sonho é ser tratado como um “consumidor do primeiro mundo”.

O consumidor brasileiro não quer ser tratado como um “pobre sub-consumidor”, ele foi
educado pelo consumo pela atuação no pais das maires multinacionais de consumo do
mundo. Empresas como Nestlé, Lever, Colgate, Johnson & Johnson estão no Brasil há
mais de 70 anos e ensinaram o brasileiro a tomar banho com o sabonete das estrelas de
cinema, lavar a roupa com o sabão em pó mais vendido no mundo e escovar os dentes
com o creme dental número um em vendas globais. Por isso prefere as embalagens que
valorizam o produto que embalam e os consumidores a quem se destinam.

Também os supermercadistas foram consultados nesta pesquisa e revelaram que para


eles “embalagem é tudo” é ela que faz show que acontece em seus estabelecimentos.

Quando estes especialistas que possam os dias acompanhando o processo de compra e o


desempenho dos produtos em gôndola afirmam que “embalagem é tudo” e os
consumidores nos dizem que para eles embalagem e produto são uma coisa só, nós
temos que concordar que ela é realmente importante.

Mas afinal porque a embalagem é tão importante?

É porque ela faz muito mais pelo produto e para a empresa que simplesmente conduzir
o produto e expô-lo nas gôndolas.

A embalagem começa a trabalhar muito antes de chegar ao ponto de venda. O bom


design desperta o entusiasmo da empresa pelo seu produto fazendo com que toda a
organização se dedique com mais energia uma vez que enxergam a perspectiva de
desempenho de um produto com embalagem forte.

O mesmo acontece com a força de vendas que se sente mais confiante e estimulada
tendo em mãos um produto mais competitivo.

A boa embalagem favorece a negociação com o trade, pois o comprador dos


estabelecimentos de varejo é avaliado pelo desempenho de vendas dos produtos que
compra e quando sente a força do bom design ele confia mais no potencial de venda do
produto.

Uma vez no ponto de venda, a embalagem é um fator decisivo  no novo cenário


competitivo.

Ela precisa chamar a atenção do consumidor, informar o conteúdo de tocar seus


atributos e despertar o desejo de compras.
Precisa também agregar valor ao produto para favorecer o fechamento da venda.

Tudo isso é feito e conseguido pelo bom design.

Mesmo depois de comprado o produto à boa embalagem continua trabalhando pelo


produto e pela empresa, pois é ela que estabelece a ligação entre a experiência positiva e
a marca do fabricante.

Por estar presente no momento do consumo, a embalagem representa a marca e fornece


a identidade necessária para propiciar a recompra.

Mesmo depois de utilizado o produto, a embalagem tem ainda um pape a desempenhar


podendo gerar valor, trabalho e renda através da reciclagem.

Por tudo isso, a embalagem desempenha um papel decisivo com importância crescente
no desempenho dos produtos de consumo. Ações de marketing utilizando a embalagem
como suporte estão transformando-a numa poderosa ferramenta que acaba sendo
responsável exclusiva pelo desempenho de mais de 90% dos produtos vendidos em
supermercados onde menos de 10% dos produtos oferecidos tem apoio de marketing e
comunicação.

Por se tratar de um componente obrigatório do custo do produto, um bom design


representa um investimento proporcionalmente muito pequeno cujo resultado pode
significar a vida ou a morte de um produto de consumo razão pela qual cada vez mais
empresas estão tomando consciência da importância do bom design de embalagem e
recorrendo a agências especializadas na prestação deste serviço.

Segundo o professor Gracioso presidente da ESPM “Se houver apenas um cartucho para
se gastar no marketing do produto, ele deve ser gasto no design da embalagem”.

BOM DESIGN É BOM NEGÓCIO


Segundo o professor Francisco Gracioso, decano do Marketing Brasileiro e presidente
da ESPM “se um profissional de marketing tivesse um único cartucho para gastar com
seu produto ele deveria gastar com a embalagem”.

Esta afirmação vinda de um expoente como o professor Gracioso nos leva a raciocinar
porque ainda hoje muitas empresas brasileiras apresentam seus produtos no mercado,
com embalagens deficientes e muitas vezes desenhadas por amadores de forma bastante
precária.

Por que será que muitas empresas ainda não perceberam que os custos de produção de
uma boa embalagem com design competitivo são praticamente os mesmos de uma com
design ruim?

Por que empresas espalhadas pelo Brasil ainda não perceberam que podem oferecer a
seus produtos embalagens tão boas quanto às das multinacionais?
Questões como esta são tema permanente nas discussões que acontecem durante a
semana do Design realizada pelo Comitê de Design da ABRE. Profissionais de várias
áreas têm se debruçado sobre elas para tentar encontrar maneiras de levar o design
profissional e seus resultados às empresas que tanto precisam deles.

Uma das soluções encontradas foi a criação de um portal na internet onde estas
empresas podem ter acesso ao que se faz de melhor em design de embalagem no Brasil
e descobrir que além de estar a seu alcance, este serviço tem custos bastantes acessíveis
podendo ser consultados via internet.

Além de conhecer o trabalho das mais de 40 agências que integram o Comitê, podem
solicitar orçamentos “on line” e conhecer a cartilha de contratação de design que ensina
como escolher e contratar uma agência.

Agora ficou mais fácil oferecer aos produtos embalagens de primeira linha e as
empresas vão descobrir na prática a diferença que faz uma boa embalagem.

A maioria dos produtos vendidos em um supermercado não tem qualquer apoio de


propaganda ou material promocional tendo como único recurso para se comunicar e
conquistar a preferência do consumidor à embalagem. Não é então importante utiliza-la
como uma poderosa ferramenta de marketing oferecendo ao produto uma boa e se
possível uma ótima embalagem?

No site do Comitê de Design da ABRE, está uma porta que pode abrir novas
perspectivas para as empresas espalhadas pelo território nacional, afinal bom design de
embalagem é bom negócio para quem precisa conduzir seus produtos ao sucesso num
cenário cada vez mais competitivo.

Importância da metodologia do design de embalagem


A embalagem é expressão e atributo do conteúdo. Não podemos desenhá-la sem
conhecer profundamente o produto. Assim, as características, a composição do produto,
seus diferenciais de qualidade e principais atributos, incluindo seu processo de
fabricação precisam ser compreendidos.
Uma visita à fábrica é necessária e recomendada. A história do produto, o material de
divulgação, anúncios, pesquisas de embalagens antigas, tudo isso precisa ser levantado.
Quanto mais e melhor conhecermos o produto, maior será a chance do nosso trabalho
vir a ser uma verdadeira expressão de seu conteúdo. Sem isso, ocorre e vemos com
muita freqüência no mercado, embalagens de fachada semelhantes às casinhas dos
filmes de bang bang.
Precisamos conhecer o consumidor, saber quem compra e utiliza o produto para
estabelecer com ele um processo de comunicação efetiva através da embalagem.
As características deste consumidor, seus hábitos e atitudes em relação ao produto e
principalmente a motivação que o leva a consumí-lo são um ponto chave a ser
conhecido pelo designer na fase conceitual do projeto.
O conhecimento do consumidor é tão importante que projetos de grande
responsabilidade devem contar sempre com o apoio de pesquisas especializadas em
avaliar a relação deste consumidor com a embalagem.
O mercado onde o produto participa tem suas características próprias. Tem história,
dimensões e perspectivas. É um cenário concreto que precisa ser conhecido, estudado e
analisado para que o design da embalagem não seja um salto no escuro.
O fabricante do produto deve fornecer as informações que dispuser sobre o mercado ou
buscá-la nas fontes de pesquisa para subsidiar o projeto de design.
Por melhor e mais bonito que seja o design, de nada ele adiantará ao produto se não
conseguir enfrentar a concorrência no ponto de vendas. Por isso.conhecer “in loco”, o
ambiente e as condições em que se dará a competição é fundamental para o design de
embalagem.
Estudar o ponto de venda, cada um dos concorrentes, analisar a linguagem visual da
categoria e compreendê-la é uma das chaves para a realização de projetos de sucesso.
O estudo de campo deve ser realizado com critério e dedicação pelo designer.

Não existe design de embalagem sem estudo de campo.

A linha de produção e de embalamento, a estrutura dos materiais utilizados, as técnicas


de impressão e decoração, o fechamento e a abertura, os desenhos ou plantas técnicas da
embalagem a ser desenhada, precisam ser conhecidos meticulosamente. Tanto para se
obter o máximo dos recursos disponíveis como para evitar erros que podem prejudicar o
projeto.Uma visita a linha de embalamento e contato com os fabricantes da embalagem
são fundamentais para a qualidade final do trabalho
Saber porque estamos desenhando uma embalagem e o que estamos buscando com o
projeto é outro ponto chave que precisa estar bem claro na elaboração do conceito.
Os objetivos de marketing, a participação de mercado, o papel da embalagem no mix de
comunicação e as diretrizes comerciais do projeto, precisam ser conhecidas para
estabelecer os parâmetros que nortearão o projeto e deverão ser atendidos pelo design
final apresentado.
É preciso ter uma meta a ser buscada para poder avaliar os resultados alcançados.

Todos os itens anteriores, uma vez compreendidos precisam ser organizados e


transformados numa diretriz de design com uma estratégia clara e consciente.

Antes de desenhar é preciso pensar.

A função da estratégia é fazer com que as premissas básicas do projeto sejam


equacionadas e indiquem uma direção a ser seguida no processo de design para
responder aos objetivos traçados.Este é o ponto central a ser considerado pois de nada
adianta todo o esforço empreendido no projeto se o resultado final não for competitivo.
Posicionar visualmente o produto de forma a obter a vantagem competitiva no ponto de
venda é o melhor que um projeto de design de embalagem pode alcançar e a estratégia
de design deve sempre buscar este objetivo.

Para atender as premissas estabelecidas e os objetivos mercadológicos do projeto, é


preciso que o trabalho de design seja realizado de forma consciente e metódica e não
baseado puramente no impulso criativo.
A criatividade é necessária e desejável, mas precisa ser exercida em favor dos objetivos
estratégicos do projeto. É o que chamamos de design consciente.
A metodologia do design de embalagem baseada nos aspectos mecionados até aquí,
constitui um roteiro que permite abordar cada fase do projeto com atenção e
objetividade.
Isto é importante porque a embalagem é um componente fundamental do produto.

Ela é um fator decisivo no novo cenário competitivo pois agrega valor e significado ao
produto. O consumidor não a separa do conteúdo, para ele os dois constituem uma única
entidade indivisível.
70% dos produtos existentes tem embalagem, ela é responsável sozinha pela exposição
e venda de mais de 90% dos produtos expostos num supermercado uma vez que é essa a
porcentagem de produtos que não tem qualquer apoio de promoção ou propaganda e
dependem exclusivamente da embalagem para competir.
Uma pesquisa do Comitê de Estudos Estratégicos da ABRE, Associação Brasileira de
Embalagem feita com supermercadistas revelou que para estes profissionais do varejo,
“embalagem é tudo!”. Esta afirmação vinda daqueles que mais conhecem e
acompanham o que se passa no epicentro da atividade de consumo de massa, deixa
claro de forma conclusiva porque as empresas, os profissionais de marketing e os
designers precisam olhar com mais atenção e cuidado para a embalagem, produzi-las e
desenha-las de forma consistente e sistemática para atender a todas a exigências de seu
projeto.

Os 10 Pontos Chave para o Design de Embalagem


Como vimos na primeira parte, a embalagem que encontramos no mercado de consumo
é fruto do trabalho de uma extensa cadeia produtiva e da participação de especialistas de
várias áreas que precisam trabalhar juntos para chegar ao resultado final.

A metodologia que apresentamos a seguir, foi desenvolvida e aperfeiçoada ao longo de


treze anos de trabalho intensivo dedicados ao design de embalagem e ao ensino desta
disciplina.

O objetivo desta metodologia é organizar e instrumentalizar uma seqüência de


atividades que permitam que o design da embalagem se faça de forma consciente,
levando em consideração todos os aspectos importantes do projeto e respondendo de
forma positiva e consistente aos objetivos fixados para o produto que deve ser
embalado.

Nós aprendemos com a experiência dos anos e o convivio profissional com especialistas
de várias áreas com quem tivemos a oportunidade de trabalhar, que o bom design de
embalagem está fundamentado em 10 pontos chave e desenvolvemos uma metodologia
de trabalho para garantir que estes pontos sejam atendidos no projeto.

Com a aplicação sistemática desta metodologia, temos alcançado resultados excelentes


e ao colocá-la em prática com os alunos do curso ficou claro que, atendendo
corretamente as premissas básicas do método, pessoas com graus de qualificação muito
diferentes, conseguem alcançar resultados surpreendentes.
Quem vai desenhar embalagens ou tem de alguma forma responsabilidade ou
participação neste processo, precisa saber que para se alcançar um bom resultado final é
necessário atender aos 10 pontos chave que são:

1-     Conhecer o produto

A embalagem é expressão e atributo do conteúdo. Não podemos desenhá-la sem


conhecer profundamente o produto. Assim, as características, a composição do produto,
seus diferenciais de qualidade e principais atributos, incluindo seu processo de
fabricação precisam ser compreendidos.

Uma visita à fábrica é necessária e recomendada. A história do produto, o material de


divulgação, anúncios, pesquisas de embalagens antigas, tudo isso precisa ser levantado.

Quanto mais e melhor conhecermos o produto, maior será a chance do nosso trabalho
vir a ser uma verdadeira expressão de seu conteúdo. Sem isso, ocorre e vemos com
muita freqüência no mercado, embalagens de fachada semelhantes às coisinhas dos
filmes de bang bang.

2-  Conhecer o consumidor 

Saber quem compra e utiliza o produto é fundamental para estabelecer um processo de


comunicação efetiva através da embalagem.

As características deste consumidor, seus hábitos e atitudes em relação ao produto e


principalmente a motivação que o leva a consumí-lo são um ponto chave a ser
conhecido pelo designer e pelos profissionais responsáveis pelo projeto que devem
procurar compreender porque este consumidor compraria o produto.

O conhecimento do consumidor é tão importante que projetos de grande


responsabilidade devem contar sempre com o apoio de pesquisas especializadas em
avaliar a relação deste consumidor com a embalagem.

3- Conhecer o mercado

O mercado onde o produto participa tem suas características próprias. Tem história,
dimensões e perspectivas.

É um cenário concreto que precisa ser conhecido, estudado e analisado para que o
design da embalagem não seja um salto no escuro.

O fabricante do produto deve fornecer as informações que dispuser sobre o mercado ou


buscá-la nas fontes de pesquisa para subsidiar o projeto de design.

4- Conhecer a concorrência

Por melhor e mais bonito que seja o design, de nada ele adiantará ao produto se não
conseguir enfrentar a concorrência no ponto de vendas.

Conhecer “in loco” o local e as condições em que se dará a competição é fundamental


para o design de embalagem.

Estudar o ponto de venda, cada um dos concorrentes, analisar a linguagem visual da


categoria e compreendê-la é uma das chaves para a realizaçnao de projetos de sucesso.

O estudo de campo deve ser realizado com critério e dedicação pelo designer.

5- Conhecer tecnicamente a embalagem a ser desenhada

A linha de produção e de embalamento, a estrutura dos materiais utilizados, as técnicas


de impressão e decoração, o fechamento e a abertura, os desenhos ou plantas técnicas da
embalagem a ser desenhada, precisam ser conhecidos meticulosamente. Tanto para se
obter o máximo dos recursos disponíveis como para evitar erros que podem prejudicar o
projeto.

Visita a linha de embalamento e contato com os fabricantes da embalagem são


fundamentais para a qualidade final do trabalho.

6- Conhecer os objetivos mercadológicos

Saber porque estamos desenhando uma embalagem e o que estamos buscando com o
projeto é outro ponto chave que precisa estar bem claro.

Os objetivos de marketing, a participação de mercado, o papel da embalagem no mix de


comunicação e as diretrizes comerciais do projeto, precisam ser conhecidas para
estabelecer os parâmetros que nortearão o projeto e deverão ser atendidos pelo design
final apresentado.

É preciso ter uma meta a ser buscada para poder avaliar os resultados alcançados.

7- Ter uma estratégia para o design

Todos os itens anteriores, uma vez compreendidos precisam ser organizados e


transformados numa diretriz de design com uma estratégia clara e consciente.

Antes de desenhar é preciso pensar.

A função da estratégia na metodologia é fazer com que as premissas básicas do projeto


sejam equacionadas e indiquem uma direção a ser seguida no processo de design para
responder aos objetivos traçados.

Este é o ponto central da nossa metodologia, pois de nada adianta todo o esforço
empreendido no projeto se o resultado final não for competitivo.

Posicionar visualmente o produto de forma a obter a vantagem competitiva no ponto de


venda é o melhor que um projeto de design de embalagem pode alcançar e a estratégia
de design deve sempre buscar este objetivo.

8- Desenhar de forma consciente


Para atender as premissas estabelecidas e os objetivos mercadológicos do projeto, é
preciso que o trabalho de design seja realizado de forma consciente e metódica e não
baseado puramente no impulso criativo.

A criatividade é necessária e desejável, mas precisa ser exercida em favor dos objetivos
estratégicos do projeto.

O designer deve aproveitar cada oportunidade para evoluir e por isso precisa empenhar-
se de verdade em cada projeto buscando superar o que jea fez no passado.

Cada projeto deve ser tratado com cuidado e dedicação para ser um ponto forte do
produto que nos foi confiado.

9- Trabalhar integrado com a indústria

Conhecer a indústria que vai produzir a embalagem é uma das premissas básicas para o
sucesso do projeto. Muitos problemas que normalmente ocorrem em projetos de
embalagem snao evitados com esta providência simples. Porém, o grande benefício do
projeto integrado é a possibilidade de se encontrar melhores soluções, pois é através da
indústria que as novas tecnologias chegam aos designers.

O trabalho integrado do designer com a indústria permite a embalagem final se


beneficiar da experiência e das melhores soluções tecnológicas em benefício do cliente.

10- Fazer a revisão final do projeto

Quando a embalagem final chega ao mercado, o designer e o cliente devem fazer uma
visita a campo para avaliar o resultado final e propor eventuais melhorias ou ajustes que
possam ser incorporados às novas produções e reimpressões.

Só no ponto de venda, em condições reais de competição é que podemos avaliar o


resultado final alcançado. Ao fazermos isso, estaremos evoluindo nosso trabalho e
evitando pequenas falhas no futuro.