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PROSPECTIVA TECNOLÓGICA DA CADEIA PRODUTIVA DE

TRANSFORMADOS PLÁSTICOS

PROSPECTIVA TECNOLÓGICA DA CADEIA PRODUTIVA DE


EMBALAGENS PLÁSTICAS PARA ALIMENTOS

SECRETARIA DE TECNOLOGIA INDUSTRIAL - MINISTÉRIO DO


DESENVOLVIMENTO, INDÚSTRIA E COMÉRCIO EXTERIOR (STI/MDIC)

EXECUTOR: SISTEMA DE INFORMAÇÕES SOBRE A INDÚSTRIA QUÍMICA DA


ESCOLA DE QUÍMICA, UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO DE JANEIRO
(SIQUIM/EQ/UFRJ)

Rio de Janeiro, 2003


ÍNDICE

I Apresentação ................................................................................................................................ 5

I.1. Instituições Patrocinadoras.....................................................................................................5

I.2. Instituição Executora...............................................................................................................5

I.3. Equipe de Desenvolvimento ....................................................................................................5

I.4. Programa Brasileiro de Prospectiva Tecnológica Industrial...............................................6

I.5. Fórum de Competitividade .....................................................................................................7

II Introdução .................................................................................................................................... 8

II.1. Critérios para a escolha da cadeia........................................................................................8

III Indústria de Alimentos ........................................................................................................... 10

III.1. Importância e Tendências de Consumo............................................................................10

III.2. Panorama da indústria de alimentos ...............................................................................10

III.3. Classificações sobre a Indústria de Alimentos .................................................................12

III.4. Histórico da indústria de embalagens...............................................................................13

III.5. Funções de embalagem.......................................................................................................14

III.6. Classificação das Embalagens: ..........................................................................................15

III.7. Mercado Mundial de Embalagens ....................................................................................20

III.8. Mercado Brasileiro de Embalagens ..................................................................................20

III.9. Canais de Venda e Distribuição ........................................................................................22

III.10. Aspectos Institucionais e Organizacionais .....................................................................24

IV Transformação Plástica e os Principais Processos de Produção de Embalagens............... 26

IV.1. A Indústria de Transformação Plástica............................................................................26

IV.2. Cadeia Produtiva de Transformados Plásticos ................................................................27

IV.3. Processos de Produção de Embalagens.............................................................................31

IV.4. Movimentos do Setor ..........................................................................................................36

IV.5. Máquinas para Transformação de Plásticos para Embalagens .....................................37

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V Termoplásticos para Embalagens - Segmentação das Resinas ................................................ 41

V.1. Resinas Termoplásticas no Brasil .......................................................................................42

V.2. Polietileno de Alta Densidade (PEAD) ...............................................................................43

V.3. Polietileno de Baixa Densidade (PEBD) .............................................................................46

V.4. Polietileno de Baixa Densidade Linear (PEBDL)..............................................................48

V.5. Politereftalato de Etileno (PET)..........................................................................................50

V.6. Polipropileno (PP) ................................................................................................................54

V.7. Poliestireno (PS) ...................................................................................................................59

V.8. Policloreto de Vinila (PVC) .................................................................................................63

VI Principais Embalagens Plásticas para Alimentos................................................................. 68

VI.1. Água Mineral.......................................................................................................................68

VI.2. Carnes Processadas.............................................................................................................69

VI.3. Aves e Derivados .................................................................................................................70

VI.4. Produtos Lácteos.................................................................................................................71

VI.5. Frutas e Hortaliças..............................................................................................................72

VI.6. Grãos e derivados................................................................................................................73

VI.7. Farinha de Trigo .................................................................................................................73

VI.8. Óleos Comestíveis ...............................................................................................................74

VII Análise da Cadeia Produtiva.................................................................................................. 75

VII.1. Modelagem da cadeia........................................................................................................75

VII.2. Análise dos fluxos de capital e material ..........................................................................77

VIII Aplicação da Metodologia Delphi para Prospectiva Tecnológica da Cadeia Produtiva de


Embalagens Plásticas para Alimentos............................................................................................... 79

IX A Ação Prospectiva e a Técnica Delphi................................................................................. 81

X Base para Formulação do Questionário Delphi ....................................................................... 85

XI Execução da metodologia Delphi para prospectiva tecnológica da cadeia produtiva de


embalagens para alimentos.............................................................................................................. 112

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XI.1. Identificação dos Respondentes, Organização e Validação dos Especialistas para
Participação nas Rodadas Delphi .............................................................................................113

XI.2. Envio do Questionário da 1a Rodada (Período de 15 de outubro a 01 de novembro de


2002).............................................................................................................................................113

XI.3. 1ª rodada - Tratamento Estatístico e Análise dos Resultados.......................................114

XI.4. Execução da 2ª rodada Delphi e Busca do Consenso.....................................................120

XII Variáveis Críticas e Identificação das Forças Propulsoras e Restritivas por Elo da Cadeia
de Embalagens Plásticas para Alimentos........................................................................................ 132

XIII Conclusões ............................................................................................................................ 141

XIII.1. Considerações Finais .....................................................................................................143

XIV Referências Bibliográficas ................................................................................................... 145

XV Anexos: ................................................................................................................................. 151

ANEXO 1: Empresas no Brasil.................................................................................................151

ANEXO 2. Lista de Especialistas Contatados .........................................................................154

ANEXO 3. Modelo de carta de encaminhamento do questionário – 1a rodada Delphi.......170

ANEXO 4. Máscara do Questionário Delphi Online (1a rodada) ..........................................172

ANEXO 5. Modelo de Carta de Encaminhamento do Questionário – 2a rodada Delphi ...174

ANEXO 6. Modelo de Questionário da 2a rodada Delphi ......................................................176

ANEXO 7. Resultado do Tratamento Estatístico da 2a rodada .............................................206

ANEXO 8. Resultado Consolidado das Questões 8 e 14 – 2a Rodada Delphi .......................215

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I APRESENTAÇÃO

I.1. INSTITUIÇÕES PATROCINADORAS

Organização das Nações Unidas para o Desenvolvimento Industrial (UNIDO)


Secretaria de Tecnologia Industrial / Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio
Exterior (STI/MDIC)
Fundação de Empreendimentos Científicos e Tecnológicos (FINATEC)

I.2. INSTITUIÇÃO EXECUTORA

Sistema de Informações sobre a Indústria Química (SIQUIM/EQ/UFRJ)

I.3. EQUIPE DE DESENVOLVIMENTO

• Coordenação Geral:

Profa. Adelaide Antunes

• Consultora (1aetapa do projeto):

Vera Lúcia B. de Sá Pereira

• Coordenadora Técnica/consultora:

Suzana Borschiver

• Colaboradores:

Ana Amélia Martini (Doutoranda EQ/UFRJ)

Ana Carolina Mangueira, (Estagiária SIQUIM)

Claudia Azevedo, (Pesquisadora-SIQUIM)

Claudia Canongia (Doutoranda EQ/UFRJ e Pesquisadora-SIQUIM)

Cristina Mendes, (Pesquisadora SIQUIM)

Clarice Gandelman (Integração Universidade-Empresa -SIQUIM)

Carlos Hemais (Prof. IMA)

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Cheila Gonçalves Mothé, (Profa Escola de Química)

Daniela Bastos, (doutoranda IMA/UFRJ)

Eliane Bahruth, (doutoranda EQ/UFRJ)

Fernando Tibau (Estagiário SIQUIM)

José Victor Bomtempo, (Prof. GIT/Escola de Química)

José Luiz dos Santos Tepedino, DSc.

Luiz Antônio d’Avila, DSc. (Prof. Escola de Química)

Luís Eduardo Duque Estrada, (Prof. GIT/Escola de Química)

Max Arnor (Estagiário SIQUIM)

Peter Rudolf Seidl, DSc. (Prof. Escola de Química)

Verônica Amorim (Estagiária SIQUIM)

I.4. PROGRAMA BRASILEIRO DE PROSPECTIVA TECNOLÓGICA INDUSTRIAL

O Programa Brasileiro de Prospectiva Tecnológica Industrial é um programa da UNIDO em


parceria com o STI/MDIC que se propõe a estimular medidas de longo prazo para o
desenvolvimento das principais cadeias produtivas, através de fomento ao desenvolvimento de uma
auto capacitação das mesmas para realização de atividades de prospecção tecnológica e
consolidação de seu sistema de inovação, dentro de um programa de “Foresight”.

A abordagem utilizada neste programa desenvolve-se principalmente através do trabalho interativo


de especialistas, orientado para antecipar possibilidades de inovações, não necessariamente
baseadas somente em informações tendenciais e sim também em projeções especulativas de seu
próprio conhecimento, ocorrendo de forma aperiódica.

O modelo prospectivo tem como objetivo identificar um futuro desejável entre alternativas viáveis.
Isso implica em caracterizar um sistema articulado de atores (interesses, alianças e conflitos) e
variáveis (tendenciais e de ruptura) que têm influencia sobre esse futuro desejado. Consideradas as
discrepâncias entre a situação atual e a futura objetivada, estabelecer estratégias que adotadas no
presente possam conduzir à construção do futuro almejado.

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I.5. FÓRUM DE COMPETITIVIDADE

O MDIC coordena o Programa Fórum de Competitividade que compõe o “Brasil Classe Mundial”,
programa integrante do “Avança Brasil” - Plano Plurianual 2000/03 que consiste em ações que
visam atuar sobre capacidade competitiva do setor produtivo brasileiro através da interação entre
empresários, trabalhadores, Governo e Congresso Nacional. O Projeto Estudo Prospectivo da
Cadeia Produtiva de Embalagem para Alimentos atende aos objetivos e metas do Fórum de
Competitividade da cadeia produtiva da indústria de transformação plástica.

Dentre as macrometas deste programa, pode-se citar a geração de empregos, ocupação e renda; o
desenvolvimento produtivo regional, a maior capacitação tecnológica; o aumento das exportações,
competição com as importações e serviços internacionais. Correspondendo a essas macrometas,
foram identificadas pelo fórum as políticas prioritárias para alavancagem da cadeia, a saber:

Financiamento para reorganização da cadeia de transformados plásticos;


Financiamento para investimento na reestruturação da indústria petroquímica;
Desoneração tributária do investimento e da produção;
Geração de emprego e redução /eliminação da informalidade;
Aproveitamento de oportunidades de investimento.

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II INTRODUÇÃO

O objetivo deste estudo é de aprofundar o conhecimento da Cadeia Produtiva de Embalagem


Plástica para Alimentos, formulando um diagnóstico que oferecesse subsídios suficientes para a
etapa de prospecção tecnológica, através de identificação de fatores críticos positivos e negativos
em todos os elos da cadeia.

Essa análise é feita através da Metodologia de Prospecção Tecnológica de Cadeia Produtiva, com a
modelagem e avaliação de desempenho desta, identificando os fatores críticos e seus impactos sobre
a eficiência, qualidade, eqüidade e competitividade, levando sempre em consideração os ambientes
institucional e organizacional que a envolvem.

A metodologia se aplica nos conceitos da Equipe Embrapa, de Prospecção Tecnológica, que


apresenta bastantes trabalhos de prospecção de demandas Tecnológicas no Sistema Nacional de
Pesquisa Agropecuária (SNPA).

A passagem por todos os elos da cadeia produtiva, desde a indústria de alimentos até a central de
matérias primas, seja nas pesquisas bibliográficas ou nas pesquisas de campo, fez com que a equipe
do projeto adquirisse conhecimento e capacitação para o entendimento da cadeia produtiva como
um todo, levando em consideração a especificidade de cada setor.

Duas preocupações fundamentais nortearam a equipe de desenvolvimento, com o mesmo grau de


importância, nesta etapa de diagnóstico.

Os fundamentos conceituais adotados para a prospecção de demanda, ou seja, a visão


sistêmica, a visão de mercado e a mensuração de desempenho.

A formulação de não apenas “mais um” diagnóstico do setor e sim, de oferecer subsídios
suficientes para que a passagem para etapa de prospecção tecnológica, a próxima a ser
desenvolvida, seja realizada de forma adequada, com o objetivo final de identificação de
demandas atuais, potenciais e futuras da cadeia produtiva de embalagem plástica para
alimentos no Brasil.

II.1. CRITÉRIOS PARA A ESCOLHA DA CADEIA

A escolha da cadeia produtiva de embalagens plásticas para alimentos atendeu aos objetivos e metas
do Fórum de Competitividade da Cadeia Produtiva da Indústria de Transformação dos
Termoplásticos, que, baseado no Comitê de Prospecção constituído em dezembro de 2000,

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selecionou e priorizou potencialidades e critérios relacionados aos ganhos de competitividade,
levando-se em consideração alguns fatores críticos como emprego e renda, desenvolvimento da
produção, exportação e competição com a importação.

O projeto iniciou-se com um curso de capacitação da equipe, dividido em 3 oficinas, para a


compreensão dos conceitos e princípios metodológicos para análise diagnóstica e prognostica da
cadeia produtiva. As duas primeiras oficinas deste curso foram realizadas em janeiro e fevereiro de
2000, onde foi simulado um estudo de cadeia produtiva de embalagem de alimentos, com
modelagem da cadeia, analisando os fluxos de caixa e capital e pontuando os fatores críticos. O
Workshop realizado em abril de 2001 reuniu especialistas dessa cadeia produtiva, que validaram o
escopo do projeto, através de discussões e questionários.

A última oficina ocorreu em Dezembro de 2001, com o treinamento por parte da equipe do projeto
do método “Delphi on Line”, onde foi dado início a etapa da análise prognóstica, no âmbito de
2003-2013.

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III INDÚSTRIA DE ALIMENTOS

III.1. IMPORTÂNCIA E TENDÊNCIAS DE CONSUMO

A sobrevivência humana sempre esteve ligada à alimentação. A demanda criada pelo


desenvolvimento demográfico mundial, em função das necessidades nutricionais e hábitos
alimentares, exige suprimentos, preços acessíveis e novidades ao consumidor. A indústria de
alimentos tem papel fundamental neste processo, pois transforma as características de variabilidade
de sua produção em um sistema contínuo de modo a prover ao mercado, quantidade, qualidade e
formas diferentes de alimentos.

A indústria desenvolve o beneficiamento, a conservação e a preservação, além de combinar esses


processos com operações físico-químicas que resultam melhor padrão higiênico, criação de novos
produtos, eliminação de microrganismos patogênicos, elaboração de complementos alimentares,
misturas balanceadas e enriquecidas de nutrientes além de isolar componentes de diversos alimentos
para outros fins nutricionais.

Para satisfazer o consumidor atual, a indústria deve fornecer alimentos “perfeitos” com várias
qualidades ao mesmo tempo: nutrição, conveniência, baixas calorias (low calorie), ausência de
gorduras (fat-free), pouco sal, rico em fibras, vitaminas e sais minerais.

Nesta evolução tecnológica, as embalagens reconhecidamente propiciam uma grande contribuição


para a indústria alimentícia, atuando principalmente na conservação, no transporte e no visual no
alimento.

III.2. PANORAMA DA INDÚSTRIA DE ALIMENTOS 1

A indústria de alimentos pode ser definida como um numeroso conjunto de pequenas, médias e
grandes plantas industriais, pulverizadas por todo o território nacional, com a maioria delas atuando
em mercados regionais (normalmente as pequenas e médias) e poucas empresas operando em nível
nacional (normalmente as grandes) (TROCCOLI, 1996).

1 Cabe ressaltar que a denominação alimentos inclui também as bebidas.

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Gráfico 1: Participação por empresas de alimentos no valor da produção

Micro
16%

Médias
44% Grandes
19%

Pequenas
21%

Fonte: ABIA in Química e Derivados, nov. / 2000

O segmento formado pela indústria alimentícia é representado por um parque industrial com cerca
de 45 mil estabelecimentos, ocupando o primeiro lugar em número de fábricas na indústria de
transformação, seguido pelos setores de vestuário, mecânica e metalúrgica.

A região sudeste é responsável por 52% do valor da produção de alimentos no País, segundo “O
Mercado Brasileiro de Alimentos Industrializados“ (Publicação da ABIA). 2

Tabela 1: Distribuição regional da indústria de alimentos e da indústria geral por valor da


produção - 1999

Indústria de alimentos (%) Indústria geral (%)

Sudeste 51,73 70,63

Sul 30,46 16,65

Nordeste 11,95 8,88

Norte 1,39 2,40

Centro-Oeste 4,47 1,44

Fonte: ABIA, 2000

2 Esse dado não surpreende pois acompanha a tendência de concentração regional da indústria em geral no Brasil

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A indústria de alimentos é a primeira no que se refere à geração de empregos, ocupando cerca de
800 mil pessoas, num universo de cerca de 5.000 mil empregos diretos gerados pela indústria de
transformação. O valor da produção atingiu em 1999 cerca de US$ 76,7 bilhões.

Conforme pode ser certificado pela tabela 2, o valor da produção da indústria de alimentos no
período de 1990-99 contribuiu, em média com 9,66% do valor do PIB e 17,52% do valor da
indústria total, conforme pode ser observado pela tabela a seguir:

Tabela 2: Participação da indústria de alimentos no PIB e no total da indústria de transformação


no Brasil, em % (1990-99)

Participação 1990 1991 1992 1993 1994 1995 1996 1997 1998 1999

no PIB 9,98 10,17 10,45 10,22 8,93 9,23 9,67 9,08 9,53 9,38

na Ind. Total 17,20 17,95 17,28 16,69 16,36 16,71 17,48 17,44 19,31 18,79

Fonte: Associação Brasileira das Indústrias da Alimentação (ABIA), 2000

III.3. CLASSIFICAÇÕES SOBRE A INDÚSTRIA DE ALIMENTOS

Existem diversas classificações sobre a indústria de alimentos no Brasil; as oficiais e mais


importantes são as do IBGE e da ABIA, no qual o trabalho se baseia, estas são descritas a seguir:

• IBGE

Fabricação de produtos alimentícios e bebidas


Abate e preparação de produtos de carne e de pescado
Processamento, preservação e produção de conservas de frutas, legumes e outros vegetais
Produção de óleos e gorduras e animais
Laticínios
Moagem, fabricação de produtos amiláceos e de rações balanceadas para animais
Fabricação e refino de açúcar
Torrefação e moagem de café
Fabricação de outros produtos alimentícios
Fabricação de bebidas

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• ABIA

Massas e confeitos (cadeias do trigo, chocolate, cacau e balas);


Cadeia de cereais, café e açúcar;
Conservas vegetais e sucos;
Laticínios;
Cadeia da proteína animal;
Desidratados;
Óleos e gorduras;
Bebidas (alcoólicas e não alcoólicas)
Diversos
Embalagens

III.4. HISTÓRICO DA INDÚSTRIA DE EMBALAGENS

O conceito de embalagem como simples recipiente para beber ou estocar surgiu há mais de 10.000
anos. Alguns estudiosos acreditam que os vidros egípcios e ânforas gregas tenham sido o início da
embalagem; outros, como Alexis Davis, autor de “História da Embalagem”, acreditam que seu
início date do século XVI quando se tornou tecnologicamente viável pela “existência de uma
comunidade comercial, que desenvolveu a habilidade de marcá-las com nomes comerciais e a
habilidade (entre compradores) de identificar este nomes” (BENZI, 1993).

A embalagem tem afetado radicalmente os hábitos de consumo das pessoas em todo o mundo. Uma
das maiores provas disso é a substituição de todo o arsenal de ferramentas especiais e sacolas, que
as pessoas utilizavam em suas casas e levavam quando iam às compras, pelo simples ato de pegar
um produto pré-embalado e levá-lo para casa. (ABRE, 2001).

O vidro foi a primeira matéria-prima usada em maior escala para a produção de embalagens
Embora o uso de metais como cobre, ferro e estanho tenham surgido na mesma época que a
cerâmica de barro, foi somente nos tempos modernos que eles começaram a ter um papel
importante para a produção de embalagem (ABRE, 2001).

O aparecimento do plástico como material para embalagens se deu após a segunda guerra, estas
eram mais leves, mais baratas e fáceis de produzir do que as embalagens de papel ou de metal. As
resinas plásticas - como polietileno, poliéster, etc, ampliaram o uso dos invólucros transparentes,
iniciado na década de 20 com o celofane, permitindo a oferta de embalagens em uma infinidade de
formatos e tamanhos.

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A produção de embalagens plásticas passou a crescer partir dos anos 60. Dos anos 70 até os dias
atuais, a indústria brasileira de embalagem vem acompanhando as tendências mundiais produzindo
embalagens com características especiais como o uso em fornos de microondas, tampas removíveis
manualmente, proteção contra luz e calor e evidência de violação. Foram incorporadas também,
novas matérias-primas, como o alumínio para latas e o PET para frascos.

III.5. FUNÇÕES DE EMBALAGEM

As principais funções de embalagem são:

- Conter o alimento, ou seja, guardá-lo, armazená-lo, desde a produção até o momento do uso pelo
consumidor final. (MURATA, NUNES, et al.2001). Produtos alimentícios de natureza distinta
como líquidos sólidos e pastas requerem uma escolha adequada de materiais elaboração da
embalagem.

- Vender o produto através da identificação deste, pois sua distribuição e comercialização se


processam de maneira muito dinâmica, portanto, quanto mais rapidamente a embalagem identificar
o produto maior eficiência técnica ela terá sob o ponto de vista de vendas. Esta identificação se
baseia em sua apresentação gráfica que deve incluir, entre outros, os seguintes elementos:

Descrição concisa do produto;

Valorização da marca, logotipo e nome do fabricante;

Conteúdo líquido – peso, volume, e número de unidades;

Instruções de uso;

Ilustração do produto;

Espaço para o preço.

- Proteger o produto, de condições ambientais adversas, tais como luz, ar, umidade e temperatura.
A permeabilidade a estes fatores é de grande importância em função do tempo de vida útil do
alimento, pois a deterioração de alimentos embalados depende grandemente das transferências que
podem ocorrer entre o meio interno, dentro do material de embalagem, e o meio externo, no qual ele
é exposto aos danos na estocagem e distribuição.

De acordo com o tipo de produto acondicionado e o mercado consumidor, a importância da


embalagem para a comercialização do produto será diferente, embora, geralmente, ela tenha as

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funções de atrair a atenção, descrever as características do produto, criar confiança do consumidor e
produzir uma impressão global favorável.

III.6. CLASSIFICAÇÃO DAS EMBALAGENS:

A classificação de embalagens plásticas, especialmente para alimentos, pode ser feita de acordo
com os aspectos tecnológicos e mercadológicos. A comercialização, o formato e as dimensões da
embalagem devem ser cuidadosamente planejados, não apenas em função de sua exposição nas
prateleiras ou balcões, mas para posterior acomodação em sacolas de compras e mesmo para
armazenagem pelo consumidor.

A embalagem deve ser sempre prática. Deve ser fácil de abrir, de fechar, de descartar, de permitir o
uso de porções adequadas. Recipientes volumosos devem ser munidos de pegadores ou alças e, em
muitos casos, podem ser planejados para ser utilizados como balcões nos pontos de venda.

Atualmente a indústria de embalagem plástica adota algumas classificações que podem ser
identificadas como:

III.6.1. RÍGIDA OU FLEXÍVEL

- Rígidas

As embalagens plásticas de estrutura de rígida são feitas com os polímeros PEAD, PP, PVC, PET, e
podem ser encontradas sob a forma de garrafas, frascos, bandejas e caixas. O maior uso de
embalagens rígidas está em garrafas plásticas.

- Flexíveis

O mercado de embalagens flexíveis é estimado em uma produção de cerca de US$ 1,7 bilhão, o
equivalente a 9% da produção americana. Segundo ABIEF (Associação Brasileira de Embalagens
Flexíveis) existem cerca de 2000 empresas neste setor, sendo que estas são em sua maioria médias e
pequenas empresas.

Os filmes monocamadas dominam o cenário de embalagens flexíveis para alimentos. Estes filmes
são utilizados para embalar 40% em peso da produção das principais categorias de alimentos
embaladas por flexíveis. Os filmes laminados embalam 25%, filmes coextrusados 5% e outros
materiais 30%. (OLIVEIRA, 1999)

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O consumo de filmes monocamada foi em 1999, aproximadamente 851 mil toneladas destinadas a
embalagem de alimentos commodities como açúcar, arroz, feijão, farinha de trigo, grãos, pães, aves
frescas e vegetais. Grades especiais de poliolefinas começaram a ser utilizadas para melhor
aparência e performance mecânica destes filmes monocamadas. Algumas aplicações estão sendo
substituídas por estruturas multicamadas devido ao consumidor ter ficado mais exigente.

O mercado dos filmes multicamada (laminado ou coextrusados) é orientado a agregar valor a


produtos que requerem maior proteção por barreira ou propriedades mecânicas contra condições
ambientais e contra a tensão proveniente do transporte e distribuição. Os requerimentos para
proteção dos alimentos no Brasil são mais críticos em função do seu clima tropical com sua
temperatura alta, umidade relativa e sua extensão continental que implica em períodos longos de
transporte e estrutura pobre das estradas brasileiras que aplicam alta tensão mecânica durante o
transporte.

Filmes laminados (25 mil toneladas em 1999) foram utilizados para se obter boa barreira a vapor
d´água e/ou barreira à gordura e /ou melhorar a performance mecânica.

III.6.2. FUNCIONAL OU INOVADORA

- Funcional

Atende as necessidades da cesta básica

- Inovadora

Embalagens de maior valor agregado para produtos que atendem às classes sociais mais altas

III.6.3. CLASSIFICAÇÃO POR TIPO DE CONSUMIDOR

Em 2005, o Brasil deverá ter 200 milhões de habitantes e cerca de 110 milhões de pessoas serão
economicamente ativas. (BIANCO, 1998).

As exigências do consumidor de hoje norteiam as estratégias da indústria, que teve que se adaptar
às transformações da sociedade. O consumidor de hoje deseja alimentos que se enquadrem num
padrão básico: conveniência, baixas calorias, ausência ou redução de gorduras, pouco sal, rico em
fibras, vitaminas e sais minerais. Assim, o consumidor preocupado com sua saúde faz com que as
empresas invistam em lançamentos de alimentos mais saudáveis.

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A embalagem é considerada o principal elemento diferenciador dos produtos junto aos
consumidores tendo papel mais importante, na maioria dos casos, do que as próprias características
dos produtos de consumo. (ARTHUR ANDERSEN, CETEA, 2000).

A influência do consumidor aparece como um elemento cada vez mais importante por este ter seu
nível de exigência mais aguçado diante do produto. Portanto, deverá ser trabalhada a relação
qualidade/preço, para garantir-lhe a satisfação (IGLECIO, 1996).

A importância, o papel e a responsabilidade da embalagem no mercado de produtos de consumo,


mudam na velocidade e na proporção das necessidades, expectativas e valores dos consumidores,
demonstrados pelo comportamento hábitos e atitudes de consumo conforme pode ser exemplificado
na tabela 3.

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Tabela 3: Novos valores e postura do consumidor e suas implicações no mercado

Valores / posturas Implicações Influencias nas embalagens

Família tradicional com Diversificação das embalagens Embalagens menores de fácil manuseio
membros de hábitos focando o uso para a “pessoa” e práticas
diferenciados TARGET

Aumento de lares com uma só Preferência por produtos de Embalagens menores, multifuncionais, e
pessoa conveniência e com sofisticação de fácil armazenamento.

Envelhecimento da população Pessoas com grande potencial Busca de embalagens de produtos com
financeiro que que buscam shelf-life menor e com características
alimentos mais sudaveise uma ergonômicas, que trazem conveniência,
vida mais ativa segurança e que contenham informações
de fácil leitura e instruções

Aumento da consciência do Necessidade de maior cuidado Embalagens mais elaboradas, com


saudável e da higiene com embalagens por toda cadeia maior transparência nas informações e
de suprimentos e distribuição materiais confiáveis que garantam a
inviolabilidade.

Consciência do Existência de uma maior Busca por embalagens biodegradáveis e


“ecologicamente correto” responsabilidade do setor de recicláveis
embalagens e busca de maior
sofisticação nas embalagens

Stress, aumento das horas Menos tempo de dedicação ao lar, Embalagens com conveniência,
trabalhadas e maior valor ao como cozinhar por exemplo reutilizáveis e ready to cook
lazer

Fonte : ARTHUR ANDERSEN; CETEA, 2000

Constata-se um forte trabalho de posicionamento dos produtos de consumo, utilizando


principalmente a embalagem e a marca como seus principais diferenciadores Observando-se o
mercado nota-se que vários fatores implicam no aumento do consumo de alimentos, sendo estes
associados principalmente :

o crescimento da população idosa (LEITE, 1998);

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o aumento da participação das mulheres no mercado de trabalho, implicando no uso
crescente de alimentos industrializados, prontos ou semiprontos (CARDOSO, 1995, LEITE
1998);

fast food nos grandes centros (CARDOSO, 1995);

o mercado dirigido ao single - que é um novo tipo de consumidor, alvo da indústria


alimentícia, com um contingente de aproximadamente 4 milhões de pessoas no Brasil,
representando 2,3% da população brasileira e que, geralmente, costuma fazer suas refeições
fora de casa (IGLECIO, 1995);

a cada dia aumenta a disputa pela preferência do consumidor-mirim, e a sucessão de


lançamentos é o mais claro indicador de que as empresas acreditam neste segmento de
mercado (DEMARCHI, 2000);

e uma maior quantidade de jovens comprando em supermercados (LEITE, 1998).

Assim, a necessidade dos consumidores em cumprir rigorosas dietas para recompor perdas de
energia e evitar problemas de saúde, as necessidades de as famílias garantirem em seus lares uma
alimentação adequada, de modo limpo e rápido, acarretam grandes alterações em todo o setor de
alimentos. Essas transformações sociais apontam para pratos que já vêm prontos e embalagens mais
ágeis, que vão ao encontro justamente da necessidade do consumidor final de comprar produtos em
porções individuais e que também permitam passagem direta do freezer para o microondas, entre
outras inovações (CARDOSO, 1995, POMERANZ, 1997, BENZI, 1996).

As exigências do consumidor não se restringem somente a proteção, conservação e higiene, há um


novo comportamento em que este está mais atento a novos materiais utilizados e às facilidades
encontradas na embalagem e às questões ambientais. As funções básicas da embalagem continuam
sendo importantes para o consumidor, mas agora estes apresentam novas exigências para a
embalagem na hora da compra do produto.

Estes são:

Conter informações adequadas sobre o produto;

Praticidade no manuseio;

Adequação ao armazenamento após abertura;

Executor: SIQUIM – EQ/UFRJ 19


A embalagem é o fator que mais influi na percepção que o consumidor tem em relação ao produto
como um todo. Se o consumidor não é conquistado pela embalagem, o produto passa desapercebido
ou torna-se frágil diante da concorrência. (ARTHUR ANDERSEN, CETEA, 2000)

III.7. MERCADO MUNDIAL DE EMBALAGENS

A indústria de embalagem é hoje um dos setores mais importantes do mundo, embora somente
agora comece a ser reconhecida e diagnosticada como um setor estratégico para a sociedade
(HABERFELD, 2000), representando um mercado de US$ 500 bilhões, composto por
aproximadamente por 100.000 empresas e com uma geração de 5 milhões de empregos
(TOMORROWS, 1999). De maneira geral, a indústria de embalagem representa de 1 a 2% do
Produto Interno Bruto – PIB.

O consumo de embalagem no mundo é muito heterogêneo, estando concentrado nos países


desenvolvidos, basicamente na Europa (U$135 bi), EUA (US$ 120 bi) e Japão (US$ 40 bi). O
consumo per capita anual também é um indicador de desenvolvimento, onde se nota um grande
contraste do consumo do Brasil (US$ 62) com o do EUA (US$ 400) , da Europa (US$ 385) e do
Japão (US$ 450). De acordo com a World Packaging Organization, o segmento de papel e papelão
lidera o mercado mundial (33%), seguido de plásticos (26%), Metálicas (25%), Vidro (6%) e o
Outros (10%) (MADI, 2000).

Os mercados da Europa, EUA e Japão atingiram sua maturidade em quase todos os segmentos de
embalagem. Já nos países em desenvolvimento, como o Brasil, sinaliza-se um grande potencial de
crescimento para este mercado.

III.8. MERCADO BRASILEIRO DE EMBALAGENS

A indústria brasileira de embalagens foi estimada em 5,5 milhões de toneladas, correspondentes a


R$ 12 bilhões em 1999, dos quais 61% em volume e 65% em valor foram movimentados com
embalagens para alimentos e bebidas.

Devido à desvalorização de 1999, o mercado de embalagens no Brasil, apesar de ter crescido 10%
em volume, caiu em valor para US$ 6,8 bilhões. De acordo com a MTI/Packaging Magazine, a
América Latina representou 7% da demanda total de embalagens no mundo em 1997 sendo que o
Brasil responde por 3,1% do total.

Levando-se em consideração que aproximadamente 30,3% da composição, dos materiais flexíveis


são feitos de plástico, pode-se dizer que este foi o segundo material mais utilizado para embalagens

Executor: SIQUIM – EQ/UFRJ 20


no ano de 1999, representando aproximadamente 21% de um total de 5,52 milhões de toneladas de
material utilizado para embalagens no Brasil (Embanews Packnews, 2001), conforme o gráfico 2.

Gráfico 2: Participação dos vários tipos de materiais no Brasil 1999- Peso

Vidro 15,7 %

Plásticos 19,10 %

Papel 5,20 %

Metais 17,00%

Flexíveis 6,30%

Cartão 6,40%

Caixas de papelão 30,30%

Fonte: Datamark in Embanews Packnews 2001

Em relação ao faturamento nota-se que o plástico liderou a participação, com aproximadamente


37,5 % em relação aos outros materiais mais utilizados para embalagens que tiveram faturamento
de US$ 9 bilhões em 1999 (Embanews Packnews, 2001), conforme o gráfico 3.

Gráfico 3: Participação dos vários tipos de materiais no Brasil 1999-Valor

3,80 %
Vidro
31,00 %
Plásticos
5,20 %
Papel
19,50 %
Metais
21,50 %
Flexíveis
8,00 %
Cartão
11,00 %
Caixas de papelão

Fonte: Datamark in Embanews Packnews 2001

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Na tabela 4 é quantificado em peso e valor a participação dos diversos materiais no mercado de
embalagens para alimentos e para outros. Nesta tabela pode-se observar a grande importância do
plástico como embalagem para alimentos.

Tabela 4: O mercado de embalagem por material – 1998

Alimentos e Bebidas Não-alimentos


Materiais 3 6
Ton 10 % US$ 10 Ton 103 % US$ 106
Flexíveis 298 87,2 1.963 44 12,8 333
Metálicos
Alumínio 176 95,6 660 8 4,4 90
Folha-de-flandres 543 81,8 763 121 18,2 170
Aço 21 19 23 88 81 98
Celulósicos
Kraft 131 43,3 197 170 56,6 273
Duplex e triplex 107 27,5 220 283 72,5 624
Papelão ondulado 635 39,3 534 981 60,7 824
Plásticos 645 63,6 1.725 369 36,4 1.000
Vidro 779 92,8 396 61 7,2 95

Total 3.334 61,1 6.508 2.124 38,9 3.507

Fonte: Datamark, 1999

Vale ressaltar que nos gráficos 2 e 3 e na tabela 3 a conceituação de embalagem flexível leva em
consideração materiais cartonados multicamadas para embalagens assépticas e a distribuição dos
materiais utilizados é a seguinte: Alúmínio (8,1%), BOPP (11,6%), Celofane (1,2%), Papel
(61,6%), PEBD (14,3%), Poliamida 6 (1,3%), Poliéster (1,4%), PVC (0,3%), PVDC (0,2%)

III.9. CANAIS DE VENDA E DISTRIBUIÇÃO

III.9.1. SUPERMERCADOS

Os supermercados movimentaram R$ 60 bilhões em 1999 sendo que 5 redes respondem por 40%
das vendas de alimentos. Para atender a uma demanda crescente e diferenciada de produtos
proveniente de uma gama cada vez mais ampla e diversificada de consumidores, prevê-se o

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crescimento do número de Sistemas de Embalagem3 e conseqüentemente há de se inovar nas
soluções que atendam a esses novos quesitos. (CABRAL, 2000).

Estas grandes redes de supermercados recebem produtos em centros de distribuição e, a partir deles,
abastecem as lojas. É, portanto, fundamental, desenvolver embalagens unitizáveis, ou seja,
embalagens que contém mais de um produto do mesmo tipo embalado individualmente.

III.9.2. LOJAS DE CONVENIÊNCIA

As lojas de conveniência constituem local ideal para a experimentação de produtos e embalagens


inovadoras, respeitadas as restrições de custo. Para atender a estas lojas com agilidade necessária
deve se priorizar as caixas de embarque, agrupando múltiplos de produto que permitam o
abastecimento no menor tempo possível e reduzam ao mínimo o descarte das embalagens
secundárias (CABRAL, 2000).

III.9.3. COMÉRCIO ELETRÔNICO

Um dos grandes desafios da atualidade é o desenvolvimento de embalagens que atendam às redes


virtuais de comércio com estimativa de movimentação do e-commerce em 2003, seja de US$ 1, 4
trilhão. Desse total, US$ 1, 3 trilhão serão gerados pelo B2B (Business to business); em 1999 o B2B
gerou US$ 52 blhões. Neste tipo de comércio eletrônico a situação é a de embalagem mínima. O
Business to Consumer (B2C), venda direta ao consumidor, ainda não é um a prática difundida no
Brasil. No EUA existem 13 milhões de domicílios que compram via internet, no Brasil existem
apenas 330 mil potenciais compradores. O grande problema é a disponibilidade dos recursos
logísticos para distribuir os produtos adquiridos. Além disso, deve-se considerar os potenciais
abusos a que os mesmos estarão submetidos no trajeto fabricante – consumidor, sendo previsível o
superdimensionamento das embalagens de transporte. O grande desafio, portanto, é redimensionar
as embalagens, otimizando as relações custo benefício. (CABRAL, 2000).

III.9.4. ENTREGA PORTA A PORTA

Este é um canal de vendas muito utilizado pela indústria de cosméticos e é um canal a ser explorado
pela indústria de alimentos. O exemplo das pequenas distribuidoras regionais de pratos prontos

3
O Sistema Embalagem pode ser definido como conjunto de operações, materiais e acessórios que são utilizados na indústria com a finalidade de
conter, proteger e conservar os diversos produtos e transportá-los aos pontos de venda ou de utilização, atendendo às necessidades dos consumidores
ou clientes, a um custo adequado, respeitando a ética e o meio ambiente. (Cabral, 2000)

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congelados pode ser ampliado e ao eliminar etapas de comercialização, contribuiria para o
equilíbrio na distribuição do valor gerado pela cadeia. (CABRAL, 2000).

III.10. ASPECTOS INSTITUCIONAIS E ORGANIZACIONAIS

III.10.1. MEIO AMBIENTE

A identificação do setor plástico brasileiro com a indústria mundial é extensiva ao reduto do meio
ambiente, procedimento justificado pela globalização de conceitos e produtos. Nos três pólos de
resinas, esse engajamento é perceptível na corrida pelas certificações da ISO 9000 e nos programas
de atuação responsável (responsible care), implantados com apoio dos licenciadores das fábricas,
invariavelmente integrando o controle das empresas da segunda geração.

Em paralelo, existem entidades que são porta-vozes da segunda e terceira geração para assuntos
ambientais como a Plastivida da Associação Brasileira da Indústria Química (ABIQUIM), Instituto
Nacional do Plástico, o Instituto do PVC, a Associação Brasileira de Embalagens (ABRE), o
Compromisso Empresarial pela Reciclagem (CEMPRE), a Associação Brasileira dos Fabricantes de
Embalagens PET (ABEPET) e a Associação Brasileira da Indústria do Plástico (ABIPLAST).

Em relação as máquinas, o zelo ecológico é refletido na concepção de equipamentos que


minimizam os índices de refugo, em sintonia também com o culto à produtividade, e que operam
com solventes de descarte não poluente.

Apenas em relação ao tratamento de resíduos plásticos, calcula-se que perto de 80 projetos de lei
tramitam por diversas instâncias no Brasil. Enquanto isso, a cadeia de plástico trata de sensibilizar
os legisladores para uma conscientização para a reciclagem mecânica deslanchar: a regulamentação
nacional, em todos os escalões do Poder Público, de uma política de gerenciamento de resíduos
sólidos (instituindo a separação domiciliar das frações seca e úmida) e do conjunto de diretrizes
básicas para a coleta seletiva.

Mesmo com as lacunas de regulamentação e pendências de ordem tributária, o movimento de


reciclagem, em particular de aparas de primeira moagem, vem ganhando força. Projeções da
Plastivida apontam que o Brasil recuperou em 2000 cerca de 15% do volume de resina virgem
consumido, um salto de 10% do registrado em 1999. Apenas no âmbito do PET, as estimativas da
cadeia arredondam em 50.000 toneladas o volume anualmente reaproveitado do poliéster, fruto de
recente crescimento na média fixada em 30% anuais. (PLÁSTICOS EM REVISTA, 2001b)

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III.10.2. LEGISLAÇÃO X APROVAÇÃO DE EMBALAGEM PARA
CONTATO COM ALIMENTOS

Disposições gerais para embalagens e equipamentos plásticos em contato com alimentos e seus
anexos encontram-se na portaria 30 da SVS segmentada nos seguintes itens:

I - Lista positiva de polímeros e resinas;


II - Lista positiva de aditivos;
III - Classificação dos alimentos;
IV – Embalagens plásticas retornáveis para bebidas não alcoólicas carbonatadas;
V – Migração total;
VI – Migração total com azeite de oliva como simulante;
VII – Corantes e pigmentos;
VIII – Determinação de monômero de cloreto de vinila residual;
IX – Determinação de monômero de estireno residual;
X – Migração específica de mono e dietilenoglicol;
XI – Migração específica de ácido tereftálico

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IV TRANSFORMAÇÃO PLÁSTICA E OS PRINCIPAIS PROCESSOS
DE PRODUÇÃO DE EMBALAGENS

IV.1. A INDÚSTRIA DE TRANSFORMAÇÃO PLÁSTICA

A indústria de plásticos foi um dos setores que apresentou as maiores taxas de crescimento no
mundo, nos últimos 25 anos, refletindo principalmente a expansão do mercado consumidor e o
dinamismo do processo de substituição de produtos e materiais tradicionais por bens baseados em
petroquímica. Apresenta um papel importante na economia moderna, pois é indústria chave estando
presente em diversos setores, principalmente no alimentício, no automobilístico, no de cosméticos,
no farmacêutico, no de higiene e limpeza, e no de construção civil entre outros , que vêm
ampliando, a cada ano, a utilização da matéria-prima em seus produtos.

O plástico hoje é sinônimo de desenvolvimento e de qualidade de vida. Sua característica de menor


peso permite uma redução no consumo de combustível no transporte e suas características de
isolamento acústico e térmico, proporcionam, respectivamente, conforto e redução de energia
elétrica para a conservação de alimentos.

Em 1999, do total da produção de plásticos no Brasil 46,78% foi transformada em embalagens,


segundo anuário da ABIPLAST, 2000. Isto torna embalagens o mercado mais importante para
plásticos no Brasil.

No entanto, consumo de plásticos no Brasil ainda pode ser considerado baixo em relação a países
do Primeiro Mundo. Segundo a Coplast - Comissão do Plástico da ABIQUIM, enquanto o consumo
per capita atual de plástico nos EUA e na Europa chega a 100 kg e 80 kg, respectivamente, no
Brasil, o consumo foi de apenas 20 kg, em 98. Apesar da acentuada diferença, o atual índice
brasileiro demonstra o potencial de crescimento do plástico no País, se comparado com o ano de 92,
quando a média ficou em torno de 8,8 kg.

O setor de transformação de plástico é um elo muito importante na cadeia produtiva de produtos


plásticos, pois é responsável pela realização dos produtos finais destinados a diversas indústrias
utilizando as resinas produzidas pela segunda geração petroquímica e explorando as inovações
introduzidas, principalmente, pela segunda geração e pelos fabricantes de equipamentos. Essa
responsabilidade aumenta na medida em que os clientes tornam-se mais exigentes e as peças mais
complexas.

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IV.2. CADEIA PRODUTIVA DE TRANSFORMADOS PLÁSTICOS

A cadeia produtiva de produtos plásticos tem início na utilização das matérias primas nafta ou gás
natural para a obtenção dos produtos petroquímicos básicos principalmente: eteno, propeno,
benzeno, tolueno, orto-xileno, para-xileno, xileno misto, butadieno, buteno, isopreno.

Essa conversão é feita nas Centrais de Matérias-Primas dos Pólos Petroquímicos, e constitui a
primeira geração petroquímica. Os produtos petroquímicos básicos são comprados pela segunda
geração petroquímica, responsável pela produção das resinas. Essas resinas são transformadas em
diversos produtos nas empresas da terceira geração petroquímica ou indústria de transformação
plástica.

A indústria de produtos de matérias plásticas, embora integrante da cadeia petroquímica, tem


características distintas da 1a e 2a geração. Executando-se o relacionamento via matéria-prima,
pode-se dizer que não existem identidades técnicas e econômicas entre a 3a geração e as demais. A
indústria de produtos de matérias plásticas caracteriza-se por uma maior diversificação e
diferenciação de produtos. É uma indústria intensiva em mão-de-obra, que utiliza processos de
produção mais flexíveis , com menor escala de produção.

A 1a e 2a geração petroquímicas caracterizam-se por serem fabricantes de produtos padronizados


com especificações bem definidas e, predominantemente, classificados como commodities. É uma
indústria intensiva em capital, que utiliza processos contínuos com pequenos graus de
flexibilização da produção e que tem necessidade de níveis operacionais elevados. A 3a geração
petroquímica, ao contrário da 1a e 2a gerações, não tem uma característica central ou única do ponto
de vista da utilização e potencialização da sua base técnica.

A fim de que as resinas desempenhem as funções esperadas de performance, é necessário a


aditivação por meio de corantes, pigmentos, retardantes de chama, antioxidantes, etc. Alguns desses
produtos químicos são necessariamente adicionados à resina durante o processo de polimerização,
nas empresas produtoras de polímeros. Outros, porém, podem ser incorporados ou vendidos aos
transformadores por três caminhos diferentes, conforme Figura 1.

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Figura 1: Cadeia Produtiva

Nafta, Gás Natural

Central de matéria-prima Petroquímicos


Indústria Aditivos bá i
Química
Unidade de Polimerização

Resinas

Aditivos
Ferramentaria
Formulador Distribuidor
Compostos moldes

M áquinas
Transformador A Fornecedor de
periféricos Máquinas
M asterbatch

Chapas

Transformador B
Filmes

Distribuidor

Varejo Cliente Industrial

Consumidor Final

Fonte: Padilha, G. “Caracterização e Perfil Competitivo da Indústria de Transformação de Plástico: Um estudo de


Indústrias do Rio de Janeiro, tese de mestrado, Rio de Janeiro, EQ/UFRJ, 1999

O Formulador compra a resina não aditivada dos produtores e/ou dos fornecedores de resinas e
adiciona os aditivos, produzindo um composto. As propriedades de cada composto estão
relacionadas com os processos de transformação ao qual serão submetidos e com as necessidades de
cada transformador em relação à resistência mecânica, química, cor, processibilidade.

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Existem dois tipos de transformadores representados acima pelas letras A e B:

O Transformador A compra a resina dos produtores e/ ou distribuidores e compra os masterbatches.


Os masterbatches são concentrados plásticos elaborados a partir de diversos polímeros, utilizados
para colorir e aditivar todos os tipos de resinas termoplásticas. Neste caso o transformador, com o
devido auxílio do produtor do master, adequa a resina às suas necessidades.

O Transformador B formula e compra as resinas dos produtores e/ ou distribuidores e os pigmentos


e aditivos da indústria química. O próprio transformador prepara a resina colorida ou aditivada
adequada às suas necessidades.

O termo indústria ao ser aplicado à transformação de plásticos justifica-se do ponto de vista


tecnológico. Afinal, as mesmas resinas podem ser transformadas pelos mesmos processos e
máquinas, mas gerando produtos que se dirigem a mercados diferentes.

Esses grupos têm em comum, a montante na cadeia produtiva, os fornecedores de matérias-primas,


equipamentos, periféricos, além dos processos básicos de produção. A jusante, entretanto, pouco
têm em comum.

A transformação de plásticos atende a diversos mercados como: agrícola, alimentício,


automobilístico, cosméticos, construção civil, eletroeletrônico, farmacêutico, higiene & limpeza e
médico-hospitalar.

Quanto à natureza do produto, estes podem ser produtos funcionais ou inovadores. Os funcionais
são aqueles que não atendem a necessidades básicas, não variam muito ao longo do tempo, possuem
poucas variedades, a demanda é previsível e têm ciclo de vida longo. Essa relativa estabilidade é um
atrativo para outras empresas, aumentando, assim, a concorrência e reduzindo as margens de lucro
para cada uma.

Os produtos inovadores fornecem alguma vantagem adicional que justifica a escolha do


consumidor: por exemplo, um design mais elaborado, opções de cores, melhor performance. O
ciclo de vida do produto é menor, a demanda é volátil e a incerteza quanto ao sucesso é maior do
que no caso dos produtos funcionais.

A tabela 5 a seguir representa o consumo de resinas de acordo com os processos mais utilizados na
indústria de transformação plástica, sendo estes injeção, calandragem, extrusão, sopro e
termoformação. Nota-se, por exemplo que no caso da resina PET, o principal processo é o sopro e
no caso dos outros polietilenos é filme.

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Tabela 5: Consumo de resinas por processo de produção

PROCESSO PEBD PEBDL PEAD PP PS EPS PVC PET


Injeção 4,6% 0,5% 12,2% 33,7% 40,0% 14,4% -
Extrusão 7,7% 1,9% 10,4% 12,2% 45,0% 59,6% 10,0%
Sopro 4,4% 0,1% 36,2% 7,2% - 6,4% 80,0%
Laminação - - - - - 9,8% -
Expansão - - - - - 4,2% -
Termoformação - - - - 10,0% - -
Ráfia - - 0,6% 12,3% - - -
Rotomoldagem - - 0,4% - - 0,7% -
Fibra - - - 15,0% - - -
Filmes 74,3% 97,4% 40,3% 19,6% - 2,0% -
Outros 9,0% 0,1% - - 5,0% 100% 3,0% 10,0%
Fonte: anuário ABIPLAST,2000

No caso de embalagens plásticas para alimentos foi realizada uma pesquisa onde foram
identificados os principais processos utilizados relacionando-os com o tipo de embalagem e com a
resina utilizada., conforme pode ser observado na tabela 6.

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Tabela 6:Principais tipos de embalagens plásticas para alimentos por resina e principais processos
- 1998

Qtde. Valor (milhão


% % Tipos de Embalagem
(ton) US$)

PET
Sopro 240.278 99,99% 926,70 99,99% Garrafas retornáveis, garrafas e frascos.
Extrusão 0,8 0,01% 0,003 0,01% Sacos, invólucros.

PVC
Sopro 6.769 48,4% 31,40 55,1% Garrafas e frascos.
Injeção 2.674 19,1% 11,70 20,5% Bandejas, potes e tampas.
Extrusão 4.551 32,5% 13,90 24,4% Filme shrink, filme stretcht.

PEAD
Sopro 20.281 50,3% 78,20 52,2% Garrafas e frascos.
Injeção 8.251 20,5% 31,90 21,3% Baldes, copos, potes e tampas.
Extrusão 11.802 29,3% 39,80 26,6% Sacos, invólucros.

PEBD
Sopro 683 0,4% 2,90 0,7% Bisnaga, garrafas e frascos.
Injeção 1.702 1,0% 7,40 1,7% Tampas.
Extrusão 169.428 98,6% 429,50 97,7% Sacos.

PP
Sopro 14.481 12,4% 64,40 12,6% Garrafas e frascos.
Injeção 49.702 42,7% 235,40 46,2% Tampas.
Extrusão 52.177 44,8% 209,40 41,1% Sacos de ráfia.

PS
Sopro 6.336 25,0% 41,50 25,2% Garrafas e frascos.
Injeção 19.044 75,0% 123,30 74,8% Bandeja, tampas, copos e potes.

Fonte: Elaboração própria a partir de dados de diversas pesquisas e Revista Plástico Industrial

IV.3. PROCESSOS DE PRODUÇÃO DE EMBALAGENS

IV.3.1. INJEÇÃO

A moldagem por injeção é o mais comum dos processos empregados na fabricação de


termoplásticos. Consiste em introduzir em molde a composição moldável fundida em um cilindro
aquecido, por intermédio da pressão de um êmbolo.

As máquinas injetoras geralmente dispõem de uma câmara cilíndrica preliminar, aquecida dotadas
de um parafuso sem fim, que funciona como plastificador e homogeneizador de massa polimérica
antes que seja admitida na seção onde será transmitida aos canais de injeção do molde. A

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refrigeração do material é feita dentro do molde, de forma a permitir a sua solidificação e a remoção
do artefato sem deformação.

O ciclo de injeção tem início com o fechamento do molde, a segunda etapa é a injeção de material
pelas cavidades do molde, seguido pelo resfriamento e abertura do molde quando a peça é retirada
pronta. O tempo de ciclo, é o tempo que leva para que ocorram todas as etapas. Este fator é de
grande importância pois a rapidez do ciclo determina a produtividade do processo e
conseqüentemente da fábrica.

IV.3.2. SOPRO

A moldagem por sopro é um processo descontínuo, adequado para a obtenção de peças ocas,
através da insuflação de ar no interior de uma pré-forma, inserida no interior do molde. No caso
mais comum, a pré-forma é um segmento de tubo recém extrusado; no caso dos de frascos ou
garrafas que exijam maior resistência mecânica, a pré-forma é uma peça injetada, com um formato
adequado.

O processo de moldagem por sopro é aplicável a materiais termoplásticos e é amplamente usado na


indústria de embalagens dos mais variados tipos.

O mercado brasileiro de sopro é comandado por uma prestação de serviços a terceiros que demanda
intensa troca de moldes. Esta peculiaridade tem convergido para a inclinação generalizada por
máquinas e matrizes de maiores dimensões, além da busca de mais embalagens obtidas no ciclo.
Em decorrência, ganham força, como atalho para a produtividade, os investimentos em automação
nesse universo avaliado em 400 transformadores que operam um parque da ordem de 7.000
sopradoras, mobilizando em média 25% do consumo nacional de resinas.

Hoje em dia, o segmento transita com desenvoltura por recipientes convencionais e complexos de
todos os tamanhos. Como exemplo de recipientes tradicionais pode –se citar os frascos de
polietileno de alta densidade (PEAD), antes dirigidos a leite B e hoje bem sucedidos em sucos de
frutas de consumo imediato, entrando no mercado dominado por embalagens longa vida. Da mesma
forma, promete intensificar-se a penetração de garrafas para água mineral, sopradas com policloreto
de vinila (PVC) aditivado para essa aplicação.

Os transformadores de PVC dominam o suprimento da embalagem de um litro para fontes de água


mineral no país, apesar do assédio constante da concorrência adepta de materiais como PEAD e
polietileno tereftlato (PET). No âmbito das embalagens maiores para esse mesmo mercado, os

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convertedores de PVC duelam com garrafões de água soprados com copolímero random de
polipropileno (PP), cujo principal chamariz é o preço.

O time crescente de transformadores de PET, por sinal, constitui capítulo à parte no segmento
nacional de sopro. Na esteira dos saltos gigantescos do consumo do poliéster, acompanhados por
sucessivas ampliações da capacidade nacional, foram deflagrados investimentos de peso na
moldagem da resina, em especial pelo processo mundialmente dominante, de sopro por injeção de
pré-forma. Dois dos maiores transformadores locais de PET, aliás, resultaram de verticalização na
moldagem efetuada pelos principais produtores da resina grau garrafa no país.

O consumo de PET tem sido alavancado para frascos de óleo vegetal e água mineral, ou
embalagens personalizadas para bebidas que vão de água de coco a energizantes e maionese. Até o
momento, a trajetória do sopro de PET no Brasil só não foi bem sucedida nas garrafas retornáveis
de refrigerantes, em função de um consumidor final mais receptivo à embalagem descartável. Em
contrapartida, cervejarias e transformadores de sopro já se debruçam no Brasil, engrossando uma
corrente global, sobre as possibilidades do blend PET/ polietileno naftalato (PEN) como alternativa
aos recipientes de vidro ou lata, devido à resistência oferecida ao processo de pasteurização
(BENZI, 1993).

IV.3.3. EXTRUSÃO

A moldagem de peças extrusadas é processo contínuo e consiste em fazer passar a massa


polimérica moldável através de uma matriz com o perfil desejado; por resfriamento em água, a peça
extrusada vai solidificando progressivamente. O extrusado pode ser enrolado em bobinas, cortado
em peças de dimensões especificadas, ou cortado em grânulos regulares com uma faca rotativa. O
processo permite a fabricação contínua de tubos, tarugos, lâminas ou filmes, isto é produtos que
apresentam um perfil definido.

O processo de extrusão permite o revestimento de fios metálicos, a formação de camadas


sobrepostas para a obtenção de laminados, a produção de filmes planos ou inflados, a preparação de
pré-formas para moldagem por sopro, etc.

Este é portanto um processo muito versátil. O material extrusado pode ser gerado através de uma
fenda plana simples ou múltipla; neste caso, o processo denomina-se co-extrusão. Conforme a
espessura, o produto extrusado é classificado como filme, folha ou placa. Quando a fenda é circular,
formam-se tarugos, bastões ou cordões. Se a fenda for anular, simples ou múltipla, com orifícios
circulares concêntricos, são gerados tubos de espessura variada mantidos ocos ao longo do

Executor: SIQUIM – EQ/UFRJ 33


processo de extrusão pela insuflação de ar pelo centro da matriz. A extrusora pode ainda funcionar
como câmara de mistura ou de homogeneização para a preparação de composições poliméricas
moldáveis e como câmara de reação (extrusão reativa), modificando a estrutura do polímero e
ampliando suas possibilidades de aplicação.

Cerca de 30 fabricantes locais de extrusoras distribuem-se, no Brasil, pelos nichos de flexíveis,


rígidos e ráfia. Pelo menos dois novos ingredientes trabalham a favor do potencial dessa indústria
que agrupa o contingente mais populoso de transformadores no país. Um dos principais mercados
são os gêneros alimentícios da cesta básica, nos quais impera o embalamento com filmes e os
biscoitos.

No âmbito da coextrusão, a oferta local é puxada por instalações para estruturas de três camadas,
empresas como a controlada da alemã Barmag exporta ferramentas para transformadores até da
Nova Zelândia. A mesma subsidiária, por sinal, foi designada em 1996 a base mundial da
corporação para a instalações de ráfia, antes construídas também na planta matriz. Além dos custos,
pesou na decisão a envergadura crescente do potencial do país, onde hoje ráfia duela pelo
ensacamento de grãos com a sacaria lisa moldada com polietilenos de baixa densidade e linear
(PEBD/PEBDL). As varreduras no mercado brasileiro de ráfia apontam para um parque projetado
em 140-160 instalações alojadas em mais de 40 empresas verticalizadas nas etapas de extrusão,
tecelagem e acabamento. No nicho da extrusão de chapas, o polipropileno (PP) comanda o grosso
da produção, em razão de sua abrangência no mercado de descartáveis.

O pulverizado universo da extrusão no Brasil equivale a um parque com mais de 800


transformadores, responsáveis por cerca de 40% do movimento interno de termoplásticos, e que,
apenas no nicho de flexíveis, mantém em funcionamento um contingente calculado na faixa de
5.500 linhas de produção. Dada a proeminência das embalagens extrusadas na cesta básica de
alimentos e no ensacamento das safras de grãos, o segmento figura entre as principais motivações
para um punhado de projetos ligados a poliolefinas e visíveis no novo ciclo de investimentos da
petroquímica brasileira.

Em paralelo, a coextrusão consolida-se como parte das estratégias de logística dos frigoríficos e
laticínios brasileiros. A maioria está concentrada no Sul e depende como nunca de embalagens mais
resistentes ao transporte inter-regional, a exemplo das estruturas coex com barreira a gases como
oxigênio, com bom equilíbrio do nível de impermeabilidade e controle de temperatura. Os
indicadores de atualização do Brasil no âmbito dos coextrusados ou colaminados prossegue pela
disseminação dos filmes easy open, o uso de flexômeros derivados de metalocenos na estrutura

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multimaterial de pouches, filmes vaporizados com a barreira do óxido de silício, ou então, a
exportação de tripas à base de poliamidas para o embalamento de embutidos na Europa.

O filme de monocamada também colhe trunfos na esteira do consumo em alta de gênêros


alimentícios essenciais apesar da concorrência acirrada na área. As principais referências, nesse
caso, são compartilhadas pelos volumes crescentes de filmes encolhíveis e esticáveis, à base de
polietileno linear (PEBDL) ou policloreto de vinila (PVC); de sacolas de saída de caixa, moldadas
com polietileno de alta densidade (PEAD); e de sacaria industrial, resultante da extrusão do blend
PEBD/polietileno linear (PEBDL). Quanto à última embalagem, seu avanço tem inquietado o nicho
concorrente da ráfia em mercados como produtos químicos ou fertilizantes, a partir de atributos
como o custo algo menor de produção exibido no país pelo saco liso. Em contrapartida, o reduto de
ráfia pontifica no embalamento de açúcar, farinha de trigo e rações, por exemplo. Os indicadores
oficiais deste segmento assinalam uma capacidade instalada no Brasil da ordem de 140.000
toneladas anuais.

Em embalagens, polipropileno (PP) se apossou de fronts-chave, a exemplo dos potes de margarina


e copos promocionais de refrigerantes. Por sua vez, os transformadores de poliestireno (PS) seguem
inabaláveis em mercados como os de copos de água mineral e iogurtes e bandejas rígidas e
espumadas.

Inclusive, conforme o consenso na área, o movimento das bandejas tende a deslanchar pela seu uso
maciço, com o recurso adicional de envoltórios de filmes, em uma infinidade de alimentos, o que
também impele uma gradual proliferação de fornecedores de bandejas no nicho de poliestireno
expandido e extrusado (XPS).

Filmes stretch e shrink:

Filmes stretch é mais seletivo em razão do peso dos investimentos, configurando no momento cerca
de 20 transformadores, segundo um agente das extrusoras americanas Battenfeld Gloucester. Por
outro lado, o mercado brasileiro não produz shrink em máquina específica o que dificulta o cálculo
dos fornecedores deste filme. Em regra as indústrias de stretch também fornecem shrink
(PLÁSTICOS EM REVISTA 2000d).

IV.3.4. TERMOFORMAÇÃO

Este processo de moldagem descontínuo utiliza o aquecimento de folhas ou placas plásticas pela
aproximação a um conjunto de resistências elétricas, até seu amolecimento.

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A folha aquecida é imediatamente aplicada sobre um molde maciço contendo perfurações, apoiado
sobre uma base no interior da qual se aplica vácuo. Conforme o grau de complexidade em detalhes
da superfície da peça a ser moldada, pode-se ainda sobrepor pressão à folha. Processo emprega
moldes de baixo custo, sendo utilizado na fabricação de protótipos industriais, peças de grandes
dimensões e artefatos descartáveis, sem exigências especiais de acabamento.

A termoformação é mais comumente designada por moldagem à vácuo e os moldes podem ser
confeccionados com gesso, madeira, metal, etc. Alguns fatores foram apontados como gargalo de
produção. A fase de acabamento das peças termoformadas, incluindo corte, rebarbação e operações
adicionais (MANO, MENDES, 1999).

IV.4. MOVIMENTOS DO SETOR

Além dos fatores macroeconômicos, há nas mudanças em campo o peso de variáveis específicas da
transformação brasileira, cujo parque operacional é estimado em 40.000 máquinas em
funcionamento no país. Um dos novos indicadores é o esforço concreto de descentralização
geográfica da atividade. Como São Paulo é o maior centro consumidor do país, a parcela majoritária
dos transformadores, situada em 70% do total de empresas, concentra-se nesse Estado. O percentual
responde por 60% do consumo doméstico de resinas e engloba a maior parte das grandes indústrias
do segmento, detentoras de 80% do movimento brasileiro de termoplásticos. No entanto, outros
pólos da terceira geração começam a irromper em outras regiões. Ao Sudeste, por exemplo,
deslancham núcleos de sacaria industrial, na esteira das safras recordes de grãos, e de componentes
injetados, entre os quais autopeças de reposição. Por sua vez, o pólo petroquímico do Sul já articula,
em conjunto com governos estaduais e porta-vozes da transformação, as formas de estimular a
demanda regional de resinas na região.

Os primeiros passos nesse sentido foram o programa Proplast, restrito ao Estado do Rio Grande do
Sul, de incentivo financeiro a novos investimentos na terceira geração, e um diagnóstico da
competitividade dos transformadores na região. No âmbito do Mercosul, intensifica-se a inclinação
de transformadores brasileiros por fincar estacas no mercado argentino, o segundo filão do bloco
comercial. Um exemplo é Dixie-Toga, que ingressou na produção argentina no mercado de
transformados para embalagem de alimentos. O perfil da transformação brasileira também é
influenciado pela chegada – atraída pelo crescimento da demanda e as exigências de custos
internacionais, de grandes transformadores norte-americanos e europeus. A movimentação
impressiona em garrafas de refrigerantes e, em aparição mais discreta, em redutos como
poliestireno expandido e extrusado (XPS), e embalagens de paredes finas em ciclo rápido.

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IV.5. MÁQUINAS PARA TRANSFORMAÇÃO DE PLÁSTICOS PARA EMBALAGENS

Este setor é representado no Brasil principalmente pela ABIMAQ (Associação Brasileira da


Indústria de Máquinas e Equipamentos) e pela Câmara Setorial de Máquinas e Acessórios para a
Indústria de Plástico.

O mercado de máquinas é desenhado por aproximadamente 6.600 transformadores, a maioria


formada por empresas pequenas e médias, que empregam em torno de 190.000 pessoas. Com um
parque estimado de 40.000 máquinas, a transformação brasileira adquiriu em torno de 3,8 milhões
de toneladas de resinas locais no exercício de 2000. Praxe mundial, injeção é o segmento que
prevalece na área, representando ao redor de 49% do contingente de transformadores. É seguido à
distância pelos redutos de extrusão, com fatia de 28%; sopro, com participação estimada em 18%, e
o percentual restante cabe aos demais processos de moldagem de plástico.

Em São Paulo estão localizadas 60% das máquinas transformadoras, Região Sul, 22,9%, Minas
Gerais e Rio de Janeiro somam 10,5% e os outros estados com 4,6% (os fabricantes brasileiros têm
reservado às exportações 10% em média da sua produção, num movimento puxado pela América
Latina, o que também se justifica pela vantagem logística).

Nas entrevistas com representantes do setor, vários itens foram priorizados como sendo essenciais e
marcantes para a competitividade sendo estes:

Ex tarifários Fraudulentos: Importação de máquinas isentas de tarifa de importação (hoje na


média de 14%), pois são enganosamente descritas como equipamentos sem similares locais.

Ausência de Indicadores Públicos de Comércio Exterior do Sistema Alice – Dificuldade da


Industria Nacional em identificar com precisão a máquina para qual é reivindicada taxa
zerada de importação.

Relutância dos bancos privados, temerosos do risco de inadimplência ao servirem de agentes


das linhas de crédito aprovadas pela Finame, a agência de financiamento de maquinário
atrelada ao BNDES.

Custo Brasil, 20% nos custos, subindo a 34% quando acrescida dos impostos indiretos.

A indústria brasileira de máquinas para plástico não se conhece devido à cultura enraizada na
maioria de seus integrantes, inibindo-os de liberar indicadores concretos de sua performance.

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Apenas as injetoras nacionais tiveram seus parâmetros locais de segurança devidamente
homologados pela Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT). A adoção do sistema
exigido de segurança onera em torno de 15% os custos das injetoras nacionais. O despreparo
da alfândega nacional tem franqueado o ingresso de máquinas importadas desprovidas de
normas cobradas para as máquinas nacionais.

Alto grau de obsolescência do maquinário.

32,5% das injetoras, 24% das extrusoras e 16,5% das sopradoras tem idade maior que 15
anos.

A seguir são citadas as principais máquinas utilizadas no processo de transformação de embalagens


plásticas para alimentos

Injetoras

Conforme foi dito, a injeção é o processo que abriga o maior contingente de fornecedores de
máquinas no Brasil. Cerca de 20 fabricantes locais detêm 35% do consumo brasileiro de
termoplásticos.

De um universo de 40.000 máquinas da indústria de máquinas e equipamentos, 26920 são injetoras.


É um setor onde predominam as pequenas e médias empresas; 65,6% delas possuem até 50
profissionais; 15,7% empregam de 51 a 100 pessoas; 16,6% de 101 a 500 profissionais; 1,6% de
501 a 1000 e apenas 0,2% possuem mais de 1000 funcionários.

Na produção de injetoras brasileiras, a princípio focava-se os modelos simplificados, de força de


fechamento até a faixa média; hoje constróem-se internamente linhas como as de ciclo rápido ou
máquinas pesadas como é o caso da nacional Romi e a subsidiária da italiana Sandretto, as duas
maiores forças em injetoras no Brasil.

Sopradoras

De todas as máquinas básicas para plástico, a indústria de sopradoras constitui, no Brasil, a que
mais de perto acusa o impacto da globalização da economia. Conforme a regra nos demais
segmentos, ela tem se atualizado bastante, apoiada principalmente no acesso a componentes
melhores. No processo de sopro, segue a tendência de prestação de serviços a terceiros, o que
demanda intensa troca de moldes. Outra tendência é a inclinação por máquinas e matrizes de
maiores dimensões, além da busca de maior número de peças produzidas por ciclo.

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A razão-chave é a explosão brasileira de polietileno tereftalato (PET), que já ronda outros nichos
como óleo vegetal e água mineral, ao lado de escalas de massa como água mineral engarrafada em
policloreto de vinila (PVC).

As linhas de sopro do Brasil imergiram nas oportunidades de zerar a intervenção manual no


processo, inclinando-se por agregar de forma crescente, na condição de componentes standard,
recursos antes considerados acessórios e de uso restrito, a exemplo da saída orientada, rebarbação
automática, comandos microprocessados com tela de cristal líquido ou sistemas de hidráulica
proporcional para os movimentos do carro porta-molde.

O mercado brasileiro de sopradoras consome cerca de 300 unidades ao ano, apresentando apenas 10
fabricantes nacionais

Fabricantes com subsidiárias de grupos mundiais importam ou montam parcial e totalmente


injetoras no Brasil, conforme a conveniência dos custos, mesmo argumento válido para trazer ou
exportar componentes das máquinas. Por outro lado, os maiores fabricantes nacionais de injetoras
articularam-se em poucos anos com grandes empresas internacionais para representá-las no país ou
no Mercosul, dada a cobertura de vendas e assistência realizada há décadas na região. Foi assim que
a italiana Sandretto, por exemplo, colocou em 1995 no Chile, para produzir caixarias de maçãs, seu
maior modelo em funcionamento na América Latina, com 5.500 toneladas de força de fechamento.
Destacam-se neste ramo a subsidiária alemã Bekum, a SIG (ex-Krupp), a Pavan Zanetti e a Jac. A
Bekum passou a montar aqui no Brasil uma sopradora de cinco camadas munido de cinco
extrusoras independentes. A SIG tem linhas de automação despojada, e modelos para sopro de pré-
formas que se tornaram os mais duros concorrentes locais das máquinas que a subsidiária francesa
da Sidel monta no Brasil. Ambas possuem tecnologia para sopro de PET visando o envase de
cervejas.

Extrusoras

Os fabricantes locais de extrusoras distribuem-se, no Brasil, pelos nichos de flexíveis, rígidos e


ráfia. Um dos estímulos para este setor é a demanda de gêneros alimentícios da cesta básica, nos
quais impera o embalamento com filmes, inclusas estruturas coextrusadas para biscoitos, por
exemplo.

Até 1998 os fabricantes de extrusoras se fortaleceram, por exemplo, com a penetração das
instalações locais de matriz plana, incrementada na metade da década com base na produtividade
cobrada nas linhas de empacotamento automático. Do lado da extrusão tubular, mais
especificamente filmes monocamada, por exemplo, o perfil do parque era ditado por embalagens de

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polietileno e pela preferência por máquinas simplificadas, despojadas de recursos de automação de
pouco uso e vistos como requintes onerosos para o preço do equipamento. Essa concepção pautou o
florescimento no país, impelido também pelas vendas recordes no varejo de alimentos, de
equipamentos produtivos e de operação menos complexa. Para fabricantes como a alemã
Reifenhäuser, essa proposta foi desdobrada em termos globais: o grupo concentrou na subsidiária
brasileira a montagem de extrusoras desse tipo, inclusive devido aos custos abaixo dos europeus.
Mas a opção pelo despojamento não travou a continuidade do aprimoramento dessas máquinas. No
âmbito da coextrusão, onde a oferta local é puxada por instalações para estruturas de três camadas,
empresas como a controlada da alemã Barmag exporta ferramentas para transformadores até para a
Nova Zelândia. A mesma subsidiária, por sinal, foi designada em 1996 a base mundial da
corporação para a instalações de ráfia, antes construídas também na planta matriz.

IV.5.1. MOLDES E MATRIZES

Em 1999, a produção de moldes no Brasil chegou a aproximadamente US$ 531 milhões. Foram
importados cerca de US$ 177 milhões e a exportação foi de apenas US$ 14 milhões, com um
déficit de US$ 163 milhões. O setor é composto por 3500 empresas. Segundo o INP, cerca de 75%
dos moldes e matrizes produzidos no Brasil são de pequeno porte, até 1.500 quilos. Para os
especialistas, é necessário uma maior integração entre a terceira geração de plástico, universidades e
o setor de ferramentaria que desenvolve os moldes. Existe ainda a necessidade de mão de obra
especializada e alta tecnologia para o desenvolvimento do setor. Com poucos programas de ensino
específicos para esta área e uma distância considerável entre universidades/escolas técnicas e
empresas, os produtos do setor não têm tecnologia equivalente aos produzidos no exterior. O Brasil
tem oficialmente cerca de 1.200 matrizarias localizadas em sua maioria no Sul e Sudeste do país (O
PLÁSTICO NO BRASIL, 2001).

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V TERMOPLÁSTICOS PARA EMBALAGENS - SEGMENTAÇÃO
DAS RESINAS

Este ítem apresenta um estudo detalhado sobre cada uma das principais resinas utilizadas para
embalar alimentos sendo estas, o polietileno de alta densidade (PEAD), polietileno de baixa
densidade (PEBD), polietileno de baixa densidade linear (PEBDL), politereftalato de etileno (PET),
polipropileno (PP), poliestireno (PS) e policloreto de vinila (PVC). A tabela 7, apresenta uma
pesquisa que demonstra a quantidade destas resinas utilizadas especificamente para embalagens
para alimentos em relação à quantidade de resinas utilizadas para embalagens em geral no Brasil.

Tabela 7 Relação da quantidade de material e valor das resinas utilizadas em embalagem para
alimentos - 1999

Qtde(ton) Valor (milhão US$)


PEAD
Embalagens para Alimentos 40.604 23% 151,00 22%
Embalagens em Geral 175.865 679,00
PEBD
Embalagens para Alimentos 173.035 68% 442,00 64%
Embalagens em Geral 253.021 692,00
PS
Embalagens para Alimentos 25.385 95% 166,00 95%
Embalagens em Geral 26.655 174,00
PP
Embalagens para Alimentos 116.369 55% 509,00 57%
Embalagens em Geral 212.978 890,00
PVC
Embalagens para Alimentos 13.994 25% 56,70 23%
Embalagens em Geral 55.092 251,00
PET
Embalagens para Alimentos 240.279 99% 927,00 99%
Embalagens em Geral 243.493 939,00

Fonte: Elaboração própria a partir de dados de diversas pesquisas

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V.1. RESINAS TERMOPLÁSTICAS NO BRASIL

As principais resinas termoplásticas investigadas neste trabalho representam amplamente o mercado


brasileiro no que diz respeito ao seu uso em embalagens para produtos alimentícios. São elas:
polietileno de alta densidade (PEAD), polietileno de baixa densidade (PEBD), polietileno de baixa
densidade linear (PEBDL), polipropileno (PP), tereftalato de polietileno (PET), poliestireno (PS),
poliestireno expansível (EPS) e policloreto de vinila (PVC), cujo faturamento foi da ordem de
aproximadamente US$ 3 bilhões em 2000.

A produção destas resinas termoplásticas chegou a 3,8 milhões de toneladas em 2000, segundo a
ABIPLAST, representando um crescimento de 8,5% em relação ao ano anterior. As importações e
exportações cresceram 33,8% e 22,5% respectivamente. A fatia de mercado que cada resina possui
pode ser observada no Gráfico 4 a seguir, assim como a segmentação deste mercado. Quanto aos
transformados plásticos, o consumo aparente atingiu 3,9 milhões de toneladas no ano de 2000
contra 3,5 milhões de 1999.

Gráfico 4: Relação percentual do consumo aparente de resinas em 2000

EPS PVC
PS
1% 19%
8%
PET PEAD
9% 19%

PP PEBD
PEBD
21% 15%
8%

Fonte: ABIPLAST, 2000

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Gráfico 5: Segmentação do mercado das resinas termoplásticas em 2000 (%)

Agrícola
Brinquedos
4%
11% Calçados
2% 9% Componentes Técnicos
1% Construção Civil
7% 4% Descartáveis
Fios e Cabos
47%
20% Laminados
14% 7% Utilidades Domésticas
Outros
7% Industriais
9% 3% Higiene Pessoal
2% Higiene e Limpeza
0% Convencionais
Embalagens Alimentos

Fonte: ABIPLAST, 2000

Obs: Deve-se levar em consideração que 80% das embalagens chamadas de convencionais são para
alimentos. São normalmente as embalagens para alimentos da cesta básica, não laminados.

V.2. POLIETILENO DE ALTA DENSIDADE (PEAD)

O PEAD é o termoplástico que tem o maior número de produtores no Brasil. Sua capacidade
instalada tem crescido bastante nos últimos 10 anos, tendo sido observada uma relação de equilibrio
entre a oferta e a demanda neste segmento. As petroquímicas produtoras do PEAD são: OPP,
Ipiranga, Solvay, Polialden e Politeno como pode ser observado na tabela 8.

Tabela 8: Empresas produtoras e capacidade instalada (t/a)

Empresas Produtoras Capacidade Instalada (t/a) - 2000


OPP Polietilenos 200.000
IPIRANGA PETROQUÍMICA 500.000 m
POLIALDEN 150.000
POLITENO 195.000 m
SOLVAY POLIETILENO 82.000
Fonte: ABIQUIM, 2000 e pesquisa de campo (m – multipropósito)

Atualmente a capacidade instalada no país é de 1,1 milhões de toneladas, porém quase todas as
unidades são swing, fabricando também o polietileno de baixa densidade linear (PEBDL). A tabela
9 mostra, no período entre 1990 e 1999, um aumento de 137,2% na produção deste polímero (de

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322,2 para 764,2 mil toneladas) e um crescimento de 162% no consumo aparente, chegando a 642,0
mil toneladas.

Tabela 9: Consumo aparente de PEAD (em mil toneladas)

1990 1991 1992 1993 1994 1995 1996 1997 1998 1999

Produção 322,2 339,2 311,1 429,6 478,5 494,5 529,4 643,5 693,2 764,2
Vendas 225,6 250,6 212,8 291,0 353,9 382,7 442,3 517,0 553,7 612,1
internas
Importações 6,6 8,3 8,1 22,5 26,4 73,0 80,9 48,4 70,3 35,3
Exportações 87,5 106,6 130,1 124,4 150,4
Vendas 84,1 80,6 109,2 130,8 134,5 91,1 98,6 128,2 126,0 157,5
externas
Consumo 244,7 267,0 210,1 321,2 370,5 476,4 511,7 563,7 637,5 642,0
aparente
Fonte: PANORAMA SETORIAL, 2000

Os cruzamentos de dados oficiais relativos ao final da primeira metade da década de 1990 indicam,
o seguinte panorama do consumo brasileiro de PEAD: 37% para sopro; 35% para filmes de alto
peso molecular e convencionais; 12,2 % para injeção; 10,4% para extrusão rígida (tubos de gases,
por exemplo) da resina de alto peso molecular e 0,8% para rotomoldagem, compartimento onde
sobressaem peças moldadas com grades de polietileno linear de média densidade (PEMDL), para
diversos usos como caixas d'água.

No plano tecnológico, o parque brasileiro de PEAD pode ser auto suficiente em resinas para todos
os processos de transformação. Em sopro, por exemplo, são referências os copolímeros bimodais e
de médio peso molecular para frascos de até cinco litros com paredes finas ou coextrusados com
agentes de barreira.

Na parte de injeção, sobressaem grades de alta fluidez para a produção em ciclo rápido de itens de
espessura reduzida, como potes de sorvetes. Quanto ao nicho das embalagens de ráfia de telas

Executor: SIQUIM – EQ/UFRJ 44


abertas, ganhou a cena recentemente uma resina voltada para embalagens abertas de
hortifrutigranjeiros. 4

Para flexíveis, além da evolução e diversidade de opções no âmbito de alto peso molecular, também
entraram em escala comercial avanços como um grade para a mistura a quente com polietileno de
baixa densidade linear (PEBDL), que reverte em filmes de melhor soldabilidade e resistência a
impacto e a rasgos. No entanto, existe no mercado exterior a oferta de resinas com propriedades
diferenciadas e específicas para determinada aplicação, do tipo taylor made, como as resinas
metalocênicas.

As participações dos segmentos no consumo de PEAD são apresentadas no Gráfico 6 a seguir.

Gráfico 6: Consumo de PEAD por segmento (em %)

Higiene/limpeza
Outras
16% Alimentício
11%
10%

Agrícola
Revenda
32% 9%
Automobilistico
Cosméticos/ 7%
farmaceutico Construção Civil
Químico 6%
4%
5%

Fonte: PANORAMA SETORIAL, 2000

As aplicações em PEAD são mais diversificadas do que as de PEBD. As embalagens são o


segmento mais importante, consumindo 600 mil toneladas em 1999 e respondendo por 39% do

4
Com relação às caixas de hortifrutigranjeiros, as transformadores Sol e Plastgrup deflagraram uma revolução em hortifrútis no país
ao inaugurarem seu primeiro armazém de trocas e higienização de caixas patenteadas de polietileno de alta densidade. A meta é
substituir os caixotes de madeira. O grupo Pão de açúcar foi um dos pioneiros e hoje opera com aproximadamente 250.000 caixas.
Em 1999 já se contabilizava cerca de 600.000 caixas no mercado. O consumo de PEAD nesta aplicação pode alcançar números
superiores a 100.000 ton/ano. Conforme a quantidade e o número de vezes que são usadas, o valor das caixas pode variar de R$ 0,40
e R$ 0,85. Muitos outros países já trabalham com caixas de PEAD, a idéia é que seu valor seja somado junto com a carga exportada
do Brasil. Os custos de logística também são menores em torno de 25 a 30%, com perdas de carga de no máximo 1,85%. Cerca de
60% dos supermercados já utilizam o sistema no país.

Executor: SIQUIM – EQ/UFRJ 45


consumo total. (PANORAMA SETORIAL, 2000) Observa-se que a indústria alimentícia é
responsável por uma fatia de 10% do destino desta resina, que é convertido em embalagens para o
setor. Pelos indicadores da área, o movimento dos filmes de PEAD tem evoluído em torno de 15%
ao ano desde o início da década de 1990, em razão também do aumento na oferta regional das
sacolas e da presença da resina embalando gêneros da cesta básica. Trata-se da produção de sacolas
de saída de caixa à base de filmes de alto peso molecular, um nicho que, pelo consenso dos cinco
produtores locais da resina, foi o maior responsável pela fatia de aproximadamente 30% do
mercado de PEAD no país, reservada às embalagens flexíveis.

A tabela 10 indica os principais alimentos no qual a resina PEAD é utilizada para embalagem

Tabela 10: Principais Alimentos Demandantes de PEAD

Qtde. Valor
% %
(ton) (milhão US$)
Hortifrutigranjeiros 10.261 26% 34,60 23%
Água Mineral 9.754 24% 37,60 25%
Iogurtes e Sobremesas 6.198 15% 23,90 16%
Suco de Frutas 3.511 9% 13,50 9%
Sorvete 2.843 7% 11,03 7%
Outros 7.433 19% 30,37 20%

Fonte: Elaboração própria a partir de dados de diversas pesquisas

O segmento de bombonas também é um importante consumidor do PEAD, principalmente aquelas


utilizadas para armazenar frutas, temperos e condimentos. Também tem aumentado seu uso em
baldes industriais em nichos como óleo comestível.

V.3. POLIETILENO DE BAIXA DENSIDADE (PEBD)

Primeiro termoplástico produzido no Brasil, em 1958, o polietileno de baixa densidade (PEBD) é


obtido através da polimerização em alta pressão/fase líquida, que pode utilizar dois tipos de
reatores: o autoclave, desenvolvido pela britânica Imperial Chemical Industries (ICI), ou o tubular,
desenvolvido pela Union Carbide (PANORAMA SETORIAL, 2000).

Para obter o PEBD são utilizados os processos de fase gasosa, com tecnologia da Union Carbide,
British Petroleum ou Basf; de suspensão, com tecnologia da Phillips; de solução, com tecnologia da
Dow, DuPont ou DSM; e o de alta pressão modificado, com tecnologia da CdF Chimie. Os

Executor: SIQUIM – EQ/UFRJ 46


processos de fase gasosa, solução e suspensão também permitem a produção de PEAD
(PANORAMA SETORIAL, 2000).

O parque brasileiro envolve quatro produtores. No Pólo de Camaçari a Politeno roda a planta de
PEBD/EVA, licenciada da Sumitomo. Já no Pólo Sul, a Triunfo opera com tecnologia Atochem de
PEBD/EVA, tendo nas proximidades a unidade de PEBD/EVA da OPP, adepta do processo
Quantum. A mesma tecnologia licencia a unidade da empresa do Pólo de São Paulo da Union
Carbide, agora Dow.

A capacidade produtiva de PEBD no Brasil é de 779 mil toneladas. Nos anos 90, o consumo
aparente de PEBD apresentou o pior crescimento entre as resinas. Entre 1990 e 1999, o crescimento
acumulado foi de apenas 13%, mediante a média de 113% de todo o setor. Em 1999, o consumo
aparente de PEBD foi de 545,9 mil toneladas, ante 483,2 mil toneladas em 1990. Os fabricantes de
PEBD pouco investiram em aumento de capacidade, dando prioridade para as plantas
multipropósito (swing) de PEAD e PEBDL. Comparado com o PELBD (linear), o PEBD tem a
desvantagem de exigir mais gastos com energia (PANORAMA SETORIAL, 2000).

A produção de 1999, que chegou a quase 660 mil toneladas, foi apenas 5% superior à de 1990 e,
como foi inferior ao aumento do consumo, as importações tiveram papel crescente. A maior parte
do PEBD consumido é direcionada para o setor de embalagens, que responde por de 72% do total, o
equivalente a 393 mil toneladas em 1999. O Gráfico 7 a seguir apresenta a participação dos
segmentos no consumo de PEBD.

Gráfico 7: Consumo de PEBD por segmento (em %)

Calçados
Componentes
Outros 1%
Técnicos
10% Agrícola
2%
Utilidades 6%
Construção
Domésticas
Civil
1%
2%
Descartáveis
6%
Embalagens
72%

Fonte: (PANORAMA SETORIAL, 2000)

Executor: SIQUIM – EQ/UFRJ 47


A tabela 11 a seguir apresenta os alimentos que mais demandam PEBD para embalagem.

Tabela 11: Principais Alimentos Demandantes da Resina PEBD

Qtde. Valor
% %
(ton) (milhão US$)
Carne Processada 40.128 23% 119,80 27%
Aves 25.515 15% 59,60 13%
Arroz 20.592 12% 46,00 10%
Feijão 16.352 9% 36,60 8%
Açúcar 16.088 9% 36,00 8%
Bebidas Carbonatadas 9.552 6% 37,40 8%

Fonte: Elaboração própria a partir de dados de diversas pesquisas

Este termoplástico, ao mesmo tempo em que desfruta o fortalecimento da demanda pela abertura de
novos mercados como congelados de aves e peixes, também perde participação em determinados
segmentos para um polietileno mais recente, o tipo linear (PEBDL), ou ainda para outros tipos de
embalagens, tais como as caixinhas tetrapak.

V.4. POLIETILENO DE BAIXA DENSIDADE LINEAR (PEBDL)

O polietileno de baixa densidade linear (PEBDL) começou a ser produzido no Brasil em 1993.
Depois do PET, o seu consumo é o que mais tem crescido no Brasil ao longo dos últimos anos. Na
tabela 11 pode ser observado um aumento de 233% em seu consumo aparente, 157% em sua
produção e 347% em suas importações. Em 1999 as importações de PEBDL ainda representam
23% do consumo aparente deste, denotando uma alta parcela do mercado.

Em alguns casos o aumento do consumo do PEBDL tem alavancado também o consumo do PEBD,
em virtude da utilização da mistura de ambos para a extrusão de filmes. Entretanto, o
desenvolvimento de grades aprimoradas e de usos específicos, além do reconhecimento por parte
dos usuários da economia gerada pelo PEBDL devido à sua resistência superior, ou sejam a
utilização de filmes de menor espessura do que os similares de PEBD.

Executor: SIQUIM – EQ/UFRJ 48


Tabela 12: Consumo aparente de PEBDL (em mil toneladas)

1993 1994 1995 1996 1997 1998 1999

Produção 103,6 133,4 149,8 170,3 176,7 173,9 266,1

Vendas 56,6 107,4 118,9 133,1 134,4 148,4 193,6


i
Importações 13,6 15,5 16,7 17,9 43,5 50,6 60,9

Exportações 24,1 26,3 26,4 24,7 55,1

Vendas externas 36,0 39,2 26,3 39,3 27,9 28,0 56,5

Consumo aparente 81,2 109,7 140,1 148,8 192,3 196,5 270,5

Fonte: PANORAMA SETORIAL, 2000

As petroquímicas produtoras do PEBDL são: OPP, Ipiranga, Politeno, como pode ser observado na
tabela 12 a seguir:

Tabela 13: Empresas produtoras e capacidades (t/a)

Empresas Produtoras Capacidade Instalada (t/a) - 2000


OPP Química 300.000
Ipiranga Petroquímica 150.000 m
Politeno 195.000 m

Fonte: ABIQUIM, 2000 m:unidades multipropósito

Este polímero tem o setor de embalagens como maior consumidor representando 76% de seu
consumo aparente, o equivalente a 300 mil toneladas em 2000. Sua distribuição de consumo está
representada no gráfico 8 a seguir:

Gráfico 8: Consumo de PEBDL por segmento (%)

Indústria/
construção civil Agrícola
Higiene/limpeza
4%
13% 4%
Revenda
11%
Outras
Alimentício 5%
63%

Fonte: (PANORAMA SETORIAL, 2000)

Executor: SIQUIM – EQ/UFRJ 49


A ascensão do PEBDL ocorreu principalmente em flexíveis monocamada, a exemplo de sacaria
industrial ou filmes stretch. No Brasil predomina o contigente de transformadores adeptos ao
processo mais acessível da monoextrusão. Em paralelo crescem as vendas de coextrusoras,
principalmente pela demanda de indústrias de pet food, frigoríficos, laticínios, sabão em pó,
fabricantes de molhos e condimentos (O PLÁSTICO NO BRASIL, 2000).

O mercado de alimentos da cesta básica é um dos que consome uma enorme quantidade de filmes
de PEBDL. Estes filmes possuem vários tipos de aditivos como auxiliar de fluxo, deslizante, anti-
bloqueio, branqueador ótico, neutralizante, antioxidantes primários e secundários, sendo que estes
últimos detêm de 30 a 50% dos custos de aditivação. Já o branqueador ótico (BO) incide cerca de
2% no custo total do pacote de aditivos da empresa no PEBDL base buteno, em regra destinado a
flexíveis como os sacos de arroz, sendo que a tendência mundial é o uso do filme sem o BO. O
mercado de arroz é o destino de 35% de filmes de mistura rica para empacotamento automático.

No setor de lácteos o metal das tampas foi substituída por polietileno linear injetado, opção mais
segura na sobretampa de latas para alimentos de consumo integral, não instantâneo (PLÁSTICOS
EM REVISTA, 1999a).

V.5. POLITEREFTALATO DE ETILENO (PET)

O polietileno tereftalato (PET), conhecido como poliéster, é um plástico de engenharia, mas seu
consumo, largamente utilizado em embalagens de bebidas carbonatadas, é equivalente ao de uma
commodity. Devido as suas propriedades, suas aplicações têm se diversificado e esse plástico tem
substituído crescentemente outros materiais, como o alumínio e o PVC.

O PET é um poliéster obtido pela reação do ácido tereftálico (PTA) ou do dimetiltereftalato (DMT)
com o etilenoglicol. Entre as principais características do PET, estão as de ser leve, transparente,
inquebrável, impermeável e reciclável.

Nos últimos anos uma resina análoga ao PET passou a ser desenvolvida, o polietilenonaftalato
(PEN), fabricado a partir do 2,6-naftaleno dicarboxilato em vez do ácido tereftálico. O PEN tem
cinco vezes mais barreira ao oxigênio que o PET e quatro vezes mais barreira à umidade. Também
possui maior resistência térmica. No entanto, tem a desvantagem de seu processo de produção ser
mais caro.

Os diferentes tipos de resina PET diferem entre si pelo peso molecular, que quanto maior, terá mais
resistência mecânica, química e térmica. Entre os grades de PET, estão o PET usado para produção
de fibras ou filme e o que é utilizado para fabricar chapas e embalagens sopradas (frascos, garrafas).

Executor: SIQUIM – EQ/UFRJ 50


Essa resina começou a ser produzida no Brasil no final dos anos 1980 e em 1990 o seu consumo
girava em torno de 20 mil toneladas. O mercado de polietileno tereftalato (PET) foi o que mais
cresceu entre os plásticos nos últimos anos no Brasil. O consumo aparente foi de 327 mil toneladas
em 1999, ante 90 mil toneladas em 1994, denotando um crescimento de 263%.

Para atender à demanda, foram instaladas ou ampliadas fábricas no país. A capacidade instalada
cresceu 241% entre 1994 e 1999, chegando a 283 mil toneladas. Já as importações foram de 146 mil
toneladas em 1999, 421% a mais do que as de 1994 (28 mil toneladas). No mesmo período, a
produção aumentou de 87 para 198 mil toneladas, em um crescimento de 128%.

Polietileno tereftalato grau garrafa (PET) constitui capítulo a parte entre as resinas produzidas no
Brasil. Seu consumo interno só não é maior devido ao esgotamento da capacidade instalada no país,
lacuna preenchida com importações e que serve como justificativa para diversos investimentos
anunciados no Mercosul. A intensidade da escalada de PET e o descompasso com a oferta local
vieram à superfície a partir de 1994, quinto ano de produção brasileira da resina.

Em meados de 1989, quando partiu a fábrica pioneira no pólo da Bahia, o consumo aparente do
termoplástico girava em torno de 1.300 toneladas, para uma capacidade anual instalada estimada em
1.750 toneladas. Cinco anos depois, o consumo interno era de 62.500 toneladas. Em 1996 o
consumo interno superava 127.000 toneladas para uma capacidade instalada restrita a 96.000
toneladas. Atualmente a capacidade anual instalada do termoplástico é de 283.000 toneladas e sua
produção é de 200.000 toneladas para um consumo de 327.000 toneladas.

Cerca de mais de 90% da produção de PET é direcionada para embalagens para alimentos, das
quais o destaque é o mercado de bebidas carbonatadas, que foi o primeiro mercado para o qual foi
direcionada a produção de PET grau garrafa. O mercado brasileiro, seguindo o modelo norte-
americano, foi direcionado às embalagens descartáveis, retraindo as investidas em garrafas
retornáveis face à complexidade dos sistemas de coleta e higienização destes recipientes. Ao longo
dos últimos anos, tem conquistado outros mercados, como o de água mineral e, em menor medida,
os de óleos vegetais, sucos e cosméticos (PANORAMA SETORIAL, 2000).

No segmento de água mineral, o PET conquistou uma grande fatia das embalagens de até 1,5 litro e
está entrando no nicho de garrafões de 20 litros. O custo/benefício do PET ameaça mais de perto os
garrafões de polipropileno (PP), sendo a opção de PC a mais cara do mercado. O garrafão de PET
custa na faixa de R$5,45 e as opções de PP e PC custam respectivamente R$4,45 e R$7,5-8. Ainda
existe a opção do garrafão de PVC que custa ao consumidor R$4-4,50. O peso médio também pode

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ser um fator determinante na escolha. Enquanto o PET pesa 720g, a versão PP pesa 820g.
(PLÁSTICOS EM REVISTA, 2000a).

A tabela 14 indica a segmentação do uso da resina PET por tipo de alimento:

Tabela 14: Principais alimentos demandantes da resina PET

Qtde. Valor
% %
(ton) (milhão US$)
Bebida Carbonatada 217.460 90,5% 838,80 90,5%
Água Mineral 10.440 4,3% 40,30 4,3%
Óleos Comest. Gorduras 7.856 3,3% 30,30 3,3%
Suco de Fruta 1.815 0,8% 7,00 0,8%
Chá 937 0,4% 3,60 0,4%
Outros 1.771 0,7% 6,80 0,7%

Fonte: Elaboração própria a partir de dados de diversas pesquisas

A novidade mais importante nos últimos anos foi a entrada do PET no mercado de cervejas. Os
fabricantes de PET desenvolveram uma garrafa que preserva o produto, sensível ao ambiente e ao
movimento. Além disso, garantem que o PET é mais econômico que os tradicionais vidro e
alumínio (das latas). No Brasil, a AmBev, que produz as marcas Antarctica, Brahma e Skol, entre
outras, e a concorrente Kaiser estão acompanhando a movimentação no mercado de plástico, mas
negam ter planos para lançar cerveja em PET. A Associação Brasileira de Embalagem (ABRE)
acredita que a cerveja acondicionada em uma garrafa PET estará em breve circulando no país e que
a introdução do plástico na indústria da cerveja golpeará, mais uma vez, os segmentos de vidro e
alumínio.

A Rhodia-Ster S.A. criou um novo processo de fabricação de cervejas que permite o


engarrafamento em vasilhames de PET (polietileno tereftalato) iguais aos utilizados para os
refrigerantes, a um custo mínimo para os fabricantes e, consequentemente, para o consumidor. O
processo foi desenvolvido em parceria com o Departamento de Engenharia de Alimentos da
Universidade de Campinas (SP) e com a cervejaria experimental do Senai de Vassouras (RJ).

Além de utilizar uma embalagem mais simples e barata, o sistema exigirá, segundo cálculos da
Rhodia-Ster, investimentos de apenas R$ 10 mil a R$ 20 mil para as modificações necessárias nas
linhas de produção das cervejarias. O sabor e qualidade do produto permanecendo inalterados,
poderá estar resolvido o maior entrave para a utilização de embalagens plásticas no engarrafamento
da cerveja: o custo. Por não levar conservantes na fórmula, a cerveja é um produto altamente
sensível ao meio ambiente e o plástico utilizado para refrigerantes e outros líquidos não possui uma

Executor: SIQUIM – EQ/UFRJ 52


barreira suficientemente eficaz contra a entrada de oxigênio na embalagem. Inofensivo para as
bebidas carbonatadas em geral, o oxigênio oxida a cerveja.

Os fabricantes de resinas plásticas, os transformadores e os fabricantes de equipamentos de


engarrafamento já chegaram, em conjunto, a diversas alternativas de embalagem, todas com
processos sofisticados e de custo elevado. Entre elas, o sistema de coextrusão, que resulta em uma
garrafa multicamada com materiais isolantes, como o náilon, entre duas paredes de PET. Outra, o
sistema coating, com a deposição de plasmas, orgânicos ou de sílica, que ampliam as barreiras
mecânicas das paredes das garrafas, sem elevar seu peso ou espessura. Existem ainda as embalagens
de resina PEN, que resistem à alta temperatura do processo de pasteurização da cerveja —
responsável pela conservação depois do engarrafamento — mas o preço é cinco vezes maior que o
do PET comum.

Para as cervejarias, a manutenção do enorme volume de garrafas retornáveis representa um custo


financeiro cada vez maior. O one way é uma grande vantagem, porque exige investimento menor
em ativos imobilizados e uma logística de operação mais simples.

As petroquímicas produtoras do PET Grau Garrafabestão relacionadas na tabela 15.

Tabela 15: Empresas produtoras de PET no Brasil

Empresas Produtoras Capacidade Instalada (t/a) - 1999


Rhodia-Ster 180.000
Ledervin 9.000
Polyenka 16.000
Proppet 60.000
Fonte: ABIQUIM,2000

A maior produtora de PET no Brasil é a Rhodia-Ster, controlada pela RP Fibre, que por sua vez é
subsidiária francesa da Rhodia Chimie (subsidiária da Rhodia S.A.). Sua fábrica está localizada em
Poços de Caldas (MG) e tem capacidade instalada de 180 mil toneladas. Adota o sistema de pós-
condensação, cuja tecnologia é da alemã Beuler. O segundo maior fabricante brasileiro de PET é a
Proppet, sociedade dos grupos Odebrecht e Mariani.

A Rhodia-Ster S.A. atua em toda a cadeia de poliéster, desde o ácido tereftálico purificado (PTA)
até a produção da maioria dos derivados de resinas, polímeros e fibras, bem como suas principais
aplicações industriais. Foi criada em maio de 1994, através da associação das operações de poliéster
do grupo Rhodia e do grupo Sinasa (então sucessor das operações da Celanese no Brasil). Com o
objetivo de se tornar uma empresa integrada verticalmente, em 1995 iniciou uma expansão, com

Executor: SIQUIM – EQ/UFRJ 53


planos de duplicação de suas capacidades de produção de PTA (ácido tereftálico purificado), resina
PET e fibras poliéster. Foram investidos aproximadamente US$ 300 milhões nessas expansões, que
tiveram sua conclusão no segundo semestre de 1997. Também produz fibra poliéster, que é utilizada
nos segmentos de vestuário, decoração, cama e mesa, carpetes, bens industriais, etc.

A Proppet, associação entre as empresas Nitrocarbono e a OPP, foi criada em 1996 e absorveu uma
fábrica de DMT que pertencia à Nitrocarbono. Com capacidade de 60 mil toneladas e instalada no
Polo de Camaçari, iniciou a sua produção em 1999. Utiliza tecnologia licenciada da norte-
americana DuPont para a fase de polimerização e da Sinco Engineering, controlada da italiana
Ohisolfi, para a fase de pós-condensação do estado sólido.

Outro mercado bastante concorrido é o de óleo comestível. Recentemente a ROB, controlada da


Vigor, aderiu à tendência da garrafa de PET para óleos menos commmodities como o de girassol e o
de canola, mantendo PVC para o de soja. Os potes de PET também estão sendo utilizados para
embalar maionese e geléia, como forma de diferenciação no segmento (PLÁSTICOS EM
REVISTA, 1999a).

V.6. POLIPROPILENO (PP)

O polipropileno é obtido com a polimerização catalítica do propeno grau polímero (alta pureza), por
meio de catalisadores Ziegler-Natta. Historicamente, o segmento de polipropileno teve constante
evolução tecnológica, que envolveu processo, catalisador e produto. Os processos de polimerização
podem ser à base de solução; suspensão em um solvente (slurry); massa (bulk); e fase gasosa. Entre
os que detêm tecnologia de polimerização em fase gasosa, estão a Basf, Union Carbide e Sumitomo.
Quase 90% dos produtores mundiais licenciam as tecnologias da Union Carbide ou da Basf. Já a
polimerização por massa tem como principais licenciadores a Mitsui e a Montell (PANORAMA
SETORIAL, 2000).

Esse termoplástico é caracterizado pela sua enorme versatilidade, com um grande número de
aplicações, entre as quais se incluem as que utilizam os copolímeros e os compostos. É bastante
utilizado na indústria alimentícia por sua capacidade em conservar o aroma, ser inquebrável,
transparente, brilhante, rígido e resistente a mudanças de temperatura (PANORAMA SETORIAL,
2000).

Para os especialistas, o consumo de polipropileno vem crescendo fortemente nos últimos anos e esta
deverá ser a resina plástica mais utilizada na próxima década em todo o mundo, inclusive no Brasil
e no restante da América Latina. O potencial de crescimento do polipropileno deve-se sobretudo à

Executor: SIQUIM – EQ/UFRJ 54


sua versatilidade para diversas aplicações, principalmente com o advento dos catalisadores
metalocênicos. O uso dessa nova geração de catalisadores se iniciou na década de 90 nos países
desenvolvidos e permite novas combinações dos monômeros e principalmente a criação de
polímeros com propriedades físicas específicas (mecânicas, térmicas, elétricas, etc.) bem definidas
(PANORAMA SETORIAL, 2000).

No Brasil a entrada das resinas metalocênicas ocorre através das importações, já que o país não
detém esta tecnologia, podendo desta forma competir com as resinas produzidas aqui, como o
próprio polipropileno e outras citadas anteriormente. Utilizando os catalisadores de metalocenos,
algumas companhias já estão na etapa de comercialização de alguns produtos, entre as quais a
Mitsui, Hoechst, Basf e Exxon. Uma dificuldade que essas empresas deverão transpor nos próximos
anos são as altas despesas em P&D para obtenção desse tipo de PP (PANORAMA SETORIAL,
2000).

O polipropileno é a resina mais utilizada pelo setor de transformação de plástico no Brasil e seu
consumo chegou a 709 mil toneladas em 1999, com peso de 20,6% sobre o total do consumo
aparente de termoplásticos no País. O consumo dessa resina acumulou aumento de 194% nos anos
1990. O aumento da produção também foi significativo, atingindo 787,3 mil toneladas em 1999,
159% mais que em 1990, quando chegou a 303,8 mil (PANORAMA SETORIAL, 2000).

O maior mercado para o polipropileno é o segmento de transformação voltado à embalagens,


responsável por 48% do consumo dessa resina em 1999 (340 mil toneladas). Os segmentos de
filmes e as sacarias de ráfia são os principais demandantes de polipropileno dentro do segmento de
embalagens. Apesar de seu grande crescimento, o segmento de ráfias encontra dificuldades em
crescer junto à agricultura, devido à pouca mecanização desse setor. Em 1999, a sacaria de ráfia
teve ociosidade de cerca de 32%. Alguns produtores deixaram de atender à agricultura para apostar
no 4°segmento de big bags, destinados a outros segmentos, como o de cimento.

No segmento de embalagens para hortifrutigranjeiros, no qual o polietileno de alta densidade é


bastante empregado, esta resina também tem sido empregada com sucesso. O Gráfico 9 a seguir
apresenta a participação dos segmentos transformadores no consumo de polipropileno em 1999.

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Gráfico 9: Consumo de PP por segmento (%)

Industrial Agrícola
Higiene Outras
6% 5%
7% 22%

Alimentício
30%
Bens de consumo
30%

Fonte: Abiplast e Panorama Setorial.

A tabela 16 indica os alimentos em que esta resina é mais utilizada:

Tabela 16: Principais Alimentos Demandantes da Resina PP

Qtde. Valor
% %
(ton) (milhão US$)
Água Mineral 21.579 19% 99,70 20%
Manteiga e Margarina 19.711 17% 76,80 15%
Bebida Carbonatada 14.602 13% 57,30 11%
Açúcar 14.193 12% 50,10 10%
Balas e Doces 11.157 10% 39,40 8%
Outros 35.127 30% 186 36%

Fonte: Elaboração própria a partir de dados de diversas pesquisas

A capacidade instalada de polipropileno no Brasil é de 1,13 milhão de toneladas. Os produtores são


a OPP Petroquímica, Ipiranga Petroquímica e a Polibrasil.

Tabela 17: Empresas produtoras de PP no Brasil.

Empresas Produtoras Capacidade Instalada (t/a) – 1999


OPP Petroquímica 550.000
Polibrasil Resinas 430.000
Ipiranga Petroquímica 150.000
Fonte: ABIQUIM, 2000

A Polibrasil possui três unidades, que juntas podem produzir 430 mil toneladas por ano. Suas
fábricas ficam no Pólo Petroquímico de São Paulo, com capacidade de 125 mil toneladas; no

Executor: SIQUIM – EQ/UFRJ 56


município de Duque de Caxias (RJ), com 180 mil toneladas; e no Pólo Petroquímico de Camaçari,
com mais 125 mil toneladas. A tecnologia da empresa é da Montell, sendo que em São Paulo utiliza
o processo Spheripol; em Duque de Caxias, o processo em massa LJPP-SHAC; e, em Camaçari, o
Slurry.

A empresa está realizando dois investimentos. No Pólo Petroquímico de Mauá, está aumentando
sua capacidade de produção de 125 mil toneladas anuais para 300 mil toneladas. Serão investidos
US$ 200 milhões nesse empreendimento que deverá ficar pronto em 2002. Nessa mesma época,
também estará concluindo o outro investimento, que é o aumento da capacidade de sua unidade de
Duque de Caxias, de 180 mil toneladas por ano para 240 mil toneladas, no qual serão investidos
US$ 15 milhões. Essas expansões elevarão a capacidade total da empresa para 660 mil toneladas.
Em Mauá deverá ser produzida uma linha completa de homopolímeros, copolímeros de impacto e
copolímeros randômicos, principalmente para as indústrias de embalagem, têxtil, automotiva e de
utensílios domésticos.

Localizada no Pólo de Triunfo, a unidade da Ipiranga é uma das mais recentes. Foi inaugurada em
1999 junto com outra fábrica swing de polietilenos, ou seja, que poderá fabricar tanto polietileno de
baixa densidade linear (PELBD) quanto polietileno de alta densidade (PEAD). A unidade de
polipropileno deu à empresa participação de cerca de 14% desse segmento no Brasil. As novas
unidades da Ipiranga tomaram-se possíveis em razão da ampliação de 65% na capacidade da
Companhia Petroquímica do Sul (Copesul), central de matérias-primas do pólo petroquímico
gaúcho, que pulou para 1,13 milhão de toneladas/ano de eteno.

A OPP deverá aumentar ainda mais sua capacidade de polipropileno nos próximos cinco anos. A
empresa quer expandir suas operações via Companhia Paulista de Petroquímicos (CPP). A idéia é
produzir 250 mil toneladas anuais de polipropileno em Paulínia, num investimento estimado em
US$ 200 milhões e com previsão para começar a operar em 2003 ou 2004.

Em abril de 1999, foi a vez de um acordo comercial da OPP com a dinamarquesa Borealis para os
negócios de compostos e especialidades de polipropileno e que prevê também a troca de
tecnologias. A complementação de linhas de produtos entre os dois grupos permitiu o fornecimento
conjunto a clientes globais. A Borealis, líder européia na área de termoplásticos, é uma associação
entre a estatal dinamarquesa Sratoil (50%)e a joint venture entre OMV, da Áustria, e a IPIC, de Abu
Dhabi. O acerto está circunscrito a clientes brasileiros e instalados na América do Sul. O negócio de
especialidades é uma operação de cerca de 50 mil toneladas anuais para a OPP. Com essa aliança, a
Borealis passou a atender, através das unidades da OPP, seus clientes globais instalados na América
do Sul, complementando as linhas que a OPP já produz.

Executor: SIQUIM – EQ/UFRJ 57


Segundo especialistas, enquanto nos Estados Unidos, Comunidade Européia e Ásia, principais
mercados do mundo, o consumo de PP per capita gira em torno de 20 quilos por ano, no Brasil é de
cerca de 4 quilos. Mas estima-se que seu crescimento anual deverá ser de 10% nos próximos anos.

O Brasil é o principal mercado na América Latina e seus produtores estão investindo fortemente. O
polipropileno vem invadindo vários mercados diferentes. Por exemplo, o tradicional pote madeira
para requeijão Catupiry já foi substituído em 70% do mercado pelo pote de polipropileno. Além
disso, o mercado externo só aceita o requeijão acondicionado em plástico, para isto o pote deve
suportar temperaturas de –30°C e para isto estuda-se a substituição por polietileno de alta densidade
(PEAD) para este fim. (PLÁSTICOS EM REVISTA, 1999c).

Outro dado importante foi o crescimento de quase 840% das importações de PP ao longo da última
década. Em 1990, elas as importações representavam 2% do consumo aparente da resina, chegando
a oscilar entre 8,5% e 10% entre 1995 e 1998.

O mercado de polipropileno sempre aponta novidades como o polipropileno biorientado (BOPP)


transparente do tipo torção (twist) para balas de goma tipo americano (cujas alternativas são o
celofane e o filme blow de PP). O polipropileno biorientado vem crescendo muito em embalagens
de porções individuais de cereais em barras e de doces ou sacos laminados de pet food
(PLÁSTICOS EM REVISTA, 2000c).

A Grain Mills, empresa que detém 4% do mercado brasileiro em cereais, consumiu em 1999 oito
toneladas mensais de embalagens plásticas em BOPP aluminizado e BOPP aluminizado mais
poliéster, nas versões mono e multicamada, impressas e transparentes, feitas pela empresa Metal
Ballor. No entanto, é esta empresa que fornece os flocos de cereais às indústrias de chocolates
participando de 95% deste mercado. O produto é repassado em embalagens transparentes de BOPP,
e segue além do Brasil, para Costa Rica, Argentina, Chile e Venezuela. A empresa prevê aumento
nas exportações no Mercosul e nos EUA ( CASTRO, 2001).

Os avanços continuam com filmes de barreira para saquinhos de snacks e com a extrusão de matriz
plana de películas transparentes assediando o espaço para filmes tubulares de PP em massas secas
como espaguete. Outro sinal positivo é a crescente especialização na manufatura das embalagens.
No passado, o transformador se incumbia da extrusão e impressão. No campo de injeção, grades
com índice de fluidez de 75g/10min foram concebidos para injeção de ciclo rápido, que estreou no
Brasil em copos para atomatados, tampas de latas e caixas para sorvetes (O PLÁSTICO NO
BRASIL, 2000).

Executor: SIQUIM – EQ/UFRJ 58


Ainda na injeção, tampas de polipropileno produzidas pela Incoplast (10 a 12 milhões de unidades)
e vendidas para a Companhia Müller de Bebidas — responsável pela fabricação da Caninha 51 —
passarão para a nova fábrica de tampas em Pirassununga. Os investimentos giram em torno de
US$2,5-3 milhões destinados a compra de equipamentos. O parque inicial agrupará 25 injetoras, de
fornecedor não definido, com meta de 40 injetoras automatizadas em dois anos. A nova unidade
terá capacidade de injetar, no mínimo 600ton/mês e desse total 150-200ton/mês serão absorvidas
pela Cia. Müller. Para a distribuição da resina, foi selecionado um sistema de transporte pneumático
importado da Itália pela Piovan. Como fornecedores da resina estão sendo avaliadas a Solvay
(PEAD) e Polibrasil (PP) (O PLÁSTICO NO BRASIL, 2001c).

A Cia. Müller produz também pós para empanar da Cica, cuja vida de prateleira é de um ano graças
à embalagem multicamada de BOPP aluminizado mais poliéster, fornecida pela Inapel. A empresa é
também a produtora das barras de cereais da linha Trio, que detém 35% do total consumido no
gênero. Estes produtos são acondicionados em embalagens BOPP aluminizado com poliéster,
fornecidas pela Converplast e Santa Rosa. De uma forma geral, as embalagens plásticas
representam 2% do custo de produção, apesar da maioria das matérias-primas serem importadas
(CASTRO, 2001).

O campo de sopro detém apenas 5% do mercado mundial de PP. No Brasil este setor aparece
principalmente em duas embalagens: garrafas e garrafões de água mineral onde surgiu o PP
clarificado como alternativa ao PET e PVC, principalmente a resina PP biorientado como
alternativa para embalagens de alta transparência. A resina clarificada tem assediado fontes de água
mineral, onde o PET está sempre em concorrência acirrada (PLÁSTICOS EM REVISTA, 2000b).

V.7. POLIESTIRENO (PS)

O poliestireno é o resultado da polimerização do estireno monômero através de dois processos:


polimerização contínua em massa ou em supensão. São encontrados três tipos de PS: de uso geral
(PS-GP), de alto impacto (PS-HI) e expansível (EPS).

O de PS de uso geral é um homopolímero amorfo e incolor e é comercializado sob a forma de


grânulos transparentes. Entre suas características estão as excelentes propriedades ópticas, a rigidez
e a boa resistência mecânica. O poliestireno de alto impacto é um copolímero modificado com um
elastômero para melhorar as propriedades mecânicas, entre as quais a resistência ao impacto e a boa
estabilidade dimensional. Seus grânulos são opacos. O poliestireno expansível é usado em
isolamento de embalagens industriais e em aplicações que exigem resistência à compressão.

Executor: SIQUIM – EQ/UFRJ 59


Esta resina termoplástica tem grande uso no mercado de descartáveis, podendo também ser aplicada
nos segmentos de eletroeletrônica, automobilístico e alimentício. Entre os produtos que são
fabricados com PS, estão os potes para iogurtes, sorvetes, doces, frascos, bandejas de
supermercados, geladeiras (parte interna da porta), pratos, tampas, aparelhos de barbear
descartáveis, brinquedos, etc.

Em 1999, a capacidade produtiva de poliestireno no Brasil foi de 183 mil toneladas e o país
consumiu 257,2 mil toneladas da resina, queda de 4% em relação ao ano anterior. No entanto, ao
longo da década, o consumo aparente dessa resina acumulou aumento de 129%. Esse movimento
não foi acompanhado pela produção nacional, que chegou a 165,4 mil toneladas em 1999, aumento
de apenas 32% ante 1990, quando foi de 124,9 mil toneladas.

Tabela 18: Empresas produtoras de PS no Brasil

Empresas Produtoras Capacidade Instalada (t/a) -2000


EDN-SUL 120.000
Basf 110.000
Innova 120.000
Resinor 1.320
Fonte: ABIQUIM, 2000 e pesquisa de campo

A expansão do consumo de descartáveis no Brasil levou a um forte crescimento das importações.


Em 1999, chegaram a 98,5 mil toneladas, 26% menos que as do ano anterior (quando foram de 133
mil toneladas), mas 7.477% mais que as de 1990 (quando a importação foi de apenas 1,3 mil
toneladas). Se as importações representavam apenas 17% do consumo aparente em 1990, o
crescimento foi tão intenso ao longo desta década que no ano recorde de importações representou
50% do consumo aparente da resina.

No início da década, a produção era maior que a demanda no Brasil e a saída para os produtores
eram as exportações. Ao longo dos anos 1990, as exportações foram caindo, chegando a representar
de 3% a 4% da produção nos últimos anos da década, ante 11% nos anos 90 e 28% em 1992, ano
em que a economia brasileira estava em recessão. A queda das exportações mostra que os
produtores nacionais foram, cada vez mais, dando importância ao mercado interno. As vendas para
o mercado local tiveram crescimento de 40% entre 1990 e 1999.

O poliestireno sofre competição de outras resinas em algumas áreas. Mas claramente percebe-se que
é voltado para aplicações específicas. Dentre as aplicações do poliestireno, estão materiais para
embalagens e descartáveis, dentre outros.

Executor: SIQUIM – EQ/UFRJ 60


Em Santa Catarina, estão localizados os maiores fabricantes de descartáveis do país, um dos
principais segmentos consumidores de poliestireno. Cerca de 37% do mercado transformador de
poliestireno está localizado em Santa Catarina e no Rio Grande do Sul. Outros 37% estão em São
Paulo e o restante espalhado por outros estados.

O maior mercado para o poliestireno é o segmento de embalagens, que foi responsável por 32% do
consumo dessa resina em 1999 (cerca de 82 mil toneladas). Em seguida, estão o segmento de
descartáveis, que consumiu 51 mil toneladas no mesmo ano, e o de componentes técnicos, com
cerca de 49 mil toneladas. O Gráfico 10 apresenta a participação dos segmentos transformadores no
consumo de poliestireno e a tabela 19 apresenta os principais alimentos demandantes de
poliestireno.

Gráfico 10: Consumo de PS por segmento (em %)

Construção
civ il 2% Utilidades
Calçados domésticas Brinquedos
Componentes 5% 2% 1%
Técnicos
Outros
19%
19%

Descartáv eis
20% Embalagens
32%

Fonte: Panorama Setorial, 1998.

Tabela 19: Principais Alimentos Demandantes de PS

Qtde. Valor
% %
(ton) (milhão US$)
Iogurte e Sobremesas 12.227 48% 80,53 49%
Bebidas Tônicas 5.220 21% 34,42 21%
Ovos 3.296 13% 21,60 13%
Carne Processada 1.971 8% 12,90 8%
Aves 914 4% 5,77 3%
Outros 1.758 7% 10,78 6%

Fonte: Elaboração própria a partir de dados de diversas pesquisas

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O poliestireno expansível (EPS) é um tipo de poliestireno com capacidade produtiva de 28 mil
toneladas em 1999. Os maiores mercados para o segmento de EPS são a construção civil e o setor
de embalagens, com 40% de peso sobre o consumo cada um. Em seguida, estão as utilidades
domésticas, com peso de 17%.

No final de 1999, a Innova inaugurou uma unidade de estireno no Pólo Petroquímico de Triunfo, no
Rio Grande do Sul. A empresa já havia adquirido uma unidade de etilbenzeno da Petroflex e da
produção de estireno, a empresa planejou comercializar 68 mil toneladas utilizadas para a produção
de borrachas, EPS e resinas poliéster e acrílica. O restante do estireno produzido, 112 mil toneladas,
é voltado para a fabricação de poliestireno e dividido em duas linhas: para o tipo cristal (50 mil
toneladas) e para o tipo de alto impacto (70 mil toneladas). Com a inauguração da fábrica de
poliestireno, em setembro de 2000, a Innova passou a ter o primeiro site integrado da América
Latina na produção de poliestireno.

A tecnologia utilizada na produção de estireno é da norte-americana ABB/Lummus; na de


poliestireno é a da italiana Enichem.

Com a perspectiva da entrada de novos fabricantes na cadeia do estireno a Dow acabou fazendo um
acordo com o grupo alemão Basf para construir no País uma fábrica em escala mundial de
monômero de estireno e de etilbenzeno. A associação foi definida em agosto de 2000 e os estudos
de viabilidade econômica do projeto deverão ficar prontos até o final do mesmo ano, quando serão
definidos o melhor local da fábrica, a logística é mais adequada, o formato societário, o modelo de
gestão operacional e outros pontos essenciais da implantação, como o valor exato do investimento.

A fábrica terá capacidade para produzir entre 450 mil e 550 mil toneladas anuais de estireno e
etilbenzeno. O investimento tem estimativa preliminar de USS 250 milhões e sua instalação, depois
de aprovada, levaria de dois anos e meio a três anos.

Para a Basf e a Dow, a América do Sul tornou-se estratégica para a área de plásticos e, por isso,
tanto a Basf como a Dow já haviam anunciado investimentos para área de poliestireno antes de
formarem a parceria. Um desses projetos é o da EDN-Sul, que vai aplicar US$ 50 milhões na
ampliação da unidade do Guarujá (SP). Com isso, sua produção de poliestireno será ampliada de
120 mil toneladas para 190 mil toneladas anuais.

A Basf, por sua vez, havia anunciado no final de 1999 investimentos de USS 42 milhões para a área
de plásticos no Brasil, dos quais US$ 30 milhões numa nova unidade de poliestireno de alto
impacto com capacidade para produzir 110 mil toneladas. Essa fábrica, localizada em São José dos
Campos (SP), seria inaugurada em agosto de 2000.

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Uma parte desse investimento seria direcionada para a fábrica que já produzia poliestireno, que
passaria a absorver a tecnologia da Basf de produção de poliestireno cristal, utilizado
principalmente em potes de alimentos. Os outros USS 12 milhões serão destinados à quadruplicação
da unidade de poliestireno expansível (Styropor), de Guaratinguetá (SP), com capacidade de
produção de 40 mil toneladas anuais. Além da Basf, outros fabricantes de poliestireno expansível,
segundo a Abiquim, são a Resinor e a Termotécnica.

O acondicionamento de cortes de frango congelado Sadia está promovendo para a Incoplast a


entrada no canal de supermercados. Fornecendo aos frigoríficos um pacote constituído pelas
bandejas de poliestireno expandido (EPS) da controlada Copobras e um filme multicamada e shrink
de polietileno para o envoltório e o tipo mono à base de mistura rica de polietileno linear (PEBD).
O segmento é hiperofertado de bandejas e dependente do acesso a filmes poliolefínicos importados,
caso da DuPont UL e Cryovac. Pensando em agregar valor à bandeja de EPS, passou-se a produzir
o filme coex, fornecendo assim o pacote completo da embalagem.( PLÁSTICOS EM REVISTA,
1999b)

V.8. POLICLORETO DE VINILA (PVC)

O policloreto de vinila (PVC) é obtido com a polimerização do cloreto de vinila e, de acordo com a
aplicação a que se destina, pode ser classificado em rígido e flexível. O PVC rígido tem boa
resistência mecânica e estabilidade dimensional. Já o tipo flexível apresenta como características
flexibilidade e extensibilidade, devido à presença de plastificantes em sua formulação. Existem
quatro processos para obtenção do PVC: suspensão, que tem peso de 85% sobre a produção
mundial; emulsão, massa; e microssuspensão.

O PVC é utilizado para fabricar embalagens para água mineral, óleos comestíveis, maioneses,
sucos, perfis para janelas, tubulações de água e esgotos, mangueiras, embalagens para remédios,
brinquedos, bolsas de sangue, material hospitalar, cortinas de chuveiro, brinquedos infantis, pisos
de vinil, interiores dos carros, etc.

A produção mundial corrente de PVC excede 20 milhões de toneladas. A maior região produtora do
mundo é a Ásia, seguida pelos Estados Unidos e pela Europa. A partir dos anos 70, essa resina
passou a sofrer uma pressão crescente dos ambientalistas, por fazer mal ao meio ambiente, pois
envolve em sua composição cloro e derivados organoclorados. O maior desafio dos produtores de
PVC em todo o mundo é convencer consumidores e governos que as preocupações com o produto
são exageradas.

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Para o Greenpeace, esse termoplástico ameaça o meio ambiente e a saúde humana. As pressões dos
ecologistas fizeram com que, ao longo dos anos, inúmeras empresas, como a McDonald's, General
Motors, Ford, Lego e Nike, deixassem de utilizar PVC ou anunciassem que irão deixar de usá-Io.
As legislações têm sido rigorosas contra o PVC e nos próximos anos a União Européia poderá
impor sérias restrições ao seu uso. Os fabricantes têm procurado reagir desde os anos 80, criando
associações, efetuando estudos e promovendo modificações nos processos produtivos e na
reciclagem do PVC. A reação da indústria em reconstruir a imagem do produto tem surtido efeito.

No entanto, os embates com ambientalistas ainda são significativos. No ano 2000, a Comissão
Européia divulgou estudos que mostraram os perigos dos materiais de PVC que vão para o lixo. A
quantidade de lixo de PVC na União Européia deve dobrar para mais de 6 milhões de toneladas por
ano até 2020 e os estudos concluíram que, a menos que se faça alguma coisa, os níveis de
reciclagem de PVC não excederão 20% e que ambos os meios alternativos de se livrar do lixo de
PVC - incineração e aterros sanitários - ameaçam o meio ambiente.

Os fabricantes rebateram, declarando que as revelações se baseavam numa interpretação equivocada


dos dados industriais, superestimando o volume de lixo, e que não informou que o plástico é inerte
no aterro. Para as fabricantes, cerca de 9% de incineração era um nível satisfatório e há grande
possibilidade para mais reciclagem.

O fato é que a produção do PVC e seu descarte são perigosos. A produção dos insumos básicos do
PVC, como monômero cloreto de vinil, gera subprodutos como as dioxinas. A fabricação cria
centenas de toneladas por ano de lixo constituído de monômero cloreto de vinil e dicloreto de
etileno, ambos tóxicos. Quando os produtos de PVC vão para o lixo, alguns de seus componentes,
como chumbo, cádmio e parafinas cloradas, entre outros compostos, podem escoar para o ambiente.

Recentemente, a Agência Ambiental da Inglaterra e País de Gales, os fabricantes de PVC e a


Greenpeace se reuniram para chegar a um acordo. Da reunião, foi gerado um acordo pelo qual a
indústria de PVC teria de deixar de ser emissora de gases do efeito estufa, precisaria aperfeiçoar um
sistema "de circuito fechado" de eliminação do lixo e deveria pôr um fim à liberação de compostos
organoclorados em toda alinha de produção. Apesar de os produtores terem ficado satisfeitos com
os resultados, para o Greenpeace, eles não conseguirão atingir as metas estabelecidas pelo consenso.
A tabela 20 apresenta as empresas produtoras de PVC e suas respectivas capacidades instaladas.

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Tabela 20: Empresas produtoras de PVC no Brasil.

Empresas Produtoras Capacidade Instalada (t/a) – 1999


Solvay Indupa 236.000
Trikem 470.000
Fonte:ABIQUIM, 2000 e pesquisa de campo

A Solvay Indupa do Brasil S.A., que utiliza tecnologia de sua controladora, possui uma fábrica
localizada na cidade de Santo André (SP), integrada ao Pólo Petroquímico de São Paulo, com
capacidade de produção de 236 mil toneladas, das quais 180 mil em suspensão e o restante em
emulsão. Também fabrica monocloreto de vinila (MVC), com capacidade de 41 mil toneladas. A
empresa comprou 51% das ações da argentina Indupa em 1996 e, em 1997, a Solvay Indupa
adquiriu os negócios de PVC e químicos da Solvay do Brasil S .A. A Solvay Indupa do Brasil foi
fundada em 1998.

Em 1999, a argentina Solvay Indupa concluiu a ampliação de sua capacidade de produção de PVC e
soda cáustica. A expansão, orçada em US$ 120 milhões, faz parte da estratégia de integrar as
operações do grupo na Argentina e no Brasil. A capacidade de produção de PVC passou de 80 mil
toneladas anuais para cerca de 200 mil toneladas.

O objetivo do grupo é promover uma estreita integração nos negócios da Solvay Indupa na
Argentina e no Brasil. O processo deveria ser concluído em 1999, mas em decorrência da
desvalorização da moeda brasileira foi adiado para o ano seguinte. Com a integração, o grupo
poderá obter um ganho de até 15% na escala de produção do PVC. Na Argentina, a fábrica da
Solvay Indupa está localizada no pólo petroquímico de Bahía Blanca. No Brasil, o Grupo Solvay
passou por uma reestruturação que deu origem às empresas Solvay Polietileno, fabricante de
polietilenos, e Solvay Indupa.

Já a Trikem S.A. tem cinco unidades, das quais duas estão localizadas em Alagoas, duas na Bahia e
uma em São Paulo. A produção de PVC está localizada em duas fábricas, uma na Bahia e outra em
São Paulo, e ambas somam capacidade produtiva de 475t mil toneladas. A unidade da Bahia
concentra a maior parte da produção. A de São Paulo, bem menor, com capacidade de 25 mil
toneladas, utiliza o processo de emulsão, e a da Bahia, o de suspensão.

Além de PVC, é fabricante de outros produtos como MVC, com capacidade para produzir até 475
mil toneladas desse produto; dicloroetano (DCE), com capacidade para 600 mil toneladas; soda
(460 mil toneladas); e cloro (409 mil toneladas). Quase todo o DCE é consumido pela Trikem para

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fabricar o monocloreto de vinila (MVC), que por sua vez é transformado em PVC. O excedente é
exportado para o Japão, Estados Unidos e Europa.

A Trikem surgiu em 1996, quando a Odebrecht decidiu pela fusão de três empresas controladas pelo
grupo para criar uma empresa competitiva internacionalmente e que integrasse as etapas de
produção de soda, cloro, dicloroetano (DCE) e policloreto de vinila (PVC). O grupo Odebrecht
detém 69,4% de seu capital votante, mas deverá vender suas ações.

A empresa tem sua atuação verticalizada com participações na Rionil, fabricante de compostos de
PVC, e na transformadora Sansuy, que fabrica laminados flexíveis, lonas e componentes para
calçados, itens para automóveis e outros produtos.

O Brasil possui capacidade produtiva de 711 mil toneladas. Já a produção chegou a 658,5 mil
toneladas em 1999, ante 632,3 mil toneladas no ano anterior. Entre 1990 e 1999, houve aumento de
31%. Como em outros segmentos do setor termoplástico, as importações de PVC apresentaram
crescimento de 268% ao longo da década de 90, chegando a 62,9 mil toneladas. No entanto, houve
forte mudança de tendências em 1999, quando as importações caíram 50% em relação a 1998, que
tinha registrado 128 mil toneladas. A grande expansão observada logo após a implantação do Plano
Real foi atribuída ao consumo de pequenas quantidades do setor de construção civil, fenômeno
denominado "consumo formiga".

A recuperação do mercado de PVC está diretamente atrelada ao crescimento da economia e aos


impactos sobre a renda da população. Quando a economia está em expansão, o setor de PVC é
beneficiado, pois há aumento da demanda dessa resina pelo setor de construção civil. A
estabilização dos preços a partir de 1994 levou a uma taxa de expansão do consumo aparente de
PVC de 18% naquele ano, 10% no ano seguinte e de 16% em 1996. Em 1997 e 1998, o consumo
aparente aumentou, respectivamente, 8% e 15%.

O setor de embalagens é o segundo mais importante, teve peso de 11% (consumo de 73 mil
toneladas); os calçados, 8% (53 mil toneladas); os segmentos de fios e cabos e o de componentes,
6% cada um (40 mil toneladas); os laminados, 5% (33 mil toneladas); o agrícola, 4% (26 mil
toneladas); e as utilidades domésticas, 1% (7 mil toneladas). O Gráfico 11 a seguir apresenta o
mercado de PVC por segmento.

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Gráfico 11: Mercado de PVC por segmento (%)

Componentes
Agrícola Utilidades
técnicos
Laminados 4% domésticas 1%
Fios e cabos 6%
5% Outros
6%
3%

Calçados
8%

Embalagens
11%
Construção civ il
56%

Fonte: Panorama Setorial, 2000

A tabela 21 indica os alimentos mais demandantes da resina PVC:

Tabela 21: Principais alimentos demandantes de PVC

Qtde. Valor
% %
(ton) (milhão US$)
Hortifrutigranjeiros 4.293 31% 13,10 23%
Temperos e Condimentos 3.785 27% 17,10 30%
Chocolate 2.465 18% 10,50 19%
Água Mineral 1.946 14% 8,90 16%
Óleos Comest. Gorduras 854 6% 3,90 7%

Fonte: Elaboração própria a partir de dados de diversas pesquisas

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VI PRINCIPAIS EMBALAGENS PLÁSTICAS PARA ALIMENTOS

Neste item, as embalagens plásticas para alimentos serão analisadas sob os aspectos tecnológicos.
No quadro 1 são listados os principais alimentos demandantes de embalagens plásticas bem como
as quantidades e valores de plástico utilizados para cada tipo de embalagem.

Quadro 1: Principais alimentos demandantes de embalagens plásticas -1998

PRODUTO Qtde (ton) % US$ %


Bebidas carbonatadas 241.629,10 39,6% 1 933.529,00 41,5% 1
Água mineral 44.899,80 7,4% 2 192.034,00 8,5% 2
Carne processada 42.158,30 6,9% 3 132.891,00 5,9% 3
Açúcar 30.280,60 5,0% 4 86.140,00 3,8% 5
Aves 28.524,80 4,7% 5 72.793,00 3,2% 7
Arroz 20.592,80 3,4% 6 46.145,00 2,0% 9
Iogurtes e sobremesas 19.529,60 3,2% 7 108.759,00 4,8% 4
Leite 16.597,80 2,7% 8 40.424,00 1,8% 13
Feijão 16.352,00 2,7% 9 36.640,00 1,6% 15
Margarina e manteiga 15.749,80 2,6% 10 78.903,00 3,5% 6
Hortifrutigranjeiros 15.217,40 2,5% 11 52.072,00 2,3% 8
Farinha de trigo 14.522,50 2,4% 12 44.440,00 2,0% 10
Balas e doces 11.790,80 1,9% 13 40.798,00 1,8% 12
Óleo comestível e gordura 10.606,80 1,7% 14 41.933,00 1,9% 11
Temperos e condimentos 10.143,30 1,7% 15 39.439,00 1,8% 14
Outros 71.069,80 11,7% 304.284,00 13,5%
Total 609.665,20 100,0% 2.251.224,00 100,0%

Fonte: Elaboração própria a partir de dados de diversas pesquisas

A seguir são exemplificados aspectos tecnológicos da embalagens plásticas de alguns


alimentos/bebidas relacionados no quadro anterior.

VI.1. ÁGUA MINERAL

Os requisitos necessários ao acondicionamento de água mineral sem gás são: não permitir a
permeação de odores estranhos, não apresentar problemas de migração, evitar a contaminação
microbiológica e apresentar resistência mecânica compatível com as solicitações do sistema de
distribuição do produto.

Este mercado utiliza-se de embalagens descartáveis como copo de PP ou PS, garrafas de PEAD,
PVC e PP. O emprego de garrafas PET é recente, por serem impermeáveis e menos susceptíveis à
entrada de poluentes, eram utilizadas para engarrafar água gasosa.

Executor: SIQUIM – EQ/UFRJ 68


No segmento de embalagens retornáveis, se destacam as tradicionais garrafas de vidro e os
garrafões de 20 litros, em PC, PVC ou PP (GARCIA et al., 1993), com recente entrada do PET. O
principal concorrente do PVC no mercado de água mineral é o PP. Apesar do PVC possuir menor
porosidade e permitir a produção de galões coloridos, o PP é mais utilizado porque tem preço
inferior. Entretanto, é um produto proibido nos Estados Unidos e Europa, por permitir a
contaminação do meio ambiente com o líquido, alterando o gosto e o cheiro da água.

As garrafas sopradas recebem embalagem secundária em filme shrink de PEBD, com recente
concorrência do PEBDL.

VI.2. CARNES PROCESSADAS

A utilização de filmes flexíveis para embalagem a vácuo de produtos cárneos traz consigo a redução
de perda de peso devido a desidratação, a preservação da cor, a eliminação de contaminação externa
e o prolongamento da vida-de-prateleira.

VI.2.1. CARNES PROCESSADAS CURADAS

Carnes processadas, tais como embutidos, presuntos e bacon se deterioram devido ao crescimento
microbiano, descoloração, rancidez e desidratação, devendo ser protegidas do oxigênio, luz, baixa
umidade relativa e contaminação microbiológica. O acondicionamento a vácuo ou em atmosfera
modificada com um filme de baixa permeabilidade a gases e ao vapor de água pode contribuir para
o aumento da vida-de-prateleira. Utiliza-se o ionômero (Surlyn) como camada interna e de técnicas
de acondicionamento de embalagem após o fechamento, permitindo a soldagem de qualquer
excesso de filme ao redor do produto (SARANTÓPOULOS, s.d.).

VI.2.2. CARNES PROCESSADAS NÃO CURADAS

Os produtos cárneos cozidos não curados são preservados fundamentalmente pela ação do calor
durante o tratamento térmico. Dentre os sistemas de acondicionamento disponíveis para tais
produtos, estão o sous-vide e retort pouch. (SARANTOPOULOS, OLIVEIRA, 1990)

O sistema sous-vide consiste no acondicionamento de um alimento cru ou semi-cozido em


embalagens plásticas flexíveis ou rígidas fechadas a vácuo, submetidas a um processo de
pasteurização, seguindo-se de um rápido resfriamento e estocagem sob refrigeração. Os materiais de
embalagem mais utilizados com esta finalidade são PA/PEMD, PA/PVDC/PEMD,

Executor: SIQUIM – EQ/UFRJ 69


PET/PVDC/PEMD, PP/EVOH/PP, PA/EVOH/PP, PA/EVOH/blenda, PP/PE,
PA/EVA/PVDC/PEBDL ou ionômero.

A embalagem flexível esterilizável retort pouch é constituída de um laminado de material flexível


capaz de acondicionar produtos alimentícios que necessitam de esterilização para sua preservação
(LOPEZ, 1987). Sua estrutura usual é um laminado constituído por poliéster/alumínio/PP. O filme
externo de poliéster confere à embalagem alta resistência mecânica; uma folha intermediária de
alumínio confere ao laminado barreira ao oxigênio, luz e vapor de água, e, internamente, o PP
possibilita a termossoldagem da embalagem e é adequado para contato direto com a maioria dos
alimentos (SARANTÓPOULOS, OLIVEIRA, 1990).

VI.3. AVES E DERIVADOS

Comercialmente, a resina mais comum utilizada para embalagem para aves é o PEBD. A tendência
de aumento no consumo de partes poderá, contudo, ser acompanhada pela melhoria da apresentação
do produto, substituindo-se os sacos de PEBD por bandejas termoformadas de PS/PEBD com
tampas ou BOPP/PEBD. Outra alternativa são as bandejas de PS expandido com CO2, atendendo a
exigências ecológicas, ou bandejas de cartão, ambas envoltas por filmes encolhíveis a base de
poliolefinas.

Para a venda a varejo, utilizam-se filmes de PEBD e EVA. Também são utilizadas bandejas
semirígidas em PS ou PVC. Outra possibilidade com bandeja é envolvê-la com filmes esticáveis de
PVC, EVA ou PEBD, ou com filmes encolhíveis, à base de poliolifinas (SARANTÓPOULOS,
s.d.).

As embalagens a vácuo mais utilizadas são as de múltiplas camadas, porque materiais constituídos
por um único polímero não satisfazem simultaneamente a todas as exigências. A estrutura mais
comumente empregada é composta por PA/PEBD, porém há outras combinações disponíveis
comercialmente. Os filmes encolhíveis são compostos normalmente por EVA/PVDC/ionômero,
EVA/PVD/EVA ou PP/PVDC/EVA, e os não encolhíveis têm a PA como base.

Resinas como o EVOH, PVDC, PA e PET funcionam na estrutura como barrreira ao oxigênio; PA e
PET conferem resistência mecânica, e o PVDC e as poliolefinas de camada selante apresentam boas
propriedades de barreira ao vapor de água. Já a camada interna termosselante pode ser de PEBD,
EVA, PELBD ou ionômero (SARANTÓPOULOS, 1994).

Uma outra opção para embalagens industriais é acondicionar os cortes ou aves inteiras em
embalagens de alta permeabilidade, como os filmes de PVC plastificado ou poliolefinas e, então,

Executor: SIQUIM – EQ/UFRJ 70


reunir essas embalagens em uma outra feita com filmes de alta barreira a gases, onde a atmosfera é
modificada (SARANTÓPOULOS, 1994).

VI.4. PRODUTOS LÁCTEOS

VI.4.1. LEITE

Alguns fatores devem ser considerados na relação de filmes plásticos para leite de consumo:
Migração de componentes da embalagem para o produto, provocando problemas de sabor e odor
estranhos; Permeabilidade ao oxigênio, cuja presença possibilita a ocorrência das reações de
oxidação; Permeabilidade à luz, catalisadora de reações de formação de odores estranhos,
rancificações de gorduras e destruição de vitaminas; Alterações no material de embalagem pela
passagem de substâncias do leite para a embalagem; Contaminação de microorganismos durante e
após o condicionamento; Resistência mecânica; Boa maquinabilidade (FERNANDES et al., 1986)

No passado o “saquinho” de PEBD para leite fluido sofria críticas por ser frágil, rasgar ou estourar
com facilidade. Visando eliminar a desvantagem da baixa resistência mecânica do PEBD, foi
introduzido no mercado o PEBDL, na forma de blenda com o PEBD, apresentando maior
resistência à tração e ao alongamento, maior resistência à perfuração e melhor hot tack (resistência
da termossoldagem a quente), que são propriedades importantes nas operações de enchimento e
fechamento da embalagem, estocagem e distribuição, permitindo significativa redução de perdas
(ALVES et al., 1993).

É esperado que quanto maior a quantidade de PEBDL na composição da blenda, melhor seja o
desempenho mecânico da embalagem (ALVES et al., 1997).

Apesar da tendência de queda da utilização dos saquinhos monoflexíveis de PEBD, seu uso foi
preservado nas versões de 1 litro de bebidas lácteas sabor morango ou frutas, como um meio de
colocar um produto de valor agregado ao alcance do consumidor de baixa renda.

No início da década de 90, foram introduzidas no Brasil, como alternativa para diferenciar o
produto e com características de conveniência, a embalagem cartonada de fácil abertura e a garrafa
de PEAD fechada por um selo de alumínio termosselado, sugerindo ao consumidor idéia de
modernidade (OLIVEIRA, XAVIER, 1994).

Executor: SIQUIM – EQ/UFRJ 71


VI.5. FRUTAS E HORTALIÇAS

De maneira geral, alguns dos requisitos necessários à embalagem para frutas e hortaliças são:
Permitir visualização adequada ao produto; Resistência mecânica suficiente para a proteção do
produto durante o transporte e comercialização; Não permitir frestas e ângulos que causem danos ao
produto; Evitar perda de água e conseqüente perda de peso. (GUEDES, s.d., MADI, s.d.).

• In natura

Verduras como repolho e couve-flor e outros produtos como batata, cebola e alho, são geralmente
embalados em sacos de juta e PP trançados (ALVES, s.d.). No nicho de embalagens de telas
abertas, dominado pela ráfia, vem ganhando espaço a embalagem em PEAD.

Por sua vez, produtos mais delicados, encontrados em supermercados e centros distribuidores, vêm
sendo acondicionados em bandeja de PS envolvidos em materiais como PE e PVC. Nestes casos, as
características de permeabilidade a gases (O2 e CO2) e ao vapor de água são essenciais para que
haja um controle da atmosfera interna da embalagem, propiciando a conservação do produto
durante um período de tempo mais prolongado. Essa condição, porém, só é adequadamente atingida
se associada à estocagem refrigerada (GUEDES, s.d., MADI, s.d.).

• Produtos desidratados e frutas secas

Os materiais plásticos em geral constituem boas opções de embalagem para produtos desidratados.
Neste caso, ao se especificar a embalagem, deve ser considerada, principalmente, a sua
permeabilidade ao vapor de água e ao oxigênio, já que ambos exercem grande influência na vida-
de-prateleira destes produtos. (PADULA, OLIVEIRA, sd).

Quando o principal fator de limitação da vida-de-prateleira de frutas e hortaliças desidratadas são as


reações de oxidação, os materiais que apresentam alta barreira ao oxigênio são o PVDC e EVOH.
As poliamidas PA6, PA6,6 e o PET também são boa barreira, seguidas pela PA11, PA12 e PVC
rígido.

Quando a perda de qualidade está associada ao ganho de umidade, as embalagens plásticas flexíveis
que apresentam maior barreira ao vapor de água são as poliolefínicas (PEBD, PEBDL < PP <
PEAD), usadas na fabricação de filmes simples, laminados o co-extrusadas. Quando esta barreira
não é suficiente, são opções o PVDC na forma de filme ou revestimento, a metalização e a
laminação com folha-de-alumínio. Dentre as embalagens rígidas que possuem tais características,
estão as de PEAD e PP, desde que haja fechamento hermético. (ALVES, sd). O náilon, laminado ao

Executor: SIQUIM – EQ/UFRJ 72


PE, é empregado para embalagens de frutas desidratadas acondicionadas a vácuo. (PADULA,
OLIVEIRA, sd).

As embalagens flexíveis de estruturas como PEBD, PP, BOPP/PEBD E PET/PEBD que impeçam
troca de umidade com os ambientes de estocagem têm sido utilizadas para as frutas secas. No
entanto, estruturas com PET e BOPP apresentam como vantagens proporcionar brilho e uma melhor
qualidade de impressão (ALVES, s.d.).

• Vegetais e hortaliças congelados

No Brasil, o saco de PEBD apresenta-se como a embalagem mais usada para acondicionamento de
vegetais congelados, porém o laminado PET/PEBD também é empregado.

As embalagens de PE podem estar associadas ao uso de embalagens de cartão, principalmente para


alimentos que necessitem de proteção mecânica, além de melhorar o apelo visual do produto
(ARDITO, s.d., ALVES, s.d.).

VI.6. GRÃOS E DERIVADOS

Grãos e seus derivados, como farinhas, farelos e fubá exigem o uso de embalagens
apropriadas que impeçam danos durante o transporte e armazenamento, o que os deixa muitas vezes
impróprios para o consumo. Os materiais de embalagem mais comumente usados, em ordem de
resistência decrescente são: filme de poliéster, alumínio, filme de PE, celofane, papel Kraft, naylon
e algodão (VITTI et al., 1990).
O mercado de alimentos da cesta básica consome uma grande quantidade de filmes de
PEBDL, em especial o arroz. Um possível concorrente para esta resina são os sacos de BOPP.

VI.7. FARINHA DE TRIGO

A farinha de trigo possui propriedades organolépticas que causam flutuação no seu conteúdo
de umidade e que se alteram de acordo com as mudanças no valor da umidade relativa do ambiente.
Os filmes de PEBD, devido à baixa permeabilidade ao vapor de água, protegem o produto
contra a absorção de umidade por mais tempo, retardando alterações indesejáveis de qualidade
como, por exemplo, o desenvolvimento de fungos e leveduras (VITTI et al., 1990), além de oferecer
proteção contra a manifestação por insetos, principalmente pelo retardamento da perfuração da
embalagem.

Executor: SIQUIM – EQ/UFRJ 73


VI.8. ÓLEOS COMESTÍVEIS

A participação das embalagens plásticas neste mercado tende a crescer, por serem leves, práticas,
higiênicas, resistentes ao impacto, e também atraentes para o consumidor, pois permitem a
visualização do produto.

O PVC apresenta excelente resistência a óleos e gorduras, o que permite sua utilização como
garrafas sopradas para óleos vegetais (PADULA, OLIVEIRA, s.d.). Já os frascos de PET para
óleos, sobretudo os de soja, necessitam de aditivo contra raios UV para evitar a oxidação do óleo
envasado, motivando o desenvolvimento de grades de resinas já aditivadas (PANORAMA
SETORIAL, 1998).

Executor: SIQUIM – EQ/UFRJ 74


VII ANÁLISE DA CADEIA PRODUTIVA

VII.1. MODELAGEM DA CADEIA

Esta etapa consiste na elaboração de um modelo do tipo fluxograma para a cadeia produtiva e das
relações e fluxos entre seus diversos segmentos. O fluxograma tem grande importância para a
análise da cadeia porque serve como um mapa das interações entre os elos e segmentos. O modelo
deve apresentar todos os segmentos de cada elo, incluindo aqueles relacionados aos consumidores
finais e a possível relação entre eles.

Dois fluxos estão indicados , em uma cadeia produtiva. Primeiro, o fluxo de capitais, que fluem dos
consumidores finais até os fornecedores de insumo. Segundo o dos materiais, que se faz na direção
oposta. Materiais são trocados por capitais ao longo da cadeia (CASTRO, LIMA,2000).

A figura 2 representa o fluxo de material e capital para a cadeia produtiva de embalagens plásticas
para alimentos.

Figura 2: Fluxo de Material e Capital

275,6 x103t 804,1x103t 878,5x103t 895 x103t 3,5 x106t 5,6x106t

Fonte MPs
RESINAS
Nafta EMBALAGENS Embalagens Embalagens Indústria de
Produtos para Embalagens
Plásticas para para Alimentos Geral Alimentos
para Básicos Plásticas para
Alimentos Alimentos
Alimentos
Média 2000 Média 4 anos
3
10 US$ fev 2000

US$ mi US$ mi US$ mi US$ bi US$ bi US$ bi US$ bi


132 551 853 2,5 6,11 9,4 74

Os valores referentes aos elos das resinas e produtos básicos foram calculados a partir da
determinação da quantidade de material entre resinas e matérias primas, como pode ser observado
nas figuras 3 e 4 a seguir:

Executor: SIQUIM – EQ/UFRJ 75


Figura 3: Matérias Primas em Relação as Resinas I

MPs PEAD PEBD PELBD PP

100,9 mil t 187,3 mil t 175,3 mil t 15,7 mil t


75,4 x 106 167,2 x 106 131 x 106 9,7 x 106
Eteno US$FOB/t US$FOB/t US$FOB/t US$FOB/t

1,04
104,9 mil t 559
58,7 x 106 US$FOB
US$FOB US$FOB/t

1,01
189,2 mil t 559
105,8 x 106 US$FOB
US$FOB US$FOB/t

0,92
161,3 mil t 559
90,2 x 106 US$FOB
US$FOB US$FOB/t

Propeno
1,03
16,1 mil t 351
5,7 x 106 US$FOB
US$FOB US$FOB/t
US$FOB/t

Figura 4: Matérias Primas em Relação as Resinas II

MPs PVC PS PET

43,8 mil t 87,7 mil t 276,0 mil t


Eteno 24,7 x 106 US$FOB 35,7 x 106 US$FOB 386,4 x 106 US$FOB

15,5 mil t 0,3535


15,5 x 106 US$FOB
559 US$FOB/t
25,8 mil t 0,3248
14,4 x 106 US$FOB 559 US$FOB/t

47,6 mil t 0,1724


26,6 x 106 US$FOB
559 US$FOB/t
Benzeno

61,2 mil t 0,77


21,3 x 106 US$FOB 348 US$FOB /t

P-xileno
182,5 mil t 0,6612
219,9 x 106 US$FOB 1205 US$FOB /t

Executor: SIQUIM – EQ/UFRJ 76


Figura 5: Nafta em relação às Matérias Primas Básicas

Fonte Eteno Propeno Benzeno P-xileno

Nafta 544,3 mil t 16,1 mil t 61,2 mil t 182,5 mil t


304 x 106 US$FOB 5,7 x 106 US$FOB 21,3 x 106US$FOB 219,9 x 106 US$FOB

481,3
253 mil t US$FOB/t
121,8 x 106 US$FOB (fev 2000) 0,465
628 US$FOB/t
(média 2000)
481,3 US$FOB/t
3,65 mil t (fev 2000) 0,226
1,7 x 106 US$FOB 628 US$FOB/t
(média 2000)

481,3 US$FOB/t
9,22 mil t (fev 2000) 0,1508
4,4 x 106 US$FOB 628 US$FOB/t
(média 2000)

481,3 US$FOB/t
9,7 mil t t (fev 2000) 0,053
4,7 x 106 US$FOB
628 US$FOB/t
(média 2000)

VII.2. ANÁLISE DOS FLUXOS DE CAPITAL E MATERIAL

VII.2.1. EFICIÊNCIA

A formulação teórica para representação da eficiência de um sistema é dada pela fórmula descrita
na figura 5 a seguir. Pela fórmula apresentada , a eficiência de um sistema é calculada valorando-se
as saídas de capital ou energia e dividindo-se este valor pelo total de entradas de capital ou energia
no sistema. Esta operação resultará em um índice, que indicará a capacidade do sistema em
processar produtos e subprodutos, a partir de determinada quantidade de insumos (CASTRO,
LIMA,2000). Nesta proposição, quanto maior o índice , maior será a capacidade de processamento
do sistema, ou seja, mais produtos serão obtidos a partir de determinada quantidade de insumos. Os
índices referente à cadeia estudada podem ser verificados na figura 5 .

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Figura 6: Eficiência dos Elos da Cadeia de Embalagens plásticas para alimentos

Eficiência (E)= Capital Sai (S)/ Capital Entra (I)

E =7,87 E =1,53 E = 1,74


de Alimentos em de Embalagens de Embalagens de
Relação as Geral em Relação alimentos em Relação
Embalagens em as Embalagens de as Embalagens
Geral Alimentos Plásticas de
Alimentos

E = 4,2 E =1,53 E = 2,93


de Embalagens Plásticas
MPs*
MPs* para de Resinas para
de Alimentos em Relação
Resinas para alimentos em
a Resinas para alimentos
Alimentos em Relação a MPs*
MPs*
Relação a Fonte para Resinas para
Nafta Alimentos

*Petroquímicos Básicos

Analisando-se estes índices nota-se que o elo de embalagens plásticas para alimentos em relação às
resinas é o mais eficiente, enquanto que o elo de resinas em relação a matérias primas é o menos
eficiente.

Executor: SIQUIM – EQ/UFRJ 78


VIII APLICAÇÃO DA METODOLOGIA DELPHI PARA

PROSPECTIVA TECNOLÓGICA DA CADEIA PRODUTIVA DE


EMBALAGENS PLÁSTICAS PARA ALIMENTOS

O Projeto Estudo Prospectivo da Cadeia Produtiva de Embalagens Plásticas para Alimentos


contribui para o alcance dos objetivos e metas do Fórum de Competitividade da Cadeia Produtiva
da Indústria de Transformação Plástica, no sentido não só do entendimento de todos os elos da
cadeia produtiva através do Diagnóstico5, como da utilização de uma técnica de prospecção,
Delphi6, que dê apoio às ações a serem tomadas visando atingir o futuro desejável.

Cabe também observar que tal projeto se constitui em experiência piloto na direção da capacitação
da equipe executora (SIQUIM – EQ/UFRJ) nesta técnica de prospecção.

Para tanto, a equipe do SIQUIM participou de treinamento através do “Curso de capacitação de


equipes para estudos prospectivos de cadeias produtivas industriais”, ministrado pelo Dr. Antônio
Maria Gomes de Castro e pela Dra. Suzana Valle Lima, com suporte da STI/MDIC e da UNIDO no
escopo do programa “Technology Foresight for Latin America”.

O objetivo desta etapa é a aplicação da técnica Delphi, método de prospecção utilizado para
transformar a previsão em um sistema de suporte para a tomada de decisão, neste caso específico, as
metas traçadas pelo Fórum de Competitividade da Cadeia Produtiva da Indústria de Transformação
Plástica, propondo ações na cadeia e no seu ambiente institucional e organizacional, visando a
melhoria da competitividade de seus segmentos e a melhoria da qualidade de seus produtos
intermediários e finais.

Para tanto, a técnica Delphi busca consenso entre os atores (dirigentes empresariais, pesquisadores,
membros de entidades governamentais e de classe) dos diversos segmentos da cadeia produtiva dos
transformados plásticos para embalagens de alimentos nos próximos 10 anos.

Esta metodologia está estruturada em cinco partes, sendo a primeira sobre a ação prospectiva e a
técnica Delphi (item IX), e a segunda com a base para Formulação do Questionário Delphi (item
X).

A terceira parte (item XI) trata da execução da metodologia Delphi (1a e 2a rodadas) e a busca do
consenso. A quarta parte (item XII) identifica as variáveis críticas com as forças propulsoras e

5
MDIC/STI, 2002.

Executor: SIQUIM – EQ/UFRJ 79


restritivas para cada elo da cadeia, e apresenta recomendações para embasamento das políticas
prioritárias do Fórum da Cadeia Produtiva da Indústria de Transformação Plástica e alcance das
metas, e a quinta parte (item XIII) aponta as conclusões e as considerações finais.

6
Detalhes sobre este técnica encontram-se no item II deste relatório.

Executor: SIQUIM – EQ/UFRJ 80


IX A AÇÃO PROSPECTIVA E A TÉCNICA DELPHI

Antecipar oportunidades e ameaças, com base em uma visão prospectiva, é vital em ambientes de
mudanças que exigem respostas rápidas, efetividade, criatividade e inovação.

A ação prospectiva é um exercício de possibilidades futuras que considera os atores de um dado


setor, suas alianças, suas oposições e estratégias, constituindo uma rede importante à inovação e ao
desenvolvimento. Abre-se, a partir da prospecção, um leque de chances para absorção, criação e
domínio de tecnologias. A prospecção não é uma atividade de previsão que busca desenhar os fatos
mais prováveis. Trata-se, sim, de uma ação aberta a diferentes contextos, desenha múltiplas
possibilidades e sugere estratégias diversificadas.

Dessa forma, com a atividade prospectiva, busca-se uma visão compartilhada de quais seriam as
mais importantes demandas e campos promissores de pesquisa, de modo que se possa estabelecer
prioridades, mas também articular diversos atores em torno da problemática de um futuro incerto e
dos condicionantes da competitividade e da melhoria da qualidade de vida da sociedade
(ZACKIEWICZ e SALLES-FILHO, 2001).

Conduzir um exercício de prospecção é, ao mesmo tempo, entender os processos competitivos e as


trajetórias tecnológicas subjacentes a eles e elaborar estratégias para concretizar inovações e
melhorar a capacitação dos atores, superando os desafios científicos e tecnológicos identificados.
Esse papel aglutinador e estratégico da ação pública passa pelo estímulo à compreensão do papel de
cada ator no que concerne à inovação. Em termos metodológicos, isso significa trabalhar o
aprendizado contínuo organizacional, interligando experiências, estimulando e fortalecendo
confiança e segurança recíprocas, incentivos, intercâmbio e transparência. Orienta a formação de
competências essenciais e arranjos cooperativos em nível de empresas e instituições de pesquisa
(universidades e institutos), busca melhor integrar os atores nos sistemas de inovação, promove a
competitividade sistêmica e a circulação do conhecimento (CANONGIA et al, 2002).

A metodologia Delphi é um dos instrumentos importantes para a realização de exercícios de


prospecção. Já nos anos 60, o propósito dessa ferramenta era obter o máximo consenso de um grupo
de conhecedores do assunto7 (experts), por meio de questionários intercalados com retornos
controlados das opiniões. A metodologia Delphi é caracterizada por: a) comunicação estruturada; b)
anonimato dos participantes; c) interação e retroalimentação controlada; e d) agregação estatística

7
Neste estudo, dos 320 stakeholders consultados, 50 compõem o grupo de conhecedores do assunto, ou seja,
responderam a 1a rodada Delphi.

Executor: SIQUIM – EQ/UFRJ 81


das respostas do grupo. O processo se repete até que se atinja um “estado estacionário”, isto é, o
consenso (WEBLER et al, 1991).

Na concepção deste estudo, tanto o conceito de prospecção tecnológica como o referente à técnica
Delphi são apresentados a seguir de forma a estabelecer marco teórico-referencial para o
desenvolvimento da etapa prospectiva de consulta aos especialistas (MDIC/STI, 2000b).

Pode-se, então, frisar que prospecção tecnológica é considerada como um conjunto de


conceitos/técnicas para previsão de comportamento de variáveis sócio-econômicas, políticas,
culturais, tecnológicas, e de suas interações.

Com relação ao conceito utilizado na técnica Delphi, leva-se em consideração a busca de consenso
entre os especialistas (experts) sobre eventos futuros e a avaliação intuitiva coletiva baseada em uso
estruturado do conhecimento, experiência e criatividade. Para Godet (2000), o objetivo mais
comum do método Delphi é considerar os esclarecimentos dos especialistas em áreas de incerteza
com o intuito de facilitar a tomada de decisão.

Esta técnica é utilizada quando as séries históricas são deficientes, quando existe um enfoque
interdisciplinar na cadeia produtiva do estudo ou quando existem perspectivas de mudanças em
tendências, ou seja, quando podem ocorrer rupturas nas tendências relativas à cadeia estudada
(MDIC/STI, 2000a).

A técnica Delphi utiliza questionários com definição clara de objetivos, horizonte temporal a ser
estudado e resultados desejados, e é caracterizada pelo anonimato do respondente, por um
tratamento estatístico simples das respostas e a reavaliação destas para novo questionário.

Executor: SIQUIM – EQ/UFRJ 82


Os pontos críticos mais citados na literatura são os relacionados às perguntas do questionário e à
escolha dos especialistas para responderem o questionário. Orienta-se que as perguntas devem ser
baseadas em uma análise tendencial, devem ser claras, e também devem permitir a complementação
por parte dos especialistas. Por outro lado, os especialistas devem ter amplo conhecimento sobre o
tema, não necessariamente formal, devendo o questionário permitir o grau de conhecimento do
mesmo para cada pergunta em que sua opinião será analisada.

Vale acrescentar que, normalmente, a maioria dos estudos que utilizam técnicas de construção de
futuro trabalha com uma faixa que considera 15 a 20 especialistas, por verificar que um grande
número destes pode gerar uma grande quantidade de idéias, dificultando o processo de
contextualização. O número de especialistas é geralmente determinado pela variedade de temas
envolvidos, porém, quando se trabalha com um número baixo de especialistas, o grupo de análise
deve buscar pessoas com um elevado conhecimento e experiência nos temas abordados. A escolha
deve levar em consideração menos os títulos ou postos hierárquicos, do que o conhecimento tácito
do especialista no assunto (Ludwig, 1997 apud Pio, 2002).

A formulação das questões baseia-se em um prévio entendimento do tema de cada questão ou grupo
de questões, sendo que este tema deve estar totalmente definido e deve fazer sentido para o público
alvo (especialistas). Após a formulação deve ser decidido o tipo de questão que melhor se aplica ao
tema.

O objetivo geral da construção do questionário Delphi, neste estudo, é identificar a percepção de um


grupo de especialistas sobre o comportamento futuro da cadeia produtiva estudada, de acordo com
os seguintes critérios: SÉRIE HISTÓRICA, TENDÊNCIAS e CENÁRIOS. Portanto, as questões, que
podem ser abertas ou de múltipla escolha (com uma ou mais opções), devem contribuir com a
compreensão do presente (situação atual) em relação ao futuro (situação desejada).

Para o alcance do futuro desejável, torna-se necessária a elaboração de estratégias e planos de ação,
e a técnica de Impacto Cruzado pode ser utilizada após aplicação do método Delphi, visando
apresentar aos especialistas os impactos da ocorrência de cada evento sobre os demais.

A técnica de Impacto Cruzado é considerada uma eficiente ferramenta para a otimização e análise
de fatores críticos. Dos procedimentos existentes, a técnica de brainstorming com análise SWOT
(Strenghts (forças), Weaknesses (fraquezas), Opportunities (oportunidades) e Threats (ameaças))
pode determinar o grau de influência que uma variável exerce sobre as outras (Pio ,2002).

A análise estratégica coloca a metodologia SWOT como importante elemento no entendimento dos
ambientes sistêmico (macro), setorial (meso) e organizacional (micro), no sentido de traçar ações
que tenham impacto nos quatro quadrantes apresentados na Figura 7, que destaca (Canongia, 2002):

Executor: SIQUIM – EQ/UFRJ 83


Potencialidades de Ação Ofensiva – Aproveitar as oportunidades externas mediante
aplicação das forças existentes na organização e desenvolvimento de novas potencialidades
na organização;

Capacidade Defensiva – Defender das ameaças externas mediante aplicação das forças
existentes na organização;

Debilidades – Aproveitar as oportunidades externas mediante ações que reduzam/eliminem


as fraquezas da organização;

Vulnerabilidades – Defender de ameaças externas mediante ações que reduzam/eliminem as


fraquezas da organização.

Figura 7 – Matriz SWOT

O P O R T U N ID A D E S AM EAÇAS

M IC R O A M B IE N T E - O R G A N IZ A Ç Ã O
FO R Ç A S

P O T E N C IA L ID A D E S C A P A C ID A D E
D E A Ç Ã O O F E N S IV A D E F E N S IV A
F R A Q U E ZA S

D E B IL ID A D E S V U L N E R A B IL ID A D E S

M A C R O e M E S O A M B IE N T E S

Neste sentido, na análise das respostas do Delphi, é interessante agregar esta visão nas propostas de
ações.

Executor: SIQUIM – EQ/UFRJ 84


X BASE PARA FORMULAÇÃO DO QUESTIONÁRIO DELPHI

As questões do questionário Delphi foram elaboradas a partir de parâmetros mais impactantes


obtidos através da análise de cada elo desta cadeia produtiva, levando-se em consideração o
CENÁRIO, a SÉRIE HISTÓRICA e as TENDÊNCIAS. Cabe ressaltar que as questões podem estar
relacionadas com mais de um elo.

Cadeia produtiva pode ser entendida como o conjunto de agentes econômicos e as relações que são
estabelecidas, desde as matérias-primas e insumos até a obtenção do produto final para atender a
demanda dos consumidores. Assim, uma visão a montante e a jusante do processo produtivo é
fundamental para que, de forma sistêmica, setores possam identificar seus fatores críticos de
sucesso e traçar linhas de ações que permitam aumentar a competitividade e expandir o mercado
(Borschiver et al., 2002).

Para melhor entendimento e como forma de melhor ilustrar a cadeia produtiva em estudo e tornar
sua visualização mais fluida, tem-se na Figura 8 ilustração da cadeia produtiva, e suas correlações.

Figura 8: Cadeia Produtiva de Embalagens Plásticas para Alimentos

Central de Matérias Primas

Extração e Refino do Petróleo


Gás Natural

Petroquímica

Transformador

Farinha
Vovó Donalda
Qualidade
Superior
Fabricado e envasado por:
Cia. das farinhas

Validade: ##/##/##

Envasador Transporte Consumidor Final


Indústria de Alimentos
Supermercado

A seguir, são apresentados briefings de cada elo, com os respectivos parâmetros que levaram à
elaboração das questões. Esta etapa é extremamente importante, pois facilitará a compreensão das
etapas subseqüentes.

Executor: SIQUIM – EQ/UFRJ 85


ELO INDÚSTRIA DE ALIMENTOS

Este elo, que está inserido na Cadeia Produtiva de Embalagens Plásticas para Alimentos,
corresponde ao elo mais próximo ao consumidor, tendo sua atuação marcada por diferentes
atividades, como por exemplo:

Beneficiamento;

Conservação e preservação;

Eliminação e microorganismos patogênicos;

Elaboração de complementos alimentares;

Misturas balanceadas e enriquecidas de nutrientes.

Além disso, esta Indústria pode ser definida como um numeroso conjunto de pequenas, médias e
grandes empresas espalhadas no território nacional, com a maioria atuando em mercados regionais.
O segmento formado pela indústria alimentícia é representado por um parque industrial com cerca
de 45 mil estabelecimentos, ocupando o primeiro lugar em número de fábricas, seguido dos setores
de vestuário, de mecânica e metalúrgica.

A região Sudeste é responsável por 52% do valor da produção de alimentos no País, seguida da
região Sul com cerca de 30,5%, o que coloca estas regiões como responsáveis por mais de 80% da
produção desta indústria, segundo dados da ABIA8. Estes dados não surpreendem, pois
acompanham a tendência de concentração regional da indústria em geral no Brasil.

O valor da produção da indústria de alimentos no período de 1990-99 contribuiu, em média, com


9,66% do valor do PIB e 17,52% do valor da indústria total, sendo a primeira indústria do setor de
transformação.

A questão 1, conforme descrito a seguir, foi baseada nestes parâmetros, em uma contextualização
de TENDÊNCIAS e SÉRIE HISTÓRICA.

Questão 1: O valor da produção da indústria de alimentos no período de 1990-2000 contribuiu, em


média com 9,69% do valor do PIB e 17,47% do valor da indústria total, conforme pode ser
observado pela tabela a seguir:

8 “A Indústria Brasileira da Alimentação Hoje”, ABIA, 2000.

Executor: SIQUIM – EQ/UFRJ 86


Tabela: Participação da indústria de alimentos no PIB e no total da indústria de transformação no
Brasil, em % (1990-2000)

Participação 1990 1991 1992 1993 1994 1995 1996 1997 1998 1999 2000
noPIB 9,98 10,17 10,45 10,22 8,93 9,98 9,67 9,04 9,39 9,61 9,2
naInd. Total 17,2 17,95 17,28 16,69 16,36 16,57 17,48 17,44 19,38 18,6 17,25

Fonte: Associação Brasileira das Indústrias da Alimentação (ABIA), 2000

Na sua opinião qual será o impacto da indústria de alimentos sobre a indústria em geral, em
porcentagem, daqui a 10 anos?
a - Diminuirá.
b - Permanecerá na mesma.
c - Será mais significativo (em torno de 30%).
d - Será muito mais significativo (40% ou mais).

Também se pode afirmar que, neste elo, é forte a concentração da distribuição em supermercados,
conforme demonstrado na Figura 9:

Figura 9: Elo Indústria de Alimentos - Canais de Distribuição

Canais de distribuição
CANAIS DE VENDA

SUPERMERCADOS
LOJAS DE COMÉRCIO
R$ 60 bilhões (5 redes CONVENIÊNCIA ELETRÔNICO
40% das vendas)
B2B 10 X B2C (330 mil
Ampla / diversificada Inovações para
Compradores em potencial no
gama de consumidores Produtos/ embalagens
Brasil )

Gerência estratégica de sistemas Respeitado por


de embalagem (custos -10% do restrições de custo
faturamento)

Sistema
Sistema de
de informação
informação Sobre
Sobre aa Indústria
Indústria Química
Química

Neste caso, correlacionamos as questões 3, 12 e 13 do questionário Delphi com este parâmetro,


também em uma contextualização de TENDÊNCIAS e SÉRIE HISTÓRICA.

Executor: SIQUIM – EQ/UFRJ 87


Questão 3 - Os canais de distribuição utilizados para a venda de alimentos são muito importantes
para o desenvolvimento de novas embalagens, já que esta pode ser projetada para atender as
características demandantes de cada um destes.

Em 1999 os supermercados foram responsáveis pela movimentação de R$60 bilhões em alimentos,


sendo que 5 redes respondem por 40% das vendas de alimentos.

Por outro lado, as lojas de conveniência constituem local ideal para a experimentação de produtos e
embalagens inovadoras, respeitadas as restrições de custo.

Em relação às redes virtuais de comércio existe estimativa no Brasil de um grande potencial de


crescimento, basta observar que nos EUA existem 13 milhões de domicílios que compram via
internet, enquanto Brasil existem apenas 330 mil potenciais compradores.

O grande problema é a disponibilidade dos recursos logísticos para distribuir os produtos


adquiridos. Tendo em vista este cenário, na sua opinião, qual dos canais de distribuição será o mais
importante para distribuição de alimentos, no prazo de dez anos? Marque até duas opções.

a - Supermercados

b - Pequeno varejo

c - Comércio eletrônico

d - Outros. Qual?

Questão 12 - A tabela a seguir mostra os principais alimentos demandantes de embalagens


plásticas, em valor.

RANKING PRODUTO US$ %


1 Bebidas carbonatadas 933.529,00 41,50%
2 Água mineral 192.034,00 8,50%
3 Carne processada 132.891,00 5,90%
5 Açúcar 86.140,00 3,80%
7 Aves 72.793,00 3,20%
9 Arroz 46.145,00 2,00%
4 Iogurtes e sobremesas 108.759,00 4,80%
13 Leite 40.424,00 1,80%
15 Feijão 36.640,00 1,60%
6 Margarina e manteiga 78.903,00 3,50%
8 Hortifrutigranjeiros 52.072,00 2,30%
10 Farinha de trigo 44.440,00 2,00%
12 Balas e doces 40.798,00 1,80%
11 Óleo comestível e gordura 41.933,00 1,90%
14 Temperos e condimentos 39.439,00 1,80%
Outros 304.284,00 13,50%
Total 2.251.224,00 100,00%

Neste contexto, como se apresentará este ranking daqui a dez anos?

Executor: SIQUIM – EQ/UFRJ 88


Posição Produto
1
2
3
4
5
6
7
8
9
10
Outros. Qual?

Questão 13 - A tabela a seguir mostra os principais alimentos demandantes de embalagens


plásticas, em quantidade.

RANKING PRODUTO Qtde (ton) %


1 Bebidas carbonatadas 241.629,10 39,60%
2 Água mineral 44.899,80 7,40%
3 Carne processada 42.158,30 6,90%
4 Açúcar 30.280,60 5,00%
5 Aves 28.524,80 4,70%
6 Arroz 20.592,80 3,40%
7 Iogurtes e sobremesas 19.529,60 3,20%
8 Leite 16.597,80 2,70%
9 Feijão 16.352,00 2,70%
10 Margarina e manteiga 15.749,80 2,60%
11 Hortifrutigranjeiros 15.217,40 2,50%
12 Farinha de trigo 14.522,50 2,40%
13 Balas e doces 11.790,80 1,90%
14 Temperos e condimentos 10.606,80 1,70%
15 Outros 71.069,80 11,70%
Total 609.665,20 100,00%

Neste contexto, como se apresentará este ranking daqui a dez anos?


Posição Produto
1
2
3
4
5
6
7
8
9
10

Executor: SIQUIM – EQ/UFRJ 89


ELO INDÚSTRIA DE EMBALAGENS PLÁSTICAS PARA ALIMENTOS

A indústria de embalagens é hoje um dos setores mais importantes do mundo, embora somente mais
recentemente comece a ser reconhecida e diagnosticada como um setor estratégico para a sociedade,
representando um mercado de US$ 500 bilhões, composto por aproximadamente 100.000 empresas
e com uma geração de 5 milhões de empregos. De maneira geral, a indústria de embalagens
representa de 1 a 2% do Produto Interno Bruto – PIB.

A indústria de plásticos foi um dos setores que apresentou as maiores taxas de crescimento no
mundo nos últimos 25 anos, refletindo principalmente a expansão do mercado consumidor e o
dinamismo do processo de substituição de produtos e materiais tradicionais por bens baseados em
petroquímica. Apresenta um papel importante na economia moderna, pois é indústria chave,
estando presente em diversos setores, principalmente no alimentício, no automobilístico, no de
cosméticos, no farmacêutico, no de higiene e limpeza, e no de construção civil, entre outros que
vêm ampliando, a cada ano, a utilização desta matéria-prima em seus produtos.

Os EUA continuam como principal produtor mundial da indústria de plásticos, apesar de


crescimento modesto em 2000. Os negócios em plásticos movimentaram um total de US$ 304
bilhões em 1999. Neste país os setores que incorporam a maior quantidade de resinas são
transporte, embalagens de alimentos e equipamentos plásticos (UNICAMP/IE/NEIT, MDIC e
MCT, 2002:19).

A indústria brasileira de embalagens foi estimada em 5,5 milhões de toneladas, correspondentes a


R$ 12 bilhões em 1999, dos quais 61% em volume e 65% em valor foram movimentados com
embalagens para alimentos e bebidas.

A embalagem é considerada o principal elemento diferenciador dos produtos junto aos


consumidores, tendo papel mais importante, na maioria dos casos, do que as próprias
características dos produtos de consumo (Arthur Andersen, CETEA, 2000).

As exigências do consumidor não se restringem somente à proteção, conservação e higiene; há um


novo comportamento em que este está mais atento a novos materiais utilizados, às facilidades
encontradas na embalagem e às questões ambientais. As funções básicas da embalagem continuam
sendo importantes para o consumidor, mas agora estes apresentam novas exigências para a
embalagem na hora da compra do produto.

Estes são:

Executor: SIQUIM – EQ/UFRJ 90


Conter informações adequadas sobre o produto;

Praticidade no manuseio;

Adequação ao armazenamento após abertura.

A embalagem é o fator que mais influi na percepção que o consumidor tem em relação ao produto
como um todo. Se o consumidor não é conquistado pela embalagem, o produto passa desapercebido
ou torna-se frágil diante da concorrência (Arthur Andersen, CETEA, 2000). Assim, na Figura 10
são apresentadas as características tanto de design e quanto do perfil do consumidor para
embalagens de alimentos.

Figura 10: Embalagens de alimentos - Perfil do Consumidor

C aracterísticas d o “d esig n ”e p erfil d o


co n su m id o r
TIPO DE CONSUMIDOR/ QUANTIDADE

INDUSTRIAL FAMILIAR SINGLE HEALTHY WORKAHOLIC IDOSOS


PEOPLE

Restaurantes / Fácil Conveniência Transparência Ready Produtos de


Hotéis / manuseio e sofisticados informações e to cook leitura fácil e
Hospitais materiais características
confiáveis ergonômicas

CARACTERÍSTICAS DO ALIMENTO

IN NATURA INDUSTRIALIZADO CONGELADO

Sistema
Sistema de
de informação
informação Sobre
Sobre aa Indústria
Indústria Química
Química

Os dados apresentados na Figura 10 serviram como parâmetro para a questão 2 do questionário


Delphi, em uma contextualização de TENDÊNCIAS.

Questão 2 - As necessidades e expectativas dos clientes e consumidores passaram a ser


consideradas fatores de sucesso dos negócios, portanto as empresas têm se empenhado em entender,
respeitar e satisfazer suas aspirações. Observando-se o mercado, constata-se um forte trabalho de
posicionamento dos produtos de consumo, utilizando principalmente a embalagem e a marca como
seus principais diferenciadores.

Executor: SIQUIM – EQ/UFRJ 91


A segmentação do tipo de consumidor e sua respectiva influência no design da embalagem podem
ser observadas na tabela a seguir:

Tabela: Novos valores e postura do consumidor e suas implicações no mercado

Valores / posturas Implicações Influencia nas embalagens


Família tradicional com Diversificação das
Embalagens menores de fácil
membros de hábitos embalagens focando o uso
manuseio e práticas
diferenciados para a "pessoa”
Preferência por produtos de Embalagens menores,
Aumento de lares com uma
conveniência e com multifuncionais, e de fácil
só pessoa
sofisticação armazenamento.
Busca de embalagens de
Pessoas com grande produtos com shelf-life menor
potencial financeiro que e com características
Envelhecimento da
buscam alimentos mais ergonômicas, que trazem
população
saudáveis uma vida mais conveniência, segurança e que
ativa contenham informações de
fácil leitura e instruções.
Embalagens mais elaboradas,
Necessidade de maior
com maior transparência nas
Aumento da consciência do cuidado com embalagens por
informações e materiais
saudável e da higiene toda cadeia de suprimentos e
confiáveis que garantam a
distribuição
inviolabilidade.
Existência de uma maior
Consciência do responsabilidade do setor de Busca por embalagens
“ecologicamente correto” embalagens e busca de maior biodegradáveis e recicláveis
sofisticação nas embalagens
Stress , aumento das horas Menos tempo de dedicação Embalagens com
trabalhadas e maior valor ao ao lar, como cozinhar por conveniência, reutilizáveis e
lazer exemplo ready to cook

Na sua opinião, qual (is) o (s) tipo (s) de consumidor (es) que nos próximos 10 anos irá (ão)
contribuir mais para o desenvolvimento de inovações no setor de embalagens para alimentos?

a - Consumidor de família tradicional com membros de hábitos diferenciados.

b - Consumidor que vive sozinho “single”.

c - Idoso.

d - Consumidor com consciência do saudável e da higiene.

e - Ecologicamente correto.

f - Workaholic.

g - Outros. (Quais?)

Executor: SIQUIM – EQ/UFRJ 92


Conforme Diagnóstico9, a Indústria de Embalagens Plásticas representa cerca de 30% da produção
da Indústria de Embalagens. Destes 30%, cerca de 63,6% são da Indústria de Embalagens Plásticas
para Alimentos, o que aponta para um significativo valor agregado deste segmento. Estes
parâmetros serviram de base para a formulação das questões 4, 5 e 6 do questionário Delphi, em
uma contextualização de CENÁRIO e TENDÊNCIAS, conforme descrito a seguir:

Questão 4 - No final da década de 90, o consumo anual do setor de embalagens foi de 1,01 milhão
de toneladas de plástico sendo que destas 735 mil foram direcionadas a alimentos e bebidas que
correspondeu 22% do total do material utilizado para embalagens neste setor, conforme é
visualizado na tabela 4:

Tabela: Consumo dos principais materiais utilizados em embalagens para alimentos

Alimentos e Bebidas
Materiais
Ton 103 %
Metálicos 764 23%
Celulósicos 1057 32%
Plásticos 735 22%
Vidro 779 23%
Total 3.335 100%
Fonte: Datamark,1999

Na sua opinião, qual será a porcentagem do plástico, neste setor, daqui a dez anos?
a - 15%
b - 20%
c - 30%
d - 50% ou mais

9
MDIC/STI, 2002.

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Questão 5 - No caso do plástico aumentar sua participação neste mercado, qual matéria prima você
acredita que ele substituirá mais fortemente?

a - Madeira
b - Papel reciclado
c - Alumínio
d - Vidro
e - Aço
f - Papelão
g - Nenhum
h - Outros, Qual?

Questão 6 - Caso contrário, se o plástico perder mercado qual matéria prima o substituirá?

a - Madeira
b - Papel reciclado
c - Alumínio
d - Vidro
e - Aço
f - Papelão
g - Nenhum
h - Outros. Qual?

A indústria de embalagens plásticas para alimentos caracteriza-se por utilizar diversos processos.
Os mais utilizados são a injeção, calandragem, extrusão, sopro e termoformação. Foi realizada uma
pesquisa onde foram identificados os principais processos utilizados, relacionando-os com o tipo de
embalagem e com a resina utilizada, conforme pode ser observado na Tabela 22.

Executor: SIQUIM – EQ/UFRJ 94


Tabela 22:Principais tipos de embalagens plásticas para alimentos por resina e processos

Processo
Resina Tipos de Embalagem
Sopro Injeção Extrusão
X Garrafas retornáveis, garrafas e frascos
PET
X Sacos, invólucros
X Garrafas e frascos
PVC X Bandejas, tampas e potes
X Filmes shrink e stretch
X Garrafas e frascos
PEAD X Baldes, tampas, copos e potes
X Sacos, invólucros
X Bisnagas, garrafas e frascos
PEBD X Tampas
X Sacos
X Garrafas e frascos
PP X Tampas
X Sacos de ráfia
X Garrafas e frascos
PS
X Bandejas, tampas, copos e potes

Os dados da Tabela 22 serviram de parâmetro para a questão 8 do questionário Delphi, em uma


contextualização de TENDÊNCIAS.

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Questão 8 - A tabela a seguir mostra os principais processos de transformação utilizados para
fabricar embalagens plásticas para alimentos, de acordo com a resina utilizada.

Tabela: Principais processos de Transformação X Resinas X Tipo de Embalagem

Qtde. Valor (milhão


% % Tipos de Embalagem
(ton) US$)

PET
Sopro 240.278 99,99% 926,70 99,99% Garrafas retornáveis, garrafas e frascos.
Extrusão 0,8 0,01% 0,003 0,01% Sacos, invólucros.

PVC
Sopro 6.769 48,4% 31,40 55,1% Garrafas e frascos.
Injeção 2.674 19,1% 11,70 20,5% Bandejas, potes e tampas.
Extrusão 4.551 32,5% 13,90 24,4% Filme shrink, filme stretcht.

PEAD
Sopro 20.281 50,3% 78,20 52,2% Garrafas e frascos.
Injeção 8.251 20,5% 31,90 21,3% Baldes, copos, potes e tampas.
Extrusão 11.802 29,3% 39,80 26,6% Sacos, invólucros.

PEBD
Sopro 683 0,4% 2,90 0,7% Bisnaga, garrafas e frascos.
Injeção 1.702 1,0% 7,40 1,7% Tampas.
Extrusão 169.428 98,6% 429,50 97,7% Sacos.

PP
Sopro 14.481 12,4% 64,40 12,6% Garrafas e frascos.
Injeção 49.702 42,7% 235,40 46,2% Tampas.
Extrusão 52.177 44,8% 209,40 41,1% Sacos de ráfia.

PS
Sopro 6.336 25,0% 41,50 25,2% Garrafas e frascos.
Injeção 19.044 75,0% 123,30 74,8% Bandeja, tampas, copos e potes.

Indique com um X para cada uma destas resinas, qual o principal processo de transformação que
provavelmente estará sendo utilizado em dez anos.

PROCESSO PEBD PEBDL PEAD PP PS PVC PET


Injeção
Extrusão
Sopro
Laminação
Expansão
Termoformação
Ráfia
Rotomoldagem
Fibra
Filmes
Outros

Executor: SIQUIM – EQ/UFRJ 96


A indústria de transformação plástica tem características distintas da 1a e 2a gerações petroquímicas.
Caracteriza-se por ter uma maior diversificação e diferenciação de produtos utilizando processos de
produção mais flexíveis e uma menor escala de produção.
A situação deste setor foi base para a questão 9, em uma contextualização de CENÁRIO e
TENDÊNCIAS.

Questão 9 - A indústria de transformação plástica que, ao contrário de sua fornecedora de matérias


primas (segunda geração petroquímica), é altamente pulverizada sendo constituída principalmente
de pequenas e médias empresas. Já a principal demanda pelos transformados plásticos (embalagens
plásticas para alimentos) é proveniente de grandes empresas de alimentos. Diante deste contexto as
empresas da indústria de transformação plástica para embalagens de alimentos têm baixo poder de
barganha. De acordo com seus conhecimentos, como estará este setor no prazo de dez anos?

a - Permanecerá pulverizado.
b - A transformação será verticalizada para trás -pelo produtor de resina.
c - A transformação será verticalizada para frente -pelo produtor de alimentos.
d - Haverá a concentração das empresas do setor de transformação a partir de fusões e
aquisições.

O mercado de máquinas para o setor de transformação plástica para embalagens é extremamente


importante, representado no Brasil principalmente pela ABIMAQ (Associação Brasileira da
Indústria de Máquinas e Equipamentos) e Câmara Setorial de Máquinas e Acessórios para a
Indústria de Plástico. A questão 7 teve como base o mapeamento deste setor, em uma
contextualização de CENÁRIO.

Questão 7 - O mercado de máquinas é desenhado por aproximadamente 6.600 transformadores, a


maioria formada por empresas pequenas e médias, que empregam em torno de 190.000 pessoas.
Com um parque estimado de 40.000 máquinas, a transformação brasileira adquiriu em torno de 3,8
milhões de toneladas de resinas locais no exercício de 2000. Praxe mundial, injeção é o segmento
que prevalece na área, representando ao redor de 49% do contingente de transformadores. É seguido
à distância pelos redutos de extrusão, com fatia de 28%; sopro, com participação estimada em 18%,
e o percentual restante cabe aos demais processos de moldagem de plástico.

Nas entrevistas com representantes do setor, vários itens foram priorizados como sendo essenciais e
marcantes para a competitividade sendo estes:

Executor: SIQUIM – EQ/UFRJ 97


Ex tarifários Fraudulentos: Importação de máquinas isentas de tarifa de importação (hoje na
média de 14%), pois são enganosamente descritas como equipamentos sem similares locais.

Ausência de Indicadores Públicos de Comércio Exterior do Sistema Alice – Dificuldade da


Industria Nacional em identificar com precisão a máquina para qual é reivindicada taxa
zerada de importação.

Relutância dos bancos privados, temerosos do risco de inadimplência ao servirem de agentes


das linhas de crédito aprovadas pela Finame, a agência de financiamento de maquinário
atrelada ao BNDES.

Custo Brasil, 20% nos custos, subindo a 34% quando acrescida dos impostos indiretos.

A indústria brasileira de máquinas para plástico não se conhece devido à cultura enraizada na
maioria de seus integrantes, inibindo-os de liberar indicadores concretos de sua performance.

Alto grau de obsolescência do maquinário.

32,5% das injetoras, 24% das extrusoras e 16,5% das sopradoras tem idade maior que 15
anos.

Na sua opinião qual será o principal gargalo para o crescimento da indústria de máquinas no Brasil?

ELO RESINAS TERMOPLÁSTICAS

A segunda geração petroquímica é a responsável pela produção das resinas, que são transformadas
em diversos produtos nas empresas da terceira geração petroquímica ou indústria de transformação
plástica.

A fim de que as resinas desempenhem as funções esperadas de performance, é necessária a


aditivação por meio de corantes, pigmentos, retardantes de chama, antioxidantes, etc. Alguns desses
produtos químicos são necessariamente adicionados à resina durante o processo de polimerização,
nas empresas produtoras de polímeros.

As principais resinas termoplásticas investigadas neste trabalho representam amplamente o mercado


brasileiro no que diz respeito ao seu uso em embalagens para produtos alimentícios. São elas:
polietileno de alta densidade (PEAD), polietileno de baixa densidade (PEBD), polietileno de baixa
densidade linear (PEBDL), polipropileno (PP), tereftalato de polietileno (PET), poliestireno (PS),
poliestireno expansível (EPS) e policloreto de vinila (PVC), cujo faturamento foi da ordem de
aproximadamente US$ 3 bilhões em 2000.

Executor: SIQUIM – EQ/UFRJ 98


A produção destas resinas termoplásticas chegou a 3,8 milhões de toneladas em 2000, segundo a
ABIPLAST, representando um crescimento de 8,5% em relação ao ano anterior. As importações e
exportações cresceram 33,8% e 22,5% respectivamente.

Os dados apresentados serviram de parâmetro para a questão 11 do questionário Delphi, em uma


contextualização de CENÁRIO e SÉRIE HISTÓRICA.

Questão 11 - Sabe-se que a Indústria Química tem apresentado um déficit na balança comercial que
tem crescido de forma exponencial na última década.

Do mesmo modo, as resinas utilizadas em embalagens plásticas para alimentos contribuem para o
aumento deste déficit, pois apresentam alto valor de importação, como pode ser exemplificado
pelos gráficos a seguir para PEAD e PVC:

PEAD
Im p o rta ç ã o
1 .0 0 0 .0 0 0
Valores (t)

7 5 0 .0 0 0 E x p o rta ç ã o
5 0 0 .0 0 0
P ro d u ç ã o
2 5 0 .0 0 0
0 C o n su m o
A p a re n te
96

97

98

99

00
19

19

19

19

20

Policloreto de Vinila

Importaçã
800.000 o
toneladas

600.000 Exportaçã
400.000 o
200.000 Produção

0 Consumo
Aparente
96

97

98

99

00
19

19

19

19

20

Na sua opinião qual é a perspectiva do comércio exterior de resinas nos próximos dez anos? Se
necessário marque mais de uma opção.

a - Permanecem altas as importações.

b - Tendência para o desenvolvimento /compra de tecnologia adequada para aumentar a


produção nacional com conseqüente substituição de importações.

Executor: SIQUIM – EQ/UFRJ 99


c - Aumentam as importações. Em que percentual?

d - Aumentam as exportações. Em que percentual?

e - Desenvolvimento de novos grades

f - Outros

Quanto aos transformados plásticos, o consumo aparente atingiu 3,9 milhões de toneladas no ano de
2000, contra 3,5 milhões de 1999. A fatia de mercado dos Polietilenos (PEAD + PEBD + PEBDL)
representa 42% do consumo (em quantidade) das resinas no País.

Com um olhar mais focado na indústria de embalagens plásticas de alimentos, é possível perceber
quais resinas têm maior aplicação neste setor, conforme a Tabela 22.

A seguir são apresentados dados de aplicação das resinas no mercado, em gráficos de demanda por
segmento e por processo, salientando-se o “papel” do setor de embalagens para cada uma dessas
resinas.

Os Gráficos 12, 13, 14, 15, 16 e 1710 tratam de Polietilenos, notando-se que 23% da demanda de
PEAD e PEBDL e 68% da demanda de PEBD para o setor de embalagens destinam-se a
embalagens para alimentos.

Gráfico 12 – PEAD por segmento (% em quantidade) - 2000

PEAD (Demanda por Segmento)

Brinquedos
1% Utilidades
Construção Agrícola Domésticas
Civil 1% 5%
10%
Embalagens
Peças 39%
Técnicas
11%
Outros
Descartáveis
13%
20%

10
Novas Gerações Fortalecem o Setor - Página web –
http://www.plastico.com.br/revista/pm319/commodities/novas_geracoes2.htm. [capturada em 13/04/2003]

Executor: SIQUIM – EQ/UFRJ 100


Gráfico 13 – PEAD por processo (% em quantidade) - 2000

PEAD (Demanda por Processo)

Injeção
12,2%
Extrusão
Filmes
10,4%
40,3%
Outros
0,9%

Sopro
36,2%

Gráfico 14 – PEBDL por segmento (% em quantidade) - 2000

PEBDL (Demanda por Segmento)

Utilidades
Agrícola Domésticas
5% 1%

Outros
18%

Embalagens
76%

Executor: SIQUIM – EQ/UFRJ 101


Gráfico 15 – PEBDL por processo (% em quantidade) - 2000

PEBDL (Demanda por Processo)

Injeção Sopro
0,5% 0,1%
Outros
Extrusão
0,1%
1,9%

Filmes
97,4%

Gráfico 16 – PEBD por segmento (% em quantidade) - 2000

PEBD (Demanda por Segmento)

Construção Calçados
Peças
Civil 1%
Técnicas
2%
2% Utilidades
Descartáveis
6% Domésticas
1%
Agrícola
6%

Outros
10% Embalagens
72%

Executor: SIQUIM – EQ/UFRJ 102


Gráfico 17 – PEBD por processo (% em quantidade) - 2000

PEBD (Demanda por Processo)

Injeção Sopro
4,6% 4,4%
Extrusão
7,7%

Outros
9,0%

Filmes
74,3%

Com relação ao Poliestireno11, especificamente, EPS, onde 3 produtores se destacam no mercado


nacional (Innova (18% do mercado), Dow (34%) e Basf (34%)), produzindo juntos cerca de 350
mil/t/ano), verifica-se também que o setor de embalagem é forte demandante, cerca de 42%,
conforme o Gráfico 18.

Gráfico 18 – EPS por aplicação (% em quantidade) - 2000

Distribuição de EPS por Aplicação

Outros
9%

Embalagem
43%
Construção
Civil (Câmaras
Frigoríficas)
48%

11
Poliestireno – Maior Oferta Muda a Cara do Setor – página web –
http://www.plasticoonline.com.br/revista/pm319/commodities/maior_oferta.htm - [captirado na web em 15/04/2003]

Executor: SIQUIM – EQ/UFRJ 103


A distribuição de Poliestireno (PS) por aplicação é demonstrada no Gráfico 19 a seguir:

Gráfico 19 – Distribuição de PS (% em quantidade) - 2000

Distribuição de PS por Aplicação

Eletroeletrônico
18% Descartáveis
30%
Calçados
3%

Embalagens Linha Branca


Diversas 15%
25% Outros
Construção Civil
(brinquedos e Utilidades
2%
móveis) Domésticas
5% 2%

Na distribuição de PS, 25% e 30% são para a indústria de embalagens e descartáveis,


respectivamente.

Para a resina Polipropileno (PP), percebe-se que a embalagem também puxa a demanda da resina,
segundo os Gráficos 20 e 2112:

Gráfico 20 – PP por segmento (% em quantidade) - 2000

PP (Demanda por Segmento)

Descartáveis
2% Agrícola Construção Civil
2% 4%

Utilidades
Domésticas
10%

Outros Embalagens
12% 48%
Peças Técnicas
22%

12
Polipropileno: Injeção e Extrusão puxam Crescimento. Página Web –
http://www.plasticoonline.com.br/revista/pm319/commodities/Injecao_e_extrusao.htm [capturada em 15/04/2003]

Executor: SIQUIM – EQ/UFRJ 104


Gráfico 21 – PP por processo (% em quantidade) – 2000

PP (Demanda por Processo)

Fibra
15,0% Injeção
Ráfia 33,7%
12,3%

Extrusão
12,2% Sopro Filmes
7,2% 19,6%

Para o PP, dos 48% destinados a embalagens, 55% vão para o setor de alimentos.

Notadamente, PET é a resina cuja maior aplicação é o setor de embalagem, correspondendo a mais
de 80% em quantidade (Gráfico 2213), e deste percentual e, 99% são utilizados no setor alimentício.

Gráfico 22 – Aplicações do PET no Brasil (% em quantidade) - 2000

Aplicações da Resina PET no Brasil (2000)

Outros Óleo
Água Mineral 4% 5%
10%

Refrigerantes
81%

Executor: SIQUIM – EQ/UFRJ 105


Gráfico 23 – Aplicações do PET no mundo (% em quantidade) - 2000

Aplicações da Resina PET no Mundo (2000)

Outros
27%
Refrigerantes
45%

Água Mineral
Óleo
22%
6%

A resina PVC tem aplicação forte no campo da construção civil, e o setor de embalagem representa
cerca de 6,7% do consumo em quantidade desta resina14 (Gráfico 24).

Gráfico 24– Consumo de PVC por Aplicação (% em quantidade) - 2000

Consumo de PVC por Segmento de Aplicação

Embalagens Outros Perfis


7% 8% 8%

Calçados
6%
Tubos e
Espalmados Conexões
4% 52%
Fios e Cabos Laminados
6% 9%

Para o PVC, dos 6,7% destinados a embalagens, 25,3% vão para o setor de alimentos.

13
PET – Consumo Cresceu 10% em 2000. Página Web –
http://www.plasticoonline.com.br/revista/pm319/commodities/consumo_cresceu.htm [capturada em 15/04/2003]

Executor: SIQUIM – EQ/UFRJ 106


Salienta-se que entre 20-25% do mercado das resinas termoplásticas é dirigido à Indústria de
Embalagens Plásticas para Alimentos.

As informações apresentadas serviram de parâmetro para as questões 10 e 14 do questionário


Delphi, em uma contextualização de CENÁRIO e TENDÊNCIAS.

Questão 10 - No mercado de embalagens, nota-se a ocorrência de competição das resinas por


outros materiais além da concorrência entre si. A descrição abaixo diz respeito as principais resinas
utilizadas em embalagens de alimentos. Marque, para cada uma delas, se existe tendência de
substituição desta resina por outra. Em caso afirmativo, descreva qual.

Principais resinas utilizadas para embalagem de alimentos:

• PET que é amplamente utilizado no setor de bebidas carbonatadas, água mineral e óleos
comestíveis;

NÃO SIM SE SIM QUAIS?

• PEAD cujos principais alimentos demandantes são hortifrutigranjeiros e água mineral;

NÃO SIM SE SIM QUAIS?

• PEBD, utilizado principalmente para embalar carne, frango e alimentos da cesta básica
como arroz feijão e açúcar.

NÃO SIM SE SIM QUAIS?

• PEBDL, utilizado principalmente na fabricação de filmes, utilizados para embalar alimentos


da cesta básica.

NÃO SIM SE SIM QUAIS?

14
PVC – Importação Alta Prejudica o Setor – Página Web
http://www.plasticoonline.com.br/revista/pm319/commodities/importacao_alta.htm [capturada em 15/04/2003]

Executor: SIQUIM – EQ/UFRJ 107


• PVC, utilizado principalmente em hortifrutigranjeiros, temperos e condimentos.

NÃO SIM SE SIM QUAIS?

• PP, utilizado principalmente em embalagens para água mineral (tampa), manteiga e


margarina, açúcar e doces.

NÃO SIM SE SIM QUAIS?

• PS, utilizado para embalar Iogurte e sobremesas, bebidas tônicas, ovos, carne processada e
aves.

NÃO SIM SE SIM QUAIS?

Questão 14
Quais resinas serão mais demandadas por cada um dos produtos citados anteriormente?

PRODUTO RESINA
Bebidas carbonatadas
Água mineral
Carne processada
Açúcar
Aves
Arroz
Iogurtes e sobremesas
Leite
Feijão
Margarina e manteiga
Hortifrutigranjeiros
Farinha de trigo
Balas e doces
Temperos e condimentos
Outros

Executor: SIQUIM – EQ/UFRJ 108


ELO NAFTA

A cadeia produtiva de produtos plásticos tem início na utilização das matérias primas nafta ou gás
natural para a obtenção dos produtos petroquímicos básicos, principalmente eteno, propeno,
benzeno, tolueno, orto-xileno, para-xileno, xileno misto, butadieno, buteno, e isopreno. Essa
conversão é feita nas Centrais de Matérias-Primas dos Pólos Petroquímicos, e constitui a primeira
geração petroquímica. Os produtos petroquímicos básicos são comprados pela segunda geração
petroquímica, responsável pela produção das resinas.

A 1a geração petroquímica caracteriza-se por fabricantes de produtos padronizados com


especificações bem definidas e, predominantemente, classificados como commodities. É uma
indústria intensiva em capital, que utiliza processos contínuos com pequenos graus de flexibilização
da produção e que tem necessidade de níveis operacionais elevados.

As matérias primas mais importantes na produção das resinas termoplásticas são os seguintes
derivados da nafta: eteno, propeno, benzeno, e p-xileno.

Na Figura 11 é possível visualizar o volume em toneladas de nafta necessário à produção específica


de derivados utilizados na indústria de embalagens plásticas para alimentos.

Figura 11: Relação entre a Nafta e as Matérias Primas Básicas para Embalagens para Alimentos

Fonte Eteno Propeno Benzeno P-xileno

Nafta 544,3 mil t 16,1 mil t 61,2 mil t 182,5 mil t


304 x 106 US$FOB 5,7 x 106 US$FOB 21,3 x 106US$FOB 219,9 x 106 US$FOB

481,3
253 mil t US$FOB/t
121,8 x 106 US$FOB (fev 2000) 0,465
628 US$FOB/t
(média 2000)
481,3 US$FOB/t
3,65 mil t (fev 2000) 0,226
1,7 x 106 US$FOB 628 US$FOB/t
(média 2000)

481,3 US$FOB/t
9,22 mil t (fev 2000) 0,1508
4,4 x 106 US$FOB 628 US$FOB/t
(média 2000)

481,3 US$FOB/t
9,7 mil t t (fev 2000) 0,053
4,7 x 106 US$FOB
628 US$FOB/t
(média 2000)

Executor: SIQUIM – EQ/UFRJ 109


Os dados apresentados na figura 11 foram utilizados como parâmetro das questões 15 e 16 do
questionário Delphi, em uma contextualização de CENÁRIO, TENDÊNCIAS e SÉRIE HISTÓRICA
para a questão 15 e TENDÊNCIAS para a questão 16.

Questão 15 - A nafta é um insumo primordial na cadeia estudada. Baseando-se na série histórica


desta apresentada na tabela a seguir e levando-se em consideração diversos fatores que influenciam
no seu preço, tais como a utilização de gás natural para fabricação de matérias primas, o fim do
monopólio para a produção e importação de petróleo no Brasil e a paridade Real/Dólar, qual a sua
sensibilidade em relação ao preço deste insumo em dez anos?

p re ç o s d a n a fta p e tro q u ím ic a
e x -re fin a ria , s e m im p o s to s e s em ta x a d e n a fta d u to

300

250

200

150

100

50

1995 1996 1997 1998 1999 2000 2001 2002

a - Aumenta.
b - Diminui.
c - Permanece igual.
d - Outros.

Questão 16 - Qual a tendência de substituição da Nafta pelo Gás Natural na fabricação de


petroquímicos básicos ao longo dos 10 próximos anos?

a - Grande substituição
b - Média
c - Pouca
d - Nenhuma.

Executor: SIQUIM – EQ/UFRJ 110


Percebe-se que cada elo tem características peculiares e que, portanto, uma visão holística da cadeia
é fundamental, tanto em relação ao processo de identificação de fatores impactantes por elo e
fatores globais, como para condução de prospecção tecnológica.

A Tabela 23 a seguir apresenta uma síntese da metodologia utilizada para a formulação das
questões do questionário Delphi, relacionando as questões com seus respectivos elos e com a
conjuntura:

Tabela 23 – Elos X Critérios X Questões Delphi

CENÁRIO TENDÊNCIAS SÉRIE HISTÓRICA

Elo Indústria de Alimentos - 1, 3, 12, 13 1, 3, 12, 13

Elo Indústria de Embalagens


4, 5, 6, 7, 9 2, 4, 5, 6, 8, 9 -
Plásticas para Alimentos

Elo Resinas Termoplásticas 10, 11, 14 10, 14 11

Elo Nafta 15 15, 16 15

Executor: SIQUIM – EQ/UFRJ 111


XI EXECUÇÃO DA METODOLOGIA DELPHI PARA PROSPECTIVA
TECNOLÓGICA DA CADEIA PRODUTIVA DE EMBALAGENS

PARA ALIMENTOS

Este capítulo aborda a metodologia utilizada no envio (realizado em duas rodadas) e análise do
questionário Delphi para a cadeia produtiva de embalagens plásticas para alimentos, onde foi
utilizado um horizonte temporal de 10 anos.

Tendo em vista que a metodologia aplicada para a formulação das questões já foi contemplada no
item III deste relatório, a seguir são detalhados os demais passos metodológicos:

1. Identificação dos respondentes, organização e validação dos especialistas para participação nas
rodadas Delphi;

2. Envio do questionário da 1a rodada (período de 15 de outubro a 01 de novembro de 2002);

3. 1a rodada: Tratamento estatístico e Análise dos resultados;

4. Execução da 2a rodada Delphi e Busca do consenso;

5. Recomendações sobre as variáveis críticas e identificação das forças propulsoras e restritivas


por elo da cadeia de embalagens plásticas para alimentos.

Executor: SIQUIM – EQ/UFRJ 112


XI.1. IDENTIFICAÇÃO DOS RESPONDENTES, ORGANIZAÇÃO E VALIDAÇÃO DOS ESPECIALISTAS
PARA PARTICIPAÇÃO NAS RODADAS DELPHI

De acordo com a metodologia Delphi, foram selecionados especialistas com amplo conhecimento
sobre o tema das questões, com atuação em diversos segmentos da cadeia produtiva na qual a
indústria de embalagens para alimentos está inserida, como dirigentes empresariais, membros de
entidades governamentais e de classe, pesquisadores acadêmicos, e outros.

O grupo de especialistas atuou no sentido de “elaborar estimativas, através de um processo de


raciocínio lógico, as quais serão comparadas, corrigidas e complementadas em fases seqüenciais de
estimulação através das respostas de sucessivos questionários” (Grumbach, 1997).

Foram organizados em mailing list o nome, a instituição e e-mail dos especialistas com atuação em
embalagens plásticas para alimentos atuantes no governo, na academia, na indústria e nas
associações/sindicatos, totalizando 320 especialistas, representando 84% das empresas/associações,
9% de pesquisadores/especialistas, 4% do governo e 3% dos centros de P&D. A listagem global dos
especialistas contatados na primeira rodada do questionário Delphi encontra-se no Anexo 2.

A participação dos especialistas foi de caráter voluntário, sendo que as respostas individualmente
respondidas pelos participantes foram mantidas em sigilo. No entanto, para assegurar um número de
respostas significativo e, principalmente, caracterizar um processo colaborativo, foi acertado que
todos teriam acesso aos resultados consolidados do estudo para melhor conhecimento desta cadeia
produtiva.

XI.2. ENVIO DO QUESTIONÁRIO DA 1A RODADA (PERÍODO DE 15 DE OUTUBRO A 01 DE NOVEMBRO


DE 2002)

As perguntas do questionário, conforme descrito no capítulo anterior, foram elaboradas a partir de


parâmetros como o CENÁRIO, a SÉRIE HISTÓRICA e as TENDÊNCIAS, obtidos através da análise
dos fatores mais impactantes de cada elo desta cadeia produtiva.

Para a formulação e definição dos temas das perguntas levou-se em consideração o relatório do
Diagnóstico entregue previamente ao MDIC, bem como a validação de especialistas colaboradores
da equipe, como o Dr. Paulo Dacolina, do INP (Instituo Nacional do Plástico), o Dr Zich Moysés
Júnior e o Dr Carlos Cristo, ambos do MDIC (Ministério de Desenvolvimento da Indústria e
Comércio Exterior).

Executor: SIQUIM – EQ/UFRJ 113


O questionário gerado foi disponibilizado na Internet, no endereço WEB
http://www.eq.ufrj.br/links/siquim/questionario. A carta de encaminhamento do questionário
enviada aos todos os especialistas pode ser encontrada no Anexo 3, bem como a “máscara” da
página Web encontra-se no Anexo 4)15. As questões da 1ª rodada Delphi, assim como os parâmetros
utilizados para sua elaboração já foram demonstrados no item anterior (X).

Foram também enviados questionários por e-mail e pelo correio tradicional, este último quando
percebida qualquer dificuldade de resposta do especialista via Web.

Os 320 especialistas tiveram 15 dias para envio de suas respostas (período de 15 de outubro até 01
de novembro de 2002).

Conforme pôde ser verificado, as perguntas do questionário foram orientadas levando-se em


consideração todos os elos da cadeia produtiva de embalagens plásticas para alimentos, de forma a
facilitar o entendimento dos diversos especialistas atuantes nos diferentes elos. A opção de formato
de múltipla escolha para a maioria das perguntas facilitou a análise das respostas, existindo em
várias delas mais de uma opção, adicionando-se, no entanto, um quadro de observação. A única
questão discursiva (a 7a questão) foi analisada de maneira criteriosa, onde se buscou, através de uma
análise pragmática, mensurar a opinião de cada respondente.

Tendo em vista o caráter multidisciplinar do questionário, assim como o aspecto de intensa


heterogeneidade de todos os elos da cadeia produtiva em questão, foi solicitado para os
respondentes, em relação a cada pergunta, a sua opinião em relação ao seu próprio nível de
conhecimento, no sentido de, na fase de análise, melhor compreender sinergias, discordâncias e
discrepâncias.

XI.3. 1ª RODADA - TRATAMENTO ESTATÍSTICO E ANÁLISE DOS RESULTADOS

O grupo de análise de um questionário Delphi tem como principal função gerenciar o processo de
julgamento de valores emitidos pelos especialistas. Este grupo foi representado pela equipe
SIQUIM, que realizou um estudo analítico das opiniões coletadas buscando não alterá-las ou
descaracterizá-las, elaborando as sínteses.
Na primeira rodada foram respondidos 50 questionários (cerca de 16% da amostra)16.

15
Foram recebidas via Web apenas 7 do total de 50 respostas da 1a Rodada. Face esta baixa receptividade, o grupo de
análise decidiu pelo envio do questionário por e-mail visando incrementar o nível de respostas desta rodada. Para a 2a
rodada, a estratégia utilizada foi somente envio do questionário por e-mail.
16
Estudos prospectivos internacionais apontam como válido o percentual de respondentes acima de 10% da amostra.

Executor: SIQUIM – EQ/UFRJ 114


O perfil dos respondentes categorizados como atores da cadeia produtiva em estudo é apresentado
no Gráfico 25, a seguir.

Gráfico 25 - Perfil dos respondentes da 1ª rodada Delphi - visão global

Respondentes X Ator
(1ª rodada)
Centro de
Pesquisa Governo
6% 12%
Pesquisadores/
Especialistas
28%

Empresa/
Associação
54%

A participação do ator empresa/associações fortalece as reflexões sobre propostas de ações para


competitividade do setor, confirmando a hipótese da necessidade de ter um grupo menor de
especialistas com que se possa atuar mais de perto, no sentido de alcançar resultados consistentes.

Para a 1a rodada foram utilizados dois tipos de análises estatísticas. A primeira delas levou em conta
a porcentagem da freqüência das respostas de cada item das questões. É importante frisar que a
questão 7 foi discursiva e, portanto, a consolidação desta foi sintetizada em 4 principais tópicos.

A segunda análise estatística apresentou a porcentagem sobre a média ponderada das respostas em
relação ao nível de conhecimento. Neste tipo de análise, foram atribuídos pesos para a variável
"nível de conhecimento", ou seja, a mesma foi dividida entre conhecimento “alto”, peso 3, “médio”
peso 2 e “baixo” peso 1, para que a partir de então fosse feita a média ponderada para cada item de
questões. Verificou-se que acima de 50% dos especialistas se colocaram com “nível médio de
conhecimento”.

Os maiores percentuais, por opção de cada questão, fizeram parte do questionário da segunda
rodada, visando buscar um consenso. Assim sendo, a consolidação dos resultados das mesmas
encontram-se a seguir.

Cabe destacar que as questões 8 e 10 tratam da análise das resinas versus processo e resinas e
possibilidade de substituição, respectivamente, bem como as questões 12, 13 e 14 relacionam
diferentes produtos às embalagens plásticas, caracterizando questões com enfoque em mais de uma
variável, sendo importante apresentar tabelas com a consolidação dos resultados para melhor
compreensão.

Executor: SIQUIM – EQ/UFRJ 115


Na questão 1, perguntou-se qual seria o impacto da indústria de alimentos sobre a indústria
em geral, em porcentagem, daqui a 10 anos. Na primeira rodada, 53% responderam que o impacto
seria mais significativo (em torno de 30%) e 40% responderam que permaneceria o mesmo de 2002
(18%).

A questão 2 buscava levantar a opinião quanto ao(s) tipo(s) de consumidor(es) nos


próximos 10 anos que iriam contribuir mais para o desenvolvimento de inovações no setor de
embalagens para alimentos. Foi possível perceber na 1ª rodada que o "consumidor com consciência
saudável e de higiene", bem como o "consumidor single" (que mora sozinho), representaram a
maioria das respostas (27% e 19%, respectivamente). Já os consumidores “idoso” e
“ecologicamente correto” receberam, cada um, 17% das respostas.

Na questão 3, perguntou-se qual dos canais de distribuição seria o mais importante para
distribuição de alimentos em 10 anos. Na 1ª rodada, o resultado final convergiu para os
“supermercados”, com 51% das respostas. A segunda opção foi o “pequeno varejo”, com 30%.

A questão 4 levantava o tema sobre consumo de plásticos no setor de embalagens. Houve


na 1a rodada uma liderança no sentido de que este tipo de material corresponderá a 30% do setor,
representando 75% das respostas.

A questão 5, correlacionada com a 4, perguntava que material seria substituído mais


fortemente pelo plástico no setor de embalagens, e o vidro foi o material que teve mais votos (44%),
seguido pelo papelão (17%) e pelo aço (16%).

A questão 6, também correlacionada com a 4, perguntava para que tipo de material o


plástico perderia mercado no setor de embalagens, sendo que a opção mais respondida foi a que
apontava para "nenhum material" (30%), seguida pelo “papel reciclado” e “alumínio”, com 17%
das respostas, cada.

A questão 7 perguntava sobre o principal gargalo para o crescimento da indústria de


máquinas no País. Na 1ª rodada, o "Custo Brasil" e a "obsolescência do maquinário" obtiveram 20%
das respostas, enquanto que "ausência de mão-de-obra qualificada" e "falta de financiamento"
alcançaram 15% das opiniões.

Na questão 8, foi apresentada uma tabela com os principais processos de transformação por
resina por tipo de embalagem sendo solicitado que cada especialista indicasse, para cada resina, o
principal processo que estaria sendo usado em 10 anos. Na 1ª rodada os processos que convergiram

Executor: SIQUIM – EQ/UFRJ 116


na maioria, por resina, foram: a) Extrusão (PVC, PEBD, PEBDL); b) Sopro (PET, PEAD); c)
Injeção (PS, PP). A consolidação desta análise pode ser demonstrada na tabela 24 a seguir:

Tabela 24: 1a Rodada: Consolidação dos Resultados - Questão 8

PEBD PEBDL
Processo Percentual Processo Percentual
Extrusão 33% Extrusão 36%
Filmes 29% Filmes 31%

PEAD PP
Processo Percentual Processo Percentual
Sopro 41% Injeção 32%
- - - -

PS PVC
Processo Percentual Processo Percentual
Injeção 36% Extrusão 37%
Termoformação 31% Sopro 22%

PET
Processo Percentual
Sopro 61%
- -

Na questão 9, foi relatado que a indústria de transformação plástica é altamente pulverizada


e perguntou-se como estará o setor em 10 anos. A maioria na 1a rodada (50%) respondeu que
haverá "concentração das empresas do setor de transformação a partir de fusões e aquisições",
representando convergência da visão dos especialistas. A opção “permanecerá pulverizada” recebeu
34% das respostas.

Para a questão 10 solicitou-se que o especialista informasse, por resina, se havia tendência
de substituição ou não de sua aplicação no mercado de embalagens plásticas de alimentos. Na 1a
rodada, houve consenso entre os atores de que 5 resinas não têm tendência de substituição, da
seguinte forma: a) PET, amplamente usada em bebidas carbonatadas, água mineral e óleos
comestíveis, com 72%; b) PEBDL, cuja principal aplicação é na fabricação de filmes, com 66%; c)
PP, usado em tampas de água mineral, potes de manteiga e margarina, açúcar e doces, com 56% d)
PEBD, usada para carnes, frangos e alimentos de cesta básica como arroz, feijão e açúcar, com 42%
e e) PS, com 40%. A tabela 25 a seguir consolida essa análise:

Executor: SIQUIM – EQ/UFRJ 117


Tabela 25: 1a Rodada: Consolidação dos Resultados - Questão 10

RESINAS
OPÇÃO
PET PEAD PEBD PEBDL PVC PP PSPS
PS
Não 72% 40% 42% 66% 28% 56% 40%
Sim 12% 44% 38% 10% 48% 22% 40%

Na questão 11, foi solicitada a opinião sobre a perspectiva do comércio exterior de resinas
nos próximos 10 anos e a resposta refletiu que a maioria (45%) visualiza "tendência para o
desenvolvimento/ compra de tecnologia adequada para aumentar a produção nacional com
conseqüente substituição de importações", seguida pelas opções “desenvolvimento de novos
grades” e “permanecem altas as importações”, com 17% e 15%, respectivamente.

Na questão 12 foi apresentada uma tabela com os principais alimentos demandantes de


embalagens plásticas em quantidade e em valor (US$FOB), em um ranking de 14 produtos.
Chegou-se aos seguintes resultados, de maneira geral: “bebidas carbonatadas” e “água mineral’,
respectivamente na primeira e segunda posição, com mais de 90% de votos e com 55% “carne
processada”. A tabela 26 a seguir consolida os resultados:

Tabela 26: 1a Rodada: Consolidação dos Resultados - Questão 12

Posição Produto
1 Bebida Carbonatada
2 Á gua M ineral
3 Carne Processada
4 Iogurtes e Sobrem esas
5 M argarina e M anteiga
6 Ó leo
7 Leite
8 A ves
9 A rroz
10 Farinha de Trigo

Na questão 13 foi apresentada tabela com os principais alimentos demandantes de


embalagens plásticas em quantidade e foi perguntado qual seria o ranking para daqui a 10 anos. O
resultado dessa questão acompanhou o resultado da questão anterior, com “bebidas carbonatadas”,
“água mineral” e “carne processada” com, respectivamente, 100%, 86% e 68%. A tabela 27 a seguir
consolida os resultados:

Executor: SIQUIM – EQ/UFRJ 118


Tabela 27: 1a Rodada: Consolidação dos Resultados - Questão 13

Posição Produto
1 Bebida Carbonatada
2 Água Mineral
3 Carne Processada
4 Aves
5 Açucar
6 Arroz
7 Iogurtes e Sobremesas
8 Leite
9 Feijão
10 Balas e Doces

A questão 14 questionou os especialistas sobre quais resinas seriam mais demandadas por
cada um dos produtos tratados nas questões 12 e 13. A tabela 28 consolida os resultados desta
questão.

Tabela 28: 1a Rodada: Consolidação dos Resultados - Questão 14

RESINA PRODUTOS
PET bebidas carbonatadas, água mineral
PP água mineral, balas e doces
PEBDL carne processada, açucar, aves, arroz, farinha de trigo
PEAD iogurtes e sobremesas, leite, hortifrutigranjeiros, temperos e condimentos
PS iogurtes e sobremesas, margarina e manteiga
PEBD leite

Na questão 15 foi apresentada a série histórica do preço da nafta, onde foi questionado
sobre a tendência do preço desta. 37% dos respondentes responderam que o “preço aumentaria”, e
32% que “permaneceria igual”. Nota-se, neste caso, uma ausência de consenso.

Na questão 16 foi perguntado a respeito da tendência de substituição da nafta pelo gás


natural na fabricação de petroquímicos ao longo de 10 anos. A maioria (62%) respondeu que a
tendência de substituição é “média”, e 24% responderam que a tendência é “grande”.

Tendo em vista as concordâncias e discrepâncias observadas, fica evidenciada a necessidade de uma


2a Rodada do questionário Delphi visando a busca pelo consenso dos diferentes atores
representantes da Cadeia Produtiva de Embalagens Plásticas para Alimentos, apresentada a seguir,
no item XI.4.

Executor: SIQUIM – EQ/UFRJ 119


XI.4. EXECUÇÃO DA 2ª RODADA DELPHI E BUSCA DO CONSENSO

O resultado consolidado de cada questão da 1a etapa Delphi referente à contribuição dos 50


respondentes (conhecedores do assunto), conforme apresentado no item anterior (XI.3), foi enviado
aos mesmos 50 respondentes, em questionário reformulado a partir de reavaliação do primeiro.

Foram inseridas 3 novas questões, que levaram em consideração a conjuntura brasileira devido a
fatos como a iminência de guerra no Iraque, possibilidade de construção de nova refinaria e o
Programa "Fome Zero" do atual governo, tendo em vista que a 2a rodada foi realizada no início de
2003:

Questão 17 - Na possibilidade iminente de uma guerra entre EUA e Iraque, qual seria o impacto na
cadeia de embalagens plásticas para alimentos, considerando o preço petróleo/nafta:
Alto impacto Médio impacto Baixo impacto Sem impacto

Questão 18 - Face ao novo governo, principalmente em relação ao seu programa FOME ZERO, na
sua opinião, qual seria o impacto na cadeia produtiva de embalagens plásticas para alimentos:

BOM RUIM SEM IMPACTO

Questão 19 - Em virtude da construção de uma nova refinaria e a conseqüente maior oferta de


nafta, o quanto isso impactaria na cadeia de embalagens plásticas para alimentos:

MUITO POUCO INDIFERENTE

A carta de encaminhamento do 2o questionário encontra-se no Anexo 5, e no Anexo 6 encontra-se o


questionário da 2ª Rodada Delphi.

Foram respondidos, nesta 2ª rodada, 40 questionários, representando uma participação bastante


representativa, de 80%, confirmando a participação de conhecedores do assunto. Vale observar que
todos os representantes de governo que responderam à 1a rodada participaram também da 2a rodada.

No gráfico 26, apresenta-se o perfil dos respondentes desta 2a rodada Delphi.

Executor: SIQUIM – EQ/UFRJ 120


Gráfico 26 - Perfil dos respondentes da 2ª rodada Delphi - visão global

Respondentes X Ator
(2ª rodada)
Centro de
Pesquisa Governo
7,5% 15%
Pesquisadores/
Especialistas
25%

Empresa/
Associação
52,5%

A 2ª fase teve como princípio chegar a um consenso, ou não, dentre as respostas. Tal como na 1ª
rodada, a análise estatística utilizada foi a porcentagem sobre a freqüência das respostas de cada
item de todas as questões, inclusive das três novas questões. As tabelas contendo o resultado do
tratamento estatístico desta 2ª rodada estão apresentadas no Anexo 7 deste relatório, compondo a
análise de prospecção apresentada a seguir, cabendo salientar que os resultados dos respondentes
“pesquisadores/especialistas” e “centro de pesquisa” foram somados, tendo em vista que este último
representou menos de 10% das respostas.

Salienta-se que as questões 8, 10, 12, 13 e 14 têm enfoque em mais de uma variável, e que as
questões 2, 3, 5, 6, 8 e 11 permitiam a escolha de mais de uma opção.

XI.4.1. BUSCA DO CONSENSO

A seguir, apresentam-se dados que refletem a maioria dos respondentes na 2ª rodada, por questão,
visando subsidiar a prospecção de tendências tecnológicas e mercadológicas de maneira global e
por ator, e onde é importante informar que poucas questões não foram respondidas:

A questão 1 perguntava qual seria o impacto da indústria de alimentos sobre a indústria em


geral, em porcentagem, daqui a 10 anos. Na segunda rodada, os resultados globais apontaram
para as mesmas escolhas, ou seja, impacto mais significativo (55%) e permanecer na mesma
(38%). Vale, entretanto, informar que, quando da análise segmentada por perfil de ator-
respondente, nesta questão, o ator pesquisador/especialista/centro de P&D demonstrou visão
conservadora, ou seja, de permanecer a situação atual. No entanto, governo e empresas se
mostram mais otimistas, conforme tabela 29:

Executor: SIQUIM – EQ/UFRJ 121


Tabela 29 – 2a Rodada: Análise por perfil de ator respondente - Questão 1

QUESTÃO 1 Nº de Respostas Ranking - % das Respostas


Resultado por Ator Total e por item mais votado 1º
Pesquisador/ Especialista/ Total (13);
Centro de P&D Mais significativo (5); 62% - Permanecerá na mesma
(13 respondentes) Permanecerá na mesma (8)
Total (21);
Empresa/Associação 62% - Será mais significativo (em
Mais significativo (13);
(21 respondentes) torno de 30%).
Permanecerá na mesma (5)
Total (6);
Governo 67% - Será mais significativo (em
Mais significativo (4);
(6 respondentes) torno de 30%).
Permanecerá na mesma (2)

A questão 2 buscava levantar a opinião quanto ao(s) tipo(s) de consumidor(es) nos próximos 10
anos que irá(ão) contribuir mais para o desenvolvimento de inovações no setor de embalagens
para alimentos. Na 2ª rodada, as respostas globais convergiram para os mesmos dois tipos de
consumidor, ou seja "com consciência saudável e de higiene", e "single". Considerando a
análise segmentada por perfil do respondente, destaque é dado ao consumidor do tipo
“saudável”, principalmente pelo ator governo (56%), e o consumidor “single”, segundo mais
votado, teve um equilíbrio entre os atores: 17% do ator pesquisador/especialista/centro de P&D,
26% das empresas e 33% do governo, conforme pode ser observado na tabela 30:

Tabela 30 – 2a Rodada: Análise por perfil de ator respondente - Questão 2

QUESTÃO 2 Nº de Respostas Ranking - % das Respostas


Total e por item mais
Resultado por Ator 1º 2º
votado
Pesquisador/Especialista Total (41); 24 % - Consumidor com
17% - Consumidor
/Centro de P&D Saudável (10); consciência do saudável e
“single”
(13 respondentes) Single (7) da higiene
Total (21); 31% - Consumidor com
Empresa/Associação 26% - Consumidor
Saudável (13); consciência do saudável e
(21 respondentes) “single”
Single (11) da higiene
Total (9); 56% - Consumidor com
Governo 33% - Consumidor
Saudável (5); consciência do saudável e
(6 respondentes) “single”
Single (3) da higiene

Na questão 3, perguntou-se qual dos canais de distribuição seria o mais importante para
distribuição de alimentos em 10 anos. Na 2ª rodada, o resultado final convergiu para os
“supermercados”. Observando-se de forma segmentada por perfil do respondente, verifica-se
que todos os atores convergiram acima de 55% para a opção "supermercados". Com relação ao

Executor: SIQUIM – EQ/UFRJ 122


"pequeno varejo", governo e empresa apontam para este canal, ficando entre 38-45%, e o ator
pesquisador/especialista/centro de P&D apresenta visão bem menos marcante nesta direção
(22%), conforme tabela 31:

Tabela 31 – 2a Rodada: Análise por perfil de ator respondente - Questão 3

QUESTÃO 3 Nº de Respostas Ranking - % das Respostas

Resultado por Ator Total e por item mais votado 1º 2º


Pesquisador/Especialista Total (18);
56% - 22% - Pequeno
/Centro de P&D Supermercados (10);
Supermercados varejo
(13 respondentes) Pequeno varejo (4)
Total (34);
Empresa/Associação 56% - 38% - Pequeno
Supermercados (19);
(21 respondentes) Supermercados varejo
Pequeno varejo (13)
Total (11);
Governo 55% - 45% - Pequeno
Supermercados (6);
(6 respondentes) Supermercados varejo
Pequeno varejo (5)

A questão 4 levantava o tema sobre consumo de plásticos no setor de embalagens. Houve nas
duas rodadas uma liderança no sentido de que este tipo de material corresponderá a 30% do
setor, representando mais de 80% de votos para todos os atores, como pode ser visto na tabela
32:

Tabela 32 – 2a Rodada: Análise por perfil de ator respondente - Questão 4

QUESTÃO 4 Nº de Respostas Ranking - % das Respostas


Resultado por Ator Total e por item mais votado 1º
Pesquisador/
Total (13); 85% - Plástico representará 30% do
Especialista/Centro de P&D
30% (11) setor de embalagens
(13 respondentes)
Empresa/Associação Total (21); 86% - Plástico representará 30% do
(21 respondentes) 30% (18) setor de embalagens
Governo Total (6); 83% - Plástico representará 30% do
(6 respondentes) 30% (5) setor de embalagens

A questão 5, correlacionada com a 4, perguntava que material seria substituído mais fortemente
pelo plástico no setor de embalagens, e o vidro foi o material que mais votos obteve, para todos
os atores, acima de 50%, conforme a tabela 33:

Executor: SIQUIM – EQ/UFRJ 123


Tabela 33 – 2a Rodada: Análise por perfil de ator respondente - Questão 5

QUESTÃO 5 Nº de Respostas Ranking - % das Respostas


Resultado por Ator Total e por item mais votado 1º
Pesquisador/
Total (21);
Especialista/Centro de P&D 52% - Vidro
Vidro (11)
(12 respondentes)
Empresa/Associação Total (30);
57% - Vidro
(21 respondentes) Vidro (17)
Governo Total (9);
67% - Vidro
(6 respondentes) Vidro (6)

A questão 6, também correlacionada com a 4, perguntava para que tipo de material o plástico
perderia mercado no setor de embalagens, e em ambas as rodadas a opção mais respondida foi a
que apontava para "nenhum material". Quando se considera visão por ator, é possível destacar
dois tipos de materiais como substitutos para o plástico, “papel reciclado” para empresa e
pesquisador/especialista/centro de P&D, e “alumínio” para governo, como pode ser observado
na tabela 34:

Tabela 34 – 2a Rodada: Análise por perfil de ator respondente - Questão 6

QUESTÃO 6 Nº de Respostas Ranking - % das Respostas

Resultado por Ator Total e por item mais votado 1º 2º


Pesquisador/ Total (18);
22% - Papel
Especialista/Centro de P&D Nenhum (5); 33% - Nenhum
reciclado
(13 respondentes) Papel reciclado (4)
Total (23);
Empresa/Associação 26% - Papel
Nenhum (10); 43% - Nenhum
(20 respondentes) reciclado
Papel reciclado (6)
Total (9);
Governo
Nenhum (4); 44% - Nenhum 33% - Alumínio
(6 respondentes)
Alumínio (3)

A questão 7 perguntava sobre o principal gargalo para o crescimento da indústria de máquinas


no País. Na 2ª rodada, a opção "custo Brasil" obteve maioria, com 56% das respostas. Já as
opções "Obsolescência do maquinário" e "falta de financiamento" tiveram 22% das respostas
cada. Nesta segunda rodada, a opção "ausência de mão-de-obra qualificada" não recebeu
nenhum voto dos perfis que participaram do Delphi. Numa visão segmentada por ator, verifica-
se que o “custo Brasil” é a visão preponderante dos atores empresa e governo, ao passo que o
ator pesquisador/especialista/centro de P&D considera a “obsolescência do maquinário” como
maior gargalo, e em segundo lugar, o “custo Brasil”, conforme a tabela 35:

Executor: SIQUIM – EQ/UFRJ 124


Tabela 35 – 2a Rodada: Análise por perfil de ator respondente - Questão 7

QUESTÃO 7 Nº de Respostas Ranking - % das Respostas


Total e por item mais
Resultado por Ator 1º 2º
votado
Total (14);
Pesquisador/Especialista/
Obsolescência (6); 43% Obsolescência do
Centro de P&D 36% Custo Brasil
Custo Brasil (5); maquinário
(12 respondentes)
Falta financiamento (3)
Total (19);
Empresa/Associação 32% - Falta de
Custo Brasil (13); 68% - Custo Brasil
(18 respondentes) financiamento
Falta financiamento (6)
Total (7);
Governo 43% - Obsolescência
Custo Brasil (4); 57% - Custo Brasil
(6 respondentes) do maquinário
Obsolescência (3)

Na questão 8, foi apresentada tabela com os principais processos de transformação por resina
por tipo de embalagem e foi solicitado que o especialista indicasse, para cada resina, o principal
processo que estará sendo usado em 10 anos. Na 2ª, os processos que convergiram na maioria,
por resina, foram: a) Extrusão (PVC, PEBD, PEBDL), tendo como ator preponderante o
governo. O ator pesquisador/especialista/centro de P&D, com relação às resinas PEBD e
PEBDL apresenta opinião distribuída entre os processos extrusão e filmes; b) Sopro (PET,
PEAD), onde todos os atores convergiram para aplicação deste processo; c) Injeção (PS, PP),
com relação ao PS o ator preponderante é o governo, e quanto ao PP, empresa e governo são os
atores preponderantes. Destaca-se que a empresa, em relação ao PS, apresenta equilíbrio entre
os processos injeção e termoformação. Detalhes podem ser encontrados no Anexo 8;

Na questão 9, foi relatado que a indústria de transformação plástica é altamente pulverizada e


perguntou-se como estará o setor em 10 anos. A maioria (59%) respondeu que haverá
"concentração das empresas do setor de transformação a partir de fusões e aquisições",
representando convergência da visão de todos os atores. Salienta-se que o ator
pesquisador/especialista/centro de P&D equilibra sua opinião entre “concentração” e
“permanecerá pulverizado”, como pode ser visto na tabela 36:

Executor: SIQUIM – EQ/UFRJ 125


Tabela 36 – 2a Rodada: Análise por perfil de ator respondente - Questão 9

QUESTÃO 9 Nº de Respostas Ranking - % das Respostas


Total e por item mais 1º
Resultado por Ator 2º
votado
Pesquisador/Especialista/ Total (13);
46% - Permanecerá
Centro de P&D Concentração (7); 53% - Concentração
pulverizado
(12 respondentes) Pulverizado (6)
Total (20);
Empresa/Associação 35% - Permanecerá
Concentração (12); 60% - Concentração
(20 respondentes) pulverizado
Pulverizado (7)
Total (6);
Governo 33% - Permanecerá
Concentração (4); 67% - Concentração
(6 respondentes) pulverizado
Pulverizado (2)

Para a questão 10 foi solicitado que o especialista informasse, por resina, se existe tendência de
substituição ou não de sua aplicação no mercado de embalagens plásticas de alimentos. Houve
consenso entre os atores de que 5 resinas não têm tendência de substituição: a) PET,
amplamente usada em bebidas carbonatadas, água mineral e óleos comestíveis, nas duas rodadas
do Delphi, principalmente na segunda rodada (92%); b) PEBDL, cuja principal aplicação é na
fabricação de filmes, teve 91%; c) PP, usado em tampas de água mineral, potes de manteiga e
margarina, açúcar e doces, teve 74%; d) PEBD, usada para carnes, frangos e alimentos de cesta
básica como arroz, feijão e açúcar, teve 58%; e) PS, com 57% na 2ª rodada.

Os atores pesquisador/especialista/centro de P&D e empresa entendem que há tendência de


substituição. As resinas cujas opiniões apontaram para a tendência de substituição foram, na
segunda rodada: principalmente, o PVC (75%), e o PEAD (53%), sendo que o ator governo opinou
fortemente na direção da não substituição, ao passo que empresa apontou fortemente para
substituição desta resina, conforme tabela 37:

Tabela 37 – 2a Rodada: Análise por perfil de ator respondente - Questão 10

QUESTÃO 10 PEBD PEBDL PEAD PP PS PVC PET


Resultado por ator NÃO SIM NÃO NÃO SIM NÃO NÃO SIM SIM NÃO
Pesquisador/Especialista
/Centro de P&D 70% - 90% 50% 50% 70% 40% 60% 90% 100%
(10 respondentes)
Empresa/Associação
48% 52% 90% - 71% 75% 43% 57% 86% 86%
(21 respondentes)
Governo
50% 50% 100% 80% - 100% 100% - 100% 100%
(5 respondentes)

Executor: SIQUIM – EQ/UFRJ 126


Na questão 11, foi solicitada opinião sobre a perspectiva do comércio exterior de resinas nos
próximos 10 anos e a resposta que reflete a maioria é a que visualiza "tendência para o
desenvolvimento/ compra de tecnologia adequada para aumentar a produção nacional com
conseqüente substituição de importações" (61% na 2ª rodada), mostrando uma visão otimista
por parte dos três atores, como pode ser observado na tabela 38:

Tabela 38 – 2a Rodada: Análise por perfil de ator respondente - Questão 11

QUESTÃO 11 Nº de Respostas Ranking - % das Respostas


Resultado por Ator Total e por item mais votado 1º
Pesquisador/Especialista/
Total (17); 65% - Tendência para desenvolvimento
Centro de P&D
Desenvolvimento (11) / Substituição de importações
(13 respondentes)
Empresa/Associação Total (24); 63% - Tendência para desenvolvimento
(20 respondentes) Desenvolvimento (15) / Substituição de importações
Governo Total (8); 50% - Tendência para desenvolvimento
(6 respondentes) Desenvolvimento (6) / Substituição de importações

Na questão 12, foi apresentada tabela com os principais alimentos demandantes de embalagens
plásticas e valor em US$, em um ranking com 14 produtos. Buscou-se levantar a opinião dos
especialistas sobre o movimento dos 14 produtos. Como resultado chegou-se ao mesmo ranking
da primeira rodada, tendo os seguintes resultados, de forma geral: a) "bebidas carbonatadas" e
"água mineral" na primeira e segunda posições, respectivamente, tendo mais de 90% de votos;
b) com uma variação de cerca de 55%,"carne processada" ocupa a 3ª posição, conforme tabela
39:

Tabela 39 – 2a Rodada: Análise por perfil de ator respondente - Questão 12

QUESTÃO 12 Ranking
Resultado por Ator 1º 2º 3º
Pesquisador/ Especialista/
Bebidas Carbonatadas Água Mineral Carne Processada
Centro de P&D
(100%) (100%) (60%)
(10 respondentes)
Empresa/Associação Bebidas Carbonatadas Água Mineral Carne Processada
(17 respondentes) (100%) (82%) (59%)
Governo Bebidas Carbonatadas Água Mineral Carne Processada
(5 respondentes) (100%) (100%) (80%)

Na questão 13, foi apresentada tabela com os principais alimentos demandantes de embalagens
plásticas em quantidade, e perguntado qual será o ranking daqui a 10 anos. A segunda rodada
manteve o ranking obtido na primeira rodada, com os seguintes percentuais de respostas, de

Executor: SIQUIM – EQ/UFRJ 127


maneira geral: a) "bebidas carbonatadas" e "água mineral" na primeira e segunda posições,
respectivamente, com 100% e 86%; b) com cerca de 68%,"carne processada" ocupa a 3ª
posição, como pode ser visto na tabela 40;

Tabela 40 – 2a Rodada: Análise por perfil de ator respondente - Questão 13

QUESTÃO 13 Ranking
Resultado por Ator 1º 2º 3º
Pesquisador/ Especialista/
Bebidas Carbonatadas Água Mineral Carne Processada
Centro de P&D
(100%) (90%) (70%)
(10 respondentes)
Empresa/Associação Bebidas Carbonatadas Água Mineral Carne Processada
(18 respondentes) (100%) (89%) (72%)
Governo Bebidas Carbonatadas Água Mineral Carne Processada
(5 respondentes) (100%) (80%) (60%)

A questão 14 levantou a opinião sobre quais resinas serão mais demandadas por cada um dos
produtos tratados nas questões 12 e 13. Na 2ª rodada a convergência se deu da seguinte forma:
a) PP principalmente para "balas & doces" e "temperos & condimentos", sendo mais fraca a
escolha para "farinha de trigo"; b) PEBD fortemente para "feijão" e "hortifrutigranjeiros" e
mais fracamente para "arroz"; c) PET principalmente para "bebidas carbonatadas" e "água
mineral"; d) PS para "iogurtes & sobremesas" e mais fracamente para "carnes"; e) PEAD para
"leite" e "margarinas & manteiga"; f) PEBDL para "carne processada", "açúcar", "aves" e
"arroz". Detalhes podem ser encontrados no Anexo 8;

Na questão 15, a série histórica do preço da nafta foi apresentada e foi então perguntado sobre a
tendência do preço da nafta para os próximos 10 anos. Na segunda rodada, prevaleceu uma
visão distribuída, sem consenso, onde as opções "preço aumentará" e "permanecerá igual"
obtiveram um percentual de 49% cada. Em uma visão segmentada por ator, que pode ser
verificada na tabela 14, empresa apresenta visão distribuída entre "permanecerá igual" e "preço
aumentará" com tendência para a primeira opção, convergindo com a visão do governo, que é
mais fortemente orientada na direção de que o preço permanecerá igual, conforme a tabela 41:

Executor: SIQUIM – EQ/UFRJ 128


Tabela 41 – 2a Rodada: Análise por perfil de ator respondente - Questão 15

QUESTÃO 15 Nº de Respostas Ranking - % das Respostas


Total e por item mais
Resultado por Ator 1º 2º
votado
Pesquisador/Especialista Total (13);
38% - Preço permanece
/Centro de P&D Preço aumenta (8); 62% - Preço aumenta
igual
(13 respondentes) Preço permanece (5)
Total (20);
Empresa/Associação 50% - Preço permanece
Preço aumenta (9); 45% - Preço aumenta
(20 respondentes) igual
Preço permanece (10)
Total (6);
Governo 67% - Preço permanece
Preço aumenta (2); 33% - Preço aumenta
(6 respondentes) igual
Preço permanece (4)

A questão 16 perguntou sobre a tendência de substituição de nafta pelo gás natural na


fabricação de petroquímicos ao longo de 10 anos. Na segunda rodada, a maioria respondeu que
a tendência de substituição é ”média”, ocorrendo consenso, como pode ser observado na tabela
42:

Tabela 42 – 2a Rodada: Análise por perfil de ator respondente - Questão 16

QUESTÃO 16 Nº de Respostas Ranking - % das Respostas


Resultado por Ator Total e por item mais votado 1º
Pesquisador/Especialista/
Total (11);
Centro de P&D 82% - Tendência média
Tendência média (9)
(11 respondentes)
Empresa/Associação Total (19);
68% - Tendência média
(19 respondentes) Tendência média (13)
Governo Total (6);
100% - Tendência média
(6 respondentes) Tendência média (6)

A guerra do Iraque era iminente na segunda rodada Delphi e, portanto, foi gerada a questão 17,
onde perguntou-se qual seria o impacto na cadeia de embalagens plásticas para alimentos,
considerando o preço petróleo/nafta. A maioria respondeu "alto impacto". Quando se tem numa
visão segmentada por ator, percebe-se que o consenso ocorreu entre especialista/
pesquisador/centro de P&D e empresa. O ator governo optou por “médio impacto”, conforme a
tabela 43:

Executor: SIQUIM – EQ/UFRJ 129


Tabela 43 – 2a Rodada: Análise por perfil de ator respondente - Questão 17

QUESTÃO 17 Nº de Respostas Ranking - % das Respostas


Resultado por Ator Total e por item mais votado 1º
Pesquisador/Especialista/
Total (13);
Centro de P&D 69% - Alto impacto
Alto impacto (9)
(13 respondentes)
Empresa/Associação Total (19);
79% - Alto impacto
(19 respondentes) Alto impacto (15)
Governo Total (4);
75% - Médio impacto
(4 respondentes) Médio impacto (3)

Com a mudança de governo no País na segunda rodada, e a apresentação de novos rumos e


programas, a questão 18 tratou de perguntar qual seria o impacto do Programa FOME ZERO na
cadeia de embalagens plásticas para alimentos, e como resultado obteve-se que, globalmente, os
respondentes consideram que o impacto será "positivo", cabendo informar que o segmento
empresa foi o mais otimista dentre os perfis de respondentes, conforme a tabela 44:

Tabela 44 – 2a Rodada: Análise por perfil de ator respondente - Questão 18

QUESTÃO 18 Nº de Respostas Ranking - % das Respostas


Resultado por Ator Total e por item mais votado 1º
Pesquisador/
Total (13);
Especialista/Centro de P&D 85% - Impacto positivo
Impacto positivo (11)
(13 respondentes)
Empresa/Associação Total (19);
89% - Impacto positivo
(19 respondentes) Impacto positivo (17)
Governo Total (4);
75% - Impacto positivo
(4 respondentes) Impacto positivo (3)

No monitoramento do cenário nacional, foi também acrescentada a questão 19 na segunda


rodada, tratando sobre o quanto a construção de nova refinaria e maior oferta de nafta
impactaria na cadeia estudada. O resultado geral demonstrou que a maioria considera que este
fato acarretará em "pouco impacto". Na visão por ator verifica-se que não há consenso aparente,
sendo que o ator empresa é o que mais fortemente tem a tendência para “pouco impacto”, e os
atores governo e especialista/ pesquisador/centro de P&D apresentam visão distribuída entre
“muito impacto” e “pouco impacto”, como pode ser observado na tabela 45:

Executor: SIQUIM – EQ/UFRJ 130


Tabela 45 – 2a Rodada: Análise por perfil de ator respondente - Questão 19

QUESTÃO 19 Nº de Respostas: Ranking - % das Respostas

Resultado por Ator Total e por item mais votado 1º 2º


Pesquisador/Especialista/ Total (13);
Centro de P&D Pouco impacto (6); 54% - Muito impacto 46% - Pouco impacto
(13 respondentes) Muito impacto (7)
Total (19);
Empresa/Associação
Pouco impacto (11); 58% - Pouco impacto 21% - Muito impacto
(21 respondentes)
Muito impacto (4)
Total (4);
Governo
Pouco impacto (2); 50% - Pouco impacto 50% - Muito impacto
(6 respondentes)
Muito impacto (2)

Executor: SIQUIM – EQ/UFRJ 131


XII VARIÁVEIS CRÍTICAS E IDENTIFICAÇÃO DAS FORÇAS
PROPULSORAS E RESTRITIVAS POR ELO DA CADEIA DE
EMBALAGENS PLÁSTICAS PARA ALIMENTOS

A identificação das variáveis críticas por elo da cadeia produtiva de embalagens plásticas para
alimentos e a análise das forças propulsoras e restritivas vis a vis metas do Fórum de
Competitividade permitem recomendar ações para construção do futuro desejado.

O resultado do Delphi apresenta percepção dos conhecedores do assunto, refletindo um futuro


previsível, onde os seguintes pontos em destaque servem de base para a identificação das variáveis
críticas por elo da cadeia estudada:

Os plásticos não serão substituídos nos próximos 10 anos (visão otimista de Governo e
Empresa) – Mercadológico;

Governo e Empresa apontam o “Custo Brasil” como principal gargalo para a cadeia em
estudo, numa visão mais pessimista – Político-Social;

Consenso dos atores para desenvolvimento/ compra de tecnologia visando substituição de


importação das resinas – Tecnológico;

O ator pesquisador/especialista/centro de P&D e o governo deixam clara a tendência futura de


concentração das empresas do setor de transformação a partir de fusões e aquisições –
Mercadológico;

A liderança de embalagens plásticas para bebidas carbonatadas e água mineral é


confirmada, (usam fortemente a resina PET e sopro é o processo mais aplicado) –
Mercadológico/Tecnológico;

Quando se considera a demanda por resinas de diferentes produtos percebe-se que PP pode
atender os consumidores workaholic, enquanto PEBD, PEAD e PEBDL a cesta básica, o PS
para os consumidores saudáveis e PET para todo tipo de consumidor – Mercadológico;

A visão de tendência média de substituição da nafta como insumo da cadeia em estudo vai
em direção às iniciativas que o País vem tomando em relação ao gás natural –
Mercadológico/Tecnológico;

A postura otimista por parte de todos os atores, em especial das empresas em relação ao
Programa FOME ZERO do atual governo pode significar apoios e parcerias estratégicas no

Executor: SIQUIM – EQ/UFRJ 132


sentido da minimização das forças restritivas que atuam na cadeia estudada –
Político/Econômico;

Só o ator governo apresenta a tendência otimista na direção de que o “preço da nafta


permanecerá igual” nos próximos 10 anos – Visão segmentada específica;

Apesar dos atores optarem em sua maioria para supermercados como principal canal de
distribuição, empresa e governo também apontam para o pequeno varejo– Visão segmentada
específica.

Entende-se neste trabalho por variáveis críticas, aquelas que apresentam grande impacto, positivo
ou negativo, sobre o desempenho de um sistema (no caso, a cadeia produtiva de embalagens
plásticas para alimentos), ou parte dele (no caso, os elos da cadeia).

As variáveis críticas, neste estudo, foram identificadas através de indicadores (de competitividade,
produtividade, capacitação tecnológica, infra-estrutura, dependência de importação, capacidade de
exportação, concorrência, geração de emprego e impacto ambiental), utilizando-se para tanto a
técnica de brainstorming da equipe SIQUIM, tendo como base o Diagnóstico da Cadeia Produtiva
de Embalagens Plásticas para Alimentos, assim como os inputs de Workshop com especialistas.

A ação prospectiva, no processo de avaliação do futuro, leva a comparar a situação previsível


(respostas do Delphi) com a situação ideal desejada (metas do Fórum de Competitividade/MDIC),
analisando as relações causais entre eventos (caracterização das forças propulsoras e restritivas por
elo da cadeia), no sentido de traçar recomendações de alavacagem das forças propulsoras e
minimização das restritivas.

De maneira geral, as variáveis críticas e forças foram analisadas quanto à sua ação positiva ou
negativa, por variável de maior impacto, considerando a cadeia produtiva de embalagens plásticas
de alimentos. Estas variáveis críticas e forças são apresentadas nas Tabelas 46 e 47, a seguir.

Executor: SIQUIM – EQ/UFRJ 133


Tabela 46: Variáveis Críticas / Indicadores que Impactam a Cadeia de Embalagens Plásticas de
Alimentos

VARIÁVEIS CRÍTICAS / INDICADORES


1. Acesso ao Insumo (Indicador de Competitividade)
2. Eficiência, Qualidade e Segurança (Indicador de Produtividade)
3. Disponibilidade de Recursos Humanos Qualificados (Indicador de Capacitação Tecnológica)
4. Disponibilidade de Máquinas, Canais de venda, Tamanho da empresa (Indicador de Infra-
estrutura )
5. Capacidade instalada e/ou Capacidade de grades (Indicador de Dependência de Importação)
6. Capacidade instalada e/ou Capacidade de grades (Indicador de Capacidade de Exportação)
7. Concentração de empresas (Indicador de Concorrência)
8. Oferta de Postos de Trabalho (Indicador de Geração de Emprego)
9. Reciclagem e Tecnologia Limpa (Indicador de Impacto Ambiental)

Tabela 47 : Visão Geral das Forças Propulsoras e/ou Restritivas que Impactam a Cadeia de
Embalagens Plásticas de Alimentos17

Fn Força Fn Força
F1 Preço do Insumo F12 Incentivos Fiscais
F2 Paridade do Dólar F13 Diversidade de Perfil do Consumidor
F3 Regras de comércio exterior F14 Número de Produtores
F4 Escala de Produção F15 Inovação
F5 Integração entre os Elos da Cadeia F16 Embalagens na Indústria de Alimentos
F6 Fusões e Aquisições de Empresas F17 Rotulagem das Embalagens
F7 Substituição de Produtos F18 Criação de Clusters e Cooperativas
F8 Disponibilidade de produtos F19 Informalidade no Setor
F9 Financiamento adequado F20 Tipos de Alimentos
F10 Novos Mercados Consumidores F21 Modelo brasileiro não integra Centrais e
refino
F11 Tipos de Embalagens ----- ---------------------------------

RELAÇÕES CAUSAIS ENTRE VARIÁVEIS E FORÇAS

A análise de relações causais foi realizada por elo da Cadeia Produtiva de Embalagens Plásticas de
Alimentos a partir da demanda, o que permitiu que fossem traçados os quadros de referência
apresentados a seguir, onde estão especificadas, as variáveis críticas e as forças propulsoras e
restritivas que impactam cada elo da cadeia em estudo.

17
As forças podem ser propulsoras ou restritivas conforme o elo da cadeia e a variável crítica analisada.

Executor: SIQUIM – EQ/UFRJ 134


ELO INDÚSTRIA DE ALIMENTOS

Neste elo, dentre um universo de 21 forças, foram caracterizadas 18 (85,7%), e dentre um universo
de 9 variáveis críticas, foram caracterizadas 8 (88,8%), conforme Tabelas 48 e 49.

Tabela 48 : Forças Atuantes no Elo Indústria de Alimentos

Fn Força Fn Força

F1 Preço do insumo F12 Incentivos Fiscais


F2 Paridade do dólar F13 Diversidade de Perfil de Consumidor
F3 Regras de comércio exterior F14 Número de Produtores
F5 Integração entre os Elos da Cadeia F15 Inovação
F7 Substituição de produtos F16 Embalagens para indústria de alimentos
F8 Disponibilidade de produtos F17 Rotulagem das embalagens
F9 Financiamento adequado F18 Criação de Clusters e Cooperativas
F10 Novos mercados consumidores F19 Informalidade do setor
F11 Tipos de embalagens F20 Tipos de alimentos

Na Tabela 49 tem-se a correlação das forças por variável crítica, e sua ação (propulsora ou
restritiva).

Tabela 49 – Variáveis x Forças - Elo Indústria de Alimentos


VARIÁVEL FORÇAS
CRÍTICA PROPULSORAS RESTRITIVAS
F8, F10,F11, F13,
Acesso ao Insumo (Indicador de Competitividade) F1, F17
F15
Eficiência, Qualidade e Segurança (Indicador de F5, F8, F15, F16,
F17
Produtividade) F20
Disponibilidade de Máquinas, Canais de venda, F7, F1018, F12, F15,
F1019, F19
Tamanho da empresa (Indicador de Infra-estrutura ) F20
Capacidade instalada e/ou Capacidade de grades
F220, F11, F15 F1821
(Indicador de Dependência de Importação)
Capacidade instalada e/ou Capacidade de grades F2, F9, F10, F12,
F1, F3, F17, F19
(Indicador de Capacidade de Exportação) F18
Concentração de empresas (Indicador de Concorrência) F5, F7, F10 F16, F19
Oferta de Postos de Trabalho (Indicador de Geração de F1022, F14, F18,
F1223, F1524, F19
Emprego) F20
Reciclagem e Tecnologia Limpa (Indicador de Impacto
F15 F8
Ambiental)

18
No caso de supermercados e lojas de conveniência.
19
No caso de "armazéns" (vendinhas).
20
No caso das delicatessen - varejo (alimentos importados).
21
Força que restringe a necessidade de importação.
22
Considerando diferenciação (flexibilidade) de produção ou novas fábricas transformadoras.
23
Diminuição de carga tributária.
24
Considerando os movimentos da modernidade que caminham fortemente na direção da automação.

Executor: SIQUIM – EQ/UFRJ 135


ELO INDÚSTRIA DE EMBALAGENS PLÁSTICAS PARA ALIMENTOS

Neste elo, dentre um universo de 21 forças foram caracterizadas 17, (80,9%), e 9 variáveis críticas
foram caracterizadas (100%), conforme Tabelas 50 e 51.

Tabela 50: Forças Atuantes no Elo Embalagens Plásticas para Alimentos

Fn Força Fn Força
F1 Preço do insumo F11 Tipos de embalagens
F2 Paridade do dólar F12 Incentivos fiscais
F3 Regras de comércio exterior F14 Número de Produtores
F4 Escala de produção F15 Inovação
F5 Integração entre os elos da cadeia F16 Embalagens para indústria de alimentos
F6 Fusões e aquisições de empresas F17 Rotulagem das embalagens
F8 Disponibilidade de produtos (neste caso = F18 Criação de Clusters e Cooperativas
resinas)
F9 Financiamento adequado F19 Informalidade do setor
F10 Novos mercados consumidores - -

Na Tabela 51 tem-se a relação das variáveis mais marcantes deste elo e as respectivas forças
propulsoras e restritivas.

Tabela 51 – Variáveis x Forças - Elo Embalagens Plásticas para Alimentos

VARIÁVEL FORÇAS
CRÍTICA PROPULSORAS RESTRITIVAS
25
F2, F5 , F6, F10, F11, F1, F3, F4, F9,
Acesso ao Insumo (Indicador de Competitividade)
F12, F14, F16, F18 F17, F19
Eficiência, Qualidade e Segurança (Indicador de
F8, F16, F18 F426, F17, F19
Produtividade)
Disponibilidade de Recursos Humanos Qualificados
F10, F11, F15, F18 F9
(Indicador de Capacitação Tecnológica)
Disponibilidade de Máquinas, Canais de venda, F2, F4, F10, F11, F12,
F9
Tamanho da empresa (Indicador de Infra-estrutura ) F15
Capacidade instalada e/ou Capacidade de grades
F10 F2, F3, F1827
(Indicador de Dependência de Importação)
Capacidade instalada e/ou Capacidade de grades
F2, F10, F12, F15 F1, F3
(Indicador de Capacidade de Exportação)
Concentração de empresas (Indicador de Concorrência) F5, F6, F14 F19
Oferta de Postos de Trabalho (Indicador de Geração de
F14, F16 F1228, F19
Emprego)
Reciclagem e Tecnologia Limpa (Indicador de Impacto
F15 F19
Ambiental)

25
Existe a necessidade premente de integração entre os elos, o que atualmente ainda não ocorre.
26
"Milhões" de pequenos produtores.
27
Força que restringe a necessidade de importação.
28
Restringe a oferta pois a carga tributária atualmente praticada é elevada.

Executor: SIQUIM – EQ/UFRJ 136


ELO INDÚSTRIA DE RESINAS PARA EMBALAGENS PLÁSTICAS PARA ALIMENTOS
Neste elo, dentre um universo de 21 forças, foram caracterizadas 15 (71,4%), e 9 variáveis críticas
foram caracterizadas (100%), conforme Tabelas 52 e 53.

Tabela 52 : Forças Atuantes no Elo Indústria de Resinas para Embalagens Plásticas para Alimentos

Fn Força Fn Força
F1 Preço do insumo F10 Novos mercados consumidores
F2 Paridade do dólar F11 Tipos de embalagens
F3 Regras de comércio exterior F12 Incentivos fiscais
F4 Escala de produção F14 Número de Produtores
F5 Integração entre os elos da cadeia F15 Inovação
Criação de Clusters e Cooperativas
F7 Substituição de produtos F18 (indústria de resinas como âncora de
clusters de empresas de transformados)
F8 Disponibilidade de insumo F19 Informalidade do setor
F9 Financiamento adequado - -

Na Tabela 53, tem-se forças propulsoras e restritivas por variáveis que impactam mais fortemente
este elo.

Tabela 53 - Variáveis x Forças - Elo Indústria de Resinas para Embalagens Plásticas para
Alimentos

VARIÁVEL FORÇAS
CRÍTICA PROPULSORAS RESTRITIVAS
Acesso ao Insumo (Indicador de Competitividade) F9, F10, F11, F5 F1, F2

Eficiência, Qualidade e Segurança (Indicador de Produtividade) F8, F12, F15 F1, F2


Disponibilidade de Recursos Humanos Qualificados (Indicador
F7, F15, F10 F5
de Capacitação Tecnológica)
Disponibilidade de Máquinas, Canais de venda, Tamanho da
F5, F10, F12 F2
empresa (Indicador de Infra-estrutura )
Capacidade instalada e/ou Capacidade de grades (Indicador de
F2, F12 F1, F429, F14
Dependência de Importação)

Capacidade instalada e/ou Capacidade de grades (Indicador de F2, F430, F10, F12,
F1, F3
Capacidade de Exportação) , F15
Concentração de empresas de transformados (Indicador de
F14, F18 F19
Concorrência)
Oferta de Postos de Trabalho (Indicador de Geração de
F14 F1231, F19
Emprego)
Reciclagem e Tecnologia Limpa (Indicador de Impacto
F7, F15 F19
Ambiental)

29
Considerando escala de produção menor do que a demanda interna.
30
Considerando escala de produção maior do que a demanda interna.
31
Restringe a oferta pois a carga tributária atualmente praticada é elevada.

Executor: SIQUIM – EQ/UFRJ 137


ELO MATÉRIA-PRIMA DE RESINAS PARA EMBALAGENS PLÁSTICAS PARA
ALIMENTOS32

Neste elo, dentre um universo de 21 forças, foram caracterizadas 10 (47,6%), e 3 variáveis críticas
foram caracterizadas (33,3%), conforme Tabelas 54 e 55.

Tabela 54 : Forças Atuantes no Elo Matéria-Prima de Resinas para Embalagens Plásticas para
Alimentos

Fn Força
F1 Preço do insumo
F2 Paridade do dólar
F3 Regras de comércio exterior
F4 Escala de produção
F5 Integração entre elos da cadeia
F6 Fusões e aquisições de empresas
F7 Substituição de produtos
F8 Disponibilidade de produtos
F14 Número de produtores
F21 Modelo brasileiro não integra Centrais e Refino

Na Tabela 55, apresentam-se as variáveis que impactam fortemente este elo e as forças propulsoras
e restritivas distribuídas por variável, cabendo acrescentar que atualmente o elo é caracterizado por
commodities.

Tabela 55 – Variáveis x Forças – Elo Matéria-Prima de Resinas para Embalagens Plásticas para
Alimentos

VARIÁVEL FORÇAS33
PROPULSORAS RESTRITIVAS
Acesso ao Insumo (Indicador de Competitividade) F3, F5, F6, F8 F1, F2, F834, F21
Concentração de empresas (Indicador de Concorrência) F835, F14 F4
Reciclagem e Tecnologia Limpa (Indicador de Impacto
F736
Ambiental)

32
Atualmente a nafta é o insumo utilizado para produção de resinas usadas nos transformados plásticos no Brasil.
33
Neste elo vale destacar que as forças são conjunturais.
34
Considerando o gás natural como substituto à nafta.
35
Pólo gás químico no Rio de Janeiro.
36
O gás natural é mais limpo do que a nafta.

Executor: SIQUIM – EQ/UFRJ 138


OBSERVAÇÕES COMPLEMENTARES:

Com base nas tabelas apresentadas, resultantes da análise de variáveis e forças, por elo da Cadeia
Produtiva de Embalagens Plásticas para Alimentos, alguns pontos são destacados:

Algumas forças restritivas podem criar situação favorável, como é o caso por exemplo, do
elo Indústria de Alimentos (vide Tabela 49), onde a força “Clusters e Cooperativas”, apesar
de restritiva, pode resultar em demissões, ao mesmo tempo em que pode representar um
fortalecimento das negociações e do compartilhamento de riscos e investimentos, podendo
minimizar dependência de importações;

Com relação ao indicador de produtividade, a força “Clusters e Cooperativas”, em geral, é


propulsora (vide Tabelas 49, 51 e 53), pois pode entre outras minimizar o impacto negativo
da informalidade do setor;

Como complementação dos dados da prospecção, acrescenta-se que, em pesquisa realizada


em empresas alimentícias do Estado de Rio de Janeiro, onde cerca de 60% se enquadravam
como pequenas empresas, aponta-se como principal dificuldade em ser inovativo tanto a
questão financeira quanto a questão da cultura da empresa. Fica ressaltada nesta indústria
que a inovação em processos de fabricação ocorre principalmente através da compra de
novos equipamentos (Tepedino, 2001);

Vêm sendo divulgados na mídia do País fatos e dados que validam os resultados do Delphi,
como por exemplo, com relação ao setor de supermercados, que, após uma década de
crescimento acelerado, apresentou pela primeira vez uma queda na quantidade de pontos de
venda, demonstrando uma melhor participação das unidades de menor porte no resultado
total das vendas, ou seja, o pequeno varejo despontando com papel importante no canal de
distribuição da cadeia estudada (Gazeta Mercantil, 28/04/2003 a);

Apesar disto, os supermercados continuam apostando na abertura e renovação de lojas,


sendo este processo mais acentuado em São Paulo, como coloca o presidente da Associação
Paulista de Supermercados. Segundo a Associação Brasileira de Supermercados (ABRAS),
88 lojas fecharam em 2002, ao mesmo tempo que 186 foram construídas e 123 foram
reformadas e/ou ampliadas. O supermercado é um dos setores da economia que mais gera
empregos no País. Só no Estado de São Paulo, são mais de 200 mil empregos diretos e 600
mil indiretos (Gazeta Mercantil, 31/05 – 02/06/2003 a);

Declarações do presidente da Associação Brasileira da Indústria de Embalagens Plásticas


Flexíveis (Abief) demonstram visão pouco otimista com relação ao setor, prevendo queda de
cerca de 1% no volume de vendas como uma situação “ótima”. Acrescenta que se melhorar

Executor: SIQUIM – EQ/UFRJ 139


a renda, alimentos embalados são os primeiros a reagir, pois aumenta o consumo de
produtos como iogurtes, balas e biscoitos (Gazeta Mercantil, 28/04/2003 b);

Com relação à capacitação de recursos humanos, dentre as várias iniciativas no País em


termos de curso técnico e/ou graduação na área de alimentos, destaca-se a primeira
Universidade Corporativa de Alimentos do Norte/Nordeste, inaugurada em Fortaleza, em
parceria com o SENAI-CE, que, diferentemente de outros centros, voltados para habilidades
e conhecimentos específicos, busca desenvolver competências críticas com base na inovação
criativa e incorporação de saber para ganhos de competitividade (Gazeta Mercantil, 31/05 –
02/06/2003 b).

Executor: SIQUIM – EQ/UFRJ 140


XIII CONCLUSÕES

Os resultados da aplicação da metodologia Delphi, as variáveis críticas e forças atuantes nos elos da
Cadeia Produtiva de Embalagens Plásticas para Alimentos descritos anteriormente demonstram
sinergia e atualidade em relação aos objetivos e metas do Programa Fórum de Competitividade.
Este compõe o "Brasil Classe Mundial" e integra o Programa Avança Brasil - Plano Plurianual
2000/2003, sendo coordenado no âmbito do MDIC/SDP e tendo como objetivos gerais
(MDIC/SDP, 2000):

a) Geração de emprego, ocupação e renda;

b) Desenvolvimento produtivo regional;

c) Capacitação tecnológica;

d) Aumento das exportações;

e) Competição com as importações,

f) Competição com serviços internacionais.

No que tange especificamente a indústria de transformados plásticos, as macrometas do Fórum e a


correlação com os elos da cadeia produtiva de embalagens plásticas para alimentos são
apresentados a seguir:

a) Promover a reorganização da indústria de transformação do plástico (refere-se ao Elo


Indústria de Embalagens Plásticas para Alimentos, onde as forças propulsoras deste
elo encontram-se na Tabela 51);

b) Promover a reestruturação da indústria petroquímica, visando ao aumento da escala e


produtividade (refere-se ao Elo Indústria de Resinas para Embalagens Plásticas para
Alimentos e ao Elo Matéria-prima de Resinas para Embalagens Plásticas para
Alimentos onde as forças propulsoras destes elos encontram-se, respectivamente, nas
Tabelas 53 e 55) ;

c) Aumentar, inclusive com o incremento da qualificação, o número dos postos de trabalho


(refere-se ao Elo Indústria de Embalagens Plásticas para Alimentos e ao Elo Indústria
de Resinas para Embalagens Plásticas para Alimentos, onde as forças propulsoras
destes elos encontram-se, respectivamente, nas Tabelas 51 e 53);

d) Reverter o déficit da balança comercial do setor de transformados plásticos (refere-se ao


Elo Indústria de Resinas para Embalagens Plásticas para Alimentos, onde as forças
propulsoras deste elo encontram-se na Tabela 53);

Executor: SIQUIM – EQ/UFRJ 141


e) Criar condições favoráveis para a redução da informalidade do setor (refere-se ao Elo
Indústria de Embalagens Plásticas para Alimentos, onde as forças propulsoras deste
elo encontram-se na Tabela 51);

f) Criar condições favoráveis para o crescimento sustentável do uso de transformados plásticos


com o fortalecimento de sua reciclagem (refere-se ao Elo Indústria de Alimentos e ao Elo
Indústria de Resinas para Embalagens Plásticas para Alimentos, onde as forças
propulsoras destes elos encontram-se, respectivamente, nas Tabelas 49 e 53).

O Fórum coloca que merecem destaque e, portanto, políticas e ações específicas visando ao
crescimento da competitividade os seguintes segmentos da cadeia produtiva: indústria de
transformação plástica e indústria de resinas termoplásticas e suas matérias-primas. A tabela 56
sintetiza as políticas prioritárias para a Cadeia Produtiva da Indústria de Transformação Plástica:

Tabela 56 - Políticas Prioritárias do Fórum de Competitividade - MDIC/SDP - 2000/2003 -


Cadeia Produtiva de Transformação Plástica vis a vis Forças Propulsoras

Políticas Prioritárias do Fórum de


Elo da Cadeia Produtiva de
Competitividade - MDIC/SDP - Forças Propulsoras
Transformação Plástica
2000/2003
F5 - Integração entre os elos da
Financiamento à reorganização do
cadeia;
setor
F9 - Financiamento adequado.
Indústria de Embalagens
Desoneração tributária do F3 – Regras de Comércio Exterior;
Plásticas para Alimentos
investimento e da produção F12 – Incentivos Fiscais.
Diminuição ou eliminação da F6 – Fusões e Aquisições de
informalidade do setor Empresas
Financiamento aos investimentos da
Indústria de Resinas para F9 - Financiamento adequado
indústria petroquímica reestruturada
Embalagens Plásticas para
Desoneração tributária do F3 – Regras de Comércio Exterior;
Alimentos
investimento e da produção F12 – Incentivos Fiscais.

Com relação mais especificamente à metodologia Delphi para prospecção tecnológica de cadeias
produtivas, alerta-se sobre a importância de que este tipo de técnica seja aplicada de forma
sistemática, tanto no sentido de estimular troca de conhecimento entre os diferentes elos da cadeia,
quanto no de aproximar os diferentes atores ao processo de tomada de decisão na direção da
competitividade da cadeia como um todo. No entanto, como resultado do processo de
aprendizagem, vale destacar a dificuldade ainda presente nos dias atuais de respostas significativas
pela via da Web (por meio de questionários interativos disponibilizados online). Ressalta-se que
todo esforço é necessário junto aos especialistas, por telefone e e-mail, para que se tenha uma
participação efetiva e representativa de todos os atores da Cadeia Produtiva de Embalagens
Plásticas para Alimentos.

Executor: SIQUIM – EQ/UFRJ 142


XIII.1. CONSIDERAÇÕES FINAIS

O consenso do Delphi foi de 80%, com representatividade dos stakeholders em todos os elos
da Cadeia Produtiva de Embalagens Plásticas para Alimentos, assim como dos atores – governo,
indústria e academia.

As tendências que refletem o consenso sobre o futuro desta cadeia podem ser resumidas nos
seguintes fatores econômicos e sociais:

INFRA-ESTRUTURA

Em relação ao Custo Brasil, o cenário é pessimista, permanecendo como gargalo na cadeia.

Já em relação aos canais de distribuição, a tendência de liderança dos supermercados deve


permanecer, embora o governo seja otimista em relação ao pequeno varejo.

IMPORTAÇÃO

Em relação às resinas, visando a substituição de importação, o consenso é para


desenvolvimento e/ou compra de tecnologia.

CONCORRÊNCIA

A tendência nos próximos 10 anos é que o plástico não seja substituído por outros tipos de
embalagens, e também que substitua o vidro.

Outra tendência observada é a concentração de empresas através de movimentos de fusões e


aquisições no elo de transformados.

De acordo com a demanda, os perfis de consumidores que mais utilizarão embalagens


plásticas serão os saudáveis (ou seja, aqueles preocupados com a qualidade de vida), cesta básica e
workaholics. Quanto às resinas que deverão atender a estes consumidores, o PP deverá atender ao
consumidor workaholic; a família de polietilenos (PEAD, PEBD, PEBDL) à cesta básica, e o PS
aos consumidores saudáveis.

Executor: SIQUIM – EQ/UFRJ 143


COMPETITIVIDADE

No elo Alimentos, a liderança é das bebidas carbonatadas e água mineral. Em função deste
tipo de alimento, a tendência é de utilização de PET, através do processo de sopro.

Há tendência de substituição da nafta pelo gás natural, uma vez que o preço da nafta deve
aumentar.

POLÍTICO-ECONÔMICO-SOCIAL

O programa FOME ZERO é consenso entre todos os atores da cadeia como alavancador da
mesma.

GERAÇÃO DE EMPREGOS

Para geração de empregos que exigem maior qualificação, torna-se necessária a formação de
clusters e cooperativas na indústria de alimentos de pequeno varejo, e no elo de transformados
plásticos, para diminuição da informalidade do setor.
Para empregos de menor qualificação, a maior geração de empregos no País é do canal
predominante de distribuição de alimentos (supermercados).

CAPACITAÇÃO TECNOLÓGICA

Para aumento da capacitação tecnológica, é necessário o estímulo a cursos técnicos, como a


Nova Universidade Cooperativa de Alimentos do Norte-Nordeste, em Fortaleza, em parceria com o
SENAI-CE, e também o aumento de cursos de extensão de institutos especializados, como o ITAL,
e novos cursos universitários, como o curso de graduação em Engenharia de Alimentos da Escola
de Química da UFRJ.

Executor: SIQUIM – EQ/UFRJ 144


XIV REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

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Executor: SIQUIM – EQ/UFRJ 150


XV ANEXOS:

ANEXO 1: EMPRESAS NO BRASIL

Abaixo segue-se uma lista das empresas responsáveis pelo setor de embalagens para a industria
alimentícia, foco deste trabalho (nomes entre parênteses respondem pela comercialização no
Brasil):

Alpfilm – Alpes Ind. e Com. Plásticos Ltda. – Cotia (SP)


BR – BR Tecnologia em Plásticos Industriais Ltda. – Canoas (RS)
Brasilflex – Brasilflex Ind. e Com. Ltda. – São Paulo (SP)
Braspack – Braspack Embalagens do Nordeste S/A – Ipojuca (PE)
CBS - CBS Ind. e Com. Impot. e Export. Ltda. – Guarulhos (SP).
Citropack – Citropack Ind. e Com. de Embalagens Ltda. – Itápoles (SP)
Dart (Castagna) – Castagna Com. Impot. e Export. Ltda. – Canoas (RS)
Didoplas – Didoplas Ind. Com. Mat. Plast. Ltda. – São Paulo (SP)
Electro Plastic – Electro Plastic S/A – São Paulo (SP)
Embaquim – Embaquim Ind. e Com. Ltda. – São Paulo (SP)
Emoplas – Emoplas Ind. e Com. Ltda. – São Paulo (SP)
Engraplast – Engraplast Ind. e Com. Plásticos Ltda. – São Paulo (SP)
Fadin – Fadin Ind. e Com. Ltda. – São Paulo (SP)
Farmaplast – Farmaplast Ind. de Embalagens Plásticas Ltda. – Cotia (SP)
Geraldiscos – Geraldiscos Com. Ind. Rep. Cort. Ltda. – Barueri (SP)
Ibeplas – Ibeplas Ind. Brasileira de Embalagens Plásticas Ltda. – São Paulo (SP)
Igaratiba – Igaratiba Ind. e Com. Ltda. – Elias Fausto (SP)
Inajá – Ind. Inajá Art., Copos, Embs. de Papel Ltda. – Osasco (SP)
Incapack – Incapack Ind. de Embalagens Plásticas Ltda. – Curitiba (PR)
Itaplac – Itaplac Ind. de Plásticos Ltda. – Rio Casca (MG)
Jaci – Ind. e Com. de Plást. Jaci Ltda.
Jaguarplast – Jaguar Ind. e Com. de Plásticos Ltda. – Jaguariuna (SP)
Javel – Plásticos Javel Ltda. – Novo Hamburgo (RS)
Lipoquímica – Lipoquímica Ltda. – Nova Odessa (SP)
Mapla – Mapla S/A Inds. de Materiais Plásticos – Canoas (RS)

Executor: SIQUIM – EQ/UFRJ 151


Massucato – Massucato Ind. e Com. Ltda. – Campinas (SP)
Metaplastic – Metaplastic Embalagens Ltda. – São Paulo (SP)
Milplast- Milplast Ind. e Com. de Plásticos Ltda. – São Bernado do Campo (SP)
Mocoplast – Mocoplast Mococa Embalagens Plásticas Ltda. – Mococa (SP)
Momap – Momap Moldagem de Mat. Plást. Ltda. – São Paulo (SP)
Neoform – Neoform S/A – Cachoeirinha (RS)
Olveplast – Olveplast Olvebra Bembals. Plast. Ltda. – Barueri (SP)
Perus – Ind. de Plásts.Perus Ltda. – São Paulo (SP)
Plastirrico – Plastirrico Ind. e Com. Ltda. – São Paulo (SP)
Plastwal – Plastwal Ind. de Plásticos ltda. – Cotia (SP)
Poliembalagens – Poliembalagens Ind. e Com. de Embals. Ltda. – Mauá (SP)
Poly-Blow – Poly-Blow Ind. e Com. Ltda. – São Bernardo do Campo (SP)
Poly-Vac – Poly-Vac S/A Ind. e Com. de Embalagens – São Paulo (SP)
Polyvan - Polyvan Ind. e Com. de Embalagens Ltda. – São Paulo (SP)
Propak – Propack Ind. e Com. Plásticos Ltda. – Embu (SP)
Qualipack – Qualipack Com. e Ind. de Embalagens Ltda. – São Paulo (SP)
Rebeli – Rebeli Ind. e Com. de Plásticos Ltda. – Vera Cruz (RS)
Santista Embalagens – Narita Química Ind. e Com. Ltda. – Santos (SP)
Sek – Sek Plásticos do Brasil Ltda. – Pinhais (PR)
Siniplast – Siniplast Ind. e Com. Ltda. – Diadema (SP)
Soproval – Soproval Embalagens Plástica Ltda. – Valinhos (SP)
Soroplast – Soroplast Ind. e Com. de Art. Plásticos – Sorocaba (SP)
Stamp Spumas – Stamp Spumas Fitas e Peças Técnicas Ltda. – Campinas (SP)
Styrocorte – Styrocorte Ind. e Com. de Plásticos Ltda. – São Simão (SP)
Sunnyvale – Sunnyvale Com. e Rep. Ltda. – São Paulo (SP)
Supertainer – Supertainer Italplast do B.E. T. Ltda. – São Paulo (SP)
Tecblas – Tecblas Ind. e Com. de Plásticos Ltda. – Porto Alegre (RS)
Tetra Pak – Tetra Pak Ltda. – São Paulo (SP)
Tryl – Tryl Ind. e Com. Ltda. – Diadema (SP)
Tupperware – Dart do Brasil Ind. Com. Ltda. – São Paulo (SP)
Unipac – Unipac Ind. Com. Ltda. – Pompéia (SP)
Unipac Embalagens – Unipac Embalagens Ltda. – São Paulo (SP)

Executor: SIQUIM – EQ/UFRJ 152


Védat – Vérdat Tampas Herméticas Ltda. – Embú (SP)
Viesser – Viesser Indl. De Plásticos e Metais Ltda. – Porto Alegre (RS)
Vinilplast – Vinilplast Ind. e Com. de Plásticos Ltda. – São Paulo (SP)
Zandei Plásticos – Zabdei Ind. de Plásticos Ltda. – Guaporé (RS)
Zarzur – Indústrias Plásticas Zarzur Ltda. – Rio de Janeiro (RJ)
(PLÁSTICOS EM REVISTA, 2001a).

Executor: SIQUIM – EQ/UFRJ 153


ANEXO 2. LISTA DE ESPECIALISTAS CONTATADOS

Executor: SIQUIM – EQ/UFRJ 154


Nome Empresa / Instituição Localização Classificação

1 Adriana de Menezes Politeno Camaçari / BA Empresas / Associações

2 Aguinaldo Gomes Marques ABRAS Brasília / DF Empresas / Associações

3 Ailton de Souza Gomes IMA/UFRJ Rio de Janeiro / RJ Pesquisadores / Especialistas

4 Alessandra Zambaldi ALPES Ind. e Com. São Paulo / SP Empresas / Associações

5 Alessandro Luis Silva de Lima Politeno Camaçari / BA Empresas / Associações

6 Alex Kenya Abiko Poli-USP São Paulo / SP Empresas / Associações

7 Alex William Ferreira de Souza Politeno Camaçari / BA Empresas / Associações

8 Alexandrino de Alencar Braskem São Paulo / SP Empresas / Associações

9 Aline Marques Rolim Polimarketing Resinas Petroquímicas Ltda Porto Alegre / RS Empresas / Associações

10 Amaury Wydator Plasfine Indústria e Comércio Ltda. Guarulhos / SP Empresas / Associações

11 Amilcar Pereira da Silva Filho IBP Rio de Janeiro / RJ Empresas / Associações

12 Ana Amélia Martini EQ/UFRJ Niterói / RJ Pesquisadores / Especialistas

13 Ana Maria Ferreira da Silva Politeno Camaçari / BA Empresas / Associações

14 Anastacia Evangelina da Fonseca Politeno Camaçari / BA Empresas / Associações

15 Anderson Maia IPT São Paulo / SP Centros de P&D

16 André Luis Soares Rosa Politeno Camaçari / BA Empresas / Associações

17 Andrea Carla B. Cunha ABIQUIM São Paulo / SP Empresas / Associações

18 Andres Navarro Sanchez Sol Embalagens São Paulo / SP Empresas / Associações

19 Anivaldo Batista Soares Politeno Camaçari / BA Empresas / Associações

20 Antônio Candido Daguer Moreira FINEP Rio de Janeiro / RJ Governo

21 Antonio Carlos Barreto Politeno Camaçari / BA Empresas / Associações


22 Antonio Carlos Ferracioli Clariant Monte Mor / SP Empresas / Associações

23 Antônio Castro EMBRAPA Brasilia / DF Centros de P&D

24 Antonio Cezar dos Santos Bahia Politeno Camaçari / BA Empresas / Associações

25 Antonio Fernando Novato Leao Politeno Camaçari / BA Empresas / Associações

26 Antonio Guilherme Barreto Politeno Camaçari / BA Empresas / Associações

27 Antonio Marcos Almeida Assis Politeno Camaçari / BA Empresas / Associações

28 Arnaldo Pereira Ribeiro Inmetro São Paulo / SP Governo

29 Áureo José Dutra UNIPAR-SP Mauá / SP Empresas / Associações

30 Carlos Alberto de Brito LUIGI RULLI & CIA LTDA São Paulo / SP Empresas / Associações

31 Carlos Alberto Hemais IMA/UFRJ Rio de Janeiro / RJ Pesquisadores / Especialistas

32 Carlos Andre Silva Politeno Camaçari / BA Empresas / Associações

33 Carlos Cristo MDIC Brasilia / DF Governo

34 Carlos Eduardo O. Lima AFIPOL São Paulo / SP Empresas / Associações

35 Carlos Estevao Lopes Politeno Camaçari / BA Empresas / Associações

36 Carlos Matarazzo Unilever Valinhos / SP Empresas / Associações

37 Carlos Raimundo Santos B. Politeno Camaçari / BA Empresas / Associações

38 Carlos Roberto Barreto Politeno Camaçari / BA Empresas / Associações

39 Carlos Santos Amorim Junior MCT Brasilia / DF Governo

40 Celso Luiz Gusso ARAUPLAST Industria de Plásticos Curitiba / Paraná Empresas / Associações

41 Cheila Mothé EQ/UFRJ Rio de Janeiro / RJ Pesquisadores / Especialistas

42 Claudio José A. Neves OPP Polietilenos Camaçari - BA Empresas / Associações

43 Claudio Marcondes Polibrasil Mauá / SP Empresas / Associações

Executor: SIQUIM – EQ/UFRJ 156


44 Cleide Pinto Rhodia - Empresas / Associações

45 Cleide Souza Coelho Politeno Camaçari / BA Empresas / Associações

46 Cleyton Miranda de Barros Politeno Camaçari / BA Empresas / Associações

47 Cristiane dos Santos Politeno Camaçari / BA Empresas / Associações

48 Cristina Tristão Andrade IMA/UFRJ Rio de Janeiro / RJ Pesquisadores / Especialistas

49 Daniela Lopes IMA/UFRJ Rio de Janeiro / RJ Pesquisadores / Especialistas

50 Darcy Leandro Canguru Criciúma / SC Empresas / Associações

51 Diretor Técnico / Gerente de Planejamento ACP Mercantil e Indl. Ltda São Paulo / SP Empresas / Associações

52 Diretor Técnico / Gerente de Planejamento AG REMY Stretch Film do Brasil Belo Horizonte / MG Empresas / Associações

53 Diretor Técnico / Gerente de Planejamento AL-Ca Plásticos Ltda. São Paulo / SP Empresas / Associações

54 Diretor Técnico / Gerente de Planejamento ALLPAC Embalagens Ltda. São Paulo / SP Empresas / Associações

55 Diretor Técnico / Gerente de Planejamento ALTIMAR Artefatos Plásticos Ltda. Jundiai / SP Empresas / Associações

56 Diretor Técnico / Gerente de Planejamento AMEROPA Inds. Plásticas Ltda. São Paulo / SP Empresas / Associações

57 Diretor Técnico / Gerente de Planejamento Apache Embalagens Plásticas Ltda. Ribeirão Preto / SP Empresas / Associações

58 Diretor Técnico / Gerente de Planejamento ARTIK Manufatura e Com. Ltda. São Paulo / SP Empresas / Associações

59 Diretor Técnico / Gerente de Planejamento Basf S. A. - Empresas / Associações

60 Diretor Técnico / Gerente de Planejamento BESTFLEX Ind. e Com. de Plásticos Ltda. Diadema / SP Empresas / Associações

61 Diretor Técnico / Gerente de Planejamento BR TECNOLOGIA em Plásticos Industriais Canoas / RS Empresas / Associações

62 Diretor Técnico / Gerente de Planejamento BRASPACK Embalagens do Nordeste S/A Ipojuca / PE Empresas / Associações

63 Diretor Técnico / Gerente de Planejamento CBS Ind. Com. Import. E Export. Ltda. Guarulhos / SP Empresas / Associações

Executor: SIQUIM – EQ/UFRJ 157


64 Diretor Técnico / Gerente de Planejamento Coltok do Brasil Campinas / SP Empresas / Associações

65 Diretor Técnico / Gerente de Planejamento COMPLAST Curitiba / PR Empresas / Associações

66 Diretor Técnico / Gerente de Planejamento CORMATEC Guarulhos / SP Empresas / Associações

67 Diretor Técnico / Gerente de Planejamento DELTAPLAM Embalagens São Bernardo do Campo / SP Empresas / Associações

68 Diretor Técnico / Gerente de Planejamento ELMATEC Ind. de Plásticos Diadema / SP Empresas / Associações

69 Diretor Técnico / Gerente de Planejamento Embalagens ZENITH São Paulo / SP Empresas / Associações

70 Diretor Técnico / Gerente de Planejamento EMOPLAS Ind. E Com. São Paulo / SP Empresas / Associações

71 Diretor Técnico / Gerente de Planejamento ENGEPACK Embalagens Itupeva / SP Empresas / Associações

72 Diretor Técnico / Gerente de Planejamento FERPLAST Ind. E Com. Mairinque / SP Empresas / Associações

73 Diretor Técnico / Gerente de Planejamento FIBRASA Embalagens Serra / ES Empresas / Associações

74 Diretor Técnico / Gerente de Planejamento FINOPLASTIC Ind. De Emb. Guarulhos / SP Empresas / Associações

75 Diretor Técnico / Gerente de Planejamento FORMAT Ind. De Emb. Diadema / SP Empresas / Associações

76 Diretor Técnico / Gerente de Planejamento GEPLAZ Ind. E Com. Guarulhos / SP Empresas / Associações

77 Diretor Técnico / Gerente de Planejamento Homy Química Jardinópolis / SP Empresas / Associações

78 Diretor Técnico / Gerente de Planejamento IMPLAS Belo Horizonte / MG Empresas / Associações

79 Diretor Técnico / Gerente de Planejamento INCREAL Chapecó / SC Empresas / Associações

80 Diretor Técnico / Gerente de Planejamento Ind. Com. de Plásticos Ásia Ltda. Guarulhos / SP Empresas / Associações

81 Diretor Técnico / Gerente de Planejamento Ind. E Com. Chemimim Ponta Grossa / PR Empresas / Associações

82 Diretor Técnico / Gerente de Planejamento INDACP São Paulo / SP Empresas / Associações

83 Diretor Técnico / Gerente de Planejamento Industria Arteb S/A São Bernardo do Campo / SP Empresas / Associações

84 Diretor Técnico / Gerente de Planejamento Innova Triunfo / RS Empresas / Associações

85 Diretor Técnico / Gerente de Planejamento IPL Plásticos Diadema / SP Empresas / Associações

Executor: SIQUIM – EQ/UFRJ 158


86 Diretor Técnico / Gerente de Planejamento JCV Taboão da Serra / SP Empresas / Associações

87 Diretor Técnico / Gerente de Planejamento Korrector Ind. e Com Diadema / SP Empresas / Associações

88 Diretor Técnico / Gerente de Planejamento LAMIPLASTICA São Paulo / SP Empresas / Associações

89 Diretor Técnico / Gerente de Planejamento MOCOPLAST Emb. Plásticas Mococa / SP Empresas / Associações

90 Diretor Técnico / Gerente de Planejamento MORGEL Ind. De Plast. Diadema / SP Empresas / Associações

91 Diretor Técnico / Gerente de Planejamento MULTIPLAST Ind. E Com. São Paulo / SP Empresas / Associações

92 Diretor Técnico / Gerente de Planejamento NEOTECNICA São Bernardo do Campo / SP Empresas / Associações

93 Diretor Técnico / Gerente de Planejamento PIONNER Plastics Rio de Janeiro / RJ Empresas / Associações

94 Diretor Técnico / Gerente de Planejamento Piramidal Termoplásticos São Bernardo do Campo / SP Empresas / Associações

95 Diretor Técnico / Gerente de Planejamento PLAMOR Ind e Com São Bernardo do Campo / SP Empresas / Associações

96 Diretor Técnico / Gerente de Planejamento PLASCO Ind e Com Barueri / SP Empresas / Associações

97 Diretor Técnico / Gerente de Planejamento PLASCONY Ind de Plast. Santana do Parnaíba / SP Empresas / Associações

98 Diretor Técnico / Gerente de Planejamento PLASTAMP Ind e Com Jundiai / SP Empresas / Associações

99 Diretor Técnico / Gerente de Planejamento Plasticos Alko Ltda. Guarulhos / SP Empresas / Associações

100 Diretor Técnico / Gerente de Planejamento PLASTICOS FREDDY São Paulo / SP Empresas / Associações

101 Diretor Técnico / Gerente de Planejamento PLASTICOS MAUA Santo André / SP Empresas / Associações

102 Diretor Técnico / Gerente de Planejamento PLASTICOS PAMPA Eldorado do Sul / RS Empresas / Associações

103 Diretor Técnico / Gerente de Planejamento Plásticos Ruttino Barueri / SP Empresas / Associações

104 Diretor Técnico / Gerente de Planejamento PLASTIKERO Ind e Com Contagem / MG Empresas / Associações

105 Diretor Técnico / Gerente de Planejamento Plastimaster Pinhais / PR Empresas / Associações

106 Diretor Técnico / Gerente de Planejamento PLASTIPRENE Plast. E Elastômeros São Paulo / SP Empresas / Associações

107 Diretor Técnico / Gerente de Planejamento Polymer Trading Europe Santana do Parnaíba / SP Empresas / Associações

Executor: SIQUIM – EQ/UFRJ 159


108 Diretor Técnico / Gerente de Planejamento POLYPLASTER Ind e Com Betim / MG Empresas / Associações

109 Diretor Técnico / Gerente de Planejamento PRIMO Ind. Termoplásticos São Paulo / SP Empresas / Associações

110 Diretor Técnico / Gerente de Planejamento PROPACK Ind e Com de Plast. Embu / SP Empresas / Associações

111 Diretor Técnico / Gerente de Planejamento Resinor Resinas Mauá / SP Empresas / Associações

112 Diretor Técnico / Gerente de Planejamento São Paulo Alpargatas S/A São Paulo / SP Empresas / Associações

113 Diretor Técnico / Gerente de Planejamento SENASUL Ind e Com de Plast São Paulo / SP Empresas / Associações

114 Diretor Técnico / Gerente de Planejamento SM Resinas Brasil São Paulo / SP Empresas / Associações

115 Diretor Técnico / Gerente de Planejamento Soprano Farroupilha / RS Empresas / Associações

116 Diretor Técnico / Gerente de Planejamento SPP Resinas São Paulo / SP Empresas / Associações

117 Diretor Técnico / Gerente de Planejamento Tecnopláticos Belfano Ltda Diadema / SP Empresas / Associações

118 Diretor Técnico / Gerente de Planejamento Thathi Imp. São Paulo / SP Empresas / Associações

119 Diretor Técnico / Gerente de Planejamento Uniao Ind. Com. Campo Grande / MS Empresas / Associações

120 Diretor Técnico / Gerente de Planejamento Uniplen Ind. Diadema / SP Empresas / Associações

121 Edilson Ferreira da Conceição Politeno Camaçari / BA Empresas / Associações

122 Edivaldo Miranda Bastos Politeno Camaçari / BA Empresas / Associações

123 Edney Oliveira Souza Politeno Camaçari / BA Empresas / Associações

124 Edson Oliveira M. Politeno Camaçari / BA Empresas / Associações

125 Eduardo de Toledo Oxiteno São Paulo / SP Empresas / Associações

126 Eduardo G. Pascarelli Lord Plásticos Sorocaba / SP Empresas / Associações

127 Edvaldo Ramos Silva Politeno Camaçari / BA Empresas / Associações

128 Efraim Cekinski IPT São Paulo / SP Centros de P&D

129 Elen Pacheco IMA/UFRJ Rio de Janeiro / RJ Pesquisadores / Especialistas

Executor: SIQUIM – EQ/UFRJ 160


130 Eliane B.Bahruth FINEP Rio de Janeiro / RJ Governo

131 Eloisa Garcia CETEA/ITAL Campinas / SP Centros de P&D

132 Eloísa Mano IMA/UFRJ Rio de Janeiro / RJ Pesquisadores / Especialistas

133 Elpidio Freire Menezes Politeno Camaçari / BA Empresas / Associações

134 Elvira Santana Carvalho Politeno Camaçari / BA Empresas / Associações

135 Eric Rafael da Rocha Politeno Camaçari / BA Empresas / Associações

136 Ernani Pereira Jr. Valfilm/Tecnoval Lorena / SP Empresas / Associações

137 Esmeralda A. Frias Camargo ABIEF São Paulo / SP Empresas / Associações

138 Fátima Giovanna Ferreira ABIQUIM São Paulo / SP Empresas / Associações

139 Fernando José Soares Politeno Camaçari / BA Empresas / Associações

140 Flavia M. Queiroz Ipiranga Petroquímica Triunfo / RS Empresas / Associações

141 Flavio Bruno SENAI / CETIQT Rio de Janeiro / RJ Pesquisadores / Especialistas

142 Francisco C. T. Garcia Mega Plast São Paulo / SP Empresas / Associações

143 Francisco Salazar Sindiplast / Abiplast São Paulo / SP Empresas / Associações

144 Franklin Valente Politeno Camaçari / BA Empresas / Associações

145 Gabriela Padilha EQ/UFRJ Rio de Janeiro / RJ Pesquisadores / Especialistas

146 George Andrade Azevedo Politeno Camaçari / BA Empresas / Associações

147 Geraldo A. Cofcewicz Perdigão - Empresas / Associações

148 Giorgio Guardalben Poliembalagens Mauá / SP Empresas / Associações

149 Guilherme Duque Estrada ABIQUIM São Paulo / SP Empresas / Associações

150 Hans Dieter Kurz Ipiranga Petroquímica Triunfo / RS Empresas / Associações

151 Heitor Monteiro Politeno Camaçari / BA Empresas / Associações

Executor: SIQUIM – EQ/UFRJ 161


152 Hélio Camarota FIRJAN Rio de Janeiro / RJ Empresas / Associações

153 Helio Meirelles Cardoso PRONET Rio de Janeiro / RJ Empresas / Associações

154 Hermes Contesini ABEPET São Paulo / SP Empresas / Associações

155 Hilda Maria Rocha Politeno Camaçari / BA Empresas / Associações

156 Hugo Leonardo dos Santos Borges Politeno Camaçari / BA Empresas / Associações

157 Humberto Oliveira Albuquerque Politeno Camaçari / BA Empresas / Associações

158 Humberto Talma da Cunha Polialden Petroquímica Camaçari / BA Empresas / Associações

159 Inês Martins Pellisoli Ipiranga Petroquímica Triunfo / RS Empresas / Associações

160 Irineu Costa Santos Rhodia-ster São Paulo / SP Empresas / Associações

161 Ismael Silvio Soares Politeno Camaçari / BA Empresas / Associações

162 Israel Sverner Electroplastic São Paulo / SP Empresas / Associações

163 Jaime Salinas Dixie Toga - Empresas / Associações

164 Jaime Sartori Politeno - Empresas / Associações

165 Jane Barbosa Bispo Politeno Camaçari / BA Empresas / Associações

166 Janice Praia Santana Politeno Camaçari / BA Empresas / Associações

167 Janusz Zaporski BNDES - Governo

168 Jayme Moura Ipiranga Petroquímica Triunfo / RS Empresas / Associações

169 Jean Claude Cailleaux Politeno Camaçari / BA Empresas / Associações

170 Jean Daniel Peter Siresp São Paulo / SP Empresas / Associações

171 Joao Augusto de Oliveira Rezende Politeno Camaçari / BA Empresas / Associações

172 Joao Deway Polibrasil Camaçari / BA Empresas / Associações

173 Joao Fernandes Cortial Chagas Politeno Camaçari / BA Empresas / Associações

Executor: SIQUIM – EQ/UFRJ 162


174 João Guilherme Rocha Poço IPT São Paulo / SP Centros de P&D

175 João Luiz Zuñeda Maxiquim Porto Alegre / RS Empresas / Associações

176 João Ruy Dornelles Freire Copesul Triunfo / RS Empresas / Associações

177 Jorge Fazenda ABRAFATI São Paulo / SP Empresas / Associações

178 José Alcides Magalhaes Politeno Camaçari / BA Empresas / Associações

179 Jose Angelo Rodrigues Gregolin UFSCAR São Carlos / SP Pesquisadores / Especialistas

180 José Arnaldo Ribeiro Soares Copesul Triunfo / RS Empresas / Associações

181 Jose Carlos Almeida de Souza Politeno Camaçari / BA Empresas / Associações

182 José Clemente COPENE Rio de Janeiro / RJ Empresas / Associações

183 José Felicio de Oliveira Politeno Camaçari / BA Empresas / Associações

184 José Fernando Mattos MBC Brasília / DF Empresas / Associações

185 José Geraldo de Souza Carvalho Petroquisa Rio de Janeiro / RJ Empresas / Associações

186 José Luciano das Neves Machado Politeno Camaçari / BA Empresas / Associações
187 José Luiz Redondo Rhodia São Paulo / SP Empresas / Associações
188 José Maria Pinto Ferreira Copesul Triunfo / RS Empresas / Associações

189 Jose Moises Brito Trabuco Politeno Camaçari / BA Empresas / Associações

190 José Renato D. Cassinelli IPT - Projeto Prumo São Paulo / SP Centros de P&D

191 José Ricardo Roriz Coelho Polibrasil - Empresas / Associações

192 José Vitor Bomtempo EQ/UFRJ Rio de Janeiro / RJ Pesquisadores / Especialistas

193 Júlio Cesar Rabelo Ipiranga Petroquímica Triunfo / RS Empresas / Associações

194 Julio Sergio Gomes de Almeida IEDI São Paulo / SP Empresas / Associações

195 Juraci Santos Nascimento Politeno Camaçari / BA Empresas / Associações

Executor: SIQUIM – EQ/UFRJ 163


196 Juracy Sales dos Santos Politeno Camaçari / BA Empresas / Associações

197 Leandro Fraga Guimarães Rhodia-Ster São Paulo / SP Empresas / Associações

198 Leandro Innocentini L. de Faria UFSCAR São Carlos / SP Pesquisadores / Especialistas

199 Leonardo Britto REQUIL (Distribuidora Braskem) - Empresas / Associações

200 Lia Krucken Pereira UFSC Florianópolis / SC Pesquisadores / Especialistas

201 Lincoln Seraghini Seraghini - Empresas / Associações

202 Lismar Sacramento dos Santos Politeno Camaçari / BA Empresas / Associações

203 Lucas Jeronimo Dultra B. Politeno Camaçari / BA Empresas / Associações

204 Lucia Jaeger NUTRIÇÃO/UFRJ Rio de Janeiro / RJ Pesquisadores / Especialistas

205 Luciana Pelegrino ABRE São Paulo / SP Empresas / Associações

206 Luciano Cerqueira de Oliveira Politeno Camaçari / BA Empresas / Associações

207 Luciano José de Oliveira F. Politeno Camaçari / BA Empresas / Associações

208 Lucien Moreno Politeno Camaçari / BA Empresas / Associações

209 Luis Augusto Ferreira dos Santos Politeno Camaçari / BA Empresas / Associações

210 Luís Cezar Zeredo ABRAIC Brasília / DF Empresas / Associações

211 Luís Fernando Cassinelli Braskem São Paulo / SP Empresas / Associações

212 Luís Fernando Guttman CRQ Rio de Janeiro / RJ Empresas / Associações

213 Luís Fernando Marinho Nunes Deten Camaçari / BA Empresas / Associações

214 Luis Oscar Passos Politeno Camaçari / BA Empresas / Associações

215 Luis Sergio Melo Politeno Camaçari / BA Empresas / Associações

216 Luiz Antonio D. Simões Carnevalli Guarulhos / SP Empresas / Associações

217 Luiz Antonio D'Avila EQ/UFRJ Rio de Janeiro / RJ Pesquisadores / Especialistas

Executor: SIQUIM – EQ/UFRJ 164


218 Luiz Fernando Ferreira Rosa Ipiranga Petroquímica Triunfo / RS Empresas / Associações

219 Luiz Fernando Marchi Politeno Camaçari / BA Empresas / Associações

220 Luiz Gustavo Ortega Polibrasil São Paulo / SP Empresas / Associações

221 Luiz Jesus dos Santos Politeno Camaçari / BA Empresas / Associações

222 Luiz Reynaldo de Azevedo Cardoso Politecnica/USP São Paulo / SP Pesquisadores / Especialistas

223 Luiz Tadashi Watai IPT São Paulo / SP Pesquisadores / Especialistas

224 Marcello José Rodrigues Cavalcanti Politeno Camaçari / BA Empresas / Associações

225 Marcelo Augusto Oliveira F. Politeno Camaçari / BA Empresas / Associações

226 Marcelo J. Spohr Petroquímica Triunfo Triunfo / RS Empresas / Associações

227 Marcelo José Pio SENAI / CETIQT Rio de Janeiro / RJ Pesquisadores / Especialistas

228 Marcelo Kós Silveira Campos ABIQUIM São Paulo / SP Empresas / Associações

229 Marcelo Sampaio Filho SECEX/DECEX Rio de Janeiro / RJ Governo

230 Marcial Saboya de Castro BNDES - Governo

231 Marcio Antonio da Silva Santos Politeno Camaçari / BA Empresas / Associações

232 Marcio Cardoso Pinheiro Nestlé São Paulo / SP Empresas / Associações

233 Marcio Nahuz IPT São Paulo / SP Centros de P&D

234 Marcio Nascimento Brito Politeno Camaçari / BA Empresas / Associações

235 Marco Antonio Ferraroli dos Santos Alcan Alumínio do Brasil São Paulo / SP Empresas / Associações

236 Marcos Furtado Carvalho ABRAIC Brasília / DF Empresas / Associações

237 Marcos Giuntini M LAB São Paulo / SP Empresas / Associações

238 Marcos Lopes Dias IMA/UFRJ Rio de Janeiro / RJ Pesquisadores / Especialistas

239 Marcos Roberto Miranda Politeno Camaçari / BA Empresas / Associações

Executor: SIQUIM – EQ/UFRJ 165


240 Marcos Rossatti Politeno São Paulo / SP Empresas / Associações

241 Marcus Dal Pizzol Innova Triunfo / RS Empresas / Associações

242 Marcus Luis Rodrigues Politeno Camaçari / BA Empresas / Associações

243 Margarida Miyo Iseki Politeno Camaçari / BA Empresas / Associações

244 Maria Auxiliadora Moraes Lemos Politeno Camaçari / BA Empresas / Associações

245 Maria Cecília Cortez ABIMAQ São Paulo / SP Empresas / Associações

246 Maria de Fátima Marques IMA/UFRJ Rio de Janeiro / RJ Pesquisadores / Especialistas

247 Maria José Smith F. Netto EQ/UFRJ Rio de Janeiro / RJ Pesquisadores / Especialistas

248 Mario Schlickmann Incoplast Sâo Ludgero / SC Empresas / Associações

249 Maristela S. Miranda ABIMAQ São Paulo / SP Empresas / Associações

250 Marta Curvo CETEA/ITAL Campinas / SP Centros de P&D

251 Maurício de Barros Lucena Polibrasil São Paulo / SP Empresas / Associações

252 Mauro Azanha Polietilenos União Santo André / SP Empresas / Associações

253 Mauro Félix de Oliveira Canguru Criciúma / SC Empresas / Associações

254 Mauro Massoquette Politeno Camaçari / BA Empresas / Associações

255 Mauro Saraiva Politeno Camaçari / BA Empresas / Associações

256 Merheg Cachum INP São Paulo / SP Empresas / Associações

257 Milton Bin Plasticos do Paraná Curitiba / PR Empresas / Associações

258 Mônica Abreu Universidade Federal do Ceará Fortaleza / CE Pesquisadores / Especialistas

259 Mônica Caetano ANVISA - Governo

260 Monica Forti ABRE São Paulo / SP Empresas / Associações

261 Monica Freire Dias Martins Dacarto Benvic - Empresas / Associações

Executor: SIQUIM – EQ/UFRJ 166


262 Nadja Caiado Scarano Suzano/Divisão Petroquímica Rio de Janeiro / RJ Empresas / Associações

263 Nicolai Martins Duboc Politeno Camaçari / BA Empresas / Associações

264 Oswaldo Ferreira IPT São Paulo / SP Centros de P&D

265 Paula Santos Oliveira Politeno Camaçari / BA Empresas / Associações

266 Paulo A. P. Modé Plásticos Eldorado - Empresas / Associações

267 Paulo Andrade Salomão Monte Cristo Plásticos Ribeirão Preto / SP Empresas / Associações

268 Paulo Dacolina INP São Paulo / SP Empresas / Associações

269 Paulo Roberto Salles CRP Plásticos - Comercial São Paulo / SP Empresas / Associações

270 Peter Rudolf Seidl EQ/UFRJ Rio de Janeiro / RJ Pesquisadores / Especialistas

271 Plínio R. Wermelinger FINEP Rio de Janeiro / RJ Governo

272 Regina Célia Reis Nunes IMA/UFRJ Rio de Janeiro / RJ Pesquisadores / Especialistas

273 Renato Eduardo O. Santos Selovac São Paulo / SP Empresas / Associações

274 Ricardo Guerreiro Muller Politeno Camaçari / BA Empresas / Associações

275 Ricardo Knudsen Rhodia-Ster São Paulo / SP Empresas / Associações

276 Ricardo Montenegro BNDES Rio de Janeiro / RJ Governo

277 Ricardo Pelegrini Fernandes Politeno São Paulo / SP Empresas / Associações

278 Robert da Cruz Costa Politeno Camaçari / BA Empresas / Associações

279 Roberto P. Ribeiro Polibrasil São Paulo / SP Empresas / Associações

280 Robson Coelho dos Santos Politeno Camaçari / BA Empresas / Associações

281 Romeu Marcial ABRAIC Brasília / DF Empresas / Associações

282 Romilson dos Santos Pimenta Politeno Camaçari / BA Empresas / Associações

283 Ronald Caputo ABIPLAST São Paulo / SP Empresas / Associações

Executor: SIQUIM – EQ/UFRJ 167


284 Roque Sousa de Andrade Politeno Camaçari / BA Empresas / Associações

285 Rubens Oliveira da Silva Politeno Camaçari / BA Empresas / Associações

286 Ruy Ferreira de Oliveira Politeno Camaçari / BA Empresas / Associações

287 Sandra Mourão Monnerat Unilever - Empresas / Associações

288 Sebastian Julio de Souza Politeno Camaçari / BA Empresas / Associações

289 Sebastião Luiz Ferreira de Magalhães Politeno Camaçari / BA Empresas / Associações

290 Selma Barbosa Jaconis IPT São Paulo / SP Centros de P&D

291 Sergio de Oliveira Machado Innova Triunfo / RS Empresas / Associações

292 Sergio Freire de Oliveira Politeno Camaçari / BA Empresas / Associações

293 Sergio Haberfeld Dixie Toga / ABRE São Paulo / SP Empresas / Associações

294 Sergio Luiz Dias Almeida Politeno São Paulo / SP Empresas / Associações

295 Sergio Renato Weiss Polibrasil São Paulo / SP Empresas / Associações

296 Sérgio Rogério de Castro Fibrasa Serra / ES Empresas / Associações

297 Simone Teixeira Lopes de Faria Polibrasil São Paulo / SP Empresas / Associações

298 Simoni Margareti Plentz M. Politeno Camaçari / BA Empresas / Associações

299 Tereza Cristina Souza Azevedo Politeno Camaçari / BA Empresas / Associações

300 Thomaz Gruber Dixie Toga São Paulo / SP Empresas / Associações

301 Tsiane Poppe Araujo Politeno Camaçari / BA Empresas / Associações

302 Ulisses Antonio D'Ariano IPT - Projeto Prumo São Paulo / SP Centros de P&D

303 Válber Alex Carvalho Almeida Politeno Camaçari / BA Empresas / Associações

304 Valdir Kará Fonseca INP São Paulo / SP Empresas / Associações

305 Valnei Silva do Reis Politeno Camaçari / BA Empresas / Associações

Executor: SIQUIM – EQ/UFRJ 168


306 Vânia M. R. Hermes de Araujo Hermes Consultores LTDA Rio de Janeiro / RJ Empresas / Associações

307 Vera Lúcia B. de S Pereira EQ/UFRJ Rio de Janeiro / RJ Pesquisadores / Especialistas

308 Vicente Aparecido da Silva Politeno Camaçari / BA Empresas / Associações

309 Victor Jayme R. R. Pita IMA/UFRJ Rio de Janeiro / RJ Pesquisadores / Especialistas

310 Vilma Vasconcelos Politeno Camaçari / BA Empresas / Associações

311 Vinicius Fornari Jr. Valfilm/Tecnoval Lorena / SP Empresas / Associações

312 Vitório Luiz de Pellegrin Canguru Criciúma / SC Empresas / Associações

313 Walmor Ferraretto Plastwal Cotia / SP Empresas / Associações

314 Walter Schalka Dixie Toga São Paulo / SP Empresas / Associações

315 Wander Montesso Ipiranga São Paulo / SP Empresas / Associações

316 Washington Humildes Regis Politeno Camaçari / BA Empresas / Associações

317 Wellington V. Pessoa Replast Sâo Leopoldo / RS Empresas / Associações

318 Yuli Villarroel UCV Venezuela Pesquisadores / Especialistas

319 Yuzi Shudo Polibrasil São Paulo / SP Empresas / Associações

320 Zich Moyses Júnior MDIC Brasília / DF Governo

Executor: SIQUIM – EQ/UFRJ 169


ANEXO 3. MODELO DE CARTA DE ENCAMINHAMENTO DO QUESTIONÁRIO – 1A
RODADA DELPHI

Executor: SIQUIM – EQ/UFRJ 170


Prezado(a) Senhor(a) Dr(a),
Vimos por meio desta convidá-lo(a) para participar do Estudo Prospectivo sobre
Cadeia Produtiva de Embalagem Plástica de Alimentos, que está sendo realizado como
contribuição para o desenvolvimento tecnológico e econômico deste segmento. Este
trabalho está sendo conduzido pela equipe do SIQUIM (Sistema de Informação da
Indústria Química) da Escola de Química da Universidade Federal do Rio de Janeiro
(UFRJ), com apoio da Secretária de Tecnologia Industrial do Ministério de
Desenvolvimento da Indústria e Comércio (STI/MDIC), em parceria com a UNIDO. O
modelo prospectivo tem como objetivo identificar um futuro desejável entre alternativas
viáveis. Isso implica em caracterizar um sistema articulado de atores (interesses,
alianças e conflitos) e variáveis (tendências e de rupturas) que vão ter influência sobre
este futuro. A prospecção tecnológica abrange uma série de abordagens, metodologias e
habilidades utilizadas para prover informações estratégicas que visam subsidiar decisões
políticas, empresariais e acadêmicas. Para o alcance de tal objetivo, é importante a
consulta junto a profissionais dos diversos segmentos da cadeia produtiva na qual a
indústria de embalagens para alimentos está inserida, como dirigentes empresariais,
membros de entidades governamentais e de classe, especialistas, pesquisadores
acadêmicos, e outros. Será da maior importância a sua participação, de caráter
voluntário e sem ônus, tendo como benefício o acesso aos resultados do estudo e o
melhor conhecimento deste segmento industrial. Os dados individualmente respondidos
pelos participantes serão mantidos em sigilo. Para participar, basta responder ao
questionário via Internet ou o documento em anexo em Word, caso prefira responder
por fax ou e-mail. As perguntas, que estão contextualizadas em um ambiente atual,
procuram mapear todos os elos da cadeia produtiva de embalagem plástica para
alimentos. A metodologia utilizada no estudo foi realizada a partir da demanda, sendo
que o primeiro elo compreende a indústria de alimentos e o último é referente às
matérias-primas essenciais, a nafta e o gás natural. Esperamos contar com sua
importante e honrosa participação, relembrando que não há necessidade de responder a
todas as questões apresentadas, tendo em vista a rica diversidade de profissionais
participantes e de segmentos das diferentes etapas da cadeia produtiva. Os resultados
estatísticos da pesquisa serão enviados aos participantes e farão parte de um relatório a
ser encaminhado ao MDIC que, por sua vez, deverá dar acesso e fará uso dos resultados
de acordo com suas políticas voltadas para o desenvolvimento tecnológico do setor e do
país. O processo deverá ser concretizado em duas rodadas de consulta, por isso
necessitamos de sua resposta o mais breve possível.
Agradecemos antecipadamente a atenção e ficamos à disposição para esclarecimentos
adicionais. O questionário se encontra disponível na página
http://www.eq.ufrj.br/links/siquim/questionario/
Atenciosamente,
Profa. Adelaide Antunes - adelaide@eq.ufrj.br
Profa. Suzana Borschiver - suzana@eq.ufrj.br
Coordenadoras do Estudo Prospectivo da Cadeia Produtiva de Embalagem Plástica para
Alimentos
Favor responder para: siquim@eq.ufrj.br ou prospectiva_tecnologica@yahoo.com.br
PS: Por favor dar um Reply desta mensagem para confirmar recebimento.

Executor: SIQUIM – EQ/UFRJ 171


ANEXO 4. MÁSCARA DO QUESTIONÁRIO DELPHI ONLINE (1A RODADA)

Executor: SIQUIM – EQ/UFRJ 172


Executor: SIQUIM – EQ/UFRJ 173
ANEXO 5. MODELO DE CARTA DE ENCAMINHAMENTO DO QUESTIONÁRIO – 2A RODADA

DELPHI

Executor: SIQUIM – EQ/UFRJ 174


Ilmo Senhor

Em continuidade ao Estudo Prospectivo sobre a Cadeia Produtiva de Embalagens


Plásticas de Alimentos, destinado à visualização de Cenários Futuros, que embasarão a
montagem do Programa Brasileiro de Prospectiva Tecnológica Industrial, desenvolvido em
parceria com a Secretaria de Tecnologia Industrial do Ministério do Desenvolvimento, Indústria
e Comércio Exterior (STI/MDIC), levo ao conhecimento de V. Sª. o resultado da primeira rodada
da consulta da qual participou.
Faz parte também da metodologia o envio de uma segunda rodada das mesmas perguntas,
com a finalidade de obtenção de um máximo consenso das respostas. Assim, os resultados
estatísticos da pesquisas estão sendo enviados em anexo a todos os participantes, sendo mantidos
em sigilo cada resultado individual.
Conforme foi citado no primeiro questionário, a metodologia eleita para esse fim prevê a
participação de Peritos (“experts”), selecionados segundo seus notórios conhecimentos e
representatividade nos diversos segmentos da cadeia produtiva na qual a indústria de embalagens
para alimentos está inserida, cujas avaliações serão fundamentais ao êxito do projeto.
No questionário em anexo V. Sª encontrará a sua resposta do questionário anterior, o
resultado obtido e a opção de modificar ou manter sua resposta, de acordo com a metodologia
adotada “Delphi” para chegar a um consenso.
Assim, será honroso e imprescindível para nós podermos contar novamente com a
participação de V.Sª., a qual será resguardada absoluto sigilo, cabendo ressaltar que, em toda a
documentação, a identificação ocorrerá apenas por código.
Solicitamos, na medida do possível, o envio no prazo de 15 dias para concluirmos até
março e apresentarmos ao governo o consenso sobre a cadeia de embalagens plásticas para
alimentos o mais rápido possível.
Agradecemos novamente a atenção e ficamos a disposição para esclarecimentos
adicionais.

Atenciosamente,

Profa. Adelaide Antunes - adelaide@eq.ufrj.br

Profa. Suzana Borschiver - suzana@eq.ufrj.br

Coordenadoras do Estudo Prospectivo da Cadeia Produtiva de Embalagem Plástica para


Alimentos

Favor responder para: prospectiva_tecnologica@yahoo.com.br

PS: Por favor confirmar o recebimento deste e-mail.

Executor: SIQUIM – EQ/UFRJ 175


ANEXO 6. MODELO DE QUESTIONÁRIO DA 2A RODADA DELPHI

Executor: SIQUIM – EQ/UFRJ 176


PROSPECTIVA TECNOLÓGICA DA CADEIA PRODUTIVA DE
TRANSFORMADOS PLÁSTICOS

“PROSPECTIVA TECNOLÓGICA DA CADEIA PRODUTIVA DE EMBALAGENS PLÁSTICAS PARA


ALIMENTOS”

QUESTIONÁRIO DELPHI

2ª RODADA

SECRETARIA DE TECNOLOGIA INDUSTRIAL

MINISTÉRIO DE INDÚSTRIA E COMÉRCIO EXTERIOR (STI/MDIC)

EXECUTOR: SISTEMA DE INFORMAÇÕES SOBRE A INDÚSTRIA QUIMICA DA


ESCOLA DE QUÍMICA, UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO DE JANEIRO
(SIQUIM/EQ/UFRJ)

Rio de Janeiro, Fevereiro 2003

Executor: SIQUIM – EQ/UFRJ 177


PERGUNTAS

1ª Pergunta: O valor da produção da indústria de alimentos no período de 1990-2000


contribuiu, em média com 9,69% do valor do PIB e 17,47% do valor da indústria total, conforme
pode ser observado pela tabela a seguir:

Tabela 23: Participação da indústria de alimentos no PIB e no total da indústria de


transformação no Brasil, em % (1990-2000)

Participação 1990 1991 1992 1993 1994 1995 1996 1997 1998 1999 2000
no PIB 9,98 10,17 10,45 10,22 8,93 9,98 9,67 9,04 9,39 9,61 9,2
na Ind. Total 17,2 17,95 17,28 16,69 16,36 16,57 17,48 17,44 19,38 18,6 17,25

Fonte: Associação Brasileira das Indústrias da Alimentação (ABIA), 2000

Na sua opinião qual será o impacto da indústria de alimentos sobre a indústria em geral, em
porcentagem, daqui a 10 anos?

a - Diminuirá.

b - Permanecerá na mesma.

c - Será mais significativo (em torno de 30%).

d - Será muito mais significativo (40% ou mais).

SUA RESPOSTA NA 1ª RODADA


A B C D E

Resultado da Maioria na 1ª rodada do Delphi: 53% - item C

40% - item B

Caso sua resposta não tenha sido convergente com a maioria favor indicar se
V. Sª mantém ou não sua resposta.
ESCOLHA SUA RESPOSTA NESTA RODADA (marque com um X)
A B C D E

2ª Pergunta: As necessidades e expectativas dos clientes e consumidores passaram a ser


consideradas fatores de sucesso dos negócios, portanto as empresas têm se empenhado em

Executor: SIQUIM – EQ/UFRJ 178


entender, respeitar e satisfazer suas aspirações. Observando-se o mercado, constata-se um forte
trabalho de posicionamento dos produtos de consumo, utilizando principalmente a embalagem e
a marca como seus principais diferenciadores.
A segmentação do tipo de consumidores e sua respectiva influência no design da embalagem
podem ser observadas na tabela a seguir:
Tabela 24: Novos valores e postura do consumidor e suas implicações no mercado

Valores / posturas Implicações Influencia nas embalagens


Fam ília tradicional com Diversificação das
Em balagens m enores de fácil
m em bros de hábitos em balagens focando o uso
m anuseio e práticas
diferenciados para a "pessoa”
Preferência por produtos de Em balagens m enores,
Aum ento de lares com um a
conveniência e com m ultifuncionais, e de fácil
só pessoa
sofisticação arm azenam ento.
Busca de em balagens de
Pessoas com grande produtos com shelf-life m enor
potencial financeiro que e com características
Envelhecim ento da
buscam alim entos m ais ergonôm icas, que trazem
população
saudáveis um a vida m ais conveniência, segurança e que
ativa contenham inform ações de
fácil leitura e instruções.
Em balagens m ais elaboradas,
Necessidade de m aior
com m aior transparência nas
Aum ento da consciência do cuidado com em balagens por
inform ações e m ateriais
saudável e da higiene toda cadeia de suprim entos e
confiáveis que garantam a
distribuição
inviolabilidade.
Existência de um a m aior
Consciência do responsabilidade do setor de Busca por em balagens
“ecologicam ente correto” em balagens e busca de m aior biodegradáveis e recicláveis
sofisticação nas em balagens
Stress , aum ento das horas M enos tem po de dedicação Em balagens com
trabalhadas e m aior valor ao ao lar, com o cozinhar por conveniência, reutilizáveis e
lazer exem plo ready to cook

Executor: SIQUIM – EQ/UFRJ 179


Na sua opinião, qual (is) o (s) tipo (s) de consumidor (es) que nos próximos 10 anos irá (ão)
contribuir mais para o desenvolvimento de inovações no setor de embalagens para alimentos?

a - Consumidor de família tradicional com membros de hábitos diferenciados.

b - Consumidor que vive sozinho “single”.

c - Idoso.

d - Consumidor com consciência do saudável e da higiene.

e - Ecologicamente correto.

f - Workaholic.

g - Outros. (Quais?)

SUA (s) RESPOSTA(s) NA 1ª RODADA

A B C D E F G

Resultado da Maioria na 1ª rodada do Delphi:


27% - item D 17% - item E
17% - item C 19% - item B

Observa-se que nesta questão permite-se mais de uma alternativa

Caso sua resposta não tenha sido convergente com a maioria favor indicar se
V. Sª mantém ou não sua resposta.
ESCOLHA SUA(s) RESPOSTA(s) NESTA RODADA (marque com um X)

A B C D E F G

Executor: SIQUIM – EQ/UFRJ 180


3ª Pergunta: Os canais de distribuição utilizados para a venda de alimentos são muito
importantes para o desenvolvimento de novas embalagens, já que esta pode ser projetada para
atender as características demandantes de cada um destes.

Em 1999 os supermercados foram responsáveis pela movimentação de R$60 bilhões em


alimentos, sendo que 5 redes respondem por 40% das vendas de alimentos.

Por outro lado, as lojas de conveniência constituem local ideal para a experimentação de
produtos e embalagens inovadoras, respeitadas as restrições de custo.

Em relação às redes virtuais de comércio existe estimativa no Brasil de um grande potencial de


crescimento, basta observar que nos EUA existem 13 milhões de domicílios que compram via
internet, enquanto Brasil existem apenas 330 mil potenciais compradores.

O grande problema é a disponibilidade dos recursos logísticos para distribuir os produtos


adquiridos. Tendo em vista este cenário, na sua opinião, qual dos canais de distribuição será o
mais importante para distribuição de alimentos, no prazo de dez anos? Marque até duas opções.

a - Supermercados

b - Pequeno varejo

c - Comércio eletrônico

d - Outros. Qual?

SUA(s) RESPOSTA(s) NA 1ª RODADA

A B C D

Resultado da Maioria na 1ª rodada do Delphi:

51% - item A 30% - item B

19% - item C

Observa-se que nesta questão permite-se mais de uma alternativa.

Caso sua resposta não tenha sido convergente com a maioria favor indicar se
V. Sª mantém ou não sua resposta.

ESCOLHA SUA(s) RESPOSTA(s) NESTA RODADA (marque com um X)


A B C D

Executor: SIQUIM – EQ/UFRJ 181


4ª Pergunta: No final da década de 90, o consumo anual do setor de embalagens foi de 1,01
milhão de toneladas de plástico sendo que destas 735 mil foram direcionadas a alimentos e
bebidas que correspondeu 22% do total do material utilizado para embalagens neste setor,
conforme é visualizado na tabela 4:

Tabela 25: Consumo dos principais materiais utilizados em embalagens para alimentos

Alimentos e Bebidas
Materiais
Ton 103 %
Metálicos 764 23%
Celulósicos 1057 32%
Plásticos 735 22%
Vidro 779 23%
Total 3.335 100%
Fonte: Datamark,1999

Na sua opinião, qual será a porcentagem do plástico, neste setor, daqui a dez anos?
a - 15%
b - 20%
c - 30%
d - 50% ou mais

SUA RESPOSTA NA 1ª RODADA

A B C D

Resultado da Maioria na 1ª rodada do Delphi: 75% - item C

Caso sua resposta não tenha sido convergente com a maioria,favor indicar se
V. Sª mantém ou não sua resposta.

ESCOLHA SUA RESPOSTA NESTA RODADA (marque com um X)

A B C D

Executor: SIQUIM – EQ/UFRJ 182


5ª Pergunta: No caso do plástico aumentar sua participação neste mercado, qual matéria prima
você acredita que ele substituirá mais fortemente?
a - Madeira
b - Papel reciclado
c - Alumínio
d - Vidro
e - Aço
f - Papelão
g - Nenhum
h - Outros, Qual?
SUA(s) RESPOSTA(s) NA 1ª RODADA

A B C D E F G H

Resultado da Maioria na 1ª rodada do Delphi:


44% - item D 16% - item E
17% - item F

Observa-se que nesta questão permite-se mais de uma alternativa


Caso sua resposta não tenha sido convergente com a maioria favor indicar se
V. Sª mantém ou não sua resposta.

ESCOLHA SUA(s) RESPOSTA(s) NESTA RODADA (marque com um X)

A B C D E F G H

Executor: SIQUIM – EQ/UFRJ 183


6ª Pergunta: Caso contrário, se o plástico perder mercado qual matéria prima o substituirá?
a - Madeira
b - Papel reciclado
c - Alumínio
d - Vidro
e - Aço
f - Papelão
g - Nenhum
h - Outros. Qual?

SUA(s) RESPOSTA(s) NA 1ª RODADA

A B C D E F G H

Resultado da Maioria na 1ª rodada do Delphi:


30% - item G 17% - item C
17% - item B

Observa-se que nesta questão permite-se mais de uma alternativa

Caso sua resposta não tenha sido convergente com a maioria favor indicar se
V. Sª mantém ou não sua resposta.
ESCOLHA SUA(s) RESPOSTA(s) NESTA RODADA (marque com um X)

A B C D E F G H

Executor: SIQUIM – EQ/UFRJ 184


7ª Pergunta: O mercado de máquinas é desenhado por aproximadamente 6.600 transformadores,
a maioria formada por empresas pequenas e médias, que empregam em torno de 190.000
pessoas. Com um parque estimado de 40.000 máquinas, a transformação brasileira adquiriu em
torno de 3,8 milhões de toneladas de resinas locais no exercício de 2000. Praxe mundial, injeção
é o segmento que prevalece na área, representando ao redor de 49% do contingente de
transformadores. É seguido à distância pelos redutos de extrusão, com fatia de 28%; sopro, com
participação estimada em 18%, e o percentual restante cabe aos demais processos de moldagem
de plástico.
Nas entrevistas com representantes do setor, vários itens foram priorizados como sendo
essenciais e marcantes para a competitividade sendo estes:

Ex tarifários Fraudulentos: Importação de máquinas isentas de tarifa de importação (hoje


na média de 14%), pois são enganosamente descritas como equipamentos sem similares
locais.
Ausência de Indicadores Públicos de Comércio Exterior do Sistema Alice – Dificuldade
da Industria Nacional em identificar com precisão a máquina para qual é reivindicada taxa
zerada de importação.
Relutância dos bancos privados, temerosos do risco de inadimplência ao servirem de
agentes das linhas de crédito aprovadas pela Finame, a agência de financiamento de
maquinário atrelada ao BNDES.
Custo Brasil, 20% nos custos, subindo a 34% quando acrescida dos impostos indiretos.
A indústria brasileira de máquinas para plástico não se conhece devido à cultura enraizada
na maioria de seus integrantes, inibindo-os de liberar indicadores concretos de sua
performance.
Alto grau de obsolescência do maquinário.
32,5% das injetoras, 24% das extrusoras e 16,5% das sopradoras tem idade maior que 15
anos.

Na sua opinião qual será o principal gargalo para o crescimento da indústria de máquinas no
Brasil?

SUA RESPOSTA NA 1ª RODADA

Executor: SIQUIM – EQ/UFRJ 185


Resultado da Maioria na 1ª rodada do Delphi:

Nessa questão os principais gargalos citados foram:


a. Custo Brasil (20%)
b. Obsolescência do maquinário (20%)
c. Ausência de mão de obra qualificada (15%)
d. Falta de financiamento (15%)

Escolha o principal gargalo entre os itens citados acima:

ESCOLHA SUA RESPOSTA NESTA RODADA (marque com um X)

A B C D

Executor: SIQUIM – EQ/UFRJ 186


8ª Pergunta: A tabela a seguir mostra os principais processos de transformação utilizados para
fabricar embalagens plásticas para alimentos, de acordo com a resina utilizada.

Tabela 26: Principais processo de Transformação X Resinas X Tipo e Embalagem


Qtde. Valor (milhão
% % Tipos de Embalagem
(ton) US$)

PET
Sopro 240.278 99,99% 926,70 99,99% Garrafas retornáveis, garrafas e frascos.
Extrusão 0,8 0,01% 0,003 0,01% Sacos, invólucros.

PVC
Sopro 6.769 48,4% 31,40 55,1% Garrafas e frascos.
Injeção 2.674 19,1% 11,70 20,5% Bandejas, potes e tampas.
Extrusão 4.551 32,5% 13,90 24,4% Filme shrink, filme stretcht.

PEAD
Sopro 20.281 50,3% 78,20 52,2% Garrafas e frascos.
Injeção 8.251 20,5% 31,90 21,3% Baldes, copos, potes e tampas.
Extrusão 11.802 29,3% 39,80 26,6% Sacos, invólucros.

PEBD
Sopro 683 0,4% 2,90 0,7% Bisnaga, garrafas e frascos.
Injeção 1.702 1,0% 7,40 1,7% Tampas.
Extrusão 169.428 98,6% 429,50 97,7% Sacos.

PP
Sopro 14.481 12,4% 64,40 12,6% Garrafas e frascos.
Injeção 49.702 42,7% 235,40 46,2% Tampas.
Extrusão 52.177 44,8% 209,40 41,1% Sacos de ráfia.

PS
Sopro 6.336 25,0% 41,50 25,2% Garrafas e frascos.
Injeção 19.044 75,0% 123,30 74,8% Bandeja, tampas, copos e potes.

Indique com um X para cada uma destas resinas, qual o principal processo de transformação
que provavelmente estará sendo utilizado em dez anos.

SUA RESPOSTA NA 1ª RODADA DO DELPHI

PROCESSO PEBD PEBDL PEAD PP PS PVC PET


Injeção
Extrusão
Sopro
Laminação
Expansão
Termoformação
Ráfia
Rotomoldagem
Fibra
Filmes
Outros

Executor: SIQUIM – EQ/UFRJ 187


Resultado da 1ª rodada do Delphi:

PEBD PEBDL
Processo Percentual Processo Percentual
Extrusão 33% Extrusão 36%
Filmes 29% Filmes 31%

PEAD PP
Processo Percentual Processo Percentual
Sopro 41% Injeção 32%
- - - -

PS PVC
Processo Percentual Processo Percentual
Injeção 36% Extrusão 37%
Termoformação 31% Sopro 22%

PET
Processo Percentual
Sopro 61%
- -

ESCOLHA SUA(s) RESPOSTA(s) NESTA RODADA (marque com um X)


PROCESSO PEBD PEBDL PEAD PP PS PVC PET
Injeção
Extrusão
Sopro
Laminação
Expansão
Termoformação
Ráfia
Rotomoldagem
Fibra
Filmes
Outros

Executor: SIQUIM – EQ/UFRJ 188


9ª Pergunta: A indústria de transformação plástica, ao contrário de sua fornecedora de matérias
primas (segunda geração petroquímica), é altamente pulverizada sendo constituída
principalmente de pequenas e médias empresas. Já a principal demanda pelos transformados
plásticos (embalagens plásticas para alimentos) é proveniente de grandes empresas de alimentos.
Diante deste contexto as empresas da indústria de transformação plástica para embalagens de
alimentos têm baixo poder de barganha. De acordo com seus conhecimentos, como estará este
setor no prazo de dez anos?

a - Permanecerá pulverizado.

b - A transformação será verticalizada para trás -pelo produtor de resina.

c - A transformação será verticalizada para frente -pelo produtor de alimentos.

d - Haverá a concentração das empresas do setor de transformação a partir de fusões e


aquisições.

SUA RESPOSTA NA 1ª RODADA

A B C D

Resultado da 1ª rodada do Delphi : 50% - item D


34% - item A

Caso sua resposta não tenha sido convergente com a maioria favor indicar se
V. Sª mantém ou não sua resposta.

ESCOLHA SUA RESPOSTA NESTA RODADA (marque com um X)

A B C D

Executor: SIQUIM – EQ/UFRJ 189


10ª Pergunta: No mercado de embalagens, nota-se a ocorrência de competição das resinas por
outros materiais além da concorrência entre si. A descrição abaixo diz respeito as principais
resinas utilizadas em embalagens de alimentos. Marque, para cada uma delas, se existe tendência
de substituição desta resina por outra. Em caso afirmativo, descreva qual.

Principais resinas utilizadas para embalagem de alimentos:

PET que é amplamente utilizado no setor de bebidas carbonatadas, água mineral e óleos
comestíveis;

SUA RESPOSTA NA 1ª RODADA

NÃO SIM SE SIM QUAIS?

Resultado da 1ª rodada do Delphi em relação ao PET:


72% - Não
12% - Sim

Caso sua resposta não tenha sido convergente com a maioria favor indicar se
V. Sª mantém ou não sua resposta.
ESCOLHA SUA RESPOSTA NESTA RODADA (marque com um X)

NÃO SIM SE SIM QUAIS?

PEAD cujos principais alimentos demandantes são hortifrutigranjeiros e água mineral;

SUA RESPOSTA NA 1ª RODADA

NÃO SIM SE SIM QUAIS?

Resultado da 1ª rodada do Delphi em relação ao PEAD: 40% - Não


44% - Sim

Executor: SIQUIM – EQ/UFRJ 190


Caso sua resposta não tenha sido convergente com a maioria favor indicar se
V. Sª mantém ou não sua resposta.
ESCOLHA SUA RESPOSTA NESTA RODADA (marque com um X)

NÃO SIM SE SIM QUAIS?

PEBD, utilizado principalmente para embalar carne, frango e alimentos da cesta básica
como arroz feijão e açúcar.

SUA RESPOSTA NA 1ª RODADA

NÃO SIM SE SIM QUAIS?

Resultado da 1ª rodada do Delphi em relação ao PEBD: 42% - Não


38% - Sim

Caso sua resposta não tenha sido convergente com a maioria favor indicar se
V. Sª mantém ou não sua resposta.
ESCOLHA SUA RESPOSTA NESTA RODADA (marque com um X)
NÃO SIM SE SIM QUAIS?

PEBDL, utilizado principalmente na fabricação de filmes, utilizado para embalar


alimentos da cesta básica.

SUA RESPOSTA NA 1ª RODADA

NÃO SIM SE SIM QUAIS?

Resultado da 1ª rodada do Delphi em relação ao PEBDL: 66% - Não


10% - Sim

Executor: SIQUIM – EQ/UFRJ 191


Caso sua resposta não tenha sido convergente com a maioria favor indicar se
V. Sª mantém ou não sua resposta.
ESCOLHA SUA RESPOSTA NESTA RODADA (marque com um X)
NÃO SIM SE SIM QUAIS?

PVC, utilizado principalmente em hortifrutigranjeiros, temperos e condimentos.

SUA RESPOSTA NA 1ª RODADA

NÃO SIM SE SIM QUAIS?

Resultado da 1ª rodada do Delphi em relação ao PVC: 28% - Não


48% - Sim

Caso sua resposta não tenha sido convergente com a maioria favor indicar se
V. Sª mantém ou não sua resposta.
ESCOLHA SUA RESPOSTA NESTA RODADA (marque com um X)
NÃO SIM SE SIM QUAIS?

PP, utilizado principalmente em embalagens para água mineral (tampa), manteiga e


margarina, açúcar e doces.

SUA RESPOSTA NA 1ª RODADA

NÃO SIM SE SIM QUAIS?

Resultado da 1ª rodada do Delphi em relação ao PP: 56% - Não


22% - Sim

Executor: SIQUIM – EQ/UFRJ 192


Caso sua resposta não tenha sido convergente com a maioria favor indicar se
V. Sª mantém ou não sua resposta.
ESCOLHA SUA RESPOSTA NESTA RODADA (marque com um X)
NÃO SIM SE SIM QUAIS?

PS, utilizado para embalar Iogurte e sobremesas, bebidas tônicas, ovos, carne processada
e aves.

SUA RESPOSTA NA 1ª RODADA

NÃO SIM SE SIM QUAIS?

Resultado da 1ª rodada do Delphi em relação ao PS: 40% - Não


40% - Sim

Caso sua resposta não tenha sido convergente com a maioria favor indicar se
V. Sª mantém ou não sua resposta.
ESCOLHA SUA RESPOSTA NESTA RODADA (marque com um X)
NÃO SIM SE SIM QUAIS?

Executor: SIQUIM – EQ/UFRJ 193


11ª Pergunta: Sabe-se que a Indústria Química tem apresentado um déficit na balança comercial
que tem crescido de forma exponencial na última década.

Do mesmo modo, as resinas utilizadas em embalagens plásticas para alimentos contribuem para
o aumento deste déficit, pois apresentam alto valor de importação, como pode ser exemplificado
pelos gráficos a seguir para PEAD e PVC:

PEAD
Im p o rta ç ã o
1 .0 0 0 .0 0 0
Valores (t)

7 5 0 .0 0 0 E x p o rta ç ã o

5 0 0 .0 0 0
P ro d u ç ã o
2 5 0 .0 0 0
0 C o n su m o
A p a re n te
96

97

98

99

00
19

19

19

19

20
Policloreto de Vinila

Importaçã
800.000 o
toneladas

600.000 Exportaçã
400.000 o
200.000 Produção

0 Consumo
Aparente
96

97

98

99

00
19

19

19

19

20

Na sua opinião qual é a perspectiva do comércio exterior de resinas nos próximos dez anos? Se
necessário marque mais de uma opção.

a - Permanecem altas as importações.

b - Tendência para o desenvolvimento /compra de tecnologia adequada para aumentar a


produção nacional com conseqüente substituição de importações.

c - Aumentam as importações. Em que percentual?

d - Aumentam as exportações. Em que percentual?

e - Desenvolvimento de novos grades

f - Outros.

Executor: SIQUIM – EQ/UFRJ 194


SUA RESPOSTA NA 1ª RODADA

A B C D E F

Resultado da 1ª rodada do Delphi: 45% - item B 15% - item A

17% - item E

Caso sua resposta não tenha sido convergente com a maioria favor indicar se
V. Sª mantém ou não sua resposta.

ESCOLHA SUA RESPOSTA NESTA RODADA (marque com um X)

A B C D E F

Executor: SIQUIM – EQ/UFRJ 195


12ª Pergunta: A tabela a seguir mostra os principais alimentos demandantes de embalagens
plásticas, em valor.
RANKING PRODUTO US$ %
1 Bebidas carbonatadas 933.529,00 41,50%
2 Água mineral 192.034,00 8,50%
3 Carne processada 132.891,00 5,90%
5 Açúcar 86.140,00 3,80%
7 Aves 72.793,00 3,20%
9 Arroz 46.145,00 2,00%
4 Iogurtes e sobremesas 108.759,00 4,80%
13 Leite 40.424,00 1,80%
15 Feijão 36.640,00 1,60%
6 Margarina e manteiga 78.903,00 3,50%
8 Hortifrutigranjeiros 52.072,00 2,30%
10 Farinha de trigo 44.440,00 2,00%
12 Balas e doces 40.798,00 1,80%
11 Óleo comestível e gordura 41.933,00 1,90%
14 Temperos e condimentos 39.439,00 1,80%
Outros 304.284,00 13,50%
Total 2.251.224,00 100,00%

Neste contexto, como se apresentará este ranking daqui a dez anos?

SUA RESPOSTA NA 1ª RODADA

Posição Produto
1
2
3
4
5
6
7
8
9
10

Executor: SIQUIM – EQ/UFRJ 196


Resultado da 1ª rodada do Delphi

Posição Produto
1 Bebida Carbonatada
2 Água Mineral
3 Carne Processada
4 Iogurtes e Sobremesas
5 Margarina e Manteiga
6 Óleo
7 Leite
8 Aves
9 Arroz
10 Farinha de Trigo

Caso sua resposta não tenha sido convergente com a maioria favor indicar se
V. Sª mantém ou não sua resposta.

ESCOLHA SUA RESPOSTA NESTA RODADA (marque com um X)

Posição Produto
1
2
3
4
5
6
7
8
9
10

Executor: SIQUIM – EQ/UFRJ 197


13ª Pergunta: A tabela a seguir mostra os principais alimentos demandantes de embalagens
plásticas, em quantidade.

RANKING PRODUTO Qtde (ton) %


1 Bebidas carbonatadas 241.629,10 39,60%
2 Água mineral 44.899,80 7,40%
3 Carne processada 42.158,30 6,90%
4 Açúcar 30.280,60 5,00%
5 Aves 28.524,80 4,70%
6 Arroz 20.592,80 3,40%
7 Iogurtes e sobremesas 19.529,60 3,20%
8 Leite 16.597,80 2,70%
9 Feijão 16.352,00 2,70%
10 Margarina e manteiga 15.749,80 2,60%
11 Hortifrutigranjeiros 15.217,40 2,50%
12 Farinha de trigo 14.522,50 2,40%
13 Balas e doces 11.790,80 1,90%
14 Temperos e condimentos 10.606,80 1,70%
15 Outros 71.069,80 11,70%
Total 609.665,20 100,00%

Neste contexto, como se apresentará este ranking daqui a dez anos?

SUA RESPOSTA NA 1ª RODADA

Posição Produto
1
2
3
4
5
6
7
8
9
10

Executor: SIQUIM – EQ/UFRJ 198


Resultado da 1ª rodada do Delphi

Posição Produto
1 Bebida Carbonatada
2 Água Mineral
3 Carne Processada
4 Aves
5 Açúcar
6 Arroz
7 Iogurtes e Sobremesas
8 Leite
9 Feijão
10 Balas e Doces

Caso sua resposta não tenha sido convergente com a maioria favor indicar se
V. Sª mantém ou não sua resposta.

ESCOLHA SUA RESPOSTA NESTA RODADA (marque com um X)

Posição Produto
1
2
3
4
5
6
7
8
9
10

Executor: SIQUIM – EQ/UFRJ 199


14ª Pergunta: Quais resinas serão mais demandadas por cada um dos produtos citados
anteriormente?

SUA RESPOSTA NA 1ª RODADA

RESINA PRODUTOS

- -

- -

- -

- -

- -

- -

- -

- -

Resultado da 1ª rodada do Delphi

RESINA PRODUTOS

PP Farinha de trigo, Balas e Doces, Temperos e


Condimentos

PEBD Arroz, Feijão, Hortifrutigranjeiros

PET Bebidas carbonatadas, água mineral

PS Carne, Iogurtes e Sobremesas

PEAD Leite, Margarina e Manteiga

PEBDL Carne Processada, Açucar, Aves, Arroz

Executor: SIQUIM – EQ/UFRJ 200


Caso sua resposta não tenha sido convergente com a maioria favor indicar se
V. Sª mantém ou não sua resposta.
ESCOLHA SUA RESPOSTA NESTA RODADA

PRODUTO RESINA
Bebidas carbonatadas
Água mineral
Carne processada
Açúcar
Aves
Arroz
Iogurtes e sobremesas
Leite
Feijão
Margarina e manteiga
Hortifrutigranjeiros
Farinha de trigo
Balas e doces
Temperos e condimentos
Outros

Executor: SIQUIM – EQ/UFRJ 201


15ª Pergunta: A nafta é um insumo primordial na cadeia estudada. Baseando-se na série
histórica desta apresentada na tabela a seguir e levando-se em consideração diversos fatores que
influenciam no seu preço, tais como a utilização de gás natural para fabricação de matérias
primas, o fim do monopólio para a produção e importação de petróleo no Brasil e a paridade
Real/Dólar, qual a sua sensibilidade em relação ao preço deste insumo em dez anos?

p reço s d a n afta p etro q u ím ica


ex-refinaria, sem impostos e sem taxa de naftaduto

300

250

200
US$/ton

150

100

50
1995 1996 1997 1998 1999 2000 2001 2002

a - Aumenta.

b - Diminui.

c - Permanece igual.

d - Outros.

SUA RESPOSTA NA 1ª RODADA

A B C D

Executor: SIQUIM – EQ/UFRJ 202


Resultado da 1ª rodada do Delphi: 37% - item A

32% - item C

Caso sua resposta não tenha sido convergente com a maioria favor indicar se
V. Sª mantém ou não sua resposta.

ESCOLHA SUA RESPOSTA NESTA RODADA (marque com um X)

A B C D

Executor: SIQUIM – EQ/UFRJ 203


16ª Pergunta: Qual a tendência de substituição da Nafta pelo Gás Natural na fabricação de
petroquímicos básicos ao longo dos 10 próximos anos?

a - Grande substituição

b - Média

c - Pouca

d - Nenhuma

SUA RESPOSTA NA 1ª RODADA

A B C D

Resultado da 1ª rodada do Delphi: 62% - item B

24% - item A

Caso sua resposta não tenha sido convergente com a maioria favor indicar se
V. Sª mantém ou não sua resposta.

ESCOLHA SUA RESPOSTA NESTA RODADA (marque com um X)

A B C D

Executor: SIQUIM – EQ/UFRJ 204


Finalizando o questionário, diante dos novos acontecimentos e cenários para o ano 2003,
questionamos os seguintes temas:

• Na possibilidade iminente de uma guerra entre EUA e Iraque, qual seria o impacto
na cadeia de embalagens plásticas para alimentos, considerando o preço
petróleo/nafta:

Alto impacto Médio impacto Baixo impacto Sem impacto

• Face ao novo governo, principalmente em relação ao seu programa FOME ZERO,


na sua opinião, qual seria o impacto na cadeia produtiva de embalagens plásticas
para alimentos:

BOM RUIM SEM IMPACTO

• Em virtude da construção de uma nova refinaria e a conseqüente maior oferta de


nafta, o quanto isso impactaria na cadeia de embalagens plásticas para alimentos:

MUITO POUCO INDIFERENTE

Executor: SIQUIM – EQ/UFRJ 205


ANEXO 7. RESULTADO DO TRATAMENTO ESTATÍSTICO DA 2A RODADA

Executor: SIQUIM – EQ/UFRJ 206


TRATAMENTO ESTATÍSTICO DA 2a RODADA DO QUESTIONÁRIO DELPHI

Resultado Geral e Segmentação por Ator

RESULTADO GERAL DA SEGUNDA RODADA 1ª questão 2ª questão 3ª questão 4ª questão


55% - item C 30% - item D 56% - item A 85% - item C
38% - item B 23% - item B 35% - item B

1ª questão 2ª questão 3ª questão 4ª questão


EMPRESA
% RESP. # RESP. % RESP. # RESP. % RESP. # RESP. % RESP. # RESP.
62% - item C 13 31% - item D 13 56% - item A 19 86% - item C 18
21 RESPONDENTES 24% - item B 5 26% - item B 11 38% - item B 13 Total Respostas 21
Total Respostas 21 Total Respostas 42 Total Respostas 34

PESQUISADOR / ESPECIALISTA / 1ª questão 2ª questão 3ª questão 4ª questão


CENTRO DE P&D % RESP. # RESP. % RESP. # RESP. % RESP. # RESP. % RESP. # RESP.
62% - item B 8 24% - item D 10 56% - item A 10 85% - item C 11
13 RESPONDENTES 38% - item C 5 17% - item B 7 22% - item B 4 Total Respostas 13
Total Respostas 13 Total Respostas 41 Total Respostas 18

1ª questão 2ª questão 3ª questão 4ª questão


GOVERNO
% RESP. # RESP. % RESP. # RESP. % RESP. # RESP. % RESP. # RESP.
67% - item C 4 56% - item D 5 55% - item A 6 83% - item C 5
6 RESPONDENTES 33% - item B 2 33% - item B 3 45% - item B 5 Total Respostas 6
Total Respostas 6 Total Respostas 9 Total Respostas 11

Executor: SIQUIM – EQ/UFRJ 207


R E S U LTA D O G E R A L D A S E G U N D A R O D A D A 5ª q u estão 6ª q u estão 7ª q u estão 9ª q u estão
5 7 % - ite m D 3 8 % - ite m G A -C u sto B ra sil (5 6 % ) 5 9 % - ite m D
2 1 % - ite m B B -O b so le scê n cia d o m a q u in á rio (2 2 % ) 3 8 % - ite m A
D -F a lta d e F in a n cia m e n to (2 2 % )

5ª q u estão 6ª q u estão 7ª q u estão 9ª q u estão


EM PRESA
% RESP. # RESP. % RESP. # RESP. % RESP. # RESP. % RESP. # RESP.
5 7 % - ite m D 17 4 3 % - ite m G 10 6 8 % - ite m A 13 6 0 % - ite m D 12
21 R E S P O N D E N T E S T o ta l R e sp o sta s 30 2 6 % - ite m B 6 3 2 % - ite m D 6 3 5 % - ite m A 7
T o ta l R e sp o sta s 23 T o ta l R e sp o sta s 19 T o ta l R e sp o sta s 20

P E S Q U IS A D O R / E S P E C IA L IS T A / 5ª q u estão 6ª q u estão 7ª q u estão 9ª q u estão


C E N TR O D E P & D % RESP. # RESP. % RESP. # RESP. % RESP. # RESP. % RESP. # RESP.
5 2 % - ite m D 11 2 8 % - ite m G 5 4 3 % - ite m B 6 5 3 % - ite m D 7
13 R E S P O N D E N T E S T o ta l R e sp o sta s 21 2 2 % - ite m B 4 3 6 % - ite m A 5 4 6 % - ite m A 6
T o ta l R e sp o sta s 18 T o ta l R e sp o sta s 14 T o ta l R e sp o sta s 13

5ª q u estão 6ª q u estão 7ª q u estão 9ª q u estão


G O VERNO
% RESP. # RESP. % RESP. # RESP. % RESP. # RESP. % RESP. # RESP.
6 7 % - ite m D 6 4 4 % - ite m G 4 5 7 % - ite m A 4 6 7 % - ite m D 4
6 R E S P O N D E N TE S T o ta l R e sp o sta s 9 3 3 % - ite m C 3 4 3 % - ite m B 3 3 3 % - ite m A 2
T o ta l R e sp o sta s 9 T o ta l R e sp o sta s 7 T o ta l R e sp o sta s 6

Executor: SIQUIM – EQ/UFRJ 208


RESULTADO GERAL DA SEGUNDA RODADA 11ª questão 15ª questão 16ª questão 17ª questão
61% - item B 49% - item C 78% - item B 69% - item A
49% - item A

11ª questão 15ª questão 16ª questão 17ª questão


EMPRESA
% RESP. # RESP. % RESP. # RESP. % RESP. # RESP. % RESP. # RESP.
63% - item B 15 50% - item C 10 68% - item B 13 79% - item A 15
21 RESPONDENTES Total Respostas 24 45% - item A 9 Total Respostas 19 Total Respostas 19
Total Respostas 20

PESQUISADOR / ESPECIALISTA / 11ª questão 15ª questão 16ª questão 17ª questão
CENTRO DE P&D % RESP. # RESP. % RESP. # RESP. % RESP. # RESP. % RESP. # RESP.
64% - item B 11 62% - item A 8 82% - item B 9 69% - item A 9
13 RESPONDENTES Total Respostas 17 38% - item C 5 Total Respostas 11 Total Respostas 13
Total Respostas 13

11ª questão 15ª questão 16ª questão 17ª questão


GOVERNO
% RESP. # RESP. % RESP. # RESP. % RESP. # RESP. % RESP. # RESP.
50% - item B 4 67% - item C 4 100% - item B 6 75% - item B 3
6 RESPONDENTES Total Respostas 8 33% - item A 2 Total Respostas 6 Total Respostas 4
Total Respostas 6

Executor: SIQUIM – EQ/UFRJ 209


RESULTADO GERAL DA SEGUNDA RODADA 18ª questão 19ª questão
86% - item A 53% - item B
36% - item A

18ª questão 19ª questão


EMPRESA
% RESP. # RESP. % RESP. # RESP.
90% - item A 17 58% - item B 11
21 RESPONDENTES Total Respostas 19 21% - item A 4
Total Respostas 19

PESQUISADOR / ESPECIALISTA / 18ª questão 19ª questão


CENTRO DE P&D % RESP. # RESP. % RESP. # RESP.
84% - item A 11 54% - item A 7
13 RESPONDENTES Total Respostas 13 46% - item B 6
Total Respostas 13

18ª questão 19ª questão


GOVERNO
% RESP. # RESP. % RESP. # RESP.
75% - item A 3 50% - item B 2
6 RESPONDENTES Total Respostas 4 50% - item A 2
Total Respostas 4

Executor: SIQUIM – EQ/UFRJ 210


8ª Questão

PEBD PEBDL PEAD PP


Processo Percentual Processo Percentual Processo Percentual Processo Percentual
RESULTADO GERAL DA 2ª RODADA
Extrusão 43% Extrusão 40% Sopro 56% Injeção 41%
Filmes 30% Filmes 32% - - - -

PEBD PEBDL PEAD PP


Processo Percentual Processo Percentual Processo Percentual Processo Percentual
Resultado POR Empresa/Associação
Extrusão 47% Extrusão 47% Sopro 58% Injeção 53%
Filmes 27% Filmes 33% - - - -
PEBD PEBDL PEAD PP
Processo Percentual Processo Percentual Processo Percentual Processo Percentual
Resultado POR Governo
Extrusão 80% Extrusão 75% Sopro 75% Injeção 75%
Filmes 20% Filmes 25% - - - -
PEBD PEBDL PEAD PP
Processo Percentual Processo Percentual Processo Percentual Processo Percentual
Resultado POR Centro de Pesquisa
Extrusão 38% Extrusão 39% Sopro 59% Injeção 29%
Filmes 33% Filmes 32% - - - -

Executor: SIQUIM – EQ/UFRJ 211


8ª Questão

PS PVC PET
Processo Percentual Processo Percentual Processo Percentual
RESULTADO GERAL DA 2ª RODADA
Injeção 46% Extrusão 48% Sopro 76%
Termoformação 30% Sopro 23% - -

PS PVC PET
Processo Percentual Processo Percentual Processo Percentual
Resultado POR Empresa/Associação
Injeção 38% Extrusão 54% Sopro 70%
Termoformação 38% Sopro 15% - -
PS PVC PET
Processo Percentual Processo Percentual Processo Percentual
Resultado POR Governo
Injeção 80% Extrusão 60% Sopro 71%
Termoformação 20% Sopro 40% - -
PS PVC PET
Processo Percentual Processo Percentual Processo Percentual
Resultado POR Centro de Pesquisa
Injeção 43% Extrusão 48% Sopro 71%
Termoformação 29% Sopro 20% - -

Executor: SIQUIM – EQ/UFRJ 212


10ª Questão

PEBD % RESPOSTAS PEBDL % RESPOSTAS PEAD % RESPOSTAS PP % RESPOSTAS

RESULTADO GERAL DA 2ª RODADA NÃO 58% NÃO 91% NÃO 47% NÃO 74%
SIM 42% SIM 9% SIM 53% SIM 26%

PEBD % RESPOSTAS PEBDL % RESPOSTAS PEAD % RESPOSTAS PP % RESPOSTAS

Resultado POR Empresa/Associação NÃO 48% NÃO 90% NÃO 29% NÃO 75%
SIM 52% SIM 10% SIM 71% SIM 25%
PEBD % RESPOSTAS PEBDL % RESPOSTAS PEAD % RESPOSTAS PP % RESPOSTAS

Resultado POR Governo NÃO 50% NÃO 100% NÃO 80% NÃO 100%
SIM 50% SIM 0% SIM 20% SIM 0%
PEBD % RESPOSTAS PEBDL % RESPOSTAS PEAD % RESPOSTAS PP % RESPOSTAS

Resultado POR Centro de Pesquisa NÃO 70% NÃO 90% NÃO 50% NÃO 70%
SIM 30% SIM 10% SIM 50% SIM 30%

PPS % RESPOSTAS PVC % RESPOSTAS PET % RESPOSTAS

RESULTADO GERAL DA 2ª RODADA NÃO 57% NÃO 25% NÃO 92%


SIM 43% SIM 75% SIM 8%

PPS % RESPOSTAS PVC % RESPOSTAS PET % RESPOSTAS

Resultado POR Empresa/Associação NÃO 43% NÃO 14% NÃO 86%


SIM 57% SIM 86% SIM 14%

PPS % RESPOSTAS PVC % RESPOSTAS PET % RESPOSTAS

Resultado POR Governo NÃO 100% NÃO 0% NÃO 100%


SIM 0% SIM 100% SIM 0%

PPS % RESPOSTAS PVC % RESPOSTAS PET % RESPOSTAS

Resultado POR Centro de Pesquisa NÃO 40% NÃO 10% NÃO 100%
SIM 60% SIM 90% SIM 0%
Executor: SIQUIM – EQ/UFRJ 213
12ª Questão 13ª Questão

RANKING RANKING
POSIÇÕES PRODUTO POSIÇÕES PRODUTO
1 Bebidas Carbonatadas 1 Bebidas Carbonatadas
RESULTADO GERAL 2ª FASE RESULTADO GERAL 2ª FASE
2 Água Mineral 2 Água Mineral
3 Carne Processada 3 Carne Processada
RANKING RANKING
POSIÇÕES PRODUTO POSIÇÕES PRODUTO
1 Bebidas Carbonatadas 1 Bebidas Carbonatadas
EMPRESA/ASSOCIAÇÃO EMPRESA/ASSOCIAÇÃO
2 Água Mineral 2 Água Mineral
3 Carne Processada 3 Carne Processada
RANKING RANKING
POSIÇÕES PRODUTO POSIÇÕES PRODUTO
GOVERNO 1 Bebidas Carbonatadas GOVERNO 1 Bebidas Carbonatadas
2 Água Mineral 2 Água Mineral
3 Carne Processada 3 Carne Processada
RANKING RANKING
POSIÇÕES PRODUTO POSIÇÕES PRODUTO
CENTRO DE PESQUISA 1 Bebidas Carbonatadas CENTRO DE PESQUISA 1 Bebidas Carbonatadas
2 Água Mineral 2 Água Mineral
3 Carne Processada 3 Carne Processada

Executor: SIQUIM – EQ/UFRJ 214


ANEXO 8. RESULTADO CONSOLIDADO DAS QUESTÕES 8 E 14 – 2A RODADA DELPHI

Executor: SIQUIM – EQ/UFRJ 215


QUESTÃO 8

Para cada resina, qual o principal processo de transformação que provavelmente estará sendo utilizado em dez anos?

QUESTÃO 8 PEBD PEBDL PEAD PP PS PVC PET

Resultado por ator Extrusão Filmes Extrusão Filmes Sopro Injeção Injeção Termoformação Extrusão Sopro Sopro

Pesquisador/ Especialista/ Centro


38% 33% 39% 32% 59% - 43% - 48% - 71%
de P&D

Empresa/Associação 47% - 47% 33% 58% 53% 38% 38% 54% - 70%

Governo 80% - 75% - 75% 75% 80% - 60% 40% 71%

Executor: SIQUIM – EQ/UFRJ 216


QUESTÃO 14

Quais resinas serão mais demandadas pelos principais alimentos demandantes de embalagens?

RESPOSTAS RESINAS (Em número)


PRODUTO
PP PET PPS PVC PE BOPP NYLON PA PEBD EVA PEAD PEBDL
BEBIDAS CARBONATADAS 0 24 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0
ÁGUA MINERAL 6 18 0 1 0 0 0 0 0 0 2 0
CARNE PROCESSADA 0 0 5 1 4 0 1 1 5 1 0 9
AÇÚCAR 0 0 0 0 4 0 0 0 9 0 0 14
AVES 0 0 3 1 3 0 1 0 5 0 0 13
ARROZ 0 0 0 0 4 0 0 0 9 0 1 10
IOGURTES E SOBREMESAS 5 0 20 0 0 0 0 0 0 0 2 0
LEITE 1 1 2 0 5 0 0 0 0 0 12 4
FEIJÃO 0 0 1 0 4 0 0 0 14 0 2 6
MARGARINA E MANTEIGA 12 0 7 0 0 0 0 0 0 0 9 0
HORTIFRUTIGRANJEIROS 4 0 3 2 3 0 0 0 13 0 4 1
FARINHA DE TRIGO 9 0 0 0 4 0 0 0 6 0 0 7
BALAS E DOCES 20 0 2 1 1 1 0 0 2 0 1 1
TEMPEROS E CONDIMENTOS 17 3 1 4 1 0 0 0 0 0 2 0
OUTROS 0 0 0 0 0 0 0 0 1 0 0 1 Soma:
TOTAL RESINA 74 46 44 10 33 1 2 1 64 1 35 66 377
% RESINA 20% 12% 12% 3% 9% 0% 1% 0% 17% 0% 9% 18% 100%

Executor: SIQUIM – EQ/UFRJ 217


QUESTÃO 14

RESPOSTAS RESINAS (Em Percentual)


PRODUTO
PP PET PPS PVC PE BOPP NYLON PA PEBD EVA PEAD PEBDL
BEBIDAS CARBONATADAS - 52 - - - - - - - - - -
ÁGUA MINERAL 8 39 - 10 - - - - - - 6 -
CARNE PROCESSADA - - 11 10 12 - 50 100 8 100 - 14
AÇÚCAR - - - 12 - - - 14 - - 21
AVES - 7 10 9 - 50 - 8 - - 20
ARROZ - - - - 12 - - - 14 - 3 15
IOGURTES E SOBREMESAS 7 - 45 - - - - - - - 6 -
LEITE 1 2 5 - 15 - - - - - 34 6
FEIJÃO - - 2 - 12 - - - 22 - 6 9
MARGARINA E MANTEIGA 16 - 16 - - - - - - - 26 -
HORTIFRUTIGRANJEIROS 5 - 7 20 9 - - - 20 - 11 2
FARINHA DE TRIGO 12 - - - 12 - - - 9 - - 11
BALAS E DOCES 27 - 5 10 3 100 - - 3 - 3 2
TEMPEROS E CONDIMENTOS 23 7 2 40 3 - - - - - 6 -
OUTROS - - - - - - - - 2 - - 2

Executor: SIQUIM – EQ/UFRJ 218