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Limoeiro, ............ de ................

de 2020
FICHA 1
Literatura | João Queiroz

Aluno(a): Nº Série: 2º Ano (EM) _____

1. Uma das características da prosa de Machado de Assis é C) na referência a Fausto e Mefistófeles, que representam o
a presença de referências ao leitor de seus textos. desejo de eternização de Rubião.
Identifique o fragmento em que o narrador emprega uma D) na admiração dos metais por parte de Rubião, que
forma linguística que expressa o leitor a quem se dirige: metaforicamente representam a durabilidade dos bens
A) “Pois, senhor, não consegui recompor o que foi nem o produzidos pelo trabalho.
que fui.” (linhas 2 e 3) E) na resistência de Rubião aos criados estrangeiros, que
B) “Em tudo, se o rosto é igual, a fisionomia é diferente.” reproduz o sentimento de xenofobia.
(linhas 3 e 4)
C) “Uma certidão que me desse 20 anos de idade poderia 3. (PUC-PR) Assinale a alternativa que contém a afirmação
enganar os estranhos, como todos os documentos correta sobre o Naturalismo no Brasil.
falsos, mas não a mim.” (linhas 10 a 12) A) O Naturalismo usou elementos da natureza selvagem
D) “Duas ou três fariam crer nela aos outros, mas a do Brasil do século XIX para defender teses sobre os
língua que falam obriga muita vez a consultar os defeitos da cultura primitiva.
dicionários, e tal frequência é cansativa.” (linhas 16 a B) A valorização da natureza rude verificada nos poetas
18) árcades se prolonga na visão naturalista do século
E) “Quanto às amigas, algumas datam de quinze anos, XIX, que toma a natureza decadente dos cortiços para
outras de menos, e quase todas creem na mocidade.” provar os malefícios da mestiçagem.
(linhas 14 a 16) C) O Naturalismo no Brasil esteve sempre ligado à beleza
das paisagens das cidades e do interior do Brasil.
Texto para questão 2 D) O Naturalismo, por seus princípios científicos,
considerava as narrativas literárias exemplos de
Um criado trouxe o café. Rubião pegou na xícara e, demonstração de teses e ideias sobre a sociedade e o
enquanto lhe deitava açúcar, ia disfarçadamente mirando homem.
a bandeja, que era de prata lavrada. Prata, ouro, eram os E) O Naturalismo do século XIX no Brasil difundiu na
metais que amava de coração; não gostava de bronze, literatura uma linguagem científica e hermética,
mas o amigo Palha disse-lhe que era matéria de preço, e fazendo com que os textos literários fossem lidos
assim se explica este par de figuras que aqui está na sala: apenas por intelectuais.
um Mefistófeles e um Fausto. Tivesse, porém, de
escolher, escolheria a bandeja, - primor de argentaria, 4. (Enem PPL 2014)
execução fina e acabada. O criado esperava teso e sério.
Era espanhol; e não foi sem resistência que Rubião o O mulato
aceitou das mãos de Cristiano; por mais que lhe dissesse
que estava acostumado aos seus crioulos de Minas, e não Ana Rosa cresceu; aprendera de cor a gramática do
queria línguas estrangeiras em casa, o amigo Palha Sotero dos Reis; lera alguma coisa; sabia rudimentos de
insistiu, demonstrando-lhe a necessidade de ter criados francês e tocava modinhas sentimentais ao violão e ao
brancos. Rubião cedeu com pena. O seu bom pajem, que piano. Não era estúpida; tinha a intuição perfeita da
ele queria pôr na sala, como um pedaço da província, virtude, um modo bonito, e por vezes lamentara não ser
nem pode deixar na cozinha, onde reinava um francês, mais instruída. Conhecia muitos trabalhos de agulha;
Jean; foi degradado a outros serviços. bordava como poucas, e dispunha de uma gargantazinha
ASSIS, Machado de. Quincas Borba. In: Obra completa. Rio de de contralto que fazia gosto de ouvir.
Janeiro: Nova Aguilar, 1993 V.1. Fragmento. Uma só palavra boiava à superfície dos seus
pensamentos: "Mulato". E crescia, crescia, transformando-
2. (ENEM) Quincas Borba situa-se entre as obras-primas do se em tenebrosa nuvem, que escondia todo o seu
autor e da literatura brasileira. No fragmento apresentado, passado. Ideia parasita, que estrangulava todas as outras
a peculiaridade do texto que garante a universalização de ideias.
sua abordagem reside: — Mulato!
A) no conflito entre o passado pobre e o presente rico, que Esta só palavra explicava-lhe agora todos os
simboliza o triunfo da aparência sobre a essência. mesquinhos escrúpulos, que a sociedade do Maranhão
B) no sentimento de nostalgia do passado devido à usara para com ele. Explicava tudo: a frieza de certas
substituição da mão de obra escrava pela dos imigrantes. famílias a quem visitara; as reticências dos que lhe

UMA HISTÓRIA DE GRANDES RESULTADOS


falavam de seus antepassados; a reserva e a cautela dos B) A narrativa é um retrato da sociedade burguesa do
que, em sua presença, discutiam questões de raça e de século XIX e pode ser considerada uma das obras-
sangue. primas da ficção romântica brasileira porque focaliza
AZEVEDO, Aluísio. O Mulato. São Paulo: Ática, 1996 a heroína Rita Baiana em sua multiplicidade
(fragmento). psicológica.
C) Todo o livro é marcado pela desilusão e pelo
O texto de Aluísio Azevedo é representativo do abandono dos ideais realistas. Defendendo os
Naturalismo, vigente no final do século XIX. Nesse valores de pureza e retorno ávida pacata do campo,
fragmento, o narrador expressa fidelidade ao discurso há nele fortes indícios do Romantismo que se
naturalista, pois anunciava no Brasil.
A) relaciona a posição social a padrões de D) Narrado em primeira pessoa, O cortiço é uma análise
comportamento e à condição de raça. da psicologia e da situação dos imigrantes no Brasil.
B) apresenta os homens e as mulheres melhores do que Os perfis psicológicos e as análises de
eram no século XIX. comportamento conduzem a história à idealização da
C) mostra a pouca cultura feminina e a distribuição de mestiçagem brasileira, representada pela ascensão
saberes entre homens e mulheres. social dos portugueses Jerônimo e João Romão.
D) ilustra os diferentes modos que um indivíduo tinha de E) O tema da mulher idealizada é constante nessa obra.
ascender socialmente. A figura da virgem sonhada é simbolizada pela
E) critica a educação oferecida às mulheres e os maus- lavadeira Rita Baiana e constitui uma forma de
tratos dispensados aos negros. denúncia dos problemas sociais, tão frequentes nos
livros filiados à estética naturalista.
5. (UFPE) o Realismo e o Naturalismo são movimentos
surgidos na segunda metade do século XIX, marcado por 7. (Ufpel) Na obra-prima de Aluízio de Azevedo, O cortiço:
transformações econômicas, científicas e ideológicas. A) podem-se perceber as características básicas da
Sobre esses dois movimentos, assinale a alternativa prosa romântica: narrativa passional, tipos humanos
incorreta. idealizados, disputa entre o interesse material e os
A) Para o escritor realista, a neutralidade diante do tema sentimentos mais nobres.
é imprescindível. Para isso, usa a narrativa em terceira B) transporta-se o leitor ao doloroso universo dos
pessoa. O naturalista observa também esse princípio, miseráveis e oprimidos migrantes que, fugindo da
acrescentando uma aproximação das ciências seca, abrigam-se em acomodações coletivas.
experimentais e da filosofia positivista. C) consagra-se, na literatura brasileira, a prosa
B) O realismo brasileiro teve poucos seguidores e uma de naturalista, marcada tanto pela associação direta entre
suas figuras marcantes foi Machado de Assis. Euclides meio e personagens quanto pelo estilo agressivo.
da Cunha, com "Os Sertões", foi outra figura de D) vê-se renascer uma prosa forte, de cunho regionalista,
destaque no movimento. característico da década de 30, que retrata nossas
C) O Naturalismo é considerado um prolongamento do mazelas, em estilo seco.
Realismo, pois assume todos os princípios e as E) verifica-se uma forte relação entre o meio em que
características deste, acrescentando-lhe, no entanto, vivem os personagens e sua vida pessoal, relação
uma visão cientificista da existência. No Brasil, o essa baseada no sentimentalismo romântico.
Naturalismo foi iniciado por Aluísio de Azevedo, que
publicou "O Mulato", "Casa de Pensão" e "O Cortiço". 8. (PUC-PR) Sobre o Realismo, assinale a alternativa
D) Ambos, Machado de Assis e Aluísio de Azevedo, incorreta.
iniciaram-se na estética romântica. Posteriormente, o A) O Realismo e o Naturalismo têm as mesmas bases,
primeiro seguiu a estética realista, e o segundo, a embora sejam movimentos diferentes.
estética naturalista. B) O Realismo surgiu como consequência do
E) A fase realista de Machado de Assis pode ser cientificismo do século XIX.
observada nos seus contos e romances. Entre eles, se C) O Realismo surgiu na Europa, como reação ao
destacam "Memórias Póstumas de Brás Cubas", Naturalismo.
"Quincas Borba" e "Dom Casmurro", obras em que D) Gustave Flaubert foi um dos precursores do Realismo.
abordou temas como o adultério, o parasitismo social, Escreveu Madame Bovary.
a loucura e a hipocrisia. E) Émile Zola escreveu romances de tese e influenciou
escritores brasileiros.
6. (UEL) A propósito de O cortiço, de Aluízio de Azevedo, é
correto afirmar que: 9. (FUVEST – SP) Assinalar a afirmação correta a respeito
A) Se trata de um importante exemplar do Naturalismo de O Ateneu, romance de Raul Pompéia:
brasileiro. Nele, as personagens são animalizadas e A) Romance de formação que avalia a experiência
dominadas pelos instintos. A obra marca a história de colegial, por meio de Sérgio, alter-ego do autor.
trabalhadores pobres, alguns miseráveis, B) Romance romântico que explora as relações pessoais
amontoados numa habitação coletiva. de adolescentes no colégio, acenando para o
homossexualismo latente.
C) Romance naturalista que retrata a tirania do diretor do
colégio e o materialismo de sua mulher para com os
alunos.
D) Romance realista que apresenta um padrão de
excelência da escola brasileira do final do Império.
E) Romance da escola romântica do Brasil no final do
Império, cuja falência vem assinalada pelo incêndio do
prédio, no final da narrativa.

10. (UEL-PR) Indique o trecho em que há evidências do


estilo de época que marcou as obras de Adolfo Caminha e
Aluízio de Azevedo:
A) A virgem tinha o talhe de uma palmeira, a leveza da
garça, o perfume da açucena, sem que por isso lhe
faltassem reação a quem ousado se fizesse.
B) Sentou-se perto, olhou-a; o perfil era o de uma Palas
Atena marmórea, serena como a deusa, talhada com
perfeição das criaturas eleitas.
C) Tadinha. Gostava dela, sim senhor. Mas tinha que
partir sem lhe prometer nada, levando apenas um
retratinho dela e uma esperança de voltar.
D) Era ela, meu mór-amor, na janela castelã, inventando
cortesias naqueles ais-de-mim dos olhos verdes
turmalinos, de devastação certa.
E) O sangue pulava-lhe nas artérias numa hiperquinesia
que lhe atordoava os sentidos, que o impelia para a
rapariga com a fúria dos instintos.