Você está na página 1de 5

EXCELENTÍSSIMOSENHOR DOUTOR JUIZ DE DIREITO DA VARA

UNICA CRIMINAL DA COMARCA DE SANTANA DO PARNAIBA -SP

Processo n. 0000713-13.2018.8.26.0529
APELANTE – FABIANO TEIXEIRA ROMAO
APELADO – JUSTICA PUBLICA DE SÃO PAULO

FABIANO TEIXEIRA ROMAO, já qualificado

nos autos da ação penal, em epígrafe, que lhe move o Ministério Público
Federal, por seu advogado infra-assinados, não se conformando, data
vênia, com a r. sentença que a condenou a cumprir a pena privativa de
liberdade de 03 (três) anos de reclusão, em regime inicial Fechado, vem
interpor, tempestivamente, RECURSO DE APELAÇÃO, com fulcro no
art. 593, I do Código de Processo, o que faz em petição anexa.

Termos em que, requerendo seja ordenado


o encaminhamento e processamento do presente ao Tribunal de Justiça
de São Paulo

Pede deferimento
São Paulo, 30 de Abril de 2021
Advogado(a)
Priscila Pizzocaro Braga
MATR: 202008386421
OAB/SP xxx.xxx

EGRÉGIO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO -SP

RAZÕES DE APELAÇÃO

Processo n. 0000713-13.2018.8.26.0529
APELANTE – FABIANO TEIXEIRA ROMAO
APELADO – JUSTICA PUBLICA DE SÃO PAULO

Egrégio Tribunal,

Colenda Turma,

Eméritos Julgadores

FABIANO TEIXEIRA ROMAO, já qualificado

nos autos do processo criminal em epígrafe, que lhe move a Justiça


Pública, vem respeitosamente à presença de Vossa Excelência, por seu
advogado(a) infra-assinado, apresentar, dentro do prazo legal, RAZÕES
DE APELAÇÃO, considerando o inconformismo com a sentença de fls.
344/345.
Priscila Pizzocaro Braga
MATR: 202008386421
QUANTO AOS FATOS

O réu foi preso em 09-02-2018, por portar documentos adulterados no


interior do seu veículo, prisão em flagrante, incorrendo no art. 293 do
CP e indicando crime de falsificação de documento público possui
pena máxima superior a 4 anos de reclusão.

O réu apresentou os documentos verdadeiros e não fez uso de


documentos falso.

Foi constatado que o réu responde a outros delitos, justificando o não


diferimento da liberdade provisória.

Foi informado que o réu tem emprego fixo e endereço.

QUANTO A NECESSIDADE DA REFORMA DA SENTENÇA

A r. sentença deve ser reformada, pois


decorre do direito constitucional de recorrer em liberdade (art. 5º.,
LVII, da CF) e fundamentada em delitos anteriores que o réu ainda
esta por respondente, não se levando em consideração o delito de
menor potencial ofensivo ou se grave ameaça, que possui emprego e
endereço fixo.
Neste mérito, cumpre consignar que a
negativa do juízo sentenciante, ofuscou o direito ao Apelante de
recorrer em Liberdade está totalmente em dissonância com os mais
recente entendimentos jurisprudenciais, a saber:
Art. 5º. LVII da Cf, não se pode considerar o apelante culpado até o
trânsito em julgado, não há base para se negar o direito, de recorrer

Priscila Pizzocaro Braga


MATR: 202008386421
em liberdade, com fundamento que o apelante é
reincidente de outro delitos e possibilidade de fugir., entretanto não há
o trânsito e julgado , portanto presume que ele é inocente ...e poderia
responder em liberdade.

DO CRIME IMPUTADO

a- Com base nas provas encontradas no veículo, não faz menção que o
Réu iria usar documentos falsos, ou que o mesmo apresentou -os ao
policial, que o abordava o veículo, sendo que ele poderia nunca usar os
documentos falsos....deste modo como aplicando o artigo 386 do Código
de Processo Penal determina que o juiz absolverá o réu, mencionando a causa
na parte  dispositiva da sentença, desde que reconheça:

IV- Existência de prova de não concorrência do réu: aqui não está


provada a utilização dos documentos ou de fato o crime do art.297;

V- Inexistência de prova da concorrência do réu: no fato, não se


conseguiu demonstrar que o réu pretendia usar tais documentos ou se
foi plantado no veículo;

b- Deste modo fica evidente, que tal prova é insuficiente para prisão do
réu e consequente condenação dele.
Por fim a doutrina vem entendendo que em ações grosseiras, ou seja,
aquelas que não detenham tamanha perfeição e que não consigam
enganar muitos pessoas, afasta a incidência do tipo previsto no caput do
artigo 297 do código penal, o qual o documento encontrado, mas não
usado ou indicado, pressupõe tal grosseira que podemos descaracterizar

IN FINE

Diante o exposto, postula-se seja dado


provimento ao recurso interposto, decretando-se Nobres
Priscila Pizzocaro Braga
MATR: 202008386421
desembargadores, em que pese o réu responder preso
pelo porte de Supostos Documento Falso, crime de menor potencial
ofensiva, contraria o princípio constitucional ado art. 5º. CF, ao manter
preso .

Dos pedidos:
a-) Reformar, a r. sentença para a manutenção do direito de o Apelante
recorrer em liberdade, expedindo Alvara de soltura.
b-)Pede se a absolvição nos termos do artigo do art. 386, IV do Código
de Processo Penal, que prevê que o juiz absolverá quanto estiver
provado que o réu não concorreu para a infração penal.
Alternativamente requer a absolvição pelo inciso V, ou VII do mesmo
artigo.
c-)Descaracterização da prisão em flagrante, uma vez que para o artigo
307 do CPP, dispõe que para tal fato, deve se ter o emprego de tais
documentos, que não o caso do réu, onde foi apresentado os
documentos verdadeiros.

Termos em que,
pede deferimento.

São Paulo, 30 de Abril de 2021

Advogado(a)
OAB/SP xxx.xxx

Priscila Pizzocaro Braga


MATR: 202008386421

Você também pode gostar