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ÍNDICE

RESUMOS DOS CAPÍTULOS 1 A 10

REFLEXÕES DOS CAPÍTULOS 1 A 10

RESUMOS E REFLEXÕES DOS CAPÍTULOS 11 A 20


MISSIONÁRIOS DA LUZ
RESUMO DO CAPÍTULO 01 - O PSICOGRAFO

Fixando-lhe a expressão espantadiça, Alexandre continuou:


_ Preliminarmente, devemos reconhecer que, nos serviços mediúnicos, preponderam os fatores morais.
Neste momento, o médium, para ser fiel ao mandato superior, necessita clareza e serenidade, como o
espelho cristalino dum lago. De outro modo, as ondas de inquietude perturbariam a projeção de nossa
espiritualidade sobre a materialidade terrena, como as águas revoltas não refletem as imagens sublimes
do céu e da Natureza ambiente.
Indicando o médium, prosseguiu o orientador com voz firme:
_ Este irmão não é um simples aparelho. É um Espírito que deve ser tão livre quanto o nosso e que, a fim
de se prestar ao intercâmbio desejado, precisa renunciar a si mesmo, com abnegação e humildade,
primeiros fatores na obtenção de acesso à permuta com as regiões mais elevadas, Necessita calar, para
que outros falem; dar de si próprio, para que outros recebam. Em suma, deve servir de ponte, onde se
encontrem interesses diferentes. Sem essa compreensão consciente do espírito de serviço, não poderia
atender aos propósitos edificantes. Naturalmente, ele é responsável pela manutenção dos recursos
interiores, tais como a tolerância, a humildade, a disposição fraterna, a paciência e o amor cristão; todavia,
precisamos cooperar no sentido de manter-lhe os estímulos de natureza exterior, porque se o
companheiro não tem pão, nem paz relativa, se lhe falta assistência nas aquisições mais simples, não
poderemos exigir-lhe a colaboração, redundante em sacrifício. Nossas responsabilidades, portanto, estão
conjugadas nos mínimos detalhes da tarefa a cumprir.
Deslocando, porém, a sua atenção do cérebro para a máquina corpórea em geral, o orientador prosseguiu:
_ A operação da mensagem não é nada simples, embora os trabalhadores encarnados não tenham
consciência de seu mecanismo intrínseco, assim como as crianças, em se fartando no ambiente doméstico,
não conhecem o custo da vida ao sacrifício dos pais. Muito antes da reunião que se efetua, o servidor já foi
objeto de nossa atenção especial, para que os pensamentos grosseiros não lhe pesem no campo íntimo.
Foi convenientemente ambientado e, ao sentar-se aqui, foi assistido por vários operadores de nosso plano.
Antes de tudo, as células nervosas receberam novo coeficiente magnético para que não haja perdas
lamentáveis da tigroide (corpúsculo de Nissl), necessário aos processos da inteligência. O sistema nervoso
simpático, mormente o campo autônomo do coração, recebeu auxílios energéticos e o sistema nervoso
central foi convenientemente atendido, para que não se comprometa a saúde do trabalhador de boa
vontade. O vago foi defendido por nossa influenciação contra qualquer choque das vísceras. As glândulas
suprarrenais receberam acréscimo de energia, para que se verifique acelerada produção de adrenalina, de
que precisamos para atender ao dispêndio eventual das reservas nervosas.
Nesse instante, vi que o médium parecia quase desencarnado. Suas expressões grosseiras, de carne,
haviam desaparecido ao meu olhar, tamanha a intensidade da luz que o cercava, oriunda de seus centros
perispirituais. Após longo intervalo, Alexandre continuou:
_ Sob nossa apreciação, não temos o arcabouço de cal, revestido de carboidratos e proteínas, mas outra
expressão mais significativa do homem imortal, filho do Deus Eterno. Repare, nesta anatomia nova, a
glória de cada unidade minúscula do corpo. Cada célula é um motor elétrico que necessita de combustível
para funcionar, viver e servir.

RESUMO DO CAPÍTULO 02 - A EPÍFISE

André: Enquanto o nosso companheiro se aproveitava da organização mediúnica, vali-me das forças
magnéticas que o Instrutor me fornecera, para fixar a máxima atenção no médium. Quanto mais lhe
notava as singularidades do cérebro, mais admirava a luz crescente que a epífise deixava perceber.
Examinei atentamente os demais encarnados. Em todos eles, a glândula apresentava notas de
luminosidade, mas em nenhum brilhava como no intermediário em serviço.
Sobre o núcleo, semelhante agora a flor resplandecente, caíam luzes suaves, de Mais Alto, reconhecendo
eu que ali se encontravam em jogo vibrações delicadíssimas, imperceptíveis para mim.
Estudara a função da epífise nos meus apagados serviços de médico terrestre. Segundo os orientadores
clássicos, circunscreviam-se suas atribuições ao controle sexual no período infantil.
Não passava de velador dos instintos, até que as rodas da experiência sexual pudessem deslizar com
regularidade, pelos caminhos da vida humana. Depois, decrescia em força, relaxava-se, quase desaparecia,
para que as glândulas genitais a sucedessem no campo da energia plena.
Alexandre o esclarece: "Não se trata de órgão morto, segundo velhas suposições. É a glândula da vida
mental. Ela acorda no organismo do homem, na puberdade, as forças criadoras e, em seguida, continua a
funcionar, como o mais avançado laboratório de elementos psíquicos da criatura terrestre... Enquanto no
período do desenvolvimento infantil, fase de reajustamento desse centro importante do corpo perispiritual
preexistente, a epífise parece constituir o freio às manifestações do sexo; entretanto há que retificar
observações.
"Aos catorze anos, aproximadamente, de posição estacionária, quanto às suas atribuições essenciais,
recomeça a funcionar no homem reencarnado. O que representava controle é fonte criadora e válvula de
escapamento. A glândula pineal reajusta-se ao concerto orgânico e reabre seus mundos maravilhosos de
sensações e impressões na esfera emocional. Entrega-se a criatura à recapitulação da sexualidade,
examina o inventário de suas paixões vividas noutra época, que reaparecem sob fortes impulsos."

RESUMO DO CAPÍTULO 03 - DESENVOLVIMENTO MEDIÚNICO

Hoje, à noite - disse-me o devotado amigo - observará algumas demonstrações de desenvolvimento


mediúnico.
Antes do ingresso dos companheiros encarnados, já era muito grande a movimentação. Número
considerável de trabalhadores. Muito serviço de natureza espiritual.
Admirava as características dos socorros magnéticos, dispensados às entidades sofredoras, quando
Alexandre acentuou:
Por enquanto, nossos esforços são mais frutíferos ao círculo dos desencarnados infelizes. As atividades
beneficentes da casa concentram-se neles, em maior porção, porque os encarnados, mesmo aqueles que
já se interessam pela prática espiritista, muito raramente se dispõem, com sinceridade, ao aproveitamento
real dos valores legítimos de nossa cooperação.
E, depois de longa pausa, prosseguiu:
É muito lenta e difícil a transição, entre a animalidade grosseira e a espiritualidade superior. Nesse sentido,
há sempre, entre os homens um oceano de palavras e algumas gotas de ação.
Alguns - explicou Alexandre - pretendem a psicografia, outros tentam a mediunidade de incorporação.
Infelizmente, porém, quase todos confundem poderes psíquicos com funções fisiológicas. Acreditam no
mecanismo absoluto da realização e esperam o progresso eventual e problemático, esquecidos de que
toda edificação da alma requer disciplina, educação, esforço e perseverança. Mediunidade construtiva é a
língua de fogo do Espírito Santo, luz divina para a qual é preciso conservar o pavio do amor cristão, o azeite
da boa vontade pura. Sem a preparação necessária, a excursão dos que provocam o ingresso no reino
invisível é, quase sempre, uma viagem nos círculos de sombra. Alcançam grandes sensações e esbarram
nas perplexidades dolorosas. Fazem descobertas surpreendentes e acabam nas ansiedades e dúvidas sem
fim. Ninguém pode trair a lei impunemente, e , para subir, Espírito algum dispensará o esforço de si
mesmo, no aprimoramento íntimo...
André Luiz, levado por Alexandre, pode observar algumas demonstrações de desenvolvimento mediúnico.
Pode assim observar alguns candidatos e suas particularidades: um, apresentava, não obstante o desejo
sincero de desenvolver-se
para auxiliar, sinais iniludíveis da ingestão de alcoólicos; outra senhora, candidata a psicografa, trazia o
ventre deformado tão repleto de alimentos, que André Luiz supôs enxergar ali um vasto alambique, cheio
de pastas de carne e caldos gordurosos, cheirando a vinagre de condimentação ativa; e em outro,
finalmente, "bacilos psíquicos de tortura sexual...
"Fiquei estupefato." escreve ele. "As glândulas geradoras emitiam fraquíssima luminosidade, que parecia
abafada por aluviões de corpúsculos negros, a se caracterizarem por espantosa mobilidade... As mais
vigorosas daquelas feras microscópicas situavam-se
no epidídimo, onde absorviam, famélicas, os embriões delicados da vida orgânica... Que significava aquele
acervo de pequeninos seres escuros? Seriam expressões mal conhecidas da sífilis?"
Respondendo às suas indagações íntimas, Alexandre esclarece: "Não, André, não temos sob os nossos
olhos o espiroqueta de Schaudinn, nem qualquer nova forma suscetível de análise material por
bacteriologistas humanos. São bacilos psíquicos da tortura sexual, produzidos pela sede febril de prazeres
inferiores... Tem sido cultivados por esse companheiro, não só pela incontinência no
domínio das emoções próprias, através de experiências sexuais variadas, senão também pelo contato com
entidades grosseiras, que se afinam com as predileções dele, entidades que o visitam com frequência, à
maneira de imperceptíveis vampiros. A pretexto de aceitar o império da razão pura, na esfera da lógica,
admite que o sexo nada tem a ver com a espiritualidade, como se esta
não fosse a existência em si... O erro de nosso amigo é o de todos os religiosos que supõem a alma
absolutamente separada do corpo físico, quando todas as manifestações psicofísicas se derivam da
influenciação espiritual."

RESUMO DO CAPÍTULO 04 – VAMPIRISMO

Explica Alexandre: "Sem nos referirmos aos morcegos sugadores, o vampiro, entre os homens, é o
fantasma dos mortos que se retira do sepulcro, altas horas, para alimentar-se do sangue dos vivos.
Não sei quem é o autor de semelhante definição, mas. No fundo, não está errada.
Apenas cumpre considerar que, entre nós, vampiro é toda entidade ociosa que se vale, indebitamente, das
possibilidades alheias e, em se tratando de vampiros que visitam os encarnados, é necessário reconhecer
que eles atendem aos sinistros propósitos a qualquer hora, desde que encontrem guarida no estojo de
carne dos homens."
Graças ao Senhor, tivemos uma noite feliz. Muito trabalho contra o vampirismo.
Oh! era o vampirismo a tese que me preocupava. Vira os mais estranhos bacilos de natureza psíquica,
completamente desconhecidos na microbiologia mais avançada. Não guardavam a forma esférica das
cocáceas, nem o tipo de bastonete das bacteriáceas diversas. Entretanto, formavam também colônias
densas e terríveis. Reconhecera-lhes o ataque aos elementos vitais do corpo físico, atuando com maior
potencial destrutivo sobre as células mais delicadas. Que significa aquele mundo novo? que agentes seriam
aqueles, caracterizados por indefinível e pernicioso poder? Estariam todos os homens sujeitos à sua
influenciação? ... André, meu amigo, as doenças psíquicas são muito mais deploráveis. A patogênese da
alma está dividida em quadros dolorosos. A cólera, a intemperança, os desvarios do sexo, as viciações de
vários matizes, formam criações inferiores que afetam profundamente a vida íntima. Quase sempre o
corpo doente assinala a mente enfermiça...
Ouça, meu amigo. Como se verificam os processos mórbidos de ascendência psíquica? Não resulta a
afecção do assédio de forças exteriores? Em nosso domínio, como explicar a questão? é a viciação da
personalidade espiritual que produz as criações vampirísticas ou estas que avassalam a alma, impondo-lhe
certas enfermidades? Nesta última hipótese, poderíamos considerar a possibilidade do contágio? ...
Nas moléstias da alma, como nas enfermidade do corpo físico, antes da afecção existe o ambiente. As
ações produzem efeitos, os sentimentos geram criações, os pensamentos dão origem a formas e
consequências de infinitas expressões... Cada viciação particular da personalidade produz as formas
sombrias que lhe são consequentes...
... Desde o primeiro dia de razão na mente humana, a ideia de Deus criou princípios religiosos, sugerindo-
nos as regras de bem-viver. Contudo, à medida que se refinam conhecimentos intelectuais, parece que há
menor respeito no homem para com as dádivas sagradas...

RESUMO DO CAPÍTULO 05 – INFLUENCIAÇÃO

O ar do lado de fora pesava, era grosseiro. As lâmpadas elétricas semelhavam-se a pequenos globos, de luz
muito pobre, ficando isoladas em sombras espessas. Aspirando o Ar, notou que o Oxigênio parecia tocado
de um magnetismo menos agradável.
Comparando com o que presenciara dentro do Centro, André compreende a beleza da oração, e dos
serviços da Espiritualidade Superior, na intimidade de cada um de nós. Compreendeu que a prece, a
meditação elevada, o pensamento edificante, modificam a atmosfera, purificando-a (qualquer semelhança,
não é mera coincidência).
André observa algumas pessoas que saem do Centro, as quais comentam com entusiasmo tudo que
receberam durante os trabalhos. O amor, a paz, o ar purificador, enfim, todos se sentiam “nas nuvens”
como costumamos dizer. Elogios não faltavam, nem agradecimentos a Deus e a espiritualidade Maior.
Alexandre então diz a André, para não se impressionar com aquele entusiasmo, pois o que interessa é o
esforço persistente. Há nove anos frequenta aquela casa, e raros são os que conseguem seguir este
esforço. No primeiro problema com as necessidades reais com o trabalho na Casa que surgem, poucos
permanecem fiéis. Prometem muito com as palavras, mas pouco com os sentimentos.
Alexandre pede para André observar alguns casos de influenciação. Primeiro ele passa a acompanhar
aquele jovem do capítulo anterior, que estava tentando a psicografia e sofria de inquietações sexuais. O
rapaz seguia com a irmã e mãe para casa. Três entidades com aspecto muito sombrio aproximam-se. Uma
delas encosta-se à mãe, que instantaneamente muda seu semblante alegre e luminoso, para opaco,
obscuro e fechado.
Ela diz que não sabe o motivo porquê de repente tudo fica tão vago dentro dela, ela esforça-se por manter
as lições evangélicas, porém diz que falta algo, que não saber definir.
Neste momento, as duas outras entidade, agarram-se aos braços do rapaz, acontecendo o mesmo que a
mãe. De semblante alegre e iluminado, torna-se sombrio e opaco. E ele diz.
Diz que sua situação é terrível, pois está casado a quase oito meses, e apesar de devotar a esposa, está
repleto de tentações descabidas. Pergunta a si mesmo o porquê daquilo. Acha que se desenvolvendo
através da mediunidade, poderá localizar a causa.
Alexandre coloca a mão sobre a fronte da irmã, e esta passa a falar rapaz, tentando esclarece-lo. Fala que
antes dele enfrentar aqueles irmãos, filhos da ignorância, deveria armar o seu coração com a luz do amor e
da sabedoria, ou seja, com a necessária preparação espiritual. Porém antes do desenvolvimento psíquico,
devemos procurar a elevação de nossas ideias e sentimentos, ou seja, nossa reforma moral e espiritual,
não esquecendo também, da importância do estudo.
A mãe que estava com a entidade colada nela, fica contrariada com aquelas palavras, e diz que a filha
ainda não tem idade para opinar, e quando vierem às desilusões Vera como é difícil manter a paz e a luz no
coração.
O rapaz, de idêntica forma, com as duas entidades ao seu lado, diz que um dia ela experimentara as lutas
que ele já conhece da vida, diz que não lhe falta vontade, mas sente longe da libertação espiritual.
Quanto às entidades, a que está com a mãe, foi seu marido terrestre, sendo um tremendo egoísta
doméstico, e os dois que estão com o rapaz, ele os adquiriu em contato com o meretrício. Como liberta-
los, diz André.
Eles mesmos deverão romper estas algemas, A espiritualidade está fazendo a parte dela como pudemos
observar nestes dois últimos capítulos. Já existe uma Luz no fundo do túnel. Eles sentem-se cansados da
situação, já procuram a fonte de esclarecimentos, que é o Centro, porém por enquanto, esse desejo é mais
dos lábios do que do coração.
André pergunta o porquê não fazer a retirada daquelas entidades. Alexandre diz que foi tentado, porém a
mãe, ficava demasiadamente saudosa do companheiro, chorando e chamando ele constantemente.
Quanto ao rapaz, intimamente, afirmava sentir-se menos homem, e com isto, tanto expediram
reclamações mentais que as suas atividades interiores dentro do Magnetismo do desejo constante,
agregaram-lhe as entidades infelizes.
Novamente vemos ai a necessidade da Reforma Intima, Moral e Espiritual. Sentir saudades de um ente
querido é salutar, mas não ficarmos chorando sua partida, reclamando sua falta, pedindo sua ajuda para
nossos problemas, enfim, estabelecer um magnetismo interior de contato constante com o desencarnado.
Caso seja um Espírito ainda perturbado, não sairá de nosso lado, e se for esclarecido, terá dificuldades para
se manter equilibrado na espiritualidade.
A mãe e o filho continuavam a reclamar, e diziam que a única melhora se verificava durante as preces no
Centro. O Espiritismo é uma fonte de sublime consolação.
A filha, tendo sobre a fronte a mão de Alexandre, que lhe transmitia a palavra, dizia. O Espiritismo é
consolo, mas também escola de preparação. A espiritualidade deseja a nossa renovação intima. Se apenas
buscarmos a consolação no espiritismo, sem adquirir fortaleza, não passaremos de crianças espirituais. Se
procurarmos a espiritualidade só para gozos de vantagens pessoais, onde estará o aprendizado? Não
estamos na Terra em lição? Recebemos o corpo físico apenas para repousar? Os benfeitores Espirituais não
nos querem para eternos necessitados da casa de Deus, mas companheiros nos serviços do bem, tão
generosos, sábios, e felizes quanto eles. Querem que caminhemos com nossos próprios pés.
André observou que a moça tinha facilidades de receber a comunicação de Alexandre. Ele explica que
enquanto a Mãe e o rapaz eram facilmente envolvidos por entidades, pelas suas vibrações inferiores, a
jovem com seus 16 anos, tinha o corpo orgânico puro, não tivera ainda emoções fortes em sua pouca
existência terrestre, suas células estavam completamente livres de influências tóxicas, ao contrário do que
vimos em alguns casos de capítulos anteriores, seus órgãos vocais não foram viciados pela maledicência,
pela revolta, pela hipocrisia, seu coração está envolvido em bons sentimentos. Porém, como diz Alexandre,
dependerá dela ganhar ou perder, futuramente, estas vantagens no jogo da vida, já que a consciência é
livre. Temos o livre-arbítrio.
No próximo capítulo, iremos falar sobre a ORAÇÃO. Uma lição muito bonita que o André Luiz e o Alexandre
nos vão passar.

RESUMO DO CAPÍTULO 06 – A ORAÇÃO

Como vimos no capítulo anterior, Alexandre e André Luiz estavam observando um rapaz, juntamente com
sua mãe e sua irmã. Neste momento da história, eles se separam, e o rapaz segue para sua própria
residência. André começa então a se questionar. Por sinal, suas dúvidas devem ser também as nossas. Ele
profundo conhecedor da Medicina aqui na Terra, sempre tinha alguma solução para as doenças que se
apresentavam em seus pacientes, tanto para tratamento medicamentoso como para cirúrgico. O caso do
rapaz, era diferente para ele, e também para nós, claro, pois vítima do vampirismo, o rapaz ficava
desesperado intimamente, o que deixava algumas perguntas no ar.
Não haveria remédio para ele? Estaria abandonado e era mais infeliz que os doentes do mundo? O que
fazer para aliviar-lhe as dores terríveis? O que fazer para lhe aliviar as angustias e permanentes
inquietações? André observa que o VAMPIRISMO não ocorre somente no ambiente dos encarnados, como
nós vimos até aqui, mas também no lado espiritual. Os Espíritos das zonas inferiores, longe do caminho
evolutivo, reúnem-se em comunidades com permutas magnéticas da mais baixa classe. Passam a exercer o
vampirismo os mais fortes nos mais fracos, e de todas estas forças de baixo padrão, acabam criando
formas horripilantes, as quais acabam se exteriorizando naqueles encarnados que ficam na mesma
sintonia vibratória.
Em nosso mundo de encarnados, temos remédios para quase todas as doenças, ou para a cura ou para o
alivio. Temos a cirurgia, temos os exames especializados, enfim toda uma técnica avançada para ajuda ao
paciente. Mas e na espiritualidade? Qual o remédio para um caso como o vampirismo? Alexandre diz que
na Terra entre os encarnados, o equilíbrio do corpo depende do equilíbrio das expressões mentais. É lógico
que uma pessoa equilibrada moralmente, espiritualmente e fisicamente, não terá como companhia
espíritos inferiores, mas sim espíritos de mesma sintonia.
Portanto entre nós, o melhor remédio é a reforma intima. Este não tem contra-indicação e o efeito é
imediato se tomado com muita fé e perseverança.
Já do lado dos Espíritos desencarnados, existem também processos para sanear estas moléstias
provocadas pelo vampirismo. Porém, são processos apenas de ordem exterior, ou seja, o próprio Espírito
deve se conscientizar e procurar curar-se, pois como diz Alexandre, cada filho de Deus deve ser o médico
de si mesmo. Até o Espírito aceitar esta verdade, e entender todos os princípios dela, ele continuará
sujeito a incessantes desequilíbrios.Vimos isto em Nosso Lar com André Luiz. Eles então passa a seguir o
rapaz até seu lar.
Alexandre vai demonstrar a André, uma das várias medicações espirituais contra o vampirismo sobre os
encarnados. Ao chegar à casa do rapaz, as duas entidades que acompanhavam ele, sentem-se
terrivelmente contrafeitas. Alguma coisa as impedia de entrar no interior da casa. Alexandre nos lembra
que as PRECES colocam fronteiras vibratórias em qualquer lugar. Aqui por exemplo, nossas preces com
certeza devem ter estabelecido uma fronteira de proteção a esta casa. Pois bem, naquele lar que agora
chegamos, a esposa do rapaz, tem a felicidade de cultivar a oração fervorosa e reta.
Alexandre então explica a André, o motivo de tanta Paz dentro daquele lar.
O lar não é só moradia dos corpos, mas acima de tudo, a residência das almas. O santuário doméstico que
encontra criaturas amantes da oração e dos sentimentos elevados, converte-se num local das melhores
colheitas espirituais. Todos nós podemos também transformar nosso lar, como faz a jovem, através do
EVANGELHO NO LAR, atitudes elevadas, e oração. No caso que estamos narrando, o rapaz não se
equilibrou ainda, por vacilar através de antigas experiências de sua juventude. Sua esposa porém, garante
a tranquilidade da casa, com sua presença, pela abundante e permanente emissão de forças purificadoras
e luminosas, que seu Espírito se nutre.
No momento em que o rapaz penetrava no quarto de dormir, Alexandre pega André pela mão e o leva
para a sala, dizendo que não deveriam penetrar em um santuário sem religioso respeito. Isto nos mostra
que, ao contrário que algumas pessoas pensam, que os espíritos superiores a nós ficam ao nosso lado em
momentos íntimos, estão profundamente enganados, pois dentro de sua grandeza, o respeito é
profundamente observado. Agora, se nossas atitudes são inferiores, e atraímos Espíritos de mesma
sintonia, nossa intimidade não será respeitada, como já vimos até na literatura Espírita, encarnados
dormindo, com um ou mais desencarnados ao seu lado na cama.
Na sala, eles encontram uma entidade, que André reconhece ser a esposa do rapaz, desligada do corpo
físico, no momento do sono. Ela vem agradecer por eles estarem em seu Lar e orarem junto com eles
Cecília, a esposa, pede desculpas, e volta para a cama. André observa que o leito tinha intensa
luminosidade. Cecília eleva os olhos aos céus e faz fervorosa prece pela iluminação do companheiro. André
repara assombrado que seu coração se transforma num foco ardente de luz, do qual saiam inúmeras
partículas resplandecentes, projetando-se sobre o corpo e sobre a alma do esposo, como minúsculos raios.
Os corpinhos minúsculos luminosos, penetravam seu corpo em todas as direções, mas particularmente,
para a zona do sexo.
Era ali justamente onde estavam as grandes anomalias psíquicas do rapaz, como nós sabemos, através dos
outros capítulos. Pequenas formas escuras e horripilantes do vampirismo, concentravam-se em massa
naquele local. Porém, aqueles elementos mortíferos, não permaneciam inativos. Lutavam desesperados,
contra os agentes de luz, emanados pela Cecília, a esposa. Aos poucos, o rapaz perdia a expressão de
cansaço e angustia, e demonstrava-se mais calmo, e gradativamente, cada vez mais forte e feliz.
André estava maravilhado, e nós, logicamente aprendemos mais uma lição. Vimos como é importante o
Amor, a Oração, a Doação, as atitudes elevadas, como nós também podemos nos tornar os remédios de
alivio para nossos entes queridos. Eu disse Alivio, pois o Remédio de cura depende de suas expressões
mentais e Reforma Intima.
A oração é o mais eficiente antídoto contra o vampirismo. Como nós sabemos, a prece não é um
movimento mecânico dos lábios, nem um disco de fácil repetição. É vibração, energia, poder. André diz
que, a criatura em prece, em semelhante estado psíquico, descortina forças ignoradas, e coloca-nos em
contato com as fontes divinas. Dentro dessa forma, o Espírito, pode emitir raios de espantoso poder.
Alexandre nos dá o exemplo de alguns raios magnéticos que recebemos diariamente. São bilhões de raios
cósmicos oriundos de estrelas e planetas, raios magnéticos emitidos pela água e pelos metais, vindos da
terra pelos pés. Pelos vegetais, animais e pelos próprios semelhantes, que emitem raios horizontais.
Temos finalmente as emanações dos seres desencarnados que rodeiam a terra, em colônias que envolvem
a humanidade. Em cada segundo, cada um de nós recebe trilhões de raios de várias ordens e emitimos
forças que nos são peculiares, e que vão atuar no plano da vida, por vezes em regiões muitíssimas
afastadas de nós.
É portanto uma permuta incessante de emanações psíquicas entre desencarnados e encarnados. Nesse
círculo de permuta incessante, os raios divinos, expedidos pela oração santificadora, convertem-se em
fatores de cooperação eficiente e definitiva de cura do corpo, na renovação da alma e iluminação da
consciência.
Portanto, toda criatura que cultiva a oração, com o sentimento elevado, transforma-se em foco irradiante
de energias da Divindade.

RESUMO DO CAPÍTULO 7 – SOCORRO ESPIRITUAL

Continuando nosso estudo do Livro, André Luiz terminou o aprendizado através do rapaz que nós
acompanhamos através de vários capítulos, culminando com sua chegada ao lar, e a ajuda maravilhosa da
esposa através da oração permanente e do Evangelho no Lar.
Agora, Alexandre e André, passam a caminhar para outro aprendizado. A rua está repleta de entidades
desencarnadas, em plena madrugada, sendo a maioria de natureza inferior. Trajavam roupas escuras.
De certo em certos espaços, surgiam grupos de entidades luminosas, que passavam rapidamente, pois
como diz Alexandre, os inferiores permanecem ociosos enquanto os espíritos esclarecidos têm sempre
trabalho para fazer na seara do Senhor.
É importante relacionar o que acontece na espiritualidade com nossa realidade. Nós não queremos crescer
espiritualmente? Não é este nosso objetivo? Não podemos ficar ociosos no trabalho da caridade, da
humildade, da ajuda ao próximo, e este próximo começa com aqueles parentes mais difíceis que estão ao
nosso lado e vai até as pessoas desconhecidas. Precisamos acender nossa luz espiritual não só através de
orações, novenário, evangelhos no lar, mas também através de ações, ou seja, da caridade espontânea,
não a do supérfluo, ajudando nossos próximos a partir dos mais difíceis e não daqueles que mais se afinam
com a gente, pois estes são fáceis de ajudar. Distribuir amor àqueles que não simpatizamos e não só
aqueles que amamos, pois estes também são fáceis de amar.
É como diz o Alexandre, sempre teremos trabalho na seara do Senhor.
Vamos então ao caso da irmã Justina. Ela pede ajuda a Alexandre, pois seu filho encarnado, um senhor de
70 anos mais ou menos, deixou-se se envolver por inúmeras preocupações descabidas e angústias
descabidas, durante o horário de repouso na cama, que estava tendo um derrame. Justina pedia mais dois
meses de vida ao filho, que tinha um bom coração, para que pudesse resolver assuntos não acabados.
Alexandre vai a residência do senhor, e percebe que ele já está inclusive com o períspirito parcialmente
desligado do corpo físico. Um coágulo no cérebro provocou o derrame e o desenlace era questão de
instantes.
Alexandre coloca a mão sobre o cérebro do Períspirito do senhor e com autoridade pede a ele que se
mantenha vigilante e coopere com eles.
Alexandre então aplica alguns passes magnéticos na espinha dorsal, no fígado e no cérebro do corpo físico
do senhor, e pede a André que se mantenha em oração, pois é muito importante naquele momento.
Solicita a um grupo de trabalho composto de oito entidades, comandadas pelo irmão Francisco, para
auxiliá-los nos trabalhos, e este grupo, convocado pelo pensamento, chega em menos de dois minutos.
Alexandre solicita um doador de fluidos, encarnado. Irmão Francisco sugere Afonso, um rapaz que já
colabora com o grupo. Justina tenta sugerir as netas que estão dormindo no quarto ao lado, porém
Alexandre diz não ser possível, pois necessitam de alguém equilibrado mentalmente, o que não acontece
com os integrantes da família naquele momento.
André aproveita alguns instantes enquanto não chega Afonso, para saber de Alexandre sobre o filho de
Justina. Ele estava viúvo há 20 anos, e chegava o momento de desencarnar, porém, necessitava de mais
alguns dias para resolver alguns assuntos aqui na terra, lógico que não MATERIAIS. Todos nós estamos num
planeta de expiações e provas, e provavelmente aquele senhor, deveria ainda terminar alguma prova ou
expiação em poucos dias. Afonso chega, coloca as mãos sobre a fronte do idoso, e Alexandre começa a
transferir fluidos de Afonso e começa a haver uma transformação na figura do doente. Sua forma
Perispiritual, que estava já separada do corpo como dissemos antes, começava a juntar-se novamente ao
corpo, célula por célula, demorando aqueles trabalhos cerca de 15 minutos.
Terminado, Alexandre chama Justina, e diz que a ajuda deve dar ao filho pelo menos mais cinco meses de
vida, porém, se ele continuar a ter as preocupações noturnas desnecessárias, poderá provocar novamente
o problema, e ai será inevitável o desencarne. Pede a ela que através da intuição, procure ajudar o filho
nos próximos dias, para que ele cumpra o que se faz necessário, e a noite fique relaxado, pois é a noite que
ocorrem os mais sérios processos de circulação, pois ao invés do relaxamento normal a pessoa fica
invigilânte e cria fantasmas terríveis em seus pensamentos.
À noite ao deitar-se, uma boa oração, e se surgirem pensamentos ou fantasmas como diz o Alexandre, que
são os fantasmas das dívidas, das vinganças, dos ódios, sensuais, os fantasmas dos programas da tv com
seus crimes e falcatruas, faça uma oração para cada um deles. Pensou, orou. Isto se chama ORAR E VIGIAR.
Garanto que o sono vai acontecer sem que você perceba.
André quer saber mais sobre o grupo do irmão Francisco. Ele explica que existem aos milhares, grupos
iguais ao dele. São turmas de socorro ligadas às diversas colônias espirituais. A do Irmão Francisco é ligada
a Nosso Lar. Cada grupo tem tarefas diferentes. Alguns como do irmão tem a de atender doentes graves e
agonizantes.
Um fato importante que ele levanta é que, os trabalhos noturnos são mais necessitados, pelo fato de que,
os raios solares no horário diurno, destroem a maior parte das criações mentais dos doentes em estado
melindroso, ao passo que, o magnetismo lunar à noite, favorece as criações de qualquer espécie, boa ou
má, aumentando portando os problemas com o estado dos doentes graves.
Estes grupos como o do irmão Francisco, são de Espíritos abnegados, que ainda vivem na erraticidade, ou
seja, desencarnam, ficam na espiritualidade estudando, aprendendo, trabalhando, encarnam novamente
para expiar seus erros, e continuam como nós, neste ciclo até chegar à pureza espiritual. Existem além
deles, como diz o irmão Francisco, grupo de Espíritos mais elevados, que eles não tem contato, que não
chegam nem a ver, mas que dão uma assistência e sustentação a estes milhares de grupos existentes nas
regiões da erraticidade. André nos diz uma grande verdade que ele tira como lição destes grupos. Quase
sempre, nós encarnados, quando auxiliamos alguém, esperamos reconhecimento ou recompensa, mas
quase sempre estamos com os olhos fechados para a ajuda invisível que vem do ALTO.
Irmão Francisco relata que nós encarnados pouco sabemos da aflição que existe com aqueles enfermos
que estão prestes a desencarnar. No leito da morte, as criaturas se tornam mais dóceis, deixam o egoísmo,
o orgulho, enfraquece os instintos mais baixos. Ai então é possível o entendimento entre a criatura e estes
grupos de trabalho.
Nunca ninguém observou a paciência inesperada de doentes graves, a calma de certos enfermos
incuráveis, e a suprema conformação da maioria dos moribundos? Muitas vezes incompreensíveis para nós
encarnados, são os frutos dos grupos de socorro espiritual, como do irmão Francisco.
Por isso, quando estivermos ao lado de um enfermo necessitado, com certeza o grupo de socorro estará lá.
Nós devemos então fazer a nossa parte. Orar, orar, orar. Pensamentos edificantes, para ajudar esses
irmãozinhos tão abnegados do lado invisível.
Como diz o capitulo de hoje. Façamos também o nosso Socorro Espiritual.

RESUMO DO CAPÍTULO 08 – NO PLANO DOS SONHOS

Voltamos a nossa viagem junto a André Luiz e Alexandre, rumo ao aprendizado, através do Livro
MISSIONÁRIOS DA LUZ.
Neste momento da viagem, Alexandre prepara uma reunião noturna, voltada para a mediunidade e o
psiquismo, com a participação de encarnados durante o horário do sono noturno.
Francisco, um irmão socorrista que vimos no capítulo anterior, se propõe a trazer alguns irmãos também
encarnados, necessitados daqueles estudos.
A intenção de Alexandre é levar aos médiuns encarnados, conhecimentos necessários que eles não
conseguiriam adquirir no plano físico. Uma boa noite de sono, nos toma 8 horas dia, as quais poderiam ser
muito bem aproveitadas pelo nosso Espírito, enquanto nosso corpo físico descansa. Durante estas horas,
estes cursos na espiritualidade estariam ajudando em nosso crescimento espiritual, e muito em nosso
trabalho de crescimento moral aqui no plano físico.
O centro de estudos de Alexandre, conta com mais de trezentos associados, porém, apenas 32 conseguem
comparecer, rompendo as vibrações inferiores que nos cercam, principalmente, sensações fisiológicas.
Mesmo entre estes 32, esporadicamente, alguns falham presos pela inferioridade.
André pergunta se os encarnados conservam os ensinamentos quando retornam ao plano físico, ou seja,
estado de vigília.
O Espírito conserva para sempre os ensinamentos, podendo intensificá-los ou valorizá-los dependendo de
sua elevação espiritual. Portanto no Espírito os ensinamentos sempre serão proveitosos.
Já no homem físico, o cérebro tem o potencial reduzido, e depende muito da iluminação de seu detentor
para a fixação de determinadas bênçãos divinas. Portanto, nem tudo que aprendemos nestes cursos, nós
aproveitamos em sua plenitude aqui no plano físico, pois dependemos muito de nosso elevação moral, e
espiritual.
No caso daqueles 32 irmãos que frequentam o curso com determinação, apesar de não lembrarem de
onde vem o aprendizado e mesmo não revivendo todos os pormenores, guardarão a essência dos
ensinamentos, que os ajudará a beneficiar o próximo, e combater até as próprias imperfeições. Vão ter
pensamentos mais elevados, preces mais respeitosas, enfim, a elevação moral e espiritual necessária.
André acha lamentável o não comparecimento de todos os inscritos, ou seja, mais de 300 encarnados.
Toda elevação representa uma subida, e toda subida pede esforço. Todos têm seu livre-arbítrio, e na ora
do esforço, acabam pulando fora, como se diz na gíria. É mais fácil deixar para a próxima segunda feira, do
que começar hoje, como se diz popularmente.
Alexandre chama André para o trabalho, ou seja, para irem ao local do curso. André estranha não ser na
própria Colônia, mas sim em um Lar Espírita no plano físico. Como dissemos várias vezes, a espiritualidade
quando encontra uma Casa Espírita séria, com dirigentes e trabalhadores sérios e irmanados, ela utiliza
este lar como mais uma das moradas do Pai. É hospital, ministra cursos, reuniões, durante as 24 horas.
Alexandre explica. Nesta Casa Espírita nossos trabalhos serão realizados com maior proveito, já que são
dirigidos apenas a encarnados em estado de desprendimento, durante o sono. Os grandes ensinamentos
de Jesus foram ministrados no seio da família. A primeira instituição visível do Cristianismo foi à casa de
Simão Pedro. Uma das primeiras manifestações de Jesus foi numa festa de núpcias em pleno aconchego do
lar (quando ele transformou água em vinho). O primeiro núcleo de serviço cristão em Jerusalém, foi na
moradia simples de Pedro. As Casas Espíritas são alguns dos núcleos de luz que orientam os espíritos na
escuridão da noite.
Alexandre lembra algo que existia no começo do cristianismo, quando os Apóstolos fundavam casas
espirituais que serviam para orações, pregações, asilo de idosos, orfanato, tratamento de doentes, e abrigo
aos necessitados. Chamadas de Casas do Caminho eram as verdadeiras Casas de caridade e amor que Jesus
pregava.
Alexandre diz mais. Que no futuro da Humanidade, os templos deverão se transformar em igrejas-escola,
igrejas-orfanato, igrejas-hospital, onde não só o sacerdote vincule a palavra do evangelho, mas também
onde a criança encontre uma família e o esclarecimento, o jovem encontre a preparação moral necessária,
o doente o remédio salutar, e o velho o amparo e a esperança.
No Espiritismo, nós podemos já vislumbrar inúmeras casas espíritas trabalhando neste sentido, ou seja,
mantendo um asilo para idosos, um orfanato, ensino através cursos especializados para jovens,
procurando adaptar-se dentro do progresso moderno, aos ensinamentos que nos deixaram as Casas do
Caminho.
Faltavam 5 minutos para as 2 horas da madrugada. A palestra curso iria começar. Era grande o número de
encarnados presentes. Alexandre nota a falta de 2 alunos dos 36 que mencionamos anteriormente, que
eram os mais assíduos. Pede a Sertório que verifique o que está havendo, mas não faça nada, pois o
horário deverá ser observado rigorosamente, ou seja, de 2 as 4 horas da madrugada. No caso dos 2 irmãos
faltantes, ele providenciaria a devida ajuda após o término dos trabalhos, pois todo aquele que se prende a
pensamentos inferiores, não comporta grandes conversações naquele momento.
Sertório então convoca André Luiz para acompanhá-lo a fim de visitar a casa de Vieira e Marcondes.
Em instantes eles chegam em um quarto confortável, e encontram um senhor idoso dormindo, fazendo um
ruído estranho. Era o Vieira.
Via-se perfeitamente o corpo Perispirítico ligado ao corpo físico, embora parcialmente desligados entre si.
Ao seu lado permanecia uma entidade completamente estranha, totalmente vestida de negro. Vieira tinha
expressão de pavor, gritos agudos saiam de sua garganta, às vezes sufocava-se. Já a entidade fazia gestos
que André não conseguia entender.
Sertório pergunta se a entidade era parenta de Vieira. Ela diz que são velhos amigos. E conta que, naquela
noite Vieira o chamou ao lembrar do passado de ambos e o acusando de faltas que não cometeu. Estava
desgosto pelas maledicências, do falso amigo, como dizia. Como suas famílias tinham laços afetivos,
resolvera esperar o momento do sono para tentar resolver a questão com Vieira, prestando a ele os
esclarecimentos que ele achava necessário.
Porém desde em que apareceu a Vieira no sono e começou a explicar, este ficou apavorado, e começou a
gritar.
A entidade dizia mais a Sertório e André Luiz. Vocês não acham que ele que pregava o respeito de uns com
os outros, conhecedor da vida após a morte, ficar caluniando uma pessoa que morreu, e não dar
oportunidade a esta de se defender, para saber os motivos particulares que a levaram a cometer a falha
citada.
Sertório tentando resolver pelo menos naquele instante o problema, sem alongar-se como recomendara
Alexandre, sacode o adormecido, gritando o seu nome. Viera acorda assustado e confuso e diz:
Graças a Deus acordei! Que pesadelo terrível! ... Será possível, eu estava lutando contra o velho Barbosa?
Ao saírem, André Luiz nota que Vieira, ao invés de tentar ouvir sua consciência sobre as maledicências e
leviandades que cometera, procurava arrumar um pretexto fisiológico para seu pavor noturno, colocando
a culpa no estomago ou na comida do dia anterior. Com isto, a entidade enlutada, permanecia ali, ao seu
lado.
Eles agora vão para o apartamento de Marcondes. A cena que encontram é mais deprimente. Marcondes
estava deitado na cama parcialmente desligado do corpo, com aparecida relaxada de quem é viciado,
tendo ao seu lado três entidades femininas em atitudes pouco edificantes.
De súbito, Marcondes vê Sertório e André Luiz e levanta muito envergonhado, e com as mãos no rosto,
tenta se justificar ao enviado de Alexandre. André repara que as três entidades femininas eram da pior
espécie que já vira no umbral. Elas começam a fazer tremenda algazarra, dizendo que Marcondes era
delas.
Sertório vendo Marcondes triste, e humilhado, resolve retirar-se sem acordá-lo, pois quando isto ocorrer,
ele terá uma lembrança tão desagradável, que será duradoura, mudando seus pensamentos inferiores e
afastando aquelas irmãs menos edificantes.
Sertório diz a André Luiz que voltarão naquele instante ao local do curso, pois o tempo estava terminado.
As duas em ponto iniciava-se os ensinamentos, terminando às quatro horas exatamente. Sertório fala a
André que não podem ser prejudicados os outros integrantes do grupo, por causa daqueles irmãos, e que a
atitude de André em querer ajudá-los era muito bonita, mas que eles precisavam passar por aquilo, a fim
de aprenderem a orar e vigiar, aprender responsabilidades, aprender humildade. Já o grupo teria uma aula
muito importante sobre mediunidade que muito os ajudaria na sua caminhada e progresso.
Vamos lembrar de alguns fatos importantes que aprendemos hoje.
O hábito da oração não só durante a manhã, mas principalmente durante a noite, faz com que ao
deitarmos, através dela façamos uma ligação com a espiritualidade, e durante o sono, nosso
desprendimento possa ser proveitoso através de cursos de elevação e trabalhos de caridade.
Outro fato notado, é que mesmo na espiritualidade, nós temos cursos importantes, com 300 inscritos e
apenas 32 persistentes. Isto ocorre também entre nós encarnados, quanto aos cursos oferecidos aos
companheiros. Cursos que começam com 20 ou 30 alunos e terminam com menos de 10. Oferecemos um
curso de Passes, tantas mãos subiram, mas na hora do curso, nenhuma estava presente. E tem mais.
No caso de Vieira, como é importante vigiarmos nossa língua. Quando questionaram Jesus jejuar, ele disse,
que importava o que saia pela boca e não o que entrava no estomago. E o que sai pela boca é a
maledicência, a leviandade, a mentira.
Já com Marcondes, nossa postura dentro do orar e vigiar principalmente os pensamentos menos
edificantes afastam qualquer possibilidade de entrarmos em sintonia com entidades de mesma
frequência.
Notamos também a preocupação de Sertório quanto a voltar dentro do horário de 2 horas da madrugada.
Para a espiritualidade é muito importante o horário. Todos devem ser cumpridos, Demonstram nossa
responsabilidade, elevação moral e espiritual. Portanto, o Evangelho no Lar, O Novenário, Os trabalhos do
Centro, enfim, tudo que envolve nossos amigos espirituais, tem horário a ser observado, e devem ser
cumpridos. Eles cumprem a risca. E nós cumprimos? Fica ai o convite para a reflexão até a próxima aula.

RESUMO DO CAPÍTULO 9 – MEDIUNIDADE E FENÔMENO


O auditório da Casa Espírita estava repleto. Nos primeiros lugares, perto da mesa diretora, estavam os
alunos diretos do curso, ou seja, aqueles inscritos e persistentes. Vocês devem lembrar que, de mais de
300 inscritos, apenas 32 eram assíduos participantes, e que naquela noite, dois deles estavam infelizmente
fora de sintonia com a espiritualidade, e fracassaram.
Já nos demais lugares, estavam os Espíritos encarnados que participavam esporadicamente dos cursos, ou
eram convidados pelos mentores das Casas Espíritas para aprendizado e aperfeiçoamento da
mediunidade.
André examinando a sala calcula mais de 100 espíritos encarnados, comparecendo ao curso, bem como,
uma grande quantidade de trabalhadores desencarnados pertencentes a grupos de socorro, que
aproveitam aquele momento para seu aperfeiçoamento.
Para manter a ordem dentro dos trabalhos, apenas é permitida pergunta aos alunos comprometidos com o
curso, no caso aqueles 32, e mesmo assim por escrito antes do início dos trabalhos. Explica-se; não é
proteção, mas uma questão de organização e ordem. Se eles acompanham todo o curso, desde o começo,
eles têm condição de formularem perguntas atinentes à matéria estudada. Por outro lado, aqueles que
compareceram apenas naquele dia, só criariam tumulto e confusão, com inúmeras perguntas,
atrapalhando os alunos permanentes.
Portanto, os demais, deverão inscrever-se em uma das diversas escolas da Espiritualidade como aquela,
participar de modo assíduo, quando terão direitos a todos os ensinamentos necessários.
André quer saber qual o tema daquela noite, e como Alexandre chegara ao mesmo. De posse das
indagações e consultas dos frequentadores assíduos de seu curso, ele improvisa os temas visando fornecer
instruções e ensinamentos globais sobre tudo o que foi solicitado pelos seus discípulos permanentes,
O tema daquela noite era Mediunidade e Fenômeno.
Os médiuns pedem orientações mediúnicas, em face das dificuldades que eles encontram no dia-a-dia com
os problemas psíquicos e fisiológicos.
Querem realizar coisas generosas através de revelações superiores, sonham com conquistas e realizações
gloriosas e sublimes.
Entretanto, os médiuns têm que corrigir suas atitudes mentais diante da vida humana. Como vão tentar
boas ações, sem conseguir uma base moral sólida? Como poderá atingir os fins sem antes atender os
princípios? A fé não pode ser reduzida a um simples amontoado de promessas brilhantes.
Para elevar nossa luz interior, e colocarmos nela a LUZ DIVINA, é necessário muito trabalho. Persistente e
Sereno antes de tudo. Não será com palavras que o médium erguerá o templo da fé, mas sim, com
esforços de aquisição moral e espiritual, aplicação necessária, estudos, demonstrações de equilíbrio,
firmeza de caráter, harmonia.
Alguns médiuns acham que mediunidade é apenas expressões fenomênicas, e aguardam elas como se
fosse puro mecanismo, sem preparação ou disciplina.
Para o exercício da clarividência, e da clariaudiência, requerem um intercâmbio completo com os planos
mais elevados. Os médiuns terão que aprender a ver, ouvir e, sobretudo a servir na esfera do trabalho
cotidiano. Terão que dominar todos os impulsos inferiores e se colocarem no rumo das regiões superiores.
O médium deve gostar do trabalho, antes do repouso. Aceitar o dever sem exigências, desenvolver as
tarefas aparentemente pequeninas, sem pensar nas grandes obras, e colocar os desígnios do Senhor acima
de todas as preocupações individuais.
Coletivamente, encarnados e desencarnados não são duas raças antagônicas, separadas pela linha da vida
e da morte, mas uma grande comunidade de vivos diferenciados apenas pelas vibrações , porém, unidos
para a mesma tarefa da redenção final.
O problema da glória mediúnica, não consiste em ser instrumento de determinadas Inteligências, no caso,
entendam-se Espíritos, mas sim, ser um instrumento fiel de Deus. Para isto é necessário que a alma
encarnada efetue e desenvolva seus próprios princípios divinos.
Mediunidade constitui-se de MEIO DE COMUNICAÇÃO, e o próprio Jesus nos afirma “EU SOU A PORTA...,
SE ALGUÉM ENTRAR POR MIM SERÁ SALVO E ENTRARÁ, SAIRÁ E ACHARÁ PASTAGENS”. É incompreensível
um médium achar que pode realizar os sublimes serviços da mediunidade, sem aprender os ensinamento
do Espírito da Verdade, que na realidade é o próprio Senhor. Se o médium pretende entrar nos serviços da
mediunidade, não há outro caminho senão através d’Ele (aponte para trás), que detém a luz, a infinita luz
divina. Não existe outra porta para a mediunidade. Somente através dele vivendo-lhe as sublimes lições, os
médiuns conseguirão entrar na mediunidade sublime e sair. Sem os ensinamentos de Jesus, a mediunidade
será um simples meio de comunicação, o qual poderá ser utilizado por interessados em perturbações,
tanto do lado dos encarnados como dos desencarnados.
Muitas vezes o médium acha que sem a preparação necessária, sem cultivar dentro dele as qualidades que
Jesus nos ensinou, através do trabalho, caridade, estudo da doutrina, através dos livros da Codificação,
estudo do evangelho, reforma íntima, moral e espiritual, pratica sistemática da humildade e do amor, os
médiuns acham que podem vencer o domínio pesado das vibrações grosseiras, tão-somente através de
movimentação mecânica das células materiais. Sem qualquer preparação invocam forças da natureza ou
potencias invisíveis. É como se passássemos por uma movimentada avenida, com milhares de pessoas
circulando, todas com características diferentes, e nós chamássemos uma qualquer ao acaso para ensinar,
orientar ou beneficiar alguém. A uma grande possibilidade de cometermos uma tremenda confusão. Na
mediunidade do mesmo modo. Sem o estudo e preparação, poderemos invocar forças da natureza ou de
Espíritos dentro da multidão que nos cercam, que poderão ser até fatais.
A paixão pelo fenômeno da mediunidade, pode transformar o médium num viciado, como o é o alcoólatra.
Só procura o fenômeno. É necessária a experimentação para o aprendizado, como também, necessita da
pesquisa que é o processo para o conhecimento. Necessita do campo de observação e trabalho, que seria a
grosso modo, o material didático usado pelo médium.
Deve-se também lembrar que este aprendizado não pode ser levado como entretenimento ou brincadeira
pelo médium, deixando claro ainda que o esclarecimento educativo é apenas parte do aprendizado.
Porque mencionamos isto. Porque alguns companheiros estudam sempre, mas não aprendem nas
verdadeiras aplicações. Outros, são excelentes oradores, porém nunca se iluminam a si mesmos.
Se o médium pretende o desenvolvimento superior, o qual deve ser sua aspiração lógica, deve abandonar
os planos inferiores, e fazer imediatamente a sua reforma intima total e irrestrita.
Se pretender o intercâmbio com Espíritos inteligentes, deve crescer no conhecimento, valorizar as
experiências, intensificar as luzes do raciocínio. Se quiser a companhia sublime de espíritos elevados a seu
lado, santifique-se na luta de cada dia, Se desejas a presença dos bons, deve tornar-se bondoso com seus
semelhantes. Tudo dentro da lei de sintonia.
Se o médium tem desejos de transformar o próximo, e isto atormenta sua alma, deve lembrar que existem
mil modos de auxiliar sem impor. Deve se desligar do excessivo verbalismo sem nenhuma obra. E as obras
não são só as do bem, mas, principalmente as obras silenciosas da renúncia, da paciência, da esperança, do
perdão, no trabalho de entendimento de cada dia de Jesus-Cristo. Estas obras abrem uma porta imensa
dentro de nossas almas.
Ter sempre em mente que não devemos esperar baixar um Espírito superior até nós, mas pelo contrário,
devemos nós com nossas ações apreender a ir até eles. Não podemos permitir que, como médiuns, o
egoísmo, a vaidade, os apetites inferiores, e as tiranias do “eu”, quebrem o fio de luz que nos liga a
divindade. Devemos sempre recordar que, em nossa capacidade de servir e em nossa posição de
trabalhadores, estamos para DEUS, como as pedras preciosas da Terra estão para o Sol. Quanto mais nobre
a pureza da pedra, mais possibilidades apresenta para refletir o brilho solar. Quanto mais obras
apresentamos, dentro do bem, da renúncia, da paciência, da esperança, da humildade, do amor, do
perdão, temos mais possibilidades de refletir a luz Divina.

RESUMO DO CAPÍTULO 10 – MATERIALIZAÇÃO

André Luiz neste momento do aprendizado, parte para um novo campo da MEDIUNIDADE. A Materialização.
Alexandre dá uma explicação muito importante para início do entendimento sobre a materialização.
A materialização é a que mais exige do médium, ou seja, necessita de toda potencialidade física, moral e
espiritual do médium, bem como, de todos os companheiros encarnados que fizerem parte daqueles
trabalhos. Todos devem estar físicos, morais e espiritualmente preparados para poderem realizar este tipo
de trabalho, pois envolve todos em perfeita sintonia.
Se isto acontecer, a materialização será uma manifestação tão natural, que não causaria prejuízo para os
médiuns e nem para os assistentes.
André e Alexandre seguem a noite para uma residência na terra, onde as 21 horas seria realizada uma
reunião espiritual, com possível materialização. André ao chegar nota algumas diferenças das reuniões nos
lares Espíritas que atendiam sofredores e que visitara anteriormente, e que nós acompanhamos nas aulas
anteriores. Por volta de vinte metros ao redor da casa, um extenso cordão de trabalhadores do plano
espiritual, isolava a mesma, oferecendo uma forte segurança.
Nenhum princípio mental inferior, poderia ultrapassar aqueles limites penetrando naquele lar, para não
afetarem a saúde física dos encarnados, nem a pureza material indispensável que seria utilizada nos
processos fenomênicos, como veremos mais adiante. Portanto nenhum acesso a entidades menos dignas,
através dos canais vibratórios, poderia ocorrer.
André então repara que vinte entidades de hierarquia superior, estão através gestos sincronizados,
ionizando a atmosfera do ambiente de trabalho, combinando recursos para efeitos elétricos e magnéticos.
Em seguida, outras entidades entram com alguns pequenos aparelhos parecendo instrumentos reduzidos
de grande potencial elétrico, já que emitiam raios em todas as direções.
Eram aparelhos para operar a condensação do oxigênio em toda a casa, sendo aquela ozonização necessária
para limpar o ambiente de bactérias e larvas de atividade inferior.
Todo este trabalho é para preservar o ectoplasma que será extraído do médium, o terá que ser muito puro,
não sofrer nenhuma interferência de elementos microbianos.
Agora entra na sala, várias entidades que chegam do exterior, com extenso material luminoso. Trata-se de
recursos da Natureza, ou seja, elementos das plantas, e das águas, invisíveis aos homens encarnados, os
quais são recolhidos por operários do plano espiritual.
Os encarnados chegaram e tomaram seus lugares. Logo em seguida, chega a jovem médium acompanhada
por diversas entidades do plano Espiritual, dentre as quais, se destacava uma de elevada condição, que
chefiava o grupo, e exercia considerável controle sobre a moça, a qual se ligava a ele, através de delicados
fios de natureza magnética.
Devido à complexidade da materialização, aquelas entidades eram especialistas no corpo humano. A
entidade que estava ligada à médium fora Médico na Terra.
Uma das entidades, eximia enfermeira na Terra, pede a Alexandre que iniciem com auxilio magnético para
incentivar os processos digestivos da médium, para que o aparelho mediúnico funcione sem obstáculos.
Com mais três assistentes, eles colocam as mãos na fronte da jovem formando enorme fluxo magnético que
é projetado até o estomago e o fígado, entrando os mesmos imediatamente em novo ritmo de vibrações,
acelerando o processo químico da digestão. Em poucos minutos o estômago permanecia completamente
livre.
Em seguida, Verônica, a enfermeira, pede para prepararem o sistema nervoso para a saída de forças.
Agora a operação foi de modo diferente. Alexandre mantinha as mãos na fronte da jovem, magnetizando-a,
enquanto Verônica e os três assistentes magnetizavam outras regiões do corpo, cada um deles, ou seja,
Nervos serviçais, dorsais, lombares e sacros.
Resíduos escuros eram arrancados daqueles locais da médium, fazendo total limpeza.
Enquanto Verônica aplicava passes magnéticos na médium para o desdobramento, algo desagradável
aconteceu. Um trabalhador encarnado chegava com fortes traços de álcool. Rapidamente é cercado pelas
entidades, pois só a sua respiração, já é motivo de emitir ar venenoso naquela atmosfera totalmente
higienizada, como vimos no início.
A médium é levada para um pequeno quartinho, e durante as orações, André verifica que não há existe
pensamento homogêneo entre os encarnados.
Estamos falando de uma reunião especial, em que haveria uma materialização de um espírito, e
mencionamos que todos deveriam manter a mesma sintonia. Porém, cada encarnado orava a seu modo,
pedia o seu “eu” particular, invocava um seu parente, e até faziam exigências em seus pensamentos. As
entidades espirituais faziam de tudo para combinar as radiações magnéticas dos encarnados, a fim de
constituírem material de cooperação. A jovem durante o desdobramento, parcialmente libertada do corpo
físico, era amparada por Verônica. Era necessário orientar os encarnados imediatamente para que ficassem
na mesma sintonia. Mas como? Calimério a entidade que coordenava os trabalhos, diz que deveriam fazer
com que eles cantassem ou fizessem músicas, assim entrariam em sintonia.
Alexandre chama André e diz que vão improvisar uma garganta ectoplasmica. Alexandre pega pequena
quantidade de eflúvios leitosos que se exteriorizam das bocas, narinas e ouvidos dos médiuns, e começou a
manipulá-los. Ele faz um delicado aparelho de fonação, muito parecido com nossa garganta. Utilizando sons
de vozes humanas espalhadas pela sala, Alexandre falou pela garganta artificial.
Pediu em nome de Jesus, que ajudassem cantando. E todos passaram a colaborar.
Depois de alguns momentos, uma entidade de nome Alencar, passa a tomar forma no salão, ao lado da
médium, que era sustentada por Calimério e por inúmeros assistentes.
Aos poucos, aliando vários matérias fluídicos extraídos do interior da casa, aliados a recursos da natureza,
Alencar materializava-se completamente aos olhos dos encarnados.
Alexandre explica que naquela materialização, existem 3 envolvidos principais. A médium que faz o papel de
“entidade maternal”, pois o espírito materializado está totalmente ligado a ela por fios delicadíssimos. É a
própria mãe. O segundo é o Espírito Materializado, que permanece em temporária filiação a médium, ou
seja, é o “filhão”. O terceiro é o Espírito Elevado que sustenta a médium o tempo todo através de energias
ativas, e por extensão o espírito materializado.
A importância dos 3 é tão grande que, se forçar o médium no plano espiritual, o Espírito materializado será
ferido. Se agredirem o Espírito Materializado o médium sofrerá consequência funestas e imprevisíveis.
Como diz Alexandre para este tipo de mediunidade exige-se santificação, e ao homem não é permitido o uso
a sua vontade, existindo muitas fronteiras de limitação.
Em seguida materializam-se mãos e flores, para surpresa dos presentes. No Livro dos Médiuns, Capitulo VIII,
perguntas 11 e 12, Kardec pergunta se os Espíritos poderiam materializar um liquido venenoso, e os Espíritos
respondem que poderiam, mas que não os é permitido. E um remédio para cura? Sim poderiam, e já
aconteceu muitas vezes. Se vocês lerem as outras perguntas deste capítulo, verão também sobre objetos
(flores por exemplo).
Mas, André não ficou feliz, pois achou que apenas meia dúzia de pessoas assistiram aquela maravilha, e
estavam longe de pensarem em servir à causa da Verdade e do Bem.
REFLEXÕES OBRA MISSIONÁRIOS DA LUZ

CAPÍTULO 01 – O PSICÓGRAFO
MORAL E MEDIUNIDADE
No serviço mediúnico os fatores morais tem suprema importância. O médium para ser fiel ao
mandato superior, precisa de clareza e serenidade, pois as ondas geradas por sua inquietude ofuscam
a projeção da energia mental do espírito comunicante sobre o médium.
Para atingir o fim de sermos um bom aparelho de comunicação para uso dos espíritos, é necessário a
pratica da renúncia, abnegação e humildade. Somente na prática dessas virtudes, adquirimos o cartão
de acesso para troca eficaz com os planos mais elevados.
Dentre os detalhes dessa prática é muito importante aprender calar para que os outros falem, dar de si
próprio para que outros recebam, devemos servir de ponte onde se encontrem interesses diferentes.
Zelar constantemente pelo desenvolvimento da tolerância, indulgência e disposição fraterna, regradas
com paciência e amor cristão.
Ao adotar essa atitude e perseverar os bons espíritos passam a zelar para a conservação do bom
aparelho de comunicação, procurando facilitar a aquisição do pão de cada dia e sua relativa paz
dentro de uma vida simples e digna.
Quando se trata de mediunidade, os ascendentes morais são de relevante importância;
Desenvolvimento moral é o leme seguro para navegarmos no oceano da mediunidade.
CERCA ENERGÉTICA
Em uma reunião mediúnica existem fios de energia atuando como cercas energéticas, separando os
grupos de espíritos presentes, que apresentam características próprias e bem definidas.

PROTEÇÃO DA REUNIÂO MEDIÚNICA


Alguns Espíritos atuando como guardas, controlam as zonas de acesso à reunião mediúnica. A entrada
de desencarnados obedece a rigoroso controle; Entram somente as entidades necessitadas e que se
mantenham discretas e silenciosas.

CORRENTE FLUÍDICA
Quando em concentração, emitimos raios ou ondas luminosas, variando de intensidade e cor de um
participante para outro. Em um raio de aproximadamente sessenta centímetros do corpo, esses raios
emitidos de cada participante se conectam, estabelecendo uma corrente de força. Em certos pontos
dessa corrente ejetam-se energias vitais, como fonte miraculosa vinda dos cérebros e corações dos
humanos participantes.

COMBINAÇÃO DE FLUÍDOS
Os trabalhadores do plano espiritual congregados em vasto número combinam seus fluídos poderosos
com essas energias emanadas pelos encarnados, armazenando importante material fluídico de uso no
atendimento dos infelizes, extremamente apegados às sensações fisiológicas.
DIFICULDADES PARA COMUNICAÇÃO
Poucos espíritos conseguem a graça da comunicação na reunião mediúnica, sendo que alguns
aguardam semanas, meses e até anos. Tudo isso devido à limitação do grupo de atendimento
(encarnados). Muitas vezes num grupo de vários médiuns, somente um estará preparado naquela
reunião para dar passagem aos espíritos comunicantes.
APARELHO MEDIÚNICO
O médium, a título de comparação pode ser considerado uma máquina de comunicação, mas como
todo maquinismo sofre desgaste, principalmente por ser muitíssimo delicado.

CUIDADOS COM A SAÚDE DO MÉDIUM


Na comunicação mediúnica os trabalhadores desencarnados, operam cuidados especiais para que a
saúde do médium não seja afetada.
A transmissão de mensagens de uma esfera para outra, no serviço da edificação humana, demanda
esforços, boa vontade, cooperação e propósito consistente. Sendo que o treinamento e a colaboração
espontânea do médium facilita o trabalho; entretanto não se trata de serviço automático, requer muita
compreensão, conhecimento, oportunidade e consciência.
Não é possível improvisar o estado receptivo. A preparação espiritual deve ser incessante; Qualquer
incidente pode perturbar o sensível aparelhamento mediúnico.
Muito antes da reunião mediúnica visando atender as necessidades do dia, os obreiros espirituais visitam
os médiuns que serão utilizados, induzindo neles a correção dos pensamentos e sentimentos
grosseiros, evitando graves interferências no processo comunicante. Dessa forma o médium é
devidamente ambientado assistido por vários obreiros ao sentar no círculo dos médiuns.
Os obreiros do plano espiritual antes do processo mediúnico, atuam antes de tudo no organismo do
médium aplicando preciosos recursos magnéticos que impedem desgastes e lesões :

Sobre as células nervosas (neurônios) do médium, para evitar a destruição das paredes externas
dos neurônios, especificamente os corpúsculos de nissi (tigróide), que atuam como o
combustível do sistema nervoso, imprescindíveis no processo da inteligência.

No sistema nervoso simpático (responsável pela resposta às situações de estresse)

No sistema nervoso central (que desempenha importante papel no controle das funções do corpo,
principalmente relacionadas ao olfato, tato, visão, audição e paladar).
No nervo vago (atua na secreção dos sucos digestivos)

Nas glândulas supra-renais - responsáveis pela liberação dos hormônios em respostas a situações de
estresse, como a adrenalina e cortisol), aplicam um acréscimo de energia para que haja uma acelerada
produção de adrenalina, para compensar ao dispêndio eventual das reservas energéticas das células
nervosas (neurônios).

MECANISMO DA COMUNICAÇÃO POR PSICOGRAFIA


No processo de comunicação mediúnica através da psicografia, o espírito comunicante, enlaça o médium
com uma das mãos, e ergue a outra mão até o cérebro do médium, tocando as pontas dos dedos
sobre o centro da memória, aos poucos sua luz mental se mistura com as irradiações do
trabalhador encarnado, A zona motora do médium muda de cor. Outro espírito pode colocar a mão
direita sobre o lobo frontal do aparelho mediúnico, para inibir interferências do mesmo na comunicação.
CAPITULO 02 – A EPÍFISE – REFLEXÃO DO ESTUDO

OBSERVAÇÕES SOBRE A GLÂNDULA PINEAL

A epífise (glândula pineal) é o novo sentido do homem além dos cinco já conhecidos (tato, olfato, paladar, visão e
audição), mas na maioria dos homens ainda se encontra dormente.
Do ponto de vista dos espíritos a glândula pineal (epífise) é a glândula da vida mental. Ela acorda na puberdade como
um importante laboratório de elementos psíquicos e forças criadoras.
Inicialmente têm como função inibir a expressão da libido até os catorze anos de idade (puberdade). Na puberdade
passa de glândula controladora para a função criadora e válvula de escapamento; Ela se reajusta a realidade do corpo e
suas inúmeras sensações e impressões na esfera emocional.
Traz de volta as paixões do passado que reaparecem como fortes impulsos principalmente no que se refere à
sexualidade. Preside os fenômenos nervosos da emotividade, como órgão de elevada expressão no corpo etério.
Desata de certo modo, os laços divinos da natureza, os quais ligam as existências umas às outras, na sequência de lutas,
pelo aprimoramento da alma, e deixa entrever a grandeza das faculdades criadoras de que a criatura se acha investida.
As glândulas genitais apenas segregam os hormônios do sexo e são controladas pelos impulsos magnéticos da glândula
pineal.
Possui plena ascendência sobre o sistema endocrínico (que controla todas as glândulas que liberam hormônios para o
bom funcionamento do corpo). Através das redes nervosas envia ordens imediatas para todos os departamentos
celulares e suprem de energias psíquicas todos os armazéns autônomos dos órgãos.

No papel de controladora do mundo emotivo sua função na experiência sexual é básica e absoluta.
Em vidas passadas viciamos esse foco sagrado de forças criadoras apagando a expressão do seu potencial,
principalmente no dispêndio de energia nas sensações inferiores de natureza animal.
DESREGRAMENTO SEXUAL

Durante muitas existências temos gasto o nosso potencial de crescimento espiritual nos campos mais baixos do prazer
materialista, simplesmente abraçamos os desregramentos emocionais, por não querermos entender ou duvidar da
existência de prazeres de ordem superior. Durante milênios viciamos as energias criadoras e nos comprometemos
moralmente ao ferir pessoas no atendimento de nossos baixos desejos, gerando graves ligações cármicas. A vontade
desequilibrada desregula o nosso potencial criador.

A MORAL COMO PRINCÍPIO CIENTÍFICO

Para nos restabelecer frente ao crescimento espiritual e reconquistar o equilíbrio e os valores eternos do espírito se faz
necessária a adoção de regras morais. Renúncia, abnegação, continência sexual e disciplina emotiva não são
simplesmente preceitos de moral religiosa e sim providências de teor científico, para enriquecimento efetivo da
personalidade, pois estamos sujeitos às leis de correção estatuídas pelo Legislador Supremo que abrangem o Universo.
Ninguém pode enganar a natureza. Centros Vitais desequilibrados obrigarão através da dor buscar a libertação da
permanência da alma nas situações de desequilíbrio.

ATITUDES NO MOMENTO DO DESENCARNE

No momento do desencarne não serão gestos ou palavras que nos assegurarão uma boa condição espiritual e sim o
auto-burilamento feito em vida. As leis divinas agem com eficácia no sentido de nos levar a corrigenda. Os sentimentos
profundos no momento do desencarne ajudam nas atividades regenerativas, além-túmulo, mas ainda não representa o
que precisa ser realizado.

A RESPONSABILIDADE PELO CORPO RECEBIDO NA REENCARNAÇÃO

Receber um corpo pelas vias da reencarnação, não é o mesmo que ganhar um barco para uma nova aventura, ao acaso
das circunstâncias, mas sim uma grande oportunidade e responsabilidade no campo do aprendizado, elevação ou
reparação, nos esforços evolutivos ou redentores.

CONSEQUÊNCIAS DO DESREGRAMENTO SEXUAL

A glândula pineal agrupa unidades de forças, como uma poderosa usina que deve ser aproveitada e controlada, no
serviço de iluminação, refinamento e desenvolvimento da personalidade e não simplesmente esbanjar todo esse
potencial energético para a manutenção de emoções e sensações de baixa classe. Ao nos desregrarmos na
sexualidade e vícios queimamos preciosas energias que estavam destinadas para a evolução. Dessa forma invés de
alçarmos voo para a luz, afundamos nas sombras espessas da inferioridade que se prolonga além da vida física. É preciso
tomar muito cuidado no uso dessas preciosas energias oriundas da glândula epífise, pois o seu mau uso têm um alto
custo para o desperdiçador.
São raros os encarnados que reconhecem a necessidade de preservação das energias psíquicas para engrandecimento
do espírito eterno. O homem vive esquecido de que Jesus ensinou a virtude como esporte da alma que atua
diretamente na transformação íntima.
A humanidade vive numa longa tragédia sexual, onde dramas terríveis se sucedem gerando aflições, ansiedades e
crimes. O cipoal do sofrimento envolve lares e corações.

VANTAGENS OBTIDAS PELA RENÚNCIA DAS PAIXÕES INFERIORES

É necessária à renúncia das paixões inferiores, pois com esse sacrifício há um processo eficaz de poda que estimula o
desenvolvimento espiritual. Quem pratica verdadeiramente o bem, vive no seio de vibrações construtivas e santificantes
da gratidão, da felicidade, da alegria. Esse é um princípio científico, sem cuja aplicação, na esfera comum, não se liberta
a alma aprisionada nas zonas mais baixas da Natureza.
A união enobrecedora entre duas pessoas com o uso respeitável da sexualidade é o que se espera, por se constituir em
programa de elevação.
RESUMO DO CAPÍTULO 03 – DESENVOLVIMENTO MEDIÚNICO

DIFICULDADES DAS EQUIPES ESPIRITUAIS NOS TRABALHOS MEDIÚNICOS

•Os esforços dispensados pelas equipes espirituais nos socorros magnéticos são mais frutíferos no
círculo dos desencarnados infelizes do que com os encarnados, mesmo com aqueles que se
interessam pela prática espiritista, devido a não se disporem com sinceridade ao aproveitamento real
dos valores oferecidos.

• É lenta e difícil a mudança do estado da animalidade grosseira para a espiritualidade superior. Muitas
vezes há empolgação que se expressa por muitas palavras, mas com pouca ação que demonstre
esforço de transformação.

• Existem vários pretendentes ao desenvolvimento mediúnico que em vários momentos expressam


desânimo frente ao pouco resultado nesse empenho, sem perceberem que não é por descaso dos
trabalhadores espirituais que tudo fazem para o nosso melhor desempenho.
•Os desejosos de desenvolvimento nas diversas modalidades de mediunidade, devido à ignorância do
significado real do dom mediúnico, confundem poderes psíquicos com funções fisiológicas,
imaginando que se trata apenas de um processo mecânico, bastando o espírito comunicante querer se
comunicar e ocorrendo automaticamente a comunicação.

EXIGÊNCIAS BÁSICAS PARA O DESENVOLVIMENTO MEDIÚNICO

Precisamos perceber que a realização nesse campo depende inteiramente do processo de edificação
da alma que requer:

•Disciplina
•Educação
•Esforço
•Perseverança

A mediunidade construtiva é a língua de fogo do Espírito santo, luz divina a qual é preciso conservar o
pavio do amor cristão aceso no azeite da boa vontade pura.
PERIGOS NO CAMINHO DO DESENVOLVIMENTO MEDIÚNICO

Sem esse preparo, não se deve aventurar no campo do reino invisível através do canal da
mediunidade, pois o destino da viagem pode ser o campo das sombras, onde as sensações
e descobertas surpreendentes ao invés de luz e calma, trazem dúvidas e ansiedades sem fim.
A iniciação no campo mediúnico sem o devido preparo traem as leis naturais que exigem passos
gradativos e corretos para a subida. O esforço sincero e determinado no aprimoramento íntimo é o
principal pré-requisito para essa caminhada, sem chance alguma de pular essa etapa que nos dá o
direito de obter a chave para termos acesso ao portal sagrado do desenvolvimento.

CARACTERÍSTICAS DA GLÂNDULA PINEAL NOS INICIANTES DO


DESENVOLVIMENTO MEDIÚNICO

A glândula pineal na maioria dos pretendentes ao desenvolvimento mediúnico apresenta fraquíssima


luminosidade, significando fraca irradiação de ondas, consequentemente baixa espiritualização. Nesse
caso todos os núcleos glandulares que sabemos estarem ligados a pineal, também expressam fraca
luminosidade. Essa realidade só pode se modificar com a incorporação de valores morais no
psiquismo, que aceleram e aumentam as vibrações da pineal e de todo o complexo glandular.

CAUSAS DO CONTÁGIO POR BACILOS ESPIRITUAIS

Devido a baixa frequência vibratória em que estagiam os pretendentes ao desenvolvimento mediúnico


ocasionada pela fixação febril em prazeres de baixo nível , atraem corpúsculos (larvas espirituais) que
se alojam nas regiões do corpo físico através dos núcleos glandulares em baixa frequência vibratória,
semelhante com a frequência que lhes é própria no campo espiritual. Se alojam nos órgãos do
perispírito correlacionados ao órgãos físicos e causam forte influenciação nos órgãos que expressam
os nossos vícios: órgãos genitais, aparelho digestivo e outros.

TRATAMENTO PARA SE LIBERTAR DOS BACILOS ESPIRITUAIS OU EVITAR O SEU


CONTÁGIO

Desconhecidos pela ciência médica dos homens, não existem formas medicamentosas que possam
eliminá-los. Somente aumentando a frequência vibratória da glândula pineal e consequentemente de
todo o complexo glandular, essas larvas deixam de encontrar o ambiente propício para sobreviverem e
procriar.
COMO SE LIBERTAR DO VAMPIRISMO

O contágio por bacilos espirituais também se dá através do contato com entidades grosseiras com as
quais nos afinamos, que passam a nos vampirizar através dos desejos desregrados. Se disciplinarmos
nossas emoções e controlar os desejos, deixamos os vampirizadores sem o alimento que obtém
através de nossos vícios e acabam por se afastar em busca de pastos mais promissores. Podem até
através de afinidade conosco, iniciar um processo de libertação do vício.
Precisamos compreender que o corpo físico é a apenas a sombra do corpo perispiritual e precisamos
nos capacitar com prudência ao lidar com os assuntos sexuais.

MORALIDADE E FREQUÊNCIA VIBRATÓRIA

O aumento de nossa frequência vibratória só é conseguido através da incorporação dos princípios da


moralidade em nossa conduta, pois a incontinência sexual e o comer em demasia nos mantém
materializados, impedindo que a glândula pineal (órgão de comunicação com o mundo espiritual)
expresse maior vibração percebida pela sua luminosidade.

ESFORÇOS DOS ESPIRITOS SUPERIORES PARA NOS LIBERTAR DAS AMARRAS


DOS VÍCIOS
Todos os convites feitos pela espiritualidade através da intuição ou contato enquanto o corpo físico
descansa, visando a correção de nossa intemperança sexual ou alimentar, passam pela nossa mente
como um eco sem força de nos motivar o suficiente para qualquer impulso de correção. Ecoam como
preceitos morais longe de nossa realidade. Temos a tendência de dar justificativas no sentido de que
os desejos do corpo, não têm a ver com os assuntos da alma e que a carne é fraca por natureza.
Pensam que as comunicações com os espíritos através da mediunidade estão desvinculadas do corpo
e seus desejos e vícios. Dependendo apenas dos espíritos o processo de intercâmbio.

O CONSUMO DO ALCOOL E A MEDIUNIDADE

O consumo do álcool além da dosagem considerada segura:

•Leva o indivíduo a ter grande dificuldade de concentração e manter a mente calma.


•Provoca alterações no aparelho gastrointestinal e alterando principalmente o fígado que aumenta de
volume e o baço apresenta anomalias.
•Instalam-se bacilos espirituais ao longo da veia porta atacando os elementos sanguíneos mais novos,
as larvas atacam também as células do fígado, comprometendo todo o seu bom funcionamento.
•Os centros de equilíbrio vital entram em desequilíbrio.
•O centro endocrínico responsável pela produção de hormônios que garantem o bom funcionamento
do corpo é profundamente atingido pela atuação tóxica.
•A medula trabalha em vã tentativa de melhorar os valores da circulação.
•Os centros genitais são desequilibrados e vão perdendo capacidade funcional.
•Os rins trabalham ardorosamente na tentativa de eliminação dos elementos corrosivos do álcool.
•O pâncreas não consegue liberar com precisão as enzimas digestivas para desintegração dos
alimentos.
•O sistema nervoso vegetativo que cuida das funções automáticas do corpo é bastante prejudicado e
se não fossem as glândula sudoríparas que eliminam toxinas do corpo através do suor, seria
impossível manter a vida por muito tempo.
SEXO E DESENVOLVIMENTO MEDIÚNICO

O descontrole do desejo sexual provoca:

•A instalação de bacilos espirituais na região genésica atacando principalmente a bexiga urinária,


cordão espermático, vesículas seminais, próstata, uretra do pênis e epídimo (anexo a bolsa escrotal,
coleta e armazena os espermatozoides). Alimentam-se dos espermatozoides.
•Tortura sexual produzida pela sede febril de praticar sexo.
•Atração de espíritos viciados em sexo que passam a agir como vampirizadores

DESCONTROLE ALIMENTAR E CONSEQUÊNCIAS NO DESENVOLVIMENTO


MEDIÚNICO

O descontrole na alimentação produz:

•Dilatação do estômago
•Alterações nos intestinos.
•Aumento do fígado.
•Anomalias na região do duodeno ao sigmoide (seção do intestino grosso antes do reto)
•Presença de larvas espirituais formando grandes colônias com apetite voraz, desde os músculos do
estômago até a válvula íleo-cecal (final do intestino delgado), atacam os sucos nutritivos com
assombroso potencial de destruição. Além disso estimula o desejo por mais alimentos.
•Todas as glândulas e os centros nervosos são forçados a ficar a disposição do sistema digestivo.

NECESSIDADE DA UNIÃO DOS VALORES INTELECTUAIS AOS ESPIRITUAIS

O ser humano comum vem se enfeitando de valores intelectuais, promovendo o culto da razão pura,
esquecendo-se da união indispensável com os valores divinos. Dessa forma fecha a sua percepção do
mundo espiritual e sua primordial importância. Por isso as falanges dos mensageiros divinos enviam
para todos os recantos o conhecimento que os homens precisam para o despertamento, utilizando
principalmente a mediunidade.
Esperam assim que as nações mais cultas da terra, angustiadas por longos sofrimentos coletivos,
possam acordar para o chamamento às oportunidades benditas de serviço e redenção.
A espiritualidade superior investe todos os recursos no movimento espiritista por considerar que o
Espiritismo cristão é a revivecência do Evangelho de Nosso senhor Jesus Cristo, sendo a mediunidade
um de seus fundamentos vivos.
Embora a mediunidade não seja exclusiva dos chamados médiuns, todas as pessoas a possuem e
deve se constituir no convite ao seu desenvolvimento dentro de suas diretrizes moralizantes, tornando-
a uma faculdade santificante no ministério ativo do bem.
PRÉ-REQUISITOS PARA O INÍCIO DO DESENVOLVIMENTO MEDIÚNICO

Devemos aceitar o chamamento para o seu desenvolvimento respaldado no conhecimento e equilíbrio,


se dispondo aos serviços preliminares de limpeza do vaso receptivo. È necessário entender que não se
pode separar corpo e espírito por estarem vinculados e não em campos opostos.
Precisamos deixar de pensar que ao buscar a educação espiritual, aprendendo a domar os instintos
inferiores, estaremos negando as alegrias da vida transformando nossas vidas em um cemitério de
tristeza e desolação. Esses pensamentos ocorrem, pois quando falamos em prazer e alegrias
enquanto encarnados só conhecemos as coisas que diretamente mexem com nossos sentidos físicos,
através dos quais recebemos sensações de prazer: portanto se pararmos a busca dessas sensações
ficamos sem referência ou percepção de outras formas de prazer, daí a dúvida sobre existir prazeres
melhores do que aqueles que já conhecemos.
A verdade é que a maioria não quer trocar o certo pelo duvidoso, daí a ausência do interesse de
abandonar os velhos costumes e vícios que nos proporcionam prazer.
Aqueles que aceitam o chamamento alcançam formas inenarráveis de prazer que inicialmente vem
como flashs, que dão a percepção da quantidade e qualidade que palidamente lembram as sensações
das velhas e empoeiradas formas de prazer. Além de uma inenarrável sensação de paz que passa a se
instalar.

NÃO PRECISAMOS ABANDONAR TODOS OS PRAZERES DA VIDA


Além de que não precisamos abandonar integralmente algumas formas de prazer que os sentidos
físicos proporcionam tais como:

• Atender a santificada missão do sexo no seu plano respeitável.


• Usar um aperitivo comum em dosagem equilibrada
• Fazer uma boa refeição balanceada sem exageros.

Condenável é o abuso das sensações que nos levam ao vício. Os excessos levam-nos ao desperdício
de energias que estavam destinadas para a nossa evolução espiritual e que desgastadas mantém-nos
acorrentados nos cárceres de sombras. Nesse aprisionamento não é fácil qualquer desenvolvimento
das percepções avançadas que ficam obscurecidas. Portanto não se pode cogitar de mediunidade
construtiva, sem o equilíbrio construtivo dos aprendizes, na sublime ciência do bem-viver.

MANEIRAS DOS ESPÍRITOS SUPERIORES NOS EDUCAR

•Os espíritos superiores respeitam o nosso livre arbítrio de aprendizes sem usar da
austeridade procuram orientar por estarmos no serviço de evolução e adestramento. Não nos
consideram maus ou rebeldes, apenas nos veem como espiritualmente desorientados e enfermos e
sabem que não podemos transformar-nos de um momento para outro, competindo-lhes ajudar-nos no
caminho educativo.
•Muitos aprendizes sonham edificar maravilhosas realizações, sem base: alcançar imensas
descobertas exteriores, sem estudarem a si próprios; mas gradativamente, compreenderão que
mediunidade elevada ou percepção edificante não são atividades mecânicas da personalidade e sim
conquistas do Espírito, para cuja realização não se dispensa as iniciações dolorosas, dos trabalhos
necessários de auto-educação sistemática e perseverante.
•Mesmo com todas as nossas imperfeições como aprendizes os espíritos superiores estimam nossa
colaboração, na maioria das vezes inconscientemente. Consideram todas as reuniões proveitosas
mesmo com nossos passos vacilantes e estão de prontidão para nos defender contra as malhas do
vampirismo.
•Acreditam e esperam por nossa evolução, desejam muito que possamos nos esforçar pelo menos um
pouco mais.
REFLEXÃO DO CAPITULO 04 – VAMPIRISMO

COMBATE DO VAMPIRISMO NAS SESSÕES DE DESENVOLVIMENTO


MEDIÚNICO

As sessões de desenvolvimento mediúnico do ponto de vista espiritual costumam ser sempre de grandes
realizações em benefício dos desencarnados onde fica evidenciada alegria de um trabalho bem realizado em
favor dos sofredores. Esforço imenso é despendido pelos trabalhadores espirituais em favor dos encarnados
presentes, como para atender as imensas filas de desencarnados necessitando do sagrado atendimento.
Nesses trabalhos desenvolvem importantíssimo serviço contra o vampirismo.

VAMPIROS

O vampiro nada mais é do que a entidade espiritual ociosa que se aproveita indebitamente das possibilidades
alheias, atraída pelos vícios humanos.

ORIGEM DOS BACILOS OU LARVAS


ESPIRITUAIS

Da mesma forma que existem bacilos reconhecidos pela ciência médica que atacam determinados órgãos
físicos, também existem os bacilos espirituais que atacam o períspirito em situações de desequilíbrios. Os
bacilos físicos e espirituais estão aonde há abuso e desequilíbrios oriundos da mente.
As doenças psíquicas são muito mais deploráveis, gerando quadros de profundos sofrimentos. São geradas
criações inferiores que afetam profundamente a vida íntima em função dos seguintes estados da mente:
A cólera
A intemperança
Os desvarios do sexo
Os vícios de vários tipos

ORIGEM DAS DOENÇAS NO CORPO HUMANO

Quase sempre o corpo doente indica que a mente está enfermiça. O desequilíbrio na mente gera lesões no
períspirito que reflete diretamente nos órgãos físicos correspondentes, aparecendo assim a doença. Fica
correto afirmar como o filósofo grego: Mente sã, corpo são.

COMO OCORRE O CONTÁGIO POR BACILOS ESPIRITUAIS

Nas moléstias da alma como nas enfermidades do corpo físico. Antes do contágio existe o ambiente propício.
As ações produzem efeitos, os sentimentos geram criações, os pensamentos dão origem a formas e
consequências de infinitas expressões. Cada espírito cria seu próprio universo com a emissão das forças
lançadas em circulação nas correntes da vida. Ao vibrarmos cólera, desesperação, ódio e desejo de satisfação
dos vícios criamos o campo perfeito para atrair os germes psíquicos que se alojam no períspirito. Tal como
acontece nas enfermidades do corpo, também há contágio por bacilos espirituais.
Muitas pessoas cultivam a vocação para o abismo. Cada viciação particular da personalidade produz as formas
sombrias consequentes que se alastram facilmente, uma vez que a ignorância e a falta de vigilância e defesa
estão ausentes.

A NECESSIDADE DE CULTIVAR VALORES ESPIRITUAIS JUNTO AOS


INTELECTUAIS

Desde os primeiros momentos do afloramento da razão humana nunca faltou a ideia de um Deus supremo que
nos impregnou na consciência os princípios religiosos que sugerem as regras do bem–viver. Com o
desenvolver da ciência e do intelectualismo o homem tem se tornado muito senhor de si acreditando que não
precisa de Deus e muito menos cultivar princípios religiosos. Aqueles que são pais não conseguem passar
valores espirituais para os filhos por estarem por demais vinculados ao materialismo, com pouco espaço para a
religiosidade, quando existem são por demais insossos, sem poder de elevação. Sem perceberem estão agindo
em prejuízo dos filhinhos que crescem órfãos de orientação espiritual.

CONSEQUÊNCIAS DA FALTA DE VALORES ESPIRITUAIS NA


JUVENTUDE

Comumente aos vinte anos, em virtude da inércia dos vigias do lar, a mulher se apresenta como uma boneca e
o homem como um manequim, revestidos de futilidades doentias, muito mais interessadas nas roupas de
marcas, carros e festas regradas por bebidas e drogas. Totalmente desprovidos dos valores morais e
espirituais, entram para o casamento, excessivamente ignorantes e desviados nos vícios, sem noção alguma
dos valores reais do casamento. Daí decorre muitos fracassos nas relações.
Os contínuos abusos do sexo e alimentação, desde os anos mais tenros, levam as tendências inferiores,
cristalizando hábitos malignos. Daí surge inúmeras moléstias do corpo e do psiquismo. O plano superior jamais
nega recursos aos necessitados de toda ordem e, valendo-se dos mínimos ensejos, auxilia os irmãos de
humanidade na restauração de seus patrimônios, seja cooperando com a natureza ou inspirando a descoberta
de novas fontes medicamentosas e reparadoras.

O QUE OCORRE APÓS O DESENCARNE DEPOIS DE UMA VIDA SEM


VALORES ESPIRITUAIS

Quando passamos para o mundo espiritual (desencarne) despojando-nos dos fluídos mais grosseiros e
elevamos o nosso nível de compreensão e competência, transformamo-nos em auxiliares das criaturas. Apesar
disso, porém, o cipoal da ignorância é ainda muito espesso e o vampirismo é fruto dessa situação, mas no final
de tudo a justiça e a misericórdia divina jamais deixam de atuar. Muitos desencarnam em terrível condição
parasitária, pois a promiscuidade entre encarnados e desencarnados indiferentes às leis divinas é muito grande
na crosta terrestre.
Totalmente sem preparo e vivido muito mais de sensações animalizadas que de sentimentos e pensamentos
puros, as criaturas humanas além do túmulo, em muitíssimos casos prosseguem imantadas aos ambientes
domésticos que lhes alimentavam o campo emocional. Dolorosa ignorância prende-lhes os corações, repletos
de particularismos, encarceradas no magnetismo terrestre, enganando a si próprias e fortificando suas antigas
ilusões. Aos infelizes que caíram em semelhante condição de parasitismo, as larvas se instalam em busca de
alimento habitual. Essas larvas são portadoras de vigoroso magnetismo animal e para o contágio, basta ao
desencarnado ligar-se aos companheiros de ignorância encarnados, qual erva daninha aos galhos das árvores,
e sugar-lhes a substância vital.

O HOMEM DO PONTO DE VISTA ESPIRITUAL TAMBÉM É PARASITA DAS


CRIATURAS DAS QUAIS SE ALIMENTA

Não podemos estranhar a existência de bacilos espirituais e sua possibilidade de contágio, porque ainda tal
como os bacilos nos alimentamos de outras criaturas, criamos e exterminamos frangos, carneiros, porcos,
cabritos e bovinos em larga escala para satisfazer nossas necessidades proteicas, mesmo já tendo outras
fontes de proteínas, sem necessidade de exterminarmos tantas criaturas.
Muitas vezes forçamos essas criaturas viverem fora de seu meio ambiente natural, empanturrando-as de
rações e hormônios que acelerem o seu desenvolvimento, tornando-as criaturas doentias antes do cruel abate.
Dentre as proteínas que não precisam ser produto da morte animal, temos as extraídas do leite na forma
concentrada ou natural, e a albumina do ovo. Temos também as proteínas vegetais extraídas da soja em forma
concentrada e a oriunda do feijão comum e de diversos outros grãos.
A permissão de haver o contágio por bacilos espirituais e esses agindo como parasitas vorazes, esta dentro dos
desígnios divinos, tratando-se de uma criação do desequilíbrio da mente humana, que precisa acordar através
da dor para garantir o saneamento.
Doenças sejam de ordem física ou psíquica, são sinais de alerta de que entramos no campo do desequilíbrio e
precisamos urgentemente corrigir nossos passos, restabelecendo a nossa saúde após a tempestade de dor e
sofrimento.
Não estamos também na condição de fazer exigências, pois não respeitamos o direito da vida e amparo as
criaturas sob nosso julgo, simplesmente as devoramos para satisfazer nosso vício milenar de comer carne,
mesmo ainda quando já temos alternativas alimentares que fornecem as proteínas que precisamos para manter
o corpo físico.
Os animais poderiam nos encarar como seus superiores generosos e inteligentes, mas sua consciência coletiva
os faz temerosos dos homens e fogem quando nos veem.
Somente os animais domesticáveis não pressentem o perigo e quando menos esperam encaram a morte para
atender nossa fome de carne. Com o tempo deveremos atender a nossa responsabilidade de proteger e educar
as criaturas que o Pai nos confiou, como germens frágeis de racionalidade nos pesados vasos do instinto. Não
podemos esquecer que se trata de espíritos em evolução que chegarão um dia no reino do homem.
Estamos caminhando ao abandono do primitivismo, acordando nossa consciência para a responsabilidade
coletiva. Perceberemos enfim a necessidade de amparar o inferior e educa-lo, sendo um processo lento, pois a
própria economia atual está em grande parte assentada na indústria da proteína animal, além disso trata-se de
um vício milenar que precisa ser eliminado gradativamente, readaptando o metabolismo a novo hábito
alimentar.
Não podemos esquecer ao sermos vítimas do vampirismo, que também somos vampirizadores dos animais.
Sem amor aos nossos inferiores, ficamos sem direito de reivindicar o amor e proteção de nossos superiores,
sem respeito para com os outros, não podemos esperar o respeito alheio.
O legítimo desenvolvimento mediúnico depende inteiramente da ascensão espiritual através da moralização
dos candidatos às percepções sublimes.
Apesar de tantos incautos que buscam pelo desenvolvimento mediúnico com completa ignorância da
complexidade do assunto, acabam lucrando no sentido de serem ajudados contra o vampirismo venenoso e
destruidor.
13/08/2015 GRUPO DE ESTUDOS BEZERRA DE MENEZES ­ RENOVAÇÃO ESPIRITUAL: ESTUDO DA OBRA MISSIONÁRIOS DA LUZ

que se trata de espíritos em evolução que chegarão um dia no reino do homem.
            Estamos  caminhando  ao  abandono  do  primitivismo,  acordando  nossa  consciência
para a responsabilidade coletiva. Perceberemos enfim a necessidade de amparar o inferior
e educá­lo, sendo um processo lento, pois a própria economia atual está em grande parte
assentada  na  indústria  da  proteína  animal,  além  disso  trata­se  de  um  vício  milenar  que
precisa  ser  eliminado  gradativamente,  readaptando  o  metabolismo  a  novo  hábito
alimentar.
            Não  podemos  esquecer  ao  sermos  vítimas  do  vampirismo,  que  também  somos
vampirizadores  dos  animais.  Sem  amor  aos  nossos  inferiores,  ficamos  sem  direito  de
reivindicar o amor e proteção de nossos superiores, sem respeito para com os outros, não
podemos esperar o respeito alheio.
            O  legítimo  desenvolvimento  mediúnico  depende  inteiramente  da  ascensão  espiritual
através da moralização dos candidatos às percepções sublimes.
  Apesar  de  tantos  incautos  que  buscam  pelo  desenvolvimento  mediúnico  com  completa
ignorância da complexidade do assunto, acabam lucrando no sentido de serem ajudados
contra o vampirismo venenoso e destruidor.

OBRA:  MISSIONÁRIOS DA LUZ 
CAPÍTULO 05 – INFLUENCIAÇÃO – RESUMO DO ESTUDO
A INFLUÊNCIA DA MENTE NA ATMOSFERA DOS AMBIENTES
            Existe  uma  sensível  diferença  entre  a  atmosfera  formada
num  ambiente  de  oração  e  a  das  ruas  movimentadas  das
cidades. A prece tem o poder de modificar a atmosfera, purifica
a  sua  composição  através  das  ondas  magnéticas  emitidas.  O
pensamento  elevado  santifica  a  atmosfera  em  torno  e  possui
propriedades elétricas inimagináveis.

              As  vibrações  presentes  nas  ruas  constituem  um  velho


depósito  de  vibrações  antagônicas  em  meio  de  sombria  matéria  psíquica  e  perigosas
bactérias lançadas pelos inúmeros transeuntes além das formas pensamentos criadas por
maus pensamentos.
Diversos  agrupamentos  de  entidades  infelizes  e  inquietas  se  postam  em  diversos  pontos
das ruas mantendo intensa conversação imprópria e desprovida da razão e bom senso.
ESPÍRITOS IMPEDIDOS DE ENTRAR NA CASA ESPÍRITA
            Alguns  se  postam  defronte  as  Casas  Espíritas  aguardando  os  companheiros
encarnados que estão em trabalho espiritual. Só não entram por não terem permissão para
isso  por  se  tratar  de  sessão  especializada,  mas  podem  frequentar  as  reuniões  de
assistência geral.
ENTUSIASMO E ALEGRIA APÓS OS TRABABALHOS ESPIRITUAIS
            Na  maioria  das  vezes  os  participantes  dos  trabalhos  da  Casa  Espírita  saem  das
sessões,  revigorados  e  entusiasmados.  Devido  o  contato  com  a  energia  salutar  da
espiritualidade  superior.    Gratos  pela  oportunidade  expressam­se  com  grande  devoção,
mas  quando  se  aproximam  as  entidades  desequilibradas  ligadas  a  eles,  sofrem  imediata
mudança no estado de ânimo.
       Nessas situações falta o esforço persistente, raros conseguem guardar uniformidade
de  emoção  e  idealismo  nas  edificações  espirituais,  Muitos  indivíduos  passam  nas  casas
espíritas  inicialmente  cheios  de  entusiasmo  com  inúmeros  votos  de  serviço,  mas  ao
primeiro  embate  com  as  necessidades  reais  de  trabalho,  reduzido  número  de
companheiros  permanece  fiel  à  própria  consciência.  Nas  horas  calmas  emitem  grandes
louvores;  Nos  momentos  difíceis,  disfarçadas  deserções  a  pretexto  de  incompreensão

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alheia. Na maioria dos casos, são prestativos e caridosos com o próximo, em se tratando
das  necessidades  materiais,  mas    esquecem­se  da  aplicação  da  luz  evangélica  vida
prática.
              Prometem  excessivamente  com  as  palavras,  mas  operam  pouco  no  campo  dos
sentimentos.  Irritam­se  ao  primeiro  contato  com  a  luta  mais  áspera,  após  reafirmarem  os
mais  sadios  propósitos  de  renovação  e,  comumente,  voltando  a  cada  semana  ao  núcleo
de  preces,  estão  nas  mesmas  condições,  requisitando  conforto  e  auxílio  exterior.  Não  é
com facilidade que cumprem a promessa de cooperação com Cristo em si próprios, base
fundamental da verdadeira iluminação.
       Se  os  encarnados  conseguissem  manter  o  estado  de  espírito  elevado  que  saem  das
reuniões,  pondo  em  prática  as  regras  de  perfeição  que  aprendem,  comentam  e  ensinam,
fácil lhes seria atingir positivamente o nível superior da vida.
              Cada  hábito  menos  digno,  adquirido  pela  alma  ao  longo  dos  séculos,  cria  uma
realidade  no  universo  dos  sentimentos  que  nos  levam  às  regiões  de  perturbações,
estabelecendo ligações com as entidades infelizes que estagiam na inferioridade moral.
COMO PODEMOS PERCEBER AS INFLUENCIAÇÕES NEGATIVAS
       Estranhas e rápidas alterações de humor
de  alegria  e  bem  estar,  para  fortes
preocupações  e  ausência  de  paz  após  uma
reunião  mediúnica,  indicam  influenciações
de  entidades  que  estão  vinculadas  a  nós  em
processo obsessivo.

COMO SE LIBERTAR DAS INFLUENCIAÇÕES NEGATIVAS
            Para  enfrentar  os  inimigos,
filhos  da  ignorância  (obsessores),
devemos  armar  o  coração  com  a
luz do amor e da sabedoria, únicas
armas  funcionais,  uma  vez  que
devemos beneficiá­los cristãmente.
            Não  podemos  buscar
desenvolvimento  mediúnico  como
a  solução  para  as  nossas
perturbações  de  ordem  espiritual,
antes  de  tudo  é  necessária  a  auto­
evangelização,  estabelecendo
propósitos  de  reforma  íntima  e  o
estabelecimento  viver
espiritualmente, mesmo ainda no casulo de carne.
PENSAMENTOS ERRÔNEOS QUE NOS IMPEDEM DE EVOLUIR
              Em  muitos  momentos  julgamos  que  não  podemos  ser  capazes  de  alcançar  a  paz
íntima,  devido  a  nossa  triste  história  de  vida,  pensamos  que  as  tristezas  do  passado  são
uma bagagem que não conseguimos dispensar.
       Outros de nós acreditamos que estamos nos esforçando o máximo para a superação
de  nossas  tendências  inferiores,  mas  no  fundo  falta  vontade  real  e  firme  de  querer  a
libertação, nos comprazemos permanecendo presos as próprias viciações.
CONSEQUÊNCIAS DA FALTA DE VALORES ESPIRITUAIS NA VIDA
              Muitos  passam  pela  vida  sem  desenvolver  suas  possibilidades  espirituais,  vivendo
em  grande  egoísmo  doméstico,  utilizando  o  matrimônio  apenas  para  atender  as
necessidades  primárias  da  relação  sem  qualquer  ideal  enobrecedor;  Essa  situação  gera

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apego  ao  nicho  doméstico  e  ao  ocorrer  o  desencarne  não  conseguem  se  desvencilhar,
ficando presos aos familiares com quem tem mais afinidade.
              Nesse  caso  a  situação  fica  mais  grave  quando  o  familiar  mais  afinado  mantiver
sentimentos  de  profunda  saudade,  que  acaba  sendo  uma  forte  evocação,  estabelecendo
assim o vínculo obsessivo.
       Aqueles que de leviandade em leviandade vão criando laços com entidades apegadas
as  sensações  do  meretrício,  desenvolvem  forte  processo  obsessivo  e  consequente
contágio por bacilos espirituais.

O  AUXÍLIO  DOS  BONS  ESPIRITOS  PARA  NOS  LIBERTAR  DAS


OBSESSÕES
              Nunca  falta  auxílio  dos  amigos  espirituais  para  promover  a  nossa  libertação  dos
processos  obsessivos,  mas  sempre  são  viciados  de  dois  planos  alimentando­se
mutuamente de sensações viciantes.
 
A  CAUSA  DAS  DIFICULDADES  PARA  A  LIBERTAÇÃO  NO  PROCESSO
OBSESSIVO
       Os encarnados ao perceberem que estão aprisionados ao vício, buscam por libertação
,  sentem­se  cansados  da  situação  e  experimentam  o  desejo  de  vida  nova;  Contudo,  esse
desejo é mais dos lábios que do coração, por constituir aspiração muito vaga, quase nula.
As  emoções  dos  vícios  aprisionam,  exigem  contínuas  repetições,  muitos  não
conseguem  imaginar  viver  sem  essas  sensações  e  duvidam  mais  ainda  da  existência  de
prazeres  espirituais  que  satisfaçam  mais,  por  ainda  não  conhecê­los.  Se  de  fato
cultivassem  a  resolução  positiva,  transformariam  suas  forças  pessoais,  tornando­as
determinantes para a sua regeneração.
              Há  uma  tendência  de  esperar  um  milagre  de  transformação  sem  precisar  fazer
qualquer esforço, mas a aplicação de nossa vontade firme e resoluta é a única alavanca de
realização.
              Os  obreiros  da  vida  espiritual  em  algumas  situações  afastam  as  entidades
obsessoras,  mas  são  atraídas  de  volta  pelos  obsediados  que  ficam  saudosos  das
sensações enquanto obsediados.
              A  esposa  obsediada  pelo  marido  falecido  fica  saudosa  e  o  viciado  em  sexo  do
meretrício,  começa  a  se  sentir  menos  homem  e  tomando  o  desapego  aos  impulsos
inferiores  por  tédio  insuportável.  Acabam  assim  expedindo  tantas  reclamações  mentais
que essas atuam como fortes evocações que trazem de volta os obsessores.
              Continuam  assim  a  se  satisfazerem  mutuamente  na  troca  contínua  das  emoções  e
impressões mais íntimas.
              Mesmo  iniciado  o  trabalho  de  doutrinação  dessas  entidades,  essas  providências
exigem muita perseverança e métodos precisos, pois os próprios obsediados agem como
fortes imãs de atração que conservam o processo obsediante. Essa medida exige tempo e
tolerância fraternal.
       Fazem tudo o que é possível, os trabalhadores espirituais no campo da desobsessão.
Se  não  avançamos  em  realizações  no  terreno  da  espiritualização  elevada,  é  em  razão  da
fraqueza  e  ignorância  em  que  vivemos  voluntariamente  escravizados.  Colhemos  o  que
semeamos.
       O espiritismo é sublime fonte de consolo, mas não podemos deixar de perceber que é
acima de tudo a bendita escola de preparação do espírito, onde os instrutores da verdade
espiritual  desejam , antes de tudo, a nossa renovação íntima, para a vida superior.
              Precisamos  além  de  consolação  espiritual,  adquirir  fortaleza  para  deixarmos  de  ser
crianças  espirituais.  Buscar  a  companhia  dos  orientadores  benevolentes,  tão  só  para
gozar de certas vantagens não se realiza o aprendizado real.
       Muitos esquecem que estamos na terra para aprendermos lições e não simplesmente
para  gozarmos  e  repousarmos,  portanto  precisamos  caminhar  com  os  próprios  pés  em
direção ao aprendizado, pois os bons espíritos só podem nos orientar e não nos carregar

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13/08/2015 GRUPO DE ESTUDOS BEZERRA DE MENEZES ­ RENOVAÇÃO ESPIRITUAL: ESTUDO DA OBRA MISSIONÁRIOS DA LUZ

no colo, na caminhada que é exclusivamente  nossa.
       Os benfeitores espirituais não querem que sejamos eternos necessitados da Casa de
deus  e  sim  que  nos  tornemos  seus  companheiros  nos  gloriosos  serviços  do  bem.
Querem­nos  generosos,  fortes,  sábios  e  felizes  tanto  quanto  eles.  Não  existe  verdadeiro
Cristianismo sem a integração prática nos exemplos do Cristo.
ATRAÍMOS  ENTIDADES  ESPIRITUAIS  DE  ACORDO  COM  OS
PENSAMENTOS EMITIDOS
          A  transmissão  de  pensamento  é  movimento
livre  de  execução  no  Universo.  Desencarnados  e
encarnados,  em  todos  os  setores  de  atividade
terrestre,  vivem  na  mais  ampla  permuta  de  idéias.
Cada mente é um verdadeiro mundo de emissão e
recepção e cada qual atrai os que se assemelham.
Os  tristes  agradam  os  tristes,  os  ignorantes  se
reúnem,  os  criminosos  comungam  a  mesma
esfera,  os  bons  estabelecem  laços  recíprocos  de
trabalho  e  realização.  Para  sabermos  qual
companhia  espiritual  atraímos,  basta  observar
quais  os  pensamentos  e  sentimentos  que
predominam a maior parte do tempo.

 A INTUIÇÃO COMO FERRAMENTA DE COMUNICAÇÃO
              O  fenômeno  intuitivo  é  comum  a  toda  criatura,  não  só  no  plano  construtivo,  mas
também no círculo da inferioridade. Através dela as trevas imperam sobre os incautos e a
luz pode chegar aos homens convidando­os a evoluir.
       Temos no decorrer desse capítulo o caso de uma mocinha que representa um perfeito
aparelho  mediúnico  embora  sem  estar  ligada  ao  serviço  técnico  de  mediunidade.  Foi
usada  para  transmitir  com  grande  precisão  as  mensagens  do  mentor  espiritual  para  a
família  necessitada  de  orientação.  Nesse  caso  temos  noção  de  certas  qualidades  vitais
para uma boa comunicação através da via intuitiva tais como:
Conservação da pureza do corpo físico
Ausência das emoções das paixões humanas
Capacidade intuitiva natural
élulas físicas livres de influências tóxicas
Órgão vocais livres da maledicência, revolta e hipocrisia
Centros  de sensibilidade sem desvios
Sistema nervos harmônico
Coração envolvido em bons sentimentos
Mente absorta nas verdades eternas, através da crença espírita.
Ausência de débitos graves do pretérito se isentando da perseguição de
obsessores.
              Trata­se  de  uma  condição  rara,  mas  nos  dá  uma  idéia    de  um  eficaz  aparelho
mediúnico,  mas  os  mentores  explicam  que  todas  as  almas  retas,  dentro  do  espírito  de
serviço  e  de  equilíbrio  podem  comungar  perfeitamente  com  os  mensageiros  divinos  e
receber­lhes os programas de trabalho e iluminação. No que tange a mediunidade   não  há
privilegiados  na  criação.  Existem  sim  os  trabalhadores  fiéis,  compensados  com  justiça,
seja onde for.

OBRA: MISSIONÁRIOS DA LUZ (ANDRÉ LUIZ)
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REFLEXÃO DO CAPÍTULO 06 – A ORAÇÃO
MEDICINA ESPIRITUAL
André Luiz fez uma avaliação dos seus conhecimentos médicos e percebeu que diante do quadro de
infecção por bacilos ou larvas espirituais, esses conhecimentos de nada valiam e busca com avidez por
uma resposta e solução da problemática.
O Campo médico é muito mais amplo no mundo espiritual, onde as consequências da baixa
moralidade criam inúmeras formas de desequilíbrio.
LARVAS ESPIRITUAIS
As larvas espirituais que atacam a área genésica masculina provocam grande inquietude interior,
provocando desesperação íntima, por provocar um tormento contínuo nos desejos sexuais que se
intensificam.
VAMPIRISMO
As manifestações do vampirismo ocorrem tanto no plano dos encarnados quanto no dos
desencarnados. A grande totalidade de sofrimentos nas zonas inferiores, deve-se a ela sua dolorosa
origem. Criaturas desviadas da verdade e do bem, nos longos caminhos evolutivos, reúnem-se, para a
continuidade das trocas magnéticas de baixa classe, produzindo o contágio por larvas espirituais e
vinculações obsessivas.
ORIGEM DAS LARVAS ESPIRITUAIS
Os criminosos de várias ordens, os fracos da vontade, os aleijados de caráter, os doentes
voluntários, os teimosos e obstinados de todas as situações e de todos os tempos, integram
comunidades de sofredores e penitentes do mesmo padrão, arrastando-se, pesadamente, nas regiões
invisíveis ao olhar humano. Acabam juntando forças detestáveis e criam formas horripilantes, porque
toda matéria mental está revestida de força plasmadora e exteriorizante. Dai também surgem larvas e
seus desastrosos contágios.
CORPO, ALMA E SAUDE
Entre os espíritos encarnados, as expressões mentais dependem do equilíbrio do corpo, assim como
a boa e perfeita música depende do instrumento fiel e bem afinado. No futuro a ciência médica atingirá
culminâncias sublimes quando verificar no corpo transitório a presença da alma eterna e seu papel
preponderante no processo da saúde.
Nossas vibrações mentais refletem diretamente nas células. Tal como Deus que cria, conserva,
aperfeiçoa, transforma ou destrói. Somos co-criadores em nosso universo particular que é o corpo, onde
diariamente com nosso potencial gerador de energias latentes, estamos criando, renovando,
aprimorando ou destruindo alguma coisa.
COMBATE AO VAMPIRISMO
No que se refere ao combate sistemático do vampirismo que provoca inúmeras moléstias da alma,
não faltam ações saneadoras e curativas promovidas pelos médicos espirituais, mas não podemos
deixar de salientar que cada filho de Deus deve ser o médico de si mesmo. Enquanto isso não for
compreendido o ser humano estará sujeito a incessantes desequilíbrios.
Existem diversos processos de medicação espiritual contra o vampirismo, sendo o principal a prece
que costuma traçar fronteiras vibratórias impedindo a entrada de obsessores, principalmente no lar.
EFEITO DA ORAÇÃO NO LAR
O lar não é só moradia de corpos e sim acima de tudo a residência
das almas. O lar onde se encontre pessoas amantes da oração e dos
sentimentos elevados se transforma em santuário.
A oração é o mais eficiente antídoto do vampirismo, mas precisa
ser vibrante, profundamente sentida no coração; Não são as palavras
que contam e sim os sentimentos profundos e verdadeiros.
A criatura que ora, mobilizando as próprias forças, realiza trabalho
de inexprimível significação. Esse estado psíquico evoca forças
ignoradas, revela a nossa origem divina e coloca-nos em contato com
as fontes superiores. O humano em oração desse nível pode emitir
raios de espantoso poder.

RAIOS E ONDAS
O Ser humano é bombardeado constantemente por raios (ondas), que
podemos dividir em cinco categorias:
Cósmicos - descem sobre a fronte, vindo de estrelas e planetas,
amplamente distanciados da terra.

Solares – que possuem ondas caloríficas e luminosas.

Radioativos – provenientes do solo, recebemos através dos pés os raios dos elementos radioativos que
estão devolvendo ao universo a energia concentrada no núcleo de seus átomos constituintes.
Magnéticos - provindo das plantas, dos animais, de outros humanos e do campo magnético da
terra.

Espirituais - Recaem sobre os humanos as vibrações de natureza psíquica provenientes das colônias de
seres desencarnados que rodeiam a terra.

Cada um de nós recebe por segundo trilhões de raios de vária ordem e emitimos forças em forma de
raio que também vão atuar no plano da vida ao nosso redor, por vezes em regiões muitíssimo afastadas
de nós.
As formas inferiores da terra se alimentam quase que integralmente de raios tal como as plantas que
captam os raios de luz para fazer a fotossíntese.
Em verdade vivemos num grande oceano de ondas provindas de inúmeras fontes e dos átomos que
estão em movimento contínuo, provocando vibrações ao seu redor em forma de ondas ou raios. Tudo
que se movimenta emite ondas que viajam pelo universo.
No campo humano, quando pensamos estamos gerando ondas, conscientes disso ou não e essas
ondas afetam o universo ao nosso redor.
Nesse vasto universo de ondas podemos contribuir enormemente ao evoluirmos moralmente.
MECANISMO DA PRECE
A prece santificadora cria um círculo de troca incessante com os raios divinos, criamos condições
de atraí-los, convertendo-os em instrumente eficiente de cura do corpo, na renovação da alma e
iluminação da consciência.
Prece elevada é fonte de poderoso magnetismo criador e vivificante. Toda criatura que cultiva a
oração com o devido equilíbrio do sentimento, transforma-se gradativamente em foco irradiante de
energias da Divindade.
PRECE PARA ALGUÉM QUE AMAMOS
Quando alguém com grande amor ora por outra pessoa, o beneficiado recebe um acréscimo de
misericórdia e ao receber o auxílio do bem não quer dizer que a pessoa seja considerada boa, mas se
fará necessário que a partir dali o beneficiado procure devotar-se com fervor ao aproveitamento das
benções recebidas, porque toda cooperação exterior, poderá ser interrompida, para que possa entender
que todo filho de Deus, é herdeiro de possibilidades sublimes e deve funcionar como médico vigilante
de si mesmo.
REFLEXÃO DO CAPÍTULO 07- SOCORRO ESPIRITUAL

INTERFERÊNCIA DOS RAIOS DO SOL NAS AÇÕES DE CURA


Sempre existem atendimentos urgentes a serem realizados em auxílio aos desencarnados.
Na maioria das vezes esses atendimentos são feitos a noite quando os raios do sol estão
ausentes, pois esses desintegram alguns recursos energéticos movimentados pelos
socorristas. Durante a noite os problemas de saúde tendem a se agravar, pois durante o dia
os raios solares destroem grande parte das criações mentais inferiores dos doentes em
estado melindroso. A presença do magnetismo lunar favorece as criações de todas as
espécies, boas ou más.
Interessante observar que nossos pensamentos podem gerar saúde ou doença.

EFEITOS DA PRECE A UM AGONIZANTE


Apesar dos desígnios das leis divinas, um moribundo em processo de desencarne, pode
receber uma intervenção de socorro. Pode reverter o quadro através de cirurgias espirituais,
caso considerem a interpelação justificável.
Nesses casos a sobrevida é dada apenas por mais alguns dias ou meses, para que alguns
assuntos pendentes possam ser resolvidos.

EFEITOS DA PREOCUPAÇÃO NA SAÚDE


Nossos pensamentos podem emitir ondas que nos prejudicam enormemente. Preocupações
excessivas desorganizam o cérebro, por movimentarem energias deletérias. Nos casos da
preocupação excessiva, o problema se torna grave principalmente à noite, na hora do
descanso físico, quando nossa mente sobrecarregada gera energia destruidora do equilíbrio
celular.

DOAÇÃO DE FLUÍDOS
Nesse tipo de atendimento onde se faz necessária a cirurgia é
preciso que estejam presentes fluidos de um espírito encarnado,
cujo corpo esteja em repouso equilibrado. Muitas vezes o doador
de fluídos deve ser escolhido a dedo. Nesses casos somente
alguém bem equilibrado no campo mental pode ser o doador.
Os obreiros desencarnados presentes colaboram através do
magnetismo emanado pela prece.

SOCORRISTAS ESPIRITUAIS
Inumeráveis equipes espirituais ligadas às regiões espirituais
mais elevadas trabalham com esse tipo de atendimento ligado
a saúde e socorros diversos.
A maioria dos encarnados desconhecem essas tarefas de
socorro desempenhadas pelas equipes espirituais.
Permanecem em um campo de vibração sem nada
perceber as vibrações da dimensão espiritual. Muitos são
ajudados sem jamais saberem enquanto encarnados.
Outros benfeitores muito mais elevados velam sobre as equipes
socorristas e inspirando o devotamento no campo das
obrigações comuns, sem esperarem qualquer tipo de
recompensa e desejando que os obreiros façam o mesmo.

RECOMPENSAS PELO TRABALHO ESPIRITUAL


Ao fazemos o bem esperando reconhecimento e compensação, somos impedidos de
perceber os benefícios que vem naturalmente do alto.
O ideal é manter a alegria de servir sem pretensão alguma a não ser o cumprimento de
nossa obrigação frente á necessidade. Preconceber benefícios traz inquietação
desnecessária.
Existem inúmeros agrupamentos voltados a atendimento e amparo fraterno, que já
alcançaram os primeiros degraus da escada de purificação. Realizam trabalhos dos mais
eficientes e dignos em favordos homens.
Normalmente é muito difícil para os encarnados em boas condições de saúde, poder
compreender as aflições dos enfermos em situação desesperadora ou dos moribundos a beira
do desencarne.
Muitos desencarnados depois de largos anos de atividades inúteis acordam para outra
realidade onde em poucos dias podem realizar inúmeras tarefas de caráter sublime.

MUDANÇAS PROVOCADAS PELA DOENÇA E ASSISTÊNCIA ESPIRITUAL


As pessoas no leito de morte tornam-se mais humanas e dóceis, pois que a doença
intransigente enfraquece os instintos mais baixos, atenuando as labaredas mais vivas das
paixões inferiores, desanimaliza a alma, abrindo espaços por onde possa entrar a luz.
A dor derruba as pesadas muralhas da
indiferença, do egoísmo cristalizado e do
amor próprio excessivo, abrindo espaço para o
grande entendimento. Lições admiráveis
começam a ser compreendidas embora nem
sempre exista a noção da grandeza de nossa
herança divina.
A coragem para enfrentar o que vem pela frente
aumenta e começa a gravar no coração
mensagens vivas de amor e sabedoria. Na
noite espessa da agonia começa a brilhar a
aurora da vida eterna. Nesse momento os
princípios espirituais intuídos pelos obreiros
desencarnados tornam-se facilmente aceitos.
Novas luzes banham a alma em estágio de grande sensibilidade.
A prova da eficácia da assistência espiritual aos moribundos é percebida através da
paciência inesperada dos enfermos incuráveis, e a suprema conformação da maioria dos
moribundos, a ponto de causar espantos nos encarnados que os cercam. Tudo isso graças
ao esforço dos grupos itinerantes de socorro.
A bondade divina é infinita, e em todos os lugares, há sempre generosas manifestações
da Providência Fraternal de Deus, confortando os tristes, acalmando os desesperados,
socorrendo os ignorantes e abençoando os infelizes.
REFLEXÃO DO CAPITULO 08 – NO PLANO DOS SONHOS
O SONO ÚTIL
Alguns encarnados colaboram frequentemente com as equipes espirituais, enquanto dormem, aproveitando os
minutos de sono físico mas faltando-lhes qualidades essências para o bom proveito da oportunidade
Para isso são formados núcleos de estudantes terrestres, alcançando número significativo de matriculados. Daí a
necessidade de receberem conhecimentos construtivos, dando condições para que se tornem bons auxiliares.
Desenvolvem cursos metódicos para melhorar a situação.
Muitos não sabem aproveitar bem as horas de descanso físico, mas alguns se encorajam em participar acumulando
experiência importantíssima para o futuro.
CURSOS PREPARADOS PARA ENCARNADOS PELAS EQUIPES SOCORRISTAS
Nesses cursos metódicos desenvolvidos pela espiritualidade pode haver em torno de trezentos encarnados
matriculados, desses somente uns dez por centos conseguem quebrar as amarras da inferioridade, ficando presos
nas baixas sensações fisiológicas. Dentre esses alguns quebram os compromissos assumidos, caindo em seduções
comuns. Como compensações novos companheiros comparecem ás reuniões trazidos por parceiros da equipe.
Devido às limitações sensórias o cérebro carnal assimila muito pouco do que é aprendido nesses cursos, mas a
mente espiritual assimila e guarda todos os ensinamentos, intensificando-os e valorizando-os, proporcionalmente ao
estado evolutivo.
CAPACIDADE DE ASSIMILAÇÃO DOS ENCARNADOS NOS CURSOS ESPIRITUAIS
O cérebro de carne é aparelho de potencial reduzido, que depende muito da nossa iluminação, para que possamos
fixar determinadas bênçãos divinas. As lembranças dessas experiências enquanto na carne, varia muito de pessoa a
pessoa. Na memória de todos os participantes de boa vontade, permanecerá de qualquer modo, o benefício, ainda
mesmo que no estado de vigília, não consigam perceber a origem de certas idéias e sensações.
As mensagens que recebem nesses cursos são de profunda utilidade prática. Ao despertarem os aprendizes
experimentam alívio, repouso, esperança e novos valores educativos; Não lembram os detalhes mas absorvem a
essência, sentindo-se revigorados e dispostos a auxiliar o próximo e se esforçando a combater as próprias
imperfeições. Os pensamentos ficam mais claros e os sentimentos mais elevados e as preces mais respeitosas e
produtivas.
NECESSIDADE DE ELEVAÇÃO ESPIRITUAL
Elevação espiritual é uma subida que exige esforço ascendente. É necessário aproveitar a força de ascensão de que
somos dotados, não podemos menosprezar o nosso direito divino de crescimento espiritual esquecendo e por vezes
detestando os sagrados deveres que o pai nos confiou.
A IMPORTÂNCIA DA CASA ESPIRITA FUNDADA NO NÚCLEO DOMÉSTICO
Uma Instituição espírita originada de um ambiente doméstico impregnado de boas vibrações geradas pela oração é
excelente para ministrar instruções aos encarnados.
Os grandes ensinamentos do Mestre foram ministrados em ambiente familiar e o lar de Pedro se tornou primeira
Instituição religiosa do cristianismo. Visitava as casas dos pecadores levando cura e orientação. Muitos
ensinamentos e realizações do mestre ocorrerem nos núcleos familiares.
Dessa forma todo templo de pedra erigido através do amor e oração elevada, funciona qual um farol no meio das
sombras, indicando os caminhos retos aos navegantes do mundo, embora a real igreja esta erigida no íntimo da
criatura que encontrou a fé e desenvolve o amor.
À medida que o futuro avança, os templos materiais do Cristianismo vão se transformando em igrejas onde não só se
ouça interpretações do ensinamento cristão, mas que possam ser úteis como:
Igrejas escolas – onde a criança encontre esclarecimento e boa educação e o jovem a preparação necessária para as
realizações dignas do caráter e do sentimento.
Igrejas orfanatos – onde a criança encontre um lar de amor, educação, esclarecimento e a preparação para a vida
em sociedade com dignidade.
Igrejas hospitais – onde o doente encontre o remédio salutar para o corpo e o espírito. Igrejas asilos – onde o velho
encontre o abrigo e o amparo e a esperança.O Espiritismo tem o papel de restaurar as antigas características das
igrejas apostólicas, amorosas e trabalhadoras. Os parlamentos teológicos devem se transformar em academias da
espiritualidade e as catedrais de pedra em lares acolhedores de Jesus.
Os cursos ministrados para o preparo dos encarnados durante o sono normalmente são feitos nessas casas espíritas.
Esses cursos voltados à instrução dos encarnados, precisa de um quórum mínimo de participantes; Minutos antes do
inicio das reuniões, verificadas ausências, os mentores procuram rastrear os faltantes, verificando o porquê das
faltas. Caso observem estejam sucumbidos às influências inferiores, são deixados onde estão.
A GRANDE OPORTUNIDADE DE APRENDIZADO E TRABALHO OFERECIDOS
Enquanto encarnados, não temos consciência dos importantes serviços que nos dão oportunidade de executar
durante o sono físico. São trabalhos de imenso valor que necessitam de nossa preparação espiritual. Com esse
preparo podemos conquistar iluminadas realizações de ordem psíquica, mesmo encarnados.
A maioria na hora do sono sai em busca de emoções frívolas ou menos dignas. Relaxam-se as defesas próprias e
buscam a satisfação dos apetites inferiores controlados no estado de vigília, mas extravazados assim que o espírito
sai do corpo. Nesses casos o que falta é a devida educação espiritual verdadeiramente sentida e vivida.
A DIFERENÇA ENTRE PREGAR E PRATICAR
Muitos de nós pregamos a verdade sem realmente utilizá-la para a nossa transformação, apenas achando bonitos os
preceitos, mas longe de nossa intenção no momento em se propor sincera e firmemente a incorporação desses
valores. Dificilmente queremos fazer as renúncias, aplicar o trabalho de transformação. Simplesmente deixamos
como um projeto futuro para quando nos sentirmos preparados.
Muitas vezes dizemos palavras de alento, esperança e paz, mas interiormente encontrando-nos em estado de
desespero e sem paz. Falamos na necessidade do perdão, mas guardamos ressentimentos e espírito de perseguição.
COMO NOS TORNAR OS ESCOLHIDOS AO SERMOS CHAMADOS
Em todos os setores construtivos do espírito somos muitos os chamados, mas poucos os escolhidos.
Os escolhidos não são privilegiados, pois as bênçãos divinas estão disponíveis para todos. Na verdade os escolhidos é
que se escolhem ao se proporem ao devido preparo espiritual para o serviço na seara divina. Somos chamados o
tempo todo para o trabalho na obra divina; Deus quer que sejamos seus colaboradores e nos proporciona através
de seus mensageiros todos os conhecimentos, treinamentos e larga escala de serviços. Ao estarmos devidamente
preparados o serviço já está a nossa espera há muito tempo. Qualidades que identificam os escolhidos:
Devotamento
Persistência
Operosidade
Fidelidade
Essas qualidades são construções pessoais, não são inatas. São conquistas que nos tornam dignos de grandes
tarefas.
A escolha divina começara pelo esforço de cada um de nós.
EFEITO DA MALEDICÊNCIA CONTRA DESENCARNADOS
A maledicência pode afetar os desencarnados ainda ligados à vida material. Podem se melindrarem com as críticas e
buscarem retratamento dos encarnados maledicentes quando dormem. Devemos evitar qualquer emissão
mental de crítica a qualquer criatura, pois no caso de espíritos acaba sendo uma forte evocação que atrai a
presença dos mesmos e na maioria das vezes ficam muito ofendidos e buscam retratações. Surgem também
vínculos obsessivos.
Sempre que nos virmos tentado a maledicência, devemos substituir nossos pensamentos por uma oração sincera em
benefício daquele que julgamos em erro, pois o mestre já nos disse: Atire a primeira pedra quem se encontre sem
pecado.
Algumas vezes podemos sofrer ataques durante o sono, por termos ofendido algum espírito através da maledicência
e ao acordarmos não conseguir perceber o que aconteceu e podemos achar que foi o que comemos que gerou tal
pesadelo. Devemos sempre auscultar nossa consciência após termos um pesadelo, normalmente estamos em erro.
FALHAS AOS COMPROMISSOS DEVIDO AS FRAQUEZAS MORAIS
Tendo oportunidade de participar dos cursos e trabalhos das equipes espirituais, muitos de nós ligados às sensações
da sexualidade, podemos ser abordados por entidades viciadas em sexo e acabarmos por não comparecer aos
compromissos assumidos. Nesses casos somos flagrados por integrantes da equipe espiritual a que somos ligados e
ficamos constrangidos e muito envergonhados. Costumam dar novas chances se nos arrependermos sinceramente,
mas não podemos ser reincidentes, pois a oportunidade de elevação pode ficar suspensa por tempo indeterminado.
ESTUDO CONJUNTO ENTRE ENCARNADOS E DESENCARNADOS
As lições de preparo dos encarnados para os trabalhos nas equipes espirituais, também são de grande utilidade aos
desencarnados que fazem parte das equipes socorristas. Esses conhecimentos enriquecem a capacidade de socorro
levando a maior êxito.
REFLEXÃO DO CAPÍTULO 09 – MEDIUNIDADE E FENÔMENO

CARACTERÍSTICAS DO ORADOR EM ESTÁGIO SUPERIOR


Superioridade moral, bondade, simplicidade, impessonalismo, humildade, prudência, sabedoria, fidelidade,
confiança e luz.
ENCARNADOS E DESENCARNADOS FORMAM A COMUNIDADE DOS VIVOS
Longe de sermos duas raças ou dois grandes exércitos antagônicos, formamos na verdade a grande comunidade dos
vivos. O que nos diferencia é a frequência vibratória, mas quase sempre unidos para a mesma tarefa de redenção
final.
A PASSAGEM PARA O MUNDO ESPIRITUAL NÃO NOS FAZ DIFERENTES DO QUE
SOMOS
Ao passarmos para o mundo espiritual não sofremos processo de santificação, pois a nossa personalidade com
defeitos e qualidades é o que prevalece, tal como o raio do sol não se contamina ao contacto com o pântano e o
doente rebelde é o mesmo ao mudar de residência.
Portanto os espíritos não podem ser considerados superiores apenas pelo fato de serem espíritos e sim pelas
qualidades superiores que conquistaram ao longo das existências.
Desencarnação não traz santificação.

OS DESAFIOS NO DESEMPENHO DA MEDIUNIDADE E AS SOLUÇÕES


01 - Lidar com o desejo de realizações e conquistas grandiosas nos domínios da revelação superior.
02- Construir a Espiritualidade Superior sabendo que o procedimento para essa construção é semelhante à
construção de obras terrenas.
03 - Desenvolver as Mediunidades com eficácia.
04 - Vencer a ansiedade febril de intercambio com o mundo dos espíritos e o desejo de aproximação da sociedade
celeste, esperando a revelação clara da verdade divina sem qualquer dúvida.
05 - Libertar-nos da persistência na condição da animalidade que perturba e faz sofrer.
06 - Superar a inferioridade para o bom desenvolvimento mediúnico.
07 - Perceber que não podemos utilizar a mediunidade como experimentação cientifica através dos fenômenos
acreditando poder atrair maior convicção para as coisas do espírito.
08 - A necessidade de iluminar a si próprio para poder iluminar os outros.
09 - Fazer um intercâmbio aprimorado entre os dois planos.
10 - Não pensar na mediunidade apenas como um sexto sentido e perceber o seu verdadeiro objetivo.

DESAFIO 01 - Lidar com o desejo de realizações e conquistas grandiosas nos domínios da revelação superior.
SOLUÇÃO:
Correção das atitudes mentais diante da vida humana. Construções em bases legítimas
Atendermos aos princípios para atingir os fins.
Compreendermos que a fé não tem nada a haver com um amontoado de promessas brilhantes
Identificarmos e eliminar ansiedades angustiosas que dominam o coração, pois essas indicam que estamos longe de
qualquer realização espiritual.
Edificarmos o reino interior com a luz divina através de trabalho persistente e sereno. Perceber que não são a preço
de palavras que ergueremos os templos da fé viva.

DESAFIO 02- Construir a Espiritualidade Superior sabendo que o procedimento para essa construção é semelhante à
construção de obras terrenas.
SOLUÇÃO:
Planos deliberados préviamente (planejamento do desenvolvimento das virtudes ) Escolha do material (Informações
sobre as virtudes e como as desenvolver)
Esforço de aquisição (perceber as virtudes que necessitamos e dar andamento no sentido de realizá-las)
Aplicação necessária (esforço e persistência contínua na conquista das virtudes)
Experimentação de solidez (Vigilância frente aos testes que surgirão no dia a dia, quando teremos oportunidade de
verificar se conquistamos ou não as virtudes visadas) Demonstração de equilíbrio (corrigir e refazer sem precisar
destruir ou desistir da obra)
Firmeza de linhas (aparar todas as arestas deixando as virtudes bem alinhadas)
Harmonia de conjunto (Observar que o resultado final será belo e harmônico se as virtudes forem desenvolvidas
paralelamente).
Primores de acabamento (virtudes atingindo sua plenitude)
DESAFIO 03 - Desenvolver a Mediunidade com sabedoria. SOLUÇÃO:
Mudarmos a mentalidade de que a mediunidade é puro mecanismo de forças cegas e fatais e que seu
desenvolvimento é puramente técnico, é o primeiro passo, pois que preparação, disciplina e construtividade são
ascendentes indispensáveis.
Aprendermos primeiro a ver, ouvir e servir na esfera do trabalho cotidiano.
Dominarmos os impulsos inferiores, para caminharmos em direção das regiões superiores. Sairmos da condição de
feto ou crianças espirituais e buscarmos o amadurecimento do espírito.
Entendermos as leis divinas e nos adequar a elas. Estimarmos o trabalho antes do repouso.
Aceitarmos os deveres sem exigências.
Desenvolvermos as tarefas aparentemente pequeninas, antes de nos inquietarmos pelas grandes obras.
Colocarmos os desígnios do Senhor acima de todas as preocupações individuais. Fugirmos da relação com o mundo
invisível sem estarmos devidamente preparados, pois poderemos desenvolver obsessão sutil e perversa.

DESAFIO 04 - Vencer a ansiedade febril de intercambio com o mundo dos espíritos e a aproximação da sociedade
celeste, esperando a revelação clara da verdade divina sem qualquer dúvida.
SOLUÇÃO:
Organizarmos e desenvolver os valores celestes que possuímos, pois em essência somos criaturas celestiais.
Atendermos ao chamado dos trabalhadores do Cristo que estão presentes em cada núcleo destinado a
espiritualização, conclamando-nos para que desenvolvamos o sentimento iluminado, à virtude ativa, o
departamento superior da vida íntima.
Evitarmos a tendência de materializar todas as expressões do espírito, esquecendo-nos de espiritualizar a matéria.
Pararmos de solicitar a luz enquanto estamos perseverando nas sombras. Deixarmos de reclamar felicidade
enquanto estivermos semeando sofrimentos. Não solicitarmos amor, enquanto estivermos incentivando a
separação.
Deixarmos de buscar a fé enquanto estivermos duvidando até de nós mesmos.
Percebermos que comerciar emoções com a s esferas invisíveis que nos rodeiam, não representa de modo algum, a
realização espiritual imprescindível a edificação divina de cada um de nós.
Entendermos que a glória mediúnica não consiste em sermos instrumentos de determinadas inteligências, mas em
sermos instrumentos fiéis da Divindade.
Para sermos instrumentos fiéis da Divindade, precisamos desenvolver os princípios divinos de que já somos dotados,
tal como a semente é uma árvore em potencial.
Concebermos mediunidade como um meio de comunicação e para que a porta de Jesus se abra para nós ao
encontro de formosas pastagens. Mas para isso é necessário afeiçoarmo-nos ao Espírito de Verdade que é o próprio
Senhor.
Compreendermos Jesus como a fonte da infinita luz da verdade e a fonte inesgotável da vida e que não há outro
caminho senão ele para alcançarmos a abertura da porta que leva a mediunidade celeste e obter o equilíbrio e paz
divina no santuário do coração.

Somente através dele vivendo-lhe as sublimes lições, alcançaremos a sagrada liberdade de entrarmos nos domínios
da Espiritualidade e deles sair, conquistando o pão eterno que sacia a fome para sempre.
Sem o cristo a mediunidade não passa de mero instrumento de comunicação para a troca de informação e que pode
ser fonte de perturbações variadas, fazendo muitas presas infelizes.
Cativeiro e escravidão são apenas estados transitórios criados pelas criaturas que têm preguiça de evoluir
espiritualmente. Quando nos libertamos descobrimos que somos deuses.

DESAFIO 05 - Libertar-nos da persistência na condição da animalidade que perturba e faz sofrer.


SOLUÇÃO:
Entendermos definitivamente que somos a coroa espiritual da face da terra por amor e cuidado do Senhor do
Universo. Somos abençoados pelo facho luminoso do raciocínio que clareia os santuários de nossas consciências.
Atendermos ao chamado do sublime para irmos mais além. Ouvir a convocação para o convívio com o pai feito pelos
nossos irmãos mais velhos.
Pararmos de demorar voluntariamente na animalidade e irracionalidade primitiva. Libertarmo- nos dos instintos
primitivos que dominam nosso ser: egoísmo, ingratidão, espírito de emboscada e ciladas, violência sanguinária,
perfídia, a vaidade e o orgulho. Esses instintos não são do corpo carnal que é apenas uma veste do espírito que
carreia os instintos desenvolvidos na fileira da animalidade que precisam ser substituídos pelos valores divinos
embrionários dentro de nós.
Cultivarmos as qualidades positivas de realização com Jesus.
Fugimos do desenvolvimento de interesses mesquinhos e concorrências no plano das sensações inferiores.

DESAFIO 06 - Necessitamos superar a inferioridade para o bom desenvolvimento mediúnico.


SOLUÇÃO:
Entendermos que o desenvolvimento mediúnico depende de vencermos o domínio pesado das vibrações grosseiras,
cristalizadas pela viciação de muitos séculos.
Não nos atrevermos sem qualquer preparação querer atravessar as fronteiras vibratórias, invocando as potências
invisíveis de qualquer natureza, para o adestramento de nossas forças psíquicas, qual homem leviano que exigisse
orientadores, ao acaso em plena multidão sem tomar o cuidado de verificar a capacidade de poderem ajudar no que
necessitamos.
Toda tarefa exige conhecimentos e preparo adequado. Com a mediunidade sublime não é diferente, pois não se
trata de serviços automáticos que só dependem de manifestações do mecanismo fisiológico. São necessárias a
educação e responsabilidade.
Percebermos que sempre será possível abrir meios de comunicação com o mundo invisível, mas atrairemos espíritos
compatíveis com o nosso estado evolutivo.
Sem os valores da preparação, encontramos apenas a companhia dos espíritos que fogem as regras educativas do
Senhor e sem as bênçãos da responsabilidade atrairemos os irresponsáveis.

DESAFIO 07 - Perceber que não podemos utilizar a mediunidade como experimentação cientifica através dos
fenômenos acreditando poder atrair maior convicção para as coisas do espírito.
SOLUÇÃO:
Notarmos que a terra está repleta de fenômenos maravilhosos que ainda não conseguimos entender e explicar
claramente. A cada dia novas descobertas surgem no mundo vegetal e animal e sobre os fenômenos físicos ainda
existem muitas dúvidas e hipóteses necessitando de comprovação. Se as belezas e fenômenos da natureza não são
suficientes para despertar as almas adormecidas, levando-as a aceitar a existência de Deus. Não serão espetáculos
prematuros de manifestações da Espiritualidade superior que destruirão a rebeldia milenária dos homens.
A paixão por fenômeno tende a ser viciosa e destruidora para a alma como a do álcool que embriaga e aniquila os
centros da vida física.
Perceber que ao jogarmos com hipóteses nos assuntos espirituais, executamos na maioria das vezes uma dança
macabra de raciocínios, fugindo as realidades universais e adiando, indefinidamente, a edificação real do espírito.
Evidentemente os espíritos superiores concordam que a experimentação é necessária e que a pesquisa intelectual é
o ponto de partida dos grandes empreendimentos evolutivos; que a curiosidade respeitável é a mãe da ciência
realizadora; que todo e qualquer processo de conhecimento exige campo de observação e trabalho. O cuidado a ser
tomado é o de não transformarmos os elementos de aprendizagem que não devem ser convertidos em brincadeira
e entretenimento sem qualquer laivo de seriedade ou motivação de ordem superior.
Mesmo obtendo o esclarecimento para alguns tópicos, isso ainda não é tudo, pois se faz necessária uma aplicação
prática.

DESAFIO 08 - A necessidade de iluminar a si próprio para poder iluminar os outros.


SOLUÇÃO:
Estudarmos sempre é importante, mas é preciso vivenciar o conhecimento no terreno das aplicações legítimas.
Iluminarmo-nos para sermos portadores de luzes verbais para os outros. Catalogarmos valores mas acima de tudo
vivenciá-los.
Obtermos conhecimento direto e pessoal da jornada para ensinar o caminho aos viajores.
Percebermos que nos assuntos da vida material é possível aos estatísticos sem visitar as fontes de seus recursos
informativos e eminentes geógrafos que raramente saem do lar e muitos outros exemplos podem ser dados, mas no
que se refere ao progresso espiritual é preciso vivenciar para poder orientar com maestria.

DESAFIO 09 - Fazer um intercâmbio aprimorado entre os dois planos.


SOLUÇÃO:
Oferecermos sadias condições do corpo físico que é instrumento elevado a ser conduzido pelo artista que deve ser
divino.
Devemos abandonar os planos inferiores, crescermos no conhecimento, valorizarmos as experiências e
intensificarmos as luzes do raciocínio.
Devemos Atrair a companhia dos espíritos elevados procurando santificar-nos na luta de cada dia, porque as
entidades angélicas não se mantém insuladas nos júbilos celestes e trabalham também para o aperfeiçoamento do
mundo, esperando a nossa angelização.
Tornarmo-nos bondosos, afáveis e dotados de doçura para atrair a presença dos bons espíritos.
Sem afabilidade, doçura e compreensão fraterna e atitudes edificante, não podemos entender os Espíritos afáveis e
amigos, elevados e construtivos. Basta imaginarmos Platão ensinando filosofia avançada a tribos selvagens e
primitivas e Francisco de Assis operando com salteadores.
A integração dos espíritos esclarecidos e santificados com as almas rigorosamente agarradas às manifestações mais
baixas e grosseiras da existência carnal não é admissível.

DESAFIO 10 - Não pensar na mediunidade apenas como um sexto sentido e perceber o seu verdadeiro objetivo.
SOLUÇÃO:
Compreendermos que a doutrina espírita é um movimento divino e mundial, de libertação das consciências, que traz
a revelação sublime da vida eterna e de valores imortais para todas as criaturas de boa vontade.
Acolhermos essa convicção e usá-la para evoluirmos.
Entendermos que mediunidade não é dom de privilegiados e sim qualidade comum a todos os homens e que se faz
necessária boa vontade sincera no terreno da elevação.
Vermos que atualmente existe a necessidade de grandes tarefas estimuladoras do desenvolvimento da humanidade
em que determinados encarnados são convocados a exercer a missão mediúnica no setor do esclarecimento
coletivo. Disseminando a fé positiva e edificante. À medida que o futuro avança, o serviço dessa natureza será de
todos,
porque somos criaturas imortais.
Não permitirmos mais que o padrão vibratório primitivo mantenha nossa luz apagada, porque todos nos
encontramos diante da própria Espiritualidade sem fim, renovando energias viciadas de séculos consecutivos a
caminho de transformações que mal podemos imaginar no estado evolutivo que nos encontramos.
Precisamos nos elevar no Espírito do senhor, que nos convidou ao banquete da luz, desde já precisamos nos levantar
para o porvir no propósito de aperfeiçoarmos as nossas qualidades individuais, para sermos verdadeiramente úteis
às realizações que hão de vir.
Amemo-nos intensamente, realizando os preceitos evangélicos e edifiquemo-nos cada dia, erguendo-nos para a
redenção final.
Unamo-nos no compromisso sagrado de cooperação legítima com Jesus.
Intensifiquemos nosso esforço espiritual, renovando as disposições milenárias do pensamento animalizado do
mundo, construindo estradas sólidas para a fraternidade legítima, concretizando as obras de elevação dos
sentimentos e dos raciocínios das criaturas e formando bases cristãs que santifiquem o curso das relações entre os
homens.
Não devemos provocar o desenvolvimento prematuro das faculdades psíquicas sem antes estar preparados para
ver e compreender ouvir sabendo discernir, pois do contrário estaremos provocando grande desastre ao coração.
Busquemos, acima de tudo progredir na virtude e aprimorar sentimentos. Fortalecendo o próprio equilíbrio o Senhor
nos abrirá a porta de novos conhecimentos.
Devemos conter o nosso desejo febril de transformar o próximo, pois há muitas forma de auxiliar sem impor, e que
somente depois do fruto amadurecido há provisão de sementes com que atender às necessidades de semeadura.
Paremos com o excessivo verbalismo sem obras; Cuidemos para que além dos serviços no bem que beneficiam as
pessoas no plano físico busquemos as construções silenciosas da renúncia, do trabalho de cada dia no entendimento
de Jesus, da paciência, da esperança, do perdão, que se efetuam portas a dentro da alma.
Transformemo-nos na vontade de Nosso pai em todos os trabalhos terrestres. Em nossos serviços de fé, aprendamos
a subir até os Espíritos Superiores e não querermos fazê-los baixar até nós, pois vale muito mais elevarmos nossos
corações para recebermos o infinito bem.
Não quebremos o fio de luz que nos liga individualmente, ao Espírito Divino. Não permitamos que o egoísmo e a
vaidade, os apetites inferiores e as tiranias do eu nos ofusque a faculdade de refletir a Divina Luz.
Saibamos que, em nossa capacidade de servir, e em nossas posições de trabalho, estamos para Deus como as pedras
preciosas da terra estão pra o Sol – quanto mais a pureza da pedra, mais possibilidade tem para refletir o brilho
solar.
Deixemos o interesse exagerado pelas expressões fenomênicas e voltemos mais para o indispensável
desenvolvimento de nossos espíritos.
Começa o capítulo 10 com André Luiz
demonstrando interesse em aprender
sobre os chamados
FENÔMENOS DE MATERIALIZAÇÃO.

Alexandre: “Trata-se de serviço de


ELEVADA RESPONSABILIDADE.”

“Exige TODAS as possibilidades do


aparelho mediúnico.”

“Movimenta todos os elementos de


colaboração dos companheiros
encarnados, presentes à reunião.”
“São muito raros os companheiros encarnados
dispostos às condições espirituais que
semelhantes trabalhos exigem.”
Segundo Alexandre, quais seriam essas
condições ideais?
. Respeito aos dons da vida
. Perfeita compreensão e valores morais
espontâneos e legitimamente consolidados no espírito
coletivo.
. Indagação científica acompanhada de seguros valores
do sentimento, do caráter e da consciência e não de
exigências repletas de pretensões.
“Se essas condições fossem facilmente
satisfeitas, as SESSÕES DE MATERIALIZAÇÃO,
seriam as mais naturais possíveis, sem
prejuízos para o médium e nem para os
assistentes.”

“Na incerteza de colaboração eficiente, essas


sessões efetuam-se com GRANDE RISCOS para
a organização mediúnica (integridade física do
médium) e requisitam número DILATADO de
cooperadores de nosso plano.
André Luiz foi
Ao entrarem, o que A. L. observou:
apresentado ao irmão
Calimério, espírito
1 – não haviam espíritos sofredores
responsável pelos à porta
trabalhos de um
determinado 2 – a casa estava protegida por um
cordão de isolamento energético,
grupamento, que se
formado por trabalhadores do
reunia numa Casa, na plano espiritual, num círculo de 20
Crosta. metros em derredor.

Alexandre: “É preciso o máximo cuidado para


que os princípios de ordem mental inferior,
nesse tipo de sessão, não prejudiquem a saúde
física dos trabalhadores encarnados.”
A.L: - “Se é preciso tanto zelo aqui do
nosso lado, não se fará a mesma
exigência aos nossos irmãos encarnados,
assistentes nesse serviço?”
Atenção à resposta de Alexandre:
Alexandre: - “Todo o perigo desses
trabalhos está na ausência de preparo
dos nossos amigos da Crosta, os quais,
alegando princípios científicos se
esquecem dos princípios de elevação
MORAL.”
Alexandre: - “Os irmão desencarnados
responsáveis por manter as fronteiras
vibratórias, não podem impedir a
ENTRADA das entidades inferiores,
absolutamente INTEGRADAS com suas
vítimas terrenas (processos obsessivos).”
Alexandre: - “A rigor aqui não deveriam
entrar os encarnados, vítimas do
vampirismo, mas a caridade fraternal
aconselha a tolerância, mesmo num
ambiente como esse.”
E André Luiz continua a observar os trabalhos:

3 – Vinte entidades de nobre hierarquia movimentavam o ar


ambiente através de gestos rítmicos.

Alexandre: “Estão promovendo a ionização da atmosfera,


combinando recursos para efeitos elétricos e magnéticos.
Pois nesses trabalhos processa-se acelerada
materialização e desmaterialização da energia.”
4 – Alguns trabalhadores da nossa esfera apareceram
portando aparelhos que emitiam raios que se
movimentavam em todas as direções.

Alexandre: “Estão condensando o oxigênio em toda a


casa. O ambiente de materialização requer elevado teor
de ozônio. A relativa ozonização age como bactericida.”
O ozônio (O3) é um gás bastante reativo e altamente
instável, ou seja, logo se recompõe a oxigênio (O2). É um
dos oxidantes naturais mais potentes e é também um
poderoso germicida. Estas características conferem ao
ozônio uma gama de aplicações, sendo utilizado em saúde e
processos industriais, tratamento de águas, alimentos, gases,
efluentes e também como agente clareador/branqueador
(fonte: http://www.o3r.com.br/blog/o-ozonio/
Alexandre: – O

ou força nervosa

que será abundantemente


extraído do médium,
não pode sofrer,
sem prejuízos fatais,
...a intromissão de certos
elementos microbianos”.
E André Luiz continuava observando tudo o que acontecia:

5 – Várias entidades chegavam do exterior, trazendo extenso


material luminoso.

Alexandre: “São recursos da Natureza (das águas e das


plantas) que os operários do nosso plano recolhem para
serem utilizados nos trabalhos dessa noite.”
7 – A jovem médium deu entrada no recinto acompanhada
por DIVERSAS entidades, incluindo um amigo de elevada
condição. Ele exercia considerável controle sobre a moça e a
ela estava ligado por tênues fios de natureza magnética.

Alexandre: “O controlador mediúnico, para as atividades


de materializações propriamente ditas, é o irmão Alencar
que também foi médico na Terra.”

Alencar: “Ser-nos-á muito útil a presença de ambos.


Precisamos de colaboradores para o auxílio magnético
ao organismo mediúnico.”
Foi preciso incentivar os processos digestivos
para que o aparelho mediúnico funcionasse
sem obstáculos.
8 – Alexandre e mais quatro assistentes colocaram
as mãos em forma de coroa sobre a fronte da
médium. Vi que suas energias reunidas formavam
forte fluxo magnético que foi projetado sobre o
estomago e o fígado da jovem.

9 – As forças emitidas concentraram-se gradualmente sobre


o plexo solar espalhando-se por todo o sistema nervoso
vegetativo. Acelerou-se então o processo químico da
digestão. O fígado passou a trabalhar de forma intensa.

10 – Em poucos instantes o estômago Fim da primeira


apresentava-se inteiramente livre. parte.
Começaram o auxílio magnético ao
organismo mediúnico.

O processo digestivo foi incentivado


magneticamente e em poucos instantes
o estômago apresentava-se livre.

EM SEGUIDA COMEÇOU A SER TRABALHADO


O SISTEMA NERVOSO DA MÉDIUM, PARA AS
SAÍDAS DA FORÇA (ECTOPLASMIA).
A.L.: “- Reparei na diferenciação dos fluxos
magnéticos diante da nova operação posta em
prática.”
11 – Alexandre projetava a energia
que lhe era peculiar sobre a região
do cérebro.

12 – Os outros quatro assistentes


lançavam os recursos que lhes eram
próprios sobre todo
o sistema nervoso central. Cada um encarregou-se
de uma
“- Via, espantado, os resíduos determinada zona dos
escuros que lhes eram nervos
cervicais, dorsais,
arrancados dos centros vitais.” lombares e sacros.
Alexandre:

-“O aparelho mediúnico foi submetido a


operações magnéticas destinadas a socorrer-lhe o
organismo nos processos de nutrição, circulação,
metabolismo e ações protoplásmicas,

a fim de que o seu equilíbrio fisiológico seja


mantido acima de qualquer surpresa
desagradável.”
13 – Passes magnéticos
começaram a ser
ministrados sobre a
cabeça da médium,
como serviço de
introdução ao
DESDOBRAMENTO
necessário.
A.L.: “- Nesse momento percebeu-se grande choque
DE VIBRAÇÕES no recinto.”

“O senhor P... aproxima-se,


porém em condições
indesejáveis. Bebeu alcoólicos
em abundância e precisamos
providenciar-lhe o insulamento.”

Alencar: - “É muito grave!


Neutralizemos a sua
influenciação, sem perda de
tempo.”
A.L.: “- O senhor P...
transpunha a porta.
Não revelava,
exteriormente, qualquer
traço de embriaguez.”

Alexandre: - “Os
princípios etílicos que ele
exterioriza pelas narinas, O Sr. P...
boca e poros, são foi cercado pelas
altamente nocivos e sério entidades operantes
perigo às forças e neutralizado pela
exteriorizadas do influenciação delas.
aparelho mediúnico.
A.L.: “- Prosseguiam-se os serviços. Os amigos
terrestres emitiam solicitações silenciosas, em
vibrações mentais em conflito ativo, desservindo ao
invés de auxiliar no trabalho da noite.”
Seria bom termos pelo menos Ah,
uns três ou quatro objetos mamãe...
materializados essa noite. Que
Pai, permita Precisamos de provas! saudades!
que o meu
Mês falecido
passado marido venha
foi fraco... hoje...
A.L.: “- Diversos servidores espirituais começaram a
combinar as radiações magnéticas dos companheiros
terrenos, que eram tratados com desvelado carinho,
quais crianças queridas ao coração.”

“Sob a ação do nobre


orientador da tarefa, se
exteriorizava a força nervosa
(ectoplasma), à maneira de
um fluxo abundante de
neblina espessa e leitosa.”
Em função da perturbação vibratória
em vista da atitude desaconselhável
dos companheiros encarnados, foi
necessário que pedir a eles que
interrompessem a concentração e
passassem a cantar ou fazer música
de outra natureza.

Alexandre pegou uma pequena


porção de ectoplasma e moldou, com
seu influxo mental e habilidade
técnica, um delicado aparelho de
fonação (garganta ectoplásmica).
Alexandre falou pela garganta artificial como quem
utilizava um instrumento vocal humano:

Alexandre: - “Meus amigos, a paz de Jesus esteja


convosco. Ajudem-nos cantando! Façam música
e evitem a concentração.”

Fez-se música no ambiente.

Uma vez alterada a vibração ambiente, foi


possível a materialização em si.
Aos poucos, valendo-se da
força nervosa exteriorizada
(ectoplasma) e de vários
materiais fluídicos,
extraídos no interior da casa
aliados a recursos da natureza,
Alencar surgiu,
aos olhos dos encarnados,
perfeitamente materializado.
Alexandre: “ – Se forçarmos o médium em nosso plano,
feriremos Alencar, em processo de materialização; se os
companheiros terrenos violentarem o companheiro
corporificado, esfacelarão a médium, acarretando
consequências funestas e imprevisíveis.
Peixotinho

Antonio Alves
José Medrado Feitosa
Chico Xavier
- Sabem porque estou aqui entre
vocês, meus filhos? Para dar
provas de que a morte não
existe. Provas verdadeiras de
que todos vocês são imortais.”
Irmã Josefa (espírito)
na cidade de Uberaba, Otília Diogo
década de 6O
A.L.: “ - Com o concurso generoso de Calimério
materializaram-se mãos e flores, à maneira
de mensagens afetuosas para os assistentes
da reunião.”
Depois de maravilhosos minutos
de serviço e júbilo,
com significativas
demonstrações de
agradecimento a Deus,
terminaram os trabalhos
da noite,
cooperando todos nós
para que a médium
fosse perfeitamente reintegrada
no seu patrimônio psicofísico.
Fim do capítulo 10
RESUMO DO CAPÍTULO 11 - INTERCESSÃO
Certa noite, André e Alexandre recebem a visita de duas senhoras, que desprendidas durante o
sono físico foram conduzidas de modo especialíssimo até eles. A mais velha, demonstrava ser
Espírito mais elevado, pelas luzes em que se via rodeado, bem como, parecia muito conhecida de
Alexandre, que a recebeu com muito carinho.
A mais jovem, Ester, envolvida num circulo escuro, trazia o semblante angustiado, e chorava muito.
A mais velha, Etelvina, diz que trouxe a prima que havia perdido o esposo. Casara-se há doze anos,
com o segundo marido, dizendo que o primeiro a quem muito amara, tinha se suicidado.
Tiveram 3 filhos, e viviam em perfeita harmonia. Raul seu marido, apesar de melancólico, era
dedicado e fiel.
Um dia ele foi assassinado inexplicavelmente, com um tiro de revolver, o qual foi encontrado junto
ao corpo.
Que mistério envolveria o crime? Populares e a Policia acreditavam tratar-se de suicídio, tanto assim
que pararam as investigações por ai. Porém Ester em seu intimo acreditava ter ele sido
assassinado. Que motivos levariam um homem honesto e trabalhador ao suicídio sem causa? Ester
não desejava culpar ninguém, não desejava vingança, o que queria sim era apenas acalmar seu
coração. Seria possível com a ajuda de Alexandre durante o sono, falar com o companheiro e ter
noticias sobre o que aconteceu e demonstrar-lhe todo o carinho dela e dos filhos.
Alexandre carinhosamente toma as mãos de Ester e pede a ela que volte ao lar e descanse. Que
deve procurar o refugio da oração, confiando os seus problemas ao Supremo Pai.
Depois que as senhoras se retiram, Alexandre nos dá uma explicação. Nós encarnados acreditamos
que os Espíritos são meros adivinhos e, pelo simples fato de estarem do outro lado, são donos de
dons divinos, ou seja, como Deus, sabem tudo o que ocorre com os encarnados antes, durante e
depois, mas esquecem que os Espíritos também estão sujeitos aos planos evolutivos como nós.
Existe apenas uma mudança de dimensão. Como dissemos em outro capítulo, quem esta doente
aqui, está doente lá, quem é viciado aqui, é viciado lá, não se torna simplesmente um ser santificado
quando desencarna.
No dia seguinte iriam até o lar de Ester, para começar as averiguações.
Não seria mais prático invocar o esposo desencarnado através de nossos poderes mentais? Raul
poderia desse modo ser ouvido sem dificuldades, e posteriormente poderíamos ajudar a viúva, diz
André.
Alexandre diz que sem duvida seria o método mais fácil (no caso nós estamos falando de Alexandre
e André, 2 Espíritos evoluídos, diferente da explicação anterior, que era para a maioria dos Espíritos
que invocamos). Porém, o serviço intercessório, para ser completo, exige alguma coisa de nós
mesmos. Concedendo a irmã Ester algo de nosso tempo e de nossas possibilidades, seremos
credores de mais justos conhecimentos, respeito á situação geral, enriquecendo os nossos valores
de cooperação. Quem dá o bem é o primeiro beneficiado, quem acende a luz é o que se ilumina em
primeiro lugar.
Alexandre e André chegam à casa de Ester, parecendo habitada por muitas entidades de condição
inferior, que era observado pelo movimento de entradas e saídas.
Eles entram sem que aquelas entidades percebam, pois são de um padrão vibratório muito baixo.
Sentados a mesa de refeições para o almoço, estava a família, constituída de Ester, três filhos, e um
casal de tios já idosos. Um fato deixa André surpreso. Seis entidades envolvidas em círculos
escuros os acompanhavam no almoço, como se estivessem tomando alimentos por absorção.
Infelizmente, os lares sem equilíbrio religioso, com viciação mental, ignorância e sofrimento, são
muito grandes. Onde não existe organização espiritual, não há defesas da paz de Espírito. Para
quem tem o pensamento reto, isto é intuitivo, ou seja, orar e vigiar.
Por outro lado, aqueles que desencarnam com excessivo apego aos que deixaram na Terra, neles
encontrando o mesmo apego, quase sempre se mantêm ligados a casa, às situações domésticas e
aos fluidos vitais da família. Alimentam-se com os parentes e dormem nos mesmos aposentos onde
se desligaram do corpo físico. È a lei de sintonia. Encarnados e desencarnados apegados uns aos
outros.
Aquelas entidades alimentavam-se através das narinas, e ante o assombro de André, Alexandre
explica que o homem recebe mais de setenta por cento da alimentação da atmosfera, através de
princípios atmosféricos, captados pelos condutos respiratórios. Não ignoramos também que as
substâncias cozidas ao fogo sofrem profunda desintegração no ar, e estes Espíritos sentem nelas o
mesmo sabor que sentiam quando estavam encarnados. Quantas vezes não passamos ao lado do
fogão e sentimos aquele cheirinho gostoso de comida e dizemos, que cheirinho bom!!! Eles
alimentam-se destes elementos que estão aromatizando o ar.
Alexandre lembra a André que naquela casa são só parentes, mas, imaginemos um local onde
tenhamos a mesa entidades indignas, estranhas à família. A mesa familiar é um receptáculo de
influenciações de natureza invisível. Como dissemos antes, meditando no bem, seguindo o caminho
reto, conservando-se a família em plano superior, utilizando somente conversas construtivas e
edificantes na mesa, os trabalhadores espirituais virão participar-lhe até no campo dos bons
pensamentos. Porém, se a conversa recair sobre a maledicência, a ironia, sarcasmo, piadas menos
dignas, leviandade, tudo isto Dara abertura para na mesma sintonia, ter a mesa entidades
zombeteiras, caluniadoras, galhofeiras, e perturbadoras.
No caso da nossa Ester, os desencarnados eram familiares. Existia um vampirismo recíproco. O
apego dos dois lados, exercia este vampirismo. Os velhos Tios choravam e lamentavam-se por
estarem velhos e doentes e não poderem ajudar a sobrinha. Do lado dos desencarnados as
entidades também comovidas, abraçavam-se aos velhos com mais fervor e choro. Ester que
naquele momento estava sobre influenciação espiritual de Alexandre e André, começa a dizer para
não se desesperarem, pois Deus os ajudaria. Logo estaria trabalhando, pois durante o sono sonhou
que estivera com um mensageiro celeste, e este a aliviara de suas dores. Logicamente estava se
referindo ao encontro com Alexandre durante o sono. Suas palavras deixaram os filhos alegres, e
fizeram com que os velhos parassem de se lamentar e chorar, e todos tiveram um momento de paz.
Alexandre e André dirigem-se à quarto ao lado da sala, e conversam com um trabalhador espiritual
em serviço naquele lar. Ele explica que Raul, o esposo, realmente cometera o suicídio. Fizera de
modo muito bem planejado, pois comprara a arma escondida da esposa, dera o tiro no coração,
fazendo com que caísse a pequena distância, procurando evitar impressões digitais, para dar a
impressão de um assassinato.
Perguntado se tentou ajudar naquela ora, o trabalhador disse que ele e alguns companheiros ainda
tentaram, mas como Raul fizera tudo friamente, e estava com vibrações pesadíssimas, algumas
dezenas de entidades perversas se aproximaram e o levaram imediatamente, sem que nada
pudesse ter sido feito. Era a lei de sintonia funcionando novamente.
Mas porque não poderia ter uma ajuda ao suicida? Alexandre nos esclarece. No suicídio
previamente deliberado, sem a intromissão de inimigos ocultos, como no caso do Raul, o
desequilíbrio do Espírito é terrível, acarretando incapacidade de sintonia mental com os elementos
espirituais superiores. O socorro não pode ocorrer, pois foi uma ação propositada, com plena
consciência, usando seu livre arbítrio. Nestes casos, a dor vai funcionar como medida de auxilio
indispensável para corrigir o espírito moralmente.
Alexandre agora vai junto com André, descobrir onde está o Raul, e saber através dele mesmo, o
porque daquele ato tão odioso.
Após algumas orações, Alexandre e André vão para um matadouro de bovinos, nas vizinhanças do
bairro de Ester. Chegando lá, André nota que existia numeroso grupo de entidades inferiores, em
vários lugares do galpão. Onde estava sendo processada a matança dos bovinos, o quadro foi
terrível. Uma enorme quantidade de entidades inferiores, em condições deploráveis, atirava-se ao
sangue que corria da matança, como se pudessem beber aquele liquido. Estavam sugando o
plasma daquele sangue como vampiros. Ante o espanto de André, Alexandre diz que deveria pensar
que, quando encarnado, quantas vezes a carne e a gordura daqueles animais, não significavam
abundância em nossos lares. Ainda hoje, as churrascarias são objetos de desejos para
comemorações, almoços, jantares. Finalmente eles acham Raul, uma triste figura, com a roupa
ainda ensangüentada, perambulando pelo pátio.
Alexandre aproxima-se de Raul. Coloca sua mão sobre a fronte do mesmo, e o envolve em vigorosa
força magnética. Dentro de instantes, Raul estava cercado de intensa luz, que foi imediatamente
vista pelas entidades. A maioria se afastou com gritos de terror. Estavam assustados, espantados.
Um dos mais corajosos, ainda gritou, para que deixassem Raul entregue a sua sorte, pois os
Espíritos poderosos estavam interessados nele. E todos se retiraram, apavorados com aquela luz
que vinha do alto, ficando o galpão completamente vazio. Raul estava como que imbecilizado,
precisando ser levado pela mão por Alexandre, como se fosse uma criança. As entidades tinham
sugado prolongadamente sua energia vital, e ele encontrava-se completamente desmemoriado.
Raul é levado para uma casa espiritual aqui na crosta, que funciona como pronto socorro de
emergência, para um primeiro tratamento dele. Após vários passes em seu cérebro, Raul começa a
despertar, e gritar que não quer morrer, que seu coração esta ferido. Chama pela Ester, e pelos
filhos pedindo socorro, e diz que não quer morrer.
Alexandre diz a Raul que ele não deve chamar a esposa e os filhos, pois já desencarnara. Agora só
com muito trabalho e purificação poderá ter uma oportunidade de visitá-los.Raul fica apavorado.
Depois de quatro dias, Alexandre e André voltam, e encontram Raul, cheio de dores, porém mais
calmo, pois já sabia onde estava. Raul então conta finalmente a sua história.
Ele veio do interior para a capital, a convite de um amigo. Noé, o amigo, tinha uma noiva, que amava
muito e pretendia se casar, e que se chamava Ester. Um dia a apresentou para Raul. Raul apaixona-
se por Ester, e começa a pensar como se livrar de Noé. Começa a usar no amigo, que confiava
muito nele, pequenas doses de um conhecido e terrível veneno. Aos poucos foi aumentada esta
dose, conforme o organismo de Noé ia se adaptando, quantidades estas que em outros seriam
fatais. E assim o amigo acabou desencarnando. Cortejou Ester, casou, teve os filhos, mas a sombra
do passado estava sempre ali, gravada em sua memória. Sua consciência cobrava dia e noite, noite
e dia.
Não poderia se entregar à justiça, pois iria manchar a vida futura da esposa e dos filhos. Então
começou a arquitetar um plano.
Raul começa a arquitetar um plano. Compra um revolver escondido da esposa. Naquele fatídico dia,
quando voltava para casa, de modo premeditado, coloca a arma contra o próprio coração, evitando
deixar marcas digitais, e num supremo esforço, consegue jogar a arma longe do corpo. Sentia muita
dor, e com os olhos anuviados, sentiu que uma multidão de criaturas o levava do local do crime.
Eram aquelas entidades inferiores que mencionamos antes. Desde então Raul passou a sentir uma
fraqueza geral, um sono pesado e angustioso, cheio de pesadelos cruéis. Somente agora, naquele
quarto de socorro é que conseguia recuperar a razão e a consciência.
Enquanto Raul caia em prantos, Alexandre lhe confortava dizendo que o remorso transformava-se
em regeneração, e que seus males não poderiam desaparecer milagrosamente. Era a Lei de
Causas e Efeitos.
Alexandre fala o porque da ajuda fraterna, que se iniciou com o processo intercessório da esposa,
suas orações de carinho. Deu noticias dos filhos e dos tios e das dificuldades que passavam no
momento. Falou também da saudade de Ester, que gostaria de vê-lo, ainda que fosse no sono físico.
Ao retirar-se Alexandre nos deixa um recado.
Os amigos encarnados pede-nos por vezes, determinados trabalhos, muito distante do
conhecimento das verdadeiras situações. Para a sociedade Raul é uma vítima de bandidos ocultos,
quando é vitima de si mesmo. Para Ester é o marido ideal, exemplar, quando na realidade foi um
criminoso e suicida. Devemos sempre lembrar uma frase que ele nos disse em um dos capítulos
anteriores. “nós apenas mudamos de plano, a doença continua a mesma, ninguém fica santificado
porque desencarna”
Será que Ester esta preparada para ouvir a verdade? Somente são dignos da verdade plena os que
se encontram plenamente libertados das paixões. Ester é profundamente bondosa como vimos na
história, mas não conseguiu ainda o próprio domínio da paixão. Não possui as emoções, é possuída
por elas. Por isso Alexandre diz que esta preparada apenas para a consolação, e não para a
verdade ainda.
André acha que a verdade deveria ser dita, porém Alexandre diz que, com que direito eles poderiam
perturbar o coração da pobre viúva, bem como, tirar a tranqüilidade das crianças, envenenando a
alma, só para se exibirem como realistas. Há mais alegria em mostrar o crime ou descobrir a fonte
do conforto. A vida pede muito discernimento, cada palavra tem sua ocasião, cada revelação tem
seu tempo.
Alexandre vai as Autoridades do Auxilio em Nosso Lar, e pede a Romualda, uma das irmãs da
Turma de Socorro, para ajudar Ester, preparando ela para visitar Raul na próxima noite, e em
seguida, durante duas semanas, repor suas energia psíquicas e cooperando para que ela
reorganizasse sua vida com novo emprego.
No dia, Raul recebeu instruções para evitar queixas, ou gestos de impaciência ou aflição, para que a
esposa não recebesse qualquer impressão de sofrimento. Chega Ester com Romualda, e a viúva
começa a chorar. Raul com a ajuda espiritual de Alexandre, diz a ela para ter confiança em Deus,
cuidar dos filhinhos, e ajudá-lo com sua fé. Diz que vai muito bem, e com bonitas palavras consegue
deixar Ester mais calma. Ela pergunta a ele quem o matou.
Raul, com a inspiração de Alexandre que estava ligado a ele por sutis fios de luz, diz que os
processos da Justiça Divina não se encontram ao dispor de nossa apreciação, e aprende a procurar
antes de tudo, à vontade de Deus, que é muito mais importante.
Ester despede-se do marido chorando, mas esperançosa, e parte junto com Romualda.
A partir daquele momento ela esta cheia de novo animo para recomeçar a sua vida e trabalhar, e por
outro lado, Raul, sentindo a extensão da ajuda que recebeu e vendo o quanto pode ajudar a esposa,
vai criar estimulo e energia no próprio coração para crescer e regenerar-se.
André quer saber sobre a ferida do coração, até quando ele padecerá? Talvez por muitos anos, e
algumas reencarnações, porém, isso não impedira de trabalhar intensamente no campo de sua
elevação.
No outro dia, André volta ao lar de Ester, e no horário do almoço percebe que o ambiente estava
renovado, algumas entidades inferiores ainda permaneciam, mas eram poucas agora. Enquanto
Ester contava seu sonho e a visita ao esposo com muita alegria, seus filhos vibravam junto com ela.
Porém, os dois tios, não seguiam a mesma linha. A tia pergunta se ela acredita ter visitado Raul em
outro mundo, e o tio com ironia, diz porque ele a consolou tanto, e não elucidou o crime.
Isto me lembra o item 8 das influenciações sutis “Ânsia de investir-se no papel de vítima ou de tomar
uma posição absurda de automartírio”. É o que faziam os Tios dela.
Ester lembra que ficamos preocupados em punirem culpados, sem dar conta de nossas próprias
culpas, desejamos ser mais justo que o próprio Deus. Como disse Jesus, para nós todos
meditarmos, quem não tiver pecado, que atire a primeira pedra.
Romualda diz que, estavam ajudando Ester em sua nova caminhada, e que em virtude de sua
bondade, fé, esperança, a espiritualidade iria cooperar para que aparecesse serviço bem
remunerado. Quando o encarnado faz-se merecedor, a espiritualidade pode colaborar neste sentido
com os recursos que eles tem ao alcance, desde que esta cooperação não interfira no seu livre
arbítrio.
Depois de uma semana, batem a porta de Ester, e uma senhora, seguida pela Romualda, oferece
trabalho honesto em sua oficina de costura. A viúva chora de alegria e emoção.
Estava concluída a INTERCESSÃO, motivo de nosso capítulo.

REFLEXÃO DO CAPITULO 11 – INTERCESSÃO


FASES DE UM PROCESSO DE INTERCESSÃO
01 – RECEBIMENTO DO PEDIDO
02 – ANÁLISE DO PEDIDO
03 – PESQUISA DE CAMPO E COLETA DE DADOS
04 – DIAGNÓSTICO E ELABORAÇÃO DE UM PLANO DE TRABALHO
05 – EXECUÇÃO DO PLANO DE TRABALHO
06 - CONCLUSÕES
André Luiz através do caso de um suicida, que se beneficia através de uma intercessão, mostra-
nos como os Missionários atende as situações de intercessões. Ao analisarmos o contexto
percebemos uma sequência de ações respaldadas na sabedoria:
01 – RECEBIMENTO DO PEDIDO INTERCESSÓRIO
1. Atendimento fraterno: ouvir atenciosamente com respeito e receptividade amorosa,
considerando que:
 Em toda parte a dor sincera é digna de amparo tanto no mundo material quanto no mundo
espiritual.
 Os trabalhadores devem estar prontos à cooperação legítima.
 Os que buscam socorro devem se sentir aliviados percebendo que serão ajudados e
poderem narrar com calma os acontecimentos a que se refere o problema.
 Observação da condição psicológica e estado evolutivo do aflito, para dosagem adequada
das informações que serão reveladas no momento oportuno.
 Convocar amorosamente o aflito para a calma e a coragem e explicar que o problema será
solucionado após uma cuidadosa diligência.
 Esclarecer que ansiedades podem ser superadas através do refúgio da oração, confiando-as
ao Supremo Pai, sendo necessário amparar-se na fé sincera. Deixando claro que o assunto será
examinado com muita atenção.
 Proceder às despedidas de forma fraterna.
02 – ANÁLISE DO PEDIDO
Recebido o pedido se inicia as ponderações sobre o problema e como resolvê-lo da melhor forma
levando em consideração que:
 Os trabalhadores Espirituais não atuam como adivinhos ao atuarem em pedido intercessório,
pois estar fora da carne não dá poder divinatório e todo serviço exige sua quota de esforço para ter
seu mérito.
 Evitar lançar mão de invocações e outros meios para obtenção de respostas rápidas.
 Conceder tempo e possibilidades ao caso, tornam os trabalhadores envolvidos dotados de
créditos de mais justos conhecimentos a respeito do problema enriquecendo os valores de
cooperação.
 Dar de si para o bem nos faz os primeiros a ser beneficiados.
 Quem acende uma luz é o que se ilumina em primeiro lugar.
 Como na terra, o serviço de colaboração fraternal no plano dos Espíritos reclama esforço,
tolerância e diligência.
03 – PESQUISA DE CAMPO E COLETA DE DADOS
Definidas as diretrizes da pesquisa e as visitas a serem feitas, os trabalhadores vão a campo
considerando que:
 Entre os lugares a serem visitados está incluso o lar da pessoa que solicitou ajuda.
 È necessário manter o foco na diligência, pois são encontrados espíritos diversos nos locais
visitados, em atitudes que chamam a atenção, mas que não estão relacionadas com o problema a
ser resolvido.
 É importante conversar com os espíritos visitadores que normalmente visitam os lares e
obter informações a respeito dos acontecimentos relacionados às pessoas ou espíritos ligados ao
caso estudado.
 Quando necessário valer-se das boas energias da prece para fazer uma busca clarividente do
espírito procurado.
 Ao se dirigir ao local onde se encontra o espírito visado, manter a discrição e utilizar de
recursos da expansão da luz se necessário para indicar aos espíritos trevosos de que os
missionários da luz estão presentes em serviço. Normalmente essas entidades se afastam e o
resgate do espírito procurado é feito.
 Analisar as condições psicológicas do espírito resgatado e definir uma linha de ação para tirá-
lo do estado de perturbação e trazê-lo a plena consciência.
 Muitas vezes o processo de volta a consciência leva alguns dias. Como os obreiros da luz
tem outras atividades a executar, deixam o espírito em um hospital volante na crosta e retornam no
momento oportuno.
 Retornando no momento do despertar do espírito iniciam o diálogo com o mesmo, levando
paulatinamente o espírito perceber a realidade de sua situação.
 Diante do desespero, exortar o espírito a calma e confiança em Deus e deixar bem claro ao
mesmo a gravidade da situação e o que sofrerá para alcançar as novas oportunidades de
reconstrução da paz interior.
 Deixar o espírito trabalhar mentalmente e alcançar certa dose de calma o que leva alguns
dias e retornar ao diálogo.
04 – DIAGNÓSTICO DA PROBLEMÁTICA E ELABORAÇÃO DE UM PLANO DE TRABALHO
Com todas as informações coletadas e identificado o estado psicológico de todos os envolvidos na
problemática procede-se a um plano de ação que possa atender os anseios de quem reivindicou a
intercessão e em consequência beneficiar o espírito faltoso.
05 – EXECUÇAO DO PLANO DE TRABALHO
Elaborado o Plano de Trabalho voltar a campo para atuar observando que é importante:
 Voltar ao diálogo com o espírito sofredor, procurando o tranquilizar levando-o a compreender
que apesar da gravidade do erro cometido, poderá se redimir.
 Criar um clima de amor e compreensão, deixando que o espírito em processo de desabafo,
conte sua história em detalhes e de vazão aos sentimentos de arrependimento.
 Levar o sofredor a compreender que sempre há esperança, quando houver o desejo sincero
de reparação e não deixar se dominar pela ideia de impossibilidade.
 Reforçar a necessidade de meditar na grandeza de Deus e transformar o remorso em
propósito de regeneração.
 Deixar claro que os males atuais não desaparecerão milagrosamente e que é necessário
fazer a colheita compatível com a semeadura. A lição de recomeçar leva ao progresso e é
necessário ter calma e coragem.
 Fazer o ajudado perceber a causa porque está sendo ajudado, principalmente se tratando de
um processo de intercessão promovido por alguém que o ama muito. Esperando assim que o
sofredor possa se reanimar frente o amor daqueles que ficaram em sofrimento pela sua perda.
 Fazer entender que será ajudado dentro de suas dificuldades.
 Entender que muitas vezes os encarnados pedem trabalhos ao plano espiritual, com completo
desconhecimento da verdadeira situação. A verdade seria por demais chocante para encarar, se
fosse permitido revelar.
 A grande maioria não está preparada para o realismo que poderia acarretar-lhes sérios
prejuízos. A resposta neste caso deve ser prudente com algum caráter de omissão.
 Chegando a conclusão que será salutar, promover o encontro do encarnado intercedente com
o espírito sofredor, designa-se um obreiro para preparar o encarnado para a visita durante o sono.
 Designando um processo de restauração da energia psíquica do encarnado nos dias
seguintes após a visita e abrir-lhes possibilidade de encontrar um trabalho digno para sustentar a
família, se o caso assim o exigir.
 No dia aprazado levar o espírito encarnado ao encontro do desencarnado que no caso se
encontrava num hospital espiritual na crosta terrestre.
 O sofredor é orientado a não expressar qualquer queixa e expressar qualquer gesto que
denote impaciência ou aflição.
 Necessário esconder as chagas presentes no períspirito do moribundo para que não fosse
percebido qualquer indício de sofrimento.
 Auxiliar o moribundo através de ligação fluídica para que mantenha o equilíbrio emocional e
expresse as palavras certas para trazer consolo e reequilíbrio à pessoa amada.
 Estar atento diante de perguntas cujas respostas trariam grande prejuízos. Influenciar o
interpelado a fazer uma inteligente omissão, desviando a mente para o otimismo da fé e confiança
em Deus.
06- CONCLUSÕES
 O trabalho de socorro exige preparo, muito esforço e devotamento fraterno.
 Aquele que pede intercessão e o beneficiado são percebidos como criaturas enfermas
espiritualmente.
 É preciso muito cuidado ao lidar com a verdade que em muitos casos traz luz e libertação em
outros pode levar as trevas do desespero.
 O espírito encarnado deve sair da experiência renovado em ânimo e esperança, liberto da
angústia da dúvida.
 Quanto ao desencarnado padecendo as dores do prejuízo causado a si mesmo não estará
impedido de trabalhar intensamente no campo da consciência, esforçando-se pela reaproximação da
bendita oportunidade regeneradora.
 A vida pede muito discernimento, cada palavra tem sua ocasião, como cada revelação o seu
tempo.
 Deve-se tomar muito cuidado para não esmagar o suplicante que em oração pede
esclarecimentos necessários para que possa ter paz de espírito.
 Nem todos recebem o serviço de auxílio das esferas superiores.
 Somente são dignos da verdade plena os que se encontram plenamente libertados das
paixões. muitos não possuem as emoções e sim possuídos por elas e estão preparados para a
consolação e não para a verdade.
PRESENÇA DE VAMPIROS NO LAR
Muitos espíritos ficam ligados ao lar após o desencarne e sentem a necessidade doa s alimentos
terrenos e os consome através de suas emanações fluídicas junto a mesa de refeição da família.
Ligados a casa e aos familiares, alimentam-se e dormem nos mesmos aposentos onde se
desligaram do corpo físico
Nesses lares normalmente faltam:
 O equilíbrio religioso
 Organização espiritual
 Defesas da Paz de espírito
 Reto Pensamento
As almas se reúnem obedecendo às tendências que lhes são características e cada espírito têm as
companhias que prefere.
Assuntos de baixo escalão e a maledicência somente atraí os caluniadores invisíveis, os galhofeiros
e sarcásticos que inspiram o anedotário menos digno, deixando margem vastíssima a leviandade e a
perturbação.
Se a família conservar-se em plano superior rendendo culto às experiências elevadas da vida,
atrairá a presença dos benfeitores da iluminação espiritual lançando sementes de entendimento das
ideias superiores que levam a ascensão espiritual
ESPIRITOS VAMPIRIZADORES
Existem espíritos que se alimentam sugando as forças do plasma sanguíneo dos animais mortos em
frigoríficos ou matadouros.
Abusam também de recém desencarnados sem qualquer defesa. Exploram ao máximo os eflúvios
dos corpos dos desencarnados e nos dias seguintes esgotam as forças vitais do períspirito.
Na presença da luz emitida pelos espíritos superiores, recuam, mas costumam ironizar as forças do
bem.
O magnetismo do mal também é cheio de poder e recai em cima daqueles que caem
voluntariamente sob seus tentáculos.

RESUMO DO CAPÍTULO 12 – PREPARAÇÃO DE


EXPERIÊNCIAS

Iniciamos com André e Alexandre recebendo a visita de uma entidade de elevada espiritualidade,
pedindo colaboração na preparação de Segismundo, para sua volta ao plano físico, ou seja, a
reencarnação.
Vamos conhecer a história dele para entender o que está acontecendo. Raquel era casada com
Adelino. Segismundo com artimanhas, a desvia do caminho reto, e assassina Adelino em luta
armada. Passaram-se muitos anos, e Raquel e Adelina reencarnam. Mais alguns anos e quando se
tornam adultos, exatamente a quatro anos do momento em que estamos vivendo esta preparação
de Segismundo, eles casam-se e tem um filho.
Na espiritualidade, tudo esta sendo preparado para que Segismundo volte em companhia do
inimigo, no caso Adelino, para purificar seu coração e o ódio mutuo. Por autorização da
espiritualidade superior, ele será o segundo filho do casal.
Mas tem um porém. O Adelino, que será o futuro pai, repele ele com todo ardor, quando surgem as
horas do sono, trabalhando contra os propósitos de harmonização. Segismundo que a principio
animara-se com a idéia, agora com os pensamentos de ódio e ciúme do rival, sente-se sem forças
para reparar o mal. Enche-se de tristeza e profunda revolta e, nesse estado negativo, não aceita a
ajuda da espiritualidade.
A entidade esta pedindo ajuda a Alexandre, porque ele durante a encarnação em que ocorreu a
tragédia dos 3 protagonistas de nossa história, estava presente como encarnado. Os 3, Adelino,
Segismundo e Raquel, após o desencarne ficaram muito tempo em zonas inferiores pelo ódio e
vibrações de desespero que emanavam. Foram socorridos por intercessão de amigos redimidos, e
na espiritualidade, depois de anos de estudo, trabalho e aprendizado, prometeram a volta e
reconciliação. Porém na carne, tudo é diferente.
Como já foi lembrado várias vezes, nós nos preparamos na espiritualidade por muito tempo, e
quando chega a hora da reencarnação, nós participamos desta preparação cientes das nossas
futuras expiações e missões aqui na terra. Junto com um Grupo de Espíritos nos preparamos para a
aproximação fraternal, do perdão recíproco, e para semearmos o amor na nova oportunidade.
Porém, quando encarnados, o deslumbramento com as coisas materiais, as influenciações sutis ou
ostensivas, nos fazem esquecer as promessas do passado. Mas como isso acontece, se não
lembramos de nada quando voltamos? Simples. Não praticamos a caridade, não semeamos o amor,
não amamos o próximo como a ti mesmo, como ensinou o Mestre, não crescemos moral e
espiritualmente. É o suficiente para agravar nossas dívidas.
Alexandre propõe a André, um estágio de alguns dias no Planejamento de Reencarnações de Nosso
Lar, antes de entrarem no caso de Segismundo. A grande maioria das reencarnações se processa
de modo padronizado, para todos que estejam no campo das manifestações evolutivas, ou seja, no
nosso caso, estamos ainda em processo de evolução, e precisando ainda de muitas reencarnações
para atingir pelo menos um patamar de espíritos bons. Precisamos também ainda de algumas para
elevar nossos padrões intelectuais, culturais e morais. Portanto, ainda estamos em processo
evolutivo, e a reencarnação é de modo padronizado.
Mas existem Espíritos em que a reencarnação é feita de modo individual. Como e Porquê?
São Espíritos que se elevando em cultura e conhecimentos, e conseqüentemente em
responsabilidades, fazem com que o processo reecarnacionista seja individual e mais complexo.
Existem nas colônias mais elevadas, serviços especiais para a reencarnação de trabalhadores e
missionários.
Não são Espíritos completamente bons e já redimidos, pois estes não necessitam mais das
reencarnações, mas, que apresentam mais soma de qualidades superiores. São entidades ainda em
débito, mas com valores de boa vontade, perseverança e sinceridade, que lhes da o direito de influir
sobre os fatores de sua próxima reencarnação, o que não acontece nas mencionadas nos modos
padrões.
André vai ao Planejamento de Reencarnação e repara que uma grande quantidade de entidades
transita no prédio, e algumas levam consigo uns reduzidos rolos brancos tipo pergaminho. Eram
trabalhadores interessados em reencarnação próxima, bem como, outros em trabalho de intercessão
para amigos íntimos.
Os rolos eram mapas de formas orgânicas, elaboradas por orientadores do Departamento,
especializados em conhecimentos biológicos, com todo o estudo sobre o corpo físico da próxima
reencarnação.
Conforme o grau de adiantamento do futuro reencarnante, e de acordo com o serviço que lhe é
designado no corpo físico, é necessário estabelecer planos adequados aos fins que se destinam.
Na sala em que André entra, existem duas imagens, sendo uma masculina e outra feminina, com
todos os detalhes do corpo humano. Alexandre diz que a espiritualidade considera o corpo físico
uma Benção de DEUS. Nosso corpo físico esta a serviço por milênios a serviço da nossa elevação.
Todos os núcleos da Espiritualidade superior, mantêm um departamento de aperfeiçoamento do
corpo humano, como este que estamos relatando, existente na Colônia Nosso Lar.
Mas e aqueles que reencarnam compulsoriamente, das regiões mais baixas da crosta. Existem na
crosta trabalhadores espirituais que executam os trabalhos reencarnacionistas, em processos
naturais. Quem não se lembra do Posto da Mansão do Caminho, em Ação e Reação, quando duas
irmãs relatam seus serviços junto a reencarnações naquele posto, situado na crosta terrestre.
André conhece uma entidade que vai reencarnar. Era Silvério o qual estava triste, pois tinha receio
de contrair novos débitos e não pagar os velhos para os quais estava voltando para quitar. Silvério
quer saber se o seu modelo já esta pronto. Diz que pelos planos TERÁ UMA PERNA COM
DEFEITO, para evitar a vaidade, uma de suas dividas. Ele terá SETENTA anos no mínimo, segundo
o planejamento. E porque no mínimo? Porque dependendo da condição em que tratar seu corpo
físico, ou seja, não contrair os vícios da matéria como fumo, bebida, etc, ou os vícios morais, como o
ódio, orgulho, e outros, poderá até passar dos SETENTA.
Manasses, o companheiro de André Luiz, diz a Silvério que, trate de aproveitar a oportunidade e não
volte antes dos Setenta anos. Todos os seus amigos esperam a sua volta na condição de um
“COMPLETISTA”.
E o que é completista?
São os raros Espíritos que aproveitam todas as possibilidades que o corpo físico oferece. Alguns
exemplos, o Chico Xavier, Doutor Bezerra de Menezes, Irmã Dulce. Em geral, quase todos perdem
importantes forças fisiológicas, desprezando de 50 a 70% de nossas possibilidades morais e
intelectuais.
O “completista” na qualidade de trabalhador leal e produtivo, pode escolher o corpo futuro, em
missões de amor e iluminação, ou recebe um corpo enobrecido para dar prosseguimento de suas
tarefas, a caminho de círculos mais elevados de trabalho. Voltando ao Chico, ele pode ter escolhido
o corpo para a missão de amor e iluminação que teve aqui na Terra. Do mesmo modo, Kardec,
recebeu um corpo enobrecido para sua dura tarefa.
André vai a uma sala, onde trabalham grande quantidade de entidades, especializadas em Biologia
e Embriologia. Muitos mapas de partes do corpo humano estão pela sala. Aproxima-se Anacleta,
que devera reencarnar em breve, Sua tarefa será cuidar de 4 entidades que reencarnarão como
seus filhos. Estas entidades estão a mais de 40 anos nos abismos das regiões inferiores.
Anacleta é elogiada por Manasses como uma mulher muito corajosa, pela profunda abnegação se
seu futuro ato.
Ela humildemente não aceita o elogio. Porque irá fazer aquilo? Qual o motivo daquele ato de
abnegação e coragem. Vamos conhecer a história de Anacleta.
Quando encarnada, ela tivera 4 filhos, sendo 3 homens e uma menina, os quais, por terem família
abastada, e pelos excessos de meiguice da mãe com eles, não cresceram moralmente e
intelectualmente, e acabaram se perdendo muito cedo em desregramentos de natureza física e
moral.
Resultado; desencarnaram jovens e acabaram nos abismos das zonas inferiores.
Agora Anacleta prepara-se para tentar novamente ajudar os quatros. Dentro dos planos do
Departamento de Planejamento de Reencarnações, ela ficara viúva precocemente, um filho será
débil mental, dois serão paralíticos, a filha ira ajudá-la na viuvez, mas também terá sérios problemas
de saúde. Portanto, sua carga será muito grande como podem imaginar.

Uma outra entidade feminina aproxima-se de Manasses, e pede para que ele lhe ajude. Mostra os
planos para sua reencarnação, e mais precisamente o sistema endócrino, o qual era perfeito em
todos os detalhes. A entidade pede que seja feita algumas modificações, pois precisa se apresentar
na Terra não de modo impecável, para evitar cair novamente. Para que tenha maior possibilidade de
êxito, pede que a tiróide e as paratireóides, não estivessem tão perfeitamente delineadas. Prefiro a
fealdade corpórea, pois não estou interessada num corpo de Vênus, e sim na redenção de meu
Espírito, diz a entidade.
As vezes reclamamos até de uma dor de unha. As doenças que nós temos ao longo de nossa
existência, se não foram adquiridas pelos vícios da matéria, e não tem uma explicação dentro da
nossa razão, provavelmente foram escolhidas por nós mesmos durante o processo reencarnatório.
Sobre este assunto, outro caso interessante Manasses relata a André Luiz. Mostra um plano de um
amigo, em que certos pontos escuros vão desde o cólon até a sigmóide. Isso indica que ele sofrera
uma úlcera tão logo chegue a maioridade física. Trata-se de escolha dele. Quando encarnado, a
mais de cem anos, este homem assassinou um outro ser a facadas, o qual ligou-se a ele como
terrível obsessor. O ódio recíproco fez com que ele ao desencarnar tivesse o perispírito em
dolorosas condições. Arrependeu-se do crime, e nesses mais de cem anos trabalhou para sua
melhora, crescendo moralmente, mas com a dívida permanecendo ainda. Como em todos esses
anos conquistou benefícios através trabalhos louváveis, obtendo preciosas intercessões, conseguiu
com que o amor transformasse o caráter do trabalho de pagamento. Na Terra experimentara
desgostos em virtude do sofrimento físico, lutara de modo incessante desde que a ulcera apareça
até o dia do resgate final. Se souber manter fiel aos compromissos assumidos, terá atingido, mais
tarde, a plena liberdade.
Como vimos agora, a Ação e Reação nem sempre é necessariamente como alguns pensam, ou
seja, matou com um tiro, na nova reencarnação vai morrer do mesmo modo, com um tiro. No nosso
caso, ele volta sem a necessidade de passar pelo mesmo sofrimento, mas em virtude de seu
trabalho de amor e dedicação na espiritualidade, por mais de cem anos, intercessão de preciosas
entidades, e ser amigo de inúmeros benfeitores espirituais, podem escolher como reencarnar.
Escolheu então a ulcera, para curar as chagas de seu Perispírito.
Como disse Pedro, há muitos séculos atrás “o amor cobre a multidão de pecados”
Já André Luiz nos diz que a existência humana não é um ato acidental, mas uns planos divinos,
obedecendo aos desígnios de Deus, que manda ministrar os dons da vida “a cada um por suas
obras”.

REFLEXÃO DO CAPÍTULO 12 - PREPARAÇÃO DE


EXPERIÊNCIAS
Síntese: O capítulo trata da visita de André juntamente com Alexandre, a uma instituição no plano
espiritual onde são planejadas as reencarnações. A visita é feita após uma solicitação para que
Alexandre auxiliasse no processo reencarnatório de Segismundo. Durante a visita, André Luiz toma
contato com alguns aspectos relativos a reencarnação (e suas implicações) e com a situação de 4
espíritos, com experiências diferentes, que devem reencarnar em breve.

O caso Segismundo
- Segismundo deve reencarnar, num processo de resgate de faltas passadas, mas está encontrando
a resistência do futuro pai, Adelino.

Comentários de Alexandre
- Grande parte de reencarnações se processa em moldes padronizados, no campo das
manifestações puramente evolutivas. Outra parte obedece a programação mais complexa.
- No segundo caso, se enquadram os trabalhadores e missionários. Trabalhadores são aqueles que
apresentam maior soma de qualidades superiores, embora ainda possuam débitos. Estes podem
influenciar de alguma forma o processo reencarnatório, embora tais alterações nem sempre sejam
agradáveis.
- A reencarnação é o meio, a educação divina é o fim. Temos necessidade da luta que corrige,
renova, restaura e aperfeiçoa.

O Instituto de planejamento das reencarnações


- Grande movimentação de espíritos, tanto os que vão reencarnar, quanto os que estão
intercedendo por outros.
- A hereditariedade fisiológica funciona em todos os seres, mas sofre a influência dos que alcançam
qualidades superiores. Forças mais elevadas podem imprimir modificações ao material genético.
- O auxílio aos espíritos reencarnantes se traduz de duas formas: através de intercessão superior -
se o reencarnante possui a razão esclarecida - ou através dos espíritos encarregados do trabalho
reencarnacionista na Crosta - no caso do reencarnante em esforço puramente evolutivo.
- Dois modelos, a semelhança de estátuas, um masculino e outro feminino, revelavam detalhes da
fisiologia do corpo físico e são observados com admiração, por André Luiz.

Os reencarnantes
a) Espírito iria reencarnar, após 15 anos de atividades de auxílio no plano espiritual, com objetivos
de reparar erros passados. Estava um tanto hesitante, com receio de contrair novos débitos, devido
ao esquecimento do passado. Acatou a sugestão de trazer um defeito físico na perna, a fim de se
defender das tentações, como antídoto à vaidade. Tem possibilidade de viver até 70 anos.
b) Anacleta vai reencarnar após 40 anos de trabalho em favor de espíritos familiares que estão em
desequilíbrio. Pretende recebe-los como filhos, dois na condição de paralisia, outro com debilidade
mental, e uma filha, também com problemas, mas que deverá auxilia-la na velhice do corpo. Repara
o erro de outra encarnação, quando permitiu, como mãe, através da falta de disciplina e do excesso
de mimo, que seus filhos não conseguissem enfrentar as lutas da vida.
c) Outra entidade que deve reencarnar, pede que haja interferência na formação das glândulas
endócrinas, a fim de que o corpo não se apresente harmônico fisicamente, uma vez a beleza física
poderia dificultar as tarefas que ela devia desempenhar.
d) Um espírito que deve reencarnar com a possibilidade de surgimento de uma úlcera logo que
chegue a maioridade. Através deste processo, poderá resgatar um crime cometido há mais de cem
anos antes, quando assassinou um homem a facadas. A vítima tornou-se seu obsessor e provocou
gradativamente sua desencarnação. Após sofrer no plano espiritual, reergueu-se moralmente e
obteve várias intercessões. No entanto, pela lei de ação e reação, o crime ainda permanece em
aberto, e a reencarnação dolorosa servirá de pena e reparação.

Os completistas
O termo é usado no capítulo como título para aqueles espíritos que conseguem aproveitar
integralmente todas as oportunidades oferecidas pela reencarnação. A situação é rara, uma vez que
a grande maioria perde inúmeras possibilidades e desgasta sobremaneira o corpo físico. O
completista tem a possibilidade de escolhar livremente o corpo da futura reencarnação, optando
quase sempre por medidas que diminuam seu magnetismo pessoal, embora se preocupem com a
saúde do corpo físico.

1) De forma geral, conseguimos atender às finalidades de nossa encarnação atual? Por que?
- Fomos criados simples e ignorantes e nos instruímos na vida corporal. Esse é o proposito da
encarnação, progredir, ainda que com erros e acertos, na maior parte dos casos, o espírito sempre
progride numa encarnação. É certo que em alguns casos o espírito desperdiça a oportunidade
reencarnatória, deixando de evoluir. Mas, na maioria das vezes, pode-se dizer que, quer adquirindo
uma perfeição, quer se despojando de uma imperfeição, quer expiando uma falta, o espírito
progride. Enquanto ainda estamos na esfera espiritual temos uma maior conscientização e
responsabilidade com a nossa programação, quando chegamos ao plano terreno se dilui.

2) O que Alexandre quer dizer, ao afirmar que grande parte das reencarnações se dão em moldes
padronizados, atendendo puramente a manifestações evolutivas?
- Demonstrar que a maioria das reencarnações tem objetivos evolutivos. Ao contrário de outras, de
espíritos mais elevados que a maioria, que reencarnam como trabalhadores ou missionários. Nesses
casos, o trabalho preparativo quase não necessita do auxílio dos benfeitores.

3) Quais os principais objetivos da reencarnação?


- A experiência necessária para nos livrar das paixões e adquirir experiências, oportunidade de
repararmos os erros cometidos em existências passadas. A evolução do espírito, como
responderam a Kardec (questão 167 de O Livro dos Espíritos)o melhoramento progressivo da
humanidade.

4) Por que nem todos os espíritos tem liberdade de influenciar no próprio processo reencarnatório?
- Há espíritos que não tem consciência do ato reencarnatório, esses espíritos retornam à carne
inconscientes, como crianças adormecidas, devido à sua baixa evolução, esses espíritos não têm
como influenciar no seu próprio processo reencarnatório, escolhendo provas, por exemplo.

5) Apresentado em sua primeira versão nos ultimos dias, o mapa genético conseguirá explicar todas
as ocorrências com o ser humano? Qual a influência da hereditariedade no processo
reencarnatório?
- A hereditariedade exercerá influência na formação do corpo humano. É ela quem ditará os
caracteres físicos. Todavia, existe uma outra influência que exerce igual domínio, é a resultante dos
valores morais. Esses valores, bons ou maus, estão impressos no perispírito e também influenciam
na formação do novo corpo. Há, também, a influência das forças espirituais elevadas, que podem
interferir na formação do corpo, imprimindo modificações na matéria, de acordo com o mérito do
reencarnante.

6) Em que consiste a chamada "intercessão espiritual"?


- Trabalho executado por espíritos elevados, no sentido de auxiliar o processo reencarnatório.
Através da intercessão, esses espíritos procuram reequilibrar não só o futuro reencarnante como
também os encarnados que deverão com ele conviver na nova etapa carnal, para se harmonizarem
ou para resgate num processo expiatório.

7) Por que a condição de completista é tão rara?


- Ao reencarnar o espírito sofre a influência da vida material, e na maioria das vezes, esquece-se
dos compromissos assumidos no plano espiritual. Deixa-se levar pelos prazeres e interesses
materiais. Raros são os que conseguem aproveitar de forma útil as encarnaçoes.

8) Por que a maioria dos espiritos que tem liberdade de influencia no processo reencarnatorio, opta
por dificuldades na encarnação?
- Processo de depuramento do espírito, porque já ter maior consciência das responsabilidade
evolutivas necessárias. Para evitarem a influência de paixões terrenas bem com que o magnetismo
pessoal lhes possa prejudicar o trabalho a que se propõem na nova encarnação.

9) De que forma o esquecimento do passado nos beneficia durante a vida física?


- É um providência de Deus, para não frustar a nova existência. Ainda não estamos preparados para
tudo saber. Estamos num mundo de provas, somos imperfeitos. Nossas existências anteriores nos
inibiria, ou ate nos envergonharia, dificultando nossa caminhada. Sem a lei do esquecimento,
inimizades pretéritas voltariam à tona.

A)Seria possível por intermédio de hipnose ou por algum tipo de regressão mental, o acesso a fatos
ocorridos em encarnações anteriores?
- Acreditamos que sim. No Brasil inclusive já existe a SBTVP, a Sociedade Brasileira de Terapia de
Vida Passada (que não tem nenhuma ligação com o Espiritismo, vale ressaltar) agrupando médicos
e psicólogos que usam a regressão com fins terapeuticos. Inúmeros pesquisadores, desde o século
passado até os nossos dias tem feito experiencias nesta área. (o livro do Hermínio Miranda chama-
se "A memória e o tempo", e é uma referência fundamental para os interessados no assunto)

B)Se isso pode ocorrer, não seria uma contrariedade ao fato de não termos discernimento suficiente
(devido ao nosso estado evolutivo) para aceitar qualquer coisa que tenhamos feito no passado?
- O esquecimento tem causas fisiologicas, psicológicas e "morais", se pudermos dizer assim.
Esquecemos devido à mudança de padrão vibratório do perispirito, devido a estarmos reencarnando
num corpo "novinho", por ser um mecanismo inconsciente de defesa do ego, por estarmos em
contato direto com inimigos passados, etc. Asssim, não se trata apenas do estado evolutivo, mas
também do estado fisiologico, psicologico e emocional. Mesmo como desencarnados não temos
acesso, regra geral, a todas as nossas vivencias anteriores. Por esses motivos, é que as primeiras
manifestações espirituais acerca do assunto foram contrárias à regressão (Emmanuel, por exemplo
se posicionou através de psicografia de Chico Xavier).

C) Existe algum caso de pessoas que se lembram de fatos ocorridos em vidas passadas, seja de
forma consciente ou inconsciente?
- Sim, muitas pessoas tem acesso aos fatos passados através dos sonhos (por isso a psicanálise
começou por aí...). Choques (fisicos, psicologicos, emocionais) também podem trazer à tona fatos
arquivados no inconsciente. A regressão também, já citada (existem inúmeros livros..o Paulo Afonso
citou o Brian Weiss, mas antes dele vários pesquisadores já escreveram, tais como a Dr. Moris
Netherton e Dr. Helen Wenbach - não espíritas - e Dr. Jorge Andréa, Hernani Guimarães e Maria
Júlia e Júlio Prieto Peres - estes espíritas. Conhecemos médiuns que tem, ou tiveram, acesso a
suas (e de outras pessoas..) histórias pregressas.

RESUMO DO CAPITULO 13 - REENCARNAÇÃO


Seguindo com a reencarnação de Segismundo, vamos agora ao lar do casal Rachel e Adelino, onde
começa a preparação da formação fetal do reencarnante, com a presença de inúmeros Espíritos
construtores. Segismundo esta extenuado, cansado, abatido, nem conseguia manter-se de pé.
Conversava com dificuldade, abatido em uma cama. Segismundo pelos seus conhecimentos
adquiridos na espiritualidade, poderá através de pensamentos positivos e mentalizando a sua futura
genitora, e sua condição fetal, procurar formar o modelo adequado, e ser de enorme ajuda nesta
reencarnação. Existem porém, espíritos que reencarnam inconscientes do ato que realizam.
Estes, e são a grande maioria, segundo Alexandre, são magnetizados pelos benfeitores espirituais,
os quais lhe organizam novas tarefas e os conduzem adormecidos ao colo maternal da carne. O
trabalho inicial que lhes compete na execução do feto, como vimos no caso de Segismundo, por ser
inconsciente é feito pela mente da mãe e dos amigos espirituais.
André queria saber se era necessários a presença dos Espíritos construtores e amigos, na noite
seguinte, por ocasião do ato sexual entre o casal. Alexandre nos ensina.
Nos casais com bases retas, onde o amor impera, a proteção espiritual é total. O lar é inviolável. Os
bons espíritos respeitam a privacidade dos casais. Já um lar onde ambos escolhem baixas sintonias
espirituais, buscando-as nas zonas mais inferiores, tornam-se vitimas de grupos dos mais perversos,
das entidades mais baixas.
Já no caso de uma esposa fiel e dedicada e um marido desleal e aventureiro, no campo sexual, a
esposa garantirá o ambiente doméstico, embora isto lhe custe abnegações e pesados sacrifícios. O
marido porém, será escravo das entidades perversas que ele estiver sintonizado, em todos seus
caminhos fora do lar doméstico
Mas voltamos ao Segismundo. Neste momento ele repousava. Aparentava muita aflição, olhar triste
e vago. Há uma semana, ele começou a desligar-se do plano espiritual. Isto mesmo. Como acontece
aqui na terra. Segismundo durante sua permanência no plano espiritual, assimilou elementos novos,
através de alimentação e novos hábitos, e agora é necessário que se desfaça dos mesmos para
poder retornar a carne. Tudo isto adquiriu através de seu Perispírito, lógico, e agora, deverá adaptar
seu perispírito para a nova vida terrestre, muito mais pesada e densa. Por isso a tristeza, e o
sofrimento do nosso amigo.
Os construtores e Alexandre, começam o trabalho de magnetização em Segismundo. Pedem a ele
que mantenha os pensamentos voltados somente para a forma maternal da carne. Que se lembre
da organização fetal. Mentalize-se pequeno, criança. André surpreso, começa primeiro a ver
Segismundo ficar pálido, depois, aos poucos, vai ficando inconsciente, e depois para seu assombro,
esta na forma de uma criança.
Será que em todos as reencarnações ocorre o mesmo? Teremos o mesmo processo em todos nós?
Alexandre nos explica que não existem dois casos iguais de reencarnação, variando ao infinito.
Existem espíritos de grande elevação que, ao voltarem à esfera física, praticamente dispensam a
ajuda destes serviços de magnetização. Outros, porém, procedente das zonas inferiores, necessitam
de cooperação muito mais complexa da utilizada em Segismundo.
A reencarnação dele é uma das mais comuns, é considerada por Alexandre como pertencente a
enorme classe média dos Espíritos que habitam a Crosta, nem altamente bons, nem
conscientemente maus.
André Luiz pergunta; estamos num lar em bases retas, acompanhando uma reencarnação de um
Espírito de Classe Média, como foi ensinado, mas o que aconteceria se fosse um lar de paixões
criminosas e seres desequilibrados? Nestes lares tanto o homem quanto a mulher, estão dominados
por entidades monstruosas e perversas, ocasionando imensa perturbação emocional. A
espiritualidade tem enormes dificuldades e nem sempre a colaboração pode ser perfeita. Nestes
casos, muitos espíritos escolhem semelhante entrada, encontrando obstáculo tão cruel que
provavelmente os fará sucumbir, para seu fortalecimento nas resistências contra o mal.
Ele quer saber também se Segismundo quando crescer, terá as características físicas, ou seja,
altura, fisionomia, cabelos, enfim, as mesmas expressões que o caracterizavam na espiritualidade.
Em resumo, Segismundo será exatamente igual em aparência como quando estava na
espiritualidade?
Não. A anatomia vai desenvolver-se de acordo com os princípios de equilíbrio e com a Lei de
Hereditariedade. A forma física futura de Segismundo dependera dos cromossomos paternos e
maternos.
Acrescentando a influência dos moldes mentais de Raquel, a atuação do próprio Segismundo, mais
o trabalho dos Espíritos Construtores.
Os orientadores de Segismundo, nas esferas mais alta, têm o programa traçado para o bem do
reencarnante.
Devemos notar que Alexandre esta de referindo ao “BEM” e não ao “DESTINO”. Isto quer dizer que
os planos traçados pelos construtores junto com Segismundo, visam ao seu bem na reencarnação,
como por exemplo, o perdão de Adelino, que deverá conquistar como filho dele, Isto é um bem para
ele que dependerá de como ira agir quando adquirir o livre arbítrio reencarnado. Com o passado
esquecido, poderá do contrário, aumentar o
seu débito.
Muita gente confunde plano “CONSTRUTIVO” com “FATALISMO”.
Tanto Segismundo, como Herculano, seu protetor, estão de posse de todas as informações desta
reencarnação, pois não é possível alguém ir a uma escola, para um estágio mais ou menos longo,
sem uma finalidade especifica e sem conhecimento dos estatutos a que devem obedecer.
Não se vai a escola para turismo. Do mesmo modo comparamos a reencarnação como um
educandário necessário ao nosso aprendizado. Vamos a este educandário que é a vida física, com
todas as informações das regras e sabendo a finalidade dela. Quando reencarnamos, apesar do
esquecimento natural, podemos ter a intuição, a sensibilidade de perceber nossas deficiências
morais, e procurar ajustá-las.
Os contornos anatômicos da forma física, disformes ou perfeitos, belos ou feios, fazem parte dos
estatutos do educandário da reencarnação. Existe um programa de tarefas edificantes a serem
cumpridas por quem reencarna.
O Espírito que retorna a carne pode melhorar esta cota de valores, ultrapassando a previsão
superior, pelo esforço próprio, ou pode distanciar-se dela, enterrando-se ainda mais nos débitos para
com o próximo. Em resumo, vem para reencarnar por uma certa quantidade de anos. Com o esforço
próprio poderá ultrapassar esta cota, ou seja, passar mais alguns anos. Mas se agir de modo
contrário, desperdiçando as oportunidades da vida, abusando do corpo, poderá voltar antes do
tempo e ainda voltar com mais débitos.
Neste momento começa a preparação da reencarnação de Segismundo. Alexandre e os espíritos
Construtores, examinam o mapa dele. Herculano, é a entidade que esta encarregada das
preparações de Segismundo, e que acompanhara ele até os sete anos após o renascimento,
ocasião em que a espiritualidade da como consolidado o processo reecarnacionista.
Depois deste período, seguira ele Segismundo, de modo mais distante, na tarefa de amigo e
orientador.
Herculano junto com outros companheiros estará tomando todas as providencias para proteger a
harmoniosa organização do feto, na futura mãe, defendendo o templo maternal, contra o assédio de
qualquer força inferior.
André quer saber se os Espíritos herdam as doenças ou as inferioridades criminosas dos pais.
Não, diz Alexandre. O Espírito herda tendências e não qualidades. Quais são suas tendências? Se o
Espírito reencarnado vem com tendências inferiores, poderá desenvolvê-las quando se encontrar
novamente num quadro próprio para isto, e não estiver disposto a sua elevação.
Porque a espiritualidade preocupa-se com a assistência ao reencarnado até os 7 anos? O corpo
espiritual, que da a forma aos elementos celulares do corpo físico, esta fortemente ligado ao sangue.
Na organização fetal, o sistema sangüíneo é uma dádiva do organismo materno.
Logo após o renascimento, inicia-se o período de assimilação diferente das energias orgânicas, em
que o “eu” reencarnado ensaia a consolidação de suas novas experiências e, somente aos 7 anos
de vida comum, começa a presidir, por si mesmo, ao processo de formação de sangue, elemento
básico de equilíbrio ao corpo perispirítico ou forma pré-existente, no novo serviço iniciado.O sangue,
portanto, é como se fora o fluido divino que nos fornece as forças sublimes da criação.
Quando a sua circulação deixa de ser livre, surge o desequilíbrio ou enfermidades. Se surgem
obstáculos a sua movimentação, de maneira absoluta, vem a extinção do tônus vital no campo
físico, e a morte com a retirada da alma.
Já era 2 horas da madrugada, quando Alexandre, André Luiz, os Construtores, mais diversas
entidades amigas da família, entraram no quarto de Rachel e Adelino para os preparativos finais.
Alexandre deposita Segismundo, que agora estava transformado já no tamanho de um feto, nos
braços da entidade que fora a mãe de Raquel, em outra reencarnação.
Ao entrarem no quarto, Raquel e Adelino os esperavam desprendidos dos corpos físicos, cercados
por mais de cem entidades amigas. O quarto estava cheio de Flores de Luz, dando um toque muito
emocionante a cena.
Adelino então faz uma linda prece agradecendo pela oportunidade que o Pai lhe dava da
reconciliação.
Naquele momento todos os Espíritos estava irradiando raios luminosos que se derramavam sobre
Raquel. Em certo momento, surge do alto, uma coroa, sustentada por espíritos muito superiores, e
que brilhava tanto que eles não conseguiam manter quase os olhos abertos. Esta coroa desce sobre
a cabeça de Rachel. Em seguida, sua Mãe entrega Segismundo e ela abraça-o e coloca-o de
encontro ao coração, mantendo fortemente apertado.
Os construtores levam Raquel e Adelino de volta ao corpo físico, e começam a trabalhar a
fecundação do óvulo, escolhendo antes o espermatozóide que contenha as necessidades inerentes
aos planos elaborados para Segismundo, e através de conduta magnética, o conduzem ao órgão
reprodutor.
Raquel acorda muito feliz, não sabendo explicar o porque, mas com a sensação de que será mãe
pela segunda vez. Estava consumada a reencarnação de Segismundo.

REFLEXÃO DO CAPÍTULO 13 - REENCARNAÇÃO

1) A reencarnação pode atender a vários tipos de necessidade. No caso de Segismundo, qual delas
podemos identificar?
Resgate e ajuste entre espíritos desafetos. Segismundo iria reencarnar como filho de Adelino, que
matara no passado, e de Raquel, motivo de seu ato. Na erraticidade, demonstrou arrependimento e
dedicou-se ao trabalho com as equipes de auxílio espiritual, tendo, em conseqüência a expiação
pelo
crime atenuada. Assim a nova existência servira para se harmonizar com suas vítimas do passado.
2) O estado mental dos futuros pais e o seu nível evolutivo exercem influência no processo
reencarnatório?
Sim, foi necessário todo um trabalho de intercessão para melhorar a condição espiritual de Adelino,
que se recusava a honrar o compromisso assumido e receber o antigo desafeto como filho. No ato
de
união com a futura mãe, o espírito precisa encontrar um ambiente espiritual de amor e receptividade,
caso contrário, além de dificultar a reencarnação, entidades de baixa evolução podem perturbar o
ato e
causar danos. Esclareceu, ainda, Alexandre que os moldes mentais da mãe exercem influência na
formação do futuro corpo.
3) Qual deve ser o papel do sexo na vida do espírito encarnado?
Faz parte das necessidades da vida na matéria. Porém, a sua prática deve objetivar sempre um
propósito elevado, obedecendo as leis do bem e da ordem. Não deve ser transformado unicamente
em
objeto de prazer. Deve ser visto como uma troca de energia e ter como motivação unicamente o
amor
em seu sentido espiritual. O uso abusivo do sexo através da pornografia, erotização, vivência
emocional do prazer sem o sentimento afetivo, é um dos grandes "carmas" individuais da maioria
das
criaturas, encarnadas ou desencarnadas.
4) Qual a importância do perispírito na reencarnação? Como ele influi na formação do futuro corpo?
O perispírito funciona como uma forma de bolo que servirá de molde ao novo corpo. Nele esta
gravado
a memória do espírito, o que nele foi imprimido influenciará na formação do futuro corpo. Boas
ações,
bons pensamentos, tornam o perispirito menos denso e mais etéreo, formação de um corpo mais
saudável, más atitudes e maus pensamentos gravam no perispírito suas conseqüências,
danificando-o,
o que poderá gerar um corpo doente ou defeituoso.
5) O espírito reencarnante participa sempre do ato reencarnatório?
Nem sempre, há casos em que o espírito sequer tem consciência do que está acontecendo e
reencarna compulsoriamente. Quando já possui alguma conquista evolutiva e se preparou para a
reencarnação, como no caso em questão, o espírito tem participação consciente e ativa em todo o
processo.
6) O que acontece ao espírito no momento de sua ligação material à mãe?
Desde o momento em que se une fluidicamente à mãe, o espírito começa a passar por um estado
de
perturbação, que vai aumentando à medida que os laços fluídicos vão se estreitando. No momento
em
que se dá a ligação material, como relata André Luiz, o espírito vai ficando menos lúcido, perdendo a
consciência e, retomando o perispírito a sua plasticidade, sua forma vai adquirindo à de uma
criança,
ocorre também o esquecimento temporário do passado.
7) O corpo físico do reencarnante é resultado das condições de hereditariedade ou de suas ações
no
passado?
Segundo Alexandre, o novo organismo provém do corpo dos pais, que lhes criam os caracteres com
o
próprio sangue, tais como tipo sangüíneo, cor da pele, dos olhos, estatura, etc. Porém, as ações no
passado, refletidas em seu perispírito, influenciam na formação do novo corpo. São elas que
possibilitarão formação de corpos destinados ao cumprimento de expiações. Quanto às tendências
de
comportamento, o espírito mantém as que possui. Se estima tendências inferiores, desenvolverá,
fracassando, se, ao contrário, torna à vida corporal disposto ao trabalho no bem, triunfará em
condições adversas.
8) O novo corpo guarda semelhança com o anterior e com o utilizado na erraticidade?
Não, em geral é só utilizada enquanto na erraticidade. Esse novo corpo dependerá das
circunstâncias
de hereditariedade e de seu perispírito, que registra as conseqüências de suas ações no passado. É
um novo corpo, resultante de novas condições, que nada tem a ver com o anterior.
9) Pelo que explicou Alexandre, podemos concluir que o nosso destino é traçado no momento em
que
se decide a reencarnação?
Sim. Nem tudo, porém, é previsto. Objetivando a nova encarnação a evolução do espírito através do
aprendizado, a nova existência sofrerá as condições necessárias a essas finalidades educativas.
Assim, estarão programados o meio em que o espírito reencarnará, o gênero de provas por que terá
de
passar e as eventuais expiações a que se submeterá. É traçado um programa de tarefas a ser
cumprido. Do cumprimento desse programa depende o êxito da nova encarnação. No mais, o
espírito
terá liberdade de agir, o livre arbítrio.
10) De tudo o que nos foi relatado, que tipo de atuação têm os mentores espirituais no processo
reencarnatório?
Esse capítulo nos revela, com riqueza de detalhes, como é decisiva a atuação dos benfeitores no
processo reencarnatório. Vimos que sua atuação se inicia com a confecção do mapa físico do futuro
corpo, onde são previstas a conformação física, eventuais deficiências orgânicas, defeitos físicos e
outras circunstâncias relevantes, tudo atendendo às necessidades educativas da nova existência.
Em
seguida, os mentores espirituais atuam na preparação do estado mental do reencarnante e de seus
futuros pais, cuja influencia na formação do novo corpo tem grande importância. Superada essas
etapas, fazem o trabalho de aproximação entre o espírito que retorna e seus futuros pais, depois, ao
trabalho de magnetização do perispírito do reencarnante, visando reduzí-lo à forma de uma criança.
O
ato seguinte é a ligação material do reencarnante com a futura mãe. Por fim, esses benfeitores
trabalham numa verdadeira ação cirúrgica, com o objetivo de selecionar o elemento sexual
masculino
adequado e encaminhá-lo ao óvulo materno. Como se vê, o nascimento do novo ser, que aparenta
ser
algo tão simples, é o resultado de um valioso trabalho desenvolvido na espiritualidade por essa
equipe
de Espíritos benfeitores, emissários do Cristo.

RESUMO DO CAPITULO 14 – PROTEÇÃO

Começa a gravidez de Raquel. Encontramos André Luiz no Lar dela, a altas horas da noite, junto a
Herculano, o Espírito encarregado da reencarnação de Segismundo, e seu protetor durante a vida
terrena. Com eles, estão também os espíritos construtores.
Raquel estava indisposta, não conseguia dormir direito. Por alguns dias, ainda sentiria os esforços
da adaptação à nova situação. Era extraordinária a movimentação celular dentro dela, no
desenvolvimento da estrutura do novo corpo em formação.
Os Espíritos presentes faziam este trabalho, com tanto cuidado, que parecia que estavam fazendo
uma escultura, pela exatidão com que preparavam o corpo de futuro reencarnante.
Tudo deve ser perfeito por parte da espiritualidade, pois a reencarnação é elaborada e projetada
com muito cuidado e perfeição, e não poderia falhar por falta de colaboração, justamente da
espiritualidade.
A falha vem da parte do homem, quando ocorre o aborto.
O aborto raramente se verifica por motivos da espiritualidade. Em regra geral, origina-se do recuo
inesperado dos Pais encarnados. Isto ocorre por leviandades ou inconsciência moral dos pais
menos preparados na responsabilidade e na compreensão para este momento divino.
Mesmo ai, a espiritualidade tenta opor resistência aos projetos de fuga ao dever. Porém, esta
interferência no assunto, tem seus limites. Se os interessados, no caso os Pais, continuarem
perseverando no erro, a espiritualidade é obrigada a deixá-los a sua própria sorte.
Voltando a Raquel. Como foi o processo da ligação de Segismundo nos seus órgãos geradores?
Quando ela aceitou a tarefa maternal, fez com decisão. Vimos no capítulo anterior, Raquel
recebendo o espírito de Segismundo em forma de criança das mãos de sua mãe, lá na
espiritualidade, quando desprendida do sono. Naquele momento, ela pegou a criança, e apertou
com todo amor junto ao colo maternal.
A partir daquele instante Segismundo estava ligando seu perispírito ao perispírito de Raquel. Do
mesmo modo que utilizamos espontaneamente qualquer processo orgânico nosso, assim fez Raquel
com o pensamento, idealizando o molde de seu filho no útero. Para a mulher é fácil ambientar estas
forças criativas, pois faz parte das múltiplas experiências dela como alma encarnada. Como
Espíritos, o pensamento é a principal força criativa. O ser humano se alimenta diariamente de forças
mentais (as famosas FORMAS PENSAMENTO), e sem utilizarem a boca física, valendo-se da
capacidade de absorção do organismo perispiritual, porém, ainda não sentem a extensão desses
fenômenos no seu dia-a-dia.
No lar, na via publica, no trabalho, nas diversões, cada criatura recebe o alimento mental que lhe é
trazido por aqueles com quem convive, temperado com o magnetismo pessoal de cada um.
Dessa alimentação, na maioria das vezes, principalmente para a imensa maioria de encarnados que
ainda não alcançaram o domínio das próprias emoções, dependem os estados íntimos de felicidade
ou desgosto, de prazer ou sofrimento
Alguns exemplos; Sentir problemas no fígado após uma discussão verbal com alguém. Desequilíbrio
momentâneo do coração, palpitação, quando recebe uma noticia angustiosa.
É que o homem recebe nestes momentos certa quantidade de força mental em seu campo de
pensamento, o ponto de recepção, além do normal. Se a pessoa não tem o domínio emotivo
necessário para selecionar as emissões que chegam, absorverão a força perturbadora dentro de si
mesmas, nas próprias células orgânicas.
Para um certo alivio nosso, o próprio André Luiz diz que apesar do tempo em que esta em Nosso
Lar e com o muito aprendizado adquirido, ainda sente alterações emocionais quando recebe
determinada noticias.
Voltando a Raquel, neste momento chegam algumas entidades amigas para vê-la e também a
Segismundo.
É solicitado que eles voltem depois do vigésimo primeiro dia, quando o embrião atingir a
configuração básica.
21º dia? É isto mesmo. A espiritualidade é muito meticulosa. Não é vigésimo nem um mês, é 21º dia.
Neste período é quando os Espíritos Construtores através dos projetos elaborados anteriormente,
mais a ajuda da mãe com sua força mental criadora, mais a força mental do espírito reencarnante
quando este for de um nível mais adiantado e tiver condições de colaborar, constroem todo o novo
corpo físico, em todos os detalhes.
Ai sim, tanto a mãe como o filho, poderão ausentar-se do corpo físico, com facilidade no momento
do sono.
Continuam os construtores a trabalharem em Segismundo. Formam-se dia-a-dia todos os órgãos,
célula por célula. Vai surgindo a forma física dele pouco a pouco.
Finalmente chega o 21º dia. Inúmeros amigos espirituais que aguardavam aquele momento,
recebem Raquel desligada do corpo Físico pelo sono, e junto Segismundo.Este porém, vem ligado
por um cordão ao perispírito da mãe e em seus braços.
Todos, mãe, filho, e amigos foram para um jardim muito bonito existente naquele local. Lá os amigos
fizeram tônicos e bálsamos com as emanações das plantas e das flores existentes derramando
sobre mãe e filho.

REFLEXÃO DO CAPÍTULO 14 – PROTEÇÃO

1) Diante da recusa de certos casais em receber um ser, que está sendo gerado, na presente
reencarnação ou em passadas, quais as possíveis conseqüências dessa atitude? E qual a atitude
dos espíritos?
Quando um casal está para receber um espírito como filho é porque já assumiu esse compromisso
no plano espiritual, pois a família é constituída de acordo com a necessidade evolutiva de seus
componentes. Portanto, a recusa, durante a vida na matéria, implica em séria infração, atrasando
seu progresso. Quanto ao espírito rejeitado, a atitude que adotará vai depender de seu estágio
evolutivo, se for um espírito com alguma evolução, saberá perdoar os ex-futuros pais que frustraram
sua reencarnação e ficará aguardando nova oportunidade, porém, se for um espírito ainda pouco
evoluído, que cultive sentimentos pouco nobres, fatalmente irá procurar vingança, podendo gerar um
processo obsessivo.
2) Por que motivo o grupo de amigos não poderia entrar na câmara de Raquel?
Por que, àquela altura, os Construtores Espirituais ainda se encontravam no trabalho de
magnetização celular e o reencarnante não podia se afastar da futura mãe. Além disso, a visita
certamente causaria alteração no estado emocional de Raquel, com prejuízo para todo o processo.
3) Qual seria o motivo da tristeza de Segismundo durante o processo reencarnatório?
Em primeiro lugar, o receio de tornar a fracassar, desperdiçando mais uma oportunidade. Em
segundo, a recusa do futuro pai, que, em princípio, se recusava a cumprir o compromisso assumido
no plano espiritual, de recebê-lo como filho, fato só contornado graças ao trabalho intercessório da
equipe de benfeitores.
4) De que maneira nossos afetos, no plano espiritual podem nos auxiliar nesse processo de
reencarnação?
Oferecendo apoio e demonstrando confiança. Como esclarece a questão 342 do Livro dos Espíritos,
dependendo de seu adiantamento, os espíritos afins acompanham e incentivam o reencarnante até
o último momento que antecede sua partida ao mundo corporal.
5) Estaria totalmente encerrado o processo de reencarnação com renascimento?
A integração do espírito ao novo corpo somente se completa por volta dos sete anos da nova
existência. A partir daí, materialmente, a reencarnação está consumada. Porém, somente aos
poucos é que o espírito vai retomando suas aptidões e assumindo sua personalidade. Entendo que,
como é um projeto que visa a evolução, a reencarnação somente se consuma ao final da nova
existência, com o retorno do espírito ao mundo espiritual.
a) A gravidez é uma dádiva oferecida aos seres humanos por Deus, possibilitando trazer para nosso
plano aqueles que necessitam aqui estar, para que seja feito o resgate de dívidas passadas. Caso
haja uma resistência muito grande por parte dos pais em relação àquela criança que está sendo
gerada, acredito que ela possa sentir-se rejeitada, mesmo ainda estando no ventre materno, o que
poderia de alguma forma repercutir no relacionamento com os pais. E se for uma criança acometida
de Síndrome de Down? Ou de um outro distúrbio qualquer?
Hermínio C. Mirando no livro Nossos Filhos são Espíritos, conduz o assunto no capítulo Filhos
Deficientes. Lembrarmos de 04 aspectos em casos de filhos deficientes:
1 - temos que lembrar que a pessoa que nos foi entregue é um ser humano, filho de Deus.
2 - por alguma razão, veio para junto de nós um espírito condicionado a certas limitações,
contornáveis umas, irreversíveis outras, que nos compete aceitar para enfrentar as dificuldades
decorrentes.
3 - a dor, a desarmonia, o desajuste, são situações transitórias. A lei divina provê para todos um
estado final de felicidade permanente, todo sofrimento é transitório. Não há sofrimento eterno. Há
seres que sofrem por mais ou menos tempo, conforme a natureza de seus erros, e na razão direta
do seu esforço.
4 - os pais de uma criança deficiente têm, necessariamente, um envolvimento pessoal na questão.
Em outras palavras: têm uma quota de responsabilidade perante aquele ser, ainda que não
obrigatoriamente resultante de uma culpa.
b) É dito que uma criança só termina o processo reencarnatório por volta dos sete anos. E que há
uma grande relação entre esse processo e o desenvolvimento do sistema endócrino (glandular).
Há um envolvimento do desenvolvimento físico que passa pelo sistema endócrino (pineal e sua
função), que somente a partir dos 07 anos encontra-se mais preparada atingindo seu maior
desenvolvimento na puberdade. O processo reencarnatório no sentido de preparação para retorno
ao mundo terreno, ou seja, gravidez e nascimento sim, mas como processo de reencarnação mais
abrangente em sentido de evolução e crescimento, entendo que este não é terminativo após o parto,
mas sim construído dia a dia até o retorno ao mundo espiritual.

RESUMO DO CAPITULO 15-FRACASSO


André Luiz vais nos narrar o caso Volpini, em que a futura mãe, Cesarina, não correspondeu aos
planos e a expectativa da espiritualidade. No nosso caso, esclarece André, que se os desequilíbrios
são por parte do Pai ou de influência de entidades malignas, torna-se muito mais simples, pois a
recursos disponíveis por parte da espiritualidade para se infligir em ambos os casos, medidas
protetoras. No entanto quando a desarmonia, o desequilíbrio é da parte da mãe, é muito difícil
estabelecer uma proteção eficiente.
Esta pobre mãe, por duas vezes sucessivas, provocou o aborto inconsciente, pelo excesso de
leviandade e, atualmente, será vitima das próprias irreflexões pela terceira vez, pelo que esta
parecendo.
A Espiritualidade está oferecendo o socorro de que pode dispor, mas sem nenhum proveito por parte
dela. A infeliz deixou-se empolgar pela idéia de GOZAR A VIDA, e irmanou-se a entidades
desencarnadas da pior espécie, que, para executar seus planos sombrios, separam ela do próprio
companheiro, ansiosas por lhe colocarem no coração as emoções mais baixas.
Volpini, nossa entidade que ira reencarnar, atingiu agora o sétimo mês de gestação da forma física,
e a noite próxima será decisiva para ele. Os Espíritos encarregados da reencarnação dele estão
preocupados e alertas, no sentido de evitar certas extravagâncias da futura mãe, entretanto, sabem
que dificilmente serão atendidos por ela.
Por outro lado, o corpo fetal não se encontra em condições de suportar novos desequilíbrios, e, se a
pobrezinha não despertar para o dever, ainda hoje terá uma terceira falha lamentável em sua vida
física.
À noite daquele dia, André e os Espíritos responsáveis pela reencarnação de Volpini, chegavam ao
lar de Cesarina. Penetram em um aposento bem mobiliado, onde se encontram 3 entidades
desencarnadas, de horrenda figura, que, em virtude do baixo padrão vibratório, não conseguem
perceber, nem ver André e os seus companheiros. Conversavam entre si, combinando coisas
detestáveis, bem ao nível de seus padrões.
A certa altura da conversa, começaram a falar da reencarnação de Volpini. Diziam que não
entendiam como aquele intruso estava resistindo. Quando isto ocorre é que há mãos de anjos
trabalhando por trás. Mas na primeira oportunidade iriam despejá-lo.
O mais cruel, dizia, veremos quem pode mais. Cesarina já nos pertence noventa por cento. Atende
nossos propósitos. Nada de um filho intruso em nossos planos. É preciso combatê-lo até o fim.
Eles diziam também que se a criança nascesse Cesarina estaria voltada para o filho, passando a
depositar todo seu amor nele e fugiria ao controle deles, e em seguida também o marido voltaria,
acabando toda a influência que exerciam.
Achavam, como já haviam vencido duas vezes, nos dois abortos anteriores, novamente teriam a
vitória.
Já neste novo quadro que estamos observando nesta reencarnação, passamos a observar as
grandes diferenças em relação à Raquel. Enquanto no reencarne de Segismundo, o aposento de
Raquel e Adelino mantinha-se iluminado, e protegido, e recebia a visita de inúmeras entidades para
visitá-los durante a gestação, aqui vemos um aposento completamente desguarnecido de defesas
magnéticas, e nem existe qualquer visitação de espíritos mais elevados, pelo contrário, tem
entidades do mais baixo nível residentes no local.
Cesarina também tinha parentes e bons amigos no plano espiritual, porém, pelas suas atitudes e
vibrações, afastou-se deles e criou uma barreira, em que eles não conseguem chegar até ela.
Nesse instante Cesarina penetra no quarto seguida dos espíritos construtores que velavam por
Volpini, o reencarnante. Os Espíritos construtores dizem que ela esta se maquiando e preparando-
se para sair. Nos últimos dias, tem aumentado os abusos sexuais, e é enorme a quantidade de
álcool ingerido. Seu plano mental esta completamente desordenado, e a situação de volpini é
insustentável.
André se fixa no órgão gerador de Cesarina. Ao contrário de Raquel, onde tudo era perfeito, aqui a
forma embrionária tinha manchas cores de violeta, revelando dilacerações. Pequeninos
monstrinhos, só vistos aos olhos da espiritualidade, nadavam no liquido amniótico, invadindo o
cordão umbilical e apropriando-se da maior parte do alimento reservado ao corpo em formação.
Toda a placenta era assediada por eles. O aborto praticamente era inevitável, não poderia demorar-
se.
Naquele momento, o encarregado da reencarnação toma a decisão do ultimo recurso, para tentar
salvar o reencarnante Volpini.
Entra seguido de uma senhora idosa, Francisca, a qual é a dona da casa e velha amiga de
Cesarina, e tem sensibilidade suficiente para receber a influenciação dos espíritos elevados ali
presentes. Coloca a mão sobre fronte dela e faz com que comece a dar conselhos.
Começa dizendo que acolhera ela como filha e que no seu estado não deveria freqüentar os lugares
aonde ia freqüentemente. Que seu esposo era bom e poderiam se reconciliar. Que deveria se
afastar de certas amizades menos dignas.
No mesmo instante, uma das entidades inferiores, abraçou-se a Cesarina. Esta riu e disse a
Francisca que não precisava ensinar nada, que tinha compromissos para aquele dia e não poderia
faltar.
Nestes dois diálogos, estamos vendo a influência vibratória que procuramos. Quando estamos
sintonizados para o bem, transpirando amor, paz, equilíbrio, recebemos o abraço de entidades boas.
E no desequilíbrio, vimos o que pode acontecer, através da Cesarina. Um abraço de Urso na
realidade.
Durante duas horas Francisca fala a Cesarina palavras que recebia sob influenciação da
espiritualidade. Falava do esposo, do filhinho, de ser mãe, dos perigos, mas ela permanecia em
atitude negativa. Nisto toca uma buzina, e a mãe junto com os espíritos inferiores sae para mais uma
aventura.
O Espírito encarregado, muito triste, pois como diz André, os Espíritos superiores são equilibrados,
mas não são insensíveis, dispensa as demais entidades para voltar à colônia, e ele e André vão
para o local em que foi Cesarina, para recolher Volpini, quando acontecer o aborto.
Entram num enorme salão com musica barulhenta e estonteadora, onde homens e mulheres
dançavam inquietos e excitados. Como já dissemos antes, este Livro foi feito em 1945, porém,
parece que ele continua muito atualizado, como pudemos ver agora. Os mesmos bailes agora
chamados de balada ou outro nome qualquer.
O que mais assustava, era que a quantidade de desencarnados presente naquele salão de baile, era
muito, muito maior que os encarnados. E o pior. Entidades do mais baixo nível espiritual, estavam lá
presentes.
Apuleio aproxima-se e retira Volpini o reencarnante que estava abraçado à mãe semiconsciente, e o
entrega para André segurá-lo, enquanto trabalha na Cesarina. Em seguida aplica passes
magnéticos em toda região uterina dela com muito cuidado. Recebe Volpini de volta por parte de
André Luiz.
Em seguida Volpini é encaminhado a uma organização socorrista para que recebesse os primeiros
tratamentos.
No dia seguinte, há primeira hora, André volta à casa de Cesarina, para ver o que se passava com
ela. Fica sabendo que ele estava internada em uma casa de saúde em estado grave, e que acabara
de dar a luz a uma criança morta.
Infelizmente fazem parte de nosso aprendizado tanto os casos bonitos como o de Segismundo, que
nos emocionou pela beleza da reencarnação, como também, os casos tristes, que hoje tanto afligem
nossa sociedade.

REFLEXÕES DO CAPÍTULO 15 – FRACASSO

1) Somente o ato violento de retirada do embrião/feto é considerado aborto?


- Não. Embora o aborto provocado seja sempre um ato de violência, ele pode ocorrer
gradativamente e sutilmente, através da conduta dos pais - em especial da gestante - e dos
sentimentos e emoções que estejam em jogo. Há de se considerar também, a questão do aborto
espontâneo, onde, por causas físicas, geralmente cármicas, ou pela desistência do espírito
reencarnante, a gravidez não segue adiante.
- O ato violento para a retirada do embrião ou feto não constitui a única maneira de concorrer para a
ocorrência de aborto. Qualquer das partes envolvidas com a gravidez pode vir a praticar ato que
venha a implicar em abortamento. Assim, a mãe que leva uma vida desregrada, fazendo desforço
físico incompatível com o estado gestacional ou usando de alimentação inconveniente, bebida
alcóolica ou produtos tóxicos contribui para a interrupção da gravidez. O pai que venha a causar um
estado físico ou emocional na futura mãe prejudicial ao desenvolvimento seguro da gestação
também é responsável por um eventual aborto. E, até mesmo, o próprio espírito reencarnante pode
vir a provocar o aborto, recuando diante da prova a que teria de se submeter. São casos que
tipificam o chamado "aborto inconsciente".

2) Qual a influência do comportamento materno para que a gestação transcorra bem? Por que?
- A influência é total. Os espíritos chegam a comparar a gravidez com um fenômeno mediúnico de
longa duração, tal o intercâmbio, não apenas físico, mas principalmente de vibrações, que ocorre
entre mãe e filho. Assim, o estado, físico, psíquico, emocional e espiritual da gestante reflete-se
diretamente no reencarnante, e vice-versa. Daí a recomendação para a gestante em relação aos
cuidados com o corpo e com a mente. Há que estarmos cientes que o espírito reencarnante, mesmo
sem posse de sua consciência completa, "absorve" o clima espiritual em que está, sofrendo-lhe os
reflexos. As discussões no lar, o uso de drogas - bebida, cigarro, alucinógenos, etc -, os ambiente
frequentados, os diálogos mantidos pela gestante, etc. exercem grande influência.
- A mulher, ao se submeter ao estado sublime da gravidez, assume determinados deveres
imprescindíveis ao êxito final da empreitada. Seu comportamento deve sempre se pautar no sentido
de possibilitar ao reencarnante um retorno à vida material dentro da maior normalidade possível.
Deve procurar ter o seu corpo sempre saudável e manter-se equilibrada emocionalmente, pois
qualquer perturbação, quer num aspecto, quer noutro, pode trazer sérios prejuízos ou, até,
inviabilizar o objetivo final. Deve ter sempre bons pensamentos e evitar ambientes cuja frequência e
sintonia seja de espíritos voltados ao mal.

3) O aborto inconsciente (conforme nos informa André Luiz) tem alguma atenuante? Qual e por que?
- Todas as infrações ao código divino têm agravantes e atenuantes. Felizmente, para nós, cada caso
é um caso, e não existem generalizações nas consequências de nossos crimes. Assim, embora o
aborto provocado, mesmo inconscientemente, seja um crime, há que se considerar a importante
questão da _intenção_. Se não há uma intenção clara de se cometer o crime, isto é um atenuante,
tanto no aborto, como no homicídio, como no suicídio. Naturalmente, a intenção pode estar a nível
inconsciente, e os espírito responderá por isso. O mesmo vale, por exemplo, para muitas mulheres
que, através do uso do DIU, sendo informadas que o instrumento não era abortivo (mas é), podem
ter cometido inconscientemente um ou mais abortos. A lei divina é muito mais sábia que qualquer de
nossos julgamentos limitados.
- Embora aquele que provocou o aborto inconscientemente não possa se eximir de responsabilidade
pelo ocorrido, não deve receber o mesmo tratamento devido ao que o provoca intencionalmente. Se
até a lei humana distingue o crime doloso daquele em que
o agente não teve a intenção de obter o resultado, a lei divina, muito mais perfeita e justa, não
poderia estabelecer de modo diverso. Aquele que pratica atos incompatíveis com o estado de
gravidez, embora sem a intenção manifesta de interrompê-la, demonstra um estado evolutivo ainda
atrasado, de quem não entendeu a importância da oportunidade reencarnatório a um espírito que
precisa evoluir. Rompe, com isso, muitas das vezes, compromissos assumidos ainda no plano
espiritual. Porém, está menos atrasado em sua marcha evolutiva do que aquele que pratica o aborto
intencionalmente, quase sempre por motivos fúteis. A responsabilidade por seu ato gerará
consequência menos penosa.

4) Em termos terrenos, somente o aborto praticado visivelmente é considerado crime. Em termos


espirituais, há diferença entre o aborto praticado e o aborto inconsciente?
Como dito acima, em termos espirituais temos muitos outros fatores a considerar. Citemos algum
exemplos para ilustrar:
- Uso de métodos anticoncepcionais abortivos, quando a mulher ignora o fato;
- Indução ao aborto, por parte de adultos inconscientes, quando no caso de gravidez em
adolescentes;
- Manutenção de um estilo de vida incompatível com a gestação, por ignorância;
- Uso de substâncias abortivas, por ignorância;
- Obsessão entre gestante e reencarnante, quando pelo pensamento de ódio mútuo ocorre o aborto;
- Rejeição inconsciente por parte da mãe, depois da concepção; entre outros...
O que quero mostrar apenas é que não estamos, de forma alguma, aptos a julgar qualquer situação
que seja. Mesmo que tenhamos passado por situação semelhante (e as estatísticas mostram que
muitos do que me leem agora estiveram na posição de pais ou mães que cometeram ou
incentivaram o aborto) não podemos julgar ninguém. Que há diferença entre as diversas formas em
que o aborto ocorre, há. Mas como cada um reage a estas diferenças, é assunto pessoal.
Em ambos os casos, os responsáveis denotam estarem atrasados em sua evolução espiritual. No
primeiro caso, revelam-se ainda predispostos à prática de atos delituosos, desde que satisfaçam
seus interesses momentâneos; no segundo, deixam à mostra que não estavam ainda preparados
para a sagrada missão, deixando-se levar pelos gozos da vida material. Os mecanismos de correção
a serem adotados deverão, pois, ser adequados a cada situação.
5) Há diferenças no desligamento do reencarnante conforme o tipo de aborto praticado ou
inconsciente? Qual?
- Sim, há diferenças, mas não regras. Em um aborto provocado, por exemplo, o feto pode estar
passando pelo sofrimento devido a uma causa cármica, como narram vários livros. Por outro lado,
se houver mérito e intercessão, pode ser retirado do corpinho antes que os instrumentos acabem
com ele.
Na outra situação, o aborto inconsciente, o processo de desligamento novamente vai depender das
causas. Se era um obsessor reencarnando, e que pelo ódio não sustentou o novo corpo físico, ele
passará pela prova, assim os espíritos de ex-suicidas, por exemplo. Mas se a causa era a mãe, a
ajuda espiritual será totalmente diferente. Por exemplo, lembro-me de uma amiga que narrou que,
durante um processo de aborto espontâneo, ela pressentiu fortemente a presença dos amigos
espirituais fazendo o desligamento do feto.
-No aborto praticado intencionalmente, a ruptura da ligação fluídica entre o espírito reencarnante e o
novo corpo em formação é abrupta, traumática. Como, nesses casos, o desenvolvimento do novo
corpo vinha se processando normalmente, daí a decisão pelo aborto, é necessário o uso de
violência para a retirada do embrião ou feto.
Esse procedimento causa um trauma que leva o espírito reencarnante a um estado de perturbação
muito maior do que no aborto inconsciente. Nesse, o desligamento já é previsto, como no caso em
estudo, pois se dá natural e gradativamente, possibilitando, inclusive, a ação das equipes de socorro
do plano espiritual.

6) Como encarar a obsessão na gestante?


-Como toda obsessão. Ambos, obsessor e obsidiado necessitam de muito auxilio, de prece, de agua
fluidificada, de passes. A mãe deve ser convidada a frequência aos ambiente salutares, a leituras
tranquilas, a conversar o mais docemente possível com o feto. A vivência amorosa é o único
antidoto realmente eficaz nos casos de obsessão.
-O estado obsessivo instalado na gestante prejudica sobremaneira o desenvolvimento do processo
de gravidez, podendo levá-lo à sua interrupção. Como estamos vendo no caso em estudo, Cesarina,
obsidiada por entidades da sombra, deixou-se levar para uma vida de completo desregramento,
dando-se a noitadas em lugares de grande agitação e tumulto e ao consumo de alcoólicos. Em
nenhum momento deixou transparecer afetividade ao novo ser que estava gerando. A consequência
não poderia ser outra que não o aborto ocorrido.

7) De que forma podemos entender o ataque à forma física embrionária descrita por André Luiz?
Quais as consequências dela? Estaria o Espírito sendo atingido tb?
- As pequenas formas vampirescas, já descritas por André Luiz no início do livro em estudo, se
alimentavam da vitalidade presente no interior do útero e no líquido amniótico, como consequência
dos vícios mantidos pela gestante e pela ação nefasta dos adversários espirituais. O reencarnante
seria tanto mais atingido quanto mais estivesse em sintonia com tal situação. Como a descrição não
desce a detalhes, é possível inferirmos que os amigos espirituais tenham preferido o desligamento a
permitir que o reencarnante continuasse sofrendo tais ataques.
- Podemos entender o ataque ao embrião descrito no capítulo em estudo como resultado da baixa
vibração em que se viu envolvida a futura mãe, face à sua ligação com espíritos a serviço do mal.
Quando se vivencia vibrações negativas, as células que integram o corpo físico são atingidas por
essas vibrações, degenerando-se e causando diversos tipos de doenças. No caso em estudo, essas
vibrações negativas ocasionaram a degeneração que resultou nos "pequeninos monstros" narrados
por André Luiz, que se instalaram no cordão umbilical e se apropriaram da maior parte do alimento
destinado ao corpo em formação. Já estando fluidicamente ligado ao novo corpo que se formava,
ainda que tenuemente, o espírito também foi atingido, sendo retirado pelos assistentes espirituais
semiconsciente e, provavelmente, bastante fragilizado, ao ser desligado do ventre materno.
RESUMO DO CAPÍTULO 16 – INCORPORAÇÃO

Depois de aprendermos os processos de reencarnação, quando acompanhamos com André Luiz


dois casos diferentes, ou seja, o de Segismundo, perfeito em sua volta, e o de Volpini, fracassado
pelo aborto irresponsável da mãe, vamos agora, estudar junto com nossos amigos espirituais a
INCORPORAÇÃO.
Um trabalhador comparece a uma reunião junto a André e Alexandre, solicitando autorização para
que DIONÍSIO FERNANDES, entidade que se encontra numa organização de socorro para
recuperação, possa incorporar-se na irmã encarnada de nome OTAVIA, e fazer-se ouvir de algum
modo, diante dos amigos e familiares.
Não é um pedido banal, uma incorporação para atender caprichos ou simples lamurias dos
encarnados. Pelo contrário, Dionísio antigo companheiro quando encarnado das lutas doutrinárias,
poderia ajudar em muito tanto a família como amigos da Casa Espírita, que se achavam
inconsoláveis com sua perda.
Alexandre concorda com o pedido, porém, esclarece que, aqueles companheiros encarnados apesar
de excelentes amigos, colocam a pesquisa acima do entendimento espiritual. Além disto, Dionísio
ainda esta há pouco tempo desencarnado, e ainda não pode nem mesmo retirar-se do asilo de
socorro que esta recolhido.
Se juntarmos a isto, a intranqüilidade da família que observa muito pouco a fé viva, mais a diferença
de vibrações da nova esfera espiritual que ele tenta adaptar-se, a profunda emoção dele com a
aproximação talvez prematura, a instabilidade do aparelho mediúnico, no caso o médium, veremos
ser uma ação inoportuna para aquela oportunidade.
Devemos lembrar que, Dionísio era um servidor quando encarnado das lutas doutrinaria como
dissemos, portanto um profundo conhecedor da Doutrina. Mesmo assim, Alexandre acha prematuro
qualquer comunicação pelas razões muitos bem expostas por sinal. Se levarmos para nosso dia-a-
dia, veremos a importância da fé raciocinada proposta por Kardec. Quantas vezes pretensas
comunicações são imputadas a certas pessoas, famosas ou não, as quais precisam ser submetidas
ao crivo da razão.
Finalmente Alexandre atendendo a Euclides, a entidade que fazia o pedido, concede a autorização
em caráter de aprendizado. Na noite seguinte, pessoalmente trará Dionísio para a incorporação.
Como no caso da psicografia, objeto de nosso primeiro capítulo, agora o local que necessita da
proteção da Espiritualidade com redobrada atenção no médium, será o centro da linguagem na zona
motora. Será magnetizado em especial, todos os músculos da fala, localizados ao longo da boca, da
garganta, laringe, tórax e abdômen. André Luiz e Alexandre partem então para as zonas inferiores,
perto da Crosta Terrestre, para recolher Dionísio na Instituição de socorro em que ele acha-se
recolhido em tratamento. Dionísio lembra-se de Alexandre e do grupo de estudos espiritualistas, do
qual diz ter muitas saudades.
É então esclarecido a Dionísio que os amigos deste grupo pedem a presença dele por alguns
minutos, para que ele fale aos amigos e familiares encarnados.
Porém, algumas regras deverão ser seguidas. É indispensável que ele medite sobre o
acontecimento, pois, é um momento de muita responsabilidade que ele ira assumir através da
palavra.
Deve lembrar-se também, que vai utilizar um aparelho neuro-muscular que não lhe pertence, no
caso o do médium, outra responsabilidade importante. Saber que Otavia a médium possivelmente
terá dificuldade para conhecer as particularidades técnicas de identificação do comunicante, diante
das exigências dos irmãos que estarão ali presentes na reunião. Ou seja, nem todos estarão
convencidos. Alguns vão querer ouvir palavras próprias que só Dionísio falava, outros, seu timbre de
voz, outros talvez, seu antigo modo de se expressar, irônico, cômico, sério, ou seja lá como fosse.
Dionísio entende as instruções, porém algo desapontado, mas logo conclui que agora no mundo
espiritual, é o mundo da verdade, e não devemos faltar a ela. Ele mesmo reconhece que muitas
vezes recebeu comunicações através de Otavia quando encarnado com prevenções, e em algumas
se achava vitima de mistificações.
Alexandre pede a ele que desculpe a fraqueza dos irmãos encarnados, caso tenham duvidas de sua
comunicação, pois é possível que não alcancem o objetivo proposto. Mas servira como lição e
experiência.
Dionísio será conduzido horas antes a casa da médium, para que encontre facilidades no serviço de
harmonização com Otavia. A partir daquele momento até a hora em que Alexandre o levara ao Lar
de Otavia, ele devera se manter em profundas orações concentrando-se sobre o assunto.
André Luiz acompanha Dionísio a casa de Otavia, junto com Euclides. Ficarão lá até por volta de 18
horas, quando então se dirigirão para a casa Espírita, onde às 20 horas começarão os trabalhos. Na
casa existe um aposento muito acolhedor, com vibrações muito suave, local em que a média
costumeiramente faz sua preparação para as reuniões da noite. Dionísio é deixado naquele local, e
André junto com Euclides dirigem-se para a cozinha da residência, onde encontram uma senhora
idosa, muito pálida e também, muito abatida. Era nossa irmã Otavia. Ela era uma excelente
colaboradora da espiritualidade, mas, por força das provas necessárias ao seu ajuste
reencarnatório, tem que permanecer unida a um homem ignorante e quase cruel.
Quando ele esta ausente a trabalho, a casa é tranqüila e feliz, porque em virtude do equilíbrio e
evolução de Otavia, não oferece possibilidade de espíritos inferiores invadirem seu lar.
Todavia, quando o infeliz Leonardo, o marido, penetra no lar, a situação modifica-se, porque o pobre
esposo é o próprio “espinho” daquele jardim. Esta sempre acompanhado de perigosas entidades das
zonas mais baixas.
Ele permite que a esposa freqüente a Casa Espírita, em vista da insistência de parentes
consangüíneos dele, também espíritas, e que influenciados pela espiritualidade não permitem que
ele afaste-a.
A tarefa é muito difícil. Otavia é dócil aos Espíritos do bem. Já Leonardo é obediente aos Espíritos
inferiores.
Basta à espiritualidade traçar um programa com a colaboração da médium, para Leonardo cedendo
a sintonia inferior, perturbar a ação, criando graves dificuldades.
Percebendo o abatimento da Médium, Euclides nos esclarece. Assim que foi incentivado a Otavia a
sua ajuda para o trabalho mediúnico com Dionísio, piorou o estado psíquico de Leonardo. Ele
amanheceu nervoso mais do que de costume, embebedou-se antes do almoço, insultou a esposa, e
até aplicou-lhe tormentos físicos.
Otavia assustada, sofreu tremendo choque nervoso que lhe atingiu o fígado, e ficou com forte
perturbação gastrintestinal.
Sua alimentação acabou sendo deficiente, prejudicando a harmonia de sua mente, para atender com
exatidão, os trabalhos da noite. A espiritualidade esta aplicando recursos de cooperação magnética,
através enfermeiros espirituais, elevando seu padrão das energias necessárias. Só por isto ela ainda
não caiu acamada.
Como diz Euclides; se os espíritos desencarnados devotados ao bem, estão sempre em luta pela
iluminação intima, imaginem os médiuns que são criaturas humanas suscetíveis às vicissitudes e
aos desequilíbrios da esfera física. André Luiz sugere então substituição de Otavia por outro
médium, mas como todos os serviços da espiritualidade exigem preparo e disciplina, treinamento e
estudo, não poderão colocar alguém no seu lugar de um instante para o outro.
André Luiz faz uma pergunta importante para nosso aprendizado. Otavia não deveria ser feliz para
ser mais útil?
A rigor todas as pessoas que gozam de relativo conforto material, se mantém no serviço comum da
espiritualidade que lhes é próprio às necessidades individuais, e , como o cumprimento do dever
com exatidão já represente grande esforço, elas raramente ultrapassam a fronteira das obrigações,
em busca do campo da RENUNCIAÇÃO.
Ultrapassar estas barreiras através da renuncia, do sofrimento, através da fé viva, é uma fonte
criadora para o Espírito de elevação, ou, ASAS ESPIRITUAIS, como diz Euclides.
Otavia termina o jantar e dirige-se ao aposento, onde esta Dionísio, e prepara-se através de
meditação e preces. A Médium concentra-se em orações, Dionísio ao seu lado, e Euclides aplicando
passes magnéticos fortalecendo os nervos das vísceras e fibras nervosas. A prece de Otavia
comove a todos. Aos poucos, sob a influenciação de Euclides, forma-se um laço fluídico que liga a
médium a Dionísio. É recomendado ao comunicante que fale com todas as suas energias mentais a
Otavia, para organizar o ambiente favorável entre eles, visando os serviços de logo mais à noite.
Dionísio disse a Médium os motivos da sua comunicação daquela noite, das necessidades de falar
com a família e antigos colegas de aprendizado espiritualista.
Longo tempo durou a palestra entre os dois, até que Otavia ficou ambientada sobre o assunto e o
que o comunicante pretendia fazer. Tudo ia bem, quando acontece algo muito grave.
Leonardo o Marido, chegava a casa quebrando de modo violento, a tranqüilidade das vibrações que
todos estavam mergulhados. Gritando logo a entrada, obrigou a esposa a levantar-se de súbito. O
infeliz semelhava-se a um brutamontes, a um tirano doméstico. Algumas entidades perversas e
galhofeiras o acompanhavam.
A médium serviu-lhe o jantar, após o qual lhe comunicou que iria a reunião no Centro antes das oito.
O marido embriagado gritando, diz que não poderia sai naquele dia, nada de sessões.
André vendo a cena, e observando Euclides muito calmo, pergunta o que acontecera. O elevado
mentor diz que a espiritualidade já previa isto, e que estava trazendo uma tia de Leonardo, o marido,
para interceder junto a ele. Esta tia tinha muita ascendência ao sobrinho, e a espiritualidade estava
trabalhando junto a ela.
Alguém bate palmas à porta e Leonardo vai atender. Era sua tia, e junto com ela uma entidade muito
simpática acompanhando-a. A tia de nome Georgina, já vai logo dizendo que terminara seu serviço,
e estava vindo buscar Otavia para irem juntas a Casa Espírita. A médium ainda tenta dizer que não
poderá ir pois o marido precisa de ajuda, mas a tia fala que ele tinha um compromisso muito sério e
não poderia faltar.
Leonardo estava jogado em um sofá, e a tia toca nele e lhe diz, que se ele não quiser por
imprevidência, ma vontade, crescer espiritualmente, ela nada pode fazer, mas se interpor no
crescimento da mulher ele não poderia impedir. Ela é uma esposa exemplar, mãe de dois filhos
maravilhosos e educados exemplarmente, e quanto a ele, Leonardo, sua atuação contra o bem não
ficaria impune.
André Luiz observa que enquanto Georgina falava, eram emitidos grandes jatos de energias
magnéticas que envolviam o marido infeliz, obrigando ele a um melhor raciocínio. Após alguns
instantes, ele concorda dizendo que desde que seja em companhia da própria tia.
Faltando 15 minutos para as 20 horas, chegam a Casa Espírita, Otavia e Georgina, e lógico, André
Luiz, Alexandre, Euclides e Dionísio. O salão era vasto. Como sempre o número de trabalhadores do
plano espiritual era incalculável, nos trabalhos de assistência, de vigilância, e preparação. Lá estava
a família do Comunicante, Esposa e filhos, bem como, alguns amigos ansiosos.
Alexandre através de passes magnéticos, estimula o sistema endócrino, para que o fígado tivesse
melhores recursos, equilíbrio do estomago e instestinos, tudo isto para o perfeito equilíbrio do
aparelho mediúnico da médium.
Às 20 horas em ponto, começam os trabalhos com a prece inicial.
A epífise da médium estava super iluminada, as orações equilibraram o ambiente através de
numerosos servidores do lado espiritual e do lado físico, proporcionando o equilíbrio vibratório do
ambiente.
Otavia foi afastada parcialmente e cuidadosamente do corpo físico, aproximando-se Dionísio, que
também parcialmente começou a utilizar-se das possibilidades dela. Otavia mantinha-se a reduzida
distancia, mas com poderes para retomar o corpo a qualquer momento num impulso próprio, pois
guardava relativa consciência do que estava ocorrendo, enquanto Dionísio conseguia falar, de si
mesmo, porem com a vigilância da proprietária legitima do corpo, e dos amigos e benfeitores
espirituais, que lhe fiscalizavam a expressão com o olhar, de modo a mantê-lo com boa posição de
equilíbrio emotivo.
Do lado Espiritual portanto, tudo era equilíbrio, controle, disciplina, autodomínio.
Mas entre os encarnados? Ai a coisa é diferente.
Do lado físico via-se o desequilíbrio e a inquietação. Exigiam um Dionísio-Homem pela boca de
Otavia, mas o plano Espiritual lhes impunha um Dionísio-Espírito, pelas expressões da médium. (voz
feminina).
A família aguardava o Pai emocionado, e ainda submetido a paixões menos construtivas, mas
ouviam um Dionísio calmo e de alma enobrecida, em benefício dos próprios familiares terrestres.
Depois de falar quase 40 minutos, dirigiu-se a família e aos colegas de luta humana.
Dionísio despediu-se com oração de agradecimento, muito comovente.
Apesar de Dionísio ter dado elementos de identificação pessoal, apenas uma mínima parte aceitou a
veracidade da comunicação. Somente a esposa e alguns raros amigos sentiram efetivamente a
palavra viva e vibrante. Os próprios filhos ficaram na duvida e na negativa. O mais velho achava que
se fosse o pai, teria falado da difícil situação financeira da família. Já outro, dizia que o pai não
respondeu suas interrogações intimas, e nem demonstrou o carinho devido aos filhos.
Alguém discursava como o nosso querido Padre Quevedo, achando que todas as comunicações são
do subconsciente, e que Otavia conhecia toda a vida de Dionísio, e nada provara com a
comunicação.
Outros achavam que a comunicação tinha sido de mistificadores, pois nada acrescentara de
ensinamentos a eles.
A decepção de André Luiz era muito grande com os encarnados. Não imaginavam as dificuldades
que tinham passado para chegar até ali, O trabalho de Euclides que nós tão bem acompanhamos
hoje. A luta da Otavia interessada em apenas servir com amor a causa do bem, os trabalhadores
espirituais daquela casa, enfim, tantos trabalhando incansavelmente para trazer o ensinamento e a
palavra ao ser humano, e encontram tanta incompreensão.
Os encarnados acham-se credores de tudo. Os benfeitores espirituais, na apreciação dos presentes
naquela reunião, e de alguns encarnados, infelizmente, não passam de meros servidores dos seus
caprichos, a voltarem do ale-tumulo tão somente para atender-lhes ao gosto de novidades.
Poucos pensam em consolo, em edificação, em aproveitamento da experiência obtida. Ao invés do
agradecimento pelo ensinamento, ficam na maledicência.
Ao saírem, Alexandre e André Luiz de volta para Nosso Lar, ouvem um senhor encarnado, que diz.
-Todos nós temos o direito de duvidar.
Alexandre nos ensina. Quase todos os encarnados que recebem ajuda da espiritualidade, se sentem
no direito de duvidar DA ESPIRITUALIDADE.
O que é raro é surgir algum companheiro que se sinta com o dever de AJUDAR A
ESPIRITUALIDADE.

REFLEXÃO DO CAPÍTULO 16 - INCORPORAÇÃO

1) O que se pode entender pela colocação: "... as organizações mediúnicas não são filtros
mecânicos..."?

- Os médiuns não possuem um botão "liga/desliga". Não funcionam mecanicamente. São seres
humanos, que permitem o intercâmbio com outros seres humanos, e portanto não podem ser vistos
como "máquinas de comunicação".
- Traduz o quanto é complexa a comunicação entre os dois planos de vida. Com essa afirmação, o
instrutor espiritual quis demonstrar que a manifestação mediúnica não se processa mecanicamente,
ou seja, não se dá pela simples manifestação de vontade, embora seja um fenômeno absolutamente
natural. É o resultado de uma série de fatores, que envolvem toda uma complexidade de
circunstâncias e intenções.

2) Como se dá a utilização do aparelho neuromuscular não pertencente ao Espírito comunicante?

- O processo é complexo. De forma simplificada podemos dizer que há uma interação entre os
períspiritos do comunicante e do médium, que permite ao último sentir as impressões do espírito
comunicante, e também uma interação espiritual/mental, realizada através da glândula pineal. A
pineal é - numa figura grosseira - o filtro que transforma pensamentos em impulsos físicos (nervosos
e glandulares), ou seja, é a representação no corpo físico da interação mente/corpo. No processo
mediúnico, o médium "capta" os pensamentos/vibrações do espírito e através da pineal o espírito
adquire parcial controle do sistema nervoso do médium, com a adesão deste, naturalmente.
- Até onde sabemos, o espírito comunicante se utiliza do centro da linguagem do médium, localizado
na zona motora do cérebro. É um processo ainda bastante complexo para o nosso total
entendimento. Sabemos que são utilizados os músculos da fala, a garganta e outros órgãos
indispensáveis ao ato de falar e que o comunicante se liga a esse organismo através de um laço
fluídico entre seu perispírito e o do médium.

3) O intercâmbio espiritual se dá tão somente na hora designada para que haja a reunião entre
encarnados e desencarnados? Como? Por que?

- Não. Regra geral, é necessária uma interação anterior entre médium/espírito, num processo
chamado às vezes de "afinização fluídica".
- O intercâmbio espiritual pode se dar a qualquer hora. No entanto, o mais aconselhável, no caso de
se pretender uma comunicação de espíritos sérios e com objetivos elevados, é que se programe
antecipadamente a hora da reunião, para que se possibilite todo um preparo necessário, tanto por
parte do plano espiritual quanto dos trabalhadores encarnados envolvidos.

4) Qual a preparação o médium deve ter? Como adequá-la aos tempos atuais, onde o ritmo de vida
é mais agitado, onde geralmente, muitos, saem diretamente de seus empregos para o local da
reunião?

- A preparação é sobretudo mental. Não são as circunstâncias que nos influenciam, mas como
reagimos a elas. Leitura tranquila e estado de prece devem ser mantidos de forma mais intensa.
- O ideal seria que o médium, nesses dias, se mantivesse em repouso, fazendo uma alimentação
frugal e mantendo o pensamento em questões espirituais, num ambiente onde a psicosfera seja a
mais pura possível. Todavia, sabemos que os deveres da vida na matéria nem sempre permitem
isso. Sendo assim, o médium deve procurar atender aquelas recomendações dentro do limite do
possível, observando, pelo menos, a necessidade de uma alimentação leve, evitando o fumo e o uso
de alcóolicos e mantendo uma sintonia vibratória elevada, através de bons pensamentos e de uma
leitura edificante.

5) Como se dá, pelo plano Espiritual, o ultrapassar dos obstáculos presentes na vida material, para
que possa o intercâmbio de planos ocorrer?

- Cada caso é um caso...Penso que o capítulo em estudo mostra bem a dificuldade dos amigos
espirituais, e o quanto atrapalhamos ao invés de ajudar. O intercâmbio mediúnico é serviço de muita
responsabilidade.
- O plano espiritual elevado está sempre atento e toma as providências que se fazem necessárias
que se encontram ao seu alcance. No caso em estudo, temos um exemplo disso, quando a médium
que iria servir ao intercâmbio entre os dois planos viu-se impedida de comparecer à reunião pelo
marido. Os benfeitores, então, induziram a visita de uma tia deste, a quem ele respeitava, com o
objetivo de interceder e levar a médium até o local da reunião

6) Os médiuns que irão proporcionar comunicação encontram-se cientes de quem e de que forma
ocorrerão as comunicações?

- Nas reuniões semanais dos centros espíritas, geralmente não. A programação é realizada pelo
plano espiritual. Naturalmente, dependendo do estado do médium, e da maior facilidade de trânsito
na esfera espiritual, ele pode ser notificado com antecedência deste planejamento.
- Tal pode ocorrer, embora não necessariamente. Nas reuniões mediúnicas habituais, é comum
haver toda uma programação do plano espiritual e dos dirigentes da reunião, planejando quais os
mentores que naquele dia se manifestarão. Contudo, não devemos esquecer, como diz o nosso
Chico Xavier, que o telefone toca de lá para cá e que a manifestação dependerá sempre da decisão
do plano superior.

7) O que são células gliais? por que fortalece-las? qual seu papel?

- Mas, apenas como definição, glia ou neuroglia são células que proporcionam sustentação as
células nobres do SNC (Sistema Nervoso Central). O cérebro é feito de neurônios (ou células
nervosas) e células gliais. As células nervosas comandam a motricidade, a sensibilidade e a
consciência; as células gliais sustentam e mantém vivos os neurônios. Ele integra informação
sensorial e dirige respostas motoras.

8) Qual o papel da epífise na comunicação mediúnica?

- Também outro assunto complexo...A epífise, como dito acima, funciona como elo de ligação
mente/corpo, já tendo sido estudada com detalhes no início deste livro. André Luiz a denomina
"glândula da vida mental". Na comunicação mediúnica seu papel é fundamental pois ela vai servir de
"filtro" para os pensamentos (ondas mentais) emitidos pelo espírito comunicante.
- A epífise, segundo antigos filósofos, dentre os quais Descartes, é a sede da alma. Segundo o
brilhante Dr. Jorge Andréa, em sua consagrada obra "Palingênese, a Grande Lei", a epífise ou pineal
tem relação com todo o sistema glandular do corpo, com o sistema neurovegetativo e órgãos
nervosos, sendo por ele considerada a glândula da vida psíquica. Porém, o insigne médico e escritor
afirma que muito pouco ainda se conhece sobre ela, pois somente mais recentemente foi que a
ciência passou a estudá-la com maior profundidade. Ainda segundo ele, na mesma obra, trata-se de
um órgão difícil de se realizar experiências no sentido de determinar suas funções, pois " ... se
encontra vizinha a zonas nervosas ...", sendo, ainda, " ... um órgão bastante vascularizado, de
localização profunda e mantendo estreitas relações com os seios venosos. ... ".
Pelo que deduzimos dos ensinamentos disponíveis, inclusive de André Luiz, no capítulo II do livro
que estamos estudando, podemos concluir que, sendo a epífise a glândula da vida psíquica, sede da
alma, deve ser ela o órgão do corpo físico mais afinizado com o perispírito, servindo como um dos
principais pontos da ligação espírito/matéria. E sendo assim, é através dela que se deve operar o
contato mediúnico, funcionando como que uma espécie de filtro da comunicação entre os dois
planos. Por ela é que deve passar o pensamento transmitido pelo espírito comunicante.

9) Como ocorre o processo chamado de incorporação? Qual a forma que deve o médium se
conduzir?

- Há muito fatores envolvidos na incorporação (preferimos o termo "psicofonia", pois incorporação -


embora largamente usado - dá ideia que o espírito "entra" no médium, o que não é verdade). Os
principais são: passividade do médium (para "captar" as vibrações e ondas mentais do espírito);
sintonia vibratória, que permite o ajuste mental; afinidade fluídica, pois os fluidos perispirituais devem
ter um mínimo de compatibilidade, conforme explica Leon Denis; entre outros. Há de se contar
também o trabalho doas amigos espirituais, que promovem os ajustes necessários, quando a
comunicação é de um espírito ignorante ou em sofrimento. O fator básico, no entanto, é a
passividade, que André Luiz denomina "pensamento de adesão do médium".
-O termo "incorporação", largamente usado no meio espírita, é, contudo, doutrinariamente impróprio.
Na verdade, não se dá a incorporação, pois o comunicante não adentra no corpo do médium, como
sugere o termo. Dois espíritos não podem coabitar o mesmo veículo físico. Assim, o que ocorre é
que o médium é parcialmente afastado de seu corpo físico, possibilitando a aproximação do
comunicante, para que este se utilize dos órgãos necessários à fala. O médium deve permanecer
próximo, pronto para retomar o corpo a qualquer momento.

10) Como deve ser a avaliação das comunicações realizadas?

- Nas reuniões mediúnicas semanais, a avaliação deve ser pessoal. Regra geral, quando as
comunicações são de espíritos em sofrimento, ou ignorantes, não vamos avaliar a comunicação em
si, mas as lições que podem ser extraídas. Também não devemos avaliar _o médium_ pois não
estamos capacitados a isso. Manter a humildade, reconhecendo que nada sabemos realmente ainda
sobre o fenômeno, e aproveitar a mediunidade como fator de nossa própria evolução, é fundamental
para nós. Vestir uma capa científica, como vimos no capítulo, é, quase sempre, incorrer em muitos
erros. Naturalmente, o espírito crítico deve estar alerta. Uma mensagem de "um amigo espiritual"
deve ser analisada com atenção, e não apenas recebida como verdade absoluta. O mesmo vale
para os trabalhos de psicografia.
-Tratando-se de uma reunião mediúnica séria, com elevados propósitos, numa casa espírita
igualmente séria e bem orientada, com médiuns experientes, as comunicações obtidas tendem
também a ser sérias e com proveitosos ensinamentos, pois deverão ser produzidas por espíritos
evoluídos e bem intencionados. Porém, será sempre difícil se fazer esse tipo de avaliação. O melhor
a se fazer, no caso, é seguir a orientação de Kardec, no sentido de que analisemos o conteúdo das
comunicações. Se forem mensagens edificantes, com ensinamentos doutrinários ou contendo
orientações para o bem, é porque provêm de bons espíritos; caso contrário, será melhor ignorá-las.

RESUMO DO CAPITULO 17 – DOUTRINAÇÃO

Iniciando então o Capítulo de hoje, André Luiz e Alexandre, seu mentor no plano espiritual, que lhe
tem acompanhado para ensinamentos em excursões terrenas, como vimos nos capítulos anteriores,
recebem a visita de uma e aflita, solicitando ajuda para seu filho, Marinho, através de uma nova
DOUTRINAÇÃO. Nova? Sim, nova porque Marinho há mais de 10 anos está desencarnado, e
continua no mau caminho. Em outras oportunidades a espiritualidade tentou a Doutrinação, porém
não teve êxito, pelo endurecimento em que estava o filho rebelde.
Agora, a mãe percebeu que havia mudanças em Marinho. Ele já não sentia o entusiasmo quando
recebia as sugestões malignas dos espíritos de baixa sintonia. Às vezes a mãe até consegue fazer
com que ele faça preces solitárias, mas sem conseguir ainda eliminar totalmente a sua rebeldia.
Alexandre concorda em ajudar aquela bondosa entidade, comovido com sua luta na ajuda ao filho, e
acreditando que a tarefa agora poderá ser mais fácil, com a nova postura de Marinho. Começam os
preparativos para a Doutrinação que iremos conhecer em todos os seus detalhes. A mãe, espírito
com boa elevação espiritual, terá o concurso de inúmeros amigos espirituais, que irão buscar
Marinho e convencê-lo a ir à Casa Espírita que falamos no último capítulo. Por outro lado, outras
entidades também amigas de bondosa senhora, se encarregarão de ajudar OTAVIA, aquela médium
que conhecemos no capítulo anterior, cujo marido era a pedra de sua sandália. André questiona.
Porque a Doutrinação em ambiente dos Encarnados? Não poderia ser na propria espiritualidade?
É IMPRESCINDIVEL ser assim? Não, não é imprescindível ser assim, ou seja, entre os encarnados.
Na espiritualidade existem grupos de servidores, dedicados exclusivamente a esse gênero de
auxilio. Nas colônias, existem inúmeras instituições voltadas para a caridade fraterna destes irmãos
transviados. Quem já não ouviu falar nos samaritanos da espiritualidade. Os Postos de Socorro, As
Organizações de Emergências situadas em Casas Espíritas, contam com avançados serviços deste
tipo de ajuda.
Porém, em determinados casos, o magnetismo humano pode influir mais intensamente, em
benefício dos necessitados, que se encontram na Crosta Terrestre.
Mesmo ai, contudo, a colaboração dos encarnados não constitui fator decisivo e imprescindível, mas
quando é possível e útil, o concurso dos Médiuns e dos doutrinadores encarnados é fator para
facilitar a solução desejada, como também proporcionar ensinamentos aos humanos, despertando
seus corações para a espiritualidade.
Quando ajudamos as entidades em desequilíbrio, ajudamos a nós mesmos, quando doutrinamos
seremos igualmente doutrinados, diz sabiamente Alexandre.
Vamos conhecer então a entidade que será doutrinada. Marinho quando encarnado fora um
sacerdote. Ante o espanto de André pelo fato, Alexandre esclarece que, aqueles que receberam
tarefas de natureza religiosa, têm os desvios mais graves. Alguns padres recebem os títulos de
sacerdotes, sem o devido amor ao trabalho de curar pela fé. São sacerdotes que deslumbrados com
as honrarias humanas, os hábitos dos incensos, os dogmas da religião, mais a submissão dos
encarnados, não reconhecem o erro quando estão do outro lado, passando a revolta, o que os
converte em gênios das sombras.
Sobre a mãe que esta há 10 anos sacrificando-se pelo filho, Marinho, sem procurar seu caminho de
crescimento próprio, é pelo motivo de que a mesma tem em sua consciência, parte da culpa pelo
erro do filho. Na qualidade de mãe, quis forçar as tendências do mesmo quando jovem. Ele nascera
para uma tarefa no campo da filosofia espiritualista, porém, não se encontrava preparado para o
posto de condutor de almas, a principal missão de um sacerdote.
A genitora obrigou-lhe a entrar num seminário, e indiretamente colaborou para que seu orgulho
fosse demasiadamente acentuado. Claro que a mãe estava possuída das mais puras intenções. O
filho é que se deixou pelo seu livre arbítrio levar pelo orgulho e fascinação.
Na noite seguinte foram em busca de Marinho. Alexandre, André a mãe e Necésio.
Necésio também fora padre, e teria facilidades de comunicar-se com Marinho. Apenas ele seria
visto, os demais estariam invisíveis. Dirigiram-se a uma Igreja de construção antiga, onde inúmeras
entidades dos planos inferiores estavam ali em grupos. Alguns sacerdotes em vestes negras
estavam ao lado dos altares, enquanto um que parecia exercer o poder de chefia, estava de um
lugar mais alto, o poder da igreja exclusivista a que pertenciam, expondo com extrema sutiliza novas
teorias sobre o céu e a bem-aventurança.
André fica assombrado como a assistência de desencarnados assistia aquela palestra como se
fosse uma missa. Alexandre explica que são espíritos sofredores e desorientados, dominados por
gênios da perversidade deliberada. Por outro lado, aquilo era pequeno em relação aos verdadeiros
antros do mal, onde agrupamentos semelhantes estão voltados para a maldade organizada.
Marinho estava num canto escuro em meditação. A mãe invisível passa-lhe a mão na fronte, e ele
sente uma vaga alegria no coração e não sabe o porque. Nisto vê Necésio e pergunta se ele
também foi padre.
Este começa a falar a Marinho sobre o fato dele estar sofrendo, sem esperanças, o desencanto da
vida e que gostaria de ajudá-lo.
Marinho diz que prometeram para ele na Terra um céu aberto aos padres e cheio de poder, porém
ele só encontrou situações opostas, só humilhações e angustia.
A mãe abraçava fortemente o filho envolvendo-o em magnetismo maternal, enquanto Necésio falava
sobre as vantagens deles se reunirem imediatamente para ajuda do plano maior. Abraçou Marinho e
todos juntos penetravam imediatamente na sala de orações e trabalhos espirituais da Casa Espírita.
Em volta da mesa de trabalhos grande quantidade de trabalhadores do plano espiritual de mãos
dadas formavam uma corrente protetora da mesma, para os serviços daquela noite, protegendo
contra as entidades perversas ou revoltadas.
Quando Marinho percebe começa a gritar que fora enganado, quer fugir, mas não consegue.
Necésio pede para ele ouvir o Doutrinador encarnado, e quem saber poderá falar e ver um ente
querido. Ele continuava a gritar que não queria.
Perguntam se ele saber quem solicitou aquele socorro. E falam que fora sua mãe.
Marinho coloca as mãos no rosto e começa a chorar muito.
Em seguida ele incorpora em Otávia a médium nossa conhecida de capítulos anteriores. Junto de
Otávia permanecia um instrutor de elevada hierarquia, enquanto Alexandre orientava o encarnado
encarregado da doutrinação.
Enquanto isto, vários Espíritos trabalhadores recolhiam forças mentais dos encarnados presentes,
para que fossem usadas em beneficio daquelas entidades que estavam sendo doutrinadas, através
de materialização de imagens e dos próprios benfeitores daqueles infelizes, necessárias para o
reavivamento da emotividade e da confiança. Estamos vendo ai à importância que nós encarnados
enquanto assistentes e como agindo na sustentação dos trabalhos de doutrinação, temos papel
fundamental desde que estejamos em oração e com os pensamentos edificantes naquela hora.
A principio Marinho demonstrava desespero, e pronunciava palavras fortes e rebeldes. O
Doutrinador falava-lhe sobre a superioridade do evangelho vivido sobre o evangelho interpretado. A
certa altura, Alexandre comanda a materialização da mãe de Marinho. O doutrinador pede a ele que
observe em volta de si e veja se reconhece quem se encontra a seu lado.
Marinho da um grito – Minha mãe.
A mãe abraça-se a ele e pede que ele pare com os erros, e não a faça sofrer mais. Do lado dos
encarnados apenas era visto Otávia, a médium, dominada pelo sacerdote rompendo-se em
soluções, em choro. Do lado espiritual, via-se o abraço caloroso de mãe e filho. Ambos chorando
copiosamente.
O filho pergunta se poderia ir com a mãe, e ele diz que ainda não. Que precisaria primeiro ir com
Necésio, para começar toda sua recuperação e preparação. Aprenderá a se defender dos espíritos
inferiores com que estava, que agora serão seus inimigos. Finalmente estava terminada a
doutrinação de Marinho.
Em seguida André relata que entram mais quatro grupos, procedentes de outras regiões, trazendo
entidades para receberem os benefícios da doutrinação através de Otávia e dos médiuns daquela
Casa Espírita.
De todos os quatro casos, salienta-se o de um pobre negociante que ignorava a própria morte.
Como demonstrava teimosia em vista da verdade, um dos orientadores de elevada espiritualidade, o
fez ver a distância o próprio corpo em decomposição. O infeliz vendo o quadro gritava desesperado,
rendendo-se finalmente a evidência dos fatos.
No fim, André Luiz satisfeito pelos conhecimentos adquiridos, diz que a espiritualidade tem diversas
formas de ajudar os espíritos sofredores, mas que os mais necessitados só poderiam receber os
divinos benefícios se estivessem dispostos a aderir, por si mesmos, aos trabalhos do bem.

REFLEXÃO DO CAPÍTULO 17 – DOUTRINAÇÃO

O capítulo em estudo mostra o trabalho da equipe de benfeitores espirituais em favor do espírito


Marinho, que se encontrava ainda preso a entidades desequilibradas mas que demonstrava vontade
de se modificar. André Luiz narra como foi desenvolvida a assistência a esse espírito, desde sua
preparação para receber os ensinamentos dos maiores até a reunião de doutrinação.
1) É imprescindível a colaboração dos encarnados para o trabalho de doutrinação?
Segundo o instrutor Alexandre nos ensina, imprescindível, não. O plano espiritual possui vários
grupos de trabalhadores que executam esse tipo de auxílio, sem que se torne indispensável a
participação de encarnados. Todavia, explicou, em determinadas situações a cooperação dos
encarnados se faz necessária, pois seu magnetismo pode influir com maior intensidade no
desencarnado que será doutrinado. Ressaltou o benfeitor espiritual que, além de útil, a colaboração
de encarnados nesse tipo de trabalho proporciona também para esses importante oportunidade de
aprendizado.
2) Como são determinados os trabalhos que serão realizados?
Pelo que pudemos aprender, não há normas rígidas para determinar como devem ser realizados os
trabalhos nesses casos. A necessidade de doutrinação a espíritos que se encontrem no plano
espiritual em desequilíbrio e que demonstrem disposição de se modificarem é que vai ditar a ação
dos benfeitores.
3) É feito um trabalho prévio com os desencarnados que irão se manifestar em reunião de
doutrinação?
Antes do comparecimento do desencarnado à reunião de doutrinação, ele deve passar por todo um
trabalho de preparação, para que se conscientize de sua necessidade. Em certos casos, esse
trabalho é necessário até mesmo para convencê-lo, quando há resistência de sua parte em se
submeter a esse tratamento espiritual. No caso em estudo, vimos que Marinho encontrava-se ainda
muito ligado a entidades psiquicamente desequilibradas, às quais se submetia. Embora já
manifestasse desejo de se modificar, conforme sua mãe informou, resistiu, inicialmente, ao
chamamento dos benfeitores para a reunião, sendo persuadido após a intervenção afetuosa de sua
mãe e do trabalho de convencimento do benfeitor Necésio.
4) Existe alguma vantagem em se usar encarnados para o trabalho de doutrinação?
Como vimos acima, embora não seja indispensável, a cooperação de encarnado pode ser útil ao
trabalho, pelo magnetismo que pode doar, além de servir como ensinamento a ele próprio.
5) Como é feita a proteção dos componentes encarnados da reunião mediúnica?
Segundo o exemplo citado, a proteção é feita pelos trabalhadores da esfera espiritual, que formam
uma corrente protetora em torno da mesa de trabalho, formando uma cadeia magnética para conter
a aproximação de espíritos perversos e recalcitrantes.
RESUMO DO CAPITULO 18 - OBSESSÃO

Todos os obsediados são médiuns? A resposta é sim, e quem diz isto é o próprio André Luiz. O
obsediado, porém, acima de ser um médium que tem as energias perturbadas, é quase sempre um
enfermo, e representam uma legião de doentes, não reconhecidos pelo olhar humano. E porque não
reconhecidos? Porque geralmente o obsediado não reconhece esta sua condição ou por sua
inferioridade moral, ou por sua falta de estudo e preparo espiritual.
Quando a obsessão é simples, ela pode ser tão sutil, que o olho humano não percebe, como já foi
aqui explanado em uma aula pela Soraia, e publicado no Jornalzinho como artigo. André Luiz nos
lembra que os encarnados têm muito otimismo nos trabalhos com obsediados que são trazidos para
tratamento, já Alexandre nos faz um alerta muito importante, o qual todos nós deveríamos refletir
com muito cuidado.
Diz ele que nós encarnados não podemos ver além do ato presente. Quando o obsediado se
apresenta para a cura, não estamos vendo o drama às vezes de séculos de cada um, ou seja,
inúmeras vidas passadas. Geralmente o OBSEDIADO E O OBSESSOR, são dois Espíritos que
chegam de muitas encarnações, extremamente ligados nas perturbações que lhe são peculiares.
Nós procedemos acertadamente trabalhando com alegria, porque de todo esforço nobre e feito com
amor e caridade, resulta um bem que fica indestrutível na esfera espiritual.
No entanto, devemos ser comedidos nas promessas de melhoras imediatas do obsediado, e, de
modo algum, deveremos formar julgamento prematuro em cada caso, porque é muito difícil
identificar a verdadeira vitima com a visão de encarnado.
Devemos estimular o bom animo e a ajuda do enfermo, mas não prometer levianamente a cura.
Na reunião da Casa Espírita que conhecemos nos capítulos anteriores, teremos cinco casos a
serem trabalhados pelos doutrinadores e médiuns, e a oportunidade de conhecermos o trabalho da
ESPIRITUALIDADE junto aos desencarnados.
Dos cinco casos, apenas uma jovem tem possibilidades de melhoras rápidas. Os demais
comparecerão simplesmente para socorro, evitando agravo nas suas provas necessárias.
A jovem através do esforço próprio esta ajudando na cura. Esta procurando restaurar as forças
psíquicas, por si mesma, lutando contra as entidades malignas, através da prece, do auto domínio,
da meditação. Ela não espera o milagre da cura sem esforço, e mesmo terrivelmente perseguida por
entidades inferiores, ela aproveita toda espécie de ajuda que os Espíritos elevados lhe projetam.
A diferença entre ela e os outros, é que ela estava usando as próprias energias para entrar em
sintonia com a espiritualidade auxiliadora, mesmo que vagarosamente. Já os demais, ao que tudo
indica, estão abandonando a luta pessoal, e caminham a passos largos para a subjugação.
Temos então como dissemos cinco casos. A jovem, uma senhora de meia idade e um senhor de
idade madura, que estavam em enorme agitação, e finalmente dois irmãos que pareciam
completamente imbecializados.
As entidades inferiores em grande número rodeavam os doentes. Nenhuma delas em virtude do
baixo padrão vibratório em que se mantinham, registrava a presença dos Espíritos elevados ali
presentes, mas por outro lado, se sentiam à vontade no contato com os encarnados.
Conversavam entre si com grande interesse, e isto deixava transparecer os terríveis projetos de
ataque e vingança que estavam projetando. Em certo momento, chegam duas entidades que apesar
de estarem já habitando o mesmo plano de André Luiz, encontram-se ainda em condição de serem
percebidas pelas entidades inferiores, o que ocorre imediatamente.
Estas duas entidades irão funcionar como interpretes junto aqueles Espíritos e os Espíritos elevados
ali presentes. Pela mudança nos obsessores ao avistarem os dois missionários, percebe-se que já o
conheciam. Um dos missionários começa falando a uma senhora desencarnada, que encontra-se
em péssimas condições, e que estava ligada aos dois irmãos.
O Missionário começa dizendo que ela deveria parar com a vingança e o ódio que tinha no coração.
A mulher diz que aquele encarnado havia levado ela a corrupção, e que faria justiça com as próprias
mãos, a justiça ensinada por Jesus. O missionário então em lição muito importante para nós
inclusive, disse a entidade.
Jesus não reclamou JUSTIÇA, para ele, quando morria na cruz. Ele conhecia o crime que era
cometido contra ele, e tinha razões sólidas para reclamar o socorro das leis. No entanto preferiu
silenciar e passar, esperando-nos no campo da compreensão legitima. É que Jesus acima do “Olho
por Olho” das antigas leis, ensinou “AMAIVOS UNS AOS OUTROS”. Se absteve de fazer justiça a si
mesmo.
A entidade calou-se e ficou profundamente impressionada.
André Luiz volta-se então para aquela senhora encarnada que estava preocupando os encarnados
presentes. Diversas entidades mantinham-se ao lado dela, impondo-lhe terríveis perturbações,
sobressaindo-se um obsessor infeliz e cruel. Estavam colados em todo o seu corpo, dominando
todos os centros de energia orgânica.
O missionário desencarnado toca no obsessor. Este gritando, diz que esta se vingando da mulher
que construiu senzalas para humilhar os filhos do mesmo Deus. Que vendeu a sua esposa e filhos.
Vários corações vibram de ódio contra ela, referindo-se aos demais obsessores, e pergunta se
Jesus não aplaudiria o cativeiro.
O missionário diz que o Mestre Divino não aprovaria a escravidão, pois ele recomenda o perdão
recíproco. Fala ao obsessor que ele esta apenas vendo os erros da infeliz irmã, e que por estar
alimentando tanto ódio, não consegue ainda recordar-se de seu passado, ou seja, vidas anteriores,
para ver também as suas culpas, e avaliar seus débitos.
Apesar dos argumentos do doutrinador desencarnado, o obsessor continuava alimentando sua
vingança. Alexandre então não aprova a tentativa de mostrar ao mesmo os seus erros do passado,
pois ele terá ainda que passar pelo sofrimento para chegar ao entendimento, já que no estágio atual
não há possibilidade de chegar à compreensão do seu ato.
Observando a pobre mulher obsediada, nota-se que é praticamente a habitação daquele obsessor
mais cruel. Ele ocupava-lhe o organismo desde o crânio até os pés, impondo-lhe tremendas reações
em todos os centros de energias. Vários fios delicados, mas vigorosos, uniam ambos, obsediada e
obsessor. Este por sua vez, apresentava um quadro psicológico de satânica lucidez, enquanto a
mulher encarnada mostrava aos encarnados a imagem oposta, revelando uma tremenda angustia e
inconsciência.
Ela gritava sem parar na mesa de trabalhos do Centro, para salvarem ela do demônio. Com os olhos
imensamente abertos, como se estivesse fixando algum inimigo invisível, dizia que, chegaram todos
do inferno e estão aqui. E gemia e gritava.
Alexandre nos confirma o caso daquela senhora. Era um caso de subjugação.
Desde a infância ela era perseguida pelos seus inimigos de outras encarnações. Quando solteira, no
ambiente sob proteção dos pais, ainda conseguia, de algum modo fugir a influenciação daqueles
inimigos invisíveis, embora lhes sentisse a sintonia. Vindo o casamento e as responsabilidades
aumentando, principalmente com o nascimento do primeiro filhinho, caiu em abatimento intenso,
dando oportunidade as entidades perversas e começou a experimentar penosas provas.
No salão da Casa Espírita iria começar os trabalhos dos encarnados de doutrinação. André Luiz
observa que dos cinco obsediados, apenas a jovem mencionada no inicio, que como dissemos,
apresentava uma obsessão simples, notava-se uma recuperação que chegava a normalidade.
Sentia-se tranqüila e quase feliz. Conseguia pelo seu esforço, envolver-se nas vibrações fraternas
da espiritualidade.
Ela permanece no caminho da cura, pois percebeu a tempo por si mesma, à medicação necessária
para a sua restauração do equilíbrio físico. Já sabe que o socorro por parte da espiritualidade deve
ser aproveitado integralmente, e por isto, desenvolve toda a sua capacidade de resistência,
colaborando com os espíritos benfeitores.
O doutrinador começa a falar e seu tórax torna-se um foco irradiante. Suas palavras quando saiam,
assemelhavam-se a um jato de luz alcançando diretamente o alvo, fosse o ouvido dos perturbados
do enfermo ou o coração das entidades cruéis.
Alexandre nos explica que; a doutrinação é uma escola espiritual, e o doutrinador encarnado é
encarregado de transmitir as lições. Para ensinar com êxito, não basta conhecer as matérias do
aprendizado e ministrá-las. Antes de tudo, é preciso senti-las e viver-lhes a no coração.
O homem que prega o bem deve praticá-lo, se não deseja que as suas palavras sejam levadas pelo
vento. Aquele que ensina a virtude, vivendo-as em si mesmo, têm a palavra carregada de
magnetismo positivo, levando este remédio espiritual as almas que o ouvem. Um doutrinador sem
estas características, a doutrinação é quase sempre em vão.
Dos trabalhos da noite, além da jovem e da senhora que estava subjugada, tínhamos mais três
casos. Os dois irmãos e um senhor de idade madura. Estes três estavam enquadrados no grau de
Obsessão de Fascinação.
Apesar de naquele momento dos trabalhos ficarem livres dos obsessores, eles apresentavam um
quadro de inquietação, e ansiosidade para se reunirem novamente com os obsessores.
Apesar dos ensinamentos do Doutrinador para aqueles três encarnados, eles mostravam-se longe
da melhoria espiritual necessária. Mostravam insatisfação durante os ensinos. Davam a impressão
que não suportavam a separação dos obsessores invisíveis.
Ao terminar os trabalhos, André observa que a jovem saia aparentemente muita bem, já a senhora
continua como viera, completamente subjugada. Os outros três obsediados, apesar de melhorarem
durante os trabalhos, tão logo saíram do circulo de proteção espiritual da casa, voltaram a se juntar
com seus obsessores.
Alexandre nos lembra de um fato muito importante. A espiritualidade tenta ajudar, mas, existe algo
muito importante por trás das obsessões, e que só podem ser resolvidas entre o obsediado e o
obsessor, e às vezes, nem sempre nesta encarnação. Chama-se expiação, ou causa e efeito, ou
ação e reação. Por isto Jesus disse claramente, “Reconcilia-te com teu adversário enquanto estas a
caminho com ele”. Depois de desencarnado fica muito mais difícil. Basta a nós Espíritas, utilizarmos
nosso entendimento, e vamos perceber que a espiritualidade realmente não pode interferir num caso
de Ação e Reação. É nosso livre arbítrio que está em jogo. Além do mais, faz parte do nosso
aprendizado rumo a elevação espiritual.
No caso da jovem, ela através da oração, das boas ações, da firmeza de pensamento e vontade,
não se deixa dominar pelo obsessor, conseguindo com isto esclarecer os próprios perseguidores.
Estes por sua vez, passam a prestar atenção nas mudanças para melhor que sua desafeta tem feito,
começam a cansar-se da perseguição, quando não encontram guarida, meditam sobre a atitude
dela. Daí é um passo para ouvir os Espíritos bons que estão ao lado da jovem e chegar à
reconciliação.
Como diz Alexandre no final, na obsessão as dificuldades não são unilaterais, ou seja, o
afastamento do obsessor não significa a extinção da divida. Em qualquer parte do Universo
funciona a Lei de Ação e reação, e nós recebemos sempre de acordo com as nossas próprias obras.

REFLEXÃO DO CAPÍTULO 18 - OBSESSÃO


Se todo obsediado é médium, ele deverá desenvolver está mediunidade após o tratamento
desobsessivo?
O obsediado é um médium, como todos o somos, no sentido de que temos a capacidade de receber
a influência de espíritos. "Médium", no sentido que Kardec recomendou que se utilizasse esse
termo, é aquele indivíduo dotado da faculdade bem caracterizada de se comunicar com
desencarnados. Nesse sentido, o obsediado pode ser ou não um médium. Se o for, será
extremamente positivo se vier a desenvolver essa mediunidade, pois o seu exercício possibilitará um
maior esclarecimento para si próprio. Nesse caso, poderá, também, ser mais útil no trabalho de
esclarecimento de espíritos obsessores, embora, para tanto, não tenha necessariamente que ser
médium.
Embora a reunião narrada por André Luiz tivesse a presença dos obsediados, esta postura
praticamente não é mais adotada ultimamente. Qual a sua opinião?
A vinda de obsediados às sessões em que seus casos serão tratados é desaconselhável porque
pode criar um ambiente nada propício ao trabalho de esclarecimento e convencimento do obsessor.
Sua presença poderá acirrar a ira deste, dificultando ou, até mesmo, impedindo o trabalho dos
doutrinadores. O constrangimento que causaria praticamente anularia toda a preparação feita pelo
plano espiritual antes do início da sessão.
Quais as causas motivadoras de um processo obsessivo?
As causas que motivam o desencadeamento de um processo obsessivo podem ser várias. Muitas
da vezes - aliás, pode-se, mesmo, dizer que na maioria dos casos - a obsessão tem origem num ato
praticado pelo obsediado contra o obsessor, nessa ou em existência precedente. Às vezes, em
existência longínqua, criando uma situação que se arrasta por muitas encarnações sem solução. Por
isso se diz que o obsessor tem sempre "razão". De toda sorte, porém, a obsessão é sempre uma via
de mão dupla. Para que ela se instale, o obsidiado precisa consentir, quer por sua fraqueza, quer
por desejá-la, como esclarecem os Espíritos na questão 474 de O Livro dos Espíritos. Esse
consentimento ou esse desejo se dá através da invigilância, da prática de atos e pensamentos
maus, enfim, agindo contrariamente às leis morais.
Como podemos entender o conceito de "justiça" à luz da Doutrina Espírita?
Podemos definir o conceito de justiça, segundo a Doutrina Espírita, numa única frase ditada pelos
Espíritos, em resposta à pergunta de Kardec contida na questão 875 de O Livro dos Espíritos: "A
justiça consiste em cada um respeitar os direitos dos demais." Esclarecem, ainda, os Espíritos, que
esses direitos provêm (1) das leis humanas, imperfeitas e mutáveis conforme os costumes e o
progresso dos povos e (2) da lei natural, essa perfeita, imutável e absolutamente justa.
O descompromisso com essa "justiça" é que pode gerar o processo obsessivo, ao ferir o direito do
próximo. Os Espíritos confirmaram, como não poderia deixar de ser, pois a Doutrina Espírita veio
para resgatar os ensinamentos do Cristo, essa máxima proferida por Jesus: "Tudo o que quereis que
os homens vos façam, fazei-o vós a eles."
Quais os elementos básicos de um tratamento para os casos de possessão (subjugação)?
É necessário, em primeiro lugar, que o obsediado queira dela se livrar, demonstrando vontade firme
de fazê-lo. No capítulo em estudo, vamos encontrar o caso de uma jovem que vinha obtendo
sensíveis melhoras com o tratamento. Alexandre credita essa melhora ao comportamento por ela
adotado, de recorrer à prece, procurar conhecer a si mesma, esclarecer-se e aos seus
perseguidores, dando, enfim, um exemplo de resistência ao mal.
Podemos, então, concluir que é indispensável o obsediado reformar-se intimamente e não atender
às sugestões dos perseguidores, cansando-os, pois assim, vendo que nada conseguem, terminam
por desistir.
Por que os processos obsessivos são tão "intrincados", como diz Alexandre?
Segundo o benfeitor, porque quase sempre o obsediado não tem consciência da própria
enfermidade. Em consequência, torna-se presa fácil e inconsciente de seus perseguidores, sempre
espíritos ainda ligados às zonas de atividades grosseiras. Por outro lado, as causas da obsessão
são, geralmente, ligações afetivas mal resolvidas ou mesmo de ódio, que se perpetuam, sem
solução. Aponta, ainda, Alexandre, como causa da dificuldade de se obter sucesso nesse tipo de
tratamento, o fato de, comumente, apenas se procurar afastar o obsessor, sem se atacar a causa.
Salienta a dificuldade de se rebentar, de uma hora para outra, as "algemas seculares" que prendem
obsessor e obsediado.
Qual a relação entre o desequilíbrio físico e o processo obsessivo? Os obsediados precisam
também de um tratamento médico?
Sendo o corpo físico resultado da saúde espiritual e estando o espírito enfermo, essa enfermidade
refletirá no corpo físico. Pelos ensinamentos contidos nesse capítulo, vemos que as enfermidades
geradas pelo processo obsessivo podem não se circunscrever apenas à mente. Podem, também,
causar desequilíbrios no sistema nervoso, distúrbios no coração, fígado, rins e pulmões. Nesses
casos, ainda que neutralizado o processo obsessivo, o dano físico terá se consumado, exigindo a
reparação através de tratamento médico convencional.

RESUMO DO CAPITULO 19 – PASSES

Neste capítulo vamos junto com André Luiz a Casa Espírita que conhecemos em capítulos
anteriores, a fim de estudarmos junto com nosso querido Doutor, os serviços de passes magnéticos,
e como sempre em nossos estudos, pela visão da espiritualidade e não pelo lado de nós
encarnados.
Este trabalho era realizado no lado da espiritualidade, por seis entidades, todas elas vestindo túnicas
muito alvas, e que permaneciam, pela postura e pela vestimenta, como enfermeiros muito vigilantes.
Elas raramente falavam. Mas por outro lado, operavam intensamente nos passes magnéticos junto a
desencarnados e encarnados.
Todos os ENCARNADOS que vinham ao recinto próprio, ou seja, as Câmaras de passes, como é
conhecida à sala em que se processam os trabalhos de passes, recebiam o toque saudável
daquelas seis entidades maravilhosas.
Assim que terminavam os atendimentos aos ENCARNADOS, eles atendiam as entidades infelizes
do plano espiritual, ou seja, os DESENCARNADOS, e mais precisamente, as que faziam parte
familiar dos ENCARNADOS presentes na reunião recém terminada.
Aquelas seis entidades na realidade são técnicos especializados em auxilio magnético, que
comparecem à Casa Espírita para a dispensação de passes de socorro tanto a ENCARNADOS
como a DESENCARNADOS. Elas fazem parte de um Departamento, cujas tarefas são das mais
delicadas, e que exige muito critério e responsabilidade do Espírito atuante.
São Espíritos com requisitos muito especiais. Na execução desta tarefa, ou seja, o PASSE
MAGNÉTICO, não basta à boa vontade, como acontece em outros setores da espiritualidade, e
também entre nós encarnados.
Os Espíritos precisam revelar determinadas qualidades de ordem superior e certos conhecimentos
especializados. Não esqueçam que nós estamos falando de Espíritos DESENCARNADOS. Portanto
não vamos nos confundir achando que deveremos atingir tal patamar para sermos bons passistas.
Continuando com as qualidades necessárias as entidades espirituais que executam os trabalhos de
passe magnético, para que possam satisfazer semelhante serviço, devem manter um padrão
superior de elevação mental continua, condição esta indispensável para exteriorizar as faculdades
radiantes, ou seja, o magnetismo.
Neste primeiro trecho, podemos observar alguns ensinamentos relevantes, tais como.
Em nossos trabalhos de passes, sempre temos ao nosso lado, uma equipe de entidade elevadas,
especialmente preparadas para os serviços de magnetização espiritual.
Ao término dos nossos passes e trabalhos, essas entidades continuam os trabalhos de cura pela
magnetização em Desencarnados, motivo que o silêncio na saída e ao final também é primordial e
respeitoso.
Geralmente, estas entidades infelizes que estão sendo tratadas após nossa saída, são espíritos bem
próximos a nós, e as nossas atitudes ao término dos trabalhos podem deixá-los muito
desapontados.
Todo aquele que aplica o passe magnético, ENCARNADO OU DESENCARNADO, necessita ter
grande domínio sobre si mesmo, deve equilibrar seus sentimentos, sempre gerando amor aos
semelhantes, ter uma alta compreensão da vida, uma fé muito vigorosa e principalmente uma
confiança profunda no PODER DIVINO.
Na esfera espiritual, são exigências que o desencarnado não pode fugir, enquanto na esfera física,
os ENCARNADOS a boa vontade sincera, em muitos casos, pode suprir essa ou aquela deficiência,
o que se justifica, em virtude da assistência prestada pelos benfeitores do plano espiritual ao ser
humano, o qual ainda é incompleto nas qualidades desejáveis.
Voltando as seis entidades que vimos no começo do relato, elas utilizam o passe magnético para a
cura. André Luiz percebe que dentro do grupo de passistas em serviço no Centro Espírita, existiam
alguns que eram às vezes acompanhados de perto pelas entidades referidas.
Todos nós encarnados, como médiuns que somos, com maior ou menor intensidade, poderemos
prestar ajuda neste sentido, desde que revelada a disposição de nossa parte em cooperar.
As autoridades do Plano Espiritual designam entidades sábias e benevolentes que nos orientam
indiretamente, utilizando nossa boa vontade.
Porém infelizmente, são muito raros os trabalhadores que demonstram a vocação de servir
espontaneamente.
Muitos, apesar de bondosos e sinceros, aguardam por um milagre que venha lhes revelar suas
qualidades para começar os trabalhos, e não vão ao encontro das tarefas de auxilio.
Como vemos não é um dom, mas algo que devemos procurar. Quanto mais nos aproximamos de
Deus pela bondade, pelo amor ao próximo, pelo equilíbrio, pela cooperação, pela vontade do auxilio,
mais a espiritualidade nos fornece, mais responsabilidades ela nos dá.
A partir do momento em que começamos a trabalhar com estas condições básicas, precisamos
então considerar a necessidade primordial de nossa elevação urgente, para que nossas obras se
elevem no mesmo ritmo.
Lembramos a vocês que tudo que falamos até agora, são ensinamentos de André Luiz e Alexandre
através do capitulo que estamos acompanhando.
Algumas conquistas das mais simples e imediatas, nós devemos fazer dentro de nós mesmos.
Primeiro, devemos controlar equilibrar nossas emoções, fator este imprescindível para continuarmos
nossos trabalhos, pois, não é possível fornecer forças radiantes a ninguém, ainda mesmo na
condição de médium passista, se fazemos sistematicamente desperdício das irradiações vitais.
Um sistema nervoso esgotado, oprimido, não é útil. As mágoas excessivas, a paixão desvairada,
constituem barreiras para a passagem das energias auxiliadoras.
O excesso de alimentação produz odores fétidos, através dos poros, bem como das saídas dos
pulmões e do estomago, prejudicando as FACULDADES de radiação magnética, porque provoca
desarmonias de vulto no aparelho gastrintestinal. O álcool e outras substâncias tóxicas provocam
distúrbios no sistema nervoso, modificando certas funções psíquicas, anulando completamente as
transmissões dos elementos radiantes.
André nos diz mais. Se na necessidade urgente de atender um encarnado, e não tiver um médium
preparado dentro do adequado para a tarefa, a espiritualidade pesando o merecimento do doente e
necessitado, utiliza a boa vontade dos que auxiliam nos trabalhos, para ministrar o benefício
espiritual com relativa eficiência.
Alexandre lembra que, quando é mencionada a qualidade necessária aos serviços no campo do
passe magnético, não desejam desencorajar ninguém ao trabalho, mas sim orientar os
trabalhadores no sentido que a sua tarefa cresça em valores positivos e eternos.
André passa então a observar os trabalhos da casa. Uma senhora estava sentada à frente de um
orientador. Observando a mesma, via-se a válvula mitral e o coração coberto por uma tênue nuvem
negra. Do mesmo modo que nosso corpo físico pode ingerir alimentos venenosos, nosso perispirito
pode absorver elementos que lhe corroem os centros de força, com reflexo sobre as células
materiais. Se a mente do encarnado ainda não atingiu a disciplina necessária de suas emoções, se
ela se alimenta ainda de paixões que a desarmonizam com a realidade, pode, a qualquer momento,
intoxicar-se com as emissões mentais daqueles com que convive e que se encontrem no mesmo
estado de desequilíbrio.
Quando a pessoa não tem o costume da oração cuja influência benéfica pode anular inúmeros
males, pode ocasionar perigosos desastres orgânicos. Se por outro lado à oração é costume da
criatura, tudo isto pode ser simples fenômenos sem maior importância.
Esta nossa amiga, brigou com o marido pela manhã, entrando em grave desarmonia íntima. A
pequena nuvem que lhe cerca o coração representa matéria mental que pode ser fulminante. A
permanência de semelhantes resíduos no coração pode ocasionar a senhora, perigosa enfermidade.
Anacleto, uma das seis entidades que falamos no começo, inicia um passe magnético, colocando a
mão direita sobre o epigástrio, região acima do abdômen. De sua mão começa a sair um jato de luz
que se dirigiam ao coração da enferma. Esta luz era impulsionada pela entidade, que ao atingir a
pequena nuvem negra, faz com que ela comece a se mover lentamente em direção da superfície,
esparramando-se pela pele, tudo comandado pelo Anacleto.
Em seguida, o Espírito começa a utilizar ambas as mãos espalmadas, a partir do abdômen e
descendo morosamente até aos joelhos, repetindo a operação várias vezes. Em pouco instantes a
enferma estava de volta à normalidade.
E se aquela senhora não procurasse uma casa espírita, o que aconteceria? Pergunta André.
Existe uma legião de trabalhadores espirituais atendendo a nós encarnados, seja em que religião
for. Todo aquele que procura a verdade, cheia de sincera confiança em Jesus, que esteja voltada
para o Divino Pastor, orando numa igreja católica, templo budista, igreja evangélica, qualquer casa
que tiver um trabalhador do Cristo, recebe o socorro Espiritual.
Se a senhora não tivesse religião nenhuma, não tivesse o cuidado da oração, mas fosse uma
pessoa honesta, criatura reta, receberia a ajuda, porém, não tão perfeita, pela sua incapacidade de
recepção das energias magnetizadoras.
Por outro lado, se estivesse na maldade, distante de orações, sofreria com a intoxicação mental,
pois a espiritualidade não encontraria recepção nela para sua ajuda.
Agora André chega perto de um senhor idoso, com problemas no fígado. Neste também uma nuvem
agora muito mais escura, cobria o órgão, com reflexos no duodeno e pâncreas.
Este homem em reencarnações anteriores era dominador de coisas e situações com muita energia.
Agora na presente reencarnação esta lutando para dominar a si mesmo, a fim de conquistar a
elevação interior. Para isto tem que destruir conceitos que lhe eram preciosos e sagrados, até em
relação aos próprios ensinamentos que lhe foram passados sobre o Cristo. Esta luta interna mental,
gera a tal nuvem. Porém, ele é sincero e deseja reformar-se. Luta e permanece sempre em prece, o
que facilitara a ajuda da Espiritualidade superior.
Anacleto, uma daquelas seis entidades do passe magnético, aplica-lhe um passe longitudinal sobre
a cabeça, partindo do contato simples e descendo a mão, vagarosamente até a região do fígado, na
qual tocava com os dedos irradiando magnetismo curador. Repete a operação por alguns minutos. A
nuvem fica opaca, e aos poucos se desfaz.
Agora é uma jovem grávida, com profunda anemia, pela alimentação precária a que se submetia. A
razão? O pouco salário do marido, e a ajuda que ela dava até altas horas da noite. A prece aqui é
muito importante, pois leva até a jovem força magnéticas substanciosas, que a sustentam no
presente drama biológico.
A nuvem escura cobre o útero, e se atravessarem o liquido amniótico, possivelmente haverá o
aborto.
Dentro de algum tempo o marido vai resgatar um débito significativo, mas não tem recursos para
isso. A pobre esposa devera também absorver as emissões de matéria mental doentia do
companheiro que se apóia totalmente na coragem e resignação dela.
Anacleto aplica um uma imposição de mãos sobre a cabeça da jovem para aliviar-lhe as tensões.
Em seguida, aplica passes rotatórios na região uterina, unindo todas as manchas escuras, formando
um pequeno corpo escuro, e sobre o influxo magnético, transfere a bola para o interior da bexiga
urinária.
Neste momento vamos ver um caso de atendimento pela décima vez, por parte da espiritualidade.
Como décima vez? André Luiz nos explica. A Espiritualidade além de nos ajudar e curar através dos
passes magnéticos espirituais, também os utiliza como forma educativa. É através da dor que o
homem às vezes se instrui e ajuda a transformá-lo para o bem. Há pessoas que procuram o
sofrimento, a perturbação, o desequilíbrio, e é razoável que a espiritualidade os puna pela
conseqüência de seus atos. Os benfeitores espirituais as salvam dos fluidos maléficos em que se
envolvem por deliberação própria, por dez vezes consecutivas, a titulo de benemerência espiritual.
Todavia, se as dez oportunidades não são aproveitadas, por ordem superiores eles devem deixá-los
sem atendimento, entregues a sua própria obra, para que aprendam consigo mesmos. A partir daí,
poderão apenas aliviá-los, mas nunca libertá-los.
Eles atendem um homem que se enquadra nesta regra. Ele apesar de espírita, tem temperamento
menos simpático. Gosta de rixas freqüentes, de discusões apaixonadas, em que prevaleçam seus
pontos de vista. A cólera nele é normal, bem como provoca a magoa dos que lhe cercam. Torna-se
porisso o centro de convergência de intensas vibrações destruidoras.
Veio ao Centro em busca de melhoras, e apesar da ajuda da espiritualidade, dos avisos de
orientação constantes para o serviço do amor cristão, o infeliz não ouve.
Há três meses ele tem estas ajudas, e agora atinge a décima oportunidade. Com a interrupção desta
ajuda, ele a sós com sua experiência, aprenderá e ganhará muitos valores. Mais tarde receberá de
novo, o socorro completo.
Isto lembra um caso de Chico Xavier. Seu irmão todas as quintas feiras curava uma jovem que
chegava obsedada ao centro, através da doutrinação e dos passes. A jovem saia leve e radiante. Na
outra semana voltava igual. Depois de várias semanas em que se repetiu à cena, o mentor do irmão
do Chico, disse a ele;
-Não iremos mais ajudá-la.
-Mas como. Ela sai boa e curada, disse o irmão.
-Só que estamos apenas limpando a ferida. A cura só ela pode fazer. Precisa da Reforma moral.
Manda vir as Segundas feiras para começar a sua cura da ferida. A sua Reforma Moral.
REFLEXÕES DO CAPÍTULO 19 - PASSES
1) Basta a boa vontade para executar o trabalho de passe? Por que?
A boa vontade é pedra fundamental de toda obra. O bom trabalhador, realmente interessado em
sua obra, deve se especializar, no caso, melhorar-se, segundo os preceitos cristãos da boa vontade.
Comentário: Ensina Alexandre, o sempre presente orientador de André Luiz, que, diferente de outras
tarefas, a atuação no trabalho de passe exige mais do que a boa vontade do trabalhador. O
trabalhador nessa tarefa precisa revelar determinadas qualidades de ordem superior e certos
conhecimentos especializados. Mas é claro que a boa vontade é requisito obrigatório em qualquer
tipo de tarefa que se pretenda executar em favor de outrem.

2) Quais os requisitos elencados no capítulo para o trabalhador de auxílio magnético?


Disciplina, equilíbrio, amor fraterno, experiência e fé são requisitos para o trabalhador de auxílio
magnético. >
Comentário: Nesse tipo de trabalho, o servidor do bem deve manter um padrão superior de elevação
mental, ter grande domínio sobre si mesmo, equilíbrio de sentimentos, amor aos semelhantes, alta
compreensão da vida, fé vigorosa e profunda confiança no Poder Divino. Esses são os requisitos
enumerados por Alexandre como indispensáveis à execução do trabalho de passe. Esclarece, ainda,
o benfeitor, que esses atributos são absolutamente indispensáveis aos trabalhadores do plano
espiritual.

3) Esses requisitos são necessários para o obreiro encarnado? Por que?


Para o obreiro encarnado, esses requisitos também seriam ideais. Todavia, os espíritos superiores,
cientes de nossas limitações, não exigem tanto. > Comentário: O trabalhador encarnado na Terra,
planeta de provas e de expiações, ainda se encontra a caminho da evolução e em condições
bastante imperfeitas. Não se pode, por isso mesmo, exigir que o obreiro possua todas aquelas
qualidades elencadas, características de espíritos num nível evolutivo acima da maior parte dos
encarnados no Planeta. Nesse caso, ensina o instrutor, a boa vontade sincera, em muitos casos,
pode suprir uma ou outra deficiência.

4) Quais as influências de alimentos, tóxicos, emissões mentais para o trabalhador? E para o


paciente?
Ninguém pode doar aquilo que não tem. Sendo o passe uma transfusão de energia, é necessário
que o doador esteja em condições satisfatórias, física e emocionalmente, para que a energia doada
seja satisfatória. Ainda que o benfeitor espiritual
doe uma energia saudável, servindo o médium de receptor e transmissor dessa energia, ela será
contaminada ao passar por ele, se ele estiver em desequilíbrio ou intoxicado pela ingestão de
alimentação inconveniente, fumo ou tóxico. Deve, portanto, o obreiro, principalmente nos dias de
trabalho, praticar uma alimentação mais leve possível e abster-se do uso de fumo ou qualquer outro
elemento tóxico.
Da mesma forma acontece com o paciente. Para que a energia recebida se mantenha saudável em
seu organismo, há que se adotar os mesmos cuidados recomendáveis ao médium, tanto no campo
físico como no espiritual.

5) Qual a utilidade do passe?


O passe tem por utilidade a dissipação de fluidos deletérios que atacam o perispírito e, em última
análise, o corpo. >
Comentário: Podemos resumir a utilidade do passe, até onde nos é dado conhecer, como sendo:
renovação da quota de fluido vital do paciente, podendo, em muitos casos, prolongar a vida do corpo
físico (passes de cura); através do magnetismo, substitui células envenenadas por outras sãs; limpa
o organismo da ação deletéria causada por maus atos e pensamentos ou mesmo pela alimentação
inadequada; atua no perispírito, neutralizando a ação de fluidos negativos; fortalece a pessoa na fé,
renovando-lhe as forças para prosseguir na caminhada evolutiva, dentre outros benefícios.

6) No capítulo, André Luiz nos relata alguns tipos de passes diferenciados. Jesus apenas o praticava
através da imposição de mãos. São essas diferenças realmente necessárias?
Jesus usava a técnica do sopro também. A técnica do sopro exige um estômago perfeito, uma boca
santa e pensamentos só voltados para o bem. >
Comentário: Para o trabalhador encarnado, entendemos que basta a imposição de mãos, conforme
Jesus ensinou. Os Espíritos cooperadores no trabalho, como desencarnados, têm condições de
examinar o organismo do paciente por dentro, coisa que, para nós, encarnados, é impossível. De
acordo com o exame é que adotavam esse ou aquele tipo de passe. Por isso, não temos condições
de entender as diferentes formas de passe que os Espíritos cooperadores ministraram na sessão a
que compareceu André Luiz. Para nós, basta a imposição de mãos e os Espíritos se encarregarão
do resto.

7) André Luiz relata o caso das "dez vezes". O que podemos entender do tempo estipulado para o
socorro espiritual magnetizador?
O passe é mais um acréscimo da misericórdia de Jesus para nos ajudar em nossa caminhada de
ascensão, sem contudo olvidar a necessidade primária da reforma íntima. >
Comentário: Trata-se do caso de um homem que, apesar da fé demonstrada ao procurar o socorro
espiritual, ainda não houvera iniciado o trabalho de reforma íntima. O instrutor Anacleto esclareceu
que o mesmo ainda era portador de um temperamento dado a freqüentes discussões apaixonadas,
capaz de encolerizar-se e aos outros. Por isso mesmo, era portador de intensas vibrações
destruidoras. Apesar dos esforços dos benfeitores, recusava-se a se modificar.
Nesses casos, esclarece o instrutor, o plano espiritual, após algumas sessões, que no caso foram
estipuladas em número de dez, concede uma melhora que proporciona ao paciente um alívio da
carga de forças deletérias, a título de benemerência espiritual. Note-se que o prazo estipulado varia
de acordo com cada situação e com a necessidade. Depois disso, é necessário deixar o paciente
com sua própria experiência, da qual aprenderá lições novas e ganhará valores, num processo
educativo através da dor.

8) André Luiz fala em magnetização realizada por Anacleto. Como podemos entender a utilização do
magnetismo no passe?
O magnetismo é o poder que o magnetizador tem de atuar sobre a matéria, na razão direta da força
de sua vontade. O passe é uma transfusão de energia psíquica. É uma ação magnética através de
fluidos que os Espíritos derramam sobre o paciente, diretamente ou por intermédio de um médium,
dependendo do tipo de passe necessário. O magnetismo, podemos assim dizer, é gênero, de que o
passe é espécie. Sendo o nosso corpo físico um repositório de energia, estamos sempre emanando
e absorvendo energias. O passe é, portanto, a transmissão dessa energia magnética dos espíritos
para o paciente, por intermédio do médium
ou por eles diretamente. É, pois, um magnetismo espiritual.

9) Como entendermos a reforma íntima como peça integrante para o resultado do passe aplicado?
Sem uma reforma íntima, o passe será ineficaz, pois sabemos que as doenças físicas têm relação
íntima com o espírito. A eficácia do passe não depende somente do passista, mas também de quem
o recebe. >
Comentário: Devemos entender como a revisão que devemos proceder em nossos atos e
pensamentos, analisando se estamos agindo e pensando de conformidade com as leis naturais do
Criador. Como somos, ainda, espíritos muito imperfeitos, certamente que não. Daí a necessidade de
nos reformarmos. Não é só para os espíritos e os médiuns que é necessário o equilíbrio físico e
espiritual no momento do passe. Quem o recebe também deve estar assim preparado. Do contrário,
seria colocar vinho novo em odres velhos.
RESUMO DO CAPÍTULO 20 – ADEUS

Chegamos ao último capítulo do Livro “Missionários da Luz” FINALMENTE? Não. Muito pelo
contrário, nunca devemos achar que nossa tarefa de aprendizado acabou. Aquele que se acomodar
com apenas aquilo que aprendemos até aqui, acreditando que finalmente terminou seu aprendizado,
ou que já sabe o suficiente, não pode esquecer alguns dos ensinamentos do Divino Mestre.
- Vós sereis meus amigos se fizerdes o que eu vos mando, disse Jesus referindo-se a que seus
discípulos para servi-lo teriam que ter disciplina.
Emmanuel repete o ensinamento quando diz ao Francisco Xavier, que para servir ao Cristo, através
da mediunidade, há necessidade de três requisitos básicos.
1º disciplina, 2º disciplina e 3º disciplina.
E o aprendizado constante, é uma maneira de nos disciplinarmos no conhecimento sempre
constante, não só dentro da mediunidade, mas também dentro do crescimento moral imprescindível
para nossa elevação espiritual. Diante destes ensinamentos, e conscientes da nossa condição de
espíritos eternos a procura do crescimento e elevação, nunca devemos dizer finalmente ao final de
uma lição.
Neste capítulo, Alexandre, entidade que esteve com André Luiz em todos os momentos de nossa
caminhada durante a leitura do Livro, e seu Mestre principal, vai partir para serviços mais elevados
em plano superior. André Luiz não diz FINALMENTE pelo fim dos ensinamentos, mas pelo
contrário, no intuito de querer continuar seu aprendizado com ele, sente-se frustrado com sua
partida. André Luiz no seu EGOISMO quer Alexandre ensinando, pois, como outros alunos dele,
sente um amor muito grande pelo mestre, e não suporta a idéia de continuar sem ele.
Aqui passamos a notar não o caso do “FINALMENTE”, mas um caso de “IDOLATRIA PELO
MESTRE”.
Chamado a razão por Lísias, seu fiel amigo, quanto ao fato, ele envergonha-se e compreende seu
erro.
Alexandre então, em reunião de despedida, com a presença de todos os seus alunos, faz uma
palestra, aonde coloca todos os perigos da IDOLATRIA e as necessidades do ensino.
Lembrando mais uma vez os ensinamentos de Jesus, ele disse;
-Chegará um dia, quando Deus não será adorado em Jerusalém ou no Monte Gerisim, mas o será
em Espírito e verdade, pelos verdadeiros adoradores.
Neste ensinamento a mulher samaritana, o Mestre Divino dizia que não devemos adorar ídolos,
imagens, mas Deus em nossos corações, pois “ali está a luz verdadeira, que alumia a todo homem
que vem ao mundo” (João, versículos de 1 a 9).
Vamos então a alguns ensinamentos que Alexandre nos deixa em suas despedidas. Ele foi um
mestre muito bondoso, eficiente, amoroso, amigo, caridoso, que soube cativar e amar, ensinar e
ajudar, exemplificar com atitudes morais e edificantes, seus alunos. Era um pai, um irmão, um amigo
para todos.
Alguns alunos então pediram que ele ficasse na colônia, enumerando todas aquelas virtudes. Ele
humildemente disse que, não deveria absorver o lugar que Jesus deveria ocupar em suas vidas. Era
o velho hábito humano da idolatria.
Quantos de nós, mediante situações de desespero em que alguém nos dedica um grande amor, e
através dele temos a melhora de nossos males, não acabamos indo para o lado da idolatria,
substituindo Jesus em nossos corações.
Quantos de nós que nestas horas de desespero, oram junto a imagens, e se existe alguma melhora,
não levam em conta que apenas ouve merecimento, e que a espiritualidade ajudou pela fé que
remove montanhas, e então criam a idolatria da imagem e substituem Jesus em seus corações.
Alexandre nos diz, que a humanidade cria muitos Deuses, para destruí-los em desespero quando a
realidade nos mostra, a vida verdadeira.
Alexandre pede aos alunos que, sigam os ensinamentos de Jesus, pois ele é o Divino Intermediário
entre Deus e nós, aprendizes do Evangelho. Em seguida despede-se de todos os Alunos e com uma
bonita prece, encerra a Reunião do Adeus.
REFLEXÃO DO CAPÍTULO 20 - ADEUS
Estamos terminando o estudo do livro "Missionários da Luz". Estudamos vários assuntos abrangidos
pela Doutrina Espírita, como reencarnação, obsessão, passe, deficiências, epífise, perispírito, dentre
outros. Nesse último capítulo, após o relato de suas experiências em serviço de socorro espiritual,
André Luiz nos relata uma reunião que serviu de despedida do instrutor Alexandre, que o
acompanhou em todas as tarefas e que iria desempenhar nova missão.

1 - A todo trabalho cujo instrutor necessita se desligar, há a providência de um substituto?


Se há um instrutor, há aprendizes que necessitam de orientações. Assim, nada mais justo do que
sua substituição por um outro com as mesmas qualidades.
No mundo espiritual, tudo é muito organizado e harmonioso. Notadamente quando se trata do
trabalho no bem. Se o trabalho tiver que continuar e sendo o seu instrutor designado para uma nova
tarefa, a espiritualidade superior não deixará o trabalho ser interrompido por esse motivo. Um
espírito do mesmo nível deverá ser indicado em sua substituição.

2 - Já aprendemos a, conforme diz Lísias: cabe a nós outros, seus devedores, a participação da
alegria de seus elevados merecimentos?
Somos seres extremamente carentes. Carentes de nós mesmos. Carentes de maior emprenho em
nossa luta pessoal na aquisição de valores e sentimentos mais nobres. Por isso, o egoísmo, a
ingratidão e até mesmo a inveja, são sentimentos inferiores que, infelizmente, ainda rondam nossos
corações.
Infelizmente, ainda estamos longe dessa compreensão. Sendo o egoísmo e a ingratidão
características dos espíritos ora encarnados na Terra, a tendência, em situação semelhante, é de
preocupar-nos conosco, saber como ficaríamos com a aludida ausência. Provavelmente, poucos se
alegrariam com o progresso daquele que os ajudou, preocupando-se, apenas, com si mesmos.

3 - Como entendermos e como devemos aproveitar esse ensinamento dado por André Luiz:
"Alexandre sabia fazer-se amar. Superior sem afetação, humilde sem servilismo, orientador sempre
disposto, não somente a ensinar, mas também a aprender, atendia aos elevados encargos que lhe
eram atribuídos, sem qualquer desvario do "eu", profundamente interessado em cumprir os
desígnios do Pai e em aceitar nossa cooperação singela, aproveitando-a ..."?
Sem dúvida que essa é a descrição de um verdadeiro servo de Deus com seus atributos.
São os requisitos típicos de um espírito de elevada evolução. Que coloca o serviço a Jesus acima de
qualquer interesse de ordem pessoal. É um exemplo de humildade que devemos procurar seguir.
Uma demonstração de como deve proceder o servidor do bem, seguindo a orientação do Cristo -
"não saiba a vossa mão esquerda o que dê a vossa mão direita". Fazer o bem sem ostentação.

4 - Como entendermos e aproveitarmos esse ensinamento de Alexandre: "Urge considerar, porém,


meus amigos, que este servo humilde não deve absorver o lugar que Jesus deve ocupar em suas
vidas. É muito difícil descobrir o amor sem jaça e a ele nos entregarmos sem reservas. E porque
essa dificuldade é flagrante em todos os caminhos de nossa evolução. Quase sempre incidimos no
velho erro da idolatria"?
O Instrutor fala do Amor puro e pleno, sem as manhas do egoísmo, da posse, do preconceito. Fala
da humanidade que só os corações realmente fiéis aos desígnios de Deus podem exemplificar, sem
que apresentem o vício da egolatria oculta.
É a lição de que o trabalho no bem deve ser feito com o amor sincero, sem pretensão outra senão a
de servir. Sem cobiçar o lugar de seu superior. Porém, ainda temos muita dificuldade de agirmos
dessa maneira. Nosso orgulho, nossa vaidade, nosso egoísmo, ainda nos levam a agirmos
interessadamente, cada um procurando valorizar o seu trabalho, incapazes de executá-lo sem
aparecer.

5 - O que podemos compreender e aprender do ensinamento de Alexandre: "O aprendizado fornece-


nos conhecimento. A vida oferece-nos a prática. Unamos a sabedoria com o amor, na atividade de
cada dia, e descobriremos a divindade que palpita dentro de nós"?
É-nos ensinado que estamos no educandário da vida. A chance do aprendizado nos é dada, através
das lições enviadas pelos bons espíritos. Cabe a nós, no curso de nossas vidas, colocar em prática
esses ensinamentos. Dia a dia, treinando novos valores, iremos desabrochando o ser devido que
habita em todos nós.
Podemos entender esse ensinamento como uma fórmula de encontrarmos o Deus que existe latente
dentro de nós e que, por vezes, o esquecemos. Não basta a sabedoria; sem o amor ela nada
aproveita para a conquista do reino do céu. São as duas asas da evolução: a intelectual e a moral.
Ambas devem caminhar paralelamente, embora saibamos que a evolução moral é mais difícil de ser
conquistada.