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4340 - 1045-Tratamentos

Térmicos
Engenharia Mecânica
Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUC-PR)
21 pag.

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Sumário
1 RESUMO ................................................................................................................................ 3
2 INTRODUÇÃO ........................................................................................................................ 3
3 TEORIA ................................................................................................................................... 3
4 PROCEDIMENTO EXPERIMENTAL .......................................................................................... 9
5 RESULTADOS E DISCUSSÕES................................................................................................ 10
6 REFERENCIAS BIBLIOGRÁFICAS ........................................................................................... 21

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Indice das Figuras.

Figura 1 Diagrama de transformação isotérmica para uma liga ferro-carbono com


composição eutetóide, mostrando alguns possíveis tratamentos térmicos e a
microestrutura final: Recozimento (perlita grossa), Normalização (perlita fina),
Austêmpera (bainita), Têmpera (martensita) e Têmpera e Revenimento (martensita
revenida).................. ......................................................................................................... 9
Figura 2 Aço SAE 1045 Temperado ampliação 500x e 2500x. Ataque Nital 1% ..... 10
Figura 3 Curva de resfriamento aço SAE 1045-Tempera. ......................................... 10
Figura 4 Aço SAE 4340 Temperado 500x e 2500x Nital 1% .................................... 11
Figura 5 Curva Tempo Temperatura e Transformação para o Aço SAE 4340 .......... 11
Figura 6 Aço SAE 1045 – Temperado e Revenido 500 e 2500x. Nital 1% ............... 13
Figura 7 Gráfico de resfriamento da Tempera e Revenimento - (A) - aspecto
micrográfico típico da martensita agulheada obtida após o resfriamento. (B) - o aspecto
após o revenido. A estrutura é transformada em finos grãos de cementita distribuídos
em uma matriz de ferritica. ............................................................................................. 13
Figura 8 Aço SAE 4340 – Temperado e Revenido 500 e 2500x. Nital 1% ............... 14
Figura 9 Gráfico de Resfriamento do Aço SAE 4340 Revenido (Linha vermelha) ... 14
Figura 10 Aço SAE 1045 – Austempera 500x e 2500x. Nital 1%............................ 15
Figura 11 Gráfico de resfriamento Aço SAE – 1045 Austempera (linha verde) ...... 15
Figura 12 Aço SAE 4340 – Austempera 500x e 2500x. Nital 1%............................ 16
Figura 13 Gráfico de resfriamento aço SAE 4340 Austempera (Linha verde) ......... 16
Figura 14 Aço SAE 1045 – Recozido 500x e 2500x. Nital 1% ................................ 17
Figura 15 Gráfico de resfriamento Recozido - Aço SAE 1045. (Linha Lilas) ......... 17
Figura 16 Aço SAE 4340 – Recozido 500x e 2500x. Nital 1% ................................ 18
Figura 17 Gráfico de resfriamento Recozido - Aço SAE 4340 (Linha Lilas). ......... 18
Figura 18 Aço SAE 1045 – Normalizado 500x e 2500x. Nital 1% .......................... 19
Figura 19 Gráfico de resfriamento Normalização - Aço SAE 1045.(Linha Verde) . 19
Figura 20 Aço SAE 4340 – Normalizado 500x e 2500x. Nital 1% .......................... 20
Figura 21 Gráfico de resfriamento Normalização - Aço SAE 4340. (Linha Verde) 20

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1 RESUMO

Neste relatório você ira acompanhar a análise das microestruturas dos aços SAE
1045 e SAE 4340, com ampliação (500x, 1000x E 2500x) quando submetidos aos
tratamentos térmicos mais comuns no meio industrial. Veremos claramente os
efeitos na microestrutura dos aços quando submetidos aos tratamentos de
Tempera/Revenimento, da Austempera, do Recozimento, e da Normalização.

2 INTRODUÇÃO

Se repararmos ao nosso redor hoje percebemos que estamos cercados por diversos
tipos de materiais, em tudo o que fazemos ou onde vamos podemos notar a riqueza
dos tipos de materiais que nos rodeiam.
Em especial os Aços e Ligas, que sem percebermos nos tornamos extremamente
dependente deles, seja em nosso transporte em hospitais em prédios e estruturas.
Então qual é a diferença (micro estrutural) entre um aço utilizado na construção civil
para um aço utilizado por exemplo no motor do nosso carro?
Daí nasce a necessidade do engenheiro conhecer maneiras de se manipular as
características mecânicas, térmicas e elétricas dos materiais.

3 TEORIA

TRATAMENTO TÉRMICO

É o conjunto de operações de aquecimento e resfriamento a que são submetidos os


aços a condições controladas de temperatura, tempo, atmosfera e velocidade de
resfriamento.
Os principais objetivos dos tratamentos térmicos são os seguintes :

 Remoção de tensões internas (oriundas de esfriamento desigual, trabalho


mecânico ou outra causa) .
 Aumento ou diminuição da dureza.
 Aumento da resistência mecânica.
 Melhora da ductilidade.
 Melhora da usinabilidade .
 Melhora da resistência ao desgaste.
 Melhora das propriedades de corte.
 Melhora da resistência à corrosão.
 Melhora da resistência ao calor.
 Modificação das propriedades elétricas e magnéticas.

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TEMPERA

Consiste no resfriamento rápido do aço de uma temperatura superior à sua


temperatura crítica ( mais ou 50ºC acima da linha A1 os hipereutetóides) em um
meio como óleo, água, salmoura ou mesmo ar ).A velocidade de resfriamento,
nessas condições, dependerá do tipo de aço, da forma e das dimensões das peças.
Como na têmpera o constituinte final desejado é a martensita, o objetivo, o objetivo
dessa operação, sob o ponto de vista de propriedades mecânicas, é o aumento
da dureza deve verificar-se até uma determinada profundidade.
Resultam também da têmpera redução da ductilidade (baixos valores de
alongamento e estricção), da tenacidade e o aparecimento de apreciáveis tensões
internas. Tais incovenientes são atenuados ou eliminados pelo revenido.
Para que a têmpera seja bem sucedida vários fatores devem ser levados em conta.
Inicialmente, a velocidade de esfriamento deve ser tal que impeça a transformação
da austenita nas temperaturas mais elevadas, em qualquer parte da
peça que se deseja endurecer.

REVENIMENTO

Ou revenido é o tratamento térmico que normalmente sempre acompanha a têmpera,


pois elimina a maioria dos inconvenientes produzidos por esta; além de aliviar o
remover as tensões internas, corrigem as excessivas dureza e fragilidade do material,
aumentando sua ductibilidade e resistência ao choque.
O aquecimento na martensita permite a reversão do reticulado instável ao reticulado
estável cúbico centrado, produz reajustamento internos que aliviam as tensões e,
além disso, uma precipitação de partículas de carbonetos que cresce e se aglomeram
de acordo com a temperatura e o tempo.

Conforme a temperatura do revenido, verificam-se as seguintes transformações:

- Entre 25º e 100ºC , ocorre segregação ao uma redistribuição do carbono em


direção a discordância; essa pequena precipitação localizada do carbono pouco afeta
a dureza. O fenômeno é predominante em aços de alto carbono.

- Entre 100º a 250ºC , as vezes chamado primeiro estágios do revenido - ocorre


precipitação de carboneto de ferro do tipo epsilon, de fórmula Fe2-3C , e reticulado
hexagonal; este carboneto pode estar ausente em aços de baixo carbono e de baixo
teor em liga; a dureza Rockwell começa a cair, podendo chegar a 60.

- Entre 200º a 300ºC, as vezes chamado de segundo estágio do revenido ocorre


transformação de austenita retida em bainita; a transformação ocorre somente em
aços-carbono de médio e alto teor de carbono; a dureza Rockwell continua a cair.

- Entre 250º a 350ºC, as vezes é chamado de terceiro estágio do revenido forma-se


um carboneto metaestável, de fórmula Fe5C2 ; quando ocorre esta transformação,
verifica-se em aços de alto carbono; a estrutura visível ao microscópio é uma massa
escura, que era chamada “troostita” , denominação não mais utilizada; a dureza
Rockwell continua caindo, podendo atingir valores pouco acima a 50.

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- Entre 400º a 600ºC, ocorre uma recuperação da subestrutura de discordância; os
aglomerados de Fe3C passam a uma esferoidal, ficando mantida uma estrutura de
ferrita fina acicular; a dureza Rockwell cai para valores de 45º a 25º.

- Entre 500º a 600ºC, somente nos aços contendo Ti, Cr, Mo, V, Nb ou W, há
precipitação de carboneto de liga; a transformação é chamada “endurecimento
secundário” ou quarto estágio do revenido.

- Finalmente, entre 600º a 700ºC , ocorre recristalização de crescimento de grão; a


cementita precipitada apresenta forma nitidamente esferoidal; a ferrita apresenta
forma equi-axial; a estrutura é freqüentemente chamada “esferoidita” e caracteriza-
se por ser por muito tenaz e de baixa dureza, variando de 5 a 20 Rockwell C.
Podemos então entender que a temperatura de revenimento é escolhida de acordo
com a estrutura que se deseja, afim de atender as necessidades mecânicas do
material.

NORMALIZAÇÃO

Consiste no aquecimento do aço a uma temperatura acima da zona crítica,seguindo


de resfriamento no ar. Para os aços hipoeutetóides, pode-se admitir que a
temperatura de aquecimento ultrapasse a linha A3 e para os hipereutetóides a linha
Acm sem os inconvenientes , neste último caso, no esfriamento ao ar que se seguem
da formação do invólucro frágil de carbonetos.
A normalização visa refinar a granulação grosseira de peças de aço fundido
principalmente, freqüentemente, e com o mesmo objetivo, a normalização é aplicada
em peças depois de laminadas ou forjadas. A normalização é ainda usada como
tratamento preliminar à têmpera e ao revenido, justamente para produzir estrutura
mais uniforme do que a obtida por laminação .
Os constituintes que se obtém na normalização são ferrita e perlita fina ou cementita
e perlita fina. Eventualmente, dependendo do tipo de aço, pode-se obter a bainita.

AUSTEMPERA

Este tratamento tem substituído, em diversas aplicações, a têmpera e o revenido.


Baseia-se no conhecimento das curvas em C e aproveita as transformações da
austenita que podem ocorrer a temperatura constante. Por esse motivo a austenita é
considerada um tratamento isotérmico.
O constituinte que se origina na austêmpera, pelo esfriamento da austenita a uma
temperatura constante é a bainita, que como se viu, tem propriedades idênticas,
senão mesmo superiores, às das estruturas martensíticas revenidas . Como nesse
tratamento evita-se a formação direta da martensita, eliminam-se os inconvenientes
que essa estrutura apresenta quando obtida pela têmpera direta e que são somente
eliminados pelo revenido posterior.
O aço é austemperado mediante a seguinte seqüência de operações e
transformações:

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1°) Aquecimento a uma temperatura dentro da faixa de austenitização - geralmente
de 785ºC a 870ºC.

2°) Resfriamento em um banho mantido a uma temperatura constante, geralmente


entre 260ºC e 400ºC.

3°) Permanência no banho a essa temperatura, para ter-se, isotermicamente, a


transformação da austenita em bainita;

4°) Resfriamento até a temperatura ambiente, geralmente em ar tranqüilo.

As estruturas bainíticas obtidas na austêmpera, caracterizam-se pela excelente


ductilidade e resistência ao choque, com durezas elevadas.
Para assegurar uma completa transformação da austenita em bainita, o material deve
ser resfriado a partir da temperatura de austenização até a temperatura do banho de
austêmpera muito rapidamente para evitar que outra transformação da austenita na
bainita.

A grande vantagem da austêmpera e o revenido comuns reside no ato que, devido à


estrutura bainítica forma-se diretamente da austenita a temperatura que é mais alta
que a martensita, as tensões internas resultantes são muito menores
conseqüentemente, não há praticamente distorção ou empenamento e do mesmo
modo a possibilidade de aparecimento de fissuras de têmpera é quase que
completamente eliminada.
Entretanto, nem todos os tipos de aço, assim como nem todas as seções de peças
apresentam resultados positivos da austêmpera.
No que se refere aos tipos de aço, os mais convenientes para a austêmpera são, em
linhas gerais, os seguintes.

a) aços-carbono comuns, contendo (0,50 a 1,00% de carbono e um mínimo de


0,60% de manganês.

b) aços-carbono de alto-carbono, contendo mais do que 0,90% de carbono e,


possivelmente, um pouco menos do que 0,60% de manganês.

c) aços-carbono ( como, por exemplo, o 1041 ), com carbono abaixo de 0,50%, mas
com manganês na faixa 1,00 a 1,65%.

d) aços-liga, de baixo teor em liga ( tais como a série 5100 ) contendo carbono
acima de 0,30% os aços das série 1300 a 4000 com teores de carbono acima de
0,40%; e outros aços como 4140, 6145 e 9440.

O banho de austêmpera mais indicado e usado é sal fundido, constituído


essencialmente de nitratos de sódio e de potássio, e eventualmente nitrato de sódio
porque transfere calor rapidamente; sua viscosidade é uniforme numa larga faixa de
temperatura, elimina virtualmente o problema de uma barreira de vapor durante o
estágio inicial do resfriamento, permanece estável às temperaturas de operação e é
completamente solúvel em água facilitando assim as operações subseqüentes de
limpeza.

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A aplicação do tratamento de austêmpera é feita em peças fabricadas a partir de
barras de pequeno diâmetro ou de tiras e chapas de pequena espessura. Aplica-se em
particular em peças de pequena seção de aço-carbono exigindo uma tenacidade
excepcional uma dureza média próxima de 50 RC. Entretanto, deve-se entender que,
muitas vezes, é mais importante que a austêmpera produza nas peças as desejadas e
esperadas propriedades mecânicas, do que uma estrutura inteiramente bainítica.
A bainita apresenta algumas variações estruturais.
A chamada “bainita superior”, em aços hipoeutetóides, apresenta-se como uma pilha
de tiras ou agulhas de ferrita; o excesso de carbono que resulta da transformação da
austenita, fica acumulado nesta austenita, sendo que uma parcela desta, enriquecida
de carbono da austenita, na forma de cementita, resultando um agregado não lamelar
de ferrita e cementita, o qual constitui a “bainita”.

A chamada “bainita inferior” forma-se a temperaturas abaixo de


aproximadamente 350º C. Sua estrutura difere da correspondente à bainita superior.
No lugar de tiras de ferrita, surgem placas. A fase carboneto que se forma
inicialmente é epsilon e não propriamente a cementita. Contudo, durante o tempo
que o aço fica na temperatura de formação da bainita, esse epsilon muda para
cementita. Essa mudança depende do teor de liga presente nos aços.

RECOZIMENTO

É o tratamento térmico realizado com o fim de alcançar um ou vários seguintes


objetivos:

 Remover tensões devidas ao tratamentos mecânico a frio ou a quente.


 Diminuir a dureza para melhorar a usinabilidade do aço.
 Alterar as propriedades mecânicas como resistência, ductilidade etc.
 Modificar os característicos elétricos e magnéticos.
 Ajustar o tamanho de grão.
 Regularizar a textura bruta.
 Remover gases.
 Produzir uma microestrutura definida.
 Eliminar os efeitos de quaisquer tratamento térmicos ou mecânicos a que o
aço tiver sido anteriormente submetido.

O tratamento térmico genérico recozimento abrange os seguintes tratamentos


específicos:

Recozimento total ou pleno:


Que constitui no aquecimento do aço acima da zona crítica, durante o tempo
necessário e suficiente para se ter solução do carbono ou dos elementos de liga no
ferro gama, seguindo de um resfriamento lento, realizado ou mediante o controle da
velocidade de resfriamento do forno ou desligado-se o mesmo e deixando que o aço
resfrie ao mesmo tempo que ele.
A temperatura para recozimento pleno é de mais ou menos 50ºC acima do limite
superior da zona crítica - linha A3 - para aços hipoeutetóides e acima do limite
inferior - linha A1 - para os hipereutetóides. Para estes aços, não se deve ultrapassar
a linha superior Acm porque, no resfriamento lento posterior, ao ser atravessada

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novamente essa linha, forma-se-ia nos contornos dos grãos de ausência um
invólucro contínuo e frágil de carboneto. Os microconstituintes que resultam do
recozimento pleno são: perlita e ferrita para aços hipoeutetóides, cementita e perlita
para aços hipereutetoídes, perlita para os aços eutetóides.
O recozimento total requer um tempo muito longo de modo que às vezes, é
conveniente substituí-lo pelo :

Recozimento isotérmico ou cíclico:


Que consiste no aquecimento do aço nas mesmas condições que para o recozimento
total, seguido de um esfriamento rápido do aço nas mesmas condições que para o
recozimento total, seguindo de um resfriamento rápido até uma temperatura situada
dentro da porção superior do diagrama de transformação isotérmico, onde o material
é mantido durante o tempo necessário a se produzir a transformação completa. Em
seguida, o resfriamento até a têmpera ambiente pode ser apressado.
Os produtos resultantes desse tratamento térmico são:
perlita e ferrita, perlita e cementita ou só perlita . A estrutura final, contudo, é mais
uniforme que no caso do recozimento pleno.

Recozimento para alívio de tensões:


Que consiste no aquecimento do aço a temperaturas abaixo do limite inferior da
zona crítica. O objetivo é aliviar as tensões originadas durante a solidificação ou
produzidas em operações de endireitamento, corte por chama, soldagem ou
usinagem . Essas tensões começam a ser aliviadas a temperaturas logo acima da
ambiente; entretanto, é aconselhável aquecimento lento até pelo menos 500º C para
garantir os melhores resultados.
De qualquer modo, a temperatura de aquecimento deve ser a mínima compatível
com o tipo e as condições da peça, para que não se modifique sua estrutura interna,
assim como não se produzam alterações sensíveis de suas propriedades mecânicas.

Recozimento em caixa
Que é o tratamento utilizado para a proteção de grandes massas ou grande número
de peças de aço, de modo a impedir que a superfície acabada das mesmas seja
afetada por oxidação ou outro efeito típico de tratamento térmico. As peças – tais
como tiras a chapas laminadas a frio, portanto no estado encruado - são colocadas
no interior do forno, em recipientes vedados. Geralmente faz-se aquecimento lento a
temperaturas abaixo da zona crítica, variando de 600ºC.

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Figura 1 Diagrama de transformação isotérmica para uma liga ferro-carbono com composição
eutetóide, mostrando alguns possíveis tratamentos térmicos e a microestrutura final:
Recozimento (perlita grossa), Normalização (perlita fina), Austêmpera (bainita), Têmpera
(martensita) e Têmpera e Revenimento (martensita revenida).

4 PROCEDIMENTO EXPERIMENTAL

Para realização do experimento foram seguidos os passos a seguir:

1º. Aquecida as amostras a 850 °C por 1 hora.


2º. Removida 1 amostra de cada aço e resfriado ao ar (sobre a bancada) –
Normalização.
3º. Removida 1 amostra de cada aço e colocada em um banho de chumbo líquido a
350 °C pré-aquecido, deixada nesta temperatura por 16 minutos e resfriada ao
ar, sobre a bancada – Austêmpera.
4º. Removidas 2 amostras de cada aço e resfriadas rapidamente em água – Têmpera.
5º. Pegada 1 amostra temperada de cada aço e aquecidas a 150 °C por 1,5 horas e
resfrias ao ar - Revenimento.
6º. Desligado o forno com as amostras que sobraram no forno (uma de cada aço)
para fazer o resfriamento lento – Recozimento.
7º. Preparadas as amostras metalograficamente (lixamento e polimento) e obtidas as
micrografias com
8º. aumentos de 500 e 1000X, para análises.
9º. Após foram medidas as dureza Rockwell nas amostras tratadas termicamente e
polidas. Três medidas para cada amostra.

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5 RESULTADOS E DISCUSSÕES

TEMPERA
AÇO SAE 1045.
Conforme procedimento experimental obtivemos as microestruturas abaixo:
Presença de
Ferrita
Matriz Presença de
Ferrítica e Ferrita
Martensítica

Figura 2 Aço SAE 1045 Temperado ampliação 500x e 2500x. Ataque Nital 1%

Foi realizado ensaio de dureza e encontrado uma média de 600HB, para as amostras.

Figura 3 Curva de resfriamento aço SAE 1045-Tempera.

Comentário:

As figura 2 mostra a presença de (ferrita + Martensita) nas amostras temperadas do Aço


SAE 1045, não obtemos 100% de Martensita neste tratamento pois não controlamos o
tempo de resfriamento. Se conseguíssemos atender a velocidade de resfriamento
conforme a linha no gráfico (figura 3) teríamos uma matriz 100% Martensítica.
Então podemos concluir que a linha de resfriamento invadiu a linha de transformação da
martensita em outra micro estrutura.

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AÇO SAE – 4340

Conforme procedimento experimental obtivemos as microestruturas abaixo:


Matriz Martensita
Ferrítica e em forma de
Martensítica agulhas

Presença de
Ferrita

Figura 4 Aço SAE 4340 Temperado 500x e 2500x Nital 1%

Foi realizado ensaio de dureza e encontrado uma média de 650HB, para as amostras.

Figura 5 Curva Tempo Temperatura e Transformação para o Aço SAE 4340

Comentário:

A figura 4 nos revela a matriz ferritica e martensítica das amostras do Aço SAE 4340
após a tempera, isto se da em função da velocidade de resfriamento assim como vimos
no aço 1045. Teoricamente como ambos os aços são hipoeutetóides eles possuem uma
matriz parecida, devido a presença de elementos químicos como (1.85% Ni, 0.8% Cr,
0.7% Mn, 0.25% Mo e 0.4% C), no aço SAE 4340 notamos uma ligeira concentração de
martensita maior do que no aço SAE 1045.

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Em verdade visto deste aspecto e ensaios que realizamos seria impossível discernir qual
imagem seria de cada material. Só notaríamos a diferença entre estes materiais se
fizemos outros tipos de ensaios nestes materiais, podemos levar em conta que
encontramos dureza mais elevada nas amostras do Aço SAE 4340, o que nos leva a
percebermos uma certa diferença nas amostras e concluirmos que:
As amostras são de aços diferentes com composições diferentes
Uma amostra gerou mais dureza que outra.
Nas imagens metalográficas percebemos que uma amostra gerou mais martensita que
outra.

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REVENIMENTO
Aço SAE 1045
Cementita
Matriz
+
Cementita e
Martensita
Martensita

Região clara
Ferrita

Figura 6 Aço SAE 1045 – Temperado e Revenido 500 e 2500x. Nital 1%

Foi realizado ensaio de dureza e encontrado uma média de 520HB, para as amostras.

A
B

Figura 7 Gráfico de resfriamento da Tempera e Revenimento - (A) - aspecto micrográfico típico


da martensita agulheada obtida após o resfriamento. (B) - o aspecto após o revenido. A
estrutura é transformada em finos grãos de cementita distribuídos em uma matriz de ferritica.

Comentário:

Ocorreu a precipitação de carboneto de ferro do tipo épsilon e reticulado hexagonal.


Podemos observar também que após o revenimento obteve se uma considerável
diminuição na dureza do material de 600HB para 520HB, tivemos também a
transformação de parte martensita em cementita em uma matriz ferritica. Estes efeitos
do revenimento são o que proporcionam ao material diminuição das tenções internas e
corrige as excessivas durezas.

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Aço SAE 4340

Cementita
+
Martensita

Região clara
Ferrita

Figura 8 Aço SAE 4340 – Temperado e Revenido 500 e 2500x. Nital 1%

Foi realizado ensaio de dureza e encontrado uma média de 530HB, para as amostras.

Figura 9 Gráfico de Resfriamento do Aço SAE 4340 Revenido (Linha vermelha)

Comentários:

Observamos na figura 8 que as amostras Temperadas e Revenidas se apresentam agora


uma miroestrutura diferente das temperadas, e são compostas por (cementita, Ferrita e
Martensita) assim como as amostras do SAE 1045 tivemos uma diminuição da dureza
de 650HB para 520HB e uma transformação de martensita em cementita.

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AUSTEMPERA

Aço SAE 1045 Região escura,


Bainita: Composta
por cementita +
Região clara
ferrita.
composta por
Ferrita.

Figura 10 Aço SAE 1045 – Austempera 500x e 2500x. Nital 1%

Foi realizado ensaio de dureza e encontrado uma média de 260HB, para as amostras.

Figura 11 Gráfico de resfriamento Aço SAE – 1045 Austempera (linha verde)

Comentários:

Podemos dizer que atingimos parte do objetivo do tratamento térmico que era de
transformar a micro estrutura do material em Bainita. Não conseguimos 100% de
transformação da austenita em bainita provavelmete devido ao tempo de enxarque a
350°C deixamos por 16min mas podemos ver que não foi o suficiente, não podemos
identificar a precença da bainita mas podemos através do ensaio de dureza conferir as
propriedades adquiridas pelo material através deste processo. A dureza encontrada foi
de 260HB, o que pode conferir ao material algumas propriedade diferentes da
martensita. As estruturas bainíticas obtidas na austêmpera, caracterizam-se pela
excelente ductilidade e resistência ao choque, com durezas elevadas.

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Aço SAE 4340
Região clara Região escura,
composta por Bainita: Composta
Ferrita. por cementita +
ferrita.

Figura 12 Aço SAE 4340 – Austempera 500x e 2500x. Nital 1%

Figura 13 Gráfico de resfriamento aço SAE 4340 Austempera (Linha verde)

Comentários:

As amostras do aço SAE 4340, apresentaram assim como as amostras de 1045 serem
compostas de Bainita (cementita + Ferrita) em uma matriz ferritica .
Também não foi possível obter 100% de Bainita, como mostrada na figura 12, mas
devido aos elementos de liga podemos encontrar bainita em maior quantidade do que
nas amostras de 1045. Podemos fazer esta afirmação pois a dureza encontrada para este
material foi superior a do 1045. A dureza encontrada foi de 370HB enquanto para o
1045 foi de 260HB.

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RECOZIMENTO

Aço SAE 1045


Região Região clara: Matriz
escura: Perlita ferritica

Figura 14 Aço SAE 1045 – Recozido 500x e 2500x. Nital 1%

Figura 15 Gráfico de resfriamento Recozido - Aço SAE 1045. (Linha Lilas)

Comentário:

Realizamos este tratamento afim de obter uma micro estrutura definida e obter outros
benefícios deste tratamento.
As figuras nos mostram a composição das amostras, perlita e ferrita e também podemos
constatar a homogeneização dos grãos com relação ao tamanho e dureza 173HB.

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Aço SAE 4340
Região
Região clara: Matriz
escura: Perlita
ferritica

Figura 16 Aço SAE 4340 – Recozido 500x e 2500x. Nital 1%

Figura 17 Gráfico de resfriamento Recozido - Aço SAE 4340 (Linha Lilas).

Comentários:
Podemos observar que na figura 16 que as amostras do aço SAE 4340 são compostas
por perlita e ferrita e que aparentemente ouve um crescimento dos grãos devido o
recozimento.

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NORMALIZAÇÃO
Região Clara:
Aço SAE 1045. Região Ferrita Fina
escura: Perlita
Fina

Figura 18 Aço SAE 1045 – Normalizado 500x e 2500x. Nital 1%

Figura 19 Gráfico de resfriamento Normalização - Aço SAE 1045.(Linha Verde)

Comentários:

Podemos notar a diferença entre normalização e o recozimento através da observação


das imagens obtemos uma estrutura muito mais refinada na normalização e homogênea,
constiruida por perlita fina e ferrita fina. Isto ocorre em função do tempo de
resfriamento ser bastante lento dando assim condição do carbono se difundir em maior
quantidade para os interstícios da estrutura.
Podemos destinguir através das imagens ou através da dureza qual foi o tratamento
adotado em determinado material.
Para as amostras do 1045 recozido tivemos uma dureza de 170HB e para o normalizado
210HB. Esta diferença se da devido a presença da perlita fina inclusive em grande
quantidade do que a amostra recozida.

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Aço SAE 4340.
Região Região clara:
escura: Perlita ferrita Fina
Fina

Figura 20 Aço SAE 4340 – Normalizado 500x e 2500x. Nital 1%

Figura 21 Gráfico de resfriamento Normalização - Aço SAE 4340. (Linha Verde)

Comentário:

A figura 20 nos mostra as imagens metalográficas das amostras do aço SAE 4340 após
o tratamento de normalização, e sua micro estrutura composta pó perlita fina e ferrita
fina. Vemos a homogeinização da ferrita na ampliação de 2500x o que nos permita ver o
quanto esta refinada a perlita nos contornos de grãos.
A dureza encontrada para estas amostras foi de 281HB.

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6 REFERENCIAS BIBLIOGRÁFICAS

Ciência e engenharia de materiais : uma introdução / 2002 - Livros


CALLISTER, William D. Ciência e engenharia de materiais: uma introdução. Rio de
Janeiro: LTC, 2002. 589 p. ISBN 85-216-1288-5 (broch.)

Metalografia dos produtos siderúrgicos comuns - 3 ed. / 1974 - Livros


COLPAERT, Hubertus. Metalografia dos produtos siderúrgicos comuns. 3 ed. São
Paulo: E. Blücher, 1974. 412 p.

Aços e ferros fundidos : características gerais, tratamentos térmicos, principais


tipos - 6. ed., ampl. e r / 1988 - Livros
CHIAVERINI, Vicente. Aços e ferros fundidos: características gerais, tratamentos
térmicos, principais tipos. 6. ed., ampl. e rev. São Paulo: ABM, 1988. 576 p.

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