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UNIVERSIDADE FEDERAL DE SÃO JOÃO DEL-REI – UFSJ

Psicopatologia geral II

Prof. Dr. Diogo Bloes Chagas

José Adélcio de Oliveira Jr

Segundo Período Emergencial

Analise do Texto: Epidemiologia dos transtornos metais

São João Del-Rei


Março de 2021

Texto: Epidemiologia dos transtornos mentais

Objetivos

Os objetivos do capítulo do livro é apresentar as noções básicas de estudo


epidemiológicos. Mostrando os fundamentos e a importância da epidemiologia em
estudos de psicopatologia. O capítulo traz conceitos fundamentais ao campo
epidemiológico, conceituando os estudos tipos de estudos, o níveis, aplicações e os
métodos de cada estudo.

Desenvolvimento

A Epidemiologia psiquiátrica é compreendida como o estudo quantitativo da


distribuição dos transtornos mentais em população humana. Como na própria definição
do termo a epidemiologia trabalha com populações, através de pesquisas científicas,
aplicada a uma parcela amostral de uma população, verifica-se a incidência de doenças
em determinadas populações. Considera-se o termo população com um ponto inicial
para as investigações. Há uma modalidade chamada epidemiologia clínica, que parte de
um estudo epidemiológico prévio,

Fornecendo métodos quantitativos para estudos de populações, a epidemiologia pode


melhor inferir sobre estimativas de fatores de risco, realização de testes de diagnósticos,
bem como, verificar a efetividade de novos métodos de tratamento.
Uma vez que há uma distribuição dos transtornos mentais na população tenha sido
determinada, os epidemiologistas podem identificar os grupos de riscos, e com isso
obter indícios sobre a etiologia dos distúrbios.

Há diferentes formas de estudos ou utilização da epidemiologia, que são


determinadas pelo nível de investigação. Os estudos descritivos fornecem estimativas da
taxa de transtornos na população; os estudos analíticos concernem na variação da taxa
de transtornos em diferentes grupos, visando identificar fatores de risco; os
experimentais buscam verificar os efeitos de intervenções profiláticas e preventivas ou
mesmo terapêuticas, visando alterar o desenvolvimento do prognóstico da doença.

O nível descritivo realiza um diagnóstico na população, tendo uma questão mais


política, verificando a necessidade de ampliação da infraestrutura médica a fim de
conter a doença ou o desenvolvimento da mesma em dada população. A
complementação de dados clínicos, alguns aspectos relacionado ao transtorno lá metais
são difíceis de serem estudados, se o indivíduo Somente pode ser tirados dos locais de
tratamento. Idealmente, os estudos epidemiológico utilizam procedimentos baseados na
clínica. Para a avaliação de casos potências.

Outro nível importante à epidemiologia é o analítico. A Epidemiologia visa em seu


fundamento a redução da carga da doença na população. Conhecer a taxa da doença em
uma determinada população, concede uma ferramenta poderosa ao epidemiologista,
pois ele sabe quais são os fatores que mais podem contribuir para o avanço de
determinadas doenças na população, ele consegue inferir os fatores de risco e os grupos
mais vulneráveis. De posse disso é possível planejar estudos mais objetos, a fim de
determinar aspectos particulares que colocam aquele grupo em um maior risco. Outro
aspecto importante no nível analítico, é a análise histórica. Por meio dessa da para ver a
tendência. Nesse trabalho o autor dá como exemplo, o surgimento de casos de depressão
em indivíduos mais jovens, que pode ser devido a utilização de drogas e outras
substâncias. Um estudo histórico permite avaliar a tendência, a fim de elucidar fatores
de riscos mais específicos.
No nível experimental, permite verificar a eficiência dos métodos preventivos numa
população. Uma vez que, os fatores e grupos de riscos são determinados dentro do
estudo epidemiológico, e um provável elo causal proposto, é possível que pensar e
esquematizar intervenções que visam a prevenção e/ou agravamento da doença, bem
como testar a eficiência desse método de intervenção.

Os três níveis contribuem não apenas para o estudo da doença na população, como
podem auxiliar para ver a efetividade dos serviços de saúde prestados à população. No
nível descritivo, os dados epidemiológicos sobre as taxas de uma doença podem ser
combinados com informações sobre a utilização dos serviços de saúde, para determinar
a extensão de casos não tratados, identificar possíveis barreiras à obtenção de
tratamento apropriado, bem como auxilia na própria questão estrutural, possibilitando o
planejamento de alocações mais eficientes de recursos públicos e privados. Já o nível
analítico, os métodos epidemiológicos tem sido utilizados tanto para avaliar o
desempenho de testes de diagnósticos, como na identificação de pacientes com maiores
riscos de efeitos colaterais. Já o nível experimental, estudos controlados de agentes
terapêuticos, incluindo tanto a administração de medicamentos, como tratamentos
psicoterapêuticos. Esse nível contribuí para avaliar a eficiência da tratamento num nível
particular.

A Epidemiologia possui métodos que são utilizados em suas pesquisas, o trabalho em


questão traz como e realizado, quais métodos são os mais comuns, quando e como são
utilizados. Pelo que é apresentado, e pelo fato do campo epidemiológico se propor a
estudar populações, a estatística é uma disco fundamental no campo da epidemiologia.
Nesse sentido uma questão de extrema importância é a amostragem populacional, sendo
esse um fator distintivo. Tanto em estatística, quanto em estudos epidemiológico, a
parcela a ser utilizada como amostra deve ser uma parcela que represente bem a
população em estudo, a fim de evitar viés na seleção da parcela ou cair em vícios de
seleção (que é um viés), o pesquisador deve estabelecer aspectos técnico a fim de evitar
esses problemas. Há diferentes técnicas de estratificação e seleção de participantes da
pesquisa, o autor certamente recorreu à aqueles que são mais utilizados em pesquisas
epidemiológicas. A técnica mais simples é a amostragem aleatória simples, que consiste
no uso aleatório de números para selecionar os sujeitos da pesquisa, a partir de uma lista
de toda população. Outra estratégia empregada, que conta com um modelo aleatório de
seleção é a retirada de indivíduos aleatórios de subgrupos da população. Esse método é
conhecido como amostragem aleatória estratificada. Um terceiro tipo é a amostragem
por conglomerado, que consiste e pegar diferentes membros dentro de um grupo, que
são mutualmente homogêneo, mas internamente heterogêneo. O autor adverte que pode
utilizar métodos mistos para selecionar os participantes da pesquisa. Uma vez
selecionados os membros, o ocorre o estudo da doença na população. O autor salienta
que por ser um estudo populacional, os resultados são estimativas. É apresentado que
são utilizados testes estatísticos básicos como desvio de padrão, média e/ou proporção
que são utilizados para determinar os intervalos de confiança e testes de significância.

Os autores apresentaram alguns aspectos importantes para a avaliação diagnóstica,


como a segurança que deve ser inerente a todo procedimento que lide com indivíduos
humanos. A confiabilidade, que diz se os instrumentos utilizados e os métodos de
exames são padrão, a validade que diz respeito à aplicação da pesquisa, se a mesma
pode ser executada em outros locais.

O procedimento diagnóstico deve produzir resultados consistentes, quando se avalia o


mesmo fenômeno, ou é realizada por outro pesquisador. As medições de consciência,
são chamadas de confiabilidade interavalidor e confiabilidade teste-reteste, que são
características essências a qualquer teste diagnóstico. Esses estudos mostra o quanto
cada avaliador concorda Sobre seus julgamentos diagnósticos.

Conclusão

O capítulo trás muitas informações detalhadas do campo epidemiológico, que


ressalta a importância do mesmo, não apenas no que se refere à psicopatologia, mas de
um modo geral a saúde. Desde questões mais políticas, como o planejamento estrutural
à contenção da doença, ou mesmo a tomada de decisões de intervenções, como a
utilização de tratamento preventivos. Como os autores falam em um momento do
capítulo, a Epidemiologia é base da saúde pública.

O capítulo me surpreendeu, nunca havia pensamentos o qual importante é a


Epidemiologia para saúde mental, normalmente quando se pens e episiotomia vem
primeiro a cabeça doenças infecciosas, mas é de extrema importância para a saúde
mental. Sendo fundamental para se pensar à nível de intervenção, até mesmo na
aplicação de determinado tratamento, seja este medicamentoso ou psicoterapêuticos.

Ao terminar a leitura deste trabalho ficou claro a importância da Epidemiologia para


à psicopatologia, até mesmo para clínica.

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