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Física

Magnetismo: Imãs

MAGNETISMO: IMÃS

Histórico
Existem várias histórias sobre como surgiu o magnetismo, porém o real início
é desconhecido. Os gregos já sabiam desde a antigüidade, que certas pedras da
região da Magnésia, na Ásia menor, atraíam pedaços de ferros. A rocha encontrada
era na realidade um tipo de minério de ferro, chamado magnetita (Fe3O4). As rochas
que contém o minério que apresenta este poder de atração são chamadas de imãs
naturais.
Os imãs naturais foram pouco usados no começo de sua descoberta, até que
se descobriu que um imã montado com liberdade de movimento giraria de tal
maneira que um de seus extremos apontasse sempre para o norte. Os pedaços de
magnetita suspensos por um fio, foram chamados de pedras guias, e foram usados
pelos chineses há mais de 2000 anos como bússolas primitivas para viagens nos
desertos. Bússolas primitivas, feitos de imãs naturais, foram também aproveitadas
pelos marinheiros nos primeiros descobrimentos marítimos.
Em 1263, Pierre de Mare Court descobriu ao colocar sobre um imã esférico
natural (magnetita), em várias posições, e marcar as direções do equilíbrio da
agulha, que as linhas que envolviam o imã eram da mesma forma que os meridianos
que envolviam a Terra, e passavam por dois pontos situados sobre as extremidades
de um diâmetro das esferas. Esses dois pontos foram denominados os pólos dos
imãs.
Muitos observadores verificaram que, não importando a forma do imã, sempre
haveria dois pólos, o pólo norte e o pólo sul, onde a força do imã seria mais intensa.
Em 1600, William Gilbert descobriu a razão de a agulha de uma bússola orientar-se
em direções definidas: a Terra é um imã permanente. E o fato de pólo norte da
agulha ser atraído pelo pólo norte geográfico da Terra, quer dizer que este pólo é, na
realidade, pólo sul magnético. Isso se verifica ao saber que pólos de mesmo nome
de dois imãs repelem-se e de nomes opostos se atraem.
A atração e repulsão dos pólos magnéticos foram estudadas quantitativamente
por John Michele, em 1750. Usando uma balança de torção, Michele mostrou que a
atração e a repulsão dos pólos de dois imãs tinham igual intensidade e variavam
inversamente com o quadrado da distância entre os pólos. Estes resultados foram
confirmados logo após por Coulomb. Coulomb admitiu que o magnetismo está
contido em cada molécula do imã, por isso, os pólos sempre são aos pares. Mesmo
dividindo-se um imã em pedaços muito pequenos, sempre irão haver dois pólos.

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Magnetismo e o Elétron
Embora as forças elétricas e magnéticas estejam relacionadas, são de natureza
complemente diferentes. As forças eletrostáticas e as forças magnéticas não
interagem na ausência de movimento. Porém, se um dos campos de força estiver em
movimento, surge um fenômeno que prova a interação entre as forças. Como o
elétron é a menor partícula da matéria, foi desenvolvida uma teoria que estabelece
a relação entre eletricidade e o magnetismo, trata-se da teoria eletrônica do
magnetismo.
O elétron possui uma carga negativa, carga esta que produz um campo
eletrostático, representado por linhas perpendiculares, vindas de todas as direções.
O elétron possui movimentos orbitais e rotacionais (SPINS) que dão origem a um
campo magnético, este campo é formado por linhas circulares concêntricas em torno
do elétron. A combinação dos dois campos é chamado de campo eletromagnético.

Ímãs
São substâncias que possuem a maior parte ou todos os seus domínios
magnéticos orientados em um único sentido, e tem ao seu redor um campo
magnético, onde exercem ações magnéticas, como por exemplo a magnetita, que é
um ímã natural.

Todo ímã possui duas regiões denominadas pólos (são os extremos de cada
ímã onde este exerce de forma mais intensa ações magnéticas), o Pólo Norte e o
Pólo Sul. Estes nomes foram dados em conseqüência de quando um ímã é suspenso,
“sem atrito algum”, ele se orienta de acordo com os pólos geográficos da Terra.

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A existência do campo magnético é facilmente percebida com o auxílio de uma


bússola, colocada em vários pontos ao redor de um imã em forma de barra. O campo
magnético é representado por linhas traçadas tangentes ao redor do campo
magnético.

Campo Magnético de um Ímã


O campo magnético é a região do espaço em torno de um material magnético
onde se observam seus efeitos magnéticos; isto é, a sua atração e repulsão com
outros corpos. O campo magnético é invisível.
Para a facilidade do estudo adotou-se o conceito de linhas de indução ou linhas
de força magnéticas. Tais linhas são coincidentes com as linhas formadas pela
orientação da limalha de ferro quando espargidas sobre um pedaço de vidro que se
encontra sobre um ímã em forma de barra.
Conforme a distribuição do campo magnético no espaço, obtêm-se um espectro
característico com o formato de cada ímã. De qualquer forma convencionou-se que

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o sentido das linhas de indução é tal que elas saem do pólo norte e entram no pólo
sul fora do ímã, e saem do pólo sul e entram no pólo norte dentro do ímã.

Inseparabilidade dos Pólos


Quebrando-se um ímã em forma de barra, em duas partes, não obteremos dois
ímãs, um com somente um pólo sul e o outro somente com o pólo norte mas sim
dois ímãs menores com ambos os pólos. Se continuarmos dividindo o mesmo ímã,
obteremos sempre o mesmo resultado. Isto se deve ao fato de que as propriedades
magnéticas são intrínsecas às moléculas que constituem o material.

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Interação Magnética entre Dois Ímãs


Através da limalha de ferro pode-se observar o comportamento das linhas de
campo quando interagimos pólos de mesmo nome e pólos de nomes contrários.

Pólos de mesmo nome se repelem.

Pólos de nomes contrários se atraem.

Tipos de Ímãs
Naturais: O único ímã natural é a magnetita. Sua utilidade é, no entanto,
apenas histórica, pois é rara, fraca e de difícil industrialização. A magnetita não passa
de dióxido de ferro (Fe3O4).
Artificiais: É todo e qualquer objeto que tenha adquirido propriedades
magnéticas através de processos de imantação que serão vistos posteriormente.
Porém, nos interessa em nosso estudo os que são imantados pelo uso de corrente
elétrica, sendo que estes podem ser classificados em artificiais permanentes e
artificiais temporários. Os Artificiais Permanentes tem a característica de
conservarem o seu próprio campo magnético, mesmo depois de cessado o campo
indutor ou a corrente elétrica, tal como o aço. Os Artificiais Temporários tem a
característica de não conservarem o campo magnético após cessado o campo indutor
ou a corrente elétrica, tal como o ferro.

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Processos de Magnetização
Como um material pode magnetizar-se alinhando suas moléculas, a melhor
maneira de fazê-lo é aplicando-lhe uma força magnética. Tal força deverá agir contra
o campo magnético de cada molécula, orientando-as.
Isso pode ser feito principalmente por duas maneiras:

Atrito
Quando um ímã é atritado sobre a superfície de um pedaço de ferro não
magnetizado, o campo magnético do ímã orienta as moléculas do ferro e magnetiza-
o.

Por Indução
A magnetização ocorre através da aproximação entre o indutor e o induzido.
As moléculas do induzido, imersas no campo magnético do indutor, orientam seus
domínios magnéticos.

Corrente Elétrica
Quando uma bobina é ligada a uma bateria, a corrente elétrica produz um
campo magnético, que magnetiza o ferro. A magnetização do ferro se produz pela
ação do campo magnético, que se origina da corrente elétrica, ao circular pelas
espiras. As linhas de força orientam os domínios magnéticos do ferro numa só direção
imantando o núcleo.

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Classificação dos Materiais Magnéticos


Materiais magnéticos são aqueles que permitem a orientação de seus ímãs
elementares, tais como ferro, aço e níquel.
Já os materiais não magnéticos são aqueles onde os efeitos magnéticos de seus
ímãs elementares anulam-se completamente, não reagindo a um campo magnético
externo, tais como plásticos, madeiras e borracha.
Materiais Ferromagnéticos
São aqueles que na presença de um campo magnético são atraídas fortemente
pelos dois pólos dos imãs. São compostos de determinadas substâncias que se
magnetizam intensamente. Ex.: ferro, cobalto, níquel, aço doce.
Materiais Paramagnéticos
São aqueles que, na presença de um campo magnético, são atraídas
fracamente pelos dois pólos dos imãs. Ex.: ar, paládio, alumínio.
Materiais Diamagnéticos
São aqueles que, na presença de um campo magnético, são repelidos pelos
dois pólos dos imãs. São substâncias que se magnetizam em sentido contrário. Ex.:
bismuto.
Processos de Desmagnetização
Um imã pode ser desmagnetizado utilizando-se alguma forma de alterar sua
estrutura magnética, ou seja, desorientando seus domínios magnéticos. Isto pode
ser feito através de:
- choque mecânico;
- aquecimento;
- aplicação de um campo magnético alternado.

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Ponto Curie
Quando a temperatura de um material ferromagnético é elevada acima de certo
valor crítico, o material perde suas propriedades magnéticas tornando-se
simplesmente paramagnético. Esta temperatura é conhecida como Ponto Curie, e é
normalmente inferior ao ponto de fusão da substância. Os pontos Curie para certas
substâncias ferromagnéticas constam na tabela abaixo.

MATERIAL PONTO CURIE


Ferro 770°C

Cobalto 1140°C

Niquel 358°C

Magnetita 585°C

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