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Qualidade de vida e esporte:

Segundo Mikahil (2006): “Na última década ocorreu um crescimento na prática da corrida de
rua, originado por interesses diversos, como: promoção à saúde, estética, integração social,
fuga do estresse e busca de atividades prazerosas ou competitivas”.

Os objetivos se traduziram em: compreender em que o esporte corrida de rua influencia na


qualidade de vida de alunos de um grupo de corrida de Salvador-Ba; identificar qual a
concepção de qualidade de vida que alunos de um grupo de corrida de rua de Salvador-Ba
apresentam.

Vários procedimentos metodológicos foram escolhidos para melhor responder aos meus
problemas da pesquisa, que se caracteriza como qualitativa: revisão de literatura sobre as
categorias teóricas qualidade de vida, esporte, e corrida de rua; aplicação de questionário
semi-estruturado com praticantes da corrida de rua de um grupo de SalvadorBa; observação
das atividades e dos alunos de um grupo de corrida de rua de Salvador-Ba.

A Organização Mundial de Saúde (OMS) apresenta um grupo de Qualidade de Vida (WHOQOL


GROUP), coordenado por John Orley, que a define como “a percepção do indivíduo de sua
posição na vida no contexto da cultura e sistema de valores nos quais ele vive e em relação aos
seus objetivos, expectativas, padrões e preocupações” (WHOQOL GROUP apud FLECK, 1999).

No estudo de Jesus (2007), está presente o conceito de Nahas (2003) que define a qualidade
de vida como: “Condição humana resultante de um conjunto de parâmetros individuais e
sócio-ambientais, modificáveis ou não, que caracterizam as condições em que vive o ser
humano”.

“Parâmetros subjetivos (bem-estar, felicidade, amor, prazer, inserção social, liberdade,


solidariedade, espiritualidade, realização pessoal) e objetivos (satisfação das necessidades
básicas e das necessidades criadas pelo grau de desenvolvimento econômico e social de
determinada sociedade: alimentação, acesso à água potável, habitação, trabalho, educação,
saúde e lazer) se interagem dentro da cultura para constituir a noção contemporânea de
qualidade de vida.” (ASSUMPÇÃO, 2002)

Atividade física e qualidade de vida – Rodrigo

O exercício físico é uma forma de lazer e de restaurar a saúde dos efeitos nocivos que a rotina
estressante do trabalho e do estudo traz.

O exercício, após superado o período inicial, é uma atividade usualmente agradável e que traz
inúmeros benefícios ao praticante, que vão desde a melhora do perfil lipídico até a melhora da
autoestima.

Qualidade de vida em saúde coloca sua centralidade na capacidade de viver sem doenças ou
de superar as dificuldades dos estados ou condições de morbidade.

A inatividade física e um estilo de vida sedentário estão relacionados a fatores de risco para o
desenvolvimento ou agravamento de certas condições médicas.

Além dos benefícios, a atividade física também está associada a prejuízos para a saúde mental,
aparecendo ligada a quadros como “exercício excessivo”.
Pessoas que criam relações de dependência e compulsão pela prática de exercícios físicos
passam a buscar nessas atividades mais a diminuição de sensações desagradáveis, como
ansiedade, irritabilidade e depressão do que uma boa forma física.

Os dados foram coletados através de um instrumento anônimo, auto- aplicável, com perguntas
diretas e respostas pré-codificadas. Nesse instrumento, para avaliação da qualidade de vida,
foi utilizado o WHOQOL-abreviado OMS11. Esse mensura, através de 26 questões, a qualidade
de vida em quatro domínios - físico, psicológico, relações sociais e meio ambiente. O domínio
físico avalia dor e desconforto, energia e fadiga, sono e repouso; o domínio psicológico, os
sentimentos positivos, pensar, aprender, memória e concentração, autoestima, imagem
corporal (aparência), sentimentos negativos; o domínio relações sociais questiona as relações
pessoais, suporte (apoio) social e atividade sexual; enquanto o domínio meio ambiente, a
segurança física e proteção, ambiente no lar, recursos financeiros, cuidados de saúde e sociais,
oportunidade de adquirir informações e habilidades, oportunidades de recreação e lazer,
ambiente físico e locomoção.

A influencia do suporte parental no desenvolvimento atlético de jogadoras de futsal

Estudos atuais têm dedicado especial atenção à influência que o envolvimento parental possui
na prática desportiva de crianças e adolescentes (Fredricks & Eccles, 2005), destacando a
importância do suporte parental durante o processo de formação esportiva da criança (Holt &
Dunn, 2004)

O suporte parental pode ser conceituado como a representação de um conjunto variado de


atitudes, crenças e comportamentos dos pais que influenciam a prática esportiva da criança ou
do adolescente (Gurland & Grolnick, 2005).

Para a teoria da autodeterminação, o ser humano é movido por três necessidades básicas
universais: autonomia, competência e relacionamento (Ryan & Deci, 2000). Durante a criação,
os pais poderiam auxiliar a criança a desenvolver essas necessidades e buscar bem-estar e
motivação intrínseca para o envolvimento com um determinado contexto pelo incentivo de 1.
um senso de autonomia, por meio de um suporte que favoreça os desejos e a participação
ativa na escolha; 2. senso de competência, de modo a propiciar a estrutura necessária para a
prática; e 3. senso de relacionamento, por meio do envolvimento com a atividade do filho de
maneira afetuosa (Grolnik, 2003; Holt et al., 2009).

Para Grolnick (2003), ambientes de criação controladores ou superprotetores podem


atrapalhar o desenvolvimento da criança com determinadas atividades. Evidências sugerem
que esses ambientes têm proporcionado motivações extrínsecas e pouco envolvimento
(Cleveland et al., 2007). Pais considerados superprotetores podem prejudicar o
desenvolvimento do indivíduo, impedindo a formação do senso de autonomia e diferenciação,
além de atuarem como agentes estressores (Bois et al., 2009). Por sua vez, pais omissos e
desinteressados podem auxiliar no desenvolvimento da percepção de competência negativa
por parte do atleta (Latorre, 2001).