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e não pode ser reproduzido ou repassado para terceiros. 15/04/2021 21:21:43

INTRODUÇÃO

O presente trabalho refere-se ao desenvolvimento infantil, especificamente


em relação a aspecto físico, perceptual, cognitivo, linguagem, personalidade,
família e social do caso estudado.
É objetivo deste trabalho compreender a situação problema apresentada
através de pesquisa bibliográfica, articulando pesquisa e teoria.
Está organi zado em nove tópicos que apresentam as teorias de autores
respeito do dos fenômenos do desenvolvimento da criança.
A metodologia utilizada foi a pesquisa bibliográfica, a fim de auxiliar o
entendimento do que se encontra por trás de cada comportamento, bem como
esclarecer como cada um ocorre e porque ocorrem.

DESENVOLVIMENTO TEÓRICO

Desenvolvimento esperado (segunda e terceira infância):

Dos dois aos quatro anos de idade:

Físico: Curva de crescimento se estabiliza, corre facilmente entre os dois


e três anos, equi libra-se em apenas um dos pés aos 3 anos, caminha nas pontas
dos pés entre os 3 e quatro anos, anda de triciclo entre 3 e 4 anos, é
necessário gordura na dieta para maturação do cérebro, primeira ida ao dentista.

Cognitivo: Utiliza símbolos e esquemas figurativos, egocentrismo,


animismo e centração, estágio da fala egocêntrica, conhece 600 palavras aos
dois anos e meio.

Socioemocional: Apresenta identidade de gênero aos dois anos, inicia-se


o estágio de Iniciativa vs. Culpa de Erikson, alcança estabilidade de gênero aos
quatro anos, brincar cooperativo aos três anos, prefere parceiros do mesmo
sexo para brincar, experiência modifica o temperamento.
Dos quatro aos seis anos de idade:

Físico: Salta e pula em pés alternados, escreve e desenha figuras,


caminha sobre barra de 2 polegadas aos 4 anos, chuta e pega bola, enfileira
contas de um colar, bate bola com taco, visão periférica se desenvolve

Cognitivo: princípio da fala crença, logica transdutiva, conhece 15 mil


palavras aos 6 anos, explosão gramatical, consciência fonológica, escores de QI se
estabilizam, habilidades de metamemoria aparecem.

Socioemocional: Possui constância de gênero, tem amizades


estáveis, selfie categórico baseado em características físicas e
habilidades, tem percepção de pessoa, corresponde ao estágio de realismo
de Piaget.

Dos seis aos nove anos de idade:

Físico: Usa tesouras e outras ferramentas, anda de bicicleta, desenvolve


atenção seletiva, desenvolve orientação seletiva, obtém orientação direito-
esquerdo relativa aos 8 anos, possui percepção e cognição espacial, adrenarca.

Cognitivo: Percebe a conservação de números, líquidos e massa, tem


bom raciocínio indutivo e fraco raciocínio dedutivo, melhora a eficiência da
memória de trabalho, alcança o estágio de discurso interno de Vygotsky, está no
estágio operatório- concreto de Piaget.

Socioemocional: Estágio de diligencia versus inferioridade de Erikson,


estagio de empatia pelo sentimento dos outros de Hoffman, segregação de gênero
rígida nos ambientes sociais com regras informais para violação de limites,
relativismo moral de Piaget aos 8 anos, surgimento dos Cinco Grandes traços de
personalidade, meni nos e meninas interagem de maneira diferente com parceiros
de mesmo sexo.

O desenvolvimento cognitivo segundo Vygotsky:

Lev Semenovitch Vygotsky (1896 – 1934), foi um psicólogo, proponente da


Psicologia cultural-hi stórica. Pensador i mportante em sua área e época, foi pioneiro
no conceito de que o desenvolvimento intelectual das crianças ocorre em função
das
interações sociais e condições de vida.
Vygotsky afirmava que os seres humanos aprendem na medida em que
interagem com outros. O conhecimento, acreditava ele, deriva-se da cultura humana.
O pensamento é determinado pelas pressuposições sociais e históricas
daqueles que povoam o mundo da criança. Vygotsky não ignorava inteiramente as
contribuições da natureza, ou predisposições biológicas, e acreditava que antes de
as crianças desenvolverem a fala, a maior parte de suas respostas derivam -se de
dados básicos, biológicos. Especificamente, a criança se desenvolve cognitivamente,
à medida que se comunica com as figuras significativas com quem tem contato. O
conhecimento que é compartilhado pelas pessoas no mundo da criança -
conhecimento a respeito de como falar, resolver problemas, lembrar, ou prestar
atenção - é transmitido à criança que está ativamente buscando esse conhecimento.
Para Vygotsky, o desenvolvimento poderia ser descrito por meio da palavra
russa obuchnie, que significa ensinar e aprender; as crianças se desenvolvem e
são desenvolvidas.
Vygotsky acreditava que a distância entre esses dois níveis de funcionamento,
que ele chamava de zona de desenvolvimento próximo, era a área dentro da qual a
aprendizagem da criança se realiza. O nível real de funcionamento da criança é
descrito pelos processos mentais que ele ou ela já pode regular, pelas situações
em que ele ou ela pode agir de maneira independente e autônoma.
O nível potencial de desenvolvimento dessa mesma criança é descrito pelas
funções psicológicas que ele ou ela está começando a dominar. Neste nível de
funcionamento potencial, a criança ainda precisa da ajuda de alguém. A zona de
desenvolvimento próximo representa a área entre os níveis real e potencial de
funcionamento, uma área de prontidão e sensibilidade. Quando um adulto faz
exigências à criança, exigências um pouco além da capacidade da criança - talvez
perguntando questões i nvestigadoras ou problemas intrigantes - a criança tem que
"se esticar" mentalmente para resolver ou fazer sentido do problema.
A criança ativamente luta pela solução e eventualmente internaliza o caminho
para a solução. Obviamente se o adulto torna tarefa fácil demais ou difícil demais,
a criança não luta pela solução e não faz progresso. Uma criança ficará excitada
se a professora lhe der problemas de adição ou subtração que estão bem na
fronteira de sua compreensão, mas ficará decepcionada se os problemas forem
simples demais ou avançados demais.
Muitas crianças no período da segunda infância, podem sofrer dificuldades
em dormirem sozinhas e é papel importante dos pais ou cuidadores, participar
desse processo de forma consciente e construtiva, pois este fator está diretamente
ligado com a forma em que os adultos lidam com este tipo de situação. Muitas
vezes é um processo ca nsativo e requ er medidas mais firmes dos pais/cuidado res, a fim
de que mostre a criança que existe um espaço a ser respeitado e que ela também
estará segura e confortável dormindo em seu próprio quarto. Neste caso podemos
destacar a teoria comportamental do desenvolvimento chamado Condicionamento
Operante de Skinner.

Condicionamento Operante de Skinner

Burrhus Frederic Ski nner (1953


– 1980) foi um autor e psicólogo norte-
americano. Ele acreditava que teríamos algo como mente, mas que estudar
comportamentos observáveis ao invés de eventos mentais seria mais produtivo.
Para ele, a melhor maneira de compreender um comportamento seria a de olhar
para as causas e consequências do mesmo, situação essa a qual foi denominada
de condicionamento operante.
Skinner identificou três tipos de respostas ou operantes que podem ocorrer
após um comportamento:
• Operantes neutros: Respostas do ambiente que não aumentam e nem diminuem
a probabilidade de um comportamento se repetir.
• Reforçadores: Respostas do ambiente que aumentam a probabilidade do
comportamento se repetir, eles podem se apresentar como positivo, onde algo é
acrescentado ou negativo, onde o estímulo aversivo é retirado.
• Punidores: Respostas do ambiente que diminuem a probabilidade do
comportamento conti nuar ocorrendo, também podem se apresentar como positivo,
onde algo é acrescentado ou negativo, onde algo é retirado.

Egocentrismo segundo Jean Piaget

Jean William Fritz Piaget (1896 - 1980) foi um biólogo, psicólogo e


epistemólogo suíço, considerado um dos mais importantes pensadores do século
XX.
Defendeu uma abordagem interdisciplinar para a i nvestigação
epistemológica e fundou a Epi stemologia Genética, teoria do conhecimento com
base no estudo da gênese psi cológica pensamento humano. Piaget em sua
do
pesquisa dividiu os comportamentos em quatro estágios:

• 1º estágio: Sensório-motor (0 a 2 anos)


• 2º estágio: Pré-operatório (2 a 6 anos)
• 3º estágio: Operatório Concreto (7 a 11 ou 12 anos)
• 4º estágio: Operações formais (11 ou 12 anos em diante)
No Estagio Pré-operatório, ocorre o egocentrismo que é uma característica
das crianças pequenas (entre 2 a 6 anos) onde elas possuem a incapacidade de
considerar o ponto de vista de outra pessoa. As crianças dessa fase têm tendência
a pensar que cada um dos seus sentidos, motivos ou explicações é também o das
outras pessoas. Acreditam, portanto, que tais sentimentos e motivos podem ser
perfeitamente compreendidos por todos.
O pensamento egocêntrico caracteriza-se por suas centrações, ou seja, em vez
de adaptar-se objetivamente a realidade, ele se modela segundo o ponto de vista
da pessoa que o produz deformando as relações existentes entre os fatos, em
como suas características essenciais.
A criança tem noção total egocêntrica, todo mundo vive em função dele e
quer a explicação de tudo e dificilmente aceita mudanças.
Observa-se que nessa fase as crianças começam a frequentar a pré-escola e
é esperado que agora ela já esteja apta para experimentar o convívio com outras
crianças de sua idade.
Segundo Piaget, a criança da terceira infância se encontra no Estagio
Operatório-Concreto desenvolvendo um bom raciocínio onde, por exemplo, na
escola ela desenvolve um bom raciocínio indutivo e fraco raciocínio dedutivo.
Isso pode influenciar em seu desempenho, visto que a criança começa a lidar
com conceitos como os números e relações. É caracterizado por uma lógica
interna consistente e pela habilidade de solucionar problemas concretos. Neste
momento, egocentrismo passa a ser menos visível nas crianças. Isso quer di zer que
a linguagem se torna mais socializada e a criança será capaz de levar em conta
o
ponto de vista do outro. Dessa forma, objetos e pessoas passam a ser mais bem
explorados nas interações das crianças. Inicia-se sua capacidade de estabelecer
relações que permitam a coordenação de pontos de vistas diferentes e de cooperar
com os outros.
Embora a criança consiga raciocinar de forma coerente, tanto os esquemas
conceituais como as ações executadas mentalmente se referem, nesta fase, a
objetos ou situações passíveis de serem manipuladas ou imaginadas de forma
concreta. Isso quer di zer que a capacidade de reflexão aperfeiçoa-se, mas sempre
baseada em situações concretas e lógicas: para ocorrer a compreensão, são
necessárias comparações do que é aprendido com o que já é conhecido ou está
sendo fisicamente visualizado. A criança só consegue pensar corretamente em
materiais que pode visualizar e experimentar, pois ainda não consegue pensar
abstratame nte.

A Teoria Psicossocial do Desenvolvimento por Erikson

Erik Erikson (1902 - 1994) foi um psicanalista responsável pelo


desenvolvimento da Teoria do Desenvolvimento Psicossocial na Psicologia e um
dos teóricos da Psicologia do desenvolvimento.
Para Erikson o crescimento psicológico ocorre através de estágios e fases,
não ocorre ao acaso e depende da interação da criança com o meio que a
rodeia. Sugerindo que em cada estágio o ego passa por uma crise e cada crise,
a personalidade vai se reestruturando e se reformulando de acordo com as
experiências vividas, enquanto o ego vai se adaptando a seus sucessos e
fracassos.
Pode ser di vidida em:
• Confiança Básica x Desconfiança Básica (até 1 ano de idade)

Autonomia x Vergonha e Dúvida (dos 2 aos 3 anos)

• Iniciativa x Culpa (dos 4 aos 5 anos)
• Construtividade x Inferioridade (dos 6 aos 11 anos)
Identidade x Confusão de Papeis (dos 12 aos 18 anos)
• Intimidade x Isolamento (jovem adulto)

Produtividade x Estagnação (meia idade)

Integridade x Desesperança (velhice)

Dos dois aos três anos passa a ter controle sobre suas necessidades
fisiológicas e higiene pessoal. Ganha autonomia, confiança e liberdade para
explorar novas coisas. Porém se caso a criança for criticada ela desenvolverá
vergonha quanto suas capacidades de “se virar sozinha” e sente-se que não
pode ser dependente.
Nota-se nas crianças de 4 a 5 anos a curiosidade quanto as diferenças
sexuais, papéis da mulher e do homem no ambiente familiar e ao mundo que a
cerca. C aso e ssa cu riosida de for reprimida/castig ada , e la pode dese n volve r
sentimen to de culpa resultando na diminuição da iniciativa e vontade de conhecer
e aprender coisas novas.
Dos 6 aos 11, espera-se que neste período a criança se encontre em
ambiente escolar e esteja no convívio de outras pessoas fora do núcleo familiar.
Isso exige da criança maior sociabilização, trabalho em equipe e
cooperatividade. Caso tenha dificuldades em exercer tais funções, as outras
crianças irão critica-la, criando um sentimento de interiorização e prejudicando
fortemente sua noção de construtividade.

Filhos únicos

Os filhos únicos podem ser conhecidos como mimados, egoístas,


solitários ou desajustados, porém pode ocorrer que os filhos únicos tenham um
desempenho ligeiramente melhor que a crianças com irmãos. Eles tendem a
ser mais motivados para realizações e ter a autoestima ligeiramente mais alta;
e não diferem em ajustamento emocional, sociabilidade ou popularidade.
De acordo com a teoria evolucionista, os pais que têm tempo e recursos
limitados ao seu dispor focalizam mais atenção nos filhos únicos, falam mais
coisas com eles, e esperam mais deles do que os pais com mais de um filho.

O divórcio como fator traumático


Alguns fatores podem ser traumáticos para as crianças em seu
desenvolvimento. No caso do divórcio é importante observar que alguns dos
efeitos negativos se devem a fatores que estavam presentes antes, tais como
temperamento difícil da criança e o conflito conjugal excessivo.
Os grandes fatores relacionados a divorcio são conflito parental, pobreza,
rupturas na rotina diária. Nos primeiros anos depois do divórcio, as crianças
costumam apresentar declínios no desempenho escolar e um comportamento
mais agressivo, intransigente, negativo ou deprimido.
Como regra geral esses efeitos negativos são mais pronunciados nos
meni nos do que nas meni nas. Estudos constataram que os efeitos do
divórcio são mais severos quando os pais se divorciam durante a segunda
infância, resultando em mais problemas na fase da meninice (9 aos 12 anos).
É importante que os pais, nesse estágio, se atentem ao desenvolvimento
dos valores morais e que dialoguem sobre eles. Acompanhem o
desenvolvimento escolar fornecendo elogios quando merecido; dialoguem
respeitosamente sobre o dia a dia da criança visando a detectar seus conflitos
afim de que auxiliem as crianças na construção da segurança e da confiança
em si mesmos.

SITUAÇÃO PROBLEMA E REFLEXÃO

“Salomão e Romana vão à sua procura para tentar resolver um problema


prático com seu filho Salim que tem atualmente 8 anos. O casal resolveu se
separar e busca uma orientação sobre o filho, pois têm dúvidas se ele
conseguirá aceitar esse momento.
Os pais contam que aos três anos Salim, sempre que possível buscava
dormir na cama com eles. Para isso ele insistia muito, com suplícios e soluços.
Após 3 ou 4 noites, os pais cediam, pois acabavam com pena da criança. Quando
não cediam, ele dormia no próprio quarto, mas ao longo da madrugada, Salim
mudava-se para a cama dos pais, entre os dois e os mesmos, muito sonolentos,
nadafaziam.
Aos 5 anos ele começou a frequentar a escola. Todos os dias selecionava
quem ia busca-lo: ora a mãe, ora o pai. E se caso os pais trocavam na hora de
pegá- lo, ele armava uma gritaria na porta da escola e não queria ir embora para
casa enquanto a pessoa desejada não chegasse. As professoras e a direção da
escola achavam tudo muito estranho, pois no dia-a-dia das atividades ele se
saia muito bem.
O casal sempre deu todos os presentes que o filho solicitava. Agora com a
separação sabem que o padrão econômico de vida de ambos irá ser reduzido
pela metade e com isso estão preocupados em não poder atender todas as
necessidades do filho. E há uma grande probabilidade de Salomão ser transferido
de cidade, sendo essa uma das principais razões da separação, pois Romana
não quer abandonar os pais a quem dedica boa parte do seu tempo, mesmo
estes não tendo nenhum problema.
Atualmente, Salim está no 3º ano do ensino fundamental, mas a
coordenação da escola já comunicou que se ele não se dedicar mais,
provavelmente será retido, já que no ano anterior foi aprovado pelo conselho de
classe que considerou as dificuldades dos pais na sua educação. Vem
apresentando problemas em matemática (não consegue compreender
multiplicação e divisão) e em português troca letras e na escrita troca “p com q”
e “b com d”. Quando vai ler algo em sala gagueja e troca também algumas
letras.

Possui alguns amigos, mas nas brincadeiras é ele quem sempre


determina as regras. Quando alguma criança propõe algo diferente, ele afirma
que essa não é a forma correta, que deve ser outro jogo e ele não quer.”
Com base nas pesquisas que fizemos os pais de Salim incoerentemente
tiveram algumas atitudes que resultaram no garoto fazendo assim ele ter
algumas características não apropriadas para a idade dele.
Utilizando do pensamento em que filhos únicos tendem a ser tratados de
maneira diferenciada, levamos a crer que os pais não medem esforços para dar à
criança tudo que ela quer e muitas vezes coisas que não precisa. Isso resulta
em uma certa acomodação pela parte da criança fazendo com que ela tenha
plena consciência que mesmo aos gritos e birras, os pais estarão sempre
dispostos a prover. Vemos que Salim sempre conseguia o que queria através
de sua insistência.
No caso dele nunca dormir sozinho, sempre fazendo com que os pais o
permitissem escolher onde iria dormir. O mesmo pensamento foi válido ao
considerar que era ele quem escolhia quem o iria buscar na escola. Em
contrapartida os pais de Salim nada faziam, muitas vezes por receio e por falta de
instrumentos e conhecimentos, deixaram com que este tipo de comportamento
se estendesse de forma recorrente dos 3 aos 8 anos de idade do garoto.
Isso torna o fator divorcio mais complicado pois vemos que os pais
também não saberiam lidar com a resposta do filho sobre o assunto.
Uma criança aos 8 anos, como ele, pode apresentar uma grande tristeza
com a separação
dos pais, pela dificuldade de compreensão e pela perda dos
referenciais, e com essa separação pode piorar mais ainda seu rendimento,
principalmente escolar (como ele já vem apresentando) , seu temperamento e em
seu relacionamento e adaptações sociais.
Ao nos aprofundarmos no caso do divórcio, vimos que os efeitos
negativos podem estar relacionados anteriormente a outros fatores como
conflito conjugal dos pais; é necessário que se tenha uma atenção maior aos
motivos do divórcio e como os pais lidam com isso individualmente, evitando
assim que a criança passe na mesma intensidade por este momento delicado na
vida de um casal.
Com base nas teorias analisadas e na situação do problema, Salim
demonstra ser uma criança superativa e pode estar passando pelo transtorno de
conduta, que na infância pode causar vulnerabilidade, resultando em um
temperamento difícil, explosivo e o fazendo uma criança impulsiva. O seu baixo
rendimento escolar também pode estar associado a esse transtorno, que são
dificuldades na aprendi zagem e em relacionamentos com os pais, os colegas, ou
pessoas próximas, trazendo limitações.
É certo de que para uma melhora da situação citada, os pais têm um papel
importante e ativo na vida de Salim, reconhecendo seus erros e sempre
buscando estratégias claras que beneficiem não somente a eles, mas no
desenvolvimento da criança, nessa fase tão importante, que é a infância de seu
filho.

CONCLUSÃO

Neste trabalho foi abordado o caso de Salim, de oito anos, que apresentava,
segundo seus pais, problemas comportamentais.
Através da pesquisa científica dos fenômenos do desenvolvimento da criança

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