Você está na página 1de 5

Internet, até onde chegamos?

Nota previa do autor


Esse com certeza não é simplesmente um texto que busca te mostrar os
problemas e tentar te mostrar como evitar. E sim ao único propósito de
proporcionar a você caro leitor, a possibilidade de experiência, de buscar o
aperfeiçoamento pessoal. E advertindo logo o que pode ter se passado nesse
momento para você, não, não é para que de forma direta te ajude a melhorar
suas notas ou algo do tipo na escola, ou de te mostrar como viver, a fórmula da
vida. Não sou guru nem nada do tipo. Mas que esse texto, esse momento que
você vai passar lendo possa ser transformar em um instante de vida que possa
mudar a forma como olhar para as coisas. Pode não parecer fácil à vida às
vezes, mas então, porque não fazer disso uma superação?

Relação humana a tecnologia


A tecnologia vem se desenvolvendo nos últimos anos, com novas tecnologias
que impressionariam e impressionam aqueles que estão um ponto atrás dessa
geração já tecnológica. E isso não é novidade para ninguém. Você caro leitor,
assim como eu você deve perceber uma clara diferença entre facilidade de
acesso, e costume do uso de aparelho tecnológico. Você deve conhecer
alguém que tem um uso excessivo do celular. E também aquele parente que
sempre te pergunta algo, como funciona certa função ou aplicativo. Que o uso
de aparelhos como o celular, por exemplo, ajuda e facilita a vida de cada um,
não é novidade para ninguém. Mas até que ponto pode ser considerado
saudável o uso?

O uso excessivo de certos aparelhos pode trazer muitos danos ao usuário.


Podendo trazer problemas tanto ao emocional e físico, e em crianças pode ser
afetado até a saúde mental, por conta do aceleramento do crescimento
cerebral (que pode causar déficit de atenção, atraso cognitivo, distúrbios de
aprendizado, diminuição da memória, aumento da impulsividade e falta de
controle das emoções). Muitos sintomas você deve conhecer e talvez até
sentido alguns.

Entre os alguns dos problemas que podem ser visto apenas com o senso
comum das pessoas sem o necessário embasamento cientifico, são os
problemas físicos que surgem. Por serem fáceis de notar.

Entre os muitos que poderiam ser citados estão problemas como, dores nas
mãos e pescoço, por conta de movimentos repetitivos e por má postura.
Problemas de audição, assunto que dispensa apresentações. E por fim mais
não menos importante, você com certeza já estar ficando acostumado com o
número de pessoas que usam óculos que estão a sua volta. Sim, problemas de
visão, por as pessoas se manterem muito tempo forçando a vista ao celular. O
que esta sendo chamada de a “falta miopia”. Que por se exercido muito dos
olhos por imagens próximas o que deixa embaraçada para imagens longes, o
que pode evoluir para uma futura miopia, segundo o NHS, o serviço público de
saúde britânico.

A saúde emocional também é afetada, o que leva a muitos estudos que


buscam conhecer os efeitos no comportamento dos usuários de smartphones.
Pesquisadores como os das universidades de Chicago, Cambridge e
Minnesota, estudo que evolveu mais de 3.400 estudantes. Tendo através de
perguntas avaliado se a pessoa tinha um uso excessivo no celular. Depois de
avaliado, seria possível ver sinais que afetariam a saúde emocional nos
estudantes que teriam sido analisados naquelas que tem o uso excessivo do
aparelho.

Um dos pontos visto nessa pesquisa foi a negligência no relacionamento


daqueles que apresentaram o uso excessivo do celular. Onde a proporção foi
maior entre aqueles que relataram dois ou mais parceiros nos últimos 12
meses. Sendo -37,4% em comparação a 27,2% das pessoas em que não foi
relatado problemas com o uso do celular. Fiquemos apenas com esses numero
para base, já que os outros te assustariam muito. “É difícil estabelecer a
relação de causalidade e os motivos devem ser de natureza diversa. A
descoberta mais significativa foi que as pessoas que relataram uso
problemático de seus telefones também tinham maior probabilidade de ter um
traço de impulsividade, e isso também pode ter um papel no número de
parceiros sexuais que elas têm. Se isso fosse saudável, esperaríamos uma
melhor autoestima e menos problemas de saúde mental, mas a situação se
mostrou o oposto disso", diz Sam Chamberlain, um dos autores da pesquisa e
psiquiatra-consultor da Universidade de Cambridge.

Também na mesma pesquisa foi possível identificar que o consumo excessivo


de álcool esta mais presente naqueles que tem problemas com o uso do
smartphone. Mas não sendo possível uma ligação com outras substancias ou
formas de abusos. "É fácil pensar no uso problemático de celulares como um
vício, mas, se fosse assim tão simples, esperaríamos que ele fosse associado
a uma ampla gama de abuso de substâncias, especialmente em uma amostra
tão grande. Mas esse não parece ser o caso", completa Chamberlain.

Recomendações de especialistas para o melhor uso não faltam. Pois a


tecnologia tem se avançado muito. Sendo para todos novas as expectativas, a
facilidade na vida que nos foram propostos. Junto a isso também não sabemos
os danos que isso pode dar. Nos anos 2000, por exemplo, não se imaginaria
uma conexão tão grande entre as pessoas e o mundo como acontece hoje, e
aqui estamos nós.

E pesquisas como essa não são poucas, poderíamos citar vários outros
pesquisadores que buscam conhecer como a tecnologia pode ser útil, mas
também mostrando que há medidas a serem domadas, para que não seja
afetado nossas saúdes físicas e emocionais, e até mental nas crianças.

Uma coisa tem em comum todas essas pesquisas que podemos encontrar, e
que você pode até às vezes usar o senso comum para se alto examinar, pois,
os problemas que são causados são visíveis a todo o mundo. Então porque
não fazer o contrario? se pesquisadores buscam te mostrar uma visão de um
uso moderado, por que não ser um pouco mais fundo nisso? Pensando nisso,
porque não uma visão de como o corpo e o ser humano se sai SEM o uso da
internet?

Indo além
E expirado com estudos como esse, decidir fazer um experimento social,
basicamente um projeto que tentaria observar como alguém se comportar
quando está longe disso que revolucionou os últimos anos, a internet. Um
objetivo bem simples de se pensar em realizar, mas que não é possível para
um país, um bloco econômico ou o mundo, ao menos não mais. Tentar ficar
uma semana sem internet, para muitos é algo impossível, seja por questões de
trabalho, ou apenas a necessidade de se comunicar com as pessoas do seu
grupo social. A grande maioria dos convidados ao projeto como se é de
imaginar, rejeitaram. Em alguns por claros sinais de afetos concordaram
parcialmente em tentar participar. Impondo alguma regra criada pelo mesmo,
seja diminuindo os dias ou ficando apenas em certos períodos.

Como o incentivador do projeto me ousei ir mais longe, e propus a mim mesmo


ficar integralmente sem o celular nesse período que iria ficar sem a internet.
Mas como o projeto tem como principal missão observar o comportamento
quando não exposto ao sistema de internet diretamente, foi proposto a todos
que fossem participar anotarem suas experiências e sinais que percebessem
que fossem causados pela falta da internet, ou o simples fato de serem
tentados a usar a mesma.

Bem, pode parecer meio confuso nesse momento, mas é isso mesmo. No fim
das contas apenas uma semana não é grande coisa. Vale ressaltar que o
resultado de como cada uma das pessoas vai ser influenciadas sem o uso da
internet é muito pessoal. Podendo se mui diversas até mesmo em pequenos
grupos sociais. Mas uma coisa é correto afirmar que em todos vai ocorrer,
certamente vai ocorrer uma melhora pessoal em cada um. E sem mais
delongas eis aqui as minhas.

Ficou claro que nos primeiros dias (dia 1 e dia 2) houve uma adaptação do
cérebro a ideia de como ocupar esse tempo que teria livre. Tendo sido no
primeiro dia, a “criatividade” dominadora sobre os demais sentidos. Podendo
ser entendida simplesmente de que poderia ser feito tudo, uma capacitação do
próprio ser para fazer as atividades e como realiza-las. No segundo dia, dois
pontos valem ser ressaltados. O primeiro de “pensar mais no que fez durante o
dia”, um dos claros sinais de que distante da internet e aparelhos há uma
reprogramação do que fazer para aproveitar o dia – vale lembrar o que foi dito
anteriormente, em cada pessoa pode ser diferente como se comportam a dada
circunstancia -, que irá poder ser consolidado com outros sinais nos próximos
dias. Para falar desse sinal podemos começar com uma simples pergunta, já
se deparou pensando que algo que não queria ter dito ou refazer algo? Bem,
você com certeza vai se pegar fazendo essas perguntas, por nesse momento a
falta da comunicação que foi tirada de você vai começar a pesar, desejando
sempre melhorar algo. Como segundo sinal do segundo dia temos a “melhora
na memória”, que pode ser explicada facilmente com quando se tem mais
tempo para se pensar nas ações tomadas, pelo fato das informações estarem
sendo “marteladas” na sua cabeça por não ter muitas coisas com o que se
ocupar, isso tornar as informações e lembranças fáceis de serem gravadas
mais facilmente, e por você simplesmente decorá-la por ela estar lá.

Terceiro dia, mais dois sinais. Sendo o primeiro o “aproveitamento do tempo”.


Esse que com certeza veio acompanhado do dia anterior que se preocupava
em como passar o tempo, aqui vindo sua complementação. Agora não se
preocupando somente em como passar o tempo. Mas dessa vez aproveitando
melhor o tempo, dedicação, se dedicar para que aquele momento possa ter
valido a pena. Almoçando? Aproveitando o almoço. Se divertindo com amigo?
Aproveitando a companhia. Esse devia ser dito por gurus. Por que sem duvida
te ajuda na vida. E como segundo sinal notado, a “ocupação na leitura”, esse
acho que é pessoal em cada um. Provavelmente hobbys irão te chamar a
atenção. Ou o simples fato de querer aprender algo novo.

O quarto dia pode ser meio chato, esse com certeza foi o pior. Mas calma
pequeno gafanhoto. Como de costume, mais dois sentidos, e os dois dessa vez
ligados a comunicação. Em resumo dos dois, uma melhora na comunicação,
não que seja ruim a de alguém nem nada. Não leve para o pessoal, não lhe
conheço para te julgar. Mas basicamente houve uma melhora dos três
primeiros dias até aqui em como se analisar diante a com se comunica, e no
quarto dia se consolidou isso. Com o compadecimento e dedicação a melhorar.

E por fim mais não menos importante. Os últimos dois dias foi uma repetição e
consolidação dos outros dias. Nesse momento você pode ter se perguntando;
em dois dias você não percebeu mais nada? Somente se consolidou os outros
dias? Bom, praticamente. Vejo já esses últimos dois dias como se já estivesse
sendo acostumado à rotina o fato de não acessar a internet.

E acho que vale a pena relembrar novamente que isso é muito pessoal. Em
cada um pode ocorrer de uma maneira diferente. No meu caso, por pior que
pareça, era algo que precisava ser mudado então me caiu bem. Mas voltemos
ao assunto.
Uma semana, talvez você pense que não é possível perceber e ter uma base e
posa ser considerada uma pesquisa, um teste em um período tão curto. Bom
também concordo, nesse momento você pode se perguntar; como assim
também concorda? Grato pelo seu questionamento. Por mais que pareça
confuso agora, chegamos a cereja do bolo.

No tempo que realizava o projeto da uma semana sem internet, comecei a me


questionar se isso não valeria como uma experiência, algo que pudesse ser
compartilhado e mostrado para outras pessoas. Se você esta lendo isso, por
exemplo, significa que deu certo.

A ideia no meio do percurso tomou outro rumo, sendo não só de avaliar como
se comportam as pessoas quando ficam sem a internet, mas de também tentar
mostrar as pessoas que o ato de se alto desafiarem pode ser uma coisa boa.

Ato de se alto desafiar? Indaga o leitor. Sim, algo que por muitas vezes pode
ser sido um desafio para sua realização, por que não parar de deixar para o
amanhã e começar hoje?

Pode não parece simples o que fazer. Mas não demora muito até que nos
lembremos de algo. Gostaria de dormir mais cedo? Ler mais, ou até mesmo
começar a ler? Estudar uma nova língua? Se dedicar a algo? Vão ser os
pequenos atos que irão lhe proporcionar isso.

Nessa hora você pode ter lembrado de duas coisas, a primeira que você já
tentou algo desse tipo, e em segundo que eu disse que não era guru.

“Eu já tentei algo desse tipo”, “não consigo”, “isso não é para mim”, que tal
começar de novo, e dessa vez não porque “isso vai me proporcionar algo”, mas
que quando você alcançar você vai poder falar, hoje sou uma pessoa melhor
que a de ontem.

Bom, e pra fechar, não foi por muitos motivos que fiz esse texto, mas que
assim como você que já começou algo com estudar uma nova língua, achou
que seria bom escrever. E passar essas palavras, se você estiver lendo até
aqui é porque de alguma forma você ficou envolvido nisso, não menospreze
isso. Acho que te vejo na próxima, e boa sorte.

Você também pode gostar