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CURSO ON-LINE DIREITO CONSTITUCIONAL EM EXERCÍCIOS
P/ RECEITA FEDERAL - QUESTÕES ESAF
PROFESSORES: VICENTE PAULO E FREDERICO DIAS

Aula 5: Da Ordem Econômica e Financeira: Princípios Gerais da


Atividade Econômica. Sistema Financeiro Nacional
Bom dia!
Como está o seu ânimo nessa reta final? A prova se aproxima e agora é
hora de “aparar as pontas” para o grande dia. Fique tranquilo, reserve
alguns dias para a revisão dos principais pontos e separe os últimos
momentos para descansar.
É isso mesmo! A prova vai exigir de você não apenas conhecimento
técnico (esse você já tem), mas rapidez de raciocínio, autocontrole e
muita garra. Assim, é importante que você esteja bem descansado.
Outra coisa: confie em si mesmo! Não desanime se está chegando a
prova e você já está com aquela sensação de que não vai conseguir
estudar tudo o que queria. Para passar em concurso não é necessário
saber tudo. Ainda mais com tantas matérias novas!
Portanto, motive-se nessa reta final e tente elevar a sua autoconfiança,
pois ela será determinante agora.
Com esta aula, terminamos o nosso curso de Direito Constitucional. Se
você conseguiu fazer um bom curso, não se preocupe mais com Direito
Constitucional, que, afinal de contas, você conhece bastante... Faça
apenas uma revisão e tente dar uma lida na Constituição nos últimos
dias, pois a Esaf tem cobrado muita literalidade.
Hoje a aula é um pouco menor. Como a Ordem Econômica e
Financeira não é tão cobrada em concursos, há menos questões sobre
esse tema. E o melhor é que aqui a Esaf não costuma inventar: cobra a
literalidade da Constituição (de acordo com o edital, arts. 170 a 181 e
art. 192). Portanto, pegue sua Constituição, antes de começar.
Antes de começar os comentários das questões, gostaríamos de
agradecer a confiança e desejar toda sorte na hora “H”. Que Deus o
ilumine.
Boa aula, boa prova!
1) (ESAF/PROCURADOR DA FAZENDA/PGFN/2007) Apenas com o
processo de redemocratização do país, implementado por meio
da Constituição de 1946, é que tomou assento a ideologia do
Estado do Bem-Estar Social, sob a influência da Constituição
Alemã de Weimar, tendo sido a primeira vez que houve inserção
de um título expressamente destinado à ordem econômica e
social.
Item errado.
No Brasil, a Constituição de 1934 (e não a de 1946) foi a que consignou
princípios e normas sobre a ordem econômica, sob influência da

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Constituição Alemã de Weimar. Podemos dizer que essa


constitucionalização da ordem econômica e social (ao se inserir um
título expressamente destinado à ordem econômica e social) é reflexo
do crescimento da ideologia do Estado de Bem-Estar Social, que
preconizava reformas progressivas em busca da convergência entre
liberdade e igualdade, e da conciliação da democracia liberal com
um ideário de vertente mais social.
Mas isso não quer dizer que essa Constituição (ou qualquer outra)
flertava com o socialismo. Era apenas um modo de, por um lado,
humanizar o capitalismo liberal como forma de se prevenir o
crescimento do socialismo no mundo ocidental. Por outro lado, regular
a atuação do Estado como forma de colocar ordem na vida
econômica e social, mas ainda dentro do chamado “modo de
produção capitalista”.
De lá pra cá muita coisa mudou, mas ainda na nossa Carta Cidadã,
continua existindo o título da Ordem Econômica e Financeira (que, por
sinal é tema da aula de hoje), em que se estabelecem princípios,
diretrizes e normas para a intervenção do Estado na ordem econômica.
Portanto, a Constituição autoriza a intervenção do Estado no domínio
econômico, de variadas formas, a fim de assegurar que a riqueza
produzida pelo regime capitalista seja efetivamente um meio de
propiciar melhor qualidade de vida a todos, de acordo com o
fundamento da dignidade da pessoa humana.
Assim, a atividade econômica só atinge sua finalidade quando puder
prover, de forma efetiva, existência digna e justiça social para os
brasileiros.
Com efeito, o próprio caput do art. 170 da CF/88 consigna que a ordem
econômica, fundada na valorização do trabalho humano e na livre
iniciativa, tem por fim assegurar a todos existência digna, conforme os
ditames da justiça social.
Portanto, guarde isso: de acordo com o art. 170, nossa ordem
econômica é fundada na união entre capital (livre iniciativa) e trabalho
(valorização do trabalho humano) e objetiva a justiça social e a
dignidade da pessoa humana.
2) (ESAF/AFRF/2005) A adoção da dignidade humana como
fundamento da República Federativa do Brasil tem reflexos, no
texto constitucional brasileiro, tanto na ordem econômica como
na ordem social.
Item certo.
Vimos na aula que trata de princípios fundamentais que a dignidade da
pessoa humana é um dos fundamentos da República Federativa do
Brasil, nos termos do art. 1°.

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Falar em dignidade da pessoa humana remete-nos imediatamente à


ordem social e à noção de Estado Social, comentado na questão
anterior. O que, às vezes, não é tão imediato é relacionar o fundamento
da dignidade da pessoa humana à ordem econômica.
Mas, como comentamos, a ordem econômica tem por finalidade
assegurar a todos existência digna, conforme os ditames da justiça
social. Observe o teor do art. 170 da CF/88:

ORDEM ECONÔMICA

Fundada Finalidade
Valorização Livre Assegurar a todos existência
do Trabalho Iniciativa digna, conforme os ditames
Humano da Justiça Social

I - soberania nacional; PRINCÍPIOS


II - propriedade privada;
III - função social da propriedade;
IV - livre concorrência;
V - defesa do consumidor;
VI - defesa do meio ambiente, inclusive mediante tratamento diferenciado conforme o
impacto ambiental dos produtos e serviços e de seus processos de elaboração e prestação;
VII - redução das desigualdades regionais e sociais;
VIII - busca do pleno emprego;
IX - tratamento favorecido para as empresas de pequeno porte constituídas sob as leis
brasileiras e que tenham sua sede e administração no País.
Parágrafo único. É assegurado a todos o livre exercício de qualquer atividade econômica,
independentemente de autorização de órgãos públicos, salvo nos casos previstos em lei.

3) (ESAF/PROCURADOR DA FAZENDA/PGFN/2006) Nos termos da


Constituição, a ordem econômica, fundada na valorização do
trabalho humano e na livre iniciativa, tem por fim assegurar a
todos existência digna, conforme os ditames da justiça social,
observados os seguintes princípios:
a) obediência aos tratados internacionais de que o Brasil seja
signatário, propriedade privada, função social da propriedade, livre
concorrência, defesa do consumidor, defesa do meio ambiente,
inclusive mediante tratamento diferenciado conforme o impacto
ambiental dos produtos e serviços e de seus processos de
elaboração e prestação, redução das desigualdades regionais e
sociais, busca do pleno emprego, tratamento favorecido para as
empresas de pequeno porte constituídas sob as leis brasileiras e que
tenham sua sede e administração no País.

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b) soberania nacional, propriedade privada, função social da


propriedade, livre concorrência, defesa do consumidor, defesa do
meio ambiente, inclusive mediante tratamento diferenciado
conforme o impacto ambiental dos produtos e serviços e de seus
processos de elaboração e prestação, redução das desigualdades
regionais e sociais, busca do pleno emprego, tratamento favorecido
para as empresas de pequeno porte constituídas sob as leis
brasileiras e que tenham sua sede e administração no País.
c) defesa intransigente do patrimônio nacional, propriedade
privada, função social da propriedade, livre concorrência, defesa do
consumidor, defesa do meio ambiente, inclusive mediante
tratamento diferenciado conforme o impacto ambiental dos
produtos e serviços e de seus processos de elaboração e prestação,
redução das desigualdades regionais e sociais, busca do pleno
emprego, tratamento favorecido para as empresas de pequeno
porte constituídas sob as leis brasileiras e que tenham sua sede e
administração no País.
d) soberania nacional, propriedade privada, função social da
propriedade, livre concorrência, direitos humanos, defesa do
consumidor, defesa do meio ambiente, inclusive mediante
tratamento diferenciado conforme o impacto ambiental dos
produtos e serviços e de seus processos de elaboração e prestação,
redução das desigualdades regionais e sociais, busca do pleno
emprego, tratamento favorecido para as empresas de pequeno
porte constituídas sob as leis brasileiras e que tenham sua sede e
administração no País.
e) soberania nacional, propriedade privada, função social da
propriedade, livre concorrência, defesa do consumidor, defesa do
meio ambiente, inclusive mediante tratamento diferenciado
conforme o impacto ambiental dos produtos e serviços e de seus
processos de elaboração e prestação, redução das desigualdades
regionais e sociais, busca do pleno emprego, tratamento favorecido
para as empresas de pequeno e médio porte constituídas sob as leis
brasileiras e que tenham sua sede e administração no País.
Gabarito: “b”
Veja como essa questão limitou-se a exigir do candidato o
conhecimento dos princípios que regem a ordem econômica
constitucional de forma literal. Sobre esses princípios vale a pena
chamar a sua atenção para os aspectos seguintes.
Primeiramente, observe que vários princípios fazem referência ao
caráter social do nosso regime econômico, em vez do capitalismo
selvagem de vertente estritamente liberal. Nesse sentido, destacam-se
os seguintes princípios, que apesar de terem um caráter social, regem

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também a ordem econômica: (i) função social da propriedade; (ii)


redução das desigualdades regionais e sociais; e (iii) busca do pleno
emprego.
É importante ficar atento ao princípio da função social da propriedade,
que é cobrado com frequência, não só nesse assunto, como em direitos
e garantias fundamentais. Com efeito, caracteriza uma vertente
democrática e pluralista da nossa Constituição assegurar, por um lado,
o direito à propriedade (art. 5º, XXII); e, por outro, exigir que essa
propriedade cumpra a sua função social (art. 5º, XXIII).
Não deixe de memorizar também o inciso VI do art. 170 da CF/88. Nossa
Constituição preza pelo desenvolvimento econômico, mas preconiza a
defesa do meio ambiente, inclusive mediante tratamento diferenciado
conforme o impacto ambiental dos produtos e serviços e de seus
processos de elaboração e prestação. Guarde isso!
Fique atento ainda ao inciso IX do art. 170 da CF/88, que garante
tratamento favorecido para as empresas de pequeno porte constituídas
sob as leis brasileiras e que tenham sua sede e administração no País.
Esse princípio foi alterado pela EC n° 6/95. Antes dessa emenda era
previsto tratamento favorecido para as empresas brasileiras de capital
nacional. Além dessa alteração, a referida emenda revogou todo o art.
171, que diferenciava e possibilitava o favorecimento de empresas
brasileiras de capital nacional sobre as empresas brasileiras em geral
(constituídas sob as leis brasileiras e com sede e administração no país).
Em suma, antes poderiam ser criadas preferências para as empresas
brasileiras de capital nacional ou controladas por brasileiro sobre as
demais empresas brasileiras (por exemplo, uma empresa constituída sob
as leis brasileiras, com sede e administração no Brasil, mas constituída
com capital majoritariamente estrangeiro).
4) (ESAF/PROCURADOR DA FAZENDA/PGFN/2007) Na perspectiva da
livre concorrência, consagrada no Texto Constitucional, deve ser
considerado inconstitucional o tratamento diferenciado que a lei
conferir a empresas constituídas sob as leis brasileiras.
Item errado.
Vimos que o regime de livre concorrência e o desenvolvimento
econômico estão assegurados na nossa ordem econômica. Entretanto,
esse desenvolvimento deve respeitar o princípio da soberania nacional,
expresso no art. 170, I.
Ou seja, as empresas constituídas sob as leis brasileiras poderão sim
receber tratamento diferenciado sobre empresas estrangeiras. Afinal, a
política econômica é assunto brasileiro e deve ser voltada para os
interesses nacionais e o desenvolvimento da indústria nacional.

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Vale a pena observar que não se trata de vedar a entrada de


empresas/capital estrangeiros, como está assegurado no art. 172 da
CF/88:
“A lei disciplinará, com base no interesse nacional, os investimentos de
capital estrangeiro, incentivará os reinvestimentos e regulará a remessa
de lucros.”
Ademais, vimos que a fim de incentivar investimentos estrangeiros, a
nossa Constituição deixou de prever tratamento favorecido para
empresas brasileiras de capital nacional sobre as empresas brasileiras de
capital estrangeiro.
Por fim, veja que interessante: é possível que seja estabelecido
tratamento diferenciado mesmo entre empresas brasileiras. Com efeito,
as microempresas e empresas de pequeno porte poderão ser
favorecidas em detrimento das grandes empresas.
Isso está previsto em um dos princípios da ordem econômica:
tratamento favorecido às empresas de pequeno porte constituídas sob
as leis brasileiras e que tenham sua sede e administração no País.
Portanto, nos termos do art. 170, IX, será possível estabelecer distinções
em benefício da empresa brasileira de pequeno porte, a fim de
possibilitar o desenvolvimento dessas iniciativas empresariais.
Observe o teor do art. 179 da CF/88:
“A União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios dispensarão às
microempresas e às empresas de pequeno porte, assim definidas em lei,
tratamento jurídico diferenciado, visando a incentivá-las pela
simplificação de suas obrigações administrativas, tributárias,
previdenciárias e creditícias, ou pela eliminação ou redução destas por
meio de lei.”
Esse dispositivo constitucional foi regulamentado pela Lei
Complementar 123/2006, que instituiu o Estatuto Nacional da
Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte.
5) (ESAF/PROCURADOR DA FAZENDA/PGFN/2007) A redução das
desigualdades sociais e regionais e a busca do pleno emprego
são princípios constitucionais que expressamente vinculam a
ordem econômica brasileira.
Item certo.
Como comentado, a redução das desigualdades sociais e regionais
(art. 170, VII) e a busca do pleno emprego (art. 170, VIII) são princípios
constitucionais que se relacionam à busca de um Estado Social e estão
expressamente previstos como vinculantes da ordem econômica
brasileira.

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6) (ESAF/PROCESSO SELETIVO SIMPLIFICADO/2008) É assegurado a


todos o livre exercício de qualquer atividade econômica,
independentemente de autorização de órgãos públicos, salvo
nos casos previstos em lei.
Item certo.
A assertiva reproduz corretamente o parágrafo único do art. 170 da
CF/88. A Constituição dispõe que é livre o exercício de qualquer
atividade econômica, independentemente de autorização de órgãos
públicos. Entretanto, a lei poderá prever ressalvas a esse dispositivo
constitucional, em que, excepcionalmente, será necessária
autorização.
Observe que esse dispositivo tem por finalidade garantir a livre iniciativa,
premissa básica do regime capitalista. Com efeito, não obstante a
intervenção do Estado nas relações econômicas (a fim de regular as
imperfeições do mercado), não será admitida a planificação da
economia (atuação Estatal típica dos regimes socialistas, em que o
Estado definia o que deveria e o que não deveria ser produzido).
7) (ESAF/APO/MPOG/2008) Ressalvados os casos já existentes
quando da promulgação da Constituição, a exploração direta
de atividade econômica pelo Estado só será permitida quando
necessária aos imperativos da segurança nacional ou a relevante
interesse coletivo conforme definidos em lei.
Item errado.
A questão trata do art. 173 da CF/88 que regula a forma de atuação do
Estado como agente econômico:
“Ressalvados os casos previstos nesta Constituição, a exploração direta
de atividade econômica pelo Estado só será permitida quando
necessária aos imperativos da segurança nacional ou a relevante
interesse coletivo, conforme definidos em lei.”
De se perceber que a exploração de atividade econômica será
realizada, em regra, pela iniciativa privada. A atuação do Estado como
agente produtivo só ocorrerá nessas hipóteses exclusivas: (i) nos casos
previstos na Constituição; (ii) quando exigir a segurança nacional; e (iii)
nos casos de relevante interesse coletivo.
Ou seja, a própria Constituição poderá prever diversas atividades que
devam ser desempenhadas pelo Estado. E isso poderá ser alterado por
meio de emenda constitucional. Daí o erro da questão, que restringiu
essas atividades aos casos já previstos quando da promulgação da
Carta Maior.
Esse exercício de atividade econômica pelo Estado geralmente é
realizado por meio da criação de pessoas jurídicas de direito privado,
exclusivamente para a consecução dessas atividades: as chamadas

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empresas públicas e sociedades de economia mista. Essas entidades se


sujeitam ao regime do art. 173, se explorarem atividade econômica, e
ao regime do art. 175, se prestarem serviços públicos.
Pois bem, as pessoas jurídicas de direito privado que exploram atividade
econômica estão sujeitas de forma predominante ao direito privado.
Nesse sentido, o § 1° do art. 173 dispõe que uma lei estabelecerá o
estatuto jurídico dessas entidades exploradoras de atividade
econômica.
Esse estatuto ainda não existe, mas, quando essa lei for editada deverá
tratar de diversos temas já determinados pelo art. 173, § 1°. O esquema
abaixo sintetiza os aspectos mais relevantes do art. 173.

8) (ESAF/PROCURADOR DA FAZENDA/PGFN/2007) As empresas


públicas se sujeitam ao regime jurídico próprio das empresas
privadas, inclusive quanto aos direitos e obrigações trabalhistas,
motivo pelo qual não necessitam observar a regra rígida de
contratação de servidores mediante concurso público.
Item errado.
Comentamos anteriormente que as empresas públicas e sociedades de
economia mista são regidas precipuamente pelo direito privado.
Todavia, não se pode esquecer de que elas fazem parte da
Administração Pública. Assim, o mais correto é dizermos que essas
entidades exercem suas atividades em regime jurídico privado,
derrogado parcialmente por normas de direito público.
Ou seja, apesar de serem pessoas jurídicas de direito privado, devem
respeitar diversas normas relativas aos entes públicos. Esse assunto é
mais propriamente abordado no estudo do direito administrativo, mas
vale a pena você observar que essas entidades:
I – a sua criação depende de autorização por lei específica (art. 37,
XIX);

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II – dependem de autorização legislativa para a criação de subsidiárias


ou participação em empresas privadas (art. 37, XX);
III – contratam empregados públicos por meio de concurso público (art.
37, II);
IV – devem realizar licitações, observados os princípios da administração
pública;
IV – sujeitam-se aos controles interno e externo;
Portanto, como visto, a questão está ERRADA, pois, para contratar
pessoal, essas entidades devem realizar concurso. Ademais, esses
empregados públicos estão sujeitos às regras de acumulação de
cargos; e as suas remunerações devem respeitar o limite constitucional
(art. 37, XI e § 9°), caso recebam recursos do ente público para
pagamento de despesas com pessoal ou de custeio em geral.
9) (ESAF/ACE/TCU/2006) De acordo com a Constituição Federal, a
prestação de serviços públicos dar-se-á diretamente pelo Poder
Público ou mediante concessão ou permissão. O texto
constitucional prevê, ainda, lei que regrará esta prestação.
Assinale, no rol abaixo, o instituto que não está mencionado na
norma constitucional como diretriz para esta mencionada lei.
a) Direitos dos usuários.
b) Política tarifária.
c) Obrigação de manter serviço adequado.
d) Condições de caducidade e rescisão da concessão ou
permissão.
e) Critérios de licitação para a escolha dos concessionários ou
permissionários.
Gabarito: “e”
O assunto “serviços públicos” é tema do edital de direito administrativo.
Por isso, vamos chamar apenas a sua atenção para o conhecimento
do art. 175 da CF/88.
Enquanto a exploração de atividade econômica pelo Estado é
regulada pelo art. 173, o art. 175 trata da prestação de serviços públicos
(mais especificamente aqueles que possuem conteúdo econômico e
por isso têm a possibilidade de serem explorados por particulares).
Assim, esses serviços não são livres à iniciativa privada. Podem ser
explorados pelo Estado diretamente ou ser delegados para particulares
por meio de concessão e permissão, sempre por licitação pública (em
hipóteses especiais poderá ser admitido um ato administrativo de
autorização de serviço público).
Dê uma olhada no teor do art. 175:

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“Art. 175. Incumbe ao Poder Público, na forma da lei, diretamente ou


sob regime de concessão ou permissão, sempre através de licitação, a
prestação de serviços públicos.
Parágrafo único. A lei disporá sobre:
I - o regime das empresas concessionárias e permissionárias de serviços
públicos, o caráter especial de seu contrato e de sua prorrogação, bem
como as condições de caducidade, fiscalização e rescisão da
concessão ou permissão;
II - os direitos dos usuários;
III - política tarifária;
IV - a obrigação de manter serviço adequado.”
A questão cobrou a mera literalidade do art. 175. A letra “e” responde à
questão, já que critério de licitação não está mencionado na norma
constitucional como diretriz para a lei que disporá sobre serviços
públicos, nos termos do art. 175, § único.
Pra terminar esse assunto, acho que vale a pena comentarmos um
pouco sobre a recente decisão do Supremo que firmou entendimentos
importantes sobre os Correios: as correspondências pessoais continuam
sendo exploradas pelos Correios de forma exclusiva (ADPF 46, Rel. p/ o
ac. Min. Eros Grau, julgamento em 5-8-09).
Na ADPF 46, o Supremo decidiu que o serviço postal constitui serviço
público, portanto, não atividade econômica em sentido estrito. Assim, o
serviço postal deve ser prestado pela empresa pública ECT (Correios), a
qual deve atuar em regime de exclusividade. Nesse caso, não há que
se alegar ofensa aos princípios da livre iniciativa e da livre concorrência.
Em suma, de acordo com essa decisão, a Lei 6.538/78, que trata do
monopólio dos Correios, foi recepcionada e está de acordo com a
Constituição Federal. Com isso, cartas pessoais e comerciais, cartões-
postais, correspondências agrupadas (malotes) só poderão ser
transportados e entregues pela empresa pública. Por outro lado, o
Plenário entendeu que as transportadoras privadas podem entregar
outros tipos de correspondências e encomendas.
10) (ESAF/PROCESSO SELETIVO SIMPLIFICADO/2008) A lei disciplinará,
com base no interesse nacional, os investimentos de capital
estrangeiro, incentivará os reinvestimentos e regulará a remessa
de lucros.
Item certo.
A assertiva limita-se a reproduzir o teor do art. 172 da CF/88:

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“A lei disciplinará, com base no interesse nacional, os investimentos de


capital estrangeiro, incentivará os reinvestimentos e regulará a remessa
de lucros.”
Assim, a ordem constitucional admite investimentos estrangeiros com a
finalidade de auxiliar o desenvolvimento nacional, tendo em vista o
princípio da soberania nacional, previsto no art. 170, I. Por isso, concebe
um controle desses investimentos e da remessa de lucros ao exterior,
que será disciplinado por lei.
11)(ESAF/PROCESSO SELETIVO SIMPLIFICADO/2008) A exploração
direta de atividade econômica pelo Estado será permitida sem
restrições.
Item errado.
Como já comentado, a intervenção do Estado na atividade
econômica não ocorrerá de forma irrestrita. De acordo com o art. 173
da CF/88:
“Ressalvados os casos previstos nesta Constituição, a exploração direta
de atividade econômica pelo Estado só será permitida quando
necessária aos imperativos da segurança nacional ou a relevante
interesse coletivo, conforme definidos em lei.”
Assim, a exploração de atividade econômica será realizada, em regra,
pela iniciativa privada. A atuação do Estado como agente produtivo só
ocorrerá nessas hipóteses exclusivas: (i) nos casos previstos na
Constituição; (ii) quando exigir a segurança nacional; e (iii) nos casos de
relevante interesse coletivo.
12)(ESAF/ANALISTA JURÍDICO/SEFAZ-CE/2007) O Estado deve atuar
como agente regulador da atividade econômica. Nessa tarefa,
exercerá as funções de fiscalização e incentivo. O planejamento,
por sua vez, por atribuição constitucional, deverá ser exercido
pelo setor privado.
Item errado.
O art. 174 da CF/88 dispõe sobre a atuação do Estado como agente
regulador das relações econômicas:
“Art. 174. Como agente normativo e regulador da atividade
econômica, o Estado exercerá, na forma da lei, as funções de
fiscalização, incentivo e planejamento, sendo este determinante para o
setor público e indicativo para o setor privado.”
Ou seja, caberá ao Estado as funções de: (i) fiscalização; (ii) incentivo; e
(iii) planejamento. Como se observa a questão está ERRADA, pois afirma
que o planejamento seria atribuição do setor privado.
Ainda sobre o planejamento, é importante você guardar a seguinte
informação, pois já caiu em concurso. O planejamento será:

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I – determinante → para o setor público; e


II – indicativo → para o setor privado.
Além disso, segundo o art. 174, §1°, a lei estabelecerá as diretrizes e
bases do planejamento do desenvolvimento nacional equilibrado, o
qual incorporará e compatibilizará os planos nacionais e regionais de
desenvolvimento.
13)(ESAF/AFRF/2005) Nos termos da Constituição Federal, havendo
reciprocidade de tratamento, o atendimento de requisições de
documento ou informação de natureza comercial, feitas por
autoridade administrativa ou judiciária estrangeira a pessoa física
ou jurídica residente ou domiciliada no País, não dependerá de
autorização do Poder competente.
Item errado.
A questão está ERRADA, por estar em desacordo com o art. 181 da
CF/88. Reforçamos o que já foi comentado. No nosso assunto de hoje,
há pouca jurisprudência e quase nenhum aspecto doutrinário a ser
estudado. O que importa mesmo é o aluno memorizar esses artigos da
Constituição, preparando-se para uma questão literal.
Segundo o art. 181, o atendimento de requisição de documento ou
informação de natureza comercial, feita por autoridade administrativa
ou judiciária estrangeira, a pessoa física ou jurídica residente ou
domiciliada no País dependerá de autorização do Poder competente.
14)(ESAF/ANALISTA JURÍDICO/SEFAZ-CE/2007) Na exploração direta
de atividade econômica por sociedade de economia mista,
poderá ser editada lei ordinária que, dispondo de forma
diferenciada quanto à contratação de obras e serviços, a
desobrigue de observar os princípios gerais de licitação e restrinja
a aplicação do princípio da publicidade.
Item errado.
Esse assunto está na mídia com muita frequência, principalmente
devido aos últimos embates entre a Petrobrás e o TCU. A questão refere-
se ao art. 173, § 1°, que se aplica apenas às empresas públicas e
sociedades de economia mista exploradoras de atividade econômica
(não se aplica às empresas públicas e sociedades de economia mista
prestadoras de serviços públicos).
Assim, será editada uma lei, que estabelecerá o estatuto jurídico da
empresa pública, da sociedade de economia mista e de suas
subsidiárias que explorem atividade econômica de produção ou
comercialização de bens ou de prestação de serviços, dispondo sobre:
I - sua função social e formas de fiscalização pelo Estado e pela
sociedade;

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II - a sujeição ao regime jurídico próprio das empresas privadas, inclusive


quanto aos direitos e obrigações civis, comerciais, trabalhistas e
tributários;
III - licitação e contratação de obras, serviços, compras e alienações,
observados os princípios da administração pública;
IV - a constituição e o funcionamento dos conselhos de administração e
fiscal, com a participação de acionistas minoritários;
V - os mandatos, a avaliação de desempenho e a responsabilidade dos
administradores.
Ou seja, deverá ser publicada lei que trate do estatuto jurídico das
empresas públicas e sociedades de economia mista exploradoras de
atividade econômica. É certo que esse estatuto deverá dispor, entre
outras coisas, sobre licitações e contratos.
Mas o estatuto não é livre para dispensar essas entidades de realizar
licitação. Com efeito, nos termos do art. 173, III, o estatuto poderá
estabelecer um regime simplificado, desde que se observem os
princípios da licitação pública.
É dizer, o procedimento pode ser simplificado, mas deve ser garantido o
respeito aos princípios basilares da Administração Pública. Por isso o erro
da questão, que afirma que seria afastada a necessidade de
observância dos princípios da Administração Pública, em especial,
restringindo a aplicação do princípio da publicidade.
Por fim, vale frisar, as empresas públicas e sociedades de economia
mista exploradoras de atividade econômica estão dispensadas da
realização de licitação para a celebração de contratos diretamente
relacionados à atividade-fim da entidade. Digamos que é um tanto
quanto óbvio que não seria razoável exigir que a Caixa Econômica
Federal ou o Banco do Brasil realizassem licitação a cada contrato de
abertura de conta corrente, concorda? Por outro lado, deverá haver
licitação para a contratação de empresa de engenharia para a
realização da obra de construção de uma nova agência, pois nesse
caso a atividade contratada não se relaciona diretamente com a
atividade-fim e sim com questões administrativas (construção de sede).
15)(ESAF/PROCURADOR DA FAZENDA/PGFN/2006) Certas atividades
que constituem monopólio da União somente podem ser
realizadas por empresas estatais.
Item certo.
O art. 177 da CF/88 estabelece um rol das atividades que serão
exploradas em regime de monopólio público, com caráter de
exclusividade. Trata-se de atividades relacionadas a petróleo, gás
natural e minérios ou minerais nucleares.

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Observe que o monopólio dessas atividades é da União, sendo a lista


exaustiva. Não há que se criar outros tipos de monopólio por lei.
Ademais, não há monopólio privado, nem reservado aos estados-
membros, Distrito Federal ou municípios.
Seguem abaixo as atividades que constituem monopólio da União, nos
termos do art. 177:

Monopólio da União (art. 177)

I - a pesquisa e a lavra das jazidas de petróleo e gás natural e


outros hidrocarbonetos fluidos;
II - a refinação do petróleo nacional ou estrangeiro; A União poderá
III - a importação e exportação dos produtos e derivados básicos contratar com
resultantes das atividades previstas nos incisos anteriores; empresas estatais ou
IV - o transporte marítimo do petróleo bruto de origem nacional privadas a realização
ou de derivados básicos de petróleo produzidos no País, bem dessas atividades (§ 1º)
assim o transporte, por meio de conduto, de petróleo bruto, seus
derivados e gás natural de qualquer origem;
V - a pesquisa, a lavra, o enriquecimento, o reprocessamento, a industrialização e o comércio
de minérios e minerais nucleares e seus derivados, com exceção dos radioisótopos cuja
produção, comercialização e utilização poderão ser autorizadas sob regime de permissão,
conforme as alíneas b e c do inciso XXIII do caput do art. 21 desta Constituição Federal.

O art. 177, § 1°, apresenta uma hipótese de flexibilização do monopólio


ao possibilitar a contratação de empresas privadas para a exploração
das atividades relacionadas nos incisos I a IV.
Aliás, quem não for tão jovem se lembrará da emenda constitucional
que instituiu esse regramento (EC n° 9/95), e, por isso, era conhecida por
ser a responsável pela quebra do monopólio do Petróleo.
Ao contrário, no âmbito das atividades de pesquisa, lavra,
enriquecimento, reprocessamento, industrialização e comércio de
minérios e minerais nucleares e seus derivados não há possibilidade de
flexibilização desse monopólio da União. Observe que não se trata de
exploração de recursos minerais em geral, mas apenas aos nucleares.
Nesse sentido, não poderá ser concedida a empresas privadas a
exploração dessas atividades concernentes a minérios e minerais
nucleares e seus derivados. Todavia, essa regra admite uma exceção
relativa aos radioisótopos, cuja produção, comercialização e utilização
poderão ser autorizadas sob regime de permissão, conforme as alíneas
b e c do inciso XXIII do art. 21 da Constituição Federal. Portanto, correta
a questão.
Quanto às atividades previstas nos incisos I a IV do art. 177 poderão ser
contratadas com empresas estatais ou privadas, observadas as
condições estabelecidas em lei, que deverá dispor sobre (art. 177, § 2°):
I - a garantia do fornecimento dos derivados de petróleo em todo o
território nacional;

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II - as condições de contratação;
III - a estrutura e atribuições do órgão regulador do monopólio da União.
Cabe destacar que, nos termos do art. 177, § 3°, a lei disporá sobre o
transporte e a utilização de materiais radioativos no território nacional.
Por fim, um último comentário: responsabilidade civil é assunto de direito
civil e direito administrativo, mas vale lembrar que a responsabilidade
civil por danos nucleares independe da existência de culpa (art. 21,
XXIII, “d”).
16)(ESAF/PROCESSO SELETIVO SIMPLIFICADO/2008) O transporte
marítimo do petróleo bruto de origem nacional ou de derivados
básicos de petróleo produzidos no País, bem assim o transporte,
por meio de conduto, de petróleo bruto, seus derivados e gás
natural de qualquer origem constituem monopólio da União.
Item certo.
Fique atento, pois é bem importante conhecer o teor esse art. 177 da
Constituição Federal. Veja que a questão limitou-se a reproduzir o inciso
III.
Nesse sentido, constituem monopólio da União:
a) transporte marítimo do petróleo bruto de origem nacional ou de
derivados básicos de petróleo produzidos no País; e
b) transporte, por meio de conduto, de petróleo bruto, seus derivados e
gás natural de qualquer origem.
17) (ESAF/AUDITOR FISCAL/ SEFAZ-CE/1998) A pesquisa e a lavra de
recursos minerais poderão ser efetivadas mediante autorização
ou concessão da União a empresas brasileiras ou estrangeiras.
Item errado.
O art. 176 trata da exploração de recursos minerais e potenciais de
energia hidráulica, dispondo que tanto uns quanto outros pertencem à
União e constituem propriedade distinta da do solo para efeito de
exploração ou aproveitamento.
Ou seja, independente de quem seja o dono do solo, permanece a
propriedade da União sobre a energia hidráulica e os recursos minerais
(art. 21, VIII e IX). De qualquer forma, nos termo do § 1°, é assegurada
participação ao proprietário do solo nos resultados da lavra, na forma e
no valor que dispuser a lei.
A União não precisa explorar diretamente esses potenciais (hidráulicos e
minerais). Assim, a pesquisa e a lavra de recursos minerais e o
aproveitamento dos potenciais hidráulicos poderão ser efetuados
mediante autorização ou concessão da União, no interesse nacional.

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Todavia, nos termos do art. 176, § 1°, a pesquisa e a lavra dos recursos
minerais e o aproveitamento dos potenciais hidráulicos somente
poderão ser realizados por brasileiros ou empresa constituída sob as leis
brasileiras e que tenha sua sede e administração no País.
A lei que regulamentar essa autorização/concessão deverá ainda
estabelecer as condições específicas para o caso especial em que
essas atividades se desenvolverem em faixa de fronteira ou terras
indígenas.
A autorização de pesquisa será sempre por prazo determinado.
Ressalte-se ainda que as autorizações e as concessões previstas no art.
176 não poderão ser cedidas ou transferidas, total ou parcialmente, sem
prévia anuência do poder concedente.
Por fim, vale comentar que essas regras não se aplicam ao
aproveitamento do potencial de energia renovável de capacidade
reduzida, que, nos termos do § 4°, não dependerá de autorização ou
concessão.
A questão está errada já que, de acordo com o comentado, a
pesquisa e a lavra de recursos minerais não poderão ser efetivadas
mediante autorização ou concessão da União a empresas estrangeiras.
18)(ESAF/APO/MPOG/2008) As jazidas, em lavra ou não, e demais
recursos minerais e os potenciais de energia hidráulica constituem
propriedade distinta da do solo, para efeito de exploração ou
aproveitamento, garantida à União a propriedade do produto da
lavra.
Item errado.
A questão limitou-se a cobrar o caput do art. 176. Vale a pena você
memorizar seu teor.
“Art. 176 - As jazidas, em lavra ou não, e demais recursos minerais e os
potenciais de energia hidráulica constituem propriedade distinta da do
solo, para efeito de exploração ou aproveitamento, e pertencem à
União, garantida ao concessionário a propriedade do produto da
lavra.”
Ou seja, a propriedade das jazidas e potenciais hidráulicos é da União,
é assegurado ao concessionário o produto da lavra.
Além disso, frise-se, é assegurada participação ao proprietário do solo
nos resultados da lavra, na forma e no valor que dispuser a lei (CF, art.
176, §2°).
19) (ESAF/ANALISTA DE FINANÇAS E CONTROLE/CGU/2006) As
cooperativas de garimpeiros sempre terão prioridade na
concessão de lavra dos recursos e jazidas de minerais
garimpáveis.

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Item errado.
Nos comentários anteriores, tratamos da intervenção do Estado como
agente regulador (art. 174) e da exploração de recursos minerais (art.
176).
Pois bem, o art. 174, § 2° determina que a lei apoiará e estimulará o
cooperativismo e outras formas de associativismo.
No caso da atividade garimpeira, o art. 174, § 3º, determina que o
Estado favoreça a organização dessa atividade garimpeira em
cooperativas, levando em conta a proteção do meio ambiente e a
promoção econômico-social dos garimpeiros.
Nos termos do art. 174, § 4º, essas cooperativas organizadas terão
prioridade na autorização ou concessão para pesquisa e lavra dos
recursos e jazidas de minerais garimpáveis, nas áreas onde estejam
atuando, e naquelas áreas estabelecidas pela União para o exercício
da atividade de garimpagem, em forma associativa (art. 21, XXV).
Portanto, as cooperativas de garimpeiros não terão prioridade sempre,
em qualquer área. Mas apenas naquelas: (i) em que já estejam
atuando; ou (ii) destinadas especificamente para isso (estabelecidas
pela União para o exercício da atividade de garimpagem de forma
associativa).
20) (ESAF/PROCESSO SELETIVO SIMPLIFICADO/2008) Não dependerá
de autorização ou concessão o aproveitamento do potencial de
energia renovável de capacidade reduzida.
Item certo.
De acordo com o art. 176, § 4°, não dependerá de autorização ou
concessão o aproveitamento do potencial de energia renovável de
capacidade reduzida.
21) (ESAF/AFRF/2005) Nos termos da Constituição Federal, pode a
União contratar com particulares a realização de lavra e
enriquecimento de minérios e minerais nucleares.
Item errado.
Como vimos, no caso de exploração de minérios e minerais nucleares, a
União não poderá conceder pesquisa, lavra, enriquecimento,
reprocessamento, industrialização e nem comércio a particulares.
É o que se depreende da leitura do art. 177, I a V, e §1°.
22)(ESAF/AFRF/2005) A Constituição Federal veda o transporte de
mercadorias na cabotagem por embarcações estrangeiras.
Item errado.
Nos termos do art. 178 da CF/88, a lei disporá sobre a ordenação dos
transportes aéreo, aquático e terrestre, devendo, quanto à ordenação

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do transporte internacional, observar os acordos firmados pela União,


atendido o princípio da reciprocidade.
Ou seja, a ordenação do transporte será realizada por lei, considerando
ainda a reciprocidade dos demais países ao estabelecer o regramento
do transporte internacional em especial.
Ademais, na ordenação do transporte aquático, a lei estabelecerá as
condições em que o transporte de mercadorias na cabotagem e a
navegação interior poderão ser feitos por embarcações estrangeiras
(art. 178, §único).
Ou seja, a Constituição Federal não veda o transporte de mercadorias
na cabotagem por embarcações estrangeiras. Pelo contrário, o art. 178,
parágrafo único, autoriza esse transporte por embarcações
estrangeiras, desde que atendidas as condições estabelecidas pela
legislação interna.
23)(ESAF/ANALISTA JURÍDICO/SEFAZ-CE/2007) A defesa do meio
ambiente constitui um dos princípios informadores da atividade
econômica, inclusive mediante tratamento diferenciado
conforme o impacto ambiental dos produtos e serviços e de seus
processos de elaboração e prestação.
Item certo.
Não deixe de memorizar os princípios informadores da atividade
econômica, já apresentados no início da aula. Nos termos do art. 170,
VI, um dos princípios que regerão a ordem econômica é o da defesa
do meio ambiente, inclusive mediante tratamento diferenciado
conforme o impacto ambiental dos produtos e serviços e de seus
processos de elaboração e prestação.
Se já não lembrava, dê uma olhada no esquema da segunda questão
da aula.
24) (ESAF/ANALISTA JURÍDICO/SEFAZ-CE/2007) A função social da
propriedade constitui um dos princípios informadores da atividade
econômica, imprimindo a idéia de que a propriedade privada
deve servir aos interesses da coletividade. Todavia, a
inobservância a esse princípio não é capaz de promover
limitação de caráter perpétuo à propriedade urbana ou rural.
Item errado.
Outro princípio que está relacionado à nossa ordem econômica é o da
função social da propriedade (art. 170, III). Você deve se lembrar do
que foi comentado na aula de direitos fundamentais: a Constituição
protege os mais diferentes bens: em uma mão, assegura-se o direito à
propriedade (art. 5º, XXII); na outra, exige-se que a propriedade cumpra
a sua função social (art. 5º, XXIII).

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O mesmo ocorre na ordem econômica, em que um dos princípios é


exatamente o da propriedade privada (art. 170, II) e o outro é o da
função social da propriedade (art. 170, III).
Assim, há vários dispositivos constitucionais que possibilitam limitação à
propriedade privada, inclusive a desapropriação. Dentre eles há
aqueles que tratam especificamente de propriedade urbana e rural,
como sobre os quais se passa a discorrer.
Quanto à propriedade urbana, a Constituição dispõe que ela cumpre
sua função social quando atende às exigências fundamentais de
ordenação da cidade, expressas no plano diretor.
Caso sejam necessárias, as desapropriações de imóveis urbanos serão
feitas com prévia e justa indenização em dinheiro (desapropriação
comum).
Ademais, será permitido ao Município que exija do proprietário o
aproveitamento do solo, sob pena, em último caso, de desapropriação.
Nesse caso, a desapropriação funciona como sanção, portanto, nos
termos do art. 182, § 4º, III, essa desapropriação será paga mediante
títulos da dívida pública de emissão previamente aprovada pelo
Senado Federal, com prazo de resgate de até dez anos, em parcelas
anuais, iguais e sucessivas, assegurados o valor real da indenização e os
juros legais.
No caso de a propriedade rural não estar cumprindo sua função social,
a União poderá desapropriá-la por interesse social, para fins de reforma
agrária, mediante prévia e justa indenização em títulos da dívida
agrária, com cláusula de preservação do valor real, resgatáveis no
prazo de até vinte anos, a partir do segundo ano de sua emissão, e cuja
utilização será definida em lei (CF, art. 184).
Por fim, nos termos do art. 243 da CF/88, as glebas de qualquer região
do País onde forem localizadas culturas ilegais de plantas psicotrópicas
serão imediatamente expropriadas e especificamente destinadas ao
assentamento de colonos, para o cultivo de produtos alimentícios e
medicamentosos, sem qualquer indenização ao proprietário e sem
prejuízo de outras sanções previstas em lei.
25) (ESAF/ANALISTA JURÍDICO/SEFAZ-CE/2007) O sistema financeiro
nacional, estruturado de forma a promover o desenvolvimento
equilibrado do País e a servir aos interesses da coletividade, não
abrange as cooperativas de crédito.
Item errado.
Em direito constitucional, o sistema financeiro nacional é a parte mais
concisa de se estudar, pois se resume a um artigo da Constituição.

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“Art. 192. O sistema financeiro nacional, estruturado de forma a


promover o desenvolvimento equilibrado do País e a servir aos interesses
da coletividade, em todas as partes que o compõem, abrangendo as
cooperativas de crédito, será regulado por leis complementares que
disporão, inclusive, sobre a participação do capital estrangeiro nas
instituições que o integram.”
Primeira observação é a de que o sistema financeiro nacional abrange
as cooperativas de crédito, estando, por isso, ERRADA a questão.
Observe ainda que a regulamentação do SFN poderá ser feita em
diversas etapas, por diferentes leis complementares, não sendo
necessário que um só ato normativo trate de todos os aspectos
relacionados a esse assunto.
Isso tem relevo porque havia um parágrafo nesse artigo (revogado pela
EC n° 40/03) que impossibilitava a cobrança de mais de 12% de juros ao
ano. Mas o Supremo chegou a condicionar a aplicação desse
parágrafo à edição de uma lei complementar (norma de eficácia
limitada). Daí instaurou-se uma controvérsia doutrinária se várias leis
poderiam tratar do assunto ou uma lei aprovada já possibilitaria a
aplicabilidade de todos os dispositivos constitucionais.
Bom, essa discussão perdeu o sentido, tendo em vista que não há mais
esse limite de 12% e a emenda mudou o teor do artigo de “lei
complementar” para “leis complementares”. Mas vale a pena
memorizar a Súmula Vinculante n° 7:
“A norma do §3º do artigo 192 da Constituição, revogada pela Emenda
Constitucional nº 40/2003, que limitava a taxa de juros reais a 12% ao
ano, tinha sua aplicação condicionada à edição de lei
complementar.”
Além do conhecimento da literalidade do art. 192 e da Súmula
Vinculante n° 7, pode-se cobrar importante jurisprudência relacionada
a esse assunto.
É que o Supremo Tribunal Federal decidiu que se aplica o Código de
Defesa do Consumidor (CDC) às relações entre instituições financeiras e
seus usuários. Ou seja, o regramento do relacionamento entre esses
agentes não precisariam estar regulamentados nas leis
complementares, pois o próprio CDC (lei ordinária) teria aplicabilidade
a essa relação.
26)(ESAF/ANALISTA DE FINANÇAS E CONTROLE/CGU/2006) Como
agente normativo e regulador da atividade econômica, o Estado
exercerá, na forma da lei, as funções de fiscalização, incentivo e
planejamento, sendo este, em razão da isonomia concorrencial,
indicativo tanto para o setor público como para o setor privado.
Item errado.

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O Estado, em sua função normativa e reguladora, exercerá as funções


de fiscalização, incentivo e planejamento. Todavia, como frisado no
comentário feito para questão anterior, o planejamento estatal será
determinante para o setor público e indicativo para o setor privado, nos
termos do art. 174 da CF/88.
27) (ESAF/ANALISTA DE FINANÇAS E CONTROLE/CGU/2006) A União
poderá contratar com empresas estatais ou privadas a refinação
do petróleo nacional ou estrangeiro, observadas as condições
estabelecidas em lei.
Item certo.
A atividade de refinação do petróleo nacional ou estrangeiro está
inserida no núcleo dentro do qual a União exerce monopólio público
(CF, art. 174).
Entretanto, como vimos, há uma atenuação no caráter exclusivo dessa
exploração sob monopólio, na medida em que a União poderá
contratar com empresas estatais ou privadas o exercício dessas
atividades (com exceção das atividades relacionadas a minérios e
minerais nucleares e seus derivados), nos termos do art. 174, § 1°.
28)(ESAF/ANALISTA DE FINANÇAS E CONTROLE/CGU/2006) A
navegação de cabotagem é privativa de embarcações
nacionais, salvo caso de necessidade pública, hipótese em que é
autorizada a contratação de embarcação estrangeira, atendido
o princípio da reciprocidade.
Item errado.
A navegação de cabotagem está disciplinada no art. 178, parágrafo
único, da CF/88. Assim, não se observa na ordem econômica
constitucional reserva dessa atividade a embarcações nacionais.
Em realidade, caberá à legislação infraconstitucional o
estabelecimento de condições para esse transporte ser realizado por
embarcações estrangeiras.
“Art. 178. A lei disporá sobre a ordenação dos transportes aéreo,
aquático e terrestre, devendo, quanto à ordenação do transporte
internacional, observar os acordos firmados pela União, atendido o
princípio da reciprocidade.
Parágrafo único. Na ordenação do transporte aquático, a lei
estabelecerá as condições em que o transporte de mercadorias na
cabotagem e a navegação interior poderão ser feitos por embarcações
estrangeiras.”
Na verdade, esse teor do art. 178 foi estabelecido pela EC n° 7/95. O
que a Esaf quis cobrar do candidato foi o conhecimento dessa
alteração na Constituição, tendo em vista que, antes da referida

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emenda, o art. 178, § 3°, tinha a mesma redação copiada pela


assertiva.
29) (ESAF/PROCURADOR DA FAZENDA/PGFN/2006) As empresas
públicas e sociedades de economia mista, bem como suas
subsidiárias, possuem regime jurídico próprio, que prevalece sobre
o regime jurídico aplicável às empresas privadas.
Item errado.
De início, devemos observar que a questão não detalhou se está se
referindo às prestadoras de serviço público ou às exploradoras de
atividade econômica.
Afinal de contas, enquanto as empresas públicas e sociedades de
economia mista prestadoras de serviços públicos têm sua atividade
predominantemente regida pelo direito público; essas entidades,
quando exploradoras de atividade econômica, são
predominantemente regidas pelo direito privado.
Todavia, pelo teor da assertiva, observa-se que a questão está tratando
das exploradoras de atividade econômica, pois está a cobrar
dispositivo constitucional inserido no art. 173 da CF/88.
Pois bem, o regime jurídico das empresas públicas e sociedades de
economia mista, bem como o de suas subsidiárias, aproxima-se do
regime próprio de empresas privadas. Observe a seguir o teor da
Constituição ao tratar dessas entidades.
“Art. 173 - § 1º A lei estabelecerá o estatuto jurídico da empresa pública,
da sociedade de economia mista e de suas subsidiárias que explorem
atividade econômica de produção ou comercialização de bens ou de
prestação de serviços, dispondo sobre:
(...)
II - a sujeição ao regime jurídico próprio das empresas privadas,
inclusive quanto aos direitos e obrigações civis, comerciais, trabalhistas
e tributários;
(...)
§ 2º - As empresas públicas e as sociedades de economia mista não
poderão gozar de privilégios fiscais não extensivos às do setor privado.”
Primeiro aspecto a se levantar é o de que o artigo supracitado refere-se
às empresas públicas e às sociedades de economia mista exploradoras
de atividade econômica. Como se observa, o regime jurídico dessas
empresas aproxima-se daquele que rege empresas privadas em geral.
Todavia, o mais correto é classificarmos o regime jurídico dessas
entidades como sendo um tipo de regime jurídico privado, derrogado
parcialmente por normas de direito público.

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Como vimos, essas entidades estão sujeitas ao controle administrativo,


às regras de licitação e concurso público etc.
30) (ESAF/PROCURADOR DA FAZENDA/PGFN/2006) Nos conselhos de
administração e fiscais das sociedades de economia mista, não
se admite a participação de acionistas minoritários.
Item errado.
Vimos que uma lei deverá ser editada para estabelecer o estatuto
jurídico das empresas públicas e sociedades de economia mista
exploradoras de atividade econômica. Até hoje, essa lei não foi
editada; mas se em seu concurso fossem cobradas atualidades, seria
importante saber que o Congresso deve, em breve, editar tal lei,
pressionado pelos diversos problemas que essas entidades (a Petrobrás,
em especial) têm tido com as regras da Administração Pública.
Pois bem, o art. 173, § 1°, estabelece os temas que deverão ser tratados
por esse novo estatuto jurídico.
“§ 1º A lei estabelecerá o estatuto jurídico da empresa pública, da
sociedade de economia mista e de suas subsidiárias que explorem
atividade econômica de produção ou comercialização de bens ou de
prestação de serviços, dispondo sobre:
I - sua função social e formas de fiscalização pelo Estado e pela
sociedade;
II - a sujeição ao regime jurídico próprio das empresas privadas, inclusive
quanto aos direitos e obrigações civis, comerciais, trabalhistas e
tributários;
III - licitação e contratação de obras, serviços, compras e alienações,
observados os princípios da administração pública;
IV - a constituição e o funcionamento dos conselhos de administração e
fiscal, com a participação de acionistas minoritários;
V - os mandatos, a avaliação de desempenho e a responsabilidade dos
administradores.”
Daí o erro da questão (em negrito), tendo em vista que deverá ser
prevista a participação de acionistas minoritários.
Além disso, vale a pena frisar outros aspectos tratados nos parágrafos
do art. 173 da CF/88.
O art. 173 atribui à lei a competência de:
I - regulamentar as relações da empresa pública com o Estado e a
sociedade (art. 173, §3º);
II - reprimir o abuso do poder econômico que vise à dominação dos
mercados, à eliminação da concorrência e ao aumento arbitrário dos
lucros (art. 173, §4º);

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III - sem prejuízo da responsabilidade individual dos dirigentes da pessoa


jurídica, estabelecer a responsabilidade desta, sujeitando-a às punições
compatíveis com sua natureza, nos atos praticados contra a ordem
econômica e financeira e contra a economia popular (art. 173, §5º)
Por fim, ressalte-se que as empresas públicas e as sociedades de
economia mista exploradoras de atividade econômica não poderão
gozar de privilégios fiscais não extensivos às empresas privadas (art. 173,
§2°).
31)(ESAF/PROCURADOR DA FAZENDA/PGFN/2006) Todas as
atividades que constituem monopólio da União podem ser
realizadas tanto por empresas estatais como por empresas
privadas.
Item errado.
O art. 177 da CF/88 estabelece o rol das atividades que serão
exploradas em regime de monopólio pela União. Trata-se de atividades
relacionadas a petróleo, gás natural e minérios ou minerais nucleares.
Como vimos, exclusivamente com relação às atividades de pesquisa,
lavra, enriquecimento, reprocessamento, industrialização e comércio de
minérios e minerais nucleares e seus derivados não há possibilidade de
flexibilização desse monopólio da União. Ou seja, essas atividades não
poderão ser exploradas por empresas privadas, como se depreende
pela leitura do art. 177, §1°. Daí o erro da questão.
32)(ESAF/APO/MPOG/2005) A exploração direta de atividade
econômica pelo Estado só será permitida quando necessária ao
relevante interesse coletivo, conforme definido em lei.
Item errado.
A questão trata do art. 173 da CF/88 que regula a forma de atuação do
Estado como agente econômico:
“Ressalvados os casos previstos nesta Constituição, a exploração direta
de atividade econômica pelo Estado só será permitida quando
necessária aos imperativos da segurança nacional ou a relevante
interesse coletivo, conforme definidos em lei.”
De se perceber que a exploração de atividade econômica será
realizada, em regra, pela iniciativa privada. A atuação do Estado como
agente produtivo só ocorrerá nas seguintes hipóteses:
I - nos casos previstos na Constituição;
II - quando exigir a segurança nacional; e
III - nos casos de relevante interesse coletivo.
De se observar que esse exercício de atividade econômica pelo Estado
geralmente é realizado por meio da criação de pessoas jurídicas de

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direito privado, exclusivamente para a consecução dessas atividades:


as chamadas empresas públicas e sociedades de economia mista
exploradoras de atividade econômica.
33) (ESAF/APO/MPOG/2005) Como agente normativo da atividade
econômica, o Estado exercerá, na forma da lei, as funções de
fiscalização e planejamento, sendo este determinante, tanto para
o setor público, como para o setor privado.
Item errado.
Essa atuação do Estado, em sua função normativa e reguladora, é
bastante cobrada em concursos e está disciplinada no art. 174:
“Como agente normativo e regulador da atividade econômica, o
Estado exercerá, na forma da lei, as funções de fiscalização, incentivo e
planejamento, sendo este determinante para o setor público e
indicativo para o setor privado.”
Ou seja, caberá ao Estado as funções de: (i) fiscalização; (ii) incentivo; e
(iii) planejamento.
Como se observa, a questão está ERRADA, pois afirma que o
planejamento seria determinante tanto para o setor público quanto
para o setor privado. Assim, guarde a seguinte informação: o
planejamento será:
I – determinante → para o setor público; e
II – indicativo → para o setor privado.
34)(ESAF/APO/MPOG/2005) As concessões de lavra de jazidas e
demais recursos minerais poderão ser cedidas total ou
parcialmente sem prévia anuência do poder concedente, sendo
necessária tão-somente a comunicação da cessão.
Item errado.
Como vimos, a pesquisa e a lavra de recursos minerais somente
poderão ser efetuadas mediante autorização ou concessão da União,
no interesse nacional, por brasileiros ou empresa constituída sob as leis
brasileiras e que tenha sua sede e administração no País (art. 176, § 1°).
Pois bem, a autorização de pesquisa será sempre por prazo
determinado, e essas autorizações e concessões (previstas no art. 176)
não poderão ser cedidas ou transferidas, total ou parcialmente, sem
prévia anuência do poder concedente.
35)(ESAF/APO/MPOG/2005) Constituem monopólio da União a
pesquisa e a lavra das jazidas de petróleo e gás natural e o
transporte marítimo do petróleo bruto de origem nacional, sendo
que a União poderá contratar empresa estatal ou privada para a
realização dessas atividades.

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Item certo.
Em diversas questões, já tratamos sobre as atividades de monopólio da
União.
O rol de atividades que serão exploradas em regime de monopólio
público está expresso no art. 177 da CF/88. Trata-se de atividades
relacionadas a petróleo, gás natural e minérios ou minerais nucleares.
Seguem abaixo as atividades que constituem monopólio da União, nos
termos do art. 177:
I - a pesquisa e a lavra das jazidas de petróleo e gás natural e outros
hidrocarbonetos fluidos;
II - a refinação do petróleo nacional ou estrangeiro;
III - a importação e exportação dos produtos e derivados básicos
resultantes das atividades previstas nos incisos anteriores;
IV - o transporte marítimo do petróleo bruto de origem nacional ou de
derivados básicos de petróleo produzidos no País, bem assim o
transporte, por meio de conduto, de petróleo bruto, seus derivados e
gás natural de qualquer origem;
V - a pesquisa, a lavra, o enriquecimento, o reprocessamento, a
industrialização e o comércio de minérios e minerais nucleares e seus
derivados, com exceção dos radioisótopos cuja produção,
comercialização e utilização poderão ser autorizadas sob regime de
permissão, conforme as alíneas b e c do inciso XXIII do caput do art. 21
desta Constituição Federal.
O art. 177, § 1°, possibilita a contratação de empresas estatais ou
privadas para a exploração das atividades relacionadas nos incisos I a
IV.
Portanto, correta a questão, tendo em vista que aponta atividades
exploradas em regime de monopólio e possíveis de serem realizadas por
empresas estatais e privadas, nos termos do art. 177, § 1°.
Vale lembrar que não há possibilidade de contratar com empresas
privadas a realização das atividades de pesquisa, lavra,
enriquecimento, reprocessamento, industrialização e comércio de
minérios e minerais nucleares e seus derivados (previstas no inciso V),
com exceção dos radioisótopos cuja produção, comercialização e
utilização poderão ser autorizadas sob regime de permissão, conforme
as alíneas b e c do inciso XXIII do caput do art. 21 da Constituição
Federal.
36)(ESAF/AUDITOR FISCAL/ SEFAZ-CE/1998) A Constituição Federal
preconiza o incentivo à empresa brasileira de capital nacional.
Item errado.

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A redação original da Constituição Federal diferenciava claramente as


empresas brasileiras de capital nacional das demais empresas brasileiras
em geral.
A EC n° 6/95 revogou o artigo que estabelecia essa distinção. Assim,
hoje não é cabível o tratamento diferenciado entre empresas brasileiras
e empresas brasileiras de capital nacional.
Nesse sentido, entende a doutrina que essas distinções não poderão ser
criadas nem mesmo por lei, tendo em vista não estarem previstas na
Constituição Federal.
37) (ESAF/AUDITOR FISCAL/ SEFAZ-CE/1998) O transporte de
mercadorias na cabotagem e a navegação interior são privativos
de empresas brasileiras.
Item errado.
A lei disporá sobre a ordenação dos transportes aéreo, aquático e
terrestre, devendo, quanto à ordenação do transporte internacional,
observar os acordos firmados pela União, atendido o princípio da
reciprocidade.
Nos termos do art. 178, parágrafo único, da CF/88, na ordenação do
transporte aquático, a lei estabelecerá as condições em que o
transporte de mercadorias na cabotagem e a navegação interior
poderão ser feitos por embarcações estrangeiras (art. 178, parágrafo
único).
Assim, não há reserva desse tipo de transporte para empresas brasileiras.
A Constituição Federal não veda o transporte de mercadorias na
cabotagem por embarcações estrangeiras. Pelo contrário, o art. 178,
parágrafo único, autoriza esse transporte por embarcações
estrangeiras, desde que atendidas as condições estabelecidas pela
legislação interna.
38)(ESAF/AUDITOR FISCAL/ SEFAZ-CE/1998) A pesquisa e a lavra das
jazidas de Petróleo, bem como a pesquisa, a lavra, o
enriquecimento, o reprocessamento, a industrialização e o
comércio dos minerais nucleares poderão ser objeto de contrato
com empresas estatais ou privadas.
Item errado.
O rol de atividades que deverão ser explorados pela União em regime
de monopólio está expresso no art. 177 da CF/88. Já vimos diversas
vezes dentre aquelas atividades não há possibilidade contratar com
empresas estatais ou privadas a realização das atividades de pesquisa,
lavra, enriquecimento, reprocessamento, industrialização e comércio de
minérios e minerais nucleares e seus derivados (previstas no inciso V do
art. 177).

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Destaque-se a ressalva, estabelecida no dispositivo constitucional, com


relação aos radioisótopos cuja produção, comercialização e utilização
poderão ser autorizadas sob regime de permissão, conforme as alíneas
b e c do inciso XXIII do caput do art. 21 da Constituição Federal.
39)(ESAF/PROCURADOR/BACEN/2001) A Constituição situa a
exploração direta da atividade econômica do Estado como
tarefa típica e ordinária do Estado.
Item errado.
Pelo contrário. Como vimos, essa atuação do Estado como agente
econômico na exploração direta da atividade econômica ocorrerá em
caráter excepcional, nos termos do art. 173 da CF/88:
“Ressalvados os casos previstos nesta Constituição, a exploração direta
de atividade econômica pelo Estado só será permitida quando
necessária aos imperativos da segurança nacional ou a relevante
interesse coletivo, conforme definidos em lei.”
Assim, a atuação do Estado como agente produtivo só ocorrerá nessas
hipóteses exclusivas: (i) nos casos previstos na Constituição; (ii) quando
exigir a segurança nacional; e (iii) nos casos de relevante interesse
coletivo.
Perceba que as questões se repetem, pois a Esaf não têm como
inventar nesse assunto de Ordem Econômica!
40)(ESAF/ADVOGADO/IRB/2006) Em razão de alteração do texto
original da Constituição Federal de 1988, o aproveitamento do
potencial de energia renovável de capacidade reduzida, por
particular, dependerá de autorização expressa da União.
Item errado.
As regras constitucionais relativas ao aproveitamento de recursos
hidráulicos para fins de geração de energia estão previstas no art. 176
da CF/88. Segundo o art. 176, § 4°:
“Não dependerá de autorização ou concessão o aproveitamento do
potencial de energia renovável de capacidade reduzida.”
41)(ESAF/ANALISTA DE CONTROLE EXTERNO/TCU/2006) A concessão
ou permissão, feita pelo Poder Público a pessoa física ou jurídica,
para prestação de serviços públicos, regra geral será precedida
de licitação, podendo esta ser dispensada nas hipóteses previstas
de forma expressa no texto constitucional.
Item errado.
A disciplina constitucional para a prestação de serviços públicos está
expressa do art. 175 da CF/88:

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“Incumbe ao Poder Público, na forma da lei, diretamente ou sob regime


de concessão ou permissão, sempre através de licitação, a prestação
de serviços públicos.”
Ou seja, está ERRADA a questão, já que a Constituição não apresenta
exceção à regra da necessidade de licitação para a
concessão/permissão de serviços públicos.
42)(ESAF/ANALISTA DE CONTROLE EXTERNO/TCU/2006) A Constituição
Federal veda, por razões de segurança nacional, que o transporte
de produtos sensíveis na cabotagem seja feito por embarcações
estrangeiras.
Item errado.
Nos termos do art. 178 da CF/88, a lei disporá sobre a ordenação dos
transportes aéreo, aquático e terrestre, devendo, quanto à ordenação
do transporte internacional, observar os acordos firmados pela União,
atendido o princípio da reciprocidade.
Ademais, na ordenação do transporte aquático, a lei estabelecerá as
condições em que o transporte de mercadorias na cabotagem e a
navegação interior poderão ser feitos por embarcações estrangeiras
(art. 178, §único).
Ou seja, a Constituição Federal não veda o transporte de produtos
sensíveis na cabotagem por embarcações estrangeiras. Pelo contrário,
o art. 178, parágrafo único, autoriza o transporte por embarcações
estrangeiras, desde que atendidas as condições estabelecidas pela
legislação interna. E não é feita nenhuma ressalva com relação a
produtos sensíveis.
43)(ESAF/ANALISTA DE FINANÇAS E CONTROLE/CGU/2006) Um dos
princípios constitucionais da ordem econômica é o tratamento
favorecido das empresas brasileiras de capital nacional de
pequeno porte.
Item errado.
Após a EC n° 6/95, não há mais tratamento favorecido para empresas
brasileiras de capital nacional. A referida emenda substituiu esse
princípio por aquele expresso no art. 170, IX:
“tratamento favorecido para as empresas de pequeno porte
constituídas sob as leis brasileiras e que tenham sua sede e
administração no País.”
44)(ESAF/AFRF/2005) As autorizações para pesquisa de recursos
minerais serão concedidas sem prazo determinado, porém não
poderão ser cedidas ou transferidas, total ou parcialmente, sem
prévia anuência do poder concedente.
Item errado.

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A questão está em desacordo com o art. 176, § 3°:


“A autorização de pesquisa será sempre por prazo determinado, e as
autorizações e concessões previstas neste artigo não poderão ser
cedidas ou transferidas, total ou parcialmente, sem prévia anuência do
poder concedente.”
Assim, o erro da questão é afirmar que a autorização da pesquisa não
teria prazo determinado. De acordo com o art. 176, §3° da CF/88, essa
autorização será sempre por prazo determinado.
45)(ESAF/APO/MPOG/2005) A empresa pública que explore
prestação de serviço poderá, desde que com autorização legal,
gozar de privilégio não extensivo às empresas do setor privado.
Item errado.
Ótima questão para apresentarmos o entendimento do Supremo de
que o art. 173, § 2°, aplica-se apenas às empresas públicas e
sociedades de economia mista exploradoras de atividade econômica.
Veja o seu teor:
“Art. 173, § 2º - As empresas públicas e as sociedades de economia
mista não poderão gozar de privilégios fiscais não extensivos às do setor
privado.”
Analisando o caso da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos – ECT,
o Supremo entendeu que essa empresa pública, entidade da
Administração Indireta da União, goza dos mesmos privilégios
concedidos à Fazenda Pública, em relação a: (i) imunidade tributária;
(ii) impenhorabilidade de seus bens, rendas e serviços; e (iii) foro, prazos
e custas processuais.
Nesse sentido, “no que concerne às obrigações tributárias, a ela não se
aplica o § 2º do art. 173 da Constituição do Brasil, (...). O que resta
definidamente evidente, neste passo, como anotei em outra ocasião, é
que tanto o preceito inscrito no § 1º quanto o veiculado pelo § 2º do art.
173 da Constituição de 1988 apenas alcançam empresas públicas e
sociedades de economia mista que explorem atividade econômica em
sentido estrito. (...) As empresas públicas, sociedades de economia
mista e outras entidades estatais que prestem serviço público podem
gozar de privilégios fiscais, ainda que não extensivos a empresas
privadas prestadoras de serviço público em regime de concessão ou
permissão (art. 175 da CF 88)” (ACO 765-QO, voto do Rel. p/ o ac. Min.
Eros Grau, julgamento em 1º-6-05, DJE de 7-11-08).
Assim, diante da decisão do Supremo, a questão está ERRADA, já que
não há necessidade de autorização legal para que as empresas
públicas e sociedades de economia mista gozem de privilégios fiscais.
Se elas explorarem atividade econômica não poderão gozar de
privilégios fiscais não extensivos às empresas do setor privado. Se elas

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forem prestadoras de serviço público poderão gozar desses privilégios


independentemente de previsão legal.
46)(ESAF/ANALISTA DE FINANÇAS E CONTROLE/CGU/2006) A lei que
instituir contribuição de intervenção no domínio econômico
relativa às atividades de importação ou comercialização de
petróleo e seus derivados, gás natural e seus derivados e álcool
combustível não poderá fixar a alíquota da contribuição
diferenciada por produto ou uso.
Item errado.
Tratemos agora do último assunto a se destacar, com relação à ordem
econômica constitucional: Contribuição de Intervenção no Domínio
Econômico sobre combustíveis – CIDE-combustíveis.
A CIDE-combustíveis está disciplinada no art. 177, § 4°, da CF/88 e foi
criada pela Emenda Constitucional nº 33, de 2001:
“§ 4º. A lei que instituir contribuição de intervenção no domínio
econômico relativa às atividades de importação ou comercialização
de petróleo e seus derivados, gás natural e seus derivados e álcool
combustível deverá atender aos seguintes requisitos:
I - a alíquota da contribuição poderá ser:
a) diferenciada por produto ou uso;
b) reduzida e restabelecida por ato do Poder Executivo, não se lhe
aplicando o disposto no art. 150,III, b;
II - os recursos arrecadados serão destinados:
a) ao pagamento de subsídios a preços ou transporte de álcool
combustível, gás natural e seus derivados e derivados de petróleo;
b) ao financiamento de projetos ambientais relacionados com a
indústria do petróleo e do gás;
c) ao financiamento de programas de infra-estrutura de transportes.”
Observa-se que está ERRADA a questão, tendo em vista que, nos termos
do art. 177, § 4°, I, “a”, a alíquota da CIDE-combustíveis poderá ser
diferenciada por produto ou uso.
Por fim, vale destacar que as Contribuições de Intervenção no Domínio
Econômico – CIDEs são instrumentos para a atuação da União na área
econômica, sendo a CIDE-combustíveis uma contribuição desse tipo.
Daí decorre a possibilidade de diferenciar a alíquota por uso, a não-
observância do princípio da anterioridade na redução e
restabelecimento de alíquota (devido à necessidade de rapidez na
medida) e as destinações dos recursos expressamente estabelecidas no
art. 177, § 4°, II da CF/88.

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47)(ESAF/AFRF/2005) À redução e ao restabelecimento da


contribuição de intervenção no domínio econômico relativa às
atividades de comercialização de petróleo e seus derivados,
aplica-se o princípio da anterioridade.
Item errado.
A questão se refere ao artigo 177, § 4°, I, “b”:
“§ 4º. A lei que instituir contribuição de intervenção no domínio
econômico relativa às atividades de importação ou comercialização
de petróleo e seus derivados, gás natural e seus derivados e álcool
combustível deverá atender aos seguintes requisitos:
I - a alíquota da contribuição poderá ser:
a) diferenciada por produto ou uso;
b) reduzida e restabelecida por ato do Poder Executivo, não se lhe
aplicando o disposto no art. 150, III, b.”
Observa-se que esse dispositivo constitucional faz remissão ao princípio
da anterioridade tributária do exercício financeiro (art. 150, III, “b”), que
não se aplica à CIDE-combustíveis, no tocante à redução e
restabelecimento de alíquota.
Ou seja, a alíquota da contribuição poderá ser reduzida e restabelecida
por ato do Poder Executivo, não se lhe aplicando o princípio da
anterioridade do exercício financeiro.
Caro amigo, só podemos agradecer pela confiança e desejar-lhe boa
sorte na sua prova!
Um grande abraço.
Vicente e Fred

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RELAÇÃO DAS QUESTÕES COMENTADAS NESTA AULA


1) (ESAF/PROCURADOR DA FAZENDA/PGFN/2007) Apenas com o
processo de redemocratização do país, implementado por meio
da Constituição de 1946, é que tomou assento a ideologia do
Estado do Bem-Estar Social, sob a influência da Constituição
Alemã de Weimar, tendo sido a primeira vez que houve inserção
de um título expressamente destinado à ordem econômica e
social.
2) (ESAF/AFRF/2005) A adoção da dignidade humana como
fundamento da República Federativa do Brasil tem reflexos, no
texto constitucional brasileiro, tanto na ordem econômica como
na ordem social.
3) (ESAF/PROCURADOR DA FAZENDA/PGFN/2006) Nos termos da
Constituição, a ordem econômica, fundada na valorização do
trabalho humano e na livre iniciativa, tem por fim assegurar a
todos existência digna, conforme os ditames da justiça social,
observados os seguintes princípios:
a) obediência aos tratados internacionais de que o Brasil seja
signatário, propriedade privada, função social da propriedade, livre
concorrência, defesa do consumidor, defesa do meio ambiente,
inclusive mediante tratamento diferenciado conforme o impacto
ambiental dos produtos e serviços e de seus processos de
elaboração e prestação, redução das desigualdades regionais e
sociais, busca do pleno emprego, tratamento favorecido para as
empresas de pequeno porte constituídas sob as leis brasileiras e que
tenham sua sede e administração no País.
b) soberania nacional, propriedade privada, função social da
propriedade, livre concorrência, defesa do consumidor, defesa do
meio ambiente, inclusive mediante tratamento diferenciado
conforme o impacto ambiental dos produtos e serviços e de seus
processos de elaboração e prestação, redução das desigualdades
regionais e sociais, busca do pleno emprego, tratamento favorecido
para as empresas de pequeno porte constituídas sob as leis
brasileiras e que tenham sua sede e administração no País.
c) defesa intransigente do patrimônio nacional, propriedade
privada, função social da propriedade, livre concorrência, defesa do
consumidor, defesa do meio ambiente, inclusive mediante
tratamento diferenciado conforme o impacto ambiental dos
produtos e serviços e de seus processos de elaboração e prestação,
redução das desigualdades regionais e sociais, busca do pleno
emprego, tratamento favorecido para as empresas de pequeno

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porte constituídas sob as leis brasileiras e que tenham sua sede e


administração no País.
d) soberania nacional, propriedade privada, função social da
propriedade, livre concorrência, direitos humanos, defesa do
consumidor, defesa do meio ambiente, inclusive mediante
tratamento diferenciado conforme o impacto ambiental dos
produtos e serviços e de seus processos de elaboração e prestação,
redução das desigualdades regionais e sociais, busca do pleno
emprego, tratamento favorecido para as empresas de pequeno
porte constituídas sob as leis brasileiras e que tenham sua sede e
administração no País.
e) soberania nacional, propriedade privada, função social da
propriedade, livre concorrência, defesa do consumidor, defesa do
meio ambiente, inclusive mediante tratamento diferenciado
conforme o impacto ambiental dos produtos e serviços e de seus
processos de elaboração e prestação, redução das desigualdades
regionais e sociais, busca do pleno emprego, tratamento favorecido
para as empresas de pequeno e médio porte constituídas sob as leis
brasileiras e que tenham sua sede e administração no País.
4) (ESAF/PROCURADOR DA FAZENDA/PGFN/2007) Na perspectiva
da livre concorrência, consagrada no Texto Constitucional, deve
ser considerado inconstitucional o tratamento diferenciado que a
lei conferir a empresas constituídas sob as leis brasileiras.
5) (ESAF/PROCURADOR DA FAZENDA/PGFN/2007) A redução das
desigualdades sociais e regionais e a busca do pleno emprego
são princípios constitucionais que expressamente vinculam a
ordem econômica brasileira.
6) (ESAF/PROCESSO SELETIVO SIMPLIFICADO/2008) É assegurado a
todos o livre exercício de qualquer atividade econômica,
independentemente de autorização de órgãos públicos, salvo
nos casos previstos em lei.
7) (ESAF/APO/MPOG/2008) Ressalvados os casos já existentes
quando da promulgação da Constituição, a exploração direta
de atividade econômica pelo Estado só será permitida quando
necessária aos imperativos da segurança nacional ou a relevante
interesse coletivo conforme definidos em lei.
8) (ESAF/PROCURADOR DA FAZENDA/PGFN/2007) As empresas
públicas se sujeitam ao regime jurídico próprio das empresas
privadas, inclusive quanto aos direitos e obrigações trabalhistas,
motivo pelo qual não necessitam observar a regra rígida de
contratação de servidores mediante concurso público.

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9) (ESAF/ACE/TCU/2006) De acordo com a Constituição Federal, a


prestação de serviços públicos dar-se-á diretamente pelo Poder
Público ou mediante concessão ou permissão. O texto
constitucional prevê, ainda, lei que regrará esta prestação.
Assinale, no rol abaixo, o instituto que não está mencionado na
norma constitucional como diretriz para esta mencionada lei.
a) Direitos dos usuários.
b) Política tarifária.
c) Obrigação de manter serviço adequado.
d) Condições de caducidade e rescisão da concessão ou
permissão.
e) Critérios de licitação para a escolha dos concessionários ou
permissionários.
10)(ESAF/PROCESSO SELETIVO SIMPLIFICADO/2008) A lei disciplinará,
com base no interesse nacional, os investimentos de capital
estrangeiro, incentivará os reinvestimentos e regulará a remessa
de lucros.
11)(ESAF/PROCESSO SELETIVO SIMPLIFICADO/2008) A exploração
direta de atividade econômica pelo Estado será permitida sem
restrições.
12) (ESAF/ANALISTA JURÍDICO/SEFAZ-CE/2007) O Estado deve atuar
como agente regulador da atividade econômica. Nessa tarefa,
exercerá as funções de fiscalização e incentivo. O planejamento,
por sua vez, por atribuição constitucional, deverá ser exercido
pelo setor privado.
13) (ESAF/AFRF/2005) Nos termos da Constituição Federal, havendo
reciprocidade de tratamento, o atendimento de requisições de
documento ou informação de natureza comercial, feitas por
autoridade administrativa ou judiciária estrangeira a pessoa física
ou jurídica residente ou domiciliada no País, não dependerá de
autorização do Poder competente.
14) (ESAF/ANALISTA JURÍDICO/SEFAZ-CE/2007) Na exploração direta
de atividade econômica por sociedade de economia mista,
poderá ser editada lei ordinária que, dispondo de forma
diferenciada quanto à contratação de obras e serviços, a
desobrigue de observar os princípios gerais de licitação e restrinja
a aplicação do princípio da publicidade.
15) (ESAF/PROCURADOR DA FAZENDA/PGFN/2006) Certas atividades
que constituem monopólio da União somente podem ser
realizadas por empresas estatais.

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16) (ESAF/PROCESSO SELETIVO SIMPLIFICADO/2008) O transporte


marítimo do petróleo bruto de origem nacional ou de derivados
básicos de petróleo produzidos no País, bem assim o transporte,
por meio de conduto, de petróleo bruto, seus derivados e gás
natural de qualquer origem constituem monopólio da União.
17)(ESAF/AUDITOR FISCAL/ SEFAZ-CE/1998) A pesquisa e a lavra de
recursos minerais poderão ser efetivadas mediante autorização
ou concessão da União a empresas brasileiras ou estrangeiras.
18) (ESAF/APO/MPOG/2008) As jazidas, em lavra ou não, e demais
recursos minerais e os potenciais de energia hidráulica constituem
propriedade distinta da do solo, para efeito de exploração ou
aproveitamento, garantida à União a propriedade do produto da
lavra.
19)(ESAF/ANALISTA DE FINANÇAS E CONTROLE/CGU/2006) As
cooperativas de garimpeiros sempre terão prioridade na
concessão de lavra dos recursos e jazidas de minerais
garimpáveis.
20)(ESAF/PROCESSO SELETIVO SIMPLIFICADO/2008) Não dependerá
de autorização ou concessão o aproveitamento do potencial de
energia renovável de capacidade reduzida.
21)(ESAF/AFRF/2005) Nos termos da Constituição Federal, pode a
União contratar com particulares a realização de lavra e
enriquecimento de minérios e minerais nucleares.
22) (ESAF/AFRF/2005) A Constituição Federal veda o transporte de
mercadorias na cabotagem por embarcações estrangeiras.
23) (ESAF/ANALISTA JURÍDICO/SEFAZ-CE/2007) A defesa do meio
ambiente constitui um dos princípios informadores da atividade
econômica, inclusive mediante tratamento diferenciado
conforme o impacto ambiental dos produtos e serviços e de seus
processos de elaboração e prestação.
24)(ESAF/ANALISTA JURÍDICO/SEFAZ-CE/2007) A função social da
propriedade constitui um dos princípios informadores da atividade
econômica, imprimindo a idéia de que a propriedade privada
deve servir aos interesses da coletividade. Todavia, a
inobservância a esse princípio não é capaz de promover
limitação de caráter perpétuo à propriedade urbana ou rural.
25)(ESAF/ANALISTA JURÍDICO/SEFAZ-CE/2007) O sistema financeiro
nacional, estruturado de forma a promover o desenvolvimento
equilibrado do País e a servir aos interesses da coletividade, não
abrange as cooperativas de crédito.
26) (ESAF/ANALISTA DE FINANÇAS E CONTROLE/CGU/2006) Como
agente normativo e regulador da atividade econômica, o Estado

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exercerá, na forma da lei, as funções de fiscalização, incentivo e


planejamento, sendo este, em razão da isonomia concorrencial,
indicativo tanto para o setor público como para o setor privado.
27)(ESAF/ANALISTA DE FINANÇAS E CONTROLE/CGU/2006) A União
poderá contratar com empresas estatais ou privadas a refinação
do petróleo nacional ou estrangeiro, observadas as condições
estabelecidas em lei.
28)(ESAF/ANALISTA DE FINANÇAS E CONTROLE/CGU/2006) A
navegação de cabotagem é privativa de embarcações
nacionais, salvo caso de necessidade pública, hipótese em que é
autorizada a contratação de embarcação estrangeira, atendido
o princípio da reciprocidade.
29)(ESAF/PROCURADOR DA FAZENDA/PGFN/2006) As empresas
públicas e sociedades de economia mista, bem como suas
subsidiárias, possuem regime jurídico próprio, que prevalece sobre
o regime jurídico aplicável às empresas privadas.
30) (ESAF/PROCURADOR DA FAZENDA/PGFN/2006) Nos conselhos de
administração e fiscais das sociedades de economia mista, não
se admite a participação de acionistas minoritários.
31) (ESAF/PROCURADOR DA FAZENDA/PGFN/2006) Todas as
atividades que constituem monopólio da União podem ser
realizadas tanto por empresas estatais como por empresas
privadas.
32) (ESAF/APO/MPOG/2005) A exploração direta de atividade
econômica pelo Estado só será permitida quando necessária ao
relevante interesse coletivo, conforme definido em lei.
33)(ESAF/APO/MPOG/2005) Como agente normativo da atividade
econômica, o Estado exercerá, na forma da lei, as funções de
fiscalização e planejamento, sendo este determinante, tanto para
o setor público, como para o setor privado.
34) (ESAF/APO/MPOG/2005) As concessões de lavra de jazidas e
demais recursos minerais poderão ser cedidas total ou
parcialmente sem prévia anuência do poder concedente, sendo
necessária tão-somente a comunicação da cessão.
35) (ESAF/APO/MPOG/2005) Constituem monopólio da União a
pesquisa e a lavra das jazidas de petróleo e gás natural e o
transporte marítimo do petróleo bruto de origem nacional, sendo
que a União poderá contratar empresa estatal ou privada para a
realização dessas atividades.
36) (ESAF/AUDITOR FISCAL/ SEFAZ-CE/1998) A Constituição Federal
preconiza o incentivo à empresa brasileira de capital nacional.

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37)(ESAF/AUDITOR FISCAL/ SEFAZ-CE/1998) O transporte de


mercadorias na cabotagem e a navegação interior são privativos
de empresas brasileiras.
38) (ESAF/AUDITOR FISCAL/ SEFAZ-CE/1998) A pesquisa e a lavra das
jazidas de Petróleo, bem como a pesquisa, a lavra, o
enriquecimento, o reprocessamento, a industrialização e o
comércio dos minerais nucleares poderão ser objeto de contrato
com empresas estatais ou privadas.
39) (ESAF/PROCURADOR/BACEN/2001) A Constituição situa a
exploração direta da atividade econômica do Estado como
tarefa típica e ordinária do Estado.
40) (ESAF/ADVOGADO/IRB/2006) Em razão de alteração do texto
original da Constituição Federal de 1988, o aproveitamento do
potencial de energia renovável de capacidade reduzida, por
particular, dependerá de autorização expressa da União.
41) (ESAF/ANALISTA DE CONTROLE EXTERNO/TCU/2006) A concessão
ou permissão, feita pelo Poder Público a pessoa física ou jurídica,
para prestação de serviços públicos, regra geral será precedida
de licitação, podendo esta ser dispensada nas hipóteses previstas
de forma expressa no texto constitucional.
42) (ESAF/ANALISTA DE CONTROLE EXTERNO/TCU/2006) A
Constituição Federal veda, por razões de segurança nacional,
que o transporte de produtos sensíveis na cabotagem seja feito
por embarcações estrangeiras.
43) (ESAF/ANALISTA DE FINANÇAS E CONTROLE/CGU/2006) Um dos
princípios constitucionais da ordem econômica é o tratamento
favorecido das empresas brasileiras de capital nacional de
pequeno porte.
44) (ESAF/AFRF/2005) As autorizações para pesquisa de recursos
minerais serão concedidas sem prazo determinado, porém não
poderão ser cedidas ou transferidas, total ou parcialmente, sem
prévia anuência do poder concedente.
45) (ESAF/APO/MPOG/2005) A empresa pública que explore
prestação de serviço poderá, desde que com autorização legal,
gozar de privilégio não extensivo às empresas do setor privado.
46) (ESAF/ANALISTA DE FINANÇAS E CONTROLE/CGU/2006) A lei que
instituir contribuição de intervenção no domínio econômico
relativa às atividades de importação ou comercialização de
petróleo e seus derivados, gás natural e seus derivados e álcool
combustível não poderá fixar a alíquota da contribuição
diferenciada por produto ou uso.

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47)(ESAF/AFRF/2005) À redução e ao restabelecimento da


contribuição de intervenção no domínio econômico relativa às
atividades de comercialização de petróleo e seus derivados,
aplica-se o princípio da anterioridade.

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GABARITOS OFICIAIS

1) E 13)E 25)E 37)E


2) C 14)E 26)E 38)E
3) B 15)C 27)C 39)E
4) E 16)C 28)E 40)E
5) C 17)E 29)E 41)E
6) C 18)E 30)E 42)E
7) E 19)E 31)E 43)E
8) E 20)C 32)E 44)E
9) E 21)E 33)E 45)E
10)C 22)E 34)E 46)E
11)E 23)C 35)C 47)E
12)E 24)E 36)E
 

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