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PERFIL DO SOLO.

Horizontes pedogenéticos;
Características subordinadas aos horizontes;
E atributos diagnósticos para definição e
Caracterização das classes de solos.
Horizontes pedogenéticos.

 Processos pedogenéticos:

 É a interação dos fatores de formação


do solo dá origem aos processos
pedogenéticos, sendo reconhecidos
quatro processos múltiplos
(transformação, translocação, adição e
perda)

 São processos que levam à


constituição dos horizontes ou
camadas particulares a cada situação
ambiental.
Horizontes pedogenéticos.

 Perfil de Solo - Corresponde a seção vertical da superfície até a rocha.


Quando essas seções são individualizadas por atributos das ações dos
processos pedogenéticos denominam-se horizontes.
Horizontes pedogenéticos.
 Reconhecem-se oito horizontes e
camadas principais, designados por
letras maiúsculas O, H, A, E, B, C,
F, e R. Destes, três são por
definição sempre horizontes e são
designados por A, E, B; as
designações O, H, C, F, em função
da evolução pedogenética,
qualificam horizontes ou camadas;
e R identifica exclusivamente
camada.
Horizontes pedogenéticos.
 O – Horizonte ou camada superficial de cobertura, de constituição
orgânica, sobreposto a alguns solos minerais, podendo estar
ocasionalmente saturado com água.

 H – Horizonte ou camada de constituição orgânica, superficial ou não,


composto de resíduos orgânicos acumulados ou em acumulação sob
condições de prolongada estagnação de água, salvo se artificialmente
drenado.

 A – Horizonte mineral, superficial ou em sequência a horizonte ou


camada O ou H de concentração de matéria orgânica de decomposta e
perda de componentes minerais (Fe, Al e argila), principalmente
Horizontes pedogenéticos.
 E – Horizonte de translocação de materiais (matéria orgânica, argila entre
outros) em função da translocação pode apresentar cores claras e/ou textura
arenosa.

 B – Horizonte subsuperficial de acumulação de argila, Fe, Al, Si,


húmus, CaCO3, CaSO4, ou de perda de CaCO3, ou de acumulação de
sesquióxidos, ou com bom desenvolvimento.

 C – Horizonte ou camada mineral de material inconsolidado sob o


solum, relativamente pouco afetados por processos pedogenéticos, a
partir do qual o solum pode ou não ter se formado, sem ou com pouca
expressão de propriedades identificadoras de qualquer outro horizonte
principal.
Horizontes pedogenéticos.

 F – Horizonte ou camada de material mineral consolidado sob A, E ou


B, rico em ferro e, ou alumínio e pobre em matéria orgânica,
proveniente do endurecimento irreversível da plintita, ou originado de
formas de concentração possivelmente não derivadas de plintita,
inclusive promovidas por translocação lateral de ferro e, ou, alumínio.

 R – Camada mineral de material consolidado, duro, que constitui


substrato rochoso contínuo, ou praticamente continuo, a não ser pelas
poucas e estreitas fendas que pode apresentar.
Características subordinadas aos horizontes

 Para designar características específicas de horizontes e camadas


principais, usem-se, como sufixos, letras minúsculas e sinais
convencionais;

a - Propriedades ândicas
 Usado com A, B, C para designar constituição dominada por material
amorfo, de natureza mineral, oriundo de transformações de materiais
vulcanoclásticos.

 A constituição em causa se expressa por: densidade aparente menor


que 0,9g/cm3 referente à terra fina a l /3 bar de retenção de água; valor
de retenção de fosfato maior que 85%; e teor de alumínio extraível com
oxalato ácido igual ou ITTaior que 2,0%.
Características subordinadas aos horizontes

b Horizonte enterrado;

 Usado com H, A, E, B, F para designar horizontes enterrados, se suas


características pedogenéticas principais puderem ser identificadas como
tendo sido desenvolvidas antes do horizonte ser enterrado.

 Não é usado para qualificar estrato de constituição orgânica intercalado


entre estratos minerais.
Características subordinadas aos horizontes

c - Concreções ou nódulos endurecidos

 Usado com A, E, B, C para designar acumulação significativa de


concreções ou nódulos não-concrecionários, cimentados por material
outro que não seja sílica.

 Não é usado se concreções e nódulos são dolomita ou calcita ou mais


solúveis, mas é usado se os nódulos ou concreções são de ferro,
alumínio, manganês ou titânio e quando especificamente provenham de
consolidação de plintita (petroplintita).

 Sua consistência é especificada na descrição do horizonte.


Características subordinadas aos horizontes

d - Acentuada decomposição de material orgânico

 Usado com O, H para designar muito intensa ou avançada


decomposição do material orgânico, do qual pouco ou nada resta de
reconhecível da estrutura dos resíduos de plantas, acumulados
conforme descrito nos horizontes O e H.

 Predomínio de material orgânico intermediário entre d e o, é designado


pela notação do e quando entre o e d, pela designação od.
Características subordinadas aos horizontes
e - Escurecimento da parte externa dos agregados por matéria orgânica não
associada a sesquióxidos

 Usado com B e parte inferior de horizontes A espessos, para designar


horizontes mais escuros que os contíguos

 Podendo ou não ter teores mais elevados de matéria orgânica, não


associada com sesquióxidos, do que o horizonte sobrejacente.

 Em qualquer caso, essas feições não são associadas com lixiviação de:
alumínio (h ou s): sódio (parte de n); argila (parte de t); ou enterramento
(b).
Características subordinadas aos horizontes

f - Material laterítico e/ou bauxítico brando (plintita)


 Usado com A, B, C para designar concentração localizada (segregação) de
constituintes secundários minerais ricos em ferro e/ou alumínio,
 Pobre em matéria orgânica e em mistura com argila e quartzo.
 Ocorre comumente como material de coloração variegada, avermelhada ou
amarelada, sob a forma de padrões laminares, poligonais ou reticulados;
 Consistência firme a muito firme quando úmido, dura a muito dura quando
seco e áspera ao tato quando friccionado.
 Sob repetidos ciclos de hidratação e desidratação, em corpos
individualizados, vesiculares ou não
 Formas variáveis, laminares, esferoidais, nodulares ou agregados
irregulares, configurando concreções ou nódulos endurecidos, lateríticos ou
bauxíticos.
Características subordinadas aos horizontes
g-Glei
 Usado com A E, B, C para designar desenvolvimento de cores cinzentas,
azuladas, esverdeadas ou mosqueamento bem expresso dessas cores,
decorrentes da redução do ferro, com ou sem segregação.

 Uma vez que cores de croma baixo podem ser devidas à redução do ferro
ou à própria cor das partículas desnudas de areia e silte, ou mesmo da
própria argila

 O símbolo g somente é usado no caso de materiais pobres em argila se


esses ao serem expostos ao ar mudarem de cor por oxidação.
Características subordinadas aos horizontes
 h - Acumulação iluvial de matéria orgânica
 Usado exclusivamente com B para designar relevante acumulação
iluvial, essencialmente de matéria orgânica ou de complexos orgânico-
sesquioxídicos amorfos dispersíveis
 Se o componente sesquioxídico é dominado pelo alumínio e esteja
presente somente em muito pequenas quantidades em proporção à
matéria orgânica.
 O material organo-sesquioxídico ocorre tanto como revestimentos nas
partículas de areia e silte como pode ocorrer como grânulos
individualizados.
 Em alguns horizontes os revestimentos estão coalescidos, preenchendo
poros, produzindo um pan cimentado.
 A matéria orgânica de um horizonte Bh pode ser, em parte, oriunda da
decomposição de raízes que tiveram desenvolvimento favorecido no
ambiente deste horizonte.
Características subordinadas aos horizontes
i - Incipiente desenvolvimento de horizonte B

Usado exclusivamente com B para designar transformações pedogenéticas


expressas pelas manifestações que se seguem:
 a) decomposição fraca ou pouco adiantada do material originário e dos
próprios constituintes minerais, originais e secundários, associada à
formação de argila, ou desenvolvimento de cor, ou de estrutura
 b) alteração intensa (alteração química) dos constituintes minerais, originais
e secundários, associada à formação de argila, ou desenvolvimento de cor,
ou de estrutura, com destruição apenas parcial da estrutura original da rocha
preexistente;
 c) desenvolvimento de cor em materiais areno-quartzosos edafizados
quando integrantes do solum.
Características subordinadas aos horizontes

j – Tiomorfismo

 Usado com H, A, B, C para designar material palustre, permanente ou


periodicamente alagado, de natureza mineral ou orgânica, rico em
sulfetos (material sulfídrico).

 Por oxidação resultante da drenagem, desenvolve-se acidez muito


forte (pH em H20 l: l < 3,5) devido à produção de H2S04 , ocasionando
formaçãode jarosita, atributo este característico de horizonte sulfúrico.
Características subordinadas aos horizontes

k - Presença de carbonatos

 Usado com A B, C para designar presença de carbonatos alcalino-


terrosos, remanescentes do material originário, sem acumulação, sendo
comumente carbonato de cálcio.
l - Acumulação de carbonato de cálcio secundário

 Usado com A, B, C para designar horizonte de enriquecimento com


carbonato de cálcio secundário, contendo, simultaneamente 15% (por
peso) ou mais de carbonato de cálcio equivalente e no mínimo de 5%
(por peso) a mais que o horizonte ou camada subjacente, ou que o
horizonte C, ou que o material de origem.
Características subordinadas aos horizontes

 m - Extremamente cimentado

 Usado com B, C para designar cimentação pedogenética extraordinária


e irreversível (mesmo sob prolongada imersão em água), contínua ou
quase contínua, em horizontes que são cimentados em mais de 90%,
embora possa apresentar fendas ou cavidades.

 As raízes penetram somente através das fendas. A natureza do


constituinte acumulado, que simultaneamente é o agente cimentante,
deve ser especificada pela designação da letra-símbolo conotativa
adequada, anteposta à notação m.
Características subordinadas aos horizontes
n -Acumulação de sódio trocável

 Usado com H, A B, C, para designar acumulação de sódio trocável,


expresso por 100.Na/T > 8%, acompanhada ou não de acumulação de
magnésio trocável.

o - Material orgânico mal ou não decomposto

 Usado com O, H para designar incipiente ou nula decomposição do


material orgânico, no qual ainda resta muito de reconhecível da estrutura
das plantas, material esse acumulado conforme descrito nos horizontes O
e H.
Características subordinadas aos horizontes
p - Aração ou outras pedoturbações
 Usado com H ou A para indicar modificações da camada superficial pelo
cultivo, pastoreio, ou outras pedoturbações.

 Um horizonte mineral. presentemente à superfície, modificado por


pedoturbação, mesmo que perceptível sua condição anterior de E, B ou C,
passa a ser reconhecido como Ap. Quando orgânico, é designado Hp.

q - Acumulação de sílica
 Usado com B ou C para designar acumulação de sílica secundária (opala e
outras formas de sílica).

 Quando há cimentação contínua, com sílica, usa-se qm.


Características subordinadas aos horizontes
r - Rocha branda ou saprolito

 Usado com C para designar camada de rocha subjacente, intensamente ou


pouco alterada, desde que branda ou semibranda, em qualquer caso
permanecendo bastante preservadas características morfológicas
macroscópicas inerentes à rocha original.

 O material pode ser cortado com uma pá.

 O subscritor é deuso privativo de horizonte ou camada C.


Características subordinadas aos horizontes

s - Acumulação iluvial de sesquióxidos com matéria orgânica

 Usado exclusivamente com horizonte B para indicar relevante acumulação iluvial ou


de translocação lateral interna no solo de complexos organo-sesquioxídicos amorfos
dispersíveis

 Desde que tanto a matéria orgânica como os sesquióxidos sejam significantes e


valor e croma do horizonte sejam maiores que 3.

 Em alguns casos, o símbolos é usado em combinação com h, isto é, Bhs.

 essa iluviação pode ter espessura que não excede uns poucos centímetros ou
milímetros, podendo mesmo constituir um pan cimentado, formando uma crosta
(placa).
Características subordinadas aos horizontes

t - Acumulação de argila

 Usado exclusivamente com B para designar relevante acumulação ou


concentração de argila (fração< 0.002mm),

 que tanto pode ter sido translocada por iluviação, como ter sido
formada no próprio horizonte

 ou por concentração relativa devido à destruição ou perda de argila do


horizonte A.
Características subordinadas aos horizontes
u - Modificações e acumulações antropogênicas

 Usado com A e H para designar horizonte formado ou modificado pelo


uso prolongado do solo;

 lugar de residência ou como lugar de cultivo por períodos relativamente


longos, com adição de material orgânico;

 material mineral estranho e outros como ossos, conchas, cacos de


cerâmica em mistura ou não com material original.
Características subordinadas aos horizontes
v - Características vérticas
 Usado com B, C para designar material mineral expressivamente afetado por
propriedades e comportamento mecânico dos constituintes argilosos

 mudanças em volume e movimentação do material, condicionadas por


variação do teor de umidade.

São bem distintas as características de alta expansibilidade e contractilidade


evidenciadas por:
 deslocamento do material resultando na formação de superfície de fricção
(slickensídes), segundo planos interceptantes

 ou associadas à formação de agregados arestados, de configuração


variavelmente prismático- oblíqua, cuneiforme e paralelepipedal, coexistindo
fendilhamento vertical condicionado à possibilidade de secagem.
Características subordinadas aos horizontes
w - Intensa alteração com inexpressiva acumulação de argila, com ou sem
concentração de sesquióxidos
 Usado exclusivamente com B para designar formação de mineral em estágio
bem avançado de intemperização;
 Expressa por alteração completa ou quase completa dos constituintes que lhe
deram origem;
 Resultando concomitantemente em: formação de argila de muito baixa;
 Desenvolvimento de cores vivas (brunadas, amareladas, alaranjadas e
avermelhadas);
 Desenvolvimento de estrutura granular, em blocos e mais raramente blocos
compondo prismática, agregação e floculação;
 Total ou quase total destruição da estrutura original da rocha; e com ou sem
concentração residual de óxidos de ferro e alumínio
Características subordinadas aos horizontes
x - Cimentação aparente, reversível
 Usado com B, C e ocasionalmente E, para designar desenvolvimento de
seção subsuperficial relativamente compacta
 se apresenta adensada, dura a extremamente dura e aparentemente
cimentada
 quando seca, constituída predominantemente por quartzo e argilas
silicatadas.
 O material exibe pseudocimentação, contínua ou quase contínua, sendo
sua rigidez reversível sob umedecimento com água.
 Firmeza, "quebradicidade" fraca a moderada, alta densidade aparente.
 cujo material adicionalmente apresenta a propriedade de não esboroar
quando imerso em água;
 quebradiço, podendo se fraturar ou desprender pedaços.
Características subordinadas aos horizontes

y - Acumulação de sulfato de cálcio


 Usado com B ou C para indicar acumulação de sulfato de cálcio.

z - Acumulação de sais mais solúveis em água fria que sulfato de


cálcio
 Usado com H, A B, C para indicar acumulação de sais mais solúveis
em água fria que sulfato de cálcio.
Atributos diagnósticos para definição
 Atributos diagnósticos referem-se às características e propriedades próprias do objeto
em estudo e que lhe conferem individualidade. No Sistema Brasileiro de Classificação
dos Solos (SiBCS), os atributos são definidos como diagnósticos e estão relacionados
a características e propriedades identificadas no perfil do solo, no campo, ou
analisadas em laboratório. Denominam-se atributos adicionais ou complementares, as
características ou propriedades dos solos que possam ser identificadas no campo ou
inferidas de outras propriedades determinadas por análises de laboratórios.

 A coleção de atributos abrange não só características inerentes, como por exemplo, a


constituição mineralógica da argila, a textura, bem como propriedades manifestadas,
que não fazem parte de sua essência, mas dizem respeito às respostas, a estímulos
exercidos (comportamento ou reação evidenciada), como a cor, a consistência no
estado molhado, a capacidade de troca de cátions e outros mais.Horizonte ou
camada são definidos como uma seção horizontal do perfil do solo, sendo
demarcados de acordo com as variações morfológicas como as de cor, estrutura,
textura, consistência, presença ou ausência de cascalho, nódulos e concreções e
entre outros.
Atributos diagnósticos para definição

 Dentro dos atributos diagnósticos para definição de um solo, podemos


destacar:

 Material orgânico

 Material mineral

 Atividade da fração argila

 Saturação por bases

 Mudança textural abrupta

 Plintita
Atributos diagnósticos para definição

 Petroplintita

 Superfícies de fricção ("slickensides")

 Caráter ácrico

 Caráter alumínico

 Caráter argilúvico

 Caráter carbonático
Atributos diagnósticos para definição
 Caráter hipocarbonático

 Caráter coeso

 Caráter concrecionário

 Caráter crômico

 Caráter dúrico

 Caráter ebânico
Atributos diagnósticos para definição
 Caráter espódico

 Caráter êutrico

 Caráter flúvico

 Caráter litoplíntico

 Caráter plânico

 Caráter plíntico
Atributos diagnósticos para definição
 Caráter redóxico

 Caráter retrátil

 Caráter rúbrico

 Caráter sálico

 Caráter salino

 Caráter sódico
Atributos diagnósticos para definição

 Caráter solódico

 Caráter sômbrico

 Caráter vértico

 Contato lítico

 Contato lítico fragmentário


Atributos diagnósticos para definição

 Materiais sulfídricos

 Teor de óxidos de ferro

 Grau de decomposição do material orgânico

 Propriedades Ândicas
Caracterização da Classe dos Solos

 O Brasil possui uma grande diversidade de solos em sua extensão


continental, decorrente da ampla diversidade de pedoambientes e de
fatores de formação do solo.

 Segundo o Sistema Brasileiro de Classificação de Solos (SiBCS) os solos


são divididos em 13 classes de solos.

 São eles: Argissolos, Cambissolos ,Chernossolos, Espodossolos,


Gleissolos, Latossolos, Luvissolos, Neossolos, Nitossolos, Organossolos,
Planossolos, Plintossolos, Vertissolos
Argissolos

 Identificados pelo maior teor de argila nos horizontes


subsuperfíciais em relação aos superficiais, que caracteriza
um gradiente textural ao longo do perfil. A cor pode variar
de acinzentada a avermelhada, sendo os matizes amarelos e
vermelhos os mais comuns.
 Os minerais predominantes são argilas de atividade baixa
(caulinita) e/ou óxidos.
 Esse tipo de solo pode ser encontrado em praticamente
todas as regiões brasileiras em diversas condições de clima e
relevo. Representam aproximadamente 24% da superfície do
País.
 Símbolo: P Foto: Sebastião Barreiros Calderano.
Cambissolos

 Compreendem solos com desenvolvimento incipiente,


caracterizados pela pouca diferenciação dos horizontes nas
características morfológicas, principalmente pela cor e
estrutura.
 A grande variabilidade da natureza e transformação do
material de origem proporciona ampla variação em sua
composição química e granulométrica.
 Distribuem-se por todo o território nacional.

 Símbolo: C

Foto: Marcos Gervásio Pereira.


Chernossolos

 Caracterizados pela presença de horizonte superficial


relativamente espesso, escuro, com boa agregação e
presença de argilominerais 2:1.
 Muito férteis, apresentam de médios a altos teores de
carbono e altos teores de cálcio e magnésio, conferindo
alta saturação por bases. Podem apresentar alto teor de
carbonato de cálcio secundário na forma nódulos.
 Estes solos têm baixa ocorrência no Sul e no Nordeste do
Brasil e em pequenas áreas no Centro-Oeste, totalizando
aproximadamente 0,5% do território nacional.
 Símbolo: M
Foto: Ademir Fontana
Espodossolos

 Apresentam horizonte subsuperficial com acúmulo de matéria


orgânica e alumínio, podendo ou não apresentaracúmulo de
ferro. De maneira geral a composição granulométrica tem o
predomínio da fração areia. São solos muito pobres e ácidos.
 O horizonte subsuperficial (B espódico) pode apresentar cor
escura, acinzentada e muitas vezes amarelada e avermelhada,
sendo de maneira geral sobreposto por um horizonte eluvial e de
cor clara (horizonte E).
 Distribuem-se de maneira muito esparsa nos domínios da restinga
e por toda a costa brasileira, bem como nas áreas interioranas da
Amazônia Ocidental, onde são bastante expressivos.
 Símbolo: E
Fotos: Maria de Lourdes Mendonça Santos
Gleissolos

 Material predominantemente argiloso e muito argiloso que


passou por processos de oxidação e redução em ambiente
saturado por água, mal ou muito mal drenados
(hidromórficos). Geralmente estão associados ao material
sedimentar recente nas proximidades de cursos d’água.
 As cores predominantes em subsuperfície são acinzentadas
ou variegadas, devido aos processos de oxidação e redução
do ferro, podendo apresentar mosqueados ou plintita pela
segregação do ferro.
 São encontrados em áreas que apresentam restrição de
drenagem, como nas proximidades dos cursos d’água,
várzeas e baixadas.
 Símbolo: G Foto: Humberto Gonçalves dos Santos
Latossolos
 São altamente intemperizados e sem incremento de argila em
profundidade.
 As cores variam de brunadas, avermelhadas ou amareladas.
 A textura varia de média a muito argilosa e, nos mais oxídicos,
pode ocorrer estrutura granular, de tamanho muito pequena a
pequena e de grau de desenvolvimento que varia de forte a muito
forte.
 Os minerais predominantes na fração argila são caulinita e óxidos
de ferro e alumínio.
 São típicos das regiões equatoriais e tropicais, em antigas
superfícies de erosão, sedimentos e terraços fluviais antigos,
normalmente em relevo suavemente ondulado e plano. Ocupam
aproximadamente 39% da área total do Brasil e distribuídos
praticamente por todo o território nacional.
 Símbolo: L
Foto: Maria de Lourdes Mendonça Santos
Luvissolos

 Possui estrutura bem desenvolvida e alta fertilidade química


natural. Identificados pelo aumento significativo dos teores de
argila nos horizontes subsuperficias, apresentam, em muitos casos,
mudança textural abrupta.
 São rasos, de coloração avermelhada ou amarelada, com estrutura
bem desenvolvida do tipo blocos ou prismas em subsuperfície.
 São encontradas principalmente no nordeste brasileiro, onde se
distribuem principalmente na zona semiárida.
 Símbolo: T

Foto: José Francisco Lumbreras.


Neossolos

 São solos pouco evoluídos pedogeneticamente e com ausência


de horizontes diagnósticos subsuperficiais. São jovens,
constituídos por material mineral ou por material orgânico com
menos de 20 cm de espessura.
 Apresentam predomínio de características herdadas do material
originário, o qual confere grande variabilidade entre as
subordens.
 Os Neossolos se subdividem em níveis de classificação mais
baixos: Neossolos Litólicos; Regolíticos; Flúvicos e
Quartzarênicos
 Ocorrem aproximadamente em 15% do território brasileiro.
 Símbolo: R
Foto: Maria de Lourdes Mendonça Santos
Nitossolos

 Apresentam textura argilosa ou muito argilosa, com pouco


incremento de argila em profundidade e com estrutura em blocos
ou prismas. De maneira geral profundos, com coloração variando
de vermelho a bruno, sendo observada pouca diferenciação de
cores entre os horizontes (ausência de policromia).
 São normalmente profundos, bem drenados, estruturados,
moderadamente ácidos e de fertilidade natural muito variável.
 A superfície dos agregados dos horizontes subsuperficiais
apresenta filmes de argila, sendo denominada de cerosidade. Em
função dos elevados conteúdos de argila, no período seco podem
contrair e formar fendas predominantemente no sentido vertical.
 As maiores áreas contíguas estão nos estados da região sul.
 Símbolo: N Foto: Humberto Gonçalves dos Santos
Oganossolo

 Formados por elevados teores de matéria orgânica, oriunda


da deposição e acúmulo de resíduos vegetais, com ou sem
mistura de materiais minerais. O acúmulo de material
orgânico pode ocorrer em condições de drenagem livre, em
altitude elevada e com baixas temperaturas, ou com forte
restrição de drenagem, como nas baixadas ou depressões.
 Possui elevados teores de carbono e coloração preta, cinzenta
muito escura ou brunada, resultantes de acumulação de
restos vegetais.
 O material orgânico pode apresentar diferentes estágios de
decomposição (fíbrico, hêmico e sáprico), conferindo ampla
variação nos atributos químicos e físicos.
 Símbolo: O Foto: Ademir Fontana
Planossolos

 Apresentam textura predominantemente arenosa em


superfície, com grande aumento de argila em subsuperfície e
mudança textural abrupta ou transição abrupta com gradiente
textural. São adensados em subsuperfície e extremamemto
duros quando secos e frequentemente com estrutura prismática
ou colunar em subsperfície.
 A baixa permeabilidade em subsuperfície condiciona ciclos de
redução e oxidação do ferro, propiciando as cores acinzentadas
ou variegadas e mosqueados. De maneira geral observa-se um
horizonte eluvial e de cor clara sobrepondo o horizonte
subsuperficial.
 Esses solos ocorrem predominantemente em áreas de relevo
plano ou suave ondulado.
 Símbolo: S Foto: José Coelho de Araújo Filho
Plintossolos

 Caracterizados por apresentar drenagem imperfeita e ciclos de


redução e oxidação do ferro, levando a segregação do ferro e a
formação da plintita (feição destacável da matriz do solo). A
plintita um material brando, que quando submetido a ciclos de
umedecimento e secagem pode se consolidar irreversivelmente
formando a petroplintita (concreção).
 As cores predominantemente cinzentas, vermelhas e
amareladas no padrão variegado ou mosqueado e muitas vezes
com moderado aumento de argila em subsuperfície.
 São pobres em carbono orgânico e ricos em ferro, ou ferro e
alumínio, com quartzo e outros materiais. Frequentemente são
ácidos e com baixa reserva de nutrientes.
 Símbolo: F Foto: Manoel Batista de Oliveira Neto
Vertissolos

 Identificados pelo baixo grau de desenvolvimento pedogenético e


altos teores de argila. Podem apresentar argilominerais 2:1, a qual
confere alta capacidade troca catiônica e, expansão e contração, com
expressiva movimentação da massa do solo.
 Comumente observam-se fendas largas e profundas e, estrutura
cuneiforme, formadas no período seco, assim como, pode ser
verificado superfícies de fricção e micro relevo em superfície
denominado de gilgai.
 São de coloração acinzentada ou preta, sem diferença significativa no
teor de argila entre a parte superficial e a subsuperficial do solo. São
de elevada fertilidade química, relacionados aos calcários e
sedimentos argilosos ricos em cálcio, magnésio e rochas básicas, mas
apresentam problemas de natureza física, como baixa
permeabilidade, textura muito pesada e drenagem lenta.
 Símbolo: V Foto: Sebastião Barreiros Calderano.
Discentes

Francelino Carlos Cortez Filho


Jean Marcelo Cirqueira de Morais
Kesia Naiane Ramos Simão
Mariana Lima de Souza Michalczuk
Maísa de Carvalho Mendes

3º Período de Agronomia
Referencias

SOUZA, C. G.; HELOISA, C.; COSTA, P. Manual Técnico de Pedologia.


Rio de Janeiro: IBGE, 1994.

EMBRAPA - SOLOS BRASILEIROS. Os solos do Brasil. Disponível em:


<https://www.embrapa.br/tema-solos-brasileiros/solos-do-brasil>.
Acesso em: 15 abr. 2021.

ATRIBUTOS DIAGNÓSTICOS - Portal Embrapa, 2019. Disponível em:


<https://www.embrapa.br/solos/sibcs/atributos-do-solo/atributos-
diagnosticos>. Acesso em: 15 abril 2021.
TULIO. Leonardo. Formaçao, e classificaçao e cartografia dos solos. Editora
Atena, 2019. Disponivel em: <https://www.atenaeditora.com.br/wp-
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dos-Solos.pdf>. Acesso em: 14 de abril de 2021.

HORIZONTES DO SOLO. Portal Educação, 2020. Disponível em:


https://siteantigo.portaleducacao.com.br/conteudo/artigos/biologia/hor
izontes-do-solo/1540#