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MÓDULO 8212

Operações de cálculo e unidades de medida

Operações de cálculo e unidades de medida - CFPSA 1


Índice

O SISTEMA INTERNACIONAL DE UNIDADES (SI) ................................................................................................ 3

GRANDEZAS E MEDIDAS .................................................................................................................................. 4

MEDIDAS DE COMPRIMENTO .................................................................................................................................. 4

MEDIDAS DE MASSA ................................................................................................................................................ 5

MEDIDAS DE CAPACIDADE ....................................................................................................................................... 6

MEDIDAS DE SUPERFÍCIE.......................................................................................................................................... 7

MEDIDAS DE VOLUME.............................................................................................................................................. 8

OPERAÇÕES NUMÉRICAS................................................................................................................................10

OPERAÇÕES COM NÚMEROS INTEIROS ................................................................................................................. 10

OPERAÇÕES COM NÚMEROS RACIONAIS (EM FORMA DE FRACÇÃO) .................................................................. 12

OPERAÇÕES COM NÚMEROS RACIONAIS (EM FORMA DECIMAL) ........................................................................ 13

PROPORCIONALIDADE DIRETA .......................................................................................................................16

GRANDEZAS DIRETAMENTE PROPORCIONAIS ....................................................................................................... 18

PERCENTAGENS ...................................................................................................................................................... 20

Adaptado de Matemática e Cálculo, CFPSA, 2006

Operações de cálculo e unidades de medida - CFPSA 2


O SISTEMA INTERNACIONAL DE UNIDADES (SI)

O Sistema Internacional de Unidades (SI) foi criado em 1960 pela 11ª Conferência Geral de Pesos e Medidas
(CGPM) e adoptado em Portugal pelo Decreto-Lei n.° 427/83, de 7 de Dezembro, revisto posteriormente pelo
Decreto-Lei nº 238/94, de 19 de Setembro e pelo Decreto-Lei nº 254/2002, de 22 de Novembro, como o sistema
legal de unidades de medida. Foi determinado igualmente o uso dos múltiplos e submúltiplos daquele sistema,
bem como as regras para a escrita dos símbolos. Alterações posteriores, aprovadas pela CGPM em 1995,
justificam agora esta Publicação.

O SI é composto por (20ª CGPM de 1995, Resolução n.º 8, BIPM): unidades de base e unidades derivadas.
Unidades de Base
Grandeza Unidade SI Símbolo
Comprimento metro m
Massa quilograma kg
Tempo segundo s
Intensidade de corrente eléctrica ampere A
Temperatura termodinâmica kelvin K
Quantidade de matéria mole mol
Intensidade luminosa candela cd

Exemplos de unidades derivadas do SI expressas a partir das unidades de base

Grandeza derivada Unidade derivada do SI Símbolo


2
Superfície metro quadrado m
3
Volume metro cúbico m
Velocidade metro por segundo m/s
2
Aceleração metro por segundo quadrado m/s
3
Massa volúmica quilograma por metro cúbico kg/m
2
Densidade de corrente ampere por metro quadrado A/m

Unidades não SI em uso com o Sistema Internacional


Nome Símbolo Valor em unidade SI
minuto min 1 min = 60 s
hora h 1 h = 60 min = 3 600 s
dia d 1 d = 24 h = 86 400 s
grau ° 1° = (p/180) rad
minuto ¢ 1 ¢ = (1/60) ° = (p/10 800) rad
segundo ² 1 ² = (1/60) ¢ = (p/648 800) rad
3 -3 3
litro l ou L 1 l = 1 dm = 10 m
3
tonelada t 1 t = 10 kg
neper Np 1 Np = 1
bel B 1 B = (1/2) ln 10 (Np)
in http://www.ipq.pt/museu/sistema/UnidNSI.htm

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GRANDEZAS E MEDIDAS
MEDIDAS DE COMPRIMENTO

Nas medidas de comprimento temos o milímetro, o centímetro, o decímetro, o metro, o decâmetro, o


hectómetro e o quilómetro.

Sabemos que, por exemplo, um centímetro tem dez milímetros.

Então 1 centímetro (cm) = 10 milímetros (mm)

1 metro (m) = 10 decímetros (dm) = 100 centímetros (cm) = 1000 milímetros (mm)

1 dm = 10 cm = 100 mm

1 cm = 10 mm

1 decâmetro (dam) = 10 m = 100 dm = 1000 cm = 10000 mm

1 hectómetro (hm) = 10 dam = 100 m = 1000 dm = 10000 cm = 100000 mm

1 quilómetro (km) = 10 hm = 100 dam = 1000 m = 10000 dm = 100000 cm = 1000000 mm.

Também podemos fazer o mesmo raciocínio, mas ao contrário:


1 mm = 0,1 cm = 0,01 dm = 0,001 m = 0,0001 dam = 0,00001 hm = 0,000001 km

1 cm = 0,1 dm = 0,01 m = 0,001 dam = 0,0001 hm = 0,00001 km

1 dm = 0,1 m = 0,01 dam = 0,001 hm = 0,0001 km

1 m = 0,1 dam = 0,01 hm = 0,001 km

1 dam = 0,1 hm = 0,01 km

1 hm = 0,1 km

Então temos:
Unidade
Múltiplos Submúltiplos
Principal
Quilómetro Hectómetro Decâmetro Metro Decímetro Centímetro Milímetro
(km) (hm) (dam) (m) (dm) (cm) (mm)

Transformação de Unidades

Cada unidade de comprimento é 10 vezes maior que a unidade imediatamente inferior.


x10 x10 x10 x10 x10 x10

km hm dam m dm cm mm

:10 :10 :10 :10 :10 :10


Cada unidade de comprimento é 10 vezes menor que a unidade imediatamente superior.

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Observemos as seguintes transformações:
Transformar 16,584hm em m.
Para transformar hm em m (duas posições à direita) devemos multiplicar por 100 (10 x 10).
16,584 x 100 = 1 658,4
Ou seja:
16,584hm = 1 658,4m
Para transformar dm em km (quatro posições à esquerda) devemos dividir por 10 000 (10 x 10 x 10 x 10).
18,432 : 10 000 = 0,001 843 2
Ou seja:
18,432dm = 0,001 843 2km

MEDIDAS DE MASSA

As medidas de massa, apesar de ser o quilograma a unidade base (SI), para facilitar e torná-las semelhantes às
outras temos:
Unidade
Múltiplos Submúltiplos
Principal
Quilograma Hectograma Decagrama Grama Decigrama Centigrama Miligrama
(kg) (hg) (dag) (g) (dg) (cg) (mg)

1 grama (g) = 10 decigramas (dg) = 100 centigramas (cg) = 1000 miligramas (mg)

1 dg = 10 cg = 100 mg

1 cg = 10 mg

1 decagrama (dag) = 10 g = 100 dg = 1000 cg = 10000 mg

1 hectograma (hg) = 10 dag = 100 g = 1000 dg = 10000 cg = 100000 mg

1 quilograma (kg) = 10 hg = 100 dag = 1000 g = 10000 dg = 100000 cg = 1000000 mg

Fazendo o mesmo raciocínio mas ao contrário:


1 mg = 0,1 cg = 0,01 dg = 0,001 g = 0,0001 dag = 0,00001 hg = 0,000001 kg

1 cg = 0,1 dg = 0,01 g = 0,001 dag = 0,0001 hg = 0,00001 kg

1 dg = 0,1 g = 0,01 dag = 0,001 hg = 0,0001 kg

1 g = 0,1 dag = 0,01 hg = 0,001 kg

1 dag = 0,1 hg = 0,01 kg

1 hg = 0,1 kg

Transformação de Unidades
Cada unidade de massa é 10 vezes maior que a unidade imediatamente inferior.
x10 x10 x10 x10 x10 x10

kg hg dag g dg cg mg

:10 :10 :10 :10 :10 :10


Cada unidade de massa é 10 vezes menor que a unidade imediatamente superior.
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Observemos as seguintes transformações:
Transformar 4,627 kg em dag

Para transformar kg em dag (duas posições à direita) devemos multiplicar por 100 (10 x 10).
4,627 x 100 = 462,7
Ou seja:
4,627 kg = 462,7 dag

Para transformar mg em hg (cinco posições à esquerda) devemos dividir por 100 000 (10 x 10 x 10 x 10 x 10 ).
578,5 : 100 000 = 0,005 785
Ou seja:
578,5 mg = 0,005 785 hg

NOTA
Peso bruto - peso do produto com a embalagem.
Peso líquido - peso somente do produto.

MEDIDAS DE CAPACIDADE
Para as medidas de capacidade é tudo semelhante. Temos o litro, o decilitro, o centilitro, o mililitro, o decalitro, o
hectolitro e o quilolitro.

Unidade
Múltiplos Submúltiplos
Principal
Quilolitro Hectolitro Decalitro Litro Decilitro Centilitro Mililitro
(kl) (hl) (dal) (l) (dl) (cl) (ml)

1 litro (l) = 10 decilitros (dl) = 100 centilitros (cl) = 1000 mililitros (ml)

1 dl = 10 cl = 100 ml

1 cl = 10 ml

1 decalitro (dal) = 10 l = 100 dl = 1000 cl = 10000 ml

1 hectolitro (hl) = 10 dal = 100 l = 1000 dl = 10000 cl = 100000 ml

1 quilolitro (kl) = 10 hl = 100 dal = 1000 l = 10000 dl = 100000 cl = 1000000 ml

Fazendo o mesmo raciocínio, mas ao contrário:


1 ml = 0,1 cl = 0,01 dl = 0,001 l = 0,0001 dal = 0,00001 hl = 0,000001 kl

1 cl = 0,1 dl = 0,01 l = 0,001 dal = 0,0001 hl = 0,00001 kl

1 dl = 0,1 l = 0,01 dal = 0,001 hl = 0,0001 kl

1 l = 0,1 dal = 0,01 hl = 0,001 kl

1 dal = 0,1 hl = 0,01 kl

1 hl = 0,1 kl

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Transformação de Unidades

Cada unidade de capacidade é 10 vezes maior que a unidade imediatamente inferior.

x10 x10 x10 x10 x10 x10

kl hl dal l dl cl ml

:10 :10 :10 :10 :10 :10

Cada unidade de capacidade é 10 vezes menor que a unidade imediatamente superior.

Observemos a seguinte transformação:


Transformar 3,19 l para ml

Para transformar l para ml (três posições à direita) devemos multiplicar por 1 000 (10x10x10).
3,19 x 1.000 = 3 190
Ou seja:
3,19 l = 3 190 ml

Para transformar cl em dal (três posições à esquerda) devemos dividir por 1000 (10 x 10 x 10 ).
78,6 : 1000 = 0,078 6
Ou seja:
78,6cl = 0,078 6 dal

MEDIDAS DE SUPERFÍCIE

A unidade principal de superfície chama-se metro quadrado. O metro quadrado (m2) é a medida correspondente
à superfície de um quadrado com 1 metro de lado.

Unidade
Múltiplos Submúltiplos
Principal
quilómetro hectómetro decâmetro decímetro centímetro milímetro
metro quadrado
quadrado quadrado quadrado quadrado quadrado quadrado
2 2 2 2 2 2 2
km hm dam m dm cm mm
2 2 2 2 2 2 2
1 000 000m 10 000m 100m 1m 0,01m 0,0001m 0,000001m

O dam2, o hm2 e km2 são utilizados para medir grandes superfícies, enquanto o dm2, o cm2 e o mm2 são utilizados
para pequenas superfícies.

Exemplos:
Lendo a seguinte medida: 12,56m2

km2 hm2 dam2 m2 dm2 cm2 mm2


12, 56
“12 metros quadrados e 56 decímetros quadrados”.
Cada coluna desta tabela corresponde a uma unidade de área.

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Lendo a seguinte medida: 178,3 m2

km2 hm2 dam2 m2 dm2 cm2 mm2


1 78, 30
“178 metros quadrados e 30 decímetros quadrados”, ou “1 decâmetro quadrado, 78 metros quadrados e 30
decímetros quadrados”.

Lendo a seguinte medida: 0,917 dam2


km2 hm2 dam2 m2 dm2 cm2 mm2
0, 91 70
“9 170 decímetros quadrados”, ou “91 metros quadrados e setenta decímetros quadrados”.

No sistema métrico decimal, devemos lembrar que, na transformação de unidades de superfície, cada unidade de
superfície é 100 vezes maior que a unidade imediatamente inferior:

x100 x100 x100 x100 x100 x100

km2 hm2 dam2 m2 dm2 cm2 mm2

:100 :100 :100 :100 :100 :100

Observe a seguinte transformação:


Transformar 2,36 m2 em mm2

Para transformar m2 em mm2 (três posições à direita) devemos multiplicar por 1 000 000 (100x100x100).
2,36 x 1 000 000 = 2 360 000
Ou seja:
2,36 m = 2 360 000 mm2
2

MEDIDAS DE VOLUME

A unidade principal de volume chama-se metro cúbico. O metro cúbico (m3) é a medida correspondente ao
espaço ocupado por um cubo com 1 m de aresta.

O Litro é a capacidade de um cubo que tem 1dm de aresta. Pode-se então considerar as seguintes relações:

3
1 l = 1dm
3
1 ml = 1 cm
3
1 kl = 1 m

Unidade
Múltiplos Submúltiplos
Principal
hectómetro decâmetro metro decímetro centímetro
quilómetro cúbico milímetro cúbico
cúbico cúbico cúbico cúbico cúbico
3 3 3 3 3 3 3
km hm dam m dm cm mm
3 3 3 3 3 3 3
1 000 000 000m 1 000 000 m 1 000m 1m 0,001m 0,000 001m 0,000 000 001 m

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Leitura das medidas de volume

A leitura das medidas de volume segue o mesmo procedimento do aplicado às medidas lineares. Devemos utilizar
três algarismos em cada unidade no quadro. No caso de alguma casa ficar incompleta, completa-se com zero(s).

Exemplos:

Lendo a seguinte medida: 75,84m3

km3 hm3 dam3 m3 dm3 cm3 mm3


75, 840

"75 metros cúbicos e 840 decímetros cúbicos".

Lendo a medida: 0,0064dm3

km3 hm3 dam3 m3 dm3 cm3 mm3


0, 006 400

"6 400 centímetros cúbicos" ou “6 decímetros cúbicos e quatrocentos centímetros cúbicos”.

Na transformação de unidades de volume, no sistema métrico decimal, devemos lembrar que cada unidade de
volume é 1 000 vezes maior que a unidade imediatamente inferior.

x1000 x1000 x1000 x1000 x1000 x1000

km3 Hm3 dam3 m3 dm3 dm3 mm3

:1000 :1000 :1000 :1000 :1000 :1000

Observe a seguinte transformação:


Transformar 2,45 m3 para dm3:

km3 hm3 dam3 m3 dm3 cm3 mm3

Para transformar m3 em dm3 (uma posição à direita) devemos multiplicar por 1 000.
2,45 x 1 000 = 2 450
Ou seja,
2,45 m3 = 2 450 dm3

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OPERAÇÕES NUMÉRICAS

OPERAÇÕES COM NÚMEROS INTEIROS

Adição de números inteiros


Para melhor entendimento desta operação, associaremos aos números inteiros positivos a ideia de ganhar e aos
números inteiros negativos a ideia de perder.

ganhar 3 + ganhar 4 = ganhar 7 (+3) + (+4) = +7


perder 3 + perder 4 = perder 7 (–3) + (–4) = –7
ganhar 8 + perder 5 = ganhar 3 (+8) + (–5) = +3
perder 8 + ganhar 5 = perder 3 (–8) + (+5) = –3

Atenção: O sinal (+) antes do número positivo pode ser dispensado, mas o sinal (–) antes do número negativo
nunca pode ser dispensado.
Exemplos:
a) –3 + 3 = 0
b) (+6) + 3 = 9
c) (+)5 – 1 = 4

Propriedades da adição de números inteiros

Associativa
Para quaisquer a,b e c em Z  a + ( b + c ) = ( a + b ) + c
2+(3+7)=(2+3)+7
Comutativa
Para quaisquer a,b e c em Z  a + b = b + a
3+7=7+3
Elemento neutro
Existe um elemento em Z (zero) que adicionado a qualquer inteiro resulta nesse inteiro.
Para qualquer a em Z  a + 0 = 0 + a = a
–7 + 0 = –7 + 0 = –7
Elemento simétrico
Para qualquer inteiro, existe um elemento em Z, de tal forma que a sua soma é zero.
Para qualquer a em Z  a + (–a) = (–a) + a = 0
9 + (–9) = (–9) + 9 = 0

Produto de números inteiros


O produto funciona como uma forma simplificada de uma soma de números repetidos.
Exemplo:
2 + 2 + 2 + ... + 2 + 2 = 30 x 2 = 60
30 vezes
Se trocarmos o número 2 pelo número -2, obteremos:
(–2) + (–2) +(–2) ... + (–2) + (–2) = 30 x (–2) = –60
30 vezes
Na multiplicação o produto dos números a e b, pode ser indicado por axb, a.b ou ainda ab (sem nenhum sinal
entre as letras).
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Para realizar a multiplicação de números inteiros, devemos obedecer à seguinte regra de sinais:
(+a) × (+b) = (+ab)
(+a) × (–b) = (–ab)
(–a) × (+b) = (–ab)
(–a) × (–b) = (+ab)
Sinais iguais +
Com o uso das regras acima, podemos concluir que o produto de dois números com:
Sinais diferentes –

Propriedades da multiplicação de números inteiros


Associativa
Para quaisquer a,b e c em Z  a x ( b x c ) = ( a x b ) x c
2x(3x7)=(2x3)x7
Comutativa
Para quaisquer a,b e c em Z  a x b = b x a
3x7=7x3
Elemento neutro
Existe um elemento em Z (um) que multiplicado com qualquer inteiro resulta nesse inteiro.
Para qualquer a em Z  a x 1 = 1 x a = a
7x1=7x1=7
Elemento inverso
Para qualquer inteiro diferente de zero, existe um elemento em Z, de tal forma que o seu produto é um.
Para qualquer a em Z, a≠0  a x 1 = 1 x a = 1
a a

8x 1 = 1 x8=1
8 8
Propriedade distributiva da multiplicação em relação à adição
Para quaisquer a,b e c em Z  a x ( b + c ) = ( a x b ) + (a x c)
3x(4+5)=(3x4)+(3x5)

Potenciação de números inteiros


A potência an do número inteiro a, é definida como um produto de n factores iguais.
O número a é denominado a base e o número n é o expoente.
an = a × a × a × a× a × a × a × ... × a,
Exemplos n vezes
a) 25 = 2 x 2 x 2 x 2 x 2 = 32
b) (–2)³ = (–2) x (–2) x (–2) = –8
c) (–5)² = (–5) x (–5) = 25
d) (+5)² = (+5) x (+5) = 25
Nota:
 quando o expoente é 2, a potência a² pode ser lida como: "a elevado ao quadrado";
 quando o expoente é 3, a potência a3 pode ser lida como: "a elevado ao cubo".

Estas leituras são provenientes do facto da área do quadrado poder ser obtida por A=a² onde a é é a medida do
lado e o volume do cubo poder ser obtido por V=a3 onde a é a medida do lado do cubo.

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OPERAÇÕES COM NÚMEROS RACIONAIS (EM FORMA DE FRACÇÃO)

Adição e subtracção de números fraccionários

Temos que analisar dois casos:

Caso 1 - Denominadores iguais

Para somar fracções com denominadores iguais, basta somar os numeradores e conservar o denominador.

Para subtrair fracções com denominadores iguais, basta subtrair os numeradores e conservar o denominador.

Exemplos:
4 2 6 5 2 3
7 7 7 7 7 7

Caso 2 - Denominadores diferentes

Para somar fracções com denominadores diferentes, uma solução é obter fracções equivalentes, de
denominadores iguais ao mínimo múltiplo comum (mmc) dos denominadores das fracções.

Exemplo:
4 5
somar as fracções e .
5 2

Obtendo o mmc dos denominadores temos mmc (5,2) = 10.

4 ? 5 ?
(10=5x2) então ?=4x2=8 (10=2x5) então ?=5x5=25
5 10 2 10

8 25 33
Então, finalmente podemos somar as fracções,
10 10 10

Resumindo: utilizamos o mmc para obter as fracções equivalentes e depois somamos normalmente as fracções,
que já terão o mesmo denominador, ou seja, utilizamos o caso 1.

Multiplicação e divisão de números fraccionários

Na multiplicação de números fraccionários, devemos multiplicar numerador por numerador, e denominador por
denominador, assim como é mostrado nos exemplos abaixo:

8 4 8 4 32
3 3 3 3 9

5 4 5 4 20 20 10
2 3 2 3 6 6 3

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Na divisão de números fraccionários, devemos multiplicar a primeira fracção pelo inverso da segunda, como é
mostrado no exemplo abaixo:

8
3 8 3 8 3 24
2
4 3 4 3 4 12
3

Ou podemos também, multiplicar os extremos e multiplicar os meios, como é mostrado de seguida:

8
3 8 3 24
2
4 3 4 12
3

Nota: Todas as propriedades da adição e do produto, já referidas para os números inteiros, se mantêm válidas
para os números racionais (sejam em forma de fracção ou decimal).

Potenciação de números fraccionários

Na potenciação, quando elevamos um número fraccionário a um determinado expoente, estamos a elevar o


numerador e o denominador a esse expoente, conforme os exemplos abaixam:

2 3
4 42 16 2 23 8
3 3 2 9 3 3 3 27

OPERAÇÕES COM NÚMEROS RACIONAIS (EM FORMA DECIMAL)

Adição e Subtracção de números decimais

Para efectuar a adição ou a subtracção de números decimais temos que seguir alguns passos:

1.º Igualar a quantidade de casas decimais dos números decimais a serem somados ou subtraídos acrescentando
zeros à direita das suas partes decimais.

2.º Alinhar, em coluna, a parte inteira e a parte decimal, de forma a que:

algarismo das unidades de um número alinhado ao algarismo das unidades do outro número;
algarismo das dezenas de um número alinhado ao algarismo das dezenas do outro número;
algarismo das centenas alinhado ao algarismo das centenas do outro número, etc.),
a vírgula deverá estar alinhada com a outra vírgula;
a parte decimal (décimas, centésimas, milésimas, etc.) de um número alinhada com a parte decimal do
outro número.

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Exemplos:

21,8 + 1,723 = 21,800 + 1,723 b)8,345 – 0,5 = 8,345 – 0,500

21,800 8,345
+1,723 –0,500
23,523 7,845

Multiplicação de números decimais

A multiplicação de números decimais é realizada da mesma forma que os números inteiros, tendo apenas o
cuidado de o resultado da multiplicação (o produto) ter tantas casas decimais quantas a soma das casas decimais
dos factores.

Exemplos:

21,8  1 casa decimal 8,3  1 casa decimal


x 1,7  1 casa decimal x 1,4 5  2 casa decimal
1526 + 415
+21 8 332 +
3 7, 0 6  2 casas decimais + 83
1 2, 0 3 5  3 casas decimais

Divisão de números decimais

Na divisão de números decimais poderão suceder vários casos.

1. Na divisão de um número inteiro por um decimal, acrescenta-se tantas casas 25 : 1,6 =15, resto 1
decimais quantas as existentes no divisor; efectua-se a divisão como se os números
fossem inteiros e o resto terá tantas casas decimais quantas as do dividendo. 25,0 1,6
0 90 15
01,0

2. Na divisão de um número decimal por um inteiro, faz-se a divisão como se os 28,32 : 4 =7,08, resto 0
números fossem inteiros; no quociente coloca-se tantas casas decimais quantas as
do dividendo e o resto terá tantas casas decimais quantas as do dividendo. 28,32 4
0 32 7,08
0,00

3. Na divisão de dois números decimais, poderão suceder três casos diferentes:

a. Se o dividendo tem maior número de casas decimais que o divisor, faz-se a 43,124 : 21,2 =1,9, resto 3,046
divisão como se fossem números inteiros; no quociente coloca-se as casas
43,124 21,62
resultantes da diferença entre o número de casas decimais do dividendo e
22 504 1,9
do divisor e o resto terá tantas casas decimais quantas as do dividendo;
3,046

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b. Se o dividendo tem menor número de casas decimais que o divisor, 86,54 : 4,122 =20, resto 4,1
coloca-se no dividendo tantas casas decimais quanto as do divisor;
efectua-se a divisão como se os números fossem inteiros e o resto terá 86,540 4,122
04 100 20
tantas casas decimais quantas as do dividendo;
4,100

c. Se o dividendo tem o mesmo número de casas decimais que o divisor, faz- 76,032 : 32,182 =2, resto 11,668
se a divisão como se os números fossem inteiros; no quociente não se
76,032 32,182
coloca casas decimais (a diferença entre as casas decimais é zero) e o
11,668 2
resto terá tantas casas decimais quantas as do dividendo.

Potenciação de números decimais

Na potenciação, quando elevamos um número decimal a um determinado expoente, estamos a multiplicá-lo


tantas vezes quanto o expoente. Será necessário ter em consideração as regras da multiplicação.

Exemplos:

(1,25)3 = 1,25 x 1,25 x 1,25 = 1,953125

(0,5)4 = 0,5 x 0,5 x 0,5 x 0,5 = 0,0625

Comparação de números decimais

A comparação de números decimais pode ser feita analisando-se as partes inteiras e decimais desses números.
Para isso, faremos uso dos sinais: > (maior); < (menor) ou = (igual).

Números com partes inteiras diferentes: O maior número é aquele que tem a parte inteira maior.

Exemplos:

8,3 > 4,83, pois 8 é maior do que 4.

2,9 < 6,7, pois 2 é menor do que 6.

Números com partes inteiras iguais: Igualamos o número de casas decimais acrescentando tantos zeros, quantos
os necessários, bastando então comparar estas partes decimais para verificar qual é o maior deles.

Exemplos:

15,8>15,241 uma vez que 15,8 = 15,800 e 800 > 241.

6,206 <6,43 uma vez que 6,43=6,430 e 206 < 430.

5,8 = 5,8 pois 5=5 e 8=8.

Operações de cálculo e unidades de medida - CFPSA 15


PROPORCIONALIDADE DIRETA

É frequente, no dia-a-dia, aparecerem situações em que se relacionam diversas grandezas: o peso e o preço, a
distância e o tempo, o comprimento e a área….

Conhecer o consumo de combustível de um carro aos 100 km permite prever o número de litros de gasolina
necessários para uma certa viagem.

A partir de um preço de um determinado produto é possível saber qual a quantidade que se pode comprar com
uma certa quantia de dinheiro.

Sabendo um juro que um banco dá ao ano é possível prever quanto vai render um determinado capital.

Em muitos mais exemplos, da vida real, se encontrarão relações de proporcionalidade direta, isto é, relações
onde a variação entre duas grandezas é constante: se uma duplica a outra também duplica, se uma reduz a um
terço a outra também se reduz a um terço…. São grandezas diretamente proporcionais.

PROPORCIONALIDADE DIRETA E PROPORÇÕES

A comparação de diversas grandezas é uma das maneiras de verificar se duas grandezas são diretamente
proporcionais.

Por exemplo, a quantidade de ingredientes e a quantidade de bolos que se poderão fazer de um determinado
tipo são grandezas diretamente proporcionais.

A seguinte receita indica as quantidades necessárias para se fazer cerca de 70 “Queques”:

Quantidades Ingredientes
1 Kg Açúcar
1 Kg Ovos
0,5 Kg Manteiga
1 Kg Leite
1,6 Kg Farinha
0,1 Kg Fermento
1 unid. Raspa de limão
1
Se pensarmos, por exemplo no açúcar, nos ovos e no leite, a constante de proporcionalidade é 0,0143 .
70
1,6
Na farinha, a constante de proporcionalidade é 0,0229 .
70

0, 5
Na manteiga, a constante de proporcionalidade é 0,0071 .
70

0,1
No fermento, a constante de proporcionalidade é 0,0014 .
70

1
Na raspa de limão, a constante de proporcionalidade é 0,0143 .
70

Operações de cálculo e unidades de medida - CFPSA 16


Todas estas constantes, dão-nos as quantidades necessárias para fazer 1 queque (repare-se que se dividiu as
quantidades por 70, que é o número de queques que se fazem com essas quantidades).

Se pretendermos fazer 140 queques, para calcular a quantidade de açúcar, basta fazer
x 1 140 1
x x 2 kg.
140 70 70

Este cálculo é relativamente fácil, se pensarmos que 140 é o dobro de 70, basta utilizar o dobro dos ingredientes,
para fazer o dobro dos bolos.

Mas se precisarmos de fazer 100 queques, mentalmente já se tornar complicado calcular a quantidade de
ingredientes necessários.

Vejamos quais as quantidades necessárias para fazer 100 queques:

No açúcar, ovos e leite a constante de proporcionalidade é igual portanto,

x 1 100 1
x x 1,43 kg, necessitaríamos de 1,43 kg de açúcar, ovos e leite.
100 70 70

x 1,6 100 1,6


A quantidade de farinha, seria x x 2,29 kg
100 70 70

x 0,1 100 0,1


A quantidade de fermento, seria x x 0,14 kg
100 70 70

x 1 100 1
A raspa de limão seria, x x 1,43 (limões).
100 70 70

Numa proporção os números chamam-se termos.


De acordo com a sua posição chamam-se extremos ou meios.

extremo meio
2 4
8 16
meio extremo

Se calcularmos o produto dos meios e o produto dos extremos obtemos o mesmo valor.

8 x 4 = 16 x 2

Numa proporção o produto dos meios é igual ao produto dos extremos

Uma proporção também pode ser representada na forma de REGRA TRÊS SIMPLES.

2 8 2 4
ou 2 x 16 = 8 x 4
4 16 8 16

Operações de cálculo e unidades de medida - CFPSA 17


GRANDEZAS DIRETAMENTE PROPORCIONAIS

Observe-se a seguinte tabela:

Distância (km) Consumo de gasolina (litros)


Castelo Branco – Guarda 100 5
Vila Real Sto António – Évora 200 10
Miranda do Douro – Viseu 250 12,5
Braga – Beja 500 25

Nesta tabela estão representadas as distâncias entre várias cidades portuguesas e o consumo de gasolina que um
automóvel ao fazer esse percurso.

Ao analisar a tabela, pode-se concluir que:

À maior distância corresponde o maior consumo;


À menor distância corresponde o menor consumo;
Quando a distância aumenta cinco vezes, o consumo também aumenta cinco vezes;
Quando a distância se reduz a metade, o consumo também se reduz a metade.

Estas duas grandezas, distância e consumo de gasolina, são diretamente proporcionais.


Verifica-se que o quociente entre a distância percorrida e o consumo de gasolina é constante e igual a 20.

100 200 250 500


20
5 10 12,5 25

A este valor chama-se constante de proporcionalidade. Representa o número de quilómetros que o automóvel
pode percorrer com 1 litro de gasolina. Habitualmente representa-se a constante de proporcionalidade por k.
Neste caso, k=20.

Se quiséssemos saber quanto gastaríamos de gasolina ao percorrer uma distância de 350 km, bastava fazer
350 350
20 x x 17 ,5 , gastaria 17,5 litros de gasolina
x 20

Duas grandezas, x e y, dizem-se diretamente proporcionais


se a razão entre elas é constante, isto é, se o quociente
entre cada valor de y e o respectivo valor de x for sempre igual.

y
Esta razão escreve-se k , em que k é a constante de proporcionalidade.
x

Operações de cálculo e unidades de medida - CFPSA 18


Há situações em que a relação entre duas grandezas não é de proporcionalidade direta.

Por exemplo, a tarifa de estacionamento de um automóvel num parque. Normalmente, o preço a pagar depende
do número de horas utilizadas.
N.º de horas Tarifa (Euros)
1 0,60
2 1,20
3 1,50
4 1,80
… …

Analisando a tabela, pode concluir-se que estas grandezas não são diretamente proporcionais, o preço a pagar
pelo estacionamento não aumenta da mesma forma que o número de horas que o automóvel está estacionado
no parque.
0,60 1,20 1,20 1,50
mas 0,60 0,50
1 2 2 3

Não é necessário calcular todas as razões, porque basta que uma seja diferente para não poder haver uma
relação, entre as grandezas, de proporcionalidade direta.

Exemplo:
Supondo que estaríamos a pensar em fazer uma viagem de avião e gostaríamos de visitar alguma capital
europeia. Mas temos curiosidade em saber quanto tempo demorará a viagem. Sabendo que a velocidade média
de um avião Boeing ronda os 950km/hora, quais serão os tempos médios de viagem entre as capitais que estão
na tabela? Como fazer os cálculos?

Atenas Londres Madrid Paris Roma


Lisboa 4 484 2 227 636 1 815 2 709

No caso do tempo médio entre Lisboa e Atenas, será

950 -------------1 4484 1


x x 4,72
4484 ------------x 950

Mas há um pormenor que tem que se ter em conta, 4, 72 diz-nos que são 4 horas mas os minutos não são 72, o
número 0,72 está escrito em forma decimal, ou seja, são 72 centésimas (72 partes de 100). As horas não são
divididas em 100 minutos mas sim em 60 minutos. Então se 0,72 são 72 partes de 100, tenho que saber quantas
partes corresponde a 60 (minutos).
72 -------------- 100 72 60 4320
x x x 43,2minutos
x ---------------- 60 100 100

Finalmente, podemos dizer quanto tempo leva um Boeing de Lisboa a Atenas.

4 horas + 43,2 minutos, ou seja, aproximadamente 4h43m.

Qualquer tempo médio entre Lisboa e uma capital europeia pode ser obtido através da expressão
distância
x
950

Não esquecendo o facto de estar a trabalhar com horas.

De um modo geral, numa relação de proporcionalidade direta, tem-se


y y
k ou y kx ou x
x k

Operações de cálculo e unidades de medida - CFPSA 19


PERCENTAGENS

As percentagens são uma forma de relacionar grandezas diretamente proporcionais.

No exemplo da receita para 70 queques, o seu significado pode ser traduzido do seguinte modo:

Quantidades Ingredientes
1 Kg Açúcar
1 Kg Ovos
0,5 Kg Manteiga
1 Kg Leite
1,6 Kg Farinha
0,1 Kg Fermento
1 unid. Raspa de limão

“Consideremos os 70 queques, como sendo os 100% de matéria a produzir.


O peso total dos queques será a soma dos pesos de todos os ingredientes.”

Portanto 1kg + 1kg + 0,5 kg + 1 kg + 1,6 kg + 0,1 kg = 5,2 kg este será o peso total dos 70 queques, que
corresponde a 100 % de matéria produzida.

Qual será a percentagem do peso do açúcar relativamente ao peso total?


100 ------------- 5,2 100 1
x x 19,23 , a percentagem do peso do açúcar é de 19,23% relativamente ao peso
x ----------------- 1 5,2

total. Os ovos e o leite têm a mesma percentagem.

Qual será a percentagem do peso da farinha relativamente ao peso total?

100 ------------- 5,2 100 1,6


x x 30,77 , a percentagem do peso da farinha é de 30,77% relativamente ao peso total.
x ----------------- 1,6 5,2

Qual será a percentagem do peso da manteiga relativamente ao peso total?

100 ------------- 5,2 100 0,5


x x 9,6 , a percentagem do peso da manteiga é de 9,6% relativamente ao peso total.
x ----------------- 0,5 5,2

Qual será a percentagem do peso do fermento relativamente ao peso total?

100 -------------5,2 100 0,1


x x 1,92 , a percentagem do peso do fermento é de 1,92% relativamente ao peso total.
x -----------------0,1 5,2

Então somando todas as percentagens, após fazer aproximações

19% + 19% + 19% + 31% + 10% + 2% = 100%

Operações de cálculo e unidades de medida - CFPSA 20

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