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CONDUTOR
DE
COBRE OU ALUMÍNIO?

Marcondes S. Takeda
Junho 2020
A PERGUNTA QUE
NÃO QUER CALAR

Condutor de cobre ou alumínio: qual é o melhor?


O melhor de todos é...
... o fato de podermos contar com ambos os metais!
INTRODUÇÃO

O cobre e o alumínio são os materiais condutores preferidos nos


sistemas elétricos. As áreas de aplicação de ambos os materiais
são relativamente distintas e, principalmente, relacionadas à
diferença de densidade.

• Como regra geral, o cobre é usado como condutor elétrico


para aplicações em que a minimização do volume é importante, por
exemplo, cabeamento em equipamentos elétricos.

• Enquanto o alumínio é usado onde a minimização da massa é


importante, por exemplo, cabos de transmissão aérea de energia.
INTRODUÇÃO

O sistema elétrico é o maior mercado de vendas para a indústria


do cobre, compreendendo aproximadamente 70% de todo o metal
produzido atualmente, enquanto que para a indústria do alumínio,
sua representatividade é de 13%.

As áreas de aplicação desses condutores elétricos são relativamente


distintas e dependem, principalmente das propriedades mecânicas
e da condutividade elétrica.
DOMÍNIOS
DE APLICAÇÃO

Instalação Elétrica
Alumínio Baixa Tensão
Residencial, Comercial e Cobre
Rotor de Gaiola de Esquilo
Motor Industrial

RMT
Linhas Subterrâneos de Alta Industrias Painéis Solares
e Extra Alta Tensão

Telecomunicação
Espiras
Transformador
Linhas Aéreas Controle, Instrumentação
RDS Média e Baixa Tensões
de e Segurança
Concessionárias de Energia
Transmissão de Energia Média e Baixa Tensões
Torres Eólicas
Navios e
Plataformas de Petróleo
Barramentos
RDA Média e Baixa Tensões
Concessionárias de Energia
Inversores de
Sistemas de
Frequência
Aterramento

RMTS e RBTS Espiras de Motor


Energias Renováveis
Chicotes Elétricos

Máquinas Móveis
Mineração e Portos
UM POUCO DE
HISTÓRIA E FATOS

O alumínio foi usado pela primeira vez em cabeamentos elétricos no início


de 1900, nos EUA.
• Quando a primeira rede de transmissão elétrica foi construída em cobre (Edison
Electric Company, 1882), o alumínio era considerado um metal precioso e mais
valioso que o próprio ouro e prata, devido às complexidades e ausência de
tecnologia adequada para refiná-lo a partir da bauxita.

• O norte-americano Charles Martin Hall, em 1886, desenvolveu o processo mais


econômico de obtenção do alumínio via eletrólise. Foi um dos fundadores da
globalmente conhecida empresa ALCOA.

• Com o desenvolvimento de tecnologias mais econômicas de refino, sua


utilização cresceu rapidamente e após a Segunda Guerra Mundial, substituiu
cada vez mais o cobre como o condutor preferido nas redes de serviços
públicos (concessionárias de energia elétrica) e na transmissão aérea de
energia em alta tensão.
UM POUCO DE
HISTÓRIA E FATOS

O alumínio é o metal mais comum encontrado na crosta terrestre,


mas não ocorre como um metal em seu estado natural.
• O minério de alumínio (bauxita) deve primeiro ser extraído e depois refinado
quimicamente para produzir um produto intermediário, a alumina.

• A alumina através do processo de eletrólise de Hall, é então transformada


em metal puro, o alumínio.
UM POUCO DE
HISTÓRIA E FATOS

O primeiro uso prático do cobre como condutor elétrico foi no final do


século XVIII.
• Os primeiros usos registrados de condutores de cobre foram para o sistema
de ignição de explosões em minas e para os sistemas de telegrafia.

• Com o desenvolvimento de sistemas de telégrafo e telefone, o tamanho


e a complexidade dos cabos de cobre e seu isolamento estavam crescendo
rapidamente. Como resultado, a tecnologia de fabricação e instalação já
estavam maduras quando o fornecimento comercial de eletricidade emergiu
no final do século XIX.

• No início do século XX, a energia elétrica na Europa e nos EUA


experimentou uma rápida expansão e cresceu para o sistema que
conhecemos hoje, no qual o cobre desempenha um papel fundamental.
UM POUCO DE
HISTÓRIA E FATOS

O cobre é um elemento que ocorre naturalmente, cuja as fontes


variam de pequenos traços a ricos depósitos de minas.
• Enquanto a maioria das minas opera com concentrações de cobre
entre 0,2% e 0,8%, alguns dos corpos mais ricos em minério,
localizados no centro da África Austral, podem conter 5% a 6% de
cobre.

• O minério é triturado e lixiviado com uma solução de ácido. Da solução


rica em cobre após a extração do solvente, é obtido o complexo de
cobre. Em um processo de eletrólise, o cobre é recuperado como
catodo com 99,9% de pureza, adequado para uso elétrico.
CONDUTIVIDADE

Como já havíamos comentado no início, o cobre e o alumínio são


os metais mais utilizados como condutores em cabos elétricos:
• Possuem baixa resistividade e excelente condutividade;

• São dúcteis e relativamente resistentes à corrosão;

• Possuem propriedades diferentes que os tornam úteis para várias


aplicações;

• O cobre é o mais condutivo dos dois metais. Na verdade, dos metais


puros comumente encontrados apenas a prata é mais condutora,
mas é consideravelmente mais cara e não é tão resistente
mecanicamente.
CONDUTIVIDADE

O padrão de condutividade
• Em 1913, a International Electrotechnical Comission (IEC) adotou o
padrão alemão para a condutividade elétrica do cobre. Definiu-se,
então, o chamado IACS (International Annealed Copper Standard),
cobre como a principal referência em condutividade elétrica.

106% IACS 100% IACS 76% IACS 61% IACS

• As condutividades das ligas de cobre ou de alumínio são


geralmente expressas em percentuais de IACS.
CONDUTIVIDADE

Propriedades do cobre 100% IACS /20 ºC alumínio 1350/ 20 ºC

Condutividade elétrica, σv 58 MS/m 61%

Densidade, d 8,89 g/cm3 2,70 g/cm3


Coeficiente de temperatura de
0,0039 0,0042
resistividade, α

Propriedades derivadas do cobre 100% IACS/ 20 ºC alumínio 1350/ 20 ºC

Resistividade volumétrica, ρv 1,7241 μΩ cm 2,8263 μΩ cm

Resistividade em massa, ρm 153,28 μΩ g/cm2 76,31 μΩ g/cm2

Para uma temperatura “t”, σt = σ20ºC / (1 + α * (t - 20))


OUTRAS PROPRIEDADES

cobre alumínio

Coeficiente de dilatação 17 x 10-6 23 x 10-6

Condutividade térmica 386 W/m oC 220 W/m oC

Ponto de fusão 1.083 oC 657 oC

Resistência à tração 20,0 kgf/mm2 10,4 kgf/mm²

Fluência (Creep) > <

Potencial eletroquímico +0,34 V -1,67 V

A fluência (Creep) é a tendência de um material sujeito a uma tensão mecânica


ir deformando-se ao longo do tempo.
• Ocorre como resultado da exposição prolongada a tensões mecânicas.
• A velocidade de fluência geralmente aumenta com o aumento da tensão mecânica e da
temperatura a que está o material.
• Descreve a deformação não recuperável do material sob estresse prolongado.
COBRE X ALUMÍNIO

Para uma mesma condutividade elétrica, as propriedades mecânicas dos


condutores de cobre e alumínio diferem significativamente. Os valores-chave
estão listados no quadro abaixo:

Mesma condutividade cobre alumínio

Peso 100 50

Seção transversal 100 161

Resistência Creep (*) 150 oC 20 oC

Resistência à tração 100 84 (**)


Cu2O / CuO Al2O3
Oxidação
Óxidos Cuproso/Cúprico Óxido de Alumínio (alumina)
LME US$/ton
5.233,50 1.459,30
(média maio/2020)
Atratividade > <

(*) Temperatura para atingir 0,022% de fluência sob 1000 h de tensão de 26 N/mm².
(**) H-16
DINÂMICA DOS PREÇOS

A cotação do cobre na bolsa de metais LME (London Metals Exchange) é


muito mais volátil em comparação com a do alumínio. O preço desses metais
no mercado é definido em função destas cotações:
LIGAS DE ALUMÍNIO

Principais ligas de alumínio para fios condutores:

Principal elemento ligado Codificação de 4 dígitos Tratamento térmico

Alumínio puro (≥99%) 1XXX Não

Magnésio e Silício 6XXX Sim

Outros elementos 8XXX Possível

Exemplos:
• 1350 - (61% IACS). É a mais utilizada. Cabos nus para redes aéreas de transmissão e
distribuição de energia; cabos isolados em baixa e média e alta tensões.
• 1120 - (59% IACS). Cabos nus para redes aéreas de transmissão de energia.
• 6201 - (52,5% IACS).Cabos nus para transmissão de energia; mensageiro de sustentação em
cabos isolados tipo Multiplex.
• 8000 - (61% IACS). Cabos isolados de baixa tensão para instalação elétrica residencial,
comercial, industrial - EUA.
LIGAS DE COBRE

Principais ligas de cobre:

Série CDA/ASTM Tipo

C1XX Cobre comercialmente puro e cobre ligado mínimo 99,3% Cu

C2XX Latão binário (cobre-zinco)

C3XX Latão com chumbo (Cu-Zn-Pb)

C4XX Latão com estanho (Cu-Zn-Sn)

C5XX Bronzes (cobre-estanho, com e sem fósforo)

C6XX Cobre-alumínio, cobre silício

C7XX Cuproníquel e alpaca

Exemplos:
• C101 Cobre eletrolítico (mínimo de 99,90% Cu). É a mais utilizada. Fios e cabos elétricos em geral.
• C102 Cobre eletrolítico (mínimo de 99,95% Cu). Para aparelhos/equipamentos eletrônicos.
O ENCONTRO
COBRE E ALUMÍNIO

Os condutores de alumínio têm maior tendência à corrosão


devido ao seu baixo potencial. A conexão do alumínio com
metais de maior potencial resulta na corrosão galvânica:
• A formação de Al2O3 isolante é um dos fatores mais prejudiciais,
pois inibe o fluxo de corrente, consome o metal condutor e causa
a formação de pontos quentes nos pontos de contato.

• Esse processo de degradação continua até que todo o alumínio


seja consumido e enquanto houver um eletrólito (umidade).
A SOLUÇÃO
CONECTORES BIMETÁLICOS

Olhal ou pino:
• Olhal ou pino em cobre e barril em alumínio. Verificar se o barril
de alumínio já vem preenchido com pasta antioxidante.

Parafuso fendido:
• Corpo e porca em bronze. Normalmente os fabricantes
recomendam a utilização de pasta antioxidante.

Cunha:
• Corpo e cunha em liga de cobre, estanhado. Normalmente os
fabricantes recomendam ou já fornecem com a pasta
antioxidante.
• Rede de energia baixa tensão (até 1Kv), iluminação pública e
outras finalidades.
EUA: UMA DURA LIÇÃO

O que aconteceu no final dos anos 60 e início dos anos 70 no mercado elétrico
residencial e comercial nos EUA foi uma lição cara e, em alguns casos, trágica
em termos de falhas.
• A escalada da Guerra do Vietnã e o boom da construção de casas aumentaram
a demanda por cobre, enquanto que as greves de mineradoras diminuíram a oferta.
O preço do cobre quase triplicou entre 1962 e 1964.

• Interruptores, tomadas e conectores estavam especificados para condutores de cobre.

• Instaladores e clientes começaram a sentir o aperto. Necessitavam mudar


imediatamente.

• O alumínio já era usado há muito tempo como condutor elétrico, principalmente pelas
empresas concessionárias de energia no sistema de distribuição.

• Porém, o alumínio não era usado nos circuitos de internos de uma residência.
EUA: UMA DURA LIÇÃO

• Tudo isso estava prestes a mudar...

• Para condutores de alumínio!

• Em função da densidade, os fabricantes tiveram que usar mais metal,


mas o alumínio era muito mais barato e fazia sentido econômico.

• Assim, o alumínio começou a entrar em circuitos residenciais,


no valor de dois milhões de casas entre 1965 e 1972, nos EUA.
EUA: UMA DURA LIÇÃO

Essa decisão foi um tiro pela culatra:


• A liga de alumínio usada, a 1350, era inadequada devido ao maior coeficiente de
expansão térmica, a fluência (Creep) era significativa.

• A expansão e contração do condutor afrouxavam a conexão nos terminais e/ou


emendas, causando arcos, os quais aumentam ainda mais o aquecimento e a
fluência até finalmente criar uma fonte de ignição nos circuitos dentro da residência.

• Torque adequado nos terminais/conectores foi mais difícil de se obter.

• O alumínio também oxidava rapidamente quando exposto ao ar, formando uma fina
barreira diminuindo a condutividade na conexão.
EUA: UMA DURA LIÇÃO

Quando as casas com cabeamento de alumínio começaram


a queimar, os agentes de combate ao incêndio e os
avaliadores de seguros não puderam deixar de notar o
problema. E os dias das instalações de cabeamento com
alumínio 1350 foram encerrados.
EUA: UMA DURA LIÇÃO

Em 1972, a indústria elétrica nos EUA reformulou


o conceito da instalação com alumínio:
• Códigos elétricos revisados;

• Novos parâmetros para o dimensionamento;

• Fabricantes de acessórios redefinindo seus produtos para


serem compatíveis com o alumínio;

• Os fabricantes de cabos também mudaram seus produtos,


criando novas ligas da série 8000 que incorporavam ferro
na mistura para reduzir a tendência à fluência.
EUA: UMA DURA LIÇÃO

Porém, o estrago já estava feito...

A incursão da indústria no alumínio provou ser uma lição cara


sobre o que pode acontecer quando as forças do mercado
colidem com as melhores práticas de engenharia!
NO BRASIL
LIVRE UTILIZAÇÃO?

A utilização de condutores de alumínio nas instalações de baixa tensão


abrangidas pela ABNT NBR 5410 somente é permitida nas seguintes situações:

Características Industrial Comercial

Seção ≥ 16 mm² ≥ 50 mm²

Alimentação de energia Fonte própria ou transformador -

Capacitação BA5 - Técnicos qualificados BA5 - Técnicos qualificados

BD1 - Normal. Baixa densidade de ocupação.


Condições de fuga -
Percurso de fuga breve.

Em locais com condição de fuga BD4, longa e tumultuada (alta densidade de ocupação e percurso de fuga longo), não
é permitida em hipótese alguma a utilização de condutor de alumínio.
NO BRASIL
LIVRE UTILIZAÇÃO?

Nota da ABNT NBR 5410:


“”. As restrições impostas ao uso de condutores de alumínio refletem
o estado atual da técnica de conexões no Brasil. Soluções técnicas
de conexões que atendam às normas ABNT NBR 9313, ABNT
NBR 9326 e ABNT NBR 951, e que alterem aquelas restrições,
devem ser consideradas em norma complementar e, futuramente,
incorporadas a essa norma
OUTROS ASPECTOS

Ainda no âmbito dos cabeamentos em sistemas comerciais, industriais e


residenciais de baixa tensão, a rigidez inerente e os raios de curvatura
maiores (para a mesma ampacidade) dos cabos condutores de alumínio
afetam o processo de instalação:
• É necessário um espaço fisicamente maior para atingir fazer as curvas;

• Além disso, os cabos podem ficar "presos" durante a instalação, se esses


fizerem curvas com um raio mais curto que o mínimo permitido;

• Dobras resultantes nos cabos que são difíceis, se não impossíveis de


remover permanecendo como possíveis fraquezas ou pontos quentes,
se o cabo for posteriormente endireitado durante a instalação;

• Estiramento do condutor e formação de “pescoços”.

Para as classes 5 e 6 (cabos flexíveis) apenas os condutores de cobre podem ser usados ​pela IEC
60228, enfatizando a flexibilidade inerente ao cobre. O uso de alumínio não é permitido.
CONSIDERAÇÃO FINAL

Fatores que afetam a seleção do condutor de cobre ou alumínio:

Fator cobre alumínio Fator cobre alumínio

Condutividade > < Oxidação/corrosão > <

Raio de curvatura > < Tensão de puxamento > <

Custo >>> < Seção nominal (bitola) < >

Peso >> < Preparação de conexão < >

Escoamento > < Dilatação > <


OBRIGADO

Marcondes Silvestre Takeda


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