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Oncocercose

12/04/2010

Nematodo, parasita que causa a oncocercose

Oncocercose – Doença causada pelo parasita (NEMATODO) onchocerca volvulus


transmitida pela picada de mosquitos do gênero simulídeos infectados.

Apesar de não ser letal a doença causa coceira intensa e gerodermite, perda da
elasticidade que causa prega na pele como envelhecimento precoce. A sua
manifestação mais severa é a perda de visão, que na África, onde a doença foi no
notificada pela primeira vez no século XIX, recebeu o nome de “cegueira dos rios”,
pois os casos mais graves, foram diagnosticados em populações ribeirinhas.

O volvulos pode se instalar nos olhos causando infecção que leva a perda de visão. No
Brasil a doença está restrita a área dos Yanomanis que habitam em Roraima e no
Amazonas, onde vivem mais de 10 mil índios.

Oncocercose, também chamada "cegueira dos rios" ou "mal do garimpeiro", é uma


doença parasitária causada pelo nematódeo Onchocerca volvulus

321\\[editar] Ciclo de Vida

As formas adultas parasitam o ser humano, alojando-se em nódulos no tecido


conjuntivo, por baixo da pele ou no tecido adiposo formando o oncocercoma. No local
eles se reproduzem sexualmente e durante até quinze anos gerando inúmeras larvas
minúsculas ou microfilárias, quase invisíveis a olho nu. Estas disseminam-se
aparecendo por todo o corpo: por baixo da pele, dentro dos olhos, na linfa, urina, saliva
e liquído céfalo-raquidiano. Algumas surgem no sangue. Algumas maturam-se dentro
do corpo em novas localizações produzindo novos nódulos, mas a maioria acaba por
morrer devido à ação do sistema imunológico. Contudo a sua produção continua
significa que os parasitas existem de forma continua. Quando o borrachudo pica(contém
coagulante,e vasodilatadores) os hospedeiros, causam microlesões na pele, devido a
temperatura da pele faz com que haja o rompimento da probóscide(musculo do aparelho
picador do inseto que contém as microfilárias) e as microfilárias entram em contato com
o corpo devido as microlesões causadas pelo inseto. Aí elas maturam-se em formas
infecciosas e são injetadas na corrente sanguínea de outra pessoa picada pelo mosquito.
As formas adultas então alojam-se nos tecidos do novo hospedeiro e produzem mais
microfiliárias.

[editar] Epidemiologia

Há 18 milhões de infectados no mundo e 99% localizam-se na África. É a segunda


maior causa de cegueira no mundo (a primeira é o glaucoma). Existe nos países
tropicais da África, na península da Arábia, e em menor dimensão na América de clima
tropical incluindo muito do território brasileiro.

O principal vetor é a espécie de mosquitos Simulium damnosum, que se reproduzem


principalmente em rios, pois as suas pupas agüentam as águas móveis. Por esse motivo
a doença é também conhecida como cegueira dos rios. Só afeta o ser humano. Nas áreas
endêmicas da África antes dos programas de contenção, a infecção repetida levava a que
mais de 50% dos homens ficarem cegos antes dos 50 anos, e as crianças eram educadas
a considerar esse resultado como o seu futuro normal de todo o mundo.

[editar] Progressão e Sintomas

Após cerca de um ano da infecção, surgem os sintomas relativos à reação contra as


formas adultas. O seu alojamento debaixo da pele leva à sua encaspulação reativa do
organismo, gerando nódulos palpáveis, com cerca de alguns centímetros de diâmetro,
mais facilmente detectados contra ossos superficiais, como a crista ilíaca (zona da
bacia), escalpe ou costelas. Não há usualmente outros sintomas excepto o possível
efeito inestético de alguns nódulos.

O inicio da produção das microfilárias leva ao surgimento de sintomas mais graves. A


reação por vezes eficaz do sistema imunológico à sua disseminação pelo sangue e linfa
leva ao surgimento de prurido e exantemas (vermelhidão) cutâneas, com perda de
elasticidade da pele e surgimento de pápulos, zonas despigmentadas e adenopatias
(inchaço dos gânglios linfáticos), além de febre. Se as filárias migrarem para o olho (o
que mais tarde ou mais cedo acontece), aí causam reações de fibrosação e acumulação
de complexos de anticorpos, que levam primeiro à conjuntivite com fotofobia
(sensibilidade exagerada à luz) e eventualmente à perda de visão e finalmente cegueira
absoluta, freqüentemente em ambos os olhos. Mais raramente pode ocorrer elefantíase
(inchaço extremo) do escroto e membros inferiores se houver nódulos que obstruam os
canais linfáticos provenientes dessa região.

[editar] Diagnóstico e Tratamento

Os nódulos de parasitas adultos são identificados por técnicas de imagiologia


(Tomografia computadorizada ou ecografia) ou por análise microscópica de amostra de
biópsia. As microfilárias são detectadas em biópsias da pele, assim como
freqüentemente vistas diretamente pela observação do fundo do olho com um
oftalmoscópio. Existe ainda uma técnica de detecção do DNA do parasita por PCR.
O tratamento é feito com ivermectina contra as microfilárias, porém é pouco eficaz
contra o verme adulto. Utiliza-se remoção cirúrgica dos nódulos dos adultos. As
microfilárias eram antigamente tratadas com antiparasíticos, que ainda são usados na
prevenção em zonas endêmicas. Contudo a descoberta de que as microfilárias são
dependentes de bactérias rickettsias endossimbiontes existentes dentro dos seus corpos,
levou ao desenvolvimento da terapia com o antibiótico doxiciclina, que é hoje preferível
pelos seus menores efeitos secundários.

[editar] Prevenção

O uso de roupas que cobrem a maior parte da pele é aconselhado, assim como
repelentes de insetos e redes. Contudo a erradicação dos mosquitos com inseticidas é a
única medida a longo prazo, e tem sido praticada em programas da OMS em locais
endêmicos, assim como a administração em massa de fármacos antiparasíticos às
populações, com bons resultados. Até há alguns anos, os governos tentavam aconselhar
as pessoas a terem cuidado com os mosquitos do rio, mas essa campanha levou muitos a
abandonar as terras férteis irrigadas e procurar outras menos produtivas onde muitas
vezes passavam fome.

MEDICAMENTOS PARA TRATAMENTO DE ONCOCERCOSE:

REVECTINA;
IVERMECTINA

ESTAS SÃO FOTOS QUE EU (Níria) TIREI