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Curso TEORIA LITERARIA
Teste QUESTIONÁRIO UNIDADE II
Iniciado 17/10/18 18:21
Enviado 17/10/18 18:31
Status Completada
Resultado da 3 em 3 pontos  
tentativa
Tempo decorrido 9 minutos
Resultados exibidos Todas as respostas, Respostas enviadas, Respostas corretas, Comentários, Perguntas
respondidas incorretamente
 Pergunta 1
0,3 em 0,3 pontos
As afirmações a seguir são da obra Os lusíadas:
I - É uma epopeia lusa, de Camões, escrita no século XVI, em plena
Renascença.
II - Compõe-se de 10 cantos, todos eles em oitavas, com rimas cruzadas,
sendo os dois últimos versos de rimas paralelas.
III - O número total de estrofes é de 1.102 oitavas, perfazendo um total de
8.816 versos.
Resposta Selecionada: d. 
Todas estão corretas.
Respostas: a. 
Apenas I está correta.
b. 
Apenas II está correta.
c. 
Apenas I e III estão corretas.
d. 
Todas estão corretas.
e. 
Apenas III está correta.
Feedback da Resposta: D. Justificativa: as informações condizem com a
resposta:
estrutura e a forma da obra de Camões.
 Pergunta 2
0,3 em 0,3 pontos
Atualmente, dentre os gêneros literários, um está esquecido pelos
escritores, em parte pelos padrões culturais do leitor atual e,
principalmente, pelo caráter obsoleto a que restringe a abordagem de
fatos e de personagens heroicos. Pode-se afirmar que esse gênero é o:
Resposta Selecionada: a. 
Épico.
Respostas: a. 
Épico.
b. 
Lírico.
c. 
Dramático.
d. 
Narrativo.
e. 
Jornalístico.
Feedback Resposta: A. Justificativa: a epopeia é um gênero todo escrito
da resposta:
em versos e muito extenso, chegando, dependendo da obra, a
mais de oito mil versos. Esse tipo de texto não atende mais à
demanda da sociedade contemporânea, criadora e fruto de
linguagem mais dinâmica e bem menos extensa. Hoje temos o
microconto, criado em 140 caracteres, como exemplo dessa
linguagem dinâmica e breve.
 Pergunta 3
0,3 em 0,3 pontos
Dado o poema a seguir, considere seus recursos poéticos:
Voo 
Alheias e nossas
as palavras voam.
Bando de borboletas multicores,
as palavras voam.
Bando azul de andorinhas,
bando de gaivotas brancas,
as palavras voam.
Voam as palavras
como águias imensas.
Como escuros morcegos
como negros abutres,
as palavras voam.

 
Oh! alto e baixo
em círculos e retas
acima de nós, em redor de nós
as palavras voam.

 
E às vezes pousam.
(MEIRELES apud GOUVEA, L. V. B. (org.). Ensaios sobre Cecília Meireles.
São Paulo: Fapesp/Humanitas, 2007, p. 251)

I - Podemos notar o desabrochar da subjetividade do poeta.


II - A palavra – matéria-prima do escritor literário – é metaforicamente comparada a um pássaro.
III - A seleção lexical no poema cria sinestesia, uma vez que a palavra é oral (audição) e é
comparada à borboleta multicolor (visão).
IV - Há ideias opostas em uma formação de antítese ao comparar a palavra à borboleta (sinônimo
de delicadeza) e às aves rapinas (sinônimo de agressividade).

Resposta Selecionada: e. 


Todas estão corretas.
Respostas: a. 
Apenas I e II estão corretas.
b. 
Apenas II está correta.
c. 
Apenas III e IV estão corretas.
d. 
Apenas I, III e IV estão corretas.
e. 
Todas estão corretas.
Feedback Resposta: E. Justificativa: no poema o leitor depara-se com
da resposta:
imagens metafóricas, em que a palavra é comparada tanto à
borboleta quanto à ave rapina. Ou seja, a palavra traz
suavidade, doçura, alegria, delicadeza, mas também traz
sentimentos e atitudes atrozes. Nessa comparação, o poema
marca a subjetividade, o ponto de vista de um “eu” sobre a
palavra.
 Pergunta 4
0,3 em 0,3 pontos
Dos trechos poéticos a seguir, indique aquele que possui rima pobre:
Resposta Selecionada: b. 
“Entre as ruínas de um convento,
de uma coluna quebrada
sobre os destroços, ao vento
vive uma flor isolada” (Alberto de Oliveira)
Respostas: a. 
“O coração que bate neste peito
e que bate por ti unicamente
o coração, outrora independente,
hoje humilde, cativo e satisfeito” (Luis Guimarães Jr.)
b. 
“Entre as ruínas de um convento,
de uma coluna quebrada
sobre os destroços, ao vento
vive uma flor isolada” (Alberto de Oliveira)
c. 
“Em cima daquele morro
passa boi, passa boiada;
também passa uma menina
de cabelo cacheado” (parlenda popular)
d. 
“Depois... Mas o lavor da taça admira
toca-a, e do ouvido aproximando-a às bordas
finas hás de lhe ouvir, canora e doce” (Alberto de
Oliveira)
e. 
“Ignota voz, qual se da antiga lira
Fosse encantada música das cordas,
Qual se essa voz de Anacreonte fosse” (Alberto de
Oliveira)
Feedback da Resposta: B. Justificativa: rima pobre é aquela constituída de
resposta:
palavras que pertencem à mesma classe gramatical. No caso,
“convento” (substantivo) rima com “vento” (também
substantivo) e “quebrada” rima com “isolada”, ambas
adjetivas.
 Pergunta 5
0,3 em 0,3 pontos
Em relação à poesia e ao poema, considera-se falsa a seguinte afirmativa:
Resposta c. 
Selecionada:
Um texto é poesia só porque é feito em verso.
Respostas: a.
Pode haver poesia em prosa e poesia em verso livre.
Sabemos que a poesia pode estar autenticamente presente
na prosa de ficção.
b.
O conteúdo do poema e a maneira como este é
subjetivamente abordado pela voz do sujeito aproxima o
crítico dos estudos da poesia, do que é abstrato.
c. 
Um texto é poesia só porque é feito em verso.
d. 
Pode ser feita em verso muita coisa que não é poesia.
e. 
O poema é a combinação de palavras, versos, sons e
ritmos. É o elemento concreto, o resultado da Arte.
Feedback da Resposta: C. Justificativa: a afirmação é falsa porque a
resposta:
poesia – elemento abstrato – pode ser encontrada em poema
(texto em verso), em texto em prosa ou até mesmo em uma
paisagem.
 Pergunta 6
0,3 em 0,3 pontos
Indique a obra que não segue a estrutura épica, mas que tem o caráter da
epopeia:
Resposta Selecionada: e. 
Os sertões, de Euclides da Cunha.
Respostas: a. 
Eneida, de Virgílio.
b. 
A divina comédia, de Dante.
c. 
Os lusíadas, de Camões.
d. 
Paraíso perdido, de Milton.
e. 
Os sertões, de Euclides da Cunha.
Feedback Resposta: E. Justificativa: Classicamente, as epopeias são
da resposta:
modeladas em verso e sempre tratam de algo grandioso. No
caso de Os sertões, trata-se de um texto em prosa (e não em
verso), mas há grandiosidade na obra, tal como ocorre na
epopeia. Muitos romances modernos são considerados
“épicos”.
 Pergunta 7
0,3 em 0,3 pontos
Leia o poema:
 
Soneto de separação
 
De repente do riso fez-se o pranto 
Silencioso e branco como a bruma 
E das bocas unidas fez-se a espuma 
E das mãos espalmadas fez-se o espanto. 

 
De repente da calma fez-se o vento 
Que dos olhos desfez a última chama 
E da paixão fez-se o pressentimento 
E do momento imóvel fez-se o drama. 

 
De repente, não mais que de repente 
Fez-se de triste o que se fez amante 
E de sozinho o que se fez contente. 

 
Fez-se do amigo próximo o distante 
Fez-se da vida uma aventura errante 
De repente, não mais que de repente. 

 
Oceano Atlântico, a bordo do Highland Patriot, a caminho da Inglaterra,
setembro de 1938.
(MORAES, Vinicius de. Antologia poética. São Paulo:
Companhia de Bolso, 2009, p. 114)

 
Sobre os recursos de linguagem empregados na construção do poema, temos:
I - As semelhanças sonoras entre palavras como “espalmadas” e “espanto”, “branco” e “bruma”,
exemplificam o uso de aliterações no texto.
II - A repetição, ao longo do poema, da expressão “de repente”, acentua a ideia de espanto trazido
pela separação.
III - O uso de algumas antíteses demonstra o contraste entre os momentos antes e depois da
separação.
IV - Na segunda estrofe, a palavra “vento” metaforiza a tranquilidade anterior à separação.

Resposta Selecionada: d. 


I, II e III.
Respostas: a. 
I e II.
b. 
I e IV.
c. 
III e IV.
d. 
I, II e III.
e. 
II, III e IV.
Feedback da Resposta: D. Justificativa: o poema é rico em linguagem
resposta:
poética, com o uso de aliteração, antítese e metáfora. No
entanto, o vento não é uma metáfora de tranquilidade, mas de
problemas advindos da separação.
 Pergunta 8
0,3 em 0,3 pontos
Leia um fragmento da epopeia Os lusíadas, de Camões, e verifique o
número de versos em cada estrofe. Depois, indique a classificação em
relação à estrutura das estrofes.

 
Canto I 

As armas e os Barões assinalados 


Que da Ocidental praia Lusitana 
Por mares nunca de antes navegados 
Passaram ainda além da Taprobana, 
Em perigos e guerras esforçados 
Mais do que prometia a força humana, 
E entre gente remota edificaram 
Novo Reino, que tanto sublimaram; 

E também as memórias gloriosas 


Daqueles Reis que foram dilatando 
A Fé, o Império, e as terras viciosas 
De África e de Ásia andaram devastando, 
E aqueles que por obras valerosas 
Se vão da lei da Morte libertando, 
Cantando espalharei por toda parte, 
Se a tanto me ajudar o engenho e arte. 

Cessem do sábio Grego e do Troiano 


As navegações grandes que fizeram; 
Cale-se de Alexandro e de Trajano 
A fama das vitórias que tiveram; 
Que eu canto o peito ilustre Lusitano, 
A quem Neptuno e Marte obedeceram. 
Cesse tudo o que a Musa antiga canta, 
Que outro valor mais alto se alevanta. 

 
(CAMÕES, Luis Vaz de. Os lusíadas. São Paulo: Cultrix, 1993, p. 21)

Resposta Selecionada: c. 


Oitava.
Respostas: a. 
Terceto.
b. 
Quarteto.
c. 
Oitava.
d. 
Irregular.
e. 
Décima.
Feedback da Resposta: C. Justificativa: a epopeia máxima da Língua
resposta:
Portuguesa – Os lusíadas – foi toda escrita na disposição
estrófica oitava. Ou seja, em cada estrofe há oito versos.
 Pergunta 9
0,3 em 0,3 pontos
Qual é a classificação quanto ao número de sílabas poéticas no poema
abaixo?
Vo
gar
Ro
lar
O
ar
do
lar
na 
flor

por
A-
mor 

 
(apud TAVARES, Hênio. Teoria Literária. Belo Horizonte: Itatiaia, 2002, p. 176)

Resposta Selecionada: a. 


Monossílabo.
Respostas: a. 
Monossílabo.
b. 
Dissílabo.
c. 
Trissílabo.
d. 
Hexassílabo.
e. 
Pentassílabo.
Feedback da Resposta: A. Justificativa: em cada verso há apenas uma
resposta:
sílaba poética, sendo classificada, por conseguinte, como
monossílaba.
 Pergunta 10
0,3 em 0,3 pontos
Sobre o aspecto formal do poema de Vinicius de Moraes, consideramos
correto:
Soneto de fidelidade
De tudo, ao meu amor serei atento 
Antes, e com tal zelo, e sempre, e tanto 
Que mesmo em face do maior encanto 
Dele se encante mais meu pensamento. 

 
Quero vivê-lo em cada vão momento 
E em louvor hei de espalhar meu canto 
E rir meu riso e derramar meu pranto 
Ao seu pesar ou seu contentamento. 

 
E assim, quando mais tarde me procure 
Quem sabe a morte, angústia de quem vive 
Quem sabe a solidão, fim de quem ama 

 
Eu possa me dizer do amor (que tive): 
Que não seja imortal, posto que é chama 
Mas que seja infinito enquanto dure.

 
(MORAES, Vinicius de. Antologia poética.São Paulo:
Companhia de Bolso, 2009, p. 112)

Resposta c. 
Selecionada:
Como o título já explica, trata-se de um soneto, com
estrutura clássica de dois quartetos e dois tercetos.
Respostas: a.
Como o poeta pertenceu à literatura modernista, cujo
objetivo era romper com a tradição literária, o poema Soneto
de fidelidade não apresenta estrutura rígida em seus versos
nem em suas estrofes.
b. 
O poema de Moraes é um exemplo típico de écloga, devido
justamente ao número de versos (4, 4, 3, 3) em cada
estrofe.
c. 
Como o título já explica, trata-se de um soneto, com
estrutura clássica de dois quartetos e dois tercetos.
d.
Vinicius de Moraes escreveu várias letras de música e
vários de seus poemas foram musicados. Assim, Soneto de
fidelidade é da espécie canção.
e. 
Trata-se de um texto poético, sem preocupação formal e
livre, tal como ocorre em um soneto.
Feedback da Resposta: C. Justificativa: o poema segue o gênero soneto,
resposta:
cuja estrutura é rígida, sendo constituído por duas estrofes de
quatro versos cada, seguidas de mais duas estrofes de três
versos cada. Além disso, há preocupação com o número de
sílabas poéticas em cada verso e da criação de rima.
b