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Caderno de Anotações de Língua Portuguesa

LÍN G U A
U G U E S A
P O R T

AS ANOTAÇÕES DE UMA JORNADA DE ESTUDOS

SIMONE PAVANELLO MUNIZ

Venha estudar comigo! @myraeditora


ano da prosperidade 2021
Janeiro 01 Fevereiro 02 Março 03
Dom Seg Ter Qua Qui Sex Sáb Dom Seg Ter Qua Qui Sex Sáb Dom Seg Ter Qua Qui Sex Sáb

1 2 1 2 3 4 5 6 1 2 3 4 5 6

3 4 5 6 7 8 9 7 8 9 10 11 12 13 7 8 9 10 11 12 13

10 11 12 13 14 15 16 14 15 16 17 18 19 20 14 15 16 17 18 19 20

17 18 19 20 21 22 23 21 22 23 24 25 26 27 21 22 23 24 25 26 27

24 25 26 27 28 29 30 28 28 29 30 31

31

Abril 04 Maio 05 Junho 06


Dom Seg Ter Qua Qui Sex Sáb Dom Seg Ter Qua Qui Sex Sáb Dom Seg Ter Qua Qui Sex Sáb

Dia 1 de junho é o lançamento da nossa tabela de prazos sistematizada!


1 2 3 1 1 2 3 4 5

4 5 6 7 8 9 10 2 3 4 5 6 7 8 6 7 8 9 10 11 12

11 12 13 14 15 16 17 9 10 11 12 13 14 15 13 14 15 16 17 18 19

18 19 20 21 22 23 24 16 17 18 19 20 21 22 20 21 22 23 24 25 26

25 26 27 28 29 30 23 24 25 26 27 28 29 27 28 29 30

30 31

Julho 07 Agosto 08 Setembro 09


Dom Seg Ter Qua Qui Sex Sáb Dom Seg Ter Qua Qui Sex Sáb Dom Seg Ter Qua Qui Sex Sáb

1 2 3 1 2 3 4 5 6 7 1 2 3 4

4 5 6 7 8 9 10 8 9 10 11 12 13 14 5 6 7 8 9 10 11

11 12 13 14 15 16 17 15 16 17 18 19 20 21 12 13 14 15 16 17 18

18 19 20 21 22 23 24 22 23 24 25 26 27 28 19 20 21 22 23 24 25

25 26 27 28 29 30 31 29 30 31 26 27 28 29 30

Outubro 10 Novembro 11 Dezembro 12


Dom Seg Ter Qua Qui Sex Sáb Dom Seg Ter Qua Qui Sex Sáb Dom Seg Ter Qua Qui Sex Sáb

1 2 1 2 3 4 5 6 1 2 3 4

3 4 5 6 7 8 9 7 8 9 10 11 12 13 5 6 7 8 9 10 11

10 11 12 13 14 15 16 14 15 16 17 18 19 20 12 13 14 15 16 17 18

17 18 19 20 21 22 23 21 22 23 24 25 26 27 19 20 21 22 23 24 25

24 25 26 27 28 29 30 28 29 30 26 27 28 29 30 31

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“Tudo posso naquele que me fortalece.”


Caderno de Anotações de Língua Portuguesa

Olá, galerinha!
Meu nome é Simone Pavanello Muniz, sou formada em Administração de Empresas pela FESPSP, concurseira, apaixonada pelas
nuances que permeiam o ramo do Direito e fundadora da Myra Editora, minha menina, resultado de mais de 15 anos de experiência
no campo editorial.
Quando eu iniciei a minha jornada nessa estrada sombria que nos conduz ao universo dos concursos, uma das matérias que
mais me assustou foi a de Língua Portuguesa. Isso fez com que eu a estudasse com maior cautela, trabalhando e analisando
cada linha, cada palavra, cada exemplo dado pelos meus professores. O resultado disso foi esse caderno de anotações que estou
disponibilizando para ajudar aqueles que estejam passando pela mesma dificuldade que eu passei. E o que eu quero em troca
dele? Apenas que você o transmita para o maior número de pessoas que puder! Assim como esse caderno me ajudou, certamente
ajudará muitas outras pessoas também.
Deixo aqui a minha imensa e eterna gratidão aos meus mestres e mestras de Língua Portuguesa, por todo o conhecimento que me
foi concedido, a saber:
Profª Adriana Figueiredo;
Profº Agnaldo Martino;
Profº Claiton Natal;
Profª Clô Ferreira;
Profª Flávia Rita;
Profº Fernando Pestana;
Profº João Batista Gomes;
Profº João Marcos de Camillis Gil.
Profº Marcelo Rosenthal;
Profº Noslen;
Profº Pablo Jamilk;
Profª Silvia Ferreira;
Profº Valdeci Lopes;
Profº Wilson Rochenbach Nunes.
Cada um deles cooperou de alguma forma para que esse caderno fosse possível. Seja tirando alguma dúvida, com aulas gratuitas
ou assinadas, ou por meio de algum livro, extraí as informações mais pertinentes e recorrentes em provas e, com algumas
observações minhas, organizei tudo afim de ajudar aquele que é leigo nessa disciplina sempre presente nas provas de concursos.
Quero deixar claro que esse caderno de anotações não afasta a necessidade de você complementá-lo com as aulas do seu professor
(a) preferido (a)!

Dica para quem fará a impressão:


Duas colunas organizam a estrutura do material: uma com o conteúdo, outra com campo para a anotação. Faça a impressão frente
e verso, pois isso fará com que as colunas para anotações fiquem todas dispostas ao lado direito e o conteúdo, ao lado esquerdo.

Também é importante que você se cadastre no nosso site, pois, caso seja necessária alguma retificação nesse caderno, é lá que
disponibilizaremos a errata, na área restrita de acesso: www.myraeditora.com

Aproveito a oportunidade para convidar você para fazer parte da minha comunidade de estudos no Instagram. Estudo avidamente
para lhe trazer informações que poderão fazer a diferença no dia do seu certame. Além disso, estou sempre trazendo desafios com
questões inéditas e notícias que poderão virar questão de atualidades.
Venha nos fazer uma visitinha, será um prazer imenso ter você por lá! E o endereço, é logo ali: @myraeditora

Simone Pavanello Muniz


Myra Editora
(11) 98433-0605

Venha estudar comigo! @myraeditora


Um tijolo por dia.

Logo mais, a construção estará finalizada.

Então, o cântico da vitória será inevitável.

Simone Pavanello Muniz


Caderno de Anotações de Língua Portuguesa

SUMÁRIO

ORTOGRAFIA.......................................................................................................13
O ESTUDO DA SÍLABA..........................................................................................................................13

CONCEITOS ORTOGRÁFICOS ..............................................................................................................13

ENCONTROS VOCÁLICOS.....................................................................................................................14

ENCONTROS CONSONANTAIS.............................................................................................................15

DÍGRAFOS............................................................................................................................................15

HOMÔNIMOS E PARÔNIMOS ............................................................................17

FORMAÇÃO DE PALAVRAS...............................................................................22

ACENTUAÇÃO GRÁFICA...................................................................................28
→ REGRA NÚMERO 1:..........................................................................................................................28

→ REGRA NÚMERO 2:..........................................................................................................................28

→ REGRA NÚMERO 3:..........................................................................................................................28

→ REGRA NÚMERO 4:..........................................................................................................................28

→ REGRA NÚMERO 5:..........................................................................................................................28

→ REGRA NÚMERO 6:..........................................................................................................................29

→ REGRA NÚMERO 7:..........................................................................................................................29

→ REGRA NÚMERO 8:..........................................................................................................................30

REGRAS DE ACENTUAÇÃO DE ACORDO COM A FLÁVIA RITA.............................................................31

CASOS GERAIS: ...................................................................................................................................32

CASOS ESPECIAIS: ...............................................................................................................................34

REFORMA ORTOGRÁFICA ................................................................................36

MORFOLOGIA.......................................................................................................46
SUBSTANTIVO......................................................................................................................................46

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Por Simone Pavanello Muniz

ADJETIVO.............................................................................................................................................46

SEMÂNTICA DOS ADJETIVOS.............................................................................................................46

SINTAGMA NOMINAL........................................................................................................................47

CARACTERÍSTICAS IMPORTANTES DO ADJETIVO:............................................................................48

LOCUÇÃO ADJETIVA:..........................................................................................................................48

ADVÉRBIO............................................................................................................................................51

CARACTERÍSTICAS IMPORTANTES DO ADVÉRBIO:...........................................................................51

LOCUÇÃO ADVERBIAL........................................................................................................................52

PRONOME INDEFINIDO.......................................................................................................................57

PRONOMES PESSOAIS.........................................................................................................................67

PRONOMES PESSOAIS REFLEXIVOS / RECÍPROCOS............................................................................72

PRONOMES PESSOAIS DE TRATAMENTO............................................................................................75

COLOCAÇÃO DOS PRONOMES OBLÍQUOS ÁTONOS...........................................................................76

PRÓCLISE............................................................................................................................................77

MESÓCLISE.........................................................................................................................................78

ÊNCLISE..............................................................................................................................................78

PROFESSORA ADRIANA FIGUEIREDO ENSINA:.................................................................................79

COLOCAÇÃO DOS PRONOMES ÁTONOS NA LOCUÇÃO VERBAL.........................................................81

PRONOMES POSSESSIVOS, DEMONSTRATIVOS E RELATIVOS............................................................90

PRONOMES POSSESSIVOS.................................................................................................................90

PRONOMES DEMONSTRATIVOS........................................................................................................91

FUNÇÕES TEXTUAIS DOS PRONOMES................................................................................................94

FUNÇÃO ENDOFÓRICA......................................................................................................................94

FUNÇÃO EXOFÓRICA OU FUNÇÃO DÊITICA......................................................................................94

PRONOMES RELATIVOS.....................................................................................................................96

REESCRITURA DE FRASES....................................................................................................................98

PREPOSIÇÃO E CONJUNÇÃO...............................................................................................................101

PREPOSIÇÃO......................................................................................................................................101

CLASSIFICAÇÃO DAS PREPOSIÇÕES..................................................................................................102

VALORES SEMÂNTICOS DAS PREPOSIÇÕES......................................................................................102

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CONJUNÇÃO........................................................................................................................................104

CONJUNÇÕES COORDENATIVAS........................................................................................................104
ADITIVAS..........................................................................................................................................104
ADVERSATIVAS.................................................................................................................................105
ALTERNATIVAS.................................................................................................................................105
CONCLUSIVAS...................................................................................................................................106
EXPLICATIVAS...................................................................................................................................106
CONJUNÇÕES SUBORDINATIVAS.......................................................................................................108
INTEGRANTES...................................................................................................................................108
ADVERBIAIS......................................................................................................................................108
AS RELAÇÕES DE CAUSA E EFEITO NO TEXTO.....................................................................................117

COESÃO E COERÊNCIA.........................................................................................................................119

REESCRITURA DE FRASES (PARÁFRASES)............................................................................................120

CONECTORES DA ÁREA SEMÂNTICA DE OPOSIÇÃO.........................................................................120

CONECTORES DA ÁREA SEMÂNTICA DE CONSEQUÊNCIA/ CONCLUSÃO:........................................121

VERBOS................................................................................................................................................130

CONJUGAÇÃO VERBAL.......................................................................................................................130

TEMPOS VERBAIS..............................................................................................................................130

CONJUGAÇÃO VERBAL – CASOS COMUM.........................................................................................133


VERBO PÔR.......................................................................................................................................133
VERBO TER.......................................................................................................................................133
VERBO VER.......................................................................................................................................134
VERBO VIR........................................................................................................................................134
CONJUGAÇÃO VERBAL – CASOS QUE MERECEM DESTAQUE...........................................................135
VERBO PROVER................................................................................................................................135
VERBO REQUERER............................................................................................................................135
VERBOS DEFECTIVOS.........................................................................................................................136
VERBO REAVER.................................................................................................................................136
VERBO PRECAVER-SE.......................................................................................................................136
VERBOS TERMINADOS EM EAR.........................................................................................................140
VERBO PASSEAR...............................................................................................................................140
VERBOS TERMINADOS EM IAR..........................................................................................................140
VERBO CRIAR...................................................................................................................................141

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Por Simone Pavanello Muniz

TEMPOS COMPOSTOS.........................................................................................................................142

FORMAÇÃO DO IMPERATIVO..............................................................................................................145

FORMAS NOMINAIS............................................................................................................................146

INFINITIVO.........................................................................................................................................146

GERÚNDIO.........................................................................................................................................147

PARTICÍPIO.........................................................................................................................................148

A SEMÂNTICA DOS VERBOS................................................................................................................150

MODO INDICATIVO............................................................................................................................150

MODO SUBJUNTIVO..........................................................................................................................153

ANÁLISE SINTÁTICA...........................................................................................158
TERMOS INTEGRANTES DA ORAÇÃO..................................................................................................158

PREDICAÇÃO VERBAL........................................................................................................................158
CONCEITO.........................................................................................................................................158
VERBO INTRANSITIVO.....................................................................................................................159
VERBOS NOCIONAIS........................................................................................................................162
VERBOS RELACIONAIS.....................................................................................................................163
TIPOS DE PREDICADO........................................................................................................................163

TERMOS DA ORAÇÃO..........................................................................................................................171

COMPLEMENTOS VERBAIS................................................................................................................171

COMPLEMENTO NOMINAL................................................................................................................172

AGENTE DA PASSIVA..........................................................................................................................172

TERMOS ACESSÓRIOS DA ORAÇÃO....................................................................................................175

ADJUNTO ADVERBIAL........................................................................................................................175

ADJUNTO ADNOMINAL ....................................................................................................................179

PREDICATIVO.......................................................................................................................................188

PREDICATIVO DO SUJEITO.................................................................................................................188

PREDICATIVO DO OBJETO..................................................................................................................188

APOSTO................................................................................................................................................190

VOCATIVO............................................................................................................................................192

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PALAVRAS DENOTATIVAS.................................................................................197
ESQUEMATIZANDO A MATÉRIA..........................................................................................................200

VOZES VERBAIS..................................................................................................203
VOZ ATIVA:...........................................................................................................................................203

VOZ PASSIVA:.......................................................................................................................................203

VOZ REFLEXIVA:...................................................................................................................................204

REESCRITURA DA VOZ ATIVA EM PASSIVA ANALÍTICA.......................................................................205

REESCRITURA DA VOZ PASSIVA ANALÍTICA EM ATIVA.......................................................................207

REESCRITURA DA VOZ PASSIVA SINTÉTICA EM ATIVA.......................................................................208

PERÍODO COMPOSTO........................................................................................213
POR COORDENAÇÃO:..........................................................................................................................213

POR SUBORDINAÇÃO:.........................................................................................................................214

ORAÇÕES SUBORDINADAS SUBSTANTIVAS......................................................................................214

ORAÇÕES SUBORDINADAS ADJETIVAS.............................................................................................218

ORAÇÕES SUBORDINADAS ADVERBIAIS...........................................................................................219

FUNÇÕES SINTÁTICAS DO PRONOME RELATIVO.......................................223


ESQUEMATIZANDO A MATÉRIA........................................................................................................227

SINTAXE AVANÇADA..........................................................................................229
AS 12 FUNÇÕES DA PALAVRA “SE”......................................................................................................229

PARTÍCULA “SE” CONJUNÇÃO...........................................................................................................229

CONJUNÇÃO SUBORDINATIVA ADVERBIAL CONDICIONAL..............................................................229

CONJUNÇÃO SUBORDINATIVA ADVERBIAL CAUSAL........................................................................229

CONJUNÇÃO SUBORDINATIVA ADVERBIAL CONCESSIVA................................................................230

CONJUNÇÃO SUBORDINATIVA INTEGRANTE....................................................................................231

PARTÍCULA “SE” PRONOME................................................................................................................231

PARTÍCULA INTEGRANTE DO VERBO - PIV........................................................................................232

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PRONOME REFLEXIVO.......................................................................................................................232

PRONOME RECÍPROCO......................................................................................................................234

PARTÍCULA EXPLETIVA OU DE REALCE..............................................................................................235

PRONOME APASSIVADOR - PA..........................................................................................................236

ÍNDICE DE INDETERMINAÇÃO DO SUJEITO (ÍIS)...............................................................................240

ÍIS X PA...............................................................................................................................................242

PARTÍCULA “SE” SUBSTANTIVO...........................................................................................................244

PARTÍCULA “SE” SUJEITO DE VERBO NO INFINITIVO.........................................................................244

QUADRO - AS 12 FUNÇÕES DA PARTÍCULA “SE”.................................................................................246

EXERCÍCIOS DE FIXAÇÃO.....................................................................................................................247

GABARITO COMENTADO.....................................................................................................................250

AS FUNÇÕES DO “QUE” ......................................................................................................................260

AS FUNÇÕES DO “PORQUÊ”................................................................................................................263

CONCORDÂNCIA NOMINAL...............................................................................266

CONCORDÂNCIA VERBAL.................................................................................273
TIPOS DE SUJEITO................................................................................................................................273

1) SUJEITO SIMPLES...........................................................................................................................273

2) SUJEITO COMPOSTO......................................................................................................................274

3) SUJEITO INDETERMINADO............................................................................................................275

4) ORAÇÃO SEM SUJEITO...................................................................................................................275

5) SUJEITO ORACIONAL.....................................................................................................................277

6) OUTROS CASOS .............................................................................................................................280

EXERCÍCIOS........................................................................................................................................283

REGÊNCIA VERBAL............................................................................................285
REGÊNCIA DOS PRINCIPAIS VERBOS...................................................................................................286

AJUDAR..............................................................................................................................................286

ASPIRAR.............................................................................................................................................286

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ASSISTIR.............................................................................................................................................286

ATENDER............................................................................................................................................287

CHAMAR.............................................................................................................................................287

CHEGAR / IR.......................................................................................................................................287

CUSTAR...............................................................................................................................................288

DEPARAR............................................................................................................................................288

ESQUECER..........................................................................................................................................288

IMPLICAR...........................................................................................................................................289

LEMBRAR...........................................................................................................................................289

MORAR / RESIDIR / SITUAR...............................................................................................................289

PAGAR / PERDOAR.............................................................................................................................289

PEDIR..................................................................................................................................................290

PREFERIR............................................................................................................................................290

PRESIDIR / SATISFAZER / RENUNCIAR / USUFRUIR / DESFRUTAR...................................................291

PROCEDER..........................................................................................................................................291

QUERER..............................................................................................................................................291

REFERIR..............................................................................................................................................291

RESPONDER.......................................................................................................................................292

SERVIR................................................................................................................................................292

SUCEDER............................................................................................................................................292

VISAR..................................................................................................................................................293

CRASE...................................................................................................................299
1ª JUSTIFICATIVA PARA A CRASE: FENÔMENO FONÉTICO.................................................................300

CASOS DE CRASE FACULTATIVA...........................................................................................................303

CASOS DE CRASE PROIBIDA ...............................................................................................................304

2ª JUSTIFICATIVA PARA A CRASE: AS LOCUÇÕES FEMININAS............................................................304

3ª JUSTIFICATIVA PARA A CRASE: REMÉDIO PARA A AMBIGUIDADE................................................308

CRASE: CASOS QUE MERECEM ATENÇÃO REDOBRADA.....................................................................308

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PONTUAÇÃO........................................................................................................311
USO DA VÍRGULA.................................................................................................................................311

PRIMEIRA REGRA...............................................................................................................................311

SEGUNDA REGRA...............................................................................................................................312

TERCEIRA REGRA...............................................................................................................................313

QUARTA REGRA .................................................................................................................................313

QUINTA REGRA..................................................................................................................................314

SEXTA REGRA (PERÍODO COMPOSTO)..............................................................................................314

SÉTIMA REGRA...................................................................................................................................317

OITAVA REGRA...................................................................................................................................318

USO DO PONTO E VÍRGULA.................................................................................................................318

PRIMEIRA REGRA...............................................................................................................................318

SEGUNDA REGRA...............................................................................................................................318

USO DOS DOIS-PONTOS......................................................................................................................318

PRIMEIRA REGRA...............................................................................................................................318

SEGUNDA REGRA...............................................................................................................................319

USO DAS ASPAS ..................................................................................................................................319

PRIMEIRA REGRA...............................................................................................................................319

SEGUNDA REGRA...............................................................................................................................319

TERCEIRA REGRA...............................................................................................................................319

QUARTA REGRA..................................................................................................................................319

USO DOS TRAVESSÕES........................................................................................................................320

USO DOS PARÊNTESES.........................................................................................................................320

INTERPRETAÇÃO DE TEXTOS..........................................................................325
TIPOLOGIA TEXTUAL...........................................................................................................................325

TIPOS DE TEXTOS DISSERTATIVOS / FINALIDADE DO TEXTO DISSERTATIVO.....................................328

A ESTRUTURAÇÃO ARGUMENTATIVA.................................................................................................363

RECORRÊNCIA E INFERÊNCIA..............................................................................................................394

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ORTOGRAFIA
O ESTUDO DA SÍLABA

Quanto à posição da sílaba tônica, as palavras classificam-se em oxítonas,


paroxítonas e proparoxítonas. Vejamos:
a) oxítonas – a sílaba tônica é a última sílaba da palavra.
Exemplos:
guaraná, atrás, Amapá, Pará, tevê, clichê, cortês, português, pajé, convés,
complô, robô, avô, avós, após, armazém, armazéns, também, (ele) provém
(eles) detêm, recompor.
b) paroxítonas – a sílaba tônica é a penúltima sílaba da palavra.
Exemplos:
Júri, táxi, lápis, tênis, bônus, vírus, Vênus, órfã, ímã, órfãs, órgão, órgãos,
bênção, bênçãos, rádom (ou radônio), iâmdom, nêutron, elétron, nêutrons,
fórum, álbum, fóruns, álbuns, estável, estéril, difícil, cônsul, útil, hífen, pólen,
líquen.
r: açúcar, éter, mártir, fêmur, látex, fênix, sílex, tórax, bíceps, fórceps, cadeira,
caráter, mesa.
c) proparoxítonas – a sílaba tônica é a antepenúltima sílaba da palavra, ou
seja, significa que a forte é aquela que está antes da que está perto da última.
Exemplos:
Sílaba, metafísica, lâmpada, sábado, ônibus, câmara, chácara, árabe, cáustico,
Cleópatra, esquálido, exército, hidráulico, líquido, míope, músico, plástico,
público, rústico, último.

CONCEITOS ORTOGRÁFICOS

1) Variantes linguísticos
Palavras que admitem duas grafias oficiais de acordo com o VOLP.
Ex: quatorze / catorze, louro / loiro, aterrissar / aterrizar, telespectador /
telexpectador, cota / quota, garage / garagem, assovio / assobio, reptil-reptis
/ réptil-répteis, projétil-projetis / projétil-projéteis.
Obs: trocas mais comuns em provas QU-C / OU-OI / V-B.

2) Prosódia (ou silabada)


Trata-se do deslocamento inadequado da sílaba tônica de uma palavra.
Ex: rubrica, recorde, ínterim, ímprobo, pudico, ruim.

3) Ortoépia (ortoepia)
Trata-se de um erro ortográfico motivado por desvio de pronúncia.
Ex: sombrancelha (sobrancelha), cabeleileiro (cabeleireiro), iorgute (iogurte),
largatixa (lagartixa), bandeija (bandeja), indentidade (identidade).

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ENCONTROS VOCÁLICOS

Só existe uma vogal em cada sílaba. No caso dos ditongos, uma é vogal e a
outra será a semivogal.
Encontros Vocálicos são agrupamentos de vogais ou de vogais e semivogais
sem a incidência de uma consoante intermediária. Existem três tipos de
encontros vocálicos: o ditongo, o tritongo e o hiato.
Os encontros vocálicos mais importantes para concurso público são o ditongo
e o hiato.
Diferença entre vogal e semivogal:
Semivogal = Fraca. São aquelas que tem o som de “i” e de “u”.
Vogal = Forte.

DITONGO
É o encontro de um vogal e uma semivogal, ou vice-versa, na mesma sílaba.
Há quatro tipos de ditongo: crescente, decrescente, oral e nasal.
Os ditongos mais importantes para concursos públicos são os crescentes e
decrescentes.

Ditongo Crescente
É o caso em que a semivogal vem antes da vogal. É quando se vai do som mais
fraco para o mais forte.
Exemplos:
 Lírio
 Quando
 Frequente.

Ditongo Decrescente
É o caso em que a vogal vem antes da semivogal. É quando se vai do som mais
forte para o mais fraco.
Exemplos:
 Pai;
 Põe.

Ditongo Oral
É quando a vogal é oral (contrário de nasal).
Exemplo:
 Mágoa.

Ditongo Nasal
É quando a vogal é nasal.
Exemplo:
 Mão.

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TRITONGO
É o encontro de semivogal + vogal + semivogal, nessa ordem, na mesma sílaba.
Exemplos:
 Paraguai;
 Quão.

HIATO
É o encontro imediato de duas vogais, em sílabas distintas.
Exemplos:
 Raiz;
 Saúde.

ENCONTROS CONSONANTAIS

São grupos formados por mais de uma consoante sem vogal intermediária.
Exemplos:
 Blusa;
 Prata;
 Afta;
 Apneia.
Repare que as consoantes vêm uma seguida da outra, na mesma sílaba, ou em
sílabas distintas. Portanto, para ser encontro consonantal, não é necessário
que as consoantes estejam na mesma sílaba.
Separe as sílabas e você verá:
 Blu-as;
 Pra-ta;
 Af-ta;
 Ap-neia.
Dica: nos encontros consonantais, as consoantes são pronunciadas. Isso não
ocorre com os dígrafos, tópico que vem a seguir.

DÍGRAFOS

Dígrafo é o encontro de duas letras para representar um único fonema. Podem


ser consonantais ou vocálicos.
Dígrafos Consonantais
São aqueles em que as duas consoantes representam um único som (ch, lh,
nh, rr, sc, sç, ss, xc, gu, qu). São dois grafemas para um único fonema.
Exemplos:
 Chave;
 Telha;
 Ninho;
 Carro;

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 Crescer;
 Nasço;
 Exceto;
 Guerra;
 Quilo.

Dígrafos Vocálicos
São aqueles em que a vogal é nasalizada por um “m” ou um “n” que venha na
sequência (am, an, em, en, im, in, om, on, um, un).
Exemplos:
 Tampa;
 Tempo;
 Tinta;
 Bomba;
 Conta;
 Bumbo;
 Fundo.

Atenção: As letras “m” e “n” não representam consoantes, apenas indicam


que a vogal anterior é nasal.

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HOMÔNIMOS E PARÔNIMOS

Homônimos
Palavras que apresentam a mesma pronúncia e/ou mesma grafia. São
semanticamente denotativos (não se aplica a palavras empregadas em sentido
figurado).

Homônimo Perfeito
Mesma grafia e a mesma pronúncia. Ex: manga (fruta) / manga (parte da
roupa) / capital (Estado) / capital (dinheiro).

Homônimo Homógrafo (ou heterofônico)


Possui a mesma grafia. Ex: colher (v) / colher (subst.).

Homônimo Homófono (ou heterográfico)


Apenas a mesma pronúncia. Ex: a x há.

Parônimos
Palavras que apresentam grafia e pronúncia parecidas. Ex: infringir (errar) x
infligir (aplicar pena); Mandado (ordem) x mandato (período de tempo).

Polissemia
“Poli” significa “muitos” e “ssemia” significa sentido “. Uma palavra é
polissêmica quando é empregada em sentido figurado recorrente (habitual).
Para ser de propriedade polissêmica, a palavra empregada em sentido figurado
deve ser de fácil compreensão a todos. Ex: os adolescentes devem andar na
linha / Ele foi o cabeça da reunião / Aquela mulher é uma vaca. Importante
salientar que se trata de uma propriedade da palavra e não uma expressão
figurada.

Outra observação importante: pode-se dizer que a polissemia é um caso de


conotação recorrente (toda a polissemia é uma conotação, mas nem toda a
conotação é um caso de polissemia, fique atento!).

Ambiguidade
Só é possível diante de uma combinação de palavras. Ex: eu vi o incêndio do
prédio (duas interpretações: estava dentro do prédio e vi um incêndio fora
dele e estava fora do prédio e o vi pegando fogo) / A mulher não queria que o
marido investisse o seu capital (capital de quem?).

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Por Simone Pavanello Muniz

Conotação
Expressões empregadas em sentido figurado que não estão acessíveis à
coletividade, ou seja, apenas um pequeno grupo é capaz de compreender. Ex:
aquela menina tem útero piscante.

Antônimos
São para os opositores excludentes. Ex.: amor ou ódio.

Exemplos de homônimos e parônimos mais frequentes:

Afim / a fim
Afinidade, semelhança / valor de para (finalidade)

Acerca / há cerca / a cerca


Sobre / Tempo decorrido (faz) / aproximadamente

Mandado / mandato
Ordem / Período de tempo

Dispensa / despensa
Liberação / Armário

Discrição / descrição
De ser discreto / Descrever

Descriminar / discriminar
Deixar de ser crime / Ter preconceito, diferenciar, listar
Obs.: não existe o termo descriminalizar

Ascético / acético
Crente, acreditar / Ácido

Serrar / cerrar
Cortar / Fechar

Incipiente (início) / insipiente (não sapiência / não sabe)


Iniciante / ignorante

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Sessão / secção - seção / cessão


Reunião / Parte, subdivisão / Ceder, liberar

Intersecção / Intercessão
Da matemática / De interceder
Eminente / iminente
Elevado, excelentíssimo / Imediata, necessária

Emergir / imergir
Subir, para fora / Para dentro

Emigrante / imigrante
Quem sai do país / Quem entra no país

Inserto / incerto
Inserido / Que não é certo

Cheque / xeque
Ordem de documento / Discussão, verificar

Infligir / infringir
Aplicar / violar

Flagrante / fragrante
Pegar no ato / cheiro

Esperto / experto
Superior (sentido pejorativo) / Experiente (sentido positivo)

Estático / extático
Parado / Surpreso, admirado

Colisão / coalizão
Choque / grupo

Vultoso / vultuoso
Grande / Inchado, deformado

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Despercebido / desapercebido
Sem ser percebido, sem ser notado / Descuidado, desprovido

Algumas expressões importantes e recorrentes em provas:

À medida que (proporção - quantidade)


À MEDIDA QUE estudava, mais aprendia.

Na medida em que (causa) Na medida que


NA MEDIDA EM QUE estudou, foi aprovado no concurso.

De encontro a (divergente / confronto)


Minhas ideias vão de encontro as suas.
Pediu demissão porque suas ideias iam de encontro às ideias de outros
colaboradores.

Ao encontro de (associação, afinidade)


Minhas ideias vão ao encontro das suas.
Pediu demissão embora suas ideias fossem ao encontro das ideias de outros
colaboradores.

Ao invés de (só para antônimos)


Ao invés de amor, sentia por ela ódio
Ao invés de arrumar a casa, deixou ela suja

Em vez de (qualquer contrário, inclusive antônimos)


Em vez de amor, sentia por ela apenas amizade
Em vez de amor, sentia por ela ódio

Onde (lugar físico)


O verbo ou o termo regente tem regência “EM” (estar, morar, entregar,
continuar, ficar, residir, domiciliar, morar, permanecer...)
Onde estamos? Onde você mora?
Cuidado: A situação em que / na qual o Brasil se encontra é grave.

Aonde (lugar físico)


O verbo ou o termo regente tem regência “A” (CVC-IR: chegar, voltar,
comparecer, ir, retornar)
O local aonde fomos parecia deserto.
Aonde você vai?

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Há (designação de tempo decorrido)


Não pode ser usado com “atrás” – significa pleonasmo.
Exemplos:
O governo investe há anos no setor (faz anos).
Há algum tempo, o assunto vem sendo debatido (faz algum tempo).
Algum tempo atrás, o assunto vem sendo debatido.
Há algum tempo atrás, o assunto vem sendo debatido.
A algum tempo atrás, o assunto vem sendo debatido.

A – Outros usos
A cinco dias do casamento, ela desistiu (faltando 5 dias).
Daqui a dois anos, tudo estará resolvido.

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FORMAÇÃO DE PALAVRAS
É necessário observar a palavra primitiva e a palavra resultante para responder
questões que envolvem o processo de formação das palavras.
É necessário observar, portanto, a classe da palavra primitiva e a classe da
palavra resultante.
Há casos em que será necessário analisar os morfemas, ou seja, os pedaços
que compõe as palavras.

Exemplos:
Todas as palavras foram formadas pelo mesmo processo, EXCETO:

1. Em:
a) educação (educar = derivação sufixal)
b) isolamento (isolar = derivação sufixal)
c) fotografia (dois radicais: foto e grafia / é uma composição por justaposição)
d) deslealdade (desleal + lealdade = derivação prefixal e sufixal)
e) honestidade (honesto = derivação sufixal)

2. Em:
a) comunicação (“comunicar” verbo formando “comunicação”, substantivo)
b) isolamento (“isolar” verbo formando “isolamento”, substantivo)
c) gostoso (“gosto” substantivo formando “gostoso”, adjetivo)
d) dedicação (“dedicar” verbo formando “dedicação”, substantivo)
e) compreensão (“compreender” verbo formando “compreensão”, substantivo)
São todos casos de derivação sufixal.

3. Em:
a) gentilmente (gentil é adjetivo formando um advérbio: gentilmente)
b) claramente (claro é adjetivo formando um advérbio: claramente)
c) alegremente (alegre é adjetivo formando um advérbio: alegremente)
d) docemente (doce é adjetivo formando um advérbio: docemente)
e) felizmente (feliz é adjetivo formando um advérbio: felizmente)
São todos casos de derivação sufixal.
Analisemos os morfemas das palavras:
Gentil
Clara
Alegre
Doce
Feliz

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Classe: todas são adjetivos.


Dentro da classe gramatical, as diferenças que uma determinada palavra pode
ter são em relação à flexão, quais sejam:
• Gênero (feminino e masculino);
• Número (singular ou plural);
• Grau (aumentativo ou diminutivo).
Perceba que entre as alternativas a única palavra que admite só uma flexão
em relação ao gênero é a palavra clara. Veja:
Homem gentil / mulher gentil (adjetivo uniforme);
Homem alegre / mulher alegre (adjetivo uniforme);
Homem doce / mulher doce (adjetivo uniforme);
Homem feliz / mulher feliz (adjetivo uniforme);
Homem claro / mulher clara (adjetivo biforme).
Assim, “clara” é um morfema variável e os demais são morfemas uniformes.

4. As palavras “couve-flor” e “pré-história” são formadas pelo mesmo


processo?
NÃO!
Couve + Flor = 2 radicais (palavra composta por justaposição, pois não há
alteração no fonema).
Pré + História = 1 prefixo e 1 radical (palavra composta por derivação prefixal).

5. Todos os morfemas sufixais (sufixos) foram devidamente interpretados,


exceto:
a) Pertinho (redução)
b) Paizão (qualidade) = bom pai.
c) Velhinho (comoção)
d) Aninha (intimidade)
e) Trabalhador (ação) = aquele que trabalha.
Questão que trata do sentido da palavra.
“Pertinho” indica intensidade. Ex.: estou pertinho de resolver aquele problema.
Tem valor superlativo (muito perto / pertíssimo).

6. Só não há prefixo em:


a) Átomo (tomo) Ex.: Tomografia. Átomo significa “sem divisão”.
b) Injusto (In + justo)
c) Pressentimento (Pre + sentimento)
d) Sufixo (Su + fixo)
e) Agora
f) Catedral (Catedra)

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Por Simone Pavanello Muniz

CONCEITOS BÁSICOS DE FORMAÇÃO DE PALAVRAS


Radical ou Semantema:
É a parte da palavra responsável pela produção de sentido. Importante
ressaltar que o radical (ou semantema) poderá sofrer pequenas alterações.
Isso quebra o famoso conceito equivocado de que radical é a parte da palavra
que nunca muda.
Exemplos:
Viver;
Vital;
Vitalício;
Vivência;
Vida.
O radical das palavras acima é o mesmo. Assim, percebe-se que o radical de
uma palavra pode sofrer pequenas alterações.
Outros exemplos:
Vidente;
Ver;
Prever;
Previsão;
Previsto;
Imprevisível;
Vidência.

Palavras Cognatas (Famílias Etimológicas)


São palavras que apresentam o mesmo radical, mesmo que apresentem
pequenas modificações.
Exemplos:
Viver;
Vital;
Vida.

Afixos:
São acréscimos feitos ao radical capazes de modificar o sentido e/ou a classe
da palavra. Eles formam novas palavras.
Geralmente, os prefixos mudam o sentido e os sufixos mudam a classe.
Prefixos: acréscimos anteriores ao radical.
Sufixos: acréscimos posteriores ao radical.
Exemplos:
Leal (adjetivo)
Desleal (adjetivo)
Derivação prefixal – alteração de sentido.

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Leal (adjetivo)
Lealdade (substantivo)
Derivação sufixal – alteração de classe.

Leal (adjetivo)
Deslealdade (substantivo)
Derivação prefixal e sufixal, pois alterou a classe e o sentido.

Leal (adjetivo)
Lealmente (advérbio)
Derivação sufixal – alteração de classe.

Leal (adjetivo)
Deslealmente (advérbio)
Derivação prefixal e sufixal, pois alterou a classe e o sentido.

ESQUEMATIZANDO....

PREFIXOS SUFIXOS
Mudam o sentido Mudam a Classe de Palavras
Obs.: Toda a preposição funciona SUBSTANTIVO ADJETIVO ADVÉRBIO VERBO
como prefixo.
Oso; Mente; Ar (1ª conjugação);
A; Ab; Dade; Iça;
Íssimo; Er (2ª conjugação);
Des; Ob; Mento; Ete;
Ílimo; Or (2ª conjugação);
De; Ex; Dor; Inho;
Érrimo; Ir (3ª conjugação);
Sub; Pré; Tor; Zito;
Es; Ndo (gerúndio);
Sob; Pós; Ada; Únculo;
Esa; Ado / Ido (particípios regulares);
Sobre; Inter; Ado; Ículo;
Al; Do / to / go / so (particípios irregulares).
Com; Hiper; Ção; Ez;
Vel;
Contra; Super; Ssão; Eza;
Ado;
Por; Pan; São; ...
Ido;
Per; Circun;
...
Bis; Intra;
Trans; ...
In;
Reprodução da lousa da prof. Flávia Rita

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Por Simone Pavanello Muniz

Desinências:
São acréscimos feitos no radical com a finalidade exclusiva de flexionar o
vocábulo. Elas não formam novas palavras, isso é função dos afixos.

Exemplos:

Cantávamos / Cant – a – va – mos


Cant: é o radical, é a parte da palavra responsável pelo sentido. Vem do verbo
“cantar”.
A: é uma vogal temática. Sua finalidade é unir o radical a uma desinência. Ela
também pode ser usada apenas para finalizar o radical. Ex.: Ele canta.
Va: indica que o verbo está no pretérito imperfeito do indicativo. Trata-se de
uma desinência modo temporal.
Mos: primeira pessoa do plural. Trata-se de uma desinência número pessoal.

Mar / Mar – e – s
S: é uma desinência de número.
E: é uma vogal temática.
Mar: é o radical.

Cabelo / Cabel – o
O: vogal temática que serve para finalizar o radical “cabel”.

Menino / Menin – o
O: trata-se de uma desinência de gênero.

Observação:
Uma determinada vogal só indicará gênero quando existe o masculino ou
feminino da palavra.

Os verbos possuem:
Desinência Modo Temporais (DMT)
Desinências Número Pessoais (DNP)

Os nomes possuem:
Desinência de Gênero (DG)
Desinência de Número (DN)

Lembre-se que as desinências não formam novas palavras, elas apenas


flexionam as palavras.

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Exemplo:

TEMA

PALAVRA RADICAL VT DG DN
Luzes Luz -e -s

Jovens Jovem -s

Garotas Garot -a -s

Fotos Fot -o -s

Cabelo Cabel -o

Observação:
Toda vez que tivermos um radical seguido de vogal temática estaremos diante
de um tema.

Vejamos outros exemplos:

TEMA

FORMAS VERBAIS RADICAL VT DMT DNP


Amávamos Am -a -va -mos
Venderia -ria

Cantamos Cant -a -mos

Sabia Sab -ia

Cantaremos Cant -a -re -mos


Venderás Vend -e -rá -s

Venderia: pode ser eu ou ele.


Cantamos: pode ser presente e passado.
Sabia: pode ser eu e ele.

Vogal Temática:
Liga o radical às suas desinências ou finaliza o radical.

Tema:
É a junção do radical + vogal temática. Ex.: client+e = cliente.

Vogal / Consoante / Sílaba de Ligação:


Liga um radical a outro radical / liga um radical a um afixo.
Exemplos:
Girassol = gira + sol / usa-se a consoante “s” para ligar os dois radicais.
Anacrônico = a + crônico / usa-se uma sílaba de ligação “na” para ligar o prefixo
+ radical.
Legalidade = legal + dade / usa-se a vogal “i” para ligar o radical + sufixo.

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Por Simone Pavanello Muniz

ACENTUAÇÃO GRÁFICA
→ REGRA NÚMERO 1:

OXÍTONOS: são acentuados os terminados em A (s), E (s), O (s), EM (ens).


Ex.: sofá (s), cajá (s), encontrá-lo, café (s), obtê-lo, avô, avó, dispô-lo, alguém,
também, ele contém, ele intervém, armazéns, tu intervéns...

→ REGRA NÚMERO 2:

PAROXÍTONOS: são acentuadas todas as paroxítonas, exceto aquelas


terminadas em A (s), E (s), O (s), EM (ens).
Ex.: cáqui, ônix, túnel, hífen (hifens não é acentuado), açúcar, bônus, ímã,
Méier, destróier.

→ REGRA NÚMERO 3:

PROPAROXÍTONOS: todos são acentuados.


Ex.: lâmpada, médico, álibi, ínterim, álcool, alcoólicos...

→ REGRA NÚMERO 4:

MONOSSÍLABOS TÔNICOS: são acentuados os monossílabos tônicos


terminados em A (s), E (s), O (s).
Não é preciso ter timbre aberto para que seja tônico!
Ex.: pá, gás, fé (timbre aberto), mês (timbre fechado), dó (timbre aberto),
pôs (timbre fechado), pô-lo (“pô” é monossílabo tônico e “lo” é monossílabo
átono).

→ REGRA NÚMERO 5:

PAROXÍTONOS TERMINADOS EM DITONGO:


Ex.: bênção, órfão, órgãos, série, túneis.
 Bên – ção – Trata-se de um ditongo decrescente, pois vai da vogal (mais
forte) para a semivogal (mais fraca).
 Sé – rie – Trata-se de um ditongo crescente, pois vai da semivogal (mais
fraca) para a vogal (mais forte).
Obs.: o fato de uma se tratar de ditongo crescente e outra de ditongo
decrescente não faz com que a regra de acentuação seja distinta. Ambas são
acentuadas pela mesma razão: “paroxítonas terminadas em ditongo”.

ATENÇÃO!
As palavras paroxítonas terminadas em DITONGO CRESCENTE podem também
ser consideradas proparoxítonas.

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Estão corretas as seguintes formas:


 Sé – rie – nesse caso, “série” é uma paroxítona terminada em ditongo;
 Sé – ri – e – nesse caso, “série” é uma proparoxítona. É um hiato.
Portanto, se a banca perguntar se a palavra “série” é acentuada pela mesma
razão da palavra “lâmpada” estaria correta.

→ REGRA NÚMERO 6:

DITONGOS ABERTOS (ÉI, ÉU, ÓI): REGRA CONFORME O NOVO ACORDO


ORTOGRÁFICO.
Acentuam-se os ditongos abertos “éi”, “éu” e “ói”.
Antes do novo acordo ortográfico eles eram acentuados em qualquer lugar da
palavra.
Após o novo acordo, eles só são acentuados nas oxítonas e nos monossílabos
tônicos, ou seja, APENAS NO FINAL DA PALAVRA.
Acento agudo nas palavras oxítonas e monossílabos tônicos.
Ex.: anéis, papéis, hotéis, pastéis, troféu, céu, réu, herói, dói, mói.

Obs.: Não são acentuados os ditongos EI e OI de palavras paroxítonas (com


exceção daquelas que pertencem à Regra Geral)
Ex.: assembleia, heroico, ideia.

→ REGRA NÚMERO 7:

QUANDO O “I” OU O “U” ESTIVER SOZINHO (ou com “S”) E FOR O MAIS FORTE
Quando a 2ª VOGAL DO HIATO for “I” ou “U”, TÔNICA (é a mais forte, é a que
manda na palavra):
Ex.: saída, saíste, caí, juíza, reúno, saúde, baú, Grajaú.
Sa/í/da = é acentuada, pois é a segunda vogal do hiato do tipo “tônica”.
Sa/ís/te = é acentuada, pois é a segunda vogal do hiato do tipo “tônica”. O “s”
não atrapalha.
Sa/ir = embora seja a segunda vogal do hiato, não recebe o acento devido ao
“r”.
Sa/i/dei/ra = embora seja a segunda vogal do hiato, não recebe o acento por
não ser a mais forte. O tônico dessa frase é o “e”.

Sendo assim, temos três exigências para acentuar o “i” e o “u”:


 Tem que ser a segunda vogal do hiato;
 Tem que ser tônico;
 Tem que vir sozinho ou acompanhado do “s”.

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Observações Importantes:
A) Se após a 2ª vogal do hiato aparecer NH, outra letra, sem ser o S, na mesma
sílaba ou se vier em letra repetida, NÃO haverá acento:
Ex.: rainha, bainha, juiz, cairdes, vadiice.

B) NÃO se acentua o 1º O do hiato – OO em vocábulos paroxítonos e o 1º E dos


verbos ler, ver, crer, dar e derivados na 3ª pessoa do plural. REGRA CONFORME
O NOVO ACORDO ORTOGRÁFICO.
Ex.: voo, perdoo, abençoo; eles veem, reveem, leem, releem, creem, deem.

C) NÃO se acentuam “I” e “U” quando formam hiato com um ditongo anterior:
REGRA CONFORME O NOVO ACORDO ORTOGRÁFICO.
Ex.: feiura, baiuca.
Fei/u/ra = embora se trate de um hiato em que a segunda vogal venha sozinha
e seja tônica, não será mais acentuada se antes dela vier um ditongo.
Os gramáticos resolveram banir esse tipo de acento, visto que não alteraria em
nada. Pronunciamos “feiura” da mesma forma que pronunciaríamos se viesse
acentuada.

Mas...
As vogais tônicas “I” e “U”, em posição final, das palavras oxítonas precedidas
de ditongo levam acento.
Ex.: Piauí, teiú.
Os gramáticos não aboliram o acento nesses casos, pois eles ficaram
preocupados com as próximas gerações, que poderiam começar a pronunciar
essas palavras de forma errada.

→ REGRA NÚMERO 8:

ACENTOS DIFERENCIAIS: REGRA CONFORME O NOVO ACORDO ORTOGRÁFICO.


O acento é chamado de diferencial porque existe para diferenciar duas
palavras: aquela que tem acento daquela que não tem acento. Todos os
acentos diferenciais têm a mesma razão, a mesma justificativa.

A) DE NÚMERO: TER, VIR e DERIVADOS na 3ª pessoa do plural.


Ex.: eles têm, retêm, vêm, intervêm.
Importante: o acento diferencial é apenas o circunflexo!

B) DE INTENSIDADE: PÔR (verbo no infinitivo).

C) DE TIMBRE: PÔDE (3ª pessoa do singular do pretérito perfeito).


Obs.: fôrma / forma (substantivo) – o uso do acento é facultativo. Aconselha-
se usar apenas quando houver ambiguidade: “a forma da fôrma do bolo...”.

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Sendo assim, caso a banca pergunte se a palavra “têm” e “pôr” são acentuadas
devido a mesma regra, a resposta estará correta.

TREMA
Totalmente abolido. A pronúncia, porém, continua a mesma.
Ex.: questão, tranquilo, iniquidade, consequência, pinguim, sequestro,
frequência, cinquenta, aguentar, arguir, averiguemos, quinquênio, antiguidade,
liquidação, sanguíneo.

Obs.:
A) NÃO se acentua o “u”, antes de “E” ou “I”, dos verbos:
AVERIGUAR, APAZIGUAR, ARGUIR:
Ex.: que ela averigue, apazigue, argui, arguem.

Exemplos de como as bancas costumam cobrar:

1) Todas as palavras apresentam a mesma tonicidade, exceto:


a) Pudico (paroxítona)
b) Contem (paroxítona)
c) Filantropo (paroxítona)
d) Ruim (oxítona)
e) Maquinaria (paroxítona)

2) Todas as palavras foram acentuadas pelo mesmo motivo em:


a) Até – após – baú (oxítona – oxítona – hiato)
b) Saída – veículo – Havaí (hiato – proparoxítona – hiato)
c) Prêmio – tênue – água (paroxítona term. DC – paroxítona term. DC –
paroxítona term. DC)
d) Céu – constrói – maracujá (ditongo aberto – ditongo aberto – oxítona)
e) Caráter – balaústre – hífen (paroxítona – hiato – paroxítona)

A seguir, trago para vocês as regras de acentuação gráfica, conforme os


ensinamentos da profª Flávia Rita:

REGRAS DE ACENTUAÇÃO DE ACORDO COM A FLÁVIA


RITA

Os casos gerais PREVALECEM, em termos de justificativa, sobre os casos


especiais.

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CASOS GERAIS:

1) Acentuam-se os monossílabos tônicos terminados em -a, -e, -o (s)

Classe:
Monossílabos Tônicos => Pronomes tônicos, substantivo, adjetivo, verbo,
advérbio.
Ex.: nós, vós, eu, tu

Monossílabos Átonos => Pronomes átonos, artigo, numeral, preposição,


conjunção.
Ex.: o, a, os, as, lhe, lhes, me, te, se, nos, vos

Exemplos:
Do (prep.. + art.) - monossílabo átono
Dó (subst.) - monossílabo tônico
Mas (conjunção) - monossílabo átono
Más (adjetiva) - monossílabo tônico
E (conjunção) - monossílabo átono
É (verbo) - monossílabo tônico
Luz (subst.) - monossílabo tônico
Nu - monossílabo tônico terminado em U
Paz (subst.) - monossílabo tônico
Mês - monossílabo tônico
Dá - monossílabo tônico
Pás - monossílabo tônico

2) Acentuam-se as oxítonas terminados em -a, -e, -o (+s), -em, -ens


Exemplos:
Angu (oxítona terminada em U)
Caju (oxítona terminada em U)
Maracujá (oxítona terminada em A)
Você (oxítona terminada em E)
Ceará (oxítona terminada em A)
Guarapari (oxítona terminada em I)
País (trata-se de uma EXCEÇÃO da regra de oxítona – é uma regra de hiato)
Paletó (oxítona terminada em O)
Sabiá (oxítona terminada em A)
Parabéns (oxítona terminada em ENS)
Também (oxítona terminada em EM)

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3) Acentuam-se as paroxítonas terminadas em:


3.1) l, n, r, x – amável, pólen, caráter, tórax
3.2) i, um, us – biquíni, álbum, ônus
3.3) ã, ão – ímã, órgão
3.4) ps – bíceps
3.5) ditongo – família, cárie
(OBS: Parox. DC = Prop. Eventuais)

As palavras Caráter e história são acentuadas pela mesma regra?


Não.
Caráter é paroxítona terminada em R e história é paroxítona terminada em
ditongo crescente.

Qual das alternativas abaixo são acentuadas pela mesma regra?


a) Caráter, história (parox. R, parox. DC)
b) Saída, maracujá (hiato, oxit.)
c) Constrói, baú (dit. Abert, hiato)
d) Coração, saúde (oxit, hiato)
e) Água, prêmio (parox. DC, parox. DC)

Macete para guardar1:


Paroxítonas vão
Ter acento se são
Terminadas com as
Letras que agora virão
L, N, R, X
I, UM, US
Ã, ÃO
PS
DITONGO
Preste bem atenção: NUMPSLEIRUSXÃO

Outra dica:
Todas as paroxítonas apresentam acento gráfico, exceto as terminas em a, e,
o (+s), em e ens
Exemplos:
ideia – i-dei-a
voo – vo-o
creem – cre-em

1  Autora dessa dica é a profª Flávia Rita.

Venha estudar comigo! @myraeditora 33


Por Simone Pavanello Muniz

janela – ja-ne-la
pólen – pó-len
próton – pró-ton
itens – i-tens
hifens – hi-fens
júri – jú-ri
item – i-tem
polens – po-lens
prótons – pró-tons

4) Todas as proparoxítonas devem ser acentuadas.


Exemplos:
Ângela
Física
Átono
Ânderson
Química
Ínterim
Matemática
Ímprobo
Sílaba

CASOS ESPECIAIS:
1) Hiatos tônicos formados por –u ou –i em segunda posição (dentro do hiato),
sozinhos ou com –s, longe de –nh.
Exemplos:
Juiz (ju-iz) / juízes (ju-í-zes);
Rainha (ra-i-nha);
Íamos (í-a-mos) (trata-se de uma proparoxítona, cujo acento se justifica por
essa razão);
Havaí (ha-va-í);
Saístes (sa-ís-te);
Cairdes (ca-ir-des);
Ba-la-ús-ter (2ª. vogal dentro do hiato).

2) Acentuam-se os ditongos abertos -oi, -eu, -ei (+s) no fim da palavra.


Exemplos:
Chapéu – cha-péu
Papéis – pa-péis
Ideia – i-dei-a
Constrói – cons-trói
Dói
Céu
Anéis – a-néis

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3) Acentos diferencias NÃO PODEM ser justificados por nenhuma outra regra
gramatical (2PTVF).
Pôr (verbo) x por (preposição)
Pôde (passado) x pode (presente)
Tem (sing.) x têm (plural)
Vem (sing.) x vêm (plural)
Fôrma (facultativo / substantivo)
OBS: os acentos em pêlo, pêra, pára (não prevaleceram com a nova ortografia)

Prova CESPE A palavra “análise” recebe acento gráfico para se diferenciar


(quer dizer acento diferencial) da forma verbal “analise”.
Resposta: Errado.
Análise – proparoxítona
Analise – paroxítona terminada em -e

Considerações Finais:
Em caso de pronomes acompanhando formas verbais, as regras de acentuação
serão aplicadas normalmente.
Substituí-lo – subs-ti-tu-í-lo (hiato)
Pô-lo – monossílabo tônico
Vendê-la-íamos – (oxítona / proparoxítona)

Crer, dar, ler, ver e derivados recebem acento circunflexo no singular e apenas
duplicam a vogal no plural (sem acento).
Ele crê / Eles creem (cre-em)
Ele vê / Eles veem (ve-em)

Os derivados de ter e vir recebem acento agudo no singular e circunflexo no


plural.
Ele intervém / Eles intervêm
Ele obtém / Eles obtêm

As palavras Piauí e Tuiuiú mantiveram acento por serem OXÍTONAS (trata-se


de uma exceção).
Piauí - pi-au-í (falso hiato v-v sv-v)
Tuiuiú – tui-ui-ú (falso hiato v sv-v)

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Por Simone Pavanello Muniz

REFORMA ORTOGRÁFICA

Anotações das aulas da profª Flávia Rita:

ACENTUAÇÃO GRÁFICA

1) K, W, Y– marketing
Essas letras foram reintegradas ao alfabeto.

2) que, qui, gue, gui (tranquilo, sequência, cinquenta)


Não se usa mais o trema em palavras de origem portuguesa, nem o acento
agudo que incidia sobre as formas imperativas dos verbos apaziguar, averiguar,
arguir, obliquar.

3) baiuca, bocaiuva, feiura


Não se usa acento agudo no –u tônico precedido de ditongo decrescente
(paroxítonas). Trata-se de falso hiato.
Obs.: pode-se afirmar que se trata de uma regra parcialmente abolida, haja
vista que as oxítonas “Piauí e Tuiuiú” mantiveram os seus acentos.

4) Ideia (i-dei-a), plateia (pla-tei-a), apoio (a-poi-o) (verbo), joia (joi-a)


Não se acentuam os ditongos abertos das palavras paroxítonas.
No fim das palavras, o acento se manteve.

5) voo, creem, veem


Foram abolidos os acentos circunflexos dos hiatos formados por –oo ou –ee.

6) pelo, para, polo...


Os acentos diferenciais com pouca incidência de ambiguidade foram abolidos
da norma culta.
Só foram mantidos 2PTVF:
Pôr (verbo) x por (preposição)
Pôde (passado) x pode (presente)
Tem (sing.) x têm (plural)
Vem (sing.) x vêm (plural)
Fôrma (facultativo / substantivo)

Observação:
Sílaba tônica seguida de –m ou –n admitirá acento agudo ou circunflexo de
acordo com a pronúncia de cada país.

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USO DE HÍFEN
Prefixo (não tem sentido próprio) ≠ Radical (tem sentido próprio)
Auto (prefixo) + escola (radical) = autoescola (regra de palavras derivadas)
Verde (radical) + amarelo (radical) = verde-amarelo (regra de palavras
compostas)

A) Palavras derivadas

Prefixo + radical com vogal diferente: junto sem hífen.


Auto + escola = autoescola
Mini + apartamento = miniapartamento
Contra + estimativa = contraestimativa

Prefixo + radical iniciado com vogal igual = com hífen.


Contra + ataque = contra-ataque
Micro + ondas = micro-ondas
Anti + inflamatório = anti-inflamatório

Prefixos –CO e –RE seguidos de vogal (igual ou diferente) serão SEMPRE


JUNTOS sem hífen.
Co + existência = coexistência
Co + operar = cooperar
Re + avaliar = reavaliar
Re + escrever = reescrever

Se o radical for iniciado por –H sempre haverá hífen. Se o –H desaparecer


será junto (ex: reaver, coabitar)
Contra + homenagem = contra-homenagem
Anti + higiênico = anti-higiênico

SOB e SUB só terão hífen com -H, -B, -R


Sub + reino = sub-reino
Sob + bancada = sub-bancada
Sub + solo = subsolo

Super / hiper / inter terão hífen com -H e -R


Super + homem = super-homem
Inter + racial = inter-racial
Super + dica = superdica

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Por Simone Pavanello Muniz

Super + mercado = supermercado


Inter + nacional = internacional
Super + mãe = supermãe

Pan / Circun terão hífen com vogal, -M, -N, -H


Pan + americano = pan-americano
Circun + navegação = circun-navegação

“Pré” e “Pós” só são hifenizados se vierem acentuados. Posterior,


pressentimento, posposto (sem acento e sem hífen)
Pré = pré-natal
Pós = pós-graduação

Tais prefixos são sempre hifenizados: Recém / Aquém / Além / Sota / Bem
Recém = recém-casados
Aquém
Além = além-mar
Sota
Bem = bem-amado

Tais sufixos são sempre hifenizados.


Açu = menino-açu (grande)
Guaçu = menino-guaçu (médio)
Mirim = menino-mirim (pequeno)

Prefixo + radical iniciado por –S = Duplica-se consoante sem uso de hífen.


Minissaia;
Antessala;
Ultrassom;
Cosseno.

Prefixo + radical iniciado por –R = Duplica-se consoante sem uso de hífen.


Contrarrazões;
Corréu;
Antirrábica.

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PALAVRAS COMPOSTAS (CONSULTAR VOLP)

1. Não se usa hífen nas palavras que perderam noção de composição:


Exemplos: vídeoaula, passatempo, girassol;

2. Nas palavras em que já há elemento de ligação o hífen foi suprimido:


Exemplos: pé de moleque, mula sem cabeça, dia a dia, pão de forma, mão de
obra, ponto e vírgula.
Obs.: dois-pontos (com hífen – não há elemento de ligação)

3. Os dias da semana e as espécies zoobotânicas mantiveram o hífen.


Exemplos: Segunda-feira, bem-te-vi, bem-me-quer.

EXERCÍCIOS

A) Acentue se necessário, as palavras abaixo:


1. Atras
2. Atraves
3. Contem
4. Maio
5. Buriti
6. Porem
7. Ate
8. Retem
9. Serie
10. Bangu
11. Preve
12. Cru
13. Caju
14. Voz

B) Acentue:
1. Ele para a todo instante para olhar o mapa.
2. Veja se você para para pensar.
3. Por ordem médica, ela vai por um marcapasso por mês.
4. Passava a mão pelo pelo do animal.
5. Ela se pela de medo de barata.
6. Voces tem que colocar sua rubrica aqui.
7. Ele fez o calculo da aliquota.
8. Os paises limitrofes participaram da conferencia.
9. A nova alfandega sera construida proximamente.
10. E consideravel este onus financeiro.

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C) Corrija, se necessário:
1. Ele provem do sul, mas seus pais provem do leste.
2. Cada qual diz as coisas que lhe convem.
3. Ele faz aquilo que lhe convem.
4. O que contem estas caixas?
5. Os teóricos, agora, revêm os conceitos.
6. Eles provêem a despensa do necessário para uma semana.
7. Eles não descrêem sistematicamente.

(PGR) Assinale o item em que a justificativa da acentuação gráfica da palavra


destacada é inadequada.
a) país – o “i” tônico, como segunda vogal de um hiato, sozinho na sílaba ou
seguido de “s”, leva acento, exceto antes de nh;
b) mantém – acento diferencial de número, para estabelecer distinção com a
forma plural do mesmo tempo;
c) comprometê-las - palavra oxítona terminada em vogal a, e, o, seguida ou
não de s, leva acento;
d) período – toda palavra proparoxítona leva acento;
e) é – monossílabo tônico terminado em a, e, o leva acento.

(TCU) Em relação à acentuação gráfica, julgue os itens seguintes.


1) “Previsíveis” e “repertórios” acentuam-se pela mesma razão.
2) Em “más”, há emprego do acento diferencial de polissemia.
3) À forma “construí-lo”, aplicou-se a mesma regra de acentuação que a
aplicada em “caída”.
4) Em “provém”, na frase “O agente desta dupla construção provém de um
conjunto de práticas...”, o acento agudo foi utilizado porque o sujeito é singular.
5) Usou-se o acento circunflexo em “Por quê” (...é impossível fazer em nossas
naturezas-culturas aquilo que é possível fazer em
outros lugares, em outras culturas. Por quê?) em virtude da tonicidade de final
de período.

(CESGRANRIO) Cinco comerciantes encomendaram a confecção de uma placa


para afixar na porta de suas lojas, mas apenas um deles recebeu a placa sem
nenhum problema quanto ao emprego do acento indicativo de crase.
A placa que está escrita de acordo com a norma-padrão é:
(A) LAVA À JATO
(B) COMIDA À QUILO
(C) ANGU À BAIANA
(D) VENDAS À VAREJO
(E) ENTREGAS À DOMICÍLIO

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(VUNESP – ADAPTADA)
Classifique as palavras em destaque:
Na Zona Sul, a montanha que se faria com o lixo não recolhido chegaria à
altura do Pão de Açúcar. Isso para nós, os pobres, cuja comida e cujo consumo
não chegam a 1 kg de lixo/dia. Nos países ricos, geram-se em média 2 kg de
lixo/dia.
Zona:

Sul:

Lixo:

Altura:

Açúcar:

Nós:

Pobres:

Comida:

Consumo:

Países:

Média:

Língua:

Lacunas:

Frase:

Preenchidas:

GABARITO

A) Acentue se necessário, as palavras abaixo:


1. Atras = atrás. Oxítona terminada em “as”.
2. Atraves = através. Oxítona terminada em “es”.
3. Contem = contém = Oxítona terminada em “em” / Contêm = acento
diferencial.
4. Maio = se for mês, trata-se de uma paroxítona terminada em “o” / Se for
peça de banho “maiô”, será oxítona terminada em “o”.
5. Buriti = não acentua, visto que se trata de uma oxítona terminada em “i”.
6. Porem = porém. Oxítona terminada em “em”.
7. Ate = até. Oxítona terminada em “e”.

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Por Simone Pavanello Muniz

8. Retem = Se for singular “retém”. Oxítona terminada em “em” / Se for plural


“retêm”. Acento diferencial.
9. Serie = Sé – rie – nesse caso, “série” é uma paroxítona terminada em ditongo
/ Sé – ri – e – nesse caso, “série” é uma proparoxítona. É um hiato.
10. Bangu = não se acentua, visto que se trata de uma oxítona terminada em
“u”.
11. Preve = prevê. Oxítona terminada em “e”.
12. Cru = só são acentuados os monossílabos tônicos terminados em “a”, “e”
ou “o”.
13. Caju = não se acentua, visto que se trata de uma oxítona terminada em “u”.
14. Voz = só são acentuados os monossílabos tônicos terminados em “a”, “e”
ou “o”.

B) Acentue:
1. Ele para a todo instante para olhar o mapa. “Para” verbo e “para” preposição
não são acentuados. O verbo tinha acento, mas perdeu com o novo acordo
ortográfico.
2. Veja se você para para pensar. “Para” verbo e “para” preposição não são
acentuados. O verbo tinha acento, mas perdeu com o novo acordo ortográfico.
3. Por ordem médica, ela vai pôr um marcapasso por mês. O acento diferencial
continua no caso do verbo “por”.
4. Passava a mão pelo pelo do animal. “Pelo” cabelo e “pelo” preposição não
são acentuados. O substantivo tinha acento, mas perdeu com o novo acordo
ortográfico.
5. Ela se pela de medo de barata. O acento diferencial do verbo “pelar” caiu.
6. Vocês têm que colocar sua rubrica aqui. “Vocês” é oxítona terminada em
“es”. “Têm” recebe o acento diferencial de plural. “Rubrica” não recebe acento,
pois quem recebe a tonicidade é a sílaba “bri” e não a “ru”.
7. Ele fez o cálculo da alíquota. Todas as proparoxítonas são acentuadas.
8. Os países limítrofes participaram da conferência. “Países” – O “í” é a
segunda vogal do hiato. “Limítrofes” é proparoxítona. ”Conferência” tem duas
justificativas: paroxítona em ditongo ou proparoxítona.
9. A nova alfândega sera construída proximamente. “Alfândega” é
proparoxítona. “Será” é oxítona terminada em “a”. “Construída” – o “i” é a
segunda vogal do hiato.
10. É considerável este ônus financeiro. “É” é monossílabo tônico.
“Considerável” é paroxítona que não termina em “a”, “e”, “o”, “em”, seguidos
ou não de “s”. “Ônus” também é paroxítona que não termina em “a”, “e”, “o”,
“em”, seguidos ou não de “s”.

C) Corrija, se necessário:
1. Ele provém do sul, mas seus pais provêm do leste. “Provém” é oxítona
terminada em “em”. “Provêm” é acento diferencial.
2. Cada qual diz as coisas que lhe convém. Sujeito: “As coisas que convém a
ele”. Oxítona terminada em “em”.

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3. Ele faz aquilo que lhe convém. Oxítona terminada em “em”.


4. O que contêm estas caixas? Elas contêm. Acento diferencial.
5. Os teóricos, agora, reveem os conceitos. O verbo “rever” tem duplo “e”. O
segundo “e” vem sem acento devido ao novo acordo ortográfico.
6. Eles proveem a despensa do necessário para uma semana. O verbo “prover”
se conjuga como o verbo “ver”. Eles veem, eles proveem.
7. Eles não descreem sistematicamente. O verbo “descrer” tem duplo “e”. O
segundo “e” vem sem acento devido ao novo acordo ortográfico.

(PGR) Assinale o item em que a justificativa da acentuação gráfica da palavra


destacada é inadequada.
a) país – o “i” tônico, como segunda vogal de um hiato, sozinho na sílaba ou
seguido de “s”, leva acento, exceto antes de nh;
b) mantém – acento diferencial de número, para estabelecer distinção com a
forma plural do mesmo tempo; O acento diferencial é o circunflexo. O acento
agudo é porque se trata de oxítona terminada em “em”.
c) comprometê-las - palavra oxítona terminada em vogal a, e, o, seguida ou
não de s, leva acento;
d) período – toda palavra proparoxítona leva acento;
e) é – monossílabo tônico terminado em a, e, o leva acento.

(TCU) Em relação à acentuação gráfica, julgue os itens seguintes.

1) “Pre/vi/sí/veis” e “re/per/tó/rios” acentuam-se pela mesma razão.


CERTO. São paroxítonas em ditongo.

2) Em “más”, há emprego do acento diferencial de polissemia.


ERRADO. Pois se trata de monossílabo tônico terminado em “a”. Polissemia é
quando uma palavra possui mais de um significado.

3) À forma “construí-lo”, aplicou-se a mesma regra de acentuação que a


aplicada em “caída”.
CERTO.

4) Em “provém”, na frase “O agente desta dupla construção provém de um


conjunto de práticas...”, o acento agudo foi utilizado porque o sujeito é singular.
ERRADO. “Provém” é oxítona terminada em “em”. O acento diferencial é só o
circunflexo.

5) Usou-se o acento circunflexo em “Por quê” (...é impossível fazer em nossas


naturezas-culturas aquilo que é possível fazer em
outros lugares, em outras culturas. Por quê?) em virtude da tonicidade de final
de período.
CERTO. Trata-se de monossílabo tônico terminado em “e”.

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Por Simone Pavanello Muniz

(CESGRANRIO).
Cinco comerciantes encomendaram a confecção de uma placa para afixar
na porta de suas lojas, mas apenas um deles recebeu a placa sem nenhum
problema quanto ao emprego do acento indicativo de crase.
A placa que está escrita de acordo com a norma-padrão é:
(A) LAVA À JATO
(B) COMIDA À QUILO
(C) ANGU À BAIANA
(D) VENDAS À VAREJO
(E) ENTREGAS À DOMICÍLIO
Confecção: oxítona terminada em “ão”. A terminação “ão” só dá acento em
paroxítonas.

Placa: paroxítona terminada em “a”. “A” só dá acento em oxítonas ou


monossílabos tônicos.

Afixar: oxítona termina em “r”. A terminação “r” só dá acento em paroxítonas.

Porta: paroxítona terminada em “a”. “A” só dá acento em oxítonas ou


monossílabos tônicos.

Lojas: paroxítona terminada em “as”. “AS” só dá acento em oxítonas ou em


monossílabos tônicos.

Apenas: paroxítona terminada em “as”. “AS” só dá acento em oxítonas ou em


monossílabos tônicos.

Problema: paroxítona terminada em “a”. “A” só dá acento em oxítonas ou


monossílabos tônicos.

Emprego: paroxítona terminada em “o”. “O” só dá acento em oxítonas ou em


monossílabos tônicos.

Crase: paroxítona terminada em “e”. “E” só dá acento em oxítonas ou em


monossílabos tônicos.

(VUNESP – ADAPTADA)
Classifique as palavras em destaque:
Na Zona Sul, a montanha que se faria com o lixo não recolhido chegaria à
altura do Pão de Açúcar. Isso para nós, os pobres, cuja comida e cujo consumo
não chegam a 1 kg de lixo/dia. Nos países ricos, geram-se em média 2 kg de
lixo/dia.
Zona: paroxítona terminada em “a”. “A” só dá acento em oxítonas ou
monossílabos tônicos.

Sul: monossílabo terminado em “L”. “L” só dá acento em paroxítonas.

Lixo: paroxítona terminada em “o”. “O” só dá acento em oxítonas ou em


monossílabos tônicos.

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Altura: paroxítona terminada em “a”. “A” só dá acento em oxítonas ou


monossílabos tônicos.

Açúcar: paroxítona terminada em “r”.

Nós: monossílabo tônico em “ós”.

Pobres: paroxítona terminada em “es”. “ES” só dá acento em oxítonas ou em


monossílabos tônicos.

Comida: paroxítona terminada em “a”. “A” só dá acento em oxítonas ou


monossílabos tônicos.

Consumo: paroxítona terminada em “o”. “O” só dá acento em oxítonas ou em


monossílabos tônicos.

Países: o “i” é a segunda vogal tônica do hiato.

Média: paroxítona terminada em ditongo crescente.

Língua: paroxítona terminada em ditongo crescente.

Lacunas: paroxítona terminada em “as”. “AS” só dá acento em oxítonas ou em


monossílabos tônicos.

Frase: paroxítona terminada em “e”. “E” só dá acento em oxítonas ou em


monossílabos tônicos.

Preenchidas: paroxítona terminada em “as”. “AS” só dá acento em oxítonas ou


em monossílabos tônicos.

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Por Simone Pavanello Muniz

MORFOLOGIA

Importante saber diferenciar:


 Morfologia: é o estudo das classes gramaticais.
 Semântica: é o estudo do sentido.
 Sintaxe: é o estudo da função.

SUBSTANTIVO

É o nome com que designamos em geral (pessoas, animais e coisas) flexionando-


se em gênero e número.

Características Importantes do Substantivo:


Nomeia;
Sempre pode vir antecedido de artigo.
O artigo tem o poder de substantivar palavras, ou seja, transformar palavras
que não são substantivos em substantivos:
 Não: advérbio de negação;
 Eu dei um não a ele: palavra substantivada.
É variável: se flexiona em gênero (masculino e feminino) e número (plural).

ADJETIVO

“É a expressão modificadora do substantivo que denota qualidade, condição


ou estado de um ser.” (Evanildo Bechara).
Exemplos:
 “Era feito aquela gente honesta, boa e comovida que caminha para a
morte pensando em vencer na vida.”
 Homem bom;
 Homem mortal;
 Pobre homem;
 Homem pobre;
 Um viajante brasileiro;
 Um brasileiro viajante;
 Grande homem;
 Homem grande.

SEMÂNTICA DOS ADJETIVOS


Na Classe:
Homem bom. “Bom” é adjetivo que se refere a “homem”.

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Na Semântica:
“Ela se casou com o homem bom”. Essa é uma característica específica do
homem com o qual ela se casou, pois nem todos os homens são bons. O
adjetivo, nesse caso, está restringindo o substantivo “homem”. Esse é o valor
restritivo do adjetivo.
O adjetivo pode exercer as seguintes funções semânticas:
 Restringir o substantivo;
 Especificar o substantivo;
 Delimitar o substantivo.
 Explicar.
Veja mais um exemplo:
“Ela se casou com o homem mortal” Nesse caso, “mortal” pode sair da frase,
visto que todos os homens são mortais. Esse é o valor explicativo do adjetivo
(informação acessória).

SINTAGMA NOMINAL
É uma expressão nominal cujo núcleo é um nome, ou seja, um substantivo. A
mudança de posição dos termos do sintagma nominal pode gerar alteração
morfológica, ou seja, de classes gramaticais e / ou alteração semântica.

Exemplo 1:

• Pobre homem.
“Pobre” é adjetivo / “Homem” é substantivo.
Sentido: coitado.
Nesse caso, “pobre” tem valor subjetivo, ou seja, valor opinativo. Ele pode
ser coitado para mim, mas não para você.

• Homem pobre.
“Homem” é substantivo / “Pobre” é adjetivo.
Sentido: sem dinheiro.
Nesse caso, “podre” tem valor objetivo, ou seja, ninguém discute, é pobre
mesmo, é um fato.
Sendo assim, a mudança de posição dos termos não gerou alteração
morfológica. Só gerou alteração semântica.

Exemplo 2:

• Um viajante brasileiro.
“Viajante” é substantivo / “Brasileiro” é adjetivo.

• Um brasileiro viajante.
“Brasileiro” é substantivo / “Viajante” é adjetivo.
Nesse caso, a mudança de posição dos termos gerou tanto alteração
morfológica quanto alteração semântica.

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Por Simone Pavanello Muniz

Exemplo 3:

• Grande homem.
“Grande” é adjetivo / “Homem” é substantivo.
Sentido: homem notável, digno de elogio.
O valor é subjetivo.

• Homem grande.
“Homem” é substantivo / “Grande” é adjetivo.
Sentido: homem alto.
Valor objetivo.
Nesse caso, a mudança de posição dos termos desse sintagma nominal não
gerou alteração morfológica. Só gerou alteração semântica.

Conclusão:
Toda a vez que a mudança de posição dos termos gerar alteração morfológica
(gramatical), haverá alteração semântica. Entretanto, pode haver alteração
semântica sem que haja alteração morfológica.

CARACTERÍSTICAS IMPORTANTES DO ADJETIVO:


 Refere-se a substantivo;
 Classe variável;
 Valor Subjetivo (opinativo) x Valor Objetivo;
 Valor Restritivo x Valor Explicativo.

LOCUÇÃO ADJETIVA:
É uma expressão. Ela se refere sempre a um substantivo.
Formada, geralmente, de PREPOSIÇÃO + SUBSTANTIVO COM VALOR DE
ADJETIVO.

Exemplo:
“Eu quero que o meu caixão
tenha uma forma bizarra
a forma de coração
a forma de guitarra”

EXERCÍCIOS

I. Identifique a classe das palavras abaixo, sendo:


( 1 ) SUBSTANTIVOS
( 2 ) ADJETIVOS
( 3 ) VERBOS

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01. ( ) Recebeu uma vaia grande.


02. ( ) Veio fantasiado de monstro.
03. ( ) Ele gosta de viver em festas.
04. ( ) O seu sorrir é contagiante.
05. ( ) O soberbo não se deu por vencido.
06. ( ) Era um homem muito mau.
07. ( ) Possuía muita fé.
08. ( ) Estava antes do jogo pouco confiante.
09. ( ) “Não sou propriamente um autor defunto,
10. ( ) ...mas um defunto autor.” (M. Assis).
11. ( ) Teve muita calma.
12. ( ) Comprou uma calça preta.
13. ( ) Tinha um quê de safado.
14. ( ) Extasiou-se com o azul do céu.
15. ( ) O bicho homem precisa evoluir mais.
16. ( ) Ontem ele parecia estar chateado.
17. ( ) A alegria contagiou a todos.
18. ( ) Apresentava um quer que seja de esperto.
19. ( ) Deu um drible moleque no guarda.
20. ( ) Quero ver o brotar da aurora.

II. Nos segmentos abaixo, assinale aqueles em que a troca dos termos do
sintagma nominal implicaria alteração de suas classes gramaticais e sentido:
01. Um sábio americano.
02. Um velho ranzinza.
03. Um alemão nazista.
04. Braços dobrados.
05. Menor abandonado.
06. Incômoda presença.

GABARITO:
I. Identifique a classe das palavras abaixo, sendo:
( 1 ) SUBSTANTIVOS
( 2 ) ADJETIVOS
( 3 ) VERBOS
01. Recebeu uma vaia grande. ADJETIVO.
02. Veio fantasiado de monstro. SUBSTANTIVO (o monstro). Cuidado com a
pegadinha: se o termo grifado fosse “de monstro” aí teríamos uma locução
adjetiva!

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Por Simone Pavanello Muniz

03. Ele gosta de viver em festas. VERBO.


04. O seu sorrir é contagiante. SUBSTANTIVO.
05. O soberbo não se deu por vencido. SUBSTANTIVO.
06. Era um homem muito mau. ADJETIVO.
07. Possuía muita fé. SUBSTANTIVO (a fé).
08. (Ele) Estava antes do jogo pouco confiante. ADJETIVO (Há um “ele” implícito
na frase).
09. “Não sou propriamente um autor defunto”. SUBSTANTIVO.
10. ... mas um defunto autor.” (M. Assis). ADJETIVO.
11. Teve muita calma. SUBSTANTIVO. (a calma que ele teve)
12. Comprou uma calça preta. ADJETIVO.
13. Tinha um quê de safado. SUBSTANTIVO.
14. Extasiou-se com o azul do céu. SUBSTANTIVO. “Do céu” é uma locução
adjetiva.
15. O bicho homem precisa evoluir mais. ADJETIVO.
16. Ontem ele parecia estar chateado. ADJETIVO.
17. A alegria contagiou a todos. SUBSTANTIVO.
18. Apresentava um quer que seja de esperto. SUBSTANTIVO.
19. Deu um drible moleque no guarda. ADJETIVO.
20. Quero ver o brotar da aurora. SUBSTANTIVO.

Observação das frases 09 e 10:


09. “Não sou propriamente um autor defunto”. SUBSTANTIVO.
10. ... mas um defunto autor.” (M. Assis). ADJETIVO.
A mudança de posição dos termos gerou alteração morfológica e semântica.

II. Nos segmentos abaixo, assinale aqueles em que a troca dos termos do
sintagma nominal implicaria alteração de suas classes gramaticais e sentido:

01. Um sábio americano. “Sábio” é substantivo / “Americano” é adjetivo.


Um americano sábio. “Americano” é substantivo / “Sábio” é adjetivo.
Nesse caso, a mudança de posição gerou alteração morfológica e semântica.

02. Um velho ranzinza. “Velho” é substantivo / “Ranzinza” é adjetivo.


Um ranzinza velho. “Ranzinza” é adjetivo / “Velho” é substantivo.
Nesse caso, a mudança de posição não gerou alteração morfológica. Nas duas
frases nós teremos um velho chato. Nem sempre o que vem depois do artigo
é substantivo. Não podemos dizer: “um dia o ranzinza nasceu e cresceu...” não
faz sentido! Essa é a explicação gramatical. Portanto, não basta apenas olhar
para o artigo, é preciso analisar o sentido da frase.

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03. Um alemão nazista. “Alemão” é substantivo / “Nazista” é adjetivo.


Um nazista alemão. “Nazista” é substantivo / “Alemão” é adjetivo.
Nesse caso, a mudança de posição gerou alteração morfológica e semântica.

04. Braços dobrados. “Braços” é substantivo / “Dobrados” é adjetivo.


Dobrados braços. “Dobrados” é adjetivo / “Braços” é substantivo.
Nesse caso, não houve alteração morfológica e não houve alteração semântica.

05. Menor abandonado. “Menor” é substantivo / “Abandonado” é adjetivo.


Abandonado menor. “Abandonado” é substantivo / “Menor” é adjetivo.
Nesse caso, a mudança de posição gerou alteração morfológica e semântica.
Perceba que podemos ter abandonados maiores de idade também!

06. Incômoda presença. “Incômoda” é adjetivo / “Presença” é substantivo.


Presença incômoda. “Presença” é substantivo / “Incômoda” é adjetivo.
Nesse caso, não houve alteração morfológica e não houve alteração semântica.
Nos dois casos “continuam incomodando a gente”.

ADVÉRBIO

Palavra invariável que, fundamentalmente (na maioria das vezes), modifica o


verbo exprimindo uma circunstância (tempo, lugar, modo etc.). Pode ainda o
advérbio modificar o adjetivo ou outro advérbio.
Circunstância é uma informação acessória que pode ser retirada da frase. Em
outras palavras, circunstância é a pergunta do “fofoqueiro”: Ele viajou: para
onde? Quando? Com quem? Para que?

CARACTERÍSTICAS IMPORTANTES DO ADVÉRBIO:


 Modifica verbo, adjetivo ou outro advérbio;
 Invariável;
 Indica circunstância.

Exemplos:
 Trabalhamos muito. “Muito” é advérbio de intensidade que está se
referindo ao verbo “trabalhamos”.
 Homem muito bom. “Muito” é advérbio de intensidade que está se
referindo ao adjetivo “bom”.
 Fala muito bem. “Muito” é advérbio de intensidade que está se referindo
ao advérbio “bem”. O advérbio “bem”, por sua vez, está se referindo ao
verbo “falar”.
 Ela chegou aqui sozinha. “Aqui” é advérbio de lugar que está se referindo
ao verbo “chegou”.

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ATENÇÃO! DICA IMPORTANTE!


 Homem muito bom.
 Fala muito bem.
Toda a vez que o advérbio modificar um adjetivo ou outro advérbio, ele será de
intensidade, SEM EXCEÇÃO. É o chamado intensificador. Todavia, quando ele
estiver se referindo a verbo, poderá ser de qualquer coisa (lugar, intensidade,
modo, tempo).

LOCUÇÃO ADVERBIAL
Formada, normalmente, por PREPOSIÇÃO + SUBSTANTIVO COM VALOR E
EMPREGO DE ADVÉRBIO.

Exemplo:
Às pressas, às vezes, à beça, sem dúvida, de repente, de vez em quando, à toa,
cara a cara etc.

EXERCÍCIOS

I. Identifique os advérbios das frases abaixo:


a) A banda já passou. Vai lá a banda. O maestro vai adiante.
b) Por aqui nunca passa banda nenhuma.
c) Nunca a vi assim tão linda, Cláudia!
d) Você porventura teve bons sonhos hoje?
e) Anda depressa, e o bicho te pega; anda devagar, e o bicho te come.

II. Identifique as locuções adverbiais:


a) O jogo foi transmitido ao vivo, mas não em cores.
b) De manhã tenho aulas, de tarde estudo, de noite faço balé.
c) Ninguém veio a pé, todos vieram a cavalo.
d) De vez em quando algum carro passa por aqui.
e) Fiz aquilo de propósito. Trabalhei à toa.

III. Identifique e classifique os advérbios e locuções adverbiais das frases a


seguir:
a) Ele vive ao deus-dará.
b) As coisas estão indo mal, sem dúvida.
c) Vamos discutir às claras esta questão.
d) Eles quase morreram de susto.
e) Ele estava fortemente gripado ontem.
f) Minha filha agiu sabiamente nessa ocasião.
g) Estou profundamente aborrecido com essa notícia.

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h) Ele, efetivamente, não ficará mais neste cargo.


i) Perguntou-lhe por que estava ali e quando chegará.
j) Não brincam mais na rua.
k) Iremos de trem.
l) Como suavas!
m) Ele chegou recentemente.
n) Aquele homem vivia à farta.
o) Dormi à farta, estou descansado.
p) Meu irmão talvez irá aí.

IV. Classifique as expressões grifadas como:


Adjetivo / locução adjetiva (a)
Advérbio / locução adverbial (b)
Dica para resolver esse exercício: na dúvida, jogue tudo para o plural. Se variar,
é adjetivo, se não variar, será advérbio. Esse macete só não irá funcionar com
as locuções.
01. As meninas ganharam dos meninos disparado. ( )
02. Ele é muito inteligente que você. ( )
03. Você fala grosseiro. ( )
04. A mãe saiu séria da sala. ( )
05. O professor falou alto. ( )
06. Viva em paz, que você terá uma vida tranquila. ( )
07. Os corintianos entravam duro nos palmeirenses, que reclamavam. ( )
08. Conheço isso melhor que você. ( )
09. Tudo é pior quando se vê melhor.( )
10. Você tem ouvido melhor que o meu, pois tem ouvido melhor que eu
ultimamente. ( )
11. Ela se mostrava como uma mulher à toa. ( )
12. Trabalhou à toa nos últimos anos. ( )
13. Pedro vagava pelas ruas com fome. ( )

GABARITO
I. Identifique os advérbios das frases abaixo:
a) A banda já passou. Vai lá a banda. O maestro vai adiante. TEMPO / LUGAR
/ LUGAR.
b) Por aqui nunca passa banda nenhuma. LUGAR / TEMPO E NEGAÇÃO.
“Nenhuma” não é advérbio, pois se refere ao substantivo “banda” e advérbio
só se refere a verbo, adjetivo ou outro advérbio. Além disso, “nenhuma” está
no feminino e já aprendemos que advérbio é invariável.
c) Nunca a vi assim tão linda, Cláudia! TEMPO E NEGAÇÃO/ INTENSIDADE
(linda assim) / INTENSIDADE (tão linda).

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d) Você porventura teve bons sonhos hoje? DÚVIDA / TEMPO.


e) Anda depressa, e o bicho te pega; anda devagar, e o bicho te come. MODO
/ MODO.

II. Identifique as locuções adverbiais:


a) O jogo foi transmitido ao vivo, mas não em cores. MODO.
b) De manhã tenho aulas, de tarde estudo, de noite faço balé. TEMPO.
c) Ninguém veio a pé, todos vieram a cavalo. MEIO DE TRANSPORTE.
d) De vez em quando algum carro passa por aqui. TEMPO / LUGAR.
e) Fiz aquilo de propósito. Trabalhei à toa. CAUSA (eu fiz porque eu quis – eu
tinha um propósito) / MODO.

III. Identifique e classifique os advérbios e locuções adverbiais (CIRCUNSTÂNCIAS


ADVERBIAIS) das frases a seguir:
a) Ele vive ao deus-dará. MODO.
b) As coisas estão indo mal, sem dúvida. MODO / AFIRMAÇÃO.
c) Vamos discutir às claras esta questão. MODO.
d) Eles quase morreram de susto. CAUSA.
e) Ele estava fortemente gripado ontem. INTENSIDADE / TEMPO.
f) Minha filha agiu sabiamente nessa ocasião. MODO.
g) Estou profundamente aborrecido com essa notícia. INTENSIDADE / CAUSA.
h) Ele, efetivamente, não ficará mais neste cargo. AFIRMAÇÃO / NEGAÇÃO /
TEMPO (quando o “mais” vier seguido de uma negativa ele significará advérbio
de tempo – não mais, nunca mais) / LUGAR (ficará onde? Neste cargo).
i) Perguntou-lhe por que estava ali e quando chegará. CAUSA / LUGAR / TEMPO.
j) Não brincam mais na rua. NEGAÇÃO / TEMPO / LUGAR.
k) Iremos de trem. MEIO DE TRANSPORTE.
l) Como suavas! INTENSIDADE.
m) Ele chegou recentemente. TEMPO.
n) Aquele homem vivia à farta. MODO.
o) Dormi à farta, estou descansado. INTENSIDADE.
p) Meu irmão talvez irá aí. DÚVIDA / LUGAR.

IMPORTANTE!
NÃO CONFUNDA a LOCUÇÃO ADJETIVA com a LOCUÇÃO ADVERBIAL.
Observe:
 A casa de madeira foi construída. Nesse caso “de madeira” está se referindo
ao substantivo “casa”, portanto, trata-se de LOCUÇÃO ADJETIVA.
 A casa foi construída de madeira. Nesse caso “de madeira” está se
referindo à locução verbal “foi construída”, portanto, trata-se de LOCUÇÃO
ADVERBIAL DE MATÉRIA.

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IV. Classifique as expressões grifadas como:


Adjetivo / locução adjetiva (a)
Advérbio / locução adverbial (b)
01. As meninas ganharam dos meninos disparado. ADVÉRBIO. Normalmente
“disparado” é adjetivo. Mas, nessa frase, ele veio se referindo ao verbo
“ganhar”. Quando um adjetivo exerce função de advérbio ele é denominado
ADJETIVO ADVERBIALIZADO.
02. Ele é muito inteligente que você. ADJETIVO.
03. Você fala grosseiro. ADVÉRBIO DE MODO.
04. A mãe saiu séria da sala. ADJETIVO (a mãe saiu séria).
05. O professor falou alto. ADVÉRBIO DE MODO.
06. Viva em paz, que você terá uma vida tranquila. ADJETIVO.
07. Os corintianos entravam duro nos palmeirenses, que reclamavam.
ADVÉRBIO DE MODO.
08. Conheço isso melhor que você. ADVÉRBIO DE INTENSIDADE. Coloque tudo
no plural e perceberá que “melhor” está se referindo ao verbo “conheço”:
conhecemos isso melhor. Lembre-se de que advérbio é classe de palavra
invariável.
09. Tudo é pior quando se vê melhor. ADVÉRBIO DE MODO. Ver tudo de outro
modo, de uma maneira melhor.
10. Você tem ouvido melhor que o meu (ouvido), pois tem ouvido (ESCUTADO)
melhor que eu ultimamente. ADJETIVO / ADVÉRBIO DE INTENSIDADE (tem
ouvido mais que eu ultimamente).
11. Ela se mostrava como uma mulher à toa. LOCUÇÃO ADJETIVA.
12. Trabalhou à toa nos últimos anos. LOCUÇÃO ADVÉRBIAL DE MODO.
13. Pedro vagava pelas ruas com fome. LOCUÇÃO ADJETIVA. “Com fome” é
o estado do “Pedro”. Pedro vagava pelas ruas faminto. Ele estava com fome.
Além do mais, “com fome” não é modo de ninguém andar... (ri litros =D – eu
ando com fome o tempo todo rsrsrs) Modo é o mesmo que jeito.

Curiosidade:
A cerveja que desce redondo. Quando o comercial foi destaque na televisão,
muitas pessoas estranharam o “redondo” não variar. Elas acreditavam que
o correto seria “cerveja que desce redonda”. Quem pensou dessa forma,
não estava compreendendo que “redondo” se tratava de um adjetivo
adverbializado. “Redondo” é o modo como a cerveja desce.

IMPORTANTE!
NÃO CONFUNDA ESTADO com MODO. O valor semântico de “estado” é o
adjetivo que indica. Já “modo” é caso de advérbio.
Observe:
• O velho chegou cansado. “O velho chegou e estava cansado”. ADJETIVO /
ESTADO. Basta observar que “cansado” não é o modo de ninguém chegar.
“Cansado” indica o estado de uma pessoa.
• O velho chegou de repente. O velho chegou como? De que modo? De
repente. ADVÉRBIO DE MODO.

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SUBSTANTIVO X ADJETIVO X ADVÉRBIO

V. Classifique as palavras grifadas segundo o código abaixo:


(a) substantivo;
(b) adjetivo;
(c) advérbio.
01. Existem outros meios para resolver o problema. ( )
02. Encontrei-a meio chateada. ( )
03. Ele sentiu-se mal durante a festa. ( )
04. O fumo faz mal à saúde. ( )
05. Ele cantou melhor que todos. ( )
06. Sem dúvida, este é o melhor jogador do time. ( )
07. Não há mal que sempre dure. ( )
08. Ele me parece meio espantado. ( )
09. Ela está bastante animada hoje. ( )
10. Não há dinheiro bastante para esta despesa. ( )
11. Eu o encontrei mal vestido. ( )

GABARITO
V. Classifique as palavras grifadas segundo o código abaixo:
(a) substantivo;
(b) adjetivo;
(c) advérbio.
01. Existem outros meios para resolver o problema. SUBSTANTIVO.
02. Encontrei-a meio chateada. ADVÉRBIO DE INTENSIDADE. Lembre-se de
que o advérbio será sempre de intensidade quando estiver se referindo a um
adjetivo ou a outro advérbio.
03. Ele sentiu-se mal durante a festa. ADVÉRBIO DE MODO.
04. O fumo faz mal à saúde. SUBSTANTIVO. Dica: para saber se é um substantivo
coloque um artigo antes “Faz o mal / O mal que o fumo faz”. Também podemos
trocar por outro substantivo: “O fumo faz miséria / estrago”.
05. Ele cantou melhor que todos. ADVÉRBIO DE MODO.
06. Sem dúvida, este é o melhor jogador do time. ADJETIVO / LOCUÇÃO
ADJETIVA.
07. Não há mal que sempre dure. SUBSTANTIVO (o mal que sempre dura / não
há problema).
08. Ele me parece meio espantado. ADVÉRBIO DE INTENSIDADE (um pouco
espantado). Quando o advérbio se referir a adjetivo ele será sempre de
intensidade.
09. Ela está bastante animada hoje. ADVÉRBIO DE INTENSIDADE. Quando o
advérbio se referir a adjetivo ele será sempre de intensidade.

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10. Não há dinheiro bastante para esta despesa. ADJETIVO (dinheiro suficiente).
11. Eu o encontrei mal vestido. ADVÉRBIO DE INTENSIDADE. “Vestido”, nesse
contexto, é adjetivo.

PRONOME INDEFINIDO

Têm sentido vago e aplicam-se à 3ª pessoa: alguém, ninguém, algum, nenhum,


todo, outro, tanto, muito, certo, vários, quanto, qualquer, tudo, qual, outrem,
nada, algo, cada, mais, que, quem, um.
Pronome é classe de palavra que se refere a nome: vem ao lado do substantivo
ou no lugar dele.

Exemplos:
 Todo homem deve ser respeitado. Quando o pronome vem ao lado do
substantivo ele está exercendo a função de um adjetivo. Nesse caso, trata-
se de um pronome adjetivo.
 Todos devem ser respeitados. Nesse caso, não há nenhum substantivo ao
lado do pronome. Quando isso ocorre, estamos diante de um pronome
substantivo. É o caso em que o pronome exerce a função de substantivo.
Em outras palavras, esse pronome está exercendo a função de sujeito.

COMO A BANCA PODERIA COBRAR ISSO NAS PROVAS?


Ela poderia perguntar: assinale a alternativa em que o elemento grifado tenha
VALOR ADJETIVO.
O que a banca quer, de fato, é qualquer elemento que esteja ao lado de um
substantivo. Perceba: “Todo homem deve ser respeitado”. O elemento dessa
frase que tem valor adjetivo é o pronome “todo”, pois é ele que está ao lado
do substantivo “homem”.
Isso é semântica! O leigo estaria procurando por um adjetivo.

Mais exemplos:
 Todo dia ela faz tudo sempre igual. Nesse caso, o pronome “todo” está
ao lado do substantivo “dia”. Portanto, trata-se de um pronome adjetivo
indefinido / Já o pronome indefinido “tudo” não está ao lado de nenhum
substantivo. Ele está exercendo função substantiva. Trata-se de um
pronome substantivo indefinido.

 Chegarão mais livros na próxima semana. Nesse caso, o pronome indefinido


“mais” está se referindo ao substantivo “livros”. Portanto, trata-se de um
pronome adjetivo indefinido.

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EXERCÍCIOS

VI. Numere:

(1) substantivo;
(2) adjetivo ou locução adjetiva;
(3) pronome;
(4) advérbio ou locução adverbial.

01) Chegaram todos de uma só vez. ( )


02) Ele chegou todo arranhado. ( )
03) Receberam tantos elogios! ( )
04) Correu tanto, que conseguiu entrar no cinema a tempo. ( )
05) Muita gente chegou atrasada. ( )
06) Estava muito contente com o resultado. ( )
07) Tinha muito talento. ( )
08) Era muito talentoso. ( )
09) Mais amor, menos confiança. ( )
10) Estava mais otimista, menos cético. ( )
11) Não a deixo mais. ( )
13) Não se deve pagar o bem com o mal. ( )
14) Nada na vida é definitivo. ( )
15) O tempo está visualmente melhor. ( )
16) Adquiriu bastante experiência. ( )
17) Não era bastante experiente. ( )
18) Falava bastante com o amigo. ( )
19) Mostrou pouco interesse pela novidade. ( )
20) Mostrou pouco interesse pela novidade. ( )
21) Mostrou-se pouco interessado pela novidade. ( )
22) Era a pessoa certa para ocupar o cargo. ( )
23) Certas pessoas se afastam da boa conduta. ( )
24) Andava meio triste. ( )
25) Percorreu a estrada a pé. ( )
26) O homem comum pode criar outras condições de vida. ( )
27) Teve algum sucesso com o seu projeto. ( )
28) Os valentes se acovardaram naquela situação. ( )
29) Teve pouco tempo para decidir. ( )

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(VUNESP) Assinale a alternativa em que a palavra “a”, em destaque, possui a


mesma função que na frase: ... aprisionando e desgraçando familiares pobres,
que a eles ficam acorrentados nos institutos, ...
A) O cão da minha paciente era doente e atormentava-a.
B) Ele tem um câncer na mandíbula, mas o médico disse que a removerá.
C) Pude proporcionar esse momento digno a minha mãe de 95 anos.
D) Para alguns médicos, a existência de pacientes terminais é importante, por
isso eles a prolongam.
E) Sobre a morte, os plantonistas dizem: Eu não a quero.

(ICMS) Assinale a alternativa em que o termo indicado seja classificado como


advérbio.
A) “... dispõe de mais recursos...”.
B) “... sem nenhum sentimento...”.
C) “... ao menos conforme admite o senso comum...”.
D) “Nada diferente do que ocorre em relação à acepção da ética...”.
E) “... auferir vantagens em relação aos demais contribuintes...”.
(DOCAS-BA) Assinale a palavra que NÃO tenha, no texto, valor adjetivo.
A) dividido (“O plano é dividido entre os módulos básico e avançado...”);
B) primeiro (“No primeiro módulo...”);
C) essa (“liberação da parte de armas para essa categoria profissional...”);
D) básico (“... entre os módulos básico e avançado...”);
E) horária (“... com carga horária total de 76 horas.”).

(TÉCNICO JUDICIÁRIO) Assinale a palavra que, no texto, NÃO tenha valor


adjetivo.
A) melhor (“Aliás, o melhor para a democracia...”.);
B) muitas (“... as máquinas partidárias muitas vezes se tornam...”);
C) extraordinária (“... aumentar de forma tão extraordinária...”);
D) minhas (“... minhas propostas...”.);
E) nove (“... foi aprovado a nove dias do fim do ano...”).

(FGV) Assinale a palavra que, no texto, NÃO tenha valor adjetivo.


A) Nossos (“Nossos pais conduziste...”);
B) avançada (“És, Senhor, sentinela avançada...”);
C) cem (“... que, há cem anos...”);
D) nos (“Aos teus pés que nos deste...”);
E) imortal (“És a guarda imortal...”).

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(CETRO) Leia o trecho abaixo, transcrito do terceiro parágrafo e, em seguida,


assinale a alternativa cujos termos destacados tenham, respectivamente, a
mesma classificação morfológica dos destacados no período abaixo.
Os serviços de saúde que não se adequarem à nova norma poderão perder o
alvará de funcionamento.
A) As pessoas dependentes do serviço público serão as mais assistidas pelo
Programa.
B) O Comitê também será uma referência para a tomada de decisão na área.
C) A notificação é muito importante para se investigar o que levou ao evento.
D) O formulário será hospedado no site da Agência e será o canal oficial para
a notificação de situações adversas.
E) O Programa Nacional de Segurança do Paciente (CIPNSP) estabelece, ainda,
a criação do Comitê de Implementação.

(ASSEMBLEIA LEGISLATIVA) “Essa nova fase da filantropia americana”; nesse


segmento do texto, a posição do adjetivo nova é importante para a construção
do sentido, já que, se posposto, o adjetivo ganharia um novo sentido. A
alternativa abaixo que mostra um termo que modifica seu sentido conforme
sua posição em relação ao termo determinado é:
A) recentes doações;
B) bondosas pessoas;
C) eficazes medidas;
D) pobres habitantes;
E) abnegados milionários.

(ASSEMBLEIA LEGISLATIVA) Os adjetivos são palavras que, entre outras


funções, indicam uma opinião do enunciador do texto sobre o substantivo
adjetivado; o adjetivo abaixo que está nesse caso é:
A) aspecto fascinante;
B) capitalismo americano;
C) filantropia bilionária;
D) potência filantrópica;
E) proporções inéditas.

(FINEP) Na junção de golpistas venezuelanos, caso haja troca de posição de


termos – venezuelanos golpistas:
A) mantém-se o sentido original;
B) mantêm-se as classes de palavras originais;
C) só no primeiro caso venezuelanos indica nacionalidade;
D) só no segundo caso venezuelano indica nacionalidade;
E) ocorre mudança de sentido.

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(ASSEMBLEIA LEGISLATIVA) A alternativa em que a palavra MAIS tem valor


distinto do das demais frases é:
A) “o segundo homem mais rico do mundo”;
B) “em sua forma mais avançada”;
C) “mais pessoas doam a projetos sociais”;
D) “o coração dos brasileiros seriam bem mais generoso”;
E) “o cérebro dos governantes fosse mais ventilado”.

(DOCAS-BA) Além de uma melhor infraestrutura para o turista, a reforma


garante também mais leitos durante a Copa do Mundo da FIFA Brasil 2014.
As palavras “melhor” e “mais”, no trecho acima, classificam-se, respectivamente,
como:
A) advérbio e advérbio.
B) adjetivo e advérbio.
C) adjetivo e pronome.
D) advérbio e pronome.
E) advérbio e adjetivo.

GABARITO:

VI. Numere:
(1) substantivo;
(2) adjetivo ou locução adjetiva;
(3) pronome indefinido (adjetivo ou substantivo);
(4) advérbio ou locução adverbial (circunstância).

01) Chegaram todos de uma só vez. PRONOME INDEFINIDO SUBSTANTIVO.


02) Ele chegou todo arranhado. ADVÉRBIO DE INTENSIDADE. “Todo” se refere
a “arranhado”, que é adjetivo.
03) Receberam tantos elogios! Nesse caso, “tantos” se refere a “elogios”, que
é substantivo. PRONOME INDEFINIDO ADJETIVO.
04) Correu tanto, que conseguiu entrar no cinema a tempo. ADVÉRBIO DE
INTENSIDADE.
05) Muita gente chegou atrasada. PRONOME INDEFINIDO ADJETIVO.
06) Estava muito contente com o resultado. ADVÉRBIO DE INTENSIDADE.
“Muito” se refere a “contente”, que é adjetivo.
07) Tinha muito talento. PRONOME INDEFINIDO ADJETIVO.
08) Era muito talentoso. ADVÉRBIO DE INTENSIDADE. “Muito” se refere a
“talentoso”, que é adjetivo.
09) Mais amor, menos confiança. PRONOMES INDEFINIDOS ADJETIVOS.

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10) Estava mais otimista, menos cético. ADVÉRBIO DE INTENSIDADE. “Mais”


se refere a “otimista”, que é adjetivo / ADVÉRBIO DE INTENSIDADE. “Menos”
se refere a “cético”, que é adjetivo.
11) Não a deixo mais. ADVÉRBIO DE TEMPO. Dica: quando o advérbio “mais”
vier antecedido de uma negação, será advérbio de tempo. Veja outros exemplos:
“Não falo mais com você (antes eu falava)” / “Não como mais chocolate (antes
eu comia)”.
13) Não se deve pagar o bem com o mal. SUBSTANTIVO.
14) Nada na vida é definitivo. PRONOME INDEFINIDO SUBSTANTIVO.
15) O tempo está visualmente melhor. ADJETIVO (os tempos estão melhores).
16) Adquiriu bastante experiência. PRONOME INDEFINIDO ADJETIVO.
17) Não era bastante experiente. ADVÉRBIO DE INTENSIDADE.
18) Falava bastante com o amigo. ADVÉRBIO DE INTENSIDADE.
19) Mostrou pouco interesse pela novidade. PRONOME INDEFINIDO ADJETIVO.
“Interesse” é substantivo.
20) Mostrou pouco interesse pela novidade. PRONOME INDEFINIDO ADJETIVO.
“Interesse” é substantivo.
21) Mostrou-se pouco interessado pela novidade. ADVÉRBIO DE INTENSIDADE.
“Interessado” é adjetivo.
22) Era a pessoa certa para ocupar o cargo. ADJETIVO (pessoa correta).
23) Certas pessoas se afastam da boa conduta. PRONOME INDEFINIDO
ADJETIVO. “Certas” está se referindo a “pessoas”, que é substantivo, indicando
ideia vaga.
24) Andava meio triste. ADVÉRBIO DE INTENSIDADE. “Meio” está se referindo
a “triste”, que é adjetivo.
25) Percorreu a estrada a pé. LOCUÇÃO ADVERBIAL DE MEIO DE TRANSPORTE.
26) O homem comum pode criar outras condições de vida. ADJETIVO / LOCUÇÃO
ADJETIVA (“Condições” é substantivo). “Outras” é pronome indefinido que está
se referindo ao substantivo “condições”.
27) Teve algum sucesso com o seu projeto. PRONOME INDEFINIDO ADJETIVO.
“Algum” está se referindo a “sucesso”, que é substantivo, indicando ideia vaga.
28) Os valentes se acovardaram naquela situação. SUBSTANTIVO.
29) Teve pouco tempo para decidir. PRONOME INDEFINIDO ADJETIVO. “Pouco”
está se referindo a “tempo”, que é substantivo, indicando ideia vaga.

(VUNESP) Assinale a alternativa em que a palavra “a”, em destaque, possui a


mesma função que na frase: ... aprisionando e desgraçando familiares pobres,
que a eles ficam acorrentados nos institutos, ... Esse “a” é preposição.
A) O cão da minha paciente era doente e atormentava-a. PRONOME PESSOAL
OBLÍQUO “ELA”.
B) Ele tem um câncer na mandíbula, mas o médico disse que a removerá.
PRONOME PESSOAL OBLÍQUO “REMOVERÁ ELA”.
C) Pude proporcionar esse momento digno a minha mãe de 95 anos.

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D) Para alguns médicos, a existência de pacientes terminais é importante,


por isso eles a prolongam. ARTIGO DEFINIDO / PRONOME PESSOAL OBLÍQUO
“PROLONGAM ELA”.
E) Sobre a morte, os plantonistas dizem: Eu não a quero. ARTIGO DEFINIDO /
PRONOME PESSOAL OBLÍQUO.

(ICMS) Assinale a alternativa em que o termo indicado seja classificado como


advérbio.
A) “... dispõe de mais recursos...”. PRONOME ADJETIVO INDEFINIDO.
B) “... sem nenhum sentimento...”. PRONOME ADJETIVO INDEFINIDO.
C) “... ao menos conforme admite o senso comum...”. Nesse caso, “conforme”
é uma conjunção conformativa. Ela está apenas ligando uma oração à outra.
D) “Nada diferente do que ocorre em relação à acepção da ética...”. ADVÉRBIO.
“nada” se refere ao adjetivo “diferente”.
E) “... auferir vantagens em relação aos demais contribuintes...”. PRONOME
ADJETIVO INDEFINIDO.

(DOCAS-BA) Assinale a palavra que NÃO tenha, no texto, valor adjetivo.


A) dividido (“O plano é dividido entre os módulos básico e avançado...”); “É
DIVIDIDO” É UMA LOCUÇÃO VERBAL. “Divido” é o verbo auxiliar da locução
verbal.
B) primeiro (“No primeiro módulo...”); NUMERAL ADJETIVO.
C) essa (“liberação da parte de armas para essa categoria profissional...”);
PRONOME ADJETIVO. Dica: ter valor adjetivo é estar ao lado do substantivo:
pronomes e numerais podem ter valor adjetivo se vierem ao lado do substantivo.
D) básico (“... entre os módulos básico e avançado...”); ADJETIVO.
E) horária (“... com carga horária total de 76 horas.”). ADJETIVO.

(TÉCNICO JUDICIÁRIO) Assinale a palavra que, no texto, NÃO tenha valor


adjetivo.
A) melhor (“Aliás, o melhor para a democracia...”.); O artigo tem o poder de
substantivar palavras. “Melhor”, nesse caso, é substantivo.
B) muitas (“... as máquinas partidárias muitas vezes se tornam...”); “Muitas”
está se referindo a “vezes”, que é um substantivo. Logo, trata-se de um pronome
adjetivo. É um pronome que tem valor adjetivo.
C) extraordinária (“... aumentar de forma tão extraordinária...”);
“Extraordinária” é um adjetivo que se refere a “forma”.
D) minhas (“... minhas propostas...”.); Pronome possessivo adjetivo.
E) nove (“... foi aprovado a nove dias do fim do ano...”). Numeral adjetivo.
Lembre-se: ter valor adjetivo é se referir a um substantivo.

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(FGV) Assinale a palavra que, no texto, NÃO tenha valor adjetivo.


A) Nossos (“Nossos pais conduziste...”); PRONOME ADJETIVO.
B) avançada (“És, Senhor, sentinela avançada...”); “Avançada” é o próprio
adjetivo.
C) cem (“... que, há cem anos...”); NUMERAL ADJETIVO.
D) nos (“Aos teus pés que nos deste...”); Para ter valor adjetivo, ele teria
que se referir a um substantivo, o que não ocorreu. Esse “nos” é um pronome
substantivo. Ele está no lugar do substantivo.
E) imortal (“És a guarda imortal...”). “Imortal” é o próprio adjetivo.

(CETRO) Leia o trecho abaixo, transcrito do terceiro parágrafo e, em seguida,


assinale a alternativa cujos termos destacados tenham, respectivamente, a
mesma classificação morfológica dos destacados no período abaixo.
Os serviços de saúde que não se adequarem à nova norma poderão perder o
alvará de funcionamento. PREPOSIÇÃO / ADVÉRBIO / SUBSTANTIVO.
A) As pessoas dependentes do serviço público serão as mais assistidas pelo
Programa. ARTIGO / PREPOSIÇÃO + ARTIGO / PREPOSIÇÃO “POR” + ARTIGO.
B) O Comitê também será uma referência para a tomada de decisão na área.
PREPOSIÇÃO / PREPOSIÇÃO / SUBSTANTIVO.
C) A notificação é muito importante para se investigar o que levou ao evento.
ADVÉRBIO / PREPOSIÇÃO / VERBO.
D) O formulário será hospedado no site da Agência e será o canal oficial para
a notificação de situações adversas. CONJUNÇÃO / PREPOSIÇÃO / ADJETIVO.
E) O Programa Nacional de Segurança do Paciente (CIPNSP) estabelece, ainda,
a criação do Comitê de Implementação.

(ASSEMBLEIA LEGISLATIVA) “Essa nova fase da filantropia americana”; nesse


segmento do texto, a posição do adjetivo nova é importante para a construção
do sentido, já que, se posposto, o adjetivo ganharia um novo sentido. A
alternativa abaixo que mostra um termo que modifica seu sentido conforme
sua posição em relação ao termo determinado é:
A) recentes doações; ADJETIVO / SUBSTANTIVO.
B) bondosas pessoas; ADJETIVO / SUBSTANTIVO.
C) eficazes medidas; ADJETIVO / SUBSTANTIVO.
D) pobres habitantes; ADJETIVO / SUBSTANTIVO.
E) abnegados milionários. ADJETIVO / SUBSTANTIVO.

(ASSEMBLEIA LEGISLATIVA) Os adjetivos são palavras que, entre outras


funções, indicam uma opinião do enunciador do texto sobre o substantivo
adjetivado; o adjetivo abaixo que está nesse caso é:
A) aspecto fascinante;
A banca queria um adjetivo com valor subjetivo. Ora, o que é fascinante para
mim pode não ser para você.

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(FINEP) Na junção de golpistas venezuelanos, caso haja troca de posição de


termos – venezuelanos golpistas:
E) ocorre mudança de sentido.
• Golpistas venezuelanos. “Golpistas” é substantivo / “Venezuelanos” é
adjetivo. Nesse caso, estamos falando dos golpistas que são venezuelanos.
• Venezuelanos golpistas. “Venezuelanos” é substantivo / “Golpistas” é
adjetivo. Nesse caso, os venezuelanos são golpistas.
Toda vez que houver mudança da classe gramatical, haverá alteração de
sentido. Ora, se muda o enfoque, muda o sentido.

(ASSEMBLEIA LEGISLATIVA) A alternativa em que a palavra MAIS tem valor


distinto do das demais frases é:
A) “o segundo homem mais rico do mundo”; Advérbio de intensidade.
B) “em sua forma mais avançada”; Advérbio de intensidade.
C) “mais pessoas doam a projetos sociais”; Nesse caso “mais” é pronome
indefinido adjetivo.
D) “o coração dos brasileiros seriam bem mais generoso”; Advérbio de
intensidade.
E) “o cérebro dos governantes fosse mais ventilado”. Advérbio de intensidade.

(DOCAS-BA) Além de uma melhor infraestrutura para o turista, a reforma


garante também mais leitos durante a Copa do Mundo da FIFA Brasil 2014.
As palavras “melhor” e “mais”, no trecho acima, classificam-se, respectivamente,
como:
C) adjetivo e pronome indefinido adjetivo.

RESUMO DA AULA
Substantivo nomeia. Sempre pode vir antecedido de artigo.
Adjetivo sempre se refere a substantivo. É classe variável.
Advérbio é classe que modifica verbo, adjetivo ou outro advérbio. É invariável.
Pronome Indefinido é classe que se refere a substantivo. Indica ideia vaga,
generaliza.
Tanto o pronome indefinido quanto o adjetivo referem-se a substantivo. A
diferença entre eles é semântica:
O adjetivo qualifica o substantivo;
O pronome indefinido indica ideia indefinida, vaga.

Dúvidas que surgiram na aula:


Alteração morfológica: mudança de classes gramaticais.
Alteração Semântica: mudança de sentido.
• Várias ideias. “Várias” é pronome indefinido (muitas ideias) / “Ideias” é
substantivo.
• Ideias várias. “Ideias” é substantivo / “Várias” é adjetivo (ideias variadas).
Nesse caso, houve alteração morfológica e semântica.

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• Bastantes amigos. “Bastantes” é pronome indefinido (muitos amigos) /


“Amigos” é substantivo.
• Amigos bastantes. “Amigos” é substantivo / “Bastantes” é adjetivo (amigos
suficientes).
Nesse caso, houve alteração morfológica e semântica.

Importante: além de poder ser pronome indefinido e adjetivo, o “bastante”


também pode ser advérbio: “Ela está bastante animada hoje”. Perceba que,
nesse caso “bastante” está se referindo à “animada”, que é adjetivo. Trata-se
de um advérbio de intensidade. Toda a vez que um advérbio se referir a um
adjetivo ele será de intensidade.

• Certas ferramentas. “Certas” é pronome indefinido (algumas ferramentas)


/ “Ferramentas” é substantivo.
• Ferramentas certas. “Ferramentas” é substantivo / “Certas” é adjetivo
(ferramentas corretas).
Nesse caso, houve alteração morfológica e semântica.

• Antigos conceitos. “Antigos” é adjetivo / “Conceitos” é substantivo.


• Conceitos antigos. “Conceitos” é substantivo / “Antigos” é adjetivo.
Nesse caso, não houve alteração nenhuma.

• Velho amigo. “Velho” é adjetivo / “Amigo” é substantivo. O amigo de longa


data.
• Amigo velho. “Amigo” é substantivo / “Velho” é adjetivo. O amigo de idade
avançada.
Já nesse caso, não houve alteração morfológica, mas houve alteração
semântica.

DICA
Bastante / Vários / Certos:
A mudança de posição dos termos gera alteração morfológica e semântica.
Quando “bastante”, “vários” e “certos” vem antes do substantivo, a ideia é
vaga (pronome indefinido). Mas, quando eles vêm após o substantivo, a ideia
é de qualificação / caracterização (adjetivo).

Esquematizando o “bastante”:

 Advérbio:
Ele é bastante simpático. Nesse caso, “bastante” está se referindo a “simpático”,
que é adjetivo. Logo, trata-se de advérbio de intensidade.

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 Pronome Indefinido:
Ele tem bastantes amigos. Nesse caso, “bastantes” está se referindo a “amigos”,
que é substantivo. Perceba que ele está antes do substantivo indicando ideia
vaga (muitos amigos). Logo, trata-se de pronome indefinido adjetivo.

 Adjetivo
Ele tem amigos bastantes. Nesse caso, “bastantes” também está se referindo
a “amigos”, que é substantivo. Contudo, o sentido é igual a “suficientes”. Logo,
trata-se de um adjetivo. Dica: troque por outro adjetivo.

 Expressão Substantivada
Ele estudou o bastante. A expressão “o bastante” é invariável e significa o
mesmo que “o suficiente”.

PRONOMES PESSOAIS

Designam as três pessoas do discurso.


São três pessoas no singular (eu, tu, ele) e três pessoas no plural (nós, vós,
eles).

OBLÍQUOS
RETOS
ÁTONOS TÔNICOS
EU ME MIM, COMIGO
TU TE TI, CONTIGO
ELE SE, O, A, LHE SI, ELE, ELA
NÓS NOS NÓS, CONOSCO
VÓS VOS VÓS, CONVOSCO
ELES SE, OS, AS, LHES SI, ELES, ELAS

Os pronomes retos funcionam, em geral, como sujeito. Eles servem para


substituir o sujeito em uma oração:
 João leu o livro.
 Ele leu o livro.

Os pronomes oblíquos servem para substituir complementos, tais como: objeto


direto, objeto indireto, complemento nominal etc. Eles ficam, geralmente,
após o verbo:
 João leu o livro.
 João leu-o.

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Pronomes Oblíquos Átonos


Eles são chamados assim, pois eles têm pronúncia fraca. São os que mais caem
em prova.

Pronomes Oblíquos Tônicos


Eles são chamados assim, pois eles têm a pronúncia forte. Eles sempre vêm
antecedidos de preposição.
 Por mim / Para mim;
 Comigo = com + mim.

Atenção!
Os pronomes: Ele, Ela, Nós, Vós, Eles e Elas podem ser tanto retos quanto
oblíquos.
Mas, como saberei diferenciá-los?!
Eles só serão oblíquos se estiverem preposicionados.

Exemplos:
 Nem ele entende a nós. PRONOME RETO (sujeito do verbo “entende”) /
PRONOME OBLÍQUO (complemento do verbo “entende”).
 Nem nós (entendemos) a ele. PRONOME RETO / PRONOME OBLÍQUO.

Daí EVITE construir frases como:


“Eu reconheci ele” Certo: eu o reconheci;
“Este trabalho é para mim fazer” Certo: eu fazer; Nesse caso, o sujeito do
verbo fazer é “eu”, por isso não podemos usar o “mim”. Se é posição de sujeito,
deveremos usar o pronome reto.
“Eu amo ele” Certo: Eu o amo / A ele eu amo;
“Eu vi ela” Certo: Eu a vi.

Mas, por que essas construções estão erradas?


Nós não podemos pegar os pronomes retos e transformá-los em pronomes
oblíquos sem acrescentar a preposição, simples assim.

SE A EXPRESSÃO A SER SUBSTITUÍDA FOR:


SUJEITO COMPLEMENTO
Utilize o pronome reto. Sem preposição (O.D.) utilize: o, a, os,
as.
Com preposição (O.I.) utilize: lhe, lhes.
Os tônicos (a ele, a ela) poderão ser
usados, desde que preposicionados.

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ATENÇÃO!
1. Verbos terminados em R, S, Z + pronomes O (s), A (s) = LO (S) / LA (S).
Exemplo:
 Dar + o = dá-lo;
 Felicitamos + a = felicitamo-la;
 Pões + o = põe-lo.
Nestes casos, cai o R, S, Z e acrescenta-se LO (S) ou LA (S).
O pronome não é LO / LA, é O ou A! Esse “L” é acrescentado para fins de
acomodação fonética.

2. Verbos terminados em M, ÃO, ÕE + O (S) / A (S) = NO (S), NA (S).


Exemplo:
 Mandaram + o = mandaram-no;
 Põe + o = põe-no.
Nestes casos não cai nada.
Acrescenta-se apenas NO (S) ou NA (S).

3. Verbo na primeira pessoa do plural, ou seja, “nós”, e o pronome que vier for
o pronome “nos”, cairá o “S” do verbo.
Exemplo:
 Amamos + nos = amamo-nos.

DESAFIO: assinale a forma pronominal que difere das demais:


a) Os homens, respeitam-nos os filhos. O pronome é “os”. O “n” apareceu, pois
o verbo termina em “m”. “Os filhos os respeitam (respeitam eles)”.
b) Nós, brasileiros, sentimo-nos respeitados. Nós nos sentimos... Esse “nos” é
pronome de primeira pessoa do plural.
c) Os livros, as mães compraram-nos. O pronome é “os”. O “n” apareceu, pois o
verbo termina em “m”. “As mães os compraram (compraram eles)”.

EXERCÍCIOS

1. Nas frases abaixo, classifique os pronomes como substantivos ou adjetivos:


Pronome Substantivo: ele substitui o substantivo.
Pronome Adjetivo: vem ao lado do substantivo.
a) Agora eu era o herói.
b) E o meu cavalo só falava inglês.
c) Se você disser que eu desafino, amor.
d) Saiba que isso em mim provoca imensa dor.
e) Começaria tudo outra vez.
f) Se preciso fosse, meu amor.

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2. Use EU ou MIM:
Dica: Só use “eu” se for sujeito de um verbo que venha depois dele.

Atenção!
Está errado dizer: Tudo acabou entre eu e você. Perceba que “eu” é pronome
reto que deve ser usado como sujeito. Se ele não é sujeito, então não deve ser
usado, visto que se trata de complemento do verbo; o correto é utilizar “mim”.
Sendo assim, o correto é “Tudo acabou entre mim e você”.
a) Após ___ virão outros alunos.
b) Entre ___ e ti sempre houve segredos.
c) Isto não é serviço para ___ fazer.
d) Declarou perante ___ e os colegas que viria.
e) Para ___ estudar este assunto é um desafio.
f) Ele fez tudo para ___ ir à festa.
g) Para ___ copiar os exercícios é complicado.
h) Traga o caderno para ___ copiar os exercícios.
i) Aquela casa não era para ___; comprá-la com que dinheiro?
j) Entre ___ e meus amigos não há qualquer problema.

3. Substitua as palavras destacadas pelos pronomes pessoais correspondentes:


• Se for sujeito: use o pronome reto.
• Se for complemento: use o pronome oblíquo.
• Se for complemento sem preposição: o, a, os, as.
• Se for complemento com preposição: lhe, lhes.
a) Assaltaram a loja.
b) Os cientistas localizaram o cometa.
c) Entregaram a prova ao professor.
d) Disseram a verdade a eles.
e) Eles vão discutir o regulamento.
f) As crianças salvaram o gatinho.
g) O motorista desrespeitou a lei.
h) Diga ao seu pai o que aconteceu.
i) Os policiais prenderam o suspeito.
j) Chegaram os policiais ao local do crime.
k) Acharam os suspeitos no local do crime.

4. Combine o verbo com o pronome, fazendo as necessárias adaptações:


a) ama + o:
b) dão + o:

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c) deixamos + a:
d) quer + o:
e) põe + a:
f) diz + as:
g) mandas + os:
h) mandar + os:
i) contém + o:
j) dar + o:
k) amamos + nos:
l) amamos + vos:
m) amam + os:

GABARITO
1. Nas frases abaixo, classifique os pronomes como substantivos ou adjetivos:
Pronome Substantivo: ele substitui o substantivo.
Pronome Adjetivo: vem ao lado do substantivo.
a) Agora eu era o herói. PRONOME PESSOAL RETO SUBSTANTIVO.
b) E o meu cavalo só falava inglês. PRONOME POSSESSIVO ADJETIVO.
c) Se você disser que eu desafino, amor. PRONOME PESSOAL SUBSTANTIVO DE
TRATAMENTO / PRONOME PESSOAL SUBSTANTIVO RETO.
d) Saiba que isso em mim provoca imensa dor. PRONOME DEMONSTRATIVO
SUBSTANTIVO / PRONOME PESSOAL OBLÍQUO TÔNICO SUBSTANTIVO.
e) Começaria tudo outra vez. PRONOME INDEFINIDO SUBSTANTIVO /
PRONOME ADJETIVO INDEFINIDO.
f) Se preciso fosse, meu amor. PRONOME ADJETIVO POSSESSIVO.

2. Use EU ou MIM:
a) Após MIM virão outros alunos.
b) Entre MIM e ti sempre houve segredos.
c) Isto não é serviço para EU fazer. “Eu” é sujeito de fazer.
d) Declarou perante MIM e os colegas que viria.
e) Para MIM [,] estudar este assunto é um desafio. Basta colocar a frase na
ordem direta para perceber que não caberia “eu” na frase: “Estudar este
assunto é um desafio para mim”. “Para mim” é complemento de “desafio”.
Poderíamos colocar uma vírgula após “mim” (opcional).
f) Ele fez tudo para EU ir à festa. Nesse caso, “eu” é sujeito de ir. Perceba que é
possível existir sujeito antecedido de preposição.
g) Para MIM [,] copiar os exercícios é complicado. Colocando na ordem direta:
“Copiar os exercícios é complicado para mim”.
h) Traga o caderno para EU copiar os exercícios.

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i) Aquela casa não era para MIM; comprá-la com que dinheiro?
j) Entre MIM e meus amigos não há qualquer problema.

3. Substitua as palavras destacadas pelos pronomes pessoais correspondentes.


É o tipo de questão que trabalha o emprego dos pronomes pessoais:
a) Assaltaram a loja. ASSALTARAM-NA.
b) Os cientistas localizaram o cometa. LOCALIZARAM-NO.
c) Entregaram a prova ao professor. ENTREGARAM-LHE / ENTREGARAM A ELE.
d) Disseram a verdade a eles. DISSERAM-LHES.
e) Eles vão discutir o regulamento. DISCUTI-LO.
f) As crianças salvaram o gatinho. SALVARAM-NO.
g) O motorista desrespeitou a lei. DESRESPEITOU-A / A DESRESPEITOU.
h) Diga ao seu pai o que aconteceu. DIGA-LHE / DIGA A ELE.
i) Os policiais prenderam o suspeito. PRENDERAM-NO.
j) Chegaram os policiais ao local do crime. Colocando na ordem direta: “Os
policiais chegaram ao local do crime”. ELES CHEGARAM / CHEGARAM ELES.
k) Acharam os suspeitos no local do crime. ACHARAM-NOS.

4. Combine o verbo com o pronome, fazendo as necessárias adaptações:


a) ama + o: ama-o.
b) dão + o: dão-no.
c) deixamos + a: deixamo-la.
d) quer + o: qué-lo.
e) põe + a: põe-na.
f) diz + as: di-las.
g) mandas + os: manda-los.
h) mandar + os: mandá-los.
i) contém + o: contém-no.
j) dar + o: dá-lo.
k) amamos + nos: amamo-nos. Se o pronome que vier for “nos” cairá o “S” do
verbo.
l) amamos + vos: amamos-vos. Se o pronome que vier for “vos” o “S” NÃO CAI!
m) amam + os: amam-nos.

PRONOMES PESSOAIS REFLEXIVOS / RECÍPROCOS

Os pronomes oblíquos podem aparecer como recíprocos ou reflexivos.


Recíprocos: são aqueles que indicam troca, ideia mútua.
Reflexivos: o sujeito e o complemento são a mesma pessoa.

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Exemplos:
 Eles se confraternizaram. PRONOME RECÍPROCO.
 Ele se cortou. PRONOME REFLEXIVO.
 Eu me penteio. PRONOME REFLEXIVO.
 Nós nos afastamos da mesa. PRONOME REFLEXIVO.
 Nós nos afastamos com o tempo. PRONOME RECÍPROCO.

Os pronomes si e consigo só devem ser empregados em relação ao sujeito (=


reflexivos). No padrão culto, consideram-se erradas as construções em que
esses pronomes não sejam reflexivos.
“Si” e “consigo” são reflexivos de terceira pessoa singular ou plural (Ele/Eles).
Devem ser usados somente para falar da terceira pessoa.

Exemplo:
 Ele fala de si mesmo;
 O aluno trouxe consigo os livros.

FRASES ERRADAS:
 Querida, gosto muito de si; Correto: “Querida, gosto muito de você”.
 Preciso muito falar consigo. Correto: “Preciso muito falar com você”.

OBSERVAÇÃO
No uso formal da língua, deve-se manter uniformidade de tratamento.
Exemplos:
 Tu deves retornar à tua casa.
 Você deve retornar à sua casa.
 Vossa Excelência deve retornar à sua casa. Quando o pronome é de
tratamento devemos sempre usar “sua”.
 Vós deveis retornar à vossa casa.

Os pronomes conosco e convosco são FORMAS SINTÉTICAS.


Caso haja reforço (determinantes) na frase, tais pronomes devem ser
substituídos por suas formas analíticas. Veja:
 Queriam falar conosco. / Queriam falar com nós mesmos.
 Queriam conversar convosco. / Queriam falar com vós próprios.

EXERCÍCIOS

1. Classifique os pronomes abaixo como reflexivos ou recíprocos:


a) Olhou-se no espelho e assustou-se com seu olhar doentio.
b) Os namorados olhavam-se apaixonadamente.
c) A criança feriu-se com o brinquedo.
d) Eles ofenderam-se violentamente.
e) As mulheres se afastaram das mesas.

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2. Reescreva as frases a seguir, corrigindo-as:


a) Convidei ela para a festa de aniversário.
b) Entre ela e eu não há qualquer problema.
c) Meu amor, preciso muito falar consigo.
d) Eles queriam falar com nós.
e) Preciso falar convosco todos.
f) Querida, eu gosto muito de si.
g) Receberam nós com muita atenção.
h) Tudo se volta contra eu e você.
i) Não o obedeço porque não lhe respeito.

GABARITO
1. Classifique os pronomes abaixo como reflexivos ou recíprocos:
a) Olhou-se no espelho e assustou-se com seu olhar doentio. REFLEXIVOS.
b) Os namorados olhavam-se apaixonadamente. RECÍPROCOS.
c) A criança feriu-se com o brinquedo. REFLEXIVO.
d) Eles ofenderam-se violentamente. RECÍPROCO.
e) As mulheres se afastaram das mesas. REFLEXIVOS.

2. Reescreva as frases a seguir, corrigindo-as:


a) Convidei ela para a festa de aniversário. Convidei-a para a festa de
aniversário. Só podemos usar o “ela” como pronome oblíquo tônico se vier
preposicionado.
b) Entre ela e eu não há qualquer problema. Entre ela e mim não há qualquer
problema.
c) Meu amor, preciso muito falar contigo. Meu amor, preciso muito falar com
você. “Contigo” só deveremos usar se continuarmos a falar usando o “tu”.
d) Eles queriam falar com nós. Eles queriam falar conosco / Falar-nos. Só
devemos usar “com nós” ou “com vós” se houver determinante. Portanto,
estaria correto: “Eles queriam falar com nós dois”.
e) Preciso falar convosco todos. Preciso falar com vós todos (com todos vocês).
Sempre que vier um determinante, deveremos usar a forma analítica.
f) Querida, eu gosto muito de si. Querida, eu gosto muito de você.
g) Receberam nós com muita atenção. Receberam-nos com muita atenção.
Não devemos usar um pronome oblíquo tônico sem a preposição.
h) Tudo se volta contra eu e você. Tudo se volta contra mim e você. Só use o
“eu” quando for sujeito.
i) Não o obedeço porque não lhe respeito. Não lhe obedeço porque não o
respeito.

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OBSERVAÇÕES IMPORTANTES:

Com nós / Com vós


Devemos usar apenas quando vier um determinante.
Exemplos:
 Eles queriam falar com nós dois;
 Eles queriam falar com nós todos.

Conosco / Convosco
Não haverá determinante depois deles.
Exemplos:
 Eles queriam falar conosco;
 Eles queriam falar convosco.

Si / Consigo
Usamos para “ele” e “ela”, ou seja, para a pessoa de quem eu falo. Não
devemos usá-los para a pessoa com quem falamos.
Exemplos:
 Ele só pensa em si;
 Ele gosta muito de si.

PRONOMES PESSOAIS DE TRATAMENTO

Certos vocábulos ou locuções valem por pronomes pessoais. São os pronomes


pessoais de tratamento.
Os pronomes de tratamento são pronomes de segunda pessoa do discurso, ou
seja, usamos para falar com alguém.
“Você” não é um pronome reto, é um pronome pessoal de tratamento que
pode ser usado para falar com alguém. Sendo assim, para falar com alguém
poderemos usar “tu” ou “você”.
“TU” é um pronome reto e “você” é um pronome de tratamento. Os dois
são pronomes de segunda pessoa, pois os utilizamos para falar com alguém.
Em que pese eles serem de segunda pessoa, eles carregam o verbo e os
pronomes da frase para a terceira pessoa.

Exemplo:
Você, Vossa Excelência, Vossa Senhoria etc.

OBSERVAÇÃO
Os pronomes de tratamento devem vir precedidos:
De vossa, quando nos dirigimos à pessoa representada pelo pronome;
Por sua, quando nos referimos a essa pessoa.

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Veja:
 Vossa Excelência está bem hoje? – perguntou o funcionário.
 Sua Excelência, o juiz, não melhorou do resfriado. – relatou o funcionário.

EXERCÍCIOS

1. Supondo-se que você queira se dirigir a um juiz, utilizando uma linguagem


correta e adequada, faça as devidas alterações nos trechos abaixo:
a) Meritíssimo Juiz, Sua Excelência deveis saber que o réu é pessoa que goza
de merecido prestígio entre empresários, pois já tomastes conhecimento
pelos órgãos da imprensa de seus inúmeros empreendimentos.
b) Pelo que dizeis em vossa bem escrita sentença, foram os meus atos que vos
deram o discernimento que manifestastes em vossa decisão.

GABARITO
1. Supondo-se que você queira se dirigir a um juiz, utilizando uma linguagem
correta e adequada, faça as devidas alterações nos trechos abaixo:
a) Meritíssimo Juiz, Sua Excelência deveis saber que o réu é pessoa que goza
de merecido prestígio entre empresários, pois já tomastes conhecimento
pelos órgãos da imprensa de seus inúmeros empreendimentos.
Meritíssimo Juiz, Vossa Excelência deve saber que o réu é pessoa que goza
de merecido prestígio entre empresários, pois já tomou conhecimento pelos
órgãos da imprensa de seus inúmeros empreendimentos.

b) Pelo que dizeis em vossa bem escrita sentença, foram os meus atos que vos
deram o discernimento que manifestastes em vossa decisão.
Pelo que diz em sua bem escrita sentença, foram os meus atos que lhe deram
o discernimento que (você) manifestou em sua decisão.

COLOCAÇÃO DOS PRONOMES OBLÍQUOS ÁTONOS

Esta parte da Sintaxe associa-se à posição que os PRONOMES OBLÍQUOS


ÁTONOS ME, TE, SE, NOS, VOS, O, A, OS, AS, LHE, LHES ocupam em relação
ao verbo da oração de que participam.

ATENÇÃO!
Apenas os pronomes oblíquos átonos estão sujeitos às regras de colocação
pronominal. Os pronomes oblíquos tônicos podem aparecer em qualquer
lugar da frase. Veja os exemplos a seguir:
 A mim ele entregou o material;
 Ele entregou a mim o material;
 Ele entregou o material a mim.
O pronome oblíquo átono pode assumir três posições, dando-se a próclise, a
mesóclise e a ênclise.

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PRÓCLISE
Quando o pronome átono aparece ANTES DO VERBO:
Exemplo:
 Ele se manteve calmo.
 Deus lhe pague!
ATENÇÃO: nas frases exclamativas a próclise é obrigatória.

Alguns fatores de Próclise:

A) Palavras ou expressões negativas:


• Não me trouxeram presentes.
• Jamais te beijei.

B) Advérbios ou locuções adverbiais:


• Ali se doam livros.
• Nesta casa se ama a todos.
OBS: Havendo vírgula depois do advérbio ou locução adverbial, usa-se a
ênclise.

C) Conjunções subordinativas:
• Conquanto me deteste, ela não me injuria.
• Não sei se te disse a verdade.
• Espero que me tragam boas notícias.
  
D) Pronomes indefinidos:
• Alguém te procurou.
• Ninguém nos informou as novidades.
 
E) Pronomes demonstrativos neutros:
• Isto nos alegra.
• Aquilo me encheu a alma de alegria.

F) Pronomes relativos:
• A moça de que lhe falei é boa aluna.
• Aqueles que se manifestarem serão ouvidos.

G) Conjunções coordenativas alternativas e algumas locuções aditivas:


• Ou me dizes a verdade ou te retiras da sala.
• Ela não só me ama como também me adora.

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H) Frases optativas:
• Deus nos guie.
• Bons ventos o levem.

I) Frases interrogativas:
• Qual pena me será atribuída?
• Quem te disse essa tolice?

J) Frases exclamativas:
• Quantos te condenarão por isso!
• Quem me dera tocar um instrumento!

MESÓCLISE
Quando o pronome átono aparece no MEIO DO VERBO:
Exemplo:
 Dar-te-ia a minha vida.

Ocorre com verbos:

1. No futuro do presente:
• Ajudar-te-ei a ler Machado de Assis.
• Amá-las-emos para toda a vida.

2. No futuro do pretérito:
• Doar-te-ia minha fortuna, se confiasse em ti.
• Entregar-lhe-íamos o resultado, se tivesses chegado na hora.
 
OBS: Nos dois casos anteriores, se houver fator de próclise, prevalecerá a
próclise.
• Jamais te ajudarei a ler Machado de Assis.
• Nunca lhe entregaríamos o resultado.

ÊNCLISE
Quando o pronome átono aparece APÓS O VERBO:
Exemplo:
 Ajudei-o naquela tarefa difícil.

OBS.: Nesse caso, o pronome oblíquo átono virá ligado ao verbo com hífen.

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Quando ocorre:

1. No início da frase:
• Deram-me atenção.
• Pareceu-nos que haveria mais protestos.

2. Com verbo no imperativo afirmativo:


• Afastem-se das más amizades.
• Pague-os imediatamente.

3. Com verbo no infinitivo impessoal:


• É necessário afastar-se de pessoas tristes.
• Passei minha vida para entendê-la.

PROFESSORA ADRIANA FIGUEIREDO ENSINA:

3 PROIBIÇÕES

a) INICIAR ORAÇÃO com pronome oblíquo átono.


Exemplo:
“Me empresta um lápis?”
Correto: “Empresta-me um lápis?”.

b) Colocá-los APÓS FUTUROS.


Exemplo:
“Emprestarei-te um lápis.”
Correto: “Emprestar-te-ei um lápis”.

c) Colocá-los APÓS PARTICÍPIO.


Exemplo:
“Tinha emprestado-lhe um lápis.”
Correto: “Tinha lhe emprestado um lápis” / “Tinha (-) lhe emprestado um
lápis”.

REGRA GERAL
Havendo PALAVRA INVARIÁVEL ANTES DO VERBO, próclise obrigatória.
Exemplo:
 Quem o ajudou?
 Não me viu.
 Ninguém me ajudou.

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CASOS ESPECIAIS
1) Em geral, após infinitivo estará sempre certo o uso do pronome oblíquo
átono, mesmo aparecendo palavra atrativa antes do verbo.
Exemplo:
Para enviar-me as mercadorias...
Para me enviar as mercadorias...

2) Aparecendo conjunção coordenativa: próclise ou ênclise.


Exemplo:
Chegou e se deitou.
Chegou e deitou-se.

Mantras:
 Palavra invariável é palavra atrativa. Com ela, só poderemos a próclise.
 Infinitivo sempre aceita ênclise, mas isso não significa que seja obrigatório.
Trata-se de um caso facultativo.

EXERCÍCIOS

Dica: ao olhar para a frase, comece pensando nas proibições: o que não é
proibido estará correto.
1. Use o pronome oblíquo átono entre parênteses de todas as formas possíveis.
a) O público ___________ aplaudiu _____________ com entusiasmo. (o)
b) Ele _________ despediu ___________. (se)
c) _________ Direi _________ toda a verdade. (te)
d) _________ Seria _________ muito útil usar esse argumento. (me)
e) Gritei para ________ acordar __________. (os)
f) ________ Demos __________ a notícia a tempo. (lhe)
g) Não _______ vá _________ tão cedo; ________ custa _______ ficar mais?
(se/lhe)
h) Quem _________ chamou _________? (te)
i) Se você chegar agora, _________ encontrará __________ satisfeito. (me)
j) Deus ________ pague _______! (lhe)

2. Use pronome oblíquo átono entre parênteses em todas as posições


possíveis. Quando houver caso de mesóclise, escreva ao lado a forma correta.
a)_____ dize _____ com quem andas, _____ direi _____ quem és. (me/te).
b) _____ caberia _____ mostrar patriotismo (lhe).
c) _____ retiramos _____ do salão, _____ deixando _____ sós. (nos/os).
d) O dinheiro que _____ entreguei _____ era meu. (lhe).

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e) Caso _____ procurem _____, diga que saí. (me).


f) Os falantes de português _____ tornaram _____ maioria no litoral brasileiro.
(se ).
g) Tudo _____ era _____ completamente indiferente (me).
h) Em _____ fazendo _____, estarás despedido. (o).

GABARITO
1. Use o pronome oblíquo átono entre parênteses de todas as formas possíveis.
a) O público O APLAUDIU / APLAUDIU-O com entusiasmo. (o).
b) Ele SE DESPEDIU / DESPEDIU-SE (se).
c) DIR-TE-EI toda a verdade. (te).
d) SER-ME-IA muito útil usar esse argumento. (me).
e) Gritei para OS ACORDAR / ACORDÁ-LOS. (os).
f) DEMOS-LHE a notícia a tempo. (lhe).
g) NÃO SE VÁ tão cedo; CUSTA-LHE ficar mais? (se/lhe)
h) Quem TE CHAMOU? (te)
i) Se você chegar agora, ENCONTRAR-ME-Á satisfeito. (me)
j) Deus LHE PAGUE! (lhe)

2. Use pronome oblíquo átono entre parênteses em todas as posições


possíveis. Quando houver caso de mesóclise, escreva ao lado a forma correta.
a) DIZE-ME com quem andas, DIR-TE-EI quem és. (me/te). Dize-me com quem
andas que te direi quem és. Nesse caso, o “que” atrai o pronome.
b) CABER-LHE-ÍA mostrar patriotismo (lhe).
c) RETIRAMO-NOS do salão, DEIXANDO-OS sós. (nos/os).
d) O dinheiro que LHE entreguei era meu. (lhe).
e) Caso ME procurem, diga que saí. (me).
f) Os falantes de português SE TORNARAM / TORNARAM-SE maioria no litoral
brasileiro. (se).
g) Tudo ME era completamente indiferente (me).
h) Em O fazendo, estarás despedido. (o).

COLOCAÇÃO DOS PRONOMES ÁTONOS NA LOCUÇÃO


VERBAL

1. Com o verbo principal no infinitivo ou no gerúndio:


a) se não houver fator de próclise, o pronome átono pode ficar proclítico ou
enclítico ao verbo auxiliar ou, ainda, enclítico ao principal.
• Eu lhe devo dar algumas explicações.
• Eu devo-lhe dar algumas explicações.
• Eu devo dar-lhe algumas explicações.

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b) Se houver fator de próclise, o pronome átono ficará proclítico ao auxiliar ou


enclítico ao principal.
• Não lhe devo dar algumas explicações.
• Não devo dar-lhe algumas explicações.
 
2. Com o verbo principal no particípio:
OBS: NUNCA PODE HAVER ÊNCLISE A VERBOS NO PARTICÍPIO!
a) Se não houver fator de próclise, o pronome átono ficará proclítico ou
enclítico ao verbo auxiliar.
• Elas nos tinham visto.
• Elas tinham-nos visto.

b) Se houver fator de próclise, o pronome átono ficará proclítico ao auxiliar.


• Elas não nos tinham visto.

DICA DA PROFESSORA ADRIANA:


Viva cada verbo no seu momento:
 Tente tudo em relação ao auxiliar, depois tudo em relação ao principal.
 Não quero-lhe pedir um favor. (e) Palavra invariável atrai. Quando houver
palavra atrativa, o pronome não poderá ficar no meio da locução verbal
com hífen.
 Não quero pedir-lhe um favor. (c) Ênclise ao “pedir”. A palavra invariável
só exerce atração sobre o auxiliar, não sobre o principal, visto que está
distante.
Esquematizando:

VERBO AUXILIAR + INFINITIVO OU GERÚNDIO


Eu lhe quero pedir um favor. (c) Não é Não lhe quero pedir um favor. (c)
proibido. Próclise ao “quero”.
Eu quero-lhe pedir um favor. (c) Ênclise Não quero-lhe pedir um favor. (e)
ao “quero”. Palavra invariável atrai.
Eu quero lhe pedir um favor. (c) Próclise Não quero lhe pedir um favor. (c)
ao “pedir”. Próclise ao “pedir”.
Eu quero pedir-lhe um favor. (c) Ênclise Não quero pedir-lhe um favor. (c) Ênclise
ao “pedir”. ao “pedir”.

VERBO AUXILIAR + PARTICÍPIO


Eu lhe tenho ajudado. (c) Não lhe tenho ajudado. (c)
Eu tenho-lhe ajudado. (c) Não tenho-lhe ajudado. (e)
Eu tenho lhe ajudado. (c) Não tenho lhe ajudado. (c)

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Dinâmica:
Eu ___ estou ____ entendendo ___ (A).
 Eu a estou entendendo;
 Eu estou-a entendendo;
 Eu estou a entendendo;
 Eu estou entendendo-a.

Não ____ estou ____ entendendo ___ (A).

 Não a estou entendendo;


 Não estou-a entendendo;
 Não estou a entendendo;
 Não estou entendendo-a.

EXERCÍCIOS

1. Coloque o pronome átono na posição exigida pela língua culta


contemporânea. Havendo caso de mesóclise, escreva ao lado a forma correta.
a) Ninguém _____________ daria ___________ bem naquela função. (se)
b) Luísa, _________ diga __________ a verdade. (me)
c) ________ Seria _________ muito bom receber o prêmio. (nos)
d) Assim que ________ chamei ______, _______ foi ________ erguendo
________ da cadeira. (a/se)
e) _______ Estão ________ aguardando ________ para iniciar o trabalho. (te)

2. Use (C) certo e (E) para errado quanto à colocação pronominal.


1) Quer-lhe-ia apresentar meus votos de pronto restabelecimento. ( )
2) Não desejo cumprimentá-lo. ( )
3) Nunca digam-me o que fazer. ( )
4) Fê-lo porque qui-lo. ( )
5) Sempre pareceu-nos que esse projeto não teria êxito. ( )
6) Este casamento não se deve realizar. ( )
7) Este casamento não deve-se realizar. ( )
8) Este casamento não deve se realizar. ( )
9) Este casamento não deve realizar-se. ( )
10) Já o mesmo não se estaria dizendo de um serviço de bonde. ( )
11) Já o mesmo não estar-se-ia dizendo de um serviço de bonde. ( )
12) Já o mesmo não estaria-se dizendo de um serviço de bonde. ( )
13) Já o mesmo não estaria se dizendo de um serviço de bonde. ( )
14) Já o mesmo não estaria dizendo-se de um serviço de bonde. ( )
15) Alguém nos tinha avisado do problema. ( )

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16) Alguém tinha-nos avisado do problema. ( )


17) Alguém tinha nos avisado do problema. ( )
18) Alguém tinha avisado-nos do problema. ( )

(VUNESP)

Considerando a norma-padrão de pontuação e de emprego dos pronomes de


tratamento, assinale a alternativa que expressa com correção a notícia dada
pelo repórter, à vista do texto dos quadrinhos.
a) Em sua entrevista, Sua Senhoria o vereador Formigão declara que: a crise
continua e ele, também – pois são inseparáveis.
b) Em sua entrevista, Vossa Senhoria o ministro Formigão declara que, a crise
continua, e ele também: pois são inseparáveis.
c) Em sua entrevista, Vossa Excelência o deputado Formigão, declara que a
crise continua e ele, também; pois são inseparáveis.
d) Em sua entrevista, Sua Excelência, o senador Formigão, declara que a crise
continua, e ele, também, pois são inseparáveis.
e) Em sua entrevista Sua Excelência o Diretor-Presidente da empresa Formigão,
declara que a crise continua; e ele também, pois, são inseparáveis.

(VUNESP) A colocação do pronome em destaque está de acordo com o


português padrão na frase:
a) Muitos dos efeitos colaterais listados nas bulas dos remédios não
manifestam-se na maioria dos pacientes.
b) O efeito ocorre sobretudo quando teme-se uma doença ou o tratamento a
ser enfrentado.
c) Ao orientar o paciente, deve-se ter o cuidado de ouvi-lo com atenção,
mantendo o contato visual.
d) O neurologista Magnus Heier tem dedicado-se ao estudo do efeito nocebo.
e) É possível que experimente-se o efeito colateral da quimioterapia antes que
a sessão aconteça.

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(VUNESP) Leia o seguinte fragmento de um ofício, citado do Manual de


Redação da Presidência da República, no qual expressões foram substituídas
por lacunas.
Senhor Deputado,
Em complemento às informações transmitidas pelo telegrama n.º 154, de 24 de
abril último, informo ______de que as medidas mencionadas em ______ carta
n.º 6708, dirigida ao Senhor Presidente da República, estão amparadas pelo
procedimento administrativo de demarcação de terras indígenas instituído
pelo Decreto n.º 22, de 4 de fevereiro de 1991 (cópia anexa).
(http://www.planalto.gov.br. Adaptado)

A alternativa que completa, correta e respectivamente, as lacunas do texto, de


acordo com a norma-padrão da língua portuguesa e atendendo às orientações
oficiais a respeito do uso de formas de tratamento em correspondências
públicas, é:
a) Vossa Senhoria … tua.
b) Vossa Magnificência … sua.
c) Vossa Eminência … vossa.
d) Vossa Excelência … sua.
e) Sua Senhoria … vossa.

(VUNESP) Assinale a alternativa que apresenta os trechos entre colchetes


correta e respectivamente reescritos, com as expressões em negrito substituídas
por pronomes, de acordo com a norma-padrão da língua portuguesa no que se
refere ao uso e à colocação pronominal
a) Viu-a sorrir ... que o sobrevoava ... entregou-lhe um presente.
b) A viu sorrir ... que sobrevoava-o ... entregou-lhe um presente.
c) Viu-lhe sorrir ... que sobrevoava-lhe ... entregou-lhe um presente.
d) Viu-a sorrir ... que lhe sobrevoava ... entregou-a um presente.
e) Lhe viu sorrir ... que sobrevoava-lhe ... entregou-a um presente.

(TRT) O tratamento pronominal adequado varia conforme a natureza da


instituição e do cargo que alguém nela ocupa. Estarão corretos, por exemplo,
a forma de tratamento e a concordância verbal na seguinte frase, dirigida a um
senador da República:
a) Pediríamos que Vossa Excelência vos digneis apreciar a proposta ora
encaminhada;
b) Gostaríamos que Vossa Eminência se dignasse apreciar a presente
reivindicação;
c) Vimos solicitar a Sua Excelência que vos digneis apreciar esta recomendação;
d) Solicitamos que Vossa Excelência se digne apreciar esta proposta;
e) Vimos à presença de Sua Eminência para que consideres nossa proposta.

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(FGV) “Usá‐los ou não é um falso dilema,...”; a forma verbal sublinhada é fruto


da união do infinitivo “usar” + o pronome pessoal “os”.
A forma do presente do indicativo desse mesmo verbo que, unido a esse
mesmo pronome pessoal, apresenta erro é
a) uso‐os (eu).
b) usa‐os (tu).
c) usamo‐los (nós).
d) usai‐los (vós).
e) usam‐nos (eles).

(FCC) Ao se defrontar com a História, Saramago submete a História a uma


rigorosa análise, considerando a História como um discurso, atribuindo à
História certo caráter ficcional, que compromete a transparência da História.
Evitam-se as viciosas repetições do texto acima substituindo-se os elementos
sublinhados, na ordem dada, por:
a) submete-lhe - a considerando - atribuindo-a - compromete-lhe a
transparência.
b) submete-a - considerando-a - atribuindo-lhe - lhe compromete a
transparência.
c) lhe submete - considerando-a - atribuindo-lhe - compromete-lhe a
transparência.
d) a submete - considerando-lhe - atribuindo-a - lhe compromete a
transparência.
e) submete-a - a considerando - atribuindo-na - lhe compromete a transparência.

GABARITO
1. Coloque o pronome átono na posição exigida pela língua culta
contemporânea. Havendo caso de mesóclise, escreva ao lado a forma correta.
a) Ninguém SE daria bem naquela função. (se)
b) Luísa, DIGA-ME a verdade. (me)
c) SER-NOS-IA muito bom receber o prêmio. (nos)
d) Assim que A chamei, FOI-SE ERGUENDO / FOI SE ERGUENDO / FOI
ERGUENDO-SE da cadeira. (a/se)
e) ESTÃO-TE AGUARDANDO / ESTÃO TE AGUARDANDO / ESTÃO AGUARDANDO-
TE para iniciar o trabalho. (te)

2. Use (C) certo e (E) para errado quanto à colocação pronominal.


1) Quer-lhe-ia apresentar meus votos de pronto restabelecimento. (C)
2) Não desejo cumprimentá-lo. (C)
3) Nunca digam-me o que fazer. (E)
4) Fê-lo porque qui-lo. (E)

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5) Sempre pareceu-nos que esse projeto não teria êxito. (E)


6) Este casamento não se deve realizar. (C)
7) Este casamento não deve-se realizar. (E)
8) Este casamento não deve se realizar. (C)
9) Este casamento não deve realizar-se. (C)
10) Já o mesmo não se estaria dizendo de um serviço de bonde. (C)
11) Já o mesmo não estar-se-ia dizendo de um serviço de bonde. (E)
12) Já o mesmo não estaria-se dizendo de um serviço de bonde. (E)
13) Já o mesmo não estaria se dizendo de um serviço de bonde. (C)
14) Já o mesmo não estaria dizendo-se de um serviço de bonde. (C)
15) Alguém nos tinha avisado do problema. (C)
16) Alguém tinha-nos avisado do problema. (E)
17) Alguém tinha nos avisado do problema. (C)
18) Alguém tinha avisado-nos do problema. (E)

(VUNESP)

Considerando a norma-padrão de pontuação e de emprego dos pronomes de


tratamento, assinale a alternativa que expressa com correção a notícia dada
pelo repórter, à vista do texto dos quadrinhos.
a) Em sua entrevista, Sua Senhoria o vereador Formigão declara que: a crise
continua e ele, também – pois são inseparáveis.
b) Em sua entrevista, Vossa Senhoria o ministro Formigão declara que, a crise
continua, e ele também: pois são inseparáveis.
c) Em sua entrevista, Vossa Excelência o deputado Formigão, declara que a
crise continua e ele, também; pois são inseparáveis.
d) Em sua entrevista, Sua Excelência, o senador Formigão, declara que a crise
continua, e ele, também, pois são inseparáveis.
e) Em sua entrevista Sua Excelência o Diretor-Presidente da empresa Formigão,
declara que a crise continua; e ele também, pois, são inseparáveis.

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Por Simone Pavanello Muniz

(VUNESP) A colocação do pronome em destaque está de acordo com o


português padrão na frase:
a) Muitos dos efeitos colaterais listados nas bulas dos remédios não se
manifestam na maioria dos pacientes.
b) O efeito ocorre sobretudo quando se teme uma doença ou o tratamento a
ser enfrentado.
c) Ao orientar o paciente, deve-se ter o cuidado de ouvi-lo com atenção,
mantendo o contato visual.
d) O neurologista Magnus Heier tem se dedicado ao estudo do efeito nocebo.
VERBO NO PARTICÍPIO NÃO ACEITA ÊNCLISE.
e) É possível que se experimente o efeito colateral da quimioterapia antes que
a sessão aconteça.

(VUNESP) Leia o seguinte fragmento de um ofício, citado do Manual de


Redação da Presidência da República, no qual expressões foram substituídas
por lacunas.
Senhor Deputado,
Em complemento às informações transmitidas pelo telegrama n.º 154, de 24
de abril último, informo VOSSA EXCELÊNCIA de que as medidas mencionadas
em SUA carta n.º 6708, dirigida ao Senhor Presidente da República, estão
amparadas pelo procedimento administrativo de demarcação de terras
indígenas instituído pelo Decreto n.º 22, de 4 de fevereiro de 1991 (cópia
anexa).
(http://www.planalto.gov.br. Adaptado)
A alternativa que completa, correta e respectivamente, as lacunas do texto, de
acordo com a norma-padrão da língua portuguesa e atendendo às orientações
oficiais a respeito do uso de formas de tratamento em correspondências
públicas, é:
a) Vossa Senhoria … tua.
b) Vossa Magnificência … sua.
c) Vossa Eminência … vossa.
d) Vossa Excelência … sua.
e) Sua Senhoria … vossa.

(VUNESP) Assinale a alternativa que apresenta os trechos entre colchetes


correta e respectivamente reescritos, com as expressões em negrito substituídas
por pronomes, de acordo com a norma-padrão da língua portuguesa no que se
refere ao uso e à colocação pronominal.
a) Viu-a sorrir ... que o sobrevoava ... entregou-lhe um presente.
b) A viu sorrir ... que sobrevoava-o ... entregou-lhe um presente.
c) Viu-lhe sorrir ... que sobrevoava-lhe ... entregou-lhe um presente.
d) Viu-a sorrir ... que lhe sobrevoava ... entregou-a um presente.
e) Lhe viu sorrir ... que sobrevoava-lhe ... entregou-a um presente.

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(TRT) O tratamento pronominal adequado varia conforme a natureza da


instituição e do cargo que alguém nela ocupa. Estarão corretos, por exemplo,
a forma de tratamento e a concordância verbal na seguinte frase, dirigida a
um senador da República:
a) Pediríamos que Vossa Excelência vos digneis (se digne) apreciar a proposta
ora encaminhada;
b) Gostaríamos que Vossa Eminência se dignasse apreciar a presente
reivindicação; “Eminência” é para cardial.
c) Vimos solicitar a Sua (vossa) Excelência que vos digneis apreciar esta
recomendação;
d) Solicitamos que Vossa Excelência se digne apreciar esta proposta;
e) Vimos à presença de Sua (vossa) Eminência para que consideres nossa
proposta. “Excelência” é para Senador.

(FGV) “Usá‐los ou não é um falso dilema,...”; a forma verbal sublinhada é fruto


da união do infinitivo “usar” + o pronome pessoal “os”.
A forma do presente do indicativo desse mesmo verbo que, unido a esse
mesmo pronome pessoal, apresenta erro é
a) uso‐os (eu).
b) usa‐os (tu). O correto é “tu usas = usa-los”.
c) usamo‐los (nós).
d) usai‐los (vós).
e) usam‐nos (eles).

(FCC) Ao se defrontar com a História, Saramago submete a História a uma


rigorosa análise, considerando a História como um discurso, atribuindo à
História certo caráter ficcional, que compromete a transparência da História.
Evitam-se as viciosas repetições do texto acima substituindo-se os elementos
sublinhados, na ordem dada, por:
a) submete-lhe - a considerando - atribuindo-a - compromete-lhe a
transparência.
b) submete-a - considerando-a - atribuindo-lhe - lhe compromete a
transparência.
c) lhe submete - considerando-a - atribuindo-lhe - compromete-lhe a
transparência.
d) a submete - considerando-lhe - atribuindo-a - lhe compromete a
transparência.
e) submete-a - a considerando - atribuindo-na - lhe compromete a
transparência.

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RESUMO DA AULA
Pronome Pessoal Reto substitui sujeito, refere-se à pessoa do discurso. Para
substituir complementos, use pronome pessoal oblíquo.
Os pronomes oblíquos o, a, os, as substituem objetos diretos, complementos
SEM PREPOSIÇÃO. Os pronomes oblíquos lhe e lhes substituem objetos
indiretos, complementos COM PREPOSIÇÃO.
Já os curingas (me, te, se, nos, vos) podem ser objetos diretos ou indiretos.
Tudo vai depender da regência do verbo.
Para substituir OD: o, a, os, as.
Para substituir OI: Lhe, lhes.
Para substituir tanto OD, quanto OI: me, te, se, nos, vos.
 Cumprimentou-me rapidamente. Quem cumprimenta, cumprimenta
alguém. Nesse caso, o “me” está exercendo a função de objeto direto.
 Deu-me um abraço. Quem dá, dá alguma coisa, “um abraço”, a alguém.
“Um abraço” é o objeto direto e “me” está exercendo a função de objeto
indireto.

PRONOMES DE TRATAMENTO são pronomes de 2ª pessoa do discurso (com


quem se fala), mas carrega o verbo e os demais pronomes para a 3ª pessoa do
discurso = você.
Em Colocação Pronominal, lembre-se de que há:
3 proibições;
1 regra;
2 exceções.
Ao julgar uma frase como certa ou errada, COMECE PENSANDO NAS
PROIBIÇÕES. Parta do princípio de que O QUE NÃO É PROIBIDO ESTÁ CORRETO.

PRONOMES POSSESSIVOS, DEMONSTRATIVOS E


RELATIVOS
PRONOMES POSSESSIVOS
Indicam a posse em referência às três pessoas do discurso:
1ª pessoa: meu (s), minha (s), nosso (s), nossa (s).
2ª pessoa: teu (s), tua (s), vosso (s), vossa (s).
3ª pessoa: seu (s), sua (s).

OBSERVAÇÃO
Os pronomes átonos podem ser usados com VALOR POSSESSIVO:
Exemplo:
 Beijou-me a mão = Beijou a minha mão.
 Roubaram-lhe a carteira = Roubaram a sua carteira.

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ATENÇÃO! AS BANCAS GOSTAM DE FAZER ESTE TIPO DE CONFUSÃO:


 Deu-lhe um presente. Nesse caso, o verbo “dar” é VTDI. Quem dá, dá
alguma coisa (o presente – OD) a alguém (lhe – OI).
 Roubaram-lhe a carteira. Quem rouba, rouba alguma coisa (a carteira
– OD). Esse “lhe” se refere sintaticamente à carteira, que é substantivo,
indicando ideia de posse. O “lhe” dessa frase está exercendo a função de
adjunto adnominal – ele tem valor de posse.

EXERCÍCIOS

1. Assinale as opções em que o pronome lhe apresenta o mesmo valor


significativo que possui em “uma espécie de riso sardônico e feroz contraía-lhe
as negras mandíbulas.”:
a) A mãe apalpava-lhe o coração.
b) Aconteceu-lhe uma desgraça.
c) Tudo lhe era indiferente.
d) Afastou-lhe os cabelos.
e) Ao inimigo, não lhe nego perdão.
f) Não lhe contei o segredo.
g) Apertou-lhe gentilmente a mão.

GABARITO
1. Assinale as opções em que o pronome lhe apresenta o MESMO VALOR
SIGNIFICATIVO que possui em “uma espécie de riso sardônico e feroz contraía-
lhe as negras mandíbulas.”:
O “LHE” do enunciado tem valor possessivo. Perceba: “uma espécie de riso
sardônico e feroz contraía as suas negras mandíbulas”.
a) A mãe apalpava-lhe o coração. A mãe apalpava o seu coração. “lhe” com
valor de posse.
b) Aconteceu-lhe uma desgraça. Aconteceu uma desgraça a ele.
c) Tudo lhe era indiferente. Tudo era diferente a ele.
d) Afastou-lhe os cabelos. Afastou os seus cabelos. “lhe” com valor de posse.
e) Ao inimigo, não lhe nego perdão. Não nego perdão ao inimigo. Nesse caso,
o “lhe” está exercendo a função de OI.
f) Não lhe contei o segredo. Não contei o segredo a ele. Nesse caso, o “lhe”
está exercendo a função de OI.
g) Apertou-lhe gentilmente a mão. Apertou gentilmente a sua mão. “lhe” com
valor de posse.

PRONOMES DEMONSTRATIVOS
Antes de tudo, é preciso entender que os pronomes demonstrativos podem
indicar a posição dos elementos em relação a três hipóteses distintas: tempo,
espaço, texto. Assim:

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• O pronome demonstrativo pode apontar para objetos localizados no espaço, perto ou distante do falante.
• O pronome demonstrativo pode fazer referência ao tempo presente, passado ou futuro.
• O demonstrativo pode também retomar informações já mencionadas no texto ou que virão a seguir na sequência
textual.

Veja o quadro sistematizado a seguir, conforme ensinamento da professora Adriana Figueiredo em sala de aula:

NO ESPAÇO NO TEMPO NO TEXTO


Apontam para o que está perto do Momento presente. Apontam para uma informação
falante. que virá adiante no texto.

Exemplo:
Exemplo: Exemplo:
 Estes dias têm sido
Isto / Este (s) /  Este material aqui é meu. agradáveis.  Este número é a dica do teste
Esta (s) – sete.

Momento futuro próximo.

Exemplo:

 Nestas férias viajarei


Apontam para o que está perto do Passado não distante. Indicam uma informação que já
ouvinte. apareceu no texto.

Exemplo:
Exemplo: Exemplo:
 Nesse domingo fui ao
Isso / Esse (s) /
 Esse material aí é meu. Maracanã.  “Dois” – Esse número é a
Essa (s)
 Solicito informações acerca dica do teste
desse processo que tramita
no seu tribunal e que mantém
relações com este processo
que tramita no meu tribunal.
Apontam ao que está distante de Passado ou futuro distante. Com dois antecedentes:
ambos.
• “Este” para o mais próximo.
Exemplo: • “Aquele” para o mais
Exemplo: distante.
 Aquelas férias de 2000/2020
• “Esse” traria ambiguidade.
Aquilo / Aquele  Aquele material ali é meu. foram /serão maravilhosas.
• “Esses” para retomar ambos.
(s) Aquele (s)

Exemplo:

 José e João estudaram. Este


(João) /Aquele (José) foi
aprovado.

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DÚVIDAS QUE SURGIRAM NA AULA:


 O processo X foi julgado. Este deverá ser arquivado. Esse deverá ser
arquivado. Estaria incorreto dizer: “o mesmo deverá”.
 Os processos X e Y... Estes deverão... Esses deverão... Se for retomar apenas
o último, jamais diga “este último”, pois torna a frase redundante.
 Os processos X, Y e Z... Esse deverá... Para retomar X, usa-se “aquele”,
para retomar Z, usa-se “este” e para retomar Y? Use numeral! Ou seja,
para retomar o do meio, usa-se “o segundo”. Todos os demais também
poderão ser retomados usando os numerais. Se tivermos que retomar os
três juntos, poderemos usar “esses” ou “diante disso”.

Observação:
Não se usa “o mesmo” para substituir substantivo antecedente. Quando for
para retomar uma informação anterior, ele só deverá ser usado para substituir
uma oração ou informação maior. Veja o exemplo a seguir:
 Minha filha estuda o dia inteiro, meu filho não faz o mesmo (estudar o dia
inteiro).

EXERCÍCIOS

1. Preencha as lacunas por este, esse ou aquele, usando as variações, quando


necessário:
a) __________ guaraná que você está tomando é bom, Isabel?
b) Não. ____________ guaraná que estou tomando não é bom.
c) Marisa, vá buscar-me _____________ xérox que lá está.
d) Um dia d___________ irei novamente ao Maracanã.
e) Vanderléia, passe-me __________ cinzeiro que está a seu lado.
f) “___________ cinzeiro eu não passo a ninguém”, disse Wanderleia.
g) Viver ou morrer: ___________ era o seu dilema.
h) ___________ era a sua difícil escolha: viver ou morrer.
i) Juro que vi os sacis-pererês! Com ____________ olhos!
j) Encontrei André e Márcia. ___________ foi educado, enquanto ___________
mostrou-se agressiva.
k) N____________ semana que passou não estudei quase nada.
l) N____________ semana que começa será tudo bem diferente.

GABARITO
1. Preencha as lacunas por este, esse ou aquele, usando as variações, quando
necessário:
a) ESSE guaraná que você está tomando é bom, Isabel? ESPAÇO – PERTO DO
OUVINTE.
b) Não. ESTE guaraná que estou tomando não é bom. ESPAÇO – PERTO DO
FALANTE.

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c) Marisa, vá buscar-me AQUELA xérox que lá está. ESPAÇO – LONGE DE


AMBOS.
d) Um dia DESTES irei novamente ao Maracanã. TEMPO – FUTURO PRÓXIMO.
e) Vanderleia, passe-me ESSE cinzeiro que está a seu lado. ESPAÇO – PERTO
DO OUVINTE.
f) “ESTE cinzeiro eu não passo a ninguém”, disse Wanderleia. ESPAÇO – PERTO
DO FALANTE.
g) Viver ou morrer: ESSE era o seu dilema. TEXTO.
h) ESTA era a sua difícil escolha: viver ou morrer. TEXTO.
i) Juro que vi os sacis-pererês! Com ESTES olhos! ESPAÇO.
j) Encontrei André e Márcia. AQUELE foi educado, enquanto ESTA mostrou-se
agressiva. TEXTO.
k) NESSA semana que passou não estudei quase nada. TEMPO.
l) NESTA semana que começa será tudo bem diferente. TEMPO.

FUNÇÕES TEXTUAIS DOS PRONOMES

FUNÇÃO ENDOFÓRICA
É aquela função que o pronome tem quando aponta para informações que
estão dentro do texto. Subdivide-se em função anafórica e catafórica.
O pronome terá FUNÇÃO ANAFÓRICA quando retomar uma informação
mencionada no texto.
Exemplo:
 “Vencer: essa é a minha meta”.
 “Dezembro de 2010: nessas férias encontramos velhos amigos na praia”.
 “Meu nome é Marcela. Meu filho fez algumas tatuagens pelo corpo”.
O pronome terá FUNÇÃO CATAFÓRICA quando apontar para uma informação
que virá adiante no texto.
Exemplo:
 “Esta é a minha meta: vencer”.

FUNÇÃO EXOFÓRICA OU FUNÇÃO DÊITICA


É a função da situação de produção textual.
As bancas costumam cobrar isso nas provas perguntando da seguinte forma:
assinale a alternativa em que o elemento destacado está ligado à situação de
produção textual.
O pronome terá FUNÇÃO EXOFÓRICA toda vez que buscar informações que
devem ser DEDUZIDAS / INFERIDAS a partir do texto:
Quem? (autor do texto).
Quando? (quando o texto foi produzido).
Onde? (onde se produziu o texto).

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Exemplos:
 “Nesta casa todos são felizes.” Onde?
 ”Nessas férias encontramos velhos amigos na praia.” Quando?
 ”Meu filho fez algumas tatuagens pelo corpo”. Quem?
 “Gosto de dizer que...”. Quem gosta de dizer? Perceba que nesta frase a
função dêitica está sendo exercida pelo verbo “gostar”. Portanto, esse tipo
de função nem sempre ocorrerá com pronomes. Essa frase foi retirada de
uma prova para o TJ/RJ.
É por isso que não devemos usar a primeira pessoa nas redações. Nas redações,
não podemos fazer com que o responsável pela correção deduza nada. Tem
que estar tudo lá!

EXERCÍCIOS
1. Classifique os pronomes grifados segundo a função textual que eles
desempenham, com a ajuda do código abaixo:
(a) função anafórica.
(b) função catafórica.
(c) função exofórica.
a) “[...] a habitação conjugal, e a esta se recusa a voltar.” (Art. 234 - Código
Civil).
b) Este sempre foi seu objetivo – a aprovação.
c) “Salvo disposição especial deste código e não tendo sido ajustado da época
para o pagamento, o credor pode exigi-lo imediatamente”. (Art. 952 - Código
Civil).
d) - “... eles não sabem o que fazem.”.
e) “A cessão de crédito não vale em relação ao devedor, senão quando a este
notificada [...]”.
f) “As terras de que trata este artigo tradicionalmente são inalienáveis e
indisponíveis, e os direitos sobre elas, imprescritíveis.” (§ 4º - Constituição da
República Federativa do Brasil.).
g) Este país não tem mais jeito, é o que repetem usualmente nossos
conterrâneos.
h) “Cabe ao juiz suprir a outorga da mulher, quando esta a denegue sem
motivo justo, ou lhe seja impossível dá-la (Art. 235, 238 e 239).” (Art. 237 -
Código Civil).
i) “... o alerta do Departamento de Estado americano a agências de turismo
dos Estados Unidos, divulgado no início deste mês...”.

GABARITO
1. Classifique os pronomes grifados segundo a função textual que eles
desempenham, com a ajuda do código abaixo:
(a) função anafórica.
(b) função catafórica.
(c) função exofórica.

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a) “[...] a habitação conjugal, e a esta se recusa a voltar.” (Art. 234 - Código


Civil). FUNÇÃO ANAFÓRICA. O IDEAL SERIA USAR “ESSA”.
b) Este sempre foi seu objetivo – a aprovação. FUNÇÃO CATAFÓRICA.
c) “Salvo disposição especial deste código e não tendo sido ajustado da
época para o pagamento, o credor pode exigi-lo imediatamente”. (Art. 952 -
Código Civil). FUNÇÃO EXOFÓRICA. QUAL O CÓDIGO? Embora a banca tenha
informado entre parênteses a fonte, ele não foi mencionado dentro do texto.
d) - “... eles não sabem o que fazem.”. FUNÇÃO CATAFÓRICA.
e) “A cessão de crédito não vale em relação ao devedor, senão quando a este
notificada [...]”. FUNÇÃO ANAFÓRICA.
f) “As terras de que trata este artigo tradicionalmente são inalienáveis e
indisponíveis, e os direitos sobre elas, imprescritíveis.” (§ 4º - Constituição da
República Federativa do Brasil.). FUNÇÃO EXOFÓRICA.
g) Este país não tem mais jeito, é o que repetem usualmente nossos
conterrâneos. FUNÇÃO EXOFÓRICA / FUNÇÃO CATAFÓRICA.
h) “Cabe ao juiz suprir a outorga da mulher, quando esta a denegue sem motivo
justo, ou lhe seja impossível dá-la (Art. 235, 238 e 239).” (Art. 237 - Código
Civil). FUNÇÃO ANAFÓRICA / FUNÇÃO ANAFÓRICA / FUNÇÃO ANAFÓRICA /
FUNÇÃO ANAFÓRICA.
i) “... o alerta do Departamento de Estado americano a agências de turismo
dos Estados Unidos, divulgado no início deste mês...”. FUNÇÃO EXOFÓRICA.

PRONOMES RELATIVOS
Referem-se a um TERMO ANTERIOR CHAMADO ANTECEDENTE. Pode ser:
 Um substantivo; ou
 Pronome substantivo.
Ele existe para evitar a repetição do substantivo.
Ele sempre retomará um termo de natureza substantiva, jamais adjetiva.

Exemplo:
“... há no meu corpo um incêndio
que queima sem esperança
a própria terra que piso
vira um abismo e me come
corre em meu sangue um veneno...
veneno que tem teu nome.“
(Ferreira Gullar)

Aparecem como pronomes relativos:

QUE, O QUAL (e flexões): quando o antecedente for coisa ou pessoa;


 “Eis o livro que procuro”.
 ”Este é o professor que elogiei.”

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 “Este é o professor o qual elogiei”. Embora esteja correto, as gramáticas


dizem que o pronome relativo “o qual” deve vir preposicionado. Devemos
evitar esse tipo de construção nas redações.
Obs.: o pronome “que” é curinga! Ele substitui coisa ou pessoa, menos o “cujo”.

QUEM: quando o antecedente for pessoa. Sempre antecedido de preposição;


 “Esta é a professora de quem falei.”
 “Esta é a professora de que falei.” Lembre-se de que o “que” é curinga e
com ele posso tudo!
 “Esse é o professor a quem elogiei.” Quem elogia, elogia alguém. O verbo
“elogiar” é transitivo direto e não rege a preposição “a”. Todavia, visto que
com o pronome relativo “quem” a preposição é obrigatória, tal construção
não está incorreta. Esse é o chamado objeto direto preposicionado.
Embora essa construção não esteja incorreta, as gramáticas aconselham a
não usar OD com preposição.
Obs.: o pronome relativo “quem” nunca vem sem preposição. Não confunda
o “quem” relativo com o “quem” interrogativo indefinido: “Quem chegou?”.
Nesse caso, o “quem” não virá antecedido de preposição.

CUJO (e flexões): entre dois substantivos indicando ideia de posse.


 “É bom o livro cujo autor elogiaste.” Autor do livro.
 “Eis o livro cujo autor eu conheço.” Autor do livro.
 “Eis o livro cuja autora eu conheço.” Autora do livro.
 “Eis a criança cujos pais são meus amigos”. Pais da criança.
 “Eis a menina de cuja mãe eu falei”. Mãe da menina.
Observações do pronome relativo “cujo”:
1. Vem sempre entre dois substantivos;
2. Estabelece entre os dois substantivos ideia de posse, lendo-se de trás para
frente, colocando-se a preposição “de” no meio;
3. Concorda com o substantivo seguinte;
4. Não pode vir seguido de artigo;
5. Pode vir antecedido de preposição;
6. Não pode ser substituído por nenhum outro relativo.

ONDE / AONDE / DONDE (DE ONDE):


Usa-se “onde” quando o antecedente indica “lugar”:
 “Esta é a casa onde moro.”
 “Esta é a casa em que /na qual moro.”
Obs.: se formos utilizar outro pronome relativo, ao retirar o “onde”, entra a
preposição “em”. “Onde” significa “posicionamento em”.
Usa-se “aonde” quando o verbo indicar “direção a”.
 “Eis a casa aonde vou”.
 “Eis a casa a que / à qual vou”.

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Usa-se “donde / de onde” quando o verbo indicar “origem de”.


 “Eis a casa donde / de onde venho”.
 “Eis a casa de que / da qual venho”.

COMO: quando o antecedente for as palavras modo, maneira, forma.


 “É correta a forma como você procede.”

QUANDO: quando o antecedente dá ideia de tempo;


 “Foi a época quando tudo ocorreu.”
 “Foi a época em que / na qual tudo ocorreu.” Tudo ocorreu na época.

QUANTO: quando o antecedente dá ideia de quantidade.


 “Isso é tudo quanto quero.”
 “Isso é tudo que quero”.

REESCRITURA DE FRASES

Ao usar os relativos, devemos observar dois pontos importantes:


1) Quando usar os relativos que, quem, cujo etc.;
2) Reparar se o termo (pode ser verbo ou nome) que vem após o relativo pede
preposição.

Exemplo:
Este é o livro que ganhei. → que = o livro; eu ganhei o livro.
Este é o livro a que me referi. → que = ao livro; eu me referi ao livro.
Dinâmica de regência com pronome relativo:
Eis o livro DE CUJO assunto gosto (de); Assunto do livro.
Eis o livro COM CUJAS ideias simpatizo (com). Ideias do livro.
Eis o livro POR CUJAS ideias nutro grande simpatia (por). Ideias do livro.
Eis o livro EM CUJAS folhas estão as mais belas palavras (nas = em). Folhas do
livro.

EXERCÍCIOS
1. Sublinhe a (s) forma (s) que completa (m) a lacuna:
a) O assunto _____________________me referi não foi este. (que – a que – ao
qual – o qual – a quem).
b) A empresa _____________________ diretor é sério progride. (onde – que
– a qual – cujo – a que).
c) A empresa _____________________diretor conversei progrediu. (com que
– com cujo – aonde – cujo – com a qual).

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d) No momento _____________________sou homenageado fico triste.


(quando – que – em que – no qual).
e) Tudo _____________________disseste estava certo. (que – quem – quanto
– como – cujo).
f) Definimos a maneira _____________________nossos empregados vão
trabalhar. (em que – onde – quando – cujos – como).
g) A empresa _____________________me dedico está bem. (que – onde – a
que – à qual – aonde).
h) Aí está a pessoa _____________________sempre respeitei. (que – quem –
a quem – a qual – a que).
i) Aí está a pessoa _____________________me apaixonei. (quem – por quem
– pela qual – que – a quem).
j) Chegou o diretor _____________________relatório ninguém gostou. (que –
de que – cujo – o qual – de cujo).
k) Chegou o diretor _____________________ideias não concordo. (cujo –
cujas – com cujas – cujas as – com cujas as).
l) Esta é a cidade _____________________eu morei. (onde – aonde – em que
– na qual – donde).
m) Esta é a cidade _____________________gosto de ir sempre. (onde – aonde
– a qual – para a qual – que).
n) Esta é a cidade _____________________vêm os visitantes. (onde – aonde
– donde – em que – do qual).

(VUNESP) Assinale a alternativa que preenche as lacunas, correta e


respectivamente, considerando a norma culta da língua portuguesa.
Os projetos beneficentes, _____ ele tanto lutou, ______ muita gente a sair de
situações difíceis.
a) em que … ajudaram.
b) de que … ajudou.
c) a que … ajudaram.
d) pelos quais … ajudaram.
e) aos quais … ajudou.

(VUNESP) Foram analisados os processos ____________ autos se discutia a


política de proteção ao menor ____________ se refere a legislação pátria.
Houve várias sessões, ________ foram convocados especialistas no assunto.
Assinale a alternativa que preenche correta e respectivamente as lacunas.
a) em cujos … a que … para as quais.
b) que nos … à qual … as quais.
c) nos quais … no que … que.
d) de cujos … à que … a cujas.
e) que nos seus … que … a que.

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GABARITO
1. Sublinhe a (s) forma (s) que completa (m) a lacuna:
a) O assunto A QUE / AO QUAL me referi não foi este. (que – a que – ao qual
– o qual – a quem).
b) A empresa CUJO diretor é sério progride. (onde – que – a qual – cujo – a
que).
c) A empresa COM CUJO diretor conversei progrediu. (com que – com cujo –
aonde – cujo – com a qual).
d) No momento QUANDO / EM QUE / NO QUAL sou homenageado fico triste.
(quando – que – em que – no qual).
e) Tudo QUANTO / QUE disseste estava certo. (que – quem – quanto – como
– cujo).
f) Definimos a maneira COMO nossos empregados vão trabalhar. (em que –
onde – quando – cujos – como).
g) A empresa À QUAL me dedico está bem. (que – onde – a que – à qual –
aonde).
h) Aí está a pessoa A QUAL / A QUEM sempre respeitei. (que – quem – a quem
– a qual – a que).
i) Aí está a pessoa PELA QUAL / POR QUEM me apaixonei. (quem – por quem
– pela qual – que – a quem).
j) Chegou o diretor DE CUJO relatório ninguém gostou. (que – de que – cujo – o
qual – de cujo).
k) Chegou o diretor COM CUJAS ideias não concordo. (cujo – cujas – com cujas
– cujas as – com cujas as).
l) Esta é a cidade EM QUE / NA QUAL / ONDE eu morei. (onde – aonde – em
que – na qual – donde).
m) Esta é a cidade PARA A QUAL / AONDE gosto de ir sempre. (onde – aonde
– a qual – para a qual – que).
n) Esta é a cidade DONDE vêm os visitantes. (onde – aonde – donde – em que
– do qual).

(VUNESP) Assinale a alternativa que preenche as lacunas, correta e


respectivamente, considerando a norma culta da língua portuguesa.
Os projetos beneficentes, PELOS QUAIS / POR QUE ele tanto lutou, AJUDARAM
muita gente a sair de situações difíceis.
Quem luta, luta pelos projetos / Os projetos ajudaram.
d) pelos quais … ajudaram.

(VUNESP) Foram analisados os processos EM CUJOS autos se discutia a política


de proteção ao menor A QUE se refere a legislação pátria. Houve várias sessões,
PARA AS QUAIS foram convocados especialistas no assunto.
Assinale a alternativa que preenche correta e respectivamente as lacunas.
a) em cujos … a que … para as quais.

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RESUMO DA AULA
Há duas formas de se indicar a posse no discurso:
 Com o uso do pronome possessivo;
 Com a utilização do pronome oblíquo com valor possessivo.
Ao utilizar os demonstrativos em frases, não se esqueça de perguntar
primeiramente se ele se refere ao:
 Espaço;
 Tempo;
 Texto.
Quando o pronome remete o leitor para uma informação que está dentro do
texto, diz-se que ele tem FUNÇÃO ENDOFÓRICA. Tal função pode se subdividir
em:
1. Anafórica (o pronome retoma);
2. Catafórica (o pronome avança no texto).
O pronome terá FUNÇÃO EXOFÓRICA quando remeter o leitor para uma
informação fora do texto: algo que tem que se deduzido.
É a função de onde, quando, quem.
Pronomes relativos têm SEMPRE função anafórica. Lembre-se de que o
pronome cujo não pode ser substituído por nenhum outro relativo.
Para saber a preposição que antecederá o relativo, basta colocar a oração que
vem após o relativo na ordem direta, verificando se há ali verbo ou nome que
peça preposição.

PREPOSIÇÃO E CONJUNÇÃO
PREPOSIÇÃO
Palavra invariável que liga palavras ou orações.
Exemplo:
 Casa de José.
 Saiu para trabalhar.
Ela pode aparecer na frase por dois motivos:
 Necessito de auxílio. Nesse caso, a preposição aparece porque o termo
anterior a pede. Quem necessita, necessita “de”. Quando a preposição vem
devido à regência, diz-se que o seu valor é gramatical, ou seja, ela está na
frase por uma necessidade da gramática.
 Casa de Maria. Nesse caso, a preposição vem a fim de acrescentar uma
ideia. É o chamado valor semântico da preposição. Nesse exemplo, o valor
semântico da preposição “de” é de posse: Casa dela, da Maria.
DICA:
Para saber o valor semântico de uma determinada preposição, olhe para o que
vem após ela.

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CLASSIFICAÇÃO DAS PREPOSIÇÕES


 Essenciais:
A, ante, até, após, com, contra, de, desde, em, entre, para, per, perante, por,
sem, sob, sobre, trás.
 Acidentais
Palavras que podem funcionar como preposição: como, conforme, consoante,
durante, salvo, segundo, etc.
 Locução Prepositiva
É expressão que termina em preposição.
Duas ou mais palavras com valor de preposição: a fim de, além de, à beira
de, devido a, apesar de, à custa de, através de, acerca de, de encontro a, ao
encontro de, em vez de.

VALORES SEMÂNTICOS DAS PREPOSIÇÕES


Causa, conformidade, concessão, instrumento, matéria, meio, companhia,
limite, modo, finalidade, lugar, assunto, ausência, condição, tempo, favor etc.

CUIDADO:
Ele saiu após o café. PREPOSIÇÃO COM VALOR SEMÂNTICO DE TEMPO E NÃO
ADVÉRBIO.
Ele saiu após o café. LOCUÇÃO ADVERBIAL DE TEMPO.

EXERCÍCIOS
Dica: para classificar o valor semântico da preposição, olhe sempre para o que
vem após ela. Desta forma, você não se perderá na frase.
I. Dê o valor semântico das preposições destacadas.
1) Voltou de uma festa com os amigos ______________________
2) Abriu a porta com a chave./Apanhar de cinta. _______________
3) Com mais de dez anos de experiência, ainda se sente inseguro._____________
4) Morreu pela pátria. _____________________
5) Desmaiou de fome. _____________________
6) Falava aos gritos. ______________________
7) Sentou-se à mesa. ______________________
8) Veio a pé. __________________/Vive de rendas. __________________
9) Viajou a passeio. ______________________/Roupa de festa._____/Pedir
em casamento. ___________________
10) Ante o altar, ajoelhou-se. ________________
11) Caminhou até o centro da cidade. __________
12) Após a corrida, descansamos.______/Saiu de noite.____________________
13) Vinho se faz com a uva.______________/Chapéu de palha._________

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14) Falava de pobre futebol. _____________


15) Sem luta não venceremos. ___________
16) Foi preso por vadiagem. ____________
17) Casa de João. _____________________
18) Assustou-se com o trovão. ___________
19) Dormiu sob o viaduto. ______________

GABARITO
I. Dê o valor semântico das preposições destacadas.
1) Voltou de uma festa com os amigos. VALOR SEMÂNTICO DE COMPANHIA.
2) Abriu a porta com a chave./Apanhar de cinta. VALOR SEMÂNTICO DE
INSTRUMENTO.
3) Com mais de dez anos de experiência, ainda se sente inseguro. VALOR
SEMÂNTICO DE CONCESSÃO (APESAR DE).
4) Morreu pela pátria. VALOR SEMÂNTICO DE FAVOR (A FAVOR DA PÁTRIA).
5) Desmaiou de fome. VALOR SEMÂNTICO DE CAUSA.
6) Falava aos gritos. VALOR SEMÂNTICO DE MODO.
7) Sentou-se à mesa. VALOR SEMÂNTICO DE LUGAR.
8) Veio a pé. VALOR SEMÂNTICO DE MEIO / Vive de rendas. VALOR SEMÂNTICO
DE MEIO.
9) Viajou a passeio. VALOR SEMÂNTICO DE FINALIDADE / Roupa de festa.
VALOR SEMÂNTICO DE FINALIDADE / Pedir em casamento. VALOR SEMÂNTICO
DE FINALIDADE.
10) Ante o altar, ajoelhou-se. VALOR SEMÂNTICO DE LUGAR.
11) Caminhou até o centro da cidade. VALOR SEMÂNTICO DE LIMITE DE LUGAR.
12) Após a corrida, descansamos. VALOR SEMÂNTICO DE TEMPO / Saiu de
noite. VALOR SEMÂNTICO DE TEMPO.
13) Vinho se faz com a uva. VALOR SEMÂNTICO DE MATÉRIA / Chapéu de
palha. VALOR SEMÂNTICO DE MATÉRIA.
14) Falava de pobre futebol. VALOR SEMÂNTICO DE ASSUNTO.
15) Sem luta não venceremos. VALOR SEMÂNTICO DE CONDIÇÃO.
16) Foi preso por vadiagem. VALOR SEMÂNTICO DE CAUSA.
17) Casa de João. VALOR SEMÂNTICO DE POSSE.
18) Assustou-se com o trovão. VALOR SEMÂNTICO DE CAUSA.
19) Dormiu sob o viaduto. VALOR SEMÂNTICO DE LUGAR.

ATENÇÃO!
A preposição “até” pode indicar LIMITE:
 De Tempo: Ficou até às 10hrs (crase facultativa).
 De Lugar: Foi até a praia.
 A preposição “até” também pode indicar INCLUSÃO: Até você vai à festa.

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Por Simone Pavanello Muniz

São expressões que indicam assunto:


 Em relação a;
 A respeito de;
 Sobre;
 Quanto a.

CONCLUSÃO:
Tanto as preposições quanto as conjunções podem apresentar valores
semânticos. (causa, concessão etc.)
Diferenciar uma locução prepositiva de uma locução conjuntiva:
A locução prepositiva termina com preposição.
A locução conjuntiva termina com conjunção.
Exemplos:
Estude, a fim de ser aprovado. (loc. prepositiva) VALOR SEMÂNTICO DE
FINALIDADE.
Estude, a fim de que seja aprovado. (loc. conjuntiva) VALOR SEMÂNTICO DE
FINALIDADE.
Elas mudam em relação à classificação gramatical, mas o sentido é o mesmo.
Portanto:
A troca de “a fim de” por “a fim de que” manteria o sentido original da frase,
mas não manteria a frase gramaticalmente correta, a não ser que alteremos
devidamente o verbo (é assim que cai em provas).

CONJUNÇÃO

Dá-se o nome de conjunção à palavra ou locução invariável que liga orações ou


termos semelhantes da mesma oração.
Exemplos:
 O inverno passou e eles não voltaram.
 Encontrei meu pai e minha irmã no cinema.
 A notícia chegou quando menos esperávamos.
As conjunções se dividem em:
 Coordenativas;
 Subordinativas.

CONJUNÇÕES COORDENATIVAS
São aquelas que ligam orações de sentido completo e independente ou
termos da oração que têm a mesma função gramatical. Subdividem-se em:

ADITIVAS
Ligam orações ou palavras expressando ideia de acrescentamento ou adição.
São elas: e, nem (= e não), *não só... mas também, não só... como também,
bem como, não só... mas ainda.

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Exemplos:
 A sua pesquisa é clara e objetiva.
 Ela não só dirigiu a pesquisa como também escreveu o relatório.
 Nem estuda, nem (= e não) trabalha. Trata-se de uma conjunção
coordenativa aditiva. Apenas o segundo “nem” é a conjunção. O primeiro
“nem” equivale a “não” – advérbio de negação.
 A bebida ou o fumo prejudicam a saúde. Atenção! Nesse caso, o “ou” está
indicando “adição”!

*As expressões “não só... mas também”, “não só... como também” e “não só...
mas ainda”, são as chamadas expressões correlativas de adição: uma pede a
presença da outra.
 Ela não só estudou, mas (também) trabalhou. Se essa frase estivesse numa
questão de prova objetiva e a banca perguntasse que tipo de conjunção
é a que está em destaque, a tendência era que disséssemos que se trata
se uma conjunção adversativa. Devemos tomar cuidado, pois, na frase
em análise, esse “mas” é uma conjunção coordenativa aditiva. O “mas”,
antecedido de “não só” ou “não apenas” será sempre aditivo.

ADVERSATIVAS
Ligam duas orações ou palavras, expressando ideia de:
 Contraste = oposição.
 Compensação = ressalva.
São elas: mas, porém, todavia, contudo, entretanto, no entanto, não obstante.
Exemplos:
 Seu discurso foi breve, mas violento. IDEIA DE COMPENSAÇÃO.
 Tentei chegar mais cedo, porém não consegui. IDEIA DE OPOSIÇÃO.

ALTERNATIVAS
Ligam orações ou palavras expressando ideia de:
 Alternância.
 Escolha = exclusão.
Indicam fatos que se realizam separadamente.
São elas: ou, ou... ou, ora... ora, já... já, quer... quer, seja... seja.
Exemplos:
 Ou saio eu, ou sai ele desta sala. IDEIA DE EXCLUSÃO (ESCOLHA).
 O cavalo avançava ora para a esquerda, ora para a direita. IDEIA DE
ALTERNÂNCIA.
 João ou José casará com Maria. IDEIA DE EXCLUSÃO (ESCOLHA).
 A bebida ou o fumo prejudicam a saúde. Atenção! Nesse caso, o “ou” está
indicando “adição”!

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CONCLUSIVAS
Ligam à anterior uma oração que expressa ideia de conclusão ou consequência.
São elas: logo, pois (quando deslocado na oração), portanto, por conseguinte,
por isso, assim.
Exemplos:
 Ele estava bem preparado para o teste, portanto não ficou nervoso. O
fato de ele estar bem preparado para o teste (causa), fez com que ele não
ficasse nervoso (consequência).
 Todos nós viemos colaborar no socorro às vítimas, por isso, mereceremos
mais consideração por parte das autoridades. O fato de todos nós termos
vindo colaborar (causa), fez com que merecêssemos mais consideração
(consequência).
As conjunções conclusivas geram relação de causa e efeito.

EXPLICATIVAS
Justifica a ideia da oração a que se refere.
A explicação é o que vem depois da conjunção e ela é a justificativa para o que
foi dito antes.
São elas: que, porque, pois (quando estiver no início da oração), porquanto.
Exemplos:
 Venha para casa, pois está começando a chover.
 Não demore, que o filme vai começar.
DICA: Normalmente, as conjunções explicativas vêm ligadas a verbo no
imperativo.

EXERCÍCIOS
I. Classifique as conjunções coordenativas seguindo o código abaixo:
a) Aditiva
b) Adversativa
c) Alternativa
d) Conclusiva
e) Explicativa
1. ( ) O menino levantou-se e timidamente saiu.
2. ( ) Todos prometeram ajudar; muitos, porém, não cumpriram a promessa.
3. ( ) Ela não foi só recebê-lo no aeroporto como ainda se prontificou a mostrar-
lhe a cidade.
4. ( ) Vamos embora, pois o filme está muito chato.
5. ( ) Você leu as cláusulas do contrato; não reclame, pois, das dificuldades que
surgirem.
6. ( ) As crianças, entusiasmadas, ora corriam pelo quintal, ora entravam pelos
corredores.

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7. ( ) Analisamos o projeto com muita atenção, estamos, pois, aptos a executá-


lo.
8. ( ) O regulamento era bastante claro a esse respeito; no entanto, muitas
pessoas teimavam em fingir que não sabiam de nada.
9. ( ) Este diploma poderá facilitar teu ingresso na firma; contudo, não penses
que o trabalho será sempre fácil
10. ( ) Quando o velho professor entrou, as autoridades levantaram-se e
aplaudiram-no.
11. ( ) Saia da varanda, que está muito frio.
12. ( ) Ele agradeceu a mim bem como a todos os presentes pela ajuda recebida.

GABARITO
I. Classifique as conjunções coordenativas seguindo o código abaixo:
a) Aditiva
b) Adversativa
c) Alternativa
d) Conclusiva
e) Explicativa

1. (ADITIVA) O menino levantou-se e timidamente saiu.


2. (ADVERSATIVA - OPOSIÇÃO) Todos prometeram ajudar; muitos, porém, não
cumpriram a promessa.
3. (ADITIVA) Ela não foi só recebê-lo no aeroporto como ainda se prontificou
a mostrar-lhe a cidade.
4. (EXPLICATIVA) Vamos embora, pois o filme está muito chato.
5. (CONCLUSIVA) Você leu as cláusulas do contrato; não reclame, pois, das
dificuldades que surgirem.
6. (ALTERNATIVAS) As crianças, entusiasmadas, ora corriam pelo quintal, ora
entravam pelos corredores.
7. (CONCLUSIVA) Analisamos o projeto com muita atenção, estamos, pois,
aptos a executá-lo.
8. (ADVERSATIVA - OPOSIÇÃO) O regulamento era bastante claro a esse
respeito; no entanto, muitas pessoas teimavam em fingir que não sabiam de
nada.
9. (ADVERSATIVA - OPOSIÇÃO) Este diploma poderá facilitar teu ingresso na
firma; contudo, não penses que o trabalho será sempre fácil.
10. (ADITIVA) Quando o velho professor entrou, as autoridades levantaram-se
e aplaudiram-no.
11. (EXPLICATIVA) Saia da varanda, que está muito frio.
12. (ADITIVA) Ele agradeceu a mim bem como a todos os presentes pela ajuda
recebida.

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Dicas sobre o “pois”


O “pois” descolado (depois do verbo) será sempre conclusivo.
A posição normal da conjunção é sempre antes do verbo.

CONJUNÇÕES SUBORDINATIVAS
É a palavra ou locução conjuntiva que liga duas orações, sendo uma delas
dependente da outra. A oração dependente, introduzida pelas conjunções
subordinativas, recebe o nome de oração subordinada.
Exemplo:
O baile já tinha começado quando ele chegou.
Oração Principal / Oração Subordinada
Conjunção Subordinada
As conjunções subordinativas subdividem-se em:
 Integrantes;
 Adverbiais.

INTEGRANTES
Indicam que a oração subordinada por elas introduzida completa ou integra o
sentido da principal.
As conjunções integrantes não têm valor semântico.
São elas: que, se.
Exemplo:
 Espero / que ele traga os documentos necessários. Esse “que” inicia apenas
uma oração substantiva, ou seja, uma oração que pode ser trocada por
um substantivo ou por um pronome substantivo “isto”. Essa conjunção é
denominada integrante, pois ela vem apenas integrar, ou seja, ligar essas
orações.
 Não sei / se ele virá hoje. Não sei isto: “se ele virá hoje”.

ADVERBIAIS
As conjunções adverbiais indicam valor semântico.
Indicam que a oração subordinada por elas introduzida exerce a função de
adjunto adverbial da principal. De acordo com a circunstância que expressam,
classificam-se em nove tipos. São elas:
a) Causais
Introduzem uma oração que é causa da ocorrência da oração principal.
São elas: porque, que, como (= porque), pois, uma vez que, visto que,
porquanto, já que etc.
Exemplos:
 Ele não fez a pesquisa [efeito] / porque não dispunha de meios [causa].
 Como não se interessa por arte, [causa] / desistiu do curso [efeito].

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b) Concessivas
Concessão é um fato que não impede que o outro ocorra. É uma ideia contrária,
uma exceção, é algo que não se espera.
Introduzem uma oração que expressa ideia contrária à da principal, sem, no
entanto, impedir sua realização.
São elas: ainda que, apesar de que, embora, mesmo que, conquanto, se bem
que, por mais, que, posto que etc.
Exemplos:
 Embora fosse tarde, fomos visitá-lo. O fato de ser tarde não impediu que
fôssemos visitá-lo.
 Eu não desistirei desse plano mesmo que todos me abandonem. O fato de
todos me abandonarem não me impedirá de continuar com o plano.
 O réu foi condenado posto que inocente. No direito é muito comum usar o
“posto que” equivocadamente com valor de causa. A construção “O réu foi
condenado posto que condenado” está ERRADA. O “posto que” tem que
ter o mesmo valor de “embora”.
Dicas:
• O verbo das concessivas vem sempre no subjuntivo.
• As conjunções “conquanto”, “embora” e “ainda que” são as mais cobradas
nos concursos e sempre serão concessivas.

c) Condicionais
Introduzem uma oração que indica a hipótese (não é o fato ocorrido) ou a
condição para a ocorrência da principal.
A condição é hipotética, ou seja, ela pode ocorrer ou não. Por essa razão, o
verbo virá sempre no subjuntivo.
São elas: se, contanto que, salvo se, desde que, a menos que, a não ser que,
caso etc.
Exemplos:
 Se precisar de minha ajuda, telefone-me. Vai telefonar apenas se precisar.
 Não irei ao escritório hoje, a não ser que haja algum negócio muito urgente.
A condição para eu ir ao escritório hoje é “que haja algum negócio muito
urgente”.

d) Conformativas
Introduzem uma oração em que se exprime a conformidade de um fato com
outro.
São elas: conforme, como (= conforme), segundo, consoante etc.
Exemplos:
 O ataque ocorreu como havíamos planejado. O ataque ocorreu de acordo
com o que havíamos planejado. Seguindo o que havíamos planejado.
 Arrume a exposição segundo as ordens do professor. Arrume a exposição
segundo as ordens do professor. De acordo com as ordens do professor.
Portanto, conformidade é quando realizamos uma ação seguindo outra ação,
ou seja, de acordo com outra ação.

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e) Finais
Introduzem uma oração que expressa a finalidade ou o objetivo com que se
realiza a principal.
São elas: para que, a fim de que, porque (= para que), que etc.
Exemplos:
 Toque o sinal para que todos entrem no salão. Todos entrarem no salão é
o objetivo para que se toque o sinal.
 Aproxime-se a fim de que possamos vê-lo melhor. Vê-lo melhor é o objetivo
para que se aproximem.
Dica: O verbo da oração final vem também no subjuntivo, pois a finalidade
também é uma hipótese (pode ocorrer ou não).

f) Proporcionais
Introduzem uma oração que expressa um fato relacionado proporcionalmente
à ocorrência principal.
São elas: à medida que, à proporção que, ao passo que; e as combinações:
quanto mais... (mais), quanto mais... (menos), quanto menos... (mais), quanto
menos... (menos) etc.
Exemplos:
 O preço fica mais caro à medida que os produtos escasseiam. Quanto mais
os produtos escasseiam, mais caro fica o preço.
 Quanto mais reclamava menos atenção recebia.

Importante:
À MEDIDA QUE NA MEDIDA EM QUE À MEDIDA EM QUE
Conjunção Adverbial Conjunção Adverbial Causal Construção errada! NÃO
Proporcional. ou Explicativa. Dependerá EXISTE!
da frase.
Ex.: Ele aprende à
medida que estuda. Ex.: Ele foi aprovado na
Quanto mais estuda, medida em que se esforçou
mais aprende. muito. O fato de ter se
esforçado muito fez com
que ele fosse aprovado.

g) Temporais
Introduzem uma oração que acrescenta uma circunstância de tempo ao fato
expresso na oração principal.
São elas: quando, *enquanto, assim que, logo que, todas as vezes que, desde
que, depois que, sempre que, mal (= assim que) etc.
Exemplos:
 A briga começou assim que saímos da festa. Depois que saímos da festa a
briga começou.
 A briga começou enquanto saímos da festa. Tempo simultâneo (ao mesmo
tempo).
 A cidade ficou mais triste depois que ele partiu.

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*ATENÇÃO!
A conjunção “enquanto” indica “tempo simultâneo”. Por isso, se a banca
trouxer em uma determinada frase uma conjunção adversativa temporal e
perguntar se poderia ser substituída pela conjunção adversativa temporal
“enquanto”, não seria possível, visto que esta expressa ideia diferente das
demais, a não ser que o sentido da frase exprima o mesmo sentido. Veja o
exemplo a seguir:
 Quando ela fala, gesticula / Enquanto ela fala, gesticula. Nesse caso, as
duas conjunções adverbiais temporais estão indicando a mesma ideia, ou
seja, a ideia de simultaneidade.
Sendo assim, só deveremos usar “enquanto” se a ideia da frase for de tempo
simultâneo.

h) Comparativas
Introduzem uma oração que expressa ideia de comparação com referência à
oração principal.
São elas: como, assim como, tal como, como se, (tão) ... como, tanto como,
tanto quanto, tal, qual, tal qual, que (combinado com menos ou mais) etc.
Exemplos:
 O jogo de hoje será mais difícil / que o de ontem [foi]. Nessa frase há duas
orações, uma com o verbo claro “será” e outra com o verbo implícito.
 Ele é preguiçoso / tal como o irmão [é]. Nessa frase há duas orações, uma
com o verbo claro “é” e outra com o verbo implícito.
Dica: o verbo das orações comparativas normalmente vem subentendido, pois
é o mesmo da outra oração.

i) Consecutivas
Introduzem uma oração que expressa a consequência da principal.
São elas: de sorte que, de modo que, de forma que, sem que (= que não), que
(tendo como antecedente na oração principal uma palavra como tal, tão, cada,
tanto, tamanho) etc.
Exemplos:
 Estudou tanto durante a noite [causa] / que dormiu na hora do exame
[efeito].
 A dor era tanta [causa] / que o ferido desmaiou [efeito].
Dica: O “que”, antecedido de “tão, tal, tanto”, normalmente é consequência.

EXERCÍCIOS
1. Classifique as conjunções subordinativas destacadas, usando este código:
A) causais
B) concessivas
C) condicionais
D) conformativas

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E) finais
F) proporcionais
G) temporais
H) comparativas
I) consecutivas
J) integrantes
( ) Convém que acredite mais nas pessoas.
( ) Não sei se irei à festa.
( ) Ela chorou porque a mãe lhe bateu.
( ) Ele não veio, porquanto chovia muito.
( ) Esta jovem é inteligente como o colega.
( ) Os alunos não saíram da sala, conquanto tivessem acabado a prova.
( ) Embora faça frio, irei à praia.
( ) Ainda que eu não passe, continuarei estudando.
( ) Irei ao jogo se não chover.
( ) Caso encontre o documento, entregue ao diretor.
( ) Fiz o trabalho como mandaram.
( ) Tal foi a emoção que desmaiou.
( ) Prosseguimos viagem, posto que estivéssemos cansados.
( ) Estuda para que tua vida seja melhor.
( ) Entre depressa, a fim de que eles não percebam.
( ) Rezemos porque não nos achem aqui.
( ) À medida que os anos passavam, mais bonita ela ficava.
( ) Quanto mais leio, mais gosto.
( ) Quando a vejo, meu coração dispara.
( ) Mal chegou, todos se retiraram.
( ) Apenas li o início do discurso, entendi tudo.
( ) Enquanto se discute passa, às vezes, a ocasião.
( ) O automóvel não andava, de podre que estava.
( ) A mulher se vestiu de sorte que agradou ao marido.

GABARITO
1. Classifique as conjunções subordinativas destacadas, usando este código:
A) causais
B) concessivas
C) condicionais
D) conformativas
E) finais
F) proporcionais
G) temporais

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H) comparativas
I) consecutivas
J) integrantes
(INTEGRANTE) Convém / que acredite mais nas pessoas. CONVÉM ISTO.
(INTEGRANTE) Não sei / se irei à festa. NÃO SEI ISTO.
(CAUSAL) Ela chorou / porque a mãe lhe bateu. O FATO DE A MÃE TER LHE
BATIDO, FEZ COM QUE ELA CHORASSE.
(CAUSAL) Ele não veio, / porquanto chovia muito. O FATO DE TER CHOVIDO
MUITO, FEZ COM QUE ELE NÃO VIESSE.
(COMPARATIVA) Esta jovem é inteligente / como o colega [é]. ESTA JOVEM É
INTELIGENTE DO MESMO MODO QUE O COLEGA É.
(CONCESSIVA) Os alunos não saíram da sala, / conquanto tivessem acabado
a prova. O FATO DE TEREM ACABADO A PROVA NÃO IMPEDIU QUE ELES
CONTINUASSEM NA SALA. O normal seria que eles saíssem quando acabassem
a prova.
(CONCESSIVA) Embora faça frio, / irei à praia. O FATO DE ESTAR FRIO NÃO ME
IMPEDIRÁ DE IR À PRAIA.
(CONCESSIVA) Ainda que eu não passe, / continuarei estudando. O FATO DE
EU NÃO PASSAR NÃO ME IMPEDIRÁ DE CONTINUAR ESTUDANDO.
(CONDICIONAL) Irei ao jogo / se não chover. A CONDIÇÃO PARA EU IR AO JOGO
É NÃO CHOVER.
(CONDICIONAL) Caso encontre o documento, / entregue ao diretor. A
CONDIÇÃO PARA ENTREGAR O DOCUMENTO É ENCONTRÁ-LO.
(CONFORMATIVA) Fiz o trabalho / como mandaram. FIZ O TRABALHO DE
ACORDO COM O QUE MANDARAM.
(CONSECUTIVA) Tal foi a emoção / que desmaiou. O FATO DE TER SE
EMOCIONADO FEZ COM QUE DESMAIASSE.
(CONCESSIVA) Prosseguimos viagem, / posto que estivéssemos cansados. O
FATO DE ESTARMOS CANSADOS NÃO NOS IMPEDIU QUE PROSSEGUÍSSEMOS
A VIAGEM.
(FINAL) Estuda / para que tua vida seja melhor.
(FINAL) Entre depressa, / a fim de que eles não percebam.
(FINAL) Rezemos / porque não nos achem aqui.
(PROPORCIONAL) À medida que os anos passavam, / mais bonita ela ficava.
(PROPORCIONAL) Quanto mais leio, / mais gosto.
(TEMPORAL) Quando a vejo, / meu coração dispara.
(TEMPORAL) Mal chegou, / todos se retiraram. TODOS SE RETIRARAM
QUANDO ELE CHEGOU.
(TEMPORAL) Apenas li o início do discurso, entendi tudo. LOGO QUE LI / ASSIM
QUE LI.
(TEMPORAL) Enquanto se discute passa, às vezes, a ocasião.
(CAUSAL) O automóvel não andava, de podre que estava. O FATO DE O
AUTOMÓVEL ESTAR PODRE FEZ COM QUE ELE NÃO ANDASSE.

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Por Simone Pavanello Muniz

(CONSECUTIVA) A mulher se vestiu / de sorte que agradou ao marido. O FATO


DE A MULHER TER SE VESTIDO FEZ COM QUE AGRADASSE O MARIDO.

ATENÇÃO!
NÃO CONFUNDIR a oração coordenativa explicativa com a oração subordinada
adverbial causal. A seguir suas semelhanças e diferenças.
SEMELHANÇAS DIFERENÇAS
Possuem, em geral, os mesmos
conectores (porque, pois – antes do
Expressam ideias distintas.
verbo, porquanto, pois que, já que, uma
(CAUSA≠EXPLICAÇÃO)
vez que, visto que, visto como, que etc.).
A única conjunção causal que não pode
ser explicativa é a conjunção “como”.

Dica: primeiro pergunte se é causa. Se não for causa, será explicação.


Exemplos:
 Chorou, porque brigou com o namorado. (CAUSA) O fato de ter brigado
com o namorado fez com que chorasse.
 Chorou, porque seus olhos estão vermelhos. (EXPLICAÇÃO)

MAIS EXERCÍCIO DE FIXAÇÃO


I. Identifique as conjunções subordinadas ou coordenadas, classificando-as.
1 – A garota chorou porque não passou no vestibular.
2 – A garota chorou, porque seus olhos estavam vermelhos.
3 – A garota chorou, porque havia lágrimas nos seus olhos.
4 – A garota chorou porque lhe pisaram o calo.
5 – A garota chorou, porque todos choraram.
6 – A garota chorou, porque eu a vi chorando.
7 – A garota saiu, porque todos saíram.

II. Classifique as conjunções:


Coordenativas: aditiva, alternativas, adversativas, conclusivas, explicativas.
Subordinativas adverbiais: causais, consecutivas, condicionais, comparativas,
concessivas, conformativas, finais, proporcionais, temporais.
01) Resolvemos partir, conquanto tivesse chovido muito à noite.
02) Você participou da festa, diga-me, pois, o que aconteceu.
03) Não merecemos nenhum castigo, pois nada fizemos.
04) Ao perceber o que tinham feito com seus livros, gritou que parecia um
louco.
05) Escutei o réu e lhe dei razão.
06) Queria estar atento à palestra, e o sono chegou.
07) Como as leis eram taxativas naquele vilarejo, todos os moradores tentavam
um meio de obediência às normas morais.

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08) Nossos filhos serão como plantas que crescem em sua juventude.
09) Como ele mesmo previra, tudo correu bem.
10) Diga-lhe que abra logo a porta, que estou com pressa.
11) O livro apresenta algum defeito ainda que bem cuidado.
12) Ele tinha todas as condições para representar bem os colegas; nem todos
lhe reconheciam os méritos, porém.
13) Era a flor, e não já da escola, senão de toda a cidade.
14) Não só ouvi o que ele tinha a dizer, mas também lhe dei razão.
15) Chegou quando a aula já havia começado.
16) Regava as plantas para que não morressem de sede.
17) Quanto mais a ciência questiona os resultados, mais se aproxima da
verdade.
18) Muita gente virá procurá-lo, por conseguinte não chegue tarde.
19) Mal chegou, já foi dormir.
20) Sem que estude, não passará.

GABARITO
I. Identifique as conjunções subordinadas ou coordenadas, classificando-as.
1 – A garota chorou porque não passou no vestibular. CAUSA.
2 – A garota chorou, porque seus olhos estavam vermelhos. EXPLICAÇÃO.
3 – A garota chorou, porque havia lágrimas nos seus olhos. EXPLICAÇÃO.
4 – A garota chorou porque lhe pisaram o calo. CAUSA.
5 – A garota chorou, porque todos choraram. EXPLICAÇÃO. Estou afirmando
que ela chorou tendo como base que todos choraram.
6 – A garota chorou, porque eu a vi chorando. EXPLICAÇÃO.
7 – A garota saiu, porque todos saíram. EXPLICAÇÃO. Estou explicando que ela
saiu tendo como base que todos já saíram.

II. Classifique as conjunções:


Coordenativas: aditiva, alternativas, adversativas, conclusivas, explicativas.
Subordinativas adverbiais: causais, consecutivas, condicionais, comparativas,
concessivas, conformativas, finais, proporcionais, temporais.
01) Resolvemos partir, conquanto tivesse chovido muito à noite. CONJUNÇÃO
SUBORDINATIVA ADVERBIAL CONCESSIVA.
02) Você participou da festa, diga-me, pois, o que aconteceu. CONJUNÇÃO
COORDENATIVA CONCLUSIVA.
03) Não merecemos nenhum castigo, pois nada fizemos. CONJUNÇÃO
COORDENATIVA EXPLICATIVA.
04) Ao perceber o que tinham feito com seus livros, gritou que parecia um
louco. CONJUNÇÃO SUBORDINATIVA CONSECUTIVA. O fato de ter gritado
tanto (causa), fez com que parecesse um louco (efeito).05) Escutei o réu e lhe
dei razão. CONJUNÇÃO COORDENATIVA ADITIVA.

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06) Queria estar atento à palestra, e o sono chegou. CONJUNÇÃO


COORDENATIVA ADVERSATIVA.
07) Como as leis eram taxativas naquele vilarejo, todos os moradores tentavam
um meio de obediência às normas morais. CONJUNÇÃO SUBORDINATIVA
ADVERBIAL CAUSAL.
08) Nossos filhos serão como plantas que crescem em sua juventude.
CONJUNÇÃO SOBORDINATIVA ADVERBIAL COMPARATIVA.
09) Como ele mesmo previra, tudo correu bem. CONJUNÇÃO SUBORDINATIVA
ADVERBIAL CONFORMATIVA.
10) Diga-lhe que abra logo a porta, que estou com pressa. CONJUNÇÃO
COORDENATIVA EXPLICATIVA.
11) O livro apresenta algum defeito ainda que bem cuidado. CONJUNÇÃO
SUBORDINATIVA ADVERBIAL CONCESSIVA.
12) Ele tinha todas as condições para representar bem os colegas; nem todos lhe
reconheciam os méritos, porém. CONJUNÇÃO COORDENATIVA ADVERSATIVA.
13) Era a flor, e não já da escola, senão [PORÉM] de toda a cidade. CONJUNÇÃO
COORDENATIVA ADVERSATIVA.
14) Não só ouvi o que ele tinha a dizer, mas também lhe dei razão. EXPRESSÕES
CORRELATIVAS DE ADIÇÃO.
15) Chegou quando a aula já havia começado. CONJUNÇÃO SUBORDINATIVA
ADVERBIAL TEMPORAL.
16) Regava as plantas para que não morressem de sede. CONJUNÇÃO
SUBORDINATIVA ADVERBIAL FINAL.
17) Quanto mais a ciência questiona os resultados, mais se aproxima da
verdade. CONJUNÇÃO SUBORDINATIVA ADVERBIAL PROPORCIONAL.
18) Muita gente virá procurá-lo, por conseguinte não chegue tarde.
CONJUNÇÃO COORDENATIVA CONCLUSIVA.
19) Mal chegou, já foi dormir. CONJUNÇÃO SUBORDINATIVA ADVERBIAL
TEMPORAL.
20) Sem que estude, não passará. LOCUÇÃO CONJUNTIVA SUBORDINATIVA
ADVERBIAL CONDICIONAL.

Decifrando a conjunção “pois”:


POIS
CONCLUSIVO CAUSAL EXPLICATIVO
Quando o “pois” vier Situação em que o “pois” Situação em que o “pois”
deslocado na frase ele vem no início da oração vem no início da oração
será sempre conclusivo. indicando ideia de causa. explicando a oração anterior.
Exemplo: Exemplo: Exemplo:
Você não veio, diga-me, Choveu, pois o dia foi Choveu, pois o chão está
pois, o motivo. quente. molhado.
Se veio deslocado, O fato de o dia ter sido O fato de o chão está molhado
então só poderá ser do quente fez com que fez com que chovesse? Óbvio
tipo conclusivo. chovesse. que não!

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Decifrando a conjunção “e”:

E
ADITIVA ADVERSATIVA CONCLUSIVA
Escutei o réu e lhe dei Queria estar atento à Esforçou-se e foi aprovado.
razão. palestra, e o sono chegou. O fato de ter se esforçado fez
com que fosse aprovado.
As bancas costumam
perguntar se o “e” tem valor
de consequência.
Conclusão = Consequência.

Decifrando a conjunção “como”:

COMO
CAUSAL COMPARATIVA CONFORMATIVA
Como as leis eram Nossos filhos serão Como ele mesmo previra,
taxativas naquele vilarejo, como plantas que tudo correu bem.
todos os moradores crescem em sua
tentavam um meio de juventude.
obediência às normas
morais.

Decifrando a conjunção “SENÃO” ou “SE NÃO”:

SENÃO / SE NÃO
SE NÃO SENÃO SENÃO
CONDICIONAL ADVERSATIVO VALOR DE EXCLUSÃO
O “se não” separado é = PORÉM. Palavra denotativa de
condicional. É igual a exclusão.
Não era triste, senão
“caso não”.
bem contente. = EXCLUSÃO.
Se não chover, irei à praia.
Todos, senão você, podem
sair.

AS RELAÇÕES DE CAUSA E EFEITO NO TEXTO

Causa é um fato que faz com que o outro ocorra.


A relação de causa e efeito no texto aparece da seguinte forma:
Fato de ___________ fez com que____________.
Para toda “causa”, haverá um “efeito”, uma “consequência”.
Na linha do tempo, a causa antecede a consequência.

DICA DA ADRIANA para todas as conjunções:


A CONJUNÇÃO RECEBE O NOME DA IDEIA QUE VEM DEPOIS DELA, NÃO
ANTES.

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Por Simone Pavanello Muniz

EXERCÍCIOS
I. Quanto aos segmentos a seguir, indique:
(C) para as causas.
(E) para os efeitos.

1) A ausência de um Estado que cumpra seu papel mediador das vidas humanas
e dos bens a elas relacionados ( ) vem contribuindo para o aumento, no Brasil,
do que a psicanálise chama de mal-estar civilizatório. ( )

2) Um dos fatores que mais concorreu para a concentração da renda brasileira


( ) foi a inflação, que chegou, nos cem anos do século XX, à astronômica cifra
de um quintilhão. ( )

3) Neste ano, o prefeito paulistano, Celso Pitta, tem dívidas vencendo no valor
de 750 milhões de reais. Desobrigado de pagar o que deve, ( ) sobra-lhe algum
dinheiro para gastar em obras no ano das eleições. ( )

4) Uma relação social no âmbito da família que carece de tempo de convívio


e de ideais comuns está sujeita ao rompimento brusco de sua intimidade ( )
devido a confrontos entre pessoas que não aprenderam juntas o caminho e o
valor da vida. ( )

5) Os investimentos no Rio de Janeiro são dificultados ( ) pela crise mundial no


setor petroquímico e pela violência que prejudica o recrutamento de técnicos
especializados. ( )

6) Os retirantes nordestinos atravessam as fronteiras regionais em direção ao


Sul, ( ) levados pela dificuldade de ganhar a vida e de garantir uma vida melhor
para os filhos. ( )

7) Sentir-se oprimido pelo relógio é algo bem comum nos dias atuais, que
parecem cada vez mais curtos. ( ) Por isso, ninguém estranha que as pessoas
estejam apressadas. ( )

8) De tanto ver ( ), a gente banaliza o olhar ( ).

GABARITO
I. Quanto aos segmentos a seguir, indique:
(C) para as causas.
(E) para os efeitos.

1) A ausência de um Estado que cumpra seu papel mediador das vidas humanas
e dos bens a elas relacionados (CAUSA) vem contribuindo para o aumento, no
Brasil, do que a psicanálise chama de mal-estar civilizatório. (EFEITO)

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2) Um dos fatores que mais concorreu para a concentração da renda brasileira


(EFEITO) foi a inflação, que chegou, nos cem anos do século XX, à astronômica
cifra de um quintilhão. (CAUSA)

3) Neste ano, o prefeito paulistano, Celso Pitta, tem dívidas vencendo no valor
de 750 milhões de reais. Desobrigado de pagar o que deve, (CAUSA) sobra-
lhe algum dinheiro para gastar em obras no ano das eleições. (EFEITO)

4) Uma relação social no âmbito da família que carece de tempo de convívio


e de ideais comuns está sujeita ao rompimento brusco de sua intimidade
(EFEITO) devido a confrontos entre pessoas que não aprenderam juntas o
caminho e o valor da vida. (CAUSA)

5) Os investimentos no Rio de Janeiro são dificultados (EFEITO) pela crise


mundial no setor petroquímico e pela violência que prejudica o recrutamento
de técnicos especializados. (CAUSA)

6) Os retirantes nordestinos atravessam as fronteiras regionais em direção ao


Sul, (EFEITO) levados pela dificuldade de ganhar a vida e de garantir uma vida
melhor para os filhos. (CAUSA)

7) Sentir-se oprimido pelo relógio é algo bem comum nos dias atuais, que
parecem cada vez mais curtos. (CAUSA) Por isso, ninguém estranha que as
pessoas estejam apressadas. (EFEITO) “Por isso” é uma conjunção conclusiva
que, nessa frase, está trazendo ideia de consequência.

8) De tanto ver (CAUSA), a gente banaliza o olhar (EFEITO).

COESÃO E COERÊNCIA

Coesão = conexão (pronomes, preposições e conjunções).


Coerência = lógica (sentido).

EXERCÍCIOS
Os períodos a seguir apresentam coesão, entretanto falham quanto à coerência.
Reescreva-os, de forma que passem a produzir a lógica que lhes falta.

a) Visto que me peças, não te perdoarei.

b) Consegui chegar a tempo, pois o trânsito estava engarrafado.

c) Não progredirás, porquanto és esforçado.

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d) Somente teremos êxito, se bem que sabemos organizar nossas ideias.

e) Sempre que vamos envelhecendo, a nossa sabedoria vai aumentando.

GABARITO
Os períodos a seguir apresentam coesão, entretanto falham quanto à coerência.
Reescreva-os, de forma que passem a produzir a lógica que lhes falta.
a) Visto que me peças, não te perdoarei. AINDA QUE / MESMO QUE / EMBORA
ME PEÇAS, NÃO TE PERDOAREI.
b) Consegui chegar a tempo, pois o trânsito estava engarrafado. CONSEGUI
CHEGAR A TEMPO, EMBORA O TRÂNSITO ESTIVESSE ENGARRAFADO ou
CONSEGUI CHEGAR A TEMPO, MAS O TRÂNSITO ESTAVA ENGARRAFADO.
Também está correto: CONSEGUI CHEGAR A TEMPO APESAR DE O TRÂNSITO
ESTAR ENGARRAFADO.
c) Não progredirás, porquanto és esforçado. NÃO PROGREDIRÁS, AINDA QUE
SEJAS ESFORÇADO ou NÃO PROGREDIRÁS, MAS ÉS ESFORÇADO.
d) Somente teremos êxito, se bem que sabemos organizar nossas ideias.
SOMENTE TEREMOS ÊXITO SE SOUBERMOS ORGANIZAR NOSSAS IDEIAS ou
SOMENTE TEREMOS ÊXITO CASO SAIBAMOS ORGANIZAR NOSSAS IDEIAS.
e) Sempre que vamos envelhecendo, a nossa sabedoria vai aumentando.
À MEDIDA QUE VAMOS ENVELHECENDO, A NOSSA SABEDORIA VAI
AUMENTANDO.

REESCRITURA DE FRASES (PARÁFRASES)


São as conjunções que possuem nomes e listas distintas e que podem se
substituir na frase.
A troca de uma pela outra não gera alteração semântica.

CONECTORES DA ÁREA SEMÂNTICA DE OPOSIÇÃO


A troca de uma conjunção pela outra não gera alteração semântica, mas gera
erro gramatical (é necessário mexer no verbo), pois a conjunção concessiva,
conforme já vimos, leva o verbo sempre para o subjuntivo.

Conjunções coordenativas adversativas:


Mas, porém, contudo, todavia, entretanto, no entanto, senão, não obstante
etc.
Exemplo:
 Esforçou-se, mas não obteve êxito. (Conjunção coord. Adversativa)
 Foi à praia, porém chovia.

Conjunções subordinativas adverbiais concessivas:


Embora, se bem que, ainda que, posto que, conquanto, em que pese, muito
embora, mesmo que, mesmo assim, enquanto, ao passo que etc.

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Exemplo:
 Embora se tenha esforçado, não obteve êxito. (Conjunção subord. adv.
concessiva)
 Foi à praia, embora chovesse.

Preposições, locuções prepositivas, advérbios:


Apesar de, a despeito de, sem embargo de, não obstante, malgrado, ao
contrário, pelo contrário, em contraste com, em oposição a, contra etc.
Exemplo:
 Apesar de ter se esforçado, não obteve êxito. (Locução prepositiva)

CONECTORES DA ÁREA SEMÂNTICA DE CONSEQUÊNCIA/


CONCLUSÃO:
A troca de uma conjunção pela outra mantém o sentido da frase e não gera
erro gramatical.

Conjunções coordenativas conclusivas:


Logo, pois (depois do verbo), portanto, por conseguinte, por isso, assim, então
etc.
Exemplo:
 Chegou cedo, portanto foi elogiado pelo chefe. (Conjunção coord.
Conclusiva)
 Estudou muito, logo passou em primeiro lugar.

Conjunções subordinativas adverbiais consecutivas:


Que (depois de tão, tal, tamanho, tanto), de sorte que, de modo que, de forma
que, de maneira que etc.
Exemplo:
 Chegou cedo, de sorte que foi elogiado pelo chefe. (Conjunção subord.
adv. consecutiva)
 Chegou tão cedo que foi elogiado pelo chefe. (Conjunção subord. adv.
consecutiva)
 Estudou muito de modo que passou em primeiro lugar.

EXERCÍCIOS
I. Assinale, em relação a cada trecho destacado a seguir, a opção cuja reescritura
altera fundamentalmente seu sentido.

1) “Se eles entram nos trilhos, rodam que é uma beleza.”


a) Caso eles entrem nos trilhos.
b) Desde que eles entrem nos trilhos.

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c) Uma vez que eles entrem nos trilhos.


d) Contanto que eles entrem nos trilhos.
e) Mal eles entrem nos trilhos.

2) “O marido não veio; não queria ver os irmãos. ”


a) Como não queria ver os irmãos, o marido não veio.
b) Por não querer ver os irmãos, o marido não veio.
c) Não querendo ver os irmãos, o marido não veio.
d) O marido não veio, por isso não queria ver os irmãos.
e) O marido não veio, já que não queria ver os irmãos.

3) “Pouco a pouco, foram aparecendo as desvantagens do uso de inseticidas


industriais, embora seu consumo continue alcançando cifras impressionantes.

a) apesar de seu consumo continuar alcançando cifras impressionantes.
b) desde que seu consumo continue alcançando cifras impressionantes.
c) ainda que seu consumo continue alcançando cifras impressionantes.
d) não obstante seu consumo continuar alcançando cifras impressionantes.
e) conquanto seu consumo continue alcançando cifras impressionantes.

4) “Uma observação mais cuidadosa revela, porém (A), que Ciência e Tecnologia
não se comportam como (B) mercadorias, mas (C) como bens culturais; é por
isso, talvez, que toda tentativa de transferência de tecnologia fracasse e resulta
no (D) que não passa de alguma (E) forma efêmera de prestação de serviço. ”:
a) “porém” / (portanto);
b) “como” / (do mesmo modo que);
c) “mas” / (e sim);
d) “no” / (naquilo);
e) “alguma” / (uma).

II. Nos trechos a seguir, assinale, em relação aos termos sublinhados, aqueles
que poderiam substituí-los, sem alteração de sentido.

1) “Avançamos muito na tecnologia, mas a perplexidade fundamental é a


mesma. ”
a) por conseguinte.
b) ainda assim.
c) portanto.
d) logo.
e) pois.

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2) “Quero dizer que, se bem que sejam capazes de assinar o nome e de


decifrar o letreiro do ônibus que tomam diariamente, não conseguiriam ler
com compreensão adequada uma página completa, ainda que se tratasse de
assunto dentro da sua competência. ”
a) conforme / nem que;
b) conquanto / mesmo que;
c) posto que / caso;
d) apesar de que / porquanto;
e) desde que / quando.

3) “A aventura pode ser louca, mas o aventureiro tem de ser lúcido. ”


(Chesterton)
a) Já que a aventura é louca, o aventureiro tem de ser lúcido.
b) Visto que a aventura é louca, o aventureiro tem de ser lúcido.
c) Caso a aventura seja louca, o aventureiro tem de ser lúcido.
d) Embora a aventura seja louca, o aventureiro tem de ser lúcido.
e) Se a aventura é louca, o aventureiro tem de ser lúcido.

4) A nota do Brasil, embora mude de ano para ano, sempre oscila entre dois
e três, ...
a) Mesmo que a nota do Brasil mude de ano para ano permanece entre dois
e três.
b) A nota do Brasil sempre oscila entre dois e três, já que as notas sempre
mudam de ano para ano.
c) Visto que a nota do Brasil muda de ano para ano, oscila sempre entre dois
e três.
d) A nota do Brasil, contanto que mude de ano para ano, oscila sempre entre
dois e três.
e) O Brasil sempre tem sua nota oscilando entre dois e três, no entretanto elas
mudam de ano para ano.

(FGV) A economia sul-africana varia da agricultura de subsistência até a


moderna atividade industrial e mineral, tornando-a a mais forte economia do
continente, com Produto Interno Bruto na ordem de U$ 255 bilhões.
No período acima, há:
A) cinco preposições;
B) oito preposições;
C) seis preposições;
D) sete preposições;
E) quatro preposições.

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(FGV) Atualmente, quem desembarca no local encontra apenas uma base


de apoio para o acesso à cidade, e a expectativa é criar um espaço amplo,
confortável e com opções de compras para os turistas.
No período acima, há:
A) seis artigos e sete preposições;
B) sete artigos e sete preposições;
C) seis artigos e oito preposições;
D) cinco artigos e oito preposições;
E) sete artigos e seis preposições.

(FGV) Aliás, o melhor para a democracia seria separar os fundos partidários


dos destinados às campanhas eleitorais.
A respeito do período acima, analise as afirmativas a seguir:
I - Há três preposições.
II - Há quatro artigos.
III - Há um pronome demonstrativo.
Assinale:
A) se todas as afirmativas estiverem corretas;
B) se apenas as afirmativas II e III estiverem corretas;
C) se nenhuma afirmativa estiver corretas;
D) se apenas as afirmativas I e II estiverem corretas;
E) se apenas as afirmativas I e III estiverem corretas.

(TRT) “Apesar da inexistência dessa reciprocidade entre trabalho e ganho...”


A) visto que;
B) contanto;
C) embora;
D) a fim de que;
E) porquanto.

(FUNDEC) Marque a opção que não completa, de forma lógica e gramaticalmente


coesa, o trecho fornecido.
Até o ano 2000 a espécie humana terá aumentado cerca de 270 por cento em
relação a 1900. Todo dia, 220 mil bebês vêm ao mundo. Apesar disso,
A) a proliferação humana é a maior ameaça ao ambiente do planeta.
B) o aumento da concentração de dióxido de carbono na atmosfera não tem
atingido índices preocupantes.
C) o ritmo de crescimento da população mundial está diminuindo.
D) poucos países têm adotado o planejamento familiar.
E) não há motivo para se temer uma escassez de alimentos.

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(FUNDEC) O termo sublinhado no trecho “E tendo em vista a gravidade de


sua missão, o presidente e diretores da CVM têm como forma de defesa de sua
independência a duração de seu mandato”, para que seja mantido o sentido
original, NÃO pode ser substituído por:
A) a despeito de;
B) em virtude de;
C) devido a;
D) em razão de;
E) por causa de.

(FEC) Observando-se o emprego do termo sublinhado na oração “a região


ostenta índices de desenvolvimento humano tão desesperadores quanto os de
alguns dos países mais atrasados da África”, pode-se afirmar que NÃO está
empregado com o mesmo sentido na frase:
A) Tanto quanto o mais miserável país africano, a Baixada apresenta índices
desesperadores de pobreza.
B) Tanto em alguns países africanos quanto em algumas áreas do entorno do
Rio de Janeiro a miséria atinge níveis alarmantes.
C) Na Baixada, tão desconfortável é a situação das pessoas que vivem nas
áreas urbanas quanto a das áreas periféricas.
D) A miséria, em qualquer das suas formas de expressão, gera tanta exclusão
quanto o preconceito e a discriminação.
E) O sofrimento pela falta de segurança é tanto quanto pela falta de um bom
serviço de transporte.

(VUNESP) “... mas são frequentes os casos em que as leis são descumpridas
sem que nada aconteça, ou mesmo desfeitas, caso incomodem demais. ”
Mantendo-se o mesmo sentido, a conjunção “caso” pode ser substituída por:
A) desde que;
B) conforme;
C) embora;
D) mesmo que;
E) porque.

GABARITO
I. Assinale, em relação a cada trecho destacado a seguir, a opção cuja reescritura
altera fundamentalmente seu sentido.
1) “Se eles entram nos trilhos, rodam que é uma beleza.”
a) Caso eles entrem nos trilhos.
b) Desde que eles entrem nos trilhos.
c) Uma vez que eles entrem nos trilhos. Geralmente vem na lista das conjunções
causais.

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d) Contanto que eles entrem nos trilhos.


e) Mal eles entrem nos trilhos. “mal” traz ideia de tempo.

2) “O marido não veio; não queria ver os irmãos. ”


a) Como não queria ver os irmãos, o marido não veio.
b) Por não querer ver os irmãos, o marido não veio.
c) Não querendo ver os irmãos, o marido não veio.
d) O marido não veio, por isso não queria ver os irmãos.
e) O marido não veio, já que não queria ver os irmãos.

3) “Pouco a pouco, foram aparecendo as desvantagens do uso de inseticidas


industriais, embora seu consumo continue alcançando cifras impressionantes.

a) apesar de seu consumo continuar alcançando cifras impressionantes.
b) desde que seu consumo continue alcançando cifras impressionantes.
“desde que” é condicional.
c) ainda que seu consumo continue alcançando cifras impressionantes.
d) não obstante seu consumo continuar alcançando cifras impressionantes.
e) conquanto seu consumo continue alcançando cifras impressionantes.

4) “Uma observação mais cuidadosa revela, porém (A), que Ciência e Tecnologia
não se comportam como (B) mercadorias, mas (C) como bens culturais; é por
isso, talvez, que toda tentativa de transferência de tecnologia fracasse e resulta
no (D) que não passa de alguma (E) forma efêmera de prestação de serviço. ”:
a) “porém” / (portanto);
b) “como” / (do mesmo modo que);
c) “mas” / (e sim);
d) “no” / (naquilo);
e) “alguma” / (uma).

II. Nos trechos a seguir, assinale, em relação aos termos sublinhados, aqueles
que poderiam substituí-los, sem alteração de sentido.

1) “Avançamos muito na tecnologia, mas a perplexidade fundamental é a


mesma. ”
a) por conseguinte. CONCLUSIVA.
b) ainda assim.
c) portanto. CONCLUSIVA.
d) logo. CONCLUSIVA.
e) pois. CAUSAL / EXPLICATIVA.

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2) “Quero dizer que, se bem que sejam capazes de assinar o nome e de


decifrar o letreiro do ônibus que tomam diariamente, não conseguiriam ler
com compreensão adequada uma página completa, ainda que se tratasse de
assunto dentro da sua competência. ”
a) conforme / nem que; CONFORMATIVA / CONCESSIVA.
b) conquanto / mesmo que; CONCESSIVAS.
c) posto que / caso; CONCESSIVA / CONDICIONAL.
d) apesar de que / porquanto; CONCESSIVA / EXPLICATIVA.
e) desde que / quando. CONDICIONAL / TEMPORAL.

3) “A aventura pode ser louca, mas o aventureiro tem de ser lúcido. ”


(Chesterton)
a) Já que a aventura é louca, o aventureiro tem de ser lúcido. EXPLICATIVA OU
CAUSAL.
b) Visto que a aventura é louca, o aventureiro tem de ser lúcido. EXPLICATIVA
OU CAUSAL.
c) Caso a aventura seja louca, o aventureiro tem de ser lúcido. CONDICIONAL.
d) Embora a aventura seja louca, o aventureiro tem de ser lúcido.
e) Se a aventura é louca, o aventureiro tem de ser lúcido. CONDICIONAL.

4) A nota do Brasil, embora mude de ano para ano, sempre oscila entre dois
e três, ...
a) Mesmo que a nota do Brasil mude de ano para ano permanece entre dois
e três.
b) A nota do Brasil sempre oscila entre dois e três, já que as notas sempre
mudam de ano para ano. CAUSAL OU EXPLICATIVA.
c) Visto que a nota do Brasil muda de ano para ano, oscila sempre entre dois e
três. CAUSAL OU EXPLICATIVA.
d) A nota do Brasil, contanto que mude de ano para ano, oscila sempre entre
dois e três. CONDICIONAL.
e) O Brasil sempre tem sua nota oscilando entre dois e três, no entretanto
elas mudam de ano para ano. Não existe “no entretanto”. Ou é “no entanto”
ou “entretanto”.

(FGV) A economia sul-africana varia da agricultura de subsistência até a


moderna atividade industrial e mineral, tornando-a a mais forte economia do
continente, com Produto Interno Bruto na ordem de U$ 255 bilhões.
No período acima, há:
A) cinco preposições;
B) oito preposições;
C) seis preposições;
D) sete preposições;
E) quatro preposições.

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Por Simone Pavanello Muniz

(FGV) Atualmente, quem desembarca no local encontra apenas uma base de


apoio para o acesso A + A cidade, e a expectativa é criar um espaço amplo,
confortável e com opções de compras para os turistas.
No período acima, há:
A) seis artigos e sete preposições;
B) sete artigos e sete preposições;
C) seis artigos e oito preposições;
D) cinco artigos e oito preposições;
E) sete artigos e seis preposições.

(FGV) Aliás, o melhor para a democracia seria separar os fundos partidários


dos (DE + OS = DAQUELES) destinados às (a + a) campanhas eleitorais.
A respeito do período acima, analise as afirmativas a seguir:
I - Há três preposições.
II - Há quatro artigos.
III - Há um pronome demonstrativo.
Assinale:
A) se todas as afirmativas estiverem corretas;
B) se apenas as afirmativas II e III estiverem corretas;
C) se nenhuma afirmativa estiver corretas;
D) se apenas as afirmativas I e II estiverem corretas;
E) se apenas as afirmativas I e III estiverem corretas.

(TRT RJ) “Apesar da inexistência dessa reciprocidade entre trabalho e ganho...”


A) visto que; CAUSAL / EXPLICATIVA.
B) contanto; NÃO EXISTE! O CERTO É “CONTANTO QUE”.
C) embora;
D) a fim de que; FINALIDADE.
E) porquanto. CAUSAL OU EXPLICATIVA.

(FUNDEC) Marque a opção que não completa, de forma lógica e


gramaticalmente coesa, o trecho fornecido.
Até o ano 2000 a espécie humana terá aumentado cerca de 270 por cento em
relação a 1900. Todo dia, 220 mil bebês vêm ao mundo. Apesar disso,
A) a proliferação humana é a maior ameaça ao ambiente do planeta. Para
ser coerente, essa alternativa deveria ter vindo com “por isso / logo / dessa
forma”.
B) o aumento da concentração de dióxido de carbono na atmosfera não tem
atingido índices preocupantes.
C) o ritmo de crescimento da população mundial está diminuindo.
D) poucos países têm adotado o planejamento familiar.
E) não há motivo para se temer uma escassez de alimentos.

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(FUNDEC) O termo sublinhado no trecho “E tendo em vista a gravidade de


sua missão, o presidente e diretores da CVM têm como forma de defesa de sua
independência a duração de seu mandato”, para que seja mantido o sentido
original, NÃO pode ser substituído por:
A) a despeito de; É O MESMO QUE “APESAR DE“ – CONCESSIVA.
B) em virtude de; CAUSAL.
C) devido a; CAUSAL.
D) em razão de; CAUSAL.
E) por causa de. CAUSAL.

(FEC) Observando-se o emprego do termo sublinhado na oração “a região


ostenta índices de desenvolvimento humano tão desesperadores quanto os
de alguns dos países mais atrasados da África”, pode-se afirmar que NÃO está
empregado com o mesmo sentido na frase: IDEIA DE COMPARAÇÃO.
A) Tanto quanto o mais miserável país africano, a Baixada apresenta índices
desesperadores de pobreza.
B) Tanto em alguns países africanos quanto em algumas áreas do entorno do
Rio de Janeiro a miséria atinge níveis alarmantes.
C) Na Baixada, tão desconfortável é a situação das pessoas que vivem nas
áreas urbanas quanto a das áreas periféricas.
D) A miséria, em qualquer das suas formas de expressão, gera tanta exclusão
quanto o preconceito e a discriminação. DA MESMA FORMA QUE A MISÉRIA
GERA EXCLUSÃO, O PRECONCEITO E A DISCRIMINAÇÃO TAMBÉM GERAM.
E) O sofrimento pela falta de segurança é tanto quanto (INCLUSIVE) pela falta
de um bom serviço de transporte. IDEIA DE SOMA.

(VUNESP) “... mas são frequentes os casos em que as leis são descumpridas
sem que nada aconteça, ou mesmo desfeitas, caso incomodem demais.”
Mantendo-se o mesmo sentido, a conjunção “caso” pode ser substituída por:
A) desde que; CONDICIONAL.
B) conforme; CONFORMATIVA.
C) embora; CONCESSIVA.
D) mesmo que; CONCESSIVA.
E) porque. CAUSAL OU EXPLICATIVA.

RESUMO DA AULA
Conjunções Coordenativas relacionam orações, podendo indicar cinco ideias:
aditivas, adversativas, alternativas, conclusivas e explicativas.
Conjunções Subordinativas podem ser Integrantes – sem valor adverbial
(=isto) ou Adverbiais (com valor semântico).
Conjunções Subordinativas Adverbiais podem indicar nove valores semânticos
(6 Cs + FTP): causais, concessivas, condicionais, conformativas, consecutivas,
comparativas, finais, temporais, proporcionais.

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Por Simone Pavanello Muniz

NA HORA DE CLASSIFICAR A CONJUNÇÃO, LEMBRE-SE DE OLHAR PARA A


ORAÇÃO QUE VEM APÓS ELA, NÃO ANTES.
A causa e o efeito são ideias que sempre caminham juntas.
Se a conjunção iniciar a causa, será causal.
Se iniciar a consequência, será consecutiva.
Lembre-se de que, na linha do tempo, a causa antecede a consequência.
As conjunções consecutivas e conclusivas, bem como as adversativas e
concessivas são paráfrases: indicam a mesma ideia. Para não as confundir,
basta memorizar suas listas.

VERBOS

Para dominar essa parte da matéria, é necessário aprender:


 Conjugação;
 Semântica;
 Tempos compostos;
 Conjugação do imperativo;
 Formas nominais do verbo.

CONJUGAÇÃO VERBAL
A seguir, um quadro dos tempos verbais existentes.
Verbos de 1ª conjugação – vogal temática a (amar, cantar).
Verbos de 2ª conjugação – vogal temática e (beber, vender).
Verbos de 3ª conjugação – vogal temática i (partir, digerir).

Não existe 4ª conjugação. Por exemplo, “pôr” é um verbo de 2ª conjugação


(antigamente se falava “poer”).

TEMPOS VERBAIS

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I- INDICATIVO II - SUBJUNTIVO III- IMPERATIVO


FATO HIPÓTESE ORDEM
Presente: é aquele que conjugamos Presente: é aquele que conjugamos Afirmativo – fala tu, fale você, falemos
usando o advérbio “hoje”. usando o “que”. nós, falai vós, falem vocês...

Exemplo: Exemplo:

 Hoje eu falo.  Que eu fale.


Pretérito Imperfeito: é aquele que
conjugamos usando o advérbio
“antigamente”.

Exemplo:

 Antigamente eu falava.
Pretérito Perfeito: é aquele que Pretérito imperfeito: é aquele que Negativo – não fales tu, não fale você,
conjugamos usando o advérbio “ontem”. conjugamos usando o “se”. não falemos nós, não faleis vós, não
falem vocês...
Exemplo: Exemplo:

 Ontem eu falei.  Se eu falasse.


Mais-que-perfeito: é aquele que não há
macete, visto que se trata de um tempo
em desuso. É aquele de terminação “ra”.

Exemplo:

 Eu falara.
Futuro:

Do presente: é aquele que conjugamos


usando “amanhã”.

Exemplo: Futuro: é aquele que conjugamos usando


o “quando”.
 Amanhã eu falarei.
Exemplo:
Do pretérito: é aquele que conjugamos
colocando ao lado a expressão “se eu  Quando eu falar.
fosse você, eu”.

Exemplo:

 Se eu fosse você eu falaria.

OBSERVE QUE SÃO TRÊS OS MODOS VERBAIS:

I- INDICATIVO II - SUBJUNTIVO III- IMPERATIVO


FATO HIPÓTESE ORDEM
É o modo que assegura algo. É o modo que indica possibilidade, É o modo que apresenta ideias de
hipótese. ordem, pedido, convite, súplica.

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Por Simone Pavanello Muniz

TEMPOS PRIMITIVOS x TEMPOS DERIVADOS


TEMPOS PRIMITIVOS TEMPOS DERIVADOS ORIENTAÇÃO
Vá à primeira pessoa do singular (EU), extraia a desinência “o” e
acrescente a desinência do presente do subjuntivo.
Exemplo: verbo “caber”
 Eu caibo.
PRESENTE DO PRESENTE DO
Presente do subjuntivo:
INDICATIVO SUBJUNTIVO
Que eu caiba, tu caibas, ele caiba, nós caibamos, vós caibais, eles caibam.
O “a” é a desinência modo temporal (DMT).
As demais desinências são aquelas características de cada pessoa, são as
chamadas desinências número pessoais: “s”, “mos”, “is” e “m”.
Vá à terceira pessoa do plural (ELES), extraia a desinência “ram” e
acrescente a desinência modo temporal que é “ra”.
Exemplo: verbo “caber”
 Ontem eles couberam.
+ QUE PERFEITO (RA)
Mais que Perfeito do Indicativo:
Eu coubera, tu couberas, ele coubera, nós coubéramos, vós coubéreis,
eles couberam.
Obs.: em “vós” há uma variante denominada alomorfes.
Vá à terceira pessoa do plural (ELES), extraia a desinência “ram” e
acrescente a desinência modo temporal que é “sse”.
Exemplo: verbo “caber”
PRETÉRITO PERFEITO PRETÉRITO IMPERFEITO
 Ontem eles couberam.
DO SUBJUNTIVO (SSE)
Pretérito Imperfeito do Subjuntivo:
Se eu coubesse, se tu coubesses, se ele coubesse, se nós coubéssemos,
se vós coubésseis, se eles coubessem.
Vá à terceira pessoa do plural (ELES), extraia a desinência “ram” e
acrescente a desinência modo temporal que é “r”.
Exemplo: verbo “caber”
FUTURO DO
 Ontem eles couberam.
SUBJUNTIVO (R)
Futuro do Subjuntivo:
Quando eu couber, quando tu couberes, quando ele couber, quando nós
coubermos, quando vós couberdes, quando eles couberem.
Vá ao infinitivo impessoal, extraia o “r” e acrescente as novas desinências.
PRETÉRITO IMPERFEITO
Exemplo: verbo “caber”
DO INDICATIVO (VA/A)
Eu cabia, tu cabias, ele cabia, nós cabíamos, vós cabíeis, eles cabiam.
Vá ao infinitivo impessoal, extraia o “r” e acrescente as novas desinências.
FUTURO DO PRESENTE Exemplo: verbo “caber”
INFINITIVO IMPESSOAL
(RE/RA) Eu caberei, tu caberás, ele caberá, nós caberemos, vós cabereis, eles
(NOME DO VERBO)
caberão.
Vá ao infinitivo impessoal, extraia o “r” e acrescente as novas desinências.
FUTURO DO PRETÉRITO Exemplo: verbo “caber”
(RIA) Eu caberia, tu caberias, ele caberia, nós caberíamos, vós caberíeis, eles
caberiam.

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Observação:
Os verbos que apresentam as chamadas “alomorfes”, ou seja, variações, são denominados verbos irregulares.

CONJUGAÇÃO VERBAL – CASOS COMUM


VERBO PÔR

MODO INDICATIVO
Pretérito Pretérito mais-que- Futuro do Futuro do
Presente: Pretérito perfeito:
imperfeito: perfeito: presente: pretérito:
Eu ponho. Eu pus. Eu punha. Eu pusera. Eu porei. Eu poria.
Tu pões. Tu puseste. Tu punhas. Tu puseras. Tu porás. Tu porias.
Ele põe. Ele pôs. Ele punha. Ele pusera. Ele porá. Ele poria.
Nós pomos. Nós pusemos. Nós púnhamos. Nós puséramos. Nós poremos. Nós poríamos.
Vós pondes. Vós pudestes. Vós púnheis. Vós puséreis. Vós poreis. Vós poríeis.
Eles põem. Eles puseram. Eles punham. Eles puseram. Eles porão. Eles poriam.

MODO SUBJUNTIVO
Presente: Pretérito imperfeito: Futuro:
Que eu ponha. Se eu pusesse. Quando eu puser.
Que tu ponhas. Se tu pusesses. Quando tu puseres.
Que ele ponha. Se ele pusesse. Quando ele puser.
Que nós ponhamos. Se nós puséssemos. Quando nós pusermos.
Que vós ponhais. Se vós pusésseis. Quando vós puserdes.
Que eles ponham. Se eles pusessem. Quando eles puserem.
Como o verbo PÔR, conjugam-se:
ANTEPOR, APOR, COMPOR, CONTRAPOR, DECOMPOR, DEPOR, DECOMPOR, DISPOR, ENTREPOR, EXPOR, IMPOR,
INTERPOR, JUSTAPOR, OPOR, POSPOR, PREDISPOR, PRESSUPOR, PROPOR, RECOMPOR, REPOR, SOBREPOR, SUPOR.

VERBO TER
MODO INDICATIVO
Pretérito Pretérito mais-que- Futuro do Futuro do
Presente: Pretérito perfeito:
imperfeito: perfeito: presente: pretérito:
Eu tenho. Eu tive. Eu tinha. Eu tivera. Eu terei. Eu teria.
Tu tens. Tu tiveste. Tu tinhas. Tu tiveras. Tu terás. Tu terias.
Ele tem. Ele teve. Ele tinha. Ele tivera. Ele terá. Ele teria.
Nós temos. Nós tivemos. Nós tínhamos. Nós tivéramos. Nós teremos. Nós teríamos.
Vós tendes. Vós tivestes. Vós tínheis. Vós tivéreis. Vós tereis. Vós teríeis.
Eles têm. Eles tiveram. Eles tinham. Eles tiveram. Eles terão. Eles teriam.

MODO SUBJUNTIVO
Presente: Pretérito imperfeito: Futuro:
Que eu tenha. Se eu tivesse. Quando eu tiver.
Que tu tenhas. Se tu tivesses. Quando tu tiveres.
Que ele tenha. Se ele tivesse. Quando ele tiver.
Que nós tenhamos. Se nós tivéssemos. Quando nós tivermos.
Que vós tenhais. Se vós tivésseis. Quando vós tiverdes.
Que eles tenham. Se eles tivessem. Quando eles tiverem.
Como o verbo TER, conjugam-se:
ABSTER-SE, ATER-SE, CONTER, DETER, ENTRETER, MANTER, OBTER, RETER, SUSTER.

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VERBO VER
MODO INDICATIVO
Pretérito Pretérito mais-que- Futuro do Futuro do
Presente: Pretérito perfeito:
imperfeito: perfeito: presente: pretérito:
Eu vejo. Eu vi. Eu via. Eu vira. Eu verei. Eu veria.
Tu vês. Tu viste. Tu vias. Tu viras. Tu verás. Tu verias.
Ele vê. Ele viu. Ele via. Ele vira. Ele verá. Ele veria.
Nós vemos. Nós vimos. Nós víamos. Nós víramos. Nós veremos. Nós veríamos.
Vós vedes. Vós vistes. Vós víeis. Vós víreis. Vós vereis. Vós veríeis.
Eles veem. Eles viram. Eles viam. Eles viram. Eles verão. Eles veriam.

MODO SUBJUNTIVO
Presente: Pretérito imperfeito: Futuro:
Que eu veja. Se eu visse. Quando eu vir.
Que tu vejas. Se tu visses. Quando tu vires.
Que ele veja. Se ele visse. Quando ele vir.
Que nós vejamos. Se nós víssemos. Quando nós virmos.
Que vós vejais. Se vós vísseis. Quando vós virdes.
Que eles vejam. Se eles vissem. Quando eles virem.
Como o verbo VER, conjugam-se:
ENTREVER, ANTEVER, PREVER, REVER.

VERBO VIR
MODO INDICATIVO
Pretérito Pretérito mais-que- Futuro do Futuro do
Presente: Pretérito perfeito:
imperfeito: perfeito: presente: pretérito:
Eu venho. Eu vim. Eu vinha. Eu viera. Eu virei. Eu viria.
Tu vens. Tu vieste. Tu vinhas. Tu vieras. Tu virás. Tu virias.
Ele vem. Ele veio. Ele vinha. Ele viera. Ele virá. Ele viria.
Nós vimos. Nós viemos. Nós vínhamos. Nós viéramos. Nós viremos. Nós viríamos.
Vós vindes. Vós viestes. Vós vínheis. Vós viéreis. Vós vireis. Vós viríeis.
Eles vêm. Eles vieram. Eles vinham. Eles vieram. Eles virão. Eles viriam.

MODO SUBJUNTIVO
Presente: Pretérito imperfeito: Futuro:
Que eu venha. Se eu viesse. Quando eu vier.
Que tu venhas. Se tu viesses. Quando tu vieres.
Que ele venha. Se ele viesse. Quando ele vier.
Que nós venhamos. Se nós viéssemos. Quando nós viermos.
Que vós venhais. Se vós viésseis. Quando vós vierdes.
Que eles venham. Se eles viessem. Quando eles vierem.
Como o verbo VIR, conjugam-se:
ADVIR, AVIR-SE, CONVIR, DESAVIR-SE, INTERVIR, PROVIR, SOBREVIR.

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CONJUGAÇÃO VERBAL – CASOS QUE MERECEM DESTAQUE


VERBO PROVER

MODO INDICATIVO
Pretérito Pretérito mais-que- Futuro do Futuro do
Presente: Pretérito perfeito:
imperfeito: perfeito: presente: pretérito:
Eu provejo. Eu provi. Eu provia. Eu provera. Eu proverei. Eu proveria.
Tu provês. Tu proveste. Tu provias. Tu proveras. Tu proverás. Tu proverias.
Ele provê. Ele proveu. Ele provia. Ele provera. Ele proverá. Ele proveria.
Nós provemos. Nós provemos. Nós províamos. Nós provêramos. Nós proveremos. Nós proveríamos.
Vós provedes. Vós provestes. Vós províeis. Vós provêreis. Vós provereis. Vós proveríeis.
Eles proveem. Eles proveram. Eles proviam. Eles proveram. Eles proverão. Eles proveriam.

MODO SUBJUNTIVO
Presente: Pretérito imperfeito: Futuro:
Que eu proveja. Se eu provesse. Quando eu prover.
Que tu provejas. Se tu provesses. Quando tu proveres.
Que ele proveja. Se ele provesse. Quando ele prover.
Que nós provejamos. Se nós provêssemos. Quando nós provermos.
Que vós provejais. Se vós provêsseis. Quando vós proverdes.
Que eles provejam. Se eles provessem. Quando eles proverem.
SIMPLIFICANDO:
Basta que você pense no verbo PROVER da seguinte forma: ele se conjuga como VER só nos tempos do presente –
presente do indicativo e presente do subjuntivo; NOS OUTROS TEMPOS, É REGULAR, COMO O VERBO “BEBER”2.
Assim, o grande cuidado que se deve ter é para não o conjugar como o verbo VER o tempo inteiro. No pretérito
imperfeito do subjuntivo, por exemplo, se ele se conjugasse como o VER, seria “se eu provisse”, enquanto o correto é
“se eu provesse” (tal qual BEBER – se eu bebesse).

VERBO REQUERER

MODO INDICATIVO
Pretérito Pretérito mais-que-
Presente: Pretérito perfeito: Futuro do presente: Futuro do pretérito:
imperfeito: perfeito:
Eu requeiro. Eu requeri. Eu requeria. Eu requerera. Eu requererei. Eu requereria.
Tu requeres. Tu requereste. Tu requerias. Tu requereras. Tu requererás. Tu requererias.
Ele requer. Ele requereu. Ele requeria. Ele requerera. Ele requererá. Ele requereria.
Nós requeremos. Nós requeremos. Nós requeríamos. Nós requerêramos. Nós requereremos. Nós requereríamos.
Vós requereis. Vós requerestes. Vós requeríeis. Vós requerêreis. Vós requerereis. Vós requereríeis.
Eles requerem. Eles requereram. Eles requeriam. Eles requereram. Eles requererão. Eles requereriam.

MODO SUBJUNTIVO
Presente: Pretérito imperfeito: Futuro:
Que eu requeira. Se eu requeresse. Quando eu requerer.
Que tu requeiras. Se tu requeresses. Quando tu requereres.
Que ele requeira. Se ele requeresse. Quando ele requerer.
Que nós requeiramos. Se nós requerêssemos. Quando nós requerermos.
Que vós requeirais. Se vós requerêsseis. Quando vós requererdes.
Que eles requeiram. Se eles requeressem. Quando eles requererem.

2  Analogia que a profª Adriana Figueiredo ensina em suas aulas.

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SIMPLIFICANDO:
Quanto ao verbo REQUERER, pense da seguinte forma: ele recebe a vogal “i”, após o 2º “e” do radical, apenas na 1ª
pessoa do singular do presente do indicativo. O mesmo ocorre em todo o presente do subjuntivo que dela deriva. Nos
outros tempos, é regular e CONJUGA-SE COMO BEBER. Não pense no verbo QUERER. Assim, por exemplo, se ele fosse
como QUERER, no pretérito perfeito do indicativo seria “eu requis”, e não “eu requeri” (tal qual BEBER: eu bebi).

VERBOS DEFECTIVOS

VERBO REAVER
No presente do indicativo só possui nós e vós (reavemos e reaveis). Em função disso, também não possui o presente
do subjuntivo.

MODO INDICATIVO
Pretérito Pretérito mais-que-
Presente: Pretérito perfeito: Futuro do presente: Futuro do pretérito:
imperfeito: perfeito:
Eu Eu reouve. Eu reavia. Eu reouvera. Eu reaverei. Eu reaveria.
Tu Tu reouveste. Tu reavias. Tu reouveras. Tu reaverás. Tu reaverias.
Ele Ele reouve. Ele reavia. Ele reouvera. Ele reaverá. Ele reaveria.
Nós reavemos. Nós reouvemos. Nós reavíamos. Nós reouvéramos. Nós reaveremos. Nós reaveríamos.
Vós reaveis. Vós reouvestes. Vós reavíeis. Vós reouvéreis. Vós reavereis. Vós reaveríeis.
Eles Eles reouveram. Eles reaviam. Eles reouveram. Eles reaverão. Eles reaveriam.

MODO SUBJUNTIVO
Presente: Pretérito imperfeito: Futuro:
Se eu reouvesse. Quando eu reouver.
Se tu reouvesses. Quando tu reouveres.
Se ele reouvesse. Quando ele reouver.
Se nós reouvéssemos. Quando nós reouvermos.
Se vós reouvésseis. Quando vós reouverdes.
Se eles reouvessem. Quando eles reouverem.
SIMPLIFICANDO:
Com o verbo REAVER, basta pensar da seguinte forma: memorizar em que tempos aparece a sua defectividade –
presente do indicativo e presente do subjuntivo; NOS OUTROS TEMPOS, lembrar que ele se conjuga como o verbo
HAVER.
Obs.: os tempos em destaque na tabelinha são os mais cobrados nas provas. Lembre-se de que, para chegar ao pretérito
mais que perfeito do indicativo, ao pretérito imperfeito do subjuntivo e ao futuro do subjuntivo, faz-se necessário
conhecer a conjugação da terceira pessoa do plural do pretérito perfeito do indicativo. Portanto, devemos ter atenção
aos derivados do pretérito perfeito, pois são eles que caem em prova.

VERBO PRECAVER-SE
No presente do indicativo só possui nós e vós (precavemos e precaveis). Em função disso, também não possui o
presente do subjuntivo.
MODO INDICATIVO
Pretérito Pretérito mais-que-
Presente: Pretérito perfeito: Futuro do presente: Futuro do pretérito:
imperfeito: perfeito:
Eu Eu precavi. Eu precavia. Eu precavera. Eu precaverei. Eu precaveria.
Tu Tu precaveste. Tu precavias. Tu precaveras. Tu precaverás. Tu precaverias.
Ele Ele precaveu. Ele precavia. Ele precavera. Ele precaverá. Ele precaveria.
Nós precavemos. Nós precavemos. Nós precavíamos. Nós precavêramos. Nós precaveremos. Nós precaveríamos.
Vós precaveis. Vós precavestes. Vós precavíeis. Vós precavêreis. Vós precavereis. Vós precaveríeis.
Eles Eles precaveram. Eles precaviam. Eles precaveram. Eles precaverão. Eles precaveriam.

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MODO SUBJUNTIVO
Presente: Pretérito imperfeito: Futuro:
Se eu precavesse. Quando eu precaver.
Se tu precavesses. Quando tu precaveres.
Se ele precavesse. Quando ele precaver.
Se nós precavêssemos. Quando nós precavermos.
Se vós precavêsseis. Quando vós precaverdes.
Se eles precavessem. Quando eles precaverem.

RESUMINDO:
O verbo PRECAVER é ainda mais fácil que REAVER: memorize em que tempos
ele é defectivo (presente do indicativo e presente do subjuntivo) e, nos
outros tempos, observe que ele é um verbo regular. Logo, pense em outro
regular: BEBER. Só não confunda PRECAVER com VER! Logo, no imperfeito do
subjuntivo, por exemplo, será se eu me precavesse (como se eu bebesse), e
não se eu me precavisse (seria assim se ele se conjugasse como o verbo VER).

EXERCÍCIOS
01) Os pais só _______ as crianças quando se dispõem a brincar com elas.
(ENTRETER – presente do indicativo)
02) Os pais só ______ as crianças quando voltam para casa. (REVER – presente
do indicativo)
03) Os pais ________ as crianças depois que se ________ a voltar para casa.
(REAVER – pretérito perfeito do indicativo / DISPOR – pretérito perfeito do
indicativo)
04) Os pais não se ______ a ficar com as crianças quando estas lhes ________.
(DISPOR – pretérito imperfeito do indicativo / CONTRADIZER – pretérito
imperfeito do indicativo)
05) Os pais ________ as crianças quando ________ em seus maus costumes.
(DESDIZER – pretérito perfeito do indicativo / INTERVIR – pretérito perfeito do
indicativo)
06) Se outra pessoa ________ o mesmo mar, fará outra descrição. (VER –
futuro do subjuntivo)
07) O motor do elevador _______ de São Paulo. (PROVIR – pretérito perfeito
do indicativo)
08) Os economistas já ________ ao Governo os mais diversos planos de ação.
(PROPOR – pretérito perfeito do indicativo)
09) O gerente só deve procurar-nos quando ________ seus conceitos sobre o
mercado. (REVER – futuro do subjuntivo)
10) Os candidatos só poderão se inscrever no concurso de crônicas se o
________. (REQUERER – futuro do subjuntivo)
11) Os alunos da minha escola jamais ________ incentivo para redigir textos
em crônicas. (OBTER – pretérito perfeito do indicativo)
12) Se o autor _________ na questão, não ocorrerão críticas. (INTERVIR –
futuro do subjuntivo)
13) Os burgueses só deixarão o poder quando isto lhes ________. (CONVIR –
futuro do subjuntivo)

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14) Todas trabalhavam para que os nobres se ________ no ócio. (ENTRETER –


pretérito imperfeito do subjuntivo)
15) Seria bom que a Igreja ________ o poder que detinha. (REAVER – pretérito
Imperfeito do subjuntivo)
16) Se o país ________ o clima cultural dos anos 60... (REAVER – futuro do
subjuntivo)
17) Se os jovens se ________ de votar, perderemos uma chance de mudar o
atual quadro. (ABSTER – futuro do subjuntivo)

QUESTÕES
Dica:
 Jogue o verbo para o infinitivo;
 Pense no líder;
 Acomode o líder na frase;
 Troque o líder pelo verbo que você quer.

(SALA DE AULA) Está INCORRETA a flexão verbal, de acordo com as normas da


língua, na frase:
A) Quando os cientistas revirem seus conceitos, encontrarão outras soluções.
B) Se os homens dispusessem de tempo para os computadores, viveriam mais
tranquilamente.
C) De repente sobreveio uma onda de utilização de computadores.
D) Não seria bom que apenas uma empresa detesse a tecnologia dos
computadores.
E) Talvez conviesse aos cientistas enfrentar os problemas utilizando um
computador.

(TRF) Das opções que se seguem, a que está CORRETA quanto á flexão verbal
é:
A) Se o governo se precavisse, evitaria acidentes como esse;
B) Com um pouco de sorte, talvez o senhor reaveja os documentos extraviados;
C) Meus filhos só vêm televisão depois que terminam os deveres escolares;
D) As autoridades interviram no rumo dos acontecimentos;
E) A empresa que projetou a usina não se precaveu como deveria.

GABARITO
01) Os pais só ENTRETÊM as crianças quando se dispõem a brincar com elas.
(ENTRETER – presente do indicativo)
02) Os pais só REVEEM as crianças quando voltam para casa. (REVER – presente
do indicativo)
03) Os pais REOUVERAM as crianças depois que se DISPUSERAM a voltar para
casa. (REAVER – pretérito perfeito do indicativo / DISPOR – pretérito perfeito
do indicativo)

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04) Os pais não se DISPUNHAM a ficar com as crianças quando estas lhes
CONTRADIZIAM. (DISPOR – pretérito imperfeito do indicativo / CONTRADIZER
– pretérito imperfeito do indicativo)
05) Os pais DESDISSERAM as crianças quando INTERVIERAM em seus maus
costumes. (DESDIZER – pretérito perfeito do indicativo / INTERVIR – pretérito
perfeito do indicativo)
06) Se outra pessoa VIR o mesmo mar, fará outra descrição. (VER – futuro do
subjuntivo)
07) O motor do elevador PROVEIO de São Paulo. (PROVIR – pretérito perfeito
do indicativo)
08) Os economistas já PROPUSERAM ao Governo os mais diversos planos de
ação. (PROPOR – pretérito perfeito do indicativo)
09) O gerente só deve procurar-nos quando REVIR seus conceitos sobre o
mercado. (REVER – futuro do subjuntivo)
10) Os candidatos só poderão se inscrever no concurso de crônicas se o
REQUEREREM (REQUERER – futuro do subjuntivo)
11) Os alunos da minha escola jamais OBTIVERAM incentivo para redigir textos
em crônicas. (OBTER – pretérito perfeito do indicativo)
12) Se o autor INTERVIER na questão, não ocorrerão críticas. (INTERVIR –
futuro do subjuntivo)
13) Os burgueses só deixarão o poder quando isto lhes CONVIER. (CONVIR –
futuro do subjuntivo)
14) Todas trabalhavam para que os nobres se ENTRETIVESSEM no ócio.
(ENTRETER – pretérito imperfeito do subjuntivo)
15) Seria bom que a Igreja ROUVESSE o poder que detinha. (REAVER – pretérito
Imperfeito do subjuntivo)
16) Se o país REOUVER o clima cultural dos anos 60... (REAVER – futuro do
subjuntivo)
17) Se os jovens se ABSTIVEREM de votar, perderemos uma chance de mudar
o atual quadro. (ABSTER – futuro do subjuntivo)

QUESTÕES

(SALA DE AULA) Está INCORRETA a flexão verbal, de acordo com as normas da


língua, na frase:
A) Quando os cientistas revirem seus conceitos, encontrarão outras soluções.
REVER / VER / VIREM / REVIREM.
B) Se os homens dispusessem de tempo para os computadores, viveriam mais
tranquilamente. DISPOR / POR / PUSESSEM / DISPUSESSEM.
C) De repente sobreveio uma onda de utilização de computadores. SOBREVIR
/ VIR / VEIO / SOBREVEIO.
D) Não seria bom que apenas uma empresa detesse [DETIVESSE] a tecnologia
dos computadores. DETER / TER / TIVESSE / DETIVESSE.
E) Talvez conviesse aos cientistas enfrentar os problemas utilizando um
computador. CONVIR / VIR / VIESSE / CONVIESSE.

Venha estudar comigo! @myraeditora 139


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(TRF) Das opções que se seguem, a que está CORRETA quanto á flexão verbal
é:
A) Se o governo se precavisse, evitaria acidentes como esse; PRECAVER É
BEBER / SE EU BEBESSE, SE EU PRECAVESSE.
B) Com um pouco de sorte, talvez o senhor reaveja os documentos extraviados;
NÃO EXISTE “REAVER” NO PRESENTE DO SUBJUNTIVO.
C) Meus filhos só vêm televisão depois que terminam os deveres escolares;
VEEM.
D) As autoridades interviram no rumo dos acontecimentos; INTERVIR / VIR /
VIERAM / INTERVIERAM.
E) A empresa que projetou a usina não se precaveu como deveria. NÃO BEBEU
/ NÃO SE PRECAVEU.

VERBOS TERMINADOS EM EAR


Todos os verbos terminados em EAR são irregulares, pois recebem um “i” nas
formas da 1ª, 2ª e 3ª pessoas do singular e 3ª pessoa do plural do presente do
indicativo e do presente do subjuntivo. Nos outros tempos, a conjugação dos
verbos terminados em EAR é regular.
Exemplo:
 ARREAR (= pôr os arreios)
PRESENTE DO INDICATIVO PRESENTE DO SUBJUNTIVO
Eu arreio. Que eu arreie.
Tu arreias. Que tu arreies.
Ele arreia. Que ele arreie.
Nós arreamos. Que nós arreemos.
Vós arreais. Que vós arreeis.
Eles arreiam. Que eles arreiem.

VERBO PASSEAR
Por esse modelo se conjugam CEAR, RECEAR, SEMEAR, MACAQUEAR,
ESTREAR.

VERBOS TERMINADOS EM IAR


São regulares.
Exemplo:
 ARRIAR (= abaixar-se)
PRESENTE DO INDICATIVO PRESENTE DO SUBJUNTIVO
Eu arrio. Que eu arrie.
Tu arrias. Que tu arries.
Ele arria. Que ele arrie.
Nós arriamos. Que nós arriemos.
Vós arriais. Que vós arrieis.
Eles arriam. Que eles arriem.

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VERBO CRIAR
Por esse modelo se conjugam COPIAR, ADIAR, MAQUIAR, NEGLIGENCIAR,
PREMIAR.
Há, porém, cinco verbos terminados em IAR que recebem a letra “e” nas
formas da 1ª, 2ª e 3ª pessoas do singular e na 3ª pessoa do plural do presente
do indicativo e do presente do subjuntivo. São eles:
MEDIAR,
ANSIAR,
REMEDIAR,
INCENDIAR,
ODIAR.
As letras iniciais desses verbos formam a palavra MARIO.
O verbo INTERMEDIAR é derivado de MEDIAR, portanto se conjuga por este.
Para MÁRIO, pense no verbo ODIAR.
Exemplo: MEDIAR
• Presente do indicativo: medeio, medeias, medeia, mediamos, mediais,
medeiam.
• Presente do subjuntivo: medeie, medeies, medeie, mediemos,
medieis, medeiem.
Nas formas nós e vós não há a presença do e.
Por esse modelo se conjugam:
INTERMEDIAR, ANSIAR, REMEDIAR, INCENDIAR e ODIAR.

RESUMINDO:
Todos os verbos terminados em EAR e os cincos verbos terminados em IAR
recebem um (ei) nas formas da 1ª, 2ª e 3ª pessoas do singular e da 3ª pessoa
do plural nos tempos do presente.

EXERCÍCIOS
(AGE) “...todo mundo diz que fazem bem, mas ele odeia”; os verbos terminados
em EAR acrescentam um I ao radical nas formas rizotônicas. O item abaixo que
mostra uma forma ERRADA do verbo passear é:
A) passeiemos;
B) passeassem;
C) passeávamos;
D) passeiem;
E) passearás.

(NCE) “Até lá, que o menos abandonado não chateie...”; se colocarmos o verbo
sublinhado na primeira pessoa do plural, do mesmo tempo verbal, a forma
correta é:
A) chateiemos;
B) chatiemos;
C) chateemos;
D) chatiamos;
E) chateiamos.

Venha estudar comigo! @myraeditora 141


Por Simone Pavanello Muniz

GABARITO
(AGE) “...todo mundo diz que fazem bem, mas ele odeia”; os verbos terminados
em EAR acrescentam um I ao radical nas formas rizotônicas. O item abaixo que
mostra uma forma ERRADA do verbo passear é:
A) passeiemos; PASSEEMOS.
B) passeassem;
C) passeávamos;
D) passeiem;
E) passearás.

(NCE) “Até lá, que o menos abandonado não chateie...”; se colocarmos o verbo
sublinhado na primeira pessoa do plural, do mesmo tempo verbal, a forma
correta é:
A) chateiemos;
B) chatiemos;
C) chateemos;
D) chatiamos;
E) chateiamos.

TEMPOS COMPOSTOS

Dicas:
1. Locução verbal é um grupo de verbos que trabalham juntos e possuem o
mesmo sujeito.
2. Nem toda locução verbal é um tempo composto.
3. Todo o tempo composto é uma locução verbal.
Estou estudando o assunto.
Tenho estudado o assunto.
Formam-se com os auxiliares TER ou HAVER mais PARTICÍPIO.
Na maioria dos casos, o nome do tempo composto quem determina é o verbo
auxiliar.

NO INDICATIVO:
Terei falado. (futuro do presente composto)
Teria falado. (futuro do pretérito composto)
Ter falado. (infinitivo composto)
Tendo falado. (gerúndio composto)

NO SUBJUNTIVO:
Tiver falado. (futuro composto)

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EXCEÇÕES:
No entanto, merecem ATENÇÃO ESPECIAL duas formas:
1) PRETÉRITO PERFEITO COMPOSTO: verbo AUXILIAR NO PRESENTE mais o
particípio.
Indica a repetição ou continuidade de um fato iniciado no passado que dura
até o presente.
 Tem falado, tenho contado.

2) PRETÉRITO MAIS-QUE-PERFEITO COMPOSTO: verbo AUXILIAR NO


IMPERFEITO mais particípio. É empregado como o simples, para expressar
um fato já concluído antes de outro também no passado.
 Tinha falado, havia falado, tinha contado.
 Ele já estudara quando a namorada chegou.
 Ele já tinha estudado quando a namorada chegou.

Reparem que, nessas formas, o nome do tempo composto não corresponde


ao verbo auxiliar. Em concurso, quando o assunto é tempo composto, esses
são os tempos mais pedidos.

EXERCÍCIOS
(FGV) “... não prolongando os efeitos dos desastres, como temos visto”. O
tempo verbal sublinhado indica uma ação
A) Terminada há algum tempo;
B) realizada antes de outra ação passada;
C) A ser iniciada em futuro breve;
D) Começada há algum tempo e continuada no presente;
E) Ocorrida no presente, sob condições.

(CETRO) Acerca dos tempos verbais, leia as afirmativas abaixo.


I. Talvez o dirigente tivesse sido guiado pelo poder da intuição. (A forma verbal
destacada está no pretérito mais-que-perfeito do subjuntivo).
II. É provável que os assistentes tenham sido observados durante todo o
tempo. (A forma verbal destacada está no pretérito imperfeito do subjuntivo).
III. Se o trabalho for feito com dedicação, tudo sairá a contento. (A forma
verbal destacada está no futuro simples do subjuntivo).
IV. O programa pode ser discutido por muitos especialistas. (A forma verbal
destacada é nominal e está no infinitivo presente impessoal).
É correto o que se afirma em:
A) I e II, apenas.
B) III, apenas.
C) II, III e IV, apenas.
D) I, III e IV, apenas.
E) II, apenas.

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Por Simone Pavanello Muniz

(ICMS) A forma verbal observara é equivalente de:


A) tivera observado;
B) houvesse observado;
C) tinha observado;
D) tem observado;
E) estava observando.

GABARITO
(FGV) “... não prolongando os efeitos dos desastres, como temos visto”. O
tempo verbal sublinhado indica uma ação
A) Terminada há algum tempo;
B) realizada antes de outra ação passada;
C) A ser iniciada em futuro breve;
D) Começada há algum tempo e continuada no presente;
E) Ocorrida no presente, sob condições.

(CETRO) Acerca dos tempos verbais, leia as afirmativas abaixo.


I. Talvez o dirigente tivesse sido guiado pelo poder da intuição. (A forma verbal
destacada está no pretérito mais-que-perfeito do subjuntivo). É o tempo mais-
que-perfeito composto. Dica: olhe sempre para o tempo do verbo auxiliar
“tivesse”.
II. É provável que os assistentes tenham sido observados durante todo o
tempo. (A forma verbal destacada está no pretérito imperfeito do subjuntivo).
Quando o verbo auxiliar (“ter”) está no presente + particípio, o nome do tempo
composto é “pretérito perfeito composto do subjuntivo”.
III. Se o trabalho for feito com dedicação, tudo sairá a contento. (A forma
verbal destacada está no futuro simples do subjuntivo). Numa locução verbal
olhe sempre para o verbo auxiliar, pois é ele que determinará o tempo.
IV. O programa pode ser discutido por muitos especialistas. (A forma verbal
destacada é nominal e está no infinitivo presente impessoal).
É correto o que se afirma em:
A) I e II, apenas.
B) III, apenas.
C) II, III e IV, apenas.
D) I, III e IV, apenas.
E) II, apenas.

(ICMS) A forma verbal observara é equivalente de:


A) tivera observado;
B) houvesse observado;
C) tinha observado;
D) tem observado;
E) estava observando.

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FORMAÇÃO DO IMPERATIVO

Quando aparecem verbos denotando ordem, pedido, desejo, súplica, temos o


modo imperativo, que se forma da seguinte maneira:

1) Afirmativo:
TU e VÓS: retiradas do presente do indicativo com a supressão do “s” final.
 Fala (tu);
 Falai (vós).

VOCÊ, NÓS e VOCÊS: retiradas do presente do subjuntivo sem alteração.


 Fale (você);
 Falemos (nós);
 Falem (vocês).

2) Negativo:
Conjugação igual à do presente do subjuntivo, acrescentando-se a negativa
(não / nunca / jamais) antes da forma verbal.
 Não fales tu;
 Não fale você;
 Não falemos nós;
 Não faleis vós;
 Não falem vocês.

EXERCÍCIOS
(FGV) Caso a professora tratasse o aluno por tu, sua fala seria, corretamente:
A) Escrevas na lousa a palavra Ética!
B) Escrevei na lousa a palavra Ética!
C) Escreveis na lousa a palavra Ética!
D) Escrevais na lousa a palavra Ética!
E) Escreve na lousa a palavra Ética!

(FGV) Não percas jamais.


Ao se retirar as palavras não e jamais do verso acima, como ele deveria ser
composto?
A) Percas.
B) Perdei.
C) Percais.
D) Perde.
E) Perdeis.

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Por Simone Pavanello Muniz

GABARITO
(FGV) Caso a professora tratasse o aluno por tu, sua fala seria, corretamente:
A) Escrevas na lousa a palavra Ética!
B) Escrevei na lousa a palavra Ética!
C) Escreveis na lousa a palavra Ética!
D) Escrevais na lousa a palavra Ética!
E) Escreve na lousa a palavra Ética!

(FGV) Não percas (tu) jamais.


Ao se retirar as palavras não e jamais do verso acima, como ele deveria ser
composto?
A) Percas.
B) Perdei.
C) Percais.
D) Perde.
E) Perdeis.
Situação em que deixará de ser negação para ser afirmação. O imperativo
afirmativo “tu” sai do presente do indicativo sem o “s”.

FORMAS NOMINAIS

São chamados de nominais, pois esses verbos podem exercer papel de nomes.

INFINITIVO
Falar, beber, partir.
 Fumar é proibido.
Aqui, o infinitivo está exercendo papel de substantivo, pois é sujeito do verbo
ser.

IMPORTANTE!
O infinitivo pode ser pessoal ou impessoal.

INFINITIVO PESSOAL
O infinitivo pessoal é dividido em flexionado e não flexionado.

Infinitivo flexionado: indica o agente da ação: para eu falar, para tu falares,


para ele falar, para nós falarmos, para vós falardes, para eles falarem.
Assim, teríamos:
 Para [tu] passares em concurso, é preciso estudo.

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Aqui, a desinência do infinitivo – res – indica que o agente da ação é “tu”. É um


caso de infinitivo com desinência, com flexão.

Dica:
Com alguns verbos, o infinitivo pessoal é idêntico ao futuro do subjuntivo.
Macete: troque o verbo por um outro que não apresente essa coincidência:
Fazer = infinitivo.
Fizer = futuro do subjuntivo.

Exemplo:
 Para passar no concurso, é preciso estudo. Para fazer... INFINITIVO.
 Assim que passar no concurso, avise. Assim que fizer... FUTURO DO
SUBJUNTIVO.

Infinitivo não flexionado: apresenta uma só forma para as seis pessoas (falar).
Exemplo:
 É importante que estudemos para passar em concurso. Quem é que vai
passar no concurso? “Nós”! O sujeito do verbo “passar” é “nós”. Sendo
assim, o verbo “passar” está no infinitivo pessoal não flexionado, pois ele
tem uma pessoa, um sujeito, mas não está flexionado (nós passarmos).

Veremos em sintaxe: quando o verbo no infinitivo possui um sujeito, sua


flexão será facultativa:
 É importante que estudemos para passar em concurso.
 É importante que estudemos para passarmos em concurso.

INFINITIVO IMPESSOAL
O infinitivo impessoal enuncia uma ação vaga, indeterminada. Ele não possui
sujeito:
 É preciso acabar com a miséria no país. Qualquer um vai acabar com a
miséria, mas não se sabe quem.

GERÚNDIO
Falando, bebendo, partindo.
 Amanhecendo, partiremos.

Aqui, o gerúndio apresenta um valor adverbial, pois indica circunstância de


tempo à forma verbal partiremos.

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PARTICÍPIO
Falado, bebido, partido.
 Tempo perdido.
Nesse caso, o particípio está exercendo papel de adjetivo do substantivo
“tempo”.

OBSERVAÇÕES:
01. Há verbos que possuem duas formas de particípio:
Regular: possui terminação do.
Irregular: não possui terminação do.
Exemplos:
 Aceitar: aceitado, aceito.
 Entregar: entregado, entregue.
 Limpar: limpado, limpo.
 Inserir: inserido, inserto.
 Suspender: suspendido, suspenso.
 Prender: prendido, preso.
 Imprimir: imprimido, impresso.
O que convém é usar a forma regular de particípio com os verbos auxiliares ter
e haver e a forma irregular com os auxiliares ser e estar, ou em qualquer outra
hipótese. Assim, teríamos como exemplo:

Duplo Particípio

FORMA REGULAR FORMA IRREGULAR

VERBOS AUXILIARES TER E HAVER VERBOS AUXILIARES SER E ESTAR


Exemplos: Exemplos:

 Tenho aceitado.  Foi aceito.


 Eu tinha imprimido.  O material foi impresso.
 Eu tinha limpado o quarto.  O quarto foi limpo.

Obs.: os verbos “pagar” e “pegar” são exceções! Com eles podemos tudo:
tinha pego, tinha pegado, tinha pago, tinha pagado.

02. Em algumas questões, cobra-se o verbo vir e derivados nas formas do


gerúndio e do particípio. Isso porque é o único verbo que tem gerúndio e
particípio idênticos. Assim, teríamos:
 Eu estou vindo para casa. O verbo vir está no GERÚNDIO. Basta substituí-
lo por “chegar”: eu estou chegando.
 Eu tenho vindo muito a este lugar. Aqui, o verbo vir está no PARTICÍPIO.
A troca por outro verbo no particípio pode ajudar você a chegar a tal
constatação: eu tenho chegado.

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EXERCÍCIOS
(NCE) A oração abaixo em que a forma sublinhada NÃO corresponde ao
gerúndio é:
(A) A hipocrisia vem crescendo no seio das elites.
(B) Falando sobre qualquer coisa, os homens querem parecer mais do que são.
(C) Nem todos os exemplos de hipocrisia têm vindo das elites.
(D) Partindo dos argumentos apresentados, o autor se posiciona contra a
hipocrisia.
(E) Nem todos os artigos deste livro estão tratando de problemas sociais.

(NCE) Extinto é uma das formas de particípio do verbo extinguir; o verbo


abaixo que NÃO possui duas formas possíveis de particípio é:
(A) escrever;
(B) matar;
(C) morrer;
(D) gastar;
(E) pegar.

(MPE) Uma das regras do emprego do gerúndio recomenda que ele seja
empregado quando indicar “contemporaneidade entre a ação expressa pelo
verbo principal e o gerúndio”; observe as seguintes frases:
I - “Quero registrar a triste situação por que passam milhões de crianças
brasileiras, em sua maioria desassistidas, desnutridas, sem educação básica,
CAMINHANDO rumo a um futuro incerto e infeliz.”.
II - “Os menores do Brasil, desassistidos em seus lares, ganham as ruas em
busca de uma forma de vida, CAINDO nas malhas da prostituição...”.
III - “Mesmo assim, tal atividade deve ser reconhecidamente leve, EXCLUINDO-
SE, por exemplo, o trabalho exercido nas indústrias, nas oficinas e na
agricultura.”.
A (s) frase (s) em que essa norma foi desrespeitada é (são):
(A) I – III;
(B) I – II;
(C) II – III;
(D) I;
(E) II.

GABARITO
(NCE) A oração abaixo em que a forma sublinhada NÃO corresponde ao
gerúndio é:
(A) A hipocrisia vem crescendo no seio das elites.
(B) Falando sobre qualquer coisa, os homens querem parecer mais do que são.

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(C) Nem todos os exemplos de hipocrisia têm vindo das elites. Têm chegado.
(D) Partindo dos argumentos apresentados, o autor se posiciona contra a
hipocrisia.
(E) Nem todos os artigos deste livro estão tratando de problemas sociais.

(NCE) Extinto é uma das formas de particípio do verbo extinguir; o verbo


abaixo que NÃO possui duas formas possíveis de particípio é:
(A) escrever; ESCRITO.
(B) matar; MATADO / MORTO.
(C) morrer; MORRIDO / MORTO.
(D) gastar; GASTO / GASTADO.
(E) pegar. PEGO (a pronúncia pode ser das duas formas) / PEGADO.

(MPE) Uma das regras do emprego do gerúndio recomenda que ele seja
empregado quando indicar “contemporaneidade entre a ação expressa pelo
verbo principal e o gerúndio (ações que ocorrem ao mesmo tempo)”; observe
as seguintes frases:
I - “Quero registrar a triste situação por que passam milhões de crianças
brasileiras, em sua maioria desassistidas, desnutridas, sem educação básica,
CAMINHANDO rumo a um futuro incerto e infeliz.”. É possível passar
caminhando.
II - “Os menores do Brasil, desassistidos em seus lares, ganham as ruas em
busca de uma forma de vida, CAINDO nas malhas da prostituição...”. Não é
possível ganhar as ruas e ao mesmo tempo cair nas malhas da prostituição.
Esse gerúndio está indicando uma ação posterior.
III - “Mesmo assim, tal atividade deve ser reconhecidamente leve, EXCLUINDO-
SE, por exemplo, o trabalho exercido nas indústrias, nas oficinas e na
agricultura.”. Ao mesmo tempo em que a atividade é leve, ela exclui o trabalho
pesado.
A (s) frase (s) em que essa norma foi desrespeitada é (são):
(A) I – III;
(B) I – II;
(C) II – III;
(D) I;
(E) II.

A SEMÂNTICA DOS VERBOS


MODO INDICATIVO
Expressa um fato real, de maneira definida. Divide-se nos seguintes tempos:
a) PRESENTE
→ É empregado para expressar um fato que ocorre no momento em que se
fala.

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Exemplo:
 Guilherme está cansado. (Isso é algo que ocorre no momento em que se
fala.).
Pode ser usado também para exprimir outras ideias:

→ Descrever um fato permanente.


Ex.: A Terra gira em torno do Sol.

→ Expressar um hábito.
Ex.: Fernanda estuda aos domingos.

→ Conferir realidade a fatos passados. É o chamado “presente histórico”.


Ex.: Em 1500, Cabral descobre o Brasil. (Também estaria correto dizer: Cabral
descobriu)

→ Indicar futuro próximo.


Ex.: Vou amanhã para Búzios. (Também estaria correto dizer: irei amanhã)

b) PRETÉRITO IMPERFEITO
Pode ser utilizado para expressar:

→ Fatos repetidos, frequentes, habituais NO PASSADO.


Exemplo:
 Quando era pequena, brincava de boneca. (Observe que as duas ações
que estão no pretérito imperfeito indicam fatos frequentes no passado).

→ Uma ação que estava ocorrendo quando outra, geralmente no pretérito


perfeito, aconteceu.
Exemplo:
 Pedro tomava banho quando o telefone tocou. (Temos aqui duas ações
pretéritas: a ação de tomar banho é durativa, enquanto a ação de o
telefone tocar é instantânea, estando, pois, no pretérito perfeito).

→ Uma ação planejada, esperada e não realizada.


Exemplo:
 Pretendíamos ir até sua casa, mas não foi possível.

c) PRETÉRITO PERFEITO SIMPLES


→ Expressa um fato que começou e terminou no passado, próximo ou distante.

Venha estudar comigo! @myraeditora 151


Por Simone Pavanello Muniz

Exemplo:
 Conversei com Andreia hoje (passado próximo).
 Conversei com Andreia em 1990 (passado distante).

d) PRETÉRITO MAIS-QUE-PERFEITO
→ É utilizado, em geral, para expressar um fato já terminado antes de outro
no passado. Em outras palavras, ele é o PASSADO ANTERIOR ao pretérito
perfeito.
Exemplo:
 Ele já estudara quando sua namorada ligou. (Observe que há duas ações
no passado: a ação de estudar ocorre antes da ação de ligar, daí ela vir no
pretérito mais-que-perfeito). O mais que perfeito simples equivale ao mais
que perfeito composto, ou seja, “estudara” é igual a “tinha” ou “havia”
estudado.

e) FUTURO DO PRESENTE
→ Em geral, é usado para indicar um fato futuro em relação ao momento em
que se fala. É um fato futuro, posterior ao presente.
Exemplo:
 Viajarei na próxima semana. Hoje, presente, estamos fazendo planos para
o futuro (próxima semana).

→ Incerteza, dúvida:
Exemplo:
 Estaremos aqui juntos futuramente?

f) FUTURO DO PRETÉRITO
É utilizado nas seguintes situações:

→ Para indicar um fato futuro em relação a outro no passado.


Exemplo:
 Ele disse que faria todos os deveres. (Esse é o uso mais comum do futuro
do pretérito: ele aqui vem combinado ao pretérito perfeito – disse – e
indica uma ação futura, posterior a outra no passado).

→ Para expressar dúvida, incerteza.


Exemplo:
 Quem estaria lá? (Perceba que tanto o futuro do presente quanto o futuro
do pretérito podem, portanto, indicar dúvida, incerteza).

→ Para denotar desejo, em tom polido.

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Exemplo:
 Gostaria de um café? (Observe que, nesse caso, poderíamos até usar um
verbo no presente do indicativo – Aceita um café? –, mas a frase perderia
seu tom polido, educado).

MODO SUBJUNTIVO
Expressa um fato incerto, duvidoso ou até irreal. Suas principais subdivisões
são:

a) PRESENTE
→ Pode indicar semanticamente presente ou futuro.
Exemplo:
 É pena que eles estejam doentes. (possibilidade no presente)
 Espero que chova. (hipótese no futuro)

b) PRETÉRITO IMPERFEITO
→ Expressa uma ação posterior a outro fato na oração principal.
Exemplo:
 Duvidei de que ele terminasse o trabalho.
 Gostaria que você trouxesse as crianças.

→ Pode expressar também ideia de condição ou desejo.


Exemplo:
 Se ele viesse ao clube, participaria do campeonato.

c) FUTURO
→ Indica uma ação eventual (que pode ocorrer ou não) em um momento
futuro.
Exemplo:
 Quando ele vier à loja, levará as encomendas.

EXERCÍCIOS:
Dicas da profª Adriana:
♥ Presente do Indicativo = Hoje.
♥ Pretérito Perfeito do Indicativo = Ontem.
♥ Pretérito Imperfeito do Indicativo = Antigamente.
♥ Pretérito mais que perfeito do Indicativo = Desinência (ra). Mesmo sentido
que o “mais que perfeito composto – ter/haver + particípio”.
♥ Futuro do Presente = Amanhã.
♥ Futuro do pretérito = Se eu fosse você, eu.
♥ Presente do Subjuntivo = Que.
♥ Imperfeito do Subjuntivo = Se.
♥ Futuro do subjuntivo = Quando.

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Por Simone Pavanello Muniz

Correlação / Articulação Semântica dos Tempos Verbais


Dica para este tipo de exercício:
O nosso norteador será sempre o primeiro verbo. É ele que nos dará a direção
para os demais verbos da frase.
Exemplos:
Eu prometo (Presente) que voltarei (Futuro do Presente). Estaria errado dizer
“Eu prometo que voltaria (Futuro do Pretérito)”.
Eu prometi (Pretérito) que voltaria (Futuro do Pretérito).
Portanto:
Futuro do Presente pode vir articulado:
 Ao presente;
 Ao Futuro.
Futuro do Pretérito pode vir articulado somente ao Pretérito.

(FCC) O Nordeste não vem em sua poesia como um tema ou uma imposição
doutrinária...
Nos segmentos transcritos do Texto III, o verbo flexionado nos mesmos tempo
e modo em que se encontra o grifado acima está em:
A) ... fez como um desterrado...
B) ... “as impressões dum homem que esteve no cárcere”.
C) ... que tudo via em névoa...
D) ... a que sai das fontes mais preciosas do coração.
E) E que voltasse com todos os sentidos atacados de fome.

(FCC) ... e então percorriam as pouco povoadas estepes da Ásia Central até o
mar Cáspio e além.
O verbo flexionado nos mesmos tempo e modo que o grifado acima está em:
A) ... e de lá por navios que contornam a Índia...
B) ... era a capital da China.
C) A Rota da Seda nunca foi uma rota única...
D) ... dispararam na última década.
E) ... que acompanham as fronteiras ocidentais chinesas...

(PREF. MUN. MESQ) “Strauss compunha suas valsas passeando pelos bosques
de Viena”; a forma verbal “compunha” tem o seguinte valor:
(A) fato habitual no passado;
(B) fato anterior a outro fato passado;
(C) fato imediatamente anterior a um outro;
(D) fato totalmente passado;
(E) fato dependente de um outro fato.

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(TRT) Os tempos e os modos verbais apresentam-se adequadamente


articulados na frase:
a) Fôssemos todos atores, o culto das aparências será a chave que nos
libertasse do nosso destino.
b) Os atores sempre nos enganarão, a cada vez que encarnarem os personagens
de que costumam se fantasiar.
c) Enquanto o culto das aparências for a chave do sucesso, estaríamos todos
preocupados com o papel que desempenhemos.
d) Desde idos tempos os atores gozariam de uma admiração que só não será
maior por conta da desconfiança que temos de todo fingimento.
e) O autor estaria convencido de que nosso vizinho seja capaz de fingir tão
bem quanto um ator, quando tivesse desfilado com um carro que não é seu.

(TRT) Está inteiramente adequada a articulação entre os tempos e os modos


verbais na frase:
a) Se a liberdade da imprensa fosse um direito apenas dos jornalistas, cada
vez que se desrespeite a liberdade de imprensa a sociedade não terá como
reclamar.
b) Enquanto os jornalistas pensarem apenas em seus próprios interesses, não
haveria como resguardar o direito da sociedade à livre informação.
c) No caso de vir a ser desrespeitado o direito social à livre informação, jogar-
se fora uma das principais características das democracias modernas.
d) Espera-se que dos três grandes debates promovidos pela RDLI resultem
propostas práticas, que venham a reforçar o direito à liberdade de imprensa.
e) Ainda que houvesse uma absoluta liberdade para a circulação de ideias e de
informações, será necessário lutar para que nada a ameaçasse.

(CESGRANRIO) Não há a devida correlação temporal das formas verbais em:


a) Seria conveniente que o time ficasse sem saber quem era o adversário;
b) É conveniente que o time ficaria sem saber quem é o adversário;
c) Era conveniente que o time ficasse sem saber quem foi o adversário;
d) Será conveniente que o time fique sem saber quem é o adversário;
e) Foi conveniente que o time ficasse sem saber quem era o adversário.

GABARITO:

(FCC) O Nordeste não vem em sua poesia como um tema ou uma imposição
doutrinária... PRESENTE DO INDICATIVO.
Nos segmentos transcritos do Texto III, o verbo flexionado nos mesmos tempo
e modo em que se encontra o grifado acima está em:
A) ... fez como um desterrado... PRETÉRITO PERFEITO DO INDICATIVO (ONTEM).
B) ... “as impressões dum homem que esteve no cárcere”. PRETÉRITO PERFEITO
DO INDICATIVO (ONTEM).

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C) ... que tudo via em névoa... PRETÉRITO IMPERFEITO DO INDICATIVO


(ANTIGAMENTE).
D) ... a que sai das fontes mais preciosas do coração. PRESENTE DO INDICATIVO.
E) E que voltasse com todos os sentidos atacados de fome. PRETÉRITO
IMPERFEITO DO SUBJUNTIVO.

(FCC) ... e então percorriam as pouco povoadas estepes da Ásia Central até o
mar Cáspio e além. PRETÉRITO IMPERFEITO DO INDICATIVO (ANTIGAMENTE).
O verbo flexionado nos mesmos tempo e modo que o grifado acima está em:
A) ... e de lá por navios que contornam a Índia... PRESENTE DO INDICATIVO
(HOJE).
B) ... era a capital da China. PRETÉRITO IMPERFEITO DO INDICATIVO
(ANTIGAMENTE).
C) A Rota da Seda nunca foi uma rota única... PRETÉRITO PERFEITO DO
INDICATIVO (ONTEM NUNCA FOI).
D) ... dispararam na última década. PRETÉRITO PERFEITO DO INDICATIVO
(ONTEM DISPARARAM).
E) ... que acompanham as fronteiras ocidentais chinesas... PRESENTE DO
INDICATIVO (HOJE).

(PREF. MUN. MESQ) “Strauss compunha suas valsas passeando pelos bosques
de Viena”; a forma verbal “compunha” tem o seguinte valor (ANTIGAMENTE –
PRETÉRITO IMPERFEITO DO INDICATIVO):
(A) fato habitual no passado;
(B) fato anterior a outro fato passado; Pretérito mais que perfeito.
(C) fato imediatamente anterior a um outro; Pretérito mais que perfeito.
(D) fato totalmente passado; Pretérito perfeito do indicativo.
(E) fato dependente de um outro fato. Futuro do pretérito. Vem ligado a ideia
de condição. Ex.: “Se eu tivesse dinheiro, eu viajaria amanhã”.

(TRT) Os tempos e os modos verbais apresentam-se adequadamente


articulados na frase:
a) Fôssemos todos atores, o culto das aparências será a chave que nos
libertasse do nosso destino.
b) Os atores sempre nos enganarão, a cada vez que encarnarem os
personagens de que costumam se fantasiar.
c) Enquanto o culto das aparências for a chave do sucesso, estaríamos todos
preocupados com o papel que desempenhemos.
d) Desde idos tempos os atores gozariam de uma admiração que só não será
maior por conta da desconfiança que temos de todo fingimento.
e) O autor estaria convencido de que nosso vizinho seja capaz de fingir tão
bem quanto um ator, quando tivesse desfilado com um carro que não é seu.

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(TRT) Está inteiramente adequada a articulação entre os tempos e os modos


verbais na frase:
a) Se a liberdade da imprensa fosse um direito apenas dos jornalistas, cada
vez que se desrespeite a liberdade de imprensa a sociedade não terá como
reclamar.
b) Enquanto os jornalistas pensarem apenas em seus próprios interesses, não
haveria como resguardar o direito da sociedade à livre informação.
c) No caso de vir a ser desrespeitado o direito social à livre informação, jogar-
se [JOGAR-SE-Á] fora uma das principais características das democracias
modernas.
d) Espera-se que dos três grandes debates promovidos pela RDLI resultem
propostas práticas, que venham a reforçar o direito à liberdade de imprensa.
e) Ainda que houvesse uma absoluta liberdade para a circulação de ideias e de
informações, será necessário lutar para que nada a ameaçasse.

(CESGRANRIO) Não há a devida correlação temporal das formas verbais em:


a) Seria conveniente que o time ficasse sem saber quem era o adversário;
b) É conveniente que o time ficaria sem saber quem é o adversário;
c) Era conveniente que o time ficasse sem saber quem foi o adversário;
d) Será conveniente que o time fique sem saber quem é o adversário;
e) Foi conveniente que o time ficasse sem saber quem era o adversário.

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ANÁLISE SINTÁTICA
Análise sintática é o estudo da função que a palavra desempenha na frase.
Veremos, nessa parte da matéria, o substantivo exercendo a função de sujeito,
o adjetivo exercendo a função de adjunto adnominal.
NO DESESPERO, VÁ AO VERBO. PERGUNTE PELO SUJEITO. DEPOIS, PELOS
COMPLEMENTOS.

TERMOS INTEGRANTES DA ORAÇÃO


PREDICAÇÃO VERBAL
CONCEITO
Os verbos transitivos e intransitivos exprimem, normalmente, ação, fenômeno
e movimento, daí serem denominados de NOCIONAIS.
Predicação verbal é, portanto, o estudo da transitividade do verbo.

Vejamos alguns exemplos:


João leu o livro. “João” é sujeito / “Leu” é VTD / “O livro” é OD.
João obedeceu ao professor. “João” é sujeito / “Obedeceu” é VTI / “Ao
professor” é OI. O “a” em destaque é a preposição que torna a transitividade
do verbo indireta (quem obedece, obedece à professora / ao professor).
João dormiu muito. “João” é sujeito / “Dormiu” é Verbo Intransitivo / “Muito”
é advérbio de intensidade.
João leu o relatório no acampamento. “João” é o sujeito / “leu” é verbo
transitivo direto / “no acampamento” é adjunto adverbial de lugar. Perceba
que nem tudo que vem com preposição é objeto indireto!
João está em casa. “em casa” é adjunto adverbial de lugar, termo acessório
que poderá ser retirado da frase. Nesse caso, o verbo “está” é INTRANSITIVO.
E por que ele não é verbo de ligação? Pois ele não está ligando um predicativo
(característica, estado, atributo) ao sujeito.
João está feliz. O verbo “está”, nesse caso, é de ligação, pois ele está ligando o
estado “feliz” ao sujeito “João”.
João chegou feliz. “Feliz” é predicativo do sujeito “João”. O verbo “chegar” é
apenas verbo de ação. O verbo só será de ligação se indicar estado.

Portanto, não confunda ação com ligação! Isso foi cobrado em uma prova da
banca FUNCAB. Ela dizia na questão: assinale a alternativa que não indique
verbo de ação. Quase todos os alunos caíram na pegadinha, assinalando
a alternativa que trazia “João dorme profundamente”, visto que ele está
“paradinho”. A resposta correta era “João está agitado”. Mas, por que nessa
frase não está indicando verbo de ação, sendo que ele está “se mexendo”?
Porque “agitado” é o seu estado momentâneo e que pode ser percebido pelo
verbo de ligação “está”.
 João está agitado. Estado temporário.
 João vive agitado. Estado permanente.

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VERBO INTRANSITIVO
Não necessita de um termo que complete o seu sentido. Ele não transita.
Não se esqueça: primeiro vá ao verbo e pergunte pelo sujeito (Quem é que?
O que é que?)

Exemplos:
Correm os dias, os meses, os anos.
O que é que corre? Os dias, meses e anos correm. Trata-se de um sujeito
posposto, ou seja, aquele que vem depois do verbo. O sujeito, quando posposto,
é perigoso, pois podemos confundi-lo com o objeto direto.

O ladrão desapareceu entre as árvores.


Quem é que desapareceu? O ladrão. Qual é a predicação do verbo
“desapareceu”? Para saber a predicação do verbo, deveremos olhar para o que
vem depois dele “entre as árvores”. Mas, precisamos ter certeza se o que vem
depois do verbo realmente está se referindo a ele. Perceba: “O ladrão entre
as árvores” ou “desapareceu entre as árvores”? Nesse caso, o que vem depois
se refere ao verbo, pois o correto é, de fato, “desapareceu entre as árvores”.
Em que pese a expressão “entre as árvores” esteja se referindo ao verbo, ela
não é o seu complemento, pois ela indica circunstância de lugar. Portanto, se a
expressão “entre as árvores” é um adjunto adverbial que pode ser retirado da
frase, podemos concluir que o verbo “desapareceu”, dentro desse contexto, é
INTRANSITIVO.

O soldado chegou gravemente ferido ao acampamento.


Quem é que chegou? O soldado. “Gravemente ferido” se refere ao soldado (O
soldado ferido). “Ferido” é adjetivo que se refere ao soldado. Mas, como poderei
ter certeza de que “ferido” é adjetivo e não advérbio? Macete: coloque tudo no
plural. Se der certo, é adjetivo. Se der errado, será advérbio, visto que advérbio
é classe invariável. Perceba: “os soldados chegaram gravemente feridos”. “Ao
acampamento” se refere ao verbo “chegou” e está indicando circunstância de
lugar. Como vimos, circunstância de lugar é um adjunto adverbial que poderá
ser retirado da frase. Por isso, dentro desse contexto, o verbo é INTRANSITIVO.

Venha estudar comigo! @myraeditora 159


Por Simone Pavanello Muniz

Falei bastante ontem.


Transitividade é algo relativo, depende da frase. Não podemos afirmar sempre
que “quem fala, fala alguma coisa”. Perceba: “Bastante” é adjunto adverbial de
intensidade. “Ontem” é adjunto adverbial de tempo. Como adjuntos adverbiais
podem ser retirados da frase, visto que são termos acessórios, o verbo “falar”,
nesse contexto, é INTRANSITIVO.

Estava em casa.
“Em casa” é adjunto adverbial de lugar e pode sair da frase. A frase ficou
estranha (quem está, está). Mas, mesmo assim, o verbo é classificado como
INTRANSITIVO.

Estudou bastante.
“Bastante” é adjunto adverbial de intensidade e pode sair da frase. Logo, trata-
se de verbo INTRANSITIVO.

Fui a Copacabana.
“A Copacabana” é adjunto adverbial de lugar e pode sair da frase. A frase ficou
estranha (Fui). Mas, mesmo assim, o verbo é classificado como INTRANSITIVO.

Falamos de (sobre) futebol.


“De futebol” é adjunto adverbial de assunto e pode sair da frase. A frase
ficou estranha (Falamos). Mas, mesmo assim, o verbo é classificado como
INTRANSITIVO.

Lista de Observações:
1º. Cuidado com o sujeito posposto. Não o confunda com o objeto direto. Veja
o seguinte exemplo:
 Consta aqui seu pedido. Perceba que nessa frase facilmente poderíamos
ter classificado “aqui seu pedido” como objeto direto se perguntássemos
“consta o que? Seu pedido”.
Mas, como faremos para nos protegermos desse tipo de cilada? Perguntando
primeiro pelo sujeito!
Lembre-se: NO DESESPERO, VÁ AO VERBO. PERGUNTE PELO SUJEITO. DEPOIS,
PELOS COMPLEMENTOS.
Como se pergunta pelo sujeito? Desta forma: Quem é que? / O que é que?
 Consta aqui o seu pedido. O que é que consta aqui? Seu pedido consta
aqui. Esse verbo é intransitivo.
COMO SE PERGUNTA PELO SUJEITO COMO SE PERGUNTA PELO OBJETO
Quem é que? O que é que? Consta o que?
Na pergunta pelo sujeito, o pronome vem Na pergunta pelo objeto, o pronome vem
antes do verbo. depois do verbo.

 Basta a verdade. O que é que basta? A verdade basta. “A verdade” é o


sujeito. O verbo é intransitivo.

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Caderno de Anotações de Língua Portuguesa

Lembre-se: NO DESESPERO, VÁ AO VERBO. PERGUNTE PELO SUJEITO. DEPOIS,


PELOS COMPLEMENTOS.
2ª. Circunstâncias são informações adicionais de tempo, modo, lugar, entre
outras, representadas, na função sintática, pelos adjuntos adverbiais. Por se
tratar de uma informação meramente adicional, pode ser retirada da frase, ou
seja, é dispensável. Em outras palavras, as ideias circunstanciais, representadas
pelos adjuntos adverbiais, sempre podem ser retiradas da frase (mesmo que a
frase fique estranha).
Importante: “onde, quando, como, com quem, porque” são circunstâncias.
Veja o exemplo a seguir:
 Falamos de futebol. “De futebol” é adjunto adverbial de assunto e pode
sair da frase. A frase ficou estranha (Falamos). Mas, mesmo assim, o verbo
é classificado como INTRANSITIVO.
3ª. Perceba o exemplo “Falei bastante ontem”. Transitividade é algo relativo,
depende da frase. Não podemos dizer que “quem fala, fala alguma coisa”.
4ª. Locução verbal: é um grupo de verbos que trabalham juntos na frase
e que possuem o mesmo sujeito. O último verbo (principal) é o que tem a
transitividade; o outro verbo é apenas auxiliar (não tem transitividade).
5ª. Nem tudo que vem com preposição é objeto indireto; as preposições
também podem trazer ideias circunstanciais.
6ª. Para que o verbo seja de ligação, precisa haver predicativo do sujeito na
frase? Predicativo do sujeito é atributo, característica que vem no predicado e
que se refere ao sujeito. Ora, a função do verbo de ligação é ligar o sujeito ao seu
predicativo! Portanto, é óbvio que, para ser verbo de ligação, obrigatoriamente
deverá haver um predicativo do sujeito na frase.
7ª. Então, toda vez que houver predicativo do sujeito na frase, o verbo será de
ligação? Vejamos o exemplo a seguir:
João chegou feliz. “Feliz” é predicativo do sujeito “João”.
Só existem dois tipos de verbos:
• Os de ação – que exprimem movimento;
• Os de ligação – que exprimem mudança de estado.
Perceba que na frase o verbo “chegar” não exprime estado! Ele exprime ação!
Portanto, a resposta para a pergunta “toda vez que houver predicativo do
sujeito na frase, o verbo será de ligação” é NÃO. Se o verbo não indicar estado,
será de ação. Em outras palavras, o verbo só será de ligação se indicar estado.
8ª. Para saber se é adjetivo (variável) ou advérbio (invariável) jogue tudo para
o plural. Isso nos ajuda a identificar a função sintática de um determinado
termo. Veja o exemplo a seguir:
 O soldado chegou ferido.
“Ferido” exerce que função sintática nessa frase? A de predicativo do sujeito!
É um adjetivo na função de predicativo do sujeito.
Mas, como terei certeza disso?
Como já estudamos, adjetivo é classe de palavra variável. Basta passar toda a
frase para o plural para termos certeza:
 “Os soldados chegaram feridos”. “Feridos” está se referindo ao sujeito “os
soldados”.

Venha estudar comigo! @myraeditora 161


Por Simone Pavanello Muniz

E o verbo? Embora na frase haja um predicativo do sujeito, o verbo não é de


ligação e sim de ação. Trata-se de verbo intransitivo, pois o que vem ao lado
dele está completando o sujeito.
Portanto, predicativo pode vir com qualquer verbo (ligação ou não).
Veja mais alguns exemplos:
 O soldado chegou bem / Os soldados chegaram bem. Perceba que “bem”
não variou. Sendo assim, “bem” é advérbio e “chegou” é verbo intransitivo.
 A mulher encontra-se cansada. Trata-se de verbo que indica estado. É
verbo de ligação. “Cansada” é predicativo do sujeito.

VERBOS NOCIONAIS

VERBO TRANSITIVO
O sentido do verbo é completado por um termo.

DIRETO
Completa o verbo sem preposição obrigatória. (Amar, Ajudar, Adorar, Namorar,
Estimar, Usufruir, Desfrutar).
Exemplo:
 Essa atitude implicou sua demissão.
 Falei a verdade.

INDIRETO
Completa o verbo com preposição obrigatória. (Obedecer, Desobedecer,
Aludir, Anuir, Referir-se).
Exemplo:
 Agradava aos estranhos.
 Aspiramos ao sucesso.
 Falei aos filhos.

DIRETO E INDIRETO
O verbo pede dois complementos. Um sem preposição, o outro com preposição.
(Avisar, Comunicar, Certificar, Informar, Proibir).
Exemplo:
 Devemos comunicar o fato às autoridades. Na locução verbal, quem
carrega a transitividade é o verbo principal, ou seja, o segundo.
 Falei a verdade aos filhos.

Quando o verbo é transitivo direto e indireto, ele tem que ter dois objetos: um
com preposição e outro sem preposição. Quando um verbo é VTDI, ele não
poderá JAMAIS ter dois objetos diretos e dois objetos indiretos.
• Os pronomes “o, a, os, as” substituem OD.
• Os pronomes “lhe, lhes” substituem OI.

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Veja os exemplos a seguir:

 Informou-o do ocorrido. Perceba que o verbo “informar”, dentro desse


contexto, é transitivo direto e indireto. “Do ocorrido” só pode ser o objeto
indireto, visto que vem seguido da preposição “de”. O “o” de “informou-o”
é o objeto direto! Como é possível saber? Ora, lembre-se de que um verbo
jamais terá dois objetos diretos e indiretos.

 Informou-lhe o ocorrido. Perceba que o verbo “informar”, dentro desse


contexto, também é transitivo direto e indireto. “O ocorrido”, agora, é
objeto direto e o “lhe”, de “informou-lhe”, é o objeto indireto.

 Informou-o sobre o ocorrido. Já nesse caso, “informou-o” é verbo transitivo


direto, pois quem informa, informa alguém e “sobre o ocorrido” é adjunto
adverbial de assunto.

VERBOS RELACIONAIS

CONCEITO
Os verbos de ligação exprimem, normalmente, qualidade, estado, condição,
característica, daí serem denominados de relacionais, visto que eles relacionam
(ligam).

VERBO DE LIGAÇÃO
O verbo estabelece uma ligação entre o sujeito e seu atributo ou característica
(= predicativo), sendo chamado de relacional.
O verbo de ligação vem à frase para ligar o sujeito ao seu estado.

Exemplo:
Eu sou feliz. “Eu”, sujeito, sou “feliz”, meu estado.
Estava cansado. Nessa frase, o sujeito está implícito “eu”. “Cansado” é o estado.
Ele acha-se triste. “Ele” é o sujeito. “Triste” é o estado.

TIPOS DE PREDICADO
Tirando o sujeito, o que sobra é o predicado.
Como às vezes o sujeito não existe, o predicado poderá ser a frase toda.
Antes de classificar o tipo de predicado, primeiro deveremos olhar para o
verbo.
Quando o verbo for de ligação, o predicado é nominal, pois o verbo de ligação
é aquele que liga o sujeito ao predicativo, ou seja, ele liga o sujeito ao nome.
Portanto, a estrela que brilha no predicado nominal é o nome, o predicativo.
Trata-se de uma situação em que o verbo está ali no meio apenas para ligar.

Venha estudar comigo! @myraeditora 163


Por Simone Pavanello Muniz

Se o verbo for de ação, quem é que brilha é o próprio verbo. Com verbos de
ação teremos duas possibilidades:
1ª - Se não vier predicativo na frase, o predicado será verbal;
2ª - Se vier predicativo na frase, o predicado será verbo nominal.

PREDICADO VERBAL
O núcleo é um verbo transitivo ou intransitivo. Não contém predicativo.
Ex.:
• Alguns brincam mais do que outros.

PREDICADO NOMINAL
É aquele composto de verbo de ligação e predicativo do sujeito (substantivo,
adjetivo ou pronome). O núcleo de um predicado nominal é o predicativo do
sujeito.
Ex.:
• Ele parece feliz.

PREDICADO VERBO-NOMINAL
É aquele que possui dois núcleos: um verbo transitivo ou intransitivo e um
predicativo do sujeito, do objeto direto ou do objeto indireto.
Ex.:
• As mulheres chegaram serenas ao encontro.
• Vi as crianças, alegres.
• Chamei-lhe de egoísta.

EXERCÍCIOS
I. Dê a predicação dos verbos, classificando os predicados nas frases seguintes:
01) Os pares dançavam alegres pelo salão.

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02) O guarda está detendo os carros.


03) Já visei o cheque.
04) Visamos ao bem-estar geral.
05) Nós obedecemos, satisfeitos, às ordens.
06) A conversa continuou depois do jantar.
07) O homem põe e Deus dispõe.
08) Dispusemos as pedras no tabuleiro.
09) A reunião virou bagunça.
10) O cão virou a lata de lixo.
11) Rompeu a guerra.
12) Ele não quis ouvir mais nada.
13) As crianças pareciam alegres no passeio.
14) As crianças voltaram alegres do passeio.
15) As crianças ornamentaram o salão com desenhos.

II. Dê a predicação dos verbos sublinhados seguindo este código:


(1) verbo intransitivo
(2) verbo transitivo direto
(3) verbo transitivo indireto
(4) verbo transitivo direto e indireto
(5) verbo auxiliar (usado na locução verbal)
(6) verbo de ligação:
a) estado permanente
b) estado passageiro
c) mudança de estado
d) continuidade de estado
e) aparência
01) Ela ligou o ferro silenciosa. ( )
02) Impecável, transitava o marido pelo tempo. ( )
03) Paulo está adoentado. ( )
04) Paulo está no hospital. ( )
05) As discussões continuaram pela noite. ( )
06) Permaneciam abertas as listas de adesão às emendas. ( )
07) Um congressista compareceu à sessão preocupado. ( )
08) Deve chover bastante. ( )
09) Eu sou sempre a estrela matutina. ( )
10) Surgiu, pela esquina, assobiando. ( )
11) Os operários perfuravam a rocha com suas brocas e picaretas. ( )

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Por Simone Pavanello Muniz

12) Existe em Nova Lima uma importante mina de ouro. ( )


13) Contou-me um amigo uma história exemplar. ( )
14) Uma das janelas vivia aberta. ( )
15) Estava, naquele dia, em Friburgo. ( )
16) Ela parece triste. ( )
17) Distribuímos as cartas na mesa. ( )
18) Chegamos alegres. ( )
19) José caiu doente. ( )
20) “Aquela estrela no peito é uma predestinação, símbolo ao mesmo tempo
de fulgor e solidão.” ( )

(FCC) O Brasil abriga 13% das espécies da fauna e da flora existentes em todo
o mundo...
O verbo que exige o mesmo tipo de complemento que o do grifado acima está
na frase:
A) ... e a maior parte delas está na Amazônia.
B) ... 10% já englobam números espantosos.
C) As abelhas são 3 mil ...
D) ... que vivem nas áreas mais profundas do rio ...
E) ... quantas espécies existem na região?

(FCC) ...e sustentou uma infinidade de apostas sombrias.


O verbo que exige o mesmo tipo de complemento que o grifado acima está
na frase:
A) ...os brasileiros conviveram com uma ameaça nascida nos boletins dos
censos demográficos.
B) A taxa de fecundidade é o fator...
C) ... a população cresce em ritmo mais lento.
D) ...tiveram quedas expressivas em seus índices de natalidade.
E) ...e todos ficam mais ricos.

(FGV)

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Em relação aos verbos da tirinha e sua natureza sintática, analise as afirmativas


a seguir:
I. Só há um verbo de ligação na tirinha, em única ocorrência.
II. Só há um verbo transitivo direto na tirinha, em única ocorrência.
III. Todos os verbos possuem sujeito simples.
Assinale
A) se apenas as afirmativas I e II estiverem corretas.
B) se nenhuma afirmativa estiver correta.
C) se apenas as afirmativas II e III estiverem corretas.
D) se todas as afirmativas estiverem corretas.
E) se apenas as afirmativas I e III estiverem corretas.

GABARITO
I. Dê a predicação dos verbos, classificando os predicados nas frases seguintes:
01) Os pares dançavam alegres pelo salão. Verbo intransitivo / “alegres” é o
predicativo do sujeito / “pelo salão” é adjunto adverbial de lugar. PREDICADO
VERBO NOMINAL (Verbo de ação / “alegres” é o predicativo).
02) O guarda está detendo os carros. Na locução verbal quem carrega a
transitividade do verbo é o principal, ou seja, o segundo. Verbo transitivo direto
/ “os carros” é o objeto direto. PREDICADO VERBAL (verbo de ação).
03) Já visei o cheque. O verbo “visar”, com sentido de assinar, é transitivo
direto. “o cheque” é objeto direto. PREDICADO VERBAL (verbo de ação).
04) Visamos ao bem-estar geral. O verbo visar, com sentido de almejar, querer
bem, é transitivo indireto. “O bem estar geral” é objeto indireto. PREDICADO
VERBAL (verbo de ação).
05) Nós obedecemos, satisfeitos, às ordens. Verbo transitivo indireto / “às
ordens” é objeto indireto / “satisfeitos” é o predicativo do sujeito. PREDICADO
VERBO NOMINAL (Verbo de ação / “satisfeitos” é o predicativo).
06) A conversa continuou depois do jantar. Verbo intransitivo / “depois do
jantar” é adjunto adverbial de tempo. Por que o verbo “continuar”, nessa
frase, não é de ligação? Basta observar que nessa frase não há predicativo.
PREDICADO VERBAL (verbo de ação).
07) O homem põe e Deus dispõe. Ambos são verbos intransitivos. AMBOS SÃO
PREDICADOS VERBAIS (verbo de ação).
08) Dispusemos as pedras no tabuleiro. Verbo transitivo direto / “no tabuleiro”
é adjunto adverbial de lugar. PREDICADO VERBAL (verbo de ação).
09) A reunião virou bagunça. Verbo de ligação – “virou bagunça” é mudança
de estado / “bagunça” é um substantivo que está na função de predicativo do
sujeito. PREDICADO NOMINAL.
10) O cão virou a lata de lixo. Verbo transitivo direto / “a lata de lixo” é o objeto
direto. PREDICADO VERBAL (verbo de ação).
11) Rompeu a guerra. Verbo intransitivo. PREDICADO VERBAL (verbo de ação).
12) Ele não quis ouvir mais nada. Na locução verbal deveremos sempre olhar
para o segundo verbo (principal) Verbo transitivo direto / “nada” é o objeto
direto. PREDICADO VERBAL (verbo de ação).

Venha estudar comigo! @myraeditora 167


Por Simone Pavanello Muniz

13) As crianças pareciam alegres no passeio. Verbo de ligação / “alegres” é


predicativo do sujeito / “no passeio” é adjunto adverbial de tempo. PREDICADO
NOMINAL.
14) As crianças voltaram alegres do passeio. Verbo intransitivo / “alegres” é
predicativo do sujeito / “do passeio” é adjunto adverbial de lugar. PREDICADO
VERBO NOMINAL (verbo de ação + predicativo).
15) As crianças ornamentaram o salão com desenhos. Verbo transitivo direto /
“o salão” é objeto direto / “com desenhos” é adjunto adverbial de instrumento.
Lembre-se de que nem sempre a preposição indica objeto indireto. PREDICADO
VERBAL (verbo de ação).

II. Dê a predicação dos verbos sublinhados seguindo este código:


(1) verbo intransitivo
(2) verbo transitivo direto
(3) verbo transitivo indireto
(4) verbo transitivo direto e indireto
(5) verbo auxiliar (usado na locução verbal)
(6) verbo de ligação:
a) estado permanente. Ex.: ela vive feliz.
b) estado passageiro. Ex.: ela está contente.
c) mudança de estado. Ex.: ela ficou rica.
d) continuidade de estado. Ex.: ela continua triste.
e) aparência. Ex.: ela parece confiante.

01) Ela ligou o ferro silenciosa. (2) Verbo transitivo direto / “o ferro” é objeto
direto / “silenciosa” é predicativo do sujeito / Predicado verbo nominal.

02) Impecável, transitava o marido pelo tempo. (1) O marido transitava pelo
tempo impecável. Verbo intransitivo / “o marido” é sujeito / “pelo tempo” é
adjunto adverbial de lugar / “impecável” é predicativo do sujeito.

03) Paulo está adoentado. (6) Verbo de ligação – estado passageiro.


“Adoentado” é predicativo do sujeito.

04) Paulo está no hospital. (1) Verbo intransitivo. “No hospital” é adjunto
adverbial de lugar.

05) As discussões continuaram pela noite. (1) Verbo intransitivo. “Pela noite” é
adjunto adverbial de tempo.

06) Permaneciam abertas as listas de adesão às emendas. (6) Colocando na


ordem direta: “As listas de adesão às emendas permaneciam abertas”. Verbo
de ligação – continuidade de estado. “Abertas” é predicativo do sujeito.

07) Um congressista compareceu à sessão preocupado. (3) Verbo transitivo


indireto. Quem comparece, comparece a.

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08) Deve chover bastante. (5) Verbo auxiliar na locução verbal / “Bastante” é
advérbio de intensidade.

09) Eu sou sempre a estrela matutina. (6) Verbo de ligação – estado permanente.
“A estrela matutina” é o predicativo do sujeito.

10) Surgiu, pela esquina, assobiando. (5) Colocando na ordem direta: “Surgiu
assobiando pela esquina”. Trata-se de locução verbal em que o verbo “surgir”
é o auxiliar.

11) Os operários perfuravam a rocha com suas brocas e picaretas. (2) Verbo
transitivo direto / “a rocha” é objeto direto / “Com suas brocas e picaretas” é
adjunto adverbial de instrumento.

12) Existe em Nova Lima uma importante mina de ouro. (1) Colocando na
ordem direta: “Uma importante mina de ouro existe em Novo Lima”. Verbo
intransitivo / “Em Nova Lima” é adjunto adverbial de lugar.

13) Contou-me um amigo uma história exemplar. (4) Colocando na ordem


direta: “Um amigo me contou uma história exemplar”. VTDI / “Uma história
exemplar” é o objeto direto e “me” é o objeto indireto.

14) Uma das janelas vivia aberta. (6) Verbo de Ligação – Estado permanente /
“Aberta” é o predicativo do sujeito.

15) Estava, naquele dia, em Friburgo. (1) Colocando na ordem direta: “Naquele
dia estava em Friburgo” / Verbo intransitivo / “Em Friburgo” é adjunto adverbial
de lugar.

16) Ela parece triste. (6) Verbo de ligação – estado aparente / “Triste” é o
predicativo do sujeito.

17) Distribuímos as cartas na mesa. (2) Verbo transitivo direto / “As cartas” é o
objeto direto / “Na mesa” é adjunto adverbial de lugar.

18) Chegamos alegres. (1) Verbo intransitivo / “Alegres” é predicativo do


sujeito (predicado verbo nominal). Mas, por que “alegres” não é advérbio de
modo? Macete: basta observar que advérbio é classe gramatical invariável e
que “alegres” está no plural. Na dúvida, jogue tudo para o plural! Exemplo de
advérbio de modo: “Chegamos alegremente”.

19) José caiu doente. (6) Verbo de ligação – mudança de estado / “Doente” é
predicativo do sujeito.

20) “Aquela estrela no peito é uma predestinação, símbolo ao mesmo tempo


de fulgor e solidão.” (6) Verbo de ligação – estado permanente.

(FCC) O Brasil abriga 13% das espécies da fauna e da flora existentes em todo
o mundo... “Brasil” é o sujeito / “13%” é o objeto direto / “das espécies da
fauna e da flora existentes” são os adjuntos adnominais / “em todo mundo” é
o adjunto adverbial de lugar.
O verbo que exige o mesmo tipo de complemento que o do grifado acima está
na frase:

Venha estudar comigo! @myraeditora 169


Por Simone Pavanello Muniz

A) ... e a maior parte delas está na Amazônia. Verbo intransitivo / Adjunto


adverbial de lugar.
B) ... 10% já englobam números espantosos.
C) As abelhas são 3 mil ... O verbo “ser” será sempre de ligação. “3 mil” é a
característica das abelhas.
D) ... que vivem nas áreas mais profundas do rio ... Verbo intransitivo / “nas
áreas mais profundas do rio” é adjunto adverbial de lugar.
E) ... quantas espécies existem na região? Verbo intransitivo / “Adjunto
adverbial de lugar”.

(FCC) ...e sustentou uma infinidade de apostas sombrias. “Verbo transitivo


direto” / “Uma infinidade de apostas sombrias” é o objeto direto.
O verbo que exige o mesmo tipo de complemento que o grifado acima está
na frase:
A) ...os brasileiros conviveram com uma ameaça nascida nos boletins dos
censos demográficos. “Quem convive, convive com” Verbo transitivo indireto.
B) A taxa de fecundidade é o fator... Verbo de ligação.
C) ... a população cresce em ritmo mais lento. Verbo intransitivo / “em ritmo
mais lento” é adjunto adverbial de modo.
D) ...tiveram quedas expressivas em seus índices de natalidade.
E) ...e todos ficam mais ricos. Verbo de ligação – trata-se de mudança de
estado: “eles passam a ficar mais ricos” / “ricos” é um tipo de estado que está
no predicado e se refere ao sujeito. Ele é, portanto, predicativo do sujeito.

(FGV)

Tirinha 1: Não existem minhocas aquáticas. Verbo intransitivo / “minhocas


aquáticas” é o sujeito simples.
Tirinha 2: Logo, alguém colocou essa minhoca aí. Verbo transitivo direto /
“essa minhoca” é objeto direto / “Alguém” é o sujeito simples.
Tirinha 3: Logo, essa minhoca está aí por algum motivo. Verbo intransitivo /
“essa minhoca” é sujeito simples / “por algum motivo” é adjunto adverbial de
causa.
Tirinha 4: Logo, essa minhoca está muito apetitosa. Verbo de ligação / “essa
minhoca” é sujeito simples / “apetitosa” é predicativo do sujeito.
Tirinha 5: Em algum ponto minha lógica se perdeu. Colocando a frase na
ordem direta: Minha lógica se perdeu em algum ponto. Verbo intransitivo /
“minha lógica” é sujeito simples / “em algum ponto” é adjunto adverbial de
lugar.

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Caderno de Anotações de Língua Portuguesa

Em relação aos verbos da tirinha e sua natureza sintática, analise as afirmativas


a seguir:
I. Só há um verbo de ligação na tirinha, em única ocorrência.
II. Só há um verbo transitivo direto na tirinha, em única ocorrência.
III. Todos os verbos possuem sujeito simples.
Assinale
A) se apenas as afirmativas I e II estiverem corretas.
B) se nenhuma afirmativa estiver correta.
C) se apenas as afirmativas II e III estiverem corretas.
D) se todas as afirmativas estiverem corretas.
E) se apenas as afirmativas I e III estiverem corretas.

TERMOS DA ORAÇÃO
COMPLEMENTOS VERBAIS
Complementos verbais são os complementos do verbo. Existem dois tipos de
complementos verbais: objeto direto e objeto indireto.

OBJETO DIRETO
Completa um verbo transitivo, sem preposição obrigatória (mas a preposição
poderá aparecer quando se tratar de objeto direto preposicionado).
Exemplos:
 Vais encontrar o mundo. (= Vais encontrá-lo).
 Admiro a todos. Esse “a” é uma preposição que não é obrigatória, visto que
podemos falar “Admiro todos”. É o chamado objeto direto preposicionado.
 Aguardavam-me desde cedo. Esse “me” é OD. Basta substituí-lo por
“menino”: Aguardavam o menino. Quem aguarda, aguarda alguém.
 Este carro, comprei-o hoje. “Este carro” é OD. Quem compra, compra
alguma coisa. O “o” de “comprei-o” está retomando “carro”, enfatizando-o.
é o chamado OD pleonástico (reforço).

OBJETO INDIRETO
Complemento, obrigatoriamente preposicionado, de um verbo.
Exemplos:
 Ele só pensa na prova. “na prova” é o OI.
 Falou aos filhos. (= Falou-lhes) “aos filhos” é o OI.
 Ousas desobedecer-me? Quem desobedece, desobedece a. “Desobedeceu
ao pai”.
 Ao pobre, nada lhe devo. Colocando na ordem direta: “Eu devo nada ao
pobre”. Quem deve, deve alguma a alguém. “ao pobre” é o OI. “Nada” é o
OD. Esse “lhe” é o chamado OI pleonástico.

Venha estudar comigo! @myraeditora 171


Por Simone Pavanello Muniz

COMPLEMENTO NOMINAL
Completa um nome substantivo, um adjetivo e certos advérbios (derivados de
adjetivos). Vem regido de preposição.
Exemplos:
 Colocação de cartazes. “Colocação” é substantivo.
 A decisão foi favorável aos alunos. “Favorável” é adjetivo.
 O deputado discursou favoravelmente ao projeto. “Favoravelmente” é
advérbio derivado do adjetivo “favorável”.

AGENTE DA PASSIVA
Exerce a ação verbal na voz passiva.
Exemplos:
 Ela está sendo conquistada por mim.

DICAS PARA IDENTIFICAR O AGENTE DA PASSIVA NA FRASE:


• Sujeito Paciente: “Ela”.
• Verbo no particípio: “conquistada”.
• Preposição “por”.

EXERCÍCIOS
I. Diferencie o complemento nominal do objeto indireto:
Semelhança: ambos preposicionados.
Diferença: o complemento nominal completa substantivo, adjetivo e alguns
advérbios.
O objeto indireto completa o verbo.
01. Precisamos demais de sua colaboração.
02. Tenho esperança de que vencerás.
03. A ânsia de que chegássemos deixou-o aflito.
04. Queixava-se dos vizinhos.

II. Com relação às palavras destacadas abaixo, coloque:


(a) complemento nominal
(b) agente da passiva
(c) objeto indireto
(01) O antigo templo tinha sido destruído pelo fogo. ( )
(02) Ele era muito útil à comunidade. ( )
(03) Ela não respondeu às minhas cartas. ( )
(04) Todos foram dominados pelo medo. ( )
(05) Este filme é impróprio para menores.( )
(06) Eles dizem que o respeito às leis é fundamental. ( )

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(07) A carta lhe foi enviada por mim.( )


(08) Nunca lhe pediram satisfações. ( )
(09) Ela não tem mais confiança em ninguém.( )
(10) Você gosta desse quadro?( )

III. Classifique os termos integrantes sublinhados usando o seguinte código:


(a) objeto direto
(b) objeto direto preposicionado
(c) objeto indireto
(d) complemento nominal
(e) agente da passiva

01) O rapaz estava apaixonado pela colega.( )


02) Sua classificação foi comemorada pelos amigos.( )
03) Apenas nos víamos em festas rurais. ( )
04) Essa música, tão linda, quem a compôs? ( )
05) Depois dos últimos resultados do seu time, espera por um milagre.( )
06) Comunicaram-te a notícia. ( )
07) Aquela mulher pretendia enganar-te.( )
08) “O rapaz não esperava ninguém, e era-lhe indiferente falar a quem quer
que fosse.” ( )
09) “As coisas mais belas são ditadas pela loucura e escritas pela razão.” ( )
10) Não há remédio para essa corrupção. ( )
11) Foi determinada a prisão do bandido.( )
12) Confiava na mulher.( )
13) Tinha confiança na mulher.( )
14) Ela nos cumprimentou envergonhada. ( )
15) Não tomou consciência de sua presença.( )

GABARITO
I. Diferencie o complemento nominal do objeto indireto:
01. Precisamos demais de sua colaboração. OBJETO INDIRETO.
02. Tenho esperança de que vencerás. COMPLEMENTO NOMINAL ORACIONAL.
03. A ânsia de que chegássemos deixou-o aflito. COMPLEMENTO NOMINAL.
04. Queixava-se dos vizinhos. OBJETO INDIRETO.

II. Com relação às palavras destacadas abaixo, coloque:


(a) complemento nominal
(b) agente da passiva
(c) objeto indireto

Venha estudar comigo! @myraeditora 173


Por Simone Pavanello Muniz

(01) O antigo templo tinha sido destruído pelo fogo. AGENTE DA PASSIVA.
(02) Ele era muito útil à comunidade. COMPLEMENTO NOMINAL.
(03) Ela não respondeu às minhas cartas. OBJETO INDIRETO.
(04) Todos foram dominados pelo medo. AGENTE DA PASSIVA.
(05) Este filme é impróprio para menores. COMPLEMENTO NOMINAL.
(06) Eles dizem que o respeito às leis é fundamental. COMPLEMENTO
NOMINAL.
(07) A carta lhe foi enviada por mim. AGENTE DA PASSIVA.
(08) Nunca lhe pediram satisfações. OBJETO INDIRETO. “Nunca lhas pediram”
Lhe + as = lhas. Trata-se de uma forma arcaica de se falar.
(09) Ela não tem mais confiança em ninguém. COMPLEMENTO NOMINAL.
(10) Você gosta desse quadro? OBJETO INDIRETO.

III. Classifique os termos integrantes sublinhados usando o seguinte código:


(a) objeto direto
(b) objeto direto preposicionado
(c) objeto indireto
(d) complemento nominal
(e) agente da passiva
01) O rapaz estava apaixonado pela colega. COMPLEMENTO NOMINAL.
02) Sua classificação foi comemorada pelos amigos. AGENTE DA PASSIVA.
03) Apenas nos víamos em festas rurais. OBJETO DIRETO.
04) Essa música, tão linda, quem a compôs? OBJETO DIRETO PLEONÁSTICO.
05) Depois dos últimos resultados do seu time, espera por um milagre. OBJETO
DIRETO PREPOSICIONADO.
06) Comunicaram-te a notícia. OBJETO INDIRETO.
07) Aquela mulher pretendia enganar-te. OBJETO DIRETO.
08) “O rapaz não esperava ninguém, e era-lhe indiferente falar a quem quer
que fosse.” Organizando a frase: “Era indiferente a ele falar a quem quer que
fosse”. Apesar de o “lhe” vir ligado com hífen ao verbo “era”, sua relação de
sentindo é com a palavra “indiferente”. Por estar complementando nome,
trata-se de complemento nominal.
09) “As coisas mais belas são ditadas pela loucura e escritas pela razão.”
AGENTES DA PASSIVAS.
10) Não há remédio para essa corrupção. O verbo “haver” com sentido de
existir não tem sujeito e, nesse caso, será VTD - OBJETO DIRETO.
11) Foi determinada a prisão do bandido. Quem determina, determina alguma
coisa, “a prisão”. “Do bandido” está complementando o nome “prisão”.
COMPLEMENTO NOMINAL, pois ele é o alvo da prisão.
12) Confiava na mulher. Quem confia, confia em alguém. OBJETO INDIRETO.
13) Tinha confiança na mulher. Nesse caso, “confiança” é nome. COMPLEMENTO
NOMINAL (A MULHER É ALVO, É CONFIÁVEL).

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14) Ela nos cumprimentou envergonhada. Quem cumprimenta, cumprimenta


alguém, o menino. OBJETO DIRETO.
15) Não tomou consciência de sua presença. “Consciência” é nome. “De sua
presença” é o alvo da consciência. COMPLEMENTO NOMINAL.

TERMOS ACESSÓRIOS DA ORAÇÃO

ADJUNTO ADVERBIAL
Nada mais é do que o advérbio já estudado anteriormente.
O advérbio é classe gramatical e o adjunto adverbial é função sintática.

Principais Elementos:
Liga-se, normalmente, ao verbo indicando circunstância. Todavia, ele também
pode se ligar ao adjetivo ou a outro advérbio.

Principais Circunstâncias Adverbiais:

01. De causa:
Exemplo:
 Devido à falta de luz, não haverá aula.

02. De condição:
Exemplo:
 Sem a colaboração de todos não teremos êxito.

03. De afirmação:
Exemplo:
 Certamente ele não foi ouvido.

04. De negação:
Exemplo:
 Não irei à reunião.

Venha estudar comigo! @myraeditora 175


Por Simone Pavanello Muniz

05. De dúvida:
Exemplos:
 Talvez chegue cedo.
 Viajarei, provavelmente, no sábado.

06. De meio (de transporte / de comunicação):


Exemplos:
 Chegou de trem.
 Enviou a carta pelo correio.

07. De instrumento: é aquilo que se manipula.


Exemplo:
 Escreveu a lápis.

08. De concessão:
Exemplo:
 Apesar dos insistentes pedidos, não voltou.

09. De assunto:
Exemplo:
 Conversavam sobre futebol.

10. De companhia:
Exemplo:
 Voltou com o irmão.

11. De conformidade:
Exemplo:
 Segundo o novo ministro, não teremos mais inflação alta.

12. De acréscimo:
Exemplo:
 Além da bolsa, ganhou a blusa.

13. De lugar:
Exemplos:
 Mora em Petrópolis.
 Foi para a rua (direção).
 Veio de Brasília (origem).

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14. De favor:
Exemplo:
 Lutou pela liberdade. (a favor da liberdade).
 Votei por sua permanência no cargo.

15. De finalidade:
Exemplo:
 Trabalha para a realização de seus sonhos.

16. De intensidade:
Exemplo:
 Correu bastante.

17. De matéria: material com que foi feito algo.


Exemplo:
 Fez de bronze a estátua.

18. De modo (de que jeito):


Exemplo:
 Saiu às pressas.

19. De substituição:
Exemplo:
 Trocou um carro por uma moto.

20. De tempo:
Exemplos:
 Chegou tarde.
 Venha agora.

21. De preço:
Exemplo:
 Comprou o apartamento por cem mil reais.

ATENÇÃO!
Esse tópico da matéria poderá ser cobrado nas provas de duas maneiras:
 Qual é o tipo do adjunto adverbial em destaque;
 Qual o valor semântico da preposição em destaque.

Venha estudar comigo! @myraeditora 177


Por Simone Pavanello Muniz

A preposição que inicia o adjunto adverbial tem a circunstância do próprio


adjunto adverbial. Se a preposição estiver iniciando o adjunto adverbial de
meio, ela terá o valor de “meio”.
Em outras palavras, a preposição que inicia o adjunto adverbial tem o valor
semântico daquele adjunto adverbial.

Não faça confusão:

OBJETO INDIRETO x ADJUNTO ADVERBIAL


OBJETO INDIRETO ADJUNTO ADVERBIAL
Liga-se a um verbo. Liga-se a um verbo.
Vem com preposição. Vem com preposição.
Complemento do Verbo. Indica circunstância.
É um termo necessário que não É um termo acessório que pode ser
pode ser retirado da oração, pois isso retirado da frase sem que haja prejuízo
acarretaria prejuízo semântico para ela. semântico para a oração.
Exemplo: Exemplo:
Precisará de muito empenho para ser Estudou com empenho e foi aprovado.
aprovado.

Quem estuda, estuda e ponto final.


Quem precisa, precisa de algo. “De muito “Com empenho” é adjunto adverbial de
empenho” é OI do verbo “precisar”. modo.

Faça o teste: Faça o teste:


Precisará de ... para ser aprovado. Estudou ... e foi aprovado.
Que estranho! De que preciso para ser Se estudei e fui aprovado, então devo
aprovado? Percebeu? ter me empenhado.
Gerou prejuízo semântico! Não gerou prejuízo semântico!

EXERCÍCIOS
Classifique os termos destacados como Objeto indireto (1) ou Adjunto
adverbial (2):
01. Precisamos muito de seus serviços. ( )
02. Essas crianças só brincam na rua. ( )
03. Naquele encontro só falavam de política. ( )
04. Certifiquei-me de que tudo estava bem. ( )
05. Olhamos todos para o céu. ( )
06. Responda à questão de forma sucinta. ( )
07. Não, eu saí com meus pais. ( )
08. Comprou o apartamento por cem mil reais. ( )
09. Precisa-se da colaboração de todos. ( )
10. Preparou-se para assumir o cargo. ( )

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GABARITO
Classifique os termos destacados como Objeto indireto (1) ou Adjunto
adverbial (2):

01. Precisamos muito de seus serviços. OBJETO INDIRETO


02. Essas crianças só brincam na rua. ADJUNTO ADVERBIAL DE LUGAR.
03. Naquele encontro só falavam de política. ADJUNTO ADVERBIAL DE
ASSUNTO.
04. Certifiquei-me de que tudo estava bem. OBJETO INDIRETO ORACIONAL.
05. Olhamos todos para o céu. ADJUNTO ADVERBIAL DE LUGAR.
06. Responda à questão de forma sucinta. OBJETO INDIRETO / ADJUNTO
ADVERBIAL DE MODO.
07. Não, eu saí com meus pais. ADJUNTO ADVERBIAL DE COMPANHIA.
08. Comprou o apartamento por cem mil reais. ADJUNTO ADVERBIAL DE
PREÇO.
09. Precisa-se da colaboração de todos. OBJETO INDIRETO.
10. Preparou-se para assumir o cargo. ADJUNTO ADVERBIAL DE FINALIDADE.

ADJUNTO ADNOMINAL
Trata-se de função sintática. Refere-se ao substantivo, determinando-o. O
adjunto adnominal é o “enfeite” do substantivo. Além disso, a gramática diz
que ele restringe, determina e especifica o substantivo.
Podemos encontrar o adjunto adnominal dentro do sujeito, dentro do
predicado ou dentro do objeto. Ele vai atrás do seu substantivo esteja ele onde
estiver.
Exemplos:
 Porta de ferro. Não é qualquer porta, é a de ferro.
 A invenção de João foi genial. Não é qualquer invenção, é a de João.

[Os meus dois bons amigos de infância] chegaram.


Sujeito: “Os meus dois bons amigos de infância”.
Núcleo do Sujeito: ”amigos”.

Adjuntos Adnominais:
 “Os” – Artigo na classe / Adjunto adnominal na função.
 “Meus” – Pronome possessivo na classe / Adjunto adnominal na função.
 “Dois” – Numeral na classe / Adjunto adnominal na função.
 “Bons” – Adjetivo na classe / Adjunto adnominal na função.
 “De infância” – Locução adjetiva na classe / Adjunto adnominal na função.

EXERCÍCIOS
01. Destaque os adjuntos adnominais dos substantivos sublinhados nos
trechos abaixo:

Venha estudar comigo! @myraeditora 179


Por Simone Pavanello Muniz

O dever(1) do Estado é proteger a propriedade(2) de todos da sanha de cada um


e a propriedade de cada um da sanha de todos. A pichação dos bens públicos
ou particulares viola ambos os princípios(3) e, portanto, é dever da autoridade
competente tomar medidas coercitivas. Eu, como milhões(4) de cidadãos,
gosto de ver a minha cidade limpa. Faço minha parte, de um lado mantendo
meu muro pintado e de outro pagando impostos para que a Prefeitura faça o
mesmo com os nossos monumentos(5). Se os pichadores têm seus “direitos”
de expressarem-se livremente, eu também tenho os meus de querer minha
cidade em ordem e bonita. Com uma diferença: eu pago impostos para exercer
a minha cidadania e eles, tão-somente, adquirem uma lata de aerossol.
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02.  Sublinhe com um traço os adjuntos adnominais e com dois traços os


adjuntos adverbiais:
a) O novo presidente assumiu em março.
b) Frequentemente ela fugia de seus problemas.
c) O  soldado fuzilou  o  condenado com frieza.
d) O  escritor descreveu a  cena com detalhes.
e) O povo põe de lado a sua dor.

03. Classifique os adjuntos adverbiais em destaque quanto à circunstância:


(1) adjunto adverbial de tempo (Quando?)
(2) adjunto adverbial de lugar (Onde?)
(3) adjunto adverbial de modo (Como?)
a) Ele premeditou o crime em detalhes. ( )
b) A firma preencheu a vaga na semana passada. ( )
c) O líder encabeçou a revolta com coragem. ( )
d) O preso denunciou os comparsas durante o interrogatório. ( )
e) O trabalhador caiu do andaime. ( )
f) Nesta sala, vocês podem conversar à vontade. ( )
g) Todos ficaram em seus lugares. ( )
h) Amanhã, todos deverão comparecer cedo ao colégio. ( )

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04. Assinale a alternativa correta de acordo com a classificação dos adjuntos


adverbiais destacados:

a) Pense  mais um pouco.
    (    ) intensidade              (    )  modo          (   ) afirmação

b) Atravessou a rua tranquilamente.
    (    ) tempo                       (   ) lugar             (   ) modo

c) Talvez passe por aí.


   (   ) dúvida                         (   )  lugar            (   ) tempo

d) Ele  realmente vacilou.
   (    ) negação                     (   ) afirmação    (   ) tempo

e) Agora  moramos  no centro.
    (   ) tempo                        (   ) modo           (   ) lugar

f) Bata  na porta antes de entrar.


    (   ) intensidade                 (   ) afirmação    (   ) lugar

g) Estou meio  cansado.
    (    ) intensidade                (   )  lugar            (   )  modo

h) Esfregou a toalha com força.


    (   ) afirmação                    (     ) modo         (    ) tempo

i) Não escreva  depressa.
   (    ) negação              (    ) modo          (     ) dúvida

j) Ouviam-se os sinos dobrarem  ao longe.


   (   ) tempo                 (    ) lugar                     (    ) modo

k) Lutei  bastante  para conseguir o que eu tenho.


   (    ) intensidade        (    )  tempo                  (    )  modo

05. Verifique se a expressão sublinhada é  Adjunto Adnominal  ou  Adjunto


Adverbial: 
a) O café com leite está na xícara.
b) As flores do jardim perfumam o ar durante a noite.
c) Caiu  no chão o livro de gravuras.
d) O barco de turistas navega em alto mar.

Venha estudar comigo! @myraeditora 181


Por Simone Pavanello Muniz

QUESTÕES

I – (INÉDITA) Segmento sublinhado que tem sua significação textual indicada


incorretamente é:
A) citada com muita frequência... – modo;
B) ... então rei da Inglaterra... – tempo;
C) ...aguardar o julgamento em liberdade... – modo;
D) ...sancionada em 1679 ... – tempo;
E) ...notabilizou-se por assegurar a convivência – causa.

II – (FGV) No trecho “não necessariamente impondo ônus adicionais às


gerações futuras”, o termo grifado exerce a função sintática de:
A) adjunto adverbial.
B) adjunto adnominal.
C) complemento nominal.
D) sujeito.
E) objeto indireto.

III – (CESPE) Foram analisados vinte modelos teóricos sobre os efeitos do


aquecimento global e concluiu-se que, até 2030, a temperatura média, na
maioria dessas regiões, terá aumentado 1ºC, enquanto as chuvas sazonais,
em alguns locais, como no sul da África e no Brasil, poderão diminuir.  
A expressão “as chuvas sazonais” complementa o sentido da forma verbal
“diminuir”.
( ) CERTO ( ) ERRADO

IV – (CESPE) Lembrei-me daquele começo de campanha e do seu esforço para


conseguir uma notinha. Você, que nunca foi jornalista, acionou a imprensa
como nós todos juntos não conseguimos.
No trecho “para conseguir uma notinha”, a expressão “uma notinha”
complementa o sentido da forma verbal “conseguir”.
( ) CERTO ( ) ERRADO

GABARITO
01. Destaque os adjuntos adnominais dos substantivos sublinhados nos
trechos abaixo:
O dever(1) do Estado é proteger a propriedade(2) de todos da sanha de cada
(OI do verbo “proteger) um e a propriedade de cada um da sanha de todos.
A pichação dos bens públicos ou particulares viola ambos os princípios(3) e,
portanto, é dever da autoridade competente tomar medidas coercitivas.
Eu, como (conjunção comparativa – não tem função sintática) milhões(4)
de cidadãos, gosto de ver a minha cidade limpa. Faço minha parte, de um
lado mantendo meu muro pintado e de outro pagando impostos para que

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a Prefeitura faça o mesmo com os nossos monumentos(5). Se os pichadores


têm seus “direitos” de expressarem-se livremente, eu também tenho os meus
de querer minha cidade em ordem e bonita. Com uma diferença: eu pago
impostos para exercer a minha cidadania e eles, tão-somente, adquirem uma
lata de aerossol.

Dever:
• “O” – artigo definido na classe;
• “Do estado” – locução adjetiva na classe.

Propriedade:
• “A” – artigo definido na classe;
• “De todos” – locução adjetiva na classe.

Princípios:
• “Os” – artigo definido na classe;
• “Ambos” – é numeral na classe.

Milhões:
• “De cidadãos” – locução adjetiva na classe.

Monumentos:
• “Os” – artigo definido na classe;
• “Nossos” – pronome possessivo na classe.

02.  Sublinhe com um traço os adjuntos adnominais e com dois traços os


adjuntos adverbiais:
a) O novo presidente assumiu em março. “Em março” é adjunto adverbial de
tempo.
b) Frequentemente ela fugia de seus problemas. O “de” é objeto indireto do
verbo “fugir”.
c) O  soldado fuzilou  o  condenado com frieza. “Com frieza” é adjunto adverbial
de modo.
d) O  escritor descreveu a cena com detalhes. “Com detalhes” adjunto adverbial
de modo.
e) O povo põe de lado a sua dor. “De lado” é adjunto adverbial.

03. Classifique os adjuntos adverbiais em destaque quanto à circunstância:


(1) adjunto adverbial de tempo (Quando?)
(2) adjunto adverbial de lugar (Onde?)
(3) adjunto adverbial de modo (Como?)

Venha estudar comigo! @myraeditora 183


Por Simone Pavanello Muniz

a) Ele premeditou o crime em detalhes. ADJUNTO ADVERBIAL DE MODO.


b) A firma preencheu a vaga  na semana passada. ADJUNTO ADVERBIAL DE
TEMPO.
c) O líder encabeçou a revolta com coragem. ADJUNTO ADVERBIAL DE MODO.
d) O preso denunciou os comparsas durante o interrogatório. ADJUNTO
ADVERBIAL DE TEMPO.
e) O trabalhador caiu do andaime. ADJUNTO ADVERBIAL DE LUGAR.
f)  Nesta sala, vocês podem conversar à vontade.  ADJUNTO ADVERBIAL DE
LUGAR / LOCUÇÃO ADVERBIAL DE MODO.
g) Todos ficaram em seus lugares. ADJUNTO ADVERBIAL DE LUGAR.
h) Amanhã, todos deverão comparecer cedo ao colégio. ADJUNTO ADVERBIAL
DE TEMPO / ADJUNTO ADVERBIAL DE LUGAR.

04. Assinale a alternativa correta de acordo com a classificação dos adjuntos


adverbiais destacados:
a) Pense  mais um pouco. ADJUNTO ADVERVIAL DE INTENSIDADE.
b) Atravessou a rua tranquilamente. ADJUNTO ADVERBIAL DE MODO.
c) Talvez passe por aí. ADJUNTO ADVERBIAL DE DÚVIDA.
d) Ele  realmente vacilou. ADJUNTO ADVERBIAL DE AFIRMAÇÃO.
e) Agora  moramos  no centro. ADJUNTO ADVERBIAL DE TEMPO / ADJUNTO
ADVERBIAL DE LUGAR.
f) Bata  na porta antes de entrar. ADJUNTO ADVERBIAL DE LUGAR.
g) Estou meio  cansado. ADJUNTO ADVERBIAL DE INTENSIDADE. Quanto se
refere à adjetivo será sempre de intensidade.
h) Esfregou a toalha com força. ADJUNTO ADVERBIAL DE MODO.
i) Não escreva  depressa. ADJUNTO ADVERVIAL DE NEGAÇÃO / MODO.
j) Ouviam-se os sinos dobrarem  ao longe. ADJUNTO ADVERBIAL DE LUGAR.
k) Lutei  bastante  para conseguir o que eu tenho. ADJUNTO ADVERBIAL DE
INTENSIDADE.

05. Verifique se a expressão sublinhada é  Adjunto Adnominal  ou  Adjunto


Adverbial: 
a) O café com leite está na xícara. ADJUNTO ADNOMINAL / ADJUNTO
ADVERBIAL DE LUGAR.
b) As flores do jardim perfumam o ar  durante a noite. ADJUNTO ADNOMINAL
/ ADJUNTO ADVERBIAL DE TEMPO.
c) Caiu  no chão o livro de gravuras. ADJUNTO ADVERBIAL DE LUGAR / ADJUNTO
ADNOMINAL.
d) O barco de turistas navega em alto mar. ADJUNTO ADNOMINAL / ADJUNTO
ADVERBIAL DE LUGAR.

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QUESTÕES
I – (INÉDITA) Segmento sublinhado que tem sua significação textual indicada
incorretamente é:
A) citada com muita frequência... – modo; O correto é “tempo”.
B) ... então rei da Inglaterra... – tempo; Naquela época rei...
C) ...aguardar o julgamento em liberdade... – modo; Como.
D) ...sancionada em 1679 ... – tempo; Quando.
E) ...notabilizou-se por assegurar a convivência – causa. Porque / já que.

II – (FGV) No trecho “não necessariamente impondo ônus adicionais às


gerações futuras”, o termo grifado exerce a função sintática de:
E) objeto indireto.

III – (CESPE) Foram analisados vinte modelos teóricos sobre os efeitos do


aquecimento global e concluiu-se que, até 2030, a temperatura média, na
maioria dessas regiões, terá aumentado 1ºC, enquanto as chuvas sazonais,
em alguns locais, como no sul da África e no Brasil, poderão diminuir.  
A expressão “as chuvas sazonais” complementa o sentido da forma verbal
“diminuir”.
ERRADO!
As chuvas sazonais poderão diminuir. Nesse caso, “chuvas sazonais” é o sujeito
da oração. O que é que poderão diminuir? Chuvas sazonais.

IV – (CESPE/UNB) Lembrei-me daquele começo de campanha e do seu esforço


para conseguir uma notinha. Você, que nunca foi jornalista, acionou a imprensa
como nós todos juntos não conseguimos.
No trecho “para conseguir uma notinha”, a expressão “uma notinha”
complementa o sentido da forma verbal “conseguir”.
CERTO! Quem consegue, consegue alguma coisa, uma notinha.

Cuidado para não fazer confusão!


Na lição do prof. João Marcos de Camillis Gil:
É comum a confusão entre adjunto adnominal e complemento nominal. Se a
expressão em dúvida estiver ligada a um adjetivo ou advérbio, será sempre
complemento nominal.
 Ele é bom em matemática. = complemento nominal.
 Ele estava longe de casa. = complemento nominal.

Se a expressão estiver ligada a um substantivo abstrato, precisaremos aplicar


uma regra de agente ou paciente.
 A doação do amigo foi generosa. = adjunto adnominal.
 A doação ao amigo foi generosa. = complemento nominal.

Venha estudar comigo! @myraeditora 185


Por Simone Pavanello Muniz

No primeiro caso, a expressão “do amigo” é agente em relação substantivo, ou


seja: o amigo fez a doação. Quando a expressão ligada a substantivo abstrato é
agente, trata-se de adjunto adnominal.
No segundo caso, a expressão “ao amigo” é paciente, ou seja, completa
o sentido da palavra. O amigo receberá a doação. Neste caso, tem-se
complemento nominal.
Pronome átono ligado a adjetivo é sempre complemento nominal.
 Aquilo me foi difícil.
 Sou-lhe grato.
Nos dois casos acima, o pronome átono está ligado a adjetivo. Pode-se
facilmente substituir o pronome átono por um tônico e perceber a relação
entre os termos.
 Aquilo me foi difícil. = aquilo foi difícil para mim.
 Sou-lhe grato. = sou grato a você.

Na lição da profª Adriana Figueiredo:


COMPLEMENTO NOMINAL ADJUNTO ADNOMINAL
Completa: Refere-se ao:
• Substantivo; • Substantivo CONCRETO.
• Adjetivo; Com preposição ou não.
• Advérbio. Obs.: O substantivo deverá ser
evidentemente CONCRETO.
Preposição Obrigatória.
VALOR PASSIVO VALOR ATIVO

Se a expressão grifada se referir a:


 Adjetivo ou Advérbio = será complemento nominal.
 Substantivo Evidentemente Concreto = será adjunto adnominal.

Mas, e se o substantivo for abstrato?


COMPLEMENTO NOMINAL ADJUNTO ADNOMINAL
A expressão grifada tem valor passivo A expressão grifada tem valor ativo =
(valor de alvo) = será complemento será adjunto adnominal.
nominal.
A construção do arquiteto foi
A construção da casa foi demorada. demorada. ”Do arquiteto” se refere
Nesse caso, “casa” tem valor passivo, à “construção”, que é um substantivo
pois ela não constrói nada, ela é abstrato.
construída. Portanto, nessa frase, “da
O valor semântico do “arquiteto”
casa” é complemento nominal.
é ativo, pois ele constrói (ele não é
construído). Portanto, nessa frase,
“do arquiteto” é adjunto adnominal.
VALOR PASSIVO VALOR ATIVO

Obs.: os substantivos abstratos geralmente derivam de verbos.

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Caderno de Anotações de Língua Portuguesa

PLANO A:
Como saber se o valor é ativo ou passivo?
Tente transformar o substantivo abstrato em verbo. Quando transformamos o
substantivo abstrato em verbo cognato, ou seja, de mesmo radical, de forma
efetiva, fica mais fácil perceber se o valor é ativo ou passivo.
Perceba:
COMPLEMENTO NOMINAL ADJUNTO ADNOMINAL
A construção da casa. A construção do arquiteto.
A casa é construída. O arquiteto construiu.
A casa sofre a ação, ele é alvo da O arquiteto exerce a função de
construção. construir.
VALOR PASSIVO / ALVO VALOR ATIVO / POSSE

PLANO B:
É a tradução do que o Bechara diz.
Tente começar a frase com a expressão grifada como sujeito, inserindo o verbo
“ter”.
Se o elemento grifado tem “posse”, é adjunto adnominal.
Se o elemento grifado é “alvo”, é complemento nominal.

REVISÃO
 Objetos direto e indireto são chamados de complementos verbais.

 A diferença entre objeto indireto e objeto direto preposicionado está na


regência do verbo.

 Os objetos diretos e indiretos na morfologia vêm representados por


substantivos.

 Complemento nominal é termo substantivo que pode completar outro


substantivo, um adjetivo ou um advérbio.

 Adjunto adnominal sempre se liga a substantivo. Pode ser artigo,


numeral, pronome, adjetivo ou locução adjetiva. É termo que especifica o
substantivo e pode aparecer em qualquer lugar da frase.

 Adjunto adverbial normalmente se liga a verbo, mas pode também se


conectar a um adjetivo ou a outro advérbio. Indica sempre circunstância
e pode ser retirado da frase. Na morfologia, pode vir representado pelo
advérbio ou pela locução adverbial.

 Nem tudo que vem com preposição e se liga a verbo é objeto indireto. Se
indicar circunstância, será adjunto adverbial.

 Agente da passiva não é termo obrigatório na frase. Vem sempre na voz


passiva analítica.

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PREDICATIVO

Termo que acrescenta alguma coisa ao sujeito ou ao objeto mediante um verbo


qualquer. Em geral, é um atributo, ou seja, é uma característica atribuída ao
sujeito ou ao objeto.

PREDICATIVO DO SUJEITO
É constituído por substantivo, adjetivo, pronome ou numeral.
Exemplos:
 O homem estava preocupado. Verbo de Ligação / Adjetivo na classe.
 O homem caminhava preocupado. Verbo de Ação – Intransitivo / Adjetivo
na classe.
 O meu mundo é feliz. Verbo de Ligação / Adjetivo na classe.
 O mar virou sertão. Verbo de Ligação – Mudança de Estado / Substantivo
na classe.
 Eu sou a professora. Verbo de Ligação / Substantivo na classe.
 Tu não és eu. Pronome na classe / Verbo de Ligação / O pronome pode ser
tudo!
 Nós somos cinco. Verbo de Ligação / Numeral na classe.

PREDICATIVO DO OBJETO
O predicativo do objeto, em geral, ocorre por extensão semântica do verbo,
que, além do objeto, pede outro termo que complete o seu sentido.
O predicativo do objeto, obviamente, refere-se ao objeto.
Dica: o verbo pede a presença do predicativo do objeto. Se você retirar o
predicativo do objeto, o verbo perde o seu sentido ou passa a significar outra
coisa.
O predicativo do objeto é, portanto, uma extensão semântica do verbo!
Exemplos:
 Considerei [a carteira] cara.
 O juiz julgou [o réu] culpado.
 Achei você tão estranho. “Tão estranho” é predicativo do objeto, pois, se
retirarmos, o verbo “achar” perderá o seu sentido.

Veja a diferença:
 Comprei [a carteira] cara. “Cara” se refere à carteira, que é objeto direto.
Mas, nessa frase, ela não é predicativo do objeto. Se a retirarmos da frase,
o verbo não perderá o seu sentido. Sendo assim, para saber se é predicativo
do objeto, basta olhar para o verbo e verificar se ele de fato precisará do
complemento.
 O juiz viu [o réu] culpado. Nesse caso, “culpado” é adjunto adnominal de
“réu”. O verbo não pede esse adjetivo.

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EXERCÍCIOS
I. Classifique os termos destacados como:
(1) adjunto adnominal
(2) predicativo do sujeito
(3) predicativo do objeto
01. Os zagueiros altos levaram vantagens sobre os pequenos atacantes. ( )
02. Os zagueiros daquele time são altos. ( )
03. Ele considerou o zagueiro um pouco alto. ( )
04. Não escolhi o zagueiro alto. ( )
05. O velho irrequieto fumava pensativo. ( ) ( )
06. Chamaram-no de irrequieto. ( )
07. Ele viu o menino irrequieto. ( )
08. O velho fumava irrequieto. ( )
09. Os meninos se encontram muito agitados. ( )
10. Entrou contente em sala o professor. ( )
11. Considero essa situação insustentável. ( )
12. Não percebi o clima desagradável entre o casal. ( )
13. Aquela situação deixou-o insatisfeito. ( )
14. Ele obedecia, insatisfeito, às ordens. ( )
15. A turma considerou o professor insubstituível. ( )

GABARITO
I. Classifique os termos destacados como:
(1) adjunto adnominal
(2) predicativo do sujeito
(3) predicativo do objeto
01. Os zagueiros altos levaram vantagens sobre os pequenos atacantes.
ADJUNTO ADNOMINAL.
02. Os zagueiros daquele time são altos. PREDICATIVO DO SUJEITO.
03. Ele considerou o zagueiro um pouco alto. PREDICATIVO DO OBJETO.
04. Não escolhi o zagueiro alto. ADJUNTO ADNOMINAL.
05. O velho irrequieto fumava pensativo. ADJUNTO ADNOMINAL / PREDICATIVO
DO SUJEITO.
06. Chamaram-no de irrequieto. PREDICATIVO DO OBJETO.
07. Ele viu o menino irrequieto. ADJUNTO ADNOMINAL.
08. O velho fumava irrequieto. PREDICATIVO DO SUJEITO.
09. Os meninos se encontram muito agitados. PREDICATIVO DO SUJEITO.
10. Entrou contente em sala o professor. Colocando na ordem direta: “O
professor entrou contente em sala”. PREDICATIVO DO SUJEITO.

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11. Considero essa situação insustentável. PREDICATIVO DO OBJETO.


12. Não percebi o clima desagradável entre o casal. ADJUNTO ADNOMINAL.
13. Aquela situação deixou-o insatisfeito. PREDICATIVO DO OBJETO.
14. Ele obedecia, insatisfeito, às ordens. PREDICATIVO DO SUJEITO.
15. A turma considerou o professor insubstituível. PREDICATIVO DO OBJETO.

APOSTO

Termo de natureza substantiva ou pronominal que se acrescenta a outro


substantivo ou pronome. Os tipos de aposto são:

Explicativo:
Exemplo:
 Machado de Assis, um dos maiores nomes da literatura mundial, escreveu
cerca de duzentos contos.

Enumerativo:
Exemplo:
 Entre políticos não se perdoam duas coisas: a neutralidade e a apostasia.

Distributivo:
Exemplo:
 Eram dois grandes nomes do esporte: um do automobilismo, outro do
tênis.

Resumitivo ou Recapitulativo:
Exemplo:
 Empresários, trabalhadores, ninguém confia em nossos governantes.

Especificativo: é aquele que nomeia.


Exemplos:
 Rio Tietê.
 A cidade de Paris.
 O poeta Carlos Drumond de Andrade.
 A professora Adriana chegou. “Professora” é o núcleo do sujeito. “Adriana”
é o aposto especificativo.
Obs.: Nesse tipo de aposto, um nome próprio se junta a um comum.

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Em referência a uma oração:


Exemplos:
 É preciso rediscutir o papel das forças armadas, coisa que não foi feita na
Constituição de 1988.
 Eles eram felizes, o que todos percebiam.
Obs.: Esse tipo de aposto é representado, normalmente, pelo pronome
demonstrativo “o” ou pelos substantivos coisa, razão, motivo.

EXERCÍCIOS
I. Encontre e classifique os apostos nas frases abaixo:
01. Quando Fabrício, o pedreiro, voltou, todos na varanda o cumprimentaram.
02. A madre Joana auxiliou-nos.
03. A cidade do Rio de Janeiro prepara-se para o carnaval.
04. A casa, a igreja, a rua, tudo estava deserto.
05. Havia luar claro, o que tornava mais simples a tarefa.
06. Nós, moradores deste bairro, solicitamos providencias das autoridades.
07. Ele fez a prova num instante, sinal de seu bom preparo.
08. Drummond e Guimarães Rosa são dois grandes escritores, aquele na
poesia e este na prosa.
09. Nasceu no mês de fevereiro, casou no mês de dezembro.
10. Tudo é ilusão – mulheres, dinheiro, ambição.

GABARITO
I. Encontre e classifique os apostos nas frases abaixo:
01. Quando Fabrício, o pedreiro, voltou, todos na varanda o cumprimentaram.
EXPLICATIVO.
02. A madre Joana auxiliou-nos. ESPECIFICATIVO.
03. A cidade do Rio de Janeiro prepara-se para o carnaval. ESPECIFICATIVO.
04. A casa, a igreja, a rua, tudo estava deserto. RESUMITIVO. Seria aposto
enumerativo se a frase viesse assim: “Tudo estava deserto: a casa, a igreja,
a rua”.
05. Havia luar claro, o que tornava mais simples a tarefa. EM REFERÊNCIA A
UMA ORAÇÃO. O “o” é um pronome demonstrativo na função de aposto.
06. Nós, moradores deste bairro, solicitamos providencias das autoridades.
EXPLICATIVO.
07. Ele fez a prova num instante, sinal de seu bom preparo. EM REFERÊNCIA
A UMA ORAÇÃO.
08. Drummond e Guimarães Rosa são dois grandes escritores, aquele na
poesia e este na prosa. DISTRIBUTIVO.
09. Nasceu no mês de fevereiro, casou no mês de dezembro. ESPECIFICATIVO.
10. Tudo é ilusão – mulheres, dinheiro, ambição. ENUMERATIVO.

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VOCATIVO

Termo que se usa para chamar por alguém ou coisa personificada.


Exemplo:
 Fernanda, veja isto.

Cuidado com a Pegadinha!


Como o vocativo poderia ser cobrado nas provas?
Eles poderiam alegar que “Fernanda”, de acordo com o exemplo acima, é
sujeito. Ora, não se separa sujeito do verbo. Por essa razão a classificação de
“Fernanda” é vocativo.

EXERCÍCIOS
I. Classifique os termos acessórios sublinhados usando o seguinte código:
(1) adjunto adnominal
(2) adjunto adverbial
(3) aposto
(4) vocativo
01. Na ausência do marido, a mulher responderá pela dívida. ( )
02. Para quem mora na cidade existem dois espaços bem diferenciados: o
morro e a rua. ( )
03. Evento realizado nesta semana em São Paulo.( )
04. A cidade de Florianópolis é encantadora. ( )
05. Os cidadãos de Florianópolis estão mais confiantes no governo. ( )
06. Eram habitantes daquele lugar onde se matam pobres. ( )
07. A pobre Antônia tem, nos olhos grandes, uma tristeza milenar. ( )
08. “Brasil, mostra a tua cara. ( )

II. Distinga o adjunto adnominal do complemento nominal:


01. Aquela cadeira de ferro é muito resistente.
02. Foi solicitada ao gerente a devolução do dinheiro.
03. O desenvolvimento do bairro é notório.
04. É necessário que continuemos o desenvolvimento do projeto.
05.  Aquela imagem de cera é esquisita.
06. O caderno de anotações estava desorganizado. 
07. A construção do Metrô se prolonga há muitos anos. 
08. As ruas do bairro estão necessitando de reparos. 
09. O juiz determinou a prisão do bandido. 
10. A nadadora tinha certeza da vitória. 
11. A atitude do rapaz foi notável. 

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12. O ataque do nosso time é uma piada. 


13. O temor de Deus é necessário aos homens. 
14. Ele estava desejoso de vingança. 
15. A introdução desses costumes não nos agrada.

III. Use: (1) predicativo do sujeito, (2) agente da passiva. (3) aposto, (4) adjunto
adverbial, (5) complemento nominal e (6) adjunto adnominal. 
01. Recuperadas, as antigas fazendas de café do Rio de Janeiro abrem as
portas a visitantes. ( )
02. “Naquele casal aliava-se tudo que é nobre: o amor e a confiança. É este o
segredo dos casamentos felizes.” ( )
03. A felicidade do filho era contagiante. ( )
04. Por maior que seja a tranquilidade de um homem quando resolve
abandonar a vida, é-lhe sempre agradável achar um pretexto para
prolongá-la um pouco mais.” ( )
05. A cidade do Rio de Janeiro continua linda. ( )
06. O povo do Rio de Janeiro demonstra o seu inconformismo diante da
violência. ( )
07. “Um dia se descobriu num gesto longo e demorado olhando a esquife
longamente.” ( )
08. As salas de aula estão cheias de crianças e jovens. ( )
09. As ruas foram lavadas pela chuva. ( )
10. “Se é para o bem de todos e felicidade geral da nação, diga ao povo que
fico!” (D.Pedro I) ( ) ( )
11. Fumar é prejudicial à saúde. ( )
12. Vivia cercado de amigos sinceros. ( )
13. Os meios de comunicação e as novas tecnologias mudaram a vida das
pessoas. ( )( )
14. O amor ao próximo era a sua maior virtude. ( )
15. Pegou um pano úmido e, silenciosa, ligou o ferro. ( )
16. Qualquer forma de violência deve ser desprezada.( )
17. A difusão da violência é iminente. ( )
18. Percebe-se com frequência a sabotagem do idioma. ( )
19. O significado das palavras, em geral, se dá no contexto. ( )
20. As crianças saíram do cinema apressadas. ( ) 

GABARITO
I. Classifique os termos acessórios sublinhados usando o seguinte código:
(1) adjunto adnominal
(2) adjunto adverbial
(3) aposto
(4) vocativo

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01. Na ausência do marido, a mulher responderá pela dívida. ADJUNTO


ADNOMINAL.
02. Para quem mora na cidade existem dois espaços bem diferenciados: o
morro e a rua. APOSTO ENUMERATIVO.
03. Evento realizado nesta semana em São Paulo. ADJUNTO ADVERBIAL DE
LUGAR.
04. A cidade de Florianópolis é encantadora. APOSTO ESPECIFICATIVO.
Florianópolis é o nome da cidade.
05. Os cidadãos de Florianópolis estão mais confiantes no governo. ADJUNTO
ADNOMINAL.
06. Eram habitantes daquele lugar onde se matam pobres. ADJUNTO
ADNOMINAL.
07. A pobre Antônia tem, nos olhos grandes, uma tristeza milenar. ADJUNTO
ADVERBIAL DE LUGAR.
08. “Brasil, mostra a tua cara”. VOCATIVO.

II. Distinga o adjunto adnominal do complemento nominal:


01. Aquela cadeira de ferro é muito resistente. ADJUNTO ADNOMINAL.
“Cadeira” é evidentemente concreto.
02. Foi solicitada ao gerente a devolução do dinheiro. COMPLEMENTO
NOMINAL. “Devolução” não é concreto. O “dinheiro” é devolvido. Temos,
aqui, um substantivo abstrato com valor passivo.
03. O desenvolvimento do bairro é notório. ADJUNTO ADNOMINAL. Nesse
caso, “do bairro” tem valor ativo, pois ele se desenvolve (não é desenvolvido
por alguém).
04. É necessário que continuemos o desenvolvimento do projeto.
COMPLEMENTO NOMINAL. “Desenvolvimento” não é concreto. O “projeto”
é desenvolvido por nós. Temos, aqui, um substantivo abstrato com valor
passivo.
05. Aquela imagem de cera é esquisita. ADJUNTO ADNOMINAL. “Imagem” é
evidentemente concreto.
06. O caderno de anotações estava desorganizado. ADJUNTO ADNOMINAL.
“Caderno” é evidentemente concreto.
07. A construção do Metrô se prolonga há muitos anos. COMPLEMENTO
NOMINAL. “Construção” não é concreto. O “metrô” é construído. Temos,
aqui, um substantivo abstrato com valor passivo.
08. As ruas do bairro estão necessitando de reparos. ADJUNTO ADNOMINAL.
“ruas” é evidentemente concreto.
09. O juiz determinou a prisão do bandido.  COMPLEMENTO NOMINAL. “A
prisão” é substantivo abstrato. “Bandido” é sujeito passivo (O bandido é
preso).
10. A nadadora tinha certeza da vitória.  PLANO B: “Certeza” é substantivo
abstrato. Inicie a frase utilizando “da vitória” + “verbo ter” como se fosse
sujeito: “A vitória tem a certeza?” Não! Quem tem a certeza é a nadadora!
“A vitória” é alvo. COMPLEMENTO NOMINAL.

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11. A atitude do rapaz foi notável. “Atitude” é substantivo abstrato. “Do


rapaz” é agente ativo (atitude dele, do rapaz) / ADJUNTO ADNOMINAL.
12. O ataque do nosso time é uma piada. “Ataque” é substantivo abstrato.
“Do nosso time” é agente ativo (ataque do time) / ADJUNTO ADNOMINAL.
13. O temor de Deus é necessário aos homens.  “Temor” é substantivo
abstrato. “de Deus” é alvo do temor (ele não tem o temor, pois quem teme
são os homens. Deus é temido pelos homens) / COMPLEMENTO NOMINAL.
“Necessário” é adjetivo / COMPLEMENTO NOMINAL.
14. Ele estava desejoso de vingança. “Desejoso” é adjetivo / COMPLEMENTO
NOMINAL.
15. A introdução desses costumes não nos agrada. “Introdução” é substantivo
abstrato. “Desses costumes” são introduzidos, o valor é passivo.
COMPLEMENTO NOMINAL.

III. Use: (1) predicativo do sujeito, (2) agente da passiva. (3) aposto, (4) adjunto
adverbial, (5) complemento nominal e (6) adjunto adnominal. 
01. Recuperadas, as antigas fazendas de café do Rio de Janeiro abrem as
portas a visitantes. Colocando na ordem direta: “As antigas fazendas de
café abrem as portas recuperadas”. “Recuperadas” se refere a “fazendas”,
que é sujeito. Ora, se vem no predicado e se refere ao sujeito é PREDICATIVO
DO SUJEITO.
02. “Naquele casal aliava-se tudo que é nobre: o amor e a confiança. É este o
segredo dos casamentos felizes.” APOSTO ENUMERATIVO.
03. A felicidade do filho era contagiante. “do filho” se refere à “felicidade”, que
é nome. O valor é ativo. ADJUNTO ADNOMINAL.
04. “Por maior que seja a tranquilidade de um homem quando resolve
abandonar a vida, é-lhe sempre agradável achar um pretexto para
prolongá-la um pouco mais.” Organizando a frase: “É sempre agradável
ao homem achar um pretexto...” Esse “lhe” está se referindo ao adjetivo
“agradável”. Se completa adjetivo, é COMPLEMENTO NOMINAL.
05. A cidade do Rio de Janeiro continua linda. Rio de Janeiro é o nome da
cidade. Está dando nome, então é APOSTO ESPECIFICATIVO.
06. O povo do Rio de Janeiro demonstra o seu inconformismo diante da
violência. ADJUNTO ADNOMINAL.
07. “Um dia se descobriu num gesto longo e demorado olhando a esquife
longamente.” ADJUNTO ADVERBIAL DE MODO. Olhando como?
Longamente.
08. As salas de aula estão cheias de crianças e jovens. “Cheias” é adjetivo.
“crianças e jovens” estão se referindo a “cheias”. COMPLEMENTO
NOMINAL.
09. As ruas foram lavadas pela chuva. Observe a voz passiva: “foram lavadas”.
“A chuva” é o termo que age na voz passiva. AGENTE DA PASSIVA.
10. “Se é para o bem de todos e felicidade geral da nação, diga ao povo que
fico!” (D. Pedro I) “De todos” está se referindo ao substantivo “bem”. O
valor é ativo. A ideia é de posse. ADJUNTO ADNOMINAL / “Da nação” está
completando o substantivo “felicidade”. O valor é ativo. A ideia é de posse.
ADJUNTO ADNOMINAL.

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11. Fumar é prejudicial à saúde. “Prejudicial” é adjetivo. COMPLEMENTO


NOMINAL.
12. Vivia cercado de amigos sinceros. Organize a frase: “Vivia cercado por
amigos sinceros”. AGENTE DA PASSIVA.
13. Os meios de comunicação e as novas tecnologias mudaram a vida das
pessoas. “Os meios” é substantivo. As comunicações têm os meios. O
valor é de posse. ADJUNTO ADNOMINAL / “A vida” é substantivo. A vida é
das pessoas. O valor é de posse. ADJUNTO ADNOMINAL.
14. O amor ao próximo era a sua maior virtude. “o amor” é substantivo. “O
próximo” é o alvo do amor, “o próximo” recebe o amor! O valor é passivo.
COMPLEMENTO NOMINAL.
15. Pegou um pano úmido e, silenciosa, ligou o ferro. Organizando a frase:
“Ela pegou um pano e ligou o ferro, silenciosa”. Ela estava silenciosa.
PREDICATIVO DO SUJEITO.
16. Qualquer forma de violência deve ser desprezada. “Forma” é substantivo.
As formas dela, da violência. O valor é de posse (ativo) ADJUNTO
ADNOMINAL.
17. A difusão da violência é iminente. “A difusão” é substantivo. A violência é
difundida. Ela é alvo. O valor é passivo. COMPLEMENTO NOMINAL.
18. Percebe-se com frequência a sabotagem do idioma. “A sabotagem”
é substantivo. O idioma é sabotado. Valor passivo. COMPLEMENTO
NOMINAL.
19. O significado das palavras, em geral, se dá no contexto. “O significado” é
substantivo. O significado dela, das palavras. As palavras têm o significado.
O valor é de posse (ativo) ADJUNTO ADNOMINAL.
20. As crianças saíram do cinema apressadas. “Apressadas” está se
referindo “as crianças”. Quando vem no predicado e se refere ao sujeito é
PREDICATIVO DO SUJEITO.

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PALAVRAS DENOTATIVAS
Segundo a Nomenclatura Gramatical Brasileira, certas palavras que se
assemelham a advérbios não possuem classificação especial, elas denotam
ideia. São chamadas palavras denotativas e podem indicar:

a) Inclusão: inclusive, até, também, mesmo etc.


 Ex.: Até eu entendi a situação dele.

b) Exclusão: só, somente, salvo, apenas, afora, senão, tirante etc.


 Ex.: “Só eu sei as esquinas por que passei.”.
 Ex.: “Todos, senão você, irão ao shopping”. O “se não” (separado) é
condicional!

c) Retificação: aliás, ou melhor, isto é etc.


 Ex.: Correu, aliás, voou até aqui.
Retificação é o mesmo que correção.

d) Designação: eis. É o mesmo que mostrar.


 Ex.: Eis o carro novo.
 Ex.: Eis-me aqui.

e) Explicação: isto é, por exemplo, a saber etc.


 Ex.: Ele, por exemplo, não pôde participar.
Explicação é o mesmo que ratificar. Cuidado para não confundir com
“retificação”.

f) Situação: afinal, então, agora, mas etc. É aquela que inicia um comentário.
 Ex.: Afinal, o que fazes aqui?

g) Realce (Partícula Expletiva): É aquela que aparece na frase para realçar


uma informação. Se retirada, não prejudica a compreensão do que está
escrito – cá, lá, que, é que, só etc.
 Ex.: Eles é que deveriam fazer o serviço. Eles deveriam fazer o serviço.
 Ex.: Veja só que beleza! Veja que beleza!
 Ex.: Quase que caí. Quase caí.

As palavras denotativas não são consideradas advérbios, pois elas não se


referem a verbos. Elas denotam ideia para o contexto.

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EXERCÍCIOS
I. Classifique as palavras denotativas a seguir:
01. Só ela estava satisfeita com aquela situação.
02. Onde é que você está?
03. Mas, está tudo bem?
04. Até o professor riu-se. 
05. Observe só que absurdo!
06. Falou, isto é, gritou nos meus ouvidos. 
07. Adjetivo, isto é, a classe que se refere ao substantivo, é assunto para a
prova. 
08. Eis a pessoa que todos procurávamos. 
09. E eu lá sei o que ele deseja? 
10. Todos, salvo as crianças, podem sair.

QUESTÕES
I. O segmento sublinhado a seguir que tem uma relação estrutural distinta das
demais em relação ao termo anterior é:
A) A origem desta famosa frase latina...
B) ...em tempos de perseguições políticas...
C) ...levam à perda das liberdades individuais...
D) ... primeiras palavras de uma célebre lei inglesa;
E) O objetivo deste preceito...

II. (UFRJ – POLÍCIA CIVIL – PERITO LEGISTA - 2001) No segmento “Na doença é
que descobrimos que não vivemos sozinhos...”:
A) o sujeito de descobrimos é diferente do sujeito de vivemos;
B) a expressão é que atua como expressão de realce;
C) Na doença indica uma ideia circunstancial de lugar;
D) que não vivemos sozinhos é complemento do verbo ser;
E) não é advérbio de negação ligado a sozinhos.

III. Os termos sublinhados são respectivamente:


“Mas hoje ele fez um negócio que me deixou encucado.”
A) sujeito / objeto direto / predicativo do objeto direto
B) objeto direto / sujeito / predicativo do objeto direto
C) adjunto adnominal / objeto indireto / predicativo do sujeito
D) sujeito / objeto direto / adjunto adnominal

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IV. (FCC – TRT 2ª REGIÃO – TÉCNICO JUDICIÁRIO – ENFERMAGEM –


NOVEMBRO/2008) Para observadores atentos, é uma forte ameaça à
democracia...
O mesmo tipo de complemento grifado acima SÓ NÃO se repete na expressão
também grifada em:
A) ...é o desmonte do conceito de segurança alimentar...
B) ...alimentos indispensáveis ao sustento da população...
C) ...que muitos países da África e da América Latina desenvolvessem sua
agricultura...
D) ...na busca da garantia do abastecimento interno.
E) ...associado a políticas demográficas e ambientais.

GABARITO
I. Classifique as palavras denotativas a seguir:
01. Só ela estava satisfeita com aquela situação. EXCLUSÃO.
02. Onde é que você está? REALCE.
03. Mas, está tudo bem? SITUAÇÃO.
04. Até o professor riu-se. INCLUSÃO.
05. Observe só que absurdo! REALCE.
06. Falou, isto é, gritou nos meus ouvidos. RETIFICAÇÃO / CORREÇÃO. 
07. Adjetivo, isto é, a classe que se refere ao substantivo, é assunto para a
prova. RATIFICAÇÃO / EXPLICAÇÃO. 
08. Eis a pessoa que todos procurávamos. DESIGNAÇÃO.
09. E eu lá sei o que ele deseja? REALCE.
10. Todos, salvo as crianças, podem sair. EXCLUSÃO.

I. O segmento sublinhado a seguir que tem uma relação estrutural distinta das
demais em relação ao termo anterior é:
A) A origem desta famosa frase latina... ADJUNTO ADNOMINAL. VALOR ATIVO
(POSSE).
B) ...em tempos de perseguições políticas... ADJUNTO ADNOMINAL. VALOR
ATIVO (POSSE).
C) ...levam à perda das liberdades individuais... COMPLEMENTO NOMINAL.
VALOR PASSIVO. As liberdades individuais são perdidas.
D) ... primeiras palavras de uma célebre lei inglesa; ADJUNTO ADNOMINAL.
VALOR ATIVO (POSSE).
E) O objetivo deste preceito... ADJUNTO ADNOMINAL. VALOR ATIVO (POSSE).

II. (UFRJ – POLÍCIA CIVIL – PERITO LEGISTA - 2001) No segmento “Na doença é
que descobrimos que não vivemos sozinhos...”:
A) o sujeito de descobrimos é diferente do sujeito de vivemos; O sujeito é o
mesmo: Nós descobrimos / Nós vivemos.

Venha estudar comigo! @myraeditora 199


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B) a expressão é que atua como expressão de realce;


C) Na doença indica uma ideia circunstancial de lugar; Indica tempo (quando
doentes).
D) que não vivemos sozinhos é complemento do verbo ser; É complemento de
“descobrimos”.
E) não é advérbio de negação ligado a sozinhos. É ligado a vivemos.

III. Os termos sublinhados são respectivamente:


“Mas hoje ele fez um negócio que me deixou encucado.”
A) sujeito / objeto direto / predicativo do objeto direto. “Ele” é sujeito de
“fez” / Quem deixa, deixa alguém encucado / “Encucado” se refere ao “me”,
que é OD. Perceba que não podemos retirar o adjetivo “encucado” da frase,
visto que ela perderia o seu significado.

IV. (FCC – TRT 2ª REGIÃO – TÉCNICO JUDICIÁRIO – ENFERMAGEM –


NOVEMBRO/2008) Para observadores atentos, é uma forte ameaça à
democracia... Nesse caso, “democracia” é alvo da ameaça. Valor passivo. “A
democracia é ameaçada”. Complemento Nominal.
O mesmo tipo de complemento grifado acima SÓ NÃO se repete na expressão
também grifada em:
A) ...é o desmonte do conceito de segurança alimentar... “O conceito é
desmontado”.
B) ...alimentos indispensáveis ao sustento da população... “O sustento é
indispensável”. Além disso, o termo grifado se refere a adjetivo (indispensáveis).
C) ...que muitos países da África e da América Latina desenvolvessem sua
agricultura... ADJUNTO ADNOMINAL / IDEIA DE POSSE. “Países” é substantivo
concreto e com ele o complemento será sempre adjunto adnominal.
D) ...na busca da garantia do abastecimento interno. “O abastecimento é
garantido”.
E) ...associado a políticas demográficas e ambientais. “As políticas são
associadas”. Além disso, o termo grifado se refere a adjetivo (associado).

ESQUEMATIZANDO A MATÉRIA

PRINCIPAIS CLASSES GRAMATICAIS:

 SUBSTANTIVO:
Nomeia, é variável, pode vir antecedido de artigo.

 ADJETIVO:
Modifica o substantivo, ou seja, qualifica-o ou caracteriza-o.
O adjetivo pode derivar de um verbo (das suas formas nominais).

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Exemplos:
 A classe está instituída.
 Homem viajado.
 Mulher educada.
Adjetivo nem sempre é qualidade (bonito, alto). O conceito de adjetivo é:
classe de palavra que se refere ao substantivo.

 ADVÉRBIO
Classe gramatical invariável que se refere ao verbo, adjetivo ou a outro
advérbio.
Exemplo:
 Skol, a cerveja que desce redondo. “Redondo” é advérbio de modo.
Perceba que não houve concordância com “cerveja”.

 PRONOME
Classe de palavra que se refere ao nome. Ele pode desempenhar uma função
substantiva ou adjetiva.
Exemplo:
 Ele respeita seus pais. “Ele” é um pronome substantivo. Por que é
um pronome substantivo? Porque ele não está acompanhando um
substantivo e sim substituindo um. “Seus” está se referindo a pais, ou
seja, está se referindo a um substantivo, por isso ele é um pronome
adjetivo.

MORFOSSINTAXE
CLASSE GRAMATICAL FUNÇÃO SINTÁTICA
SUBSTANTIVO Sujeito; objeto direto; objeto
indireto; complemento nominal;
agente da passiva; predicativo,
aposto, vocativo.
ADJETIVO Adjunto adnominal; predicativo.
ADVÉRBIO Adjunto adverbial.
PRONOME Sujeito; objeto direto; objeto
indireto; complemento nominal;
(Substantivo ou Adjetivo)
agente da passiva; predicativo,
Pode todas as funções do substantivo aposto, vocativo.
e do adjetivo.
Adjunto adnominal; predicativo.

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Resumo sobre Função Sintática

FUNÇÃO
CONCEITO PREPOSIÇÃO CLASSE GRAMATICAL EXEMPLO
SINTÁTICA
O menino respeita os pais;
Não obrigatória,
Objeto direto é função do O menino ama aos pais. OD
1. Objeto Direto. Completa o verbo. mas poderá
substantivo. preposicionado. Podemos
aparecer.
retirar a preposição.
2. Objeto Objeto indireto é função
Completa o verbo. Obrigatória. Ele precisa de abrigo.
Indireto. do substantivo.
Completa o substantivo, Ele tem necessidade de
3. Complemento Complemento Nominal é
o adjetivo ou o Obrigatória. alimento. “Necessidade” é
Nominal. função do substantivo.
advérbio. substantivo.
Refere-se a verbo, Ela estudou muito pela
4. Adjunto adjetivo ou a outro Só na locução Advérbio ou locução manhã. Intensidade –
Adverbial. advérbio. adverbial. adverbial. advérbio / Tempo – locução
Circunstância. adverbial.
Obrigatória.
5. Agente da É o termo que exerce a Agente da passiva é função Ela foi elogiada pelo
Passiva. ação na voz passiva. Normalmente é a do substantivo. professor.
preposição “por”.
Refere-se ao Artigo; pronome; numeral; Meus bons amigos. “Meus”
6. Adjunto Só na locução
substantivo, mas ele adjetivo; ou locução é pronome possessivo /
Adnominal. adjetiva.
não é um substantivo! adjetiva. “Bons” é adjetivo.
Caracteriza, qualifica Ela chegou contente. PS;
Substantivo, adjetivo,
7. Predicativo o sujeito ou o objeto e Não obrigatória. Considero você especial.
pronome ou numeral.
vem no predicado. PO.
É termo que explica, Adriana, a professora,
resume, nomeia, chegou.
8. Aposto Não obrigatória. Substantivo.
enumera, distribui ou A professora Adriana
retoma uma oração. chegou.
Chamamento,
9. Vocativo Não. Substantivo. Menino, cheguei.
invocação.

CONTRASTES
DÚVIDA COMUM O QUE FAZER
01. OI x OD Preposicionado.  Ele ama aos pais.
Tenta tirar a preposição: “Ele ama os pais”.
Observe a regência do verbo.
02. OI x Adjunto Adverbial.  Eles falaram de futebol.
Cheiro de circunstância de assunto.
O adjunto adverbial pode sair da frase, ainda que ela fique estranha.
03. Predicativo do Objeto x Adjunto Adnominal.  Considero a carteira cara; OD / Pred. Do Objeto.
 Comprei a carteira cara. OD / Adj. Adnominal.
Olhe o verbo! Se for predicativo o verbo exigirá.
04. Aposto Especificativo x Adjunto Adnominal.  Mês de maio. Aposto especificativo. É o nome do mês.
 Mês das noivas. Adjunto adnominal. Está qualificando o mês.
Se der nome, é aposto especificativo.

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VOZES VERBAIS
INTRODUÇÃO:
Quando se passa a voz ativa para a voz passiva está se fazendo reescritura, ou
seja, dizendo a mesma coisa com outras palavras. A única coisa que muda é a
ênfase.
Exemplo:
 João leu o livro. Voz ativa. “João” é o sujeito agente. Ele exerce a ação de
ler o livro.
 O livro foi lido por João. Voz passiva. “O livro” é o sujeito paciente. “João”
age como agente da passiva.

A voz passiva existe para enfatizar o objeto e não a ação.


Ao se passar uma frase da ativa para a passiva, está se fazendo reescritura
(paráfrase).
A voz passiva enfatiza o objeto direto da ativa, que passa a funcionar como
sujeito. Por isso, uma frase na ativa só admite transposição para a passiva
se possuir objeto direto. Isso só ocorre com verbo transitivo direto ou verbo
transitivo direto e indireto.

CONCEITO:
Voz verbal é a relação que ocorre entre sujeito e verbo. São três as vozes do
verbo:
 Ativa;
 Passiva;
 Reflexiva.

VOZ ATIVA:

Sujeito agente, pratica a ação verbal.


Exemplo:
Todos compreenderam a questão.

VOZ PASSIVA:

Sujeito paciente, recebe a ação verbal.


A voz passiva pode ser analítica ou sintética.
VOZ PASSIVA ANALÍTICA VOZ PASSIVA SINTÉTICA ou
PRONOMINAL
AUMENTA RESUME
Ser, Estar ou Ficar + Particípio. Partícula SE (=apassivadora) + verbo
transitivo (direto ou direto e indireto).
Equivale a uma passiva analítica.

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VOZ PASSIVA ANALÍTICA VOZ PASSIVA SINTÉTICA ou


PRONOMINAL
AUMENTA RESUME
Exemplos: Exemplos:
 A questão foi compreendida por  Vende-se terreno / Vendem-se
todos. “A questão” é o sujeito terrenos.
paciente. “Foi compreendida” é a
 Deu-se às poesias o nome de
locução verbal (ser + particípio). “Por
Primeiros Cantos / = O nome de
todos” é o agente da passiva (não é
Primeiros Cantos foi dado às poesias.
obrigatório).
 Aqui, as portas se fecham às 10hrs. O
verbo “fechar” é VTD. “As portas são
 O alerta foi dado. (o agente da fechadas”. O ”se” é PA. “As portas” é
passiva pode ficar indeterminado). o sujeito.
Aumenta: verbo auxiliar e agente da Resume: não apresenta o auxiliar de
passiva. voz passiva e não menciona o agente da
passiva.
Normalmente o verbo auxiliar é o verbo
“ser”. Instruções para a voz passiva sintética:
1. Diante de um “se” na frase, pare tudo e
olhe para o verbo;
2. Verifique se o verbo é VTD ou VTDI;
3. A tendência é ser voz passiva sintética.
Passe para a analítica;
4. Se você conseguir passar para a
analítica, a frase estará na sintética, o
“se” será PA – Partícula Apassivadora;
Cuidado:
Na passiva sintética, não há OD e sim
sujeito paciente.
Atenção à concordância.

VOZ REFLEXIVA:

O sujeito pratica e recebe a ação verbal.


Exemplo:
Ele se cortou. O “se” é pronome reflexivo.

EXERCÍCIOS
I. Identifique as vozes verbais.
1) A cozinha era antiga e escura.
2) A cozinha era reformada aos poucos.
3) Uma senhora foi assaltada por um adolescente.
4) Assaltou-se uma senhora.
5) Arrumou-se para o jantar.

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6) Recebeu-se o projeto com ceticismo.


7) A comunidade científica recebeu o projeto com ceticismo.
8) O projeto foi recebido com ceticismo pela comunidade científica.
9) Fazendeiros brasileiros ajudam a equipar a polícia.
10) Os resultados foram divulgados via tevê.
11) “A Bíblia é uma coleção de lendas veneráveis, mas primitivas e infantis.”
(Albert Einstein)

GABARITO
1) A cozinha era antiga e escura. VOZ ATIVA.
2) A cozinha era reformada aos poucos. VOZ PASSIVA ANALÍTICA. Verbo “ser” +
“particípio”. O agente é indeterminado.
3) Uma senhora foi assaltada por um adolescente. VOZ PASSIVA ANALÍTICA. O
agente é “por um adolescente”.
4) Assaltou-se uma senhora. VOZ PASSIVA SINTÉTICA. O “se” é PA e “uma
senhora” é sujeito.
5) Arrumou-se para o jantar. VOZ REFLEXIVA. “Arrumou-se a si mesmo.” O
sujeito exerce e sofre a ação.
6) Recebeu-se o projeto com ceticismo. VOZ PASSIVA SINTÉTICA. “O projeto foi
recebido com ceticismo”. O “se” é PA. “O projeto” é sujeito. “Com ceticismo” é
adjunto adverbial de modo.
7) A comunidade científica recebeu o projeto com ceticismo. VOZ ATIVA.
8) O projeto foi recebido com ceticismo pela comunidade científica. VOZ
PASSIVA ANALÍTICA. Verbo “ser” + particípio. O agente da passiva é “pela
comunidade científica”.
9) Fazendeiros brasileiros ajudam a equipar a polícia. VOZ ATIVA.
10) Os resultados foram divulgados via tevê. VOZ PASSIVA ANALÍTICA. Agente
da passiva indeterminado. “Via tevê” é adjunto adverbial de meio. Se fosse
“pela tevê” aí seria agente da passiva.
11) “A Bíblia é uma coleção de lendas veneráveis, mas primitivas e infantis.”
(Albert Einstein) VOZ ATIVA.

REESCRITURA DA VOZ ATIVA EM PASSIVA ANALÍTICA

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IMPORTANTE!
A transformação de voz ativa em passiva só poderá ser feita se houver
transitividade direta. Mesmo assim, algumas construções de voz ativa
com verbo transitivo direto não podem ser transformadas em passiva, por
impedimento semântico.
Exemplo:
 Havia motivo suficiente para não voltar mais. (V.T.D)
 Motivo suficiente era havido?!?
Os verbos OBEDECER e DESOBEDECER, embora transitivos indiretos, aceitam
voz passiva. O uso também acabou consagrando construções com outros
verbos transitivos indiretos como pagar, perdoar, assistir e responder. Nas
provas de concurso público, porém, as bancas costumam evitar esse tipo de
questão.

Na conversão da voz ativa em passiva, deve atentar-se para o tempo do verbo


da voz ativa; da passiva para a ativa, observa-se o tempo do verbo auxiliar.
Exemplo:
 Recebo / Recebi / Recebera / Recebia a proposta.
 A proposta é / foi / fora / era recebida.

2. Nas frases abaixo, reescreva a voz ativa em passiva analítica.


1ª Instrução: Destaque sujeito, tempo do verbo e OD na voz ativa.
2ª Instrução: OD. vira sujeito.
3ª Instrução: Acrescenta-se o verbo “ser”, que ficará no mesmo tempo do
verbo da voz ativa.
4ª Instrução: o sujeito da voz ativa vira agente da passiva, antecedido da
preposição “por”.
1) Algumas pessoas colecionam moedas e selos antigos.
2) O pessoal não vê o autoritarismo como alternativa.
3) O Governo de nosso Estado combate e denuncia todas as formas de
violência.
4) O escândalo do Orçamento expôs definitivamente a indústria da miséria. 
5) O Brasil não resolverá os problemas da miséria.
6) O Governo havia transferido tarefas e recursos aos municípios.

GABARITO:
1) Algumas pessoas colecionam moedas e selos antigos. “Algumas pessoas” é
sujeito / “Colecionam” é o verbo no tempo presente / “moedas e selos antigos”
é OD. Portanto, a transposição é: “Moedas e selos antigos são colecionados
por algumas pessoas”.
2) O pessoal não vê o autoritarismo como alternativa. “O pessoal” é sujeito
/ “Vê” é o verbo no tempo presente / “O autoritarismo” é OD. Portanto, a
transposição é: “O autoritarismo não é visto pelo pessoal como alternativa”.

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3) O Governo de nosso Estado combate e denuncia todas as formas de


violência. “O Governo de nosso estado” é sujeito / “Combate e denuncia” são
os verbos / “todas as formas de violência” é OD. Portanto, a transposição é:
“Todas as formas de violência são combatidas e denunciadas pelo Governo de
nosso estado”. O sujeito vira agente da passiva e vem seguido da preposição
“por”.
4) O escândalo do Orçamento expôs definitivamente a indústria da miséria. “O
escândalo do Orçamento” é sujeito / “expôs” é o verbo / “a indústria da
miséria” é OD. Portanto, a transposição é: “A indústria da miséria foi exposta
pelo escândalo do Orçamento definitivamente”.
5) O Brasil não resolverá os problemas da miséria. “O Brasil” é sujeito /
“resolverá” é o verbo no futuro do presente / “os problemas da miséria” é
OD. Portanto, a transposição é: “Os problemas da miséria não serão resolvidos
pelo Brasil”.
6) O Governo havia transferido tarefas e recursos aos municípios. “O governo”
é sujeito / “Havia transferido” é locução verbal / “tarefas e recursos” é OD /
“aos municípios” é o OI. Portanto, a transposição é: “Tarefas e recursos haviam
sido transferidos pelo Governo aos municípios”. O verbo “haver” flexionou,
pois ele não é aquele “haver” com sentido de existir e sim o “haver” auxiliar
que deve concordar com o seu sujeito “tarefas e recursos”.

Dica para frases com locução verbal: Devemos somar sempre o verbo “ser”:
se a frase vier com dois verbos, no final você terá três verbos e aí por diante.
Atenção: o verbo “ser” ficará no tempo do verbo principal da voz ativa.

REESCRITURA DA VOZ PASSIVA ANALÍTICA EM ATIVA

Voz Passiva
Engenheiro da Eletrobrás é atacado por índios.
Voz Ativa
Índios atacam engenheiro da Eletrobrás.

Dica:
Ao sair da passiva analítica para a ativa, sai o verbo “ser”, o qual transfere a sua
carga temporal para o verbo que vem depois.

IMPORTANTE!
Se, na transposição de voz passiva analítica para a ativa, o agente for
indeterminado, o sujeito na voz ativa também será, e vice-versa.
Exemplo:
 Policiais foram atacados a tiros. (Voz passiva com agente indeterminado)
 Atacaram policiais a tiros. (Voz ativa com sujeito indeterminado)

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3. Nas frases abaixo, reescreva a voz passiva em ativa.


1ª Instrução: Destaque sujeito paciente, o verbo “ser” e o agente da passiva.
2ª Instrução: O agente da passiva vira sujeito, extraindo-se a preposição “por”.
Se o agente da passiva for indeterminado o sujeito será indeterminado.
3ª Instrução: Sai o verbo “ser”.
4ª Instrução: O sujeito paciente volta a ser OD.
1) A cidade era sacudida e inquietada por uma trovoada surda e cava.
2) Os presos eram proibidos de usar barbas e cabelos longos.
3) Com verba do Estado, dezoito composições já estão sendo reformadas.
4) As palavras precisavam ser interpretadas.

GABARITO:
1) A cidade era sacudida e inquietada por uma trovoada surda e cava. “Cidade”
é o sujeito paciente / Verbo “era” / “Por uma trovoada surda e cava” é o agente
da passiva. Portanto, a transposição é: “Uma trovoada surda e cava sacudia e
inquietava a cidade”.
2) Os presos eram proibidos de usar barbas e cabelos longos. “Presos” é o
sujeito paciente / Verbo “eram” / Agente da passiva indeterminado. Portanto,
a transposição é: “Proibiam os presos de usar barbas e cabelos longos”.
3) Com verba do Estado, dezoito composições já estão sendo reformadas.
“Dezoito composições” é o sujeito paciente / Locução verbal “estão sendo
reformadas” / Agente da passiva indeterminado / “Com verba do Estado” é
adjunto adverbial de meio. Portanto, a transposição é: “Já estão reformando
dezoito composições com verba do Estado”.
4) As palavras precisavam ser interpretadas. “As palavras” é o sujeito paciente
/ Verbos “precisavam ser interpretadas” / Agente da passiva indeterminado.
Portanto, a transposição é: “Precisavam interpretar as palavras”.

REESCRITURA DA VOZ PASSIVA SINTÉTICA EM ATIVA


VOZ PASSIVA ANALÍTICA VOZ ATIVA
Aluga-se casa. Alugam casa.

MACETE:
Para saber se uma frase está na passiva sintética, passe para a analítica.
Exemplo:
 Casa é alugada.

Quando uma frase está na passiva sintética: “Aluga-se casa”, o verbo “aluga”
é VTD, mas o que vem depois não é OD e sim sujeito. Como já vimos, o verbo
deverá concordar com o seu sujeito: “Alugam-se casas” / “Casas são alugadas”.
A voz passiva sintética é econômica. Ela não tem o verbo “ser” e não informa
quem é o agente da passiva.

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IMPORTANTE!
Em geral, na voz passiva sintética o agente é indeterminado. Logo, na
transposição da voz passiva sintética em ativa, o sujeito da voz ativa será
indeterminado (o verbo, na voz ativa, ficará na 3ª pessoa do plural) e o
pronome apassivador é retirado.
Exemplo:
 Omitiu-se uma informação importante. (agente indeterminado)
 Omitiram uma informação importante. (sujeito indeterminado)

4. Nas frases abaixo, reescreva a voz passiva sintética para analítica e ativa.
1) Recusou-se o convite.
2) Contou-se a verdade.
3) Das fendas de uma rocha se desprendiam emanações.
4) Dão-se aulas inesquecíveis aqui.

GABARITO
1) Recusou-se o convite. O convite foi recusado / Recusaram o convite.
2) Contou-se a verdade. A verdade foi contada / Contaram a verdade.
3) Das fendas de uma rocha se desprendiam emanações. Emanações eram
desprendidas das fendas de uma rocha / Desprendiam emanações das fendas
de uma rocha.
4) Dão-se aulas inesquecíveis aqui. Aulas inesquecíveis são dadas aqui / Dão
aulas inesquecíveis aqui.

QUESTÕES
(FCC) NÃO admite transposição para a voz passiva o seguinte segmento:
a) Resolvi bem esse problema (...)
b) É preciso, pois, desenvolver o ethos da nação (...)
c) Ele precisa valorizar essa convivência (...)
d) (...) está na ética uma garantia para um pleno convívio social.
e) (...) que as ações dos outros encontrem nele plena aprovação.

(MPE) Muitas vezes no texto, como em “se a mãe for bem alimentada”, se
utiliza a voz passiva; a alternativa em que isso também ocorre é:
a) “O corpo humano necessita de alimentos”;
b) “para se manter ativo”;
c) “a fim de que tenha energia suficiente”;
d) “se não for atendida essa necessidade”;
e) “para se desenvolver fisicamente”.

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(FCC) Transpondo a frase “os extraordinários acontecimentos pareciam dividir


nitidamente o mundo entre os defensores e os inimigos da liberdade e do
progresso social” para a voz passiva, a forma verbal corretamente obtida é:
a) parecia ser dividido.
b) pareciam ter sido divididos.
c) tinha sido dividido.
d) tinha parecido dividir.
e) pareciam dividirem.

(FCC) ...onde são degradadas por bactérias.


Transpondo-se a frase para a voz ativa, a forma verbal passa a ser corretamente:
a) degradou.
b) degradam.
c) seriam degradadas.
d) tinham degradado.
e) está sendo degradada.

(CESPE/UNB – ADAPTADA) Julgue a alternativa a seguir:


Já nessa época, os notários (que redigiam os contratos) eram obrigados a
exigir certidões dos teminai (responsáveis pelos registros) para que se pudesse
dispor de imóveis.
Em “para que se pudesse dispor de imóveis”, o pronome “se” exerce a função
de partícula apassivadora.
( ) CERTO ( ) ERRADO

GABARITO
(FCC) NÃO admite transposição para a voz passiva o seguinte segmento:
a) Resolvi bem esse problema (...)
b) É preciso, pois, desenvolver o ethos da nação (...)
c) Ele precisa valorizar essa convivência (...)
d) (...) está na ética uma garantia para um pleno convívio social. O verbo,
nessa frase, é intransitivo. “Na ética” é adjunto adverbial de lugar.
e) (...) que as ações dos outros encontrem nele plena aprovação.
Dica: uma frase na voz ativa precisa ter objeto direto para poder ser passada
para a voz passiva.

(MPE) Muitas vezes no texto, como em “se a mãe for bem alimentada”, se
utiliza a voz passiva; a alternativa em que isso também ocorre é:
a) “O corpo humano necessita de alimentos”; Voz ativa. VTI.
b) “para se manter ativo”; Voz reflexiva.

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c) “a fim de que tenha energia suficiente”; Voz ativa.


d) “se não for atendida essa necessidade”;
e) “para se desenvolver fisicamente”. Voz reflexiva.

(FCC) Transpondo a frase “os extraordinários acontecimentos pareciam dividir


nitidamente o mundo entre os defensores e os inimigos da liberdade e do
progresso social” para a voz passiva, a forma verbal corretamente obtida é:
a) parecia ser dividido.
Dica: o verbo “ser” deverá ficar no tempo do verbo principal (o último verbo).

(FCC) ... Onde são degradadas por bactérias.


Transpondo-se a frase para a voz ativa, a forma verbal passa a ser corretamente:
b) degradam. Bactérias degradam.

(CESPE/UNB – ADAPTADA) Já nessa época, os notários (que redigiam os


contratos) eram obrigados a exigir certidões dos teminai (responsáveis pelos
registros) para que se pudesse dispor de imóveis.
Em “para que se pudesse dispor de imóveis”, o pronome “se” exerce a função
de partícula apassivadora.
ERRADO!
Basta observar que “imóveis” vem seguido de preposição e que, nesse caso,
o sujeito não pode ser preposicionado. Também basta observar que não é
possível transpor para a voz passiva analítica: “imóveis são dispostos” (fica
horrível!).
Se o “se” vier ligado a preposição não poderá ser PA, visto que o que vem
depois dele é sujeito. A função sintática do “se”, nessa frase, é PIS – Índice de
Indeterminação do Sujeito.

RESUMO DO APRENDIZADO
 Uma frase que admite transposição da ativa para a passiva é aquela
que possui VDT ou VTDI.
 Diante de um “se” na frase, verifique a transitividade do verbo e
tente transportar tal frase para a passiva analítica. Em caso positivo,
você estará diante de voz passiva sintética e o “se” será pronome
apassivador.
 A voz passiva reescreve a ativa, com a diferença de que a primeira
enfatiza o objeto direto da segunda, que passa a funcionar como
sujeito paciente.
 Na voz passiva, não existe, portanto, objeto direto, e sim sujeito
paciente, apesar de o verbo ter transitividade direta. Por isso, atenção
à concordância verbal na voz passiva sintética.

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OBSERVAÇÕES IMPORTANTES:
1ª. Quando se passa uma frase da ativa para a passiva, está se fazendo
reescritura.
2ª. A diferença é que a voz passiva enfatiza o OD da ativa, que vira sujeito.
3ª. É por isso que uma frase na voz ativa só pode ir para a passiva se possuir
OD, o que só é possível com VTD ou VTDI.
4ª. Para saber se uma frase está na passiva sintética, passe para a analítica.

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PERÍODO COMPOSTO

CONCEITO
Possui mais de uma oração. O período composto divide-se em:

POR COORDENAÇÃO:

Sequência de orações em que uma oração não exerce função sintática da


outra.
Apresenta uma oração coordenada assindética (sem conectivo) e uma oração
coordenada sindética (com conectivo).

ASSINDÉTICAS (SEM CONECTIVO):


Exemplo:
 Não corra, não mate, não morra.

SINDÉTICAS (COM CONECTIVO):

Aditivas
Exemplo:
 Chegou [e foi deitar-se].

Adversativas
Exemplo:
 Estudava bastante, [porém não tinha método].

Alternativas
Exemplo:
 Leia um livro [ou ouça um pouco de música].

Conclusivas
Exemplo:
 Você é meu convidado, [portanto meu amigo].

Explicativas
Exemplo:
 Venha, [pois estarei te aguardando].

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EXERCÍCIOS
5. Dividir os períodos e classificar as orações:
1) Estuda, trabalha, esforça-se.
2) Não se levantou nem o aplaudiu.
3) Você me quer forte, e eu não sou forte mais.
4) Você conhece as regras, não reclame, pois, dos obstáculos.
5) Chegue cedo, pois preciso de você.

GABARITO
1) Estuda, / trabalha, / esforça-se. ORAÇÕES CORRDENADAS ASSINDÉTICAS.
2) Não se levantou / nem o aplaudiu. ORAÇÃO COORDENADA ASSINDÉTICA /
ORAÇÃO CORRDENADA SINDÉTICA ADITIVA.
3) Você me quer forte, / e eu não sou forte mais. ORAÇÃO COORDENADA
ASSINDÉTICA / ORAÇÃO COORDENADA SINDÉTICA ADVERSATIVA (porém eu
não sou mais forte).
4) Você conhece as regras, / não reclame, pois, dos obstáculos. ORAÇÃO
COORDENADA ASSINDÉTICA / ORAÇÃO COORDENADA SINDÉTICA CONCLUSIVA.
5) Chegue cedo, / pois preciso de você. ORAÇÃO COORDENADA ASSINDÉTICA
/ ORAÇÃO COORDENADA SINDÉTICA EXPLICATIVA.

POR SUBORDINAÇÃO:

Sequência de orações em que uma é termo sintático da outra. Apresenta uma


oração principal e uma oração subordinada, que pode ser substantiva, adjetiva
ou adverbial.

ORAÇÕES SUBORDINADAS SUBSTANTIVAS


Equivalem a um substantivo (=isto). Apresentam-se introduzidas pelas
conjunções integrantes “que” e ”se” ou por pronome indefinido, pronome ou
advérbio interrogativo. Por ter valor de substantivo, tais orações podem ser
tudo aquilo que o substantivo pode ser!
Existem seis tipos de orações subordinadas substantivas:

1. SUBJETIVAS (SUJEITO):
Exercem a função sintática de sujeito. É o chamado “sujeito oracional” que
será estudado em sintaxe avançada.
Mas, como identificar na frase que a oração está exercendo a função de
sujeito? Existem três formas:

Verbo na 3ª Pessoa do Singular:


(convir, cumprir, importar, urgir, acontecer, parecer etc.) seguidos de QUE, SE.
Exemplo:
Parece / [que ela chega hoje].

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Parece isto: que ela chega hoje. Não tem perfil de oração coordenada. Quando
for possível trocarmos por “isto”, temos a prova de que a oração é subordinada
substantiva. Mas, como faremos para saber o tipo? Pergunte primeiramente
pelo sujeito: “o que é que parece? Que ela chega hoje”. Lembre-se de que você
deverá perguntar pelo sujeito usando o verbo da oração principal, que é aquela
que vem sem a conjunção. Ora, “que ela chega hoje” é o sujeito. Portanto, a
oração em análise é subordinada substantiva subjetiva.

Expressões na Voz Passiva:


Sabe-se, soube-se, diz-se, conta-se, é sabido, estava decidido etc.
Exemplo:
Não se sabia / [se era verdade].
Não se sabia isto: se era verdade. Não tem perfil de oração coordenada. Quando
for possível trocarmos por “isto”, temos a prova de que a oração é subordinada
substantiva. Mas, como faremos para saber o tipo? Pergunte primeiramente
pelo sujeito: “o que é que não se sabia? Se era verdade”. Lembre-se de que
você deverá perguntar pelo sujeito usando o verbo da oração principal, que é
aquela que vem sem a conjunção. Ora, “se era verdade” é o sujeito. Portanto,
a oração em análise é subordinada substantiva subjetiva. O “se” de “não se
sabia” é PA – Partícula Apassivadora da voz passiva (Isso não era sabido).

Verbo de Ligação + Predicativo:


É bom, é conveniente, está claro etc.
Exemplo:
É claro / [que ficarás bom].
Não tem perfil de oração coordenada. Perceba que, nesse caso, não é possível
trocarmos por “isto”. Sendo assim, pergunte diretamente pelo sujeito: “o que é
que é claro? Que ficarás bom é claro – Isto é claro: que ficarás bom”. Lembre-se
de que você deverá perguntar pelo sujeito usando o verbo da oração principal,
que é aquela que vem sem a conjunção. Ora, “que ficarás bom” é o sujeito.
Portanto, a oração em análise é subordinada substantiva subjetiva.

Observação:
1. Primeiro destaque os verbos na frase a ser analisada;
2. Separe as orações colocando uma barrinha entre elas (antes da conjunção);
3. Perceba se a oração é coordenada ou não para eliminar as possibilidades;
4. Troque por “isto” ou por outro substantivo, o que for melhor para poder
identificar se a oração é ou não subordinada substantiva.
5. Quando trocamos a outra oração por “isto”, a única coisa que conseguimos
saber é se ela é ou não substantiva. Se ela for substantiva, ainda teremos que
saber qual o tipo (subjetiva, objetiva direta, objetiva indireta, predicativa,
completiva nominal ou apositiva).
6. No desespero vai ao verbo da oração principal e pergunte pelo seu sujeito.
Se encontrar o sujeito, então a oração será subordinada substantiva subjetiva.
7. Lembre-se de que a oração principal é aquela que vem sem o conectivo.
Dada a sua importância, é ao verbo dela que deveremos sempre perguntar
pelo sujeito.
8. Vale ressaltar que a oração principal não tem nenhuma função sintática.

Venha estudar comigo! @myraeditora 215


Por Simone Pavanello Muniz

2. OBJETIVAS DIRETAS:
Exercem a função de objeto direto. É o chamado “objeto direto oracional”.
Exemplos:
Sei / [que meu time vai ganhar].
Sei isto: que meu time vai ganhar. Não tem perfil de oração coordenada. Quando
for possível trocarmos por “isto”, temos a prova de que a oração é subordinada
substantiva. Mas, como faremos para saber o que a oração subordinada é em
relação à oração principal? Quem sabe, sabe alguma coisa. Nesse caso, “que
meu time vai ganhar” é objeto direto oracional da oração principal. Portanto,
a oração em análise é subordinada substantiva objetiva direta.

Sabe dizer [se ela tem namorado?].


Sabe dizer isto: se ela tem namorado. Não tem perfil de oração coordenada.
Quando for possível trocarmos por “isto”, temos a prova de que a oração
é subordinada substantiva. Mas, como faremos para saber o que a oração
subordinada é em relação à oração principal? A oração principal possui
uma locução verbal. Deveremos verificar a transitividade do verbo principal
(sempre o segundo verbo) Quem diz, diz alguma coisa. Nesse caso, “se ela tem
namorado” é objeto direto oracional da oração principal. Portanto, a oração
em análise é subordinada substantiva objetiva direta.

3. OBJETIVAS INDIRETAS:
Exercem a função de objeto indireto. É o chamado “objeto indireto oracional”.
Exemplos:
Lembrou-se / [de que deveria fazer o exercício].
Lembrou-se disto: de que deveria fazer o exercício. Não tem perfil de oração
coordenada. Quando for possível trocarmos por “isto”, temos a prova de que
a oração é subordinada substantiva. Mas, como faremos para saber o que a
oração subordinada é em relação à oração principal? Analise a transitividade
do verbo! Quem se lembra, se lembra de. Nesse caso, “de que deveria fazer o
exercício” é objeto indireto oracional da oração principal. Portanto, a oração
em análise é subordinada substantiva objetiva indireta.

Só dê alegrias / [a quem as merece].


O verbo da oração principal é VTDI. Quem dá, dá alguma coisa a alguém.
Não tem perfil de oração coordenada. Nesse caso, “a quem as merece” é
objeto indireto oracional da oração principal. Portanto, a oração em análise é
subordinada substantiva objetiva indireta. “Alegrias” é o OD.

4. COMPLETIVAS NOMINAIS:
Exercem a função de complemento nominal.
Exemplo:
Tinha esperança [de que tudo melhoraria].
Tinha esperança disto: de que tudo melhoraria. Perceba que a relação da
oração subordinada não é mais com o verbo e sim com o nome: “esperança de
que tudo melhoraria”. A oração subordinada substantiva está completando o

216 www.myraeditora.com
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substantivo “esperança”. Portanto, a oração em análise é oração subordinada


substantiva completiva nominal. Cuidado para não confundir com objeto
indireto. Em que pese ela apresente uma preposição, está se referindo ao
nome e não ao verbo.

5. PREDICATIVAS:
Exercem a função de predicativo. Elas vêm sempre com verbo de ligação na
oração principal.
Exemplo:
A decisão que tomei é [que estás liberado].
A decisão que tomei é esta: “que estás liberado”. Percebeu que se trata de
uma oração subordinada substantiva e que a oração principal vem com verbo
de ligação, estará diante de uma oração subordinada substantiva predicativa.

6. APOSITIVAS:
Exercem função de aposto explicativo. Normalmente elas vêm com dois
pontos, travessão, vírgula.
Exemplo:
Só tinha uma esperança: [que melhorasse].

EXERCÍCIOS
6. Dividir os períodos e classificar as orações:
1) É preciso que fiques bom.
2) Não sabia se era verdade.
3) Quem canta seus males espanta.
4) Lembrou-se de que deveria fazer o relatório.
5) Tinha certeza de que tudo passaria.
6) Só desejo uma coisa: que não chova.

GABARITO
1) É preciso / que fiques bom. ORAÇÃO PRINCIPAL / ORAÇÃO SUBORDINADA
SUBSTANTIVA SUBJETIVA.
2) Não sabia / se era verdade. ORAÇÃO PRINCIPAL / ORAÇÃO SUBORDINADA
SUBSTANTIVA OBJETIVA DIRETA.
3) Quem canta / seus males espanta. Nessa frase, a oração principal é a
segunda, pois é a primeira oração que traz consigo o pronome. “Alguém seus
males espanta”. Vá ao verbo da oração principal e pergunte pelo sujeito: quem
é que espanta seus males: quem canta (alguém). Nesse caso, “quem canta” é o
sujeito da oração principal. ORAÇÃO SUBORDINADA SUBSTANTIVA SUBJETIVA
/ ORAÇÃO PRINCIPAL.
4) Lembrou-se / de que deveria fazer o relatório. ORAÇÃO PRINCIPAL / ORAÇÃO
SUBORDINADA SUBSTANTIVA OBJETIVA INDIRETA.

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5) Tinha certeza / de que tudo passaria. ORAÇÃO PRINCIPAL / ORAÇÃO


SUBORDINADA SUBSTANTIVA COMPLETIVA NOMINAL.
6) Só desejo uma coisa: / que não chova. ORAÇÃO PRINCIPAL / ORAÇÃO
SUBORDINADA SUBSTANTIVA APOSITIVA.

ORAÇÕES SUBORDINADAS ADJETIVAS


São introduzidas pelos pronomes relativos. Modificam o substantivo, como
um adjetivo.
Exercem a função de adjunto adnominal. São introduzidas por pronomes
relativos e se dividem em Restritivas e Explicativas.

Restritivas: aquelas que não podem sair da frase.


Limitam, restringem o seu antecedente.
Exemplo:
O aluno que estuda passa / O aluno o qual estuda passa. Não é qualquer
aluno que passa, é apenas o aluno que estuda. A oração subordinada adjetiva
restritiva vem sempre sem vírgulas.

Explicativas: aquelas que podem sair da frase.


Elas encerram uma explicação, uma informação adicional e dispensável.
Exemplo:
O homem, que é um ser mortal, vive em constante conflito. Perceba que se
trata apenas de uma explicação e que pode ser retirada da frase. Elas vêm
sempre entre vírgulas (ou travessões).

IMPORTANTE!
Ambas as orações adjetivas iniciam-se com pronome relativo, referindo-se a
um substantivo antecedente. Portanto, como diferenciá-las?
1. A oração adjetiva restritiva vem sem vírgulas. A oração adjetiva explicativa
vem entre vírgulas.
2. A oração adjetiva restritiva apresenta informação que não pode ser retirada
da frase. A oração adjetiva explicativa traz informação que pode ser dispensada
da frase.
3. Por isso, diante de uma oração adjetiva, a colocação ou a retirada das
vírgulas gera mudança de sentido do período (é isso que cai nas provas!).
Exemplos:
 Os funcionários que querem sair cedo vão iniciar logo o trabalho.
 Os funcionários, que querem sair cedo, vão iniciar logo o trabalho.

EXERCÍCIOS
7. Dividir os períodos e classificar as orações:
1) As crianças que estavam com as caras lambuzadas divertiram-se à beça.
2) As crianças, que estavam com as caras lambuzadas, divertiram-se à beça.

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GABARITO
1) As crianças / que estavam com as caras lambuzadas / divertiram-se à beça.
Oração Principal “as crianças divertiam-se à beça”. Oração Adjetiva “que
estavam com as caras lambuzadas”. O pronome relativo “que” é a dica que
precisamos para saber que se trata de uma oração subordinada adjetiva
restritiva, visto que veio sem as vírgulas.
2) As crianças, / que estavam com as caras lambuzadas, / divertiram-se à beça.
Oração Principal “as crianças divertiam-se à beça”. Oração Adjetiva “que
estavam com as caras lambuzadas”. O pronome relativo “que” é a dica que
precisamos para saber que se trata de uma oração subordinada adjetiva
explicativa, visto que veio entre as vírgulas.

ORAÇÕES SUBORDINADAS ADVERBIAIS


Modificam o verbo, como um advérbio. Exercem a função de adjunto adverbial.
São introduzidas por conjunções subordinativas adverbiais.
Lembre-se de que a oração que vem sem o conectivo é a oração principal e a
oração que vem com o conectivo é a subordinada.

Dividem-se em:

1) Causal:
Exemplo:
Como era acanhado, não interrogava ninguém.

2) Comparativa:
Exemplo:
É tão acanhado quanto o pai.

3) Concessiva:
Exemplo:
Embora fosse feio, ele agradava.

4) Condicional:
Exemplo:
Se chover, não estudarei.

5) Conformativa:
Exemplo:
Cada um colhe conforme semeia.

Venha estudar comigo! @myraeditora 219


Por Simone Pavanello Muniz

6) Consecutiva:
Exemplo:
Era tão linda, que me alucinava.

7) Final:
Exemplo:
Fiz-lhe sinal para que me socorresse.

8) Proporcional:
Exemplo:
À medida que estudava, aprendia.

9) Temporal:
Exemplo:
Aprendo quando estudo com atenção.

EXERCÍCIO

8. Dividir os períodos e classificar as orações:


1) Como ainda havia dúvidas, fiquei por mais tempo.
2) Apenas ele chega a casa, ela fica toda contente.
3) Recebeu tantos elogios quanto o irmão.
4) Mesmo que fizesse frio, ele ia aos estádios.
5) Caso tudo corra bem, voltarei amanhã.
6) O prazer é tão próximo da dor, que muitas vezes se chora de alegria.
7) É preciso rezar para que não aconteçam novas tragédias.
8) Quanto mais insiste, mais tem dificuldade de entender.
9) Fez a tarefa como combinamos.

GABARITO
1) Como ainda havia dúvidas, / fiquei por mais tempo. ORAÇÃO SUBORDINADA
ADVERBIAL CAUSAL / ORAÇÃO PRINCIPAL.
2) Apenas (assim que / logo que) ele chega a casa, / ela fica toda contente.
ORAÇÃO SUBORDINADA ADVERBIAL TEMPORAL / ORAÇÃO PRINCIPAL.
3) Recebeu tantos elogios / quanto o irmão. ORAÇÃO PRINCIPAL / ORAÇÃO
SUBORDINADA ADVERBIAL COMPARATIVA.
4) Mesmo que fizesse frio, / ele ia aos estádios. ORAÇÃO SUBORDINADA
ADVERBIAL CONCESSIVA / ORAÇÃO PRINCIPAL.
5) Caso tudo corra bem, / voltarei amanhã. ORAÇÃO SUBORDINADA ADVERBIAL
CONDICIONAL / ORAÇÃO PRINCIPAL.

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6) O prazer é tão próximo da dor, / que muitas vezes se chora de alegria.


ORAÇÃO PRINCIPAL / ORAÇÃO SUBORDINADA ADVERBIAL CONSECUTIVA.
7) É preciso rezar / para que não aconteçam novas tragédias. ORAÇÃO
PRINCIPAL / ORAÇÃO SUBORDINADA ADVERBIAL FINAL.
8) Quanto mais insiste, / mais tem dificuldade de entender. ORAÇÃO
SUBORDINADA ADVERBIAL PROPORCIONAL / ORAÇÃO PRINCIPAL.
9) Fez a tarefa / como combinamos. ORAÇÃO PRINCIPAL / ORAÇÃO
SUBORDINADA ADVERBIAL CONFORMATIVA.

IMPORTANTE!
Para classificar as orações na frase, siga o seguinte raciocínio:
1. Comece perguntando se a oração apresenta algum valor semântico, daqueles
pertencentes às orações coordenadas (adição, adversidade, alternância,
explicação...) ou subordinadas adverbiais (causa, consequência, concessão,
finalidade...).
2. Caso ela não apresente nenhum dos dois valores, verifique se ela pode ser
substituída por um substantivo (=isto). Em caso positivo, ela será subordinada
substantiva.
3. Em caso negativo, veja se a oração se inicia com um pronome relativo,
referindo-se a um substantivo antecedente. Em caso afirmativo, ela será
subordinada adjetiva.

9. Classifique as orações destacadas:


1) Não saia daqui, sem que eu lhe chame.
2) Juçara fuma, e não traga.
3) Como era Natal, oramos em agradecimento.
4) Diz-se que Homero era cego.
5) Não gosto que você saia à noite.
6) Que seja tudo como Deus quiser...
7) Vou dizer a verdade, nem que me prendam.
8) Amo-a, que é um desespero!
9) Fiz-lhe um sinal que se calasse.
10) O lago está na minha fazenda, por conseguinte me pertence.
11) Tanto leciono quanto advogo.
12) O jornal, que ainda ninguém leu, está ali.
13) Só uma coisa sabemos: que não sabemos nada.
14) Minha vontade é que aprenda português.

GABARITO
1) Não saia daqui, sem que eu lhe chame. ORAÇÃO SUBORDINADA ADVERBIAL
CONDICIONAL.

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2) Juçara fuma, e não traga. ORAÇÃO COORDENADA SINDÉTICA ADVERSATIVA.


3) Como era Natal, oramos em agradecimento. ORAÇÃO SUBORDINADA
ADVERBIAL CAUSAL.
4) Diz-se que Homero era cego. ORAÇÃO SUBORDINADA SUBSTANTIVA
SUBJETIVA.
5) Não gosto que você saia à noite. ORAÇÃO SUBORDINADA SUBSTANTIVA
OBJETIVA INDIRETA.
6) Que seja tudo como Deus quiser... ORAÇÃO SUBORDINADA ADVERBIAL
CONFORMATIVA.
7) Vou dizer a verdade, nem que me prendam. ORAÇÃO SUBORDINADA
ADVERBIAL CONCESSIVA.
8) Amo-a (TANTO), que é um desespero! ORAÇÃO SUBORDINADA ADVERBIAL
CONSECUTIVA (CONSEQUÊNCIA).
9) Fiz-lhe um sinal que se calasse. ORAÇÃO SUBORDINADA ADVERBIAL FINAL.
10) O lago está na minha fazenda, por conseguinte me pertence. ORAÇÃO
COORDENADA SINDÉTICA CONCLUSIVA.
11) Tanto leciono quanto advogo. ORAÇÃO COORDENADA SINDÉTICA ADITIVA.
12) O jornal, que ainda ninguém leu, está ali. ORAÇÃO SUBORDINADA ADJETIVA
EXPLICATIVA.
13) Só uma coisa sabemos: que não sabemos nada. ORAÇÃO SUBORDINADA
SUBSTANTIVA APOSITIVA.
14) Minha vontade é que aprenda português. ORAÇÃO SUBORDINADA
SUBSTANTIVA PREDICATIVA.

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FUNÇÕES SINTÁTICAS DO PRONOME


RELATIVO

CONCEITO
Todo pronome relativo exerce função sintática na oração adjetiva à qual ele
pertence.

Exemplos:

a) Sujeito:
O candidato [que estuda] aprende.

b) Objeto Direto:
Há coisas [que aprendemos tarde.] Tenho tudo [quanto quero.].

c) Objeto Indireto:
Este é o livro [a que me referi.].

d) Predicativo:
Somos o [que somos.].

e) Adjunto Adnominal:
O livro [cujo autor foi premiado] é excelente.

f) Complemento Nominal:
Esta é a noção [de que temos certeza.].

g) Agente da Passiva:
Esta é a mulher [por quem fui apresentado.].

h) Adjunto Adverbial:
A rua [onde moro] está interditada.

DICAS PARA SE DETECTAR A FUNÇÃO SINTÁTICA DE UM PRONOME RELATIVO


NA ORAÇÃO ADJETIVA:
1. Isole a oração adjetiva.
2. Destaque o pronome relativo, substituindo-o por seu antecedente na oração
principal.
3. Coloque a oração adjetiva na ordem direta.

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10. Dê a função sintática dos pronomes relativos nas frases adjetivas abaixo:
a) Leia o livro que ele indicou.
b) Ele é uma pessoa que sempre me ajudou.
c) Esta não é uma ação de que se possa ter orgulho.
d) Pegue o material de que precisamos.
e) Ele é o que sempre quis ser.

11. Classifique as orações subordinadas (substantivas, adjetivas ou


adverbiais) destacadas:
a) É urgente reconhecer a necessidade de um trabalho mais efetivo com a
palavra. 
b) Quem tem a palavra detém o poder. 
c) Mudar a sociedade é mudar o homem. 
d) Sei que esperavas desde o início que eu te dissesse hoje o meu canto solene. 
e) Sei que a única alma que eu possuo é mais numerosa que os cardumes do
mar.
f) Basta que ele tenha existido para que a memória o corrompa com lembranças
superpostas. 
g) Não sei no que pensa. 
h) A escola não está vencendo o desafio de alfabetizar funcionalmente a
parcela da população que consegue chegar a ela. 
i) Entende-se bem que D. Tonica observasse a contemplação dos dois. 
j) Ao analisar o desempenho da economia brasileira, os empresários afirmaram
que os resultados eram bastante razoáveis. 
k) Se quiserem, serão beneficiados com a comenda. 
l) Todos aqui sabem se eles virão ao culto esta noite?
m) É certo que as coisas melhorarão daqui em diante. 
n) Alguém percebeu, logo, que tudo era uma farsa.
o) Dê-me a caixa que está sobre a mesa.

QUESTÕES
(UERJ) “E eles sonham, imóveis, deslumbrados, que são dois velhos barcos...”
No verso, “que são dois velhos barcos” classifica-se como uma oração
subordinada:
a) substantiva objetiva direta.
b) substantiva subjetiva.
c) substantiva predicativa.
d) substantiva apositiva.
e) adjetiva explicativa.

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(CESPE/UNB – ADAPTADA) Julgue a alternativa a seguir, de acordo com o


respectivo texto:
Os homens ouviram calados, mas depois indagaram se Bilac era “poeta”
mesmo.
No trecho “mas depois indagaram se Bilac era ‘poeta’ mesmo”, em que se
verifica emprego de discurso indireto, a oração iniciada pelo conectivo
condicional “se” expressa uma hipótese acerca do que foi mencionado
anteriormente.
( ) CERTO ( ) ERRADO

GABARITO
10. Dê a função sintática dos pronomes relativos nas frases adjetivas abaixo:
a) Leia o livro / que ele indicou. “Ele indicou o livro”. Quem indica, indica uma
coisa. Esse “que” exerce função de objeto direto.
b) Ele é uma pessoa / que sempre me ajudou. “Uma pessoa sempre me
ajudou”. Quem é que sempre me ajudou? “Uma pessoa”. Esse “que” exerce
função de sujeito.
c) Esta não é uma ação / de que se possa ter orgulho. “Não posso ter orgulho
desta ação”. “Desta ação” se refere a “orgulho” (nome). Esse “que” exerce
função de complemento nominal.
d) Pegue o material / de que precisamos. “Precisamos do material”. Quem
precisa, precisa de. Esse “que” exerce função de objeto indireto.
e) Ele é o / que sempre quis ser. “Ele sempre quis ser aquilo”. Esse “que” exerce
a função de predicativo do sujeito. O verbo “ser”, que é de ligação, deixa isso
claro para nós.

11. Classifique as orações subordinadas (substantivas, adjetivas ou


adverbiais) destacadas:
a) É urgente reconhecer a necessidade de um trabalho mais efetivo com a
palavra.  ORAÇÃO SUBORDINADA SUBSTANTIVA SUBJETIVA REDUZIDA DE
INFINITIVO.
b) Quem tem a palavra detém o poder. Quem é que detém o poder? Quem tem
a palavra. ORAÇÃO SUBORDINADA SUBSTANTIVA SUBJETIVA
c) Mudar a sociedade é mudar o homem. Com verbo de ligação eu sou feliz!
ORAÇÃO SUBORDINADA SUBSTANTIVA PREDICATIVA REDUZIDA DE INFINITIVO.
d) Sei que esperavas desde o início / que eu te dissesse hoje o meu canto
solene. ORAÇÃO SUBORDINADA SUBSTANTIVA OBJETIVA DIRETA (verbo ser) /
ORAÇÃO SUBORDINADA SUBSTANTIVA OBJETIVA DIRETA (verbo esperar).
e) Sei que a única alma que eu possuo é mais numerosa que os cardumes do
mar. ORAÇÃO SUBORDINADA ADJETIVA RESTRITIVA / ORAÇÃO SUBORDINADA
ADVERBIAL COMPARATIVA.
f) Basta que ele tenha existido / para que a memória o corrompa com
lembranças superpostas. ORAÇÃO SUBORDINADA SUBSTANTIVA SUBJETIVA /
ORAÇÃO SUBORDINADA ADVERBIAL FINAL.
g) Não sei no que pensa. “Não sei naquilo que pensa”. O “que” é um pronome
relativo que está retomando “o”. ORAÇÃO SUBORDINADA ADJETIVA RESTRITIVA.

Venha estudar comigo! @myraeditora 225


Por Simone Pavanello Muniz

h) A escola não está vencendo o desafio de alfabetizar funcionalmente a


parcela da população que consegue chegar a ela.  ORAÇÃO SUBORDINADA
ADJETIVA RESTRITIVA.
i) Entende-se bem que D. Tonica observasse a contemplação dos dois. ORAÇÃO
SUBORDINADA SUBSTANTIVA SUBJETIVA.
j) Ao analisar o desempenho da economia brasileira, os empresários afirmaram
que os resultados eram bastante razoáveis.  ORAÇÃO SUBORDINADA
ADVERBIAL TEMPORAL REDUZIDA DE INFINITIVO (quando se analisa) /
ORAÇÃO SUBORDINADA SUBSTANTIVA OBJETIVA DIRETA.
k) Se quiserem, serão beneficiados com a comenda. ORAÇÃO SUBORDINADA
ADVERBIAL CONDICIONAL.
l) Todos aqui sabem se eles virão ao culto esta noite? ORAÇÃO SUBORDINADA
SUBSTANTIVA OBJETIVA DIRETA.
m) É certo que as coisas melhorarão daqui em diante. ORAÇÃO SUBORDINADA
SUBSTANTIVA SUBJETIVA.
n) Alguém percebeu, logo, que tudo era uma farsa. ORAÇÃO SUBORDINADA
SUBSTANTIVA OBJETIVA DIRETA.
o) Dê-me a caixa que está sobre a mesa. ORAÇÃO SUBORDINADA ADJETIVA
RESTRITIVA.

QUESTÕES
(UERJ) “E eles sonham, imóveis, deslumbrados, que são dois velhos barcos...”
No verso, “que são dois velhos barcos” classifica-se como uma oração
subordinada:
a) substantiva objetiva direta. Quem sonha, sonha alguma coisa.
b) substantiva subjetiva.
c) substantiva predicativa.
d) substantiva apositiva.
e) adjetiva explicativa.

(CESPE/UNB – ADAPTADA) Julgue a alternativa a seguir, de acordo com o


respectivo texto:
Os homens ouviram calados, mas depois indagaram se Bilac era “poeta”
mesmo.
No trecho “mas depois indagaram se Bilac era ‘poeta’ mesmo”, em que se
verifica emprego de discurso indireto, a oração iniciada pelo conectivo
condicional “se” expressa uma hipótese acerca do que foi mencionado
anteriormente.
ERRADO! O “se” não é condicional e sim uma conjunção integrante.
(Indagaram isto).
Quem indaga, indaga alguma coisa. O verbo é transitivo direto.

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Caderno de Anotações de Língua Portuguesa

RESUMO DO APRENDIZADO
 Orações devem ser contadas pelo número de verbos: para cada verbo,
uma oração.

 No período composto por coordenação, a oração sem conectivo é chamada


de assindética. Já no período composto por subordinação, a oração sem
conector é chamada de principal.

 As orações coordenadas não possuem relação sintática entre si, apenas


semântica. As orações subordinadas relacionam-se sintaticamente (uma é
sujeito da outra, ou objeto direto etc.).

 Ao classificar as orações, você deverá pensar em quatro tipos:

 Coordenadas ou subordinadas adverbiais (que podem ser identificadas


pelo valor semântico que suas conjunções apresentam);

 Subordinadas substantivas (que podem ser substituídas por “isto”) ou

 Subordinadas adjetivas (que se iniciam com pronome relativo, ligando-se


a um substantivo antecedente).

ESQUEMATIZANDO A MATÉRIA

Frase:
Frase é tudo o que faz sentido, ou seja, pode ter verbo ou não.
Frase nominal – é aquela que não tem verbo.
Frase verbal – é aquela que tem verbo = oração. Tudo o que tem verbo é uma
oração!

Período:
É a composição de orações.
Período Simples – é aquele que só possui uma oração, ou seja, um verbo. É a
chamada oração absoluta.
Período Composto – é aquele que possui duas ou mais orações.

O período composto pode ser por:


Coordenação – não há relação sintática entre as orações.
A oração coordenada pode ser:
• Assindética: O “A” de assindética é de negação. Significa que ela vem sem
o síndeto, ou seja, sem conjunção.
• Sindética: É aquela que tem o síndeto, ou seja, a conjunção. Existem cinco
tipos de conjunções coordenativas: aditivas, adversativas, alternativas,
conclusivas e explicativas.

Venha estudar comigo! @myraeditora 227


Por Simone Pavanello Muniz

Subordinação – há relação sintática entre as orações.


Nas orações por subordinação o que muda, em relação ao emprego ou não
dos conectivos, é apenas a nomenclatura:
• Oração Principal: sem conectivo.
• Oração Subordinada: com conectivo. Existem três tipos de orações
subordinadas: substantiva, adjetiva e adverbial.

ORAÇÃO ORAÇÃO ORAÇÃO ORAÇÃO


COORDENADA SUBORDINADA SUBORDINADA SUBORDINADA
SINDÉTICA SUBSTANTIVA ADJETIVA ADVERBIAL
Podem ser: = isto. Refere-se a Conjunções
substantivo. / Indicam
1) Aditivas; Exercem seis funções
Circunstâncias.
do substantivo: Vem com pronome
2) Adversativas;
relativo. São nove tipos:
1) Subjetiva (sujeito);
3) Alternativas;
Dois grupos: 1) Causal;
2) Objetiva Direta;
4) Conclusivas;
1) Restritiva – sem 2) Comparativa;
3) Objetiva Indireta;
5) Explicativas. as vírgulas.
3) Concessiva;
4) Apositiva;
2) Explicativa –
4) Condicional;
5) Completiva entre as vírgulas.
Nominal; 5) Conformativa;
6) Predicativa. 6) Consecutiva;
7) Final;
8) Proporcional;
9) Temporal.

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SINTAXE AVANÇADA

AS 12 FUNÇÕES DA PALAVRA “SE”

Esse capítulo em especial é o resultado de uma pesquisa minuciosa que realizei


acerca das 12 funções da palavra “se”, dada a sua relevância significativa nas
provas de concursos públicos. Acredito que depois dessa aula de “se” você
nunca mais errará uma questão, nem eu também. Amém! =D

PARTÍCULA “SE” CONJUNÇÃO


Pode ser:

• Conjunção subordinativa adverbial condicional;


• Conjunção subordinativa adverbial causal;
• Conjunção subordinativa adverbial concessiva;
• Conjunção subordinativa integrante.

Analisemos cada uma delas.

CONJUNÇÃO SUBORDINATIVA ADVERBIAL CONDICIONAL


Inicia uma oração subordinada adverbial condicional. Equivale a “caso”.

Há valor semântico de condição, hipótese.

Em outras palavras, o “se” condicional introduzirá uma oração que indica a


hipótese ou a condição para a ocorrência da oração principal (não é o fato
ocorrido propriamente dito).

Exemplo 1:

Se soubéssemos que o concurso não acabaria, teríamos estudado mais.

Caso soubéssemos que o concurso não acabaria, teríamos estudado mais.

Exemplo 2:

Se tivessem estudado, teriam chances de passar.

Caso tivessem estudado, teriam chances de passar.

CONJUNÇÃO SUBORDINATIVA ADVERBIAL CAUSAL


Inicia uma oração subordinada adverbial causal. Equivale a “já que”, “visto
que”, “uma vez que”.

Há valor semântico de causa, motivo, razão.

Venha estudar comigo! @myraeditora 229


Por Simone Pavanello Muniz

Em outras palavras: o “se” causal introduzirá uma oração que é causa da


ocorrência da oração principal.

Exemplo 1:

Se deseja passar no concurso, então deverá estudar todos os dias.

Já que deseja passar no concurso, então deverá estudar todos os dias.

Exemplo 2:

Se você é honesto, diga não à pirataria.

Visto que você é honesto, diga não à pirataria.

Exemplo 3:

Se não estava preparado para assumir a responsabilidade, não deveria ter


assinado o contrato.

Uma vez que não estava preparado para assumir a responsabilidade, não
deveria ter assinado o contrato.

CONJUNÇÃO SUBORDINATIVA ADVERBIAL CONCESSIVA


Inicia uma oração subordinada adverbial concessiva. Equivale a “embora”.

Lembre-se de que concessão é uma exceção à consequência natural do que


deveria ocorrer. Em outras palavras, menciona um fato contrário à oração
principal, porém, sem anular a ideia desta oração.

Exemplo 1:

Se ela gostou do presente, não demonstrou.

Embora tenha gostado do presente, não demonstrou.

Exemplo 2:

Se foi reprovado na prova, não parou de estudar.

Embora tivesse reprovado na prova, não parou de estudar.

Exemplo 3:

Se elas eram felizes, não demonstravam entusiasmo.

Embora fossem felizes, não demonstravam entusiasmo.

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Caderno de Anotações de Língua Portuguesa

CONJUNÇÃO SUBORDINATIVA INTEGRANTE


Conecta duas orações, iniciando uma oração subordinada substantiva. Essa
conjunção é denominada integrante, pois ela vem apenas conectar, ou seja,
ligar essas duas orações. Além disso, importante ressaltar que as conjunções
integrantes não possuem valor semântico.

Exemplos:

Só Deus sabe se ele passará no concurso do TCM.

Perguntei se ele estava estudando.

Não conhecemos se haverá concurso em 2021.

Ninguém pressupõe se ele retomará os estudos.

Analisem se ela fez um bom trabalho neste estabelecimento.

Não se sabe se ele voltará.

Aprendi com alguns professores:

Como perceber se o “se” é uma conjunção integrante? Insira o termo


“isto” antes do “se” e faça o teste.

Exemplos:

Só Deus sabe [isto] se ele passará no concurso do TCM.

Perguntei [isto] se ele estava estudando.

Não conhecemos [isto] se haverá concurso em 2021.

Ninguém pressupõe [isto] se ele retomará os estudos.

Analisem [isto] se ela fez um bom trabalho neste estabelecimento.

Não se sabe [isto] se ele voltará.

Partícula “SE” Pronome

Pode ser:

• Partícula integrante do verbo;


• Pronome reflexivo;
• Pronome recíproco;
• Partícula expletiva ou de realce;
• Pronome apassivador;
• Índice de indeterminação do sujeito.

Analisemos cada uma delas.

Venha estudar comigo! @myraeditora 231


Por Simone Pavanello Muniz

PARTÍCULA INTEGRANTE DO VERBO - PIV


O pronome integra o verbo, acompanhando-o em todas as suas flexões. São os
chamados verbos pronominais, os quais são conjugados com seus respectivos
pronomes. O “se”, nesse caso, é um “pedaço” do verbo e, por essa razão, não
exerce função sintática.

Exemplos de verbos pronominais:

• Arrepender-se;
• Acostumar-se;
• Comprometer-se;
• Queixar-se;
• Zangar-se;
• Apiedar-se;
• Suicidar-se;
• Indignar-se;
• Esquecer-se;
• Lembrar-se;
• Orgulhar-se;
• Debruçar-se;
• Tornar-se (quando for verbo de ligação).

Perceba que ocorre com verbos que expressam sentimentos ou mudança de


estado.

Exemplos:

• Lembrou-se do compromisso.
• Certifique-se de que tudo está correto.
• Entristeceu-se com o mal que assola a sociedade brasileira.
• Queixou-se da sua reprovação.
• Arrependeu-se de não ter estudado.
• Os alunos se debruçaram na mesa do professor.
• As crianças se orgulhavam de seus pais.
• A garota se suicidou.
• Os alunos se tornaram estudiosos.
• Esqueceram-se de mim.
• Tornou-se um estudante exemplar.

PRONOME REFLEXIVO
O “se”, nesse caso, indicará reflexão, isto é, equivale a “si mesmo”. O sujeito
exerce e, ao mesmo tempo, sofre a ação.

Exemplo 1:

Marcela se via mais dedicada a cada prova.

>> Marcela (sujeito explícito) via a si mesma assim.

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Exemplo 2:

Concedeu-se uma nova oportunidade para estudar.

>> Ele (sujeito implícito) concedeu a si mesmo uma nova oportunidade para
estudar.

Exemplo 3:

Pedro viu-se no espelho.

>> Pedro (sujeito explícito) viu a si mesmo no espelho.

Exemplo 4:

Eva afastou-se do namorado.

>> Eva (sujeito explícito) afastou a si mesma do namorado.

Exemplo 5:

O ministro da saúde se despediu.

>> O ministro (sujeito explícito) despediu a si mesmo.

Exemplo 6:

Eles se julgam inteligentes.

>> Eles (sujeito explícito) julgam a si mesmos.

Exemplo 7:

A garota se matou.

>> A garota (sujeito explícito) matou a si mesma.

>> importante ressaltar que o verbo “matar” não é pronominal em sua


essência. Trata-se de verbo pronominal acidental.

ATENÇÃO!

Cuidado para não fazer confusão “se” exercendo função de sujeito do


infinitivo.

Venha estudar comigo! @myraeditora 233


Por Simone Pavanello Muniz

Exemplo 1:

Pedro sentiu-se desanimar.

Pedro: sujeito do verbo “sentir”

“Se”: sujeito de infinitivo (desanimar)

Exemplo 2:

As crianças não se deixaram cair de cansadas.

As crianças: sujeito do verbo “deixar”

“Se”: sujeito de infinitivo (cair)

Exemplo 3:

“Os homens não se deixam escravizar e buscam seus direitos”

Os homens: sujeito do verbo “deixar”

“Se”: sujeito de infinitivo (escravizar)

Nesse caso, saliento conforme ensinamento do mestre Claiton Natal:

Função sintática do “se” = sujeito de infinitivo.

Função semântica do “se” = pronome reflexivo.

PRONOME RECÍPROCO
Possui valor de “um ao outro”. Ideia mútua.

Verbo sempre no plural, pois reciprocidade compreende pluralidade.

Exemplo 1:

Abraçaram-se com afeto.

>> abraçaram uns aos outros.

Exemplo 2:

Os parlamentares xingaram-se após a votação.

>> xingaram uns aos outros.

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Exemplo 3:

Os casais enviaram-se mensagens de amor durante a guerra.

>> enviaram uns aos outros.

Exemplo 4:

Elas se amam muito.

>> amam umas às outras.

PARTÍCULA EXPLETIVA OU DE REALCE


Caso em que o “se” só está lá para dar ênfase, expressividade a um verbo
intransitivo. Pode ser retirado da frase sem que haja prejuízo semântico
à oração, uma vez que a sua presença não produz quaisquer diferenças de
natureza sintática. Seu emprego, portanto, é apenas estilístico.

Exemplo 1:

Ela foi-se embora.

>> Ela foi embora.

Exemplo 2:

Foi-se a noite (Castro Alves)

>> Foi a noite.

Exemplo 3:

Sente-se e me conte as suas dores.

>> Sente e me conte as suas dores.

Exemplo 4:

Passaram-se meses, mas Ana ainda aguardava esperançosa.

>> Passaram meses, mas Ana ainda aguardava esperançosa.

Exemplo 5:

Os telespectadores se riam das presepadas do apresentador.

>> Os telespectadores riam das presepadas do apresentador.

Venha estudar comigo! @myraeditora 235


Por Simone Pavanello Muniz

PRONOME APASSIVADOR - PA
Antes de mais nada, é importante compreender que existem dois tipos de voz
passiva:
1. Voz passiva analítica (verbos ser/estar + particípio).
2. Voz passiva sintética (sentença é resumida pela presença da partícula “se”
apassivadora).

Não são todos os verbos que possuem voz passiva. O “se”, nesse caso, vem
ligado, em regra, a um verbo transitivo direto (VTD) ou transitivo direto e
indireto (VTDI). Importante destacar que ocorrerá com verbos que contenham
transitividade direta, mas não haverá objeto direto propriamente dito.

Atenção!

Na voz passiva, o OD direto se transforma em sujeito paciente! Exemplo:

Vendem-se casas.
Quem vende, vende alguma coisa. Ora, “casas” não deveria ser o objeto
direto do verbo “vender”?!? Nananinanão!!! Guarde isto em mente:
na voz passiva, aquilo que seria OD vira sujeito paciente. “Casas”, aqui,
nada mais é que o sujeito paciente. E como fica a concordância verbal?
Depende:

Vendem-se casas;

Vende-se casa.

>> com “se” PA, verbo é PACO. É para CONCORDAR com o sujeito.

E como fica isso diante de um verbo bitransitivo (VTDI)? Veja o exemplo:


Doaram-se alimentos aos necessitados.
Quem doa alguma coisa, doa alguma coisa a alguém.
“Alimentos” parece objeto direto, mas não é!
“Alimentos” é sujeito paciente, pois sofreu a ação de ser doado.
“Necessitados” permanece sendo o objeto indireto.

Na dúvida, faça a transposição: alimentos foram doados aos necessitados.

E não se esqueça da concordância verbal: com “se” PA, verbo é PACO. É para
CONCORDAR com o sujeito.

Em resumo, são requisitos para que o vocábulo “se” seja partícula apassivadora:
• Em regra, o verbo tem que ser transitivo direto (VTD) ou transitivo
direto e indireto (VTDI);
• A frase vem na voz passiva sintética (VTD/VTDI + pronome “se”);
• É possível passar para a voz passiva analítica (verbo ser/estar +
particípio);
• Há sujeito paciente;
• Não há objeto direto, pois o alvo da ação exercerá a função de sujeito
paciente;

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• No que tange à concordância, o verbo deverá concordar com o sujeito


(singular ou plural).

Compreenda a lógica:

1. O pronome apassivador é uma partícula que se conecta ao verbo,


tornando o sujeito paciente.

2. Sujeito não pode vir seguido de preposição.

3. Logo, não há que se falar em pronome apassivador conectado a verbos


transitivos indiretos, pois esses verbos, para transitar, necessitam de
uma preposição para fazer a conexão.

Veja este exemplo:

“Visa-se ao apoio dos governadores”.

Nesse caso, o “se” não pode ser um PA, pois o verbo “visar”, com
sentido de ter em vista, é transitivo indireto - quem visa, visa a alguma
coisa; o que vem em seguida “ao apoio dos governadores” é o seu
objeto indireto e não o sujeito. Como não existe sujeito preposicionado,
logo não há que se falar em PA. Aqui, o “se” é índice de indeterminação
do sujeito - ÍIS, devendo o verbo permanecer obrigatoriamente na 3ª
pessoa do singular. Não se preocupe, falaremos sobre ÍIS no próximo
capítulo.

Vamos aos exemplos:

1. Vendem-se casas.
VENDEM SE CASAS
VTD CONCORDA
PA SUJEITO PACIENTE
COM O SUJEITO
SE É PA É PA CONCORDAR
Voz Passiva Sintética: vendem-se casas.
Voz Passiva Analítica: casas são vendidas.

Obs.: Ué, “casas” é sujeito? Não deveria ser objeto direito do verbo “vender”?
Não!!! Lembre-se de que na voz passiva não há objeto direto, pois o alvo da
ação exercerá a função de sujeito paciente.

2. Esperava-se que os políticos fossem honestos.


QUE OS POLÍTICOS
ESPERAVA SE
FOSSEM HONESTOS
VTD CONCORDA
PA SUJEITO PACIENTE
COM O SUJEITO
SE É PA É PA CONCORDAR
Voz Passiva Sintética: esperava-se que os políticos fossem honestos.
Voz Passiva Analítica: que os políticos fossem honestos era esperado.

Venha estudar comigo! @myraeditora 237


Por Simone Pavanello Muniz

Obs.: cuidado para não confundir o “se” PA com o “se” conjunção integrante.
Veja bem: equivocadamente talvez você poderia usar a construção “esperava-se
[isto] que os políticos fossem honestos”, mas esse pensamento está incorreto,
pois a conjunção integrante introduz uma oração subordinada substantiva e,
no nosso exemplo, é o “que” a conjunção integrante e não o “se”.

3. Notou-se que a paz se perdera.


NOTOU SE QUE A PAZ SE PERDERA
VTD CONCORDA
PA SUJEITO PACIENTE
COM O SUJEITO
SE É PA É PA CONCORDAR
Voz Passiva Sintética: notou-se que a paz se perdera.
Voz Passiva Analítica: que a paz se perdera foi notado.

Notou-se isto? Não, né! Você já está vacinado (a)! Veja o comentário do
exemplo anterior.

Atenção!
Conforme me ensinou a profª Clô Ferreira:
A voz passiva analítica é formada pelo verbo principal no particípio e
o verbo SER como auxiliar. Portanto: A perda da paz FOI NOTADA. O
tempo e modo do verbo principal da passiva sintética deve ser o do
verbo auxiliar (ser) da passiva analítica. Notou: foi notada.

4. Notara-se que a paz se perdera.


NOTARA SE QUE A PAZ SE PERDERA
VTD CONCORDA
PA SUJEITO PACIENTE
COM O SUJEITO
SE É PA É PA CONCORDAR
Voz Passiva Sintética: notara-se que a paz se perdera.
Voz Passiva Analítica: que a paz se perdera fora notado.

Aqui reservo um espaço para agradecer aos professores Wilson Rochenbach


Nunes e Valdeci Lopes, que também me ajudaram a compreender a necessidade
de se manter a correlação entre o tempo e o modo do verbo quando se faz a
transposição entre as vozes sintética e analítica.

5. Far-se-iam reformas efetivas, se fossem políticos leais.


FAR-SE-IAM SE REFORMAS EFETIVAS
VTD CONCORDA
PA SUJEITO PACIENTE
COM O SUJEITO
SE É PA É PA CONCORDAR
Voz Passiva Sintética: far-se-iam reformas efetivas...
Voz Passiva Analítica: reformas efetivas seriam feitas...

Tem mais um “se” aí na frase! E que “se” é esse? É condicional, equivale a


“caso”:
• Caso fossem políticos leais, far-se-iam reformas efetivas.
• Caso fossem políticos leais, reformas efetivas seriam feitas.

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O “se” PA vem no meio do verbo, pois se trata de caso de mesóclise. Colocação


pronominal não é assunto para se aprofundar aqui, mas só para esclarecer:
sempre que o verbo estiver conjugado no futuro do presente ou no futuro do
pretérito, o pronome oblíquo átono deverá ser acomodado entre o radical e a
desinência dessas formas verbais. Assim, caso fosse empregada a construção
“fariam-se reformas efetivas”, estaria incorreta.

6. Sentiram-se fortes dores.


SENTIRAM SE FORTES DORES
VTD CONCORDA
PA SUJEITO PACIENTE
COM O SUJEITO
SE É PA É PA CONCORDAR
Voz Passiva Sintética: sentiram-se fortes dores.
Voz Passiva Analítica: fortes dores foram sentidas.

7. Entende-se que a dignidade pública simboliza um governo sem desvios.


QUE A DIGNIDADE PÚBLICA
ENTENDE SE SIMBOLIZA UM GOVERNO
SEM DESVIOS
VTD CONCORDA
PA SUJEITO PACIENTE
COM O SUJEITO
SE É PA É PA CONCORDAR
Voz Passiva Sintética: entende-se que a dignidade pública simboliza um
governo sem desvios.
Voz Passiva Analítica: que a dignidade pública simboliza um governo sem
desvios é entendido.

8. Buscam-se respostas para as dúvidas.


BUSCAM SE RESPOSTAS
VTD CONCORDA
PA SUJEITO PACIENTE
COM O SUJEITO
SE É PA É PA CONCORDAR
Voz Passiva Sintética: buscam-se respostas.
Voz Passiva Analítica: respostas são buscadas.

9. O concurso se realizou.
REALIZOU SE O CONCURSO
VTD CONCORDA
PA SUJEITO PACIENTE
COM O SUJEITO
SE É PA É PA CONCORDAR
Voz Passiva Sintética: o concurso se realizou.
Voz Passiva Analítica: o concurso foi realizado.

É o mesmo que dizer “realizou-se o concurso”.

Venha estudar comigo! @myraeditora 239


Por Simone Pavanello Muniz

10. A água se derramou.


DERRAMOU SE A ÁGUA
VTD CONCORDA
PA SUJEITO PACIENTE
COM O SUJEITO
SE É PA É PA CONCORDAR
Voz Passiva Sintética: a água se derramou.
Voz Passiva Analítica: a água foi derramada.

É o mesmo que dizer “derramou-se a água”.

ÍNDICE DE INDETERMINAÇÃO DO SUJEITO (ÍIS)


Situação em que o “se” é um pronome que vem ligado a um verbo transitivo
indireto (VTI), intransitivo (VI) ou de ligação (VL), indeterminando o sujeito.
Este (o sujeito) será indeterminado quando você não conseguir identificar
quem ele é. Você consegue perceber que existe um sujeito, mas não é possível
identificar quem este é.

Requisitos para que o vocábulo “se” seja índice de indeterminação do sujeito:


• A frase não pode conter sujeito explícito ou, ainda, subentendido;
• Frase na voz ativa;
• Frase não admite transposição para a voz passiva analítica. Isso
significa que, em regra, a frase não poderá ter VTD ou VTDI, posto que
a transitividade direta é requisito para se transformar a frase na voz
passiva;
• Normalmente, acompanha verbo transitivo indireto (VTI), verbo
intransitivo (VI) ou de ligação (VL). No entanto, é possível a incidência
do ÍIS se a frase contiver VTD + OD preposicionado (caso raríssimo da
nossa gramática).

No que tange à concordância, o verbo ficará obrigatoriamente na terceira


pessoa do singular, pois o verbo tem que concordar com o sujeito e se o
sujeito estiver indeterminado pelo pronome “se”, com quem irá concordar se
não é possível saber quem o sujeito é de fato? Simples assim...
Exemplos:

1. Precisa-se de ajudantes.
PRECISA SE DE AJUDANTES
VTI NA 3ª PESSOA DO
ÍIS OBJETO INDIRETO
SINGULAR

Observações:
1ª) Se “ajudantes” está no plural, por que não se deve empregar “precisam-
se”? Ora, “de ajudantes” é objeto indireto” do verbo precisar. Quem precisa,
precisa de alguma coisa. E o verbo não concorda com o seu objeto e sim com o
seu sujeito. O “se” está desempenhando a função de índice de indeterminação
do sujeito e, nesse caso, o verbo ficará obrigatoriamente na terceira pessoa
do singular. Em outras palavras, sabemos que alguém está precisando
de ajudantes, mas quem é este alguém?!? Não dá para saber só com as
informações do nosso exemplo! Portanto, o “se” é índice de indeterminação
do sujeito e o verbo fica na 3ª pessoa do singular (nunca se esqueça disso).

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2ª) Outra observação importante é perceber que não é possível fazer a


transposição para a voz passiva. Na dúvida, faça o teste: “ajudantes são
precisados”?!? Nada a ver, né? Sabe o porquê desta impossibilidade? Simples:
transitividade direta é requisito para se transpor a frase para a voz passiva e o
ÍIS ocorre, em regra, com VTI, VI ou VL.

2. Assiste-se a cenas de violência.


ASSISTE SE A CENAS DE VIOLÊNCIA
VTI NA 3ª PESSOA DO
ÍIS OBJETO INDIRETO
SINGULAR

Obs.: o verbo “assistir”, no exemplo acima, está empregado com sentido de


ver. Quem assiste, assiste a cenas de violência, ao filme, à novela, ao jogo;
logo, estamos diante de um verbo transitivo indireto. E quem assiste a cenas
de violência? Alguém, mas não se sabe quem; por isso estamos diante de um
“se” índice de indeterminação do sujeito.

3. Vive-se em São Paulo.


VIVE SE EM SÃO PAULO
VI NA 3ª PESSOA
ÍIS ADJUNTO ADVERBIAL DE LUGAR
DO SINGULAR

Obs.: verbo intransitivo (VI) é aquele que não necessita obrigatoriamente de


um complemento. Perceba o verbo “viver” empregado no exemplo acima:
quem vive, vive. O que vem após um VI é o seu adjunto adverbial, o qual se
classifica conforme a circunstância que exprime. Veja alguns exemplos:
• Adjunto adverbial de afirmação = realmente;
• Adjunto adverbial de negação = nunca, não;
• Adjunto adverbial de modo = bem, mal, melhor;
• Adjunto adverbial de causa = por causa de;
• Adjunto adverbial de lugar = aqui, ali, em algum lugar;
• Adjunto adverbial de tempo = hoje, amanhã; de manhã, à noite;
• Adjunto adverbial de intensidade = muito, pouco;
• Adjunto adverbial de companhia = junto com.

4. Trabalha-se de manhã.
TRABALHA SE DE MANHÃ
VI NA 3ª PESSOA
ÍIS ADJUNTO ADVERBIAL DE TEMPO
DO SINGULAR

Obs.: importante frisar que nem sempre uma preposição indicará a incidência
de um objeto indireto. Quem trabalha, trabalha. O verbo é intransitivo e
“de manhã”, embora venha acompanhado da preposição “de”, não é objeto
indireto do verbo trabalhar. É apenas um termo acessório da oração que se liga
ao verbo indicando circunstância (no caso do nosso exemplo: circunstância de
“tempo”).

5. Era-se infeliz.
ERA SE INFELIZ
VL NA 3ª PESSOA
ÍIS PREDICATIVO DO SUJEITO
DO SINGULAR

Venha estudar comigo! @myraeditora 241


Por Simone Pavanello Muniz

Obs.: verbo de ligação (VL) é aquele que dá ideia de estado ou mudança de


estado. Alguém era infeliz, mas não se sabe quem.

6. Não se parece feliz naquela escola.


PARECE SE FELIZ
VL NA 3ª PESSOA
ÍIS PREDICATIVO DO SUJEITO
DO SINGULAR

Perceba, neste exemplo, que às vezes o “se” poderá vir anteposto ao verbo.
Alguém não está demonstrando felicidade naquela escola, mas quem? Não se
sabe...

7. Bebeu-se do vinho.
BEBEU SE DO VINHO
VTD NA 3ª PESSOA DO
ÍIS OD PREPOSICIONADO
SINGULAR

Obs.: esse é o exemplo do caso raro. Veja que estamos diante de um verbo
transitivo direto: quem bebe, bebe alguma coisa. Em regra, o “se” ÍIS não vem
acompanhado de VTD, exceto quando o objeto direto vier preposicionado. Por
fim, lembre-se de que “do vinho” não pode ser o sujeito, pois núcleo do sujeito
não pode vir preposicionado.
Curiosidade que aprendi com o professor Claiton Natal: qual a diferença entre
“bebeu do vinho” e “bebeu o vinho”? Vejamos:
>> Bebeu o vinho = bebeu todo o vinho.
>> Bebeu do vinho = bebeu parte do vinho.

ÍIS X PA
O “se” como índice de indeterminação do sujeito ou pronome apassivador
merece destaque. Veja a tabela a seguir comparando as principais diferenças
entre esses dois tipos:

ÍIS PA
Verbo Verbo
VTI, VI, VL ou VTD, VTDI
VTD + OD
PREPOSICIONADO (raro)
VOZ ATIVA VOZ PASSIVA SINTÉTICA
NÃO ADMITE transposição para a ADMITE transposição para a passiva
passiva. analítica.
HÁ sujeito, mas NÃO É possível HÁ sujeito paciente.
determiná-lo.
HÁ complemento conforme o caso. NÃO HÁ objeto direto.

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ÍIS PA
Exemplos: Exemplos:
Precisa-se de trabalhadores Sintética: vendem-se casas.
dedicados (VTI).
Analítica: casas são vendidas.
Acredita-se em extraterrestres
(VTI).
Sintética: sancionou-se a nova lei de
Vive-se melhor na fazenda (VI).
licitações.
Morre-se de desgosto (VI).
Analítica: a nova lei de licitações foi
Tornou-se um estudante exemplar sancionada.
(VL).
Anda-se contente com os resultados
Sintética: corrigir-se-ão os defeitos.
(VL).
Analítica: os defeitos serão
Comeu-se do bolo (caso raro).
corrigidos.
Ama-se a Deus (caso raro).
SE é ÍIS? Verbo no Singular SE é PA? Verbo PACO - Para
Concordar
ÍIS é SINGULAR PA é PA CONCORDAR

Vejamos mais alguns exemplos:

1. Abriu-se um novo processo de impeachment no Brasil.

• Quem abre, abre alguma coisa = VTD.


• “Um novo processo de impeachment” é o sujeito paciente.
• “Um novo processo de impeachment foi aberto”.
• Logo, estamos diante de uma voz passiva sintética. Trata-se de “se” PA.

2. Em alguns países se vive de maneira mais segura.

• Quem vive, vive = VI.


• “Em alguns países” não pode ser o sujeito, dada a incidência da
preposição “em”.
• “De maneira mais segura” não pode ser o sujeito, dada a incidência da
preposição “de”.
• Alguém vive de maneira mais segura, mas não se sabe quem.
• Logo, estamos diante de um “se” índice de indeterminação do sujeito
- ÍIS.
>> perceba que não é necessário fazer a análise sintática da frase. Bastou
perceber a incidência das preposições para concluir que não havia sujeito na
frase e que o “se” é um ÍIS.

3. Aos estrangeiros assegura-se os direitos inerentes aos brasileiros


naturalizados.
• Quem assegura, assegura alguma coisa a alguém = VTDI.
• “Aos estrangeiros” é o OI.
• “Os direitos inerentes aos brasileiros naturalizados” é o sujeito
paciente (e não OD).

Venha estudar comigo! @myraeditora 243


Por Simone Pavanello Muniz

• “Os direitos inerentes aos brasileiros naturalizados são assegurados


aos estrangeiros.
• Logo, estamos diante de uma voz passiva sintética. Trata-se de “se” PA.

4. Ali se trabalha na informalidade.


• Quem trabalhar, trabalha = VI.
• É possível perceber que alguém trabalha ali na informalidade, mas
não se sabe exatamente quem.
• “Na informalidade” é adjunto adverbial de modo (Ali se trabalha
como? Deste modo: como funcionário informal).
• Logo, estamos diante de um “se” índice de indeterminação do sujeito
- ÍIS.

5. Estima-se que no próximo ano seja aberto novo edital.


• Quem estima, estima alguma coisa = VTD.
• “Que no próximo ano seja aberto novo edital” é o sujeito oracional
paciente.
• Não há objeto direto.
• “Que no próximo ano seja aberto novo edital é estimado”.
• O “se”, nesse caso, é PA.

Partícula “SE” Substantivo

A depender do contexto, a palavra “se” poderá exercer a função de um


substantivo. Trata-se de uma derivação imprópria, isto é, qualquer palavra da
língua portuguesa poderá desempenhar a função de um substantivo quando
vier antecedida por um artigo.

Exemplos:
• Esqueça o “se” e invista nos seus sonhos.
• Você adora um “se”. (Djavan)
• O “se” é uma partícula cheia de mistérios.

Por ser fácil de se perceber, é difícil ser cobrado em provas.

Partícula “SE” Sujeito de Verbo no Infinitivo

Em que pese não ser um tipo de “se” recorrente em provas, é importante que
você conheça essa outra função da partícula em estudo. O “se”, nesse caso,
ocorre em orações substantivas reduzidas de infinitivo que complementam
os chamados verbos causativos (mandar, deixar, fazer) e sensitivos (ver, ouvir,
sentir), exercendo a função de sujeito da oração do infinitivo subsequente.
Esse é o único caso na língua portuguesa em que o “se” exerce a função de
sujeito.
Importante destacar que esses verbos sensitivos ou causativos não serão
auxiliares em uma locução verbal. O primeiro verbo ficará em uma oração e o
outro verbo ficará em outra oração.

244 www.myraeditora.com
Caderno de Anotações de Língua Portuguesa

Exemplo 1:

Pedro sentiu-se desanimar.

Pedro: sujeito do verbo “sentir”

“Se”: sujeito de infinitivo (desanimar)

>> tem sentido de reflexividade, mas não é pronome reflexivo!

Exemplo 2:

As crianças não se deixaram cair de cansadas.

As crianças: sujeito do verbo “deixar”

“Se”: sujeito de infinitivo (cair)

>> tem sentido de reflexividade, mas não é pronome reflexivo!

Exemplo 3:

As mulheres se deixam amar.

As mulheres: sujeito do verbo “deixar”

“Se”: sujeito de infinitivo (amar)

>> tem sentido de reflexividade, mas não é pronome reflexivo!

Atenção!

Professor Claiton Natal me ajudou a compreender que, nesse caso


especial, o “se” exercerá:

Função sintática de sujeito de infinitivo.

Função semântica de pronome reflexivo.

As bancas não costumam explorar isso em provas; eu não vi nenhuma


questão indo tão a fundo no assunto (e olha que resolvi várias), mas é
bom sempre estarmos atentos aos menores detalhes, pois conhecimento
a mais nunca é demais.

Venha estudar comigo! @myraeditora 245


Por Simone Pavanello Muniz

Quadro - As 12 Funções da Partícula “SE”

Vejamos, agora, um quadro resumo contendo as 12 funções da nossa querida e amada partícula “se”. Esse quadro foi
inspirado em uma das aulas da querida professora Flávia Rita.

FUNÇÕES DA PARTÍCULA “SE”


Se soubéssemos que teria prova, estudaríamos mais.
1. Condicional
>> Caso soubéssemos que teria prova, estudaríamos mais.
Se deseja ser aprovado, deverá se empenhar.
CONJUNÇÃO

2. Causal
>> Já que deseja ser aprovado, deverá se empenhar.
Se elas eram felizes, não demonstravam entusiasmo.
3. Concessiva
>> Embora fossem felizes, não demonstravam entusiasmo.
Perguntei se ele estava estudando.
4. Integrante
>> Perguntei [isto] se ele estava estudando.

Arrependeu-se de não ter estudado.


5. Parte Integrante do Verbo
>> Ocorre com verbos pronominais.
Concedeu-se uma nova oportunidade.
6. Reflexivo
>> Ele concedeu a si mesmo uma nova oportunidade.
Abraçaram-se com afeto.
7. Recíproco
>> Abraçaram uns aos outros.
Foi-se a noite (Castro Alves)
PRONOME

8. Expletivo >> Pode ser retirado sem que haja prejuízo.


>> Foi a noite.
Vendem-se casas.
9. Apassivador (PA) >> VTD / VTDI
>> Verbo PACO = concorda com o sujeito.
Precisa-se de trabalhadores honestos.
10. Indeterminador do Sujeito (ÍIS) >> VTI / VI / VL / VTD + OD Preposicionado
>> Verbo na 3ª do Singular.

O “se” já não me assusta mais.


SUBSTANTIVO

>> palavras antecedidas por um artigo desempenham


11. Derivação Imprópria função de substantivo.

O concurseiro sentiu-se encorajar com as notícias.


SUJEITO

>> Concurseiro é o sujeito do verbo “sentir”.


12. Verbo no Infinitivo
>> “Se” é o sujeito de encorajar.
>> Há sentido de reflexividade.

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Exercícios de Fixação

As frases do exercício a seguir foram extraídas de provas de concursos. No


gabarito comentado, há indicação da fonte para quem desejar consultar a
origem posteriormente.

Identifique corretamente a função da partícula “se” em destaque nas frases


a seguir.

01. É bom evitar essa situação se realmente não for um motivo válido.

Função do “se” é:

02. Ele dá-se a esses surtos com pouco êxito.

Função do “se” é:

03. Como seríamos felizes se fôssemos aprovados em mais um ano escolar.

Função do “se” é:

04. Fica faltando dizer que se encerrou a escravidão negra.

Função do “se” é:

05. Querem saber se serão pagos pelo trabalho prestado.

Função do “se” é:

06. Os homens não se deixam escravizar e buscam seus direitos.

Função do “se” é:

07. Ali se trabalha como escravo, em péssimas condições.

Função do “se” é:

08. Lamentavelmente, ainda hoje se escravizam pessoas.

Função do “se” é:

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09. Todos se sentem submetidos a condições degradantes.

Função do “se” é:

10. Vislumbra-se, agora, uma possibilidade de avanço.

Função do “se” é:

11. Observa-se certo mal-estar entre os convidados da festa.

Função do “se” é:

12. Certamente, trata-se de uma festa de caráter filantrópico.

Função do “se” é:

13. Opuseram-se à ideia de construção de uma nova sede.

Função do “se” é:

14. Em tempos passados, vivia-se com tranquilidade por aqui.

Função do “se” é:

15. Vão-se os dedos sem os anéis dos tempos de glória.

Função do “se” é:

16. “Confirmando-se a análise do Centro de Previsão do Tempo e Estudos


Climáticos...”

Função do “se” é:

17. Vivia-se muito bem por aqui, antes da invasão dos turistas.

Função do “se” é:

18. Observa-se a fascinação das pessoas pelos recursos tecnológicos.

Função do “se” é:

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19. Precisa-se de técnico em informática, com referências atualizadas.

Função do “se” é:

20. Se houve restrições ao seu projeto, é porque precisa de melhorias.

Função do “se” é:

21. Os jovens amaram-se de imediato, quando se conheceram nas férias de


verão.

Função do “se” é:

22. Vocês prometem se amar e respeitar, on-line e off-line?

Função do “se” é:

23. Trata-se de reformular o Código Penal e ajustá-lo aos interesses da


sociedade.

Função do “se” é:

24. Com a chegada da madrugada, fez-se um silêncio assustador no vilarejo.

Função do “se” é:

25. Para espanto dos anfitriões, foi-se embora sem dar justificativas.

Função do “se” é:

26. Afiam-se facas e tesouras em domicílio.

Função do “se” é:

27. Abraçaram-se com euforia, pois não esperavam um reencontro.

Função do “se” é:

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28. Questionamos também se uma corporação profissional deve ter carta-


branca para determinar a dificuldade das provas, ...

Função do “se” é:

29. A sociedade não chega a saber se os advogados são muito corporativos.

Função do “se” é:

30. A verdade é que não se escreve mais como antigamente.

Função do “se” é:

Gabarito Comentado

01. É bom evitar essa situação se realmente não for um motivo válido3.

Comentário:

>> o “se” é uma conjunção subordinativa adverbial condicional.

>> Evite brigar caso não seja um motivo válido.

02. Ele dá-se a esses surtos com pouco êxito4.

Comentário:

>> o “se” é um pronome reflexivo.

>> Ele se dá a si mesmo.

03. Como seríamos felizes se fôssemos aprovados em mais um ano escolar5.

Comentário:

>> Estabelece sentido de condição: como seríamos felizes caso fôssemos


aprovados em mais um ano escolar.

>> Qual é a condição para sermos felizes? Sermos aprovados em mais um ano
escolar!

3  VUNESP – INSPETOR DE ALUNO (PREF. DE SÃO ROQUE)/2020


4  VUNESP - CONTADOR (CM FERRAZ V)/2018
5  VUNESP - MOTORISTA (PREF. GUARARAPES)/2018

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04. Fica faltando dizer que se encerrou a escravidão negra6.

Comentário:

>> “se” é partícula apassivadora.

>> a escravidão negra foi encerrada.

>> “a escravidão negra” é sujeito paciente.

>> nesse tipo de estrutura não há objeto direto.

>> o verbo “encerrar” é transitivo direto: quem encerra, encerra alguma coisa.

>> lembre-se de que o verbo, nesse caso, tem que concordar com o seu sujeito.

05. Querem saber se serão pagos pelo trabalho prestado7.

Comentário:

>> “se” é uma conjunção integrante.

>> querem saber [isto] se serão pagos pelo trabalho prestado.

>> o “se”, nesse caso, está conectando duas orações, iniciando uma oração
subordinada substantiva.

>> quem quer saber, quer saber alguma coisa.

>> “se serão pagos pelo trabalho prestado” está completando o sentido do
verbo “saber”.

06. Os homens não se deixam escravizar e buscam seus direitos8.

Comentário:

>> “se” está exercendo função sintática de sujeito do infinitivo “escravizar”.

>> apenas o seu sentido é de reflexividade.

07. Ali se trabalha como escravo, em péssimas condições9.

Comentário:

>> “se” é um índice de indeterminação do sujeito.

6  VUNESP - AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES POLICIAL (PC SP)/2018


7  VUNESP - AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES POLICIAL (PC SP)/2018
8  VUNESP - AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES POLICIAL (PC SP)/2018
9  VUNESP - AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES POLICIAL (PC SP)/2018

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>> é possível perceber que alguém trabalha ali como escravo, mas não se sabe
quem.

>> o verbo “trabalhar” é intransitivo. Quem trabalha, trabalha.

>> “como escravo” é adjunto adverbial de modo (Ali se trabalha como? Deste
modo: como escravo).

08. Lamentavelmente, ainda hoje se escravizam pessoas10.

Comentário:

>> “se” é partícula apassivadora.

>> pessoas são escravizadas.

>> “pessoas” é sujeito paciente de “se escravizam”.

>> o verbo “escravizar” é transitivo direto: quem escraviza, escraviza alguém.

>> lembre-se de que o verbo, nesse caso, tem que concordar com o seu sujeito.

09. Todos se sentem submetidos a condições degradantes11.

Comentário:
>> “se” é parte integrante do verbo pronominal “sentir-se”.

10. Vislumbra-se, agora, uma possibilidade de avanço12.

Comentário:
>> “se” é partícula apassivadora.
>> uma possibilidade de avanço é vislumbrada.
>> o verbo “vislumbrar” é transitivo direto: quem vislumbra, vislumbra alguma
coisa.
>> em estrutura de PA não há objeto direto, pois o pronome apassivador “se”
faz com que aquilo que seria o objeto direto se torne sujeito paciente.
>> lembre-se de que o verbo, nesse caso, tem que concordar com o seu sujeito.

10  VUNESP - AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES POLICIAL (PC SP)/2018


11  VUNESP - AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES POLICIAL (PC SP)/2018
12  VUNESP - AGENTE DE FISCALIZAÇÃO FINANCEIRA (TCE-SP)/2017

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11. Observa-se certo mal-estar entre os convidados da festa13.

Comentário:
>> “se” é partícula apassivadora.
>> certo mal-estar é observado.
>> “certo mal-estar” é sujeito paciente do verbo “observar”.
>> o verbo “observar” é transitivo direto: quem observa, observa alguma coisa.
>> em estrutura de PA não há objeto direto, pois o pronome apassivador “se”
faz com que aquilo que seria o objeto direto se torne sujeito paciente.
>> lembre-se de que o verbo, nesse caso, tem que concordar com o seu sujeito.

12. Certamente, trata-se de uma festa de caráter filantrópico14.

Comentário:

>> “se” é índice de indeterminação do sujeito.

>> é possível perceber que existe uma festa de caráter filantrópico, mas não se
sabe exatamente que festa é essa.

>> o verbo “tratar” é transitivo indireto: quem trata, trata de alguma coisa.

>> nesse caso, o verbo deverá ser sempre flexionado na 3ª pessoa do singular.

13. Opuseram-se à ideia de construção de uma nova sede15.

Comentário:

>> “se”, nesse caso, é PIV – parte integrante do verbo.

>> o verbo é transitivo direto e indireto: quem se opõe, opõe-se a.

>> talvez poderia gerar uma dúvida em relação ao “se” índice de indeterminação
do sujeito, mas se você guardar que o verbo, nesse caso, deverá vir
obrigatoriamente no singular, só com essa informação você já descartaria essa
hipótese.

13  VUNESP - AGENTE DE FISCALIZAÇÃO FINANCEIRA (TCE-SP)/2017


14  VUNESP - AGENTE DE FISCALIZAÇÃO FINANCEIRA (TCE-SP)/2017
15  VUNESP - AGENTE DE FISCALIZAÇÃO FINANCEIRA (TCE-SP)/2017

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14. Em tempos passados, vivia-se com tranquilidade por aqui16.

Comentário:

>> “se” é índice de indeterminação do sujeito.

>> é possível perceber que existia alguém que vivia com tranquilidade por
aqui, mas não se sabe exatamente quem é esse alguém.

>> o verbo “viver” é intransitivo: quem vive, vive.

>> nesse caso, o verbo deverá ser sempre flexionado na 3ª pessoa do singular.

15. Vão-se os dedos sem os anéis dos tempos de glória17.

Comentário:

>> “se” é partícula expletiva ou de realce.

>> nesse caso, poderia ser retirado da frase sem que houvesse prejuízo
gramatical ou semântico.

16. “Confirmando-se a análise do Centro de Previsão do Tempo e Estudos


Climáticos...”18

Comentário:

>> “se” é partícula apassivadora.

>> a análise do Centro de Previsão do Tempo e Estudos Climáticos foi


confirmada.

>> “a análise do Centro de Previsão do Tempo e Estudos Climáticos” é sujeito


paciente do verbo “confirmar”.

>> o verbo “confirmar” é transitivo direto: quem confirma, confirma alguma


coisa.

>> lembre-se de que o verbo, nesse caso, tem que ser transitivo direto (VTD)
ou transitivo direto e indireto (VTDI).

>> em estrutura de PA não há objeto direto, pois o pronome apassivador “se”


faz com que aquilo que seria o objeto direto se torne sujeito paciente.

>> lembre-se de que o verbo, nesse caso, tem que concordar com o seu sujeito.

16  VUNESP - AGENTE DE FISCALIZAÇÃO FINANCEIRA (TCE-SP)/2017


17  VUNESP - AGENTE DE FISCALIZAÇÃO FINANCEIRA (TCE-SP)/2017
18  VUNESP - PSICÓLOGO JUDICIÁRIO (TJ SP)/2017

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17. Vivia-se muito bem por aqui, antes da invasão dos turistas19.

Comentário:

>> “se” é índice de indeterminação do sujeito.

>> é possível perceber que existia alguém que vivia muito bem aqui antes da
invasão dos turistas, mas não se sabe exatamente quem é esse alguém.

>> o verbo “viver” é intransitivo: quem vive, vive.

>> nesse caso, o verbo deverá ser sempre flexionado na 3ª pessoa do singular.

18. Observa-se a fascinação das pessoas pelos recursos tecnológicos20.

Comentário:

>> “se” é partícula apassivadora.

>> a fascinação é observada.

>> o verbo “observar” é transitivo direto: quem observa, observa alguma coisa.

>> lembre-se de que o verbo, nesse caso, tem que ser transitivo direto (VTD)
ou transitivo direto e indireto (VTDI).

>> em estrutura de PA não há objeto direto, pois o pronome apassivador “se”


faz com que aquilo que seria o objeto direto se torne sujeito paciente.

>> lembre-se de que o verbo, nesse caso, tem que concordar com o seu sujeito.

19. Precisa-se de técnico em informática, com referências atualizadas21.

Comentário:
>> “se” é índice de indeterminação do sujeito.
>> é possível perceber que existe alguém que precisa de um técnico em
informática, mas não se sabe exatamente quem é esse alguém.
>> o verbo “precisar” é transitivo indireto: quem precisa, precisa de alguma
coisa.
>> nesse caso, o verbo deverá ser sempre flexionado na 3ª pessoa do singular.

19  VUNESP - PSICÓLOGO JUDICIÁRIO (TJ SP)/2017


20  VUNESP - PSICÓLOGO JUDICIÁRIO (TJ SP)/2017
21  VUNESP - PSICÓLOGO JUDICIÁRIO (TJ SP)/2017

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20. Se houve restrições ao seu projeto, é porque precisa de melhorias22.

Comentário:

>> “se” é conjunção causal.

>> Já que houve restrições ao seu projeto, é porque precisa de melhorias.

21. Os jovens amaram-se de imediato, quando se conheceram nas férias de


verão23.

Comentário:

>> “se” é pronome recíproco nas duas orações.

>> os jovens amaram uns aos outros.

>> os jovens conheceram uns aos outros.

22. Vocês prometem se amar e respeitar, on-line e off-line?24

Comentário:

>> o pronome “se” exprime reciprocidade da ação.

>> prometem amar uns aos outros.

23. Trata-se de reformular o Código Penal e ajustá-lo aos interesses da


sociedade.25

Comentário:

>> “se” é índice de indeterminação do sujeito.

>> quem irá reformular o Código Penal? Não se sabe quem.

>> o verbo “tratar” é transitivo indireto: quem trata, trata de fazer alguma
coisa.

>> nesse caso, o verbo deverá ser sempre flexionado na 3ª pessoa do singular.

22  VUNESP - PSICÓLOGO JUDICIÁRIO (TJ SP)/2017


23  VUNESP - PSICÓLOGO JUDICIÁRIO (TJ SP)/2017
24  VUNESP - ESCRITURÁRIO (CM SUMARÉ)/2017
25  VUNESP - ESCRITURÁRIO (CM SUMARÉ)/2017

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24. Com a chegada da madrugada, fez-se um silêncio assustador no vilarejo26.

Comentário:

>> “se” é partícula apassivadora.

>> um silêncio assustador foi feito no vilarejo.

>> “um silêncio assustador no vilarejo” é sujeito paciente do verbo “fazer”.

>> o verbo “fazer” é transitivo direto: quem faz, faz alguma coisa.

>> em estrutura de PA não há objeto direto, pois o pronome apassivador “se”


faz com que aquilo que seria o objeto direto se torne sujeito paciente.

>> se é PA, é para concordar (plural ou singular).

25. Para espanto dos anfitriões, foi-se embora sem dar justificativas27.

Comentário:

>> “se” é partícula expletiva ou de realce.

>> Para espanto dos anfitriões, foi embora sem dar justificativas.

26. Afiam-se facas e tesouras em domicílio28.

>> “se” é partícula apassivadora.

>> facas e tesouras são afiadas.

>> “facas e tesouras” é sujeito paciente do verbo “afiar”.

>> o verbo “afiar” é transitivo direto: quem afia, afia alguma coisa.

>> em estrutura de PA não há objeto direto, pois o pronome apassivador “se”


faz com que aquilo que seria o objeto direto se torne sujeito paciente.

>> se é PA, é para concordar (plural ou singular).

27. Abraçaram-se com euforia, pois não esperavam um reencontro29.

Comentário:

>> “se” exprime reciprocidade de ação.

>> abraçaram uns aos outros.

26  VUNESP - ESCRITURÁRIO (CM SUMARÉ)/2017


27  VUNESP - ESCRITURÁRIO (CM SUMARÉ)/2017
28  VUNESP - ESCRITURÁRIO (CM SUMARÉ)/2017
29  VUNESP - ESCRITURÁRIO (CM SUMARÉ)/2017

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Por Simone Pavanello Muniz

28. Questionamos também se uma corporação profissional deve ter carta-


branca para determinar a dificuldade das provas, ... 30.

Comentário:

>> “se” é conjunção integrante.

>> Questionamos também [isto] se uma corporação profissional deve ter


carta-branca para determinar a dificuldade das provas, ...

29. A sociedade não chega a saber se os advogados são muito corporativos31.

Comentário:

>> “se” é conjunção integrante.

>> A sociedade não chega a saber [isto] se os advogados são muito corporativos.

30. A verdade é que não se escreve mais como antigamente32.

Comentário:

>> “se” é índice de indeterminação do sujeito.

>> quem não escreve mais como antigamente? Não se sabe exatamente quem.

>> a forma verbal “escreve” é intransitiva: quem escreve, escreve.

>> nesse caso, o verbo deverá ser sempre flexionado na 3ª pessoa do singular.

+ EXERCÍCIOS DE FIXAÇÃO

I – Dê a classificação da palavra SE nas frases abaixo:


01. Não se ouvia o sino.
02. Vai-se embora sempre que chegamos.
03. Assim se vai ao fim do mundo.
04. Ela se arrependeu do que fez.
05. Queixou-se do colchão duro.
06. Não se é ministro, se está ministro.
07. Em sonho, João viu-se entrar no Céu.  
08. Deixou-se estar à janela por várias horas.
09. Passaram-se anos, e ela não voltou.

30  VUNESP - ESCREVENTE TÉCNICO JUDICIÁRIO (TJ SP)/2007


31  VUNESP - ESCREVENTE TÉCNICO JUDICIÁRIO (TJ SP)/2007
32  VUNESP - ESCREVENTE TÉCNICO JUDICIÁRIO (TJ SP)/2006

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10. Não sei se o ministro se demitiu.


11. Se já estamos aqui, vamos começar a reunião.
12. Deixou-se estar à janela por várias horas.
13. Se eles eram felizes, não demonstravam contentamento.
14. Não se sabe se há liberdade absoluta.
15. Se ela não aparecer, deverá mandar um representante.
16. Cartas de amor não devem rasgar-se.
17. Mãe e filha querem-se muito.
18. Discutir-se-ia a noite toda.
19. Discutir-se-ia o assunto.
20. Seus filhos os respeitarão pela decisão de se manterem juntos e aprenderão
a importante lição de como crescer e evoluir unidos apesar das desavenças.

GABARITO
01. Não se ouvia o sino – PA. O sino não era ouvido.
02. Vai-se embora sempre que chegamos – partícula expletiva / realce. Uma
pessoa específica vai embora.
03. Assim se vai ao fim do mundo – PIS. Qualquer um vai ao fim do mundo.
04. Ela se arrependeu do que fez – PIV.
05. Queixou-se do colchão duro – PIV.
06. Não se é ministro, se está ministro – PIS. O objetivo é dizer que “alguém,
qualquer um”, não é para sempre e sim está ministro naquele momento.
07. Em sonho, João viu-se entrar no Céu – reflexivo.  
08. Deixou-se estar à janela por várias horas – reflexivo.
09. Passaram-se anos, e ela não voltou – partícula expletiva (os anos passaram).
10. Não sei se o ministro se demitiu – conjunção integrante – reflexivo.
11. Se já estamos aqui, vamos começar a reunião – conjunção subordinativa
adverbial causal.
12. Deixou-se estar à janela por várias horas – reflexivo.
13. Se eles eram felizes, não demonstravam contentamento – conjunção
subordinativa adverbial concessiva.
14. Não se sabe se há liberdade absoluta – PA (isto não é sabido) / conjunção
integrante.
15. Se ela não aparecer, deverá mandar um representante – conjunção
subordinativa adverbial condicional.
16. Cartas de amor não devem rasgar-se. – PA.
17. Mãe e filha querem-se muito – recíproco.
18. Discutir-se-ia a noite toda – PIS. Qualquer um discutiria. O “se” está ligado
a verbo intransitivo.
19. Discutir-se-ia o assunto – PA. O verbo está ligado a VTD. “O assunto seria
discutido”.

Venha estudar comigo! @myraeditora 259


Por Simone Pavanello Muniz

20. Seus filhos os respeitarão pela decisão de se manterem juntos e aprenderão


a importante lição de como crescer e evoluir unidos apesar das desavenças –
reflexivo. “Visto que se trata de uma decisão conjunta de se manterem juntos”
– cada um se decide por si.

AS FUNÇÕES DO “QUE”

1. Interjeição
 Quê! Você ainda não estudou?!
Nas frases exclamativas.

2. Substantivo
 Eis meu quê de satisfação.
Antecedido de determinante – artigo, pronome etc.; acentuado pela
tonicidade.

3. Advérbio
 Que maravilhosa essa sua blusa!
Referindo-se a adjetivo ou a outro advérbio. É o mesmo que muito.
Dificilmente ele se referirá a um verbo.

4. Pronome Indefinido
 Sei que caminho seguirás.
Referindo-se ao substantivo, com ideia vaga, indeterminada.
Cuidado com ele, pois pode ser confundido com advérbio.

ADVÉRBIO PRONOME INDEFINIDO


Que belo! Muito belo! Que beleza! Quanta (a) Beleza!

5. Pronome Indefinido Interrogativo


 Não sei que caminho seguirás.
Referindo-se a substantivo, nas frases interrogativas diretas ou indiretas.
O exemplo acima, de fato, pode ser trocado por “isto”, pois se trata de uma
oração substantiva. Porém, o “que” do exemplo não pode ser considerado
uma conjunção integrante porque ele está empregado na frase “perguntado”
alguma coisa! É uma frase interrogativa indireta.

6. Palavra de Realce ( = Expletiva)


 Eu é que não saio daqui!
Pode ser retirada da frase, sem prejudicar a compreensão do que está escrito.
O “é” de “é que” não é verbo! É uma expressão que faz parte do “é que”.

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7. Preposição Acidental
 Tenho que estudar.
Unindo verbos em uma locução verbal. Equivale a “de”. É chamada de
acidental, pois não é uma preposição sempre.
Une o verbo “ter” + “que” + “verbo no infinitivo”.
Vale ressaltar que, em uma redação, o ideal é utilizar o “de”.

8. Pronome Relativo
 Achei o livro que você procura./ Achei o que você procura.
Retomando um substantivo ou um pronome substantivo antecedente. Pode
ser substituído por outro relativo.
Esse “que” retoma o “o” = “aquilo”. Ou seja, ele também retoma um pronome.

9. Conjunção
a) Coordenativa Adversativa (=mas).
 Ex.: “Ele não era ignorante, que bem esperto”.

b) Coordenativa Aditiva (=e).


 Ex.: “Fala, que fala, que fala”.

c) Coordenativa Explicativa (= pois).


 Ex.: “Ande, que estamos atrasados.”.
Vem muito com verbo no imperativo.

d) Subordinativa Integrante (=isto)


 Ex.: “Sei que serei bem sucedido”.
Cuidado para não confundir com pronome interrogativo.

e) Subordinativa Adverbial Causal (=porque)


 Ex.: “Ela foi elogiada, que chegou cedo ao trabalho”.
Não use esse tipo de “que” em redações!

f) Subordinativa Adverbial Consecutiva (antecedido de tão, tanto.).


 Ex.: “Sua risada era tão sincera, que a todos contagiava”.
 Não use esse tipo de “que” em redações!

g) Subordinativa Adverbial Final (= para que)


 Ex.: “Estude com dedicação, que consiga fazer uma boa prova”.
 Não use esse tipo de “que” em redações!

Venha estudar comigo! @myraeditora 261


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h) Subordinativa Adverbial Comparativa


 Ex.: “Ele é mais inteligente (do) que o irmão.”.

EXERCÍCIOS

I. Dê a classificação da palavra QUE nas frases abaixo:


1) Quê! Ela fez isso?
2) Encontrei sete quês naquele período.
3) Que beleza!
4) Sinto um quê de satisfação.
5) Que bela é Fernanda.
6) Que longe de casa estamos!
7) Não me disseram que desejavam ali.
8) Há dias que não o vejo.
9) Temos que fazer algo que resolva o problema.
10) Quase que caí da escada.
11) A prova a que fiz referência foi fácil.
12) Reclama que reclama.
13) Levante-se, que já é tarde!
14) Dirija o insulto ao diretor, que não a mim.
15) Dizem que vai gear.
16) Comeu a manga, verde que estivesse.
17) Não trabalhamos ontem, que estávamos muito cansados.
18) Era tal seu medo que desmaiou.
19) Faço votos que sejas feliz.
20) Mais vale descansar que trabalhar sem resultados positivos.
21) Que ele insistisse, eu não iria à festa.

GABARITO
1) Quê! Ela fez isso? - interjeição.
2) Encontrei sete quês naquele período – substantivo.
3) Que beleza! – pronome indefinido.
4) Sinto um quê de satisfação – substantivo.
5) Que bela é Fernanda – advérbio.
6) Que longe de casa estamos! – advérbio.
7) Não me disseram que desejavam ali. – pronome indefinido interrogativo.
8) Há dias que não o vejo. – realce.
9) Temos que fazer algo que resolva o problema. – acidental / pronome relativo
(ele está retomando “algo”).
10) Quase que caí da escada. – realce.

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11) A prova a que fiz referência foi fácil. – pronome relativo.


12) Reclama que reclama. – aditivo.
13) Levante-se, que já é tarde! – conjunção explicativa.
14) Dirija o insulto ao diretor, que não a mim. – conjunção coordenativa
adversativa.
15) Dizem que vai gear. – conjunção integrante.
16) Comeu a manga, verde que estivesse. – conjunção concessiva (verbo no
subjuntivo).
17) Não trabalhamos ontem, que estávamos muito cansados. – conjunção
causal.
18) Era tal seu medo que desmaiou. – conjunção consecutiva.
19) Faço votos que sejas feliz. – conjunção final.
20) Mais vale descansar que trabalhar sem resultados positivos. – conjunção
comparativa.
21) Que ele insistisse, eu não iria à festa. – conjunção concessiva.

AS FUNÇÕES DO “PORQUÊ”
Não sei por que você se foi (por que = frase interrogativa indireta) (se =
realce).
Quantas saudades eu senti
E de tristezas vou viver
E aquele adeus não pude dar...
Tim Maia

1. A forma “por que” é a sequência de uma preposição (por) e um pronome


interrogativo (que). Equivale a “por qual razão”, “por qual motivo“.
 Desejo saber por que você comprou esse presente (NÃO SEI E QUERO
SABER).
 Por que você comprou esse presente?

2. A expressão “por que” representa a sequência:


PREPOSIÇÃO + PRONOME RELATIVO.
 Conheço os caminhos por que passastes.

3. Nas perguntas, ao final de frase.


 Estudei bastante ontem à noite. Sabe por quê?
 Ele foi grosseiro comigo e não sei por quê.

4. A forma porque é uma conjunção, ligando orações.


a) Causal (= pois).
 Ex.: “Ela foi elogiada porque chegou cedo ao trabalho”.

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b) Explicativa (= pois).
 Ex.: “Chegue cedo, porque temos muito trabalho”.

c) Final (= para que).


 Ex.: “Siga o regulamento, porque tudo funcione como o esperado”.

5. A forma porquê representa um substantivo.


 Você não vai à festa? Diga-me ao menos um porquê.
 Ele deve ter os seus porquês.

QUADRO RESUMO

FORMA EMPREGO EXEMPLOS


Por que ele não chegou?

Em frases interrogativas (interrogativa direta)
(diretas e indiretas) Digam-me por que ele não

POR QUE
Em substituição à expressão chegou. (interrogativa indireta)
“pelo qual” (e suas variações). As dificuldades por

que passamos foram grandes.
Ele não veio por quê?

POR QUÊ No final de frases.
Ele não veio não sei por quê.

Em frases afirmativas e em
PORQUE Não fui à festa porque choveu.

respostas.
Todos sabem o porquê de seu

PORQUÊ Como substantivo.
medo.

I. Complete as lacunas com os vocábulos porque, por que, por quê e porquê,
classificando-os em seguida:
a) Marieta, diga-nos o ________________ da sua recusa.
b) O super-homem voa ________________?
c) Benzinho, ________________ me abandonaste?
d) Gostaria de saber ________________ me abandonaste, benzinho.
e) ________________ motivo reclamaste?
f) Eis a oportunidade ________________ eu sempre esperei.
g) Todos desejavam saber o _______________ da discrepância.
h) Estude ________________ tenha um futuro melhor.
i) Não saía da sala ________________ tinha horror a escuridão.
j) Procure caprichar, ________________ tudo correrá bem.
k) O motivo ________________ não veio era justo.
l) Defendi-me, ________________ ele me atacou.

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GABARITO
a) Marieta, diga-nos o PORQUÊ da sua recusa. SUBSTANTIVO.
b) O super-homem voa POR QUÊ? PREPOSIÇÃO + PRONOME RELATIVO.
c) Benzinho, POR QUE me abandonaste? PREPOSIÇÃO + PRONOME RELATIVO.
d) Gostaria de saber POR QUE me abandonaste, benzinho. PREPOSIÇÃO +
PRONOME RELATIVO.
e) POR QUE motivo reclamaste? PREPOSIÇÃO + PRONOME RELATIVO.
f) Eis a oportunidade POR QUE eu sempre esperei. PRONOME RELATIVO.
g) Todos desejavam saber o PORQUÊ da discrepância. SUBSTANTIVO.
h) Estude PORQUE tenha um futuro melhor. CONJUNÇÃO FINAL.
i) Não saía da sala PORQUE tinha horror a escuridão. CONJUNÇÃO CAUSAL.
j) Procure caprichar, PORQUE tudo correrá bem. CONJUNÇÃO EXPLICATIVA.
k) O motivo POR QUE não veio era justo. PREPOSIÇÃO + PRONOME RELATIVO.
l) Defendi-me, PORQUE ele me atacou. CONJUNÇÃO CAUSAL.

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CONCORDÂNCIA NOMINAL

Regras de concordância nominal:

1 – Se o substantivo não vier determinado, o adjetivo fica invariável.


É bom, é proibido, é permitido, é necessário.
Exemplos:
 Entrada é proibido.
 Fé é necessário.
 Cerveja é muito bom.
Mas, se o substantivo vier determinado:
A entrada é proibida.
A fé é necessária.
Esta cerveja é muito boa.

2 – O adjetivo POSSÍVEL concorda com o determinante; as expressões HAJA


VISTA e OLHOS VISTOS estarão SEMPRE CERTAS.
Exemplos:
 As verdades descobertas são as mais variadas possíveis.
 As verdades descobertas são o mais variadas possível.
 Os segredos descobertos são os mais variados possíveis.
 Os segredos descobertos são o mais variados possível.
 A mentira descoberta é a mais variada possível.
 A verdade descoberta é o mais variada possível.
 Deve ser um bom livro, haja vista as suas edições sucessivas.
 Suas forças definhavam a olhos vistos.
 Suas forças definharam a olhos vistas.
 Ela emagrecia a olhos vistos.
 Ela emagrecia a olhos vista.

Atenção!
A expressão “a olhos vistos” estará sempre certa ou a palavra “vistos” pode
concordar com o nome ou pronome a que se refere.

Já caiu na ESAF:
Haja vista os problemas ele faltou.
Hajam vista os problemas ele faltou. Nesse caso, é como se “os problemas”
fosse o sujeito da frase.

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3 – As expressões UM E OUTRO, NEM UM NEM OUTRO, UM OU OUTRO


mantêm o substantivo no singular.
Exemplos:
 Um e outro funcionário serão promovidos.
 Nem um nem outro aluno conseguiu aprovação.
 Conheço uma ou outra hipótese.

4 – Classes Variáveis e Invariáveis:


 Pronomes, adjetivos e numerais são CLASSES VARIÁVEIS, portanto
CONCORDAM com o substantivo ou pronome a que se referem.
 Advérbio, palavras denotativas e locuções prepositivas SÃO INVARIÁVEIS.
Exemplos:
Vão inclusos à carta meus documentos.
Adjetivo subst.

Seguem anexas aos documentos as fotografias.


Adjetivo subst.

Seguem em anexo as fotografias.


(invariável)

Anexa ao presente documento, encaminhamos a fotocópia do decreto.


Adjetivo subst.

Muito obrigada, respondeu a moça.


Adjetivo subst.

Sua opinião é um crime de lesa-inteligência.


Adjetivo

Estamos quites com todos vocês./ Estou quite com todos vocês. (quitados)
Adjetivo Adjetivo

Nenhuns obstáculos conseguirão impedir nossa vitória. (Troque o “nenhuns”


por “alguns”. Desta forma fará sentido).
Pron.

Elas próprias / mesmas entenderão o recado.


Pron. Pron.

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Por Simone Pavanello Muniz

Mesmo as crianças entenderão o recado.


Palavra Denotativa.
Mesmo = inclusive.

Todos os soldados estavam alerta.


Advérbio de modo.

Trabalhas menos que eu.


Advérbio

Ficou junto ao portão. / Saíram juntos.


Loc. prep. Adjetivo
“Junto com” também está correto.

Os filhos são tais qual a mãe


“Tal” concorda com o antecedente e “qual” concorda com o elemento seguinte.
Ex.:
O filho é tal quais os pais.
Os filhos são tais quais os pais.

5 – Há palavras que, dependendo da frase, podem se flexionar ou não.


Exemplos:
Estas foram as sós palavras que ele disse. (únicas palavras)
Adjetivo

Os fatos falam por si sós.


Adjetivo

Só alunos são admitidos na reunião. (somente)


Palavra denotativa de exclusão.

Bebeu sozinho meia caneca de vinho.


Numeral

São pessoas meio estranhas.


Advérbio

As rosas eram lindas.


Subst.

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Suas blusas rosa eram lindas.


(substantivo denotando cor não varia)

Há bastantes exemplos neste livro. (muitos exemplos)


Pronome Indefinido

Comprou livros bastante antigos. (muito antigos)


Advérbio

Comprou livros bastantes. (livros suficientes)


Adjetivo

As canetas eram caras/baratas.


Adj. Adj.

O camelô vendia caro/barato as canetas. (advérbios de preço)


Adv. Adv.

6 – Quando aparecer um substantivo (determinado) modificado por dois


ou mais adjetivos ou pronomes ou numerais adjetivos (determinantes): o
substantivo pode ficar no singular ou no plural e os determinantes no singular.
Exemplos:
 As gramáticas inglesa e alemã são ensinadas nesta escola.
 A gramática inglesa e a alemã são ensinadas nesta escola.
 Os setores público e privado devem estar integrados.
 O setor público e o privado devem estar integrados.

O artigo poderá vir subentendido. Portanto, a expressão “o setor público e


privado” estará correta.

ATENÇÃO AOS CASOS:


1 – Mesmo
Pronome de Reforço = variável. Ex: ele mesmo / Ela mesma.
Com valor de inclusive = invariável. Ex.: Mesmo o

2 – ALERTA
Advérbio = depois do verbo = invariável. Ex.: Estamos alerta. Chegamos alerta.
Adjetivo = junto ao substantivo = variável. Ex.: Os meninos alertas chegaram.
A expressão “em alerta” estará sempre correta. Todavia, para redações, é mais
chique usar “alerta” concordando com o termo ao qual ele se refere.

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Por Simone Pavanello Muniz

3 – SÓ
Só = único = variável = Sós palavras / Mulheres sós.
Só = somente = invariável = só vocês irão à festa.
Também está correto: estamos a sós / estamos sós.

DICA DE CONCORDÂNCIA:
Duas cores:
No caso do adjetivo composto, o primeiro elemento nunca varia e o último
elemento só vai variar se for adjetivo. Se for substantivo intruso não varia.
Ex.: blusas verde claras / blusas verde garrafa.

BASTANTE
Pronome Indefinido = antes do substantivo = variável.
Adjetivo = depois do substantivo = suficiente = variável.
Advérbio = modifica verbo / adjetivo e outro advérbio = invariável.

EXERCÍCIOS

I. Faça a concordância com a palavra entre parênteses.


01. Remeto,_________ a esta carta, retrato do neto que há muito vocês não
veem. (anexo)
02. Já estão _________ no processo as investigações a respeito das
manifestações linguísticas. (incluso)
03. Comprei óculos ________________ (escuro)
04. Estou______________ com meus compromissos (quite)
05. É ______________certeza. (necessário)
06. Para a matrícula, é _______________a documentação pedida. (necessário)
07. Eram pessoas ______________agradáveis. (bastante)
08. Já tinham _________________motivos para voltar para casa. (bastante)
09. Já tinham motivos _________________para voltar para casa. (bastante)
10. Eram rapazes o mais elegantes ______________. (possível)
11. Foi acusado de crime de ________________ -justiça. (leso)
12. Ela _____________ entregou o requerimento. (mesmo/próprio)
13. Os irmãos viajaram_________________ (só)
14. _____________ os irmãos viajaram. (Só)
15. Os comércios ______________ e __________________ (francês/italiano)
16. O comércio ________________ e o ______________ (francês/italiano)
17. Ainda _________furiosa, mas com __________violência, proferia injúrias
__________ (meio/menos/bastante)
18. Ela ________não sabia se as declarações deviam ou não ____________ ao
processo. (mesmo/ir anexo)

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(CESGRANRIO) A opção em que a concordância nominal está correta, segundo


o registro culto e formal da língua, é
A) Eu mesmo, disse a senhora, providenciarei a água filtrada para o gari.
B) No condomínio em frente, havia menas gente cuidadosa.
C) Haja visto o seu bom humor, pedi-lhe que me ajudasse nas tarefas.
D) Ao recolher os sacos de lixo, eles estavam feliz.
E) No verão, água gelada é bom para minimizar o calor.

(CESGRANRIO) Na passagem “...somos responsáveis por nós mesmos;”, o


vocábulo destacado é variável. Em qual das frases abaixo há uma transgressão
ao registro culto e formal da língua, quanto à flexão dos vocábulos destacados?
A) Felizmente, bastantes pessoas foram corajosas para enfrentar seus
problemas emocionais.
B) Alguns ficaram meio irritados por não entenderem a sutil diferença entre
dar a mão e acorrentar uma alma.
C) Os seus atos e temperamento custaram caro para você.
D) Haja visto o resultado final, começou a entender melhor suas derrotas.
E) Acredito que só as verdadeiras amizades se mantêm para toda a vida.

GABARITO
01. Remeto, ANEXO a esta carta, retrato do neto que há muito vocês não
veem. (anexo)
02. Já estão INCLUSAS no processo as investigações a respeito das manifestações
linguísticas. (incluso)
03. Comprei óculos ESCUROS (escuro)
04. Estou QUITE com meus compromissos (quite)
05. É NECESSÁRIO certeza. (necessário)
06. Para a matrícula, é NECESSÁRIA a documentação pedida. (necessário)
07. Eram pessoas BASTANTE agradáveis. (bastante)
08. Já tinham BASTANTES motivos para voltar para casa. (bastante) – pronome
indefinido.
09. Já tinham motivos BASTANTES para voltar para casa. (bastante) – adjetivo
(suficientes).
10. Eram rapazes o mais elegantes POSSÍVEL. (possível)
11. Foi acusado de crime de LESA-justiça. (leso)
12. Ela MESMA/PRÓPRIA entregou o requerimento. (mesmo/próprio)
13. Os irmãos viajaram SÓS (só)
14. SÓ os irmãos viajaram. (só)
15. Os comércios FRANCÊS e ITALIANO (francês/italiano)
16. O comércio FRANCÊS e o ITALIANO (francês/italiano) – o artigo nem
precisava ter aparecido. Ele é opcional.

Venha estudar comigo! @myraeditora 271


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17. Ainda MEIO furiosa, mas com MENOS violência, proferia injúrias
BASTANTES (meio/menos/bastante)
18. Ela MESMA não sabia se as declarações deviam ou não IR ANEXAS ao
processo. (mesmo/ir anexo)

(CESGRANRIO) A opção em que a concordância nominal está correta, segundo


o registro culto e formal da língua, é
E) No verão, água gelada é bom para minimizar o calor.

(CESGRANRIO) Na passagem “...somos responsáveis por nós mesmos;”, o


vocábulo destacado é variável. Em qual das frases abaixo há uma transgressão
ao registro culto e formal da língua, quanto à flexão dos vocábulos destacados?
D) Haja visto o resultado final, começou a entender melhor suas derrotas.

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CONCORDÂNCIA VERBAL

É necessário que entendamos concordância verbal como sendo um grupo


dividido em duas partes:
1ª Parte: Tipos de Sujeito.
2ª Parte: Casos Especiais.

Conceito:
O verbo concorda em número e pessoa com o sujeito.

TIPOS DE SUJEITO

1) SUJEITO SIMPLES
Representado por apenas um núcleo.

Como se pergunta pelo sujeito?


“O que é que” + verbo / “quem é que” + verbo.

Exemplos:
 Faltam vinte minutos para as dez horas. O que é que faltam? Vinte minutos.
 Deram/Soaram/Bateram cinco horas no relógio da sala. O que é que deu,
soou e bateu? Cinco horas.
 Deu/Soou/Bateu uma hora no relógio da sala. O que é que deu, soou e
bateu? Uma hora.
 O relógio da sala deu/soou/bateu cinco horas. Nessa frase, o sujeito passou
a ser relógio no momento em que a preposição “no” foi retirada da frase.
 Existem dúvidas sobre aquele ponto da matéria. O que é que existem?
Dúvidas.
 Devem existir dúvidas sobre aquele ponto da matéria.

ATENÇÃO!
O verbo “existir” é pessoal, ou seja, é aquele que tem sujeito. Ao mesmo
tempo em que ele é um verbo pessoal, é, também, um verbo intransitivo.

IMPORTANTE!
Lembre-se de que, na locução verbal, é o verbo auxiliar que se flexiona e não
o principal. Assim, se o verbo principal tiver sujeito, é o verbo auxiliar que se
flexionará. Caso o principal seja impessoal, o auxiliar ficará na 3ª pessoa do
singular.

Venha estudar comigo! @myraeditora 273


Por Simone Pavanello Muniz

 Aluga-se sala comercial. Sala é alugada. O “se” é PA, pois ele está ligado
a VTD.
 Alugam-se salas comerciais.
 Dão-se aulas de português em domicílio. Aulas são dadas. O “se” é PA, pois
ele está ligado a VTD.
 Não se devem proibir manifestações do povo. Esse “se” também é PA!
Ora, “manifestações do povo não devem ser proibidas”. Numa locução
verbal, para saber a transitividade do verbo deveremos olhar para o verbo
principal, ou seja, o segundo.

IMPORTANTE!
Se a palavra “SE” for pronome apassivador, a frase estará na voz passiva e
haverá sujeito na frase. Portanto, com ele, o verbo deverá concordar.

2) SUJEITO COMPOSTO
Representado por dois ou mais núcleos.
Se o verbo vier depois do sujeito (posposto), concordará com os dois;
Se o verbo vier antes do sujeito (anteposto), concordará com os dois (total) ou
com o núcleo mais próximo (atrativa).

Exemplos:
 Fernanda e Guilherme estiveram aqui agora há pouco.
 Estiveram / Esteve aqui agora há pouco Fernanda e Guilherme.
 Ela e eu saímos para jantar.
 Saímos / Saiu ela e eu para jantar.

DICA:
Com pronomes retos, deve-se atenção à hierarquia pronominal:
Eu = Nós
Tu = Vós
Ele = eles

Tu e ele ireis à festa / Tu e ele irão.


As duas formas estão corretas.

IMPORTANTE!
No sujeito composto, atenção quando houver “ou”:
 O funcionário ou os funcionários anunciarão o novo representante. O
funcionário, ou melhor, os funcionários.
 Maria ou Joana anunciará o novo representante. “ou” com ideia de
exclusão.
 A bebida ou o fumo prejudicam a saúde. Os dois prejudicam a saúde.

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Quando o “ou” trouxer ideia de retificação, o verbo concordará com o mais


próximo.
Quando o “ou” tiver valor de exclusão, o verbo concordará com o mais próximo.
Quando o “ou” tiver valor de adição, ou seja, for equivalente a “e”, o verbo
ficará no plural.
Sujeito composto ligado por OU com ideia de exclusão ou retificação, verbo
concorda com o núcleo mais próximo; com ideia de inclusão, verbo no plural.

3) SUJEITO INDETERMINADO
Situação em que o sujeito existe, mas não sabemos quem ele é.
O sujeito pode vir indeterminado de três maneiras:

a) Verbo na 3ª pessoa do plural, sem referência a pessoas determinadas.


Exemplo:
Pediram silêncio.
Quem pediu? Não é possível saber. Alguém pediu, mas não se sabe quem.

b) Verbo na 3ª pessoa do singular + pronome “se” (PIS).


Exemplo:
Trabalha-se muito aqui. (verbo intransitivo)
Precisa-se de operários (verbo transitivo indireto)
É-se feliz aqui. (verbo de ligação)
Situação que ocorre apenas com os verbos que não tem transitividade direta.
Em verbos com transitividade direta o “se” será PA.

c) Verbo no infinitivo impessoal.


Exemplo:
Estudar é essencial. O que é essencial? Estudar.
Mas, qual é o sujeito de “estudar”? Alguém, não se sabe quem.
É importante se atentar aos pequenos detalhes. O que é importante? Atentar.
Mas, qual é o sujeito de “atentar”? Alguém, não se sabe quem.

4) ORAÇÃO SEM SUJEITO


Verbos impessoais (= 3ª pessoa do singular).

a) Verbos com ideia de fenômenos naturais (chover, amanhecer, nevar...):


 Anoiteceu rapidamente.
 Faz calor aqui.

Venha estudar comigo! @myraeditora 275


Por Simone Pavanello Muniz

b) Verbo haver com o sentido de existir, acontecer, ocorrer:


 Há vários livros na estante (OD) – Existem vários livros. Nesse caso, “vários
livros” virou sujeito do verbo existir.
 Haverá novas rebeliões (OD) – Acontecerão novas rebeliões. “Novas
rebeliões” é, agora, sujeito de “acontecerão”.
 Poderá haver novas rebeliões – O auxiliar não se flexiona, pois ele carrega
a impessoalidade do “haver”. Mas, se trocássemos “haver” por “existir”, a
frase ficaria assim: Poderão existir novas rebeliões. Nesse caso, o auxiliar
se flexionará e “novas rebeliões” será o seu sujeito.
 Deve haver dúvidas sobre aquele ponto da matéria – O auxiliar não se
flexiona, pois ele carrega a impessoalidade do “haver”. Mas, se trocássemos
“haver” por “existir”, a frase ficaria assim: Devem existir dúvidas.

O haver com sentido de existir é impessoal e VTD.


Na locução verbal quem se flexiona é o verbo auxiliar. Entretanto, se o verbo
principal for impessoal, o auxiliar não se flexionará. O verbo auxiliar carrega a
impessoalidade do verbo principal.
Outros exemplos:
 Há de haver dúvidas – “haver”, no sentido de existir, não se flexiona e ainda
transfere a sua impessoalidade ao verbo principal. “Dúvidas”, nesse caso,
é OD.
 Hão de existir dúvidas – Como o verbo existir não é impessoal, o auxiliar se
flexionará. Nesse caso, “dúvidas” passará a ser seu sujeito.
O mesmo ocorre com:
 Deve ter havido pessoas interessadas na reunião.
 Devem ter existido pessoas interessadas na reunião.

Cuidado!
“Tem” com sentido de “Haver” também é impessoal e não se flexiona.
 Tem pessoas que irritam.
Tal construção é apenas coloquial e deve ser evitada em redações. O correto é
dizer “Há pessoas que irritam”.
Também está errado dizer “Tem adoçante aí?”. O correto é “Há adoçante aí?”.
Mas, para fugir da coloquialidade e não ter que usar uma expressão tão formal,
também estaria correto dizer “Você tem adoçante aí?”.

c) Verbos indicando tempo decorrido (haver, fazer, ir, passar de...)


 Há seis meses não aparece para ver o irmão.
 Faz seis meses hoje de sua partida.
 Vai para dois anos de sua partida.

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5) SUJEITO ORACIONAL
Quando o sujeito aparece sob forma de oração, a expressão da oração principal
não varia.

a) Verbos do tipo: Convém, Basta, Parece, Falta, Importa...


Exemplo:
Convém/que estejas aqui na hora marcada.
or. princ. or. subord. subst. subjetiva
 Convém ter cuidado. O que é que convém? Isto: ter cuidado. Mas, qual é o
sujeito do verbo “ter”? Nesse caso, o sujeito do verbo “ter” é indeterminado:
alguém deve ter cuidado, mas não se sabe quem.

b) Verbo de ligação + predicativo do sujeito: É bom, Está claro, Parece


possível...
Exemplo:
É bom / (isto) que digas a verdade. “Bom” é predicativo do sujeito.
Or. princ. or. subord. subst. subjetiva

Parece possível / (isto) distinguir os fatos. O “parecer” é verbo de ligação e


“possível” é predicativo do sujeito.
Or. Princ. or. subord. subst. subjetiva reduzida de infinitivo

c) Expressões na Voz Passiva: Sabe-se, Diz-se, Conta-se, É sabido... (Sujeito


Oracional e Paciente)
Exemplo:
Sabe-se / (isto) que ele disse a verdade.
Or. Princ. Or. Subord. Subst. Subjetiva

Não se deve / (isto) proibir manifestações do povo.


Or. Princ. or. subord. subst. subjetiva reduzida de infinitivo

MUITO CUIDADO!
 Não se deve / (isto) proibir manifestações – Duas orações.
 Não se devem proibir manifestações – Locução verbal.
As duas construções estão corretas e não geram erro gramatical e nem
alteração semântica!
Isso acontece com os verbos: dever, poder, costumar + SE + Infinitivo. O sujeito
poderá ser simples ou oracional, dependendo da leitura que se faça. Veja mais
exemplos:
Não se pode / (isto) comer doces – Duas orações. Sujeito Oracional.
Não se podem comer doces – locução verbal. Sujeito Simples.

Venha estudar comigo! @myraeditora 277


Por Simone Pavanello Muniz

IMPORTANTE!
Sujeito oracional é aquele que é uma oração, ou seja, possui um verbo. É o
mesmo que oração subordinada substantiva subjetiva.
Antes de estudarmos os outros casos de Concordância Verbal, vamos treinar
a classificação do sujeito na frase. Lembre-se de que, quando houver mais
de uma opção de flexão do verbo, a melhor concordância será sempre com o
núcleo do sujeito.

EXERCÍCIOS

I. Classifique o sujeito dos verbos sublinhados usando o seguinte código:


(A) sujeito simples (C) sujeito indeterminado
(B) sujeito composto (D) oração sem sujeito
1) Ficaram para trás os debates. ( )
2) “Desenvolveram lhe o gérmen que a natureza lhe pusera no coração a viveza
da imaginação e a leitura de certos livros.” ( )
3) “Não há sinal de paz mas tudo me acalma em seu olhar.” ( ) ( )
4) Quem roubou toda minha alegria? ( )
5) Tudo é simples. São os homens que complicam as coisas. ( ) ( )
6) Vai-se, além disso , reconhecendo, por abstração, o tipo de história. ( )
7) Assiste-se hoje a momentos de superação do conceito de Estado-Nação. ( )
8) Não se vai falar aqui dos grandes transtornos urbanos. ( )
9) O seu comportamento mudaria quando se iniciaram as articulações. ( )
( )
10) Parecem-me eles mais felizes do que nunca. ( )
11) Certamente lhes ocorrerão ideias melhores do que esta. ( )
12) Ouviram vozes. ( )
13) Ouviram-se vozes. ( )
14) Amanheceu rapidamente. ( )
15) Havia marcas da passagem do tempo em todos os rostos. ( )
16) Existiam marcas da passagem do tempo em todos os rostos. ( )
17) “Pode-se ser muito feliz e muito sábio sem ler jamais. Mas, lendo, vive-se
mais. Vivem-se outras vidas e com mais profundidade.”( )( )( )
18) Basta de férias. ( )
19) Choveu muito confete na comemoração. ( )
20) Zezé faz vinte anos hoje. ( )
21) Eles haviam feito o trabalho. ( )
22) Pode haver briga e discussão. ( )
23) Ainda fazia frio em setembro. ( )
24) Fez-me sentar ao pé de si. ( ) ( )
25) Consertam-se geladeiras. ( )

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GABARITO
1) Ficaram para trás os debates. ( A )
2) “Desenvolveram lhe o gérmen que a natureza lhe pusera no coração a viveza
da imaginação e a leitura de certos livros.” ( B )
3) “Não há sinal de paz mas tudo me acalma em seu olhar.” ( D ) ( A )
4) Quem roubou toda minha alegria? ( A ) O pronome está exercendo a função
de sujeito. Trata-se, portanto, de sujeito simples.
5) Tudo é simples. São os homens que complicam as coisas. ( A ) ( A )
6) Vai-se, além disso , reconhecendo, por abstração, o tipo de história. ( A ) O
“se” (PA) está numa locução verbal, basta pular a intercalação para perceber.
7) Assiste-se hoje a momentos de superação do conceito de Estado-Nação. (
C ) Com a preposição “a”, fica claro que o sujeito não pode ser “momentos”. O
“se” não é PA e sim PIS. Qualquer um assiste.
8) Não se vai falar aqui dos grandes transtornos urbanos. ( C ) Esse “se” não é
PA, visto que tem a preposição “dos”. Esse “se” é PIS, pois alguém, não se sabe
quem, vai falar dos grandes transtornos urbanos.
9) O seu comportamento mudaria quando se iniciaram as articulações. ( A )
( A )
10) Parecem-me eles mais felizes do que nunca. ( A )
11) Certamente lhes ocorrerão ideias melhores do que esta. ( A )
12) Ouviram vozes. ( C ) “Vozes” é OD.
13) Ouviram-se vozes. ( A ) “Ouviram” é VTD. O “se” é PA. Nesse caso, o sujeito
é simples e paciente.
14) Amanheceu rapidamente. ( D )
15) Havia marcas da passagem do tempo em todos os rostos. ( D )
16) Existiam marcas da passagem do tempo em todos os rostos. ( A )
17) “Pode-se ser muito feliz e muito sábio sem ler jamais. Mas, lendo, vive-se
mais. Vivem-se outras vidas e com mais profundidade.”( C )( C )( A ) Os dois
primeiros “se” é PIS e o último é PA.
18) Basta de férias. ( D )
19) Choveu muito confete na comemoração. ( A ) “Chover” está empregado
com o sentido figurado.
20) Zezé faz vinte anos hoje. ( A )
21) Eles haviam feito o trabalho. ( A )
22) Pode haver briga e discussão. ( D ) o verbo “haver”, nessa frase, é o
principal. Sendo o principal e com sentido de existir, ele é impessoal e não
flexiona.
23) Ainda fazia frio em setembro. ( D )
24) Fez-me sentar ao pé de si. ( A ) ( A ). O primeiro sujeito é simples. Não
sabemos quem é, mas ele está no contexto. O sujeito de “sentar” também é
simples, é o “me”. Esse “me” é como se dissesse “eu”.
25) Consertam-se geladeiras. ( A )

Venha estudar comigo! @myraeditora 279


Por Simone Pavanello Muniz

ATENÇÃO!
Cheguei = sujeito simples = EU
Chegou = sujeito simples = ELE/ELA
Chegamos = sujeito simples = NÓS
Chegaram = sujeito indeterminado.

 Fez-me sentar = Fez que eu sentasse.


Quem olha para essa frase conclui que o “me” é objeto direto de “fez”.
O hífen não significa que o pronome seja complemento do verbo. Pode haver
o hífen e o pronome estar ligado sintaticamente a outra frase.
Quando temos um verbo causativo (MANDAR / DEIXAR / FAZER) ou sensitivo
(VER / SENTIR / OUVIR) seguido de infinitivo o sujeito será um pronome
oblíquo e não um pronome reto.
Trata-se de um caso especialíssimo, pois, quem exerce a função de sujeito
geralmente é o pronome reto.

 Fez / me sentar.
Or. Principal / Or. Subord. Subst. Objetiva Direta.
“me” é sujeito de “sentar”. O objeto é oracional = “me sentar”.

Portanto, com verbos causativos (MANDAR, DEIXAR, FAZER) e sensitivos


(VER, SENTIR, OUVIR), o sujeito do infinitivo é um pronome oblíquo e não um
pronome reto.

 Vi-o chegar.
Verbo “ver” seguido de infinitivo. O “o” é o sujeito de “chegar”. O objeto é toda
a oração “o chegar”.

6) OUTROS CASOS

1) Coletivos partitivos e porcentagens (A maioria de, Grande parte de, O


grosso de, Setenta por cento de…):

A maioria dos alunos compareceu / compareceram à cerimônia.


Sujeito: “a maioria dos alunos”
Núcleo: “maioria”
Em redações, a melhor concordância é com o núcleo.

Setenta por cento da turma passaram / passou de ano.


Sujeito: “Setenta por cento da turma”

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Núcleo: “Setenta” – Numeral substantivo. “Por cento” é adjunto adnominal.


Não pode ser o núcleo porque veio com a preposição “por”.

ATENÇÃO!
Se houver artigo antes da porcentagem o verbo só poderá concordar com o
núcleo.
Exemplo:
Os setenta por cento da turma passaram.
Observação: Até 1,99% é singular! A partir de 2% é plural.

2) Mais de, Cerca de, Perto de...


O verbo concorda com o termo que se segue.
O verbo só concorda com o núcleo do sujeito.
Com as expressões “mais de” e “cerca de”, a lógica da língua portuguesa não
é a mesma lógica da matemática. Deveremos sempre concordar com o núcleo
do sujeito sem precisarmos se preocupar com contas.
 Mais de um diretor saiu. “Mais de um” dá a impressão de que são vários.
Mas, mesmo assim, o verbo concordará com o núcleo: “diretor”.
 Mais de dois diretores saíram.
 Cerca de trinta funcionários exigiam mudanças.

3) Quando o núcleo do sujeito é um pronome indefinido ou interrogativo,


pense assim:
Se o pronome estiver no singular, o verbo só poderá ficar no singular;
Se o pronome estiver no plural, o verbo poderá concordar com o pronome ou
com a palavra após o pronome.

Regra geral: procurar o núcleo. Lembre-se de que o núcleo não vem antecedido
de preposição.
 Os alunos daquela turma chegaram. Trata-se do caso geral em que o verbo
deverá concordar apenas com o núcleo do seu sujeito.
 A maioria dos alunos chegaram / chegou. Trata-se de um dos casos
especiais em que o verbo poderá concordar tanto com o núcleo do seu
sujeito quanto com o adjunto adnominal dele.
 Alguns daquela turma chegaram / chegou. Essa frase trás o mesmo
raciocínio da segunda. Quando o pronome está no plural, pode-se estar
falando de todos ou de apenas uma parte deles. O mesmo não ocorre
quando ele vem no singular. Veja:
 Algum dos alunos chegou. Trata-se de uma questão de lógica! O verbo não
pode concordar com os dois, pois apenas um dos alunos chegou. Quando o
núcleo do sujeito é um pronome indefinido no singular, o verbo só poderá
concordar com ele.

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Mais exemplos:
 Qual de nós cuidará do caso? O núcleo é um pronome indefinido no
singular. Sendo assim, o verbo só poderá concordar com ele.
 Algum de nós chegará a tempo. O núcleo é um pronome indefinido no
singular. Sendo assim, o verbo só poderá concordar com ele.
 Quais de nós cuidarão/cuidaremos do caso? Nesse caso, o núcleo é um
pronome indefinido no plural. Sendo assim, o verbo poderá concordar
tanto com o núcleo do sujeito quanto com o seu adjunto adnominal.

4) Quando o sujeito é o “que”, o verbo concorda com o antecedente do “que”.


Quando o sujeito é o “quem”, o verbo concorda ou com o antecedente do
“quem” ou com o próprio “quem”. Veja os exemplos a seguir:
 Fui eu que fiz. Esse “que” é um pronome relativo que está retomando o
“eu”. Basta escondê-lo para compreender a concordância: “eu fiz”.
 Fomos nós que fizemos.
 Ele foi um dos que fez / fizeram.
 Fui eu quem fiz / fez. Não há alteração semântica.
 Fomos nós quem fizemos / fez. Se colocar a frase na ordem direta, teremos:
“Quem fez fomos nós”. Não há alteração semântica.

Nesses tipos de construções, o “que” sempre será um pronome relativo. Já


o “quem” exercerá tanto a função de pronome relativo quanto à função de
pronome indefinido.
Veja mais exemplos:
 Fui eu que falei a verdade.
 Fomos nós que falamos a verdade.
 Fui eu quem falei / falou a verdade.
 Fomos nós quem falamos / falou a verdade.
 Ele foi um dos que mais produziu / produziram. A melhor opção a ser
utilizada é a forma no singular, visto que ela se refere ao núcleo do sujeito.

5) Expressões Nem... Nem, Um e Outro, Nem um nem Outro:


Verbo no singular ou plural.
Exemplos:
 Nem o pai nem a mãe resolveram / resolveu o problema. Se quiser
enfatizar as partes, o verbo ficará no singular. Se quiser enfatizar o todo, o
verbo ficará no plural.
 Um e outro tipo deixou / deixaram marcas profundas.
 Nem um nem outro aluno compareceu / compareceram.

ATENÇÃO!
Com a expressão “um ou outro”: exclusão! O verbo deverá permanecer no
singular.

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EXERCÍCIOS
I. Complete a lacuna com a (s) forma (s) adequadas (s), observando a
concordância padrão.
01-Qual dos três cientistas _____________o prêmio este ano? (ganhará/
ganharão)
02-Quantos de nós _____________realmente dispostos a ajudar o próximo?
(estarão/ estaremos)
03-Grande parte dos trabalhadores não ______________ para comprar livros,
revistas ou jornais (arrecada / arrecadam)
04-Ibope informa que 46% dos brasileiros só _______________resolver
problemas com apenas uma operação aritmética. (consegue / conseguem)
05-Ibope informa que 46% da população só ______________resolver
problemas com apenas uma operação aritmética. (consegue / conseguem)
06-Ele é um dos que mais ___________________o meio ambiente. (defende
/ defendem)
07-Mais de um menino _________________o problema. (entendeu /
entenderam)
08-As sardinhas fomos nós que _______________ (pescou / pescamos)
09-As sardinhas fomos nós quem _____________(pescou / pescamos)
10-Um milhão de garrafas vazias _____________ ali no lixão. (está jogado/
estão jogadas)

(INÉDITA) Assinale a frase incorreta quanto à concordância verbal:


A) Mais de um relatório foi arquivado.
B) Os Estados Unidos são um país populoso.
C) A maioria das pessoas têm suas frustrações.
D) Bateram onze horas no relógio da aldeia.
E) Qual de nós temos certeza de êxito no concurso?

(FAEPOL) “... 70% do lixo das cidades são jogadas em lixões e alagados...” o
item abaixo em que a concordância com a expressão de porcentagem está
errada é:
A) 10% dos municípios contêm coleta seletiva de lixo;
B) 1% dos brasileiros critica o problema do lixo;
C) 1,5% da população desconhecem o problema do lixo;
D) 23% das crianças das favelas trabalham com o lixo;
E) 18% dos rios estão poluídos por causa do lixo.

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GABARITO
01-Qual dos três cientistas GANHARÁ o prêmio este ano? (ganhará/ganharão)
Toda a vez que um núcleo do sujeito é um pronome indefinido interrogativo no
singular, o verbo com ele deverá concordar. Só um ganhará.
02-Quantos de nós ESTAREMOS / ESTARÃO realmente dispostos a ajudar o
próximo? (estarão/ estaremos)
03-Grande parte dos trabalhadores não ARRECADA / ARRECADAM para
comprar livros, revistas ou jornais (arrecada / arrecadam)
04-Ibope informa que 46% dos brasileiros só CONSEGUEM resolver problemas
com apenas uma operação aritmética. (consegue / conseguem)
05-Ibope informa que 46% da população só CONSEGUEM / CONSEGUE resolver
problemas com apenas uma operação aritmética. (consegue / conseguem)
Lembre-se de que, nas redações, a concordância deverá ser com o núcleo.
06-Ele é um dos que mais DEFENDE / DEFENDEM o meio ambiente. (defende
/ defendem)
07-Mais de um menino ENTENDEU o problema. (entendeu / entenderam)
08-As sardinhas fomos nós que PESCAMOS (pescou / pescamos)
09-As sardinhas fomos nós quem PESCOU / PESCAMOS (pescou / pescamos)
10-Um milhão de garrafas vazias ESTÁ JOGADO / ESTÃO JOGADAS ali no lixão.
(está jogado/estão jogadas)

(INÉDITA) Assinale a frase incorreta quanto à concordância verbal:


A) Mais de um relatório foi arquivado.
B) Os Estados Unidos são um país populoso.
C) A maioria das pessoas têm suas frustrações.
D) Bateram onze horas no relógio da aldeia.
E) Qual de nós temos certeza de êxito no concurso?

(FAEPOL) “... 70% do lixo das cidades são jogadas em lixões e alagados...” o
item abaixo em que a concordância com a expressão de porcentagem está
errada é:
A) 10% dos municípios contêm coleta seletiva de lixo;
B) 1% dos brasileiros critica o problema do lixo;
C) 1,5% da população desconhecem o problema do lixo;
D) 23% das crianças das favelas trabalham com o lixo;
E) 18% dos rios estão poluídos por causa do lixo.

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REGÊNCIA VERBAL
É a parte da gramática que estuda as relações de dependência dos termos na
frase. Pode ser verbal ou nominal. Trataremos aqui da regência de verbos que
exigem um estudo peculiar.

Verbos Transitivos Diretos:


ABRAÇAR, ADORAR, ALMEJAR, AMAR, ATINGIR, CONVIDAR, ESPERAR,
FAVORECER, NAMORAR, PISAR, VISITAR.

Observações:
O verbo ESPERAR pode aparecer com ou sem a preposição POR: Esperei (por)
Adriana. É o tal do OD preposicionado.
“Adorar” aos deuses: O verbo é TD e o seu objeto é OD preposicionado. O
mesmo ocorre com o verbo “amar”: “Amar a Deus”.
O verbo “aspirar” e “almejar” são sinônimos, mas as regências são diferentes:
 Almejo o cargo (VTD);
 Aspiro ao cargo (VTI).

O verbo “NAMORAR” é transitivo direto. Quem namora, namora alguém. No


entanto, a construção “namorar com” já é aceita pela gramática moderna.
O verbo “pisar” também é transitivo direto. A construção “pisar na”,
antigamente, era considerada errada. Hoje em dia é admitida.
Vale salientar que é importe você perceber como a sua banca organizadora se
comporta diante dessas regência com dupla possibilidade.

Verbos Transitivos Indiretos:


Verbos que regem preposição “a”: ALUDIR, AGRADAR, ANUIR, OBEDECER,
DESOBEDECER, REFERIR-SE.
Verbos que aceitam a preposição “com”: SIMPATIZAR, ANTIPATIZAR (Eles não
são pronominais – jamais use “me”).

Observações:
O verbo “agradar” tem dois sentidos:
 Agradou / Acariciou o cãozinho – Sentido de fazer carinho (VTD).
 Agradou / acariciou os seus cabelos – Sentido de fazer carinho (VTD).
 Agradou ao aluno – Sentido de ser agradável (VTI).
 Eu nunca agrado a você (VTI).

“Anuir” é sinônimo de “Concordar”.


Está incorreta a construção: “Eu me simpatizo com você”. O certo é “Eu
simpatizo com você”.

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Verbo Transitivo Direto e Indireto:


Verbos que admitem dois complementos, um sem preposição, outro com
preposição: AVISAR, COMUNICAR, CERTIFICAR, CIENTIFICAR, INFORMAR.
Não podemos ter dois objetos direitos e dois objetos indiretos.
Exemplos:
 Informei-lhe o ocorrido. Estaria incorreto dizer “Informei-lhe do ocorrido”,
pois, haveria dois objetos indiretos e não pode.
 Informei-o do ocorrido.

REGÊNCIA DOS PRINCIPAIS VERBOS


AJUDAR
T.D.
AJUDAR
T.D.I. (com infinitivo)

 Ajudei-o como pude.


 Ajudou o filho a fazer o trabalho de casa.

ASPIRAR
T.D. (inspirar, sorver)
ASPIRAR
T.I. (almejar, desejar) – NÃO ACEITA O “LHE”

 Naquela fazenda, aspirávamos o ar puro.


 Aspiro à felicidade. Quem não aspira a ela? O “aspirar” não aceita o “lhe”,
mesmo ele sendo transitivo indireto.
 Almejo a felicidade. Lembre-se de que o “almejar”, embora seja sinônimo
de “aspirar”, ele é transitivo direto e não rege a preposição “a”. Por isso
não tem crase.
 Aspiro ao cargo.
 Aspiro a ele. Estaria incorreto dizer “Aspiro-lhe”.

ATENÇÃO!
O verbo “aspirar”, com sentido de almejar, mesmo sendo TI, não aceita o “lhe”,
pois se trata de convenção da língua portuguesa, visto que a construção da
frase com o pronome “lhe” ficaria estranha. O mesmo ocorre com o verbo
“assistir”, no sentido de “ver/presenciar”.

ASSISTIR
T.I. (ver, presenciar) – rege a preposição “a”. – NÃO
ACEITA O “LHE”
T.I. (caber, competir) – rege a preposição “a”. ACEITA
ASSISTIR O LHE!

T.D. ou T.I. (dar assistência / cuidar)

INTRANSITIVO (morar – forma desusada)

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 Assisti ao programa de entrevistas horrorizado. As crianças não podem


assistir a ele (ao programa).
 Assisti à novela. Assisti a ela. Estaria incorreto dizer “Assisti-lhe”.
 Assiste aos trabalhadores o direito à greve.
 Assiste-lhes o direito à greve. (compete-lhes).
 Assistiu o/ao enfermo com dedicação.
 Assisto em Búzios. “em Búzios” é adjunto adverbial de lugar, por isso aceita
a preposição “em”. “A” indica direção e “em” indica posicionamento. Por
isso não se usa a preposição “a”.
O verbo “assistir” só aceitará o “lhe” com o sentido de “caber/competir”.

ATENDER
T.D. ou T.I. (para coisa ou pessoa) – PARA REDAÇÕES,
ATENDER
PREFIRA A FORMA INDIRETA!

 Atendia com paciência os/aos advogados.


 Atendeu as/às reivindicações dos médicos.
 Hoje eu vou atender o/ao aluno.
 Hoje eu vou atender o/ao celular.
Os gramáticos mais antigos dizem que com complemento “coisa”, tem que ser
com preposição.

CHAMAR
T.D. (pedir a presença, convocar).
T.I. (invocar ajuda, proteção) – rege a preposição “por”.
CHAMAR
T.D. ou T.I. (apelidar, qualificar) – o predicativo do
objeto pode vir com ou sem preposição. Com esse
sentido vale tudo!

 Chamou-o ao quarto.
 Chamava por Deus.
 Dona da casa chamou-lhe/o de curioso.
 Chamei-o bobo; Chamei-o de bobo.
 Chamei-lhe Rê; Chamei-lhe de Rê.

ATENÇÃO!
O “chamar” com sentido de apelidar/qualificar vale tudo! Quando eu digo
“chamei-lhe de Rê”, parece que está errado, pois aparece que na frase há dois
objetos indiretos. Mas isso não é verdade! Pois, o “lhe” é objeto indireto, mas
o “de” faz parte do predicativo do objeto.

CHEGAR / IR
INTRANSITIVO (preposição A + adjunto adverbial de
CHEGAR/IR
lugar)

 Cheguei ao estádio atrasado.


 Fui ao supermercado.

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ATENÇÃO!
“Entrega em domicílio” ou “Entrega ao domicílio”?
No caso do “entregar”, segundo a gramática normativa, o correto seria “entrega
em domicílio”. A gramática diz que “entregar” não é “chegar”. “Chegar” é se
dirigir e “entregar” é o ato de tirar da sua mão e passar para a mão do outro.

CUSTAR
T.I. (ser difícil – nesta acepção, tem como sujeito aquilo
que é difícil) – É o que mais cai em provas.
CUSTAR
INTRANSITIVO (ideia de preço – sem preposição).
T.D.I. (acarretar).

 Custou-lhe resolver o problema. Estaria incorreta a construção “Ele custou


a resolver”.
 Custou ao aluno chegar cedo.
 Dormir custou a mim.
 Chegar cedo custou à professora.
 O ingresso custa cinquenta reais – Adjunto adverbial de preço.
 A indisciplina custou-lhe o emprego.
O verbo “custar”, no sentido de ser difícil, o seu sujeito, que é oracional, virá
sempre na terceira pessoa do singular.
Uma pessoa não custa nada. Alguma coisa é que custa à pessoa.

DEPARAR
T.D. ou T.I. (encontrar de repente).
DEPARAR
T.I. (pronominal).

 Ao chegar deparei meu amigo / com meu amigo.


 Ao chegar deparei-me com um conhecido.
 Estava andando e me deparei com ele.
 Eu deparei com ele.
 Eu o deparei.
Ambos têm o mesmo sentido. Contudo, quando o verbo “deparar” for
pronominal, ele será obrigatoriamente Transitivo Indireto e deverá vir com
preposição. Essa é a forma que mais utilizamos.
Observação: os verbos pronominais vêm sempre preposicionados.

ESQUECER
T.D. (não pronominal).
T.I. (pronominal) – virá preposicionado.
ESQUECER
T.I. (quando o sujeito é a coisa esquecida – forma
desusada).

 Esqueci os livros.
 Esqueci-me dos livros. – Esse “me” faz parte do verbo. Não tem função
sintática.

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 Esqueceram-se de mim. A construção “esqueceram de mim” está incorreta.


 Esqueci o seu nome.
 Esqueci-me do seu nome.
 Esqueci do seu nome. Essa construção está errada, pois nesse caso, o
verbo é pronominal e exige a preposição “me”.
ATENÇÃO!
O que vale para o verbo “esquecer”, também vale para o verbo “lembrar”.

IMPLICAR
T.D. (acarretar) – É o mais cobrado em provas.
IMPLICAR T.I. (ter implicância, perturbar).
T.I. (envolver-se – pronominal, com preposição EM).

 Entre renunciar ao princípio da autoridade ou ir contra um desejo do


grupo, qualquer escolha implicava desgaste.
 Quando era pequeno todos implicavam com ele.
 O diretor implicou-se em negócios escusos.

LEMBRAR
T.D. (não pronominal).
LEMBRAR T.I. (pronominal; com objeto indireto oracional).
T.D.I.

 Lembrei a data de seu aniversário. (a/da).


 Lembrei-me da data de seu aniversário. (a/da).
 Lembre-se de que estamos com você. (que/de que).
 Lembrei os meus filhos de que já passava da hora de dormir. (que/de que).
Tudo o que acontece com o verbo “lembrar”, acontece também com o verbo
“esquecer”.

MORAR / RESIDIR / SITUAR


MORAR, RESIDIR,
Preposição EM + ADJ = ADV. de LUGAR.
SITUAR

 Moro/Resido na rua dez.


 O imóvel situado na rua dez está à venda.

PAGAR / PERDOAR
T.D. (para coisa).
PAGAR/PERDOAR T.I. (para pessoa física ou jurídica).
T.D.I. (direito para coisa e indireto para pessoa).

 Paguei os impostos.
 Perdoei a dívida.
 Paguei aos funcionários.
 Perdoei ao funcionário.
 Paguei a despesa ao gerente.

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Por Simone Pavanello Muniz

PEDIR
T.D. (solicitar, exigir).
PEDIR T.I. (implorar) – Pedir / Interceder por alguém.
T.D.I.

 Pedia a ajuda dos amigos.


 Ele pediu que viesse sozinha.
 Pedi pelos meus filhos.
 Pedia calma aos mais alterados.

CUIDADO!
 Eu vou pedir para você sair sozinha.
 Eu vou pedir para você chegar mais cedo.
As duas construções acima estão incorretas. Jamais devemos pedir “para”
alguém fazer alguma coisa!
O correto é:
 Eu vou pedir que você saia sozinha.
 Eu vou pedir que você chegasse mais cedo.
 Meu pai pediu que eu não chegasse tarde essa noite.
 Eu vou pedir que você voltasse.

OBSERVAÇÃO:
De acordo com a gramática, a construção “pedir para” só é usada quando
as palavras “licença”, “permissão” ou “autorização” estiverem claras ou
subentendidas. Leia os exemplos seguintes:
“Minha mãe ficou perplexa quando lhe pedi para ir ao enterro.” (Machado de
Assis, Dom Casmurro)
Pediu para ir ao cinema.
Portanto, a primeira frase traz esse sentido, pois “pedir para” significa “pedir
licença (autorização etc.) para”. Vejamos mais outro exemplo. Em “O aluno
pediu para sair antes do fim das aulas”, a frase significa que o aluno “pediu
autorização para” sair antes do fim das aulas. Quando não for possível tal
subentendimento, deve-se usar apenas “que”, e não “para que”: “Pediram ao
professor que explicasse de novo a matéria” (e não pediu para o professor
explicar). Outro exemplo: Pediu que fossem com ele ao jogo (e não Pediu “para
irem” ou “para que fossem”...).

PREFERIR
T.D.I. Com preposição “A” para o objeto indireto. Não se