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Resumo do livro "Leviatã"

Bibliografia: HOBBES, Thomas. Leviatã. São Paulo: Abril Cultural (Os Pensadores), 1979.

Introdução

Thomas Hobbes nasceu em Westport, uma pequena aldeia localizada perto da vila de
Malmesbury em 5 de abril de 1588 e faleceu em Hardwick em 04 de Dezembro de 1679.
Dentre outras notáveis atividades, destaca-se o Hobbes filósofo, matemático e teórico
político. Escreve em 1651 sua obra, ‘ ‘Leviatã’, objeto deste resumo. O nome da obra,
Leviatã, faz referência ao monstro bíblico, também referido por outras culturas, que é
representado de várias formas ao longo do tempo e que seria uma das criaturas mais temíveis
e poderosas do mundo.

O livro tem como tema central a organização social. Hobbes busca com o livro, explicar seu
modo de compreensão de como a sociedade se estrutura e as razões pelas quais os homens
são o que são e fazem o que fazem e como a política é pensada, aplicada e interfere nesse
contexto.
RESUMO

Das sensações

De acordo com Thomas Hobbes, os pensamentos dos homens podem ser observados de duas
maneiras: de forma individual e em seu conjunto (em sua mútua dependência). O pensamento
analisado de forma individual “é a representação ou aspecto de determinada qualidade ou
qualquer outro acidente de um corpo exterior ao nosso, que vulgarmente chamamos
objecto”. Este mesmo objecto citado pode actuar sobre os olhos, ouvidos e no corpo humano
em geral, produzindo uma variedade de aparências, que nomeamos como sensação.
 
A causa das sensações é o corpo externo ou objecto que age sobre o órgão apropriado a cada
sentido; que como nos diz Hobbes, produz um esforço dirigido de dentro para fora, deixando
a impressão de ser algo externo; se constituindo de variados movimentos da matéria mediante
os quais ela atua sobre os órgãos humanos.
 
Mas sua aparência, para nós, constitui a fantasia, tanto em estado de vigília, como de sono
assim resulta evidente que a coisa vista se encontra numa parte, e a aparência, em outra, uma
coisa é o objecto e a outra a imagem ou fantasia. Portanto, as sensações, em todos os casos,
são meras fantasias originais.
 
Da imaginação
Hobbes define imaginação como sendo a sensação debilitada, a sensação que se apresenta nos
homens e em outras criaturas vivas, durante o sonho e também durante o estado de vigília;
porém de formas diferentes.
Conforme nos diz Hobbes imaginação e memória são a mesma coisa, mas recebem nomes
diferentes, dependendo da consideração que desejamos fazer.    
Quando nos referimos à sensação declinante estamos falando da imaginação, quando nos
referimos ao próprio declínio, no sentido de que a sensação se atenua, envelhece e passa,
estamos falando da memória.
A imaginação pode ser classificada de duas maneiras; como, simples ou composta. A
imaginação simples ocorre quando alguém imagina algo que já viu anteriormente e a
imaginação composta acontece quando um homem combina a imagem de sua pessoa com a
imagem das acções de outro homem; também chamada, de ficção mental.
A imaginação produzida no homem por meio de palavras e outros signos voluntários, é o que
geralmente chamamos entendimento. O entendimento peculiar ao homem não é apenas
compreensão da vontade, mas de suas concepções e pensamentos, pela sucessão e
agrupamento dos nomes das coisas em afirmações, negações e outras formas de expressão.
 
Da consequência ou série de imaginações
Hobbes acredita que um pensamento não sucede a outro por acaso; ou seja, existe sempre um
motivo para tal sucessão, e que não possuímos imaginação que não seja precedida de
sensações.
Outro ponto importante colocado pelo autor é que; quando imaginamos uma coisa, não temos
certeza do que vamos imaginar depois; e que, essa série de pensamentos pode se classificar
de duas maneiras, de forma desorientada, sem destino e inconstante ou como série de
pensamentos constantes, regulados por algum desejo ou desígnio.
A série de pensamentos regulados; citada acima pode ser de dois tipos. Em um, tentamos
descobrir as suas causas e os meios que produzem um efeito imaginado; no outro,
imaginamos uma coisa qualquer e procuramos determinar o efeito que possa causar.
Para Hobbes, qualquer coisa imaginada é finita, não existe ideia ou concepção que podemos
chamar infinita, pois quando dizemos que uma coisa é infinita, queremos significar apenas
que não somos capazes de conceber suas terminações e limites.

Da linguagem
 Conforme nos diz Hobbes, a mais nobre e útil de todas as invenções foi a linguagem, sem ela
seria impensável todas as formas de governo, sociedade, tratados de paz, etc.
O uso comum da linguagem consiste em transformar nosso discurso mental em verbal, ou a
série de pensamentos em série de palavras; o que pode ter duas finalidades, o registro de
consequências de nossos pensamentos e a utilidade por várias pessoas, com palavras idênticas
para traduzir o que elas pensam sobre determinada matéria, desejam, temem ou pelo qual
tenham qualquer paixão.
Através da linguagem escrita surgem os signos, que servem para que registremos o que
achamos ser a causa de todas as coisas; para transmitir aos outros nossos conhecimentos;
mostrar aos outros nossas vontades e propósitos e agradar a nós mesmos e aos outros, como
se estivéssemos brincando com as palavras.
Por meio destes empregos, nascem quatro inadequações que são: o uso de pensamentos
equivocadamente, o uso de metáforas, o ato dos homens declararem ser sua vontade aquilo
que não é e a utilização das palavras para agredir uns aos outros.
O uso dos nomes e a correlação entre eles é a forma utilizada pela linguagem para recordar as
consequências, causa e efeitos, o nome de diversas coisas em particular, que, consideradas
em conjunto, constituem o que chamamos universal, enquanto um nome próprio lembra
apenas uma coisa, os universais recordam cada uma das diversas coisas a que se referem."
Como é dito por Hobbes, a verdade e a falsidade não são exclusividade da linguagem, e sim
das coisas; ou seja, sem linguagem é impossível pensarmos em verdade ou falsidade.
A verdade consiste em ordenarmos correctamente os nomes em nossas afirmações, para que
sejamos verdadeiros precisamos primeiramente recordar o significado de cada um dos nomes
e usá-los de forma correta.
Hobbes cita que “quem confia nos livros faz como aqueles que agrupam diversas pequenas
somas numa soma maior, sem considerar se as primeiras estavam corretas, na correta
definição dos nomes se encontra o primeiro uso da linguagem, que é a conquista da ciência”.
A natureza não erra, mas, como os homens abundam numa linguagem copiosa, podem se
tornar mais loucos ou mais sábios que o comum, sendo impossível que uma pessoa que não
saiba utilizar a escrita extrapole esses limites citados a cima.
Através destes pensamentos podemos chegar à conclusão de que não existe razão sem
linguagem; o que pode ser um dos motivos que explique o fato de os gregos utilizarem uma
só palavra para definir linguagem e razão.
A diversidade de nomes pode ser resumida em quatro grupos gerais, que dizem que: uma
coisa só pode ser considerada como matéria ou corpo, em movimento ou em repouso, pode
ser considerada a partir de um acidente ou qualidade que concebemos estar nela, podem ser
propriedades consideradas em nosso próprio corpo e podem ser considerações dos próprios
nomes e da linguagem.
Os nomes referentes à linguagem podem ser negativos ou positivos, todos os demais nomes
não passam de sons sem sentido e pertencem a duas classes, os que o significado não estão
bem explicados por definição e os nomes criados a partir de dois outros, com significados
contraditórios e inconstantes.
Uma afirmação é falsa se dois nomes que a compõe, unidos para formar outro, não significam
absolutamente nada e quando um homem, após ouvir uma frase, pensa que as palavras da
referida frase estão em conexão, dizemos que ele a entendeu”.
 
DA RAZÃO E DA CIÊNCIA
Pode-se definir a razão como sendo a consideração das consequências dos nomes gerais
ajustados para a caracterização e a significação de nossos pensamentos.
Como nos diz Hobbes, a razão é manifesta, nenhum dos filósofos começam “seu raciocínio
pelas definições ou explicações dos nomes que vão empregar; esse método é usado apenas na
geometria, razão pela qual as conclusões desta ciência são indiscutíveis.
As conclusões absurdas podem ter suas causas, como as citadas a seguir: falta de método,
atribuição de nomes de corpos a acidentes ou vice e versa, atribuição de nomes de acidentes
de corpos situados fora de nós aos acidentes de nossos corpos, atribuição de nomes de corpos
a expressões, uso de metáforas, tropos e outras retóricas, em vez das palavras corretas e a
existência de nomes que não significam nada.
Desse modo fica evidente que a razão não é como os sentidos e a memória, inata ao homem,
nem adquirida pela experiência, mas alcançada mediante o esforço.

Da origem interna das moções voluntárias, comumente chamadas paixões, e das


palavras que as expressam.
As moções que estão presentes nos animais são de dois tipos: vitais, que não necessitam da
imaginação e as moções voluntárias, onde seu princípio interno consiste de imaginação.
Os esforços são os ténues começos da moção, dentro do corpo humano, quando se dirigem a
algo que os causam, são chamados de apetite ou desejo.
Os seres humanos desejam aquilo que amam, e odeiam coisas pelas quais tem aversão,
fazendo com que desejo e amor sejam a mesma coisa, com a diferença que com o desejo
estamos falando da ausência do objecto e com o amor, da presença; da mesma forma que,
com aversão significamos a ausência e como ódio a presença. As coisas que não desejamos
nem odiamos são chamadas depreciadas.
De forma que o corpo humano está sempre em mudança, é impossível que as mesmas coisas
venham a causar, numa mesma pessoa, os mesmos apetites e aversões.
As paixões simples; como, apetite, aversão, desejo, ódio, recebem diferentes nomes de
acordo com a forma distinta que são consideradas. Quando estas paixões se sucedem, elas
recebem denominações diferentes, são denominadas de acordo com o objecto amado ou
odiado, muitas delas são consideradas em conjunto e podem ser classificadas de acordo com
a alteração ou sucessão dessas paixões.
O homem distingue-se dos outros animais não só pela razão, mas também pela paixão, essa
paixão ocorre somente entre um grupo numeroso de pessoas, isto é, uma multidão.
Para Hobbes, deliberação; significa por um fim á liberdade que temos de realizar ou omitir,
de acordo com nosso apetite ou aversão, toda deliberação é considerada concluída quando a
coisa deliberada se realiza ou chega á conclusão de que é impossível, na deliberação, o
apetite ou aversão imediatamente mais próximo da acção ou omissão correspondente é o que
chamamos vontade, a vontade portanto, é o ultimo apetite da deliberação.
Como é dito no texto, podemos expressar todas as paixões no indicativo, expressamos a
deliberação no subjuntivo, o desejo e a aversão no imperativo e a vontade de saber através da
expressão interrogativa.
 Essas formas da linguagem são expressões ou significados voluntários de nossas paixões,
mas não são sinais correctos, pois podem ser usados arbitrariamente, os melhores signos das
paixões presentes se encontram nas feições, nos movimentos  do corpo, nas acções e nos fins,
ou propósitos, que, aliás, sabemos que o homem possui.

Dos fins ou resolução do discurso


Para todos os discursos governados pelo desejo de saber, existe um fim, que consiste em
alcançar ou a renunciar a algo.
Da mesma forma com que foi dito anteriormente, que o último apetite da deliberação é à
vontade, a última opinião em busca da verdade do passado e do futuro é o julgamento ou a
sentença resolutiva final de quem discursa. Para a série completa de apetites alternados em
questão do bem e do mal damos o nome de deliberação, e para a série completa das opiniões
alternadas na questão do verdadeiro ou falso damos o nome de dúvida.
“Nenhum discurso pode terminar no conhecimento absoluto de um fato passado ou futuro”; o
que nos leva a perceber que, todo saber é condicional.
Quando o discurso de um homem não começa por definições, chama-se opinião, quando se
apoia em afirmações de outra pessoa, denomina-se crença ou fé, quando cremos na
veracidade do que alguém afirma com base em argumentos que não foram tomados da
própria coisa ou dos princípios da razão natural, mas da autoridade e do bom conceito que
essa pessoa goza junto aos que crêem, então, aquele que diz, ou a pessoa a quem acreditamos
e confiamos e cuja palavra admitimos, é o objecto de nossa fé. 
 
Virtudes comumente chamadas intelectuais e de suas falhas opostas

Podemos entender por virtudes intelectuais como sendo as atitudes da mente que os homens
apreciam, valorizam e desejam possuir.
As virtudes podem ser naturais ou adquiridas. As naturais consistem no talento adquirido por
meio da experiência, já as virtudes adquiridas se baseiam na razão.
A causa das diferenças de talentos são as paixões, e a diferença entre as paixões tem origem
em parte, nas diferenças de constituição física e m parte, nos distintos tipos de educação a
diferença de talento precede das paixões.
Conforme Hobbes, as principais paixões que provocam as diferenças de talentos são: o maior
ou menor desejo de poder, de riquezas, conhecimento e honrarias, o que pode ser resumido
no afã do poder.
 
 Das diversas matérias do conhecimento
O conhecimento se divide em duas espécies, como conhecimento do fato e como
conhecimento da consequência de uma afirmação para a outra. A primeira denominada como
sensação e memória, e a segunda como ciência.
A história é o registro do conhecimento dos fatos e se divide em história natural e história
civil. Os registros da ciência são livros que contêm a demonstração das consequências de
uma afirmação para a outra.  
 
Do poder, do valor, da  dignidade, da honra e da excelência
Como é mencionado por Hobbes, o poder de um homem é baseado nos meios que ele dispõe
para alcançar, no futuro, algum bem evidente que pode ser natural ou instrumental.
O poder natural advém das faculdades do corpo e da mente, já os poderes instrumentais são
adquiridos através destas faculdades ou por meio da sorte.
O estado representa o maior poder humano, pois é a integração de vários homens unidos com
o consentimento de uma pessoa natural ou civil, o que define que ter servos é poder, como
também ter amigos, pois isso significa união de forças.
O valor ou conceito de um homem é, como para todas as outras coisas, seu preço; isto é,
depende de quanto seria dado pelo uso de seu poder, a manifestação do valor que nos
atribuímos mutuamente é o que em geral conhecemos por honra e desonra, a estima pública
de um homem, que é o valor que lhe é conferido pelo Estado, é o que denominamos
ordinariamente dignidade.
Da diferença de modos
Modos, no texto é referido como as qualidades que a humanidade precisa te para poder
conviver pacífica e harmoniosamente.
A felicidade desta vida consiste na serenidade de uma mente satisfeita, é um contínuo
progredir de desejos, de um objecto a outro, o objecto dos desejos humanos não é gozar uma
única vez e por alguns instantes, mas assegurar, para sempre, o caminho de seus desejos
futuros.
A principal inclinação da humanidade é a perpétua e contínuo afã de poder, que termina
apenas com a morte. Sua causa baseia-se no fato de que não é possível que um poderio e os
meios de bem-estar sejam assegurados, sem que novos bens sejam adquiridos.
 
Das religiões
O capítulo começa com a afirmação de que só no homem existe a semente da religião que
consiste numa qualidade que lhe é peculiar, pelo menos num grau que não existe em qualquer
outro ser vivente.
O reconhecimento de um Deus eterno, infinito e omnipotente pode originar-se mais do desejo
dos homens de conhecer as causas dos corpos naturais e de suas diversas virtudes e formas de
operar que do temor do que poderia suceder no futuro, e os homens através do conhecimento
de que existe um Deus infinito, omnipotente e eterno preferem antes confessá-lo
incompreensível e situado além de seu entendimento a definir sua natureza como espírito
incorpóreo, e a partir disso, ter de admitir inteligível a definição que fazem dele.
Para Hobbes, a manifestação de veneração aos poderes invisíveis por meio dos homens
constitui-se de sua reverência perante outros homens.
As sementes religiosas cultivadas pelos homens podem ser de duas espécies: formada por
aqueles que nutriram e ordenaram a matéria religiosa de acordo com sua própria invenção e
outra feita sob o comando e direcção de Deus. O primeiro grupo trata da política humana e o
segundo da política divina.
 
Da condição natural do género humano no que concerne a sua felicidade e a sua
desgraça.
A natureza humana criou os homens tão iguais nas faculdades do corpo e do espírito que; se
um homem, às vezes, é visivelmente mais forte de corpo ou mais sagaz que outro, quando
considerados em conjunto, diferença entre um homem e outro não é tão relevante, o que
resulta também a igualdade de esperança quanto ao nosso fim.
Existem na natureza humana três causas principais de disputa: competição, desconfiança e
glória. Assim, a competição cria motivos para que os homens se ataquem com fim de
alcançarem algum benefício, a desconfiança os permite a segurança e através da glória eles
têm a reputação.

Da primeira e da segunda  leis naturais, e dos contractos


Conforme Hobbes, o direito natural consiste na liberdade que cada homem tem para fazer uso
de seu poder como lhe aprouver, para que sua natureza seja preservada, é a liberdade de fazer
tudo aquilo que, segundo seu julgamento e razão, é adequado para atingir esse fim.
A palavra liberdade significa em si a ausência de empecilhos externos, que por sua vez, tiram
parte do poder de cada um de agir como quiser, mas sem impedir que cada um use o poder
conforme seu julgamento e razão.
A lei natural é a norma o regra geral estabelecida pela razão que proíbe o ser humano de agir
de forma a destruir sua vida ou privar-se dos meios necessários a sua preservação”, uma
segunda lei diz que  o homem deve concordar com a renúncia de seus direitos sobre todas as
coisas, contentando-se com a mesma liberdade que permite aos demais, na medida em que
considerar tal decisão necessária a manutenção da paz e de sua própria defesa.
Conforme o autor, renunciar a um direito é o mesmo que renunciar à liberdade de negar a
outro homem o benefício de seu direito à mesma coisa. Um homem, ao transferir um direito
ou renunciar a ele, o faz levando em consideração o direito que lhe foi reciprocamente
transferido, ou com a esperança de ser beneficiado. O contrato é o que podemos chamar de
transferência de direitos e não existe contrato sem mútua aceitação, ou se o que é prometido é
visivelmente impossível.
 
De outras leis naturais
As demais leis naturais são citadas a seguir: que os homens cumpram os pactos que
celebrarem; que cada homem esforce-se para conviver com os outros; que sejam perdoados
aqueles que nos ofenderam no passado, de desejem nosso perdão; que nas vinganças os
homens não dêem importância à grandeza do mal passado; que nenhum, por meio de palavras
ou actos, demonstre ódio ou desprezo pelo outro; que cada homem reconheça os demais
como seus iguais por natureza e que ao se iniciarem as condições de paz, ninguém reserve
para si um direito que não aceitaria como privilégio de qualquer outro. Leis estas que podem
ser resumidas em apenas uma: faz aos outros o que gostaria que te fizessem.
 
Das pessoas, dos autores e das coisas personificadas
Uma pessoa natural é aquela que usa de suas próprias palavras e acções, uma pessoa
imaginária é aquela que suas palavras e acções representam a figura de outro homem.
Assim, uma pessoa é o mesmo que um actor, tanto no palco, como na conversação normal.
Personificar é, pois, actuar ou representar a si mesmo ou a outro os representantes de pessoas
artificiais são donos de suas palavras e actos. Nesse caso, a pessoa é o actor, e o dono de suas
palavras e acções, o autor.
Definido como dono da acção de outra pessoa e a de quem se torna dono de uma acção ou
pacto de outros.