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SANITIZAÇÃO
A CHAVE PARA A SEGURANÇA DA SAÚDE PÚBLICA
1 . DEFINIÇÕES
DESINFECÇÃO:
Destruição de microrganismos; não necessariamente de esporos bacterianos, nem de todas
as formas vegetativas.
HIGIENIZAÇÃO:
Redução a níveis microbianos não nocivos à saúde ou deteriorantes.
Tratamento de objetos e materiais inanimados.
Higiene pessoal: pele , membranas e cavidades corpóreas.
DESINFETANTE:
Agente químico usado na desinfecção.
SANEAMENTO:
Processo de limpeza e desinfecção de utensílios e equipamento.
SANITIZAÇÃO: procedimento que envolve diferentes processos, visando obter o
grau de higiene e limpeza adequados em todos os componentes do ambiente de
trabalho, reduzindo, assim, os microorganismos presentes a um número
COMPATÍVEL ao produto.
ESTERILIZAÇÃO: processo físico ou químico utilizado a fim de inativar todas
as formas viáveis de microorganismos existentes no produto.
DESINFECÇÃO: processo para eliminar os microrganismos patogênicos, sem
eliminar, necessariamente, todas as bactérias e esporos.
ASSEPSIA: significa a tomada de medidas preventivas ou técnicas especiais
protegendo determinada área ou objeto da contaminação por microrganismos.
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2
2. ) OBJETIVO:
2.1 ) Essencial na higiene dos estabelecimentos de saúde e materiais correlatos;
2.2 ) Controle sanitário dos produtos usados para a saúde pública.
3.) LIMPEZA e DESINFECÇÃO
PRÉ-LAVAGEM
Limpeza inicial da sujidade macroscópica e grossa, utilizando água à
T= 38° °° ° a 46° °° °C.
Redução de 90% de resíduos. Associada a auxiliares de limpeza.
LIMPEZA COM DETERGENTE
Remoção física da sujeira, promovida por detergentes.
ENXAGUE
Lavagem com água se necessário.
NOVA LAVAGEM : Agua à T= 80° °° ° a 85° °° °C por 20 min.
DESINFECÇÃO
Aplicação de sanitizantes.
OBJETIVOS: eliminação de microrganismos contaminantes aderidos à
superfície dos equipamentos e não removidos após os tratamentos prévios de
pré - lavagem e aplicação de detergentes.
METODOS:
Agentes QUIMICOS & FISICOS associados.
QUIMICOS:
Desinfetantes (Cloro)
FISICOS:
Calor (Vapor) - (77° °° °C/15min; 93° °° °C/5min; 97,8° °° °C/1min)
Radiacao
Filtracao
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3
PRIMEIRO ESTAGIO: Limpeza inicial da sujidade macroscópica e
grossa, utilizando água.
1. Oual deve ser a natureza e qualidade da água para a limpeza
primária?
Para limpeza primária deve-se usar água corrente potável, tratada
preferencialmente com cloro. Água à temperatura de 38°C a 46°C, provoca o
amolecimento da sujidade sem provocar o endurecimento de proteínas e a caramelização
dos açúcares. Provoca a redução de 90% da flora microbiana inicialmente presente.
2. Como esta água deve ser aplicada, para facilitar a maior remoção da
sujidade grossa?
Para facilitar a remoção das sujidades grossas, a água deve ser aplicada em
forma de jatos d'água, em grande quantidade.
Deve ser utilizada água tratada (36°C a 46°C) aplicada em jato quando em
superfícies. Com o auxílio de escovas, quando se tratar de máquinas, móveis, bancadas
etc., escovões para pisos e paredes.
SEGUNDO ESTAGIO: remoção física da sujeira promovida por
detergentes.
3. Ouais devem ser as propriedades detergentes mais importantes, de
acordo com a natureza da sujeira a ser removida?
Um bom detergente deve apresentar as qualidades:
(1} ação dissolvente: solubilidade rápida e completa;capacidade de solubilizar
ou dispersar a sujeira removida e impedir que ela se deposite novamente sobre a
superfície limpa ou forme espuma.
(2} ação umectante e de penetração ou ação surfactante:
umedecimento, de modo que possa haver um contato íntimo entre o detergente e
a superfície a ser limpa: capacidade para remover a sujeira para dentro do
líquido, afastando-a da superfície; redução da tensão superficial;
Um bom programa de SANITIZAÇÃO é um PROCESSO que envolve
QUATRO estagios:
4
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(3} ação quelante: capacidade condicionadora de água, ou seja, remoção
completa da dureza da água; remoção de Ca, Mg, Al, Fe. Uso de EDTA para:
Na,K.
(4} ação emulsificante e saponificante sobre gorduras; suspensões coloidais
de óleos e gorduras.
(5} ação dispersante ou defloculante : impedir películas de minerais de se
depositarem na superfície novamente.
(6} ação peptizante; suspensões coloidais de proteínas;
(7} ação desfloculante, dispersante ou de suspensão; forças atrativas.
(S} propriedade enxaguante; suspensão das partículas removidas.
(9} não corrosivo a superfícies de metal;
(10} ação germicida;
(11} economia
Três classes diferentes de sujidades devem ser considerados:
a. partículas de sujeira ou partículas de produtos presas às superfícies por
meios de compostos gordurosos;
b. partículas absorvidas na superfície a ser lavada;
c. "empedramentos" ou "escamações" depositadas nas superfícies por causa
do aquecimento intermitente.
(1) Eliminação de filmes de gorduras: a função do detergente é tornar as partículas
possíveis de serem removidas por meio de processos físicos ou mecânicos. A adição de
fosfato trissódico faz com que as partículas de gordura permaneçam na emulsão por
período mais longo. Os agentes emulsificantes atuais têm a função similar mais
duradoura que os fosfatos trissódicos. Um outro mecanismo é dado por sabões que
tornam partículas de gordura solúveis em água.
(2) Remoção de Partículas de solo: as partículas de solo e produtos são removidos por
uma das ações:
- umectante: há redução da tensão superficial permitindo melhor contato entre a água e a
superfície do equipamento:
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- dispersante: reduz as partículas em tamanhos pequenos para tornar fácil a suspensão,
facilitando a remoção das partículas dos equipamentos;
- poder de suspensão: as partículas insolúveis são mantidas em suspensão, evitando a
formação de depósito; a força de atração entre o solo e a solução de detergente deve ser
maior do que a do solo e a superfície do equipamento;
- peptizante: há formação de soluções coloidais das partículas parcialmente solúveis,
principalmente proteínas;
- dissolvente: as partículas insolúveis de solo reagem quimicamente com o agente para
formar produto solúvel em água;
-enxaguante: as partículas em suspensão ou em solução são facilmente e completamente
carregadas da superfície do equipamento pela água.
(3) Prevenção de Depósitos ou Escamas: os depósitos mais comuns são o de carbonato de
cálcio ou magnésio. Porém, proteínas podem provocar a formação de precipitados. O uso
de emulsificantes, como o ácido fosfórico, impede a formação de depósitos.
Proposta de formulação de Detergente Neutro: o detergente neutro pode conter partes
iguais de trifosfato de sódio, pirofosfato ácido de sódio e sulfonato de alquil e aril com
pequena quantidade (cerca de 1%) de agente tensoativo não-iônico.
2.4.formulação ácida:
ácido fosfórico/ orgânico mais tensoativo não-iônico e inibidor de corrosão.
formulação neutra
formulação alcalina: não quelante, umectante, alta penetração e emulsificante.
4. Ouais os possíveis tipos de detergentes que podemos dispor?
ÁCIDO:
- ácido fosfórico ou ácido orgânico + tensoativo não-iônico + inibidor de corrosão.
ALCALINO:
-soda cáustica, carbonato de sódio, metassilicato de sódio, fosfato trissódico,
polifosfatos, tensoativo anionico
NEUTRO:
- trifosfato de sódio, pirofosfato de sódio, sulfonato de alquil e aril, tensoativo anfotérico.
Proposta de formulação: PARTES iguais de trifosfato de sódio, pirofosfato ácido de sódio
e sulfonato de alquil e aril com pequena quantidade (cerca de 1%) de agente tensoativo
não-iônico.
Observação: formulações com cadeias de alquil e aril ramificadas estão sendo
substituidas por cadeias normais por serem biodegradáveis.
(3) detergente ácido formulado com iodoforo.
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6
- bastante usado.
- ácido sulfânico e o ácido fosfórico: comumente usados como componente ácido.
DETERGENTE PROPRIEDADES APLICACOES
Metassilicato Não corrosivo, não deve ser
usado acima de 63C,
umectante, enulsificante,
desfloculante
Utensílios em geral
Ortossilicato Corrosivo Remover depósitos
gordurosos no piso
Sesquissilicato Umectante, emulsificante,
não e tao corrosivo
Remover grande quantidade
de material saponificável
Tetraborato de sódio Baixa alcalinidade Usado para sabão de
limpeza das mãos.
Acido gliconico Menos corrosivo que o acido
cítrico
Remoção de depósitos
cáusticos
Acido sulfamico Corrosivo, compatível com
agente umectante aniônico
Remoção de depósitos de
evaporadores, trocadores de
calor.
FORMULACAO APLICACAO
Dodecilbenzeno sulfato de sódio
Dodecilfenoxi-hexaoxietilenosulfato de
amônio
Xilenosulfato de sódio
Dietanolamida láurica
Látex poliestireno
Etanol
Água
Limpeza suave
Dodecilbenzeno sulfato de potássio
Pirofosfato de potássio
Xilenosulfato de sódio
Dietanolamida láurica
Isopropanolamida láurica
Limpeza pesada
Silicato de sódio Garrafas
7
7
Solução aquosa de KOH para pH 12,1
CMC
Metil celulose
NaOH
Fosfato trissodico
Pirofostato de sódio
Metassilicato de sódio
Polifosfato de sódio
Dodecilbenzeno sulfato de sódio
Acido hidroxiacetico
Metais
Polifosfato de sódio
Dodecilbenzeno sulfato de sódio
Fosfato trissodico
Superfícies ásperas
Fosfato trissodico crist.
Pirofosfato de sódio crist.
Cloreto de amônio quaternário
Bórax
Bentonita
Sanitizante abrasivo
Fosfato acido de sódio
Óleo de pinho
Sulfato de sódio
Porcelana
5} Ouais os principais auxiliares detergentes que podem ser
incorporados à formulação, para aumentar a eficiência detergente?
A limpeza consiste em:
(1) pré-lavagem;
(2) lavagem;
(3) enxágue;
(4)sanitização.
(5)O uso de detergente-sanitizante permite reunir o enxágue e sanitização em uma única
operação. além disso, confere ação bactericida à água de lavagem.
Os compostos mais usados são:
(1) detergente alcalino com compostos de cloro;
(2) detergente alcalino com amônio-quaternário e agente tensoativo não-iônico;
(3) detergente ácido formulado com iodoforo.
O primeiro grupo tem a desvantagem de perder a ação germicida rapidamente em contato
com material orgânico. O segundo é mais comumente usado. O terceiro é também
8
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bastante usado. O ácido sulfânico e o ácido fosfórico são comumente usados como
componente ácido.
6) Agentes mecânicos:
. limpeza manual com escova e esponja (não é muito recomendado para a limpeza de
material perfurante e cortante, uma vez que o funcionário corre o risco de se acidentar);
. limpeza através por imersão em lavadora ultrassônica (reúne a ação mecânica da
lavadora ultrassônica com a ação do detergente. É um método mais eficaz que por
simples imersão);
. limpeza através de máquinas de lavar e desinfetar (é o melhor método de limpeza, pois
evita a manipulação, diminuindo o risco de acidentes com artigos perfurantes e cortantes.
A desinfecção é feita através da lavagem e enxágue a quente, sendo que os artigos já
saem secos para o processo de esterilização);
. limpeza com máquinas de lavar tipo enceradeira (realiza-se a limpeza com a máquina
que tem uma escova rotatória e após é usado um aspirador potente pra retirada da
solução);
. limpeza através de máquina automática de lavar e enxugar (foi desenvolvida para que as
duas operações de lavar e enxaguar possam ser combinadas numa só operação. Tem a
vantagem de possuir alta eficiência de trabalho por m
2
).
Outros equipamentos podem ser utilizados, como vassouras, enceradeiras, rodos, escovas,
esponjas etc.
1) A principal função do enxágue é retirar totalmente resíduos do produto detergente e
sanitizantes por ventura incompatíveis.
2) Sanitizante: agente químico que reduz os microorganismos nas superfícies em contato
com o produto a ponto de assegurá-lo do ponto de vista da saúde pública; dá idéia da
limpeza. Além da redução do número de microorganismos.
3) O sanitizante deve ser aplicado somente após os 3 estágios anteriores para:
a. poder atuar nos microorganismos sem eventuais "barreiras" de sujidades;
b. poder ser utilizados nas concentrações recomendadas pelo fabricante (caso contrário, a
concentração deveria ser aumentada);
c. não ocorrer inativação dos sanitizantes por matérias orgânicas e/ou detergentes
incompatíveis.
4) a. concentração adequada;
b. tempo de ação;
c. inibição por proteínas;
d. inibição por sabões
4.1) Avaliaçãodos desinfetantes: o teste oficialmente adotado para avaliar um desinfetante
é o coeficiente fenólico, que consiste na determinação da ação germicida do qgente
químico sobre o organismo teste a dada temperatura e tempo, comparada com a ação do
fenol às idênticas condições.
Organismos usados: Salmonella typhosa ATCC-6539
9
9
Staphylococcus aureus FDA 209/ATCC-6538
Recomenda-se na prática, o uso de desinfetante diluído 20 vezes para determinar o
coeficiente fenólico com S. typhoisa.
Outros testes: Salmonella coleraesuis ATCC-10708 e S. aureus FDA 209 com a
"concentração de uso" do desinfetante.
- Escherichia coli ATCC 11229 ou S aureus FDA-209.
4.2) Agentes químicos: variam desde ácidos inorgânicos a compostos tensoativos. São em
geral, halogênios, compostos de amônio quaternário, compostos fenólicos, ácidos,
antibióticos e agentes gasosos.
6. Ouais podem ser os auxiliares MECÄNICOS empregados na remoção
da sujidade durante a aplicação detergente?
- limpeza manual com escova e esponja (não é muito recomendado para a limpeza de
material perfurante e cortante, uma vez que o funcionário corre o risco de se acidentar);
- limpeza por imersão em lavadora ultrassônica (reúne a ação mecânica da lavadora
ultrassônica com a ação do detergente. É um método mais eficaz por simples imersão);
. limpeza através de máquinas de lavar e desinfetar (é o melhor método de limpeza, pois
evita a manipulação, diminuindo o risco de acidentes com artigos perfurantes e cortantes.
A desinfecção é feita através da lavagem e enxágue a quente, sendo que os artigos já
saem secos para o processo de esterilização);
. limpeza com máquinas de lavar tipo enceradeira (realiza-se a limpeza com a máquina
que tem uma escova rotatória e após é usado um aspirador potente pAra retirada da
solução);
. limpeza através de máquina automática de lavar e enxugar (foi desenvolvida para que as
duas operações de lavar e enxaguar possam ser combinadas numa só operação. Tem a
vantagem de possuir alta eficiência de trabalho por m
2
).
Outros equipamentos podem ser utilizados, como vassouras, enceradeiras, rodos, escovas,
esponjas etc.
TERCEIRO ESTAGIO: novo enxague
6. Oual a finalidade?
A principal função do enxágue é retirar totalmente resíduos de sujidades com
detergente, que ainda se encontrem sobre a superfície ou em frestas e reentrâncias.
OUARTO ESTÀGIO: Aplicação de SANITIZANTES.
7. Oual a principal função do sanitizante?
10
10
Função de um sanitizante: reduzir os microorganismos presentes num local ou
material a um número permitido pela legislação.
O sanitizante visa banir, da superfície dos equipamentos, os microorgonismos
remanescentes da pré-lavagem e da aplicação de detergente. A sanitização não tem função
de eliminação total da carga microorgânica e sim o de seu "quase extermínio". (3)
S. Por que o sanitizante só deve ser aplicado após os três primeiros
estágios estudados? Ouais os prejuízos de sua aplicação sem a
remoção primária da sujeira grossa?
A sujeira grossa deve ser removida previamente para que o sanitizante possa entrar
em contacto com a superfície. Assim, após os três primeiros estágios, a desinfecção será
mais efetiva pois a presença de sujidades macroscópicas impedem sua ação eficaz contra
os microrganismos, já que é necessário o contato ÍNTIMO entre o sanitizante e os
microrganismos.
Portanto, o sanitizante deve ser aplicado somente após os 3 estágios anteriores para:
a. poder atuar nos microorganismos sem eventuais "barreiras" de sujidades;
b. poder ser utilizados nas concentrações recomendadas pelo fabricante (caso contrário, a
concentração deveria ser aumentada);
c. não ocorrer inativação dos sanitizantes por matérias orgânicas e/ou detergentes
incompatíveis.
9. Ouais são os fatores determinantes da eficiência de um sanitizante?
Porcentagem de microorganismos que morrem ou têm seu crescimento inibido por
unidade de tempo; concentração do sanitizante; velocidade da desinfecção; variação da
temperatura; ação seletiva sobre diferentes espécies microbiológicas. (1)
Resumo:
a. concentração inicial de microrganismos,
b. limpeza adequada,
c. concentração adequada do sanitizante;
d. tempo de ação;
e. inibição por matéria orgânica: proteínas, gorduras, carboidratos, sujidade
macroscópica;
e. inibição por sabões.
10. Ouais os testes utilizados para medir a eficiência de um
sanitizante? Ouais os microorganismos utilizados como indicadores
desta eficiência?
O teste oficialmente adotado para avaliar um desinfetante é o coeficiente fenólico, que
consiste na determinação da ação germicida do agente químico sobre o organismo teste a
11
11
dada temperatura e mesmo intervalo de tempo de exposição, comparativamente àquela
ação do fenol às idênticas condições.
CF = [conc teste/ conc. fenol] para destruir a mesma densidade bacteriana.
Organismos usados: Salmonella typhi ATCC-6539
Staphylococcus aureus FDA 209/ATCC-6538
Recomenda-se na prática, o uso de desinfetante diluído 20 vezes para determinar o
coeficiente fenólico frente à bacteria S. typhi.
Outros testes: Salmonella coleraesuis ATCC-10708 S. aureus FDA 209, Escherichia
coli ATCC 11229 com a "concentração de uso" do desinfetante.
Método da concentração mínima inibitória (MIC}
Consiste na diluição sucessiva de um determinado agente antibacteriano e a posterior
inoculação das diluições com uma suspensão de bactérias. Após um certo período de
incubação observa-se se houve o crescimento. A partir daí determina-se a concentração
mínima de agente antibacteriano necessária para exterminar uma certa quantidade de
bactérias. (4)
11. Ouais devem ser as principais propriedades de um sanitizante?
Principais propriedades de um bom sanitizante:
- possuir alta eficácia germicida, entendendo-se, por isto, ser de efeito rápido e
ter amplo espectro antimicrobiano e ação prolongada;
-apresentar estabilidade química, devendo ser solúvel em água e nos solventes
orgânicos;
-ser inodoro ou ter odor agradável;
-não produzir manchas.
- não ser tóxico,
- nem irritar a pele,
- não corroer os metais.
12. Ouais são os principais sanitizantes OUÍMICOS empregados?
Relacioná-los com suas características e aplicações na forma de quadro
resumido. Seja bem objetivo e sucinto.
Principais Sanitizantes Quimicos
SANITIZANTE ESPECTRO DE
APLICACAO
ACAO
ALCOOIS(etílico,
isopropilico,
Inativa as formas
vegetativas, vírus.
Desinfecção de superfícies, materiais e feridas. Álcool
etílico a 70% v/v após remoção da sujeira com
12
12
trietilenoglicol,
propilenoglicol.
esponja úmida. Isopropilico > poder.
ALDEIDOS E
DERIVADOS
(fórmico e
glutario)
Inativa todas as
formas vegetativas,
esporocida, fungicida.
Desinfecção de materiais e superfícies.
Formaldeido em concentrações que variam de 2 a 8%
em água/álcool/6 a 8 horas.
Glutaraldeido: soluções 2% agua/álcool, pH 4-8.
Instrumentais, equipamentos pequenos, exposição: 15-
30 min.
FENOIS E
DERIVADOS
Bactericidas e
Fungicidas
Materiais e superfícies. Fenol: 0,2 a 1%. Cresol: sol.
A 50% saponificada em óleo vegetal. Timol: 30 vezes
mais eficiente que o fenol e menos tóxico. Em
soluções a 5% em álcool. Hexaclorofeno: empregado
sob a forma de sabão ou em mistura com detergentes
em concentrações ate 3%.
HALOGENIOS
E DERIVADOS
(iodo, cloro,
cloramina,
hipoclorito)
Bactericida,
esporicida, fungicida,
virucida.
Uso cirúrgico e tópico (iodo). Materiais e superficies
(cloro). Iodo: em solucoes alcoólicas a 2% em mistura
com detergentes catiônicos. Cloro: como hipoclorito
de sódio em concentrações que variam de 0,1 a 2,5%;
derivados do acido dicloroisocianurico; tosilcloramida
sódica; dicloramina T. CLORO: 1% / 30min: artigos e
tecidos, 10 min superfícies, 1% limpeza corpórea,
com fluxo de sangue.
ACIDOS
INORGANICOS
E ORGANICOS
(sulfúrico, bórico,
mandelico,
nalidixico, graxos,
undecilenico)
Bactericida e
Fungicida.
Uso oftálmico (bórico). Sulfúrico diluído. Materiais e
superfícies. Bórico a 3%. Ácidos graxos como o
caproico e acido undelenico topicamente em
preparacoes contendo 2 a 10%.
DETERGENTES
CATIONICOS
(cloreto de
benzalconio,
cloreto de
benzetonio, cloreto
de cetilpiridinio)
Bactericida,
fungicida, esporicida
e virucida.
Materiais e superfícies. Higiene bucal (cloreto de
cetilpiridinio). Concentrações variando de 0,005 a 1%.
AGENTES
OXIDANTES
(água oxigenada e
permanganato de
Bactericida e
fungicida.
Desinfecção de feridas. Água oxigenada a 3%.
Permanganato em diluicoes de 1:5000 – 1:2000
13
13
potássio)
METAIS
PESADOS
(mercúrio e prata)
Bactericida e
bacteriostático.
Mercúrio: na forma de merbromino (mercurocromo).
Uso tópico. Prata: na forma de nitrato a 1% em
colírios.
COMPOSTOS CLORADOS
1 - CLORO : O cloro na água reage formando ácido hipocloroso e HCl.
FORMA ATIVA: ÁCIDO CLOROSO HOCl (pH 4-7.5)
AÇÃO GERMICIDA: oxidante do radical SH em enzimas, principalmente envolvidos na
oxidação da glicose;
reação : Cl
2
+ H
2
0 = HOCl + HCl
(OH-) ---------------(H+)
1.1) PRINCIPAIS COMPOSTOS:
COMPOSTO FQ SOLUBILIDADE
(H
2
O)
FORMULA
COMERCIAL
CLORO Cl
2
0,716g/100g Liquido/Cilindros
CAL CLORADO Ca(OCl)
2
.CaCl
2
6,9g/100g Pó (35% Cloro)
HIPOCLORITO
DE CALCIO
Ca(OCl)
2
13,8g/100g
(pH=9,0)
Pó (75% Cloro
disponivel)
HIPOCLORITO
DE SODIO
NaOCl Solução com 2 a
15% de cloro
CLORAMINA T CH3-anel
aromático-S(O
2
)-
N=H,Cl
DICLORO AMINA CH3-anel
aromático-S(O
2
)-
N=Cl,Cl
ACIDOS DI e TRI
14
14
CLORO
CIANURICOS
(Sais de acido iso)
Obs: Anel aromático: tolueno, ácido benzóico.
CONPOSTOS CLORADOS NA!S UT!L!ZADOS:
HIPOCLORITO DE SÓDIO:
- Fórmula: NaOCl
- Solução 2% a 15% de cloro disponível
-Preparação : eletrólise da salmoura;
-Usos : higienização GERAL
-Valor pH tamponado perto da neutralidade: menor estabilidade;
- REAÇÕES:
NaOCl + H20 = Na
+
+ OH
-
+ HOCl
pH= 7,5 a 9,5(OH
-
)
pH= 4,0 a 7,5 ( H
-
)
HCLO = H
+
+ OCL
-
OCL
-
+ H2O = HOCL + OH
-
HCLO + H
+
= H
+
+ CL
-
+ O( nascente )
HCLO = ÁCIDO HIPOCLOROSO
OCL
-
= ION HIPOCLORITO
Ordem decrescente de poder germicida:
HOCL > OCL- > O nascente > CLOROAMINAS
Poder germicida aumenta com aumento da temperatura e redução do pH.
HIPOCLORITO DE CÁLCIO
FÓRMULA: Ca(OCL)
2
SOLUBILIDADE: 13.8 g/100g
FORMA COMERCIAL:
pó com 75% cloro total disponível
15
15
COMPOSIÇÃO:
hipoclorito de cálcio 10 m/m
cloreto de sódio 80% m/m
fosfato trissódico 10% m/m
SOLUÇÃO ESTOQUE:
30g pó/ 100 ml água a 40°C,
estocada a 4°C por 30 dias.
CLOROAMINAS:
a ) INORGANICOS: Cloro líquido dissolvido em solução de amonia líquida:
dicloro derivado:NHCl
2
- tratamento dágua a concentrações> 50 ppm;
- não ativos contra virus;
- ativos contra esporos de bacilos;
- inativados com solução de tiossulfato de sódio;
b ) ORGANICOS : cloraminas(mono e dicloro)
-estáveis no estado seco;
-em forma de tabletes;
- tratamento de grandes abastecimento de água;
- estabilidade elevada para altos valores de pH;
DOSAGEM E DEMANDA DE CLORO
A temperatura , o valor de pH e material organico interferem na atividade
germicida :
1 ) DOSAGEM : ppm ou mg/L;
2 ) DEMANDA : ao ser adicionado à água : pequenas quantidades : 0,25 a 0,75
ppm ( 0,25 mg/l ou 0,75 mg/L) de cloro reage com impurezas : Fe , Mn , nitritos e
sulfitos. Esse cloro consumido não tem ação germicida;
3 ) CLORO RESIDUAL TOTAL: Ao ser satisfeita a demanda do cloro
adicionado, o que dele sobrar : é o cloro residual total: cloro total adicionado na água que
se encontra combinado com matéria orgânica ou livre.
4 ) CLORO RESIDUAL TOTAL : cloro residual combinado + cloro residual
live
5 ) CLORO RESIDUAL LIVRE: que existe nas formas de HCLO ou CLO
-
ou
mistura de ambos , dependendo do pH; medido por titulação com amido-iodo :
quantidade de cloro disponível equivalente ao iodo liberado pelas reações.
HOCL + 2KI + HCL = I
2
+ 2KCL + H20
16
16
NaOCL + 2 KI + 2 HCL = I
2
+ NaCL + 2KCL + H
2
0
Ca(OCL)
2
+ 4 KI + 4 HCL = 2 I
2
+ CaCL
2
+ 4 KCL + 2H
2
0
NaCLO + 2KI+ HCL = NaCL + 2 KCL + I
2
+ H
2
0
2 Na
2
S
2
O
3
+ I
2
= 2 NaI + Na
2
S
4
O
6
O I
2
liberado é titulado por volumetria com tiossulfato de sódio, usando
amido como indicador.
6) CLORO RESIDUAL COMBINADO: cloro combinado com material
organico: nitrogenados.
7) PONTO DE QUEBRA : Quando pequenas quantidades de cloro são
adicionadas à água sob condições controladas, o cloro inicial é utilizado para satisfazer à
demanda de cloro. Ao mesmo tempo , o cloro combina-se fracamente com a matéria
orgânica presente para formar cloraminas ou outros compostos cloro-nitrogenados.
Aumentando-se a dosagem do cloro , o residual formado aumenta progressivamente até
que um ponto no qual ocorre uma reação de OXIDAÇÃO entre o cloro livre e os
compostos de cloro nitrogênio . O RESIDUAL de cloro livre é diminuido pela quantidade
necessária para oxidar completamente estes compostos .
ADIÇÕES posteriores de cloro resultam em nova ELEVAÇÃO do CLORO
LIVRE.
O ponto mais baixo na concentração de cloro residual: PONTO DE QUEBRA.
8 ) CLORO DISPONÍVEL = medida do poder oxidante sendo definido como a
quantidade de cloro equivalente ao iodo liberado por uma solução ácida em iodeto de
potássio;
9 ) DESINFECÇÃO da ÁGUA POTÁVEL :
Para a rede municipal a concentração de cloro residual DISPONÍVEL e LIVRE é
cerca de 0,1 ppm ou 0,1 mg/l;
10 ) VANTAGENS:
1 ) Amplo espectro de ação contra microorganismos, inclusive VIRUS ,
BACTERIÓFAGOS; ESPOROS bacterianos;
2 ) Não afetado pela água dura;
CLORO
RESIDUAL
TOTAL
CLORO
RESIDUAL
LIVRE
CLORO
RESIDUAL
COMBINADO
17
17
3 ) baixo custo;
4 ) Concentrações < 50 ppm: sem odor , gosto ou paladar;
5 ) esporocidas e virucidas às concentrações tão baixas quanto
0,05 ppm;
6 ) Toxicidade praticamente inexistente de soluções tão diluidas quanto 10 ppm:
usadas para tratamento de água de abastecimento e potável; na desinfecção de
embalagens, tubulações, tanques, utensílios e equipamentos que entram em contato com
alimentos: os quais também podem ser higienizados; em águas de resfriamento de
enlatados;
7 ) Estabilidade de soluções de hipoclorito em pH=9 e derivados organicos:
liberação lenta;
8 ) Limpeza e desodorização de ambientes com material orgânico em putrefação;
feridas de mãos em manipuladores; tecidos em geral;
9 ) Uso de água clorada na preparação de xaropes e salmouras: até máximo de 4
a 5 ppm: não causam "off-flavors": enlatamento de frutas e vegetais;
11 ) DESVANTAGENS:
1 ) CORROSIVOS, concentrações > 10ppm: metais; tecidos biológicos e
borrachas;
2 ) Irritações da pele em manipuladores > 10 ppm;
3 ) Atividade decresce com o aumento do pH; e durante armazenamento; na
presença de material orgânico: exceto cloraminas, a combinação com qualquer material
orgânico resulta em perda da atividade; a combinação com fenol em água confere cor
desagradável;
4 ) Alteração de aromas e coloração para > 50ppm: enlatados de frutas e
vegetais; e > 4ppm para água potável quando é sentido em chás ;
5 ) Dificuldade de penetração em material gorduroso;
12) EMPREGOS GERAIS NA INDUSTRIA
1 ) CONCENTRAÇÕES normalmente recomendadas:
a ) ÁGUA POTÁVEL de abastecimento público:
[CL]= 1ppm e a água que chega ao público: 0,2 a 0,3ppm de cloro residual livre;
b ) ÁGUA de ABASTECIMENTO de USINAS ;
[CL]= 2 a 7 ppm de cloro residual livre: in plant clorination;
c ) ÁGUA de RESFRIAMENTO DE LATAS:
[CL]= 5 ppm de cloro residual livre; sendo água que sai do tanque de
resfriamento no mínimo: 0,5 ppm de cloro livre ;
18
18
2 ) ENLATADOS: água de resfriamento após saida da autoclave;
3 ) REFRIGERADORES; CONGELADORES; CAMARAS DE ESTOCAGEM;
DESIDRATADORES ; ENLATADORAS ; ENCHIMENTO E ENVASADORAS:
nebulização com cloro : DEODORIZANDO e SANITIZANDO; INIBINDO
FORMAÇÃO DE LIMO por bactérias;
4 ) PONTO de QUEBRA permite adição sempre constante de cloro às águas
da planta de operações : periodos mais longos de utilização sem parar o processo.
19
19
PARAMETROS DE RESISTÊNCIA QUÍMICA DE CEPAS DE ESCHERICHIA
COLI AO CLORO EM SOLUÇÃO TAMPÃO E NA HIGIENIZAÇÃO DE
ALIMENTOS E TANQUES DE PREPARAÇÃO :
A ) CONCENTRAÇÕES 10 ppm em soluções tamponadas:
valor pH D ( segundos )
5,4 14,2
6,0 23,5
6,8 52,6
8,2 83,3
B ) VALOR DA SOLUÇÃO TAMPÃO DE 6,8
CONCENTRAÇÃO(ppm) D ( segundos)
5 111,1
7 90,9
10 52,6
15 41,7
30: lavagem de alface: 20 minutos : dois ciclos logarítmicos.
USOS e CONCENTRAÇÕES de CLORO RECOMENDÀVEIS.
COMPOSTOS IMERSÃO ASPERSÃO TEMPO TEMPER
ATURA
CIRCULAÇÃO NEBULIZAÇÃO min °C
ppm=mg/L ppm
NaOCl
equipamentos 100 200 1 a 2 25
alimentos 30 10 20 25
Ca(OCl)
2
100 200 1 a 2 25
CLORAMINA T 250 400 a 500 2 25
ÁC. DI-TRI
CLORO
ISOCIANÚRICO
100 200 1 25
20
20
PRINCIPAIS AGENTES FÍSICOS
AGENTE
FISICO
APLICAÇÕE
S
AÇÃO VANTAGENS DESVANTAGENS OBSERVAÇÕES
CALOR
SECO (altas
temperaturas)
Vidraria e
objetos
metálicos,
óleos, pos
Oxidação,
depirogenacao
Barato, fácil
de controlar
Aquecimento
lento, longa
duração,
materiais so
termoestáveis
CALOR
UMIDO
(temperaturas
X umidade)
Vidraria,
metálicos,
soluções
aquosas
Denaturacao
das proteínas
Barato,
simples, fácil
de controlar e
monitorar,
rápido, boa
penetração.
Materiais so
termoestáveis,
desgaste
oxidativo,
necessita secagem
acoplada.
RADIACOES
(ionizantes e
não
ionizantes)
Material
compacto sem
umidade,
vidraria e
objetos de
plastico
Alterando o
DNA,
proteínas,
formando
radicais livres
Alta
penetração,
rápido, baixa
temperatura,
processo
continuo.
Custo elevado da
instalação, pessoal
especializado,
materiais
radiosensiveis.
Tipos de
radiações: Raios
Gama -Cobalto
60 ou Césio 137
– ultravioletas,
ondas curtas,
feixes de elétron
ULTRASSOM

Auxilia na
penetração do
sanitizante
em frestas,
poros,
reentrâncias.
FILTRACAO Material
termosensivel
fluido
Remoção
física
Rápido,
simples, baixa
temperatura
Custosos,
limitantes
Tipos de
filtração:
profundidade,
superficie
21
21
PRINCIPAIS AGENTES QUIMICOS
AGENTE QUIMICO APLICAÇÕE
S
AÇÃO VANTAGENS DESVANTAGENS OBSERVAÇÕES
OXIDO DE
ETILENO
Material
compacto
termolabil
Alquilacao
inespecifica
de grupos
nucleofilicos
Baixa
temperatura,
boa penetração,
compatibilidade
boa
Carcinogênico,
alta toxicidade,
custoso, área
segregada e
especial,
explosivo,
inflamável
Tipos: misturas
de ETO com
CO
2

, CFC,
HCFC, N2
GLUTARALDEIDO Materiais
sólidos
Reação por
alquilacao
Baixa
temperatura,
simples
Necessita enxágüe
final, irritante,
tóxico.
DIOXIDO DE
CLORO
Agente
esterilizante
superficial
MICROONDAS Aquecimento
dieletrico
OZONIO Agente
altamente
oxidante
PEROXIDO DE
HIDROGENIO
22
22
13} Ouais são os principais sanitizantes FÍSICOS empregados?
Relacioná-los com suas características e aplicações na forma de quadro
resumido.
MÉTODO PROPRIEDADES APLICAÇÕES LIMITAÇÕES
A-CALOR
ÚMIDO
vapor fluente: 93C
por 5min ou 77 C
por 15 min
HIGIENIZAÇÃO,
não esporocida
SUPERFÍCIES:
equipamentos,
utensílios em geral,
tecidos.
ambientes:
fechados, custo
alto.
NÃO
ESPOROCIDA
ÁGUA QUENTE HIGIENIZAÇÃO,
amolecimento
sujeira,
não esporocida
equipamentos:
imersão e
circulação;
áreas diversas.
sanitizante.
esterilização:
várias aplicações.
B- AR QUENTE HIGIENIZAÇÃO
T= 100C/ 20min
ESTERILIZAÇÃ
O
T> 170C/ 3 hs
áreas e superfícies;
vidros, metais,
óleos,
instrumentais.
aplicação
superficial difícil.
C-RADIAÇÃO
1- ULTRA-
VIOLETA
###=240 - 280nm
~ 2 min
SUFERFÍCES BAIXA
PENETRAÇÃO
2-ionizantes:
eletromagnética,
raios gama,
microondas, ondas
de rádio.
qq. superfície oneroso, instalação
específica
D- LIMPEZA
FÍSICA
1-ULTRASOM deslocamento da
SUJIDADE
instrumentos com
lumens
acessório
2- JATO DE AR deslocamento da
SUJIDADE
instrumentos com
lumens
acessório
3- LAVAGEM deslocamento da
SUJIDADE
superfícies reduz de até 2
log MO
23
23
Todos os estágios de sanitização envolvem material auxiliar de limpeza, como escovas,
escovões, vassouras, baldes... e outros.
METODO USOS RECOMENDADOS LIMITACOES
A.CALOR UMIDO
1. autoclave Esterilização de instrumentos,
tecidos, utensílios e bandeja de
tratamento; meios de cultura e
outros liquidos
Ineficaz em
microorganismos presentes
em materiais impermeáveis
ao vapor, não pode ser usado
para artigos termossensiveis.
2. vapor fluente ou
água em Ebulição
Destruição de germes patogênicos
não esporulados: roupas de cama e
pratos
Não garante a esterilização
após uma única exposição.
B.CALOR SECO
3. forno de ar quente Esterilização de matérias
impermeáveis ou danificáveis pela
umidade (óleos, vidros,
instrumentos cortantes, metais)
Contra-indicado para
materiais que não podem
suportar altas temperaturas
por longo tempo.
4. incineração Eliminação de objetos
contaminados, que não podem ser
reutilizados.
O tamanho do incinerador
deve ser adequado e queima
rápida e completa da maior
carga; potencial poluição do
ar.
C. RADIACOES
5. ultravioleta Controle de infecções transmitidas
pelo ar, desinfecção de superfícies
(óleo, vidros, instrumentos
cortantes, metais)
Deve ser absorvida para ser
efetiva (não atravessa o
vidro transparente ou
objetos opacos); irritante
para olhos e pele; baixa
penetração.
6. ionizantes Esterilização de materiais
termosensiveis e outros
instrumentos médicos.
Oneroso; exige instalações
especiais.
D. FILTRACOES
7. Esterilização de líquidos
termossensiveis.
O liquido deve estar
relativamente livre de
matéria particulada
suspensa.f
8. filtros de fibra de
vidro (HEPA)
Desinfecção do ar Oneroso
24
24
E. LIMPEZA
FISICA
9. ultrassom Efetivo na descontaminacao de
delicados instrumentos limpos.
Não e eficaz em si; como
acessório, aumenta a
eficácia de outros métodos.
10. lavagem Mãos, pele, objetos Reduz a flora microbiana
14} Relacionar os mais importantes, seu emprego, e a natureza do
material de fabricação: fios de naylon... e assim por diante, na forma
resumida de um quadro.
Observação: A natureza do material mecânico de limpeza pode auxiliar a sanitização ou
ser fonte de contaminação cruzada.
MATERIAL AUXILIAR DE LIMPEZA:
MATERIAL EMPREGO NATUREZA
Balde graduado Carregar água e misturar
e diluir produtos de
limpeza e sanitizantes
Plástico, cores, alça de
aluminio
Vassouras Auxiliar na remoção de
sujidades
Cabo plástico
Cerdas de nylon
Escovas Auxiliar na lavagem de
superfície de paredes, pias,
equipamentos, portas,
janelas, vidraria,
tubulações, conexões.
Nylon
Rodo Remoção de líquidos e
resíduos
Cabo plástico, borracha
Toalhas, papel ou gaze Sintéticas, descartáveis
Macacões, mascaras e
gorros
Nylon
Luvas cirúrgicas Borracha
Cestos Plastico
25
25
Na limpeza, deve ser evitado o uso de esponjas de aço, tendo em vista que estas
desmancham com a fricção. Utilizar esponjas plásticas.
Fluxograma de limpeza de materiais de pequeno porte (vidrarias, objetos metálicos)
15} Ouando deve ser sugerida a aplicação dos seguintes equipamentos
auxiliares de um programa de sanitização:
a) Sistemas de alta pressão de água ( fria, quente, vapor);
b) Sistemas de aplicação de espumas;
c) Sistemas de aplicação de sanitizantes.
a. sistema de alta pressão de água
. esterilização de materiais utilizados na produção de estéreis (auto-clave) - vapor
. remover matéria orgânica - água quente
. remover sujidade grossa - água fria
b. sistema de aplicação de espuma.
. lavagem do chão, paredes, janelas;
. limpeza e remoção prévia de substâncias orgânicas não aderidas à superfície.
c. sistema de aplicação de sanitizantes
. usamos quando desejamos eliminar microorganismos de uma área, de um equipamento,
de materiais etc.
Durante um programa de sanitização os utensílios e
equipamentos de pequeno porte são lavados e sanitizados
individualmente.
6. Dê exemplo, esquemático em quadro.
OBSERVAÇÕES:
- Não esquecer das diferentes conexões, canos, parafusos..., todas as partes de um
utensílio ou simples equipamento, que pode vir ser fonte primária ou secundária de
contaminação cruzada.
6.1 – GERAL
26
26
pré-lavagem
com água
morna
(40 - 45°C)
Imersão em água (ultra-som)
à T=63°C/ 15-30min
enxagüe com
água quente (82°C)
solução detergente
(temperatura ótima)
(cepilho e acessórios)
0.5% detergente clorado
intercalado a
detergente ácido (0.5%)
( 62°C a 70°C)
Enxague com água
morna
secagem
27
27
FLUXOGRAMA DE LIMPEZA DE UMA CORTADORA DE ALIMENTOS
O detergente utilizado nesta operação é o mesmo utilizado para lavar as mãos. Todas as
peças devem estar bem secas antes da montagem final. Um anticorrosivo deve ser
aplicado na lâmina.
7.1. Os equipamentos que não nos podem ser desmontados para sofrerem aplicação
individualizada de limpeza e sanitização passam por um sistema de limpeza automática,
Neste sistema a água e os detergentes transitam pelo equipamento no mesmo sentido no
qual passa o produto (=sistema de sanitização "in place")
7.2. Fluxograma
Separar as
partes da
cortadora
Limpar a lamina
com detergente
Limpar a grade
de proteçao com
detergente
Limpar outras
pecas com
detergente
Nontar a
cortadora
Limpar a base
Limpar a
bandeja
28
28
S.1. Extrato vegetal
- frascos e tampas:
- 1) imersão em água com detergente (durante aproximadamente 30 minutos);
- 2) lavagem enxague;
- 3) esterilização (vidro - calor seco em estufa e plástico - autoclave);
-
- percolador, concentrador, filtro:
- 1) imersão em água com detergente (durante mais ou menos 30 minutos);
- 2) enxague;
- 3) desinfecção (com cloro, durante mais ou menos 1 hora, ou quaternário de
amônio, durante 20 minutos);
- 4) enxague com água corrente.
-
- centrífuga: utiliza-se o sistema de sanitização "in place", com solução de formaldeído
10% (temperatura ambiente).
S.2. Chás compostos
- envelopes ou saquinhos: esterilização (estufa)
triturador, tamis, misturador:
DETERGENTE
ALCALINO
ÁGUA
DETERGENTE
ÁCIDO
SANITIZANTE
ÁGUA
29
29
1)imersão em água com detergente;
2)enxague;
3)desinfecção;
4)imersão em solução de formaldeído 2%;
5)enxague.
- estufa de secagem e embaladeira:
- 1) sanitização "in place" com solução de formaldeído 10%,
S.3. Soluções antissépticas
- frascos e tampas:
- 1) imersão em água com detergente;
- 2) enxague com água corrente;
- 3) esterilização (vidro - calor seco em estufa, plástico - autoclave).
- tanque pasteurizador, autoclave, máquina injetora
1) sanitização "in place" com solução de formaldeído 10%.
-destilador
ÁREAS ou AMBIENTES
NATUREZA TRATAMENTO EQUIPAMENTO
NÃO-ESTÉRIL LAVAGEM-
SANITIZAÇÃO
DETERGENTE,
ESCOVA, VASSOURA,
RODO e
SANITIZANTE
ESTÉRIL LAVAGEM-
SANITIZAÇÃO
ESTERILIZAÇÃO
DETERGENTE,
ESCOVA, VASSOURA,
RODO e
SANITIZANTE,
RADIAÇÃO,
FILTROS DE AR.
PRÓXIMAS
EQUIPAMENTOS
LAVAGEM-
SANITIZAÇÃO
DETERGENTE,
ESCOVA, VASSOURA,
RODO e
SANITIZANTE
EXTERNAS LAVAGEM JATOS DE ÁGUA,
VASSOURA
30
30
INTERNAS LAVAGEM-
SANITIZAÇÃO
DETERGENTE,
ESCOVA, VASSOURA,
RODO e
SANITIZANTE
BIBLIOGRAFIA
CIMINO, J. S. "Iniciação à Farmácia Hospitalar". Coleção Farmácia Hospitalar. Editora
Obelisco, 1973. 1ª ed. pp. 46-82.
GOULD, W. A. "CGMP's/Food Plant Sanitation". CTI Publications Inc., 1990. p.146.
CUTLER, W. G.; DAVIS, R. C. "Detergency - theory and test methods". part I. Marc Dekker
Inc., 1972. pp. 14-27.
ZANINI, Antonio C.; OGA, Seizi. "Farmacologia Aplicada". Atheneu Editora de São Paulo. 4ª
ed. pp. 561-566.
31
31
Utilizando os conhecimentos básicos até agora adquiridos, propomos
tentar fazer juntos a INSTALAÇÀO de uma FARMÀCIA SEMI-
INDUSTRIAL.
1.Vamos iniciar resumindo, sucintamente, algumas indagações, que vão
nos ajudar na instalação física do estabelecimento:
a) O que é uma Farmácia, em "senso latus"?
b) Quais os objetivos e finalidades de uma Farmácia?
c) Classificando, didaticamente, quais os tipos de Farmácia que podemos encontrar? (
Todo local onde envolver manipulação do medicamento deve também ser relacionado ).
d) Quais são as principais atribuições dos profissionais envolvidos com Farmácia, em
"senso latus"?
2. Antes de elaborarmos uma planta física de uma Farmácia, vamos
escolher o espaço físico adequado. Para tanto vamos esclarecer certas indagações:
a) Qual seria a melhor localização urbana para ser adquirido o espaço físico (terreno ou
edifício) objetivando a instalação do Estabelecimento-Farmácia Semi-Industrial?
b) Qual seria a melhor localização física do estabelecimento para atender todas as
atribuições de uma Farmácia?
c) Qual seria a área total necessária para a edificação da mesma?
e por Lei?
3. Vamos a elaboração de uma planta genérica, tendo por ponto de
partida a área de estoque ou almoxarifado ou local para o armazenamento de matérias-
primas e produtos acabados.
Para tanto sugerimos o roteiro-guia na forma de questões, que são passíveis de
alterações esclarecedoras:
a) Qual seria a área necessária para a boa técnica de armazenamento? ("tamanho")
b) Qual seria o melhor espaço que deveria ser designado na planta física do
estabelecimento para a instalação do estoque? (Pré-recepção ? Seria necessário? Quais as
situações.)
c) Quais os possíveis elementos e materiais de Construção?
- Piso: cerâmica, cimento...
- Paredes, Forros,
32
32
- Janelas, Portas,
- Estantes ou prateleiras e armários,
d ) Quais seriam as instalações básicas?
- água corrente, quente, fria, esgoto, vapor, ar comprimido,
- vácuo, gás,
- eletricidade,
- pia, tanques, lavabos,
e) Na área de armazenamento, deveria ser incluida câmara frigorífica e/ou geladeira?
4. Vamos aos poucos estudar a localização e classificação do
MATERIAL que poderá ser armazenado.
Partiremos da sugestão, já adotada em diferentes estabelecimentos, também
passível de alterações, baseada no código decimal. Exemplificando o primeiro
agrupamento de 10 classes:
0. Reservado
1. Material permanente
2. Material sobressalente (acessórios)
3. Material semi-permanente
4. Material de transformação (matéria-prima)
5. Ferragens
6. Reservado
7. Reservado
8. Material de consumo.....Segundo grupo: 10 classes.
9. e 10. Diversos.
Para iniciarmos vamos nos dedicar apenas à classe 8 do primeiro grande grupo
de materiais, item: MATERIAL DE CONSUMO.
Teremos então o segundo grande agrupamento de NOVAS 10 classes, todas
incluidas no primeiro grande grupo, classe 8.
Vamos decompor o SEGUNDO grande grupo: MATERIAL DE CONSUMO em
NOVAS 10 classes:
0. Reservado
1. Impressos e papelaria
2. Gêneros alimentícios
3. Produtos farmacêuticos: DROGAS e MEDICAMENTOS: TERCEIRO GRANDE
GRUPO compondo NOVAS 10 classes.
4. Material de penso e sutura
5. Material de limpeza
6. Material elétrico e peças para ferramentas
7. Óleos e lubrificantes
8. Produtos manufaturados
33
33
9.e 10. Diversos
Vamos apenas nos dedicarmos á classe dos PRODUTOS FARMACÊUTICOS,
que será composto de NOVAS 10 classes:
0. Reservado
1. Especialidades farmacêuticas
2. Produtos oficinais
3. Produtos fabricados na Farmácia em substituição às especialidades
4. Produtos químicos
5. Diversos; 6. a 10. reservado.
Vamos então nos preocupar com a classe que
poderá agrupar novas 10 classes de produtos facilmente manipuláveis em escala semi-
industrial:
00. Antissépticos
01. Antitússicos
02. Pomadas, pastas e linimentos
03. Misturas vitaminadas, anti-anêmicos simples e compostos
04. Analgésicos e antiespasmódicos
05. Antibióticos
06. Colírios
07.Inalantes balsâmicos
08. Aromatizantes e edulcorantes não calóricos
09. Líquidos para diálise
10. Óvulos e supositórios
Vamos escolher uma forma farmacêutica, classificá-la quanto:
- a operação ou conjunto de operações que levam à sua obtenção,
- o material necessário para formulá-lo,
Vamos agora armazenar este material relacionado, até o produto final, inclusive.
Verificar a faixa ótima de temperatura de armazenamento.
Observação: Todas as relações devem ser APENAS tabeladas e muito objetivas.
A planta genérica deve ser em papel quadriculado e em escala.
5- Para o nosso estudo preliminar, solicitamos as propriedades físcas:
- calor sensível e latente de todas as fases da água, à pressão constante,
- densidade de todas as fases da água, às temperaturas ambiente, e na faixa de 90C a 98C,
- densidade do ar, à temperatura ambiente,
- constante de condutividade térmica ("k" no sitema métrico de unidades padrão:
cal/s*cm*C) dos materiais:
34
34
água, gelo, ar, vidro, madeira, metais, cimento, asfalto, azulejo, papelão, plásticos, isopor,
cerâmicas, tijolo.
- pontos de fusão (intervalo de temperatura): parafinas, vaselina, voláteis em geral,
solventes em geral.
6. Estudo dirigido em grupo máximo de 5 alunos, porém que todos
participem do nosso empreendimento para o melhor aproveitamento das aulas teóricas e
práticas.
7. Estudo dirigido n: 1 deve ser realizado na quinta-feira, no próximo
dia 10/03/94, na biblioteca ou em um estabelecimento de Farmácia de manipulação,
preferencialmente seni-industrializada. Relatório derá ser apresentado dia 15/03/94.
8. Solicitamos trazer para a aula do dia 15/03/94 os materiais:
-vela, caixa de papelão, isopor, frasco de plástico e de vidro, tijolo, azulejo, pedaços de
metal e madeira.
9. Prof.Titular Dr Milton Leoncio Brazzach,
profissional experiente, responsável pela instalação, funcionamento e sucesso da
Farmácia Hospitalar do Hospital Universitário, após vivência de 30 anos na Indústria
Farmacêutica, foi convidado para conversar à respeito do tema sugerido, no dia 15/03
p.f., das 8:00 às 9:00 h no curso diurno, e das 19:00 às 20:00 h no curso noturno.
Estamos prontos a ajudá-los e a aprendermos juntos,
Atenciosamente
Prof. Assoc. Thereza Christina Vessoni Penna.
Colaboradora da Disciplina de Física Industrial
35
35
Continuando nossa proposição de tentarmos juntos fazermos a
, vamos estudar o programa de sanitização, para as
diferentes finalidades de emprego: limpeza, higienização, desinfecção, pasteurização e
esterilização.
SANITIZAÇÃO: A chave para a segurança da SAÚDE PÚBLICA
1. Desenho da planta física das diferentes áreas.
1.1. Para a otimização da operação de limpeza, qual deve ser a disposição e material das
paredes, pisos e forros?
1.2. Previnindo contaminações externas das diferentes áreas de produção, como deve ser
o ar circulante?
1.3. Quais as precauções para evitar contaminações cruzadas, entre produtos, mtérias-
primas, macroscópicas e microscópicas, de quaisquer origens?
1.4. Como e onde devem ser os sanitários, e as pias para a lavagem das mãos?
1.5. Qual a natureza dos materiais utilizados nas diferentes áreas?
1.6. Qual deve ser o espaço mínimo necessário para dispor um equipamento ou estantes,
de modo a facilitar as operações de limpeza, a utilização e fácil acesso à manutenção.
1.7. Como devem ser a iluminação e a ventilação mais convenientes para assegurar boas
condições de preparação e manutenção da higiene?
2. Um bom programa de SANITIZAÇÃO é um PROCESSO que envolve
QUATRO ESTÁGIOS:
PRIMEIRO: Limpeza inicial da sujidade macroscópica e grossa, utilizando água.
2.1. Qual deve ser a natureza e qualidade da água para a limpeza primária?
2.2. Como esta água deve ser aplicada, para facilitar a maior remoção da sujidade grossa?
SEGUNDO: Remoção física da sujeira promovida por detergentes e auxiliares mecânicos
de limpeza.
2.3. Quais devem ser as propriedades detergentes mais importantes, de acordo com a
natureza da sujeira a ser removida?
Em tabela, resumir as características principais dos detergentes, em relação às aplicações
e natureza das sujidades?
Por curiosidade você poderia sugerir a formulação de um ou mais detergentes ou sabões
líquidos com as propriedades detergentes que você relacionou na tabela acima?
36
36
2.4. A partir das propriedades relacionadas dos detergentes na tabela acima, quais os
possíveis tipos de detergentes que podemos dispor?
2.5 Faça um resumo esquemático, na forma de um quadro, dos diferentes tipos de
detergentes, propriedades, tipos e possíveis aplicações. Quando possível relacionar a
natureza do material que pode ser removido. Sugerir exemplos.
2.6. Quais os principais auxiliares detergentes que podem ser incorporados à formulação,
para aumentar a eficiência detergente?
Sugerir formulações.
2.7. Quais podem ser os auxiliares MECÂNICOS empregados na remoção da sujidade
durante a aplicação detergente?
TERCEIRO:
Novo enxague.
3.1. Qual a finalidade?
QUARTO
Aplicação de SANITIZANTES.
4.1. Qual a principal função do sanitizante?
4.2. Por que o sanitizante só deve ser aplicado após os três primeiros estágios estudados?
Quais os prejuízos de sua aplicação sem a remoção primária da sujeira grossa?
4.3. Quais são os fatores determinantes da eficiência de um sanitizante?
4.4. Quais os testes utilizados para medir a eficiência de um sanitizante? Quais os
microrganismos utilizados como indicadores desta eficiência?
4.5. Quais devem ser as principais propriedades de um sanitizante?
4.6. Quais são os principais sanitizantes QUÍMICOS empregados? Relacioná-los com
suas características e aplicações na forma de quadro resumido.
4.7. Quais são os principais sanitizantes FÍSICOS empregados? Relacioná-los com suas
características e aplicações na forma de quadro resumido.
Todos os estágios de sanitização envolvem material auxiliar de limpeza, como escovas,
escovões, vassouras, baldes... e outros.
5.1. Relacionar os mais importantes, seu emprego, e a natureza do material de fabricação:
fios de naylon... e assim por diante, na forma resumida de um quadro.
Observação: A natureza do material mecânico de limpeza pode auxiliar a sanitização ou
ser fonte de contaminação cruzada.
5.2. Quando, onde e qual a aplicação dos seguintes equipamentos auxiliares de um
programa de sanitização:
a) Sistemas de alta pressão de água ( fria, quente, vapor);
b) Sistemas de aplicação de espumas;
37
37
c) Sistemas de aplicação de sanitizantes.
Durante um programa de sanitização os utensílios e equipamentos de pequeno
porte são lavados e sanitizados individualmente.
6.1. Dê exemplos, resumindo em quadro.
OBSERVAÇÕES:
- Não esquecer das diferentes conexões, canos, parafusos..., todas as partes de um
utemsílio ou simples equipamento, que pode vir ser fonte primária ou segundária de
contaminação cruzada.
Para equipamentos que NÃO podem ser desmontadas para sofrerem a aplicação
individualizada da limpeza e sanitização:
7.1. Qual é a operação empregada?
7.2. Resuma em quadro um exeplo desta operação, com fluxograma incluido.
Para finalizar, vamos sugerir a menor área que deve ser ocupada para os
equipamentos necessários a algumas preparações, procurando otimizar a sua utilização,
manutenção e limpeza. Assim também, vamos elaborar um fluxograma do programa de
sanitização para os respectivos equipamentos e/ou utensílios envolvidos:
8.1. Extrato vegetal (frascos e tampas, extrator ou percolador, concentrador, filtro,
centrífuga);
8.2. Chás compostos (envelopes ou saquinhos, estufa de secagem, triturador, tamis,
misturador, embaladeira);
8.3. Soluções assépticas (frascos e tampas, destiladores, tanques pasteurizador, autoclave,
máquina injetora).
Estamos prontos a ajudá-los e a aprendermos juntos.
Prédio semi-industrial, 1° andar. (818-3694, 818-3710).
Prof Assoc. Thereza Christina Vessoni Penna.
Colaboradora da Disciplina de Física Industrial
38
38
Estudo Dirigido nº 4
MATERIAIS
PISO piso monolítico, argamassa de alta resistência
PAREDE Azulejos, ladrilhos lisos, PVC líquido, resinas epoxi ou poliuretano
TETO Impermeabilizante incolor, tinta epoxi.
1.2. A quantidade de troca de ar necessária depende: (1) do tamanho e tipo de
construções; (2) do número de empregados; (3) das condições atmosféricas; (4) da
quantidade de vapor, poeira ou gás produzido na operação.
O vapor deve ser prontamente removido. Os equipamentos que produzem vapor devem
ser agrupados em um único local provido de exaustor para fácil remoção do vapor.
As portas não devem ser usadas como meio de troca de ar. essas, providas de comando
automático, permitem melhor controle. A instalação de cortina de ar auxilia no controle
da entrada de insetos e troca de calor como no caso de câmaras frigórificas. As janelas,
ventiladores e exaustores dever ser providos de tela para evitar a entrada de insetos.
Dentro da farmácia, o fluxo de ar deve ser no sentido contrário ao fluxo de produto. Deve
entrar no departamento de produto acabado com ar filtrado do exterior e sair na recepção
da matéria-prima. Nas áreas de trabalho sem acondicionamento de ar, deve haver pelo
menos 6 trocas de ar por hora.
Na instalação de ar condicionado, deve-se assegurar as seguintes condições: (1)
temperatura do ambiente de 20-25 C; (2) movimento de ar de 6 metros por minuto; e (3)
umidade relativa de 30 a 70%.
1.3. As precauções tomadas para evitar contaminações cruzadas entre produtos, matérias-
primas, macroscópicas e microscópicas são;
. Não permitir a manipulação de duas ou mais formulações diferentes pela mesma pessoa
ao mesmo tempo;
. A manipulação de formulações diferentes deve ser feita em locais distantes, sendo que
para cada formulação necessita-se de uma área de 12m
2
no mínimo;
. Os materiais e instrumentos de uso, bem como aparelhos, devem estar isentos de
resíduos de formulações anteriores.
1.4. As pias dever se localizar próximas às portas, para que as pessoas que as pessoas
lavem as mãos antes e depois de manipular formulações. Os sanitários devem se localizar
em locais de fácil acesso a todos, mas, ao mesmo tempo, em local reservado.
1.5. Em toda a farmácia pode-se utilizar os materiais descritos no item 1.1. Na parte
administrativa, pode-se usar pisos de borracha sintética; em áreas de produção de estéreis
os cuidados devem ser maiores, podendo ser as paredes de aço inoxidável.
Nas mesas e balcões, deve-se evitar o uso de madeira, pois esse material absorve
facilmente a umidade e células de microorganismos e é de difícil remoção ou
39
39
esterilização. As lâminas plásticas como a "fórmica" são adequadas para as superfícies
secas, mas em locais onde há umidade, há necessidade de utilizar aço inoxidável ou
alumínio resistente a corrosão. As armações metálicas devem ser redondas ou quadradas
com costuras e pontas seladas para evitar a entrada de resíduos.
1.6.Os equipamentos não devem ser instalados próximos à parede e nem próximos uns
aos outros. A distância mínima recomendada é de 90 cm. A base deve estar assentada no
piso de forma a evitar o acúmulo de sujidades ou apoiados em pés de pontas
arredondadas com espaço livre de pelo menos 15 cm para limpeza.
Todos os utensílios e recipientes vazios armazenados devem estar em locais 45 cm acima
do piso, evitando possível contaminação por respingos. Além disso, permite a limpeza
mais fácil e completa do local.
1.7. Para se usar iluminação natural, pode-se utilizar janelas na parede e no telhado.
Quando se tem apenas as janelas como fonte de iluminação, deve-se prover de área igual
a 30% da área do compartimento. Quando se usa a janela no telhado, esta deve estar
voltada para o sul, para evitar o ofuscamento pela ação dos raios solares diretos.
Além da intensidade, algumas características são importantes para a eficiência da
iluminação. Assim:
(a) a difierença de intensidade entre a área iluminada e as vizinhanças deve ser de 10m
vezes no máximo (ideal de 5 vezes);
(b) as lâmpadas das áreas de processamento devem ser protegidas para evitar queda de
fragmentos em caso de ruptura;
(c) deve-se evitar o ofuscamento através da localização adequada das fontes de
iluminação.
Como fonte artificial de iluminação, usa-se lâmpadas de diferentes tipos, como por
exemplo: lâmpada de tungstênio, lâmpadas fluorescentes, lâmpadas de sódio de alta
pressão.
Outras características são importantes na escolha da lâmpada, como o tempo de vida útil
e redução da luminosidade com o tempo de utilização.
- Para ventilação, ver o item 1.2.
2.
2.1. Para limpeza primária deve-se usar corrente tratada.
2.2. Para facilitar a remoção das sujidades grossas, a água deve ser aplicada em forma de
jatos d'água, em grande quantidade.
2.3. Propriedades desejáveis de um bom detergente:
(1) solubilidade rápida e completa;
(2) não corrosivo a superfícies de metal;
(3) capacidade condicionadora de água, ou seja, remoção completa da dureza da água;
(4) ação umectante e de penetração;
(5) ação emulsificante sobre gorduras;
(6) ação dissolvente de sólidos dos produtos;
40
40
(7) ação desfloculante, dispersante ou de suspensão;
(8) propriedade enxaguante;
(9) ação germicida
(10) economia
Três classes diferentes de sujidades devem ser considerados:
- partículas de sujeira ou partículas de produtos presas às superfícies por meios de
compostos gordurosos;
- partículas absorvidas na superfície a ser lavada;
- "empedramentos" ou "escamações" depositadas nas superfícies por causa do
aquecimento intermitente.
(1) Eliminação de filmes de gorduras: a função do detergente é tornar as partículas
possíveis de serem removidas por meio de processos físicos ou mecânicos. A adição de
fosfato trissódico faz com que as partículas de gordura permaneçam na emulsão por
período mais longo. Os agentes emulsificantes atuais têm a função similar mais
duradoura que os fosfatos trissódicos. Um outro mecanismo é dado por sabões que
tornam partículas de gordura solúveis em água.
(2) Remoção de Partículas de solo: as partículas de solo e produtos são removidos por
uma das ações:
- umectante: há redução da tensão superficial permitindo melhor contato entre a água e a
superfície do equipamento:
- dispersante: reduz as partículas em tamanhos pequenos para tornar fácil a suspensão,
facilitando a remoção das partículas dos equipamentos;
- poder de suspensão: as partículas insolúveis são mantidas em suspensão, evitando a
formação de depósito; a força de atração entre o solo e a solução de detergente deve ser
maior do que a do solo e a superfície do equipamento;
- peptizante: há formação de soluções coloidais das partículas parcialmente solúveis,
principalmente proteínas;
- dissolvente: as partículas insolúveis de solo reagem quimicamente com o agente para
formar produto solúvel em água;
- enxaguante: as partículas em suspensão ou em solução são facilmente e completamente
carregadas da superfície do equipamento pela água.
(3) Prevenção de Depósitos ou Escamas: os depósitos mais comuns são o de carbonato de
cálcio ou magnésio. Porém, proteínas podem provocar a formação de precipitados. O uso
de emulsificantes, como o ácido fosfórico, impede a formação de depósitos.
Proposta de formulação de Detergente Neutro: o detergente neutro pode conter partes
iguais de trifosfato de sódio, pirofosfato ácido de sódio e sulfonato de alquil e aril com
pequena quantidade (cerca de 1%) de agente tensoativo não-iônico.
2.4.formulação ácida:
ácido fosfórico/ orgânico mais tensoativo não-iônico e inibidor de corrosão.
formulação neutra
41
41
formulação alcalina: não quelante, umectante, alta penetração e emulsificante.
2.5
DETERGENTE PROPRIEDADES APLICACOES
Metassilicato Não corrosivo, não deve ser
usado acima de 63C,
umectante, enulsificante,
desfloculante
Utensílios em geral
Ortossilicato Corrosivo Remover depósitos
gordurosos no piso
Sesquissilicato Umectante, emulsificante,
não e tao corrosivo
Remover grande quantidade
de material saponificável
Tetraborato de sódio Baixa alcalinidade Usado para sabão de
limpeza das mãos.
Acido gliconico Menos corrosivo que o acido
cítrico
Remoção de depósitos
cáusticos
Acido sulfamico Corrosivo, compatível com
agente umectante aniônico
Remoção de depósitos de
evaporadores, trocadores de
calor.
FORMULACAO APLICACAO
Dodecilbenzeno sulfato de sódio
Dodecilfenoxi-hexaoxietilenosulfato de
amônio
Xilenosulfato de sódio
Dietanolamida láurica
Látex poliestireno
Etanol
Água
Limpeza suave
Dodecilbenzeno sulfato de potássio
Pirofosfato de potássio
Xilenosulfato de sódio
Dietanolamida láurica
Isopropanolamida láurica
Limpeza pesada
42
42
Silicato de sódio
Solução aquosa de KOH para pH 12,1
CMC
Metil celulose
NaOH
Fosfato trissodico
Pirofostato de sódio
Metassilicato de sódio
Garrafas
Polifosfato de sódio
Dodecilbenzeno sulfato de sódio
Acido hidroxiacetico
Metais
Polifosfato de sódio
Dodecilbenzeno sulfato de sódio
Fosfato trissodico
Superfícies ásperas
Fosfato trissodico crist.
Pirofosfato de sódio crist.
Cloreto de amônio quaternário
Bórax
Bentonita
Sanitizante abrasivo
Fosfato acido de sódio
Óleo de pinho
Sulfato de sódio
Porcelana

43
43
2.6}. Ouais os principais auxiliares detergentes que podem ser
incorporados à formulação, para aumentar a eficiência detergente?
A limpeza consiste em:
(1) pré-lavagem;
(2) lavagem;
(3) enxágue;
(4)sanitização.
O uso de detergente-sanitizante permite reunir o enxágue e sanitização em uma única
operação. além disso, confere ação bactericida à água de lavagem.
Os compostos mais usados são:
(1) detergente alcalino com compostos de cloro;
(2) detergente alcalino com amônio-quaternário e agente tensoativo não-iônico;
(3) detergente ácido formulado com iodoforo.
O primeiro grupo tem a desvantagem de perder a ação germicida rapidamente em contato
com material orgânico. O segundo é mais comumente usado. O terceiro é também
bastante usado. O ácido sulfânico e o ácido fosfórico são comumente usados como
componente ácido.
2.7) Agente mecânicos:
. limpeza manual com escova e esponja (não é muito recomendado para a limpeza de
material perfurante e cortante, uma vez que o funcionário corre o risco de se acidentar);
. limpeza através por imersão em lavadora ultrassônica (reúne a ação mecânica da
lavadora ultrassônica com a ação do detergente. É um método mais eficaz que por
simples imersão);
. limpeza através de máquinas de lavar e desinfetar (é o melhor método de limpeza, pois
evita a manipulação, diminuindo o risco de acidentes com artigos perfurantes e cortantes.
A desinfecção é feita através da lavagem e enxágue a quente, sendo que os artigos já
saem secos para o processo de esterilização);
. limpeza com máquinas de lavar tipo enceradeira (realiza-se a limpeza com a máquina
que tem uma escova rotatória e após é usado um aspirador potente pra retirada da
solução);
. limpeza através de máquina automática de lavar e enxugar (foi desenvolvida para que as
duas operações de lavar e enxaguar possam ser combinadas numa só operação. Tem a
vantagem de possuir alta eficiência de trabalho por m
2
).
Outros equipamentos podem ser utilizados, como vassouras, enceradeiras, rodos, escovas,
esponjas etc.
3.1) A principal função do enxágue é retirar totalmente resíduos do produto detergente e
sanitizantes por ventura incompatíveis.
4.1) Sanitizante: agente químico que reduz os microorganismos nas superfícies em
contato com o produto a ponto de assegurá-lo do ponto de vista da saúde pública; dá idéia
da limpeza. Além da redução do número de microorganismos.
44
44
4.2) O sanitizante deve ser aplicado somente após os 3 estágios anteriores para:
a. poder atuar nos microorganismos sem eventuais "barreiras" de sujidades;
b. poder ser utilizados nas concentrações recomendadas pelo fabricante (caso contrário, a
concentração deveria ser aumentada);
c. não ocorrer inativação dos sanitizantes por matérias orgânicas e/ou detergentes
incompatíveis.
4.3) a. concentração adequada;
b. tempo de ação;
c. inibição por proteínas;
d. inibição por sabões
4.4) Avaliaçãodos desinfetantes: o teste oficialmente adotado para avaliar um desinfetante
é o coeficiente fenólico, que consiste na determinação da ação germicida do qgente
químico sobre o organismo teste a dada temperatura e tempo, comparada com a ação do
fenol às idênticas condições.
Organismos usados: Salmonella typhosa ATCC-6539
Staphylococcus aureus FDA 209/ATCC-6538
Recomenda-se na prática, o uso de desinfetante diluído 20 vezes para determinar o
coeficiente fenólico com S. typhoisa.
Outros testes: Salmonella coleraesuis ATCC-10708 e S. aureus FDA 209 com a
"concentração de uso" do desinfetante.
- Escherichia coli ATCC 11229 ou S aureus FDA-209.
4.5) Agentes químicos: variam desde ácidos inorgânicos a compostos tensoativos. São em
geral, halogênios, compostos de amônio quaternário, compostos fenólicos, ácidos,
antibióticos e agentes gasosos.
4.7} Aplicação dos agentes físicos no controle de microorganismos
45
45
METODO USOS RECOMENDADOS LIMITACOES
A.CALOR UMIDO
1. autoclave Esterilização de instrumentos,
tecidos, utensílios e bandeja de
tratamento; meios de cultura e
outros liquidos
Ineficaz em
microorganismos presentes
em materiais impermeáveis
ao vapor, não pode ser usado
para artigos termossensiveis.
2. vapor fluente ou
água em Ebulição
Destruição de germes patogênicos
não esporulados: roupas de cama e
pratos
Não garante a esterilização
após uma única exposição.
B.CALOR SECO
3. forno de ar quente Esterilização de matérias
impermeáveis ou danificáveis pela
umidade (óleos, vidros,
instrumentos cortantes, metais)
Contra-indicado para
materiais que não podem
suportar altas temperaturas
por longo tempo.
4. incineração Eliminação de objetos
contaminados, que não podem ser
reutilizados.
O tamanho do incinerador
deve ser adequado e queima
rápida e completa da maior
carga; potencial poluição do
ar.
C. RADIACOES
5. ultravioleta Controle de infecções transmitidas
pelo ar, desinfecção de superfícies
(óleo, vidros, instrumentos
cortantes, metais)
Deve ser absorvida para ser
efetiva (não atravessa o
vidro transparente ou
objetos opacos); irritante
para olhos e pele; baixa
penetração.
6. ionizantes Esterilização de materiais
termosensiveis e outros
instrumentos médicos.
Oneroso; exige instalações
especiais.
D. FILTRACOES
7. Esterilização de líquidos
termossensiveis.
O liquido deve estar
relativamente livre de
matéria particulada
suspensa.f
8. filtros de fibra de
vidro (HEPA)
Desinfecção do ar Oneroso
46
46
E. LIMPEZA
FISICA
9. ultrassom Efetivo na descontaminacao de
delicados instrumentos limpos.
Não e eficaz em si; como
acessório, aumenta a
eficácia de outros métodos.
10. lavagem Mãos, pele, objetos Reduz a flora microbiana
5.1
MATERIAL EMPREGO NATUREZA
Balde graduado Carregar água, misturar e
diluir produtos de limpeza
e sanitizantes
Plástico, alumínio
Vassouras Auxiliar na remoção de
sujeiras do chão.
Cabo de madeira, piaçava.
Escovas Auxiliar na lavagem de
paredes, pias,
equipamentos, portas,
janelas.
Fios de nylon, piaçava.
Rodo Puxar água durante a
lavagem, passar pano no
chão.
Cabo de madeira.
Pano Secar o chão, janelas,
equipamentos, pias.
Algodão
5.2
a. sistema de alta pressão de água
47
47
. esterilização de materiais utilizados na produção de estéreis (auto-clave) - vapor
. remover matéria orgânica - água quente
. remover sujidade grossa - água fria
b. sistema de aplicação de espuma.
. lavagem do chão, paredes, janelas;
. limpeza e remoção prévia de substâncias orgânicas não aderidas à superfície.
c. sistema de aplicação de sanitizantes
. usamos quando desejamos eliminar microorganismos de uma área, de um equipamento,
de materiais etc.
6.1(Não é possível COLOCAR ESTES DADOS EM TABELA):
equ|pamento ||mpeza san|t|zação
de|or|zado( so|uçao de lo(ro|
rale(|a|s de ádua ro(ra. ca|o( seco ser
pecuero co((erle. eslula po(le dele(derle
v|d(a(|as ádua co((erle ca|o( seco er
e dele(derle eslula
á|coo| Z0º
EQUIPAMENTO LIMPEZA SANITIZACAO
Deionizador
Materiais de pequeno
porte
Estufa
Vidrarias
48
48
7.1. Os equipamentos que não nos podem ser desmontados para sofrerem aplicação
individualizada de limpeza e sanitização passam por um sistema de limpeza automática,
Neste sistema a água e os detergentes transitam pelo equipamento no mesmo sentido no
qual passa o produto (sistema de sanitização "in place")
7.2. Fluxograma
detergente alcalino
água

detergente ácido
sanitizante
água
8.1. Extrato vegetal
- frascos e tampas:
1) imersão em água com detergente (durante aproximadamente 30 minutos)
2) lavagem enxague
3) esterilização (vidro - calor seco em estufa e plástico - auto clave)
- percolador, concentrador, filtro:
1) imersão em água com detergente (durante mais ou menos 30 minutos)
2) enxague
3) desinfecção (com cloro, durante mais ou menos 1 hora, ou quaternário de amônio,
durante 20 minutos)
4) enxague com água corrente.
centrífuga: utiliza-se o sistema de sanitização "in place", com solução de formaldeído
10% (temperatura ambiente).
8.2. Chás compostos
- envelopes ou saquinhos: esterilização (estufa)
- triturador, tamis, misturador:
1)imersão em água com detergente
2)enxague
3)desinfecção
4)imersão em solução de formaldeído 2%
49
49
5)enxague
- estufa de secagem e embaladeira:
1) sanitização "in place" com solução de formaldeído 10%
8.3. Soluções antissépticas
- frascos e tampas
1) imersão em água com detergente
2) enxague com água corrente
3) esterilização (vidro - calor seco em estufa, plástico - autoclave)
- tanque pasteurizador, autoclave, máquina injetora
1) sanitização "in place" com solução de formaldeído 10%
-destilador
Utilizando os conhecimentos básicos até agora adquiridos, propomos tentarmos juntos
fazermos a INSTALAÇÃO de uma FARMÁCIA SEMI-INDUSTRIAL.
1.Vamos iniciar resumindo, sucintamente, algumas indagações, que nos
vão ajudar na instalação física do estabelecimento:
a) O que é uma Farmácia, em "senso latus"?
b) Quais os objetivos e finalidades de uma Farmácia?
c) Classificando, didaticamente, quais os tipos de Farmácia que podemos encontrar? (
Todo local onde envolver manipulação do medicamento deve também ser relacionado ).
d) Quais são as principais atribuições dos profissionais envolvidos com Farmácia, em
"senso latus"?
2. Antes de elaborarmos uma planta física de uma Farmácia, vamos
escolher o espaço físico adequado. Para tanto vamos esclarecer certas indagações:
a) Qual seria a melhor localização urbana para ser adquirido o espaço físico (terreno ou
edifício) objetivando a instalação do Estabelecimento-Farmácia Semi-Industrial?
b) Qual seria a melhor localização física do estabelecimento para atender todas as
atribuições de uma Farmácia?
c) Qual seria a área total necessária para a edificação da mesma?
e por Lei?
50
50
3. Vamos a elaboração de uma planta genérica, tendo por ponto de
partida a área de estoque ou almoxarifado ou local para o armazenamento de matérias-
primas e produtos acabados.
Para tanto sugerimos o roteiro-guia na forma de questões, que são passíveis de
alterações esclarecedoras:
a) Qual seria a área necessária para a boa técnica de armazenamento? ("tamanho")
b) Qual seria o melhor espaço que deveria ser designado na planta física do
estabelecimento para a instalação do estoque? (Pré-recepção ? Seria necessário? Quais as
situações.)
c) Quais os possíveis elementos e materiais de Construção?
- Piso: cerâmica, cimento...
- Paredes, Forros,
- Janelas, Portas,
- Estantes ou prateleiras e armários,
d ) Quais seriam as instalações básicas?
- água corrente, quente, fria, esgoto, vapor, ar comprimido,
- vácuo, gás,
- eletricidade,
- pia, tanques, lavabos,
e) Na área de armazenamento, deveria ser incluida câmara frigorífica e/ou geladeira?
4. Vamos aos poucos estudar a localização e classificação do
MATERIAL que poderá ser armazenado.
Partiremos da sugestão, já adotada em diferentes estabelecimentos, também
passível de alterações, baseada no código decimal. Exemplificando o primeiro
agrupamento de 10 classes:
0. Reservado
1. Material permanente
2. Material sobressalente (acessórios)
3. Material semi-permanente
4. Material de transformação (matéria-prima)
5. Ferragens
6. Reservado
7. Reservado
8. Material de consumo.....Segundo grupo: 10 classes.
9. e 10. Diversos.
Para iniciarmos vamos nos dedicar apenas à classe 8 do primeiro grande grupo
de materiais, item: MATERIAL DE CONSUMO.
51
51
Teremos então o segundo grande agrupamento de NOVAS 10 classes, todas
incluidas no primeiro grande grupo, classe 8.
Vamos decompor o SEGUNDO grande grupo: MATERIAL DE CONSUMO em
NOVAS 10 classes:
0. Reservado
1. Impressos e papelaria
2. Gêneros alimentícios
3. Produtos farmacêuticos: DROGAS e MEDICAMENTOS: TERCEIRO GRANDE
GRUPO compondo NOVAS 10 classes.
4. Material de penso e sutura
5. Material de limpeza
6. Material elétrico e peças para ferramentas
7. Óleos e lubrificantes
8. Produtos manufaturados
9.e 10. Diversos
Vamos apenas nos dedicarmos á classe dos PRODUTOS FARMACÊUTICOS,
que será composto de NOVAS 10 classes:
0. Reservado
1. Especialidades farmacêuticas
2. Produtos oficinais
3. Produtos fabricados na Farmácia em substituição às especialidades
4. Produtos químicos
5. Diversos; 6. a 10. reservado.
Vamos então nos preocupar com a classe que
poderá agrupar novas 10 classes de produtos facilmente manipuláveis em escala semi-
industrial:
00. Antissépticos
01. Antitússicos
02. Pomadas, pastas e linimentos
03. Misturas vitaminadas, anti-anêmicos simples e compostos
04. Analgésicos e antiespasmódicos
05. Antibióticos
06. Colírios
07.Inalantes balsâmicos
08. Aromatizantes e edulcorantes não calóricos
09. Líquidos para diálise
10. Óvulos e supositórios
52
52
Vamos escolher uma forma farmacêutica, classificá-la quanto:
- a operação ou conjunto de operações que levam à sua obtenção,
- o material necessário para formulá-lo,
Vamos agora armazenar este material relacionado, até o produto final, inclusive.
Verificar a faixa ótima de temperatura de armazenamento.
Observação: Todas as relações devem ser APENAS tabeladas e muito objetivas.
A planta genérica deve ser em papel quadriculado e em escala.
5- Para o nosso estudo preliminar, solicitamos as propriedades físcas:
- calor sensível e latente de todas as fases da água, à pressão constante,
- densidade de todas as fases da água, às temperaturas ambiente, e na faixa de 90C a 98C,
- densidade do ar, à temperatura ambiente,
- constante de condutividade térmica ("k" no sitema métrico de unidades padrão:
cal/s*cm*C) dos materiais:
água, gelo, ar, vidro, madeira, metais, cimento, asfalto, azulejo, papelão, plásticos, isopor,
cerâmicas, tijolo.
- pontos de fusão (intervalo de temperatura): parafinas, vaselina, voláteis em geral,
solventes em geral.
6. Estudo dirigido em grupo máximo de 5 alunos, porém que todos
participem do nosso empreendimento para o melhor aproveitamento das aulas teóricas e
práticas.
7. Estudo dirigido n: 1 deve ser realizado na quinta-feira, no próximo
dia 10/03/94, na biblioteca ou em um estabelecimento de Farmácia de manipulação,
preferencialmente seni-industrializada. Relatório derá ser apresentado dia 15/03/94.
8. Solicitamos trazer para a aula do dia 15/03/94 os materiais:
-vela, caixa de papelão, isopor, frasco de plástico e de vidro, tijolo, azulejo, pedaços de
metal e madeira.
9. Prof.Titular Dr Milton Leoncio Brazzach,
profissional experiente, responsável pela instalação, funcionamento e sucesso da
Farmácia Hospitalar do Hospital Universitário, após vivência de 30 anos na Indústria
Farmacêutica, foi convidado para conversar à respeito do tema sugerido, no dia 15/03
p.f., das 8:00 às 9:00 h no curso diurno, e das 19:00 às 20:00 h no curso noturno.
Estamos prontos a ajudá-los e a aprendermos juntos,
Atenciosamente
Prof. Assoc. Thereza Christina Vessoni Penna.
Colaboradora da Disciplina de Física Industrial
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2. ) OBJETIVO: 2.1 ) Essencial na higiene dos estabelecimentos de saúde e materiais correlatos; 2.2 ) Controle sanitário dos produtos usados para a saúde pública. 3.) LIMPEZA e DESINFECÇÃO PRÉ-LAVAGEM Limpeza inicial da sujidade macroscópica e grossa, utilizando água à T= 38° a 46°C. ° ° Redução de 90% de resíduos. Associada a auxiliares de limpeza.

LIMPEZA COM DETERGENTE Remoção física da sujeira, promovida por detergentes. ENXAGUE Lavagem com água se necessário. NOVA LAVAGEM : Agua à T= 80° a 85°C por 20 min. ° ° DESINFECÇÃO Aplicação de sanitizantes. OBJETIVOS: eliminação de microrganismos contaminantes aderidos à superfície dos equipamentos e não removidos após os tratamentos prévios de pré - lavagem e aplicação de detergentes. METODOS: Agentes QUIMICOS & FISICOS associados.

QUIMICOS: Desinfetantes (Cloro) FISICOS: Calor (Vapor) - (77°C/15min; 93°C/5min; 97,8°C/1min) ° ° ° Radiacao 2 Filtracao

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Um bom programa de SANITIZAÇÃO é um PROCESSO que envolve QUATRO estagios:

!

"

# $ " % & ! ! ' Para limpeza primária deve-se usar água corrente potável, tratada preferencialmente com cloro. Água à temperatura de 38°C a 46°C, provoca o amolecimento da sujidade sem provocar o endurecimento de proteínas e a caramelização dos açúcares. Provoca a redução de 90% da flora microbiana inicialmente presente. ! % * + , ' Para facilitar a remoção das sujidades grossas, a água deve ser aplicada em forma de jatos d'água, em grande quantidade. Deve ser utilizada água tratada (36°C a 46°C) aplicada em jato quando em superfícies. Com o auxílio de escovas, quando se tratar de máquinas, móveis, bancadas etc., escovões para pisos e paredes. () "

- / . "
1$ " %

+ ,

* 0

%

% Um bom detergente deve apresentar as qualidades:

'

23 + # , % : solubilidade rápida e completa;capacidade de solubilizar ou dispersar a sujeira removida e impedir que ela se deposite novamente sobre a superfície limpa ou forme espuma. 23 + ( , + , + , * : umedecimento, de modo que possa haver um contato íntimo entre o detergente e a superfície a ser limpa: capacidade para remover a sujeira para dentro do líquido, afastando-a da superfície; redução da tensão superficial;

3

4

23 + 1 , & : capacidade condicionadora de água, ou seja, remoção completa da dureza da água; remoção de Ca, Mg, Al, Fe. Uso de EDTA para: Na,K. 23 + 4 , * de óleos e gorduras. * sobre gorduras; suspensões coloidais : impedir películas de minerais de se

23 + 5 , * depositarem na superfície novamente. 23 + 6 , 23 + 7 , 23 8 23 , : 2; #3 + , 2# #3 * 9

; suspensões coloidais de proteínas; , dispersante ou de suspensão; forças atrativas. ; suspensão das partículas removidas.

% a superfícies de metal; ;

Três classes diferentes de sujidades devem ser considerados: a. partículas de sujeira ou partículas de produtos presas às superfícies por meios de compostos gordurosos; b. partículas absorvidas na superfície a ser lavada; c. "empedramentos" ou "escamações" depositadas nas superfícies por causa do aquecimento intermitente. (1) Eliminação de filmes de gorduras: a função do detergente é tornar as partículas possíveis de serem removidas por meio de processos físicos ou mecânicos. A adição de fosfato trissódico faz com que as partículas de gordura permaneçam na emulsão por período mais longo. Os agentes emulsificantes atuais têm a função similar mais duradoura que os fosfatos trissódicos. Um outro mecanismo é dado por sabões que tornam partículas de gordura solúveis em água. (2) Remoção de Partículas de solo: as partículas de solo e produtos são removidos por uma das ações: - umectante: há redução da tensão superficial permitindo melhor contato entre a água e a superfície do equipamento:
4

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- dispersante: reduz as partículas em tamanhos pequenos para tornar fácil a suspensão, facilitando a remoção das partículas dos equipamentos; - poder de suspensão: as partículas insolúveis são mantidas em suspensão, evitando a formação de depósito; a força de atração entre o solo e a solução de detergente deve ser maior do que a do solo e a superfície do equipamento; - peptizante: há formação de soluções coloidais das partículas parcialmente solúveis, principalmente proteínas; - dissolvente: as partículas insolúveis de solo reagem quimicamente com o agente para formar produto solúvel em água; -enxaguante: as partículas em suspensão ou em solução são facilmente e completamente carregadas da superfície do equipamento pela água. (3) Prevenção de Depósitos ou Escamas: os depósitos mais comuns são o de carbonato de cálcio ou magnésio. Porém, proteínas podem provocar a formação de precipitados. O uso de emulsificantes, como o ácido fosfórico, impede a formação de depósitos. Proposta de formulação de Detergente Neutro: o detergente neutro pode conter partes iguais de trifosfato de sódio, pirofosfato ácido de sódio e sulfonato de alquil e aril com pequena quantidade (cerca de 1%) de agente tensoativo não-iônico. 2.4.formulação ácida: ácido fosfórico/ orgânico mais tensoativo não-iônico e inibidor de corrosão. formulação neutra formulação alcalina: não quelante, umectante, alta penetração e emulsificante.

4$ " 0 % & ' ÁCIDO: - ácido fosfórico ou ácido orgânico + tensoativo não-iônico + inibidor de corrosão. ALCALINO: -soda cáustica, carbonato de sódio, metassilicato de sódio, fosfato trissódico, polifosfatos, tensoativo anionico NEUTRO: - trifosfato de sódio, pirofosfato de sódio, sulfonato de alquil e aril, tensoativo anfotérico. Proposta de formulação: PARTES iguais de trifosfato de sódio, pirofosfato ácido de sódio e sulfonato de alquil e aril com pequena quantidade (cerca de 1%) de agente tensoativo não-iônico. Observação: formulações com cadeias de alquil e aril ramificadas estão sendo substituidas por cadeias normais por serem biodegradáveis. (3) detergente ácido formulado com iodoforo.

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APLICACAO Limpeza suave Ortossilicato Sesquissilicato Tetraborato de sódio Acido gliconico Acido sulfamico FORMULACAO Dodecilbenzeno sulfato de sódio Dodecilfenoxi-hexaoxietilenosulfato amônio Xilenosulfato de sódio Dietanolamida láurica Látex poliestireno Etanol Água de Dodecilbenzeno sulfato de potássio Pirofosfato de potássio Xilenosulfato de sódio Dietanolamida láurica Isopropanolamida láurica Silicato de sódio 6 Limpeza pesada Garrafas . desfloculante Corrosivo Remover depósitos gordurosos no piso Umectante. Remover grande quantidade não e tao corrosivo de material saponificável Baixa alcalinidade Usado para sabão de limpeza das mãos.bastante usado. enulsificante. Menos corrosivo que o acido Remoção de depósitos cítrico cáusticos Corrosivo.6 . trocadores de calor. . não deve ser Utensílios em geral usado acima de 63C. umectante.ácido sulfânico e o ácido fosfórico: comumente usados como componente ácido. emulsificante. DETERGENTE Metassilicato PROPRIEDADES APLICACOES Não corrosivo. compatível com Remoção de depósitos de agente umectante aniônico evaporadores.

confere ação bactericida à água de lavagem. (2) lavagem. Os compostos mais usados são: (1) detergente alcalino com compostos de cloro. O segundo é mais comumente usado. (5)O uso de detergente-sanitizante permite reunir o enxágue e sanitização em uma única operação. O terceiro é também 7 . (3) enxágue. Pirofosfato de sódio crist.1 CMC Metil celulose NaOH Fosfato trissodico Pirofostato de sódio Metassilicato de sódio Polifosfato de sódio Dodecilbenzeno sulfato de sódio Acido hidroxiacetico Polifosfato de sódio Dodecilbenzeno sulfato de sódio Fosfato trissodico Fosfato trissodico crist.7 Solução aquosa de KOH para pH 12. * = ' A limpeza consiste em: (1) pré-lavagem. (4)sanitização. Cloreto de amônio quaternário Bórax Bentonita Fosfato acido de sódio Óleo de pinho Sulfato de sódio Metais Superfícies ásperas Sanitizante abrasivo Porcelana 5 $ 3 9 & <* + . além disso. O primeiro grupo tem a desvantagem de perder a ação germicida rapidamente em contato com material orgânico. (2) detergente alcalino com amônio-quaternário e agente tensoativo não-iônico. (3) detergente ácido formulado com iodoforo.

O ácido sulfânico e o ácido fosfórico são comumente usados como componente ácido. d. inibição por sabões 4. limpeza através de máquina automática de lavar e enxugar (foi desenvolvida para que as duas operações de lavar e enxaguar possam ser combinadas numa só operação. 6) Agentes mecânicos: . escovas.1) Avaliaçãodos desinfetantes: o teste oficialmente adotado para avaliar um desinfetante é o coeficiente fenólico. 3) O sanitizante deve ser aplicado somente após os 3 estágios anteriores para: a. a concentração deveria ser aumentada). 1) A principal função do enxágue é retirar totalmente resíduos do produto detergente e sanitizantes por ventura incompatíveis. . pois evita a manipulação. tempo de ação. enceradeiras. rodos. poder atuar nos microorganismos sem eventuais "barreiras" de sujidades. inibição por proteínas. concentração adequada. poder ser utilizados nas concentrações recomendadas pelo fabricante (caso contrário. limpeza manual com escova e esponja (não é muito recomendado para a limpeza de material perfurante e cortante. não ocorrer inativação dos sanitizantes por matérias orgânicas e/ou detergentes incompatíveis. limpeza com máquinas de lavar tipo enceradeira (realiza-se a limpeza com a máquina que tem uma escova rotatória e após é usado um aspirador potente pra retirada da solução). . diminuindo o risco de acidentes com artigos perfurantes e cortantes. c. esponjas etc. Organismos usados: Salmonella typhosa ATCC-6539 8 . 2) Sanitizante: agente químico que reduz os microorganismos nas superfícies em contato com o produto a ponto de assegurá-lo do ponto de vista da saúde pública. b. comparada com a ação do fenol às idênticas condições. . Tem a vantagem de possuir alta eficiência de trabalho por m2). que consiste na determinação da ação germicida do qgente químico sobre o organismo teste a dada temperatura e tempo. 4) a. .8 bastante usado. Além da redução do número de microorganismos. uma vez que o funcionário corre o risco de se acidentar). sendo que os artigos já saem secos para o processo de esterilização). limpeza através por imersão em lavadora ultrassônica (reúne a ação mecânica da lavadora ultrassônica com a ação do detergente. limpeza através de máquinas de lavar e desinfetar (é o melhor método de limpeza. b. A desinfecção é feita através da lavagem e enxágue a quente. É um método mais eficaz que por simples imersão). c. Outros equipamentos podem ser utilizados. como vassouras. dá idéia da limpeza.

É um método mais eficaz por simples imersão). escovas. @. Outros testes: Salmonella coleraesuis ATCC-10708 e S.) > + .limpeza por imersão em lavadora ultrassônica (reúne a ação mecânica da lavadora ultrassônica com a ação do detergente. rodos. enceradeiras. sendo que os artigos já saem secos para o processo de esterilização). que ainda se encontrem sobre a superfície ou em frestas e reentrâncias. . + . Outros equipamentos podem ser utilizados.2) Agentes químicos: variam desde ácidos inorgânicos a compostos tensoativos. halogênios. A desinfecção é feita através da lavagem e enxágue a quente. 6$ " 9 ) 6$ " % 9 * ' A principal função do enxágue é retirar totalmente resíduos de sujidades com detergente.Escherichia coli ATCC 11229 ou S aureus FDA-209. pois evita a manipulação. Tem a vantagem de possuir alta eficiência de trabalho por m2). aureus FDA 209 com a "concentração de uso" do desinfetante. + . ' . $ 7$ " ? * + . . 4. compostos de amônio quaternário. diminuindo o risco de acidentes com artigos perfurantes e cortantes. limpeza através de máquinas de lavar e desinfetar (é o melhor método de limpeza. esponjas etc. uma vez que o funcionário corre o risco de se acidentar). o uso de desinfetante diluído 20 vezes para determinar o coeficiente fenólico com S. compostos fenólicos. typhoisa. .9 Staphylococcus aureus FDA 209/ATCC-6538 Recomenda-se na prática. ) . limpeza através de máquina automática de lavar e enxugar (foi desenvolvida para que as duas operações de lavar e enxaguar possam ser combinadas numa só operação.limpeza manual com escova e esponja (não é muito recomendado para a limpeza de material perfurante e cortante. . limpeza com máquinas de lavar tipo enceradeira (realiza-se a limpeza com a máquina que tem uma escova rotatória e após é usado um aspirador potente pAra retirada da solução). . . antibióticos e agentes gasosos. como vassouras. São em geral. ' " 9 . ácidos.

concentração adequada do sanitizante. poder ser utilizados nas concentrações recomendadas pelo fabricante (caso contrário. (1) Resumo: a. * * = ' Porcentagem de microorganismos que morrem ou têm seu crescimento inibido por unidade de tempo. carboidratos. concentração inicial de microrganismos. os microorgonismos remanescentes da pré-lavagem e da aplicação de detergente. inibição por matéria orgânica: proteínas. Assim. :$ " . 10 . gorduras. ação seletiva sobre diferentes espécies microbiológicas. limpeza adequada. O sanitizante visa banir. b. não ocorrer inativação dos sanitizantes por matérias orgânicas e/ou detergentes incompatíveis. poder atuar nos microorganismos sem eventuais "barreiras" de sujidades. tempo de ação. o sanitizante deve ser aplicado somente após os 3 estágios anteriores para: a. a desinfecção será mais efetiva pois a presença de sujidades macroscópicas impedem sua ação eficaz contra os microrganismos. variação da temperatura. d. após os três primeiros estágios. * = '$ * = ' O teste oficialmente adotado para avaliar um desinfetante é o coeficiente fenólico. já que é necessário o contato ÍNTIMO entre o sanitizante e os microrganismos. A sanitização não tem função de eliminação total da carga microorgânica e sim o de seu "quase extermínio". Portanto. + . velocidade da desinfecção. concentração do sanitizante. e. ! ' A sujeira grossa deve ser removida previamente para que o sanitizante possa entrar em contacto com a superfície. que consiste na determinação da ação germicida do agente químico sobre o organismo teste a #" $ . c. inibição por sabões. sujidade macroscópica. b. c. (3) 8 " ! & '$ % 0 = + . e. a concentração deveria ser aumentada).10 Função de um sanitizante: reduzir os microorganismos presentes num local ou material a um número permitido pela legislação. da superfície dos equipamentos.

. aureus FDA 209. 11 . A partir daí determina-se a concentração mínima de agente antibacteriano necessária para exterminar uma certa quantidade de bactérias. -ser inodoro ou ter odor agradável. .não corroer os metais. . Outros testes: Salmonella coleraesuis ATCC-10708 S. Após um certo período de incubação observa-se se houve o crescimento. Inativa as formas vegetativas.não ser tóxico. #" $ ( ! D " . A + . 0 B 2 ) 3 Consiste na diluição sucessiva de um determinado agente antibacteriano e a posterior inoculação das diluições com uma suspensão de bactérias. 0 B B % " $ C ) + E * ' & Principais Sanitizantes Quimicos SANITIZANTE ESPECTRO DE ACAO APLICACAO Desinfecção de superfícies. etílico a 70% v/v após remoção da sujeira com isopropilico.11 dada temperatura e mesmo intervalo de tempo de exposição. o uso de desinfetante diluído 20 vezes para determinar o coeficiente fenólico frente à bacteria S. materiais e feridas. -não produzir manchas. typhi.nem irritar a pele. -apresentar estabilidade química. (4) #"$ # % ' Principais propriedades de um bom sanitizante: .possuir alta eficácia germicida. entendendo-se. Organismos usados: Salmonella typhi ATCC-6539 Staphylococcus aureus FDA 209/ATCC-6538 Recomenda-se na prática. fenol] para destruir a mesma densidade bacteriana. por isto. vírus. Escherichia coli ATCC 11229 com a "concentração de uso" do desinfetante. ser de efeito rápido e ter amplo espectro antimicrobiano e ação prolongada. Álcool ALCOOIS(etílico. devendo ser solúvel em água e nos solventes orgânicos. CF = [conc teste/ conc. comparativamente àquela ação do fenol às idênticas condições.

Bactericida e Uso oftálmico (bórico). 1% limpeza corpórea.2 a 1%. fungicida. superfícies. fungicida. propilenoglicol. Isopropilico > poder. 10 min superfícies. Em soluções a 5% em álcool. Bórico a 3%. graxos.1 a 2. Glutaraldeido: soluções 2% agua/álcool. com fluxo de sangue. com detergentes catiônicos. nalidixico. HALOGENIOS E DERIVADOS (iodo. formas vegetativas. Sulfúrico diluído. Bactericida e fungicida. Bactericida.005 a 1%. hipoclorito) ACIDOS INORGANICOS E ORGANICOS (sulfúrico. (cloro). Timol: 30 vezes mais eficiente que o fenol e menos tóxico. exposição: 1530 min. Concentrações variando de 0. Iodo: em solucoes alcoólicas a 2% em mistura virucida. Desinfecção de feridas. Água oxigenada a 3%.12 trietilenoglicol. Cloro: como hipoclorito de sódio em concentrações que variam de 0. Materiais e superficies esporicida.5%. cloramina. Fenol: 0. Materiais e Fungicida. Bactericidas e Materiais e superfícies. Higiene bucal (cloreto de cetilpiridinio). undecilenico) DETERGENTES CATIONICOS (cloreto de benzalconio. Cresol: sol. tosilcloramida sódica. cloreto de benzetonio. Materiais e superfícies. dicloramina T. derivados do acido dicloroisocianurico. Inativa todas as Desinfecção de materiais e superfícies. bórico. cloro. Fungicidas A 50% saponificada em óleo vegetal. ALDEIDOS E DERIVADOS (fórmico e glutario) FENOIS E DERIVADOS esponja úmida. equipamentos pequenos. cloreto de cetilpiridinio) AGENTES OXIDANTES (água oxigenada e permanganato de Bactericida. Instrumentais. Ácidos graxos como o caproico e acido undelenico topicamente em preparacoes contendo 2 a 10%. pH 4-8. Uso cirúrgico e tópico (iodo). em água/álcool/6 a 8 horas. mandelico. Hexaclorofeno: empregado sob a forma de sabão ou em mistura com detergentes em concentrações ate 3%. esporicida e virucida. CLORO: 1% / 30min: artigos e tecidos. Permanganato em diluicoes de 1:5000 – 1:2000 12 . Formaldeido em concentrações que variam de 2 a 8% esporocida. fungicida.

9g/100g 13.5) AÇÃO GERMICIDA: oxidante do radical SH em enzimas. Mercúrio: na forma de merbromino (mercurocromo).0) FORMULA COMERCIAL Liquido/Cilindros Pó (35% Cloro) Pó (75% Cloro disponivel) Solução com 2 a 15% de cloro COMPOSTO CLORO CAL CLORADO HIPOCLORITO DE CALCIO HIPOCLORITO DE SODIO CLORAMINA T DICLORO AMINA ACIDOS DI e TRI 13 . reação : Cl2 + H20 = HOCl + HCl (OH-) ---------------(H+) 1.Cl CH3-anel aromático-S(O2)N=Cl.1) PRINCIPAIS COMPOSTOS: FQ Cl2 Ca(OCl)2.CaCl2 Ca(OCl)2 NaOCl CH3-anel aromático-S(O2)N=H. ) ) / 1-) : O cloro na água reage formando ácido hipocloroso e HCl. principalmente envolvidos na oxidação da glicose. Uso tópico.Cl SOLUBILIDADE (H2O) 0. Prata: na forma de nitrato a 1% em colírios.8g/100g (pH=9.13 potássio) METAIS PESADOS (mercúrio e prata) Bactericida e bacteriostático.716g/100g 6. FORMA ATIVA: ÁCIDO CLOROSO HOCl (pH 4-7.

.5(OH-) pH= 4.= ION HIPOCLORITO Ordem decrescente de poder germicida: HOCL > OCL. -Usos : higienização GERAL -Valor pH tamponado perto da neutralidade: menor estabilidade.Fórmula: NaOCl .> O nascente > CLOROAMINAS Poder germicida aumenta com aumento da temperatura e redução do pH.+ H2O = HOCL + OHHCLO + H+ = H+ + CL.+ HOCl pH= 7.5 ( H-) HCLO = H+ + OCLOCL.0 a 7.14 CLORO CIANURICOS (Sais de acido iso) Obs: Anel aromático: tolueno. HIPOCLORITO DE SÓDIO: . HIPOCLORITO DE CÁLCIO FÓRMULA: Ca(OCL)2 SOLUBILIDADE: 13.Solução 2% a 15% de cloro disponível -Preparação : eletrólise da salmoura.+ O( nascente ) HCLO = ÁCIDO HIPOCLOROSO OCL. ácido benzóico.REAÇÕES: NaOCl + H20 = Na+ + OH.8 g/100g FORMA COMERCIAL: pó com 75% cloro total disponível 14 .5 a 9.

2 ) DEMANDA : ao ser adicionado à água : pequenas quantidades : 0. medido por titulação com amido-iodo : quantidade de cloro disponível equivalente ao iodo liberado pelas reações.75 mg/L) de cloro reage com impurezas : Fe . . / / ) A temperatura .tratamento dágua a concentrações> 50 ppm.25 mg/l ou 0.inativados com solução de tiossulfato de sódio.não ativos contra virus. o que dele sobrar : é o cloro residual total: cloro total adicionado na água que se encontra combinado com matéria orgânica ou livre. HOCL + 2KI + HCL = I2 + 2KCL + H20 15 . Mn . estocada a 4°C por 30 dias.ativos contra esporos de bacilos. . 4 ) CLORO RESIDUAL TOTAL : cloro residual combinado + cloro residual live 5 ) CLORO RESIDUAL LIVRE: que existe nas formas de HCLO ou CLO.25 a 0.15 COMPOSIÇÃO: hipoclorito de cálcio 10 m/m cloreto de sódio 80% m/m fosfato trissódico 10% m/m SOLUÇÃO ESTOQUE: 30g pó/ 100 ml água a 40°C. . . dependendo do pH. o valor de pH e material organico interferem na atividade germicida : 1 ) DOSAGEM : ppm ou mg/L. nitritos e sulfitos.ou mistura de ambos .estabilidade elevada para altos valores de pH. b ) ORGANICOS : cloraminas(mono e dicloro) -estáveis no estado seco. Esse cloro consumido não tem ação germicida.tratamento de grandes abastecimento de água. CLOROAMINAS: a ) INORGANICOS: Cloro líquido dissolvido em solução de amonia líquida: dicloro derivado:NHCl2 . . 3 ) CLORO RESIDUAL TOTAL: Ao ser satisfeita a demanda do cloro adicionado. / / .75 ppm ( 0. -em forma de tabletes.

o residual formado aumenta progressivamente até que um ponto no qual ocorre uma reação de OXIDAÇÃO entre o cloro livre e os compostos de cloro nitrogênio . O ponto mais baixo na concentração de cloro residual: PONTO DE QUEBRA. O RESIDUAL de cloro livre é diminuido pela quantidade necessária para oxidar completamente estes compostos . 2 ) Não afetado pela água dura. ADIÇÕES posteriores de cloro resultam em nova ELEVAÇÃO do CLORO LIVRE. / 7) PONTO DE QUEBRA : Quando pequenas quantidades de cloro são adicionadas à água sob condições controladas. 6) CLORO RESIDUAL COMBINADO: cloro combinado com material organico: nitrogenados. 9 ) DESINFECÇÃO da ÁGUA POTÁVEL : Para a rede municipal a concentração de cloro residual DISPONÍVEL e LIVRE é cerca de 0. ) / - ) / F ) ) / G. usando amido como indicador. o cloro inicial é utilizado para satisfazer à demanda de cloro.1 mg/l. Ao mesmo tempo . BACTERIÓFAGOS. o cloro combina-se fracamente com a matéria orgânica presente para formar cloraminas ou outros compostos cloro-nitrogenados. 10 ) VANTAGENS: 1 ) Amplo espectro de ação contra microorganismos. 16 . Aumentando-se a dosagem do cloro . 8 ) CLORO DISPONÍVEL = medida do poder oxidante sendo definido como a quantidade de cloro equivalente ao iodo liberado por uma solução ácida em iodeto de potássio. ESPOROS bacterianos.16 NaOCL + 2 KI + 2 HCL = I2 + NaCL + 2KCL + H20 Ca(OCL)2 + 4 KI + 4 HCL = 2 I2 + CaCL2 + 4 KCL + 2H20 NaCLO + 2KI+ HCL = NaCL + 2 KCL + I2 + H20 2 Na2S2O3 + I2 = 2 NaI + Na2S4O6 O I2 liberado é titulado por volumetria com tiossulfato de sódio.1 ppm ou 0. inclusive VIRUS .

12) EMPREGOS GERAIS NA INDUSTRIA 1 ) CONCENTRAÇÕES normalmente recomendadas: a ) ÁGUA POTÁVEL de abastecimento público: [CL]= 1ppm e a água que chega ao público: 0.2 a 0. feridas de mãos em manipuladores. e durante armazenamento. concentrações > 10ppm: metais. na desinfecção de embalagens. tecidos biológicos e borrachas. tubulações. 5 ) esporocidas e virucidas às concentrações tão baixas quanto 0. sendo água que sai do tanque de resfriamento no mínimo: 0. [CL]= 2 a 7 ppm de cloro residual livre: in plant clorination. em águas de resfriamento de enlatados.05 ppm. a combinação com fenol em água confere cor desagradável. 11 ) DESVANTAGENS: 1 ) CORROSIVOS. c ) ÁGUA de RESFRIAMENTO DE LATAS: [CL]= 5 ppm de cloro residual livre. e > 4ppm para água potável quando é sentido em chás . b ) ÁGUA de ABASTECIMENTO de USINAS . 17 . tecidos em geral. 9 ) Uso de água clorada na preparação de xaropes e salmouras: até máximo de 4 a 5 ppm: não causam "off-flavors": enlatamento de frutas e vegetais. 4 ) Concentrações < 50 ppm: sem odor . utensílios e equipamentos que entram em contato com alimentos: os quais também podem ser higienizados. 5 ) Dificuldade de penetração em material gorduroso. 3 ) Atividade decresce com o aumento do pH. tanques.5 ppm de cloro livre .3ppm de cloro residual livre. a combinação com qualquer material orgânico resulta em perda da atividade. gosto ou paladar. 6 ) Toxicidade praticamente inexistente de soluções tão diluidas quanto 10 ppm: usadas para tratamento de água de abastecimento e potável. na presença de material orgânico: exceto cloraminas. 2 ) Irritações da pele em manipuladores > 10 ppm. 4 ) Alteração de aromas e coloração para > 50ppm: enlatados de frutas e vegetais. 7 ) Estabilidade de soluções de hipoclorito em pH=9 e derivados organicos: liberação lenta.17 3 ) baixo custo. 8 ) Limpeza e desodorização de ambientes com material orgânico em putrefação.

DESIDRATADORES . CAMARAS DE ESTOCAGEM. 3 ) REFRIGERADORES.18 2) ENLATADOS: água de resfriamento após saida da autoclave. CONGELADORES. INIBINDO FORMAÇÃO DE LIMO por bactérias. 4) PONTO de QUEBRA permite adição sempre constante de cloro às águas da planta de operações : periodos mais longos de utilização sem parar o processo. ENLATADORAS . 18 . ENCHIMENTO E ENVASADORAS: nebulização com cloro : DEODORIZANDO e SANITIZANDO.

DI-TRI CLORO ISOCIANÚRICO 100 30 100 250 100 1 a 2 20 1a2 2 1 25 25 25 25 25 19 .8 CONCENTRAÇÃO(ppm) D ( segundos) 5 111. COMPOSTOS ) .6 8.8 52.6 15 41.3 B ) VALOR DA SOLUÇÃO TAMPÃO DE 6. .9 7 10 52.1 90.7 30: lavagem de alface: 20 minutos : dois ciclos logarítmicos.5 6.4 14.19 PARAMETROS DE RESISTÊNCIA QUÍMICA DE CEPAS DE ESCHERICHIA COLI AO CLORO EM SOLUÇÃO TAMPÃO E NA HIGIENIZAÇÃO DE ALIMENTOS E TANQUES DE PREPARAÇÃO : A ) CONCENTRAÇÕES 10 ppm em soluções tamponadas: valor pH D ( segundos ) 5.2 6.0 23.2 83. ? / F TEMPO min TEMPER ATURA °C IMERSÃO CIRCULAÇÃO ppm=mg/L ASPERSÃO NEBULIZAÇÃO ppm 200 10 200 400 a 500 200 NaOCl equipamentos alimentos Ca(OCl)2 CLORAMINA T ÁC. ) H I ) ) .

J ) C VANTAGENS DESVANTAGENS OBSERVAÇÕES Aquecimento lento. materiais objetos de radicais livres processo radiosensiveis. rápido. instalação. feixes de elétron Tipos de filtração: profundidade. pessoal não umidade. fácil depirogenacao de controlar Tipos de radiações: Raios Gama -Cobalto 60 ou Césio 137 – ultravioletas. longa duração. penetração. óleos. pos AÇÃO . superficie 20 . ondas curtas. poros. acoplada. Custosos. baixa especializado. Materiais so metálicos. reentrâncias. materiais so termoestáveis CALOR Vidraria. boa necessita secagem penetração. Barato. termosensivel física simples. UMIDO das proteínas simples. baixa limitantes fluido temperatura Oxidação. ) AGENTE FISICO CALOR SECO (altas temperaturas) APLICAÇÕE S Vidraria e objetos metálicos. Alterando o Alta Custo elevado da RADIACOES Material (ionizantes e compacto sem DNA. oxidativo. plastico continuo. ULTRASSOM Auxilia na penetração do sanitizante em frestas. Denaturacao Barato. fácil termoestáveis. FILTRACAO Material Remoção Rápido. proteínas.20 . ionizantes) vidraria e formando temperatura. rápido. (temperaturas soluções de controlar e desgaste X umidade) aquosas monitorar.

tóxico. explosivo. compatibilidade boa Baixa temperatura. N2 GLUTARALDEIDO Materiais sólidos DIOXIDO DE CLORO MICROONDAS OZONIO PEROXIDO DE HIDROGENIO Agente esterilizante superficial Reação por alquilacao Aquecimento dieletrico Agente altamente oxidante 21 . alta toxicidade. CFC. área segregada e especial. irritante. Tipos: misturas de ETO com CO2 . boa penetração. custoso. HCFC. simples DESVANTAGENS OBSERVAÇÕES Carcinogênico.21 PRINCIPAIS AGENTES QUIMICOS AGENTE QUIMICO APLICAÇÕE S OXIDO DE Material ETILENO compacto termolabil AÇÃO Alquilacao inespecifica de grupos nucleofilicos VANTAGENS Baixa temperatura. inflamável Necessita enxágüe final.

ondas de rádio. vidros. 0 PROPRIEDADES HIGIENIZAÇÃO.ULTRAVIOLETA 2-ionizantes: eletromagnética. não esporocida HIGIENIZAÇÃO T= 100C/ 20min ESTERILIZAÇÃ O T> 170C/ 3 hs ~ 2 min raios gama. óleos. custo alto. deslocamento SUJIDADE deslocamento SUJIDADE deslocamento SUJIDADE ###=240 .280nm BAIXA PENETRAÇÃO oneroso.LIMPEZA FÍSICA 1-ULTRASOM 2.AR QUENTE C-RADIAÇÃO 1.LAVAGEM HIGIENIZAÇÃO. equipamentos: imersão e circulação. A-CALOR ÚMIDO vapor fluente: 93C por 5min ou 77 C por 15 min ÁGUA QUENTE B. NÃO ESPOROCIDA sanitizante. amolecimento sujeira. metais. esterilização: várias aplicações. instalação específica da instrumentos com acessório lumens da instrumentos com acessório lumens da superfícies reduz de log MO até 2 22 . não esporocida J ) C + E * APLICAÇÕES SUPERFÍCIES: equipamentos. D. áreas diversas. SUFERFÍCES qq. superfície ' & LIMITAÇÕES ambientes: fechados. instrumentais. utensílios em geral. aplicação superficial difícil. microondas. tecidos. áreas e superfícies.JATO DE AR 3.22 #3 $ 1 ! D " MÉTODO .

8. Esterilização de líquidos termossensiveis. e outros. baixa penetração. Oneroso. escovões. vidros. meios de cultura e outros liquidos 2. ultravioleta Ineficaz em microorganismos presentes em materiais impermeáveis ao vapor.. utensílios e bandeja de tratamento. potencial poluição do ar. ionizantes D. incineração contaminados. METODO USOS RECOMENDADOS A. vidros. instrumentos cortantes..23 Todos os estágios de sanitização envolvem material auxiliar de limpeza. baldes. vapor fluente ou água em Ebulição LIMITACOES B. desinfecção de superfícies (óleo. metais) Eliminação de objetos 4. forno de ar quente Esterilização de matérias impermeáveis ou danificáveis pela umidade (óleos. RADIACOES 5. O liquido deve estar relativamente livre de matéria particulada suspensa. Destruição de germes patogênicos Não garante a esterilização não esporulados: roupas de cama e após uma única exposição. como escovas. que não podem ser reutilizados. pratos Contra-indicado para materiais que não podem suportar altas temperaturas por longo tempo.CALOR UMIDO Esterilização de instrumentos. Desinfecção do ar 6.CALOR SECO 3. irritante para olhos e pele. Deve ser absorvida para ser efetiva (não atravessa o vidro transparente ou objetos opacos). instrumentos cortantes. autoclave tecidos. filtros de fibra de vidro (HEPA) 23 . O tamanho do incinerador deve ser adequado e queima rápida e completa da maior carga. metais) Esterilização de materiais termosensiveis e outros instrumentos médicos. exige instalações especiais. 1. FILTRACOES 7. não pode ser usado para artigos termossensiveis.f Oneroso Controle de infecções transmitidas pelo ar. vassouras. C.

pele. cores. tubulações. aumenta a eficácia de outros métodos. como acessório. mascaras gorros Luvas cirúrgicas Cestos Cabo plástico. portas. borracha Sintéticas.24 E. Reduz a flora microbiana #3 4 *B + . janelas. MATERIAL AUXILIAR DE LIMPEZA: MATERIAL Balde graduado Vassouras Escovas EMPREGO Carregar água e misturar e diluir produtos de limpeza e sanitizantes Auxiliar na remoção de sujidades Auxiliar na lavagem de superfície de paredes. Remoção de líquidos e resíduos e NATUREZA Plástico. alça de aluminio Cabo plástico Cerdas de nylon Nylon Rodo Toalhas. objetos Não e eficaz em si. pias. papel ou gaze Macacões. lavagem Efetivo na descontaminacao de delicados instrumentos limpos. conexões. ultrassom 10. equipamentos. * K """ * & " Observação: A natureza do material mecânico de limpeza pode auxiliar a sanitização ou ser fonte de contaminação cruzada. LIMPEZA FISICA 9. Mãos. vidraria. descartáveis Nylon Borracha Plastico 24 .

. + . tendo em vista que estas desmancham com a fricção. . de materiais etc. sistema de aplicação de sanitizantes . que pode vir ser fonte primária ou secundária de contaminação cruzada. sistema de aplicação de espuma. lavagem do chão. parafusos. deve ser evitado o uso de esponjas de aço.. c..vapor . esterilização de materiais utilizados na produção de estéreis (auto-clave) . janelas. remover matéria orgânica . usamos quando desejamos eliminar microorganismos de uma área. Fluxograma de limpeza de materiais de pequeno porte (vidrarias.Não esquecer das diferentes conexões. limpeza e remoção prévia de substâncias orgânicas não aderidas à superfície. Utilizar esponjas plásticas. remover sujidade grossa . & a) Sistemas de alta pressão de água ( fria. a. quente. .água fria b. c) Sistemas de aplicação de sanitizantes. 6.1 – GERAL 25 . canos. todas as partes de um utensílio ou simples equipamento.água quente . sistema de alta pressão de água . vapor). % 0 OBSERVAÇÕES: . de um equipamento. paredes. objetos metálicos) #3 5 $ 9 % + .25 Na limpeza. / & % 6 / 9 " = " & ! & " & . + . b) Sistemas de aplicação de espumas.

5% detergente clorado intercalado a detergente ácido (0.45°C) Imersão em água (ultra-som) à T=63°C/ 15-30min enxagüe com água quente (82°C) solução detergente (temperatura ótima) (cepilho e acessórios) 0.5%) ( 62°C a 70°C) Enxague com água morna secagem 26 .26 pré-lavagem com água morna (40 .

Todas as peças devem estar bem secas antes da montagem final.1. Neste sistema a água e os detergentes transitam pelo equipamento no mesmo sentido no qual passa o produto (=sistema de sanitização "in place") 7 "J 9 "( 27 .27 JL / @ / - ) / / . 7. ! " " # O detergente utilizado nesta operação é o mesmo utilizado para lavar as mãos. Um anticorrosivo deve ser aplicado na lâmina. Os equipamentos que não nos podem ser desmontados para sofrerem aplicação individualizada de limpeza e sanitização passam por um sistema de limpeza automática.

1) imersão em água com detergente (durante aproximadamente 30 minutos).28 DETERGENTE ALCALINO ÁGUA DETERGENTE ÁCIDO SANITIZANTE ÁGUA 8 " 9 "# % . tamis. com solução de formaldeído 10% (temperatura ambiente). . ou quaternário de amônio. . concentrador. . misturador: 28 .1) imersão em água com detergente (durante mais ou menos 30 minutos).centrífuga: utiliza-se o sistema de sanitização "in place".3) esterilização (vidro .envelopes ou saquinhos: esterilização (estufa) triturador. . durante 20 minutos). durante mais ou menos 1 hora. filtro: .4) enxague com água corrente. 8 ")! "( M .2) enxague. .percolador. . .2) lavagem enxague.frascos e tampas: .calor seco em estufa e plástico .autoclave).3) desinfecção (com cloro.

-destilador ÁREAS ou AMBIENTES NATUREZA NÃO-ESTÉRIL TRATAMENTO LAVAGEMSANITIZAÇÃO LAVAGEMSANITIZAÇÃO ESTERILIZAÇÃO EQUIPAMENTO DETERGENTE. máquina injetora 1) sanitização "in place" com solução de formaldeído 10%. 5)enxague. . 8 " "1 estufa de secagem e embaladeira: 1) sanitização "in place" com solução de formaldeído 10%. RODO e SANITIZANTE. RODO e SANITIZANTE JATOS DE ÁGUA. FILTROS DE AR. 3) esterilização (vidro .29 1)imersão em água com detergente. VASSOURA ESTÉRIL PRÓXIMAS EQUIPAMENTOS EXTERNAS LAVAGEMSANITIZAÇÃO LAVAGEM 29 .autoclave). 3)desinfecção. ESCOVA. 4)imersão em solução de formaldeído 2%. 2)enxague. ESCOVA. 2) enxague com água corrente. plástico . RADIAÇÃO. DETERGENTE. ESCOVA. VASSOURA. VASSOURA.tanque pasteurizador. + E A frascos e tampas: 1) imersão em água com detergente. VASSOURA. RODO e SANITIZANTE DETERGENTE.calor seco em estufa. autoclave.

Seizi. OGA. G.146. "Detergency . GOULD. 1972.. J. pp. 4ª ed. part I. C. DAVIS.. A. pp. "CGMP's/Food Plant Sanitation". CUTLER. Coleção Farmácia Hospitalar.30 INTERNAS LAVAGEMSANITIZAÇÃO DETERGENTE.. 1973. 30 . Antonio C. R. 14-27. 1990. p. "Farmacologia Aplicada". Marc Dekker Inc. CTI Publications Inc. pp. 1ª ed. W. RODO e SANITIZANTE BIBLIOGRAFIA CIMINO. 46-82. Atheneu Editora de São Paulo.theory and test methods".. ZANINI. VASSOURA. ESCOVA. Editora Obelisco. S. 561-566. "Iniciação à Farmácia Hospitalar". W.

Antes de elaborarmos uma planta física de uma Farmácia.Vamos iniciar resumindo. quais os tipos de Farmácia que podemos encontrar? ( Todo local onde envolver manipulação do medicamento deve também ser relacionado ).31 * M B ! A & . que vão nos ajudar na instalação física do estabelecimento: a) O que é uma Farmácia. . tendo por ponto de partida a área de estoque ou almoxarifado ou local para o armazenamento de matériasprimas e produtos acabados. vamos escolher o espaço físico adequado. Forros. Para tanto sugerimos o roteiro-guia na forma de questões.. Para tanto vamos esclarecer certas indagações: a) Qual seria a melhor localização urbana para ser adquirido o espaço físico (terreno ou edifício) objetivando a instalação do Estabelecimento-Farmácia Semi-Industrial? b) Qual seria a melhor localização física do estabelecimento para atender todas as atribuições de uma Farmácia? c) Qual seria a área total necessária para a edificação da mesma? e por Lei? 3. didaticamente. cimento.) c) Quais os possíveis elementos e materiais de Construção? . algumas indagações. 31 .Paredes.. d) Quais são as principais atribuições dos profissionais envolvidos com Farmácia. Vamos a elaboração de uma planta genérica.Piso: cerâmica. em "senso latus"? 2. sucintamente. " H N J ? ) D . em "senso latus"? b) Quais os objetivos e finalidades de uma Farmácia? c) Classificando. que são passíveis de alterações esclarecedoras: a) Qual seria a área necessária para a boa técnica de armazenamento? ("tamanho") b) Qual seria o melhor espaço que deveria ser designado na planta física do estabelecimento para a instalação do estoque? (Pré-recepção ? Seria necessário? Quais as situações. / 1.

e 10. Portas. e) Na área de armazenamento. Material semi-permanente 4.. Material sobressalente (acessórios) 3. esgoto. Vamos decompor o SEGUNDO grande grupo: MATERIAL DE CONSUMO em NOVAS 10 classes: 0.vácuo.Estantes ou prateleiras e armários. baseada no código decimal. Reservado 7. fria. Óleos e lubrificantes 8. Reservado 8. também passível de alterações. Impressos e papelaria 2. vapor. Produtos manufaturados 32 . Material de consumo. deveria ser incluida câmara frigorífica e/ou geladeira? 4. Material de limpeza 6. classe 8. Produtos farmacêuticos: DROGAS e MEDICAMENTOS: TERCEIRO GRANDE GRUPO compondo NOVAS 10 classes.32 .eletricidade. Ferragens 6.. . . gás. quente. Gêneros alimentícios 3. tanques. já adotada em diferentes estabelecimentos. todas incluidas no primeiro grande grupo. Material elétrico e peças para ferramentas 7. Partiremos da sugestão. Vamos aos poucos estudar a localização e classificação do MATERIAL que poderá ser armazenado. Material permanente 2. d ) Quais seriam as instalações básicas? ..Janelas. . ar comprimido. Teremos então o segundo grande agrupamento de NOVAS 10 classes. 9. Reservado 1. Material de transformação (matéria-prima) 5. Reservado 1. lavabos. 4. Material de penso e sutura 5. Exemplificando o primeiro agrupamento de 10 classes: 0.água corrente..pia. Para iniciarmos vamos nos dedicar apenas à classe 8 do primeiro grande grupo de materiais.Segundo grupo: 10 classes. Diversos. . item: MATERIAL DE CONSUMO.

e na faixa de 90C a 98C. reservado. Pomadas. Óvulos e supositórios Vamos escolher uma forma farmacêutica.a operação ou conjunto de operações que levam à sua obtenção. Vamos então nos preocupar com a classe que poderá agrupar novas 10 classes de produtos facilmente manipuláveis em escala semiindustrial: 00. à pressão constante. . . A planta genérica deve ser em papel quadriculado e em escala. Colírios 07. até o produto final. Antibióticos 06.o material necessário para formulá-lo. a 10.Inalantes balsâmicos 08. Diversos Vamos apenas nos dedicarmos á classe dos PRODUTOS FARMACÊUTICOS. solicitamos as propriedades físcas: . Vamos agora armazenar este material relacionado. Reservado 1. Produtos fabricados na Farmácia em substituição às especialidades 4. Produtos oficinais 3.densidade do ar. Analgésicos e antiespasmódicos 05. Aromatizantes e edulcorantes não calóricos 09. 5. Observação: Todas as relações devem ser APENAS tabeladas e muito objetivas. Diversos. pastas e linimentos 03.Para o nosso estudo preliminar. inclusive. . classificá-la quanto: . Verificar a faixa ótima de temperatura de armazenamento. Especialidades farmacêuticas 2. que será composto de NOVAS 10 classes: 0. às temperaturas ambiente. à temperatura ambiente. anti-anêmicos simples e compostos 04. Misturas vitaminadas.constante de condutividade térmica ("k" no sitema métrico de unidades padrão: cal/s*cm*C) dos materiais: 33 . 6. Líquidos para diálise 10. Antissépticos 01. Produtos químicos 5. .calor sensível e latente de todas as fases da água.e 10. Antitússicos 02.33 9.densidade de todas as fases da água.

após vivência de 30 anos na Indústria Farmacêutica. tijolo. profissional experiente. no próximo dia 10/03/94. solventes em geral. 8. madeira. preferencialmente seni-industrializada. Estudo dirigido n: 1 deve ser realizado na quinta-feira. azulejo. responsável pela instalação. 7. Estudo dirigido em grupo máximo de 5 alunos.f. plásticos. porém que todos participem do nosso empreendimento para o melhor aproveitamento das aulas teóricas e práticas. caixa de papelão.34 água. papelão. foi convidado para conversar à respeito do tema sugerido. na biblioteca ou em um estabelecimento de Farmácia de manipulação. Assoc. Colaboradora da Disciplina de Física Industrial 34 .Titular Dr Milton Leoncio Brazzach. 6. metais. azulejo. isopor. vidro. Prof. asfalto. frasco de plástico e de vidro. e das 19:00 às 20:00 h no curso noturno. cimento. pedaços de metal e madeira. das 8:00 às 9:00 h no curso diurno. cerâmicas. . funcionamento e sucesso da Farmácia Hospitalar do Hospital Universitário. isopor. voláteis em geral.pontos de fusão (intervalo de temperatura): parafinas. 9. vaselina. Thereza Christina Vessoni Penna.. gelo. no dia 15/03 p. Relatório derá ser apresentado dia 15/03/94. Solicitamos trazer para a aula do dia 15/03/94 os materiais: -vela. Estamos prontos a ajudá-los e a aprendermos juntos. Atenciosamente Prof. tijolo. ar.

pisos e forros? 1.5. SANITIZAÇÃO: A chave para a segurança da SAÚDE PÚBLICA 1.2. 1. mtériasprimas. a utilização e fácil acesso à manutenção. para as diferentes finalidades de emprego: limpeza. Como devem ser a iluminação e a ventilação mais convenientes para assegurar boas condições de preparação e manutenção da higiene? 2. Um bom programa de SANITIZAÇÃO é um PROCESSO que envolve QUATRO ESTÁGIOS: PRIMEIRO: Limpeza inicial da sujidade macroscópica e grossa. Previnindo contaminações externas das diferentes áreas de produção. de acordo com a natureza da sujeira a ser removida? Em tabela.6. desinfecção. Desenho da planta física das diferentes áreas. Quais as precauções para evitar contaminações cruzadas. pasteurização e esterilização. de quaisquer origens? 1. e as pias para a lavagem das mãos? 1. de modo a facilitar as operações de limpeza. Qual deve ser a natureza e qualidade da água para a limpeza primária? 2.3. 2. resumir as características principais dos detergentes. entre produtos. 2.2. como deve ser o ar circulante? 1. qual deve ser a disposição e material das paredes. para facilitar a maior remoção da sujidade grossa? SEGUNDO: Remoção física da sujeira promovida por detergentes e auxiliares mecânicos de limpeza.1.7. Qual deve ser o espaço mínimo necessário para dispor um equipamento ou estantes. higienização. utilizando água. macroscópicas e microscópicas.1. em relação às aplicações e natureza das sujidades? Por curiosidade você poderia sugerir a formulação de um ou mais detergentes ou sabões líquidos com as propriedades detergentes que você relacionou na tabela acima? 35 . 1. Para a otimização da operação de limpeza. Como esta água deve ser aplicada. Qual a natureza dos materiais utilizados nas diferentes áreas? 1.35 Continuando nossa proposição de tentarmos juntos fazermos a .3. Quais devem ser as propriedades detergentes mais importantes. vamos estudar o programa de sanitização.4. Como e onde devem ser os sanitários.

Quais podem ser os auxiliares MECÂNICOS empregados na remoção da sujidade durante a aplicação detergente? TERCEIRO: Novo enxague.4. quente.2.4. Quais os testes utilizados para medir a eficiência de um sanitizante? Quais os microrganismos utilizados como indicadores desta eficiência? 4. na forma resumida de um quadro. 5. A partir das propriedades relacionadas dos detergentes na tabela acima. onde e qual a aplicação dos seguintes equipamentos auxiliares de um programa de sanitização: a) Sistemas de alta pressão de água ( fria. escovões. Quando. 4.6. e assim por diante. Qual a finalidade? Aplicação de SANITIZANTES. dos diferentes tipos de detergentes. 5. Sugerir exemplos. tipos e possíveis aplicações.1. Quais devem ser as principais propriedades de um sanitizante? 4.. e outros.36 2.7. baldes. Quando possível relacionar a natureza do material que pode ser removido. Quais são os fatores determinantes da eficiência de um sanitizante? 4. vapor). Observação: A natureza do material mecânico de limpeza pode auxiliar a sanitização ou ser fonte de contaminação cruzada.6. 2.7. Todos os estágios de sanitização envolvem material auxiliar de limpeza. 3. Qual a principal função do sanitizante? 4. e a natureza do material de fabricação: fios de naylon. como escovas.3. b) Sistemas de aplicação de espumas. na forma de um quadro. para aumentar a eficiência detergente? Sugerir formulações. Por que o sanitizante só deve ser aplicado após os três primeiros estágios estudados? Quais os prejuízos de sua aplicação sem a remoção primária da sujeira grossa? 4. QUARTO 36 . 2. seu emprego.. Quais os principais auxiliares detergentes que podem ser incorporados à formulação. Quais são os principais sanitizantes FÍSICOS empregados? Relacioná-los com suas características e aplicações na forma de quadro resumido.1. propriedades.5.5 Faça um resumo esquemático... Relacionar os mais importantes.2.1. Quais são os principais sanitizantes QUÍMICOS empregados? Relacioná-los com suas características e aplicações na forma de quadro resumido. quais os possíveis tipos de detergentes que podemos dispor? 2. vassouras. 4.

extrator ou percolador. vamos elaborar um fluxograma do programa de sanitização para os respectivos equipamentos e/ou utensílios envolvidos: 8. misturador. Dê exemplos.37 c) Sistemas de aplicação de sanitizantes.2. Colaboradora da Disciplina de Física Industrial 37 . todas as partes de um utemsílio ou simples equipamento.Não esquecer das diferentes conexões. Chás compostos (envelopes ou saquinhos. procurando otimizar a sua utilização. Thereza Christina Vessoni Penna. 8. com fluxograma incluido. Extrato vegetal (frascos e tampas. Resuma em quadro um exeplo desta operação. 6.1.. destiladores. Soluções assépticas (frascos e tampas.. Para equipamentos que NÃO podem ser desmontadas para sofrerem a aplicação individualizada da limpeza e sanitização: 7. que pode vir ser fonte primária ou segundária de contaminação cruzada.1. (818-3694. Qual é a operação empregada? 7. concentrador. filtro. canos. vamos sugerir a menor área que deve ser ocupada para os equipamentos necessários a algumas preparações.3. 818-3710). estufa de secagem. máquina injetora). resumindo em quadro. autoclave. manutenção e limpeza. Prédio semi-industrial.2. embaladeira). triturador. 1° andar. parafusos. Estamos prontos a ajudá-los e a aprendermos juntos. Assim também. OBSERVAÇÕES: . Durante um programa de sanitização os utensílios e equipamentos de pequeno porte são lavados e sanitizados individualmente.1. tanques pasteurizador. centrífuga).. Prof Assoc. 8. Para finalizar. tamis.

devem estar isentos de resíduos de formulações anteriores. deve-se evitar o uso de madeira. em local reservado. (2) movimento de ar de 6 metros por minuto.5. Em toda a farmácia pode-se utilizar os materiais descritos no item 1. poeira ou gás produzido na operação. A manipulação de formulações diferentes deve ser feita em locais distantes. O vapor deve ser prontamente removido. . Dentro da farmácia. matériasprimas. deve-se assegurar as seguintes condições: (1) temperatura do ambiente de 20-25 C. essas. pode-se usar pisos de borracha sintética. deve haver pelo menos 6 trocas de ar por hora.3. As pias dever se localizar próximas às portas. macroscópicas e microscópicas são. As portas não devem ser usadas como meio de troca de ar.2. tinta epoxi. PVC líquido. 1. resinas TETO Impermeabilizante incolor. para que as pessoas que as pessoas lavem as mãos antes e depois de manipular formulações. (4) da quantidade de vapor. Na instalação de ar condicionado. Os sanitários devem se localizar em locais de fácil acesso a todos. bem como aparelhos. Na parte administrativa. . Nas mesas e balcões. Nas áreas de trabalho sem acondicionamento de ar. A instalação de cortina de ar auxilia no controle da entrada de insetos e troca de calor como no caso de câmaras frigórificas. ventiladores e exaustores dever ser providos de tela para evitar a entrada de insetos. ladrilhos lisos. pois esse material absorve facilmente a umidade e células de microorganismos e é de difícil remoção ou 38 . mas. 1. podendo ser as paredes de aço inoxidável. sendo que para cada formulação necessita-se de uma área de 12m2 no mínimo. Não permitir a manipulação de duas ou mais formulações diferentes pela mesma pessoa ao mesmo tempo. (2) do número de empregados.38 Estudo Dirigido nº 4 MATERIAIS PISO piso monolítico. Os materiais e instrumentos de uso. Os equipamentos que produzem vapor devem ser agrupados em um único local provido de exaustor para fácil remoção do vapor. As janelas. 1. As precauções tomadas para evitar contaminações cruzadas entre produtos. e (3) umidade relativa de 30 a 70%. A quantidade de troca de ar necessária depende: (1) do tamanho e tipo de construções.4. o fluxo de ar deve ser no sentido contrário ao fluxo de produto. . providas de comando automático. permitem melhor controle. Deve entrar no departamento de produto acabado com ar filtrado do exterior e sair na recepção da matéria-prima. argamassa de alta resistência epoxi ou poliuretano PAREDE Azulejos.1. ao mesmo tempo. em áreas de produção de estéreis os cuidados devem ser maiores. 1. (3) das condições atmosféricas.

2. 39 . (5) ação emulsificante sobre gorduras.2.3. As lâminas plásticas como a "fórmica" são adequadas para as superfícies secas.Para ventilação. em grande quantidade. 2. Para se usar iluminação natural. (c) deve-se evitar o ofuscamento através da localização adequada das fontes de iluminação.1.7. As armações metálicas devem ser redondas ou quadradas com costuras e pontas seladas para evitar a entrada de resíduos. 2. Como fonte artificial de iluminação. a água deve ser aplicada em forma de jatos d'água. como por exemplo: lâmpada de tungstênio.6. para evitar o ofuscamento pela ação dos raios solares diretos. A distância mínima recomendada é de 90 cm. (3) capacidade condicionadora de água. (b) as lâmpadas das áreas de processamento devem ser protegidas para evitar queda de fragmentos em caso de ruptura.Os equipamentos não devem ser instalados próximos à parede e nem próximos uns aos outros. Além disso. Além da intensidade. mas em locais onde há umidade. permite a limpeza mais fácil e completa do local.39 esterilização. evitando possível contaminação por respingos. há necessidade de utilizar aço inoxidável ou alumínio resistente a corrosão. Assim: (a) a difierença de intensidade entre a área iluminada e as vizinhanças deve ser de 10m vezes no máximo (ideal de 5 vezes). usa-se lâmpadas de diferentes tipos. (6) ação dissolvente de sólidos dos produtos. ver o item 1. . Para limpeza primária deve-se usar corrente tratada. como o tempo de vida útil e redução da luminosidade com o tempo de utilização. 1. (4) ação umectante e de penetração. Outras características são importantes na escolha da lâmpada. (2) não corrosivo a superfícies de metal. deve-se prover de área igual a 30% da área do compartimento. 2. pode-se utilizar janelas na parede e no telhado. 1. Quando se tem apenas as janelas como fonte de iluminação. ou seja. A base deve estar assentada no piso de forma a evitar o acúmulo de sujidades ou apoiados em pés de pontas arredondadas com espaço livre de pelo menos 15 cm para limpeza. lâmpadas fluorescentes. Para facilitar a remoção das sujidades grossas. Todos os utensílios e recipientes vazios armazenados devem estar em locais 45 cm acima do piso. algumas características são importantes para a eficiência da iluminação. esta deve estar voltada para o sul. 2. Quando se usa a janela no telhado. Propriedades desejáveis de um bom detergente: (1) solubilidade rápida e completa. remoção completa da dureza da água. lâmpadas de sódio de alta pressão.

facilitando a remoção das partículas dos equipamentos. impede a formação de depósitos. principalmente proteínas. A adição de fosfato trissódico faz com que as partículas de gordura permaneçam na emulsão por período mais longo. Porém. (1) Eliminação de filmes de gorduras: a função do detergente é tornar as partículas possíveis de serem removidas por meio de processos físicos ou mecânicos. proteínas podem provocar a formação de precipitados.dispersante: reduz as partículas em tamanhos pequenos para tornar fácil a suspensão. . dispersante ou de suspensão. (3) Prevenção de Depósitos ou Escamas: os depósitos mais comuns são o de carbonato de cálcio ou magnésio. formulação neutra 40 . (2) Remoção de Partículas de solo: as partículas de solo e produtos são removidos por uma das ações: .formulação ácida: ácido fosfórico/ orgânico mais tensoativo não-iônico e inibidor de corrosão. 2. .partículas absorvidas na superfície a ser lavada.enxaguante: as partículas em suspensão ou em solução são facilmente e completamente carregadas da superfície do equipamento pela água. evitando a formação de depósito. pirofosfato ácido de sódio e sulfonato de alquil e aril com pequena quantidade (cerca de 1%) de agente tensoativo não-iônico. (8) propriedade enxaguante. (9) ação germicida (10) economia Três classes diferentes de sujidades devem ser considerados: ."empedramentos" ou "escamações" depositadas nas superfícies por causa do aquecimento intermitente. .peptizante: há formação de soluções coloidais das partículas parcialmente solúveis. .40 (7) ação desfloculante. Um outro mecanismo é dado por sabões que tornam partículas de gordura solúveis em água.umectante: há redução da tensão superficial permitindo melhor contato entre a água e a superfície do equipamento: . . como o ácido fosfórico.4.partículas de sujeira ou partículas de produtos presas às superfícies por meios de compostos gordurosos. Os agentes emulsificantes atuais têm a função similar mais duradoura que os fosfatos trissódicos. . O uso de emulsificantes. Proposta de formulação de Detergente Neutro: o detergente neutro pode conter partes iguais de trifosfato de sódio.poder de suspensão: as partículas insolúveis são mantidas em suspensão. a força de atração entre o solo e a solução de detergente deve ser maior do que a do solo e a superfície do equipamento.dissolvente: as partículas insolúveis de solo reagem quimicamente com o agente para formar produto solúvel em água.

umectante. Remover grande quantidade não e tao corrosivo de material saponificável Baixa alcalinidade Usado para sabão de limpeza das mãos. alta penetração e emulsificante. Menos corrosivo que o acido Remoção de depósitos cítrico cáusticos Corrosivo. desfloculante Corrosivo Remover depósitos gordurosos no piso Umectante.5 DETERGENTE Metassilicato PROPRIEDADES APLICACOES Não corrosivo.41 formulação alcalina: não quelante. umectante. não deve ser Utensílios em geral usado acima de 63C. compatível com Remoção de depósitos de agente umectante aniônico evaporadores. emulsificante. 2. enulsificante. trocadores de calor. APLICACAO Limpeza suave Ortossilicato Sesquissilicato Tetraborato de sódio Acido gliconico Acido sulfamico FORMULACAO Dodecilbenzeno sulfato de sódio Dodecilfenoxi-hexaoxietilenosulfato amônio Xilenosulfato de sódio Dietanolamida láurica Látex poliestireno Etanol Água de Dodecilbenzeno sulfato de potássio Pirofosfato de potássio Xilenosulfato de sódio Dietanolamida láurica Isopropanolamida láurica Limpeza pesada 41 .

42 Silicato de sódio Solução aquosa de KOH para pH 12. Cloreto de amônio quaternário Bórax Bentonita Fosfato acido de sódio Óleo de pinho Sulfato de sódio Garrafas Metais Superfícies ásperas Sanitizante abrasivo Porcelana 42 . Pirofosfato de sódio crist.1 CMC Metil celulose NaOH Fosfato trissodico Pirofostato de sódio Metassilicato de sódio Polifosfato de sódio Dodecilbenzeno sulfato de sódio Acido hidroxiacetico Polifosfato de sódio Dodecilbenzeno sulfato de sódio Fosfato trissodico Fosfato trissodico crist.

2. limpeza através por imersão em lavadora ultrassônica (reúne a ação mecânica da lavadora ultrassônica com a ação do detergente. limpeza através de máquina automática de lavar e enxugar (foi desenvolvida para que as duas operações de lavar e enxaguar possam ser combinadas numa só operação. sendo que os artigos já saem secos para o processo de esterilização). Outros equipamentos podem ser utilizados. ( 3 $ "6 " 43 . . além disso. enceradeiras. limpeza através de máquinas de lavar e desinfetar (é o melhor método de limpeza. Além da redução do número de microorganismos. (3) detergente ácido formulado com iodoforo. escovas. rodos. . 3. O terceiro é também bastante usado. diminuindo o risco de acidentes com artigos perfurantes e cortantes. É um método mais eficaz que por simples imersão). O ácido sulfânico e o ácido fosfórico são comumente usados como componente ácido.1) Sanitizante: agente químico que reduz os microorganismos nas superfícies em contato com o produto a ponto de assegurá-lo do ponto de vista da saúde pública.43 9 & <* + . .1) A principal função do enxágue é retirar totalmente resíduos do produto detergente e sanitizantes por ventura incompatíveis. (3) enxágue. (4)sanitização. limpeza manual com escova e esponja (não é muito recomendado para a limpeza de material perfurante e cortante. (2) detergente alcalino com amônio-quaternário e agente tensoativo não-iônico. confere ação bactericida à água de lavagem. . como vassouras. dá idéia da limpeza. Tem a vantagem de possuir alta eficiência de trabalho por m2). (2) lavagem. 4. uma vez que o funcionário corre o risco de se acidentar). O primeiro grupo tem a desvantagem de perder a ação germicida rapidamente em contato com material orgânico. limpeza com máquinas de lavar tipo enceradeira (realiza-se a limpeza com a máquina que tem uma escova rotatória e após é usado um aspirador potente pra retirada da solução).7) Agente mecânicos: . O segundo é mais comumente usado. Os compostos mais usados são: (1) detergente alcalino com compostos de cloro. A desinfecção é feita através da lavagem e enxágue a quente. O uso de detergente-sanitizante permite reunir o enxágue e sanitização em uma única operação. pois evita a manipulação. * = ' A limpeza consiste em: (1) pré-lavagem. esponjas etc.

4) Avaliaçãodos desinfetantes: o teste oficialmente adotado para avaliar um desinfetante é o coeficiente fenólico. c.Escherichia coli ATCC 11229 ou S aureus FDA-209. * 0 44 . d. inibição por proteínas. ácidos. b. compostos de amônio quaternário. aureus FDA 209 com a "concentração de uso" do desinfetante. Outros testes: Salmonella coleraesuis ATCC-10708 e S. inibição por sabões 4. . tempo de ação.3) a. São em geral. 4. a concentração deveria ser aumentada). poder ser utilizados nas concentrações recomendadas pelo fabricante (caso contrário. 4 3 "7 + . comparada com a ação do fenol às idênticas condições. poder atuar nos microorganismos sem eventuais "barreiras" de sujidades. 4. compostos fenólicos. que consiste na determinação da ação germicida do qgente químico sobre o organismo teste a dada temperatura e tempo. typhoisa. halogênios. o uso de desinfetante diluído 20 vezes para determinar o coeficiente fenólico com S.44 4. antibióticos e agentes gasosos. não ocorrer inativação dos sanitizantes por matérias orgânicas e/ou detergentes incompatíveis. b.2) O sanitizante deve ser aplicado somente após os 3 estágios anteriores para: a. Organismos usados: Salmonella typhosa ATCC-6539 Staphylococcus aureus FDA 209/ATCC-6538 Recomenda-se na prática. concentração adequada. c.5) Agentes químicos: variam desde ácidos inorgânicos a compostos tensoativos.

45 METODO USOS RECOMENDADOS A. incineração contaminados. O tamanho do incinerador deve ser adequado e queima rápida e completa da maior carga. vidros. Oneroso. C. instrumentos cortantes. ionizantes D. Destruição de germes patogênicos Não garante a esterilização não esporulados: roupas de cama e após uma única exposição. vidros. potencial poluição do ar. 8. utensílios e bandeja de tratamento. metais) Eliminação de objetos 4. O liquido deve estar relativamente livre de matéria particulada suspensa. autoclave tecidos. vapor fluente ou água em Ebulição LIMITACOES B. forno de ar quente Esterilização de matérias impermeáveis ou danificáveis pela umidade (óleos. exige instalações especiais. não pode ser usado para artigos termossensiveis. 1. ultravioleta Ineficaz em microorganismos presentes em materiais impermeáveis ao vapor.f Oneroso Controle de infecções transmitidas pelo ar. FILTRACOES 7. instrumentos cortantes. irritante para olhos e pele. meios de cultura e outros liquidos 2. pratos Contra-indicado para materiais que não podem suportar altas temperaturas por longo tempo. RADIACOES 5.CALOR SECO 3. Desinfecção do ar 6. Esterilização de líquidos termossensiveis.CALOR UMIDO Esterilização de instrumentos. que não podem ser reutilizados. baixa penetração. desinfecção de superfícies (óleo. metais) Esterilização de materiais termosensiveis e outros instrumentos médicos. Deve ser absorvida para ser efetiva (não atravessa o vidro transparente ou objetos opacos). filtros de fibra de vidro (HEPA) 45 .

passar pano no chão. Puxar água durante a lavagem. Mãos. janelas. piaçava. Secar o chão. aumenta a eficácia de outros métodos. portas. alumínio Cabo de madeira. pele. objetos Não e eficaz em si. Reduz a flora microbiana 5. Cabo de madeira. equipamentos. ultrassom 10. misturar e diluir produtos de limpeza e sanitizantes Auxiliar na remoção de sujeiras do chão. Algodão 5. como acessório. LIMPEZA FISICA 9. sistema de alta pressão de água 46 .1 MATERIAL Balde graduado Vassouras Escovas Rodo Pano EMPREGO Carregar água. Fios de nylon. pias. Auxiliar na lavagem de paredes. lavagem Efetivo na descontaminacao de delicados instrumentos limpos. janelas. NATUREZA Plástico. pias. piaçava.46 E.2 a. equipamentos.

.47 . paredes.água fria b. c.1(Não é possível COLOCAR ESTES DADOS EM TABELA): EQUIPAMENTO Deionizador Materiais de pequeno porte Estufa Vidrarias LIMPEZA SANITIZACAO 47 . sistema de aplicação de sanitizantes . janelas.água quente . limpeza e remoção prévia de substâncias orgânicas não aderidas à superfície. lavagem do chão. remover sujidade grossa . de materiais etc. esterilização de materiais utilizados na produção de estéreis (auto-clave) . sistema de aplicação de espuma. usamos quando desejamos eliminar microorganismos de uma área. remover matéria orgânica . de um equipamento. 6.vapor . .

durante mais ou menos 1 hora.2. Extrato vegetal .triturador. tamis. ou quaternário de amônio. Fluxograma detergente alcalino água detergente ácido sanitizante água 8. Chás compostos .frascos e tampas: 1) imersão em água com detergente (durante aproximadamente 30 minutos) 2) lavagem enxague 3) esterilização (vidro .calor seco em estufa e plástico . com solução de formaldeído 10% (temperatura ambiente).2. filtro: 1) imersão em água com detergente (durante mais ou menos 30 minutos) 2) enxague 3) desinfecção (com cloro. centrífuga: utiliza-se o sistema de sanitização "in place". misturador: 1)imersão em água com detergente 2)enxague 3)desinfecção 4)imersão em solução de formaldeído 2% 48 .envelopes ou saquinhos: esterilização (estufa) . concentrador.auto clave) .percolador. 8. Neste sistema a água e os detergentes transitam pelo equipamento no mesmo sentido no qual passa o produto (sistema de sanitização "in place") 7.1. durante 20 minutos) 4) enxague com água corrente. Os equipamentos que não nos podem ser desmontados para sofrerem aplicação individualizada de limpeza e sanitização passam por um sistema de limpeza automática.48 7.1.

sucintamente. plástico . d) Quais são as principais atribuições dos profissionais envolvidos com Farmácia.autoclave) . 1. autoclave.frascos e tampas 1) imersão em água com detergente 2) enxague com água corrente 3) esterilização (vidro . que nos vão ajudar na instalação física do estabelecimento: a) O que é uma Farmácia.tanque pasteurizador.3. em "senso latus"? 2. quais os tipos de Farmácia que podemos encontrar? ( Todo local onde envolver manipulação do medicamento deve também ser relacionado ). vamos escolher o espaço físico adequado. didaticamente. Antes de elaborarmos uma planta física de uma Farmácia. propomos tentarmos juntos fazermos a INSTALAÇÃO de uma FARMÁCIA SEMI-INDUSTRIAL. em "senso latus"? b) Quais os objetivos e finalidades de uma Farmácia? c) Classificando.Vamos iniciar resumindo. algumas indagações.49 5)enxague . máquina injetora 1) sanitização "in place" com solução de formaldeído 10% -destilador Utilizando os conhecimentos básicos até agora adquiridos.calor seco em estufa. Para tanto vamos esclarecer certas indagações: a) Qual seria a melhor localização urbana para ser adquirido o espaço físico (terreno ou edifício) objetivando a instalação do Estabelecimento-Farmácia Semi-Industrial? b) Qual seria a melhor localização física do estabelecimento para atender todas as atribuições de uma Farmácia? c) Qual seria a área total necessária para a edificação da mesma? e por Lei? 49 .estufa de secagem e embaladeira: 1) sanitização "in place" com solução de formaldeído 10% 8. Soluções antissépticas .

Reservado 7. vapor.50 3. Material permanente 2. . tanques... Exemplificando o primeiro agrupamento de 10 classes: 0. Para tanto sugerimos o roteiro-guia na forma de questões. Reservado 8.água corrente. Material semi-permanente 4. fria. 50 . já adotada em diferentes estabelecimentos.pia. d ) Quais seriam as instalações básicas? . Vamos aos poucos estudar a localização e classificação do MATERIAL que poderá ser armazenado. deveria ser incluida câmara frigorífica e/ou geladeira? 4.Paredes.. Diversos.eletricidade. Portas. também passível de alterações. e 10. 9. Material sobressalente (acessórios) 3.vácuo. esgoto. . Ferragens 6. .) c) Quais os possíveis elementos e materiais de Construção? . tendo por ponto de partida a área de estoque ou almoxarifado ou local para o armazenamento de matériasprimas e produtos acabados. lavabos. que são passíveis de alterações esclarecedoras: a) Qual seria a área necessária para a boa técnica de armazenamento? ("tamanho") b) Qual seria o melhor espaço que deveria ser designado na planta física do estabelecimento para a instalação do estoque? (Pré-recepção ? Seria necessário? Quais as situações. Para iniciarmos vamos nos dedicar apenas à classe 8 do primeiro grande grupo de materiais. gás. baseada no código decimal. ar comprimido. . item: MATERIAL DE CONSUMO. e) Na área de armazenamento.. quente. . Material de transformação (matéria-prima) 5..Janelas. . Reservado 1.Piso: cerâmica. Forros. cimento.Estantes ou prateleiras e armários. Material de consumo.Segundo grupo: 10 classes. Partiremos da sugestão.. Vamos a elaboração de uma planta genérica.

Diversos. Material de penso e sutura 5. Antissépticos 01. Misturas vitaminadas. anti-anêmicos simples e compostos 04. Material elétrico e peças para ferramentas 7. Produtos químicos 5. Produtos fabricados na Farmácia em substituição às especialidades 4. Líquidos para diálise 10. Vamos decompor o SEGUNDO grande grupo: MATERIAL DE CONSUMO em NOVAS 10 classes: 0. classe 8. Óvulos e supositórios 51 . Impressos e papelaria 2.51 Teremos então o segundo grande agrupamento de NOVAS 10 classes. Reservado 1. 4. 6.Inalantes balsâmicos 08. Pomadas. Material de limpeza 6.e 10. todas incluidas no primeiro grande grupo. Produtos farmacêuticos: DROGAS e MEDICAMENTOS: TERCEIRO GRANDE GRUPO compondo NOVAS 10 classes. Antibióticos 06. pastas e linimentos 03. Diversos Vamos apenas nos dedicarmos á classe dos PRODUTOS FARMACÊUTICOS. reservado. Analgésicos e antiespasmódicos 05. Colírios 07. Produtos oficinais 3. Especialidades farmacêuticas 2. Reservado 1. Antitússicos 02. Aromatizantes e edulcorantes não calóricos 09. Vamos então nos preocupar com a classe que poderá agrupar novas 10 classes de produtos facilmente manipuláveis em escala semiindustrial: 00. a 10. que será composto de NOVAS 10 classes: 0. Produtos manufaturados 9. Óleos e lubrificantes 8. Gêneros alimentícios 3.

Vamos agora armazenar este material relacionado. isopor. Relatório derá ser apresentado dia 15/03/94. Prof. 7. frasco de plástico e de vidro. funcionamento e sucesso da Farmácia Hospitalar do Hospital Universitário. gelo. no dia 15/03 p. porém que todos participem do nosso empreendimento para o melhor aproveitamento das aulas teóricas e práticas. cerâmicas. .a operação ou conjunto de operações que levam à sua obtenção. pedaços de metal e madeira. azulejo.constante de condutividade térmica ("k" no sitema métrico de unidades padrão: cal/s*cm*C) dos materiais: água. até o produto final. vidro. foi convidado para conversar à respeito do tema sugerido. e das 19:00 às 20:00 h no curso noturno. voláteis em geral. solicitamos as propriedades físcas: . 9. cimento. metais. à pressão constante.pontos de fusão (intervalo de temperatura): parafinas. caixa de papelão. azulejo. à temperatura ambiente.densidade de todas as fases da água.f. solventes em geral.52 Vamos escolher uma forma farmacêutica. . ar.Para o nosso estudo preliminar. Estudo dirigido n: 1 deve ser realizado na quinta-feira. isopor. tijolo. papelão. preferencialmente seni-industrializada. responsável pela instalação. Verificar a faixa ótima de temperatura de armazenamento. e na faixa de 90C a 98C. na biblioteca ou em um estabelecimento de Farmácia de manipulação.Titular Dr Milton Leoncio Brazzach.densidade do ar. profissional experiente. madeira. asfalto. às temperaturas ambiente. Solicitamos trazer para a aula do dia 15/03/94 os materiais: -vela. Atenciosamente Prof. 8. A planta genérica deve ser em papel quadriculado e em escala. no próximo dia 10/03/94. plásticos. 6.o material necessário para formulá-lo. Observação: Todas as relações devem ser APENAS tabeladas e muito objetivas. Colaboradora da Disciplina de Física Industrial 52 . tijolo. . Thereza Christina Vessoni Penna. após vivência de 30 anos na Indústria Farmacêutica.. . 5. Estudo dirigido em grupo máximo de 5 alunos. Estamos prontos a ajudá-los e a aprendermos juntos. classificá-la quanto: . vaselina. inclusive. das 8:00 às 9:00 h no curso diurno. .calor sensível e latente de todas as fases da água. Assoc.

53 53 .

54 54 .

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