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Bom dia pessoal,

Meu nome é Mauri e faço parte do projeto GIDES, que tem por função a Gestão Integrada de
Riscos em Desastres Naturais.
O Brasil é um país de dimensões continentais. Apesar de não termos registros de grandes catástrofes
ligadas aos movimentos de placas tectônicas, gerando por exemplo os terremotos e maremotos, pela
nossa extensão territorial, atrelada a disposição de nosso país no globo terrestre, nós sofremos
grandes influências de massas de ar, originadas tanto das calotas polares, como também das regiões
mais centrais do planeta. O Brasil é muito grande, ficando a região norte muito próxima a linha do
equador, onde o clima é mais quente, e a região sul, mais fria, abaixo do trópico de capricórnio.
Essas diferenças de pressão, que ocorrem em função das diferenças de temperatura, causam
inúmeros desastres em nosso país. Então nós podemos dizer que no Brasil, os fenômenos
meteorológicos são responsáveis pela maioria dos desastres naturais. O restante ficaria a cargo,
principalmente, das queimadas.
Com base em diversos estudos, principalmente ligados a modelagem matemática, nós chegamos a
conclusão de que as catástrofes se resumem a dois problemas principais: um de ordem hidrológica,
e aqui nós temos as enxurradas e inundações, e o outro de ordem geodinâmica, e aqui nós temos os
deslizamentos de encostas.
Entendendo esses dois problemas, nós conseguiremos pôr em prática medidas de prevenção, de
modo que numa eventual e inevitável catástrofe, tenhamos o menor índice possível de estragos.
Por meio da modelagem matemática, conclui-se que as catástrofes obedecem à chamada lei da
potência, que significa o seguinte: os eventos são mais abundantes quanto menores forem, ou seja,
eventos de menor estrago ocorrem com mais frequência do que aqueles mais catastróficos.
A gente pode relacionar isso da seguinte forma: um deslizamento de encostas, geralmente ocorre
depois de inúmeras chuvas. É preciso que chova bastante, para que o solo se encharque e comece a
perder estabilidade, ocasionando o deslizamento. Como nós não temos o poder de controlar os
efeitos das massas de ar, só nos resta criar meios de mitigar os efeitos geodinâmicos.
De que forma nós podemos fazer isso?
1 – Evitando construções em encostas.
2 – Evitando desmatamento as margens dos rios.
3 – Evitando o acúmulo de resíduos nos sistemas de esgoto.
4 – Respeitando e obedecendo às diretrizes dos órgãos de controle e monitoramento de desastres.
Um exemplo prático ocorreu na cidade de Itajaí/SC. Em 2008 tivemos uma enchente de grandes
proporções, causada por um acúmulo de chuvas durante 1 mês. Praticamente toda a cidade ficou
embaixo d'água. Em 2011 tivemos novamente uma enchente, e o estrago só não foi maior em
função da dragagem do principal rio da cidade, que conseguiu escoar grande parte das águas que
desciam dos municípios vizinhos. A ato de aumentarmos a profundidade do rio, aumentou a vazão
de água, evitando o seu transbordo.
Uma sociedade organizada, com poder público atuante, tende a sofrer menos os efeitos catastróficos
de um desastre natural.