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SAM-983-28020-EP-R00

REFERÊNCIAS:

EB - EPES - 4.008/08 R0 – Compensador Estático 230 kV –50 +100 MVAr – de 04/07/2008

Rev. Data Descrição Proj. Conf Visto Aprov


Gerência de Projeto Centrais Elétricas do Norte do Brasil S.A.
de Subestações Superintendência da Expansão da Transmissão
ELETRONORTE Sistema de Transmissão Acre - Rondônia
EETS
Emissão inicial: N.º
SE Vilhena 230/138/69/13,8 kV
31.12.2008
Proj. Visto Compensador Estático 230 kV SAM-983-28020-EP-
LAFC LS -50 (indutivo) / +100 (capacitivo) MVAr R00
Conf. Aprov. Requisitos Gerais
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ÍNDICE

1 Objetivo.................................................................................................................... 5
2 Requisitos gerais .................................................................................................... 5
2.1 Condições do local de instalação.........................................................................................5
2.2 Normas Técnicas e Idiomas.................................................................................................5
2.3 Características dos serviços auxiliares ................................................................................7
2.4 Documentos para aprovação após assinatura de contrato ..................................................7
2.5 Verificação de projeto e de integração do controle e proteção.............................................7
2.6 Permutabilidade...................................................................................................................7
3 Extensão do fornecimento ..................................................................................... 8
3.1 Generalidades .....................................................................................................................8
3.2 Equipamentos e materiais do Compensador Estático (CE)..................................................8
3.3 Serviços e materiais do Compensador Estático (CE)...........................................................8
3.4 Itens providos pela Eletronorte ............................................................................................9
4 Características e configuração do sistema, Compensador Estático (CE) e
requisitos de desempenho..................................................................................... 9
4.1 Características e configuração do sistema...........................................................................9
4.2 Compensador Estático (CE) ..............................................................................................10
4.3 Requisitos mínimos de desempenho .................................................................................12
5 Características dos componentes associados ao CE ....................................... 18
5.1 Reatores ............................................................................................................................19
5.2 Banco de Capacitores........................................................................................................19
5.3 Transformador de acoplamento .........................................................................................19
5.4 Transformadores de potencial ...........................................................................................20
5.5 Transformadores de corrente.............................................................................................20
5.6 Válvula a tiristores .............................................................................................................20
5.7 Sistema de resfriamento ....................................................................................................22
5.8 Grupo motor gerador .........................................................................................................23
5.9 Fonte ininterrupta de energia .............................................................................................23
5.10 Contêineres .......................................................................................................................23
5.11 Observação: ......................................................................................................................24
6 Requisitos construtivos ....................................................................................... 24
6.1 Estruturas suporte de bancos de capacitores ....................................................................24
6.2 Invólucro e suportes isolantes............................................................................................24
6.3 Caixa do capacitor .............................................................................................................25
6.4 Conectores ........................................................................................................................25

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6.5 Placas de Identificação ......................................................................................................25
6.6 Tratamento superficial e pintura.........................................................................................25
7 Serviços de engenharia........................................................................................ 27
7.1 Projeto básico. ...................................................................................................................27
7.2 Projeto civil, eletromecânico, serviços auxiliares e estruturas. ...........................................27
7.3 Visita técnica .....................................................................................................................27
8 Estudos de engenharia......................................................................................... 28
9 Inspeções e ensaios ............................................................................................. 28
9.1 Generalidades ...................................................................................................................28
9.2 Falhas em ensaios.............................................................................................................29
10 Garantia ................................................................................................................. 29
10.1 Da indisponibilidade máxima do Compensador Estático....................................................29
10.2 Penalidades por indisponibilidade superior à garantida .....................................................29
10.3 Dos capacitores, quando aplicável.....................................................................................30
10.4 Da reposição das peças sobressalentes ao final do período de garantia ...........................31
10.5 Assistência à Engenharia de Manutenção .........................................................................31
11 Sobressalentes e ferramentas especiais ............................................................ 31
11.1 Sobressalentes ..................................................................................................................31
11.2 Instrumentos de testes e ferramentas especiais ................................................................32
12 Provisões para embalagem, transporte e armazenagem .................................. 32
13 Provisões para montagem, ensaios de campo e operação .............................. 32
14 Informações e documentos para a comprovação do atendimento às
especificações técnicas ....................................................................................... 33
14.1 Comprovante de aptidão....................................................................................................33
14.2 Desenhos e documentos do Compensador Estático..........................................................33
15 Treinamento e assistência após venda............................................................... 34
Anexos.............................................................................................................................. 36
Anexo II – Eletronorte – Diagrama unifilar geral do sistema ....................................... 38
Anexo III – Diagrama Unifilar SE Vilhena – 230kV ........................................................ 39
Anexo IV – Característica V / I do CE no lado de alta tensão do transformador........ 40
Anexo V – Dados das Linhas de Transmissão a serem representadas ..................... 41
Anexo VI – Impedâncias Harmônicas e Estabilidade ................................................... 44
Anexo VII – Especificações dos equipamentos associados ....................................... 45
Anexo VIII – Modelo do CE para Estudos e simulações em fábrica ........................... 46
Anexo IX – Comissionamento ........................................................................................ 47
Anexo X – Harmônicos ambiente – Requisitos de Medição ........................................ 48
1 Objetivo.................................................................................................................. 48

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2 Informações gerais ............................................................................................... 48
2.1 Condições ambientais........................................................................................................48
2.2 Introdução..........................................................................................................................48
2.3 Normas Técnicas...............................................................................................................49
2.4 Execução dos trabalhos.....................................................................................................49
3 Medição as distorções harmônicas..................................................................... 49
3.1 Grandezas a serem medidas: ............................................................................................49
4 Estado da configuração do sistema.................................................................... 50
5 Apresentação dos resultados.............................................................................. 50

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1 Objetivo

A presente especificação técnica contém as características para o fornecimento de


Compensador Estático (CE), -50 (indutivo) +100 (capacitivo) MVAr em 230 kV com
controle contínuo em toda a faixa, cujo número e os nominais dos componentes
deverão ser definidos pelo proponente. O CE será instalado ao tempo na SE de
Vilhena – RO.

2 Requisitos gerais

2.1 Condições do local de instalação


Os componentes do Compensador Estático - CE, transformadores de potencial,
transformador de acoplamento, equipamentos de serviços auxiliares, bancos de
capacitores, reatores e filtros serão para instalação ao tempo estarão submetidos às
seguintes condições ambientes:
Altitude acima do nível do mar, inferior a 1000 m
Temperatura máxima anual (ºC); 42,5 ºC
Temperatura mínima anual (ºC); 10 ºC
Temperatura media diária, valor máximo (ºC); 30 ºC
Umidade relativa, média anual; 90 %
Pressão do vento – T= 100 anos; 107 kgf/m2
Nível de poluição. Médio
2.2 Normas Técnicas e Idiomas
Para o projeto, construção e ensaios dos componentes do Compensador Estático,
bem como para a terminologia e simbologia deverão ser adotadas as normas e
guias da ABNT, IEEE, IEC, ANSI e NEMA, em sua ultima revisão nesta ordem de
preferência, exceto indicação específica no texto. Os ensaios cotados deverão ter
norma e item aplicável indicados.

2.2.1 Normas ABNT


Título No
Transformadores de potência – Especificação 5356
Seccionadores, Chaves de Terra e aterramento rápido - Especificação 6935
Buchas para tensões alternadas maiores que 1 kV 5034
Transformadores de Corrente – Especificação 6856
Transformadores de Potencial – Especificação 6855
Reatores para sistema de potência – Especificação 5119
Isoladores de porcelana para linhas aéreas e subestações AT 5032
Capacitores de Potência – Especificação 5282
Sistema de pintura para equipamentos e subestações elétricas 11388

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2.2.2 Normas ou Guias IEEE, ANSI, CISPR, NRPB
Título No
Standard General Requirementas for Liquid-Imersed
C57.12.00-2000
Distribution, Power and Regulating Transformers
Standard Requirements for Instrument Transformers C57.13.1993
Standard Requirements Terminology, and Test Code for Dry C57.16.1996
Type Air Core Series-connected Reactors
Guidelines for testing of thyristor valves for Static Var CIGRE
Compensators Publicação 93
Industrial, scientific and medical (ISM) radio-frequency
equipment – Electromagnetic disturbance characteristics - CISPR 11
Limits and methods of measurement
Standard for Shunt Power Capacitors IEEE –18-1992
Standard for Interrupter Switches for AC, Rated 1000 V IEEE-1247-1998
Restrictions on Human Exposure to Static and Time Varying NRPB - Volume 4
Electromagnetic Fields and Radiation no 5 1993

2.2.3 Normas IEC International Electrotechnical Commission


Título No
Insulation Coordination 71
Power Transformers 76
Surge Arresters 99
Disconnectors and Earthing Switches 129
Bushings 137
Current Transformers 185
Voltage Transformers 186
Electrical Protective Relays 255
Reactors 289
Semiconductor Devices 255
Guide for Selection of Insulators in respect to Polluted Conditions 815
Shunt Capacitors 871
Thyristor Valve 60747
Valve testing 61954
Sujeitas à aceitação da Eletronorte, o Fornecedor poderá adotar outras normas das
seguintes instituições as quais deverão ser indicadas:
• IEC International Electrotechnical Commission
• ANSI American National Standards Institute
• NEMA National Electrical Manufactures Association

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Para os materiais e métodos de fabricação deverão ser observadas as normas
aplicáveis da ABNT, ASTM, AWS, ISO, NEMA e ASME.
Todos os diagramas, desenhos, documentos técnicos e placas de identificação de
equipamentos deverão ser apresentados na língua portuguesa, exceto ensaios de
tipo.

2.3 Características dos serviços auxiliares

Os serviços auxiliares de corrente alternada e corrente contínua deverão ser


projetados pelo Fornecedor atendendo aos critérios definidos a seguir:
Tensão Freqüência NO fases ∆V Aplicação

380 Vac 60 Hz 3F+N ±10 % Motores e sist. de refrigeração


220 Vac 60 Hz F+N ±10 % Iluminação, tomadas e aquecimento
125 Vcc +10 -20% Proteção controle e supervisão
Toda a alimentação CA/CC deverá ter fonte duplicada com comutação automática.
A comutação entre fontes ou a falta de uma das fontes não poderá, em nenhuma
hipótese, causar indisponibilidade do CE.

2.4 Documentos para aprovação após assinatura de contrato


Deverão ser fornecidos todos os documentos relativos ao fornecimento.

2.5 Verificação de projeto e de integração do controle e proteção


Deverá ser previsto o deslocamento de técnicos da Eletronorte até as instalações
de fornecedores internacionais para as finalidades abaixo indicadas:
• Análise, aprovação de estudos e projeto e ensaios de protótipo da
Compensação Estática – Quantidade: Dois técnicos;
• Aferição do funcionamento do Sistema de Proteção, Controle e Supervisão -
Quantidade: Cinco técnicos.
O Contratado deverá responsabilizar-se pelos custos decorrentes das viagens dos
técnicos da Contratante nos termos definidos a seguir:
• Diárias em quantidade equivalente ao número de pernoites;
• Seguro de saúde de viagem ao exterior, e assistência médico-hospitalar e
odontológica.
• A Eletronorte deverá ser informada do período previsto da viagem, duração
e datas aproximadas, com a antecedência mínima de sessenta dias-
calendário.
• A data de realização dos serviços deverá ser confirmada com antecedência
mínima de vinte dias-calendário, respeitando o período previsto
anteriormente.
2.6 Permutabilidade
Equipamentos do mesmo tipo devem ser permutáveis física e eletricamente. Peças
e dispositivos com funções similares devem ser de projeto e construção idênticos,
de modo que possam ser também permutáveis.

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3 Extensão do fornecimento

3.1 Generalidades
Esta seção define o escopo de fornecimento do Compensador Estático (CE),
componentes, transformadores de acoplamento, quadros e subquadros de serviços
auxiliares ca e cc, carregador retificador, grupo motor gerador, baterias de
acumuladores, fonte ininterrupta de energia (UPS), transformadores de
instrumentos e os materiais e serviços necessários à colocação em operação do CE
de Vilhena.

3.2 Equipamentos e materiais do Compensador Estático (CE)


• Transformador(es) de acoplamento;
• Transformadores de potencial 242 kV para referência de tensão;
• Válvulas a tiristores e seu sistema de resfriamento;
• Reatores, capacitores e filtros de harmônicos;
• Sistema de Proteção, Controle e Supervisão, IHM do CE e integração com o
Sistema de Controle da Subestação [1];
• Contêineres para os painéis, válvulas, sistema de refrigeração, serviços
auxiliares e sistema ininterrupto de energia;
• Ferramentas e equipamentos especiais para manutenção [2];
• Peças sobressalentes para cinco anos de operação [2];
• Plataformas, estruturas de elevação, barramentos de interligação, isoladores,
cabos e conectores;
• Dispositivo de içamento para montagem ou retirada de capacitores da
estrutura;
• Chumbadores, conectores, etc;
• Quadros e subquadros de serviços auxiliares 380/220 Vca e 125 Vcc;
• Carregador retificador modular 380 Vca – 125 Vcc;
• Fonte ininterrupta de energia para o sistema de refrigeração das válvulas;
• Grupo motor gerador 380Vca;
• Baterias de acumuladores 125 Vcc.
[1] Ver especificação técnica SAM-900-556003-EP;
[2] Ver planilha de quantidades e preços (Edital);
3.3 Serviços e materiais do Compensador Estático (CE)
• Projeto de equipamentos, componentes e instalação do Compensador
Estático (projeto básico);
• Modelo para estudos em TNA;
• Modelos para estudos digitais conforme submódulo 2.6 ONS - Requisitos
mínimos para equipamentos de compensação reativa, FACTS, e elos de
corrente contínua, item 5.7 Considerações sobre a Modelagem:
(http://www.ons.org.br/ons/procedimentos/index.htm)
• Estudos em TNA ou em programas digitais;
• Ensaios de fábrica: rotina, tipo e especiais;
• Embalagens e provisões técnicas para transportes;
• Programas de comissionamento e testes;
• Programas e testes de verificação operacional de campo após
comissionamento;

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• Programas de treinamento de pessoal da Eletronorte para operação e
manutenção;
• Testemunho dos ensaios de protótipo;
• As interligações elétricas com os equipamentos existentes serão executadas
pelo Fornecedor;
• Montagem e supervisão de comissionamento;
3.4 Itens providos pela Eletronorte
• Desenhos em planta e cortes, curvas de nível do local disponível para
instalação do Compensador Estático (CE), e demais componentes;
• Fontes auxiliares provisórias de corrente alternada e contínua, para uso na
fase de montagem, nas tensões indicadas a seguir:

− 380 V, trifásico, 60 Hz, para alimentação de pontos de força;


− 220 V, fase + neutro, 60 Hz, para alimentação de iluminação e aquecimento;
− 125 Vcc, para alimentação provisória de pontos de teste e emergência.

4 Características e configuração do sistema, Compensador Estático (CE) e


requisitos de desempenho

4.1 Características e configuração do sistema

4.1.1 Tensão operativa nominal...................................................................... 230 ± 5% kV

4.1.2 Freqüência normal do sistema................................................................. 60 ± 0,1 Hz

Na ocorrência de distúrbios no sistema, havendo disponibilidade de geração para


permitir a recuperação do equilíbrio carga-geração, a freqüência deverá retornar
para a faixa de 59,5 Hz a 60,5 Hz dentro de 30 (trinta) segundos após o instante em
que a freqüência sair desta faixa.
Na ocorrência de distúrbios no sistema, havendo necessidade de corte de geração
ou corte de carga para permitir a recuperação do equilíbrio carga-geração, a
freqüência:
• não poderá exceder 66 Hz ou ser inferior a 56,5 Hz em condições extremas;

• poderá permanecer acima de 62 Hz por no máximo 30 (trinta) segundos e


acima de 63,5 Hz por no máximo 10 (dez) segundos;

• poderá permanecer abaixo de 58,5 Hz por no máximo 10 (dez) segundos e


abaixo de 57,5 Hz por no máximo 05 (cinco) segundos.

A aceleração angular máxima no sistema é de 5 Hz/s.

4.1.3 A configuração do sistema está representada no diagrama unifilar geral do


sistema, Anexo II.

4.1.4 Nível de isolamento na tensão de 230 kV

• a impulso atmosférico (BIL)........................................................................... 950 kV

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• a impulso de manobra (BSL) ......................................................................... 750 kV

4.1.5 Níveis de curto-circuito no barramento de 230 kV (ponto de conexão do CE)

• Curto monofásico (nível mínimo).................................................................... 3,3 kA


• Curto trifásico (nível mínimo)............................................................................. 3 kA
• Curto monofásico (nível máximo) ................................................................. 31,5 kA
• Curto trifásico (nível máximo) ........................................................................ 31,5 kA

4.1.6 Desequilíbrio contínuo de tensão

• Percentual da componente de seqüência negativa de tensão, em relação à


componente de seqüência positiva, continuamente. (valor máximo) .................. 2 %
4.2 Compensador Estático (CE)

4.2.1 Tipo

O Compensador Estático deverá ser do tipo RCT (Reator Controlado a Tiristores) +


CCT (Capacitores Chaveados a Tiristores) e filtros de harmônicos. Os filtros
deverão ser definidos de forma a limitarem os valores individuais de distorção
harmônica geradas pelo CE, bem como limitar as distorções globais na SE Vilhena,
conforme valores das Tabelas 4.2.1 e 4.2.2.
O proponente está livre para definir o número e os nominais dos componentes do
CE, desde que atendidos todos os requisitos desta especificação, em particular o
requisito referente à disponibilidade. A operação do CE sem a eliminação de
harmônicos através dos filtros não é permitida.
Tabela 4.2.1 – Limites globais de tensão expressos em porcentagem da tensão
fundamental:

V < 69 kV V ≥ 69 kV
Ímpares Pares Ímpares Pares
Valor Valor Valor Valor
Ordem Ordem Ordem Ordem
(%) (%) (%) (%)
3, 5, 7 5 3, 5, 7 2
2, 4, 6 2 2, 4, 6 1
9, 11, 13 3 9, 11, 13 1,5
≥8 1 ≥8 0,5
15 a 25 2 15 a 25 1
≥ 27 1 ≥ 27 0,5
DTHT = 6% DTHT = 3%
DTHT – Distorção harmônica total

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Tabela 4.2.2 – Limites individuais de tensão expressos em porcentagem da tensão
fundamental:

13,8 kV ≤ V < 69 kV V ≥ 69 kV
Ímpares Pares Ímpares Pares
Valor Valor Valor Valor
Ordem Ordem Ordem Ordem
(%) (%) (%) (%)
3, a 25 1,5 3, a 25 0,6
todos 0,6 todos 0,3
≥ 27 0,7 ≥ 27 0,4
DTHT = 3% DTHT = 1,5%
DTHT – Distorção harmônica total

4.2.2 Características principais

As seguintes características são referidas à barra da subestação onde o CE será


conectado:
Tensão nominal 230 kV 1 pu
Faixa de tensão operativa em regime 218,5 a 241,5 kV 0,95 a 1,05 pu
permanente

Capacidade nominal contínua (*) à - 50 (indutivo) + 100 (capacitivo) MVAr


tensão operativa (0,95 a 1,05 pu) (controle contínuo)

(*) – O Compensador Estático deverá ter capacidade de absorver 50 MVAr ou gerar 100
MVAr na condição mais crítica (0,95 p.u.). Para as demais faixas de tensão o mesmo
deverá atender os requisitos da característica V / I apresentada no Anexo IV –
Característica V / I do CE no lado de alta tensão do transformador.
4.2.3 Sobrecarga

O Compensador Estático deverá suportar as sobrecargas decorrentes do seguinte


ciclo de sobretensões. [1]
SOBRETENSÃO SUPORTABILIDADE

1,8 pu 50 ms
1,4 pu 200 ms
1,3 pu 1s
1,2 pu 10 s
1,1 pu Contínua (Indutiva)
1,05 pu Contínua (Capacitiva)

[1] Quanto à atuação do controle, o CE deverá ser capaz de operar controlando a


tensão até o nível de 1,3 pu no tempo acima indicado. Os tiristores do RCT
deverão ser controláveis até a tensão de 1,3 pu. Se a tensão se elevar acima

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deste limite os tiristores do RCT poderão receber pulsos de disparo contínuos
e os pulsos de disparo para o CCT, se existente, poderão ser bloqueados.

4.2.4 Coordenação de isolamento

As margens de proteção mínimas a serem consideradas, definidas como a relação


entre a tensão suportável do isolamento e o nível máximo de sobretensão, estão
indicadas na tabela a seguir:

Surto de Impulso Frente


Equipamentos
manobra atmosférico íngreme
Barramentos, isoladores e demais 1,20 1,25 1,25
equipamentos convencionais
Componentes de filtros CA, se aplicável 1,15 1,25 1,25
Transformadores (AT) 1,20 1,25 1,25
Transformadores (BT) 1,15 1,20 1,25
Válvulas 1,15 1,20 1,20
4.3 Requisitos mínimos de desempenho

4.3.1 Em regime permanente

O CE deverá exercer um controle trifásico da tensão da barra da subestação.


Parâmetro Requisito Obs.
a) Tensão de referência – Faixa de ajuste 95 e 105 % [1], [3]
b) Exatidão do ajuste da tensão de referência 0,25%
c) Estatismo ajustável continuamente entre 0,1 e 10 % [2], [3]
d) Exatidão dos ajustes do estatismo 0,5%
[1] A tensão de referência é definida como sendo a tensão ajustável
continuamente para a qual o Compensador Estático não produzirá nem
absorverá potência reativa.
[2] O estatismo é definido como a inclinação da curva característica tensão x
corrente.
[3] Os ajustes da tensão da referência e estatismo devem ser contínuos e não
dependentes entre si.

Os parâmetros (c) e (d) são referidos na base dos limites de potência do


compensador estático, ou seja, 150 MVA.

Uma mudança no ajuste da tensão de referência não deve modificar o estatismo e


vice-versa.

O CE deverá permitir um controle trifásico da barra da subestação monitorada.

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4.3.2 Desempenho dinâmico

O compensador estático a ser instalado na subestação de Vilhena em 230 kV


deverá atender as seguintes características elétricas:

4.3.2.1 A resposta do sistema de controle, conforme requerido abaixo deve ser atendida
em qualquer das configurações de curto-circuito, conforme estabelecido no item
4.1.5. A variável analisada para verificação dos tempos de resposta do controle é
a tensão medida na barra da alta tensão do CE, após as filtragens associadas,
considerando estatismo (slope) zero;
a) Tempo de resposta menor ou igual a 33 ms (1);
b) Tempo de estabelecimento (“settling time”) menor ou igual a 150 ms (2);
c) Sobreexcitação (“overshoot”) menor ou igual a 30% do degrau aplicado (3).

onde: (1) Tempo de resposta é o tempo necessário para que a resposta do


sistema (tensão na barra de alta tensão do CE) oscile entre 10% e
90% do degrau aplicado. Os casos devem ser executados com
degraus de ± 5% e ± 10% na tensão de referência do regulador.

Exemplo: O CE operando em 1,0 p.u. após um degrau na tensão de


referência de 5% vai para 1,05 p.u.. O tempo de resposta é o tempo de
subida entre as tensões 1,005 p.u. e 1,045 p.u..

(1) Tempo de estabelecimento (settling time) é o tempo necessário para


que a resposta do sistema oscile dentro de uma faixa, em torno do
valor final de tensão, limitada a +5% e -5% do degrau de tensão
aplicado conforme item anterior.

Exemplo: O CE operando em 1,00 p.u. após um degrau de tensão de


referência de 5% vai para 1,05 p.u.. O tempo de estabelecimento é o
tempo a partir do qual a tensão entra e não sai da faixa de tensão de
1,0475 p.u. e 1,0525 p.u..

(2) Sobreexcitação (overshoot) é o valor máximo da ultrapassagem da


oscilação de tensão quando comparada ao valor final ajustado.

Exemplo: O CE operando em 1,00 p.u. após um degrau de tensão de


referência de 5% vai para 1,05 p.u.. Considerando que 30% de 5% é
0,015 p.u., o valor máximo admitido durante a oscilação da tensão é
de 1,065 p.u..
4.3.2.2 O regulador de tensão deverá ter um sistema capaz de otimizar os tempos de
resposta, ajustado por software, em função da configuração do sistema (nível de
curto-circuito);

4.3.2.3 O sistema deverá ser estável para os ajustes de ganho do regulador de tensão
necessários à obtenção das respostas conforme requisitos anteriores.

4.3.2.4 Outras Informações Relevantes.

O proponente vencedor deverá fornecer os modelos do CE que possam ser


utilizados, nos programas ANATEM e ANAREDE, desenvolvidos pelo CEPEL.

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Faz parte do fornecimento três modelos digitais para simulação transitória
desenvolvida para o programa EMTDC, juntamente com o software (EMTDC) e
computador pessoal (notebook) com características definidas pelo proponente de tal
forma a não limitar as simulações do sistema de potência envolvido juntamente com
o compensador estático.
O compensador estático deverá ser capaz de responder a ocorrências sucessivas
num tempo inferior a 2,0 s.

4.3.3 Estudos a serem apresentados pelo proponente vencedor após contrato

Os estudos demonstrativos de desempenho do Compensador Estático deverão ser


apresentados à Eletronorte em forma de relatório utilizando-se os dados
disponibilizados pela Eletronorte, contendo resultados de simulações através de
RTDS (Real Time Digital Simulator), demonstrando que o CE atende, no mínimo, os
critérios descritos nos itens 4.3.2.1 a 4.3.2.3. Deverão ser realizadas simulações
adicionais para controle em diferentes configurações, através de sinais externos
provenientes do sistema, tais como:
• Manobra de bancos de 18,5 MVAr;
• Perda da LT 230 kV Vilhena – Pimenta Bueno com curto circuito;
• Perda da carga em 69 kV de Vilhena e
• Perda dos transformadores 230/69 kV de Vilhena.

4.3.3.1 Conteúdo do Relatório dos Proponentes.


O proponente vencedor deverá apresentar à Eletronorte, um relatório contendo:
• Uma descrição detalhada do funcionamento do compensador estático;
• Uma descrição do sistema de controle de tensão incluindo a possibilidade de
manobras dos equipamentos existentes na Subestação, diagramas de bloco no
padrão IEEE, e modelos para utilização nos programas desenvolvidos pelo
Cepel (Anarede e Anatem) EMTDC e ATP.
O grau de detalhamento do modelo ATP deverá ser definido pelo fabricante de
modo a permitir a análise do desempenho do CE frente a surtos de manobra;
• Resultados das simulações de estabilidade dinâmica no simulador RTDS
demonstrando que o CE proposto para a subestação de Vilhena 230kV atende
às exigências contidas no item 4.3.2.1 a 4.3.2.3.

4.3.4 Estratégia de subtensão

O sistema de controle deve possibilitar que, na ocorrência de subtensão,


especialmente em função de curto-circuito no sistema, o CE passe a funcionar
como impedância constante e pré-determinada até a recuperação da tensão,
quando voltará a atuar normalmente, partindo do valor de impedância pré-
especificado, atendendo as seguintes condições:

• O nível de tensão para iniciar o funcionamento como


impedância constante deve ser ajustável entre: ...................0,3 a 0,9 pu
• O nível de tensão para retornar ao funcionamento
normal deve ser ajustável entre: .........................................0,6 a 0,95 pu

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• O tempo de resposta deve ser inferior a: ..................................... 25 ms

4.3.5 Estresses nos componentes do CE

O Proponente deve apresentar, caso haja válvulas de CCT, as soluções a serem


adotadas no sentido de proteger tanto o equipamento como o sistema de potência
associado prevendo a ocorrência de, pelo menos, os seguintes eventos, além dos já
citados no item anterior (4.3.4 – Estratégia de subtensão):

• Estresse nos filtros, capacitores e equipamentos sensíveis, associado à


manobra de energização com tensão elevada no barramento (1,1 pu);
• Estresse nos filtros, capacitores e equipamentos sensíveis, associados à
ocorrência de curto-circuito trifásico e eliminação da falta, análise de
corrente DC residual (DC trapped current) em condições desfavoráveis
(equipamento absorvendo reativos e na presença dos filtros com tensão de
1,3 pu seguido de curto-circuito trifásico e abertura da falta);
• Operações inadequadas dos equipamentos de disparo como disparo
errôneo da válvula do CCT, caso existente (misfiring of a TSC valve), em
situações de geração máxima de reativos e tensão de operação
continuamente elevada (1,05 pu) com monitoração da absorção de energia
por parte dos pára-raios;
• Em caso de sobretensão elevada no sistema e a válvula CCT estiver
bloqueada, deverá haver uma proteção para evitar o disparo dos tiristores
e inserção do capacitor.
As sobretensões internas na válvula do CCT deverão ser limitadas por pára-raios
cujas características e energia deverão ser dimensionadas pelo Fornecedor.

4.3.6 Desempenho harmônico

A contribuição de harmônicos do sistema do CE deverá ser limitada de forma a


minimizar a distorção da onda de tensão no barramento de 230 kV. Desta forma, o
desempenho do CE deverá ser definido em termos de distorção de tensão
harmônica individual D e distorção de tensão harmônica total, DTHT.
Estes fatores são definidos da seguinte forma:

a) Distorção de tensão harmônica individual (D)

D = ∑Vh2 (em %)
onde:
vh ⇒ Tensão harmônica de ordem h em porcentagem da
Vh = 100 fundamental;
v1
v h ⇒ tensão harmônica de ordem h (V);
v1 ⇒ tensão fundamental nominal (V).
b) Distorção de tensão harmônica total (DTHT)
Distorção de tensão harmônica total (DTHT) é a raiz quadrada do somatório
quadrático das tensões harmônicas de ordens 2 a 50:

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DTHT= ∑V 2
h (em %)

Onde:
vh ⇒ tensão harmônica de ordem h em porcentagem da
Vh = 100 fundamental;
v1
v h ⇒ tensão harmônica de ordem h (V);
v1 ⇒ tensão fundamental nominal (V).
Limites de distorção de tensão harmônica

Componente de ordem par ................................................................... 0,3%


Componentes de ordem ímpar:
Ordem 3 a 25......................................................................................... 0,6%
Ordem ≥ 25............................................................................................ 0,4%
Limites de distorção de tensão harmônica total (DTHT), com o CE
como único gerador de harmônicos ...................................................... 1,5%

As correntes harmônicas (características ou não) a serem usadas para o cálculo do


desempenho do sistema CA deverão ser as máximas de cada harmônico, levando-
se em consideração o seguinte:
1. A tensão de freqüência fundamental do sistema CA é nominal;
2. O ângulo de disparo e a reatância referem-se à maior corrente
harmônica do harmônico considerado;
3. As condições de variação do ângulo de disparo e da reatância entre
fases são as mais desfavoráveis possíveis, dentro dos limites de
operação contínua do compensador estático;
4. A tensão de seqüência negativa de 1%;
5. Para efeito de elaboração de propostas para o fornecimento do CE,
deve-se considerar que as distorções harmônicas globais existentes
no sistema CA, independentemente do CE, correspondem a 90% dos
limites globais apresentados na tabela 4.2.1 para os harmônicos de 3ª
e 5ª ordens, 50% dos limites para os de 7ª ordem, e 10% dos limites
globais para as demais ordens;
6. O proponente vencedor deverá fazer medições de harmônicas na SE
Vilhena, no período mínimo de 4 (quatro) dias, de forma a obter
subsídios adicionais para o dimensionamento dos filtros do CE.
As seguintes condições dos filtros deverão ser consideradas ocorrendo
simultaneamente:
1. Desvio máximo de freqüência e tempo conforme itens 4.1.1 e 4.1.2,
onde são apresentadas as características principais do sistema de 230
kV;
2. Variação máxima de temperatura;

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3. Variação na tolerância dos parâmetros dos componentes do CE será a
máxima prevista no projeto e;
4. Número máximo permitido de capacitores defeituosos em operação
contínua.
As características de impedâncias harmônicas vistas da barra de 230 kV de Vilhena
deverão ser calculadas pelos proponentes, mediante utilização de programas
computacionais, com base no diagrama unifilar do sistema apresentado no Anexo II
– Eletronorte – Diagrama unifilar geral do sistema, cujos parâmetros elétricos estão
apresentados no Anexo V – Dados das Linhas de Transmissão a serem
representadas.
Na etapa de elaboração do projeto o proponente vencedor deverá refazer os
cálculos das envoltórias das impedâncias harmônicas. Considerando que a amostra
de casos estudados não representa a totalidade de possibilidades de configurações,
o proponente deverá admitir, para o dimensionamento dos filtros, uma faixa de
freqüência representativa para cada harmônico estudado, conforme tabela abaixo.

Harmônico Faixa de freqüência a ser Faixa de freqüência a ser


estudado utilizada (ordem do harmônico) utilizada (Hz)

2e3 1,5 a 4,5 90 a 240

5 4a6 240 a 360

6 5a7 300 a 420

7 6a8 360 a 480

8, 9 e 10 7 a 11 420 a 660

11 10 a 12 600 a 720

12 11 a 13 660 a 780

13 12 a 14 720 a 840

14 a 21 13 a 22 780 a 1320

22 a 30 21 a 31 1260 a 1860

31 a 50 30 a 50 1800 a 3000

4.3.7 Tensões operativas e nível de isolamento dos componentes do CE


A tensão operativa do barramento do CE deverá ser definida pelo Proponente, de
maneira a otimizar o projeto.

4.3.8 Avaliação das perdas do Compensador Estático


A avaliação de perdas será calculada pela fórmula a seguir, com o Compensador
Estático nas seguintes condições:
• estatismo igual a 0,1%

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• tensão de referência em 230 kV
• derivação nominal do transformador

K 1 ⋅ K 2 ⋅ ( F1 ⋅ PA + F2 ⋅ PB + F3 ⋅ PC )
P= + K1 . K 3 . PC
F
Onde:
PA = perda média, em kW, com o CE operando entre 0 e 40 MVAr (capacitivo) (*);
PB = perda média, em kW, com o CE operando entre 0 e 50 MVAr (indutivo) (*);
PC = perda média, em kW, com o CE operando entre 40 e 100 MVAr (capacitivo) (*);
(*) Nas condições acima as perdas são as totais incluindo perdas em
transformadores. No caso de CE com bancos de capacitores, para o
cálculo das perdas deve ser considerada a pior situação quanto à
presença ou não dos bancos de capacitores.
K1 = Taxa do US$, conforme edital;
K2 = custo atual de substituição, em dólar, da energia correspondente a 1 kW
durante 25 anos;
K3 = custo atual de substituição, em dólar, de 1 kW de ponta durante 25 anos;
F1 = horas de carga média anual;
F2 = horas de carga leve anual;
F3 = horas de carga pesada anual;
F = F1 + F2 + F3
Sendo:
F1 = 7000 horas
F2 = 760 horas
F3 = 1000 horas
K2 = 2736 US$/kW
K3 = 0 US$/kW

4.3.9 Outros requisitos


O Compensador Estático deverá ser capaz de responder a ocorrências sucessivas
num intervalo de tempo inferior a 2,0 s.
Adicionalmente, o sistema de controle deverá estar preparado para o controle de
equipamentos de geração ou absorção de reativo instalado futuramente até um
limite de dez equipamentos entre bancos de capacitores ou reatores.
A lógica de manobra deverá ser imune a subtensões ou sobretensões temporárias
para não comprometer a estabilidade da tensão durante transitórios.
Além do controle acima, deverão ser previstos, no mínimo, mais quatro canais
adicionais para uso futuro da Eletronorte na implementação de lógicas semelhantes.
O comissionamento do CE, quando dos testes de cada equipamento, deve observar
as condições operacionais do sistema elétrico, de forma a não impactar os critérios
do ONS.

5 Características dos componentes associados ao CE


As características gerais apresentadas a seguir têm como objetivo estabelecer os
aspectos principais dos equipamentos integrantes do fornecimento, cabendo ao

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Fabricante do CE a responsabilidade de definir as características técnicas
específicas de cada um dos componentes, de forma que o desempenho do sistema
de compensação atenda aos requisitos constantes desta especificação.
Os componentes conetados ao barramento de média tensão deverão ser instalados
em posições elevadas, 2,8 m no mínimo, de tal forma a dispensar cercas de
proteção e impedir contatos acidentais com partes sob tensão ou que de alguma
forma ponha em risco os operadores e mantenedores ou os próprios componentes.
Os requisitos a seguir devem ser considerados quando aplicáveis.

5.1 Reatores
Os reatores, quando utilizados, deverão ser dimensionados para funcionamento em
regime contínuo com refrigeração natural, adequados para instalação externa,
projetados e construídos de acordo com a NBR-5119, quando isolados a óleo, e
conforme a IEEE Std C57.16 1996, para reatores de núcleo de ar.

5.2 Banco de Capacitores


Os bancos de capacitores, quando utilizados, deverão ser compostos de unidades
capacitivas de duas buchas, com proteção de desbalanço para detecção de falhas
nas unidades. A proteção deverá ter estágios de alarme e desligamento. A distância
de escoamento das buchas das unidades capacitivas deverá ser de 31 mm/kV, no
mínimo. O arranjo dos capacitores deverá garantir que não haja cabos sobre as
buchas e evitar que excrementos de pássaros contaminem as buchas.

5.3 Transformador de acoplamento


Quando a solução exigir transformação para acoplamento à barra de 230 kV,
deverá ser projetado um banco de transformadores constituído de 3 unidades
monofásicas mais uma de reserva ou uma unidade trifásica com reserva. A unidade
reserva deverá ser acessíveis por barramento. As características deverão atender
aos critérios indicados a seguir:
• Atender a especificação técnica SAM-983-22003-EP-R00;
• atender os requisitos de sistema item 4.1;
• atender os requisitos do itens 4.2, 4.3 e Características V x I do CE;
O Fornecedor tem liberdade para escolha da tensão secundária do transformador
de forma a otimizar a relação custo/benefício no projeto do Compensador Estático.
Potência nominal: Os transformadores deverão ser projetados com capacidade
para 100% de corrente reativa de tal forma a atender as solicitações de tensões e
correntes nominais do Compensador Estático.
Os transformadores deverão ser capazes de suportar correntes harmônicas e
sustentar níveis de tensão associados ao CE sobre todas as condições normais de
operação sem perda de vida.
Os transformadores deverão ser capazes de suportar um certo nível de corrente DC
consistente com o projeto do Compensador Estático.
Sobrecarga: Os transformadores deverão ser adequados para as sobrecargas
devidas às sobretensões como indicado no item 4.2.3, bem como as demais
sobrecargas advindas da operação do Compensador Estático, nas condições
requeridas nesta especificação.

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Curto-circuito: Os transformadores deverão suportar, sem apresentar avarias, as
solicitações mecânicas e térmicas causadas por correntes de curto-circuito,
simétricas e assimétricas, nos terminais do equipamento, considerando as
características mais desfavoráveis do sistema, dentre as indicadas no item 4.1.5. O
Contratado deverá apresentar um minucioso memorial de cálculo, detalhando os
métodos utilizados e os resultados obtidos nos cálculos dos esforços originários de
curtos-circuitos que possam ocorrer nos transformadores sob as condições mais
severas possíveis. Deverá ser levada em consideração a diminuição da rigidez
mecânica do isolamento devido ao envelhecimento térmico.
Cada transformador deverá ser fornecido com os TC’s necessários para imagem
térmica, medição e proteção.
A instalação dos transformadores deverá prever proteção entre as unidades por
meio de paredes corta-fogo e sistema de coleta e separação de óleo. A construção
deverá obedecer aos padrões de referência da Eletronorte.
Deverá ser previsto o fornecimento de dispositivo para manobra controlada do
transformador, que minimize sobretensões nas manobras de energização, tipo
Switchsync T183 da ABB ou similar, conforme especificado no Anexo VII.

5.4 Transformadores de potencial


Deverão ser fornecidos três transformadores de potencial de 242 kV para tensão de
referência, instalados no vão, conforme Especificação Técnica SAM-983-35006-
EP-R00. O tipo do transformador de potencial será definido pelo Fabricante do CE,
ficando a seu critério a utilização de transformador de potencial capacitivo ou
indutivo, devendo ser mantidas as características especificadas para os
secundários.

5.5 Transformadores de corrente


Deverão ser fornecidos transformadores de corrente de 242 kV, instalados no vão,
conforme Especificação Técnica SAM-983-35016-EP-R00. As características do
transformador de corrente deverão ser confirmadas pelo Fabricante do CE.

5.6 Válvula a tiristores


Quando a solução requerer o uso de válvula(s), ela deverá ser projetada, construída
e ensaiada referindo-se à norma IEC 747, ou equivalente. O projeto das válvulas
deverá permitir uma operação satisfatória de acordo com os requisitos de
desempenho completos incluindo os acessórios necessários.
As válvulas de tiristores devem ser projetadas de forma a minimizar o risco de
falhas. No entanto, no evento de falhas, as Válvulas de Tiristores devem falhar de
forma segura, evitando o risco de danos em outros equipamentos.
O projeto físico das Válvulas de Tiristores deve permitir fácil acesso para inspeção
visual e manutenção. Deverá ser possível a substituição de tiristores defeituosos,
individualmente, sem a necessidade de desmontagem da pilha de tiristores que
compõem a válvula.
Cada fase da Válvula de Tiristores deve consistir de níveis de tirisitores (pares anti-
paralelo) conectados em série, incluindo os dispositivos associados, tais como,
dissipadores, circuito de disparo, circuito de amortecimento (snubber), reator

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limitador, etc. O projeto da válvula não deverá utilizar pares de tiristores em
paralelo.
Em cada fase do CCT a Válvula de Tiristores deve ser conectada em série com o
Banco de Capacitores e um Reator Limitador de Corrente entre o Banco e a
Válvula. O Reator Limitador de Corrente deve ser projetado para limitar a amplitude
e taxa de variação da corrente devido às condições de defeito e falha de disparo
(misfiring).
Em cada fase de um RCT a Válvula de Tiristores deverá ser conectada em série
entre dois reatores.
O projeto da Válvula de Tiristores deve incluir um mínimo de 10% de tiristores
redundantes, mas nunca inferior a um nível de tiristores em cada fase. Todos os
requisitos operacionais e de proteção deverão ser atendidos com os tiristores
redundantes curto-circuitados.
O sistema de monitoração deve detectar tiristores defeituosos e fornecer a
indicação de cada falha e sua localização na válvula de tiristores. O Compensador
Estático deve ser automaticamente desenergizado se o número de níveis de
tiristores e sua eletrônica associada falhar além do número de tiristores
redundantes.
O Fornecedor deverá fornecer, para aprovação da Eletronorte, uma memória de
cálculo detalhada, para cada tipo de Válvula de Tiristores e seus componentes, bem
como os critérios de projeto com relação às sobretensões, sobrecorrentes e
dispositivos associados à proteção.
O Fornecedor deverá apresentar um programa de testes incluindo testes de tipo e
de rotina na fábrica.
Deverão estar inclusos, pelo menos os seguintes ensaios de tipo:
Ensaios da(s) válvula(s) CCT
Testes dielétricos na estrutura da válvula
- Tensão suportável entre a válvula e terra, em CA
- Tensão suportável a impulso atmosférico entre a válvula e terra
Testes dielétricos entre terminais da válvula
- Tensão suportável em CA
- Tensão suportável a impulso de manobra (forma de onda padrão)
- Tensão suportável de impulso de manobra (forma de onda não padrão)
Testes operacionais
- Elevação de temperatura
- Testes de corrente transitória
Ensaios da(s) válvula(s) RCT
Testes dielétricos na estrutura da válvula
- Tensão suportável entre a válvula e terra, em CA
- Tensão suportável a impulso atmosférico entre a válvula e terra

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Testes dielétricos entre terminais da válvula
- Tensão suportável em CA
- Tensão suportável a impulso de manobra (incorporando disparo não periódico):
• Impulso de manobra inferior ao nível de disparo protetivo (forma de onda não
padrão)
• Impulso de manobra superior ao nível de disparo protetivo (forma de onda não
padrão)
• Impulso de manobra superior ao nível de disparo protetivo (forma de onda não
padrão)
• Disparo não periódico (disparo normal da válvula)
• Disparo não periódico (disparo protetivo da válvula)
Testes operacionais
- Elevação de temperatura
- Testes de corrente transitória
Disparo periódico e testes de extinção
- Alpha próximo a 90o com máxima tensão continua CA
- Disparo protetivo BOD
- Alpha próximo a 90o com máxima tensão CA temporária
- Sobrecorrente com bloqueio
- Sobrecorrente sem bloqueio
5.7 Sistema de resfriamento
O sistema de resfriamento deverá ser do tipo circuito fechado de água composto de
unidades funcionais de condicionamento do meio circulante e de bombeamento
e/ou pressurização e resfriamento (para circuito fechado). Essas unidades deverão
formar um sistema integrado com os dispositivos de controle e regulagens
necessárias para operação com o mínimo de interferência do operador. A unidade
de condicionamento deverá ser constituída de filtros e de de-ionizador de água,
Á água deverá ser tratada até a ausência de cloretos dissolvidos e desmineralizada
até uma condutividade máxima de 1µS/cm. A especificação da água deverá ser
submetida à aprovação da Eletronorte, bem como indicar os eventuais sub-
fornecedores no mercado brasileiro. Deverão ser fornecidos dois carregamentos de
água + 20 % como prevenção contra vazamentos excessivos.
O sistema de resfriamento deverá ser redundante para as bombas, trocadores de
calor e ventiladores, apropriados para atender o índice de disponibilidade
especificado.
A bomba redundante deverá partir automaticamente se a vazão diminuir abaixo de
um nível pré-ajustado e caso a vazão normal não possa ser restabelecida, deverá
ser iniciado o desligamento temporizado da válvula de tiristores associada. Cada
motor deverá ser alimentado por fonte independente.

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O sistema de resfriamento deverá ser concebido com facilidades para sinalizar,
isolar e/ou contornar um vazamento ou perda do meio circulante. A eficiência da
válvula não deverá ser prejudicada em caso de pequenos vazamentos do meio
refrigerante. Os materiais empregados no sistema de resfriamento deverão ser
apropriados para operação com água de-ionizada. A vida útil dos componentes, do
ponto de vista de corrosão, deverá ser de 30 anos.

5.8 Grupo motor gerador


Deverá ser fornecido grupo motor gerador a ser instalado no contêiner de serviços
auxiliares, do lado de fora. Este grupo deve ser dimensionado para atender a carga
de emergência em c.a. e ser do tipo silencioso. O Grupo motor gerador deverá estar
de acordo com a Especificação Técnica PES-000-92013-EP-R05.

5.9 Fonte ininterrupta de energia


Deverá ser adotada fonte ininterrupta de energia – UPS – com o objetivo de manter
o sistema de refrigeração das válvulas funcionado sem que elas entrem em
processo de desligamento, quando da entrada do grupo motor gerador. A
autonomia mínima das baterias deverá ser de 30 minutos, a plena carga do sistema
de refrigeração.

5.10 Contêineres
Deverão ser fornecidos contêineres com isolamento térmico e climatizados para
montagem do Sistema de resfriamento, SPCS, Válvulas e serviços auxiliares,
providos de base-estrutura para facilitar a instalação em campo através de apoio
direto na base. A interligação das tubulações de água para refrigeração deverá ser
projetada com conexão rápida e segura. Os cabos de força dos serviços auxiliares,
cabos de controle e medição e fibras ópticas, entre os contêineres, equipamentos e
casa de comando deverão utilizar caixas de interligação ou conexão rápida. As
caixas deverão ser apropriadas para operação ao tempo, providas de dispositivos
vedantes para todas as interligações internas e externas, dotadas de resistências de
aquecimento controladas por termostatos.
A altura de montagem a ser recomendada deverá levar em consideração as
condições ambientais, manutenção, limpeza e proteção contra entrada de insetos e
animais.
Os contêineres deverão ter espaço interno suficiente para a circulação entre os
equipamentos, em especial nas imediações da IHM, onde cinco operadores deverão
ter espaço para receber instruções e treinamento simultaneamente.
A parte externa superior do contêiner deverá ser projetado para evitar o acúmulo de
água em sua superfície.
Deverá ser previsto a instalação de sistema de alarme de incêndio nos contêineres,
baseados em detectores termovelocimétricos de temperatura e detectores de
fumaça, com alarme local e remoto na Sala de Comando.
Os detectores deverão disparar o sistema de combate a incêndio, constituído de
cilindros de CO2, cujo disparo esteja condicionado à ausência de pessoas no
recinto. Por segurança, o sistema não deve disparar com a porta de acesso ao
contêiner aberta.

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Os serviços auxiliares deverão atender os requisitos das especificações PES-000-
92000-EP-R05 e PES-000-93000-EP-R06 e as definições estabelecidas no
documento SAM-983-01040-EP-R00 - Condições Gerais.

5.11 Observação:
O compensador estático deverá estar apto a manobrar equipamentos de
compensação de reativos existentes na subestação de Vilhena e remotos.
Os equipamentos de compensação reativa existentes são de diversos fabricantes e
já são equipados com dispositivos de Proteção e Controle de variadas tecnologias
instalados em painéis da Eletronorte. A integração com estes dispositivos de
Proteção e Controle existentes, em atendimento ao descrito na Especificação
Técnica SAM-900-556003, deverá ser feita via contatos secos de relés auxiliares (a
rede de comunicação local não poderá ser utilizada para esta finalidade). Quanto à
totalidade dos dispositivos necessários a esta integração, parte deles serão
instalados em painel(eis) novo(s) de interfaceamento entre o CE e os demais
equipamentos da SE Vilhena, e parte deles serão instalados em painéis existentes
em atendimento aos projetos de adequação a serem elaborados pelo proponente.
Portanto, quanto aos painéis existentes relativos aos equipamentos de
Compensação Reativa, faz parte deste escopo de fornecimento, o suprimento de
todo material necessário, serviços de montagem e revisão de projeto executivo
pertinente, de tal forma a executar a completa adequação destes painéis existentes.

6 Requisitos construtivos
Todos os componentes necessários para um perfeito desempenho e operação do
CE deverão estar incluídos no fornecimento.

6.1 Estruturas suporte de bancos de capacitores


Estrutura metálica autoportante para instalação ao tempo, construída com perfilados
de aço galvanizados a fogo ou em alumínio, em forma de prateleiras ajustadas para
acomodar as unidades capacitivas e isoladas entre si por meio de isoladores,
quando necessários.
A prateleira mais baixa deverá se situar a uma altura mínima de 2,8 m da camada
de brita, a fim de dispensar a instalação de cercas e evitar contatos acidentais de
pessoas passando nas proximidades.
As estruturas metálicas deverão ser identificadas por marcação puncionada antes
da galvanização e as identificações deverão ter 12 mm de altura. Excetuam-se as
estruturas que forem idênticas para todas as fases. Nesse caso uma placa deverá
identificar cada tipo de estrutura.
O fornecimento deverá incluir todos os parafusos, porcas, arruelas e chumbadores
necessários à montagem da estrutura, acrescidos de cinco por cento.
Não será permitida a utilização de soldas nas estruturas ou barramentos de
interligação.

6.2 Invólucro e suportes isolantes


O invólucro dos transformadores de instrumentos, buchas dos capacitores e
isoladores suporte, quando em porcelana, deverá ser homogêneo, livre de

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laminações, cavidades e escorrimentos, bem vitrificado e impenetrável à umidade. A
vitrificação deverá ser isenta de imperfeições tais como bolhas ou queimaduras.
Todas as porções de um invólucro ou suporte de porcelana, que possam de algum
modo ser expostas à atmosfera, com exceção das juntas ou gaxetas, deverão ser
compostas de material não higroscópico, tal como metal ou porcelana vitrificada.
As peças de porcelana deverão ser projetadas de maneira a não produzirem
esforços indevidos causados pela variação da temperatura e serem adequados para
absorver as expansões ou deflexões dos condutores ou partes do circuito principal,
resultantes de sobrecargas ou condições transitórias.

6.3 Caixa do capacitor


Deverá ser confeccionada em aço inoxidável ferrítico estabilizado para evitar a
ocorrência de microtrincas na solda da caixa. Os procedimentos de soldagem
devem ser compatíveis com o tipo de aço utilizado, não devendo apresentar
estrutura martensítica na região da solda.
O Fornecedor deve informar o tipo de material utilizado na confecção da caixa e os
processos utilizados para proteção contra corrosão. A caixa do capacitor deverá ser
dotada de duas buchas, com distância de escoamento de no mínimo de 31 mm/kV.

6.4 Conectores
Os conectores terminais, destinados à interligação do banco com o barramento do
vão, deverão ser adequados à conexão de um cabo ACSR 795 MCM, Tern.
Todos os conectores de aterramento deverão ser adequados para dois cabos de
cobre nu, bitola 70 a 120 mm2.

6.5 Placas de Identificação


Placas de identificação de aço inoxidável devem ser previstas para todos os
equipamentos. A Eletronorte reserva-se o direito de solicitar a inclusão de
informações complementares nas placas de identificação. Não serão permitidas
rasuras ou alterações nas gravações das placas.
Massas e medidas deverão ser representadas em unidades do Sistema
Internacional de Unidades e os textos na língua portuguesa.
A placa de identificação do banco deverá ser legível do solo pelo observador.

6.6 Tratamento superficial e pintura.


Todas as partes metálicas ferrosas deverão ser pintadas ou zincadas conforme
indicado a seguir.

6.6.1 Pintura das Superfícies Ferrosas

• Preparação da superfície

− Desengorduramento / desengraxamento por meio de solventes ou


detergentes biodegradáveis (utilizar o método que for mais adequado),
conforme SSPC-SP1;
− Jateamento abrasivo, grau de limpeza mínimo Sa 21/2 (metal quase branco)
conforme ISO 8501, com perfil de rugosidade de 40 a 80 µm;

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− Remoção de pó por métodos adequados: ar comprimido, vassoura de pêlo,
aspirador, etc.
− Remoção dos respingos de soldas e carepas das superfícies, com
equipamentos mecânicos, sendo, em seguida, eliminadas todas as rebarbas
e arestas;
− Jateamento das superfícies com granalha de aço ou areia até o metal quase
branco, correspondente ao padrão visual A Sa 21/2 ou B Sa 21/2, conforme
norma SIS-05-5900.

• Esquema de pintura I - Superfícies em aço carbono, com exposição à radiação


solar.

− Tinta de fundo

Epóxi rica em zinco, curada com poliamida, com teor mínimo de 88% de
zinco metálico na película seca, com espessura entre 70 a 80 µm;

− Tinta intermediária

Epóxi HB curada com poliamida, pigmentada com óxido de ferro micáceo,


com espessura entre 110 a 130 µm;

− Tinta de acabamento

Poliuretano acrílico alifático, na cor Munsell N6.5, com espessura de 45 a 55


µm. Caso necessário, para melhorar o aspecto estético pode-se aplicar uma
demão adicional de tinta de acabamento com espessura de 25 µm.

− Espessura final do processo: entre 225 e 265 µm

• Esquema de pintura II - Alternativa com pintura a pó, para superfície de aço


carbono, com exposição à radiação solar.

− Tratamento completo de fosfatização, utilizando fosfato de zinco. O


processo deverá ser executado por empresa que tenha experiência e
instalações adequadas para a sua realização.

− Demão única de tinta em pó à base de resina poliéster.

− Espessura mínima: 100 µm.

• Verificação do Processo de Pintura

A espessura total da película seca das superfícies pintadas será medida de


acordo com as prescrições da NBR-1333.

• Aderência

O grau de aderência requerido para a pintura será GR1.

• Esquema de pintura III - Pintura de superfícies com galvanização por imersão a


quente - Proteção simples, espessura de zinco ≤ 70 µm.

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Este esquema de pintura é aplicável apenas às superfícies que
excepcionalmente não tiverem condições de receber a galvanização com
proteção extra citada neste item.

Pintura de fundo

Epóxi "mastic" alumínio: espessura 100 a 120 µm;

Pintura de acabamento

Poliuretano acrílico alifático, na cor MUNSELL N6.5, com espessura de 45 a


55 µm. Caso necessário, para melhorar o aspecto estético pode-se aplicar
uma demão adicional de tinta de acabamento com espessura de 25 µm;

Espessura final do processo: entre 145 e 175 µm

6.6.2 Zincagem por imersão a quente - Proteção extra - Espessura de zinco ≥120 µm

A zincagem especial aplica-se a pórticos, chapas, partes rosqueadas, cantos vivos,


parafusos, porcas, arruelas, contra-porcas e ferragens similares. Deverá ser
executada de acordo com a NBR-6323.
Todas as superfícies zincadas deverão receber proteção especial, com a espessura
de zinco maior ou igual a 120 µm, obtida através de um único processo de
galvanização para evitar a sobreespessura e esfoliamento futuro do revestimento. O
local responsável pela galvanização deverá ter qualificação do processo para
execução da zincagem especificada.
Observação: Fornecer certificados/relatórios do processo de zincagem por imersão
a quente junto com os desenhos para aprovação.

7 Serviços de engenharia

Os seguintes serviços deverão estar inclusos no fornecimento:

7.1 Projeto básico.


O projeto deverá incluir estudo, denominado projeto básico, para definição dos
valores nominais dos componentes, características V x I, desempenho harmônico,
solicitações de tensão e corrente durante faltas, coordenação de isolamentos e
cálculo de perdas.

7.2 Projeto civil, eletromecânico, serviços auxiliares e estruturas.


O projeto civil, eletromecânico, serviços auxiliares e de estruturas deverão atender
as condições do documento SAM-983-01040 - Condições Gerais.

7.3 Visita técnica


O Contratado deverá prover uma visita técnica a cinco técnicos da Eletronorte das
áreas de estudos, projeto e manutenção em uma instalação existente. O objetivo é
conhecer a experiência de projeto e especificação do equipamento por parte da
concessionária, os requisitos das instalações, experiência de operação e
manutenção da instalação, principais intervenções, índices de disponibilidade, etc..

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Quando existentes, será dada preferência a instalações no Brasil. Para instalações
no exterior, aplicam-se os custos de diárias e seguro citados no item 2.5 desta
especificação.

8 Estudos de engenharia
Após a assinatura do contrato o Fabricante deverá realizar os estudos de
engenharia,que deverão incluir, mas não se limitar aos seguintes:
- Estudos de desempenho dinâmico (11.1*);
- Estudos de desempenho de harmônicos (11.2*);
- Estudos de sobretensões transitórias (11.3*);
(*) Guia IEEE Std 1031-2000
Estes estudos, que complementam os estudos anexos, deverão demonstrar que o
CE atende a todos os requisitos desta especificação.

O Fabricante deverá acrescentar outros estudos por ele indicados ou solicitados


nesta especificação e necessários ao desenvolvimento do projeto.

9 Inspeções e ensaios

9.1 Generalidades
Os componentes deste fornecimento serão submetidos a inspeções e ensaios na
fábrica, de acordo com esta especificação e com as normas recomendadas e
conforme contrato, na presença do Inspetor da Eletronorte.
Caso o laboratório de ensaios do Fornecedor não seja suficientemente equipado
para execução dos ensaios solicitados, o Fornecedor deverá providenciar a
execução em instalações de terceiros.
Todos os ensaios executados após a data da adjudicação do contrato serão
testemunhados pelo Inspetor da Eletronorte.
A execução de ensaios sem a presença de Inspetor deverá ser feita somente com
autorização por escrito.
Os ensaios de tipo e especiais deverão ser cotados a preço unitário.

9.1.1 Ensaios em fábrica - Ensaios de rotina

Deverão ser realizados de acordo com as normas ABNT, IEEE/ANSI, IEC, nessa
seqüência, indicadas no item 2.2.
A comprovação do desempenho do controle de malha fechada deverá ser feita em
simulação no RTDS.

9.1.2 Ensaios de tipo

Os ensaios de tipo e especiais do CE deverão ser relacionados na PLANILHA DE


QUANTIDADE E PREÇOS – SAM-983-01030-PL e farão parte contratual do
fornecimento. A realização desses ensaios será confirmada por escrito pela
Eletronorte quando da análise e aprovação de documentos de projeto.

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9.2 Falhas em ensaios
O Fabricante deverá apresentar relatórios com justificativa e os motivos das falhas.
A repetição dos ensaios dar-se-á somente após a localização da falha e sua
superação. No caso de repetição da falha, o Inspetor da Eletronorte deverá ter
acesso às instalações do Fornecedor, desenhos, cálculos, resultados de ensaios
em protótipos e qualquer outra informação que a Eletronorte possa utilizar para sua
orientação.
As informações serão tratadas como confidenciais e não sairão dos escritórios do
Fornecedor.
Todos os procedimentos e materiais necessários ao reparo do equipamento
decorrentes de falhas nos ensaios não acarretarão quaisquer ônus para a
Eletronorte.

10 Garantia

10.1 Da indisponibilidade máxima do Compensador Estático.

O Fornecedor deverá atender, durante o período de garantia, uma indisponibilidade


máxima do CE igual a 13.140 MVAr x h (1%):

I (%) = {Σ (M x ∆t)/(8760 x (50 + 100))}*100

Onde:

I(%) = Indisponibilidade percentual do CE durante um período de verificação. Para


anos bissextos adota-se 8.784 h anuais;

M(MVAr) = Módulo do CE, em MVAr, fora de operação durante o período ∆t (h);

∆t(h) = Período em que o módulo M estiver fora de operação.


O cálculo de ∆t deverá excluir períodos de tempo não imputáveis ao Fornecedor.
A garantia contratual é composta de cinco períodos anuais a partir do início da
operação comercial, sendo que o período de verificação da disponibilidade será
anual.
Para efeito de cálculo da indisponibilidade, a parte variável do CE inclui desde o
controlador de tensão até a bucha de alta tensão dos transformadores de
acoplamento, inclusive, e a parte fixa os bancos de capacitores até o equipamento
de manobra dos bancos de capacitores, inclusive.
Para o cálculo da disponibilidade o CE inclui desde o compensador até a conexão à
barra da subestação, inclusive.

10.2 Penalidades por indisponibilidade superior à garantida


Caso a indisponibilidade do CE seja superior à garantida em 10.1, em qualquer
período anual, o Fornecedor pagará à Eletronorte uma penalidade (P), em
percentual do preço do contrato, conforme tabela abaixo:

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Indisponibilidade anual Penalidade
I≤1% P=0%
2% ≥ I > 1% P=1%
3% ≥ I > 2% P=2%
4% ≥ I > 3% P=3%
5% ≥ I > 4% P=4%
I > 5% P=5%

Onde:

P (%) = Penalidade em percentual do valor contratual,


I (%) = Indisponibilidade do CE, conforme item 10.1,

O valor acumulado das penalidades aplicadas por indisponibilidade excessiva está


limitado a 10 % do valor do contrato e será aplicável durante o período de garantia
contratual.
Durante os cinco períodos de garantia, para cada período em que for excedida a
indisponibilidade garantida, acrescentar-se-á um ano adicional ao período de
garantia contratual.

10.3 Dos capacitores, quando aplicável.


O índice máximo de falha dos capacitores durante o período de garantia deverá ser
menor ou igual a 0,03%.
O intervalo de verificação do índice de desempenho será anual.
Ao final de cada período de garantia verificar-se-á o atendimento do índice de falha
dos elementos do banco. Caso o índice de garantia tenha sido excedido, o
Fornecedor deverá repor todos os capacitores com defeito de forma restabelecer a
potência original do banco fornecido.
Será considerado defeituoso o capacitor que não apresentar condições de ser
reenergizado ou que tiver a capacitância alterada em mais de 10%.
Caso haja necessidade de substituição de capacitores durante o período de
garantia, a reposição das unidades dar-se-á pela relação de 1:1 para índice de falha
igual ou inferior à taxa garantida. Quando o índice de falha superar o garantido, a
reposição das unidades dar-se-á por relação a ser acordada com o Fornecedor,
nunca inferior a 1:2, de forma manter os sobressalentes contratuais.
Capacitores com vazamento deverão ser substituídos. Caso o Fornecedor opte pela
recuperação em fábrica, a Eletronorte poderá aceitar desde que sejam realizados
todos os ensaios de rotina. Caso o Fornecedor opte por recuperação no local, sem
ensaios de rotina, a Eletronorte poderá aceitar desde que a unidade recuperada
seja garantida por um período adicional de dez anos ou à realização de teste de
envelhecimento acelerado da vedação para verificar sua eficiência durante a vida
útil do capacitor.
O número de capacitores repostos a título de compensação será limitado à
quantidade fornecida, desde que não haja reincidência de defeitos de fabricação ou

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erro de projeto. Neste caso, após a correção da reincidência, o número de
capacitores repostos será novamente limitado ao número de capacitores fornecidos.

10.4 Da reposição das peças sobressalentes ao final do período de garantia


Ao final do período de garantia, o Fornecedor deverá repor o conjunto inicial das
peças sobressalentes, acrescido das peças que complementar o conjunto inicial
durante o período de garantia. O objetivo é de recompor um conjunto de peças
sobressalentes suficiente para cinco anos de operação ao final da garantia
contratual.

10.5 Assistência à Engenharia de Manutenção


O Fornecedor deverá prestar assistência local, durante o período de três meses
após a emissão do Certificado de Aceitação Preliminar, com objetivo de minimizar o
período de recomposição do CE ao sistema em caso de defeito. Esse período de
assistência deverá também ser considerado como complementar ao treinamento
local oferecido à manutenção. A assistência deverá ser prestada por profissional
com conhecimento geral do CE, componentes e pleno em válvula, controle e
proteção.
Em caso de saída não programada do CE, o tempo de mobilização do responsável
técnico pela assistência deverá ser de no máximo três horas. A alteração do tempo
de mobilização será de responsabilidade da Gerência de Operação da subestação
onde será instalado o CE. Todas as intervenções durante o período de garantia
deverão ser acompanhadas pela manutenção local da Eletronorte.

11 Sobressalentes e ferramentas especiais

A relação de sobressalentes, ferramentas especiais e instrumentos de testes, a


serem fornecidos, deverá conter no mínimo, os itens necessários para a
manutenção durante o período de garantia.
Cada peça deverá ser identificada com código próprio do projeto e itemização da
lista de sobressalentes.

11.1 Sobressalentes
O Proponente deverá apresentar uma lista de sobressalentes necessários para a
manutenção do CE durante o período de garantia contratual. A lista deverá ser
complementada após detalhamento do projeto executivo e será submetido à análise
e aprovação.
Ao final do período de garantia, a contratada deverá revisar a lista de
sobressalentes, acrescentando todos os itens adicionais que tiverem sido aplicados
na manutenção durante garantia, além dos que constarem na lista aprovada. Esta
revisão deverá ser submetida à aprovação da Eletronorte (ver item 10.4).
O Proponente deverá preencher a planilha com todos os sobressalentes
recomendados para os componentes do Compensador Estático. O Proponente
poderá complementar, a seu critério, com peças que julgar necessárias, tendo como
referência a disponibilidade anual garantida de 99 % e o tempo médio entre falhas,
MTBF, dos componentes do sistema.
Os sobressalentes deverão atender às necessidades da operação satisfatória do
Compensador Estático no período de garantia e disponibilidade do CE. Os preços

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deverão estar incluídos na planilha específica e no preço total do fornecimento.
Quando o item não for aplicável ao equipamento proposto, a quantidade e valor
correspondentes deverão ser preenchidos com NA (não aplicável).
A lista de sobressalente deverá ter descrição clara e suscinta de cada peça,
indicando o local de aplicação, número do desenho onde se situa a peça a ser
eventualmente substituída, com a finalidade de serem identificados por codificação
a ser definida pela Eletronorte.

11.2 Instrumentos de testes e ferramentas especiais


O Fabricante deverá anexar à comprovação do atendimento às especificações
técnicas, uma lista detalhada e completa de instrumentos de testes e todas as
ferramentas especiais necessárias para a montagem, desmontagem, e manutenção
do Compensador Estático acompanhada de uma descrição detalhada para a
operação e funcionamento.
Todas as ferramentas especiais necessárias deverão fazer parte do Fornecimento.
Todos os instrumentos necessários para testes e comissionamento deverão ser
incluídos no fornecimento. Os instrumentos deverão ser utilizados para o
comissionamento, período em que serão treinadas as equipes de manutenção no
uso desses aparelhos. Os instrumentos deverão ser entregues à Eletronorte ao final
do comissionamento aferidas e em perfeitas condições de uso.

12 Provisões para embalagem, transporte e armazenagem


Todas as partes integrantes do fornecimento coberto pela especificação deverão ter
embalagens apropriadas para proteger o conteúdo contra danos durante o
transporte desde a fábrica até o local da montagem, sob condições que envolvam
embarques, desembarques e transporte por rodovias não pavimentadas e/ou por via
fluvial.
Cada embalagem deverá ser marcada com código de identificação do
contrato/Fornecedor e conter anexa na parte externa uma cópia da lista do
conteúdo (paking list), protegida por invólucro plástico.
As embalagens com componentes sensíveis a umidade deverão ser vedadas para
transporte e conter absorvente de umidade com eficiência de absorção superior a
seis meses.
Especial atenção deverá ser dada à embalagem das peças sobressalentes, caso a
embalagem utilize madeira, será compulsório o tratamento antifungo para garantir a
integridade da embalagem em ambiente tropical úmido, sujeito ao ataque de fungos,
durante o período de vida útil do Compensador Estático (25 anos). O Fabricante
deverá indicar na lista de sobressalentes e externamente na embalagem, as
condições ideais de armazenamento por longos períodos: ao tempo, abrigado ou
sob condições de temperatura e umidade controladas.

13 Provisões para montagem, ensaios de campo e operação


Durante a instalação deverão ser observados os procedimentos para a execução
dos trabalhos de montagem, ensaios de campo e energização do equipamento.
• Os ensaios de aceitação e comissionamento serão de responsabilidade do
Fornecedor. Os resultados destes ensaios deverão corresponder àqueles
obtidos na fábrica. Se houver diferença que evidencie a necessidade de

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reparos no equipamento ou acessórios, os custos destes reparos e do
transporte, devidos à rejeição nos ensaios de campo, ficarão por conta do
Fornecedor.

14 Informações e documentos para a comprovação do atendimento às


especificações técnicas
O Proponente deverá incluir os seguintes documentos e informações técnicas para
comprovação do atendimento às especificações técnicas. Deverá ser entregue uma
cópia magnética desses documentos e informações.

14.1 Comprovante de aptidão


O Proponente deverá anexar à comprovação do atendimento às especificações
técnicas um Comprovante de Aptidão e Desempenho, com indicação de operação
satisfatória, emitido por pessoa jurídica de direito público ou privado, comprovando
a fabricação e/ou fornecimento de CE e componentes (válvulas, reatores e
capacitores) em aplicações iguais ou semelhantes ao CE, contendo no mínimo as
seguintes informações:
• Nome do Comprador;
• Características (nível de tensão, configuração, potência, quantidade de ramos
com válvulas, indutivos e capacitivos, filtros);
• Data de entrada em operação;
• Número de horas de indisponibilidade.
A taxa de indisponibilidade também deverá ser calculada e informada na
comprovação do atendimento às especificações técnicas, bem como o contato com
a empresa que opera o equipamento (Pessoa para contato, telefone, fax, e-mail).
Caso o CE ofertado seja de tipo ou fabricante diferente daquele apresentado no
comprovante, a desclassificação será sumaria.
O comprovante deverá ser obrigatoriamente do fabricante do CE proposto.
A potência dos ramos poderá ser diferente da indicada na comprovação do
atendimento às especificações técnicas. As válvulas deverão ser semelhantes.

14.2 Desenhos e documentos do Compensador Estático


• Atestado de fornecimento dos componentes em aplicações semelhantes (CE);
• Características técnicas do CE e dos componentes;
• Característica V x I do CE, indicando faixas de operação capacitiva, indutiva e
sobrecarga devido às sobretensões;
• Diagramas unifilares do CE: AT/BT, proteção e medição;
• Serviços auxiliares CA/CC;
• Planta e cortes do CE;
• Índice de disponibilidade garantido do CE em atendimento dos requisitos do
item 10 – Garantia;
• Diagrama do sistema de resfriamento;
• Taxas de falhas dos capacitores e disponibilidade do CE;
• Croqui de dimensões e pesos para transporte;
• Cronograma de fabricação;
• Lista de peças sobressalentes;
• Lista de ferramentas e dispositivos especiais;

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• Lista de equipamentos, instrumentos e acessórios de testes;
• Lista de acessórios opcionais;
• Lista de normas técnicas que serão utilizados para projeto, construção e
ensaios;
• Descrição da operação;
• Concepção dos serviços auxiliares;
• Descrição das válvulas a tiristores;
• Descrição do sistema de resfriamento;
• Descrição e documentação técnica do Sistema de Proteção, Controle e
Supervisão (SAM-900-556003-EP);
• Desenhos e catálogos, se disponíveis, dos seguintes componentes:
− sistema de resfriamento;
− disjuntores e seccionadores;
− capacitores, e reatores (bancos e filtros);
− Contêineres.
Nota: Caso algum item acima que não for aplicável ao projeto, o Proponente deverá
indicar na comprovação do atendimento às especificações técnicas.

15 Treinamento e assistência após venda


O Proponente deverá incluir na comprovação do atendimento às especificações
técnicas treinamento para vinte técnicos da Eletronorte, a ser ministrado nas
instalações da Eletronorte, antes do comissionamento dos equipamentos. O curso
deverá ser dado em língua portuguesa. Caso solicitado, o treinamento deverá ser
repetido ao final do período de garantia.
São de responsabilidade do Fornecedor os custos referentes ao instrutor, material
didático e demais despesas. Os programas de treinamento deverão ser submetidos
à aprovação da Eletronorte e deverão abranger treinamento em fábrica, no campo e
nos softwares.
Objetivo
O curso deverá capacitar as equipes de manutenção a executar as
intervenções locais necessárias à manutenção dos equipamentos e
componentes, softwares ou prover sua recuperação, de forma a manter o
Compensador Estático em operação conforme tempos de interrupção
definidos pelo Fornecedor.

Critérios, resultados e requisitos do treinamento:


• Caso o objetivo do curso não tenha sido alcançado após o comissionamento,
o treinamento será repetido para os itens específicos requisitados pela
manutenção.
• O treinamento deverá ser ministrado parte em sala de aula e parte em
campo, onde deverão ser abordados de forma minuciosa todos os softwares,
programas e aplicativos de controle, proteção, supervisão e protocolo de
comunicação com outras unidades de controle;
• O instrutor deverá demonstrar aos treinandos, passo a passo, todas as
seqüências necessárias e suficientes para se instalar e operacionalizar todos
os softwares, programas e aplicativos utilizados no controle, proteção,
supervisão e comunicação do equipamento;

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• As instruções passo a passo, citadas no item anterior deverão constar do
material didático. Após o curso, todos os participantes deverão estar
habilitados para executar todas as intervenções necessárias e suficientes
para identificar e sanar falhas nos componentes e sistemas de resfriamento,
proteção, controle, supervisão e comunicação de dados do Compensador
Estático;
• A montagem e o comissionamento deverão ser utilizados para
complementação do treinamento da equipe de manutenção local;
• O Proponente deverá indicar na proposição de treinamento os requisitos
necessários para cada treinamento a ser oferecido de forma que os objetivos
sejam atingidos.

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Anexos

Anexo I – Sistema Interligado Brasileiro

Anexo II – Eletronorte – Diagrama Unifilar Geral do Sistema

Anexo III – Diagrama Unifilar SAM-970-56000 - SE Vilhena 230kV

Anexo IV – Característica V / I do CE no lado de alta tensão do transformador

Anexo V – Dados das Linhas de Transmissão a serem representadas

Anexo VI – Impedâncias Harmônicas e Estabilidade

Anexo VII – Especificações dos equipamentos associados

Anexo VIII – Modelo do CE para Estudos e simulações em fábrica

Anexo IX – Comissionamento

Anexo X – Harmônicos ambiente – Requisitos de Medição

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Anexo I – Sistema Interligado Brasileiro

STA ELENA

BOA VISTA

COARACY NUNES

SANTANA
MIRAMAR

UTINGA S.MARIA
BALBINA SANTARÉM V. CONDE SÃO LUÍS

ALTAMIRA
FORTALEZA
MANAUS RURÓPOLIS TUCURUÍ
AÇAILÂNDIA
ITAITUBA MOSSORÓ
P.DUTRA
MARABÁ AÇU
IMPERATRIZ TERESINA NATAL
S.QUEBRADA B.ESPERANÇA
XINGUARA
J.PESSOA
SAMUEL
COLINAS S.J.PIAUÍ
PORTO VELHO REDENÇÃO RECIFE
RIO BRANCO ARIQUEMES SOBRADINHO 5
ABUNÃ MACEIÓ
MIRACEMA
JIPARANÁ
IRECÊ XINGÓ
P.BUENO SINOP BARREIRAS ARACAJU
GURUPI GOV.
SORRISO MANG.
VILHENA SALVADOR
NOVA MUTUM SERRA
B.J.LAPA
DA MESA
FUNIL
MANSO
CUIABÁ
BARRA DO PEIXE
BRASÍLIA
GOIANIA MONTES CLAROS EUNÁPOLIS
RONDONÓPOLIS

RIO VERDE
4 T.MARIAS
MASCARENHAS

CORUMBÁ
3 BELO
C.GRANDE 1 HORIZONTE VITÓRIA
J. FORA
CAMPOS
DOURADOS
2
RIO DE JANEIRO
C.PAULISTA
SÃO PAULO
IVAIPORÃ
ITAIPU
F.AREIA
S.OSÓRIO/S.CAXIAS CURITIBA
S.SANTIAGO
XANXERÊ ITÁ
S.ROSA BLUMENAU
GARABI C.NOVOS
SÃO BORJA P.FUNDO
URUGUAIANA ALEGRETE
50 MW
PORTO ALEGRE

LIVRAMENTO
CANDIOTA
70 MW

1 COMPLEXO RIO PARANÁ

2 COMPLEXO RIO PARANAPANEMA

3 COMPLEXO RIO GRANDE

4 COMPLEXO RIO PARANAÍBA

5 COMPLEXO PAULO AFONSO

+-
Eletrobrás
DIRETORIA DE PLANEJAMENTO E ENGENHARIA
DEPARTAMENTO DE TRANSMISSÃO

Principais Linhas de Transmissão


BR-9807 Configuração 2007

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Anexo II – Eletronorte – Diagrama unifilar geral do sistema

SISTEMA ACRE - RONDÔNIA - MATO GROSSO


Samuel Ariquemes Ji-Paraná Pimenta Bueno Vilhena Jauru
230 kV 230 kV 230 kV 230 kV 230 kV 230 kV
155 km jul/07 165 km jul/07 117,8 km jul/07 160,3 km jul/07 354 km jul/07

2 x 795 MCM/fase
1 x 795 MCM/fase 1 x 795 MCM/fase 2 x 795 MCM/fase 2 x 795 MCM/fase

20 MVAr

20 MVAr

30 MVAr

30 MVAr
20 MVAr

20 MVAr
155 km 85 km
Jaru 80 km 117,8 km 160,3 km 354 km jul/07

2 x 795 MCM/fase
1 x 795 MCM/fase 1 x 795 MCM/fase 1 x 795 MCM/fase 2 x 795 MCM/fase 2 x 795 MCM/fase

20 MVAr

20 MVAr

30 MVAr

30 MVAr
20 MVAr

20 MVAr
69 kV
59,5 MVA
69 kV
43,3 MW 18,5 MVAr
60 MVA
30 MVA
CERON C3 Pimenta
CERON Bueno
59,5 MVA 69 kV

3 x 3,6 MVAr
18,5 MVAr 20 MVAr
138 kV
43,3 MW Equivalente
30 MVA

59,5 MVA
18,5 MVAr 69 kV Vilhena
Equivalente
43,3 MW 60 MVA 69 kV
CERON C2 55 MVA 60 MVA
30 MVA
59,5 MVA

3 x 3,6 MVAr
43,3 MW

3 x 3,6 MVAr
59,5 MVA 55 MVA
43,3 MW
69 kV CE
138 kV
60 MVA
100 MVA 60 MVA

CERON C1
Porto Velho

3 x 3,6 MVAr
230 kV

8 x 3,6 MVAr
(-25, +50) MVAr

3 x 3,6 MVAr
41 km

1 x 954 MCM/fase Equivalente

41 km Vilhena
1 x 954 MCM/fase 69 kV
Equivalente
12 km

1 x 954 MCM/fase

Rolim de Moura Cacoal


138 kV 138 kV UHE Rondon
138 kV
Equivalente 100 km 110 km 50 km Equivalente
30 km

1 x 477 MCM/fase 1 x 336,4 MCM/fase 1 x 336,4 MCM/fase 1 x 477 MCM/fase

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Anexo III – Diagrama Unifilar SE Vilhena – 230kV

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Anexo IV – Característica V / I do CE no lado de alta tensão do transformador

Vprim
(p.u.)
1.8 50 ms

faixa de operação
de curta duração [1]
faixa de operação contínua 1.6

Vbase = 230 kV
Sbase = 100 MVA
a = 122 MVAr 1.4 200 ms

b = 110 MVAr
1.3 1 ms

1.2 10 ms

a b Estatismo 1 1.1 Estatismo 2

1.0

0.9 Estatismo 1
Estatismo 2
Ponto de Projeto
0.8
indutivo: 50 MVAr
Ponto de Projeto em 0,95 p.u.
capacitivo: 100 MVAr
em 0,95 p.u.
0.6

0.4

Vmin
Estatismo 1 = 0 %
0.2
Estatismo 2 =10 %
Base = 150 MVAr 0.304946

-1.0 -0.8 -0.6 -0.4 -0.2 0.1 0.2 0.3 0.4


Iprim (p.u.)

capacitivo indutivo

[1] Faixa de operação de curta duração de acordo com a capacidade de sobrecarga do transformador
de, no mínimo, 30 minutos.

Característica V / I do CE no lado de Alta Tensão do Transformador

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Anexo V – Dados das Linhas de Transmissão a serem representadas

1 – Parâmetros das Linhas de Transmissão

V R1 X1 B1 R0 X0 B0 L
Linha
(kV) (Ω/km) (Ω/km) (µ mho) (Ω/km) (Ω/km) (µ mho) (km)
Cuiabá - Ribeirãozinho 500 0,024 0,347 4,778 0,403 1,380 3,112 364
Cuiabá – Jauru C1 500 0,024 0,347 4,778 0,403 1,380 3,112 335
Cuiabá – Coxipó C1 230 0,042674 0,354994 4,67516 0,410846 1,51877 2,69170 16,5
Cuiabá – Coxipó C2 230 0,042674 0,354994 4,67516 0,410846 1,51877 2,69170 16,5
Coxipó – Jauru C1 230 0,042674 0,354994 4,67516 0,410846 1,51877 2,69170 365
Coxipó – Jauru C2 230 0,042674 0,354994 4,67516 0,410846 1,51877 2,69170 365
Coxipó – Rondonópolis C1 230 0,105 0,503 3,296 0,489 1,673 2,347 188
Coxipó – Rondonópolis C2 230 0,105 0,503 3,296 0,489 1,673 2,347 188
Coxipó – Nobres 230 0,082 0,496 3,351 0,461 1,672 2,356 120
Samuel – Ariquemes, C1 230 0,084839 0,499805 3,33318 0,468655 1,66963 2,36602 155
Samuel – Ariquemes, C2 230 0,084839 0,499805 3,33318 0,468655 1,66963 2,36602 155
Samuel – Ariquemes, C3 230 0,084839 0,499805 3,33318 0,468655 1,66963 2,36602 155
Ariquemes – Jaru 230 0,084839 0,499805 3,33318 0,468655 1,66963 2,36602 85
Jaru – Ji-Paraná 230 0,084839 0,499805 3,33318 0,468655 1,66963 2,36602 80
Ariquemes– Ji-Paraná 230 0,084839 0,499805 3,33318 0,468655 1,66963 2,36602 165
Ji-Paraná – P. Bueno C1 230 0,042601 0,303969 5,44478 0,425810 1,52731 2,84689 118
Ji-Paraná – P. Bueno C2 230 0,042601 0,303969 5,44478 0,425810 1,52731 2,84689 118
Ji-Paraná – P. Bueno C3 230 0,042601 0,303969 5,44478 0,425810 1,52731 2,84689 118
P. Bueno – Vilhena C1 230 0,042601 0,303969 5,44478 0,425810 1,52731 2,84689 160
P. Bueno – Vilhena C2 230 0,042601 0,303969 5,44478 0,425810 1,52731 2,84689 160
P. Bueno – Vilhena C3 230 0,042601 0,303969 5,44478 0,425810 1,52731 2,84689 160
Vilhena – Jauru C1 230 0,042674 0,354994 4,67516 0,410846 1,51877 2,69170 354
Vilhena – Jauru C2 230 0,042674 0,354994 4,67516 0,410846 1,51877 2,69170 354
Vilhena – Jauru C3 230 0,042674 0,354994 4,67516 0,410846 1,51877 2,69170 354
Samuel – Porto Velho C1 230 0,071215 0,472995 3,53265 0,432042 1,71322 2,31972 41
Samuel – Porto Velho C2 230 0,071215 0,472995 3,53265 0,432042 1,71322 2,31972 41
Samuel – Porto Velho C3 230 0,071215 0,472995 3,53265 0,432042 1,71322 2,31972 41
P. Bueno – UHE Rondon 138 0,139727 0,469426 3,49853 0,438575 1,84805 2,05820 30
Pimenta Bueno – Cacoal 138 0,197777 0,482660 3,39907 0,496625 1,86129 2,02337 50
Cacoal – Ji-Paraná 138 0,197777 0,482660 3,39907 0,496625 1,86129 2,02337 110
Ji-Paraná – Rolim de
138 0,139727 0,469426 3,49853 0,438575 1,84805 2,05820 100
Moura

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2 – Equivalentes de curto-circuito

Tensão Parâmetros (p.u.) – Base 100 MVA


Localização
kV R1 X1 R0 X0
Rondonópolis 230 0,0091 0,0720 0,0052 0,0564
Nobres 230 0,0291 0,2582 0,1779 0,7532
Juba 230 0,0044 0,0842 0,0026 0,0683
Porto Velho 230 0,0008 0,0467 0,0012 0,0170
Ribeirãozihno 500 0,0042 0,0663 0,0522 0,2298

3 – Cargas
As cargas deverão ser apresentadas por impedâncias costantes, com base nos valores nominais
dos transformadores indicados no diagrama unifilar - Anexo II

4 – Reatores

Fator de Qualidade
Potência Observação
(Relação X/R)
20 e 30
450 Os reatores de barra são manobráveis por disjuntores.
MVAr

5 – Capacitores em derivação

Reator limitador em
Localização Potência / Tensão série com a unidade Observação
capacitiva
Cada unidade é
Vilhena 3 x 18,5 MVAr / 230 kV 2 mH manobrada por
disjuntor
Cada unidade é
Ji-Paraná 18,5 MVAr / 230 kV 2 mH manobrada por
disjuntor

6 – Transformadores

Relações de tensão / Potência Parâmetros


Localização Ligação
nominal Xps Xpt Xst
Cuiabá 550/230/13,8 kV – 750 MVA Yn,a0,d1 0,06 0,25 0,12
Coxipó 230/138/13,8 kV – 100 MVA Yn,a0,d1 0,0826 0,2279 0,1393
Coxipó CE 230/12,3 kV – 70 MVA Ynd1 0,1443 --- ---
Jauru 550/230/13,8 kV – 750 MVA Yn,a0,d1 0,0149 0,0471 0,0291
Jauru 230/138/13,8 kV – 300 MVA Yn,a0,d1 0,0263 0,234 0,203
Vilhena 230/69/13,8 kV – 60 MVA Yn,yn,d1 0,1916 0,762 0,553
Pimenta Bueno 230/138/13,8 kV – 55 MVA Yn,a0,d1 0,118 0,3867 0,2445
Vilhena 230/69/13,8 kV – 60 MVA Yn.yn,d1 0,1975 0,7275 0,60

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Relações de tensão / Potência Parâmetros
Localização Ligação
nominal Xps Xpt Xst
Vilhena 230/138/13,8 kV – 100 MVA Yn,a0,d1 0,0741 0,2285 0,1421
Ariquemes e
230/69/13,8 kV – 30 MVA Yn, yn, d1 0,402 1,41 1,203
Jaru
Samuel 230/13,8 kV – 59,5 MVA Ynd1 0,297 - -

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Anexo VI – Impedâncias Harmônicas e Estabilidade

Para obter dados sobre harmônicos e estudos de estabilidade, consulte os arquivos abaixo no CD
do Edital.
Assunto Arquivo Tamanho Data
Impedância Harmônica
harmônicos CE Sinop. Doc 5.441 KB 27.04.2004 10:45
ALUMAR.CDU 13 KB 24.01.2004 13:46
estabilidade
ANATEMS.MOD 303 KB 14.04.2004 11:10
estabilidade
BCSC355.CDU 5 KB 28.10.2002 08:41
estabilidade
DLOC 7 KB 05.09.2002 14:59
estabilidade
ESTAB 37 KB 03.05.2004 08:47
estabilidade
FLUXOESP.CDU 3 KB 28.10.2002 10:15
estabilidade
OUT2001.BLT 65 KB 05.12.2002 14:50
estabilidade
OUT2001S.CDU 1.143 KB 06.12.2002 11:18
estabilidade
SINOP.SAV 625 KB 16.04.2002 09:04
estabilidade

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Anexo VII – Especificações dos equipamentos associados

Equipamento Especificação
Padrão para identificação de variáveis TAGS em SPCS PEP-000-55106
Rotina para elaboração de documentação técnica PEP-000-55110
Especificação técnica para elaboração de base de dados
PEP-000-55111
para sistema de proteção, controle e supervisão - SPCS
Arquitetura geral do sistema PEP-000-58000
Desenho construtivo PEP-000-68000
Codificação e percurso dos cabos de comando, controle e
PEP-000-88104
proteção – Instrução técnica
Elaboração da lista de cabos de proteção, controle e
PEP-000-88105
automação – Instrução técnica
Fluxo para tramitação de documentos e projetos – sem
PEP-000-89112
consultor – Rotina interna
Critério para aprovação final de projetos de SPCS em
PEP-000-89123
plataforma – Instrução técnica
Serviços Auxiliares – Quadros e subquadros CA –
PES-000-92000-EP
380/220Vca
Grupo Motor-Gerador 380/220 V PES-000-92013-EP
Serviços Auxiliares-Quadros e subquadros CC – 125Vcc PES-000-93000-EP
Baterias de acumuladores 125Vcc – reguladas a válvulas PES-000-93005-EP
Carregador Retificador Modular – 380 Vca – 125 Vcc PES-000-93008-EP
Planilha de quantidade e preços SAM-983-01030-PL
Condições gerais para fornecimento SAM-983-01040
Transformador monofásico de acoplamento SAM-983-22003-EP
Compensador estático – Requisitos gerais SAM-983-28020-EP
Sistema ininterrupto de energia - UPS SAM-983-28021-EP
Transformador de potencial capacitivo 242 kV SAM-983-35006-EP
Transformador de corrente 242 kV SAM-983-35016-EP
Pára-raios 228 kV SAM-983-35026-EP
Disjuntor 242 kV SAM-983-40006-EP
Seccionador tripolar c/LT e s/LT – 242 kV SAM-983-40020-EP
Sistema de proteção, controle e supervisão para o
SAM-900-556003-EP
compensador estático 230 kV – Volume I

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Anexo VIII – Modelo do CE para Estudos e simulações em fábrica

O Contratado deverá submeter à aprovação o relatório modelagem do CE, para fins de


simulação de transitórios eletromecânicos com os programas Anarede e Anatem, cujo
sistema de controle deverá conter, em princípio, os seguintes módulos:
1. Malha de Controle Principal: compreende a medição de tensão e corrente
realizando a função de estatismo e os reguladores de tensão tipo PI.
2. Esquema de Bloqueio de Subtensão: consiste em sistema de controle especial para
evitar que o CE tenha ação no controle da tensão do barramento de conexão durante
curtos-circuitos;
3. Amortecedor de Oscilação de Potência (POD): representa uma unidade de controle
complementar responsável pelo amortecimento das oscilações do fluxo de potência
ativa entre Vilhena e Jauru.
4. Estratégia de Ativação e Desativação do POD: esta estratégia de controle desativa
o POD sob condições transitórias para as quais o POD não for efetivo e resultar em
oscilações na tensão.
5. Estratégia de Adaptação Automática de Ganho: A estratégia detecta oscilações
não amortecidas a partir do sinal de saída do regulador PI e altera o ganho até a
eliminação das oscilações.
O desempenho do controle de malha fechada deverá ser testado nas configurações
operativas do sistema em ambiente de teste com resposta em tempo real, tipo RTDS
(Real Time Digital Simulator). O ensaio será feito em fábrica ou em laboratório
independente.
A extensão dos testes de desempenho será submetida à aprovação da Eletronorte
durante o projeto básico do CE.
Estes ensaios de desempenho serão assistidos pela Eletronorte e, caso eles sejam
realizados no exterior, o Proponente deve considerar a participação de três técnicos da
Eletronorte para companhar sua realização. Desta forma, deverá estar incluso no preço
todos os custos de deslocamento e diárias em conformidade com o cronograma de
execução dos ensaios.
Os controles suplementares devem ser implementados sem funcionamento conflitante
entre eles.
As malhas suplementares que atuem no modo automático deverão se sobrepor à ordem
de susceptância de referência manual ajustada pelo operador no modo manual de
operação (modo de susceptância constante).

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Anexo IX – Comissionamento

Comissionamento do Compensador Estático (CE), transformadores de


acoplamento (CT) e transformadores de potencial (TP)
Comissionamento(1) Responsável Equipamentos
envolvidos

Coordenação ELN(3)
Fornecedor
SPCS CE(2) ELN(3)
o SPCS

Fornecedor
ELN(3)
Barra ⇒ o 6 TPCs
Fornecedor
o 3 transformadores +
Transformador de ELN(3) reserva ou

acoplamento Fornecedor o 2 transformadores
trifásicos
ELN
Válvula(s)(2) ⇒ o Válvula(s) RRT
Fornecedor
o 2 conjuntos moto-bomba
ELN
Sistema de resfriamento(2) ⇒ por válvula, tubulações e
Fornecedor sistema de controle
o Banco(s) de capacitor(es)
Equipamentos BT
ELN o Reatores de núcleo de ar
(CE) ⇒
Fornecedor o TCs e TPs de BT
o Seccionadores de BT...
o Barramentos
Barramentos BT e ELN
⇒ o Conexões
miscelânea kV Fornecedor
o Etc.
Notas: (1) Os itens não explícitos nesta tabela são de comissionamento do Fornecedor;
(2) A ELN utilizará o comissionamento para treinar a equipe de manutenção local para intervenção nos
equipamentos não convencionais, p. ex.: Válvulas, sistema de resfriamento, SPCS;
(3) Os itens comissionados pela ELN deverão ter supervisão do Fornecedor.

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Anexo X – Harmônicos ambiente – Requisitos de Medição

1 Objetivo

Esta especificação técnica visa apresentar os requisitos para execução da


medição dos harmônicos ambientes existentes no barramento de 230 kV da
Subestação Vilhena do Sistema de Transmissão Acre - Rondônia da Eletronorte.

2 Informações gerais

2.1 Condições ambientais

Altitude acima do nível do mar, inferior a 1000 m


Temperatura máxima anual (ºC); 42,5 ºC
Temperatura mínima anual (ºC); 10 ºC
Temperatura media diária, valor máximo (ºC); 30 ºC
Umidade relativa, média anual; 90 %
Pressão do vento – T= 100 anos; 107 kgf/m2
Nível de poluição. Médio(1)

2.2 Introdução

Os sistemas elétricos de potência dotados de cargas com características não


lineares, freqüentemente, geram correntes harmônicas, que podem resultar em
distorções nas tensões harmônicas e, conseqüentemente, levar outros
componentes conetados ao sistema a uma solicitação adicional.

Os harmônicos existentes no sistema de potência são também denominados


“harmônicos ambientes”.

Devido à necessidade de se efetuar o controle de tensão no Sistema de


Transmissão Acre-Rondônia da Eletronorte, será instalado no barramento de 230
kV da Subestação Vilhena um Equipamento Controlador de Tensão do tipo
Compensador Estático.

O projeto dos componentes de potência deste compensador deverá levar em


consideração a possibilidade da existência de harmônicos ambientes no
barramento de 230 kV da subestação.

Para tanto caberá ao fornecedor do Compensador Estático efetuar medições de


forma a avaliar o nível de distorção harmônica presente no referido barramento e
considerar tais distorções para o correto dimensionamento dos componentes de
potência do compensador.

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2.3 Normas Técnicas

Os trabalhos deverão ser orientados pelas seguintes normas, em suas revisões


mais recentes:
IEEE 1159;
IEC 61000-4-30 – Classe A – Monitoramento contínuo;
IEC 61000-4-7 – Medição de harmônicos e inter-harmônicos;
EN 50160 – Monitoramento completo.

2.4 Execução dos trabalhos

Deverá ser prevista a permanência de um técnico na subestação, no mínimo,


durante 8h/dia. Deverão ser transcritas para o relatório todas as ocorrências na
rede, inclusive durante a sua ausência.
Os aparelhos e equipamentos a serem utilizados deverão estar capacitados a
registrar os harmônicos, no mínimo, até a 31ª ordem, registrar a corrente de
sequência negativa e emitir relatório atendendo os requisitos das normas
técnicas acima, nas suas revisões mais recentes. Deverão ser registrados, no
mínimo, 120 pontos por ciclo. Os valores dos componentes simétricos deverão
ser calculados pelo equipamento de medição.

3 Medição as distorções harmônicas

Deverão ser efetuadas medições das tensões harmônicas no barramento de 230


kV da Subestação Ariquemes, ininterruptamente, por um período de uma
semana incluindo o sábado e o domingo.

3.1 Grandezas a serem medidas:

3.1.1 Valores de tensão de seqüência negativa (U2);

Esses valores deverão ser medidos como porcentagem da tensão de seqüência


positiva na freqüência fundamental.

3.1.2 Valores das tensões harmônicas da 2ª a 31ª ordem;

3.1.3 Valores médios, verificados por fase, da Distorção Harmônica de Tensão


Individual (DN);

3.1.4 Valores médios da Distorção Harmônica Total de Tensão (THD)

As medidas (DN) e (THD) deverão ser efetuadas em intervalos de 5 minutos e


poderão ser registradas em volts ou em porcentagem. Deverão ser registradas a
data e hora dos intervalos de medição acima mencionados.

3.1.5 Especialmente para as medições das tensões harmônicas de 3ª e 9ª ordem


deverão ser medidos também os ângulos de fase nas três fases;

Essas medidas visam determinar os possíveis componentes de seqüência zero


no espectro de harmônicos medidos.

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Os harmônicos de seqüência zero devem ser eliminados do espectro de
harmônicos medidos, pois não são transmitidos ao barramento de tensão
secundária, ao qual está acoplado o Compensador Estático e, portanto, não são
relevantes no projeto de dimensionamento dos seus componentes.

Para medir a magnitude e o ângulo de fase das tensões harmônicas de 3ª e 9ª


ordem deverá ser tomado um número de registros instantâneos. Os tempos
entre esses registros deverão ser definidos de forma a representar,
razoavelmente, as condições em diferentes períodos do dia durante toda
semana. A data e hora de cada registro instantâneo deverão ser devidamente
anotadas. É importante que as medições sejam efetuadas, simultaneamente, nas
três fases usando, por exemplo, um disparador de pulso comum.

Opcionalmente, poderão ser efetuadas medições de todas as tensões


harmônicas de 2ª a 31ª ordem, em componentes simétricas (componentes de
seqüência positiva, negativa e zero).

4 Estado da configuração do sistema

Para avaliar os resultados das medições das distorções das tensões harmônicas
é importante conhecer a configuração do sistema no momento das medições.

Assim, deverão ser registrados o estado da configuração, com as respectivas


datas e hora, imediatamente antes de se iniciar o processo de medição,
repetindo tal procedimento diante de qualquer alteração de configuração no
período de medição.

Os documentos, em anexo, apresentam as características do sistema.

5 Apresentação dos resultados

O relatório dos trabalhos de medição deverá ser apresentado na língua


portuguesa sendo os resultados apresentados em formato de planilha nas
extensões .xls (Microsof Excel) e .pdf (Acrobat Reader).

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