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Escalas I

APRESENTAÇÃO

Nesta unidade estudaremos o emprego de escalas. A NBR 08.196/99 (Desenho Técnico -


Emprego de Escalas) coloca como requisito específico que a escolha de uma escala para um
desenho dependerá da complexidade do objeto ou do elemento a ser representado e da finalidade
da representação. Escalas são o desenho de um objeto em proporção. Dada a natureza dos
objetos e sua verdadeira grandeza (VG), pode ser necessário que seja representado, quando não
na própria VG, proporcionalmente maior ou menor. Chamamos essas proporções de escala de
natural, ampliação ou redução. A representação das escalas pode ser feita por fatores de
multiplicação, divisão ou forma gráfica. Confira mais sobre o assunto nesta Unidade de
Aprendizagem!

Bons estudos.

Ao final desta Unidade de Aprendizagem, você deve apresentar os seguintes aprendizados:

• Expressar a lógica do uso de escalas.


• Desenhar objetos em escala.
• Utilizar corretamente um escalímetro.

DESAFIO

Ao seu redor existem vários objetos que podem ser em escala de coisas que existem no mundo
real. Esses pequenos objetos podem ser miniaturas, chaveiros, enfeites, brinquedos em geral.
Você também já deve ter visto alguma exposição de maquetes, aquelas que representam prédios,
em imobiliárias, plantões de venda, shopping centers e publicações em jornais e revistas. Todas
essas representações são representações em escala.

Vamos agora descobrir a escala de alguns dos objetos que podem estar ao seu redor. Escolha,
por exemplo, um boneco e meça sua altura, do pé à cabeça do boneco, e vamos chamar de
variável X. Depois, meça sua própria altura e vamos chamar de variável Y.
Utilizando X e Y, calcule e descubra a proporção entre a sua altura e a do boneco.

INFOGRÁFICO

A partir do infográfico, entenda as possibilidades de aplicação das escalas:

CONTEÚDO DO LIVRO

O emprego de escalas em desenho técnico atende a diversas necessidades da representação dos


objetos. Existem questões que permitem o melhor emprego das escalas, o uso correto de
instrumentos de desenho e também questões relativas às especificidades de cada área
profissional.

Para entender melhor essas questões, acompanhe um trecho da seguinte obra: GIESECKE, F.E.;
MITCHELL, A.; SPENCER, H.C.; HILL, I.L.; DYGDON, J.T.; NOVAK, J.E. et al.
Comunicação gráfica moderna. Porto Alegre: Bookman, 2001.
G455c Giesecke, Frederick E.
Comunicação gráfica moderna [recurso eletrônico] /
Frederick E. Giesecke ... [et al.] ; traduçãoAlexandre Kawano ...
[et al.]. – Dados eletrônicos. – Porto Alegre : Bookman, 2008.

Editado também como livro impresso em 2002.


ISBN 978-85-7780-375-0

1. Engenharia gráfica – Desenho técnico. I. Título.

CDU 744

Catalogação na publicação: Renata de Souza Borges CRB-10/Prov-021/08


COMUNICAÇÃO GRÁFICA MODERNA

O filme poliéster, ou Milar (filme de tereftalado de polietile- 5.50 ESCALAS DECIMAIS


é um material de desenho de qualidade superior porque ele Na escala natural decimal, cada polegada é dividida em 1/50 de
ga sem vestígios, é transparente, é durável e tem grande esta- polegada ou 0,02 polegada (Figura 5.58c) e, nas escalas de meta-
dade dimensional, não esticando ou encolhendo. Muitas em- de e de um quarto, as polegadas são comprimidas para metade e
as plotam seus desenhos CAD finais em filme de poliéster e um quarto do tamanho e então são divididas em 10 partes, de for-
azenam-nos em um local central em que podem ser feitas có- ma que cada subdivisão corresponde a 0,1 polegada. Você vai
heliográficas ou xerográficas rapidamente para distribuição. aprender mais sobre o sistema de polegadas decimais para dimen-
sionamento no Capítulo 9. As escalas dos engenheiros represen-
5.48 FOLHAS PADRONIZADAS tam um tipo de escala decimal. Suas unidades de 1 polegada são
el e Milar vêm em rolos e folhas de tamanhos padronizados. subdivididas em 10, 20, 30, 40, 50 e 60 partes, sendo útil para di-
s sistemas de tamanhos de folhas de papel, junto com os seus mensões decimais. Para medir 1,65 polegada em tamanho natural
mprimentos, larguras e designações, são listados na Tabela 5.1. na escala 10, use uma divisão principal mais seis subdivisões (Fi-
O uso do tamanho básico de folha-padrão, 8-1/2 x 11 pole- gura 5.58a). Para mostrar a mesma dimensão em metade da esca-
as ou 210 x 297 mm e seus múltiplos, permite o arquivamen- la, use a escala 20, que é metade da escala 10 (Figura 5.58b). Para
e pequenos desenhos e de impressões dobradas, com ou sem mostrá-la em um quarto do tamanho, use a escala 40.
espondência. Esses tamanhos podem ser cortados em fichá- A escala dos engenheiros é utilizada também no desenho de
-padrão de rolos padronizados de papel, tecido ou filme, sem mapas em escalas de 1 polegada = 50 pés, 1 polegada = 500 pés
perdício. e 1 polegada = 5 milhas e em desenhos de diagramas de esforços
Para conhecer as designações de leiaute, legendas, tabelas de ou outras construções gráficas em escalas como 1 polegada = 20
sões e de lista de materiais, veja os leiautes de folhas no final libras e 1 polegada = 4000 libras.
e livro.
5.51 ESCALAS MÉTRICAS
5.49 ESCALA Alguns equivalentes métricos encontram-se listados abaixo:
desenho de um objeto pode ser do mesmo tamanho que o
eto (tamanho natural) ou ele pode ser maior ou menor que o 1 mm = 1 milímetro (1/1000 de um metro)
eto. A escala que você escolhe depende do tamanho do obje- 1 cm = 1 centímetro (1/100 de um metro)
do tamanho da folha de papel que você vai usar. Por exem- = 10 mm
uma peça de máquina pode ser desenhada com metade de 1 dm = 1 decímetro (1/10 de um metro)
tamanho, um edifício pode ser desenhado com 1/50 de seu = 10 cm = 100 mm
anho, um mapa pode ser desenhado com 1/1000 o de seu ta-
1 m = 1 metro
nho ou uma placa de circuito impresso pode ser desenhada
o vezes maior que seu tamanho (Figura 5.56). = 100 cm = 1.000 mm
São usadas escalas de desenho para fazer desenhos técnicos 1 km = 1 quilômetro = 1000 m
escala natural, ampliada ou reduzida. A Figura 5.57 mostra = 100.000 cm = 1.000.000 mm
a escala métrica, (b) a escala dos engenheiros civis, (c) a es-
decimal, (d) a escala dos engenheiros mecânicos e (e) a es-
dos arquitetos. Em escalas completamente graduadas, as
dades básicas são divididas em todo o comprimento da esca-
Em escalas parcialmente graduadas, tais como a dos arquite-
somente a unidade final é subdividida.

Padrão Padrão
internacional Série A norte-americano
(mm) (pol.)

A4 210 × 297 A 8.5 × 11.0


A3 297 × 420 B 11.0 × 17.0
A2 420 × 594 C 17.0 × 22.0
A1 594 × 841 D 22.0 × 34.0
A0 841 × 1189 E 34.0 × 44.0
SI Y 14,1m-1992.

BELA 5.1 Tamanhos de folha. FIGURA 5.56 Placa de circuito impresso. (United Nations/Guthrie)
CAPÍTULO 5 • ESBOÇO DE VISTAS ORTOGRÁFICAS E PROJEÇÕES 143

Escala métrica

Escala dos engenheiros civis

Escala decimal

Escala dos engenheiros mecânicos

Escala dos arquitetos

FIGURA 5.57 Tipos de escalas.


COMUNICAÇÃO GRÁFICA MODERNA

5.52 ESCALAS DE POLEGADAS E PÉS


Diversas escalas baseadas no sistema de medição de polegadas e
pés ainda estão em uso atualmente, apesar do sistema métrico ser
mais comum e internacionalmente aceito.

TAMANHO NATURAL 5.53 ESCALA DOS ARQUITETOS


As escalas de arquitetos são utilizadas para desenhar edifícios,
tubulações e outras estruturas grandes. A escala natural mostra-
da na Figura 5.60a é também útil no desenho de objetos relativa-
mente pequenos.
A escala dos arquitetos tem uma escala natural e 10 escalas
MEIO TAMANHO
de redução sobrepostas. Você pode usar estas escalas para fazer
um desenho em vários tamanhos, de natural até 1/128. Em todas
as escalas reduzidas, as divisões principais representam pés e
suas subdivisões representam polegadas e suas frações. Por
exemplo, a escala marcada “1/2” significa 1/2 polegada = 1 pé, e
não 1/2 polegada = 1 polegada.

TAMANHO NATURAL 5.54 ESCALA DOS ENGENHEIROS MECÂNICOS


Os objetos representados em desenhos técnicos variam em tama-
GURA 5.58 Dimensões decimais. nho de pequenas peças de uma polegada ou menor até equipa-
mentos ou peças muito grandes. Desenhando esses objetos em

escalas métricas estão disponíveis em estilos planos e trian-


ares com uma variedade de graduações de escala. A escala Dicas práticas
ngular ilustrada na Figura 5.59 tem uma escala natural e cin- Medições precisas
scalas de redução, todas completamente subdivididas. Usan-
ssas escalas, você pode fazer um desenho em escala natural, • O método que você utiliza para fazer medidas pode afe-
pliada ou reduzida. tar a precisão de seu desenho porque mesmo um peque-
A escala 1:1, mostrada na Figura 5.59a, é a escala natural e no erro pode tornar-se maior quando ele é ampliado.
a divisão tem 1mm de largura, com as divisões na escala em
rvalos de 10 mm. A mesma escala é também conveniente pa- • Coloque a escala no desenho com a aresta paralela à li-
elações de 1:10, 1:100, 1:1.000 e assim por diante. nha na qual a medida deve ser feita. Use um lápis apon-
A escala 1:2, mostrada na Figura 5.59a, é a escala de meio tado para fazer um traço curto em ângulos retos com a
anho e cada divisão é igual a 2 mm, com divisões na escala a escala.
rvalos de 20 unidades. Essa escala também é conveniente pa-
elações de 1:20, 1:200, 1:2.000 e assim por diante.
As quatro escalas restantes nesta escala métrica triangular
uem as relações típicas de 1:5, 1:25, 1:33-1/3 e 1:75, mostra-
nas Figuras 5.59b e 5.59c. Essas relações também podem ser
pliadas ou reduzidas à vontade multiplicando-se ou dividin-
se por um fator de 10. Estão também disponíveis escalas mé-
as com outras relações para usos específicos.
A escala métrica é usada em desenhos de mapas, no desenho
diagramas de forças e partes de máquinas ou para outras coi-
que utilizem unidades como 1 mm = 1kgf e 1 mm = 50kgf.
tas das dimensões nas ilustrações e problemas neste texto
dadas em unidades métricas.
As dimensões que são dadas em polegadas e pés podem ser • Você pode evitar erros cumulativos em distâncias conse-
vertidas em valores métricos usando a conversão 1 polegada cutivas somando cada medida à anterior em vez de mo-
ver a escala a cada vez. Dessa forma, diversos erros pe-
5,4 mm. Podem ser encontradas tabelas de equivalentes deci-
quenos não se transformarão em um erro grande.
s no verso da contracapa deste livro.
CAPÍTULO 5 • ESBOÇO DE VISTAS ORTOGRÁFICAS E PROJEÇÕES 145

ESCALA MÉTRICA DE RAZÃO 1:1 (TAMANHO NATURAL)

ESCALA MÉTRICA DE RAZÃO 1:2 (MEIO TAMANHO)

ESCALA MÉTRICA DE RAZÃO 1:5 (1/5 DO TAMANHO)

ESCALA MÉTRICA DE RAZÃO 1:25


metro

1
ESCALA MÉTRICA DE RAZÃO 1:33
3

ESCALA MÉTRICA DE RAZÃO 1:75

FIGURA 5.59 Escalas métricas.

anho natural, metade, um quarto ou um oitavo do tamanho, 5.55 ESPECIFICANDO A ESCALA EM UM


ê pode acomodá-los em uma folha de papel padronizada. As DESENHO
alas dos engenheiros mecânicos são subdivididas em unida- Para desenhos técnicos, a escala indica a razão do tamanho do
representando polegadas em tamanho natural, metade, um objeto desenhado para seu tamanho real, não importando qual
rto ou um oitavo, como mostrado na Figura 5.59b. Para esca- unidade de medida é usada. Escreva as escalas como segue: TA-
um desenho para metade do tamanho, use a escala de enge- MANHO NATURAL ou 1:1, 1:2 e assim por diante. Especifique a
iro mecânico marcada “metade”, a qual é graduada de forma ampliação como 2:1 ou 2×, 3:1 ou 3×, 5:1 ou 5×, 10:1 ou 10× e
cada meia polegada represente uma polegada. assim por diante. As razões preferidas nas escalas métricas são
As combinações de escala em modelos triangulares incluem 1:1, 1:2, 1:5, 1:10, 1:20, 1:50, 1:100 e 1:200.
scalas de engenheiros mecânicos natural e metade, diversas Escalas de mapas são indicadas em termos de frações como
alas de arquitetos e uma escala de engenheiros. ESCALA 1/62500 ou, graficamente, como:

400 0 400 800 F+


COMUNICAÇÃO GRÁFICA MODERNA

Mãos à obra 5.7


Esboçando em escala

eça as dimensões dos objetos abaixo em unidades métricas. Esboce cada ob-
to na escala listada abaixo. Especifique a escala corretamente em seus dese-
hos. Antes de esboçar, escolha qual das caixas ao lado vai melhor acomodar
ada item quando ele for esboçado na escala especificada.

Esboce o clipe de papel na escala 2:1.


Esboce o percevejo na escala 5:1.
Esboce o copo na escala 1:2.
CAPÍTULO 5 • ESBOÇO DE VISTAS ORTOGRÁFICAS E PROJEÇÕES 147

(Tamanho natural)
(Meio tamanho)
ESCALA EM TAMANHO NATURAL E EM MEIO TAMANHO

TAMANHO TAMANHO

TAMANHO TAMANHO

TAMANHO TAMANHO

TAMANHO TAMANHO

TAMANHO TAMANHO

FIGURA 5.60 Escalas dos arquitetos.

PALAVRAS-CHAVES

hamento de vistas escala dos arquitetos furo cego projeção no terceiro diedro
ura escala dos engenheiros furo passante projetantes
sta escala dos eng. mecânicos largura rebaixo
sta inclinada escala métrica linhas de terra runout
sta normal faceamento pontual Milar tamanho de folha
sta oblíqua face ortográfica vistas ortográficas
edondamento face inclinada plano
xa de projeção face normal plano de projeção
ariado face qualquer profundidade
ala decimal filete projeção no primeiro diedro
COMUNICAÇÃO GRÁFICA MODERNA

RESUMO DO CAPÍTULO

As vistas ortográficas representam o resultado de projetar-se aresta nas outras duas vistas principais. As faces inclinadas
a imagem de um objeto 3-D em um dos seis planos principais aparecem como uma aresta em uma das três vistas principais.
de projeção. Freqüentemente, pensa-se nas seis vistas princi- As faces quaisquer não aparecem como aresta em nenhuma
pais como uma caixa desdobrada. A disposição das vistas em das três vistas principais.
relação umas às outras é importante. As vistas devem proje- • As convenções definem as práticas usuais para a representa-
tar-se alinhando-se com vistas adjacentes de forma que qual- ção de detalhes como furos, protuberâncias, nervuras, cu-
quer ponto em uma vista seja projetado para alinhar-se com o nhas, pinos, filetes e arredondamentos. A escolha da escala é
mesmo ponto na vista adjacente. A disposição-padrão das importante para representar objetos claramente na folha de
vistas mostram os lados superior, frontal e lateral direito do desenho.
objeto. • A criação de desenhos em CAD envolve aplicar os mesmos
A visualização é uma habilidade importante para os enge- conceitos usados no desenho em papel. A principal diferença
nheiros. Você pode desenvolver suas habilidades espaciais é que a geometria do desenho é armazenada mais precisa-
através da prática e através da compreensão da terminologia mente usando um computador que em qualquer desenho ma-
de descrição de objetos. Por exemplo, as faces podem ser nual. A geometria dos desenhos CAD pode ser reutilizada de
normais, inclinadas ou quaisquer. As faces normais aparecem muitas formas e plotada em qualquer escala necessária.
em verdadeira grandeza em uma vista principal e como uma

QUESTÕES DE REVISÃO

Esboce o símbolo da projeção em terceiro diedro. 7. Quais dimensões são as mesmas entre as vistas superior e
Liste as seis vistas principais de projeção. frontal: largura, comprimento ou profundidade? Entre as
Esboce as vistas superior, frontal e lateral direita de um ob- vistas frontal e lateral direita? Entre a superior e a lateral
jeto que você tenha projetado tendo faces normais, inclina- direita?
das e quaisquer. 8. Liste duas formas de transferir profundidade entre as vistas
Em um desenho que mostre as vistas superior, frontal e la- superior e lateral direita.
teral direita, quais duas vistas mostram a profundidade? 9. Se a face A contém os cantos 1, 2, 3, 4 e a face B contém os
Que vista mostra a profundidade verticalmente na folha? cantos 3, 4, 5, 6, qual é o nome da reta em que as faces A e
Que vista mostra a profundidade horizontalmente na folha? B se interceptam?
Qual é a definição de face normal? E de uma face inclina- 10. Se a vista frontal de um objeto mostra um furo passante,
da? E de face qualquer? quantas linhas invisíveis devem ser necessárias na vista
Indique três semelhanças entre usar um programa CAD pa- frontal para descrever o furo?
ra criar desenhos 2-D e esboçar em uma folha de papel. In-
dique três diferenças.

PROJETOS DE VISTAS PRINCIPAIS

seguintes problemas devem ser esboçados à mão cam unidades tanto de 1/2 polegada, e 1/4 polega-
e em papel quadriculado ou liso. Sugere-se o uso da, quanto de 10 mm e 5 mm. Todos os furos são pas-
folhas em formatos como A1, mas seu professor santes.
de preferir um tamanho diferente de papel ou dis-
sição. Use escala métrica ou polegadas decimais Para os problemas seguintes, use um leiaute similar à Figura 5.61
nforme estabelecido. As marcas mostradas indi- ou 5.62.

PROJETO

positivos portáteis como CD-player, telefones e ção e durabilidade com uma aparência atraente.
mputadores portáteis são cada vez mais popula- Considere materiais leves e mecanismos para fechar
Projete outro item portátil que você ache que se- e carregar o aparelho. Represente sua idéia usando
útil ou melhore um produto existente. No seu pro- projeções ortográficas.
o, esforce-se para incorporar conveniência, fun-
Encerra aqui o trecho do livro disponibilizado para
esta Unidade de Aprendizagem. Na Biblioteca Virtual
da Instituição, você encontra a obra na íntegra.
DICA DO PROFESSOR

A representação em escala objetiva manter as proporções das medidas lineares do objeto ou


do projeto em questão. Muito importante no desenho técnico, a escala permite que se tenha a
relação direta do desenho com o tamanho real, a verdadeira grandeza (VG) do objeto. No
desenho em escala, as medidas lineares, altura, largura e profundidade podem ser mantidas,
ampliadas ou reduzidas, mas os ângulos entre elas permanecerão inalterados.

Acompanhe no vídeo mais informações sobre o assunto!

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EXERCÍCIOS

1) Dado um desenho qualquer, você, ao medir com uma régua, verifica que as
dimensões indicadas coincidem com as medidas expressas no desenho. Qual a escala
do desenho?

A) 2:1 - dois para um.

B) 1:1 - um para um ou escala real.

C) Gráfica.

D) 1:50.

E) 1=2.

2) Qual o tipo de escala a ser empregada no desenho de uma pequena engrenagem


mecânica?
A) Escala de ampliação.

B) Escala de redução.

C) Escala gráfica.

D) 1:1

E) 1:5.

3) O que é escala?

A) É o desenho em verdadeira grandeza (VG).

B) É sempre a representação do projeto em 1:50.

C) É sempre a representação do projeto em 2:1.

D) É a maneira correta de tratar ângulos em desenho técnico.

E) É a representação gráfica de um projeto, desenhada em alguma proporção em relação ao


tamanho real do projeto.

4) O que é um escalímetro?

A) É um aparelho utilizado para verificar a escala correta de um objeto muito grande


desenhado em uma folha muito pequena.

B) É um aparelho utilizado para indicar a escala correta para um objeto muito grande a ser
desenhado.

C) É um instrumento de desenho normalmente chato ou triangular e possui em suas faces


medidas em escala, dispensando a necessidade de conversões durante o desenho.

D) É um instrumento de desenho normalmente em forma de T sem medidas em escala,


necessário para conversões durante o desenho.

E) É um instrumento de desenho exclusivamente utilizado para desenhar escalas gráficas.

5) O que define escala natural?

A) É aquela em que o tamanho do desenho técnico é o mesmo da verdadeira grandeza (VG)


do objeto desenhado.

B) É a escala naturalmente utilizada em tipos comuns de projetos.

C) É a escala definida por um número natural.

D) É a escala que reduz proporcionalmente os lados do objeto.

E) É a escala que altera os ângulos do projeto.

NA PRÁTICA

Pedro é desenhista em um escritório de arquitetura. O arquiteto responsável pelo setor de


projetos solicitou que ele diagramasse uma prancha de desenho com a planta de um dos
pavimentos de seu recente projeto, limitando o tamanho da folha em A2. Pedro verificou nas
normas de desenho e viu que o tamanho da folha A2 é 594 mm x 420 mm. Ele também verificou
que o tamanho do pavimento é de 22,00 m x 10,50 m.
SAIBA MAIS

Para ampliar o seu conhecimento a respeito desse assunto, veja abaixo as sugestões do
professor:

Comunicação gráfica moderna

GIESECKE, F.E.; MITCHELL, A.; SPENCER, H.C.; HILL, I.L.; DYGDON, J.T.; NOVAK,
J.E. et al. Comunicação gráfica moderna. Porto Alegre: Bookman, 2001. p. 142-8; 259-60.

Desenho técnico para construção

KUBBA, S.A. Desenho técnico para construção. Série Tekne. Porto Alegre: Bookman, 2014. p.
34 e 53.

Usando o escalímetro

Explicação simples e resumida, para auxílio no uso do escalímetro.

Conteúdo interativo disponível na plataforma de ensino!

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