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Política e Gestão da Educação.

Ygor Rocha Carvalho Rodrigues (11811TET006)


Teatro
Excerto escolhido:
Processa-se, nessa perspectiva, uma falsa publicização do privado, que se apropria cada vez mais do
espaço público no que concerne ao carreamento de recursos e à exploração de serviços, ao mesmo
tempo em que aprofunda suas características mercadológicas, alinhadas ao processo de modernização
e reforma do Estado, configurado como sua minimização no tocante às políticas públicas. Expressões
indicativas do rótulo privado, que já marcavam vinculações ideológicas, tais como escola privada,
particular, livre, confessional, não-estatal, leiga, laica, são enriquecidas por um repertório menos
explícito que inclui escolas para-estatais, comunitárias, não-governamentais, cooperativas,
organizações sociais, etc.

[B1] Comentário: Podemos acrescentar neste rol as escolas militares e a educação a distância e
suas correlatas como as Lives, as AER, dentre outras.

Claramente podemos afirmar que o interesse privado no que integra o público é puramente
econômico, as escolas militares são um bom exemplo. O primeiro ponto que gostaria de ressaltar é
que existe a cobrança de mensalidades o que é suficiente para levantar o questionamento se essas
escolas são de fato públicas. Outra questão a ser levantada é que apenas parte das vagas são
destinadas para a sociedade civil, o restante fica à mercê dos filhos dos militares. Seguem um modelo
que caminha na contramão das teorias educacionais como a de Paulo Freire. O exército representa
uma elite, sendo assim, esse ambiente que deveria ser de acesso público acaba com uma maioria de
alunos que possuem um poder aquisitivo elevado. Mas a questão principal que gostaria de levantar é a
proximidade que o exército e suas organizações tem do setor privado, sendo assim é fácil introduzir
ideologias e manipular a estrutura da escola militar para serviço do setor privado. A escola militar,
portanto, utiliza de recursos públicos e segue uma ideologia muito mais pautada no interesse privado,
é organizada por militares e em sua maioria para militares (seus filhos), de forma inconstitucional
cobram mensalidades o que exclui ainda mais a sociedade civil de frequentar esses espaços e seguem
fantasiadas como um espaço plural e público e sabemos que não é bem assim que eles querem que
seja, mas essa imagem lhes convém e de certa forma os protege, aumentam suas riquezas e os fecham
num nicho onde usufruem de todas as vantagens que o setor público pode oferecer, sem ter que se
submeter aquilo que não é de sua vontade.

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