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II

SUMÁRIO

ENSINO MÉDIO INTEGRAL E PROFISSIONAL

PROJETO DE VIDA 1º ANO................................................................................. pág 1


Semanas 1 e 2: Quem sou eu?..........................................................................pág 1
Semana 3: Espelho, espelho meu... Como eu me vejo?................................... pág 5
Semana 4: Que lugares eu ocupo?.................................................................. pág 8
Semana 5: De onde eu venho?.......................................................................pág 12
Semana 6: Minhas fontes de sentido e significado da vida............................pág 16
Semana 7: Eu e os meus talentos no palco da vida........................................pág 18
Semanas 8 e 9: M
 inhas virtudes e aquilo que não é legal,
mas que eu posso melhorar.................................................pág 20
Semana 10: Eu, meus amigos e o mundo – parte 1........................................ pág 25

PROJETO DE VIDA 2º ANO............................................................................. pág 28


Semanas 1 e 2: Decisão: o que precisa ser feito – parte 1.............................. pág 28
Semana 3: Decisão: o que precisa ser feito – parte 2.................................... pág 32
Semana 4: Sim, eu sou capaz – parte 1......................................................... pág 36
Semana 5: Sim, eu sou capaz – parte 2......................................................... pág 39
Semana 6: Ouse ser você mesmo................................................................. pág 43
Semanas 7 e 8: Ação! Sou o sujeito da minha própria vida – parte 1.............. pág 47
Semana 9: Ação! Sou o sujeito da minha própria vida – parte 2....................pág 50
Semana 10: Mantenha a esperança sempre viva........................................... pág 54

ESTUDOS ORIENTADOS II E TUTORIA - 1º, 2º E 3º ANO.................................. pág 58


Semana 1: Estudar... por quê? – parte 1......................................................... pág 58
Semanas 2 e 3: Estudar... por quê? – parte 2............................................... pág 64
Semana 4: Estudo Orientado é... – parte 1.................................................... pág 68
Semana 5: Estudo Orientado é... – parte 2.....................................................pág 71
Semana 6: Ué! Estudar e fazer tarefa não são a mesma coisa?.................... pág 74
Semana 7: Meu cantinho de estudo – parte 1................................................ pág 78
Semanas 8 e 9: Meu cantinho de estudo – parte 2........................................ pág 82
Semana 10: Ora, ora...até as formigas se organizam!................................... pág 86

III
PÓS MÉDIO 3º ANO......................................................................................... pág 90
Semana 1: O
 projeto de vida não tem fim. A importância do monitoramento
– parte 1.......................................................................................pág 90
Semana 2: O
 projeto de vida não tem fim. A importância do monitoramento
– parte 2...................................................................................... pág 95
Semana 3: Crescimento e melhoria do desempenho, sempre – parte 1......... pág 98
Semanas 4 e 5: Crescimento e melhoria do desempenho, sempre
– parte 2.............................................................................pág 102
Semana 6: Como saber se deu certo antes de dar errado? – parte 1.............pág 107
Semana 7: Como saber se deu certo antes de dar errado? – parte 2...........pág X111
Semanas 8 e 9: C
 omeçar de novo, sempre em frente: A ilusão do definitivo
– parte 1.............................................................................. pág 114
Semana 10: Começar de novo, sempre em frente: A ilusão do definitivo
– parte 2 .................................................................................. pág 118

IV
SECRETARIA DE ESTADO DE EDUCAÇÃO DE MINAS GERAIS

PLANO DE ESTUDO TUTORADO


COMPONENTE CURRICULAR: PROJETO DE VIDA
ANO DE ESCOLARIDADE: 1º ANO – INTEGRAL E PROFISSIONAL
PET VOLUME: 01/2021
NOME DA ESCOLA:
ESTUDANTE:
TURMA: TURNO: INTEGRAL
MÊS: TOTAL DE SEMANAS:
NÚMERO DE AULAS POR SEMANA: NÚMERO DE AULAS POR MÊS:

SEMANAS 1 E 2

UNIDADE(S) TEMÁTICA(S):
Identidade.

OBJETO(S) DE CONHECIMENTO:
Autoconhecimento, autonomia, compromisso.

HABILIDADE(S):
Reconhecer a si próprio como ser único com qualidades e potenciais a desenvolver.

CONTEÚDOS RELACIONADOS:
Identidade, razão, emoção.

INTERDISCIPLINARIDADE:
Ciências Humanas: cidadania, papel social.
Habilidades Socioemocionais: responsabilidade, perseverança, autoestima, autodeterminação, autoconhe-
cimento.

TEMA: QUEM SOU EU?


Caro (a) estudante,seja bem-vindo (a) ao componente curricular Projeto de Vida. Provavelmente você
não conhece esse componente, mas não tem problema. Na verdade, ele é novo para todos os estudan-
tes que estão chegando ao 1º ano de uma escola de Ensino Médio de Tempo Integral. Você já ouviu falar
de Projeto de Vida? Sabe o que significa? Caso você não saiba, é a partir desta aula que vai começar a
conhecer esta Metodologia de Êxito tão importante da Escola da Escolha. Ela é importante pois ajudará
você a conhecer melhor quem é e contribuirá para a escrita do projeto mais importante para qualquer
pessoa, o PROJETO DE VIDA.
Durante as aulas de 1º ano, você será convidado (a) a pensar sobre a sua própria identidade, história de
vida, sonhos e perspectiva de futuro. Para isso, estaremos aqui para apoiar você na compreensão da
importância de um projeto, neste caso, o seu Projeto de Vida!
Você sabia que projetar a vida a partir de uma visão que se constrói do próprio futuro é essencial para
todo ser humano? Pois é! As pessoas que constroem uma imagem afirmativa, ampliada e projetada no

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futuro e que, principalmente, atuam sobre ela, têm mais possibilidades de realizá-las do que aquelas
que apenas sonham e não conseguem projetar de forma nítida o que pretendem fazer em suas vidas
nos anos que virão. O que diferencia estas pessoas é, principalmente, que aquelas que têm uma visão
de si próprias no futuro, estão comprometidas, direcionadas, fazendo algo de concreto para levá-las na
direção dos seus objetivos. Tudo que contribui para que essa visão seja realizada, faz sentido para ela.
Por isso é tão importante aprender a projetar no futuro os nossos próprios sonhos e ambições e definir
objetivos, metas e prazos para realizá-los. Mas isso exige cuidados, determinação e muita vontade.
Com estas aulas, esperamos que você acredite no seu potencial, sinta-se motivado a construir o seu
Projeto de Vida, desenvolva um conjunto de valores que o ajudem a não ser indiferente em relação a si
próprio, ao outro e ao seu entorno social, tenha muitos aprendizados e faça grandes reflexões para aju-
dá-lo na elaboração do seu Projeto de Vida ao longo do Ensino Médio. Então, vamos nessa!

ATIVIDADES
Quando se fala de Projeto de Vida, não podemos deixar de falar sobre o que compõe a vida de cada um,
afinal, para projetar algo em relação à vida de uma pessoa, é impossível não falar sobre quem é esta
pessoa. Então, o primeiro passo para construir um Projeto para sua vida, é você saber quem você é e o
que está relacionado à sua vida: sua história, suas experiências, quem convive com você, o que gosta
ou não de fazer, quais são os seus sonhos... enfim, tudo o que está relacionado a você! Alguma vez já
parou para pensar sobre isso? Alguém já lhe perguntou sobre qual o seu sonho, ou quais são as suas
preferências? É possível que quando escute a pergunta “Quem é você?”, responda de imediato o seu
nome, certo? Mas já parou para refletir que as pessoas não são só o nome delas? As pessoas são muito
mais que os seus nomes e idades. Cada um é um universo diferente dentro de si próprio. Então, que tal
pensar melhor sobre quem é você a partir de agora? Que tal mostrar para as pessoas quem é você de um
jeito completo? Esse é o primeiro passo para a construção de um Projeto de Vida. Ah, uma outra coisa
muito importante são os registros de tudo o que vai fazer a partir de agora nestas aulas. Serão as suas
memórias sobre tudo o que será trazido para você. Então, será necessário que você separe um caderno
ou outro material, que se adeque melhor à sua realidade para registrar, anotar e guardar as atividades
que serão solicitadas durante o ano. Afinal, Projeto de Vida é um componente curricular como os de-
mais, então, organize este caderno que será o seu Portfólio de Projeto de Vida. Ele irá acompanhar você
durante todas as aulas para a construção do seu Projeto de Vida, certo? Fique à vontade para realizar
recortes de revistas, escrever frases, músicas, poesias, enfim, use sua imaginação.

1 - Para iniciar a construção do seu Portfólio/Caderno de Projeto de Vida e para que você possa se
conhecer um pouco mais, anote, reflita e responda às seguintes perguntas:
-Eu sou?
-Meu desejo é?
-Eu nasci em?
-Meus pais são?
-Minhas características físicas são?
-Meus compromissos são?
-Eu faço o quê? Por que faço? O que eu faço, aproxima as pessoas?
-Eu sou feliz quando?
-Como anda a minha relação comigo mesmo?
-Como andam meus relacionamentos?
-Quais são as qualidades das pessoas com quem mantenho amizade?

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2 – Depois das imensas descobertas e das escritas tão valorosas sobre você, leia o texto a seguir e
anote em seu portfólio o que lhe chamou mais atenção.

VISUALIZANDO NOVOS CAMINHOS


Quando alguém pretende construir uma casa, um engenheiro é contratado para planejar tudo que será
necessário fazer antes de começar as obras. A partir do projeto, ele terá uma noção do material ne-
cessário e de quantos trabalhadores serão contratados para a construção ocorrer no tempo determi-
nado. Se não houvesse um planejamento prévio, provavelmente, os trabalhadores não saberiam como
desempenhar ordenadamente suas funções. Inclusive seria muito complicado prever os recursos ne-
cessários para a obra. A casa, provavelmente, nunca seria construída ou, se fosse, com certeza, não
iria satisfazer os desejos de seu dono. Na vida, ocorre algo similar. Possuímos muitas metas e planos
os quais pretendemos realizar. Temos a opção de escolher o nosso caminho. Entretanto, inúmeras
vezes escolhemos rotas que nos afastam de nosso objetivo maior ou ficamos confusos em relação ao
rumo a ser seguido pela ausência de planejamento sobre o que realmente queremos. Um Projeto de
Vida é um plano colocado em papel para que possamos visualizar melhor os caminhos que devemos
seguir para alcançar nossos objetivos. Desse modo, necessitamos saber claramente quais são eles e
ter em mente também quais são os nossos valores, pois são eles que nortearão nossas escolhas. Isso
é fundamental para viver em harmonia com o que realmente nosso coração pede, pois, na ausência de
um Projeto de Vida, corremos o risco de ficar sem direção. Dessa forma, conhecer-se, saber o que a
vida realmente significa para você e conhecer seus valores são de fundamental importância no pla-
nejamento do seu Projeto de Vida. É através dele que você poderá se desenvolver melhor e realizar os
seus sonhos. Lembre-se: nada é estático, e você precisa estar em constante evolução.
FONG, Saulo. O que é um Projeto de Vida. Disponível em: <https://www.saulofong.com/textos/artigos/o-que-e-um-projeto-de vida%20php>.
Acesso em: 10 out. 2013. Adaptado.

3 – Leia a letra da música Caçador de mim, de Sérgio Magrão e Luiz Carlos Sá, e se possível, ouça a
canção no Youtube. Link: https://www.youtube.com/watch?v=Se9XYKHQi3Y. Após ler a letra da música,

Caçador de Mim- Sérgio Magrão e Luiz Carlos Sá


Por tanto amor Eu, caçador de mim
Por tanta emoção Nada a temer senão o correr da luta
A vida me fez assim Nada a fazer senão esquecer o medo
Doce ou atroz Abrir o peito à força, numa procura
Manso ou feroz Fugir às armadilhas da mata escura
Eu, caçador de mim Longe se vai
Preso a canções Sonhando demais
Entregue a paixões Mas onde se chega assim
Que nunca tiveram fim Vou descobrir
Vou me encontrar O que me faz sentir
Longe do meu lugar Eu, caçador de mim
NASCIMENTO, Milton. Caçador de mim. In: Caçador de mim (LP). Ariola, 1981. Disponível em: <http://www.miltonnascimento.com.br/#/>.
Acesso em: 10 out. 2013.

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4 – Elabore no seu portfólio um pequeno texto dissertativo sobre quem é você, quais são os seus
desejos e tudo que faz sentido para você. Essa é uma pergunta necessária e que vai dar início ao seu
Projeto de Vida. Reflita bastante e responda à pergunta para você mesmo: Quem sou eu?
Então, estudante, o que achou? Espera-se que você aproveite ao máximo o processo de se conhe-
cer melhor, pois o autoconhecimento será fundamental para a construção do seu Projeto de Vida.
Até a próxima.

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SEMANA 3

UNIDADE(S) TEMÁTICA(S):
Identidade.

OBJETO(S) DE CONHECIMENTO:
Autogestão, autoconhecimento, autonomia, discernimento.

HABILIDADE(S):
Construir e valorar positivamente os conceitos acerca de si próprio.

CONTEÚDOS RELACIONADOS:
Identidade, emoção.

INTERDISCIPLINARIDADE:
Ciências Humanas: cidadania, relações sociais.
Habilidades Socioemocionais: responsabilidade, perseverança, autodeterminação, autoconhecimento.

TEMA: ESPELHO, ESPELHO MEU... COMO EU ME VEJO?


Caro (a) estudante, nesta semana você continuará seu processo de reflexão sobre quem é você, e prin-
cipalmente o aprendizado da valorização de si mesmo.
RECAPITULANDO
Olá, estudante! Nas últimas semanas, você começou a descobrir a importância do autoconhecimento
para a construção do Projeto de Vida. Conhecer bem a si mesmo é fundamental para saber quem você
é e quem deseja se tornar no futuro.

ATIVIDADES
Na semana passada você começou a refletir sobre quem você é, certo? Não ter clareza sobre quem se
é no presente, impacta diretamente em quem você deseja se tornar no futuro. E não estamos falando
em relação à pergunta clássica que a maioria das pessoas fazem para as crianças: O que você quer
ser quando crescer?! Esta pergunta precisa ser ampliada para um sentido mais abrangente do que é o
ser humano. As pessoas não são só as suas profissões, muito pelo contrário, elas são um mundo em si
próprias. É preciso considerar as várias dimensões do ser humano, desde a racionalidade, a emoção, a
espiritualidade e a corporeidade. Pensando nas dimensões de cada uma das pessoas, é preciso pensar
sobre tudo o que as formam. Só a partir do autoconhecimento é possível transformar sonhos em reali-
dade.Quem se conhece bem, consegue falar de si, sobre suas características, história de vida.

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1 – Biografia é a história da vida de uma pessoa. A palavra tem origem nos termos gregos bios, que
significa “vida”, e graphein, que significa “escrever”. Sabendo, então, que uma biografia é a descrição
dos fatos particulares da vida de uma pessoa e sua trajetória, escreva a sua autobiografia no seu
portfólio, incluindo as seguintes informações:
a) Data de nascimento:
b) Local onde nasceu e vive atualmente:
c) Onde estudou:
d) Algumas habilidades específicas:
e) Um pensamento em que realmente acredite:
f) Algo sobre a sua família:
g) Com uma palavra, o que quer ser.

O título desta aula é Espelho, espelho meu... como eu me vejo? Você consegue responder esta per-
gunta? Como se enxerga quando se olha no espelho? Estas perguntas são essenciais para o desen-
volvimento do autoconhecimento. É preciso perceber a imagem que você cria de você mesmo. O que
enxerga no espelho nem sempre é o que as outras pessoas enxergam, e tudo bem. Muitas vezes as
pessoas possuem uma imagem distorcida de si próprias, mas é necessário ressignificar o que você vê
de si mesmo, principalmente para não esquecer o quanto você é importante e saber que o responsável
pelo seu Projeto de Vida é você!

2 – Leia o texto abaixo e responda o que se pede:


O que é Forense?
Forense é um termo relativo aos tribunais ou ao Direito. Na maior parte das vezes, o termo é de imedia-
to relacionado com o desvendamento de crimes. Contudo, existem outras aplicações do termo, como
se verifica na expressão “expediente forense”, que designa o horário de funcionamento dos tribunais.
Ciência Forense é a aplicação de um conjunto de técnicas científicas para responder a questões rela-
cionadas ao Direito, podendo se aplicar a crimes ou atos civis. O esclarecimento de crimes é a função
de destaque da prática forense. Através da análise dos vestígios deixados na cena do crime, os peritos,
especialistas nas mais diversas áreas, conseguem chegar a um criminoso. Algumas das áreas científi-
cas que estão relacionadas à Ciência Forense são a Antropologia, Biologia, Computação, Matemática,
Química, e várias outras áreas ligadas à Medicina, como por exemplo, a Psicologia Forense.
O que é Forense. Disponível em: <https://www.significados.com.br/forense/>. Acesso em setembro de 2013.

Se possível, assista ao vídeo: Retratos da Real Beleza. (Vídeo da campanha publicitária “Dove”: Retra-
to Real da beleza (acesso: https://www.youtube.com/watch?v=Il0nz0LHbcM). Caso não seja possível o
acesso, seguem as informação sobre o mesmo:
Trata-se de um retrato falado de 7 mulheres, feito por um artista forense que trabalha no FBI. O agente
do FBI faz dois retratos de cada mulher, o primeiro com a própria pessoa se descrevendo e o segundo
com outra pessoa descrevendo a mesma mulher. O vídeo retrata as diferentes formas de como eu me
vejo e como as pessoas me vêem.

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a) Depois de todas as informações acima, desenhe o seu autoretrato. É importante ter em mente
que a imagem que a pessoa tem de si mesma pode ser, ou não, exata. Você já parou para pen-
sar que todo ser humano tem um eu e uma autoimagem? Para fazer seu autorretrato, siga as
seguintes orientações: pegue uma foto recente sua ou fique na frente do espelho e desenhe
em seu portfólio a sua face com as suas características físicas, de acordo com o que você
enxerga de si próprio:

1º passo: faça linhas básicas que definem o contorno do rosto e maxilar;


2º passo: defina as sobrancelhas e o corte e tipo do cabelo;
3º passo: depois os lábios, o nariz, os olhos e as orelhas;
4º passo: em seguida, coloque detalhes importantes como barba, pintas, rugas, óculos, etc.
5º passo: por último, busque perguntas precisas, como: estatura, peso, cor e personalidade e
descreva o seu autoretrato. Escreva o que você acha da pessoa que desenhou.

Vale a pena VER: “CSI: Las Vegas” é o título de uma série americana de investigação criminal que, no
Brasil e em outros países, popularizou o trabalho dos cientistas forenses, os peritos que desvendam os
mais variados crimes e conduzem à identificação do culpado.

O que escreveu anteriormente sobre você é o “COMO VOCÊ SE VÊ”, a partir de como se desenhou. Isso
faz sentido para você? O fato é que nem sempre as pessoas prestam a devida atenção em si mesmas
e se não é possível enxergar-se como realmente é, não é possível ser feliz, seguir um caminho rumo ao
sonho que possui.

3 – Para ajudar você neste processo de autoconhecimento, converse com algumas pessoas com quem
convive e procure saber o que elas enxergam de você. Escreva no seu portfólio a sua análise depois de
comparar o que você enxerga de si mesmo e o que as pessoas enxergam de você.

PARA SABER MAIS:


Aprenda a fazer retrato falado utilizando o Pimp the Face, um site em inglês que permite criar o
desenho de um rosto a partir de uma foto ou de modelos preestabelecidos disponíveis no site.
Para aprender é só acessar: <http://www.tecmundo.com.br/imagem/4021-aprenda-a-fazer-um-
-retrato falado.htm#ixzz2fiiuyr2h>. Acesso em out. 2013.

Então, estudante, o que achou da aula? Esperamos que continue no processo de autoconhecimento,
pois é a partir de quem você sabe que é, que é possível se tornar quem você deseja ser. Até a próxima!

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SEMANA 4

UNIDADE(S) TEMÁTICA(S):
Identidade.

OBJETO(S) DE CONHECIMENTO:
Autogestão, autoconhecimento, autonomia, pensamento crítico.

HABILIDADE(S):
Conhecer a realidade na qual se insere, expressando a própria história pessoal.

CONTEÚDOS RELACIONADOS:
Interação social, cultura e sociedade.

INTERDISCIPLINARIDADE:
Ciências Humanas: Identidade, organização social, relações sociais.
Habilidades socioemocionais: Responsabilidade, perseverança, autodeterminação, autoconhecimento.

TEMA: QUE LUGARES EU OCUPO?


Caro (a) estudante, nesta semana você vai refletir acerca dos diversos papéis sociais desenvolvidos
pelas pessoas e despertar para a necessidade de atuação nos diversos espaços de convivência social.
RECAPITULANDO
Na última semana, você percebeu a importância do autoconhecimento, a partir da visão de si próprio.
Viu que a Biografia, que é a história de vida de cada pessoa e a maneira com a qual as pessoas se enxer-
gam, possibilita você saber quem é no presente e saber quem você deseja se tornar no futuro.

ATIVIDADES
Você já parou para pensar sobre quais são os lugares que ocupa? Ou quantos lugares existem no mun-
do? Ou mesmo, quantos lugares você deseja conhecer ou estar um dia? Estas perguntas são muito
necessárias para o Projeto de Vida de qualquer pessoa. Pensando no processo de autoconhecimento
que você vem realizando, outro ponto fundamental nesta jornada é saber quais são os lugares que você
ocupa no mundo.

1 – Leio o texto “Família e escola” e responda o que se pede:

Família e Escola
“Comparados a outros seres, somos um animal frágil: possuímos reduzida força física, não temos muita
velocidade de deslocamento, nossa pele é pouco resistente ao clima e agressões, não nadamos bem e
não voamos, não resistimos mais do que alguns dias sem água e alimento, nossa infância é muito de-
morada e temos de ser cuidados por longo tempo. Ora, vivemos em um planeta que oferece condições
de vida muito especializadas; um animal como nós não teria chance nas regiões polares, nas desérti-
cas, nas florestas equatoriais, nas de inverno inclemente, nos oceanos, etc. [...]

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O que vai nos diferenciar, de fato, é que só o animal humano é capaz de ação transformadora conscien-
te, ou seja, é capaz de agir intencionalmente (e não apenas instintivamente ou por reflexo condiciona-
do) em busca de uma mudança no ambiente que o favoreça. Essa ação transformadora consciente é
exclusiva do ser humano e a chamamos trabalho ou práxis; é consequência de um agir intencional que
tem por finalidade a alteração da realidade de modo a moldá-la às nossas carências e inventar o am-
biente humano. [...]
Se o trabalho é o instrumento, qual é o nome do efeito de sua realização? Nós o denominamos Cultura
(conjunto dos resultados da ação do humano sobre o mundo por intermédio do trabalho). [...]
[...] Em suma, o Homem não nasce humano e, sim, torna-se humano na vida social e histórica, no inte-
rior da Cultura. [...]
[...] Um dos produtos ideais da cultura são os valores, por nós criados para o existir humano, pois, quan-
do os inventamos, estruturamos uma hierarquia para as coisas e acontecimentos, de modo a estabele-
cer uma ordem na qual tudo se localize e encontre seu lugar apropriado.
[...] O principal canal de conservação e inovação dos valores e conhecimentos são as instituições so-
ciais como a família e a Igreja, o mercado profissional, a mídia, a escola etc.[...] ao contrário dos outros
seres vivos, nós os humanos, dependemos profundamente de processos educativos para nossa sobre-
vivência (não carregamos em nosso equipamento genético instruções suficientes para a produção da
existência) e, desse prisma, a Educação é instrumento basilar para nós.
No entanto, a Educação pode ser compreendida em duas categorias centrais: educação vivencial e
espontânea, o “vivendo e aprendendo” (dado que estar vivo é uma contínua situação de ensino/aprendi-
zado), e educação intencional ou proposital, deliberada e organizada em locais predeterminados e com
instrumentos específicos (representada pela Escola e, cada vez mais, pela mídia). ”
CORTELA, M. S. A Escola e o Conhecimento. Ed. São Paulo: Cortez, 1998. p. 33 a 49.

Conforme o texto apresentado, a espécie humana enfrenta muitas dificuldades de adaptação e sobre-
vivência, mas se serve de sua inteligência para criar maneiras de compensar suas fraquezas. Conside-
rando sua leitura e reflexão, responda em seu portfólio as perguntas que seguem abaixo:
a) Já nascemos seres sociais? Por quê?

b) Segundo o texto, somos seres frágeis. Por que ele afirma isso?

c) O que nos diferencia dos outros seres vivos?

d) Segundo o texto, qual a importância da educação para o ser humano? Argumente se você
está de acordo ou não com o que aborda o texto?

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2 – Se possível, escute a música Até quando? do cantor e compositor, Gabriel, o Pensador. (Link:
https://www.youtube.com/watch?v=atXuxbc7zZk). Fique atento em relação às críticas abordadas
na letra da música. Essa música foi lançada em 2001 com o objetivo de despertar a coragem das
pessoas pela luta dos seus direitos, além de provocar a mudança de postura diante dos desafios
sociais. E caso não seja possível ouvir, segue a letra da música:

Até quando? Soltou o deputado


Não adianta olhar pro céu E absolveu os PMs de Vigário!
Com muita fé e pouca luta A polícia só existe pra manter você na lei Lei do silêncio, lei
Levanta aí que você tem muito protesto pra fazer do mais fraco
E muita greve, você pode, você deve, pode crer Ou aceita ser um saco de pancada ou vai pro saco
Não adianta olhar pro chão A programação existe pra manter você na frente
Virar a cara pra não ver Na frente da TV, que é pra te entreter
Se liga aí que te botaram numa cruz e só porque Jesus so- Que é pra você não ver que o programado é você!
freu não quer dizer que você tenha que sofrer! Acordo, não tenho trabalho, procuro trabalho, quero
Até quando você vai ficar usando rédea?! trabalhar
Rindo da própria tragédia O cara me pede o diploma, não tenho diploma, não pude
estudar
Até quando você vai ficar usando rédea?!
E querem que eu seja educado, que eu ande arrumado, que
Pobre, rico ou classe média
eu saiba falar
Até quando você vai levar cascudo mudo?
Aquilo que o mundo me pede não é o que o mundo me dá
Muda, muda essa postura
Consigo um emprego, começa o emprego, me mato de tan-
Até quando você vai ficar mudo?
to ralar
Muda que o medo é um modo de fazer censura
Acordo bem cedo, não tenho sossego nem tempo pra
Até quando você vai levando? (Porrada! Porrada!!) raciocinar
Até quando vai ficar sem fazer nada? Não peço arrego, mas onde que eu chego se eu fico no mes-
Até quando você vai levando? (Porrada! Porrada!!) mo lugar?
Até quando vai ser saco de pancada? Brinquedo que o filho me pede, não tenho dinheiro pra dar!
Você tenta ser feliz, não vê que é deprimente Escola! Esmola! Favela, cadeia!
O seu filho sem escola, seu velho tá sem dente Sem terra, enterra!
Cê tenta ser contente e não vê que é revoltante Sem renda, sem renda! Não! Não!!
Você tá sem emprego e a sua filha tá gestante Muda que quando a gente muda o mundo muda com a gente
Você se faz de surdo, não vê que é absurdo A gente muda o mundo na mudança da mente
Você que é inocente foi preso em flagrante! E quando a mente muda a gente anda pra frente
É tudo flagrante! É tudo flagrante!! E quando a gente manda ninguém manda na gente!
A polícia Na mudança de atitude não há mal que não se mude nem
Matou o estudante doença sem cura
Falou que era bandido Na mudança de postura a gente fica mais seguro
Chamou de traficante! Na mudança do presente a gente molda o futuro!
A justiça Até quando você vai ficar levando porrada, até quando vai
ficar sem fazer nada
Prendeu o pé-rapado
Até quando você vai ficar de saco de pancada? Até quando?

PENSADOR, Gabriel o - Até Quando? - SME (em nome de Sony BMG Music Entertainment). Disponível em: https://www.youtube.com/
watch? atXuxbc7zZk. Acesso em: fevereiro de 2021.

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Após ouvir (ou ler) a música, conforme o trecho destacado a seguir, responda em seu portfólio:

“Muda que quando a gente muda o mundo muda com a gente


A gente muda o mundo na mudança da mente
E quando a mente muda a gente anda pra frente
E quando a gente manda ninguém manda na gente!
Na mudança de atitude não há mal que não se mude nem doença sem cura
Na mudança de postura a gente fica mais seguro
Na mudança do presente a gente molda o futuro!”

a) Você acredita que as pessoas, quando se unem em prol de alguma causa, conseguem mudar
uma realidade? Se sim, você conhece algum exemplo?
b) Se você fosse defender uma causa social, qual seria? Por quê?
c) Você desenvolve algum tipo de trabalho voluntário? Se sim, qual?

PARA SABER MAIS:


Gabriel, O Pensador: Nascido no Rio de Janeiro em 1974, estreou sua carreira como rapper em
1992, com a fita demo de “Tô feliz (matei o presidente)”, censurada pelo Ministério da Justiça pouco
antes da renúncia de Collor. Gabriel gravou sete álbuns e um DVD, somando mais de dois milhões
de cópias vendidas no Brasil, abrindo portas para outros países apreciarem seu trabalho. O criador
de “Cachimbo da Paz”, “Até quando?” e “Palavras repetidas” é também autor de dois livros: “Diário
Noturno” (ed. Objetiva) e “Um garoto chamado Roberto” (ed. Cosac Naify), que recebeu o prêmio
Jabuti de melhor livro infantil em 2006.

Então, estudante, espera-se que você tenha começado a refletir sobre os lugares que você ocupa no
mundo. Toda as pessoas necessitam reconhecer os lugares onde se fazem presentes e qual a relação
estabelecida com os aprendizados ofertados em cada um deles. A vida em sociedade contribui com a
construção do Projeto de Vida de cada pessoa. Até a próxima!

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SEMANA 5

UNIDADE(S) TEMÁTICA(S):
Identidade.

OBJETO(S) DE CONHECIMENTO:
Autogestão, autoconhecimento, autonomia, pensamento crítico.

HABILIDADE(S):
Conhecer a realidade na qual se insere, expressando a própria história pessoal.

CONTEÚDOS RELACIONADOS:
Interação social, cultura e sociedade.

INTERDISCIPLINARIDADE:
Ciências Humanas: Identidade, relações sociais, diversidade cultural.
Habilidades socioemocionais: Responsabilidade, perseverança, autodeterminação, autoconhecimento.

TEMA: DE ONDE EU VENHO?


Caro(a) estudante, nesta semana você vai refletir sobre a influência da herança familiar na formação da
identidade e do próprio futuro.
RECAPITULANDO
Na última semana, você pensou sobre os lugares que ocupa e como a relação com a família, escola e
sociedade podem contribuir com a construção do Projeto de Vida.

ATIVIDADES
De onde você vem? Na última semana você pensou os lugares que fazem parte da vida e como a con-
vivência em sociedade pode contribuir com o Projeto de Vida das pessoas. Mas para além dos lugares
que as pessoas ocupam, existe a relação com os lugares de onde elas vieram. Que “lugar” seria esse?
A história pessoal deve ser um componente importante do Projeto de Vida. Antes mesmo de você pen-
sar para onde quer ir e o que quer ser, é importante saber de onde vem, o que gostaria de superar ou
criar para o futuro. A sua casa, seus pais, sua família e sua vida cotidiana, por meio de uma rede de
relações sociais e afetivas, integram o primeiro momento de conhecimento sobre o mundo. Pois, é no
processo de relações diversificadas que é possível interiorizar valores e construir formas próprias de
perceber e estar no mundo, se constituindo enquanto sujeito.

1 - Leia a crônica de Clarice Lispector e responda o que se pede em seu portfólio:

PERTENCER
Um amigo meu, médico, assegurou-me que desde o berço a criança sente o ambiente, a criança quer:
nela o ser humano, no berço mesmo, já começou.
Tenho certeza de que no berço a minha primeira vontade foi a de pertencer. Por motivos que aqui não
importam, eu de algum modo devia estar sentindo que não pertencia a nada e a ninguém. Nasci de graça.

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Se no berço experimentei esta fome humana, ela continua a me acompanhar pela vida afora, como se
fosse um destino. A ponto de meu coração se contrair de inveja e desejo quando vejo uma freira: ela
pertence a Deus.
Exatamente porque é tão forte em mim a fome de me dar a algo ou a alguém, é que me tornei bastante
arisca: tenho medo de revelar de quanto preciso e de como sou pobre. Sou, sim. Muito pobre. Só tenho
um corpo e uma alma. É preciso mais do que isso. Com o tempo, sobretudo os últimos anos, perdi o jeito
de ser gente. Não sei mais como é. É uma espécie toda nova de “solidão de não pertencer” que começou
a me invadir como heras num muro.
Se meu desejo mais antigo é o de pertencer, por que então nunca fiz parte de clubes ou de associa-
ções? Porque não é isso que eu chamo de pertencer. O que eu queria, e não posso, é por exemplo que
tudo o que me viesse de bom de dentro de mim eu pudesse dar àquilo que eu pertenço. Mesmo minhas
alegrias, como são solitárias às vezes. E uma alegria solitária pode se tornar patética. É como ficar com
um presente todo embrulhado em papel enfeitado de presente nas mãos - e não ter a quem dizer: tome,
é seu, abra-o! Não querendo me ver em situações patéticas e, por uma espécie de contenção, evitando
o tom de tragédia, raramente embrulho com papel de presente os meus sentimentos.
Pertencer não vem apenas de ser fraca e precisar unir-se a algo ou a alguém mais forte. Muitas vezes a
vontade intensa de pertencer vem em mim de minha própria força - eu quero pertencer para que minha
força não seja inútil e fortifique uma pessoa ou uma coisa. Quase consigo me visualizar no berço, quase
consigo reproduzir em mim a vaga e, no entanto, premente sensação de precisar pertencer. Por moti-
vos que nem minha mãe nem meu pai podiam controlar, eu nasci e fiquei apenas: nascida.
No entanto, fui preparada para ser dada à luz de um modo tão bonito. Minha mãe já estava doente, e, por
uma superstição bastante espalhada, acreditava-se que ter um filho curava uma mulher de uma doen-
ça. Então fui deliberadamente criada: com amor e esperança. Só que não curei minha mãe. E sinto até
hoje essa carga de culpa: fizeram-me para uma missão determinada e eu falhei. Como se contassem
comigo nas trincheiras de uma guerra e eu tivesse desertado. Sei que meus pais me perdoaram por eu
ter nascido em vão e tê -los traído na grande esperança.
Mas eu não me perdoo. Queria que simplesmente se tivesse feito um milagre: eu nascer e curar minha
mãe. Então, sim: eu teria pertencido a meu pai e a minha mãe. Eu nem podia confiar a alguém essa es-
pécie de solidão de não pertencer porque, como desertor, eu tinha o segredo da fuga que por vergonha
não podia ser conhecido.
A vida me fez de vez em quando pertencer, como se fosse para me dar a medida do que eu perco não
pertencendo. E então eu soube: pertencer é viver. Experimentei-o com a sede de quem está no de-
serto e bebe sôfrego o último gole de água de um cantil. E depois a sede volta e é no deserto mesmo
que caminho!
LISPECTOR, Clarice. A descoberta do mundo. Rio de Janeiro: Rocco, 1999. p.110 – 478

a) Por que Clarice Lispector se sentia deserdada da vida?


b) Para Clarice Lispector, o que significa pertencer?
c) “Nasceu e ficou simplesmente nascida”, “Não recebeu a marca do pertencer”. Que marca é
essa a que Clarice se refere?
d) Assim como Clarice Lispector, que histórias você tem sobre a sua origem?
e) O que você sabe acerca das expectativas dos seus pais sobre você, antes mesmo do seu
nascimento?

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Depois de sua reflexão é importante que você entenda sobre nascer com uma missão, um legado ou
uma função familiar pré-estabelecida e o que se pode fazer para superar esse legado e traçar a própria
história. Cada pessoa possui sua história de vida e ela começa a ser construída antes mesmo do nasci-
mento. Para isso, a crônica de Clarice Lispector, mostra a profundidade da trajetória da personagem,
seus sentimentos e as transformações pelas quais passou. Você precisa respeitar a própria história
por aquilo que ela tem de diferente e que através dela podem criar confiança no mundo e em si mesmo.
Já para a vida futura, é importante criar vínculos seguros e saudáveis com a própria história.

2 – Continuando o caminho do autoconhecimento, faça o registro em seu portfólio sobre o seu


passado, pois isso evita que aprendizados se percam pelo caminho. Ler anotações antigas pode ser
muito valioso para que você entenda o seu contexto de vida. Saber de onde vem é tão necessário
quanto saber para onde vai. Assim, organize suas histórias de vida, redimensione o valor de cada
uma delas e das pessoas que lhe fazem bem. A busca pelo significado de cada uma dessas coisas
pode até ser difícil de definir, mas o que importa é o diálogo que você faz consigo mesmo, essa
será a sua melhor tradução. Coloque os nomes das pessoas da sua família na árvore abaixo e depois
escreva o que essas pessoas representam para você. Depois responda às questões abaixo:

a) Na família, além do nome, o que mais é herdado?


b) Quais as capacidades que você tem vindas de sua origem?
c) Em sua opinião, qual foi o legado mais importante que sua família deixou para você?
d) O que você gostaria de deixar como legado para a sua família?

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Então, estudante, o que achou da semana? Este momento é muito importante para você entender o seu
passado para conseguir se projetar melhor no futuro. O passado, o presente e o futuro se relacionam,
uma vez que, por meio da memória podemos olhar o passado e pensar sobre ele de acordo com a ideia
que temos de nós mesmos, no presente e com isso, mudar o nosso futuro.

REFERÊNCIAS
• CORTELA, M. S. A Escola e o Conhecimento. Ed. São Paulo: Cortez, 1998. p. 33 a 49.
• FONG, Saulo. O que é um Projeto de Vida. Disponível em: <https://www.saulofong.com/textos/arti-
gos/o que-e-um-projeto-de-vida%20php>. Acesso em: 10 out. 2013. Adaptado.
• Instituto de Corresponsabilidade pela Educação. Material do Educador: Aulas de Projeto de Vida.
1º Série do Ensino Médio. 1ª Edição. Recife. 2016. p. 1 a 392.
• LISPECTOR, Clarice. A descoberta do mundo. Rio de Janeiro: Rocco, 1999. p.110 – 478.
• NASCIMENTO, Milton. Caçador de mim. In: Caçador de mim (LP). Ariola, 1981. Disponível em: <http://
www.miltonnascimento.com.br/#/>. Acesso em: 10 out. 2013.
• O que é Forense. Disponível em: <https://www.significados.com.br/forense/>. Acesso em setem-
bro de 2013.
• PENSADOR, Gabriel o - Até Quando? - SME (em nome de Sony BMG Music Entertainment). Disponível
em: https://www.youtube.com/watch?v=atXuxbc7zZk. Acesso em: fevereiro de 2021.

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SEMANA 6

UNIDADE(S) TEMÁTICA(S):
Identidade.

OBJETO(S) DE CONHECIMENTO:
Autoconhecimento, autoconceito e autorreflexão.

HABILIDADE(S):
Perceber e identificar os elementos relevantes relativos à dimensão transcendental da sua vida.

CONTEÚDOS RELACIONADOS:
Racionalismo e Empirismo, Valores, Sociedade racional e industrial.

INTERDISCIPLINARIDADE:
Ciências Humanas e suas Tecnologias: Cidadania, ideias, conceitos, pensamentos e teorias seculares, liber-
dade de expressão, Ideia estética da realidade;
Ciências da Natureza e suas Tecnologias: Racionalidade científica, Lógica analítica e intuição;
Habilidades Socioemocionais: Autorreflexão, autoconfiança e autoestima.

TEMA: MINHAS FONTES DE SENTIDO E SIGNIFICADO DA VIDA.


Caro (a) estudante, você já ouviu falar em Educação Interdimensional? Pois bem, a Educação Interdi-
mensional busca a valorização das várias dimensões do ser humano, superando a valorização somente
do cognitivo. Essas dimensões são quatro:

• o LOGOS (pensamento, razão, a ciência);


• o PATHOS (afetividade, relação do homem consigo mesmo e com os outros);
• o EROS (impulsos, corporeidade) e;
• o MYTHUS (relação do homem com a vida e a morte, com o bem e o mal).

Você já parou para pensar que todas essas dimensões fazem parte de cada pessoa?
Mas entre as dimensões citadas, a dimensão transcendental do ser humano - O MYTHUS - será o foco
desta semana, objetivando que você reflita sobre o sentido que se atribui a vida.
Na última semana você refletiu sobre a influência da herança familiar na formação da identidade e do
próprio futuro, como parte do processo de autoconhecimento, fundamental para a elaboração do seu
Projeto de Vida.

ATIVIDADES
Você já se perguntou qual o sentido da vida para você? Na verdade, existem vários e diferentes sentidos
que as pessoas dão à vida. Você já parou para pensar nos valores que possui e dá às coisas e pessoas
que fazem parte da sua vida? Sobre isso, você acha comum a valorização das pessoas a partir do que
elas possuem e não do que elas são?

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Os valores e princípios que orientam a relação humana, tais como afeto e respeito pelo outro, algumas
vezes são deixados de lado, causando o que Antônio Carlos Gomes da Costa (1940 – 2011) (veja quem
foi esse educador na sessão para “Para Saber Mais”) chama de “crise de uma época.” Ao mesmo tempo
em que se vive essa crise na relação humana, existem pessoas que buscam outro sentido para as suas
vidas, ativando a dimensão transcendental que ressignifica a própria natureza humana.
Sobre a transcendentalidade é importante dizer que nesta aula, esse tema não será abordado do ponto
de vista de religião alguma. A transcendentalidade tratada aqui, diz respeito à natureza humana de cada
pessoa, a consciência de si mesmo e a busca de sentido da vida.

PARA SABER MAIS:


Sugestão de vídeo sobre a temática da aula: 7 bilhões de outros (Disponível em: <https://www.
youtube.com/watch?v=w2vCFR_slWY>. Acesso em fevereiro de 2021). O vídeo traz depoimentos
de pessoas de diferentes lugares do mundo, de culturas distintas, sobre o sentido que elas atri-
buem à vida.

A importância de refletir sobre a dimensão transcendente da vida perpassa, portanto, pela busca de
sentido existencial. É buscar no interior de si mesmo, o que significa a forma de ser e estar no mundo.
Sobre isso, você já pensou sobre o que dá SIGNIFICADO e SENTIDO à sua existência neste mundo? Para
algumas pessoas, por exemplo, fazer o bem e ser solidário é o que mais dá sentido à vida.

1 - Sendo assim, escreva no seu Portfólio sobre o sentido da vida para você. Depois, que tal conversar
sobre o conteúdo dessa aula com alguém da sua casa? Procure saber dessa pessoa escolhida por
você, qual o sentido que ela atribui a própria vida.

2 – Considerando o que escreveu na questão anterior, você acha que age de acordo com o que faz
sentido para você? A pergunta parece descabida? Hum... Será? Nesses tempos de Skype, WhatsApp,
Facebook e Instagram, nem tudo sobre o que as pessoas falam e fazem, pode ter um real sentido
para elas, não é verdade? Existe uma grande possibilidade das suas atitudes estarem seguindo
tendências que não condizem com o que elas são. Você já pensou nisso? Escreva em seu portfólio o
que pensa sobre isso.

3 – Seguindo o raciocínio da questão anterior, pense na importância que você deu aos principais
acontecimentos que ocorreram na sua vida. Pensar sobre isso ajudará você a descobrir também,
o que é importante para você e qual é sua fonte de significado da vida.

PARA SABER MAIS:


Quem foi Antônio Carlos Gomes da Costa (1940 – 2011)? Mineiro, nasceu ao final dos anos 40,
professor experiente e prestigiado. Trabalhou com crianças e adolescentes, inclusive na Febem
de Minas Gerais. Foi um dos participantes do grupo de redação do ECA - Estatuto da Criança e do
Adolescente. Foi um influente colaborador na concepção do Modelo da Escola da Escolha.

Então, estudante, o que achou da aula? Em relação às dimensões da vida, o mais importante é que o
ser humano se sinta feliz e realizado em seus sonhos, planos, em sua relação com o outro, e não apenas
pelo que a razão constrói. Isso fará a diferença na elaboração do seu Projeto de Vida. Até a próxima.

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SEMANA 7

UNIDADE(S) TEMÁTICA(S):
Identidade.

OBJETO(S) DE CONHECIMENTO:
Autoconhecimento, autorreflexão.

HABILIDADE(S):
Reconhecer, expressar e valorizar os talentos e habilidades que possui, bem como lidar com as suas limitações.

CONTEÚDOS RELACIONADOS:
Sociedade, participação e papel social, desenvolvimento pessoal.

INTERDISCIPLINARIDADE:
Ciências Humanas e suas Tecnologias: Participação e papel social, cidadania, formação humana, técnica e
profissional, Transformação social e atuação humana.
Ciências da Natureza e suas Tecnologias: Hereditariedade, variabilidade genética.
Linguagens, Códigos e suas Tecnologias: Sensibilidade artística, trabalhos manuais e técnicos.
Habilidades Socioemocionais: Autoconfiança, autoconceito e autoestima.

TEMA: EU E OS MEUS TALENTOS NO PALCO DA VIDA.


Caro (a) estudante, além do autoconhecimento um pré-requisito importante para a construção do Pro-
jeto de Vida é ter consciência dos seus talentos para que você possa explorá-los ao seu favor. Ao fazer
isso, você amplia as suas oportunidades de crescimento e atuação no mundo. Portanto, esta aula vai
possibilitar a identificação dos seus talentos e necessidades de aprendizagens.
RECAPITULANDO
Olá, estudante! Na última semana, você refletiu sobre as quatro dimensões do ser humano: o LOGOS
(pensamento, razão, a ciência), o PATHOS (afetividade, relação do homem consigo mesmo e com os
outros), o EROS (impulsos, corporeidade) e o MYTHUS (relação do homem com a vida e a morte, com o
bem e o mal). Está lembrado? Entender estas dimensões é muito importante para buscar as suas fontes
de significado e valorização da vida.

ATIVIDADES
Cada pessoa possui características que gosta e outras que sabe que precisa melhorar. Todo ser huma-
no deve refletir sobre o que sabe e o que gostaria de saber. É a partir das características de algo, que
você passa a conhecer melhor, por exemplo, quando faz uma pesquisa na internet sobre um país, cons-
tam todas as características desse país: número de habitantes, idioma falado, sua capital, informações
sobre a cultura, sua bandeira. Com isso você passa a conhecer um pouco mais sobre ele. Da mesma
forma acontece com as pessoas. Quando alguém pergunta quem é você, logo aparecem informações
importantes sobre a sua personalidade, seus gostos, a sua história de vida, suas habilidades e outras in-
formações que você demonstra para que as outras pessoas saibam quem você é de verdade. Essa com-
paração serve para você compreender a importância do autoconhecimento para o desenvolvimento

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do seu Projeto de Vida. Quais são os seus talentos? Quais são as suas habilidades? O que você deseja
desenvolver? São perguntas como essas que vão ajudá-lo a se conhecer melhor e atuar diante da vida
de maneira positiva, bem como valorizar os seus conhecimentos e habilidades.

1 - Que tal você construir a sua bandeira pessoal? Assim como um país tem a sua bandeira, você deverá
ter a sua, como uma representação daquilo que você considera imprescindível para a realização do
seu Projeto de Vida. Leia as instruções antes de começar a preencher os quadrantes da bandeira que
segue na sequência. Vai ser bem divertido!

Instruções para preenchimento de cada quadrante da bandeira:


• “Sei”: sobre o que você sabe fazer hoje. Ex: Dançar, costurar, cozinhar e escrever poemas.
• “Não quero”: preencha essa parte com o que você não tem interesse em desenvolver, pois
considera que isso não influenciará no seu Projeto de Vida. Ex: Dirigir e falar em público;
• “Quero”: preencher com o que deseja dominar. Ex: Saber escrever um livro, ser organizado,
saber planejar e entender de educação financeira.
• “Não sei”: preencher esse quadrante com o que você quer desenvolver e que considera impor-
tante para a realização do seu Projeto de Vida. Ex: Ser empático (se colocar no lugar do outro),
trabalhar em grupo e fazer trabalhos manuais.

A vida é um grande palco que vai exigir de você que os seus talentos e habilidades sejam utilizados, por
isso, reconheça aquilo que você domina bem e busque motivação para aproveitar as oportunidades
para aprendê-las. Isso contribuirá com a construção de seu Projeto de Vida. Até a próxima!

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SEMANAs 8 e 9

UNIDADE(S) TEMÁTICA(S):
Identidade.

OBJETO(S) DE CONHECIMENTO:
Autoconhecimento.

HABILIDADE(S):
Perceber diferentes valores presentes nas pessoas e em si como parte constituinte da identidade.

CONTEÚDOS RELACIONADOS:
Identidade, Protagonismo, desenvolvimento pessoal.

INTERDISCIPLINARIDADE:
Ciências Humanas e suas Tecnologias: Práticas sociais, participação social, ética e cidadania, liberdade de
expressão, Direitos e deveres do cidadão.
Ciências da Natureza e suas Tecnologias: Educação sexual, hereditariedade, variabilidade genética, anato-
mia humana.
Habilidades Socioemocionais: Autorreflexão, autoconceito e autoconfiança.

TEMA: MINHAS VIRTUDES E AQUILO QUE NÃO É LEGAL, MAS QUE EU POSSO MELHORAR.
Caro (a) estudante, nesta semana vamos abordar o que são valores. Vamos falar de alguns princípios
que norteiam a vida das pessoas e pensar sobre o que tem valor na nossa vida.
À medida que cada pessoa se desenvolve, os valores vão sendo construídos. Eles são fundamentos
éticos e morais considerados importantes na vida de cada um. Pois, valorizar alguma coisa signifi-
ca dar-lhe importância. Os valores, em geral, são expressos por substantivos abstratos (realização,
ousadia, amor, tranquilidade, alegria etc.), mas podem ser usados em pequenas expressões (ser ama-
do, sentir alegria, receber elogios etc.) ou ainda, em frases (acho importante presentear as pessoas,
é fundamental demonstrar sentimentos) para exprimi-los.
É interessante pensar sobre os valores, não é mesmo? É muito importante fazer uma reflexão sobre os
seus valores e ajudá-lo a perceber que eles são imprescindíveis no seu Projeto de Vida.
RECAPITULANDO
Na última semana, você refletiu sobre os seus talentos, habilidades e características que formam quem
você é. Pensou também sobre a importância de saber o que você já sabe, o que gostaria de saber, o que
ainda não sabe e o que não quer. Concorda que estas informações são de extrema importância para a
elaboração do seu Projeto de Vida?

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ATIVIDADES
Os valores são fruto das trocas de afeto com as pessoas com quem convivemos. Sobre isso, temos
como exemplo, o que acontece com uma criança recém-nascida. Ela está sempre sob os cuidados per-
manentes (alimentação, banho, carinho etc.) de alguém que cuida dela. E assim, existe uma grande
possibilidade de que a criança projete sentimentos positivos sobre tal pessoa, que geralmente é cha-
mada de mãe. Sabia que a construção de valores se dá desde o nosso nascimento? E à medida que nos
desenvolvemos, desde a infância, alguns valores serão mais intensos, é o que chamamos de valores
centrais, enquanto outros valores terão menor intensidade, o que chamamos de valores periféricos
de nossa identidade.
Mas, os valores não são rígidos e podem mudar durante a vida. Um bom exemplo é que uma pessoa
pode mudar seus valores aos 50 anos de idade depois de se tornar avó ou aos 25 anos depois de um
primeiro emprego. Isso significa que os valores dependem da intensidade dos sentimentos morais que
desenvolvemos.
O mesmo valor pode ser central (quanto mais se gosta/intenso) ou periférico (quanto menos se gosta/
periférico) na identidade de cada pessoa, e isso depende das pessoas envolvidas e das situações, ou
seja, a identidade de uma mesma pessoa pode variar de acordo com os contextos e as experiências de
cada um. Vamos exemplificar melhor:
• Há pessoas que consideram mais importante ter dinheiro ou usar uma roupa de grife famosa do
que ser justo ou honesto;
• Há pessoas que consideram importante ser íntegro; assim, é improvável, por exemplo, que elas
se neguem a pagar uma dívida. Se elas agem contra esse valor, sentem-se envergonhadas. Isso
porque o valor central dessa pessoa é a honestidade;
• Há pessoas que entendem a honestidade como um valor periférico; o fato de ficarem, por exem-
plo, devendo R $0,50 centavos na farmácia, não as deixa incomodadas.

É importante compreender que quanto mais se gosta de algo, mais isso é central na vida dessa pes-
soa, assim podemos citar mais um exemplo: há pessoas que adoram futebol e por isso deixam de estar
com algumas pessoas ou fazer outras coisas, para assistir a uma partida. Isso, portanto, é central na
identidade dessa pessoa.
Ainda explicando sobre valores centrais e periféricos, digamos que alguém pode ser honesto, por
exemplo, em relação aos amigos (meio interpessoal) ou absolutamente desonesto em relação ao go-
verno, ao não pagar impostos (meio sociocultural).

1. Partindo das explicações anteriores, responda:


a) É muito importante que você defina o seu próprio conceito de valor. O que é Valor para você?

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b) De acordo com o seu próprio conceito de valor, analise as imagens abaixo e descreva uma
situação provável para cada uma delas e as sensações que elas despertam em você.

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c) Para cada uma das imagens relacione alguns valores que você acha que estão envolvidos nas
descrições que fez sobre elas:

• Valores relacionados à Imagem 1:

• Valores relacionados à Imagem 2:

• Valores relacionados à Imagem 3:

• Valores relacionados à Imagem 4:

2 – Reflita sobre os valores centrais que você possui de acordo com as seguintes dimensões:
• Dimensão intrapessoal (você com você mesmo):

• Dimensão interpessoal (você com as pessoas):

• Dimensão sociocultural (você com a sociedade):

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3 – Agora, depois de todas as reflexões que você realizou sobre valores, descreva os seus valores
em ordem de importância para você. No degrau 4, o de mais importância até chegar ao degrau 1, de
menor importância.

Então, estudante, o que achou da semana 8 e 9? Espera-se que você tenha refletido sobre os seus va-
lores e que isso contribua com o autoconhecimento necessário para que você consiga elaborar o seu
Projeto de Vida de maneira consciente.

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SEMANA 10

UNIDADE(S) TEMÁTICA(S):
Valores.

OBJETO(S) DE CONHECIMENTO:
Identificar o papel e a importância dos amigos na direção e sentido da vida.

HABILIDADE(S):
Relacionamento interpessoal e social.

CONTEÚDOS RELACIONADOS:
Processo de socialização humana e comunicação.

INTERDISCIPLINARIDADE:
Ciências Humanas e suas Tecnologias: Participação e papel social.
Ciências da Natureza e suas Tecnologias: Saúde física e emocional.
Linguagens, códigos e suas tecnologias: Comunicação verbal e não verbal.
Habilidades socioemocionais: Solidariedade, Empatia e Gentileza.

TEMA: EU, MEUS AMIGOS E O MUNDO. – PARTE 1.


Caro (a) estudante, esta semana começa a abordar o papel dos amigos na direção e no sentido do seu
Projeto de Vida. O poeta Manoel de Barros reservou uma parte de seu Livro - Os Outros: o melhor de
mim sou Eles, onde ele conta coisas que aprendeu com os amigos mais diversos. Fala dessas marcas
aparentemente desconectadas, às vezes inesperadas, que, com o passar do tempo, descobrimos que
os amigos deixaram em nós, e o que acabaram se incorporando ao que somos.
Somos influenciados e modificados o tempo todo pelo que experimentamos. O que comemos, o que
respiramos, o clima, tudo isso influencia nossa saúde e o funcionamento do nosso corpo.
Com as pessoas, a experiência é de influência mútua. Parece que entramos no mundo interior do outro
e modificamos esse mundo. Nossas fronteiras estão sempre em movimento e se alteram o tempo todo:
o relacionamento com os outros parece definir, em parte, quem e o que somos. Daí a importância de
tratar de ser amigo e ter amigos ao elaborar um Projeto de Vida.
RECAPITULANDO
Na última semana, você pensou sobre a importância dos valores na formação do ser humano e quais
são esses valores que irão apoiá-lo na direção do seu Projeto de Vida.

ATIVIDADES
Alguns laços de amizade são muito leves, passageiros, voláteis como borboletas: pessoas que cruza-
mos na rua e nos dizem bom dia, gente no ônibus em cuja companhia presenciamos uma cena e sorri-
mos ou nos indignamos, gente na fila do supermercado com quem trocamos algumas palavras.
Existem também os amigos de verdade. E grandes amigos. E melhores amigos. E o melhor amigo.
Com isso, o relacionamento é íntimo, e as duas pessoas envolvidas partilham uma identidade. O que as
duas pessoas se sobrepõem, e elas se influenciam mutuamente o tempo todo. Com isso, se modificam.

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Elas se tornam nós, que não é só uma soma de você. É algo novo e muito maior. Tudo começa na in-
fância. Quando criança, se tem o pé no presente, e isso nos permite abastecer-se daquilo que, no fu-
turo, vai servir de base para nossos julgamentos e decisões. As primeiras lições vêm dos adultos. Com
exemplos e palavras, eles mostram e ensinam que é bom ser gentil e respeitoso com os outros, e que é
preciso seguir algumas regras para estar junto com outras pessoas em harmonia e com prazer.

Tudo começa com pequenas lições como estas:


• Dizer “obrigado” e “por favor”;
• Falar sem gritar e sem choramingar;
• Pedir para entrar na brincadeira;
• O que fazer quando espirrar ou tossir;
• Cumprimentar os outros;
• Deixar alguém passar na sua frente;
• Pedir desculpas quando esbarra em alguém;
• Não bater nos outros;
• Não pôr a culpa nos outros;
• Não apontar as falhas dos outros;
• Esperar sua vez;
• Não interromper quem está falando;
• Experimentar coisas novas (pratos, brincadeiras, lugares etc.);
• Observar as reações e expressões dos outros.

Já na adolescência, expressar-se e conhecer o que os outros expressam, ajuda a construir reflexões


acerca da visão de futuro. O que “os outros” (os companheiros) pensam e fazem ganha um peso novo,
pois a necessidade de se situar na sociedade humana é grande quando somos adolescentes. Talvez a
palavra AMIGO seja a mais importante para você nesta idade, e são muitos os que se avaliam pelo nú-
mero de amigos que têm.
Agora, você está na fase da vida em que pode examinar suas experiências de criança e adolescente à
luz de novos conhecimentos, e isso ajuda a encontrar um jeito pessoal de se situar no mundo e nele in-
terferir. Você já sabe que os laços de amizade criam uma aliança com base no futuro, e não na origem.
E sabe que, para se situar e intervir no mundo, precisa da companhia e da ajuda dos amigos, que são
os parceiros escolhidos por você, com quem compartilha sua trajetória pelo planeta Terra. SER AMIGO
exige de você certas atitudes, comportamentos, modos de agir, escolhas.

1 – Sabendo disso, escreva uma carta de gratidão pela amizade de um (a) amigo (a), para depois
entregá-la a essa pessoa. A carta, portanto, é um agradecimento por sua colaboração com sua vida
até aqui.

Você sabe o que significa companheirismo? Segundo o novo dicionário Aurélio da Língua Portuguesa,
companheirismo é mostrar ter solidariedade própria de companheiro, coleguismo. Entretanto, é pos-
sível associarmos a palavra a uma série de outros comportamentos para com o outro, alargando assim
esse conceito, ou seja, companheirismo pressupõe apoio, divisão de tarefas, alegrias e tristezas, em-
patia e, principalmente, ter ciência da importância de construir um projeto de vida que visa fomentar
amizades saudáveis ao longo da existência. É construir laços afetivos com pessoas sem necessaria-
mente esperar algo em troca, pois esse é o fundamento básico da construção de relações positivas e
duradouras.

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2 - Depois de refletir sobre o que é ser uma pessoa companheira, analise as situações que se seguem:

SITUAÇÃO 1
Domingo de jogo, estádio cheio, você entra em campo com seu time diante de sua torcida. A parti-
da já começa disputada com as duas equipes buscando a vitória. Em determinado momento, você
recebe a bola e parte para o gol sendo marcado direto por um jogador do time adversário, mas, na
disputa, seu oponente cai machucado e, sendo também atleta, você percebe logo que a lesão é grave.
Descreva qual seria sua atitude?

SITUAÇÃO 2
Final de ano letivo na escola, você recebeu as notas e... Que bom! Passou de ano, agora é curtir as
férias. Um de seus colegas de turma, bom estudante e com boas notas, se complicou um pouco e foi
parar no temido exame final em uma disciplina que você domina muito bem. Sabendo de sua habi-
lidade com a matéria, esse colega o procura perguntando se você poderia dar uma ajudinha. Acon-
tece que, como já estará de férias, você agendou várias atividades para o período em que o colega
precisava dessa ajuda. E agora, qual seria sua atitude?

3– Quais as atitudes ou posturas que você melhoraria nas suas relações de amizade para ser uma
pessoa mais companheira/solidária?

Estudante, espera-se que você tenha pensado sobre os conceitos de amizade e companheirismo, tão
importantes por influenciarem na construção da sua identidade e no seu Projeto de Vida. No próximo
PET você continuará a refletir sobre como as relações interpessoais são valiosas na formação de cada
pessoa. Até a próxima!

REFERÊNCIAS
• BARROS, Manoel de. Livro sobre nada. Rio de Janeiro: Record, 2002. 10ª ed. p. 73.
• Instituto de Corresponsabilidade pela Educação. Material do Educador: Aulas de Projeto de Vida.
1º Série do Ensino Médio. 1ª Edição. Recife. 2016. p. 1 a 392.
• Sentido da vida. 7 bilhões de Outros. Disponível em: <https://www.youtube.com/watch?v=w2vC-
FR_slWY>. Acesso em: fevereiro de 2021.

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SECRETARIA DE ESTADO DE EDUCAÇÃO DE MINAS GERAIS

PLANO DE ESTUDO TUTORADO


COMPONENTE CURRICULAR: PROJETO DE VIDA
ANO DE ESCOLARIDADE: 2º ANO – INTEGRAL E PROFISSIONAL
PET VOLUME: 01/2021
NOME DA ESCOLA:
ESTUDANTE:
TURMA: TURNO: INTEGRAL
MÊS: TOTAL DE SEMANAS:
NÚMERO DE AULAS POR SEMANA: NÚMERO DE AULAS POR MÊS:

SEMANAS 1 E 2

UNIDADE(S) TEMÁTICA(S):
Competências para o Século XXI.

OBJETO(S) DE CONHECIMENTO:
Autogestão, autonomia e pensamento crítico.

HABILIDADE(S):
Identificar a relação existente entre o pensamento e o sentimento no processo de tomada de decisões.

CONTEÚDOS RELACIONADOS:
Identidade, razão, emoção.

INTERDISCIPLINARIDADE:
Ciências Humanas: Racionalidade moderna, participação e papel social.
Habilidades Socioemocionais: Responsabilidade, autoconhecimento, autodeterminação.

TEMA: DECISÃO: O QUE PRECISA SER FEITO! – PARTE 1


Caro (a) estudante, para a semana 1 e 2 propomos a você, uma discussão sobre a relação existente en-
tre o pensamento e o sentimento no processo de tomada de decisões. Através dela você vai descobrir
como é possível fazer escolhas levando em consideração as opções existentes, sendo mais confiante
em suas decisões.
RECAPITULANDO
Olá, estudante! Como vai? Que bom poder estar de volta com as aulas de Projeto de Vida! No ano passa-
do, você adquiriu muitos aprendizados e conhecimentos, não é verdade? Espera-se que em 2021 isso
continue a acontecer. Para isso, conte sempre conosco para ajudar na construção do seu Projeto de
Vida. Para relembrar um pouco do que foi visto, na última aula de 2020, você foi levado a pensar sobre a
sua própria identidade, história de vida e perspectiva de futuro. Na semana “A vida é um Projeto”, você
refletiu sobre a importância do Projeto de Vida e a capacidade de fazer escolhas baseadas nos objetivos
pessoais. Para isso, começou a compreender a importância de um projeto, neste caso, o seu Projeto de
Vida, está lembrado? Então, siga em frente!

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ATIVIDADES
Tomar decisões faz parte do dia a dia de todas as pessoas, desde a hora que acordam até a hora que
vão dormir. Isso faz parte da vida! Fazer escolhas e tomar decisões, muitas vezes, pode gerar angústia.
Angústia tanto por não saber qual será o resultado da escolha feita, quanto pelo próprio movimento de
tomar a decisão. É uma ansiedade criada pela “conversa” entre a razão e a emoção dentro de cada pes-
soa. Mas é preciso ter clareza de que todos são responsáveis pelas suas escolhas, certo? É preciso, en-
tão, administrar com bom senso e equilíbrio tudo o que vai acontecendo durante a experiência de vida.
Você gosta de fazer escolhas e tomar decisões? Como costuma tomar decisões na sua vida? É super im-
portante refletir sobre as decisões que você já tomou, quais foram os resultados para entender melhor
como é o seu processo decisório e usar desses conhecimentos para tomar decisões mais fáceis. Esse
processo de realizar escolhas faz parte da vida das pessoas desde pequenas. Quando as pessoas vão se
tornando adultas, elas têm mais condições de refletir sobre as escolhas que realizam. No processo das
escolhas e das decisões que fazem parte da vida de qualquer pessoa, surgem as consequências do que
foi escolhido/decidido. Você acha que essa é uma tarefa fácil? Algumas pessoas possuem dificuldade
em fazer escolhas e aceitar as consequências delas. Por isso, é necessário refletir com cautela antes
de sair escolhendo e fazendo algo por pura emoção. Isso ocorre devido à falta de conhecimento sobre
o que se quer diante da vida, o que exige uma boa dose de autoconhecimento e é o autoconhecimento
que vai ajudar você a entender melhor as relações entre razão x emoção x desejos.

1 – Leia o texto a seguir e responda o que se pede:


Aladim e a lâmpada maravilhosa 2001: Um gênio diferente, um final surpreendente.
Aladim caminhava por uma viela estreita e escura quando um cálido brilho no chão chamou sua aten-
ção. Aproximando-se, viu que era uma lâmpada. Estava a olhá-la por vários ângulos quando viu sob a
poeira algo que parecia ser algum escrito. Passou a mão no local e subitamente uma grande luz branca
começou a surgir do bico da lâmpada. Aladim assustou-se e deixou cair a lâmpada, enquanto uma gran-
de forma humana masculina ia se formando no espaço antes vazio. Em vez de terminar em pés, suas
pernas se afunilavam na direção do bico da lâmpada. A forma, algo fantasmagórica, flutuava envolta por
uma aura oscilante. Antes que Aladim pudesse sequer avaliar a situação, a forma disse com voz grave
e firme:
—Sou o Gênio da Lâmpada, e você tem direito a um desejo. Recobrando-se, Aladim compreendeu logo
a situação e, sem questionar por que era um só desejo, já ia dizendo algo quando o Gênio continuou:
—Mas há três condições.
Três condições? Onde já se viu gênio ter condições para atender desejos? Aladim continuou ouvindo.
—Primeira condição: o que quer que você deseje, deve se realizar antes em sua mente. Aladim já ia per-
guntar o que isto queria dizer, mas o Gênio não deixou:
—Segunda condição: o que quer que você deseje, deve desejar integralmente, sem conflitos. Desta vez,
Aladim esperou.
—Terceira condição: o que quer que você deseje, deve ser capaz de continuar desejando para continuar
a ter. Aladim, ansioso por dizer logo o que queria, fez o primeiro desejo assim que pôde falar:
—Eu quero um milhão de dólares!
—Já se imaginou tendo um milhão de dólares?
Aladim agora entendera o que queria dizer a primeira condição. Na mesma hora vieram à sua mente
imagens de si mesmo nadando em dinheiro, comprando muitas coisas. Mas ao se imaginar, questionou-
-se se teria que compartilhar parte do dinheiro com pobres ou outras pessoas. Aí entendeu a segunda

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condição, e percebeu que seu desejo não poderia ser atendido. Aladim então buscou então algum de-
sejo que poderia ter sem conflitos. Pensou, pensou, buscou e por fim disse ao Gênio:
—Senhor Gênio, eu quero uma companheira bela, sábia e carinhosa. Aladim tinha se imaginado com
uma mulher assim e sentiu que aquilo ele queria de verdade, sem qualquer conflito.
O Gênio fez um gesto e de sua mão saiu um feixe de luz esverdeada na direção do coração de Aladim.
Este teve uma alucinação, como um sonho, de viver com uma mulher bela, sábia e carinhosa por vários
anos. E viu-se então enjoado, não a queria mais depois de tanto tempo. Voltando à realidade, Aladim
lembrou-se das cenas e viu que aquele desejo também não poderia ser atendido. Entristeceu-se, pen-
sando que jamais poderia querer e continuar querendo algo sem conflitos.
Algo aparentemente aconteceu. O rosto de Aladim iluminou-se, e ele se empertigou todo para dizer ao
Gênio que já sabia o que queria.
—Sim? O Gênio foi lacônico. Aladim completou, em um só fôlego:
—Eu desejo que você me dê a capacidade de realizar os desejos que eu imaginar em minha mente, sem
conflitos!
Algo inesperado aconteceu: o Gênio foi se soltando da lâmpada, formaram-se duas pernas completas
no seu corpo e ele desceu devagar até finalmente se apoiar no chão, em frente a Aladim, que o olhava
com um ar interrogador.
—Obrigado, disse o Gênio, sorridente. Estava escrito que eu seria libertado quando alguém pedisse algo
que já tivesse!
VILELA, Virgílio Vasconcelos. Aladim e a lâmpada maravilhosa 2001 - Um gênio diferente, um final surpreendente. Disponível em:
<http://www.possibilidades.com.br/parábolas/aladim2001.asp>. Acesso em: Agosto de 2014

a) Em linhas gerais, qual é a sua interpretação sobre o que aborda esta versão do conto?

b) Sobre a primeira e a segunda condição determinada pelo gênio, qual é a relação que se pode
estabelecer entre: Decisões x Desejos x Conflitos?

c) Como você entende o mecanismo de tomada de decisão que se dá entre os seus pensamentos
e seus sentimentos?

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d) Agora, assim como Aladim, imagine que você pode formular um desejo ao gênio da lâmpada.
Qual seria o seu desejo?

e) Tomando como pressuposto que o seu desejo exposto na questão anterior não possa se rea-
lizar nesse dado momento, cite três escolhas distintas que você seja capaz de realizar nesse
mesmo momento:
Opção 1: __________________________________________________________________________

Opção 2: __________________________________________________________________________

Opção 3:__________________________________________________________________________

Então, estudante, o que achou da nova versão do conto Aladim e o Gênio da Lâmpada Maravilhosa, escri-
ta por Virgílio Vasconcelos Vilela? Viu como é importante pensar e ter dentro de si os desejos antes de
tomar uma decisão? Esperamos que você tenha começado a refletir com mais atenção sobre essa tarefa
que pode ser mais fácil do que parece. Na próxima aula você vai continuar a refletir sobre a tomada de
decisões e o que este processo exige. Até a próxima!

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SEMANA 3

UNIDADE(S) TEMÁTICA(S):
Competências para o Século XXI.

OBJETO(S) DE CONHECIMENTO:
Autogestão, autonomia e pensamento crítico.

HABILIDADE(S) DE:
Identificar a relação existente entre o pensamento e o sentimento no processo de tomada de decisões.

CONTEÚDOS RELACIONADOS:
Identidade, razão, emoção.

INTERDISCIPLINARIDADE:
Ciências Humanas: Racionalidade moderna, participação e papel social.
Habilidades Socioemocionais: responsabilidade, autoconhecimento, autodeterminação.

TEMA: DECISÃO: O QUE PRECISA SER FEITO! - PARTE 2


Caro (a) estudante, nessa semana você será convidado a refletir sobre o que precisa ser feito para to-
mar decisões acertadas. Você vai continuar a avaliando sobre como fazer escolhas e tomar melhores
decisões na vida.
RECAPITULANDO
Olá, estudante! Nas últimas semanas, você começou a descobrir como é possível identificar escolhas
levando em consideração as opções existentes, bem como, entre outras coisas importantes, a pensar
sobre como o processo de autoconhecimento contribui para você ser mais confiante em suas decisões.

ATIVIDADES
Na semana passada você leu uma nova versão do conto de Aladim e pôde perceber que algumas de-
cisões são baseadas em sonhos e desejos que as pessoas possuem, mas que não são tão claros. Não
ter clareza sobre o que se quer implica diretamente na dificuldade de fazer escolhas e tomar decisões
importantes. Antes de agir, é preciso saber o que se quer, ter certeza do que deseja e vislumbrar o
resultado do que se quer! Muitas vezes o medo de tomar uma decisão é por falta de crença no próprio
potencial, ou por não acreditar que seja possível realizar uma ação, um sonho ou desejo sem maiores
problemas. O fato é que problemas, conflitos, interferências fatalmente vão ocorrer, mas não devem
ser enxergados como impeditivos para a sua realização. O autoconhecimento é fundamental para você
escolher e tomar decisões, não só para saber o que se deseja, mas principalmente para ter a clareza de
que você é o responsável por fazer as coisas acontecerem.

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Para Refletir:
(...) Quando as pessoas imaginam que não podem contar com uma opção, elas são forçadas a mover
seu holofote mental para outro lugar – e movê-lo bastante -, muitas vezes pela primeira vez em muito
tempo. (Em contrapartida, quando as pessoas são solicitadas a “pensar em outra opção”, em geral se
limitam, sem muito entusiasmo, a mover o holofote apenas alguns centímetros, sugerindo apenas
uma pequena variação de uma alternativa existente.) O velho ditado “A necessidade é a invenção” pa-
rece se aplicar a esse caso. Enquanto não formos forçados a nos sair como uma nova opção, prova-
velmente nos ateremos às opções que já temos (...).2 CHIP, Heath. Gente que resolve: Como fazer as
melhores escolhas em qualquer momento da sua vida. Tradução Cristina Yamagami. 1.ed. São Paulo:
Saraiva, 2014. p. 54.
CHIP, Heath. Gente que resolve: Como fazer as melhores escolhas em qualquer momento da sua vida. Tradução Cristina Yamagami.
1.ed. São Paulo: Saraiva, 2014. p. 54.

1 - Ainda quando crianças vamos adquirindo aos poucos a nossa independência. Com alguns anos
de idade se torna cada vez mais fácil comer sozinho, amarrar o cadarço do sapato e até subir sem
ajuda de ninguém naquele brinquedo alto do parque. Essas conquistas acontecem numa velocidade
tão grande que a nossa imaturidade não nos deixa percebê-las. À medida que nos aproximamos da
adolescência passamos a entender que essa independência tem relação com aquilo que queremos ou
necessitamos. Rapidamente lutamos por querer decidir e escolher livremente tudo que diz respeito
a nossa vida. Porém, nem sempre sabemos a melhor maneira e momento para fazer isso. A respeito
disso, pense um pouco sobre:
a) Duas coisas importantes que devemos considerar antes de tomar qualquer decisão:

b) Quatro coisas que, porventura, prejudicam você na clareza das suas decisões:

c) De acordo com o que você respondeu na questão anterior, cinco coisas que poderia fazer para
tomar decisões acertadas em sua vida ou para ser mais confiante em suas escolhas:

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2 – Leia o texto a seguir e responda o que se pede:

Texto: Decisões Libertadoras


(...) Muitas das suas decisões não serão certeiras. Você cometerá erros. O presidente John F. Ken-
nedy disse: “Há custos envolvidos em um programa de ação, mas eles são muito menores do que os
riscos e custos de longo prazo envolvidos no conforto da falta de ação”.
Você vai descobrir que decisões são libertadoras. O paradoxo é que algumas pessoas mais estressa-
das do planeta são aquelas que estão paralisadas pela indecisão. (...) Você consegue visualizar uma
cena do filme Coração Valente, em que William Wallace ficaria na frente do seu bando de guerreiros
sujos e esfarrapados, retorcendo as mãos em meio à indecisão, andando de um lado para o outro,
preocupado em decidir se deveria atacar ou não? Você consegue imaginar o medo que eles senti-
riam? RAMSEY, Dave. Líder empreendedor.
Tradução de Ivar Panazzolo Júnior. São Paulo: Novo Conceito Editora, 2014. p.97.

Descreva seu ponto de vista sobre:


a) Não decidir nada já é uma decisão?

b) O peso da indecisão é maior que a mais dolorosa das decisões?

c) Quem não toma decisões dificilmente terá o controle da própria vida?

Nas várias situações da vida, nem sempre é possível decidir o melhor e o certo, pois, isso depende mui-
to do equilíbrio emocional, dos valores que são colocados em jogo na situação, da clareza entre o que
as pessoas são e o que querem ser na vida, além das interferências do contexto que sofrem. É preciso
saber que os erros acontecem e existem perdas a todo instante na vida. Desde pequenos é exigido de
todas as pessoas a superação de algumas perdas. A forma como as pessoas encaram essa questão tem
sentido com o quanto elas aprendem a ser humildes e o quanto estão dispostas a aprender e crescer
na vida.

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3 – Escreva um texto dissertativo sobre a necessidade de estarmos preparados para errar e perder
quando tomamos decisões.

É necessário confiar e acreditar em si mesmo, na capacidade que possui em fazer escolhas e decidir
de acordo com o que deseja e espera do futuro – Sonhos. É preciso também saber lidar com as próprias
emoções num processo de tomada de decisões difíceis. Frustrações, perdas e conquistas fazem parte,
mas você vai precisar lançar mão da sua autoestima, autoconhecimento para tomar as decisões neces-
sárias em sua vida! Até a próxima!

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SEMANA 4

UNIDADE(S) TEMÁTICA(S):
Competências para o Século XXI.

OBJETO(S) DE CONHECIMENTO:
Autogestão, autoconhecimento, autonomia.

HABILIDADE(S):
Identificar elementos essenciais para viabilizar uma realização.

CONTEÚDOS RELACIONADOS:
Identidade, interação social, respeito.

INTERDISCIPLINARIDADE:
Ciências Humanas: Identidade, relações sociais;
Habilidades socioemocionais: Autodeterminação, autoconhecimento, planejamento.

TEMA: SIM, EU SOU CAPAZ – PARTE 1


Caro (a) estudante, nessa semana você vai começar a identificar os caminhos que tornam uma reali-
zação viável, reconhecendo a importância da disposição pessoal e determinação para atingir o que se
quer. Você já pensou sobre isso?
RECAPITULANDO
Na última semana, você refletiu sobre o processo que envolve a tomada de decisão. O que precisa ser
feito para decidir algo de forma acertada. Viu como é importante pensar bastante para tomar as melho-
res decisões na vida.

ATIVIDADES
Você já falou alguma vez esta frase: Sim, eu sou capaz!? Se nunca falou, você consegue dizer o porquê?
Se já falou, tente relembrar o sentimento que você teve ao falá-la. Se sentir capaz de realizar algo é
o primeiro passo para realizar. Saber suas limitações e capacidades é parte do processo de autoco-
nhecimento e clareza sobre quem se é. Realizar algo é colocar a crença, a energia e a capacidade para
fazer as coisas acontecerem! É muito mais do que acreditar numa realização possível, é sair do campo
da imaginação e passar para o campo da ação. Todas as pessoas são capazes de realizar algo em suas
vidas, basta que saibam o que desejam e trabalhem para isso.

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1. Leia os textos a seguir, reflita e faça anotações de pontos importantes em seu caderno.

Texto 2: Diálogo interior


É no seu mundo interior que se encontra a principal matéria-prima para realizar. Num diálogo interior,
você toma a palavra para dirigir-se a si mesmo: A deliberação interior, o debate consigo mesmo é um
dos recursos mais importantes para mudar a si mesmo, ponderar sobre o curso do próprio destino. (…)
Como são frequentes as ocasiões em que a pessoa dialoga consigo mesma! Quantas vezes nos en-
contramos diante de uma decisão a tomar e avaliamos, dentro de nós mesmos, os prós e os contras!
Quantas vezes discordamos de nós mesmos, a ponto de sentirmos que um conflito se instala dentro de
nós, e nos leva a discussões incessantes entre “mim” e “eu mesmo”! É assim que nos transformamos, em
consequência desse diálogo interior. O poder de mudança da palavra se aplica não somente às pessoas
a quem nos dirigimos, mas igualmente a nós mesmos como destinatários particulares de nossa própria
palavra.
Esse diálogo interior, essa palavra autodirigida, nunca são tão visíveis quanto no momento de tomar
uma decisão. Há diferentes métodos para fazer isso, é claro. A gente pode, por exemplo, de uma manei-
ra arcaica, entregar-se ao “destino”, ou à interpretação de “sinais” que indicariam que é melhor ir numa
direção e não em outra. Também podemos deixar as coisas acontecerem e seguir a inclinação que os
eventos indicam – o que é uma variante do “fatalismo” e do “arcaísmo”. Podemos racionalizar tudo isso e
fazer de conta que acreditamos em nossa “estrela da sorte, ou ainda dizer a nós mesmos que, de qual-
quer maneira, seja o que for que fizermos, não vai acontecer coisíssima nenhuma. Mas também pode-
mos romper com a passividade, passar para o lado da ação e “tomar a palavra” em seu
foro interior, escutar as diferentes vozes dentro de nós, ponderar, dizer em silêncio os nossos prós e
contras. Nosso interior é preenchido de palavras, até que a palavra justa alimente a decisão que é então
tomada e se impõe como tal.
BRETON, Philippe. Un opérateur de l’action. Éloge de la parole. Paris: La Découverte, 2003. p. 78 e 79

Texto 3: Pensamento e opinião


As trocas humanas abrem os olhos para novas possibilidades, apoio, necessidade de correções e adap-
tações – com a condição que as pessoas não se agarrem com unhas e dentes a suas opiniões.
Pode-se dizer que opinião é o pensamento antes do raciocínio. Um material ainda bruto, desordenado,
sem estrutura, um aglomerado de ideias que não passaram pelo crivo da crítica.
(...) Não reivindico a liberdade de opinião. Exprimir certas opiniões em público é, com justiça, proibido
por lei, como no caso das opiniões racistas ou discriminatórias. Mas defendo a liberdade de raciocinar
e argumentar sobre todas as opiniões.
(...) O exercício do pensamento serve para dar precisão ao nosso olhar sobre a realidade. No início, só
temos informações parciais, mais ou menos coerentes. Elas nos permitem formar uma “opinião”. Mas
isso nada mais é do que um jeito de disfarçar nossa falta de entendimento.
(...) Muitas vezes nos “abrigamos” por trás do pensamento da maioria, como se o fato de ser uma opinião
de maioria nos influenciasse. Nós pertencemos à comunidade humana. Essa inserção no tecido das
relações humanas é que torna tão forte a ideia amplamente compartilhada. Ela chega a cada um por
muitos canais diferentes, o que dificulta o exercício da crítica. É assim que nascem e se espalham os
rumores. E aí vem uma espécie de preguiça de refletir e criticar. É tão mais fácil abrigar-se no confor-
mismo das ideias da quase unanimidade... É preciso aprender a não se contentar com esse “sono” da
inteligência. Isso se aprende, principalmente na escola. É preciso que a escola insista na necessidade
de desconfiar da uniformidade, e mais ainda dos movimentos de multidões pelos quais é tão fácil e ten-
tador se deixar levar.
ALBERT, Jacquard. Opinion. Nouvelle petite philosophie. Paris: Stock, 2005. p. 165-168.

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Texto 4: Determinação, convicção, persistência
É com uma disposição correta para ir adiante com sabedoria e munido dos dados e recursos necessá-
rios que a realização acontece.
“Determinar” é deixar claros quais são os elementos de uma situação, coisa ou acontecimento. A pala-
vra determinação vem de determinare, “chegar ao fim”, e se usa no sentido de “estabelecer limites”. Uma
pessoa determinada é aquela que chega ao fim do que ela mesma delimitou. A determinação está ligada
ao indivíduo, que é quem escolhe a ação, o projeto que vai realizar e o resultado que espera alcançar.
Os fatores externos também pesam e podem mudar muita coisa, mas o que faz a grande diferença é a
posição do indivíduo.
Quando uma pessoa determina que vai tingir seu cabelo de vermelho, por exemplo, ela considera que
essa é a melhor decisão, porque combina com a cor de sua pele ou está mais de acordo com seu gosto.
Esse tipo de determinação não exige que se pense muito. Outras determinações, porém, exigem tempo
e reflexão cuidadosa antes de serem definidas.
Determinação não é esperança ou vontade: é uma escolha de seguir em uma direção. Para determinar-se,
a pessoa precisa ter metas claras, convicção de que irá alcançá-las, disposição para procurar os re-
cursos e fazer os esforços necessários para isso. Quem não tem metas não pode ser determinado, pois
não sabe o que quer alcançar ou onde quer chegar. E mais: quem tem determinação consegue persistir
quando as coisas não saem exatamente como estavam previstas.
Metas, força interior (convicção) e confiança de que o que se deseja será alcançado – a combinação
dessas coisas é que gera determinação. Sem força e confiança, as metas não se realizam; com força e
confiança, mas sem metas, a pessoa fica na intenção e na esperança.

Então, estudante, espera-se que você tenha refletido durante a leitura dos textos e anotado pontos
que chamaram a sua atenção. Na próxima aula você vai pensar em realizações de um modo prático.
Até a próxima!

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SEMANA 5

UNIDADE(S) TEMÁTICA(S):
Competências para o Século XXI.

OBJETO(S) DE CONHECIMENTO:
Autogestão, autoconhecimento, autonomia.

HABILIDADE(S):
Identificar os elementos essenciais para viabilizar uma realização.

CONTEÚDOS RELACIONADOS:
Identidade, interação social, respeito.

INTERDISCIPLINARIDADE:
Ciências Humanas: Identidade, relações sociais;
Habilidades socioemocionais: Autodeterminação, autoconhecimento, planejamento.

TEMA: SIM, EU SOU CAPAZ – PARTE 2


Caro(a) estudante, nesta semana você vai aprofundar o entendimento sobre a capacidade que as pes-
soas possuem para a realização de algo.
RECAPITULANDO
Na últimasemana, você começou a identificar os caminhos que tornam uma realização viável, reconhe-
cendo a importância da disposição pessoal e determinação para atingir o que se quer, a partir da leitura
e reflexão de alguns textos.

ATIVIDADES
Você já recebeu algum conselho ou já aconselhou alguém? Como foi para você passar por essa expe-
riência? Por muitas vezes, o que as pessoas precisam é de um conselho, de uma orientação, ou mesmo
de uma palavra de confiança e força para seguir. A expressão “Sim, eu sou capaz” precisa, cada vez
mais, fazer parte do vocabulário das pessoas, pois é fundamental acreditar em si. Para além da crença
no seu próprio potencial, é necessário estar aberto a receber ou oferecer opiniões que possam contri-
buir ainda mais com a ação de cada um.

1 – A partir das reflexões que você vem construindo, tem elementos para fazer uma síntese em forma
de conselhos para realizar. E tem outra fonte importantíssima de referência que merece ser lembrada
e utilizada: os exemplos de pessoas que você conhece (ou de quem ouviu falar) que demonstraram
capacidade de realizar. Pense nessas pessoas e em suas realizações, por mais simples que sejam,
e procure extrair daí mais alguns elementos para escrever seus “10 conselhos para realizar”. Estes
conselhos podem ser escritos como se fosse para você mesmo ou para outra pessoa que necessite
de bons conselhos para que consigam realizar o que desejam. Liste abaixo os seus 10 conselhos:

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10 CONSELHOS PARA REALIZAR

1–

2–

3–

4–

5–

6–

7–

8–

9–

10 –

40
2 - Desenhe um caminho que represente sua vida e uma estrela que brilha para ilustrar suas aspirações.
Desenhe você mesmo nesse caminho. Está longe ou perto da estrela? Trabalhe sua imagem como
você sente, encontrando soluções para os obstáculos. Você pode desenhar ou, se possível, colar
figuras recortadas de revistas e jornais antigos para reforçar o que quer expressar. Escreva ao redor
ou no verso da folha afirmações positivas para si mesmo.

41
3 – Imagine que você tem 99 anos e vai festejar seu 100° aniversário em um lugar tranquilo; imagine
que você está contente com o caminho que percorreu em sua vida. Escreva alguns pensamentos que
passam pela cabeça desse “você” com quase 100 anos. Termine escrevendo alguma coisa que poderia
fazer hoje para chegar aos 100 anos como imaginou no início do exercício.

Então, estudante, o que achou das atividades da semana? É muito importante ter autoconfiança e
autodeterminação para conseguir realizar o que se deseja. Nunca esqueça que sim, você é capaz!
Siga em frente!

REFERÊNCIAS
ALBERT, Jacquard. Opinion. Nouvelle petite philosophie. Paris: Stock, 2005. p. 165-168.
BRETON, Philippe. Un opérateur de l’action. Éloge de la parole. Paris: La Découverte, 2003. p. 78 et 79.
CHIP, Heath. Gente que resolve: Como fazer as melhores escolhas em qualquer momento da sua
vida. Tradução Cristina Yamagami. 1.ed. São Paulo: Saraiva, 2014. p. 54.
Instituto de Corresponsabilidade pela Educação. Material do Educador: Aulas de Projeto de Vida.
1º Série do Ensino Médio. 1ª Edição. Recife. 2016. p. 1 a 392.
MACHADO, Antonio. Poesías. completas. Proverbios y cantares, XXIX. Edição eletrônica Kindle (2011).
RAMSEY, Dave. Líder empreendedor. Tradução Ivar Panazzolo Júnior. São Paulo: Novo Conceito Edi-
tora, 2014. p.97.
VILELA, Virgílio Vasconcelos. Aladim e a lâmpada maravilhosa 2001 - Um gênio diferente, um final
surpreendente. Disponível em: <http://www.possibilidades.com.br/parábolas/aladim2001.asp>.
Acesso em: Agosto de 2014.

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SEMANA 6

UNIDADE(S) TEMÁTICA(S):
Competências para o Século XXI.

OBJETO(S) DE CONHECIMENTO:
Autonomia, autogestão e resiliência.

HABILIDADE(S):
Reconhecer que o ser humano é um ser em permanente processo de transformação.

CONTEÚDOS RELACIONADOS:
Identidade, desenvolvimento pessoal e evolução humana.

INTERDISCIPLINARIDADE:
Ciências Humanas e sua Tecnologias: Cidadania, a Guerra do Vietnã, liberdade de expressão, agricultura de
subsistência e mudanças climáticas;
Ciências da Natureza e suas Tecnologias: Nutrição Humana, plantas medicinais, recursos naturais e armas
químicas;
Linguagens, Códigos e suas Tecnologias: Utensílios e vestimentas humanas, Idiomas e dialetos.
Habilidades Socioemocionais: Perseverança, determinação, resiliência.

TEMA: OUSE SER VOCÊ MESMO!


Caro (a) estudante, nesta semana você vai refletir sobre a importância de se conhecer bem, saber das
suas limitações e das suas potencialidades e a valorização da sua trajetória de vida, ou seja, o que você
conquistou até aqui, tendo em vista que é preciso valorizar quem é e utilizar estas habilidades impres-
cindíveis para o acesso ao seu próprio potencial e à compreensão do que você pode desenvolver.
RECAPITULANDO
Nas últimas semanas você identificou os caminhos que tornam uma realização viável, reconhecendo a
importância da disposição pessoal e determinação para atingir o que se quer e aprofundou o entendi-
mento sobre a capacidade que as pessoas possuem para a realização de algo.

ATIVIDADES
Você se lembra dos planos para o futuro que fazia durante a infância? É provável que nessa época os seus
planos fossem tomar banho e ir para escola, jogar bola com os amigos e/ou assistir desenho. Era ser,
numa única tarde, muitas coisas, como médico, detetive e policial, sem cobrança alguma. Agora, sendo
esse (a) jovem que você se tornou, quais os seus planos e sonhos? Será que eles foram guardados numa
caixinha ou estão sendo vividos por você?
É provável que alguns sonhos e planos tenham se transformado, mudado ou, simplesmente, perdido o
seu sentido. É natural isso acontecer, pois somos seres humanos em constante transformação. Você
já ouviu falar que o ser humano é inacabado? Pois bem, considere que o ser humano e a vida podem se
transformar. Isso permite assumir parte da responsabilidade na busca do próprio crescimento pessoal.
Você já parou para pensar que nunca é tarde para aprender e na importância de acreditar mais em você
mesmo? É sobre isso que essa aula vai tratar.

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1 – Sabendo que o ser humano está em evolução permanente enquanto indivíduo, sociedade e espécie.
Leia a notícia a seguir e responda o que se pede:

Texto 1
Pai e filho desaparecidos há 40 anos são encontrados vivendo em floresta (08 de agosto de
2013).
Ho Van Thanh, 82 anos, fugiu com seu filho após uma explosão que matou o resto de sua família.
Autoridades vietnamitas encontraram nesta quarta-feira um homem e seu filho que estavam de-
saparecidos há 40 anos. Ho Van Thanh, 82 anos, sumiu durante a Guerra do Vietnã com seu filho
bebê, Ho Van Lang, hoje com 41 anos, e os dois viveram desde então em uma floresta na província
de Quang Ngai.
Segundo o site vietnamita TuoiTrenews, eles sobreviveram comendo frutas, mandioca e milho, que
eles plantavam. Os dois usavam apenas tangas feitas a partir de cascas e tinham construído uma
casa em uma árvore.
De acordo com o site, moradores locais que visitaram a floresta alertaram as autoridades sobre
a aparição de dois “selvagens” de gestos estranhos. A polícia então montou um time de busca e,
após cinco horas, encontrou pai e filho dentro de uma pequena cabana em cima de galhos de uma
grande árvore.
Devido ao isolamento, eles falavam apenas poucas palavras da etnia Kor, minoritária no Vietnã. Eles
foram levados para um hospital local, onde receberam tratamento médico.
Após uma investigação, descobriu-se que Thanh vivia uma vida normal na comunidade Tra Kem
Hamlet quando, há 40 anos, uma explosão matou sua mulher e dois outros filhos. Ele então teria
fugido com a criança sobrevivente, se refugiado na mata e evitado contato com outras pessoas.
Pai e filho desaparecidos há 40 anos são encontrados vivendo em floresta. Disponível em: <http://noticias.terra.com.br/mundo/
asia/pai-e-filho-desaparecidos-ha-40-anos-sao-encontrados-vivendo-em-floresta,5a2b724218d50410VgnVCM3000009acceb0aRC
RD.html>. Acesso em abril de 2014.

a) O que você pensa sobre a vida que Ho Van Thanh e Ho Van Lang viveram durante os 40 anos
que passaram desaparecidos?

44
Para REFLETIR:
Ouse ser você mesmo (a):
-Permita conhecer tudo o que lhe rodeia, sem preconceitos;
-Faça o possível para tornar seus sonhos uma realidade, não tenha medo de fracassar ou de errar;
-Não queira ser a pessoa perfeita. Isso não existe;
-Rodeie-se de pessoas que o (a) motivem, mas não renuncie um tempo de relacionamento com
você mesmo (a);
-Execute os seus planos, assumindo total responsabilidade pela sua felicidade;
-Confie no seu potencial para fazer as coisas acontecerem.

2 - Apesar de debilitado, é surpreendente que Ho Van Thanh sobreviveu por tanto tempo na floresta
e buscou maneiras de cuidar do próprio filho. Durante os 40 anos que viveu na floresta, pai e filho
fabricaram suas próprias roupas e ferramentas, plantavam os próprios alimentos que comiam. Isso
demonstra o quanto eles organizaram sua forma de vida. Contudo, você já parou para pensar nos
diversos desafios que encontraram para sobreviver durante esses anos? Sobre isso, responda:
a) O que você imagina que eles tiveram que aprender para não morrerem na floresta?

b) Converse com alguém sobre essa história e reforce como tudo o que aprenderam contribui
para a transformação e sobrevivência deles.

c) Como você visualiza a vida de Ho Van Thanh e Ho Van Lang daqui a cinco anos?

45
3 – Agora, sabendo que cada pessoa é um ser em construção, em processo de evolução permanente
enquanto indivíduo, comente a afirmação: “aprender se torna um passo importante para poder
crescer”:

4 - Um desafio: que tal fazer um exercício de se observar diante de um espelho para refletir sobre
quem é você, e lembrar das suas potencialidades? Busque nesse exercício ter uma percepção melhor
sobre si mesmo, sobre suas qualidades e como elas fazem com que você seja uma pessoa única.

Então, estudante, o que achou da semana? Espera-se que você tenha refletido sobre como o ser huma-
no está em constante evolução e mudança e que isto faz parte da caminhada rumo à realização do seu
Projeto de Vida. Ouse ser você mesmo, se conhecendo bem, valorizando quem você é! Até a próxima

46
SEMANAS 7 E 8

UNIDADE(S) TEMÁTICA(S):
Competências para o Século XXI.

OBJETO(S) DE CONHECIMENTO:
Autogestão, autonomia e compromisso.

HABILIDADE(S):
Estabelecer compromisso com a realização do próprio Projeto de Vida e iniciar a sua construção.

CONTEÚDOS RELACIONADOS:
Sociedade, empreendedorismo, qualificação profissional, mercado de trabalho.

INTERDISCIPLINARIDADE:
Ciências Humanas e suas Tecnologias: Participação e papel social, cidadania, capitalismo, liberdade de
expressão.
Ciências da Natureza e suas Tecnologias: Metabolismo, hereditariedade, variabilidade genética, anatomia
humana.
Habilidades Socioemocionais: Otimismo, iniciativa e proatividade.

TEMA: AÇÃO! SOU O SUJEITO DA MINHA PRÓPRIA VIDA. – PARTE 1.


Caro (a) estudante, nesta semana você vai começar a refletir sobre sua ação, para que você participe da
vida em sociedade como Protagonista, ou seja, ciente das competências necessárias para a concreti-
zação de seu Projeto de Vida.
RECAPITULANDO
Olá, estudante. Na última semana, você refletiu sobre a constante evolução do ser humano, o seu ina-
cabamento, capacidade de aprender e ser resiliente diante dos desafios da vida. Você lembra da his-
tória de Van Ho Van Thanh, que sumiu durante a Guerra do Vietnã com seu filho bebê, Ho Van Lang?
A história deles foi um exemplo para todos nós, não é mesmo? Por meio dela aprendeu sobre a impor-
tância de confiar em si próprio, não ter medo de fracassar e ser você mesmo (a) na construção do seu
Projeto de Vida.

ATIVIDADES
Ao refletir sobre quem você é hoje, inevitavelmente reflete sobre quem você já foi um dia, não é ver-
dade? É provável que alguns pensamentos que você tinha no passado tenham mudado com o passar
do tempo, e tudo bem, pois como você já sabe, isso faz parte do processo de evolução do ser humano.
As mudanças físicas, emocionais e biológicas são inevitáveis. Tudo pode acontecer de um dia para o
outro, não é mesmo? Pessoas sofrem acidentes, outras morrem, muitas outras nascem, e assim o ciclo
da vida vai sendo desenhado. No meio de todas as transformações que acontecem, existem os sonhos
e as ações que cada um executa visando sua realização. Você já pensou o quanto você age de acordo
com os seus propósitos de vida? O que o (a) motiva a continuar agindo de acordo com o seu Projeto de
Vida? É sobre isso que essa aula irá tratar.

47
1 - A seguir encontra-se uma reportagem de jornal que aborda a atitude das pessoas por meio dos
seus Projetos de Vida. leia o texto e perceba os propósitos de cada entrevistado sobre o curso que
escolheram fazer.

Texto 1 - Mercado para deficiente visual


O Senac oferece cursos profissionalizantes gratuitos em várias áreas, com apoio da Associação de Ce-
gos, criando oportunidade de emprego ou negócio.
Os deficientes visuais descobriram as mãos como porta de entrada para o mercado de trabalho: a pro-
fissão de massoterapeuta. Uma parceria da Associação Pernambucana de Cegos (Apac) com o Servi-
ço Nacional do Comércio (Senac) oferece cursos gratuitos profissionalizantes em várias áreas, entre
elas cuidados pessoais, para os associados da entidade. Após o treinamento, os participantes do curso
entram num banco de talentos e podem trabalhar como autônomos, para aliviar o estresse dos traba-
lhadores de empresas públicas e privadas. Outros abrem o próprio negócio e fazem atendimentos em
domicílio, uma forma de garantir uma renda extra.
Antes de perder completamente a visão, Célia de Santana, 48 anos, foi operária numa fábrica. Depois
trabalhou como vendedora. “Quando perdi a visão com 22 anos, eu fiquei desnorteada. Não conseguia
trabalho. Então resolvi estudar e fazer alguns cursos”, conta. Ela aproveitou a oportunidade e se formou
em massoterapia. Tomou gosto pela profissão. Hoje comemora a agenda cheia de clientes: “A gente
acorda de manhã e sabe que vai trabalhar. Para nós deficientes é muito edificante. Tenho clientes todos
os dias”.
As mãos milagrosas de Célia aliviam o estresse dos funcionários da Caixa Econômica Federal e do Ban-
co do Brasil. Os dois bancos firmaram convênios com a Associação Pernambucana de Cegos para abrir
um espaço de trabalho para os deficientes visuais. A economista Daiane Borges, 33 anos, gerente pes-
soa jurídica da Caixa, é uma das clientes que relaxa a tensão com a aplicação de shiatsu. “A gente só
percebe a tensão quando se senta aqui. Nos dias em que eu faço shiatsu fico mais tranquila. Melhora a
minha concentração e o meu rendimento”.
Os deficientes visuais José Soares da Silva Filho, 65 anos, e Paulo Guilherme de Souza, 61 anos, são apo-
sentados e resolveram fazer o curso de massoterapia para ter uma nova profissão. “Hoje eu tenho um
novo projeto de vida. Quero me formar e abrir o meu próprio espaço de atendimento”, planeja Soares.
Paulo também faz planos. “Estou fora do mercado de trabalho porque existe a discriminação da defi-
ciência visual e da idade. Com o curso posso trabalhar como autônomo”.
Danilo Borba, instrutor do curso de massoterapia do Senac, explica que os deficientes visuais têm um
diferencial no ofício: tato aguçado com maior concentração. Segundo ele, além de aprender as técni-
cas de massagens (shiatsu, reflexologia, sueca, drenagem linfática), os estudantes recebem noções
de ergonomia, biossegurança e ambiente de trabalho. “Muitos saem daqui e montam um negócio e têm
uma fonte de renda”.
Coordenador do programa de qualificação da Apac, Daniel Correia diz que estão programados novos
cursos profissionalizantes gratuitos e do Pronatec com o Senac. Entre eles, o de informática básica
para os deficientes visuais. Uma exigência do mercado de trabalho. Mais de 200 deficientes visuais já
foram formados no curso de cuidados pessoais.
FALCÃO, Rosa. Mercado para deficiente visual. Disponível em: < http://publica.impresso.diariodepernambuco.com.br/ page,229,43.
html?i=97394&meta_type=da_impresso&id_content=2879036&schema=da_impresso_130686904244>. Acesso em setembro de 2014.
Texto adaptado.

48
a) Você concorda que ter um propósito de vida leva as pessoas a entenderem as suas moti-
vações e agirem de acordo com o que querem? Explique o que pensa sobre isso tomando
como exemplo o seu propósito de vida.

b) De acordo com o seu propósito de vida, reflita o quanto você tem que agir na sua direção e
escreva o que pode fazer para manter-se motivado diante do que acredita?

É necessário pensar sobre os objetivos de vida que cada um possui. O desejo de mudar de vida parte do
sonho de cada pessoa. Fazendo uma reflexão mais ampliada acerca do que motiva os seres humanos
a agirem e continuarem algum projeto de vida iniciado, são encontradas várias possibilidades, porém,
algo em comum entre todos é a motivação que leva alguns a continuarem seus projetos.

Vale a pena ASSISTIR


O filme Um ato de coragem (USA-2002), drama estrelado por duas vezes
vencedor do Oscar, Denzel Washington, conta a história de um pai que se
vê desesperado ao saber que seu filho foi diagnosticado com uma doen-
ça que precisa de transplante - cardiomegalia - mas o plano de saúde
não cobre as despesas hospitalares. A trama chega ao seu ponto máximo
quando John Quincy Archibald (Denzel), decide tomar o hospital cheio de
pacientes como refém, na esperança que seu filho pudesse ser incluído
na lista de transplantes de imediato. É um filme onde o personagem prin-
cipal se vê forçado a agir de acordo com suas necessidades, sem pensar
muito sobre a repercussão e consequência dos atos.
Assista em: https://www.youtube.com/watch?v=WKqsiHcTyVc. Acesso
em fevereiro de 2021.

Então, estudante, o que achou das semanas? Espera-se que você tenha refletido sobre o que leva as pes-
soas a agirem em suas vidas para a realização de seus projetos e sonhos. Na próxima aula, você vai conti-
nuar a pensar sobre a importância de ser o agente transformador da sua própria história. Até a próxima!

49
SEMANA 9

UNIDADE(S) TEMÁTICA(S):
Competências para o Século XXI.

OBJETO(S) DE CONHECIMENTO:
Autogestão, autonomia e compromisso.

HABILIDADE(S):
Estabelecer compromisso com a realização do próprio Projeto de Vida e iniciar a sua construção.

CONTEÚDOS RELACIONADOS:
O poder da mente, Protagonismo.

INTERDISCIPLINARIDADE:
Ciências Humanas e suas Tecnologias: Participação e papel social, cidadania, capitalismo, liberdade de
expressão.
Ciências da Natureza e suas Tecnologias: Metabolismo, hereditariedade, variabilidade genética, anatomia
humana.
Habilidades Socioemocionais: Otimismo, iniciativa e proatividade.

TEMA: AÇÃO! SOU O SUJEITO DA MINHA PRÓPRIA VIDA. – PARTE 2.


Caro (a) estudante, nesta semana você vai continuar a refletir sobre a importância das suas ações e a
valorização do seu sonho como motivador para que seja sujeito da sua própria vida. Vai entender tam-
bém como você é responsável pelas decisões e ações que toma em sua vida, sem perder a motivação
em ser o Protagonista do seu Projeto de Vida.
RECAPITULANDO
Na última semana, você começou a refletir sobre as razões e propósitos de vida das pessoas e como
isso é refletido nas suas ações. Você está lembrado da reportagem do jornal que falava sobre como
pessoas com deficiência visual ressignificaram suas ações a partir do que acreditavam? É a partir da
motivação de cada pessoa em realizar o seu Projeto de Vida que elas agem no intuito de realizar os seus
sonhos e mudar a sua realidade.

ATIVIDADES
Cada ser humano é responsável por suas atitudes, escolhas e pelas consequências que cada uma delas
traz consigo, certo? Por esse motivo, é necessário ter consciência sobre o agir, o que exige autoconhe-
cimento. Durante o desenvolvimento das aulas de Projeto de Vida, você vem realizando muitas leituras,
atividades e reflexões que permitem que se conheça melhor a cada dia. Ao se enxergar como o sujeito
da sua própria vida, você precisa organizar bem as suas ações, pois são elas que farão você chegar cada
vez mais perto da realização do seu sonho.
Para muitos, escolher o curso da ação e seguir em frente para atingir seus objetivos não é tão difícil.
Contudo, neste caminho, é essencial não deixar se levar pela influência das pessoas. As vitórias e con-
quistas perderão totalmente o brilho se elas forem alcançadas em detrimento do bem-estar do outro.
É importante pensar antes de agir e é primordial saber valorizar o esforço, independentemente do re-
sultado obtido, derrota ou fracasso.

50
1 – Na sequência você fará a leitura de um trecho do livro “A coragem de ser imperfeito”, de Brené
Brown e da letra da música do duo de noruegueses Nico and Vinz. Se possível, escute a música.

Texto 1:
“Quando passamos uma existência inteira esperando até nos tornarmos à prova de bala ou perfeitos
para entrar no jogo, para entrar na arena da vida, sacrificamos relacionamentos e oportunidades que
podem ser irrecuperáveis, desperdiçamos nosso tempo precioso e viramos as costas para os talentos,
aquelas contribuições exclusivas que só nós mesmos podemos dar.
Ser “perfeito” e “à prova de bala” são conceitos bastante sedutores, mas que não existem na realidade
humana. Devemos respirar fundo e entrar na arena, qualquer que seja ela: um novo relacionamento, um
encontro importante, uma conversa difícil em família ou uma contribuição criativa. Em vez de nos sen-
tarmos à beira do caminho e vivermos de julgamentos e críticas, nós devemos ousar aparecer e deixar
que nos vejam. Isso é uma vulnerabilidade. Isso é a coragem de ser imperfeito. Isso é viver com ousadia.”
BROWN, Brené. A coragem de ser imperfeito. Rio de Janeiro: Sextante, 2013. p. 10.

Texto 2:
Am I Wrong? - Nico and Vinz4 Estou errado? (Tradução)

Am I wrong for thinking out the box Estou errado por pensar diferente dos outros
From where I stay? De onde eu venho?
Am I wrong for saying that I choose another way? Eu estou errado por dizer que escolho outro caminho?
I ain’t trying to do what everybody else doing Eu não estou tentando fazer o que todo mundo faz
Just cause everybody doing what they all do Só porque todos fazem a mesma coisa
If one thing I know, I’ll fall but I’ll grow Uma coisa eu sei, irei cair, mas eu vou crescer
I’m walking down this road of mine Eu estou andando por este caminho que é meu
This road that I call home Esta estrada que eu chamo de casa

So am I wrong? Então estou errado?


For thinking that we could be something for real? Por pensar que poderíamos ser algo de verdade?
Now am I wrong? Agora estou errado?
For trying to reach the things that I can’t see? Por tentar alcançar as coisas que eu não posso ver?
But that’s just how I feel Mas isso é apenas o que eu sinto
That’s just how I feel É assim que eu me sinto
That’s just how I feel É assim que eu me sinto
Trying to reach the things that I can’t see Tentando alcançar as coisas que eu não posso ver

Am I tripping for having a vision? Estou viajando por ter uma visão?
My prediction: I’ma be on the top of the world Minha previsão: Eu vou estar no topo do mundo
Walk your walk and don’t look back Siga seu caminho e não olhe para trás
Always do what you decide Sempre faça o que você decidir
Don’t let them control your life, that’s just how I feel Fight Não deixe que controlem sua vida, é assim que eu me sinto
for yours and don’t let go Lute pelos seus e não os deixe ir
Don’t let them compare you, no Não deixe que te comparem, não
Don’t worry, you’re not alone, that’s just how we feel Não esquenta, você não está só, é assim que nos sentimos

Am I wrong? (Am I wrong?) Estou errado? (Estou errado?)


For thinking that we could be something for real? Por pensar que poderíamos ser algo de verdade?
(Oh yeah yeahyeah) (Oh yeahyeahyeah)
Now am I wrong? Agora estou errado?
For trying to reach the things that I can’t see? Por tentar alcançar as coisas que eu não posso ver?

(Oh yeah yeahyeah) (Oh yeahyeahyeah)


But that’s just how I feel Mas isso é apenas o que eu sinto
That’s just how I feel É assim que eu me sinto
That’s just how I feel É assim que eu me sinto
Trying to reach the things that I can’t see Tentando alcançar as coisas que eu não posso ver

51
If you tell me I’m wrong, wrong Se você me disser que eu estou errado, errado
I don’t wanna be right, right Eu não quero estar certo, certo
If you tell me I’m wrong, wrong Se você me disser que eu estou errado, errado
I don’t wanna be right Eu não quero ter razão
If you tell me I’m wrong, wrong Se você me disser que eu estou errado, errado
I don’t wanna be right, right Eu não quero estar certo, certo
If you tell me I’m wrong, wrong Se você me disser que eu estou errado, errado
I don’t wanna be right Eu não quero ter razão

Am I wrong? Estou errado?


For thinking that we could be something for real? Por pensar que poderíamos ser algo de verdade?
Now am I wrong? Agora estou errado?
For trying to reach the things that I can’t see? Por tentar alcançar as coisas que eu não posso ver? Mas
But that’s just how I feel isso é apenas o que eu sinto
That’s just how I feel É assim que eu me sinto
That’s just how I feel É assim que eu me sinto
Trying to reach the things that I can’t see Tentando alcançar as coisas que eu não posso ver
Então estou errado? (Estou errado?)
So am I wrong? (Am I wrong?) Por pensar que poderíamos ser algo de verdade?
For thinking that we could be something for real? (Oh yeahyeahyeah)
(Oh yeah yeahyeah) Agora estou errado? (Estou errado?)
Now am I wrong? (Am I wrong?) Por tentar alcançar as coisas que eu não posso ver?
For trying to reach the things that I can’t see? (Oh yeahyeahyeah)
(Oh yeah yeahyeah) Mas isso é apenas o que eu sinto
But that’s just how I feel É assim que eu me sinto
That’s just how I feel That’s just how I feel É assim que eu me sinto
Trying to reach the things that I can’t see Tentando alcançar as coisas que eu não posso ver

W. Larsen; N. Sereba; V.Dery. Am I wrong? (In) Nico and Vinz: Am I wrong.EMI, 2014.Disponível em: <https://www.vagalume.com.br/nico-
vinz/am-i-wrong-traducao.html#ixzz3AmetlujX>. Acesso em: agosto de 2014.

a) Que relação é possível estabelecer entre a música e o que foi dito no trecho do livro de Bre-
né Brown? Para ajudá-lo (a) a estabelecer as relações, comece verificando se as ideias são
convergentes ou divergentes. Explique e dê exemplos que confirmem sua opinião.

b) Que tipo de pessoa a música descreve e qual o conflito que ela enfrenta? Dê exemplos que
atestam algumas características da pessoa que se pergunta sobre estar ou não errada.

52
c) Você se identifica com ela, como? Que característica da pessoa da música você tem, ou
gostaria de ter para melhorar nessa questão do agir em busca de seus objetivos?

Vale a pena ASSISTIR


Alinhado com a ideia de não esperar que os outros façam por você - pois
só cada pessoa deve saber o que é melhor para si mesma - e com ou-
tras questões das relações humanas, como: autonomia, construção da
sua visão de mundo, ajuda ao próximo e escolhas e decisões, O fabuloso
destino de Amélie Poulain, filme francês de 2001, nos oferece uma co-
movente história de perseverança, amor e obstinação. A comédia, es-
trelada por Audrey Tautu, conta a história de Amélie, uma menina que
cresce isolada das outras crianças, por seu pai achar que ela possui uma
anomalia no coração. Sem ter doença nenhuma, sua infância e a mor-
te de sua mãe influenciariam a forma com que ela se relacionaria com
as pessoas mais tarde, e, ao tornar-se adulta, Amelie decide que é hora
de morar sozinha no subúrbio parisiense de Montmartre. A trama segue
um rumo divertido e comovente, quando ela encontra no banheiro do
seu apartamento uma caixinha com brinquedos e figurinhas pertencen-
tes ao antigo morador do local, Dominique. Ela decide procurá-lo e en-
tregar o pertence, anonimamente. Ao notar que ele chora de alegria ao
reaver o seu objeto, a moça fica impressionada e remodela a sua visão do
mundo. Resolve realizar pequenos gestos a fim de ajudar e tornar mais
felizes as pessoas ao seu redor, ganhando assim um novo sentido para a
sua existência. Numa destas pequenas grandes ações, ela encontra um
homem. E então o seu destino muda para sempre. Assista em: https://
www.youtube.com/watch?v=NCQ26yX700o&list=PLRzDFu1O6cUyQu-
PPXCHtHAePn6BRc6RGV&index=1 Acesso em fevereiro de 2021.

Então, estudante, espera-se que você tenha compreendido que é preciso ter consciência do seu papel
social e se responsabilizar pela consequência dos seus atos. É muito importante se planejar, buscar
alternativas e se informar, não se boicotar, refletir sobre os melhores caminhos para agir em benefício
próprio, sem perder de vista a preocupação com a construção do seu Projeto de Vida. Até a próxima!

53
SEMANA 10

UNIDADE(S) TEMÁTICA(S):
Competências para o Século XXI.

OBJETO(S) DE CONHECIMENTO:
Autogestão, compromisso e resiliência.

HABILIDADE(S):
Compreender a relação existente entre Projeto de Vida, plenitude e sonhos.

CONTEÚDOS RELACIONADOS:
Felicidade, autodesenvolvimento e visão de futuro.

INTERDISCIPLINARIDADE:
Ciências Humanas e suas Tecnologias: Participação e papel social.
Linguagens, códigos e suas tecnologias: Gêneros textuais, tipos de textos.
Habilidades socioemocionais: Coragem, determinação e perseverança.

TEMA: MANTENHA A ESPERANÇA SEMPRE VIVA.


Caro (a) estudante, nesta semana você vai refletir sobre todo o caminho percorrido até aqui nas aulas
de Projeto de Vida, com a expectativa de que você tenha se conhecido melhor, entendido o porquê de
se construir um Projeto de Vida, e definido, assim, alguns propósitos de vida a serem seguidos e desen-
volvidos com esperança.
RECAPITULANDO
Nas últimas semanas, você pensou sobre as ações necessárias para se tornar um sujeito ativo de sua
própria história, compreendendo que as pessoas passam por constante evolução ao longo de sua vida e
que é necessário se responsabilizar pelos seus atos, assumindo o papel de Protagonista do seu Projeto
de Vida.

ATIVIDADES
Estudante, você chegou a última semana de Projeto de Vida do 1º ano do Ensino Médio. Foram muitas
descobertas sobre quem é você, muitas reflexões sobre suas características pessoais e que permiti-
ram aprofundar o pensamento sobre o seu sonho e a importância da construção do seu Projeto de Vida.
A partir de agora, uma nova fase se inicia e é importante que você mantenha os seus sonhos sempre
vivos, para dar continuidade à construção de seu Projeto de Vida que está apenas começando.

54
1 – Leia o texto a seguir e reflita sobre as afirmações na sequência:
A Criança e o sábio
Um dia uma criança chegou diante de um pensador e perguntou-lhe: “Que tamanho tem o universo?”
Acariciando a cabeça da criança, ele olhou para o infinito e respondeu: “O universo tem o tamanho do
seu mundo.”
Perturbada, ela novamente indagou: “Que tamanho tem o meu mundo?” O pensador respondeu: “Tem o
tamanho dos seus sonhos.”
Se os seus sonhos são pequenos, sua visão será pequena, suas metas serão limitadas, seus alvos serão
diminutos, sua estrada será estreita, sua capacidade de suportar as tormentas será frágil.
Shakespeare disse que “quando se avistam nuvens, os sábios vestem seus mantos”. Sim! A vida tem ine-
vitáveis tempestades. Quando elas sobrevivem, os sábios preparam seus mantos invisíveis: protegem
sua emoção usando sua inteligência como paredes e os seus sonhos como teto.
Os sonhos regam a existência com sentido. Se seus sonhos são frágeis, sua comida não terá sabor, suas
primaveras não terão flores, suas manhãs não terão orvalho, sua emoção não terá romances.
A presença dos sonhos transforma os miseráveis em reis, e a ausência dos sonhos transforma milioná-
rios em mendigos. A presença de sonhos faz de idosos, jovens, e a ausência de sonhos faz dos jovens,
idosos.
CURY. Augusto Jorge. Nunca desista dos seus sonhos. Rio de Janeiro: Sextante, 2004. p. 11.

a) Se os nossos sonhos são pequenos, nossas possibilidades de sucesso também são limitadas;
b) Os sonhos são como bússolas que indicam os caminhos que seguiremos e as metas que
queremos alcançar;
c) Desistir dos sonhos é “abrir mão” da felicidade, porque quem não persegue seus objetivos
está condenado a fracassar.

2 - Agora, leia as frases abaixo e complete os seus sentidos de acordo com o seu entendimento:
a) Gente que não tem nenhum sonho...

b) Gente que tem sonhos demais...

c) Gente que não tem sonho próprio...

55
d) Gente que tem sonho impossível...

e) Gente que tem sonho mas não sabe transformá-lo em Projeto de Vida...

f) Gente que não consegue transformar o Projeto de Vida em realidade...

3 – A felicidade é uma noção que varia de pessoa para pessoa. Ela pode adquirir formas diferentes
para cada um. Contudo, a felicidade perpassa quatro pontos comuns a todos:
• SER (a forma de felicidade em que é suficiente saber-se vivo, sentir-se e simplesmente
existir);
• TER (a felicidade de possuir ou desfrutar de algo);
• FAZER (a felicidade de conceber ou executar alguma coisa);
• PERTENCER (é a felicidade de viver no seio de um espaço, grupo e sentir-se amado).

A respeito da felicidade, qual o seu entendimento pessoal sobre cada um desses pontos?

4 – Como a felicidade não se encontra pronta, mas se constrói pouco a pouco, escreva em seu caderno
um texto dissertativo sobre como ela se relaciona com o seu Projeto de Vida e seus sonhos.

56
Para REFLETIR
A esperança
A esperança faz você acreditar. O entusiasmo faz você ir à luta e vencer. Não existe um sem o outro.
A esperança sem o entusiasmo ou o entusiasmo sem esperança é igual à planta que não recebe
adubo e nem água: suas folhas murcham e ela um dia morre. Então, é assim: tudo o que você espera
acontecer tem de ser aguardado com fé viva, isto é, com entusiasmo, senão a esperança vai embora
e nada acontece (...).
Sonhe sempre! Acreditem em si mesmos! Deixem que esses belos sentimentos aflorem e tomem
forma! E faça com que seu sonho mude sua realidade para melhor a cada dia de sua vida! Você verá
como você tem a capacidade de mudar um mundo inteiro… Apesar dos nossos defeitos, precisamos
enxergar que somos pérolas únicas no teatro da vida e entender que não existem pessoas de sucesso
ou pessoas fracassadas. “O que existe são pessoas que lutam pelos seus sonhos ou desistem deles”.
Embora a esperança não seja um sonho, mas uma maneira de traduzir os sonhos em realidade, como
alhures, dissera alguém; a verdade é que enquanto houver um sonho há uma esperança porque a
felicidade pertence àqueles que acreditam na beleza de seus sonhos. Por isso, seja sempre forte e
nunca perca a Esperança!
SOUZA, Eldes Ivan de. BJB News. Disponível em: <https://joaobosquo.blogspot.com/>. Acesso em: out/2013.

Estudante, sinta-se feliz por ter chegado até aqui e realizado tantas reflexões importantes sobre você
e seus sonhos. Você está fechando apenas o primeiro ciclo em relação à elaboração do seu Projeto de
Vida, que é o autoconhecimento. A partir de agora, outro ciclo se inicia, e você utilizará todos os co-
nhecimentos que adquiriu até aqui. Novos momentos de reflexão e ação irão começar, mas o primeiro
e mais importante passo você já deu. Siga em frente com a construção do seu Projeto de Vida e mante-
nha a esperança sempre viva em busca da realização de seus sonhos!

REFERÊNCIAS
BROWN, Brené. A coragem de ser imperfeito. Rio de Janeiro: Sextante, 2013. p. 10.
CURY. Augusto Jorge. Nunca desista dos seus sonhos. Rio de Janeiro: Sextante, 2004. p. 11.
FALCÃO, Rosa. Mercado para deficiente visual. Disponível em: <http://publica.impresso.diariodeper-
nambuco.com.br/ page,229,43.html?i=97394&meta_type=da_impresso&id_content=2879036&s-
chema=da_impresso_130686904244>. Acesso em setembro de 2014.
Instituto de Corresponsabilidade pela Educação. Material do Educador: Aulas de Projeto de Vida.
1º Série do Ensino Médio. 1ª Edição. Recife. 2016. p. 1 a 392.
Pai e filho desaparecidos há 40 anos são encontrados vivendo em floresta. Disponível em: <http://
noticias.terra.com.br/mundo/asia/pai-e-filho-desaparecidos-ha-40-anos-sao-encontrados-viven-
do-em-floresta,5a2b724218d50410VgnVCM3000009acceb0aRCRD.html>. Acesso em abril de 2014.
SOUZA, Eldes Ivan de. BJB News. Disponível em: <https://joaobosquo.blogspot.com/>. Acesso em:
out/2013.
W. Larsen; N. Sereba; V.Dery. Am I wrong? (In) Nico and Vinz: Am I wrong.EMI, 2014.Disponível em:
<https://www.vagalume.com.br/nico-vinz/am-i-wrong-traducao.html#ixzz3AmetlujX>. Acesso
em: agosto de 2014.

57
SECRETARIA DE ESTADO DE EDUCAÇÃO DE MINAS GERAIS

PLANO DE ESTUDO TUTORADO


COMPONENTE CURRICULAR: ESTUDOS ORIENTADOS II E TUTORIA
ANO DE ESCOLARIDADE: 1º, 2º e 3º ANOS – INTEGRAL E PROFISSIONAL
PET VOLUME: 01/2021
NOME DA ESCOLA:
ESTUDANTE:
TURMA: TURNO: INTEGRAL
MÊS: TOTAL DE SEMANAS:
NÚMERO DE AULAS POR SEMANA: NÚMERO DE AULAS POR MÊS:

SEMANA 1

UNIDADE TEMÁTICA:
Estudar...por quê?

OBJETO DE CONHECIMENTO:
Formação do estudante autodidata.

HABILIDADE(S):
Refletir sobre o ato de estudar;
Compreender a relação entre o estudo e o Projeto de Vida.

CONTEÚDOS RELACIONADOS:
Refletir sobre o estudo como uma porta para a ampliação de conhecimentos atrelado à formação integral do
estudante.

INTERDISCIPLINARIDADE:
Com todos os componentes curriculares, por desenvolver competências e habilidades cognitivas e soci-
oemocionais fundamentais para a melhoria da aprendizagem e a incorporação na prática cotidiana do ato
de estudar.

TEMA: ESTUDAR...POR QUÊ?


Olá estudante!
Seja bem-vindo ao PET 1 de Estudos Orientados II! Nesse componente curricular, você irá aprender a
importância do estudo para sua vida, o seu perfil de estudante, a organização necessária para estudar
e algumas técnicas de estudo que irão facilitar a sua aprendizagem.
Mas afinal, por que é tão importante estudar? E o que isso tem a ver com o seu Projeto de Vida? É o que
você irá descobrir nesta aula! Vamos lá?

58
PARA SABER MAIS:
Que tal conhecer uma história na qual o estudo foi o ponto central para a mudança de uma vida toda?
Então se liga na história de vida do João Santos Costa! Ele fez um depoimento emocionante de como, su-
perando todas as dificuldades, se empenhou nos estudos e conseguiu concretizar seu Projeto de Vida:
Depoimento de João Santos Costa: Quilombola e futuro Médico.

Fonte: Site CONAQ – Coordenação Nacional de Articulação das Comunidades Negras Rurais Quilombolas. Disponível em: <http://conaq.
org.br/noticias/depoimento-de-joao-santos-costa-quilombola-e-futuro-medico/>. Acesso em fevereiro de 2021.

Copie e cole o endereço no seu navegador da internet para ler a história completa! Se não tiver acesso,
leia o resumo:
Atualmente com 24 anos de idade, sou oriundo da cidade de Simão Dias-Sergipe, nascido e crescido
no povoado Sítio Alto, uma comunidade autodeclarada quilombola, formada por descendentes de es-
cravos e que desde sua criação foi assolada pela pobreza e por precárias condições de vida e moradia.
Desde criança já sabia que para poder melhorar a minha condição social e a da minha família teria que
sair do paradigma que era comum onde eu morava (trabalhar na roça para prover o sustento) e me aven-
turar no mundo da educação e do conhecimento.Confesso que não foi fácil nascer em uma família gran-
de, pobre, que nem conseguia manter minimamente os filhos com itens básicos como alimentação e
vestimenta e ainda conseguir estudar, principalmente para meus pais, analfabetos que mal conseguem
assinar o próprio nome. Chegar na faculdade então? Uma utopia. Morava em uma comunidade em que
poucos haviam chegado ao ensino médio, quiçá chegar à Universidade Federal. Lembro-me que haviam
momentos em que eu não sabia o que comeria no decorrer do dia, nem o que vestiria para ir estudar,
nem se teria sapatos para calçar, mas eu nem pensava em faltar às aulas e muito menos em usar tais
obstáculos como empecilhos para não buscar conhecimento e mudar de vida!Mesmo estudando ainda
assim trabalhava na lavoura, principalmente no período das férias escolares. Gostava muito de estudar
e de frequentar a escola, porém o que prevalecia no momento era a vontade de sair da labuta desgas-
tante, e mesmo assim louvável, que era a vida na roça. Outro ponto importante era a necessidade de
poder proporcionar uma vida melhor e menos sofrida àquelas pessoas que tanto fizeram por mim e por
meus irmãos: os meus pais.Inicialmente sofri um pouco de resistência em virtude da situação familiar
e das adversidades financeiras da época, mas me destacava cada vez mais na escola, pois sabia que
a única opção para uma ascensão social e financeira era por meio dos estudos. Não desmereço a vida
na lavoura pois foi graças a ela e aos esforços dos meus pais que cheguei aqui. Eles foram peças fun-
damentais para minha vitória! Muitas vezes os presenciei abdicando de suas refeições para proporcio-
narem o desjejum aos inúmeros filhos, para comprarem materiais escolares e proverem vestimentas,
tudo muito simples, mas de coração. Não foi fácil! Ao contrário de grande parte dos colegas de curso,
estudei todo o meu ensino fundamental e médio em escola pública, com suas deficiências estruturais e

59
de corpo docente. Porém, o importante é que nessa caminhada tive a sorte de encontrar pessoas com-
prometidas e que honraram a profissão. Agradeço de coração a cada um dos professores que conheci,
que além de compartilharem seus conhecimentos científicos e materiais didáticos, compartilharam
lições de cidadania, comportamento e empatia, e não menos importante, me prepararam para vida!
Sem o apoio de cada um de vocês eu não poderia ter alçado meu voo e não teria chegado onde che-
guei! Estudei, estudei, estudei e os resultados chegaram! Aprovado com louvor no ensino fundamental
e no médio! Até hoje tenho um amor enorme pelos professores e funcionários das escolas por onde
passei. Consegui meu primeiro emprego no último ano do ensino médio, uma época maravilhosa em
minha vida. Vivia a dicotomia entre estudar para o ensino médio e trabalhar meio turno na Promotoria
de Justiça de Simão Dias, estágio remunerado conseguido por méritos e fruto do meu desempenho
acadêmico na escola estadual Dr. Milton Dortas, lugar onde eu estudava na ocasião. Percebi neste mo-
mento que se quisesse realizar o que tanto almejava teria que me esforçar cada vez mais e mais. Apesar
das dificuldades enfrentadas, como a falta de professores, matérias não dadas, calendário acadêmico
atrasado e o estágio na promotoria, me aventurei no vestibular na tentativa de realizar meu sonho, que
era entrar na universidade. Muitas vezes me questionava se seria possível, se eu era capaz. Recebi mui-
tos comentários desencorajadores, de pessoas próximas inclusive, pelo fato de ser uma pessoa pobre,
vindo da roça, negro e proveniente de escola pública. Consegue cursar medicina? Muitos consideraram
improvável! Mas Deus e o destino foram maravilhosos comigo, proveram pessoas que me apoiaram e
me incentivaram, que acreditaram no meu potencial e que me instigaram a provar para mim e para os
incrédulos que eu conseguiria, e eu consegui! O ápice foi a aprovação aos 17 anos de idade, em terceiro
lugar, no curso de medicina da Universidade Federal de Sergipe, campus de Lagarto; curso que estou
terminando com louvor e colhendo os frutos da minha dedicação e empenho. A aprovação no vestibular
foi “O marco” em minha vida! Muita coisa estava em jogo, não só o meu futuro, mas também o da minha
família. Hoje em dia as coisas estão um pouco melhores, mas a minha família ainda passa por dificul-
dades, já que o sustento ainda é provido pelo trabalho na roça e por benefícios sociais de distribuição
de renda. Sabia que cursar medicina teria seus custos, mas não me deixei abalar, corri atrás dos meus
direitos sociais e me inscrevi no programa de residência universitária disponibilizado pela UFS e na
bolsa permanência disponibilizada pelo MEC. Tenho o orgulho de dizer que não estressei meus pais com
despesas nesses anos longe de casa, pois sabia que eles não teriam condições de arcar e que eu esta-
ria tirando recursos que poderiam ser utilizados na criação dos meus irmãos. Foram seis longos anos
cheios de experiências agradáveis e desagradáveis, além de quatro greves, pois nada na vida é fácil.
Conheci pessoas fantásticas, professores maravilhosos e assimilei lições importantes. Apanhei muito,
não fisicamente, mas mentalmente. Horas de sono perdidas, matérias infinitas, tutoriais complexos.
Mas tentei sempre extrair o que de bom existia nas adversidades, pois sabia que o mais difícil era con-
seguir passar no vestibular. No pouco que vivi aprendi que quando as dificuldades baterem na sua porta
deixe-as entrar! Nada melhor que os desafios para instigar a evolução humana. Acredito que se eu não
tivesse tantas dificuldades não estaria me graduando em medicina, curso ainda elitizado e estereoti-
pado em nossa sociedade. Mas a vida apenas está começando, o aprendizado sempre continua e nada
é como antes. Consegui suplantar os entraves proporcionados pela pobreza e pelo preconceito e hoje
tenho orgulho de dizer que graças aos meus esforços e ao apoio de pessoas maravilhosas o negro saiu
da “senzala”, o pobre saiu da roça e o aluno de escola pública está se formando em medicina em uma
Universidade Federal.
Espero que este relato sirva de incentivo para aqueles que desejem realizar seus sonhos, por mais que
pareçam impossíveis. Muito obrigado a todos que fizeram parte deste caminho até aqui, sem vocês e
sem Deus eu não conseguiria. “

60
ATIVIDADES
Para começo de conversa sobre o estudo, reflita e responda a seguinte pergunta em seu caderno:
O que é estudar?

Essa pergunta é importante para que você tenha registrado hoje, na primeira aula, qual o conhecimento
prévio que traz sobre o estudo. Pode ser que esse conhecimento mude, permaneça igual ou se amplie
ao longo dessas aulas!
Para aprofundar esse tema, vamos começar a pensar sobre o estudo em duas linhas de raciocínio:

O estudo ajuda na...


Ampliação do conhecimento, visando a formação integral do estudante
Isso significa que o estudo permite com que você conheça mais assuntos, informações e dados, que
podem ser novos ou um aprofundamento do que você já conhece! E isso de formação integral, você
sabe o que é? Bem, quando pensamos em uma formação integral quer dizer que você não vai para a
escola apenas para aprender Língua Portuguesa, Matemática, História, Geografia, etc. É claro que você
irá aprender muita coisa nesses componentes curriculares, mas também irá desenvolver outras habi-
lidades como a convivência, a empatia, a solidariedade e também valores, como o respeito e a ética.
Realização do Projeto de Vida
O que o estudo tem a ver com o Projeto de Vida? Muita coisa! Quando você pensa em um Projeto para
a sua vida, pode seguir muitos caminhos. Mas, o primeiro passo para isso é o autoconhecimento, ou
seja, saber quem é você para, a partir disso, saber onde quer chegar. Para isso, é importante que você
tenha contato com o maior número possível de conhecimentos, culturas e experiências, e o estudo
com certeza irá lhe proporcionar isso! Quando você estuda, está ampliando o seu conhecimento e
consequentemente fortalecendo as bases do seu Projeto de Vida, seja ele qual for.

Fonte: www.freepik.com

OECD. What are the social benefits of education? Disponível em: https://www.oecd.org/education/skills-beyond-school/EDIF%20
2013--N%C2%B010%20(eng)--v9%20FINAL%20bis.pdf>. Acesso em: janeiro de 2021.

61
Para continuar refletindo sobre a relação do estudo e o Projeto de Vida, se liga nas afirmações abaixo:
Afirmação 1: Estudar ajuda as pessoas a desenvolver habilidades.
Afirmação 2: Estudar ajuda a melhorar a condição social.
Afirmação 3: As pessoas que estudam são mais felizes e vivem mais.
Essas afirmações foram retiradas de um estudo produzido pela Organização para a Cooperação e De-
senvolvimento Econômico – OCDE - realizado em 15 países membros da organização, chamado de What
are the social benefits of education? (Quais são os benefícios sociais da educação?)

Pensando nessas afirmações, que tal aprofundar mais o seu entendimento sobre elas?
Por exemplo: Por que o estudo ajuda as pessoas a desenvolverem habilidades? E quais habilidades
são essas?
Como a condição social de uma pessoa pode ser melhorada por meio do estudo?
Por que as pessoas que estudam são mais felizes e vivem mais? Ter mais conhecimento ajuda a ser mais
feliz? Como?
Para viver por mais tempo, e com mais qualidade, é importante ter mais conhecimento sobre o que?

Coloque o ato de estudar como centro de cada frase e registre em seu caderno como você relaciona o
estudo a cada afirmação:

Afirmação Por quê? Como?

Afirmação 1: Estudar ajuda as pessoas a de- ___________________________________________


senvolver habilidades. ___________________________________________
___________________________________________
___________________________________________
___________________________________________

Afirmação 2: Estudar ajuda a melhorar a con- ___________________________________________


dição social. ___________________________________________
___________________________________________
___________________________________________
___________________________________________

Afirmação 3: As pessoas que estudam são ___________________________________________


mais felizes e vivem mais. ___________________________________________
___________________________________________
___________________________________________
___________________________________________

62
Quando você caminha na trajetória de conhecer
a si mesmo (autoconhecimento), se depara no
traçado entre o “ser” e o “querer ser”, o que vai
lhe impulsionar a elaborar o maior projeto que
tem pela frente: o seu Projeto de Vida. O estudo
então, é uma forma de desbravar os caminhos
do conhecimento, e está no centro da constru-
ção de um Projeto de Vida sólido e repleto de
crescimento pessoal. Novas habilidades, felici-
dade, realização e melhoria da condição social
são apenas alguns dos fatores relacionados ao
estudo contínuo, mas leve e prazeroso. Estudo
prazeroso? Sim, isso é possível e é nossa grande
meta, que o estudo seja uma atividade que lhe
Fonte: www. freepik.com
traga prazer! É isso que veremos na próxima se-
mana! Até lá!

63
SEMANAS 2 E 3

UNIDADE TEMÁTICA:
Estudar...por quê? – Parte 2

OBJETO DE CONHECIMENTO:
Formação do estudante autodidata.

HABILIDADE(S):
Refletir sobre o ato de estudar como subsídio para a realização do Projeto de Vida;
Compreender a relação entre o estudo e o Projeto de Vida.

CONTEÚDOS RELACIONADOS:
Refletir sobre o estudo como uma porta para a ampliação de conhecimentos atrelado à formação integral do
estudante.

INTERDISCIPLINARIDADE:
Com todos os componentes curriculares, por desenvolver competências e habilidades cognitivas e socio-
emocionais fundamentais para a melhoria da aprendizagem e a incorporação na prática cotidiana do ato
de estudar.

TEMA: ESTUDAR...POR QUÊ? – PARTE 2


Olá estudante!
Nessa semana você vai conhecer uma história de como o estudo mudou a vida de uma pessoa...e isso
dependeu de muito foco e determinação! Você conhece histórias de vida de pessoas que alcançaram
seus objetivos por meio do estudo? Que tal começar a recordar? Mas, não é só isso! Você também irá
refletir sobre o seu Projeto de Vida e como o estudo pode ajudar a realizá-lo.
RECAPITULANDO
Na semana passada você refletiu sobre o que é estudar para você, assim como os vários benefícios que
o estudo traz para o desenvolvimento integral das pessoas: o conhecimento traz felicidade e realização
pessoal, pois é um bem que jamais pode ser retirado de alguém!

ATIVIDADES
Para começar a aula de hoje, leia o texto abaixo, que conta a história de Marilene:

‘Venci’, diz ex-catadora de latinhas do DF que passou em concurso do TJ.1


Marilene Lopes trocou renda mensal de R $50 por salário de R $7 mil. ‘Passei um ano com uma só calci-
nha’, lembra hoje a técnica judiciária.
Marilene Lopes ganhava R$ 50,00 pelo trabalho que realizava como catadora de lixo em Brazlândia, a
cerca de 30 quilômetros de Brasília. Em 2001, resolveu usar 25 dias de repouso de uma cirurgia para
estudar com as irmãs, que também se preparavam para a seleção. Apenas Marilene foi aprovada e hoje

1 MORAIS, Raquel. ‘Venci’, diz ex-catadora de latinhas do DF que passou em concurso do TJ. Disponível em: <http://g1.globo.com/distrito-
federal/noticia/2013/09/venci-diz-ex-catadora-de-latinhas-do-df-que-passou-em-concurso-do-tj.html>. Acesso em janeiro de 2021.

64
lembra da vida que tinha antes da seleção. Ela e os filhos não tinham o que comer. Ela usava sempre a
mesma roupa que era lavada durante à noite para na manhã seguinte estar enxuta e poder vestir. Quan-
do foi se inscrever na prova, ela lembra de ter pedido cinco Reais a cada amigo e ter chegado à agência
bancária dez minutos antes do fechamento. Atualmente, com um salário de 7 mil por mês, ela pode dar
melhores condições de vida para os seus cinco filhos que segundo ela, pretendem ingressar na facul-
dade de Direito.

Para analisar a história de Marilene, recorde alguns elementos que vimos na aula passada sobre o
estudo:
• Desenvolvimento de habilidades;
• Melhoria da condição social;
• Mais felicidade e longevidade (viver mais).

Você consegue enxergar esses elementos na história de vida de Marilene? Leia o texto novamente, ago-
ra com foco nesses 3 itens e registre em seu caderno:

É possível observar na notícia que Marilene: Sim ou Não? Como?

Desenvolveu novas habilidades a partir do ___________________________________________


estudo?
___________________________________________
___________________________________________
___________________________________________
___________________________________________
Melhorou sua condição de vida a partir do estudo? ___________________________________________
___________________________________________
___________________________________________
___________________________________________
___________________________________________
Melhorou sua qualidade de vida e felicidade a ___________________________________________
partir do estudo?
___________________________________________
___________________________________________
___________________________________________
___________________________________________

Essa história que você conheceu agora é apenas um exemplo de como o estudo pode ajudar a realizar
o Projeto de Vida. Lembre-se, um Projeto de Vida não é apenas ingressar em uma universidade e fazer
um curso superior. Ele pode seguir muitos caminhos, e cada um tem o seu! Independente de qual seja
o Projeto de Vida de uma pessoa, o estudo sempre pode ajudar a conhecer melhor as opções para fazer
melhores escolhas, assim como ampliar a visão de mundo.

65
Você conhece outras histórias como essa? Conte aqui quais são elas! Ah, você pode perguntar para
seus familiares, professores e colegas também!

Agora chegou a hora de você pensar no seu Projeto de Vida! Para isso, dê uma olhada na figura abaixo:

Fonte: ICE – INSTITUTO DE CORRESPONSABILIDADE PELA EDUCAÇÃO.


Caderno de Formação Metodologias de Êxito. 4ª edição Recife: 2020.

Ela representa a possibilidade de caminhos e escolhas que irão levar à realização do seu sonho. O lápis
representa a sua autoria, ou seja, é você quem planeja, revisa, monitora e executa as ações do seu Pro-
jeto de Vida! E como você vê o estudo nesse caminho? Vamos refletir?

66
Registre em seu caderno qual o papel do estudo no seu Projeto de Vida. Ele é importante? Quais os
caminhos que ele pode te ajudar a percorrer?

As aulas de Estudos Orientados apoiam o seu Projeto de Vida


porque desenvolvem competências que permitem que você
aprenda a fazer escolhas, priorizar e direcionar sua aprendiza-
gem de acordo com os seus interesses e necessidades. Além
disso, permite, a partir do exercício do planejamento, da orga-
nização e da execução de atividades, condições que ajudam na
elaboração do Projeto de Vida. Assim, você pode conhecer me-
lhor suas dificuldades, e então encontrar apoio para a realiza-
ção dos seus ideais.
O objetivo é que você estabeleça uma relação entre estudar e
suas razões/objetivos para concluir a Educação Básica e dar se-
quência Projeto de Vida, além de cultivar o desejo de continuar
Fonte: www.freepik.com aprendendo ao longo da vida!

67
SEMANA 4

UNIDADE TEMÁTICAS: Estudo Orientado é...

OBJETO (S) DE CONHECIMENTO: Formação do estudante autodidata

HABILIDADE: Compreender a estrutura e a finalidade das aulas de Estudos Orientados.

CONTEÚDOS RELACIONADOS: Compreender as habilidades desenvolvidas nas aulas de Estudos Orientados.

INTERDISCIPLINARIDADE: com todos os componentes curriculares, por desenvolver competências e habi-


lidades cognitivas e socioemocionais fundamentais para a melhoria da aprendizagem e a incorporação na
prática cotidiana do ato de estudar.

TEMA: ESTUDO ORIENTADO É...


Olá estudante!
Chegou a hora de conhecer todas as habilidades que serão desenvolvidas ao longo das aulas de Estu-
dos Orientados! Você já parou para pensar o porquê de esse componente curricular estar presente no
Ensino Médio? Será que é um momento para fazer tarefas apenas? Ou uma oportunidade de aprender a
estudar? É o que você descobrirá nesta aula!

RECAPITULANDO
Na semana passada você refletiu sobre a relação do estudo com o seu Projeto de Vida. Você viu que
o estudo permite a realização de suas conquistas pessoais, além de aprimorar habilidades como: au-
toestima, determinação, entusiasmo, confiança, alegria, entre outros. Além disso, o estudo demanda
planejamento, execução e monitoramento, que são as mesmas ações necessárias para desenvolver o
seu Projeto de Vida. O conhecimento sempre irá te ajudar a ampliar seus horizontes e visão de mundo,
permitindo com que faça escolhas mais sábias e objetivas, necessárias para a realização do seu sonho.

ATIVIDADES
Para início de conversa, que tal você registrar no seu caderno o que você acredita ser os objetivos e a
finalidade das aulas de Estudos Orientados? Para isso, pense bem no nome desse componente curricu-
lar como forma de orientar sua reflexão.
Estudo Orientado é:

Legal, agora que você já refletiu sobre a finalidade do Estudo Orientado, vamos conhecer algumas
definições!
Em primeiro lugar, ao pensar em algo que seja “orientado” você já deve imaginar que o professor irá solicitar
que sejam feitas atividades e irá passar os conteúdos. Bem, isso irá acontecer, mas apenas como uma forma
de auxiliar a turma. O objetivo das aulas de Estudos Orientados é a formação do estudante autodidata:

68
Um estudante autodidata é aquele que desenvolve a capacidade de aprender um assunto de forma
autônoma, ou seja, sozinho, administrando o seu próprio processo de estudo.

Mas... calma! Esse processo ocorre de forma gradual, e os seus professores irão lhe auxiliar muito a ter
cada vez mais autonomia nos estudos. E por que isso é importante? Porque você não deve esperar sem-
pre as orientações de seus professores para estudar, afinal, o maior beneficiado com o estudo é você
mesmo. Então é importante que você organize seu material, sua agenda e seu tempo de estudo, ações
que fazem parte do desenvolvimento do autodidatismo. Você vai aprender isso nas próximas aulas, mas
por enquanto vamos continuar conhecendo os objetivos das aulas de Estudos Orientados. Para isso, dê
uma olhada na tabela a seguir, que apresenta, de forma resumida, como estão organizadas as aulas:

1. Para que serve o Estudo Orientado? O Estudo Orientado é um tempo qualificado des-
tinado à realização de atividades pertinentes
aos diversos estudos. Inicialmente orientado
por um professor, o estudante aprende méto-
dos, técnicas e procedimentos para estudar.
Os estudantes aprendem e executam a organi-
zação, planejamento e execução dos seus pro-
cessos de estudo visando ao autodidatismo, à
autonomia, à capacidade de auto-organização e
de responsabilidade pessoal.
2. Como funciona o Estudo Orientado? Por meio de um conjunto de aulas semanais nas
quais os estudantes irão aprender a importância
do estudo, a organização necessária para estu-
dar, técnicas de estudo e colocar tudo isso em
prática com o apoio do educador.

3. O que se faz no momento de Estudo Orientado? Pesquisas, tarefas, leituras, tirar dúvidas, dis-
cutir assuntos em grupos, revisar conteúdos,
aprender técnicas de estudo, etc.

Pensando nisso, que tal fazer uma reflexão sobre os conteúdos de Estudo Orientado que você já conhe-
ce e aplica no seu dia a dia, e aqueles que ainda vai conhecer? Registre em seu caderno:

Realizo ou não? Conheço?


Assuntos
Aplico no meu dia a dia?
Autodidatismo (consigo me organizar para estu-
dar sozinho?)
Planejamento do estudo
Organização para o estudo (possuo agenda de
estudos, utilizo os materiais adequados para
estudar, etc.)
Responsabilidade pessoal (sou responsável com
meus estudos?)
Importância do estudo

69
As aulas de Estudos Orientados são um meio de garantir
tempo, ambiente e recursos adequados para estudar. As
aulas devem ser, portanto, momentos nos quais você irá
aprender a estudar. Para isso deverão não só priorizar as
atividades a partir dos seus interesses pessoais, mas tam-
bém localizar as dificuldades de aprendizagem encontra-
das, sempre contando com o apoio do professor. Entender
que estudar faz-se necessário é a primeira etapa para se
ter melhor aproveitamento do horário de estudo, tema
abordado na aula anterior. Você deve ter autonomia para
Fonte: www.freepik.com escolher o que estudar, de acordo com suas necessidades.
Dessa forma, as aulas de Estudos Orientado funcionam como um momento para fazer tarefas, pesqui-
sar, ler, tirar dúvidas, discutir assuntos em grupos, revisar conteúdos, etc. Ou seja, é um momento em
que você poderá aprender a estudar e aplicar seus conhecimentos.

70
SEMANA 5

UNIDADE TEMÁTICA: Estudo Orientado é... – Parte 2

OBJETO DE CONHECIMENTO: Formação do estudante autodidata

HABILIDADE: Compreender a estrutura e a finalidade das aulas de Estudos Orientados.

CONTEÚDOS RELACIONADOS: Compreender as habilidades desenvolvidas nas aulas de Estudos Orientados.

INTERDISCIPLINARIDADE: com todos os componentes curriculares, por desenvolver competências e habi-


lidades cognitivas e socioemocionais fundamentais para a melhoria da aprendizagem e a incorporação na
prática cotidiana do ato de estudar.

TEMA: ESTUDO ORIENTADO É... – PARTE 2


Olá estudante!
Nesta semana você irá conhecer as habilidades específicas que são desenvolvidas nas aulas de Es-
tudos Orientados! É hora também de rever tudo o que conheceu até agora e chegar à uma conclusão
sobre o que é estudar, e definir os objetivos das aulas. Vamos lá?

RECAPITULANDO
Na semana anterior você conheceu o componente curricular Estudos Orientados: para que serve, como
funciona e o que você irá fazer nos momentos de aula. Viu também que é um tempo qualificado para o
estudo, ou seja, você não irá apenas fazer tarefas, mas também aprender a estudar de uma forma com
que realmente aprenda.

ATIVIDADES
As aulas de Estudos Orientados estão focadas no desenvolvimento de três habilidades foco, que serão
abordadas ao longo do ano:
• Organização pessoal – a organização necessária para estudar de forma eficaz e que realmente
resulte no seu aprendizado.
• Comunicação oral e escrita – se comunicar por meio verbal e de forma escrita. Para isso você
irá aprender a estudar em grupos, realizar monitoria, técnicas de leitura de textos e registros de
informações, entre outros.
• Aprender a Aprender – para aprender é necessário conhecer a sua forma específica de aprendi-
zagem e algumas técnicas que podem facilitar o entendimento dos assuntos.
Agora que você já viu um pouco sobre as principais habilidades desenvolvidas nas aulas de Estudos
Orientados, vamos fazer um jogo de perguntas e respostas! É muito fácil: leia as frases abaixo e marque
verdadeiro (V) ou falso (F) e explique o porquê de sua resposta:

71
Verdadeiro (V)
Estudo Orientado é... Por quê?
ou Falso (F)?

a) É suporte para a compreensão dos


conteúdos e para a progressão dos estu-
dos dos jovens.

b) É um momento em que estudar se re-


sume a fazer tarefas, ler ou copiar.

c) É condição para os jovens estabele-


cerem relações entre o conhecimento e
sua aplicação na vida cotidiana.

d) É permitir que os jovens se mante-


nham “soltos” nas atividades de estudo.

e) É criação, por parte dos estudantes,


de hábitos de estudo de forma indepen-
dente e criativa.

E aí, conseguiu identificar as frases verdadeiras e falsas? Se tiver dúvida volte na aula anterior para ler
novamente algumas definições.
E agora, ao final dessa jornada de reflexão sobre o estudo, que tal voltar em algumas questões iniciais
dessas aulas? Você lembra, que na primeira aula, você respondeu à pergunta “O que é estudar”? E na
aula passada você respondeu à pergunta “Estudo Orientado é...”? Essas perguntas foram respondidas
antes das definições e reflexões apresentadas nas aulas. Agora, com tudo que você conheceu até aqui,
reveja suas respostas iniciais e reescreva-as abaixo. Algo mudou ou elas permanecem iguais? Reflita!

O que é estudar?

Estudo Orientado é:

72
O objetivo destas aulas é que você compreenda os obje-
tivos, a estrutura e a funcionalidade das aulas de Estudo
Orientado, bem como a razão de existir como compo-
nente curricular. Esse é apenas o começo da sua jornada
de imersão nos estudos, outros assuntos muito bacanas
irão ser abordados nas próximas aulas, e logo você será
um estudante autodidata! Não se esqueça de organizar
sua rotina diária de estudo, bem como a realização dos
PETs, pois a aprendizagem e conhecimento é o seu maior
tesouro!

Fonte: www.freepik.com

73
SEMANA 6

UNIDADE TEMÁTICA: Ué! Estudar e fazer tarefa não são a mesma coisa?

OBJETO DE CONHECIMENTO: Autoconhecimento e formação do estudante autodidata.

HABILIDADES:
Identificar o conceito de rotina e hábito aplicados aos estudos;
Compreender a diferença entre realizar tarefas e estudar.

CONTEÚDOS RELACIONADOS: a rotina planejada como a base para o estudo de todos os componentes cur-
riculares;
Ampliação do conceito de estudo.

INTERDISCIPLINARIDADE: com todos os componentes curriculares, por desenvolver competências e habi-


lidades cognitivas e socioemocionais fundamentais para a melhoria da aprendizagem e a incorporação na
prática cotidiana do ato de estudar.

TEMA: UÉ! ESTUDAR E FAZER TAREFA NÃO SÃO A MESMA COISA?


Olá estudante!
O que você considera como “estudar”? Será que fazer tarefas diversas resume o ato de estudar? Bem,
pelo que vimos nas aulas anteriores, o ato de estudar é muito mais abrangente do que apenas a realiza-
ção de tarefas. Mas, para entender e aplicar o estudo dessa forma, é importante que você o incorpore
em sua rotina e o torne um hábito em sua vida. Vamos descobrir como?

RECAPITULANDO
Nas semanas anteriores você refletiu sobre o que é o estudo e qual sua relação com o Projeto de Vida.
Por meio do estudo, você pode ampliar e aprofundar seus conhecimentos, e assim fazer escolhas para
a sua vida com mais segurança e clareza, independente de qual seja o seu Projeto de Vida. Além disso,
você também conheceu os assuntos que serão conhecidos durante as aulas de Estudos Orientados,
como a importância do estudo, a organização necessária para estudar e as técnicas de estudo, tudo
isso para que você se torne um estudante autodidata!

PARA SABER MAIS:


Que tal assistir o curta-metragem “The Last Knit”1? Este curta-metragem finlandês já soma mais de
24 milhões de visualizações na internet e reflete a respeito do sofrimento ocasionado pelos compor-
tamentos obsessivos. Diferentes daqueles hábitos ou costumes que a maioria das pessoas têm, os
comportamentos obsessivos são aqueles que aprisionam o indivíduo que, mesmo diante de grande
sofrimento ou riscos evidentes, não consegue se libertar. A
personagem no vídeo está claramente determinada a tricotar,
sem parar, mesmo que isso lhe faça mal ou represente riscos
contra sua própria vida. Ela começa a tricotar um cachecol e
não para mais! Até que sua linha acaba e ela começa a utilizar
o seu próprio cabelo...sim, o seu cabelo! Isso faz com que caia
em um abismo. Ao conseguir escalar de volta, ela adquire um
novo hábito: usar a tesoura, pensando em cortar tudo o que

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vê pela frente! É uma interessante reflexão sobre a estruturação de rotinas e a criação de hábitos, que
podem ser benéficos ou não, de acordo com os objetivos almejados.
Curta-metragem: The Last Knit
Diretor: Laura Neuvonen
País de origem: Finlândia
Gênero: Animação
Classificação: Livre
Ano: 2005
Duração: 7 minutos
Disponível em: <https://www.youtube.com/watch?v=M6ZjMWLqJvM>. Acesso em fevereiro de 2021.
Copie e cole o endereço no seu navegador da internet para ver o vídeo, ou digite no Youtube “The Last Knit”!

ATIVIDADES

Chegou a hora de refletir sobre como o estudo está presente no seu dia a dia! Mas para isso, primei-
ramente você terá que analisar como é a sua rotina diária. Você já parou para pensar nisso? O que faz
desde a hora que acorda até a hora que vai dormir? Então, segue uma tabela para te ajudar:

Horário/Período Atividade

7h00 Acordando!

7h10 Escovo os dentes

7h20 Tomo café

7h50 Começo a realizar atividades dos PETs

... ...

12h00 Almoço

13h00 Momento de descanso

14h00 Retomada – assisto vídeos sobre as aulas

...

22h00 Vou dormir

Na primeira coluna, constam os horários do dia. Você pode dividi-los como achar melhor. Na segun-
da coluna, você deve registrar qual a atividade que você faz no horário indicado. O que está escrito é
apenas um exemplo, preencha de acordo com sua rotina! Ah, a sua tabela pode ter quantas linhas você
achar necessário!
E aí, foi fácil resumir as suas atividades do dia? Quando colocamos no papel fica mais fácil para visuali-
zar, não é mesmo?

75
Agora, reflita sobre a seguinte questão:

Existem momentos de estudo na minha rotina diária?

Se a sua resposta foi SIM, reescreva quais são os seus momentos de estudo diário aqui:

Se a sua resposta foi NÃO, não se preocupe! Vamos conversar


mais um pouco sobre isso?
É comum que algumas pessoas considerem a rotina como algo
“enfadonho” ou “chato”. Porém é preciso entender que a rotina
ajuda a organizar nossas atividades diariamente e por isso, ela
deve ser vista como uma dinâmica positiva na vida das pes-
soas. Imagina se não seguíssemos nenhuma rotina? A vida ia
ser bem desorganizada, e possivelmente não seria possível ini-
ciar algo e concluir, ou atingir objetivos. Quando incorporamos
Fonte: www.freepik.com
algo em nossa vida, isso acaba se tornando um hábito:

Se liga na definição!
Hábito2
1. Inclinação por alguma ação, ou disposição de agir constantemente de certo modo, adquirida pela
frequente repetição de um ato.
2. Forma habitual de ser ou de agir: “[…] por um hábito de muitos anos, gesticulava e mexia com os
lábios, monologando sem pronunciar as palavras”.
3. Procedimento repetido que conduz a uma prática: “[…] o acesso ao livro e a criação do hábito
de leitura são essenciais para fortalecer a nossa cidadania e também como alicerce para outras
aprendizagens”.

A rotina se estabelece a partir dos hábitos de cada pessoa. Se uma pessoa tem hábitos saudáveis, cer-
tamente terá uma rotina saudável. Por rotinas e hábitos saudáveis entende-se tudo o que torna a vida
mais produtiva e saudável, por exemplo: hábitos que permitam com que você se sinta bem tanto fisi-
camente quanto mentalmente e que te ajudem a alcançar seus objetivos. Pensando nisso, retome sua
rotina e reveja os seus hábitos, classificando-os em bons ou maus e porquê. Segue um exemplo para
você se basear:

2 Michaelis. Dicionário Brasileiro da Língua Portuguesa. Significado de hábito. Disponível em: <https://michaelis.uol.com.br/moderno-
portugues/busca/portugues-brasileiro/h%C3%A1bito/>. Acesso em fevereiro de 2021.

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Bons hábitos Por que é um bom Maus hábitos Por que é um mau
hábito? hábito?

Acordo cedo... Porque consigo apro- Fico navegando à toa Porque perco tempo
veitar melhor o dia na internet... para realizar outras
atividades

...

Deu para perceber quais são seus hábitos que favore-


cem seu estudo? Então que tal incorporá-los na sua
rotina e tentar mudar os hábitos que estão te prejudi-
cando? Para isso, elabore uma nova rotina diária, mas
agora tentando substituir ou eliminar os maus hábitos.
Para aprender e ter grandes resultados, é preciso pou-
co a pouco estabelecer novos hábitos de estudo, pois,
é impossível aprender tudo de uma vez. O ato de estu-
dar não pode se resumir a fazer tarefas. O estudo então
deve entrar na sua vida como um hábito, desvinculado
da necessidade de realizar tarefas, entregar trabalhos
ou apenas se preparar para avaliações. Para isso, você
deve também se preparar e organizar para que seu es-
tudo seja cada vez mais proveitoso, e é isso que conhe-
cerá nas próximas aulas! Até lá!
Fonte: www.freepik.com

77
SEMANA 7

UNIDADE TEMÁTICA: Meu cantinho de estudo

OBJETO DE CONHECIMENTO: Autoconhecimento e formação do estudante autodidata.

HABILIDADES:
Identificar os elementos necessários para construção de um Cantinho do Estudo em casa.
Reconhecer a importância do estudo em casa.
Envolver a família no processo da formação do estudante autodidata.

CONTEÚDOS RELACIONADOS: Organização pessoal para o estudo de todos os componentes curriculares.

INTERDISCIPLINARIDADE: com todos os componentes curriculares, por desenvolver competências e habi-


lidades cognitivas e socioemocionais fundamentais para a melhoria da aprendizagem e a incorporação na
prática cotidiana do ato de estudar.

TEMA: MEU CANTINHO DE ESTUDO


Olá estudante!
Nas próximas semanas você vai começar sua organização para estudar em casa! Sim, isso mesmo! Para
estudar de uma forma que seja prazerosa para você e gere maiores resultados de aprendizagem, é im-
portante pensar no local e nos materiais que você precisa para estudar. Vamos fazer uma comparação?
Por exemplo: é possível um cabelereiro trabalhar em um local que não seja apropriado para fazer um
corte de cabelo? Ou então sem tesouras? É claro, que o ambiente e os materiais podem ser adaptados
de acordo com as condições existentes. Mas um mínimo de organização é necessário, certo? Então
vamos juntos pensar em como você pode organizar o seu Cantinho de estudo!

RECAPITULANDO
Na semana passada você descreveu a sua rotina diária e refletiu sobre quais hábitos podem ser favorá-
veis ou desfavoráveis ao seu estudo. A partir disso, você foi convidado a pensar quais hábitos poderia
aprimorar ou mudar, para que beneficiassem a sua aprendizagem. Ah, e também você viu que estudar
não é apenas fazer tarefas! Claro, que, ao estudar, eventualmente você terá que realizar tarefas como:
leituras, exercícios, etc. Mas o ato de estudar envolve a criação de hábitos dentro da sua rotina diária, e
as tarefas são apenas ferramentas que ajudam na sua ampliação de conhecimentos.

ATIVIDADES

Para montar o seu Cantinho de Estudo em casa, você deverá, primeiramente, pensar em um ambiente
em que você se sinta confortável e que tenha os materiais disponíveis par você estudar. Estudar em
casa, longe dos colegas e dos professores é um grande desafio, não é mesmo? Por isso, aprender a
organizar seu ambiente de estudo em casa é muito importante para manter o seu ritmo de estudos. Al-
gumas das vantagens de estudar em casa é poder criar um local mais confortável e flexibilizar horários
de acordo com uma rotina de estudo que seja a melhor para você. Por outro lado, estudar em casa exige
mais disciplina, pois você que irá organizar seus horários e materiais.

78
Para montar seu Cantinho de Estudo, que tal iniciar
por:
a) Buscar um local que ajude na sua concentração,
livre de distrações como, por exemplo, longe de rá-
dio e televisão. Se possível, que não tenha pessoas
passando o tempo todo. O ideal é que esse ambiente
não seja compartilhado com outras pessoas, mas se
isso não for possível, tente se programar para usá-lo
em horários que possa estar sozinho;
b) O local precisa ser arejado e limpo para que você
possa dispor seus livros, lápis e material de estudo
que achar necessário. Vale ressaltar que esse local
Fonte: www.freepik.com deve ser o mais confortável possível, pois você pas-
sará bastante tempo nele.

Agora, pense um pouco em qual seria o Cantinho de Estudo ideal para você! Registre em seu caderno
como seria o Cantinho de Estudo dos seus sonhos:

Um ponto importante sobre essa aula é que ela não exige que você tenha um ambiente de estudo todo
equipado ou um quarto exclusivo para estudar, pois se sabe que nem todo mundo pode ter isso. Assim,
o que você vai aprender nessas aulas consiste mesmo na criação de um ambiente de estudo em casa,
de acordo com as suas condições. Você pode estar pensando: “Ih, minha casa não é sempre é um local
tranquilo e nem sempre está limpa como eu gostaria...e agora?” Para isso, pense menos no que lhe faz
falta e busque possibilidades de adequações dos espaços que já existem na sua casa. Que tal conversar
com sua família sobre isso?
Faça uma lista dos principais pontos que você conversou com a sua família relacionando-os com o que
você considera importante no seu cantinho de estudo, para verificar a viabilidade de criação desse
ambiente. Para isso, durante toda a semana, vamos planejar a organização do seu Cantinho de Estudo!
Segue uma tabela para te ajudar nesse planejamento. Essa tabela tem dois exemplos de outros estu-
dantes que também estão montando o seu Cantinho de Estudo, e a última linha é reservada para você
registrar suas reflexões:

79
Meu cantinho de estudo: O que é preciso planejar?

1. Quais as características prin- 2. Descrição dos locais de estu- 3. Quais os aspectos básicos do
cipais dos espaços existentes na do já utilizados em casa ou dos ambiente de estudo idealizado
minha casa? que pretende transformar no e a viabilidade dos recursos que
cantinho de estudo: dispõe para tê-lo?

Exemplo 1: Tenho pouco espaço Exemplo 1: Espaço na sala de Exemplo 1: O meu cantinho de
em casa e o local escolhido para o casa: Tem uma mesa com ca- estudo idealizado tem um espaço
meu estudo é compartilhado com deiras, que apesar de não ser que é a minha cara. Tem mesa e
todos da minha família. Na con- exclusiva para estudo, tenho uti- cadeira confortáveis, uma parede
versa que realizei com os meus lizado sempre que preciso fazer colorida e um quadro à giz, para
pais ficou decidido que vamos as minhas tarefas. Essa mesa fica que eu possa escrever os meus
ajustar o que for possível para sempre com uma parte livre para lembretes. A princípio ficou de-
personalizar um espaço. Será ne- isso. cidido com a minha família que a
cessário mudar alguns móveis de mudança de cor de uma parede
local e estabelecer horários para desse ambiente, não será possí-
uso desse local. vel neste momento.

Exemplo 2: Não tenho local de Exemplo 2: Gostaria de criar um Exemplo 2: Meu cantinho de es-
estudo definido, mas existe um cantinho de estudo no meu quar- tudo idealizado precisa ter con-
espaço na minha casa que posso to, pois existe um pequeno espa- forto, silêncio e meus livros de
utilizá-lo para criar o meu can- ço que pode ser aproveitado para estudo organizados para utilizá-
tinho de estudo. Em conversa isso. Em conversa com a minha -los sempre que precisar. Além
com a minha família, estaremos, família ficou decidido que posso de materiais de papelaria, como
na próxima semana, a criar uma usar uma mesa da cozinha e ca- canetas coloridas e papel. Ah, ter
mesa apropriada para o tamanho deira da sala para compor esse um computador com internet é
do espaço existente. local. importante para mim. A possibi-
lidade de ter um computador para
estudar é algo que junto com a
minha família, vamos buscar con-
dições para tê-lo. Em relação aos
outros itens, é possível adquiri-
-los sem dificuldades.

Agora sou eu!

80
Você pode ir preenchendo a tabela conforme for conversando com seus familiares e ir elaborando me-
lhor como pode organizar seu Cantinho de Estudo. Para te ajudar a refletir mais sobre isso, dá uma
olhada no texto abaixo, que traz uma discussão muito bacana sobre a importância da limpeza no seu
ambiente de estudo:

Você sabe por que o local de estudo deve ser limpo?


O local de estudo deve ser limpo e isso tem explicações que vão muito além de dizer que livros e
papel não combinam com resquícios de comida e poeira, por exemplo. Ter um local limpo de estu-
do influencia no seu bem-estar e no seu desempenho de estudo. Sabe o que isso quer dizer? Que a
limpeza é um dos fatores que deve estar presente nesse ambiente, para que você alcance o máximo
de aprendizagem possível quando estiver estudando. Isso evita desvios desenecessários, melhora
a sua sintonia com o ambiente e preserva a sua saúde. Veja as vantagens de ter um ambiente de
estudo limpo:
• Bem-estar e conforto: Como é bom estudar em casa, pois você pode buscar cada vez mais
maneiras de melhorar o seu conforto. Ter um ambiente limpo e organizado é estimulante.
• Boa impressão: Não é por que o ambiente de estudo é na sua casa e que ninguém vai vê-lo,
que você vai deixá-lo sujo e bagunçado, não é mesmo? Saiba que a desorganização pode ser
associada ao baixo rendimento escolar. Se você quer estudar e aprender mais, comece a cui-
dar do seu ambiente de estudo.
• Saúde em primeiro lugar: como mencionado, poeira e sujeira não combinam com livros. Evi-
tar comer no local de estudo deve ser uma regra, pois há grandes chances de aparecerem
bactérias e microorganismos que possam prejudicar a saúde. Além disso, restos de comidas
são atrativos para animais e insetos, como ratos e baratas.
3
Como a limpeza é algo essencial para seu estudo, que
tal começar retirando a poeira de alguns livros que po-
dem ajudá-lo nos seus estudos, dispondo eles de for-
ma organizada, em local que dê praticidade para você
consultá-los sempre que precisar?!
Lembre-se que a limpeza do seu ambiente de estu-
do deve ser realizada com periodicidade. Assim, uma
dica é você realizar um planejamento de limpeza, com
determinação de dia para executá-la, processo de or-
ganização e higienização. Você pode, por exemplo, Fonte: wwwa.descomplica.com.br2
criar um padrão de limpeza para os materiais que mais
acumulam poeira e sujeira e interferem diretamente
nos seus estudos. É importante que cada material de
estudo, equipamento se houver e o próprio ambiente
de estudo, não fiquem sem o cuidado necessário! Uma
sugestão é você envolver toda a sua família nisso tam-
bém, pois a limpeza e manunteção dos espaços limpos,
deve ser responsabilidade de todos.

3 Site “Descomplica”. Disponível em: <https://descomplica.com.br/tudo-sobre-enem/novidades/10-dicas-para-montar-o-ambiente-de-


estudo-perfeito/>. Acesso em fevereiro de 2021.

81
SEMANAS 8 e 9

UNIDADE TEMÁTICAS:
Meu cantinho de estudo – Parte 2

OBJETO (S) DE CONHECIMENTO:


Autoconhecimento e formação do estudante autodidata.

HABILIDADES:
Identificar os elementos necessários para construção de um Cantinho de Estudo em casa.
Incorporar elementos personalizados na organização do Cantinho de Estudo.

CONTEÚDOS RELACIONADOS:
Organização pessoal para o estudo de todos os componentes curriculares.

INTERDISCIPLINARIDADE:
com todos os componentes curriculares, por desenvolver competências e habilidades cognitivas e socioe-
mocionais fundamentais para a melhoria da aprendizagem e a incorporação na prática cotidiana do ato de
estudar.

TEMA: MEU CANTINHO DE ESTUDO – PARTE 2


Olá estudante!
Nessa semana você vai continuar o processo de organizar o seu Cantinho de Estudo, mas agora irá levar
em consideração seus gostos e necessidades pessoais. Você prefere estudar em silêncio ou tudo bem
se tiver algum barulho? E prefere ambientes abertos ou fechados? Tudo isso será objeto de reflexão sua
nesta aula, para que você possa finalizar a organização do seu Cantinho de Estudo. Vamos lá?

RECAPITULANDO
Na semana passada você refletiu sobre a importância de ter um ambiente de estudo que seja perso-
nalizado e que atenda às suas necessidades de estudo. Você aprendeu também como organizar esse
espaço chamado de “Cantinho do Estudo”.

PARA SABER MAIS:


O texto abaixo fornece boas dicas de como montar um Cantinho de Estudo! Dá só uma olhada:
10 dicas para montar o ambiente de estudo perfeito

1. Encontre um espaço “vazio” ou “usável” para chamar de seu; aqui não tem regra definida: vale um
espacinho no seu quarto, um cantinho na sala, uma varandinha improvisada, qualquer coisa! O
que importa mesmo é ser um lugar que você possa estudar e organizar seus objetos de estudo.
2. Tenha uma mesinha para você se organizar: Não dá para estudar direito deitado na cama, cer-
to? Dá uma moleza… Uma vontade de fazer outras coisas ou...dormir! Por isso a dica aqui é ter
uma mesinha pra estudos, mas não se preocupe se você não tiver uma! É bem fácil de fazer
uma do zero ou até dar uma repaginada naquele móvel antigo que era da sua avó, o que vale é a
criatividade.

82
3. Neste espaço você pode usar e abusar de cores e decoração: você não só pode como deve usar e
abusar da sua personalidade. Se você é uma pessoa das cores, manda bala, colore tudo! Se você
já tem aquele estilo mais discreto ou é até mesmo daquele ou daquela meio trevoso, também tá
tudo bem. O importante é ser o SEU cantinho.
4. É muito importante deixar ele sempre limpo e organizado, não importa a cara que ele tenha: você
pode ser do tipo mais clean ou do tipo vintage, não tem problema, contanto que tudo esteja sem-
pre organizadinho e limpinho. O essencial na hora de estudar é você se concentrar.
Se não estiver usando, tire da mesa e guarde, quanto menos coisa atrapalhando, melhor. Organização é
alma do negócio, então mãos à obra.
Legenda: Clean – expressão da língua inglesa que significa limpo, sem enfeites, discreto. Vintage – ex-
pressão da língua inglesa que significa antigo, clássico.
Fonte: Site “Descomplica”. Disponível em: <https://descomplica.com.br/tudo-sobre-enem/novidades/10-dicas-para-montar-o-
ambiente-de-estudo-perfeito/>. Acesso em fevereiro de 2021.

ATIVIDADES
Será que o seu ambiente de estudo está te ajudando a aprender? Como você pode melhorá-lo? Para
garantir que o seu Cantinho de Estudo ajude você a aprender é importante pensar sobre o ambiente em
que está estudando e o que pode fazer para melhorar esse local!

Pensando em um ambiente de estudo: É preciso dedicar mais tempo sobre isso para tornar esse
ambiente o mais próximo do idealizado.

Um bom local de estudo é fundamental na vida de qualquer pessoa e não apenas, na de um estudante,
como você. Mas, afinal, como escolher um bom local de estudo?
Esse questionamento deve ser feito porque ele é que vai medir o sucesso e a eficiência do lugar escolhi-
do. Há dois mitos que são comuns entre as pessoas: o primeiro é achar que qualquer local serve para
estudar; o segundo, achar que o lugar deve ser quieto e isolado.
Na verdade, o lugar de estudo ideal varia de acordo com a pessoa. Por isso, quando for montar o próprio
ambiente de estudo, vale pensar em algumas questões, já que escolher e organizar corretamente esse
local impacta diretamente na qualidade do aprendizado. E você quer aprender mais e melhor, não é
mesmo? Para continuar a conversa, anote suas respostas em seu caderno, sobre:
a) Qual é o ambiente de estudo ideal para você? Para ajudar nessa resposta busque os seus
registros feitos na aula anterior, pois essa pergunta foi incialmente feita a você. O intuito
de perguntar mais uma vez, é para que você se certifique que a sua visão de ambiente de
estudo não mudou. Vale lembrar que não tem problema se tudo mudou.

É importante você pensar que o lugar de estudo ideal vai depender da personalidade e das necessida-
des de cada pessoa. Isso quer dizer que o que é um bom local de estudo para alguém não é para todos.

83
b) Você já parou para pensar que uma diferença comum entre as pessoas é o quanto o silêncio
ou o barulho ajudam na hora de estudar? E com você, o barulho ajuda na hora de estudar? E
o silêncio? Escreva sobre o seu perfil em relação a essas duas características do ambiente
de estudo, como elas interferem na sua forma de aprender:

c) Você prefere: ambientes isolados de estudo ou um local mais amplo e compartilhado com
mais pessoas?

Pessoas que preferem lugares isolados é porque acreditam que ficar sozinho para estudar e refletir
ajuda na sua concentração. Contudo, isso não quer dizer que preferir um local isolado para estudar é
porque você prefere silêncio. Às vezes uma música no local pode ajudar a manter o foco. Porém, para
quem prefere ambientes abertos com muita ventilação ou ao ar livre, são pessoas que não conseguem
ficar isoladas em um quarto ou em uma sala, pois não se sentem bem. Se você percebe que esse é o seu
perfil, você deve buscar estudar em locais que tenha mais possibilidades de interação com o ambiente.
Vale explicar que, esse local apesar de ser um lugar aberto, ele pode ser silencioso. Que tal experimen-
tar os dois ambientes de estudo nas próximas semanas?
d) Escolha dois locais de estudo diferentes para estudar na próxima semana: Um que seja fecha-
do e não compartilhado com mais pessoas e outro, que seja aberto, no qual você interaja com
as pessoas e tudo o que acontece nesse ambiente. Anote os principais pontos, que podem
ser positivos ou negativos, dessa sua experiência de acordo com o que se pede no quadro:

Ambientes de estudo: Como foi experimentar distintos locais de estudo?


Em local fechado e não compartilhado com Em local aberto e em contato com tudo o que
mais pessoas: existe neste tipo de ambiente:

84
Importante: não é porque a pessoa está em um local aberto que ela deve ficar desatenta aos estudos.
Lembre-se: a atenção é fundamental no processo de aprendizado.

Agora que você pensou um pouco sobre o seu perfil, há algum local da sua casa que possa beneficiá-lo
neste sentido? Independente do seu perfil para estudar, você sabia que uma janela no local de estudo,
que possibilite você olhar o céu, pode favorecer o seu bem-estar na hora de estudar? É bom lembrar
que estudar em um local aberto também requer foco e concentração para um bom desempenho nos
estudos.

E se você não tiver um lugar fixo para aprender?

Às vezes, nem sempre é possível ter um lugar fixo


para aprender e os motivos são muitos, não é mes-
mo? Pode não haver aquele lugar em sua casa que
esteja disponível todos os dias e em todos os ho-
rários para seus estudos ou, ainda, possa ser que
você esteja passando alguns dias na casa de um
familiar ou ainda, possa ser que você tenha algo
tipo mudança de ambiente, da sua casa, que ocor-
re semanalmente. Tem gente, por exemplo, que
vive parte da semana com a mãe e os finais de se-
mana com o pai, pois ambos são separados e essa
dinâmica de estar com os dois tem sido algo muito
natural. Mas, como criar um cantinho de estudo
nesses dois locais? Ou melhor: como organizar um Fonte: www.freepik.com
local para estudar se ele não é fixo? Bem, o impor-
tante acaba sendo se adaptar às circunstâncias
para garantir que o ambiente de estudo ajude você
a aprender.
Contudo, para definir qual ambiente de estudo é melhor para você, seus hábitos e sua rotina diária
também precisam ser levados em conta! Para isso, retome a rotina que você elaborou na primeira aula
desse PET e assim verifique onde estará em quais dias da semana para poder organizar o seu Cantinho
de Estudo!

85
SEMANA 10

UNIDADE TEMÁTICA: Ora, ora...até as formigas se organizam!

OBJETO DE CONHECIMENTO: Formação do estudante autodidata

HABILIDADE: Refletir sobre os hábitos e elementos essenciais para a criação de uma rotina de estudos.

CONTEÚDOS RELACIONADOS: Identificação de potencialidades e fragilidades de aprendizagem em todos os


componentes curriculares.

INTERDISCIPLINARIDADE: com todos os componentes curriculares, por desenvolver competências e habi-


lidades cognitivas e socioemocionais fundamentais para a melhoria da aprendizagem e a incorporação na
prática cotidiana do ato de estudar.

TEMA: ORA, ORA...ATÉ AS FORMIGAS SE ORGANIZAM!


Olá estudante!
Para elaborar uma rotina de estudos, é preciso aprender a planejar as tarefas de acordo com as neces-
sidades de aprendizagem, pois é a partir disso que você irá aprender a tomar decisões, fazer planos e
estabelecer compromissos com autonomia. Nesta aula, você irá refletir sobre suas potencialidades e
fragilidades em relação à sua própria aprendizagem, para assim construir um plano de estudos perso-
nalizado. Vamos nessa?

RECAPITULANDO
Na semana anterior você conheceu elementos necessários para a organização do seu Cantinho de Es-
tudo em casa, de forma que se sinta confortável e com os materiais e condições necessárias para estu-
dar. Você viu que é possível adaptar algum espaço na sua casa para estudar, e, para isso, é fundamental
que você peça ajuda e converse com a sua família.

ATIVIDADES

Um estudo conduzido pela Universidade do Arizona nos


Estados Unidos e divulgado no periódico científico Bio-
logy Letters trouxe alguns detalhes sobre o comporta-
mento das formigas4. Os pesquisadores chegaram à
conclusão de que esses insetos muitas vezes mudam a
ordem de suas atividades ao longo do dia de forma inteli-
gente e organizada para o cumprimento de suas tarefas,
pois levam em conta suas preferências e necessidades.
Esse estudo é um exemplo das várias formas de orga-
nização existentes entre os seres vivos. Assim como
as formigas, nós também organizamos nossas tare-
Fonte: www.freepik.com
fas diárias de acordo com as nossas necessidades e

4 Sasaki, Takao & Pratt, Stephen C. Ants learn to rely on more informative attributes during decision-making. Biology Letters. v. 9(6), 2013.
Disponível em: <https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC3871352/>. Acesso em fevereiro de 2021.

86
interesses. Não só por uma questão de adaptação, como fazem as formigas, mas por buscar aperfei-
çoar ou transformar o que já fazemos, nós incorporamos novos hábitos às nossas vidas.
Nas aulas passadas, você tomou conhecimento sobre a importância da organização para os estudos, o
que servirá de suporte para o desenvolvimento desta atividade. Então, se prepare, pois chegou a hora
de navegar! Sim, isso mesmo! Para pensar no seu Plano de Estudo, vamos imaginar que você fará uma
viagem de barco, e precisa de uma carta náutica para guiar o caminho. Necessitará também de um guia
prático para informar os possíveis obstáculos que deverá enfrentar. O farol é o ponto de referência que
facilita a viagem. Ficou confuso? Então dá uma olhada na imagem abaixo:

Fonte: www.freepik.com (adaptado)

Essa imagem representa você, navegando no mar em busca dos seus objetivos de estudo!
Uma carta náutica é um instrumento de navegação que o orienta a “chegar lá”. O barco deve ser enten-
dido como o processo de aprendizagem, e o guia prático como a descrição das dificuldades de apren-
dizagem, obstáculos para chegar “ao porto” (objetivos) de forma mais segura. Por fim, o mar representa
o conhecimento adquirido:

Carta
Instrumento que deve guiá-lo na realização dos seus objetivos.
Náutica

Descrição das suas dificuldades de aprendizagem ou dos obstáculos que precisa


Guia prático vencer para aprender o que necessita. Soma-se a isso a descrição das ações para
superar esses entraves.

Os conhecimentos adquiridos que contribuem para atingir seus objetivos. São


Mar
seus pontos fortes.

É um ponto de referência. Deve funcionar como a lembrança constante de que o


Farol caminho traçado é o correto, pois se a mudança de rota ocorrer, haverá um dis-
tanciamento do farol, dos seus objetivos.

A Carta Náutica deve conter várias informações. Primeiramente, você deve começar a descrever seus
rumos – objetivos. Esses objetivos devem partir de um mais genérico até chegar aos específicos. A par-
tir dos dados da “carta náutica”, você pode planejar suas rotas, ou seja, estabelecer metas e prioridades
de estudo. Veja só um exemplo:

Minha carta náutica...

Rumos: aprender Matemática – função de 1º e 2º graus

87
Já no Guia Prático você tem que apontar suas dificuldades de aprendizagem, e o que pode fazer para
superá-las:

Meu Guia Prático...

Tenho dificuldade em: exponenciação

O que posso fazer para melhorar: exercícios, rever as aulas, assistir


alguns vídeos, tirar dúvidas com o professor e com os colegas.

Ao pensar no mar, você deve lembrar dos seus pontos fortes, aquilo que sabe bem, que tem facilidade
em aprender e que pode te ajudar a chegar nos seus objetivos. Assim como o mar, esse conhecimento
te “envolve” e sustenta a sua aprendizagem, sendo como um pilar para que você possa crescer, deixando
sua navegação mais segura:

O meu mar...

Pontos fortes: gosto de ler e estou treinando redação.

O farol é a luz que ilumina sua viagem, é onde você quer chegar:

Meu farol...

Aprender Matemática.

Esses foram alguns exemplos, mas chegou a hora de você elaborar o roteiro da sua viagem nos estudos!
Mão na massa:

Minha viagem rumo aos estudos!

Minha Carta Náutica...

Meu Guia Prático...

88
O meu mar...

Meu farol...

Fonte: www.freepik.com

E aí, como ficaram os itens da sua viagem? Conte para seu professor como vai ser sua rota! Elaborar a
sua rota de viagem pensando nos estudos é muito importante para que você possa se organizar para
estudar mais e melhor. Nas próximas aulas você irá utilizar os conceitos que conheceu hoje para orga-
nizar sua agenda de estudos. Até lá!

89
SECRETARIA DE ESTADO DE EDUCAÇÃO DE MINAS GERAIS

PLANO DE ESTUDO TUTORADO


COMPONENTE CURRICULAR: Pós Médio
ANO DE ESCOLARIDADE: 3º ANO – INTEGRAL E PROFISSIONAL
PET VOLUME: 01/2021
NOME DA ESCOLA:
ESTUDANTE:
TURMA: TURNO: INTEGRAL
MÊS: TOTAL DE SEMANAS:
NÚMERO DE AULAS POR SEMANA: NÚMERO DE AULAS POR MÊS:

SEMANA 1

UNIDADE (S) TEMÁTICAS : Competências para o Século XXI.

OBJETO (S) DE CONHECIMENTO: Autogestão, autonomia, planejamento.

HABILIDADE(S): Compreender a importância do acompanhamento das fases da execução do Plano de Ação


do Projeto de Vida.

CONTEÚDOS RELACIONADOS: Planejamento estratégico.

INTERDISCIPLINARIDADE:
Habilidades Socioemocionais: Perseverança, autodeterminação, planejamento.

TEMA: O PROJETO DE VIDA NÃO TEM FIM. A IMPORTÂNCIA DO MONITORAMENTO – PARTE 1


Caro (a) estudante, nesta semana é proposta uma reflexão sobre a importância de revisar e monitorar
todas as etapas do seu Plano de Ação de Projeto de Vida e de estabelecer um cronograma de verifica-
ção dos resultados.

RECAPITULANDO
Olá, estudante. Como vai? Que bom poder estar de volta com as aulas de Projeto de Vida! No ano passado, você adquiriu
muitos aprendizados e conhecimentos, não é verdade? Espera-se que em 2021 isso continue a acontecer. Para isso, conte
sempre conosco para ajudar na construção do seu Projeto de Vida. Vamos relembrar um pouco do que foi visto, na última
semana de 2020, naquele contexto você identificou a importância do acompanhamento dos Indicadores de Pro-
cesso e de Resultados como base para o melhor desenvolvimento das suas ações rumo ao alcance das
metas e objetivos do seu Projeto de Vida, está lembrado? Você está chegando em uma outra fase do seu Projeto de
Vida. Chegou o tão esperado 3º ano! As aulas de Projeto de Vida darão lugar ao acompanhamento do Plano de Ação do seu
Projeto de Vida, que você vem construindo ao longo do tempo. Então, siga em frente!

90
ATIVIDADES
Para começar, é importante saber como está o seu acompanhamento do Plano de Ação do seu Projeto
de Vida: você tem observado ele? No período que estava sem aulas da escola, você pegou em algum
momento o seu Plano de Ação para checar ou ajustar alguma coisa? Humm... será que você o deixou um
pouco esquecido? Se retomou o seu Plano de Ação em algum momento, saiba que isso é muito legal!
Caso você não tenha feito isso, não tem problema, sempre é tempo de resgatar e acompanhar o que
escreveu nele. Esse é o momento em que você terá a oportunidade de dar continuidade ao acompanha-
mento do seu Plano de Ação. Vamos nessa?
É muito importante que o Plano de Ação de Projeto de Vida seja monitorado para que você consiga ve-
rificar a necessidade de revisar algum ponto, a partir do que deseja alcançar. Mas... você sabe o que é
monitoramento?
Monitoramento é o acompanhamento periódico da execução das ações e dos resultados definidos no
Plano de Ação. Através do monitoramento, podemos verificar se os recursos são suficientes, se as
atividades estão sendo realizadas, se as metas estão sendo alcançadas e, finalmente, se os objetivos
estão sendo cumpridos. Para tanto, é necessário ter pontos de referência. O monitoramento ocorre
quando você faz uso dos Indicadores, como pontos de referência, para verificar os avanços do Plano
em relação a cada uma das suas Prioridades. Isso mesmo! Em outras palavras: cada Prioridade do Pla-
no de Ação requer o monitoramento de pelo menos um Indicador. E como você faz isso? Ah! Olhando
para as Metas atingidas! Pois elas mostram o impacto das suas ações desenvolvidas no alcance dos
Objetivos.
Assim, nessa semana, você aprenderá sobre a importância do monitoramento e como ele se dá de for-
ma organizada em todas as etapas do Plano de Ação. É por meio do monitoramento que você pode atin-
gir níveis mais elevados de crescimento. Ao aprender a monitorar suas ações, logo você vai perceber
que existe um ciclo infinito de melhoria.

1. - Leia o texto abaixo e identifique os pontos de referência do Plano de Ação de Amyr Klink. Grife-os
no texto:
Texto: Pontos de referência
“Vinte e cinco nós de vento, rodando para o norte. Fiz a primeira redução nas velas, instalei-me na mesa
de navegação e, puxando as luvas com os dentes, abri a Carta 3200. Agora sim, estava a caminho. Ne-
nhum nervosismo a bordo, gozado. Nem preocupações muito distantes. Minhas preocupações com o
trajeto foram divididas em etapas, o que torna tudo mais simples. Os limites das etapas poderiam ser
pontos de referência em pleno oceano, próximos a ilhas, linhas imaginárias – como o Date Line, linha
da mudança de data, ou algum dos meridianos divisórios dos 24 fusos horários –, qualquer coisa que
tornasse menores as etapas da navegação. Quase um recurso psicológico para não enfrentar de cara,
na imensidão branca da carta, a absurda distância de 14 mil milhas – sem escalas – que eu tinha pela
frente. O Paratii andava rápido, e o vento firme de norte ainda não mostrava os dentes”. 1 KLINK, Amyr.
Mar sem fim: 360° ao redor da Antártica. São Paulo: Cia. Das Letras, 2000. p. 45.

2 - Os pontos de referências motivam o navegador, que se mostra tranquilo. O que você acredita que fez
ele ter esse comportamento diante de seu plano?

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3 - Leio o texto e observe o fluxograma.
Uma forma de estruturar o controle das ações, a fim de verificar e descobrir se algo está errado, é
estruturando o fluxograma de controle. Abaixo foi criado um fluxograma com base no relato de Amyr.
Acompanhe o raciocínio e observe atentamente o processo das ações e decisões pelas quais passou o
navegador. O fluxograma é uma importante ferramenta de monitoramento e controle, que ajuda a es-
truturar o pensamento para a tomada de decisões. Neste caso, é, portanto, um recurso que você pode
utilizar para o monitoramento das ações do seu Plano. Assim, de acordo com as Ações do Velejador,
você sabe o porquê das formas geométricas e setas de direcionamento do fluxograma? Veja as expli-
cações na sequência:

KLINK, Amyr. Mar sem fim: 360° ao redor da Antártica. São Paulo: Cia. Das Letras, 2000. p. 45. /2 Material do Educador - Aulas de
Projeto de Vida 2º ano do Ensino Médio, pág. 205.

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a) Com base no fluxograma do relato de Amyr Klink, construa um fluxograma, para que você consi-
ga visualizar melhor os rumos do Plano de Ação do seu Projeto de Vida.

b) O relato de Amyr Klink trata de sua viagem na circunferência Antártica e serve de guia para
observar como se dá o acompanhamento e o monitoramento diante das etapas percorridas em
seu Plano – no caso dele a carta de navegação 3200 o direciona: as condições são favoráveis. E
como anda o seu Plano, estudante?

5 - Agora, retome seu Plano e encaminhe a resolução das propostas:

a) a) Considere uma linha do tempo, em que você observa seu Plano de Ação desde o ponto de
onde partiu em direção à sua visão de futuro. Muitas ações foram empreendidas desde então.
Identifique ao menos um objetivo de seu Plano para exercitar. Marque o ponto de onde partiu
e considere todas as ações empreendidas. Você considera que está caminhando em direção à
sua visão de futuro? Quais os pontos de referência de que você dispõe para garantir que está no
rumo certo? Construa no seu caderno uma linha do tempo do seu Plano de Ação, com base no
exemplo abaixo:

Material do Educador - Aulas de Projeto de Vida 2º ano do Ensino Médio, págs. 206 e 208.

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Então, estudante, o que achou da forma como Amyr Klink monitorou a viagem dele? Super legal, não é?
O melhor é que essa forma de acompanhamento serve para tudo, inclusive para o seu Plano de Ação de
Projeto de Vida. Na próxima aula vamos continuar falando sobre monitoramento, certo?! Até a próxima.

PARA SABER MAIS:


Se quiser conhecer a história da viagem de Amyr Klink, acesse o link para bai-
xar o PDF do livro que ele escreveu quando fez essa viagem. O livro tem direi-
tos autorais livres e pode ser baixado na internet. Link: http://lelivros.love/book/
baixar-livro-mar-sem-fim-amyr-klink-em-pdf-epub-e-mobi-ou-ler-online/.3

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SEMANA 2

UNIDADE (S) TEMÁTICAS : Competências para o Século XXI.

OBJETO (S) DE CONHECIMENTO: Autogestão, autonomia, planejamento.

HABILIDADE(S): Compreender a importância do acompanhamento das fases da execução do Plano de Ação


do Projeto de Vida.

CONTEÚDOS RELACIONADOS: Planejamento estratégico.

INTERDISCIPLINARIDADE:
Habilidades Socioemocionais: Perseverança, autodeterminação, planejamento.

TEMA: O PROJETO DE VIDA NÃO TEM FIM. A IMPORTÂNCIA DO MONITORAMENTO – PARTE 2


Caro (a) estudante, nessa semana a intenção é que você continue refletindo sobre a importância do
monitoramento do seu Plano de Ação de Projeto de Vida. Afinal, o Projeto de Vida não tem fim e é pre-
ciso acompanhar os resultados do que você se propôs a realizar em busca do seu sonho.

RECAPITULANDO
Olá, estudante! Na última semana, você começou a pensar sobre o quanto é importante e necessário
analisar, observar, monitorar de perto o desenvolvimento do seu Plano de Ação de Projeto de Vida. Re-
fletiu também sobre a importância de revisar e acompanhar todas as etapas do seu Plano de Ação e de
estabelecer um cronograma de verificação dos resultados.

ATIVIDADES

Sempre quando se faz um planejamento de algo, não se pode simplesmente planejar, é preciso agir para
que os resultados possam ser conquistados. Você vem observando ao longo do desenvolvimento das
aulas de Projeto de Vida que para cada etapa da elaboração do seu Plano de Ação, as etapas anteriores
são imprescindíveis. Nas últimas aulas de 2020 você descobriu a importância de duas etapas do seu
plano: Indicadores de processo e Indicadores de resultado. Neste momento, a proposta de acompa-
nhamento para o seu Plano de Ação, é que você possa revisar o que foi construído até o ano passado.
É por meio do acompanhamento das ações e dos resultados que você poderá verificar se algo mudou e
corrigir os rumos do seu Projeto de Vida.
As mudanças podem ter causas diversas e amplas e às vezes não podemos controlá-las. Exemplo: um
projeto de uma viagem romântica, mas às vésperas um dos dois decide acabar com o relacionamento.
Pode, ainda, haver algum obstáculo momentaneamente intransponível, levando você a mudar de rota e
redesenhar suas estratégias.
A habilidade de gerenciar seu Projeto de Vida inclui a capacidade de lidar com imprevistos e mudan-
ças de rumo, corrigindo e ajustando seu Plano de Ação, sem diminuir as perspectivas de sucesso e a
autoestima.
Ao analisar como anda o cumprimento do seu cronograma, os prazos, se existe algo atrasado, se os re-
cursos estão sendo suficientes e bem utilizados, é possível identificar as variáveis do seu Plano. Assim
é possível perceber se o esforço para garantir os resultados está sendo suficiente. Ao pensar sobre

95
tudo isso, fica fácil identificar os pontos que ajudam no monitoramento das suas ações. Espera-se que
você possa revisar o seu Plano de Ação e observar os pontos e fatores que desviaram de seus objetivos
e assim, possa analisar as causas e motivações que levaram a tal situação.

1 - Ainda em observância ao seu Plano de Ação, é importante que você perceba as suas variáveis e
organize-as, considerando os seguintes aspectos:

a) Para o cumprimento do cronograma, os prazos devem ser cumpridos conforme previsto. Existe
algo que está atrasando suas ações? Cite uma ação para agilizar a realização do cronograma.

b) Recursos: estão sendo suficientes e bem utilizados?

c) Esforço: acredita que você precisa se esforçar mais para garantir os resultados? justifique.

2 -. Sobre os seus resultados, tenha mais clareza sobre eles. Responda às questões propostas:

a) Planejado: O que prometi fazer?

b) Realizado: O que realmente fiz?

c) Análise do desvio (variações): Por que fiz de modo diferente?

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d) Medidas de ajustes adotadas: O que fiz para corrigir os erros?

e) Demanda de novos processos: O que ainda preciso fazer para corrigir os desvios cujas causas
estão fora de controle?

f) Atualização do Plano: quais as novas Metas e Ações para o próximo período?

Ao responder estas perguntas, você consegue visualizar melhor a distância entre o que você planejou
no início da elaboração do seu Plano de Ação e onde você conseguiu chegar ou o que já conseguiu
alcançar durante o percurso de tempo em que você agiu. A partir disso, é necessário pensar na neces-
sidade de possíveis ajustes de ação ou mesmo de planejamento. Será que é necessário mudar algo no
seu Plano de Ação? Você precisa analisar muito bem para obter esta resposta.
É importante saber lidar com mudanças imprevisíveis ao longo da execução de seu projeto. A sugestão
é que você possa refletir sobre como lidar com elas, pois essa é uma habilidade essencial para geren-
ciar o Plano de Ação. É necessário estar sempre atento ao desenvolvimento do seu Plano de Ação de
Projeto de Vida. Crie uma rotina de acompanhamento e revisão para que as mudanças necessárias
sejam realizadas com maior atenção e facilidade. Até a próxima!

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SEMANA 3

UNIDADE (S) TEMÁTICAS: Competências para o Século XXI

OBJETO (S) DE CONHECIMENTO:Autogestão, autonomia, pensamento crítico.

HABILIDADE(S):Reconhecer a necessidade de melhoria contínua.

CONTEÚDOS RELACIONADOS: Planejamento estratégico.

INTERDISCIPLINARIDADE:
Habilidades socioemocionais:responsabilidade, autoconhecimento, planejamento.

TEMA: CRESCIMENTO E MELHORIA DO DESEMPENHO, SEMPRE – PARTE 1


Caro (a) estudante, nesta semana você vai conhecer mais uma forma de acompanhar o seu Plano de
Ação de Projeto de Vida: o Ciclo PDCA. Esta é uma ferramenta de melhoria contínua a ser aplicada na
construção do Projeto de Vida e do seu Plano de Ação.

RECAPITULANDO
Nas últimas semanas, você refletiu sobre a importância do monitoramento do seu Plano de Ação de
Projeto de Vida, para que você consiga agir da melhor maneira rumo ao seu sonho.

PARA SABER MAIS


Vale a pena ASSISTIR
“The Potter”, dirigido por Josh Burton – 7m49s – EUA, 2005.52
The Potter é um curta de animação que faz bastante suces-
so no Youtube e é amplamente divulgado com o nome de
“Aprender a aprender”. É o resultado da tese final de Josh
Burton, na Faculdade de Savanna de Arte e Design. Conta a
história de Potter, uma antiga criatura que dá vida ao barro.
Tem como aprendiz uma criança que quer muito aprender a
fazer o mesmo. Link de acesso: https://www.youtube.com/
watch?v=ntoztA_pe885

ATIVIDADES

Você já ouviu falar em PDCA? E em Ciclo de Melhoria Contínua? O PDCA ajuda as pessoas a identifica-
rem possíveis “falhas” ou problemas que possam dificultar o desempenho de suas ações, durante a
execução do Plano de Ação. Essa revisão pode ajudar você a monitorar melhor as ações e organizar
o resultado, evidenciando se a meta foi alcançada, e abrindo possibilidade para o questionamento do
porquê não foi alcançada.
Durante a construção de seu Projeto de Vida, uma importante ferramenta lhe deu condições de estru-
turar seus sonhos – o Plano de Ação. A partir dele você pôde estabelecer as bases filosóficas do seu
pensamento – visão de futuro, valores, premissas – que guiam suas ações. Desdobrou essas bases em

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prioridades, objetivos e metas. Definiu quais eram as melhores ações e criou estratégias para executá-
-las. A cada ação executada pôde refletir sobre os resultados, com apoio dos indicadores, que lhe gera-
ram uma visão sobre fatores críticos que interferiam em seu plano. Além disso, percebeu a importância
em monitorar seu Plano de Ação, com a criação de um fluxograma, possibilitando um melhor controle e
acompanhamento dos resultados de suas ações. Esse é um processo cíclico, em constante movimento
e interação, que aproxima o seu ser, do seu querer ser, objetivo central de toda essa aprendizagem.
The Potter. Disponível em: www.joshburton.com/projects/thePotter.asp.

1 - Leia os textos a seguir.

O ciclo de melhoria contínua – Ciclo PDCA


Basta dar um passeio virtual na web, assistir a um filme, ler um livro ou folhear uma revista e entramos
em contato com histórias de personagens e personalidades, que vivem suas vidas na busca de melho-
rar seu desempenho e atingir níveis mais elevados de crescimento, seja pessoal, social ou profissional.
Essas pessoas parecem nunca se cansar: escolhem formas de vida singulares e integradas aos seus
sonhos, desejos e necessidades; sempre têm um novo desafio a enfrentar; suas vidas revelam um ci-
clo infinito, em que o alcance de um objetivo gera a necessidade de desafiar-se com novo objetivo.
Planejam. Executam. Checam. Agem. O fluxo contínuo é o segredo do crescimento e da melhoria do
desempenho. A aprendizagem, por melhoria de desempenho, pode se dar por intermédio do instru-
mento de gestão chamado Ciclo PDCA, cuja função é apoiar os processos de melhoria contínua das
ações executadas em um Plano de Ação. Esse instrumento visa um desenvolvimento crítico de assi-
milação e reflexão do conhecimento, a partir da análise de suas experiências práticas. Através dele,
você será estimulado, constantemente, a planejar, a executar, a avaliar e a ajustar, desencadeando
uma melhor compreensão dos processos envolvidos em suas ações. Cada giro do PDCA se dirige para
o começo de um novo ciclo, sempre na busca de uma melhoria contínua, criando um ciclo virtuoso,
em que os processos podem ser analisados e mudanças podem ser efetuadas. Forma-se, assim, um
circuito de aumento de qualidade e crescimento, tornando os processos mais complexos e completos.
Logo, as ações são articuladas e administradas em diferentes fases: planejar (Plan), executar (Do),
avaliar (Check) e ajustar (Act). Observe a imagem e leia, em seguida, o que deve significar cada uma
das fases:

Material do Educador - Aulas de Projeto de Vida 2º ano do Ensino Médio, pág. 218.

99
1. Plan (planejar): Nessa fase, é elaborado o PA, estabelecendo a visão de futuro e missão. Também
são definidas como e quando acontecerão as ações para atingir os objetivos e metas definidos em seu
plano, bem como, os indicadores que vão controlar e monitorar os resultados das ações.
2. Do (executar): Fase de executar o que planejou. É importante que o Plano seja seguido rigorosamen-
te. É importante observar as pequenas mudanças que se operam nesta fase.
3. Check (avaliar): Fase de controlar e monitorar o que planejou. Ocorre a verificação, avaliação e cor-
reção para os possíveis desvios durante a execução. Esta fase determina o quanto as mudanças foram
favoráveis e estão funcionando. É hora de observar se a melhoria que você esperava aconteceu.
4. Act (ajustar): Fase de agir para identificar boas práticas e replicá-las; identificar desvios e corrigi-
-los caso as metas não tenham sido alcançadas, você pode traçar novas estratégias de atuação, con-
sequentemente se estabelece um novo ciclo. Após a fase de checagem, se você decidir que vale a pena
continuar investindo na mudança, você pode expandir o plano, atingindo um novo patamar de melhoria.
A utilização do Ciclo PDCA, em seu Projeto de Vida, se dá a partir dos resultados obtidos com a execu-
ção de seu Plano de Ação. Trata-se de um instrumento que ordena as ações cotidianas estabelecidas
em seu Plano. Por isso, o ciclo é considerado uma poderosa ferramenta para o acompanhamento e
detecção dos ajustes necessários durante e ao final de um processo. Dessa forma, ocorre a aprendi-
zagem, ou seja, a partir da passagem, atenta e plena, por todas as fases, você constrói uma trajetória
de melhoria contínua nos processos e, por consequência, nos resultados obtidos. O Projeto de Vida é
o traçado entre aquilo que se é e o que pretende ser. O Plano de Ação é o instrumento que ajuda você
a definir esse traçado. Dessa forma, o conceito de melhoria, ao ser aplicado em seu Projeto de Vida,
implica mudanças em seus hábitos, que refletirá em seu Plano, de forma a aproximá-lo do que preten-
de ser. Além disso, a cultura da melhoria contínua pode contribuir, decisivamente, para o alcance de
patamares crescentes de eficiência, pavimentando o seu caminho na construção do Projeto de Vida.
Obs: É importante ressaltar que o ciclo PDCA pode e deve ser aplicado em diferentes dimensões tem-
porais do Plano de Ação, sendo uma metodologia a ser utilizada no decorrer do Projeto de Vida para o
seu desenvolvimento completo no curto, médio e longo prazo, um ciclo para atingir um objetivo com
prazo de vários anos à frente e para se cumprir o Plano de Ação nas metas desdobradas em etapas,
anuais, mensais, semanais, diárias. Para cada um destes ciclos a metodologia de melhoria contínua
deve ser aplicada.
Então, estudante, espera-se que você tenha gostado de conhecer um pouco mais sobre o Ciclo de Me-
lhoria Contínua – PDCA, pois é através desta ferramenta de gestão que você vai monitorar o seu Plano
de Ação de uma forma ainda mais efetiva. Até a próxima!
Material do Educador - Aulas de Projeto de Vida 2º ano do Ensino Médio, págs. 217 a 219.

100
Reflita sobre o Ciclo PDCA e faça anotações de pontos importantes.

101
SEMANAS 4 e 5

UNIDADE (S) TEMÁTICAS: Competências para o Século XXI

OBJETO (S) DE CONHECIMENTO: Autogestão, autonomia, pensamento crítico.

HABILIDADE(S): Reconhecer a necessidade de melhoria contínua.

CONTEÚDOS RELACIONADOS: Planejamento estratégico.

INTERDISCIPLINARIDADE:
Habilidades socioemocionais:responsabilidade, autoconhecimento, planejamento.

TEMA: CRESCIMENTO E MELHORIA DO DESEMPENHO, SEMPRE – PARTE 2


Caro(a) estudante, nessa semana você vai aplicar os conhecimentos adquiridos em relação ao Ciclo
de Melhoria Contínua – PDCA, levando em consideração que qualquer processo pode ser melhorado,
desde os mais simples aos mais complexos. Sempre há uma oportunidade de melhorar o que é feito.

RECAPITULANDO
Na última semana, você começou a conhecer mais uma forma de acompanhar o seu Plano de Ação de
Projeto de Vida: o Ciclo PDCA, que é uma ferramenta de melhoria contínua a ser aplicado na construção
do Projeto de Vida e do seu Plano de Ação.

ATIVIDADES

Muitas vezes as pessoas utilizam a máxima que diz: Nada é ou está tão bom, que não possa melhorar!
Você já deve ter ouvido, não é mesmo? Pois é, na vida, tudo o que as pessoas fazem pode passar por
este processo de melhoria. É preciso sempre buscar fazer melhor aquilo que você já faz. É essa busca
por fazer algo melhor que movimenta o Projeto de Vida. É assim que ele tem sentido e significado na
vida das pessoas. Sempre é possível ser a melhor versão de si mesmo! As experiências, os erros, os
acertos, tudo pode ser utilizado no processo de Melhoria Contínua. A expressão Melhoria Contínua é
bastante óbvia e deixa claro que sempre vão acontecer mudanças que gerem melhores resultados!

1 - Leia o texto a seguir que conta a história de um Jovem reflita sobre como o Ciclo de Melhoria Contínua
– PDCA pode ser identificado:

“Lucas passou um ano inteirinho em seu computador, jogando seu game favorito... Acordava, jogava;
comia, jogava ; tomava banho, jogava... Parava quando ia encontrar os amigos para jogar, ou quando ia
para academia de musculação. Esteve tão ocupado, que todo o resto se perdeu. Ao final do ano, acu-
mularam notas vermelhas em seu boletim. Pai e mãe, convocados à escola para a reunião final, desco-
brem que o filho havia desperdiçado todo o tempo e investimentos. Reprovara de ano. Foi um choque:
seus pais cortaram-lhe todos os privilégios e acessos eletrônicos. Passou as férias em longa medita-
ção, ajudando seus pais nos afazeres domésticos e na loja do pai. Assim, após pensar sobre o seu Plano
de Ação do ano anterior, decidiu fazer ajustes: no começo do novo ano, tudo seria diferente. (A) (fim
de ciclo e início de um novo). (PLAN) Estabeleceu que se tornaria um estudante exemplar, para tanto,
decidiu começar aumentando a sua participação e proatividade: prestaria atenção nas aulas e tomaria

102
notas de tudo o que aprender, deixaria de usar o computador por alguns dias e não veria nenhum amigo,
também não perderia mais tempo na academia. (D) Assim, fez, no primeiro dia, ninguém reconhecia
aquele menino ali presente. Olhava fixamente para o educador, mal piscava. Pediu apoio para seu pai,
que colocou uma senha no computador e assim desligou-se do mundo: não atendeu nenhum chamado
para jogar GTA com os amigos...
Mas no terceiro dia, dormiu durante uma aula, depois de ter passado grande parte da noite lendo e re-
lendo a apostila de ciências. (C) Ao final de uma semana, fez as provas que ajudariam ele a ver se estava
no caminho certo, e seu indicador de resultado sinalizou, de 50 questões, ele acertou 15. (A) Foi mal, um
pouquinho melhor que o ano anterior, mas ainda mal. Daí ele tocou a pensar nas metas e nos objetivos,
viu que suas ações estavam fora de forma, alguns hábitos de estudar não estavam dando certo: ‘– Será
que estudo de maneira errada?’ Mais um pouco de meditação e percebeu que estava intranquilo, seu
corpo parecia pesado e ao olhar no espelho viu que estava com olheiras... Precisava voltar à academia,
concluiu ele, estou com excesso de energia... “Assim, foi caminhando por sua própria história, por aque-
la semana, e conseguiu perceber pontos em que precisava melhorar, traçou novo plano.”

a) Leia e compreenda o raciocínio, trazido no exemplo abaixo, e, em seguida, crie o mesmo exercí-
cio aplicado a partir de sua experiência pessoal:

“Lucas reprovou o ano escolar, teve notas baixas, pois havia mudado de escola, na metade do
ano, e demorou em se dar conta do ritmo que a nova escola exigia dele. Assim, iniciou o ano
escolar com a consciência de que não poderia continuar atuando da mesma maneira. Também
havia a cobrança de seus pais que exigia maior responsabilidade e comprometimento, uma vez
que, os custos da escola eram altos e não havia como perder tempo, nem mais recursos.”

Lucas buscou responder às três perguntas que daria início ao seu novo momento:

1º O que precisa ser melhorado?


Analisando o que vivi no ano anterior, a nova escola me exige maior concentração e o desenvol-
vimento de novas habilidades, além de novos hábitos de estudo. Tenho tido dificuldades nos
conteúdos de várias matérias. Durante as aulas até tento me concentrar e entender o que o
educador ensina, mas na hora da prova esqueço tudo. Talvez, se eu começar a ter mais atenção
e tomar nota do que venho aprendendo na sala de aula, consiga ter melhor aproveitamento dos
conteúdos e rendimento.
2º Como saber se a mudança que busco é uma melhoria?
Vou perceber que estou melhorando se eu tirar boas notas nas provas mensais que serão daqui
um mês, mas, antes, posso fazer as provas do ano passado e ver se atingir a média. Posso, assim,
estabelecer um indicador de processo, desde que o indicador de resultado seja atingir a média
na realização das provas. Enquanto isso faço mudanças em minha forma de estudar, para obter
melhores resultados de desempenho, ganhando tempo para fazer correções e ajustes.
3º Quais mudanças devo fazer para obter resultados de melhoria?
Não tenho como me enganar mais. Tenho me dedicado muito pouco para meus estudos, se eu
aumentar a dedicação, ou seja, aumentar o tempo de estudo, terei melhores resultados e de-
sempenho. Assim, o primeiro passo é estudar por mais tempo, isso significa que terei que reor-
ganizar minha agenda e encontrar espaço para esse trabalho extra.
Após esse importante passo, Lucas conseguiu definir como faria seu CICLO PDCA girar:
P¹ (planejar):No início da semana planejou:
1. Incluir mais 15 horas semanais de estudo ao planejamento semanal;
2. Diminuir as atividades sociais e o tempo na academia;

103
3. Dormir mais tarde para dar conta de cumprir o planejamento semanal;
4. Refazer exames aplicados no ano anterior, no início da semana. Obs. No planejamento também
deve constar a forma de fazer o monitoramento e mesmo a revisão.
D¹ (executar):Durante a semana, ele executou o que foi planejado:
1. Estudou durante oito horas na semana;
2. Cumpriu sua agenda de compromissos em cursos já programados;
3. Evitou encontrar com os amigos durante a semana;
4. Deixou de ir à academia;
5. Fez os exames aplicados no ano anterior.
C¹ (avaliar): com posse de seu diário de boas práticas, que registrou durante a semana, as ações
planejadas foram monitoradas.
1. Avaliou o resultado dos exames e obteve notas baixas;
2. Avaliou seu desempenho diante das mudanças em sua rotina.
A¹ (ajustar): após a verificação e avaliação do resultado de suas ações, refletiu:
1. Notou que seu baixo desempenho na prova se deu porque deu foco a informações irrelevantes;
2. A diminuição das atividades físicas o deixou sem concentração e desmotivado, não acompa-
nhou bem as aulas; 3. Os amigos fizeram-lhe falta, pois ele se sentia isolado e insatisfeito;
4. Percebeu que é importante buscar apoio entre os conhecidos para ajudar a observar os resul-
tados e encontrar novas possibilidades de atuação;
5. Entendeu a necessidade em manter as atividades da academia, que o reanima;
6. Deseja manter o contato com os amigos para se sentir feliz e integrado.
P² (planejar):
1. Compartilhar dificuldade com educador e amigos;
2. Aumentar tempo de estudo de 8 para 12 horas;
3. Fazer anotações das aulas, a partir de temas geradores;
4. Utilizar texto de apoio quando não compreender as anotações;
5. Refazer os exames.
D² (executar):
1. Conversou com amigos e educador e apanhou importantes dicas de como manter sua vida so-
cial e pessoal alinhada com os estudos;
2. Escreveu textos retomando o conteúdo das aulas a partir das anotações feitas;
3. Gravou áudio dos textos que escreveu;
4. Ouviu as gravações enquanto fazia atividade física;
5. Convidou um grupo de amigos para estudarem juntos;
6. Incluiu sessões de cinema, passeio em museus e outros espaços para ampliar a compreensão
do que aprendia em sala de aula;
7. Refez o exame para avaliar seu desempenho.
C² (avaliar):
1. Atingiu pontuação alta no exame.
2. Manteve alto o nível de energia e foco durante toda a semana;

104
3. Conseguiu manter a concentração em cada atividade que fez.
A² (ajustar):
1. Descobriu diferentes formas de aprender e assimilar conhecimento;
2. Aprendeu a focar o que estava aprendendo e tudo tem tido mais significado;
3. Está confiante para realizar a prova no final do mês;
4. As mudanças em seus hábitos constituem, agora, um novo modo de aprender.
5. Decide manter essa nova organização.
Lucas percebeu que era possível modificar seus hábitos e atitudes, sem deixar de lado o que lhe
fazia bem. Teve dedicação e decidiu enfrentar suas limitações. Seu plano deu certo!

Agora, é sua vez, estudante! Pegue seu fluxograma como referência e reveja todas as etapas do seu
Plano de Ação. Vamos lá? Leve em consideração as questões que desenvolveu na aula anterior e
tudo o que sabe a seu respeito. Foque em uma meta e desenvolva o Ciclo PDCA para alcançar a me-
lhoria necessária para o seu crescimento. Até a próxima!

105
REFERÊNCIAS

• Instituto de Corresponsabilidade pela Educação. Material do Educador: Aulas de Projeto de Vida.


1º Série do Ensino Médio. 1ª Edição. Recife. 2016. p. 1 a 392. • KLINK, Amyr. Mar sem fim: 360° ao
redor da Antártica. São Paulo: Cia. Das Letras, 2000. p. 45. / 2 Material do Educador. Disponível
em: http://lelivros.love/book/baixar-livro mar-sem-fim-amyr-klink-em-pdf-epub-e-mobi-ou-
-ler-online/. Acessado em fevereiro de 2021. • Material do Educador - Aulas de Projeto de Vida 2º
ano do Ensino Médio, págs. 205, 206, 208, 217, 218 e 219.
• The Potter. Disponível em: www.joshburton.com/projects/thePotter.asp. Acessado em feverei-
ro de 2021.

106
SEMANA 6

UNIDADE (S) TEMÁTICAS :


Competências para o Século XXI.

OBJETO (S) DE CONHECIMENTO:


Autogestão, flexibilidade e otimismo.

HABILIDADE(S):
Compreender a importância da avaliação da efetividade das soluções.

CONTEÚDOS RELACIONADOS:
Planejamento estratégico, prioridade.

INTERDISCIPLINARIDADE:
Ciências Humanas e suas Tecnologias: Cidadania, liberdade de expressão, participação e papel social.
Linguagens, códigos e suas tecnologias: Gêneros textuais, tipos de textos.
Habilidades Socioemocionais: Perseverança, resiliência e otimismo.

TEMA: COMO SABER SE DEU CERTO ANTES DE DAR ERRADO? – PARTE 1


Caro estudante, os ajustes fazem parte de um processo cíclico de melhorias, que não se desvinculam do
PLANEJAR + EXECUTAR + AVALIAR, etapas anteriores do Plano. Você está lembrado delas?
Pois bem, ajustar é algo que tem uma constância também, numa interação que aproxima o seu ser do
seu querer ser, objetivo central de toda aprendizagem sobre a construção de um Projeto de Vida. Olha
só quanto conhecimento tem nisso tudo, não é verdade?
Talvez você não tenha percebido a grandiosidade da interação dessas etapas, mas o Plano de Ação tem
sido um instrumento útil para organizar a sua vida e ajudá-lo (a) nas suas decisões. Agora, como esta-
mos chegando quase ao final das aulas de Projeto de Vida, aproveite essa etapa para fazer as mudanças
necessárias que ajustaram o seu Plano. Elas devem implicar em novas escolhas e tomadas de decisões.
Porém, não se engane achando que tudo será como você sempre sonhou, ou melhor, PLANEJOU.
Faz parte do Projeto de Vida ajustar algo durante todo seu percurso, pois imprevistos podem acontecer
e a experiência que você vai adquirindo ao longo do processo, vai influenciar na melhoria de tudo o que
você faz. A única certeza que você pode ter nessa jornada é a sua convicção na busca dos seus sonhos,
na melhoria dos seus resultados e seu crescimento sempre.

RECAPITULANDO
Na semana anterior você aprendeu sobre a importância do monitoramento para a melhoria contínua
das suas ações. Como ele se dá de forma sistemática em todas as etapas do Plano de Ação.
É por meio do monitoramento que você pôde atingir níveis mais elevados de crescimento. Ao aprender
a monitorar suas ações, logo você começou a perceber que existe um ciclo infinito de melhoria. Você
está lembrado do PDCA? Pois bem, de lá para cá é provável que tenha empreendido muitas ações e
aprendido com os seus erros e acertos. Vamos seguir analisando alguns desvios do que foi feito e as
medidas de ajustes que você tem adotado.

107
ATIVIDADES

Quando se começa a fazer uso de um Plano de Ação é comum inicialmente executar as ações de for-
ma automática, sem refletir muito bem sobre seus fins. Isso acontece principalmente na urgência de
encontrar solução para algo que deu errado ou surgiu inesperadamente. Muitas vezes as estratégias e
ações não são alinhadas e ao invés de resolver o que precisava, acaba gerando outros problemas. É pre-
ciso ter consciência dos possíveis erros que acontecem no meio do caminho, pois isso vai ajudar você a
entender como deve agir na hora de resolver algum imprevisto ou problemas que venham a surgir.
Quando você acompanha o seu Plano de Ação de Projeto de Vida, além de servir para a tomada de cons-
ciência sobre suas capacidades, serve para verificar se as ações corretivas que você tomou foram re-
sultado das suas vontades e interesses ou se sofreram influências de outras pessoas. Se surgir uma
necessidade de ajuste, não foque nos erros e sim na melhor forma de dominar o que precisa e para
diminuir as suas fragilidades, riscos e ameaças. Certo?
Tenha clareza de que vão acontecer falhas ou erros na execução do seu Plano de Ação, mas é preciso
aprender com os erros para evitar que eles sejam cometidos novamente. Nas aulas anteriores, você
aprendeu a identificar os principais problemas do seu PAI e corrigi-los a tempo. Contudo, alguns erros
podem ser sutis e, por isso, tornam-se difíceis de serem notados. Como saber se realmente você corri-
giu o problema? Ou se escolheu as ações mais adequadas naquele momento?

1 - Utilize o Checklist a seguir para que você possa aplicar a cada uma das suas ações presentes no seu
Plano de Ação e, dessa forma, possa avaliá-las. Responda às questões a seguir
Durante as ações corretivas que realizou:

• Foi possível perceber que o seu desempenho aumentou? De que forma?

• Elas representaram o que você realmente queria fazer? Qual o seu grau de satisfação quanto a elas?

• Elas representaram algum tipo de mudança de hábitos para você? Quais?

• Foram executadas a partir de uma lista de prioridades ou de urgências?

108
A experiência adquirida ao longo da operacionalização do Plano de Ação o fez chegar até aqui e lhe pro-
porcionou aprendizado, pois você pôde rever seus erros, não é mesmo? Mas isso não significa que tudo
já foi aprendido, ao contrário: ainda há muito pela frente.

2 - Sobre o processo de Planejar, Executar, Avaliar e Ajustar o seu Plano de Ação tenha em mente que
é algo muito valioso, pois faz toda a diferença no sucesso do seu Projeto de Vida. A revisão do Plano de
Ação depende do que você aprendeu até o momento e como aplicar esse conhecimento na sua vida.
Sobre isso, você valoriza os seus aprendizados e o que você tem capacidade de fazer? Para pensar
sobre isso leia o texto a seguir e sobre os erros e acertos do seu Plano de Ação, responda:

Texto 1
Sempre defendi fervorosamente que o autoconhecimento é uma das ferramentas mais poderosas
para a sua vida. Um benefício que o autoconhecimento traz, e que tem um valor inestimável, é lhe
dar consciência do que você sabe e do que você não sabe. Pouca gente tem clareza sobre o seu di-
ferencial. Aliás, tem uma pegadinha aqui. Às vezes você não dá valor devido às coisas que faz com
maestria. Por quê? Porque aquilo que você faz muito bem normalmente vem com tanta naturalidade
que você não percebe o quão valioso é. É mais fácil admirar aquilo que nos é mais difícil fazer.
No outro extremo, também são poucas as pessoas que têm clareza sobre seus pontos fracos. Isso
acontece porque os maiores pontos fracos de alguém podem ser meras sutilezas. (...). (...) Quan-
do estamos pensando em diferenciais, eles podem ser sutilezas, não necessariamente habilidades
amplas tais como programar ou escrever bem. Por exemplo, talvez seu maior diferencial seja saber
acalmar as pessoas quando é preciso. Ou talvez seja saber contar histórias cativantes. Ou talvez seja
saber encantar com seu brilho nos olhos.
Use seu dia para entender melhor quais características são o seu diferencial e quais podem ser me-
lhoradas. Só por saber o que você sabe e o que não sabe, você estará se diferenciando.
PESCE, Bel. A menina do vale 2. Rio de Janeiro: Le Ya, 2014. p. 100 e 101.

a) O melhor resultado alcançado por você no seu Plano de Ação.

b) O erro ou falha que foi mais difícil de corrigir no seu Plano de Ação.

109
Agora, responda:

c) Quais foram os fatores ou habilidades pessoais que não sabia que possuía, mas que, ao uti-
lizá-los, ajudaram você a alcançar o melhor resultado e a corrigir o erro/falha mais difícil
do seu Plano de Ação.

d) Refletindo sobre os fatores ou habilidades citadas anteriormente, como você acha que eles po-
dem estimulá-lo (a) a experimentar e a buscar coisas novas para a sua vida? De que forma?

Nesta semana você aprendeu como é importante monitorar as ações do seu Plano de Ação. Para isso,
você analisou todas as etapas do seu planejamento, identificando possíveis erros e problemas. Em de-
corrência disso, é possível que desde já você tenha ajustado alguma coisa no seu Plano, e isso é uma de-
monstração do quanto o conteúdo dessa aula tem sido útil para você. Agora, falta bem pouco para você
ganhar propriedade na análise dos resultados. Vamos avançando pouco a pouco. Até a próxima aula!

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SEMANA 7

UNIDADE (S) TEMÁTICAS :


Competências para o Século XXI.

OBJETO (S) DE CONHECIMENTO:


Autogestão, flexibilidade e otimismo.

HABILIDADE(S):
Compreender a importância da avaliação da efetividade das soluções.

CONTEÚDOS RELACIONADOS:
Planejamento estratégico, prioridade.

INTERDISCIPLINARIDADE:
Ciências Humanas e suas Tecnologias: Cidadania, liberdade de expressão, participação e papel social.
Linguagens, códigos e suas tecnologias: Gêneros textuais, tipos de textos.
Habilidades Socioemocionais: Perseverança, resiliência e otimismo.

TEMA: COMO SABER SE DEU CERTO ANTES DE DAR ERRADO? – PARTE 2


Caro (a) estudante, esta aula propõe a continuidade do processo de reflexão sobre a importância do
acompanhamento das ações estabelecidas em seu Plano de Ação de Projeto de Vida, com base nos
seus pontos fortes e habilidades, nas oportunidades de crescimento e inovação através dos erros co-
metidos e problemas que surgiram e nos principais resultados alcançados desde o início da construção
do Projeto de Vida até o momento presente.

RECAPITULANDO
Olá, estudante! Na última aula, você começou a refletir sobre os recursos pessoais mobilizados para a
solução de problemas, avaliar a adequação da ação corretiva para a solução de possíveis falhas ou erros
durante a execução do seu Plano de Ação e relacionar as ações corretivas com as metas, estratégias
e objetivos para que o seu Plano de Ação de Projeto de Vida possa ser acompanhado de maneira cons-
ciente e intencional, evitando prejuízos em sua realização.

ATIVIDADES

Ao refletir sobre o acompanhamento do seu Plano de Ação de Projeto de Vida é impossível não pensar
em tempo, não é verdade? Em relação ao tempo, você já ouviu falar na expressão “Timing”? Timing pode
ser definido como a sensibilidade para enxergar um momento propício para a realização de algo, isto é,
um tempo em que você percebe uma oportunidade para executar uma ação específica. O timing é fruto
de experiências, fracassos e conquistas, bem como dos seus instintos. De modo geral, “ter um timing”
pode ser o mesmo que: “ter uma ideia a experimentar” ou “começar algo novo”. É uma constante às
“pessoas de timing” apresentarem a disponibilidade para aprender, a sensibilidade para interromper ou
continuar algo, bem como, a necessidade de experimentar coisas novas. É o Timing que ajudará você a
encontrar os momentos corretos para mudar o que é preciso em seu Plano de Ação.

111
1 - A partir disso, leia o texto a seguir:

Texto: A ilusão de Ícaro


Bem ao sul da ilha grega de Samos está o Mar Icário (Mar Egeu). Diz a lenda que esse é o lugar onde
Ícaro morreu — vítima de sua arrogância.
Seu pai, Dédalo, era um exímio artesão. Condenado por sabotar a obra do rei Minos (que capturou o
Minotauro), Dédalo criou uma incrível trama para escapar da prisão, descrita no mito que ouvíamos
quando éramos crianças.
Criou um par de asas para ele e outro para seu filho. Depois de fixar as asas com cera, prepararam-
-se para fugir. Dédalo alertou Ícaro para não voar muito perto do sol. Encantado com sua capacidade
mágica de voar, Ícaro desobedeceu e voou muito alto. Todos sabem o que aconteceu: a cera derre-
teu e Ícaro, o filho adorado, perdeu suas asas, caiu no mar e morreu.
A lição desse mito: não desobedeça ao rei. Não desobedeça a seu pai. Não pense que você é melhor
do que realmente é e, acima de tudo, jamais acredite que você tem a capacidade de fazer o que um
deus pode fazer.
A parte do mito que não lhe contaram: além de dizer a Ícaro para não voar muito alto, Dédalo instruiu
o filho a não voar muito perto do mar porque a água destruiria a sustentação das asas.
A sociedade mudou o mito, incentivando-nos a esquecer a parte sobre o mar, e criou uma cultura na
qual somos constantemente lembrados dos perigos de nos levantarmos, nos destacarmos e, assim
criarmos um tumulto. Os industrialistas tornaram a arrogância um pecado capital, mas, de forma
conveniente, ignoraram outro erro muito mais comum: contentar-se com pouco.
É muito mais perigoso voar muito baixo do que muito alto, porque parece seguro voar baixo. Esta-
belecem as expectativas baixas e sonhos pequenos e nos contentamos com menos do que somos
capazes. Ao voar muito baixo, decepcionamos não apenas a nós mesmos, mas também àqueles que
dependem de nós ou podem se beneficiar do nosso trabalho. Somos tão obcecados pelo risco de
brilhar que fazemos todo o possível para evitar isso.
O caminho disponível para cada um de nós não é nem a estupidez imprudente nem a obediência
negligente. Não, o caminho disponível é tornar-se humano, criar arte e voar muito mais além do que
aprendemos que seria possível. Criamos um mundo onde é possível voar muito mais alto do que nun-
ca e a tragédia é que, ao invés disso, fomos seduzidos a acreditar que devemos voar cada vez mais
baixo.
GODIN, Seth. A ilusão de Ícaro: exemplos na vida e no trabalho de pessoas que ousaram voar mais alto. Tradução Alessandra Mussi
Araújo. 1.ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2013. p.27.

2 - Considerando a liberdade de criação da própria vida – “de poder voar muito alto”, reflita sobre o seu
Projeto de Vida, os seus aprendizados até aqui. O que você mudaria em seu Projeto? Para isso repense
alguns pontos, tais como:

• Visão de futuro - “O seu lugar de chegada”

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• Objetivos pessoais - “Seus propósitos”

A aventura humana consiste em superar os próprios limites aprendendo com os próprios erros. Na ati-
vidade anterior, você viu que construir ou rever um Plano de Ação é se aventurar nas possibilidades da
vida de forma consciente, sabendo que cada passo dado pode levá-lo a uma conquista.
Chegar ao final destas aulas representa, sem dúvida, uma mudança, pois você poderá enxergar a vida
de outra forma e, consequentemente, poderá adquirir novos hábitos: ser proativo, começar algo tendo
em mente o objetivo a ser atingido, estabelecer prioridades, entre outras atitudes.
Daqui para frente não se deixe abater por tudo aquilo que tenta tirar o foco da sua realização.
Faça o que tem que fazer com os seus recursos. Não tenha receio de adaptar o seu planejamento confor-
me a sua situação atual. É assim mesmo que conseguimos dar passos para transformar o que é preciso.
Não espere ter melhores condições ou recursos para fazer o que é preciso. Comece mudando pequenos
hábitos na sua vida, para que as mudanças sejam duradouras.
Tenha em mente que a sua vida pode ser um mar de realizações ou de reclamações, mas se existe algo
que faz você ser melhor a cada dia, corrigir os seus erros e se sentir feliz a cada passo, é o seu Projeto
de Vida. Isso o torna um realizador de sonhos, alguém que encara a vida e decide o que quer.
Lembre-se: Você não precisa ser tão duro com os seus erros. O mais importante é o que você aprende
com eles. Use eles para repensar sobre os seus sonhos, reavaliar as suas ações e relembrar os seus dese-
jos. É dessa forma que a sua vida continuará a ter sentido, e você evolui na sua caminhada. Até a próxima!

113
SEMANA 8 e 9

UNIDADE (S) TEMÁTICAS: Competências para o Século XXI

OBJETO (S) DE CONHECIMENTO: Autogestão, otimismo e determinação.

HABILIDADE(S): Compreender a importância do aperfeiçoamento dos processos para a melhoria contínua.

CONTEÚDOS RELACIONADOS: Planejamento estratégico.

INTERDISCIPLINARIDADE:
Ciências Humanas e suas Tecnologias: Cidadania, liberdade de expressão, participação e papel social.
Linguagens, códigos e suas tecnologias: Gêneros textuais, tipos de textos.
Habilidades socioemocionais: resiliência, determinação e proatividade.

TEMA: COMEÇAR DE NOVO, SEMPRE E SEMPRE EM FRENTE: A ILUSÃO DO DEFINITIVO. –


PARTE 1
Caro (a) estudante, você chegou à última aula do Projeto de Vida. Agora é importante recapitular todo
o processo de solução de problemas estruturado por você a fim de construir conhecimentos válidos
para suas ações futuras, pois, como você sabe, o Projeto de Vida não tem fim! Portanto, a conclusão
de mais um bimestre de aula não significa o fim do planejamento. O ciclo de melhoria contínua deve
seguir, sempre identificando o que deu certo, para replicar e melhorar o seu desempenho.

RECAPITULANDO
Nas últimas aulas, você realizou um processo de reflexão sobre a importância do acompanhamento das
ações estabelecidas em seu Plano de Ação de Projeto de Vida, com base nos seus pontos fortes e ha-
bilidades, nas oportunidades de crescimento e inovação através dos erros cometidos e problemas que
surgiram e nos principais resultados alcançados desde o início da construção do Projeto de Vida até o
momento presente.

ATIVIDADES

Estudante, passada a fase de ajustes do seu Plano de Ação, é provável que muitos dos seus Objetivos
já tenham sido atingidos ou é só uma questão de tempo para isso acontecer. Inclusive, a essa altura do
Plano, você ganhou experiência suficiente para saber se os últimos ajustes alinharam o que foi preciso.
E agora? Qual é a próxima etapa? Bom, a melhoria deve ser um processo contínuo, um modo de vida.
Então, cada passo representa um avanço e nesse processo todo, você deve se perguntar: o que pode
ser otimizado?
Com ênfase no planejamento, essa etapa trata de melhorar ainda mais os possíveis resultados. Só que
agora, você pode criar uma lista das Ações e Estratégias que podem ser replicadas. Assim como intro-
duzir no planejamento as mudanças provenientes dos ajustes que você precisou fazer na última etapa
do Plano.
Lembre-se de manter o ritmo na busca dos seus sonhos. Siga o seu planejamento como quem trabalha
numa empresa. Aprimore o (a) realizador (a) de sonho que você se transformou, pois isso é mais forte do
que você pode imaginar.

114
E, caso você tenha chegado ao patamar de alcançar todos os Objetivos do seu Plano de Ação, é hora olhar
para a sua Visão e redefini-la para lançar-se a novos desafios. Portanto, um novo Plano de Ação precisa
ser construído e, você deve seguir as mesmas etapas: PLANEJAR – EXECUTAR - AVALIAR – AJUSTAR.
Lembre-se de celebrar o seu aprendizado. Não apenas por uma questão operacional ou de saber fazer
um Plano de Ação, mas por uma questão moral que envolve a sua capacidade de cumprir com o que
planejou.
Agora, não importa as circunstâncias de vida na qual você ainda se encontra neste momento, é impor-
tante que você continue seguindo na elaboração do seu Projeto de Vida e buscando uma melhoria contí-
nua. Acredite: não há mais limites para a realização dos seus sonhos. Não se preocupe caso ainda faltem
etapas para chegar aonde quer. Sempre é tempo de realizar, basta se manter no comando da sua vida.
A última orientação, que é mais um pedido, é para que você se liberte dos seus medos e acredite que
tudo é possível para um realizador de sonhos.

PARA SABER MAIS:


Você deve ter assistido ao filme Procurando
Nemo. Ele mostra a saga de um peixe-pai que
viu seu filho ser levado para um barco, captu-
rado por mergulhadores. Estava próximo ao
temido paredão, que antes havia sido cenário
de perdas significativas para o peixe palhaço
Marlin: ali morrera sua companheira e filhos,
restando apenas Nemo, o filho agora desapare-
cido. A partir de então, acompanhamos o drama
vivenciado pelo pai, que se lança ao mar aberto
com o objetivo de reencontrar o filho. Em princí-
pio, ele não sabia aonde ir, nem o que faria para
alcançá-lo, pois seguir o rastro do barco, úni-
ca ação inicialmente empreendida, tornou-se,
logo, impossível, dada a sua velocidade.
No entanto, durante sua caminhada, com uma missão claramente estabelecida, Marlin encontra
uma parceira, a “peixinha” Dori, que apesar de sofrer de “perda de memória recente” guarda impor-
tantes conhecimentos que ajudarão o pai desesperado a romper alguns obstáculos durante sua
jornada. Uma máscara de mergulho, com possível endereço dos mergulhadores, é uma peça-cha-
ve para o plano de ação de Marlin. Quem irá conseguir decifrar o que está escrito é Dori. Daí em
diante a trama segue, encontrando informações e informantes, apoios para superar os obstáculos
e solucionar o problema de alcançar Nemo.
A busca de solução para os problemas e obstáculos, bem como a busca pelo aprimoramento de
conhecimentos são temas abordados no filme. Ao assistir os enfrentamentos da saga de um he-
rói que, ao estabelecer um objetivo, encontra inúmeros obstáculos e dilemas, nos reforça a com-
preensão da necessidade de criar diferentes estratégias para obter o resultado almejado em um
plano e ter sucesso no Projeto de Vida. Imagem livre de direitos autorais.
Disponível em: https://br.freepik.com/fotos-gratis/peixe-coroa-fofo-nadando-no-oceano_10400541.htm. Acesso em: 22 fev. 2021.

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Atividade: Continue a nadar

1 - Ainda na etapa de ajustes do Plano de Ação, duas importantes tarefas são realizadas: a padronização
e a conclusão do Plano de Ação. Sendo assim, resgate as informações desenvolvidas em seu Plano de
Ação, desde o nível estratégico, em que você fundou as bases de seu Projeto de Vida (Visão, Missão e
Valores), até o nível operacional, em que foram executadas as Ações (Objetivos, Metas, Estratégias e
Ações). Na sequência e na próxima aula seguem alguns passos para apoiá-lo nesse resgate e para que
possa preencher os dados que se pede na planilha:
1º Passo:

a) Descreva as Estratégias adotadas, comparando os resultados esperados com os alcançados;

b) Descreva as Estratégias que não atingiram o resultado esperado e as Ações que ficaram
pendentes;

1. Estratégias do Plano de 2. Resultados Esperados


Ação

3. O que deveria acontecer? 4. O que aconteceu?

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5. Estratégias que não atingiram 6. As ações que ficaram
o resultado esperado: pendentes?

2º Passo

c) Relacione os problemas às possíveis causas que ocasionaram mudanças no seu Plano:

Problemas Possíveis causas (hipóteses)

Material do Educador - Aulas de Projeto de Vida 2º ano do Ensino Médio, págs. 251 a 253.

Ao rever o seu Plano de Ação, é possível identificar tudo o que aconteceu até o momento presente.
Realizar as etapas do Ciclo de Melhoria Contínua – PDCA deve fazer parte da sua rotina a partir de agora,
pois apenas assim você conseguirá ter maior controle sobre suas ações e identificar a necessidade de
ajustes, o que deixará você cada vez mais próximo da realização do seu Projeto de Vida. Até a próxima!

117
SEMANA 10

UNIDADE (S) TEMÁTICAS:


Competências para o Século XXI

OBJETO (S) DE CONHECIMENTO:


Autogestão, autonomia, foco.

HABILIDADE(S):
Compreender a importância do aperfeiçoamento dos processos para a melhoria contínua.

CONTEÚDOS RELACIONADOS:
Planejamento estratégico.

INTERDISCIPLINARIDADE:
Ciências Humanas e suas Tecnologias: Cidadania, liberdade de expressão, participação e papel social.
Linguagens, códigos e suas tecnologias: Gêneros textuais, tipos de textos.
Habilidades socioemocionais: resiliência, determinação e proatividade.

TEMA: COMEÇAR DE NOVO, SEMPRE E SEMPRE EM FRENTE: A ILUSÃO DO DEFINITIVO. –


PARTE 2
Caro(a) estudante, nesta aula você vai continuar a aperfeiçoar os processos para a melhoria contínua
das etapas do seu Plano de Ação, com base no que foi vivenciado em cada uma delas e a partir da apli-
cação do PDCA.

RECAPITULANDO
Na última aula, você começou a retomar todo o processo de solução de problemas, para estabelecer
ações futuras do seu Plano de Ação de Projeto de Vida a partir do Ciclo de Melhoria Contínua – PDCA,
revendo suas estratégias, resultados esperados, o que aconteceu na execução das suas ações, ações
que não foram executadas e as possíveis causas de problemas que tenham ocorrido em seu Plano.

ATIVIDADES

Estudante, este é um momento muito importante da sua caminhada em relação ao seu Projeto de Vida.
Pare um pouco e reflita sobre todo o caminho percorrido até aqui. Aconteceram muitas coisas, não é
verdade? Pense no primeiro momento em que você começou a escrever o seu Plano de Ação... parecia
algo muito difícil? Você achava que não iria conseguir planejar os seus próximos passos? Veja até onde
você chegou! É hora de comemorar todos os avanços conquistados até aqui. É também hora de organi-
zar o que virá pela frente, afinal, o Projeto de Vida é tarefa para a vida inteira. Você utilizará o seu Plano de
Ação em muitos momentos daqui para frente. Recomeços sempre acontecem e você utilizará tudo o que
aprendeu para manter a esperança, perseverança e determinação para a realização dos seus sonhos!
É importante que você construa um novo plano estratégico a partir do momento em que você concluir
o seu primeiro Plano de Ação. Não esqueça de analisar o que aconteceu entre o que você planejou ini-
cialmente e o que realmente você conseguiu de resultados. Vamos lá!

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1 - Agora, com o seu Plano de Ação em mãos e com todas as informações coletadas nas planilhas da aula
anterior, reflita quais Estratégias poderiam ser criadas e fazerem parte do seu planejamento, na busca
de uma melhoria contínua. Para ajudá-lo (a) nessa reflexão use como referência a imagem na sequência:

Para responder essa questão, lembre-se que as Estratégias são sobre “O que fazer” para atingir as
metas. São meios para alcançar a Visão, construir alternativas e traçar caminhos. Procure contem-
plar as Estratégias criadas na construção do “novo” Plano de Ação.
Apesar desta ser a última aula de Projeto de Vida, é importante lembrá-lo (a) das primeiras, para falar da
Visão e o quanto planejar é necessário na sua Vida para que você consiga o que quer. Assim, espera-se
que tendo chegado até aqui você tenha encontrado a motivação necessária para perseguir os seus so-
nhos e continuar se desenvolvendo. Vale lembrá-lo (a) que a sua jornada entre aquilo que “você é e o que
quer ser” tem mais valor do que os resultados realmente alcançados. Desejamos uma jornada singular,
cheia de recomeços e aprendizados.
As aulas de Pós-médio irão ampliar o seu repertório, suas experiências e reflexões sobre o que está ao
seu alcance. Aproveite bastante o que a Metodologia de Êxito Pós-Médio tem a oferecer e nunca esque-
ça do que foi construído até aqui. O Plano de Ação do seu Projeto de vida é a bússola que norteará os
seus passos rumo à realização do sonho. Tenha ele sempre à mão! Até breve!

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REFERÊNCIAS

• GODIN, Seth. A ilusão de Ícaro: exemplos na vida e no trabalho de pessoas que ousaram voar mais
alto. Tradução Alessandra Mussi Araújo. 1.ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2013. p.27.
• Instituto de Corresponsabilidade pela Educação. Material do Educador: Aulas de Projeto de Vida.
1º Série do Ensino Médio. 1ª Edição. Recife. 2016. p. 1 a 392.
• Material do Educador - Aulas de Projeto de Vida 2º ano do Ensino Médio, págs. 251 a 254.
• PESCE, Bel. A menina do vale 2. Rio de Janeiro: Le Ya, 2014. p. 100 e 101.

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