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TCC Geral

UNIDADE I
PARA INÍCIO DE CONVERSA

Olá, caro(a) aluno(a)! Seja bem-vindo(a) ao nosso primeiro encontro da disciplina de Trabalho de Conclusão
de Curso.

Quero lhe parabenizar desde já pela sua caminhada acadêmica que foi feita com muito apresso e muitas
conquistas.

A partir de agora você vai dar início a uma nova construção, que é o seu Trabalho de conclusão de curso
que será mais um passo importante em sua trajetória acadêmica.
Podemos começar? Então vamos adiante.

As grandes transformações que marcaram o século XX no interior da ciência, da filosofia, da técnica, da


cultura e da sociedade como um todo, promoveram reflexões e questionamentos em relação à educação,
especialmente à formação desenvolvida nas universidades.

A reconfiguração do paradigma da modernidade – pautado, basicamente, em uma visão mecânica e linear


da natureza e na lógica disciplinar – desafia a universidade a rever a organização e a estruturação de
seus processos de ensino e de seus currículos, visando à produção e a formação de novas capacidades
intelectuais e profissionais.

Assim, no paradigma contemporâneo, à universidade não basta transmitir conteúdos por meio das
relações de ensino e aprendizagem. Faz-se necessário que professores e alunos sejam capazes não
apenas de consumir conhecimentos ou reproduzir as práticas sociais, mas também de reconstruir crítica
e ativamente o conhecimento produzido historicamente. Neste contexto vale destacar, também, que tais
práticas sejam balizadas pelos princípios da inter e da transdisciplinaridade, para que sejam coerentes e
significativas com a complexidade da sociedade no atual momento histórico.

Prezado(a) aluno(a), nesta perspectiva, a construção de conhecimentos se orienta sob outra lógica –
flexível, complexa e dialógica. Vamos em frente?

A docência assume uma condição mediadora, em que a educação surge integrada num novo projeto
social, econômico, político e cultural. Neste contexto, a pesquisa como princípio educativo surge como
instância mediadora, num plano micro das transformações necessárias no âmbito universitário. (Silva;
Grezzana, 2009).

Os mesmos autores destacam, ainda, que a pesquisa como princípio educativo no ensino superior, cumpre
a dupla tarefa de ser, ao mesmo tempo, técnica e instrumento didático para formar sujeitos e ponto
de chegada destes. Ela corresponde a um saber fazer e um saber conhecer que leva a um saber ser e
conviver. A pesquisa é um caminho (uma metodologia de ensino) e um ponto de chegada (uma finalidade
social requerida pelos novos tempos). Ela engendra uma forma de ser diante do mundo, uma forma de
concebê-lo, de se comportar frente ao seu movimento, e ao mesmo tempo, de ajudar a recriá-lo. (Silva;
Grezzana, 2009).

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Assim sendo, podemos caracterizar a pesquisa como um processo de busca por respostas e explicações.
Significa produzir um conhecimento que possibilite compreender ou transformar determinada realidade,
fato, fenômeno ou relação social.

GUARDE ESSA IDEIA!

Aluno(a), as práticas de pesquisa desenvolvidas no ensino superior possibilitam a compreensão lógica do


conhecimento e sua relação com as necessidades históricas, por meio da identificação de problemas e do
desenvolvimento das formas de solucioná-los em âmbito teórico e prático.

A pesquisa possibilita, desta forma, a compreensão dos assuntos estudados de um modo muito melhor
do que qualquer outro tipo de trabalho. As habilidades inerentes a todo o processo de pesquisa como
elaborar projetos, coletar informações, organizá-las de modo coerente e apresentá-las de maneira
confiável e convincente, são indispensáveis numa época chamada de “Era da Informação”. O aprendizado
dos fundamentos e das técnicas de pesquisa e redação capacita, ainda, os estudantes envolvidos a
trabalhar por conta própria mais tarde, em suas atuações sociais e profissionais.

Então, prezado(a) estudante, em qualquer área de conhecimento, os estudantes e profissionais precisam


da formação técnica, política, social e profissional que só a pesquisa é capaz de ajudá-los a dominar. O
domínio dos fundamentos e das técnicas de pesquisa e redação é importante também para quem utiliza as
pesquisas de outras pessoas, e no momento atual isso inclui todos nós. Mais do que nunca, a sociedade
precisa de pessoas com espírito crítico e criativo, que sejam capazes de examinar uma pesquisa, fazer
suas próprias indagações e encontrar as respostas.

FICA A DICA

Visando consolidar a pesquisa científica como essencial à Universidade e parte integrante e indissociável
do processo de ensino e aprendizagem, em consonância com o previsto no Projeto Pedagógico Institucional
entende-se que, no Curso, a pesquisa seja utilizada como método para a elaboração e estruturação
do conhecimento, pelo qual professores e estudantes ensinem, aprendam e proponham soluções aos
problemas relativos ao campo de atuação profissional e à sociedade.

A formação teórico-prática sobre e com a pesquisa também poderá ser desenvolvida em disciplinas
específicas, como é o caso desta disciplina de TCC. Tal percurso proporciona aos acadêmicos, em muitos
casos, o primeiro contato com a pesquisa científica, propriamente dita.

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PALAVRAS DO PROFESSOR

Caro(a) estudante, quero lhe parabenizar por fazer parte deste importante momento da construção
científica. Acompanhe a seguir os detalhes sobre a organização deste processo científico.

A partir de agora você entrará no mundo da pesquisa científica para poder, na prática, montar um projeto
de pesquisa e executá-lo no decorrer desta caminhada acadêmica.

Entender a disciplina de TCC é a base para a pesquisa científica. Esta disciplina lhe dará subsídios para
apresentar ao final do curso a sua monografia, onde será o Norte que seguiremos com o estudo desta
disciplina.

O Guia de estudos que apresentaremos no decorrer de 4 unidades corresponde à disciplina TCC 1 –


Trabalho de Conclusão de Curso 1.

O material foi elaborado visando a uma aprendizagem autônoma, abordando conteúdos especialmente
selecionados e adotando uma linguagem que facilite seu estudo a distância.

E por falar em distância, isso não significa que você estará sozinho.

GUARDE ESSA IDEIA!

Não esqueça que sua caminhada nesta disciplina também será acompanhada constantemente pelo
professor, tutor e assistentes EaD. Entre em contato sempre que sentir necessidade, exclusivamente pelo
Ambiente Virtual de Aprendizagem. Nossa equipe terá o maior prazer em atendê-lo, pois sua aprendizagem
é nosso principal objetivo.

Além dos guias de estudos, também está a sua disposição as videoaulas, as atividades avaliativas, os
fóruns de discussão, as web conferências, e o acesso à biblioteca virtual com mais de 4mil títulos a
sua inteira disposição para fazer uma boa fundamentação teórica ou uma pesquisa bibliográfica mais
profunda.

Preparado(a) para esta viagem no mundo de conhecimentos?

Então vamos lá!

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O CAMINHO METODOLÓGICO DA DISCIPLINA DE TCC 1

Inicialmente a disciplina de Metodologia Científica é ofertada. Nesta disciplina você tem contato com a
fundamentação teórica da pesquisa científica. No decorrer do curso você tem acesso às demais disciplinas
específicas que dão subsídios para a aquisição do conhecimento. Na disciplina de TCC1, você é convidado a
pensar em um tema de pesquisa para realizar o projeto de pesquisa que será posteriormente desenvolvido
na disciplina de TCC2 com a produção final de sua monografia.

Durante o processo de leitura do livro didático da disciplina de Metodologia Científica você já vivenciará
um elo entre o que é apresentado teoricamente, e sua intenção de pesquisa científica para o momento da
produção do projeto no TCC1 e a entrega final da monografia no TCC2.

??? VOCÊ SABIA?

Então, caro(a) aluno(a), você sabia que o livro de Metodologia Científica forma a base teórica para viabilizar
a elaboração final da pesquisa? Pois é, mas não forma a única fonte de pesquisa dos alunos. De acordo
com a linha de pesquisa escolhida você terá a sua disposição todos os conteúdos apresentados em todas
as demais disciplinas de seu Curso – tanto os livros didáticos, quanto os guias de leitura, as videoaulas,
os sites e outras leituras complementares indicadas pelos professores das disciplinas – como fonte de
pesquisa para enriquecer a sua monografia.

Não se preocupe, pois a construção de seu projeto será feito com explicações claras sobre
cada etapa. Vamos construir juntos o seu projeto de pesquisa.

Vamos iniciar o estudo, então?

Preparado(a)?

A OFERTA E O ENVIO DAS ETAPAS DO PROJETO DE PESQUISA

Diferentemente das demais disciplinas do seu curso, na sala virtual de TCC1 você realiza apenas as
avaliações a distância e não há avaliação presencial.

t A sala de TCC 1 é composta por 4 etapas: Da escolha do tema e problema até entrega final do
PROJETO DE PESQUISA dentro das normas da ABNT.
t Para o envio da 1ª etapa (AOL-1), você utilizará o fórum da unidade 1, e as demais etapas avaliativas
(AOL-2, AOL-3, e AOL-4) você deverá utilizar o modelo (TEMPLATE), já configurado com as normas da
ABNT, que será apresentado na Unidade 2 para a construção de seu PROJETO DE PESQUISA.

Em todo o período de oferta da disciplina, o seu professor fica a disposição para orientar e acompanhar
o seu progresso através das ferramentas Síncronas e Assíncronas ofertadas pelo nosso modelo de EaD.

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GUARDE ESSA IDEIA!

Caro(a) aluno(a), quero que fique atento(a), pois a sala virtual de TCC1 é composta apenas por atividades
on-line no AVA que culminará na produção do seu PROJETO DE PESQUISA. É este PROJETO que deverá
ser trabalhado ao longo de sua trajetória nesta sala.

Então se pensarmos em todo o processo desde o início com o estudo da disciplina de metodologia
científica, até a etapa final da defesa de seu artigo teremos um processo de construção científica bastante
organizado e estruturado.

REFORÇANDO

Isto significa que os cuidados com a administração do tempo devem ser redobrados. Não corra o risco
de pensar que, pelo fato da produção científica ocorrer durante todo semestre, você poderá deixar para
realizar as atividades depois das demais.

As consequências dessa atitude serão bastante prejudiciais e irreversíveis.

Estamos aqui para ajudá-lo(a) na administração deste tempo. Por exemplo, nossa primeira atividade é o
envio do tema e problema no fórum da (AOL-1), para que seu TUTOR se familiarize com a sua produção,
e se for o caso ainda sugerir algumas modificações, que por ventura se fizerem necessárias. Esta etapa é
imprescindível para a construção do seu PROJETO.

Lembre-se que você poderá e deverá utilizar todos os conteúdos estudados nas disciplinas do
seu curso (livros didáticos, sites e leituras realizadas) como fonte de pesquisa para enriquecer
a sua produção.

O INÍCIO

Após o envio dos itens iniciais de seu “projeto de pesquisa” (AOL-1), no formato de fórum, participe de
outras postagens de seus colegas, comente os temas e problemas dos demais colegas para auxiliar o
aprimoramento e entendimento desta fase, tanto do seu, como dos demais colegas. Nesta etapa inicial,
o seu tutor emitirá um parecer e solicitará os ajustes que forem necessários.

Você deverá ficar atento(a) ao retorno dado para realizar os ajustes (quando forem solicitados).

Em seguida, você deve partir para o envio da 2ª etapa (AOL-2), NA UNIDADE 2, preferencialmente antes,
ou, no máximo até o prazo estabelecido no cronograma da disciplina.

Prezado(a) estudante, o envio antecipado, ou até a data limite, evitará a falta de tempo para os ajustes
indicados pelos orientadores, que só poderão ser refeitos apenas uma vez, na sala de Orientação On-line.

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Entenda a importância da escolha bem feita do seu tema e problema, pois será o subsídio principal para
montagem das primeiras partes do seu PROJETO.

Ou seja, quando for enviar a AOL-2, o texto que irá compor o projeto, já deve estar dentro das normas da
ABNT, com a delimitação bem definida do Tema, com escolha certa do problema de pesquisa, assim como
os objetivos gerais e específicos bem trabalhados e factíveis.

Lembre-se, toda a produção seguinte: AOL-3 e AOL-4 serão sempre feitas no mesmo arquivo, template,
apenas com as novas inclusões de cada etapa e a correção das etapas anteriores.

Antes, porém, precisamos retomar alguns conceitos importantes já apresentados na disciplina de


metodologia da pesquisa.

CONCEITOS INICIAIS. RETOMANDO DEFINIÇÕES DE MÉTODOS E TÉCNICAS DE PESQUISA

Prezado(a) aluno(a), ao iniciar os estudos desta disciplina é importante que, primeiramente, você entenda
as nomenclaturas que vai utilizar ao longo do estudo. O que será apresentado aqui, já foi visto ao longo
do seu curso em disciplinas como a metodologia científica, entre outras. Para seguir a trajetória, que
envolverá a produção de uma pesquisa científica, é necessário retomarmos alguns destes conceitos e
afinarmos o relembrarmos sobre o conceito de ciência, por exemplo.

Iniciamos trazendo o conceito de um autor que traz importantes contribuições para o ensino da metodologia.
Em seu livro Fundamentos de Metodologia, publicado em 2001, Fachin nos conta que:

[...] se pode considerar a Ciência como uma forma de conhecimento que tem por objetivo
formular, mediante linguagem rigorosa e apropriada – se possível, com auxílio da linguagem
matemática –, leis que regem os fenômenos. Embora sendo as mais variadas, essas leis
apresentam vários pontos em comum: são capazes de descrever séries de fenômenos; são
comprováveis por meio da observação e da experimentação; são capazes de prever – pelo
menos de forma probabilística – acontecimentos futuros. [...] (FACHIN, 2001, p15).

Ao apresentar a nossa primeira CITAÇÃO DIRETA (FACHIN, 2001, p15) cabe explicar que este é o formato
correto, segundo as normas da ABNT, para a apresentação de parte de um texto de outro autor, onde a
formatação se configura primeiro pelo sobrenome do autor, seguido do ano de publicação da obra e o
número da página de onde o texto foi extraído, no caso das citações ipsis literis (expressão do latim, “tal
e qual”, que representa a copia fiel do fragmento de um texto de outro autor, ou seja, a CITAÇÃO DIRETA).

Para as CITAÇÕES INDIRETAS, cujo texto foi modificado antes de ser


apresentado, comumente chamado de paráfrase, a formatação da devida
referência se dá apenas pelo sobrenome do autor seguido do ano de publicação
da obra, grafado entre parênteses. Portanto, para você já ir se familiarizando
com a forma científica de produção, todas as citações apresentadas nos guias
de estudo desta disciplina será feito respeitando as normas de referência da
ABNT.

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Então, caro(a) aluno(a), após entender o termo “CIÊNCIA” você precisa também contextualizar
“CONHECIMENTO” que pode ser entendido como o conjunto de ferramentas conceituais e padrões usados
pelos seres humanos para criar, colecionar, armazenar e compartilhar a informação. O conhecimento pode
ser um refinamento de informações. A ele está associada certa dose de inteligência que é capaz de fazer
associações entre informações, experiências e conceitos, e elaborar conclusões.

Sendo assim, o conhecimento serve para o ser humano enfrentar as agruras da natureza.

PALAVRAS DO PROFESSOR

Até agora, querido(a) aluno(a), está tudo certo com as informações repassadas sobre nossa disciplina?
Alguma dúvida ou algum questionamento?

Caso você precise sinalize o seu tutor, ele estará à sua disposição.

O conhecimento relaciona o conteúdo retido pela mente humana (informação) com sua aplicação na sua
sobrevivência na natureza.

A partir disto, você pode inferir que os seres humanos relacionam o conhecimento com as interrelações
que os mantêm entre si para edificar a sociedade na qual vivem.

Então, sobre CIÊNCIA E CONHECIMENTO podemos dizer que a “ciência gera conhecimento”, concorda?

MAS COMO ISTO ACONTECE?

Para responder a esta questão é interessante pensarmos que a ciência gera o conhecimento explícito
através da aplicação de determinados métodos. É sobre estes métodos que veremos de forma mais
detalhada no decorrer da disciplina.

Antes de apresentar a você formalmente o conceito sobre método, cabe expor uma visão mais generalista,
que, pode se referir a organização com que serão aplicados os processos necessários para se atingir um
objetivo. Ou o conjunto de regras aplicadas na investigação e na demonstração de um fato.

??? VOCÊ SABIA?

Você sabia que para Fachin, em Fundamentos de Metodologia, publicado em 2001,


“método é um instrumento do conhecimento que proporciona aos pesquisadores, em
qualquer área de sua formação, orientação geral que facilita planejar uma pesquisa,
formular hipóteses, coordenar investigações, realizar experiências e interpretar
resultados” (FACHIN, 2001, p. 27).

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Pois é, o método pode ser considerado o trajeto a ser percorrido pelo pesquisador, no decorrer do
desenvolvimento da pesquisa. Daí que, através do método pode-se descobrir a reiteração dos fatos,
isto é, a repetição dos fatos em intervalos idênticos, perseguindo-se a observação da regularidade dos
fenômenos, verificar, inferir, explicar e generalizar o fenômeno e, então, transformá-lo em lei.

Caro(a) estudante, a técnica é a maneira mediante a qual o pesquisador vai percorrer o caminho de sua
pesquisa. Assim, o método é estável; as técnicas são variáveis, de acordo com o progresso tecnológico.
O método indica o que fazer e, a técnica indica o como fazer. Em suma, o método deve ser compreendido
como a estratégia para se auferir resultados.

Não se inventa um método; ele depende, fundamentalmente, do objeto da pesquisa.

PRESTE ATENÇÃO!

Preste atenção, Marie Curie e Isaac Newton, por exemplo, foram pesquisadores,
que tiveram êxito comprovado em suas investigações com o cuidado de
registrar os “caminhos” percorridos e os meios que os levaram ao cumprimento
de seus objetivos. Seus registros então possibilitaram a outros cientistas a
análise destes processos para a comprovação, aprimoramento a reutilização
destes “caminhos” já percorridos. Assim, estes processos, empíricos no início,
foram transformados, com o passar do tempo, em métodos comprovadamente
científicos, como nos mostra Antônio Carlos Gil (1999), autor de relevância
nacional no estudo da metodologia científica, em seu livro Métodos e Técnicas
de Pesquisa Social, publicado em 1999.

Voltando ao nosso raciocínio, devemos observar que muitos pensadores do passado manifestaram a
aspiração de definir um método universal aplicável a todos os ramos do conhecimento. Hoje, porém, os
cientistas e os filósofos da ciência preferem falar numa diversidade de métodos, que são determinados
pelo tipo de objeto a investigar e pela classe de proposições a descobrir. Assim, pode-se afirmar que a
Matemática não tem o mesmo método da Física, e que esta não tem o mesmo método da Astronomia. E
com relação às ciências sociais, pode-se mesmo dizer que dispõem de grande variedade de métodos. É
isto que você precisa ficar atendo quando desenvolver a sua pesquisa científica.

O MÉTODO NA PESQUISA CIENTÍFICA

Outros autores de relevante contribuição para o estudo da metodologia científica, Cervo e Bervian, no livro
Metodologia Científica, publicado em 2002, nos dizem que o método científico quer descobrir a realidade
dos fatos e esses ao serem descobertos devem, por sua vez, guiar o uso do método. Assim, o método
científico segue o caminho da dúvida sistemática e metódica que não confunde com a dúvida universal
dos céticos, que é impossível.

Considerando-se o grande número de métodos científicos, torna-se conveniente classificá-los, você


concorda?

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Assim, de acordo com a natureza específica de cada problema investigado, estabelece-se a escolha de
métodos apropriados para atingir um fim, que é o saber. Para auxiliar a sua caminhada na pesquisa
científica, vou classificá-los em três grandes grupos, conforme Gil (1999) e Martins e Santos (2004):

MÉTODOS QUE PROPORCIONAM A BASE LÓGICA DA INVESTIGAÇÃO:


Método dedutivo
Método indutivo
Método hipotético-dedutivo
Método dialético
Método fenomenológico

MÉTODOS QUE DELINEIAM A PESQUISA, MEIOS DE INVESTIGAÇÃO:


Pesquisa Bibliográfica
Pesquisa Documental
Pesquisa Experimental
Pesquisa ex post facto:
Pesquisa Surveys (Levantamento)
Pesquisa de Campo
Estudo de caso
Pesquisa Ação

FIQUE ATENTO!

Fique atento, caro(a) aluno(a), a escolha do Método é livre para o pesquisador, para o nosso caso, no
entanto, sugerimos o estudo de caso, mas fique a vontade para escolher qualquer um dos métodos, no
entanto, os exemplos tratados nesta disciplina serão focados em estudo de caso. Escolher qual o método
que mais se encaixe ao sujeito e objeto de pesquisa escolhido para apresentar ao final de seu curso, não
é uma tarefa fácil. Por isto, indicamos o estudo de caso, que entendemos ser o mais viável para seu nivel
de ensino e aproveitamento profissional.

FICA A DICA

É importante que você perceba que independente do método escolhido, a produção do TCC2 em formato
de Artigo Científico é obrigatória, sendo abordado com mais detalhes no próximo semestre, pois aqui
no TCC1, você fará o projeto de pesquisa e no TCC2, o artigo científico, com o resultado da pesquisa
proveniente do projeto.

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A partir de agora você poderá, na prática, participar de uma pesquisa científica real, onde poderá refletir
sobre ciência e praticar pesquisa com o auxílio de seu tutor.

A disciplina de Metodologia Científica e Orientação on-line tem características e particularidades que


você necessita entender antes de seguir com seu trabalho.

Em toda a oferta da disciplina, o seu professor fica a disposição para orientar e acompanhar seu progresso
através de diversas ferramentas Síncronas e Assíncronas.

PARA REFLETIR

Gostaria de deixar claro que o projeto de pesquisa é o planejamento de uma pesquisa, ou seja, a definição
dos caminhos para abordar certa realidade.

Pois bem, o seu projeto de pesquisa deve oferecer respostas para as seguintes indagações:
O que pesquisar? (Tema)
Por que pesquisar? (Justificativa)
Para que pesquisar? (Objetivos)
Como pesquisar? (Metodologia)
Quando pesquisar? (Cronograma)
Por quem? (Fundamentação Teórica e Referências)

Prezado(a) aluno(a), a pesquisa científica precisa ser bem planejada. O planejamento não assegurará, por
si só, o sucesso da monografia, mas, com certeza, é um bom caminho para uma monografia de qualidade.
Veja o que nos diz Barreto e Honorato, importantes pesquisadores e autores de diversos livros sobre o
tema.
Entende-se por planejamento da pesquisa a previsão racional de um evento, atividade,
comportamento ou objeto que se pretende realizar a partir da perspectiva científica do
pesquisador. Como previsão, deve ser entendida a explicitação do caráter antecipatório
de ações e, como tal, atender a uma racionalidade informada pela perspectiva teórico-
metodológica da relação entre o sujeito e o objeto da pesquisa. A racionalidade deve-
se manifestar através da vinculação estrutural entre o campo teórico e a realidade a ser
pesquisada, além de atender ao critério da coerência interna. Mais ainda, deve prever
rotinas de pesquisa que tornem possível atingir-se os objetivos definidos, de tal forma que
se consigam os melhores resultados com menor custo (BARRETO; HONORATO, 1998, p. 59).

Segundo Minayo (1999), outro célebre pesquisador sobre metodologias, ao elaborar um projeto de
pesquisa, o pesquisador estará lidando com, no mínimo, três dimensões:

t Técnica: regras científicas para a construção do projeto.


t Ideológica: relaciona-se às escolhas do pesquisador, sempre tendo em vista o momento histórico.
t Científica: ultrapassa o senso comum através do método científico.
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O PROJETO DE PESQUISA

Caro(a) estudante, o desenvolvimento de toda pesquisa, tem início com a definição dos temas e
problemas a serem estudados. A esta etapa chamamos de planejamento da pesquisa, ou como alguns
autores preferem definir como PROJETO DE PESQUISA. Mas, independente da nomenclatura, o momento
inicial, é o que consideramos crítico para a identificação da relevância da pesquisa, sua justificativa,
contextualização, enfim, traz a abordagem dos principais aspectos que envolvem o ponto de partida para
uma pesquisa científica.

Ao produzir o seu Artigo Cientifico, ao final do TCC2, tenha em mente que as etapas iniciais (tema,
objetivos e procedimentos metodológicos) constituem a lógica que une os dados a serem coletados (e as
conclusões a serem tiradas) às questões iniciais de um estudo. Cada estudo empírico possui um projeto
de pesquisa implícito, se não explícito.

“O projeto de pesquisa é o planejamento de uma pesquisa, ou seja, a definição dos caminhos


para abordar certa realidade.”

FICA A DICA

Um planejamento de pesquisa é uma série de etapas estabelecidas pelo pesquisador, que direciona a
metodologia aplicada no desenvolvimento da pesquisa. O pesquisador obedece a um plano de etapas
metodológicas necessárias ao desenvolvimento da pesquisa científica. Ele tem como prioridade demonstrar
as atividades indispensáveis para o desenrolar da pesquisa.

Então vamos em frente!

PLANEJAMENTO

A partir do estabelecimento da questão a ser estudada, aflora os problemas que ela envolve, justifica sua
relevância e a viabilidade, traça objetivos, caracteriza o estudo, localiza as variáveis, aponta o caminho
a seguir (método) e o tempo para fazer o percurso, designa os meios (ou recursos) para sua efetivação e
enfim faz uma listagem das obras (livros, revistas, monografias e outras publicações, amplas ou restritas)
que serão consultadas (VIEIRA, 2004, p. 11).

Ao planejarmos uma pesquisa mostramos a pretensão de realizar uma atividade de investigação científica.
Em outros termos, implica um plano elaborado para responder uma ou mais questões pertinentes ao tema
investigado. Compreende uma construção lógica e racional que se baseia nos postulados da metodologia
científica a serem empregados no desenvolvimento de uma série de etapas, para facilitar o plano de
trabalho que envolve uma pesquisa.

De forma mais simples podemos dizer que o projeto, é a descrição do norteador que será
necessário para a consecução de uma pesquisa.

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FIQUE ATENTO!

Quero que você fique atento(a), pois a elaboração das etapas iniciais do relatório de pesquisa tem uma
influência direta sobre os resultados a serem obtidos e a validade das conclusões tiradas do trabalho
serve de guia para todo o trabalho do investigador.

Jung (2003) esclarece que o planejamento da pesquisa é um processo que a partir de uma necessidade se
escolhe um tema e gradativamente define-se um problema, e as formas para solucioná-lo:

Figura 1 – Projeto de pesquisa. Fonte: Jung (2003, p. 151)

Assim, ressalta-se que o projeto de pesquisa deve, fundamentalmente, ser constituído em cima de 4
passos apresentados no esforço de responder as seguintes questões: O quê? Como? Quando? Com
quê? (JUNG, 2003).

a) O quê
- Qual o tema?
- Qual o problema?
- Quais os subproblemas?
- Qual a justificativa?
- Quais os objetivos?
- Quais os pressupostos teóricos?

b) Como?
- O que será feito para solucionar o problema?
- Qual será o universo a ser pesquisado?
- Como serão coletadas as informações?

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- Serão feitas entrevistas, observações?
- Serão feitas experimentações, medições?
- Que instrumentos serão utilizados?
- Que atividades serão realizadas?
- Como serão analisados os dados?

c) Quando?
- Qual o tempo total previsto para a pesquisa?
- Qual o tempo destinado a cada etapa?
- Como se distribuem as atividades no tempo?
- O projeto é viável no tempo?

d) Com quê?
- Que recursos humanos serão necessários?
- Que recursos materiais serão necessários?
- Que recursos financeiros serão necessários?
- O projeto é viável em função dos recursos?
- Quais os recursos disponíveis?
- Quais as fontes de financiamento possíveis?
- Qual o tipo de financiamento?
- O financiamento é viável?

Não esqueça querido(a) aluno(a), um assunto de pesquisa tem início com leituras, de reflexões, de
problemas detectados na própria atividade profissional.

Então, mãos à obra! Se precisar de auxílio fale com seu tutor, ele vai esclarecer suas dúvidas.

MAS POR QUE SE DEVE PLANEJAR UMA PESQUISA?

Ora, a importância do planejamento da pesquisa deve ser entendida da mesma forma que um engenheiro
elabora uma planta antes de construir uma casa, ou de um artista que antes de produzir uma obra prima,
esboça o seu rascunho. Na lição de Minayo (1994, p.35):

Fazemos um projeto de pesquisa para mapear um caminho a ser seguido durante a


investigação. Buscamos, assim, evitar muitos imprevistos no decorrer da pesquisa que
poderiam até mesmo inviabilizar sua realização. Outro papel importante é esclarecer para
o próprio investigador os rumos do estudo (o que pesquisar, como, por quanto tempo, etc.).
Além disso, um pesquisador necessita comunicar seus propósitos de pesquisa para que seja
aceita na comunidade científica.

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Barreto e Honorato (apud HEERDT e LEONEL, 2006, p. 113), destacam que se deve fazer o projeto para
planejar a pesquisa:

Entende-se por planejamento da pesquisa a previsão racional de um evento, atividade,


comportamento ou objeto que se pretende realizar a partir da perspectiva científica do
pesquisador. Como previsão, deve ser entendida a explicitação do caráter antecipatório
de ações e, como tal atender a uma racionalidade informada pela perspectiva teórico-
metodológica da relação entre sujeito e o objeto da pesquisa.

PALAVRAS DO PROFESSOR

Você vai ver que dependendo da natureza da pesquisa ela poderá envolver mais ou menos etapas.
Entretanto, deverá conter, essencialmente, os seguintes componentes: tema (com a apresentação do
problema, justificativa e contextualização teórica), objetivos e procedimentos metodológicos. Essas
etapas devem ser adequadas ao perfil científico do pesquisador e ao método de estudo para que não
sejam despendidos esforços em vão.

A seguir, você encontrará orientações para desenvolver cada uma destas etapas, considerando sempre o
tema, os objetivos e os procedimentos metodológicos como norteador do processo.

Para compreender cada uma das etapas a seguir, a título de exemplificação, serão apresentados alguns
exemplos para cada item do relatório. Mas, um exemplo padrão será mostrado de forma continuada
para cada item descrito neste livro. Esta exemplificação de um relatório de pesquisa será feita de forma
fragmentada e adaptada, para que você, ao final, consiga visualizar melhor o todo. O exemplo escolhido
para esta apresentação é intitulado: “Reestruturação e informatização dos processos organizacionais
em uma distribuidora de bebidas com foco no setor de vendas”. Este exemplo foi baseado num relatório
Acadêmico. Algumas partes do trabalho original foram adaptadas para resguardar a fonte da informação
e para atender as necessidades deste guia.

Tema

Prezado(a) estudante, como já visto um tema, nasce de leituras, reflexões, informações e até mesmo
problemas deflagrados pelo pesquisador. Vamos lá para apresentação do tema!

Conforme Marconi e Lakatos (1990, p. 23) “Tema é o assunto que se deseja estudar e pesquisar.” Conforme
Minayo (1994, p. 37):

O tema de uma pesquisa indica uma área de interesse a ser investigada. Trata-se de uma
delimitação ainda bastante ampla. Por exemplo, quando alguém diz que deseja estudar a
questão da “violência conjugal” ou a “prostituição masculina”, está se referindo ao assunto
de seu interesse. Contudo, é necessário para a realização de uma pesquisa um recorte mais
“concreto”, mais preciso deste assunto.

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Assim, o tema de uma pesquisa é um assunto que necessite melhores definições, melhor precisão e
clareza do que já existe sobre o mesmo. A primeira escolha deve ser feita com relação a um campo
delimitado, dentro da respectiva ciência de que trata o trabalho científico.

Pode surgir de uma dificuldade prática enfrentada pelo coordenador, da sua curiosidade
científica, de desafios encontrados na leitura de outros trabalhos ou da própria teoria. Pode
ter sido sugerido pela entidade responsável pela parte financeira, portanto, “encomendado”,
o que não lhe tira o caráter científico, desde que não se interfira no desenrolar da pesquisa;
ou se “encaixar” em temas muitos amplos, determinados por uma entidade que se dispõe
a financiar pesquisas e que promove uma concorrência entre pesquisadores, distribuindo a
verba de que dispõe entre os que apresentam os melhores projetos. Independente de sua
origem, o tema é, nessa fase, necessariamente amplo, precisando bem o assunto geral sobre
o qual se deseja realizar a pesquisa. (MARCONI e LAKATOS, 1991, p. 218).

Como deve ser escolhido o Tema?

De acordo com os autores Cervo e Bervian (2002, p. 81):

A escolha do tema é o primeiro passo no planejamento da pesquisa, mas não o mais fácil.
Não faltam, evidentemente, temas para pesquisa: a dificuldade está em decidir-se por um
deles. Para muitos pesquisadores, a decisão final é precedida por momentos de verdadeira
angústia, mormente quando se trata de pesquisas decisivas para a carreira profissional.

Santos (2002) sugere que o pesquisador escolha o tema de acordo com seu gosto pessoal, preparo técnico
e tempo disponível, além de refletir sobre a importância ou utilidade do tema e existência de fontes. A
escolha do tema pode ser dividida em dois critérios: individuais e externos, como podem ser visto na
figura 02:
Critérios individuais:

Gostar

Conhecer

Motivação ESCOLHA DO TEMA


Critérios Externos:

Viabilidade

Utilidade

Relevância
Figura 2 - Critérios escolha do tema. Fonte: Tsutsumi e Souza (2007)

Lembrando, querido(a) caro(a), que o tema tem sempre um sujeito e um objeto, desta forma o tema passa
por um processo de especificação. O processo de delimitação do tema só pode ser considerado terminado
quando se faz a sua limitação geográfica e espacial, com intuito de realização da pesquisa.
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São exemplos de temas gerais de pesquisa:
TEMA GERAL

- Tecnologia da informação e processos organizacionais

- Administração pública

- Qualidade na administração pública

- Balanço social

- Perfil dos gestores

- Pequenas empresas no cenário internacional

- Motivação no trabalho

- Avaliação da aprendizagem no ensino médio

- Assédio Moral

- Novas Tecnologias para o ensino superior

- O princípio do jus postulandi na justiça do trabalho

- Adicional de Periculosidade aos Motociclistas

- Assédio moral digital

- Improbidade da administração pública no âmbito processual

- Sigilo bancário

- As comissões de conciliação prévia como meio alternativo à jurisdição


estatal para a solução dos conflitos trabalhistas

??? VOCÊ SABIA?

Você sabia que o tema se divide em geral e específico? Pois é, o tema geral representa o assunto que será
aprofundado, mediante a ação de pesquisar. Como ponto de partida, o acadêmico deverá identificar-se
com o tema escolhido; optando, em primeiro plano, pela área com a qual possui maior afinidade. O tema
específico: após a escolha do tema geral, o pesquisador deverá fazer um recorte em relação à amplitude do
tema pesquisado. Ou seja, deverá identificar o assunto que, especificamente, quer pesquisar. (TSUTSUMI;
SOUZA, 2007).

Assim, ressalta-se que delimitar o tema é selecionar um tópico ou parte a ser focalizada, é:

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a) Selecionar um assunto de acordo com as inclinações, as possibilidades, as aptidões e as tendências
de quem se propõe a elaborar um trabalho científico.

b) Encontrar um objeto que mereça ser investigado cientificamente e tenha condições de ser formulado
e delimitado em função da pesquisa (MARCONI; LAKATOS, 1990, p. 23).

O assunto escolhido deve ser possível e adequado em termos tanto dos fatores externos quanto dos
internos ou pessoais. O tema deve ser naturalmente, adequado à capacidade e à formação do pesquisador
e corresponderá às suas possibilidades, quanto ao tempo e aos recursos econômicos. Na escolha do
tema deve-se, igualmente, levar em consideração o material bibliográfico, que deve ser suficiente e estar
disponível.

Para facilitar a determinação do tema, pode-se recorrer, por um lado, à divisão do tema em suas partes
constitutivas e, por outro, à definição da compreensão dos termos.

A decomposição do tema equivale ao desdobramento do mesmo em partes, enquanto a


definição dos termos implica a enumeração dos elementos constitutivos ou explicativos que
os conceitos envolvem. Nem todos os temas poderão ser delimitados com auxilio dessas
técnicas especiais. De acordo com a natureza do tema selecionado, será necessário uma ou
outra das técnicas de delimitação. (CERVO; BERVIAM, 2002, p. 82).

Por fim, ressalta-se que o tema deve ser preciso, bem determinado e específico, buscando resposta.
O quadro a seguir traz exemplos de temas delimitados e pode lhe auxiliar no momento de definição de
seu tema específico.
Em geral, os títulos dos trabalhos são a transcrição, na íntegra, dos temas específicos.

TEMA GERAL TEMA ESPECÍFICO

Reestruturação e informatização dos processos


Tecnologia da informação e processos
organizacionais em uma distribuidora de bebidas
organizacionais
com foco no setor de vendas.

Administração pública Administração pública municipal de Paulista, PE.


Qualidade na administração pública municipal de
Qualidade na administração pública
Caruaru, PE.
Balanço social Balanço social na cooperativa Alfa.

Perfil dos gestores Perfil dos gestores das empresas A, B, C.


Experiência da inserção internacional das pequenas
Pequenas empresas no cenário
empresas industriais do ramo de confecções de
internacional
Guarulhos, SP.
Motivação no trabalho Motivação no trabalho no ramo hoteleiro.

Avaliação da aprendizagem nas escolas públicas de


Avaliação da aprendizagem
ensino médio do Vale do Jequitinhonha.

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Mitigação principiológica para a evolução do direito.
O princípio do jus postulandi na justiça do Sob o viés do instituto do jus postulandi na justiça do
trabalho trabalho, bem como as previsões legais e doutrinárias
sobre o tema.

Assédio Moral Assédio moral Digital

A influência do desarmamento da população para a


Desarmamento melhoria dos índices de violência urbana em Campina
Grande-PB.

EXEMPLO

Mais exemplos de temas específicos:

t A Capacitação dos docentes do SENAI Resende - RJ para a prática do ensino profissionalizante.


t A condição da mulher costureira de Dois Vizinhos Paraná, na entrada para o mercado de trabalho
e seu impacto pessoal na vida familiar.
t Os docentes dos cursos profissionalizantes e sua atuação em turmas heterogêneas.
t A interdisciplinaridade como alternativas pedagógicas para a sua prática docente.
t O desenvolvimento da perspectiva profissional dos alunos dos cursos de Eletricista de Redes de
Transmissão e Web Design Profissional, do SENAI, UNOP Cinelândia - RJ.

Para auxiliar na elaboração do seu PROJETO DE PESQUISA, leia algumas orientações a seguir extraídas
da obra de BELLO (2004,13):

Afetividade em relação a um tema ou alto grau de interesse pessoal.

Para se trabalhar uma pesquisa é preciso ter um mínimo de prazer nesta atividade. A escolha do tema
está vinculada, portanto, ao gosto pelo assunto a ser trabalhado. Trabalhar um assunto que não seja do
seu agrado tornará a pesquisa num exercício de tortura e sofrimento.

Tempo disponível para a realização do trabalho de pesquisa.

Na escolha do tema temos que levar em consideração a quantidade de atividades que teremos que
cumprir para executar o trabalho e medi-la com o tempo dos trabalhos que temos que cumprir no nosso
cotidiano, não relacionados à pesquisa.

O limite das capacidades do pesquisador em relação ao tema pretendido.

É preciso que o pesquisador tenha consciência de sua limitação de conhecimentos para não entrar num
assunto fora de sua área. Se minha área é a de ciências humanas, devo me ater aos temas relacionados
a esta área.
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A significação do tema escolhido, sua novidade, sua oportunidade e seus valores acadêmicos
e sociais.

Na escolha do tema devemos tomar cuidado para não executarmos um trabalho que não interessará a
ninguém. Se o trabalho merece ser feito que ele tenha uma importância qualquer para pessoas, grupos de
pessoas ou para a sociedade em geral.

O limite de tempo disponível para a conclusão do trabalho.

Quando a instituição determina um prazo para a entrega da monografia, não podemos nos enveredar por
assuntos que não nos permitirão cumprir este prazo. O tema escolhido deve estar delimitado dentro do
tempo possível para a conclusão do trabalho.

Material de consulta e dados necessários ao pesquisador.

Um outro problema na escolha do tema é a disponibilidade de material para consulta. Muitas vezes o
tema escolhido é pouco trabalhado por outros autores e não existem fontes secundárias para consulta. A
falta dessas fontes obriga ao pesquisador buscar fontes primárias que necessita de um tempo maior para
a realização do trabalho. Este problema não impede a realização da pesquisa, mas deve ser levado em
consideração para que o tempo institucional não seja ultrapassado.

Fonte: Disponível em: <http://www.pedagogiaemfoco.pro.br/met05.htm>. Acesso em: 17.Mar. 2009.

Como deve ser apresentado o Tema?

PALAVRAS DO PROFESSOR

Agora que você já sabe como construir o seu tema de pesquisa, você precisa saber como apresenta-lo.
Identificamos esta etapa como uma das mais importantes do trabalho, pois é aqui que você estruturará
um texto coeso e coerente que apresente a ideia central de forma a convencer o leitor da sua relevância.
No texto de apresentação o seu tema deve iniciar já apresentando o tema específico de forma clara e
direta. A partir daí começam as explicações que irão contextualizar a escolha deste tema.

Para melhor entendimento, vamos esquematizar a estrutura do texto relativo ao tema da seguinte forma:

t Descrição do tema específico;


t Problema que o pesquisador se propõe a resolver com a escolha deste tema;
t Objetivos geral e específicos que o pesquisador se propõe a atingir;
t Justificativa da escolha do tema;
t Contextualização Teórica.

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PARA RESUMIR

Sintetizando ainda mais esta estrutura, caro(a) aluno(a), neste texto temos que apresentar o tema, a
justificativa, a contextualização e o problema. Agora para deixar bem claro o que se pede em cada uma
destas partes vamos abordar de forma detalhada cada um destes itens, para auxilia-lo nesta construção.
Após escrever o tema específico tal e qual foi descrito no início desta seção, você deve em seguida partir
para a justificativa. Vejamos:

O PROBLEMA

??? VOCÊ SABIA?

Você sabia que a formulação do problema também integra a etapa inicial do projeto de pesquisa de estudo
de caso? Pois é, para Cervo e Bervian (2002) o problema é uma questão que envolve intrinsecamente uma
dificuldade teórica ou prática, para a qual se deve encontrar uma solução.

Para Yin (2005) definir as questões da pesquisa é provavelmente o passo mais importante a ser
considerado em um estudo de pesquisa. Assim, você deve reservar paciência e tempo suficiente para a
realização dessa tarefa. A chave é compreender que as questões de uma pesquisa possuem substância
(por exemplo, “sobre o que é o meu estudo?”) e forma (por exemplo, “estou fazendo uma pergunta do tipo
‘quem’, ‘o que’, ‘por que’ ou ‘como’?”).

O problema sempre se apresenta em forma de questionamento, de pergunta, que o trabalho de pesquisa


busca responder, delimitado com indicações das variáveis que intervêm no estudo de possíveis relações
entre si. Daí que não se realiza atividade de pesquisa sem problema, sem dúvidas, sem questões que
exigem respostas.

Neste sentido, afirmam Booth; Colomb e Williams (2000) que as perguntas são cruciais, porque o ponto
de partida de uma boa pesquisa é sempre querer saber o que não se sabe ou entende, mas que sente
que precisa conhecer ou entender. Desta forma as perguntas de pesquisa funcionam como direcionadores
para os esforços que serão desenvolvidos no estudo, pois além de direcionar os trabalhos, tornam a
investigação mais objetiva. De certa forma, não há o que se investigar ou pesquisar se antes não se
questionar; e para isso servem as perguntas.

Quais as regras para formulação de problema de pesquisa?

Prezado(a) estudante, desde Einstein, é mais importante para o desenvolvimento da ciência saber formular
problemas do que encontrar soluções.

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Figura 3 - Formulação de problema. Fonte: Cervo e Bervian (2002, p. 86).

Não existem regras absolutamente rígidas para a formulação de problemas, mas existem recomendações
baseadas na experiência de pesquisadores que, quando aplicadas, facilitam a formulação do problema.
As principais regras para a formulação de problemas de pesquisa são, segundo Gil (1999, p. 54-55):

a) O problema deve ser formulado como uma pergunta. Este procedimento facilita a identificação do
que efetivamente se deseja pesquisar.
b) O problema deve ser delimitado a uma dimensão viável. Frequentemente o problema é formulado
de maneira tão ampla que se torna impraticável chegar a uma solução satisfatória. Nem todos
os aspectos do problema podem ser pesquisados simultaneamente. Torna-se necessário, portanto,
reduzir a tarefa a um aspecto que possa ser tratado em um único estudo, ou dividido em subquestões
que possam ser tratadas em estudos separados.
c) O problema deve ter clareza. Os termos utilizados devem ser claros, deixando explícito o significado
com que estão sendo utilizados.
d) O problema deve ser preciso. Embora com significado esclarecido, nem sempre os termos
apresentados na formulação do problema deixam claro o limite de sua aplicabilidade.
e) O problema deve apresentar referências empíricas. A observância a este critério nem sempre é
fácil nas ciências sociais. É comum esperar dessas ciências respostas para problemas que envolvem
juízos de valor.

Vale registrar, que para mais eficácia do problema, as perguntas devem ser formuladas de tal forma que
haja possibilidade de respostas utilizando a pesquisa.

Como saber se o problema de pesquisa é apropriado?

Caro(a) aluno(a), definir um problema significa especificá-lo em detalhes precisos e exatos. Na formulação
de um problema deve haver clareza, concisão e objetividade. A colocação clara do problema pode facilitar
a construção da hipótese central. (MARCONI; LAKATOS, 1990, p. 24).
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Para Minayo (1994), a escolha de um problema de pesquisa merece indagações como:

t Trata-se se problema original e relevante?


t Ainda que seja interessante é adequado para mim?
t Tenho hoje possibilidades reais para executar tal estudo?
t Há tempo suficiente para investigar tal questão?

Assim, o problema, antes de ser considerado apropriado, deve ser analisado sob o aspecto de sua
valoração, segundo Marconi e Lakatos (1991):

a) Viabilidade: pode ser eficazmente resolvido através da pesquisa.


b) Relevância: deve ser capaz de trazer conhecimentos novos.
c) Novidade: estar adequado ao estádio atual da evolução científica.
d) Exequibilidade: pode chegar a uma conclusão válida.
e) Oportunidade: atender a interesses particulares e gerais.

A adequada formulação de um problema de pesquisa não é tarefa das mais fáceis. Afirma Gil (1999, p.
51) que,

Um problema será relevante em termos científicos à medida que conduzir à obtenção de novos
conhecimentos. Para se assegurar disso, o pesquisador necessita fazer um levantamento
bibliográfico da área, entrando em contato com as pesquisas já realizadas, verificando quais
os problemas que não foram pesquisados, quais os que não o foram adequadamente e quais
os que vêm recebendo respostas contraditórias. Este levantamento bibliográfico é muitas
vezes demorado e pode constituir mesmo uma pesquisa de cunho exploratório, cujo produto
final será a recolocação do problema sob um novo prisma.

A relevância prática do problema está nos benefícios que podem decorrer de sua solução.
Muitas pesquisas são propostas por órgãos governamentais, associações de classe,
empresas, instituições educacionais ou partidos políticos, visando à utilização prática de
seus resultados. Assim, o problema será relevante à medida que as respostas obtidas
trouxerem consequências favoráveis a quem o propôs.

PALAVRAS DO PROFESSOR

Para lhe auxiliar na elaboração do problema de pesquisa de seu Estudo de Caso, o quadro a seguir traz
exemplos de tema e o respectivo problema, em cada curso.

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t Exemplos de problemas de pesquisa para área da saúde.
t Quais as relações entre a vida profissional e afetiva na percepção de homens profissionais do sexo
na região da Zona da mata?
t Quais os fatores de satisfação dos serviços prestados pelo Sistema Único de Saúde na perspectiva
dos usuários do sistema na região do ABC Paulista?
t Quais fatores de satisfação dos profissionais de saúde com o trabalho nas organizações hospitalares
públicas e privadas no Vale do Paraíba?
t Quais os fatores de satisfação dos profissionais de saúde com o trabalho desenvolvido no Programa
Saúde da Família de Florianópolis, SC?
t Como está ocorrendo o processo de humanização na percepção de usuários e profissionais da
saúde de um hospital da Região Sul do Estado do Rio de Janeiro?

PALAVRAS DO PROFESSOR

Então, caro(a) estudante, chegamos ao fim de nosso primeiro encontro e espero que tenha gostado deste
primeiro contato com sua disciplina de Trabalho de Conclusão de Curso.

Para concluirmos esta primeira etapa da nossa disciplina, vale lembrar a você que no paradigma
contemporâneo, à universidade não basta transmitir conteúdos por meio das relações de ensino e
aprendizagem.

Faz-se necessário que você, junto com seus tutores e professores, sejam capazes não apenas de consumir
conhecimentos ou reproduzir as práticas sociais, mas também de reconstruir crítica e ativamente o
conhecimento produzido historicamente.

A pesquisa como, princípio educativo no ensino superior, cumpre a dupla tarefa de ser, ao mesmo tempo,
técnica e instrumento didático para formar sujeitos e ponto de chegada destes. Ela corresponde a um
saber fazer e um saber conhecer que leva a um saber ser e conviver. A pesquisa é um caminho (uma
metodologia de ensino) e um ponto de chegada (uma finalidade social requerida pelos novos tempos).

Assim sendo, é importante você caracterizar a pesquisa como um processo de busca por respostas e
explicações. Significa produzir um conhecimento que possibilite compreender ou transformar determinada
realidade, fato, fenômeno ou relação social.

As práticas de pesquisa desenvolvidas no ensino superior possibilitam a compreensão lógica do


conhecimento e sua relação com as necessidades históricas, por meio da identificação de problemas e do
desenvolvimento das formas de solucioná-los em âmbito teórico e prático.

A pesquisa possibilita, desta forma, a compreensão dos assuntos estudados de um modo muito melhor do
que qualquer outro tipo de trabalho. As habilidades inerentes a todo o processo de pesquisa como elaborar

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projetos, coletar informações, organizá-las de modo coerente e apresentá-las de maneira confiável e
convincente, são indispensáveis numa época chamada de “Era do Conhecimento”. O aprendizado dos
fundamentos e das técnicas de pesquisa e redação capacita, ainda, você a trabalhar por conta própria
mais tarde, em suas atuações sociais e profissionais.

Em qualquer área de conhecimento, você precisa da formação técnica, política, social e profissional que
só a pesquisa é capaz de ajudá-lo a dominar. O domínio dos fundamentos e das técnicas de pesquisa e
redação é importante também para quem utiliza as pesquisas de outras pessoas, e no momento atual
isso inclui todos nós. Mais do que nunca, a sociedade precisa de pessoas com espírito crítico e criativo,
que sejam capazes de examinar uma pesquisa, fazer suas próprias indagações e encontrar as respostas.

Sendo assim, chegamos ao final desta primeira unidade de aprendizagem. Nosso objetivo foi o de
contextualizar o estudante sobre alguns conceitos que regem o fantástico mundo da pesquisa. Foi nosso
ponto de partida.

Seguimos confiantes!

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

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CHIZZOTTI, A. Pesquisa em ciências humanas e sociais. 8. ed. São Paulo: Cortez, 2006.
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GIL, A. C. Métodos e Técnicas de Pesquisa Social. São Paulo: Atlas, 1999.
JUNG, C. F. Metodologia científica: ênfase em pesquisa tecnológica. 3. ed. Taquara, Livro Eletrônico
em CD ROOM, 2003.
LUCKESI, C. O leitor no ato de estudar a palavra escrita. In: Fazer Universidade um proposta
metodológica. São Paulo, Cortez, 1998.
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2004.
MAZZOTTI, A. J. A. Usos e abusos dos estudos de caso. Cadernos de Pesquisa, v. 36, n. 129, set./
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VERGARA, S. C. Projetos e Relatórios de Pesquisa em Administração. 3 ed. São Paulo: Atlas, 2000.
YIN, R. K. Estudo de Caso: planejamento e métodos. Porto Alegre: Bookman, 2005.

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